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Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações

Módulo: Redes Ópticas e GMPLS


Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
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1.1 Telecomunicações
1.1.1 Conceitos

Comunicação - do Latim: communicatio.


É o processo social de troca de informações;
É a necessidade humana de contato direto e entendimento mútuo.
Telecomunicação
Tele: distância;
Termo criado em 1904 por Eduard Estaunié (engenheiro francês) para representar a troca de
informações por meio de sinais elétricos;
Logo: telecomunicação = comunicação à distância.

ITU (International Telecommunication Union): qualquer transmissão, emissão ou recepção de


sinais, escritas, imagens e sons, ou informações de qualquer natureza por meio visual ou através
de cabos, rádio frequência, ou outros sistemas eletromagnéticos.
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1.1 Telecomunicações
1.1.2 Histórico
Samuel Morse (americano) patenteia o telégrafo eletromagnético, o qual usava um código
1837
constituído de pontos e traços que representam letras e números.
Alexander Graham Bell (escocês naturalizado americano) inventa o telefone, no qual o
1876 discador rotativo foi acrescentado em 1890; em 1900, os sistemas de telefonia já estavam
instalados em muitas localidades.
Heinrich Hertz (alemão) produz ondas de rádio e demonstra que elas apresentam as
1887
mesmas propriedades que a luz.
1926 Início do serviço de telefonia transatlântica entre Londres e Nova York.
1938 H. A. Reeves (americano) inventa a modulação por codificação de pulso (PCM).
Navender Kapany (indiano naturalizado americano) demonstra o uso da fibra óptica como
1955
um meio de transmissão de baixa perda usando sinais luminosos.
Jack Kilby (americano) constrói o primeiro circuito integrado usando o semicondutor
1958 germânio e, independentemente, Robert Noyce (americano) constrói o primeiro CI usando
o semicondutor silício.
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1.1 Telecomunicações
1.1.2 Histórico
Echo, o primeiro satélite passivo de comunicação, é lançado, obtendo-se com êxito a reflexão de
1960 sinais de rádio de volta para a Terra. Em 1963, o primeiro satélite de comunicação é colocado em
órbita geoestacionária.
A ARPANET é instalada nos Estados Unidos pelo Departamento de Defesa, evoluindo mais tarde
1969
e se transformando na Internet.
O Japão constrói a primeira rede de telefonia celular :
Em 1983 cria-se a primeira rede de telefonia celular nos Estados Unidos.
1979
Em 1990 os beepers eletrônicos se tornam comuns.
Em 1995 os telefones celulares já provêm acesso a Internet e vídeo.
1984 A Internet se torna mundial.
1988 Primeiro cabo de fibra óptica transatlântico entre os Estados Unidos e Europa.
1997 A sonda espacial Mars Pathfinder envia de Marte imagens para a Terra.
A comunicação wireless é empregada em aeroportos, universidades e outras instalações para
2004
acesso a Internet.
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1.1 Telecomunicações
1.1.3 Sistemas
"Sistemas de telecomunicações são sistemas ou subsistemas interconectados que utilizam
equipamentos na aquisição, armazenamento, manipulação, gestão, movimento, no controle, na
exposição, na troca, no intercâmbio, na transmissão, ou na recepção da voz e/ou dos dados, e
inclui o software e hardware utilizados."
Um conjunto de equipamentos (hardware) e programas (software) compatíveis e organizados
de forma a propiciar a comunicação de informação de um lugar para outro. Podem transmitir
texto, imagem, voz, vídeo e/ou dados.
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1.2 Redes de Telecomunicações


1.2.1 Conceitos
Rede de telecomunicação é o conjunto operacional contínuo de circuitos e equipamentos,
incluindo funções de transmissão, comutação, multiplexação ou quaisquer outras indispensáveis
à operação de serviço de telecomunicações. (art.3º, VII do Regulamento Geral de Interconexão –
RGI);
Um conjunto de equipamentos e sistemas (hardware e software) que são configurados para a
prestação dos serviços de telecomunicações.
Atualmente, as estruturas das redes de
telecomunicações são classificadas conforme
a escala: rede de acesso, rede metropolitana
e rede backbone.
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1.2 Redes de Telecomunicações


1.2.2 Tipos
 Meios físicos
Redes Metálicas (cobre)
Redes de Par Trançado
Redes de Cabo Coaxial
Redes Ópticas
 Meios não físicos
Transmissão de Ondas de Rádio
Transmissão de Micro-ondas (satélites de comunicação)
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1.3 Redes de Transporte


1.3.1 Conceitos
 Segundo a recomendação G.805 do ITU-T, uma rede de transporte é responsável por
transferir informações do usuário de um local para outro.
 Redes que proporcionam uma infraestrutura para transporte e agregação confiável para
qualquer tipo de tráfego cliente.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.2 Funções
 As funções de uma rede de telecomunicações têm se tornado cada vez mais complexas em
função da de demanda de serviços.
 Elas incluem transferência de informações, integração de tráfego e aspectos de
sobrevivência, gerenciamento de rede e monitoramento de desempenho.
 Necessidade do desenvolvimento de modelos de redes em camadas (Rede–Enlace–Física);
 As funções da rede são subdivididas em uma estrutura hierárquica de camadas.
 O modelo em camadas engloba todas as funções de rede relacionadas à transferência de
dados.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.2 Funções
 Camadas inferiores: FÍSICA, ENLACE e REDE.
Funções de roteamento, fragmentação e remontagem
dos dados nos endpoints. A tecnologia de camada 3
mais comum é o IP. Ele gerencia a transferência de
dados não orientada à conexão através de uma rede
baseada em roteadores.
Provê quadros, sincronização e controle de fluxo. A
camada de enlace também executa a transferência de
dados vindos da camada de rede (Ex.: DWDM).
Define o meio de transmissão utilizado para conectar
os dispositivos operando nas camadas superiores
(cabos de cobre, coaxiais, fibras ópticas).
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1.3 Redes de Transporte


1.3.2 Funções
 Redes de transporte modernas normalmente possuem funções adicionais voltadas ao
gerenciamento da rede e ao controle automático da rede.
 Funções totais de uma rede (planos):

Enquadra e transporta fisicamente os blocos de dados até seu


destino final (transmissão e comutação).
Funções básicas de sinalização, roteamento e descoberta de
recursos (protocolos GMPLS / ASON).
Comunicação de alarmes, configuração de sistemas e
provisionamento de conexões para os planos de dados e de
controle.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.3 Requisitos
A mobilidade dos usuários e dispositivos e os novos perfis de tráfego necessitam de uma
rede com uma dinamicidade sem precedentes e que seja capaz de suportar padrões de tráfego
imprevisíveis.
 Escalabilidade de rede  Suporte a tráfego multicast
 Habilidade de reconfiguração da rede  Multiplicidade de sinais de clientes
 Relação custo-benefício
 Soluções padronizadas
 Diferenciação de qualidade de serviço (QoS)
 Mecanismos de resiliência
 Operação, Administração e Manutenção (OAM)
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.1 PDH (Plesiochronous Digital Hierarchy) - do Grego Plésios (quase) e Kronos (tempo)
Objetivo: Aumentar o número de canais transmitidos nos cabos com transmissão PCM.
Multiplexação no tempo, de sinais com mesma frequência nominal, mas com relógios (clock)
independentes (plesiócrono).
Características:
 Padronização parcial (interfaces de linha não padronizadas)
 Aplicação ponto a ponto
 Multiplexação a partir de E1 (por bits e não por bytes)
 Dificuldades para inserção e derivação de tributários.
 Pouca capacidade de gerência
 Três hierarquias: européia (adotada no Brasil), americana e japonesa.
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.1 PDH (Plesiochronous Digital Hierarchy) - do Grego Plésios (quase) e Kronos (tempo)
 Multiplexação Plesiócrona: Multiplexação no tempo, de sinais com mesma frequência nominal,
mas com relógios (clock) independentes. A multiplexação é realizada por bit.
 Bits de justificação: Como a taxa de bits pode ser ligeiramente diferentes, para se agrupar
vários canais as taxas deve ser uniformizadas.
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.1 PDH (Plesiochronous Digital Hierarchy)
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1.3 Redes de Transporte


