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Até Duas Mil e Trezentas Tardes e Manhãs; E O Santuário Será Purificado

Todos os Dias eram sacrificados dois cordeiros no santuário. Um pela manhã e


outro pela tarde. Por isso o anjo falou: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs.
Na verdade Ele estava se referindo aos sacrifícios que eram realizados pela
manhã e pela tarde.  Até Duas Mil e Trezentas Tardes e Manhãs; E O Santuário
Será Purificado (Daniel 8:14) O que o amigo irá ler agora e uma transcrição de
parte do livro O ADVENTISMO páginas 37-55 de Ubaldo Torres Araújo -
primeira edição – 1981. (Ex- pastor Adventista do Sétimo dia).Resolvi
transcrever esta matéria, por ser exatamente o meu pensamento, e este escritor ter
sido muito fiel em seus argumentos. Ao entrarmos em contato com esta profecia,
surgem logo estas perguntas em nossa mente curiosa e ávida de desvendar o
futuro: Que santuário seria restabelecido ou purificado? Que período alcança as
2.300 tardes e manhãs?. Qual a data do seu início? Quem foi o “chifre pequeno”
que se originou da divisão do império Grego?   O Bode Peludo Leio em Dan.
8:5-8: Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a
terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos;
dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto diante do
rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. Vi-o chegar perto do
carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não
havia força no carneiro para lhe resistir; mas o bode o lançou por terra e o pisou
aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele. O bode se
engrandeceu sobremaneira; e na sua força quebrou-se-lhe o grande chifre, e em
seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatros ventos do céu. Foi o
anjo Gabriel quem deu a Daniel o sentido das palavras, o que se deduz da leitura
dos versos 20 até 22: Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da
Nédia e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os
olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele,
significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com a força igual à
que ele tinha. O bode era o emblema do poder real dos gregos. Daí o fato de, na
profecia, serem representados por esse animal. A expressão “sem tocar no chão”
diz da rapidez com que foi estabelecido o reino Universal Grego. O “chifre
notável entre os olhos”, foi, sem dúvida, Alexandre Magno, ele conquistou o
mundo de então em apenas 12 anos. A batalha de Ar bela, no ano 331 a.C.
entregou-lhe o poder mundial. Morreu aos 33 anos de idade, acometido de uma
doença que lhe sobreveio depois de um prolongado banquete. Com a expressão
“saíram quatro chifres notáveis para os quatro ventos do céu”, a profecia predisse
que o império Grego seria dividido em quatro partes, o que se deu alguns anos
depois da morte de Alexandre. Alexandre foi o primeiro rei, no sentido de ter
sido o primeiro de um reino unificado. Não foi simplesmente o rei de Atenas ou
de Esparta, mas de todo o mundo grego. Diz-se que o general Perdicas, ajudante
de ordens de Alexandre, ao sentir a aproximação da morte de seu comandante,
perguntou-lhe a quem deveria entregar o cetro da vitória. Alexandre teria
respondido: “ao mais forte”. E com estas palavras passava para Perdicas o anel
real. Este, Porém, não conseguiu manter, por muito tempo, a unidade do império.
Posteriormente, houve guerras internas, e na batalha de Ipso, o Império resultou
dividido entre os generais Lisímaco, Cassandro, Ptolomeu e Seleuco. Cumpria-se
assim a previsão dos “quatros chifres notáveis”. O império Grego se estendeu de
331 até 64ac, quando o último reduto seleucida foi abatido, embora sua queda
tenha se iniciado em 168 a.C, na batalha de Pidna.  Quem Foi o “Chifre
Pequeno”? Passamos, agora, para um dos pontos mais importantes desta profecia;
“De um dos chifres saiu um chifre pequeno, e se tornou muito forte para o sul,
para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a
alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se
até ao Príncipe do exército; dele tirou o sacrifício costumado, por causa das
transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou”. Que “chifre
pequeno” foi esse que se tornou muito forte para o sul, para o norte para a terra
Gloriosa? A Escritura mesma nos entrega a resposta: “Mas, no fim do seu
reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei de feroz
catadura e entendido de intrigas. Grande é o seu poder, mas por sua própria força;
causará estupendas destruições; prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os
poderosos e o povo santo. Por sua astúcia nos seus empreendimentos fará
prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que
vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra os príncipes dos príncipes, mas
será quebrado sem esforço de mãos”(Daniel 8:23-25). Quem desempenhou na
História o papel desse “chifre pequeno”? É ele representado por um poder ou por
um indivíduo? O que faria? Trata-se, aqui, não de um poder, mas de um
indivíduo, como constatamos pela leitura do verso 24, primeira parte: “Grande é
o seu poder...” É evidente que o texto fala de um homem que tinha poder. Não se
pode dizer que um “poder” tenha poder. O indivíduo é que o tem. A leitura atenta
dos versos 23-25 nos dá a convicção de que se trata, de fato, de um homem, e não
de um poder. Que coisas faria esse homem? Nem é bom dizer. Mas vamos lá.
Causaria destruições, prosperaria nos seus intentos, embora temporariamente,
destruiria a muitos dentre o povo de Deus, faria progredir o erro e engrandecer-
se-ia até o Príncipe dos Príncipes, além de retirar o “continuo Sacrifício” do povo
judeu. Como vimos, algum tempo após a morte de Alexandre, o império que ele
havia conquistado fora dividido em quatro partes. De uma delas, precisamente da
realeza selêucida, surgiu, entre outros, um monarca chamado Antíoco IV
Epifanes. E o que fez este homem? Exerceu a mais desmoralizadora e desumana
opressão sobre o povo judeu de que se tem notícia. Foram anos de dura
submissão. Ele mesmo reconheceu este fato, antes de morrer, nestas palavras:
“Mas agora eu me lembro dos males que causei a Jerusalém, de todos os objetos
de ouro e de prata que saqueei, e de todos os holocaustos da Judéia que
exterminei, sem motivo. Reconheço que foi por causa disto que todos estes males
me fulminaram, e agora, morro de tristeza numa terra estrangeira”(I Macabeus 
6:12,13). Aracele S. Melo, em seu livro “Testemunhos Históricos das Profecias
de Daniel”, página 469, diz o seguinte: “Nos setores onde o “chifre pequeno”
deveria ser vitorioso -- no Oriente e no sul – Antíoco foi completamente
derrotado e morto”. Em primeiro lugar, é preciso dizer que Antíoco não foi
morto. Teve morte natural. A profecia diz que ele seria quebrado “sem esforço de
mãos” (Daniel 8:25), significando isto que haveria de morrer de morte natural,
sem violência. Agora é o caso de se perguntar; aconteceu tal coisa com Roma?
Seria até muito engraçado dizer que Roma, um poder e não uma pessoa, tivesse
experimentado a morte “sem esforço de mãos”. É por isso que o pastor Araceli
Melo e outros comentaristas não gostam de se lembrar da parte final do verso 25.
