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Colégio Sagrado Coração de Jesus

Ana Luiza Ramos Tuyuty

Trabalho de Redação:
Resenha Crítica do livro “Da cor da
esperança – A libertação dos escravos"

Salvador – BA
2019
Ana Luiza Ramos Tuyuty

Trabalho de Redação:
Resenha crítica do livro “Da cor da
Esperança – A libertação dos escravos”

Trabalho apresentado
no colégio Sagrado
coração de Jesus

Salvador – BA
2019
Sumário

INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS................................................1
DADOS SOBRE O AUTOR..............................................................1
DADOS SOBRE A OBRA.................................................................1
BREVE RESUMO.............................................................................2
POSICIONAMENTO CRÍTICO.........................................................2
CONCLUSÃO DA RESENHISTA.....................................................5
DADOS DA RESENHISTA...............................................................5
REFERÊNCIAS................................................................................6
RESENHA CRÍTICA

1.INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

ABREU, Márcia. Da cor da esperança: A libertação dos


escravos. 1 ª Edição. Editora Moderna. Salvador, Bahia. 2016. 159p

2.DADOS SOBRE O AUTOR

Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual de Campinas


(1984) e doutorado direto em Teoria e História Literária pela mesma
Universidade (1993). Fez pós-doutorado em História Cultural na Ecole des
Hautes Études en Sciences Sociales, Paris (1996-1997) e livre-docência
em Literatura Brasileira pelo Instituto de Estudos da Linguagem da
UNICAMP (2002). Atualmente é professora do Departamento de Teoria
Literária do IEL - UNICAMP. Coordenou vários projetos de pesquisa
nacionais e internacionais. Publicou diversos livros, capítulos de livros e
artigos, dentre os quais se destacam Histórias de Cordéis e Folhetos
(1999) e Cultura letrada literatura e leitura (2006).

3.DADOS SOBRE A OBRA

O livro “Da cor da esperança – A libertação dos escravos" é uma


obra realizada pela autora Márcia Abreu e o ilustrador Diego
Sanchez. O livro aborda temas como o abolicionismo, caifases,
escravidão, revoltas dos escravos, lei áurea e as diversas formas nas
quais os escravos eram tratados. O livro foi lançado em 2016, de lá
para cá o livro tem sido usado como paradidático em diversas escolas
com a faixa etária a partir dos 11 anos de idade.

4.BREVE RESUMO

Acerca do livro “A cor da esperança: libertação dos escravos",


podemos evidenciar que o tratamento e a vida que os escravos
levavam, com os insultos além do tratamento que recebiam,
claramente desumanos.

Além disso, no mesmo é demonstrado o que ocorria com os mesmos


desde a captura na África, a permanência no Brasil e até enfim
quando a Lei Áurea é assinalada.

5.POSICIONAMENTO CRÍTICO

A história é de grande importância, pois conseguimos aprender


mais sobre o passado dos escravos, consegui entender a evolução
a qual tem tomado e comparamos á como as coisas mudaram
daquela época para o cenário atual.

A autora conseguiu passar uma forma clara de como as coisas


eram naquela época, o quanto difícil era a vida dos escravos e como
grande parte deles não teve a educação necessária, pois
conseguimos perceber acerca do livro que nas falas dos
personagens na maioria das vezes tinham erros do português.

Uma das coisas que mais chamou minha atenção foi como a
autora conseguiu usar as palavras e frases que eram usadas na
cultura deles tendo cuidado para que o leitor soubesse exatamente o
significado. Acerca do livro podemos conhecer mais sobre as
religiões que alguns escravos tinham e suas apropriações culturais
as quais já tinham antes de serem levados para o Brasil, ou seja,
grande parte dos escravos ainda tinham suas crenças, mesmo que
estivessem afastados de onde realmente eles vieram.

Em seu primeiro capítulo o personagem Pedro que é filho de uma


escrava se mostra muito interessado por onde eles viviam, de onde
eles vieram, e o porquê de eles estarem ali, para ele, não existia nada
além do lugar onde moravam. Pedro não tinha o conhecimento
adequado para a sua idade, e com isso a autora conseguiu nos
passar como as crianças viviam naquela época, o quanto faltava
recursos para elas e como tinham que começar o trabalho pesado
desde cedo, mesmo se não fosse adequado.

