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INSTITUTO TECNOLÓGICO DE CARATINGA

NORMAS DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS


ACADÊMICOS

Fabrícia Pires Souza Tiola


Caratinga 2010
2

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO.............................................................................. 04

1 A ESTRUTURA DOS TRABALHOS ACADÊMICOS ....................... 06


1.1 TRABALHO SOLICITADO EM DETERMINADA DISCIPLINA............ 06
1.2 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE GRADUAÇÃO OU
ESPECIALIZAÇÃO............................................................................. 07

1.3 CARACTERIZAÇÃO DOS ELEMENTOS QUE COMPÕEM O


TRABALHO......................................................................................... 08

1.3.1 Elementos pré-textuais........................................................................ 08


1.3.2 Elementos textuais.............................................................................. 12
1.3.3 Pós-textuais......................................................................................... 12
1.4 FORMATO DE APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS
ACADÊMICOS.................................................................................... 13

1.4.1 Formatos, letras e margens................................................................ 13


1.4.2 Paginação .......................................................................................... 14
1.4.3 Espacejamento e parágrafo............................................................... 14
1.4.4 Organização dos títulos e subtítulos do documento........................... 15
1.4.4.1 Indicativos de seção............................................................................ 16
1.4.5 Abreviaturas e siglas........................................................................... 17
1.5 ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO – ILUSTRAÇÕES................... 19
1.5.1 Figuras. .............................................................................................. 19
1.5.2 Gráficos............................................................................................... 20
1.5.3. Tabelas e quadros............................................................................... 21

2 REGRAS DE APRESENTAÇÃO DE CITAÇÕES.............................. 25


2.1 CITAÇÃO DIRETA (TEXTUAL)........................................................... 25
2.2 CITAÇÃO INDIRETA........................................................................... 27
2.3 CITAÇÃO DE CITAÇÃO..................................................................... 30
3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E DE DOCUMENTOS 32
ELETRÔNICOS..................................................................................
3.1 REGRAS GERAIS PARA AS REFERÊNCIAS................................... 32
3.2 REGRAS PARA TRANSCRIÇÃO DADOS BIBLIOGRÁFICOS.......... 36
3.3 MODELOS DE REFERÊNCIAS.......................................................... 39

4. A PESQUISA...................................................................................... 45
4.1 DETALHAMENTO DA ESTRUTURA DO PROJETO......................... 45
4.2 DETALHAMENTO DA ESTRUTURA DO TRABALHO DE 53
CONCLUSÃO DE CURSO..................................................................
4.3 ORIENTAÇÕES BÁSICAS A RESPEITO DO TRABALHO DE 54
CONCLUSÃO DE CURSO..................................................................
4.3.1 Os papéis do professor orientador e do discente no processo de 55
monografia..........................................................................................
4.3.2 Quanto à defesa.................................................................................. 56
4.3.3 Quanto à avaliação............................................................................. 56
4.4 SUGESTÕES PARA A REDAÇAO DO TRABALHO DE 57
CONCLUSÃO DE CURSO..................................................................

REFERÊNCIAS................................................................................... 59
APÊNCIDE.......................................................................................... 61
4

APRESENTAÇÃO

A metodologia científica, mais do que uma disciplina, significa introduzir o


discente no mundo dos procedimentos sistemáticos e racionais, base da formação
tanto do estudioso quanto do profissional, pois ambos atuam, além da prática, no
mundo das idéias.
A Metodologia Científica deve começar a ser exercida a partir de noções
introdutórias, dos fundamentos. Portanto, é preciso proporcionar aos alunos os
requisitos básicos para a elaboração dos trabalhos solicitados ao longo do curso
universitário.
A finalidade deste Manual é orientar alunos e professores sobre as normas e
procedimentos a serem cumpridos na elaboração dos trabalhos acadêmicos dos
cursos de graduação oferecidos pelo Instituto Tecnológico de Caratinga.
Fundamenta-se nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT e
referências bibliográficas específicas das áreas de engenharia elétrica e civil e
também na ciência da computação .
A sistematização do manual é resultado de diversas discussões pela
Coordenadoria dos cursos de Graduação, Pós-Graduação e Pesquisa e tem por
objetivo uniformizar os trabalhos acadêmicos, melhorando a qualidade da produção
e da comunicação escritas. Este material foi originalmente produzido pela professora
mestra Flávia Rodrigues de Souza, coordenadora de Trabalhos de Conclusão de
Curso da unidade Doctum de Iúna-ES.
Recomenda-se a leitura atenciosa deste Manual, para que a produção atenda
ao rigor científico. No entanto, este Manual não deve ser considerado um
“receituário”, pois um assunto tão complexo como a criação científica não seria
suscetível de tal redução.
Os procedimentos metodológicos aqui sugeridos foram extremamente
simplificados, uma vez que não é objetivo do presente manual oferecer um livro de
metodologia, mas uma preparação à Metodologia Científica.
No que diz respeito ao trabalho monográfico na conclusão dos Cursos o
propósito é apresentar um tema coerente ao aprendizado de forma minuciosa e
clara.
5

“Se aprende a nadar, nadando, aprende se a produzir conhecimento,


produzindo, a fazer trabalho científico fazendo” (SOLOMON, 2001, p. 06).
6

1 A ESTRUTURA DOS TRABALHOS ACADÊMICOS

Os trabalhos acadêmicos, em geral, são constituídos por um conjunto mínimo


de elementos que se enquadram numa tríplice estrutura: elementos pré-textuais,
textuais e pós-textuais.
• elementos pré-textuais: apresentam elementos formais de apresentação do
trabalho e que antecedem o texto propriamente dito;
• os textuais: constituem o corpo do trabalho acadêmico. Todo trabalho científico
há de comportar três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão (CERVO;
BERVIAN, 2002);
• pós-textuais: representados pelas partes que vêm logo após a parte textual e que
constituem acréscimo ao trabalho acadêmico.
Alguns dos elementos que compõem essa tríplice estrutura são indispensáveis
em qualquer trabalho acadêmico; outros são opcionais ou aparecem conforme a
natureza e desenvolvimento do trabalho.
Em seguida, apresentar-se-ão os elementos constitutivos de cada tipo de
trabalho acadêmico. Os elementos opcionais são marcados com um asterisco (*). Os
elementos que aparecem de acordo com a necessidade e natureza do trabalho são
marcados com dois asteriscos (**). Os elementos que não são seguidos por nenhum
asterisco são indispensáveis na apresentação do trabalho acadêmico. Após a
apresentação dos elementos recomendados para cada tipo de trabalho, segue uma
caracterização de cada um deles.

1.1 TRABALHO SOLICITADO EM DETERMINADA DISCIPLINA

Elementos pré-textuais:
• Capa
• Sumário
Elementos textuais:
• Introdução
7

• Desenvolvimento
• Conclusão
Elementos pós-textuais:
• Referências
• Anexos e/ou apêndice**

1.2 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE GRADUAÇÃO OU


ESPECIALIZAÇÃO

Elementos pré-textuais:
• Capa
• Folha de rosto
• Errata**
• Folha de aprovação
• Dedicatória*
• Agradecimento*
• Epígrafe*
• Resumo na língua vernácula
• Listas** (ilustrações, tabelas, abreviaturas e siglas, símbolos)
• Sumário
Elementos textuais:
• Introdução
• Desenvolvimento
• Conclusão
Elementos pós-textuais:
• Referências
• Anexos e/ou apêndice**
8

1.3 CARACTERIZAÇÃO DOS ELEMENTOS QUE COMPÕEM O TRABALHO

1.3.1 Elementos pré-textuais

a. Capa – A Associação Brasileira de Normas Técnicas não determina a disposição


desses dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela
Instituição. Para uniformização dos trabalhos, adotaremos as seguintes
instruções:
• Nome da instituição: deve ser apresentado a 3 cm da borda superior, em
fonte Time New Roman ou Arial1 tamanho 18, letras maiúsculas e centrado na linha.
• Nome da unidade (faculdade ou instituto) a que pertence o curso: situa-se a
um espaço e meio entrelinha abaixo do nome da instituição, em letras maiúsculas,
fonte Times New Roman ou Arial tamanho 14, centrado na linha.
• Nome do curso: localiza-se a um espaço e meio entrelinha abaixo do nome da
unidade, em letras maiúsculas, fonte Times New Roman tamanho 14, centrado na
linha.
• Título do trabalho e subtítulo (se houver): é colocado a mais ou menos 8 cm
abaixo do nome do curso, em letras maiúsculas, fonte Time New Roman ou Arial
tamanho 16 e centrado na linha. Se o título for longo, devem-se utilizar duas linhas
(espaçamento entrelinha simples) de forma que fique esteticamente bem
apresentável.
• Nome do(s) acadêmico(s): esses elementos devem ser apresentados nessa
ordem a mais ou menos 6 cm do título do trabalho. Essas informações devem ser
apresentadas em linhas separadas, com espaçamento entrelinhas 1,5 digitadas em
fonte Times New Roman ou Arial tamanho 14 e centralizadas na linha. O nome do
professor solicitante e disciplina devem ser apresentados quando se tratar de
trabalho solicitado em uma determinada disciplina.
• Local e ano da entrega do trabalho: situam-se a 2,5 cm da borda inferior da folha,
com as iniciais da cidade em letras maiúsculas, fonte Time New Roman ou Arial

1
A fonte escolhida para o trabalho deve ser a mesma aplicada aos elementos pré-textuais, textuais e
pós – textuais.
9

tamanho 14, centrado na linha. Para melhor compreensão, sugerimos a verificação


do Apêndice A.

b. Folha de rosto – Deve conter os elementos essenciais que identificam a obra,


na seguinte forma:
• Nome do autor do trabalho: na parte superior da página, fonte 12, centralizado
em negrito e com entrelinhas 1,5. Quando houver mais de um autor, relaciona-los
em ordem alfabética e com espaço entre linhas simples.
• Título do trabalho e subtítulo (se houver): um pouco acima do meio da folha, no
sentido vertical. Letras maiúsculas, tamanho 12, centralizadas em negrito e
entrelinhamento 1,5.
• Nota de apresentação: é digitada em tamanho 12, justificada sem negrito e com
entrelinhamento simples, sem recuo de parágrafo, no canto direito da página
(recuo esquerdo aproximadamente 8 cm). Para melhor compreensão, sugerimos
a verificação do Apêndice B.
• Local e ano: nome da cidade onde se localiza a instituição e ano vigente.
No verso da folha de rosto deve figurar a ficha catalográfica, que será elaborada
pela Biblioteca da Instituição. Essa ficha deverá constar na versão final da
monografia. A página não recebe número, mas é contada.

c. Errata - a errata é um elemento opcional que consiste na apresentação de uma


lista de erros, indicando as respectivas folhas e linhas, seguida das devidas
correções. Deve ser inserida pós a folha de rosto.

d. Folha de aprovação – De acordo com a NBR 14724 (2002, p.4), a folha


de aprovação é
“elemento obrigatório, colocado logo após a folha de rosto, constituído pelo
nome do autor do trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver),
natureza, objetivo, nome da instituição a que é submetido, área de
concentração, data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos
componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem.”

