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28/11/2019 Bolivianos, haitianos e venezuelanos – três casos de imigração no Brasil | Heinrich Böll Stiftung - Rio de Janeiro Office

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Bolivianos, haitianos e venezuelanos – três


casos de imigração no Brasil
As condições socioeconômicas da Bolívia, os desastres naturais no Haiti e a instabilidade
política e econômica da Venezuela podem ser descritos como os motivos principais para
os fluxos migratórios de bolivianos, haitianos e venezuelanos para o Brasil. Tão diferentes
entre si, eles têm mais em comum do que pensamos. Trata-se de imigrantes
majoritariamente não reconhecidos como refugiados, buscando melhores condições de
vida.      

14 Abril 2019 por Sebastian Lenders

A imagem divulgada por alguns meios de comunicação tenta construir a ideia de que o
Brasil estaria sendo ‘inundado’ por refugiados. Por enquanto, aumentos de fluxos
migratórios significativos podem ser verificados apenas em Roraima ou São Paulo [1] O
número de solicitações de refúgio aumentou 2.868% no período de 2010-2016. Porém,
em abril de 2016 só havia 8.863 refugiados no país. [2] Apenas 0,8% da população no

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Brasil é imigrante. Isso é muito abaixo da média mundial de 3%, e de países como a
Argentina (4%) e os EUA (14%) [3]                                     
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lidando com os fluxos migratórios? Para entender as políticas públicas de imigração do
Brasil, é importante entender os marcos legais, os dados estatísticos e as experiências
das organizações da sociedade civil que recebem os imigrantes. Também é importante
distinguir as diferenças entre refugiados e imigrantes. A maioria dos imigrantes não
solicita refúgio ou não é reconhecido como refugiado. É considerado refugiado alguém
que “...devido a fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião,
nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas encontre-se fora de seu país de
nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país.” [4]

A nova lei de migração e o governo


A nova Lei de Migração n°13.445, de novembro 2017, é considerada uma das mais
avançadas da América Latina, e promete garantir a proteção dos direitos humanos de
refugiados e migrantes. [5] Ela revoga o Estatuto de Estrangeiro de 1980 que já não
correspondia à realidade atual. Promete também criar uma estrutura de acolhimento, e
a construção de abrigos e acampamentos para os imigrantes venezuelanos em
Roraima é um exemplo disso. [6] A nova lei é sofisticada, e vários países a utilizam como
exemplo [7], sendo inclusive mais abrangente que a Convenção de Genebra de 1951,
pois prevê também a concessão de refúgio em casos de grave e generalizada violação de

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direitos humanos. Uma grande parte daqueles que buscam refúgio no Brasil é oriundo
de países vitimados por conflitos ou turbulências internas [8] e para isso a lei também
torna institucionalizado o visto humanitário, que antes foi utilizado de maneira Accept
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espontânea para processar o fluxo migratório dos haitianos. [9]

Esse marco legal reforça o argumento de que o desempenho do governo para lidar com
as ‘crises’ migratórias também teria melhorado. ‘‘Nos últimos anos, a comunicação,
coordenação e colaboração interministerial melhoraram’’, afirma Luiz Alberto Matos
dos Santos, Coordenador Geral de Imigração do então Ministério do Trabalho. ‘‘Deste
modo, a Polícia Federal e os ministérios do Trabalho, da Justiça e das Relações
Exteriores estão mais harmonizados, por exemplo, na troca e no uso de dados
estatísticos de migração.’’ Também foi inaugurado em 2014 o Observatório de Migração
(ObMigra), um centro de pesquisa do governo. [10]

A imigração boliviana

Quais são as razões para migrar?


As condições socioeconômicas estão na base do fenômeno migratório boliviano. No
imaginário da maioria dos bolivianos, o Brasil é um país de oportunidades, com uma
população hospitaleira. [11] Uma parte dos bolivianos que vieram para o Brasil em
busca de melhores condições de vida foi aliciada por traficantes de pessoas que
prometeram uma vida excelente e um salário de mil dólares por mês para trabalhar em
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São Paulo. Na realidade, os salários são muito mais baixos, e muitos bolivianos são
explorados nas oficinas de costura. [12]      
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O boliviano
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oursituação análoga
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das 7h até 1h, 2h da manhã. Tinha só um dia de folga, mas não saía de casa. O dono não
deixava sair. Ninguém saía. Estávamos trancados mesmo.’’ [13] A maioria dos
imigrantes bolivianos que vão para o Brasil se estabelecem em São Paulo,  devido às
oportunidades de trabalho no setor têxtil e da possibilidade de se  reunirem com
parentes já moradores da cidade [14]. Esse fenômeno é ligado ao conceito de
chain migration: migrantes tendem a passar pelo mesmo trajeto, visto que já têm
informações sobre e contatos no lugar de destino.  

