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E-BOOK
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CONTEÚDO

•• Português - Prof. Francis Madeira (COMPLETO)


•• Português - Profª Pâmela Damasceno (COMPLETO)
•• Redação (EM BREVE)
•• Raciocínio Lógico-Matemático - Prof. Dudan (COMPLETO)
•• Matemática Financeira - Prof. Fabrício Biazotto (COMPLETO)
•• Estatística e Probabilidade - Prof. Fabrício Biazotto (COMPLETO)
•• Atualidades do Mercado Financeiro - Prof. Juca Siade (EM BREVE)
•• Conhecimentos Bancários - Prof. Juca Siade (PARCIAL)
•• Cultura Organizacional - Prof. Rafael Ravazolo (COMPLETO)
•• Atendimento - Prof. Ariel Zvoziak (COMPLETO)
•• Código de Defesa do Consumidor - Prof. Fidel Ribeiro (COMPLETO)
•• Informática - Prof. Deodato Neto (COMPLETO)
•• Tecnologia da Informação - Prof. Gabriel Pacheco (COMPLETO)
•• Inglês - Prof. Eduardo Folks (COMPLETO)
•• Cultura Organizacional - Profª Raquel Peruzzo (EM BREVE)
•• Técnicas de Vendas e Atendimento - Prof. Rafael Ravazolo (COMPLETO)
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PORTUGUÊS

PROF. FRANCIS MADEIRA


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PORTUGUÊS

CONCORDÂNCIA VERBAL

1ª REGRA GERAL

(concordância do verbo com o sujeito simples): o verbo concorda com o sujeito simples em
número (singular/plural) e em pessoa (1ª/2ª/3ª).
• Eu estudo para a prova.
• Tu estudas para a prova.
• O aluno estuda para a prova.
• Os alunos estudam para a prova.

CUIDAR A REGRA GERAL NOS SEGUINTES CASOS


1. SUJEITO POSPOSTO
• Foi encontrado uma prova incriminadora. (DESVIO)
• Foi encontrada uma prova incriminadora. (PADRÃO)
• Falta cinco minutos para o término do exame. (DESVIO)
• Faltam cinco minutos para o término do exame. (PADRÃO)

2. SUJEITO RECEBENDO MODIFICADOR


• A adoção de crianças nos grandes núcleos urbanos cresceram nas últimas décadas. (DESVIO)
• A adoção de crianças nos grandes núcleos urbanos cresceu nas últimas décadas. (PADRÃO)
• A adulteração de placas em veículos alertaram os órgãos de fiscalização. (DESVIO)
• A adulteração de placas em veículos alertou os órgãos de fiscalização. (PADRÃO)

CASOS ESPECIAIS (SUJEITO SIMPLES)


1. SUJEITO FORMADO POR EXPRESSÃO PARTITIVA
• Grande parte dos alunos terminou a tarefa.
• Grande parte dos alunos terminaram a tarefa.
• A maioria dos funcionários aceitou as novas regras.
• A maioria dos funcionários aceitaram as novas regras.

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2. SUJEITO PERCENTUAL
• Somente 1% concordou.
• Somente 1,8% concordou.
• Somente 2% concordaram.
• Somente 2% da população se vacinou contra o vírus.
• Somente 2% da população se vacinaram contra o vírus.
• Somente 1% dos brasileiros se vacinou contra o vírus.
• Somente 1% dos brasileiros se vacinaram contra o vírus.

3. SUJEITO “QUE”: concorda com o antecedente.


• Fui eu que escolhi o texto.
• Foste tu que escolheste o texto.
• Foram eles que escolheram o texto.

4. SUJEITO “QUEM”: fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com antecedente.


• Fui eu quem escolheu o texto.
• Fui eu quem escolhi o texto.
• Foste tu quem escolheu o texto.
• Foste tu quem escolheste o texto.

5. EXPRESSÃO “UM DOS QUE”: 3ª pessoa do singular ou 3ª pessoa do plural.


• Ele foi um dos que mais se dedicou.
• Ele foi um dos que mais se dedicaram.

6. SUJEITO: PRONOME INDEFINIDO PLURAL ou INTERROGATIVO PLURAL + DE ou DENTRE +


NÓS (ou VÓS)
• Muitos dentre nós fogem dessas discussões.
• Muitos dentre nós fugimos dessas discussões.
• Quantos de nós votaram naquele candidato?
• Quantos de nós votamos naquele candidato?
• Vários de vós alegaram inocência.
• Vários de vós alegastes inocência.
ATENÇÃO: pronome no singular.
• Qual de nós fez isso?
• Um de vós precisa sair.

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7. PLURAL APARENTE: cuidado com o artigo.


• Minas Gerais elegeu o novo governador.
• Alagoas está em festa.
• As Minas Gerais elegeram o novo governador.
• As Alagoas estão em festa.
• Os Estados Unidos atacaram o Iraque.
• “Memórias Póstumas de Brás Cubas” inaugurou nosso Realismo. (sem artigo)
• “Os Lusíadas” merece / merecem uma leitura atenta. (com artigo)
• “Os imperdoáveis” conquistou / conquistaram o Oscar de melhor filme. (com artigo)

2ª REGRA GERAL

(concordância do verbo com o sujeito composto): o verbo fica no plural respeitando a


prevalência da 1ª pessoa sobre as demais e da 2ª sobre a 3ª).
• O aluno e a professora encontraram-se na biblioteca. (ele + ela = eles)
• O aluno e eu chegamos atrasados. (ele + eu = nós)
• Tu e teu irmão devereis sair daqui. (tu + ele = vós)
Observação: Tu e teu irmão deverão sair daqui. (tu + ele = vocês)

1. SUJEITO COMPOSTO POSPOSTO


• Entraram o aluno e a professora.
• Entrou o aluno e a professora.

2. NÚCLEOS EM GRADAÇÃO
• Uma visita, um telefonema, uma simples mensagem o deixará animado.

3. NÚCLEOS RESUMIDOS POR APOSTO RECAPITULATIVO


• As noites sem sono, as horas de estudo, os sacrifícios, tudo isso será recompensado.

5. NÚCLEOS LIGADOS POR “OU”


• Berinjela ou abóbora te farão bem.
• Bernie Sanders ou Joe Biden receberá a nomeação democrata em 2020.

REGRA ESPECIAL 1 (expressão HAJA VISTA): vista é invariável.


• Todos serão ouvidos, haja vista os problemas que ocorreram.
• Todos serão ouvidos, hajam vista os problemas que ocorreram.
• Todos serão ouvidos, haja vista aos problemas que ocorreram.

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REGRA ESPECIAL 2 (verbos DAR, BATER e SOAR informando horas).


• Deu uma hora no relógio da Central.
• Deram duas horas no relógio da Central.
• Deu duas horas o relógio da Central.
• Soou uma hora no sino da igreja.
• Soaram duas horas no sino da igreja.
• Soou duas horas o sino da igreja.

REGRA ESPECIAL 3 (pronome apassivador).


1. CONSTRUINDO A VOZ PASSIVA ANALÍTICA

VOZ ATIVA
O homem perturba o meio ambiente.
SUJ VTD OD
VOZ PASSIVA
O meio ambiente é perturbado pelo homem.
SUJ LOCUÇÃO PASSIVA ADP

VOZ ATIVA
O homem forneceu dados aos investigadores.
SUJ VTDI OD OI
VOZ PASSIVA
Dados foram fornecidos pelo homem aos investigadores.
SUJ LOCUÇÃO PASSIVA ADP OI

2. CONCORDÂNCIA NA VOZ PASSIVA


• Foi encontrado um projétil dentro do carro.
• Foram encontrados projéteis dentro do carro.
• Foi encontrada uma pista do crime.
• Foram encontradas pistas do crime.
3. VOZ PASSIVA SINTÉTICA: constrói-se com um verbo transitivo direto (VTD) ou verbo
transitivo direito e indireto (VTDI) acompanhado da partícula apassivadora “se”.
• Destruiu-se a prova do crime.
• Deu-se ao aluno a nota da prova.
• Não se forneceu ao investigador prova contundente.

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4. CONCORDÂNCIA NA VOZ PASSIVA SINTÉTICA: quando se liga ao pronome apassivador o


verbo concorda com o sujeito da voz passiva (aquele que, na ativa, era o objeto direto).
• Destruiu-se a prova do crime.
• Destruíram-se as provas do crime.
• Deu-se ao aluno a nota da prova.
• Deram-se ao aluno as notas das provas.
• Não se forneceu ao investigador prova contundente.
• Não se forneceram ao investigador provas contundentes.

5. CUIDADO: em concursos, é comum induzir o aluno ao erro.


• Deu-se aos alunos a nota da prova. (sujeito: a nota da prova)
• Não se forneceu aos investigadores prova contundente. (sujeito: prova contundente)

REGRA ESPECIAL 4 (índice de indeterminação do sujeito).


1. Quando o verbo se liga ao índice de indeterminação do sujeito, deve ficar na 3ª pessoa no
singular, sempre.
• Precisa-se de um novo empregado.
• Precisa-se de novos empregados.
2. O índice de indeterminação do sujeito só se liga a verbos que não apresentam OBJETO
DIRETO: verbos transitivos indiretos (VTI), verbos intransitivos (VI) e verbos de ligação (VL).
• Trata-se de um problema grave.
• Trata-se de problemas graves.
• Quando se é jovem, chega-se a conclusões precipitadas.

3. PRONOME APASSIVADOR x ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO


• Contrata-se secretária.
• Contratam-se secretárias.
• Precisa-se de secretária.
• Precisa-se de secretárias.
4. Em locuções verbais, o raciocínio é o mesmo.
• Não se pode chegar a conclusões como essas. (chegar a algo)
• Não se podem extrair conclusões como essas. (extrair algo)

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REGRA ESPECIAL 5 (verbos impessoais).


Verbos impessoais são verbos que não têm sujeito, portanto não apresentam o termo com o
qual deveriam estabelecer concordância. É necessário memorizá-los.
Ficam, por convenção, na 3ª pessoa do singular, com uma única exceção, que será sinalizada.
1. VERBO “HAVER”, no sentido de existir ou de acontecer.
• Houve uma discussão acalorada.
• Houve discussões acaloradas.
• Haverá acidentes se for reduzida a fiscalização.
• Pode haver muitos problemas escondidos.

ATENÇÃO (EXISTIR e ACONTECER não são impessoais):


• Houve uma discussão acalorada.
• Aconteceu uma discussão acalorada.
• Houve discussões acaloradas.
• Aconteceram discussões acaloradas.
• Haverá acidentes se for reduzida a fiscalização.
• Acontecerão acidentes se for reduzida a fiscalização.
• Pode haver muitos problemas escondidos.
• Podem existir muitos problemas escondidos.

2. VERBOS “HAVER” E “FAZER”, INDICANDO TEMPO DECORRIDO.


• Ela graduou-se há um ano.
• Ela graduou-se há dois anos.
• Ela graduou-se faz um ano.
• Ela graduou-se faz dois anos.
• Vai fazer cinco meses que ele nasceu.

3. VERBOS QUE EXPRESSAM FENÔMENOS DA NATUREZA


• Choveu chuvas fortes em agosto.
• Faz dez graus em Curitiba.
• Amanheceu nublado em Porto Alegre.
• Amanhã vai fazer trinta graus.

3. VERBOS QUE EXPRESSAM FENÔMENOS DA NATUREZA


Observação:
• Choveram xingamentos naquela briga. (não é impessoal)

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4. “CHEGA DE” E “BASTA DE”


• Chega de lágrimas.
• Basta de reclamações.
5. “PASSAR DE” (horas)
• Passava das dez quando eles chegaram.
6. “SER” nas indicações de datas, horas e distância (exceção: concorda com o predicativo).
• É uma hora. à São duas horas.
• Deve ser uma hora. à Devem ser dez horas.
• É dia primeiro de maio. à É dia dois de maio.
• É primeiro de maio. à São dois de maio.
• Daqui até minha casa é um quilômetro. à Daqui até minha casa são dois quilômetros.

REGRA ESPECIAL 6 (concordância especial do verbo SER


1. Oscila a concordância entre o sujeito e o predicativo. Prefere o segundo, quando o sujeito
é singular e o predicativo é plural.
• Nem tudo são flores.
• Isso são calúnias.
2. Volta a concordar com o sujeito, mesmo que o predicativo esteja no plural, caso o sujeito
seja pessoa.
• Teu marido é tuas queixas.
• Aquele médico era só decepções.
3. Volta a concordar com o predicativo, quando houver pronome pessoal.
• “Esse cara sou eu.”
• O professor és tu.
• O problema somos nós.
4. Entre dois pronomes pessoais, concorda com o sujeito.
• Eu não sou tu. Tu não és eu.
5. Impessoal (indicando hora, data e distância, ver regra especial anterior).
6. Quando o sujeito é quantidade, e o predicativo é formado por expressões como “é muito”,
“é bastante”, “é suficiente”, e similares, fica no singular.
• Cinco reais é pouco.
• Vinte mil ingressos é o bastante.

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REGRA ESPECIAL 7 (concordância siléptica).


É possível estabelecer concordância com a ideia, e não com a palavra.
• Vossa Excelência está preocupado. (homem)
• Vossa Excelência está preocupada. (mulher)
É possível estabelecer concordância com a ideia, e não com a palavra.
• A torcida estava em festa. Comemoravam euforicamente o gol.
É possível estabelecer concordância com a ideia, e não com a palavra.
• Todos sabem isso.
• Todos sabemos isso.
• Os estudantes somos o futuro.
1. “PÔR” E SEUS DERIVADOS
• O governador põe as reformas em risco.
• Os governadores põem as reformas em risco.
• Há gente que impõe sua opinião.
• Há pessoas que impõem sua opinião.

2. “TER” E SEUS DERIVADOS


• Ele tem muito a provar.
• Eles têm muito a provar.
• O professor nem sempre obtém as respostas que deseja.
• Os professores nem sempre obtêm as respostas que desejam.

3. “VIR” E SEUS DERIVADOS


• Ele vem de muito longe.
• Eles vêm de muito longe.
• Ele intervém em tudo.
• Eles intervêm em tudo.

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QUESTÕES

1. (BANCO DO BRASIL - 2014)


Que frase está de acordo com a norma-padrão, no que concerne à concordância?
a) O amigo lhe contou que aconteceu muitos fatos engraçados com o tio.
b) Cada um dos objetos do narrador cismam de atormentá-lo.
c) Já deu dez horas no relógio e ainda não encontrei minhas chaves.
d) Fazia quatro meses que o amigo não encontrava o tio distraído.
e) Chegaram para uma visita inesperada o amigo, o tio e eu.

2. (BANCO DO BRASIL - 2014)


De acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o verbo destacado está
corretamente empregado em:
a) No mundo moderno, conferem-se às grandes metrópoles importante papel no desenvolvimento
da economia e da geopolítica mundiais, por estarem no topo da hierarquia urbana.
b) Conforme o grau de influência e importância internacional, classificou-se as 50 maiores
cidades em três diferentes classes, a maior parte delas na Europa.
c) Há quase duzentos anos, atribuem-se às cidades a responsabilidade de motor propulsor do
desenvolvimento e a condição de lugar privilegiado para os negócios e a cultura.
d) Em centros com grandes aglomerações populacionais, realiza-se negócios nacionais e
internacionais, além de um atendimento bastante diversificado, como jornais, teatros,
cinemas, entre outros.
e) Em todos os estudos geopolíticos, considera-se as cidades globais como verdadeiros polos
de influência internacional, devido à presença de sedes de grandes empresas transnacionais
e importantes centros de pesquisas.

Gabarito: 1. D 2. C

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PORTUGUÊS

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

INTRODUÇÃO - PRONOMES PESSOAIS

CASO OBLÍQUO
PESSOA CASO RETO
ÁTONO TÔNICO

1ª SING. eu me mim, comigo

2ª SING. tu te ti, contigo

3ª SING. ele, ela se, o, a, lhe si, consigo, ele, ela

1ª PL. nós nos nós, conosco

2ª PL. vós vos vós, convosco

3ª PL. eles, elas se, os, as, lhes si, consigo, eles, elas

INTRODUÇÃO - PRONOMES PESSOAIS

1. CASO RETO: exercem função de sujeito


• Eu trouxe os livros ontem.
• Ele não quis ficar.
2. CASO OBLÍQUO: exercem as demais funções sintáticas (objeto direto, objeto indireto,
adjuntos, complemento nominal, agente da passiva...).
Eu não a vi ontem. (átono: fraco)
Ela viu-me ontem. (átono: fraco)
O trabalho foi feito por mim. (tônico: forte)
Ela deu as ideias a mim. (tônico: forte)

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3. PRONOMES PESSOAIS DE TRATAMENTO: não apresentam caso, e por isso podem ocupar
qualquer função sintática; são pronomes de 3ª pessoa gramatical.
• Vossa Excelência está preocupado.
• Eu gostaria de cumprimentar Vossa Excelência.
• Os livros foram entregues a Vossa Excelência.
• Você está preocupado.
• Eu gostaria de cumprimentar você.
• Os livros foram entregues a você.
Observação 1: embora não tenham caso, podem usar os oblíquos da terceira pessoa.
• Vossa Excelência está preocupado.
• Eu gostaria de cumprimentar Vossa Excelência. → Gostaria de cumprimentá-lo.
• Os livros foram entregues a Vossa Excelência. → Os livros foram-lhe entregues.
Observação 2: tais pronomes nada têm a ver com “vós”.
• Vossa Alteza precisais de vossos livros? (DESVIO)
• Vossa Alteza precisa de seus livros? (PADRÃO)
4. COLOCAÇÕES DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS
• Revelaram-me coisas horríveis a teu respeito. (ênclise)
• Nunca me revelaram nada sobre ti. (próclise)
• Revelar-me-ão coisas horríveis no próximo encontro. (mesóclise)

ORTOGRAFIA DA ÊNCLISE E DA MESÓCLISE:

1. PRONOME “NOS” EM ÊNCLISE: quando a forma verbal termina em “mos”, o pronome “nos”
obriga que o verbo perca o “s” no final.
• Cumprimentamo-nos e saímos.
• Conhecemo-nos há anos.
• Dissemo-nos coisas horríveis um ao outro.
2. PRONOMES “O, A, OS, AS”: quando a forma verbal termina em “R”, “S” ou “Z”, o verbo deverá
perder essas letras, e os pronomes “O, A, OS, AS” tornar-se-ão “LO, LA, LOS, LAS”.
• Precisamos dizer a verdade. → Precisamos dizê-la.
• Tu encontras teu caminho. → Encontra-lo sempre.
• Precisas encontrar teu caminho. → Precisas encontrá-lo.
• Ele fez os exercícios. → Fê-los.
• Tu pões sempre os livros no lugar. → Põe-los sempre no lugar.
• Encontramos as folhas na gaveta. → Encontramo-las na gaveta.

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3. PRONOMES “O, A, OS, AS”: quando a forma verbal terminar em ditongo nasal /õy/, /ẽy/ ou /
ãw/, os pronomes “O, A, OS, AS” tornar-se-ão “NO, NA, NOS, NAS”.
• Ele põe os livros sempre no lugar. → Põe-nos sempre no lugar.
• Divulgaram as contas da empresa. → Divulgaram- nas.
• Ele retém toda a informação confidencial. → Retém-na.
4. DEMAIS PRONOMES: não exigem ajustes ortográficos.
• Revelamos-te a verdade.
• Dissemos-vos tudo.
• Demos-lhe tudo que tínhamos.
5. FORMAÇÃO DA MESÓCLISE: separar o infinitivo das desinências do futuro do presente e do
futuro do pretérito.
FUTURO DO PRESENTE
• revelarei → revelar ei
• revelarás → revelar ás
• revelará → revelar á
• revelaremos → revelar emos
• revelareis → revelar eis
• revelarão → revelar ão
FUTURO DO PRETÉRITO
• revelaria → revelar ia
• revelarias → revelar ias
• revelaria → revelar ia
• revelaríamos → revelar íamos
• revelaríeis → revelar íeis
• revelariam → revelar iam
Revelar-te-ei a verdade.
Revelar-vos-ia a verdade, se a soubesse.
Entregar-lhe-íamos os bens, se os possuíssemos.
Queres a verdade? Revelá-la-ei a ti (revelar + a + ei).
6. MESÓCLISE DOS VERBOS DIZER, FAZER E TRAZER
• direi → Dir-lhe-ei a verdade.
• diria → Dir-te-ia tudo, se me pedisses.
• faremos o bolo → Fá-lo-emos amanhã.
• farias o bolo → Fá-lo-ias ontem.
• trarei os livros → Trá-los-ei amanhã.
• traria → Trar-te-ia os livros ontem, mas esqueci-os.

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COLOCAÇÃO PRONOMINAL (COM UM VERBO)

1. Os pronomes oblíquos átonos ME, TE, SE, O, A, LHE, NOS, VOS, SE, OS, AS e LHES assumem
como posições padrão a mesóclise (nos futuros do presente e do pretérito) e a ênclise (nos
demais tempos).
• Encontrá-la-ei amanhã. (futuro do presente: mesóclise)
• Encontrá-la-ia ontem. (futuro do pretérito: mesóclise)
• Ela encontrou-me na festa. (demais tempos: ênclise)
• Encontro-a todos os dias. (demais tempos: ênclise)
2. Jamais se aceita a ênclise com verbo no futuro do presente e no futuro do pretérito.
• Darei-lhe a resposta amanhã. (DESVIO)
• Diria-lhe a verdade, se pudesse. (DESVIO)
• Dar-lhe-ei a resposta amanhã. (PADRÃO)
• Dir-lhe-ia a verdade, se pudesse. (PADRÃO)
3. Jamais se aceita a ênclise ao particípio passado.
• Dada-lhe a resposta, saí da sala. (DESVIO)
• Dada a resposta a ele, saí da sala. (PADRÃO)
4. A próclise é aceita como posição alternativa, desde que não inicie oração.
• Ela deu-me a resposta. (PADRÃO)
• Ela me deu a resposta. (PADRÃO BRASIL)
• Me disseram a verdade. (DESVIO)
• Disseram-me a verdade. (PADRÃO)
• Dar-lhe-ei a resposta amanhã. (PADRÃO)
• Eu lhe darei a resposta amanhã. (PADRÃO BRASIL)
• Dir-lhe-ia a verdade, se pudesse. (PADRÃO)
• Eu lhe diria a verdade, se pudesse. (PADRÃO BRASIL)
5. COLOCAÇÕES INADMISSÍVEIS NO PORTUGUÊS PADRÃO
• Depois que pedi, me disseram a verdade. (DESVIO)
• Trarei-lhe os livros amanhã. (DESVIO)
• Se soubesse, diria-te a verdade. (DESVIO)
• Feita-lhe a pergunta, saí. (DESVIO)
6. A próclise é de regra (obrigatória), se houver fator de próclise. Fatores de próclise são
condições morfossintáticas que fazem a próclise ser a única colocação possível.

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FATORES DE PRÓCLISE

1. FATOR DE PRÓCLISE: se o verbo está antecedido de palavras negativas (não, nunca, jamais,
nada, ninguém...), a próclise é obrigatória, desde que não haja pausa entre a palavra e o verbo.
• Não te disse a verdade ontem.
• Ninguém lhe perguntou isso.
• Jamais te revelarei a verdade.
Observação:
• Você mentiu para mim?
• Não, disse-te a verdade ontem.
• Você pretende mentir para mim?
• Jamais, revelar-te-ei a verdade.
2. FATOR DE PRÓCLISE: se o sujeito do verbo contém pronomes indefinidos (alguém, algo, tudo,
nada, ninguém, outrem, todo...), a próclise é obrigatória.
• “Alguém me disse que tu andas novamente...”
• Tudo me incomoda no que ele diz; nada me faz crer nele.
• Todos os amigos o convidavam para as festas, mas algo o fazia declinar dos convites.
3. FATOR DE PRÓCLISE: se o sujeito do verbo contém o numeral AMBOS, a próclise é obrigatória.
• Ambos os filhos a decepcionaram.
4. FATOR DE PRÓCLISE: se o sujeito do verbo é pronome demonstrativo substantivo ISSO, ISTO
ou AQUILO, a próclise é obrigatória.
• Isso me cheira mal.
• Aquilo nos incomodava demais.
5. FATOR DE PRÓCLISE: se o verbo está antecedido de advérbios e locuções adverbiais (hoje,
aqui, muito, talvez, certamente, não, provavelmente...), a próclise é obrigatória, desde que não
haja pausa entre a palavra e o verbo.
• Hoje me convidaram para o baile.
• Hoje, convidaram-me para o baile.
• Certamente o trataram mal.
• Certamente, trataram-no mal.
• Aqui se faz, aqui se paga.
• Provavelmente o impedirão de assumir o cargo.
• Provavelmente, impedi-lo-ão de assumir o cargo.
• No sábado te procuro.
• No sábado, procuro-te.

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6. FATOR DE PRÓCLISE: se a oração é subordinada introduzida por pronome relativo (que, o


qual, quem, cujo, como, quando, onde...), a próclise é obrigatória.
• Os livros que te emprestei eram novos.
• Os pais cujos filhos me desobedeceram foram chamados à diretoria.
• Encontrei-a no lugar onde nos conhecemos.
• As crianças diante das quais os adultos se portam mal repetem comportamentos
indesejados.
8. FATOR DE PRÓCLISE: se a oração é subordinada introduzida por conjunções adverbiais, a
próclise é obrigatória.
• Ela me ajudou porque me conhece há tempos. (causal)
• Ela me ajudou mais do que eu a ajudei. (comparativa)
• Embora os alunos se esforçassem, não entendiam a matéria. (concessiva)
• Se tu me ajudares, eu a ajudarei. (condicional)
• Conforme lhe dissemos, a situação é grave. (conformativa)
• Ela estava tão triste que nos causava dó. (consecutiva)
• Estudavam para que me ajudassem no futuro. (final)
• À medida que lhe revelávamos as informações, ela se desesperava. (proporcional)
• Quando os alunos me perguntarem isso, direi que nada sei. (temporais)
9. FATOR DE PRÓCLISE: se a oração é coordenada introduzida por conjunção alternativa (OU,
ORA... ORA, QUER... QUER), a próclise é obrigatória.
• Ou me dizes a verdade, ou te expulsarei daqui.
• Ela ora me dizia a verdade, ora se contradizia.
10. FATOR DE PRÓCLISE: se a frase é optativa (expressa desejo, introduzida por QUE, ou em que
cabe um QUE inicial), a próclise é obrigatória, se o pronome não iniciar a oração.
• Deus te abençoe.
• “A terra lhes seja leve!”
• Proteja-nos Deus de todo o mal.
• Deus nos proteja de todo o mal.
11. FATOR DE PRÓCLISE: se o gerúndio é regido pela preposição EM, a próclise é obrigatória.
• Em se tratando de crimes, ele era perito.
12. FATOR DE PRÓCLISE: pronomes interrogativos (QUEM, O QUE, QUE, QUAL, QUANTO)
e advérbios interrogativos (COMO, QUANDO, ONDE, POR QUE), quando antecedem a forma
verbal, obrigam a próclise.
• Por que te preocupas com isso?
• Onde a encontraste?
• Quem te disse isso?
• Quantos alunos se apresentarão amanhã?
• Revela para mim quem te disse isso!

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13. FATOR DE PRÓCLISE: as conjunções integrantes QUE e SE obrigam a próclise nas orações
que iniciam.
• Ela confessou que me amava demais.
• Ele não sabe que eu a odeio.
• Ela tem medo de que eu a abandone.
• Ela não disse se me ama ou não.