1.3.4 Tecnologias
1.3.4.2 SDH (Synchronous Digital Hierarchy)
Noções:
 É o conjunto de equipamentos e meios físicos de transmissão que compõem um sistema
síncrono de transporte de informações.
 A SDH é uma rede síncrona de transporte de sinais digitais, formada por um conjunto
hierárquico de estruturas de transportes padronizadas objetivando a transferência de
informação sobre redes digitais de comutação de circuitos e oferecendo aos operadores e
usuários flexibilidade e economia.
 As tecnologias SDH são utilizadas para multiplexação TDM com altas taxas de bits, tendo a
fibra óptica como meio físico preferencial de transmissão.
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.2 SDH (Synchronous Digital Hierarchy)

Composição da rede SDH:


 Rede Física (meio de transmissão)
 Equipamentos (multiplexadores)
 Sistema de Gerência (gerenciamento)
 Sistema de Sincronismo (referências de relógio)
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.2 SDH (Synchronous Digital Hierarchy)

Características de uma rede SDH:


 Elevada flexibilidade para transporte de sinais digitais;
 Alta disponibilidade dos serviços (mecanismos de proteção);
 Compatibilidade entre equipamentos de fabricantes diferentes (padronização);
 Grande capacidade alocada para gerência de rede (5% do quadro para gerência);
 Reduzido custo total da rede (padronização => diversidade de fabricantes);
 Acessibilidade direta aos tributários (acesso, derivação e inserção de tributários).
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.2 SDH (Synchronous Digital Hierarchy)
 Topologias:
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.2 SDH (Synchronous Digital Hierarchy)
 Estrutura Básica de Transporte
(Módulo de Transporte Síncrono-1 /Synchronous Transport Module-1, STM-1)
Taxa de 155,5 Mbit/s – Primeiro nível da hierarquia SDH
STM-n Taxa (Mbps) Descrição
STM-1 155.5 155M
STM-4 622.1 622M
STM-16 2488.3 2,5G
STM-64 9953.3 10G
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.2 SDH (Synchronous Digital Hierarchy)
 Processo de multiplexação dos canais tributários no quadro SDH:
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.2 SDH (Synchronous Digital Hierarchy)

Proteções de uma rede SDH:


 Lógica:  SNCP  MS SP Ring (Multiplex Section -
(Subnetwork Connection Protection) Shared Protection Ring)
 Hardware:
 Proteção: 1+1;
 Proteção: n+1;
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1.3 Redes de Transporte


1.3.4 Tecnologias
1.3.4.3 NG-SDH (Next Generation – SDH)

 Próxima geração da tecnologia SDH utilizada nos backbones para o tráfego da rede de alta
velocidade, porém, com protocolos para a adaptação de tecnologias cuja estrutura de carga
útil não seja constante (Ex.: tráfego ethernet).

 Permite a transferência e convivência dos tráfegos TDM e de pacotes, sendo esse último
baseado no protocolo IP;
 A NG-SDH utiliza novos protocolos que facilitam a convergência de serviços como:
GFP (Generic Framing Procedure – Procedimento Genérico de Enquadramento), VCat (Virtual
Concatenation – Concatenação Virtual) e o LCAS (Link Capacity Adjustment Scheme – Esquema
de Ajuste de Capacidade do Enlace).
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.4 ATM (Asynchronous Transfer Mode)

Características:

 O ATM é uma tecnologia de comunicação de dados de alta velocidade usada para interligar
redes locais, metropolitanas e de longa distância para aplicações de dados, voz, áudio, e vídeo.

 A tecnologia ATM utiliza o processo de comutação de pacotes (células).

 A tecnologia ATM fornece um meio para enviar informações em modo assíncrono através de
uma rede de dados, dividindo essas informações em pacotes de tamanho fixo denominados
células. Cada célula carrega um endereço que é usado pelos equipamentos da rede para
determinar o seu destino.
 Redes ATM são do tipo orientada à conexão.
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.4 ATM (Asynchronous Transfer Mode)
Composição da rede ATM:
 Equipamentos de usuários (PCs, estações de trabalho, servidores, computadores de grande
porte, PABX, etc.);
 Equipamentos de acesso com interface ATM (roteadores de acesso, hubs, switches, bridges,
etc.);
 Equipamentos de rede (switches, roteadores de rede, equipamentos de transmissão com
canais E1 / T1 ou de maior banda, etc.).
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.4 ATM (Asynchronous Transfer Mode)
Topologia:
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.4 ATM (Asynchronous Transfer Mode)
Vantagens:
 Emprega a multiplexação estatística, que otimiza o uso de banda;
 Faz o gerenciamento dinâmico de banda;
 Integra vários tipos diferentes de tráfego (dados, voz e vídeo);
 Garante a alocação de banda e recursos para cada serviço;
 Tecnologia escalonável em velocidade de transmissão e tamanho da rede (E1 até 622Mbps)
Desvantagens:
 Outras tecnologias (Fast Ethernet, Gibabit Ethernet e TCP/IP) têm sido utilizadas com grande
frequência em redes de dados em detrimento ao ATM;
 A demanda pelo uso do ATM em PCs e servidores de alto desempenho não teve a aceitação
esperada.
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1.3.4 Tecnologias
1.3.4.5 PTN (Packet Transport Network)
Noções:
 Packet:Packet core, Multisserviço e QoS;
 Transport: OAM, proteção de hardware e rede, acesso multisserviço e sistema abrangente
de sincronismo;
 Network:Tráfego fim a fim e gerência de rede de transporte.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.4 Tecnologias
1.3.4.5 PTN (Packet Transport Network)
Características:
 Transporte multisserviço sobre pacotes
 Multiplexação estatística (melhor ocupação da banda disponível)
 Orientada a conexão
 QoS avançado fim a fim
 OAM abrangente
 Proteção de rede e equipamento
 Sincronismo
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1.3 Redes de Transporte


1.3.4 Tecnologias
1.3.4.6 WDM (Wavelength Division Multiplexing)
Noções:
 O WDM (Wavelength Division Multiplexing) é uma tecnologia onde os sinais que transportam a
informação, em diferentes comprimentos de onda óptico, são combinados em um
multiplexador óptico e transportados através de um único par de fibras.
 Objetivo: aumentar a capacidade de transmissão e, consequentemente, utilizar a largura de
banda da fibra óptica de uma maneira mais adequada.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.4 Tecnologias
1.3.4.6 DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing)
 DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing), ou seja, Multiplexação Densa por
Comprimento de Onda, processo de transmissão de diferentes comprimentos de onda (λ)
sobre uma fibra, é um revolucionário desenvolvimento do WDM.
 O desenvolvimento de amplificadores ópticos que operam a 1550nm, junto com a mais baixa
perda daquela janela, proporcionaram o desenvolvimento do sistema DWDM.
 O espaçamento entre os canais pode ser de 200 GHz (1.6nm), 100 GHz (0,8nm), 50 GHz
(0,4nm), podendo chegar a 25 GHz (0,2nm).
 Os sistemas DWDM utilizam comprimentos de onda (λ) entre aproximadamente 1500nm e
1600nm e apresentam alta capacidade de transmissão por canal, 10 Gbps / 40Gbps /
100Gbps, podendo alcançar 5Tbps na transmissão de dados sobre uma fibra óptica.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.4 Tecnologias
1.3.4.6 DWDM
Características:
 Flexibilidade de capacidade
 Transparência as sinais transmitidos
 Permite crescimento gradual de capacidade
 Reuso dos equipamentos terminais e da fibra
 Atendimento de demanda inesperada
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1.3 Redes de Transporte MUX/DEMUX (Optical Multiplexer/Demultiplexer):


função de combinar/multiplexar vários sinais
1.3.4 Tecnologias
ópticos de mesma intensidade, com
1.3.4.6 DWDM espaçamento adequado e com comprimentos de
Componentes de um enlace - DWDM onda altamente estáveis.
ROADM (Reconfigurable Optical Add and Drop
Multiplexer): possibilidade de executar a inserção
e retirada de comprimentos de onda (λ)
remotamente.
OXC (Optical Cross Connect): executa o
aprovisionamento dos caminhos ópticos,
Transponder: finalidade uniformizar a comutando os lambdas de entrada aos de saída.
intensidade e comprimentos de onda dos OA (Optical Amplifier): amplificação óptica dos
sinais ópticos recebidos e impor um sinais entrantes, de forma transparente,
espaçamento adequado. Adapta o sinal de independente do tipo de modulação ou protocolo
entrada do cliente. utilizado.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.4 Tecnologias
1.3.4.6 DWDM
Banda Óptica - DWDM
Atualmente as bandas de frequência óptica
mais utilizadas em sistemas DWDM são:
S - Band (Short Band) - 1460nm a 1525nm.
C - Band (Conventional Band) - 1530nm a
1560nm;
L - Band (Long Band) - 1565nm a 1615nm;
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1.3 Redes de Transporte