Não seria conveniente, pelas implicações daí decorrentes. Em segundo lugar, é
mister se diga que Antíoco estendeu suas conquistas também para o sul e para o
oriente. Se você ler o verso 17 do capítulo 1 do primeiro livro de Macabeus,
encontrará a descrição de suas investidas ao Egito. Vejamos: “Penetrou
(Antíoco), pois, no Egito com um poderoso exército, com carros, elefantes,
cavalos e uma numerosa esquadra. Investiu contra Ptolomeu, rei do Egito que,
tomado de pânico, fugiu. Foram muitos os que sucumbiram sob os seus golpes.
Tornou-se ele senhor das fortalezas do Egito, e apoderou-se das riquezas do
país”. Isto foi o que aconteceu, no que pese o professor Arnaldo Cristianini haver
dito o contrário, nestas palavras: “Ele quis arremeter-se contra o Egito, mas a
simples palavra de um oficial romano o impediu” (artigo publicado na Revista
Adventista, abril 1973). Gostaria de saber em que seara o inteligente professor
colheu esta informação. Antíoco agiu com tamanha crueldade contra o povo de
Deus, que foi apelidado de Antíoco IV Epifanes, o Louco. Buckland, em seu
Dicionário Bíblico Universal diz, referindo-se a Antíoco: “Pelos judeus era ele
considerado como uma figura do Anti-Cristo, resistindo com todo o seu poderá
tudo que era divino”. O pastor Araceli S. Melo, não concordando que Antíoco
tenha sido o “Chifre pequeno”, diz no mesmo livro, à página 468: “Antíoco IV
Epifanes limitou-se, principalmente, a fazer guerra aos judeus. Como Jerusalém
pareceu-lhe ter tendências helenistas, começou ele sua obra de proselitismo, mas
com violência”. O que dizer em face desta observação? O fato de Antíoco
preocupar-se, essencialmente, em massacrar o povo judeu, nos leva a crer, mais
ainda, que esse homem preencheu, com certeza, os requisitos exigidos pela
profecia, com relação ao “chifre pequeno”. O que mais fez esse monarca louco?
Veja bem. Despojou o templo de Jerusalém de todos os seus tesouros, como
sejam: o castiçal, o incensário, os utensílios e adornos de ouro. Dedicou o templo
a Júpiter Olimpo. Proibiu, terminantemente, os rituais dos judeus, liquidando
com o “sacrifício contínuo”, substituindo-o por um culto pagão. Arrasou os
muros da cidade, matou e vendeu como escravos os que se opuseram ao seu
regime. Saiu, por aí, destruindo as relíquias dos judeus que encontrava. Fez vir de
Atenas um filósofo para dirigir um plano maquiavélico, a fim de extirpar a
religião judaica. Chegou ao disparate de mandar colocar no Templo a estátua de
um deus pagão, tendo provavelmente sua própria fisionomia. Foi a maior
vergonha até então sofrida pelo povo de Deus, ato que foi considerado como uma
“abominação desoladora” (Daniel 11:31). Por acaso, cometeu Roma um
despropósito desta natureza? Nunca.   O Que Mais Identifica o “Chifre
Pequeno”? 1)    Deveria lançar as estrelas por terra. E não fez isto Antíoco IV
Epifanes, matando e vendendo como escravos aqueles judeus que se lhe
opuseram, no total de 80 mil, em apenas três dias, sendo 40 mil mortos e 40 mil
vendidos como escravos? (II Macabeus 5:14). 2)    Deveria tirar o “sacrifício
costumado” (verso 11). E não fez isto, ao proibir o ritual do Templo? Fez isto
Roma? Não. 3)    Deveria deitar abaixo o lugar do Santuário (verso 11). E
também não cometeu essa abominação, saqueando o Templo, colocando dentro
dele a estátua de um deus pagão, e ainda investindo, furiosamente, contra a
cidade? Vale a pena ler o relato histórico de I Macabeus 1:20-32: “Após ter
assolado o Egito, pelo ano cento e quarenta e três, regressou Antíoco e marchou
contra Israel, subindo a Jerusalém, com um forte exército. Penetrou cheio de
orgulho no Santuário, tomou o altar de ouro, o candelabro das luzes com todos os
seus pertences, a mesa da proposição, os vasos, as alfaias, os turíbulos de ouro, o
véu, as coroas, os ornamentos de ouro da fachada, e arrancou as embutiduras.
Tomou a prata, o ouro, os vasos preciosos e os tesouros ocultos que encontrou.
Arrebatando tudo consigo, regressou a sua terra, após massacrar muitos judeus e
pronunciar palavras injuriosas. Foi isto um motivo de desolação em extremo para
o povo de Israel. Príncipes e anciãos gemeram, jovens e moças perderam sua
alegria, e a beleza das mulheres empanou-se. O recém-casado lamentava-se, e a
esposa chorava no leito nupcial. A própria terra tremia por todos os seus
habitantes e a casa de Jacó cobriu-se de vergonha. Dois anos após, Antíoco
enviou um oficial a cobrar o tributo nas cidades de Judá. Chegou ele a Jerusalém
com uma numerosa tropa, dirigiu-se aos habitantes com palavras pacíficas, mas
astuciosas, às quais acreditaram; em seguida, lançou-se de improviso sobre a
cidade, pilhou-a seriamente e matou muita gente. Saqueou-a, incendiou-a,
destruiu muitas casas e os muros ao derredor. Seus soldados conduziram ao
cativeiro as mulheres e as crianças e apoderaram-se dos rebanhos”. Fez Roma
tudo isso? Não. Mas Antíoco IV Epifanes, sim. 4)    Deveria lançar a verdade por
terra (verso 12). E não cometeu Antíoco esse desatino, de maneira plena,
substituindo o Velho Concerto, com todos os seus preceitos por rituais pagãos,
chegando ao ponto de proibir a guarda do Sábado ao povo judeu, e levando
muitos a um estado de desobediência forçada nunca visto anteriormente? A
religião judaica, baseada no pentateuco, era a mais sublime verdade de Deus dada
a Israel. E Antíoco IV Epifanes lançou essa verdade por terra com a violência
que lhe era peculiar. Fez chegar ao povo de Deus toda sorte de calamidade.
Perceba, leitor, quantos males desencadeou ele contra aqueles a quem Deus havia
confiado os Seus oráculos, lendo I Macabeus 1:44-50, 55,56,60 e também II
Macabeus 6:3,4; “Por intermédio de mensageiros, o rei enviou a Jerusalém e às
cidades de Judá, cartas prescrevendo que aceitassem os costumes dos outros
povos da terra, suspendendo os holocaustos, os sacrifícios e as libações do
Templo, violassem os Sábados e as festas, profanassem o Santuário e os santos
erigissem alteres, templos e ídolos, sacrificassem porcos e animais imundos,
deixassem seus filhos incircuncidados e maculassem suas almas com toda sorte
de impurezas e abominações, de maneira a obrigarem-nos a esquecer a Lei e a
transgredir as prescrições. Todo aquele que não obedecesse a ordem do rei devia
ser morto. Ofereciam sacrifícios diante das portas das casas e nas praças públicas.
