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CÓD: SL-149JL-21

7908433208563

HCPA
HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

Profissional de Apoio II
(Atendente de Nutrição)
EDITAL Nº 04/2021
DICA

Como passar em um concurso público?


Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro
estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação.
É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa
encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.
Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução
preparou este artigo com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.

Então mãos à obra!

• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter
que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho.
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área.
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total.
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo.
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame.
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.

Se prepare para o concurso público


O concurseiro preparado não é aquele que passa o dia todo estudando, mas está com a cabeça nas nuvens, e sim aquele que se
planeja pesquisando sobre o concurso de interesse, conferindo editais e provas anteriores, participando de grupos com enquetes sobre
seu interesse, conversando com pessoas que já foram aprovadas, absorvendo dicas e experiências, e analisando a banca examinadora do
certame.
O Plano de Estudos é essencial na otimização dos estudos, ele deve ser simples, com fácil compreensão e personalizado com sua
rotina, vai ser seu triunfo para aprovação, sendo responsável pelo seu crescimento contínuo.
Além do plano de estudos, é importante ter um Plano de Revisão, ele que irá te ajudar na memorização dos conteúdos estudados até
o dia da prova, evitando a correria para fazer uma revisão de última hora.
Está em dúvida por qual matéria começar a estudar? Vai mais uma dica: comece por Língua Portuguesa, é a matéria com maior
requisição nos concursos, a base para uma boa interpretação, indo bem aqui você estará com um passo dado para ir melhor nas outras
disciplinas.

Vida Social
Sabemos que faz parte algumas abdicações na vida de quem estuda para concursos públicos, mas sempre que possível é importante
conciliar os estudos com os momentos de lazer e bem-estar. A vida de concurseiro é temporária, quem determina o tempo é você,
através da sua dedicação e empenho. Você terá que fazer um esforço para deixar de lado um pouco a vida social intensa, é importante
compreender que quando for aprovado verá que todo o esforço valeu a pena para realização do seu sonho.
Uma boa dica, é fazer exercícios físicos, uma simples corrida por exemplo é capaz de melhorar o funcionamento do Sistema Nervoso
Central, um dos fatores que são chaves para produção de neurônios nas regiões associadas à aprendizagem e memória.
DICA

Motivação
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Caso você não seja aprovado de primeira, é primordial que você PERSISTA, com o tempo você irá adquirir conhecimento e experiência.
Então é preciso se motivar diariamente para seguir a busca da aprovação, algumas orientações importantes para conseguir motivação:
• Procure ler frases motivacionais, são ótimas para lembrar dos seus propósitos;
• Leia sempre os depoimentos dos candidatos aprovados nos concursos públicos;
• Procure estar sempre entrando em contato com os aprovados;
• Escreva o porquê que você deseja ser aprovado no concurso. Quando você sabe seus motivos, isso te da um ânimo maior para seguir
focado, tornando o processo mais prazeroso;
• Saiba o que realmente te impulsiona, o que te motiva. Dessa maneira será mais fácil vencer as adversidades que irão aparecer.
• Procure imaginar você exercendo a função da vaga pleiteada, sentir a emoção da aprovação e ver as pessoas que você gosta felizes
com seu sucesso.

Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Se você quer aumentar as suas chances
de passar, conheça os nossos materiais, acessando o nosso site: www.apostilasolucao.com.br

Vamos juntos!
ÍNDICE

Português
1. Sistema ortográfico oficial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Concordância nominal e verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
3. Regência nominal e verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02
4. Elementos de estruturação do texto: recursos de coesão. Função referencial de pronomes; uso de nexos para estabelecer relações
entre segmentos do texto. Leitura e interpretação de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02

Matemática
1. Noções de dobro, triplo, dezena e dúzia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Soma, subtração, multiplicação e divisão de números inteiros, frações e decimais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
3. Porcentagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
4. Sistemas de medidas (medidas de tempo, massa e sistema métrico decimal) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

Conhecimentos Específicos
Profissional de Apoio II (Atendente de Nutrição)
1. Atendimento Ao Cliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Boas Práticas Para Serviço De Alimentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3. Dietas Hospitalares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
4. Diretrizes Do Sistema Único De Saúde (Sus) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
5. Ética E Bioética . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
6. Ética Profissional Do Servidor Público Civil Do Poder Executivo Federal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
7. Nutrientes: Macronutrientes, Vitaminas E Minerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
8. Rdc Banco De Leite . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
9. Segurança Do Paciente E Saúde No Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
10. Segurança Do Trabalho: Normas Regulamentadoras Do Ministério Do Trabalho E Emprego – Nr 6 E Nr 11 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
11. Técnica Dietética: Metodologia Para Pesos E Medidas, Indicadores No Preparo De Alimentos, Pré-Preparo E Preparo Dos Alimen-
tos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
PORTUGUÊS
1. Sistema ortográfico oficial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Concordância nominal e verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
3. Regência nominal e verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02
4. Elementos de estruturação do texto: recursos de coesão. Função referencial de pronomes; uso de nexos para estabelecer relações
entre segmentos do texto. Leitura e interpretação de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02
PORTUGUÊS
Outros casos
SISTEMA ORTOGRÁFICO OFICIAL 1. Prefixo terminado em vogal:
– Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
ORTOGRAFIA OFICIAL – Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto,
• Mudanças no alfabeto: O alfabeto tem 26 letras. Foram rein- semicírculo.
troduzidas as letras k, w e y. – Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracis-
O alfabeto completo é o seguinte: A B C D E F G H I J K L M N O mo, antissocial, ultrassom.
PQRSTUVWXYZ – Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-on-
• Trema: Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a das.
letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue,
gui, que, qui. 2. Prefixo terminado em consoante:
– Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-
Regras de acentuação -bibliotecário.
– Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das – Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, su-
palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima persônico.
sílaba) – Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Observações:
Como era Como fica
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra
alcatéia alcateia iniciada por r: sub-região, sub-raça. Palavras iniciadas por h perdem
apóia apoia essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de pala-
apóio apoio vra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano.
• O prefixo co aglutina-se, em geral, com o segundo elemento,
Atenção: essa regra só vale para as paroxítonas. As oxítonas mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, coope-
continuam com acento: Ex.: papéis, herói, heróis, troféu, troféus. rar, cooperação, cooptar, coocupante.
• Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-al-
– Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no mirante.
u tônicos quando vierem depois de um ditongo. • Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam
a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva,
Como era Como fica pontapé, paraquedas, paraquedista.
• Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró,
baiúca baiuca usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar,
bocaiúva bocaiuva recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em Viu? Tudo muito tranquilo. Certeza que você já está dominando
posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: muita coisa. Mas não podemos parar, não é mesmo?!?! Por isso
tuiuiú, tuiuiús, Piauí. vamos passar para mais um ponto importante.

– Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem


e ôo(s). CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL

Como era Como fica Concordância Nominal


abençôo abençoo Os adjetivos, os pronomes adjetivos, os numerais e os artigos
concordam em gênero e número com os substantivos aos quais se
crêem creem
referem.
Os nossos primeiros contatos começaram de maneira amisto-
– Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/ sa.
para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Casos Especiais de Concordância Nominal
Atenção: • Menos e alerta são invariáveis na função de advérbio:
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Colocou menos roupas na mala./ Os seguranças continuam
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. alerta.
• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural
dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, • Pseudo e todo são invariáveis quando empregados na forma-
reter, conter, convir, intervir, advir etc.). ção de palavras compostas:
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as Cuidado com os pseudoamigos./ Ele é o chefe todo-poderoso.
palavras forma/fôrma.
• Mesmo, próprio, anexo, incluso, quite e obrigado variam de
Uso de hífen acordo com o substantivo a que se referem:
Regra básica: Elas mesmas cozinhavam./ Guardou as cópias anexas.
Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-ho-
mem.

1
PORTUGUÊS
• Muito, pouco, bastante, meio, caro e barato variam quando Fácil a, de, para,
pronomes indefinidos adjetivos e numerais e são invariáveis quan-
do advérbios: Junto a, de
Muitas vezes comemos muito./ Chegou meio atrasada./ Pendente de
Usou meia dúzia de ovos.
Preferível a
• Só varia quando adjetivo e não varia quando advérbio: Próximo a, de
Os dois andavam sós./ A respostas só eles sabem.
Respeito a, com, de, para com, por
• É bom, é necessário, é preciso, é proibido variam quando o Situado a, em, entre
substantivo estiver determinado por artigo: Ajudar (a fazer algo) a
É permitida a coleta de dados./ É permitido coleta de dados.
Aludir (referir-se) a
Concordância Verbal Aspirar (desejar, pretender) a
O verbo concorda com seu sujeito em número e pessoa:
O público aplaudiu o ator de pé./ A sala e quarto eram enor- Assistir (dar assistência) Não usa preposição
mes. Deparar (encontrar) com
Implicar (consequência) Não usa preposição
Concordância ideológica ou silepse
Lembrar Não usa preposição
• Silepse de gênero trata-se da concordância feita com o gêne- Pagar (pagar a alguém) a
ro gramatical (masculino ou feminino) que está subentendido no
contexto. Precisar (necessitar) de
Vossa Excelência parece satisfeito com as pesquisas. Proceder (realizar) a
Blumenau estava repleta de turistas.
Responder a
• Silepse de número trata-se da concordância feita com o nú-
mero gramatical (singular ou plural) que está subentendido no con- Visar ( ter como objetivo a
texto. pretender)
O elenco voltou ao palco e [os atores] agradeceram os aplau- NÃO DEIXE DE PESQUISAR A REGÊNCIA DE OUTRAS PALAVRAS
sos. QUE NÃO ESTÃO AQUI!
• Silepse de pessoa trata-se da concordância feita com a pes-
soa gramatical que está subentendida no contexto.
O povo temos memória curta em relação às promessas dos po-
líticos. ELEMENTOS DE ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO: RECUR-
SOS DE COESÃO; FUNÇÃO REFERENCIAL DE PRONO-
MES; USO DE NEXOS PARA ESTABELECER RELAÇÕES
ENTRE SEGMENTOS DO TEXTO; LEITURA E INTERPRE-
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL TAÇÃO DE TEXTO

• Regência Nominal 
Compreensão e interpretação de textos
A regência nominal estuda os casos em que nomes (substan-
Chegamos, agora, em um ponto muito importante para todo o
tivos, adjetivos e advérbios) exigem outra palavra para completar-
seu estudo: a interpretação de textos. Desenvolver essa habilidade
-lhes o sentido. Em geral a relação entre um nome e o seu comple-
é essencial e pode ser um diferencial para a realização de uma boa
mento é estabelecida por uma preposição.
prova de qualquer área do conhecimento.
Mas você sabe a diferença entre compreensão e interpretação?
• Regência Verbal
A compreensão é quando você entende o que o texto diz de
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre o
forma explícita, aquilo que está na superfície do texto.
verbo (termo regente) e seu complemento (termo regido). 
Quando Jorge fumava, ele era infeliz.
Isto pertence a todos.
Por meio dessa frase, podemos entender que houve um tempo
que Jorge era infeliz, devido ao cigarro.
Regência de algumas palavras
A interpretação é quando você entende o que está implícito,
nas entrelinhas, aquilo que está de modo mais profundo no texto
Esta palavra combina com Esta preposição ou que faça com que você realize inferências.
Acessível a Quando Jorge fumava, ele era infeliz.
Já compreendemos que Jorge era infeliz quando fumava, mas
Apto a, para podemos interpretar que Jorge parou de fumar e que agora é feliz.
Atencioso com, para com Percebeu a diferença?
Coerente com Tipos de Linguagem
Conforme a, com Existem três tipos de linguagem que precisamos saber para que
facilite a interpretação de textos.
Dúvida acerca de, de, em, sobre
• Linguagem Verbal é aquela que utiliza somente palavras. Ela
Empenho de, em, por pode ser escrita ou oral.

2
PORTUGUÊS
Tipos e genêros textuais
Os tipos textuais configuram-se como modelos fixos e abran-
gentes que objetivam a distinção e definição da estrutura, bem
como aspectos linguísticos de narração, dissertação, descrição e
explicação. Eles apresentam estrutura definida e tratam da forma
como um texto se apresenta e se organiza. Existem cinco tipos clás-
sicos que aparecem em provas: descritivo, injuntivo, expositivo (ou
dissertativo-expositivo) dissertativo e narrativo. Vejamos alguns
exemplos e as principais características de cada um deles.

Tipo textual descritivo


A descrição é uma modalidade de composição textual cujo
objetivo é fazer um retrato por escrito (ou não) de um lugar, uma
pessoa, um animal, um pensamento, um sentimento, um objeto,
um movimento etc.
Características principais:
• Os recursos formais mais encontrados são os de valor adje-
• Linguagem não-verbal é aquela que utiliza somente imagens, tivo (adjetivo, locução adjetiva e oração adjetiva), por sua função
fotos, gestos... não há presença de nenhuma palavra. caracterizadora.
• Há descrição objetiva e subjetiva, normalmente numa enu-
meração.
• A noção temporal é normalmente estática.
• Normalmente usam-se verbos de ligação para abrir a defini-
ção.
• Normalmente aparece dentro de um texto narrativo.
• Os gêneros descritivos mais comuns são estes: manual, anún-
cio, propaganda, relatórios, biografia, tutorial.

Exemplo:
Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
• Linguagem Mista (ou híbrida) é aquele que utiliza tanto as pa- Mas era feita com muito esmero
lavras quanto as imagens. Ou seja, é a junção da linguagem verbal Na rua dos bobos, número zero
com a não-verbal. (Vinícius de Moraes)

Tipo textual injuntivo


A injunção indica como realizar uma ação, aconselha, impõe,
instrui o interlocutor. Chamado também de texto instrucional, o
tipo de texto injuntivo é utilizado para predizer acontecimentos e
comportamentos, nas leis jurídicas.

Características principais:
• Normalmente apresenta frases curtas e objetivas, com ver-
bos de comando, com tom imperativo; há também o uso do futuro
do presente (10 mandamentos bíblicos e leis diversas).
• Marcas de interlocução: vocativo, verbos e pronomes de 2ª
pessoa ou 1ª pessoa do plural, perguntas reflexivas etc.

Exemplo:
Impedidos do Alistamento Eleitoral (art. 5º do Código Eleito-
ral) – Não podem alistar-se eleitores: os que não saibam exprimir-se
na língua nacional, e os que estejam privados, temporária ou defi-
nitivamente dos direitos políticos. Os militares são alistáveis, desde
que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou
suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino su-
Além de saber desses conceitos, é importante sabermos iden- perior para formação de oficiais.
tificar quando um texto é baseado em outro. O nome que damos a
este processo é intertextualidade.

3
PORTUGUÊS
Tipo textual expositivo -exemplo). É importante salientar, portanto, que não devemos ficar
A dissertação é o ato de apresentar ideias, desenvolver racio- de mãos atadas à espera de uma atitude do governo só quando o
cínio, analisar contextos, dados e fatos, por meio de exposição, caos se estabelece; o povo tem e sempre terá de colaborar com uma
discussão, argumentação e defesa do que pensamos. A dissertação cobrança efetiva (conclusão).
pode ser expositiva ou argumentativa.
A dissertação-expositiva é caracterizada por esclarecer um as- Tipo textual narrativo
sunto de maneira atemporal, com o objetivo de explicá-lo de ma- O texto narrativo é uma modalidade textual em que se conta
neira clara, sem intenção de convencer o leitor ou criar debate. um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lu-
gar, envolvendo certos personagens. Toda narração tem um enredo,
Características principais: personagens, tempo, espaço e narrador (ou foco narrativo).
• Apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão.
• O objetivo não é persuadir, mas meramente explicar, infor- Características principais:
mar. • O tempo verbal predominante é o passado.
• Normalmente a marca da dissertação é o verbo no presente. • Foco narrativo com narrador de 1ª pessoa (participa da his-
• Amplia-se a ideia central, mas sem subjetividade ou defesa tória – onipresente) ou de 3ª pessoa (não participa da história –
de ponto de vista. onisciente).
• Apresenta linguagem clara e imparcial. • Normalmente, nos concursos públicos, o texto aparece em
prosa, não em verso.
Exemplo:
O texto dissertativo consiste na ampliação, na discussão, no Exemplo:
questionamento, na reflexão, na polemização, no debate, na ex- Solidão
pressão de um ponto de vista, na explicação a respeito de um de- João era solteiro, vivia só e era feliz. Na verdade, a solidão era
terminado tema. o que o tornava assim. Conheceu Maria, também solteira, só e fe-
Existem dois tipos de dissertação bem conhecidos: a disserta- liz. Tão iguais, a afinidade logo se transforma em paixão. Casam-se.
ção expositiva (ou informativa) e a argumentativa (ou opinativa). Dura poucas semanas. Não havia mesmo como dar certo: ao se uni-
Portanto, pode-se dissertar simplesmente explicando um as- rem, um tirou do outro a essência da felicidade.
sunto, imparcialmente, ou discutindo-o, parcialmente. Nelson S. Oliveira
Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/4835684
Tipo textual dissertativo-argumentativo
Este tipo de texto — muito frequente nas provas de concur- Gêneros textuais
sos — apresenta posicionamentos pessoais e exposição de ideias Já os gêneros textuais (ou discursivos) são formas diferentes
apresentadas de forma lógica. Com razoável grau de objetividade, de expressão comunicativa. As muitas formas de elaboração de um
clareza, respeito pelo registro formal da língua e coerência, seu in- texto se tornam gêneros, de acordo com a intenção do seu pro-
tuito é a defesa de um ponto de vista que convença o interlocutor dutor. Logo, os gêneros apresentam maior diversidade e exercem
(leitor ou ouvinte). funções sociais específicas, próprias do dia a dia. Ademais, são
passíveis de modificações ao longo do tempo, mesmo que preser-
Características principais: vando características preponderantes. Vejamos, agora, uma tabela
• Presença de estrutura básica (introdução, desenvolvimento que apresenta alguns gêneros textuais classificados com os tipos
e conclusão): ideia principal do texto (tese); argumentos (estraté- textuais que neles predominam.
gias argumentativas: causa-efeito, dados estatísticos, testemunho
de autoridade, citações, confronto, comparação, fato, exemplo, Tipo Textual Predominante Gêneros Textuais
enumeração...); conclusão (síntese dos pontos principais com su-
gestão/solução). Descritivo Diário
• Utiliza verbos na 1ª pessoa (normalmente nas argumentações Relatos (viagens, históricos, etc.)
informais) e na 3ª pessoa do presente do indicativo (normalmente Biografia e autobiografia
nas argumentações formais) para imprimir uma atemporalidade e Notícia
um caráter de verdade ao que está sendo dito. Currículo
• Privilegiam-se as estruturas impessoais, com certas modali- Lista de compras
zações discursivas (indicando noções de possibilidade, certeza ou Cardápio
probabilidade) em vez de juízos de valor ou sentimentos exaltados. Anúncios de classificados
• Há um cuidado com a progressão temática, isto é, com o Injuntivo Receita culinária
desenvolvimento coerente da ideia principal, evitando-se ro- Bula de remédio
deios. Manual de instruções
Regulamento
Exemplo: Textos prescritivos
A maioria dos problemas existentes em um país em desenvol-
vimento, como o nosso, podem ser resolvidos com uma eficiente Expositivo Seminários
administração política (tese), porque a força governamental certa- Palestras
mente se sobrepõe a poderes paralelos, os quais – por negligência Conferências
de nossos representantes – vêm aterrorizando as grandes metró- Entrevistas
poles. Isso ficou claro no confronto entre a força militar do RJ e os Trabalhos acadêmicos
traficantes, o que comprovou uma verdade simples: se for do desejo Enciclopédia
dos políticos uma mudança radical visando o bem-estar da popula- Verbetes de dicionários
ção, isso é plenamente possível (estratégia argumentativa: fato-

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PORTUGUÊS
Dissertativo-argumentativo Editorial Jornalístico
Carta de opinião
Resenha
Artigo
Ensaio
Monografia, dissertação de mes-
trado e tese de doutorado
Narrativo Romance
Novela
Crônica
Contos de Fada
Fábula
Lendas

Sintetizando: os tipos textuais são fixos, finitos e tratam da forma como o texto se apresenta. Os gêneros textuais são fluidos, infinitos
e mudam de acordo com a demanda social.

Coesão
É a ligação entre as partes do texto (palavras, expressões, frases, parágrafos) por meio de determinados elementos linguísticos. Com
ela, fica mais fácil ler e compreender um texto.
Veja um exemplo de texto coeso:

Último Recurso
Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo,
quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os senti-
mentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.
Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são
sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem
nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-
-nos um só caminho... o de mais nada fazer.
Clarice Lispector

Coerência
É a relação semântica que se estabelece entre as diversas partes do texto, criando uma unidade de sentido. Está ligada ao entendimen-
to, à possibilidade de interpretação daquilo que se ouve ou lê. Enquanto a coesão está para os elementos conectores de ideias no texto, a
coerência está para a harmonia interna do texto, o sentido.
Muitos professores, infelizmente, ainda ensinam que só há coerência se houver coesão. Não obstante, vejamos:

Coeso e incoerente
“Os jornalistas se comprometem a divulgar artigos políticos de maneira polida e imparcial, no entanto eles comumente afligem a
opinião daqueles que se empenham em ter um cerne ou um ponto de vista menos fundamentalista. ”
Do que o texto fala mesmo? O elemento coesivo “no entanto” estabelece uma relação de oposição com o quê? Com o fato de os
artigos ou os jornalistas afligirem a opinião de quem? Dos leitores, dos jornalistas ou dos artigos políticos? Percebe que há uma confusão,
que gera uma incompreensão do texto? Logo, podemos dizer que não houve coerência, apesar de ter havido coesão.

Incoeso e coerente
Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água,
cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata,
paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço. Relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos, jornal. Mesa, cadeiras, xícara
e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone,
agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigar-
ro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes,
telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos
de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia. Água. Táxi, mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos,
talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone,
revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro,
fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de
cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras.
Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca,
pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
Ricardo Ramos
Fonte: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/02/29/conto-circuito-fechado-ricardo-ramos/

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PORTUGUÊS
Perceba que não houve nenhum elemento conectando as frases; houve apenas justaposição de frases. Realmente não houve coesão
stricto sensu, mas houve total coerência, pois as frases mantêm relações de sentido. A “incoesão”, ausência de elementos conectores ou
referenciadores, não prejudicou o sentido do texto, ou seja, a coerência.

Pronome
É a palavra que substitui os substantivos ou os determinam, indicando a pessoa do discurso.
• Pronomes pessoais vão designar diretamente as pessoas em uma conversa. Eles indicam as três pessoas do discurso.

Pronomes Retos Pronomes Oblíquos


Pessoas do Discurso
Função Subjetiva Função Objetiva
1º pessoa do singular Eu Me, mim, comigo
2º pessoa do singular Tu Te, ti, contigo
3º pessoa do singular Ele, ela,  Se, si, consigo, lhe, o, a
1º pessoa do plural Nós Nos, conosco
2º pessoa do plural Vós Vos, convosco
3º pessoa do plural Eles, elas Se, si, consigo, lhes, os, as

• Pronomes de Tratamento são usados no trato com as pessoas, normalmente, em situações formais de comunicação.

Pronomes de Tratamento Emprego


Você Utilizado em situações informais.
Senhor (es) e Senhora (s) Tratamento para pessoas mais velhas.
Vossa Excelência Usados para pessoas com alta autoridade
Vossa Magnificência Usados para os reitores das Universidades.
Vossa Senhoria Empregado nas correspondências e textos escritos.
Vossa Majestade Utilizado para Reis e Rainhas
Vossa Alteza Utilizado para príncipes, princesas, duques.
Vossa Santidade Utilizado para o Papa
Vossa Eminência Usado para Cardeais.
Vossa Reverendíssima Utilizado para sacerdotes e religiosos em geral.

• Pronomes Possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa.

Pessoa do Discurso Pronome Possessivo


1º pessoa do singular Meu, minha, meus, minhas
2º pessoa do singular teu, tua, teus, tuas
3º pessoa do singular seu, sua, seus, suas
1º pessoa do plural Nosso, nossa, nossos, nossas
2º pessoa do plural Vosso, vossa, vossos, vossas
3º pessoa do plural Seu, sua, seus, suas

• Pronomes Demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo
ou no espaço.

Pronomes Demonstrativos Singular Plural


Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas
Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles

• Pronomes Indefinidos referem-se à 3º pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. Os pronomes
indefinidos podem ser variáveis (varia em gênero e número) e invariáveis (não variam em gênero e número).

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PORTUGUÊS
Classificação Pronomes Indefinidos (A) O uso do plural em “valores” é responsável pela flexão de
plural em “deflacionados”.
algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, (B) O plural em “resultados” é responsável pela flexão de plural
nenhuma, nenhuns, nenhumas, muito, mui- em “Elevaram-se”.
ta, muitos, muitas, pouco, pouca, poucos, (C) Emprega-se o singular em “proporcionou” para respeitar as
poucas, todo, toda, todos, todas, outro, ou- regras de concordância com “economia”.
Variáveis tra, outros, outras, certo, certa, certos, cer- (D) O singular em “a arrecadação” é responsável pela flexão de
tas, vário, vária, vários, várias, tanto, tanta, singular em “fez aumentar”.
tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, (E) A flexão de plural em “foram” justifica-se pela concordância
quantas, qualquer, quaisquer, qual, quais, com “relevantes”.
um, uma, uns, umas.
quem, alguém, ninguém, tudo, nada, ou- Atenção: Leia o texto abaixo para responder as questões.
Invariáveis UM APÓLOGO
trem, algo, cada.
Machado de Assis.
• Pronomes Interrogativos são palavras variáveis e invariáveis Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
utilizadas para formular perguntas diretas e indiretas. — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrola-
da, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
Classificação Pronomes Interrogativos — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está
qual, quais, quanto, quantos, quan- com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me
Variáveis der na cabeça.
ta, quantas.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.
Invariáveis quem, que.
Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem
o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos
• Pronomes Relativos referem-se a um termo já dito anterior- outros.
mente na oração, evitando sua repetição. Eles também podem ser — Mas você é orgulhosa.
variáveis e invariáveis. — Decerto que sou.
— Mas por quê?
Classificação Pronomes Relativos — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa
ama, quem é que os cose, senão eu?
o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja,
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora
Variáveis cujos, cujas, quanto, quanta, quantos, quan-
que quem os cose sou eu, e muito eu?
tas.
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pe-
Invariáveis quem, que, onde. daço ao outro, dou feição aos babados…
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante,
puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e
EXERCÍCIOS mando…
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
1. (VUNESP – TJ/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2011) — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel su-
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta. balterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o
(A) Haviam cooperativas de catadores na cidade de São Paulo. trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto…
(B) O lixo de casas e condomínios vão para aterros. Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa.
(C) O tratamento e a destinação corretos do lixo evitaria que Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que
35% deles fosse despejado em aterros. tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a
(D) Fazem dois anos que a prefeitura adia a questão do lixo. costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, en-
(E) Somos nós quem paga a conta pelo descaso com a coleta fiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando
de lixo. orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre
os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a
2. (ESAF – CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – 2012) isto uma cor poética. E dizia a agulha:
Assinale a opção que fornece a correta justificativa para as relações — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não
de concordância no texto abaixo. repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou
O bom desempenho do lado real da economia proporcionou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima…
um período de vigoroso crescimento da arrecadação. A maior lucra- A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela
tividade das empresas foi decisiva para os resultados fiscais favo- agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe
ráveis. Elevaram-se, de forma significativa e em valores reais, de- o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que
flacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era
receitas do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-pli-
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), e a Contribuição para o Finan- c-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a
ciamento da Seguridade Social (Cofins). O crescimento da massa de costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até
salários fez aumentar a arrecadação do Imposto de Renda Pessoa que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Física (IRPF) e a receita de tributação sobre a folha da previdência Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que
social. Não menos relevantes foram os elevados ganhos de capital, a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para
responsáveis pelo aumento da arrecadação do IRPF. dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da

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PORTUGUÊS
bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, 5. Em um texto narrativo como “Um Apólogo”, é muito comum
alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, uso de linguagem denotativa e conotativa. Assinale a alternativa
perguntou-lhe: cujo trecho retirado do texto é uma demonstração da expressivida-
— Ora agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da de dos termos “linha” e “agulha” em sentido figurado.
baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que (A) “- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa
vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para ama, quem é que os cose, senão eu?” (L.11)
a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? (B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.
Vamos, diga lá. Agulha não tem cabeça.” (L.06)
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de ca- (C) “- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um
beça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: pedaço ao outro, dou feição aos babados...” (L.13)
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é (D) “- Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordi-
que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze nária!” (L.43)
como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, (E) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?”
fico. (L.25)
Contei esta história a um professor de melancolia, que me dis-
se, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a 6. De acordo com a temática geral tratada no texto e, de modo
muita linha ordinária! metafórico, considerando as relações existentes em um ambiente
de trabalho, aponte a opção que NÃO corresponde a uma ideia pre-
3. De acordo com o texto “Um Apólogo” de Machado de Assis sente no texto:
e com a ilustração abaixo, e levando em consideração as persona- (A) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação
gens presentes nas narrativas tanto verbal quanto visual, indique equânime em ambientes coletivos de trabalho;
a opção em que a fala não é compatível com a associação entre os (B) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação
elementos dos textos: equânime em ambientes coletivos de trabalho;
(C) O texto indica que, em um ambiente coletivo de trabalho,
cada sujeito possui atribuições próprias.
(D) O texto sugere que o reconhecimento no ambiente cole-
tivo de trabalho parte efetivamente das próprias atitudes do
sujeito.
(E) O texto revela que, em um ambiente coletivo de trabalho,
frequentemente é difícil lidar com as vaidades individuais.

Leia o texto abaixo para responder a questão.


A lama que ainda suja o Brasil
Fabíola Perez(fabiola.perez@istoe.com.br)

A maior tragédia ambiental da história do País escancarou um


dos principais gargalos da conjuntura política e econômica brasilei-
ra: a negligência do setor privado e dos órgãos públicos diante de
um desastre de repercussão mundial. Confirmada a morte do Rio
(A) “- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda en- Doce, o governo federal ainda não apresentou um plano de recu-
rolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?” (L.02) peração efetivo para a área (apenas uma carta de intenções). Tam-
(B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. pouco a mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela
Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar?” (L.06) anglo-australiana BHP Billiton. A única medida concreta foi a aplica-
(C) “- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, ção da multa de R$ 250 milhões – sendo que não há garantias de
puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço que ela será usada no local. “O leito do rio se perdeu e a calha pro-
e mando...” (L.14-15) funda e larga se transformou num córrego raso”, diz Malu Ribeiro,
(D) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? coordenadora da rede de águas da Fundação SOS Mata Atlântica,
Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; sobre o desastre em Mariana, Minas Gerais. “O volume de rejeitos
eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando se tornou uma bomba relógio na região.”
abaixo e acima.” (L.25-26) Para agravar a tragédia, a empresa declarou que existem riscos
(E) “- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela de rompimento nas barragens de Germano e de Santarém. Segun-
e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de do o Departamento Nacional de Produção Mineral, pelo menos 16
costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. barragens de mineração em todo o País apresentam condições de
Onde me espetam, fico.” (L.40-41) insegurança. “O governo perdeu sua capacidade de aparelhar ór-
gãos técnicos para fiscalização”, diz Malu. Na direção oposta
4. O diminutivo, em Língua Portuguesa, pode expressar outros Ao caminho da segurança, está o projeto de lei 654/2015, do
valores semânticos além da noção de dimensão, como afetividade, senador Romero Jucá (PMDB-RR) que prevê licença única em um
pejoratividade e intensidade. Nesse sentido, pode-se afirmar que tempo exíguo para obras consideradas estratégicas. O novo mar-
os valores semânticos utilizados nas formas diminutivas “unidi- co regulatório da mineração, por sua vez, também concede priori-
nha”(L.26) e “corpinho”(L.32), são, respectivamente, de: dade à ação de mineradoras. “Ocorrerá um aumento dos conflitos
(A) dimensão e pejoratividade; judiciais, o que não será interessante para o setor empresarial”, diz
(B) afetividade e intensidade; Maurício Guetta, advogado do Instituto Sócio Ambiental (ISA). Com
(C) afetividade e dimensão; o avanço dessa legislação outros danos irreversíveis podem ocorrer.
(D) intensidade e dimensão; FONTE: http://www.istoe.com.br/reportagens/441106_A+LA MA+-
(E) pejoratividade e afetividade. QUE+AINDA+SUJA+O+BRASIL

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PORTUGUÊS
7. Observe as assertivas relacionadas ao texto lido:
I. O texto é predominantemente narrativo, já que narra um EXERCÍCIOS COMENTADOS
fato.
II. O texto é predominantemente expositivo, já que pertence ao 1-) (TCE-RN – CARGO 1 - CESPE/2015 - adaptada)
gênero textual editorial. Exercer a cidadania é muito mais que um direito, é um dever,
III. O texto é apresenta partes narrativas e partes expositivas, já uma obrigação.
que se trata de uma reportagem. Você como cidadão é parte legítima para, de acordo com a lei,
IV. O texto apresenta partes narrativas e partes expositivas, já informar ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte
se trata de um editorial. (TCE/RN) os atos ilegítimos, ilegais e antieconômicos eventualmen-
te praticados pelos agentes públicos.
Analise as assertivas e responda: A garantia desse preceito advém da própria Constituição do
(A) Somente a I é correta. estado do Rio Grande do Norte, em seu artigo 55, § 3.º, que estabe-
(B) Somente a II é incorreta. lece que qualquer cidadão, partido político ou entidade organizada
(C) Somente a III é correta da sociedade pode apresentar ao TCE/RN denúncia sobre irregula-
(D) A III e IV são corretas. ridades ou ilegalidades praticadas no âmbito das administrações
estadual e municipal.
8. Observe as assertivas relacionadas ao texto “A lama que ain- Exercício da cidadania. Internet: <www.tce.rn.gov.br> (com adapta-
da suja o Brasil”: ções).
I- O texto é coeso, mas não é coerente, já que tem problemas
no desenvolvimento do assunto. Mantém-se a correção gramatical do texto se o trecho “infor-
II- O texto é coerente, mas não é coeso, já que apresenta pro- mar ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/
blemas no uso de conjunções e preposições. RN) os atos ilegítimos” for reescrito da seguinte forma: informar
III- O texto é coeso e coerente, graças ao bom uso das classes ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN)
de palavras e da ordem sintática. sobre os atos ilegítimos.
IV- O texto é coeso e coerente, já que apresenta progressão ( ) CERTO
temática e bom uso dos recursos coesivos. ( ) ERRADO
Analise as assertivas e responda: Quem informa, informa algo (os atos ilegítimos) a alguém (ao
(A) Somente a I é correta. Tribunal de Contas), portanto não há presença de preposição antes
(B) Somente a II é incorreta. do objeto direto (os atos).
(C) Somente a III é correta. RESPOSTA: ERRADO.
(D) Somente a IV é correta.
2-) (TCE-RN – CARGO 1 - CESPE/2015 - adaptada) A substitui-
ção da última vírgula do primeiro parágrafo do texto pela conjunção
GABARITO e não acarreta erro gramatical ao texto nem traz prejuízo à sua in-
terpretação original.
( ) CERTO
1 E ( ) ERRADO
2 A
Analisemos o trecho sugerido: Exercer a cidadania é muito
3 E mais que um direito, é um dever, uma obrigação. Se acrescentarmos
4 D a conjunção “e” teremos “é um dever e uma obrigação” = haveria
mudança no sentido, pois da maneira como foi escrito entende-se
5 D que o termo “obrigação” foi enfatizado, por isso não se conectou ao
6 D termo anterior.
RESPOSTA: ERRADO.
7 D
8 C 3-) (TCE-RN – CARGO 1 - CESPE/2015 - adaptada)
A Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da Copa 2014
(CAFCOPA) constatou indícios de superfaturamento em contratos
relativos a consultorias técnicas para modelagem do projeto de
parceria público-privada usada para construir uma das arenas da
Copa 2014.
Após análise das faturas de um dos contratos, constatou-se que
os consultores apresentaram regime de trabalho incompatível com
a realidade. Sete dos 11 contratados alegadamente trabalharam
77,2 horas por dia no período entre 16 de setembro e sete de ou-
tubro de 2010. Os outros quatro supostamente trabalharam 38,6
horas por dia. Tendo em vista que um dia só tem 24 horas, identifi-
cou-se a ocorrência de superfaturamento no valor de R$ 2.383.248.
“É óbvio que tais volumes de horas trabalhadas jamais existiram.
Diante de tal situação, sabendo-se que o dia possui somente 24 ho-
ras, resta inconteste o superfaturamento praticado nesta primeira
fatura de serviços”, aponta o relatório da CAFCOPA.

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PORTUGUÊS
Existem outros indícios fortes que apontam para essa irregu- - Existem outros indícios fortes = verbo concorda com o sujeito
laridade, pois não há nos autos qualquer folha de ponto ou docu- simples
mento comprobatório da efetiva prestação dos serviços por parte Trata-se de sujeito simples, não composto (não há dois elemen-
dos consultores. tos em sua composição)
Internet: <www.jornaldehoje.com.br> (com adaptações). RESPOSTA: ERRADO.

O termo “com a realidade” e a oração ‘que tais volumes de ho- 7-) (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO - ESAF/2015 - adap-
ras trabalhadas jamais existiram’ desempenham a função de com- tada) Em relação às estruturas linguísticas do texto, assinale a op-
plemento dos adjetivos “incompatível” e ‘óbvio’, respectivamente. ção correta.
( ) CERTO
( ) ERRADO Não vamos discorrer sobre a pré-história da aviação, sonho dos
antigos egípcios e gregos, que representavam alguns de seus deu-
Voltemos ao texto: regime de trabalho incompatível com a rea- ses por figuras aladas, nem sobre o vulto de estudiosos do proble-
lidade = complemento nominal de “incompatível” (afirmação do ma, como Leonardo da Vinci, que no século XV construiu um modelo
enunciado correta); É óbvio que tais volumes de horas trabalhadas de avião em forma de pássaro. Pode-se localizar o início da aviação
jamais existiram = podemos substituir a oração destacada por “Isso nas experiências de alguns pioneiros que, desde os últimos anos do
é óbvio”, o que nos indica que se trata de uma oração com função século XIX, tentaram o voo de aparelhos então denominados mais
substantiva - no caso, oração subordinada substantiva subjetiva – pesados do que o ar, para diferenciá-los dos balões, cheios de gases,
função de sujeito da oração principal (É óbvio), ou seja, afirmação mais leves do que o ar.
do enunciado incorreta. Ao contrário dos balões, que se sustentavam na atmosfera por
RESPOSTA: ERRADO. causa da menor densidade do gás em seu interior, os aviões preci-
savam de um meio mecânico de sustentação para que se elevassem
4-) (TCE-RN – CARGO 1 - CESPE/2015 - adaptada) O uso dos por seus próprios recursos. O brasileiro Santos Dumont foi o primei-
advérbios “alegadamente” e “supostamente” concorre para a argu- ro aeronauta que demonstrou a viabilidade do voo do mais pesado
mentação apresentada no texto de que houve irregularidades em do que o ar. O seu voo no “14-Bis” em Paris, em 23 de outubro de
um dos contratos, especificamente no que se refere à descrição do 1906, na presença de inúmeras testemunhas, constituiu um marco
volume de horas trabalhadas pelos consultores. na história da aviação, embora a primazia do voo em avião seja
( ) CERTO disputada por vários países.
( ) ERRADO <http://www.portalbrasil.net/aviacao_historia.htm>. Acesso em:
13/12/2015 (com adaptações).
Sete dos 11 contratados alegadamente trabalharam 77,2 horas
por dia no período entre 16 de setembro e sete de outubro de 2010. A) O emprego de vírgula após “Vinci” justifica-se para isolar
Os outros quatro supostamente trabalharam 38,6 horas por dia. oração subordinada de natureza restritiva.
Sete funcionários alegaram ter trabalhado horas a mais e há a B) Em “Pode-se” o pronome “se” indica a noção de condição.
suposição de que quatro também ultrapassaram o limite estabele- C) A substituição de “então” por “naquela época” prejudica as
cido. informações originais do texto.
RESPOSTA: CERTO. D) Em “se sustentavam” e “se elevassem” o pronome “se” in-
dica voz reflexiva.
5-) (CESPE – TCE-RN – CARGO 1/2015 - adaptada) A oração E) O núcleo do sujeito de “constituiu” é 14-Bis.
“que os consultores apresentaram regime de trabalho incompatí-
vel com a realidade” funciona como complemento da forma verbal A = incorreta (oração de natureza explicativa)
“constatou-se”. B = incorreta (pronome apassivador)
( ) CERTO C = incorreta
( ) ERRADO E = incorreta (voo)
RESPOSTA: D
- constatou-se que os consultores apresentaram regime de tra-
balho incompatível com a realidade 8-) (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO - ESAF/2015) Assina-
A oração destacada pode ser substituída pelo termo “isso” (Isso le a opção correspondente a erro gramatical inserido no texto.
foi constatado), o que nos indica ser uma oração substantiva = ela A Embraer S. A. atualmente é destaque (1) internacional e
funciona como sujeito da oração principal, portanto não a comple- passou a produzir aeronaves para rotas regionais e comerciais de
menta. Temos uma oração subordinada substantiva subjetiva. pequena e média densidades (2), bastante (3) utilizadas no Brasil,
RESPOSTA: ERRADO. Europa e Estados Unidos. Os modelos 190 e 195 ocupou (4) o espa-
ço que era do Boeing 737.300, 737.500, DC-9, MD-80/81/82/83 e
6-) (CESPE – TCE-RN – CARGO 1/2015 - adaptada) As formas Fokker 100. A companhia brasileira é hoje a terceira maior indústria
verbais “apresentaram”, “trabalharam” e “Existem” aparecem fle- aeronáutica do mundo, com filiais em vários países, inclusive na (5)
xionadas no plural pelo mesmo motivo: concordância com sujeito China.
composto plural. <http://www.portalbrasil.net/aviacao_historia.htm>. Acesso
( ) CERTO em:13/12/2015. (com adaptações).
( ) ERRADO
A) é destaque
- os consultores apresentaram = verbo concorda com o sujeito B) densidades
simples C) bastante
- Sete dos 11 contratados alegadamente trabalharam = verbo D) ocupou
concorda com o sujeito simples E) inclusive na

10
PORTUGUÊS
Os modelos 190 e 195 ocupou = os modelos ocuparam Trabalho na área administrativa junto com outros técnicos e
RESPOSTA: D analistas, além de ser gestor substituto do setor de transportes da
ANAC/SP. Tenho de analisar documentação, preparar processos
9-) (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO- ESAF/2015) Assinale solicitando pagamentos mensais para empresas por serviços pres-
a opção correta quanto à justificativa em relação ao emprego de tados, verificar se os termos do contrato estão sendo cumpridos,
vírgulas. resolver alguns “pepinos” que sempre aparecem ao longo do mês,
O mercado de jatos executivos está em alta há alguns anos, e além, é claro, de efetuar trabalhos eventuais que surgem conforme
os maiores mercados são Estados Unidos, Brasil, França, Canadá, a demanda.
Alemanha, Inglaterra, Japão e México. Também nesse segmento a <http://wordpress.concurseirosolitario.com.br/o-cotidianode-um-ser-
Embraer é destaque, apesar de disputar ferozmente esse mercado vidor-publico/> Acesso em: 17/12/2015> (comadaptações).
com outras indústrias poderosas, principalmente a canadense Bom-
bardier. A Embraer S.A. está desenvolvendo também uma aerona- 11-) Assinale a substituição proposta que causa erro de morfos-
ve militar, batizada de KC-390, que substituirá os antigos Hércules sintaxe no texto.substituir:por:
C-130, da Força Aérea Brasileira. Para essa aeronave a Embraer S.A. A) HáA
já soma algumas centenas de pedidos e reservas. B) Nesse tempoDurante esse tempo
<http://www.portalbrasil.net/aviacao_historia.htm> Acesso em: C) junto juntamente
13/12/2015 (com adaptações). D) Tenho deTenho que
E) ao longo do mês no decorrer do mês
As vírgulas no trecho “...os maiores mercados são Estados Uni-
dos, Brasil, França, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Japão e México.” A única substituição que causaria erro é a de “há” por “a”, já
separam que, quando empregado com o sentido de tempo passado, deve ser
A) aposto explicativo que complementa oração principal. escrito com “h” (há).
B) palavras de natureza retificativa e explicativa. RESPOSTA: A
C) oração subordinada adjetiva explicativa.
D) complemento verbal composto por objeto direto. 12-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO
E) termos de mesma função sintática em uma enumeração. CIVIL - ESAF/2015 - adaptada) Assinale a opção em que a pontua-
ção permanece correta, apesar de ter sido modificada.
RESPOSTA: E A) Há quase dois anos, fui empossado técnico administrativo
(...)
10-) (ANAC – ANALISTA ADMINISTRATIVO - ESAF/2015) Assi- B) (...) na ANAC, de São Paulo e estou muito satisfeito de tra-
nale a opção que apresenta substituição correta para a forma verbal balhar lá.
contribuiu. C) (...) na administração pública, porém; preferi, ficar onde es-
No início da década de 60, trinta anos depois de sua funda- tou (…)
ção, a Panair já era totalmente nacional. Era uma época de crise D) Sinceramente sou partidário, do “não se mexe, em time que
na aviação comercial brasileira, pois todas as companhias apresen- está ganhando”.
tavam problemas operacionais e crescentes dívidas para a moder- E) Trabalho na área administrativa, junto com outros técnicos e
nização geral do serviço que prestavam. Uma novidade contribuiu analistas, além de ser, gestor substituto (…)
para apertar ainda mais a situação financeira dessas empresas - a
inflação. Apesar disso, não foram esses problemas, comuns às con- Fiz as correções:
correntes, que causaram a extinção da Panair. B) na ANAC de São Paulo e estou muito satisfeito de trabalhar
<http://www.areliquia.com.br/Artigos%20Anteriores/58Panair.htm>. lá.
Acesso em: 13/12/2015 (com adaptações). C) na administração pública, porém preferi ficar onde estou (…)
D) Sinceramente, sou partidário do “não se mexe em time que
A) contribuísse está ganhando”.
B) contribua E) Trabalho na área administrativa junto com outros técnicos e
C) contribuíra analistas, além de ser gestor substituto (…)
D) contribuindo RESPOSTA: A
E) contribuído
(ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO CIVIL
A substituição pode ser feita utilizando-se um verbo que in- - ESAF/2015 - adaptada) Leia o texto a seguir para responder às
dique uma ação que acontecera há muito tempo (década de 60!), questões
portanto no pretérito mais-que-perfeito do Indicativo (contribuíra).
RESPOSTA: C Se você é um passageiro frequente, certamente já passou por
uma turbulência. A pior da minha vida foi no meio do nada, sobre-
(ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO CIVIL - voando o Atlântico, e durou uma boa hora. Já que estou aqui escre-
ESAF/2015 - adaptada) Leia o depoimento a seguir para responder vendo esse artigo, sobrevivi.
às questões A turbulência significa que o avião vai cair? Ok, sabemos que
Há quase dois anos fui empossado técnico administrativo na não. Apesar de também sabermos que o avião é a forma mais se-
ANAC de São Paulo e estou muito satisfeito de trabalhar lá. Nesse gura de viagem, não é tão fácil lembrar disso em meio a uma tur-
tempo já fui nomeado para outros dois cargos na administração bulência. Então, não custa lembrar que, mesmo quando o ar está
pública, porém preferi ficar onde estou por diversos motivos, pro- “violento”, é impossível que ele «arremesse» o avião para o chão.
fissionais e pessoais. Sinceramente, sou partidário do “não se mexe <http://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2015/07/tur-
em time que está ganhando”. bulencia-dos-avioes-e-perigosa.html> Acesso em:15/12/2015(com
adaptações).

11
PORTUGUÊS
13-) Assinale a opção em que o primeiro período do texto foi 16-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO
reescrito com correção gramatical. CIVIL - ESAF/2015) A frase sublinhada em “Apesar de também sa-
A) Na hipótese de você for um passageiro frequente, já tinha bermos que o avião é a forma mais segura de viagem, não é tão
passado por uma turbulência, com certeza. fácil lembrar disso em meio a uma turbulência” mantém tanto seu
B) Certamente, já deverá ter passado por uma turbulência, se sentido original quanto sua correção gramatical na opção:
você fosse um passageiro frequente. A) Embora também sabemos …
C) Na certa, acaso você seja um passageiro frequente, já acon- B) Dado também saibamos …
teceu de passar por uma turbulência. C) Pelo motivo o qual também sabemos …
D) Com certeza, se você foi um passageiro frequente, já tivesse D) Em virtude de também sabermos …
passado por uma turbulência. E) Conquanto saibamos …
E) Caso você seja um passageiro frequente, já deve, com certe-
za, ter passado por uma turbulência. Correções:
A) Embora também sabemos= saibamos
Correções: B) Dado também saibamos = sabermos
A) Na hipótese de você for (SER) um passageiro frequente, já C) Pelo motivo o qual também sabemos = essa deixa o período
tinha passado (PASSOU) por uma turbulência, com certeza. confuso...
B) Certamente, já deverá (DEVE) ter passado por uma turbulên- D) Em virtude de também sabermos= sentido diferente do ori-
cia, se você fosse (FOR) um passageiro frequente. ginal…
C) Na certa, acaso você seja um passageiro frequente, já acon- E) Conquanto saibamos = conjunção que mantém o sentido
teceu de passar (PASSOU) por uma turbulência. original (concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia
D) Com certeza, se você foi (É) um passageiro frequente, já ti- contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
vesse passado (PASSOU) por uma turbulência. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo
E) Caso você seja um passageiro frequente, já deve, com certe- que, por mais que, posto que, conquanto, etc.)
za, ter passado por uma turbulência. RESPOSTA: E
RESPOSTA: E
17-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO
14-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO CIVIL - ESAF/2015 - adaptada) Em relação às regras de acentuação,
CIVIL - ESAF/2015) A expressão sublinhada em “Já que estou escre- assinale a opção correta.
vendo esse artigo, sobrevivi” tem sentido de Por que é preciso passar pelo equipamento de raios X?
A) conformidade. São normas internacionais de segurança. É proibido portar ob-
B) conclusão. jetos cortantes ou perfurantes. Se você se esqueceu de despachá-
C) causa. -los, esses itens terão de ser descartados no momento da inspeção.
D) dedução. Como devo proceder na hora de passar pelo equipamento de-
E) condição. tector de metais?
A inspeção dos passageiros por detector de metais é obriga-
Subordinadas Adverbiais - Indicam que a oração subordinada tória. O passageiro que, por motivo justificado, não puder ser ins-
exerce a função de adjunto adverbial da principal. De acordo com a pecionado por meio de equipamento detector de metal deverá sub-
circunstância que expressam, classificam-se em:
meter-se à busca pessoal. As mulheres grávidas podem solicitar a
- Causais: introduzem uma oração que é causa da ocorrência da
inspeção por meio de detector manual de metais ou por meio de
oração principal. As conjunções são: porque, que, como (= porque,
busca pessoal.
no início da frase), pois que, visto que, uma vez que, porquanto, já
<http://www.infraero.gov.br/images/stories/guia/2014/
que, desde que, etc.
guiapassageiro2014_portugues.pdf> Acesso em: 4/1/2016 (com
RESPOSTA: C
adaptações).
15-) (ANAC – TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO
CIVIL - ESAF/2015 - adaptada) Sobre as vírgulas e as aspas empre- A) Acentua-se o verbo “é”, quando átono, para diferenciá-lo da
gadas no texto é correto afirmar que conjunção “e”.
A) a primeira vírgula separa duas orações coordenadas. B) “Você” é palavra acentuada por ser paroxítona terminada na
B) a vírgula antes do “e” ocorre porque o verbo da oração “e vogal “e” fechada.
durou uma boa hora” é diferente do verbo da oração anterior. C) “Despachá-los” se acentua pelo mesmo motivo de “deverá”.
C) a vírgula antes de “sobrevivi” marca a diferença entre os D) Ocorre acento grave em “à busca pessoal” em razão do em-
tempos verbais de “estou escrevendo” e “sobrevivi”. prego de locução com substantivo no feminino.
D) a vírgula que ocorre depois do “que” e a que ocorre depois E) O acento agudo em “grávidas” se deve por se tratar de pala-
de “violento” estão isolando oração intercalada. vra paroxítona terminada em ditongo.
E) as aspas nas palavras “violento” e “arremesse” se justificam
porque tais palavras pertencem ao vocabulário técnico da aviação. Comentários:
A) Acentua-se o verbo “é”, quando átono, para diferenciá-lo da
A = Se você é um passageiro frequente, certamente já passou conjunção “e” = não é acento diferencial
por uma turbulência – incorreta (subordinada adverbial condicio- B) “Você” é palavra acentuada por ser paroxítona terminada na
nal) vogal “e” fechada = acentua-se por ser oxítona terminada em “e”
B = incorreta (vem depois de uma oração explicativa) C) “Despachá-los” se acentua pelo mesmo motivo de “deve-
C = incorreta (separando oração principal da causal) rá” = correta (oxítona terminada em “a”). Lembre-se de que, em
E = incorreta (empregadas em sentido figurado, facilitando a verbos com pronome oblíquo, este é desconsiderado ao analisar a
compreensão da descrição) acentuação
RESPOSTA: D

12
PORTUGUÊS
D) Ocorre acento grave em “à busca pessoal” em razão do em- D) No entanto, a ANAC não é parte na relação de consumo fir-
prego de locução com substantivo no feminino = o acento grave se mada entre o passageiro e a empresa aérea, razão pela qual não é
deve à regência do verbo “submeter” que pede preposição (sub- possível buscar indenização na Agência.
meter-se a) E) Para exijir (EXIGIR) indenização por danos morais e/ou ma-
E) O acento agudo em “grávidas” se deve por se tratar de pala- teriais, consulte os órgãos de defesa do consumidor, e averigúe
vra paroxítona terminada em ditongo = acentua-se por ser propa- (AVERIGUE) antecipadamente se está de posse dos comprovantes
roxítona necessários.
RESPOSTA: C RESPOSTA: D

18-) (SABESP/SP – AGENTE DE SANEAMENTO AMBIENTAL 20-) (PREFEITURA DE NOVA FRIBURGO-RJ – SECRETÁRIO ES-
01 – FCC/2014 - adaptada) COLAR - EXATUS/2015 ) Assinale a alternativa em que a palavra é
... a navegação rio abaixo entre os séculos XVIII e XIX, começava acentuada pela mesma razão que “cerimônia”:
em Araritaguaba... A) tendência – crônica.
O verbo conjugado nos mesmos tempo e modo em que se en- B) descartáveis – uísque.
contra o grifado acima está em: C) búzios – vestuário.
(A) ... o Tietê é um regato. D) ótimo – cipó.
(B) ... ou perto delas moram 30 milhões de pessoas...
(C) O desenvolvimento econômico e demográfico custou caro Cerimônia = paroxítona terminada em ditongo
ao rio. A) tendência = paroxítona terminada em ditongo / crônica =
(D) O rio Tietê nasce acima dos mil metros de altitude... proparoxítona
(E) ... e traziam ouro. B) descartáveis = paroxítona terminada em ditongo / uísque =
regra do hiato
“Começava” = pretérito imperfeito do Indicativo C) búzios = paroxítona terminada em ditongo / vestuário = pa-
(A) ... o Tietê é um regato. = presente do Indicativo roxítona terminada em ditongo
(B) ... ou perto delas moram 30 milhões de pessoas... = presen- D) ótimo = proparoxítona / cipó = oxítona terminada em “o”
te do Indicativo RESPOSTA: C
(C) O desenvolvimento econômico e demográfico custou caro
ao rio.= pretérito perfeito do Indicativo 21-) (PREFEITURA DE NOVA FRIBURGO-RJ – SECRETÁRIO ES-
(D) O rio Tietê nasce acima dos mil metros de altitude... = pre- COLAR - EXATUS/2015 ) Os termos destacados abaixo estão corre-
sente do Indicativo tamente analisados quanto à função sintática em:
(E) ... e traziam ouro. = pretérito imperfeito do Indicativo I - “O cidadão é livre” – predicativo do sujeito.
RESPOSTA: “E” II - “A gente tem um ressaca” – objeto direto.
III - O Boldo resolve – predicado verbal.
19-) (TÉCNICO EM REGULAMENTAÇÃO DE AVIAÇÃO CIVIL -
ESAF/2015) Assinale o trecho sem problemas de ortografia. A) Apenas I e II.
A) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos des- B) Apenas I e III.
respeitados, o passageiro de avião deve dirijir-se primeiro à empre- C) Apenas II e III.
sa aérea contratada, para reinvindicar seus direitos como consumi- D) I, II e III.
dor.
B) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa I - “O cidadão é livre” – predicativo do sujeito = correta
aérea na ANAC, que analizará o fato. II - “A gente tem um ressaca” – objeto direto = correta
C) Se a ANAC constatar descomprimento de normas da aviação III - O Boldo resolve – predicado verbal = correta
civil, poderá aplicar sanção administrativa à empresa. RESPOSTA: D
D) No entanto, a ANAC não é parte na relação de consumo fir-
mada entre o passageiro e a empresa aérea, razão pela qual não é 22-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016)
possível buscar indenização na Agência.
E) Para exijir indenização por danos morais e/ou materiais, con- A essência da infância
sulte os órgãos de defesa do consumidor, e averigúe antecipada- Como a convivência íntima com os filhos é capaz de transfor-
mente se está de posse dos comprovantes necessários. mar a relação das crianças consigo mesmas e com o mundo
Crianças permanentemente distraídas com o celular ou o ta-
Trechos adaptados de <http://www.infraero.gov.br/images/ blet. Agenda cheia de tarefas e aulas depois da escola. Pais que não
stories/guia/2014/guiapassageiro2014_portugues.pdf> Acesso conseguem impor limites e falar “não”. Os momentos de lazer que
em:17/12/2015. ficaram restritos ao shopping Center, em vez de descobertas ao ar
Por itens: livre. Quais as implicações desse conjunto de hábitos e comporta-
A) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos des- mentos para nossos filhos? Para o pediatra Daniel Becker, esses têm
respeitados, o passageiro de avião deve dirijir-se (DIRIGIR-SE) pri- sido verdadeiros pecados cometidos à infância, que prejudicarão as
meiro à empresa aérea contratada, para reinvindicar (REIVINDICAR) crianças até a vida adulta. Pioneiro da Pediatria Integral, prática
seus direitos como consumidor. que amplia o olhar e o cuidado para promover o desenvolvimento
B) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa pleno e o bem-estar da criança e da família, Daniel defende que
aérea na ANAC, que analizará (ANALISARÁ) o fato. devemos estar próximos dos pequenos – esse, sim, é o melhor pre-
C) Se a ANAC constatar descomprimento (DESCUMPRIMENTO) sente a ser oferecido. E que desenvolver intimidade com as crianças,
de normas da aviação civil, poderá aplicar sanção administrativa à além de um tempo reservado ao lazer com elas, faz a diferença.
empresa. Para o bem-estar delas e para toda a família.
(Revista Vida Simples. Dezembro de 2015).

13
PORTUGUÊS
O tema central do texto a essência da infância refere-se: 27-) (SABESP/SP – AGENTE DE SANEAMENTO AMBIENTAL 01
(A) Às tecnologias disponíveis. – FCC/2014) Até o século passado, as margens e várzeas do Tietê
(B) À importância do convívio familiar. ...... pela população, ...... das enchentes e do risco de doenças que
(C) Às preocupações do pediatra Daniel Becker. ...... depois delas.
(D) À importância de impor limites. Os espaços da frase acima estarão corretamente preenchidos,
(E) Ao exagerado consumo. na ordem dada, por:
(A) eram evitadas − temerosa − apareciam
Fica clara a intenção do autor: mostrar a importância do con- (B) era evitadas − temerosa − aparecia
vívio familiar (E que desenvolver intimidade com as crianças, além (C) era evitado − temerosas − apareciam
de um tempo reservado ao lazer com elas, faz a diferença. Para o (D) era evitada − temeroso − aparecia
bem-estar delas e para toda a família). (E) eram evitadas − temeroso – aparecia
RESPOSTA: B
Destaquei os termos que se relacionam:
23-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) No excerto: Até o século passado, as margens e várzeas do Tietê eram evi-
“... esses têm sido verdadeiros pecados cometidos à infância...”. O tadas pela população, temerosa das enchentes e do risco de DOEN-
pronome em destaque refere-se a: ÇAS que APARECIAM depois delas.
(A) Celular e tablet. Eram evitadas/temerosa/apareciam.
(B) Agenda. RESPOSTA: A
(C) Aulas depois da escola.
(D) Visitas ao shopping Center. 28-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) Na frase: “O
(E) Conjunto de hábitos. livro que estou lendo é muito interessante”. A palavra destacada é um:
(A) Artigo.
Voltemos ao texto: “Quais as implicações desse conjunto de há- (B) Substantivo.
bitos e comportamentos para nossos filhos? Para o pediatra Daniel (C) Adjetivo.
Becker, esses têm sido (..)” (D) Verbo.
RESPOSTA: E (E) Pronome.

24-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) No frag- Quando conseguimos substituir o “que” por “o qual” temos um
mento: “... além de um tempo reservado ao lazer com elas...”. A pa- caso de pronome relativo – como na questão.
lavra destacada expressa ideia de: RESPOSTA: E
(A) Ressalva.
(B) Conclusão. 29-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016 - adaptada)
(C) Adição. No período: “ANS reforça campanha contra o mosquito transmissor
(D) Advertência. da dengue e zika”. O verbo em destaque apresenta-se:
(E) Explicação. (A) Na voz passiva.
(B) Na voz ativa.
Dá-nos a ideia de adição. (C) Na voz reflexiva.
RESPOSTA: C (D) Na voz passiva analítica.
(E) Na voz passiva sintética.
25-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) No período:
“Para o pediatra Daniel Becker, esses têm sido verdadeiros pecados Temos sujeito (ANS) praticando a ação (reforça), portanto voz
cometidos à infância, que prejudicarão as crianças até a vida adul- ativa.
ta”. O verbo destacado está respectivamente no modo e tempo do: RESPOSTA: B
(A) Indicativo – presente.
(B) Subjuntivo – pretérito. 30-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) Na frase:
(C) Subjuntivo – futuro. Ao terminar a prova, todos os candidatos deverão aguardar a verifi-
(D) Indicativo – futuro. cação dos aplicadores. A oração destacada faz referência a
(E) Indicativo – pretérito. (A) Condição.
(B) Finalidade.
Quando o verbo termina em “ão”: indica uma ação que aconte- (C) Tempo.
cerá – futuro do presente do Indicativo. (D) Comparação.
RESPOSTA: D (E) Conformidade.

26-) (JUCEPAR-PR – ADMINISTRADOR - FAU/2016) Na frase: Se não A frase nos dá a ideia do momento (tempo) em que deveremos
chover hoje à tarde faremos um belíssimo passeio. Há indicação de: aguardar a verificação por parte dos aplicadores.
(A) Comparação. RESPOSTA: C
(B) Condição.
(C) Tempo. 31-) (DPE-RR – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2015)
(D) Concessão. Mas não vou pegá-lo − o poema já foi reescrito várias vezes em
(E) Finalidade. outros poemas; e o meu boi no asfalto ainda me enche de luz, trans-
formado em minha própria estrela.
O trecho apresenta uma condição para que façamos um belís- Atribuindo-se caráter hipotético ao trecho acima, os verbos
simo passeio: não chover. sublinhados devem assumir a seguinte forma:
RESPOSTA: B (A) iria − iria ser − teria enchido

14
PORTUGUÊS
(B) ia − tinha sido − encheria 34-) (DPE-RR – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2015 -
(C) viria − iria ser − encheria adaptada) Considere o texto abaixo para responder à questão.
(D) iria − teria sido − encheria O pesquisador e médico sanitarista Luiz Hildebrando Pereira da
(E) viria − teria sido − teria enchido Silva tornou-se professor titular de parasitologia em 1997, assumin-
do a direção dos programas de pesquisa em Rondônia − numa das
O modo verbal que trabalha com hipótese é o Subjuntivo. Fa- frentes avançadas da USP na Amazônia −, que reduziram o percen-
çamos as transformações: Mas não iria pegá--lo − o poema já teria tual de registros de malária em Rondônia de 40% para 7% do total
sido reescrito várias vezes em outros poemas; e o meu boi no asfalto de casos da doença na região amazônica em uma década.
ainda me encheria de luz, transformado em minha própria estrela. (Adaptado de: revistapesquisa.fapesp.br/2014/10/09/o-cientista-das-
RESPOSTA: D -doencas-tropicais)

32-) (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS CIVIL – ... que reduziram o percentual de registros de malária em Ron-
FCC/2014 - adaptada) dônia...
...’sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzidas no O elemento que justifica a flexão do verbo acima é:
interior do país... (A) casos da doença.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal (B) frentes avançadas da USP na Amazônia.
resultante será: (C) registros de malária.
(A) vinham indicadas. (D) programas de pesquisa em Rondônia.
(B) era indicado. (E) investigações sobre a malária em Rondônia.
(C) eram indicadas.
(D) tinha indicado. Recorramos ao texto: “assumindo a direção dos programas de
(E) foi indicada. pesquisa em Rondônia − numa das frentes avançadas da USP na
Amazônia −, que reduziram o percentual”. O termo entre “traços”
‘sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzidas no é um aposto, uma informação a mais. O verbo se relaciona com o
interior do país. termo anteriormente citado (programas).
As músicas produzidas no país eram indicadas pelo sertanejo, RESPOSTA: D
indistintamente.
RESPOSTA: C 35-) (DPE-RR – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2015 -
adaptada) Considere o texto abaixo para responder à questão.
33-) (DPE-RR – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2015) As Sobre a vinda ao Brasil, Luiz Hildebrando Pereira da Silva afir-
normas de concordância estão respeitadas em: mou: “Quando me aposentei na França, considerando-me ainda vá-
(A) Deflagrada em 1789 com a queda da Bastilha – prisão pari- lido, hesitei antes de tomar a decisão de me reintegrar às atividades
siense onde se confinava criminosos e dissidentes políticos − a Re- de pesquisa na Amazônia. Acabei decidindo. (...) Eu me ...... um ve-
volução Francesa levou milhares de condenados à guilhotina. lho ranzinza se ....... ficado na França plantando rosas”.
(B) A maré das inovações democráticas na Europa e nos Esta- (Adaptado de: cremesp.org.br)
dos Unidos chegariam com algum atraso ao Brasil, mas com efeito
igualmente devastador. Considerado o contexto, preenchem corretamente as lacunas
(C) As ideias revolucionárias do século 18, apesar do isolamen- da frase acima, na ordem dada:
to do país, viajava na bagagem da pequena elite brasileira que tive- (A) tornarei − tinha
ra oportunidade de estudar em Portugal. (B) tornara − tivesse
(D) No final do século 18, haviam mudanças profundas na tec- (C) tornarei − tiver
nologia, com a invenção das máquinas a vapor protagonizadas pe- (D) tornaria − tivesse
los ingleses.
(E) tornasse – tivera
(E) Em 1776, ano da Independência dos Estados Unidos, havia
nove universidades no país, incluindo a prestigiada Harvard, e che-
Pelo contexto, é possível identificar que se trata de uma hipó-
gava a três milhões de exemplares por ano a circulação de jornais.
tese (se tivesse ficado na França, ele se tornaria um velho ranzinza).
RESPOSTA: D
Correções:
(A) Deflagrada em 1789 com a queda da Bastilha – prisão pari-
36-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES -
siense onde se confinava (CONFINAVAM) criminosos e dissidentes
políticos − a Revolução Francesa levou milhares de condenados à FCC/2016 - adaptada) O acréscimo de uma vírgula após o termo
guilhotina. sublinhado não altera o sentido nem a correção do trecho:
(B) A maré das inovações democráticas na Europa e nos Esta- (A) A ideia de cidade inteligente sempre aparece relacionada à
dos Unidos chegariam (CHEGARIA) com algum atraso ao Brasil, mas abertura de bases de dados por parte dos órgãos públicos.
com efeito igualmente devastador. (B) Há experiências importantes em cidades brasileiras tam-
(C) As ideias revolucionárias do século 18, apesar do isolamen- bém.
to do país, viajava (VIAJAVMA) na bagagem da pequena elite brasi- (C) ... uma parte prioriza a transparência como meio de pres-
leira que tivera oportunidade de estudar em Portugal. tação de contas e responsabilidade política frente à sociedade civil,
(D) No final do século 18, haviam (HAVIA) mudanças profundas como a ideia de governo aberto...
na tecnologia, com a invenção das máquinas a vapor protagoniza- (D) ...outra parte prioriza a participação popular através da in-
das pelos ingleses. teratividade, bem como a cooperação técnica para o reuso de da-
(E) Em 1776, ano da Independência dos Estados Unidos, havia dos abertos por entidades e empresas.
nove universidades no país, incluindo a prestigiada Harvard, e che- (E) Contudo, existem estudos que apontam que bastariam me-
gava a três milhões de exemplares por ano a circulação de jornais. ros quatro pontos de dados para identificar os movimentos de uma
RESPOSTA: E pessoa na cidade.