SITUAÇÕES ESPECIAIS

1. Caso o infinitivo do verbo esteja regido por uma preposição, aceita-se tanto a ênclise quanto
a próclise, independentemente de haver fator de próclise ou não.
• Fiz isso para ajudar-te nas tarefas.
• Fiz isso para te ajudar nas tarefas.
• Há riscos de o vírus disseminar-se no país.
• Há riscos de o vírus se disseminar no país.
• Fiz isso para não magoá-la mais.
• Fiz isso para não a magoar mais.
2. Se o infinitivo é regido pela preposição A, e os pronomes átonos colocados forem O, A, OS,
AS, deve-se optar pela ênclise.
• Estávamos ali a a observar. (DESVIO)
• Estávamos ali a observá-la. (PADRÃO)
• Comecei a os acompanhar cedo. (DESVIO)
• Comecei a acompanhá-los cedo. (PADRÃO)
3. APOSSÍNCLISE: é possível que o pronome oblíquo átono se coloque antes de um advérbio.
• Ela disse que me amava.
• Ela disse que não me amava.
• Ela disse que me não amava.
• Juro que te farei mal.
• Juro que jamais te farei mal.
• Juro que te jamais farei mal.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL (COM LOCUÇÕES VERBAS)


Se a locução verbal traz o verbo principal no infinitivo, e não há fator de próclise, as colocações
padrão são três.
• Posso ajudar-te na tarefa.
• Posso-te ajudar na tarefa. (preferida em Portugal)
• Posso te ajudar na tarefa. (preferida no Brasil)

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2. Se a locução verbal traz o verbo principal no infinitivo, e há fator de próclise, as colocações


padrão são três.
• Não posso ajudar-te na tarefa.
• Não te posso ajudar na tarefa. (preferida em Portugal)
• Não posso te ajudar na tarefa. (preferida no Brasil)
3. Se a locução verbal traz o verbo principal no gerúndio, e não há fator de próclise, as colocações
padrão são três.
• Estou dizendo-lhe a verdade.
• Estou-lhe dizendo a verdade. (preferida em Portugal)
• Estou lhe dizendo a verdade. (preferida no Brasil)
4. Se a locução verbal traz o verbo principal no gerúndio, e há fator de próclise, as colocações
padrão são três.
• Não estou dizendo-lhe a verdade.
• Não lhe estou dizendo a verdade. (preferida em Portugal)
• Não estou lhe dizendo a verdade. (preferida no Brasil)
5. Se a locução verbal traz o verbo principal no particípio passado, e não há fator de próclise, as
colocações padrão são duas.
• Tenho ajudado-te nas tarefas. (DESVIO: ênclise a particípio)
• Tenho-te ajudado. (preferida em Portugal)
• Tenho te ajudado. (preferida no Brasil)
6. Se a locução verbal traz o verbo principal no particípio passado, e não há fator de próclise, as
colocações padrão são duas.
• Não tenho ajudado-te nas tarefas. (DESVIO: ênclise a particípio)
• Não te tenho ajudado. (preferida em Portugal)
• Não tenho te ajudado. (preferida no Brasil)

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QUESTÕES

EXERCÍCIOS – BANCO DO BRASIL 2014

1. Dentre os trechos abaixo, a alteração da colocação do pronome oblíquo está feita de acordo
com a norma-padrão em:
a) “a olhar-me desapontado.” – a me olhar desapontado
b) “lapsos que me têm ocorrido”(. 40) – lapsos que têm ocorrido-me
c) “Trata-se de um desses” (. 44) – Se trata de um desses
d) “Contou-me ainda o sobrinho” (. 54) – Me contou ainda o sobrinho
e) “Já lhe aconteceu” (. 57) – Já aconteceu-lhe
RESPOSTA:
a) “a olhar-me desapontado.” – a me olhar desapontado
b) “lapsos que me têm ocorrido” – lapsos que têm ocorrido- me
c) “Trata-se de um desses” – Se trata de um desses
d) “Contou-me ainda o sobrinho” – Me contou ainda o sobrinho
e) “Já lhe aconteceu” (. 57) – Já aconteceu-lhe
2. O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
a) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a
outras alternativas.
b) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.
c) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão
ser penalizadas.
d) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.
e) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da
agricultura para a subsistência da humanidade.
RESPOSTA
a) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a
outras alternativas.
b) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.
c) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão
ser penalizadas.
d) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.
e) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da
agricultura para a subsistência da humanidade.

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PORTUGUÊS

PONTUAÇÃO

UNIDADE I – ESTUDO DA VÍRGULA

A vírgula pode aparecer no interior da oração (,) ou entre orações (,).


• Apesar do frio, saiu sem casaco.
• Embora estivesse frio, saiu sem casaco.

USO DA VÍRGULA (no interior da oração)


1. A vírgula separa elementos coordenados, ou seja, que exercem a mesma função sintática.
Pode ser dispensada quando o último termo é introduzido por conjunção “e”, “nem” e “ou”.
• Comprei arroz, feijão, ervilha e carne.
• Pedro, Paulo, João e José vieram à reunião.
• Encontrou uma mulher inteligente, honesta e parceira.
Obs.1 Se houver polissíndeto, a vírgula antes da conjunção coordenativa é obrigatória.
• Comprei arroz, e feijão, e ervilha, e carne.
• Pedro, e Paulo, e João, e José vieram à reunião.
• Nem o amor, nem a paixão, nem o ódio, nem a raiva poderiam mudá-lo.
Obs.2 Caso se deseje realçar o último elemento, a vírgula antes da conjunção coordenativa é
aceita. Pode ser também usado o travessão.
• Comprei arroz, feijão, ervilha e carne.
• Comprei arroz, feijão, ervilha, e carne.
• Comprei arroz, feijão, ervilha – e carne.
2. A vírgula isola o vocativo.
• O problema, minha amada, é a angústia.
• Meu caro amigo, perdoe-me.
• Perdoai nossas falhas, ó Deus!

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3. A vírgula isola o aposto explicativo.


• O inverno, estação das comidas quentes, ainda nem começou.
• Ela soube viver a vida, esse presente divino.
• Getúlio Vargas, 14º presidente brasileiro, estudou Direito em Porto Alegre.
4. A vírgula isola expressões de natureza explicativa (ou seja, isto é, por exemplo, ou melhor).
• Ela não se dedicou aos estudos, isto é, não se dedicou o suficiente.
• Pedi silêncio a todos, ou seja, não só àqueles dois alunos.
5. Em cabeçalhos de correspondências e periódicos, a vírgula separa o local da data.
• Rio de Janeiro, 25 de março de 2020.
• Nova Iorque, 11 de setembro de 2001.
6. A vírgula isola o adjunto adverbial, facultativamente, caso se deseje realçá-lo, quando ele
aparece na ordem direta.
SUJEITO  VERBO  COMPLEMENTOS  ADJUNTOS ADVERBIAIS
• Ela disse a verdade, em todos os momentos.
• Enfrentei a todos, apesar da dificuldade.
• Requeri ajuda, ontem.
• Não havia ninguém, nas ruas.
• Irei ao baile, certamente.
• Brigaram comigo, por bobagem.
6. Entretanto, caso o adjunto adverbial seja deslocado, a vírgula será obrigatória para isolá-lo (se
for extenso) ou facultativa (se for curto).
ADJUNTOS ADVERBIAIS  SUJEITO  VERBO  COMPLEMENTOS
• Em todos os momentos, ela disse a verdade.
• Apesar da dificuldade, enfrentei a todos.
• Ontem requeri ajuda.
6. Entretanto, caso o adjunto adverbial seja deslocado, a vírgula será obrigatória para isolá-lo (se
for extenso) ou facultativa (se for curto).
SUJEITO  VERBO  COMPLEMENTOS  ADJUNTOS ADVERBIAIS
• Nas ruas não havia ninguém.
• Certamente irei ao baile.
• Por bobagem brigaram comigo.

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PORTUGUÊS | FRANCIS MADEIRA

SUJEITO  AADV  VERBO  COMPLEMENTOS
• Aquele senhor, apesar de velho, é muito ativo.
• Nossas vidas, no presente, estão em risco.
• O mundo, em alguns meses, estará diferente.
SUJEITO  VERBO  AADV  COMPLEMENTOS
• Indiquei-lhe, de maneira cautelosa, um psiquiatra.
• Indiquei-lhe, ontem, um psiquiatra. (PADRÃO)
• Indiquei-lhe ontem um psiquiatra. (PADRÃO)
• Indiquei-lhe ontem, um psiquiatra. (DESVIO)
• Indiquei-lhe, ontem um psiquiatra. (DESVIO)
7. O predicativo do sujeito, quando o verbo não é de ligação, pode ser isolado na ordem direta,
mas deve obrigatoriamente isolar-se em ordem inversa.
SUJEITO  VERBO  COMPLEMENTO  PREDICATIVO DO SUJEITO
• Maria chegou ao cinema, assustada.
• Entrei em sala, ofegante.
• Cumprimentei meus colegas, eufórico.
SUJEITO  VERBO  PREDICATIVO DO SUJEITO  COMPLEMENTO
• A professora chegou, assustada, ao cinema.
• Entrei, ofegante, em sala.
• Cumprimentei, eufórico, meus colegas.
SUJEITO,  PREDICATIVO DO SUJEITO,  VERBO  COMPLEMENTO
• A professora, assustada, chegou ao cinema.
• A professora assustada chegou ao cinema.
(CORRETO, mas muda o sentido → passa a ser ADJUNTO ADNOMINAL)
PREDICATIVO DO SUJEITO,  SUJEITO  VERBO  COMPLEMENTO
• Assustada, a professora chegou ao cinema.
• Ofegante, entrei em sala.
• Eufórico, cumprimentei meus colegas.

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NÃO USO DA VÍRGULA (NO INTERIOR DA ORAÇÃO)

1. A vírgula NÃO pode separar o sujeito do predicado.


• Os alunos e os professores, estavam atônitos. (DESVIO)
• Os alunos e os professores estavam atônitos. (PADRÃO)
• Existem, muitos problemas a resolver. (DESVIO)
• Existem muitos problemas a resolver. (PADRÃO)
• Foi encontrado, um livro na gaveta. (DESVIO)
• Foi encontrado um livro na gaveta. (PADRÃO)
1. A vírgula NÃO pode separar o sujeito do predicado. Se houver intercalação de algum termo,
as vírgulas devem isolar este termo.
• Existem, em nossas vidas muitos problemas a resolver. (DESVIO)
• Existem, em nossas vidas, muitos problemas a resolver. (PADRÃO)
• Foi encontrado na semana passada, um livro na gaveta. (DESVIO)
• Foi encontrado, na semana passada, um livro na gaveta. (PADRÃO)
2. A vírgula NÃO pode separar o verbo de seu complemento (direto ou indireto).
• Entreguei o livro, aos clientes. (DESVIO)
• Entreguei o livro aos clientes. (PADRÃO)
• Ela demitiu, o funcionário e o amigo. (DESVIO)
• Ela demitiu o funcionário e o amigo. (PADRÃO)
2. A vírgula NÃO pode separar o verbo de seu complemento (direto ou indireto). Se houver
intercalação de algum termo, as vírgulas devem isolar este termo.
• Entreguei o livro, apesar das dificuldades, aos clientes. (PADRÃO)
• Ela demitiu, na semana passada, o funcionário e o amigo. (PADRÃO)
2. Se aparecer o pleonástico, o objeto direto e o indireto podem ser realçados, isolados pelas
vírgulas, o que será obrigatório na ordem inversa.
• A mim, ela nunca me cumprimentou. (OD; OD pleonástico)
• Aqueles rapazes, eu não os conheço. (OD; OD pleonástico)
• A mim, ela nunca me disse nada. (OI; OI pleonástico)
• Àqueles funcionários, eu não lhes obedeço jamais. (OI; OI pleonástico)
• Eles me disseram verdades a mim.
• A mim, eles me disseram verdades.

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PORTUGUÊS | FRANCIS MADEIRA

3. A vírgula NÃO pode separar o verbo de ligação do predicativo.


• O problema real era, o desemprego. (DESVIO)
• O problema real era o desemprego. (PADRÃO)
• Ela estava, preocupada com os amigos. (DESVIO)
• Ela estava preocupada com os amigos. (PADRÃO)
4. A vírgula NÃO pode separar o nome do complemento nominal.
• Ela tinha medo, de todos os amigos. (DESVIO)
• Ela tinha medo de todos os amigos. (PADRÃO)
• Estava preocupado, com o término da prova. (DESVIO)
• Estava preocupado com o término da prova. (PADRÃO)
5. A vírgula NÃO pode separar a locução verbal do agente da passiva.
• O trabalho foi realizado, por todos. (DESVIO)
• O trabalho foi realizado por todos. (PADRÃO)
• Esses livros serão revisados, por mim. (DESVIO)
• Esses livros serão revisados por mim. (PADRÃO)

USO DA VÍRGULA (ENTRE ORAÇÕES)

1. A vírgula separa orações coordenadas assindéticas entre si, ou seja, orações que se
justapõem, que se acumulam de maneira sucessiva.
• Ela saiu, comprou alguns mantimentos, voltou para casa, fez o jantar.
2. Se as orações coordenadas são ligadas por conjunção aditiva (e, nem, não só... mas também),
é possível dispensar a vírgula, mas apenas quando os sujeitos das duas orações são idênticos.
• Ela voltou para casa, e fez o jantar. (PADRÃO)
• Ela voltou para casa e fez o jantar. (PADRÃO)
• Ela voltou para casa, e o marido fez o jantar. (PADRÃO)
• Ela voltou para casa e o marido fez o jantar. (DESVIO)
2. Se as orações coordenadas forem ligadas por polissíndeto, a vírgula será obrigatória
separando-as.
• Ela ria, e chorava, e gritava, e pulava.
3. Se as orações coordenadas forem ligadas por conjunções alternativas (ou, ou... ou, ora.. ora,
quer... quer, seja... seja), valerá a mesma regra das aditivas.
• Os alunos ou farão o trabalho ou ficarão sem nota.
• Os alunos ou farão o trabalho, ou ficarão sem nota.
• Ou os alunos farão o trabalho, ou os deixarei sem nota.

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4. Se as orações coordenadas forem ligadas por conjunções explicativas (pois, que), a vírgula
deverá separar as orações.
• Ela não veio à aula, pois sua bolsa não está aqui.
• Entre logo, que o professor está chamando.
5. Se as orações coordenadas forem ligadas por conjunções adversativas (mas, porém, contudo,
todavia, entretanto, no entanto), a vírgula deverá separar as orações.
• Ela faltou à aula, mas estudou a matéria depois.
• Estudei, porém não entendi o conteúdo.
• A lei foi aprovada no Legislativo, entretanto ainda não foi sancionada.
5. Se as orações coordenadas forem ligadas por conjunções adversativas (mas, porém, contudo,
todavia, entretanto, no entanto), a vírgula deverá separar as orações. ATENÇÃO: a vírgula não
deve suceder a conjunção.
• Ela faltou à aula, mas, estudou a matéria depois. (DESVIO)
• Estudei, porém, não entendi o conteúdo. (DESVIO)
• A lei foi aprovada no Legislativo, entretanto, ainda não foi sancionada. (DESVIO)
5. Se as orações coordenadas forem ligadas por conjunções adversativas (mas, porém, contudo,
todavia, entretanto, no entanto), a vírgula deverá separar as orações. ATENÇÃO: a vírgula não
deve suceder a conjunção, apenas se houver termo intercalado.
• Ela faltou à aula, mas, depois de tudo, estudou a matéria. (PADRÃO)
• Estudei, porém, apesar de meus esforços, não entendi o conteúdo. (PADRÃO)
• A lei foi aprovada no Legislativo, entretanto, como sabemos, ainda não foi sancionada.
(PADRÃO)
6. Se as orações coordenadas forem ligadas por conjunções conclusivas (logo, portanto, por
conseguinte), a vírgula deverá separar as orações.
• Ela faltou à aula, logo deverá estudar a matéria depois.
• Estudei muito, portanto serei recompensado.
• A lei foi aprovada no Legislativo, por conseguinte será encaminhada à sanção presidencial.
6. Se as orações coordenadas forem ligadas por conjunções conclusivas (logo, portanto, por
conseguinte), a vírgula deverá separar as orações. ATENÇÃO: a vírgula não deve suceder a
conjunção.
• Ela faltou à aula, logo, deverá estudar a matéria depois. (DESVIO)
• Estudei muito, portanto, serei recompensado. (DESVIO)
• A lei foi aprovada no Legislativo, por conseguinte, será encaminhada à sanção presidencial.
(DESVIO)

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PORTUGUÊS | FRANCIS MADEIRA

6. Se as orações coordenadas forem ligadas por conjunções conclusivas (logo, portanto, por
conseguinte), a vírgula deverá separar as orações. ATENÇÃO: a vírgula não deve suceder a
conjunção , apenas se houver termo intercalado.
• Ela faltou à aula, logo, ainda hoje, deverá estudar a matéria. (PADRÃO)
• Estudei muito, portanto, depois de tudo, serei recompensado. (DESVIO)
• A lei foi aprovada no Legislativo, por conseguinte, como sabemos, será encaminhada à
sanção presidencial. (DESVIO)
7. A vírgula isola as orações adjetivas explicativas, mas não as restritivas.
• Os alunos da Casa que estudaram Português terão bom desempenho no concurso.
(restritivas → reduzem o universo de referência)
• Os alunos da Casa, que estudaram Português, terão bom desempenho no concurso.
(explicativas → não reduzem o universo de referência)
• Os alunos da Casa que estudaram Português, terão bom desempenho no concurso.
(DESVIO)
• As mulheres que lutam por igualdade merecem nosso reconhecimento. (restritivas →
reduzem o universo de referência)
• As mulheres, que lutam por igualdade, merecem nosso reconhecimento. (explicativas →
não reduzem o universo de referência)
• As mulheres que lutam por igualdade, merecem nosso reconhecimento. (DESVIO)
• O mundo, que enfrenta a pandemia da Covid-19, está paralisado. (explicativa)
• Este é o diretor a cujos filmes fiz referência. (restritiva)
8. A vírgula isola orações adverbiais quando antepostas ou intercaladas na principal. Se
pospostas, a vírgula é facultativa.

A) CAUSAIS
• Uma vez que choveu, não fui à aula.
• Recusei a oferta porque me pareceu injusta.
• Recusei a oferta, porque me pareceu injusta.
• Os alunos, como estudaram, obtiveram êxito no exame.

B) COMPARATIVAS
• Como um herói, ele arriscou a própria vida.
• Ela estudava mais do que todos nós.
• Ela estudava, mais do que todos nós.
• As crianças, mais do que nos parece, são muito vulneráveis.

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C) CONCESSIVAS
• Embora estivesse cansada, ela não dormiu.
• Irei ao cinema mesmo que chova.
• Irei ao cinema, mesmo que chova.
• Aquela mulher, por mais que me fizesse sofrer, merece minha admiração.

D) CONDICIONAIS
• Se me ajudares, conseguirei.
• Irei ao cinema desde que não chova.
• Irei ao cinema, desde que não chova.
• Nosso investimento, caso se pague, não terá sido em vão.

E) CONFORMATIVAS
• Conforme te disse, não comparecerei ao evento.
• Os casos se agravaram segundo me disseram.
• Os casos se agravaram, segundo me disseram.
• A História, como o sabemos, é implacável.

F) CONSECUTIVAS
• Esforçou-se tanto que foi reconhecido.
• Esforçou-se tanto, que foi reconhecido.
• Ela foi tão cruel, que me disse palavras indizíveis.

G) FINAIS
• Para que nos concentremos, é preciso esforço.
• Estude a fim de que seja aprovado.
• Estude, a fim de que seja aprovado.
• Todos, para alcançarem o sucesso, devem estudar.

H) PROPORCIONAIS
• À medida que me esforçava, compreendia a matéria.
• Ela desesperava-se ao passo que o filme avançava.
• Ela desesperava-se, ao passo que o filme avançava.
• Todos vocês, quanto mais estudarem, mais serão recompensados.

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PORTUGUÊS | FRANCIS MADEIRA

I) TEMPORAIS
• Depois que nos despedimos, ela desapareceu.
• Saí de casa antes que o filme terminasse.
• Saí de casa, antes que o filme terminasse.
• Os alunos, quando terminarem a prova, terão uma surpresa.
9. A vírgula não separa orações substantivas das principais.
• É preciso que nos esforcemos.
• Ela disse que virá à aula.
• Não sei se poderei ir.
• Ela duvidava de que fôssemos irmãos.
• Ela tem medo de que os pais sofram.
• O problema é que nos preocupamos demais.
9. A vírgula não separa orações substantivas das principais. Porém, a oração apositiva deve ser
separada (por vírgula, travessão ou dois- pontos).
• Desejo-te uma coisa: que te tornes médico.
• Desejo-te uma coisa – que te tornes médico.
• Desejo-te uma coisa, que te tornes médico.
10. As orações intercaladas (ou interferentes) podem ser isoladas por vírgulas, embora o mais
comum seja o uso do travessão em nossa tradição literária, ou por parênteses.
• O problema, disse o ministro, é falta de leitos.
• O que você deseja?, perguntou-me o atendente.
• O problema – disse o ministro – é falta de leitos.
• O que você deseja? – perguntou-me o atendente.
11. As orações reduzidas (de infinitivo, de gerúndio ou de particípio) devem ser pontuadas da
mesma forma que as desenvolvidas.
• Chegando cedo, iremos ao cinema.
• Se chegarmos cedo, iremos ao cinema.
• Terminada a prova, saí para comemorar.
• Depois que terminei a prova, saí para comemorar.
• A persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado.
• Caso persistam os sintomas, um médico deverá ser consultado.
• As crianças, por serem vulneráveis, merecem cuidado.
• As crianças, uma vez que são vulneráveis, merecem cuidado.

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• Ela revelou a todos ser uma grande artista.


• Ela revelou a todos que era uma grande artista.
• É preciso estar atento e forte.
• É preciso que se esteja atento e forte.

USO DA VÍRGULA (MARCANDO SUPRESSÃO)

12. A vírgula é usada para marcar apagamento de partes da oração, principalmente quando
contêm verbo.
• Eu comprei um livro; meu irmão, um disco. (comprou)
• Ela fez os exercícios hoje de manhã; eu, ontem. (fiz os exercícios)

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PORTUGUÊS

PONTUAÇÃO II

UNIDADE II – ESTUDO DO PONTO E VÍRGULA

O ponto e vírgula é sinal que serve à separação de segmentos e orações coordenadas. Não deve
jamais separar orações subordinadas de suas principais.
• Cheguei atrasado; ninguém o percebeu. (PADRÃO)
• Depois que saímos; todos notaram nossa ausência. (DESVIO)
1. Usa-se o ponto e vírgula para separar orações coordenadas assindéticas, como alternativa ao
uso da vírgula.
• Chegou cedo; cumprimentou os colegas; sentou-se em seu lugar.
• O diretor fez uma declaração; o gerente a contradisse.
2. Usa-se o ponto e vírgula para separar orações coordenadas sindéticas das assindéticas, como
alternativa ao uso da vírgula.

A) ADITIVAS
• Fiz o comunicado aos funcionários; e ganhei o respeito de todos.
• Eu fiz o comunicado aos funcionários; e todos me ouviram.

B) ALTERNATIVAS
• Teremos de reduzir a produção; ou ficaremos com excesso de estoque.

C) EXPLICATIVAS
• É preciso ter cuidado; pois todos estão em risco.

D) ADVERSATIVAS
(mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto)
• Estes riscos existem, mas não são tão grandes.
• Estes riscos existem; mas não são tão grandes.
• Estes riscos existem; mas, ao contrário do que dizem, não são tão grandes.

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• Estudei, porém a prova estava difícil. (PADRÃO)


• Estudei, porém, a prova estava difícil. (DESVIO)
• Estudei; porém, a prova estava difícil. (PADRÃO)
• Estudei; porém a prova estava difícil. (PADRÃO)
• Estudei. Porém, a prova estava difícil. (PADRÃO)
• Estudei. Porém a prova estava difícil. (PADRÃO)
• Estudei, a prova, porém, estava difícil. (DESVIO)
• Estudei; a prova, porém, estava difícil. (PADRÃO)
• Estudei. A prova, porém, estava difícil. (PADRÃO)
• Estudei; a prova estava difícil, porém. (PADRÃO)
• Estudei. A prova estava difícil, porém. (PADRÃO)

E) CONCLUSIVAS
(portanto, por conseguinte, logo)
• Estudei, portanto estou tranquilo.
• Estudei, portanto, estou tranquilo. (DESVIO)
• Estudei; portanto estou tranquilo.
• Estudei; portanto, estou tranquilo.
• Estudei; portanto, como vês, estou tranquilo.
• Estudei. Portanto estou tranquilo.
• Estudei. Portanto, estou tranquilo.
• Estudei. Portanto, como vês, estou tranquilo.
• Estudei, estou, portanto, tranquilo. (DESVIO)
• Estudei; estou, portanto, tranquilo. (PADRÃO)
• Estudei. Estou, portanto, tranquilo. (PADRÃO)
• Estudei; estou tranquilo, portanto. (PADRÃO)
• Estudei. Estou tranquilo, portanto. (PADRÃO)
3. Usa-se o ponto e vírgula ou o ponto para separar orações coordenadas quando existe pausa
próxima à que separa as duas orações.
• Ela trouxe os livros; eu, as revistas.
• Ela trouxe os livros. Eu, as revistas.
4. Usa-se o ponto e vírgula para separar todas as partes de uma enumeração quando uma delas
for extensa ou tiver vírgula interna.
• Cumprimentei toda a família dela: o pai, a mãe, o irmão, o avô e os tios.
• Cumprimentei toda a família dela: o pai; a mãe, de quem eu não gostava; o irmão; o avô; e
os tios.

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PORTUGUÊS | FRANCIS MADEIRA

5. Usa-se o ponto e vírgula para separar elementos de enumerações em leis, textos normativos,
regimentos e afins.
Art. 5º (...)
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I – pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público,
independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o
menor tiver dezesseis anos completos;
II – pelo casamento;
III – pelo exercício de emprego público efetivo;
IV – pela colação de grau em curso de ensino superior;
V – pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde
que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

UNIDADE III – ESTUDO DOS DOIS-PONTOS

Os dois-pontos sinalizam esclarecimentos após sua ocorrência. Servem para indicar que algum
elemento ou ideia anterior não restou plenamente clara ou completa.
• Encontrei os livros: estavam dentro da gaveta.
• Cumprimentei todos os presentes: meu pai, meu irmão, minha irmã e meus primos.
1. Os dois-pontos introduzem apostos de natureza enumerativa e distributiva.
• Encontrei os livros: um de Machado de Assis, dois de Graciliano Ramos e cinco de Eça de
Queirós.
• Meu pai e minha mãe chegaram atrasados: ele, porque ficou preso no trânsito; ela, porque
teve um imprevisto.
2. Os dois-pontos introduzem a oração subordinada substantiva apositiva.
• Desejo-te uma coisa: que te tornes um bom homem.
• Disse a eles a verdade: não estávamos oficialmente casados.
3. Os dois-pontos introduzem a fala de personagens em discurso direto.
Entrou na sala e disse ao pai:
– Por favor, saia agora!
4. Os dois-pontos anunciam orações assindéticas que objetivam esclarecer, informar causas,
conclusões, consequências ou sínteses do que se disse na oração anterior.
• Estava chovendo: ninguém viria à sua festa.
• Chegou cedo à escola: o portão ainda estava fechado.
• A cidade estava em luto: o prefeito falecera na noite anterior.

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UNIDADE IV – ESTUDO DOS TRAVESSÕES E DOS PARÊNTESES

1. TRAVESSÕES
Os travessões intercalam as falas das personagens no discurso direto.
Fui até a sala e perguntei ao pai:
– Onde está meu casaco?
– Não faço a mínima ideia, ele respondeu.
Os travessões intercalam as explicações do narrador no discurso direto.
Fui até a sala. Todos estavam em silêncio.
Onde está meu casaco? – perguntei – Não o acho em lugar algum.
Não faço a mínima ideia – respondeu meu pai –
Pergunte a seu irmão!
Os travessões isolam explicações, como apostos, orações apositivas e orações adjetivas
explicativas.
• Nosso objetivo – a saúde de todos – será alcançado.
• Revelei-lhes meu plano – desmascarar o impostor.
• O amor – que nos é inerente – é caridoso e altruísta.
• Meu pai e minha mãe chegaram atrasados – ele, porque ficou preso no trânsito; ela, porque
teve um imprevisto.
Os travessões destacam elementos coordenados, ao separá-los do resto do segmento oracional.
• Comprei um carro, uma casa – e um iate.
• Pedro, Paulo – e o pai deles – estavam na festa.
Os travessões isolam orações intercaladas ou interferentes.
• Era um impostor – como poderíamos saber? – e teve o que mereceu.
• Todos admiravam o bebê – que olhos bonitos tinha! –, enquanto a mãe o ninava.

