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Embriologia

 Desenvolvimento humano: inicia-se com a fecundação (espermatozóide ♂ + ovócito ♀ = zigoto → unicelular


totipotente);
 Duração da gestação: Último período menstrual normal da mãe=14 dias antes da concepção;
 Idade gestacional: 2 semanas mais a idade gestacional real.

Gametogênese

 Processo de formação e desenvolvimento das células germinativas (gametas = espermatozóide e ovócito);


 Nesta fase, o número de cromossomos é reduzido pela metade, logo gametas são células haplóides.

Meiose

 Permite a constância do número cromossômico, variabilidade e recombinação do material genético;


 Primeira divisão meiótica: reducional. Cromossomo é reduzido de diplóide a haplóide por emparelhamento dos
cromossomos homólogos na prófase e sua segregação na anáfase;
 Cromossomos homólogos (um materno e um paterno) formam um par durante a prófase e se separam na anáfase,
com um representante de cada lado indo para cada pólo do fuso meiótico;
 Os cromossomos X e Y não são homólogos, mas possuem segmentos homólogos nas extremidades de seus
braços curtos. Apenas nessas regiões se emparelham. No final da primeira divisão meiótica, cada nova célula
formada (espermatócito secundário ou ovócito secundário) contém um n úmero cromossômico haplóide
(de cromátide dupla), o u seja, metade do número de cromossomos da célula precedente (espermatócito ou ovócito
primário);
 Segunda divisão meiótica: equacional. Segue-se à primeira sem uma interfase normal (sem a etapa de replicação
do DNA ). Cada cromossomo se divide e cada metade, ou cromátide, é direcionada para um pólo diferente;
 Cada célula-filha formada por meiose tem o número de cromossomos reduzido a haploide, com um representante
de cada par cromossômico, agora um cromossomo de cromátide única.

Espermatogênese

 Espermatogônias são transformadas em espermatozóides maduros;


 Início do processo de maturação: puberdade;
 As espermatogônias, que permanecem quiescentes nos túbulos dos testículos desde o período fetal, começam a
aumentar em número na puberdade;
 As espermatogônias são transformadas em espermatócitos primários;
 Cada espermatócito primário sofre primeira meiose para formar dois espermatócitos secundários haplóides;
 Espermatócitos secundários sofrem segunda meiose para formar quatro espermátides haplóides;
 Espermátides são transformadas em espermatozóides maduros por meio da espermiogênese (espermatogênese ≠
espermiogênese);
 Todo processo de espermatogênese demora cerca de 2 meses;
 Quando a espermiogênese é completada, os espermatozóides entram na luz dos túbulos seminíferos;
 Células de Sertoli: Revestem os túbulos seminíferos e dão suporte e nutrição para células germinativas;
 Os espermatozoides são transportados dos túbulos seminíferos para o epidídimo, onde são armazenados e se
tornam funcionalmente maduros;
 O epidídimo está em continuidade com o ducto deferente, que transporta os espermatozoides para a uretra;
 O espermatozóide: A cabeça forma a maior parte do espermatozoide e contém o núcleo haploide. Os dois terços
anteriores do núcleo são cobertos pelo acrossoma, uma organela que contém várias enzimas que facilitam a sua
penetração na corona radiata e na zona pelúcida durante a fecundação. A cauda é formada por três segmentos: a
peça intermediária, que contém mitocôndrias que fornecem o ATP necessário à motilidade que transporta o
espermatozóide ao local da fecundação; a peça principal e a peça terminal. As proteínas d a família Bcl-2 estão
envolvidas na maturação de células germinativas.

Ovogênese

 Processo de maturação: inicia-se antes do nascimento e é completado depois da puberdade, continuando-se até a
menopausa;

Maturação Pré-Natal dos Ovócitos

 As ovogônias crescem para formar os ovócitos primários antes do nascimento;


 Quando o ovócito primário se forma as células de tecido conjuntivo o circundam e formam uma única camada de
células epiteliais foliculares achatadas, constituindo o folículo primordial. À medida que o ovócito primário cresce
durante a puberdade, as células foliculares se torna m cubóides e depois colunares,formando o folículo primário.
 O ovócito primário logo é envolvido por uma camada de material glicoprotéico acelular e amorfo (a zona pelúcida).
Os ovócitos primários iniciam sua primeira divisão meiótica antes do nascimento, mas a prófase não s e completa até
a adolescência. Acredita-se que as células foliculares que circundam o ovócito primário secretem o inibidor de
maturação do ovócito, que mantém estacionado o processo meiótico do ovócito.

Maturação Pós-Natal dos Ovócitos

 Inicia-se na puberdade. Geralmente um folículo amadurece a cada mês, exceto quando são usados contraceptivos
orais. Os ovócitos primários em prófase suspensa (dictióteno) são vulneráveis a agentes ambientais como a
radiação.
 Após o nascimento não se forma mais nenhum ovócito primário;
 Os ovócitos primários permanecem em repouso nos folículos ovarianos até a puberdade. Com a maturação do
folículo, o ovócito primário aumenta de tamanho e antes da ovulação completa a primeira divisão meiótica para dar
origem a um ovócito secundário e ao primeiro corpo polar. O ovócito secundário recebe quase todo citoplasma
enquanto o corpo polar recebe muito pouco, sendo que é uma célula pequena e não funcional que logo degenera;
 Na ovulação, o núcleo do ovócito secundário inicia a segunda divisão meiótica, mas progride apenas até a
metáfase. Se u m espermatozóide penetra o ovócito secundário, a segunda divisão meiótica é completada e o
ovócito é fecundado.

Comparação dos Gametas

 O ovócito é uma célula grande, circundado pela zona pelúcida e uma camada de células foliculares, a corona
radiata. Possui um abundante citoplasma contendo grânulos de vitelo, os qu ais fornecem nutrição p ara o zigoto.
Existe apenas um tipo de ovócito secundário normal, 23, X;
 O espermatozóide é altamente móvel, havendo dois tipos de espermatozóide normal, 23, X e 23, Y (23
cromossomos=22 autossomos e 1 cromossomo sexual).

Útero, Tubas Uterinas e Ovário

Útero

 Consiste em duas porções: o corpo, que compreende os dois terços superiores e o colo, o terço inferior cilíndrico. O
corpo se estreita desde o fundo até o istmo. O colo do útero é a sua porção terminal vaginal. O orifício interno
comunica-se coma cavidade do corpo uterino, e o orifício externo comunicam-se com a vagina. As paredes do corpo
do útero são formadas pelo perimétrio, uma fina camada externa; miométrio, a espessa camada de músculo liso e o
endométrio, a fina camada interna. O perimétrio é a camada fina peritoneal aderida ao miométrio. Durante a fase
lútea (secretora) do ciclo menstrual, distinguem-se três camadas de endométrio: uma fina camada compacta,
composta de tecido conjuntivo disposto densamente em torno do colo de glândulas uterinas; uma espessa c amada
Esponjosa, composta de tecido conjuntivo edemaciado e uma delgada camada basal contendo o fundo cego das
glândulas uterinas. As camadas compacta e esponjosa são conhecida s como camada funcional, que se desintegra e
descama durante menstruação e parto.

Tubas Uterinas

 Estendem-se lateralmente a partir do corno do útero. Cada tuba se abre dentro do corno do útero na porção
proximal e na cavidade peritoneal na porção distal. Está dividida em quatro porções: infundíbulo, ampola, istmo e
porção uterina. O sítio de fecundação é a ampola da tuba uterina. A tuba conduz o zigoto em clivagem para a
cavidade uterina.

