1.
Startups
O nome Startup é um temo inglês que não possui oficialmente uma tradução para o
português. Existem muitas definições para o que dizem ser startups, alguns dizem que é
uma empresa no período inicial, outros que é uma empresa com custos baixos, mas com
grande potencial de crescimento, e tem aqueles que dizem que Startups são apenas
empreendimentos online.
Bom, na realidade todos estão certos e errados ao mesmo tempo. Sim, muitas Startups
são empresas em um período inicial, com grande potencial de crescimento e usando os
meios digitais para os negócios. Porem isso é só uma parte da definição.
Podemos então defini-la como uma empresa que possui modelo de negócios repetível e
escalável que gere valor em um ambiente de incerteza.
Essas empresas então buscam gerar valor (transformar seu trabalho em dinheiro) através
de um modelo de negócio repetível (entregar o mesmo produto novamente em escala
potencialmente ilimitada) e escalável (crescer cada vez mais, sem que isso influencie no
modelo de negócios) em um ambiente onde não se pode ter certeza que ideia e projeto
darão certo.
Caracteristicamente elas não são somente empresas de internet, elas só são mais
frequentes na internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que
por exemplo uma industrial, além de que a internet possibilita a expansão do negócio
bem mais fácil, rápida e barata. Mas existem muitos startups que possuem lojas físicas
também.
Alguns autores preferem ainda adicionar mais duas características os startups:
“inovador”, empresa não convencional focada em evoluir rapidamente propondo novas
ideias como solução aos problemas (alguma “dor” específica do mercado); e
“disruptível” que cria algo novo, saindo do tradicional.
Isto significaria que por serem negócios inovadores e de um cenário ainda incerto, elas
dependem de mudanças rápidas para adequarem as suas estratégias a novos cenários.
Podemos entender que existem algumas grandes diferenças entre as startups e as
empresas tradicionais. Inicialmente as pequenas empresas são guiadas pelas imagens de
rentabilidade e valor estável a longo prazo, enquanto que as startups estão focadas nas
receitas para seu financiamento e no potencial de crescimento. Isso significa que, para
ser um startup, são necessários alguns pré-requisitos não obrigatórios em empresas
comuns que citamos acima. Fora isso temos alguns outras caraterísticas gerais.
Estrutura de negócio: Enquanto uma startup tem o seu foco em uma oportunidade e
ideia, a empresa convencional surge pela necessidade. Por isso, sua estrutura é voltada
para a sua sobrevivência frente a concorrência e ao valor do retorno investido.
Espírito organizacional: Uma startup é uma empresa que visa crescer e se desenvolver
diante de uma oportunidade identificada desde o nascimento. Em uma empresa
tradicional, os parceiros geralmente planejam seus negócios para sobreviver e preferem
que sejam pequenos, mas gerenciáveis. Geralmente, as startups transformam seus
colaboradores para que todos possam participar do desenvolvimento da empresa e
implementar suas ideias, pois o sucesso da empresa depende de todos. Nas empresas
tradicionais, os funcionários já possuem funções bem definidas e, portanto, contribuem
para a melhoria de processos e eficiência dos mesmos.
Ambiente organizacional: Uma das maiores características de uma startup é o alto risco
e a incerteza do negócio. Portanto, é difícil encontrar treinamento e qualificação neste
tipo de empresa, pois a empresa e sua equipe ainda estão moldando sua estrutura
operacional. Quando vemos o comportamento dos funcionários podemos perceber que
os das startups normalmente estão mais dispostos a resolver problemas e são bem
proativos, enquanto nas empresas tradicionais a estrutura de operação é bem
consolidada, os funcionários têm tudo programado e planejam as suas funções, o que
reduz os riscos de incertezas.
O que é uma startup? - Sebrae. Sebrae.com.br. Disponível em:
<https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-
startup,6979b2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em:
21 Apr. 2021.
CRISTIANO FREITAS. Entenda 3 diferenças entre startup e empresa tradicional -
Syhus Contabilidade. Syhus - Escritório de Contabilidade especializado em startups e
empresas de tecnologia. Disponível em: <https://syhus.com.br/2018/09/21/entenda-3-
diferencas-entre-startup-e-empresa-tradicional/>. Acesso em: 23 Apr. 2021.
As principais diferenças entre startups e empresas comuns - #BlogdoLAIOB.
#BlogdoLAIOB. Disponível em: <https://laiob.com/blog/as-principais-diferencas-entre-
startups-e-empresas-comuns/#:~:text=As%20pequenas%20empresas%20s%C3%A3o
%20guiadas,n%C3%A3o%20obrigat%C3%B3rios%20em%20empresas%20comuns.>.
