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ano

9º ano EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA manual do educador
9º ano EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA manual do educador

EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

manual

do educador

© 2015 ZOOM Editora Educacional Ltda.

Rua Cyro Correa Pereira, 2.400 - Bairro CIC

Curitiba – PR – CEP 81460-050 – Brasil

Tel./fax: 55+ 11 3075.2222

zac@zoom.education

– Brasil Tel./fax: 55+ 11 3075.2222 zac@zoom.education Diretor-presidente : Marcos Wesley de Amorim Ribeiro.
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Diretor-presidente: Marcos Wesley de Amorim Ribeiro.

Vice-presidente: Victor Barros.

Diretora de gestão educacional e produção editorial:

Maristela Lobão de Moraes Sarmento.

Produção editorial: Ana Pelegrini, Mariane Genaro e

Vera Lúcia Rocha.

Edição de texto: Mariane Genaro.

Revisão: Paulo Roberto de Morais.

Pesquisa iconográfica: Letícia Palaria e Sueli Costa.

Design gráfico: Arthur Sacek, Cleber Carvalho, Giovana

Matheus, Marília Castelli e Mare Magnum Artes Gráficas Ltda.

Ilustração: Cleber Carvalho e Tom Bojarczuk.

Design de produto: Arthur Sacek, Gabriel Mendonça,

Jéssica Ferrari, Kevyn Tuleu, Matheus Pessôa, Rafael Munhoz

e Victor Daga.

Autores: Vinicius Signorelli, Jefferson Feitosa e Kátia Henrique.

Leitura crítica: Luís Carlos de Menezes e Maria Tereza Perez Soares.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

ZOOM Educação Tecnológica : 9º.ano: manual do educador /

Vinícius Signorelli

Editora Educacional, 2015. (Programa ZOOM Educação

Tecnológica)

[et

al.]. - - 2.ed.- - Curitiba, PR : ZOOM

ISBN 978-85-7919-629-4

ISBN 978-85-7919-614-0 (Obra completa)

1. Ensino Fundamental. 2. Interdisciplinaridade na educação.

3. Tecnologia. I. Signorelli, Vinícius. ll. Feitosa, Jefferson.

lll. Henrique, Kátia. lV. Magalhães, Patrícia Camargo. V. Correa,

Rui Zanchetta Fernandes. Vl. Título. Vll. Coleção.

CDD – 370.115

Manual do Educador 9º ANO Vinicius Signorelli Jefferson Feitosa Kátia Henrique Patrícia Camargo Magalhães Rui

Manual do Educador

9º ANO

Vinicius Signorelli

Jefferson Feitosa

Kátia Henrique

Patrícia Camargo Magalhães

Rui Zanchetta Fernandes Correa

2ª edição

Ano 2015

ZOOM Editora Educacional Ltda

Curitiba/PR

SUMÁRIO

SUMÁRIO VEÍCULO COM LAGARTAS Situação-problema 5 11 20 26 34 40 49 54 ESTEIRA SELETORA Situação-problema

VEÍCULO COM LAGARTAS

Situação-problema

5

11

SUMÁRIO VEÍCULO COM LAGARTAS Situação-problema 5 11 20 26 34 40 49 54 ESTEIRA SELETORA Situação-problema

20

26

SUMÁRIO VEÍCULO COM LAGARTAS Situação-problema 5 11 20 26 34 40 49 54 ESTEIRA SELETORA Situação-problema

34

40

VEÍCULO COM LAGARTAS Situação-problema 5 11 20 26 34 40 49 54 ESTEIRA SELETORA Situação-problema 12

49

54

COM LAGARTAS Situação-problema 5 11 20 26 34 40 49 54 ESTEIRA SELETORA Situação-problema 12 19

ESTEIRA SELETORA

Situação-problema

12

19

20 26 34 40 49 54 ESTEIRA SELETORA Situação-problema 12 19 ROVER Situação-problema PRENSA Situação-problema 27

ROVER

Situação-problema

PRENSA

Situação-problema

27

33

ROVER Situação-problema PRENSA Situação-problema 27 33 CARRO COM SENSOR DE COR Situação-problema CANCELA

CARRO COM SENSOR DE COR

Situação-problema

CANCELA AUTOMÁTICA

Situação-problema

41

48

CANCELA AUTOMÁTICA Situação-problema 41 48 BRAÇO ROBÓTICO Situação-problema BARCO VIKING

BRAÇO ROBÓTICO

Situação-problema

BARCO VIKING

Situação-problema

55

61

BALANÇA 62 Situação-problema 70 IMPRESSORA RADIAL Situação-problema LANÇADOR DE AVIÕES

BALANÇA

62

Situação-problema

70

IMPRESSORA RADIAL

Situação-problema

LANÇADOR DE AVIÕES

Situação-problema

71

79

79

78

84

85

93

93

92

100

101

101

108

DISCO MUSICAL

Situação-problema

92 100 101 108 DISCO MUSICAL Situação-problema ESCÂNER Situação-problema DRAGSTER Situação-problema

ESCÂNER

Situação-problema

MUSICAL Situação-problema ESCÂNER Situação-problema DRAGSTER Situação-problema EMPILHADEIRA 109

DRAGSTER

Situação-problema

ESCÂNER Situação-problema DRAGSTER Situação-problema EMPILHADEIRA 109 Situação-problema 114 115 121

EMPILHADEIRA

109

Situação-problema

114

115

121

DRAGSTER Situação-problema EMPILHADEIRA 109 Situação-problema 114 115 121 GUINDASTE Situação-problema

GUINDASTE

Situação-problema

Veículo com lagartas

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Objetivos da aula

Construir um veículo que se mova com

duas lagartas.

Controlar o deslocamento do veículo por

meio do ícone de programação mover volante

(move steering).

Programar o movimento do carro para que

execute uma trajetória predeterminada.

Conteúdos curriculares

Velocidade.

Movimento linear e movimento de rotação.

Eixo de rotação.

Ângulo de rotação.

Pressão.

Competências em foco

Realizar investigações.

Propor e resolver problemas.

Modelar.

∙ Propor e resolver problemas. ∙ Modelar. Desenvolvimento da aula Na seção “Conectar”, os alunos

Desenvolvimento da aula

Na seção “Conectar”, os alunos conversam sobre as diferenças entre o trator com lagartas e o

trator com pneus. Em equipes, constroem o carro com lagartas e aprendem como programá-lo,

usando o ícone de programação mover volante (move steering) para que se desloque em

linha reta e faça curvas.

Na sequência, programam o carro para que faça percursos simples e uma curva de 180° em

torno de seu próprio eixo. Por fim, as equipes são desafiadas a programar o carro para que ele

execute uma trajetória predeterminada e acerte um objeto ao final do caminho.

Ponto de atenção

O ponto de atenção da aula é a atividade da seção “Analisar” em que as equipes devem

programar o veículo para andar uma distância predeterminada. As equipes devem perceber

que o tempo que o carro demora para andar 50 cm, por exemplo, depende da potência dos

motores, que será determinada por cada equipe. Então, o tempo para percorrer os 50 cm será

diferente para cada uma delas. Incentive os alunos a usar tentativas para definir a distância

que o carro anda em determinado intervalo de tempo, ou a distância que ele anda depois de

10 ou 20 rotações do motor, ou ainda depois de o motor girar 360°, por exemplo. Dessa forma,

eles podem estabelecer como controlar o movimento do carro.

Conectar

No início da aula, os alunos conversam sobre as

imagens de um trator com lagartas e um trator

com pneus. Estimule-os a observar semelhanças

e diferenças entre eles e a levantar hipóteses

sobre as vantagens da lagarta em relação aos

pneus, assim como possíveis desvantagens

de seu uso.

 
assim como possíveis desvantagens de seu uso.     As lagartas de um trator como o
assim como possíveis desvantagens de seu uso.     As lagartas de um trator como o
 

As lagartas de um trator como o da imagem

favorecem o deslocamento em solos macios,

de pouco atrito e acidentados. Isto porque

elas distribuem o peso do veículo sobre uma

área maior, reduzindo a pressão sobre o solo.

Ao mesmo tempo, o uso das lagartas propicia

 

maior tração, uma vez que a área de contato

 

com o solo é maior.

Por outro lado, os veículos com lagartas

 

estão mais sujeitos a falhas, já que seus

componentes sofrem maior desgaste

mecânico. Além disso, o uso das lagartas faz

com que o veículo apresente uma inércia

muito grande, o que exige torques elevados

e, portanto, alto consumo de combustível.

o veículo apresente uma inércia muito grande, o que exige torques elevados e, portanto, alto consumo
o veículo apresente uma inércia muito grande, o que exige torques elevados e, portanto, alto consumo

Conexões Interdisciplinares

História: O tema das lagartas pode ser aprofun-

dado por meio de uma pesquisa sobre diferentes

veículos desenvolvidos ao longo da história da

humanidade. A produção de um mural ilustra-

do, apresentando esse conteúdo à comunidade

escolar, pode ser um bom projeto de trabalho

proposto à turma.

Você pode encontrar informações sobre a história

da tecnologia das lagartas no material disponível

em: <http://bit.ly/1s03ksF>. (Acesso em: out. 2014.)

da tecnologia das lagartas no material disponível em: <http://bit.ly/1s03ksF> . (Acesso em: out. 2014.)
da tecnologia das lagartas no material disponível em: <http://bit.ly/1s03ksF> . (Acesso em: out. 2014.)

Construir

Nesta parte da aula, as equipes devem construir

o veículo com lagartas. Quando o veículo

estiver pronto, estimule-as a observar onde se

encontram os motores e como eles transmitem

o movimento para as lagartas, assim como para

as portas às quais estão conectados.

assim como para as portas às quais estão conectados. Analisar Na primeira parte desta seção, as

Analisar

Na primeira parte desta seção, as equipes

programam o movimento do carro utilizando o ícone

mover volante (move steering), o qual permite o

controle simultâneo dos dois motores.

Se sua turma tiver alunos novos que não conhecem

esse bloco, você pode colocá-los em contato com

alunos que já sabem como utilizá-lo, para que

aprendam com os mais experientes.

Em seguida, as equipes têm como tarefa programar

o veículo com lagartas para que ele se movimente

em linha reta por uma distância de 50 cm. Oriente

as equipes a, inicialmente, conversar sobre

como podem proceder para realizar essa tarefa.

A ideia é que os alunos realizem um processo

de investigação no qual programam o carro,

observam a distância percorrida e, então, façam

os devidos ajustes na programação para que o

carro venha a percorrer a distância estabelecida.

Caso você perceba que as equipes precisam de

ajuda, oriente-as a escolher um intervalo de tempo

que consideram suficiente para o carro andar 50 cm.

