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LABORATÓRIO DO HOSPITAL ANA NERY

Fluxograma para identificação dos CGP

Crescimento em meio de Agar sangue / Agar chocolate / Agar Cromogênico

Gram: cocos Gram positivos (CGP)

Catalase

+ -

Staphylococcus Streptococcus/Enterococcus

Coagulase em tubo Bile Esculina (realizar para cepas ,  ou hemolíticas)

+ - - +

Enterococcus sp.
S. aureus Streptococcus
(PYR +)

Staphylococcus sp.
coagulase negativa

Seguir fluxograma de
Novobiocina acordo com hemólise
(só para urina de mulheres jovens) produzida em agar sangue:
,  ou 

Resistente Sensível
(halo ≤ 16mm) (halo > 16mm)

S. saprophyticus* Staphylococcus sp. coagulase negativa

* S. sciuri, S. xylosus e algumas subespécies de S. hominis e S. cohnii são também resistentes à


novobiocina.

Documento elaborado por Beatriz S Hasenack em 24/06/2019


LABORATÓRIO DO HOSPITAL ANA NERY

Diferenciação das espécies de Streptococcus de acordo com a hemólise produzida em meio de agar
sangue de carneiro:

HEMÓLISE ALFA:

# Testar OPTO.

α Optoquina

Sensível: halo ≥ 14 mm: Streptococcus pneumoniae


Resistente: halo < 14 mm: Streptococcus sp. do grupo Viridans

HEMÓLISE BETA:

# Testar BAC, SUT (identificação presuntiva) e fazer prova de CAMP.

β Bacitracina (BAC) e Sulfametoxazol-trimetoprim (SUT)

BAC: Sensível e SUT: Resistente BAC e SUT: Resistente

Streptococcus pyogenes*
(PYR+) CAMP +

Streptococcus agalactiae *
(PYR-)

* Se os resultados dos testes não forem compatíveis com S. pyogenes e S. agalactiae, liberar
Streptococcus sp. beta-hemolítico diferente de S. pyogenes e S. agalactiae.

HEMÓLISE GAMA (AUSÊNCIA DE HEMÓLISE):

# Fazer a prova de CAMP para descartar a possibilidade de tratar-se de cepa de S. agalactiae não
hemolítica.

 Streptococcus sp. não-hemolítico

Documento elaborado por Beatriz S Hasenack em 24/06/2019


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Tabelas de diferenciação de cocos Gram positivos

Tabela 1: Diferenciação de cocos Gram positivos aglomerados, catalase positiva:


Micrococcus S. aureus S. saprophyticus S. lugdunensis SCN*
Bacitracina 0,004U S R R R R
Novobiocina V S R S S**
Polimixina 300U ND R S V S / ND
Manitol - + V - V
Coagulase em tubo - + - - -
Clumping factor - + - V (-)
Ornitina-descarboxilase ND - - + (-)
PYR ND - - + (-)
*SCN = Staphylococcus sp. coagulase negativa diferente de S. saprophyticus e S. lugdunensis
** S. sciuri, S. xylosus e algumas subespécies de S. hominis e S. cohnii são também resistentes à novobiocina.

Tabela 2: Diferenciação de cocos Gram positivos beta-hemolíticos, catalase negativa:


Camp Esculina NaCl 6,5% PYR Vancomicina Bacitracina SUT
S. pyogenes - - - + S S* R
S. agalactiae ** + - (-) - S R R
S. não A ou B - - (-) - S R S
Enterococcus spp. - + + + S R ND
* 5% dos S. pyogenes podem não ser sensíveis a bacitracina e 10% de outros Streptococcus β-hemolíticos são
sensíveis
** Aproximadamente 4% das cepas de S. agalactiae são -hemolíticas (não hemolíticas).

Tabela 3: Diferenciação dos cocos Gram positivos alfa e não-hemolíticos, catalase negativa:
Hemólise Optoquina Esculina PYR NaCl 6,5% Vancomicina
S. pneumoniae α S - V - S
S. bovis α ou  R + - - S
S. do grupo Viridans αou  R - ND - S
Enterococcus spp. α, ou β R + + + S**
** Quando for isolado um enterococo resistente à vancomiciina, confirmar a identificação, lembrando que
Leuconostoc (NaCl 6,5%: variável, PYR: -; Bile-esculina: +) e Pediococcus (NaCl 6,5%: variável, PYR: -; Bile-
esculina: +) são vancomicina resistentes.

Legenda:
+: todas as amostras são positivas
(+): a maioria das amostras é positiva
-: todas as amostras são negativas
(-): a maioria das amostras é negativa
V = variável
ND = resultados não disponíveis para este teste

Referências bibliográficas:
Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção
Relacionada à Assistência a Saúde. Módulo 6: Detecção e identificação de bactérias de importância
médica. Brasília: Anvisa, 2013. Disponível em
https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/publicacoes/item/deteccao-e-
identificacao-de-bacterias-de-importancia-medica
OPLUSTIL, C.P.; ZOCCOLI, C.M.; TOBOUTI, N.R. & SINTO, S.I. Procedimentos básicos em microbiologia
clínica. S. Paulo: Sarvier, 2010

Documento elaborado por Beatriz S Hasenack em 24/06/2019