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A formalização do contrato é definida pela lei 8.

666/93, porém há casos nos quais não há


necessidade de um contrato formal e escrito.
Marque a alternativa incorreta, ou seja, aquela em que NÃO é obrigatória a formalização
do contrato escrito.

a. Toda a contratações realizadas por meio de concorrências e tomadas de preços.

b. Toda contratação de serviço que envolva a assistência técnica pelo período de um ano.

A alternativa está correta. Segundo o acordão TCU 2.720/2011 – 1ª câmara, nas


contratações em que houver obrigação futura ou entrega parcelada do objeto ou serviço,
existe a obrigatoriedade da formalização contratual.

c. Toda contratação realizada na modalidade convite.

d. Toda contratação feita por meio da modalidade Pregão para entrega de bens no valor
de R$92.000.

e. Toda aquisição de materiais de consumo com entregas mensais.

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A lei 8.666/93 em seu art. 62 determina que: "o instrumento de contrato é obrigatório nos
casos de concorrência e de tomada de preços, bem como nas dispensas e inexigibilidades
cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação e
facultativo nos demais em que a Administração puder substitui-lo por outros instrumentos
hábeis, tais como carta-contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou
ordem de execução de serviço".
Ainda, segundo o acordão TCU 2.720/2011 - 1ª câmara, nas contratações em que houver
obrigação futura ou entrega parcelada do objeto ou serviço, há obrigatoriedade da
formalização contratual.
Gabarito: Toda contratação realizada na modalidade convite.
A alternativa está incorreta. De acordo com a lei 8.666/93, há obrigatoriedade para
todas as contratações realizadas nas modalidades concorrência e tomadas de
preços, sendo que há casos de contratações por convite em que poderá não haver
necessidade de contrato formal. Por exemplo, no caso de entrega imediata e integral
de bens que não demandem obrigação futura (garantia, assistência técnica etc.)
Questão 2
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão
Um contrato de prestação de serviço de vigilância foi firmado 1º de setembro de 2014 (ano
X). Estamos em julho do ano de 2015 (ano X+1). As condições de execução e preço são
favoráveis à administração.
Qual o procedimento que a Administração deve adotar.

a. Abrir processo licitatório com vista à nova contratação, pois os contratos de vigilância
não podem ter sua vigência prorrogada.

b. Prorrogar por mais 4 meses (até 31 de dezembro), aproveitando a possibilidade de


prorrogação dada pela Lei, mas sem ultrapassar o exercício financeiro, em face da
vigência do crédito orçamentário da despesa.

c. Prorrogar por mais um ano, antes do fim da vigência inicial, e em seguida prorrogar por
tantos iguais e sucessivos períodos quanto as condições de execução e preço se mostrem
favoráveis à Administração.

d. Prorrogar por mais 4 meses, até 31 de dezembro, pois a lei impõe que a vigência esteja
adstrita ao respectivo crédito orçamentário, e prorrogá-lo, a partir de 1º de janeiro do ano
seguinte até 31 de dezembro.

e. Prorrogar a partir de setembro de 2015 por mais um ano, usando a prerrogativa legal
dada aos contratos de natureza continuada, até o limite de 60 meses.

Essa é a resposta correta. Como serviço de natureza continuada, os contratos de


vigilância podem ter sua vigência prorrogada por iguais e sucessivos períodos, até o limite
de 60 meses, desde que as condições de execução e preço ainda sejam vantajosas para a
Administração.
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Os contratos de serviços de natureza continuada são excetuados da regra geral de
vigência de contratos administrativos, que devem estar adstritos aos correspondentes
créditos orçamentários. É por meio da lei orçamentária que a Administração Pública
recebe uma autorização legislativa para executar as despesas de que necessita para fazer
investimentos, pagar pessoal, manter em funcionamento atividades e serviços públicos.
Essa lei orçamentária destina valores (orçamentários) para cada tipo de despesa, e, ao
executar essa despesa, deve-se indicar qual o crédito orçamentário (autorização
legislativa) correspondente, abatendo aquela despesa do valor total autorizado. Com isso,
garante-se que toda despesa pública tenha tido, previamente, uma autorização para que
fosse realizada, bem como um valor limite.
Voltando aos contratos de natureza continuada, por se constituírem em uma necessidade
permanente da Administração, a Lei excetuou essa exigência, na hipótese de sua vigência
não coincidir com a do exercício financeiro, que no Brasil coincide com o ano civil (de
janeiro a dezembro). Assim, pode-se firmar um contrato com vigência de 12 meses, e
apenas os meses em que forem executados no mesmo exercício terão o crédito
orçamentário indicado (de acordo com a lei orçamentária em vigor) e ao mudar o exercício,
já havendo nova lei orçamentária, basta um apostilamento para indicar os novos créditos
orçamentários pelos quais as despesas daquele novo exercício correrão.
Ainda no caso de contratações para serviços de natureza continuada, além do prazo de 60
meses de vigência, decorrente das sucessivas prorrogações, há a possibilidade de
estender extraordinária e justificadamente esse limite por mais 12 meses, conforme
expresso no § 4º do art. 57, da Lei 8.666/1993.
Gabarito: Prorrogar a partir de setembro de 2015 por mais um ano, usando a
prerrogativa legal dada aos contratos de natureza continuada, até o limite de 60
meses.
Essa é a resposta correta. Como serviço de natureza continuada, os contratos de
vigilância podem ter sua vigência prorrogada por iguais e sucessivos períodos, até
o limite de 60 meses, desde que as condições de execução e preço ainda sejam
vantajosas para a Administração.