2. PARÊNTESES
Os parênteses informam ideias incidentais no texto: tudo que é secundário, mas que o escritor
deseja compartilhar com o leitor (como notas explicativas e comentários).
• Era um impostor (como poderíamos saber?) e teve o que mereceu.
• Todos admiravam o bebê (que olhos bonitos tinha!), enquanto a mãe o ninava.
Os parênteses informam ideias incidentais no texto: tudo que é secundário, mas que o escritor
deseja compartilhar com o leitor (como notas explicativas e comentários).
• O OMS (Organização Mundial da Saúde) repudiou as declarações.
• A Organização das Nações Unidas (ONU) fará amanhã uma reunião extraordinária para
debater o tema.

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PORTUGUÊS | FRANCIS MADEIRA

Os parênteses informam ideias incidentais no texto: tudo que é secundário, mas que o escritor
deseja compartilhar com o leitor (como notas explicativas e comentários).
• A vida (bem jurídico último) deve ser preservada.
• O verão (estação do amor) inicia-se nesta semana.

3. PARÊNTESES RETOS (COLCHETES)


De uso mais restrito, os colchetes servem para sinalizar inserções dentro de parênteses.
• Existem substantivos concretos (os que têm existência em si mesmos [homem, fada,
cachorro, etc.]) e substantivos abstratos (aqueles que só existem quando se manifestam em
outro ser [beleza, nudez, esperança, vontade, etc.]).
Os colchetes também servem para inserir informações em um texto citado.
• “... a primeira [consideração] é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um
defunto autor, para quem a campa [ou seja, a morte] foi outro berço...” [M.A.]

UNIDADE V – ESTUDO DAS ASPAS

As aspas, simples (‘ ’) ou duplas (“ ”), servem para destacar uma informação ante o resto da
estrutura frasal.
• O uso da expressão “tirar de letra” caracterizou o registro como informal.
1. As aspas destacam palavras e expressões que se encontram em registro distinto: neologismos,
arcaísmos, gírias, estrangeirismos.
• Trabalhadores temiam a “uberização” do setor.
• Alguns jovens se achavam “descolados” demais para adotar a medida.
• A atuação estava muito “over”.
2. As aspas reforçam o sentido irônico de uma palavra ou expressão.
• O problema do tráfico de drogas é que ele “emprega” muitas pessoas.
• Os “defensores da vida” pregavam abertamente a morte de idosos.
3. As aspas isolam a fala das personagens no discurso direto.
Fui até a sala. Todos estavam em silêncio.
“Onde está meu casaco?”, perguntei, “Não o acho em lugar algum”.
“Não faço a mínima ideia”, respondeu meu pai,
“Pergunte a seu irmão!”.
4. As aspas isolam a citação direta, ou seja, a reprodução de enunciado atribuído a outra pessoa.
• E assim nos remetemos à máxima machadiana: “Lágrimas não são argumentos”.
• “Lágrimas não são argumentos.” Com essa máxima, Machado de Assis combatia
explicitamente o apelo à emoção.

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5. As aspas dão destaque a nomes de obras.


• Tudo em “1917” parece funcionar como um longo plano-sequência.
• Ela nunca lera “Memórias Póstumas de Brás Cubas” antes: estava encantada.
6. As aspas conferem a outra pessoa a parte do discurso do qual o escritor se apropria para
criticar ou corroborar.
• Continuavam com suas festas semanais: alegavam estarem “imunes” ao vírus.
• O jurista ressaltava que a “norma fundamental” não era o texto da Constituição, mas outra
coisa.
7. Usam-se as aspas simples (‘ ’) apenas dentro das duplas (“ ”), caso haja necessidade.
• Os “defensores da vida” pregam abertamente a morte de idosos.
• Em sua coluna semanal, o jornalista fez uma crítica contundente: “os ‘defensores da vida’
pregavam abertamente a morte de idosos”.

UNIDADE VI – ESTUDO DAS RETICÊNCIAS

As reticências marcam a interrupção ou suspensão do raciocínio por diversas razões.


• Ah! O som do mar...
1. As reticências são usadas para indicar o discurso interrompido, a fala que não se chegou a
completar no diálogo.
• Gostaria de pedir...
• Pedir? Agora vens me pedir? O qu...
• Calma! Nem terminei de fal...
• E precisa?
2. As reticências são usadas para suspender o raciocínio quando este é difuso, confuso,
hesitante ou inseguro.
• Tenho... Acho que... Pensei em começar... Desculpe, estou nervoso.
3. As reticências são usadas para interromper a frase, sugerindo que o leitor complete o
raciocínio.
• Se eu tivesse o dom que ele tem...
• Você sabe que ela é...
4. As reticências são usadas para marcar ironias e outras inflexões de natureza psicológica e
emocional.
• Quem poderia pensar que ele seria esse rapaz robusto e educado...
• Sentia ardendo em si as chamas do amor...
5. As reticências marcam as citações incompletas.
“... eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor...” (M.A.)

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PORTUGUÊS | FRANCIS MADEIRA

UNIDADE VII – ESTUDO DOS PONTOS


1. PONTO
O ponto é a pausa máxima do discurso. Serve para marcar o fechamento das frases.
• Era da casa o rei.
• Encontrei os livros: estavam dentro da gaveta.
• Depois que saímos, todos nos acompanharam.
O ponto marca o fim das frases declarativas.
• Perguntei muitas coisas.
• A Terra não é plana.
• Vacinas imunizam contra doenças.
O ponto pode marcar o término das frases optativas e imperativas.
• Deus te abençoe.
• Saia daqui, por favor.
O ponto não deve separar subordinadas de principais.
• Ela ficou. Embora estivesse tarde. (DESVIO)
• Ela ficou, embora estivesse tarde. (PADRÃO)
• As ruas estão alagadas. Porque choveu muito. (DESVIO)
• As ruas estão alagadas porque choveu muito. (PADRÃO)
O ponto pode separar orações coordenadas.
• Ela ficou. Mas não por muito tempo.
• O concurso está chegando. Portanto, estude.
• Estudou muito durante a manhã. E descansou à tarde.

2. PONTO DE EXCLAMAÇÃO
O ponto de exclamação sinaliza a melodia emotiva, com inflexões diversas, como surpresa,
espanto, raiva, susto, alegria, prazer, entre outras.
• Como era bom sair de casa!
• Que triste isso!
O ponto de exclamação marca a natureza emotiva das interjeições.
• Bah! Não creio!
• Égua! Que filme bom!
• Oxe! Não fala isso, não!
• Avante!
O ponto de exclamação pode marcar as frases imperativas e as optativas.
• Que Deus te abençoe!
• Saia já daqui!

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O ponto de exclamação marca as frases exclamativas.


• Que belo livro!
• Como é bom respirar este ar!
• Muito bonito isso!

3. PONTO DE INTERROGAÇÃO
O ponto de interrogação marca as interrogativas diretas.
• Quem estava contigo?
• Você vai ao cinema comigo?
O ponto de interrogação marca as interrogativas diretas completas.
• Você vai ao cinema comigo?
• Houve crime?
• Ela disse isso?
• Será que ela está no hospital?
O ponto de interrogação marca as interrogativas diretas incompletas.
• Quem vai ao cinema comigo?
• O que houve?
• Quais livros você leu?
• Quantos livros você tem?
• Quem me acompanha ao cinema?
• O que se passou?
• Quais livros me deste?
• Quantos livros lhe vendi ontem?
• Por que me dizes isso?
• Como a trataste ontem?
• Onde ela se hospedou?
• Quando vocês se casaram?
O ponto de interrogação NÃO marca as interrogativas indiretas.
• Quero saber quem me acompanha ao cinema.
• Não sei quais livros me deste.
• Não sei por que me dizes isso.
• Diz a ele onde ela se hospedou.
• Ela revelou quando vocês se casaram.
O ponto de interrogação NÃO marca as interrogativas indiretas. Observe a diferença de sentido:
Você sabe quem matou o cachorro. → Você sabe isso.
Você sabe quem matou o cachorro? → Você sabe isso?

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QUESTÕES

1. (BB – 2014)
Considere o emprego do sinal de dois-pontos no trecho “e se ergueu logo, dizendo para sua
mulher: ‘Vamos, meu bem, que já está ficando tarde’.”
Esse sinal é empregado com a mesma função em:
a) “não é distração: é memória fraca mesmo”
b) “para me atormentar: eles se escondem”
c) “Até agora estou vencendo: quando eles se escondem, saio de casa sem chaves”
d) “me conta o sobrinho: — O que eu estudo é medicina”
e) “Não, eu não sabia: para dizer a verdade, só agora o estava identificando”

2. (BB – 2018)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a pontuação está corretamente
empregada em:
a) O conjunto de preocupações e ações efetivas, quando atendem, de forma voluntária, aos
funcionários e à comunidade em geral, pode ser definido como responsabilidade social.
b) As empresas que optam por encampar a prática da responsabilidade social, beneficiam-se
de conseguir uma melhor imagem no mercado.
c) A noção de responsabilidade social foi muito utilizada em campanhas publicitárias: por isso,
as empresas precisam relacionar-se melhor, com a sociedade.
d) A responsabilidade social explora um leque abrangente de beneficiários, envolvendo assim:
a qualidade de vida o bem-estar dos trabalhadores, a redução de impactos negativos, no
meio ambiente.
e) Alguns críticos da responsabilidade social defendem a ideia de que: o objetivo das empresas
é o lucro e a geração de empregos não a preocupação com a sociedade como um todo.

Gabarito: 1. D 2. A

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LÍNGUA
PORTUGUESA

PROF. PÂMELA DAMASCENO


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LÍNGUA PORTUGUESA

CRASE

Acento Sinal
• Tônico • nasalização ~
• Circunflexo
• Grave (`) CRASE
Sílaba forte Sílaba anasalada
Crase é a fusão de duas vogais da mesma natureza. No português atual, assinalamos com um
acento grave (`) a crase do “a”: duas vogais – fusão de uma preposição “a” com um artigo
definido feminino “a”.

REGRA GERAL:

Haverá crase sempre que (cumulativamente):


• o termo regente exigir a preposição “a”;
• o termo regido for compatível com o artigo “a”.
Exemplo:
Fui a a cidade. (preposição + artigo feminino)
Fui à cidade.

OBSERVAÇÃO
→ Para saber se o termo regente exige ou não a preposição, pode-se fazer uso do seguinte
artifício: permuta-se o termo regido por um substantivo masculino à frente do qual só pode
ocorrer o artigo “o”, que contrasta com a preposição “a”, deixando evidente (“ao”) se ela
ocorre ou não.
→P
 ara testar se o termo regido é compatível com o artigo, basta colocá-lo no início da frase,
como sujeito de um predicado formado pelo verbo “ser” + um adjetivo.

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CASOS EM QUE NUNCA OCORRE CRASE:

→ Antes de masculino:
Ex:“Caminhava a passo lento.”
→ Antes de verbo:
Ex:“Estou disposto a falar.”
→ Antes de pronomes em geral:
Ex:“Eu me referi a esta menina”.
       a ela.
→ Antes de pronomes de tratamento:
Ex:“Dirijo-me a Vossa Senhoria”.
Há três pronomes de tratamento que aceitam o artigo e, consequentemente, a crase: senhora,
senhorita e dona.

EXCEÇÃO
→ Há três pronomes de tratamento que aceitam o artigo e, consequentemente, a crase:
senhora, senhorita e dona.
→ Obviamente, haverá crase antes dos pronomes que aceitam o artigo, tais como: mesma e
própria.
→ Em expressões formadas de palavras repetidas:
Ex:“Venceu de ponta a ponta”.
→ Antes de nomes de cidades (‘locativos’):
Ex:“Cheguei a Curitiba”.
Se o nome da cidade vier determinado por algum adjunto adnominal, ocorrerá a crase.
→ “A” (sem “s” de plural) antes de nome plural:
Ex:“Falei a crianças”.
Se ocorresse artigo nesse caso, deveria aparecer no plural (as) por imposição da concordância.
A fusão de a + as apenas poderia resultar em “às”.
→ Antes de artigos indefinidos “um” e “uma”:
Ex: “Assisti a uma boa partida”.

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

CASOS EM QUE SEMPRE OCORRE CRASE:

→ Na indicação pontual do número de horas:


Ex:“Às duas horas chegamos”.
→ Com expressão “à moda de” – expressa ou inferida
Ex:“Escrevia à (moda de) Alencar”. (subentender, antes de substantivos femininos ou
masculinos, a ideia “a moda de”/ “a maneira de”)
→ Nas expressões adverbiais femininas (locuções fem.):
Ex: à noite; às vezes; à espera; às avessas; às pressas; à procura; à vista; às moscas; à força; à
fantasia, à medida que; à proporção que; à sombra, à direita; à esquerda, à frente, à máquina;
à mão, etc
Nesses casos, em que há expressões adverbiais femininas, o acento grave é usado como um
diferencial semântico. Graças a essa propriedade de distinguir o adjunto adverbial de outras
funções (suj ou objeto), marca-se com acento grave o “a” que precede expressões adv. fem.,
mesmo que, em algumas delas, não se dê a fusão do “a” (preposição) com o “a” (artigo).
O uso do acento grave em locuções adverbiais femininas que se referem a verbos – exprimindo
circunstâncias – é sempre correto, exceto quando tais expressões se iniciem por pronomes
indefinidos, ou pelos demonstrativos “esta” e “essa”’. Ex: “A essa época, o Brasil era colônia.”
→ Antes de substantivo feminino quando o verbo ou o nome admitem preposição “a” :
Ex: “Chegou à praia”.
  “Amor à vida.”

USO FACULTATIVO DA CRASE:

→ Antes de nomes de pessoa femininos (subst. próprios femininos) :


Ex:“Falei à, a Maria”.
→ Antes de pronomes possessivos femininos:
Ex:“Falei à sua classe”.
Antes de nomes de pessoas fem. ou pronomes possessivos fem. pode ou não ocorrer o artigo,
justamente por essa razão, nesses casos, o acento grave é opcional.
→ Depois da preposição “até”: Se a preposição “até” vier seguida de um nome feminino,
poderá ou não ocorrer a crase. Tal ocorrência se dá porque essa preposição pode ser empregada
sozinha – logo, não ocorrendo crase – ou em locuções com a preposição “a” – ocorrendo, nesse
contexto, crase.
Ex:“Chegou até à / a praia”.

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CASOS ESPECIAIS:

→ Antes de CASA:
Ex: “Voltei a casa cedo”.
  “Voltei à casa dos seus pais”.
A palavra “casa”, no sentido de “lar”, de “residência própria de alguém”, se não vier determinada
por um adjunto adnominal, não aceita o artigo, portanto não ocorre a crase. Por outro lado, se
vier determinada (especificada) por um adjunto adnominal, aceita o artigo e ocorre a crase.
→ Antes de TERRA:
Ex:“Os marinheiros chegaram a terra”.
“Eles chegaram à terra dos antepassados”.
A palavra “terra”, no sentido de “chão firme” (solo), tomada em oposição a mar ou ar, não aceita
o artigo se não vier determinada, e não ocorre a crase. Por outro lado, se vier determinada –
referindo-se à origem, a local de nascimento -, a palavra terra aceita o artigo, e ocorre a crase.
→ Com a palavra DISTÂNCIA:
Ex:“Gostava de fotografia a distância”.
“Sua casa fica à distância de dois metros”.
Não ocorre crase com a palavra “distância” quando não houver especificação. Entretanto, se a
palavra “distância” estiver especificada, determinada, a crase deve ocorrer.
→ Antes de pronome relativo (quem; cujo; a qual; as quais):
Ex:“Compreendo a situação a cuja gravidade você se referiu”.
“Essa é a festa à qual me referi”. (evento ao qual me referi).
Antes dos pronomes relativos quem e cujo não ocorre crase em hipótese alguma: tais pronomes
são incompatíveis com o artigo “a”. Antes dos relativos a qual ou as quais ocorrerá crase se o
masculino correspondente for ao qual, aos quais.
→ Com os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
Ex: “Falei àquele amigo”.
“Fez referência àquelas situações”.
“Aspiro a isto e àquilo”.
Sempre que o termo regente exigir a preposição a e vier seguido dos pronomes demonstrativos
aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo, haverá crase. Sugestão: substituir por “este”, “esta”,
“isto”.
→ Antes de que:
Antes de que, nunca ocorre crase da preposição a com o artigo a.
Ex: “Esta é a cena a que me referi.”

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

Pode, entretanto, ocorrer antes do que uma crase da preposição a com o pronome demonstrativo
a (equivalente a aquela). Se, com antecedente masculino equivalente, ocorrer ao que/ aos que,
há crase com o feminino.
Ex: “Houve um palpite anterior ao que você deu.”
“Houve uma sugestão anterior à que você deu.”

USO DO HÁ E DO A:
→ Nas expressões indicativas de tempo, é preciso não confundir a grafia do “a” preposição
com a do “há” verbo:
Ex: “Daqui a 35 minutos termina a partida”.
“Há (faz) pouco recebi o seu email”.
• “a” preposição indica tempo futuro (a transcorrer);
• “há” verbo – verbo haver – indica tempo passado (já transcorrido), e equivale a faz.

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QUESTÕES

1. (CESGRANRIO)
O sinal indicativo da crase deve ser aplicado em qual das sentenças abaixo?
a) Ele é um cavalheiro a moda antiga.
b) Estarei na ilha a partir de amanhã.
c) O sabiá é admirado devido a seu belo canto.
d) Daqui a uma hora se iniciará o recital.
e) O pomar fica próximo a uma horta.

2. (CESGRANRIO – 2014)
Os trechos à esquerda foram retirados do Texto I, e as expressões em destaque foram
substituídas por outras no feminino. O trecho em cuja reescritura o sinal indicativo de crase está
usado de acordo com a norma-padrão é:
a) “dei com o bichinho ali mesmo” (l.28-29) – dei com à boneca ali mesmo
b) “confidenciei a um amigo” (l. 39) – confidenciei à amiga
c) “põem o guarda-chuva na cama” (l. 44-45) – põem à colcha na cama
d) “Contou-me ainda o sobrinho do monstro” (l. 54) – Contou-me ainda à sobrinha do monstro
e) “(...) se achar o cigarro” (l. 69) – se achar à cigarrilha

3. (CESGRANRIO – 2015)
O sinal indicativo da crase é obrigatório, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa,
na palavra destacada em:
a) O atendimento a necessidades de imediatismo da so-ciedade justifica o crescimento das
formas de paga-mentos digitais.
b) Os sistemas baseados em pagamentos móveis têm chamado a atenção pela sua propagação
em todo o mundo.
c) A opção pelas moedas digitais está vinculada a possibilidade de diminuir as operações
financeiras com a utilização do papel-moeda.
d) Algumas tendências observadas no comportamento do consumidor e nas tecnologias
devem influenciar a infraestrutura dos bancos.
e) Os clientes tradicionais dos bancos já se acostumaram a utilizar suas agências para efetuar
suas ativida-des de negócio.

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

4. (CESGRANRIO – 2015)
De acordo com a norma-padrão, se fosse acrescentado ao trecho “disse o empresário” (l. 29) um
complemento informando a quem ele deu a declaração, seria empregado o acento indicativo de
crase no seguinte caso:
a) a imprensa especializada
b) a todos os presentes
c) a apenas uma parte dos convidados
d) a suas duas assessoras de imprensa
e) a duas de suas secretárias

Gabarito: 1. A 2. B 3. C 4. A

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LÍNGUA PORTUGUESA

CONCORDÂNCIA NOMINAL

CONCORDÂNCIA

→ Princípio de harmonia flexional entre os termos relacionados — concordância de gênero e de


número; entre o sujeito e o verbo (verbo concorda com o sujeito)

Concordância Nominal
Regra Geral → Todas as palavras que se referem ao substantivo devem concordar com ele em
gênero e número. Adjuntos adnominais — artigo, numeral, pronome, adjetivos — concordam
com o núcleo substantivo.

Exemplo: "As nossas duas irmãs pequenas estão aqui.”

Morfologia:
→ Adjetivo
Sintaxe:
→ Adjunto Adnominal
→ Predicativo

Termos a serem analisados:


→ Adjunto adnominal;
→ Predicativo;

Sujeito

“A equipe vitoriosa disputou o campeonato”

Predicado

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Sujeito

“A equipe disputou o campeonato vitoriosa”

verbo

Observamos:
Em ambas as frases, a palavra “vitoriosa” está:
→ associada a um nome (equipe)
→ qualificando-o

Há diferenças, entretanto:
Frase I:
A palavra “vitoriosa” qualifica o nome sem a presença de um verbo intermediário.
• A palavra trata-se de um adjunto adnominal.
Frase II:
• palavra “vitoriosa” qualifica o nome por meio de um verbo.
• A palavra trata-se de um predicativo.

DEFINIÇÕES

Adjunto Adnominal: (Ad) junto (Ad) nominal


• Quanto à relação: vem sempre associado a um nome (substantivo); nunca vem associado a
um adjetivo ou advérbio;
• Quanto à forma: não tem mediação de verbo; pode vir precedido de preposição;
• Quanto ao valor: qualifica, caracteriza ou determina o nome ao qual se associa;
• Quanto ao tipo: designa MATÉRIA, SUBSTÂNCIA e POSSUIDOR.

Predicativo:
• Quanto à relação: vem sempre associado a um nome (substantivo);
• Quanto à forma: a mediação se dá através de um verbo;
pode vir precedido de preposição;
• Quanto ao valor: qualifica, caracteriza ou determina o nome a que se associa.

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

→ Adjetivo Posposto
Adjetivo após vários substantivos: o adjetivo vai para o plural (se entre os substantivos houver
um masculino, o adjetivo assumirá a terminação masculina) ou concorda com o substantivo
mais próximo (concordância atrativa).
Exemplo:
"Agia com calma e pontualidade britânicas."
"Agia com calma e pontualidade britânica."

→ Adjetivo Anteposto
Um adjetivo antes de vários substantivos. Concorda apenas com o primeiro substantivo
(substantivo mais próximo).
Exemplo: "Escolheste má ocasião e lugar."

→ Se o adjetivo, entretanto, apresentar a função de predicativo, aparecendo posposto ao


verbo, a concordância dar-se-á com todos os núcleos.
Exemplo: "Neymar, Messi e Rubinho Barrichello chegaram atrasados."

→ Quando o adjetivo anteposto funcionar como predicativo, qualificando pessoas ou coisas


diferentes, poderá concordar com o mais próximo ou ir para o plural.
Exemplo:
“Ficaram irritados a plateia e o cantor.”
“Ficou irritada a plateia e o cantor.”

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Resumo:
Adjetivo (Adjunto Adnominal) Adjetivo (Predicativo)
posposto
posposto
Concordará com todos os núcleos (plural) ou
Concordará com todos os núcleos.
concordará com o substantivo mais próximo.
1 opção
2 opções 
Adjetivo (Adjunto Adnominal) Adjetivo (Predicativo)
anteposto anteposto
Concorda apenas com o substantivo mais Concordará com todos os núcleos (plural) ou
próximo. com o mais próximo.
1 opção 2 opções

→ Verbo "ser" + adjetivo


"É bom"
"É necessário"
"É proibido"
"É claro"
"É evidente"
"É permitido“,
etc

Exemplo: "Pizza é bom"


"A pizza é boa"
"Essa pizza é boa"
"Muita pizza é boa"
"Toda pizza é boa"
"Alguma pizza é boa"

Concordância do
predicativo do sujeito do verbo ser.

Com relação aos exemplos:


→ Se o sujeito não vem precedido de nenhum modificador, o adjetivo ficará invariável.
→ Se o sujeito vem precedido de determinante (modificador) — artigo, pronome, numeral — o
predicativo (adjetivo) concordará com o sujeito.
→ Expressão "mais possível":
A palavra "possível" concorda com gênero e com número do artigo definido empregado; o
outro adjetivo (se houver) concorda com o substantivo a que se refere.

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

Exemplo:
Comprou livros o mais longos possível.
Comprou livros os mais longos possíveis.

Palavras adjetivas x Palavras adverbiais

(normalmente variáveis) (invariáveis)

bastante; meio; caro/barato; longe

Bastante:
Quando pronome, concorda com o substantivo a que se refere.
Quando advérbio, é invariável. 
Bastantes = muitos/muitas
Bastante = muito/muita
Exemplo:
"Há bastantes razões..."
"Há ocasiões bastante oportunas"

Meio:

Meio

Numeral (palavra adjetiva)


"metade" Advérbio (invariável)
meio "um pouco"
meia ↓
meios meio
meias
Exemplos:
"Estou meio cansada."
"É meia hora."
"A porta meio aberta."
"Comeu meia maçã."

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→ Expressão “um e outro” (num e noutro) + substantivo + adjetivo:


Nesse tipo de expressão, o substantivo fica no singular e o adjetivo vai para o plural.
Ex: Numa e noutra questão complicadas ele se confundia.

Caro/Barato:
Quando adjetivos — função de adjunto adnominal ou de predicativo — variáveis
Quando advérbio, invariáveis; equivalendo a "muito" e "pouco".
Exemplo:
"Os livros caros..." (adjunto adnominal)
"Os livros estão caros" (predicativo)
"Aquelas roupas estão custando caro"

   muito

Menos/Alerta:
Menos = Pronome adjetivo - não tem feminino.     
Invariáves
Alerta = Advérbio - não faz flexão de gênero e de número

Exemplos:
No jogo de ontem, havia menos pessoas.
Os vigilantes estavam alerta.
→ As palavras "anexo", "incluso", e "quite" são adjetivos e, por esse motivo, concordam com os
substantivos (nomes) a que se referem.
Ex: Os documentos seguirão anexos à certidão de registro.
→ A locução “em anexo” é Invariável.
→ Os pronomes demonstrativos de reforço "mesmo" e "próprio” concordam com as palavras a
que se referem (seguem o termo que reforçam).
Ex: Os alunos mesmos resolveram o problema.
As alunas mesmas resolveram o questionamento.
→ “Mesmo” pode, entretanto, ser advérbio - quando significa
“realmente”/”de fato” - sendo, portanto, invariável.
Ex: As alunas resolveram mesmo o problema (de fato).

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

→ "Obrigado", palavra adjetiva, que concorda em gênero e número com o ser que agradece.

Obrigado (quando é homem quem está agradecendo);

Obrigada (quando é mulher quem está agradecendo).

→ "Só" → Adjetivo = sozinho(a)(s) → flexiona em número.


  ↘ Advérbio = somente/apenas → invariável.
Exemplo:
As mulheres queriam ficar sós na sala. (Sozinhas)
As crianças queriam ficar só na sala. (Apenas)
→ a locução “a sós” → é sempre invariável 
→ "Pseudo" / "Leso"
  ↓
 (= que fere)
Pseudo → invariável
Leso → concorda com o substantivo a que se liga
Exemplo: "Os crimes de 'lesa-pátria' são graves." 

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QUESTÕES

1. (CESGRANRIO – 2012)
A palavra mesmo está sendo empregada com o sentido igual ao que se verifica em “o Brasil foi
campeão mesmo” (l. 14), na seguinte frase:
a) O diretor preferiu ele mesmo entregar o relatório ao conselho.
b) Mesmo sabendo que a proposta não seria aceita, ele a enviou.
c) Fui atendido pelo mesmo vendedor que o atendeu anteriormente.
d) Você sabe mesmo falar cinco idiomas fluentemente?
e) Ele ficou tão feliz com a notícia que pensou mesmo em sair dançando.

2. (CESGRANRIO – 2014)
De acordo com a norma-padrão, a concordância entre os dois pares de vocábulos está adequada
em:
a) pouco distraída – meio desligadas
b) poucos distraídos – meios desligados
c) poucos distraídos – meia desligada
d) pouco distraído – meias desligadas
e) pouca distraída – meia desligadas

3. (CESGRANRIO – 2015)
A palavra destacada apresenta a concordância nominal de acordo com a norma-padrão da
Língua Portuguesa em:
a) Várias agências bancárias estão implementando a biometria, nos caixas eletrônicos,
baseados nas características físicas dos clientes.
b) O avanço dos serviços bancários e sucesso das moedas virtuais, ocorridas nos últimos anos,
oferecem aos usuários conectados experiências prazerosas.
c) O aumento do uso dos cartões fornecido por vários bancos representa um dos elementos
mais importan-tes e característicos na área financeira do século XX.
d) A construção estratégica de curto e médio prazos, compatível com os padrões de
competitividade do mercado bancário, tornou os mecanismos de preven-ção mais
eficientes.
e) As tecnologias de mobilidade e a competência dos funcionários são característicos da rede
bancária na atualidade.