Quantos migraram para o Brasil?


A imigração boliviana para o Brasil possui um fluxo mais contínuo comparado com a
dos venezuelanos e haitianos. Não houve um desastre ou evento específico que tenha
intensificado essa imigração. Mas entre 2000 e 2010, o número só em São Paulo
aumentou em 173%. [15] Desde 2010, 79,4 mil bolivianos foram regularizados no Brasil,
ocupando assim o segundo lugar, só atrás dos haitianos. [16] O perfil dos imigrantes
bolivianos é aquele ligado à família, e 11,5% sendo crianças [17] e com uma proporção
mais ou menos 50/50 de homens e mulheres. [18] 

A resposta do governo brasileiro


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Segundo a lei brasileira, os bolivianos não são reconhecidos como refugiados. [19] Eles
têm direitos previstos pelo Acordo de Residência do Mercosul. Porém, muitos não
utilizam esses direitos, então estão no Brasil em uma situação irregular, trabalhando no Accept
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setor informal. [20] O Estatuto do Estrangeiro, vigente até 2017, só possibilitou a entrada
com documentos legais de trabalhadores com qualificação profissional. Como muitos
bolivianos não possuíam isso, ficaram no Brasil de maneira indocumentada. [21] Os
fiscais do Ministério do Trabalho têm encontrado e resgatado muitos trabalhadores
bolivianos do setor têxtil em condições análogas à escravidão. Em um caso, bolivianos
trabalharam jornadas de 12 horas por um salário baixo, em condições insalubres em
uma oficina mal iluminada. [22]

‘‘Os bolivianos às vezes não sabem que podem declarar sua vontade de residir no Brasil
e solicitar residência temporária ou permanente. Em geral esses trabalhadores não
estão conscientes dos seus direitos’’, explica Luiz Alberto Matos dos Santos do Ministério
do Trabalho. [23] Também segundo Padre Paolo Parise, da Missão Paz, é importante
‘‘conscientizar os imigrantes bolivianos dos seus direitos.’’ [24] Além do Ministério do
Trabalho, várias organizações da sociedade civil fazem esforços para combater o
trabalho escravo. Exemplos são a Missão Paz (SP), o CAMI e o Instituto C&A. [25]

A imigração haitiana

Quais são as razões para migrar?


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A causa direta do fluxo migratório de haitianos para o Brasil foram as catástrofes


naturais, como o terremoto de 2010 e o furacão Matthew de 2016. [26] Em 2010, a crise
financeira mundial desencorajou os haitianos a escolherem a França ou a República Accept
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Dominicana como destino. A economia do Brasil estava relativamente boa, o País era
conhecido pelos haitianos por causa da missão da ONU (a MINUSTAH), além disso tinha
uma boa projeção internacional.           

Quantos migraram para o Brasil?


A imigração haitiana antes de 2010 era insignificante. Naquele ano, o terremoto deixou
150 mil mortos e 300 mil desabrigados. Desde 2010, chegaram mais de 22 mil haitianos
ao Brasil. A partir de 2010, foram regularizados 101,9 mil haitianos, quantidade de
imigrantes maior que qualquer outra nacionalidade entrando no Brasil naquele
momento. [27]

A maioria dos haitianos percorreu um longo caminho  para chegar ao Brasil, indo via a
República Dominicana, Panamá e Equador para atravessar a fronteira no
Peru. [28] Cerca de 50.000 chegaram via rota terrestre, entrando no estado do Acre.
Outra parte entrou pela rota aérea diretamente para São Paulo e Brasília. [29]

A resposta do governo brasileiro

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A maior parte dos haitianos emigraram quando ainda era vigente a antiga lei de
migração, o Estatuto de Estrangeiro. Camila Asano, coordenadora na ONG Conectas,
conta que ‘‘essa lei não tinha soluções adequadas para acolher pessoas oriundas de Accept
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imigração irregular. Como muitos fluxos migratórios, a vinda dos haitianos foi
espontânea, e o governo federal e estadual estavam despreparados para lidar com a
situação.’’ [30] Porém, Luiz Alberto Matos dos Santos, Coordenador Geral de Imigração
do Ministério do Trabalho, contesta que ‘‘pode se dizer que o governo aprendeu – e está
aprendendo - bastante com o fenômeno migratório haitiano.’’ [31]