A equipe observará, então, se o tempo foi maior,

menor ou suficiente para andar os 50 cm e, assim,

deverá fazer os ajustes de tempo necessários até

que o carro venha a percorrer a distância pretendida.

Como a potência que cada equipe colocará nos

motores pode variar, esse tempo não será o mesmo

para todos da turma.

Analisar

Veja algumas mediações que você pode realizar

neste momento:

• Por onde começar a determinação do tempo para o veículo andar 50 cm? •
• Por onde começar a determinação do
tempo para o veículo andar 50 cm?
• Quanto tempo vocês acham que o carro
levará para andar esses 50 cm?
• Que ajustes sua equipe deve fazer se a
distância percorrida pelo carro for maior
do que 1 metro? E se for menor?

Uma vez que as equipes tenham realizado essa

tarefa com o intervalo de tempo determinado,

elas terão de repetir a investigação, agora

controlando o movimento dos motores por

meio dos giros das rodas em rotações e depois

controlando os motores por meio do giro das

rodas em graus.

motores por meio dos giros das rodas em rotações e depois controlando os motores por meio
motores por meio dos giros das rodas em rotações e depois controlando os motores por meio

Analisar

Uma vez que as equipes tenham realizado essa

tarefa com o intervalo de tempo determinado,

elas terão de repetir a investigação, agora

controlando o movimento dos motores por

meio dos giros das rodas em rotações e depois

controlando os motores por meio do giro das

rodas em graus.

Para encerrar esta seção, a tarefa é programar

o carro para que ele ande 1 metro para a frente,

faça um giro de 180°, virando sobre o próprio

eixo, e volte à posição inicial.

virando sobre o próprio eixo, e volte à posição inicial. Ampliando o trabalho Ciências : Esta

Ampliando o trabalho

Ciências: Esta aula favorece o estudo do movi-

mento e também o conceito de velocidade. Na

seção “Analisar”, convide os alunos a encontrar

a velocidade média do deslocamento do carro

no trecho em linha reta, uma vez que eles co-

nhecem a distância (50 cm ou 1 m) e também

o tempo (estabelecido na programação). Com

estes dados é possível determinar a velocidade

em metros por segundo (m/s), conversar sobre

seu significado e comparar as velocidades dos

carros das diversas equipes.

Como as manobras de um veículo com lagartas

acontecem somente quando elas se movimen-

tam com velocidades diferentes, pode-se ex-

plorar a ideia de movimento relativo. Os alunos

podem fazer observações para perceber como

a diferença de velocidades entre as lagartas

estabelece o tipo de curva que o carro faz.

Na sequência é possível abordar o estudo do

movimento de rotação. Como os ângulos do

movimento do carro são conhecidos, também

é possível determinar a velocidade média de

rotação do carro em torno de seu eixo, ou seja,

a velocidade angular.

Pode-se ainda estudar sobre a pressão (a força

que é exercida por unidade de área). Por estima-

tivas, pode-se comparar a pressão que um trator

de quatro pneus exerce sobre o solo com aquela

exercida pelo trator com lagartas. Um caminho

introdutório mais simples é comparar a pressão

que uma pessoa exerce sobre o solo quando está

com os pés inteiramente sobre ele com aquela

exercida quando se encontra sobre as pontas dos

pés, ou usando um sapato de salto.

Continuar

Nesta última etapa da aula, as equipes são

desafiadas a programar o carro para que ele

percorra uma trajetória predeterminada: seguir

em linha reta por 1 metro, virar 90° à direita e

andar por mais 0,5 metro, até atingir um objeto

que se encontra na posição final do percurso,

derrubando-o da mesa. A intenção neste caso

é que a programação seja precisa, para que o

carro empurre o objeto que vai cair e pare antes

de cair também.

Depois que a equipe tiver resolvido o desafio

proposto, oriente os alunos para que façam um

registro simples da programação e estimule-

os a circular pela classe para ver as soluções

encontradas pelas demais equipes.

Veja a seguir uma possível programação que pode

resolver o desafio proposto. Lembre-se de que

o tempo de percurso depende da potência dos

motores e, portanto, existem outras possibilidades

de resolver esse problema. Por isso, é interessante

que os alunos conheçam a forma como as outras

equipes solucionaram o mesmo problema.

forma como as outras equipes solucionaram o mesmo problema. Ampliando o trabalho Geometria : Como a

Ampliando o trabalho

Geometria: Como a aula envolve o movimento

de rotação (movimento angular), é possível

avançar no estudo dos ângulos e de suas me-

didas, abordando as relações entre medidas

em graus e em radianos, por exemplo.

no estudo dos ângulos e de suas me- didas, abordando as relações entre medidas em graus

Situação-problema

Situação-problema Nesta situação-problema os alunos deverão pensar, planejar e projetar um veículo capaz de superar

Nesta situação-problema os alunos deverão

pensar, planejar e projetar um veículo capaz

de superar qualquer obstáculo para levar os

primeiros socorros e também suprimentos. Ex-

plore as diversas possibilidades de resolução e

faça um levantamento com os alunos das pos-

síveis soluções deste problema. Em seguida,

realize as seguintes mediações:

O que pode ser construído para resolver

este problema?

O que deve ser feito na montagem para

que este veículo consiga superar qualquer

obstáculo que possa surgir no caminho?

Que peças precisam ser utilizadas para

que o carro não atole ou quebre diante dos

obstáculos do terreno em que o veículo

passará?

Será que a potência dos motores ou o peso

do veículo influenciará na velocidade e no

desempenho dele? Expliquem.

Após as mediações, solicite que os alunos ini-

ciem a montagem e façam um planejamento

prévio de como vão resolver o problema, pen-

sando nas peças que vão utilizar e como vão

dividir as tarefas dentro da equipe.

Ao término da montagem, oriente as equipes a

apresentar soluções e faça as seguintes mediações:

Como a equipe resolveu o desafio proposto?

A montagem atende às especificações de

não atolar e superar qualquer obstáculo?

Como vocês dividiram as tarefas?

Quais peças foram usadas na construção do

robô?

Expliquem como ficou a lógica usada para

programar este mecanismo. Alguma equipe

resolveu esta programação da mesma forma?

Vocês ficaram satisfeitos com o resultado

encontrado? Por quê?

Quais foram as ideias que surgiram no

planejamento?

Por que optaram por esta solução e não

outra?

Como o protótipo será controlado?

O protótipo é aéreo, terrestre ou aquático?

Por quê?

Vocês acreditam que este projeto pode ser

implementado de maneira real em alguma

cidade? Justifiquem.

Em seguida, solicite que os alunos desmontem

o projeto e organizem os kits LEGO ® .

Esteira seletora

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Objetivos da aula

Construir uma esteira seletora a partir

de uma esteira transportadora

utilizando um sensor de cor e

uma alavanca separadora.

Programar o sensor de cor e o movimento

da alavanca separadora para que a

esteira transportadora funcione como

esteira seletora.

Avançar na utilização do sensor de cor.

Conteúdos curriculares

Cores dos objetos.

Cor da luz e frequência da onda luminosa.

Competências em foco

Modelar.

Resolver problemas.

Competências em foco ∙ Modelar. ∙ Resolver problemas. Desenvolvimento da aula Os alunos leem o texto

Desenvolvimento da aula

Os alunos leem o texto da seção “Conectar” e conversam sobre o uso de esteiras transportadoras

e seletoras em diversas atividades.

Em equipes, constroem a esteira, reconhecem e conversam sobre seus componentes e

programam para que ela se movimente adequadamente.

Em seguida, programam o sensor de cor e o motor do braço separador (ou alavanca separadora)

para que a esteira funcione como uma esteira seletora, a qual deverá reconhecer e separar

peças vermelhas e amarelas.

Por fim, as equipes são desafiadas a juntar as esteiras, formando uma única, e a programar o

sensor de cor e as alavancas separadoras para que cada uma selecione peças de uma única cor.

Ponto de atenção

O ponto de atenção desta aula é o desafio lançado na seção “Continuar”, uma vez que todas

as equipes devem trabalhar cooperativamente para chegar à solução. Cada equipe deve

escolher a cor que sua esteira irá selecionar, uma vez que faça parte da esteira da classe

toda. Se necessário, oriente as atividades das equipes para que todas consigam trabalhar

coletivamente.

Conectar

No início da aula, os alunos conversam sobre

o uso de esteiras transportadoras em nossa

sociedade. Apresente a eles alguns exemplos e

estimule-os a trazer outras aplicações que eles

conhecem ou que imaginam existir. Estimule-

-os a refletir sobre as contribuições que esta

tecnologia trouxe para o transporte de materiais e para a automação industrial. A esteira transportadora
tecnologia trouxe para o transporte de materiais
e para a automação industrial.
A esteira transportadora propiciou que cargas
pudessem ser transportadas em um menor
tempo; além disso, facilitou o processo de
automação das indústrias, promoveu a redução
nos custos e um aumento no volume da produção.

Na sequência, os alunos leem o texto e

conversam sobre os diversos usos das esteiras

transportadoras e seletoras nas atividades

humanas. Durante essas conversas, as seguintes

mediações podem ser feitas:

• Vocês já conheciam as esteiras transportadoras? • Que aplicações de esteiras transportadoras foram mais
• Vocês já conheciam as esteiras
transportadoras?
• Que aplicações de esteiras transportadoras
foram mais surpreendentes para vocês?
• Que outras aplicações de esteiras
transportadoras vocês imaginam?

Conexões Interdisciplinares

História e Geografia: O contexto histórico e social

no qual as esteiras transportadoras passaram

a ser utilizadas, a partir do início do século XX,

possibilita a abordagem do processo de industria-

lização das linhas de montagem automobilística

e do processo de automação da produção.

processo de industria- lização das linhas de montagem automobilística e do processo de automação da produção.
processo de industria- lização das linhas de montagem automobilística e do processo de automação da produção.

Construir

Nesta parte da aula, as equipes constroem

a esteira seletora de acordo com o passo a

passo de montagem.

Durante o trabalho de montagem é importante

observar se as equipes respondem adequa-

damente às questões propostas no fascículo

do aluno, pois essas respostas orientam o

trabalho posterior de programação da esteira

para que ela faça a correta seleção de objetos

a partir de suas cores.

É importante também que cada equipe con-

sidere as portas utilizadas para conectar os

motores e também o sensor de cor. É muito

comum equipes encontrarem dificuldades para

programar o funcionamento de uma montagem

porque não observaram com atenção as portas

usadas por motores e sensores e que devem

constar no ícone de programação utilizado.

Na primeira pergunta é preciso que cada

equipe verifique a que porta o motor está

conectado. O movimento desse motor é

transmitido à esteira por meio de uma

roda dentada.

Na segunda pergunta, cada equipe deve

verificar a que porta o sensor de cor está

conectado. Nesta montagem o sensor

de cor funciona na opção modo de cores

(compare colour), na qual ele pode

identificar seis cores diferentes e mais a

situação “sem cor”.