1.3.4 Tecnologias
1.3.4.7 OTN (Optical Transport Network)
Noções:
O padrão OTN é descrito na recomendação G.709 (Interfaces for the Optical Transport Network),
da ITU-T.
Rede OTN: conjunto de elementos de redes ópticas (Optical Network Elements) conectados por
enlaces de fibra óptica, capazes de prover funcionalidades de transporte, multiplexação,
roteamento, gerenciamento e supervisão de canais ópticos transportando sinais de clientes que
podem ser de origens distintas.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.5 Topologias
 Ligação Ponto a Ponto (Barramento)

Precisa de mais cabos (ou fibras) e mais interfaces de rede que no anel simples.
A proteção contra falhas requer ligações adicionais.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.5 Topologias
 Anel simples

 O anel simples reduz a quantidade de cabos (ou fibras) e as unidades de interface


necessárias para interligar todos os nós.
 Embora o anel seja unidirecional pode-se enviar tráfego bidirecional.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.5 Topologias
 Anel Bidirecional e Protegido

 A conectividade bidirecional é simétrica;


 Assegura conectividade mesmo quando há um corte de ligação;
 Proteções de vias em SPAN e RING.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.5 Topologias
 Anéis Interligados

Construindo a rede com vários anéis interligados isola-se o impacto de falhas simples.
Cada anel tem um domínio de gestão próprio;
A coordenação da gestão só é necessária nos pontos de interconexão.
Os anéis podem ser unidirecionais ou bidirecionais.
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1.3 Redes de Transporte


1.3.5 Topologias
 Rede em Malha

É uma combinação de anéis e de ligações ponto a ponto;


Todos os nós estão conectados;
É uma topologia atraente para operadores de rede;
As componentes funcionais da rede estão agrupadas em diferentes planos: gestão, sinalização,
encaminhamento e dados.
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1.4 Aplicações
1.4.1 Redes de Acesso
 As redes de acesso conectam os usuários
(casa ou comércio) para prover o serviço, em
outras palavras, ela serve como “last mile”
para o fluxo da informação.
 Geralmente contemplam distâncias entre 1-
10 km.
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1.4 Aplicações
1.4.2 Redes Metropolitanas
 As redes metropolitanas (ou metro) cobrem
grandes regiões geográficas.
 Interconecta as redes de acesso com o
backbone das operadoras.
 Normalmente, a camada física da rede
metropolitana é baseada no conceito
SONET/SDH e até mesmo DWDM.
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1.4 Aplicações
1.4.3 Redes Backbone
 A rede backbone possui nós de rede ópticos
interconectados por malha com os links de
fibra.
 O tráfego do usuário final é coletado pela rede
de acesso e enviado para o backbone através
da rede metropolitana.
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1.5 Casos Práticos


1.5.1 Rede de Acesso
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1.5 Casos Práticos


1.5.2 Rede Metropolitana
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1.5 Casos Práticos


1.5.3 Rede Backbone
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2.1 Aspectos Introdutórios


 As atuais redes de telecomunicações (capacidade / Internet);
 Novas aplicações videoconferência, computação distribuída, educação à distância,
telemedicina, voz sobre IP (VoIP), ATM, SONET/SDH, entre outras, se somam às “aplicações
convencionais” como o correio eletrônico, transferência de arquivos, etc.
 Demanda por banda larga de alta velocidade;
 Evolução da tecnologia fotônica – fibra óptica;
 Migração para as redes de comunicações ópticas;
 Maior demanda de banda larga (tráfego de dados) => maior infraestrutura de transmissão de
dados da rede => maior capacidade de tráfego na Fibra Óptica => DWDM (solução).
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.1 Conceitos
 Meio físico de transmissão, cada vez mais utilizado em Redes de Telecomunicações que,
quando conectada a equipamentos adequados, permite trafegar voz, dados e imagens, a altas
taxas de transmissão.
 Na Fibra Óptica a luz é confinada em um filamento cilíndrico muito longo, de diâmetro
extremamente pequeno, o qual é predominantemente feito de vidro de sílica com alto grau de
pureza ou, para algumas aplicações, é feito de plástico especial.
 A Fibra Óptica é um guia de ondas para luz.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.2 Vantagens e Desvantagens

 Vantagens;
 Banda passante;
 Baixa perda de transmissão;
 Imunidade a interferência e ruído;
 Isolação elétrica;
 Dimensões e peso reduzidos;
 Segurança da informação e do sistema;
 Flexibilidade na expansão e capacidade dos sistemas;
 Custos potencialmente baixos;
 Alta resistência a agentes químicos e variações de temperaturas.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.2 Vantagens e Desvantagens

 Desvantagens;
 Fragilidade das fibras sem encapsulamentos;
 Dificuldade de conexão das fibras ópticas;
 Acopladores tipo T com perdas muito altas;
 Impossibilidade de alimentação remota de repetidores;
 Falta de padronização dos componentes ópticos;
 Necessidade de projeto detalhado e mão de obra especializada.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.3 Fontes Ópticas
 Os sistemas ópticos atuais trabalham com dois tipos de fontes ópticas: LED e LASER
LED (Light Emitting Diode)
LD (LASER Diode - Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation)

CARACTERÍSTICAS LASER LED


Potência luminosa 1 dBm -7 a -14 dBm
Largura espectral ˂ LED
Tipos e velocidades de modulação ˃ LED
Acoplamento com a fibra óptica + concentrado que LED
Variações com temperatura + sensível que LED
Vida útil e degradação ˂ LED
Custos + caros que LED
Ruídos ˂ LED
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.4 Tipos
 Os tipos de fibras variam em função da geometria e do perfil do índice de refração do núcleo.
 Fibra Multimodo (Multi Mode Fiber): permite mais de um modo de propagação do sinal.
Vantagens Desvantagens

Núcleo grande propicia Distâncias menores e


fácil alinhamento limitadas, quando
(emendas, conectores. comparadas as Fibras
Ópticas Monomodo.

Baixo custo da fibra como Taxas de Transmissão


também dos materiais mais baixas, quando
agregados (conectores, comparadas às Fibras
componentes eletrônicos) Ópticas Monomodo.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.4 Tipos
 Fibra Monomodo (Standard Single Mode Fiber): tipo de fibra óptica na qual se permite
apenas um modo de propagação do sinal, fornecendo o máximo em largura de banda.

Vantagens Desvantagens

Distâncias maiores e ilimitadas, Devido as dimensões do Núcleo da


quando comparadas as Fibras Fibra Óptica Monomodo serem
Ópticas Multimodo. extremamente reduzidas, isto torna
difícil o alinhamento, que é o caso
de emendas, conectores, etc.

Taxas de Transmissão muito mais Alto custo da fibra como também


altas (superiores a 160 Gbit/s) dos materiais agregados, como
quando comparadas as Fibras conectores, componentes
Ópticas Multimodo. eletrônicos e, outros.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.4 Tipos
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.5 Parâmetros Ópticos - ATENUAÇÃO
 Perda de potência de um sinal ao longo de sua propagação (intensidade do sinal);
 Em geral é medida em dB ou dB/km;
 As principais causas de atenuação em uma fibra óptica são devidas à absorção por
impurezas ou por íon OH-, espalhamento por irregularidades na deposição do material,
trincas e deformações ou ainda devido a fatores externos, como emendas e conexões aos
equipamentos.
 Contribui para o surgimento de taxa de erro do sinal transmitido (BER).
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.5 Parâmetros Ópticos - ATENUAÇÃO
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.5 Parâmetros Ópticos - DISPERSÃO
 A dispersão causa o alargamento dos pulsos ao longo do comprimento da fibra, resultando
em distorção do sinal transmitido (taxa de erro do sinal - BER).
 TIPOS:
 Dispersão MODAL: causada devido aos diferentes modos (caminhos) de propagação em uma
fibra óptica multimodo;
 Dispersão CROMÁTICA: causada pela diferença de velocidade dos diferentes comprimentos
de onda que compõem o espectro da luz transmitida (fibra monomodo).

 Solução: Compensadores de dispersão.


