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Capitulo 1 – Responsabilidades dos Coroinhas

1. Participar das reuniões, missas e demais compromissos assumidos.


2. Ser pontual. Chegar a tempo para as reuniões e celebrações.
3. Ser asseado, isto é, estar sempre limpo, cabelos penteados, calçados e roupas bem
arrumados (por mais simples que sejam)
4. Ser cuidadoso com as coisas da igreja e do altar. Tratar os utensílios litúrgicos
com respeito, como objetos destinados ao culto Divino
5. Ser humilde e prestar atenção ao que lhe for ensinado pelas pessoas encarregadas de
sua formação.
6. Durante os atos litúrgicos, evitar conversas, risos ou brincadeiras.
7. Ser educado com relação aos colegas e todas as pessoas da comunidade.
8. Cultivar o gosto pela oração e ler um trecho da Bíblia a cada dia.
9. Dedicar-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor.
10. Observar o silêncio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração,
principalmente antes de começar algum ato litúrgico.
11. Não deixar o padre esperando por objetos próprios na celebração.
12. Procurar não ficar se abanando, balançando as mãos ou os pés.
13. Não sair do presbitério sem motivo.
14. Manter as posturas durante toda a Missa.
15. Ter sincronia e simetria, sempre. As procissões sejam bem ordenadas com
gestos sincronizados.
16. Não comer com pelo menos 1h de antecedência da comunhão.
17. Vestir-se com prudência, as meninas evitando excesso de maquiagem, sapatos de salto
que possam dificultar o caminhar e enfeites chamativos, o
mesmo para os meninos que devem ser zelosos ao vestirem-se evitando bermudas,
camisetas regatas ou estampas chamativas, etc.
Capitulo 2 – Liturgia, celebrar memorial e celebração litúrgica
❖ O que é Liturgia?

Liturgia é antes de tudo, AÇÃO. Ação supõe movimento, e é justamente nessa “ação” que a
liturgia se expressa por meio de palavras e gestos. Por isso dizemos que a Liturgia é feita de
sinais sensíveis, ou seja, sinais que chegam aos nossos sentidos (audição, olfato, tato, visão e
paladar), mas principalmente por chegar aos nossos corações.

A palavra “Liturgia” está ligada à língua grega na qual tem sua origem. “Liturgia” vem da junção
de duas palavras: leiton-érgon: que originou leitourguia. Significa “serviço prestado ao povo,
ou serviço para o bem comum.” A ação litúrgica era tida como uma ação em favor do povo, em
favor da comunidade e em favor da vida humana.

A liturgia da Igreja não é um conjunto de ritos desconexos e nem preservação de costumes


antigos, mas é o aprimoramento do que a Comunidade celebra.

❖ O que é celebrar?

No rito, a Igreja celebra o memorial do evento central da história da salvação, que é


o Mistério Pascal de Cristo. Assim, temos mais dois conceitos fundamentais em Liturgia:

Celebrar: é uma palavra de origem latina com a mesma raiz das palavras “célebre”,
“celebridade”, e significa “lembrar”, “recordar”, “não deixar cair no esquecimento”. No
Antigo Testamento temos várias referências sobre essa dimensão da vida da fé e vemos
também os danos e os sofrimentos para o Povo de Israel quando eles “esqueciam” da
aliança com Deus, isto é, não celebravam plenamente – fé e vida – essa aliança.
O ato de celebrar ou de fazer uma celebração está inserido na vida do homem e na
história da humanidade. Celebramos tudo aquilo que nos toca profundamente. O sujeito
da celebração não é somente uma pessoa, mas um grupo, uma comunidade, uma assemb leia.
Celebrar e/ou fazer uma celebração correspondem a uma noção de liturgia como
ação de toda a Igreja, que atualiza, torna presente, isto é, faz memória da ação de Deus
em prol da salvação. Liturgia é, portanto, ação de Deus e não ação humana.