Ovários

 São glândulas reprodutivas de cada lado do útero que produzem ovócitos, estrogênio e progesterona, hormônios
responsáveis por características sexuais secundárias e pela regulação da gestação.

Ciclos Reprodutivos Femininos

 Iniciam-se na puberdade por ação do hipotálamo, da hipófise, dos ovários, do útero, das tubas uterinas, da vagina e
das glândulas mamárias;
 O hormônio liberador da gonadotrofina (GnRH) é sintetizado por células neurossecretoras do hipotálamo e carreado
pelo sistema porta-hipofisário até o lobo anterior da hipófise. O GnRH estimula a liberação de dois hormônios
produzidos pela hipófise que agem nos ovários: o hormônio folículo-estimulante (FSH), que estimula o
desenvolvimento dos folículos ovarianos e a produção de estrogênio por suas células foliculares e o hormônio
luteinizante (LH), que estimula as células foliculares e o corpo lúteo a produzir progesterona e atua como disparador
da ovulação (liberação do ovócito secundário). Ambos os hormônios induzem o crescimento do endométrio.
Ciclo Ovariano

 FSH e LH produzem mudanças cíclicas nos ovários, sendo estas o desenvolvimento dos folículos, ovulação e
formação do corpo lúteo. Durante cada ciclo, o FSH promove o crescimento de vários folículos primordiais entre 5 e
12 folículos primários. Apenas 1 folículo primários e desenvolve e quando maduro se rompe na superfície do
ovário,liberando o ovócito.

Desenvolvimento Folicular

 Com o aumento do folículo primário, o tecido conjuntivo adjacente forma uma cápsula, ou teca folicular, que se
diferencia em duas camadas: a teca interna, vascularizada e glandular e a teca externa, uma camada conjuntiva. As
células tecais produzem em um fator de angiogênese que produz o crescimento d e vasos sanguíneos na teca
interna. Em torno das células foliculares se forma o antro, uma única e grande cavidade que contém fluido
folicular.Depois que o antro se forma,o folículo ovariano é denominado folículo vesicular ou secundário. O
desenvolvimento inicial dos folículos ovarianos é induzido pelo FSH, mas os estágios finais de maturação requerem
também o LH.

Ovulação

 Por volta da metade do ciclo, o folículo ovariano, sob influência do FSH e do LH, sofre um surto de crescimento,
produzindo uma saliência na superfície do ovário. Um ponto avascular, o estigma, aparece nessa saliência. A
ovulação é disparada por uma onda de produção de LH, induzida por altos níveis de estrogênio no sangue, causando
tumefação do estigma que forma uma vesícula que ao se romper libera o ovócito secundário com fluido folicular. O
ovócito secundário expelido é envolvido pela zona pelúcida, formada de três glicoproteínas (ZPA, ZPB e ZPC).

Corpo Lúteo

 Após a ovulação, as paredes do folículo ovariano e da teca folicular colapsam e desenvolvem o corpo lúteo, sob
influência do LH. O corpo lúteo secreta progesterona e alguma quantidade de estrogênio. Se o ovócito é fecundado,
o corpo lúteo aumenta de tamanho e forma o corpo lúteo gravídico. Quando ocorre a gravidez, a degeneração do
corpo lúteo é impedida pela produção da gonadotrofina coriônica humana (hCG). O corpo lúteo gravídico permanece
funcionalmente ativo durante as primeiras semanas de gravidez, depois a placenta passa a produzir estrogênio e
progesterona para manutenção da gestação. Se o ovócito não é fecundado, o corpo lúteo involui e degenera 10 a 12
dias após a ovulação, quando é chamado de corpo lúteo d a menstruação. Posteriormente, o corpo lúteo é
transformado no corpo albicans. Exceto durante a gravidez, os ciclos ovarianos persistem por toda vida reprodutiva
da mulher e terminam na menopausa (entre 48 e 55 anos).

Ciclo Menstrual (Endometrial)

 Período durante o qual o ovócito amadurece é ovulado amadurece, é ovulado e entra na tuba uterina. O ciclo
menstrual médio é de 28 dias, sendo o primeiro dia o que se inicia o fluxo menstrual. A duração dos ciclos varia entre
23 e 35 dias.
 Fase Menstrual: Camada funcional da parede uterina se desintegra e origina o sangramento mensal (dura de 4 a 5
dias). Após a menstruação, o endométrio erodido torna-se delgado;
 Fase Proliferativa (folicular,estrogênica): Dura em torno de 9 dias, coincide com o crescimento controlado pelos
folículos ovarianos e é controlada por estrogênio. O epitélio superficial se recompõe e recobre o endométrio. Artérias
espiraladas se alongam.
 Fase Lútea (secretora,progestacional): Dura em torno de 13 dias, coincide com a formação, crescimento e
funcionamento do corpo lúteo. A progesterona produzida pelo corpo lúteo estimula o epitélio glandular a secretar um
material rico em glicogênio. Artérias espiraladas crescem dentro da camada compacta superficial.
 Fase Isquêmica: O corre quando o ovócito não é fecundado. As artérias espiraladas se contraem, dando ao
endométrio um aspecto pálido. Essa constrição resulta do decréscimo d e secreção de hormônios pelo corpo lúteo
em degeneração,principalmente da progesterona.
SE a fecundação NÃO ocorre:
 O corpo lúteo degenera;
 Os níveis de estrogênio e progesterona caem e o endométrio secretor entra na fase isquêmica;
 Ocorre a menstruação.
SE a fecundação ocorre:
 Ocorre clivagem do zigoto e a blastogênese (formação do blastocisto);
 O blastocisto começa a s e implantar no endométrio (6° dia da fase lútea-dia 20 de um ciclo de 28 dias);
 O hCG, produz ido pelo sinciciotrofoblasto, mantém o corpo lúteo secretando estrogênios e progesterona;
 A fase lútea prossegue e não ocorre menstruação.
*Se ocorre a gestação, os ciclos menstruais cessam e o endométrio passa por uma fase gravídica. Com o término da
gravidez, os ciclos ovarianos e menstruais ressurgem após um período de 6 a 10 semanas (se a mulher não estiver
amamentando). Se não ocorrer gravidez, os ciclos reprodutivos continuarão normalmente até a menopausa.

Transporte dos Gametas

Ovócito
 Na ovulação, o ovócito secundário é expelido do folículo ovariano com o fluido folicular que escapa;
 As extremidades fimbriadas da tuba uterina se aproximam intimamente do ovário;
 A varredura das fímbrias e a corrente de fluido produzida pelos cílios das células mucosas das fímbrias conduzem o
ovócito secundário para o infundíbulo afunilado da tuba. O ovócito passa para a ampola da tuba por peristalse em
direção ao útero.

Espermatozóides

 Da cauda do epidídimo, os espermatozóides são transportados por contrações peristálticas do ducto deferente a
uretra. As glândulas sexuais acessórias-seminais, próstata e bulbouretrais – produzem secreções adicionadas ao
fluido contendo espermatozóides no ducto deferente e uretra;
 Durante o intercurso sexual, cerca de 200 a 600 milhões de espermatozóides são depositados em torno do orifício
externo do útero e no fórnice da vagina. Os espermatozóides passam pelo canal cervical através de movimentos da
cauda, e a enzima vesiculase, produzida pelas glândulas se minais, coagula uma pequena quantidade de sêmen ou
ejacula e forma um tampão vaginal (impedindo o retorno do sêmen para o interior da vagina);
 Quando a ovulação ocorre, o muco cervical fica menos viscoso, tornando o transporte dos espermatozóides mais
fácil.

