Você está na página 1de 6

EXERCÍCIOS INTEGRADOS

01. Sistema COC 02. Sistema COC


Considere o conjunto A = {a, b, c, d, e}, em que cada ele- Considere as afirmações a seguir.
mento é uma característica da Idade da Pedra, como estabe- I. A fotossíntese consome CO2, H2O e energia luminosa,
lecido a seguir. liberando O2 e produzindo carboidratos.
A. Domesticação de animais II. Segundo a teoria da biogênese, os organismos origi-
B. Descoberta do fogo nam-se de outros preexistentes.
C. Formas e motivos abstratos na arte III. Em cladística, grupos monofiléticos são aqueles que
D. Artefatos de pedra lascada reúnem todos os descendentes de um ancestral co-
E. Difusão da agricultura mum exclusivo.
O subconjunto de A constituído pelos elementos que são IV. Os morcegos, por serem mamíferos voadores, evoluí-
características do Período Neolítico é um conjunto ram a partir de uma ave.
a. vazio. V. O urso polar está adaptado ao ambiente em que vive.
b. unitário. VI. “A falta de luz em cavernas fez com que os olhos dos
c. que tem dois elementos. peixes se atrofiassem”, é uma ideia da teoria sintética
d. que tem três elementos. da evolução.
e. igual ao conjunto A. A porcentagem da quantidade de afirmações incorretas
em relação à quantidade de afirmações corretas é
Resolução
a. 25% d. 200%
A domesticação de animais começou no Período Neolíti- b. 50% e. 500%
co. A descoberta do fogo se deu no Paleolítico. O Mesolítico é c. 100%
um período que se encontra entre o Paleolítico e o Neolítico e
caracteriza-se pelo avanço no uso de alguns instrumentos e Resolução
nas formas de sobrevivência, havendo, inclusive, a demons- São corretas as afirmações I, II, III e V.
tração de formas artísticas abstratas, que já havia começado Afirmação IV: incorreta
no Paleolítico. A utilização de instrumentos feitos basicamen- Os morcegos, mamíferos voadores, não evoluíram a partir de
te de lascas de pedra data do Paleolítico. O homem tornou-se uma ave, pois as características que possibilitam o voo desses
um produtor de alimentos no Neolítico. animais são análogas em relação às das aves, e não homólogas.
Assim, são do Período Neolítico apenas duas caracte- Afirmação VI: incorreta
rísticas, a e e. Dessa forma, o subconjunto mencionado tem A ideia expressa na frase “A falta de luz em cavernas fez
dois elementos. com que os olhos dos peixes se atrofiassem” aproxima-se do

LIVRO DO PROFESSOR
Alternativa correta: C lamarckismo.
Como temos 2 afirmações incorretas e 4 corretas, a por-
centagem pedida é:
2 = 0,5 = 50%
4
Alternativa correta: B

EXERCÍCIOS INTEGRADOS
547
PV-EMI-17-10
03. Ufla-MG (adaptado) 04. Sistema COC
A figura a seguir representa um raio emitido de um ponto Em uma experiência de Física, uma partícula percorre 25%
A, refletido pelos espelhos planos 1 e 2, nessa ordem, e capta- do deslocamento com velocidade escalar constante de 10 m/s,
do por um receptor no ponto B. Os espelhos têm 5 m de com- e os 75% restantes com velocidade escalar constante de 20 m/s.
primento, são paralelos e a distância entre eles é de 2,8 m. A velocidade escalar média da partícula no percurso todo é maior
que a média aritmética das velocidades em aproximadamente
Espelho refletor 2
Adote: os deslocamentos ocorrem num mesmo sentido e
a trajetória é retilínea.
A a. 5,0% b. 6,7% c. 8,4% d. 10% e. 12,5%
Resolução
θ
h ∆s = d + 3d = 4d
∆s ∆s
∆t = 1 + 2 = d + 3d = 5d
v1 v 2 10 20 20
B
4 ⋅ 20
5m v m = ∆s = 4d = = 16 m / s
Espelho refletor 1 ∆t 5d 5
20
v1 + v 2 10 + 20
Além disso, o ponto A está situado numa parede perpen- vm = = = 15 m / s
dicular aos espelhos refletores e a uma altura h do espelho 2 2
1. Se θ é a medida do menor ângulo entre a parede e o raio, a vm – vm = 16 – 15 = 1 m/s
expressão de h em função de θ é:
x = 1 ≈ 6,7%
d. h = 5 − 5,6 tg θ 15
5 + 5, 6 tg θ tg θ
a. h = Alternativa correta: B
2 tg θ
5 − 5,6 tg θ
e. h =
5 + 5,6 tg θ 2 tg θ
b. h =
tg θ

5 − 5,6 cotg θ
c. h =
cotg θ
Resolução
LIVRO DO PROFESSOR

Das leis da reflexão em espelhos planos, todos os ângu-


los entre o raio e os espelhos têm a mesma medida α.

