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SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

PLANO DE ESTUDO TUTORADO - ATIVIDADES COMPLEMENTARES


COMPONENTE CURRICULAR: ARTE PROFESSORA: STEPHANIE
NOME DA ESCOLA: E.E.PADRE JOSÉ GONÇALVES DE SOUZA
ALUNO:
TURMA: 3º ANO TURNO: MANHÃ
MÊS: JUNHO/2020 TOTAL DE SEMANAS: 4
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 1 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 4

Eixo III : Conhecimento e expressão em dança

Tema 8: Percepção gestual/corporal e sensibilidade estética: análise de produções de


dança em diferentes épocas e diferentes culturas;expressão corporal e gestual.

Habilidade: 8.1 Apreciação e análise de danças contemporâneas

8.1.1 Saber realizar pesquisas sobre gestos, movimentos, seu registro e


atualizações em produções de dança contemporânea.

Eixo IV : Conhecimento e expressão em música

Tema 22: Fundamento da expressão musical

Habilidade: 22.1 Estudo e prática de encadeamentos harmônicos

22.1. 2 Reconhecer formas musicais tradicionais e da atualidade

22.1. 3 Analisar de maneira pessoal a respeito das relações harmônicas,


melódicas e formas a partir de criações musicais próprias dos colegas e em músicas
produzidas na atualidade.

22.2 Improvisação e criação musical com voz e fontes sonoras diversas

22.2.1 Realizar improvisações musicais em conjunto ou individualmente.

22.2.2 Dominar as possibilidades de expressão do discurso musical vocal


e/ou instrumental
22.2.3 Ser capaz de participar de conjuntos musicais respeitando a
capacidade de cada colega.

22.3 Execução de músicas tradicionais da atualidade

22.3.1 Interpretar músicas vocais ou instrumentais

22.3.2 Ser capaz de formar e participar de grupos musicais

ATIVIDADES

1) Assista o vídeo do youtube “Dança Contemporânea” para poder responder as


questões a seguir https://www.youtube.com/watch?v=ZiNU2zeULsc acesso em
31/05/2020.

Texto: A dança Contemporânea


O que é contemporâneo?

Segundo o dicionário, contemporâneo é tudo o que faz parte do momento histórico que
vivemos hoje. Isso nos faz pensar  como é nossa época atual, a maneira como vivemos
e o que marca o presente. Consequentemente acabamos por fazer perguntas
semelhantes sobre a arte que expressa nossa realidade.
No que se refere à dança, podemos nos questionar sobre como ela representaria o
nosso contexto tão multifacetado. Após o movimento modernista na dança e as
mudanças e inovações que ele trouxe, na década de 60 ainda era recorrente a
produção de coreografias com estruturas formais como no balé. Entre as décadas de 60
e 70, uma nova geração de coreógrafos questionaram os preceitos da Dança Moderna,
e passaram a trilhar caminhos muito diferentes. Estes foram os pós-modernistas ou
precursores da dança contemporânea. Alguns desses nomes aparecem na reportagem
"Coreógrafo de múltiplos tentáculos" (BRAVO!, ed. 181, setembro de 2012).

Esta geração quebrou grandes paradigmas e abriu novas possibilidades de se fazer


dança. E também foi responsável pela popularização de procedimentos de dança que
podem ser comuns e aceitáveis hoje em dia, mas que na época causaram
estranhamentos do público e da crítica. Por exemplo:

 A dança passou a acontecer em outros  espaços além do  teatro, como praças,
parques e ruas;
 As ações cotidianas viraram tema dos espetáculos;
 A improvisação em cena passa a ser aceita;
 Os conceitos de bom/ruim ou feio/bonito são abandonados;
 Desaparece a hierarquia entre os bailarinos;
 Outras linguagens, como as artes plásticas, aparecem nas apresentações;
 Qualquer corpo é capaz de dançar, e não apenas os magros e belos;
 A dança passa a ser aceita como uma linguagem independente. 

Com tudo isso se passou a questionar e a ressignificar o que é dança, o que é


corpo e o que é arte.

Texto: A dança Contemporânea

A dança contemporânea surgiu na década de 1950 como uma maneira de romper com
a cultura clássica, ainda muito forte à época. Ainda que esse estilo de dança tenha se
espalhado principalmente pelos Estados Unidos, foi somente na década de 1980 que
essa dança se tornou popular.
Essa grande popularidade se tornou possível graças ao fato de essa dança não se
prender a padrões clássicos ou estéticos. Esse tipo de dança pode ser definida como
um conjunto de métodos criados com base na dança moderna e pós-moderna, sendo
possível observar diferenças dessa dança nos Estados Unidos e Europa.