Ejaculação

 A ejaculação reflexa pode ser dividida em duas fases:


 Emissão: O sêmen é enviado para a porção prostática da uretra através dos ductos ejaculatórios, após a peristalse
dos ductos deferentes → Resposta autônoma simpática;
 Ejaculação: O sêmen é expelido da uretra pelo orifício uretral externo, resultado do fechamento do esfíncter vesical
no colo da bexiga, da contração do músculo uretral e dos bulboesponjosos
 Prostaglandinas: Estimulam a motilidade uterina no momento do intercurso e ajudam no movimento dos
espermatozóides para o sítio de fecundação na ampola da tuba uterina.
 Frutose: Fonte de energia para os espermatozóides.
 Durante o armazenamento no epidídimo, os espermatozóides são imóveis, mas tornam-se móveis no ejaculado.
Movem-se lentamente no ambiente ácido da vagina, porém muito rapidamente no meio alcalino do útero.Os
espermatozóides não fecundados se degeneram e são absorvidos pelo trato genital feminino.

Maturação dos Espermatozóides

 Os espermatozóides recém ejaculados são incapazes de fecundar ovócitos, por isso precisam passar por um
período de condicionamento, a capacitação. A capacitação dura cerca de 7 horas, onde os componentes de
membrana do espermatozóide são amplamente alterados. U ma cobertura glicoproteica e proteínas seminais são
removidas da superfície do acrossoma do espermatozóide. Os espermatozóides capacitados não exibem mudanças
morfológicas, porém são mais ativos. O processo de capacitação ocorre normalmente no útero ou nas tubas uterinas
através de substâncias secretadas por essas porções do trato genital feminino. O término da capacitação permite que
ocorra a reação acrossômica. A reação acrossômica precisa ser completada antes da fusão do espermatozóide com
o ovócito. O acrossoma intacto do espermatozóide liga-se a uma glicoproteína (ZP3) na zona pelúcida. A membrana
plasmática dos espermatozóides, íons cálcio, prostaglandinas e progesterona exercem importante papel nesta
reação. Quando os espermatozóides capacitados entram em contato com a corona radiata, sofrem mudanças
moleculares que resultam em perfurações no acrossoma, formando pontos de fusão com a membrana acrossômica
externa. As mudanças induzidas pela reação estão associadas à liberação de enzimas que facilitam a fecundação, co
mo a hialuronidase e a acrosina.

Fecundação

 Início: Contato entre espermatozóide e ovócito;


 Fim: Mistura dos cromossomos maternos e paternos na metáfase da primeira divisão mitótica do zigoto, um
embrião unicelular;
 Estimula o ovócito penetrado a completar a segunda divisão meiótica;
 Restaura o número diplóide normal de cromossomos (46) no zigoto;
 Promove variabilidade através da mistura dos cromossomos maternos e paternos;
 Determina o sexo cromossômico do embrião;
 Causa a ativação metabólica do ovócito e inicia clivagem do zigoto;
 Processo leva em torno de 24h. Local de fecundação: ampola da tuba uterina. Caso não seja fecundado, o ovócito
passa em direção ao útero, onde se degenera e é reabsorvido.

Fases da Fecundação

 Passagem do espermatozóide através da corona radiata;


 Penetração na zona pelúcida;
 Fusão das membranas plasmáticas do ovócito e do espermatozóide;
 Término da segunda divisão meiótica e formação do pronúcleo feminino;
 Formação do pronúcleo masculino;
 Logo que os pronúcleos se fundem em uma agregação de cromossomos única e diplóide, a oótide torna-se um
zigoto;
 Um fator inicial de gravidez, uma proteína imunossupressora, é secretada pelas células trofoblásticas e surge no
soro materno dentro de 24h a 48h após a fecundação. Tal fator forma a base do teste de gravidez durante os 10
primeiros dias de desenvolvimento.

Clivagem do Zigoto

 Divisões mitóticas repetidas do zigoto → Blastômeros tornam-se menores a cada divisão por clivagem (inicia-se
30h após a fecundação);
 Ocorre normalmente quando o zigoto passa pela tuba uterina em direção ao útero;
 Durante a clivagem, o zigoto situa-se dentro da zona pelúcida;
 Após o estágio de 9 células → compactação → mediada por glicoproteínas de adesão de superfície celular → pré
requisito para formação do embrioblasto do blastocisto;
 Mórula→ massa celular com 12 a 32 blastômeros→ se forma 3 dias após a fecundação e alcança o útero.

Formação do Blastocisto

 Após a mórula ter alcançado o útero (4 dias após a fecundação), surge s eu interior a cavidade blastocística. O
fluido da cavidade uterina passa através da zona pelúcida para formar esse espaço. Como o fluido aumenta na
cavidade blastocística, ele separa os blastômeros em duas partes:
 Trofoblasto: delgada camada celular externa que formará a parte embrionária da placenta;
 Embrioblasto: massa celular interna que dará origem ao embrião;
 Na blastogênese, o concepto é chamado de blastocisto;
 O embrioblasto se projeta para a cavidade blasto cística e o trofoblasto forma a parede do blastocisto. Após o
blastocisto permanecer livre e suspenso nas secreções uterinas por cerca de 2 dias, a zona pelúcida gradualmente
se degenera e desaparece;
 Cerca de 6 dias após a fecundação (20° dia de um ciclo menstrual de 28 dias), o blastocisto adere ao epitélio
endometrial, normalmente adjacente ao pólo embrionário. Logo que ele adere ao epitélio endometrial, o trofoblasto
começa a proliferar rapidamente e se diferencia em duas camadas:
 Citotrofoblasto: uma camada interna;
 Sinciciotrofoblasto: massa externa formada por uma massa protoplasmática multinucleada;
 Em torno de 6 dias, prolongamentos digitiformes do sinciciotrofoblasto se estendem para o epitélio endometrial e
invadem o tecido conjuntivo. No fim da primeira semana, o blastocisto está superficialmente implantado;
 O sinciciotrofoblasto se expande no pólo embrionário, adjacente ao embrioblasto. Ele produz enzimas que e rodem
os tecidos maternos, possibilitando ao blastocisto implantar-se no endométrio. Em torno de 7 dias, o hipoblasto
(endoderma primitivo), surge na superfície do embrioblasto voltada para a cavidade blastocística.

Segunda semana
Formação do Disco Embrionário Bilaminar
Eventos

 Implantação completa do blastocisto;


 Disco embrionário origina as camadas germinativas que formam todos os tecidos e órgãos;
 Estruturas extraembrionárias como a cavidade amniótica, o âmnio, o saco vitelino, o pedículo de conexão e o saco
coriônico são formadas.

Término da Implantação e Continuação do Desenvolvimento Embrionário

 O término da implantação do blastocisto ocorre entre 6 e 10 dias após a ovulação;


 À medida que o blastocisto se implanta, o trofoblasto aumenta o contato com o endométrio e se diferencia em
(7°dia):
 Citotrofoblasto: uma camada de células mononucleadas que migram para a massa crescente de sinciciotrofoblasto;
 Sinciciotrofoblasto: uma massa multinucleada que se expande rapidamente onde nenhum limite celular é visível;
 O sinciciotrofoblasto invade o tecido conjuntivo endometrial e o blastocisto se aprofunda no endométrio. As células
endometriais sofrem apoptose, facilitando a invasão;
 Microvilosidades das células endometriais, moléculas celulares de adesão, citocinas, prostaglandinas, genes
homeobox, fatores de crescimento e metaloproteinases de matriz tornam o endométrio receptivo;
 As células do tecido conjuntivo em torno do sítio de implantação acumulam glicogênio e lipídios. As células
deciduais degeneram na região de penetração do sinciciotrofoblasto, que as engloba para formar uma rica fonte de
nutrição embrionária (8° dia);
 O sinciciotrofoblasto produz hCG, um hormônio que entra no sangue materno presente nas lacunas do
sinciciotrofoblasto. A h CG mantém a atividade do corpo lúteo n o ovário durante a gravidez. O corpo lúteo é uma
estrutura glandular endócrina que secreta estrogênio e progesterona a fim de manter a gestação.