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

4. (CESGRANRIO – 2015)
Após ler o texto, que é uma reportagem, um funcionário do jornal decidiu enviá-lo por e-mail a
um colega, mas, além do texto completo, ele resolveu também anexar uma imagem com a capa
do jornal. A mensagem enviada tinha, porém, uma concordância que desrespeitava a norma-
padrão. Essa concordância equivocada está exemplificada em:
a) Mando-lhe dois arquivos alusivos à matéria mencionada em epígrafe.
b) Segue os dois arquivos que mencionei sobre a carti-lha do consumidor.
c) Envio dois arquivos atachados referentes aos itens que mencionei acima.
d) Veja nos anexos os dois arquivos sobre a matéria mencionada.
e) Anexos nesta mensagem dois arquivos relacionados com a reportagem.

Gabarito: 1. D 2. A 3. D 4. B

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LÍNGUA PORTUGUESA

REGÊNCIA NOMINAL

REGÊNCIA

Relação hierárquica entre os termos dentro da estrutura frasal, em que alguns termos se põem
como principais e outros como acessórios ou integrantes daqueles.
Termos principais = regentes
Demais termos = regidos
verbo > objetos
substantivos (núcleos) > adjetivos > advérbios
Entendemos por "regência" o mecanismo de ligação (hierárquica) que existe entre:
• um verbo e seu complemento;
• um nome e seus complementos;
Função subordinativa de termos principais (regentes) sobre termos dependentes (regidos).
Em sentido amplo, regência é o mesmo que estruturação da frase – agrupamento de palavras,
as secundárias em torno das principais. Em sentido restrito, regência nominal é a seleção por
parte de adjetivos, nomes e seus derivados de nominais que os completem – processo que se
dá via conectivos. (LUFT, C. P.)
A regência nominal estuda os casos em que os nomes (substantivos, adjetivos e advérbios)
exigem outra palavra para completar-lhes o sentido. Em geral, a relação entre um nome e o seu
complemento é estabelecida por uma preposição.

Nomes de significação transitiva (provém de verbo) – nomes que denotam ou concentram uma
ação.

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Regência de alguns nomes

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

Mais regências:

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QUESTÕES

1. (CESGRANRIO – 2014)
No par de frases abaixo, os usos das preposições nas expressões destacadas estão de acordo
com a norma-padrão em:
a) O fumo é nocivo à saúde – O fumo é danoso com a saúde
b) Apaguei todas as lembranças do passado – Apaguei todas as memórias do passado
c) Ela é hábil para trabalhos manuais – Ela tem habilidade com trabalhos manuais
d) Suas ideias não estão compatíveis com os meus interesses – Suas ideias são incompatíveis
aos meus interesses
e) Tenho loucura por conhecer a Europa – Sou louco a conhecer a Europa

Gabarito: 1. B

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LÍNGUA PORTUGUESA

REGÊNCIA VERBAL

Regência Verbal: Relação entre o verbo e os seus complementos por meio do uso ou não de
preposição.
Objeto Direto
Verbo Objeto Indireto Integram o sentido do verbo
Adjunto Adverbial

Para o estudo da regência verbal, é conveniente lembrar o seguinte:


• Objeto direto → complemento verbal sem preposição.
Exemplo: O cientista descobriu um novo remédio.
VTD    OD
• Objeto indireto → complemento verbal com preposição.
Exemplo: Ninguém concordou com a sua proposta.
 VTI preposição  OI

• Os pronomes oblíquos o, a, os, as funcionam somente como objeto direto e são aceitos
como objeto por todos os verbos transitivos diretos (VTD).
Exemplo: Critiquei sua atitude. → Critiquei-a.
 VTD   OD  VTD  OD

• Na função de objeto, os pronomes oblíquos lhe, lhes são sempre objetos indiretos,
entretanto, há verbos transitivos indiretos que não admitem lhe e lhes como objeto.

Exemplo: O filme agradou aos críticos. → O filme agradou-lhes.


 VTI   OI  VTI   OI
Todos precisam de ajuda. → (não admite lhe)
VTI OI
Os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, bem como os pronomes oblíquos tônicos
(com preposição) a mim, a ti, a ele (a ela), a nós, a vós, a eles (a elas) podem desempenhar as
funções de objetos diretos ou indiretos.
Exemplo: Seu Madruga me deve.
   OI VTI

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RELEMBRANDO:
Preposições essenciais : a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante,
por, sem, sob, sobre, trás.
Preposições comumente empregadas : de, com, por, em, a, para

VTD: Exige um complemento não precedido de preposição.


Ex: Ninguém buscou ajuda.
  VTD   OD
VTI: Exige um complemento obrigatoriamente precedido de preposição.
Ex: “Eu gosto de você, fazer o que?”.
  VTI  OI
VTDI: Exige, simultaneamente, um objeto direto e um objeto indireto.
Ex: Entreguei o recado ao secretário.
  OD  OI

OBJETO DIRETO:

• Vem sempre associado a um verbo transitivo;


• liga-se ao verbo sem preposição;
• indica o paciente afetado pela ação ou o resultado dela;
• pergunta-se “o que?” para o descobrir.

OBJETO INDIRETO:

• Vem sempre associado a um verbo transitivo;


• liga-se ao verbo obrigatoriamente com a presença de preposição;
• indica o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação do verbo;
• Pergunta-se “para quem?”; “em quem?”; etc.

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

a) Aspirar:

sorver; inalar; respirar; inspirar é VTD (não exige preposição).


Aspirar  
desejar; almejar; pretender é VTI — exige, portanto, um objeto indireto,

introduzido pela preposição “a” — não aceita os pronomes indiretos “lhe”
e “lhes” como complemento, somente as formas tônicas “a ele”, “a ela”, “a
eles”, “a elas”.

Exemplo:
Aspiramos um ar poluído.
Aspiramos a um cargo público.
Esta faculdade, não aspiro a ela.
“Esta faculdade, não lhe aspiro.”

b) Assistir:
 ver (VTI)
Assistir   prestar assistência (VTD, geralmente)
 pertencer, competir (VTI)
 morar, residir (VI)

Assistir:
No sentido de “ver”, “presenciar como espectador” é VTI com a preposição a. Não aceita,
entretanto, o indireto lhe, apenas as formas a ele, a ela, a eles, a elas.
Exemplo: Assistimos ao jogo.
Assisti à peça.

“O jogo foi assistido.”


  ↑
Seu uso na voz passiva deve ser evitado!

Assistir:
→ No sentido de “socorrer”, “prestar assistência”, constrói-se sem preposição, recebendo,
portanto, um objeto direto. Há gramáticos que apontam, entretanto, a possibilidade do uso de
objeto indireto, admitindo o uso de lhe e lhes.
Exemplo: O médico assistiu o doente.
O médico assistiu-lhe.

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Assistir:
→ No sentido de “pertencer”, “competir”, é VTI com a preposição a, admitindo o pronome lhe
(objeto indireto dativo).
Exemplo: Este direito não assiste ao cliente.
→ No sentido de “residir”, “habitar”, é VI, mas exige adjunto adverbial (locativo), introduzido
pela preposição em.
Exemplo: Elis Regina assistiu nessa (em + essa) cidade.

c) Chamar:
 dar nome, apelidar (transobjetivo – exige um objeto – OD ou OI + predicativo
do objeto)
Chamar 
convocar (VTD)

Chamar:
→ No sentido de “dar nome”, “apelidar”, “qualificar”, ou “censurar” é “transobjetivo” — exige
um objeto e um predicativo para o objeto.
  OD (sem preposição) + predicativo do objeto*

OI(com a preposição a) + predicativo do objeto*


*(precedido ou não da preposição de)

Exemplo:
“Chamaram Fulano de herói.”
“Chamaram fulano herói.”
“Chamaram a fulano de herói.”
“Chamaram a fulano herói.”

Chamar:
→ No sentido de “convocar” é VTD.
Exemplo: O professor chamou os alunos para a aula.

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

d) Custar:
ter preço (VTD ou VI)
Custar   ser custoso, ser difícil (VTI)
acarretar, exigir (VTDI)

Custar:
→ No sentido de “ter preço”, é empregado como VTD ou VI.
Exemplo: A camisa custou 100 reais.
O livro custou caro.
VI predicativo

Custar:
→ No sentido de “ser custoso”, “ser difícil”, é VTI — com preposição a. É unipessoal, isto é, só
aceita sujeito de 3ª pessoa “coisa”. A pessoa, na frase, será OI (destinatário do custo).
“a coisa custosa”

Exemplo: “Custei-me a lembrar...”


OI
“Eu custei a lembrar...”

Exemplo: “Custou-nos a perceber..”


 OI
“Nós custamos a perceber..”
Logo: “Algo custa a alguém.”
“Custou ao povo acostumar-se com o horário de verão.”
OI Oração → sujeito

Custar:
→ No sentido de “acarretar”, “exigir” é VTDI.
Exemplo: A tarefa custou muito dinheiro aos cofres públicos.
acarretar  OD  OI

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e) Esquecer:
quando não são pronominais (VTD)
Esquecer 
quando usados como verbos pronominais (VTI)

Esquecer:
→ São VTD quando não são pronominais, isto é, quando não estão acompanhados de pronome
oblíquo (me, te, se, nos, vos).
Exemplo: Eu lembrei seu aniversário.
  VTD
Esses são fatos que ela já esqueceu.
  OD   VTD

Esquecer:
→ São VTI (exigem preposição “de”) quando usados como verbos pronominais, isto é,
acompanhados de pronome oblíquo.
Exemplo: Eu me lembrei de seu aniversário.
pronome oblíquo OI

 VTI
Esses são fatos de que ela já se esqueceu.
   OI pronome oblíquo

Esquecer:
3ª Regência: a “coisa esquecida” é que figura como sujeito (caso em que o verbo é unipessoal) e
o “ser que esquece” figura como OI — “esquecer” = “cair no esquecimento”, “fugir à memória”.
Exemplo: “Esqueceu-me a frase que disseste.”
  OI sujeito

f) Fazer:
→ “Fazer com que” — causar, gerar efeito;
→ “Fazer que” — sinalizar, fazer sinal que.
Ex: “Fulano fez que iria sair”

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

g) Implicar:
hostilizar, ser antipático (VTI)
Implicar 
resultar (VTD)

Implicar:
→ No sentido de “hostilizar”, “ser antipático”, é VTI (OI introduzido pela preposição com).
Exemplo: O irmão sempre implicava com ela.

Implicar:
→ No sentido de “resultar”, é VTD.
Exemplo: “Essa nota implica aprovação.” “Implica em aprovação.” “acarretar” — VTD
 Informar/avisar/certificar/cientificar/notificar/prevenir: “resultar” — “em”

h) Informar/Avisar/Certificar/Cientificar/Notificar/Prevenir
(VTDI)
Informar
avisar
certificar
(VTDI)
cientificar
notificar
prevenir:

Informar/Avisar/Certificar/Cientificar/Notificar/Prevenir
→ É VTDI com duas construções possíveis:
1. A pessoa é OD, a “coisa informada” será OI (com a preposição de ou sobre).
Exemplo: Informou os alunos de que as coisas vão bem.
  OD  OI
2. A “coisa informada” é OD, e a pessoa que recebe a informação é OI (com a preposição a).
Exemplo: Informei-lhe o acidente ocorrido.
 OI   OD
“Informei-lhe de que ele chegaria.”
OI   OI

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i) Lembrar:
quando não são pronominais (VTD)
Lembrar  quando são pronominais (VTI)
vir à lembrança (VTD, geralmente)

Lembrar:
→ A mesma construção que vale para o verbo “esquecer” aplica-se ao verbo “lembrar”.
Exemplo: Eu lembrei os dias passados.
Eu me lembrei dos dias passados.

Lembrar:
→ Quanto tem teor informativo, emprega-se como “informar” .
Exemplo: Lembrei os alunos de que deveriam trazer o material.
   OD    OI
Lembrei aos alunos de que deveriam trazer o material.
   OI    OD

Lembrar:
→ Sentido de “vir à lembrança”, é empregado como VTD; podendo, ainda, receber OI.
Exemplo: O jovem lembrava os dias passados .

J) Obedecer/Desobedecer:
Obedecer/Desobedecer → sempre VTI (exigem OI com preposição a)
→ Sempre VTI (exigem OI com a preposição a).

Exemplo: Você obedeceu ao regulamento.


Os alunos desobedecerão às suas ordens.
→ Embora sejam verbos transitivos indiretos, admitem a transposição para a voz passiva
analítica.
Exemplo: Todos obedecem ao regulamento. — (voz ativa)
O regulamento foi obedecido por todos. — (voz passiva)

*Particularidades dos verbos “obedecer”,“desobedecer”, “perdoar”


e “pagar”.

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

k) Pagar/ Perdoar:
quando o objeto refere-se à pessoa (VTI)
Pagar/ Perdoar  quando o objeto é “coisa” (VTD)
as duas construções podem fundir-se (VTDI)

Pagar / Perdoar:
→ Quando o objeto refere-se à pessoa — VTI (exigem a preposição a)
Exemplo: Já pagamos ao livreiro.
→ Quando o objeto é “coisa” — VTD
Exemplo: Nós pagamos o material. Jamais perdoaria seu erro.
 OD   OD

Pagar/ Perdoar:
→ As duas construções podem fundir-se, assim, o verbo fica VTDI.
Exemplo: Já pagamos o material ao livreiro.
 OD   OI
→ Assim como o “obedecer”, o OI pode virar sujeito paciente.
Exemplo: Paguei ao homem. O homem foi pago. (voz passiva)

l) Preferir:
Preferir → (VTDI) – exige dois objetos – OD e OI (iniciado pela preposição a).

Preferir:
→ Exige dois objetos: um direto e um indireto (iniciado pela preposição a). Esse verbo é,
portanto, VTDI.
Obs: Não se deve usar com tal verbo adjuntos adverbiais de intensidade.
Exemplo: Ela sempre preferiu chocolate preto a chocolate branco.
  OD  OI
“Preferiu descansar do que trabalhar.”
“Preferiu mais água do que refrigerante.”
→ O adjetivo “preferível” tem regência análoga.

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m) Proceder:
ter fundamento, justificar-se (VI)
Proceder  dar início, dar sequência (VTI)
originar-se, provir (VI + preposição de no adjunto adverbial)

Proceder:
→ No sentido de “ter fundamento”, “justificar-se” é VI (verbo intransitivo).
Exemplo: As críticas não procedem.
→ No sentido de “dar início”, “dar sequência”, é VTI (exige OI com preposição a).
Exemplo: “O juiz procedeu ao julgamento do rapaz.”
“O professor procedeu à leitura.”

Proceder:
→ No sentido de “ser proveniente”, “originar-se”, “provir” é intransitivo, exigindo, entretanto,
a preposição de que inicia o adjunto adverbial de lugar.

Exemplo: Nós procedemos do interior.


VI adjunto adverbial
A caravana procede do sertão.
 VI adjunto adverbial

n) Querer:
desejar (VTD)
Querer 
estimar, “querer bem” (VTI)

Querer:
No sentido de “desejar”, é VTD.
Exemplo: Todos queriam o documento.
 VTD    OD
Todos queriam a vaga.
  VTD  OD

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

Querer:
→ No sentido de “estimar”, “querer bem”, “ter afeto”, é VTI (exige um OI com a preposição a.)
Exemplo: O pai queria aos filhos.
VTI  OI
Quero-lhe tanto.
VTI OI

o) Simpatizar/Antipatizar:
Simpatizar/Antipatizar → VTI

Simpatizar/Antipatizar:
São VTI (exigem OI iniciado pela preposição com).
Exemplo: Poucas pessoas simpatizam com o candidato.
* Esses verbos não são pronominais, ou seja, não admitem pronomes oblíquos (me, te, se, nos,
etc).
Exemplo: “Eu me simpatizei com ele.”
“Não se simpatizaram comigo.”

p) Visar:
mirar, dirigir a pontaria (VTD)
Visar  dar visto, assinar (VTD)
pretender, ter por objetivo (VTI)

Visar:
→ No sentido de “mirar, “dirigir a pontaria”, é VTD.
Exemplo: O jagunço visou o alvo.
  VTD OD
→ No sentido de “dar visto”, “assinar”, é também VTD.
Exemplo: O diretor visou o documento depois de examiná-lo.
 VTD   OD

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Visar:
→ No sentido de “pretender”, “ter por objetivo”, é VTI (exige OI com a preposição a).
Exemplo: Eu visava ao cargo de diretor.
Ela visava à vaga no concurso do BB.
*Nesta última acepção, antes de infinitivo, a preposição exigida pelo verbo “visar” passa a ser
facultativa.
Exemplo: Viso (a) ingressar em um bom cargo público.

q) Namorar:
Namorar → VTD
VTD — com
Exemplo: “Com quem ele namora?”
“Ele namora com Fulana.”

OBSERVAÇÕES FINAIS:

→ Não é próprio da Norma Culta escrita dar um único complemento (o mesmo objeto) a verbos
de regências diferentes. Se tiverem a mesma regência, porém, é possível o uso do mesmo
objeto a ambos os verbos.
Exemplo: “Assisti e gostei do filme.” — desvio!
 VTI (a) VTI (de)

→ São verbos transitivos diretos (VTD):


Abraçar (abraçá-lo)
Acudir (acudi-lo)
Adorar (adorá-lo)
Ajudar (ajudá-lo)
Amar (amá-lo)
Compreender (compreendê-lo)
Convidar (convidá-lo)
Cumprimentar (cumprimentá-lo)
Entender (entendê-lo)
Estimar (estimá-lo)
Estimular (estimulá-lo)

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LÍNGUA PORTUGUESA | PÂMELA DAMASCENO

Julgar (julgá-lo)
Namorar (namorá-lo)
Ouvir (Ouvi-lo)
Prejudicar (prejudicá-lo)
Ver (vê-lo)
Visitar (visitá-lo)

→ São verbos transitivos indiretos (VTI):


Agradar (agradar-lhe)
Caber (caber-lhe)
Convir (convir-lhe)
Desagradar (desagradar-lhe)
Desobedecer (desobedecer-lhe)
Obedecer (obedecer-lhe)
Pertencer (pertencer-lhe)
Ocorrer (ocorrer-lhe)
Acontecer (acontecer-lhe)
Interessar (interessar-lhe)
→ O pronome relativo (PR) pode funcionar como complemento do verbo. Nesse caso, é preciso
que o pronome obedeça à regência do verbo do qual é complemento. A ocorrência ou não da
preposição antes do pronome relativo dependerá do verbo do qual ele é complemento:
Exemplo: O filme a que assisti é muito longo.
Essas são as pessoas de que gosto.
Essas são as pessoas a que me refiro.
Essas são as pessoas de que discordo.
Essas são as pessoas em que confio.

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RACIOCÍNIO
LÓGICO-MATEMÁTICO

PROF. DUDAN
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MÓDULO 1

CONJUNTOS NUMÉRICOS

NÚMEROS NATURAIS (ℕ)

Definição: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℕ* = {1, 2, 3, 4,...} naturais não nulos.

NÚMEROS INTEIROS (ℤ)

Definição: ℤ = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℤ* = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não nulos.

ℤ + = {0, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não negativos (naturais).

ℤ*+ = {1, 2, 3, 4,...} inteiros positivos.

ℤ- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0} inteiros não positivos.

ℤ*- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1} inteiros negativos.

NÚMEROS RACIONAIS (ℚ)

Definição – É todo número que pode ser escrito na forma:


p
com p ∈ ℤ e q ∈ ℤ*.
q

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Subconjuntos
ℚ* à racionais não nulos.
ℚ + à racionais não negativos.
ℚ*+ à racionais positivos.
ℚ- à racionais não positivos.
ℚ*- à racionais negativos.

Frações, Decimais e Fração Geratriz


Decimais exatos
2 1
= 0,4 = 0,25
5 4

Decimais periódicos
1 7
= 0,333... = 0,3 = 0,777... = 0,7
3 9

Transformação de dízima periódica em fração geratriz


1. Escrever tudo na ordem, sem vírgula e sem repetir.
2. Subtrair o que não se repete, na ordem e sem vírgula.
3. No denominador:
• Para cada item “periódico”, colocar um algarismo “9”;
• Para cada intruso, se houver, colocar um algarismo “0”.

Exemplos:

03− 0 3 1
a) 0,333... Seguindo os passos descritos: = =
9 9 3
14 - 1 13
b) 1,444... Seguindo os passos descritos: =
9 9
123 - 1
c) 1,232323... Seguindo os passos descritos: = 122/99
99

d) 3,1222... Seguindo os passos descritos: 312 − 31 = 281


90 90
21234 − 212 21022
e) 2,12343434... Seguindo os passos descritos: =
9900 9900

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RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

NÚMEROS IRRACIONAIS (𝕀)

Definição: Todo número cuja representação decimal não é periódica.

Exemplos:
0,212112111... 1,203040... 2 π

NÚMEROS REAIS (ℝ)

Definição: Conjunto formado pelos números racionais e pelos irracionais.


ℝ = ℚ ∪ 𝕀, sendo ℚ ∩ 𝕀 = Ø

Subconjuntos
ℝ* = {x ∈ R | × ≠ 0} à reais não nulos
R
ℝ + = {x ∈ R | × ≥ 0} à reais não negativos Q I

Z
ℝ*+ = {x ∈ R | × > 0} à reais positivos
N
ℝ- = {x ∈ R | × ≤ 0} à reais não positivos
ℝ*- = {x ∈ R | × < 0} à reais negativos

NÚMEROS COMPLEXOS ( )

Definição: Todo número que pode ser escrito na forma a + bi, com a e b reais.

Exemplos:
3 + 2i – 3i – 2 + 7i 9
1,3 1,203040... 2 π

Resumindo:
Todo número é complexo.

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TEORIA DOS CONJUNTOS (LINGUAGEM DOS CONJUNTOS)

Conjunto é um conceito primitivo, isto é, sem definição, que indica agrupamento de objetos,
elementos, pessoas, etc. Para nomear os conjuntos, usualmente são utilizadas letras maiúsculas
do nosso alfabeto.

Representações:
Os conjuntos podem ser representados de três formas distintas:
I – Por enumeração (ou extensão): Nessa representação, o conjunto é apresentado pela citação
de seus elementos entre chaves e separados por vírgula. Assim, temos:
• O conjunto “A” das vogais -> A = {a, e, i, o, u};
• O conjunto “B” dos números naturais menores que 5 -> B = {0, 1, 2, 3, 4};
• O conjunto “C” dos estados da região Sul do Brasil -> C = {RS, SC, PR}.

II – Por propriedade (ou compreensão): Nesta representação, o conjunto é apresentado por


uma lei de formação que caracteriza todos os seus elementos. Assim, o conjunto “A” das vogais
é dado por A = {x / x é vogal do alfabeto} -> (Lê-se: A é o conjunto dos elementos x, tal que x é
uma vogal).
Outros exemplos:
• B = {x/x é número natural menor que 5}
• C = {x/x é estado da região Sul do Brasil}

III – Por Diagrama de Venn: Nessa representação, o conjunto é apresentado por meio de uma
linha fechada de tal forma que todos os seus elementos estejam no seu interior. Assim, o
conjunto “A” das vogais é dado por:

a.
e.
A i.
o.
u.

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RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA

É uma relação que estabelecemos entre elemento e conjunto, em que fazemos uso dos símbolos
∈ e ∉.
Exemplo:
Fazendo uso dos símbolos ∈ ou ∉, estabeleça a relação entre elemento e conjunto:

a) 7 _____ ! e) 0, 1212... _____ !


b) – 9 _____ ! f) 3 _____
c) 0,5 _____ g) −16 _____ !
d) – 12,323334 _____ !

RELAÇÃO DE INCLUSÃO

É uma relação que estabelecemos entre dois conjuntos. Para essa relação, fazemos uso dos
símbolos ⊂, ⊄, ⊃ e ⊅.
A pergunta que pode nos orientar é: “O conjunto está dentro do conjunto ? ”

Exemplo:
Fazendo uso dos símbolos de inclusão, estabeleça a relação entre os conjuntos:

Observações:
• Dizemos que um conjunto “B” é um subconjunto ou parte do conjunto “A” se, e somente se,
B ⊂ A.
• Dois conjuntos “A” e “B” são iguais se, e somente se, A ⊂ B e B ⊂ A.
• Dados os conjuntos “A”, “B” e “C”, temos que: se A ⊂ B e B ⊂ C, então A ⊂ C.
• O total de subconjuntos é dado por 2e, onde “e” é o número de elementos do conjunto.
Exemplo: o conjunto A = {1, 2, 3, 4} possui 16 subconjuntos, pois 24 = 16.

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UNIÃO, INTERSECÇÃO E DIFERENÇA ENTRE CONJUNTOS

União Intersecção Diferença entre conjuntos

AUB A∩B A-B B-A

A B A B A B A B

Junta tudo sem repetir O que há em comum O que é exclusivo

CONECTIVOS: OU E APENAS, SOMENTE , SÓ

E se forem 3 conjuntos??

IMPORTANTE: quando somarmos os três conjuntos integrais teremos um excedente que é


resultado de: d + e + f + 2g

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RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

CONJUNTO COMPLEMENTAR

Considere A um conjunto qualquer e U o conjunto universo. Todos os elementos que não estão
em A estão no complementar de A.
Veja o diagrama de Venn que representa o complementar de A, indicado por AC:

Assim, o complementar de um subconjunto A se refere a elementos que não estão no conjunto


A. Normalmente, o complementar se trata de maneira relativa à um conjunto universo U, sendo
o conjunto AC o complementar de A formado pelos elementos de U que não pertencem a A.
Vamos exemplificar como o contexto é importante para determinar o conjunto complementar.
Considere o conjunto A = {0, 2, 4, 6, 8, 10,…}
Veja como fica se o conjunto universo no nosso contexto for N (números naturais).
AC = N − A = {0, 1, 2, 3…} – {0, 2, 4, 6, 8,…} = {1, 3, 5, 7, 9…}
B) Conjunto universo U = Z
Agora, se o conjunto universo no nosso contexto for Z (números inteiros):
AC = Z − A = {… – 3, – 2, – 1, 0, 1, 2, 3…} – {0, 2, 4, 6, 8, …} = {…, − 3, − 2, − 1, 1, 3, 5, 7, 9…}

Complemento Relativo
Se A e B são conjuntos, então o complemento relativo de A em relação a B , também conhecido
como diferença de B e A, é o conjunto de elementos de B que não estão em A.

A diferença de B para A é geralmente denotada B \ A ou tambem B – A.

9
90

Assim:
B \ A = { x ∈ B/ x ∉ A}
Exemplos: Se A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4}, então:
A – B = {1, 2, 3} \ {2, 3, 4} = {1} B – A= {2, 3, 4} \ {1, 2, 3} = {4}

Exemplos:
Dados os conjuntos A = {1, 3, 5}, B = {2, 3, 5, 7} e C = {2, 5, 10}. Determine:
a) A ⋃ B

b) A ⋂ B

c) A – B

d) B – A

e) A – C

f) C – A

g) B – C

h) C – B

i) A ⋃ C

j) A ⋂ C

k) B ⋃ C

l) B ⋂ C

m) A ⋂ B ⋂ C

n) A ⋃ B ⋃ C

10
91
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Faça você

1. Na turma agencia do BRB fez-se uma pesquisa entre funcionários, com duas perguntas apenas:
Estudou pela Casa do Concurseiro? Gosta de Matemática? 75 funcionários responderam sim à
primeira e 86 responderam sim à segunda. Se 31 responderam sim às duas e 42 responderam
não a ambas, o número de alunos dessa turma é:
a) 110.
b) 118.
c) 136.
d) 172.
e) 234.

2. Numa turma preparatória para o concurso do BRB, dos 74 alunos, 56 gostam de RLM e 28,
de Português. Além disso, sabe-se que 15 alunos não gostam nem de RLM nem de Português.
Assim, o número de alunos que gostam de ambas as disciplinas é de:
a) 13.
b) 22.
c) 25.
d) 28.
e) 30.

3. Num grupo de alunos da Casa do Concurseiro, verificou-se que 140 assistiram a apenas uma das
aulas de RLM ou Conhecimentos Bancários; 117 assistiram à aula de Conhecimentos Bancários;
54 assitiram às duas aulas e 88 não assistiram à aula de RLM.
Sendo assim, o número de alunos dessa turma é igual a:
a) 219.
b) 281.
c) 320.
d) 340.
e) 417.