O livro aborda também o fato de pessoas que são de certa forma


sequestrada e forçadas a se tornarem escravos, independente da
sua sexualidade ou classe socia, em geral são apenas julgados pela
sua cor de pele e forma física, já que para eles quanto mais forte e
saudável era um escravo, mais válido seria, pois, iria ter uma longa
vida e conseguiria fazer trabalhos bastante pesados.

Ao ler cada vez mais consegui aprender mais sobre a cultura e


apropriações culturais da África como penteados, cortes de cabelo e
diversas marcas pelo corpos deles. Assim, conseguiam manter a
cultura deles ali presente, não só a cultura da África mas também a
dos escravos que vieram de outros lugares.

No livro mostra o medo e o desespero de escravas que eram


mães de serem vendidas e acabarem se separando de seus filhos é
correrem o risco de não se encontrarem mais, pois, não tinham como
se comunicar entre si. Esse é um dos principais pontos do livro, pois,
naquela época coisas desse tipo aconteciam normalmente, e não
tinha como se evitar, e a autora abordou esta situação com uma
forma sentimental é bastante dolorosa.

Ao abordar as maneiras como os escravos eram tratados, a


autora consegue nos passar como naquela época ocorria diversos
suicídios ou tentativas do mesmo. Ela nos mostra como a carga
horária de trabalho, o trabalha pesado, a pouca comida que
recebiam, a forma os quais eram tratados e estarem longe das suas
famílias influenciava na saúde mental de cada um dos escravos,
fazendo assim com que vários escravos tirassem a sua própia vida,
pois já estavam fartos de todos acontecimento.

O livro mostra como naquela época vários escravos e juntavam e


elaboravam planos secretos de fugas para que conseguissem
escapar daquele “inferno” os quais viviam. Planos eram elaborados
por bastante tempo e tinham cuidados com cada detalhe, caso não
acontecesse o que era esperado. A autora conseguiu nos passar
como cada um deles tinham o cuidado para elaborar o plano sem
serem pegos por algum capataz que ficavam pelas redondezas e o
cuidado para saberem aonde iriam chega com a fuga, onde iriam
ficar, o que iriam comer durante o processo da fuga e onde os mesmo
iriam ficar escondidos para que não fossem encontrados e acabar
voltando para o lugar o qual eram escravizados e terem que receber
xingamentos e chicoteadas, pois, era o que os capatazes vaziam
com escravos que descumpriam as “regras”
Ao longo do livro a autora fala bastante sobre os mulçumanos, a
forma como eles viviam, suas apropriações culturais, a forma como
se comunicam com seus deuses, regras as quais devem seguir no
cotidiano deles segundo a religião que seguiam, entre outras
diversas coisas. Como a autora focou bastante nesse tema ao longo
do livro, acredito que ela quis nos passar mais conhecimento sobre
a cultura mulçumana, por mais que não seja esse o foco do livro.

O livro também faz com que nós passemos a conhecer sobre


pessoas que influenciaram nos anos da escravidão. A autora cita
nomes como Luís Gama, José do Patrocínio, André Rebouças,
Aristides Lobo, João Clapp, entre outros.

6.CONCLUSÃO DA RESENHISTA

O livro “Da cor da Esperança” da escritora Márcia Abreu nos


passa conhecimento e uma visão completa sobre a história dos
escravos, partindo do meio da escravidão até a leu Áurea ser
assinalada. No livro podemos conhecer mais sobre como era a vida
deles, a rotina, os maltratados que passavam, suas revoltas e outros
demais assunto sobre a escravidão que o livro aborda. O livro deveria
ser usado como paradidático em todas as instituições de ensino do
Brasil, pois, a autora conseguiu usar a as palavras de uma maneira
que qualquer jovem e até mesmo adulto possam entender.

7.DADOS DA RESENHISTA

Ana Luiza Ramos, estudante da 8° série do ensino fundamental


II, no colégio Sagrado Coração de Jesus
8.REFERÊNCIAS

ABREU, Márcia. Da cor da esperança: A libertação dos escravos.


1 ª Edição. Editora Moderna. 2016. 159p