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PROCESSOS

DE
CONFORMAÇÃO

ESTAMPAGEM
CHAPAS
Prof. Dr. Iris Bento da Silva
USP – Universidade de São Paulo
EESC – Escola de Engenharia de São Carlos
ibs@sc.usp.br
01.06.20
1
EESCUSP
PLANO DE AULA

• CONFORMAÇÃO DE CHAPAS
• CORTE
• DOBRAMENTO
• ESTIRAMENTO
• EMBUTIMENTO

2
EESCUSP
ESTAMPAGEM
1. CORTE
2. DOBRAMENTO
Processo
3. ESTIRAMENTO
4. EMBUTIMENTO

Aplicação

3 EESCUSP
CORTE-DOBRAMENTO-ESTIRAMENTO-EMBUTIMENTO: Considerações
• Estampagem
• Matéria prima chapa metálica
• Aço, alumínio, cobre, magnésio, titânio.
• Os tipo de chapas mais utilizadas
• aço em primeiro lugar
• Depois vem
• alumínio, cobre e outros.

4
EESCUSP
CORTE-DOBRAMENTO-ESTIRAMENTO-EMBUTIMENTO: Considerações
• Quem mais utiliza peças de chapas é a indústria da mobilidade
• Carros, caminhões, aviões
• Aproveitam a principal vantagem de um componente feito de
chapa
• Sua excelente relação entre peso e resistência mecânica
• Estruturas feitas a partir de chapas conseguem ser leves e ao
mesmo tempo resistentes.
• Processos de estampagem permitem uma alta produtividade
• O que faz com que o custo de produção de cada peça seja
reduzido.
• Uma peca estampada consegue aliar alta qualidade geométrica
e estrutural com um baixo custo
• Normalmente as operações de conformação de chapas são
efetuadas a frio (hoje já existe também estampagem a quente)

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EESCUSP
Resumo CORTE-DOBRAMENTO-ESTIRAMENTO-EMBUTIMENTO: Considerações

• Estampagem
• Matéria prima é uma chapa metálica
• Aço, alumínio, cobre, magnésio, titânio.
• Os tipo de chapas mais utilizadas são as de aço em primeiro lugar
• Depois vem as de alumínio, cobre e outros.
• Quem mais utiliza peças de chapas é a indústria da mobilidade
• Carros, caminhões, aviões
• Aproveitam a principal vantagem de um componente feito de chapa
• Sua excelente relação entre peso e resistência mecânica
• Estruturas feitas a partir de chapas conseguem ser leves e ao mesmo
tempo resistentes.
• Processos de estampagem permitem uma alta produtividade
• O que faz com que o custo de produção de cada peça seja reduzido.
• Uma peca estampada consegue aliar alta qualidade geométrica e
estrutural com um baixo custo
• Normalmente as operações de conformação de chapas são
efetuadas a frio (hoje já existe também estampagem a quente)

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EESCUSP
CORTE-DOBRAMENTO-ESTIRAMENTO-EMBUTIMENTO: Ferramentas
• As ferramentas empregadas na conformação metálica são:
• Punção
• O punção é a ferramenta convexa que se acasala com a
matriz côncava
• Geralmente o punção é o elemento móvel
• Matriz
• Ferramenta côncava
• Normalmente o punção e a matriz
• devem estar alinhados;
• dessa forma, eles são montados em um porta-matriz
• Matrizes e punções são projetados, de tal sorte, que os
estágios sucessivos esteja na mesma matriz (a cada
pancada da prensa)
• Estampo progressivo (exemplo da arruela)

7 EESCUSP
CORTE-DOBRAMENTO-ESTIRAMENTO-EMBUTIMENTO: Ferramentas
• A escolha do material das ferramentas,
economicamente, dependem do volume
• Alto ferramental de aço ferramenta ou metal
duro
• Baixo exemplo, indústria aeronáutica, pode-se
usar madeira, resina epóxi, outros

8 EESCUSP
Resumo CORTE-DOBRAMENTO-ESTIRAMENTO-EMBUTIMENTO: Ferramentas

• As ferramentas empregadas na conformação metálica são:


• Punção
• O punção é a ferramenta convexa que se acasala com a matriz côncava
• Geralmente o punção é o elemento móvel
• Matriz
• Ferramenta côncava
• Normalmente o punção e a matriz devem estar alinhados; dessa forma,
eles são montados em um porta-matriz
• Matrizes e punções são projetados, de tal sorte, que os estágios
sucessivos esteja na mesma matriz (a cada pancada da prensa)
• Estampo progressivo (exemplo da arruela)
• A escolha do material das ferramentas, economicamente, dependem do
volume
• Alto ferramental de aço
• Baixo exemplo, indústria aeronáutica, pode-se usar madeira, resina
epóxi, outros