15
PORTUGUÊS
Vejamos: (D) São necessários viabilizar projetos de cidades inteligentes,
(A) A ideia de cidade inteligente sempre aparece, relacionada amparados em políticas públicas que salvaguardam os dados aber-
à abertura de bases de dados por parte dos órgãos públicos. = in- tos dos cidadãos.
correta (E) O aprimoramento de técnicas de informatização de dados
(B) Há experiências importantes em cidades brasileiras,tam- permitiu que surgisse um novo conceito de cidade, concebido como
bém. = correta espaço de fluxos.
(C) ... uma parte,prioriza a transparência como meio de pres-
tação de contas e responsabilidade política frente à sociedade civil, Analisando:
como a ideia de governo aberto... = incorreta (A) Obtido (OBTIDOS) pela identificação por radiofrequência,
(D) ...outra parte prioriza a participação popular através da in- os dados das placas de veículos são passíveis em (DE) oferecer in-
teratividade, bem como a cooperação técnica para o reuso de da- formações valiosas acerca dos motoristas.
dos, abertos por entidades e empresas. = incorreta (B) Na cidade inteligente, a automatização da gestão de setores
(E) Contudo, existem estudos, que apontam que bastariam me- urbanos são facilitadores (É FACILITADORA) de serviços imprescin-
ros quatro pontos de dados para identificar os movimentos de uma díveis (IMPRESCINDÍVEIS), como saúde, educação e segurança.
pessoa na cidade. = incorreta (C) Londres e Barcelona estão entre as cidades que mais des-
RESPOSTA: B taca-se (SE DESTACAM) em termos de inteligência, com avançados
centros de operação de dados.
37-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES - (D) São necessários (É NECESSÁRIO) viabilizar projetos de ci-
FCC/2016) A alternativa em que a expressão sublinhada pode ser dades inteligentes, amparados em políticas públicas que salvaguar-
substituída pelo que se apresenta entre colchetes, respeitando-se a dam os dados abertos dos cidadãos.
concordância, e sem quaisquer outras alterações no enunciado, é: (E) O aprimoramento de técnicas de informatização de dados
(A) A maioria das tecnologias necessárias para as cidades inte- permitiu que surgisse um novo conceito de cidade, concebido como
ligentes já são viáveis economicamente em todo o mundo... [viável] espaço de fluxos.
(B) A ideia de cidade inteligente sempre aparece relacionada RESPOSTA: E
à abertura de bases de dados por parte dos órgãos públicos. [rela-
cionado] 39-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES
(C) Em nome da eficiência administrativa, podem-se armaze- - FCC/2016) Foram dois segundos de desespero durante os quais
nar, por exemplo, enormes massas de dados de mobilidade urba- contemplei o distrato do livro, a infâmia pública, o alcoolismo e a
na... [são possíveis] mendicância...
(D) ...desde bases de dados de saúde e educação públicas, por Transpondo-se para a voz passiva o verbo sublinhado, a forma
exemplo, até os dados pessoais... [pública] resultante será:
(E) Contudo, existem estudos que apontam que bastariam me- (A) contemplavam-se.
ros quatro pontos de dados... [bastaria] (B) foram contemplados.
(C) contemplam-se.
Analisando: (D) eram contemplados.
(A) A maioria das tecnologias necessárias para as cidades inteli- (E) tinham sido contemplados.
gentes já são viáveis economicamente em todo o mundo... [viável]=
já é viável O distrato do livro, a infâmia pública, o alcoolismo e a mendi-
(B) A ideia de cidade inteligente sempre aparece relacionada à cância foram contemplados por mim.
abertura de bases de dados por parte dos órgãos públicos. [relacio- RESPOSTA: B
nado] = teríamos que alterar a palavra “ideia” por um substantivo
masculino 40-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES -
(C) Em nome da eficiência administrativa, podem-se armaze- FCC/2016) O sinal indicativo de crase está empregado corretamen-
nar, por exemplo, enormes massas de dados de mobilidade urba- te em:
na... [são possíveis] = são possíveis armazenamentos (inclusão des- (A) Não era uma felicidade eufórica, semelhava-se mais à uma
se termo) brisa de contentamento.
(D) ...desde bases de dados de saúde e educação públicas, por (B) O vinho certamente me induziu àquela súbita vontade de
exemplo, até os dados pessoais... [pública]= ok abraçar uma árvore gigante.
(E) Contudo, existem estudos que apontam que bastariam me- (C) Antes do fim da manhã, dediquei-me à escrever tudo o que
ros quatro pontos de dados... [bastaria] = bastaria um ponto me propusera para o dia.
RESPOSTA: D (D) A paineira sobreviverá a todas às 18 milhões de pessoas
que hoje vivem em São Paulo.
38-) (TRF 3ªREGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO - EDIFICAÇÕES - (E) Acho importante esclarecer que não sou afeito à essa tradi-
FCC/2016) A frase cuja redação está inteiramente correta é: ção de se abraçar árvore.
(A) Obtido pela identificação por radiofrequência, os dados das
placas de veículos são passíveis em oferecer informações valiosas Por item:
acerca dos motoristas. (A) Não era uma felicidade eufórica, semelhava-se mais à (A)
(B) Na cidade inteligente, a automatização da gestão de setores uma brisa de contentamento. = antes de artigo indefinido
urbanos são facilitadores de serviços imprecindíveis, como saúde, (B) O vinho certamente me induziu àquela súbita vontade de
educação e segurança. abraçar uma árvore gigante.
(C) Londres e Barcelona estão entre as cidades que mais des- (C) Antes do fim da manhã, dediquei-me à (A) escrever tudo o
taca-se em termos de inteligência, com avançados centros de ope- que me propusera para o dia. = antes de verbo no infinitivo
ração de dados. (D) A paineira sobreviverá a todas às (AS) 18 milhões de pes-
soas que hoje vivem em São Paulo. = função de artigo

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PORTUGUÊS
(E) Acho importante esclarecer que não sou afeito à (A) essa (E) uma ameaça.
tradição de se abraçar árvore. = antes de pronome demonstrativo Hipérbole = exagero
RESPOSTA: B RESPOSTA: C

41-) (CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO – TÉCNICO AD- 45-) (PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – VIGILANTE - FGV/2015)
MINISTRATIVO – FCC/2014) Dizer que “a vida é um mar de rosas” é uma comparação que é
... muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era denominada, em termos de linguagem figurada, de
também cantor-compositor. (A) metáfora.
O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o des- (B) pleonasmo.
tacado acima está empregado em: (C) metonímia.
(A) E Adoniran estava tão estabelecido como ator... (D) hipérbole.
(B) Primeiro surgiu o cantor-compositor... (E) eufemismo.
(C) Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico...
(D) Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil... Metáfora - consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão
(E) ... a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução... em lugar de outra, sem que haja uma relação real, mas em virtude
da circunstância de que o nosso espírito as associa e percebe entre
Descobrir = exige objeto direto elas certas semelhanças. É o emprego da palavra fora de seu sen-
(A) E Adoniran estava = verbo de ligação tido normal.
(B) Primeiro surgiu o cantor-compositor. = intransitivo RESPOSTA: A
(C) Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico = verbo de
ligação 46-) (PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – VIGILANTE - FGV/2015)
(D) Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil = verbo de “Bobagem imaginar que a vida é um mar de rosas só por causa de
ligação um enredo açucarado.”
(E) ... a Revista do Rádio noticiava = exige objeto direto Um “enredo açucarado” significa um enredo
RESPOSTA: E (A) engraçado.
(B) crítico.
42-) (TRT 23ª REGIÃO-MT – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JU- (C) psicológico.
DICIÁRIA - FCC/2016 - adaptada) (D) aventureiro.
Atribuindo-se sentido hipotético para o segmento E é curioso (E) sentimental.
que nunca tenha sabido ao certo de onde eles vinham..., os verbos
devem assumir as seguintes formas: Questão de interpretação dentro de um contexto. Açucarado
(A) teria sido − soubesse − viriam geralmente se refere a um texto doce, sentimental.
(B) será − saiba − virão RESPOSTA: E
(C) era − tivesse sabido − viriam
(D) fora − tivera sabido − vieram 47-) (PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – VIGILANTE - FGV/2015)
(E) seria − tivesse sabido – viriam Assinale a opção cujo par não é formado por substantivo + adjetivo.
(A) Enredo açucarado.
Hipótese é com o modo subjuntivo: E seria curioso que nunca (B) Dias atuais.
tivesse sabido ao certo de onde eles viriam... (C) Produto cultural.
RESPOSTA: E (D) Tremendo preconceito.
(E) Telenovela brasileira.
43-) (TRT 23ª REGIÃO-MT – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JU-
DICIÁRIA - FCC/2016 - adaptada) Analisemos:
Mas a grandeza das manhãs se media pela quantidade de mulungus... (A) Enredo açucarado. = substantivo + adjetivo
Na frase acima, alterando-se de voz passiva sintética para ana- (B) Dias atuais. = substantivo + adjetivo
lítica, a forma verbal resultante é: (C) Produto cultural. = substantivo + adjetivo
(A) tinha sido medida (D) Tremendo preconceito. Adjetivo + substantivo (no contex-
(B) tinham sido medidos to, “tremendo” tem sentido de adjetivo – grande; pode-se classifi-
(C) era medida car como verbo + substantivo, mas o enunciado cita “par”, portanto
(D) eram medidas a classificação deve considerar tal formação)
(E) seria medida (E) Telenovela brasileira. = substantivo + adjetivo
RESPOSTA: D
A grandeza da manhã era medida pela quantidade de mulun-
gus (na analítica basta retirar o pronome apassivador e fazer as al- 48-) (TJ-PI – ANALISTA JUDICIAL – ESCRIVÃO - FGV/2015) “Seja
terações adequadas). você a mudança no trânsito”; a forma de reescrever-se essa mesma
RESPOSTA: C frase que mostra uma incorreção da forma verbal no imperativo é:
(A) sê tu a mudança no trânsito;
44-) (PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – VIGILANTE - FGV/2015) (B) sejamos nós a mudança no trânsito;
“15 segundos de novela bastam para me matar de tédio.” A expres- (C) sejam vocês a mudança no trânsito;
são “me matar de tédio” expressa (D) seja ele a mudança no trânsito;
(A) uma comparação. (E) sejai vós a mudança no trânsito.
(B) uma ironia.
(C) um exagero. Correções:
(D) uma brincadeira. (A) sê tu a mudança no trânsito - OK

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PORTUGUÊS
(B) sejamos nós a mudança no trânsito - OK (D) a forma “enfim” deveria ser grafada em duas palavras “em
(C) sejam vocês a mudança no trânsito - OK fim” = incorreta
(D) seja ele a mudança no trânsito - OK (E) a forma “dos demais” deveria ser substituída por “das de-
(E) sejai vós a mudança no trânsito – SEDE VÓS mais”, por referir-se ao feminino “ações” = dos demais (cidadãos)
RESPOSTA: E RESPOSTA: B

49-) (TJ-PI – ANALISTA JUDICIAL – ESCRIVÃO - FGV/2015 - 51-) (IBGE – ANALISTA GEOPROCESSAMENTO - FGV/2016) O
adaptada) termo em função adjetiva sublinhado que está substituído por um
“Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar adjetivo inadequado é:
o Estado, autoridades e governos pelas mazelas do país. Em muitos (A) “A arte da previsão consiste em antecipar o que irá acontecer e
casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema depois explicar por que não aconteceu”. (anônimo) / divinatória;
é segurança no trânsito, não nos podemos esquecer que quem faz o (B) “Por mais numerosos que sejam os meandros do rio, ele
trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós”. termina por desembocar no mar”. (Provérbio hindu) / pluviais;
O desvio de norma culta presente nesse segmento é: (C) “A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas”.
(A) “Vivemos numa sociedade que tem o hábito”: deveria inse- (Leo Buscaglia) / universal;
rir a preposição “em” antes do “que”; (D) “Eu não tenho problemas com igrejas, desde que elas não
(B) “críticas absolutamente procedentes”: o adjetivo “proce- interfiram no trabalho de Deus”. (Brooks Atkinson) / divino;
dentes” deveria ser substituído por “precedentes”; (E) “Uma escola de domingo é uma prisão onde as crianças
(C) “Vivemos numa sociedade”: a forma verbal “Vivemos” de- pagam penitência pela consciência pecadora de seus pais”. (H. L.
veria ser substituída por “vive-se”; Mencken) / dominical.
(D) “não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito”: de-
veria inserir-se a preposição “de” antes do “que”; Vejamos:
(E) “quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos (A) “A arte da previsão consiste em antecipar o que irá aconte-
nós”: a forma verbal correta seria “fazemos” e não “faz”. cer e depois explicar por que não aconteceu”. (anônimo) / divina-
tória = ok
Por item: (B) “Por mais numerosos que sejam os meandros do rio, ele
(A) “Vivemos numa sociedade que tem o hábito”: deveria inse- termina por desembocar no mar”. (Provérbio hindu) / pluviais = flu-
rir a preposição “em” antes do “que” = incorreta viais (pluvial é da chuva)
(B) “críticas absolutamente procedentes”: o adjetivo “proce- (C) “A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas”.
dentes” deveria ser substituído por “precedentes” = mudaria o sen- (Leo Buscaglia) / universal = ok
tido do período (D) “Eu não tenho problemas com igrejas, desde que elas não
(C) “Vivemos numa sociedade”: a forma verbal “Vivemos” de- interfiram no trabalho de Deus”. (Brooks Atkinson) / divino = ok
veria ser substituída por “vive-se” = incorreta (E) “Uma escola de domingo é uma prisão onde as crianças
(D) “não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito”: de- pagam penitência pela consciência pecadora de seus pais”. (H. L.
veria inserir-se a preposição “de” antes do “que” = nos esquecer Mencken) / dominical = ok
de que
(E) “quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos RESPOSTA: B
nós”: a forma verbal correta seria “fazemos” e não “faz” = incorreta 52-) (IBGE – ANALISTA GEOPROCESSAMENTO - FGV/2016) A
RESPOSTA: D
frase em que o vocábulo mas tem valor aditivo é:
(A) “Perseverança não é só bater em porta certa, mas bater até
50-) (TJ-PI – ANALISTA JUDICIAL – ESCRIVÃO - FGV/2015 -
abrir”. (Guy Falks);
adaptada)
(B) “Nossa maior glória não é nunca cair, mas sim levantar toda
“Deveríamos aproveitar a importância desta semana para re-
vez que caímos”. (Oliver Goldsmith);
fletir sobre nosso comportamento como pedestres, passageiros,
(C) “Eu caminho devagar, mas nunca caminho para trás”.
motoristas, motociclistas, ciclistas, pais, enfim, como cidadãos cujas
(Abraham Lincoln);
ações tem reflexo na nossa segurança, assim como dos demais”.
O comentário correto sobre os componentes desse segmento (D) “Não podemos fazer tudo imediatamente, mas podemos
é: fazer alguma coisa já”. (Calvin Coolidge);
(A) a forma verbal “deveríamos” tem como sujeito todos os (E) “Ele estudava todos os dias do ano, mas isso contribuía para
motoristas; seu progresso”. (Nouailles).
(B) a forma verbal “tem” deveria ter acento circunflexo, pois
seu sujeito está no plural; A alternativa que apresenta adição de ideias é: “ele estudava e
(C) a forma “sobre” deveria ser substituída pela forma “sob”; isso contribuía para seu progresso”.
(D) a forma “enfim” deveria ser grafada em duas palavras “em RESPOSTA: E
fim”;
(E) a forma “dos demais” deveria ser substituída por “das de- 53-) (IBGE – ANALISTA GEOPROCESSAMENTO - FGV/2016) Em
mais”, por referir-se ao feminino “ações”. todas as frases abaixo o verbo ter foi empregado no lugar de outros
com significado mais específico. A frase em que a substituição por
Análise: esses verbos mais específicos foi feita de forma adequada é:
(A) a forma verbal “deveríamos” tem como sujeito todos os (A) “Nunca é tarde para ter uma infância feliz”. (Tom Robbins)
motoristas = incorreta (sujeito elíptico = nós) / desfrutar de;
(B) a forma verbal “tem” deveria ter acento circunflexo, pois (B) “Você pode aprender muito com crianças. Quanta paciência
seu sujeito está no plural = exatamente você tem, por exemplo”. (Franklin P. Jones) / você oferece;
(C) a forma “sobre” deveria ser substituída pela forma “sob” = (C) “O maior recurso natural que qualquer país pode ter são
de maneira alguma suas crianças”. (Danny Kaye) / usar;

18
PORTUGUÊS
(D) “Acreditar que basta ter filhos para ser pai é tão absurdo (D) Num tempo em que homem só cantava em tom maior e voz
quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser um músico”. grave... (quase todos os homens)
(Mansour Challita) / originar; (E) ...’sertanejo’ passou a significar o caipira do Centro-Sul... (os
(E) “A família é como a varíola: a gente tem quando criança e caipiras do Centro-Sul)
fica marcado para o resto da vida”. (Sartre) / sofre.
(A) representa uma saudade... (todas as toadas) = representam
Façamos as alterações propostas para facilitar a análise: (B) Acrescenta (os antropólogos)... = acrescentam
(A) “Nunca é tarde para desfrutar de uma infância feliz”. (Tom (C) conserva profunda nostalgia da roça. (As canções popula-
Robbins) / desfrutar de; res) = conservam
(B) “Você pode aprender muito com crianças. Quanta paciência (D) só cantava em tom maior e voz grave... (quase todos os ho-
você oferece, por exemplo”. (Franklin P. Jones) / oferece; mens) = cantavam
(C) “O maior recurso natural que qualquer país pode usar são (E) passou a significar o caipira do Centro-Sul... (os caipiras do
suas crianças”. (Danny Kaye) / usar; Centro-Sul) = passou (o termo ficará entre aspas, significando um
(D) “Acreditar que basta originar filhos para ser pai é tão absur- apelido)
do quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser um músi- RESPOSTA: E
co”. (Mansour Challita) / originar;
(E) “A família é como a varíola: a gente sofre quando criança e 57-) (EMSERH – FONOAUDIÓLOGO - FUNCAB/2016) Considere
fica marcado para o resto da vida”. (Sartre) / sofre. as seguintes afirmações sobre aspectos da construção linguística:
RESPOSTA: A I. Atentando para o uso do sinal indicativo de crase, o A no
pronome AQUELA, em todas as ocorrências no segmento “Aquela
54-) (EMSERH – FONOAUDIÓLOGO - FUNCAB/2016) Sobre os música se estranhava nos moradores, mostrando que aquele bairro
elementos destacados do fragmento “Em verdade, seu astro não não pertencia àquela terra.”, deveria ser acentuado.
era o Sol. Nem seu país não era a vida.”, leia as afirmativas. II. Nas frases “O REMÉDIO, enfim, se haveria de pensar.” / “des-
I. A expressão EM VERDADE pode ser substituída, sem altera- dobrando-se em outras felizes EXISTÊNCIAS”, as palavras destaca-
ção de sentido por COM EFEITO. das são acentuadas obedecendo à mesma regra de acentuação.
II. ERA O SOL formam o predicado verbal da primeira oração. III. Na frase “– ESSES são pássaros muito excelentes, desses
III. NEM, no contexto, é uma conjunção coordenativa. com as asas todas de fora.”, o elemento destacado exerce função
anafórica, exprimindo relação coesiva referencial.
Está correto apenas o que se afirma em:
A) I. Está correto apenas o que se afirma em:
B) II e III. A) I.
B) II.
C) I e II.
C) III.
D) III.
D) I e III.
E) I e III.
E) II e III.
Na alternativa II – “era o Sol” formam o predicado nominal.
Analisemos:
RESPOSTA: E
I. Atentando para o uso do sinal indicativo de crase, o A no
pronome AQUELA, em todas as ocorrências no segmento “Aquela
55-) (EMSERH – FONOAUDIÓLOGO - FUNCAB/2016) Do ponto música se estranhava nos moradores, mostrando que aquele bairro
de vista da norma culta, a única substituição pronominal realizada não pertencia àquela terra.”, deveria ser acentuado = errado (o úni-
que feriu a regra de colocação foi: co que deve receber acento grave é “aquela”, neste caso)
A) “Chamavam-lhe o passarinheiro.” = Lhe chamavam o passa- II. Nas frases “O REMÉDIO, enfim, se haveria de pensar.” / “des-
rinheiro. dobrando-se em outras felizes EXISTÊNCIAS”, as palavras destaca-
B) “O mundo inteiro se fabulava.” = O mundo inteiro fabulava- das são acentuadas obedecendo à mesma regra de acentuação.
-se. Remédio – paroxítona terminada em ditongo/existência - paro-
C) “Eles se igualam aos bichos silvestres, concluíam” = Eles xítona terminada em ditongo
igualam-se aos bichos silvestres, concluíam. III. Na frase “– ESSES são pássaros muito excelentes, desses com
D) “Os brancos se inquietavam com aquela desobediência” = as asas todas de fora.”, o elemento destacado exerce função anafó-
Os brancos inquietavam-se com aquela desobediência. rica, exprimindo relação coesiva referencial. = função anafórica é a
E) “O remédio, enfim, se haveria de pensar.” = O remédio, en- relação de um termo com outro que será citado (esses pássaros)
fim, haver-se-ia de pensar. RESPOSTA: E

Não se inicia um período com pronome oblíquo. 58-) (CÂMARA MUNICIPAL DE VASSOURAS-RJ – MOTORISTA -
RESPOSTA: A IBFC/2015) Em “Minha geladeira, afortunadamente, está cheia”, o
termo em destaque classifica-se, morfologicamente, como:
56-) (METRÔ/SP – TÉCNICO SEGURANÇA DO TRABALHO – A) adjetivo
FCC/2014) Substituindo-se o segmento grifado pelo que está entre B) advérbio
parênteses, o verbo que se mantém corretamente no singular, sem C) substantivo
que nenhuma outra alteração seja feita na frase, está em: D) verbo
(A) ...cada toada representa uma saudade... (todas as toadas) E) conjunção
(B) Acrescenta o antropólogo Allan de Paula Oliveira... (os an-
tropólogos)... Palavras terminadas em “-mente”, geralmente (!), são advér-
(C) A canção popular conserva profunda nostalgia da roça. (As bios de modo.
canções populares) RESPOSTA: B

19
PORTUGUÊS
59-) (CÂMARA MUNICIPAL DE VASSOURAS-RJ – MOTORISTA - 63-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITUTO-
IBFC/2015) Considerando a estrutura do período “Quero engordar -CIDADES/2016) Marque a opção em que há total observância às
no lugar certo.”, pode-se afirmar, sobre o verbo em destaque que: regras de concordância verbal:
A) não apresenta complemento A) “Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aqueci-
B) está flexionado no futuro do presente mento global está ocorrendo em função”
C) seu sujeito é inexistente B) “Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devasta-
D) constitui uma oração dores”
E) expressa a ideia de possibilidade C) “O desmatamento e a queimada de florestas e matas tam-
bém colabora para este processo”
A - Quero é verbo transitivo direto – precisa de complemento D) “Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite po-
(objeto) – representado aqui por uma oração (engordar no lugar luentes no mundo, não aceitou o acordo”
certo).
B – está flexionado no presente Analisemos
C – sujeito elíptico (eu) A) “Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aqueci-
E – queria indicaria possibilidade mento global está ocorrendo em função”
RESPOSTA: D B) “Nunca se viu (viram) mudanças tão rápidas e com efeitos
devastadores”
60-) (PREFEITURA DE NATAL-RN – ADMINISTRADOR - IDE- C) “O desmatamento e a queimada de florestas e matas tam-
CAN/2016 - adaptada) A palavra “se” possui inúmeras classificações bém colabora (colaboram) para este processo”
e funções. Acerca das ocorrências do termo “se” em “Exatamente D) “Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite po-
por causa dessa assimetria entre o fotojornalista e os protagonis- luentes no mundo, não aceitou (aceitaram) o acordo”
tas de suas fotos, muitas vezes Messinis deixa a câmera de lado e RESPOSTA: A
põe-se a ajudá-los. Ele se impressiona e se preocupa muito com os
bebês que chegam nos botes.” pode-se afirmar que 64-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITUTO-
A) possuem o mesmo referente. -CIDADES/2016) A voz verbal ativa correspondente à voz passiva
B) ligam orações sintaticamente dependentes. destacada em “A Europa tem sido castigada por ondas de calor” é:
C) apenas o primeiro “se” é pronome apassivador. A) Castigaram.
D) apenas o último “se” é uma conjunção integrante. B) Têm castigado.
C) Castigam.
Possuem o mesmo referente (o fotojornalista). D) Tinha castigado.
RESPOSTA: A
As ondas de calor têm castigado a Europa.
61-) (PREFEITURA DE NATAL-RN – ADMINISTRADOR - IDE- RESPOSTA: B
CAN/2016 - adaptada) Ao substituir “perigos da travessia” por “tra-
vessia”, mantendo-se a norma padrão da língua, em “Obviamente, 65-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITUTO-
são os mais vulneráveis aos perigos da travessia.” ocorreria: -CIDADES/2016) Marque a opção em que a regência verbal foi DE-
A) Facultativamente, o emprego do acento grave, indicador de SOBEDECIDA:
crase. A) Todos os países devem se lembrar de que a responsabilidade
B) A substituição de “aos” por “a”, pois o termo regido teria do equilíbrio ambiental é coletiva.
sido modificado. B) Todos os países devem lembrar que a responsabilidade do
C) Obrigatoriamente, o emprego do acento grave, indicador de equilíbrio ambiental é coletiva.
crase, substituindo-se “aos” por “à”. C) Todos os países não devem esquecer-se de que a responsa-
D) A substituição de “aos” por “a”, já que o termo regente pas- bilidade do equilíbrio ambiental é coletiva.
saria a não exigir o emprego da preposição. D) Todos os países não devem esquecer de que a responsabili-
dade do equilíbrio ambiental é coletiva.
Teríamos: Obviamente, são os mais vulneráveis à travessia –
“vulnerável” exige preposição. Vejamos:
RESPOSTA: C A) Todos os países devem se lembrar de que a responsabilidade
do equilíbrio ambiental é coletiva - ok
62-) (UFPB-PB – AUXILIAR EM ADMINISTRAÇÃO - IDE- B) Todos os países devem lembrar que a responsabilidade do
CAN/2016 - adaptada) De acordo com a classe de palavras, assinale equilíbrio ambiental é coletiva - ok
a alternativa em que o termo destacado está associado INCORRE- C) Todos os países não devem esquecer-se de que a responsa-
TAMENTE. bilidade do equilíbrio ambiental é coletiva - ok
A) “E não só isso.” – pronome. D) Todos os países não devem esquecer de que (esquecer que)
B) “Todas as épocas têm os seus ídolos juvenis.” – substantivo. a responsabilidade do equilíbrio ambiental é coletiva.
C) “Até porque quem de nós nunca teve seu ídolo?” – conjun- RESPOSTA: D
ção.
D) “O preparo para a vida adulta envolve uma espécie de liber- 66-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITU-
tação das opiniões familiares.” – verbo. TO-CIDADES/2016) Marque a opção em que as duas palavras são
acentuadas por obedecerem a regras distintas:
“Nunca” é advérbio (de negação). A) Catástrofes – climáticas.
RESPOSTA: C B) Combustíveis – fósseis.
C) Está – país.
D) Difícil – nível.

20
PORTUGUÊS
Por item: (E) Dados recentes da Associação Nacional dos Birôs de Crédi-
A) Catástrofes = proparoxítona / climáticas = proparoxítona to mostra que 59 milhões de consumidores não pode obter novos
B) Combustíveis = paroxítona terminada em ditongo / fósseis = créditos.
paroxítona terminada em ditongo
C) Está = oxítona terminada em “a” / país = regra do hiato Correções:
D) Difícil = paroxítona terminada em “l” / nível = paroxítona (A) A mudança de direção da economia fazem (FAZ) com que se
terminada em “l” altere o tamanho das jornadas de trabalho, por exemplo.
RESPOSTA: C (B) Existe (EXISTEM) indivíduos que, sem carteira de trabalho
assinada, enfrentam grande dificuldade para obter novos recursos.
67-) (CONFERE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - INSTITUTO- (C) Os investimentos realizados e os custos trabalhistas fizeram
-CIDADES/2016) Assim como “redução” e “emissão”, grafam-se, com que muitas empresas optassem por manter seus funcionários.
correta e respectivamente, com Ç e SS, as palavras: (D) São as dívidas que faz (FAZEM) com que grande número dos
A) Aparição e omissão. consumidores não estejam (ESTEJA) em dia com suas obrigações.
B) Retenção e excessão. (E) Dados recentes da Associação Nacional dos Birôs de Crédi-
C) Opreção e permissão. to mostra (MOSTRAM) que 59 milhões de consumidores não pode
D) Pretenção e impressão. (PODEM) obter novos créditos.
RESPOSTA: C
A) Aparição = OK / omissão = OK
B) Retenção = OK / excessão = EXCEÇÃO 70-) (GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL – CADASTRO RESERVA
C) Opreção = OPRESSÃO / permissão = OK PARA O METRÔ/DF – ADMINISTRADOR - IADES/2014 - adaptada)
D) Pretensão = PRETENSÃO / impressão= OK Se, no lugar dos verbos destacados no verso “Escolho os filmes que
RESPOSTA: a eu não vejo no elevador”, fossem empregados, respectivamente,
Esquecer e gostar, a nova redação, de acordo com as regras sobre
68-) (SEAP-GO -AUXILIAR DE SAÚDE - SEGPLAN/2016) Leia o regência verbal e concordância nominal prescritas pela norma--pa-
texto publicitário abaixo. drão, deveria ser
(A) Esqueço dos filmes que eu não gosto no elevador.
(B) Esqueço os filmes os quais não gosto no elevador.
(C) Esqueço dos filmes aos quais não gosto no elevador.
(D) Esqueço dos filmes dos quais não gosto no elevador.
(E) Esqueço os filmes dos quais não gosto no elevador.

O verbo “esquecer” pede objeto direto; “gostar”, indireto (com


preposição): Esqueço os filmes dos quais não gosto.
RESPOSTA: “E”.

71-) (GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL – CADASTRO RE-


SERVA PARA O METRÔ/DF – ADMINISTRADOR - IADES/2014
- adaptada) Conforme a norma-padrão, a oração “As obras foram
iniciadas em janeiro de 1992” poderia ser reescrita da seguinte ma-
neira:
Pasta. São Paulo, n. 10, p.86 set-out. 2007 (A) Iniciou-se as obras em janeiro de 1992.
* Com a doação de órgãos, a vida continua. (B) Se iniciou as obras em janeiro de 1992.
(C) Iniciaram-se as obras em janeiro de 1992.
A finalidade desse anúncio é (D) Teve início as obras em janeiro de 1992.
A) Simbolizar o fim da vida. (E) Deu-se início as obras em janeiro de 1992.
B) Proibir a doação de órgãos.
C) Estimular a doação de órgãos. Podemos ir por eliminação: em “A”, o correto seria “iniciaram-
D) Questionar a doação de órgãos. -se”; em “B”, não podemos iniciar um período com pronome (ini-
E) Demonstrar os sinais de pontuação ciou-se, ou melhor, iniciaram-se – como em “A”); em “D”: tiveram
início; “E”: deu-se início às obras. Portanto, chegamos à resposta
Campanha a favor da doação de órgãos, já que com tal atitude correta – pelo caminho mais longo. O caminho mais curto é trans-
a vida continua. formar a voz passiva analítica (a do enunciado) em sintética: Inicia-
RESPOSTA: C ram-se as obras.
*Dica: a passiva sintética tem o “se” (pronome apassivador).
69-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016) As- Sintética = Se (memorize!)
sinale a alternativa correta quanto à concordância verbal. RESPOSTA: C
(A) A mudança de direção da economia fazem com que se alte-
re o tamanho das jornadas de trabalho, porexemplo. 72-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016)
(B) Existe indivíduos que, sem carteira de trabalho assinada, O SBT fará uma homenagem digna da história de seu proprietá-
enfrentam grande dificuldade para obter novos recursos. rio e principal apresentador: no próximo dia 12 [12.12.2015] coloca-
(C) Os investimentos realizados e os custos trabalhistas fizeram rá no ar um especial com 2h30 de duração em homenagem a Silvio
com que muitas empresas optassem por manter seus funcionários. Santos. É o dia de seu aniversário de 85 anos.
(D) São as dívidas que faz com que grande número dos consu- (http://tvefamosos.uol.com.br/noticias)
midores não estejam em dia com suas obrigações.

21
PORTUGUÊS
As informações textuais permitem afirmar que, em 12.12.2015, 75-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016) As-
Sílvio Santos completou seu sinale a alternativa correta quanto ao emprego do verbo, em con-
(A) octogenário quinquagésimo aniversário. formidade com a norma-padrão.
(B) octogésimo quinto aniversário. (A) Caso Minas Gerais usa a experiência do Japão, pode superar
(C) octingentésimo quinto aniversário. Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
(D) otogésimo quinto aniversário. (B) Se Minas Gerais se propuser a usar a experiência do Japão,
(E) oitavo quinto aniversário. poderá superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
(C) Se o Japão se dispor a auxiliar Minas Gerais, Mariana é su-
RESPOSTA: B perada e os danos ambientais e sociais recuperados.
(D) Se o Japão manter seu auxílio a Minas Gerais, Mariana po-
73-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016 - derá ser superada e os danos ambientais e sociais recuperados.
adaptada) Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão e (E) Caso Minas Gerais faz uso da experiência do Japão, poderá
aos sentidos do texto. superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
(A) As parcerias nipo-brasileiras pautam-se em cooperação
para contornar as tragédias. Analisemos:
(B) Tanto o Brasil quanto o Japão estão certos que as parcerias (A) Caso Minas Gerais usa (USE) a experiência do Japão, pode
nipo-brasileiras renderão bons frutos. (PODERÁ) superar Mariana e recuperar (RECUPARERÁ) os danos
(C) A experiência do Japão mostra que não há como discordar ambientais e sociais.
com as parcerias nipo-brasileira. (B) Se Minas Gerais se propuser a usar a experiência do Japão,
(D) A catástrofe vivida em Mariana revela de que são importan- poderá superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
tes as parcerias nipos-brasileiras. (C) Se o Japão se dispor (DISPUSER) a auxiliar Minas Gerais,
(E) Não se pode esquecer a irrelevância dos momentos de tra- Mariana é (SERÁ) superada e os danos ambientais e sociais recu-
gédia e das parcerias nipo-brasileira. perados.
(D) Se o Japão manter (MANTIVER) seu auxílio a Minas Gerais,
Acertos: Mariana poderá ser superada e os danos ambientais e sociais recu-
(A) As parcerias nipo-brasileiras pautam-se em cooperação perados.
para contornar as tragédias. (E) Caso Minas Gerais faz (FAÇA) uso da experiência do Japão,
(B) Tanto o Brasil quanto o Japão estão certos (DE) que as par- poderá superar Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
cerias nipo-brasileiras renderão bons frutos. RESPOSTA: B
(C) A experiência do Japão mostra que não há como discordar
com as parcerias nipo-brasileira (BRASILEIRAS). 76-) (PREFEITURA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO EM SAÚDE
(D) A catástrofe vivida em Mariana revela de que (REVELA QUE) – LABORATÓRIO – VUNESP/2014)
são importantes as parcerias nipos(NIPO)-brasileiras. Reescrevendo-se o segmento frasal – ... incitá-los a reagir e a
(E) Não se pode esquecer a irrelevância dos momentos de tra- enfrentar o desconforto, ... –, de acordo com a regência e o acento
gédia e das parcerias nipo-brasileira(BRASILEIRAS). indicativo da crase, tem-se:
RESPOSTA: A (A) ... incitá-los à reação e ao enfrentamento do desconforto
(B) ... incitá-los a reação e o enfrentamento do desconforto,
74-) (MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA - VUNESP/2016) Ob- (C) ... incitá-los à reação e à enfrentamento do desconforto,
serve: (D) ... incitá-los à reação e o enfrentamento do desconforto,
Acostumados___________ tragédias naturais, os japoneses (E) ... incitá-los a reação e à enfrentamento do desconforto,
geralmente se reerguem em tempo recorde depois de catástrofes.
Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o Japão já incitá-los a reagir e a enfrentar o desconforto = incitá-los À rea-
voltava________ viver a sua rotina. ção e AO enfrentamento.
Um tsunami chegou ______costa nordeste do Japão em 2011, RESPOSTA: A
deixando milhares de mortos e desaparecidos.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas das frases devem 77-) (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS – 2014) A
ser preenchidas, respectivamente, com: assertiva correta quanto à conjugação verbal é:
(A) a … à … à A) Houveram eleições em outros países este ano.
(B) à … a … a B) Se eu vir você por aí, acabou.
(C) às … a … à C) Tinha chego atrasado vinte minutos.
(D) as … a … à D) Fazem três anos que não tiro férias.
(E) às … à … a E) Esse homem possue muitos bens.

Acostumados ÀS tragédias naturais, os japoneses geralmente Correções à frente:


se reerguem em tempo recorde depois de catástrofes. A) Houveram eleições em outros países este ano = houve
Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o Japão já C) Tinha chego atrasado vinte minutos = tinha chegado
voltava A viver a sua rotina. D) Fazem três anos que não tiro férias = faz três anos
Um tsunami chegou À costa nordeste do Japão em 2011, dei- E) Esse homem possue muitos bens = possui
xando milhares de mortos e desaparecidos. RESPOSTA: “B”.
RESPOSTA: C
78-) (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO/2014) Assinale a as-
sertiva cuja regência verbal está correta:
A) Ela queria namorar com ele.
B) Já assisti a esse filme.

22
PORTUGUÊS
C) O caminhoneiro dormiu no volante.
D) Quando eles chegam em Campo Grande?
E) A moça que ele gosta é aquela ali.

Correções:
A) Ela queria namorar com ele = namorar “ele” (ou namorá-lo).
B) Já assisti a esse filme = correta
C) O caminhoneiro dormiu no volante = dormiu ao volante (“no” dá a entender “sobre” o volante!)
D) Quando eles chegam em Campo Grande? = chegaram a Campo Grande
E) A moça que ele gosta é aquela ali = a moça de quem ele gosta
RESPOSTA: “B”.

79-) (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS – 2014) A acentuação correta está na alternativa:
A) eu abençôo – eles crêem – ele argúi.
B) platéia – tuiuiu – instrui-los.
C) ponei – geléia – heroico.
D) eles têm – ele intervém – ele constrói.
E) lingüiça – feiúra – idéia.

Palavras corrigidas:
A) eu abençoo – eles creem – ele argui.
B) plateia – tuiuiú – instruí-los.
C) pônei – geleia – heroico.
D) eles têm – ele intervém – ele constrói = corretas
E) linguiça – feiura – ideia.
RESPOSTA: D

80-) (SAAE/SP - FISCAL LEITURISTA - VUNESP - 2014)


A Organização Mundial de Saúde (OMS) atesta que o saneamento básico precário consiste _______grave ameaça ____ saúde huma-
na. Apesar de disseminada no mundo, a falta de saneamento básico ainda é muito associada _______ uma população de baixa renda, mais
vulnerável devido _______condições de subnutrição e, muitas vezes, de higiene inadequada.
(http://www.tratabrasil.org.br Adaptado)

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto, segundo a norma--padrão da língua portuguesa.
A) em ... A ... À ... A.
B) em ... À ... A ... A.
C) de ... À ... A ... As.
D) em ... À ... À ... Às.
E) de ... A ... A ... Às.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) atesta que o saneamento básico precário consiste EM grave ameaça À saúde humana. Apesar
de disseminada no mundo, a falta de saneamento básico ainda é muito associada A uma população de baixa renda, mais vulnerável devido
A condições de subnutrição e, muitas vezes, de higiene inadequada. Temos: em, à, a, a.
RESPOSTA: B

81-) (CONAB - CONTABILIDADE - IADES - 2014)

23
PORTUGUÊS
De acordo com o que prescreve a norma-padrão acerca do em- tão, em quaisquer dos pronomes de tratamento apresentados nas
prego das classes de palavra e da concordância verbal, assinale a alternativas, o pronome demonstrativo será “sua”. Descartamos,
alternativa que apresenta outra redação possível para o período “A então, os itens A, C e E. Agora recorramos ao pronome adequado a
economia brasileira já faz isso há séculos.” ser utilizado para deputados. Segundo o Manual de Redação Oficial,
A) A economia brasileira já faz isso tem séculos. temos:
B) A economia brasileira já faz isso têm séculos. Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
C) A economia brasileira já faz isso existe séculos. b) do Poder Legislativo: Presidente, Vice–Presidente e Membros
D) A economia brasileira já faz isso faz séculos. da Câmara dos Deputados e do Senado Federal (...).
E) A economia brasileira já faz isso fazem séculos. RESPOSTA: D

O “há” foi empregado no sentido de tempo passado, portanto 84-) (PREFEITURA DE PAULISTA/PE – RECEPCIONISTA –
pode ser substituído por “faz”, no singular: “faz séculos”. UPENET/2014) Sobre ACENTUAÇÃO, assinale a alternativa cuja to-
RESPOSTA: “D”. nicidade de ambos os termos sublinhados recai na antepenúltima
sílaba.
82-) (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014) Feitas A) “Ele pode acontecer por influência de fatores diversos...” -
as adequações necessárias, a reescrita do trecho – O Marco Civil “infalível de aprovação para o candidato...”
garante a inviolabilidade e o sigilo das comunicações. – permanece B) “...que podem ser considerados a fórmula infalível...” – “que
correta, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, em: pretende enfrentar uma seleção pública.”
A inviolabilidade e o sigilo das comunicações... C) “...quando o conteúdo não é lembrado justamente...» - «Ele
A) ... Mantêm-se garantidos pelo marco civil. pode acontecer por influência de fatores diversos...”
B) ... Mantém-se garantidos pelo marco civil. D) “Esforço, preparo, dedicação e estudo intenso...” - “preten-
C) ... Mantêm-se garantido pelo marco civil. de enfrentar uma seleção pública.»
D) ... Mantém-se garantidas pelo marco civil. E) “...quando o conteúdo não é lembrado...” – “pode acontecer
E) ... Mantêm-se garantidas pelo marco civil. por influência de fatores diversos...”

O Marco Civil garante a inviolabilidade e o sigilo das comuni- O exercício quer que localizemos palavras proparoxítonas
cações = O verbo “manter” será empregado no plural, concordan- A) influência = paroxítona terminada em ditongo / infalível =
do com “inviolabilidade” e “sigilo”, portanto teremos: mantêm-se. paroxítona terminada em L
Descartamos os itens B e D. Como temos dois substantivos de gê- B) fórmula = proparoxítona / pública = proparoxítona
neros diferentes, podemos usar o verbo no masculino ou concordar C) conteúdo = regra do hiato / influência = paroxítona termina-
com o gênero do mais próximo, no caso, “sigilo”. Teremos, então: da em ditongo
garantidos (plural, pois temos dois núcleos – inviolabilidade e sigi- D) dedicação = oxítona / seleção = oxítona
lo). Assim, chegamos à resposta: mantêm-se / garantidos. E) é = monossílaba / influência = paroxítona terminada em di-
RESPOSTA: A tongo
RESPOSTA: B
83-) (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014) Leia o
seguinte fragmento de um ofício, citado do Manual de Redação da 85-) (PREFEITURA DE OSASCO/SP - MOTORISTA DE AM-
Presidência da República, no qual expressões foram substituídas BULÂNCIA – FGV/2014) “existe um protocolo para identificar os
focos”. Se colocássemos o termo “um protocolo” no plural, uma
por lacunas.
forma verbal adequada para a substituição da forma verbal “existe”
seria:
Senhor Deputado
A) hão.
Em complemento às informações transmitidas pelo telegrama
B) haviam.
n.º 154, de 24 de abril último, informo ______de que as medidas
C) há.
mencionadas em ______ carta n.º 6708, dirigida ao Senhor Presi-
D) houveram.
dente da República, estão amparadas pelo procedimento adminis-
E) houve.
trativo de demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto
n.º 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa). O verbo “haver”, quando utilizado no sentido de “existir” –
(http://www.planalto.gov.br. Adaptado) como proposto no enunciado – não sofre flexão, não vai para o plu-
ral. Teríamos “existem protocolos”, mas “há protocolos”.
A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacu- RESPOSTA: C
nas do texto, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa
e atendendo às orientações oficiais a respeito do uso de formas de 86-) (POLÍCIA CIVIL/SC – AGENTE DE POLÍCIA – ACA-
tratamento em correspondências públicas, é: FE/2014) Na frase “Meu amigo fora lá fora buscar alguma coisa, e
A) Vossa Senhoria … tua. eu ficara ali, sozinho, naquela janela, presenciando a ascensão da
B) Vossa Magnificência … sua. lua cheia”, as palavras destacadas correspondem, morfologicamen-
C) Vossa Eminência … vossa. te, pela ordem, a:
D) Vossa Excelência … sua. A-) advérbio, advérbio, adjetivo pronominal, advérbio, substan-
E) Sua Senhoria … vossa. tivo.
B-) verbo, pronome adverbial, pronome adjetivo, adjetivo, ver-
Podemos começar pelo pronome demonstrativo. Mesmo utili- bo.
zando pronomes de tratamento “Vossa” (muitas vezes confundido C-) verbo, advérbio, pronome adjetivo, adjetivo, substantivo.
com “vós” e seu respectivo “vosso”), os pronomes que os acom- D-) advérbio, substantivo, adjetivo, substantivo, adjetivo.
panham deverão ficar sempre na terceira pessoa (do plural ou do E-) advérbio, pronome adverbial, pronome relativo, advérbio,
singular, de acordo com o número do pronome de tratamento). En- verbo.

24
PORTUGUÊS
“Meu amigo fora (verbo) lá fora (advérbio) buscar alguma IV. Acentua-se a palavra ‘vêm’ para diferenciá-la, em situação
(pronome) coisa, e eu ficara ali, sozinho, (adjetivo) naquela janela, de uso, quanto à flexão de número.
presenciando a ascensão (substantivo) da lua cheia”. Temos, então:
verbo, advérbio, pronome adjetivo, adjetivo e substantivo. Quais estão corretas?
RESPOSTA: C A) Apenas I e III.
B) Apenas II e IV.
87-) (POLÍCIA CIVIL/SC – AGENTE DE POLÍCIA – ACA- C) Apenas I, II e IV.
FE/2014) Complete as lacunas com os verbos, tempos e modos in- D) Apenas II, III e IV.
dicados entre parênteses, fazendo a devida concordância. E) I, II, III e IV.
• O juiz agrário ainda não _________ no conflito porque sur-
giram fatos novos de ontem para hoje. (intervir - pretérito perfeito I. Caso o acento das palavras ‘trânsito’ e ‘específicos’ seja reti-
do indicativo) rado, essas continuam sendo palavras da língua portuguesa = tere-
• Uns poucos convidados ___________-se com os vídeos pos- mos “transito” e “especifico” – serão verbos (correta)
tados no facebook. (entreter - pretérito imperfeito do indicativo) II. A regra que explica a acentuação das palavras ‘vários’ e ‘país’
• Representantes do PCRT somente serão aceitos na composi- não é a mesma = vários é paroxítona terminada em ditongo; país é
ção da chapa quando se _________ de criticara atual diretoria do a regra do hiato (correta)
clube, (abster-se - futuro do subjuntivo) III. Na palavra ‘daí’, há um ditongo decrescente = há um hiato,
por isso a acentuação (da-í) = incorreta.
A sequência correta, de cima para baixo, é: IV. Acentua-se a palavra ‘vêm’ para diferenciá-la, em situação
A-) interveio - entretinham - abstiverem de uso, quanto à flexão de número = “vêm” é utilizado para a tercei-
B-) interviu - entretiveram - absterem ra pessoa do plural (correta)
C-) intervém - entreteram - abstêm RESPOSTA: C
D-) interviera - entretêm - abstiverem
E-) intervirá - entretenham - abstiveram 90-) (LIQUIGÁS – PROFISSIONAL JÚNIOR – CIÊNCIAS CON-
TÁBEIS – CEGRANRIO/2014) A frase em que a flexão do verbo au-
O verbo “intervir” deve ser conjugado como o verbo “vir”. Este,
xiliar destacado obedece aos princípios da norma-padrão é
no pretérito perfeito do Indicativo fica “veio”, portanto, “interveio”
(A) Alguns estudiosos consideram que podem haver robôs tão
(não existe “interviu”, já que ele não deriva do verbo “ver”). Des-
inteligentes quanto o homem.
cartemos a alternativa B. Como não há outro item com a mesma
(B) Devem existir formas de garantir a exploração de outras ta-
opção, chegamos à resposta rapidamente!
refas destinadas aos robôs.
RESPOSTA: A
(C) No futuro, devem haver outras formas de investimentos
para garantir a evolução da robótica.
88-) (PREFEITURA DE RIBEIRÃO PRETO/SP – AGENTE DE
ADMINISTRAÇÃO – VUNESP/2014) A forma verbal em destaque (D) Pode existir obstáculos que os robôs sejam capazes de su-
está no tempo futuro, indicando uma ação hipotética, em: perar, como a locomoção e o diálogo.
(A) Lia o jornal enquanto aguardava meu voo para São Paulo... (E) Pode surgir novas tecnologias para aperfeiçoar a conquista
(B) Meus voos todos saíram na hora. espacial.
(C) Era um berimbau, meu Deus.
(D) Concluí que viajariam muito com o novo instrumento mu- Os verbos auxiliares devem obedecer à regra do verbo prin-
sical. cipal que acompanham. Se este sofre flexão de número, aqueles
(E) Solicitara a ajuda de uma comissária de bordo brasileira, também sofrerão. Exemplo: o verbo “haver”, no sentido de “existir”,
bonita... é invariável. Então, na frase: “Podem haver mais fatos” temos um
erro. O correto é “Pode haver”. Vamos às análises:
Tal questão pode ser resolvida somente pela leitura das alter- (A) Alguns estudiosos consideram que podem haver robôs =
nativas, sem a necessidade de classificar todos os verbos grifados. pode haver
Farei a classificação por questão pedagógica! (B) Devem existir formas = o “existir” sofre flexão (correta)
(A) Lia o jornal enquanto aguardava = pretérito imperfeito do (C) No futuro, devem haver = deve haver
Indicativo (D) Pode existir obstáculos = podem existir
(B) Meus voos todos saíram na hora. = pretérito mais-que-per- (E) Pode surgir novas tecnologias = podem surgir
feito do Indicativo RESPOSTA: B
(C) Era um berimbau, meu Deus. = pretérito imperfeito do In-
dicativo 91-) (ANTAQ –ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE SERVIÇOS
(D) Concluí que viajariam muito com o novo instrumento musi- DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS – CESPE/2014 - adaptada) Es-
cal. = futuro do pretérito do Indicativo (hipótese) taria mantida a correção gramatical do trecho “a Internet tem po-
(E) Solicitara a ajuda de uma comissária de bordo brasileira, tencial cuja dimensão não deve ser superdimensionada” caso se
bonita...= pretérito mais-que-perfeito do Indicativo empregasse o artigo a antes do substantivo “dimensão”.
RESPOSTA: D ( ) CERTO
( ) ERRADO
89-) (SEFAZ/RS – AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL –
FUNDATEC/2014 - adaptada) Após o pronome relativo “cujo” não deve existir artigo.
Analise as afirmações que são feitas sobre acentuação gráfica. RESPOSTA: ERRADO
I. Caso o acento das palavras ‘trânsito’ e ‘específicos’ seja reti-
rado, essas continuam sendo palavras da língua portuguesa.
II. A regra que explica a acentuação das palavras ‘vários’ e ‘país’
não é a mesma.
III. Na palavra ‘daí’, há um ditongo decrescente.

25
PORTUGUÊS
92-) (PREFEITURA DE OSASCO – FARMACÊUTICO – 95-) (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014 - adaptada)
FGV/2014) “Esses produtos podem ser encontrados nos supermer- ... e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Cen-
cados com rótulos como ‘sênior’ e com características adaptadas às tral até o mar Cáspio e além.
dificuldades para mastigar e para engolir dos mais velhos, e prepa- O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado
rados para se encaixar em seus hábitos de consumo”. O segmento acima está em:
“para se encaixar” pode ter sua forma verbal reduzida adequada- (A) ... e de lá por navios que contornam a Índia...
mente desenvolvida em (B) ... era a capital da China.
(A) para se encaixarem. (C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
(B) para seu encaixotamento. (D) ... dispararam na última década.
(C) para que se encaixassem. (E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas...
(D) para que se encaixem.
(E) para que se encaixariam. Percorriam =Pretérito Imperfeito do Indicativo
A = contornam – presente do Indicativo
As orações subordinadas reduzidas são aquelas que não apre- B = era = pretérito imperfeito do Indicativo
sentam conjunção. Para torná-las desenvolvidas, basta acrescentar- C = foi = pretérito perfeito do Indicativo
mos a conjunção: “para que se encaixem”. D = dispararam = pretérito mais-que-perfeito do Indicativo
RESPOSTA: D E = acompanham = presente do Indicativo
RESPOSTA: B
93-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA/GO – ANALISTA JUDICIÁRIO
– FGV/2014 - adaptada) A frase “que foi trazida pelo instituto En- 96-) (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) A substituição do ele-
deavor” equivale, na voz ativa, a: mento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo
(A) que o instituto Endeavor traz; INCORRETO em:
(B) que o instituto Endeavor trouxe; (A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu
(C) trazida pelo instituto Endeavor; (B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os
(D) que é trazida pelo instituto Endeavor; (C) para fazer a dragagem = para fazê-la
(E) que traz o instituto Endeavor. (D) que desviava a água = que lhe desviava
(E) supriam a necessidade = supriam-na
Se na voz passiva temos dois verbos, na ativa teremos um: “que
o instituto Endeavor trouxe” (manter o tempo verbal no pretérito – (A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu = correta
assim como na passiva). (B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os = correta
RESPOSTA: B (C) para fazer a dragagem = para fazê-la = correta
(D) que desviava a água = que lhe desviava = que a desviava
94-) (POLÍCIA MILITAR/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – (E) supriam a necessidade = supriam-na = correta
VUNESP/2014) Considere o trecho a seguir. RESPOSTA: D
Já __________ alguns anos que estudos a respeito da utilização
abusiva dos smartphones estão sendo desenvolvidos. Os especia- 97-) (POLÍCIA CIVIL/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VU-
listas acreditam _________ motivos para associar alguns compor- NESP/2014) Assinale a alternativa em que a reescrita da frase – Os
tamentos dos adolescentes ao uso prolongado desses aparelhos, bons mecânicos sabiam lidar com máquinas e construir toda espé-
e _________ alertado os pais para que avaliem a necessidade de cie de engenhoca. – está correta quanto à concordância, de acordo
estabelecer limites aos seus filhos. com a norma-padrão da língua.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as la- (A) Toda espécie de engenhoca eram construídas por bons me-
cunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, cânicos, os quais sabia lidar com máquinas.
com: (B) Toda espécie de engenhoca era construída por bons mecâ-
(A) faz … haver … têm nicos, os quais sabia lidar com máquinas.
(B) fazem … haver … tem (C) Toda espécie de engenhoca eram construída por bons me-
(C) faz … haverem … têm cânicos, os quais sabiam lidar com máquinas.
(D) fazem … haverem … têm (D) Toda espécie de engenhoca era construídas por bons mecâ-
(E) faz … haverem … tem nicos, os quais sabia lidar com máquinas.
(E) Toda espécie de engenhoca era construída por bons mecâ-
Já FAZ (sentido de tempo: não sofre flexão) alguns anos que nicos, os quais sabiam lidar com máquinas.
estudos a respeito da utilização abusiva dos smartphones estão
sendo desenvolvidos. Os especialistas acreditam HAVER (sentido Fiz as correções entre parênteses:
de existir: não varia) motivos para associar alguns comportamen- (A) Toda espécie de engenhoca eram (era) construídas (cons-
tos dos adolescentes ao uso prolongado desses aparelhos, e TÊM truída) por bons mecânicos, os quais sabia (sabiam) lidar com má-
(concorda com o termo “os especialistas”) alertado os pais para que quinas.
avaliem a necessidade de estabelecer limites aos seus filhos. (B) Toda espécie de engenhoca era construída por bons mecâ-
Temos: faz, haver, têm. nicos, os quais sabia (sabiam) lidar com máquinas.
RESPOSTA: A (C) Toda espécie de engenhoca eram (era) construída por bons
mecânicos, os quais sabiam lidar com máquinas.
(D) Toda espécie de engenhoca era construídas (construída)
por bons mecânicos, os quais sabia (sabiam) lidar com máquinas.
(E) Toda espécie de engenhoca era construída por bons mecâ-
nicos, os quais sabiam lidar com máquinas.
RESPOSTA: E

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PORTUGUÊS
98-) (SABESP/SP – AGENTE DE SANEAMENTO AMBIENTAL 101-) (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – MÉDICO DO TRABA-
01 – FCC/2014 - adaptada) O segmento grifado está corretamente LHO – CESPE/2014) O emprego do acento gráfico em “incluíram”
substituído pelo pronome correspondente em: e “número” justifica-se com base na mesma regra de acentuação.
(A) Sem precisar atravessar a cidade = atravessar-lhe ( ) CERTO
(B) Eles serviriam para receber a enorme quantidade de lixo = ( ) ERRADO
recebê-lo
(C) Um grupo de pesquisadores da USP tem um projeto = tem- Incluíram = regra do hiato / número = proparoxítona
-los RESPOSTA: ERRADO
(D) O primeiro envolve a construção de uma série de portos =
envolve-lhe 102-) (CASAL/AL - ADMINISTRADOR DE REDE - COPEVE/
(E) O Hidroanel Metropolitano pretende resolver o problema UFAL/2014 - adaptada) Dado o trecho abaixo,
em São Paulo = resolvê-lo “Passai, passai, desfeitas em tormentos,
Em lágrimas, em prantos, em lamentos”
(A) atravessar a cidade = atravessar-lhe (atravessá-la) SOUZA, Cruz e. Broqueis. São Paulo: L&PM Pochet, 2002.
(B) receber a enorme quantidade de lixo = recebê-lo (recebê-la)
(C) tem um projeto = tem-los (tem-no) O verbo do primeiro verso, se utilizado na 2ª pessoa do singu-
(D) envolve a construção de uma série de portos = envolve-lhe lar, resulta na seguinte forma:
(envolve-a) A) Passe, passe, desfeitas em tormentos.
(E) O Hidroanel Metropolitano pretende resolver o problema B) Passem, passem, desfeitas em tormentos.
em São Paulo = resolvê-lo C) Passa, passa, desfeitas em tormentos.
RESPOSTA: E D) Passas, passas, desfeitas em tormentos.
E) Passam, passam, desfeitas em tormentos.
99-) (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS CI-
VIL – FCC/2014) “Passai, passai, desfeitas em tormentos.” Os verbos estão no
... ele conciliava as noites de boemia com a rotina de professor, Modo Imperativo Afirmativo, segunda pessoa do plural (vós). Para
pesquisador e zoólogo famoso. descobrirmos como ficarão na segunda do singular (tu), conjugue-
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado mos o verbo “passar” no Presente do Indicativo (que é de onde co-
acima se encontra em: piamos o Afirmativo, sem o “s” final): Eu passo, tu passas, ele passa,
(A) Tem músicas com Toquinho, Elton Medeiros e Paulinho No- nós passamos, vós passais, eles passam. Percebeu como o “passai”
gueira. pertence a “vós”? Bastou retirar o “s” = passai (como no verso).
(B) As músicas eram todas de Vanzolini. Agora, retiremos o “s” do verbo conjugado com o “tu”: “passa”. Te-
(C) Por mais incrível que possa parecer... remos, então, a construção: “Passa, passa...”.
(D) ... os fortes laços que unem campo e cidade. RESPOSTA: C
(E) ... porque não espalha...
103-) (EBSERH/HUCAM-UFES - ADVOGADO - AOCP/2014) Em
Conciliava = pretérito imperfeito do Indicativo “Todos sabem como termina a história, tragicamente.”, a expressão
(A) Tem músicas = presente do Indicativo destacada indica
(B) As músicas eram todas de Vanzolini. = pretérito imperfeito A) meio
do Indicativo B) tempo.
(C) Por mais incrível que possa parecer... = presente do Sub- C) fim.
juntivo D) modo.
(D) ... os fortes laços que unem campo e cidade. = presente do E) condição.
Indicativo
(E) ... porque não espalha... = presente do Indicativo Geralmente, os advérbios terminados em “-mente” indicam
RESPOSTA: B “modo”. No caso, de maneira trágica, tragicamente.
RESPOSTA: D
100-) (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E
COMÉRCIO EXTERIOR – ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATIVO 104-) (TRT 19ª - ANALISTA JUDICIÁRIO – ESTATÍSTICA –
– CESPE/2014) Em “Vossa Excelência deve estar satisfeita com os FCC/2014) Sentava-se mais ou menos ...... distância de cinco metros
resultados das negociações”, o adjetivo estará corretamente em- do professor, sem grande interesse. Estudava de manhã, e ...... tar-
pregado se dirigido a ministro de Estado do sexo masculino, pois des passava perambulando de uma praça ...... outra, lendo algum
o termo “satisfeita” deve concordar com a locução pronominal de livro, percebendo, vez ou outra, o comportamento dos outros, en-
tratamento “Vossa Excelência”. tregue somente ...... discrição de si mesmo.
( ) CERTO Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem
( ) ERRADO dada:
A) a - às - à - a
Se a pessoa, no caso o ministro, for do sexo feminino (ministra), B) à - as - a - à
o adjetivo está correto; mas, se for do sexo masculino, o adjetivo C) a - as - à - a
sofrerá flexão de gênero: satisfeito. O pronome de tratamento é D) à - às - a - à
apenas a maneira de como tratar a autoridade, não concordando E) a - às - a - a
com o gênero (o pronome de tratamento, apenas).
RESPOSTA: ERRADO Sentava-se mais ou menos À distância de cinco metros (palavra
“distância” especificada) do professor, sem grande interesse. Estu-
dava de manhã, e AS tardes (artigo + substantivo; lemos “e durante

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PORTUGUÊS
as tardes”) passava perambulando de uma praça A outra, lendo al- Correções:
gum livro, percebendo, vez ou outra, o comportamento dos outros, (A) Certamente delineou-se = certamente se delineou (advér-
entregue somente À (regência verbal de “entregue”: entregue algo bio)
a alguém) discrição de si mesmo. (B) A frente que se opôs aos hutus foi liderada por Paul Kagame
Temos: à/as/a/à. = correta.
RESPOSTA: B (C) Se completam = completam-se (início de período)
(D) Kagame reconhece que as pessoas não livraram-se = não se
105-) (RECEITA FEDERAL - AUDITOR FISCAL – ESAF/2014) livraram (advérbio de negação)
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de (E) Com Kagame como presidente, têm feito-se = têm-se feito
palavra inserido na transcrição do texto. RESPOSTA: B
No desenho constitucional, os tributos são fonte importantís-
sima dos recursos financeiros de cada ente político, recursos esses 108-) (POLÍCIA CIVIL/SP - OFICIAL ADMINISTRATIVO - VU-
indispensáveis para que façam frente ao (1) seu dever social. Con- NESP/2014) Considerando as regras de concordância verbal, o ter-
sequentemente, o princípio federativo é indissociável das compe- mo em destaque na frase – Segundo alguns historiadores, houve
tências tributárias constitucionalmente estabelecidas. Isso porque dois sacolejões maiores na história da humanidade. – pode ser cor-
tal princípio prevê (2) a autonomia dos diversos entes integrantes retamente substituído por:
da federação (União, Estados, DF e Municípios). A exigência da au- A) ocorreram.
tonomia econômico financeira determina que seja outorgado (3) B) sucedeu-se.
a cada ente político vários tributos de sua específica competência, C) existiu.
para, por si próprios, instituírem (4) o tributo e, assim, terem (5) sua D) houveram.
própria receita tributária. E) aconteceu
(Adaptado de: <http://www.ambito-juridico.com.br/site>. Acesso em:
17mar. 2014.) Podemos resolver por eliminação: dos verbos apresentados
nas alternativas, o único que não sofre flexão é o “haver”, deven-
A) (1) do, portanto, permanecer no singular. Eliminemos a D. Os demais,
B) (2) que deveriam estar flexionados (sucederam-se, existiram, aconte-
C) (3) ceram), não estão. Restou-nos a alternativa com a opção coreta:
D) (4) ocorreram.
E) (5) RESPOSTA: A

No item 3, a forma correta do trecho é: “A exigência da autono- 109-) (ESTRADA DE FERRO CAMPOS DO JORDÃO/SP - ANALIS-
mia econômico financeira determina que sejam outorgados a cada TA FERROVIÁRIO - OFICINAS – ELÉTRICA – IDERH/2014) Consi-
ente político vários tributos de sua específica competência”. dere os numerais sublinhados a seguir:
RESPOSTA: C I (...) Copa do Mundo de 2014 (...)
II (...) primeiro jogo (...)
106-) (TCE-RS - AUDITOR PÚBLICO EXTERNO - ENGENHARIA III (...) três unidades (...)
CIVIL - CONHECIMENTOS BÁSICOS – FCC/2014) Transpondo-se IV (...) mais de 10 anos.
para a voz passiva o segmento sublinhado em É possível que os
tempos modernos tenham começado a desfavorecer a solução do Tais numerais são classificados, CORRETA e respectivamente,
jeitinho, a forma obtida deverá ser: de cima para baixo, como:
A) tenha começado a ser desfavorecida. A) Cardinal, ordinal, cardinal e cardinal.
B) comecem a desfavorecer. B) Cardinal, cardinal, ordinal e cardinal.
C) terá começado a ser desfavorecida. C) Cardinal, cardinal, ordinal e multiplicativo.
D) comecem a ser desfavorecidos. D) Cardinal, fracionário, ordinal e cardinal.
E) estão começando a se desfavorecer. E) Cardinal, fracionário, multiplicativo e cardinal.

“É possível que os tempos modernos tenham começado a des- Podemos responder por eliminação, o que nos ajudaria a che-
favorecer a solução do jeitinho” – se na voz ativa temos três verbos, gar à resposta correta rapidamente. Veja: ORdinal lembra ORdem =
na passiva teremos quatro (lembrando que o verbo “ter” é auxiliar): a alternativa que representa um numeral ordinal é a II – o que nos
“É possível que a solução do jeitinho tenha começado a ser desfavo- leva a procurar o item que tenha “ordinal” como segundo elemento
recida pelos tempos modernos”. da classificação. Chegamos à letra A – única resposta correta!
RESPOSTA: A RESPOSTA: A

107-) (MINISTÉRIO PÚBLICO/SP – AUXILIAR DE PROMOTO- 110-) (ESTRADA DE FERRO CAMPOS DO JORDÃO/SP - ANALIS-
RIA – VUNESP/2014) Assinale a alternativa correta quanto à colo- TA FERROVIÁRIO - OFICINAS – ELÉTRICA – IDERH/2014) Nas al-
cação pronominal. ternativas abaixo, apenas UM vocábulo DEVE, NECESSARIAMENTE,
(A) Certamente delineou-se um cenário infernal com assassi- ser acentuado. Assim, assinale a opção CORRETA.
natos brutais. A) Intimo.
(B) A frente que se opôs aos hutus foi liderada por Paul Kagame. B) Ate.
(C) Se completam, em 2014, 20 anos do genocídio em Ruanda. C) Miseria.
(D) Kagame reconhece que as pessoas não livraram-se do vírus D) Policia.
do ódio. E) Amem.
(E) Com Kagame como presidente, têm feito-se mudanças em
Ruanda.

28
PORTUGUÊS
A) Intimo – eu a intimo a comparecer... (verbo) / amigo íntimo Primeiramente identifiquemos se temos objeto direto ou indi-
(adjetivo) reto. Reconhece o quê? Resposta: a informalidade. Pergunta e res-
B) Ate – quer que eu ate o nó? (verbo) / Ele veio até mim (pre- posta sem preposição, então: objeto direto. Não utilizaremos “lhe”
posição) – que é para objeto indireto. Como temos a presença do “que” – in-
C) Miseria.– deve ser acentuada (miséria – substantivo) dependente de sua função no período (pronome relativo, no caso!)
D) Policia – ela não se policia (verbo – igual “vigiar”, “contro- – a regra pede próclise (pronome oblíquo antes do verbo): que a
lar”) / Quero trabalhar na polícia! (substantivo) reconhecem.
E) Amem – (verbo) / amém (interjeição) RESPOSTA: A
Que Deus o abençoe! Amém! Que vocês se amem! Amém!
RESPOSTA: C 114-) (UNESP - CAMPUS DE ARARAQUARA/FCL - ASSISTEN-
TE OPERACIONAL II – JARDINAGEM – VUNESP/2014)As discus-
111-) (CGE-MA - AUDITOR - CONHECIMENTOS BÁSICOS - sões na internet _____ o consumidor ______ buscar preços mais
FGV/2014) “...Marx e Engels e outros pensadores previram um futu- ______.
ro redentor...”. Nesse segmento o verbo irregular prever é conjuga- (A) leva ... à ... vantajoso.
do de forma correta no pretérito perfeito do indicativo. (B) levam ... à ... vantajosos.
Assinale a frase em que a forma desse mesmo verbo está con- (C) leva ... a ... vantajoso.
jugada de forma errada. (D) leva ... à ... vantajosos.
A) Quando ele prever o resultado, todos se espantarão. (E) levam ... a ... vantajosos.
B) Elas preveem coisas impossíveis
C) Espero que elas prevejam boas coisas. As discussões na internet levam o consumidor a buscar (verbo
D) Ela já previra o resultado, antes de a partida terminar. no infinitivo = sem acento grave) preços mais vantajosos.
E) Se todos previssem a vida, ela seria diferente. RESPOSTA: E
Cuidado com a pegadinha! O enunciado quer a alternativa In- 115-) (PETROBRAS – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA
correta. Teremos 4 corretas! TODOS OS CARGOS – NÍVEL SUPERIOR – CESGRANRIO/2014
A) Quando ele prever o resultado, todos se espantarão. = quan- - adaptada) No trecho “Um mundo habitado por seres com habi-
do ele previr lidades sobre-humanas parece ficção científica”, a palavra destaca-
B) Elas preveem coisas impossíveis = correta da apresenta hífen porque a natureza das partes que a compõem
C) Espero que elas prevejam boas coisas= correta assim o exige. O grupo em que todas as palavras estão grafadas de
D) Ela já previra o resultado, antes de a partida terminar= cor- acordo com a ortografia oficial é
reta
(A) erva-doce, mal-entendido, sobrenatural
E) Se todos previssem a vida, ela seria diferente= correta
(B) girassol, bem-humorado, batepapo
RESPOSTA: A
(C) hiper-glicemia, vice-presidente, pontapé
(D) pan-americano, inter-estadual, vagalume
112-) (MINISTÉRIO PÚBLICO/SP – AUXILIAR DE PROMOTO-
(E) subchefe, pós-graduação, inter-municipal
RIA – VUNESP/2014) Assinale a alternativa correta quanto ao uso
do acento indicativo da crase.
(A) erva-doce, mal-entendido, sobrenatural = corretas
(A) Os meninos querem que a chuva comece à cair.
(B) E os meninos ficam à espera de chuva intensa. (B) girassol, bem-humorado, batepapo (bate-papo)
(C) As borboletas vão de um jardim à outro. (C) hiper-glicemia – (hiperglicemia), vice-presidente, pontapé
(D) Mas a chuva não chega à ninguém. (D) pan-americano, inter-estadual (interestadual) , vagalume
(E) As borboletas ainda não perceberam à leve chuva. (E) subchefe, pós-graduação, inter-municipal (intermunicipal)
RESPOSTA: A
(A) Os meninos querem que a chuva comece à cair = a cair
(verbo no infinitivo) 116-) (PREFEITURA DE SÃO PAULO/SP – AUDITOR FISCAL
(B) E os meninos ficam à espera de chuva intensa = correta TRIBUTÁRIO MUNICIPAL – CETRO/2014 - adaptada) Assinale a
(dica: dá para substituir por “esperando”) alternativa que contém duas palavras acentuadas conforme a mes-
(C) As borboletas vão de um jardim à outro = a outro (palavra ma regra.
masculina) (A) “Hambúrgueres” e “repórter”.
(D) Mas a chuva não chega à ninguém = a ninguém (pronome (B) “Inacreditáveis” e “repórter”.
indefinido) (C) “Índice” e “dólares”.
(E) As borboletas ainda não perceberam à leve chuva = a leva (D) “Inacreditáveis” e “atribuídos”.
(objeto direto, sem preposição) (E) “Atribuídos” e “índice”.
RESPOSTA: B
(A) “Hambúrgueres” = proparoxítona / “repórter” = paroxítona
113-) (IBGE - SUPERVISOR DE PESQUISAS – ADMINISTRA- (B) “Inacreditáveis” = paroxítona / “repórter” = paroxítona
ÇÃO - CESGRANRIO/2014) Em “Há políticas que reconhecem a in- (C) “Índice” = proparoxítona / “dólares” = proparoxítona
formalidade”, ao substituir o termo destacado por um pronome, de (D) “Inacreditáveis” = paroxítona / “atribuídos” = regra do hiato
acordo com a norma-padrão da língua, o trecho assume a formula- (E) “Atribuídos” = regra do hiato / “índice” = proparoxítona
ção apresentada em: RESPOSTA: B
A) Há políticas que a reconhecem.
B) Há políticas que reconhecem-a.
C) Há políticas que reconhecem-na.
D) Há políticas que reconhecem ela.
E) Há políticas que lhe reconhecem.