As informações devem ser apresentadas na seguinte ordem:


• Autor: na parte superior da página, fonte 12, centralizado, iniciais do nome
maiúscula, negrito e com espaço entrelinhas 1,5.
10

• Título: letras maiúsculas, tamanho 12, centralizadas sem negrito e


entrelinhamento 1,5.
• Nota de apresentação: é digitada em tamanho 12, justificada sem negrito e com
entrelinhamento simples, sem recuo de parágrafo, no canto direito da página
(recuo esquerdo aproximadamente 8 cm)
• Composição da banca examinadora: Devem ser listados os componentes da
banca examinadora, seguido de suas respectivas instituições acadêmicas.
• Local e data: Nome da cidade onde se localiza a instituição e a data da defesa
(dia/mês/ano). Caso a data não seja conhecida, digita-se o espaço ___/___/___
para a data. A página não recebe número, mas é contada. Para melhor
compreensão, sugerimos a verificação do Apêndice C.

e. Dedicatória: não é apresentada em trabalhos solicitados nas disciplinas. Em


monografias, dissertações e teses, a dedicatória é opcional. A página não recebe
número, mas é contada.

f. Agradecimento: não deve ser apresentado em trabalhos de conclusão de


disciplinas. Nos demais trabalhos (monografias, dissertações e teses), o
agradecimento é opcional. A página não recebe número, mas é contada.

g. Epígrafe: não deve ser apresentado em trabalhos de conclusão de disciplinas.


Nos demais tipos de trabalhos acadêmicos constitui-se num elemento opcional.
A epígrafe consiste na apresentação de um pensamento, com identificação do
respectivo autor, que tem estreita relação com o conteúdo do trabalho. A página
não recebe número, mas é contada.

h. Resumo na língua vernácula – consiste em uma síntese dos pontos relevantes


do texto, em linguagem clara e concisa. É construído em um só parágrafo não
excedendo 500 palavras. Deve ressaltar o objetivo, o resultado e as conclusões
do trabalho, assim como o método e a técnica empregados na sua elaboração.
Deve ser redigido na terceira pessoa do singular com voz ativa, compondo-se de
uma seqüência correta de frases e não de enumeração de tópicos. Deve-se
evitar fazer parágrafos no meio do resumo, bem como de fórmulas, equações,
11

diagramas e símbolos, optando-se quando necessário, pela forma extensa. Não


deve incluir bibliografia. Deve ser seguido das palavras-chave do texto.

i. Resumo em língua estrangeira (Abstract) – este elemento consiste na


apresentação do resumo para o inglês ou para outro idioma de divulgação
internacional. Para todo trabalho de conclusão de curso, sugere-se que fique a
critério da coordenação dos cursos a exigência ou não da inclusão do resumo em
língua estrangeira nos trabalhos de conclusão de graduação e especialização.
Optamos por não incluir o abstract como elemento obrigatório nos TCC’s.

j. Listas (de ilustrações, de tabelas, de abreviaturas e siglas e de símbolos):


consiste na reunião, em listas, do conjunto de elementos ilustrativos ou
explicativos que aparecem no decorrer do trabalho. A apresentação das listas é
opcional. Contudo, a apresentação das mesmas só deve ser feita se houver um
número significativo dos respectivos elementos (pelo menos cinco) no decorrer
do trabalho. Para cada tipo de lista deve-se reservar uma página específica para
a sua apresentação. Vide FIG. 3 e 5.

k. Sumário – Trata-se da enumeração dos capítulos, seções e outras partes que


compõem o trabalho, seguido de sua localização dentro do texto. Os elementos
que antecedem ao sumário (dedicatória, agradecimentos, resumo, etc.) não
devem ser descritos no mesmo. Deve ser empregada a numeração progressiva,
limitada até a seção quinária. Os indicativos numéricos dos capítulos, seções e
outras partes do texto devem ser alinhados à esquerda (NBR 6024/2003). Títulos
e subtítulos devem seguir os indicativos numéricos e serão alinhados “pela
margem do título do indicativo mais extenso” seguindo as orientações da NBR
6027 (ABNT, 2003 d). Elementos como referências, fontes consultadas,
glossário, apêndice (s), anexo (s) e índice (s) devem ser incluídos no sumário,
mas não recebem indicativos numéricos. Para melhor compreensão, sugerimos a
verificação do Apêndice D.
12

1.3.2 Elementos textuais

a. Introdução – consiste em situar o leitor sobre a pesquisa desenvolvida de forma


que ele possa ter uma noção sobre o que será relatado no trabalho. É a
apresentação do problema investigado e seu relacionamento com outros
trabalhos, formando os antecedentes que justificam a pesquisa. Deve incluir:
contextualização do tema, a delimitação do assunto, a questão a ser respondida
com a pesquisa (Problema de Pesquisa), seus objetivos gerais e específicos,
justificativa para a importância do tema e um breve relato da metodologia
empregada.

b. Desenvolvimento – parte localizada entre a introdução e a conclusão. Contém a


exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Fragmenta-se em seções e
subseções, de acordo com a necessidade. Deve conter o capítulo de
Referencial Teórico, o capítulo constando a Metodologia empregada, o capítulo
das Análises e Discussão dos Resultados.

c. Conclusão – parte final onde se apresentam respostas correspondentes aos


problemas e objetivos da pesquisa. Não se permite incluir novos dados neste
capítulo.

1.3.3 Pós-textuais

a. Referências – Consiste na apresentação dos elementos que permitem a


identificação, no todo ou em parte, de documentos que foram citados como
fontes de consulta para a elaboração do trabalho científico. Melhores
informações serão apresentadas no tópico: Regras gerais para as referências.

b. Anexos / Apêndice – São documentos comprobatórios e / ou complementares


do texto. O Apêndice é elaborado pelo próprio autor do trabalho. Já o anexo é um
documento de autoria de outro (s). De acordo com a NBR 6029 (ABNT, 2006 a).
13

Tanto o apêndice quanto o anexo devem ser identificados por letras maiúsculas,
seguidos de seus respectivos títulos. (Ex. ANEXO A – Questionário; APÊNDICE
D – Roteiro de entrevista). No texto devem ser citados seguidos da letra de
ordem, sendo apresentados entre parênteses quando vierem no final da frase.
Quando inseridos na redação, o termo ANEXO e APÊNDICE vem livre dos
parênteses.

1.4 FORMATO DE APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS ACADÊMICOS

1.4.1 Formatos, letras e margens

Os trabalhos devem ser digitados em papel branco formato A-4 (210mm x


229mm), digitados em uma só face da folha; adota-se a cor preta para o texto e
outras cores apenas para as ilustrações.
A folha deve apresentar margem de 3 cm à esquerda, 2 cm à direita, 3 cm na
parte superior e 2 cm na parte inferior.

Figura 1- Desenho esquemático com a configuração dos espaçamentos da página


14

Todo o texto do trabalho acadêmico deve ser digitado com espaço 1.5
entrelinhas. O espaço simples deve ser usado nas citações longas, nas notas de
rodapé, entre as linhas de uma referência, nas legendas e fontes das ilustrações e
tabelas, na ficha cartográfica, na nota de tese e na nota da natureza e objetivos do
trabalho acadêmico.
As referências, na lista, devem ser separadas entre si por dois espaços
simples.
A ABNT recomenda fonte tamanho 12 para o texto e tamanho menor para as
citações longas, notas de rodapé, paginação, legenda e fonte das ilustrações e
tabelas. Assim, optamos por utilizar fonte 10 para esses casos.
A escolha da letra é responsabilidade do autor, recomendamos a utilização do
tipo Arial.

1.4.2 Paginação

A numeração das páginas aparece a partir da primeira página de texto,


porém, a contagem começa a partir da folha de rosto. Esta é contada, mas não
recebe número. As demais folhas pré-textuais (dedicatória, agradecimento, epígrafe,
sumário e outras) são contadas e numeradas com algarismos romanos.
A numeração das folhas da parte textual e da parte pós - textual é feita em
algarismos arábicos, localizada ao lado direito da extremidade superior da folha, isto
é, 2cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da borda externa da
folha.

1.4.3 Espacejamento e parágrafo

Todo o texto do trabalho acadêmico deve ser digitado com espaço 1.5
entrelinhas. O espaço simples deve ser usado nas citações longas, nas notas de
rodapé, entre as linhas de uma referência, nas legendas e fontes das ilustrações e
15

tabelas, na ficha cartográfica, na nota de tese, na nota da natureza e objetivos do


trabalho acadêmico.
As referências, na lista, devem ser separadas entre si por dois espaços
simples.
A fonte deve ser tamanho 12 para o texto e menor para as citações longas,
notas de rodapé, paginação, legenda e fonte das ilustrações e tabelas.
Na folha de rosto e na folha de aprovação, a natureza do trabalho, o objetivo,
o nome da instituição a que é submetida e a área de concentração devem ser
alinhados do meio da folha para a margem direita.
Segundo a NBR 14724/2006, o projeto gráfico é de responsabilidade do
autor. Optamos por utilizar o parágrafo recuado a 1,25 da margem esquerda, sem
espaços entre os parágrafos.
Cada capítulo deve ser iniciado em uma nova página. As seções (secundária,
terciária, etc.) devem ser digitadas na mesma página, seguindo a seqüência do
texto.
As alíneas devem ser alinhadas a esquerda e digitadas em espaço 1,5.
Utilizar sempre o mesmo símbolo em todo o trabalho.