Rasgavam e queimavam todos os livros da Lei que achavam; em toda parte, a
todo aquele, em poder do qual se achava um livro do Testamento, ou, todo aquele
que mostrasse gosto pela Lei, morreria por ordem do rei. As mulheres que
levavam seus filhos a circuncidar, eram mortas conforme o edito do rei, com os
filhos suspensos aos seus pescoços. Massacravam-se também seus próximos e os
que tinham fito a circuncisão. Dura e penosa foi para todos esta avalanche
maléfica. O Templo encheu-sede lascívias e das orgias dos gentios que se
divertiam com meretrizes, uniam-se às mulheres nos átrios sagrados,
introduzindo coisas ilegais”.Por acaso, foi Roma que impôs aos judeus toda essa
abominação? Nunca. Todavia, o professor Arnaldo Cristianini, em artigo
publicado na Revista Adventista de Abril de 1973 diz: “Antíoco não conseguiu
deitar por terra a verdade. As tentativas que ele fez para isso foram infrutíferas,
porque a perseguição redundou no fortalecimento da verdade, unindo os judeus
contra a helenização do judaísmo”. Dá pena ver a pobreza deste argumento. Não
fosse a admiração que tenho pelo ilustre comentarista, chegaria a duvidar da sua
sinceridade. Se acabar com o serviço do Templo, substituindo por um culto
pagão, liquidar com a guarda do Sábado do judaísmo, proibir a circuncisão numa
época em que estava em pleno vigor, queimar o Livro Sagrado, além da prática
de outros desatinos igualmente graves, não era lançar por terra a verdade, o que
era então? Por muito menos Roma é acusada de haver lançado a verdade por
terra. Todos os processos são admissíveis para os que querem torcer os fatos,
mormente quando o propósito é identificar Roma com o “chifre pequeno”. Para a
igreja Adventista do Sétimo Dia, Roma precisa ser o “chifre pequeno”. 5)    – O
“chifre pequeno” deveria engrandecer-se até ao Príncipe dos Príncipes (verso
11). E não fez isto Antíoco IV Epifanes?  Massacrar o povo de Deus, acabar com
o seu culto, substituindo-o por um ritual pagão, imolar porcos e outros animais
imundos no próprio Templo, transformar os átrios sagrados em casas de
meretrício não é engrandecer-se contra os Príncipes dos Príncipes? Não admiti-lo
é engano total. Colocar-se em posição contrária ao que Cristo estabeleceu é como
colocar-se contra Ele. Antíoco foi de fato o “chifre pequeno”. Não padece
dúvidas. Não há, na história, outro nome que tenha causado tanta tristeza,
vergonha e sofrimento junto ao povo judeu, em tão pouco tempo. Mas o
professor Arnaldo Cristianini diz, no artigo anteriormente citado, que Antíoco
não se engrandeceu até o Príncipe dos Príncipes, pois não foi seu contemporâneo.
E Precisa? Pergunto eu. Porventura não sabe o brilhante teólogo que a literatura
adventista sustenta que a Igreja de Roma tem se engrandecido até Cristo,
colocando-se em Seu lugar, embora ela só tenha surgido alguns séculos depois da
morte de Jesus? Do ponto de vista religioso, Antíoco IV Epifanes não fez outra
coisa senão engrandecer-se até o Príncipe dos Príncipes. Suas atitudes o
garantem. Antíoco, e não Roma, é quem preenche esta outra exigência da
profecia. 6)    O verso 11 diz que o “contínuo sacrifício” seria retirado do povo
judeu pelo “chifre pequeno”. Então é quando os Adventistas do Sétimo Dia
dizem que Roma retirou o “contínuo” no ano 70, quando da destruição do
Templo. Não há engano maior do que este, pois o “contínuo” chegava ao seu fim
no exato momento em que Jesus expirava na Cruz. É verdade que os judeus
continuaram na prática do ritual do Templo até a sua destruição no ano 70, mas o
sacrifício já não era legal. Sua extinção havia sido decretada com a morte do
Cordeiro verdadeiro. Portanto, não tendo Roma retirado o “contínuo” do povo
judeu, não pode preencher este desejo da profecia. 7)    O final do verso 17 reza:
“Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim”. Sabe-se
que a expressão “tempo do fim”, empregada no texto, se refere ao tempo da
vinda do Messias. Os judeus esperavam que o Prometido de Deus viesse ao
mundo no tempo determinado para os livrar do jugo inimigo e estabelecer uma
nova ordem de coisas aqui na terra, o que devia coincidir com o fim da Velha
Dispensação. Era o fim do reino do pecado. Para os judeus, o aparecimento do
Messias era o tempo do fim. Por isso a profecia das 2.300 tardes e manhãs não
podia em hipótese alguma, ultrapassar a linha divisória das duas dispensações.
Ela devia ocorrer no “Tempo do fim”, isto é, não muito distante da época da
vinda do Messias. Para que não fique dúvida quanto ao fato de os judeus
considerarem o “tempo do fim” concomitante com a vinda do Messias, é bom ler
Daniel 10:14: “Agora vim para fazer-te entender o que há de suceder ao TEU
POVO, nos ÚLTIMOS DIAS; porque a visão se refere a dias ainda distantes”.
Veja bem. “Vim para fazer-te entender o que há de suceder ao TEU POVO nos
ÚLTIMOS DIAS”. O Profeta não pode estar relacionando os “ÚLTIMOS DIAS”
com a época de hoje, pois os judeus não têm atualmente, qualquer expressão
religiosa. Os “ÚLTIMOS DIAS” da profecia de Daniel 10:14, se referiam ao fim
da Velha Dispensação, quando os judeus constituíam uma nação religiosamente
forte e destacada. Não podemos deixar de mencionar também neste item, mais
um ponto esclarecedor. É que se encontra no verso 19 do capítulo 8: “Eis que te
farei saber o que há de acontecer no último tempo da IRA; porque esta visão se
refere ao tempo determinado do fim”. Tudo se torna muito claro quando
analisamos os fatos sem desejo pré-estabelecido. A passagem diz que a profecia
aconteceria no “tempo da ira”. E quem pode negar que o período da Velha
Dispensação é identificado como a época da manifestação da ira de Deus,
segundo nossa maneira de ver as coisas? O concerto firmado com Israel, no
Monte, tinha como fundamento o Ministério da Morte, gravado com letras em
pedras. Estava em vigor a lei do “olho por olho, dente por dente”. Pois bem. A
profecia das 2.300 tardes e manhãs deveria desenrolar-se no “último tempo da
ira”, a saber, no final da Velha Dispensação, depois do que seria estabelecido o
reino do amor de Cristo. Daí se conclui ser inteiramente impossível que Roma
possa representar o “chifre pequeno”, que teve sua fase de atuação limitada pelos
anos 170 até 164 a. c. O “chifre pequeno” já não existia há 20 séculos. Roma
continua firme como ninguém. Como pode esta representar aquela? 8)    A
profecia diz que o “chifre pequeno” seria um homem, e não um poder. É só ler
Daniel 8:23: “Mas, no fim do seu reinado, levantar-se-á um REI de feroz
catadura e entendido de intrigas”. Pela linguagem percebe-se, nitidamente, que se
trata, aqui de um homem, e não de um poder. Assim, Roma, que é um poder, não
pode representar o “chifre pequeno”. Roma não preenche, por conseguinte, mais
esta exigência da profecia. Antíoco IV Epifanes, e mais ninguém, é o único que
atende todas as condições requeridas. 9)    Embora você já esteja cansado de
saber quem foi o real representante do “chifre pequeno”, quero fornecer-lhe mais
uma evidência. Escute bem. No ano 64 antes de Cristo, Antíoco XIII, a última
raiz selêucida, era derrotada. Consolidava-se, assim, o Império Romano que, em
168 a.c, na batalha de Pidna, havia iniciado sua marcha vitoriosa. Ora, como
pode Roma representar o “chifre pequeno”, extinto antes de Cristo? Roma não
foi, não é e não pode ser o “chifre pequeno”. Somente Antíoco IV Epifanes
satisfaz a todas as condições da profecia.   O Que é o “Contínuo Sacrifício”?