A α α

θ
h 2,8 m

α α x x α
B
y
EXERCÍCIOS INTEGRADOS

5m
y
tg θ = ⇒ y = h · tg θ
h
tg α = 2,8 ⇒ x = 2,8
x tg α
mas, tg α = = h 1
y tg θ
logo, x = 2, 8 = 2,8 tg θ
tg α
y + 2x = 5, então h · tg θ + 5,6 tg θ = 5
5 − 5,6 tg θ
h=
tg θ
Alternativa correta: D
548

PV-EMI-17-10
05. Sistema COC 06. Sistema COC
Admite-se que as cenouras sejam originárias da região do Um dos principais desafios mundiais na atualidade é o
atual Afeganistão, tendo sido levadas para outras partes do atendimento à demanda por água de boa qualidade. O cres-
mundo por viajantes ou invasores. Com base em relatos escri- cimento populacional, a necessidade de produção de ali-
tos, pode-se dizer que elas devem ter sido levadas à Europa mentos e o desenvolvimento industrial estão gerando sérios
no século XII e, às Américas, no início do século XVII. problemas no abastecimento de água. Em São Paulo, capital,
Em escritos anteriores ao século XVI, há referência ape- o Governo Estadual estuda a possibilidade de utilizar a água
nas a cenouras de cor roxa, amarela ou vermelha. É possível da represa Billings, que tem a maior parte de sua extensão
que as cenouras de cor laranja sejam originárias dos Países contaminada por esgoto. A Sabesp tem tecnologia suficiente
Baixos, e que tenham sido desenvolvidas, inicialmente, à para limpar a água que será retirada da Billings. Para isso, ela
época do Príncipe de Orange (1533-1584). deverá ser submetida a uma série de tratamentos apropria-
No Brasil, são comuns apenas as cenouras laranja, cuja dos que vão reduzir a concentração de poluentes até o ponto
cor se deve à presença do pigmento betacaroteno, represen- em que não apresente riscos para a saúde.
tado a seguir. As denominações das etapas em que as partículas
de sujeira iniciam um processo de união, aglutinação das
H3C
H3C CH3
CH3 CH3 impurezas e eliminação de germes nocivos à saúde e ga-
rantam a qualidade da água até a torneira do consumidor,
respectivamente, e o animal invertebrado, unicelular, cons-
CH3 CH3 CH3 H3C CH3 tituído por envoltório, citoplasma e núcleo, cujo contágio se
Betacaroteno dá por meio de água contaminada com cistos provenientes
de fezes humanas são
Com relação ao betacaroteno, o número de átomos de hi- a. floculação, filtração, decantação e balantídeos.
drogênios e a porcentagem de átomos de carbonos secundá- b. coagulação, correção de pH, floculação e tripanossoma.
rios presentes nesta molécula são, respectivamente, c. coagulação, floculação, desinfecção e ameba.
a. 30 e 50% d. 56 e 40% d. coagulação, floculação, filtração e leishmânia.
b. 56 e 50% e. 50 e 30% e. filtração, decantação, desinfecção e giárdia.
c. 80 e 45%
Resolução
Resolução Na etapa coagulação, ocorre a dosagem de sulfato de alu-
A fórmula molecular do betacaroteno é C40H56. Assim, te- mínio, e este composto faz com que as partículas de sujeira
mos 56 átomos de hidrogênio. iniciem um processo de aglutinação. Segue-se, então, a flocu-
O betacaroteno possui 20 átomos de carbonos secundá- lação, quando, em tanques de concreto, ocorre a agregação das

LIVRO DO PROFESSOR
rios, sendo assim: partículas aglutinadas na água em movimento. A desinfecção é
H 3C feita através da cloração para eliminar germes nocivos à saúde
H3C CH3 CH3 e garantir a qualidade da água até a torneira do consumidor.
CH3
O animal (protozoário) que contamina os seres huma-
H3C CH3 nos através de água infectada por fezes humanas é a ameba
CH3 CH3 CH3
Betacaroteno
(Entamoeba hystolitica).
Alternativa correta: C
Átomos de carbonos secundários
40 átomos 100%
20 átomos x