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2.2 A Fibra Óptica


2.2.5 Parâmetros Ópticos – PMD (Polarization Mode Dispersion) - Dispersão por Modo de
Polarização
 Propriedade fundamental da fibra óptica monomodo - a energia do sinal a um dado
comprimento de onda é composta por dois modos de polarização ortogonais com velocidades
de grupo de propagação ligeiramente diferentes - fonte de alargamento do pulso óptico.
 A instabilidade da PMD é causada:
- distorções assimétricas da fibra em relação a uma geometria cilíndrica perfeita;
- processo de fabricação;
- por tensão externa na instalação dos cabos, ou;
- pela dilatação causada pela variação de temperatura.
 Fator severamente limitante em
sistemas de comunicações ópticas
de longa distância operando em
altas taxas (DWDM).
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.6 Instrumentos Utilizados
 Optical Power Meter (Medidor de Potência Óptica)
 É utilizado para certificação do link óptico.
 Modelos diferentes, escolhidos pelo tipo de fibra (multimodo/monomodo), tipo de aplicação
(850nm/1310nm/1550nm)
 Seu funcionamento consiste basicamente na medição da diferença da potência emitida pela
recebida.
 Os medidores de potência têm a função primordial de medir o valor da potência incidente em
seu fotodiodo.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.6 Instrumentos Utilizados
 OTDR (Optical Time Domain Reflectometer) - Reflectômetro Óptico no Domínio do Tempo
 É o instrumento mais usado atualmente para testes de atenuação em fibras ópticas. O OTDR
pode medir:
 Atenuação nas emendas e conectores;
 Atenuação total em distâncias específicas (trechos de fibra);
 Reflectância;
 Distância à falha ou à emenda e;
 O comprimento da fibra em teste.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.6 Instrumentos Utilizados
 DTM (Dispersion Test Module) - Módulo de Teste de Dispersão
 Instrumento completo para a caracterização da fibra óptica;
 É utilizado para medidas de Dispersão Cromática, PMD e Perfil de Atenuação.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.7 Eventos
 Atenuação
 Conexão (conectores, adaptadores);
 Fusão (emendas);
 Curvatura (percurso);
 Comprimento da fibra.
 Dispersão Cromática
 Comprimento da fibra;
 Diferentes velocidades dos sinais;
 PMD
 Temperatura;
 Fabricação;
 Curvatura;
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.8 Emendas
União permanente ou temporária de duas pontas de fibras por técnicas mecânicas ou de fusão.
 Mecânica - as fibras são unidas por meios mecânicos.
 Consiste em juntar duas fibras através de uma estrutura de alinhamento mecânico e
mecanismo de retenção do tipo braçadeira ou por colagem das suas extremidades;
 Apresenta geralmente perdas maiores e costuma ser utilizado em redes LAN com fibra
multimodo ou em reparos emergenciais em fibras monomodo.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.8 Emendas
 Fusão – as fibras são fundidas entre si.
 É a mais utilizada atualmente;
 Consiste em soldar com uma máquina de fusão as extremidades das duas fibras ópticas;
 Atenuação média de 0,1dB/emenda.
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.8 Emendas
 Conectorização – são aplicados adaptadores ópticos.
 As fibras ópticas não são unidas e sim posicionadas muito perto (uso de adaptadores);
 Baixas perdas de conexão (média de 0,5 dB/conexão);
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2.2 A Fibra Óptica


2.2.9 Aplicações
 Indústria (telemetria / supervisão de controle de processos);
 Medicina;
 Sensores em geral;
 TV a cabo (redes de difusão de sinais);
 Redes de Telecomunicações (entroncamento locais, interurbanos, internacionais);
 Sistemas militares (equipamentos e redes de comunicação).
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2.3 Rede Óptica
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.1 Terminal de Linha Óptica – OLT (Optical Line Terminal)
 Elemento de rede que tem por finalidade uniformizar a intensidade e comprimentos de onda
dos sinais ópticos recebidos e, impor um espaçamento adequado.
 TRANSPONDER:
 Dispositivo que adapta o sinal de entrada (de um
cliente) para um sinal que possa ser utilizado na
rede óptica (conversão de comprimentos de onda);
 Terminais (full) – apenas 01 porta (2,5G / 10G / 40G
/ 100G);
 Terminais (Muxponder) – ( 10G => 4 x 2,5G / 40G =>
4 x10G / 100G => 10 x 10G );
 Regenerativos (full) – apenas 01 porta (2,5G / 10G /
40G / 100G);
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.1 Terminal de Linha Óptica – OLT (Optical Line Terminal) - Transponder

Muxponder 100G Transponder 100G


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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.2 Amplificador Óptico – OA (Optical Amplifier)
 Dispositivo responsável pelo ganho de potência do sinal (amplificação) que é atenuado
durante sua propagação na fibra óptica.
 ILA (In-Line Amplifier) é um NE DWDM que é usado para amplificar o sinal óptico,
consistindo de um módulo amplificador óptico in-line por direção de transmissão.
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.2 Amplificador Óptico – OA (Optical Amplifier)
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.3 Optical Cross Connect – OCX (Equipamento Óptico de Conexão Cruzada)
 Este tipo de equipamento tem a função de realizar o roteamento de Lambdas em nível óptico;
 Reduz o número de equipamentos nas redes WDM, diminui os pontos de possíveis defeitos,
e otimiza o espaço ocupado nas estações;
 Um OXC necessita de um plano de controle para configurá-lo dinamicamente (matriz de
tráfego);
 Funções:
- Aprovisionamento: principal função;
- Escalabilidade: grande número de portas e lambdas;
- Proteção: estabelecimento de novas rotas em caso de falhas;
- Conversão de lambda: além de comutar, alguns OCXs podem converter um lambda de
entrada em outro lambda de saída (ex: λ1 em λ2).
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.3 Optical Cross Connect – OCX
(Equipamento Óptico de Conexão Cruzada)
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.4 Dispersion Compensation Module – DCM (Módulo Compensador de Dispersão)
 Dispositivo passivo usado para agir contra a dispersão cromática do sinal que se propaga
através da fibra óptica.
 Um pequeno comprimento de fibra com um coeficiente de dispersão de valor oposto ao da
fibra utilizada é introduzido no enlace de transmissão de forma a compensar a dispersão.
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.4 Dispersion Compensation Module – DCM (Módulo Compensador de Dispersão)
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.5 Multiplexador/Demultiplexador Óptico – MUX/DEMUX
 Dispositivo óptico passivo denominado de Multiplexador Óptico, ou Mux Óptico, ou ainda
simplesmente Mux, onde são combinados vários sinais ópticos de mesma intensidade, com
espaçamento adequado e com comprimentos de onda altamente estáveis.
 Na outra extremidade da Fibra, um equipamento chamado Demultiplexador Óptico, ou
Demux.Óptico, ou ainda simplesmente Demux.
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.5 Multiplexador/Demultiplexador Óptico – MUX/DEMUX
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.6 OADM / ROADM (Reconfigurable Optical Add/Drop Multiplexer) - Multiplexador de
Inserção/Derivação Óptica Reconfigurável)
 Dispositivo que tem a função de adicionar e/ou extrair lâmbdas (comprimentos de onda /
canais) em pontos ao longo do enlace.
 Primeiros sistemas OADM (estáticos): canais adicionados ou retirados eram fixos (não
sintonizáveis).
 Novos sistemas ROADM (dinâmicos): canais adicionados ou retirados remotamente
(sintonizáveis).
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2.3 Rede Óptica


2.3.1 Elementos
2.3.1.6 OADM / ROADM (Reconfigurable Optical Add/Drop Multiplexer)
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2.3 Rede Óptica Redes Ópticas Descrição


2.3.2 Tipos Local LAN's (Local Area Networks)

 Local Atende a grandes assinantes e assinantes


Acesso
 Acesso comuns que necessitam de banda larga.

 Metropolitana (metrópoles) Utilizadas para grande volume de tráfego de


Metropolitanas dados, voz e imagem, existentes em uma
 Longa distância (estaduais, nacionais) metrópole.

 Ultra Longa distância (continentais, cabo Redes de Longa Distância, que geralmente
usam os seguintes Cabos Ópticos:
submarinos) Estaduais - Comuns, enterrados diretamente ou em dutos.
- OPGW (OPtical Ground Wire), em torres de
Energia Elétrica.

Redes de Longa Distância, que usam Cabos


Ópticos dos seguintes tipos:
Nacionais - Comuns enterrados diretamente ou em dutos;
- OPGW em torres de Energia Elétrica;
- Submarinos, lançados ao longo da costa.