Formação da Cavidade Amniótica, Disco Embrionário e Saco Vitelino

 Com a implantação do blastocisto, aparece no embrioblasto um pequeno espaço precursor da cavidade amniótica.
Os amnioblastos se separam do epiblasto e revestem o âmnio, que envolve a cavidade amniótica;
 Ocorrem mudanças no embrioblasto que formam uma placa bilaminar quase circular de células achatadas, o disco
embrionário, formado de duas camadas:
 Epiblasto: uma camada mais espessa, constituída de células colunares altas, relacionadas com a cavidade
amniótica. Forma o assoalho da cavidade amniótica;
 Hipoblasto: composto de pequenas células cubóides adjacentes à cavidade exocelômica; Forma o teto da cavidade
exocelômica;
 Membrana exocelômica + hipoblasto = saco vitelino primitivo;
 As células do endoderma do saco vitelino formam uma camada de tecido conjuntivo, o mesoderma
extraembrionário, que circunda o âmnio e o saco vitelino;
 Lacunas no sinciciotrofoblasto (9° dia): surgem a partir da formação do âmnio,disco embrionário e saco vitelino
primitivo, e logo são preenchidas por sangue materno, proveniente dos capilares endometriais rompidos, e restos
celulares de glândulas uterinas erodidas;
 Embriotrofo: fluido nos espaços lacunares → passa por difusão ao disco embrionário e fornece material nutritivo ao
embrião;
 Circulação uteroplacentária primitiva: Estabelecida pela comunicação dos capilares endometriais rompidos com as
lacunas. Quando o sangue materno flui para as lacunas, o oxigênio e as substâncias nutritivas tornam-se disponíveis
para o embrião. O sangue oxigenado das artérias endometriais espiraladas passa para as lacunas e o sangue
pobremente oxigenado é removido pelas veias endometriais;
 No 10° dia, o concepto humano está completamente implantado no endométrio;
 Por ± 2 dias, há uma falha no epitélio endometrial preenchida por um tampão, um coágulo fibrinoso. Por volta do
12° dia, um epitélio regenerado recobre o tampão;
 Reação decidual: Fornece ao concepto sítio imunologicamente privilegiado;
 No embrião de 12 dias, as lacunas sinciciotrofoblásticas se fundem para for mar as redes lacunares, que conferem
um aspecto esponjoso;
 Redes lacunares (11° e 12° dias) → primórdio dos espaços intervilosos da placenta;
 Os capilares endometriais em torno do embrião implantado tornam-se congestos e dilatados, formando os
sinusoides, que são erodidos pelo sinciciotrofoblasto, e o sangue materno flui livremente para o interior das redes
lacunares. O trofoblasto absorve o fluido nutritivo das redes lacunares, que é transferido ao embrião.
 O mesoderma extraembrionário cresce e surgem no seu interior espaços celômicos extra-embrionários isolados.
Esses espaços fundem-se rapidamente e formam uma grande cavidade isolada, o celoma extraembrionário. Essa
cavidade envolve o âmnio e o saco vitelino, exceto onde eles estão aderidos ao córion pelo pedículo do embrião;
 Com a formação do celoma extraembrionário, o saco vitelino primitivo diminui de tamanho e se forma u m pequeno
saco vitelino secundário, formado por células endodérmicas extraembrionárias que migram do hipoblasto para o
interior do saco vitelino primitivo;
 O saco vitelino não contém vitelo, porém é sítio de origem das células germinativas primordiais e exerce papel na
transferência seletiva de nutrientes para o embrião.

Desenvolvimento do Saco Coriônico

 O fim da segunda semana é caracterizado pelo surgimento das vilosidades coriônicas primárias. A proliferação das
células citotrofoblásticas produz extensões celulares que crescem para dentro do sinciciotrofoblasto;
 As projeções celulares formam as vilosidades coriônicas primárias (13° e 14° dias), que são o primeiro estágio no
desenvolvimento das vilosidades coriônicas da placenta;
 O celoma extraembrionário divide o mesoderma extraembrionário em duas camadas:
 Mesoderma somático extraembrionário: reveste o trofoblasto e cobre o âmnio;
 Mesoderma esplâncnico extraembrionário : envolve o saco vitelino;
 Córion: mesoderma somático extraembrionário + duas camadas de trofoblasto. Forma a parede do saco coriônico,
dentro do qual o embrião com os sacos vitelino e amniótico estão suspensos pelo pedículo.
 Cavidade coriônica: antigo celoma extraembrionário;
 Ultrassom transvaginal (sonografia endovaginal): serve para medir o diâmetro do saco coriônico;
 14°dia: embrião com forma de um disco bilaminar, com células hipoblásticas colunares formando uma área
espessada, a placa precordal (futuro local da boca).

Terceira semana

Formação das Camadas Germinativas e Início da Diferenciação dos Tecidos e Órgãos

Eventos

 Aparecimento da linha primitiva;


 Desenvolvimento da notocorda;
 Diferenciação das três camadas germinativas;
 3 semanas após a concepção = 5 semanas após último período menstrual normal.

Gastrulação: Formação das Camadas

 Gastrulação: Processo de formação das três camadas precursoras de to dos os tecidos embrionários;
 Conversão do disco embrionário bilaminar em um disco trilaminar;
 Início da morfogênese (desenvolvimento da forma do corpo);
 Proteínas morfogenéticas do osso (BMP), moléculas sinalizadoras como FGFs e Wnts → papel essencial;
 Início da gastrulação: formação da linha primitiva na superfície do epiblasto do disco embrionário.
 Cada uma das três camadas germinativas dá origem a tecidos e órgãos específicos:
 ECTODERMA:
o Epiderme;
o Sistema Nervoso Central e Periférico;
o Olho;
o Orelha interna;
o Células da crista neural;
o Tecidos conjuntivos da cabeça.
 ENDODERMA:
o Revestimentos epiteliais das vias respiratórias e do trato gastrointestinal;
o Glândulas que se abrem no trato gastrointestinal;
o Fígado;
o Pâncreas.
 MESODERMA:
o Músculos esqueléticos;
o Células sanguíneas e revestimento dos vasos sanguíneos;
o Músculo liso visceral;
o Todos os revestimentos serosos de todas as cavidades do corpo;
o Ductos e órgãos dos sistemas reprodutivo e secretor;
o Maior parte do sistema cardiovascular;
o Cartilagem;
o Ossos;
o Tendões;
o Ligamentos;
o Derme;

Linha Primitiva

 Primeiro sinal da gastrulação;