1.4.4 Organização dos títulos e subtítulos do documento

A primeira divisão de um texto resulta em sessões primárias que recebem o


nome de capítulos. Cada capítulo pode ser dividido em sessões secundárias, estas
em terciárias e assim por diante. Não é recomendável que a subdivisão ultrapasse a
seção quinária (NBR 6024/2003).
Os títulos de seções devem ser separados do texto, que os precede e os
sucede, por dois espaços um e meio.
16

1.4.4.1 Indicativos de seção

É recomendado o uso de numeração progressiva para as seções do texto. Os


títulos e subtítulos do texto são destacados utilizando-se os recursos de negrito,
itálico, caixa alta, entre outros. A fonte (tipo de letra) das seções devem seguir a
utilizada no texto.
Optamos pela diferenciação dos capítulos da seguinte forma:

1 SEÇÃO PRIMÁRIA (TAMANHO 14, NEGRITO, LETRAS MAIÚSCULAS)

1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA: TAMANHO 12, NEGRITO, LETRAS MAIÚSCULAS

1.1.1 Seção terciária (quaternária, e outras): tamanho 12, negrito, apenas com a
inicial maiúscula

Os títulos das seções primárias, por serem as principais seções de um texto,


devem iniciar em folha distinta.
Os títulos sem indicativos numéricos, como listas de ilustrações, sumário,
agradecimentos, resumo, abstract, referências, devem ser centralizados na página.
A folha de aprovação, dedicatória e epígrafe não possuem títulos nem
indicativo numérico. Tanto a dedicatória quanto a epígrafe devem trazer seus
textos dispostos a partir do meio da folha do sentido vertical e horizontal.
O sumário deve seguir o mesmo padrão de formatação das seções do texto.
A FIG. 2 apresenta o modelo de uma página devidamente formatada, assim
como as divisões das seções.
17

Figura 2 – Parágrafos e espaçamento

1.4.5 Abreviaturas e siglas

As formas abreviadas de nomes (abreviaturas e siglas) são usadas para


evitar a repetição de palavras e expressões freqüentemente utilizadas no texto.
Deve-se usar abreviaturas já existentes ao invés de criar novas. Quando uma sigla
ou abreviatura for apresentada pela primeira vez no texto, deve se colocar seu nome
por extenso, acrescentando a sigla em parênteses, conforme exemplo: Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Não se empregam abreviaturas:


• Nos títulos e resumos do trabalho, para evitar problemas na tradução dos
mesmos;
18

• Em nomes geográficos, a não ser quando se tratar de abreviaturas


universalmente conhecidas, como USA. Por tanto, escreve-se sempre por extenso:
São Paulo, (e não S. Paulo ou S. P.).
Por convenção, unidades de peso e medida são abreviadas quando seguem
os numerais: 25 g, 30 ml. Quando anunciadas isoladamente devem ser escritas por
extenso: grama, mililitro. Não se usa plural para as formas abreviadas das palavras,
nem ponto entre as siglas. Por exemplo: editores: ed.; organizadores: org.; EUA.
As abreviaturas específicas do trabalho e siglas desconhecidas devem
constar de lista prévia, ordenadas alfabeticamente e seguida do nome por extenso
(Fig. 3). Quando em pequeno número, podem ser registradas no próprio texto,
separadas por um hífen, da forma por extenso. Vide exemplo:

• Em 1967, dizia a Comissão Econômica para a América Latina – CEPAL: “O papel


que a educação pode desempenhar no desenvolvimento econômico é mais
evidente com a formação de mão de obra profissional e técnica”.

Nas citações posteriores podem-se mencionar apenas as siglas.

LISTA DE SIGLAS

CFE CEPAL – Comissão Econômica para América Latina y el Caribe


– Conselho Federal de Educação
CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico
FGV – Fundação Getúlio Vargas
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
MEC – Ministério da Educação e Cultura
PNDES – Plano Básico de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico
UNESCO – United Nations Educational, Scientific and cultural Organization

FIGURA 3 – Exemplos de listas de abreviaturas e siglas


19

1.5 ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO – ILUSTRAÇÕES

As ilustrações (gráficos, gravuras, fotografias, mapas, esquemas, desenhos,


tabelas, quadros, formulas, modelos e outros) servem para elucidar, explicar e
simplificar o entendimento de um texto. Relacionam-se as ilustrações em listas
próprias, antes do sumário.
As ilustrações devem ser inseridas o mais próximo possível do texto a que se
referem.
Os títulos e legendas das ilustrações (exceto quadros e tabelas) devem ser
apresentados abaixo da figura, na mesma margem. Digita-se apenas as iniciais
maiúsculas, precedidas da indicação FIGURA, seguida pelo seu número de ordem
no texto.
Já as tabelas e quadros apresentam o título acima da ilustração.

1.5.1 Figuras

As ilustrações (com exceção de tabelas, quadros e gráficos) são designadas


e mencionadas no texto, sempre como “figuras”. Sua indicação pode integrar o texto,
ou localizar-se entre parêntese no final da frase. Exemplo:
A FIG. 21 mostra o comportamento do consumo de oxigênio durante os
exercícios realizados em... OU
As distâncias são constantes ao longo do trabalho (FIG. 7).

A abreviatura FIG. é utilizada somente no singular, mesmo quando se fizer


referência a mais de uma figura.
Numeram-se as ilustrações, no decorrer do texto, com algarismos arábicos
em uma seqüência própria, independente da numeração progressiva das páginas da
publicação.
O título deve ser breve, porém explicativo, digitado abaixo da ilustração e na
mesma margem desta. É escrito em letras minúsculas, exceto a inicial da frase e dos
nomes próprios, após a palavra FIGURA e dela separados por hífen.
20

• Exemplo: FIGURA 25 - Ordenação alfabética dos títulos dos trabalhos científicos.

A legenda é um texto explicativo que acompanha a ilustração e deve


aparecer na parte inferior da figura, seguida de seu número em algarismos
arábicos, título e fonte digitados em fonte tamanho 10. Deve-se evitar a
continuação da legenda em página seguinte à da ilustração.
Toda ilustração que já tenha sido publicada anteriormente deve conter, abaixo
da legenda, dados sobre a fonte (autor, data e página) de onde foi extraída. Como
em toda citação, a referência completa, relativa à fonte da ilustração, deve figurar
nas referências bibliográficas.
As ilustrações devem ser centradas na página e impressas em local tão
próximo possível do trecho, onde são mencionadas no texto. Quando as ilustrações
forem em grande número ou em tamanho maior, podem ser agrupadas no final do
trabalho como anexos.
Duas ou mais ilustrações podem constar na mesma página, cada uma
contendo seu título, legenda e número, com identificação para cada figura.

1.5.2 Gráficos

Os gráficos são desenhos constituídos de traços e pontos, numerados com


algarismos arábicos. Seu título é precedido da palavra GRÁFICO em letras
maiúsculas. No texto citam-se as iniciais da palavra GRAF., seguida pelo número de
ordem a que se refere. Exemplo:
• Com relação à análise do GRAF. 10 podemos vislumbrar que mais de 45% da
amostra possui grau de instrução equivalente ou superior ao ensino médio em
ascensão, o que revela o desenvolvimento de maiores critérios de qualidade.
Tendência a ser mais exigente.

As orientações indicadas para a apresentação das figuras, aplica-se também


para os gráficos.
21

FIGURA 4 - Modelo de gráfico com ilustração

1.5.3. Tabelas e quadros

As tabelas ou quadros são confeccionados com o objetivo de apresentar


resultados numéricos e valores comparativos, principalmente quando em grande
quantidade. Relacionam - se as tabelas em lista própria, após o sumário, incluindo
aquelas que forem apresentadas com o anexo. Exemplo:
22

LISTA DE TABELA

TABELA 1 Crescimento populacional............................................................223


TABELA 2 Distribuição populacional.............................................................224
TABELA 3 PIB – 1970/1990..........................................................................227

FIGURA 5 - Exemplo de lista de tabela

As tabelas caracterizam-se por apresentar dados numéricos. A inclusão de


tabelas no texto obedece ao padrão das Normas de Apresentação Tabular
(FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 1993)
que prevê:
• a localização da tabela deve ser o mais próximo possível do texto a que se
refere;
• toda tabela deverá conter título conciso, indicando a natureza, a abrangência
geográfica e temporal de seus dados (Ex.: Mortalidade – Brasil – 1998);
• o título deve aparecer na parte superior, seguida de seu número em
algarismos arábicos;
• fontes e notas devem ser colocados na parte inferior da tabela, digitados em
tamanho 10;
• a totalização dos dados pode ser colocada antes ou depois dos dados
individuais.Recomendamos uma apresentação uniforme em todo o trabalho.
• as unidades de medida devem obedecer ao Quadro Geral de Unidades de
Medida (CONMETRO – Disponível em:
<http://www.inmetro.gov.br/resc/pdf/RESC000113.pdf >

As tabelas devem ter título claro e conciso localizado acima delas, precedido
pela palavra Tabela. Deve indicar além da natureza do assunto, a abrangência
geográfica e temporal dos dados numéricos. São numeradas seqüencialmente em
todo o trabalho, com algarismos arábicos.
Na construção de tabelas ou quadros usam-se os seguintes traços:
23

• Dois traços duplos horizontais, limitando o quadro; o primeiro deve separar o


topo e o segundo separar o rodapé;
• Traço simples vertical, separando a coluna indicadora das demais e estas
entre si; no corpo da tabela, o mesmo pode ser eliminado desde que o número de
colunas seja pequeno e não haja prejuízo na leitura dos dados.
• As tabelas não devem ser fechadas lateralmente, tampouco se colocam
traços horizontais separando os dados numéricos.
• As frações são escritas em números decimais;
• No texto a referência se fará pela indicação TAB, acompanhada do número
de ordem na forma direta ou entre parênteses no final da frase.
Aconselha-se evitar siglas e abreviaturas nas tabelas. Quando
indispensáveis, deve-se adotar apenas aquelas que sejam padronizados.
As notas de rodapé das tabelas devem constar:
Fonte: Designa a origem dos dados que constam na tabela, devendo indicar
autor, data e página;
Notas gerais: registram observações ou comentários para conceituar ou
esclarecer o conteúdo das tabelas, indicar o critério adotado no levantamento dos
dados ou método de elaboração das estatísticas derivadas;
Notas referentes a uma parte específica da tabela: Símbolos, fórmulas e
outros. Sempre que possível a tabela deve conter a data em que foram colhidos os
dados.
Tabelas e quadros situam-se em local tão próximo quanto possível do trecho
onde foram mencionados pela primeira vez no texto. Se forem extensas, aconselha-
se apresentá-las no final do trabalho como anexos, seguindo a numeração normal
das tabelas no texto. Assim, se a última tabela do texto for de número 10, a primeira
dos anexos será a de número 11.
24

Tabela 1- Fração de amostragem e composição da amostra segundo as


regiões metropolitanas de abrangência.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2005

Os quadros diferem das tabelas por apresentar dados textuais. Sua


formatação apresenta traços horizontais e verticais em toda sua extensão,
separando linhas e colunas.
As legendas devem aparecer na parte inferior, seguida de seu número em
algarismos arábicos, título e fonte, digitados em fonte tamanho 10.