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PORTUGUÊS
117-) (SUSAM/AM- ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – HÁ (tempo passado) um mês, uma turma de operários se posta
FGV/2014 - adaptada) “Ainda assim, por força da longa estiagem À (“na”) entrada da fábrica pela manhã e só sai À uma hora da tarde.
que afetou o Sudeste e o Centro‐Oeste, o Operador Nacional do Sis- Espera-se que a greve termine daqui A (tempo futuro) uma semana.
tema Elétrico (NOS)trabalha com uma estimativa de que no atual Ficou: há / à / à / a.
período úmido ovolumedechuvasnãoultrapasse67%damédiahistó- RESPOSTA: B
ricanasáreas que abrigam os principais reservatórios das hidrelétri-
cas”.Nesse segmento, é correto colocar uma vírgula 120-) (ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO – TÉCNICO EM CON-
(A)apósaformaverbal“abrigam”. TABILIDADE – IDECAN/2014) Os vocábulos “cinquentenário” e
(B) apósosubstantivo“áreas”. “império” são acentuados devido à mesma justificativa. O mesmo
(C) apósosubstantivo“estimativa”. ocorre com o par de palavras apresentado em
(D)após“deque”eantesde“ovolume”. A) prêmio e órbita.
(E) após“chuvas”eantesde“nasáreas”. B) rápida e tráfego
C) satélite e ministério.
“Ainda assim, por força da longa estiagem que afetou o Sudeste D) pública e experiência.
e o Centro‐Oeste, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS) E) sexagenário e próximo.
trabalha com uma estimativa de que no atual período úmido ovolu-
medechuvasnãoultrapasse67%damédiahistóricanasáreas que abri- Cinquentenário e império = ambas são paroxítonas. Cuidado! O
gam os principais reservatórios das hidrelétricas”. exercício quer que encontremos o par que tem a mesma justificati-
(A)apósaformaverbal“abrigam” – incorreta (não posso separar va de acentuação entre as palavras que o compõem, não necessa-
o verbo de seu complemento - objeto). riamente igual às do enunciado.
(B) apósosubstantivo“áreas” – incorreta (mudaríamos o senti- A) prêmio = paroxítona / órbita = proparoxítona
do do período, já que passaríamos uma oração adjetiva restritiva B) rápida = proparoxítona / tráfego = proparoxítona
para uma explicativa – fato que generalizaria o termo “áreas”, dan- C) satélite = proparoxítona / ministério = paroxítona
do a entender que todas abrigam reservatórios). D) pública = proparoxítona / experiência = paroxítona
(C) apósosubstantivo“estimativa” – incorreta (separaria subs- E) sexagenário = paroxítona / próximo = proparoxítona
tantivo de seu complemento).
(D)após“deque”eantesde“ovolume” – correta (não haveria mu- Cuidado! O exercício quer que encontremos o par que tem a
dança no período, dando ao termo uma função de aposto explica- mesma justificativa de acentuação entre as palavras que o com-
tivo, por exemplo). põem, não necessariamente igual às do enunciado.
(E) após“chuvas”eantesde“nasáreas” – incorreta – separaria RESPOSTA: B
sujeito de predicado
121-) (DETRAN/RO – ANALISTA EM TRÂNSITO - ADMINIS-
RESPOSTA: D TRADOR – IADES/2014) Observe o emprego das palavras destaca-
das nas frases a seguir.
118-) (PRODAM/AM – ASSISTENTE – FUNCAB/2014 - adap- • Quando elas dirigem, ficam meio nervosas.
tada) Ao passarmos a frase “...e É CONSIDERADO por muitos o maior • As crianças estavam sós no carro.
maratonista de todos os tempos” para a voz ativa, encontramos a • Ela mesma se dirigiu ao DETRAN.
seguinte forma verbal: • Os carros custam caro.
A) consideravam.
B) consideram. Acerca das regras de concordância que justificam o emprego
C) considerem. dos termos anteriores, analise.
D) considerarão. I. A palavra “meio” é um advérbio, razão pela qual não se fle-
E) considerariam. xionou.
II. A palavra “sós” é um adjetivo, por isso concorda com o sujeito.
É CONSIDERADO por muitos o maior maratonista de todos os III. A palavra “mesma” sempre concorda com o substantivo e o
tempos = dois verbos na voz passiva, então na ativa teremos UM: pronome a que se refere.
muitos o consideram o maior maratonista de todos os tempos. IV. A palavra “caro” é um advérbio, razão pela qual não se fle-
RESPOSTA: B xionou.

119-) (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TEC- Estão corretas as afirmativas


NOLOGIA/SP – ADMINISTRADOR – FUNDEP/2014) Leia: A) I, II, III e IV.
____ um mês, uma turma de operários se posta ___ entrada da B) I, II e IV, apenas.
fábrica pela manhã e só sai ___ uma hora da tarde. Espera-se que a C) I, II e III, apenas.
greve termine daqui ___ uma semana. D) I, III e IV, apenas.
E) II, III e IV, apenas.
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacu-
nas da frase acima, na respectivamente ordem. • Quando elas dirigem, ficam meio nervosas.
A) Há – à – a – a. • As crianças estavam sós no carro.
B) Há – à – à – a. • Ela mesma se dirigiu ao DETRAN.
C) A – a – a – há. • Os carros custam caro.
D) Há – a – à – há.
Acerca das regras de concordância que justificam o emprego
dos termos anteriores, analise.

30
PORTUGUÊS
I. A palavra “meio” é um advérbio, razão pela qual não se fle- Brasília = paroxítona terminada em ditongo / cenário = paro-
xionou = correta. xítona terminada em ditongo / próprio = paroxítona terminada em
II. A palavra “sós” é um adjetivo, por isso concorda com o su- ditongo
jeito = correta. RESPOSTA: CERTO
III. A palavra “mesma” sempre concorda com o substantivo e o
pronome a que se refere = correta.
(Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso – Quite: Estas pa- ANOTAÇÕES
lavras adjetivas concordam em gênero e número com o substantivo
ou pronome a que se referem)
IV. A palavra “caro” é um advérbio, razão pela qual não se fle- ______________________________________________________
xionou. = correta
RESPOSTA: A ______________________________________________________

122-) (SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/PI – ESCRI- ______________________________________________________


VÃO DE POLÍCIA CIVIL – UESPI/2014) A linguagem por meio da ______________________________________________________
qual interagimos no nosso dia a dia pode revestir-se de nuances as
mais diversas: pode apresentar-se em sentido literal, figurado, me- ______________________________________________________
tafórico. A opção em cujo trecho utilizou-se linguagem metafórica é
a) O equilíbrio ou desequilíbrio depende do ambiente familiar. ______________________________________________________
b) Temos medo de sair às ruas.
c) Nestes dias começamos a ter medo também dentro dos sho- ______________________________________________________
ppings.
d) Somos esse novelo de dons. ______________________________________________________
e) As notícias da imprensa nos dão medo em geral.
______________________________________________________
A alternativa que apresenta uma linguagem metafórica (figura-
______________________________________________________
da) é a que emprega o termo “novelo” fora de seu contexto habitual
(novelo de lã, por exemplo), representando, aqui, um emaranhado, ______________________________________________________
um monte, vários dons.
RESPOSTA: D ______________________________________________________
123-) (SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/PI – ESCRI- ______________________________________________________
VÃO DE POLÍCIA CIVIL – UESPI/2014 - adaptada) Identificamos as
seguintes palavras formadas pelo processo de derivação regressiva: ______________________________________________________
A) arma e formação.
B) combate e guerreiros. ______________________________________________________
C) combate e ataque.
D) lanças e armas. ______________________________________________________
E) ataque e situação.
______________________________________________________
Palavra formada pela derivação regressiva é aquela que resulta ______________________________________________________
de um verbo transformado em substantivo, geralmente. Por exem-
plo: caça deriva de caçar; pesca, de pescar. Dentre as apresenta- ______________________________________________________
das nas alternativas, as que derivam de tal processo são: combate
(combater) e ataque (atacar). ______________________________________________________
RESPOSTA: C
______________________________________________________
124-) (RIOPREVIDÊNCIA – ESPECIALISTA EM PREVIDÊNCIA
SOCIAL – CEPERJ/2014) A palavra “infraestrutura” é formada pelo ______________________________________________________
seguinte processo:
A) sufixação ______________________________________________________
B) prefixação
_____________________________________________________
C) parassíntese
D) justaposição _____________________________________________________
E) aglutinação
______________________________________________________
Temos apenas a junção do prefixo “infra” ao radical “estrutura”,
portanto: prefixação. ______________________________________________________
RESPOSTA: B
______________________________________________________
125-) (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – ICMBIO – CES-
PE/2014) A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos vocá- ______________________________________________________
bulos “Brasília”, “cenário” e “próprio”.
______________________________________________________
( ) CERTO
( ) ERRADO ______________________________________________________

31
PORTUGUÊS
ANOTAÇÕES ANOTAÇÕES

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

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______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

32
MATEMÁTICA
1. Noções de dobro, triplo, dezena e dúzia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Soma, subtração, multiplicação e divisão de números inteiros, frações e decimais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
3. Porcentagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
4. Sistemas de medidas (medidas de tempo, massa e sistema métrico decimal) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
MATEMÁTICA

NOÇÕES DE DOBRO, TRIPLO, DEZENA E DÚZIA

Metade (x/2)
A metade de um número (x) é sempre esse número dividido por 2. Exemplo: A metade de 4 é 4 ÷ 2 = 2.

Dobro (2x)
O dobro de um número (x) é sempre ele multiplicado por 2. Exemplo: O dobro de 10 é 2 x 10 = 20. Assim, temos que o dobro de 10
é 20.

Triplo (3x)
O triplo de um número (x) é sempre ele multiplicado por 3. Exemplo: O triplo de 10 é 3 x 10 = 30. Assim, temos que o triplo de 10 é 30.

Exemplos:
O triplo de um número natural somado a 4 é igual ao quadrado de 5. Calcule-o:

Resolução:
3x + 4 = 52
3x = 25 – 4
3x = 21
x=
x=7
O número procurado é igual a 7.

O dobro de um número adicionado ao seu triplo corresponde a 20. Qual é o número?

Resolução:
2x + 3x = 20
5x = 20
x=
x=4
O número corresponde a 4.

(EBSERH/HU-UFGD – Técnico em Informática – AOCP) Joana pretende dividir um determinado número de bombons entre seus 3
filhos. Sabendo que o número de bombons é maior que 24 e menor que 29, e que fazendo a divisão cada um dos seus 3 filhos receberá 9
bombons e sobrará 1 na caixa, quantos bombons ao todo Joana possui?
(A) 24.
(B) 25.
(C) 26.
(D) 27.
(E) 28

Resolução:
Sabemos que 9 . 3 = 27 e que, para sobrar 1, devemos fazer 27 + 1 = 28.
Resposta: E

SOMA, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS, FRAÇÕES E DECIMAIS

Conjunto dos números inteiros - z


O conjunto dos números inteiros é a reunião do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...},(N C Z); o conjunto dos opos-
tos dos números naturais e o zero. Representamos pela letra Z.

1
MATEMÁTICA

N C Z (N está contido em Z)

Subconjuntos:

SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO


* Z* Conjunto dos números inteiros não nulos
+ Z+ Conjunto dos números inteiros não negativos
*e+ Z*+ Conjunto dos números inteiros positivos
- Z_ Conjunto dos números inteiros não positivos
*e- Z*_ Conjunto dos números inteiros negativos

Observamos nos números inteiros algumas características:


• Módulo: distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |. O módulo de
qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
• Números Opostos: dois números são opostos quando sua soma é zero. Isto significa que eles estão a mesma distância da origem
(zero).

Somando-se temos: (+4) + (-4) = (-4) + (+4) = 0

Operações
• Soma ou Adição: Associamos aos números inteiros positivos a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de perder.

ATENÇÃO: O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser
dispensado.

• Subtração: empregamos quando precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade; temos duas quantidades e queremos saber
quanto uma delas tem a mais que a outra; temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir a outra. A
subtração é a operação inversa da adição. O sinal sempre será do maior número.

ATENÇÃO: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ..., entre outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal invertido,
ou seja, é dado o seu oposto.

Exemplo:
(FUNDAÇÃO CASA – AGENTE EDUCACIONAL – VUNESP) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso adequado
dos materiais em geral e dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma dinâmica
elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse
suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classi-
ficou como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.

2
MATEMÁTICA
(C) 42. Propriedades da Potenciação
(D) 36. 1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base
(E) 32. e somam-se os expoentes. (–a)3 . (–a)6 = (–a)3+6 = (–a)9
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a
Resolução: base e subtraem-se os expoentes. (-a)8 : (-a)6 = (-a)8 – 6 = (-a)2
50-20=30 atitudes negativas 3) Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam-se
20.4=80 os expoentes. [(-a)5]2 = (-a)5 . 2 = (-a)10
30.(-1)=-30 4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (-a)1 = -a e
80-30=50 (+a) = +a
1

Resposta: A 5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: É igual


a 1. (+a)0 = 1 e (–b)0 = 1
• Multiplicação: é uma adição de números/ fatores repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado Conjunto dos números racionais – Q m
por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras. Um número racional é o que pode ser escrito na forma n ,
onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente
• Divisão: a divisão exata de um número inteiro por outro nú- de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de
mero inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo m por n.
pelo módulo do divisor.

ATENÇÃO:
1) No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa
e não tem a propriedade da existência do elemento neutro.
2) Não existe divisão por zero.
3) Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero,
é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por zero é igual
a zero.

Na multiplicação e divisão de números inteiros é muito impor-


tante a REGRA DE SINAIS: N C Z C Q (N está contido em Z que está contido em Q)

Sinais iguais (+) (+); (-) (-) = resultado sempre positivo. Subconjuntos:

Sinais diferentes (+) (-); (-) (+) = resultado sempre


negativo. SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
Conjunto dos números
* Q*
Exemplo: racionais não nulos
(PREF.DE NITERÓI) Um estudante empilhou seus livros, obten- Conjunto dos números
do uma única pilha 52cm de altura. Sabendo que 8 desses livros + Q+
racionais não negativos
possui uma espessura de 2cm, e que os livros restantes possuem
espessura de 3cm, o número de livros na pilha é: Conjunto dos números
*e+ Q*+
(A) 10 racionais positivos
(B) 15 Conjunto dos números
(C) 18 - Q_
racionais não positivos
(D) 20
Conjunto dos números
(E) 22 *e- Q*_
racionais negativos
Resolução:
Representação decimal
São 8 livros de 2 cm: 8.2 = 16 cm
Podemos representar um número racional, escrito na forma de
Como eu tenho 52 cm ao todo e os demais livros tem 3 cm,
fração, em número decimal. Para isso temos duas maneiras possí-
temos:
veis:
52 - 16 = 36 cm de altura de livros de 3 cm
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um núme-
36 : 3 = 12 livros de 3 cm
ro finito de algarismos. Decimais Exatos:
O total de livros da pilha: 8 + 12 = 20 livros ao todo.
Resposta: D
2
= 0,4
• Potenciação: A potência an do número inteiro a, é definida 5
como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado a
base e o número n é o expoente.an = a x a x a x a x ... x a , a é multi-
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos
plicado por a n vezes. Tenha em mente que:
algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente Deci-
– Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.
mais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
– Toda potência de base negativa e expoente par é um número
inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um nú- 1
= 0,333...
mero inteiro negativo. 3

3
MATEMÁTICA
Representação Fracionária
É a operação inversa da anterior. Aqui temos duas maneiras possíveis:

1) Transformando o número decimal em uma fração numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto pelo
numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do número decimal dado. Ex.:
0,035 = 35/1000

2) Através da fração geratriz. Aí temos o caso das dízimas periódicas que podem ser simples ou compostas.
– Simples: o seu período é composto por um mesmo número ou conjunto de números que se repeti infinitamente. Exemplos:

Procedimento: para transformarmos uma dízima periódica simples em fração basta utilizarmos o dígito 9 no denominador para cada
quantos dígitos tiver o período da dízima.

– Composta: quando a mesma apresenta um ante período que não se repete.

a)

Procedimento: para cada algarismo do período ainda se coloca um algarismo 9 no denominador. Mas, agora, para cada algarismo do
antiperíodo se coloca um algarismo zero, também no denominador.

b)

Procedimento: é o mesmo aplicado ao item “a”, acrescido na frente da parte inteira (fração mista), ao qual transformamos e obtemos
a fração geratriz.

4
MATEMÁTICA
Exemplo:
(PREF. NITERÓI) Simplificando a expressão abaixo

Obtém-se :
ATENÇÃO: Na adição/subtração se o denominador for igual,
(A) ½ conserva-se os denominadores e efetua-se a operação apresen-
(B) 1 tada.
(C) 3/2
(D) 2 Exemplo:
(E) 3 (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERACIONAIS
– MAKIYAMA) Na escola onde estudo, ¼ dos alunos tem a língua
Resolução: portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a matemática como fa-
vorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração
representa os alunos que têm ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2

Resposta: B Resolução:
Somando português e matemática:
Caraterísticas dos números racionais
O módulo e o número oposto são as mesmas dos números in-
teiros.

Inverso: dado um número racional a/b o inverso desse número O que resta gosta de ciências:
(a/b)–n, é a fração onde o numerador vira denominador e o denomi-
nador numerador (b/a)n.

Resposta: B

• Multiplicação: como todo número racional é uma fração ou


pode ser escrito na forma de uma fração, definimos o produto de
dois números racionais a e c , da mesma forma que o produto de
b d
Representação geométrica frações, através de:

• Divisão: a divisão de dois números racionais p e q é a própria


Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem infini- operação de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p
tos números racionais. ÷ q = p × q-1

Operações
• Soma ou adição: como todo número racional é uma fração
ou pode ser escrito na forma de uma fração, definimos a adição
entre os números racionais a e c , da mesma forma que a soma
de frações, através de: b d
Exemplo:
(PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB) Numa operação
policial de rotina, que abordou 800 pessoas, verificou-se que 3/4
dessas pessoas eram homens e 1/5 deles foram detidos. Já entre as
mulheres abordadas, 1/8 foram detidas.
Qual o total de pessoas detidas nessa operação policial?
• Subtração: a subtração de dois números racionais p e q é a (A) 145
própria operação de adição do número p com o oposto de q, isto é: (B) 185
p – q = p + (–q) (C) 220
(D) 260
(E) 120

5
MATEMÁTICA
Resolução: 2) Símbolos:
- Primeiro, resolvemos os parênteses ( ), até acabarem os cál-
culos dentro dos parênteses,
-Depois os colchetes [ ];
- E por último as chaves { }.

ATENÇÃO:
– Quando o sinal de adição (+) anteceder um parêntese, col-
chetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o colchete ou
chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os números internos
com os seus sinais originais.
– Quando o sinal de subtração (-) anteceder um parêntese, col-
chetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o colchete ou
chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os números internos
com os seus sinais invertidos.

Resposta: A Exemplo:
(MANAUSPREV – ANALISTA PREVIDENCIÁRIO – ADMINISTRATI-
• Potenciação: é válido as propriedades aplicadas aos núme- VA – FCC) Considere as expressões numéricas, abaixo.
ros inteiros. Aqui destacaremos apenas as que se aplicam aos nú- A = 1/2 + 1/4+ 1/8 + 1/16 + 1/32 e
meros racionais. B = 1/3 + 1/9 + 1/27 + 1/81 + 1/243

A) Toda potência com expoente negativo de um número ra- O valor, aproximado, da soma entre A e B é
cional diferente de zero é igual a outra potência que tem a base (A) 2
igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do (B) 3
expoente anterior. (C) 1
(D) 2,5
(E) 1,5

Resolução:
Vamos resolver cada expressão separadamente:

B) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da


base.

C) Toda potência com expoente par é um número positivo.

Resposta: E

Múltiplos
Expressões numéricas Dizemos que um número é múltiplo de outro quando o primei-
São todas sentenças matemáticas formadas por números, suas ro é resultado da multiplicação entre o segundo e algum número
operações (adições, subtrações, multiplicações, divisões, potencia- natural e o segundo, nesse caso, é divisor do primeiro. O que sig-
ções e radiciações) e também por símbolos chamados de sinais de nifica que existem dois números, x e y, tal que x é múltiplo de y se
associação, que podem aparecer em uma única expressão. existir algum número natural n tal que:
x = y·n
Procedimentos
1) Operações: Se esse número existir, podemos dizer que y é um divisor de x e
- Resolvermos primeiros as potenciações e/ou radiciações na podemos escrever: x = n/y
ordem que aparecem;
- Depois as multiplicações e/ou divisões; Observações:
- Por último as adições e/ou subtrações na ordem que aparecem. 1) Todo número natural é múltiplo de si mesmo.

6
MATEMÁTICA
2) Todo número natural é múltiplo de 1.
3) Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos múltiplos.
4) O zero é múltiplo de qualquer número natural.
5) Os múltiplos do número 2 são chamados de números pares,
e a fórmula geral desses números é 2k (k ∈ N). Os demais são cha-
mados de números ímpares, e a fórmula geral desses números é 2k
+ 1 (k ∈ N).
6) O mesmo se aplica para os números inteiros, tendo k ∈ Z.

Critérios de divisibilidade
São regras práticas que nos possibilitam dizer se um número é ou
não divisível por outro, sem que seja necessário efetuarmos a divisão. Divisores
No quadro abaixo temos um resumo de alguns dos critérios: Os divisores de um número n, é o conjunto formado por todos
os números que o dividem exatamente. Tomemos como exemplo o
número 12.

Um método para descobrimos os divisores é através da fato-


ração numérica. O número de divisores naturais é igual ao produto
dos expoentes dos fatores primos acrescidos de 1.
Logo o número de divisores de 12 são:

Para sabermos quais são esses 6 divisores basta pegarmos cada


fator da decomposição e seu respectivo expoente natural que varia
de zero até o expoente com o qual o fator se apresenta na decom-
posição do número natural.
12 = 22 . 31 =
22 = 20,21 e 22 ; 31 = 30 e 31, teremos:
20 . 30=1
20 . 31=3
(Fonte: https://www.guiadamatematica.com.br/criterios-de-divisibili- 21 . 30=2
dade/ - reeditado) 21 . 31=2.3=6
22 . 31=4.3=12
Vale ressaltar a divisibilidade por 7: Um número é divisível por 22 . 30=4
7 quando o último algarismo do número, multiplicado por 2, sub-
traído do número sem o algarismo, resulta em um número múltiplo O conjunto de divisores de 12 são: D (12)={1, 2, 3, 4, 6, 12}
de 7. Neste, o processo será repetido a fim de diminuir a quantida- A soma dos divisores é dada por: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28
de de algarismos a serem analisados quanto à divisibilidade por 7.
Máximo divisor comum (MDC)
Outros critérios É o maior número que é divisor comum de todos os números
Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é dados. Para o cálculo do MDC usamos a decomposição em fatores
divisível por 3 e por 4 ao mesmo tempo. primos. Procedemos da seguinte maneira:
Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é Após decompor em fatores primos, o MDC é o produto dos FA-
divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo. TORES COMUNS obtidos, cada um deles elevado ao seu MENOR
EXPOENTE.
Fatoração numérica
Trata-se de decompor o número em fatores primos. Para de-
compormos este número natural em fatores primos, dividimos o
mesmo pelo seu menor divisor primo, após pegamos o quociente
e dividimos o pelo seu menor divisor, e assim sucessivamente até
obtermos o quociente 1. O produto de todos os fatores primos re-
presenta o número fatorado. Exemplo:

7
MATEMÁTICA
Exemplo:
MDC (18,24,42) =

Observe que os fatores comuns entre eles são: 2 e 3, então pegamos os de menores expoentes: 2x3 = 6. Logo o Máximo Divisor Co-
mum entre 18,24 e 42 é 6.

Mínimo múltiplo comum (MMC)


É o menor número positivo que é múltiplo comum de todos os números dados. A técnica para acharmos é a mesma do MDC, apenas
com a seguinte ressalva:
O MMC é o produto dos FATORES COMUNS E NÃO-COMUNS, cada um deles elevado ao SEU MAIOR EXPOENTE.
Pegando o exemplo anterior, teríamos:
MMC (18,24,42) =
Fatores comuns e não-comuns= 2,3 e 7
Com maiores expoentes: 2³x3²x7 = 8x9x7 = 504. Logo o Mínimo Múltiplo Comum entre 18,24 e 42 é 504.

Temos ainda que o produto do MDC e MMC é dado por: MDC (A,B). MMC (A,B)= A.B

Os cálculos desse tipo de problemas, envolvem adições e subtrações, posteriormente as multiplicações e divisões. Depois os pro-
blemas são resolvidos com a utilização dos fundamentos algébricos, isto é, criamos equações matemáticas com valores desconhecidos
(letras). Observe algumas situações que podem ser descritas com utilização da álgebra.
É bom ter mente algumas situações que podemos encontrar:

Exemplos:
(PREF. GUARUJÁ/SP – SEDUC – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – CAIPIMES) Sobre 4 amigos, sabe-se que Clodoaldo é 5 centímetros
mais alto que Mônica e 10 centímetros mais baixo que Andreia. Sabe-se também que Andreia é 3 centímetros mais alta que Doralice e que
Doralice não é mais baixa que Clodoaldo. Se Doralice tem 1,70 metros, então é verdade que Mônica tem, de altura:
(A) 1,52 metros.
(B) 1,58 metros.
(C) 1,54 metros.
(D) 1,56 metros.

Resolução:
Escrevendo em forma de equações, temos:
C = M + 0,05 ( I )
C = A – 0,10 ( II )
A = D + 0,03 ( III )
D não é mais baixa que C
Se D = 1,70 , então:

8
MATEMÁTICA
( III ) A = 1,70 + 0,03 = 1,73 Fração é todo número que pode ser escrito da seguinte forma
( II ) C = 1,73 – 0,10 = 1,63 a/b, com b≠0. Sendo a o numerador e b o denominador. Uma fra-
( I ) 1,63 = M + 0,05 ção é uma divisão em partes iguais. Observe a figura:
M = 1,63 – 0,05 = 1,58 m
Resposta: B

(CEFET – AUXILIAR EM ADMINISTRAÇÃO – CESGRANRIO) Em


três meses, Fernando depositou, ao todo, R$ 1.176,00 em sua ca-
derneta de poupança. Se, no segundo mês, ele depositou R$ 126,00
a mais do que no primeiro e, no terceiro mês, R$ 48,00 a menos do
que no segundo, qual foi o valor depositado no segundo mês? O numerador indica quantas partes tomamos do total que foi
(A) R$ 498,00 dividida a unidade.
(B) R$ 450,00 O denominador indica quantas partes iguais foi dividida a uni-
(C) R$ 402,00 dade.
(D) R$ 334,00 Lê-se: um quarto.
(E) R$ 324,00
Atenção:
Resolução: • Frações com denominadores de 1 a 10: meios, terços, quar-
Primeiro mês = x tos, quintos, sextos, sétimos, oitavos, nonos e décimos.
Segundo mês = x + 126 • Frações com denominadores potências de 10: décimos, cen-
Terceiro mês = x + 126 – 48 = x + 78 tésimos, milésimos, décimos de milésimos, centésimos de milési-
Total = x + x + 126 + x + 78 = 1176 mos etc.
3.x = 1176 – 204 • Denominadores diferentes dos citados anteriormente:
x = 972 / 3 Enuncia-se o numerador e, em seguida, o denominador seguido da
x = R$ 324,00 (1º mês) palavra “avos”.
* No 2º mês: 324 + 126 = R$ 450,00
Resposta: B Tipos de frações
– Frações Próprias: Numerador é menor que o denominador.
(PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO/SP – AGENTE Ex.: 7/15
DE ADMINISTRAÇÃO – VUNESP) Uma loja de materiais elétricos – Frações Impróprias: Numerador é maior ou igual ao denomi-
testou um lote com 360 lâmpadas e constatou que a razão entre o nador. Ex.: 6/7
número de lâmpadas queimadas e o número de lâmpadas boas era – Frações aparentes: Numerador é múltiplo do denominador.
2 / 7. Sabendo-se que, acidentalmente, 10 lâmpadas boas quebra- As mesmas pertencem também ao grupo das frações impróprias.
ram e que lâmpadas queimadas ou quebradas não podem ser ven- Ex.: 6/3
didas, então a razão entre o número de lâmpadas que não podem – Frações mistas: Números compostos de uma parte inteira e
ser vendidas e o número de lâmpadas boas passou a ser de outra fracionária. Podemos transformar uma fração imprópria na
(A) 1 / 4. forma mista e vice e versa. Ex.: 1 1/12 (um inteiro e um doze avos)
(B) 1 / 3. – Frações equivalentes: Duas ou mais frações que apresentam
(C) 2 / 5. a mesma parte da unidade. Ex.: 2/4 = 1/2
(D) 1 / 2. – Frações irredutíveis: Frações onde o numerador e o denomi-
(E) 2 / 3. nador são primos entre si. Ex.: 5/11 ;

Resolução: Operações com frações


Chamemos o número de lâmpadas queimadas de ( Q ) e o nú-
mero de lâmpadas boas de ( B ). Assim: • Adição e Subtração
B + Q = 360 , ou seja, B = 360 – Q ( I ) Com mesmo denominador: Conserva-se o denominador e so-
ma-se ou subtrai-se os numeradores.

, ou seja, 7.Q = 2.B ( II )

Substituindo a equação ( I ) na equação ( II ), temos:


7.Q = 2. (360 – Q)
7.Q = 720 – 2.Q Com denominadores diferentes: é necessário reduzir ao mes-
7.Q + 2.Q = 720 mo denominador através do MMC entre os denominadores. Usa-
9.Q = 720 mos tanto na adição quanto na subtração.
Q = 720 / 9
Q = 80 (queimadas)
Como 10 lâmpadas boas quebraram, temos:
Q’ = 80 + 10 = 90 e B’ = 360 – 90 = 270

Resposta: B O MMC entre os denominadores (3,2) = 6

9
MATEMÁTICA
• Multiplicação e Divisão
Multiplicação: É produto dos numerados pelos denominadores
dados. Ex.:

Exemplo:
(CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP – ANA-
LISTA TÉCNICO LEGISLATIVO – DESIGNER GRÁFICO – VUNESP) O
departamento de Contabilidade de uma empresa tem 20 funcio-
nários, sendo que 15% deles são estagiários. O departamento de
Recursos Humanos tem 10 funcionários, sendo 20% estagiários. Em
relação ao total de funcionários desses dois departamentos, a fra-
ção de estagiários é igual a
(A) 1/5.
– Divisão: É igual a primeira fração multiplicada pelo inverso da (B) 1/6.
segunda fração. Ex.: (C) 2/5.
(D) 2/9.
(E) 3/5.

Resolução:

Obs.: Sempre que possível podemos simplificar o resultado da


fração resultante de forma a torna-la irredutível.

Exemplo:
(EBSERH/HUPES – UFBA – TÉCNICO EM INFORMÁTICA – IA-
DES) O suco de três garrafas iguais foi dividido igualmente entre 5
pessoas. Cada uma recebeu Resposta: B
(A) Lucro e Prejuízo em porcentagem
É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo. Se
a diferença for POSITIVA, temos o LUCRO (L), caso seja NEGATIVA,
(B) temos PREJUÍZO (P).

Logo: Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de Custo (C).


(C)

(D)

(E)

Resolução:
Se cada garrafa contém X litros de suco, e eu tenho 3 garrafas,
então o total será de 3X litros de suco. Precisamos dividir essa quan-
tidade de suco (em litros) para 5 pessoas, logo teremos:
Exemplo:
(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –
Onde x é litros de suco, assim a fração que cada um recebeu de FCC) O preço de venda de um produto, descontado um imposto de
suco é de 3/5 de suco da garrafa. 16% que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de com-
Resposta: B pra em 40%, os quais constituem o lucro líquido do vendedor. Em
quantos por cento, aproximadamente, o preço de venda é superior
ao de compra?
(A) 67%.
PORCENTAGEM (B) 61%.
(C) 65%.
São chamadas de razões centesimais ou taxas percentuais ou (D) 63%.
simplesmente de porcentagem, as razões de denominador 100, ou (E) 69%.
seja, que representam a centésima parte de uma grandeza. Costu-
mam ser indicadas pelo numerador seguido do símbolo %. (Lê-se:
“por cento”).

10
MATEMÁTICA
Resolução:
Preço de venda: V
Preço de compra: C
V – 0,16V = 1,4C
0,84V = 1,4C

O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.


Resposta: A

Aumento e Desconto em porcentagem


– Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por

Logo:

- Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por

Logo:

Fator de multiplicação

É o valor final de , é o que chamamos de fator de multiplicação, muito útil para resolução de cálculos de
porcentagem. O mesmo pode ser um acréscimo ou decréscimo no valor do produto.

Aumentos e Descontos sucessivos em porcentagem


São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. Para efetuar os respectivos descontos ou aumentos, fazemos uso dos fato-
res de multiplicação. Basta multiplicarmos o Valor pelo fator de multiplicação (acréscimo e/ou decréscimo).

Exemplo: Certo produto industrial que custava R$ 5.000,00 sofreu um acréscimo de 30% e, em seguida, um desconto de 20%. Qual o
preço desse produto após esse acréscimo e desconto?

Resolução:
VA = 5000 .(1,3) = 6500 e
VD = 6500 .(0,80) = 5200, podemos, para agilizar os cálculos, juntar tudo em uma única equação:
5000 . 1,3 . 0,8 = 5200
Logo o preço do produto após o acréscimo e desconto é de R$ 5.200,00

11
MATEMÁTICA

SISTEMAS DE MEDIDAS (MEDIDAS DE TEMPO, MASSA E SISTEMA MÉTRICO DECIMAL)

O sistema métrico decimal é parte integrante do Sistema de Medidas. É adotado no Brasil tendo como unidade fundamental de me-
dida o metro.
O Sistema de Medidas é um conjunto de medidas usado em quase todo o mundo, visando padronizar as formas de medição.

Medidas de comprimento
Os múltiplos do metro são usados para realizar medição em grandes distâncias, enquanto os submúltiplos para realizar medição em
pequenas distâncias.

UNIDADE
MÚLTIPLOS SUBMÚLTIPLOS
FUNDAMENTAL
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
km hm Dam m dm cm mm
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Para transformar basta seguir a tabela seguinte (esta transformação vale para todas as medidas):

Medidas de superfície e área


As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro quadrado, o me-
tro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hectare (ha): 1 hm2 = 1 ha.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos comprimentos.
Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 = 102. A nomenclatura é a mesma das unidades de comprimento
acrescidas de quadrado.

Vejamos as relações entre algumas essas unidades que não fazem parte do sistema métrico e as do sistema métrico decimal (valores
aproximados):
1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
1 légua = 5 555 metros
1 pé = 30 centímetros

Medidas de Volume e Capacidade


Na prática, são muitos usados o metro cúbico(m3) e o centímetro cúbico(cm3).
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 103, o sistema
continua sendo decimal. Acrescentamos a nomenclatura cúbico.
A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.

Medidas de Massa
O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama(g). Assim as denominamos:
Kg – Quilograma; hg – hectograma; dag – decagrama; g – grama; dg – decigrama; cg – centigrama; mg – miligrama
Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t). Medidas Especiais:
1 Tonelada(t) = 1000 Kg
1 Arroba = 15 Kg
1 Quilate = 0,2 g

12
MATEMÁTICA
Em resumo temos:

Relações importantes

1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l

Exemplos:
(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Uma peça de um determinado tecido tem 30 metros, e para se confeccionar
uma camisa desse tecido são necessários 15 decímetros. Com duas peças desse tecido é possível serem confeccionadas:
(A) 10 camisas
(B) 20 camisas
(C) 40 camisas
(D) 80 camisas

Resolução:
Como eu quero 2 peças desse tecido e 1 peça possui 30 metros logo:
30 . 2 = 60 m. Temos que trabalhar com todas na mesma unidade: 1 m é 10dm assim temos 60m . 10 = 600 dm, como cada camisa
gasta um total de 15 dm, temos então:
600/15 = 40 camisas.
Resposta: C

(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Um veículo tem capacidade para transportar duas toneladas de carga. Se a
carga a ser transportada é de caixas que pesam 4 quilogramas cada uma, o veículo tem capacidade de transportar no máximo:
(A) 50 caixas
(B) 100 caixas
(C) 500 caixas
(D) 1000 caixas

Resolução:
Uma tonelada(ton) é 1000 kg, logo 2 ton. 1000kg= 2000 kg
Cada caixa pesa 4kg
2000 kg/ 4kg = 500 caixas.
Resposta: C

13
MATEMÁTICA

ANOTAÇÕES ANOTAÇÕES

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
1. Atendimento Ao Cliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Boas Práticas Para Serviço De Alimentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3. Dietas Hospitalares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
4. Diretrizes Do Sistema Único De Saúde (Sus) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
5. Ética E Bioética . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
6. Ética Profissional Do Servidor Público Civil Do Poder Executivo Federal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
7. Nutrientes: Macronutrientes, Vitaminas E Minerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
8. Rdc Banco De Leite . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
9. Segurança Do Paciente E Saúde No Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
10. Segurança Do Trabalho: Normas Regulamentadoras Do Ministério Do Trabalho E Emprego – Nr 6 E Nr 11 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
11. Técnica Dietética: Metodologia Para Pesos E Medidas, Indicadores No Preparo De Alimentos, Pré-Preparo E Preparo Dos Alimen-
tos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Nos idiomas alfabéticos, a pronúncia adequada exige que
ATENDIMENTO AO CLIENTE se use o som correto para cada letra ou combinação de letras.
Quando o idioma segue regras coerentes, como é o caso do es-
Quando se fala em comunicação interna organizacional, au- panhol, do grego e do zulu, a tarefa não é tão difícil. Contudo, as
tomaticamente relaciona ao profissional de Relações Públicas, palavras estrangeiras incorporadas ao idioma às vezes mantêm
pois ele é o responsável pelo relacionamento da empresa com uma pronúncia parecida à original. Assim, determinadas letras,
os seus diversos públicos (internos, externos e misto). ou combinações de letras, podem ser pronunciadas de diver-
As organizações têm passado por diversas mudanças bus- sas maneiras ou, às vezes, simplesmente não ser pronunciadas.
cando a modernização e a sobrevivência no mundo dos negó- Você talvez precise memorizar as exceções e então usá-las re-
cios. Os maiores objetivos dessas transformações são: tornar a gularmente ao conversar. Em chinês, a pronúncia correta exige
empresa competitiva, flexível, capaz de responder as exigências a memorização de milhares de caracteres. Em alguns idiomas, o
do mercado, reduzindo custos operacionais e apresentando pro- significado de uma palavra muda de acordo com a entonação.
dutos competitivos e de qualidade. Se a pessoa não der a devida atenção a esse aspecto do idioma,
A reestruturação das organizações gerou um público interno poderá transmitir ideias erradas.
de novo perfil. Hoje, os empregados são muito mais conscientes, Se as palavras de um idioma forem compostas de sílabas, é
responsáveis, inseridos e atentos às cobranças das empresas em importante enfatizar a sílaba correta. Muitos idiomas que usam
todos os setores. Diante desse novo modelo organizacional, é esse tipo de estrutura têm regras bem definidas sobre a posição
que se propõe como atribuição do profissional de Relações Pú- da sílaba tônica (aquela que soa mais forte). As palavras que fo-
blicas ser o intermediador, o administrador dos relacionamen- gem a essas regras geralmente recebem um acento gráfico, o
tos institucionais e de negócios da empresa com os seus públi- que torna relativamente fácil pronunciá-las de maneira correta.
cos. Sendo assim, fica claro que esse profissional tem seu campo Contudo, se houver muitas exceções às regras, o problema fica
de ação na política de relacionamento da organização. mais complicado. Nesse caso, exige bastante memorização para
A comunicação interna, portanto, deve ser entendida como se pronunciar corretamente as palavras.
um feixe de propostas bem encadeadas, abrangentes, coisa sig- Em alguns idiomas, é fundamental prestar bastante atenção
nificativamente maior que um simples programa de comunica- aos sinais diacríticos que aparecem acima e abaixo de determi-
ção impressa. Para que se desenvolva em toda sua plenitude, as nadas letras, como: è, é, ô, ñ, ō, ŭ, ü, č, ç.
empresas estão a exigir profissionais de comunicação sistêmi- Na questão da pronúncia, é preciso evitar algumas arma-
cos, abertos, treinados, com visões integradas e em permanente dilhas. A precisão exagerada pode dar a impressão de afetação
estado de alerta para as ameaças e oportunidades ditadas pelo e até de esnobismo. O mesmo acontece com as pronúncias em
meio ambiente. desuso. Tais coisas apenas chamam atenção para o orador. Por
Percebe-se com isso, a multivariedade das funções dos Rela- outro lado, é bom evitar o outro extremo e relaxar tanto no uso
ções Públicas: estratégica, política, institucional, mercadológica, da linguagem quanto na pronúncia das palavras. Algumas dessas
social, comunitária, cultural, etc.; atuando sempre para cumprir questões já foram discutidas no estudo “Articulação clara”.
os objetivos da organização e definir suas políticas gerais de re- Em alguns idiomas, a pronúncia aceitável pode diferir de um
lacionamento. país para outro — até mesmo de uma região para outra no mes-
Em vista do que foi dito sobre o profissional de Relações Pú- mo país. Um estrangeiro talvez fale o idioma local com sotaque.
blicas, destaca-se como principal objetivo liderar o processo de Os dicionários às vezes admitem mais de uma pronúncia para
comunicação total da empresa, tanto no nível do entendimento, determinada palavra. Especialmente se a pessoa não teve muito
como no nível de persuasão nos negócios. acesso à instrução escolar ou se a sua língua materna for outra,
ela se beneficiará muito por ouvir com atenção os que falam
Pronúncia correta das palavras bem o idioma local e imitar sua pronúncia. Como Testemunhas
Proferir as palavras corretamente. Isso envolve: de Jeová queremos falar de uma maneira que dignifique a men-
- Usar os sons corretos para vocalizar as palavras; sagem que pregamos e que seja prontamente entendida pelas
- Enfatizar a sílaba certa; pessoas da localidade.
- Dar a devida atenção aos sinais diacríticos No dia-a-dia, é melhor usar palavras com as quais se está
bem familiarizado. Normalmente, a pronúncia não constitui pro-
Por que é importante? blema numa conversa, mas ao ler em voz alta você poderá se
A pronúncia correta confere dignidade à mensagem que deparar com palavras que não usa no cotidiano.
pregamos. Permite que os ouvintes se concentrem no teor da
mensagem sem ser distraídos por erros de pronúncia. Maneiras de aprimorar
Muitas pessoas que têm problemas de pronúncia não se
Fatores a considerar. Não há um conjunto de regras de pro- dão conta disso.
núncia que se aplique a todos os idiomas. Muitos idiomas utili- Em primeiro lugar, quando for designado a ler em público,
zam um alfabeto. Além do alfabeto latino, há também os alfabe- consulte num dicionário as palavras que não conhece. Se não
tos árabe, cirílico, grego e hebraico. No idioma chinês, a escrita tiver prática em usar o dicionário, procure em suas páginas ini-
não é feita por meio de um alfabeto, mas por meio de caracteres ciais, ou finais, a explicação sobre as abreviaturas, as siglas e os
que podem ser compostos de vários elementos. símbolos fonéticos usados ou, se necessário, peça que alguém o
Esses caracteres geralmente representam uma palavra ou ajude a entendê-los. Em alguns casos, uma palavra pode ter pro-
parte de uma palavra. Embora os idiomas japonês e coreano núncias diferentes, dependendo do contexto. Alguns dicionários
usem caracteres chineses, estes podem ser pronunciados de ma- indicam a pronúncia de letras que têm sons variáveis bem como
neiras bem diferentes e nem sempre ter o mesmo significado. a sílaba tônica. Antes de fechar o dicionário, repita a palavra
várias vezes em voz alta.

1
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Uma segunda maneira de melhorar a pronúncia é ler para No atendimento telefônico, a linguagem é o fator principal
alguém que pronuncia bem as palavras e pedir-lhe que corrija para garantir a qualidade da comunicação. Portanto, é preciso
seus erros. que o atendente saiba ouvir o interlocutor e responda a suas
Um terceiro modo de aprimorar a pronúncia é prestar aten- demandas de maneira cordial, simples, clara e objetiva. O uso
ção aos bons oradores. correto da língua portuguesa e a qualidade da dicção também
são fatores importantes para assegurar uma boa comunicação
Pronúncia de números telefônicos telefônica. É fundamental que o atendente transmita a seu in-
O número de telefone deve ser pronunciado algarismo por terlocutor segurança, compromisso e credibilidade.
algarismo.
Deve-se dar uma pausa maior após o prefixo. Além das recomendações anteriores, são citados, a seguir,
Lê-se em caso de uma sequencia de números de três em três procedimentos para a excelência no atendimento telefônico:
algarismos, com exceção de uma sequencia de quatro números • Identificar e utilizar o nome do interlocutor: ninguém gos-
juntos, onde damos uma pausa a cada dois algarismos. ta de falar com um interlocutor desconhecido, por isso, o aten-
O número “6” deve ser pronunciado como “meia” e o nú- dente da chamada deve identificar-se assim que atender ao te-
mero “11”, que é outra exceção, deve ser pronunciado como lefone. Por outro lado, deve perguntar com quem está falando e
“onze”. passar a tratar o interlocutor pelo nome. Esse toque pessoal faz
Veja abaixo os exemplos com que o interlocutor se sinta importante;
011.264.1003 – zero, onze – dois, meia, quatro – um, zero • assumir a responsabilidade pela resposta: a pessoa que
– zero, três atende ao telefone deve considerar o assunto como seu, ou seja,
021.271.3343 – zero, dois, um – dois, sete, um – três, três comprometer-se e, assim, garantir ao interlocutor uma resposta
– quatro, três rápida. Por exemplo: não deve dizer “não sei”, mas “vou imedia-
031.386.1198 – zero, três, um – três, oito, meia – onze – tamente saber” ou “daremos uma resposta logo que seja possí-
nove, oito vel”.Se não for mesmo possível dar uma resposta ao assunto, o
atendente deverá apresentar formas alternativas para o fazer,
Exceções como: fornecer o número do telefone direto de alguém capaz de
110 -cento e dez resolver o problema rapidamente, indicar o e-mail ou numero
111 – cento e onze da pessoa responsável procurado. A pessoa que ligou deve ter
211 – duzentos e onze a garantia de que alguém confirmará a recepção do pedido ou
118 – cento e dezoito chamada;
511 – quinhentos e onze • Não negar informações: nenhuma informação deve ser
0001 – mil ao contrario negada, mas há que se identificar o interlocutor antes de a for-
necer, para confirmar a seriedade da chamada. Nessa situação,
Atendimento telefônico é adequada a seguinte frase: vamos anotar esses dados e depois
Na comunicação telefônica, é fundamental que o interlocu- entraremos em contato com o senhor
tor se sinta acolhido e respeitado, sobretudo porque se trata da • Não apressar a chamada: é importante dar tempo ao tem-
utilização de um canal de comunicação a distância. É preciso, po, ouvir calmamente o que o cliente/usuário tem a dizer e mos-
portanto, que o processo de comunicação ocorra da melhor ma- trar que o diálogo está sendo acompanhado com atenção, dando
neira possível para ambas as partes (emissor e receptor) e que feedback, mas não interrompendo o raciocínio do interlocutor;
as mensagens sejam sempre acolhidas e contextualizadas, de • Sorrir: um simples sorriso reflete-se na voz e demonstra
modo que todos possam receber bom atendimento ao telefone. que o atendente é uma pessoa amável, solícita e interessada;
Alguns autores estabelecem as seguintes recomendações • Ser sincero: qualquer falta de sinceridade pode ser catas-
para o atendimento telefônico: trófica: as más palavras difundem-se mais rapidamente do que
• não deixar o cliente esperando por um tempo muito lon- as boas;
go. É melhor explicar o motivo de não poder atendê-lo e retor- • Manter o cliente informado: como, nessa forma de comu-
nar a ligação em seguida; nicação, não se estabele o contato visual, é necessário que o
• o cliente não deve ser interrompido, e o funcionário tem atendente, se tiver mesmo que desviar a atenção do telefone
de se empenhar em explicar corretamente produtos e serviços; durante alguns segundos, peça licença para interromper o diálo-
• atender às necessidades do cliente; se ele desejar algo que go e, depois, peça desculpa pela demora. Essa atitude é impor-
o atendente não possa fornecer, é importante oferecer alterna- tante porque poucos segundos podem parecer uma eternidade
tivas; para quem está do outro lado da linha;
• agir com cortesia. Cumprimentar com um “bom-dia” ou • Ter as informações à mão: um atendente deve conservar a
“boa-tarde”, dizer o nome e o nome da empresa ou instituição informação importante perto de si e ter sempre à mão as infor-
são atitudes que tornam a conversa mais pessoal. Perguntar o mações mais significativas de seu setor. Isso permite aumentar
nome do cliente e tratá-lo pelo nome transmitem a ideia de que a rapidez de resposta e demonstra o profissionalismo do aten-
ele é importante para a empresa ou instituição. O atendente dente;
deve também esperar que o seu interlocutor desligue o telefo- • Estabelecer os encaminhamentos para a pessoa que liga:
ne. Isso garante que ele não interrompa o usuário ou o cliente. quem atende a chamada deve definir quando é que a pessoa
Se ele quiser complementar alguma questão, terá tempo de re- deve voltar a ligar (dia e hora) ou quando é que a empresa ou
tomar a conversa. instituição vai retornar a chamada.

2
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Todas estas recomendações envolvem as seguintes atitudes A fala muito rápida dificulta a compreensão da mensagem
no atendimento telefônico: e pode não ser perceptível; a fala muito lenta pode o outro a
• Receptividade - demonstrar paciência e disposição para julgar que não existe entusiasmo da sua parte.
servir, como, por exemplo, responder às dúvidas mais comuns
dos usuários como se as estivesse respondendo pela primeira O tratamento é a maneira como o funcionário se dirige ao
vez. Da mesma forma é necessário evitar que interlocutor espe- cliente e interage com ele, orientando-o, conquistando sua sim-
re por respostas; patia. Está relacionada a:
• Atenção – ouvir o interlocutor, evitando interrupções, di- • Presteza – demonstração do desejo de servir, valorizando
zer palavras como “compreendo”, “entendo” e, se necessário, prontamente a solicitação do usuário;
anotar a mensagem do interlocutor); • Cortesia – manifestação de respeito ao usuário e de cor-
• Empatia - para personalizar o atendimento, pode-se pro- dialidade;
nunciar o nome do usuário algumas vezes, mas, nunca, expres- • Flexibilidade – capacidade de lidar com situações não-pre-
sões como “meu bem”, “meu querido, entre outras); vistas.
• Concentração – sobretudo no que diz o interlocutor (evitar
distrair-se com outras pessoas, colegas ou situações, desvian- A comunicação entre as pessoas é algo multíplice, haja vis-
do-se do tema da conversa, bem como evitar comer ou beber ta, que transmitir uma mensagem para outra pessoa e fazê-la
enquanto se fala); compreender a essência da mesma é uma tarefa que envolve
• Comportamento ético na conversação – o que envolve inúmeras variáveis que transformam a comunicação humana em
também evitar promessas que não poderão ser cumpridas. um desafio constante para todos nós.
E essa complexidade aumenta quando não há uma comu-
Atendimento e tratamento nicação visual, como na comunicação por telefone, onde a voz
O atendimento está diretamente relacionado aos negócios é o único instrumento capaz de transmitir a mensagem de um
de uma organização, suas finalidades, produtos e serviços, de emissor para um receptor. Sendo assim, inúmeras empresas co-
acordo com suas normas e regras. O atendimento estabelece, metem erros primários no atendimento telefônico, por se tratar
dessa forma, uma relação entre o atendente, a organização e o de algo de difícil consecução.
cliente.
Abaixo 16 dicas para aprimorar o atendimento telefônico,
A qualidade do atendimento, de modo geral, é determinada de modo a atingirmos a excelência, confira:
por indicadores percebidos pelo próprio usuário relativamente 1 - Profissionalismo: utilize-se sempre de uma linguagem
a: formal, privilegiando uma comunicação que transmita respeito e
• competência – recursos humanos capacitados e recursos seriedade. Evite brincadeiras, gírias, intimidades, etc, pois assim
tecnológicos adequados; fazendo, você estará gerando uma imagem positiva de si mesmo
• confiabilidade – cumprimento de prazos e horários esta- por conta do profissionalismo demonstrado.
belecidos previamente; 2 - Tenha cuidado com os ruídos: algo que é extremamente
• credibilidade – honestidade no serviço proposto; prejudicial ao cliente são as interferências, ou seja, tudo aquilo
• segurança – sigilo das informações pessoais; que atrapalha a comunicação entre as partes (chieira, sons de
• facilidade de acesso – tanto aos serviços como ao pessoal aparelhos eletrônicos ligados, etc.). Sendo assim, é necessário
de contato; manter a linha “limpa” para que a comunicação seja eficiente,
• comunicação – clareza nas instruções de utilização dos evitando desvios.
serviços. 3 - Fale no tom certo: deve-se usar um tom de voz que
seja minimamente compreensível, evitando desconforto para o
Fatores críticos de sucesso ao telefone: cliente que por várias vezes é obrigado a “implorar” para que o
 A voz / respiração / ritmo do discurso atendente fale mais alto.
 A escolha das palavras 4 - Fale no ritmo certo: não seja ansioso para que você não
 A educação cometa o erro de falar muito rapidamente, ou seja, procure en-
contrar o meio termo (nem lento e nem rápido), de forma que o
Ao telefone, a sua voz é você. A pessoa que está do outro cliente entenda perfeitamente a mensagem, que deve ser trans-
lado da linha não pode ver as suas expressões faciais e gestos, mitida com clareza e objetividade.
mas você transmite através da voz o sentimento que está ali- 5 - Tenha boa dicção: use as palavras com coerência e coe-
mentando ao conversar com ela. As emoções positivas ou nega- são para que a mensagem tenha organização, evitando possíveis
tivas, podem ser reveladas, tais como: erros de interpretação por parte do cliente.
• Interesse ou desinteresse, 6 - Tenha equilíbrio: se você estiver atendendo um cliente
• Confiança ou desconfiança, sem educação, use a inteligência, ou seja, seja paciente, ouça-o
• Alerta ou cansaço, atentamente, jamais seja hostil com o mesmo e tente acalmá-
• Calma ou agressividade, -lo, pois assim, você estará mantendo sua imagem intacta, haja
• Alegria ou tristeza, vista, que esses “dinossauros” não precisam ser atacados, pois,
• Descontração ou embaraço, eles se matam sozinhos.
• Entusiasmo ou desânimo. 7 - Tenha carisma: seja uma pessoa empática e sorridente
para que o cliente se sinta valorizado pela empresa, gerando um
O ritmo habitual da comunicação oral é de 180 palavras por clima confortável e harmônico. Para isso, use suas entonações
minuto; ao telefone deve-se reduzir para 120 palavras por minu- com criatividade, de modo a transmitir emoções inteligentes e
to aproximadamente, tornando o discurso mais claro. contagiantes.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
8 - Controle o tempo: se precisar de um tempo, peça o clien- Resoluções de situações conflitantes ou problemas quanto
te para aguardar na linha, mas não demore uma eternidade, ao atendimento de ligações ou transferências
pois, o cliente pode se sentir desprestigiado e desligar o tele- O agente de comunicação é o cartão de visita da empresa..
fone. Por isso é muito importante prestar atenção a todos os detalhes
9 - Atenda o telefone o mais rápido possível: o ideal é aten- do seu trabalho. Geralmente você é a primeira pessoa a manter
der o telefone no máximo até o terceiro toque, pois, é um ato contato com o público. Sua maneira de falar e agir vai contribuir
que demonstra afabilidade e empenho em tentar entregar para muito para a imagem que irão formar sobre sua empresa. Não
o cliente a máxima eficiência. esqueça: a primeira impressão é a que fica.
10 - Nunca cometa o erro de dizer “alô”: o ideal é dizer o Alguns detalhes que podem passar despercebidos na rotina
nome da organização, o nome da própria pessoa seguido ainda, do seu trabalho:
das tradicionais saudações (bom dia, boa tarde, etc.). Além dis- - Voz: deve ser clara, num tom agradável e o mais natural
so, quando for encerrar a conversa lembre-se de ser amistoso, possível. Assim você fala só uma vez e evita perda de tempo.
agradecendo e reafirmando o que foi acordado. - Calma: Ás vezes pode não ser fácil mas é muito importante
11 - Seja pró ativo: se um cliente procurar por alguém que que você mantenha a calma e a paciência . A pessoa que esta
não está presente na sua empresa no momento da ligação, ja- chamando merece ser atendida com toda a delicadeza. Não
mais peça a ele para ligar mais tarde, pois, essa é uma função do deve ser apressada ou interrompida. Mesmo que ela seja um
atendente, ou seja, a de retornar a ligação quando essa pessoa pouco grosseira, você não deve responder no mesmo tom. Pelo
estiver de volta à organização. contrário, procure acalmá-la.
12 - Tenha sempre papel e caneta em mãos: a organização - Interesse e iniciativa: Cada pessoa que chama merece
é um dos princípios para um bom atendimento telefônico, haja atenção especial. E você, como toda boa telefonista, deve ser
vista, que é necessário anotar o nome da pessoa e os pontos sempre simpática e demonstrar interesse em ajudar.
principais que foram abordados. - Sigilo: Na sua profissão, às vezes é preciso saber de deta-
13 – Cumpra seus compromissos: um atendente que não lhes importantes sobre o assunto que será tratado. Esses deta-
tem responsabilidade de cumprir aquilo que foi acordado de- lhes são confidenciais e pertencem somente às pessoas envolvi-
monstra desleixo e incompetência, comprometendo assim, a das. Você deve ser discreta e manter tudo em segredo. A quebra
imagem da empresa. Sendo assim, se tiver que dar um recado, de sigilo nas ligações telefônicas é considerada uma falta grave,
ou, retornar uma ligação lembre-se de sua responsabilidade, sujeita às penalidades legais.
evitando esquecimentos.
14 – Tenha uma postura afetuosa e prestativa: ao atender o O que dizer e como dizer
telefone, você deve demonstrar para o cliente uma postura de Aqui seguem algumas sugestões de como atender as cha-
quem realmente busca ajudá-lo, ou seja, que se importa com madas externas:
os problemas do mesmo. Atitudes negativas como um tom de - Ao atender uma chamada externa, você deve dizer o nome
voz desinteressado, melancólico e enfadado contribuem para a da sua empresa seguido de bom dia, boa tarde ou boa noite.
desmotivação do cliente, sendo assim, é necessário demonstrar - Essa chamada externa vai solicitar um ramal ou pessoa.
interesse e iniciativa para que a outra parte se sinta acolhida. Você deve repetir esse número ou nome, para ter certeza de que
15 – Não seja impaciente: busque ouvir o cliente atenta- entendeu corretamente. Em seguida diga: “ Um momento, por
mente, sem interrompê-lo, pois, essa atitude contribui positi- favor,” e transfira a ligação.
vamente para a identificação dos problemas existentes e conse-
quentemente para as possíveis soluções que os mesmos exigem. Ao transferir as ligações, forneça as informações que já pos-
16 – Mantenha sua linha desocupada: você já tentou ligar sui; faça uso do seu vocabulário profissional; fale somente o ne-
para alguma empresa e teve que esperar um longo período de cessário e evite assuntos pessoais.
tempo para que a linha fosse desocupada? Pois é, é algo ex- Nunca faça a transferência ligeiramente, sem informar ao
tremamente inconveniente e constrangedor. Por esse motivo, seu interlocutor o que vai fazer, para quem vai transferir a liga-
busque não delongar as conversas e evite conversas pessoais, ção, mantenha-o ciente dos passos desse atendimento.
objetivando manter, na medida do possível, sua linha sempre Não se deve transferir uma ligação apenas para se livrar
disponível para que o cliente não tenha que esperar muito tem- dela. Deve oferecer-se para auxiliar o interlocutor, colocar-se à
po para ser atendido. disposição dele, e se acontecer de não ser possível, transfira-o
para quem realmente possa atendê-lo e resolver sua solicitação.
Buscar a excelência constantemente na comunicação huma- Transferir o cliente de um setor para outro, quando essa ligação
na é um ato fundamental para todos nós, haja vista, que esta- já tiver sido transferida várias vezes não favorece a imagem da
mos nos comunicando o tempo todo com outras pessoas. Infeliz- empresa. Nesse caso, anote a situação e diga que irá retornar
mente algumas pessoas não levam esse importante ato a sério, com as informações solicitadas.
comprometendo assim, a capacidade humana de transmitir uma - Se o ramal estiver ocupado quando você fizer a transferên-
simples mensagem para outra pessoa. Sendo assim, devemos fi- cia, diga à pessoa que chamou: “O ramal está ocupado. Posso
car atentos para não repetirmos esses erros e consequentemen- anotar o recado e retornar a ligação.” É importante que você
te aumentarmos nossa capacidade de comunicação com nosso não deixe uma linha ocupada com uma pessoa que está apenas
semelhante. esperando a liberação de um ramal. Isso pode congestionar as
linhas do equipamento, gerando perda de ligações. Mas caso
essa pessoa insista em falar com o ramal ocupado, você deve
interromper a outra ligação e dizer: “Desculpe-me interromper
sua ligação, mas há uma chamada urgente do (a) Sr.(a) Fulano(a)
para este ramal. O (a) senhor (a) pode atender?” Se a pessoa

4
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
puder atender , complete a ligação, se não, diga que a outra - DDR : (Discagem direta a Ramal) , as chamadas externas
ligação ainda está em andamento e reafirme sua possibilidade vão direto para o ramal desejado, sem passar pela telefonista .
em auxiliar. Isto só é possível em algumas CPCTs do tipo PABX.
- Pulso : Critério de medição de uma chamada por tempo,
Lembre-se: distância e horário.
Você deve ser natural, mas não deve esquecer de certas - Consultores: empregados da Telems que dão orientação
formalidades como, por exemplo, dizer sempre “por favor” , às empresas quanto ao melhor funcionamento dos sistemas de
“Queira desculpar”, “Senhor”, “Senhora”. Isso facilita a comu- telecomunicações.
nicação e induz a outra pessoa a ter com você o mesmo tipo de - Mantenedora: empresa habilitada para prestar serviço e
tratamento. dar assistência às CPCTs.
A conversa: existem expressões que nunca devem ser usa- - Serviço Noturno: direciona as chamadas recebidas nos ho-
das, tais como gírias, meias palavras, e palavras com conotação rários fora do expediente para determinados ramais. Só é possí-
de intimidade. A conversa deve ser sempre mantida em nível vel em CPCTs do tipo PBX e PABX.
profissional.
Em casos onde você se depara com uma situação que repre-
Equipamento básico sente conflito ou problema, é necessário adequar a sua reação à
Além da sala, existem outras coisas necessárias para assegu- cada circunstância. Abaixo alguns exemplos.
rar o bom andamento do seu trabalho:
- Listas telefônicas atualizadas. 1ª - Um cliente chega nervoso – o que fazer?
- Relação dos ramais por nomes de funcionários (em ordem  Não interrompa a fala do Cliente. Deixe-o liberar a rai-
alfabética). va.
- Relação dos números de telefones mais chamados.  Acima de tudo, mantenha-se calmo.
- Tabela de tarifas telefônicas.  Por nenhuma hipótese, sintonize com o Cliente, em um
- Lápis e caneta estado de nervosismo.
- Bloco para anotações  Jamais diga ao Cliente: “Calma, o (a) senhor (a) está
- Livro de registro de defeitos. muito nervoso (a), tente acalmar-se”.
 Use frases adequadas ao momento. Frases que ajudam
acalmar o Cliente, deixando claro que você está ali para ajudá-lo

O que você precisa saber: 2ª – Diante de um Cliente mal-educado – o que fazer?