4. A tabela abaixo apresenta os resultados de uma pesquisa feita em 65 funcionários do BRB a


respeito de estudo dos idiomas Inglês, Francês e Espanhol.

IDIOMA QUANTIDADE ESTUDANTES


Inglês 37
Francês 15
Espanhol 25
Inglês e Francês 10
Francês e Espanhol 5
Inglês e Espanhol 17
Inglês/Francês/Espanhol 2

11
92

Baseando-se nos resultados dessa tabela, é CORRETO afirmar que o total de participantes da
pesquisa que não estuda nenhum dos três idiomas é igual a:
a) 18.
b) 21.
c) 39.
d) 43.
e) 55.

5. O professor Dudan, ao lecionar Teoria dos Conjuntos na turma preparatória do BRB, revelou
uma pesquisa sobre as preferências clubísticas de seus alunos, tendo chegado ao seguinte
resultado:
• 32 alunos torcem pelo Grêmio;
• 25 alunos torcem pelo Inter;
• 20 alunos torcem pelo São Paulo;
• 8 alunos torcem pelo Grêmio e pelo São Paulo;
• 9 alunos torcem pelo São Paulo e pelo Inter.
Se designarmos por G o conjunto dos torcedores do Grêmio, por I o conjunto dos torcedores do
Inter, por C o conjunto dos torcedores do São Paulo, da referida turma, e sabendo que nenhum
torcedor do Grêmio torce para o Inter, concluímos que o número de alunos dessa turma que
para um único time é de:
a) 29.
b) 35.
c) 43.
d) 54.
d) 66.

Gabarito: 1. D 2. C 3. A 4. A 5. C

12
93

QUESTÕES

COMO AS BANCAS COBRAM ISSO?

1. (FCC) Sendo x e y números naturais, o resultado da divisão de x por y, obtido com auxílio de uma
calculadora, foi a dízima periódica 3,333...
Dividindo-se y por x nessa calculadora, o resultado obtido será igual a
a) 0,111...
b) 0,3
c) 0,333...
d) 0,9
e) 1,111...

2. (ESAF) Qual a fração que dá origem à dízima 2,54646... em representação decimal?


a) 2.521 / 990.
b) 2.546 / 999.
c) 2.546 / 990.
d) 2.546 / 900.
e) 2.521 / 999.

3. (CESPE) Julgue o seguinte item, relativos a sistemas numéricos e sistema legal de medidas.
Se A = 1,232323... e B = 0,434343..., então A + B = 165/99
( ) Certo   ( ) Errado

4. (FCC) Sabendo que o número decimal F é 0,8666 . . . , que o número decimal G é 0,7111 . . . e
que o número decimal H é 0,4222 . . . , então, o triplo da soma desses três números decimais, F,
G e H, é igual a
a) 6,111 . . .
b) 5,888 . . .
c) 6
d) 3
e) 5,98

5. (CESPE) Se A = {1, 4, 8, 13, 17, 22, 25, 127, 1.234} e B é o conjunto dos números ímpares, então
os elementos que estão em A e em B são: 1, 13, 17, 25 e 127.
( ) Certo   ( ) Errado

13
94

6. (ESAF) Indique quantos são os subconjuntos do conjunto {1,2,3,4}.


a) 12. 
b) 13.
c) 14. 
d) 15.
e) 16.

7. (FCC) O diagrama representa algumas informações sobre a escolaridade dos moradores de um


município.

Dados:
I: conjunto de todos os moradores que concluíram um curso de inglês.
E: conjunto de todos os moradores que concluíram um curso de espanhol.
S: conjunto de todos os moradores que concluíram o Ensino Superior.
Em todas as seis regiões do diagrama, há pelo menos um morador representado. Assim, é
correto afirmar que se um morador dessa cidade
a) concluiu um curso de inglês, então ele necessariamente concluiu um curso de espanhol.
b) concluiu um curso de inglês e um de espanhol, então ele necessariamente concluiu o Ensino
Superior.
c) não concluiu um curso de espanhol, então ele necessariamente não concluiu o Ensino
Superior.
d) não concluiu um curso de inglês, então ele necessariamente não concluiu um curso de
espanhol.
e) não concluiu um curso de inglês, então ele necessariamente não concluiu o Ensino Superior.

8. (CESPE) Em uma blitz, de 150 veículos parados, 60 foram flagrados com extintor de incêndio
com data de validade vencida. Além disso, em 45veículos, o motorista estava sem o documento
de habilitação para dirigir. O total de veículos em pelo menos uma dessas duas situaçõesfoi de
90. Acerca dessa situação, julgue o item seguinte.
O número de veículos flagrados simultaneamente nas duas situações foi inferior a 20.
( ) Certo   ( ) Errado

14
95
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10. (CESGRANRIO) Conversando com os 45 alunos da primeira série de um colégio, o professor de


educação física verificou que 36 alunos jogam futebol, e 14 jogam vôlei, sendo que 4 alunos não
jogam nem futebol nem vôlei. O número de alunos que jogam tanto futebol quanto vôlei é
a) 5.   
b) 7.
c) 9. 
d) 11. 
e) 13.

11. (FCC) Duas modalidades de esporte são oferecidas para os 200 alunos de um colégio: basquete
e futebol. Sabe-se que 140 alunos praticam basquete, 100 praticam futebol e 20 não praticam
nenhuma destas modalidades. O número de alunos que praticam uma e somente uma destas
modalidades é:
a) 120.  
b) 100. 
c) 80.  
d) 60.  
e) 40.

12. (CESPE) Para um conjunto qualquer X, n(X) representa a quantidade de elementos de X. Nesse
sentido, considere que os conjuntos A, B e C tenham as seguintes propriedades:
• n(A) = n(B) = n(C) = 50;
• n(A∩B) = n(A∩C) = n(B∩C) = 10;
• n(A∩B∩C) = 0.
Nessa situação, n(A∪B∪C) é igual a
a) 100.
b) 110.
c) 120.
d) 130.
e) 140.
 
 

Gabarito: 1. B 2. A 3. C 4. C 5. C 6. E 7. E 8. C 9. C 10. C 11. A 12. C

15
96
97

MÓDULO 2

OPERAÇÕES MATEMÁTICAS

Observe que cada operação tem nomes especiais:


• Adição: 3 + 4 = 7, em que os números 3 e 4 são as parcelas e o número 7 é a soma ou total.
• Subtração: 8 – 5 = 3, em que o número 8 é o minuendo, o número 5 é o subtraendo e o
número 3 é a diferença.
• Multiplicação: 6 × 5 = 30, em que os números 6 e 5 são os fatores e o número 30 é o produto.
• Divisão: 10 ÷ 5 = 2, em que 10 é o dividendo, 5 é o divisor e 2 é o quociente, neste caso o resto
da divisão é ZERO.

ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO

Regra de sinais
• A soma de dois números positivos é um número positivo.
(+ 3) + (+ 4) = + 7, na prática eliminamos os parênteses. + 3 + 4 = + 7

• A soma de dois números negativos é um número negativo.


(– 3) + (– 4) = – 7, na prática eliminamos os parênteses. – 3 – 4 = – 7

• Se adicionarmos dois números de sinais diferentes, subtraímos seus valores absolutos e


damos o sinal do número que tiver o maior valor absoluto.
(– 4) + (+ 5) = + 1, na prática eliminamos os parênteses. – 4 + 5 = 1 assim, 6 – 8 = – 2.

• Se subtrairmos dois números inteiros, adicionamos ao 1º o oposto do 2º número.


(+ 5) – (+ 2) = (+ 5) + (– 2) = + 3, na prática eliminamos os parênteses escrevendo o oposto do
segundo número, então: + 5 – 2 = + 3 (o oposto de + 2 é – 2)
(– 9) – (– 3) = – 9 + 3 = – 6
(– 8) – (+ 5) = – 8 – 5 = – 13

17
98

Lembrando que quando antes dos parenteses vier um sinal de + , ele derruba os parenteses
e mantem o sinal de quem está dentro. Caso venha um sinal de – , ele derruba os parenteses
e troca o sinal de quem está dentro.

DICA: Na adição e subtração, um número de sinal positivo representa “o que eu tenho


de dinheiro” e um número de sinal negativo, “o que eu devo à alguém”, assim, basta
imaginar que você está acertando as contas.

Faça você

1. Calcule:

a) – 5 + 3 = b) + 73 – 41 =

c) – 24 – 13 = d) – 5 + (– 12) =

e) + 51 – 4 = f) + 17 + (–14) =

g) – 9 – (– 25) = h) + 72 – (–12) =

i) + 19 – 25 = j) – 80 + 41 + 57 =

k) – 2 – 22 – 21 = l) – 6 – (+ 31) + 50 =

18
99
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

2. Calcule:
a) 1234 b) 752 c) 425 d) 1321
+ 463 + 271 – 328 + 412

e) 632 f) 921 g) 2358 h) 32,54


+ 346 – 708 + 426 + 85,89

i) 233,2 j) 5,174 k) 23,42 l) 237,85


– 143,1 – 6,719 + 34,67 – 156,38

m) 17,43 n) 275,74 o) 157,32 p) 329,75


– 29,38 – 131,12 – 38,43 + 158,37

MÚLTIPLOS E DIVISORES

Os múltiplos e divisores de um número estão relacionados entre si da seguinte forma:


• Se 15 é divisível por 3, então 3 é divisor de 15, assim, 15 é múltiplo de 3.
• Se 8 é divisível por 2, então 2 é divisor de 8, assim, 8 é múltiplo de 2.
• Se 20 é divisível por 5, então 5 é divisor de 20, assim, 20 é múltiplo de 5.

Múltiplos de um Número Natural


Denominamos múltiplo de um número o produto desse número por um número natural
qualquer. Um bom exemplo de números múltiplos é encontrado na tradicional tabuada.

19
100

Múltiplos de 2 (tabuada da multiplicação do número 2)


2x0=0
2x1=2
2x2=4
2x3=6
2x4=8
2 x 5 = 10
2 x 6 = 12
2 x 7 = 14
2 x 8 = 16
2 x 9 = 18
2 x 10 = 20
E assim sucessivamente.

Divisores de um Número Natural


Um número é divisor de outro quando o resto da divisão for igual a 0. Portanto,
12 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6 e 12.
36 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18 e 36.
48 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 16, 24 e 48.
Observações importantes:
• O menor divisor natural de um número é sempre o número 1.
• O maior divisor de um número é o próprio número.
• O zero não é divisor de nenhum número.
• Os divisores de um número formam um conjunto finito.

Principais Critérios de Divisibilidade


Dentre as propriedades operatórias existentes na Matemática, podemos ressaltar a divisão, que
consiste em representar o número em partes menores e iguais.
Para que o processo da divisão ocorra normalmente, sem que o resultado seja um número
não inteiro, precisamos estabelecer situações envolvendo algumas regras de divisibilidade.
Lembrando que um número é considerado divisível por outro quando o resto da divisão entre
eles é igual a zero.

Regras de divisibilidade

Divisibilidade por 1
Todo número é divisível por 1.

20
101
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Divisibilidade por 2
Um número natural é divisível por 2 quando ele termina em 0, ou 2, ou 4, ou 6, ou 8, ou seja,
quando ele é par.
Exemplos: 5040 é divisível por 2, pois termina em 0.
237 não é divisível por 2, pois não é um número par.

Divisibilidade por 3
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos dos seus algarismos for
divisível por 3.
Exemplo: 234 é divisível por 3, pois a soma de seus algarismos é igual a 2 + 3 + 4 = 9, e como 9 é
divisível por 3, então 234 é divisível por 3.

Divisibilidade por 4
Todo número natural é divisível por 4 quando os seus últimos dois digitos (dezena e unidade)
formarem um número múltiplo de 4.
Exemplo: 156 é divisível por 4, pois “56” é um número múltiplo de 4.

Divisibilidade por 5
Um número natural é divisível por 5 quando ele termina em 0 ou 5.
Exemplos: 55 é divisível por 5, pois termina em 5.
90 é divisível por 5, pois termina em 0.
87 não é divisível por 5, pois não termina em 0 nem em 5.

Divisibilidade por 6
Um número natural é divisível por 6 quando é divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo.
Exemplos: 54 é divisível por 6, pois é par, logo divisível por 2 e a soma de seus algarismos é
múltiplo de 3, logo ele é divisível por 3 também.
90 é divisível por 6, pelo mesmos motivos.
87 não é divisível por 6, pois não é divisível por 2.

Divisibilidade por 9
Será divisível por 9 todo número em que a soma de seus algarismos constitui um número
múltiplo de 9.
Exemplos: 81 : 9 = 9, pois 8 + 1 = 9
1107 : 9 = 123, pois 1 + 1 + 0 + 7 = 9
4788 : 9 = 532, pois 4 + 7 + 8 + 8 = 27

21
102

Divisibilidade por 10
Um número é divisível por 10 se termina com o algarismo 0 (zero).
Exemplos: 5420 é divisível por 10 pois termina em 0 (zero).
6342 não é divisível por 10 pois não termina em 0 (zero).

Teste a divisibilidade dos números abaixo por 2, 3, 4, 5, 6, 9 e 10.


a) 1278      b) 1450      c) 1202154

MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO

Regra de sinais
• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais positivos, o resultado é um
número positivo.

Exemplos: a) (+ 3) × (+ 8) = + 24
b) (+12) ÷ (+ 2) = + 6

• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais negativos, o resultado é um


número positivo.

Exemplos: a) (– 6) × (– 5) = + 30
b) (– 9) ÷ (– 3) = + 3

• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais diferentes, o resultado é um


número negativo.

Exemplos: a) (– 4) × (+ 3) = – 12
b) (+ 16) ÷ (– 8) = – 2

3. Calcule os produtos e os quocientes:


a) (– 5) × (– 4) = b) 24 ÷ (– 2) =

22
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RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

c) – 5 × 8 = d) (– 14) ÷ (–14) =

e) 32 ÷ (– 16) = f) – 14 × (– 4) =

g) (+ 17) × (+ 2) = h) (– 64) ÷ (– 8) =

4. Efetue os cálculos a seguir:

a) 432 b) 317 c) 72,3 d) 17,32


x 76 x 32   x 16,2 x 1,9

Regras da Divisão
• Depois de iniciada a divisão, sempre deve cair um algarismo original (que pretence ao
Dividendo) por vez e quando ele cair devemos efetuar a divisão. Caso não seja possível
dividir colocaremos “0” no quociente e somente assim cairá o próximo algarismo original.
• Após a colocação da vírgula no quociente , mediante empréstimo do “0” para seguir
dividindo, a cada nova rodada de divisão teremos direito a um “0” gratuito. Caso ele não
seja suficiente, na mesma rodada , um outro “0” sera solicitado devendo para isso colocar
“0” no quociente.

e) 481 ÷ 37 f) 800 ÷ 25 g) 6513 ÷ 13 h) 721 ÷ 7

i) 618 ÷ 50 j) 2546 ÷ 32 k) 4862 ÷ 36 l) 926 ÷ 13

23
104

m) 1223,5 ÷ 25 n) 3585,6 ÷ 32 o) 1256 ÷ 12,5 p) 1,2 ÷ 0,24

POTÊNCIA

• No exemplo 72 = 49 temos que: 7 é a base, 2 é o expoente e 49 é a potência.


• A potência é uma multiplicação de fatores iguais: 72 = 7 x 7 = 49
• Todo número inteiro elevado a 1 é igual a ele mesmo:
Ex.: a) (– 4)1 = -4 b) (+ 5)1 = 5
• Todo número inteiro elevado a zero é igual a 1.
Ex.: a) (– 8)0 = 1 b) (+ 2)0 = 1

Regra de sinais
• Expoente par com parênteses: a potência é sempre positiva.

Exemplos: a) (– 2)4 = 16, porque (– 2) × (– 2) × (– 2) × (– 2) = + 16


b) (+ 2)² = 4, porque (+ 2) × (+ 2) = + 4
• Expoente ímpar com parênteses: a potência terá o mesmo sinal da base.

Exemplos: a) (– 2)3 = – 8, porque (– 2) × (– 2) × (– 2) = – 8


b) (+ 2)5 = + 32, porque (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) = + 32
• Quando não tiver parênteses, conservamos o sinal da base independente do expoente.

Exemplos: a) – 2² = – 4
b) – 23 = – 8
c) + 3² = 9
d) + 53 = + 125

5. Calcule as potências:
a) 3² = b) (– 3)² =

24
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RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

c) – 3² = d) (+ 5)3 =

e) (– 6)² = f) – 43 =

g) (– 1)² = h) (+ 4)² =

i) (– 5)0 = j) – 7² =

k) – 50 = l) (– 7)2 =

m) (– 8)² = n) – 8² =

Propriedades da Potenciação
• Produto de potência de mesma base: Conserva-se a base e somam-se os expoentes.
Exemplos:
a) a3 x a4 x a2 = a3+4+2 = a9
b) (– 5)2 x (– 5) = (– 5)2+1 = (– 5)3 = – 125
c) 3-2 x 3 x 35 = 3-2+1+5 = 34 = 81

• Divisão de potências de mesma base: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes.


Exemplos:
a) b5 ÷ b2 = b5-2 = b3
b) (– 2)6 ÷ (– 2)4 = (– 2)6-4 = (– 2)2 = + 4
c) (– 19)15 ÷ (– 19)5 = (– 19)15-5 = (– 19)10

• Potência de potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes.


Exemplos:
a) (a2)3 = a23 = a6
b) [(– 2)5]2 = (– 2)5.2 = (– 2)10 = 1024

• Potência de um produto ou de um quociente: Multiplica-se o expoente de cada um dos


elementos da operação da multiplicação ou divisão pela potência indicada.
Exemplos:
a) [(– 5)2 x (+ 3)4]3 = (– 5)2.3 x (+ 3)4.3 = (– 5)6 x (+ 3)12
b) [(– 2) ÷ (– 3)4]2 = (– 2)1.2 ÷ (– 3)4.2 = (– 2)2 ÷ (– 3)8

25
106

RADICAIS

Já sabemos que 6² = 36. Aprenderemos agora a operação que nos permite determinar qual o
número que elevado ao quadrado equivale a 36.
2
36 = 6 , pois 6 elevado ao quadrado é 36. Essa operação é a inversa da potenciação e
denomina-se radiciação.

Principais Regras

→ Regra do SOL e da SOMBRA

Exemplo:

3
8 = 2 =2 3 2

4 1
4 1 4
3
81 = 3 = 3 e no caminho inverso também funciona já que: 7 4 = 7 = 7
3 4 3

Propriedades da Radicais
Produto de radicais de mesmo índice: conserva-se uma raiz nesse indice e multiplicam-se os
radicandos.

a) 7. 5 = 7.5 = 35
b) 3
4. 3 6 = 3 4.6 = 3 24

26
107
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Divisão de radicais de mesmo índice: conserva-se uma raiz nesse indice e dividem2-se os
radicandos.

7 7
a) =
5 5

3
16 16 3
b) =3 = 8 =2
3
2 2

Expressões numéricas
Para resolver expressões numéricas é preciso obedecer à seguinte ordem:
1º resolvemos as potenciações e radiciações na ordem em que aparecem.
2º resolvemos as multiplicações e divisões na ordem em que aparecem.
3º resolvemos as adições e subtrações na ordem em que aparecem.

Caso contenha sinais de associação:


1º resolvemos os parênteses ( )
2º resolvemos os colchetes [ ]
3º resolvemos as chaves { }

6. Calcule o valor das expressões numéricas:

a) 6² ÷ 3² + 10² ÷ 50 =

b) 20 + 23 × 10 – 4² ÷ 2 =

c) 3 + 4 16 – 15 + 49 =

d) 33 ÷ 27 × 20 =

27
108

e) 100 + 1000 + 10000 =

f) 5² – 5 × 15 + 50 × 53 =

7. Aplique seus conhecimentos e calcule o valor das expressões numéricas. Observe as operações
indicadas, a existência de sinais de associação e tenha cuidado com as potências.
a) (−1− 2 − 3− 4 − 5) ÷ (+15) =

b) (8 +10 ÷ 2 −12) ÷ (−4 + 3) =

c) 103 − (−10)2 −100 =

d) (−1)8 + 60 −[15+ (−40) ÷ (−2)3 ] =

e) −3− {−2 −[(−35) ÷ 25 + 22 ]} =

f) 4 − {(−2)2 × (−3)−[−11+ (−3)× (−4)]− (−1)} =

g) 14 −[(−1)3 × (−2)2 + (−35) ÷ (+5)] =

h) −2 + {−5−[−2 − (−2)3 − 3− (3− 2)9 ]+ 5} =

i) 64 − 22 − 2 − 20 =

j) −15+10 ÷ (2 − 7) =

Gabarito: 6. a) 6 / b) 92 / c) 11 / d) 1 / e) 3 / f) 145 7. a) – 1 b) – 1 c) 899 d) – 18 e) – 4 f) 18 g) 25 h) – 4 i) 1 j) – 17

28
109

QUESTÕES

COMO AS BANCAS COBRAM ISSO?

1. (CESPE) O número resultante da operação matemática 123 + 2 x 357 é sucessor do resultante da


operação 122 + 2 x 356.
( ) Certo   ( ) Errado

2. (FCC) Josué queria multiplicar 72 por 34. Josué se enganou e multiplicou 72 por 23. O resultado
do cálculo que ele fez é menor do que o resultado do cálculo que ele queria fazer em um número
de unidades igual a
a) 642.
b) 792.
c) 820.
d) 566.
e) 1656.

3. (CESPE) Os servidores de uma unidade de atendimento do DETRAN participaram de um


treinamento que foi realizado em duas salas, A e B. Quando da entrada nas salas, 57 servidores
entraram na sala A e apenas 31, na B.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item a seguir.
O número de servidores que deveriam passar da sala A para a sala B para que a mesma
quantidade de servidores assistisse ao treinamento nas duas salas é igual a 13.
( ) Certo   ( ) Errado

4. (FCC) Apenas uma alternativa representa um número real que, em uma reta numérica real,
situa-se entre 25 e 29 . A alternativa que corresponde a esse número é:
a) 88/17.
b) 150/18.
c) 64/13.
d) 93/23.
e) 50 .

29
110

5. (ESAF) O número X tem três algarismos. O produto dos algarismos de X é 126 e a soma dos dois
últimos algarismos de X é 11. O algarismo das centenas de X é:
a) 2.
b) 3.
c) 6.
d) 7.
e) 9.

6. (CESPE) Considere que, para os 170 alunos de uma escola, a merendeira prepare 45 litros de
suco para o lanche e que ela saiba que cada litro de suco corresponde a 10 copos. Nesse caso, se
cada aluno beber 2 copos de suco, ainda sobrarão 11 litros de suco.
( ) Certo   ( ) Errado

7. (FCC) Um grupo de funcionários do Metrô é formado por mais do que 50 e menos do que 100
pessoas. Os funcionários desse grupo terão que ser distribuídos em subgrupos menores, todos
com o mesmo número de funcionários. Para atender a essa regra, se forem formados subgrupos
com 5 funcionários, 3 ficarão de fora. Se forem formados subgrupos com 7 funcionários, 4
ficarão de fora. Nas circunstâncias descritas, se forem formados subgrupos com 12 funcionários,
o número de funcionários que ficarão de fora será igual
a) 6.
b) 4.
c) 7.
d) 5.
e) 9.

8. (CESPE) No ato de pagamento por um produto, um cliente entregou ao caixa uma nota de
R$ 50. Informado de que o dinheiro entregue não era suficiente, o cliente entregou mais uma
nota de R$ 50 e recebeu do caixa R$ 27 de troco. O cliente reclamou que ainda faltavam R$ 9 de
troco e foi imediatamente atendido pelo caixa.
Nessa situação hipotética, o valor da compra foi
a) R$ 52.
b) R$ 53.
c) R$ 57.
d) R$ 63.
d) R$ 64.

9. (FCC) A soma dos três menores divisores positivos de cada um dos números 14, 32 e 45 é um
divisor do número
a) 44.
b) 30.
c) 60.
d) 2.
e) 80.

30
111
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

10. Uma repartição com 6 auditores fiscais responsabilizou-se por fiscalizar 18 empresas. Cada
empresa foi fiscalizada por exatamente 4 auditores, e cada auditor fiscalizou exatamente a
mesma quantidade de empresas. Nessa situação, cada auditor fiscalizou
a) 8 empresas.
b) 10 empresas.
c) 12 empresas.
d) 14 empresas.
e) 16 empresas.

11. (FCC) O valor da expressão numérica (4 – 3)2 . (3 – 4)3 após o cálculo completo é:
a) – 6.
b) – 1.
c) 305.
d) 1.
e) 6.

12 (FCC) O resultado da expressão numérica 53 ÷ 5 . 54 ÷ 5 . 55 ÷ 5 ÷ 56 – 5 é igual a:


a) 120.
b) 1/5
c) 55
d) 25
e) 620

13. (CESPE) O motorista de uma empresa transportadora de produtos hospitalares deve viajar de São
Paulo a Brasília para uma entrega de mercadorias. Sabendo que irá percorrer aproximadamente
1.100 km, ele estimou, para controlar as despesas com a viagem, o consumo de gasolina do
seu veículo em 10 km/L. Para efeito de cálculos, considerou que esse consumo é constante.
Considerando essas informações, julgue o item que segue.A distância a ser percorrida nessa
viagem será de 11 × 105 m.
( ) Certo   ( ) Errado

14. (FCC) O resultado da expressão numérica: 3 + 4 × 7 − 8 × 3 é igual a


a) 9.
b) 123.
c) 7.
d) 60.
e) 23.

Gabarito: 1. E 2. B 3. C 4. A 5. C 6. C 7. B 8. E 9. D 10. C 11. B 12. A 13. C 14. C

31
112
113

MÓDULO 3

FRAÇÕES

DEFINIÇÃO

• Fração é um modo de expressar uma quantidade a partir de uma razão de dois números
inteiros.
• A palavra vem do latim fractus e significa “partido”, dividido ou “quebrado (do verbo
frangere: “quebrar”).
• Também é considerada parte de um inteiro, que foi dividido em partes exatamente iguais.
As frações são escritas na forma de números e na forma de desenhos.
• Na fração, a parte de cima é chamada de numerador e indica quantas partes do inteiro
foram utilizadas.
• A parte de baixo é chamada de denominador, que indica a quantidade máxima de partes
em que fora dividido o inteiro e nunca pode ser zero.

Observe alguns exemplos:

33
114

Exemplo:
Dudan comprou uma barra de chocolate e comeu 3/5 dela.
Sendo assim, ele dividiu a barra em 5 pedaços e comeu 3 delas.
Observe que tambem devemos nos atentar à quantidade que restou, o chamado complemento.
O complemento de 3/5 é 2/5 porque Dudan comeu 3 das 5 partes, sobrando 2 outros pedaços
dessa divisao.
Vale ressaltar que é muito importante o aluno entender a ideia dessa complementação das
frações pois a cobrança é frequente.

Mais exemplos:
Se gastei 5/8 do meu plano de 3G, entao restam os outros 3/8.
Se após pagar as contas de casa, gastei 3/7 do meu salário, então restam os outros 4/7.
E assim por diante.

Relação entre frações decimais e os números decimais


• Para transformar uma fração decimal em número decimal, escrevemos o numerador da
fração e o separamos com uma vírgula, deixando tantas casas decimais quanto forem os
zeros do denominador.
Exemplo: a) 48 = 4,8 b) 365 = 3,65 c) 98 = 0,098 d) 678 = 67,8
10 100 1.000 10

• Para transformar um número decimal em uma fração decimal, colocamos no denominador


tantos zeros quantos forem os números depois da vírgula do número decimal.

Exemplo: a) 43,7 = 437 b) 96,45 = 9.645 c) 0,04 = 4 d) 4,876 = 4.876


10 100 100 1.000

34
115
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SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES

• Simplificar uma fração, como o próprio termo diz, é torna-la mais simples facilitando o uso
das operações básicas.
• Para simplificar uma fração, divide-se o numerador e o denominador da fração por um
mesmo número.
Exemplo:
• 32/6 dividindo ambos por 2, teremos 16/3
• 27/12 e dividindo ambos por 3, teremos 9/4
• 35/15 e dividindo ambos por 5 teremos 7/3
• Quando o numerador é divisível pelo denominador, efetua-se a divisão e se obtém um
número inteiro.