 Aparece no início da terceira semana como uma opacidade formada por uma faixa linear espessada do epiblasto,
caudalmente no plano mediano do aspecto dorsal do disco embrionário;
 Enquanto a linha primitiva se alon ga pela adição de células na sua extremidade caudal, a extremidade cranial
prolifera e forma o nó primitivo;
 Na linha primitiva forma-se o sulco primitivo, que se continua como uma pequena depressão no nó primitivo, a
fosseta primitiva;
 O sulco e a fosseta primitivos resultam da invaginação de células epiblásticas;
 Depois do aparecimento da linha primitiva, células abandonam sua superfície e formam o mesênquima, um tecido
formado por células frouxamente arranjadas suspensas em matriz gelatinosa. As células mesenquimais são
ameboides e ativamente fagocíticas;
 O mesênquima forma os tecidos de sustentação do embrião → tecidos conjuntivos;
 Formação do mesoderma embrionário: formado pelo mesoblasto (mesênquima indiferenciado) previamente
formado pelo mesênquima;
 Formação d o endoderma embrionário: células d o epiblasto (assim como do nó primitivo e outras partes da linha
primitiva) deslocam o hipoblasto, formando o endoderma no teto do saco vitelino;
 Formação do ectoderma embrionário: formado por células que permanecem no epiblasto após a formação do
endoderma;
 Fator de crescimento transformante ß: induz o mesoderma;
 FGFs: participam na especificação dos destinos da camada celular germinativa;
 TGF-ß, T-box e Wnt: envolvidos na especificação do endoderma;
 As células mesenquimais (pluripotenciais) se proliferam e diferenciam em tipos celulares como os fibroblastos,
condroblastos e osteoblastos;
 As células do epiblasto dão origem a todas as três camadas germinativas do embrião.

Destino da Linha Primitiva

 A linha primitiva forma o mesoderma até o início da quarta semana, até se degenerar e se tornar uma estrutura
insignificante na região sacrococcígea do embrião.

Processo Notocordal e Notocorda

 Algumas células mesenquimais migram cefalicamente do nó e da fosseta primitivos e formam um cordão celular
mediano, o processo notocordal. Esse processo logo adquire uma luz, o canal notocordal;
 O processo notocordal cresce cefalicamente entre o ectoderma e o endoderma até alcançar a placa pré-cordal,
uma pequena área circular de células endodérmicas colunares, onde o ectoderma e o endoderma estão em contato;
 A placa pré-cordal é o primórdio da membrana bucofaríngea, localizada no futuro local da cavidade oral. A placa é
um centro sinalizador para controlar o desenvolvimento de estruturas cranianas;
 Algumas células mesenquimais da linha primitiva e do processo notocordal migram lateral e cefalicamente, entre
outras células mesodérmicas, entre o ectoderma e o endoderma, até alcançarem as bordas do disco embrionário;
 Algumas células mesenquimais da linha primitiva também têm destinos mesodérmicos e migram cefalicamente de
cada lado do processo notocordal e em torno da placa pré-cordal. Quando se encontram cefalicamente, formam o
mesoderma cardiogênico na á rea cardiogênica, onde o primórdio do coração começa a se desenvolver no início da
terceira semana;
 Caudalmente à linha primitiva há uma área circular, a membrana cloacal, que indica o local do futuro ânus;
 Na metade d a te rceira semana, o mesoderma intraembrionário separa o ectoderma do endoderma em todos os
lugares, exceto:
o Cefalicamente, na membrana bucofaríngea;
o No plano mediano, cefalicamente ao nó primitivo, onde se localiza o processo notocordal;
o Caudalmente, na membrana cloacal.
 Shh da placa ventral do tubo neural: na região da linha primitiva induz as células
precursoras notocordais a formarem a notocorda;
 Funções da notocorda:
o Define o eixo primitivo do embrião (fornece rigidez);
o Fornece os sinais necessários para o desenvolvimento do esqueleto axial (ossos da cabeça e da coluna vertebral)
e do sistema nervoso central;
o Contribui na formação dos discos intervertebrais.
 Desenvolvimento da notocorda:
o O processo notocordal se alonga pela invaginação de células da fosseta primitiva;
o A fosseta primitiva se estende para dentro do processo notocordal, formando o canal notocordal;
o O processo notocordal se torna um tubo celular que se estende cefalicamente do nó primitivo até a placa pré
cordal;
o O assoalho do processo notocordal funde-se com o endoderma embrionário subjacente;
o As camadas fundidas degeneradas resultam na formação de aberturas no assoalho do processo notocordal,
permitindo a comunicação do canal notocordal com o saco vitelino;
o O assoalho do canal notocordal desaparece e o remanescente do processo notocordal forma a placa notocordal,
achatada e com um sulco;
o As células da notocorda começam a se proliferar pela extremidade cefálica do embrião e a placa notocordal se
dobra, formando a notocorda;
o A parte proximal do canal notocordal persiste temporariamente como o canal neurentérico, formando uma
comunicação transitória entre os sacos amniótico e vitelino, e se oblitera no fim do desenvolvimento da notocorda;
o A notocorda se separa do endoderma do saco vitelino, que se torna uma camada contínua.
 Notocorda: Vai da membrana bucofaríngea ao nó primitivo. Ela se degenera quando os corpos vertebrais se
formam, mas persiste como o núcleo pulposo de cada disco intervertebral;
 A notocorda em desenvolvimento induz o ectoderma a se espessar e formar a placa neural, primórdio do sistema
nervoso central.

O Alantóide

 Surge por volta do 16° dia como uma evaginação da parede caudal do saco vitelino que se estende p ara o
pedículo do embrião. Permanece muito pequeno, mas o mesoderme alantoide se expande abaixo do córion e forma
os vasos sanguíneos que servirão à placenta. A parte proximal do divertículo alantóide persiste durante a maior parte
do desenvolvimento como uma linha chamada úraco, que se estende da bexiga à região umbilical. Nos adultos, o
úraco é representado pelo ligamento umbilical mediano. Os vasos sanguíneos do alantóide tornam-se artérias
umbilicais.

Neurulação: Formação do Tubo Neural

 Processo termina na quarta semana com o fechamento do neuroporo caudal.

Placa Neural e Tubo Neural

 O ectoderma embrionário acima da notocorda se espessa e dá origem a placa neural. O ectoderma da placa neural
(neuroectoderma) dá origem ao SNC (encéfalo e medula espinhal);
 O neuroectoderma dá origem à retina;
 Inicialmente, a placa neural alongada corresponde em comprimento à notocorda subjacente. Cefalicamente ao nó
primitivo e dorsalmente à notocorda e ao mesoderma;
 A placa neural se alarga e se estende cefalicamente até a membrana bucofaríngea;
 No 18° dia, a placa neural se invagina ao longo do seu eixo central, formando um sulco neural mediano, com
pregas neurais em ambos os lados. As pregas neurais tornam-se proeminentes na extremidade cefálica do embrião e
constituem os primeiros sinais de desenvolvimento do encéfalo;
 No fim da terceira semana, as pregas neurais já começaram a se aproximar e a se fundir, convertendo a placa
neural em um tubo neural, primórdio do SNC;
 O tubo neural se separa do ectoderma da superfície, e as células da crista neural sofrem uma transição, de
epiteliais a mesenquimais;
 O ectoderma de superfície se diferencia em epiderme;
 A neurulação é completada durante a quarta semana.

Formação da Crista Neural

 Quando o tubo neural se separa do ectoderma, as células da crista neural formam uma massa achatada irregular, a
crista neural, entre o tubo neural e o ectoderma superficial;
 A crista neural se separa em partes direitas e esquerdas, que migram para os aspectos dorsolaterais do tubo
neural. Elas originam os gânglios sensitivos dos nervos cranianos (V, VII, IX e X) e espinhais (gânglios das raízes
dorsais) e do SNA, além da bainha do neurilema dos nervos periféricos e contribuem para a formação das
leptomeninges;
 As células da crista neural depois se movem tanto para dentro quanto sobre a superfície dos somitos;
 As células da crista neural também contribuem para a formação de células pigmentares, células da medula da
suprarrenal (adrenal) e componentes musculares esqueléticos da cabeça;
 A transformação epitelial-mesenquimal é mediada por proteínas morfogenéticas do osso, Wnt, Notch e FGF.
Moléculas como efrinas são guias nas vias de migração das células da crista neural.