Dissemos, linhas acima, que o “chifre pequeno” que já sabemos, de sobra, ter
sido representado por Antíoco, deveria tirar o “contínuo sacrifício” do povo
judeu. E o que vem a ser este “contínuo sacrifício” ou “sacrifício costumado” ou
apenas “contínuo”, já que a palavra “sacrifício” não consta dos originais? Na
época que eu não permitia que minha mente pensasse por si mesma, mas agisse
sempre sob a influência de terceiros, nunca me foi possível compreender o que
era o “contínuo”. A verdade sobre o assunto estava dentro de mim, aqui bem
perto, mas eu não sentia, pois me tornei tão estreito e bitolado, que seria incapaz
de pensar por mim mesmo nas questões espirituais. Lia mas nada conseguia reter,
pois minha preocupação não era investigar, e sim colocar na mente o que os
outros me apresentavam como verdade. O que era verdade para a Igreja
Adventista do Sétimo Dia o era também para mim. Minha mente estava toda
embotada. Mas o que é o “contínuo sacrifício?” Autores escreveram páginas e
mais páginas, usaram argumentos e mais argumentos, apelaram para a etmologia
das palavras, combinaram versículos entre si, e chegaram à conclusão de que o
“contínuo” é o paganismo. Só que a argumentação, pela sua complexidade, não
convence nem um pouco, nem mesmo aos desprevenidos. O que realmente
convence é, por exemplo, o que se acha em Números 28:3: “Esta é a oferta
queimada que ofereceis ao Senhor, dia após dia; dois cordeiros de um ano, sem
defeito, em CONTÍNUO HOLOCAUSTO”. Isto é o “contínuo sacrifício”. Daniel
diz que o “contínuo sacrifício” foi retirado do povo judeu. Como se sabe, na
Velha Dispensação, o cordeiro era queimado no altar, dia e noite. Era um
sacrifício permanente. E, com relação a esse serviço, o que fez Antíoco IV
Epifanes? Proibiu-o terminantemente. Para termos uma idéia da intenção desse
governante em acabar com o “contínuo”, basta dizer que ele, numa atitude
desprazível, determinou que se imolassem suínos e que seu sangue, fosse
aspergido sobre os objetos sagrados do Templo. E que “contínuo” era esse que
fora removido, temporariamente, do povo judeu? Você, com certeza, já entendeu
tudo. Que o “contínuo” não era outra senão o sacrifício permanente do cordeiro
sobre o altar. Tão simples assim! Se os teólogos, preocupando-se com os pontos
difíceis, deixassem as coisas simples por conta da simplicidade, até os neófitos as
entenderiam. Porém, muitas vezes, eles não conseguem encontrar o ponto de
convergência para as questões mais embaraçosas, e ainda dificultam aquilo que
está ao alcance de todos. Há muitos anos, disseram-me que o “contínuo” era o
PAGANISMO. Mas eu achava tão difícil compreender as explicações que me
davam, verbalmente ou através de literatura, que não gostava de transmiti-las a
outros. Quando tinha que faze-lo, simplesmente dizia que o “contínuo” era a
oferta queimada ao Senhor, em contínuo holocausto. Felizmente, de algum tempo
para cá, já se observa a tendência para sepultar a velha e carcomida interpretação,
acariciada por Urias Smith e outros. Parece que a Igreja começa a pensar no
“contínuo” em outras bases, embora conflitando com o pensamento dos
pioneiros. O pastor Araceli S. Mello, em seu conhecido livro, já citado
anteriormente, fazendo referência a The Propfetic Faith o four Fathers, volume 4,
página 846, menciona vários nomes, entre os quais Guilherme Miller, Josiah
Litch, Joshua Himes, Lorenzo D. Fleming, George Storrs, que pensavam ser o
“contínuo” o PAGANISMO. Cita inclusive Early Writing de Ellem G. White,
onde a autora teria dado cobertura à interpretação que esses pioneiros
considerados pais da Igreja, haviam emprestado ao termo “contínuo”. Mas o que
vem acontecendo de algum tempo para cá? Observa-se a tendência para esquecer
o velho conceito adotado pelos pioneiros e sacramentado pela Sra. White.