Questão 3
Incorreto

Atingiu 0,00 de 1,00

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Texto da questão
Há uma diferença conceitual entre Contrato e Termo de Contrato. Os ajustes firmados
entre duas ou mais pessoas como objetivo de regular interesses e obrigações entre as
partes são Contratos. Já o Termo de Contrato é o documento que atende às formalidades
legais para a o registro escrito dos termos do contrato. Para Marçal Justen Filho, "... a
existência de um contrato administrativo não depende da forma adotada para sua
formalização".
Os contratos administrativos adotam a forma escrita como regra, e o art. 62 da Lei
8.666/1993 regula as hipóteses de obrigatoriedade ou não do Termo de Contrato nas
contratações públicas.
Acerca do tema, escolha a alternativa correta.

a. O que determina a obrigatoriedade de um Termo de Contrato é o valor da contratação,


independente do objeto ou do tipo de prestação do serviço contratado.

b. A modalidade de escolha do contratado é o fator determinante para a formalização do


Termo de Contrato

Essa não é a resposta correta. Além da modalidade escolhida, o objeto do contrato


determina a obrigatoriedade ou não de que a avença seja formalizada por um Termo. Se,
por exemplo, o objeto do contrato for a reforma de um prédio, cuja execução se prolonga
pelo tempo (obrigações futuras); ou se o objeto do contrato for a entrega de um bem que
demande manutenção preventiva por um determinado período; em ambos os casos, há
que se formalizar o ajuste por meio de um Termo de Contrato.

c. Para verificar a obrigatoriedade ou não de um Termo de Contrato, há que se analisar


somente os aspectos qualitativos do objeto do contrato.

d. O art. 62 da Lei 8.666/1993 determina que o Termo de Contrato é obrigatório apenas


nos casos de contratação que tenha sido precedida de licitação nas modalidades
Concorrência ou Tomada de Preços.

e. Para se verificar se o Termo de Contrato é obrigatório ou não, há que se verificar os


aspectos qualitativos e quantitativos da licitação.

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A definição quanto à obrigatoriedade ou não da formalização da contratação por meio do
instrumento próprio, no caso o Termo de Contrato, tem algumas condicionantes legais,
ditadas pelo caput do art. 62 e seu § 4º:
Início de legislação.
Art. 62. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada
de preços, bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam
compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação, e facultativo nos demais
em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis, tais como carta-
contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de
serviço.
(...)
§ 4o É dispensávelo "termo de contrato" e facultada a substituição prevista neste artigo, a
critério da Administração e independentemente de seu valor, nos casos de compra com
entrega imediata e integral dos bens adquiridos, dos quais não resultem obrigações
futuras, inclusive assistência técnica.

Fim de legislação.
Assim, as contratações de objetos que não importem em obrigações futuras estão
dispensadas de serem formalizadas por meio do Termo de Contrato. Mas atenção: isso
não significa que não haja contratação, apenas foi dispensado o instrumento chamado
Termo de Contrato e substituído por um dos instrumentos que lei enumera,
exemplificativamente, no caput do artigo acima transcrito. Nas palavras de Marçal Justen
Filho (in Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos, 15ª Ed. p. 862):
"Não é raro imaginar-se que o art. 62 restringe as hipótese em que existirá contrato
administrativo. Alguns pensam que as regras sobre contrato administrativo apenas se
aplicam quando for assinado um termo de contrato, concepção incompatível com a ordem
jurídica. Essa colocação é totalmente incorreta e pode ter efeitos muito graves. Deve ter-se
em vista que a existência de um contrato administrativo não depende da forma adotada
para a sua formalização."