Na terceira pergunta, a equipe deve indicar

a porta à qual o motor que movimenta a

alavanca está conectado.

Com a montagem da esteira transportadora

concluída (ainda não programada para selecionar

peças), observe se cada equipe realiza uma ve-

rificação de seu funcionamento, conferindo se

o movimento da esteira ocorre sem problemas.

cada equipe realiza uma ve- rificação de seu funcionamento, conferindo se o movimento da esteira ocorre
cada equipe realiza uma ve- rificação de seu funcionamento, conferindo se o movimento da esteira ocorre

Construir

Dessa forma, a montagem fica pronta para a

programação do sensor de cor e dos movimentos

da alavanca seletora.

Analisar

Agora os alunos deverão transformar a esteira

transportadora em uma esteira seletora, de

modo que ela separe peças de cor vermelha e

de cor amarela.

Como programar para que o sensor de cor

reconheça peças vermelhas e amarelas?

Para isso é preciso utilizar o ícone de

programação do sensor de cor e, também, o

ícone que programa o movimento do motor

do braço que separa a peça selecionada.

Depois que o sensor de cor tiver

reconhecido uma peça vermelha ou

amarela, como fazer para que a informação

chegue até a alavanca separadora? Veja a

programação na página seguinte.

Como programar o movimento da alavanca?

Não se esqueçam de que ela deve ir e voltar.

Veja a programação na página seguinte.

o movimento da alavanca? Não se esqueçam de que ela deve ir e voltar. Veja a

Analisar

A seguinte programação resolve o desafio proposto:

Este ícone controla o sensor O ícone repetir (loop) garante de cor, que irá identificar
Este ícone controla o sensor
O ícone repetir (loop) garante
de cor, que irá identificar as
que, após cada seleção, a
Este ícone comanda o
cores amarelo e vermelho e
esteira seletora mantenha-se
motor que movimenta
está conectado à porta 3.
funcionando.
a esteira e está
conectado à porta A.
Estes dois ícones controlam o motor que movimenta a alavanca
seletora. Cada movimento corresponde a um ângulo de 90°, um
para ir (com potência 50) e outro para voltar (com potência -50).

Para concluir esta etapa, oriente cada equi-

pe no registro da programação – que deve ser

bastante simples e tem o objetivo de ajudar os

alunos a se apropriarem dos ícones e da lógica

da programação.

Note que, ao programar o ícone responsável

pelo funcionamento do sensor, os alunos de-

verão escolher as cores vermelha e amarela e

indicar a porta de entrada no EV3. Na progra-

mação do movimento da alavanca, os alunos

devem levar em conta o tempo que a peça

levará para chegar até ela.

Analisar

aborda as principais ca-

racterísticas do sensor de cor, comentando o

fato de que a luz branca é composta pela mis-

tura de luzes de cores distintas e que podem

ser separadas por um prisma de vidro, o que

também pode ocorrer em gotas de água em

suspensão no ar, formando o arco-íris. A visão

que temos das cores dos objetos também é

abordada, considerando que o sensor de luz

funciona pela identificação de algumas cores

diferentes.

O boxe “Você sabia

de algumas cores diferentes. O boxe “Você sabia ” Ampliando o trabalho Ciências : A discussão

Ampliando o trabalho

Ciências: A discussão sobre o sensor de cor

pode abrir as portas para o estudo da visão das

cores, das cores-luz e das cores-pigmento (cores

dos objetos), conteúdo bastante interessante

que possibilita a realização de vários experi-

mentos. Pode-se também fazer uma analogia

entre os sentidos humanos (visão, audição etc.)

e o funcionamento dos diferentes sensores. É

particularmente interessante conversar com

os alunos sobre o funcionamento do LDR (light

dependent resistor), dispositivo eletrônico (re-

sistor) que tem sua resistência elétrica alterada

pela incidência de luz.

Continuar

Nesta última etapa da aula, as equipes são de-

safiadas a unir suas esteiras seletoras de modo

que cada uma seja responsável por separar

peças de uma determinada cor.

Como toda a classe irá trabalhar sobre uma

única tarefa, é importante que você os ajude

a se organizarem.

Depois de terem cumprido a tarefa e observado

a esteira seletora em funcionamento, oriente-os

a registrar individualmente os aspectos da aula

que foram significativos para eles. Apesar de

simples, atividades como essa valorizam as

experiências pessoais dos alunos e contribuem

para que cada um olhe para a própria aprendi-

zagem. O compartilhamento dos registros, por

sua vez, favorece a socialização da diversidade

de percepções.

aprendi- zagem. O compartilhamento dos registros, por sua vez, favorece a socialização da diversidade de percepções.

Situação-problema

Situação-problema Nesta proposta, os alunos deverão pensar em uma solução para separar três tipos de peças

Nesta proposta, os alunos deverão pensar

em uma solução para separar três tipos de

peças de cores diferentes que deverão ser

colocadas em três contêineres de forma

autônoma. Para ajudar os alunos, converse

sobre as ideias que eles têm para solucionar

a situação apresentada. Em seguida faça as

seguintes mediações:

Vocês imaginam como deve ser a fábrica

da LEGO

mostra como é a fábrica da LEGO em:

<http://bit.ly/1sx4M2W>. [Acesso em: nov. 2014.])

® ? (Veja um breve vídeo que

Que sensor é capaz de identificar cores?

Como podemos usá-lo para separar as

peças conforme solicitado?

Quantos motores vocês pensam em usar?

Qual montagem, então, pode ser feita?

O que significa o mecanismo ter de

funcionar de forma autônoma?

Para que os dados (identificação das

cores das peças) sejam constantemente

analisados, quais ícones de programação

devem ser utilizados?

Em seguida, deixe os alunos construírem em

equipes suas soluções e peça-lhes que, ao

término da montagem, apresentem-nas à

classe. Durante as apresentações faça as se-

guintes mediações:

O

mecanismo construído separa as

peças e as transporta em seu devido

contêiner? Como? Ele possui um sistema

de alavancas?

O

mecanismo funciona de forma

autônoma? Como?

O

que vocês construíram? Expliquem como

chegaram a este resultado.

Por que vocês optaram por esta montagem

e

não por outra?

Quando vocês encontraram uma resposta,

vocês ficaram satisfeitos ou procuraram

outras soluções?

Vocês ouviram as sugestões dos colegas?

Quais foram essas sugestões?

Que dificuldades vocês encontraram?

Como elas foram resolvidas?

O que foi mais desafiador nesta atividade?

Ao término das apresentações finalize a aula e

solicite que os alunos organizem os kits LEGO.

Rover

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Objetivos da aula

Construir e programar um robô que simule

um rover.

Avançar no estudo das programações

utilizando o sensor ultrassônico.

Controlar dois motores simultaneamente.

Conteúdos curriculares

Rovers.

Exploração espacial.

Coleta e análise de materiais espaciais.

Competências em foco

Modelar.

Resolver problemas.

Realizar investigações.

∙ Resolver problemas. ∙ Realizar investigações. Desenvolvimento da aula No início da aula, os alunos

Desenvolvimento da aula

No início da aula, os alunos conversam sobre o jipe-robô Curiosity e leem o conteúdo da seção

“Conectar”. Em equipes, constroem um

sobre o funcionamento do sensor ultrassônico. Na sequência, programam o robô para que ele

reconheça um obstáculo e pare a certa distância dele. Por fim, as equipes programam o robô

rover, reconhecem seus componentes e conversam

para que ele simule parte do comportamento do Curiosity: encontrar uma rocha, analisá-la e,

em seguida, continuar seu movimento buscando outras rochas.

Ponto de atenção

É

importante cuidar para que a aula não se limite só ao cumprimento das tarefas propostas,

o

que empobreceria as situações de aprendizagem dos alunos. O tema da aula é muito rico e

possibilita que se discutam a exploração espacial e o uso de robôs. Assim, planeje para que

os alunos sejam colocados diante de questões que problematizem o sentido da exploração

do espaço e o enorme conhecimento científico e tecnológico envolvido em missões como a

do rover Curiosity – há algumas questões na seção “Conectar”, no fascículo do aluno, que

possibilitam essas discussões.

Conectar

No início da aula, os alunos conversam sobre

o uso de robôs na exploração de planetas. En-

tão, sugerimos que você mostre a eles o vídeo

da Nasa <http://bit.ly/1rqvw4o>, que apresenta a

missão do Curiosity no planeta Marte. Esse

filme abre inúmeras portas para uma conversa

sobre a exploração espacial e o conhecimento

envolvido em empreendimentos dessa nature-

za. Procure dar atenção especial à tecnologia

envolvida no pouso do Curiosity, à discussão

sobre a comunicação entre o robô e o planeta

Terra e à diversidade de instrumentos que este

robô possui para ser capaz de cumprir as tarefas

para as quais foi projetado. Neste sentido, vale

a pena explorar o site da Nasa que apresenta

toda a tecnologia envolvida no funcionamento

do Curiosity <http://1.usa.gov/1m32BTF>. (Acessos

em: out. 2014.)

As seguintes questões podem ser orientadoras

da conversa: • Quais os tipos de dispositivos tecnológicos o robô deve apresentar? • Que
da conversa:
• Quais os tipos de dispositivos tecnológicos
o robô deve apresentar?
• Que sensores deve ter? Qual o papel
destes sensores?
• Como o robô deve proceder para
identificar uma rocha, coletar uma
amostra e analisá-la?
• Que equipamentos o robô deve possuir
para poder analisar as amostras coletadas?
• Como ele envia os resultados da análise
para a Terra?
deve possuir para poder analisar as amostras coletadas? • Como ele envia os resultados da análise
deve possuir para poder analisar as amostras coletadas? • Como ele envia os resultados da análise

Conectar

Ampliando o trabalho

Ciências: Como esta aula envolve o emprego

de sensores de distância que fazem uso do ul-

trassom, é possível inseri-la em uma discussão

mais ampla sobre as ondas sonoras, o espectro

sonoro e os limites da audibilidade humana (e

de outros seres vivos). Além disso, é possível

abordar as tecnologias que utilizam o ultrassom,

como aparelhos de diagnóstico médico e o sonar.

Analogias com a ecolocalização por seres vivos,

como morcegos, podem ser exploradas.

O tema da aula possibilita, ainda, a discussão

sobre viagens espaciais. Você já imaginou uma

colônia humana em Marte? O projeto “Mars

One” visa levar quatro pessoas para morar em

Marte a partir de 2023. Mais de 100 mil pessoas

já se inscreveram para essa viagem sem volta.