Desenvolvimento dos Somitos

 As células derivadas do nó primitivo formam o mesoderma paraxial;


 Próxima ao nó, essa população aparece como uma coluna grossa e longitudinal de células, onde cada coluna está
em continuidade com o mesoderma intermediário, que forma a camada d e mesoderma lateral, por sua vez em
continuidade com o mesoderma extraembrionário que cobre o saco vitelino e o âmnio;
 Próximo ao fim da 3ª semana, o mesoderma paraxial diferencia-se e começa a dividir-se em pares de corpos
cubóides, os somitos, que se formam em sequência cefalo-caudal. Os blocos de mesoderma estão localizados em
cada lado do tubo neural em desenvolvimento;
 Cerca de 38 pares de somitos são formados durante o período somítico do desenvolvimento humano (20° ao 30°
dia). No fim da quinta semana, 42 a 44 pares de somitos estão presentes;
 Os somitos aparecem primeiro na futura região occipital do embrião. Avançam cefalocaudalmente, dando origem à
maior parte do esqueleto axial e aos músculos associados, assim como à derme da pele adjacente;
 Somitos cefálicos são os mais velhos e os caudais, mais jovens;
 A formação dos somitos a partir do mesoderma paraxial envolve a expressão dos genes da via Notch e genes Hox.

Desenvolvimento do Celoma Intraembrionário

 Primórdio d o celoma intraembrionário: espaços celômicos isolados no mesoderma lateral e no mesoderma


cardiogênico. Estes espaços coalescem e formam uma única cavidade em forma de ferradura, o celoma
intraembrionário, que divide o mesoderma lateral em duas camadas:
 Camada parietal (somática): sob o epitélio ectodérmico e contínua ao mesoderma extraembrionário, que cobre o
âmnio;
 Camada visceral (esplâncnica): adjacente ao endoderma e contínua ao mesoderma extraembrionário, que cobre o
saco vitelino;
 Somatopleura: mesoderma somático + ectoderma = parede do corpo do embrião;
 Esplancnopleura: mesoderma esplâncnico + endoderma = intestino do embrião;
 Durante o segundo mês, o celoma intraembrionário está dividido nas cavidades pericárdica, pleurais e peritoneal.

Desenvolvimento Inicial do Sistema Cardiovascular

 No fim da segunda semana, a nutrição do embrião é obtida do sangue materno, por difusão através do celoma
extraembrionário e do saco vitelino;
 No início da terceira semana, iniciam-se a vasculogênese e a angiogênese no mesoderma extraembrionário do
saco vitelino, do pedículo do embrião e do córion. Os vasos sanguíneos do embrião começam a se desenvolver
cerca de 2 dias mais tarde;
 Durante a terceira semana, desenvolve-se o primórdio de uma circulação uteroplacentária.

Vasculogênese e Angiogênese

 Vasculogênese: formação de novos canais vasculares pela reunião de angioblastos;


 Angiogênese: formação de novos vasos pela ramificação de vasos preexistentes;
o Células mesenquimais se diferenciam em angioblastos, que se agregam e formam grupos de células angiogênicas
(ilhotas sanguíneas), associadas ao saco vitelino ou cordões endoteliais do embrião;
o Dentro das ilhotas, fendas intercelulares confluem, formando pequenas cavidades;
o Os angioblastos se achatam, tornando-se células endoteliais, que se dispõem em torno das cavidades e formam o
endotélio;
o Essas cavidades revestidas por endotélio logo se fundem para formar redes de canais endoteliais (vasculogênese).
 Células sanguíneas: desenvolvem-se a partir de células endoteliais dos vasos à medida que eles se desenvolvem
nas paredes do saco vitelino e do alantóide. A formação do sangue só começa na quinta semana;
 As células mesenquimais que circundam os vasos sanguíneos endoteliais primitivos diferenciam-se nos elementos
musculares e conjuntivos dos vasos.

Sistema Cardiovascular Primitivo

 O coração e os grandes vasos formam-se de células mesenquimais da área cardiogênica. Durante a terceira
semana, formam -se os tubos cardíacos endocárdicos (canais longitudinais revestidos d e endotélio) que se fundem e
formam o tubo cardíaco primitivo. O coração tubular une-se a vasos sanguíneos do embrião, do pedículo, do córion e
do saco vitelino para formar o sistema cardiovascular primitivo;
 No fim da terceira semana, o sangue circula e o coração começa a bater no 21° ou 22° dia. O sistema
cardiovascular é o primeiro sistema de órgãos que alcança um estado funcional;
 Os batimentos cardíacos embrionários podem ser detectados por ultrassonografia usando a tecnologia de Doppler
durante a 5ª se mana (= 7 semanas depois do UPMN).

Desenvolvimento das Vilosidades Coriônicas

 Pouco depois da formação das vilosidades coriônicas primárias, elas começam a se ramificar. No início da terceira
semana, o mesênquima penetra nas vilosidades primárias, formando um eixo central de tecido mesenquimal;
 As vilosidades coriônicas secundárias recobrem toda a superfície do saco coriônico. Algumas células
mesenquimais da vilosidade se diferenciam em capilares e células sanguíneas;
 Quando vasos sanguíneos se tornam visíveis nas vilosidades, elas são chamadas vilosidades coriônicas terciárias.
Os capilares das vilosidades coriônicas fundem-se, formando redes arteriocapilares, que se conectam ao coração do
embrião;
 No fim da terceira semana, o sangue do embrião começa a fluir lentamente através dos capilares das vilosidades
coriônicas. Oxigênio e nutrientes do sangue materno presente no espaço interviloso difundem-se através das
paredes das vilosidades e penetram o sangue do embrião. Dióxido de carbono e resíduos difundem-se do
sangue nos capilares fetais para o sangue materno, através da parede das vilosidades;
 Capa citotrofoblástica: Formada por células do citotrofoblasto das vilosidades coriônicas que s e proliferam e
estendem através do sinciciotrofoblasto, envolvendo o saco coriônico e o prendendo ao endométrio;
 Vilosidades-tronco: Vilosidades de ancoragem, que se prendem aos tecidos maternos através da capa
citotrofoblástica.

Período da Organogênese:
Da Quarta à Oitava Semana

 Todas as principais estruturas internas e externas se estabelecem da 4ª à 8ª semana;


 Funcionamento da maioria dos órgãos é mínimo, exceto do sistema cardiovascular;
 Diferenciação de tecidos e órgãos;
 Maior vulnerabilidade a teratógenos.

Fases do Desenvolvimento Embrionário

 Crescimento: divisão celular e elaboração de produtos celulares;


 Morfogênese: desenvolvimento da forma, do tamanho e de outras características de um órgão em particular ou
parte do corpo;
 Diferenciação: maturação dos processos fisiológicos; diferenciação d e tecidos e órgãos.

Dobramento do Embrião

 Dobramento do disco embrionário trilaminar plano em um embrião mais ou menos cilíndrico nos planos mediano e
horizontal;
 O dobramento das extremidades cefálica e caudal e o dobramento lateral do embrião ocorrem simultaneamente.

Dobramento do Embrião no Plano Mediano

 O dobramento ventral das extremidades do embrião produz as produz as pregas cefálica e caudal.