No entanto, a permissão legal para a dispensa do instrumento próprio para regular a


contratação deve, também, submeter-se ao princípio e aos limites da razoabilidade. Isso
significa que, ainda que a Lei permita a não formalização em um Termo de Contrato (ou
seja, que ele seja opcional), uma determinada situação prática pode indicar no sentido
contrário. Assim, mesmo que a Lei considere em algumas situações o Termo opcional, o
Administrador poderá decidir por elaborá-lo de modo a resguardar- se de forma a
aumentar a chance de que as condições da contratação sejam efetivamente atendidas.
Por fim, lembrar que as contratações precedidas da modalidade Pregão se submetem às
disposições do art. 62 ora comentado, devendo haver o Termo de Contrato quando o
objeto licitado importar em obrigações futuras pelo contratado.
Gabarito: Para se verificar se o Termo de Contrato é obrigatório ou não, há que se
verificar os aspectos qualitativos e quantitativos da licitação.
Essa é a resposta correta. Os aspectos qualitativos dizem respeito ao tipo de objeto
contratado: se é um bem de pronta entrega ou um serviço, a ser executado ao longo
de um período. Já os aspectos quantitativos dizem respeito ao valor da contratação.
Assim, é obrigatória a formalização por meio do respectivo instrumento para as
contratações que não se encerram com a entrega do objeto (aspecto qualitativo) e
cujo valor esteja acima do limite da modalidade Convite.
Questão 4
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00


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Texto da questão
Durante o trabalho de inspeção anual realizado pela Controladoria do município, em
janeiro de 2014, foi constatada a existência do Contrato de Limpeza nº 001/2009 (Tomada
de Preços nº 10/08), assinado e publicado no dia 01 de janeiro de 2009, com gastos
mensais de R$ 10.833,00 e prorrogável até 60 meses.
Em sua última prorrogação, o contrato de limpeza foi prorrogado até o final de 2014, sem
qualquer justificativa, bem como as sucessivas prorrogações foram feitas de forma
automática.
Diante do exposto e com base na legislação vigente, marque abaixo a alternativa que
melhor descreve a conclusão que se poderia chegar.

a. O contrato não pode ser enquadrado como serviço continuado e a vigência deveria ser
anual.

b. O contrato não poderia ser prorrogado até dezembro de 2013.

c. A vigência deveria ter sido de apenas um ano.

d. As sucessivas prorrogações deveriam ser precedidas da comprovação da


vantajosidade para Administração, bem como não houve justificativa e demonstração da
situação excepcional para prorrogação acima de 60 meses.

Este item está correto! As sucessivas prorrogações deveriam ser justificadas por escrito e
previamente autorizadas pela autoridade competente (art. 57, §2º da Lei 8.666/93),
demonstrada nos autos do processo a vantajosidade da prorrogação e a compatibilidade
do preço com o mercado. A prorrogação após sessenta meses é uma excepcionalidade
prevista no § 4º do art. 57, que demanda uma justificativa e autorização da autoridade
superior.

e. Quando justificadas por escrito, previamente autorizadas pela autoridade competente,


demonstrada a vantajosidade da prorrogação e a compatibilidade do preço com o
mercado, não há limite de prazo para as prorrogações. Por isso, não há irregularidades na
situação descrita.