Esse, então, pode ser um tema de pesquisa para

os alunos realizarem. Eles podem, inclusive,

avaliar os motivos que os levariam ou não a

se inscreverem neste projeto. Para saber mais,

acesse os seguintes links: <http://bbc.in/1ouq5qL>

(sobre viagens a Marte que já possuem inscritos)

e <http://glo.bo/1vNOS9Y> (sobre a possibilidade da

primeira colônia humana em Marte virar reality

show). (Acessos em: out. 2014.)

em Marte virar reality show ). (Acessos em: out. 2014.) Conexões Interdisciplinares História e Geografia :

Conexões Interdisciplinares

História e Geografia: A abordagem da exploração

espacial que considere o contexto geopolítico,

particularmente na época da Guerra Fria, pode

enriquecer muito a proposta.

Construir

Nesta parte da aula, as equipes constroem o robô

de acordo com o passo a passo de montagem.

Oriente-os a identificar, durante e após a

montagem, cada um dos componentes do rover

e a conversar sobre seu funcionamento.

É importante comentar com os alunos que as

rodinhas do robô parecidas com esteiras não

têm nenhuma função para além daquela de

simular a estética dos rovers.

Depois que cada equipe tiver concluído a

montagem, converse com os alunos sobre

o funcionamento do sensor ultrassônico da

LEGO ® . Relembre-os do texto lido na seção

“Conectar” sobre esse sensor, convide-os a

levantar suas hipóteses e enriqueça a conversa

trazendo exemplos da presença do ultrassom

na natureza e na tecnologia.

da presença do ultrassom na natureza e na tecnologia. Analisar Depois de construírem o rover ,

Analisar

Depois de construírem o rover, as equipes deverão

programá-lo de modo que ele se movimente até

encontrar um objeto, que aqui simulará uma rocha.

Ao reconhecer esse objeto, o robô deverá parar a

menos de 10 centímetros de distância e, então,

emitir um som, simulando, assim, a análise da rocha.

Oriente-os a conversar sobre as questões

propostas no fascículo do aluno e passe pelos

grupos para ajudá-los sempre que necessário.

Veja algumas possíveis respostas para as

questões.

O robô tem dois motores e consegue se

movimentar em qualquer direção.

O sensor de distância está localizado

na parte dianteira do robô e é capaz de

identificar objetos à sua frente enviando

sinais ultrassônicos e recebendo-os de volta.

Para que o robô ande continuamente em

linha reta, os dois motores precisam ser

acionados na mesma direção ao mesmo

tempo.

Para que os alunos respondam às duas últimas

questões, oriente-os a testar diferentes

programações.

Analisar

A seguinte programação resolve o desafio

proposto:

Analisar A seguinte programação resolve o desafio proposto: Para concluir esta etapa, oriente os alunos a

Para concluir esta etapa, oriente os alunos a

registrar no fascículo do aluno a programação

criada por eles. Por fim, os alunos podem

a programação criada por eles. Por fim, os alunos podem circular pelos demais grupos para observar

circular pelos demais grupos para observar

seus robôs em funcionamento e conversar sobre

as dificuldades encontradas.

circular pelos demais grupos para observar seus robôs em funcionamento e conversar sobre as dificuldades encontradas.

Continuar

Nesta última etapa da aula, as equipes

programam o robô simulando a inspeção do

solo de um planeta, isto é, o robô deve encontrar

uma rocha, analisá-la e, em seguida, continuar

seu movimento buscando encontrar outras

rochas.

Encerre a aula compartilhando os aprendizados

dos alunos sobre a missão do Curiosity e faça

as seguintes mediações:

• O que foi mais desafiador nesta tarefa? • Como vocês dividiram as tarefas no
• O que foi mais desafiador nesta tarefa?
• Como vocês dividiram as tarefas no
momento da montagem?
• Como vocês resolveram o desafio na
seção “Continuar”?
• Quais as semelhanças entre o robô que
vocês montaram e o robô Curiosity?
• Como vocês programaram o robô para
atingir os objetivos propostos?
robô que vocês montaram e o robô Curiosity? • Como vocês programaram o robô para atingir

Situação-problema

Situação-problema Faça a leitura da situação-problema com os alunos. Em seguida mostre-lhes o vídeo <http://

Faça a leitura da situação-problema com os

alunos. Em seguida mostre-lhes o vídeo <http://

bit.ly/1szCci9>, que conta a história do brasileiro

Marcos Pontes na Estação Espacial. (Acesso

em: nov. 2014.)

Quando terminar, faça as seguintes pergun-

tas para orientar o trabalho deles:

Vocês já tinham ouvido falar no astronauta

Marcos Pontes? E na Estação Espacial?

O que mais chamou a atenção de vocês

neste vídeo? Vocês já pensaram em ser

astronautas?

Qual é o problema apresentado neste

desafio?

Como construir um braço que tenha essas

opções de movimento?

Qual é a finalidade de uso deste

dispositivo?

Em seguida, oriente as equipes a planejar como

resolverão o desafio, como vão dividir as tarefas

e quais peças serão utilizadas. Por fim, incentive

os alunos a compartilhar com os demais grupos

as soluções encontradas, apresentando suas

ideias. As perguntas a seguir vão orientá-lo nas

apresentações dos alunos:

Vocês usaram sensores no braço mecânico?

Quantos? Qual é a função de cada um?

Por que optaram por utilizá-los nesta

montagem?

Esta montagem atende aos pré-requisitos

dos quais a Nasa precisa?

Vocês testaram outras soluções para

resolver este problema? Por que optaram por

esta solução e não outra?

Como solucionaram a questão de fazer com

que o braço mecânico agarrasse objetos e

também realizasse movimentos horizontais

e verticais? Como as outras equipes

resolveram esta questão?

Depois que todos os grupos apresentarem

suas soluções, finalize a aula e solicite que os

alunos desmontem seus projetos e organizem

os kits LEGO ® .

Prensa

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Objetivos da aula

Construir e programar uma prensa.

Avançar na programação do uso de sensores de

toque e ultrassônico.

Programar o funcionamento de três sensores e um

motor ao mesmo tempo.

Conteúdos curriculares

Segurança do trabalho no setor industrial.

Reciclagem.

importância da reciclagem para a sociedade

A

e

o ambiente.

Competências em foco

Modelar.

Resolver problemas.

Realizar investigações.

∙ Resolver problemas. ∙ Realizar investigações. Desenvolvimento da aula Os alunos conversam sobre a imagem

Desenvolvimento da aula

Os alunos conversam sobre a imagem de abertura da seção “Conectar” e, em seguida, leem

o texto. Em equipes, constroem um modelo de prensa, reconhecem seus componentes e

conversam sobre seu funcionamento. Na sequência, programam o movimento da prensa

para que funcione somente quando os dois sensores de toque estiverem pressionados e que

pare quando algo se aproximar dela, simulando a situação de segurança do operador. Por fim,

conversam e planejam a prensa com o intuito de aumentar sua capacidade produtiva.

Ponto de atenção

Nesta aula, os alunos utilizarão o ícone de programação condicional (switch), de modo a

coordenar as ações comandadas por dois sensores de toque. Além disso, deverão explorar a

programação paralela, uma vez que terão de inserir na programação as informações provenientes

do sensor ultrassônico. É importante que os alunos descubram seus próprios caminhos e

soluções. Para ajudá-los, procure passar nos grupos para garantir que essa lógica no uso do

ícone condicional está garantida.

Materiais necessários

Copinhos descartáveis de café.

Conectar

No início da aula, os alunos conversam sobre

a produção e o destino do lixo em nossa

sociedade, centrando-se particularmente nos

processos de triagem dos resíduos sólidos para

encaminhá-los às empresas que realizam a

reciclagem desses materiais.

As seguintes questões podem ser orientadoras

da conversa:

• Como vocês imaginam que acontece o processo de separação dos resíduos sólidos produzidos em
• Como vocês imaginam que acontece
o processo de separação dos resíduos
sólidos produzidos em nossa sociedade?
• Como separar materiais tão distintos como
plásticos, metais, vidros, entre outros? Quais
as etapas envolvidas neste processo?
• Quais as contribuições da automatização
de uma central de reciclagem?

Ampliando o trabalho

Ciências: Para uma exposição de projetos na

escola os alunos poderão construir um proje-

to de uma usina de reciclagem de lixo. Cada

equipe da sala pode construir um pedaço desta

maquete usando as montagens que já fizeram

e outras que poderão inventar. Como referên-

cia, podem usar a imagem que se encontra no

fascículo do aluno.

e outras que poderão inventar. Como referên- cia, podem usar a imagem que se encontra no
e outras que poderão inventar. Como referên- cia, podem usar a imagem que se encontra no

Conectar

Conexões Interdisciplinares

Veja alguns temas que podem ser discutidos sobre

a sociedade de consumo e os desafios a serem

enfrentados na gestão dos resíduos sólidos.

Geografia: Os tipos de resíduos produzidos e

as consequências socioambientais do descarte

inadequado. A produção de lixo na sociedade. A

Política Nacional de Resíduos Sólidos, a logística

reversa e a responsabilidade compartilhada.

História: O contexto histórico que levou à emer-

gência do modo de produção capitalista e os

pilares da atual sociedade de consumo (a obso-

lescência, o crédito e a publicidade).

Língua Portuguesa e Matemática: Leitura de repor-

tagens que discutam o consumo e a geração de lixo

na sociedade atual, com um olhar também para

os números (porcentagens, taxas, entre outros).

Arte: A criação e expressão a partir do lixo. Dis-

cussão de produções artísticas que problema-

tizem o tema.

de produções artísticas que problema- tizem o tema. Construir Nesta parte da aula, as equipes constroem

Construir

Nesta parte da aula, as equipes constroem o

modelo de uma prensa, de acordo com o passo

a passo de montagem. Estimule-os a dividir

tarefas e entregue para os alunos os copinhos

de café para que possam testar a prensa.

de montagem. Estimule-os a dividir tarefas e entregue para os alunos os copinhos de café para

Analisar

Depois que a montagem estiver completa, oriente-

-os a discutir o funcionamento dela, por meio

das questões norteadoras propostas no fascículo

do aluno. Veja algumas possíveis respostas

relacionadas a seguir:

O

motor serve para elevar ou baixar a

alavanca que prensa os objetos.

O sensor de toque tem a função de ativar

a prensa. Há dois sensores na montagem

para garantir a segurança do operador,

pois a prensa é ativada somente se

os dois sensores forem pressionados

simultaneamente, prevenindo que a mão

do operador esteja embaixo da prensa.

Caso o operador tente burlar o sistema

de segurança, o sensor ultrassônico pode

perceber se ele está próximo à máquina.

Nesse caso, a prensa não funciona,

evitando acidentes.

Nesse caso, a prensa não funciona, evitando acidentes. ∙ Pressionando os dois sensores de toque, a

Pressionando os dois sensores de toque,

a alavanca prensa o objeto colocado em

sua base. Se um dos sensores for solto

ou o sensor ultrassônico identificar a

aproximação do operador, a máquina é

travada, retornando à posição original.