Quando os haitianos chegavam pela fronteira oeste do Brasil, demorou bastante para o
Estado reagir. Camila Asano acrescenta que ‘‘em nível estadual, não houve uma
coordenação com o governo federal, o que levou a um reassentamento caótico para
enviar parte dos imigrantes para outros estados.’’ [32]

Como a imigração de haitianos não se enquadrava no caso de perseguição no seu país,


não foram reconhecidos como refugiados. O Conselho Nacional de Imigração (CONARE)
concedeu visto temporário aos haitianos, por razões humanitárias. Assim, mais de 4.500
haitianos foram aceitos no Brasil desde que o Itamaraty inaugurou o serviço de vistos
em 28 de setembro 2015. [33] A criação do visto humanitário foi percebida como uma
solução adequada, embora improvisada e atrasada, do governo à questão migratória
dos haitianos. [34]

 Porém, as regras eram que o visto humanitário teria de ter sido pedido já no Haiti,
antes de emigrar para o Brasil. Isso causou problemas, porque havia muita demanda. Os

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haitianos tinham que ficar em longas filas de espera no consulado brasileiro na capital
haitiana. [35]           
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que os haitianos entrassem no Brasil pela via terrestre, se sujeitando a riscos de
exploração dos chamados ‘coiotes’, atravessadores nas fronteiras ocidentais do Brasil. A
partir de 2015, o governo federal estimulou a passagem por uma rota aérea mais
segura. [36]

Organizações que atuam nessa área apontam que o acolhimento aos imigrantes é
demasiado militarizado. Além disso, criticaram o governo por demorar bastante na
documentação e regularização dos imigrantes. No nível burocrático, há problemas com
o agendamento com a Polícia Federal. ‘‘Alguns imigrantes tiveram que esperar seis
meses até serem atendidos’’, relata Padre Paolo Parise, da Missão Paz. [37]                

Para grande parte dos haitianos, a vinda para o Brasil se tornou uma desilusão. Muitos
alegam que há questões como  o racismo, baixos salários e a queda do valor do
real. [38]  Também é difícil encontrar emprego estável. Ideonete Baldila, imigrante do
Haiti, reclama que não há suficientes oportunidades de emprego. ‘‘Fiquei doente e fui ao
hospital. Aí, a firma me mandou embora, e depois não consegui trabalho mais.’’ [39]

A imigração venezuelana

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Quais são as razões para migrar?


A crise política e econômica do governo de Nicolás Maduro é a base da imensa migração
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venezuelana.
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pressão internacional
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Maduro segue no poder,  considerado ilegítimo por uma parte da comunidade
internacional. [40] Desde 2015, já 1,9 milhões de venezuelanos abandonaram o país, de
acordo com uma pesquisa da ONU. Trata-se da maior migração na história recente da
América Latina. Os países de destino são principalmente Colômbia, Equador, Peru e
Brasil.

No fim de novembro de 2018 a Venezuela finalmente aceitou apoio financeiro da ONU,


reconhecendo a crise humanitária no país. [41] Gisela Gómez, professora e mãe, imigrou
para o Brasil porque já não era possível cobrir os gastos lá. ‘‘Nós, os venezuelanos,
temos uma boa casa, uma boa cama, um bom teto, mas não temos alimento.’’ [42]    
           

Quantos migraram para o Brasil?


Segundo o IBGE, o Brasil tem 30,8 mil de imigrantes venezuelanos. [43] Parte do  perfil
do grupo venezuelanos é familiar, ou seja, vem com a família: 14% são crianças (0-15
anos), e muitos são mães acompanhadas de seus filhos.  [44] Porém, a maioria dos
migrantes são solteiros. 12.252 venezuelanos se registraram em Roraima, e 8.081 em São
Paulo. Esses dois lugares constituem os dois pontos principais de entrada, acolhimento
e regularização para os imigrantes venezuelanos.  [45] Em 2017 e 2018 os venezuelanos

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foram o maior grupo a se registrar no Brasil, e com 24% o segundo maior grupo a
receber a carteira de trabalho em 2017.  [46]
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A resposta do governo brasileiro
No Brasil, atualmente o foco do problema está em Roraima. O governo federal
construiu, com o apoio da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para
Refugiados), campos de refugiados em Roraima. Parte dos migrantes foi enviada para
outros estados do Brasil. Segundo o Ministério do Trabalho,  a coordenação do governo
federal com os municípios com respeito ao reassentamento dos venezuelanos foi
eficaz. [47] Porém, o alto comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, afirma que
‘‘ainda resta muito por fazer para garantir a coerência regional da resposta dada em
matéria de proteção dos indivíduos.’’ [48]                                                