Exatamente por não se prender a técnicas específicas, a dança contemporânea é muito


conhecida por sua variedade de gêneros, ritmos, formas e performances.

Características da Dança Contemporânea

A dança contemporânea apresenta um conjunto de características que devem ser


levadas em consideração para diferenciá-la de outros tipos de dança, sobretudo aquelas
tidas como clássicas. Vejamos quais são essas características.

 Valorizam-se a inovação e experimentação

Nesse tipo de dança as palavras de ordem são inovar e experimentar, fazendo com que
os movimentos ganhem maior naturalidade e autenticidade. É preciso lembrar que,
embora essa dança fuja totalmente das danças clássicas como, por exemplo, o ballet,
em determinadas situações ela pode fazer uso desse estilo, misturando-o a outros
movimentos.

 Não há técnicas pré-definidas

Exatamente para estimular a experimentação, esse estilo não apresenta técnicas pré-
definidas, já que elas “prendem” os dançarinos e impedem que eles manifestem uma
autenticidade maior.
 Valoriza-se a coreografia individual

Ao contrário de danças em estilos mais clássicos, nesse estilo de dança é valorizada a


coreografia individual como forma de enriquecer o poder de expressão da dança.

 Não há exigência de vestuário específico

Outra das características essenciais dessa manifestação artística é que ela não
estabelece um vestuário específico, sendo possível adotar a inovação, experimentação
e autenticidade para maior riqueza de expressões.

 Na dança contemporânea não existe limitação de movimentos

Não há qualquer tipo de limitação de movimentos nesse tipo de dança, pois há maior
liberdade de ritmos e performances dos dançarinos.

 O importante é transmitir uma ideia, sentimento ou conceito

As coreografias da dança contemporânea têm como foco a transmissão de um ou mais


conceitos, ideias ou sentimentos. Com isso, as técnicas adotadas acabam ficando em
segundo plano para dar maior valor ao poder de expressão da dança.

 Improvisações são bem-vindas

Bem contrário ao estilo adotado nas danças clássicas, nas danças tidas como
contemporâneas as improvisações geralmente são bem-vindas.

 Na dança contemporânea misturam-se elementos artísticos

Outra das características essenciais da dança contemporânea é a combinação ou


mistura de outros elementos artísticos associados à dança. Alguns desses elementos
podem ser fotografias, vídeos, artes visuais, recursos digitas e demais elementos que
de alguma maneira favoreçam a expressividade dos dançarinos e do espetáculo como
um todo.
Benefícios da Dança Contemporânea

Além da imensa importância cultural e forma de manifestação da expressividade


humana, a dança contemporânea proporciona diversos benefícios para o corpo e a
mente. Vamos ver agora os principais deles.

 Aumenta a força muscular

Os movimentos da dança contemporânea melhoram a força e resistência muscular,


contribuindo também para que o corpo fique mais definido.

 Favorece a coordenação motora

A dança, sobretudo a contemporânea, é excelente para aumentar a coordenação


motora e fazer com que os dançarinos sintam maior disposição no dia a dia em todas as
atividades que envolvem maior atuação corporal.

 Eleva a flexibilidade

O aumento da flexibilidade é outro dos principais benefícios dessa dança. Isso permite
uma grande facilidade nos movimentos e até ajuda na prevenção de problemas
relacionados à falta de alongamento muscular.

 Desenvolve a musicalidade

A expressividade da dança contemporânea ajuda no desenvolvimento da musicalidade,


permitindo que os dançarinos consigam “traduzir” no corpo a mensagem transmitida
pela música.

A dança contemporânea eleva a autoestima e alivia o estresse

As danças que reforçam a expressividade humana são capazes de grandes benefícios


para a autoestima, fazendo com que as pessoas se sintam mais à vontade com o
próprio corpo e até mesmo com suas emoções.

A dança contemporânea possui uma capacidade incrível de aliviar o estresse. Além de


estimular a expressão corporal a todo momento e desenvolver a musicalidade, ao
dançar as pessoas acabam liberando substâncias benéficas para o sistema nervoso
(assim como acontece nas atividades físicas). Isso faz com que a dança tenha o poder
de aliviar o estresse e a depressão.