Em seguida, os alunos programam a prensa, de

modo que ela funcione somente se os dois sen-

sores de toque conectados às portas numéricas

forem simultaneamente pressionados. Assim que

forem liberados, a plataforma sobe, voltando à

posição inicial. Além disso, os alunos devem incluir

na programação as informações provenientes do

sensor ultrassônico, de tal forma que a máquina

pare sempre que algum objeto ou alguém se apro-

ximar dela a uma distância menor do que 5 cm.

Para isso, os alunos utilizarão o ícone de pro-

gramação condicional, que permite programar

ações comandadas pelos sensores.

os alunos utilizarão o ícone de pro- gramação condicional, que permite programar ações comandadas pelos sensores.

Analisar

Oriente os alunos a trocar ideias livremente

e, caso você sinta que estão com dificuldade,

passe pelos grupos e converse com eles sobre

as questões norteadoras apresentadas no fas-

cículo do aluno.

A seguinte programação resolve o problema

proposto a eles:

questões norteadoras apresentadas no fas- cículo do aluno. A seguinte programação resolve o problema proposto a

Continuar

Nesta última etapa da aula, os alunos são de-

safiados a pensar, planejar e testar possíveis

aperfeiçoamentos na programação e na estrutu-

ra da prensa, visando aumentar sua capacidade

produtiva. Ao final, sugerimos que compartilhem

suas conclusões, seja por meio da produção

escrita (um relatório), seja por meio de uma

apresentação oral.

Durante a apresentação dos alunos faça as

seguintes mediações:

• Para aumentar a capacidade produtiva da prensa, quais foram as mudanças implementadas pela sua
• Para aumentar a capacidade produtiva
da prensa, quais foram as mudanças
implementadas pela sua equipe?
• Quais são os itens de segurança
implementados neste projeto?
• Como ficou a programação final deste
projeto? Quais foram as mudanças feitas
pela sua equipe para atingir o objetivo
proposto na seção “Continuar”?
• O que foi mais desafiador nesta tarefa?
• Vocês tiveram outras ideias para
solucionar este desafio? Quais foram? Por
que optaram por esta solução?
tarefa? • Vocês tiveram outras ideias para solucionar este desafio? Quais foram? Por que optaram por

Situação-problema

Situação-problema O olhar dos alunos nesta situação-problema será diferente do que estão habituados nas au- las

O olhar dos alunos nesta situação-problema

será diferente do que estão habituados nas au-

las de educação tecnológica. Os alunos deve-

rão pensar em um objeto vestível com algum

aparato tecnológico que seja capaz de avisar

ou evitar a queda de um trabalhador da cons-

trução civil. Então, para ajudar os alunos a pen-

sar em uma solução, depois de fazer a leitura

da situação-problema, proponha as seguintes

perguntas de mediação para os alunos:

Qual é o desafio de hoje?

Alguém tem alguma ideia por onde

começar para resolver este desafio?

Gostariam de compartilhá-la?

Quais sensores poderiam ser usados neste

objeto vestível para evitar as quedas dos

trabalhadores da construção civil?

Alguém tem alguma sugestão que gostaria

de compartilhar com a classe para resolver

este desafio?

Deixe que os alunos iniciem a etapa da cons-

trução orientando-os sempre que necessário.

Ao término da montagem faça as seguintes

mediações:

Como vocês resolveram este desafio?

Este projeto ajudaria a evitar acidentes?

O que foi mais complexo nesta atividade?

Quais foram os resultados encontrados?

Quais ideias surgiram nesta etapa da

montagem?

Se tivessem mais tempo, o que fariam de

diferente?

Quantos sensores foram usados? Qual é a

função de cada um? Por que optaram por

utilizá-los nesta montagem?

Expliquem como ficou a lógica de

programação que utilizaram. As outras

equipes criaram uma programação

parecida com a de vocês?

Vocês acreditam que este projeto poderia

ser implementado na vida real? Por quê?

Ao término da aula, solicite que os alunos des-

montem seus projetos e organizem os kits.

Carro com sensor de cor

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Objetivos da aula

Construir carro com lagartas controlado pelo

sensor de cor.

Avançar na programação do sensor de cor.

Utilizar a condicional de sensor de cor

(switch).

Conteúdos curriculares

Cores de objetos.

Ângulo de giro.

Competências em foco

Modelar.

Resolver problemas.

Realizar investigações.

∙ Resolver problemas. ∙ Realizar investigações. Desenvolvimento da aula Na seção “Conectar”, os alunos

Desenvolvimento da aula

Na seção “Conectar”, os alunos conversam sobre o papel que os robôs desempenham atualmente

em nossa sociedade. Em equipes, constroem o robô, reconhecem seus componentes e conversam

sobre o funcionamento do sensor de cor. Na sequência, fazendo uso da condicional de sensor

de cor (switch), programam para que ele detecte as diferentes cores e então reaja a cada uma

delas de maneiras diversas. Por fim, as equipes programam o robô para que ele ande sobre

uma faixa preta com trechos coloridos.

Ponto de atenção

Nesta aula, os alunos conhecerão novas possibilidades de uso do sensor de cor do EV3 e

entrarão em contato com o ícone de programação switch. Este bloco é uma condicional, pois

define as ações do robô em função das cores que o sensor consegue identificar. Por se tratar de

novos elementos de programação, é muito importante que você dedique uma parte da seção

“Analisar” para explicar o uso desta condicional. Para isso, você pode tomar como exemplo a

programação apresentada no fascículo do aluno.

Materiais necessários

Fita isolante e fitas adesivas coloridas.

Conectar

No início da aula, os alunos conversam sobre o

uso dos robôs em nossa sociedade. Esse tema

é uma boa oportunidade para eles refletirem

sobre os avanços na robótica e as contribuições

da eletrônica, mecânica, informática e inteli-

gência artificial neste processo.

Sugerimos que você apresente a eles diferen-

tes vídeos que mostrem usos de dispositivos

robotizados em diversos setores da sociedade,

como na indústria (automobilística, alimentícia,

farmacêutica, entre outras) e na medicina (com

equipamento, ainda de primeira geração, para

cirurgias robotizadas). Nos seguintes vídeos

há alguns exemplos de situações que podem

disparar uma boa discussão:

<http://bit.ly/1v9tQP0>, <http://bit.ly/1DpwtAx>,

<http://bit.ly/1nMxSzg>, <http://bit.ly/1u2Lt8t>,

<http://bit.ly/1v9vksx> e <http://bit.ly/1nMyp4d>.

(Acessos em: out. 2014.)

Aproveite para diferenciar o robô que é pro-

gramado para repetir ações continuamente e

aquele que tem sua ação determinada pelos

dados que recolhe do exterior, por meio de

uma diversidade de sensores – este último, em

alguma medida, incorpora a tomada de decisão

em suas ações.

Conexões Interdisciplinares

História e Geografia: Uma abordagem das revolu-

ções industriais que possibilite a construção de um

olhar sobre as relações entre as transformações

sociais, as alterações nos meios de produção e

o desenvolvimento científico e tecnológico pode

enriquecer muito a proposta da aula.

nos meios de produção e o desenvolvimento científico e tecnológico pode enriquecer muito a proposta da
nos meios de produção e o desenvolvimento científico e tecnológico pode enriquecer muito a proposta da

Conectar

com os alunos,

você pode ainda acrescentar algumas informa-

ções. Explique, por exemplo, que o olho humano

apresenta dois tipos de células sensíveis à luz:

os cones e os bastonetes. Os bastonetes, mais

bem adaptados a situações de pouca luz, são

capazes de diferenciar o claro e o escuro; em

outras palavras, detectam a intensidade da luz.

Já os cones, mais bem adaptados a situações

em que a luz é bem intensa, são capazes de

detectar e diferenciar cores. Existem três tipos

de cones em nossos olhos, cada um especiali-

zado (ou mais sensível) em comprimentos de

onda curtos (S), médios (M) ou longos (L). A

sensação da cor e sua intensidade são resul-

tado da combinação da informação vinda dos

bastonetes e dos diferentes cones. Veja mais

informações em: <http://bit.ly/1sz4zvP>. (Acesso

em: out. 2014.)

Ao ler o boxe “Você sabia

. (Acesso em: out. 2014.) Ao ler o boxe “Você sabia ” Ampliando o trabalho Ciências

Ampliando o trabalho

Ciências: Para ampliar o trabalho com os alunos

e expandir o assunto sobre cores, peça que pes-

quisem como Newton explicou a separação das

cores da luz do sol. Os links a seguir contribuem

para esse trabalho: <http://bit.ly/1zDWSOI>, <http://

bit.ly/1tBwpwE> e <http://bit.ly/ZVXTRM>. (Acessos

em: out. 2014.)

Outra possibilidade de ampliar o trabalho com

Ciências é permitir a discussão sobre a visão das

cores no ser humano e em outros animais, esta-

belecendo analogias com tais equipamentos – já

que esta aula envolve dispositivos tecnológicos

que foram desenvolvidos para serem capazes

de perceber cores.

Construir

Nesta parte da aula, as equipes constroem o robô

de acordo com o passo a passo de montagem.

Oriente-os a identificar, durante e após a

montagem, cada um de seus componentes e a

conversar sobre seu funcionamento.

Este é um bom momento para que você

aprofunde a discussão sobre a visão das cores

e o funcionamento do sensor de cor do EV3. Para

isso, mostre aos alunos onde encontrar o ícone

de sensor de cor, localizado na paleta laranja do

software EV3. Você pode configurar o sensor de

cor para detectar várias cores escolhendo uma

das opções, conforme imagem abaixo:

cores escolhendo uma das opções, conforme imagem abaixo: No exemplo a seguir é possível ver uma

No exemplo a seguir é possível ver uma

programação usando o sensor de cor:

é possível ver uma programação usando o sensor de cor: Quando o sensor identifica a cor
é possível ver uma programação usando o sensor de cor: Quando o sensor identifica a cor

Quando o sensor identifica a cor vermelha, o

bloco EV3 emite o som red. Se possível, use

este exemplo com os alunos. Isso irá ajudá-los

a compreender melhor a lógica da programação.

Analisar

Neste momento, os alunos deverão programar

o carro para que ele detecte as diferentes cores

e, então, reaja a cada uma delas de maneiras

diversas. Para isso, usarão o ícone de programação

condicional (switch), que permite programar ações

comandadas pelo sensor de cor. Esse ícone é

uma condicional, pois define as ações do carro

em função das cores que o sensor consegue

identificar: preto, azul, verde, amarelo, vermelho,

branco e marrom.

Para falar sobre este ícone com os alunos,

sugerimos que você discuta os exemplos

apresentados na seção “Analisar” do fascículo

do aluno.

