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gastronomia

angeloni

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2012

gastronomia angeloni maio Ι junho 2012 2 Cozinha com afeto Os chefs alex atala , heloisa
gastronomia angeloni maio Ι junho 2012 2 Cozinha com afeto Os chefs alex atala , heloisa

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Cozinha com afeto

Os chefs alex atala, heloisa Bacellar e renata Cruz revelam suas receitas de família

Bacellar e renata Cruz revelam suas receitas de família entrevista com emannuel bassoleil eareceita preferida da
Bacellar e renata Cruz revelam suas receitas de família entrevista com emannuel bassoleil eareceita preferida da

entrevista com emannuel bassoleil eareceita preferida da atriz maria fernanda cândido

Ao leitor Receitas do coração Esta edição celebra o prazer de preparar e saborear comidas

Ao leitor

Ao leitor Receitas do coração Esta edição celebra o prazer de preparar e saborear comidas que

Receitas do coração

Esta edição celebra o prazer de preparar e saborear comidas que têm história, que remetem a memórias gastronômicas, e receber com carinho quem mais gos- tamos. Nossa matéria de capa traz as receitas que três chefs aprenderam em casa e servem em seus restaurantes. O renomado Alex Atala, eleito recentemente o quarto melhor chef do mundo pela revista britânica Restaurant, declara-se apaixo-

nado pelo risoto que sua mãe fazia com as sobras do almoço. Para ele, “as grandes cozinhas do mundo, como a italiana eajaponesa, têm como base a culinária fami- liar”. É também o que pensam –epraticam – Renata Cruz e Heloisa Bacellar, que ensinam nas próximas páginas dois pratos carregados de boas lembranças.

E seoassunto é afeto, não podíamos deixar de pensar no Dia dos Namorados.

Fizemos uma matéria especial para inspirar os amantes a comemorar a data com

muita intimidade, um belo jantar, músicas românticas e inesquecíveis e mesa ca- prichada. Um verdadeiro deleite para os sentidos.

O amor também foi o ingrediente que trouxe o francês Emmanuel Bassoleil às

nossas terras tropicais. Casado com uma brasileira (mãe de seus dois filhos), co- nheceu o país e caiu de paixão, à primeira vista. Com 35 anos de profissão, o chef revela aqui seus hábitos frugais eoque gosta de preparar quando chega em casa depois de muitas horas de forno e fogão. Outra celebridade que só vai à cozinha movida por afeto é Maria Fernanda Cân- dido. Nas poucas horas que tem entre filmagens e fotos, a atriz gosta de preparar para os filhos a especialidade que aprendeu com a mãe: deliciosos bolos que en- chem a casa de aromas e lembranças. Mas isso não é tudo. Os brasileiros descobriram o gosto das cervejas e dos quei- jos especiais. O Angeloni está conectado com o que há de melhor pelo mundo. Fizemos uma matéria especial sobre boas cervejas e como degustá-las. E ainda várias receitas com o delicado e saboroso queijo brie. Gastronomia Angeloni está servida. Deguste cada página e divirta-se.

©meire de oliveira

Um abraço,

grupo angeloni

gastronomia

angELoni

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Colaboradores flávia pinho Carioca, 43 anos, vive em São Paulo, onde transformou a gula em

Colaboradores

Colaboradores flávia pinho Carioca, 43 anos, vive em São Paulo, onde transformou a gula em profissão.

flávia pinho

Carioca, 43 anos, vive em São Paulo, onde transformou a gula em profissão. Desde 2005, quando lançou o guia Onde Tem? – Roteiro de Compras Gastronômicas em São Paulo e Arredores (Ed. Senac-SP), vasculha a cidade atrás de locais que prometem comida gostosa e boas histórias. “Cozinha sentimental” é de sua autoria.

histórias. “Cozinha sentimental” é de sua autoria. sergio crusco Jornalista há mais de 20 anos, adora

sergio crusco

Jornalista há mais de 20 anos, adora escrever sobre gastronomia, cultura e comportamento. Atualmente, colabora com publicações como Casa e Comida e Marie Claire, da Editora Globo. Nesta edição, assina três matérias: “Com Cole, no Waldorf”; “Simplicidade à francesa”; “Versátil e elegante”.

alex silva

Fotógrafo há 16 anos, traduz sentidos em imagens e adora fotografar culinária. Formado em marketing, é pós-graduado em fotografia pelo Senac. Tem seu trabalho publicado em diversas revistas de culinária e livros de gastronomia. As fotos das receitas em “O milagre das tainhas” e “Versátil e elegante” são dele.

das tainhas” e “Versátil e elegante” são dele. andrea sil va Ela se formou em artes

andrea silva

Ela se formou em artes visuais pela Anhembi Morumbi. E, ao longo de 14 anos de profissão, especializou-se em fotos de gastronomia e objetos de cena. Apaixonada por essa área, sempre que viaja traz consigo novos utensílios para seu acervo. Nesta revista, produziu a receita de “Com Cole, no Wa ldorf ”.

produziu a r eceita de “Com Cole, no Wa ldorf ”. pr es id en te
produziu a r eceita de “Com Cole, no Wa ldorf ”. pr es id en te

pr es id en te José Augusto Fretta

di re to ra de ma rk eti ng Sabrina Angeloni

ge re nt e d e m ar keti ng Marcelo Leão

supevi sor as de ma rk eti ng Denise Schmidt

e Larissa Walendowsky Spricigo

rk eti ng Denise Schmidt e Larissa Wale ndows ky Spricigo di re to r -

di re to r - ge ra l Frederic Zoghaib Kachar

di re to r d e m erc ad o a nunci an te Gilberto Corazza di re to r d e a ss in at ur as Renato Barbosa

Maio/Junho 2012
Maio/Junho 2012

di re to ra de gr upo que mec us to mi za da s

Andrea Dantas

di re to ra do gr upo de pr od ut os cus to mi za do s

Roberta Ristow

di re to r d e a rt e

Rodolpho Vasconcellos

as sis te nt e d e r edaç ão

Dominique Pietroni

col ab or ar am ne sta e di ção

te xt o ed itor as - sênior : Ivany Turíbio e Vera Ligia Rangel; ar te ed itor a Débora Bianchi; es tagiárias : Bruna Caricati (te xto ) e Leticia Melli (ar te). re vi são Luiz Volpi

se rv iç os ed it or iai s

pe squ is a Cedoc/Globopress

inovação d igital

diretor de inovação digital Alexandre Maron; gerente de tecnologia digital Carlos Eduardo Cruz; editora de mídias digitais Ana Brambilla; coordenador de interfaces digitais Valter Bicudo; desenvolvedores Bruno Müller, Cláudia

Mardegan, Flávio Crispim, Jeferson Mendonça e Leandro Paixão

publicidade

diretoria de publicidade centralizada Alexandre Barsotti, Eduardo Leite, Tida Cunha; executivos de negócios Andréia Santamaria, Daniel de Moraes Vine, Jary Guimarães Camargo Neto, João Meyer, Letícia Di Lallo, Megh Bertinelli, Sandra Melo, Thais Eboli Haddad; gerente de publicidade de moda Sandra

Maciel; diretor de publicidade online e projetos especiais Reginaldo Andrade diretor de publicidade são paulo Demétrio Amono Netto; gerente de publicidade de são paulo: Fabio Romano Morgado; executivos de negócios são paulo

Ana Silvia Costa, Anna Paola Nardi, Bruno Carvalho Teixeira, Neusi Maria Brigano, Valquíria Blasioli Leite, Viviane Vieira Diniz; gerente de publicidade/ moda: Sandra Maciel; gerente de publicidade on-line Samuel Sabbag Ferreira Braga; executivos de negócios on-line Aure Costa, Carlos Eduardo Valverde, Fellipe Hernandes Ventura, Fernando Monis; opec on-line Caíque Toledo, Everton Parra, Rodrigo Santana F. Oliveira; escritórios regionais: diretor Marcelo Barbieri; gerente Carlos Manoel Jr.; rio de janeiro: gerente Ricardo Rodrigues da Silva; executivos de negócios Eric Meira, Flavia Paranhos, José Rocha, Marcia Torres; opec Sonia Dias; brasília: gerente Fernanda Requena;

coordenador de publicidade José Soares

assinaturas

gerente de vendas pessoais Reginaldo Moreira da Silva;

gerente de atendimento ao cliente Arlete Medina Grespan; gerente de fidelização, renovação e database Cristiano Augusto Soares Santos; coordenador de televendas ativo interno Rodrigo Roque; coordenador vendas corporativas: Rafael de Paula

Blota

vendas av ulsas

diretora de vendas av ulsas Regina Bucco; coordenadora de vendas av ulsas

Eliza de Campos; consultora de va rejo Rosana Strozani

marketing

diretora Cláudia Fernandes; gerente de criação Paulo Ferrari; gerente de

inteligência de mercado Wilma Montilha; gerente de eventos Sabrina Salgado

nossos endereços

Sede Administrativa (São Paulo): Av. Jaguaré, 1485, São Paulo, SP. CEP 05346-902 / Rio de Janeiro: Praça Floriano, 19, 8º andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ. CEP 20031-050. Tel.: (21) 3380-5900 – Fax: (21) 3380-5901 / Brasília: Centro Empresarial Assis Chateaubriand, bloco 2, salas de 701 a 716 – SRTS, Quadra 701, Brasília, DF. CEP 70340-906. Tel.: (61) 3316-9544

701, Brasília, DF. CEP 70340-906. Tel.: (61) 3316-9544 NA INTERNET: http://www.editoraglobo.com.br 4 gastronomia
701, Brasília, DF. CEP 70340-906. Tel.: (61) 3316-9544 NA INTERNET: http://www.editoraglobo.com.br 4 gastronomia

NA INTERNET: http://www.editoraglobo.com.br

Sumário 16 l 24 l 28 l 32 l 34 l 38 l 42 l

Sumário

16l

24l

28l

32l

34l

38l

42l

48l

50l

receitas de família

três chefs revelam seus segredos gastronômicos de comfort food

Versátil e elegante

Descubra outras utilidades do queijo brie, que não serve apenas como tira-gosto

o milagre das tainhas

Conheça o ritual da pesca em santa Catarina e prepare esse peixe saboroso

maria Fernanda Cândido

a atriz ensina a fazer um bolo que nunca sai de moda: o de cenoura com chocolate

Com Cole, no Waldorf

Em seu hotel preferido, o cantor degustava uma saborosa salada. Confira!

sotaque português

toucinho do Céu de murça e Pastéis de santa Clara são delícias para fazer em casa

Jantar a dois

no Dia dos namorados, que tal organizar um encontro intimista, longe da muvuca?

simplicidade à francesa

Veja a entrevista com Emanuel Bassoleil, chef do restaurante skye, no Hotel Unique

Uma surpresa a cada garfada

a culinária tailandesa é rica e exótica, repleta de sabores ousados e refinados

50

©3

©1 rogério voltan. 2 alex silva. 3 ricardo de vicq .

07

©1

24 ©2
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o7 Tira-gosTo

Onde comer um minicupcake, livros que são uma mão na roda, um kit gourmet e muito mais!

alex atala heloisa Bacellar renata Cruz entrevista com emannuel bassoleil eareceita preferida da atriz maria
alex
atala heloisa
Bacellar
renata Cruz
entrevista com emannuel bassoleil eareceita preferida da atriz maria fernanda cândido

nossa capa

foTo - rogério voltan produÇÃo - silvia goischman

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degusTe

As mais saborosas cervejas de inverno e as opiniões de uma mestre cervejeira

14 no super

Para um chá da tarde especial, veja as receitas incríveis feitas com produtos encontrados no angeloni

58 água na boca

As azeitonas argentinas Dona Helena são ótimas para preparar vários tipos de receitas

atenção

consulte a disponibilidade do produto e, caso não o encontre, procure o gerente da loja.

gastronomia

angELoni

5

©3

produção: andréa silva. produção culinária: silvia marques. objetos: bowl e prato: art mix

b j e t o s : bowl e p r a t o : art

Tira-gosto

sabor

Tempero

multifunção

O aceto balsâmico Di Modena, da marca italiana De Nigris, é ótimo para temperar saladas, mas pode dar um to- que diferenciado a vários outros pratos. Basta colocar uma quantidade do aceto numa panela, com fogo em tempera- tura moderada, e deixá-lo reduzir até virar um creme. Essa mistura pode ser usada como molho para peixes, carnes e até doces. Isso mesmo, doces! E você pode também com- prá-lo pronto. O creme balsâmico VSQP Vila Grimelli, da Itália, passa por um processo de envelhecimento longo até chegar à consistência densa, de sabor adocica- do, perfeita para acompanhar sobremesas como sorvete ou morangos frescos.

para acompanhar sobremesas como sorvete ou morangos frescos. Novidades, receitinhas e dicas gastronomia angELoni 7
para acompanhar sobremesas como sorvete ou morangos frescos. Novidades, receitinhas e dicas gastronomia angELoni 7

Novidades, receitinhas e dicas

Tira-gosto hi - tech Cozinha do futuro Foi-se o tempo em que falar de tecno-

Tira-gosto

hi-tech

Cozinha do futuro

Foi-se o tempo em que falar de tecno- logia dentro de casa era apenas ter um

notebook no escritório. Hoje os equipa- mentos inteligentes já fazem parte de outros ambientes e chegaram à cozinha.