FIGURA 6 – Quadro como ilustração


25

2 REGRAS DE APRESENTAÇÃO DE CITAÇÕES

Citação é a menção de uma informação extraída de outra publicação,


utilizada para ilustrar, esclarecer, comparar ou confirmar o assunto em questão. As
citações são trechos transcritos ou informações retiradas das publicações
consultadas para a realização do trabalho. A fonte de onde foi extraída a informação
deve ser citada obrigatoriamente, respeitando - se desta forma os direitos autorais.
As citações devem ser representadas por chamadas de autor, instituição,
entidade, título, grafadas em letras maiúsculas e minúsculas quando fizerem parte
do integrante do texto e em letras maiúsculas quando vierem entre parênteses.
Exemplos:

• Considerando que a literatura é uma das manifestações culturais mais relevantes


de uma sociedade, cabe investigar de que forma o problema apontado pelos
autores acima citados pode ser minimizado (MENDES et al., 2002, p. 113).

• De acordo com Mendez et al., (2002, p. 113), a literatura é uma das


manifestações culturais mais relevantes de um a sociedade, cabe investigar de
que forma o problema apontado pelos autores acima citados pode ser
minimizado.

As citações bibliográficas podem ser diretas (textuais) ou indiretas (livres)


podem aparecer no texto e, dependendo do caso, em notas de rodapé.

2.1 CITAÇÃO DIRETA (TEXTUAL)

É a reprodução das idéias, empregando-se as palavras do autor na íntegra,


podendo ser curtas ou longas. É reproduzida entre aspas duplas exatamente como
consta do original, acompanhada de informação sobre a fonte (em respeito à lei
9.610 de fevereiro de 1998 que regulamenta os direitos autorais).
26

É obrigatória a menção à data, página, volume, tomos e parte da obra


consultada.
As citações diretas curtas, de até três linhas, são inseridas no texto, entre
aspas duplas. A contagem do número de linhas não deve ser feita no texto original.
A citação deve ser digitada e em seguida medida.

Exemplo:
Neste contexto, Oliveira (1999, p. 20) cita a participação da comunidade na
gestão escolar como “uma revolução cultural de dimensões copernicanas”.

Quanto ao uso do ponto final nas citações diretas, recomenda-se que se o


texto copiado termina com ponto final, as aspas virão depois do ponto (“. “) se não,
as aspas virão antes do ponto (“”.).
As citações longas, mais de três linhas, devem constituir um parágrafo
próprio, recuado 4 cm da margem esquerda, sem recuo de parágrafo na primeira
linha, em letra menor (tamanho 10) do que o utilizado no texto e com o espaçamento
entre linhas correspondente ao espaço 1 e sem aspas.
Recomenda-se deixar uma linha em brando (de tamanho 12 e entrelinhas 1,5)
de espaçamento antes e depois desse parágrafo.
Exemplo:

Em uma época de complexidades, mudanças e incertezas como a que


atravessamos hoje, a Administração tornou-se uma das mais importantes
áreas da atividade humana. Vivemos em uma civilização na qual o
esforço cooperativo, do homem é a base fundamental da sociedade e a
tarefa básica da Administração é a de fazer as coisas por meio das
pessoas de maneira eficiente e eficaz (CHIAVENATO, 2000, p. 4).

Para melhor compreensão sugerimos verificar a FIG. 2 deste manual.


27

2.2 CITAÇÃO INDIRETA

Ocorre quando as idéias e informações de outros documentos são utilizadas


para redigir um novo texto. Essa redação deve traduzir fielmente o sentido do texto
original.
Escrita sem aspas e com o mesmo tipo e tamanho de letra utilizada no
parágrafo do texto onde está inserida.
Nas citações indiretas a inclusão da página é opcional.
Há varias formas de se fazer esse tipo de citação:
a. Quando o(s) nome(s) do(s) autor(es) faz parte integrante do texto, menciona-se a
data da publicação citada entre parênteses, logo após o nome do autor.

Exemplo:
Como lembra Martins (1984), o futuro desenvolvimento da informação está
cada dia mais dependente de um plano unificado de normalização.

b. A indicação da fonte entre parêntese pode suceder à citação para evitar


interrupção na seqüência do texto. Havendo mais de uma fonte a ser citada, esta
deve estar em ordem alfabética ou em ordem crescente de publicação, separada
por ponto e vírgula.

Exemplo:
Após o primeiro isolamento, na Inglaterra, vários casos têm sido descritos em
países como Canadá, Noruega, Holanda, Dinamarca e Finlândia (BANGE;
DUCROT, 1984; GLAZERBROOK et al., 1973; JONES, 1981) ou (GLAZERBROOK
et al., 1973; JONES, 1981; BANGE; DUCROT, 1984).

c. Pode-se simplificar a citação mencionando-se apenas o número recebido pelo


documento na listagem bibliográfica. Esse procedimento pressupõe que esta
listagem já possua numeração definitiva, uma vez que inserções posteriores
exigem mudança em toda a numeração.
28

Exemplo:
Campos (15), destacou em estudo sobre o atendimento aos menores em São
Paulo, que as creches comunitárias expressam uma relação diferente dos orfanatos.
• Um estudo sobre o atendimento aos menores em São Paulo, destacou que as
creches comunitárias expressam uma relação diferente dos orfanatos (15).

A ABNT apresenta várias formas de citação e diferentes maneiras de


mencioná- las. Optamos pelas formas que facilitam a leitura e a compreensão.

Sistema de chamada – optamos pelo sistema autor-data. Exemplo:


(SANTOS,1997);
Referências idênticas – optamos por repetir quantas vezes forem necessárias

d. Quando houver coincidência de sobrenomes de autores, acrescenta-se a inicial


de seus prenomes.

Exemplo:
Araújo, C. (2001); Araújo, B. (2003). Persistindo a coincidência, acrescentam-
se os prenomes por extenso: Araújo, Cardoso (2001); Araújo, Barros (2003).

e. Em se tratando de entidades coletivas conhecidas por siglas, deve-se citar o


nome por extenso acompanhado da sigla na primeira citação e, a partir daí, usar
apenas a sigla.

Exemplo:
A TAB. 2 confirma os dados apresentados anteriormente (INSTITUTO
BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE, 2002). Nas citações
subseqüentes deve-se usar apenas a sigla IBGE, (2002); (IBGE, 2002).

f. Quando se tratar de vários trabalhos de um mesmo autor, escrito em datas


diferentes, cita-se o sobrenome do autor seguido das datas entre parênteses.
Para citação de vários trabalhos de um mesmo autor com a mesma data, usam-
se letras minúsculas acompanhadas da data.
29

Exemplo:
Smith, (2003a); Smith, (2003b); Smith, (2003a, b).

g. Quando houver necessidade de se suprimir partes de uma citação, no início,


meio ou final do trecho, usam-se reticências entre colchetes.

Exemplo:
Para Ackoff (1975, p. 27) “[...] o objetivo da ciência não é somente aumentar o
conhecimento, mas o de aumentar as nossas possibilidades de continuar
aumentando o conhecimento [...]”.

h. Quando se quiser dar ênfase ou destaque a palavras, expressões ou trechos de


uma citação há de adotar grifo , negrito ou itálico.

i. Quando se tratar de citação de instituição, apresenta-se o nome por extenso


seguido da data de publicação.

Exemplo:
No texto:
As resoluções do Partido Comunista Brasileiro (1996) determinam a posição
dos comunistas diante dos partidos operários já constituídos.

Nas Referências:

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO. Resoluções do XI Congresso do Partido


Comunista Brasileiro. Rio de Janeiro, 1996.

j. Quanto se tratar de citação de legislação:

Exemplo:
No texto:

A Lei nº 9.311/96 (BRASIL, 1996) nos parágrafos 2º e 3º do artigo 11,


prevêem a quebra do sigilo bancário,bem como o disposto no inciso IV do artigo 17,
30

que prevê a reposição do valor da exação em caso de manutenção de "conta


poupança" por prazo superior a noventa dias.
Referências:

BRASIL. Lei 9.311, de 24 de outubro de 1996. Institui a Contribuição Provisória


sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de
Natureza Financeira - CPMF, e dá outras providências. Diário Oficial da União,
Brasília, 25 out. 1996.

2.3 CITAÇÃO DE CITAÇÃO

A falta de acesso a um documento não impede que ele seja citado, desde que
tenha sido mencionado por outros autores. Porém, todo esforço deve ser
empreendido para se consultar o documento original.
O procedimento para citar é:
No texto, citar o sobrenome do autor do documento não consultado, seguido
das expressões: citado por ou apud e o sobrenome do autor do documento
efetivamente consultado. Em nota de rodapé, mencionar os dados do documento
original.

Exemplo:
No texto:
Marinho1, (citado por Marconi e Lakatos, 1982), apresenta a formulação do
problema como uma fase da pesquisa que, sendo bem delimitado, simplifica e
facilita a maneira de conduzir a investigação.
Em rodapé:
____________________
1
MARINHO, Pedro. A pesquisa em ciências humanas. Petrópolis vozes, 1980.

Na listagem de referência:
Devem incluir os dados completos do documento efetivamente consultado;
MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1982.
31

Quando não se usa nota de rodapé, devem-se incluir duas entradas na


listagem de referências:

MARINHO, Pedro. A pesquisa em ciência humanos. Petrópolis: Vozes, 1980 apud


MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1982.

O pesquisador ao escrever o texto, deve entrecruzar sua voz com a dos


autores que fundamentam teoricamente o trabalho. Em nenhum caso a citação
deve incluir informação não disponível na fonte consultada.
32

3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E DE DOCUMENTOS


ELETRÔNICOS

Referências são um conjunto de indicações precisas e minuciosas, retiradas


do próprio documento, permitindo sua identificação no todo ou em partes. As
informações podem ser divididas em elementos essenciais: autor, título, edição,
local, editora, data de publicação e complementares. Elas podem aparecer em nota
de rodapé no final do texto ou capítulo, encabeçando resumos ou resenhas, ou
ainda em lista de referências.
Quando o sistema de citação empregado no texto for o sistema autor-data, as
referências são numeradas seqüencialmente e devem obedecer a ordem alfabética.
Podem ser numéricas quando o sistema de citação utilizado no texto for o numérico,
sistemático quando o arranjo é feito por assunto, ou cronológico quando obedece a
data de publicação.
Optamos pelo sistema de citação autor-data repetindo-se as referências no
texto quantas vezes forem necessárias.
As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto, em
espaço simples e separadas entre si por dois espaços simples. Ao escrevê-las é
necessário atentar-se para a pontuação, que segue padrões internacionais para a
uniformidade do recurso tipográfico (negrito, itálico ou grifo) utilizado para destacar o
título.