O seu equipamento telefônico não é apenas parte do seu  O tratamento deverá ser sempre positivo, independen-
material de trabalho. É o que há de mais importante. Por isso temente das circunstâncias.
você deve saber como ele funciona. Tecnicamente, o equipa-  Não fique envolvido emocionalmente. Aprenda a en-
mento que você usa é chamado de CPCT - Central Privada de tender que você não é o alvo.
Comunicação Telefônica, que permite você fazer ligações inter-  Reaja com mais cortesia, com suavidade, cuidando para
nas (de ramal para ramal) e externas. Atualmente existem dois não parecer ironia. Quando você toma a iniciativa e age positiva-
tipos: PABX e KS. mente, coloca uma pressão psicológica no Cliente, para que ele
- PABX (Private Automatic Branch Exchange): neste sistema, reaja de modo positivo.
todas as ligaçõesinternas e a maioria das ligações para fora da
empresa são feitas pelos usuários de ramais. Todas as ligações 3ª – Diante de erros ou problemas causados pela empresa
que entram, passam pela telefonista.  ADMITA o erro, sem evasivas, o mais rápido possível.
- KS (Key System): todas as ligações, sejam elas de entrada,  Diga que LAMENTA muito e que fará tudo que estiver
de saída ou internas, são feitas sem passar pela telefonista ao seu alcance para que o problema seja resolvido.
Informações básicas adicionais  CORRIJA o erro imediatamente, ou diga quando vai cor-
- Ramal: são os terminais de onde saem e entram as ligações rigir.
telefônicas. Eles se dividem em:  Diga QUEM e COMO vai corrigir o problema.
* Ramais privilegiados: são os ramais de onde se podem fa-  EXPLIQUE o que ocorreu, evitando justificar.
zer ligações para fora sem passar pela telefonista  Entretanto, se tiver uma boa justificativa, JUSTIFIQUE,
* Ramais semi-privilegiados: nestes ramais é necessário o mas com muita prudência. O Cliente não se interessa por “justi-
auxilio da telefonista para ligar para fora. ficativas”. Este é um problema da empresa.
* Ramais restritos: só fazem ligações internas.
-Linha - Tronco: linha telefônica que ligaa CPCT à central Te- 4ª – O Cliente não está entendendo – o que fazer?
lefônica Pública.  Concentre-se para entender o que realmente o Cliente
- Número-Chave ou Piloto: Número que acessa automatica- quer ou, exatamente, o que ele não está entendendo e o por-
mente as linhas que estão em busca automática, devendo ser o quê.
único número divulgado ao público.  Caso necessário, explique novamente, de outro jeito,
- Enlace: Meio pelo qual se efetuam as ligações entre ramais até que o Cliente entenda.
e linhas-tronco.  Alguma dificuldade maior? Peça Ajuda! Chame o geren-
- Bloqueador de Interurbanos: Aparelho que impede a reali- te, o chefe, o encarregado, mas evite, na medida do possível,
zação de ligações interurbanas. que o Cliente saia sem entender ou concordar com a resolução.
- DDG: (Discagem Direta Gratuita), serviço interurbano fran-
queado, cuja cobrança das ligações é feita no telefone chamado.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
5ª – Discussão com o Cliente  68% dos clientes fogem das empresas por problemas
Em uma discussão com o Cliente, com ou sem razão, você de postura no atendimento;
sempre perde!  14% fogem por não terem suas reclamações atendidas;
Uma maneira eficaz de não cair na tentação de “brigar” ou  9% fogem pelo preço;
“discutir” com um cliente é estar consciente – sempre alerta -,  9% fogem por competição, mudança de endereço, morte.
de forma que se evite SINTONIZAR na mesma frequência emo-
cional do Cliente, quando esta for negativa. Exemplos: A origem dos problemas está nos sistemas implantados
nas organizações, muitas vezes obsoletos. Estes sistemas não
O Cliente está... Reaja de forma oposta definem uma política clara de serviços, não definem o que é o
próprio serviço e qual é o seu produto. Sem isso, existe muita
dificuldade em satisfazer plenamente o cliente.
Falando alto, gritando. Fale baixo, pausadamente. Estas empresas que perdem 68% dos seus clientes, não con-
tratam profissionais com características básicas para atender o
Irritado Mantenha a calma. público, não treinam estes profissionais na postura adequada,
não criam um padrão de atendimento e este passa a ser realiza-
Desafiando Não aceite. Ignore o desafio. do de acordo com as características individuais e o bom senso
de cada um.
Diga-lhe que é possível resolver o A falta de noção clara da causa primária da perda de clien-
Ameaçando problema sem a necessidade de uma tes faz com que as empresas demitam os funcionários “porque
ação extrema. eles não sabem nem atender o cliente”. Parece até que o atendi-
mento é a tarefa mais simples da empresa e que menos merece
preocupação. Ao contrário, é a mais complexa e recheada de
Diga-lhe que o compreende, que gos-
nuances que perpassam pela condição individual e por condi-
Ofendendo taria que ele lhe desse uma oportuni-
ções sistêmicas.
dade para ajudá-lo.
Estas condições sistêmicas estão relacionadas a:
6ª – Equilíbrio Emocional 1. Falta de uma política clara de serviços;
Em uma época em que manter um excelente relacionamen- 2. Indefinição do conceito de serviços;
to com o Cliente é um pré-requisito de sucesso, ter um alto coe- 3. Falta de um perfil adequado para o profissional de aten-
ficiente de IE (Inteligência Emocional) é muito importante para dimento;
todos os profissionais, particularmente os que trabalham direta- 4. Falta de um padrão de atendimento;
mente no atendimento a Clientes. 5. Inexistência do follow up;
6. Falta de treinamento e qualificação de pessoal.
Você exercerá melhor sua Inteligência Emocional à medida
que: Nas condições individuais, podemos encontrar a contrata-
 For paciente e compreensivo com o Cliente. ção de pessoas com características opostas ao necessário para
 Tiver uma crescente capacidade de separar as questões atender ao público, como: timidez, avareza, rebeldia...
pessoais dos problemas da empresa.
 Entender que o foco de “fúria” do Cliente não é você, SERVIÇO E POSTURA DE ATENDIMENTO
mas, sim, a empresa. Que você só está ali como uma espécie de Observando estas duas condições principais que causam a
“para-raios”. vinculação ou o afastamento do cliente da empresa, podemos
 Não fizer pré julgamentos dos clientes. separar a estrutura de uma empresa de serviços em dois itens:
 Entender que cada cliente é diferente do outro. os serviços e a postura de atendimento.
 Entender que para você o problema apresentado pelo O SERVIÇO assume uma dimensão macro nas organizações
cliente é um entre dezenas de outros; para o cliente não, o pro- e, como tal, está diretamente relacionado ao próprio negócio.
blema é único, é o problema dele. Nesta visão mais global, estão incluídas as políticas de servi-
 Entender que seu trabalho é este: atender o melhor ços, a sua própria definição e filosofia. Aqui, também são trata-
possível. dos os aspectos gerais da organização que dão peso ao negócio,
 Entender que você e a empresa dependem do cliente, como: o ambiente físico, as cores (pintura), os jardins. Este item,
não ele de vocês. portanto, depende mais diretamente da empresa e está mais
 Entender que da qualidade de sua REAÇÃO vai depen- relacionado com as condições sistêmicas.
der o futuro da relação do cliente com a empresa.
Já a POSTURA DE ATENDIMENTO, que é o tratamento dis-
POSTURA DE ATENDIMENTO - (Conduta/Bom senso/Cor- pensado às pessoas, está mais relacionado com o funcionário
dialidade) em si, com as suas atitudes e o seu modo de agir com os clientes.
Portanto, está ligado às condições individuais.
A FUGA DOS CLIENTES É necessário unir estes dois pontos e estabelecer nas po-
As pesquisas revelam que 68% dos clientes das empresas fo- líticas das empresas, o treinamento, a definição de um padrão
gem delas por problemas relacionados à postura de atendimento. de atendimento e de um perfil básico para o profissional de
Numa escala decrescente de importância, podemos obser- atendimento, como forma de avançar no próprio negócio. Dessa
var os seguintes percentuais: maneira, estes dois itens se tornam complementares e inter-re-
lacionados, com dependência recíproca para terem peso.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Para conhecermos melhor a postura de atendimento, faz-se 02. Ter SINTONIA ENTRE FALA E EXPRESSÃO CORPORAL: que
necessário falar do Verdadeiro profissional do atendimento. se caracteriza pela existência de uma unidade entre o que dize-
mos e o que expressamos no nosso corpo.
Os três passos do verdadeiro profissional de atendimento: Quando fazemos isso, nos sentimos mais harmônicos e con-
01. Entender o seu VERDADEIRO PAPEL, que é o de com- fortáveis. Não precisamos fingir, mentir ou encobrir os nossos
preender e atender as necessidades dos clientes, fazer com que sentimentos e eles fluem livremente. Dessa forma, nos sentimos
ele seja bem recebido, ajudá-lo a se sentir importante e pro- mais livres do stress, das doenças, dos medos.
porcioná-lo um ambiente agradável. Este profissional é voltado
completamente para a interação com o cliente, estando sempre 03. As EXPRESSÕES FACIAIS: das quais podemos extrair dois
com as suas antenas ligadas neste, para perceber constante- aspectos: o expressivo, ligado aos estados emocionais que elas
mente as suas necessidades. Para este profissional, não basta traduzem e a identificação destes estados pelas pessoas; e a sua
apenas conhecer o produto ou serviço, mas o mais importante função social que diz em que condições ocorreu a expressão,
é demonstrar interesse em relação às necessidades dos clientes seus efeitos sobre o observador e quem a expressa.
e atendê-las. Podemos concluir, entendendo que, qualquer comporta-
02. Entender o lado HUMANO, conhecendo as necessidades mento inclui posturas e é sempre fruto da interação complexa
dos clientes, aguçando a capacidade de perceber o cliente. Para entre o organismo e o seu meio ambiente.
entender o lado humano, é necessário que este profissional te-
nha uma formação voltada para as pessoas e goste de lidar com O olhar
gente. Se espera que ele fique feliz em fazer o outro feliz, pois Os olhos transmitem o que está na nossa alma. Através do
para este profissional, a felicidade de uma pessoa começa no olhar, podemos passar para as pessoas os nossos sentimentos
mesmo instante em que ela cessa a busca de sua própria felici- mais profundos, pois ele reflete o nosso estado de espírito.
dade para buscar a felicidade do outro. Ao analisar a expressão do olhar, não vamos nos prender so-
03. Entender a necessidade de manter um ESTADO DE ESPÍ- mente a ele, mas a fisionomia como um todo para entendermos
RITO POSITIVO, cultivando pensamentos e sentimentos positi- o real sentido dos olhos.
vos, para ter atitudes adequadas no momento do atendimento. Um olhar brilhante transmite ao cliente a sensação de aco-
Ele sabe que é fundamental separar os problemas particulares lhimento, de interesse no atendimento das suas necessidades,
do dia a dia do trabalho e, para isso, cultiva o estado de espírito de vontade de ajudar. Ao contrário, um olhar apático, traduz fra-
antes da chegada do cliente. O primeiro passo de cada dia, é queza e desinteresse, dando ao cliente, a impressão de desgosto
iniciar o trabalho com a consciência de que o seu principal papel e dissabor pelo atendimento.
é o de ajudar os clientes a solucionarem suas necessidades. A Mas, você deve estar se perguntando: O que causa este bri-
postura é de realizar serviços para o cliente. lho nos nossos olhos ? A resposta é simples:
Gostar do que faz, gostar de prestar serviços ao outro, gos-
Os requisitos para contratação deste profissional tar de ajudar o próximo.
Para trabalhar com atendimento ao público, alguns requisi- Para atender ao público, é preciso que haja interesse e gos-
tos são essenciais ao atendente. São eles: to, pois só assim conseguimos repassar uma sensação agradável
 Gostar de SERVIR, de fazer o outro feliz. para o cliente. Gostar de atender o público significa gostar de
 Gostar de lidar com gente. atender as necessidades dos clientes, querer ver o cliente feliz
 Ser extrovertido. e satisfeito.
 Ter humildade.
 Cultivar um estado de espírito positivo. Como o olhar revela a atitude da mente, ele pode trans-
 Satisfazer as necessidades do cliente. mitir:
 Cuidar da aparência. 01. Interesse quando:
 Brilha;
Com estes requisitos, o sinal fica verde para o atendimento.  Tem atenção;
A POSTURA pode ser entendida como a junção de todos os  Vem acompanhado de aceno de cabeça.
aspectos relacionados com a nossa expressão corporal na sua
totalidade e nossa condição emocional. 02. Desinteresse quando:
Podemos destacar 03 pontos necessários para falarmos de  É apático;
POSTURA. São eles:  É imóvel, rígido;
01. Ter uma POSTURA DE ABERTURA: que se caracteriza por  Não tem expressão.
um posicionamento de humildade, mostrando-se sempre dispo- O olhar desbloqueia o atendimento, pois quebra o gelo. O
nível para atender e interagir prontamente com o cliente. Esta olhar nos olhos dá credibilidade e não há como dissimular com
POSTURA DE ABERTURA do atendente suscita alguns sentimen- o olhar.
tos positivos nos clientes, como por exemplo: A aproximação - raio de ação.
a) postura do atendente de manter os ombros abertos e o A APROXIMAÇÃO do cliente está relacionada ao conceito de
peito aberto, passa ao cliente um sentimento de receptividade RAIO DE AÇÃO, que significa interagir com o público, indepen-
e acolhimento; dente deste ser cliente ou não.
b) deixar a cabeça meio curva e o corpo ligeiramente inclina- Esta interação ocorre dentro de um espaço físico de 3 me-
do transmite ao cliente a humildade do atendente; tros de distância do público e de um tempo imediato, ou seja,
c) o olhar nos olhos e o aperto de mão firme traduzem res- prontamente.
peito e segurança; Além do mais, deve ocorrer independentemente do funcio-
d) a fisionomia amistosa, alenta um sentimento de afetivi- nário estar ou não na sua área de trabalho. Estes requisitos para
dade e calorosidade. a interação, a tornam mais eficaz.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Esta interação pode se caracterizar por um cumprimento O sorriso tem a capacidade de mudar o estado de espírito
verbal, uma saudação, um aceno de cabeça ou apenas por um das pessoas e as pesquisas revelam que as pessoas sorridentes
aceno de mão. O objetivo com isso, é fazer o cliente sentir-se são avaliadas mais favoravelmente do que as não sorridentes.
acolhido e certo de estar recebendo toda a atenção necessária O sorriso é um tipo de linguagem corporal, um tipo de co-
para satisfazer os seus anseios. municação não-verbal . Como tal, expressa as emoções e geral-
mente informa mais do que a linguagem falada e a escrita. Dessa
Alguns exemplos são: forma, podemos passar vários tipos de sentimentos e acarretar
1. No hotel, a arrumadeira está no corredor com o carrinho as mais diversas emoções no outro.
de limpeza e o hóspede sai do seu apartamento. Ela prontamen-
te olha para ele e diz com um sorriso: “bom dia!”. Ir ao encontro do cliente
2. O caixa de uma loja que cumprimenta o cliente no mo- Ir ao encontro do cliente é um forte sinal de compromisso
mento do pagamento; no atendimento, por parte do atendente. Este item traduz a im-
3. O frentista do posto de gasolina que se aproxima ao ver o portância dada ao cliente no momento de atendimento, na qual
carro entrando no posto e faz uma sudação... o atendente faz tudo o que é possível para atender as suas ne-
cessidades, pois ele compreende que satisfazê-las é fundamen-
A INVASÃO tal. Indo ao encontro do cliente, o atendente demonstra o seu
Mas, interagir no RAIO DE AÇÃO não tem nada a ver com interesse para com ele.
INVASÃO DE TERRITÓRIO.
Vamos entender melhor isso. A primeira impressão
Todo ser humano sente necessidade de definir um TERRITÓ- Você já deve ter ouvido milhares de vezes esta frase: A PRI-
RIO, que é um certo espaço entre si e os estranhos. Este terri- MEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA.
tório não se configura apenas em um espaço físico demarcado, Você concorda com ela?
mas principalmente num espaço pessoal e social, o que pode- No mínimo seremos obrigados a dizer que será difícil a em-
mos traduzir como a necessidade de privacidade, de respeito, de presa ter uma segunda chance para tentar mudar a impressão
manter uma distância ideal entre si e os outros de acordo com inicial, se esta foi negativa, pois dificilmente o cliente irá voltar.
cada situação. É muito mais difícil e também mais caro, trazer de volta o
Quando estes territórios são invadidos, ocorrem cortes na cliente perdido, aquele que foi mal atendido ou que não teve os
privacidade, o que normalmente traz consequências negativas. seus desejos satisfeitos.
Podemos exemplificar estas invasões com algumas situações Estes clientes perdem a confiança na empresa e normal-
corriqueiras: uma piada muito picante contada na presença de mente os custos para resgatá-la, são altos. Alguns mecanismos
pessoas estranhas a um grupo social; ficar muito próximo do ou- que as empresas adotam são os contatos via telemarketing, ma-
tro, quase se encostando nele; dar um tapinha nas costas... la-direta, visitas, mas nem sempre são eficazes.
Nas situações de atendimento, são bastante comuns as A maioria das empresas não têm noção da quantidade de
invasões de território pelos atendentes. Estas, na sua maioria, clientes perdidos durante a sua existência, pois elas não adotam
causam mal-estar aos clientes, pois são traduzidas por eles como mecanismos de identificação de reclamações e/ou insatisfações
atitudes grosseiras e poucos sensíveis. Alguns são os exemplos destes clientes. Assim, elas deixam escapar as armas que teriam
destas atitudes e situações mais comuns: para reforçar os seus processos internos e o seu sistema de tra-
 Insistência para o cliente levar um item ou adquirir um balho.
bem; Quando as organizações atentam para essa importância,
 Seguir o cliente por toda a loja; elas passam a aplicar instrumentos de medição.
 O motorista de taxi que não pára de falar com o cliente Mas, estes coletores de dados nem sempre traduzem a rea-
passageiro; lidade, pois muitas vezes trazem perguntas vagas, subjetivas ou
 O garçom que fica de pé ao lado da mesa sugerindo pedem a opinião aberta sobre o assunto.
pratos sem ser solicitado; Dessa forma, fica difícil mensurar e acaba-se por não colher
 O funcionário que cumprimenta o cliente com dois bei- as informações reais.
jinhos e tapinhas nas costas; A saída seria criar medidores que traduzissem com fatos e
 O funcionário que transfere a ligação ou desliga o tele- dados, as verdadeiras opiniões do cliente sobre o serviço e o
fone sem avisar. produto adquiridos da empresa.

Estas situações não cabem na postura do verdadeiro profis- Apresentação pessoal


sional do atendimento. Que imagem você acha que transmitimos ao cliente quando
o atendemos com as unhas sujas, os cabelos despenteados, as
roupas mal cuidadas... ?
O sorriso O atendente está na linha de frente e é responsável pelo
O SORRISO abre portas e é considerado uma linguagem uni- contato, além de representar a empresa neste momento. Para
versal. transmitir confiabilidade, segurança, bons serviços e cuidado, se
Imagine que você tem um exame de saúde muito importan- faz necessário, também, ter uma boa apresentação pessoal.
te para receber e está apreensivo com o resultado. Você chega Alguns cuidados são essenciais para tornar este item mais
à clínica e é recebido por uma recepcionista que apresenta um completo. São eles:
sorriso caloroso. Com certeza você se sentirá mais seguro e mais 01. Tomar um BANHO antes do trabalho diário: além da fun-
confiante, diminuindo um pouco a tensão inicial. Neste caso, o ção higiênica, também é revigorante e espanta a preguiça;
sorriso foi interpretado como um ato de apaziguamento.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
02. Cuidar sempre da HIGIENE PESSOAL: unhas limpas, ca- Saber escutar
belos cortados e penteados, dentes cuidados, hálito agradável, Você acha que existe diferença entre OUVIR e ESCUTAR? Se
axilas asseadas, barba feita; você respondeu que não, você errou.
03. Roupas limpas e conservadas; Escutar é muito mais do que ouvir, pois é captar o verdadei-
04. Sapatos limpos; ro sentido, compreendendo e interpretando a essência, o con-
05. Usar o CRACHÁ DE IDENTIFICAÇÃO, em local visível pelo teúdo da comunicação.
cliente. O ato de ESCUTAR está diretamente relacionado com a nos-
sa capacidade de perceber o outro. E, para percebermos o ou-
Quando estes cuidados básicos não são tomados, o cliente tro, o cliente que está diante de nós, precisamos nos despojar
se questiona : “ puxa, se ele não cuida nem dele, da sua apa- das barreiras que atrapalham e empobrecem o processo de co-
rência pessoal, como é que vai cuidar de me prestar um bom municação. São elas:
serviço ? “ * os nossos PRECONCEITOS;
A apresentação pessoal, a aparência, é um aspecto impor- * as DISTRAÇÕES;
tante para criar uma relação de proximidade e confiança entre o * os JULGAMENTOS PRÉVIOS;
cliente e o atendente. * as ANTIPATIAS.

Cumprimento caloroso Para interagirmos e nos comunicarmos a contento, precisa-


O que você sente quando alguém aperta a sua mão sem fir- mos compreender o TODO, captando os estímulos que vêm do
meza ? outro, fazendo uma leitura completa da situação.
Às vezes ouvimos as pessoas comentando que se conhece Precisamos querer escutar, assumindo uma postura de re-
alguém, a sua integridade moral, pela qualidade do seu aperto ceptividade e simpatia, afinal, nós temos dois ouvidos e uma
de mão. boca, o que nos sugere que é preciso escutar mais do que falar.
O aperto de mão “ frouxo “ transmite apatia, passividade, Quando não sabemos escutar o cliente - interrompendo-o,
baixa energia, desinteresse, pouca interação, falta de compro- falando mais que ele, dividindo a atenção com outras situações
misso com o contato. - tiramos dele, a oportunidade de expressar os seus verdadeiros
Ao contrário, o cumprimento muito forte, do tipo que ma- anseios e necessidades e corremos o risco de aborrecê-lo, pois
chuca a mão, ao invés de trazer uma mensagem positiva, causa não iremos conseguir atende-las.
um mal estar, traduzindo hiperatividade, agressividade, invasão A mais poderosa forma de escutar é a empatia ( que vamos
e desrespeito. O ideal é ter um cumprimento firme, que prenda conhecer mais na frente ). Ela nos permite escutar de fato, os
toda a mão, mas que a deixe livre, sem sufocá-la. Este aperto sentimentos por trás do que está sendo dito, mas, para isso, é
de mão demonstra interesse pelo outro, firmeza, bom nível de preciso que o atendente esteja sintonizado emocionalmente
energia, atividade e compromisso com o contato. com o cliente. Esta sintonia se dá através do despojamento das
É importante lembrar que o cumprimento deve estar asso- barreiras que já falamos antes.
ciado ao olhar nos olhos, a cabeça erguida, os ombros e o peito
abertos, totalizando uma sintonia entre fala e expressão corpo- Agilidade
ral. Atender com agilidade significa ter rapidez sem perder a
Não se esqueça: apesar de haver uma forma adequada de qualidade do serviço prestado.
cumprimentar, esta jamais deverá ser mecânica e automática. A agilidade no atendimento transmite ao cliente a idéia de
respeito. Sendo ágil, o atendente reconhece a necessidade do
Tom de voz cliente em relação à utilização adequada do seu tempo.
A voz é carregada de magnetismo e como tal, traz uma onda Quando há agilidade, podemos destacar:
de intensa vibração. O tom de voz e a maneira como dizemos  o atendimento personalizado;
as palavras, são mais importantes do que as próprias palavras.  a atenção ao assunto;
Podemos dizer ao cliente: “a sua televisão deveria sair hoje  o saber escutar o cliente;
do conserto, mas por falta de uma peça, ela só estará pronta na  cuidar das solicitações e acompanhar o cliente durante
próxima semana “. De acordo com a maneira que dizemos e de todo o seu percurso na empresa.
acordo com o tom de voz que usamos, vamos perceber reações
diferentes do cliente. O calor no atendimento
Se dizemos isso com simpatia, naturalmente nos desculpan- O atendimento caloroso evita dissabores e situações cons-
do pela falha e assumindo uma postura de humildade, falando trangedoras, além de ser a comunhão de todos os pontos estu-
com calma e num tom amistoso e agradável, percebemos que a dados sobre postura.
reação do cliente será de compreensão. O atendente escolhe a condição de atender o cliente e para
Por outro lado, se a mesma frase é dita de forma mecânica, isto, é preciso sempre lembrar que o cliente deseja se sentir im-
estudada, artificial, ríspida, fria e com arrogância, poderemos portante e respeitado. Na situação de atendimento, o cliente
ter um cliente reagindo com raiva, procurando o gerente, gri- busca ser reconhecido e, transmitindo calorosidade nas atitu-
tando... des, o atendente satisfaz as necessidades do cliente de estima
As palavras são símbolos com significados próprios. A forma e consideração.
como elas são utilizadas também traz o seu significado e com Ao contrário, o atendimento áspero, transmite ao cliente a
isso, cada palavra tem a sua vibração especial. sensação de desagrado, descaso e desrespeito, além de retornar
ao atendente como um bumerangue.

9
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
O EFEITO BUMERANGUE é bastante comum em situações de Usar chavões
atendimento, pois ele reflete o nível de satisfação, ou não, do O mau profissional utiliza-se de alguns chavões como forma
cliente em relação ao atendente. Com este efeito, as atitudes de fugir à sua responsabilidade no atendimento ao cliente. Cita-
batem e voltam, ou seja, se você atende bem, o cliente se sente mos aqui, os mais comuns:
bem e trata o atendente com respeito. Se este atende mal, o
cliente reage de forma negativa e hostil. O cliente não está na PARE E REFLITA: VOCÊ GOSTARIA DE SER COMPARADO A
esteira da linha de produção, merecendo ser tratado com dife- ESTE ATENDENTE?
renciação e apreço. * o senhor como cliente TEM QUE ENTENDER...
Precisamos ter em atendimento, pessoas descontraídas, * o senhor DEVERIA AGRADECER O QUE A EMPRESA FAZ
que façam do ato de atender o seu verdadeiro sentido de vida, PELO SENHOR...
que é SERVIR AO PRÓXIMO. * o CLIENTE É UM CHATO QUE SEMPRE QUER MAIS...
Atitudes de apatia, frieza, desconsideração e hostilidade, * AÍ VEM ELE DE NOVO...
retratam bem a falta de calor do atendente. Com estas atitudes,
o atendente parece estar pedindo ao cliente que este se afaste, Estas frases geram um bloqueio mental, dificultando a libe-
vá embora, desapareça da sua frente, pois ele não é bem vindo. ração do lado bom da pessoa que atende o cliente.
Assim, o atendente esquece que a sua MISSÃO é SERVIR e fazer Aqui, podemos ter o efeito bumerangue, que torna um cír-
o cliente FELIZ. culo vicioso na postura inadequada, pois, o atendente usa os
chavões (pensa dessa forma em relação ao cliente e a situação
As gafes no atendimento de atendimento ), o cliente se aborrece e descarrega no aten-
Depois de conhecermos a postura correta de atendimento, dente, ou simplesmente não volta mais.
também é importante sabermos quais são as formas erradas, Para quebrar este ciclo, é preciso haver uma mudança radi-
para jamais praticá-las. Quem as pratica, com certeza não é um cal no pensamento e postura do atendente.
verdadeiro profissional de atendimento. Podemos dividi-las em
duas partes, que são: Impressões finais do cliente
Toda a postura e comportamento do atendente vai levar
Postura inadequada o cliente a criar uma impressão sobre o atendimento e, conse-
A postura inadequada é abrangente, indo desde a postura quentemente, sobre a empresa.
física ao mais sutil comentário negativo sobre a empresa na pre- Duas são as formas de impressões finais mais comuns do
sença do cliente. cliente:
Em relação à postura física, podemos destacar como inade- 1) MOMENTO DA VERDADE: através do contato direto (pes-
quado, o atendente: soal) e/ou telefônico com o atendente;
* se escorar nas paredes da loja ou debruçar a cabeça no seu 2) TELEIMAGEM: através do contato telefônico. Vamos co-
birô por não estar com o cliente (esta atitude impede que ele nhecê-las com mais detalhes.
interaja no raio de ação);
* mascar chicletes ou fumar no momento do atendimento; Momentos da verdade
* cuspir ou tirar meleca na frente do cliente (estas coisas só Segundo Karl Albrecht, Momento da Verdade é qualquer
devem ser feitas no banheiro); episódio no qual o cliente entra em contato com qualquer as-
* comer na frente do cliente (comum nas empresas que ofe- pecto da organização e obtem uma impressão da qualidade do
recem lanches ou têm cantina); seu serviço.
* gritar para pedir alguma coisa; O funcionário tem poucos minutos para fixar na mente do
* se coçar na frente do cliente; cliente a imagem da empresa e do próprio serviço prestado. Este
* bocejar (revela falta de interesse no atendimento). é o momento que separa o grande profissional dos demais.
Este verdadeiro profissional trabalha em cada momento da
Em relação aos itens mais sutis, podemos destacar: verdade, considerando-o único e fundamental para definir a sa-
* se achar íntimo do cliente a ponto de lhe pedir carona, por tisfação do cliente. Ele se fundamenta na chamada TRÍADE DO
exemplo; ATENDIMENTO OU TRIÂNGULO DO ATENDIMENTO, que é com-
* receber presentes do cliente em troca de um bom serviço; posto de elementos básicos do processo de interação, que são:
* fazer críticas a outros setores, pessoas, produtos ou servi-
ços na frente do cliente; A ) a pessoa
* desmerecer ou criticar o fabricante do produto que vende, A pessoa mais importante é aquela que está na sua fren-
o parceiro da empresa, denegrindo a sua imagem para o cliente; te. Então, podemos entender que a pessoa mais importante é o
* falar mau das pessoas na sua ausência e na presença do cliente que está na frente e precisa de atenção.
cliente; No Momento da Verdade, o atendente se relaciona direta-
* usar o cliente como desabafo dos problemas pessoais; mente com o cliente, tentando atender a todas as suas necessi-
* reclamar na frente do cliente; dades. Não existe outra forma de atender, a não ser pelo con-
* lamentar; tato direto e, portanto, a pessoa fundamental neste momento
* colocar problemas salariais; é o cliente.
* “ lavar a roupa suja “ na frente do cliente.
B ) a hora
LEMBRE-SE: A ÉTICA DO TRABALHO É SERVIR AOS OUTROS E A hora mais importante das nossas vidas é o agora, o pre-
NÃO SE SERVIR DOS OUTROS. sente, pois somente nele podemos atuar.

10
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
O passado ficou para atrás, não podendo ser mudado e o Empatia
futuro não nos cabe conhecer. Então, só nos resta o presente O termo empatia deriva da palavra grega EMPATHÉIA, que
como fonte de atuação. Nele, podemos agir e transformar. O significa entrar no sentimento. Portanto, EMPATIA é a capaci-
aqui e agora são os únicos momentos nos quais podemos intera- dade de nos colocarmos no lugar do outro, procurando sempre
gir e precisamos fazer isto da melhor forma. entender as suas necessidades, os seus anseios, os seus senti-
mentos. Dessa forma, é uma aptidão pessoal fundamental na
C ) a tarefa relação atendente - cliente. Para conseguirmos ser empáticos,
Para finalizar, falamos da tarefa. A nossa tarefa mais impor- precisamos nos despojar dos nossos preconceitos e preferên-
tante diante desta pessoa mais importante para nós, na hora cias, evitando julgar o outro a partir de nossas referências e va-
mais importante que é o aqui e o agora, é FAZER O CLIENTE FE- lores.
LIZ, atendendo as suas necessidades. A empatia alimenta-se da autoconsciência, que significa es-
Esta tríade se configura no fundamento dos Momentos da tarmos abertos para conhecermos as nossas emoções. Quanto
Verdade e, para que estes sejam plenos, é necessário que os mais isto acontece, mais hábeis seremos na leitura dos senti-
funcionários de linha de frente, ou seja, que atendem os clien- mentos dos outros. Quando não temos certeza dos nossos pró-
tes, tenham poder de decisão. É necessário que os chefes conce- prios sentimentos, dificilmente conseguimos ver os dos outros.
dam autonomia aos seus subordinados para atuarem com preci- E, a chave para perceber os sentimentos dos outros, está
são nos Momentos da Verdade. na capacidade de interpretar os canais não verbais de comuni-
Teleimagem cação do outro, que são: os gestos, o tom de voz, as expressões
Através do telefone, o atendente transmite a TELEIMAGEM faciais...
da empresa e dele mesmo. Esta capacidade de empatizar-se com o outro, está ligada
TELEIMAGEM, então, é a imagem que o cliente forma na ao envolvimento: sentir com o outro é envolver-se. Isto requer
sua mente ( imagem mental ) sobre quem o está atendendo e , uma atitude muito sublime que se chama HUMILDADE. Sem ela
consequentemente, sobre a empresa ( que é representada por é impossível ser empático.
este atendente). Quando não somos humildes, vemos as pessoas de manei-
Quando a TELEIMAGEM é positiva, a facilidade do cliente ra deturpada, pois olhamos através dos óculos do orgulho e do
encaminhar os seus negócios é maior, pois ele supõe que a em- egoísmo, com os quais enxergamos apenas o nosso pequenino
presa é comprometida com o cliente. No entanto, se a imagem mundo.
é negativa, vemos normalmente o cliente fugindo da empresa. O orgulho e o egoísmo são dois males que atacam a huma-
Como no atendimento telefônico, o único meio de interação nidade, impedindo-a de ser feliz.
com o cliente, é através da palavra e sendo a palavra o instru- Com eles, não conseguimos sair do nosso mundinho , crian-
mento, faz-se necessário usá-la de forma adequada para satisfa- do uma couraça ao nosso redor para nos proteger. Com eles, nós
zer as exigências do cliente. Dessa forma, classificamos 03 itens achamos que somos tudo o que importa e esquecemos de olhar
básicos ligados a palavra e as atitudes, como fundamentais na para o outro e perguntar como ele está, do que ele precisa, em
formação da TELEIMAGEM. que podemos ajudar.
Esquecemos de perceber principalmente os seus sentimen-
São eles: tos e necessidades. Com o orgulho e o egoísmo, nos tornamos
01. O tom de voz: é através dele que transmitimos interesse vaidosos e passamos a ver os outros de acordo com o que estes
e atenção ao cliente. Ao usarmos um tom frio e distante, passa- óculos registram: os nossos preconceitos, nossos valores, nossos
mos ao cliente, a ideia de desatenção e desinteresse. sentimentos...
Ao contrário, se falamos com entusiasmo, de forma decidi- Sendo orgulhosos e egoístas não sabemos AMAR, não sabe-
da e atenciosamente, satisfazemos as necessidades do cliente mos repartir, não sabemos doar.
de sentir-se assistido, valorizado, respeitado, importante. Só queremos tudo para nós, só “amamos” a nós mesmos, só
lembramos de nós. É aqui que a empatia se deteriora, quando os
02. O uso de PALAVRAS ADEQUADAS: pois com elas o aten- nossos próprios sentimentos são tão fortes que não permitem
dente passa a ideia de respeito pelo cliente. Aqui fica expressa- harmonização com o outro e passam por cima de tudo.
mente PROIBIDO o uso de termos como: amor, bem, benzinho, OS EGOÍSTAS E ORGULHOSOS NÃO PODEM TRABALHAR
chuchu, mulherzinha, queridinha, colega... COM O PÚBLICO, POIS ELES NÃO TÊM CAPACIDADE DE SE COLO-
CAR NO LUGAR DO OUTRO E ENTENDER OS SEUS SENTIMENTOS
03. As ATITUDES CORRETAS: dando ao cliente, a impressão E NECESSIDADES.
de educação e respeito. São INCORRETAS as atitudes de transfe-
rir a ligação antes do cliente concluir o que iniciou a falar; passar Ao contrário dos egoístas, os empáticos são altruístas, pois
a ligação para a pessoa ou ramal errado ( mostrando com isso as raízes da moralidade estão na empatia. Para concluir, pode-
que não ouviu o que ele disse ); desligar sem cumprimento ou mos lembrar a frase de Saint-Exupéry no livro O Pequeno Prín-
saudação; dividir a atenção com outras conversas; deixar o te- cipe: “Só se vê bem com o coração; o essencial é invisível aos
lefone tocar muitas vezes sem atender; dar risadas no telefone. olhos“. Isto é empatia.

Aspectos psicológicos do atendente PERCEPÇÃO


Nós falamos sobre a importância da postura de atendimen- PERCEPÇÃO é a capacidade que temos de compreender e
to. Porém, a base dela está nos aspectos psicológicos do atendi- captar as situações, o que exige sintonia e é fundamental no
mento. Vamos a eles. processo de atendimento ao público. Para percebermos melhor,
precisamos passar pelo “esvaziamento” de nós mesmos, fican-
do assim, mais próximos do outro. Mas, como é isso? Vamos

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
ficar vazios? É isso mesmo. Vamos ficar vazios dos nossos pre- Na área de serviços, o produto é o próprio serviço prestado,
conceitos, das nossas antipatias, dos nossos medos, dos nossos que se traduz na INTERAÇÃO do funcionário com o cliente. Um
bloqueios, vamos observar as situações na sua totalidade, para serviço é, então, um resultado psicológico e pessoal que depen-
entendermos melhor o que o cliente deseja. Vamos ilustrar com de de fatores relacionados com a interação com o outro. Quan-
um exemplo real: certa vez, em uma loja de carros, entra um se- do o atendente tem um envolvimento baixo com o cliente, este
nhor de aproximadamente 65 anos, usando um chapéu de palha, percebe com clareza a sua falta de compromisso. As preocupa-
camiseta rasgada e calça amarrada na cintura por um barbante. ções excessivas, o trabalho estafante, as pressões exacerbadas,
Ele entrou na sala do gerente, que imediatamente se levantou a falta deliderança, o nível de burocracia, são fatores que con-
pedindo para ele se retirar, pois não era permitido “pedir es- tribuem para uma interação fraca com o cliente. Esta fraqueza
molas ali “. O senhor com muita paciência, retirou de um saco de envolvimento não permite captar a essência dos desejos do
plástico que carregava, um “bolo“ de dinheiro e disse: “eu quero cliente, o que se traduz em insatisfação. Um exemplo simples
comprar aquele carro ali”. disso é a divisão de atenção por parte do atendente. Quando
Este exemplo, apesar de extremo, é real e retrata claramen- este divide a atenção no atendimento entre o cliente e os co-
te o que podemos fazer com o outro quando pré-julgamos as legas ou outras situações, o cliente sente-se desrespeitado, di-
situações. minuído e ressentido. A sua impressão sobre a empresa é de
Precisamos ver o TODO e não só as partes, pois o todo é fraqueza e o Momento da Verdade é pobre.
muito mais do que a soma das partes. Ele nos diz o que é e não Esta ação traz consequências negativas como: impossibili-
é harmônico e com ele percebemos a essência dos fatos e situa- dade de escutar o cliente, falta de empatia, desrespeito com o
ções. seu tempo, pouca agilidade, baixo compromisso com o atendi-
Ainda falando em PERCEPÇÃO, devemos ter cuidado com mento.
a PERCEPÇÃO SELETIVA, que é uma distorção de percepção, na Às vezes, a própria empresa não oferece uma estrutura ade-
qual vemos, escutamos e sentimos apenas aquilo que nos inte- quada para o atendimento ao público, obrigando o atendente a
ressa. Esta seleção age como um filtro, que deixa passar apenas dividir o seu trabalho entre atendimento pessoal e telefônico,
o que convém. Esta filtragem está diretamente relacionada com quando normalmente há um fluxo grande de ambos no setor.
a nossa condição física-psíquica emocional. Como é isso? Vamos Neste caso, o ideal seria separar os dois tipos de atendimento,
entender: evitando problemas desta espécie.
a)Se estou com medo de passar em rua deserta e escura, a Alguns exemplos comuns de divisão de atenção são:
sombra do galho de uma árvore pode me assustar, pois eu posso
* atender pessoalmente e interromper com o telefone
percebê-lo como um braço com uma faca para me apunhalar;
* atender o telefone e interromper com o contato direto
b) Se estou com muita fome, posso ter a sensação de um
* sair para tomar café ou lanchar
cheiro agradável de comida;
* conversar com o colega do lado sobre o final de sema-
c) Se fiz algo errado e sou repreendida, posso ouvir a parte
na, férias, namorado, tudo isso no momento de atendimento ao
mais amena da repreensão e reprimir a mais severa.
cliente.
Em alguns casos, a percepção seletiva age como mecanismo
Estes exemplos, muitas vezes, soam ao cliente como um
de defesa.
exibicionismo funcional, o que não agrega valor ao trabalho. O
O ESTADO INTERIOR cliente deve ser poupado dele.
O ESTADO INTERIOR, como o próprio nome sugere, é a con-
dição interna, o estado de espírito diante das situações. Os desafios do profissional de atendimento
A atitude de quem atende o público está diretamente rela- Mas, nem tudo é tão fácil no trabalho de atender. Algumas
cionada ao seu estado interior. Ou seja, se o atendente mantém situações exigem um alto grau de maturidade do atendente e
um equilíbrio interno, sem tensões ou preocupações excessivas, é nestes momentos que este profissional tem a grande opor-
as suas atitudes serão mais positivas frente ao cliente. tunidade de mostrar o seu real valor. Aqui estão duas destas
Dessa forma, o estado interior está ligado aos pensamentos situações.
e sentimentos cultivados pelo atendente. E estes, dão suporte
as atitudes frente ao cliente. Encantando o cliente
Se o estado de espírito supõe sentimentos e pensamentos Fazer apenas o que está definido pela empresa como sendo
negativos, relacionados ao orgulho, egoísmo e vaidade, as atitu- o seu padrão de atendimento, pode até satisfazer as necessida-
des advindas deste estado, sofrerão as suas influências e serão: des do cliente, mas talvez não ultrapasse o normal.
* Atitudes preconceituosas; Encantar o cliente é exatamente aquele algo mais que faz a
* Atitudes de exclusão e repulsa; grande diferença no atendimento.
* Atitudes de fechamento;
* Atitudes de rejeição. Atuação extra
A ATUAÇÃO EXTRA é uma forma de encantar o cliente que
É necessário haver um equilíbrio interno, uma estabilidade, se caracteriza por atitudes ou ações do atendente, não estabe-
para que o atendente consiga manter uma atitude positiva com lecidas nos procedimentos de trabalho. É produzir um serviço
os clientes e as situações. acima da expectativa do cliente.

O ENVOLVIMENTO Autonomia
A demonstração de interesse, prestando atenção ao cliente Na verdade, a autonomia não deveria estar no encantamen-
e voltando-se inteiramente ao seu atendimento, é o caminho to do cliente; ela deveria fazer parte da estrutura da empresa.
para o verdadeiro sentido de atender. Mas, nem sempre a realidade é esta. Colocamos aqui porque o

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
consumidor brasileiro ainda se encanta ao encontrar numa loja, HORTIFRUTIGRANJEIROS
um balconista que pode resolver as suas queixas sem se dirigir •Os vegetais folhosos deverão ser lavados folha a folha e
ao gerente. os legumes e frutas um a um, retirando as partes estragadas e
A AUTONOMIA está diretamente relacionada ao processo danificadas, e colocados em imersão de água clorada a 200 PPM,
de tomada de decisão. Onde existir uma situação na qual o fun- no mínimo por 15 minutos;
cionário precise decidir, deve haver autonomia. • Corte, montagem e decoração com o uso de luvas descar-
No atendimento ao público, é fundamental haver autono- táveis;
mia do pessoal de linha de frente e é uma das condições básicas •Espera para distribuição em câmaras ou geladeiras a, no
para o sucesso deste tipo de trabalho. máximo, 10º C;
Mas, para ter autonomia se faz necessário um mínimo de • Os ovos deverão ser lavados em água corrente antes da
poder para atuar de acordo com a situação e esse poder deve sua utilização.
ser conquistado. O poder aos funcionários serve para agilizar o
negócio. Às vezes, a falta de autonomia se relaciona com fraca CEREAIS E LEGUMINOSAS
liderança do chefe. • Escolher os grãos a seco (arroz, feijão, lentilha e outros);
• Lavar em água corrente, enxaguando no mínimo 03 (três)
Para o cliente, a autonomia traduz a ideia de agilidade, des- vezes antes de levar para cocção.
burocratização, respeito, compromisso, organização.
Com ela, o cliente não é jogado de um lado para o outro Porcionamento
, não precisa passear pela empresa, ouvindo dos atendentes: •O processo de porcionamento das dietas deve ser efetua-
“Esse assunto eu não resolvo; é só com o fulano; procure outro do sob rigoroso controle de tempo de exposição e temperatura
setor...” a fim de não ocorrer multiplicação microbiana;
A autonomia na ponta, na linha de frente, demonstra que • As refeições deverão ser porcionadas, distribuídas e ser-
a empresa está totalmente voltada para o cliente, pois todo o vidas, em recipientes individuais descartáveis, devidamente
sistema funciona para atendê-lo integralmente, e essa postura apoiados em bandejas visando à manipulação segura e confor-
é vital, visto que a imagem transmitida pelo atendente é a ima- tável ao paciente;
gem que será gerada no cliente em relação à organização, dessa • Porcionar uniformemente as refeições, de acordo com a
forma, ao atender, o atendente precisa se lembrar que naquele patologia e seguindo o per capita estabelecido, utilizando-se de
cargo, ele representa uma marca, uma instituição, um nome, e utensílios apropriados para cada tipo de preparação.
que todas as suas atitudes devem estar em conformidade com a
proposta de visão que essa organização possui, focando sempre Acondicionamento
em um atendimento efetivamente eficaz e de qualidade. Todas as embalagens descartáveis para refeição, incluindo
o da salada, sopa e sobremesa, deverão ser identificadas, con-
tendo em suas tampas: nome do paciente, quarto, leito e o tipo
BOAS PRÁTICAS PARA SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO de dieta, sendo que a terminologia das dietas será determinada
pelo Contratante.
Higienização dos alimentos
Condições básicas para a distribuição das dietas gerais e
REGRAS BÁSICAS: específicas:
• Higienizar e desinfetar corretamente as superfícies, equi-
pamentos e utensílios; • No desjejum:
• Os alimentos prontos devem ser manipulados somente - leite com café ou seu substituto deverá ser servido em
com garfos, travessas, pinças ou com as mãos protegidas com copo descartável que contenham as características mínimas de-
luvas descartáveis; finidas na NBR com tampa, com capacidade de 300ml;
• Evitar o contato entre os alimentos crus e os cozidos, em - pão deverá ser devidamente acondicionado em embala-
todas as fases de armazenamento, preparo, cozimento e no mo- gem apropriada;
mento de servir; - a fruta deverá ser higienizada e devidamente embalada.
• As portas das geladeiras e das câmaras frias devem ser
mantidas bem fechadas; • No almoço e jantar:
•Reaquecer adequadamente os alimentos cozidos, segundo - As saladas deverão ser acondicionadas em embalagem
os critérios tempo e temperatura (74ºC por 05 minutos); descartável de polipropileno com tampa transparente com ca-
• Utilizar água potável; pacidade para 350 ml;
• Os funcionários não devem falar, tossir ou espirrar sobre - Arroz, feijão, guarnição e prato principal deverão ser acon-
os alimentos e utensílios; dicionados em embalagem descartável de polipropileno, com
•Para a degustação do alimento, devem ser usados talheres tampa transparente de três divisórias ou em bandeja térmica
e pratinho, que não devem voltar a tocar os alimentos; refil etc., com capacidade aproximada para 1200 ml;
• Os alimentos que sobrarem nas latas devem ser transfe- - Sopa dos lactentes e dieta líquida deverão ser acondicio-
ridos para recipientes de plástico branco atóxico ou de inox e nadas em embalagem descartável de polipropileno igual, com
cobertos com tampas, ou filme plástico; identificados através de tampa transparente e capacidade aproximada de 500 ml;
etiquetas. O prazo de validade dos enlatados, após abertos, é de - Sucos, vitaminas, iogurtes, achocolatados, chás etc., deve-
24 horas, desde que armazenados a no máximo 06º C. rão ser servidos em copo descartável com tampa, com capacida-
de de 250ml;
- Quanto à sobremesa:

13
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
• A fruta deverá ser higienizada e devidamente embalada. • A Contratada deverá instalar saboneteiras e papeleiras em
• Doce quando cremoso, ou gelatina, ou pudim deverá ser pontos adequados do SND, quando necessário e abastecê-los,
acondicionado em recipiente descartável com tampa, com capa- com produtos próprios e adequados a higienização das mãos.
cidade de 100ml. • O quadro, apresentado a seguir, exemplifica e especifica
- A Contratada deverá disponibilizar talheres descartáveis os procedimentos básicos de boas práticas de higienização que
adequados a cada refeição e guardanapos embalados individual- deverão ser seguidos pela Contratada nos processos operacio-
mente e, também, bandejas forradas com toalha descartável, nais de higienização na Unidade de Alimentação e Nutrição:
devidamente aprovados pelo Contratante;
- A Contratada deverá disponibilizar molhos e/ou demais LOCAL FREQUENCIA PRODUTOS
temperos em sachês, como: azeite, vinagre, molho de soja, e
outros, respeitada a prescrição dietética; Pisos e ralos Diariamente Detergente cáustico e
- As refeições infantis deverão ser acondicionadas em emba- e sempre que hipoclorito de sódio a 200
lagens descartáveis de polipropileno com tampa transparente, necessário PPM de cloro ativo
adequadas as necessidades, quantidades e ergonometria, ainda Azulejos Diário e Detergente neutro e
buscando, por meio de sua decoração, colaborar com a estimu- mensal hipoclorito de sódio a 200
lação do consumo efetivo da referida refeição. PPM de cloro ativo
Janelas, portas Mensalmente Detergente neutro
Higienização e telas ou de acordo
com a
A) HIGIENE PESSOAL necessidade
Nas atividades diárias, o funcionário da Contratada deverá:
• Usar uniformes completos, limpos, passados e identifica- Luminárias, De acordo com Detergente neutro e
interruptores, a necessidade hipoclorito de sódio a 200
dos com crachá da empresa;
tomadas e teto PPM de cloro ativo
• Fazer a barba diariamente;
• Não aplicar maquiagem em excesso; Bancadas Após utilização Detergente neutro e
• Conservar as unhas curtas, limpas e sem esmalte; e mesas de hipoclorito de sódio a 200
• Utilizar rede de cabelo e touca, de maneira que os cabelos apoio PPM de cloro ativo ou álcool
permaneçam totalmente cobertos; a 70%
•Manter os sapatos e botas limpos; Tubulações Bimestral Detergente neutro e
• Limpar, cobrir e proteger qualquer ferimento; externas hipoclorito de sódio a 200
• Manter a higiene adequada das mãos; PPM de cloro ativo
• Os funcionários deverão higienizar as mãos adotando téc-
Caixa de Mensal ou Esgotamento,
nicas e produtos de assepsia de Acordo com a Portaria n.º 930
gordura conforme a desengordurante próprio
de 27/08/92 – Ministério da Saúde. natureza das
• Usar luvas descartáveis sempre que for manipular alimen- atividades
tos ou trocar de função ou atividade e não dispensar a lavagem
frequente das mãos, devendo as luvas serem descartadas ao fi- Tubulações Semestral Desengraxante e
nal do procedimento; internas desencrustante
•Usar máscara descartável quando for manipular alimentos Sanitários e Diariamente Detergente neutro e
prontos ou cozidos, e trocá-las, no máximo, a cada 30 (trinta vestiários e conforme a desinfetante clorado a 200
minutos); necessidade PPM de cloro ativo
• Não usar joias, bijuterias, relógio e outros adereços.
HIGIENIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS
B) HIGIENIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES • Todos os equipamentos, utensílios ou materiais deverão
• A Contratada deverá apresentar um cronograma de hi- ser higienizados diariamente, após o uso e semanalmente com
gienização das diversas áreas do SND, equipamentos, copas e detergente neutro, desencrustante, quando for o caso, o enxá-
refeitórios. gue final deverá ser feito com hipoclorito de sódio a 200 PPM
• Os produtos utilizados na higienização deverão ser de boa de cloro ativo.
qualidade e adequados a higienização das diversas áreas e das •As louças, talheres, bandejas deverão ser higienizados na
superfícies, de maneira a não causar danos nas dependências e máquina de lavar com detergente sanitizante próprio, secante e
aos equipamentos, não deixando resíduos ou cheiros, podendo álcool a 70º C.
ser vetado pelo Contratante; • Os equipamentos e utensílios, carrinhos de transporte e
• O piso deverá permanecer sempre seco, sem acúmulos de de distribuição deverão ser polidos diariamente.
água; • As panelas, placas de alumínio, tampas e bandejas, sem-
• Realizar polimento nas bancadas, mesas de apoio, portas pre que estiverem amassadas, deverão ser substituídas a fim de
e pias; evitar incrustações de gordura e sujidade.
• Deverão ser higienizadas periodicamente as grelhas e col- • Os utensílios, equipamentos e o local de preparação dos
meias do sistema de exaustão da cozinha; alimentos deverão estar rigorosamente higienizados antes e
• A higienização do refeitório será de responsabilidade da após a sua utilização. Deverá ser utilizado detergente neutro,
Contratada, inclusive a manutenção das condições de higiene e após enxágue pulverizar com uma solução de hipoclorito de
durante todo o processo de distribuição das refeições aos co- sódio a 200 PPM de cloro ou álcool a 70º.
mensais. • Após o processo de higienização, os utensílios e equipa-

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
mentos devem permanecer cobertos com filme ou saco plástico
Geladeiras Detergente neutro,
transparente em toda a sua extensão ou superfície. Diária e
e Câmaras desinfetante clorado a
•Não permitir a presença de animais domésticos na área de semanal
Frigoríficas 200 PPM de cloro ativo
serviço ou nas imediações.
• Remover o lixo em sacos plásticos duplos e resistentes, Diário, Detergente neutro,
sempre que necessário. Freezer semanal e desinfetante clorado a
• Utilizar pano de limpeza de boa qualidade como do sis- mensal 200 PPM de cloro ativo
tema “cross hatch“. Deverá ser desprezado após sua utilização. Semanal ou Detergente neutro,
Prateleiras de
antes, se desinfetante clorado a
apoio
O quadro apresentado a seguir exemplifica e especifica os necessário 200 PPM de cloro ativo
procedimentos básicos de boas práticas de higienização que de- Detergente neutro,
verão ser seguidos pela Contratada nos processos operacionais Estrados Mensal desinfetante clorado a
de higienização na Unidade de Alimentação e Nutrição: 200 PPM de cloro ativo
Caixas de Detergente neutro,
EQUIPAMENTOS Diário e
FREQUENCIA PRODUTOS polietileno e desinfetante clorado e
E UTENSÍLIOS semanal
grades desencrustante
Louças, talheres, Exaustão Desencrustante,
bandejas, Detergente sanitizante, (colmeias, coifas) Semanal detergente neutro e
Após o uso
baixelas (lavagem secante e álcool 70ºGL telas desinfetante clorado
mecânica)
Sacos plásticos,
Placas, formas, Detergente neutro e Diário, no desencrustante,
assadeiras, etc. Após o uso desinfetante clorado a Depósito de lixo início de cada detergente cáustico e
(lavagem manual) 200 PPM e álcool 70ºGL turno quaternário de amônio a
Diária e 4000 PPM
Máquina de lavar Detergente neutro
semanal
D) EMBALAGENS
Desencrustante e
Deverão ser lavadas em água corrente, antes de serem ar-
Fritadeira Após o uso desinfetante clorado a
200 PPM de cloro ativo mazenados sob refrigeração (sacos de leite e garrafas), e deve-
rão ser identificadas quanto ao nome e à composição do produ-
Desencrustante e to, data de fabricação, lote e data de validade.
Chapa Após o uso desinfetante clorado a
200 PPM de cloro ativo E) CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS
Diário e após Realizar desinsetização e desratização mensalmente, e sem-
Fogão Desencrustante
o uso pre que houver necessidade, nas áreas internas e externas do
SND, e copas, sem ônus ao Contratante e no caso de ineficácia,
Diário e após
Forno Desencrustante compromete-se a repetir a desinsetização. Os produtos utiliza-
o uso
dos deverão apresentar registro no Ministério da Saúde e ser de
Detergente neutro, boa qualidade. A Contratada deverá apresentar um cronograma
Carrinhos de
Diário e após desinfetante clorado a referente à programação dos referidos serviços.
transporte em
o uso 200 PPM de cloro ativo
gera
F) CONTROLE BACTERIOLÓGICO
Detergente neutro, São de responsabilidade da Contratada a execução e manuten-
Placas de corte
Após o uso desinfetante clorado a ção do controle de qualidade em todas as etapas de processamen-
de polietileno
200 PPM de cloro ativo to dos alimentos fornecidos a pacientes e acompanhantes, através
Máquinas do método “APCC” (Análise dos Pontos Críticos de Controle).
(moedor de Deverão ser coletadas diariamente pela Contratada amostras
carne, cortador de todas as preparações fornecidas aos pacientes e acompanhan-
Detergente neutro, tes, as quais deverão ser armazenadas em temperaturas adequa-
de frios,
Após o uso desinfetante clorado a das por 72 (setenta e duas) horas, obedecendo aos critérios técni-
liquidificadores,
200 PPM de cloro ativo cos adequados para colheita e transporte das amostras.
batedeiras,
amaciador de Encaminhar mensalmente ou conforme solicitação do Con-
carnes e outros) tratante, amostras de alimentos ou preparações servidas aos co-
mensais para análise microbiológica, a fim de monitorar os pro-
Detergente neutro,
Refresqueira Após o uso desinfetante clorado a cedimentos higiênicos e a qualidade dos insumos. Estas amostras
200 PPM de cloro ativo devem ser colhidas na presença de Nutricionistas ou Técnicos do
Contratante, responsabilizando-se (a Contratada) pelo custo dos
Detergente neutro, exames realizados e comprometendo-se a entregar os resultados
Antes e após
Balanças desinfetante clorado a assim que estiverem disponíveis. Nos casos de suspeita de toxi-in-
o uso
200 PPM de cloro ativo fecções de origem alimentar, as amostras dos alimentos suspeitos
deverão ser encaminhadas imediatamente para análise microbio-
lógica, de acordo com a solicitação do Contratante.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
O Laboratório será de livre escolha da Contratada, porém Infusos e Bebidas
o mesmo deverá ser especializado nessa área, a fim realizar as Os infusos mais usados são café, chá preto e mate. Servidos
análises microbiológicas e físico-químicas dos alimentos, sendo geralmente quentes, têm ação estimulante, levando calorias ao
posteriormente, os resultados encaminhados ao Serviço de Nu- organismo, ativando a circulação, além de conterem substâncias
trição e Dietética do Contratante para avaliação. que são estimulantes químicos e diuréticos, tais como derivados
de purinas, cafeína (trimetilxantina), teobromina, taninos, etc.
Práticas O valor calórico destas infusões decorre do açúcar que elas se
Sempre que for servir, perguntar o que gostaria de tomar, acrescenta e da temperatura em que são ingeridas.
ou se aceita umas das opções, e fale quais são as opções. a) Café: existem tipos diferentes de café, segundo observa-
– Nunca interferir uma reunião, ou entrar no meio de uma das determinadas normas de cultivo. Independente da qualida-
conversa, espere para ser solicitada, ou aguarde um momento de do grão o café sofre a torrefação que desenvolve o cafeol,
em que possa falar sem interromper. substância volátil (éster) capaz de dissolver-se na água, empres-
tando à infusão grande parte do seu aroma característico. Pela
Se não conseguir interromper, peça licença e leve água para torrefação obtém-se também um óleo aromático fixo. Forma-se
todos os participantes da reunião ou do atendimento. ainda anidrido carbônico, do qual se perde 65% dentro de 24h
Provavelmente nesta hora você conseguirá oferecer um da trituração do café torrado. O café torrado e moído, exposto
café, chá ou capuccino. ao ar, reage com o oxigênio e no prazo de nove dias perde todo
– Pedir licença sempre; e quando for servir colocar-se ao o anidrido carbônico e a maior parte dos óleos voláteis. Daí por
lado da pessoa e não à frente, e servir pelo lado também, e não diante começa a apresentar um sabor cada vez menos agradá-
pela frente. vel.
De acordo com o tempo de torrefação pode o café apre-
Reunião de negócios– – Procure retirar os copos e xícaras sentar coloração mais ou menos pronunciada. A torrefação com
vazios assim que terminarem, para dar um ar de profissionalis- açúcar acentua ainda mais a coloração, porém modifica a pureza
mo e competência. de seu sabor. Influi sobre a preparação final o grau de subdivisão
– Quando for retirar, se as pessoas ainda estiverem conver-
que se submete o café, podendo ser granulado e pulverizado.
sando ou em reunião, pergunte se alguém aceita mais ou mais
Aqui no Brasil é mais comum o uso de café pulverizado, com a
alguma coisa.
qual se prepara a bebida, pelo sistema de coador ou com uso de
– Se for servir biscoitos ou bolachas coloque um no pires de
máquina própria. O segundo método é mais eficiente porque im-
chá, café ou do capuccino.
pede a volatização de substâncias aromáticas e mantém o café
em temperatura mais adequada.
Se for servir mais que um coloque em separado em outro
A proporção de café é de uma colher das de sopa para cada
pires ou pratinho.
xicrinha de café forte. As características desejáveis de um bom
– Nunca esqueça do guardanapo, ele só é dispensável se for
café são: muito aroma, que se obtém com café fresco e com o
servir somente água.
processo de percolação em cafeteira automática; solubilidade
Reunião de negócios, como servir: da cafeína, de substâncias extrativas e de tanino, o que é feito
– Água Sempre colocar a água pela metade do copo, inde- pelo emprego de água à temperatura de ebulição; serviço rápido
pendente do tamanho do copo. do café para que não tenha que ser requentado, quando perde
– Servir com bandeja sempre, se for somente um copo, usar as substâncias aromáticas e concentra-se em tanino, adquirindo
uma bandeja pequena ou um salva copo. sabor amargo.
Se for servir água para uma reunião ou algumas pessoas em Há os que usam o método de ebulição, colocando o café
atendimento, levar uma bandeja com o número total de pes- em pó ou granulado em água fervente, deixando em ebulição
soas, e não somente para quem pediu. por 2 ou 3 minutos, para assegurar uma maior dissolução dos
seus componentes. Na realidade, cafeína e o cafeol se dissolvem
Retirar o copo logo que a pessoa tomar. imediatamente. O aumento do tempo de cocção extrai somente
– Café Servir sempre com opção de açúcar ou adoçante, de mais tanino e favorece a perda de cafeol.
preferência com um porta saquinhos que contenha uns 5 de cada. Existem no mercado extratos de café para reconstituição
instantânea e também café descafeinado. Reconhecidas as ca-
Usar uma bandeja adequada à quantidade de xícaras. racterísticas estimulantes da cafeína sobre o sistema muscular e
– Chá servir sempre com opção de açúcar ou adoçante, de nervoso, há os que a ela atribuam efeitos causadores de insônia,
preferência com um porta saquinhos que contenha uns 5 de preferindo café descafeinado. O extrato de café apresenta gran-
cada. Usar uma bandeja adequada à quantidade de xícaras. de facilidade de preparo e tem seus apreciadores. Dá-se em uma
hora o máximo de absorção de cafeína e estima-se que sua tole-
Usar um porta saquinho usado ou um pires extra, e retirá-lo rância seja de 200 a 300 mg (600ml de infuso de café), A infusão
logo que a pessoa colocar o saquinho usado. de cevada e similares é opção para consumidores habituais de
– Capuccino servir de preferência pronto, para evitar de fa- café, sensíveis à cafeína.
zer sujeira na mesa onde está acontecendo o evento.
b) Chá Preto: segundo a procedência e processo de fabri-
De preferência coloque o pó do capuccino e depois a água cação, existem três tipos básicos de chá. O verde, cujas folhas
quente, pode misturar com um pouco de água primeiro e depois são submetidas ao vapor, enroladas e desidratadas. O chá pre-
completar. to: primeiro murcham-se as folhas e se deixam fermentar e oxi-
Leve ao cliente com uma colher limpa. dar para então enrolar e desidratar. Este processo torna parte
Usar bandeja sempre. do tanino insolúvel e libera melhor as substâncias aromáticas

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
voláteis. O tipo oolong, que é parcialmente fermentado, dando Atenção!
um produto intermediário entre o chá verde e o preto. Algumas É obrigatória a instalação de pia exclusiva para higinieniza-
marcas de chá da China e Formosa são aromatizadas com aroma ção das mãos abastecida com sabonete líquido neutro e inodoro
de jasmim, gardênia e um tipo de magnólia. e com produto antisséptico ou sabonete líquido antisséptico,
toalha de papel não reciclado branco ou de cor clara nas áreas
Os chás contêm em sua composição teína, substância análo- de pré-preparo e preparo dos alimentos.
ga à cafeína. Como o chá é feito com mais água, a teína é diluída
em comparação com a concentração de cafeína encontrada no PREPARANDO O ALIMENTO
café. Os chás também contêm taninos e substâncias aromáti-
cas próprias. Na confecção do chá adiciona-se água em ebulição Que produto pode ser utilizado na desinfecção de alimentos?
sobre as folhas (proporção de uma colher das de chá para uma Os produtos utilizados na desinfecção dos alimentos devem
chávena), tapando o bule para não perder as substâncias volá- ser regularizados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária
teis, até que se concentre no ponto desejado a infusão. O chá (ANVISA) e apresentar a indicação para este fim. A descrição do
fervido é adstringente, amargo e sem aroma. procedimento de higienização (limpeza e desinfecção) das fru-
O chá pode ser servido gelado, com limão e folhas de horte- tas, verduras e legumes, deve permanecer à disposição da au-
lã. O acréscimo de suco age sobre os compostos de tanino, des- toridade sanitária.
colorando-os. Em meio alcalino estes compostos dão cor escura. LEMBRE-SE:
• Antes de iniciar o trabalho, verifique se o ambiente, as
c) Mate: os tipos mais comuns são o mate verde para chi- mesas, as pias, equipamentos e utensílios estão rigorosamente
marrão e o mate torrado usado nas infusões comuns. Também limpos;
contém teína e taninos, além de compostos vitamínicos (vitami- • Trabalhe organizando as atividades e, a cada etapa, lave a
na B e C) e substâncias aromáticas. A preparação é semelhante à pia, mesas e utensílios para evitar a contaminação cruzada;
do chá e do café, porque também se procura obter uma infusão • Selecione e higienize as frutas, verduras e legumes que
com pouco tanino e muito aroma. Pode servir-se quente ou ge- serão consumidos crus. Frutas, verduras e legumes que serão
lado, acrescentando-se limão. cozidos, fritos ou assados devem ser lavados, mas não necessi-
Já existe também no mercado extrato de mate solúvel, inte- tam de desinfecção;
gral, instantâneo. A diluição é feita na proporção de uma medida • Prepare as carnes, acondicione-as, identifique-as e guar-
(uma colher das de café) para um litro de água ou leite. Dissol- de-as sob refrigeração;
ve-se melhor a quente. Para fazer refresco gelado, dissolvê-lo • Nunca utilize produto com validade vencida.
antes de gelar. Acrescentar o suco de limão e açúcar à vontade.
ATENÇÃO!
d) Diversos: várias sementes e ervas são utilizadas para fazer Para a desinfecção de frutas, verduras e legumes, siga as
infusões de efeito calmante, digestivo, carminativo etc., muito recomendações do fabricante do produto utilizado.
do agrado principalmente de pessoas idosas, que as tomam por Como devo fazer o dessalgue dos produtos cárneos?
prazer e como medicamento. Por exemplo: chá de erva-doce, de O dessalgue deve ser feito em água potável, sob refrigera-
erva-cidreira, chá de folha e flor de laranjeira, chá de anis etc. O ção até 5°C, por meio de fervura ou conforme a recomendação
centeio (infusão sem cafeína) pode ser usado como sucedâneo do fabricante.
do café. Durante o preparo, quanto tempo os produtos perecíveis
f) Cacau e chocolate: possuem as mesmas substâncias bási- podem permanecer em temperatura ambiente?
cas do café e do chá, isto é, os alcaloides teobromina, cafeína, O tempo de manipulação de produtos perecíveis em tem-
também taninos e substâncias aromáticas, acrescidos de amido peratura ambiente não deve ultrapassar 30 minutos. Em área
e lipídios. O cacau é boa fonte alimentar de ferro. O cacau e o climatizada entre 12 e 18°C, não deve ultrapassar 2 horas. Por-
chocolate não podem ser preparados pelo método usado para tanto, os alimentos devem sempre ser manipulados em peque-
infusões anteriores porque tem de cozinhar a parcela de amido. nas porções.
São preparações de valor calórico muito maior porque, além do
açúcar usado no chá e no café, o chocolate é feito geralmente Quais as informações que um produto pré-preparado no
com leite, quando não se lhe acrescenta gema e maisena para estabelecimento deve conter?
engrossar. Também as preparações de chocolates são servidas O produto pré-preparado deve conter identificação: nome
quentes ou geladas, espumantes ou não. As bebidas espuman- da preparação, data de uso ou validade.
tes são batidas no liquidificador ou em batedor próprio de bar. Exemplos de produtos pré-preparados: peito de frango cru
Nas preparações em que se usa o chocolate em pó ou em barra, temperado; almôndega crua de carne bovina.
é conveniente fundi-lo em banho-maria para não alterar seu sa-
bor e para obter liquidificação homogênea. Como fazer o resfriamento e o congelamento?
O alimento deve estar acondicionado em vasilhas rasas, em
Como deve ser a área de preparo dos alimentos? pequenas porções para facilitar o resfriamento de 60°C a 10°C
Na área de preparo, os móveis e equipamentos devem ser no prazo máximo de 2 horas. Em seguida, deve ser encaminhado
em número e tamanho suficientes em relação à quantidade de para refrigeração. A partir da temperatura de refrigeração, o con-
alimentos que será preparada. gelamento deve atingir temperatura igual ou inferior a – 18 °C.
Para resfriar mais rapidamente o alimento, pode ser utili-
zado o resfriamento forçado, realizado das seguintes formas:
imersão em gelo antes de levar à geladeira ou através de equi-
pamentos próprios para resfriamento rápido.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Lembre-se:
Mantenha as vasilhas sempre bem protegidas. LEMBRE-SE:
• Não deixe alimentos prontos para o consumo, que estão
Como deve ser realizado o descongelamento dos alimen- para serem servidos, sobre a mesa ou fogão desligado;
tos? • Os produtos servidos quentes devem permanecer à tem-
Pode ser feito das seguintes maneiras: peratura mínima de 60ºC;
• Em geladeira, em temperatura inferior a 5°C; • Os alimentos servidos frios devem esperar na geladeira;
• Em forno de convecção ou microondas; • Mantenha a matéria-prima e demais ingredientes em reci-
• Ou segundo a recomendação do fabricante. pientes limpos, tampados ou nas embalagens originais e identi-
ficados com nome e data de validade.
Qual a temperatura ideal que os alimentos devem atingir
na etapa de cocção? Na hora de servir o alimento devemos estar atentos a al-
Todos os alimentos devem ser bem cozidos, assados, gre- gumas práticas que irão garantir que o cliente consuma um ali-
lhados ou fritos. mento seguro.
A temperatura de cocção recomendada é de 74°C em todas Para que um alimento permaneça seguro devemos impedir:
as partes dos alimentos. A. Novas contaminações;
B. Que os micro-organismos se multipliquem.
Quais os cuidados na utilização de fornos a lenha para as-
sar alimentos? Quais práticas devem ser lembradas para evitar novas con-
Os fornos que produzem gases provenientes da queima de- taminações durante o serviço?
vem ser dotados de chaminé e filtros suficientemente dimensio- 1. Organizar os utensílios a serem utilizados para a distribui-
nados para a livre saída dos gases queimados. ção e para o consumo;
ATENÇÃO! 2. Abastecer as cubas e os recipientes em pequenas quanti-
• Cuidado com o líquido que escorre durante o descongela- dades, tantas vezes quantas forem necessárias;
mento, ele pode ser fonte de contaminações;
3. Os alimentos prontos para o consumo frios e quentes de-
• Alimentos crus preparados com carnes descongeladas, po-
vem ser dispostos de forma organizada, sem sobreposições de
dem ser congelados desde que sejam utilizados, sem desconge-
cubas, bandejas e travessas, de forma que todos os recipientes
lamento prévio, diretamente na cocção.
permaneçam totalmente em contato com a pista fria e quente e
que o fundo de todas as cubas atinjam a água quente do balcão
Quais os cuidados ao reutilizar o óleo de fritura?
térmico;
O óleo só pode ser reutilizado quando não apresentar escu-
4. Os recipientes de exposição dos alimentos frios não de-
recimento da cor, alteração do cheiro e não tiver formação de
vem possuir pedestais (em forma de taça) ou outros suportes,
espuma ou fumaça durante a fritura.
pois isto impede o contato direto do recipiente com a pista fria,
Os óleos e gorduras para fritura não devem ser aquecidos a
temperaturas superiores a 180°C. prejudicando a manutenção do alimento na temperatura fria;
5. Nunca reutilizar alimento preparado que já tenha sido
Posso reaquecer os alimentos? servido aos clientes, inclusive pães, aperitivos, condimentos e
Sim, desde que atinja todas as partes dos alimentos a tem- molhos (“couverts” ou entradas);
peratura de, no mínimo, 74°C. 6. Recolher os pratos e utensílios usados e oferecer outros
limpos aos clientes que estão voltando ao bufê de alimentos;
Quais as normas para o uso de ovos? 7. Usar utensílios para servir os alimentos de cabos longos
• Não é permitida a venda nem a utilização de ovos com a de forma a evitar a que o consumidor se debruce sobre os ali-
casca rachada ou suja; mentos servidos ou toque nos alimentos;
• Devem ser manipulados de maneira que o conteúdo não 8. Os utensílios destinados a porcionar ou servir alimentos
entre em contato com a superfície externa da casca do ovo; devem ser exclusivos para cada preparação;
• São proibidas preparações onde os ovos permaneçam crus 9. Retirar do bufê todos os alimentos e os utensílios que os
ou mal cozidos. Portanto, não utilize ovos crus no preparo de clientes possam ter sujado ou contaminado.
maioneses, mousses, coberturas de bolos, gemadas e outros
pratos. Nestes casos, devem ser utilizados ovos pasteurizados, SERVINDO O ALIMENTO
desidratados ou cozidos; Os balcões, os equipamentos e os recipientes de exposição
• O ovo deve ser submetido à fervura por 7 minutos; dos alimentos preparados prontos para consumo na área de
• Ovos fritos devem apresentar a gema dura; consumação devem dispor de barreira de proteção que previna
• Para ovos líquidos e ovos em pó industrializados verifique a contaminação dos mesmos em decorrência da proximidade ou
no rótulo a instrução de armazenamento recomendada pelo fa- da ação do consumidor ou de outras fontes.
bricante.

Que cuidados é preciso ter com os alimentos enlatados?