Redes de Ultra Longa Distância, que interligam


Internacionais continentes, usando Cabos Ópticos
Submarinos.
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2.3 Rede Óptica


2.3.3 Topologias
 Ligação Ponto a Ponto (Barramento)
 Precisa de mais cabos (ou fibras) e mais
interfaces de rede que no anel simples;
 A proteção contra falhas requer ligações
adicionais.
 Anel simples
 O anel simples reduz a quantidade de
cabos (ou fibras) e as unidades de
interface necessárias para interligar
todos os nós;
 Embora o anel seja unidirecional pode-
se enviar tráfego bidirecional.
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2.3 Rede Óptica


2.3.3 Topologias
 Anel Bidirecional e Protegido
 A conectividade bidirecional é simétrica;
 Assegura conectividade mesmo quando há
um corte de ligação;
 Proteções de vias em SPAN e RING.

 Anéis Interligados
 Minimização do impacto de falhas simples.
 Cada anel tem um domínio de gestão
próprio;
 Os anéis podem ser unidirecionais ou
bidirecionais.
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2.3 Rede Óptica


2.3.3 Topologias
 Rede em Malha
 É uma combinação de anéis e de ligações
ponto a ponto.
 As componentes funcionais da rede estão
agrupadas em diferentes planos: gestão,
sinalização, encaminhamento e dados.
 A comunicação entre planos só é efetuada
dentro de um nó da rede.
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2.4 Casos Práticos


 Ligação Ponto a Ponto (Barramento)  Anel Simples
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2.4 Casos Práticos  Anel Bidirecional e Protegido


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2.4 Casos Práticos  Anéis Interligados


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2.4 Casos Práticos  Rede em Malha


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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS
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3. Arquitetura OTN
3.1 Noções – OTN (Optical Transport Network) – Rede de Transporte Óptica
 As redes OTN são compostas de uma série de elementos de rede, conectados por enlaces
de fibra, capazes de prover funcionalidades de transporte, multiplexação, roteamento,
gerência, supervisão e sobrevivência dos canais ópticos transportando sinais de clientes, de
acordo com as definições das recomendações do ITU-T (Recomendação - G.709).
 Objetivo de maximizar a eficiência dos sistemas de transmissão e propiciar a integração
IP/WDM.
 O recurso de multiplex avançado do OTN permite que diferentes tipos de tráfego - incluindo
Ethernet, armazenamento, vídeo digital e SONET/SDH - passem por uma estrutura de
unidade de transporte óptico (OTU), seja OTU-1 a 2,5Gb/s, OTU-2 a 10Gb/s, OTU-3 a
40Gb/s ou OTU-4 a 100Gb/s.
 A OTN foi criada com a intenção de combinar os benefícios da tecnologia SONET/SDH com
as capacidades de expansão de banda oferecidas pelo DWDM.
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3. Arquitetura OTN
3.2 Características – OTN (Optical Transport Network) – Rede de Transporte Óptica
 Tecnologia escalável de chaveamento universal;
 Suporta múltiplas tecnologias SDH, SONET, ATM, Ethernet;
 Transporte transparente de qualquer tipo de taxa de cliente desde GE/STM-16 até 100Gbps;
 Inteligência com Plano de Controle GMPLS;
 Transporte altamente resiliente e provisionamento dinâmico de banda através das múltiplas
camadas da rede de transporte;
 Agregação e Chaveamento OTN;
 Integração total com a tecnologia DWDM.
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3. Arquitetura OTN
3.3 Elementos – OTN (Optical Transport Network) – Rede de Transporte Óptica
 Terminal de Linha Óptica – OLT (Optical Line Terminal) - TRANSPONDER
Dispositivo que adapta o sinal de entrada (de um cliente) para um sinal que possa ser utilizado
na rede óptica (conversão de comprimentos de onda).

 Amplificador Óptico – OA (Optical Amplifier) – Booster / ILA


Dispositivo responsável pelo ganho de potência do sinal (amplificação) que é atenuado durante
sua propagação na fibra óptica.
 Multiplexador/Demultiplexador Óptico – (MUX/DEMUX)
Dispositivo óptico passivo denominado de Multiplexador/Demultiplexador Óptico, ou Mux/Demux
Óptico, ou ainda simplesmente Mux/Demux, onde são combinados vários sinais ópticos de
mesma intensidade, com espaçamento adequado e com comprimentos de onda altamente
estáveis.
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3. Arquitetura OTN
 3.3 Elementos – OTN (Optical Transport Network) – Rede de Transporte Óptica

 Optical Cross Connect – OCX (Equipamento Óptico de Conexão Cruzada)


Este tipo de equipamento tem a função de realizar o roteamento de Lambdas em nível óptico.

 OADM / ROADM (Reconfigurable Optical Add/Drop Multiplexer)


Dispositivo que tem a função de adicionar e/ou extrair lâmbdas (comprimentos de onda / canais)
em pontos ao longo do enlace.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.4 Arquitetura Funcional – OTN (Optical Transport Network) – Rede de Transporte Óptica
 Recomendação G.805 - ITU-T:
(Arquitetura funcional dividida em camadas organizadas em duas hierarquias):
 Camada digital DTH (Digital Transport Hierarchy) – Hierarquia de Transporte Digital
As camadas de transporte (Optical Channel Transport Unit ou OTU), de dados (Optical Channel
Data Unit ou ODU) e de carga ou payload (Optical Channel Payload Unit ou OPU) são
responsáveis por delinear os quadros, prover informações da conexão, monitorar a taxa de erro
de bit (Bit Error Rate ou BER), transportar alarmes que indicam falhas nos sinais, estabelecer
uma comunicação fim-a-fim entre nós em uma rede e disponibilizar monitoramento de conexão
em cascata.
 Camada óptica OTH (Optical Transport Hierarchy)
A seção de transmissão (Optical Transmission Section ou OTS), multiplexação (Optical
Multiplexed Section ou OMS) e canal óptico (Optical Channel ou OCh) estão no domínio óptico.
São responsáveis por gerenciar os segmentos de enlace entre componentes ópticos.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.4 Arquitetura Funcional – OTN (Optical Transport Network) – Rede de Transporte Óptica
 Hierarquia do padrão OTN:
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.5 A Recomendação G.709 ITU-T – Padrão OTN – (Optical Transport Network )
 Estrutura do Frame G.709 OTN
 O quadro do padrão OTN fornece recursos de monitoramento de conexão em cascata,
monitoramento de desempenho fim-a-fim e supervisão da qualidade do sinal transportado.
 O quadro OTN G.709 inclui um cabeçalho de transporte que provê funcionalidades de
administração, manutenção e o FEC (Forward Error Correction).
Estrutura básica de
transporte OTN

, 4 (100G)
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3. Arquitetura OTN
3.5 A Recomendação G.709 ITU-T – Padrão OTN – (Optical Transport Network )
 FEC (Forward Error Correction) – Código Corretor de Erro
 Um dos recursos mais importantes que o padrão OTN possui é o módulo FEC;
 Com a utilização do FEC, é possível alcançar um ganho de até 6,2 dB na relação sinal-ruído,
diminuindo a taxa de erro de bit de, por exemplo, 10−5 para 10−15;
 O aumento do espaçamento entre regeneradores ou do número de enlaces sem
regeneração, resultando num maior alcance do sinal;
 O aumento do número de canais DWDM no sistema, diminuindo a potência de cada canal
e inserindo outros canais;
 A transparência nas redes ópticas. Os elementos transparentes (OADM e OXC),
introduzem perdas na qualidade do sinal da rede, mas que são reduzidas utilizando-se
FEC.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.5 A Recomendação G.709 ITU-T – Padrão OTN – (Optical Transport Network )
 Taxas de Transmissão - OTN
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.6 Optical Channel G.709 – Och (Estrutura do Frame G.709 OTN)
3.6.1 Definição
 É uma estrutura formada por:
 um cabeçalho (Overhead OCh) para as funções de operação, administração e manutenção;
 uma carga útil (Payload OCh) área para os dados a serem transportados; e
 bytes dedicados para o código corretor de erro (FEC).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.6 Optical Channel G.709 (Estrutura do Frame G.709 OTN)
3.6.2 Estrutura de Multiplexação de Tributários
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.7 Vantagens da Rede OTN
3.7.1 Transmissão Confiável e Eficiente em Baixo Custo
 O recurso do FEC permite obter vantagens que refletem em confiabilidade e redução de custo.
3.7.2 Multiplexação de Diferentes Protocolos e Transparência no transporte de sinais
 A rede OTN pode transportar de forma transparente qualquer tipo de sinal digital.
3.7.3 Operação, Administração, Gerenciamento e Aprovisionamento (OAM&P)
 Informações de gerenciamento são transmitidas entre diferentes operadores de rede.
3.7.4 Gerenciamento Individualizado de Cada Comprimento de Onda
 Gerenciamento dos múltiplos canais de um sistema DWDM independente uns dos outros.
3.7.5 Capacidade de Constante Evolução
 Capacidade de adaptação às novas necessidades e serviços.
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3. Arquitetura OTN
3.8 Generic Frame Procedure (GFP) – Procedimento Genérico de Enquadramento
3.8.1 Noções
 É um protocolo universal de adaptação de sinais (Recomendação G.7041 do ITU-T).
 É um mecanismo de encapsulamento de dados projetado para aceitar e transportar múltiplos
protocolos.
 O GFP é um mecanismo “genérico” desenvolvido especialmente para adaptar de forma
eficiente diversos tipos de serviços em um canal de transmissão (SDH, OTN).
 O GFP permite encapsulamento de quadros de dados tanto de estrutura fixa quanto variável e
garante a interoperabilidade quando são utilizados equipamentos de diferentes fabricantes.
 O GFP é um mapeamento robusto, com baixo overhead, alta integridade e extremamente
flexível para mapeamento de dados, tais como o Gb Ethernet.
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3. Arquitetura OTN
3.8 Generic Frame Procedure (GFP)
3.8.2 Tipos
 Dois tipos de GFP foram desenvolvidos: Framed-mapped e o Transparente.