Para concluir esta etapa, oriente os alunos para

que descrevam o comportamento do robô por

eles programado. Por fim, os alunos podem

circular pelos demais grupos para observar

seus robôs em funcionamento e perceber as

diferentes programações.

podem circular pelos demais grupos para observar seus robôs em funcionamento e perceber as diferentes programações.
podem circular pelos demais grupos para observar seus robôs em funcionamento e perceber as diferentes programações.

Continuar

Nesta última etapa da aula, as equipes

programam o robô para que ele seja orientado

por duas faixas pretas que têm, em cada uma

Após o término da aula, solicite que os alunos

organizem seus kits de montagem.

de suas extremidades, diferentes cores. Para isso é importante deixar preparado o terreno conforme orientação
de suas extremidades, diferentes cores. Para
isso é importante deixar preparado o terreno
conforme orientação abaixo:
10 cm 10 cm
10 cm
70 cm

80 cm

Para fazê-lo, utilize fita isolante preta e fitas adesivas

coloridas (amarela, azul, vermelha e verde).

Por fim, solicite que os alunos façam diversos

testes e, em seguida, peça que cada equipe

apresente os resultados encontrados, realizando

as seguintes mediações: • Como vocês resolveram o desafio proposto na seção “Continuar”? • Como
as seguintes mediações:
• Como vocês resolveram o desafio
proposto na seção “Continuar”?
• Como vocês dividiram o trabalho dentro
da equipe?
• Vocês encontraram alguma dificuldade
no momento da construção? Quais? O
que fizeram para resolver?
• Em que este robô construído pela
equipe poderia facilitar a vida dos seres
humanos?
• Quais as relações entre o sensor de cor
e os nossos olhos?
equipe poderia facilitar a vida dos seres humanos? • Quais as relações entre o sensor de

Situação-problema

Situação-problema Faça a leitura da situação-problema com os alunos. Em seguida, lance as seguintes pergun- tas

Faça a leitura da situação-problema com os

alunos. Em seguida, lance as seguintes pergun-

tas para orientar o trabalho deles:

Vocês conhecem um torneio de robótica? Já

participaram de um?

Vocês entenderam os comandos que o

carro explorador tem de realizar nas duas

situações diferentes?

Para desviar de obstáculos, quantos motores

são necessários para que o robô tenha a

possibilidade de deslocamento em 360°?

O que deve ser feito na montagem? Que

peças podem ser utilizadas para que o

carro não atole ou quebre diante dos

obstáculos do campo de missão que o

carro explorador passará?

Vocês acreditam que para resolver este

problema precisarão usar algum sensor?

Qual? Por quê?

Quais ícones de programação devem ser

utilizados para resolver este problema?

Inicie a etapa da construção com os alunos e

oriente-os sempre que necessário. Aproveite

também este período para montar um campo

de missões, onde o carro explorador fará o per-

curso. Não se esqueça de colocar obstáculos e

objetos das cores azul e vermelha. Lembre-se

de que você pode usar as peças do kit.

Ao término da montagem, peça que as equipes

realizem o percurso. Então, faça as seguintes

mediações:

Como a equipe resolveu o desafio proposto?

Como vocês dividiram as tarefas?

Expliquem como ficou a lógica usada para

programar este mecanismo. Outra equipe

criou uma programação igual à sua?

Vocês ficaram satisfeitos com o resultado

encontrado? Por quê?

Quais foram as ideias que surgiram no

planejamento?

Por que optaram por esta solução e não

outra?

Em seguida, peça que os alunos desmontem o

projeto e organizem os kits.

Cancela automática

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Objetivos da aula

Construir uma cancela automática.

Programar o sensor de cor para que

reconheça duas cores e reaja a cada uma

delas de maneiras distintas.

Articular a ação do sensor de cor com a do

sensor ultrassônico.

Conteúdos curriculares

Relacionar o conhecimento científico

à tecnologia, como forma de suprir as

necessidades humanas.

Competências em foco

Modelar.

Resolver problemas.

Realizar investigações.

∙ Resolver problemas. ∙ Realizar investigações. Desenvolvimento da aula Na seção “Conectar”, os alunos

Desenvolvimento da aula

Na seção “Conectar”, os alunos conversam sobre o transporte rodoviário e o sistema de pedágio.

Em equipes, constroem uma cancela automática e um carro que irá atravessá-la, reconhecem

seus componentes e conversam sobre seu funcionamento. Na sequência, programam a cancela

para que reconheça duas cores, mas se abra somente para a cor verde. Por fim, programam a

montagem novamente, mas desta vez devem contabilizar o número de carros que passa por ela.

Ponto de atenção

Na seção “Continuar”, os alunos farão uso de dois novos ícones (variável e matemática). Neste

momento, é importante que você os ajude a compreender como podem ser programados,

e isto pode ser feito pela discussão do programa apresentado no fascículo do aluno e nas

orientações neste manual.

Conectar

No início da aula, os alunos conversam sobre

o transporte de cargas e de pessoas no Brasil,

em particular sobre o transporte rodoviário, que

hoje em dia é predominante em nosso país.

As seguintes questões podem ser orientadoras

da conversa:

• Por que se cobram pedágios? Como o valor do pedágio é calculado? Qual o
• Por que se cobram pedágios? Como
o valor do pedágio é calculado? Qual o
destino que a verba arrecadada deve ter?
• Quais as diferentes formas que vocês
conhecem para se cobrar pelo uso de
estradas de rodagem? Como funciona esse
sistema de cobrança em nosso estado?
Vocês o consideram justo? Por quê?
• Como funciona o pedágio Sem Parar?
esse sistema de cobrança em nosso estado? Vocês o consideram justo? Por quê? • Como funciona
esse sistema de cobrança em nosso estado? Vocês o consideram justo? Por quê? • Como funciona

Conectar

Para saber mais sobre o sistema de pedágios,

leia a matéria “Como funciona o pedágio?” em

<http://abr.ai/1cqjI18>. (Acesso em: out. 2014.)

Conexões Interdisciplinares

História e Geografia: É possível abordar alguns

assuntos com os alunos referentes ao tema da

aula, por exemplo, o contexto histórico que le-

vou à desativação das ferrovias em nosso país

e ao investimento no transporte rodoviário e as

consequências dessa opção para a economia

brasileira, a configuração atual do transporte no

Brasil e no mundo, entre outros.

Geografia: Para ampliar o trabalho com os alunos,

solicite uma pesquisa sobre o pedágio urbano.

Em seguida, faça um debate discutindo se ele

deveria ou não ser implementado como uma

solução para o trânsito nas grandes cidades.

Você pode sugerir que formem dois grupos:

um defensor e o outro a oposição. O debate

deverá fomentar a competência da prontidão

para ouvir e a capacidade de argumentação.

Veja algumas matérias que podem orientar o

trabalho: “Pedágio urbano visto como solução

inescapável para o trânsito” (<http://bit.ly/13lnr-

tv>), “Pedágio urbano, uma discussão na pauta

do dia” (<http://glo.bo/1tUBNML>), e “Cidades com

muito trânsito devem adotar o pedágio urbano?”

(<http://abr.ai/1tmpIgw>) (Acessos em: out. 2014.)

com muito trânsito devem adotar o pedágio urbano?” ( <http://abr.ai/1tmpIgw> ) (Acessos em: out. 2014.)

Construir

Nesta parte da aula, as equipes constroem a

cancela automática de pedágio e o carro a ser

utilizado na atividade, de acordo com o passo

a passo de montagem.

Ampliando o trabalho

Matemática: É possível explorar com os alunos

a porcentagem e as cifras envolvidas nos inves-

timentos no transporte rodoviário e nos valores

cobrados nos pedágios de diferentes estados.

nos valores cobrados nos pedágios de diferentes estados. Analisar Agora, oriente-os a observar cada uma das

Analisar

Agora, oriente-os a observar cada uma das

partes da cancela e a levantar hipóteses sobre

o funcionamento deste pedágio, por meio das

questões norteadoras propostas no fascículo

do aluno. Depois que os alunos tiverem regis-

trado suas hipóteses sobre o funcionamento

do pedágio, convide-os a compartilhá-las com

o restante da classe.

Em seguida, os alunos programam a cancela de

modo que, quando o carro passar pelo sensor

de cor, este dispositivo deverá reconhecer uma

de suas cores; se o sensor de cor identificar a

cor verde, a cancela abrirá e uma mensagem no

visor com a frase Passagem autorizada deverá

ser exibida; porém, se for vermelha, a cancela

não abrirá e uma mensagem Passagem não

autorizada deverá ser exibida no visor. O sensor

ultrassônico deverá analisar se o carro passou

pela cancela, informando o motor a fim de que

ela seja fechada.

O sensor ultrassônico deverá analisar se o carro passou pela cancela, informando o motor a fim

Analisar

Para programar, oriente-os a analisar o carrinho

novamente e a conversar sobre como utilizar

esse bloco de programação, considerando as

etapas propostas no fascículo do aluno.

A programação a seguir resolve o desafio:

do aluno. A programação a seguir resolve o desafio: Ajude as equipes caso sinta que há

Ajude as equipes caso sinta que há necessidade.

Por fim, peça que os alunos expliquem o funcio-

namento do pedágio construído e programado

por eles, retomando as questões levantadas

no começo da seção “Analisar”, no fascículo

do aluno.

e programado por eles, retomando as questões levantadas no começo da seção “Analisar”, no fascículo do

Continuar

Nesta última etapa da aula, as equipes devem

programar a cancela para que ela contabilize

quantos carros passam por ela, exibindo este

número no display do EV3.

É importante que você oriente os alunos no uso

dos ícones variável e matemática, o que pode

ser feito discutindo o exemplo da programação

apresentada no fascículo do aluno.

A programação a seguir é uma das soluções

para resolver este desafio:

a seguir é uma das soluções para resolver este desafio: Para você compreender melhor, adicionamos no

Para você compreender melhor, adicionamos

no final da programação o seguinte trecho:

adicionamos no final da programação o seguinte trecho: Este trecho faz com que, ao passar um

Este trecho faz com que, ao passar um carro que

teve sua passagem autorizada, seja computado

o valor numérico 1 na variável, que é lida pelo

programa e mostrada no visor.

Importante: ajuste os valores de potência e

ângulo no motor.

Continuar

Por fim, estimule os alunos a circular pela sala

para verem a solução encontrada pelas dife-

rentes equipes e encerre fazendo as seguintes

mediações: • Das atividades que já trabalhamos, vocês consideraram esta a mais desafiadora? Por quê?
mediações:
• Das atividades que já trabalhamos,
vocês consideraram esta a mais
desafiadora? Por quê?
• Vocês compreenderam o funcionamento
do ícone variável? Poderiam me explicar
para que ele é usado?
• Como vocês resolveram o desafio da
seção “Continuar”?
• Como dividiram as tarefas dentro da
equipe?
• Qual foi a lógica utilizada para fazer a
cancela automática funcionar?
• Será que uma cancela automática
funciona da mesma forma que a
construímos? Expliquem.
automática funcionar? • Será que uma cancela automática funciona da mesma forma que a construímos? Expliquem.