O refrigerador Side by Side Electrolux,

modelo SS72X, é um exemplo. Com 504 litros de capacidade e acabamento de aço inox para não deixar marcas de

dedos, combina freezer e geladeira num

espaço. Ainda possui water dispenser

externo e ice maker, isto é, água e gelo estão disponíveis na porta para evitar abrir o freezer. Além disso, possui con- trole de temperatura independente para cada compartimento e aviso lu- minoso que indica a hora de tro- car o filtro de água.

de

equipamento, o que reduz a ocupação

o filtro de água. de equipamento, o que reduz a o cupação 1© 2© Gastón Acurio:
o filtro de água. de equipamento, o que reduz a o cupação 1© 2© Gastón Acurio:
1©

de água. de equipamento, o que reduz a o cupação 1© 2© Gastón Acurio: o c

Gastón Acurio: o chef carrega a bandeira da culinária peruana pelo mundo

8 gastronomia

angELoni

tour pelo mundo

Influência peruana

É na capital Lima, no Peru, que se encontra o 35º melhor restau-

rante do mundo na lista dos 50 melhores do Guia San Pellegrino, da revista inglesa Restaurant.Àfrente do Astrid & Gastón está o chef Gastón Acurio. Depois de estudar na escola Le Cordon Bleu, em Paris, ele retornou ao país de origem e decidiu valorizar os in- gredientes locais. A opção rendeu-lhe o título de um dos grandes chefs do mundo. Acurio pratica uma culinária chamada novo-an- dina, que valoriza as raízes peruanas de diferentes formas e apre- sentações, além, claro, de ser especializado em ceviche, clássico da culinária do seu país. Por tudo isso, ele é admirado não só pela

crítica gastronômica mas também por seu povo. Em seu restau- rante, um menu degustação sai por cerca de R$ 200 por pessoa. Além do Astrid & Gastón (em que ele prepara os pratos salgados e

a mulher, Astrid, é responsável pelos doces), o chef tem outras 28 casas, incluindo o La Mar, que tem uma filial em São Paulo.

divulgação , 2 © latinsto ck eduardo sv ezia

3© estante
estante

Sabor do Brasil

O livro faz um relato da diversidade brasileira através da gastronomia

típica de cada região e dos ingredientes abundantes ali encontrados. Para chegar a esse resultado, a jornalista Alice Granato eofotógrafo Sergio Pagano fizeram mais do que reproduzir as receitas (que você também encontra nessa obra). Os dois conheceram a fundo os costumes e os modos de consumo de cada canto do país. Também visitaram mercados e feiras, entraram em contato com os artistas locais e descobriram o modo de preparo das refeições. No livro, dá para conhecer a fartura de frutas, de peixes e do queijo do Marajó, típico da região Norte, e, ao mesmo tempo, descobrir as particularidades do Mercado Ver-o-Peso, de Belém, eabeleza do Teatro Amazonas, de Manaus. A culinária do sertão nordestino, com a carne de sol eocharque, também aparece nessa publicação. Assim como

a forte influência dos imigrantes em São Paulo e no Rio de Janeiro e

os pratos que vieram com essa herança. Claro que não poderiam faltar

a culinária da região de Minas Gerais, a cozinha do Centro-Oeste e os contrastes gastronômicos do sul brasileiro.

de aliCe granato e sergio pagano, editora sextante artes, 343 páginas, r$ 89,90

pagano, editora sextante artes, 343 páginas, r$ 89,90 1© 500 Tapas&receiTas espanholas Por aqui eles são

500 Tapas&receiTas espanholas Por aqui eles são chamados de petiscos, mas na Espanha são as tapas, que de tão apre- ciadas pela população viraram sinônimo de diversão. Por lá, é comum ouvir os nativos combinarem de tapear por la noche. Além de 500 receitas fáceis de fazer,olivro ensina as técnicas, indica os equipamentos e os ingre- dientes necessários e mostra as melhores maneiras de apresentação.

de maria segura, editora marCo zero,

288 páginas, r$ 49,90

de maria segura, editora marCo zero, 288 páginas, r$ 49,90 As receitAs AmOrOsAs de umA feiticeirA

As receitAs AmOrOsAs de umA feiticeirA Bem-humorada, a autora ensina pratos para ocasiões amorosas. São 100 receitas divididas em categorias como ervas e ape- ritivos, entradas e saladas, sopas e cremes, carnes, entre outras. A brincadeira éfazer com que o leitor se sinta um feiticeiro pre- parando uma poção mágica na cozinha.

de brigitte bulard-Cordeau, editora senaC são pauloeeditora boCCato,

232 páginas, r$ 49,90

senaC são pauloeeditora boCCato, 232 páginas, r$ 49,90 O G rAnde LivrO dOs vinhOs Escrito por

O GrAnde LivrO dOs vinhOs Escrito por 38 especialistas em enologia, é referência para quem quer conhecer os vinhos de alguns países da Europa, das Américas, da Oceania, da África e da Ásia. Há descrições das vinícolas, de vinhos clás- sicos e de lançamentos internacionais, além de fotos e mapas detalhados das diversas regiões produtoras do mundo.

organizado por jim gordon, publifolha,

800 páginas, r$ 149,90

kit gourmet 2© O ideal à mão Tira-gosto aroma Personalidade e distinção Mais que um
kit gourmet 2©
kit gourmet

O ideal à mão

Tira-gosto

aroma

Personalidade e distinção

Mais que um simples acompanhamento de hot-dog, a mostarda é um ingre- diente sofisticado que pode ser usado em diversas receitas. Ela torna especial o paladar de um molho para carnes ou peixes ou entra no preparo de um cre- me para harmonizar legumes. No Angeloni, é possível encontrar a mostarda de alta qualidade Kühne, da Alemanha. São três variedades disponí- veis: amarela, dijon pic amarela e amarela doce. Qualquer uma delas garante um algo mais nas suas preparações culinárias.

garante um algo mais nas suas preparações culinárias. Há um ditado para indicar quando se tem
garante um algo mais nas suas preparações culinárias. Há um ditado para indicar quando se tem
garante um algo mais nas suas preparações culinárias. Há um ditado para indicar quando se tem
garante um algo mais nas suas preparações culinárias. Há um ditado para indicar quando se tem

Há um ditado para indicar quando se tem tudo o que precisa: “Estar com a faca eoqueijo na mão”. Com o conjunto CASAMBIENTE é exatamente isso o que acontece. Reúna os amigos em torno de uma mesa de queijos, abra um bom vinho e deixe que o conjunto de facas com tábua de vidro decorada cumpra suas funções. Cada uma das quatro é indicada para um tipo de queijo. Com esse aces- sório, sua noite de queijos será um sucesso.

esse aces- sório, sua noite de queijos será um sucesso. 1© fácil , fácil Tomate pelado
esse aces- sório, sua noite de queijos será um sucesso. 1© fácil , fácil Tomate pelado
1©

fácil, fácil

Tomate

pelado

tirar a pele dos tomates éoprimeiro passo para fazer um molho suculento e saboroso em casa. De acordo com o professor Felix Jorge, da Cozinha Dona Helena angeloni, os tipos mais indicados são o débora eoitaliano. “além disso, é fundamental que o tomate esteja no ponto certo para fazer molho. se estiver muito maduro, será difícil retirar a pele e as sementes (passo essencial para eliminar a acidez do tomate). Escolha aqueles com polpa ainda firme”, ensina Felix. Uma dica do professor para que o molho ganhe consistência é esperar que ele esfrie completamente e depois aquecê-lo novamente na hora de servir. Veja a seguir como retirar a pele do tomate sem segredos.

1 Lave os

tomates e

retire o umbigo (aquela parte de onde sai o caule).

e retire o umbigo (aquela parte de onde sai o caule). 2 Com uma faça, faça
e retire o umbigo (aquela parte de onde sai o caule). 2 Com uma faça, faça

2 Com uma faça, faça um sinal de xis bem leve na parte de baixo (o lado oposto ao umbigo).

de xis bem leve na parte de baixo (o lado oposto ao umbigo). 3 mergulhe todos

3 mergulhe todos os

tomates na água fervente,

de 40 segundos a1minuto, no máximo.

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angELoni

ricardo de vicq , 2© divulgação foto: rogerio vo ltan . produção de objetos : silvia goichman . objetos : artmix - mini prato de boloex ícara , roupa d e m esa - guardanapo

produção : cinthia pergola . produção culinária : paula rainho .

delícia

Cupcake

original

Depois dos vinhos que ganham a denominação D.O.C. (de origem con- trolada), chegou a vez dos cupcakes. Localizada no bairro de Higienópolis, em São Paulo, a Pricake aderiu a esse conceito ao seguir um rigoroso con- trole de qualidade em todo o processo produtivo. Há mais de 80 tipos de mi- nicupcakes, indo da maçã ao pistache, passando pelo de cenoura e de frutas vermelhas. As receitas não levam leite nem ovos. Outra novidade do espaço éotamanho do doce. Os bolinhos têm 3,5 centímetros, o que permite experimentar vários sabores, além de deixar o cupcake mais elegante.

sabores, além de deixar o cupcake mais elegante. 3© 4 retire e m ergulhe os tomates

4 retire e mergulhe os tomates numa vasilha com água gelada e cubos de gelo. Esse processo é

importante para interromper o cozimento.

Esse processo é importante para interromper o c ozimento. 5 Puxe a pele com cuidado, a

5 Puxe a pele com cuidado,

a partir do xis.

o c ozimento. 5 Puxe a pele com cuidado, a partir do xis. 6 retire as
o c ozimento. 5 Puxe a pele com cuidado, a partir do xis. 6 retire as

6 retire as sementes e pique os tomates.

Deguste cerveja segredos sem Para melhor apreciar essa paixão nacional, vale conhecer algumas dicas de

Deguste

cerveja

segredos sem

Para melhor apreciar essa paixão nacional, vale conhecer algumas dicas de quem é especialista no assunto

por flávia Benvenga foto rogério voltan

E la tem apelidos carinhosos – loirinha, suco de cevada, gelada, breja –, é uma das nossas paixões nacionais e, por isso mesmo, está presente na maioria dos en- contros e celebrações. No Brasil, é possível encontrar

cada vez mais marcas e tipos, nacionais e importadas, dispo- níveis nos supermercados. “As que fazem mais sucesso entre

os brasileiros são weis, pilsen e bock, tanto nacionais quanto importadas”, diz Amanda Reitenbach, mestre cervejeira e som- melier de cervejas, de Santa Catarina. Para os amantes da bebida, vale saber degustá-la corretamente.

A especialista dá algumas dicas: “Degustar uma cerveja é subme-

tê-la aos órgãos dos sentidos, analisando-a atentamente”. Inicia- se escutando o som da garrafa ao
tê-la aos órgãos dos sentidos, analisando-a atentamente”. Inicia-
se escutando o som da garrafa ao ser aberta, quando se pode iden-
tificar se o recipiente está com o gás apropriado para o estilo.
Depois, coloca-se a taça contra uma fonte de luz ou uma superfí-
cie branca para observar a coloração, a turvação, a formação das
bolhas eaintensidade eapersistência da espuma. Na sequência,
avaliam-se os aromas (olfato), com inalações curtas e longas. Por
último, coloca-se a cerveja na boca, deixando-a “passear” por
toda a cavidade bucal para potencializar alguns aromas.
Outra etapa importante é saber harmonizá-la. “Ela é, sem
dúvida, a melhor de todas as bebidas para acompanhar os mais
variados pratos”, afirma Amanda. “Na verdade, há uma sinergia
entre ambos, cerveja e alimento, quando bem casados, propi-
ciando um prazer muito maior do que quando cada um é degus-
tado separadamente”, diz ela.
amanda reitenbach
Mestre cervejeira e sommelier de
cervejas, é idealizadora e coordenadora
da pós-graduação em processos
cervejeiros da Uniasselvi/Blumenau, SC.
KAiserdOm
WeissBier –1l
André Luiz domin-
gos: “Cerveja de trigo
alemã feita de malte
de trigo, malte de
cevada, lúpulo e levedura. Esta
bebida é consumida principal-
mente no sul da alemanha, nos
estados da Baviera e Baden-
Württemberg, mas também é
bastante popular em outras
regiões do país. É apreciada na
Áustria, na Bélgica e nos Esta-
dos Unidos. 5% e 6 % a lc. /vol.”.
Amanda reitenbach: “Esta
cerveja tem notas cítricas e
leve presença de malte contra-
pondo o doce com o amargo
do lúpulo. Possui final seco,
é levemente ácida e frutada”.
harmonização: “É ideal
para acompanhar saladas,
peixes, ceviche e brie”.
12 12
gastronomia
gastronomia
angELoni
angELoni

thWAites dOuBLe centurY – 500 ml André Luiz domingos:

“a cervejaria foi fundada em 1807 por Daniel thwaites, na cidade de Blackburn, em Lancashire, na inglaterra. Esta Double é especial de aniversário. Foi fabricada em 2007 para o bicentenário de thwaites. Possui cor âmbar e é cheia de sabores de lúpulo com toque de raspas de laranja. 5,2% alc./vol.”. Amanda reitenbach: “Possui colo- ração dourada, brilhante, espuma branca de boa duração e formação, aromas de lúpulo, herbal e condi- mentado. o sabor de lúpulo também se faz presente tanto para o amargor, de média intensidade, quanto para as notas condimentadas de pão e biscoito.apresenta leve doçura”. harmonização: “É indicada para acompanhar carnes vermelhas assadas”.