EXERCÍCIOS INTEGRADOS
20 ⋅ 100
x=
40
x = 50% de átomos de carbonos secundários
Alternativa correta: B
549
PV-EMI-17-10
Leia o texto e responda às questões 07 e 08. 07.
O texto apresentado é uma
A evolução das teorias a. dissertação e expõe, na introdução e no desenvol-
Os cientistas têm todo tipo de explicação vimento, teorias plausíveis para se explicar a evo-
para o surgimento dos humanos – da lução humana.
dança à rebeldia adolescente. Alguma b. dissertação e enumera argumentos contrários às teo-
delas vai resistir à pressão seletiva? rias que tentam explicar a evolução humana.
O que nos tornou humanos? Até pouco tempo c. descrição das antigas teorias sobre a duvidosa evolu-
atrás, havia poucas teorias para explicar o salto evo- ção dos hominídeos.
lutivo que conferiu a nossos ancestrais a capacidade d. narração, com depoimentos de alguns cientistas pon-
de raciocinar. O polegar opositor era uma candidata – tuando seu desenvolvimento e conferindo-lhe argu-
deu a um grupo de hominídeos a chance de fazer mo- mento de autoridade.
vimentos de pinça, com os quais pôde produzir ferra- e. narração que expõe, gradativamente, a cronologia das
mentas. Outra tese era a linguagem. A possibilidade teorias científicas sobre a evolução humana.
de falar nos fez criar símbolos, a essência de uma
Resolução
cultura. Uma terceira teoria era a da vida em grupo.
A necessidade de memorizar rostos e saber quem era O texto apresentado é uma dissertação, pois é uma expo-
fiel, quem traía, quem estava acima ou abaixo na hie- sição de ideias do autor sobre determinado tema – no caso,
rarquia social teria dado origem a nossa inteligência. as teorias que tratam da evolução humana. Os trechos que se
Todas essas teses são ótimas. Mas não cha- iniciam por “O polegar opositor...” e “... viramos humanos por-
mam mais a atenção. Em seu lugar, uma série de que aprendemos a cozinhar...”, respectivamente encontrados
hipóteses mais ousadas tem ganhado espaço no na introdução e no desenvolvimento, exemplificam teorias
meio científico. A mais recente é que devemos nos- citadas pelo autor.
sa inteligência... aos animais. Em artigo na revista Alternativa correta: A
Current anthropology, a americana Pat Shipman, da
Universidade da Pensilvânia, diz que nossos ances-
trais tiveram de entender o comportamento dos ani-
mais porque eram presas e, a partir da criação de fer-
ramentas, também predadores. “Esse entendimento
levou à linguagem e, em um último estágio, à domes-
ticação dos animais”, me disse Shipman por e-mail.
Se você acha essa ideia esquisita, que tal a tese
LIVRO DO PROFESSOR

de que nós viramos humanos porque aprendemos a


cozinhar? Ou porque gostamos de música? Ou – a
minha preferida – porque nossos adolescentes são 08.
mais chatos que os adolescentes dos outros animais? Até a chamada Revolução Científica, marcada pela teoria
Todas elas foram defendidas nos últimos dois anos. heliocêntrica de Copérnico e pelos estudos de Galileu Galilei, o
A evolução das teorias sobre nossa evolução tem homem era visto como uma criatura “pronta”, não como resul-
um motivo: a seleção natural das pautas de revistas tado de inúmeras adaptações ao longo de milhares de anos, e o
científicas. Quanto mais inusitada a proposta, mais teocentrismo predominava, amparado pela ideologia religiosa
chance de chamar a atenção – e de ser publicada. vigente durante a Idade Média. Do ponto de vista da literatura,
Isso não quer dizer que elas não tenham mérito. o movimento que primeiro tratou do antropocentrismo e é con-
EXERCÍCIOS INTEGRADOS