Situação-problema

Situação-problema Nesta proposta, os alunos deverão construir um mecanismo com duas cancelas, respei- tando a

Nesta proposta, os alunos deverão construir

um mecanismo com duas cancelas, respei-

tando a distância entre elas de 5 a 7 cen-

tímetros. Para ajudar os alunos, converse

sobre as ideias que eles têm para solucionar

a situação apresentada. Em seguida, faça as

seguintes mediações:

Que mecanismo pode levar à abertura e ao

fechamento das cancelas?

Vocês deverão respeitar o espaço entre

as cancelas de 5 a 7 centímetros. O que

precisarão fazer, então?

Uma cancela terá de ficar ligada à outra?

Se sim, como?

Qual sensor deverá ser utilizado para

acionar as cancelas?

Que ícone de programação terá que ser

usado para as cancelas não pararem de

funcionar?

Quais ícones de programação devem ser

utilizados para programar as cancelas

conforme solicitado?

Quantos motores serão necessários?

Precisaremos ter cuidado ao configurar a

potência e o ângulo do motor? Por quê?

Vocês lembram como utilizar os ícones de

variável?

Em seguida, deixe os alunos construírem em

equipes suas soluções. Ao término da mon-

tagem, solicite que as equipes apresentem

suas construções. Durante as apresentações,

faça as seguintes mediações:

A solução criada por vocês atende

às necessidades do proprietário do

estacionamento?

O que vocês construíram? Expliquem como

chegaram a este resultado.

Expliquem como ficou a lógica usada para

programar este mecanismo. Outra equipe

criou uma programação igual à sua?

O que foi mais desafiador nesta atividade?

Ao término das apresentações, finalize a aula e

solicite que os alunos organizem os kits LEGO ® .

Braço robótico

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Objetivos da aula

Construir um braço robótico.

Avançar na programação com o uso

de motores.

Programar o braço robótico para

manipular objetos.

Conteúdos curriculares

Ângulo de giro.

Movimento.

Automação.

Competências em foco

Modelar.

Raciocinar.

Realizar investigações.

Modelar. ∙ Raciocinar. ∙ Realizar investigações. Desenvolvimento da aula Na seção “Conectar”, os alunos

Desenvolvimento da aula

Na seção “Conectar”, os alunos conversam sobre os vários usos de braços robotizados na

sociedade atual. Em equipes, na seção “Construir”, reconhecem seus motores e conversam

sobre os movimentos que eles podem realizar. Já na seção “Analisar”, programam o robô para

que ele transporte um objeto de um local para outro. Por fim, na seção “Analisar”, as equipes

programam o braço robotizado de modo que, por meio de dois sensores de toque e de um

botão do EV3, ele possa ser controlado por um operador.

Ponto de atenção

Nesta aula, os alunos deverão programar um mecanismo que possua três motores (com as

funções de abertura e fechamento da garra, subida e descida do braço e giro do sistema

como um todo). Não é difícil programar a ação dos motores, porém, por se tratar de três

movimentos diferentes que precisam ser sincronizados, é importante que os alunos discutam a

sequência de movimentos antes de partirem para a programação propriamente dita. Por isso,

dê atenção para a explicitação do raciocínio a ser considerado na programação; isto pode ser

feito quando você passar pelos grupos ou em uma conversa geral sobre cada uma das etapas

da programação (seção “Analisar”).

O mesmo vale para a seção “Continuar”, quando os alunos terão de associar o controle dos

motores aos sensores de toque e a um botão do EV3.

Conectar

No início da aula, os alunos conversam sobre os

diversos usos de estruturas robotizadas e sobre

as contribuições que o braço robótico pode

trazer para a realização de diversas tarefas.

Caso você julgue interessante, provoque essa

discussão passando trechos de usos de estrutu-

ras robotizadas na indústria, na medicina (com

próteses), na arte e no design. Veja algumas

sugestões de vídeos: <http://bit.ly/1x1A2fm>, <http://

bit.ly/1tzE6Ua> e <http://bit.ly/1xSNLo4>. (Acessos

em: nov. 2014.)

As seguintes questões podem ser orientadoras

da conversa:

• Que contribuições o braço articulado traz às estruturas robotizadas? • Que dispositivos as estruturas
• Que contribuições o braço articulado
traz às estruturas robotizadas?
• Que dispositivos as estruturas
robotizadas devem apresentar para
serem capazes de cumprir a diversidade
de tarefas que aparecem nos filmes/nas
imagens do fascículo do aluno?
• Um braço robotizado pode ser
programado para cumprir repetidamente
uma tarefa. O que pode ser feito para
que ele perceba as condições do meio
(por exemplo, a posição exata em que se
encontra um objeto a ser levantado por
ele) fazendo ajustes em sua ação?
(por exemplo, a posição exata em que se encontra um objeto a ser levantado por ele)
(por exemplo, a posição exata em que se encontra um objeto a ser levantado por ele)

Conectar

Encerre esta seção conversando com os alunos

sobre as vantagens e as limitações de uma

linha de produção totalmente automatizada,

destacando as contribuições que o sensor de

toque pode trazer ao permitir interações da

máquina com o operador.

Conexões Interdisciplinares

História e Geografia: A abordagem do processo

de automação industrial no contexto da emer-

gência e evolução da sociedade capitalista pode

enriquecer o olhar dos alunos para as relações

entre a ciência, a tecnologia e o mundo social.

Se por um lado o desenvolvimento tecnológico

traz grandes contribuições, por outro, a sociedade

da hiperprodução e do hiperconsumo nos impõe

grandes desafios.

e do hiperconsumo nos impõe grandes desafios. Construir Nesta parte da aula, as equipes constroem o

Construir

Nesta parte da aula, as equipes constroem

o braço robotizado de acordo com o passo a

passo de montagem. Estimule-as a estudar a

montagem antes de iniciá-la, de modo a fazer

um reconhecimento dos motores e levantar

hipóteses dos movimentos controlados por eles.

Este reconhecimento prévio contribuirá para que

o trabalho na montagem seja mais significativo e

não somente uma atividade mecânica. Isto pode

ser feito a partir da observação da imagem que

se encontra nesta seção no fascículo do aluno.

mecânica. Isto pode ser feito a partir da observação da imagem que se encontra nesta seção

Analisar

Depois de construírem o braço robotizado,

incentive que os alunos identifiquem a função

de cada motor. Em seguida, as equipes deverão

programá-lo para que ele pegue um objeto em

um lugar e transporte-o para uma posição

diametralmente oposta.

Oriente-os a descrever a sequência de ações

que o braço deve realizar antes de partirem

para a programação propriamente dita, o que

irá ajudá-los nas tarefas posteriores. Veja uma

possível sequência que os alunos podem listar:

1.

Abrir a garra;

2.

Descer o braço;

3.

Fechar a garra;

4.

Subir o braço;

5.

Girar 180°;

6.

Descer o braço;

7.

Abrir a garra.

Cientes de cada uma das ações da garra, as

equipes podem, então, dar início à programação.

Eis uma solução para o desafio proposto:

das ações da garra, as equipes podem, então, dar início à programação. Eis uma solução para
das ações da garra, as equipes podem, então, dar início à programação. Eis uma solução para
das ações da garra, as equipes podem, então, dar início à programação. Eis uma solução para

Continuar

Nesta etapa final, as equipes devem aperfeiçoar

a garra para que ela possa ser controlada

pelos sensores de toque e por um botão no

EV3. Oriente os alunos a conversar sobre como

proceder e, então, a registrar no fascículo do

aluno a lógica a ser empregada na programação.

A seguinte programação resolve o desafio

proposto:

A seguinte programação resolve o desafio proposto: Ampliando o trabalho Ciências : Como a aula envolve
A seguinte programação resolve o desafio proposto: Ampliando o trabalho Ciências : Como a aula envolve

Ampliando o trabalho

Ciências: Como a aula envolve o emprego de

sensores de toque, é possível inseri-la em uma

discussão mais ampla sobre os sensores na na-

tureza e na tecnologia. Uma conversa sobre o

tato humano pode render boas analogias com

os sensores.

Situação-problema

Situação-problema Nesta situação-problema, as equipes deverão construir uma grua e utilizar os dois sensores de toque

Nesta situação-problema, as equipes deverão

construir uma grua e utilizar os dois sensores

de toque para o comando de seus movimentos.

Depois da leitura da situação-problema, realize

as seguintes mediações para orientá-los:

Vocês sabem o que é uma grua? Como ela

funciona? Para que ela serve?

Que peças vocês poderão usar para que a

grua tenha os movimentos solicitados?

Para que a grua tenha a possibilidade de

deslocamento em 360°, quantos motores

são necessários?

Como vocês irão fazer o gancho da grua?

Quais ícones de programação devem ser

utilizados para resolver este problema?

Como será a programação dos dois

sensores de toque?

Em seguida, oriente as equipes a planejar como

resolverão o desafio, como vão dividir as tarefas

e quais peças serão utilizadas. Por fim, incentive

os alunos a compartilhar com os demais grupos

as soluções encontradas e peça-lhes que façam

as devidas apresentações com a montagem

finalizada. As perguntas a seguir vão orientá-lo

nas apresentações dos alunos:

Como foi o trabalho em equipe? Como vocês

dividiram as tarefas no grupo?

Esta montagem atende à solicitação dos

engenheiros civis?

Como vocês solucionaram o problema de a

grua ter movimentos horizontais e verticais?

Como as outras equipes resolveram o

mesmo problema?

O que foi mais desafiador nesta atividade: a

montagem ou a programação?

Quais ícones de programação vocês

utilizaram para programar a grua de vocês?

Depois que todos os grupos apresentarem suas

soluções, finalize a aula e solicite que os alunos

desmontem seus projetos e organizem os kits

LEGO ® .

Barco viking PARA COMEÇO DE CONVERSA Objetivos da aula ∙ Construir um barco viking .

Barco viking

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Objetivos da aula

Construir um barco viking.

Utilizar o sensor de giroscópio.

Programar o barco viking controlando o giro do motor.

Conteúdos curriculares

Pêndulo.

Pêndulo de Newton.

Barco viking e sua história.

Giroscópio.

Competências em foco

Modelar.

Raciocinar.

Realizar investigações.

Desenvolvimento da aula

Na seção “Conectar”, os alunos conversam sobre suas

experiências em parques de diversões e leem sobre os povos vikings e suas embarcações. Já

na seção “Construir”, em equipes, constroem o barco viking e reconhecem seus componentes.