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A duração dos contratos administrativos é o período estipulado para que os contratos
possam produzir direitos e obrigações entre as partes. A regra é que o prazo de vigência
seja limitado ao exercício em que foram iniciados, adstrito à vigência dos créditos
orçamentários, conforme previsto no art. 57, caput, da Lei 8.666/93. O inciso II do citado
artigo prevê que à prestação de serviços a serem executados de forma contínua, poderão
ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de
preços e condições mais vantajosas para Administração Pública, limitada a sessenta
meses.
Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente autorizada
pela autoridade competente para celebrar o contrato.
Já o parágrafo 4º estabelece em caráter excepcional, devidamente justificado e mediante
autorização superior, que o prazo de sessenta meses poderá ser prorrogado em até doze
meses.
Alerta: é importante verificar se o valor total do contrato, incluindo as prorrogações, fica
dentro do limite da modalidade de licitação utilizada para a contratação. No caso de
Pregão, não há limite de valores máximos, ou seja, as contratações de objetos de qualquer
valor podem ser feitos pela modalidade Pregão.
Gabarito: As sucessivas prorrogações deveriam ser precedidas da comprovação da
vantajosidade para Administração, bem como não houve justificativa e
demonstração da situação excepcional para prorrogação acima de 60 meses.
Este item está correto! As sucessivas prorrogações deveriam ser justificadas por
escrito e previamente autorizadas pela autoridade competente (art. 57, §2º da Lei
8.666/93), demonstrada nos autos do processo a vantajosidade da prorrogação e a
compatibilidade do preço com o mercado. A prorrogação após sessenta meses é
uma excepcionalidade prevista no § 4º do art. 57, que demanda uma justificativa e
autorização da autoridade superior.
Questão 5
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão
A lei 8.666/1993 prevê duas formas de formalização das alterações contratuais: a lavratura
de termo aditivo e o apostilamento. Usa-se uma ou outra forma de acordo com a alteração
contratual havida, de modo que se atenda aos princípios da publicidade, da
economicidade e da eficiência.
Isto posto, assinale a alternativa em que o instrumento utilizado está de acordo com a
alteração efetuada no contrato.
a. Termo aditivo, no caso de suplementação de dotação orçamentária da despesa havida
com o contrato até o limite do valor corrigido.

b. Apostilamento, quando da prorrogação de prazo de vigência do contrato de natureza


continuada.

c. Termo aditivo, no caso de alteração do razão social da empresa contratada.

Essa é a resposta correta. A razão social é elemento essencial do contrato, de modo que,
se houve alteração admitida, há que se adotar as formalidade do aditamento, inclusive
com a respectiva publicação.

d. Apostilamento, no caso de alteração do valor do contrato em razão do aumento de


quantitativo de serviços, dentro dos limites legais.

e. Termo aditivo, no caso de alteração do valor do contrato por aplicação da cláusula de


reajuste.

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A escolha dentre as opções de formalização, além do caráter obrigatório, em face de
disposições legais que regram a matéria, tem que ser vista também sob o ponto de vista
do controle social em articulação com princípios administrativos como o princípio da
economicidade, da eficiência e da formalidade moderada.
Simples alterações ou correções de erros materiais, sem impacto na execução do
contrato, se fossem feitas por meio das formalidades exigidas para os termos aditivos,
além de ferir a eficiência administrativa, imporiam à Administração gastos com publicação
de extratos que em nada contribuiriam para o controle social que o princípio da publicidade
visa privilegiar. No caso de apostilamento, basta o registro em adendo ao próprio termo de
contrato ou documento que o vincule.
De modo diverso, quando a alteração muda as condições iniciais pactuadas, que foram
amplamente conhecidas na fase da licitação, há que se formalizar por meio de termo
aditivo e proceder a correspondente publicação.
Segundo a Lei no 8.666/1993, a apostila pode ser utilizada nos seguintes casos:

 variação do valor contratual decorrente de reajuste previsto no contrato;


 atualizações, compensações ou penalizações financeiras decorrentes das
condições de pagamento;
 empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do valor corrigido.

Gabarito: Termo aditivo, no caso de alteração do razão social da empresa


contratada.
Essa é a resposta correta. A razão social é elemento essencial do contrato, de modo
que, se houve alteração admitida, há que se adotar as formalidade do aditamento,
inclusive com a respectiva publicação.
Questão 6
Incorreto

Atingiu 0,00 de 1,00

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Texto da questão
Equilíbrio econômico-financeiro, assegurado pela Constituição Federal, consiste na
manutenção das condições de pagamento estabelecidas inicialmente no contrato, de
maneira que se mantenha estável a relação entre as obrigações do contratado e a justa
retribuição da Administração pelo fornecimento de bem, execução de obra ou prestação de
serviço.
Em relação ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato, assinale a alternativa correta.

a. As modificações unilaterais dos contratos para melhor ajustá-los ao interesse público


não são motivadoras de revisão do equilíbrio econômico-financeiro inicialmente
estabelecido, pois não decorrem da hipótese de fato imprevisível ou ainda de caso fortuito,
de força maior ou de fato do príncipe.

b. Na superveniência de fatos imprevisíveis, a Administração está obrigada a,


unilateralmente, recompor o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

c. No caso da alteração unilateral promovida pela Administração, para que seja concedido
o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, é necessário que a contratada demonstre
que tal alteração tenha provocado a quebra da relação inicialmente estabelecida.

d. A modificação de alíquota de encargos incidente sobre os serviços contratados não


justifica a alteração de contratos, pois se insere na álea econômica ordinária.

e. A manutenção do equilíbrio econômico-financeiro é uma prerrogativa exclusiva do


contratado, decorrente de uma proteção constitucional, expressa no art. 37, inciso XXI, da
CF.