KAiserdOm KeLLer – 500 ml André Luiz domingos:

“É uma cerveja do tipo lager (baixa fermen- tação), maturada em barris de carvalho. É servida diretamente do barril, ainda com muito fermento e sem espuma. o resultado é uma bebida bastante seca que serve como aperitivo para estimular o apetite. Produ- zida desde 1624 por st. georgen Bräu, na cidade de Buttenheim, alemanha, esta cerveja é servida em copo de pedra. 4,8% alc./vol.”. Amanda reitenbach: “Esta é uma cerveja de coloração alaranjada e com turvação. Possui sabores de

malte, pão, fermento, cítrico; lúpu-

lo em sabor e amargor”.

harmonização: “Perfeita

thWAites LAncAster BOmBer – 500 ml André Luiz domingos:

“trata-se de uma cerveja de cor castanha, produ- zida com os melhores ingredientes ingleses: pale ale e malte cristal, que lhe confere um sabor encorpado. Equilibrada com final delicadamente amargo e aroma de lúpulo proeminente, esta cerveja ganhou o prêmio de melhor cerveja inglesa no concurso Estrelas Europeias de Cerveja, em 2007. 4,4% alc./vol.”. Amanda reitenbach: “Cerveja de cor acobreada com espuma branca de boa formação e duração. aroma de tofe, cereal, levemente adocica- do, lembrando caramelo e notas de

lúpulo cítrico. sabor marcante de lú- pulo e cereal. É balanceada”. harmonização: “ideal com

para acompanhar saladas e bolinho de bacalhau”. carnes assadas e carpaccio”.
para acompanhar saladas
e bolinho de bacalhau”.
carnes assadas e carpaccio”.
No Super Chá das delícias Que tal preparar uma mesa bonita e elegante para encontros

No Super

Chá das delícias

Que tal preparar uma mesa bonita e elegante para encontros no fim da tarde? alguns detalhes podem fazer toda a diferença para transformar esse momento em um verdadeiro evento gastronômicoàmoda britânica. Confira!

fotos ricardo de vicq

produção: cinthia pergola. produção culinária: paula rainho . co laboração de texto : bruna caricati . pote de vidro pa ra geleia , mel e r eq ueijão , da spicy . bowl brancoef ru teira verde, de cerâmica, da doural .

branc oef ru teira verde , de cerâmica , da doural . 1 Bastante neutro,obiscoito de

1 Bastante neutro,obiscoito de milho é uma escolha leve para a

ocasião. agrada a todos e acompa- nha bebidas quentes. Para deixar a apresentação mais apetitosa, sirva em uma fruteira diferente.

biscoitinho de amido de milho

RENDIMENTO: 50 UNIDADES ingredientes

500 g de amido de milho

50 UNIDADES ingredientes 500 g de amido de milho 2 nada melhor que apostar em um

2 nada melhor que apostar em um sabor que todos gostam. o clássi-

co bolo de laranja é um desses itens que não podem faltar nos encontros vespertinos. Com calda de chocolate ou na versão simples, o doce cai muito bem com chá.

bolo de laranja

RENDIMENTO: 20 PEDAÇOS

ingredientes

1 lata de leite condensado

4

xícaras de açúcar

2 gemas

3

ovos

120

g de manteiga sem sal

1

xícara de óleo

 

4

xícaras de farinha de trigo

Modo de preparo

1

xícara de suco de laranja

Misture tudo. Faça rolinhos com as mãos e feche em círculo. Asse em forno a 180ºC.

1

colher (chá) de fermento

Asse em forno a 180ºC. 1 colher (chá) de fermento dica Para deixar seu chá da

dica Para deixar seu chá da tarde mais sofisticado, escolha uma louça fina e clara, de porcelana, com motivos florais. A toalha deve ser de tecido delicado e tom neutro.

Modo de preparo Bata o açúcar com as gemas, adicione o óleo, a farinha, o suco eofermento. Bata as claras em neve e incorpore à massa. Leve ao forno a 180ºC, em uma fôrma untada.

à massa. Leve ao forno a 180ºC, em uma fôrma untada. 3 o pão de queijo

3 o pão de queijo éamelhor opção de salgado para a ocasião. Para

incrementar a receita, acrescente recheios, como requeijão com azeito- nas picadas ou doce de leite.

pão de queijo

RENDIMENTO: 30 UNIDADES ingredientes

2 xícaras (chá) de polvilho azedo

1 colher (sopa) de sal xícara (chá) de leite

½ xícara (chá) de óleo de canola

2 ovos

350 g de queijo de minas curado ralado Manteiga e farinha de trigo para untar

Modo de preparo

Preaqueça o forno a 180ºC. Unte duas fôrmas

retangulares com manteiga e polvilhe-as com

farinha de trigo. Coloque o polvilho eosal em

um recipiente grande. Em uma panela, coloque

o leite eoóleo. Leve ao fogo médio. Quando

ferver, desligue. Adicione o leite eoóleo fervidos ao polvilho. Misture bem com uma colher de pau. Deixe esfriar. Acrescente os ovos e misture. Adicione o queijo ralado e misture com as mãos até obter uma massa homogênea. Faça bolinhas com a massa e disponha sobre as fôrmas. Leve ao forno e asse por 50 minutos.

Lista de compras no Angeloni

e +

queijos leves crepe pasta de avelã patês variados biscoito de água e sal torradas

chás de maçã com canela, de erva-doce e verde com laranja, dr. oetker biscoito de
chás de maçã com
canela, de erva-doce
e verde com laranja,
dr. oetker
biscoito de mel
e cacau, belvita
biscoitos de cappuccino
e de chocolate amargo
com avelã, loacker
wafers crocantes
com recheio de avelã
e de baunilha, loacker

angELoni

gastronomia

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16 gastronomia

angELoni

©nonononono

Cozinha

sentimental

©nonononono

três chefs revelam as receitas do coração para confortar o corpo e trazer à mesa doces memórias

por flávia pinho fotos rogério voltan

C elebridade dentro e fora do Brasil, o chef Alex Atala, de 43 anos, tem como marca registrada a ousadia. À frente do restaurante paulistano D.O.M., recém eleito o quarto melhor do mun- do pela revista britânica Restaurant, Atala apli-

do mun- do pela revista britânica Restaurant , Atala apli- ca as mais modernas técnicas culinárias
do mun- do pela revista britânica Restaurant , Atala apli- ca as mais modernas técnicas culinárias
do mun- do pela revista britânica Restaurant , Atala apli- ca as mais modernas técnicas culinárias
do mun- do pela revista britânica Restaurant , Atala apli- ca as mais modernas técnicas culinárias
do mun- do pela revista britânica Restaurant , Atala apli- ca as mais modernas técnicas culinárias

ca as mais modernas técnicas culinárias para transformar ingredientes brasileiros pouco conhecidos ou desvaloriza- dos, como quiabo e raiz de priprioca, em joias da cozinha contemporânea. A 30 metros dali, em seu outro restauran- te, o Dalva e Dito, o premiado chef dá vazão a emoções bem diferentes. Cozinhando pratos simples como um prosaico arroz de forno com cenouras, ervilhas, tomate e queijo ralado, ele rememora as refeições da infância preparadas pela mãe, Otavia Mack. “Sou fanático por essa receita”,

admite. “Risotto, o italiano, eu só provei depois de grande. Para mim, a palavra risoto sempre esteve associada ao ar- roz de forno que minha mãe fazia para aproveitar as sobras do almoço.” Atala dedicou uma seção inteira do cardápio

aos pratos que povoam suas lembranças

– uma tendênciainteira do cardápio aos pratos que povoam suas lembranças internacional batizada de comfort food (comida

internacional batizada de comfort food (comida confortável, na tradução do inglês). Embora o termo seja antigo, pois figura no Webster's Dictionary desde 1972, só nos últimos anos a moda vem ganhando força por aqui. “Mesmo achan- do horrível esse rótulo em inglês, pois não tem nada a ver com a comida afetiva que nós brasileiros fazemos, sou um entusiasta da ideia, já que valoriza a formação do nosso pa- ladar. As grandes cozinhas do mundo, como a italiana e a

pa- ladar. As grandes cozinhas do mundo, como a italiana e a ag radecimento : res
pa- ladar. As grandes cozinhas do mundo, como a italiana e a ag radecimento : res
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agradecimento: restaurante boa mesa

gastronomia

angELoni

17

capa

japonesa, têm como base a culinária familiar”, defende Ata- la. “Acho impressionante que, até pouco tempo atrás, não pudéssemos encontrar receitas caseiras nos restaurantes.” Por mexer com recordações muito íntimas, o conceito de comfort food admite inúmeras interpretações. Cada país, cada região e cada pessoa em particular tem aquele prato especial que, à primeira garfada, cutuca o cérebro e traz de volta emoções há muito adormecidas – exatamente como aconteceu com o crítico Anton Ego, do filme de animação Ratatouille, instantaneamente transportado para a infância pela obra do ratinho cozinheiro Rémy. Atala conta que duas receitas também o levam de volta ao convívio com o avô materno, Antonio, brasileiro de família irlandesa e único homem da família com dotes culinários. “Rãs fritas me lem- bram as tardes em que saíamos para caçá-las. Eu esperava ansiosamente pela chuva, não esqueço o barulhinho delas no mato. A outra receita éofrango cozido com vinho tinto. Certa vez, cheguei à casa dele, no bairro do Tatuapé, eoen- contrei preparando esse prato. Sentei ao lado do fogão e ele ficou me explicando passo a passo como fazê-lo.”

Cozinha e conceito

A diferença fundamental entre as versões domésticas e as re-

leituras propostas pelos chefs de cozinha reside na técnica. Os bons resultados do passado, obtidos quase por intuição por gerações de mães e avós com talento para o fogão, dão lugar a métodos precisos de cocção e mesclas mais ousadas de temperos. Tais mudanças, longe de descaracterizar re- ceitas originais, têm a capacidade de evidenciar texturas e sabores. Formada pela conceituada escola francesa Lenôtre,

a chef paulistana Renata Cruz, de 28 anos, proprietária do

restaurante Amici, em São Paulo, assa seus galetinhos embe- bidos em suco de laranja e ervas frescas. O resultado são aves de casquinha crocante e interior suculento, sem excesso de gordura. Um dos acompanhamentos também recebeu um toque gourmet: as batatas rústicas vão ao forno com dentes inteiros de alho e folhinhas de alecrim fresco. Renata não abre mão de outras guarnições bem caseiras: os

brasileiríssimos arroz, feijão e farofa. Na hora da sobremesa,

o doce mais pedido na casa éobrigadeiro de colher feito com

Nescau, exatamente como sua mãe e sócia, Lucia Collarile, fazia para as festinhas de todas as crianças do clã. “Quando

idealizei o Amici, há três anos, notei que a maioria dos pratos

se baseava em antigas referências”, conta a chef. Não por aca-

so, as paredes e os jogos americanos exibem colagens de fotos de Renata entre amigos e parentes. Em seu menu ainda há espaço para filé de frango com creme de milho rústico, mi- lanesa acompanhado de espaguete e bife à parmigiana com fritas e arroz. “Todas as minhas receitas vêm da memória afe- tiva. Até a salada de rúcula com cebola roxa e limão-siciliano foi invenção da minha avó paterna, Diva.”