1) Responda as questões a seguir:


a) Ao assistir o vídeo, faça um breve comentário das suas percepções sobre a
dança contemporânea.
b) Descreva os benefícios da dança contemporânea
c) O que é contemporâneo?
d) Quais são as características da dança contemporânea ?
e) Quando foi o surgimento da dança contemporânea?

2) A respeito da dança contemporânea analise as afirmativas abaixo:


I) A Dança contemporânea é um tipo de dança que não se limita a um conjunto de
técnicas específicas, abrangendo assim uma variedade de gêneros, ritmos, formas e
performances. Por esta razão, é considerada uma dança abstrata e em constante
transformação.
II) Esta modalidade de dança se desenvolveu em meados do século XX , tornando-
se popular na década de 1999. A sua crescente popularidade se justifica, em parte, pelo
fato deste gênero de dança não se prender aos padrões estéticos clássicos.
III) A dança contemporânea se caracteriza por propor intensas inovações e
experimentações coreográficas, que muitas vezes misturam ritmos como o ballet, o jazz
e o hip hop. Não existem técnicas pré-definidas, sendo o processo criativo do conceito
ou ideia a ser transmitida pela coreografia o ponto central da dança contemporânea.
Assinale a alternativa CORRETA:

a) Apenas I e III.
b) Apenas I
c) Apenas II e III
d) Nenhuma das alternativas

O que é a harmonia na música?


A harmonia ocorre sempre que duas ou mais notas de diferentes graus são tocadas ao
mesmo tempo. A harmonia pode se referir ao arranjo dos graus individuais em um
acorde, assim como a toda a estrutura de acordes em uma obra musical. Porém, o
conceito de harmonia na teoria musical geralmente se refere à construção dos acordes,
à sua qualidade e suas progressões.

Harmonia ocorre sempre que duas ou mais notas de


diferentes graus são tocadas ao mesmo tempo.
Harmonia se aplica estritamente aos instrumentos tonais, então palmas e sapateados
ao mesmo tempo não criarão uma harmonia. Você pode associar harmonias a vocais,
mas elas também podem ser produzidas em todos os instrumentos multi tonais
– violões, sintetizadores, pianos – ou uma combinação de instrumentos de tom único
tocando diferentes notas ao mesmo tempo, como duas pessoas cantando juntas.
De hits do R&B até faixas acústicas de folk e obras orquestrais, a harmonia é um
elemento central de basicamente tudo.Construir música através de sólidas e cativantes
harmonias é uma habilidade vital para qualquer criador musical.

Como a harmonia funciona: numerais


romanos
 Harmonia é um tópico extenso. Você pode facilitar sua familiarização aprendendo
um pouco de teoria musical. As progressões harmônicas na música são
representadas por numerais romanos.
Tudo que você precisa fazer é substituir o nome do acorde pelo numeral romano
que indique o grau que ele ocupa na escala tonal.
Pode soar simplista mas numerais romanos são extremamente úteis. Eles te
dirão a qual grau harmônico um acorde pertence e esse grau indica a função do
acorde em uma obra musical.
Na música tonal existem três categorias funcionais principais:
Tônica
Dominante
Subdominante

Na música tonal, existem três categorias funcionais: tonica, subdominant e dominante.

Acordes Tônicos
Os acordes tônicos são pontos de descanso onde o movimento harmônico de uma
música é mais estável.

Acordes Dominantes
Os acordes dominantes vêm em seguida em termos de importância. Você pode pensar
neles como uma espécie de antítese aos acordes tônicos.

Acordes dominantes vêm da tríade construída a partir do 5º grau da escala.

Um acorde de sétima dominante inclui o quarto e o sétimo grau da escala, que são os
dois intervalos de semitons presentes na escala maior.
Se você escutar cuidadosamente ao acorde de sétima dominante, você conseguirá
identificar como o quarto e o sétimo
graus da escala nele contidos naturalmente tendem a estabilizarem-se na terça e na
tônica, respectivamente, para assim resolver an acorde de tônica.

Essa agradável tensão entre a tônica e a dominante é a base para progressões


harmônicas na música.

Então se I e V são como os pólos Norte e Sul harmônicos, o que falar sobre os demais?

Acordes subdominantes
O outro acorde elementar é o subdominante, utilizado para fazer a ligação entre I e V.

Análise Harmônica
Para observar essas relações em ação, escreva os numerais romanos embaixo dos
acordes de suas músicas favoritas.