Exemplo:

a) 100 = – 4
-25

b) 299 = 13
23

⇒ Simplifique as frações, aplicando a regra de sinais da divisão:

a) – 75
50

b) – 48
84

c) – 36
2

d) – 10
15

35
116

Comparação entre Frações


Se duas frações possuem denominadores iguais, a maior fração é a que possui maior numerador.
Como comparar as frações 33<e<44 ?
55 55

Para estabelecer comparação entre frações, é preciso que elas tenham o mesmo denominador.
Isso é obtido por meio do menor múltiplo comum.
Nesse caso como ambas já estão escritas com o mesmo denominador fica fácil perceber que a
fração 4/5 émaior que 3/5 pois foram divididas em 5 partes o que torna a comparsção simples.
Se as duas frações possuem mesmo numerador mas denominadores diferentes, basta entender
a lógica envolvida na fração.
Exemplo:
2/5 < 2/3 pois 2/5 significa dividir a pizza em 5 fatias e tomar 2; já 2/3 representa a divisão em
3 fatias das quais tomamos duas também mas como no segundo caso, a divisão foi em menos
partes, as fatias são maiores.
Se as frações nao tem nem o numerador nem o denominador iguais, é preciso ”reescreve-las no
mesmo denominador. Isso é obtido por meio do menor múltiplo comum.
Exemplo:
22e33
??
55 77
Usaremos frações equivalentes (proporcionais) escritas no mesmo denominador para, assim,
compará-las.O MMC entre 5 e 7 é 35, logo:

2 2.7 14 3 3.5 15
= = e = =
5 5.7 35 7 7.5 35

logo pela comparacao dos numeradores, temos que:


2 3
<
5 7

ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO

• Sendo os denominadores iguais, basta somar ou subtrair os numeradores e manter o


denominador.

21 4 9 21− 4 + 9 26 13
− + = = =
6 6 6 6 6 3

1 3 1+ 3 4
+ = = =1
4 4 4 4

36
117
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Para efetuar as operações de soma ou subtração com frações temos duas opções:
1) Podemos usar o clássico m.m.c e transformar as frações dadas em suas frações equivalentes
(proporcionais) que sejam escritas no mesmo denominador comum entre 3 e 5 é 15, logo:
2 4

3 5

Assim divide-se o m.m.c pelo denominador original de cada fração e multiplica-se o resultado
pelo numerador, obtendo assim, uma fração equivalente.

2 10 4 12 10 12 2
= e = e com isso − =−
3 15 5 15 15 15 15

2) Outro método muito prático é o “método da borboleta”

2 4

3 5

Outros exemplos:
2/5 + 3/10

– 3/7 – 1/2

⇒ Calcule o valor das expressões e simplifique quando for possível:

−3 2 5 5
a) + − −
4 7 2 6

7 1
b) +2−
4 3

⎛ 1 1⎞ ⎛ 5 3⎞
c) ⎜ + ⎟ − ⎜ − ⎟
⎝ 5 4⎠ ⎝ 3 4⎠

d)
1
2
(
+ −0,3 )

37
118

MULTIPLICAÇÃO

Para multiplicar frações, basta multiplicar os numeradores entre si e fazer o mesmo entre os
denominadores, independentemente de serem iguais ou não.
Exemplo:

2 3 2.3 6 3
⋅ = = =
5 4 5.4 20 10

Outro exemplo:
3 5
x
10 6

DIVISÃO

Para dividir as frações, basta multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda fração.
Exemplo:

2 3 2 4 2.4 8
÷ = ⋅ = =
5 4 5 3 5.3 15

DICA
Dividir por um número é multiplicar pelo seu inverso!

Outro exemplo:

3 5
÷
10 6

Exemplos:

2
3 5 3 5 2
a) x    b) :    c) 3    d) 3 /
4 2 4 2 6 3
5

38
119
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POTENCIAÇÃO

Para elevarmos uma fração a determinada potência, basta aplicarmos a potência no numerador
e também no denominador, respeitando as regras dos sinais da potenciação.
Exemplo:

2 2
⎛ 2 ⎞ ⎛ 22 ⎞ 4 ⎛ 4 ⎞ ⎛ 42 ⎞ 16
⎜⎝ 3 ⎟⎠ = ⎜⎝ 32 ⎟⎠ = 9 ⎜⎝ − 9 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 92 ⎟⎠ = + 81

3 2 2
⎛ 3 ⎞ ⎛ 33 ⎞ 27 ⎛ 12 ⎞ ⎛ 3 ⎞ ⎛ 32 ⎞ 9
⎜⎝ 5 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 53 ⎟⎠ = + 125 ⎜⎝ − 8 ⎟⎠ = ⎜⎝ − 2 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 22 ⎟⎠ = 4

RADICIAÇÃO

Caso seja necessário aplicar um radical numa fração, basta entender que: “a raiz da fração é a
fração das raízes.”

Exemplos:

EXPOENTE NEGATIVO

Todo número diferente de zero elevado a um expoente negativo é igual ao inverso do mesmo
número com expoente positivo.
Mas fica mais interessante entendermos que se invertermos uma fração, somos obrigados a
mudar o sinal do seu expoente.

1 1
Exemplo: a) 7−2 = = b) 4-3 = 1 = 1 c)
7 49
2 4³ 64

39
120

Outros exemplos:

a)

b)

c)

40
121
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M.M.C E M.D.C

MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM (M.M.C)


O mínimo múltiplo comum entre dois números é representado pelo menor valor comum
pertencente aos múltiplos dos números. Observe o M.M.C entre os números 20 e 30:
M(20) = 0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, ... e M(30) = 0, 30, 60, 90, 120, 150, 180, ...
Logo, o M.M.C entre 20 e 30 é equivalente a 60.
Outra forma de determinar o M.M.C entre 20 e 30 é pela fatoração, em que devemos escolher
os fatores comuns de maior expoente e os termos não comuns.
Observe: 20 = 2 x 2 x 5 = 2² x 5 e 30 = 2 x 3 x 5 = 2 x 3 x 5 logo:
M.M.C (20; 30) = 2² x 3 x 5 = 60
A terceira opção consiste em realizar a decomposição simultânea dos números, multiplicando
os fatores obtidos. Observe:

20 30 2
10 15 2
5 15 3
5 5 5
1
M.M.C (20, 30) = 2 x 2 x 3 x 5 = 60

Dica: Apenas números naturais tem M.M.C

Um método rápido e fácil para se determinar o M.M.C de um conjunto de números naturais é a


FATORAÇÃO.
Nela iremos decompor simultaneamente os valores, de forma que ao menos um deles possa
ser dividido pelo fator primo apresentado, até que não sobrem valores maiores que 1.
O produto dos fatores primos utilizados nesse processo é o Mínimo Múltiplo Comum.

41
122

Para que possamos fazer uma comparação, vamos tomar os números 6, 8 e 12 como exemplo.
Da fatoração destes três números temos:

6, 8, 12 2
3, 4, 6 2
3, 2, 3 2
3, 1, 3 3
1, 1, 1

O M.M.C (6, 8, 12) será calculado pelo produto desses fatores primos usados na decomposição
dos valores dados.
Logo: M.M.C (6, 8, 12) = 2.2.2.3 = 24

Qual é o M.M.C (15, 25, 40)?


Fatorando os três números temos:

Assim o M.M.C (15, 25, 40) = 2. 2 . 2 . 3 . 5 . 5 = 600

Propriedade do M.M.C.
Todo múltiplo comum de dois ou mais números inteiros é múltiplo do m.m.c. destes números.
Exemplo: os múltiplos comuns positivos de 2 , 5 e 6 são exatamente os múltiplos positivos de 30
(m.m.c. (2, 5, 6) = 30), ou seja, são 30 , 60, 90,...

Como identificar questões que exigem o cálculo do M.M.C?


Para não ficar em dúvida quanto à solicitação da questão (M.M.C ou M.D.C ?), basta entender
que o M.M.C por ser um “múltiplo comum”, é um número sempre será maior ou igual ao maior
dos valores apresentados , logo sempre um valor além dos valores dados, criando uma ideia de
“futuro”.
Já o M.D.C por ser um divisor desses valores, será sempre menor ou igual ao menor valor
apresentado , logo um valor aquém dos dados na questão, dando uma ideia de corte, divisão.

42
123
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Exemplo:

1. Numa linha de produção, certo tipo de manutenção é feita na máquina A a cada 3 dias; na
máquina B; a cada 4 dias, e na máquina C, a cada 6 dias. Se no dia 2 de dezembro foi feita
a manutenção nas três máquinas, após quantos dias as máquinas receberão manutenção no
mesmo dia?
Temos que determinar o M.M.C entre os números 3, 4 e 6.

Assim o M.M.C (3, 4, 6) = 2 * 2 * 3 = 12


Concluímos que após 12 dias, a manutenção será feita nas três máquinas. Portanto, dia 14 de
dezembro.

2. Um médico, ao prescrever uma receita, determina que três medicamentos sejam ingeridos pelo
paciente de acordo com a seguinte escala de horários: remédio A, de 2 em 2 horas; remédio
B, de 3 em 3 horas; e remédio C, de 6 em 6 horas. Caso o paciente utilize os três remédios às 8
horas da manhã, qual será o próximo horário de ingestão dos mesmos?
Calcular o M.M.C dos números 2, 3 e 6.

M.M.C (2, 3, 6) = 2 * 3 = 6
O mínimo múltiplo comum dos números 2, 3, 6 é igual a 6.
De 6 em 6 horas os três remédios serão ingeridos juntos. Portanto, o próximo horário será às 14
horas.

MÁXIMO DIVISOR COMUM (M.D.C)


O máximo divisor comum entre dois números é representado pelo maior valor comum
pertencente aos divisores dos números. Observe o M.D.C entre os números 20 e 30:
D (20) = 1, 2, 4, 5, 10, 20. e D (30) = 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30.
O maior divisor comum dos números 20 e 30 é 10.

43
124

Podemos também determinar o M.D.C entre dois números através da fatoração, em que
escolheremos os fatores comuns de menor expoente. Observe o M.D.C de 20 e 30 utilizando
esse método.
20 = 2 x 2 x 5 = 2² x 5 e 30 = 2 x 3 x 5 = 2 x 3 x 5
Logo M.D.C (20; 30) = 2 x 5 = 10
A terceira opção consiste em realizar a decomposição simultânea e conjunta dos números,
multiplicando os fatores obtidos. Observe:

Logo o M.D.C (20 , 30) = 10

MÉTODO PRÁTICO
Um método rápido e fácil para se determinar o M.D.C de um conjunto de números naturais é a
FATORAÇÃO.
Nela iremos decompor simultaneamente os valores, de forma que todos eles devem
ser divididos, ao mesmo tempo, pelo fator primo apresentado, até que se esgotem as
possibilidades dessa divisão conjunta.
O produto dos fatores primos utilizados nesse processo é o Máximo Divisor Comum.
Para que possamos fazer uma comparação, vamos tomar novamente os números 6, 8 e 12 como
exemplo.
Da fatoração conjunta desses três números, temos:

O M.D.C (6, 8, 12) será calculado pelo produto desses fatores primos usados na decomposição
dos valores dados.
Logo: M.D.C (6 , 8 , 12) = 2

44
125
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Qual é o M.D.C (15, 25, 40)?


Fatorando os três números, temos:

Assim o M.D.C (15, 25, 40) = 5

Qual é o M.D.C (15, 75, 105)?


Fatorando os três números, temos:

M.D.C (15, 75, 105) = 3 . 5 = 15


Note que temos que dividir todos os valores apresentados, ao mesmo tempo, pelo fator
primo. Caso não seja possível seguir dividindo todos, ao mesmo tempo, dá-se por encerrado
o cálculo do M.D.C.

Propriedade
Existe uma relação entre o M.M.C e o M.D.C de dois números naturais a e b.
• m.m.c. (a,b) . m.d.c. (a,b) = a . b
Ou seja, o produto entre o m.m.c e m.d.c de dois números é igual ao produto entre os dois
números.
Exemplo:
Se x é um numero natural tal que m.m.c. (14, x) = 154 e m.d.c. (14, x) = 2, podemos dizer que x
vale.
a) 22
b) – 22
c) + 22 ou – 22
d) 27
e) – 27

45
126

Como identificar questões que exigem o cálculo do M.D.C?


Para não ficar em dúvida quanto à solicitação da questão, M.M.C ou M.D.C, basta entender que
o M.D.C por ser um “divisor comum”, é um número que sempre será menor ou igual ao menor
dos valores apresentados, logo sempre é um valor aquém dos valores dados, dando ideia de
corte, fração.
Já o M.M.C, por ser um “múltiplo comum”, é um número que sempre será maior ou igual ao
maior dos valores apresentados, logo sempre é um valor além dos valores dados, criando uma
ideia de “futuro”.
Apesar do nome Mínimo Múltiplo Comum é equivocado pensar que o “mínimo” indica um
número pequeno, talvez menor que os valores apresentados. Na verdade ele é o menor dos
múltiplos e quase sempre maior que todos esses valores de quem se busca o cálculo do M.M.C.

Faça você

3. Em uma árvore de natal, três luzes piscam com frequência diferentes. A primeira pisca a cada 4
segundos, a segunda a cada 6 segundos e a terceira a cada 10 segundos. Se num dado instante
as luzes piscam ao mesmo tempo, após quantos segundos voltarão, a piscar juntas?
a) 24.
b) 40.
c) 60.
d) 80.
e) 100.

4. Uma indústria de tecidos fabrica retalhos de mesmo comprimento. Após realizar os cortes
necessários, verificou-se que duas peças restantes tinham as seguintes medidas: 156
centímetros e 234 centímetros. O gerente de produção ao ser informado das medidas, deu
a ordem para que o funcionário cortasse o pano em partes iguais e de maior comprimento
possível. Sendo assim, a quantidade de novos retalhos de tecido e a medida de cada um deles,
valem, respectivamente:
a) 3 e 78.
b) 5 e 78.
c) 6 e 65.
d) 65 e 6.
e) 78 e 5.

46
127
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

5. Um escritório comprou os seguintes itens: 140 marcadores de texto, 120 corretivos e 148 blocos
de rascunho e dividiu esse material em pacotinhos, cada um deles contendo um só tipo de
material, porém todos com o mesmo número de itens e na maior quantidade possível. Sabendo-
se que todos os itens foram utilizados, então o número total de pacotinhos feitos foi:
a) 74.
b) 88.
c) 96.
d) 102.
e) 112.

6. Para a confecção de sacolas serão usados dois rolos de fio de nylon. Esses rolos, medindo 450
cm e 756 cm serão divididos em pedaços iguais e do maior tamanho possível. Sabendo que não
deve haver sobras, quantos pedaços serão obtidos?
a) 25.
b) 42.
c) 67.
d) 35.
e) 18.

Gabarito: 3. C 4. B 5. D 6. C

47
128

QUESTÕES

COMO AS BANCAS COBRAM ISSO?

1. (FCC) O resultado de 3/7 + 7/3 é


a) 10/10.
b) 10/21.
c) 58/21.
d) 42/10.
e) 42/21.

2. (CESGRANRIO) Thiago pagou 1/3 de uma dívida e ainda ficou devendo R$ 50,00. Qual era, em
reais, o valor total da dívida?
a) 25,00.
b) 75,00.
c) 85,00.
d) 95,00.
e) 150,00.

3. (CESPE) Em uma escola do município X, há, no 7º ano, 40 estudantes matriculados no turno


matutino, 35, no vespertino e 30, no noturno. Com base nessas informações, julgue o item
seguinte.
Menos de 1/3 dos estudantes do 7º ano dessa escola estudam no turno noturno.
( ) Certo   ( ) Errado

4. (CESGRANRIO) Para pintar o banheiro de uma casa, são necessários 18 litros de tinta. Se já foi
usado 1/4 desse total, quantos litros de tinta já foram gastos?
a) 2,5.
b) 3,5.
c) 4,5.
d) 5,5.
e) 6,5.

48
129
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

5. (CESPE) As figuras I e II a seguir ilustram recipientes cilíndricos retos, idênticos, que contêm
suco. Em cada recipiente foram feitas marcações igualmente espaçadas, mas diferentes nos
recipientes I e II. Há mais suco no recipiente I que no II.

Nessa situação, a fração do volume que o recipiente I tem a mais que o II é igual a
a) 8/15.
b) 8/13.
c) 3/10.
d) 4/3.
e) 7/20.

6. (CESGRANRIO) Uma central de tratamento de resíduos transforma resíduos da construção civil


(entulho de obras) em areia e pedra prontos para serem reaproveitados, reciclando, ao todo,18
mil toneladas de entulho por mês. Se, 2/3 desse total, correspondem à areia, e o restante, a
pedras, quantos milhares de toneladas de areia reciclada são produzidos, em três meses, por
essa central?
a) 12.
b) 18.
c) 24.
d) 30.
e) 36.

7. (FCC) Um número natural é tal que a soma entre a quarta parte de seu triplo, a terça parte de
seu dobro e sua metade é também um número natural menor que 25 e maior que 21. Sendo
assim, é correto afirmar que esse número natural é
a) múltiplo de 5.
b) múltiplo de 6.
c) divisor de 22.
d) divisor de 8.
e) múltiplo de 48.

8. (CESPE) Considere que, das correspondências que um carteiro deveria entregar em determinado
dia, 5/8 foram entregues pela manhã, 1/5 à tarde e 14 ficaram para ser entregues no dia
seguinte. Nessa situação, a quantidade de correspondências entregue pelo carteiro naquele dia
foi igual a

49
130

a) 98.
b) 112.
c) 26.
d) 66.
e) 82.

9. (FCC) Em dado instante, o marcador de combustível de um carro indicava que o tanque


estava com 5/8 de sua capacidade. A partir desse instante, foram consumidos 25,5 litros de
combustível, passando o marcador a indicar 1/4 da capacidade do tanque. A capacidade do
tanque desse carro, em litros, é igual a:
a) 60.
b) 64.
c) 66.
d) 68.
e) 72.

10. (FCC) No aniversário de Clarice, seu avô queria dar parte de R$ 1.400,00 de presente para ela.
Ele propôs as seguintes opções: ou Clarice escolhia 2/5 dos 3/4 dos 1.400,00 reais ou escolhia
4/5 dos 3/7 dos 1.400,00 reais. Ao escolher a opção na qual ganharia mais dinheiro Clarice
receberia a mais do que na outra opção a quantia, em reais, de:
a) 60,00.
b) 420,00.
c) 45,00.
d) 125,00.
e) 900,00.

11. (FCC) Um armário tem quatro prateleiras. Do total de processos que um auxiliar judiciário
deveria arquivar nesse armário, sabe-se que: 1/5 foi colocado na primeira prateleira, 1/6 na
segunda, 3/8 na terceira e os 62 processos restantes na quarta. Assim sendo, o total de processos
arquivados era:
a) 240.
b) 210.
c) 204.
d) 120.
e) 105.

12. (FCC) Um casal e seu filho foram a uma pizzaria jantar. O pai comeu ¾ de uma pizza. A mãe
comeu 2/5 da quantidade que o pai havia comido. Os três juntos comeram exatamente duas
pizzas, que eram do mesmo tamanho. A fração de uma pizza que o filho comeu foi:
a) 3/5.
b) 6/20.
c) 7/10.
d) 19/20.
e) 21/15.

50
131
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

13. (CESGRANRIO) Mauro precisava resolver alguns exercícios de Matemática.


Ele resolveu 1/5 dos exercícios no primeiro dia. No segundo dia, resolveu 2/3 dos exercícios
restantes e, no terceiro dia, os 12 últimos exercícios.
Ao todo, quantos exercícios Mauro resolveu?
a) 30.
b) 40.
c) 45.
d) 75.
e) 90.

Gabarito: 1. C 2. B 3. C 4. C 5. ? 6. A 7. B 8. D 9. D 10. A 11. A 12. D 13. C

51
132
133

MÓDULO 4

SISTEMA MÉTRICO DECIMAL 

Definição: O SISTEMA MÉTRICO DECIMAL é parte integrante do Sistema de Medidas. É adotado


no Brasil tendo como unidade fundamental de medida o metro. O Sistema de Medidas é um
conjunto de medidas usado em quase todo o mundo, visando padronizar as formas de medição.  
Unidades de medida ou sistemas de medida é um tema bastante presente em concursos
públicos e, por isso, é mais um dos assuntos tratados nesse livro.
Para podermos comparar um valor com outro, utilizamos uma grandeza predefinida como
referência, grandeza essa chamada de unidade padrão.
As unidades de medida padrão que nós brasileiros utilizamos com maior frequencia são o
grama, o litro e o metro, assim como o metro quadrado e o metro cúbico.
Além dessas também fazemos uso de outras unidades de medida para realizarmos, por exemplo,
a medição de tempo, de temperatura ou de ângulo.
Dependendo da unidade de medida que estamos utilizando, a unidade em si ou é muito grande
ou muito pequena. Nesse caso, então, utilizamos os seus múltiplos ou submúltiplos. O grama
geralmente é uma unidade muito pequena para o uso cotidiano, por isso, em geral, utilizamos
o quilograma, assim como em geral utilizamos o mililitro ao invés da própria unidade litro,
quando o assunto é bebidas por exemplo.

UTILIZAÇÃO DAS UNIDADES DE MEDIDA

Quando estamos interessados em saber a quantidade de líquido que cabe em um recipiente, na


verdade estamos interessados em saber a sua capacidade. O volume interno de um recipiente
é chamado de capacidade. A unidade de medida utilizada na medição de capacidades é o litro.
Se estivéssemos interessados em saber o volume do recipiente em si, a unidade de medida
utilizada nessa medição seria o metro cúbico.
Para ladrilharmos um cômodo de uma casa, é necessário que saibamos a área deste cômodo.
Áreas são medidas em metros quadrados.
Para sabermos o comprimento de uma corda, é necessário que a meçamos. Nessa medição, a
unidade de medida utilizada será o metro ou metro linear.
Se você for fazer uma saborosa torta de chocolate, precisará comprar cacau e o mesmo será
pesado para medirmos a massa desejada. A unidade de medida de massa é o grama.

53
134

Veja a tabela a seguir, na qual agrupamos essas principais unidades de medida, seus múltiplos e
submúltiplos do Sistema Métrico Decimal, segundo o Sistema Internacional de Unidades – SI:

Subconjunto de Unidades de Medida do Sistema Métrico Decimal

Medida de Grandeza Fator Múltiplos Unidades Submúltiplos

Capacidade Litro 10 kl hl dal l dl cl ml


Volume Métro Cúbico 1000 km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Metro
Área 100 km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quadrado
Comprimento Metro 10 km hm dam m dm cm mm
Massa Grama 10 kg hg dag g dg cg mg


⥂x ⥂x
� �
⥂x �
⥂x �
⥂x �
⥂x �
⥂x ⥂x

Observe que as setas que apontam para a direita indicam uma multiplicação pelo fator
multiplicador (10, 100 ou 1000 dependendo da unidade de medida), assim como as setas que
apontam para a esquerda indicam uma divisão também pelo fator.
A conversão de uma unidade para outra unidade dentro da mesma grandeza é realizada
multiplicando-se ou dividindo-se o seu valor pelo fator de conversão, dependendo de a unidade
original estar à esquerda ou à direita da unidade a que se pretende chegar, tantas vezes quantos
forem o número de níveis de uma unidade a outra.

Exemplos de Conversão entre Unidades de Medida


Leitura das Medidas de comprimento
Podemos efetuar a leitura correta das medidas de comprimento com o auxilio de um quadro
chamado “quadro de unidades”.
Exemplo: Leia 16,072 m

Km Hm Dam M Dm Cm Mm
Kilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro

Km Hm Dam M Dm Cm Mm
1 6, 0 7 2

Após ter colocado os respectivos valores dentro das unidades equivalentes, lê-se a parte inteira
acompanhada da unidade de medida do seu último algarismo e a parte decimal com a unidade
de medida o último algarismo.

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135
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

16,072 m = Dezesseis metros e setenta e dois milímetros

Veja outros exemplos de leitura:


8,05 km = Lê-se assim: “oito quilômetros e cinco decâmetros”
72,207 dam = Lê-se assim: “setenta e dois decâmetros e duzentos e sete centímetros”
0,004 m = Lê-se assim: “quatro milímetros”
Observe a tabela abaixo:

Exemplos de Conversão entre Unidades de Medida:


→ Converta 2,5 metros em centímetros
Para convertermos 2,5 metros em centímetros, devemos multiplicar (porque na tabela metro
está à esquerda de centímetro) 2,5 por 10 duas vezes, pois, para passarmos de metros para
centímetros, saltamos dois níveis à direita.
Primeiro passamos de metros para decímetros e depois de decímetros para centímetros:
2,5 m . 10 . 10 = 250cm
Isso equivale a passar a vírgula duas casas para a direita.
Portanto: 2,5 m é igual a 250 cm

→ Passe 5.200 gramas para quilogramas


Para passarmos 5.200 gramas para quilogramas, devemos dividir (porque na tabela grama
está à direita de quilograma) 5.200 por 10 três vezes, pois para passarmos de gramas para
quilogramas saltamos três níveis à esquerda.
Primeiro passamos de grama para decagrama, depois de decagrama para hectograma e
finalmente de hectograma para quilograma:
5200g : 10 : 10 : 10 = 5,2 kg
Isso equivale a passar a vírgula três casas para a esquerda.
Portanto: 5.200 g é igual a 5,2 kg

→ Quantos centilitros equivalem a 15 hl?


Para irmos de hectolitros a centilitros, passaremos quatro níveis à direita. Multiplicaremos
então 15 por 10 quatro vezes:
15 hl. 10 . 10 . 10 . 10 = 150000 cl
Isto equivale a passar a vírgula quatro casas para a direita.
Portanto: 150.000 cl equivalem a 15 hl.

55
136

→ Quantos quilômetros cúbicos equivalem a 14 mm3?


Para passarmos de milímetros cúbicos para quilômetros cúbicos, passaremos seis níveis à
esquerda. Dividiremos então 14 por 1000 seis vezes:
Portanto:
0,000000000000000014 km3, ou a 1,4 x 10-17 km3 se expresso em notação científica equivalem
a 14 mm3.
Passe 50 dm2 para hectometros quadrados
Para passarmos de decímetros quadrados para hectómetros quadrados, passaremos três níveis
à esquerda. Dividiremos então por 100 três vezes:
50 dm² : 100 : 100 : 100 = 0,00005 km²
Isto equivale a passar a vírgula seis casas para a esquerda.
Portanto: 50 dm2 é igual a 0,00005 hm2

EQUIVALÊNCIA ENTRE MEDIDAS DE VOLUME


E MEDIDAS DE CAPACIDADE

• Para estabelecermos uma “ponte” entre medidas de volume de capacidade, usaremos as


seguintes conversões:
→ 1m³ corresponde a 1.000 litros.
→ 1dm³ corresponde a 1 litro.
→ 1cm³ corresponde a 1 ml.

Exemplos de Conversão entre Medidas de


Volume e Medidas de Capacidade
→ Quantos decalitros equivalem a 1 m3?
Sabemos que 1 m3 equivale a 1.000 l, portanto, para convertermos de litros a decalitros,
passaremos um nível à esquerda. Dividiremos então 1.000 por 10 apenas uma vez:
1000l : 10 = 100 dal
Isso equivale a passar a vírgula uma casa para a esquerda.
Poderíamos também raciocinar da seguinte forma:
Como 1 m3 equivale a 1 kl, basta fazermos a conversão de 1 kl para decalitros, quando então
passaremos dois níveis à direita. Multiplicaremos então 1 por 10 duas vezes:
ikl. 10 . 10 = 100 dal
Portanto: 100 dal equivalem a 1 m3.

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RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

→ 348 mm3 equivalem a quantos decilitros?


Como 1 cm3 equivale a 1 ml, é melhor dividirmos 348 mm3 por mil, para obtermos o seu
equivalente em centimetros cúbicos: 0,348 cm3. Logo 348 mm3 equivale a 0,348 ml, já que cm3
e ml se equivalem.
Nesse ponto, já convertemos de uma unidade de medida de volume, para uma unidade de
medida de capacidade.
Falta-nos passarmos de mililitros para decilitros, quando então passaremos dois níveis à
esquerda.
Dividiremos então por 10 duas vezes:
0,348 ml : 10 : 10 = 0,00348 dl
Logo: 348 mm3 equivalem a 0,00348 dl.