18 gastronomia

angELoni

arroZ DE Forno (risoto CasEiro)

por Alex Atala, do restaurante dalva e dito

rendimento: 4 porções

ingredientes

 

100 ml de óleo de canola

80 g de ervilha

80

g de cebola picadinha

400

g de extrato de tomate

80

g de pimentão

500

g de arroz parboilizado

vermelho picadinho

1 litro de caldo de frango

80 g de pimentão amarelo

200 g de queijo de minas

picadinho

meia-cura

80

g de cenoura picadinha

Sal a gosto

80

g de milho

Modo de preparo Em uma panela, refogue a cebola e os legumes no óleo de canola. Coloque o extrato de tomate eoarroz. Adicione o caldo de frango eosal, tampe e deixe em fogo médio até que toda a água evapore. Arrume o arroz em uma fôrma refratária, polvilhe com o queijo e leve ao forno para gratinar.

o chef alex atala tem uma seção do cardápio dedicada a receitas de família
o chef alex atala
tem uma seção do
cardápio dedicada
a receitas de família

llaum zzrit, sisa cortiu m zzrit, sisa co rting er iure Marilyn Monroe e nt dqugnibh estie

©nonononono

gastronomia

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capa

gaLEto assaDo

por renata cruz, do Amici

rendimento: 1 porção

ingredientes

1 galeto

500 ml de suco de laranja

1

cebola roxa em rodelas

4

dentes de alho roxo inteiros

200 ml de azeite extravirgem

3 folhas de louro

Alecrim fresco a gosto Sal e pimenta-do-reino a gosto Manteiga para pincelar

Modo de preparo Misture o suco de laranja e os temperos e deixe o galeto marinando, na geladeira, por 48 horas. Ponha a ave em uma assadeira junto com 2 conchas do líquido da marinada, com o peito para cima e coberta com papel-alumínio, e asse em forno médio por 1 hora. Retire o alumínio, pincele manteiga e volte ao forno até que a pele esteja dourada. Sirva com arroz, feijão, farofa e batatas assadas com alecrim e alho.

arroz, feijão, farofa e batatas assadas com alecrim e alho. no restaurante da jovem renata cruz,

no restaurante da jovem renata cruz, os pratos têm memória afetiva

da jovem renata cruz, os pratos têm memória afetiva Dos ruidosos almoços da infância também vêm

Dos ruidosos almoços da infância também vêm as lembran- ças que a chef Heloisa Bacellar, de 48 anos, transforma em matéria-prima do restaurante Lá da Venda, em São Paulo. “Éramos entre 10 e 12 pessoas em torno da mesa da fazen-

da, uma delícia”, puxa pela memória. “Aos 6 anos, lembro de viver atrás da minha avó materna, Betty, tentando aprender

a fazer maionese em um lindo liquidificador com copo de

vidro.” Além de herdar o desejado eletrodoméstico, Heloisa eternizou a receita em seu livro Cozinhando entre Amigos 2 – Entre Panelas e Tigelas, a Aventura Continua (editora DBA). Os pratos que mais fazem sucesso no restaurante são aqueles dos almoços e jantares do dia a dia. Entre eles o estrogonofe de molho agridoce, à base de ketchup, páprica doce e molho in- glês, servido com arroz branco, salada e batatas assadas com casca. “Não tem nada a ver com a receita original russa, é nos- sa adaptação brasileira, que minha mãe aprendeu a fazer an- tes de se casar e preparava para mim quando criança”

Cardápio tropical

Outro best seller do Lá da Venda, jamais retirado do menu, o picadinho brasileiro vem guarnecido por arroz, farofa, bana-

na à milanesa e ovo frito, como manda o figurino. Para obter

o molho de consistência aveludada que provoca gemidos en-

tre a clientela, Heloisa tem um segredo, também revelado no livro: “Polvilhar a carne com farinha logo no início do preparo, depois dourá-la na gordura e deixar que o líquido do cozimento vá engrossando aos poucos”. Boas receitas ajudam, mas os chefs são categóricos ao afir-

mar que a comfort food se constrói a partir da relação afetuo- sa com a comida. Mãe de duas meninas – Isabel, de 21 anos,

e Ana, de 15 –, Heloisa se diverte ao ver que as duas acu-

mulam memórias gustativas parecidas com as suas. “Quem da minha geração não cresceu comendo panqueca de carne moída e creme de abacate na sobremesa? Naturalmente, minhas filhas cresceram apreciando as mesmas receitas.” Na casa de Alex Atala é diferente. Pai de três – Pedro, de 17 anos, e os gêmeos Joana e Tomás, de 9 –,ochef não vê mui-

tas semelhanças entre a sua cozinha sentimental e aquela que está ajudando a formar para o trio. “Há traços em co- mum, como o peru de Natal, que eles reconhecem como a comida da avó. Mas cozinha de mãe e de pai é outra história. Por isso, sempre que posso cozinho para meus filhos.”

de mãe e de pai é outra história. Por isso, sempre que posso cozinho para meus

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1 2 Ingredientes ( fa rofa ) 50 g de manteiga cebola média em cubinhos
1 2 Ingredientes ( fa rofa ) 50 g de manteiga cebola média em cubinhos
1 2
1
2

Ingredientes (farofa) 50 g de manteiga

cebola média em cubinhos

( fa rofa ) 50 g de manteiga cebola média em cubinhos xícaras de farinha de

xícaras de farinha de mandioca crua

média em cubinhos xícaras de farinha de mandioca crua ½ xícara de salsinha e cebolinha picadinhas

½ xícara de salsinha e cebolinha picadinhas Sal a gosto

½ xícara de salsinha e cebolinha picadinhas Sal a gosto Modo de preparo Numa panela média,

Modo de preparo Numa panela média, aqueça a manteiga e doure

de preparo Numa panela média, aqueça a manteiga e doure cebola. Junte a farinha, a salsinha,
de preparo Numa panela média, aqueça a manteiga e doure cebola. Junte a farinha, a salsinha,

cebola. Junte a farinha, a salsinha, a cebolinha

a e
a
e
doure cebola. Junte a farinha, a salsinha, a cebolinha a e um pouco de sal, misture

um pouco de sal, misture até umedecer e retire do fogo.

Ingredientes (banana à milanesa) 1 litro de óleo para fritar 6 bananas-nanicas começando a amadurecer
Ingredientes (banana à milanesa)
1 litro de óleo para fritar
6 bananas-nanicas começando a amadurecer
1½ xícara de farinha de rosca
2 ovos
Modo de preparo
Uns 20 minutos antes de servir, aqueça o
óleo numa panela ou frigideira grande. Corte
a banana em tiras ou rodelinhas de 0,5 cm.
Coloque a farinha de rosca num prato fundo
e os ovos em outro e bata ligeiramente com
um garfo. Passe a banana pelo ovo e depois
pela farinha de rosca e frite no óleo quente
até que os pedaços estejam dourados e com
uma casquinha crocante. Escorra sobre papel
absorvente. Sirva o picadinho com a farofa, a
banana, um ovo frito, arroz branco e feijão.
e Tigelas, a Aventura Continua, editora DBA)

*(do livro Cozinhando para Amigos 2 – Entre Panelas

* (do livro Cozinhando para Amigos 2 – Entre Pa nelas PiCaDinHo BrasiLEiro por Heloisa Bacellar,

PiCaDinHo BrasiLEiro

por Heloisa Bacellar, do Lá da Venda*

rendimento: 6 porções

Ingredientes (picadinho)

1 2 1 1 1 2 1
1
2
1
1
1
2
1

cebola grande em cubinhos

( picadinho ) 1 2 1 1 1 2 1 cebola grande em cubinhos dente de

dente de alho picado

colher (sopa) de mostarda

colheres (sopa) de ketchup

colher (sopa) de molho inglês

kg de filé mignon ou alcatra em tirinhas miúdas e finas

kg de filé mignon ou alcatra em tirinhas miúdas e finas colheres (sopa) de farinha de
kg de filé mignon ou alcatra em tirinhas miúdas e finas colheres (sopa) de farinha de

colheres (sopa) de farinha de trigo 25 g de manteiga 100 g de bacon em cubinhos

de trigo 25 g de manteiga 100 g de bacon em cubinhos 1½ xícara de polpa
1½ xícara de polpa de tomate 1 xícara de caldo de carne 1 folha de
1½ xícara de polpa de tomate
1 xícara de caldo de carne
1 folha de louro
2 colheres (sopa) de salsinha bem picadinha
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
Numa tigela, misture a carne eafarinha
e reserve. Numa panela grande, aqueça a
manteiga eobacon. Quando os cubinhos
começarem a dourar, acrescente a cebola,
espere dourar um pouquinho e junte o alho.
Quando perfumar, adicione a carne e mexa
até dourar de todos os lados. Acrescente
a mostarda, o ketchup, o molho inglês, sal,
pimenta, a polpa de tomate, o caldo de carne
eolouro e cozinhe em fogo baixo, por uns
20 minutos, até que a carne esteja bem macia.
Acerte o sal eapimenta, junte a salsinha
e retire do fogo.

A chef Heloisa

Bacellar

e a receita de

sucesso de seu

restaurante,

Lá da Venda

elementoprincipal

versátil e

elegante

o queijo brie vai muito além do tira-gosto

e do coquetel. Em criações clássicas ou

inventivas, marca presença sem perder a

sutileza. Éoingrediente que agrega sabor

e combate a mesmice de uma receita

por sergio crusco fotos Alex silva

N os coquetéis, estamos acostumadosavê-lo co- berto de geleia vermelha, depois de aquecido, fazendoavez de patê e degustado entre uma conversa e outra. Nas reuniões entre amigos, é saboreado com pão ou torradas, em meio a

diversos acepipes. Há quem goste de combinar suas tenras fatias com frutas como pera ou maçã. Mas as qualidades

gastronômicas do queijo brie vão além do prazer de saborear

um petisco. Ele pode–edeve–estar presente em diversos

pratos, da entrada à sobremesa. Adiciona sabor quando usa-

do como coadjuvante ou substitui outros tipos de queijos em preparações clássicas. “O brieémuito versátil”, dizochef Lucas Benute, que comanda a cozinha do restaurante paulis- tano Pasta Nostraenos ensina algumas alquimias com um dos mais populares queijos franceses. “Ele não tem um sabor tão marcante quantooroquefort ou o gorgonzola, mas tem personalidade”, afirma Benute. Portanto, éoingrediente ideal para sacudir a mesmice de uma receita sem sobrepor o sabor dos outros elementos. Ele propicia muitas harmonias. Em massas recheadas, costuma gerar ótimos resultados. Unidoaoutros queijos, como mussarela e parmesão, forma

mix imbatíveis. Pode servir como crosta para carnes gratina-

das. Outra ideia é cortá-lo em cubinhoseagregá-lo a conser-

vas, caponatas de berinjela ou abobrinha. Se for consumido

puro ,épreciso retirá-lo da geladeira cerca de meia hora an- tes de servireesperar que atinjaatemperatura ambiente. Dizalenda queobrie foi “descoberto” no século VIII em

um monastério de Reuil-em-Brie pelo imperador Carlos

Magno. Ficou doidinho pela cremosidade da iguaria, envol- ta por uma crosta branca formada pela presença do fungo Penicillium candidum em sua fórmula. Por essa razão, o brie passou a ser conhecido como “queijo dos reis”. Depois da Revolução Francesaeaconsequente queda da monarquia, transformou-se em “rei dos queijos”, título outorgado ao sa- boroso alimento pelo Congresso de Viena em 1815. Hoje eleéproduzido largamente no mundo, inclusive no Brasil. Para quem pretende apreciá-lo no local de criação, as cidades mais notáveis por sua manufatura são Meaux, Me- luneMontereau, todas próximasaParis –éfácil programar um pulo da capital até uma dessas localidades. Enquanto não vemapróxima viagem, delicie-se com os excelentes exem- plares de brie disponíveis no nosso mercado. Aprenda a usá- los de diferentes maneiras com as receitas de Lucas Benute e impressione família e amigos no próximo encontro.

Benute e impressione família e amigos no próximo encontro. duas versões originais que você encontra no

duas versões originais que você encontra no angeloni

duas versões originais que você encontra no angeloni O polenghi selection , crème de brie ,éideal

O polenghi selection, crème de brie,éideal para servir na hora do lanche. E o polenghi selection aperitif fica ótimo como entrada no almoço ou jantar.

aperitif fica ótimo como entrada no almoço ou jantar. ( Queijo Brie ) CarPaCCio DE CoPa

(Queijo Brie)

CarPaCCio DE CoPa Com FoLHas EsPECiais E triângULos DE BriE

rendimento: 6 porções

ingredientes 200 g de queijo brie picado

20 folhinhas de espinafre cru

1 maço pequeno de minirrúcula

1 maço pequeno de miniagrião

1 maço pequeno de

alface americana 500 ml de aceto balsâmico

6 grãos de pimenta-do-reino preta

2 folhas pequenas de louro 50 g de parmesão ralado

1 tomate italiano picado

1 ramo de tomilho fresco

150 g de massa filo laminada (pode ser comprada pronta)

1 ovo para pincelar

54 fatias bem finas de copa

Modo de preparo Lave as folhas e desfolhe-as. Rasgue a alface em pedaços menores e misture todas em um recipiente. Reserve. Em uma panela, despeje o aceto balsâmico, a pimenta-do-reino preta eolouro e leve à fervura. Já em fogo baixo, deixe ferver até reduzir a 1/3 da quantidade original. Coe e transfira para uma

molheira. Para o recheio dos triângulos, misture o queijo brie, o parmesão, o tomate picado eotomilho. Corte a folha de massa

filo em tiras de 4 cmx14 cm. Pincele com ovo na tira inteira.