9 EESCUSP
CORTE-DOBRAMENTO-ESTIRAMENTO-EMBUTIMENTO: Prensas
• A maior parte da produção em massa produzida em chapas finas é
feita em:
• Prensa mecânica
• Energia é armazenada num volante e transferida para o
cursor móvel pertencente ao êmbolo da prensa
• Quase sempre de ação rápida e aplica pancadas de curta
duração
• Prensa hidráulica
• De ação mais lenta, mas pode aplicar pancadas mais longas
• Martelo de queda
• Utilizado na indústria aeronáutica, em função de volume

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EESCUSP
CORTE-DOBRAMENTO-ESTIRAMENTO-EMBUTIMENTO: Prensas
• Classificação das prensas quanto ao número de cursores
• Prensa de efeito simples
• Tem somente um cursor que opera na direção vertical
• A segunda função pode ser realizada por mola ou cilindro
pneumático
• Prensa viradeira mecânica é uma prensa de efeito simples.
Utilizada para formar dobras longas e retas em peças como
calhas e chapas corrugadas
• Prensa de efeito duplo
• O segundo cursor é utilizado para operar o mecanismo de
fixação, que impede a ocorrência de rugosidade na
estampagem profunda
• Prensa de efeito triplo
• Dois mecanismos operam acima da matriz e um opera
abaixo

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EESCUSP
CORTE POR CISALHAMENTO: Conceitos
• O corte em prensa é feito por meio de punção-matriz ou lâminas
• Punção-matriz
• Lâmina fixa e móvel
• A folga entre as lâminas é uma variável importante
• Adequada as trincas que se iniciam nas bordas das
lâminas irão se propagar por meio do metal, garantindo
uma superfície lisa no produto
• Excessiva ocorrerá rebarba no produto

Processo de corte.
Tensões atuantes na
zona de conformação:
cisalhamento. A chapa é
cisalhada entre o
punção e a matriz

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EESCUSP
CORTE POR CISALHAMENTO: Conceitos

• Processo de corte
• Guilhotina
• Para cortar chapa ou barras (formação de tarugos)
• Blanking (corte) consiste no corte de tiras, chapas, discos ou
perfis que serão utilizados pelos processos subsequentes de
chapas
• Piercing (puncionamento) caracteriza uma operação em que
o metal removido não será aproveitado
• Trimming (rebarbação) processo de aparar o material em
excesso
• Processo mais recente chamado de fine blanking
• Aplicados em peças near-net-shape

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EESCUSP
Resumo CORTE POR CISALHAMENTO: Conceitos
• O corte em prensa é feito por meio de punção-matriz ou lâminas
• Punção-matriz
• Lâmina fixa e móvel
• A folga entre as lâminas é uma variável importante
• Adequada as trincas que se iniciam nas bordas das lâminas irão se propagar
por meio do metal, garantindo uma superfície lisa no produto
• Excessiva ocorrerá rebarba no produto
Processo de corte.
Tensões atuantes na
zona de conformação:
cisalhamento. A chapa é
• Processo de corte cisalhada entre o
punção e a matriz
• Guilhotina
• Para cortar chapa ou barras (formação de tarugos)
• Blanking (corte) consiste no corte de tiras, chapas, discos ou perfis
que serão utilizados pelos processos subsequentes de chapas
• Piercing (puncionamento) caracteriza uma operação em que o metal
removido não será aproveitado
• Trimming (rebarbação) processo de aparar o material em excesso
• Processo mais recente chamado de fine blanking
• Aplicados em peças near-net-shape

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EESCUSP
CORTE POR CISALHAMENTO: Componentes

COMPONENTES DA FERRAMENTA:
• 1.PUNÇÃO
• 2.MATRIZ
• 3.GUIA DO PUNÇÃO E RETENTOR DA CHAPA CORTADA
• 4.GUIA DA CHAPA NA MATRIZ

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EESCUSP
CORTE POR CISALHAMENTO: Componentes

• As ferramentas de corte por estampagem,


ou comumente denominadas “estampo”,
são constituídas basicamente de
• matriz e punção
• A máquina mais usada é uma prensa
excêntrica

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EESCUSP
CORTE POR CISALHAMENTO: Componentes