Camila Asano, da ONG Conectas em São Paulo, assinala que a burocracia demora
bastante no processo legal dos imigrantes: ‘‘muitos venezuelanos fizeram pedido de
refúgio [confira o gráfico], mas a maioria dos pedidos ainda está em trâmite.’’ [49] O
governo, porém, está investindo na capacitação e digitalização dos processos. [50]    

Outra crítica da sociedade civil é que o governo não prestaria suficiente atenção para a
integração local dos migrantes venezuelanos em Roraima. [51] Os imigrantes também
tiveram problemas com a inserção no mercado de trabalho. Padre Paolo menciona que
‘‘o Ministério do Trabalho algumas vezes divulgou vagas de emprego às seis horas da
manhã, mas elas  se esgotaram muito rapidamente’’. [52]                                       

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Também há uma parcela dos imigrantes venezuelanos que vem trabalhar no Brasil para
enviar dinheiro para sua família na Venezuela. Eles não solicitam refúgio, visto que
pessoas em condição oficial de refúgio não podem voltar a seu país de origem. Muitos Accept
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entram de maneira regular, por exemplo, com visto de turista ou de trabalho. [53]

Foi concedida aos venezuelanos a residência temporária por meio da Resolução


Normativa (RN) 126. De acordo com o Acordo para Residência de Nacionais de Estados
Partes do Mercosul e Países Associados, o qual Venezuela não firmou. O Brasil concedeu
residência temporária aos venezuelanos porque  são nacionais de um país
fronteiriço. [54]

No dia 28 de outubro 2017, houve uma remoção forçada de 400 venezuelanos das ruas
de Boa Vista, onde tinham montado um acampamento provisório, um caso concreto da
violação dos direitos humanos desses imigrantes. Sem serem consultados e sem receber
assistência social, os imigrantes – entre eles famílias vulneráveis - foram deslocados
para um ginásio que, como foi revelado mais tarde, não tinha boas condições para
abrigá-los. [55]        

Para uma política nacional de imigração no Brasil


Há algum prognóstico quanto a atuação do novo governo no campo de migração? A
ONG Conectas projeta que ‘‘...o governo do Bolsonaro vai ter que respeitar a

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Constituição. Não há muita margem para o governo mudar a nova lei de migração. Se o
governo mexer na nova lei, vai haver muita oposição da sociedade civil.’’ [56]            
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Entretanto,
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soberania nacional’. Embora o Pacto não seja vinculante, os países assinantes se
comprometem para uma migração mais segura e digna. O novo presidente afirmou que
o Brasil decide quem entra no país. Ainda não está claro como o governo Bolsonaro vai
lidar com a entrada dos venezuelanos em Roraima. [57]

Segundo Padre Paolo, o Brasil carece de uma política nacional de imigração. ‘‘O governo
reage aos fluxos migratórios. Essas soluções reativas podem ser boas, e muitas foram,
mas ainda falta um plano estrutural de longo prazo.’’ [58]

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[1] Fala de Luiz Alberto Matos dos Santos, Coordenador Geral de Imigração do
Ministério do Trabalho, durante o evento “Lançamento da plataforma
#observamigração: impactos dos fluxos migratórios no Brasil” da FVG-DAPP em Rio de
Janeiro (22 de novembro 2018).

[2] ASANO, Camila Lissa e TIMO, Pétalla Brandão. A nova Lei de Migração no Brasil e os direitos
humanos. Revista Perspectivas, Berlim:Heinrich Böll Stiftung, n. 3, jun. 2017.

[3] Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=lrER1xWRjfM [consultado em


09/01/2019]
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[4] Disponível em http://caritas.org.br/programas-caritas/refugiados [consultado em


10/01/2019]
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[5] ACNUR.
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[6] Entrevista com Camila Asano, coordenadora da ONG Conectas em São Paulo


(23/11/2018).

[7] Disponível em http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/politica-externa/paz-e-seguranca-
internacionais/153-refugiados-e-o-conare [consultado em 29/11/2018]

[8] Disponível em http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/politica-externa/paz-e-seguranca-
internacionais/153-refugiados-e-o-conare [consultado em 29/11/2018]

[9] Entrevista com Camila Asano, coordenadora da ONG Conectas em São Paulo


(23/11/2018).