Prega Cefálica

 No início da quarta semana, as pregas neurais da região cefálica se espessam e formam o primórdio do encéfalo,
que se projeta dorsalmente na cavidade amniótica. Posteriormente o encéfalo cresce em direção cefálica e coloca-se
sobre o coração em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, o septo transverso, o coração primitivo, o celoma
pericárdico e a membrana bucofaríngea se deslocam na superfície ventral do embrião;
 Durante o dobramento longitudinal, parte do endoderma do saco vitelino é incorporada ao embrião, formando o
intestino anterior (primórdio da faringe e do esôfago);
 O intestino anterior situa-se entre o encéfalo e o coração, e a membrana orofaríngea separam o intestino anterior
do estomodeu;
 DEPOIS do dobramento: o septo transverso situa-se caudalmente ao coração, e se desenvolve no tendão do
diafragma. O celoma pericárdico localiza-se ventralmente ao coração e cefálico ao septo transverso;
 O celoma intraembrionário comunica-se livremente com o celoma extraembrionário.

Prega Caudal

 O dobramento da extremidade caudal do embrião resulta do crescimento da parte distal do tubo neural (primórdio
da medula espinhal);
 A eminência caudal (região da cauda) se projeta sobre a membrana cloacal (futura região do ânus). Durante o
dobramento, parte da camada germinativa endodérmica é incorporada ao embrião, formando o intestino posterior
(primórdio do cólon descendente);
 A porção terminal do intestino anterior forma a cloaca (primórdio da bexiga e reto);
 ANTES do dobramento, a linha primitiva localiza-se cranialmente à membrana cloacal e DEPOIS do dobramento
ela assume uma posição caudal;
 O pedículo do embrião (primórdio do cordão umbilical) prende-se à superfície ventral do embrião e o alantóide é
parcialmente incorporado ao embrião.

Dobramento do Embrião no Plano Horizontal

 O dobramento lateral do embrião produz as pregas laterais direita e esquerda;

 Este dobramento é resultado do rápido crescimento da medula espinhal e dos somitos;

 Os primórdios da parede ventrolateral dobram-se em direção ao plano mediano, formando um embrião


grosseiramente cilíndrico;

 Parte da camada germinativa endodérmica é incorporada ao embrião, formando o intestino médio (primórdio do
intestino delgado);
 ANTES há uma comunicação entre o intestino médio e o saco vitelino, porém DEPOIS a comunicação é reduzida,
formando o pedículo vitelino;
 A região de ligação do âmnio com a superfície ventral do embrião fica reduzida a uma região umbilical;
 A fusão ventral das pregas laterais reduz a comunicação entre os celomas intra e extraembrionários a uma
comunicação estreita;
 O âmnio passa a formar o revestimento epitelial do cordão umbilical.

Derivados das Camadas Germinativas

 Ectoderma:
o Sistema Nervoso Central (SNC);
o Sistema Nervoso Periférico;
o Epitélios sensoriais de orelha, olho e nariz;
o Epiderme;
o Pêlos e unhas;
o Glândulas mamárias e subcutâneas;
o Hipófise;
o Esmalte dos dentes;
*Células da crista neural (derivadas do neuroectoderma):
o Gânglios espinhais do crânio (nervos cranianos V, VII, IX e X);
o Gânglios autônomos;
o Células que formam as bainhas do SNP;
o Células pigmentares da epiderme;
o Tecidos musculares;
o Tecidos conjuntivos e ossos (originados dos arcos faríngeos);
o Medula suprarrenal;
o Meninges do encéfalo e da Medula espinh al.
 Mesoderma:
o Tecido conjuntivo;
o Cartilagem;
o Osso;
o Músculos estriados e lisos;
o Coração;
o Vasos sanguíneos e linfáticos;
o Rins;
o Ovários e testículos;
o Ductos genitais;
o Membranas serosas (pleura, peritônio e pericárdio);
o Baço;
o Córtex das suprarrenais.
 Endoderma:
o Revestimento epitelial dos tratos gastrointestinal e respiratório;
o Parênquima das tonsilas;
o Parênquima das glândulas tireóide e paratireóides;
o Parênquima do timo, do fígado e do pâncreas;
o Revestimento epitelial da bexiga e da maior parte da uretra;
o Revestimento epitelial da cavidade timpânica, do antro do tímpano e da tuba faringotimpânica (auditiva).

Principais Eventos da Quarta à Oitava Semana

4ª semana

 No início o embrião é quase reto e tem de 4 a 12 somitos;


 O tubo neural forma-se em frente aos somitos, mas é amplamente aberto nos neuroporos rostral (anterior) e caudal
(posterior);
 Com 24 dias, os arcos faríngeos são visíveis;
 O primeiro arco (mandibular) e o segundo (hióideo) estão individualizados. A principal parte do primeiro arco dá
origem à mandíbula, e uma extensão rostral do arco, a proeminência maxilar, dá origem à maxila;
 O coração forma uma saliência ventral e bombeia sangue;
 Neuroporo rostral se fecha no 25° dia e três pares de arcos faríngeos são visíveis aos 26 dias;
 O dobramento do embrião lhe dá uma curvatura em C;
 Os brotos dos membros superiores tornam-s e reconhecíveis aos 26 ou 27 dias na parede ventrolateral do corpo;
 As fossetas óticas, primórdios das orelhas internas, são visíveis;
 Nos lados da cabeça são visíveis placoides do cristalino, futuros cristalinos dos olhos;
 O quarto par de arcos faríngeos e os brotos dos membros inferiores são visíveis no fim da quarta semana. Próximo
ao fim, a eminência caudal é uma característica típica;
 Sistema cardiovascular estabelecido;
 Neuroporo caudal fecha no fim da quarta semana (27° dia).

5ª semana

 Crescimento da cabeça excede o de outras regiões;


 Rápido desenvolvimento do encéfalo e das proeminências faciais;
 Face entra em contato com a proeminência cardíaca;
 O segundo arco faríngeo cresce sobre o terceiro e quarto arcos, formando uma depressão ectodérmica lateral em
ambos os lados (o seio cervical);
 As cristas mesonéfricas indicam o local dos rins mesonéfricos (órgãos provisórios).

6ª semana

 Embriões apresentam respostas reflexas ao toque;


 Desenvolvimento de cotovelos e de grandes placas das mãos;
 Raios digitais (primórdio dos dedos) começam a se desenvolver n as placas das mãos;
 Embriões mostram movimentos espontâneos, como contrações musculares dos membros e do tronco;
 Desenvolvimento dos membros inferiores ocorre 4 a 5 dias depois do desenvolvimento dos membros superiores;
 Saliências auriculares desenvolvem-se em torno do sulco ou fenda faríngea, entre os dois primeiros arcos
faríngeos. Este sulco torna-se o meato acústico externo e as saliências auriculares em torno deste se fundem,
formando o pavilhão auricular;
 O olho é bem evidente, por causa da formação do pigmento da retina;
 A cabeça é muito maior com relação ao tronco e está encurvada sobre a grande proeminência cardíaca;
 Flexão da região cervical (pescoço);
 Intestinos penetram no celoma extraembrionário na parte proximal do cordão umbilical.

7ª semana

 Aparecem chanfraduras entre os raios digitais das placas das mãos;


 A comunicação entre intestino e saco vitelino se reduz ao pedículo vitelino;
 No fim da sétima semana, a ossificação dos ossos dos membros superiores já iniciou.

