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Leitura Visual da Forma do Objeto

Categoria Conceitual

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FMU Curso de Tecnologia em Editoração Gráfica e Digital
Turma 083202A08 sub-turma B

Matéria Percepção Visual da Forma

Professor Dr. João Gomes Filho

Alunas Fabiana Florência Fernandes RA: 523.768/0


Vanessa Pantarotto RA: 522.898/2
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Cúpula da Galeria Lafayette

Leitura Visual da Forma do Objeto

Nesta imagem é possível identificar


duas unidades principais, a abóboda
e o piso superior da galeria,
seguidos de várias subunidades
esquematizadas abaixo:

• Abóboda:
- vitral
- luminárias
- base da abóboda

• Piso Superior da Galeria:


- arcos
- brasões entre os arcos
- luminárias
- parapeito
- quadros
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A harmonia é notada pela ordem e regularidade das unidades, sendo reforçada pela simetria A redundância é observada devido à repetição de seus componentes, reafirmando assim a
vertical e pelos fatores de continuidade e de unificação formal (princípios de proximidade e idéia de sua organização visual.
semelhança), além da coerência tanto na parte superior, quanto na inferior da imagem. No
entanto, a harmonia é relevante na figura como um todo, existindo uma pequena desarmonia Ocorre uma pequena distorção óptica devido ao ponto de vista (de baixo para cima), com
devido a imagem não estar centralizada. Em relação à coerência ocorre exatamente o relação a profundidade da imagem.
oposto, é necessário tratar de cada unidade separadamente para que haja essa coerência, Confere-se a sequencialidade no plano formado pelos arcos, pelo posicionamento dos
pois não ocorre uma transição entre as duas unidades principais, e, além disso, existem as quadros e das luminárias, e uma sequencialidade vertical no vitral, tanto pelos detalhes,
luminárias que fogem da linguagem formal da galeria como um conjunto em si. como pelo degrade das cores.
Quanto ao equilíbrio, as forças visuais predominantes no sentido da direção são de cima
para baixo. Há uma maior percepção de equilíbrio no eixo vertical e no eixo diagonal da
esquerda para direita, e um desequilíbrio no eixo diagonal da direita para a esquerda e
também no eixo horizontal provocado pela diferença na distribuição de peso, sendo mais
leve em cima, com cores frias, e com mais peso de detalhes e cores quentes em baixo. Interpretação Conclusiva Pregnância da Forma

O contraste de luz e tom se revelam na transição e na variação das tonalidades e colorações, A imagem como um todo apresenta uma pregnância média pelo leve grau de desarmonia
tanto na abóboda quanto no piso superior da galeria. Nota-se no eixo horizontal uma forte presente na não centralização da imagem, na incoerência formada na transição de uma
sensação de solidez e estabilidade, e uma leveza no eixo vertical. A sensação de movimento unidade principal para a outra, e, também nas luminárias, o que concorre para tornar a
é provocada na direção de cima para baixo na abóboda, com o ritmo, nos arcos, da direita leitura e interpretação um pouco mais lenta.
para a esquerda, com sensação de ascensão e descensão.
Apesar das unidades passarem a sensação de passividade, revela uma sensação de
movimento ritmado pela sequência orgânica dos arcos e haste da abóboda.
As luminárias, parapeitos e o tamanho dos quadros possibilitam a noção de proporção e
escala de sua organização visual.
O grande número de unidades de informação e a formulação polissêmica geram uma alta
complexidade, os arcos e os objetos com adereços e “rococós” definem uma profusão que
causa menor pregnância.
Na parte inferior ocorre a predominância orgânica pelo formato dos arcos, dando a sensação
de mais brandura e delicadeza de sua organização visual.
Os vitrais, que limitam a passagem ou difusão da luz, são dos materiais translúcidos
pertencente à outra natureza de transparência real, conferindo leveza, sutileza e elegância
visual à imagem, fazendo contraste com a opacidade das hastes da abóboda.

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A ordem e regularidade das unidades do objeto apresentam uma clara harmonia, as
Paisagem ao Luar, Ma Yüan unidades estão bem definidas e coerentes, pois estão com a mesma linguagem formal, em
contra partida ocorre um desequilíbrio axial (eixos: horizontal, vertical e diagonal), portanto
assimétrico, entretanto isso não diminui o grau de pregnância da imagem.
Leitura Visual da Forma do Objeto
Mesmo a imagem estando clara, o grande número de detalhes gera uma complexidade e as
folhas das árvores geram uma profusão na imagem, o que a torna mais interessante.
Evidenciamos um contraste de luz e tom no eixo vertical, onde o lado direito é dominado
pela cor quente amarela, e o lado esquerdo com cores frias, como o marrom e verde escuro, o
que enriquece a concepção artística da obra de arte analisada.
Ocorre um leve movimento nas árvores e as pessoas dão a proporção e a escala do enorme
tamanho das montanhas.
Na natureza, onde não ocorre intervenção do homem, nada é obrigatório, e por isso a
imagem aqui representada é espontânea por si só.
A profundidade ocorre devido a sucessão dos planos e sobreposição dos elementos que
transmitem a impressão da dimensão das unidades da imagem.
A suavidade das cores, a disposição dos elementos, sobre tudo, a difusidade encontrada na
diluição dos pés das montanhas perdendo a sua nitidez geram uma sutileza incomum e uma
sensação reforçada de harmonia visual.

Nesta imagem podemos identificar


dez unidades, sendo elas:
- céu
- sol Interpretação Conclusiva Pregnância da Forma
- montanha à direita Sem qualquer tipo de ruído e com uma imagem clara podemos definir que a pregnância da
- montanha à esquerda forma é altíssima apresentando rapidez de leitura e compreensão.
- a grande árvore
- o platô
- pessoas
- a rocha à frente
- pequenas árvores
- aldeia.
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