17 EESCUSP
CORTE POR CISALHAMENTO: Componentes

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EESCUSP
Resumo CORTE POR CISALHAMENTO: Componentes

• As ferramentas de corte por


estampagem, ou
comumente denominadas
“estampo”, são constituídas
basicamente de
• matriz e punção
• A máquina mais usada é
uma prensa excêntrica

COMPONENTES DA FERRAMENTA:
• 1.PUNÇÃO
• 2.MATRIZ
• 3.GUIA DO PUNÇÃO E RETENTOR DA CHAPA CORTADA
• 4.GUIA DA CHAPA NA MATRIZ

19 EESCUSP
CORTE POR CISALHAMENTO: Força de corte na chapa

F c = p .s .τ

• Fc = força de corte
• p = perímetro da peça
• s = espessura da chapa
• τ tensão de cisalhamento (3/4 a 4/5 da resistência de tração)

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EESCUSP
DOBRAMENTO: Conceitos
• Dobramento é um processo de conformação empregado
em chapas com secções lineares, angulares e canais
• Há duas formas típicas
• Com matriz:
• O componente é suportado
• Por uma cavidade (matriz) fêmea
• No ângulo desejado

• Sem matriz:
• O ângulo final é dado
• Pelo limite de movimento vertical do punção

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EESCUSP
DOBRAMENTO: Conceitos
COMPONENTES DA FERRAMENTA
Com matriz 1 - PUNÇÃO
2 - MATRIZ
3 - SUJEITADOR
T - ESBOÇO PEDAÇO DE TIRA

Sem matriz

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EESCUSP
DOBRAMENTO: Conceitos

• Equipamento
• Prensa viradeira ou dobradeira, mecânica ou
hidráulica
• Materiais
• Aços carbono ou ligados (1º lugar), ligas de
alumínio e titânio, superligas com ferro, níquel
e cobalto, ligas de molibdênio, berílio e
tungstênio
• Aplicação Indª mobilidade: carros, caminhões,
aviões

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EESCUSP
Resumo DOBRAMENTO: Conceitos
• Dobramento é um processo de conformação empregado em chapas
com secções lineares, angulares e canais
• Há duas formas típicas

• Com matriz:
• O componente é suportado
• Por uma cavidade (matriz) fêmea
• No ângulo desejado

• Sem matriz:
• O ângulo final é dado
• Pelo limite de movimento vertical do punção

• Equipamento
• Prensa viradeira ou dobradeira, mecânica ou hidráulica
• Materiais
• Aços carbono ou ligados (1º lugar), ligas de alumínio e titânio,
superligas com ferro, níquel e cobalto, ligas de molibdênio, berílio e
tungstênio
• Aplicação Indª mobilidade: carros, caminhões, aviões
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EESCUSP
DOBRAMENTO: Ferramental
Ferramenta de dobramento adaptada

(a) prensa excêntrica (b) prensa viradeira

COMPONENTES DA FERRAMENTA
1 - PUNÇÃO
2 - MATRIZ
3 - SUJEITADOR
T - ESBOÇO PEDAÇO DE TIRA

Tensões atuantes na zona de


conformação: tração x compressão

A chapa é tracionada na região externa da


dobra e comprimida na região interna

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EESCUSP
DOBRAMENTO: Processos

Dobramento com ferramenta Dobramento com ferramenta


de movimento linear de movimento rotativo

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EESCUSP
EESCUSP
DOBRAMENTO: Processos

4
0
3
0

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DOBRAMENTO: Planificação e Dobra

Nota: Utilizar raio interno ou raio de dobra igual a 1mm para cálculo de desenvolvimento de planificação de chapa
de espessura até 3mm, acima desta espessura utilizar RD igual ou maior que a espessura da chapa utilizada.

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EESCUSP
DOBRAMENTO: Perfis

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29 EESCUSP
Dobramento: Calandragem
• Elementos da calandra

A calandra é constituída por um conjunto de rolos ou cilindros,


com movimento giratório e pressão regulável.

O material a ser curvado é colocado entre rolos que giram e


pressionam até que o curvamento esteja de acordo com as
dimensões desejadas.

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EESCUSP
Dobramento: Calandragem
• Calandras para tubos e perfis

Apresentam conjuntos de rolos ou cilindros


sobrepostos, feitos de aço temperado, com
aproximadamente 200 mm de diâmetro.

Podem curvar qualquer tipo de perfil: barras,


quadrados, cantoneiras, em T etc.