DÚVIDAS FREQUENTES

• Um metro cúbico equivale a quantos metros quadrados?


• Converter medidas em decilitros para gramas.
• Quantos litros cabem em um metro quadrado?
• Como passar litros para milímetros?
• Quantos centímetros lineares há em um metro quadrado?
• Conversão de litros para gramas.
• Um centímetro corresponde a quantos litros?
• Como passar de centímetros quadrados para mililitros?
• Quantos mililitros tem um centímetro?
• Transformar m3 em metro linear.
• Quanto vale um centímetro cúbico em gramas?

Você consegue notar algum problema nessas pesquisas?


O problema é que elas buscam a conversão entre unidades de medidas incompatíveis, como
por exemplo, a conversão de metro cúbico para metro quadrado. A primeira é uma unidade de
medida de volume e a segunda é uma unidade de medida de área, por isso são incompatíveis e
não existe conversão de uma unidade para a outra.
Então todas as conversões acima não são possíveis de se realizar, a não que se tenha outras
informações, como a densidade do material na última questão, mas isso já uma outra disciplina.
Acredito que a razão dessas dúvidas é o fato de o estudante não conseguir discernir claramente
o que são comprimento, área, volume e capacidade, portanto vou procurar esclarecer tais
conceitos com maiores detalhes.

57
138

SISTEMA DE MEDIDA DE TEMPO

MEDIDAS DE TEMPO

É comum em nosso dia a dia perguntas do tipo:


• Qual é a duração dessa partida de futebol?
• Qual é o tempo dessa viagem?
• Qual é a duração desse curso?
• Qual é o melhor tempo obtido por esse corredor?
Todas essas perguntas serão respondidas tomando por base uma unidade padrão de medida de
tempo.
A unidade de tempo escolhida como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.
Um dia é um intervalo de tempo relativamente longo. Nesse período você pode dormir, se
alimentar, estudar, se preparar para concursos e muitas outras coisas.
Muitas pessoas se divertem assistindo a um bom filme, porém, se os filmes tivessem a duração
de um dia, eles não seriam uma diversão, mas sim uma tortura.
Se dividirmos em 24 partes iguais o intervalo de tempo relativo a um dia, cada uma dessas
frações de tempo corresponderá a exatamente uma hora, portanto concluímos que um dia
equivale a 24 horas e que 1 24 do dia equivale a uma hora.
Uma ou duas horas é um bom tempo para se assistir um filme, mas para se tomar um banho é
um tempo demasiadamente grande.
Portanto, dependendo da tarefa, precisamos fracionar o tempo, nesse caso, a hora.
Se dividirmos em 60 partes iguais o intervalo de tempo correspondente a uma hora, cada uma
dessas 60 partes terá a duração exata de um minuto, o que nos leva a concluir que uma hora
equivale a 60 minutos, assim como 1 60 da hora equivale a um minuto.
Dez ou quinze minutos é um tempo mais do que suficiente para tomarmos um bom banho
ouvindo uma boa música, mas, para atravessarmos a rua, esse tempo é um verdadeiro convite
a um atropelamento.
Se dividirmos em 60 partes iguais o intervalo de tempo relativo a um minuto, cada uma dessas
partes terá a duração exata de um segundo. Com isto concluímos que um minuto equivale a 60
segundos e que 1 60 do minuto equivale a um segundo.
Das explicações acima podemos chegar ao seguinte resumo:
• 1 dia = 24 horas
• 1 hora = 60 minutos
• 1 minuto = 60 segundos

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RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Assim, também podemos concluir que :


• 1 hora = 1/24 dia
• 1 minuto = 1/60 hora
• 1 segundo = 1/60 minuto.

MÚLTIPLOS E SUBMÚLTIPLOS DO SEGUNDO

Quadro de unidades

Múltiplos
Minutos Horas Dia
min h d
60s 60 min = 3.600s 24h = 1.440min = 86.400s

São submúltiplos do segundo:


• décimo de segundo
• centésimo de segundo
• milésimo de segundo
Cuidado: Nunca escreva 2,40h como forma de representar 2h40min. Pois o sistema de medidas
de tempo não é decimal.
Observe:

Tabela para Conversão entre Unidades de Medidas de Tempo

sendo para converter de para multiplique por


1 1
1h = d horas dias
24 24

1 1
1min = h minutos horas
60 60

59
140

sendo para converter de para multiplique por


1 1
1s = min segundos minutos
60 60

1min = 60s minutos segundos 60

1h = 60min horas minutos 60

1d = 24h dias horas 24

Além das unidades vistas anteriormente, podemos também relacionar algumas outras:

Unidade Equivale
Semana 7 dias
Quinzena 15 dias
Mês 30 dias *
Bimestre 2 meses
Trimestre 3 meses
Quadrimestre 4 meses
Semestre 6 meses
Ano 12 meses
Década 10 anos
Século 100 anos
Milênio 1000 anos

* O mês comercial utilizado em cálculos financeiros possui, por convenção, 30 dias.

Exemplos Resolvidos
• Converter 25 minutos em segundos
A unidade de tempo minuto é maior que a unidade segundo, já que 1 minuto contém 60
segundos. Portanto, de acordo com o explicado acima, devemos realizar uma multiplicação,
mas devemos multiplicar por quanto?
Devemos multiplicar por 60, pois cada minuto equivale a 60 segundos:
Visto que:
A min = 60 seg
Então:
Assim, 25 min é igual a 1500 s.

60
141
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

• Converter 2220 segundos em minutos


Este exemplo solicita um procedimento oposto ao do exemplo anterior. A unidade de tempo
segundo é menor que a unidade minuto já que: 1s = 1 60 min
Logo, devemos dividir por 60, pois cada segundo equivale a 1 60 do minuto: 2.200 ÷ 60 = 37
Note que alternativamente, conforme a tabela de conversão acima, poderíamos ter multiplicado
60 ao invés de termos dividido por 60, já que são operações equivalentes:
1

2.200 x 1 = 37
60
Assim, 2.220 s é igual a 37 min.

• Quantos segundos há em um dia?


Nos exemplos anteriores nos referimos a unidades vizinhas, convertemos de minutos para
segundos e vice-versa.
Como a unidade de tempo dia é maior que a unidade segundo, iremos solucionar o problema
recorrendo a uma série de multiplicações.
Pela tabela de conversão acima para convertermos de dias para horas devemos multiplicar por
24, para convertermos de horas para minutos devemos multiplicar por 60 e finalmente para
convertermos de minutos para segundos também devemos multiplicar por 60. Temos então o
seguinte cálculo:
1 x 24 x 60 x 60 = 864.000

• 10.080 minutos são quantos dias?


Semelhante ao exemplo anterior, só que, nesse caso, precisamos converter de uma unidade
menor para uma unidade maior. Como as unidades não são vizinhas, vamos então precisar de
uma série de divisões.
De minutos para horas precisamos dividir por 60 e de horas para dias temos que dividir por 24.
O cálculo será então:
10.080 ÷ 60 ÷ 24 = 7
Assim, 10.080 minutos correspondem 7 dias.

Faça você

1. O resultado de 15.000 mm2 + 15 cm2 é igual a:


a) 0,1515 dm2
b) 1,5015 dm2
c) 1,65 dm2
d) 15,15 dm2
e) 151,5 dm2

61
142

2. A atleta brasileira Fabiana Murer alcançou a marca de 4,60 m no salto com vara, nos Jogos Pan-
americanos realizados no Rio de Janeiro em 2007. Sua melhor marca é de 4,80 m, recorde sul-
americano na categoria. Qual é a diferença, em centímetro, entre essas duas marcas?
a) 0,2
b) 2
c) 20
d) 200
e) 2000

3. Se 13,73 dam foram convertidos para várias unidades diferentes. Das conversões abaixo,
assinale a única que está errada
a) 13730 cm
b) 137,3 m
c) 1,373 hm
d) 0,01373 km
e) 1.373 dm

4. Uma tartaruga percorreu, num dia, 6,05 hm. No dia seguinte, percorreu mais 0,72 km e, no
terceiro dia, mais 12.500 cm. Qual a distância que a tartaruga percorreu nos três dias?
a) 1,45 m
b) 14,5 m
c) 145 m
d) 1450 m
e) 14500 m

Gabarito: 1. C 2. C 3. D 4. D

62
143

MÓDULO 5

EQUAÇÃO DE 1° GRAU

DEFINIÇÃO

A equação de 1º grau é a equação na forma ax + b = 0, onde a e b são números reais e x é a


variável (incógnita). O valor da incógnita x é

b
ax + b = 0 Þ x=-
a

1. Exemplo
Resolva as equações:
a) 5x – 20 = 0

b) 4x +15 = – x

x+3 x−3
c) − =7
2 3

2x
d) +3= x
5

63
144

2. Dois funcionários do Banco de Brasília farão conjuntamente o cadastramento dos novos clientes.
Se um deles cadastrar 2/5 dos clientes e o outro os 81 clientes restantes, o total de clientes
cadastrados é de:
a) 125.
b) 135.
c) 142.
d) 145.
e) 160.

3. Um fundo de investimentos do Banco de Brasília , após uma queda, perdeu 1/10 de seu valor
e este ficou com R$ 36.000,00 de saldo. Nestas condições, o valor do fundo antes da queda era
igual a:
a) 44.000,00.
b) 42.000,00.
c) 40.000,00.
d) 38.000,00.
e) 32.000,00.

4. Do salário que recebe mensalmente, um gerente do Banco de Brasília gasta 5/8 e guarda o
restante, R$ 1650,00, em caderneta de poupança. O salário mensal desse gerente em reais, é:
a) R$ 4400,00.
b) R$ 1976,00.
c) R$ 3804,00.
d) R$ 2640,00.
e) R$ 2800,00.

5. Um funcionário aprovado no concurso do Banco de Brasília, quando foi nomeado ,gastou 1/3
do seu primeiro salário e depois gastou 1/4 do restante ficando com R$ 1200,00 apenas. Esse
salário é de
a) R$ 4800,00.
b) R$ 4200,00.
c) R$ 3600,00.
d) R$ 2400,00.
e) R$ 2000,00.

6. Um cliente do BRB gasta 1/4 do dinheiro que tem numa aplicação e, em seguida, 2/3 do que lhe
resta, ficando com R$ 350,00. Quanto tinha inicialmente?
a) R$ 400,00.
b) R$ 700,00.
c) R$ 1400,00.
d) R$ 2100,00.
e) R$ 2800,00.

64
145
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

7. A idade do professor Edgar daqui a 12 anos sera o dobro da idade que ele tinha há 18 anos.
Sendo assim a idade atual do Edgar é de:
a) 30 anos.
b) 36 anos.
c) 40 anos.
d) 48 anos.
e) 50 anos.

Gabarito: 2. B 3. C 4. A 5. D 6. C 7. D

65
146
147

MÓDULO 6

EQUAÇÕES DO 2º GRAU

A equação de 2º grau é a equação na forma ax² + bx + c = 0, onde a, b e c são números reais e x


é a variável (incógnita). O valor da incógnita x é determinado pela fórmula de Bháskara.
Nas equações escritas na forma ax² + bx + c = 0 (forma normal ou forma reduzida de uma
equação do 2º grau na incógnita x), chamamos a, b e c de coeficientes.
• “a” é sempre o coeficiente de x²;
• “b” é sempre o coeficiente de x,
• “c” é o coeficiente ou termo independente.
Assim:
• x² – 5x + 6 = 0 é uma equação do 2º grau com a = 1, b = – 5 e c = 6.
• 6x² – x – 1 = 0 é uma equação do 2º grau com a = 6, b = – 1 e c = – 1.
• 7x² – x = 0 é uma equação do 2º grau com a = 7, b = – 1 e c = 0.
• x² – 36 = 0 é uma equação do 2º grau com a = 1, b = 0 e c = – 36.

Complete o quadro conforme os exemplos:

Coeficientes
Equação
a b c
6x2 – 3x + 1=0

5
−3x2 − + 4x = 0
2
2x2 – 8 = 0
6x2 – 3x = 0

67
148

RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES COMPLETAS DE 2º GRAU

ax2 + bx + c = 0

Como solucionar uma equação do 2º grau?


Para solucionar equações do 2º grau, utilizaremos a fórmula de Bháskara.

−b ± b2 − 4ac
x=
2a
Onde a, b e c são os coeficientes (números) encontrados na equação.
Exemplo:
Resolução a equação: 7x2 + 13x – 2 = 0
Temos a = 7, b = 13 e c = – 2.
Substituindo na fórmula, temos:

Vale ressaltar que, de acordo com o discriminante, temos três casos a considerar:
• 1º Caso: O discriminante é positivo , ∆ > 0, então a equação tem duas raízes reais diferentes.
• 2º Caso: O discriminante é nulo , ∆ = 0, então a equação tem duas raízes reais e iguais.
• 3º Caso: O discriminante é negativo, ∆ < 0 ,então não há raízes reais.

68
149
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Atenção!
• Raiz (ou zero da função) é(são) o(s) valor(es) da incógnita x que tornam verdadeira a
equação.

Exemplos:
I – As raízes de x² – 6x + 8 = 0 são x1 = 2 e x2 = 4 pois (2)² – 6(2) +8 = 0 e (4)² – 6(4) + 8 = 0

II – As raízes de x² + 6x + 9 = 0 são x1 = x2 = – 3 pois (– 3)² +6 (– 3) + 9 =0

Faça você

1. Determine as raízes das equações:


  a) x² – 2x – 15 = 0 b) – x² + 10x – 25 = 0

RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES INCOMPLETAS DE 2º GRAU

Na resolução das incompletas não é necessário resolver por Bháskara, basta usar os métodos
específicos que variam de acordo com o tipo de incompleta: incompleta sem o termo com “x”
ou a incompleta sem o termo independente.

Faça você

2. Encontre as raízes das equações abaixo:


a) x² – 4x = 0 b) – 3x² +9x = 0 c) x² – 36 = 0 d) 3x² = 27

69
150

SOMA E PRODUTO DAS RAÍZES

A soma e o produto das raízes da função quadrática são dados pelas fórmulas:
Soma = x1 + x2 = ____
–b

a

Produto = x1 . x2 =___
c
a

Faça você

3. Determine a soma e o produto das raízes das equações:


a) x² – 7x – 9 = 0 b) – 4x² + 6x = 0 c) 3x² – 10 = 0

4. O número – 3 é a raíz da equação x2 – 7x – 2c = 0. Nessas condições, o valor do coeficiente c é:


a) 11
b) 12
c) 13
d) 14
e) 15

5. A maior raiz da equação – 2x² + 3x + 5 = 0 vale:


a) –1
b) 1
c) 2
d) 2,5
e) (3 + 19 )
4

70
151
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

6. O produto das raízes reais da equação 4x² – 14x + 6 = 0 é igual


a) – 3/2
b) – 1/2
c) 1/2
d) 3/2
e) 5/2

Gabarito: 4. E 5. D 6. D

71
152
153

MÓDULO 7

FUNÇÕES

DEFINIÇÃO

A importância do estudo de função não é restrita apenas aos interesses da matemática, mas
colocado em prática em outras ciências, como a física e a química.
Na matemática, o estudo de função é dividido basicamente em:
• Características, tipos e elementos de uma função.
• Tipos de funções.
Nem sempre percebemos, mas estamos em contato com as funções no nosso dia a dia, por
exemplo:
Quando assistimos ou lemos um jornal, muitas vezes nos deparamos com um gráfico, que
nada mais é que uma relação, comparação de duas grandezas ou até mesmo uma função, mas
representada graficamente.
Para que esse gráfico tome forma é necessário que essa relação, comparação, seja representada
em uma função na forma algébrica.
Para dar início ao estudo de função é necessário o conhecimento de equações, pois todo o
desenvolvimento algébrico de uma função é resolvido através de equações.
É uma relação entre dois conjuntos, onde há uma relação entre cada um de seus elementos.
Também pode ser uma lei que para cada valor x é correspondido por apenas um e único
elemento y, também denotado por ƒ(x).

73
154

Exemplo: Assinale abaixo se o gráfico representa ou não uma função.

Vale ressaltar que todo valor de “x” que pode ser escolhido e utilizado na função compõe o que
chamamos de DOMÍNIO e todo “y” obtido como resposta é a famosa IMAGEM da função.
Resumindo: Domínio são os valores de “x” que podemos usar e Imagem são os valores de “Y”
que obtemos como resposta.

74
155
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

FUNÇÕES DE 1º GRAU

Chama-se função polinomial do 1º grau, ou função afim, a qualquer função f de IR em IR dada


por uma lei da forma:
onde a e b são números reais dados e a ≠ 0.

f (x) = ax + b
Seu gráfico é sempre uma reta.
a → Coeficiente angular, Parâmetro angular, Inclinação ou Declividade.
b → Coeficiente linear, Parâmetro linear ou Termo Independente.

Atenção!
O coeficiente linear b é o ponto de intersecção do eixo y.
O coeficiente angular a não é o ponto de intersecção do eixo x.
Veja alguns exemplos de funções polinomiais do 1º grau:
f(x) = 5x – 3, onde a = 5 e b = – 3
f(x) = – 2x – 7, onde a = – 2 e b = – 7
f(x) = – x, onde a = – 1 e b = 0

Exemplo:
Sendo f(x) = – 4x + 10, determine:
a) f(3)
b) f(0)
c) f(x) = 2
d) f(x) = 0

75
156

COEFICIENTE ANGULAR

a > 0 a<0
Reta CRESCENTE Reta DECRESCENTE

COEFICIENTE LINEAR

           b > 0         b < 0          b = 0

1. Assinale as leis de formação das funções abaixo:

a) f(x) = – 3/2 x a) f(x) = – 3x + 2


b) f(x) = – 3/2 x +2 b) f(x) = 2x – 3
c) f(x) = – 3x +2 c) f(x) = 2x – 1
d) f(x) = – 2x + 3 d) f(x) = x – 2
e) f(x) = – 2/3x e) f(x) = 2x – 2

76
157
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

2. Uma função polinomial f do 1º grau é tal que f(3) = 6 e f(4) = 8. Portanto, o valor de f(10) é:
a) 16.
b) 17.
c) 18.
d) 19.
e) 20.

3. Considere a tabela a seguir, que apresenta dados sobre as funções g, h, k, m, f.

t g(t) h(t) k(t) m(t) f(t)


1 23 10 2,2 –1 4,0
2 24 20 2,5 1 4,5
3 26 29 2,8 –2 5,5
4 29 37 3,1 –3 7,5
5 33 44 3,4 –3 7,5
6 38 50 3,7 3 8,5

A função cujo gráfico está sobre uma mesma reta é


a) g.
b) h.
c) k.
d) m.
e) f.

4. A tabela a seguir, obtida a partir de dados do Ministério do Meio Ambiente, mostra o cresci-
mento do número de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção.

NÚMERO DE ESPÉCIES
239 276 313 350 387 424
AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO
Ano 1893 1987 1991 1995 1999 2003

Se mantida, nos anos subsequentes, a tendência linear de crescimento mostrada na tabela, o


número de espécies ameaçadas de extinção em 2011 será igual a:
a) 461.
b) 498.
c) 535.
d) 572.
e) n.d.a.

77
158

5. Em fevereiro, o governo da Cidade do México, metrópole com uma das maiores frotas de
automóveis do mundo, passou a oferecer à população bicicletas como opção de transporte. Por
uma anuidade de 24 dólares, os usuários têm direito a 30 minutos de uso livre por dia. O ciclista
pode retirar em uma estação e devolver em qualquer outra e, se quiser estender a pedalada,
paga 3 dólares por hora extra.
Revista Exame. 21 abr. 2010.

A expressão que relaciona o valor f pago pela utilização da bicicleta por um ano, quando se
utilizam x horas extras nesse período é:
a) f(x) = 3x.
b) f(x) = 24.
c) f(x) = 27.
d) f(x) = 3x + 24.
e) f(x) = 24x + 3.

6. O valor de um caminhão do tipo A novo é de R$ 90.000,00 e, com 4 anos de uso, é de


R$ 50.000,00. Supondo que o preço caia com o tempo, segundo uma função linear, o valor de
um caminhão do tipo A, com 2 anos de uso, em reais, é de
a) 40.000,00.
b) 50.000,00.
c) 60.000,00.
d) 70.000,00.
e) 80.000,00.

Gabarito: 2. E 3. C 4. B 5. D 6. D

78
159

MÓDULO 8

FUNÇÃO DE 2º GRAU

DEFINIÇÃO

Chama-se função quadrática, ou função polinomial do 2º grau, qualquer função f de IR em IR


dada por uma lei da forma f(x) = ax² + bx + c, onde a, b e c são números reais e a ≠ 0.

f(x) = ax2 + bx + c
O gráfico de uma função polinomial do 2º grau é uma curva chamada parábola.
Exemplos de funções quadráticas:
f(x) = 3x² – 4x + 1, onde a = 3, b = – 4 e c = 1
f(x) = x² – 1, onde a = 1, b = 0 e c = – 1
f(x) = – x² + 8x, onde a = 1, b = 8 e c = 0
f(x) = – 4x², onde a = – 4, b = 0 e c = 0

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

→ Ao construir o gráfico de uma função quadrática y = ax2 + bx + c, notaremos sempre que:

  concavidade voltada para cima          concavidade voltada para baixo

79
160

→ Outra relação importante na função do 2º grau é o ponto onde a parábola corta o eixo y.
Verifica-se que o valor do coeficiente “c” na lei de formação da função corresponde ao valor do
eixo y onde a parábola o corta.

→ A análise do coeficiente “b” pode ser orientada pela analise de uma reta “imaginária” que
passa pelo “c” e pelo vértice. Assim:

Nos exemplos acima, se a reta “imaginária” for crescente, b > 0, caso contrário, b < 0, e no caso
em que o vértice e o “c” coincidem, teremos b = 0 e uma simetria em relação ao eixo Y.
Atenção!
A quantidade de raízes reais de uma função quadrática depende do valor obtido para o
radicando ∆ , chamado discriminante:
Se ∆ > 0, há duas raízes Se ∆ = 0, há duas raízes Se ∆ < 0, não há raiz real.
reais e distintas; reais e iguais;

80
161
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Exemplo:

1. Complete as lacunas:

81
162

2. Determine o valor de K para que a função f(x) = x² – kx + 9 tenha raízes reais e iguais.

ZERO OU RAIZ DA FUNÇÃO

Chamam-se zeros ou raízes da função polinomial do 2º grau f(x) = ax2 + bx + c, com a ≠ 0, os


números reais x tais que f(x) = 0.
Para determinar as raízes, aplica-se a chamada fórmula de Bhaskara:

−b ± b2 − 4ac
x= , sendo Δ = b2 − 4ac
2a

SOMA E PRODUTO DAS RAÍZES

A soma e o produto das raízes da função quadrática são dados pelas fórmulas:

b
Soma = X1 + X2 = −
a

c
Produto = X1 . X2 =
a

VÉRTICE DA PARÁBOLA

O vértice da parábola constitui um ponto importante do gráfico, pois indica o ponto de valor
máximo e o ponto de valor mínimo. De acordo com o valor do coeficiente a, os pontos serão
definidos. Observe:

82
163
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Para determinar o ponto de máximo (quando a < 0) ou ponto de mínimo (quando a > 0):
V(XV,YV)

b Δ
XV = − YV = −
2a 4a
Atenção: Xv é o ponto médio das raízes reais.

3. Determine o vértice da parábola f(x) = 2x² – 8x + 5.

4. Baseado no gráfico da função f(x) = ax2 + bx + c, com a, b, e c ∈! , pode-se afirmar que:


a) a > 0,  Δ < 0

b) a > 0,  Δ = 0

c) a > 0,  Δ > 0

d) a < 0,  Δ > 0

e) a < 0,  Δ = 0

5. A expressão que define a função quadrática f(x), cujo gráfico está esboçado, é:
a) f(x) = –2x2 – 2x + 4
b) f(x) = x2 + 2x – 4
c) f(x) = x2 + x – 2
d) f(x) = 2x2 + 2x – 4
e) f(x) = 2x2 + 2x – 2

83
164

6. A função f(x) = Ax2 + Bx + C, A ≠ 0 tem como gráfico a figura abaixo. Podemos então concluir que:
a) A > 0, B2 < 4AC, C > 0
b) A > 0, B2 = 4AC, C > 0
c) A > 0, B2 > 4AC, C > 0
d) A < 0, B2 < 4AC, C < 0
e) A > 0, B2 < 4AC, C < 0

7. O movimento de um projétil, lançado para cima verticalmente, é descrito pela equação


y = – 40x2 + 200x. Onde y é a altura, em metros, atingida pelo projétil x segundos após o
lançamento. A altura máxima atingida e o tempo que esse projétil permanece no ar corres-
ponde, respectivamente, a:
a) 6,25 m, 5s.
b) 250 m, 0s.
c) 250 m, 5s.
d) 250 m, 200s.
e) 10.000 m, 5s.

8. Na parábola y = 2x² – (m – 3) x + 5, o vértice tem abscissa 1.


A ordenada do vértice é:
a) 3.
b) 4.
c) 5.
d) 6.
e) 7.

Gabarito: 2. - 6 ou + 6 3. V (2, - 3) 4. A 5. D 6. C 7. C 8. A

84
165

MÓDULO 9

FUNÇÃO EXPONENCIAL

DEFINIÇÃO

Chamamos de função exponencial qualquer função de ℜ em ℜ , definida por:

f(x) = ax
onde a ∈ℜ + e a ≠ 1
*

Exemplos:
x
⎛ 3⎞
I) f(x) = 4
x
II) f(x) = III) f(x) = 2x – 1 IV) f(x) = 5 – x
⎜⎝ 7 ⎟⎠

GRÁFICOS
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

FUNÇÃO CRESCENTE FUNÇÃO DECRESCENTE

85
166

Exemplo:

1. Esboce o gráfico das seguintes funções: x −x


⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞
a) f(x) = 10x b) f(x) = ⎜ ⎟ c) f(x) = ⎜ ⎟
⎝π⎠ ⎝ 5⎠

d) f(x) = 10 – x e) y = 3x – 2 f) y = – 2.3x

2. Em uma cultura, o número de bactérias é dado por f(t) = 1000 . 30,5t, onde t é o tempo em horas.
Quando o número de bactérias for 9000, o valor de t será:
a) 1.
b) 2.
c) 4.
d) 1000 . 34500.
e) 30004500.

3. Uma instituição financeira oferece um tipo de aplicação tal que, após t meses, o montante
relativo ao capital aplicado é dado por M(t) = C . 20,04t, onde C > 0. O menor tempo possível para
quadruplicar uma certa quantia aplicada nesse tipo de aplicação é:
a) 5 meses.
b) 2 anos e 6 meses.
c) 4 anos e 2 meses.
d) 6 anos e 4 meses.
e) 8 anos e 5 meses.

86
167
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4. A função representada no gráfico é definida por f(x) = a . bx. Então:


a) a < 0 e b > 1.
b) a < 0 e 0 < b < 1.
c) a < 0 e b = 1.
d) a > 0 e b > 1.
e) a > 0 e 0 < b < 1.

5. A função representada no gráfico é definida por f(x) = a x bx. Então,

a) a < 0 e b > 1.
b) a < 0 e 0 < b < 1.
c) a < 0 e b = 1.
d) a > 0 e b > 1.
e) a > 0 e 0 < b < 1.

Gabarito: 2. C 3. C 4. A 5. A

87
168
169

MÓDULO 10

LOGARITMOS

DEFINIÇÃO

Na Matemática, o logaritmo de um número é o expoente a que outro valor fixo, a base, deve ser
elevado para produzir este número.Por exemplo, o logaritmo de 1000 na base 10 é 3 porque 10
ao cubo é 1000 (1000 = 10 × 10 × 10 = 103). De maneira geral, para quaisquer dois números reais
a e b, onde b > 0 e b ≠ 1, temos:

logb a = c ⇒bc = a
a é o logaritmando
b é a base
c é o logaritmo

Exemplos:
a) log3 9 = 2        b) log2 0,25 = – 2        c) log2 8 = 3

CASOS ESPECIAIS

Exemplos
a) log3 1 = 0        b) log2 2 = 1        c) log2 1 = 0

89
170

PROPRIEDADES

Propriedade do Produto

Exemplo:
a) log3 12 + log3 5 = log3 12.5 = log3 60

Propriedade do Quociente

Exemplo:
a) log3 72 – log3 12 = log3 72/12 = log3 6

Propriedade da Potência

Exemplo:
a) log3 72 = 2. log3 7

Propriedade da Mudança de Base

90
171
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Exemplo:
a) log3 7 = log10 7 / log10 3

Faça você

1. Considere as afirmações:
I – log 1 = 0
II – log 0,01 = – 2
III – log (a + b) = log a + log b
Associe a cada uma delas a letra V se for verdadeira e F caso seja falsa. Na ordem apresentada,
temos:
a) V, F, V.
b) V, V, F.
c) F, V, V.
d) V, V, V.
e) V, F, F.