Memorial: geralmente na cultura ocidental, para fixar na memória das pessoas os


atos heroicos ou a vida de alguém importante, erige-se uma estátua ou dedica-se uma
praça ou uma construção em sua homenagem (rua, ponte, edifício, cidade...). Realiza-se
o memorial da pessoa de Jesus Cristo por meio de ritos que recordam os ensinamentos
e o testemunho do Filho de Deus. Portanto, quando se celebra o memorial do Mistério
Pascal sob a força do Espírito Santo presente nas ações da Igreja, traz-se presente o:
• Recordar a Aliança Nova e Eterna entre Deus e a humanidade, selada em
Jesus Cristo num momento histórico da humanidade (“Plenitude dos Tempos”);

• Atualizar a presença e a ação de Cristo no mundo, por meio da ação sacramental da


Igreja, ligada com o compromisso pessoal e comunitário na vivência e testemunho dos
ensinamentos evangélicos;
• Profetizar a consumação do Reino de Deus no mundo, que ainda está ́ em
construção e por vir plenamente no fim dos tempos.

❖ Celebrações Litúrgicas

São encontros de Deus com o seu povo reunido. Esses encontros se realizam mediante
algumas condições que chamamos de Elementos Constitutivos da celebração litúrgica.

Os principais elementos que constituem uma celebração litúrgica são os seguintes:

Assembleia: Todos os batizados formam a assembleia litúrgica celebrante: “Na assembleia


eucarística o povo é convocado e reunido sob a presidência do bispo (ou sob sua autoridade),
do presbítero, que faz as vezes de Cristo, e todos os fiéis presentes, quer clérigos quer
leigos, com a sua participação para ela concorrem, cada qual a seu modo, segundo a
diversidade de ordens e funções litúrgicas”. A participação plena, ativa e frutuosa de
todos os fiéis é necessária, pois, todos foram chamados a viver as celebrações “
Ministros: há os ministros ordenados – bispos, padres, diáconos – e os ministros instituídos –
leitores e acólitos. Há numerosos outros ministros não ordenados nem instituídos: ministro da
Palavra, ministro do batismo…e ministros para os vários serviços da celebração litúrgica.
Proclamação da Palavra de Deus: Leitura de um trecho da Bíblia, escolhido para a
celebração. O Cristo por sua Palavra se faz presente no meio dos fiéis. Através dela Deus fala
ao seu povo, revela o mistério da Redenção e da Salvação e oferece alimento espi ritual.
Deus continua falando e conduzindo o seu povo.
Palavra da Igreja: explicação da palavra proclamada, homilia, orações.
Ações simbólicas: ritos e símbolos mediante os quais os fiéis entram em comunhão com
Deus.
Canto: indispensável na celebração, o canto expressa a harmonia dos cristãos, unidos pela
mesma fé.
Espaço: local da celebração, mas dignifica também ocasião para se reforçar os laços de
fraternidade; momento da organização e luta por melhores condições de vida, e ambiente da
festa humana.
Tempo: é a sucessão das horas do dia e da noite, mas é também o instante de graça de Deus;
são momentos em que Deus, desde toda a eternidade, vai realizando seu plano de salvação na
história humana.
Capitulo 3 – Símbolos e Gestos Simbólicos

❖ O que é símbolo: O termo símbolo, com origem no grego (sýmbolon), designa um


elemento representativo que está (realidade visível) em lugar de algo (realidade
invisível) que tanto pode ser um objeto como um conceito ou idéia, determinada
quantidade ou qualidade.
O "símbolo" é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se
difundido pelo cotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora
existam símbolos que são reconhecidos internacionalmente, outros só são
compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural,
etc.). Ele intensifica a relação com o transcendente.
O ser humano é, ao mesmo tempo, corporal e espiritual. É matéria e espírito. Sua
percepção das realidades espirituais depende de imagens e de símbolos, e sua
comunicação só é plenamente objetiva na linha de comunhão. Eis alguns exemplos:
um lírio é muitas vezes um símbolo de pureza; uma rosa simbolizará a beleza, a
mulher, etc.; a cruz é o símbolo do sofrimento e da ressurreição.