Essa resposta está errada. O instituto serve de proteção para as partes, ou seja, a garantia
de terem, ao longo da execução do contrato, a mesma relação entre as obrigações do
contratado e a respectiva justa retribuição da Administração. Significa dizer que se houver
desequilíbrio em desfavor da Administração (redução de um tributo incidente sobre
serviços contratados), os preços contratos deverão ser adequados para o
restabelecimento da relação inicial.
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O restabelecimento do Equilíbrio Econômico-Financeiro do contrato, que consiste na


manutenção das condições pactuadas na época da contratação, é uma garantia para as
partes de que, na ocorrência de fatos supervenientes e não conhecidos, a relação entre as
obrigações de uma parte e a justa retribuição da outra seja mantida equilibrada durante a
vigência do ajuste. De destacar que o instituto é uma via de mão dupla, ou seja, tanto se
aplicada em favor do contratado, quanto em favor da Administração, pois as partes são
igualmente tuteladas. Ou melhor, protege-se o contrato e sua relação inicial.
Assim, fatos imprevisíveis que alteram demasiadamente o contrato, a exemplo de alta
excessiva de um determinado insumo, que importem em redução extremada das margens
de lucro do contratado (para aquele objeto), podendo inviabilizar a continuidade do
contrato, devem ser motivadores de revisão do contrato.
A Lei não qualifica as alterações que autorizam o restabelecimento do equilíbrio
econômico-financeiro do contrato, cabendo à análise e certa dose de subjetividade de
cada caso do que venha a ser considerado "alteração demasiada do contrato" e "redução
extremada das margens de lucro". Devido a margem de subjetividade atribuída ao gestor,
a decisão tomada em relação à o restabelecimento deverá ser bem fundamentada e
motivada.
Nas hipóteses expressamente previstas em lei, é possível à Administração, mediante
acordo com o contratado, restabelecer o equilíbrio ou reequilíbrio econômico-financeiro do
contrato.
Reequilíbrio econômico-financeiro do contrato se justifica nas seguintes ocorrências:

 fato imprevisível, ou previsível porém de consequências incalculáveis, retardadores


ou impeditivos da execução do que foi contratado;
 caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, que configure álea
econômica (probabilidade de perda concomitante à probabilidade de
lucro) extraordinária e extracontratual (Licitações e Contratos - Orientações e
Jurisprudência do TCU).

Gabarito: No caso da alteração unilateral promovida pela Administração, para que


seja concedido o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, é necessário que a
contratada demonstre que tal alteração tenha provocado a quebra da relação
inicialmente estabelecida.
Essa é a resposta correta. O que determina a recomposição da relação econômico-
financeira inicialmente estabelecida não é a alteração contratual, mas eventuais
encargos do contratado provocados por essa alteração, na dicção do § 6º, do art. 65,
da Lei 8.666/1993.
Questão 7
Incorreto

Atingiu 0,00 de 1,00

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Texto da questão
Acerca dos prazos de duração dos contratos, marque a alternativa correta.

a. Os prazos de duração dos contratos de natureza continuada poderão ter suas vigências
prorrogadas por iguais e sucessivos períodos, até o limite de 60 meses, findo os quais, em
hipótese alguma, poderão ser novamente prorrogados.

Essa não é a resposta correta. Apesar de os contratos de natureza continuada poderem


ser prorrogados por até 60 meses, a lei ainda possibilita nova prorrogação desse prazo,
por mais doze meses, desde que seja em caráter excepcional, justificado e autorizado pela
autoridade competente.

b. As obras contempladas em projetos de programas constantes do Plano Plurianual


poderão ser prorrogados além do exercício financeiro em que foram iniciadas, desde que
essa prorrogação tenha sido prevista no instrumento convocatório.

c. Os contratos de aluguel de equipamentos de informática estão dentre as exceções do


art. 57, da Lei 8.666/1993, razão pela qual a vigência desses contratos não está adstrita ao
respectivo crédito orçamentário, podendo ser prorrogados por até 60 meses.

d. A possibilidade de prorrogação da vigência de um contrato administrativo atende ao


critério qualitativo, ou seja, depende do objeto do ajuste, podendo variar de um mínimo de
12 meses até os de prazo indeterminado, sempre com vistas à obtenção das melhores
condições de execução.