2. Se, x = log 2 128 então x – 3 é:


a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.
1
3. Se log8 x −log8 y = , então a relação entre x e y é:
3
a) x = 3y
b) 2x – y = 0
x 1
c) =
y 3
d) y = 8x
e) x = 2y

4. A base do sistema de logaritmos no qual o logarítmo de 8 vale 3 é:


a) 0
b) 1
c) 2
d) –1
e) –2

91
172

5. Calcule log9 27.


a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 3/2.
e) 1/2.

Gabarito: 1. B 2. D 3. E 4. C 5. D

92
173
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FUNÇÃO LOGARÍTMICA

DEFINIÇÃO

Toda função definida pela lei de formação f(x) = logax, com a ≠ 1 e a > 0 e também x > 0 é
denominada função logarítmica de base a. Nesse tipo de função o domínio é representado pelo
conjunto dos números reais maiores que zero e o contradomínio, o conjunto dos reais.
Exemplos de funções logarítmicas:
f(x) = log2x
f(x) = log3x
f(x) = log1/2x
f(x) = log10x
f(x) = log1/3x

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

Ao construir o gráfico de uma função Logarítmica, temos:

  FUNÇÃO CRESCENTE      FUNÇÃO DECRESCENTE

93
174

Exemplo:

6. Esboce o gráfico das seguintes funções:


a) f(x) = log2x b) f(x) = log1/3x c) f(x) = log10x

d) f(x) = logπx e) f(x) = log0,7x f) f(x) = log7/3x

Determinando o Domínio da Função Logarítmica


Devemos sempre garantir a condição de existência dos logaritmos e assim definir o domínio da
função logarítmica.
Exemplo:

Determine o domínio da função f(x) = log(x – 2) (4 – x) :

1) 4 – x > 0 → – x > – 4 → x < 4

2) x – 2 > 0 → x > 2

3) x – 2 ≠ 1 → x ≠ 1 + 2 → x ≠ 3

94
175
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

Realizando a intersecção das restrições 1, 2 e 3, temos o seguinte resultado:


• < x < 3 e 3 < x < 4.
Dessa forma, D = {x E R / 2 < x < 3 e 3 < x < 4}

Faça você

7. O gráfico mostra o comportamento da função logarítmica na base a. Então o valor de a é:

a) 10.
b) 2.
c) 1.
d) 1 .
2
e) – 2.

8. Considere as seguintes funções reais e os seguintes gráficos:

Fazendo a correspondência entre as funções e os gráficos, assinale, dentre as alternativas a


seguir, a sequência CORRETA:

95
176

a) I-A, II-B, III-C, IV-D.


b) I-A, II-D, III-C, IV-B.
c) I-B, II-D, III-A, IV-C.
d) I-C, II-B, III-A, IV-D.
e) I-B, II-C, III-D, IV-A.

Gabarito: 7. D 8. C

96
177

MÓDULO 11

SÉRIES NUMÉRICAS

SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS

Uma série numérica é uma sequência de números que respeita uma “regra”, uma lei de
formação. Sendo assim todos foram produzidos à partir de uma mesma ideia.
Exemplos:
2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ?
2, 4, 6, 8, 10, ?
2, 4, 8, 16, 32, ?

PROGRESSÃO ARITMÉTICA

Definição
Uma progressão aritmética (abreviadamente, P. A.) é uma sequência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual à soma do termo anterior com uma constante r. O número r
é chamado de razão da progressão aritmética.

Alguns exemplos de progressões aritméticas:


• 1, 4, 7, 10, 13, ..., é uma progressão aritmética em que a razão (a diferença entre os números
consecutivos) é igual a 3.
• – 2, – 4, – 6, – 8, – 10, ..., é uma P.A. em que r = – 2.
• 6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.A. com r = 0.

Exemplo resolvido:
(5, 9, 13, 17, 21, 25, 29, 33, 37, 41, 45, 49, ...)
r = a2 – a1 = 9 – 5 = 4 ou r = a3 – a2 = 13 – 9 = 4 ou r = a4 – a3 = 17 – 13 = 4
e, assim por diante.

97
178

DICA:
Observe que a razão é constante e pode ser calculada subtraindo um termo qualquer
pelo seu antecessor.

Termo Geral ou Enésimo Termo ou Último Termo


Numa P.A. de n termos, chamamos de termo geral ou enésimo termo, o último termo ou o
termo genérico dessa sequência.

an = a1 + (n-1)r ou an = ap + (n-p)r

ATENÇÃO!
a20 = a1 + 19r ou a20 = a7 + 13r ou a20 = a14 + 6r

Exemplo Resolvido:
Sabendo que o 1º termo de uma P.A é igual a 2 e que a razão equivale a 5, determine o valor do
18º termo dessa sequência numérica.
a18 = 2 + (18 – 1) . 5
a18 = 2 + 17 . 5
a18 = 2 + 85  logo  a18 = 87
O 18º termo da P.A em questão é igual a 87.

Faça você

1. Dada a progressão aritmética (8, 11, 14, 17, ...), determine:


  a) razão b) décimo termo c) a14

98
179
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2. A razão de uma P.A de 10 termos, em que o primeiro termo é 42 e o último é – 12 vale:


a) – 5.
b) – 9.
c) – 6.
d) – 7.
e) 0.

3. Calcule a razão da P.A. em que o terceiro termo vale 16 e o décimo primeiro termo vale 40.
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.

Termo Geral ou Médio


Numa progressão aritmética, a partir do segundo termo, o termo central é a média aritmética
do termo antecessor e do sucessor, isto é,

an−1 + an+1
an =
2

Exemplo:
(4 + 8) (2 + 6)
Na P.A (2, 4, 6, 8, 10,...) veremos que 6 = ou 4 = , etc.
2 2

DICA:
Sempre a cada três termos consecutivos de uma P.A, o termo central é a média dos
seus dois vizinhos, ou seja, a soma dos extremos é o dobro do termo central.
Além disso, a soma dos termos equidistantes dos extremos é constante.

Faça você

4. Determine a razão da P.A. (x + 2, 2x, 13).


a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.

99
180

5. As idades das três filhas de Carlos estão em progressão aritmética. Colocando em ordem
crescente tem-se (1 + 3x, 4x + 2, 7x + 1). Calcule a idade da filha mais nova.
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.

Soma dos “N” Termos


Sendo n o número de termos que se deseja somar, temos:

n
Sn = (a1 + an )
2

Dica:
Essa fórmula pode ser lembrada como a soma do primeiro e do último termos,
multiplicada pelo número de casais ⎛ n ⎞ .
⎜⎝ ⎟⎠
2

Exemplo Resolvido:
Na sequência numérica (– 1, 3, 7, 11, 15,...), determine a soma dos 20 primeiros termos.
1) Cálculo da razão da P.A
r = 3 – (–1) = 3 + 1 = 4 ou r = 7 – 3 = 4 ou r = 11 – 7 = 4
2) Determinando o 20º termo da P.A
a20 = –1 + (20 – 1) * 4
a20 = – 1 + 19 * 4
a20 = – 1 + 76
a20 = 75

3) Calculando a soma dos termos

(−1+ 75)*20
S20 =
2

75*20
S20 =
2

100
181
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO | PROFESSOR DUDAN

1480
S20 =
2

s20 = 740

A soma dos 20 primeiros termos da PA ( – 1, 3, 7, 11, 15, ...) equivale a 740.


Observe que a soma do 1º termo com o último (20º) é 74, que multiplicada pelo número de
casais formados com 20 pessoas (10 casais), totalizará 740.

Faça você
6. A soma dos 12 primeiros termos de uma P.A. é 180. Se o primeiro termo vale 8, calcule o último
termo dessa progressão.
a) 16.
b) 18.
c) 20.
d) 22.
e) 24.

7. Devido à epidemia de gripe do último inverno, foram suspensos alguns concertos em lugares
fechados. Uma alternativa foi realizar espetáculos em lugares abertos, como parques ou praças.
Para uma apresentação, precisou-se compor uma plateia com oito filas, de tal forma que na
primeira fila houvesse 10 cadeiras; na segunda, 14 cadeiras; na terceira, 18 cadeiras; e assim por
diante. O total de cadeiras foi:
a) 384.
b) 192.
c) 168.
d) 92.
e) 80.

Gabarito: 1. B 2. D 3. E 4. C 5. D 6. D 7. B

101
182

PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Uma progressão geométrica (abreviadamente, P. G.) é uma sequência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual ao produto do termo anterior por uma constante q. O
número q é chamado de razão da progressão geométrica.
Alguns exemplos de progressões geométricas:
• 1, 2, 4, 8, 16, ..., é uma progressão geométrica em que a razão é igual a 2.
• – 1, – 3, – 9, – 27, – 81, ..., é uma P.G. em que q = 3.
• 6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.G. com q = 1.
• (3, 9, 27, 81, 243, ...) → é uma P.G. crescente de razão q = 3
1
• (90, 30, 10, 10/3, ...) → é uma P.G. decrescente de razão q =
3
Exemplo: (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, ...)

a2 2 a 4 a 8
q= = = 2 ou q = 3 = = 2 ou q = 4 = = 2 e assim por diante.
a1 1 a2 2 a3 4

DICA:
Observe que a razão é constante e pode ser calculada dividindo um termo qualquer
pelo seu antecessor.

Termo Geral ou Enésimo Termo ou Último Termo


Numa P.G. de n termos, chamamos de termo geral ou enésimo termo o último termo ou o termo
genérico dessa sequência.

an = a1.qn-1 ou an = ap.qn-p

ATENÇÃO!

a20 = a1q19 ou a20 = a7.q13 ou a20=a14q6 ou a20 = a18q2

102
183
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Exemplo Resolvido
Em uma progressão geométrica, temos que o 1º termo equivale a 4 e a razão igual a 3. Determine
o 8º termo dessa PG.
a8 = 4 .37
a8 = 4 . 2187
a8 = 8748 Logo, o 8º termo da PG descrita é o número 8748.

Faça você

8. Dada a progressão geométrica (5, 10, 20, 40, ...), determine:


  a) razão b) oitavo termo c) a10

9. Calcule a razão da P.G. na qual o primeiro termo vale 2 é o quarto termo vale 54.
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6

Termo Geral ou Médio


Numa progressão geométrica, a partir do segundo termo, o termo central é a média geométrica
do termo antecessor e do sucessor, isto é an = an−1 .an+1
Exemplo Resolvido:
Na P.G (2, 4, 8, 16,...) veremos que 4 = 2.8 ou 8 = 4.16 , etc.

DICA:
Sempre a cada três termos consecutivos de uma P.G, o termo central é a média
geométrica dos seus dois vizinhos, ou seja, o produto dos extremos é o quadrado do
termo central.

103
184

Faça você

10. Na P.G. cujos três primeiros termos são x – 10, x e 3x, o valor positivo de x é:
a) 15.
b) 10.
c) 5.
d) 20.
e) 45.

Soma dos Finitos Termos


Caso deseje-se a soma de uma quantidade exata de termos, usaremos:

a1 (qn −1)
Sn =
q−1

Faça você

11. Calcule a soma dos oito primeiros termos da progressão (3, 6, 12, 24, ...)
a) 725.
b) 735.
c) 745.
d) 755.
e) 765.

Soma Dos Infinitos Termos


Para calcular a soma de uma quantidade infinita de termos de uma P.G usaremos:

a1
S∞ =
1− q

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185
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DICA:
Essa fórmula é usada quando o texto confirma o desejo pela soma de uma quantidade
infinita de termos e também quando temos 0 < q < 1.

Faça você
⎛1 1 1 ⎞
12. A soma dos seis primeiros termos da PG ⎜ , , ,...⎟ é:
⎝ 3 6 12 ⎠
a) 12
33
15
b)
32
c) 21
33
d) 21
32
2
e)
3

(x) (x)
13. O valor de x na igualdade x + + +... = 12 , é igual a:
3 9
a) 8.
b) 9.
c) 10.
d) 11.
e) n.d.a.

Gabarito:  2. C 3. C 4. C 5. D 6. D 7. B 9. B 10. A 11. E 12. D 13. A

105
186
187

MÓDULO 12

MATRIZES

DEFINIÇÃO

Uma matriz m x n é um quadro de elementos dispostos em m linhas e n colunas.


Os valores de m e n são sempre positivos e inteiros.

⎡ 10 ⎤ → M é uma matriz 2 x 3.
M= ⎢ 4 9 ⎥
⎣ 8 6 5 ⎦

Cada elemento da matriz é indicado por aij, onde “i” refere-se à linha e “j” refere-se à coluna na
qual o elemento se encaixa. Na matriz acima, temos:
a11 = 4 a21 = 8
a12 = 9 a22 = 6
a13 = 10 a23 = 5

ELEMENTOS

107
188

Exemplo:

1. Determine a matriz A = (aij) 2 x 2 em que aij = i + j, se i = j e i – j, se i ≠ j.

2. Multiplique os elementos da diagonal principal da matriz M quadrada de ordem 3 x 3 onde:

⎧⎪ i + j, se i≠ j ⎫⎪
aij = ⎨ ⎬
⎩⎪ 0, se i= j ⎭⎪

TIPOS DE MATRIZES

Matriz Identidade

Matriz Nula

Matriz Oposta

Matriz Transposta

Matriz Simétrica (M = M??)

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189
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3. Determine as matrizes oposta e transposta das matrizes abaixo:


a) ⎡ 1 2 ⎤ b) ⎡ −4 2 5 ⎤ c) ⎡ −4 2 1 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎣ ⎦
⎣ 3 4 ⎦ ⎣ 3 1 7 ⎦

⎡ 1 2 3 ⎤
⎢ ⎥
4. Calcule x e y para que a matriz ⎢ x 4 −1 ⎥ seja simétrica.
⎢ y −1 2 ⎥
⎣ ⎦

5. Seja A a matriz A = (aij)2x3 cuja lei de formação é dada abaixo. É correto afirmar que:

⎧⎪ 3i + j, se i≠ j ⎫⎪
aij = ⎨ ⎬
⎩⎪ 2i − 3j, se i= j ⎭⎪

⎡ −1 −5 ⎤
⎢ ⎥
a) A = ⎢ 6 7 ⎥
⎢ 2 9 ⎥
⎣ ⎦

⎡ −1 7 ⎤
⎢ ⎥
b) A = ⎢ −5 2 ⎥
⎢ 6 9 ⎥
⎣ ⎦

⎡ 5 ⎤
c) A = ⎢ −1 7 ⎥
⎣ 6 2 9 ⎦

⎡ 6 ⎤
d) A = ⎢ −1 5 ⎥
⎣ 7 −2 9 ⎦

⎡ −1 7 −5 ⎤
e) A = ⎢ ⎥
⎣ −6 −2 9 ⎦

109
190

6. Sendo as matrizes A = (aij) e B = (bij), quadradas de ordem 2 com aij = i2 – j2 e bij = – i2 + j2, o valor
de A – B é:
⎡ ⎤
a) ⎢ 0 0 ⎥
⎣ 0 0 ⎦
⎡ ⎤
b) ⎢ 0 −6 ⎥
⎣ 6 0 ⎦
⎡ ⎤
c) ⎢ 0 −6 ⎥
⎣ 0 0 ⎦
⎡ ⎤
d) ⎢ 0 6 ⎥
⎣ −6 0 ⎦
⎡ ⎤
e) ⎢ 6 0 ⎥
⎣ 0 0 ⎦

OPERAÇÕES BÁSICAS COM MATRIZES

Igualdade de Matrizes
Duas matrizes, A e B, serão iguais se forem do mesmo tipo e se os elementos correspondentes
forem iguais.
Exemplo:
Determine x e y para que as matrizes A e B sejam iguais.

⎡ 3 1+ x ⎤ ⎡ ⎤
A=⎢ ⎥ B= ⎢ 2 4 ⎥
⎣ 2− y 5 ⎦
      ⎣ 1 5 ⎦

Solução:

⎧⎪ 1+ x = 4 ⎪⎧ x = 3
⎨ →⎨
⎪⎩ 2 − y = 1 ⎪⎩ y = 1

Adição e subtração de matrizes


Dadas duas matrizes de mesmo tipo, A e B, denomina-se matriz soma (A+B) a matriz obtida
adicionando-se os elementos correspondentes de A e B. O mesmo ocorre para a subtração.

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191
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Exemplo:
Dadas as matrizes A e B determine A + B.

⎡ 4 6 ⎤ ⎡ 4 −1 ⎤
A = ⎢ −10 1 ⎥ B= ⎢ 1 8 ⎥
⎣ 2 3 2 8 ⎦     ⎣ 0 6 3 −3 ⎦

⎡ 4 + 4 6 −1 ⎤
A +B = ⎢ −10 +1 1+ 8 ⎥
⎣ 2 + 0 3+ 6 2+3 8−3 ⎦

⎡ 8 5 ⎤
A +B = ⎢ −9 9 ⎥
⎣ 2 9 5 5 ⎦

Exemplo:
⎡ 2 ⎤e ⎡ −8 −9 12 ⎤
7. Determine a matriz C, resultado da soma das matrizes A = ⎢ −3 5 ⎥ B= ⎢ ⎥
⎣ 6 4 8 ⎦ ⎣ 45 6 −3 ⎦

⎡ 1 2 3 ⎤ ⎡ −7 −8 9 ⎤ ⎡ 2 3 −4 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
8. Dadas as matrizes A = ⎢ −4 5 6 ⎥ , B = ⎢ 12 6 5 ⎥ e C = ⎢ 6 7 1 ⎥ , determine a
⎢ 4 6 8 ⎥ ⎢ 8 7 4 ⎥ ⎢ 2 8 7 ⎥
⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦
matriz D resultante da operação A + B – C.

111
192

Multiplicação com Matrizes

Multiplicação de número real por matriz


Dada uma matriz A e um número real k, denomina-se multiplicação de matriz por escalar
(numero real K), a matriz obtida multiplicando-se cada um dos seus elementos por k.
Observe como exemplo a determinação da matriz.

⎡ 2 1 ⎤ ⎡ 2 1 ⎤ ⎡ 3.2 3.1 ⎤ ⎡ 6 3 ⎤
⎢ ⎥
A=⎢ 3
⎢ 1
0
4


⇒ ⎢
3.A = 3 ⎢ 3 0
4
⎥ ⎢
⎥ = ⎢ 3.3 3.0
3.4
⎥ ⎢
⎥=⎢ 9 0
12


⎣ ⎦ ⎢ 1 ⎥ ⎢ 3.1 ⎥ ⎢ 3 ⎥
⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦

Multiplicação de matrizes
Sendo A uma matriz do tipo mxn e B uma matriz do tipo nxp, define-se produto da matriz A
pela matriz B a matriz C, do tipo mxp, tal que cada elemento de C é calculado multiplicando-
se ordenadamente os elementos da linha i da matriz A pelos elementos correspondentes da
coluna j da matriz B e , a seguir, somando-se os produtos obtidos.

ATENÇÃO: O produto entre duas matrizes A e B é definido se, e somente se, o número de
colunas da matriz A for igual ao numero de linhas da matriz B. Assim:

→ Exemplo: Sejam

112
193
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Verifique que A (B +C) = AB + AC.

Exemplo:
⎡ −1 ⎤
⎡ ⎤
3 por B = ⎢ 2 ⎥
9. Calcule o produto de A = ⎢ 1 2 ⎥ ⎢ ⎥
⎣ 3 1 2 ⎦ ⎢ 0 ⎥
⎣ ⎦

10. Se A é uma matriz 3 x 4 e B uma matriz n x m, então:


a) existe A + B se, e somente se, n = 4 e m = 3.
b) existe AB se, e somente se, n = 4 e m = 3.
c) existem AB e BA se, e somente se, n = 4 e m = 3.
d) existem, iguais, A + B e B + A se, e somente se, A = B.
e) existem, iguais, AB e BA se, e somente se, A = B.

11. Sobre as sentenças abaixo:


I. O produto das matrizes A 3x2 .B 2x1 é uma matriz 3 x 1.
II. O produto das matrizes A 5x4 .B 5x2 é uma matriz 4 x 2
III. O produto das matrizes A 2x3 .B 3x2 é uma matriz quadrada 2 x 2.
É verdade que:
a) Somente I é falsa.
b) Somente II é falsa.
c) Somente III é falsa.
d) Somente I e III são falsas.
e) São todas falsas.

113
194

12. O valor de a para que a igualdade matricial abaixo seja verdadeira é:

⎡ 2 1 ⎤ ⎡ 1 −1 ⎤ ⎡ 1 0 ⎤
⎢ ⎥⎢ ⎥=⎢ ⎥
⎣ 1 1 ⎦ ⎣ −1 a ⎦ ⎣ 0 1 ⎦

a) 1.
b) 2.
c) 0.
d) – 2.
e) – 1.

⎡ ⎤ ⎡ ⎤
13. Calcule a matriz transposta da matriz C dado que C = ⎢ 2 5 ⎥ + ⎢ −1 −7 ⎥ .
⎣ 3 −7 ⎦ ⎣ 2 12 ⎦

14. Sendo as matrizes A = (aij) e B = (bij), quadradas de ordem 2 com aij = i² – j2 e bij = - i² + j², o valor
de A - B é
a)

b)

c)

d)

e)

⎡ −11 −4 14 ⎤ ⎡ −8 −9 16 ⎤ ⎡3⎤
Gabarito: 7. C = ⎢ ⎥  8. D = ⎢ 2 4 10 ⎥  9. = ⎢ ⎥  10. C 11. B 12. B 13. C
t
⎡ 1 5 ⎤  14. B
⎣ ⎦ ⎣ −1 ⎦ ⎣ −2 5 ⎦
51 10 5 ⎣ 10 5 5 ⎦

114
195
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MATRIZ INVERSA

→ Uma matriz quadrada A, é dita invertível quando existe outra matriz denotada A-1, tal que A.
A-1 = I onde I, é a matriz identidade.

Exemplo Resolvido:

Se queremos descobrir a matriz inversa da matriz A representada abaixo recorremos a uma


matriz genérica que nos permitirá multiplicar as matrizes. Assim:

⎡ ⎤ ⎡ a b ⎤
A=⎢ 2 1 ⎥ e A =⎢
−1

⎣ 4 3 ⎦ ⎣ c d ⎦

Associamos símbolos à inversa da nossa matriz original – nosso objetivo é determinar os valores
de a ,b, c e d. Para isso aplicaremos a definição de inversa.

⎡ 2 1 ⎤ ⎡ a b ⎤ ⎡ 1 0 ⎤
⎢ ⎥. ⎢ =
⎥ ⎢ ⎥
⎣ 4 3 ⎦ ⎣ c d ⎦ ⎣ 0 1 ⎦

Resolvendo essa multiplicação chegamos a um sistema de equações.

⎧ 2a+ c = 1
⎪⎪
⎡ 3 1 ⎤

2b + d = 0 → A = 2
−1 − ⎥
⎨ ⎢ 2 ⎥
⎪ 4a+ 3c = 0 ⎢⎣ −2 1 ⎥⎦
⎪⎩ 4b + 3d = 1

No caso dessa matriz ser invertível o sistema será impossível.

MÉTODO PRÁTICO

É necessário calcular o determinante da matriz (caso o determinante de igual a zero, não existe
matriz inversa para ela).
Em seguida basta inverter a ordem dos elementos da diagonal principal e trocar o sinal dos
elementos da diagonal secundária.

⎡ ⎤ 1 ⎡ d −b ⎤ 1 ⎡ d −b ⎤
A −1 = ⎢ a b ⎥ = ⎢ ⎥= ⎢ ⎥
⎣ c d ⎦ det(A) ⎣ −c a ⎦ ad−bc ⎣ −c a ⎦

MÉTODO PP-SS: Inverte a PRINCIPAL e muda o sinal da SECUNDÁRIA

115
196

Exemplo:

⎡ ⎤
15. Determine a inversa da matriz A = ⎢ 1 2 ⎥ .
⎣ 0 3 ⎦

⎡ ⎤
16. Determine o valor de x que garante que a matriz ⎢ −2 x ⎥ é invertível.
⎣ −3 2 ⎦

⎡ ⎤
17. Caso exista, encontre a inversa da matriz B = ⎢ 2 1 ⎥
⎣ 1 3 ⎦

18. Sejam as matrizes,


⎡ ⎤ ⎡ x −1 ⎤
A = ⎢ 1 2 ⎥ e M= ⎢ ⎥
⎣ 2 6 ⎦ ⎣ −1 y ⎦
Onde x e y são números reais e M é a matriz inversa de A. Então o produto xy é:
3
a)
2
2
b)
3
1
c)
2
3
d)
4
1
e)
4

116
197
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⎡ 1 −1 ⎤
⎢ ⎥ ⎡ ⎤
19. Multiplicando-se a matriz A = ⎢ 3 ⎥ pela matriz B = ⎢ 3 2 ⎥ , obtém-se a matriz
−1 ⎣ 2 x ⎦
⎢⎣ 2 ⎥⎦
⎡ ⎤
I = ⎢ 1 0 ⎥ . Então o valor de x é:
⎣ 0 1 ⎦
a) –1
b) 0
c) 1
d) 2
e) 3

⎡ 2 ⎤ ⎡ 3 1 ⎤
⎥  16. x ≠ 4  17. B
1 − ⎢ − ⎥
Gabarito: 15. ⎢ 3
−1
=⎢ 5 5 ⎥
 18. A 19. D
⎢ 1 ⎥ 3 ⎢ 1 2 ⎥

⎢ 5 5 ⎥
⎢ 0 ⎥ ⎣ ⎦
⎣ 3 ⎦

117
198
199

MÓDULO 13

DETERMINANTES

Como já vimos, matriz quadrada é a que tem o mesmo número de linhas e de colunas (ou seja,
é do tipo nxn).
A toda matriz quadrada está associado um número ao qual damos o nome de determinante.
Dentre as várias aplicações dos determinantes na Matemática, temos:
• resolução de alguns tipos de sistemas de equações lineares;
• cálculo da área de um triângulo situado no plano cartesiano, quando são conhecidas as
coordenadas dos seus vértices;

DETERMINANTE DE 1ª ORDEM

O determinante da matriz A de ordem 1 é o próprio número que origina a matriz.


Dada uma matriz quadrada de 1ª ordem temos que o determinante é o número real a11
A = [a11] ⇒ det A = a11
Observação: Representamos o determinante de uma matriz entre duas barras verticais, que
não têm o significado de módulo.
Exemplo:
• M= [5] → det M = 5 ou I 5 I = 5 • M = [ – 3] → det M = – 3 ou I – 3 I = – 3

DETERMINANTE DE 2ª ORDEM

O determinante de uma matriz de segunda ordem é a diferença entre o produto dos termos da
diagonal principal e o produto dos termos da diagonal secundária. Esses produtos se chamam,
respectivamente, termo principal e termo secundário da matriz.

119
200

Portanto, o determinante de uma matriz de ordem 2 é dado pela diferença entre o produto
dos elementos da diagonal principal e o produto dos elementos da diagonal secundária. Veja o
exemplo a seguir.

2 3
Sendo M = , temos :
4 5

DETERMINANTE DE 3ª ORDEM

O cálculo do determinante de 3ª ordem pode ser feito por meio de um dispositivo prático,
denominado regra de Sarrus.

Exemplo:

20. Calcule os determinantes das matrizes a seguir.

⎡ 1 2 3 ⎤
⎡ ⎤ ⎡ −2 1 ⎤ ⎢ ⎥
a) ⎢ 1 2 ⎥ b) ⎢ ⎥ c) ⎢ 3 2 1 ⎥
⎣ 3 4 ⎦ ⎣ 0 −3 ⎦ ⎢ 1 2 −3 ⎥
⎣ ⎦

120