3.1 REGRAS GERAIS PARA AS REFERÊNCIAS

Neste tópico encontram-se relacionados os aspectos básicos para a


construção das referências, baseado nas orientações da NBR 6023 (ANBT, 2002
a).
33

a) Regras para transcrição de autor

- Autoria individual

A entrada de autor é o cabeçalho principal da referência. Normalmente é


descrita pelo(s) autor(es) ou responsável (eis) pela obra.
Para adoção de cabeçalhos de pessoas, deve-se registrar o nome pelo qual a
pessoa é registrada em listas de cabeçalhos autorizados, ou o nome impresso na
publicação.
Inicia-se a entrada pelo último sobrenome do autor em letras maiúsculas,
seguido dos prenomes abreviados ou não.

Exemplo:

CASAS, Bartolomé de las (sobrenome com prefixo espanhol)


VILLA-LOBOS, Heitor (sobrenome composto por hífen)
ESPÍRITO SANTO, Virgílio do (sobrenome composto formando uma expressão)
FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves (sobrenome brasileiro que indica parentesco).

- Documentos elaborados por até três autores

Apresentam-se os nomes de todos na mesma ordem em que constam da


publicação, separados por ponto e vírgula.

Exemplo:

PARENTE, Juracy; WOOD JR, Thomas; JONES, Victoria et al., Gestão


empresarial: estratégia de marketing. São Paulo: Atlas, 2003.
34

- Documentos elaborados por mais de três autores

Cita-se o primeiro seguido da expressão latina et al. Em Itálico.

Exemplo: PARENTE, Juracy. et al.,

- Documentos elaborados por vários autores com um responsável intelectual


destacado (organizador, editor, compilador, coordenador e outros)

São referenciados pelo nome desse autor, seguido da abreviatura pertinente,


caracterizando o tipo de responsabilidade. (Org., Ed., Comp., etc.)

Exemplo: - POMPERMAYER, Malori José (Org.)


- BERTERO, Carlos Osmar; CALDAS, Miguel; WOOD JR, Thomaz
(Coord).

b) Autor entidade

- obras de responsabilidade de entidade

Quando se tratar de obras de responsabilidade de entidade (órgãos


governamentais, empresas, associações, congressos, seminários etc.) a entrada
será feita pelo seu próprio nome por extenso.

Exemplo: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT


UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.
EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA
35

É permitido utilizar apenas as siglas consagradas mundialmente como UNESCO,


ONU, entre outras.

- obras de responsabilidade coletiva

Autor, entidade, instituição(ões), organização(ões), empresa(s), comitê(s), entre


outros, responsável(eis) por publicação em que não se distingue autoria pessoal.
Trabalhos de cunho administrativo ou legal.

No texto:

(FUNDAÇÃO, 1982, p.57)

Na bibliografia:

FUNDAÇÃO DE ECONOMIA E ESTATÍSTICA. Agricultura no Rio Grande do Sul.


Porto Alegre: 1982 (25 Anos da Economia Gaúcha, v. 3).

Quando a entidade coletiva é hierarquicamente vinculada aos governos


federal (Ministério), estadual e municipal (Secretarias), conselhos e universidades:

No texto:

BRASIL (1995, p.125)


RIO GRANDE DO SUL (1996, p.101)
PORTO ALEGRE (1997, p.27)
CONSELHO (1987, p.5)
UNIVERSIDADE (1985, p.30)

Na bibliografia:

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. A educação no Brasil ano 2000. Brasília:


1995. 223 p.
36

RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Agricultura. Agricultura em números. Porto


Alegre: 1995. 193 p.

PORTO ALEGRE. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Departamento Municipal de


Águas e Esgotos. Relatório anual. Poro Alegre: 1997. 190 p.

CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Currículos mínimos de cursos de


graduação. 8 ed. rev. atual. Brasília: 1987. 498 p.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Estatuto, regimento geral.


Porto Alegre: 1985. 74 p.

3.2 REGRAS PARA TRANSCRIÇÃO DADOS BIBLIOGRÁFICOS

- Título

O título e subtítulo devem ser grafados tal como aparecem no documento,


ignorando – se as pontuações e o uso de maiúsculas.
De acordo com a NBR 6023 (ABNT, 2002a) os títulos das publicações
avulsas ou monografias, devem ser apresentados com destaque tipográfico (itálico
ou negrito) . Recomendamos o negrito pela sua maior visibilidade.
O título deve ser reproduzido com inicial maiúscula e demais palavras
grafadas em minúsculo, exceto para substantivos próprios.

Exemplo:

A correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto


A cultura popular na Idade Média e no Renascimento
Desafios e oportunidades da gestão do terceiro setor: um estudo no Sudeste
brasileiro
37

O subtítulo é mencionado na referência quando fornecer informação


complementar ao título; neste caso usam-se dois pontos ( : ) para separá-los.

Exemplo:
PASTRO, Cláudio. A Arte Sacra: espaço sagrado hoje. São Paulo: Loyola, 1993.

- Edição

Indica-se a edição de uma publicação a partir da segunda, no idioma de


publicação.

Exemplo: 2.ed. (português), 2 nd ed. (inglês).

Para os documentos eletrônicos a versão equivale à edição e deve ser


transcrita como tal.

Exemplo: versão 2.4

Quando a edição for revista e aumentada, essa informação deve ser


apresentada de forma abreviada.

Exemplo: 2.ed. rev. aum.

- Local de publicação

O local deverá ser grafado tal como está na publicação.


Quando houver mais de um local para uma única editora, indica-se o primeiro
ou o que aparece em maior destaque.
Quando não for possível identificar o local, utiliza-se [S.l.], que significa Sine
loco.
38

Editora

A editora deverá ser grafada tal como está na publicação, abreviando-se


prenomes e sem a indicação de palavras de natureza comercial (Editora, Livraria,
Ltda, S.A.), exceto para editoras de universidades.

Exemplo: Melhoramentos; Ed. UFMG;

Quando houver mais de uma editora, indica-se a primeira ou a que aparece


em maior destaque;
Quando não for possível identificar a editora, utiliza-se [s.n.], que significa sine
nomine.

Exemplo:

AUGUSTO, Raimundo. Histórico da Diocese do Crato : jubileu de diamante da


Diocese. Ceará : [s.n.].

- Data de publicação

A NBR 6023 (ABNT, 2002a) recomenda não deixar nenhuma referência sem
data, uma vez que este é um elemento essencial.
Quando não for possível identificar a data, indica-se uma data aproximada
entre colchetes.

Exemplo:

[1972 ou 1973] um ano ou outro


[1981?] para provável data
[197-] para década provável
[19--] para século certo e [19- ?] para século provável
39

Os meses devem ser grafados de forma abreviada, na língua do texto:


• Português: jan.; fev. mar.; abr.; maio; jun.; jul.; ago.; set.; out.; nov.; dez..
• Inglês: Jan.; Feb.; Mar.; Apr.; May; June; July; Aug.; Sept.; Oct.; Nov.; Dec.

3.3 MODELOS DE REFERÊNCIAS

- Livros

Formato convencional:

AUTOR. Título: Subtítulo. Edição. Local (cidade) de Publicação: Editora,


Data. Número de Páginas ou Volume. (nome e número de série).

CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica: para o uso dos estudantes


universitários. 2. ed. São Paulo: McGraw – Hill do Brasil, 1978. 144p.

- Capítulo de livros

AUTOR DO CAPÍTULO. Título do Capítulo. In: AUTOR DO LIVRO. Título:


Subtítulo do Livro. Edição. Local (cidade) de Publicação: Editora, Data.
Volume, Capítulo, Páginas inicial-final da Parte.

Referência de livro com autor desconhecido, entrada pelo título

O pensamento vivo de Nietzche. São Paulo:Martin Claret, 1991.110p.


40

Quando o autor é repetido várias vezes pode ser substituído por um traço
(equivalente a seis espaços) e um ponto. Caso haja mudança de página o nome do
autor volta a ser digitado.

______. Título: Subtítulo. Edição. Local (cidade) de Publicação: Editora,


Data. Número de Páginas ou Volume. (nome e número de série).

Formato eletrônico:

AUTOR. Título: Subtítulo. Edição. Local (cidade) de Publicação. Descrição


Física do Meio Eletrônico (disquete, CD-ROM etc.) ou Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em : dia, mês e ano (para documentos on
line).

- Monografias, dissertações e teses

AUTOR. Título: Subtítulo. Ano de Apresentação. Número de Folhas o u


Volumes. Categoria (Áreas de concentração) – Nome da Faculdade, Nome
da Universidade, Cidade, Ano da Defesa.

ROCHA, L.I. Ecoturismo planejado: possibilidades em Ibitipoca. 20021. 60f.


Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Faculdade de Turismo de Santos
Dumont, Santos Dumont, 2002.

SENNE JÚNIOR, Murilo. Instrumentação sísmica para centrais nucleares. 1983.


116 f. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia Nucleares) – Escola de
Engenharia, universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1983.

DINIZ, Arthur José Almeida. Direito internacional público e o estado moderno.


Orientador: Orlando de Carvalho2. 1975. 196 f. Tese (Doutorado em Direito) –
Faculdade de Direito, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1975.

1
A primeira data a ser incluída na referência é a dada em que o trabalho é apresentado ou tornado
público, e a última data é a da defesa.
2
O nome do orientador pode ser acrescentado na referência.
41

Formato eletrônico:

AUTOR. Título: Subtítulo. Ano de Apresentação. Número de Folhas ou


Volumes. Categoria (Áreas de concentração) – Nome da Faculdade, Nome
da Universidade, Cidade, Ano da Defesa. Descrição Física do Meio
Eletrônico (CD-ROM, disquete etc.) ou Disponível em :< endereço
eletrônico>. Acesso em : dia, mês, ano. (para documentos on line).