 Frame-mapped: usado com tráfegos de tamanho de carga variável. Mapeamento de quadros


do cliente com quadros GFP.
 Transparente: usado com tráfegos de taxa constante. Mapeamento de todo o sinal do cliente
em quadros GFP.
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3. Arquitetura OTN
3.8 Generic Frame Procedure (GFP)
3.8.3 Aplicação
 Sinais comutados por pacotes (Ethernet, IP, MPLS) - Framed-mapped
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3. Arquitetura OTN
3.9 Arquitetura ASON (Automatically Switched Optical Network) – Rec. G.8080 – ITU-T
3.9.1 Noções
 Recomendação G.8080 do ITU-T: as Redes Óticas Automaticamente Comutadas (ASON) são
redes de transporte de hierarquia digital síncrona (SDH), aplicadas a arquitetura de referência
para o plano de controle de redes óticas com comunicação automática.
 Essas redes são divididas em: plano de controle, plano de transporte e plano de gerência.
 Os três planos do ASON habilitam uma interconexão entre a interface cliente e a interface
óptica de modo a escolher um caminho mais curto com custo mínimo.
 Conexões fim-a-fim entre os elementos de rede óptica através de um sistema inteligente de
gerenciamento e controle.
 Objetivo: satisfazer os requisitos de resiliência, Engenharia de tráfego (TE) e gerenciamento
para prover QoS, segurança e confiabilidade.
 Transporte de tráfego baseado no protocolo orientado à conexão fim a fim.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.9 Arquitetura ASON (Automatically Switched Optical Network) – Rec. G.8080 – ITU-T
3.9.2 Arquitetura
 Arquitetura genérica de uma rede ASON e seus elementos:
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.9 Arquitetura ASON (Automatically Switched Optical Network) – Rec. G.8080 – ITU-T
3.9.2 Arquitetura (Planos)
 A rede ASON pode ser subdividida em três planos distintos:
Plano de Transporte – transporte dos serviços fim a fim (unidirecional ou bidirecional) e detecta
o estado das conexões (falhas e degradações nas fibras e equipamentos). A principal tecnologia
utilizada neste plano é a OTN;
Plano de Controle – função de Engenharia de tráfego e controle das conexões, através de
interfaces de sinalização entre os planos de transporte e gerência. Controla a configuração, o
estabelecimento e encerramento das conexões. O plano de controle também faz a função de
restaurar as conexões através do restabelecimento das informações referentes ao estado da
conexão;
Plano de Gerência – funções de gerenciamento (falhas na rede, verificação de desempenho da
rede, configuração dos elementos de rede e segurança aos planos de transporte e controle).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.9 Arquitetura ASON (Automatically Switched Optical Network)
3.9.3 Características
 Propiciam serviços e gestão fim a fim por meio de uma rede já existente e da rede ASON, de
forma a reduzir as etapas de operação e tornar os serviços mais rápidos.
 Possuem um mecanismo de proteção de alto nível, permitindo que as linhas privativas
estejam "sempre ligadas", proporcionando largura de banda garantida.
 Plano de controle altamente confiável (com 1 banda de entrada mais 1 banda de saída) e
canais de controle de segurança.
 Configuração rápida e eficiente das conexões dentro de uma rede de camada de transporte;
 Reconfiguração ou modificação de conexões que suportam chamadas já estabelecidas;
 Função de restauração;
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.9 Arquitetura ASON (Automatically Switched Optical Network)
3.9.4 Vantagens
 A rede em malha que funciona com tecnologia ASON disponibiliza grande diversidade de
encaminhamento aumentando a viabilidade da rede;
 Por meio da restauração, melhora a utilização da largura de banda e reduz o custo investido;
 Pode definir a banda necessária para cada rede;
 Reduz os custos operacionais da rede por meio da função de detecção automática;
 Permite todo tipo de controle para o operador de telecomunicações e mais agilidade à rede;
 Apresenta uma estrutura hierarquizada com ganho de velocidade, facilidade de
gerenciamento e estabelecimento de conexões.
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.9 Arquitetura ASON (Automatically Switched Optical Network)
3.9.5 Aplicações
 Redes de transporte óptica em geral, com destaque para as topologias em malha
(diversidade de rotas ópticas);
 Soluções que envolvam QoS, segurança e confiabilidade nas redes ópticas;
 Redução do custo operacional através de mecanismos de detecção automática de falhas,
restauração das conexões e gerenciamento total da rede.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.9 Arquitetura ASON (Automatically Switched Optical Network)
3.9.6 Caso Prático
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.10 Arquitetura OIF-UNI (Optical Internetworking Fórum – User Network Interface)
3.10.1 Definição
 OIF é uma organização sem fins lucrativos
formada por um conjunto de empresas;
 Objetivo de facilitar e acelerar o desenvolvimento
de soluções e serviços para redes óticas;
 Especifica alguns padrões para o plano de
controle de uma maneira geral, misturando
alguns dos trabalhos tanto do IETF e do ITU-T;
 Descreve a forma que deve existir a
interoperabilidade entre ASON, GMPLS, UNI e
NNI.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.10 Arquitetura OIF-UNI (Optical Internetworking Fórum – User Network Interface)
3.10.2 Interfaces de Conexão
 UNI (User-Network Interface)
Interface de controle entre o elemento da rede
cliente e o elemento de borda da rede óptica;
 Entidades da UNI OIF (máquinas)
 UNI-C: lado da rede cliente;
 UNI-N: lado da rede de transporte.
 E-NNI (Exterior Network-Network Interface)
Interface de controle entre duas redes
pertencentes a domínios de controle diferentes;
 I-NNI (Interior Network-Network Interface)
Interface de controle entre duas sub-redes dentro
de um único domínio de controle.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.10 Arquitetura OIF-UNI (Optical Internetworking Fórum – User Network Interface)
3.10.3 Aplicação (Redes LAN / Rede Metro Ethernet)
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.10 Arquitetura OIF-UNI (Optical Internetworking Fórum – User Network Interface)
3.10.4 Caso Prático
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.11 Aplicações
 Redes que exigem:
 Transparência para diferentes tipos de tráfego (Ethernet, armazenamento, vídeo digital e
SONET/SDH)
 Operação, administração, gerenciamento e aprovisionamento (OAM&P) com eficiência e
baixo custo de implementação;
 Escalabilidade (capacidade constante de evolução).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