Escrever os numerais romanos ao invés dos nomes dos acordes é uma forma
de análise harmônica. Isso te mostra a estrutura subjacente de uma música, para que
você consiga entender como ela funciona.

Escrever os numerais romanos ao invés dos nomes dos acordes é uma forma de
análise harmônica.
Nesse exemplo, eu escrevi por extenso a progressão de acordes de uma música dos
Beatles, primeiro com os nomes dos acordes, depois com numerais romanos e, por fim,
com as categorias dos acordes.

Dessa maneira, você pode facilmente ver o ciclo suave da progressão de tônica à
subdominante, depois para a dominante e então para a tônica novamente – isso é
harmonia funcional!

Experimente utilizar análise harmônica para entender suas músicas favoritas. Uma vez
que você puder identificar o contorno harmônico de uma canção, você conseguirá
descobrir como aplicar o seu próprio toque a ela.Uma vez que você puder identificar o
contorno harmônico de uma canção, você conseguirá descobrir como aplicar o seu
próprio toque a ela.

Como harmonizar uma melodia


Começar com acordes e numerais romanos pode ser bom para compor
músicas rapidamente – especialmente se você estiver compondo em um instrumento
harmônico como o teclado ou o violão.

Porém, se você busca somar notas para harmonizar uma melodia você já deve ter
começado a buscar pelos acordes.

Então como começar a harmonizar uma melodia?

Quando você adiciona uma nota de harmonia acima ou abaixo da sua melodia principal,
ela precisa “concordar” com o acorde relativo à ela. Isso significa que ela não pode ser
um tom dissonante longe da escala.

Identifique o papel do acorde subjacente com numerais romanos e encontre a


sua armadura de clave para ver quais notas você pode usar para harmonizar com sua
melodia.

Os tons dos acordes (graus 1,3,5 e 7) do acorde subjacente geralmente serão sua


melhor escolha. Estes são os tons mais poderosos e estáveis para se ter como
referência.

Contraponto
Conforme sua harmonia se desenvolva, você estará criando uma outra linha de melodia
em cima da original. Este é o coração de uma disciplina musical chamada contraponto.

A grande maioria das canções pop não conterão contraponto sofisticado.

Contudo, a ideia central de que cada linha de harmonia deve fazer sentido em seu
próprio contexto é verdadeira para todos os que escrevem música.

Linhas em uma melodia harmonizada podem fluir em quatro diferentes tipos de


movimento:

 Movimento paralelo é quando duas vozes se movem mantendo o a mesma relação

intervalar.
 Movimento similar é quando duas vozes se movem de acordo com o mesmo contorno

melódico.

 Movimento oblíquo é quando uma voz se move enquanto a outra permanece no mesmo

lugar.

 Movimento contrário é quando duas vozes se movem em direções opostas.

Tente evitar a criação de vozes em bloco que movem somente paralelamente.

Tente evitar a criação de vozes em bloco que movem somente paralelamente.


Em vez disso, veja se sua linha de harmonia pode usar uma combinação dos diferentes
tipos de movimento para a passagem entre acordes.

Harmonia perfeita
Harmonia é uma parte absolutamente crucial de uma composição musical e ela não
deve ser intimidadora.

Comece na harmonização escrevendo os numerais romanos, analisando canções que


você gosta e costurando diferentes melodias em suas músicas – logo logo você estará
compondo belezuras.
3) Responda as questões a seguir de acordo com o texto “:
a) O que é a harmonia na música ?
b) Na música tonal, existem três categorias funcionais , faça a descrição de cada
uma delas , ressaltando suas características
c) A linhas em uma melodia harmonizada podem fluir em quatro diferentes tipos de
movimento, descreva cada um deles.
d) Como é possível harmonizar uma melodia?

IMPROVISAÇÃO MUSICAL
Improvisação musical é a arte de compor e registrar ao mesmo tempo; ou seja, é
inventar na hora!
Uma improvisação pode ser uma harmonia, uma melodia, um solo, um riff, um ritmo,
etc.
Essa arte diferencia músicos criadores de músicos reprodutores. Músicos reprodutores
são aqueles que apenas reproduzem ou executam músicas prontas. Eles geralmente
possuem técnica e boa leitura, mas são completamente engessados musicalmente
(dependentes de um repertório) e não sabem o que estão fazendo, estão apenas
seguindo uma receita de bolo.
Músicos criadores não se limitam a apenas reproduzir músicas prontas; são capazes de
alterá-las, incrementá-las, criar novas melodias ou harmonias automaticamente. Estes
são músicos que sabem o que estão fazendo, são aqueles que entendem o que está
por trás da cifra e da pauta. Podem dialogar musicalmente.