Tomara que a IASD se posicione com coragem, colocando outras “coisas” nos
lugares para elas reservados. Faz pouco tempo, um pastor me dizia que o
“contínuo” de Daniel 8 fora removido do povo judeu no ano 70. Embora ele
tenha deixado a impressão de não saber onde está o galo, o certo é que ele o
ouviu cantar. Digo-o por que, o “contínuo” foi retirado do povo judeu, mas não
no ano 70, quando o sacrifício já não era mais legal. O fato aconteceu em 165
antes de Cristo, e oficialmente no ano 31. Muitas há os que não podem ou não
querem aceitar a evidência de que o “contínuo” era a imolação diária do cordeiro,
porque acolher o fato os obrigaria a situar as “2.300 tardes e manhãs” no âmbito
da velha Dispensação, pois só assim seria possível ancorar a nave no ano de
1.844 e, ao mesmo tempo, identificar Roma com o “chifre pequeno”. Como é
fácil deduzir, o “contínuo”, bem como a purificação do santuário dos judeus se
situaram dentro do Velho Concerto. Assim sendo, torna-se inteiramente
impossível, como já foi amplamente demonstrado, que Roma possa representar o
“chifre pequeno”. O “contínuo sacrifício” não é o PAGANISMO. Desde quando
as palavras perderam o seu real significado.   O Templo Purificado Foi o de
Jerusalém Agora chegou a vez de falarmos sobre as “2.300 tardes e manhãs” e a
purificação do Santuário. O texto reza: “Depois ouvi em santo que falava; e disse
outro santo àquele que falava: até quando durará a visão do contínuo sacrifício e
da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a
fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e
o santuário será purificado”. Teólogos há que não aceitam a idéia de que tenha
sido o santuário de Jerusalém o que foi purificado. O motivo é óbvio. Era
indispensável levar o final das 2.300 tardes e manhãs para a Nova Dispensação, a
fim de que tudo saísse como adredemente preparado. A solução seria efetuar a
contagem das 2.300 tardes e manhãs na base de um dia por um ano, e imaginar
tratar-se de um santuário no Céu. E assim foi feito. Urias Smith, em seu livro Lãs
Profecias de Daniel, volume I, página 135, escreve, referindo-se à palavra
“Santuário”: Pelas definições dos lexicógrafos, e seu uso na Bíblia,
compreendemos que se emprega (a palavra “santuário”), para designar o lugar
santo e sagrado, uma morada do Altíssimo. Se a terra é o santuário, deve
responder a esta definição. Porém, que característica desta terra se adapta ao
significado do termo? A terra não é lugar sagrado nem santo, nem é morada do
Altíssimo. No que pese toda a consideração que se deve ter à memória do
respeitável homem, não é possível concordar com o que ele diz. E razões há de
mancheias. 1)    – Daniel não se refere à terra como sendo o santuário; fala, sim,
do santuário dos judeus na terra, em Jerusalém, cuja profanação teria ocorrido
por causa de suas transgressões (Daniel 8:12). 2)    – O deus dos semi-
materialistas, dos religiosos convencionais, é um deus impotente, que está no Céu
cercado de seres vivos a abaná-lo continuamente, sem parar, para que não sinta
calor e possa tomar deliberações acertadas. Este não chega a ser Deus, na
verdadeira acepção do termo, mas um deus tão pequeno e mesquinho quanto os
seus adoradores. Mas o Deus daquele que tem percepção e mente clara é o Deus
todo poderoso, o Criador de todas as coisas. É o Deus que esta em tudo e em
todos, que está no Céu, como em cada um de nós. Que está no sorriso de uma
criança como numa flor a desabrochar. Contudo Urias Smith considera que um
lugar onde pessoas se ajuntam para adorar a Deus não é santo. Não é isto o que
dizem as Escrituras. Em Isaías 60:13 lemos: “A gloria do Líbano vira sobre ti; o
cipreste, o olmeiro e o buxo conjuntamente, para adornarem o lugar do Meu
santuário, e farei glorioso o lugar dos Meus pés”. Então não estava Deus no
santuário? E não é santo o lugar onde Ele está? Não disse também Jesus que,
onde estivesse dois ou três reunidos em Seu nome, aí Ele estaria? Por sua vez,
não diz Paulo que o nosso corpo é o templo do Espírito de Deus? Como é que
Deus não se faz presente em todo lugar, e até na terra? Em Êxodo 25:8 podemos
ler: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles”. Urias
Smith, no mesmo livro e na mesma página, acrescenta: “Tem havido varias
opiniões quanto ao que é o santuário. Alguns pensam que é à terra; outros, a terra
de Canaan; outros ainda, a Igreja; e finalmente há àqueles que crêem que se trata
do santuário celestial, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor construiu e não o
homem, que está no mesmo Céu e do qual o tabernáculo judeu era tipo, modelo e
figura”. Como se pode notar, o autor omitiu justo o santuário ao qual o profeta
Daniel se referiu, que é o de Jerusalém. Urias Smith apela para o absurdo de
insinuar que o santuário dos judeus não era sagrado, por se situar na terra, na
tentativa inútil de provar que a profecia trata de um santuário celestial. O
santuário mencionado pelo Profeta não é outro senão o de Jerusalém, que fora
profanado por Antíoco IV Epifanes, como veremos a seguir, com mais detalhes.
Para chegarmos à conclusão de que Daniel 8 trata do Templo de Jerusalém e de
uma contagem literal, não precisamos apelar para a exegese, a hermenêutica ou
qualquer princípios teológicos por mais conclusivo que seja. Basta que sejamos
lógicos e coerentes. Não se requer do leitor nenhum conhecimento histórico.
Também não é necessário ter um QI elevado. Senão vejamos: 1)    – Daniel diz
que o “sacrifício contínuo” seria retirado do povo judeu por causa dos seus
pecados. Logo, a profecia diz respeito ao povo judeu e ao seu templo,
exclusivamente (verso12). 2)    – O santuário referido na profecia não pode ser o
celestial, pois no Céu nunca houve “sacrifício contínuo”, o único santuário do
qual se poderia retirar o “contínuo”, que era a imolação do cordeiro da manhã e
da tarde, seria o de Jerusalém. Pensar de maneira diferente, seria admitir o
sacrifício de animais no próprio Céu. (verso 11). 3)    – O verso 13 nos informa
que o Santuário seria entregue ao “chifre pequeno”, a fim de que fosse pisado. E
você não acha, leitor, que seria ridículo que tal coisa pudesse acontecer no Céu?
Pois é o que, forçosamente, teríamos de imaginar, se se tratasse do santuário
celestial. Pondo de lado tão gritante absurdo, pergunto qual o santuário que foi
purificado, restaurado, restabelecido. È evidente que foi o mesmo que
anteriormente fora profanado, e que não pode ter sido outro senão o de
Jerusalém.  No passado disseram-me que Roma era o “chifre pequeno”.
Disseram-me, também, que ele pisaria o Santuário Celestial, e não o de
Jerusalém, durante o período profético, que eles determinaram como sendo 2.300
anos, começando em 457 a.c, e terminando em 1.844. Informaram-me, ainda, (o
que é pior) que os dogmas e ensinamentos do papado é que continuariam o ato de
pisar o Santuário celestial, e que tudo isso e que o tornou impuro. Mas então eu
pergunto: como é que o Santuário celestial foi purificado em 1.844, se a Igreja de
Roma continua com os mesmos dogmas e idênticos ensinamentos? Ora, se no
entender dos Adventistas, foram os erros de Roma papal que contaminaram o
Santuário celestial, neste caso o Céu continua impuro, pois Roma não mudou. E
mais: se a profanação do Santuário, isto é, o gesto de pisá-lo, começou no inicio
das 2.300 tardes e manhãs, que os adventistas querem que tenha ocorrido em 457
a.c, quem o pisou a partir de então, se o papado ainda não havia surgido? Veja só,
leitor, que embaraço! Que incoerência! Que desarmonia, quando a gente foge da
realidade! Não há duvidas. O Santuário profanado e purificado foi o de
Jerusalém. E não outro. 4)    – Segundo I Macabeus, o Templo esteve profanado
entre os anos 168 e 165 a.C. (I Macabeus 1:41-64 e 4:52-54). Por tratar-se de um
período de tempo relativamente curto, já podemos dizer que a contagem das
2.300 tardes e manhãs é literal, como veremos adiante, com mais evidências.   