Não se deve comercializar ou utilizar latas amassadas, estu-
fadas ou enferrujadas.
Todas as latas devem ser lavadas antes de serem abertas. A
porção não utilizada deve ser transferida para vasilha adequada,
devidamente identificada e mantida sob refrigeração atendendo
à recomendação do fabricante.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
tratamento térmico desde que as combinações de tempo e tem-
peratura sejam suficientes para assegurar a qualidade higiênico-
-sanitária dos alimentos.
A eficácia do tratamento térmico deve ser avaliada pela
verificação da temperatura e do tempo utilizados e, quando
aplicável, pelas mudanças na textura e cor na parte central do
alimento.
Para os alimentos que forem submetidos à fritura, além dos
controles estabelecidos para um tratamento térmico, deve-se
instituir medidas que garantam que o óleo e a gordura utilizados
não constituam uma fonte de contaminação química do alimen-
to preparado.
Os óleos e gorduras utilizados devem ser aquecidos a tem-
peraturas não superiores a 180ºC (cento e oitenta graus Celsius),
sendo substituídos imediatamente sempre que houver alteração
evidente das características físico-químicas ou sensoriais, tais
como aroma e sabor, e formação intensa de espuma e fumaça.
Para os alimentos congelados, antes do tratamento térmico,
deve-se proceder ao descongelamento, a fim de garantir ade-
quada penetração do calor. Excetuam-se os casos em que o fa-
bricante do alimento recomenda que o mesmo seja submetido
ao tratamento térmico ainda congelado, devendo ser seguidas
as orientações constantes da rotulagem.
O descongelamento deve ser conduzido de forma a evitar
que as áreas superficiais dos alimentos se mantenham em con-
dições favoráveis à multiplicação microbiana.
O descongelamento deve ser efetuado em condições de re-
frigeração à temperatura inferior a 5ºC (cinco graus Celsius) ou
em forno de microondas quando o alimento for submetido ime-
diatamente à cocção.
PREPARAÇÃO DO ALIMENTO Os alimentos submetidos ao descongelamento devem ser
As matérias-primas, os ingredientes e as embalagens utili- mantidos sob refrigeração se não forem imediatamente utiliza-
zados para preparação do alimento devem estar em condições dos, não devendo ser recongelados.
higiênico-sanitárias adequadas e em conformidade com a legis- Após serem submetidos à cocção, os alimentos preparados
lação específica. devem ser mantidos em condições de tempo e de temperatura
O quantitativo de funcionários, equipamentos, móveis e ou que não favoreçam a multiplicação microbiana. Para conserva-
utensílios disponíveis devem ser compatíveis com volume, di- ção a quente, os alimentos devem ser submetidos à temperatura
versidade e complexidade das preparações alimentícias. superior a 60ºC (sessenta graus Celsius) por, no máximo, 6 (seis)
Durante a preparação dos alimentos, devem ser adotadas horas. Para conservação sob refrigeração ou congelamento, os
medidas a fim de minimizar o risco de contaminação cruzada. alimentos devem ser previamente submetidos ao processo de
Deve-se evitar o contato direto ou indireto entre alimentos crus, resfriamento.
semipreparados e prontos para o consumo. O processo de resfriamento de um alimento preparado deve
Os funcionários que manipulam alimentos crus devem rea- ser realizado de forma a minimizar o risco de contaminação cru-
lizar a lavagem e a antissepsia das mãos antes de manusear ali- zada e a permanência do mesmo em temperaturas que favo-
mentos preparados. reçam a multiplicação microbiana. A temperatura do alimento
As matérias-primas e os ingredientes caracterizados como preparado deve ser reduzida de 60ºC (sessenta graus Celsius) a
produtos perecíveis devem ser expostos à temperatura ambien- 10ºC (dez graus Celsius) em até duas horas. Em seguida, o mes-
te somente pelo tempo mínimo necessário para a preparação do mo deve ser conservado sob refrigeração a temperaturas infe-
alimento, a fim de não comprometer a qualidade higiênico-sani- riores a 5ºC (cinco graus Celsius), ou congelado à temperatura
tária do alimento preparado. igual ou inferior a -18ºC (dezoito graus Celsius negativos).
Quando as matérias-primas e os ingredientes não forem O prazo máximo de consumo do alimento preparado e con-
utilizados em sua totalidade, devem ser adequadamente acon- servado sob refrigeração a temperatura de 4ºC (quatro graus
dicionados e identificados com, no mínimo, as seguintes infor- Celsius), ou inferior, deve ser de 5 (cinco) dias. Quando forem
mações: designação do produto, data de fracionamento e prazo utilizadas temperaturas superiores a 4ºC (quatro graus Celsius)
de validade após a abertura ou retirada da embalagem original. e inferiores a 5ºC (cinco graus Celsius), o prazo máximo de con-
Quando aplicável, antes de iniciar a preparação dos alimen- sumo deve ser reduzido, de forma a garantir as condições higiê-
tos, deve-se proceder à adequada limpeza das embalagens pri- nico-sanitárias do alimento preparado.
márias das matérias-primas e dos ingredientes, minimizando o Caso o alimento preparado seja armazenado sob refrigera-
risco de contaminação. ção ou congelamento deve-se apor no invólucro do mesmo, no
O tratamento térmico deve garantir que todas as partes do mínimo, as seguintes informações: designação, data de preparo
alimento atinjam a temperatura de, no mínimo, 70ºC (setenta e prazo de validade. A temperatura de armazenamento deve ser
graus Celsius). Temperaturas inferiores podem ser utilizadas no regularmente monitorada e registrada.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Quando aplicável, os alimentos a serem consumidos crus Podemos aproveitar sobras e aparas, desde que mantidas
devem ser submetidos a processo de higienização a fim de re- em condições higiênicas até o preparo:
duzir a contaminação superficial. Os produtos utilizados na hi- • Carne assada: croquete, omelete, tortas, carreteiro, re-
gienização dos alimentos devem estar regularizados no órgão cheios etc.;
competente do Ministério da Saúde e serem aplicados de forma • Carne moída: croquete, recheio de panqueca e bolo sal-
a evitar a presença de resíduos no alimento preparado. gado;
O estabelecimento deve implementar e manter documenta- • Arroz: bolinho, arroz de forno, risotos;
do o controle e garantia da qualidade dos alimentos preparados. • Macarrão: salada ou misturado com ovos batidos;
• Hortaliças: farofa, panquecas, sopas, pures, tortas, boli-
AGUARDANDO A DISTRIBUIÇÃO nhos, suflês;
No intervalo de tempo entre o término da cocção e o início • Peixes e frango: suflê, risoto, bolo salgado;
da distribuição, a refeição deve ser mantida em temperatura su- • Feijão: tutu, feijão tropeiro, virado e bolinhos;
perior a 60ºC, utilizando–se de banho-maria. • Pão: pudim, torradas, farinha de rosca, rabanada;
• Os utensílios (cubas, panelas) que acondicionam as prepa- • Frutas maduras: doces, bolo, sucos, vitaminas, geleia;
rações devem ficar tampados, para diminuir a perda de calor e • Leite talhado: doce de leite.
evitar a recontaminação.
• As preparações servidas frias (ex.: salada) devem ficar co- Para melhor aproveitamento dos alimentos:
bertas e mantidas em refrigerador, nas prateleiras superiores, COMPRAR BEM OS ALIMENTOS: preferir legumes, hortaliças
jamais abaixo de produtos crus e frutas da época.
CONSERVAR BEM OS ALIMENTOS: armazenar em locais lim-
DISTRIBUINDO AS REFEIÇÕES: pos e em temperaturas adequadas a cada tipo de alimento.
Nesta etapa os alimentos ficam vulneráveis à contaminação, PREPARAR BEM OS ALIMENTOS: lavar muito bem os alimen-
por isso o tempo de exposição deve ser o menor possível. tos antes de utiliza-los, não retirar cascas grossas e preparar
• O alimento deve ser totalmente consumido em no máximo apenas a quantidade necessária para a refeição de sua família.
4 horas, se mantida a temperatura superior a 60ºC.
• As preparações quentes que ficarem mais de 30 (trinta) Fonte: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/
minutos à temperatura ambiente devem ser reaquecidas total- nutricao/aproveitamento-integral-dos-alimentos/63079
mente antes de serem consumidas.
Comportamento dentro do ambiente de produção de ali-
NO INTERVALO DA DISTRIBUIÇÃO: mentos.
• Manter os alimentos e utensílios cobertos. Muito se fala da importância dos cuidados com a higiene e
• Os utensílios utilizados para servir as preparações devem a manipulação dos alimentos, das técnicas de preparo, da tem-
ser mantidos higienizados. peratura que garanta que o alimento não seja contaminado por
• Ex: a escumadeira deve ser colocada dentro de um reci- bactérias e fungos, do armazenamento correto, entre outros as-
piente limpo e com tampa, nunca dentro da caçarola ou sobre pectos fundamentais para evitar contaminação e possíveis DTA’s
a tampa. – Doenças Transmitidas por Alimentos.
A produção de alimentos é demasiada complexa, pode ser
Utilização de forma integral dos alimentos uma questão de vida ou morte, se bem monitorada pode signifi-
O aproveitamento integral dos alimentos visa aproveitar car saúde e bem-estar ou ao menor deslize no controle higiêni-
partes dos alimentos que, por preconceito ou falta de informa- co-sanitário pode incorrer até em morte.
ção, são desprezadas. As partes dos alimentos que podem ser
aproveitadas são folhas, talos, cascas de frutas e vegetais. Essas Segurança Alimentar, qual a origem?
partes contem grande quantidade de nutrientes assim como o A expressão segurança alimentar apareceu pela primei-
alimento. A alimentação integral possui como princípio básico ra vez, após o término da 1ª Guerra Mundial. Foi notado que
a diversidade de alimentos e a complementação de refeições, um país poderia controlar o outro, se tivesse controle sobre o
com o objetivo de reduzir custo, evitar desperdício, proporcio- seu fornecimento de alimentos. Era uma estratégia importante,
nar preparo rápido e oferecer paladar regionalizado. principalmente quando aplicada pelo país mais forte em relação
aquele com menor potencial, do ponto de vista militar e incapaz
Alimentos que podem ser aproveitados integralmente: de gerar alimentos suficientes para alimentar sua população.
• Folhas de: cenoura, beterraba, batata doce, nabo, couve- Logo este termo “segurança alimentar” é de fato um conceito
-flor, abóbora, mostarda, hortelã e rabanete; de origem militar. Era um quesito de segurança nacional, pois
• Cascas de: batata inglesa, banana, tangerina, laranja, ma- cada país deveria ser autossuficiente ou ter estoques estratégi-
mão, pepino, maçã, abacaxi, berinjela, beterraba, melão, mara- cos de alimentos.
cujá, goiaba, manga, abóbora; No Brasil, a segurança alimentar e nutricional significa garan-
• Talos de: couve-flor, brócolis, beterraba; tir, a todos, alimentos básicos de qualidade, em quantidades su-
• Entrecascas de melancia, maracujá; ficientes, de modo permanente, e sem comprometer o acesso a
• Sementes de: abóbora, melão, jaca; outras necessidades essenciais, com base em práticas alimentares
• Nata; saudáveis, contribuindo assim para uma existência digna, em um
• Pão amanhecido e biscoitos quebrados. contexto de desenvolvimento integral da pessoa humana.
A partir daí, surge a percepção que além da disponibilidade
dos alimentos, é preciso que todos os povos tenham acesso aos
alimentos, item fundamental para a segurança alimentar. Claro

20
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
que são listados outros fatores que geram insegurança alimen- São eles:
tar, como as situações de guerra e desestruturação da capaci- • produtos químicos - metais pesados ou pesticidas
dade de produção, ou situações de bloqueios econômicos, so- • toxinas naturais de plantas e animais - alcaloides e hista-
frida normalmente por países que não aceitam as imposições minas;
das grandes potências mundiais, ou em situações de catástrofes • vírus - hepatite e helmintos;
naturais em que a agricultura dos países atingidos é parcial ou • bactérias patógenas;
totalmente impactada. • fungos patogênicos.

Cuidando da integridade e sanidade dos alimentos Dentre as bactérias mais comuns neste contexto, podemos
Do ponto de vista da produção de refeições nos restauran- destacar:
tes, nas produções da panificação, confeitarias, pâtisserie, en- • Clostridium botulinum
fim, da manipulação como um todo de alimentos, vários são os • Clostridium perfringens;
aspectos legais e de ordem técnica que asseguram que os ali- • Staphylococcus aureus;
mentos sejam próprios para o consumo e não cause surpresas • Bacillus cereus;
desagradáveis à saúde. • Escherichia coli;
O primeiro passo é ter no local de produção e cumprir o que • Campylobacter ssp;
está definido no Manual de Boas Práticas (MBP) e os Pop´s (Pro- • Salmonella ssp.
cedimentos Operacionais Padronizados). Neles estão descritos
como produzir alimentos seguros para o consumo. As doenças transmitidas por alimentos (DTA´s) são causadas
Há também planilhas de monitoramento de temperaturas pela ingestão de água e/ou alimentos contaminados. Existem
de equipamentos, alimentos prontos e em preparação e mui- mais de 200 tipos de DTA´s e a maioria são bactérias e suas to-
tas outras que acompanham os POP´s ou o MBP que devem ser xinas, parasitas e vírus. Há também as DTA´s causadas por en-
seguidas. Além de ter um responsável que oriente e faça um venenamento, provocados por toxinas naturais (ex. cogumelos
fluxograma das diversas preparações para que não haja conta- venenosos, toxinas de algas ou peixes) ou por produtos químicos
minação cruzada entre os diversos pratos e/ou produtos que a que contaminaram o alimento (ex. chumbo e agrotóxicos).
empresa produz e comercializa.
Recepção e armazenamento - o início do controle no local
A importância dos 3 TTT – tempo, técnica e temperatura de produção de alimentos
Tempo, temperatura e técnicas de preparo são essenciais O recebimento é um processo muito importante, pois ali co-
para um alimento ser considerado seguro para o consumo hu- meça de fato a “segurança do alimento” que logo se transforma-
mano. Por isso é fundamental monitorar, planilhar e tomar rá em um produto pronto para o consumo. Então, é necessário
ações corretivas em tempo hábil para que o erro se não torne que se observe alguns aspectos, como por exemplo, a data de
um problema de saúde pública (doença transmitida por alimen- validade e se a embalagem está íntegra, pois pode ser a porta
tos - DTA). de entrada para fungos nos cereais. Alguns fungos produzem mi-
Temos alguns parâmetros para tempo e temperatura, po- crotoxinas que contaminam os alimentos e geram danos à saúde
rém com as novas técnicas de preparo, isso vem mudando. Em humana. A presença de fungos indica a possibilidade de produ-
linhas gerais, uma preparação quente deve estar acima de 60º ção de microtoxinas e a obrigação de descartar aquele lote. Logo
C e a fria até 10º C. Quando o alimento está exposto (por exem- a vigilância e o planejamento de estoque e compras são vitais
plo, restaurantes que tenham o serviço self service ou alimentos para minimizar esse tipo de problema.
deixados na cozinha em banho-maria para serem servidos mais Nesta época do ano, quando as temperaturas médias no
tarde, ou conforme demanda), devem apresentar as seguintes Brasil chegam a 33º, alguns cuidados são imprescindíveis para se
temperaturas: evitar a contaminação dos alimentos: O monitoramento de tem-
po, a temperatura e a quantidade de alimento produzido preci-
Alimentos quentes: sam estar em sincronia com a demanda ofertada. Fazer peque-
• Em temperaturas superiores a 60º C, por no máximo 6 ho- nos lotes de produtos e controlar o tempo e a temperatura de
ras; exposição são os principais motivos para evitar contaminações.
• Em temperatura abaixo de 60º C, por no máximo 1 hora. Aliados a isso estão a manutenção preventiva dos equipamentos
e o olhar atendo nas planilhas de aferição.
Alimentos frios:
• Até 10º C, por no máximo 4 horas; Controle da higiene ambiental, dos equipamentos e dos
• Entre 10º C e 21º C por no máximo 2 horas. Exceto prepa- utensílios
rações com carnes cruas e pescados. É de extrema importância que todos os processos estejam ali-
• Os alimentos preparados e prontos para o consumo em nhados para que o produto final seja satisfatório. Logo é necessá-
distribuição ou espera, que contenham carne ou pescado crus, rio que o ambiente, os utensílios e os equipamentos estejam em
devem ser mantidos em exposição por no máximo 2 horas a 5º C. condições ideais para uso. Limpos, higienizados com os produtos
certos, protegidos de possíveis contaminações físicas (pó, poeira
etc.). Por isso a obrigatoriedade de ter um Procedimento Opera-
Os veículos de contaminação, patologias e bactérias cional Padrão (POP) e de realizá-lo conforme sua orientação para
São vários agentes causadores de doença no homem quan- cada tipo de utensílio/equipamento ou ambiente.
do os processos de escolha do fornecedor, sanitização de hor-
tifrútis, pré-preparo, cocção, distribuição, dentre outros, são
inadequados ou inexistentes.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Controle da higiene e saúde dos manipuladores Desinfecção: redução, por agentes físicos ou químicos, do
O principal modo de contaminação se dá por falta de higiene número de microrganismos do prédio, instalações, maquinários e
dos manipuladores, principalmente pelo modo errado de lavar utensílios, a um nível que não resulte a contaminação do alimento.
as mãos, quantidade insuficiente de lavagens durante a jorna-
da de trabalho e nas trocas de funções. Outro aspecto impor- Embalagem: recipiente destinado a garantir a conservação e
tante se dá pela saúde física do colaborador. O manipulador de a facilitar o transporte e manuseio dos alimentos.
alimentos não pode apresentar ferimentos ou precisa cobri-los Higienização: operação que engloba a limpeza e a desinfec-
adequadamente, não pode trabalhar gripado, com diarreia, vô- ção do estabelecimento, das instalações, equipamentos e uten-
mitos frequentes, dor abdominal ou qualquer outro indício que sílios.
possa vir a contaminar o que ele produz. Além de estar em dia Ingrediente: toda substância empregada na fabricação ou
com seus exames obrigatórios para exercer tal função. na preparação de um alimento e que permanece no produto fi-
nal, ainda que de forma modificada.
O nutricionista como agente fundamental na gestão da Inspeção sanitária: procedimento técnico realizado pela au-
qualidade no food service toridade sanitária com o objetivo de apurar e intervir sobre os
A legislação brasileira no campo da segurança alimentar é riscos à saúde presentes nas etapas de produção.
eficiente e eficaz em relação a muitos países, porém é neces- Limpeza: operação de remoção de substâncias minerais e/
sário que o profissional que esteja operando essa atividade em ou orgânicas, como terra, poeira, gordura e outras sujidades in-
Serviços de Alimentação e Nutrição entenda, compreenda e sai- desejáveis à qualidade do alimento.
ba aplicá-la conforme a necessidade de cada estabelecimento. Lote: conjunto de produtos de um mesmo tipo, processados
Não é apenas ler, é preciso adequá-la a realidade da organiza- pelo mesmo fabricante, em tempo determinado, sob condições
ção. essencialmente iguais.
O nutricionista tem papel fundamental na orientação, for- Manipulador: indivíduo que trabalha na produção, prepara-
mulação de normas técnicas e procedimentos que assegurem a ção, processamento, embalagem, armazenamento, transporte,
sanidade dos alimentos, a saúde dos manipuladores e o bem-es- distribuição e venda de alimentos.
tar dos consumidores. Manipulação de alimentos: transformação da matéria prima
Um nutricionista que entenda de processos de qualidade é para obtenção e entrega ao consumo, de alimento preparado,
muito útil e agrega valor ao produto final. Ele é o profissional envolvendo as etapas de preparação, embalagem, armazena-
capacitado para ser o responsável pela produção, segurança hi- mento, transporte, distribuição e exposição à venda.
giênica sanitária e qualidade de todo os alimentos produzidos na Matéria prima alimentar: toda substância que, em estado
empresa. Porém nem todos os gestores e/ou gerentes dos es- bruto, precisa sofrer tratamento ou transformação de natureza
tabelecimentos entendem essa necessidade, nem encaram isso física, química ou biológica para ser utilizada como alimento.
como prioridade. Um nutricionista deve ser visto como alguém Produto alimentício: todo alimento derivado de matéria pri-
que está lá para fortalecer sua marca perante o consumidor e ma alimentar ou de alimento “in natura”, obtido por processo
gerar um diferencial competitivo perante o mercado. tecnológico adequado, adicionado ou não de outras substâncias
permitidas.
Definições: Resíduos: materiais a serem descartados, oriundos da pro-
Alimentos: toda substância ou mistura no estado sólido, lí- dução ou das demais áreas do estabelecimento.
quido, pastoso ou qualquer outra forma adequada, destinada
a fornecer ao organismo humano os elementos normais à sua 1 Áreas externas do estabelecimento
formação, manutenção e desenvolvimento. As áreas externas devem estar livres de focos de insalubri-
Alimento “in-natura”: todo alimento de origem vegetal ou dade, ausência de lixo, objetos em desuso, animais, insetos e
animal cujo consumo imediato exija-se apena a remoção da par- roedores. As áreas circundantes devem oferecer condições que
te não comestível e os tratamentos indicados para sua perfeita não permitam proliferação de insetos e roedores. Os pátios de-
higienização e conservação. vem ser mantidos com piso lavável, grama aparada ou cascalho.
Alimento embalado: todo alimento contido em uma emba-
lagem pronta oferecida ao consumidor. 2 Estrutura física do estabelecimento:
Alimento preparado: alimento pronto para consumo que fo- Os itens abaixo relacionados devem obedecer os seguintes
ram manipulados em serviço de alimentação e expostos à venda requisitos:
ou distribuição, embalado ou não. 2.1 Piso: material liso, resistente, impermeável, lavável, de
Anti-sepsia: operação destinada à redução de microrganis- cores claras e em bom estado de conservação, resistente ao ata-
mos presentes na pele em níveis seguros, por meio de agente que de substâncias corrosivas e de fácil higienização (lavagem e
químico, após a lavagem, enxágüe e secagem das mãos. desinfecção), não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujida-
Boas práticas: são procedimentos técnico-sanitários neces- des. Deve ter inclinação em direção aos ralos, o suficiente para
sários para garantir a qualidade dos alimentos. não permitir que a água fique estagnada. (SILVA JR, 2001)
Controle integrado de pragas: conjunto de ações preventi- 2.2 Ralos: devem ser colocados a distância adequada um dos
vas e corretivas destinadas a impedir a atração, o abrigo, acesso outros, de modo a permitir uma adequada drenagem. Devem
e/ou proliferação de vetores e pragas urbanas que comprome- ser circulares e ter no mínimo 10 cm de diâmetro. Em áreas que
tam a segurança do alimento. permitam existência de ralos e grelhas, estes materiais devem
Contaminantes: substâncias de origem biológica, química ser em número suficiente, sifonados, e as grelhas devem possuir
ou física, estranhas ao alimento e nocivas à saúde humana ou dispositivo que permita o fechamento. Devem ser mantidos em
que comprometam a sua integridade. condições adequadas de higienização, conservação, com ausên-
cia de resíduos, a fim de evitar entupimentos. (JUCENE, 2008)

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
2.3 Paredes e divisórias: acabamento liso, impermeável, la- 6 Descrição das áreas e instalações
vável, de cores claras, em bom estado de conservação. Deve ter 6.1 Área de estocagem de produtos à temperatura ambien-
ângulo arredondado no contato com o piso. Livre de umidade, te: os alimentos devem estar separados por grupos, estar sobre
descascamentos, rachaduras. Se for azulejada deve respeitar a paletes, estrados ou prateleiras, distantes da parede e respei-
altura mínima de 2 metros. (SILVA JR, 2001) tando o empilhamento máximo. Os paletes, estrados e pratelei-
2.4 Tetos e forros: material liso, impermeável, lavável, de ras devem ser de material liso, resistente, impermeável e lavá-
cores claras e em bom estado de conservação. Devem ser isen- vel. Não deve existir entulho ou material tóxico no estoque, e o
tos de goteiras, vazamento, umidades, trincas, rachaduras, bo- material de limpeza armazenado separadamente dos alimentos.
lores e descascamentos. Proibido o forro de madeira. Se houver Os alimentos devem ter embalagens íntegras com identifica-
necessidade de aberturas para ventilação, estas devem possuir ção visível (nome do produto e data de validade). Em caso de
tela, com malha de 2 mm, de fácil limpeza. (SILVA JR, 2001) transferência de produtos de embalagens originais para outras
2.5 Janelas: com telas milimétricas limpas, sem falhas de re- embalagens de armazenamento, transferir também o rótulo do
vestimento e ajustadas aos batentes. As telas devem ter malha produto ou desenvolver um sistema de etiquetagem para uma
de 2 mm, removível ou fixa e de fácil limpeza, em bom estado de perfeita identificação do produto. O local deve conter tela mili-
conservação. As janelas devem estar livresde quebras, trincas ou métrica nas janelas, protetor no rodapé da porta, piso lavável e
rachaduras e protegidas de modo a não permitir que os raios so- resistente, boa iluminação e ventilação adequada e estar sem-
lares incidam diretamente sobre os alimentos ou equipamentos pre limpo e organizado. (SILVA JR, 2001), (CVS 6/99)
mais sensíveis ao calor. (SILVA JR, 2001) 6.2 Estocagem de produtos sob temperatura controlada:
2.6 Portas: superfícies lisas, de cores claras, de fácil limpeza, os equipamentos de refrigeração e congelamento devem ser de
ajustadas aos batentes, de material não absorvente, com fecha- acordo com a necessidade e tipos de alimentos a serem arma-
mento automático (mola ou similar) e protetor no rodapé. (SIL- zenados. Os refrigeradores devem ser dotados de prateleiras em
VA JR, 2001), (CVS 6/99) aço inox para armazenamento separado dos gêneros (hortifrutis,
2.7 Estruturas antipragas: Janelas protegidas com tela mi- ovos, recipientes com produtos abertos (por exemplo, molho de
limétrica, removível ou fixa, desde que facilite a higienização tomate)). Os freezers devem estar com a borracha vedante em
mensal dos vidros e da tela. Protetor no rodapé das portas, evi-
bom estado para que não fique nenhuma fresta. (SILVA JR, 2001)
tando assim a entrada de insetos e roedores. (JUCENE, 2008)
6.3 Instalações para pré-preparo de hortifrutis: área para
2.8 Instalações sanitárias: Devem existir banheiros separa-
manipulação com bancadas e cubas de material liso, resistente
dos para cada sexo, em bom estado de conservação, constituído
e de fácil higienização. Paramanipulação dos produtos vegetais
de vaso sanitário, pia e mictório para cada 20 funcionários, dis-
é necessária a utilização das tábuas de polipropileno. (SILVA JR,
postos de bacia com tampa, papel higiênico, lixeira com tampa
2001)
acionada por pedal, mictórios com descarga, pias para lavar as
6.4 Instalações para cocção: devem estar localizados nes-
mãos, sabonete líquido ou sabão anti-séptico, toalha de papel,
sa área os equipamentos destinados ao preparo de alimentos
de cor clara, não reciclado. (CVS 6/99)
quentes (fogão e forno). Essa área deve ser o mais distante pos-
2.9 Vestiário: Separada para cada sexo, devendo possuir
armários individuais e chuveiro para cada 20 funcionários, com sível dos equipamentos refrigerados ou congeladores, porque o
paredes e pisos de cores claras, material liso, resistente, imper- calor excessivo compromete os motores dos mesmos.
meável, portas com molas, ventilação adequada e janelas tela- 6.5 Área de guarda de botijões de gás: de acordo com a
das. (CVS 6/99) ABNT deve existir área externa exclusiva para armazenamento
de recipientes de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e seus aces-
3 Rede hidráulica sórios. A delimitação desta área deve ser com tela, grades vaza-
Dependendo da disponibilidade, o estabelecimento pode op- das ou outro processo construtivo que evite a passagem de pes-
tar por utilizar água proveniente da rede pública de abastecimen- soas estranhas à instalação e permita uma constante ventilação.
to ou de poços artesianos. Quando a água utilizada é proveniente (SILVA JR, 2001)
de poços artesianos, é importante que a empresa obtenha autori- 6.6 Área/local para higienização das mãos: devem existir
zação dos órgãos de fiscalização ambiental para exploração e uso lavatórios exclusivos para higienização das mãos. Quando não
de água e que informe a origem da água ao serviço de fiscalização houver separação de áreas deve existir pelo menos uma pia para
sanitária. O serviço de fiscalização sanitária deve estar ciente e higiene das mãos, em posição estratégica em relação ao fluxo de
autorizar o uso da água neste caso. (JUCENE, 2008) preparações dos alimentos, torneiras dos lavatórios acionadas
sem contato manual. Não deve existir sabão anti-séptico para
4 Rede de iluminação higiene das mãos nas pias utilizadas para manipulação e prepa-
A iluminação pode ser tanto natural quanto artificial, através ro dos alimentos, devido ao alto risco de contaminação química
de luminárias protegidas contra explosão e quedas acidentais e dos alimentos.
em bom estado de conservação, As lâmpadas devem ser bran-
cas e trocadas quando apresentarem falhas no funcionamento. 7 Área de consumo – refeitório
A iluminação não pode ser insuficiente ou excessiva, e não deve É o local onde os escolares fazem suas refeições. Devem
provocar reflexos fortes ou ofuscamentos. (JUCENE, 2008) conter mesas e cadeiras em quantidade suficiente para que os
alunos se acomodem corretamente para consumirem a refeição.
5 Rede de ventilação Podem permanecer no refeitório os equipamentos para distri-
O sistema de ventilação é natural, não devendo ser utiliza- buição de alimentos como o balcão térmico e utensílios de mesa
dos ventiladores nem aparelhos de ar condicionado nas áreas (talheres e canecas). O balcão deve estar limpo, com água tra-
de manipulação de alimentos. Deve haver abertura a ventilação tada e limpa, trocada diariamente, mantido à temperatura de
provida de sistema de proteção para evitar a entrada de agentes 80 a 90º. Deve ter espaço para mesas e cadeiras facilitando a
contaminantes. (Portaria SVS/MS nº 326) circulação. (SILVA JR, 2001)

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
8 Higienização 8.5 Freezer: Retire todos os alimentos de dentro do freezer
O processo de higienização tem como objetivo eliminar ou provisoriamente.
reduzir a contaminação microbiológica, minimizando os riscos Desligar o equipamento. Higienizar a parte interna utilizan-
de transmissão de agentes causadores de doenças. Os itens do a parte macia da esponja e solução detergente. Retirar o ex-
abaixo relacionados devem obedecer às seguintes etapas de hi- cesso de sabão utilizando um pano úmido.
gienização: (SILVA JR, 2001) A borracha deve ser higienizada constantemente utilizando-
8.1 Cozinha: O piso da cozinha deve ser lavado após o tér- -se pano umedecido com água quente, evitando assim o resse-
mino dos intervalos. camento da borracha.
Porém, mesmo durante o preparo das refeições o ambiente 8.6 Liquidificador: Desligar o equipamento da tomada. Hi-
deve ser mantido em ordem, recolhendo os resíduos. Diluir o gienizar o copo do liquidificador utilizando uma esponja com
detergente em água de preferência aquecida, utilizando um re- solução de detergente. Atentar-se às hélices, onde sujidades
cipiente adequado e exclusivo (balde). podem ficar acumuladas. Enxaguar com água corrente e deixar
Colocar água limpa em outro recipiente; Imergir a esponja secar naturalmente. Cubra-o para que fique protegido.
ou pano na solução detergente (1º balde). Iniciar a limpeza pelos 8.7 Batedeira: Desligar o equipamento da tomada. Higieni-
locais mais altos. Imergir a esponja ou pano no balde com água zar o equipamento utilizando-se esponja e solução detergente.
(2º balde), para retirar os resíduos. Torcer e imergir novamente Deixe secar naturalmente e cubrao para que fique protegido.
na solução detergente. 8.8 Forno da padaria artesanal: Desligar o equipamento.
Esta prática evita que a solução detergente fique com suji- Retirar a grade e higienizá-la utilizando esponja e solução de-
dades. Após os locais mais altos estarem ensaboados, utilizar o tergente. A parte interna do equipamento deve ser higienizada
restante da solução detergente no piso. utilizando-se pano úmido, tomando cuidado para não molhar a
Retirar o detergente das bancadas e do piso utilizando um pedra, pois pode danificar o equipamento
rodo; Iniciar o enxágüe com água pelos locais mais altos. 8.9 Talheres, canecas e cumbucas: Retirar o excesso de resí-
Pode ser utilizado pano limpo e água. Após a retirada do duos; coloque-os imersos em uma bacia com água e detergente.
detergente com o rodo e enxágüe com água, o piso deve ser Com esponja lave-os um a um.
desinfetado com solução clorada. Enxaguar com água corrente até a completa remoção do de-
Deixar secar naturalmente. (SILVA JR, 2001) tergente. Por último escaldar com água fervente e deixar secar
8.2 Estoque: Ao final de cada ciclo, o estoque estará baixo, naturalmente
facilitando a higienização das prateleiras e estrados. As caixas 8.10 Pratos: Remova os restos de alimentos dos pratos e
que ainda estiverem no estoque devem ser retiradas para que coloque-os imersos em recipiente com água e sabão. Lave-os
as embalagens não fiquem molhadas. utilizando esponja e sabão. Enxágüe os pratos com água corren-
As prateleiras devem ser higienizadas utilizando esponjas te e coloque-os no escorredor. Deixe secar naturalmente. Após
ou panos e solução com detergente e depois enxaguadas com secarem coloque-os em local protegido.
água limpa. 8.11 Formas e panelas: Remova todo o excesso e em casos
Os estrados devem ser removidos para que o piso seja lava- mais severos deixe-as de molho. Esfregue toda a superfície do
do também utilizando solução com detergente. Retirar o exces- utensílio e enxágüe-as comágua limpa. Coloque-as virada para
so de sabão do piso utilizando um rodo e depois um pano limpo. baixo e deixe escorrer a água, deixando secar naturalmente.
Deixar secar naturalmente. Após secar acondicione em local protegido de poeiras.
8.3 Fogão: Não jogar água no fogão enquanto o equipamen- 8.12 Tábuas de corte: Coloque as tábuas imersas em água
to estiver quente, pois a mudança brusca de temperatura pode e sabão. Com a ajuda de uma escova ou esponja esfregue as
até rachar o esmalte da pintura. tábuas. Enxágüe muito bem com água limpa e deixe secar na-
Retirar os resíduos utilizando um pano úmido enquanto o turalmente.
fogão estiver morno (facilita a não formação de crostas de gor- 8.13 Lixeiras: Remova todo o excesso. Com uma esponja e
dura). Antes da higienização do fogão, retirar as bocas, porém detergente esfregue a parte interior e a parte de fora da lixeira.
não colocá-las diretamente na água fria (evitando choque tér- Enxágüe até retirar todo o sabão e seque totalmente.
mico). Após a retirada dos resíduos, passar a esponja com so- 8.14 Rotina de limpeza da cozinha e estoque:
lução detergente no fogão, inclusive nas placas. Retirar o sabão Diária Após utilização Semanal Mensal
utilizando um pano seco e limpo. Higienizar as bocas utilizando Pisos, rodapés e ralos, pias, bancadas, fogão, maçanetas, ca-
esponja e solução detergente. Jamais utilizar mangueiras ou bal- deiras e mesas, caixas plásticas e recipiente de lixo.
des na higienização do fogão. Equipamentos (liquidificador, batedeira, picador de legu-
8.4 Refrigerador: Retire todos os alimentos de dentro da mes) e utensílios (panelas, facas, pratos, talheres, cumbucas e
geladeira provisoriamente. Desligue o equipamento da tomada. tábua de corte)
Remova as prateleiras e equipamentos soltos e leve-os à pia. Paredes, janelas, portas, armários e geladeiras.
Lave todas as prateleiras com água e sabão utilizando uma es- Luminárias, interruptores, tomadas, telas, freezer e forno.
ponja sintética. Enxágüe com água corrente e deixe secar natu-
ralmente. No interior da geladeira esfregue e lave as paredes, 9 Utensílios de higienização
piso e o teto utilizando esponja e sabão. Enxágüe bem com água Os utensílios de higienização devem ser constituídos de ma-
limpa e se necessário com um pano limpo. Recoloque as prate- terial aprovado, mantidos em condições adequadas e apropria-
leiras e acondicione novamente os produtos dentro da geladei- damente higienizados, de modo que não se tornem fontes de
ra. Feche as portas e ligue-a na tomada. contaminação dos alimentos. Os utensílios utilizados na higieni-
zação das áreas de manipulação de alimentos devem ser exclu-
sivos, não podendo ser utilizados na higienização de sanitários
ou vestiários.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
9.1 Vassoura: Devem ser utilizadas na higienização de pi- 11 Higiene dos manipuladores:
sos, forros e paredes com revestimento laváveis. Devem possuir 11.1 Higiene pessoal: As unhas dos manipuladores devem
cabos com cobertura plástica, PVC ou de alumínio e as cerdas ser mantidas sempre limpas, curtas e sem esmalte. Os cabelos
devem ser de náilon ou outro material nãoorgânico. Sempre que devem ser mantidos limpos, adequadamente presos e protegi-
apresentarem deformações, devem ser imediatamente substi- dos por touca. Não é permito o uso de bigode ou barba. Não é
tuídas. (JUCENE, 2008) permitida a manipulação de alimentos utilizando adornos (brin-
9.2 Panos: Os panos de uso exclusivo para o chão devem ser cos, anéis, correntes, relógios, pulseiras ou piercing). Não é per-
identificados e não devem ser utilizados para secagem de uten- mitida a manipulação de alimentos utilizando maquiagens de
sílios ou superfícies de contatocom os alimentos. A higienização qualquer tipo, perfumes e cremes tanto para pele quanto para o
dos panos deve ser feita imediatamente após o uso, mantendo- cabelo. (JUCENE, 2008)
-os de “molho” com detergente por um período máximo e 6 ho- 11.2 Higiene das mãos: A higienização das mãos deve ser
ras e então lavados com novo detergente e depois desinfetados feita com detergente neutro, já que esses não oferecem riscos
com produtos clorados. Devem ser adequadamente secos antes de agressão à pele dos funcionários.
de serem guardados. (JUCENE, 2008) Na secagem das mãos, somente deve ser utilizada toalha de
9.3 Baldes: Devem ser utilizados na higienização geral e papel virgem, uma vez que toalhas de pano não são permitidas
adequados ao uso, sem sinais de quebras ou rachaduras. Devem em estabelecimentos de manipulação de alimentos. Para a hi-
ser substituídos antes que apresentem sinais de deformação, gienização simples das mãos: Abrir a torneira e molhar as mãos
decomposição ou uso excessivo. Os baldes devem ser adequa- evitando encostar na pia, aplicar na palma da mão a quantidade
damente lavados após o uso e mantidos secos. (JUCENE, 2008) suficiente de sabão para cobrir todas as superfícies das mãos,
9.4 Rodos: Devem ser adequados e constituídos de borracha ensaboar as palmas das mãos, dorso, entre os dedos, polegar e
ou outro material de resistência e eficiência elevada na seca- antebraço, enxaguar em água corrente e secar com papel toalha
gem. Não devem possuir cabo de madeira, os mesmos devem descartável.
ser cobertos com plástico, PVC ou alumínio. Devem ser higieni- De acordo com a Portaria CVS-6/99, devemos higienizar as
zado periodicamente e guardados completamente secos. (JUCE- mãos nas seguintes situações:
NE, 2008) - Sempre que iniciar o trabalho
- Sempre que se apresentarem sujas
10 Programa de sanitização - Sempre que mudar de tarefa
10.1 Limpeza da caixa d’água: Os reservatórios de água da - Depois de manipular alimentos crus
Unidade Escolar devem ser higienizados em intervalos constan- - Sempre que tossir, espirrar ou mexer no nariz;
tes, não superiores a 6 meses. - Sempre que utilizar as instalações sanitárias
Para higienizações realizadas por profissionais terceirizados, - Depois de mexer no cabelo, olhos, boca, ouvidos e nariz
o responsável deve emitir um Certificado de Realização da Higie- - Depois de comer
nização que identifica: nome da empresa responsável (quando - Depois de fumar
aplicável), a data de realização, a localização do reservatório e - Depois de manipular e/ou transportar lixo
a assinatura do responsável pela higienização. (JUCENE, 2008) - Depois de manipular produtos químicos (limpeza e desin-
10.2 Troca dos filtros: Os filtros devem ser trocados junta- fecção).
mente com a limpeza da caixa d’água, por empresa especializa- 11.2.1 Técnica para higienização das mãos: Umedecer as
da. A periodicidade não deve ser superior a 6 meses. mãos e antebraço com água; Lavar com sabonete líquido, neu-
10.3 Desratização: A desratização deve ser feita por empre- tro, inodoro. Pode ser utilizado sabonete líquido anti-séptico,
sa especializada a cada 6 meses ou quando se fizer necessário. neste caso, massagear as mãos e antebraços por pelo menos
Ao contratar a empresa, verifique os produtos utilizados e se os 1 minuto; Enxaguar bem as mãos e antebraços. Secar as mãos
produtos são cadastrados no órgão competente. com papel toalha descartável não reciclado. Aplicar anti-séptico,
A empresa deve emitir um Certificado de Garantia contendo deixando secar naturalmente. Os anti-sépticos permitidos são:
os dados da empresa, o nome da escola, tipo de serviço executa- álcool 70%, soluções iodadas, clorohexidina ou outros produtos
do, validade do serviço e assinatura do responsável. aprovados pelo Ministério da Saúde para esta finalidade. Devem
10.4 Desinsetização: A desinsetização deve ser feita por em- ser afixados cartazes de orientações aos manipuladores sobre
presa especializada a cada 6 meses ou quando se fizer necessá- a correta lavagem e anti-sepsia das mãos e demais hábitos de
rio. Ao contratar a empresa, verifique os produtos utilizados e se higiene, em locais de fácil visualização, inclusive nas instalações
os produtos são cadastrados no órgão competente. A empresa sanitárias e lavatórios. (CVS 6/99), (RDC 216)
deve emitir um Certificado de Garantia contendo os dados da 11.3 Uniformização: Os manipuladores de alimentos devem
empresa, o nome da escola, tipo de serviço executado, validade utilizar a uniformização completa para permanecer na cozinha
do serviço e assinatura do responsável. que consiste de: touca protetora capilar, avental branco e sa-
10.5 Limpeza das caixas de gordura: As caixas de gordura pato fechado antiderrapante. Os aventais devem estar em bom
devem ser higienizadas periodicamente, na freqüência adequa- estado de conservação, limpos e trocados diariamente.
da para prevenir entupimentos, refluxos, transbordamento ou Aventais de plástico devem ser utilizados somente na higie-
emissão de odores indesejáveis. A limpeza deve ser feita por nização dos utensílios, pois seu uso é proibido próximo a fonte
empresa especializada, de modo a não contaminar o ambiente. de calor. Quando saírem da área de manipulação, os funcioná-
Deve ser assegurado que a limpeza das caixas seja feita em ho- rios devem retirar os aventais e só vesti-los ao retornar para a
rário em que não haja manipulação de alimentos no estabeleci- cozinha. O uso de luvas deve ser controlado, não eximindo o
mento. Deve-se assegurar também, que não sejam mantidos ali- manipulador de higienizar as mãos. Deve ser obrigatório ma-
mentos expostos durante a limpeza. Todos os alimentos devem nipulação dealimentos prontos para consumo, que tenham ou
estar devidamente protegidos. (JUCENE, 2008) não sofrido tratamento térmico. Devem-se trocar as luvas ao

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
manipular alimentos crus e depois os alimentos prontos para 15 Prevenção da contaminação cruzada
consumo. É proibido o uso de luvas descartáveis junto a superfí- A contaminação cruzada pode ser evitada desde que sejam
cies quentes, equipamentos emissores de calor e no uso de água tomados alguns cuidados. O armazenamento dos alimentos já
quente. preparados não deve ser feito juntamente com os alimentos
11.4 Guarda de objetos: As vestimentas, bem como objetos crus. Os utensílios (talheres, tábuas de corte, panelas, potes
pessoais, devem ser guardadas em armários próprios. O fun- plásticos, etc) utilizados para manipular alimentos devem ser
cionário não deve manter qualquer item de vestuário ou obje- higienizados antes de manipular outro tipo de alimento. As su-
to pessoal nas áreas de manipulação ou no estoque. (JUCENE, perfícies utilizadas na manipulação de alimentos devem ser hi-
2008) gienizadas constantemente.
11.5 Hábito de fumar: Fumar cigarros, charutos ou cachim- Os manipuladores devem atentar-se a higiene pessoal, prin-
bos nos ambientes de manipulação de alimentos é uma prática cipalmente com relação à higiene das mãos, lavando-as a cada
ilegal. Enquanto fuma o indivíduo toca na boca e bactérias pre- troca de atividade. Os lixos devem permanecer distantes da área
judiciais a saúde, como o estafilococo, podem ser passadas aos de manipulação de alimentos e tampados. (JUCENE, 2008)
alimentos. O hábito de fumar leva a pessoa a tossir e a espirrar,
e as pontas de cigarros e cinzas podem cair nos alimentos, cau- 16 Recebimento
sando sua contaminação. As pontas de cigarros, que são con- Todos os produtos adquiridos devem ser inspecionados no
taminadas pela saliva, são depositadas sobre as superfícies de recebimento, independente de serem entregues pela Transpor-
trabalho, produzindo a contaminação cruzada. (HAZELWOOD & tadora terceirizada pelo DSE ou diretamente pelo fornecedor,
MCLEAN, 1994) inclusive os fornecedores de hortifrutis. Ainspeção deve ser rea-
11.6 Luvas térmicas: Devem ser utilizadas no manuseio de lizada pelo responsável pela merenda escolar e devem ser ava-
equipamentos emissores de calor e no manuseio de utensílios liados os seguintes itens:
quentes. Objetivam a proteção do manipulador de alimentos, e Condições do transporte dos produtos;
não devem ter contato direto com os alimentos. Condições das embalagens: as embalagens devem estar lim-
Devem ser higienizadas periodicamente, a fim de que não pas, sem sinais de poeira excessiva, areia ou lama, sem rasgos,
venham a constituir fonte de contaminação para os alimentos. riscos, quebras, sinais de ferrugem, trincas, amassamentos e es-
(JUCENE, 2008) tufamentos;
Condições gerais do produto: não devem apresentar alte-
12 Visitantes das áreas de manipulação de alimentos rações sensíveis na coloração, aroma, textura, odor e aparência
Pessoas que não fazem parte da equipe que trabalha com os em geral;
alimentos: entregadores dos gêneros da merenda, entregadores Conformidade dos produtos recebidos com o descrito na
da empresa de congelados, funcionários da diretoria, da escola, Nota Fiscal;
alunos e professores. Os visitantes também devem estar devi- Data de fabricação e a da validade dos alimentos recebidos
damente paramentados para permanecer na cozinha, utilizando (devem estar dentro do prazo de validade). (JUCENE, 2008)
touca protetora, avental, sapato fechado e sem adornos. 16.1 Ações na ocorrência de produtos não-conforme
Quando algum visitante for ajudar na preparação dos ali- Na ocorrência de divergência entre os produtos descritos
mentos, além da uniformização completa, deve tomar muito no boleto e os produtos recebidos, o responsável da escola deve
cuidado com a higienização das mãos. (JUCENE, 2008) anotar em todas as vias do boleto os produtos não recebidos, as-
sim a reentrega poderá ser feita posteriormente. (JUCENE, 2008)
13 Manejo de resíduos:
O lixo deve ser acondicionado em recipiente de material fá- 17 Armazenamento
cil de esterilizar e higienizar, com tampa, e sua abertura deve 17.1 Armazenamento à temperatura ambiente:
ser feita com pedal, nunca manualmente, evitando assim a con- Produtos que não necessitam de refrigeração ou conge-
taminação. Deve-se utilizar saco de lixo resistente para armaze- lamento são armazenados è temperatura ambiente (estoque
namento dos resíduos sólidos e os recipientes devem ser esva- seco).
ziados com regularidade. Os sacos de lixo devem ser retirados A disposição dos produtos deve obedecer à data de fabrica-
da cozinha após o término de cada turno e acondicionados no ção, devendo ser utilizado o método PVPS – primeiro que vence
mínimo 10 metros de distância das áreas de manipulação, dis- primeiro que sai. As embalagens devem estar limpas e organiza-
tantes do chão, protegidas da chuva e longe da ação de animais, das de acordo com o tipo de produto e devidamente identificadas,
até que a empresa faça a coleta. para melhor visualização da data de validade. Não devem existir
caixas de madeira e as caixas devem respeitar o empilhamento
14 Armazenamento, manuseio e uso de produtos químicos máximo (descrito nas caixas), evitando submetê-las a peso exces-
Os produtos químicos devem ser armazenados em local es- sivo, que pode danificar o produto. O armazenamento das caixas
pecífico, distantes dos produtos alimentícios. O manuseio deve deve ser distante do chão e pelo menos 10 cm de distância da
ser feito utilizando-se luvas de borracha a fim de evitar irrita- parede. Produtos destinados à devolução ou descarte devem ser
ções na pele e acidentes. A higienização dos utensílios deve ser identificados e colocados em local apropriado, separado dos de-
feita utilizando-se detergente neutro. Chãos e paredes devem mais produtos. (SILVA JR, 2001) (Portaria 1210/10/06)
ser higienizados utilizando-se água sanitária ou cloro e as super- 17.2 Armazenamento sob temperatura controlada:
fícies utilizando-se desinfetantes. (JUCENE, 2008) Todos os produtos perecíveis, especialmente os de alto ris-
co (derivados do leite, carne cozida, peixes e aves) devem ser
armazenados em um refrigerador, para evitar sua contamina-
ção por bactérias prejudiciais à saúde humana. (HAZELWOOD &
MCLEAN, 1994)

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Os alimentos somente devem ser colocados nos equipa- Somente após a higienização se deve proceder às operações
mentos de refrigeração ou congelamento quando devidamente seguintes, de corte e porcionamento:
resfriados. (JUCENE, 2008) 1º passo: higienize adequadamente as superfícies onde será
A colocação dos alimentos nos equipamentos de refrigera- feito o prépreparo dos hortifruti.
ção deve respeitar a capacidade máxima de armazenamento dos 2º passo: deposite os hortifruti.
mesmos, a fim de evitar sobrecargas e redução na eficiência de 3º passo: retire as partes estragadas ou que não serão utili-
refrigeração. (JUCENE, 2008) zadas dos hortifruti, manualmente ou com auxílio de uma faca.
Os produtos devem ser organizados em forma de cruz nos 4º passo: lave os hortifruti com água corrente e potável.
equipamentos de refrigeração, a fim de permitir a passagem 5º passo: prepare solução clorada (de acordo com as instru-
adequada de ar frio. (JUCENE, 2008) ções de uso da embalagem)
As portas dos freezers, geladeiras e câmaras frias devem 6º passo: mergulhe os produtos em solução desinfetante
permanecer fechadas, e ser abertas o menor número de vezes e por, no mínimo, 15 minutos.
pelo menor tempo possível. (JUCENE, 2008) 7º passo: enxágüe os hortifruti em água corrente e potável.
8º passo: elimine o excesso de água.
18 Descongelamento 9º passo: acondicione os alimentos sob refrigeração a tem-
Os produtos devem ser descongelados antes de receberem peraturas inferiores a 5ºC até o momento de cortar, porcionar,
tratamento térmico. Somente casos indicados pelo fabricante servir ou congelar, ou, quando aplicável, preparar o alimento
os alimentos congelados podem ser submetidos diretamente para congelar (por meio de branqueamento). (JUCENE, 2008)
a tratamento térmico estando ainda congelados. Nestes casos,
devem ser seguidas as orientações presentes nos rótulos dos Não necessitam de desinfecção frutas não manipuladas
produtos. (JUCENE, 2008) e frutas cujas cascas não são consumidas tais como: laranja,
O descongelamento deve ser realizado em condições de re- mexerica, banana e outras, exceto as que serão utilizadas para
frigeração a temperaturas inferiores a 5ºC. (JUCENE, 2008) suco. (CVS 6/99)
O descongelamento em forno de microondas somente pode
ser realizado quando o alimento é submetido à cocção imediata- 20 Preparo de Alimentos
mente após o descongelamento. (JUCENE, 2008) O tratamento térmico (ou cocção) é etapa essencial para
Somente em casos de urgência, não havendo outra forma que se assegure a redução ou eliminação da carga microbiana
possível, o descongelamento pode ser feito diretamente no fogo
de alguns alimentos. Portanto, o tratamento térmico deve ser
ou forno. (JUCENE, 2008)
adequado em todos os processos de preparo dos alimentos. (JU-
Os alimentos descongelados em geral devem ser mantidos
CENE, 2008)
sob refrigeração a 4ºC pelo prazo máximo de 72 horas. (JUCENE,
Para isso, deve-se assegurar que a temperatura medida no
2008)
centro geométrico dos alimentos seja de, no mínimo, 70ºC, de-
Os pescados e crustáceos devem ser mantidos sob refrigera-
vendo o alimento permanecer a essa temperatura pelo tempo
ção a 4º C pelo prazo máximo de 24 horas. (JUCENE, 2008)
mínimo de 2 minutos. (JUCENE, 2008)
O alimento deve ser preparado com no máximo 2 horas de
19 Pré Preparo
antecedência.
O pré preparo de alimentos compreende todas as etapas an-
teriores ao preparo dos alimentos, entre elas:
Descongelamento. 21 Sobras
Dessalga. São alimentos prontos que não foram distribuídos ou que
Higienização. ficaram no balcão térmico. Todas as sobras deverão ser inutili-
Eliminação de partes indesejadas. zadas, não devendo ser reaproveitadas ou doadas para consumo
Eliminação de cascas. humano ou animal. (CVS 6/99). Somente podem ser utilizadas
Fracionamento. sobras que tenham sido monitoradas (controle rigoroso de tem-
Moagem. peratura e tempo desde o pré-preparo).
Moldagem. As sobras quentes devem ser reaquecidas sob um dos se-
Tempero. (JUCENE, 2008) guintes critérios:
19.1 Higienização dos Produtos Enlatados - Reaquecidas a 74ºC e mantidas a 65ºC ou mais para serem
A higienização das latas é essencial para prevenir a contami- servidas, por no máximo 12 horas.
nação dos alimentos, visto que, normalmente, as latas são em- - Reaquecidas a 74ºC e quando atingirem 55ºC na superfície
balagens altamente contaminadas. (JUCENE, 2008) devem ser resfriadas a 21ºC em duas horas, devendo atingir 4ºC
A higienização das latas deve ser feita do seguinte modo: em mais seis horas, para serem reaproveitadas no máximo em
remova o rótulo, lavar as latas debaixo da torneira, utilizando 24 horas.
esponja e sabão, enxágüe em água corrente e retire o excesso - Na conduta acima, após atingirem 55ºC, podem ser con-
de água. Não secar com pano. Assim a lata estará pronta para geladas, devendo ser seguidos os critérios de uso para conge-
ser aberta. lamento
19.2 Higienização de hortifrutis
A higienização de hortifruti é uma etapa do pré preparo es- - Alimentos que sofreram tratamento térmico e que serão
sencial para prevenção da contaminação dos alimentos prepa- destinados à refrigeração devem ser armazenados em volumes
rados, visto que essasmatérias-primas carregam em si grande ou utensílios com altura máxima de 10 cm, devendo ser cober-
quantidade de resíduos orgânicos provenientes da fazenda ou tos quando atingirem a temperatura de 21ºC ou menos.
dos estabelecimentos comerciais e, conseqüentemente, grande
carga microbiana. (JUCENE, 2008)

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
As sobras frias devem ser: 22.1 Técnica de coleta de amostras
- Refrigerados de modo que a temperatura interna do ali- Identificar as embalagens ou sacos esterilizados ou desinfe-
mento atinja 4ºC em quatro horas, podendo ser utilizados por tados com nome do local, data, horário, produto e nome do res-
no máximo 24 horas; ponsável pela colheita. Proceder a higienização das mãos. Abrir
- Também podem ser reaproveitados para pratos quentes, a embalagem ou o saco sem tocá-lo internamente nem soprá-lo.
devendo ser levados à cocção a 74ºC e mantidos a 65ºC para Colocar a amostra do alimento. Retirar o ar e vedar. (CVS 6/99)
distribuição por no máximo 12 horas;
- Após atingirem 55ºC devem ser resfriados a 21ºC em duas 23 Uso de termômetros
horas e atingirem 4ºC em mais seis horas, devendo ser mantidos Os termômetros devem ser periodicamente aferidos, atra-
nesta temperatura para reaproveitamento, como pratos quen- vés de equipamentos próprios ou de empresas especializadas.
tes, por no máximo 24 horas. Quando usados, não devem propiciar risco de contaminação.
- No reaproveitamento citado anteriormente, as sobras Suas hastes devem ser lavadas e desinfetadas antes e depois de
também podem ser congeladas, segundo os critérios de uso para cada uso. (CVS 6/99)
congelamento.
24 Etiquetas de identificação
Em se tratando de boas práticas podem-se elencar algumas Os alimentos transferidos da embalagem original devem ser
recomendações estabelecidas pela Coordenação Geral da Políti- identificados com as seguintes informações:
ca de Alimentação e Nutrição- CGPAN, Ministério da Saúde: Nome do produto Data de fabricação Data de validade Lote
a. Mantenha a limpeza: Os microrganismos perigosos, que OBS: Após aberto, o produto não tem mais a mesma data de
causam doenças, podem ser encontrados na terra, na água, nos validade descrita na embalagem. Atentar-se a validade do pro-
animais e nas pessoas. Eles são transportados de uma parte à duto após a abertura da embalagem.
outra pelas mãos ou por meio de utensílios, roupas, panos, es-
ponjas e quaisquer outros objetos que não tenham sido lavados 25 Orientações para utilização do balcão térmico:
de maneira adequada. Um leve contato pode ser suficiente para Deve ser colocada água na altura de 20 cm aproximadamen-
contaminar os alimentos. te ou até que esta atinja o fundo da cuba;
b. Separe alimentos crus e cozidos: Os alimentos crus, espe- O termostato deve estar regulado à temperatura de 80 -
cialmente a carne, o frango e o pescado, podem conter micror- 90ºC;
ganismos perigosos que se transferem facilmente para outros O equipamento deve ser ligado cerca de 40 minutos antes
alimentos já cozidos ou prontos para o consumo, durante o pre- da distribuição;
paro ou a conservação. A higienização deve ser realizada diariamente após o pe-
c. Cozinhe completamente os alimentos: O cozimento corre- ríodo de intervalo, com sabão neutro e água, utilizando o lado
to mata quase todos os microrganismos perigosos. Estudos mos- macio da esponja e um pano limpo e seco. Não se deve utilizar
tram que cozinhar os alimentos de forma que todas as partes objetos pontiagudos ou material abrasivo (palha de aço). Deve-
alcancem 70ºC garante a sua segurança para o consumo. Alguns -se tomar cuidado para que não caia água no lado correspon-
alimentos, como pedaços grandes de carne, frangos inteiros ou dente ao motor. A água deve ser trocada diariamente no final
carne moída, requerem um especial controle do cozimento. O do expediente.
reaquecimento adequado elimina microrganismos que possam Considera-se instalação adequada aquela que não apresen-
ter se desenvolvido durante a conservação. ta risco de acidente, com ausência de fiação exposta, sem difi-
d. Mantenha os alimentos em temperaturas seguras: Alguns culdades para ligar ou desligar o equipamento. Deve haver um
microrganismos podem multiplicar-se muito rapidamente se o disjuntor exclusivo para a instalação do equipamento, pois sua
alimento é conservado à temperatura ambiente. Abaixo de 5ºC voltagem é de 220v.
e acima de 60°C, o crescimento microbiano torna-se lento ou Os utensílios devem respeitar um tamanho padrão, pro-
para. Alguns agentes patogênicos podem crescer mesmo em porcional a alunos de 1ª a 8ª série, sendo de material revestido
temperaturas abaixo de 5ºC. para proteger o cabo do calor, possuir comprimento compatível
e. Use água e matérias-primas seguras: As matérias-primas, e raio da concha e escumadeira proporcionais.
incluindo a água, podem conter microrganismos e produtos quí-
micos prejudiciais à saúde. É necessário ter cuidado na seleção Estocagem dos alimentos; Controle de estoque; Reaprovei-
de produtos crus e tomar medidas preventivas para reduzir o tamento de alimentos; Conservação e validade dos alimentos
risco, como lavá-los e descascá-los. A intoxicação alimentar causa 420 mil mortes por ano em
todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde
22 Guarda de amostras (OMS). No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, em 2015, fo-
A guarda de amostras deve ser realizada com o objetivo de ram 9.267 casos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs),
esclarecimento de ocorrência de enfermidade transmitida por com sete óbitos.
alimentos prontos para o consumo. No período do verão, a tendência é de crescimento destas
Devem ser colhidas amostras de todos os componentes do doenças. As altas temperaturas favorecem a proliferação de mi-
cardápio da refeição servida, 1/3 do tempo do término da distri- cro-organismos. Portanto, a conservação de alimentos na esta-
buição. A quantidade retirada deve ser de no mínimo 100g e o ção mais quente do ano exige cuidado redobrado.
armazenamento deve ser feito por 72 horas sob refrigeração até os cuidados devem iniciar na hora das compras. “Verifique
4ºC ou sob congelamento a -18ºC. Líquidos só podem ser arma- se o estabelecimento comercial mantém as temperaturas in-
zenados por 72 horas sob refrigeração. (CVS 6/99) dicadas pelos fabricantes. Observe a limpeza e organização do
ambiente; se os atendentes e manipuladores estão vestidos de
forma adequada à atividade que exercem, se usam touca e se o

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
uniforme está limpo”. Alimentos congelados precisam de aten- Dieta Branda
ção. A nutricionista aconselha conferir se os produtos estão fir- Objetivo:  Fornecer calorias e nutrientes para manter o es-
mes e sem sinais de descongelamento, como camadas de gelo tado nutricional, além de melhorar a mastigação, deglutição e
na parte externa. digestão.
“Os ovos não devem estar quebrados ou rachados e os ali- Indicação: Para crianças e idosos, com alterações e/ou per-
mentos in natura não devem apresentar alteração na cor, na turbações orgânicas e funcionais do trato gastrointestinal.
consistência e no aspecto” Características:  Normoglicídica, normoprotéica, normolipí-
A ordem correta das compras também é um cuidado desta- dica, balanceada e completa; consistência branda; 5 a 6 refeições
cado pela nutricionista. “Primeiro os alimentos não perecíveis, diárias; tempo indeterminado; pobres em resíduos celulósicos e
como arroz, farinha, feijão, oleaginosas; segundo, os perecíveis tecido conjuntivo, modificados por cocção e/ou subdivisão.
congelados, como carnes congeladas ou sorvetes; e por último Alimentos recomendados: Salada cozida; carnes frescas co-
os perecíveis refrigerados, como iogurte, queijo e carnes”. zidas, assadas, grelhadas; vegetais cozidos no forno, água, va-
por e refogados; ovo cozido, pochê ou quente; frutas (sucos, em
compotas, assadas, ou bem maduras, sem a casca); torradas,
biscoitos, pães enriquecidos (não integrais); pastel de forno,
DIETAS HOSPITALARES bolo simples, sorvete simples; sopas, óleos vegetais; margarina;
gordura somente para cocção, não para frituras.
As  dietas  são elaboradas considerando-se o estado nutri- Alimentos evitados:  Cereais e derivados integrais; frituras
cional e fisiológico das pessoas, e em situações hospitalares, em geral; frutas oleaginosas; vegetais do tipo A, exceto em su-
devem estar adequadas ao estado clínico do paciente, além de cos em cremes; frutas de tipo A, exceto em sucos; legumino-
proporcionar melhoria na sua qualidade de vida. Portanto a di- sas inteiras; doces concentrados; condimentos fortes, picantes;
eta hospitalar garante o aporte de nutrientes ao paciente inter- queijos duros e fortes.
nado e preserva seu estado nutricional, por ter um papel co-ter-
apêutico em doenças crônicas e agudas. Dieta Pastosa
As dietas hospitalares podem ser padronizadas segundo as Objetivo: Fornecer uma dieta que possa ser mastigada e de-
modificações qualitativas e quantitativas da alimentação nor- glutida com pouco ou nenhum esforço.
mal, assim como da consistência, temperatura, volume, valor Indicação:  Para os casos em que haja necessidade de faci-
calórico total, alterações de macronutrientes e restrições de nu- litar a mastigação, ingestão, deglutição; e de se permitir certo
trientes, com isso podem ser classificadas a partir das suas prin- repouso gastrointestinal; e em alguns pós-operatórios.
cipais características, indicações e alimentos ou preparações Características: Normoglicídica, normoprotéica e normolipí-
que serão servidos. dica; consistência pastosa ou abrandada pela cocção e proces-
sos mecânicos.
Dietas de Rotinas Alimentos recomendados: Todos os alimentos que possam
As dietas de rotinas são aquelas que não necessitam de res- ser transformados em purê. Mingaus de amido de milho, aveia,
trições ou modificações em sua composição. Podem sofrer mo- creme de arroz. Alimentos sem casca ou pele, moídos, liquidifi-
dificações quanto a consistência, possibilitando melhor adapta- cados e amassados.
ção em períodos de maior dificuldade na aceitação alimentar ou Alimentos evitados: Alimentos duros, secos, crocantes, em-
em fases de transição relativamente curtas, adaptando a dieta panadas, fritos, cruas, com semente, casca, pele. Preparações
às condições do indivíduo, como, por exemplo, nos períodos contendo azeitona, passas, nozes (outras frutas oleaginosas),
pós-operatórios. coco e bacon. Iogurte com pedaços de frutas, frutas com polpas,
hortaliças folhosas cruas, com sementes; biscoitos amanteiga-
Dieta Livre ou Geral dos e pastelarias.
Objetivo: Manter o estado nutricional de pacientes com ausên-
cia de alterações metabólicas significativas ao risco nutricional. Dieta Líquida-Pastosa ou Pastosa Liquidificada
Indicação: Para pacientes que não necessitam de restrições Objetivo: Fornecer ao paciente uma dieta que permite mi-
específicas e que representam funções de mastigação e gastrin- nimizar o trabalho do trato gastrointestinal e a presença de re-
testinais preservadas. síduos no cólon.
Características:  Dieta suficiente, harmônica, consistência Indicação:  Para pacientes com problemas de mastigação,
normal, distribuição e quantidades normais de todos os nutrien- deglutição e digestão, com trato gastrointestinal com modera-
tes, ou seja, normoglicídica, normoprotéica, normolipídica, ba- das alterações; e para o pós-operatório de cirurgias do TGI.
lanceada e completa. Características: Dietas normolipídicas, normoglicídicas, nor-
Alimentos recomendados:  Pães, cereais, arroz, massas, le- moprotéicas com consistência semilíquida; volume de 200 a
guminosas e seus produtos integrais, pobres em gorduras; hor- 400ml por refeição; por tempo indeterminado; 5 a 6 refeições.
taliças e frutas frescas; leite, iogurte, queijo com pouca gordura Alimentos recomendados: Preparações com alimentos liqui-
e sal; carnes, aves, peixes e ovos magros (sem pele e gordura); e dificados e amassados.
gorduras, óleos e açúcares com moderação. Alimentos evitados: Leguminosas e grãos, alimentos crus e
Alimentos evitados: Pães, cereais, arroz, massas, legumino- inteiros.
sas ricos em gorduras e açúcar; hortaliças e frutas enlatadas com
sal e óleo, e conservas com calda de açúcar respectivamente;
leite, iogurte, queijo ricos em gordura e sal; carnes, aves, peixes
e ovos ricos em gordura e sal, como os frios em geral; e gordu-
ras, óleos e açúcares em excesso.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Dieta Líquida Completa Dieta Hipoglicídica
Objetivo: Hidratar e nutrir os tecidos; repousar o trato gas- Dieta de consistência normal, constituída principalmente de
trointestinal e amenizar a sintomatologia. carboidratos complexos e rica em fibras solúveis. A sacarose é
Indicação:  Para pacientes que apresentam alterações na substituída por adoçante artificial à base do edulcorante aspar-
mastigação, deglutição, digestão ou disfagias; com anorexia, tame, ciclamato e sacarina, esteviosídeo e sucralose. Todas as
que estão preparando para exames ou em pós-operatórios; em frutas e vegetais são permitidos. Suplementos alimentares não
casos de graves infecções; transtornos gastrointestinais. permitidos: ensure, sustacal, sustagem e sustain não podem ser
Características: Hipocalórica (1000 a 1500 kcal/dia), normo- utilizados pela presença de sacarose em sua formulação. O ali-
glicídica, normoprotéica e normolipídica; consistência líquida mento achocolatado normalmente utilizado para substituir as
com volume de 200 a 300ml por refeições; de três em três horas. farinhas não poderá ser utilizado.
Alimentos recomendados: Mingaus a 3% (arroz, milho, mu- Indicação: Intolerância à glicose, obesidade e hipertriglice-
cilon, maisena); caldos e sopas liquidificadas; sucos diluídos e/ ridemia.
ou coados; leite, iogurte, creme de leite, queijos cremosos; ge-
latina, geléia de mocotó, pudim, sorvetes; chá, café, chocolate, Dieta Hipoprotéica
mate, bebidas não gasosas, sucos de frutas e de vegetais coados; Dieta de consistência normal, hipossódica, hiperglicídica, hi-
mingau de cereais, sopa de vegetais peneirados, cremosas e cal- poprotéica, com lipídeos para completar o valor calórico total/
dos de carnes; óleos vegetais. dia; com alto teor de alimentos formadores de resíduos intesti-
Alimentos evitados: Cereais integrais, sementes, farelos, se- nais. Oferece 2 gramas de NaCI de adição/dia. Oferece 60% de
mentes oleaginosas, hortaliças, frutas inteiras com casca, quei- proteínas de alto valor biológico. Frutas permitidas: todas, exce-
jos ricos em gorduras, embutidos, condimentos picantes. to aquelas ricas em potássio, como o melão e abacate. Vegetais
permitidos: todos, exceto verdes, batata, mandioca e macarrão,
Dieta Líquida Restrita por ser rico em potássio. Farinhas permitidas: trigo, amido de
Objetivo:  Saciar a sede, hidratação dos tecidos, evitar aci- milho, fubá, farinha de arroz ou de milho.
dose, manter função renal, repousar o TGI, amenizar a sintoma- Indicação:  Utilizada como tratamento conservador em pa-
tologias onde ocorre a necessidade de deminuição dos produtos
tologia.
do catabolismo protéico como uréia, creatina e amônia.
Indicação:  Pré-preparo de determinados exames (colonos-
copia e endoscopia) e pré e pós-operatório.
Dieta HAS (Hipertensos) 
Características: Hipocalórica (500 a 600 kcal/dia), hiperglicí-
Alimentos ricos em sódio e gorduras saturadas devem ser
dica, hipoprotéica e hipolipídica; consistência líquida com volu-
evitados, ao passo que os ricos em fibras e potássio (4,7g de
me de 200 a 300ml por refeições; de três em três horas. Isenta
potássio ao dia) são permitidos. Deve-se consumir frutas (4 a 5
de fibras.
vezes por dia), verduras, alimentos integrais, leite desnatado e
Alimentos recomendados:  Água, infusos adocicados com
derivados (com menos de 25% de gordura), quantidade, maior
açúcar e dextrosol e bebidas carbonatadas; caldos de legumes
quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio. Substituir fri-
coados; sucos de frutas coados; geleia de mocotó, gelatina, sor- turas por alimentos assados, crus ou grelhados.
vetes a base de frutas coadas (sem leite). Os hipertensos devem reduzir a quantidade de sal na ela-
Alimentos evitados: Cereais integrais com exceção do caldo; boração de alimentos, dando preferência aos temperos naturais
leguminosas; condimentos com exceção do sal; sucos de frutas como alho, cebola, limão, gengibre, alecrim, ervas, salsa, ceboli-
que contêm polpa, hortaliças com exceção caldo, carnes de to- nha, hortelã e manjericão. Substituir doces e derivados do açú-
dos os tipos e os respectivos caldos, leite e derivados. car por carboidratos complexos e frutas, evitar sucos industria-
Dieta Hipolipídica lizados dando preferência aos sucos naturais de frutas. Incluir
São retirados da dieta as gorduras de adição como mantei- cereais integrais na dieta.
ga, margarina, óleo e azeite, e também os alimentos ricos em É saudável uma pessoa ingerir até 6g de sal por dia (100
gordura, como embutidos, queijos, abacate, frituras e gema de mmol ou 2,4 g/dia de sódio), correspondente a quatro colheres
ovo. O leite administrado é do tipo desnatado. Frutas permiti- de café (4g) rasas de sal adicionadas aos alimentos.
das: todas, exceto abacate. Todos os vegetais são permitidos.
Indicação:  Patologias hepáticas, pancreáticas e de vesícula Dieta DM (Diabéticos)
biliar. Aplicável no controle de hipercolesterolemia, aterosclero- A composição da dieta deve incluir 50 a 60% de carboidra-
se. Oferece alto teor de fibras insolúveis e lipídeos poliinsatura- tos, 30% de gorduras e 10 a 15% de proteínas. Os carboidratos
dos, com restrição de lipídeos saturados. devem ser consumidos de 5 a 6 porções por dia. As gorduras
devem incluir no máximo 10% de gorduras saturadas, o que
Dieta Hipossódica significa que devem ser evitadas carnes gordas, embutidos, fri-
Dieta de consistência normal, com restrição de sódio em sua turas, laticínios integrais, molhos e cremes ricos em gorduras
composição e de alimentos que recebam adição de sal na sua e alimentos refogados ou temperados com excesso de óleo. As
produção. O paciente normalmente recebe 2 gramas de cloreto proteínas devem corresponder a 0,8 a 1,0 g/kg de peso ideal
de sódio (sal de cozinha) por dia, podendo variar até 4 gramas por dia, o que corresponde em geral a 2 porções de carne ao
por dia. Todas as frutas e vegetais são permitidos. Alimentos dia. Além disso, a alimentação deve ser rica em fibras, vitaminas
não permitidos: bacon, salsicha, azeitonas, apresuntado, pre- e sais minerais, o que é obtido pelo consumo de 2 a 4 porções
sunto, enlatados em geral e molho de soja. A ervilha e o milho de frutas, 3 a 5 porções de hortaliças, e dando preferência a
verde enlatados poderão ser utilizados com moderação, ou seja, alimentos integrais. Pode ser consumido uma ou duas vezes por
o per capita total não poderá ser superior a 5 gramas. semana, dois copos de vinho, uma lata de cerveja ou 40 ml de
Indicação: Hipertensão e edema por problemas renais/car- uísque, acompanhados de algum alimento, uma vez que o álcool
díacos. pode induzir a queda de açúcar (hipoglicemia).