Acesso em: 23 Apr. 2021.
Com base em um artigo feito em meados de 2017 por Nathália Rocha do Nascimento
“Gestão nas Startups: Um Jeito Diferente de Lidar com Pessoas” com pesquisas com
fundadores de algumas startups, das regiões do Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso do
Sul, podemos observar que por elas não terem processos de RH estruturados ou ainda
utilizarem métodos convencionais, estão sempre buscando uma melhoria continua em
relação a gestão de pessoas. Apesar de algumas startups não apresentarem processos
estruturados, são criativos e buscam solucionar problemas, bem diferentes das empresas
convencionais, buscando pessoas com características particulares que possam se
adequar a esse modelo tão distinto e, com comunicação clara sobre a realidade do
negócio que atuam.
Nathália ainda cita alguns autores e seus conceitos de startups, como “Segundo Ries
(2012) um startup pode ser definida como uma instituição humana, desenhada para criar
um novo produto ou serviço, em condições de extrema incerteza, podendo funcionar em
empresas de qualquer tamanho”.
“Para Torres (2017), uma startup é focada em um produto ou serviço, mas não foca nas
pessoas e nem em seus problemas, mas sim na solução deles. O autor cita que o
problema na verdade é de um grupo de pessoas, e a startup deve trazer a solução. O
autor considera também que o ambiente possui incerteza, mas não chega a ser extremo”.
“Segundo Chiavenato (2014), as organizações estão mudando seus conceitos, bem como
sua forma de gerenciamento. Essas mudanças ocorrem afim de engajar, mobilizar e
utilizar da melhor forma o capital humano dentro de suas respectivas funções. Com essa
mudança, o autor explica que pensando dessa forma, as organizações passam a investir
mais nas pessoas, pois compreendem que elas são fundamentais para o sucesso do
negócio”.
No Brasil as primeiras startups começaram a ser vistas em meados de 2011 e aos poucos
foi se expandindo, e os perfis de RH nas startups segundo Freitas (2014) “o perfil de um
profissional de RH dentro de uma startup é bem diferente de uma empresa
convencional, pois a princípio o ambiente é de instabilidade e alto risco, onde os
processos não são bem estruturados”.
“Segundo Gomes (2015), o perfil de um profissional de RH de uma startup precisa ser
diferenciado, pois ele irá criar os processos da área desde o seu início. Então se esse
profissional possui um perfil de liderança, autogerenciamento, flexibilidade e
competitividade, ele terá uma melhor performance nesse tipo de negócio”.
Já segundo com Santos (2015), “a demanda pelo profissional de RH nas startups, vem
crescendo devido à necessidade de contratar bons profissionais e mantê-los nas
organizações, uma vez que a mão de obra é escassa. A autora demonstra que este
profissional de RH tem perfil diferente daqueles que comumente trabalham nas
empresas. Entre suas características, está o espírito empreendedor, com a agilidade e a
flexibilidade que as startups possuem”.
Com o avanço da tecnologia, e das pessoas, tem se tido um enorme crescimento no
empreendorismo, onde pessoas cada vez mais jovens conseguem ter seu próprio
negócio, por estarem sempre antenados e mais perceptivos a mudanças, assim sempre
rápidos as inovações necessárias para que seus negócios estejam sempre em alta, ou
sobrevivendo a obstáculos com mais facilidades que algumas outras empresas, além das
pessoas mais maduras que acabam seguindo o mesmo caminho, por motivos diferentes,
porém com a mesma intensão, estar ativo nas funções, e procurando uma forma de ter
uma qualidade de vida para si, e sua família.
Porem por outro lado, podemos analisar o quanto essas pessoas possuem força de
vontade e engajamento quanto aos seus negócios, e ainda têm uma dificuldade em como
gerir pessoas, de como lidar com a gestão de pessoas em sua equipe, uma vez que estão
iniciando um negócio, muitas das vezes com pouco capital, e pouca experiência.
Ainda podemos observar que os fatores que mais contribuem para esse crescimento no
empreendorismo são, a facilidade ao acesso a informações devido ao crescimento na
tecnologia, os incentivos, antes durante e após a formação desses jovens, tais como, a
mídia, professores, projetos, e a queda brusca dos empregos formais no país,
consequentemente forçando muitos a seguirem por esse caminho, engajados as práticas
teóricas e experiências vividas em suas trajetórias de trabalho, e ainda precisam
enfrentar desafios como, inovar nas suas estratégias, criar um produto ou serviço que
preencha as necessidades do mercado, alcançar investimentos, alavancar o negócio de
forma escalável, para tentar manter seu negócio.