e. Os prazos de todos os contratos administrativos devem coincidir com o dos créditos


orçamentários das despesas incorridas por esses contratos
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Os prazos de vigência dos contratos administrativos estão disciplinados no art. 57 da Lei
8.666/1993, devendo-se atentar para as quatro exceções à regra geral quanto à
vinculação aos créditos orçamentários (incisos I a V)*:
- projetos com produtos contemplados no Plano Plurianual (PPA)
- serviços de natureza continuada
- aluguel de equipamento e utilização de programas de informática
- material de segurança e defesa nacional, inovação e
complexidade tecnológica
* o inciso III foi vetado quando da sanção da Lei
Esses créditos são condições para a contratação pública, ou seja, não se pode sequer
licitar sem que se tenha os recursos orçamentários necessários para cobrir as despesas
decorrentes da contratação. Os créditos orçamentários são definidos e fixados na lei
orçamentária anual (LOA) que tem vigência coincidente com o ano civil, que vai de 1º de
janeiro a 31 de dezembro.
Assim, a regra é que os contratos devem respeitar a mesma vigência do crédito
orçamentário que irá 'cobrir' as despesas decorrentes da contratação, daí o que a Lei
chamou de vinculação (adstrito) aos respectivos créditos orçamentários.
Para os contratos decorrentes das situações elencadas nos incisos I, II, IV e IV a Lei abriu
exceções, disciplinando os prazos de vigência de acordo com suas peculiaridades ou
necessidades.
Gabarito: As obras contempladas em projetos de programas constantes do Plano
Plurianual poderão ser prorrogados além do exercício financeiro em que foram
iniciadas, desde que essa prorrogação tenha sido prevista no instrumento
convocatório.
Essa é a resposta correta. A regra geral dos contratos administrativos impõe que a
vigência dos ajustes coincida com os créditos orçamentários, mas as obras que
integram os programas constantes dos Planos Plurianuais constam das exceções a
essa regra, conforme inciso I, do art. 57, da Lei 8.666/1993.
Questão 8
Incorreto

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Texto da questão
Analise a seguinte situação, e assinale a alternativa correta.
Uma empresa de consultoria em engenharia foi contratada pela Prefeitura para fiscalizar
uma obra, pelo período de 18 meses, coincidindo com o prazo de vigência do contrato da
obra fiscalizada. Como houve paralisação dos trabalhos do contrato da obra que estava
sendo fiscalizada no décimo mês, determinada pela Administração, e que durou 5 meses,
foi feita também a prorrogação do contrato de consultoria pelo mesmo período, perfazendo
um total de 23 meses de vigência. No período de paralisação da obra, a empresa
contratada para fiscalizar continuou recebendo o valor mensal acordado.
Marque o item que melhor representa o posicionamento técnico sobre a situação descrita
neste enunciado.

a. O procedimento foi errado, pois, apesar da possibilidade de prorrogação,


acompanhando o contrato de obra fiscalizado, deveria ter havido também a diminuição ou
supressão de remuneração do contrato de consultoria em face da paralisação da obra.

b. O procedimento foi correto, pois o contrato em questão se refere a um serviço de


natureza continuada, cuja vigência pode se estender até 60 meses.

Essa resposta está errada. O contrato de fiscalização de obra não pode ser considerado
como de natureza continuada, pois tem escopo próprio (a obra fiscalizada) e não se
constitui em atividade institucional do órgão contratante.

c. O procedimento foi errado, pois não se admite a alteração do prazo inicialmente


pactuado em contratos de fiscalização de obra.

d. O procedimento foi correto, pois a empresa contratada para fiscalizar não pode ter
prejuízo em razão de um fato de terceiro, no caso, a determinação da Administração para
paralisação da obra.

e. O procedimento foi errado, pois como o contrato perdurou por 23 meses, implicou em
um acréscimo contratual de 27,8%, inadmitido na legislação, conforme § 1º do art. 65, da
Lei 8.666/1993.