Quando o Templo Foi Profanado e Quando Foi Purificado Vamos, a seguir
transcrever dois textos a que desejo aludir, como provas irrefutáveis de que a
profanação do Templo se deu em 168 a.c, por Antíoco IV Epifanes, e que sua
purificação ou restabelecimento não ocorreu em 1.844, mas em 165 a.C. O
primeiro está em I Macabeus 1:41-64: “Então o rei Antíoco publicou para todo o
reino um edito, prescrevendo que todos os povos formassem um único reino e
que abandonassem luas leis particulares. Todos os gentios se conformaram com
esta ordem do rei, e muitos de Israel adotaram a religião de Antíoco, sacrificando
aos ídolos e violando o Sábado. Por intermédio de mensageiros o rei enviou a
Jerusalém e às cidades de Judá, cartas prescrevendo que aceitassem, os
sacrifícios e as libações do Templo, violassem os Sábados e as festas,
profanassem o Santuário e os santos erigissem alteres, templos e ídolos,
sacrificassem porcos e animais imundos, deixassem seus filhos incircuncidados e
maculassem suas almas com toda sorte de impurezas e abominações, de maneira
a obrigarem-nos a esquecer a Lei e transgredir as prescrições.Todo aquele que
não obedecesse à ordem do rei devia ser morto. Foi neste teor que o rei escreveu
a todo o reino; nomeou oficiais para vigiarem o cumprimento da sua vontade
pelo povo, e coagirem, cidade por cidade, as de Judá a sacrificarem. Foram
numerosos os que dentre o povo aderiram a eles, rejeitando a Lei. Fizeram muito
mal ao país e constrangeram os Israelitas a se refugiarem nos lugares afastados e
em refúgios ocultos. No dia quinze do mês de Casleu, do ano cento e quarenta e
cinco, edificaram a abominação da desolação por sobre o altar e construíram
alteres em todas as cidades circunvizinhas de Judá. Ofereciam sacrifícios diante
das portas das casas e nas praças públicas, rasgavam e queimavam todos os livros
da Lei que achavam; em toda parte, a todo aquele, em poder do qual se achava
um livro do Testamento, todo aquele que mostrasse gosto pela Lei, morreria por
ordem do rei. Com este poder que tinham, tratavam assim, cada mês, os judeus
que eles encontravam nas cidades, e no dia vinte e cinco de cada mês
sacrificavam no altar, que sobressaia do altar do Templo. As mulheres que
levavam seus filhos  a circuncidar eram mortas conforme o edito do rei com os
filhos suspensos aos seus pescoços. Massacravam-se também seus próximos e os
que tinham feito a circuncisão. Numerosos foram os israelitas que resolveram
consigo mesmo não comer nada que fosse impuro e preferiram a morte antes que
se manchar com alimentos impuros; não quiseram violar a santa Lei e foram
trucidados. “Caiu assim sobre Israel, uma imensa cólera”. Este é um testemunho
chocante relacionado com a profanação do Templo e o massacre do povo judeu.
E com este pensamento em mente leiamos novamente o verso 14: “até duas mil e
trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”. Este santuário,
indubitavelmente, o de Jerusalém, é o que fora profanado por Antíoco IV
Epifanes, e que, mais tarde, seria purificado. E como se efetivou a purificação? O
relato  se encontra em I Macabeus 4:41-58: “Então Judas encarregou alguns
homens combater os soldados da cidadela, enquanto purificavam o Templo.
Escolheu sacerdotes sem defeito e zelosos da Lei que purificaram o Templo
transportando para um lugar impuro as pedras contaminadas. Consultaram-se
entre si o que se deveria fazer do altar dos holocaustos, que havia sido profanado,
e tomaram a melhor resolução de o demolir, para que não recaísse sobre eles o
opróbrio vindo da mancha dos gentios. Destruíram-no, portanto, e transportaram
suas pedras a um lugar conveniente sobre a montanha do Templo, aguardando a
decisão de algum profeta a este respeito. Tomaram pedras intatas, segundo a Lei,
e construíram um novo altar, semelhante ao primeiro. Restauraram também o
Templo e o interior do Templo e purificaram os átrios. Fizeram novos vasos
sagrados e transportaram ap Santuário o candeeiro, o altar dos perfumes e a
mesa. Queimaram incenso no altar, acenderam as lâmpadas do candeeiro, para
alumiarem o Templo, colocaram pães sobre a mesa e suspenderam os véus,
terminando completamente o trabalho. No dia vinte e cinco do nono mês, isto é,
do mês de Casleu, do ano cento e quarenta e oito, eles se levantaram muito cedo,
e ofereceram um sacrifício legal sobre o altar dos holocaustos, ao som das
harpas, das liras e dos címbalos. Todo o povo se arrojou com o rosto em terra,
para adorar e bendizer ao céu. Àquele que os havia conduzido ao triunfo.
Prolongaram por oito dias a dedicação do altar, oferecendo com alegria
holocaustos e sacrifícios de ações de graças e de louvores. Adornaram a fachada
do Templo com coroas de ouro e com pequenos escudos, consagraram as
entradas do Templo e os quartos, aos quais  colocaram portas.Reinou uma alegria
imensa entre o povo e o opróbrio das nações foi afastado!” Assim, e exatamente
assim, foi purificado o Santuário. Como as coisas são simples, quando
procuramos caminhos, e não atalhos! Abrindo um parêntese, cabe aqui um
esclarecimento. Disse, anteriormente, que a profanação do Templo ocorreu no
ano 168 a.C, e a purificação, em 165. Em seguida citando I Macabeus, asseverou-
se que o Santuário fora profanado em 145, e purificado em 148. Para aqueles que
não sabem, devo dizer que não há aí qualquer discrepância. É que o ano 168 a.C.
corresponde ao ano 145 da contagem dos Macabeus. A primeira cronologia era
decrescente. A outra, crescente.   A Contagem das 2.300 Tardes e Manhãs ou
2.300 Sacríficios da Tarde e da Manhã Vemos, nesta profecia, uma
particularidade que a destaca das demais. É a maneira singular em que aparece o
fator tempo: “Até 2.300 tardes e manhãs...” Por que foi usada a expressão
TARDES E MANHÃS? O motivo é um só. Tratava-se de dias literais de 24
horas, em consonância com os da criação, que foram literais também, e
constituídos de TARDES E MANHÃS (veja Gênesis 1:5 8,13,19,23,31). As
palavras ereb boger (tarde e manhã) de Dan. 8:14 são as mesmas que aparecem
em Gênesis 1 Para que você constate a semelhança, transcrevo abaixo Gen. 1:5 e
Dan. 8:14 na versão hebraica; Wiehi ereb waichi boger iom echad (e foi tarde e
foi manhã dia um), Ad ereb boger alpaim ushelosh meoth (até tarde manhã duas
mil trezentas). Note este detalhe importante. O tempo de duração do período não
poderia ser demasiado longo, pois teria que situar-se dentro do domínio do “bode
peludo”, na vigência do império grego, ou seja, nos tempos do Antigo
Testamento, isto nos assegura que a contagem das 2.300 tardes e manhãs é literal,
e nunca na base de um dia equivalendo um ano. Os que defendem a tese da
contagem literal estão divididos em duas classes: 1)    – Os que querem que
“2.300 tardes e manhãs” signifiquem 2.300 dias. 2)    – Os que julgam ser as
“2.300 tardes e manhãs” equivalentes a 1.150 dias. Embora contrariando a
alguns, é inegável que há lógica nesta última maneira de ver a questão.