Se não soubéssemos cozinhar, por exemplo, nosso siderado transição do medievalismo para a Idade Moderna é o
maxilar teria de ser muito mais desenvolvido para a. Barroco. d. Humanismo.
mastigar alimentos duros, e nosso estômago teria b. Classicismo. e. Realismo.
de ser maior (como o dos chimpanzés). Sobrariam c. Romantismo.
menos espaço e energia para o cérebro. Resolução
O problema não é com as teorias inusitadas em
O Humanismo é um movimento literário de transição en-
si, mas com o próprio fato de procurar a atividade
tre o Trovadorismo, que representava a Idade Média, e o Clas-
isolada que nos tornou humanos. “Procurar por um
sicismo, que representava o Renascimento. O antropocentris-
único aspecto é perda de tempo”, diz o psicólogo
mo é característico dessa fase.
americano Michael Gazzaniga, da Universidade da
Califórnia. “Posso falar porque já tentei.” E ainda tenta. Alternativa correta: D
Gazzaniga hoje aposta que nos tornamos humanos ao
aprender a controlar impulsos e postergar o prazer.
“Cada evento em nossa evolução, seja cantar,
550

cozinhar ou domesticar animais, é consequência de


uma necessidade, que levou à outra”, diz o etólogo
Eduardo Ottoni, da Universidade de São Paulo. E a
PV-EMI-17-10

necessidade de criar teorias, de onde terá vindo?


Marcela Buscato, Época, Rio de Janeiro, 23 ago. 2010.
09. UFU-MG 10. Sistema COC
A atividade intelectual que se instalou na Grécia Um desenhista de projetos representou três prédios di-
a partir do século VI a.C. está substancialmente an- ferentes em uma mesma folha com mesma altura de 20 cm,
corada num exercício especulativo-racional. De fato, porém cada prédio tinha representação em escala. Por dis-
“[...] não é mais uma atividade mítica (porquanto o tração, alguém deixou cair tinta nanquim sobre o desenho e
mito ainda lhe serve), mas filosófica; e isso quer dizer ficaram visíveis apenas as seguintes palavras: prédio A em
uma atividade regrada a partir de um comportamen- escala 1:1 200; prédio B em escala 2:2 100; prédio C em es-
to epistêmico de tipo próprio: empírico e racional”. cala 3:3 600.
SPINELLI, Miguel. Filósofos pré-socráticos. Porto Em relação à altura real dos prédios e com base no texto,
Alegre: EDIPUCRS, 1998. p. 32. pode-se afirmar que
a. a altura real do prédio A é maior que a altura real do
Sobre a passagem da atividade mítica para a filosófica, na prédio C.
Grécia, assinale a alternativa correta. b. a altura real do prédio B é maior que a altura real do
a. A mentalidade pré-filosófica grega é expressão típica de prédio A.
um intelecto primitivo, próprio de sociedades selvagens. c. a altura real do prédio C é maior que a altura real do
b. A filosofia racionalizou o mito, mantendo-o como base da prédio A.
sua especulação teórica e adotando a sua metodologia. d. a altura real do prédio B é maior que a altura real do
c. A narrativa mítico-religiosa representa um meio impor- prédio C.
tante de difusão e manutenção de um saber prático e. a altura real do prédio A é igual à altura real do prédio C,
fundamental para a vida cotidiana. e estes são mais altos que o prédio B.
d. A Ilíada e a Odisseia de Homero são expressões cultu-
Resolução
rais típicas de uma mentalidade filosófica elaborada,
Prédio A: 1 1 200
crítica e radical, baseada no logos.
20 x
Resolução x = 20 · 1 200 cm
O mito possui um discurso embasado na autoridade re- x = 24 000 cm = 240 m
ligiosa, enquanto o discurso filosófico tem por fundamento a
racionalidade humana. Nesse sentido, o desenvolvimento da
Prédio B: 2 2 100
filosofia na Grécia Antiga esteve ligado ao florescimento das
pólis, nas quais as decisões eram tomadas por meio do diá- 20 y
logo entre os homens. Contudo, os mitos possuíam importân- 2y = 20 · 2 100 cm
cia devido ao fato de garantirem a manutenção das tradições 2y = 42 000 cm

LIVRO DO PROFESSOR
definidoras da cultura, mantendo uma relativa harmonia no y = 210 m
convívio entre os cidadãos.
Alternativa correta: C Prédio C: 3 3 600
20 z
3z = 20 · 3 600 cm
3z = 72 000 cm
z = 240 m
Alternativa correta: E

EXERCÍCIOS INTEGRADOS

GABARITO DOS EXERCÍCIOS INTEGRADOS


551

01. C 03. D 05. B 07. A 09. C


PV-EMI-17-10

02. B 04. B 06. C 08. D 10. E


552 EXERCÍCIOS INTEGRADOS LIVRO DO PROFESSOR
Anotações

PV-EMI-17-10