3. Arquitetura OTN
3.12 Caso Prático
Rede OTN 3ª. Via
Nordeste
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1 Noções – MPLS / GMPLS (Generalized Multi Protocol Label Switching)
4.1.1 Conceitos básicos aplicados a qualquer tecnologia de encaminhamento:
 Roteamento (Routing)
 Termo utilizado para descrever as ações tomadas por qualquer rede para transmitir pacotes.
 Comutação (Switching):
 Transferência de dados de uma porta de entrada para uma porta de saída de uma máquina
onde a seleção é baseada em informações de camada 2 (por exemplo, ATM VPI/VCI).
 Tabela de encaminhamento:
 É um conjunto de registros em uma tabela que provê informação para ajudar o componente
de encaminhamento a executar sua função. Deve associar cada pacote com um registro que
provê instruções relativas ao próximo destino do pacote.
 Rótulo (Label):
 É um identificador relativamente curto, de tamanho fixo e não estruturado que pode ser usado
para ajudar o processo de encaminhamento.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1 Noções – MPLS (Multi Protocol Label Switching)
4.1.2 MPLS (Multi Protocol Label Switching)
 Rede digital que transfere informações entre nós através de comutação de pacotes (diferente
da comutação de circuitos tradicional);
 Roteamento IP (não orientado a conexão) - cada elemento no caminho analisa o cabeçalho
do pacote e encaminha-o conforme sua tabela de roteamento (tempo de processamento).
 MPLS: somente os roteadores de borda, criam um caminho (LSP) entre estes elementos
através da atribuição de labels aos pacotes.
 Os demais roteadores irão somente comutar labels até que o pacote chegue ao seu destino
pelo caminho definido, estabelecendo uma comunicação orientada a conexão.
 Redução significativa do tempo de processamento.
 A aplicação mais interessante do MPLS consiste na sua utilização em conjunto com o Internet
Protocol (IP).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1 Noções – MPLS (Multi Protocol Label Switching)
4.1.2 MPLS (Multi Protocol Label Switching)
 O MPLS é um protocolo de roteamento baseado em pacotes rotulados, onde cada rótulo
representa um índice na tabela de roteamento do próximo roteador.
 As letras MP (multiprotocol) significam que o protocolo pode transportar vários outros
protocolos (Ethernet, ATM e Frame-Relay).
 As letras LS (label switching) indicam que os protocolos estão sendo encapsulados com
um rótulo que é trocado a cada nó.
 O MPLS coloca um rótulo no pacote/célula, e, a partir desse rótulo, comuta a informação até
o seu destino.
 MPLS é uma rede de trânsito, que transporta pacotes entre pontos de entrada e saída.
 Na proposta do MPLS, os dispositivos usarão rótulos ao invés de mapeamento de endereço
para determinar qual é a próxima parada para um pacote recebido.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1 Noções – MPLS (Multi Protocol Label Switching)
4.1.3 Topologia Modelo
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1.4 Noções – GMPLS (Generalized Multi Protocol Label Switching)
Aumento na demanda de tráfego
causado principalmente pela Internet.

Necessidade de migração das redes


de telecomunicações para redes IP.

Tendência do tráfego nas redes ópticas


seja principalmente de datagramas IP.

 GMPLS - modelo mais eficiente - reduz custos


GMPLS - Camada de adaptação (2,5)
de gerenciamento, oferece maior flexibilidade,
entre camada de Enlace
melhor capacidade de engenharia de tráfego.
(2-DWDM) e a camada de Rede (3-IP)
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1.4 Noções – GMPLS
GMPLS (Generalized Multi Protocol Label Switching) – IETF: Internet Engineering Task Force
 A função da arquitetura GMPLS é prover as redes ópticas de um plano de controle comum
para configurar conexões dinamicamente baseadas nos requisitos de tráfego de um usuário.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1.4 Noções – GMPLS
GMPLS (Generalized Multi Protocol Label Switching) – IETF: Internet Engineering Task Force
 O GMPLS é um conjunto de protocolos do plano de controle que provê uma sintonia
consistente e uniforme para sinalização, roteamento e gerenciamento de enlace.
 Plano de Dados: por onde a informação
circula (switches, roteadores);
 Plano de Controle: onde os protocolos de
roteamento e sinalização vão funcionar. É por
ele que serão alocados os recursos e definidos
os LSPs (Label Switched Path);

 Plano de Gerenciamento: provimento de


conexões e recuperação de falhas.
Gerenciamento do enlace.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1.4 Noções – GMPLS
 O GMPLS tem como objetivo encontrar e providenciar um caminho (LSP) otimizado para os
pedidos de tráfego de um usuário.
 A principal característica: a separação entre o plano de controle e o plano de dados.

 Plano de Controle: conjunto de SW e HW


usados para controlar operações vitais das
redes como alocação de banda, descoberta de
rotas e tolerância a falhas.

 Plano de Dados: unidade que cuida do


transporte dos dados, sendo constituído
basicamente pelas chaves comutadoras (OXC)
e pelo dispositivo multiplexador (DWDM).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1.5 Características
 É um conjunto de diferentes interfaces e protocolos no plano de controle (sinalização,
roteamento e gerenciamento de enlaces) que visam a junção entre o MPLS e as redes
ópticas, em busca da máxima qualidade e velocidade de transmissão de dados;
 A premissa do GMPLS é a ideia que o label pode ser generalizado para qualquer forma que
possa identificar um fluxo de dados (Ex.: comutação por comprimento de onda, célula ATM);
 Principal característica: a separação entre o plano de controle e o plano de dados;
 Engenharia de Tráfego (TE) - eficiência e a confiança das operações de redes ópticas,
usando, simultaneamente, os recursos de otimização da rede e de desempenho do tráfego;
 É uma extensão da arquitetura MPLS: permite a interface com tecnologias que não são
apenas baseadas na comutação de pacotes (orientadas à conexão), provendo suporte para
conexões TDM (Time Division Multiplexing), incluindo SONET, SDH e OTN;
 Funções: (a) Comutação de pacotes; (b) Multiplexação por divisão de tempo; (c) Comutação
de lambda (ou comprimento de onda) (OXCs); (d) Comutação de fibras (GPON).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.1.6 Aplicações
 Redes de alta velocidade:
 SONET/SDH (Synchronous Optical Network / Synchronous Digital Hierarchy);
 DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexed) combinada com as redes OTN (Optical
transport Network);
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.2 Serviços – GMPLS (Generalized Multi Protocol Label Switching)

 Serviços rápidos com baixos custos operacionais (VPNs);

 Novos serviços como Bandwidth on demand (BCO), serviços sob demanda são possíveis
devido a arquitetura flexível do GMPLS.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.3 LSP’s (Label Switching Path)
4.3.1 Conceito
 LSP é o caminho (rota) feito por um pacote em uma rede GMPLS sem que sua pilha de
rótulos seja modificada, a não ser no penúltimo nó.
 É um protocolo de sinalização do GMPLS capaz de criar, manter, modificar e terminar
caminhos de dados (path).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.3 LSP’s (Label Switching Path)
4.3.2 Hierarquização
 LSPs de diferentes interfaces de controle podem
ser colocados dentro de outro LSP com o mesmo
tipo de interface ou com um tipo diferente de
interface, obtendo assim uma hierarquia de envio.
 Na hierarquia de envio, muitos LSPs de
engenharia de tráfego (LSPs-TE) são agregados
dentro de um LSP-TE maior. Nós intermediários
veêm somente o LSP externo.
 Vantagem: uma quantidade menor de mensagens
de sinalização é necessária e assim a
escalabilidade de sinalização aumenta.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.4 Protocolos:

 Roteamento (OSPF-TE e IS-IS-TE);

 Sinalização (RSVP-TE);

 Gerência (LMP - Link Management Protocol)


