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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS
CONTABILIDADE GERAL

Resenha crítica do documentário “Enron: Os mais espertos da sala”.

O documentário em questão relata a história de um dos maiores casos de falência


corporativa deste século, devido a fraudes contábeis, a Enron. Enron, era a sétima maior
empresa dos Estados Unidos e uma das maiores empresas de energia do mundo. Foi
fundada por Kenneth Lay. Esta empresa era tida como um modelo próspero de
organização naquela época, visto que detinha alta marca de lucro e crescimento, com
ações supervalorizadas na bolsa de valores.

O enredo se passa exclusivamente em tribunais dos EUA, onde ocorrem os


julgamentos dos suspeitos do cometimento das fraudes, com eventuais flashbacks
detalhando as situações e expondo como ocorria cada fato.

A Enron trabalhava com a empresa de auditoria Arthur Anderson, tida como uma
das maiores auditoras do mundo, com 21000 pessoas empregadas. O esquema fraudulento
de maquiagem da situação contábil da empresa ocorria na manipulação dos balanços
financeiros, de modo que os passivos existentes eram depositados em empresas e bancos
em que a empresa detinha participação e laranja também. Então, era acrescentado no
balanço financeiro da Enron aos Lucros Futuros exorbitantes. Assim, causava um
alvoroço no mercado de ações, gerando altas taxas de valorização das ações na Bolsa de
Valores. Os investidores, na época, eram bastante céticos desta supervalorização da Enron
que aqueciam o mercado de ações, incentivando os investidores a investirem nas ações
da Enron

Ao atingirem metas, os executivos obtinham recompensação em forma de ações,


e, utilizando este esquema fraudulento, obtinham milhões de dólares executando estas
ações. Este fator foi um incentivo a despertar o instinto de corrupção entre os executivos
e estes passaram a criar mais fatores fictícios e convincentes para aumentar a valorização
superficial futura da empresa, porém, só se consegui amentar a dívida que já passava dos
US$ 25 bilhões. A empresa de auditoria detinha conhecimento destes fatos mas conteve-
se a corroborar no esquema porque era rentável para ela. Jeff Skilling, então presidente
das operações comerciais da Enron, utilizava de um método contábil denominado "Mark
to market", que consistia em poder prever ganhos projetados a longo prozo, e obter menor
tributação, porém utilizar desta técnica é considerado crime. No nível mais crítico, a
Enron remunerava seus funcionários com ações, estas quais os próprios executivos
estavam negociando por viam o desastre iminente e obtendo milhões em cima destas.

Por fim, a empresa não fugiu de seu destino, que era a falência, já que acumulava
dívidas de US$ 25 bilhões e atuava com um capital inexistente. Todos os funcionários
perderam os empregos e os direitos trabalhistas. Os executivos investigados, que ainda
estavam vivos, até a data do documentário diziam estar em processo de julgamento ainda.
A empresa de auditoria também decretou falência decorrente de sua atuação no esquema,
deixando aproximadamente 21000 pessoas desempregadas.

A história desta empresa demonstra os aspectos éticos nas corporações. Mostra


como as decisões e atos ilegais cometidos por poucas pessoas podem influenciar na vida
de milhares de pessoas diretamente empregadas, e outras tantas, por meio da disfunção
que esta empresa acometeu no mercado financeiro. E como a contabilidade é um meio de
fornecer informações para os usuários da contabilidade- gestores, investidores e etc., deve
seguir os padrões impostos pela regulamentação e as características qualitativas do
CPC00: relevância, representação fidedigna, comparabilidade, verificabilidade,
tempestividade e compreensibilidade.