8ª semana

 Os dedos das mãos se separam, mas ainda estão claramente unidos por membranas;
 Chanfraduras são visíveis entre os raios digitais dos pés;
 Eminência em forma de cauda curta ainda está presente;
 O plexo vascular do couro cabeludo aparece;
 No fim da oitava semana, todas as regiões dos membros são evidentes. Os dedos ficam mais compridos e estão
completamente separados;
 Ocorrem os primeiros movimentos voluntários dos membros;
 A ossificação começa no fêmur;
 Todos os sinais da eminência caudal já desapareceram no fim da oitava semana;
 Mãos e pés aproximam-se ventralmente uns dos outros;
 No fim desta semana, o embrião apresenta características nitidamente humanas, entretanto a cabeça ainda é
desproporcionalmente grande;
 A região do pescoço já está definida e as pálpebras são mais evidentes;
 Os pavilhões auriculares começam a assumir forma final;
 Já existem diferenças entre os sexos na genitália externa, porém não são suficientes para uma identificação precisa
do sexo.

Estimativa da Idade do Embrião

 A aparência de membros em desenvolvimento é u m critério para calcular a idade do embrião;


 Como embriões na terceira semana e início da quarta são quase retos, suas medidas indicam o maior comprimento
(MC);
 A altura na posição sentada, ou comprimento topo da cabeça-nádegas (CR), é usada frequentemente em embriões
mais velhos;
 A altura de pé, ou comprimento topo da cabeça-calcanhar (CH) é algumas vezes determinada em embriões com 8
semanas.

Período Fetal
Da 9ª semana ao Nascimento
9ª semana

 No início da nona semana, a cabeça constitui quase a metade do CR do feto. Há uma rápida aceleração do
crescimento do comprimento do corpo;
 A face é larga, os olhos estão muito separados, as orelhas têm implantação baixa e as pálpebras estão fundidas;
 As pernas são curtas e as coxas relativamente pequenas;
 O fígado é o principal local de eritropoese (formação de glóbulos vermelhos do sangue).

10ª semana

 As alças intestinais são claramente visíveis na extremidade proximal do cordão umbilical.

11ª semana

 Intestino retorna para o abdome.

12ª semana

 No fim de 12 semanas, o CR já é mais que o dobro do que na nona semana;


 Os centros de ossificação primária aparecem no esqueleto, especialmente no crânio e nos ossos longos;
 Os membros superiores quase alcançaram seu comprimento final relativo, mas os membros inferiores ainda não
estão tão bem desenvolvidos;
 A forma fetal madura da genitália externa não está estabelecida até a 12ª semana;
 No final da semana, a atividade da eritropoese diminui no fígado e começa no baço;
 A formação da urina começa entre a 9ª e a 12ª semana, e a urina é lançada no líquido amniótico.

14ª semana

 Os movimentos dos membros tornam-se coordenados, mas ainda são muito discretos para serem percebidos pela
mãe, porém visíveis ao ultrassom;
 Ocorrem movimentos lentos dos olhos;
 A genitália externa pode ser reconhecida entre 12 e 14 semanas n a maior ia dos casos;
 O padrão dos cabelos do couro cabeludo é determinado entre 13 e 16 semanas.

16ª semana

 A cabeça é relativamente pequena em comparação com um feto de 12 semanas e os membros inferiores ficam
mais compridos;
 A ossificação do esqueleto do feto é ativa e os ossos são claramente visíveis nas imagens de ultrassom, no início
da semana;
 Os ovários já se diferenciaram e contêm folículos primordiais com ovogônias;
 Os olhos ocupam uma posição anterior na face, e não mais anterolateral;
 As orelhas ex ternas estão mais próximas de sua posição definitiva de ambos os lados da cabeça.
17ª a 20ª semana

 O crescimento fica mais lento, mas o feto ainda aumenta o CR em cerca de 50 mm;
 Os movimentos fetais (pontapés) são percebidos com maior frequência pela mãe;
 Nesta fase, a pele está coberta por verniz caseosa, um material gorduroso secretado pelas glândulas sebáceas do
feto e por células mortas da epiderme;
 A verniz caseosa protege a delicada pele do feto contra abrasões, rachaduras e endurecimento, que poderiam
resultar da exposição ao líquido amniótico;
 Com 20 semanas, são visíveis as sobrancelhas e cabelos. Geralmente o feto se encontra coberto por lanugo, uma
penugem muito delicada que ajuda a manter a verniz caseosa presa à pele. A gordura parda forma-se durante este
período e é o local da produção de calor, particularmente pelo recém-nascido. Este tecido adiposo especializado
produz calor pela oxidação de ácidos graxos, e encontra-se principalmente na base do pescoço, posterior ao esterno
e na área perirrenal;
 Com 18 semanas, o útero está formado e a canalização da vagina já começou;
 Nesta época já se formaram folículos ovarianos primordiais contendo ovogônias;
 Com 20 semanas, os testículos começam a descer, mas ainda não estão localizados na parede abdominal
posterior, do mesmo modo que os ovários nos fetos femininos. 21ª a 25ª semana
 Há um ganho substancial de peso durante este período e o feto já está bem mais proporcionado;
 A pele está enrugada e é mais translúcida, e a cor é de rosa a vermelha, pois o sangue é visível nos capilares;
 Com 21 semanas começam os movimentos rápidos dos olhos, e piscadas com sobressalto com 22 a 23 semanas;
 Com 24 semanas, os pneumócitos II dos septos interalveolares dos pulmões secretam líquido surfactante para
evitar colabamento dos alvéolos;
 As unhas dos dedos das mãos estão presentes com 24 semanas;
 O sistema respiratório ainda é imaturo.

26ª a 29ª semana

 Pulmões já são capazes de respirar o ar. Os pulmões e os vasos pulmonares já alcançaram um desenvolvi mento
suficiente para realizar trocas gasosas adequadas;
 O sistema nervoso central já amadureceu e dirige os movimentos respiratórios rítmicos e controla a temperatura do
corpo;
 Com 26 semanas, as pálpebras estão abertas e o lanugo e os cabelos estão bem desenvolvidos. As unhas dos
dedos dos pés estão bem visíveis e uma quantidade considerável de gordura subcutânea já está presente,
eliminando muitas rugas;
 Durante este período, a quantidade de gordura amarela aumenta p ara cerca de 3,5% do peso corporal;
 O baço fetal torna-se um local importante de hematopoese;
 A eritropoese no baço termina com 28 semanas, época n a qual a medula óssea torna-se o principal local deste
processo.

30ª a 34ª semana

 O reflexo pupilar dos olhos à luz pode ser induzido com 30 semanas. No fim deste período, a pele é rosada e lisa, e
os membros superiores e inferiores parecem gordos;
 Nesta idade, a quantidade de gordura amarela é de cerca de 8% do peso corporal;
 Quando um feto com peso normal nasce durante este período, ele é considerado prematuro pela data, em oposição
aos que são prematuros pelo peso.

35ª a 38ª semana

 Fetos com 35 semanas seguram-se com firmeza e se orientam espontaneamente à luz;


 Com 36 semanas, as circunferências da cabeça e do abdome são quase iguais. Depois disto, a circunferência do
abdome pode ser maior que a da cabeça;
 Com 37 semanas, geralmente o tamanho do pé do feto é um pouco maior do que o comprimento do fêmur e
constitui um parâmetro alternativo para a confirmação da idade fetal;
 Com a aproximação do momento do nascimento, o crescimento torna-se mais lento;
 Quando a termo, os fetos normais geralmente pesam cerca de 3400 g e têm medida CR de 360 mm. A quantidade
de gordura amarela é de cerca de 16% do peso corporal. Durante estas últimas semanas da gestação, o feto ganha
cerca de 14g por dia. Em geral, ao nascimento, os fetos masculinos são mais compridos e pesam mais do que os
femininos.