ASSUMPÇÃO, Solange Rodrigues Bonomo. O jogo da pontuação: a construção do


sentido na tessitura da escrita. 2002. 1 CD – ROM. Dissertação (Mestrado em
Estudos lingüísticos) – Faculdade de letras, Universidade Federal de Minas Gerais,
Belo Horizonte. ISBN 85-87470-47-7.

- Trabalhos apresentados em congressos e outros eventos científicos

Formato convencional da Publicação considerada no todo:

NOME DO EVENTO, Número do Evento, Ano, Local de Realização. Título


da Publicação, Local de Publicação (cidade): Editora, Data. Numero de
paginas ou volumes.

CONGRESSO LATINO - AMENRICANO DE BIBLIOTECONOMIA E


DOCUMETAÇÃO, 1., 1980, Salvador. Anais...1 Salvador: FEBAB, 1980. 350 p.

Formato eletrônico da Publicação considerada no todo:

NOME DO EVENTO, Número do Evento, Ano, Local de Realização


(Cidade). Título da publicação, Local de Publicação (cidade): Editora, Data
de publicação. Descrição física do meio eletrônico (CR-ROM, disquete etc.)
ou Disponível em: < endereço eletrônico >. Acesso em: dia, mês, ano. (Para
os documentos on line).

1
O título do documento seguido de reticências, pois não há necessidade de repetir o nome do
congresso.
42

CONGRESSO DE INICIAÇAO CIENTÍFICA DA UFPe, 4.,1996, Recife. Anais


eletrônicos ...Recife: UFPe, 1996. Disponível em: <htt://www.propesq. ufpe.br/
anais/anais.htm>. Acesso em 21 jan.1997.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE ANÁLISE DO DISCURSO, 2., Belo Horizonte.


Discurso, ação & sociedade. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2002. 1 CD-ROM.

Formato convencional da publicação considerada em parte:

AUTOR DO TRABALHO. Título: Subtítulo. In: NOME DO EVENTO, Número


do Evento, Ano, Local de Realização. Título da Publicação, Local de
Publicação (cidade): Editora, Data. Páginas inicial – final do trabalho.

BRAYNER, A.R.A.; MEDEIROS, C.B. Incorporação do tempo em SGDB orientado a


objetos. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BANCO DE DADOS, 9, 1994, São Paulo.
Anais... São Paulo: USP, 1994. p.16-29.

GALUPPO, Marcelo Campos. As possibilidades da ética do discurso como ética da


civilização ocidental. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FILOSOFIA, 5, 1995, São
Paulo. A filosofia hoje. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia, 1995. p. 521-532.

- Artigos de periódicos

Considerando que os títulos de periódicos só devem ser abreviados, seguindo


a norma NBR 6032/1989. Optamos por escrever todo o título do periódico por
extenso.

Formato convencional:

AUTOR. Título: Subtítulo. Título do Periódico, Local de Publicação


(cidade),Número do Volume, Número do Fascículo, Páginas inicial – final,
mês e ano.
43

NICOLAU, Rodrigo Borges. Assédio moral e a reforma na legislação trabalhista.


Síntese Trabalhista, Porto Alegre, v.15, n.179, p.49-52, maio 2004.

Formato eletrônico:

AUTOR. Título: Subtítulo. Título do periódico, Local de Publicação


(cidade), Número do Volume, Número do Fascículo, Páginas inicial – final,
mês e ano. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia, mês
,ano. (para documentos on line )

LARA, Marilda Lopes Ginez de. Recensão. Ciência da Informação, Brasília, v.32,
n.2, maio/ago. 2003. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S01001965200300020014&ln
g =pt&nrm =iso . Acesso: em 02 jan. 2005.

Artigo de jornal

Formato convencional:

AUTOR. Título do Artigo. Título do Jornal, Local de Publicação (cidade),


dia, mês e ano. Número ou Título do Caderno, Seção ou Suplemento,
Página inicial –final.

HADDAD, Cláudio. O agronegócio e a turma do contra. Valor econômico, São


Paulo, 27, fev.2004.n. 957, p. A13.

GRANDE Sertão é o melhor romance brasileiro : livro de Guimarães Rosa é eleito o


principal do gênero de todos os tempos no país. Folha de São Paulo, São Paulo, 03
jan. 1999. Caderno Mais!, p. 8.

Formato eletrônico:

AUTOR. Título do Artigo. Título do Jornal, Local de Publicação (cidade),


Dia, Mês e Ano. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia,
mês, ano. (para documentos on line ).
44

SILVA, I. Pena de morte para o nascituro. O Estado de São Paulo, São Paulo, 19
set. 1998. Disponível em:
<http://www.providafamilia.org/pena_morte_nascituro.htm> Acesso em: 29 set. 1998.

Artigo de Revista informativa

Formato convencional:

AUTOR. Título do Artigo. Título da Revista. Local de Publicação (cidade),


Ano, Número do Volume, Número do Fascículo, Páginas inicial – final,
Mês e Ano.

CARELLI, Gabriela. O Brasil imperialista. Veja. São Paulo, ano 36, n. 7, p. 74-77, 19
fev. 2002.

Formato eletrônico:

AUTOR. Título do Artigo. Título da Revista. Local de Publicação (cidade),


Número do Volume, Dia, Mês e Ano. Disponível em: <endereço
eletrônico>. Acesso em: dia, mês, ano. (para documentos on line )

O RATO que ruge. Veja. São Paulo ano 36, n. 7, 19 fev. 2003. Disponível em :
<http:// www.veja.com.br>. Acesso em : 25 fev. 2003.
45

4. A PESQUISA

Pesquisar é o mesmo que buscar ou procurar uma resposta para a solução de


um problema. Pesquisa cientifica é portanto, o caminho para se chegar à ciência, ao
conhecimento.
Ao pesquisar pode-se utilizar de vários instrumentos e diferentes abordagens,
por isso, faz-se necessário estruturar um projeto para atingir um resultado ideal e
esperado.
O projeto de pesquisa deve reunir um conjunto de elementos de forma a
estruturar um plano de execução e operacionalização de uma pesquisa científica.
Quanto mais rigor e precisão na elaboração do projeto, maior a garantia de uma boa
pesquisa.

4.1 DETALHAMENTO DA ESTRUTURA DO PROJETO

Este tópico destina-se à orientações a respeito dos elementos textuais do


projeto de pesquisa, lembrando que o projeto deve ser escrito utilizando os verbos
no futuro.

a. Introdução

Neste tópico, o pesquisador deve apresentar o contexto do problema a ser


investigado em forma de uma breve revisão da literatura contendo o que há de mais
recente a respeito do que se pretende estudar, levantar questões, evidenciar
tendências e controvérsias, bem como demonstrar seu parecer crítico.
O texto que compõe este capítulo, geralmente depende do gosto estético do
orientador do trabalho. No entanto, entendemos que é importante que neste capítulo
conste: a contextualização do tema, o problema da pesquisa, objetivos da
46

investigação, justificativa e um breve comentário a respeito da metodologia


empregada no trabalho. Todas essas informações devem fazer parte de um texto
único, não havendo necessidade de apresentá-las em tópicos.

- contextualização do tema

A contextualização do tema exige que o pesquisador tenha um bom nível de


conhecimento sobre o assunto, o que pode ser alcançado através dos levantamento
bibliográfico. Em seguida descreve-se o problema de pesquisa.

- problema de pesquisa

O primeiro e decisivo passo para se iniciar um trabalho científico é a


delimitação de um problema dentro do tema escolhido.
Um problema, no caso de um trabalho científico, não é uma dificuldade, mas
sim uma pergunta, uma questão que precisa ser respondida.
A definição do problema direciona todo o curso restante da pesquisa. Se a
questão for mal formulada, todo resto estará comprometido afetando os resultados
do trabalho desenvolvido.
Esta fase é tão importante que não se pode passar adiante até que seja
consistentemente elaborada, mesmo que seja necessário refazê-la muitas vezes,
para que seja aprimorada. Se a situação problema estiver bem definida, daí em
diante todo o processo será facilitado.
Uma fez definido o problema de pesquisa, deve ser formulado o objetivo da
investigação.

- objetivos

Este ponto destina-se a determinar o que o pesquisador deve procurar e o


que se pretende alcançar. Pode ser subdividido em:
• Objetivo Geral: é a parte onde serão enunciados o propósito e a finalidade do
trabalho, mostrando onde se quer chegar e a abrangência do processo. Para se
fazer isto de forma concisa, a melhor forma é repetir a pergunta que constitui o
problema retirando – se a interrogação. Por exemplo:
47

Problema: Qual a influência do ruído industrial sobre a audição?


Objetivo geral: Identificar qual a influência do ruído industrial sobre a audição.

• Objetivos Específicos: são os detalhamentos do objetivo geral em partes ou


passos necessários para o alcance do objetivo geral. Abaixo seguem alguns
passos que podem facilitar o desenvolvimento dos objetivos específicos:
1. Conhecer a situação atual
2. Analisar a situação levantada
3. Desenvolver alternativas que possam solucionar o problema
4. Propor um plano de ação com as medidas mais adequadas para
solucionar o problema.

Por exemplo:
Identificar indivíduos que estiveram expostos ao ruído;
Mensurar níveis de audição.
Comparar os níveis de audição dos trabalhadores da indústria com os de
trabalhadores de outros segmentos, como serviço e comércio.

Os objetivos devem ser redigidos com o verbo no infinitivo. Exemplo:


Desenvolver, analisar, apontar, investigar, examinar...

Definidos os objetivos, passa-se para justificativa do trabalho.

- justificativa

A finalidade desta seção é demonstrar a importância do problema, isto é, qual


a relevância do seu trabalho, para que a situação em foco seja melhorada ou
resolvida.
Uma boa justificativa deve mostrar cabalmente os prejuízos ou os malefícios
de se continuar com a situação atual (não fazer nada ou não investigar nada), e os
ganhos ou benefícios esperados a partir da solução do problema.
O espaço para tratar da relevância do estudo, apresenta a resposta do autor
da pesquisa para as indagações do tipo:
48

• Como surgiu o problema levantado para estudo?


• Em que o estudo é importante para a área na qual você esta atuando? (em
termos pessoal, profissional, científico, acadêmico ou social).
• Qual a relação do tema com o contexto do curso?
• Em que estágio se encontra a teoria referente ao tema?
• Qual a relevância do tema do ponto de vista geral?
• Qual a importância do tema para os casos particulares em questão?
• Quais as perspectivas de aplicação científica, tecnológica ou social?
• Que lacunas o estudo preenche?
• Qual a originalidade do estudo em termos de conteúdo, enfoque ou metodologia?
• Por que o tema escolhido para pesquisa é viável?
• Quais as considerações sobre a escolha dos locais e períodos que serão
pesquisados.

