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ACIONAMENTOS ELÉTRICOS

AULA 20

FRENAGEM DE MOTORES
1- Introdução
Em certos trabalhos efetuados por motores elétricos, há ocasiões em que o motor
deixa de ser necessário e há energia de sobra a qual poderá, porventura ser
aproveitada.
• Por exemplo: guindastes quando descem a carga.
• Se o funcionamento do motor for reversível, pode convir utilizá-lo para transformar
a energia mecânica que sobra em energia elétrica.
Chama-se isto de recuperação de energia.

O que é Frenagem?
Frenagem é a remoção da energia mecânica do sistema
Duas considerações durante a Frenagem:
• Como remover esta energia?
• O que fazer com esta energia?

Por que precisamos de Frenagem?


• Para parar ou desacelerar o motor;
• Para mudar o sentido de rotação;
• Para manter o eixo numa posição fixa.

Como remover esta energia?


• Mecanicamente, com um freio mecânico: a energia mecânica (cinética) é
convertida em calor no freio. (frenagem mecânica);
• Eletricamente através por exemplo de um inversor: a energia mecânica é
convertida em energia elétrica.(frenagem elétrica).

O que fazer com esta energia?


• Retornar a energia para a rede CA;
• Converter a energia em calor:
No motor
Num dispositivo elétrico ( Ex: resistor)
Num dispositivo mecânico ( Ex: freio)

2- Fatores que afetam a escolha de um método de frenagem


• Quantidade de frenagem necessária;
• Qualidade do controle da frenagem;
• Tempo de resposta;
• Custos;
• Dissipação de calor.

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3- Tipos de frenagem
I. Frenagem Mecânica
• Consiste em comandar um sistema capaz de segurar o eixo do motor, por
exemplo um freio eletromagnético.
• Tempo de atraso elevado para ligar e desligar o freio.
• O usuário deve ter certeza de que o rotor está liberado do freio antes de dar um
comando de partida.
• Existe motores em que o freio já vem acoplado(motofreio).

II. Frenagem Elétrica


Durante a frenagem a frequência do rotor é maior que a do estator, acarretando um
fluxo reverso da energia do rotor para o estator ( MIT)
• Inversão de fases ou por contra-corrente: MIT
• Por injeção de corrente CC: MIT
• Frenagem dinâmica: MCC ou MIT(através do inversor)
• Frenagem regenerativa para rede: MCC ou MIT (através do inversor)
• Frenagem por fluxo

Por contra - corrente


• É um dos métodos mais antigos,neste método as ligações do MIT são
reconectadas para o sentido oposto de rotação.
• Após ser frenado até a velocidade zero, o motor começará a girar no sentido
oposto, a menos que a alimentação seja cortada em um momento tal que permita
sua parada sem girar “ao contrário”.( através de sensor de baixa velocidade).
• A energia é convertida em calor no motor.

Injeção de Corrente Contínua


• A alimentação em CA é interrompida e o enrolamento estatórico é então
alimentado por corrente contínua.
• A CC cria um campo fixo no motor, um conjugado frenante( é proporcional a
corrente CC).
• A energia é convertida em calor no motor, ou em resistências externas( motores
de anéis).
• A saturação limita a conjugado de frenagem.
• Tempo de frenagem maior que o por contracorrente, porém o aquecimento é
menor.
• A CC é mantida por certo tempo.

Injeção CC via Inversor


• A sequência de controle do inversor é modificada de forma que o IGBT em uma
fase é desligado, enquanto as outras duas fases fornecem uma saída com sinal
CC.

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Frenagem Dinâmica
• A energia que retorna é dissipada em calor em um resistor. Pode ser utilizado
um MCC e em MIT.
• Geralmente pode ser usada para reduzir a velocidade.
• Uma desvantagem: Custo dos resistores.

Frenagem dinâmica ou reostática através do inversor


• O inversor vai alimentar o motor com uma tensão de frequência e amplitude
menor, fazendo com que o campo no interior do motor gire com uma velocidade
menor.Nessa situação o motor comportasse como gerador.
• Parte da energia é dissipada no motor e parte na ponte de IGBTS.

Frenagem Regenerativa
• A energia é retornada para a rede CA.
• Melhor solução para frenagem contínua.
• Economia de energia.

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• Uma desvantagem é o custo de inicial comparado com o retorno da economia de


energia.
• O retorno depende do tipo de aplicação.

Frenagem Regenerativa usando Inversor


• Do ponto de vista do inversor a frenagem regenerativa é vista de uma maneira
similar a frenagem CC.

4- Diagrama de ligação
Freio mecânico por energização
Circuito de força Circuito de comando

Freio mecânico por desenergização


Circuito de força Circuito de comando

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Frenagem por contra corrente


Circuito de força Circuito de comando

Observações:
* O tempo a ser ajustado em D1 e D3 será de acordo com a
necessidade da máquina (inércia).
** O motor deverá ter classe de isolação e regime de serviço apropriado
para esse tipo de frenagem.

Frenagem por CC
Circuito de força Circuito de comando

Observações:
* A tensão DC aplicada no momento da frenagem deve
provocar uma corrente no bobinado do motor não superior a
In do mesmo.
** O motor deverá ter classe de isolação e regime de serviço
apropriado para esse tipo de frenagem

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