Vantagens de saber improvisar

Resumindo, quem sabe improvisar:

 Entende o que está se passando e tem ideias imediatas;


 Possui facilidade para compor, pois tem muitas ferramentas e recursos em
mente;
 Possui um ouvido muito apurado;
 Consegue se sair bem em situações inesperadas como: músicas novas,
alterações de repertório de última hora, falha de memória (branco), etc.
 Coloca sua própria identidade nas músicas.

Motivador, não?!
Para ser capaz de improvisar, é necessário conhecer o assunto em questão. Por
exemplo, no ramo de palestras, qualquer pessoa é capaz de improvisar um discurso
sobre “felicidade”, pois todos possuem algum conceito sobre esse tema.
Talvez o fato de ser um improviso prejudique a qualidade do discurso; muitos falariam
sem utilizar palavras bonitas ou reflexões profundas. Agora, quantas pessoas
improvisariam um discurso sobre a importância da equação de Schrödinger no
eletromagnetismo quântico?
Na música, é a mesma coisa, precisamos de um bom vocabulário (saber escolher
palavras adequadas) e também precisamos conhecer o contexto em que estamos
inseridos, para que as palavras façam sentido.
Essa conversa está boa, mas vamos falar de algo mais prático agora: como se aprende
a improvisar afinal?
Bom, existem alguns segredos para se tornar um bom improvisador. Falaremos
especificamente de solos aqui nesse tópico, mas o conceito é o mesmo para as demais
vertentes de improvisação na música.

Como fazer uma improvisação musical

Explicando de uma maneira bem simplista, basta conhecer as escalas básicas e saber
identificar a tonalidade da música para se fazer um improviso.
Porém, na prática, não basta apenas saber e entender as escalas e suas tonalidades, é
preciso saber criar um solo com elas.
Parece óbvio, mas não é. Um improvisador iniciante pode aprender a escala maior e
entender onde aplicá-la, mas se ele não tiver algumas frases e licks prontos
desenhados na cabeça, o improviso vai ficar horrível.
Ninguém gosta de ouvir uma escala digitada para cima e para baixo sem dinâmica. A
beleza da música está justamente em saber desenhar frases musicais com as notas. E
como um improvisador iniciante conseguirá fazer isso?
Ele deve começar pegando frases prontas de outros músicos, decorando-as e
aplicando-as em vários contextos. Assim, ele vai desenvolver a habilidade de saber
encaixar frases em músicas. Isso é essencial.
O próximo passo é pegar essas mesmas frases e fazer pequenas alterações, tentando
colocar suas ideias a partir das ideias das próprias frases. Depois de certo tempo
fazendo isso, o improvisador começará a criar as suas próprias frases do zero, sem
precisar se basear em alguma frase pronta.
Muito bem, para quem nunca improvisou nada, adquirir essa habilidade leva tempo. É
como tudo na vida: se o resultado é bom, o esforço precisa fazer merecer esse
resultado.
Recomendamos fortemente que o iniciante dedique-se bastante a pegar frases prontas
e aplique elas em tonalidades maiores e menores. Essas frases podem fazer parte
da escala maior, menor, pentatônica e escala blues. Esse deve ser o mundo inicial do
improvisador. Ele precisa se sentir seguro nisso, pois é a base para aperfeiçoamentos
futuros.
Nessa fase o iniciante vai adquirir feeling, vai aprender a colocar sua expressão na
música.
Nós mostraremos, ao longo de nosso estudo sobre escalas, exemplos de aplicação de
cada escala em cima de várias harmonias. Você deve pegar esses riffs e frases e tocá-
los também, compreendendo-os e inventando depois os seus.
Para que você possa exercitar o que falamos acima sobre aplicar frases prontas em
diversas músicas diferentes, nós criamos um manual para o improvisador iniciante, com
uma coletânea de licks e exercícios para aprender a improvisar. Confira aqui a versão
para guitarra e a versão para piano.

4) Responda as questões a seguir com base no texto sobre improvisação musical


a) O que é improvisação musical?
b) Quais são as vantagens de saber improvisar?
c) Como fazer uma improvisação musical?