O leitor deve ser convencido de que o problema precisa, efetivamente, ser


resolvido. Para tanto, pode – se lançar mão da estatística, de referências
bibliográficas, de levantamentos de dados sobre o contexto a ser pesquisado e de
outros meios de informação que possam ser comprovados e que tenham
credibilidade. Aliás, credibilidade é a palavra-chave para este tópico.

b. Desenvolvimento

Deve conter os Capítulos de Referencial Teórico, Metodologia, Análises dos


dados e a Discussão dos Resultados.

- Referencial teórico

É uma etapa fundamental da pesquisa. Proporciona uma revisão sobre a


literatura referente ao assunto, auxilia na determinação dos objetivos, na construção
de hipóteses e oferece elementos para fundamentar a justificativa da escolha do
tema.
49

Referencial teórico é um capítulo à parte da monografia, tem por objetivo


apresentar os estudos sobre o tema, ou problema, já realizados por outros autores.
É neste capítulo que o autor do projeto revela suas preocupações, preferências,
aponta as lacunas que detecta na literatura consultada, ressalta as discordâncias
(VERGARA, 2000).

- Metodologia

A seção destinada à metodologia é vital para a credibilidade dos resultados,


das propostas, das conclusões e recomendações a serem apresentadas no final do
trabalho.
Este capítulo deve apresentar o plano detalhado de como alcançar os
objetivos do projeto, responder as questões propostas e testar as hipóteses
formuladas. Suas seções podem estar reunidas em um texto ou separadas em
tópicos devendo constar dos seguintes pontos:

• População e amostra: O universo da pesquisa é constituído por todos os


elementos de uma classe, toda a população. População é um conjunto de
elementos que possuem características que serão objeto de estudo. Não se
refere apenas a pessoas, pode abranger qualquer tipo de elementos: pássaros,
empresas, produtos, vegetais etc.
É praticamente impossível estudar uma população inteira, ou todo o universo
dos elementos, por isso escolhe-se uma quantidade de elementos de uma classe
para o estudo. Os sujeitos de uma pesquisa, ou seja, os elementos que serão
investigados, compõem uma amostra da população ou do universo (ANDRADE,
2003).
Essa amostra precisa ser rigorosamente selecionada, pois os resultados
obtidos através de suas análises tendem a aproximar-se bastante dos que seriam
obtidos se fosse possível pesquisar todos os elementos do universo (GIL, 2002).
O universo ou população bem como o tamanho da amostra devem ser
apresentados, seguidos dos critérios de seleção (inclusão e exclusão) utilizados.
É necessário apontar quais “variáveis, fatores ou circunstâncias podem
influenciar direta ou indiretamente sobre o fato ou fenômeno que está sendo
investigado” (ANDRADE, 2003, p. 143).
50

Seguem exemplos de algumas variáveis em ciências humanas: Sexo, idade


estado civil, profissão, grau de escolaridade, situação econômica, local de
residência.

• Classificação da pesquisa: O leitor deve ser informado sobre o tipo de


pesquisa que será realizada, sua conceituação e justificativa.
Há várias taxionomias de tipos de pesquisa proposta na literatura. Para fins
de padronização adotaremos dois critérios básicos propostos por Vergara , (2000) e
Gil (2002):

A) quanto aos fins/ objetivos;


B) quanto aos meios/ procedimentos de coleta de dados;

A) Quanto aos fins/objetivos, uma pesquisa pode ser:


- exploratória
- descritiva
- explicativa

B) Quanto aos meios / procedimentos de coleta de dados, pode ser:


- pesquisa bibliográfica
- pesquisa documental
- pesquisa experimental
- pesquisa ex-post-facto
- pesquisa participante
- estudo de corte
- levantamento
-estudo de campo

• Instrumento de coleta de dados: Na seção destinada à coleta de dados o leitor


deve ser informado de forma detalhada como você pretende obter os dados de
que precisa para responder o problema. É necessário descrever:
51

1. O instrumento de coleta de dados: em que consiste, como funciona, sua


fidedignidade, suas limitações, se é um instrumento já validado (ex.:
instrumento já utilizado por outros pesquisadores.).
2. Material necessário para a coleta de dados (papel, caneta, máscara, etc.).
3. Como serão colhidos os dados (questionário, por um instrumento de
aferição, seleção de documentos, outros).
4. Por quem (o próprio pesquisador, equipe treinada, outro).
5. Quando (dia, mês, ano, período de duração).
6. Onde (cidade, laboratório, empresa, outro).

Tão logo o instrumento de coleta de dados seja elaborado ou definido, passa-


se ao seu pré – teste. Esta etapa está centrada na avaliação do instrumento de
coleta de dados, com vistas a garantir que este mensure exatamente o que se
pretende medir (GIL, 2002).

• Tratamento dos dados: Destina-se a explicar ao leitor como os dados serão


organizados e analisados, sempre justificando por que tal tratamento é adequado
aos propósitos do projeto. Neste ponto deve estar a descrição da codificação
das respostas, tabulação dos dados e os cálculos estatísticos pretendidos.
Os dados podem ser tratados de forma quantitativa, isto é, utilizando-se
procedimentos estatísticos, ou qualitativamente. Estes procedimentos estão
intimamente relacionados com os objetivos da pesquisa. Por tal razão, não há como
deixar de considerá-los no projeto de pesquisa.
De acordo com a população e amostra pesquisada é necessário obter dos
respondentes ou participantes da pesquisa um termo de consentimento livre e
esclarecido (APÊNDICE E)

• Cronograma de execução e orçamento

O cronograma refere-se à discriminação das etapas do trabalho com seus


respectivos prazos. O cronograma deve ser estabelecido e cumprido com o objetivo
de viabilizar cada etapa prevista no projeto, evitando a perda dos prazos
52

estabelecidos pela coordenação de curso para a entrega do trabalho final. Veja o


esquema de elaboração de cronograma na figura 7:

Período Mês Mês Mês Mês Mês Mês

Atividades Ano Ano Ano Ano Ano Ano

Pesquisa Bibliográfica X X X X X X

Especificação dos Objetivos X

Elaboração dos Instrumentos de Coleta de


X
Dados

Coleta de Dados X

Análise e Interpretação dos Dados X

Conclusão X X

Redação Final X X

FIGURA 7 - Esquema de elaboração de cronograma

O cronograma refere-se à discriminação das etapas do trabalho com seus


respectivos prazos. Pode ser feito em forma de quadro.
Para se ter uma estimativa dos gastos com a pesquisa, convém que seja
elaborado um orçamento com os custos de cada fase da pesquisa, segundo itens de
despesa.
53

A FIG. 8 apresenta um esquema da estrutura do projeto.

Referencial
ANEXOS E/OU APÊNDICES Teórico

O título dos elementos REFERÊNCIA


textuais são alinhados
à esquerda 3- METODOLOGIA

2- DESENVOLVIMENTO

1- INTRODUÇÃO

SUMÁRIO

FOLHA DE ROSTO

CAPA
O título dos elementos
pré textuais e
pós textuais
são centralizados

FIGURA 8 – Estrutura da versão final do projeto de pesquisa

4.2 DETALHAMENTO DA ESTRUTURA DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE


CURSO

Uma vez aprovado o projeto de TCC, o aluno deve acatar as considerações


da banca examinadora e proceder, em consonância com seu orientador, as
correções necessárias.
Toda a estrutura do projeto é aproveitada para a versão final do TCC exceto o
cronograma; lembrando que o texto deverá ser escrito com verbos no passado,
apresentando as ações realizadas e os resultados obtidos na execução do projeto.
54

A figura 9 apresenta a estrutura da versão final do TCC.

ANEXOS E/OU APÊNDICES

REFERÊNCIA

2- DESENVOLVIMENTO
O título dos elementos 1- INTRODUÇÃO
textuais são alinhados
à esquerda SUMÁRIO

LISTAS**

RESUMO
O título dos elementos
EPÍGRAFE* pré textuais e
pós textuais
AGRADECIMENTO* são centralizados
DEDICATÓRIA*

FOLHA DE APROVAÇÃO 5- CONCLUSÃO

ERRATA** 4- ANÁLISE E DISCUSSÃO


DOS DADOS
FOLHA DE ROSTO 3- METODOLOGIA

CAPA 2- REFERENCIAL TEÓRICO

FIGURA 9 – Estrutura da versão final do trabalho de conclusão de curso


* elementos opcionais
* * apresentados de acordo com a necessidade do trabalho

4.3 ORIENTAÇÕES BÁSICAS A RESPEITO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO


DE CURSO

A Associação Brasileira de Normas Técnicas -ABNT, através da Normas


Brasileiras de Referência - NBR 14.724 de agosto de 2002, define trabalhos de
conclusão de curso de graduação, como:

trabalhos acadêmicos – similares (trabalho de conclusão de curso – TCC,


trabalho de graduação interdisciplinar – TGI, trabalho de conclusão de
curso de especialização e/ou aperfeiçoamento e outros): documento que
representa o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do
assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina,
módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados. Deve
ser feito sob a coordenação de um orientador.
55

4.3.1 Os papéis do professor orientador e do discente no processo de


monografia

Para o bom andamento dos trabalhos, alunos e professores tem papéis


importantes a desempenhar. O discente é o agente central do processo, é quem
executa efetivamente o trabalho. O orientador é o professor facilitador do processo.

- Compete ao discente

a) Expor suas dificuldades para o professor orientador;


b) Preparar-se para as conversas com o orientador;
c) Seguir o cronograma estabelecido;
d) Avisar, justificando as mudanças feitas no projeto ou no trabalho;
e) Justificar ausências e não cumprimento dos prazos estabelecidos para
entrega do trabalho;
f) Comparecer pontualmente às reuniões acertadas com o orientador, avisando-
o antecipadamente caso tenha problemas.