Poderíamos dizer que “2.300 tardes e manhãs” não são 2.300 tardes mais 2.300
manhãs. As tardes e manhãs juntas, somadas, é que dariam o total de 2.300. Seja
um exemplo. Eu digo: “Neste edifício moram 100 homens e mulheres”. Estaria,
por acaso, afirmando que nele residem 100 homens mais 100 mulheres? Não.
Muito pelo contrário. Eu estaria dizendo que no edifício moram 100 pessoas,
entre homens e mulheres (80 homens mais 20 mulheres, ou 20 homens e mais 80
mulheres, ou 30 homens e 70 mulheres etc.). Assim é com as 2.300 tardes e
manhãs. Só que, neste caso, como a uma tarde sempre sucede uma manhã, elas
aparecem em partes iguais, isto é, 1.150 tardes mais 1.150 manhãs, totalizando
2.300 tardes e manhãs, ou seja 1.150 dias. Segundo a opinião de bom número de
estudiosos, pode-se, por outro lado, entender “2.300 tardes e manhãs” como
sendo 2.300 holocaustos, da tarde e da manhã num total de 1.150 dias. Pois eram
dois os holocaustos em um dia de 24 horas. Se você, leitor, não concordando com
esta contagem, achar que as 2.300 tardes e manhãs equivalem a 2.300, e não
1.150 dias literais, ainda assim em nada será alterada a função que Antíoco
desempenhou nesta profecia. Tente entender isto: Antíoco reinou de 175 até 164
antes de Cristo, no total de 11 anos. Em 168 profanou o Templo, que assim
permaneceu até o ano de 165 a.C. Contudo, o domínio desse tirano sobre a terra
Gloriosa começou por volta do ano 170 (veja I Macabeus 1:20, 29), prolongando-
se até 165 a.C., o que alcançou cerca de 7 anos ou 2.300 dias literais. Qualquer
que seja a intenção da Inspiração, ou seja, qual for a escolha que você fizer
( 2.300 ou 1.150 dias), Antíoco IV Epifanes continua sendo o homem que
preencheu todas as condições de Daniel 8. O que importa é que foi ele quem
profanou e saqueou o Templo. O que importa é que a purificação do Santuário se
deu dentro da Velha Dispensação. Assim que diferença faz se você acha que as
2.300 tardes e manhãs somam cerca de 7 anos ou sua metade, se o reinado de
Antíoco abrangeu o período maior? Antíoco exerceu seu poder sobre os judeus
durante, aproximadamente, 7 anos, e dentro desse período o Templo esteve
profanado cerca de 3 anos e dois meses. Em outras palavras, a profecia se
encaixa de maneira completa e abrangente. Desta forma, não creio ser necessário
que os teólogos discordem entre si sobre se as 2.300 tardes e manhãs representam
2.300 ou 1.150 dias. Se a contagem correta for 2.300 dias, então este tempo se
coaduna com o domínio de Antíoco, que se estendeu a 170 até 165 a.C. Se, por
outro lado, a contagem certa for de 1.150 dias, então este lapso de tempo
corresponderá à profanação do Santuário que, tendo sido imposta em 168,
chegou até o ano 165 a.C. De qualquer forma, a profecia não sai da Velha
Dispensação, e Antíoco IV Epifanes continua sendo o homem que representou o
“chifre pequeno”, em todos os seus aspectos. Seja qual for a interpretação, ela
será sempre literal. Como se vê, todas as evidências até agora apresentadas são
tão notórias, que não temos para onde correr. E que prisão agradável é esta de ter
a certeza dos fatos! A esta altura, cabe um esclarecimento da máxima
importância. Digo que o esclarecimento é que é importante, e não o fato em si.
Os defensores da tese de que as 2.300 tardes e manhãs devem ser encaradas na
base de um dia por um ano, alegam que o período de 1.150 dias não
correspondem exatamente ao tempo em que o Templo de Jerusalém esteve
profanado. “Há uma diferença de 70 dias”, dizem eles. Leiamos o que diz o Dr.
Mário Veloso, em artigo publicado na revista Ministério Adventista, de março a
junho de 81, páginas 40 e 41: “O argumento histórico é que nenhum período de
tempo conhecido se ajusta a um período literal de 1.150 dias durante a época dos
Macabeus. Para serem coerentes, os preteristas precisam encarar os 2.300 dias
(ou 1.150 dias) como sendo literais se o santuário de Dan. 8:14 é literal. Sabe-se
que a profanação do templo judaico por Antíoco Epifanes -durou exatamente 3
anos ou 1080 dias. (I Macabeus 1:54 e 59; 4:52), calculados segundo o
calendário que atribuem 360 dias ao ano. São 70 dias menos do que os 1.150 dias
requeridos. Mesmo que fosse usado um ano profético de 365 dias, ainda faltariam
55 dias. No entanto, já excluímos a interpretação de Dan. 8:14 como 1.150 dias,
de acordo com os instrumentos lingüísticos. A conclusão é que não existe um
período histórico conhecido, durante o tempo dos Macabeus, que corresponda a
2.300 dias literais, ou metade desse número ( três anos, e dois meses e 10 dias)”.