Coloque um pouco da mistura de brie na ponta da tira de massa, faça a primeira dobra formando um pequeno triângulo

e continue enrolando a tira em volta desse triângulo. Duas a

três voltas bastam. Siga o procedimento até terminarem o

recheio eamassa. Disponha os triângulos em uma assadeira antiaderente e asse em forno preaquecido a 200 o C por 15 minutos. No centro de cada prato raso, coloque uma fatia de

copa. Em volta dessa fatia, arrume sete outras fatias, lado a lado (formando o desenho de uma flor). Retire a fatia do meio (ela só serviu de guia) e monte, em cada prato, ninhos com o

mix de folhas. Regue com aceto balsâmico reduzido e finalize

colocando 4a5triângulos de brie sobre a salada.

gastronomia

angELoni

elementoprincipal

EnVoLtinis DE Frango Com BriE E aLECrim E risoto DE PEra

rendimento: 6 porções

ingredientes

6 peitos de frango desossado

250 g de queijo brie

3 ramos de alecrim

Sal com pimenta-do-reino a gosto Barbante culinário para fechar Azeite de oliva para grelhar

(para o risoto)

1 cebola picada

100

ml de azeite de oliva

150

g de arroz carnaroli

100

ml de vinho branco seco

1 litro de caldo de legumes

100

g de manteiga com sal

100

g de queijo parmesão fresco ralado

2 peras descascadas e picadas em cubos

Salagosto

Pimenta-do-reino rosa para decorar

Modo de preparo Divida cada peito de frango ao meio, como se estivesse fazendo dois filés mais finos. Polvilhe ambos com sal. Sobre cada um deles, disponha duas ou três fatias

de queijo brie e algumas folhinhas de alecrim. Enrole os filés e amarre com o barbante, fazendo pequenos rolês. Reserve-os para grelhar, em azeite, na hora de ser vir. Comece a prepararorisoto. Refogueacebola no azeite e, em seguida, acrescenteoarroz. Adicione uma pitada de sal para que os grãos peguem sabor. Mexa até aquecer e regue comovinho branco. Deixe evaporar completamente. Acrescente, aos poucos,

o caldo de legumes, mexendo constantemente. Repita esse processo até os grãos atingirem a textura desejada. Nesse momento, apague o fogoegrelhe os envoltinis de

frango até ficarem dourados. Finalize o risoto adicionando

a manteiga, o queijo parmesãoeos cubos de pera. É

importante que a manteiga esteja gelada, o que fazorisoto ficar mais cremosoebrilhante. Mexa bem, para deixá-lo cremoso. Para servir, disponha o risoto no centro dos pratos e espalhe-o em um movimento circular. No centro, coloque dois envoltinis, um sobreposto ao outro. Para finalizar, polvilhe pimenta rosa com um moedor.

envoltinis, um sobrepos to ao outro. Para finalizar, polvilhe pimenta rosa com um moedor. 26 gastronomia

produção: andrea silva. produção culinária: silvia marques. prato e guardanapo dos triângulos de brie: m.dragonetti e roupa de mesa. prato da panna cotta de brie: art mix. prato e guardanapo do envoltinis de frango: m.dragonetti e roupa de mesa.

do envoltinis de frango : m . dragonetti e roupa de mesa . ( Queijo Brie

(Queijo Brie)

Panna Cotta DE BriE Em CaLDa DE Limão E gEngiBrE Com PraLinÉE DE amênDoas

rendimento: 6 porções

ingredientes

mexendo até aquecer bem. Enquanto

300

ml de leite integral

isso, dissolva a gelatina em uma pequena

150

g de açúcar refinado tradicional

quantidade de água, aqueça e incorpore

150

g de queijo brie em temperatura ambiente

ao creme ainda quente. Unte 6 forminhas

300

ml de creme de leite fresco

de alumínio de 150 ml com a manteiga e

10

g de gelatina incolor sem sabor

preencha-as com o líquido. Leve ao refrigerador

Manteiga em temperatura ambiente para untar

por, no mínimo, 4 horas. Misture todos os

(para a calda de limão e gengibre)

ingredientes da calda (menos o corante) em uma panela e leve ao fogo brando. Deixe

400 ml de água

80 ml de suco de limão peneirado

300 g de açúcar refinado tradicional

50 g de gengibre descascado picado

3 gotas de corante alimentício verde

(para o pralinée)

reduzir até chegar a 1/3 da quantidade original.

Passe a calda por uma peneira (que não seja

de plástico). Quando esfriar completamente,

acrescente as 3 gotas de corante alimentício

e misture. É importante que a calda esteja

realmente fria – caso contrário, o calor pode alterar a cor. Para fazer o pralinée, leve a

100

g de manteiga com sal

manteiga e as amêndoas ao fogo em uma

150

g de amêndoas moídas grosseiramente

panela antiaderente. Após aquecer, junte

100

g de açúcar refinado tradicional

o

açúcar eafarinha e mexa até começar a

100

g de farinha de trigo peneirada

Modo de preparo Bata o leite, o açúcar eoqueijo brie no liquidificador até obter um creme homogêneo. Transfira o líquido para uma panela e adicione o creme de leite fresco. Leve ao fogo baixo,

caramelizar. Transfira para uma travessa e deixe esfriar. Depois de frio, solte, caso necessário, os pedaços que estiverem unidos, transformando a mistura em uma espécie de farofa doce. Depois de geladas, desenforme as porções de panna cotta em pratos de sobremesa. Regue com a calda escolhida e polvilhe o pralinée.

saberdosabor

Pesca de arrastão da tainha na praia do Campeche.

Milton Ostetto/Tempo Editorial

fartura e alegria

Pescadores puxam a rede repleta de tainhas, na praia do Campeche

o milagre das tainhas a pesca artesanal desse peixe, no litoral de santa Catarina, é

o milagre das

tainhas

a pesca artesanal desse peixe, no litoral de santa Catarina, é um ritual realizado há mais de 200 anos para celebrar a harmonia entre o homem e a natureza

por Flávia Benvenga

D esde o fim do século XVIII, nos meses de maio

e junho, milhares de pessoas, sobretudo pesca-

dores, se reúnem nas praias do litoral de Santa

Catarina para vivenciar um ritual. É a pesca da

tainha, que registra imagens quase bíblicas, o verdadeiro milagre dos peixes. Feita nos moldes açorianos, a pesca artesanal desse peixe é muito mais que uma atividade de pescadores. É um espetáculo que une o homem à natureza e celebra a fartura. “Trata-se de um fenômeno natural: as tainhas saem da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, rumo ao litoral sudeste em busca das águas mais quentes para desovar. Por isso há uma quantidade tão grande de peixes”, explica Guta Chaves, autora do livro Larousse da Cozinha Brasileira (Larousse), escrito com Dolores Freixa. Para os especialistas, essa é uma pescaria de ventos. Nesse caso, o vento sul faz as tainhas migrarem para o norteeénesse momento que os pescadores entram em ação. A quantidade de cardumes que surgem é tamanha que em meados de maio colocam-se placas nas praias proibindo a prática do surfe. Durante cerca de dois me-

ses, pescadores, moradores e turistas fazem uma espé- cie de mutirão. “Eles preparam suas redesemontam em cada comunidade a escala para uma vigia diária. É tem- po do arrastão da tainha, pesca com rede e canoa à beira do mar”, diz Guta em seu livro.

saberdosabor

O trabalhoéduro! Antes do amanhecer, um dos pes- cadores do grupo – aquele experienteede olhos treina- dos–já está nos pontos mais altos dos costões da praia

para vigiar os sinais da natureza. Ele fica de prontidão até o fim da tarde. Assim que vê o cardume passar, avisa aos pescadores que estão na praia para colocarem os bar- cos na água. “Ele chacoalhaablusa apontandoolocal do cardume”, conta Guta. “Começa uma correria frenética:

os remeiros jogamarede na canoa eaempurram para

o mar. Uma ponta da rede permanece na praia, com os

camaradas (pescadores que puxam a rede).Acanoa faz

o cerco no mar, levando uma ponta da rede para outro

grupo de pescadores, numa operação que não leva mais

de 10 minutos. A imagem vai ficando prateada –éarede,

repleta de tainhas

peixes e juntá-los na praia. Forma-se uma montanha de tainhas”, explica a escritora. Nesse momento, começaacontagem dos peixes. Guta observa que em um único arrastão é possível pegar cerca de 2 mil tainhas–o pessoal da região chama de “lanço”, quando se tira do marapartir de 500 delas. A tradição manda dar um peixeacada um que ajudou a puxar a rede desde o começo. “Depois, é hora de dividir o quinhão. Na maioria das praias de Santa Catarina, 50% cabem ao dono do barcoeda rede, a outra metade é repartida entre os camaradas, tudo de forma justa”, contaaescritora.

A próxima etapa é ‘desmalhar’ os

Celebração e ameaça

realmente uma festa que proporcionaatodos alegria e

satisfação. Mas estudiososepesquisadores dão sinais de alerta:apesca industrial, feita com traineiras, na saída da Lagoa dos Patos, compete com os pequenos barcos. “Isso vem ocasionando a desistência de muitos pescado- res de continuar comaatividade nos moldes antigos”, afirma Maria Carolina Soares, da Universidade do Es- tado de Santa Catarina, em seu estudo Pesca artesanal da tainha em Florianópolis, SC: conhecimento da atividade para manutenção de um legado biológicoecultural. “A pos- sibilidade da extinção de uma atividade com tantos atri- butos fez com que esse estudoetantos outros se façam cada vez mais necessários, para preservar e promover o legado biológico da pesca da tainha na capital catarinen- se”, dizaestudiosa. Duranteatemporada da pesca, os pescadores se en-

É

contram nos ranchos, geralmente do capitão do barco, para preparar e apreciar as tainhas pescadas. Arantinho, filho de Osmarina e Arante, fundadores em 1958 do tra- dicional Bar do Arante, na praia do Pântano do Sul,em

Florianópolis, dá a receita do prato tradicional.

do Sul,em Florianópolis, dá a receita do prato tradicional. 30 gastronomia angELoni © n o n

30 gastronomia

angELoni

©nonononono

© 1 foto: alex silva. produção: andréa silva. produção culinária: silvia marques. objetos: fôrma e talheres, minha avó tinha. tecido, art mix. 2 tarcísio mattos/tempo editorial

©nonononono

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©2

tainHa assaDa E rECHEaDa DE FaroFa DE oVas

rendimento: 4 porções

ingredientes

1 tainha inteira de 2 kg, limpa e sem escamas Sal a gosto

Modo de preparo

Limpe o peixe, tirando as vísceras, e salgue a gosto. Coloque

a farofa (receita abaixo) dentro da tainha para recheá-la. Feche a barriga, costurando com linha ou prendendo com palitos de dente. Leve ao forno quente por cerca de 40 minutos. Sirva com arroz branco, batata sauté e pirão.

farofa de ovas de tainha

rendimento: 4 porções

©1

ingredientes

3

colheres (sopa) de óleo de soja

2

ovas grandes de tainha

Temperos verdes a gosto (salsinha e cebolinha) Sal a gosto

1 cebola picada

1 tomate picado

2 xícaras (chá) de farinha de mandioca

Modo de preparo Em uma frigideira, coloque o óleo de soja e frite as ovas.

Quando estiverem cozidas, esfarele-as com um garfo e junte os temperos verdes picadinhos,osal, a cebola eotomate. Refogue mais um pouco. Se quiser, acrescente camarões frescos descascados. Para finalizar, coloque a farinha de mandioca aos poucos, mexendo bem. Recheie

a tainha com essa farofa.

gastronomia

angELoni

31

nacozinhacom

“Adoro

o aroma

de bolo

pela casa”

maria

Fernanda

Cândido

Bela e talentosa,aatriz e modelo, sempre que pode, exercita suas habilidades culinárias. Confira aqui sua receita preferida

por fernanda cury

32 gastronomia

angELoni

E la já foi comparada à atriz italiana Sophia Lo- ren e eleita a mulher mais bonita do século. Esguia e elegante, a morena de olhos verdes atrai elogios por onde passa. Viveu em Curiti- ba dos 4 aos 12 anos, quando se mudou para São Paulo. Modelou no Brasil, na França e nos

Estados Unidos. Cursou terapia ocupacional, mas o teatro, a televisão eocinema arrebataram seu talento. E, ao contrário do que se pode imaginar, Maria Fernanda Cândido também

se sai muito bem diante do forno e do fogão. Essa faceta culi- nária, no entanto, ela reserva apenas para amigos íntimos e familiares, em ocasiões especiais. Aos 37 anos, a atriz confessa que cozinhar não faz parte do seu dia a dia, até porque com a rotina agitada não sobra mui-

to tempo. Ora está no teatro – ela encerrou no ano passado a

temporada da peça Ligações Perigosas –, ora no cinema (seu último filme foi Aparecida, com direção de TizukaYama- zaki), ora na tevê, em novelas, minisséries e comerciais. Há alguns meses, Maria Fernanda protagonizou a minissérie O Brado Retumbante, da Rede Globo, e, mais recentemente, foi a estrela do episódio A Perseguida de Curitiba, da série As Brasileiras. “Diante de uma agenda tão corrida, fica difícil conseguir um intervalo para ir à cozinha. Às vezes, faço uma comidinha saborosa para a família. Reconheço que cozinho

apenas o trivial, receitas simples e gostosas”, diz a atriz. Mas

é quando recebe os amigos que ela prepara uma especialida-

de típica brasileira, a farofa de carne-seca. “Um prato fácil de fazer, com um temperinho todo especial. É sucesso na certa”, conta Maria Fernanda. Entre os ingredientes pre- sentes na sua cozinha, a atriz destaca a noz-moscada. “Acho que essa especiaria dá um toque a qualquer prato. Gosto de acrescentar uma pitadinha ao leite quente, em carnes e so- pas. Fica uma delícia”, comenta.