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Dieta Nefropata (Insuficiência Renal) Dieta Hepatopata 
A dieta para a insuficiência renal deve ser sobretudo com Os pacientes com doença hepática toleram uma dieta nor-
pouca quantidade de potássio. Alguns alimentos não devem mal. A maioria dos pacientes não precisa de restrições dietéticas
ser consumidos, como: carnes gordas, salsicha, fígado, língua e podem até ser prejudicados por esta prática. Um padrão mo-
e coração; peixes secos e salgados, frutos do mar; conservas e dificado de alimentação, com aumento do fracionamento e da
enlatados; cereais integrais e derivados; farinhas lácteas; legu- redução do volume das refeições melhora a utilização de subs-
minosas secas e verdes: ervilha, feijão, grão, milho e favas (tole- tratos em pacientes com cirrose hepática compensada.
ra-se 1 vez/mês); frutos secos e cristalizados; sal; refrigerantes Pacientes com doença hepática crônica, principalemente de
e sucos concentrados. etiologia alcoólica, apresentam ingestão dietética inadequada,
Os rins são responsáveis pela eliminação dos resíduos pro- alterações dos indicadores antropométricos, bioquímicos e clíni-
venientes da digestão dos alimentos depois que o organismo cos que evidenciam prejuízo nutricional. A avaliação nutricional
aproveitou-se de todos os seus elementos nutritivos. Quando os clássica desses pacientes pode ficar comprometida se houver
rins não estão trabalhando apropriadamente, é necessário fa- repercurssões do dano hepático sobre o metabolismo hídrico
zer ajustes na dieta para que o organismo não se sobrecarregue e distribuição de líquido nos compartimentos corpóreos intrs e
com esses resíduos. extracelulares.
A dieta prescrita para os pacientes com insuficiência renal Ainda não existe método de avaliação nutricional para he-
crônica depende de vários fatores, como o estágio da doença patopatas considerado padrão ouro. Portanto, o diagnóstico nu-
renal (se é discreta com creatinina em torno de 2mg%; se é pré- tricional deve ser feito utilizando-se métodos antropométricos,
-dialítica com creatinina em torno de 4mg% ou se o paciente já bioquímicos e clínicos, levando-se em consideração vantagens,
se encontra em programa de diálise). Outras doenças existentes, desvantagens e indicações de cada método.
como o diabetes, hipertensão, dislipidemia, também precisam Cerca de 40% dos pacientes com doença hepática não alco-
ser levadas em consideração, assim como o peso, a altura, o ní- ólica possuem deficiência de vitaminas lipossolúveis, sobretudo
vel de atividade física e a quantidade de urina (volume urinário A e E, 8 a 10% apresentaram falta de vitaminas do complexo B
em 24 horas). Desta maneira, cada pessoa deve ter sua dieta in- (niacina, tiamina, riboflavina, piridoxina e vitamina B12) e 17%
dividualizada pelo seu nefrologista e por um nutricionista habi- tem deficiênia de ácido fólico, relacionadas mais diretamente as
litado a lidar com pacientes com doença renal. Cada organismo alterações da função hepática e reservas reduzidas do que com
tem diferentes necessidades baseadas no grau de doença, no a inadequação alimentar ou má absorção.
resultado dos exames de laboratório, no peso do paciente, (se é Evitar sempre:  Alimentos fritos, gordurosos e oleosos; ali-
necessário perda ou ganho de peso), na necessidade proteica e mentos de consistência endurecida, torrados, cortantes e volu-
de outros elementos, como vitaminas e sais minerais. mosos; carne vermelha; frutas cítricas ou ácidas; leite animal in
A “Dieta para Nefropata” não deve ser prescrita como se natura e derivados; refrigerantes e qualquer tipo de bebida al-
fosse uma fórmula única com “pouca” proteína (a quantidade coólica.
varia de pessoa para pessoa), sem sal (nem todo paciente é hi- Alimentos permitidos: Arroz branco ou integral; feijão pre-
pertenso ou apresenta “inchaço” que é o edema; alguns até são to, marrom, branco ou outros tipos; óleo de girassol, oliva (usar
perdedores de sal), pobre em potássio (existem pessoas mais constantemente), milho; margarina sem sal, tipo Becel; carne
tolerantes que outras à quantidade de potássio ingerido) e res- branca (frango, peixe e peru); bacalhau sem sal; carne de soja;
trição hídrica (depende do volume urinário). Desta maneira não queijo de soja; qualquer tipo de farinha (tapioca, mandioca);
existe uma dieta padrão para o nefropata e dificilmente duas qualquer tipo de verdura (crua ou cozida) e frutas.
pessoas vão seguir a mesma dieta. Cada um deve ter uma dieta
personalizada, adequada às suas necessidades. Dieta Cardiopata
O paciente com algum grau de insuficiência renal deve Aconselhável o consumo de carnes brancas, peixes, claras
acompanhar com seu nefrologista os resultados de seus exames de ovos, carnes vermelhas magras (sem gordura, e até 3x por
de laboratório e entender o que eles significam. Esses exames semana), preferível preparações assadas, cozidas, ensopadas
são a chave para a elaboração da dieta para os rins. É extre- ou grelhadas, legumes e verduras em todas as refeições, arroz
mamente importante, portanto, que se realize periodicamente branco ou integral, batata cozida, mandioca cozida, feijão, len-
esses exames e que o médico, o nutricionista e o paciente sejam tilha, grão de bico, soja, ervilha, leite desnatado e derivados,
capazes de traduzir os resultados em alimentos, vitaminas e sais óleos vegetais, água mineral, sucos naturais sem açúcar, frutas
minerais. De maneira geral, os nutrientes levados em conside- com a casca, frutas em calda e gelatina.
ração na dieta do indivíduo nefropata são os seguintes: cálcio e Fonte:http://www.saboravida.com.br/gastrono-
fósforo; sódio; líquidos em geral; potássio; proteínas e calorias. mia/2017/04/25/dietas-hospitalares/
Com a personalização da dieta é possível obter-se cardápios
variados, saborosos e com bom valor nutricional. O paciente e
sua família devem ser reeducados em relação aos hábitos ali- DIRETRIZES DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
mentares. A tradição alimentar brasileira é baseada em alimen-
tos gordurosos, calóricos, com muito sal e que acabam provo- O que é o Sistema Único de Saúde (SUS)?
cando sede, com muita ingestão de líquidos. O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais
O nutricionista, geralmente, é o profissional responsável complexos sistemas de saúde pública do mundo, abrangendo
por esta reeducação alimentar, ensinando o paciente e sua fa- desde o simples atendimento para avaliação da pressão arte-
mília a elaborar um cardápio adequado e fornecendo receitas já rial, por meio da Atenção Primária, até o transplante de órgãos,
testadas, que agradam ao paladar e são nutritivas. garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a po-
pulação do país. Com a sua criação, o SUS proporcionou o aces-
so universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. A

31
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
atenção integral à saúde, e não somente aos cuidados assisten- Comissão Intergestores Tripartite (CIT)
ciais, passou a ser um direito de todos os brasileiros, desde a Foro de negociação e pactuação entre gestores federal, es-
gestação e por toda a vida, com foco na saúde com qualidade de tadual e municipal, quanto aos aspectos operacionais do SUS
vida, visando a prevenção e a promoção da saúde.
A gestão das ações e dos serviços de saúde deve ser soli- Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
dária e participativa entre os três entes da Federação: a União, Foro de negociação e pactuação entre gestores estadual e
os Estados e os municípios. A rede que compõe o SUS é ampla municipais, quanto aos aspectos operacionais do SUS
e abrange tanto ações quanto os serviços de saúde. Engloba a
atenção primária, média e alta complexidades, os serviços ur- Conselho Nacional de Secretário da Saúde (Conass)
gência e emergência, a atenção hospitalar, as ações e serviços Entidade representativa dos entes estaduais e do Distrito
das vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental e assistên- Federal na CIT para tratar de matérias referentes à saúde
cia farmacêutica.
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Co-
AVANÇO: Conforme a Constituição Federal de 1988 (CF-88), nasems)
a “Saúde é direito de todos e dever do Estado”. No período an- Entidade representativa dos entes municipais na CIT para
terior a CF-88, o sistema público de saúde prestava assistência tratar de matérias referentes à saúde
apenas aos trabalhadores vinculados à Previdência Social, apro-
ximadamente 30 milhões de pessoas com acesso aos serviços Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems)
hospitalares, cabendo o atendimento aos demais cidadãos às São reconhecidos como entidades que representam os en-
entidades filantrópicas. tes municipais, no âmbito estadual, para tratar de matérias re-
ferentes à saúde, desde que vinculados institucionalmente ao
Estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) Conasems, na forma que dispuserem seus estatutos.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto pelo Ministério
da Saúde, Estados e Municípios, conforme determina a Consti- Responsabilidades dos entes que compõem o SUS
tuição Federal. Cada ente tem suas co-responsabilidades.
União
Ministério da Saúde A gestão federal da saúde é realizada por meio do Ministé-
Gestor nacional do SUS, formula, normatiza, fiscaliza, mo- rio da Saúde. O governo federal é o principal financiador da rede
nitora e avalia políticas e ações, em articulação com o Conselho pública de saúde. Historicamente, o Ministério da Saúde aplica
Nacional de Saúde. Atua no âmbito da Comissão Intergestores metade de todos os recursos gastos no país em saúde pública
Tripartite (CIT) para pactuar o Plano Nacional de Saúde. Inte- em todo o Brasil, e estados e municípios, em geral, contribuem
gram sua estrutura: Fiocruz, Funasa, Anvisa, ANS, Hemobrás, com a outra metade dos recursos. O Ministério da Saúde formu-
Inca, Into e oito hospitais federais. la políticas nacionais de saúde, mas não realiza as ações. Para
a realização dos projetos, depende de seus parceiros (estados,
Secretaria Estadual de Saúde (SES) municípios, ONGs, fundações, empresas, etc.). Também tem a
Participa da formulação das políticas e ações de saúde, pres- função de planejar, elabirar normas, avaliar e utilizar instrumen-
ta apoio aos municípios em articulação com o conselho estadual tos para o controle do SUS.
e participa da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para apro-
var e implementar o plano estadual de saúde. Estados e Distrito Federal
Os estados possuem secretarias específicas para a gestão de
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) saúde. O gestor estadual deve aplicar recursos próprios, inclusi-
Planeja, organiza, controla, avalia e executa as ações e servi- ve nos municípios, e os repassados pela União. Além de ser um
ços de saúde em articulação com o conselho municipal e a esfera dos parceiros para a aplicação de políticas nacionais de saúde, o
estadual para aprovar e implantar o plano municipal de saúde. estado formula suas próprias políticas de saúde. Ele coordena e
planeja o SUS em nível estadual, respeitando a normatização fe-
Conselhos de Saúde deral. Os gestores estaduais são responsáveis pela organização
O Conselho de Saúde, no âmbito de atuação (Nacional, Es- do atendimento à saúde em seu território.
tadual ou Municipal), em caráter permanente e deliberativo, ór- Municípios
gão colegiado composto por representantes do governo, pres- São responsáveis pela execução das ações e serviços de saú-
tadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na de no âmbito do seu território. O gestor municipal deve aplicar
formulação de estratégias e no controle da execução da política recursos próprios e os repassados pela União e pelo estado. O
de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos município formula suas próprias políticas de saúde e também é
econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas um dos parceiros para a aplicação de políticas nacionais e esta-
pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do duais de saúde. Ele coordena e planeja o SUS em nível municipal,
governo. respeitando a normatização federal. Pode estabelecer parcerias
Cabe a cada Conselho de Saúde definir o número de mem- com outros municípios para garantir o atendimento pleno de
bros, que obedecerá a seguinte composição: 50% de entidades sua população, para procedimentos de complexidade que este-
e movimentos representativos de usuários; 25% de entidades jam acima daqueles que pode oferecer.
representativas dos trabalhadores da área de saúde e 25% de
representação de governo e prestadores de serviços privados
conveniados, ou sem fins lucrativos.

32
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
História do sistema único de saúde (SUS) Princípios do SUS
As duas últimas décadas foram marcadas por intensas trans- São conceitos que orientam o SUS, previstos no artigo 198
formações no sistema de saúde brasileiro, intimamente relacio- da Constituição Federal de 1988 e no artigo 7º do Capítulo II da
nadas com as mudanças ocorridas no âmbito político-institucio- Lei n.º 8.080/1990. Os principais são:
nal. Simultaneamente ao processo de redemocratização iniciado Universalidade: significa que o SUS deve atender a todos,
nos anos 80, o país passou por grave crise na área econômico- sem distinções ou restrições, oferecendo toda a atenção neces-
-financeira. sária, sem qualquer custo;
No início da década de 80, procurou-se consolidar o proces- Integralidade: o SUS deve oferecer a atenção necessária à
so de expansão da cobertura assistencial iniciado na segunda saúde da população, promovendo ações contínuas de prevenção
metade dos anos 70, em atendimento às proposições formula- e tratamento aos indivíduos e às comunidades, em quaisquer
das pela OMS na Conferência de Alma-Ata (1978), que preconi- níveis de complexidade;
zava “Saúde para Todos no Ano 2000”, principalmente por meio Equidade: o SUS deve disponibilizar recursos e serviços com
da Atenção Primária à Saúde. justiça, de acordo com as necessidades de cada um, canalizando
Nessa mesma época, começa o Movimento da Reforma maior atenção aos que mais necessitam;
Sanitária Brasileira, constituído inicialmente por uma parcela Participação social: é um direito e um dever da sociedade
da intelectualidade universitária e dos profissionais da área da participar das gestões públicas em geral e da saúde pública em
saúde. Posteriormente, incorporaram-se ao movimento outros particular; é dever do Poder Público garantir as condições para
segmentos da sociedade, como centrais sindicais, movimentos essa participação, assegurando a gestão comunitária do SUS; e
populares de saúde e alguns parlamentares. Descentralização: é o processo de transferência de respon-
As proposições desse movimento, iniciado em pleno regi- sabilidades de gestão para os municípios, atendendo às deter-
me autoritário da ditadura militar, eram dirigidas basicamente minações constitucionais e legais que embasam o SUS, definidor
à construção de uma nova política de saúde efetivamente de- de atribuições comuns e competências específicas à União, aos
mocrática, considerando a descentralização, universalização e estados, ao Distrito Federal e aos municípios.
unificação como elementos essenciais para a reforma do setor.
Várias foram às propostas de implantação de uma rede de Principais leis
serviços voltada para a atenção primária à saúde, com hierar- Constituição Federal de 1988: Estabelece que “a saúde é di-
quização, descentralização e universalização, iniciando-se já a reito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
partir do Programa de Interiorização das Ações de Saúde e Sa- sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e
neamento (PIASS), em 1976. de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
Em 1980, foi criado o Programa Nacional de Serviços Básicos aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. De-
de Saúde (PREV-SAÚDE) - que, na realidade, nunca saiu do papel termina ao Poder Público sua “regulamentação, fiscalização e
-, logo seguida pelo plano do Conselho Nacional de Administra- controle”, que as ações e os serviços da saúde “integram uma
ção da Saúde Previdenciária (CONASP), em 1982 a partir do qual rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema úni-
foi implementada a política de Ações Integradas de Saúde (AIS), co”; define suas diretrizes, atribuições, fontes de financiamento
em 1983. Essas constituíram uma estratégia de extrema impor- e, ainda, como deve se dar a participação da iniciativa privada.
tância para o processo de descentralização da saúde.
A 8ª Conferência Nacional da Saúde, realizada em março de Lei Orgânica da Saúde (LOS), Lei n.º 8.080/1990: Regula-
1986, considerada um marco histórico, consagra os princípios menta, em todo o território nacional, as ações do SUS, estabele-
preconizados pelo Movimento da Reforma Sanitária. ce as diretrizes para seu gerenciamento e descentralização e de-
Em 1987 é implementado o Sistema Unificado e Descen- talha as competências de cada esfera governamental. Enfatiza
tralizado de Saúde (SUDS), como uma consolidação das Ações a descentralização político-administrativa, por meio da munici-
Integradas de Saúde (AIS), que adota como diretrizes a univer- palização dos serviços e das ações de saúde, com redistribuição
salização e a equidade no acesso aos serviços, à integralidade de poder, competências e recursos, em direção aos municípios.
dos cuidados, a regionalização dos serviços de saúde e imple- Determina como competência do SUS a definição de critérios,
mentação de distritos sanitários, a descentralização das ações valores e qualidade dos serviços. Trata da gestão financeira; de-
de saúde, o desenvolvimento de instituições colegiadas gestoras fine o Plano Municipal de Saúde como base das atividades e da
e o desenvolvimento de uma política de recursos humanos. programação de cada nível de direção do SUS e garante a gra-
O capítulo dedicado à saúde na nova Constituição Federal, tuidade das ações e dos serviços nos atendimentos públicos e
promulgada em outubro de 1988, retrata o resultado de todo o privados contratados e conveniados.
processo desenvolvido ao longo dessas duas décadas, criando o Lei n.º 8.142/1990: Dispõe sobre o papel e a participação
Sistema Único de Saúde (SUS) e determinando que “a saúde é das comunidades na gestão do SUS, sobre as transferências de
direito de todos e dever do Estado” (art. 196). recursos financeiros entre União, estados, Distrito Federal e mu-
Entre outros, a Constituição prevê o acesso universal e igua- nicípios na área da saúde e dá outras providências.
litário às ações e serviços de saúde, com regionalização e hierar- Institui as instâncias colegiadas e os instrumentos de parti-
quização, descentralização com direção única em cada esfera de cipação social em cada esfera de governo.
governo, participação da comunidade e atendimento integral,
com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos Responsabilização Sanitária
serviços assistenciais. Desenvolver responsabilização sanitária é estabelecer clara-
A Lei nº 8.080, promulgada em 1990, operacionaliza as dis- mente as atribuições de cada uma das esferas de gestão da saú-
posições constitucionais. São atribuições do SUS em seus três de pública, assim como dos serviços e das equipes que compõem
níveis de governo, além de outras, “ordenar a formação de re- o SUS, possibilitando melhor planejamento, acompanhamento e
cursos humanos na área de saúde” (CF, art. 200, inciso III). complementaridade das ações e dos serviços. Os prefeitos, ao

33
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
assumir suas responsabilidades, devem estimular a responsa- do conjunto dos municípios do Estado, em geral denominado
bilização junto aos gerentes e equipes, no âmbito municipal, e Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems). Os se-
participar do processo de pactuação, no âmbito regional. cretários municipais de Saúde costumam debater entre si os te-
mas estratégicos antes de apresentarem suas posições na CIB.
Responsabilização Macrossanitária Os Cosems são também instâncias de articulação política entre
O gestor municipal, para assegurar o direito à saúde de seus gestores municipais de saúde, sendo de extrema importância a
munícipes, deve assumir a responsabilidade pelos resultados, participação dos gestores locais nesse espaço.
buscando reduzir os riscos, a mortalidade e as doenças evitáveis,
a exemplo da mortalidade materna e infantil, da hanseníase e da Espaços regionais: A implementação de espaços regionais
tuberculose. Para isso, tem de se responsabilizar pela oferta de de pactuação, envolvendo os gestores municipais e estaduais,
ações e serviços que promovam e protejam a saúde das pessoas, é uma necessidade para o aperfeiçoamento do SUS. Os espaços
previnam as doenças e os agravos e recuperem os doentes. A regionais devem-se organizar a partir das necessidades e das afi-
atenção básica à saúde, por reunir esses três componentes, co- nidades específicas em saúde existentes nas regiões.
loca-se como responsabilidade primeira e intransferível a todos
os gestores. O cumprimento dessas responsabilidades exige que Descentralização
assumam as atribuições de gestão, incluindo: O princípio de descentralização que norteia o SUS se dá,
- execução dos serviços públicos de responsabilidade mu- especialmente, pela transferência de responsabilidades e recur-
nicipal; sos para a esfera municipal, estimulando novas competências
- destinação de recursos do orçamento municipal e utiliza- e capacidades político-institucionais dos gestores locais, além
ção do conjunto de recursos da saúde, com base em prioridades de meios adequados à gestão de redes assistenciais de caráter
definidas no Plano Municipal de Saúde; regional e macrorregional, permitindo o acesso, a integralidade
- planejamento, organização, coordenação, controle e ava- da atenção e a racionalização de recursos. Os estados e a União
liação das ações e dos serviços de saúde sob gestão municipal; e devem contribuir para a descentralização do SUS, fornecendo
- participação no processo de integração ao SUS, em âmbito cooperação técnica e financeira para o processo de municipa-
regional e estadual, para assegurar a seus cidadãos o acesso a lização.
serviços de maior complexidade, não disponíveis no município.
Regionalização: consensos e estratégias - As ações e os ser-
Responsabilização Microssanitária viços de saúde não podem ser estruturados apenas na escala
É determinante que cada serviço de saúde conheça o terri- dos municípios. Existem no Brasil milhares de pequenas muni-
tório sob sua responsabilidade. Para isso, as unidades da rede cipalidades que não possuem em seus territórios condições de
básica devem estabelecer uma relação de compromisso com a oferecer serviços de alta e média complexidade; por outro lado,
população a ela adstrita e cada equipe de referência deve ter existem municípios que apresentam serviços de referência, tor-
sólidos vínculos terapêuticos com os pacientes e seus familia- nando-se polos regionais que garantem o atendimento da sua
res, proporcionando-lhes abordagem integral e mobilização dos população e de municípios vizinhos. Em áreas de divisas inte-
recursos e apoios necessários à recuperação de cada pessoa. A restaduais, são frequentes os intercâmbios de serviços entre
alta só deve ocorrer quando da transferência do paciente a ou- cidades próximas, mas de estados diferentes. Por isso mesmo,
tra equipe (da rede básica ou de outra área especializada) e o a construção de consensos e estratégias regionais é uma solu-
tempo de espera para essa transferência não pode representar ção fundamental, que permitirá ao SUS superar as restrições de
uma interrupção do atendimento: a equipe de referência deve acesso, ampliando a capacidade de atendimento e o processo de
prosseguir com o projeto terapêutico, interferindo, inclusive, descentralização.
nos critérios de acesso.
O Sistema Hierarquizado e Descentralizado: As ações e
Instâncias de Pactuação serviços de saúde de menor grau de complexidade são coloca-
São espaços intergovernamentais, políticos e técnicos onde das à disposição do usuário em unidades de saúde localizadas
ocorrem o planejamento, a negociação e a implementação das próximas de seu domicílio. As ações especializadas ou de maior
políticas de saúde pública. As decisões se dão por consenso (e grau de complexidade são alcançadas por meio de mecanismos
não por votação), estimulando o debate e a negociação entre de referência, organizados pelos gestores nas três esferas de
as partes. governo. Por exemplo: O usuário é atendido de forma descen-
tralizada, no âmbito do município ou bairro em que reside. Na
Comissão Intergestores Tripartite (CIT): Atua na direção hipótese de precisar ser atendido com um problema de saúde
nacional do SUS, formada por composição paritária de 15 mem- mais complexo, ele é referenciado, isto é, encaminhado para o
bros, sendo cinco indicados pelo Ministério da Saúde, cinco pelo atendimento em uma instância do SUS mais elevada, especia-
Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e lizada. Quando o problema é mais simples, o cidadão pode ser
cinco pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saú- contrarreferenciado, isto é, conduzido para um atendimento em
de (Conasems). A representação de estados e municípios nessa um nível mais primário.
Comissão é, portanto regional: um representante para cada uma
das cinco regiões existentes no País. Plano de saúde fixa diretriz e metas à saúde municipal
É responsabilidade do gestor municipal desenvolver o pro-
Comissões Intergestores Bipartites (CIB): São constituídas cesso de planejamento, programação e avaliação da saúde local,
paritariamente por representantes do governo estadual, in- de modo a atender as necessidades da população de seu muni-
dicados pelo Secretário de Estado da Saúde, e dos secretários cípio com eficiência e efetividade. O Plano Municipal de Saúde
municipais de saúde, indicados pelo órgão de representação (PMS) deve orientar as ações na área, incluindo o orçamento

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
para a sua execução. Um instrumento fundamental para nortear Estando bem estruturada, ela reduzirá as filas nos prontos
a elaboração do PMS é o Plano Nacional de Saúde. Cabe ao Con- socorros e hospitais, o consumo abusivo de medicamentos e
selho Municipal de Saúde estabelecer as diretrizes para a for- o uso indiscriminado de equipamentos de alta tecnologia. Isso
mulação do PMS, em função da análise da realidade e dos pro- porque os problemas de saúde mais comuns passam a ser resol-
blemas de saúde locais, assim como dos recursos disponíveis. vidos nas Unidades Básicas de Saúde, deixando os ambulatórios
No PMS, devem ser descritos os principais problemas da saúde de especialidades e hospitais cumprirem seus verdadeiros pa-
pública local, suas causas, consequências e pontos críticos. Além péis, o que resulta em maior satisfação dos usuários e utilização
disso, devem ser definidos os objetivos e metas a serem atingi- mais racional dos recursos existentes.
dos, as atividades a serem executadas, os cronogramas, as sis-
temáticas de acompanhamento e de avaliação dos resultados. Saúde da Família: é a saúde mais perto do cidadão. É parte
da estratégia de estruturação eleita pelo Ministério da Saúde
Sistemas de informações ajudam a planejar a saúde: O SUS para reorganização da atenção básica no País, com recursos fi-
opera e/ou disponibiliza um conjunto de sistemas de informa- nanceiros específicos para o seu custeio. Cada equipe é com-
ções estratégicas para que os gestores avaliem e fundamentem posta por um conjunto de profissionais (médico, enfermeiro,
o planejamento e a tomada de decisões, abrangendo: indicado- auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde,
res de saúde; informações de assistência à saúde no SUS (in- podendo agora contar com profissional de saúde bucal) que se
ternações hospitalares, produção ambulatorial, imunização e responsabiliza pela situação de saúde de determinada área, cuja
atenção básica); rede assistencial (hospitalar e ambulatorial); população deve ser de no mínimo 2.400 e no máximo 4.500 pes-
morbidade por local de internação e residência dos atendidos soas. Essa população deve ser cadastrada e acompanhada, tor-
pelo SUS; estatísticas vitais (mortalidade e nascidos vivos); re- nando-se responsabilidade das equipes atendê-la, entendendo
cursos financeiros, informações demográficas, epidemiológicas suas necessidades de saúde como resultado também das condi-
e socioeconômicas. Caminha-se rumo à integração dos diver- ções sociais, ambientais e econômicas em que vive. Os profissio-
sos sistemas informatizados de base nacional, que podem ser nais é que devem ir até suas casas, porque o objetivo principal
acessados no site do Datasus. Nesse processo, a implantação do da Saúde da Família é justamente aproximar as equipes das co-
Cartão Nacional de Saúde tem papel central. Cabe aos prefeitos munidades e estabelecer entre elas vínculos sólidos.
conhecer e monitorar esse conjunto de informações essenciais à
gestão da saúde do seu município. A saúde municipal precisa ser integral. O município é res-
ponsável pela saúde de sua população integralmente, ou seja,
Níveis de atenção à saúde: O SUS ordena o cuidado com deve garantir que ela tenha acessos à atenção básica e aos ser-
a saúde em níveis de atenção, que são de básica, média e alta viços especializados (de média e alta complexidade), mesmo
complexidade. Essa estruturação visa à melhor programação e quando localizados fora de seu território, controlando, raciona-
planejamento das ações e dos serviços do sistema de saúde. Não lizando e avaliando os resultados obtidos.
se deve, porém, desconsiderar algum desses níveis de atenção, Só assim estará promovendo saúde integral, como deter-
porque a atenção à saúde deve ser integral. mina a legislação. É preciso que isso fique claro, porque mui-
A atenção básica em saúde constitui o primeiro nível de tas vezes o gestor municipal entende que sua responsabilidade
atenção à saúde adotada pelo SUS. É um conjunto de ações que acaba na atenção básica em saúde e que as ações e os serviços
engloba promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabi- de maior complexidade são responsabilidade do Estado ou da
litação. Desenvolve-se por meio de práticas gerenciais e sanitá- União – o que não é verdade.
rias, democráticas e participativas, sob a forma de trabalho em A promoção da saúde é uma estratégia por meio da qual os
equipe, dirigidas a populações de territórios delimitados, pelos desafios colocados para a saúde e as ações sanitárias são pen-
quais assumem responsabilidade. sados em articulação com as demais políticas e práticas sanitá-
Utiliza tecnologias de elevada complexidade e baixa densi- rias e com as políticas e práticas dos outros setores, ampliando
dade, objetivando solucionar os problemas de saúde de maior as possibilidades de comunicação e intervenção entre os atores
frequência e relevância das populações. É o contato preferencial sociais envolvidos (sujeitos, instituições e movimentos sociais).
dos usuários com o sistema de saúde. Deve considerar o sujeito A promoção da saúde deve considerar as diferenças culturais
em sua singularidade, complexidade, inteireza e inserção socio- e regionais, entendendo os sujeitos e as comunidades na sin-
cultural, além de buscar a promoção de sua saúde, a prevenção gularidade de suas histórias, necessidades, desejos, formas de
e tratamento de doenças e a redução de danos ou de sofrimen- pertencer e se relacionar com o espaço em que vivem. Signifi-
tos que possam comprometer suas possibilidades de viver de ca comprometer-se com os sujeitos e as coletividades para que
modo saudável. possuam, cada vez mais, autonomia e capacidade para manejar
As Unidades Básicas são prioridades porque, quando as os limites e riscos impostos pela doença, pela constituição gené-
Unidades Básicas de Saúde funcionam adequadamente, a co- tica e por seu contexto social, político, econômico e cultural. A
munidade consegue resolver com qualidade a maioria dos seus promoção da saúde coloca, ainda, o desafio da intersetorialida-
problemas de saúde. É comum que a primeira preocupação de de, com a convocação de outros setores sociais e governamen-
muitos prefeitos se volte para a reforma ou mesmo a construção tais para que considerem parâmetros sanitários, ao construir
de hospitais. Para o SUS, todos os níveis de atenção são igual- suas políticas públicas específicas, possibilitando a realização de
mente importantes, mas a prática comprova que a atenção bá- ações conjuntas.
sica deve ser sempre prioritária, porque possibilita melhor orga-
nização e funcionamento também dos serviços de média e alta Vigilância em saúde: expande seus objetivos. Em um país
complexidade. com as dimensões do Brasil, com realidades regionais bastante
diversificadas, a vigilância em saúde é um grande desafio. Ape-
sar dos avanços obtidos, como a erradicação da poliomielite,

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
desde 1989, e com a interrupção da transmissão de sarampo, rios, seja em volume, seja em complexidade – resultado de uma
desde 2000, convivemos com doenças transmissíveis que persis- conjuntura social de extrema desigualdade. Nessas situações, a
tem ou apresentam incremento na incidência, como a AIDS, as gestão pública em saúde deve adotar condução técnica e admi-
hepatites virais, as meningites, a malária na região amazônica, nistrativa compatível com os recursos existentes e criativa em
a dengue, a tuberculose e a hanseníase. Observamos, ainda, au- sua utilização. Deve estabelecer critérios para a priorização dos
mento da mortalidade por causas externas, como acidentes de gastos, orientados por análises sistemáticas das necessidades
trânsito, conflitos, homicídios e suicídios, atingindo, principal- em saúde, verificadas junto à população. É um desafio que exige
mente, jovens e população em idade produtiva. Nesse contexto, vontade política, propostas inventivas e capacidade de governo.
o Ministério da Saúde com o objetivo de integração, fortaleci- A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com-
mento da capacidade de gestão e redução da morbimortalida- partilham as responsabilidades de promover a articulação e a
de, bem como dos fatores de risco associados à saúde, expande interação dentro do Sistema Único de Saúde – SUS, assegurando
o objeto da vigilância em saúde pública, abrangendo as áreas o acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde.
de vigilância das doenças transmissíveis, agravos e doenças não O SUS é um sistema de saúde, regionalizado e hierarquiza-
transmissíveis e seus fatores de riscos; a vigilância ambiental em do, que integra o conjunto das ações de saúde da União, Es-
saúde e a análise de situação de saúde. tados, Distrito Federal e Municípios, onde cada parte cumpre
funções e competências específicas, porém articuladas entre si,
Competências municipais na vigilância em saúde o que caracteriza os níveis de gestão do SUS nas três esferas
Compete aos gestores municipais, entre outras atribuições, governamentais.
as atividades de notificação e busca ativa de doenças compul- Criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado
sórias, surtos e agravos inusitados; investigação de casos noti- pela Lei nº 8.080/90, conhecida como a Lei Orgânica da Saúde,
ficados em seu território; busca ativa de declaração de óbitos e e pela Lei nº 8.142/90, que trata da participação da comunidade
de nascidos vivos; garantia a exames laboratoriais para o diag- na gestão do Sistema e das transferências intergovernamentais
nóstico de doenças de notificação compulsória; monitoramento de recursos financeiros, o SUS tem normas e regulamentos que
da qualidade da água para o consumo humano; coordenação e disciplinam as políticas e ações em cada Subsistema.
execução das ações de vacinação de rotina e especiais (campa- A Sociedade, nos termos da Legislação, participa do plane-
nhas e vacinações de bloqueio); vigilância epidemiológica; mo- jamento e controle da execução das ações e serviços de saúde.
nitoramento da mortalidade infantil e materna; execução das Essa participação se dá por intermédio dos Conselhos de Saúde,
ações básicas de vigilância sanitária; gestão e/ou gerência dos presentes na União, nos Estados e Municípios.
sistemas de informação epidemiológica, no âmbito municipal;
coordenação, execução e divulgação das atividades de informa- Níveis de Gestão do SUS
ção, educação e comunicação de abrangência municipal; parti- Esfera Federal - Gestor: Ministério da Saúde - Formulação
cipação no financiamento das ações de vigilância em saúde e da política estadual de saúde, coordenação e planejamento do
capacitação de recursos. SUS em nível Estadual. Financiamento das ações e serviços de
saúde por meio da aplicação/distribuição de recursos públicos
Desafios públicos, responsabilidades compartilhadas: A le- arrecadados.
gislação brasileira – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e legis- Esfera Estadual - Gestor: Secretaria Estadual de Saúde - For-
lação sanitária, incluindo as Leis n.º 8.080/1990 e 8.142/1990 mulação da política municipal de saúde e a provisão das ações e
– estabelece prerrogativas, deveres e obrigações a todos os serviços de saúde, financiados com recursos próprios ou trans-
governantes. A Constituição Federal define os gastos mínimos feridos pelo gestor federal e/ou estadual do SUS.
em saúde, por esfera de governo, e a legislação sanitária, os Esfera Municipal - Gestor: Secretaria Municipal de Saúde -
critérios para as transferências intergovernamentais e alocação Formulação de políticas nacionais de saúde, planejamento, nor-
de recursos financeiros. Essa vinculação das receitas objetiva malização, avaliação e controle do SUS em nível nacional. Finan-
preservar condições mínimas e necessárias ao cumprimento das ciamento das ações e serviços de saúde por meio da aplicação/
responsabilidades sanitárias e garantir transparência na utiliza- distribuição de recursos públicos arrecadados.
ção dos recursos disponíveis. A responsabilização fiscal e sani-
tária de cada gestor e servidor público deve ser compartilhada SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
por todos os entes e esferas governamentais, resguardando suas Pela dicção dos arts. 196 e 198 da CF, podemos afirmar que
características, atribuições e competências. O desafio primor- somente da segunda parte do art. 196 se ocupa o Sistema Único
dial dos governos, sobretudo na esfera municipal, é avançar na de Saúde, de forma mais concreta e direta, sob pena de a saú-
transformação dos preceitos constitucionais e legais que consti- de, como setor, como uma área da Administração Pública, se
tuem o SUS em serviços e ações que assegurem o direito à saú- ver obrigada a cuidar de tudo aquilo que possa ser considerado
de, como uma conquista que se realiza cotidianamente em cada como fatores que condicionam e interferem com a saúde indivi-
estabelecimento, equipe e prática sanitária. É preciso inovar e dual e coletiva. Isso seria um arrematado absurdo e deveríamos
buscar, coletiva e criativamente, soluções novas para os velhos ter um super Ministério e super Secretarias da Saúde responsá-
problemas do nosso sistema de saúde. A construção de espaços veis por toda política social e econômica protetivas da saúde.
de gestão que permitam a discussão e a crítica, em ambiente Se a Constituição tratou a saúde sob grande amplitude, isso
democrático e plural, é condição essencial para que o SUS seja, não significa dizer que tudo o que está ali inserido corresponde
cada vez mais, um projeto que defenda e promova a vida. a área de atuação do Sistema Único de Saúde.
Repassando, brevemente, aquela seção do capítulo da Segu-
Muitos municípios operam suas ações e serviços de saúde ridade Social, temos que: -- o art. 196, de maneira ampla, cuida
em condições desfavoráveis, dispondo de recursos financeiros do direito à saúde; -- o art. 197 trata da relevância pública das
e equipes insuficientes para atender às demandas dos usuá- ações e serviços de saúde, públicos e privados, conferindo ao

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Estado o direito e o dever de regulamentar, fiscalizar e controlar com recursos dos fundos de saúde. Esses parâmetros também
o setor (público e privado); -- o art. 198 dispõe sobre as ações e servirão para circunscrever o que deve ser colocado à disposição
os serviços públicos de saúde que devem ser garantidos a todos da população, no âmbito do SUS, ainda que o art. 200 da CF e
cidadãos para a sua promoção, proteção e recuperação, ou seja, o art. 6º da LOS tenham definido o campo de atuação do SUS,
dispõe sobre o Sistema Único de Saúde; -- o art. 199, trata da fazendo pressupor o que são ações e serviços públicos de saúde,
liberdade da iniciativa privada, suas restrições (não pode explo- conforme dissemos acima. (O Conselho Nacional de Saúde e o
rar o sangue, por ser bem fora do comércio; deve submeter-se Ministério da Saúde também disciplinaram o que são ações e
à lei quanto à remoção de órgãos e tecidos e partes do corpo serviços de saúde em resoluções e portarias).
humano; não pode contar com a participação do capital estran-
geiro na saúde privada; não pode receber auxílios e subvenções, O QUE FINANCIAR COM OS RECURSOS DA SAÚDE?
se for entidade de fins econômicos etc.) e a possibilidade de o De plano, excetuam-se da área da saúde, para efeito de
setor participar, complementarmente, do setor público; -- e o financiamento, (ainda que absolutamente relevantes como in-
art. 200, das atribuições dos órgãos e entidades que compõem dicadores epidemiológicos da saúde) as condicionantes econô-
o sistema público de saúde. O SUS é mencionado somente nos mico-sociais. Os órgãos e entidades do SUS devem conhecer e
arts. 198 e 200. informar à sociedade e ao governo os fatos que interferem na
A leitura do art. 198 deve sempre ser feita em consonância saúde da população com vistas à adoção de políticas públicas,
com a segunda parte do art. 196 e com o art. 200. O art. 198 sem, contudo, estarem obrigados a utilizar recursos do fundo de
estatui que todas as ações e serviços públicos de saúde consti- saúde para intervir nessas causas.
tuem um único sistema. Aqui temos o SUS. E esse sistema tem Quem tem o dever de adotar políticas sociais e econômicas
como atribuição garantir ao cidadão o acesso às ações e serviços que visem evitar o risco da doença é o Governo como um todo
públicos de saúde (segunda parte do art. 196), conforme campo (políticas de governo), e não a saúde, como setor (políticas se-
demarcado pelo art. 200 e leis específicas. toriais). A ela, saúde, compete atuar nos campos demarcados
O art. 200 define em que campo deve o SUS atuar. As atri- pelos art. 200 da CF e art. 6º da Lei n. 8.080/90 e em outras leis
buições ali relacionadas não são taxativas ou exaustivas. Outras específicas.
poderão existir, na forma da lei. E as atribuições ali elencadas Como exemplo, podemos citar os servidores da saúde que
dependem, também, de lei para a sua exequibilidade. devem ser pagos com recursos da saúde, mas o seu inativo, não;
Em 1990, foi editada a Lei n. 8.080/90 que, em seus arts. 5º não porque os inativos devem ser pagos com recursos da Previ-
e 6º, cuidou dos objetivos e das atribuições do SUS, tentando dência Social. Idem quanto as ações da assistência social, como
melhor explicitar o art. 200 da CF (ainda que, em alguns casos, bolsa-alimentação, bolsa-família, vale-gás, renda mínima, fome
tenha repetido os incisos daquele artigo, tão somente). zero, que devem ser financiadas com recursos da assistência so-
São objetivos do SUS: cial, setor ao qual incumbe promover e prover as necessidades
a) a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e das pessoas carentes visando diminuir as desigualdades sociais e
determinantes da saúde; suprir suas carências básicas imediatas. Isso tudo interfere com
b) a formulação de políticas de saúde destinadas a pro- a saúde, mas não pode ser administrada nem financiada pelo
mover, nos campos econômico e social, a redução de riscos de setor saúde.
doenças e outros agravos; e O saneamento básico é outro bom exemplo. A Lei n.
c) execução de ações de promoção, proteção e recuperação 8.080/90, em seu art. 6º, II, dispõe que o SUS deve participar na
da saúde, integrando as ações assistenciais com as preventivas, formulação da política e na execução de ações de saneamento
de modo a garantir às pessoas a assistência integral à sua saúde. básico. Por sua vez, o § 3º do art. 32, reza que as ações de sa-
neamento básico que venham a ser executadas supletivamente
O art. 6º, estabelece como competência do Sistema a exe- pelo SUS serão financiadas por recursos tarifários específicos e
cução de ações e serviços de saúde descritos em seus 11 incisos. outros da União, Estados, DF e Municípios e não com os recursos
O SUS deve atuar em campo demarcado pela lei, em razão dos fundos de saúde.
do disposto no art. 200 da CF e porque o enunciado constitu- Nesse ponto gostaríamos de abrir um parêntese para co-
cional de que saúde é direito de todos e dever do Estado, não mentar o Parecer do Sr. Procurador Geral da República, na ADIn
tem o condão de abranger as condicionantes econômico-sociais n. 3087-6/600-RJ, aqui mencionado.
da saúde, tampouco compreender, de forma ampla e irrestrita, O Governo do Estado do Rio de Janeiro, pela Lei n. 4.179/03,
todas as possíveis e imagináveis ações e serviços de saúde, até instituiu o Programa Estadual de Acesso à Alimentação – PEAA,
mesmo porque haverá sempre um limite orçamentário e um ili- determinando que suas atividades correrão à conta do orçamen-
mitado avanço tecnológico a criar necessidades infindáveis e até to do Fundo Estadual da Saúde, vinculado à Secretaria de Estado
mesmo questionáveis sob o ponto de vista ético, clínico, fami- da Saúde. O PSDB, entendendo ser a lei inconstitucional por uti-
liar, terapêutico, psicológico. lizar recursos da saúde para uma ação que não é de responsabi-
Será a lei que deverá impor as proporções, sem, contudo, lidade da área da saúde, moveu ação direta de inconstituciona-
é obvio, cercear o direito à promoção, proteção e recuperação lidade, com pedido de cautelar.
da saúde. E aqui o elemento delimitador da lei deverá ser o da O Sr. Procurador da República (Parecer n. 5147/CF), opi-
dignidade humana. nou pela improcedência da ação por entender que o acesso à
Lembramos, por oportuno que, o Projeto de Lei Comple- alimentação é indissociável do acesso à saúde, assim como os
mentar n. 01/2003 -- que se encontra no Congresso Nacional medicamentos o são e que as pessoas de baixa renda devem ter
para regulamentar os critérios de rateio de transferências dos atendidas a necessidade básica de alimentar-se.
recursos da União para Estados e Municípios – busca disciplinar, Infelizmente, mais uma vez confundiu-se “saúde” com “as-
de forma mais clara e definitiva, o que são ações e serviços de sistência social”, áreas da Seguridade Social, mas distintas entre
saúde e estabelecer o que pode e o que não pode ser financiado si. A alimentação é um fator que condiciona a saúde tanto quan-

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
to o saneamento básico, o meio ambiente degradado, a falta de DA INTEGRALIDADE DA ASSISTÊNCIA
renda e lazer, a falta de moradia, dentre tantos outros fatores Vencida esta etapa, adentramos em outra, no interior do
condicionantes e determinantes, tal qual mencionado no art. 3º setor saúde - SUS, que trata da integralidade da assistência à
da Lei n. 8.080/90 . saúde. O art. 198 da CF determina que o Sistema Único de Saúde
A Lei n. 8.080/90 ao dispor sobre o campo de atuação do SUS deve ser organizado de acordo com três diretrizes, dentre elas,
incluiu a vigilância nutricional e a orientação alimentar, atividades o atendimento integral que pressupõe a junção das atividades
complexas que não tem a ver com o fornecimento, puro e sim- preventivas, que devem ser priorizadas, com as atividades assis-
ples, de bolsa-alimentação, vale-alimentação ou qualquer outra tenciais, que também não podem ser prejudicadas.
forma de garantia de mínimos existenciais e sociais, de atribuição A Lei n. 8.080/90, em seu art. 7º (que dispõe sobre os prin-
da assistência social ou de outras áreas da Administração Pública cípios e diretrizes do SUS), define a integralidade da assistência
voltadas para corrigir as desigualdades sociais. A vigilância nu- como “o conjunto articulado e contínuo das ações e serviços
tricional deve ser realizada pelo SUS em articulação com outros preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para
órgãos e setores governamentais em razão de sua interface com cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema”.
a saúde. São atividades que interessam a saúde, mas as quais, a A integralidade da assistência exige que os serviços de saú-
saúde como setor, não as executa. Por isso a necessidade das co- de sejam organizados de forma a garantir ao indivíduo e à cole-
missões intersetoriais previstas na Lei n. 8.080/90. tividade a proteção, a promoção e a recuperação da saúde, de
A própria Lei n. 10.683/2003, que organiza a Presidência da acordo com as necessidades de cada um em todos os níveis de
República, estatuiu em seu art. 27, XX ser atribuição do Minis- complexidade do sistema.
tério da Saúde: Vê-se, pois, que a assistência integral não se esgota nem se
a) política nacional de saúde; completa num único nível de complexidade técnica do sistema,
b) coordenação e fiscalização do Sistema Único de Saúde; necessitando, em grande parte, da combinação ou conjugação
c) saúde ambiental e ações de promoção, proteção e recu- de serviços diferenciados, que nem sempre estão à disposição
peração da saúde individual e coletiva, inclusive a dos trabalha- do cidadão no seu município de origem. Por isso a lei sabiamen-
dores e dos índios; te definiu a integralidade da assistência como a satisfação de
d) informações em saúde; necessidades individuais e coletivas que devem ser realizadas
e) insumos críticos para a saúde; nos mais diversos patamares de complexidade dos serviços de
f) ação preventiva em geral, vigilância e controle sanitário saúde, articulados pelos entes federativos, responsáveis pela
de fronteiras e de portos marítimos, fluviais e aéreos; saúde da população.
g) vigilância em saúde, especialmente quanto às drogas, A integralidade da assistência é interdependente; ela não
medicamentos e alimentos; se completa nos serviços de saúde de um só ente da federação.
h) pesquisa científica e tecnológica na área da saúde. Ela só finaliza, muitas vezes, depois de o cidadão percorrer o
caminho traçado pela rede de serviços de saúde, em razão da
Ao Ministério da Saúde compete a vigilância sobre alimen- complexidade da assistência
tos (registro, fiscalização, controle de qualidade) e não a pres- E para a delimitação das responsabilidades de cada ente da
tação de serviços que visem fornecer alimentos às pessoas de federação quanto ao seu comprometimento com a integralida-
baixa renda. de da assistência, foram criados instrumentos de gestão, como
O fornecimento de cesta básica, merenda escolar, alimenta- o plano de saúde e as formas de gestão dos serviços de saúde.
ção a crianças em idade escolar, idosos, trabalhadores rurais tem- Desse modo, devemos centrar nossas atenções no plano de
porários, portadores de moléstias graves, conforme previsto na saúde, por ser ele a base de todas as atividades e programações
Lei do Estado do Rio de Janeiro, são situações de carência que da saúde, em cada nível de governo do Sistema Único de Saúde,
necessitam de apoio do Poder Público, sem sombra de dúvida, o qual deverá ser elaborado de acordo com diretrizes legais es-
mas no âmbito da assistência social ou de outro setor da Adminis- tabelecidas na Lei n. 8.080/90: epidemiologia e organização de
tração Pública e com recursos que não os do fundo de saúde. Não serviços (arts. 7º VII e 37) . O plano de saúde deve ser a referên-
podemos mais confundir assistência social com saúde. A alimen- cia para a demarcação de responsabilidades técnicas, adminis-
tação interessa à saúde, mas não está em seu âmbito de atuação. trativas e jurídicas dos entes políticos.
Tanto isso é fato que a Lei n. 8.080/90, em seu art. 12, esta- Sem planos de saúde -- elaborados de acordo com as dire-
beleceu que “serão criadas comissões intersetoriais de âmbito trizes legais, associadas àquelas estabelecidas nas comissões in-
nacional, subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, integra- tergovernamentais trilaterais, principalmente no que se refere
das pelos Ministérios e órgãos competentes e por entidades re- à divisão de responsabilidades -- o sistema ficará ao sabor de
presentativas da sociedade civil”, dispondo seu parágrafo único ideologias e decisões unilaterais das autoridades dirigentes da
que “as comissões intersetoriais terão a finalidade de articular saúde, quando a regra que perpassa todo o sistema é a da coo-
políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução peração e da conjugação de recursos financeiros, tecnológicos,
envolva áreas não compreendidas no âmbito do Sistema Único materiais, humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e
de Saúde”. Já o seu art. 13, destaca, algumas dessas atividades, dos Municípios, em redes regionalizadas de serviços, nos termos
mencionando em seu inciso I a “alimentação e nutrição”. dos incisos IX, b e XI do art. 7º e art. 8º da Lei n. 8.080/90.
O parâmetro para o financiamento da saúde deve ser as Por isso, o plano de saúde deve ser o instrumento de fixação
atribuições que foram dadas ao SUS pela Constituição e por leis de responsabilidades técnicas, administrativas e jurídicas quan-
específicas e não a 1º parte do art. 196 da CF, uma vez que os to à integralidade da assistência, uma vez que ela não se esgota,
fatores que condicionam a saúde são os mais variados e estão na maioria das vezes, na instância de governo-sede do cidadão.
inseridos nas mais diversas áreas da Administração Pública, não Ressalte-se, ainda, que o plano de saúde é a expressão viva dos
podendo ser considerados como competência dos órgãos e enti- interesses da população, uma vez que, elaborado pelos órgãos
dades que compõe o Sistema Único de Saúde. competentes governamentais, deve ser submetido ao conselho

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
de saúde, representante da comunidade no SUS, a quem com- Ética é uma palavra de origem grega “éthos” que significa
pete, discutir, aprovar e acompanhar a sua execução, em todos caráter e que foi traduzida para o latim como “mos”, ou seja, cos-
os seus aspectos. tume, daí a utilização atual da ética como a “ciência da moral”
Lembramos, ainda, que o planejamento sendo ascendente, ou “filosofia da moral” e entendida como conjunto de princípios
iniciando-se da base local até a federal, reforça o sentido de que morais que regem os direitos e deveres de cada um de nós e que
a integralidade da assistência só se completa com o conjunto são estabelecidos e aceitos numa época por determinada comu-
articulado de serviços, de responsabilidade dos diversos entes nidade humana. A ética se ocupa com o ser humano e pretende
governamentais. a sua perfeição por meio do estudo dos conflitos entre o bem e o
Resumindo, podemos afirmar que, nos termos do art. 198, mal, que se refletem sobre o agir humano e suas finalidades.
II, da CF, c/c os arts. 7º, II e VII, 36 e 37, da Lei n. 8.080/90, a Para as teorias éticas, o desejável é o “ser”: ser livre e
integralidade da assistência não é um direito a ser satisfeito de autônomo (o ser que pondera seus atos no respeito ao outro e
maneira aleatória, conforme exigências individuais do cidadão no direito comum); ser que age para a benevolência e a bene-
ou de acordo com a vontade do dirigente da saúde, mas sim o ficência (pratica o bem e não o nocivo); o ser que exercita a
resultado do plano de saúde que, por sua vez, deve ser a conse- justiça (avalia atos, eventos e circunstâncias com a razão e não
quência de um planejamento que leve em conta a epidemiologia distorce a verdade); o ser virtuoso no caráter (solidário, genero-
e a organização de serviços e conjugue as necessidades da saúde so, tolerante, que ama a liberdade e o justo).
com as disponibilidades de recursos [20], além da necessária ob- “Poderá haver direito e leis, mas a justiça só será construí-
servação do que ficou decidido nas comissões intergovernamen- da praticando-se atos justos. Somos autores e atores do sentido
tais trilaterais ou bilaterais, que não contrariem a lei. ético, que implica os contrapontos direitos-deveres, consub-
Na realidade, cada ente político deve ser eticamente res- stanciados no compromisso social”.
ponsável pela saúde integral da pessoa que está sob atenção Em qualquer discussão que envolva um tema ético não se
em seus serviços, cabendo-lhe responder civil, penal e adminis- pode abrir mão do ‘princípio universal da responsabilidade’.
trativamente apenas pela omissão ou má execução dos serviços Este princípio deve permear todas as questões éticas e está rel-
que estão sob seu encargo no seu plano de saúde que, por sua acionado aos aspectos da ética da responsabilidade individual,
vez, deve guardar consonância com os pactos da regionalização, assumida por cada um de nós; da ética da responsabilidade pú-
consubstanciados em instrumentos jurídicos competentes . blica, referente ao papel e aos deveres dos Estados com a saúde
Nesse ponto, temos ainda a considerar que, dentre as atri- e a vida das pessoas; e com a ética da responsabilidade plan-
buições do SUS, uma das mais importantes -- objeto de recla- etária, nosso compromisso como cidadãos do mundo frente ao
desafio de preservação do planeta.
mações e ações judiciais -- é a assistência terapêutica integral.
Esta visão ética ampliada de valorização da vida no planeta
Por sua individualização, imediatismo, apelo emocional e ético,
exige uma postura consciente, solidária, responsável e virtuosa
urgência e emergência, a assistência terapêutica destaca-se
de todos os seres humanos e principalmente daqueles que se
dentre todas as demais atividades da saúde como a de maior
propõem a cuidar de outros seres humanos, em instituições de
reivindicação individual. Falemos dela no tópico seguinte.
saúde ou em seus domicílios.
Com esta introdução ao tema, poderíamos pensar em algu-
ÉTICA E BIOÉTICA mas situações do nosso cotidiano que nos levam a refletir sobre
a postura ética necessária aos profissionais da saúde, especial-
mente da Enfermagem, quais sejam: como eu atuo, penso e falo
Ética e bioética na enfermagem frente a um cliente descontrolado e agressivo? Frente a um cli-
ente alcoolizado que havia, recentemente, recebido alta do hos-
A Enfermagem compreende conhecimentos científicos e pital psiquiátrico? Frente a um cliente usuário de drogas e/ou
técnicos, acrescido das práticas sociais, éticas e políticas vivenci- com vírus HIV? Frente à gestante adolescente? Frente ao cliente
adas no ensino, pesquisa e assistência. Presta serviços ao ser hu- que não coopera, não aceita o tratamento e exige alta? Frente
mano dentro do contexto saúde-doença, atuando na promoção ao cliente inconsciente, à criança e ao sofredor psíquico? Frente
da saúde em atividades com grupos sociais ou com indivíduos, a falta de estrutura das ações e de planejamento de recursos na
respeitando a individualidade dentro do contexto social no qual organização dos serviços de saúde?
está inserido. Estas, além de outras, são questões frequentes nos contex-
Este texto aborda a dimensão ética presente na especifici- tos dos serviços de saúde e que podem nortear um debate mais
dade do trabalho de enfermagem e peculiaridades desta área aprofundado sob o ponto de vista ético.
profissional que trabalha com o ser humano no processo saúde- Assim, pode-se perceber que a preocupação com os aspec-
doença. Pretende, também, explorar os aspectos etimológicos tos éticos na assistência à saúde, não se restringe à simples nor-
e relacionar a ética no cotidiano da Enfermagem como parte da matização contida na legislação ou nos códigos de ética profis-
ação em saúde. sional, mas estende-se ao respeito à pessoa como cidadã e como
O tema abordado não pode ser reduzido, apenas, às dis- ser social, enfatizando que a “essência da bioética é a liberdade,
cussões sobre os atuais dilemas éticos veiculados diariamente porém com compromisso e responsabilidade”.
na mídia, ou meramente, sobre o código de ética dos profission- O termo “Bioética” surgiu nas últimas décadas (meados do
ais de Enfermagem aprovado pela Resolução COFEN 240/2000.1 século passado), a partir dos grandes avanços tecnológicos na
Isto porque a ética permeia todas as nossas atitudes e compor- área da Biologia, e aos problemas éticos derivados das desco-
tamentos e está presente em todas as relações com familiares, bertas e aplicações das ciências biológicas, que trazem em si
amigos, colegas de trabalho, clientes, etc. Todas estas relações enorme poder de intervenção sobre a vida e a natureza. Com o
são moldadas por idéias, princípios, valores e conceitos que ex- advento da AIDS, a partir dos anos 80, a Bioética ganhou impulso
istem dentro de nós e que definem a maneira como agimos, ou definitivo, obrigando à profunda reflexão “bioética” em razão
seja, que “aprovam” ou “desaprovam” nossas ações e condutas . das conseqüências advindas para os indivíduos e a sociedade.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
A Bioética pode ser compreendida como “o estudo sis- Isto significa que como profissionais da saúde precisamos
temático de caráter multidisciplinar, da conduta humana na fazer o que é benéfico do ponto de vista da saúde e o que é
área das ciências da vida e da saúde, na medida em que esta benéfico para os seres humanos em geral. Para utilizarmos este
conduta é examinada à luz dos valores e princípios morais”. O princípio é necessário o desenvolvimento de competências
comportamento ético em atividades de saúde não se limita ao profissionais, pois só assim, poderemos decidir quais são os ri-
indivíduo, devendo ter também, um enfoque de responsabili- scos e benefícios aos quais estaremos expondo nossos clientes,
dade social e ampliação dos direitos da cidadania, uma vez que quando decidirmos por determinadas atitudes, práticas e pro-
sem cidadania não há saúde. cedimentos.
Hans Jonas introduziu o conceito de ética da responsabil- É comum que os profissionais da saúde tenham uma atitude
idade. Para ele todos têm responsabilidade pela qualidade de paternalista para com os clientes, ou seja, decidam o que é mel-
vida das futuras gerações. Foi ele também que abordou o con- hor para eles, sem levar em conta seus pensamentos ou senti-
ceito de risco e a necessidade de avaliá-lo com responsabili- mentos e, geralmente, justificam suas atitudes com uma frase
dade.9 Potter, representante da bioética, também se mostrava semelhante a esta: “é para o seu próprio bem”, mesmo que o
preocupado com os riscos que podem ser causados pela ciên- cliente discorde. Desta forma, mesmo tendo a intenção de fazer
cia em nível mundial. Para o autor, o conhecimento pode ser o bem, estão reduzindo adultos a condição de crianças e inter-
perigoso, entendendo o conhecimento perigoso, como aquele ferindo em sua liberdade de ação.
que se “acumulou muito mais rapidamente do que a sabedo- Este modo de agir permeia o cotidiano da assistência presta-
ria necessária para gerenciá-lo” e sugere que “a melhor forma da pela Enfermagem, devido possivelmente, a forte influência
de lidar com o conhecimento perigoso é a sabedoria, ou seja, de Nightingale que considerava que a enfermeira deveria execu-
a produção de mais conhecimento e mais especificamente de tar suas ações baseadas no que seria melhor para o paciente e
conhecimento sobre o conhecimento”. que ela deveria saber como ele se sente e o que deseja.
A ética da responsabilidade e a bioética conduzem a re- Outra forma possível de análise desta atitude paternal-
sponsabilidade para com as questões do cotidiano e das relações ista dos profissionais de saúde pode ser nossa origem latino
humanas em todas as dimensões desde que tenhamos uma pos- americana. Em países em que existem uma grande diferença
tura consciente na arte de cuidar do outro como se fosse a si sócio-econômico-cultural, como no Brasil, as pessoas tendem
mesmo. a ser mais submissas. Os indivíduos não estando acostumados
Portanto, as discussões e reflexões da Bioética não se lim- a exercerem a cidadania aceitam, sem questionamentos, a as-
itam aos grandes dilemas éticos atuais como o projeto geno- sistência ofertada.
ma humano, o aborto, a eutanásia ou os transgênicos, incluem Para saber o que é bom para cada um dos clientes é preciso
também os campos da experimentação com animais e com seres que se estabeleça um relacionamento interpessoal de confiança
humanos, os direitos e deveres dos profissionais da saúde e dos mútua e que o cuidador esteja atento aos limites de sua atu-
clientes, as práticas psiquiátricas, pediátricas e com indivíduos ação, uma vez que poderá estar ferindo um outro princípio, a
inconscientes e, inclusive, as intervenções humanas sobre o autonomia do cliente.
ambiente que influem no equilíbrio das espécies vivas, além de O princípio de não-maleficência implica no dever de se ab-
outros. A Bioética não está restrita às Ciências da Saúde. Ela des- ster de fazer qualquer mal para os clientes, de não causar danos
de que surgiu abrange todas as áreas do conhecimento. A sua ou colocá-los em risco. O profissional se compromete a avaliar e
atuação tem a ver com a vida. Tem enfoque interdisciplinar ou, evitar os danos previsíveis.
talvez até, transdisciplinar. Para atender a este princípio, não basta apenas, que o
Em referência à abrangência atual da Bioética destacam-se profissional de saúde tenha boas intenções de não prejudicar o
quatro aspectos considerados relevantes e que estimulam uma cliente. É preciso evitar qualquer situação que signifique riscos
reflexão teórica mais ampla entre as ciências da vida, ou seja, para o mesmo e verificar se o modo de agir não está prejudican-
uma bioética da vida cotidiana, que se refere aos comportamen- do o cliente individual ou coletivamente, se determinada técnica
tos e às idéias de cada pessoa e ao uso das descobertas biomédi- não oferece riscos e ainda, se existe outro modo de executar
cas; uma bioética deontológica, com os códigos morais dos de- com menos riscos.
veres profissionais; uma bioética legal, com normas reguladoras, Autonomia, o terceiro princípio, diz respeito à autodeter-
promulgadas e interpretadas pelos Estados, com valor de lei e; minação ou autogoverno, ao poder de decidir sobre si mesmo.
uma bioética filosófica, que procura compreender os princípios Preconiza que a liberdade de cada ser humano deve ser resguar-
e valores que estão na base das reflexões e das ações humanas dada.
nestes campos. Esta autodeterminação é limitada em situações em que
Para a abordagem de conflitos morais e dilemas éticos na “pensar diferente” ou “agir diferente”, não resulte em danos
saúde, a Bioética se sustenta em quatro princípios. Estes princí- para outras pessoas. A violação da autonomia só é eticamente
pios devem nortear as discussões, decisões, procedimentos e aceitável, quando o bem público se sobrepõe ao bem individual.
ações na esfera dos cuidados da saúde. São eles: beneficência, A autonomia não nega influência externa, mas dá ao ser hu-
não-maleficência, autonomia e justiça ou eqüidade. mano a capacidade de refletir sobre as limitações que lhe são
O princípio da beneficência relaciona-se ao dever de ajudar impostas, a partir das quais orienta a sua ação frente aos condi-
aos outros, de fazer ou promover o bem a favor de seus interess- cionamentos.
es. Reconhece o valor moral do outro, levando-se em conta que O direito moral do ser humano à autonomia gera um de-
maximizando o bem do outro, possivelmente pode-se reduzir o ver dos outros em respeitá-lo. Assim, também os profissionais
mal. Neste princípio, o profissional se compromete em avaliar da saúde precisam estabelecer relações com os clientes em que
os riscos e os benefícios potenciais (individuais e coletivos) e a ambas as partes se respeitem. Respeitar a autonomia é recon-
buscar o máximo de benefícios, reduzindo ao mínimo os danos hecer que ao indivíduo cabe possuir certos pontos de vista e que
e riscos. é ele que deve deliberar e tomar decisões seguindo seu próprio

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
plano de vida e ação embasado em crenças, aspirações e valores como nos relacionamos com colegas de trabalho, clientes e fa-
próprios, mesmo quando estejam em divergência com aqueles miliares (dos clientes e nossos) podem influenciar o resultado do
dominantes na sociedade, ou quando o cliente é uma criança, nosso trabalho. Uma relação de reciprocidade não permite arro-
um deficiente mental ou um sofredor psíquico. gância, onipotência e autoritarismo, mas permite a liberdade de
Cabe aos profissionais da saúde oferecer as informações téc- expressão do pensamento, idéias e experiências e passa pelo res-
nicas necessárias para orientar as decisões do cliente, sem uti- peito à compreensão moral e ética dos seres envolvidos.
lização de formas de influência ou manipulação, para que possa A ética em saúde é permeada pelo “bem pensar” e pela
participar das decisões sobre o cuidado/assistência à sua saúde, “introspecção” (auto-exame), não sendo suficiente a “boa in-
isto é, ter respeito pelo ser humano e seus direitos à dignidade, tenção”. O auto-exame nos permite descobrir que somos seres
à privacidade e à liberdade. Deve-se levar em conta que vivemos falíveis, frágeis, insuficientes, carentes e que necessitamos de
em sociedade, portanto, possuímos responsabilidades sociais. mútua compreensão.
Entretanto, no caso da Enfermagem, a autonomia pode A bioética é um instrumento que nos guiará nas reflexões
apresentar-se mais como uma intenção codificada do que sua cotidianas de nosso trabalho, sendo fundamental para que as
efetividade na prática, pois a decisão tomada sofre influência gerações futuras tenham a vida com mais qualidade.
conforme a autonomia que se tem na prática. Sem essa autono-
mia necessária para identificarmos os atos que deveriam ou não Entretanto, como está o ensino da bioética no mundo?
ser realizados, corremos o risco de reproduzirmos apenas atos Como as escolas estão preparando os profissionais de saúde
autômatos. para os impasses éticos do dia-a dia? As decisões são orienta-
Aos profissionais de enfermagem cabe buscar essa autono- das para que o mundo se torne mais humano? Como buscar a
mia no conhecimento, isto é, construir um corpo de conheci- equidade na assistência com respostas morais adequadas a real-
mento específico que possibilite uma maior autonomia no pro- idade que se apresenta no nosso mundo do trabalho?
cesso de cuidar, vinculando o pensar ao ato de fazer. Enfim, o que queremos é que nossas ações sejam pensadas,
O princípio da justiça relaciona-se à distribuição coerente e refletidas, competentes e que principalmente os profissionais
adequada de deveres e benefícios sociais. da Enfermagem, se utilizem do conhecimento disponível de for-
No Brasil, a Constituição de 1988 refere que a saúde é dire- ma responsável.
ito de todos. Dessa forma, todo cidadão tem direito à assistên-
cia de saúde, sempre que precisar, independente de possuir ou
não um plano de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO
como princípios doutrinários a universalidade, a integralidade CIVIL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL
e a equidade na atenção à saúde dos brasileiros. Entretanto,
mesmo com criação de normas regulamentadoras, o SUS ain- DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994
da não esta consolidado e o não atendimento de seus princípi-
os doutrinários impõe as profissionais de saúde a convivência Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público
cotidiana com dilemas éticos, quando não oferece serviços de Civil do Poder Executivo Federal.
saúde de qualidade.
Conhecendo estes quatro princípios podemos utilizá-los O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que
como recursos para análise e compreensão de situações de lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, e ainda tendo em vista o
conflito, sempre que estas se apresentarem, comparando com disposto no art. 37 da Constituição, bem como nos arts. 116 e
casos semelhantes que já tenham ocorrido e ponderando as 117 da Lei n° 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e nos arts. 10,
consequências das condutas tomadas anteriormente sobre os 11 e 12 da Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992,
clientes, familiares e a comunidade.
“A relação do paciente com seus cuidadores pode estar DECRETA:
permeada pelo conflito, pois distintos critérios morais e éticos
guiam a atuação de cada um dos envolvidos. Os profissionais de Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servi-
saúde, em geral orientam-se pelo critério da beneficência, os dor Público Civil do Poder Executivo Federal, que com este baixa.
pacientes pelo da autonomia e a sociedade pelo de justiça”
Esta relação terapêutica deve-se fundamentar na parceria Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Fe-
com o cliente, na possibilidade do deste fazer escolhas e, prin- deral direta e indireta implementarão, em sessenta dias, as pro-
cipalmente, na possibilidade do profissional compreender a es- vidências necessárias à plena vigência do Código de Ética, inclu-
colha do cliente. sive mediante a Constituição da respectiva Comissão de Ética,
Concluímos com algumas considerações e questionamen- integrada por três servidores ou empregados titulares de cargo
tos: efetivo ou emprego permanente.
Entendemos que a ética reconhece o valor de todos os seres Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será
vivos e encara os humanos como um dos fios que formam a comunicada à Secretaria da Administração Federal da Presidên-
grande teia da vida. Nesta teia, todos os fios são importantes, cia da República, com a indicação dos respectivos membros ti-
inseparáveis e co-produtores uns do outros. Ao nos dedicarmos tulares e suplentes.
a agir eticamente, estaremos buscando saúde e vida. Esta busca
leva o ser humano a um processo contínuo de crescimento. Art. 3° Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Como nosso trabalho é realizado em um ambiente complexo
(instituição de saúde ou comunidade), nele, todas as nossas ações Brasília, 22 de junho de 1994, 173° da Independência e 106°
(modo de ouvir, olhar, tocar, falar, comunicar e realizar proced- da República.
imentos), são questionáveis do ponto de vista ético. A maneira ITAMAR FRANCO

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
ANEXO X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder solução que compete ao setor em que exerça suas funções, per-
Executivo Federal mitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de
CAPÍTULO I atraso na prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude
Seção I contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente gra-
Das Regras Deontológicas ve dano moral aos usuários dos serviços públicos.
XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência legais de seus superiores, velando atentamente por seu cum-
dos princípios morais são primados maiores que devem nortear primento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos
o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes,
dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder es- difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no
tatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados desempenho da função pública.
para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos. XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o ele- trabalho é fator de desmoralização do serviço público, o que
mento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somen- quase sempre conduz à desordem nas relações humanas.
te entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura
inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente organizacional, respeitando seus colegas e cada concidadão, co-
entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no labora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade
art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal. pública é a grande oportunidade para o crescimento e o engran-
III - A moralidade da Administração Pública não se limita à decimento da Nação.
distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de
que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalida- Seção II
de e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá Dos Principais Deveres do Servidor Público
consolidar a moralidade do ato administrativo.
IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
tributos pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função
próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a morali-
ou emprego público de que seja titular;
dade administrativa se integre no Direito, como elemento indis-
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendi-
sociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como
mento, pondo fim ou procurando prioritariamente resolver si-
conseqüência, em fator de legalidade.
tuações procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a
qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo
comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio
setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano
bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito
moral ao usuário;
desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integri-
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissio-
dade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante
nal e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor pú-
blico. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;
em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição
conceito na vida funcional. essencial da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações po- a seu cargo;
liciais ou interesse superior do Estado e da Administração Pú- e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfei-
blica, a serem preservados em processo previamente declarado çoando o processo de comunicação e contato com o público;
sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato admi- f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios
nistrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejan- éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços
do sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, públicos;
imputável a quem a negar. g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, res-
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não peitando a capacidade e as limitações individuais de todos os
pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconcei-
da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. to ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião,
Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de
corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que causar-lhes dano moral;
sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de
a de uma Nação. representar contra qualquer comprometimento indevido da es-
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedi- trutura em que se funda o Poder Estatal;
cados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de
Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indi- contratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer
retamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de
causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, ações imorais, ilegais ou aéticas e denunciá-las;
deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui ape- j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências
nas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao Esta- específicas da defesa da vida e da segurança coletiva;
do, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua
inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para ausência provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo nega-
construí-los. tivamente em todo o sistema;

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qual- i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do
quer ato ou fato contrário ao interesse público, exigindo as pro- atendimento em serviços públicos;
vidências cabíveis; j) desviar servidor público para atendimento a interesse par-
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, ticular;
seguindo os métodos mais adequados à sua organização e dis- l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente auto-
tribuição; rizado, qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patri-
o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem mônio público;
com a melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito
a realização do bem comum; interno de seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas amigos ou de terceiros;
ao exercício da função; n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habi-
q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de tualmente;
serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente con-
funções; tra a moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana;
r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instru- p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome
ções superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto a empreendimentos de cunho duvidoso.
possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sem-
pre em boa ordem. CAPÍTULO II
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem DAS COMISSÕES DE ÉTICA
de direito;
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcio- XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pú-
nais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contraria- blica Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em
mente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas
dos jurisdicionados administrativos; pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão de Ética,
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, po- encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional
der ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público, do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio
mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo público, competindo-lhe conhecer concretamente de imputação
qualquer violação expressa à lei; ou de procedimento susceptível de censura.
v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe XVII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
sobre a existência deste Código de Ética, estimulando o seu in- XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organis-
tegral cumprimento. mos encarregados da execução do quadro de carreira dos ser-
vidores, os registros sobre sua conduta ética, para o efeito de
Seção III instruir e fundamentar promoções e para todos os demais pro-
Das Vedações ao Servidor Público cedimentos próprios da carreira do servidor público.
XIX-(Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XV - E vedado ao servidor público; XX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, XXI -(Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de
si ou para outrem; Ética é a de censura e sua fundamentação constará do respecti-
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servi- vo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência
dores ou de cidadãos que deles dependam; do faltoso.
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, coniven- XXIII -(Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
te com erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético,
Ética de sua profissão; entende-se por servidor público todo aquele que, por força de
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercí- lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de na-
cio regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano tureza permanente, temporária ou excepcional, ainda que sem
moral ou material; retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu a qualquer órgão do poder estatal, como as autarquias, as fun-
alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mis- dações públicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas
ter; e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, capri- prevaleça o interesse do Estado.
chos, paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato XXV - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com
colegas hierarquicamente superiores ou inferiores;
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer NUTRIENTES: MACRONUTRIENTES,
tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação VITAMINAS E MINERAIS
ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qual-
quer pessoa, para o cumprimento da sua missão ou para influen- Os carboidratos, as biomoléculas mais abundantes na nature-
ciar outro servidor para o mesmo fim; za, são as fontes universais de nutrientes para as células humanas.
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva enca- A glicose é o carboidrato mais importante. Nas células, a gli-
minhar para providências; cose é degradada ou armazenada por diferentes vias. A glicólise
transforma a glicose em duas moléculas de piruvato (ou lactato)

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
posteriormente, degradado para a produção de energia. O glico- - Transporte ativo. A glicose é captada do lúmen para a célu-
gênio, a forma de armazenamento da glicose nos mamíferos, é la epitelial do intestino por um co− transportador Na+−monos-
sintetizado pela glicogênese. As reações da glicogenólise desdo- sacarídeo (SGLT). É um processo ativo indireto cujo mecanismo
bram o glicogênio em glicose. é envolve a (Na+−K+)−ATPase (bomba de (Na+−K+), que remove
É também possível sintetizar glicose a partir de precursores o Na+ da célula, em troca de K+, com a hidrólise concomitante
não− carboidratos pelo mecanismo chamado gliconeogênese. A de ATP (ver Capítulo 9: seção 9.4.D). O mecanismo tem alta es-
via das pentoses− fosfato converte a glicose em ribose−5−fosfa- pecificidade por D− glicose e D−galactose.
to (o açúcar utilizado para a síntese dos nucleotídeos e ácidos Após a absorção, a glicose no sangue aumenta e as células β
nucléicos) e outros tipos de monossacarídeos. das ilhotas pancreáticas secretam insulina que estimula a capta-
O NADPH, um importante agenteredutor celular, é também ção de glicose principalmente pelos tecidos adiposo e muscular.
produzido por essa via.A síntese e o uso da glicose, o principal O fígado, o cérebro e os eritrócitos, não necessitam de insulina
combustível da maioria dos organismos, é o foco de discussão para captação de glicose por suas células (tecidos insulino−inde-
do metabolismo dos carboidratos. Nos vertebrados, a glicose é pendentes). Outros hormônios e enzimas, além de vários meca-
transportada através do corpo pelo sangue. nismos de controle, são importantes na regulação da glicemia.
Quando as reservas de energia celular estão baixas, a glico-
se é degradada pela via glicolítica. As moléculas de glicose não Proteínas
necessárias para a imediata produção de energia, são armaze-
nadas como glicogênio no fígado e músculo. Dependendo das As Proteínas são macromoléculas formadas por aminoáci-
necessidades metabólicas da célula, a glicose pode também ser dos. Apesar das proteínas advindas da alimentação servirem em
empregada para sintetizar outros monossacarídeos, ácidos gra- sua maioria para funções estruturais e plásticas, as proteínas
xos e certos aminoácidos. também são capazes de fornecer proteínas.