[10] Luiz Alberto Matos dos Santos, Coordenador Geral de Imigração do Ministério do


Trabalho, durante o evento “Lançamento da plataforma #observamigração: impactos
dos fluxos migratórios no Brasil” da FVG-DAPP em Rio de Janeiro (22 de novembro
2018).

[11] GOMES, Gabriel Galdine, PEREIRA, Mariana Morena. Imigração boliviana no Brasil:


uma análise dos aspectos sociais e econômicos acerca da exploração da mão-de-obra
boliviana no estado de São Paulo. Revista Florestan, v. 2, n. 4, 85-98, dez 2015, 88-89.

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[12] Entrevista com Padre Paolo, coordenador da instituição filantrópica Missão Paz em


São Paulo (20/12/2018).
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[13] Disponível
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10/01/2019]

[14] GOMES, 87, 89.

[15] VICTORIO, Analu. Imigração e o trabalho escravo de bolivianos no Brasil. Blasting


News, 12/03/2015.

[16] Relatório Anual 2018: Migrações e Mercado de Trabalho no Brasil, p. 61.

[17] Relatório Anual 2018, p. 65.

[18] Entrevista com Padre Paolo, coordenador da instituição filantrópica Missão Paz em


São Paulo (20/12/2018).

[19] http://caritas.org.br/programas-caritas/refugiados [consultado em 10/12/2018]

[20] Entrevista com Padre Paolo Parise, coordenador da instituição filantrópica Missão


Paz em São Paulo (20/12/2018).

[21] Gomes e Pereira, 91.

[22] https://reporterbrasil.org.br/2018/10/distribuidora-coca-cola-via-veneto-outros-48-
empregadores-entram-na-lista-suja-do-trabalho-escravo/ [consultado em 08/01/2019]

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[23] Luiz Alberto Matos dos Santos, Coordenador Geral de Imigração do Ministério do


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2018).

[24] Entrevista com Padre Paolo, coordenador da instituição filantrópica Missão Paz em


São Paulo (20/12/2018).

[25] Para saber mais sobre o combate ao trabalho escravo, confira o vídeo do CAMI
(Centro de Apoio e Pastoral de Migrante): https://www.youtube.com/watch?
v=PJDIcSHKahE

[26] Borges Delfim, Rodrigo, ‘Presença haitiana ajudou a transformar o debate sobre


migrações no Brasil’, Perspectivas (31/07/2017), Heinrich Böll Foundation [consultado
em 07/01/2019]

[27] Relatório Anual 2018, 61.

[28] https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/apos-ser-rota-para-50-mil-imigrantes-ac-quer-
que-governo-federal-pague-quase-r-13-milhoes-gastos-com-ajuda-
humanitaria.ghtml [consultado em 19/12/2018]

[29] Entrevista com Padre Paolo, coordenador da instituição filantrópica Missão Paz em São Paulo
(20/12/2018).
 
[30] Entrevista com Camila Asano, coordenadora na ONG Conectas em São Paulo (23/11/2018).

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[31] Luiz Alberto Matos dos Santos, Coordenador Geral de Imigração do Ministério do


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dos fluxos migratórios no Brasil” da FVG-DAPP em Rio de Janeiro (22 de novembro Accept
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2018).

[32] Entrevista com Camila Asano, coordenadora na ONG Conectas em São Paulo


(23/11/2018).

[33] Disponível em https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/apos-ser-rota-para-50-mil-
imigrantes-ac-quer-que-governo-federal-pague-quase-r-13-milhoes-gastos-com-ajuda-
humanitaria.ghtml [consultado em 19/12/2018]

[34] Disponível em https://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/defesa-
nacional/sociedade-armadas-debate-militares-defesa-nacional-seguranca/depois-do-
terremoto-no-haiti-imigrantes-haitianos-buscam-refugio-no-brasil-e-recebem-
vistos.aspx [consultado em 19/11/2018]

[35] Entrevista com Camila Asano, coordenadora na ONG Conectas em São Paulo


(23/11/2018).