Na sequência, programam a montagem para que ela se movimente, mas ainda sem fazer o

uso do sensor giroscópio. Por fim, programam o sensor giroscópio de modo a coordenar a

mudança de sentido no movimento do motor ao ângulo de inclinação do barco.

Ponto de atenção

Nesta aula é importante definir os limites da abordagem da física envolvida no funcionamento

do barco viking e nas sensações experimentadas por seus frequentadores: a inércia, a relação

entre força e movimento, a quantidade de movimentos e sua conservação e o movimento de

um pêndulo. Cuide deste planejamento para potencializar a aprendizagem.

Conectar

No início da aula, os alunos falam sobre suas

experiências em parques de diversões. Aproveite

as questões propostas no decorrer do texto no

fascículo do aluno para estimular os alunos a

descrever o funcionamento dos brinquedos,

particularmente do barco viking, assim como

as sensações que já experimentaram nesses

brinquedos. A partir dessas experiências

e sensações é possível problematizar o

funcionamento do equipamento e conversar

sobre as relações entre força e movimento,

caso queira aprofundar o assunto.

Antes da explicação sobre o funcionamento do

barco viking, há sua contextualização histórica

acerca dos povos vikings e suas embarcações

que pode ser lido com

no boxe “Você sabia

os alunos.

”,

Por fim, você pode ler com os alunos sobre o

funcionamento do barco viking e aprofundar

algumas questões. Por exemplo, quando

estamos nesse brinquedo, experimentamos a

sensação de diminuição de peso, quando o barco,

em sua altura máxima, muda bruscamente o

sentido de seu movimento (começa a descer/

cair), ou de aumento de peso, quando inicia a

subida em velocidade, depois de passar pela

posição mais baixa de sua trajetória. Essas

variações de direção são responsáveis pelo

famoso “frio na barriga”. Isto ocorre porque,

quando estamos subindo, nosso corpo ganha

velocidade e acompanha a trajetória do barco.

Porém, quando o movimento muda de direção e

o brinquedo começa a descer, nosso corpo ainda

apresenta uma velocidade para cima – devido à

sua inércia. A gravidade também contribui para

essa sensação, porque a força normal (aquela

para cima – devido à sua inércia. A gravidade também contribui para essa sensação, porque a
para cima – devido à sua inércia. A gravidade também contribui para essa sensação, porque a

Conectar

que reage à compressão que fazemos sobre

a cadeira) diminui quando estamos no alto. É

justamente isso que dá a impressão de que lá

em cima somos mais leves. Quando chegamos

ao ponto inferior da trajetória, o processo se

inverte e temos a sensação de que estamos

mais pesados.

Conexões Interdisciplinares

É possível conversar com os alunos sobre o povo

viking. Veja alguns temas possíveis dentro das

seguintes áreas:

História e Geografia: Navegação, exploração,

colonização e comércio nas regiões da Europa e

do Atlântico Norte durante a Idade Média.

Arte e Língua Portuguesa: Cultura, artesanato

em metal e madeira, mitologia e literatura (os

famosos contos nórdicos).

e Língua Portuguesa : Cultura, artesanato em metal e madeira, mitologia e literatura (os famosos contos

Construir

Nesta parte da aula, as equipes montam um

modelo do barco viking, de acordo com o passo

a passo de montagem. Oriente-as a identificar,

durante e após a montagem, cada um de seus

componentes e a conversar sobre seu funcio-

namento levantando suas hipóteses.

sobre seu funcio- namento levantando suas hipóteses. Analisar Nesta etapa, as equipes deverão programar

Analisar

Nesta etapa, as equipes deverão programar

exclusivamente o motor, de modo que o barco

movimente-se de um lado para outro, ainda

sem o uso do sensor giroscópio. Para isso, es-

timule-as a pensar nas questões propostas no

fascículo do aluno.

Caso você deseje aproveitar a atividade para

explorar as relações entre força e movimento,

aqui é um bom momento para este aprofun-

damento. Você pode explorar o movimento da

engrenagem dentada questionando se o número

de dentes interfere na velocidade de rotação do

eixo responsável pelo movimento do pneu. Na

sequência, pode discutir também a interação

da roda com o “casco” do barco, que faz com

que este ganhe velocidade e, então, altura. O

ponto alto talvez seja analisar o mecanismo

que permite que as oscilações, descritas como

as de um pêndulo simples, sejam mantidas por

seja analisar o mecanismo que permite que as oscilações, descritas como as de um pêndulo simples,

Analisar

meio de dispositivos mecânicos que mantêm

sua velocidade praticamente constante. Aqui

pode-se explorar o movimento de um pêndulo

simples, cujo período de oscilação depende

somente da gravidade local e do comprimento

do pêndulo.

Para concluir esta etapa, oriente os alunos a

registrar suas respostas no fascículo do aluno.

Veja algumas possíveis soluções para cada uma

das questões:

O motor serve para movimentar o barco

e, quando está funcionando, movimenta

as peças associadas a ele (como eixo,

engrenagens, roda e lagartas).

A lagarta mantém contato com a roda

para movimentar o pêndulo. O pneu, por

sua vez, é responsável por transmitir o

movimento às lagartas advindo do motor.

O movimento do pêndulo associado à

energia do motor.

Da amplitude do pêndulo.

Graças à programação feita para que o

motor se movimente na direção contrária

à do pêndulo.

o motor se movimente na direção contrária à do pêndulo. Ampliando o trabalho Ciências : Esta

Ampliando o trabalho

Ciências: Esta aula possibilita que se explore o

conhecimento físico envolvido nos brinquedos de

um parque de diversões. Assim, podem-se discutir

a inércia dos corpos e as relações entre força e

movimento, impulso e quantidade de movimen-

to, adequando a abordagem para este nível de

ensino. Ainda é possível abordar o movimento

de um pêndulo e o pêndulo de Newton. O sensor

giroscópio abre as portas para a discussão sobre

o que é um giroscópio e os instrumentos que, de

alguma maneira, utilizam este dispositivo. Man-

tendo a linha das sugestões apresentadas em

aulas anteriores, é possível explorar o labirinto

humano, nosso “sensor de posição”, estabelecen-

do um paralelo com o sensor giroscópio.

Continuar

Nesta última etapa da aula, as equipes progra-

mam o sensor giroscópio de modo a coordenar

a mudança de sentido no movimento do motor

ao ângulo de inclinação do barco.

Aproveite este momento para conversar sobre

o sensor giroscópio do kit EV3 explicando que

este sensor é capaz de medir o movimento e

as mudanças na orientação de um equipamen-

to (como um robô ou o próprio barco viking)

quando ele sofre alguma rotação (movimento

em torno de um eixo). No modo ângulo, sua

precisão é de 3 graus. Quando programado no

modo gyro, apresenta uma potência máxima

de 440 graus por segundo.

Caso necessite de mais alguma explicação sobre

o funcionamento e os possíveis usos do sensor

giroscópio, você pode acessar o site: <http://bit.

ly/10zgx2l>. Se achar oportuno, abra uma conversa

sobre o giroscópio e explore analogias com o

funcionamento de nosso labirinto, que detecta

mudanças na posição de nosso corpo na pre-

sença do campo gravitacional. Veja alguns sites

que tratam desses assuntos:

<http://bit.ly/1sjhqTP>, <http://bit.ly/1ApYqfE>, <http://

bit.ly/1tgpCn7>, <http://bit.ly/1E84CoU> e <http://bit.

ly/1uAoWQD>. (Acessos em: nov. 2014.)

Encerre a aula compartilhando as soluções en-

contradas pelas equipes.

ly/1uAoWQD> . (Acessos em: nov. 2014.) Encerre a aula compartilhando as soluções en- contradas pelas equipes.

Situação-problema

Situação-problema Nesta situação-problema, os alunos poderão usar a montagem feita na aula do barco viking ,

Nesta situação-problema, os alunos poderão

usar a montagem feita na aula do barco viking,

porém deverão fazer modificações nela. O

cuidado deste projeto deve ser quanto à pro-

gramação, pois será necessária a alteração dos

valores de potência e giro. Assim, depois de

realizar a leitura da situação-problema, faça as

seguintes perguntas de mediação para os alu-

nos. Isso irá direcioná-los nesta tarefa:

Alguém já foi em um barco

looping?

viking que dá

Qual é o nosso desafio de hoje?

Qual adaptação da montagem é necessária

para o barco dar uma volta completa?

que temos de fazer na programação para

barco viking realizar uma volta completa?

que irá determinar na programação que

O

o

O

a

volta é para trás ou para a frente?

que podemos fazer de diferente na

O

montagem?

Alguém tem alguma sugestão que gostaria

de compartilhar com a classe para resolver

este desafio?

Inicie a etapa da construção com os alunos e

oriente-os sempre que necessário. Ao término

da montagem faça as seguintes mediações:

Como vocês resolveram este desafio?

Vocês conseguiram fazer mudanças na

montagem do barco viking? Quais?

O que foi mais complexo nesta atividade?

Qual a função do sensor giroscópio nesta

solução? Se o tirássemos do projeto,

obteríamos o mesmo resultado?

Expliquem como ficou a lógica usada para

programar este mecanismo. Outra equipe

criou uma programação igual à sua?

Vocês gostaram de trabalhar com este

projeto?

Ao término da aula, peça que os alunos des-

montem seus projetos e organizem os kits de

montagem.

Balança

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Objetivos da aula

Construir uma balança.

Avançar no uso do sensor giroscópio.

Calcular a massa aproximada dos objetos usando

graus como referência.

Conteúdos curriculares

Resolver problemas significativos utilizando

unidades de medida padronizadas e não

padronizadas.

Identificar medidas de massa.

Reconhecer a importância social das medidas.

Competências em foco

Modelar.

Raciocinar.

Realizar investigações.

Modelar. ∙ Raciocinar. ∙ Realizar investigações. Desenvolvimento da aula No início da aula, os alunos leem

Desenvolvimento da aula

No início da aula, os alunos leem a seção “Conectar” sobre o uso de instrumentos e sistemas

de medida. Em equipes, constroem a balança, compreendem o funcionamento dela e o uso

do sensor giroscópio. Na sequência, programam para que a variação angular causada no

sensor giroscópio seja mostrada no visor de forma a estabelecer relação entre massa e grau.

Por fim, as equipes são desafiadas a programar o EV3 para que a massa do objeto colocado

na balança apareça no visor do EV3.

Ponto de atenção

É comum os alunos pensarem que peso e massa são a mesma coisa. É importante que durante

toda a discussão os conceitos sejam sempre retomados.

Conectar

Esta aula inicia-se com a leitura do texto da

seção “Conectar” para que, em seguida, sejam

discutidas e aprofundadas com os alunos a