Digestão e absorção dos carboidratos Funções


1) Reparam proteínas corpóreas gastas (anabolismo), resul-
Os principais carboidratos da dieta são: o amido, a sacarose tantes do contínuo desgaste natural (catabolismo) que ocorre
no organismo;
e a lactose. O glicogênio, a maltose, a glicose livre e a frutose
2) Constroem novos tecidos;
livre constituem frações relativamente menores de carboidratos
3) Fonte de calor e energia (fornecem 4 Kcal por grama);
ingeridos. A absorção dos carboidratos pelas células do intestino
4) Contribuem para diversos fluídos e secreções corpóreas
delgado é realizada após hidrólise dos dissacarídeos, oligossa-
essenciais, como leite, esperma e muco;
carídeos e polissacarídeos em seus componentes monossacarí-
5) Transportam substâncias;
deos. As quebras ocorrem seqüencialmente em diferentes seg-
6) Defendem o organismo contra corpos estranhos (anticor-
mentos do trato gastrointestinal por reações enzimáticas:
pos contra antígenos);
1-Amilase salivar. A digestão do amido inicia durante a mas-
7) Exercem funções específicas sobre órgãos ou estruturas
tigação pela ação α-amilase salivar (ptialina) que hidrolisa as
do organismo (hormônios);
ligações glicosídicas (1→4), com a liberação de maltose e oligos- 8) Catalisam reações químicas (enzimas).
sacarídeos. Contudo, a amilase salivar não contribui significati-
vamente para a hidrólise dos polissacarídeos, devido ao breve Para se avaliar a qualidade de uma proteína, compara-se sua
contato entre a enzima e o substrato. Ao atingir o estômago, a composição de aminoácidos com a proteína padrão (do ovo), ve-
enzima é inativada pelo baixo pH gástrico. rifica-se qual dos aminoácidos da proteína em estudo está mais
2 -Amilase pancreática. O amido e o glicogênio são hidro- deficiente em relação à padrão. O aminoácido que se apresentar
lisados no duodeno em presença da amilase pancreática que em menor quantidade é o limitante.
produz maltose como produto principal e oligossacarídeos cha-
mados dextrinas – contendo em média oito unidades de glicose Desnaturação Protéica
com uma ou mais ligações glicosídicas (1→6). Certa quantidade Caracteriza-se pela quebra das cadeias lipoproteicas com a
de isomaltose (dissacarídeo) também é formada. consequente desorganização da estrutura interna da proteína.
3. Enzimas da superfície intestinal. A hidrólise final da malto- Ocorre quando uma proteína é modificada em sua confor-
se e dextrina é realizada pela maltase e a dextrinase, presentes mação, de tal modo que perde suas funções biológicas.
na superfície das células epiteliais do intestino delgado. Outras
enzimas também atuam na superfície das células intestinais: a Balanço nitrogenado
isomaltase, que hidrolisa as ligações α(1→6) da isomaltose, a É a diferença de nitrogênio (das proteínas) que é ingerido e
sacarase, que hidrolisa as ligações α,β(1→2) da sacarose em gli- a quantidade que é excretado.
cose e frutose, a lactase que fornece glicose e galactose pela 1) Balanço nitrogenado equilibrado: Quando a quantidade de
hidrolise das ligações β(1→4) da lactose. nitrogênio ingerido é igual a excretado. Ex.: adultos normais que não
A captação de monossacarídeos do lúmen para a célula in- estão perdendo e nem aumentando a sua massa magra (músculos).
testinal é efetuada por dois mecanismos: 2) Balanço nitrogenado negativo: Quando a quantidade de
- Transporte passivo (difusão facilitada). O movimento da nitrogênio ingerido é menor que a excretado. Ex.: estado de
glicose está “a favor” do gradiente de concentração (de um com- jejum, dieta pobre em proteínas, dieta restritiva, doenças alta-
partimento de maior concentração de glicose para um compar- mente catabólicas como câncer e AIDS, etc.
timento de menor concentração). A difusão facilitada é media- 3) Balanço nitrogenado positivo: Quando a quantidade de
da por um sistema de transporte de monossacarídeos do tipo nitrogênio ingerido é maior que o excretado. Ex.: crianças (fase
Na+− independente. O mecanismo tem alta especificidade para de crescimento), gestantes, treino de musculação com o objeti-
D−frutose. vo de hipertrofia muscular, etc.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Digestão, absorção e metabolismo

A digestão das proteínas começa no estômago, que devido a presença de ácido clorídrico, desnatura as proteínas (destrói as
ligações de hidrogênio da estrutura química).
Com isso, as cadeias proteolíticas perdem a forma e ficam mais acessíveis ao ataque das enzimas. A enzima pepsina transforma
as proteínas em moléculas menores, hidrolisando as ligações peptídicas.
No intestino delgado as proteínas sofrem a ação das enzimas produzidas pelo pâncreas (tripsina, quimotripsina, elastase e
carboxipolipeptidase).
Após, os peptídeos e aminoácidos absorvidos são transportados ao fígado através da veia porta. Apenas, 1% da proteína inge-
rida é excretada nas fezes.
Os aminoácidos participarão na construção e manutenção dos tecidos, formação de enzimas, hormônios, anticorpos, no forne-
cimento de energia e na regulação de processos metabólicos (anabolismo e catabolismo).

Lipídeos

Cerca de 80% dos lipídeos provenientes da dieta são predominantemente triacilgliceróis ou triglicerídeos
Boca: O início da digestão de lipídeos da alimentação não começa na boca efetivamente. Embora, nenhuma hidrólise de trigli-
cérides ocorra na boca, os lipídeos estimulam a secreção da lipase das glândulas serosas na base da língua (por isso se chama lipase
lingual), mas como não permanece na boca sua função é quase nula.
Estomago: A lipase gástrica provavelmente corresponde àquela secretada pela língua. Porém, o pH extremamente ácido do
estômago não possibilita a ação integral desta lipase gástrica, diminuindo a velocidade de sua ação enzimática, havendo apenas a
quebra de algumas ligações de ésteres de Ácidos Graxos de cadeia curta. A ação gástrica na digestão dos lipídios está relacionada
com os movimentos peristálticos do estômago, produzindo uma emulsificação dos lipídios, dispersando-os de maneira equivalente
pelo bolo alimentar.
Intestino: A chegada do bolo alimentar acidificado (presença de gordura e proteína) no duodeno induz a liberação hormônio
digestivo colecistocinina CCK. (um peptídeo de 33 aminoácidos, também denominado pancreozimina) que, por sua vez, promove a
contração da vesícula biliar, liberando a bile para o duodeno e estimula a secreção pancreática.
Os ácidos biliares são derivados do colesterol e sintetizados no fígado. São denominados primários (ácido cólico, taurocólico,
glicocólico, quenodesoxicólico e seus derivados) quando excretados no duodeno, sendo convertidos em secundários (desoxicólico
e litocólico) por ação das bactérias intestinais.
A bile, ainda, excreta o colesterol sanguíneo em excesso, juntamente com a bilirrubina (produto final da degradação da hemo-
globina). Sais biliares fazem a emulsificação da gordura, para que a enzima lipase pancreática possa agir quebrando as triglicérides
em diglicérides e ácidos graxos livres, os diglicérides sofrem uma nova ação da lipase dando origem a monoglicérides, ácidos graxos
e glicerol. Cerca de 70% do diglicerídeos são absorvidos pela mucosa intestinal o restante 30% é o que será convertido em mono-
glicérides, glicerol e ácidos graxos.
A colecistocinina possui, ainda, função de estímulo do pâncreas para a liberação do suco pancreático, juntamente com outro
hormônio liberado pelo duodeno, a secretina. O suco pancreático possui várias enzimas digestivas (principalmente proteases e car-
boidratases) sendo a lipase pancreática a responsável pela hidrólise das ligações ésteres dos Lipídios liberando grande quantidades
de colesterol, Ácidos Graxos, glicerol e algumas moléculas de monoacilgliceróis.
Ácidos graxos livres e monoglicerídeos produzidos pela digestão formam complexos chamados micelas, que facilitam a passa-
gem dos lipídeos através do ambiente aquoso do lúmem intestinal para borda em escova.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Fonte: (SILVA. L)
Os sais biliares são então liberados de seus componentes
lipídicos e devolvidos ao lúmem do intestino. Na célula da mu-
cosa, os AG e monoglicerídeos são reagrupados em novos trigli-
cerídeos, estes juntamente com o colesterol e fosfolipídeos são
circundados em forma de quilomícrons (QM).
Os QM são transportados e esvaziados na corrente sanguí-
nea, e então levados para o fígado, onde os triglicerídeos são
reagrupados em lipoproteínas e transportados especialmente
para o tecido adiposo, para o metabolismo e para o armaze-
namento. O Colesterol é absorvido de modo similar, após ser
hidrolisado da forma de éster pela esterase colesterol pancreáti-
ca. As vitaminas lipossolúveis A, D, E e K também são absorvidas
de maneira micelar, embora algumas formas hidrossolúveis de
vitaminas A, E e K e caroteno possam ser absorvidas na ausência
de sais biliares.

Absorção e Transporte:
Fonte: (SILVA. L)
Os Lipídios livres são, então, emulsificados pelos sais biliares
em micelas e absorvidos pela mucosa intestinal que promove a O tamanho da lipoproteína se refere à quantidade de pro-
liberação da porção polar hidrófila (sais biliares) para a circula- teína e lipídeo, sendo que VLDL apresenta mais lipídeo e menos
ção porta hepática e um processo de ressíntese dos proteína enquanto que o HDL é o inverso.
Lipídios absorvidos com a formação de novas moléculas de LDL também leva triglicérides para os tecidos.
triacil-gliceróis e ésteres de colesterol, que são adicionados HDL troca colesterol por triglicérides com os tecidos e então
de uma proteína (apo-proteína 48) formando a lipoproteína volta para o fígado, recolhe colesterol dos quilomicrons tam-
quilomicron, que é absorvida pelo duto linfático abdominal, bém, este colesterol que foi recolhido é então excretado na for-
seguindo para o duto linfático torácico e liberada na circula- ma de sais biliares.
ção sangüínea ao nível da veia jugular. A célula adiposa é capaz de retirar lipídios circulantes do
O glicerol será absorvido por vasos linfáticos e ser levado sangue e armazená-los na forma de deposito de gordura (TG).
ao fígado. A célula adiposa também é capaz de remover glicose da cor-
Os monoglicerídeos e ácidos graxos livres quando absorvi- rente sanguínea, degradá-la ate acetil-coA e no interior de suas
dos pela parede intestinal sofrem uma no esterificação pela mitocôndrias utilizá-las para a síntese de ácidos graxos, e poste-
enzima triacil sintetase dando origem a novos triacilglicerois riormente triglicérides e fosfolipídios (lipogenese).
que por sal vês se ligam a proteínas produzidas no REG forman- Quando necessário a gordura armazenada é hidrolisada em
do os quilomicrons que são partículas lipoprotéicas (98%lipídios glicerol e ácidos graxos que são lançados na corrente sanguínea
e 2%proteínas).Após isso se formarão vacúolos que AGL, podendo ser utilizados pelo fígado e músculos.
com destino aos espaços intersticiais atingindo os vasos lin- Células musculares degradam e queimam ácidos graxos até
fáticos > ducto torácico e veia cava superior. CO2 e H2O, utilizando a energia liberada para a produção de ATP
Os quilomicrons atingem finalmente a corrente sanguínea, que é utilizado no processo de contração muscular.
mas antes de chegar ao fígado passam por tecido muscular O fígado utiliza ácidos graxos para a produção de triglicéri-
e adiposo aumentando sua densidade, pois são enriqueci- de, colesterol que é utilizado para a produção de sais biliares,
dos com proteínas podendo resultar em: corpos cetônicos que serão lançados para a corrente sanguínea
- VLDL (very low density lipoprotein) 80-90% de lipídios. e consumidos pelos músculos em caso de o excesso, excretado
- LDL (low density lipoprotein) 70% lipidios. pelos pulmões e rins. Fígado é o principal sintetizador de gordu-
- HDL (high density lipoprotein) 45% lipidios. ra. Texto adaptado de SILVA. L.
Os quilomicrons geralmente os VLDL saem do fígado com
intenção de levar triglicérides para os tecidos, e com a absorção As vitaminas são compostos orgânicos, presentes nos ali-
de triglicérides a VLDL vai aumentando sua densidade ate chegar mentos essências para o funcionamento normal do metabolis-
a LDL. mo. Essas substâncias podem ser classificadas quanto ao modo
como devem ser ingeridas e ao seu armazenamento no organis-
mo. As vitaminas hidrossolúveis (B1, B2, B3, B5, B6, B8, B9, B12,
C), assim chamadas por serem substâncias polares e dissolve-
rem-se em água, não podem ser armazenadas em níveis apre-
ciáveis e portanto, devem ser ingeridas diariamente. Já as vita-
minas lipossolúveis (A, D, E, K) são substâncias apolares que são
dissolvidas em solventes orgânicos, são armazenadas no tecido
adiposo, e portanto, não precisam ser repostas diariamente.
O fato de algumas vitaminas não serem armazenadas pelo
organismo torna diária a necessidade da ingestão dessas substân-
cias. Como o nosso organismo não é capaz de sintetizá-las, de-
vemos obter as vitaminas através de uma alimentação variada.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
A ingestão é importante, pois elas participam de muitas reações Os pediatras recomendam a suplementação da vitamina D
bioquímicas que transformam os alimentos em energia. São de aos bebês e as crianças. Mas é necessário acompanhamento mé-
extrema importância para o bom funcionamento do nosso orga- dico para saber como tomar a vitamina D, porque o excesso no
nismo, principalmente porque ajudam a evitar várias doenças. organismo é tóxico.
As vitaminas são micronutrientes importantes no processo É metabolizada pelo próprio organismo quando este é ex-
de metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. posto a luz do sol, mas é preciso ingerir alimentos como frutos
Embora as vitaminas sejam substâncias essenciais ao or- do mar, gema de ovo, leite e iogurtes, para que o corpo consiga
ganismo, a maioria dos animais não consegue produzi-las em transformar a vitamina dos alimentos em vitamina D para a re-
quantidade suficiente, ou não as produz. Por esse motivo, a in- gulação da função do cálcio.
gestão de alimentos que as contenham é necessária. Embora o excesso dessa vitamina seja tóxico para o organis-
No ser humano. A quantidade a ser ingerida pode variar mo a sua carência pode promover o desenvolvimento de doen-
conforme idade, sexo, estado de saúde e atividade física do in- ças como raquitismo e outros problemas relacionados à estru-
divíduo. As doses devem ser aumentadas em gestantes e lac- tura óssea.
tantes, em indivíduos em crescimento ou com saúde debilitada, Sem a vitamina D o corpo não consegue absorver o cálcio de
e mesmo trabalhadores em funções que exijam muito esforço maneira adequada e os ossos de tornam frágeis.
físico. Mas, é engano pensar que os alimentos podem ser tro-
cados pelas vitaminas: sem a ingestão de comida, o organismo Vitamina K
simplesmente não consegue absorvê-las. Componente na formação de 13 proteínas essenciais para
As vitaminas são classificadas conforme substâncias que as a coagulação do sangue e envolvida na construção dos ossos.
dissolvem. São lipossolúveis, solúveis em gorduras, as vitaminas Principais fontes: alimentos verdes, como vegetais de folhas e
A, D, K, armazenadas no fígado, e a vitamina legumes (couve, couve de Bruxelas, brócolis, salsa).
E, que é distribuída para todos os tecidos de gordura no cor- Funções: Alimentos a base de vitamina K são essenciais para
po. As substâncias lipossolúveis não são facilmente excretadas o combate de doenças como trombose e trombocitopenia. Na
pelo organismo e tendem a ser acumular provocando intoxica- formação capilar, ela dá força para os cabelos.
ção se ingeridas em excesso. Além da coagulação sanguínea, a vitamina influi na síntese
Outro grupo é o das hidrossolúveis, ou solúveis em água, de proteínas do plasma (sangue), rins e tecidos. Outra função
como as vitaminas C e as do complexo B (1,2,3,5,6,8 e 9), que importante é o fortalecimento de unhas e dentes.
permanecem no corpo por um pequeno período de tempo an- Além disso, há evidências de que ela seja importante no de-
tes de serem excretadas pelos rins, e por essa razão, devem ser senvolvimento precoce do esqueleto e na manutenção do osso
ingeridas. A B12 também é hidrossolúvel, mas permanece arma- maduro sadio.
zenada no fígado. Carência:
Resistência a Insulina: a baixa ingestão de vitamina K pode
Vitamina A ocasionar a pré disposição a desenvolver a resistência a insuli-
Importante oxidante que protege células contra os radicais na o que ocasiona ao tipo 2 de diabetes, diabetes mellitus. Um
livres. Principais fontes: frutas e vegetais de cor forte, como ce- estudo publicado em novembro de 2008 no periódico Diabetes
noura, abóbora, brócolis e espinafre e gorduras amarelas de ali- care concluiu que aumentar o consumo de vitamina K para a
mentos animais como fígado, ovos, e leite. quantia recomendada para homens e mulheres com baixo nível
A vitamina A (caroteno ou retinol) desempenha um impor- da substância no organismo, melhora o uso da glicose e a sen-
tante papel na nutrição do globo ocular e também na manuten- sibilidade a insulina. O estudo durou 36 meses e demonstrou à
ção do equilíbrio da pele e mucosas. Atua também na proteção correção da resistência a insulina em homens e mulheres que
contra doenças infecciosas. participaram do mesmo.
Funções: é essencial para visão humana, mantém a saúde da Aterosclerose: baixos níveis de vitamina K estão associados
pele, dos cabelos e das mucosas em geral. É encontrada na cenou- com o aumento da calcificação dos vasos sanguíneos de LDL, ou
ra, espinafre, peixe, brócolis e verduras verdes. colesterol ruim, oxidado pelos radicais livres. A proteína matriz
Sua carência provoca: problemas na acomodação visual; dis- Gla está associada com a deposição de cálcio nos ossos. Quando
túrbios na percepção das cores; secura nos olhos; fotofobia; ce- os níveis de vitamina K são baixos, esta proteína permite que a
gueira noturna; problemas nas células da pele; queda do sistema deposição de cálcio ocorra nos vasos sanguíneos. Altos níveis de
imunológico; distúrbios relacionados ao metabolismo da pele. cálcio incorporados as estrias de colesterol estreitam as aber-
turas dos vasos sanguíneos e aumentam a rigidez vascular. Isto
Vitamina D pode aumentar os riscos de uma doença cardíaca ou até mesmo
É sintetizada com a ajuda dos raios solares e imprescindível de um infarto. Níveis adequados de vitamina K revertem a ação
para a produção de insulina e a manutenção do sistema imu- da matriz Gla e aumentam a deposição de cálcio nos osso ao
nológico. Ajuda na absorção do cálcio. Principais fontes: peixes invés de nos vasos sanguíneos.
gordos como o atum e o salmão.
Funções no organismo: absorção do cálcio pelo organismo, Vitamina E (tocoferol)
que é determinante para o desenvolvimento saudável dos ossos Forte antioxidante contra radicais livres; previne o câncer e
e dos dentes. Ela é uma vitamina que atua no sistema imunoló- doenças cardiovasculares; protege o sistema reprodutor; previ-
gico protegendo órgãos como coração e o cérebro. ne catarata; reforça o sistema imunológico; melhora a ação da
É importante para regulação do metabolismo ósseo, e age insulina. Principais fontes: óleos (girassol, amendoim), sementes
como hormônio mantendo em quantidades adequadas o cálcio e de girassol, amêndoas, amendoim, vegetais de folhas verde-es-
fósforo presente no sangue, através do aumento ou diminuição curas.
da absorção desses componentes no intestino delgado.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Funções: A vitamina E, que tem como principal função pro- Vitamina B3
teger a integridade das células e prolongar-lhes a vida, sendo Aumenta a circulação; reduz triglicerídeos e colesterol; aju-
assim responsável pela manutenção de uma boa saúde e de uma da no funcionamento adequado do sistema nervoso e imunoló-
ótima performance, engloba oito substâncias diferentes dos gico; regula o açúcar no sangue; protege o corpo contra poluen-
grupos tocoferóis (4 substâncias) e Tocotrienóis (4 substâncias). tes e toxinas.
De uma forma muito resumida, esta vitamina atua como an- Principais fontes: levedura, carnes magras de bovinos e de
tioxidante e destrói os efeitos prejudiciais dos radicais livres que aves, fígado, leite, gema de ovo, cereais integrais, vegetais de
provêem da contaminação química do próprio organismo, e au- folhas (brócolis, espinafre), aspargos, cenoura, batata-doce, fru-
menta em grande escala a ação de outros antioxidantes, como tas secas, abacate.
por exemplo a vitamina C e vitamina A. Funções: A principal função da vitamina B3 no organismo é
A vitamina E é um dos antioxidantes mais procurados pelas auxiliar no processo metabólico, que transforma os nutrientes
pessoas, pois possui grandes efeitos contra os danos nas células dos alimentos em energia física. Ela faz parte da constituição das
e até efeitos contra o envelhecimento, um assunto que chama enzimas e influencia na obtenção de energia.
muito a atenção de todos. A vitamina B3 também ajuda a diminuir o colesterol presen-
Ajuda ainda o sistema imunitário, já que os radicais livres te no sangue.
são responsáveis pela destruição das membranas celulares e a A recomendação é de 16mg para homens adultos e 14mg
vitamina E combate exatamente essa destruição por parte dos para mulheres.
radicais livres. A carência pode provocar sintomas como diarréia, falta de
Com o passar dos anos, e a idade a avançar, os efeitos imu- apetite e emagrecimento. O tratamento dos sintomas é feito co
nitários e de envelhecimento começou a fazer-se notar expo- aumento do consumo diário dessa vitamina ou com suplemen-
nencialmente, e a vitamina E ajuda nestas duas situações que tos vitamínicos.
são quase impossíveis de controlar. Carência: Os sintomas da falta da vitamina B3 são: fraqueza
muscular; falta de apetite; indigestão e erupções cutâneas.
Vitamina B2 (riboflavina) A deficiência severa da vitamina B3 ou niacina leva a pela-
Ligada a formação de células vermelhas do sangue e anti- gra que é uma doença em que o paciente fica com alterações
corpos, envolvida na respiração e processos celulares; previne dermatológicas que são as mais evidentes, demência, diarréia,
catarata; ajuda na reparação e manutenção da pele e na produ- tremores e língua sensível. A pelagra não tratada pode causar
ção do hormônio adrenalina. Principais fontes: vegetais, grãos morte.
integrais, leite e carnes. Os sintomas pode ser tratados com o aumento do consu-
Funções: A principal função da vitamina da vitamina B2 (ri- mo diário de alimentos fontes de vitamina B3 como trigo, milho,
boflavina) no organismo é favorecer o metabolismo de gorduras, frango, atum, arroz, cogumelos e carne bovina ou com suple-
açúcares e proteínas. Ela é uma vitamina que atua no sistema e mentos vitamínicos.
auxilia nos processos oxidativos.
A vitamina B2 também é importante no metabolismoener- Vitamina B5 (Ácido pantotênico)
gético e na proteção da bainha dos nervos. Ajuda na formação de células vermelhas do sangue e na
É recomendado uma ingestão diária entre 1,2 e 2,2 mg en- desintoxicação química; previne a degeneração de cartilagens;
contrada em alimentos como fígado, ovos, leite e vegetais de ajuda na construção de anticorpos; reduz colesterol e triglicerí-
folhas verdes. deos; ajuda nas disfunções hormonais. Principais fontes: carnes,
A carência dessa vitamina apresenta sintomas como infla- ovos, leite, grãos integrais e inteiros, amendoim, levedura, ve-
mação na boca, anemia e sansação de cansaço. Seu tratamento getais (brócolis), algumas frutas (abacate), ovário de peixes de
é feito com o aumento da ingestão de alimentos ricos com essa água fria, geléia real.
vitamina ou com a toma de suplementos vitamínicos. Função: auxilia no combate de infecções por conta de sua
Não é preocupante a ingestão em excesso dessa vitamina, produção de anticorpos, além de ajudar na regeneração celular.
uma vez que o excesso não é toxico e é eliminado pelos rins. Ela também é famosa por seus efeitos capilares, melhorando o
Carência: A falta de vitamina B2 provoca os seguintes crescimento do cabelo.
sintomas: Uma das principais funções é atuar como um anti-stress,
- Inflamação na boca (língua vermelha e feridas no canto da proporcionando um bom humor.
boca); cansaço; Sensibilidade visual; Falta de energia; anemia; Carência: insônia; sensação de ardência nos pés; fadiga; do-
coceira na pele; descamação na pele; vascularização da córnea; enças neurológicas; cãibras nas pernas; baixa produção de anti-
sensação de frio ou dor nas extremidade do corpo. corpos; náuseas; dores e cólicas abdominais.
A falta de vitamina B2 pode ocorrer como o resultado de Encontra-se em abundância e vários alimentos, sendo assim
um trauma, como queimaduras e cirurgias, e em alguns pacien- é difícil ocorrer problemas relacionados a deficiência.
tes com doenças crônicas como tuberculose, febre reumáticas A vitamina B5 ou ácido pantotênico é uma substância de-
e diabetes. terminante para o funcionamento normal do metabolismo do
A falta pode ser tratada com a ingestão de alimentos ricos corpo, além de auxiliar na produção de energia e diminuir os
com essa vitamina como fígado, ovos, leite e derivados, folhas níveis de stress.
verdes ou com a toma de suplementos alimentares a base de
vitamina B2. Vitamina B6 (Piridoxina)
Reduz o risco de doenças cardíacas; ajuda na manutenção
do sistema nervoso central e no sistema imunológico; reduz es-
pasmos musculares; alivia enxaqueca e náuseas; reduz o coles-
terol; melhora a visão; previne aterosclerose e câncer. Princi-

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
pais fontes: cereais integrais, semente de girassol, feijões (soja, As verduras são a melhor fonte dessa vitamina A. verduras
amendoim, feijão), aves, peixes, frutas (banana, tomate, abaca- tais como folhas são, de longe, a melhor fonte dietética de vita-
te) e vegetais (espinafre). mina B9. Os brócolis, o feijão verde, e o espinafre são também
Funções: auxilia no metabolismo das proteínas e gorduras, boas escolhas para obter a sua dose diária recomendada (DDR)
além de ajudar na formação da hemoglobina. Essa é uma vita- de ácido fólico.
mina que promove o bom funcionamento do sistema nervoso e No caso de homens a DDR é de 0,2mg enquanto, que nas
uma pele saudável. mulheres é de 0,4mg e em mulheres grávidas a necessidade pas-
A piridoxina é uma vitamina que ajuda na degradação da sa a ser maior, mais nesses casos, o restante necessário costuma
homocisteína, uma substância que em excesso na circulação ser suprido em forma de suplemento.
sanguínea pode causar doenças cardiovasculares. No entanto, nos casos em que a pessoa, por motivos de saú-
A recomendação é de 2 mg dia, que pode ser ingerida em de ou outros, não pode comer verduras, então poderá ingerir
uma refeição a base de peixes por exemplo. diariamente algumas laranjas e sumo de laranja, que contém ní-
Essa vitamina pode ser encontrada em alimentos como a veis um pouco mais baixos de vitamina B9.
carne vermelha, peixe, levedura e leguminosas. A eficiência da As vítimas de queimaduras, os pacientes com cancro e as
vitamina B6 pode provocar vômitos, fraqueza, depressão, dores mulheres grávidas requerem maiores quantidades de vitamina
de cabeça e irritabilidade. B9 para manter os níveis normais de ácido fólico.
Carência: alteração do humor; ansiedade; depressão; irrita- Caso contrário, essa deficiência poderá causar anemias. A
bilidade; inflamação da língua; retardo mental; confusão men- ingestão elevada de vitamina B9 pode causar problemas de pele,
tal; sensação de formigamento nos pés e nas mãos. problemas de sono e dores de estômago.
Além disso, quando os níveis de vitamina B6 não estão adequa- Carência: Causa anemia megaloblástica, fadiga, lesão nas
dos, podem intensificar os sintomas da TPM e enjôo na gravidez. mucosas, insuficiência respiratória, defeitos no tubo neural,
A deficiência pode ser causada pela má absorção no trato palidez, níveis elevados do aminoácido homocisteína, podendo
intestinal, o uso excessivo de drogas, como a penicilina, ou dis- acarretar doença cardiovascular.
túrbios genéticos que impedem o metabolismo dessa vitamina.
O elevado consumo de álcool também pode diminuir os níveis Vitamina B12 (Cobalamina)
dessa vitamina assim como a ingestão prolongada de anticontra- Auxilia na síntese de células vermelhas do sangue; manu-
ceptivos orais e de corantes como a tartrazina. tenção do sistema nervoso; ajuda no crescimento e desenvolvi-
Essa deficiência é tratada com a suplementação em vitami-
mento do corpo. Principais Fontes: fígado, rins, carnes, peixes,
na B6 que deve ser acmpanhada pelo médico ou nutricionista.
ovos, leite, queijo.
Vitamina B7 (Biotina)
Funções: Grande importância na prevenção e combate da
Auxilia no crescimento celular, produção de ácidos graxos
anemia. Possui efeito restaurador nas lesões neurológicas pro-
e redução de açúcar no sangue; combate infecções; promove a
vocadas pela anemia perniciosa. Atua no metabolismo das pro-
saúde das glândulas sudoríparas, do tecido nervoso, da medula
teínas contribuindo com a absorção dos aminoácidos pelo orga-
óssea, das glândulas sexuais e células sanguíneas; previne calví-
nismo.
cie; alivia dores musculares; baixa a intolerância a insulina em
Carência: fadiga; dores de cabeça; falta de ar; língua e gar-
diabéticos. Principais fontes: carnes de aves, fígado, rins, gema
ganta sensíveis; alterações digestivas e cardíacas; distúrbios do
de ovo, couve-flor, ervilha.
Funções: ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue. É sistema nervoso, tais como: dormência e formigamentos nos
importante para uma pele, cabelo e unhas saudáveis. Pode dimi- braços ou pernas.; depressão; confusão mental, perda de me-
nuir dores musculares, prevenir calvície, e promove a saúde de mória.
tecido nervoso; glândulas sexuais e medula óssea.
Carência: conjuntivite; dermatite esfoliativa; descoloração Vitamina c (Ácido ascórbico)
pardacenta da pele e das mucosas; dor muscular; moleza; au- Indispensável para síntese de colágeno; ajuda na manuten-
mento da glicemia. ção das funções gladulares e do crescimento; manutenção dos
tecidos; previne câncer; aumenta a imunidade; protege contra
Vitamina B9 (Ácido Fólico) infecções. Principais fontes: frutas cítricas frescas e vegetais
Manutenção dos sistemas imunológico, circulatório e ner- frescos (repolho, couve-flor, espinafre, pimentão verde)
voso; antitóxico; ajuda a combater o primeiro infarto, o câncer Funções: fortalece os capilares sanguíneos; é extremamente
de mama e de cólon, paralisias intestinais e envenenamento ali- importante em tratamentos antialérgicos; ajuda a fortalecer o
mentar; diminui o risco de aterosclerose; promove a saúde dos sistema imunológico; é excelente na prevenção de gripes e in-
cabelos e da pele; reforça o sistema imunológico e o sistema fecções; atua no organismo como um poderoso antioxidante; dá
nervoso central. Principais fontes: fígado, rins, vegetais de folha resistência aos ossos e dentes; facilita a absorção de ferro pelo
verdes, couve-flor. organismo; atua no metabolismo de alguns aminoácidos.
Funções: é essencial para que haja um crescimento saudá- Carência: Ficar marcado por uma mancha roxa toda vez que
vel. Como já foi mencionado, a vitamina B9 desempenha um pa- esbarra em algo pode ser indicador da deficiência da vitamina
pel muito importante na formação do DNA e do RNA. Ambos os C; gripes e resfriados freqüentes; gengivas sensíveis que san-
ácidos contém a informação genética que acaba por servir como gram ao escovar os dentes; hemorragia nasal mais freqüente;
base para a produção de células novas. Além disso, a vitamina anemia ferropriva, pois a vitamina C ajuda a absorver melhor o
B9 também ajuda o corpo a produzir glóbulos vermelhos para ferro; apatia, ficar sem vontade de fazer nada; ora depressão,
que substituam aqueles que são destruídos a cada dia. Podemos ora ansiedade; cicatrização lenta de feridas; aparecimento de
dizer que a vitamina B9 é essencial para o crescimento saudável, pequenas varizes.
porque sem essa vitamina o corpo humano não pode fabricar A quantidade recomendada é de 60mg/dia. Alimentos fon-
novas células de forma eficaz. tes: acerola, laranja, limão.

49
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Colina
Ajuda na memorização e no tratamento do Alzheimer, con- RDC BANCO DE LEITE
trola o colesterol e as gorduras no corpo; ajuda a eliminar subs-
tâncias tóxicas (venenos e drogas) e na reconstrução do fígado RESOLUÇÃO-RDC Nº 171, DE 4 DE SETEMBRO DE 2006
danificado pelo álcool. Principais fontes: lecitina de soja, gema
de ovo. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o funcionamento de
Funções: Vital para os neurotransmissores, cérebro, memó- Bancos de Leite Humano.
ria e corpo; previne a formação de cálculos biliares; dissolução
do colesterol e bloqueio das artérias; impede acumulo de gor- A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sa-
duras no fígado, ajuda liberar as toxinas do fígado; é importante nitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art.
para mielina; auxilia o metabolismo das gorduras; importante 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº. 3.029, de 16 de
para síntese de hormônios. abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§
È importante no tratamento do fígado como úlceras, mal de 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos
Alzheimer; pressão arterial alta; baixo nível de açúcar, psoríase do Anexo I da Portaria nº. 354 da ANVISA, de 11 de agosto de
e doenças do coração e rins. 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião
Carência: Pode ocorrer sangramento renal, problemas no realizada em 28 de agosto de 2006, e
músculo do coração, cirrose, excesso de gordura no fígado, arte-
riosclerose e uma possível ligação com Alzheimer. Considerando que a promoção, a proteção e o apoio à prá-
As quantidades de cada vitamina que o corpo necessita tica da amamentação são imprescindíveis à saúde da criança,
A quantidade necessária de vitaminas normalmente é ex- combate à desnutrição e à mortalidade infantil;
pressa em termos de DDR da EU que é a Dose Diária Recomenda-
da pela União Européia para cada vitamina. Estes são os valores Considerando que a atuação dos Bancos de Leite Humano
utilizados para rotular o valor nutritivo dos produtos alimenta- constitui uma medida eficaz para as políticas públicas de ama-
res. As necessidades de cada indivíduo variam. mentação;

Considerando a necessidade de dispor de leite humano em


quantidade e qualidade que permita o atendimento aos lacten-
tes internados nas unidades neonatais e os que estão impossibi-
litados de serem amamentados diretamente ao peito;

Considerando que o parágrafo 4º do artigo 199 da Consti-


tuição Federal de 1988, veda todo tipo de comercialização de
órgãos, tecidos e substâncias humanas;

Considerando que a instalação e o funcionamento dos Ban-


cos de Leite Humano requerem uma normalização técnica es-
pecífica a fim de evitar riscos à saúde dos lactentes e lactantes,
adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-
-Presidente, determino a sua publicação:

Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico que define normas


de funcionamento para os Bancos de Leite Humano (BLH), em
anexo.

Art. 2º Estabelecer que a construção, reforma ou adaptação


na estrutura física do Banco de Leite Humano (BLH) deve ser
precedida de aprovação do projeto junto à autoridade sanitária
local em conformidade com a RDC/ANVISA nº. 50, de 21 de feve-
Com uma dieta equilibrada e cheia de produtos frescos e reiro de 2002 e a RDC/ANVISA nº. 189, de 18 de julho de 2003.
naturais, vamos ter todas as vitaminas necessárias e não preci-
samos de qualquer informação adicional na forma de suplemen- Art. 3º As Secretarias de Saúde Estaduais, Municipais e do
tos. Aumento das necessidades biológicas requer um aumento Distrito Federal devem implementar os procedimentos para a
dessas substâncias, como em certas fases da infância, gravidez, adoção do Regulamento Técnico estabelecido por esta RDC, po-
lactação e na velhice. O consumo de álcool ou drogas em geral dendo adotar normas de caráter suplementar, com a finalidade
leva a um maior gasto de algumas de adequá-lo às especificidades locais.
vitaminas, por isso nestes casos, pode exigir uma contribui-
ção adicional. Texto adaptado de VIEIRA. M. M. Art. 4º Os atos normativos mencionados neste Regulamen-
to, quando substituídos ou atualizados por novos atos, terão a
referência automaticamente atualizada em relação ao ato de
origem.

50
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Art. 5º É vedada a comercialização dos produtos coletados, 4. DEFINIÇÕES
processados e distribuídos pelo Banco de Leite Humano e pelo
Posto de Coleta de Leite Humano. 4.1. Acidez Dornic do leite humano: acidez titulável do leite
humano ordenhado expressa em Graus Dornic.
Art. 6º O descumprimento das determinações deste Regula- 4.2. Aditivos em leite humano ordenhado: toda e qualquer
mento Técnico constitui infração de natureza sanitária, ficando substância adicionada ao leite humano ordenhado, de modo in-
sujeito o infrator a processo e penalidades previstas na Lei nº. tencional ou acidental.
6437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilida- 4.3. Banco de Leite Humano (BLH): serviço especializado,
des penal e civil cabíveis. responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleita-
mento materno e execução de atividades de coleta da produção
Art. 7º Os Bancos de Leite Humano e os Postos de Coleta de lática da nutriz, do seu processamento, controle de qualidade e
Leite Humano têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar distribuição.
da data da publicação, para se adequarem ao estabelecido neste 4.4. Banco de Leite Humano de Referência: banco de leite
Regulamento Técnico. humano responsável pela implementação de ações estratégicas
estabelecidas para sua área de abrangência, com atribuição de
Art. 8º Revogar o subitem “d” do item 25 (Alimentos Na- desenvolver educação permanente, pesquisas operacionais e
turais) do anexo I (Padrões Microbiológicos Sanitários Para prestar assessoria técnica.
Alimentos) do Regulamento Técnico aprovado pela Resolução - 4.5. Boas Práticas de Manipulação do leite humano orde-
RDC Nº 12, de 2 de janeiro de 2001. Art. 9º Esta Resolução entra nhado: procedimentos necessários para garantir a qualidade do
em vigor na data de sua publicação leite humano ordenhado desde sua coleta até a distribuição.
4.6. Cadeia de frio: condição de conservação sob frio, na
ANEXO qual os produtos refrigerados ou congelados devem ser manti-
dos, da coleta ao consumo, sob controle e registro.
REGULAMENTO TÉCNICO PARA O FUNCIONAMENTO 4.7. Conformidade do leite humano ordenhado: atendimen-
DE BANCOS DE LEITE HUMANO to aos requisitos de qualidade do leite humano ordenhado.
4.8. Conservação do leite humano ordenhado: conjunto de
1.HISTÓRICO procedimentos que visam à preservação das características quí-
micas, físico-químicas, imunológicas e microbiológicas do leite
O Regulamento Técnico para o funcionamento de Bancos de humano ordenhado.
Leite Humano foi elaborado a partir de trabalho conjunto de téc- 4.9. Controle de qualidade: conjunto de operações realiza-
nicos da ANVISA, profissionais de vigilâncias sanitárias estaduais, das com o objetivo de verificar a conformidade dos produtos e
da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e do Ministério da processos.
Saúde, que foram convidados para elaborar o documento inicial. 4.10. Crematócrito: técnica analítica que permite o cálculo
A proposta de Regulamento Técnico foi publicada como estimado do conteúdo energético do leite humano ordenhado.
Consulta Pública no 28 de 5 de abril de 2005 e ficou aberta para 4.11. Degelo: processo controlado que visa transferir calor
receber sugestões por um prazo de 60 (sessenta) dias. ao produto congelado em quantidade suficiente para mudança
As sugestões à Consulta Pública foram enviadas por entida- de fase sólida para líquida.
des representativas e técnicos e especialistas da área. 4.12. Desinfecção: processo físico ou químico que elimina a
As sugestões foram consolidadas pelos técnicos da Gerencia maioria dos microrganismos patogênicos de objetos inanimados
Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde da ANVISA, profissio- e superfícies, com exceção de esporos bacterianos podendo ser
nais de vigilâncias sanitárias estaduais e da Rede Brasileira de de baixo, médio ou alto nível.
Bancos de Leite Humano. Após amplas discussões, as sugestões 4.13. Doadora de leite humano: nutriz saudável que apre-
pertinentes foram incorporadas ao texto do Regulamento Técni- senta secreção lática superior às exigências de seu filho, que se
co, tendo sido produzido assim documento final consensual so- dispõe a ordenhar e doar o excedente; ou aquela que ordenha
bre o assunto. O presente documento é o resultado das discus- o próprio leite para manutenção da lactação e/ou alimentação
sões que definiram os requisitos necessários ao funcionamento do seu filho.
dos Bancos de Leite Humano. 4.14. Esterilização: processo físico ou químico que destrói
todas as formas de vida microbiana, ou seja, bactérias nas for-
2. OBJETIVO mas vegetativas e esporuladas, fungos e vírus.
4.15. Estocagem do leite humano ordenhado: conjunto ope-
Estabelecer os requisitos para instalação e funcionamento rações que visam a conservação do leite humano ordenhado.
de Banco de Leite Humano (BLH) e Posto de Coleta de Leite Hu- 4.16. Evento adverso grave (EAG): qualquer ocorrência clíni-
mano (PCLH) em todo território nacional com o objetivo de ga- ca desfavorável que resulte em morte, risco de morte, hospita-
rantir a segurança sanitária do leite humano ordenhado. lização ou prolongamento de uma hospitalização pré-existente,
incapacidade significante persistente ou permanente; ou ocor-
3. ABRANGÊNCIA rência clínica significativa.
4.17. Indicadores do Banco de Leite Humano: medidas e pa-
Este Regulamento Técnico é aplicável a todos os serviços de râmetros utilizados para avaliar a eficiência do banco de leite
saúde públicos e privados que realizam atividades relacionadas humano.
ao Banco de Leite Humano (BLH) e Posto de Coleta de Leite Hu- 4.18. Lactente: criança menor de 24 (vinte e quatro) meses.
mano (PCLH). 4.19. Leite Humano (LH): secreção lática produzida pela nu-
triz.

51
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
4.20. Leite Humano Ordenhado (LHO): leite humano obtido b) prestar assistência a gestante, puérpera, nutriz e lactente
por meio do procedimento de ordenha. na prática do aleitamento materno;
4.33. Porcionamento do leite humano ordenhado: aliquota- c) executar as operações de controle clínico da doadora;
gem do leite humano ordenhado para consumo de acordo com a d) coletar, selecionar, classificar, processar, estocar e distri-
prescrição médica e/ou de nutricionista. buir o LHOP;
4.34. Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH): unidade, e) responder tecnicamente pelo processamento e controle
fixa ou móvel, intra ou extra-hospitalar, vinculada tecnicamente de qualidade do LHO procedente do PCLH a ele vinculado;
ao Banco de Leite Humano (BLH) e administrativamente a um f) realizar o controle de qualidade dos produtos e processos
serviço de saúde ou ao próprio Banco de Leite Humano (BLH), sob sua responsabilidade;
responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleita- g) registrar as etapas do processo;
mento materno e execução de atividades de coleta da produção h) dispor de um sistema de informação que assegure os re-
lática da nutriz e sua estocagem. gistros relacionados às doadoras, receptores e produtos, dispo-
4.35. Profissional capacitado em BLH e PCLH: profissional níveisàs autoridades competentes, guardando sigilo e privacida-
capacitado de acordo com os critérios estabelecidos pelo Centro de dos mesmos.
de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano/FIOCRUZ. i) estabelecer ações que permitam a rastreabilidade do LHO.
4.36. Receptor do leite humano: consumidor do produto 5.1.8 Compete ao PCLH as seguintes atividades:
distribuído pelo Banco de Leite Humano (BLH) ou Posto de Cole- a) desenvolver ações de promoção, proteção e apoio ao
ta de Leite Humano (PCLH). aleitamento materno;
4.37. Reenvase do leite humano ordenhado: operação de b) prestar assistência a gestante, puérpera, nutriz e lactente
transferência do leite humano da embalagem em que foi coloca- na prática do aleitamento materno;
do após a ordenha para a embalagem em que será pasteurizado. c) executar as operações de controle clínico da doadora;
4.38. Rótulo: identificação impressa ou escrita aplicada so- d) coletar, armazenar e repassar o LHO para o BLH ao qual
bre a embalagem com os dizeres de rotulagem. está vinculado;
4.39. Valor biológico do leite humano: características imu- e) registrar as etapas do processo garantindo a rastreabili-
nobiológicas, nutricionais e organolépticas do leite humano. dade do produto;
f) dispor de um sistema de informação que assegure os
5. CONSIDERAÇÕES GERAIS registros relacionados às doadoras e produtos, disponíveis às
autoridades competentes, guardando sigilo e privacidade dos
5.1 Organização mesmos.
5.1.1 O BLH e o PCLH devem possuir licença de funciona- g) estabelecer ações que permitam a rastreabilidade do
mento/Licença sanitária/Alvará sanitário em vigor emitida pelo LHO.
órgão de vigilância sanitária competente. 5.1.9 O BLH e o PCLH devem dispor de normas e rotinas es-
5.1.2 O BLH deve estar vinculado a um Hospital com assis- critas de todos os procedimentos realizados.
tência Materna e/ou Infantil. 5.1.10 O BLH e o PCLH devem implantar e implementar as
5.1.3 O PCLH deve estar vinculado tecnicamente a um BLH e Boas Práticas de Manipulação do LHO.
administrativamente a um serviço de saúde ou ao próprio BLH. 5.2 Recursos Humanos
5.1.4. O BLH e PCLH devem dispor de profissionais de nível 5.2.1 O BLH e o PCLH devem possuir estrutura organizacio-
superior legalmente habilitados e capacitados para assumir a nal, descrição de cargos e funções de pessoal, definição da
responsabilidade pelas seguintes atividades: qualificação e responsabilidades.
a) médico-assistenciais; 5.2.2 Fica vedado ao profissional, durante a realização do
b) de tecnologia de alimentos. processamento do LHO, a atuação simultânea em outros seto-
5.1.4.1. Um destes profissionais deve assumir a responsa- res.
bilidade técnica pelo serviço de BLH e PCLH perante a vigilância 5.2.3 O BLH e o PCLH devem manter disponíveis o registro
sanitária. de formação e qualificação de seus profissionais.
5.1.5 A direção do serviço de saúde, o coordenador e o RT 5.2.4 O BLH e o PCLH devem promover educação perma-
do BLH ou PCLH devem planejar, implementar e garantir a qua- nente aos seus profissionais mantendo disponíveis os registros
lidade da mesma.
dos processos incluindo: 5.2.5 O BLH e o PCLH devem cumprir as legislações pertinen-
a) recursos humanos, materiais e equipamentos necessários tes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
para o desempenho de suas atribuições, em conformidade com 5.3. Infra-Estrutura
a legislação vigente; 5.3.1. A infra-estrutura do BLH e do PCLH deve atender aos
b) responsabilidade sobre o processo de trabalho; requisitos abaixo que alteram a RDC/ANVISA No- 50 de 21 de
c) supervisão do pessoal técnico durante o período de fun- fevereiro de 2002 em seus respectivos itens.
cionamento. 5.3.1.1 - A parte II (programação físico-funcional dos siste-
5.1.6 O BLH e o PCLH devem seguir as orientações do Pro- mas de saúde), capítulo 2 (organização físico-funcional), atribui-
grama de Controle de Prevenção de Infecção e de Eventos Ad- ção
versos 4 (prestação de atendimento de apoio ao diagnóstico e tera-
(PCPIEA) do serviço de saúde ao qual está vinculado. pia), atividade 4.13 (Banco de leite humano) passa a vigorar com
5.1.7 Compete ao BLH as seguintes atividades: a seguinte redação:
a) desenvolver ações de promoção, proteção e apoio ao
aleitamento materno;

52
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Atividades 4.13.2 Área para 4,0m² HF
4.13 - Banco de Leite Humano recepção
4.13.1 - Recepcionar, registrar e fazer a triagem das doadoras. da coleta
4.13.2 - Receber o leite humano de coletas externas. externa
4.13.3 - Preparar doadoras e profissionais.
4.13.4 - coletar leite humano 4.13.1 Arquivo de 1 ADE
4.13.5 - processar o leite humano ordenhado compreenden- doadoras
do as etapas de degelo, seleção, classificação, reenvase, pasteu- Ve s t i á r i o 1 3,0 m2 HF
rização. de barreira
4.13.6 - liofilizar o leite processado.
4.13.4 Sala para 1 1,5m2 por HF
4.13.7 - Estocar o leite humano processado.
ordenha cadeira de
4.13.8 - Fazer o controle de qualidade do leite humano co-
coleta
letado e processado.
4.13.9 - distribuir leite humano. 4 . 1 3 . 5 ; Sala para 1 15,0m2 HF, ED, EE,
4.13.10 - porcionar o leite humano. 4.13.9 proces- ADE, AC, E
4.13.11 - proporcionar condições de conforto aos lactentes samento
e acompanhantes da doadora. - degelo -
4.13.12 - promover ações de educação no âmbito do aleitamen- seleção
to materno, por meio de palestras, demonstrações e treinamento. - classifica-
5.3.1.2. A tabela da parte II (programação físico-funcional ção - reen-
dos sistemas de saúde), capítulo 3, item 3.2 (Dimensionamen- vase -pas-
to, quantificação e instalações prediais dos ambientes), unidade teurização
funcional 4.13 (unidade/ambiente banco de leite humano) passa
a vigorar com a seguinte redação: - estoca-
gem - dis-
tribuição
Unidade funcional 4 - Apoio ao diagnóstico e terapia
4.13.6 -liofilização ADE ADE, EE
Nº ativ. U n i d a d e / Dimensio- Instalações
4.13.8 Laborató- 1* 6.00 m2 HF, ED
ambiente namento
rio de con-
quantifica- dimensão trole de
ção qualidade
4.13 B a n c o microbio-
de Leite lógico1*
Humano 4.13.10 Sala de 4,00 m² HF
(BLH) Porciona-
4.13.1 Sala para 1 7.50 m² mento
recepção, 4 . 1 3 . 11 Sala para 4,4 m2 HF
registro e lactentes
triagem e acompa-
das doado- nhantes
ras.
4.13.2 Área para 1 Em BLH 4,00 m² HF 1* “in loco” ou não
estocagem com pro- Ambientes de apoio:
de leite cru dução de Os BLH e PCLH devem possuir os seguintes ambientes de apoio:
coletado até 60 L/ * Central de Material Esterilizado - Simplificada
mês; a es- * Sanitários (masc. e fem.) com 3,2m², com dimensão linear
tocagem mínima de 1,6m
pode ser * Sanitário para deficientes (BRASIL, 2004 - Decreto Federal
realizada 5296 Ministério da Justiça)
na sala de * Depósito de Material de Limpeza com área mínima de 2
proces- m2 e dimensão mínima de 1 m, equipado com tanque.
s a m e n t o, * Sala Administrativa
na área * Copa
de estoca- * Consultório
gem, com * Sala de demonstração e educação em Saúde
ge l a d e i ra * estas atividades podem ser realizadas em ambientes não
ou freezer exclusivos do BLH.
e xc l u s i v o
5.3.1.3. A parte III (critérios para projetos de estabeleci-
para o leite
mentos assistenciais de saúde), capítulo 6 (condições ambien-
cru.
tais e controle de infecção), item 6.2 (critério de projeto) alínea
B (projeto básico) passa a vigorar com a seguinte redação nos
itens a seguir relacionados:

53
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
B.1.1. Vestiários/banheiros/sanitários de barreira nos com- 5.6. Limpeza, Desinfecção e Esterilização
partimentos destinados à realização de procedimentos assép- 5.6.1 O BLH e o PCLH devem manter atualizados e disponí-
ticos (c.cirúrgico, c. obstétrico, sala de coleta e sala de proces- veis, a todos os profissionais, procedimentos escritos de limpe-
samento do banco de leite humano, lactário/nutrição enteral, za, desinfecção e esterilização de equipamentos, artigos, mate-
hemodinâmica, CME, diluição de quimioterápicos e preparo de riais e superfícies, de acordo com o Manual de Processamento
nutrição parenteral). de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos de Saúde do Mi-
B.2. Nas unidades de processamento de roupas, nutrição e nistério da Saúde/ 1994.
dietética, banco de leite humano e central de esterilização de 5.6.2 Os saneantes utilizados devem estar regularizados jun-
material, os materiais devem obrigatoriamente, seguir determi- to a ANVISA/MS, conforme a legislação vigente e atender as es-
nados fluxos e, portanto os ambientes destas unidades devem pecificações do fabricante quanto à finalidade de uso e a forma
se adequar a estes fluxos. de utilização.
B.2.3. Esterilização de material.
B.2.4. Banco de leite humano. 6. PROCESSOS OPERACIONAIS
Higiene pessoal recebimento ou coleta do leite humano 6.1 Higiene e Conduta
ordenhado estocagem de LHOC degelo seleção classificação 6.1.1 O acesso às áreas de manipulação do leite humano
reenvase pasteurização liofilização (quando houver) controle deve ser restrito ao pessoal diretamente envolvido e devida-
de qualidade estocagem de LHOP distribuição porcionamento mente paramentado.
(quando houver). 6.1.2 Os profissionais e doadoras devem ser orientados de
B.4.2. Compartimentos destinados ao, preparo e cocção de forma oral e escrita quanto às práticas de higienização e anti-
alimentos e manipulação do leite humano ordenhado. -sepsia
5.3.1.4 A parte III (critérios para projetos de estabelecimen- das mãos e antebraços nas seguintes situações: antes de en-
tos assistenciais de saúde), capítulo 7 (instalações prediais ordi- trar na sala de ordenha do leite humano, na recepção de coleta
nárias e especiais), item 7.3.2 (gás combustível, consumo) passa externa e na de processamento; após qualquer interrupção do
a vigorar com a seguinte redação: serviço; após tocar materiais contaminados; após usar os sanitá-
Banco de leite humano - considerar os bicos de Bunsen dos rios e sempre que se fizer necessário.
locais onde se realiza o reenvase, coleta de amostras para aná- 6.1.3 É proibido o uso de cosméticos voláteis e adornos pes-
lise soais nas salas de ordenha, recepção de coleta externa, higieni-
microbiológica e o porcionamento do leite humano orde- zação, processamento, no ambiente de porcionamento e no de
nhado. distribuição do leite humano.
5.4 Equipamentos e Instrumentos 6.1.4 É proibido fumar, comer, beber e manter plantas e ob-
5.4.1 O BLH e o PCLH devem: jetos pessoais ou em desuso ou estranhos à atividade nas salas
a) estar supridos com equipamentos e instrumentos neces- de
sários ao atendimento de sua demanda, em perfeitas condições ordenha, recepção de coleta externa, higienização, proces-
de samento, no ambiente de porcionamento e no de distribuição
conservação e limpeza; do leite humano.
b) possuir manual de funcionamento do equipamento ou 6.2 Doadoras e Doações
instrumento, em língua portuguesa, distribuído pelo fabricante, 6.2.1 A seleção de doadoras é de responsabilidade do mé-
podendo dico responsável pelas atividades médico assistenciais do BLH
ser substituído por instruções de uso, por escrito; ou PCLH.
c) possuir uma programação de manutenção preventiva, 6.2.2 Devem ser consideradas aptas para doação as nutrizes
conforme orientação do fabricante ou do RT; que atendem aos seguintes requisitos:
d) calibrar os instrumentos a intervalos regulares mantendo a)estar amamentando ou ordenhando LH para o próprio fi-
os registros dos mesmos; lho;
e) manter registros das manutenções preventivas e corre- b) ser saudável;
tivas disponíveis durante a vida útil do equipamento ou instru- c) apresentar exames pré ou pós-natal compatíveis com a
mento. doação de LH;
5.4.2 Os materiais, equipamentos e instrumentos utilizados d) não fumar mais que 10 cigarros por dia;
devem estar regularizados junto a ANVISA/MS, de acordo com a e) não usar medicamentos incompatíveis com a amamen-
legislação vigente. tação;
5.5 Biossegurança f) não usar álcool ou drogas ilícitas;
5.5.1 Os profissionais envolvidos na manipulação do LHO g) realizar exames (Hemograma completo, VDRL, anti-HIV)
devem utilizar Equipamento de Proteção Individual (EPI). quando o cartão de pré-natal não estiver disponível ou a nutriz
5.5.2 O EPI dos profissionais deve contemplar o uso de gor- não tiver realizado pré-natal;
ro, óculos de proteção, máscara, avental e luvas de procedimen- h) realizar outros exames conforme perfil epidemiológico
to, local ou necessidade individual da doadora.
em conformidade com a atividade desenvolvida. 6.2.3 O BLH e o PCLH devem dispor de registro do estado
5.5.2.1 O EPI deve ser exclusivo para a realização do proce- de saúde da doadora visando assegurar o cumprimento dos cri-
dimento, sendo que o avental e as luvas devem ser substituídos térios
a para doação, em conformidade com a legislação vigente.
cada ciclo de processamento. 6.2.4 A doação de LH deve ser voluntária, altruísta e não
5.5.3 A paramentação da doadora deve contemplar o uso de remunerada, direta ou indiretamente.
gorro, máscara e avental fenestrado. 6.3 Ordenha e Coleta

54
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
6.3.1 A ordenha e a coleta devem ser realizadas de forma b) presença de sujidades;
a manter as características químicas, físico-químicas, imunoló- c) cor;
gicas e d) off-flavor
microbiológicas do leite humano. e) acidez Dornic
6.3.2 O material usado na manipulação do LH deve ser pre- 6.7.4 A classificação compreende a verificação de:
viamente esterilizado, exceto a paramentação. a)período de lactação;
6.3.3 O BLH e o PCLH são responsáveis pelo fornecimento de b)acidez Dornic;
embalagens adequadas e esterilizadas para cada doadora. c) conteúdo energético (crematócrito).
6.3.3.1 Em situações excepcionais, a embalagem utilizada 6.8 Reenvase, Embalagem e Rotulagem
para a coleta do LH pode ser desinfetada em domicílio, segundo 6.8.1 Reenvase
orientação do BLH ou PCLH. 6.8.1.1 Deve garantir a qualidade higiênico-sanitária do LHO
6.3.4 O nome do funcionário que efetuou a coleta deve ser e a uniformização dos volumes e embalagens, antes da pasteu-
registrado de forma a garantir a rastreabilidade. rização.
6.4 Cadeia de Frio 6.8.1.2 Deve ser realizado sobre superfície de material liso,
6.4.1 O BLH e o PCLH devem controlar a temperatura e re- lavável e impermeável, resistente aos processos de limpeza e
gistrar em planilha específica todas as etapas do fluxograma que desinfecção.
exigem cadeia de frio: transporte, estocagem e distribuição. 6.8.1.3 Deve ser realizado sob campo de chama ou cabine
6.5 Transporte de segurança biológica
6.5.1 O LHOC e o LHOP devem ser transportados sob cadeia 6.8.1.4 Todo LHOC reenvasado deve ser rotulado de acordo
de frio. com o item 6.8.3.
6.5.2 Os produtos devem ser transportados em recipientes 6.8.1.5 O Pool de LHO deve ser formulado com produtos
isotérmicos exclusivos, constituídos por material liso, resistente, aprovados na seleção e classificação.
impermeável, de fácil limpeza e desinfecção. 6.8.2 Embalagem
6.5.2.1 O recipiente isotérmico para transporte deve ser 6.8.2.1 A embalagem destinada ao acondicionamento do
previamente limpo e desinfetado. LHO deve:
6.5.3 O LHOC e o LHOP devem ser transportados de forma a) ser de material de fácil limpeza e desinfecção;
que a temperatura máxima não ultrapasse 5ºC (Cinco graus Cel- b) apresentar vedamento de forma a manter a integridade
sius) para os produtos refrigerados e -1ºC (Um grau Celsius ne- do produto;
gativo) para os produtos congelados. c) ser constituída de material inerte e inócuo ao LHO em
6.5.4 O tempo de transporte não deve ultrapassar 6 horas. temperaturas na faixa de - 25 ºC (vinte e cinco graus Celsius ne-
6.5.5 O veículo para o transporte do LHO deve: gativos) a 128 ºC (cento e vinte e oito graus Celsius) que preser-
a) garantir a integridade e qualidade do produto; ve ser valor biológico.
b) ser limpo, isento de vetores e pragas urbanas ou qualquer 6.8.2.2 As embalagens e materiais que entram em contato
evidencia de sua presença; direto com o LHO devem ser esterilizadas.
c) ser adaptado para transportar o recipiente isotérmico de 6.8.3 Rotulagem
modo a não danificar o produto e garantir a manutenção da ca- 6.8.3.1 O LHO coletado e processado deve ser rotulado com
deia de frio; informações que permitam a sua rastreabilidade.
d) ser exclusivo no momento do transporte conforme rota 6.8.3.1.1 As informações contidas no rótulo podem ser
estabelecida; substituídas por denominação ou codificação padronizada pelo
e) conduzido por motorista treinado para desenvolver a ati- BLH, desde que a permita a identificação e a rastreabilidade do
vidade de coleta domiciliar do LHO ou acompanhado por profis- mesmo.
sional capacitado. 6.8.3.2 O acondicionamento da embalagem rotulada deve
6.6 Recepção manter a integridade do rótulo e permitir a sua identificação.
6.6.1 No ato do recebimento do LHO deve-se verificar e re- 6.8.3.3 Os rótulos das embalagens destinadas à coleta domi-
gistrar: ciliar devem conter no mínimo as seguintes informações: identi-
a) conformidade de transporte de acordo com o item 6.5; ficação da doadora, data e hora da primeira coleta.
b) planilha de controle de temperatura de acordo com o 6.8.3.4 Os rótulos das embalagens de LHOC e LHOP estoca-
item 6.4.1; do devem conter no mínimo as seguintes informações: identifi-
c) conformidade da embalagem de acordo com o item 6.8.2; cação da doadora, conteúdo energético e validade.
d) rastreabilidade do produto cru de acordo com o item 6.9 Pasteurização
6.8.3; 6.9.1 O LHOC coletado e aprovado pelo BLH deve ser pas-
6.6.2 As embalagens que não atendam ao item 6.6.1 devem teurizado a 62,5ºC (sessenta e dois e meio graus Celsius) por 30
ser descartadas e o volume desprezado registrado. (trinta) minutos após o tempo de pré-aquecimento.
6.6.3 Deve ser realizada desinfecção na parte externa das 6.9.1.1 O tempo de pré-aquecimento é o tempo necessá-
embalagens de LHOC provenientes de coleta externa. rio para que LHOC a ser pasteurizado atinja a temperatura de
6.7 Degelo, Seleção e Classificação 62,5ºC.
6.7.1 O LHOC recebido pelo BLH deve ser submetido a pro- 6.9.1.2 A temperatura de pasteurização do leite humano
cedimentos de degelo, seleção e classificação. deve ser monitorada a cada 5 minutos, com registro em planilha
6.7.2 A temperatura final do produto submetido a degelo específica.
não deve exceder 5°C (cinco graus Celsius). 6.9.2 O ambiente onde ocorre a pasteurização deve ser lim-
6.7.3 A seleção compreende a verificação de: po e desinfetado imediatamente antes do início de cada ciclo, ao
a) condições da embalagem; término das atividades e sempre que necessário.

55
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
6.9.3 O LHOP deve ser submetido a análise microbiológica manipulação destas fórmulas, de acordo com procedimen-
para determinação da presença de microrganismos do grupo co- tos escritos.
liforme. 6.13 Aditivos
6.9.4 É permitida a administração de LHOC (sem pasteuriza- 6.13.1 A utilização de aditivo no LHO é vetada durante as fases
ção) exclusivamente da mãe para o próprio filho, quando: de: coleta, processamento, distribuição e no porcionamento do
a) coletado em ambiente próprio para este fim; LHO.
b) com ordenha conduzida sob supervisão; 6.13.2 Em condições excepcionais, o acréscimo de aditivos
c) para consumo em no máximo 12 (doze) horas desde que poderá ser realizado, sob prescrição médica, no momento da
mantido a temperatura máxima de 5º C (cinco graus Celsius). administração, mediante a garantia da isenção de riscos à saúde
6.10 Estocagem do receptor.
6.10.1 O BLH e o PCLH devem dispor de equipamento de 6.13.2.1 No caso do uso de aditivo, este deve ser adminis-
congelamento exclusivo com compartimentos distintos e iden- trado em ambiente hospitalar.
tificados
para estocagem LHOC e LHOP. 7. CONTROLE DE QUALIDADE
6.10.2 A cadeia de frio deve ser mantida durante a estoca- 7.1 O BLH e o PCLH devem possuir um sistema de controle
gem do LHOC e LHOP, respeitando-se o prazo de validade esta- de qualidade que incorpore:
belecido. a) Documentação de Boas Práticas de Manipulação do LHO;
6.10.3 O LHOC congelado pode ser estocado por um período b) Programa de controle interno da qualidade, documenta-
máximo de 15 (quinze) dias, a partir da data da primeira coleta, a do e monitorado.
uma temperatura máxima de -3°C (três graus Celsius nega- 7.2 O controle de qualidade do LHOC recebido pelo BLH,
tivos). independente de sua origem, deve ser realizado conforme os
6.10.4 O LHOC refrigerado pode ser estocado por um perí- parâmetros de conformidade descritos na tabela I
odo máximo de 12 (doze) horas a temperatura máxima de 5°C Tabela I - Características físico-químicas e organolépticas do
(cinco graus Celsius). LHOC
6.10.5 O LHOP deve ser estocado sob congelamento a uma Característica Parâmetro aceitável
temperatura máxima de - 3ºC (três grau Celsius negativo), por
até 06 (seis) meses. Acidez Dornic Menor ou igual a 8ºD
6.10.6 O LHOP, uma vez descongelado, deve ser mantido sob Off - flavor Ausente
refrigeração a temperatura máxima de 5ºC (cinco graus Celsius) Sujidade Ausente
com validade de 24 (vinte e quatro) horas.
6.10.7 O LHOP liofilizado e embalado a vácuo pode ser es- Cor (vermelho/marrom) Ausente
tocado em temperatura ambiente pelo período de 1 (um) ano. Crematócrito Maior ou igual a 250 Kcal/L
6.10.8 As temperaturas máximas e mínimas dos equipamen-
tos destinados à estocagem do LHO devem ser verificadas e re- 7.3 O controle de qualidade do LHOP deve ser deve ser re-
gistradas diariamente. alizado conforme os parâmetros de conformidade descritos na
6.10.9 O BLH deve dispor de registro do controle de estoque tabela II
que identifique os diferentes tipos de produto sob sua respon- Tabela II - Características microbiológicas do LHOP
sabilidade.
6.11 Distribuição
Característica Parâmetro aceitável
6.11.1 A distribuição do LHOP a um receptor fica condicio-
nada: Microrganismos do Grupo Ausente
a) a prescrição ou solicitação de médico ou de nutricionista Coliforme
contendo, volume/horário diário e necessidades do receptor;
b) ao atendimento dos seguintes critérios de prioridade: 7.4 O profissional responsável pela execução das análises
recém- nascido prematuro ou de baixo peso que não suga; re- físico-químicas, organolépticas e microbiológicas deve ter capa-
cém-nascido infectado, especialmente com enteroinfecções; citação específica para esta atividade, atestado por certificado
recém-nascido em nutrição trófica; recém-nascido portador de de treinamento reconhecido pela Rede Brasileira de Bancos de
imunodeficiência; recémnascido portador de alergia a proteínas Leite Humano.
heterológas; e casos excepcionais, a critério médico. 7.5 O leite humano cujos resultados não atendem aos parâ-
c) a inscrição do receptor no BLH. metros aceitáveis deve ser descartado conforme o disposto na
6.11.2 O BLH deve disponibilizar ao responsável pela admi- RDC/ANVISA No- 306, de 07 de dezembro de 2004 para resíduos
nistração do LHO instruções escritas, em linguagem acessível do Grupo D.
quanto ao transporte, degelo, porcionamento, aquecimento e
administração do LHO. 8. AVALIAÇÃO DOS BANCOS DE LEITE HUMANO
6.12 Porcionamento 8.1 O BLH deve realizar de forma continuada a avaliação do
6.12.1 O porcionamento do LHOP destinado ao consumo desempenho de suas atividades, por meio dos seguintes indica-
deve ser realizado no BLH, lactário, serviço de nutrição enteral ou dores:
ambiente fechado exclusivo para este fim, de forma a man- a) Índice de positividade para microrganismos do Grupo Co-
ter a qualidade higiênico-sanitária do produto. liforme;
6.12.1.1 O porcionamento, quando realizado no lactário ou b)Índice de não conformidade para acidez Dornic.
no serviço de nutrição enteral, deve ser feito em horários dis- 8.2 Os indicadores devem ser calculados segundo a metodo-
tintos da logia apresentada na tabela III.