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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.4.1 Os Protocolos de Roteamento (OSFP-TE e IS-IS-TE)
 O protocolo de roteamento é usado para descobrir a topologia da rede automaticamente e
informar os recursos disponíveis.
 Os principais protocolos utilizados são: OSPF-TE (Open Shortest Path First - Traffic
Engineering) e IS-IS-TE (Intermediate System-to-Intermediate System - Traffic Engineering)
 OSPF-TE (Open Shortest Path First with Traffic Engineering) - Protocolo de Caminho mais
Curto com suporte a Engenharia de Tráfego.
 IS-IS-TE (Intermediate System-to-Intermediate System - Traffic Engineering) com suporte a
Engenharia de Tráfego.
 Protocolos do tipo dinâmico (link state) - consideram o estado do link ou a topologia
completa antes de tomarem a decisão para encaminhamento dos pacotes;
 Responsáveis por encaminhar os pacotes de rede pelo melhor caminho possível.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.4.2 O protocolo de Sinalização (RSVP-TE)
 RSVP-TE (Resource Reservation Setup Protocol with Traffic Engineering) - Protocolo de
Configuração com Reserva de Recursos com suporte a Engenharia de Tráfego.
 O protocolo de sinalização é responsável em prover Engenharia de Tráfego nos LSPs.
 Protocolo criado para solicitar a banda e condições de tráfego necessárias em um caminho
definido. Se a banda estiver disponível nas condições desejadas, o enlace é estabelecido.
Quando é adicionado a capacidades para acomodar a engenharia de tráfego: GMPLS (TE).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.4.3 O protocolo de Gerenciamento (LMP - Link Management Protocol)
 O protocolo gerenciador de enlaces que atualmente está padronizado é o LMP.
 Responsável pela criação de links virtuais entre dois nós distintos no plano de dados e
gerência destes links no plano de controle.
 Funções: verifica a qualidade das conectividades físicas entre nós vizinhos, identifica as
propriedades dos nós adjacentes e isola as falhas simples ou múltiplas no domínio óptico.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.5 TE - Traffic Engineering (Engenharia de Tráfego)
Noções:
 A TE se preocupa em otimizar a performance das redes.
 Evita congestionamentos pela utilização adequada dos recursos disponíveis de banda.
 Para tanto ela mede, modela, caracteriza e controla o tráfego. Seu objetivo principal é ajudar
a prover operações eficientes e confiáveis em uma rede, enquanto otimiza o uso de seus
recursos e sua performance.
 A engenharia de tráfego MPLS é tipicamente utilizada no núcleo na rede MPLS, enquanto o
QoS é usado nas extremidades (bordas).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.6 QoS – Quality of Service (Qualidade de Serviço)
Noções:
 São mecanismos que proporcionam aos administradores de rede a capacidade de gerenciar
o tráfego da largura de banda, atraso e congestionamento em toda a rede.
 Refere- se à garantia da banda contratada para comunicação de dados, bem como a garantia
sobre a conexão.
 O objetivo da QoS nas redes IP é fazer com que a rede possa ser usada para o transporte
das mais variadas informações, mas mantendo o comportamento esperado por cada cliente,
uma vez que cada aplicação tem uma necessidade específica, sendo elas sempre diferentes.
 Principais parâmetros de QoS são: Largura de Banda, Atraso, Taxa de Erro, Disponibilidade.
 As indicações dos parâmetros de QoS necessários para uma aplicação obter sucesso na
execução dá-se através de um SLA (Service Level Agreement – Acordo de Nível de
Serviços).
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.7 Proteção e Restauração - PRM (Protection and Restoration Module)
4.7.1 Noções
 Responsável por iniciar e coordenar a proteção de um enlace óptico.
 Realiza detecção e notificação de falhas, restaurando o enlace, selecionando e atuando no
local onde ocorreu a interrupção, para prover rápida recuperação entre dois pontos, mesmo
sem localizar o enlace ou nó defeituoso.
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.7 Proteção e Restauração (Protection and Restoration)
4.7.2 Tipos
 Unprotected (Sem proteção)
 Não há proteção do trafego em caso de falha. O tráfego volta a sua rota original após a
recuperação da falha.
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.7 Proteção e Restauração (Protection and Restoration)
4.7.2 Tipos
 Source-Based Restoration (SBR) – Restauração baseada na fonte
 A proteção é baseada no conceito de restauração onde acontece a comutação para qualquer
rota/link quando disponível, não é alocada banda de restauração.
 O tráfego volta a sua rota original após a recuperação da falha.
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.7 Proteção e Restauração (Protection and Restoration)
4.7.2 Tipos
 GR (Guaranteed Restoration - Pre-calculated) – Reatauração Garantida – Pré-calculada
 A proteção é baseada no conceito de restauração com rota pré calculada e alocada, onde
após sua comutação uma rota de restauração é novamente pré-calculada e alocada.
 O tráfego volta a sua rota original após a recuperação da falha.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.7 Proteção e Restauração (Protection and Restoration)
4.7.2 Tipos
 x-SNCP (Subnetwork Connection Protection) – Proteção de Conexão de Sub-rede
 A proteção é baseada no conceito de proteção SNCP, semelhante às configurações SDH
proteção 1+1. Não suporta dupla falha.
 O tráfego volta a sua rota original após a recuperação da falha.
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

4. Arquitetura GMPLS
4.7 Proteção e Restauração (Protection and Restoration)
4.7.2 Tipos
 Protection and Restoration Combined (PRC) – Proteção e Restauração Combinada
 O serviço é configurado baseado no conceito de proteção e restauração combinada, onde o
serviço é reconfigurado e alocado a cada falha, podendo suportar múltiplas falhas de acordo
com a topologia de rede.
 O tráfego volta a sua rota original após a recuperação da falha.
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

5. Considerações Finais
5.1 Abordagem Geral
5.1.1 Redes Ópticas
 A fibra óptica tem capacidade de transmissão teoricamente ilimitada (alta capacidade de
transmissão, baixa perda, escalabilidade do sistema, imunidade a interferência e ruído, custo
relativamente baixo);
 As redes ópticas se configuram atualmente como a solução mais viável para prover a
crescente demanda de tráfego de dados em redes de transporte (banda larga de alta
velocidade – Serviços: Telefonia, TV a cabo (CATV), transmissão de imagens em tempo real
(telemedicina, teleconferência), redes de computadores e Internet.);
 Multiplexadores DWDM ampliam a capacidade de transmissão de dados na fibra óptica em
sistemas de telecomunicações (multiplexação de diferentes comprimentos de onda numa
única fibra).
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

5. Considerações Finais
5.1 Abordagem Geral
5.1.2 MPLS / GMPLS (Generalized Multi Protocol Label Switching)
 MPLS é uma rede de trânsito, que transporta pacotes entre pontos de entrada e saída;
 É um sistema de comutação de pacotes através de rótulos (proporcionado velocidade,
escalabilidade, gerenciamento de classe de serviço e qualidade de serviço, engenharia de
tráfego (TE), convergência de voz, vídeo e dados);
 O MPLS é essencialmente um sistema de rotulamento projetado para acomodar múltiplos
protocolos;
 A rede MPLS apresenta possibilidades de garantir qualidade de serviço e capacidade de
controlar o tráfego.
 O GMPLS é a aplicação dos conceitos do MPLS de encaminhamento através da troca de
rótulos aplicado às redes ópticas (os rótulos são substituídos por comprimentos de onda (λ));
Especialização em Redes de Computadores e Telecomunicações
Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

5. Considerações Finais
5.2 Tendências das Redes Ópticas
5.2.1 Rede Óptica Passiva (PON - Passive Optical Network)
 Uma rede PON não utiliza componentes elétricos para fazer a distribuição do sinal.
 Possuem em sua arquitetura equipamentos passivos (divisores, conectores, adaptadores,
caixas de emenda, pontos de terminação óptico);
 Tipos de Rede Óptica Passiva
 APON – Rede Óptica Passiva sobre ATM
 BPON – Rede Óptica Passiva Banda Larga
 EPON – Rede Óptica Passiva sobre Ethernet
 GPON – Rede Óptica Passiva sobre Gigabit
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

5. Considerações Finais
5.3 Tendências das Redes de Transporte
 Redes NGN (Next Generation Network)
 Plataforma de transporte comum para vídeo, voz e dados (Convergência de Redes);
 Permite aplicações do tipo telefonia via IP (VoIP), acesso a Web através de telefones móveis
(LTE e 5G), serviços multimídia (VOD), redes privadas virtuais (VPNs), e o streaming de
vídeo (4K).
 A integração de recursos e a convergência do tráfego (vantagens):
 Reduz os custos totais dos recursos da rede, permitindo o compartilhamento da operação, a
administração da rede, a manutenção e aprovisionamento de equipamentos, e facilidades
para o desenvolvimento de aplicações multimídia.
 SDN (Software Definied Networking) – Redes Definidas por Software
 Flexibilidade da rede através do seu plano de controle que permite a um software definir,
alterar e monitorar a comutação desta rede (redução de custos, controle do tráfego,
inteligência da rede, disponibilidade do conteúdo).
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Módulo: Redes Ópticas e GMPLS

5. Considerações Finais
5.4 Conclusões
 A crescente demanda por banda larga (tráfego de dados) em alta velocidade demanda uma
maior infraestrutura de transmissão de dados e, necessariamente, maior capacidade de
tráfego nas redes ópticas.
 Redes Ópticas baseadas na tecnologia DWDM constituem-se na melhor opção tecnológica
para transporte de alta capacidade e velocidade (otimização de fibra óptica).
 Rede de Transporte Óptica (OTN) maximiza a eficiência dos sistemas de transmissão
DWDM propiciando a integração IP/DWDM.
 GMPLS é atualmente o modelo mais eficiente para encaminhamento de pacotes nas
redes ópticas, pois reduz custos de gerenciamento, oferece maior flexibilidade e melhor
capacidade de engenharia de tráfego.