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EESCUSP
Dobramento: Calandragem

• Calandras para chapas

Têm geralmente 3 ou 4 rolos.

As de 3 rolos são as mais usadas na indústria e


nelas os rolos estão dispostos em formação de
pirâmide

As calandras para chapas com 4 rolos


apresentam a vantagem de facilitar o trabalho de pré-
curvamento.

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EESCUSP
Dobramento: Calandragem

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33 EESCUSP
Resumo Dobramento: Calandragem
• Calandras para tubos e perfis

Apresentam conjuntos de rolos


ou cilindros sobrepostos, feitos de aço
temperado, com aproximadamente
200 mm de diâmetro.

Podem curvar qualquer tipo de


perfil: barras, quadrados, cantoneiras,
em T etc.

• Calandras para chapas

Têm geralmente 3 ou 4 rolos.

As de 3 rolos são as mais usadas na


indústria e nelas os rolos estão dispostos em
formação de pirâmide

As calandras para chapas com 4 rolos


apresentam a vantagem de facilitar o trabalho de
pré-curvamento.

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EESCUSP
DOBRAMENTO: Força

F d = 2 .σ d .b . s / 3 l 2

• Fd = força de dobramento
• b = largura da peça
• s = espessura da chapa
• l = comprimento da peça

• σ dresistência ao dobramento (cerca de duas vezes a resistência


de tração)

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EESCUSP
ESTIRAMENTO: Conceitos
• O estiramento é o processo de conformação que consiste na
aplicação de forças de tração de maneira a esticar o material sobre
uma ferramenta ou bloco-modelo
• Bastante empregado na indústria aeronáutica para produção de grandes peças
com grandes raios de curvatura
• Equipamento: pistão hidráulico (vertical) que movimenta o punção
ou bloco-modelo e duas garras que prendem as extremidades da
chapa

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EESCUSP
ESTIRAMENTO: Conceitos
• Em virtude do elevado custo de
execução do estampo e da
matriz em ferramentas grandes,
como exemplo, construção de
carrocerias
• Para séries pequenas lança-se
mão, do estiramento por tração
• Tensões atuantes na zona de
conformação:
• tração x tração
• A chapa não flui para a
cavidade da matriz e o aumento
da superfície é resultado da
redução da espessura

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EESCUSP
EMBUTIMENTO OU ESTAMPAGEM PRODUNDA: Conceitos

• Embutimento Processo de conformação


• Chapa (quente ou fria) normalmente prensada
nas bordas por prensa-chapas
• Forçada por um punção através de uma matriz
• Formando-se um recesso profundo
• Contendo uma parede na mesma espessura da
chapa original

38 EESCUSP
EMBUTIMENTO OU ESTAMPAGEM PRODUNDA: Conceitos

39 EESCUSP
EMBUTIMENTO OU ESTAMPAGEM PRODUNDA: Conceitos

40 EESCUSP
EMBUTIMENTO OU ESTAMPAGEM PRODUNDA: Conceitos

• Embutimento Processo de conformação


• Chapa (quente ou fria) normalmente prensada
nas bordas por prensa-chapas
• Forçada por um punção através de uma matriz
• Formando-se um recesso profundo
• Contendo uma parede na mesma espessura da
chapa original

41 EESCUSP
EMBUTIMENTO OU ESTAMPAGEM PRODUNDA: Conceitos

• A geometria dos produtos é na forma


• Prismática ou cilindríca, com ou sem flange
• Formato copo pode ser obtido por sucessivas operações
de repuxo
• Equipamento
• Prensa hidráulica ou mecânica, prensa transfer
• Materiais
• Aços carbono ou ligados, ligas de alumínio e titânio,
superligas com ferro, níquel e cobalto, ligas de
molibdênio, berílio e tungstênio

42 EESCUSP
Resumo EMBUTIMENTO OU ESTAMPAGEM PRODUNDA: Conceitos
• Embutimento Processo de conformação
• Chapa (quente ou fria) normalmente prensada nas bordas por prensa-chapas
• Forçada por um punção através de uma matriz
• Formando-se um recesso profundo
• Contendo uma parede na mesma espessura da chapa original

• A geometria dos produtos é na forma


• Prismática ou cilindríca, com ou sem flange
• Formato copo pode ser obtido por sucessivas operações de repuxo

• Equipamento
• Prensa hidráulica ou mecânica, prensa transfer

• Materiais
• Aços carbono ou ligados, ligas de alumínio e titânio, superligas com ferro, níquel e
cobalto, ligas de molibdênio, berílio e tungstênio
43 EESCUSP
EMBUTIMENTO: Ferramental