- Compete ao professor orientador

a) Ler e discutir todo o material do aluno, baseando-se na presente apostila para


o desenvolvimento do trabalho;
b) Conduzir o aluno a considerar a relevância do problema de pesquisa e a
importância do seu trabalho para a área;
c) Avaliar os aspectos metodológicos do trabalho, dando feedback, e se
necessário, propor soluções para o mesmo;
d) Chamar, quando necessário, o aluno à responsabilidade, isto é, ao
cumprimento do cronograma e regras da Instituição, além da qualidade do material
apresentado.
56

4.3.2 Quanto à defesa

a) Os alunos deverão fazer a defesa, via apresentação oral, não havendo dispensa
dessa etapa;
b) A defesa do TCC é de natureza pública, sendo estimulada a participação dos
demais discentes dos cursos existentes na instituição, além de outros convidados
e interessados da comunidade externa;
c) Os alunos poderão utilizar-se de recursos audiovisuais, tais como: slides,
transparências, vídeo, data show e outros meios análogos, como estratégia de
apoio à sua fala;
d) A seqüência para a apresentação deverá ser: tema, problema da pesquisa,
objetivos, justificativa, embasamento, metodologia, resultados alcançados e
conclusão;
e) A defesa do trabalho será assistida por Banca Examinadora composta por 2
(dois) membros que são professores escolhidos pela coordenação do curso,
mais o orientador do trabalho;
f) Os alunos terão 15 (quinze) minutos para expor seu trabalho à banca
examinadora;
g) Os membros da banca examinadora terão, cada um, até 10 (dez) minutos para
as considerações e perguntas sobre o trabalho defendido, logo após o
encerramento da defesa;
h) Os alunos terão 10 (dez) minutos para responder aos questionamentos da banca
examinadora;
i) As intervenções da platéia são possíveis, porém devem ocorrer após a resposta
do aluno e com autorização do presidente da Banca.

4.3.3 Quanto à avaliação

a) A atribuição da aprovação dar-se-á após o encerramento da defesa, das


considerações e das respostas dadas às eventuais perguntas;
57

b) Os professores membros da banca emitirão parecer por escrito atribuindo nota


ao trabalho do aluno através do preenchimento de um formulário padronizado
(APÊNDICE F);
c) A nota final consistirá na média aritmética das notas da banca examinadora;
d) A aprovação do trabalho exigirá nota mínima de 60% e freqüência não inferior a
75% nas orientações;
e) A aprovação do TCC é condicionada ao atendimento das recomendações
exigidas pela banca examinadora, no prazo determinado pelo professor
responsável pela disciplina correspondente;
f) A apresentação do TCC se dará no prazo determinado pelo professor
responsável pela disciplina correspondente. A não observância do prazo
estipulado levará à reprovação sumária do aluno na disciplina;
g) A constatação por parte da banca examinadora ou pelo professor orientador de
plágio de TCC e outros atos ilícitos como compra do trabalho levará à reprovação
sumária do aluno na disciplina.

4.4 SUGESTÕES PARA A REDAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE


CURSO

Segue algumas considerações a respeito dos procedimentos relativos à


linguagem científica (ANDRADE, 2003):
• Na redação dos trabalhos científicos, deve-se empregar linguagem objetiva, sem
dar margem a outras interpretações ou ambigüidades.
• A linguagem científica é fundamentalmente informativa, técnica, racional, não
leva em conta figuras retóricas ou frase de efeito.
• Os termos técnicos e expressões estrangeiras, inclusive citações em Latim, só
devem ser empregados quando indispensáveis.
• Aconselha-se o uso de frases curtas e claras, na ordem direta, com vocabulário
adequado. Frases demasiadamente longas tendem a comprometer a clareza,
dificultando a concordância gramatical.
58

• Cada parágrafo deve apresentar apenas uma idéia principal, em torno da qual
giram idéias secundárias e detalhes importantes.
• A impessoalidade contribui grandemente para a objetividade dos trabalhos
científicos. Expressões como: “o meu trabalho” “eu penso” etc. devem ser
evitadas e substituídas por : “o presente trabalho”, nesta pesquisa”. O emprego
do pronome impessoal se é o mais adequado para manter a objetividade:
“procedeu-se ao levantamento”; “buscou-se tal coisa”; “realizou-se...” etc. Outro
recurso que contribui para a objetividade na redação consiste em usar verbo nas
formas impessoais ou que tendem para a impessoalidade: “tal informação foi
obtida”; “o procedimento adotado” etc.
• O emprego da primeira pessoa do plural (nós), chamado plural de modéstia ou
plural majestático, é desaconselhado. Além de soar meio antiquado, dificulta
sobremaneira a concordância.
• Gírias ou expressões deselegantes jamais devem fazer parte do vocabulário de
um escrito científico.

Os procedimentos aqui referidos criam certo distanciamento da pessoa do autor,


colaborando para a impessoalidade que favorece a objetividade. Contudo, é preciso
prestar muita atenção para não misturar formas pronominais, isto é, empregar o
impessoal em uma frase ou parágrafo e o “eu” ou “nós”, ou as formas verbais
correspondentes a estes pronomes em outros parágrafos.
59

REFERÊNCIA

ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico. 6 ed. São


Paulo: Atlas, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6023.


Informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002a.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6024.


Informação e documentação: numeração progressiva das seções de um
documento escrito: apresentação. Rio de Janeiro, 2003c.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6027.


Informação e documentação: sumário: apresentação. Rio de Janeiro, 2003d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6029.


Informação e documentação: livros e folhetos: apresentação. Rio de Janeiro,
2006a.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 14724.


Informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro,
2005c.

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Alcino. Metodologia científica. 5 ed. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2002.

ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1989.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Normas de


apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro, 1993.

FRANÇA, Julia Lessa. Manual para normalização de publicações técnico –


científicas. 4 ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. p . 213
60

FRANÇA, Julia Lessa; VASCONCELOS, Ana Cristina. Manual para normalização


de publicações técnico –científicas. 8 ed. Rev. e ampl. Belo Horizonte: Editora
UFMG, 2007.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas,
2007.

NEGRA, C.A.S e NEGRA, E.M.S. Manual de trabalhos monográficos de


graduação, especialização, mestrado e doutorado. São Paulo: Atlas, 2004.

SILVA, J. M e SILVEIRA, E. S. Apresentação de trabalhos acadêmicos: normas e


técnicas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3 ed. São


Paulo: Atlas, 2000. p. 92.
61

APÊNDICE A – Modelo de capa

INSTITUTO DOCTUM DE EDUCAÇÃO E


TECNOLOGIA
(Fonte Arial, 20, letras maiúsculas, negrito, centralizado, espaço 1cm entrelinhas )
FACULDADES UNIFICADAS DOCTUM DE IÚNA*
NOME DO CURSO*
(* Fonte Arial, 14, letras maiúsculas, negrito, centralizado, espaço 1,5 cm entrelinha)

TÍTULO DO TRABALHO
(Abaixo do nome do curso 8 cm, fonte Arial 16, letras maiúsculas, negrito, centralizado, espaço
entrelinha 1)

NOME DO AUTOR
(Abaixo do título 6 cm, Fonte Arial, 14, letras maiúsculas, negrito, centralizado)

Iúna
2007
62

APÊNDICE B – Modelo de folha de rosto

Nome Completo do Aluno


(fonte 12, iniciais maiúsculas, negrito, centralizado, entrelinhamento 1,5)

TÍTULO (EXPRESSA O TEMA ESCOLHIDO PARA A MONOGRAFIA E


SUA DELIMITAÇÃO)
(fonte 12, maiúsculo, negrito, centralizado, entrelinhamento 1,5)

Monografia apresentada ao
Curso de ......................................
do Instituto Doctum de Educação
e Tecnologia como requisito
parcial para obtenção do título de
Bacharel/ Licenciado em
.......................................
orientada pelo Prof.
......................................
(Fonte 12, recuo esquerdo de 8 cm
justificado, sem negrito, espaço
entrelinhas simples)

Iúna
2007
(fonte 12, sem negrito, maiúsculo e minúsculo, centralizado)
63

APÊNDICE C – Modelo de Folha de aprovação

Nome Completo do Aluno


(fonte 12, iniciais maiúsculas, negrito, centralizado)

TÍTULO (EXPRESSA O TEMA ESCOLHIDO PARA A MONOGRAFIA E SUA


DELIMITAÇÃO)
(fonte 12, maiúsculo, sem negrito, centralizado)

Monografia/ TCC submetida à Comissão


examinadora designada pelo Curso de
Graduação em ..................................
como requisito para obtenção do grau de
Bacharel ou Licenciado.
(Fonte 12, justificado, negrito, espaço simples,
no alinhado no canto direito da página).

________________________________
Prof. ............................. (Orientador)
Instituto Doctum de Educação e Tecnologia Ltda

________________________________
Prof. ..........................................................
Instituto Doctum de Educação e Tecnologia Ltda

_______________________________________
Prof. ........................................................
Instituto Doctum de Educação e Tecnologia Ltda

Iúna, dia/ mês/ ano


64

APÊNDICE D – Modelo de Sumário

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................... 10

2 REVISÃO DE LITERATURA............................................................ 14
2.1 EM QUE CONSISTE A APRENDIZAGEM DE UMA PALAVRA........ 14
2.2 O ENSINO DO VOCABULÁRIO........................................................ 15
2.2.1 As principais abordagens na instrução de vocabulários da L2.......... 16
2.3 O ENSINO VIA ESTRATÉGIAS DE AQUISIÇÃO DE 22
VOCABULÁRIO.................................................................................

3 METODOLOGIA................................................................................ 33
3.1 POPULAÇÃO E AMOSTRA............................................................... 33
3.2 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA..................................................... 34
3.3 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS........................................ 35

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS............................... 37

5 CONCLUSÃO.................................................................................... 46

REFERÊNCIAS.................................................................................. 48

APÊNDICES 53
65

APÊNDICE E – Modelo de termo de consentimento

Termo de consentimento livre e esclarecido

Eu
portador do RG , residente e domiciliado na
rua , na cidade de
fui informado detalhadamente sobre a pesquisa: Título, que será realizada pelo
acadêmico, nome do aluno, regularmente matriculado no Curso de sob
orientação do prof. _________________
Declaro que fui plenamente esclarecido (a) sobre os questionamentos a que
serei submetido e que, fui informado (a), também que os objetivos do estudo
são os seguintes:

Diante do exposto, declaro que a participação foi aceita espontaneamente e

que, por se tratar de trabalho acadêmico sem interesse financeiro, não tenho

direito a nenhuma remuneração, ressarcimento de despesas decorrentes da

participação da pesquisa ou indenizações. Por fim, concordo com a utilização e

divulgação dos resultados da pesquisa, desde que preservada minha

identidade.

Local, ___de______________de_____.

Participante:_________________________________

Pesquisador:_________________________________