Cheiro de infância

Casada há seis anos com o empresário francês Petrit Spahija, proprietário do Le Poème Bistrô, em São Paulo, Maria Fer- nanda confessa que adora jantar no restaurante do marido. Seu prato preferido? “Steak Tartar, sem dúvida!”, ela conta. Mas em casa gosta mesmo é de preparar uma receita espe- cial para surpreender os filhos Tomás, de 5 anos, e Nicolas, de 3. Esse éomomento de descontração e alegria, no qual

a atriz arregaça as mangas e entrega-se ao prazer de fazer

um delicioso lanche para seus queridos. “Adoro fazer bolos, são minha especialidade. O tradicional de chocolate, assim como o de fubá eode cenoura com cobertura de chocolate eatorta de banana, agrada a toda a família, principalmente as crianças”, conta a atriz. Ela relembra que aprendeu a pre- parar os bolos com sua mãe, ainda menina. “Adoro o aroma que eles exalam pela casa enquanto assam. Tem cheirinho de infância”, brinca. E, de tanto preparar essas gostosuras

para os filhos, a atriz já sabe a receita de cor!

para os filhos, a atriz já sabe a receita de cor! 1© fo lhapress . 2

fo lhapress . 2 © ricardo de vicq . 3 © ricardo co rrêa / editora globo .

2© BoLo DE CEnoUra Com CoBErtUra DE CHoCoLatE rendimento : 12 pedaços ingredientes ( massa )

BoLo DE CEnoUra Com CoBErtUra DE CHoCoLatE

rendimento: 12 pedaços

ingredientes (massa)

3 cenouras raladas

1 xícara (chá) de óleo

2 xícaras (chá) de farinha de trigo

1 xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo

massa: Bata no liquidificador as cenouras

raladas, o óleo, a farinha de trigo,oaçúcar

eoovo. Depois, acrescenteofermento

em pó e misture. Coloque em uma rma

em pó e misture. Coloque em uma fô rma 3©   1 ovo un tada e

 

1 ovo

untada e enfarinhada e leve para assar

dica da

1 colher (sopa) de fermento em pó

em forno médio.

maria fernanda

 

A

cobertura ideal para

(cobertura)

cobertura: Junte os ingredientes em uma

o

bolo é aquela parecida

1

lata de leite condensado

panelaeleve ao fogo, mexendo sempre

com um brigadeiro mole.

1

lata de leite

e deixando ferver por cerca de 3 minutos.

A

atriz recomenda que a

1

colher (chá) de amido de milho

Espere o bolo esfriar, vire-o sobre uma linda

mistura fique densa, mas

6

colheres (sobremesa) de chocolate em pó

travessa e despeje, por cima,acobertura.

não engrosse demais.

pratopreferido

ComCole,no Waldorf O hotel preferido do compositor Cole Porter, em Nova York, sempre deliciou seus

ComCole,no

Waldorf

O hotel preferido do compositor Cole Porter, em Nova York, sempre deliciou seus hóspedes com receitas como a salada Waldorf e os crepes de frutos do mar

por sergio crusco

nOites musicAis cole também adorava ir ao tradicional hotel americano para tocar suas músicas

V ocê sabe como são as viagens a Nova York: frenéticas, enlouquecidas, quase não há tempo. Mil compras a fazer, musicais na Broadway a conferir, exposições monumentais no MoMA ou no Metropolitan, a culinária de um novo chef que virou o queridinho do momento. A

sensação que se tem, na volta, é de que os dias voaram e pouco se fez de tudo o que se tinha vontade. Da próxima vez na Big Apple, que tal desacelerar por pelo menos uma tarde? Já que os demais dias serão mesmo entregues ao frenesi da capital do mundo, enfie-se no melhor modelo e deixe-se levar, com calma, por algumas horas de luxo e sabor no Waldorf Astoria Hotel – só para variar, fugir do circuito Macy’s-Starbucks-Times Square. Todos os magnatas que se possa imaginar passaram por lá, os grandes estadistas e até os mais temidos gângs- teres. Claro, estrelas de cinema também contribuíram para a fama do hotel, que na época de sua reinauguração, em 1931, no número 301 da Park Avenue, gabava-se de ser o maior e mais alto do mundo. Ele tinha 47 andares e 1.413 quartos, substituindo o velho prédio fundado em 1893 no local onde hoje fica o Empire State. Vários filmes usaram o Waldorf Astoria como cenário, desde Week-End at the Waldorf (de 1945, estrelado por Ginger Rogers e Lana Turner) até A Pantera Cor-de-Rosa (2006, com Steve Martin e Beyoncé), passando pela emblemática cena do tango de Perfume de Mulher (1992), com Al Pacino. Mas ninguém contribuiu tanto para a mística do Waldorf quanto a música de Cole Porter (1891-1964) eaprópria gastronomia criada no hotel. Autor de mais de mil canções –ede um punhado de clássicos como “Night and Day”, “Begin the

Beguine” e “I’ve Got you Under my Skin” –, Cole Porter não deixou de fazer referência em sua obra à mais célebre receita do hotel, apreciada por gourmets no mundo inteiro. Em “You’re the Top”, compara o ser amado ao Museu do Louvre, ao Mickey Mouse, ao Coliseu de Roma, ao Inferno de Dante eàsalada Waldorf, entre outras obras monumentais.

1© ©ag latinsto ência ck o g lo bo

gastronomia

angELoni

35

produção: andréa silva. produção culinária: silvia marques. prato: kirks presentes. guardanapo: roupa de mesa.

pratopreferido

©1
©1

Porter, milionário de berço, era figurinha fácil no Waldorf.

Instalou-se em diversos apartamentos do hotel, seu lar quan- do estava em Nova York, atarefado com a estreia de algum espetáculo de sua autoria na Broadway. Ou desvairado com

a intensa vida social que curtia ao lado da esposa, Linda Lee Thomas, ainda mais rica, com quem se casou em 1919 e de quem a morte (dela) o separou em 1954. O casal não se des- grudava e sacudia as noites de Veneza, Paris ou Nova York, suas cidades adoradas, com festas estrepitosas e banquetes chiquérrimos. Alguns dos jantares oferecidos pelos Porters no Waldorf Astoria foram reconstituídos graças ao trabalho de pesquisa do escritor Roy Andries de Groot, especializa- do em gastronomia e colaborador, entre outras publicações de renome, da revista Esquire. Canard Marengo, pato com cogumelos selvagens, criado pelos cozinheiros de Napoleão Bonaparte, figura entre os pratos principais, assim como o cordeiro com corações e fundos de alcachofra, a salada Wal- dorf e os crepes com frutos do mar típicos do hotel.

Glamour eterno

Hoje quem visita o Waldorf Astoria – ou se dá ao luxo de hospedar-se ali – pode apreciar por dentro uma das maiores construções em estilo art déco do mundo e sentar-se para um drinque ao lado do piano Steinway de Porter, mantido no lobby do hotel. Seus diversos espaços gastronômicos – o

Peacock Alley, o Bull & Bear, o Cocktail Terrace, o Oscar’s

– oferecem desde refeições rápidas até banquetes para os de-

Além da paixão pela música, Porter adorava saborear pratos como a salada Waldorf e os crepes de frutos do mar

saLaDa WaLDorF

rendimento: 4 porções

ingredientes

1 maçã verde picada em cubos

1 maça vermelha picada em cubos

1 xícara de aipo picado

¼ de xícara de nozes picadas

¼ de xícara de uvas-passas pretas e claras

½ xícara de maionese Suco de um limão coado Pimenta e sal a gosto

Modo de preparo

Junte todos os ingredientes e regue com o suco de limão . Em seguida, adicione a maionese

e tempere com sal e pimenta.

você sabia?

A saborosa salada foi criada no hotel Waldorf

Astoria, de Nova York, em 1896 por Oscar Tschirky, maître do restaurante que ali funcionava. Seu sabor inconfundível agradou imediatamente aos paladares mais exigentes. Na época, o prato era feito apenas com maçãs,

aipo, suco de limão e maionese. Nozes picadas

vidamente endinheirados. Seu estupendo brunch dominical

dos) e dos crepes de frutos do mar, outras receitas naturais

e

passas eram elementos opcionais. Com o

conta com 180 especialidades, divididas em 12 bufês temá- ticos. Além da salada Waldorf (replicada em todos os cantos do mundo, em hotéis e restaurantes mais ou menos estrela-

do lugar continuam sendo irrepreensivelmente preparadas

passar do tempo, outros ingredientes foram acrescentados à receita, tais como iogurte natural, suco de laranja, uvas sem semente, pinhões e uma cama de alface. Hoje, há mais de uma versão da refrescante salada,

os ovos Benedict, a vitela à Oscar, a lagosta à Newburg e

mas, para entrar no clima nostálgico, nada

o

red velvet cake, bolo saboroso e de cor bem avermelhada

melhor que experimentar a versão original,

que é símbolo de Nova York.

que é símbolo de Nova York.

que ensinamos a você nesta reportagem.

36 gastronomia

angELoni

latinsto ck / 2 © alex silva

©2

docedelícia

sotaque

português

muitos doces de lá caíram no gosto dos brasileiros de cá, por isso preparar algumas gostosuras lusas é sucesso garantido nas refeições, ora pois!

por silvia regina fotos ricardo de vicq

PastÉis DE santa CLara

rendimento: 6 porções

ingredientes

(para o recheio)

500 g de açúcar refinado

24 gemas, mais 2 claras de ovos

125 g de amêndoas peladas e raladas

1 colher (chá) de canela em pó Gema de ovo para pincelar Açúcar de confeiteiro para polvilhar

(para a massa)

500 g de farinha de trigo

125 g de manteiga

Uma pitada de sal

Modo de preparo Leve o açúcar ao fogo com um copo

de água. Deixe ferver até fazer ponto de fio. Reserve. Depois queacalda estiver fria, coloque as gemaseas claras, previamente batidas, as amêndoas eacanela. Reserve para esfriar. Enquanto isso, peneireafarinha de trigo em uma tigela e junte com a manteiga e

o sal e coloque água morna aos poucos, amassando até obter uma massa macia

e possível de ser aberta com o rolo. Abra a massa, com espessura fina,

e corte-a em círculos. Coloque um

pouco do recheio no centro de cada pedaço. Dobreamassa sobreorecheio deixando o pastel em forma de meia- lua. Para as bordas não desgrudarem, passe um pouco de água. Pincele os pastéis com gema de ovo, polvilhe com o açúcar de confeiteiroeleve ao forno em temperatura moderada até assar.

P ortugal e Brasil possuem laços muitos estreitos, desde a história de colonização do nosso país, o que inclui o idioma e, claro, a culinária. Além do bacalhau, acompanhado de um bom vinho do Porto, os doces da Terrinha são muito apre- ciados aqui. “São sobremesas deliciosas, sucu-

lentas e que se desfazem na boca”, avisa Ana Maria San- tos, gerente de operações do Sofitel Guarujá Jequitimar, portuguesa que acompanha de perto o Festival Português, organizado pelo hotel. “As ilhas de Açores e Madeira são ricas no quesito gastronômico e muitos doces sofreram influência desses lugares. Os imigrantes portugueses que se instalaram na região de Florianópolis são, na maioria, provenientes dessas regiões e trouxeram para o Brasil os segredos da culinária do outro lado do oceano”, completa. Um dos ingredientes que mais aparecem nos doces lu- sitanos são os ovos, principalmente as gemas. Diz a lenda que as freiras que ficavam enclausuradas usavam claras de ovos para engomar suas roupas e aproveitavam as gemas para inventar doces. É daí também que vem a denomina- ção doces conventuais, feitos nos conventos.