1 - SUPORTE DE PUNÇÃO
D - DISCO (PEÇA INICIAL NO
2 - PUNÇÃO
PROCESSO)
3 - PRENSA CHAPAS OU SUJEITADOR
C - COPO (PEÇA PARCIALMENTE
4 - MATRIZ
CONFORMADA)
5 - SUPORTE DA MATRIZ

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EESCUSP
EMBUTIMENTO: Ferramental

D - DISCO (PEÇA INICIAL NO PROCESSO)


C - COPO (PEÇA PARCIALMENTE CONFORMADA)

1 - SUPORTE DE PUNÇÃO
2 - PUNÇÃO
3 - PRENSA CHAPAS OU SUJEITADOR
4 - MATRIZ
5 - SUPORTE DA MATRIZ

45 EESCUSP
EMBUTIMENTO: Comportamento das Tensões e Deformações

Tensão de sujeição
Tensão Tensão
compressiva estiramento Compressão
radial circunferencial

Elemento da borda do copo


Elemento no dobramento superior
do copo

Tensão
estiramento

Tensão
compressiva
Tensão
Elemento na lateral do copo estiramento
radial
Tração
circunferencial
Tensão
de tração

Elemento no dobramento inferior


Elemento no fundo do copo
do copo

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EESCUSP
1º Método EMBUTIMENTO: Força Máxima de Estampagem Profunda

F e max = 2 .π .r . s .σ m . ln( r0 / r )
• Femax = força máxima de estampagem profunda
• r0 = raio do disco inicial
• r = raio do copo
• s = espessura da chapa

• σ m resistência média à deformação


EMBUTIMENTO: Força do Sujeitador de Aba circular

F s = π .( r 0 − r ). p s
2 2

• Fs = força do sujeitador

• p s pressão de sujeição (100-200 MPa para aço e 80-100 MPa para


alumínio)

47
EESCUSP
2º Método EMBUTIMENTO: Força Total de Embutimento

F p = π .D p .s.(1,1σ 0 ). ln( D 0 / D p ) +
µ (π / 2 ) + B
+ µ .2 .Fa .( D 0 / D p ).e

• Fp = carga total no punção


• Dp = diâmetro do punção
• Do = diâmetro do blank
• s = espessura
•σ = tensão de escoamento
0

• Fa = força do anel fixador prensa-chapa


• B = esforço gasto para dobramento e endireitamento do blank

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EESCUSP
EXEMPLO DE APLICAÇÃO: EMBUTIMENTO
• Um disco de chapa
• com Do = 200 mm é embutido
• numa primeira etapa
• d1 = 100 mm
• e em dois reembutimentos seguintes:
• d2 = 63 mm
• d3 = 45 mm
• Qual é o coeficiente de embutimento total?

• Para pensar

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EESCUSP
EXEMPLO DE APLICAÇÃO: EMBUTIMENTO

• Um disco de chapa de aço


• com Do = 200 mm é embutido
• Primeira etapa : d1 = 125 mm
• Segunda etapa: d2 = 100 mm
• Curva de encruamento
• Utilizar a curva Grüning/Billigmann
• Espessura da chapa:
• s = 1 mm
• A resistência do material é de
• 38 kg/mm2
• Calcular as forças de embutimento
• Para pensar

50 EESCUSP
EXERCÍCIO PARA PRÓXIMA AULA

• Estampagem: CORTE
• Escolher e desenhar uma peça da indústria automobilística,
eletrodoméstica ou aeronáutica

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EESCUSP
EXERCÍCIO PARA PRÓXIMA AULA

• Estampagem: CORTE
• Escolher e desenhar uma peça da indústria automobilística,
eletrodoméstica ou aeronáutica
• Escolher a forma de fornecimento da matéria-prima
• Controle de qualidade da matéria-prima
• Desenhar o lay-out do blank na chapa ou tira
• Definir o material da peça escolhida
• Definir a folga entre punção e matriz
• Estabelecer o material e tratamento térmico do punção e matriz
• Calcular a força de corte de uma geometria da peça
• Escolher a prensa (justificar)
• Desenhar um croquis do estampo
• Descrever sumariamente o processo de fabricação (roteiro)
• Assistir YouTube estampagem
• Ver empresa Schuler
• Apresentar na próxima aula
– 08.06.20 pré-projeto
• 10 minutos por grupo
– 15.06.20 projeto apresentado em ppt
• 10 minutos por grupo

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EESCUSP