Feedback
Os processos de fiscalização de obras têm a peculiaridade de o seu objeto estar vinculado
ao objeto de outro contrato e com ele se relacionar diretamente, mormente a fruição de
prazo de vigência. E não poderia ser diferente, na medida em que a fiscalização deve
ocorrer no mesmo ritmo que as obras são executadas.
Dessa forma, os contratos de fiscalização, supervisão e gerenciamento de obras devem
conter cláusulas com previsão de diminuição, ou até mesmo suspensão, da remuneração
nos casos em que as obras forem paralisadas, ou caso seu ritmo diminua
significativamente.
Essas alterações de prazo e eventuais suspensões de atividades não se configuram
alteração do objeto do contrato, conquanto este continua o mesmo. Logo, não estão
sujeitas às regras de vedação sobre aumento ou redução quantitativo do objeto.
Gabarito: O procedimento foi errado, pois, apesar da possibilidade de prorrogação,
acompanhando o contrato de obra fiscalizado, deveria ter havido também a
diminuição ou supressão de remuneração do contrato de consultoria em face da
paralisação da obra.
Essa é a resposta correta. O contrato de fiscalização é acessório e deve acompanhar
a vigência do contrato principal. Na hipótese de paralisação ou diminuição de ritmo
das obras, há que se ajustar o contrato de fiscalização na mesma medida, inclusive
quanto aos pagamentos.
Questão 9
Incorreto

Atingiu 0,00 de 1,00

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Texto da questão
Uma das características dos contratos administrativos é a possibilidade de ser alterado,
unilateralmente pela Administração Pública. Uma dessas alterações unilaterais permitidas
é a de quantitativos do objeto contratado.
No entanto, essas alterações encontram limites quantitativos e qualitativos, além de
decorrências para as partes contratantes como consequência dessas alterações.
Acerca do tema, indique a alternativa correta.

a. Os acréscimos e supressões, quando resultante de acordo entre as partes poderão ser


firmados livremente, desde que essa possibilidade tenha sido prevista anteriormente no
edital.

b. Em nenhuma hipótese pode haver acréscimos acima do limite de 25% inicialmente


contratado, ainda que por acordo entre as partes.

c. Nos contratos de reforma de edifício, o contratado está obrigado a aceitar supressões


até o limite de 50%.

Essa resposta está errada. As alterações que impliquem em acréscimo do valor inicial
atualizado do contrato é que estão limitados a 50%. Já as supressões estão limitadas a
25% desse valor.

d. Os acréscimos e supressões de até 25% são alterações unilaterais, das quais o


contratado não pode se esquivar de cumprir, sob pena de caracterizar descumprimento de
obrigação previamente assumida.
e. Nos casos de acréscimos dento dos limites autorizados pela Lei, a Administração
deverá indenizar o contratado pelos prejuízos porventura causados, desde que
devidamente comprovados.

Feedback
As alterações quantitativas dos contratos administrativos, de natureza unilateral e de
cumprimento obrigatório pelo contratado, inserem-se no âmbito das cláusulas exorbitantes
desses contratos, pois impõem ao particular contratado a execução do que fora pactuado
em condições diversas da que avença inicial previa, aumentando ou diminuindo as
quantidades de bens e serviços do contrato. Cabe lembrar que os ajustes quantitativos nos
contratos também refletirão nos valores a serem pagos ao contratado, na mesma
proporção dos aumentos e das supressões.
O legislador, no entanto, impôs algumas limitações, de modo a proteger o interesse
público, evitando assim que se desvirtuasse o objeto licitado. Ou seja, se não houvesse
essa limitação, um determinado bem ou serviço poderia ser licitado em certo quantitativo e
majorado posteriormente à assinatura do contrato, indefinidamente, desvirtuando e
contornando a obrigação constitucional de licitar. Por outro lado, poderia inviabilizar a
execução do contrato caso as quantidades suprimidas ou acrescidas fossem de tal monta
que impedisse a contratada de cumprir as novas exigências.
Importa mencionar também que a cláusula exorbitante de alteração unilateral encontra
proteção para o particular contratado na previsão de ressarcimento para os casos de
aquisição de materiais necessários à execução do contrato prévia à supressão. Ou seja, a
Administração ao suprimir quantitativos não pode impor ao particular o ônus de arcar com
o prejuízo causado por essa supressão, devendo pagar pelo materiais adquirido e
indenizar por eventuais prejuízos comprovados pelo particular.
Gabarito: Os acréscimos e supressões de até 25% são alterações unilaterais, das
quais o contratado não pode se esquivar de cumprir, sob pena de caracterizar
descumprimento de obrigação previamente assumida.
Essa é a resposta correta. Ainda que impactem a execução do contrato, implicando
muitas vezes na necessidade de alocação de mais material e/ou mão de obra, ou sua
redução, o contratado não pode recusar o seu cumprimento. Cabe lembrar que os
ajustes quantitativos nos contratos também refletirão nos valores a serem pagos ao
contratado.
Questão 10
Incorreto