[36] Sistema de Refúgio Brasileiro - Balanço até abril de 2016. Relatório produzido pelo
CONARE para o Ministério da Justiça, p.
20. https://pt.slideshare.net/justicagovbr/sistema-de-refgio-brasileiro-balano-at-abril-de-
2016?from_action=save [consultado em 03/12/2018].

https://br.boell.org/pt-br/2019/04/15/bolivianos-haitianos-e-venezuelanos-tres-casos-de-imigracao-no-brasil 16/19
28/11/2019 Bolivianos, haitianos e venezuelanos – três casos de imigração no Brasil | Heinrich Böll Stiftung - Rio de Janeiro Office

[37] Entrevista com Camila Asano, coordenadora na ONG Conectas em São Paulo


(23/11/2018); Entrevista com Padre Paolo, coordenador da instituição filantrópica
Missão Paz em São Paulo (20/12/2018).

[38] Borges Delfim, Rodrigo, ‘Presença haitiana ajudou a transformar o debate sobre


migrações no Brasil’, Perspectivas (31/07/2017), Heinrich Böll Foundation [consultado
em 19/12/2018]

[39] Dia do imigrante: Brasil acolhe mas não emprega os imigrantes, Rede TVT
(25/06/2018)

[https://www.youtube.com/watch?v=SSX-Dw3BCDI]. [consultado em 08/01/2019]

[40] Disponível em https://oglobo.globo.com/mundo/questionada-posse-de-maduro-sera-
esvaziada-de-lideres-internacionais-23359958

[41] Lucas Neves, ‘Venezuela receberá ajuda humanitária das Nações Unidas’, Folha de
S. Paulo (26/11/2018) [https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/11/venezuela-
recebera-ajuda-hu…] [consultado em 29/11/2018]

[42] Disponível em https://www.youtube.com/watch?
time_continue=172&v=lrER1xWRjfM [consultado em 08/01/2019]

[43] Disponível em https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/08/29/brasil-tem-cerca-
de-308-mil-imigrantes-venezuelanos-somente-em-2018-chegaram-10-mil-diz-
ibge.ghtml [consultado em 10/01/2019]
https://br.boell.org/pt-br/2019/04/15/bolivianos-haitianos-e-venezuelanos-tres-casos-de-imigracao-no-brasil 17/19
28/11/2019 Bolivianos, haitianos e venezuelanos – três casos de imigração no Brasil | Heinrich Böll Stiftung - Rio de Janeiro Office

[44] Relatório Anual 2018, p. 64.

[45] Relatório Anual 2018, p. 59, 63 e 73.

[46] Relatório Anual 2018, p. 43 e 76

.[47] Luiz Alberto Matos dos Santos, Coordenador Geral de Imigração do Ministério do


Trabalho, durante o evento “Lançamento da plataforma #observamigração: impactos
dos fluxos migratórios no Brasil” da FVG-DAPP em Rio de Janeiro (22 de novembro
2018).

[48] Autor desconhecido – ‘Quase dois milhões de venezuelanos já emigraram’, O Globo


(02/10/2018) [https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/com-5787-pedidos-de-refugio-em-
…] [consultado em 05/11/2018].

[49] Entrevista com Camila Asano, coordenadora na ONG Conectas em São Paulo


(23/11/2018).

[50] ACNUR refugios em numeros, 4.

[51] Entrevista com Camila Asano, coordenadora na ONG Conectas em São Paulo


(23/11/2018).

[52] Entrevista com Padre Paolo, coordenador da instituição filantrópica Missão Paz em


São Paulo (20/12/2018)

https://br.boell.org/pt-br/2019/04/15/bolivianos-haitianos-e-venezuelanos-tres-casos-de-imigracao-no-brasil 18/19
28/11/2019 Bolivianos, haitianos e venezuelanos – três casos de imigração no Brasil | Heinrich Böll Stiftung - Rio de Janeiro Office

[53] Entrevista com Camila Asano, coordenadora na ONG Conectas em São Paulo


(23/11/2018).

[54] Relatório Anual 2018, p. 45 e 62.

[55] https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/mpf-e-dpu-ajuizam-acao-contra-o-governo-
de-rr-por-remocao-forcada-de-venezuelanos-de-acampamento-na-rua.ghtml [consultado
em 18/12/2018]

[56] Entrevista com Camila Asano, coordenadora na ONG Conectas em São Paulo


(23/11/2018).

[57] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/01/bolsonaro-diz-que-brasil-e-soberano-
para-decidir-sobre-migracao-apos-saida-de-pacto-global.shtml [consultado em
10/01/2019].

[58] Entrevista com Padre Paolo, coordenador da instituição filantrópica Missão Paz em


São Paulo (20/12/2018).

https://br.boell.org/pt-br/2019/04/15/bolivianos-haitianos-e-venezuelanos-tres-casos-de-imigracao-no-brasil 19/19