Famosos e gostosos

Do lado de cá, alguns doces caíram no gosto dos brasileiros. Os mais famosos são os pastéis de Santa Clara e de Belém. “Os doces aqui chamados de pastéis de Santa Clara, em Por- tugal são pastéis de Tentúgal, isso porque faziam parte das receitas da doçaria do Convento de Nossa Senhora da Na- tividade-Carmelo, da Vila de Tentúgal”, conta Ana Maria. Aqui no Brasil ganharam formato redondo ou de meia-lua, mas na receita original eles eram palitos folhados. Já o toucinho do céu tem muitas variações, dependendo da região onde é preparado. Todos são à base de ovos e de açúcar, mas podem ter ingredientes como amêndoas ou doce de abóbora. Este é originário da cidade de Murça e é uma das variações mais famosas. Eopastel de Belém? Também denominado pastel de nata, éodoce português mais conhecido e sua receita original é guardada a sete chaves até hoje pela Pastéis de Belém, nome da fábrica que faz o doce em Lisboa. Por lá, ele é comido quente, polvilha- do com canela e açúcar. Mas nós conseguimos uma receita bem parecida com essa, apresentada a seguir pelo chef Pa- trick Ferry, responsável pela gastronomia do Sofitel Gua- rujá Jequitimar, no litoral paulista. Comece já a separar os

ingredientes e aproveite essas delícias!

no litoral paulista. Comece já a separar os ingredientes e aproveite essas delícias! gastronomia angELoni 3
docedelícia
docedelícia

produção: silvia goichman. objetos: toalha de mesa, mais home. bandeja coração, d. filipa. vaso de flor, loeil. taças e balde de gelo, angeloni.

charmeàmesa

Jantar

adois

no Dia dos namorados, fuja do burburinho dos restaurantes lotados e prepare saborosas receitas em casa com a ajuda do Angeloni. surpreenda seu amor com um cardápio sofisticado, mas fácil de fazer, e decore os ambientes de forma romântica

por daniele Zebini fotos edu castello

s air para jantar fora no Dia dos Namorados nem sempre éamelhor opção para celebraradata. Os restaurantes ficam tão lotadosebarulhentos que acabam com o clima de romance. Por isso, uma ótima pedida pode ser preparar um jantar

especial em sua casa. A comida, claro,éfunda- mental, mas caprichar na decoraçãoéoque vai criar uma

atmosfera de paixãoesensualidade. E, nessa hora, menos

é

mais. “Os exageros podem pôr tudoaperder. Sutileza

e

bom gosto vão dar mais resultado”, aconselha Tete da

Silva, instrutora da área de hospitalidade do Senac PR. “Uma mesa bem-posta–de acordo com o cardápio –, com louças e talheres elegantes,éuma excelente dica. Coloque arranjos em tons de vermelho, mas cuidado com as flores muito perfumadas, pois elas interferem no sabor dos ali- mentos”, acrescenta. Para beber, não há dúvidas:ochampanhe continua sen- do o elixir dos amantes, perfeito para celebrar o amor. E, para brindar, a flûte não pode faltar na sua mesa. Se for servir vinho durante o jantar, disponha também uma taça

rosas vermelhas, rosa na cor rosa, gérberas laranja e astromélias vermelhas dão colorido aos vasos transparentes

charmeàmesa

pa ra a bebidaeoutra, ao lado, pa ra a água. “A s taças são sempre elegantes e perfeitas para essas ocasiões. Dãoàmesa charmeeromantismo”, indica Tete. Com a mesa posta, é hora de tirar o ar de rotina da casa e transformá-la em um ninho de amor. “Vale dar uma mudada na decoração, criar um clima com velas e flores. Para completar, invista em uma músi- ca bem gostosa e jogue um aroma novo, para perfu- mar”,ensinaaorganizadoradeeventos Flávia Gurgel.

O amor está no ar

Os aromas, aliás, são fundamentais não só para aguçar os sentidos mas para que o jantar român- tico seja lembrado para sempre. “Uma fragrância associada a um momento marcante fica registra- da no cérebro humano e, toda vez que senti-la, a

pessoa vai se lembrar daquela experiência”, explica Clóvis Alves Sebastião, gerente da Biomist, empre- sa de marketing olfativo. Ele dá a dica para deixar

a noite com cheirinho de romance. “Para o público

feminino que quer impressionar, as fragrâncias da família floriental, composta de elementos doces e balsâmicos, com um toque de flores exóticas ou notas frutadas com toques orientais, tornam o

ambiente único, sofisticado e elegante. Para os ho- mens mostrarem seu poder de sedução, o oriental contempla mistério, criando uma atmosfera quente

e sensual. Já o oriental amadeirado é sensual e, ao

mesmo tempo, requintado”, indica. Pronto! Agora

é só ligar o som (veja nossas sugestões no playlist abaixo), vestir aquela roupa especial e aproveitar cada segundo desta noite ao lado de quem você

ama. Feliz Dia dos Namorados!

e ao lado de quem você ama. Feli z Dia do s Namorados! Para ouvir E

Para ouvir E namorar

1 John Mayer Comfortable

2 Adele One and Only

3 Foo Fighters Walking After you

4 Etta James At Last

5 Phil Collins Groovy Kind of Love

6 Paramore The Only Exception

7 Marcelo Jeneci Amado

8 Maroon Five Secret

9 Caetano Veloso Você É Linda

10 Carla Bruni Qualqu’un M’a dit

11 Chris Isaak Wicked Games

12 Chico Buarque Sem você

13 Frank Sinatra Under my Skin

14 Diana King I Say a

Little Prayer for you

15 Elvis Costello She

16 Colbie Caillat Bubbly

17 Michael Bublé Home

18 Tu lipa Ruiz Do Amor

19 Tracy Chapman Fast Car

20 Buena Vista Social Club El Dia

que me Quieras

Car 20 Buena Vista Social Club – El Dia que me Quieras Os sousplats dourados dão

Os sousplats dourados dão sofisticação aos pratos brancos com friso de ouro

dão sofisticação aos pratos brancos com friso de ouro As taças de cristal têm papel fundamental
dão sofisticação aos pratos brancos com friso de ouro As taças de cristal têm papel fundamental

As taças de cristal têm papel fundamental

na decoração da mesa. São imponentes

e elegantes. Além da flûte, para o

champanhe, leve à mesa uma taça para a água (é a maior de todas) e
champanhe, leve à mesa uma taça para a
água (é a maior de todas) e uma
para o vinho que será servido
durante o jantar
mime seu amor com detalhes. enfeitar os guardanapos de pano com frases especiais é uma
mime seu amor com detalhes. enfeitar os guardanapos de pano com frases especiais é uma

mime seu amor com detalhes. enfeitar os guardanapos de pano com frases especiais é uma ideia original e apaixonante

produção: silvia goischman. objetos: toalha, mais home. sousplat, d. filipa. pratos, divino espaço. talheres, conceito
produção: silvia goischman. objetos: toalha, mais home. sousplat, d. filipa. pratos, divino espaço. talheres, conceito firma casa. guardanapos e
porta-guardanapos, mais home. candelabro, benedixt. vaso, l’oeil. jarra de água, casa vostra. bowl, benedixt. presentes, krepon.

O balde de inox, o espumante freixenet eataça de cristal, do Angeloni, criam uma atmosfera romântica

charmeàmesa

entrada
entrada

BLinis DE HaDoCK Com soUr CrEam

rendimento: 2 porções

ingredientes

2 fatias de pão miga

1 limão-siciliano

1/3 de maço de ciboulette, picada

30 g de cream cheese

150 ml de creme de leite fresco batido

em chantilly ( sem açúcar, apenas o creme) 80g de hadock ou salmão defumado fatiado

1 talo de erva-doce cortado finamente

1 colher (sobremesa) de ovas (sugestão massagô)

20 ml de azeite

Sal e pimenta branca a gosto Buquê de folhas verdes

Modo de preparo Com o auxílio de um cortador, faça dois círculos de pão miga. Leve ao forno médio até que comece a dourar, retire e reserve. Faça um sour cream misturando o suco do limão eaciboulette com o cream cheese e junte ao chantilly delicadamente. Em seguida, adicione sal e pimenta branca a gosto.

Prato principal

PEixE Do JoUr

rendimento: 2 porções

ingredientes

montagem

60

g de manteiga

40

g de cogumelo Paris

Em um prato de sobremesa, arrume as fatias

30

g de amêndoas torradas

1

ramo de estragão

de hadock como uma flor e disponha sobre

1/3 de maço de salsinha, picada

2

aspargos frescos, cortados em lâminas

o pão. Ao lado, sirva uma colher de sopa do sour

2 postas altas de robalo ou pescada

2

cenouras baby

cream eaerva-doce e finalize com as ovas

amarela (120 g, cada uma)

40

ml de creme de leite fresco

e um fio de azeite. Pode acompanhar com

Sal e pimenta

50

g de shimeji

um buquê de folhas verdes.

50

ml de azeite

50

g de shiitaki

agradecimento: daniela frança pinto, chef do lola bistrot (receitas e locação).

pinto , chef do lola bistrot ( receitas e locação ). Modo de preparo Em um

Modo de preparo Em um bowl, misture a manteiga, as amêndoas easalsinha e coloque no freezer. Tempere o peixe com sal e pimenta. Aqueça uma frigideira t-fal, deite a metade do azeite e grelhe os peixes de todos os lados até dourar. Coloque uma colher de sopa generosa da manteiga temperada sobre cada filé e leve ao forno alto por 8 minutos aproximadamente. Em uma panela, aqueça o restante do azeite e salteie os cogumelos, junte o estragão, os aspargos eacenoura. Acerte os temperos, acrescente o creme de leite e desligue o fogo. Em um prato fundo, coloque o creme de legumes, arrume bem o peixe em cima e sirva imediatamente.

sobremesa

Pain PEr DU

rendimento: 2 porções

ingredientes

2 colheres (sopa) de açúcar

2

fatias de pão brioche

20

ml de vinho do Porto

20 ml de leite

15

g de manteiga

1 colher (café) de canela

8

morangos fatiados

1 colher (café) de açúcar

2

bolas de sorvete de baunilha

1 gema de ovo

Folhas de hortelã

Modo de preparo Misture o leite, a canela eoaçúcar e molhe rapidamente as fatias de pão, de ambos os lados. Passe no ovo batido com as 2 colheres de açúcar eovinho do Porto. Em uma frigideira antiaderente, derreta a manteiga e doure os pães até ficarem crocantes. Misture os morangos com o sorvete e arrume sobre as rabanadas. Decore com folhas de hortelã e salpique com açúcar e canela a gosto. Sirva imediatamente.

entrevista

simplicidade

à francesa

o chef Emmanuel Bassoleil, naturalizado brasileiro, diz o que o encanta na culinária brasileira e revela-se um homem de hábitos frugais – sua geladeira é repleta de frutas, verduras e queijos

por sergio crusco foto ivan shupikov

E mmanuel Bassoleil tem vários motivos para comemoraroano de 2012. Acaba de com- pletar 50 anos, 35 de profissão, 25 de Brasil

e 10 como chef executivo do restaurante Skye, no topo do Hotel Unique, um dos mais requintados de São Paulo. Todas essas datas comemorativas fazemochef francês, nascido na Borgonha, acre- ditar que este seja um ano de transição. Ele está prestes a lançar seu terceiro livroeamontar, pela primeira vez, uma cozinha completa em sua casa. Sim, o premiado Emmanuel, formado em Dijon, não gosta de cozinhar no lar–compara-seaum cantor que não canta fora do palco.Éadepto da simplicidade e da comida leve, saudável. Suas invenções, no entanto, continuamadeixar bo- quiabertoopúblico que frequenta o Skye, onde se

misturam várias tendências culinárias, da japone-

sa à italiana–sem esquecer as iguarias francesas,

claro. Conversamos comochef, que se considera mais brasileiro que francês – “apesar de todo esse sotaque” –, e ele nos revela as paixões queofize- ram trocaraEuropa pela América do Sul.

Como você decidiu se estabelecer no Brasil? Quando conheci minha primeira mulher, brasi- leiraemãe dos meus filhos, demos uma volta ao mundoevim visitaroBrasil como turista. Ha- via trabalhado quatro anos em um navio e quis dar um tempo aqui antes de morar nos Estados Unidos. Foi uma escala que demorou bem mais do que eu imaginava, uma escolha do destino.

O amor por este país me motivou a ficar.

O Brasil influenciou sua forma de cozinhar?

Aqui tive que me adaptar e criar algo diferente. Quando cheguei, tínhamos frutas, mas faltavam

carne, peixe, açúcar

Plano Sarney. Não havia salmão, as pessoas pe- diam “aquele peixe rosa”eeu me virava com tru- tas rosadas criadas em Campos do Jordão. Depois veio o Plano Collor, todos esses planos, os tempos de inflação absurda. Tive de mudar toda minha técnica de trabalho, mesmo com dez anos de car- reiraetendo todo o know-how da culinária fran- cesa. Tive de reaprenderatrabalhar.

Eraaépoca da recessão do

A culinária francesa passa por um bom mo-

mento no Brasil?