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Texto da questão
Em um contrato de obras, foi apontada a necessidade de alterações quantitativas nos
serviços contratados, de modo que haveria acréscimos e supressões de serviços,
conforme a seguir detalhado:Valor original do contrato: R$ 800.000,00
Serviços Contrato Aditivo Contrato com aditivo
Fundações 300.000,00 120.000,00 420.000,00
Alvenaria 160.000,00 - 40.000,00 120.000,00
Cobertura 100.000,00 40.000,00 140.000,00
Pintura 80.000,00 - 20.000,00 60.000,00
Instalações elétricas 30.000,00 10.000,00 40.000,00
Instalações hidráulicas 20.000,00 5.000,00 25.000,00
Pavimentação 90.000,00 60.000,00 150.000,00
Urbanização 20.000,00 10.000,00 30.000,00
Valor Total 800.000,00 185.000,00 985.000,00
Verificar a pertinência e conformidade legal da alteração, que se dará por meio de aditivos,
com fundamento no art. 65, § 1º, da Lei 8.666/1993.

a. A alteração pode ser feita, pois está dentro do limite de 25% do valor do contrato, pois o
aditivo com as alterações importa em R$ 185.000,00 de um contrato com valor inicial de
R$ 800.000,00, que representa cerca de 23%.

b. A alteração não pode ser feita, pois alguns serviços tiveram acréscimos ou supressões
superiores ao limite legal de 25%, a exemplo dos serviços Fundações e Cobertura (+ 40%
cada), Pavimentação (+ 66%) e Urbanização (+ 50%).

c. A alteração somente pode ser feita para os itens Alvenaria, Pintura e Instalações
Hidráulicas, pois somente eles respeitaram o patamar de 25% previsto no art. 65, § 1º, da
Lei 8.666/1993.

A alternativa está errada. O valor a que se refere o § 1º, do art. 65, da Lei 8.666/1993 é o
percentual máximo admitido, e deve ser considerando pelos conjuntos de supressões e
acréscimo e não pela análise individual de serviços do contrato.

d. A alteração pode ser feita porque nenhum acréscimo de serviço ultrapassou,


individualmente, o limite legal de 25% do valor total do contrato.

e. A alteração não pode ser feita, pois o conjunto de acréscimos totalizou R$ 245.000, o
que representa cerca de 31% do valor do contrato, estando acima, portanto do limite de
25% imposto pela Lei 8.666/1993.

Feedback
Gabarito: A alteração não pode ser feita, pois o conjunto de acréscimos totalizou R$
245.000, o que representa cerca de 31% do valor do contrato, estando acima,
portanto do limite de 25% imposto pela Lei 8.666/1993.

A alternativa está correta. O motivo de a alteração pretendida estar em desacordo


com o previsto na Lei 8.666/1993 é que a verificação deve ser feita comparando-se o
conjunto de acréscimos e de supressões separadamente, sem nenhum tipo de
compensação entre eles. Assim, no exemplo, as supressões importaram em R$
60.000,00 (- 7,5%) e os acréscimos, em R$ 245.000,00 (+ 31%).

Apesar de ser comum a existência de alterações contratuais, especialmente em contratos


de obras, pelas peculiaridades, especificidades e complexidades de tais contratos, devem
ser tratadas como exceções, redobrando-se os cuidados com vistas a evitar o ganho
indevido pelo particular em detrimento da Administração.
Na esteira desse cuidado, e com o objetivo de evitar que as alterações desnaturassem
completamente o processo seletivo prévio de escolha da proposta mais vantajosa para a
Administração é que o TCU firmou o entendimento acerca da forma de verificação desse
limite, pois, do contrário, estar-se-ia desnaturando a proposta que passou pelo crivo da
licitação, alterando de tal forma o objeto que restaria frustrada a pretensão do processo
licitatório de buscar no mercado a proposta mais vantajosa, conforme expresso no voto
condutor do Acórdão 2819/2011-TCU-Plenário .
Quanto aos limites estabelecidos na Lei 8.666/1991 e a sua forma de apuração, o Acórdão
591/2011-TCU-Plenário assim dispôs:
" ... para efeito de observância dos limites de alterações contratuais previstos no art. 65 da
Lei nº 8.666/1993, passe a considerar as reduções ou supressões de quantitativos de
forma isolada, ou seja, o conjunto de reduções e o conjunto de acréscimos devem ser
sempre calculados sobre o valor original do contrato, aplicando-se a cada um desses
conjuntos, individualmente e sem nenhum tipo de compensação entre eles, os limites de
alteração estabelecidos no dispositivo legal".