A argumentação supra não resiste a um teste imparcial. A Bíblia não é um
compêndio de matemática, com fórmulas, números e equações. Ela mesma não é
especialista em mencionar datas. Estas devem ser muitas vezes, baseadas na
História. Por sua vez, as datas históricas antigas, nem sempre são completas,
faltando, muitas vezes, o mês o dia em que o fato se deu. Por exemplo, em 457
a.C. saiu o terceiro decreto de Artaxerxer relacionado com o repatriamento dos
judeus. Mas é difícil determinar, com exatidão, o dia e até mesmo o mês em que
isto aconteceu. Assim o sétimo ano de Artaxerxes (458-457) foi o ponto de
partida para a contagem das 70 semanas de anos. Mas em que mês e em que dia a
coisa aconteceu exatamente? Os intérpretes adventistas, partindo de 457 a.C,
chegaram ao,ano de 1.844. Entrementes, situar com rigor, o tempo que, segundo
eles, correspondem a 2.300 anos, é tarefa irrealizável. Tudo não passa de
aproximações. Diga-sede passagem, que o objetivo da Bíblia não é fixar datas,
mas apresentar fatos. Seja, como outra ilustração, o período de 1.260 dias. Quem
pode fixar, com exatidão, o seu inicio para que se chegue a um resultado
matemático? Diante destes fatos, ninguém tem o direito de dizer que o período de
1.150 dias não corresponde ao tempo em que o Templo esteve profanado. Esteve,
sim. E este é um período definido da história, no tempo dos Macabeus. Este
tempo se estendeu do ano 168 até 165 a.C. Resta-nos, agora, alinhavar mais
algumas razões que desabonam a contagem na base de 1 dia por 1 ano para este
período profético também. Já disse, linhas atrás, que o “chifre pequeno” deveria
nascer do “bode Peludo” (Império Grego) e com ele morrer. Disse ainda que ele
surgiu da dinastia selêucida, que foi extinta em 64 antes de Cristo. Assim, o
tempo profético jamais poderia atingir o ano de 1.844. Este ponto é de uma
lógica tão elementar, que não precisaríamos sequer abordar outros detalhes da
questão. Contudo, os defensores da tese de 1 dia igual a 1 ano têm o direito de
apresentar as suas razões. E o que vou fazer, a seguir, não é outra coisa senão
examinar, com você, algumas delas. 1)    – Leio na revista Ministério Adventista,
março a junho de 1.981, página 43: “Se o período dos 2.300 dias abrange o
tempo da elevação e queda dos impérios da Média-Pérsia e da Grécia, então será
impossível interpretá-los como dias literais. Os dois Impérios duraram muitas
vezes mais do que os seis anos e um terço equivalente a 2.300 dias (se Daniel
8:14 for considerado tempo literal)”. Parece que aqui o autor não examinou
cuidadosamente o panorama profético. A profecia das 2.300 tardes e manhãs não
foi mencionado com a intenção de abranger toda a vigência dos impérios Medo-
Persa e Grego. Busquemos a comprovação. Um Santo pergunta: “até quando
durará a visão do costumado sacrifício e da transgressão assoladora, visão na
qual eram entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” Em outra
palavras; a mesma pergunta poderia ser assim estabelecida: quanto tempo durará
a transgressão assoladora, isto é, todos os desatinos praticados contra o povo de
Deus, e durante quanto tempo o povo seria massacrado e o santuário pisado?A
resposta veio em seguida: “até 2.300 tardes e manhãs, e o santuário será
purificado”. Como se pode perceber, as 2.300 tardes e manhãs deviam abranger
estes fatos apenas. É o que está escrito, e isto é o suficiente. Portanto, o
argumento apresentado pela aludida revista não tem peso. A única saída é aceitar
a interpretação literal da profecia. 2)    – Na mesma revista, à página 42,
destacamos: “Um característico da profecia apocalíptica é que as figuras são
consideradas simbólicas. Animais representam reinos, e chifres, poderes...
Acompanhando a natureza simbólica das figuras, poder-se-ia esperar que os
números nessas profecias sejam interpretados simbolicamente, indicando tempo
profético, e não de modo literal. Seria incoerente interpretar alguns números
literalmente e outros simbolicamente”. Este argumento ainda é mais pobre do que
o anterior. Ele não diz nada. Desejar que os números fossem simbólicos só
porque as figuras o são, é como passear em cima de telhado. Corre-se o risco de
fazer goteiras. Cito apenas, como exemplo, Geremias. 25:12, onde se fala de” 70
anos” literais, e não simbólicos. E trata-se de uma profecia. 3) – Os defensores da
contagem simbólica de 1 dia para cada ano apelam para Números 14:34:
“Segundo os números dos dias em que espiaste a terra, quarenta dias, cada dia
representando um ano, tereis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos, e
tereis experiência do Meu desagrado”. Convém examinar o texto com cuidado.
Não há aqui, uma recomendação para que os números proféticos sejam
considerados na base de 1 dia um ano. A passagem está apenas dando uma
informação. Assim como os espiões haviam espiado a terra de Canaan durante 40
dias, da mesma forma, os israelitas carregariam as suas iniqüidades, no deserto,
por 40 anos. Não se trata de um princípio de equivalência ou de uma lei
interpretativa, mas de uma forma de expressão comparativa. Se não tivesse
havido a coincidência de números (40 dias e 40 anos), isto é, se a permanência
dos espiões em Canaan tivesse sido de 30 dias, por exemplo, em vez de 40, a
redação do texto teria sido bem diferente, e provavelmente não daria margem a
qualquer princípio de interpretação profética. Ezequiel 4:4-6 é outro texto
comumente usado pelos mesmos defensores. Mas eles mesmos o apontam
indicando, não 1 dia um ano, mas 1 ano um dia. Observe o que diz a mesma
revista à página 44: “Ezequiel contém, portanto, o princípio de que 1 ano
represente 1 dia, e Números contém o princípio de que 1 dia representa 1 ano.
Isto não anula o princípio, pois a proporção se mantém inalterada, não importa de
que maneira é usada a equação”. Se o raciocínio do autor é correto, isto é, se
Números apresenta o princípio dia ano, mas Ezequiel, ao contrário, consigna 1
ano= 1 dia  como proceder com os “70 anos” de Gerencias? (Gerencias. 25:12).
Praticando-o teremos o “milagre” de ver o cativeiro imposto aos judeus reduzido
para 70 dias. Sim, porque se o texto de Números tivesse um princípio válido, o
mesmo aconteceria com o de Ezequiel. Não podemos aceitar um, desprezando o
outro. Parece que os irmãos adventistas perderam o sentido da lógica. Falta-lhes
coerência. A Igreja Adventista mesma diz que em Número 14:34 há o princípio
de um dia equivalendo um ano, e em Ezequiel 4:4-6, um ano equivale a um dia.
Se assim ela tem como certo, por que diz que um tempo, tempos e metade de um
tempo de Dan. 7:25 representam 1.260 anos? Ora, é sabido que, para os judeus, 1
tempo equivale a um ano. Logo temos aí o total de 3,5 anos. Aplicando o
princípio que a igreja diz existir em Ezequiel 4:4-6 ( 1 ano = 1 dia), chegaremos a
3,5 dias. Na prática,a Igreja usa apenas o princípio que ela diz existir em Num.
14:34, porque este é o que lhe convém, tanto para Daniel 7:25 como para as
2.300 tardes e manhãs. Como se vê, aplicando o suposto princípio de Ezequiel
em Daniel 7:25 em Jer. 25:12, chegaremos ao absurdo de vermos reduzidos um
tempo, tempos e metade de um tempo a 3,5 dias, e 70 anos a 70 dias. Para quem
aceita a existência de equivalência profética em Números e Ezequiel, e
inteiramente impossível sair deste impasse. É  um verdadeiro beco sem saída, do
qual só nos livraremos, retomando o ponto de partida. Nestas condições, de duas
uma: ou reconhecemos a inexistência de qualquer princípio de equivalência nos
textos considerados, ou estaremos sempre inclinados a buscar arranjos para
“harmonizar” o raciocínio. Podemos parar por aqui. É inútil tentar provar que as
2.300 tardes e manhãs valem 2.300 anos. Consegui-lo é difícil, para não dizer
impossível. Os fatos bíblicos e históricos nos asseguram, de maneira irrefutável,
que as 2.300 tardes e manhãs são literais. Na verdade são 2.300 sacrifício, que
eram realizados pela manhã e pela tarde. Foram realizados 1.150 sacrifícios nas
tardes e 1.150 sacrifícios nas manhãs, perfazendo um total de 2.300 sacrifícios ou
holocaustos. 

Fonte: : https://gracamaior.com.br/estudos/ibsd-x-adventistas-do-setimo-dia/130-
ate-duas-mil-e-trezentas-tardes-e-manhas-e-o-santuario-sera-purificado.html
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