A cozinha francesa será sempre falada no mun-

do pelas técnicas, pela formação dos profissio- nais.AFrançaéoberço da gastronomia, tem mil anos de história. Sempre será uma referên- cia. Há muitos nomes franceses no mercado brasileiro, mas pouca coisa aqui temaver com a gastronomia francesa. Hoje temos um chef, o Erick Jacquin, da La Brassserie Erick Jacquin, em São Paulo, que faz culinária 100% francesa. Os outros que chegaram há uns 30 anos estão em restaurantes italianos. Fazem cardápios va- riados ou trabalham em hotéis, como eu.

E como se explica a onda de novos bistrôs em várias cidades brasileiras?

A gastronomia francesa aindaéuma fonte de

influênciaede criação de novos negócios. Mas

(Emmanuel Bassoleil)
(Emmanuel Bassoleil)

O chef emmanuel Bassoleil na cozinha do restaurante skye, no hotel unique

nãoémais dirigida por chefs franceses. Aqui,

a culinária francesa já se abrasileirou bastante, como a japonesa. Mas essa não é uma crítica, é apenas uma análise.

O que gosta de cozinhar em casa? Não gosto, nunca tive cozinha montada em casa. Sou muito dedicado ao meu trabalho, de 15 a 18 horas por dia. Quando chego em casa, quero pen- sar em outra coisa.

Mas alguma coisa você tem na geladeira. De manhã, faço uma vitamina de banana, maçã,

pera, leite de soja, iogurte, acompanhada de nozes

e castanhas. Se preparo mais alguma coisa,éuma salada com rúcula, endívias, um queijinho.

Nunca exigiram que você cozinhasse em casa? Minhas mulheres cobravamereclamavam que se casaram com um chef que não cozinhava para elas. Mas também elas nunca cozinharam para mim. Só porque sou cantor, vou ter de cantar uma musiquinha todo dia paraaminha mulher, para ela começar bemodia?

Quais são seus planos para o futuro? Este é um ano de transição, vou lançar meu novo livro, que será bem diferente de tudo – mas ainda é um assunto sigiloso. Hoje moro sozinho e quero pensar um pouco mais em mim, porqueavida in- teira só pensei nos outros. Meu filho mais velho, de 22 anos, mora em Londres,omais novo, de 21, vive em Paris. Quero ter uma cozinha completa em casa, mas só para brincar, chamar a namo- rada, agradar a um amigo. Hoje, meu prazer é chegar do trabalho e abrir um belo vinho. São tão raros os momentos em que posso fazer isso

Comacozinha montada, qual seria, enfim, o primeiro menu caseiro?

Sempre fui uma pessoa simples, minhas receitas nunca foram complicadas, nunca misturo cin- quenta ingredientes. Posso pensar num peixe,

numa carne

em casa, só como queijos, saladas e frutas. Com 40 anos comeceiame preocupar comoque como. Nãoéfrescura–me faz bemeeu gosto. Agora, quando quero comer fartamente, gosto de ser ser-

Mas, honestamente, quando estou

vido,enão de servir.

comer fartamente, gosto de ser ser- Mas, honestamente, quando estou vido,enão de servir. gastronomia angELoni 4

viajepelacomida

Uma surpresa a cada

garfada

a culinária tailandesa é rica, criativa e interessante. agrada a paladares refinados eéperfeita para quem gosta de ousar em experiências gastronômicas

por veridiana mercatelli

S eéverdade que um país pode ser definido por sua culinária, pode-se dizer que a Tailândia é mesmo uma mistura interessante de aromas, cores e tex- turas. Afinal, onde mais uma gastronomia con- segue reunir tanta variedade de sabores em um

único prato? Uma simples refeição tailandesa pode ser uma verdadeira viagem “ardente” graças à mistura inusitada de ingredientes e especiarias. Por ser forte e delicada, a criativa culinária thai é singular se comparada a outras cozinhas do Oriente –edo resto do mundo! Para os iniciantes, pode-se começar pelo Pad Thai (ma- carrão de arroz frito com molho de peixe). Uma das receitas mais populares da Tailândia, esse prato é encontrado facil- mente em restaurantes e até mesmo nas ruas de Bangcoc a um preço bastante convidativo. Apesar da variedade dos alimentos que podem compor um bom Pad Thai, há algo fundamental da tradição: a mistura perfeita entre doce, sal- gado, amargo, azedo e picante, cada um deles representado por um ingrediente. O sabor azedo pode vir do vinagre ou do suco de tamarindo. O doce, do açúcar de palmeira ou nor- mal. Mas alguns elementos estão sempre presentes, como

amendoim, broto de feijão, ovos e tofu. Os curries fazem parte do diaadia do povo tailandês, as- sim comooarroz. Aliás, esseéum ingrediente primordial na Tailândia, servido de diversas formas: cozido, frito ou em sopa. “O arroz éoalimento mais importante não só na

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mercAdO

fLutuAnte

em Bangcoc,

preparação e

venda de

alimentos

não só na 50 gastronomia angELoni mercAdO fLutuAnte em Bangcoc, preparação e venda de alimentos ©

©latinstock

(tailândia)

( tailândia ) gastronomia angELoni 5 1

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Tailândia mas em todo o continente asiático”, conta o chef Felippe Sica, de Porto Alegre. Entre os tipos mais utilizados, o chef destacaode jasmim, que, segundo ele, “tem um per- fume incrível”. Os molhos também são imprescindíveis na cozinha thai. O mais típicoéo nam pla, ou molho de peixe. Consideradoosal tailandês, é usado em praticamente tudo. As sobremesas também têm tradição. O refrescante Tub Tim Grob é um doce clássico que pode ser apreciado nas ruas de Bangcoc. É feito da amêndoa da flor de lótus com calda de coco e lichias.

Fartura à mesa

Diferentemente da forma ocidental, a tradição tailandesa diz que todos os pratos devem ser servidos ao mesmo tempo. “Salada, sopa, curry, arroz frito, etc., são postos à mesa para que sejam compartilhados”, explica Felippe. A comida é mui- to importante no país, mas o jantar tem um caráter especial, principalmente porque éànoite que a família está reunida à mesa. Não estranhe se seu café da manhã tiver arroz, porco, ovos e pepinos. A ideia é começar o dia com muita energia. Os olhos também se alimentam graças à delicadeza na apresentação dos pratos. “O grande diferencial são as escul- turas em alimentos, como flores e folhas feitas em cenoura, pepino e cebola”, conta Felippe. E os chefs sabem como ati- var todos os sentidos de seus clientes.

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Frango ao moLHo DE tamarinDo

rendimento: 1 porção

ingredientes 150 g de peito de frango

1 unidade de pimenta dedo de moça

1 colher (chá) de pasta de alho e gengibre

3 colheres (sopa) de óleo de canola 1 / 3 de xícara de suco de tamarindo

2

colheres (sopa) de molho de peixe

2

colheres (sopa) de açúcar de palmeira

Modo de preparo Corte o frango em pedaços pequenos (pode ser em cubos ou iscas) eapimenta

na diagonal. Numa panela wok ou frigideira, sele o frango e reserve. A seguir, refogue

a pasta de alho e gengibre com o óleo até

ficar dourada. Acrescente os pedaços de

frango eosuco de tamarindo. Tempere com

o molho de peixe eoaçúcar. Deixe o molho reduzir um pouco (de 2a3minutos). Coloque a pimenta no fim. Sirva com arroz de jasmim.

©eduardo de vicq

fotos: eduardo de vicq. produção: cinthia pergola. produção culinária: paula rainho. jogo americano, cinerama. pano de boca azul e porta-guardanapo dourado, cecilia dale. prato de cerâmica vermelho e taça, spicy. banco de apoio de madeira e bowl vermelho de cerâmica, espaço til. pano de boca roxo, cinerama. sousplat e hashi, acervo. panô, cinerama. bowl, espaço til. talheres, blue gardenia. pano de boca pink, porta-guardanapo e jogo americano, cinerama. prato preto de cerâmica, doural.

(tailândia)

r â m i c a , d o u r a l . ( tailândia

stiCKY riCE Com LEitE DE CoCo tHai E manga

rendimento: 8 porções

ingredientes

1 xícara de arroz moti ou jasmim

1 lata de leite de coco tailandês

4 colheres (sopa) de açúcar cristal Uma pitada de sal

1 manga

©eduardo de vicq

Modo de preparo

Cozinhe o arroz moti no vapor, após deixá-lo

de molho de 20 minutos a1hora. Se utilizar

o arroz jasmim, faça-o apenas com o dobro de água. Reserve. Para preparar o molho,

use uma panela pequena. Coloque o leite de coco, o açúcar cristal eapitada de sal. Deixe dissolver bem os ingredientes até que o molho

fique homogêneo e levemente encorpado. Corte a manga em cubos ou fatias. Aqueça o molho em uma panela ou frigideira. Logo em seguida, acrescente o arroz. Quando ele absorver o molho e ficar úmido, desligue o fogo. Sirva morno em uma tigela e coloque pedaços de manga por cima.

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viaje pela comida máscara usada para dança tailandesa Na hora de harmonizar pratos típicos tailandeses, o

máscara usada

para dança

tailandesa

Na hora de harmonizar pratos típicos tailandeses, o chef reconhece que não é tarefa muito fácil, já que se trata de sabores picantes. Sendo assim, vale investir nas bebidas mais refrescantes. Ele indica cervejas (lembre-se de que as tailandesas são mais fortes do que as brasileiras), além de espumantes e vinhos gewustraminer (branco seco). Mas o chá também é bastante comum durante as refeições. Para nós, ocidentais, reproduzir pratos tailandeses pode até ser um pouco trabalhoso pela quantidade de ingredien- tes exóticos que compõem a culinária daquele país. Mas em casas de produtos orientais é possível encontrar o que você precisa para garantir sua refeição. E acredite, vale a pena! Confira as três receitas cedidas pelo chef Felippe Sica.

Camarão ao CUrrY VErDE

rendimento: 1 porção

ingredientes

20 g de berinjela

1 lata de coco cozido

(creme e leite de coco)

1 colher (sopa) de curry verde

15 g de ervilha in natura

ou congelada

2 folhas de limão kaffir

180 g de camarão estilo thai

1 colher (sopa) de molho de peixe

1 colher (sopa) de açúcar de palmeira

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Modo de preparo

Corte a berinjela em cubos.

Em fogo médio, coloque o coco cozido em uma wok ou frigideira grande.

Acrescente o curry verde e dissolva-o.

Adicione os legumes e as folhas de limão. Por último, coloque o camarão, até que ele

fique no ponto. Tempere com o molho de peixe eoaçúcar.Ocurry deve ficar encorpado,

homogêneo e equilibrado no sabor.

Sirva com arroz de jasmim.

©1 getty 2 eduardo de vicq

urry deve ficar encorpado, homogêneo e e quilibrado no sabor. Sirva com arroz de jasmim. ©

(tailândia)

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Entre o sagradoeoprofano

Dona de lugares incomuns e de uma beleza singular, a Tai- lândia é um dos destinos mais impressionantes do Oriente. Reúne cultura, religião, belas paisagens, sabores inusitados tudo em um só país. Bangcoc é moderna, imponente, espiri- tual, colorida, divertida e um pouco caótica. Estes são só al- guns dos adjetivos que podem ser atribuídos a esta metrópole repleta de contrastes e opções turísticas. A capital tailandesa, também conhecida como “Cidade dos Anjos”, possui mais de 400 templos budistas em funcionamento, grandes palácios, museus, muitos centros comerciais, ótimos restaurantes e uma vida noturna agitada. Confira algumas atrações imper- díveis durante a sua estada:

Grande Pal cio Real

Maior símbolo arquitetônico da família real tailandesa des- de a fundação de Bangcoc como capital pelo Rei Rama I, o Grande Palácio abriga um complexo de templos eoantigo Palácio Real, hoje utilizado para realizar cerimônias, já que, atualmente, a família real mora no Palácio Chitralada. Com uma área de mais de 218 metros quadrados, é cercado por muralhas construídas em 1782. Um dos destaques do Gran- de Palácio éaimponente imagem de Buda, esculpida em uma única peça de jade. Quando visitar o local, não esqueça:

é proibido usar bermudas, shorts, saias curtas, roupas aper- tadas, camisas sem mangas, blusas transparentes e decotes.

onde: rea Ko Ratana osin. Aberto todos os dias exceto durante cerimô-

nias reais das h3 s h3

.

.palaces.thai.net da index gp.htm

Templo at Pho

Um dos mais interessantes do país,oWat Phrachetuphon Vi- mon Mangkararam Ratchaworamahawihan, mais conhecido como Wat Pho, é um importante centro cultural e religioso, voltado para a prática de meditação. Lá também funciona uma escola de massagem tradicional tailandesa, com preços bem acessíveis. O templo foi fundado no século XVI eéco- nhecido pela suntuosa estátua dourada de Buda de 46 metros.

onde: rea Ko Ratana osin. Aberto para isita ão diariamente das h

s