56
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Tabela III - Indicadores de Qualidade 10.6 BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro.
Portaria n° 2.616, de 12 de maio de 1998. Estabelece diretriz e
Produto Tipo de teste Fórmula de cál- normas para a prevenção e o controle das infecções hospi-
culo talares. Diário Oficial da União da República Federativa do Brasil.
Brasília,
LHOC Acidez Dornic A/B x 100 13.mai. 1998.
LHOP Microrganis- A/B x 100 10.7 BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Processamen-
mos do grupo coli- to de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos de Saúde. 2ª
forme edição. Brasília, Centro de Documentação. 1994
9.8 BRASIL. Congresso Nacional. Lei nº. 6437 de 20 de agos-
8.2.1 Na Tabela III a letra A corresponde ao total de amos- to de 1977. Configura infrações à legislação sanitária federal,
tras não-conformes e a letra B ao total de amostras analisadas. estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências.
8.3 O BLH deve disponibilizar à Vigilância Sanitária as infor- Diário Oficial da União da República Federativa do Brasil, Brasí-
mações referentes ao monitoramento dos indicadores, durante o lia, 24 ago. 1977.
processo de inspeção sanitária ou de investigação de surtos 9.9 BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº. 8, de 08
e eventos adversos. de maio de 1996 - NR 07. Altera Norma Regulamentadora NR-
8.3.1 Sempre que solicitado, o BLH deve enviar o resultado 7- Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Diário
do monitoramento dos indicadores para as secretarias de saúde Oficial da União da República Federativa do Brasil, Brasília, v.
municipais, estaduais e do Distrito Federal e para o Ministério 134, nº. 91, p. 8202, 13 de maio. 1996.
da Saúde. 10.10 BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria MTE nº. 485,
de 11 de Novembro de 2005 - NR 32 - Segurança e Saúde no Tra-
9. NOTIFICAÇÃO DE EVENTOS ADVERSOS (EA) balho em Serviços de Saúde. Diário Oficial da União da República
9.1 O BLH deve comunicar ao responsável pelo PCPIEA (Pro- Federativa do Brasil, Brasília, 16 de novembro de 2005.
grama de Controle e Prevenção de Infecções e Eventos Adver- 10.11 BRASIL. Ministério da Saúde. RDC/ANVISA nº.306, de
sos) 07 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico
os casos de suspeita de EA. para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diá-
9.2 O responsável pelo PCPIEA deve notificar os casos co- rio Oficial da União da República Federativa do Brasil, Brasília,10
municados de EA à autoridade sanitária competente do Sistema de dezembro de 2004.
Nacional de Vigilância Sanitária, no prazo de até 24 (vinte e qua- (*) Republicada por ter saído no DOU n° 171, de 5-9- 06,
tro) horas. seção 1, pág 33, com incorreções no original.
9.3 A notificação não isenta o responsável pelo PCPIEA da
investigação epidemiológica e da adoção de medidas imediatas
de
controle do evento. SEGURANÇA DO PACIENTE E SAÚDE NO TRABALHO

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Segurança do paciente


10.1 BRASIL. Congresso Nacional. Lei N° 9431 de 06 de ja- O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), ins-
neiro de 1997. Dispõe sobre a obrigatoriedade do programa de tituído pela Portaria GM/MS nº 529/2013, objetiva contribuir
controle de infecção hospitalar pelos hospitais do País. Diário para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabele-
Oficial da União da República Federativa do Brasil, Brasília, 07 cimentos de saúde do território nacional.
jan. 1997. A Segurança do Paciente é um dos seis atributos da quali-
10.2 BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vi- dade do cuidado, e tem adquirido, em todo o mundo, grande
gilância Sanitária. Resolução RDC nº. 50, de 21 de fevereiro de importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais
2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, de saúde com a finalidade de oferecer uma assistência segura.
programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de es- Os incidentes associados ao cuidado de saúde, e em parti-
tabelecimentos assistenciais de saúde. Diário Oficial da União da cular os eventos adversos (incidentes com danos ao paciente),
República Federativa do Brasil. Brasília, 20 mar. 2002. representam uma elevada morbidade e mortalidade nos siste-
10.3 BRASIL. Ministério da Saúde. RDC/ANVISA No- 189, de mas de saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) demons-
18 de julho de 2003. Dispõe sobre a regulamentação dos proce- trando preocupação com a situação, criou a World Alliance for
dimentos de análise, avaliação e aprovação dos projetos físicos Patient Safety( Aliança Mundial pela Segurança do Paciente) que
de estabelecimentos de saúde no Sistema Nacional de Vigilância tem como objetivos organizar os conceitos e as definições sobre
Sanitária, altera o Regulamento Técnico aprovado pela RDC No- segurança do paciente e propor medidas para reduzir os riscos e
50, de 21 de fevereiro de 2002 e dá outras providências. Diário diminuir os eventos adversos.
Oficial da União da República Federativa do Brasil. Brasília, 21 As ações do PNSP articulam-se com os objetivos da Aliança
jul. 2003. Mundial e comtemplam demais políticas de saúde para somar
10.4 BRASIL. Congresso Nacional. Lei n 8078, de 11 de se- esforços aos cuidados em redes de atenção à saúde.
tembro de 1990. Código de Defesa do Consumidor. Diário Oficial A RDC/Anvisa nº 36/2013 institui ações para a segurança do
da União da República Federativa do Brasil, Brasília, v. 128, paciente em serviços de saúde e dá outras providências. Esta
n. 176, supl. p. 1, 12 de set. 1990. normativa regulamenta aspectos da segurança do paciente
10.5 BRASIL. Ministério da Saúde. Lavar as mãos: 1ª reimp. como a implantação dos Núcleos de Segurança do Paciente, a
Brasília: Ministério da Saúde, Centro de Documentação, 1989. obrigatoriedade da notificação dos eventos adversos e a elabo-
(Série A: Normas e Manuais Técnicos). ração do Plano de Segurança do Paciente.

57
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Os protocolos básicos de segurança do paciente são instru- Considerando o art. 2º, § 1º, inciso I, da Lei nº 9.782, de 26
mentos para implantação das ações em segurança do paciente. de janeiro de 1999, que confere ao Ministério da Saúde a com-
A Portaria GM/MS nº 1.377, de 9 de julho de 2013 e a Portaria petência para formular, acompanhar e avaliar a política nacional
nº 2.095, de 24 de setembro de 2013 aprovam os protocolos de vigilância sanitária e as diretrizes gerais do Sistema Nacional
básicos de segurança do paciente. de Vigilância Sanitária;

Protocolos Básicos de Segurança do Paciente Considerando o art. 8º, § 6º, da Lei nº 9.782, de 26 de janei-
Duas questões motivaram a OMS a eleger os protocolos de ro de 1999, que confere ao Ministério da Saúde a competência
segurança do paciente: o pouco investimento necessário para para determinar a realização de ações previstas nas competên-
a sua implantação e a magnitude dos erros e eventos adversos cias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em
decorrentes da falta deles. casos específicos e que impliquem risco à saúde da população;
Os protocolos Básicos de Segurança do Paciente tem por ca-
racterística: Considerando a relevância e magnitude que os Eventos Ad-
- Protocolos Sistêmicos; versos (EA) têm em nosso país;
- Protocolos Gerenciados;
- Promovem a Melhoria da Comunicação; Considerando a prioridade dada à segurança do paciente
- Constituem instrumentos para construir uma prática assis- em serviços de saúde na agenda política dos Estados-Membros
tencial segura; da Organização Mundial da Saúde (OMS) e na Resolução aprova-
- Oportunizam a vivência do trabalho em equipes; da durante a 57a Assembleia Mundial da Saúde, que recomen-
- Gerenciamento de riscos. dou aos países atenção ao tema “Segurança do Paciente”;

Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) Considerando a importância do trabalho integrado entre os
O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi gestores do SUS, os Conselhos Profissionais na área da Saúde e
criado para contribuir para a qualificação do cuidado em saúde as Instituições de Ensino e Pesquisa sobre a Segurança do Pa-
em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional. A ciente com enfoque multidisciplinar;
Segurança do Paciente é um dos seis atributos da qualidade do
cuidado e tem adquirido, em todo o mundo, grande importân- Considerando que a gestão de riscos voltada para a quali-
cia para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde dade e segurança do paciente englobam princípios e diretrizes,
com a finalidade de oferecer uma assistência segura. tais como a criação de cultura de segurança; a execução siste-
mática e estruturada dos processos de gerenciamento de risco;
a integração com todos processos de cuidado e articulação com
PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013 os processos organizacionais do serviços de saúde; as melhores
evidências disponíveis; a transparência, a inclusão, a responsa-
Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente bilização e a sensibilização e capacidade de reagir a mudanças; e
(PNSP). Considerando a necessidade de se desenvolver estratégias,
produtos e ações direcionadas aos gestores, profissionais e
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições usuários da saúde sobre segurança do paciente, que possibili-
que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 tem a promoção da mitigação da ocorrência de evento adverso
da Constituição, e na atenção à saúde, resolve:
Art. 1º Fica instituído o Programa Nacional de Segurança do
Considerando o art. 15, inciso XI, da Lei nº 8.080, de 19 de Paciente (PNSP).
setembro de 1990 (Lei Orgânica da Saúde), que dispõe sobre a Art. 2º O PNSP tem por objetivo geral contribuir para a qua-
atribuição da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Mu- lificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de
nicípios de exercer, em seu âmbito administrativo, a elaboração saúde do território nacional.
de normas para regular as atividades de serviços privados de Art. 3º Constituem-se objetivos específicos do PNSP:
saúde, tendo em vista a sua relevância pública; I - promover e apoiar a implementação de iniciativas vol-
tadasà segurança do paciente em diferentes áreas da atenção,
Considerando o art. 16, inciso III, alínea “d”, da Lei Orgânica organização e gestão de serviços de saúde, por meio da implan-
da Saúde, que confere à direção nacional do Sistema Único de tação da gestão de risco e de Núcleos de Segurança do Paciente
Saúde (SUS) a competência para definir e coordenar o sistema nos estabelecimentos de saúde;
de vigilância sanitária; II - envolver os pacientes e familiares nas ações de seguran-
ça do paciente;
Considerando o art. 16, inciso XII, da Lei Orgânica da Saúde, III - ampliar o acesso da sociedade às informações relativasà
que confere à direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) segurança do paciente;
a competência para controlar e fiscalizar procedimentos, produ- IV - produzir, sistematizar e difundir conhecimentos sobre
tos e substâncias de interesse para a saúde; segurança do paciente; e
V - fomentar a inclusão do tema segurança do paciente no
Considerando o art. 16, inciso XVII, da Lei Orgânica da Saú- ensino técnico e de graduação e pós-graduação na área da saúde.
de, que confere à direção nacional do Sistema Único de Saúde Art. 4º Para fins desta Portaria, são adotadas as seguintes
(SUS) a competência para acompanhar, controlar e avaliar as definições:
ações e os serviços de saúde, respeitadas as competências es- I - Segurança do Paciente: redução, a um mínimo aceitável,
taduais e municipais; do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde;

58
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
II - dano: comprometimento da estrutura ou função do cor- a) infecções relacionadas à assistência à saúde;
po e/ou qualquer efeito dele oriundo, incluindo-se doenças, le- b) procedimentos cirúrgicos e de anestesiologia;
são, sofrimento, morte, incapacidade ou disfunção, podendo, c) prescrição, transcrição, dispensação e administração de
assim, ser físico, social ou psicológico; medicamentos, sangue e hemoderivados;
III - incidente: evento ou circunstância que poderia ter resul- d) processos de identificação de pacientes;
tado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente; e) comunicação no ambiente dos serviços de saúde;
IV - Evento adverso: incidente que resulta em dano ao pa- f) prevenção de quedas;
ciente; g) úlceras por pressão;
h) transferência de pacientes entre pontos de cuidado; e
V - Cultura de Segurança: configura-se a partir de cinco ca- i) uso seguro de equipamentos e materiais;
racterísticas operacionalizadas pela gestão de segurança da or- II - aprovar o Documento de Referência do PNSP;
ganização: III - incentivar e difundir inovações técnicas e operacionais
a) cultura na qual todos os trabalhadores, incluindo profis- que visem à segurança do paciente;
sionais envolvidos no cuidado e gestores, assumem responsabi- IV - propor e validar projetos de capacitação em Segurança
lidade pela sua própria segurança, pela segurança de seus cole- do Paciente;
gas, pacientes e familiares; V - analisar quadrimestralmente os dados do Sistema de
b) cultura que prioriza a segurança acima de metas financei- Monitoramento incidentes no cuidado de saúde e propor ações
ras e operacionais; de melhoria;
c) cultura que encoraja e recompensa a identificação, a no- VI - recomendar estudos e pesquisas relacionados à segu-
tificação e a resolução dos problemas relacionados à segurança; rança do paciente;
d) cultura que, a partir da ocorrência de incidentes, promo- VII - avaliar periodicamente o desempenho do PNSP; e
ve o aprendizado organizacional; e VIII elaborar seu regimento interno e submetê-lo à aprova-
e) cultura que proporciona recursos, estrutura e responsabi- ção do Ministro de Estado da Saúde.
lização para a manutenção efetiva da segurança; e Art. 8º O CIPNSP instituições é composto por representan-
VI - gestão de risco: aplicação sistêmica e contínua de inicia- tes, titular e suplentes, dos seguintes órgãos e entidades:
tivas, procedimentos, condutas e recursos na avaliação e con- I - do Ministério da Saúde:
trole de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, a a) um da Secretaria-Executiva (SE/MS);
saúde humana, a integridade profissional, o meio ambiente e a b) um da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS);
imagem institucional. c) um da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na
Art. 5º Constituem-se estratégias de implementação do Saúde (SGTES/MS);
PNSP: d) um da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS); e
I - elaboração e apoio à implementação de protocolos, guias e) um da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estra-
e manuais de segurança do paciente; tégicos (SCTIE/MS);
II - promoção de processos de capacitação de gerentes, pro- II - um da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ);
fissionais e equipes de saúde em segurança do paciente; III - um da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA);
III - inclusão, nos processos de contratualização e avaliação IV - um da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS);
de serviços, de metas, indicadores e padrões de conformidade V - um do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CO-
relativosà segurança do paciente; NASS);
IV - implementação de campanha de comunicação social so- VI - um do Conselho Nacional de Secretários Municipais de
bre segurança do paciente, voltada aos profissionais, gestores e Saúde (CONASEMS);
usuários de saúde e sociedade; VII - um do Conselho Federal de Medicina (CFM);
V - implementação de sistemática de vigilância e monito- VIII - um do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN);
ramento de incidentes na assistência à saúde, com garantia de IX - um do Conselho Federal de Odontologia (CFO);
retornoàs unidades notificantes; X - um do Conselho Federal de Farmácia (CFF);
VI - promoção da cultura de segurança com ênfase no XI - um da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS); e
aprendizado e aprimoramento organizacional, engajamento dos XII - três de Instituições Superiores de Ensino e Pesquisa
profissionais e dos pacientes na prevenção de incidentes, com com notório saber no tema Segurança do Paciente.
ênfase em sistemas seguros, evitando-se os processos de res- § 1º A coordenação do CIPNSP será realizada pela ANVISA,
ponsabilização individual; e que fornecerá em conjunto com a SAS/MS e a FIOCRUZ os apoios
VII - articulação, com o Ministério da Educação e com o Con- técnico e administrativo necessários para o seu funcionamento.
selho Nacional de Educação, para inclusão do tema segurança § 2º A participação das entidades de que tratam os incisos V
do paciente nos currículos dos cursos de formação em saúde de a XII do “caput” será formalizada após resposta a convite a eles
nível técnico, superior e de pós-graduação. encaminhado pela Coordenação do CIPNSP, com indicação dos
Art. 6º Fica instituído, no âmbito do Ministério da Saúde, seus respectivos representantes.
Comitê de Implementação do Programa Nacional de Segurança § 3° Os representantes titulares e os respectivos suplentes
do Paciente (CIPNSP), instância colegiada, de caráter consultivo, serão indicados pelos dirigentes dos respectivos órgãos e enti-
com a finalidade de promover ações que visem à melhoria da dades à Coordenação do CIPNSP no prazo de 10 (dez) dias a con-
segurança do cuidado em saúde através de processo de cons- tar da data da data de publicação desta Portaria.
trução consensual entre os diversos atores que dele participam. § 4º O CIPNSP poderá convocar representantes de órgãos e
Art. 7º Compete ao CIPNSP: entidades, públicas e privadas, além de especialistas nos assun-
I - propor e validar protocolos, guias e manuais voltados à tos relacionados às suas atividades, quando entender necessário
segurança do paciente em diferentes áreas, tais como: para o cumprimento dos objetivos previstos nesta Portaria.

59
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
§ 5º O CIPNSP poderá instituir grupos de trabalho para a execução de atividades específicas que entender necessárias para o
cumprimento do disposto nesta Portaria.
Art. 9º As funções dos membros do CIPNSP não serão remuneradas e seu exercício será considerado de relevante interesse
público.
Art. 10. O Ministério da Saúde instituirá incentivos financeiros para a execução de ações e atividades no âmbito do PNSP, con-
forme normatização específica, mediante prévia pactuação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).
Art. 11. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Diretrizes e metas internacionais para a segurança do paciente

META 1 - IDENTIFICAÇÃO CORRETA DO PACIENTE

O que é ?
A identificação correta do paciente é um dos primeiros cuidados para uma assistência segura. Essa ação é o ponto de partida
para a correta execução das diversas etapas de segurança em nossa instituição.
O processo de identificação do paciente deve ser capaz de identificar corretamente o indivíduo como sendo a pessoa para a
qual se destina o serviço (medicamentos, sangue ou hemoderivados, exames, cirurgias e tratamentos).
Nosso processo de identificação do paciente inclui três informações distintas utilizadas para identificação do paciente antes de
cada ação assistencial: número de prontuário/atendimento, nome completo e data de nascimento, afim de garantir que o cuidado
seja realizado no indivíduo certo.
A identificação acontece no momento da admissão (internação e Pronto Atendimento), por meio de pulseira de identificação
de coloração branca.

O que fazer para melhorar esse processo ?


- Para garantir a segurança do cuidado, é importante:
- Manter a pulseira de identificação até a alta.
- Verificar se as informações estão corretas e legíveis.
- Certifique-se de que a equipe assistencial faça a conferência de sua identificação antes de qualquer atendimento.
- Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas.

Importante: o número do quarto não pode ser utilizado para identificar o paciente apenas como localizador.

META 2 - COMUNICAÇÃO EFETIVA

MELHORAR A COMUNICAÇÃO ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

O que é ?
A segurança da assistência depende de uma comunicação entre os colaboradores. A instituição padronizou como, por quem e
para quem são transmitidas as informações acerca do paciente (prescrições verbais, resultados de exames críticos e transição de
cuidados), bem como a forma de registro dessas informações, de maneira que ocorra de forma clara e oportuna, sem ambiguidades,
com a certeza da correta compreensão por parte do receptor da informação.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Importante: Esta informação deverá ser registrada em META 5 - REDUZIR O RISCO DE INFECÇÃO ASSOCIADO AO
prontuário. CUIDADO

O que fazer para melhorar esse processo ? O que é?


- Registrar as informações do paciente no prontuário, que é A infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) é aquela
um documento legal e contém todas as informações do proces- adquirida em função dos procedimentos necessários à monitori-
so assistencial, desde a admissão até a alta. zação e ao tratamento de pacientes em hospitais, ambulatórios,
- Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo centros diagnósticos ou mesmo em assistência domiciliar (home
todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas. care).
Mesmo quando se adotam todas as medidas conhecidas
META 3 - MELHORAR A SEGURANÇA DOS MEDICAMENTOS para prevenção e controle de IRAS, certos grupos apresentam
maior risco de desenvolver uma infecção. Entre esses casos es-
O que é ?​ tão os pacientes em extremos de idade, pessoas com diabetes,
As práticas para melhorar da segurança de medicamentos câncer, em tratamento ou com doenças imunossupressoras,
no CHAS envolvem a padronizar procedimentos para garantir a com lesões extensas de pele, submetidas a cirurgias de grande
segurança de armazenamento, movimentação e utilização de porte ou transplantes, obesas e fumantes.
medicamentos de alto risco e que possuem nome, grafia e apa-
rência semelhantes, prevenindo a ocorrência de uma adminis- O que você pode fazer para melhorar esse processo?
tração inadvertida. - Disponibilizar preparação alcoólica em lugares estratégi-
cos do hospital.
O que fazer para melhorar esse processo? - Orientar acompanhantes e/ou familiares da importância
- A segurança no uso de medicamentos inclui a checagem da da antissepsia das mão.
identificação do paciente com a prescrição médica. - Treinar incansavelmente toda equipe multiprofissional.
- Fique atento à realização desse passo: confirmação dos da- - Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo
dos da pulseira com o prontuário. todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas.
- Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo
todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas. META 6 - REDUZIR O RISCO DE DANOS AOS PACIENTES RE-
SULTANTE DE QUEDAS
META 4 - CIRURGIA SEGURA
O que é a avaliação de risco de queda?
O que é ? Como medida de segurança, o centro Hospitalar Albert Sa-
O conceito de cirurgia segura envolve medidas adotadas bin-CHAS implantou o protocolo de queda no intuito de identifi-
para redução do risco de eventos adversos que podem aconte- car o risco de queda dos seus pacientes e agir preventivamente,
cer antes, durante e depois das cirurgias. Eventos adversos ci- evitando esse tipo de evento e eventuais lesões causadas por
rúrgicos são incidentes que resultam em dano ao paciente. ele.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu um O protocolo de prevenção de quedas do CHAS inclui a iden-
programa para garantir a segurança em cirurgias que consiste tificação de pacientes com risco – em função das condições clí-
na verificação de itens essenciais do processo cirúrgico. O ob- nicas, dos medicamentos prescritos e dos tratamentos – e a ado-
jetivo é garantir que o procedimento seja realizado conforme o ção de medidas preventivas, conforme esse risco.
planejado, atendendo aos cinco certos: A avaliação do risco é realizada a partir da admissão, com
- Paciente. base nas condições clínicas e necessidades do paciente. Todos
- Procedimento. os pacientes são orientados quanto aos riscos e às medidas de
- Lateralidade (lado a ser operado, quando aplicável). prevenção. Além disso, o nosso ambiente hospitalar está sendo
Posicionamento. adequado para diminuir o risco das quedas relacionadas a es-
- Equipamentos. trutura física e mobiliário, o que inclui o quarto e o banheiro do
paciente.
Importante: Fazemos também a checagem de segurança
nosso check-list cirúrgico ou time out, um conjunto de ações que O que você pode fazer para melhorar o processo de pre-
envolve todas as fases o procedimento cirúrgico. venção de quedas?
- Avaliar, no momento da admissão, o risco de queda do pa-
O que fazer para melhorar esse processo? ciente (pacientes internados, pacientes no serviço de emergên-
- Nas cirurgias que envolvem lateralidade, o médico marcará cia e pacientes externos)
o local correto no corpo do paciente antes que este seja encami- - Uma vez identificado o risco de queda, orientar pacientes
nhado ao centro cirúrgico. e familiares sobre as medidas preventivas individuais, e entregar
- Fique atento à realização desse passo: material educativo específico
- confirmação dos dados da pulseira com o prontuário. - Pacientes e acompanhantes devem seguir as orientações
- checagem da identificação do paciente e o procedimento dadas pela equipe multiprofissional.
cirúrgico. - Identificação todo paciente com riscos para queda.
- Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo - Retirar todos objetos ou mobiliário que possa levar a uma
todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas. queda e evitar uso de tapetes na instituição.
- Colocar sinalização visual para identificação de risco de
queda, a fim de alertar toda equipe de cuidado.

61
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
- Envolver o paciente no processo de cuidado, esclarecendo Envolvem riscos os trabalhos noturnos ou turnos, tempera-
todas as suas dúvidas. Isso pode evitar falhas. turas extremas – que geram desde fadiga crônica até incapaci-
- Notificar imediatamente ao Núcleo de Segurança do Pa- dade laboral.
ciente caso ocorra um evento de queda. Um ambiente de trabalho com temperatura e umidade ina-
dequadas é considerado doentio.
Por isso, o funcionário deve usar roupas adequadas para se
proteger do que “enfrenta” no dia-a-dia corporativo.
SEGURANÇA DO TRABALHO: NORMAS REGULAMEN-
O mesmo ocorre com a umidade. Já o ruído provoca perca
TADORAS DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
da audição e quanto maior o tempo de exposição a ele maior o
– NR 6 E NR 11
grau da perda da capacidade auditiva.
A segurança do trabalho implica no uso de equipamentos
De modo genérico, Higiene e Segurança do Trabalho com- adequados para evitar lesões ou possíveis perdas.
põem duas atividades intimamente relacionadas, no sentido de É preciso, conscientizar os funcionários da importância
garantir condições pessoais e materiais de trabalho capazes de do uso dos EPIs, luvas, máscaras e roupas adequadas para o
manter certo nível de saúde dos empregados. ambiente em que eles atuam.
Do ponto de vista da Administração de Recursos Humanos, a Fazendo essa ação específica, a organização está mostrando
saúde e a segurança dos empregados constituem uma das prin- reconhecimento ao trabalho do funcionário e contribuindo para
cipais bases para a preservação da força de trabalho adequada sua melhoria da qualidade de vida.
através da Higiene e Segurança do trabalho. Ao invés de obrigar os funcionários a usarem, é melhor reali-
Segundo o conceito emitido pela Organização Mundial de zar esse tipo de trabalho de conscientização, pois o retorno será
Saúde, a saúde é um estado completo de bem-estar físico, men- bem mais positivo.
tal e social e que não consiste somente na ausência de doença Já ouvi muitos colaboradores falarem, por exemplo, que os
ou de enfermidade. EPIs e as máscaras incomodam e, algumas vezes, chagaram a
A higiene do trabalho refere-se ao conjunto de normas e pedir aos gestores que usassem os equipamentos para ver se
era bom.
procedimentos que visa à proteção da integridade física e men-
Ora, na verdade os equipamentos incomodam, mas o traba-
tal do trabalhador, preservando-o dos riscos de saúde inerentes
lhador deve pensar o uso desses que é algo válido, pois o ajuda
às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas.
a prevenir problemas futuros.
Segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas,
Na segurança do trabalho também é importante que a em-
educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir
presa forneça máquinas adequadas, em perfeito estado de uso e
acidentes, quer eliminando as condições inseguras do ambiente,
de preferência com um sistema de travas de segurança.
quer instruindo ou convencendo as pessoas da implantação de
É fundamental que as empresas treinem os funcionários e
práticas preventivas.
os alertem em relação aos riscos que máquinas podem significar
A atividade de Higiene do Trabalho no contexto da gestão de
no dia-a-dia.
RH inclui uma série de normas e procedimentos, visando essen- Caso algum funcionário apresente algum problema de saú-
cialmente, à proteção da saúde física e mental do empregado. de mais tarde ou sofra algum acidente, a responsabilidade será
Procurando também resguardá-lo dos riscos de saúde re- toda da empresa por não ter obrigado o funcionário a seguir os
lacionados com o exercício de suas funções e com o ambiente procedimentos adequados de segurança.
físico onde o trabalho é executado. Caso o funcionário se recuse a usar os equipamentos que o
Hoje a Higiene do Trabalho é vista como uma ciência do re- protegerão de possíveis acidentes, a organização poderá demi-
conhecimento, avaliação e controle dos riscos à saúde, na em- ti-lo por justa causa.
presa, visando à prevenção de doenças ocupacionais. As prevenções dessas lesões/acidentes podem ser feitas
O que é higiene e segurança do trabalho? através de:
A higiene do trabalho compreende normas e procedimentos - Estudos e modificações ergonômicas dos postos de traba-
adequados para proteger a integridade física e mental do traba- lho.
lhador, preservando-o dos riscos de saúde inerente às tarefas do - Uso de ferramentas e equipamentos ergonomicamente
cargo e ao ambiente físico onde são executadas. adaptados ao trabalhador.
A higiene do trabalho está ligada ao diagnóstico e à preven- - Diminuição do ritmo do trabalho.
ção das doenças ocupacionais, a partir do estudo e do controle - Estabelecimento de pausas para descanso.
do homem e seu ambiente de trabalho. - Redução da jornada de trabalho.
Ela tem caráter preventivo por promover a saúde e o con- - Diversificação de tarefas.
forto do funcionário, evitando que ele adoeça e se ausente do - Eliminação do clima autoritário no ambiente de trabalho.
trabalho. - Maior participação e autonomia dos trabalhadores nas de-
Envolve, também, estudo e controle das condições de tra- cisões do seu trabalho.
balho. - Reconhecimento e valorização do trabalho.
A iluminação, a temperatura e o ruído fazem parte das con- - Valorização das queixas dos trabalhadores.
dições ambientais de trabalho. É preciso mudar os hábitos e as condições de trabalho para
Uma má iluminação, por exemplo, causa fadiga à visão, afe- que a higiene e a segurança no ambiente de trabalho se tornem
ta o sistema nervoso, contribui para a má qualidade do trabalho satisfatórios. Nessas mudanças se faz necessário resgatar o valor
podendo, inclusive, prejudicar o desempenho dos funcionários. humano.
A falta de uma boa iluminação também pode ser conside- Nesse contexto, a necessidade de reconhecimento pode ser
rada responsável por uma razoável parcela dos acidentes que frustrada pela organização quando ela não valoriza o desempe-
ocorrem nas organizações. nho.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Por exemplo, quando a política de promoção é baseada nos Outra área não menos importante, e que deve ser parte in-
anos de serviço e não no mérito ou, então, quando a estrutura tegrante da Empresa, é a formação dos trabalhadores em maté-
salarial não oferece qualquer possibilidade de recompensa fi- ria de segurança e saúde.
nanceira por realização como os aumentos por mérito. A formação contínua nesta matéria assume um papel funda-
Se o ambiente enfatizar as relações distantes e impessoais mental na melhoria do nível de vida dos trabalhadores.
entre os funcionários e se o contato social entre os mesmos for Uma formação eficaz permite:
desestimulado, existirão menos chances de reconhecimento. Contribuir para que os trabalhadores se tornem competen-
Conforme Arroba e James (1988) uma maneira de reconhe- tes em matéria de saúde e segurança;
cer os funcionários é admitir que eles têm outras preocupações Desenvolver uma cultura de segurança e saúde positiva,
além do desempenho imediato de seu serviço. onde o trabalho e o ambiente seguro sejam parte integrante e
Uma outra causa da falta de reconhecimento dos funcioná- natural do dia-a-dia dos trabalhadores;
rios na organização são os estereótipos, pois seus julgamentos Informar os trabalhadores dos riscos existentes e inerentes
não são baseados em evidências ou informações sobre a pessoa. ao seu local de trabalho, das medidas de prevenção e proteção
A partir do momento que as pessoas fazem parte de uma e respectiva aplicação;
organização podem obter reconhecimento positivo ou negativo. Tanto em termos de postos de trabalho, como em termos
Os grupos de trabalho, por exemplo, podem satisfazer ou gerais da empresa;
frustrar as necessidades de reconhecimento. Dotar o trabalhador das competências necessárias para
Quem a higiene e segurança do trabalho beneficia? atuar em caso de perigo grave e iminente;
A Segurança e Higiene do Trabalho beneficia qualquer tipo Evitar os custos associados aos acidentes e problemas de
negócio, além de ser uma obrigação legal e social. saúde ocupacional;
Todas as organizações deverão entender que este ramo ser- Em especial, os associados às perdas materiais, paragens e
ve para prevenir acidentes e doenças laborais, mas que também consequente perda de produção, absentismo e a desmotivação
é uma parte essencial para o sucesso do seu negócio. dos trabalhadores;
Todas as empresas podem gozar de benefícios significativos Cumprir a legislação legal e obrigatória em matéria de Se-
ao investirem em medidas de Segurança e Higiene do Trabalho. gurança e Saúde.
Pequenos melhoramentos podem levar ao aumento da A importância da higiene e segurança do trabalho
competitividade e da motivação dos trabalhadores. Qualquer empresa de hoje em dia conhece bem as implica-
A qualidade das condições de trabalho é um dos fatores ções e requisitos legais quando se fala em HSST- Higiene, Segu-
fundamentais para o sucesso do sistema produtivo de qualquer rança e Saúde no trabalho, tendo consciência de que uma falha
Empresa. neste âmbito dentro da empresa, pode gerar automaticamente
o pagamento de uma multa por incumprimento legal.
Nesse âmbito, a melhoria da produtividade e da competiti-
A Higiene, Segurança e Saúde no trabalho é um conjunto
vidade das Empresas passa, necessariamente, por uma interven-
de ações que nasceu das preocupações dos trabalhadores da in-
ção no sentido da melhoria das condições de trabalho.
dústria em meados do século 20, pois as condições de trabalho
Os benefícios da manutenção de um ambiente de trabalho
nunca eram levadas em conta, mesmo que tal implicasse riscos
seguro são muitos, mas em primeiro lugar, a segurança é saber o
de doença ou mesmo de morte dos trabalhadores.
que é que pode fazer para proteger os seus trabalhadores.
Numa época em que a indústria era a principal atividade
Na realidade, a prática da segurança nos locais de trabalho
econômica em Portugal, os trabalhadores morriam ou tinham
traz também inúmeros benefícios financeiros para a Empresa
acidentes onde ficavam impossibilitados para toda a vida por
através da Higiene e Segurança do trabalho.
não terem os devidos processos de Higiene e Segurança do tra-
O impacto de um ambiente de trabalho seguro é desde logo balho.
benéfico tanto direta como indiretamente. Simplesmente porque a mentalidade corrente era a de que
Senão vejamos, diretamente, falamos na prevenção de cus- o valor da vida humana era para apenas útil para trabalhar e
tos associados aos incidentes e acidentes, incluindo os custos porque não existia qualquer legislação que protegesse o traba-
com as indemnização e salários aos trabalhadores, os custos lhador.
com a assistência médica, os custos com seguros e as contra or- O cenário demorou tempo a mudar e apenas a partir da
denações aplicáveis. década de 50/60, surgiram as primeiras tentativas sérias de in-
Estes só serão minimizados quando existe um Sistema de tegrar os trabalhadores em atividades devidamente adequadas
Gestão da Segurança e Saúde implementado, que vise e contem- às suas capacidades, e dar-lhes conhecimento dos riscos a que
ple todas as áreas da Segurança. estariam expostos aquando do seu desempenhar de funções.
Indiretamente, a inexistência deste sistema pode levar a Atualmente a dimensão que encontramos neste âmbito é
perdas acentuadas de produtividade, custos com a reparação muito diferente, sobretudo porque a Lei-Quadro de Segurança,
de produtos e equipamentos danificados, custos associados à Higiene e Saúde no Trabalho faz impender sobre as entidades
substituição de trabalhadores, custos administrativos, perdas de empregadoras a obrigatoriedade de organizarem os serviços de
competitividade, perdas associadas à imagem e custos sociais Segurança e Saúde no Trabalho.
diversos. Desta forma, para além de análises minuciosas aos postos
É sabido que, um ambiente de trabalho seguro aumenta a de trabalho a empresa tem que garantir também as condições
moral do trabalhador, o que, por sua vez, aumenta a produtividade de saúde dos trabalhadores (como a existência de um posto mé-
a eficiência e, consequentemente, as margens de lucro. dico dentro de cada empresa).
Quando os trabalhadores têm um ambiente de trabalho se- E ainda garantir que são objeto de estudo as investigações
guro, sentem que podem fazer a diferença, verificam-se maiores de quaisquer tipo de incidentes ocorridos, sendo sempre anali-
índices de assiduidade, menos rotatividade de pessoal e uma sada a utilização ou não de equipamentos de proteção individual
melhor qualidade de trabalho. (vulgo EPI).

63
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Em resumo, todas as atividades de HSST se constituem como Ao tornar evidentes junto dos colaboradores os riscos a que
as atividades cujo objetivo é o de garantir condições de trabalho estão expostos durante o seu período de trabalho, a Higiene, Se-
em qualquer empresa “num estado de bem-estar físico, mental gurança e Saúde no Trabalho permite relembrar todos os cola-
e social e não somente a ausência de doença e enfermidade” (de boradores de que para um trabalho feito em condições é preciso
acordo com a Organização Mundial de Saúde.) que as condições permitam que o trabalho se faça.
Analisando parcelarmente este tipo de atividades temos
que: Legislação aplicada a higiene e segurança do trabalho
A higiene e saúde no trabalho procura combater de um pon- A legislação da higiene e segurança do trabalho é bem espe-
to de vista não médico, as doenças profissionais, identificando cífica e grande, sabendo disso iremos mostrar abaixo apenas os
os fatores que podem afetar o ambiente do trabalho e o traba- artigos e incisos principais.
lhador, procurando eliminar ou reduzir os riscos profissionais. Art. 163 – Será obrigatória a constituição de Comissão In-
A segurança do trabalho por outro lado, propõe-se comba- terna de Prevenção de Acidentes (CIPA), de conformidade com
ter, também dum ponto de vista não médico, os acidentes de instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho, nos estabele-
trabalho, eliminando para isso não só as condições inseguras do cimentos ou locais de obra nelas especificadas.
ambiente, como sensibilizando também os trabalhadores a utili- As instruções do Ministério do Trabalho e Emprego corres-
zarem medidas preventivas. pondem à NR5, que trata especificamente das Comissões Inter-
Dadas as características específicas de algumas atividades nas de Prevenção de Acidentes – CIPA.
profissionais, nomeadamente as que acarretam algum índice de O item 5.1, da NR 5, estabelece que o objetivo da CIPA é a
perigosidade, é necessário estabelecer procedimentos de segu- prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de
rança, para que estas sejam desempenhadas dentro de parâme- modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a
tros de segurança para o trabalhador. preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
Nesse sentido, é necessário fazer desde logo um levanta- O emprego da palavra “permanentemente”, traz a ideia de
mento dos fatores que podem contribuir para ocorrências de “sem interrupção”.
acidentes, como sejam: O item 5.2, da NR 5, dispõe que devem constituir CIPA, por
- Acidentes devido a ações perigosas; estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as em-
- Falta de cumprimento de ordens (não usar E.P.I.) presas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos
- Ligado à natureza do trabalho (erros na armazenagem) da administração direta e indireta, instituições beneficentes, as-
- Nos métodos de trabalho (trabalhar a ritmo anormal, ma- sociações recreativas, cooperativas, bem como outras institui-
nobrar empilhadores inadequadamente, distrações). ções que admitam trabalhadores como empregados.
- Acidentes devido a Condições perigosas: Como já vimos, a noção correta, para os obrigados a obedecer
- Máquinas e ferramentas; toda e qualquer disposição de Norma Regulamentadora, não só
- Condições de ambiente físico, (iluminação, calor, frio, relativa à CIPA, é de empregador.
poeiras, ruído). Na aula 4 conceituamos, de acordo com a CLT, e através de
Condições de organização (Layout mal feito, armazenamen- exemplos, o que se entende, juridicamente, por empregador.
to perigoso, falta de Equipamento de Proteção Individual – E.P.I.) Numa palavra: empregador é aquele que contrata força de
Após o processo de identificação deste tipo de condições é trabalho através do regime celetista.
importante desenvolver uma análise de riscos, sendo para isso O item 5.3 dispõe que as normas da NR5 aplicam-se, no que
necessária à sua identificação e mapeamento. couber, aos trabalhadores avulsos e às entidades que lhes to-
A fim de que posteriormente se possa estudar a possibili- mem serviços, observadas as disposições estabelecidas em Nor-
dade de aplicação de medidas que visam incrementar um maior mas Regulamentadoras de setores econômicos específicos.
nível de segurança no local de trabalho, e que concretizam na Sabemos que não existe vínculo empregatício, celetista, na
eliminação do risco de acidente, tornando-o inexistente ou neu- relação de trabalho avulso. Sabemos, também, que as normas
tralizando-o. de SST, em regra, só se aplicam aos trabalhadores regidos pela
Por fim, importa ter ainda em conta que para além da matriz Consolidação das Leis do Trabalho.
de identificação de riscos no trabalho é imprescindível conside- Entretanto, no caso específico da NR5, suas disposições,
rar o risco ergonômico que surge da não adaptação dos postos quando não forem incompatíveis com as características do tra-
de trabalho às características do operador através da Higiene e balho avulso, são plenamente aplicáveis a esta relação de tra-
Segurança do trabalho. balho.
Quer quanto à posição da máquina com que trabalha, quer Parágrafo único – O Ministério do Trabalho regulamentará
no espaço disponível ou na posição das ferramentas e materiais as atribuições, a composição e o funcionamento das CIPA (s).
que utiliza nas suas funções. Art. 164 – Cada CIPA será composta de representantes da
Desta feita torna-se mais do que evidente de que o sucesso empresa e dos empregados, de acordo com os critérios que vie-
de um sistema produtivo passa inevitavelmente pela qualidade rem a ser adotados na regulamentação de que trata o parágrafo
das condições de trabalho que este proporciona aos seus cola- único do artigo anterior.
boradores. 1º – Os representantes dos empregadores, titulares e su-
Nesta perspectiva, a melhoria da produtividade e da com- plentes, serão por eles designados.
petitividade das empresas portuguesas passa, necessariamente, 2º – Os representantes dos empregados, titulares e suplen-
por uma intervenção no sentido da melhoria das condições de tes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem,
trabalho. independentemente de filiação sindical, exclusivamente os em-
Ainda que este conjunto de atividades seja visto atualmen- pregados interessados.
te, pela gestão das empresas, mais como um gasto, do que pro- Escrutínio secreto significa votação secreta, sigilosa.
priamente um incentivo à produtividade.

64
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Vejamos quais são as disposições específicas da NR5, acerca a existência de qualquer dos motivos mencionados neste artigo,
das atribuições e composição dos processos de higiene e segu- sob pena de ser condenado a reintegrar o empregado.
rança do trabalho. Não abordaremos o funcionamento da CIPA,
pois a matéria foge do nosso estudo. Fatores que afetam a higiene e segurança do trabalho
A CIPA será composta de representantes do empregador e
dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto Dadas as especificidades de algumas atividades profissio-
no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em nais através da Higiene e Segurança do trabalho., as quais acar-
atos normativos para setores econômicos específicos. retam algum índice de perigosidade, é necessário que sobre as
Semelhante ao que ocorre para o dimensionamento do SES- mesmas incidam procedimentos de segurança para que as mes-
MT, a NR5 estabelece grupos de atividades, e os relaciona ao nú- mas sejam desempenhadas dentro de parâmetros de segurança
mero de empregados do estabelecimento, para fixar o número para o trabalhador.
de membros da CIPA. Nesse sentido, é necessário fazer desde logo um levanta-
Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes, mento dos fatores que podem contribuir para ocorrências de
serão por eles designados. acidentes, como sejam:
Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, - Máquinas e ferramentas;
serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, inde- - Condições de organização;
pendentemente de filiação sindical, exclusivamente os empre- - Condições de ambiente físico, (iluminação, calor, frio,
gados interessados. poeiras, ruído).
A CIPA é um “fórum”, um local de discussão e debate, que -Acidentes devido a ações perigosas:
se beneficia das opiniões do empregador e dos empregados. Por - Falta de comprimento de ordens (não usar E.P.I);
isso a necessidade de cada uma dessas categorias indicar seus - Ligado à natureza do trabalho (Erros na armazenagem);
membros, para que todos sejam representados nas decisões. - Nos métodos de trabalho (trabalhar a ritmo anormal, ma-
A CIPA terá por atribuição: nobrar empilhadores inadequadamente, distrações, brincadei-
- Identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o ras).
mapa de riscos, com a participação do maior número de traba-
lhadores, com assessoria do SESMT, onde houver; Fundamentos de higiene e segurança do trabalho
- Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preven- É preciso mudar os hábitos e as condições de trabalho para
tiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho; que a higiene e a segurança no ambiente de trabalho se tornem
- Participar da implementação e do controle da qualidade satisfatórios.
das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação Nessas mudanças se faz necessário resgatar o valor humano
das prioridades de ação nos locais de trabalho; através dos processos de higiene e segurança do trabalho.
- Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e Nesse contexto, a necessidade de reconhecimento pode ser
condições de trabalho visando a identificação de situações que frustrada pela organização quando ela não valoriza o desempe-
venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalha- nho.
dores; Por exemplo, quando a política de promoção é baseada nos
- Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das anos de serviço e não no mérito ou, então, quando a estrutura
metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações salarial não oferece qualquer possibilidade de recompensa fi-
de risco que foram identificadas; divulgar aos trabalhadores in- nanceira por realização como os aumentos por mérito.
formações relativas à segurança e saúde no trabalho; Se o ambiente enfatizar as relações distantes e impessoais
- Participar, com o SESMT, onde houver, das discussões pro- entre os funcionários e se o contato social entre os mesmos for
movidas pelo empregador, para avaliar os impactos de altera- desestimulado, existirão menos chances de reconhecimento.
ções no ambiente e processo de trabalho relacionados à segu- Conforme Arroba e James (1988) uma maneira de reconhe-
rança e saúde dos trabalhadores; cer os funcionários é admitir que eles têm outras preocupações
- Requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, além do desempenho imediato de seu serviço.
a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco Uma outra causa da falta de reconhecimento dos funcioná-
grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores; rios na organização são os estereótipos, pois seus julgamentos
- O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de não são baseados em evidências ou informações sobre a pessoa.
1 (um) ano, permitida uma reeleição. A partir do momento que as pessoas fazem parte de uma
- O disposto no parágrafo anterior não se aplicará ao mem- organização podem obter reconhecimento positivo ou negativo.
bro suplente que, durante o seu mandato, tenha participado de Os grupos de trabalho, por exemplo, podem satisfazer ou
menos da metade do número de reuniões da CIPA. frustrar as necessidades de reconhecimento.
Como as atividades da CIPA são permanentes, os seus mem- Pois, a importância do reconhecimento pela higiene e segu-
bros devem participar assiduamente, das reuniões. rança do trabalho é que a partir do momento que a organização
O empregador designará, anualmente, dentre os seus re- está preocupada com a higiene e a segurança do trabalho, ele
presentantes, o Presidente da CIPA e os empregados elegerão, está sendo valorizado.
dentre eles, o Vice–Presidente. E quando os colaboradores percebem o fato de serem valo-
Art. 165 – Os titulares da representação dos empregados rizados, reconhecidos isso os torna mais motivados para o tra-
nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida arbitrária, entenden- balho.1
do–se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técni-
co, econômico ou financeiro.
Parágrafo único – Ocorrendo a despedida, caberá ao empre-
gador, em caso de reclamação à Justiça do Trabalho, comprovar 1 Fonte: www.blog.softwareavaliacao.com.br

65
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Uniforme 6.4Atendidas as peculiaridades de cada atividade profis-
sional, e observado o disposto no item 6.3, o empregador deve
EPI é todo dispositivo de uso individual utilizado pelo tra- fornecer aos trabalhadores os EPI adequados, de acordo com o
balhador, destinado a prevenir riscos que podem ameaçar a se- disposto no ANEXO I desta NR.
gurança e a saúde do trabalhador. Para ser comercializado, todo 6.4.1As solicitações para que os produtos que não estejam
EPI deve ter CA emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego relacionados no ANEXO I, desta NR, sejam considerados como
(MTE), conforme estabelecido na NR n° 6 do TEM (BRASIL, 2008). EPI, bem como as propostas para reexame daqueles ora elenca-
dos, deverão ser avaliadas por comissão tripartite a ser consti-
tuída pelo órgão nacional competente em matéria de segurança
e saúde no trabalho, após ouvida a CTPP, sendo as conclusões
submetidas àquele órgão do Ministério do Trabalho e Emprego
para aprovação.
6.5Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, ou a Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, nas empresas deso-
brigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI
adequado ao risco existente em determinada atividade.
6.5.1Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA, cabe ao
designado, mediante orientação de profissional tecnicamente
habilitado, recomendar o EPI adequado à proteção do trabalha-
Entre os Equipamentos de Proteção dor.
Individual os mais comuns são: 6.6Cabe ao empregador
6.6.1Cabe ao empregador quanto ao EPI :
-Proteção da cabeça: capacete de segurança, capuz, bala- a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; (206.005-
1 /I3)
clava, etc;
b) exigir seu uso; (206.006-0 /I3)
-Proteção dos olhos e face: óculos de proteção, máscaras;
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão
-Proteção auditiva: protetor auricular, abafadores de ruídos;
nacional competente em matéria de segurança e saúde no tra-
-Proteção respiratória: respirador;
balho; (206.007-8/I3)
-Proteção do tronco: coletes;
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado,
-Proteção dos membros superiores: luvas de segurança,
guarda e conservação; (206.008-6 /I3)
braçadeiras;
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extravia-
-Proteção dos membros inferiores: calçados de segurança,
do; (206.009-4 /I3)
calças.
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção perió-
dica; e, (206.010-8 /I1)
NORMA REGULAMENTADORA 6 - NR 6 g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (206.011-6 /I1)
h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser
6.1Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentado- adotados livros, fichas ou sistema eletrônico.(Inserida pela Por-
ra - NR, considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, taria SIT n.º 107, de 25 de agosto de 2009)
todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo tra- 6.7Cabe ao empregado
balhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar 6.7.1Cabe ao empregado quanto ao EPI:
a segurança e a saúde no trabalho. a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se des-
6.1.1Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção tina;
Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que pos- c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne
sam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de amea- impróprio para uso; e,
çar a segurança e a saúde no trabalho. d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso
6.2O equipamento de proteção individual, de fabricação na- adequado.
cional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado 6.8Cabe ao fabricante e ao importador
com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo 6.8.1O fabricante nacional ou o importador deverá:
órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no a) cadastrar-se, segundo o ANEXO II, junto ao órgão nacio-
trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. (206.001-9 /I3) nal competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
6.3A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gra- (206.012-4 /I1)
tuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de con- b) solicitar a emissão do CA, conforme o ANEXO II; (206.013-
servação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: 2 /I1)
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam c) solicitar a renovação do CA, conforme o ANEXO II, quan-
completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou do vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional
de doenças profissionais e do trabalho; (206.002-7/I4) competente em matéria de segurança e saúde do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sen- (206.014-0 /I1)
do implantadas; e, (206.003-5 /I4) d) requerer novo CA, de acordo com o ANEXO II, quando
c) para atender a situações de emergência. (206.004-3 /I4) houver alteração das especificações do equipamento aprovado;
(206.015-9 /I1)

66
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI 6.11.1Cabe ao órgão nacional competente em matéria de
que deu origem ao Certificado de Aprovação - CA; (206.016-7 / segurança e saúde no trabalho:
I2) a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI;
f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador b) receber e examinar a documentação para emitir ou reno-
de CA; (206.017-5 /I3) var o CA de EPI;
g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técni-
segurança e saúde no trabalho quaisquer alterações dos dados cos para ensaios de EPI;
cadastrais fornecidos; (206.0118-3 /I1) d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou im-
h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma portador;
nacional, orientando sua utilização, manutenção, restrição e de- e) fiscalizar a qualidade do EPI;
mais referências ao seu uso; (206.019-1 /I1) f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou im-
i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; e, portadora; e,
(206.020-5 /I1) g) cancelar o CA.
j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbi- 6.11.1.1Sempre que julgar necessário o órgão nacional com-
to do SINMETRO, quando for o caso. (206.021-3 /I1) petente em matéria de segurança e saúde no trabalho, poderá
6.9Certificado de Aprovação - CA requisitar amostras de EPI, identificadas com o nome do fabri-
6.9.1Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI cante e o número de referência, além de outros requisitos.
terá validade: 6.11.2Cabe ao órgão regional do MTE:
a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualida-
de ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito de do EPI;
do SINMETRO; b) recolher amostras de EPI; e,
b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbi- c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades ca-
to do SINMETRO, quando for o caso; bíveis pelo descumprimento desta NR.
c) de 2 (dois) anos, quando não existirem normas técnicas 6.12e Subitens (Revogados pela Portaria SIT n.º 125, de 12
nacionais ou internacionais, oficialmente reconhecidas, ou labo- de novembro de 2009)
ratório capacitado para realização dos ensaios, sendo que nes-
ses casos os EPI terão sua aprovação pelo órgão nacional compe- ANEXO I
tente em matéria de segurança e saúde no trabalho, mediante LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica
e da especificação técnica de fabricação, podendo ser renovado (Texto dado pela Portaria SIT n.º 25, de 15 de outubro de
até dezembro de 2007, quando se expirarão os prazos conce- 2001)
didos(Nova redação dada pela Portaria nº 194, de 22/12/2006
- DOU DE 28/12/2006) A - EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇA
d) de 2 (dois) anos, renováveis por igual período, para os A.1- Capacete
EPI desenvolvidos após a data da publicação desta NR, quan- a) capacete de segurança para proteção contra impactos de
do não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, objetos sobre o crânio;
oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para re- b) capacete de segurança para proteção contra choques elé-
alização dos ensaios, caso em que os EPI serão aprovados pelo tricos;
órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde c) capacete de segurança para proteção do crânio e face
no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Res- contra riscos provenientes de fontes geradoras de calor nos tra-
ponsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação. balhos de combate a incêndio.
6.9.2O órgão nacional competente em matéria de seguran- A.2- Capuz
ça e saúde no trabalho, quando necessário e mediante justifica- a) capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço
tiva, poderá estabelecer prazos diversos daqueles dispostos no contra riscos de origem térmica;
subitem 6.9.1. b) capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço
6.9.3Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis contra respingos de produtos químicos;
e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote c) capuz de segurança para proteção do crânio em trabalhos
de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, onde haja risco de contato com partes giratórias ou móveis de
o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. máquinas.
(206.022-1/I1)
6.9.3.1Na impossibilidade de cumprir o determinado no B - EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE
item 6.9.3, o órgão nacional competente em matéria de segu- B.1- Óculos
rança e saúde no trabalho poderá autorizar forma alternativa de a) óculos de segurança para proteção dos olhos contra im-
gravação, a ser proposta pelo fabricante ou importador, deven- pactos de partículas volantes;
do esta constar do CA. b) óculos de segurança para proteção dos olhos contra lumi-
6.10Restauração, lavagem e higienização de EPI nosidade intensa;
6.10.1Os EPI passíveis de restauração, lavagem e higieni- c) óculos de segurança para proteção dos olhos contra ra-
zação, serão definidos pela comissão tripartite constituída, na diação ultravioleta;
forma do disposto no item6.4.1, desta NR, devendo manter as d) óculos de segurança para proteção dos olhos contra ra-
características de proteção original. diação infravermelha;
6.11Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego e) óculos de segurança para proteção dos olhos contra res-
/ TEM pingos de produtos químicos.

67
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
B.2- Protetor facial E - EPI PARA PROTEÇÃO DO TRONCO
a) protetor facial de segurança para proteção da face contra E.1- Vestimentas de segurança que ofereçam proteção ao
impactos de partículas volantes; tronco contra riscos de origem térmica, mecânica, química, ra-
b) protetor facial de segurança para proteção da face contra dioativa e meteorológica e umidade proveniente de operações
respingos de produtos químicos; com uso de água.
c) protetor facial de segurança para proteção da face contra e) vestimenta para proteção do tronco contra umidade
radiação infravermelha; proveniente de precipitação pluviométrica.(Incluído pelaPortar-
d) protetor facial de segurança para proteção dos olhos con- ia MTE nº 870/2017)
tra luminosidade intensa. E.2Colete à prova de balas de uso permitido para vigilantes
B.3- Máscara de Solda que trabalhem portando arma de fogo, para proteção do tronco
a) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e contra riscos de origem mecânica.(Incluído pelaPortaria MTE nº
face contra impactos de partículas volantes; 191/2006)
b) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e
face contra radiação ultravioleta; F - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES
c) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e F.1- Luva
face contra radiação infravermelha; a) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes
d) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e abrasivos e escoriantes;
face contra luminosidade intensa. b) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes
cortantes e perfurantes;
C - EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA c) luva de segurança para proteção das mãos contra cho-
C.1- Protetor auditivo ques elétricos;
a) protetor auditivo circum-auricular para proteção do siste- d) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes
ma auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao esta- térmicos;
belecido na NR - 15, Anexos I e II; e) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes
b) protetor auditivo de inserção para proteção do sistema biológicos;
auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao estabele- f) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes
cido na NR - 15, Anexos I e II; químicos;
c) protetor auditivo semi -auricular para proteção do siste- g) luva de segurança para proteção das mãos contra vibra-
ma auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao esta-
ções;
belecido na NR - 15, Anexos I e II.
h) luva de segurança para proteção das mãos contra radia-
ções ionizantes.
D - EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
F.2- Creme protetor
D.1- Respirador purificador de ar
a) creme protetor de segurança para proteção dos membros
a) respirador purificador de ar para proteção das vias respi-
superiores contra agentes químicos, de acordo com a Portaria
ratórias contra poeiras e névoas;
SSST nº 26, de 29/12/1994.
b) respirador purificador de ar para proteção das vias respi-
F.3- Manga
ratórias contra poeiras, névoas e fumos;
a) manga de segurança para proteção do braço e do ante-
c) respirador purificador de ar para proteção das vias respi-
ratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos; braço contra choques elétricos;
d) respirador purificador de ar para proteção das vias respi- b) manga de segurança para proteção do braço e do ante-
ratórias contra vapores orgânicos ou gases ácidos em ambientes braço contra agentes abrasivos e escoriantes;
com concentração inferior a 50 ppm (parte por milhão); c) manga de segurança para proteção do braço e do ante-
e) respirador purificador de ar para proteção das vias respi- braço contra agentes cortantes e perfurantes;
ratórias contra gases emanados de produtos químicos; d) manga de segurança para proteção do braço e do ante-
f) respirador purificador de ar para proteção das vias respira- braço contra umidade proveniente de operações com uso de
tórias contra partículas e gases emanados de produtos químicos; água;
g) respirador purificador de ar motorizado para proteção e) manga de segurança para proteção do braço e do ante-
das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionu- braço contra agentes térmicos.
clídeos. F.4- Braçadeira
D.2- Respirador de adução de ar a) braçadeira de segurança para proteção do antebraço con-
a) respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido tra agentes cortantes.
para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concen- F.5- Dedeira
tração Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde e em ambientes a) dedeira de segurança para proteção dos dedos contra
confinados; agentes abrasivos e escoriantes.
b) máscara autônoma de circuito aberto ou fechado para
proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentra- G - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES
ção Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde e em ambientes G.1- Calçado
confinados; a) calçado de segurança para proteção contra impactos de
D.3- Respirador de fuga quedas de objetos sobre os artelhos;
a) respirador de fuga para proteção das vias respiratórias b) calçado de segurança para proteção dos pés contra cho-
contra agentes químicos em condições de escape de atmosferas ques elétricos;
Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde ou com concentração c) calçado de segurança para proteção dos pés contra agen-
de oxigênio menor que 18 % em volume. tes térmicos;

68
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
d) calçado de segurança para proteção dos pés contra agen- b) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo
tes cortantes e escoriantes; contra umidade proveniente de operações com água.
e) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas c)vestimenta condutiva de segurança para proteção de todo
contra umidade proveniente de operações com uso de água; o corpo contra choques elétricos.(Incluída pela Portaria SIT n.º
f) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas con- 108, de 30 de dezembro de 2004)
tra respingos de produtos químicos. d) vestimenta para proteção de todo o corpo contra umi-
G.2- Meia dade proveniente de precipitação pluviométrica.(Incluída pela
a) meia de segurança para proteção dos pés contra baixas Portaria MTE nº 870/2017)
temperaturas.
G.3- Perneira I - EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA
a) perneira de segurança para proteção da perna contra DE NÍVEL
agentes abrasivos e escoriantes; I.1- Dispositivo trava-queda
b) perneira de segurança para proteção da perna contra a) dispositivo trava-queda de segurança para proteção do
agentes térmicos; usuário contra quedas em operações com movimentação verti-
c) perneira de segurança para proteção da perna contra res- cal ou horizontal, quando utilizado com cinturão de segurança
pingos de produtos químicos; para proteção contra quedas.
d) perneira de segurança para proteção da perna contra I.2- Cinturão
agentes cortantes e perfurantes; a) cinturão de segurança para proteção do usuário contra
e) perneira de segurança para proteção da perna contra riscos de queda em trabalhos em altura;
umidade proveniente de operações com uso de água. b) cinturão de segurança para proteção do usuário contra
G.4- Calça riscos de queda no posicionamento em trabalhos em altura.
a) calça de segurança para proteção das pernas contra agen- Nota: O presente Anexo poderá ser alterado por portaria
tes abrasivos e escoriantes; específica a ser expedida pelo órgão nacional competente em
b) calça de segurança para proteção das pernas contra res- matéria de segurança e saúde no trabalho, após observado o
pingos de produtos químicos; disposto no subitem6.4.1.
c) calça de segurança para proteção das pernas contra agen-
tes térmicos; ANEXO II
d) calça de segurança para proteção das pernas contra umi- (Texto dado pela Portaria SIT n.º 25, de 15 de outubro de
dade proveniente de operações com uso de água. 2001)
e) calça para proteção das pernas contra umidade prove- 1.1 - O cadastramento das empresas fabricantes ou impor-
niente de precipitação pluviométrica.(Incluída pelaPortaria MTE tadoras, será feito mediante a apresentação de formulário úni-
nº 870/2017) co, conforme o modelo disposto no ANEXO III, desta NR, devida-
mente preenchido e acompanhado de requerimento dirigido ao
H - EPI PARA PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde
H.1- Macacão no trabalho.
a) macacão de segurança para proteção do tronco e mem- 1.2 - Para obter o CA, o fabricante nacional ou o importador,
bros superiores e inferiores contra chamas; deverá requerer junto ao órgão nacional competente em maté-
b) macacão de segurança para proteção do tronco e mem- ria de segurança e saúde no trabalho a aprovação do EPI.
bros superiores e inferiores contra agentes térmicos; 1.3 - O requerimento para aprovação do EPI de fabricação
c) macacão de segurança para proteção do tronco e mem- nacional ou importado deverá ser formulado, solicitando a emis-
bros superiores e inferiores contra respingos de produtos quí- são ou renovação do CA e instruído com os seguintes documen-
micos; tos:
d) macacão para proteção do tronco e membros superiores a) memorial descritivo do EPI, incluindo o correspondente
e inferiores contra umidade proveniente de precipitação pluvio- enquadramento no ANEXO I desta NR, suas características técni-
métrica.(Incluído pela Portaria MTE nº 870/2017) cas, materiais empregados na sua fabricação, uso a que se des-
H.2- Conjunto tina e suas restrições;
a) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou ja- b) cópia autenticada do relatório de ensaio, emitido por la-
queta ou paletó, para proteção do tronco e membros superiores boratório credenciado pelo órgão competente em matéria de
e inferiores contra agentes térmicos; segurança e saúde no trabalho ou do documento que compro-
b) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou ja- ve que o produto teve sua conformidade avaliada no âmbito do
queta ou paletó, para proteção do tronco e membros superiores SINMETRO, ou, ainda, no caso de não haver laboratório creden-
e inferiores contra respingos de produtos químicos; ciado capaz de elaborar o relatório de ensaio, do Termo de Res-
c) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou ja- ponsabilidade Técnica, assinado pelo fabricante ou importador,
queta ou paletó, para proteção do tronco e membros superiores e por um técnico registrado em Conselho Regional da Categoria;
e inferiores contra umidade proveniente de operações com uso c) cópia autenticada e atualizada do comprovante de locali-
de água; zação do estabelecimento, e,
d) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou ja- d) cópia autenticada do certificado de origem e declaração
queta ou paletó, para proteção do tronco e membros superiores do fabricante estrangeiro autorizando o importador ou o fabri-
e inferiores contra chamas. cante nacional a comercializar o produto no Brasil, quando se
H.3- Vestimenta de corpo inteiro tratar de EPI importado.
a) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo
contra respingos de produtos químicos;

69
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
ANEXO III Os Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC são dispositi-
(Texto dado pela Portaria SIT n.º 25, de 15 de outubro de vos e sistemas que auxiliam na segurança do trabalhador dentro
2001) do local da empresa. Eles protegem de forma geral, atingindo
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO todos os funcionários.
SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO O EPC ajuda a manter todos os profissionais saudáveis e
DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO orientados sobre as medidas de segurança.

FORMULÁRIO ÚNICO PARA CADASTRAMENTO DE EMPRE-


SA FABRICANTE OU IMPORTADORA DE EQUIPAMENTO DE PRO-
TEÇÃO INDIVIDUAL
- Identificação do fabricante ou importador de EPI:
Fabricante:Importador:Fabricante e Importador:
Razão Social:
Nome Fantasia:CNPJ/MF:
Inscrição Estadual - IE:Inscri ção Municipal - IM:
Endereço:Bairro:CEP:
Cidade:Estado: Quais são os EPC’s?
Telefone: Fax:
E-Mail:Ramo de Atividade: Existem diversos tipos de EPC e eles variam de acordo com
CNAE (Fabricante):CCI da SRF/MF (Importador): o tipo de trabalho que é exercido. Mas, podemos citar alguns
exemplos para facilitar seu entendimento, como sinalização em
2 - Responsável perante o DSST / SIT: máquinas, sinalização nos corredores de risco, proteção de par-
tes das máquinas que podem se mover, escadas com corrimão e
a) Diretores: capelas químicas são alguns deles.
Dentre os Equipamentos de Proteção Coletiva mais comuns
Nome N.º da Identidade Cargo na Empresa estão:
1 -Placas de Sinalização;
2 -Sensores de presença;
3 -Cavaletes;
-Fita de Sinalização;
b) Departamento Técnico: -Chuveiro Lava-Olhos;
-Sistema de Ventilação e Exaustão;
Nome Nº do Registro Prof.Conselho Prof./Estado -Proteção contra ruídos e vibrações;
1 -Sistema de Iluminação de Emergência.
2
Vantagens dos EPC’s
3 - Lista de EPI fabricados:
Os Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC auxiliam na di-
4 - Observações: minuição de acidentes, já que mantém os colaboradores prote-
a) Este formulário único deverá ser preenchido e atualizado, gidos quanto aos mesmos. Eles ajudam a melhorar as condições
de trabalho, possuem um custo menor do que os protetores
sempre que houver alteração, acompanhado de requerimento
individuais e ainda ajudam a aumentar a produtividade da em-
ao DSST / SIT / MTE;
presa. Isso porque um funcionário saudável, seguro e satisfeito
b) Cópia autenticada do Contrato Social onde conste dentre
só rende mais.
os objetivos sociais da empresa, a fabricação e/ou importação
Outra vantagem desse tipo de equipamento é que ele ajuda
de EPI.
a proteger não só os colaboradores, mas também toda pessoa
Nota: As declarações anteriormente prestadas são de intei-
que visita a fábrica da empresa e não precisa ser trocado com
ra responsabilidade do fabricante ou importador, passíveis de
tanta frequência já que sua durabilidade é maior.
verificação e eventuais penalidades, facultadas em Lei.
_________________,_____ de ____________ de ______
Qual a importância do EPC?
_______________________________________________
Diretor ou Representante Legal O Brasil se encontrou em um dos primeiros lugares entre os
países com maior número de acidentes de trabalho. Depois da
EPC é a sigla para Equipamento de Proteção Coletiva e ser- divulgação desse dado, as coisas começaram a mudar, mesmo
ve para garantir a saúde dos trabalhadores nas empresas. que ligeiramente, e os Equipamentos de Proteção Coletiva estão
aí para ajudar a mudar isso.
O trabalhador merece toda a proteção obrigatória para po- O seu uso ajuda a diminuir expressivamente o número de
der fazer suas atividades com tranquilidade e produzir com efi- acidentes, isso porque eles orientam e proteger o trabalhador
cácia. Os Equipamentos de Proteção Coletiva são uma ferramen- durante todo o expediente.
ta muito importante para evitar acidentes de trabalho e garantir Por mais diferente que pareça, o uso dos equipamentos de
a saúde de todos os funcionários. proteção ajudam a manter o colaborador motivado, porque ele
se sente seguro para trabalhar e sabe que a empresa se importa
com sua saúde.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
E as empresas que não usam EPC? 11.1.4 Os carros manuais para transporte devem possuir
protetores das mãos.
O descumprimento da norma que regulamenta a seguran- 11.1.5 Nos equipamentos de transporte, com força motriz
ça do trabalhador gera multas para o empregador. Essas multas própria, o operador deverá receber treinamento específico,
vão ser de pelo menos, o descumprimento da regra obrigatória. dado pela empresa, que o habilitará nessa função.
Além disso, se ocorrer algum acidente, a empresa pode ser res- 11.1.6 Os operadores de equipamentos de transporte mo-
ponsabilizada pelo ocorrido. torizado deverão ser habilitados e só poderão dirigir se durante
Se você trabalha em uma empresa que não oferece os equi- o horário de trabalho portarem um cartão de identificação, com
pamentos de segurança obrigatórios, é possível fazer denúncias o nome e fotografia, em lugar visível.
ao Ministério do Trabalho ou ao sindicado da sua categoria para 11.1.6.1 O cartão terá a validade de 1 (um) ano, salvo im-
resolver. Dentro da própria empresa é possível também conver- previsto, e, para a revalidação, o empregado deverá passar por
sar com a CIPA ou o SESMT para regulamentação. exame de saúde completo, por conta do empregador.
11.1.7 Os equipamentos de transporte motorizados deverão
Qual a diferença entre EPC e EPI? possuir sinal de advertência sonora (buzina).
11.1.8 Todos os transportadores industriais serão perma-
O significado de EPI é Equipamento de Proteção Individual, nentemente inspecionados e as peças defeituosas, ou que apre-
portanto, a diferença entre EPI e EPC é que o EPI são dispositivos sentem deficiências, deverão ser imediatamente substituídas.
que protegem cada colaborador separadamente, diferente do 11.1.9 Nos locais fechados ou pouco ventilados, a emissão
que protege coletivamente. de gases tóxicos, por máquinas transportadoras, deverá ser con-
Ainda, os equipamentos coletivos podem ser também siste- trolada para evitar concentrações, no ambiente de trabalho, aci-
mas e formas de proteger os colaboradores em geral. ma dos limites permissíveis.
11.1.10 Em locais fechados e sem ventilação, é proibida a
NORMA REGULAMENTADORA 11 - NR 11 utilização de máquinas transportadoras, movidas a motores de
TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E combustão interna, salvo se providas de dispositivos neutraliza
MANUSEIO DE MATERIAIS dores adequados.
11.2 Normas de segurança do trabalho em atividades de
11.1 Normas de Segurança para Operação de Elevadores, transporte de sacas (voltar)
Guindastes, Transportadores Industriais e Máquinas Transpor- 11.2.1 Denomina-se, para fins de aplicação da presente reg-
tadoras ulamentação a expressão “Transporte manual de sacos” toda
11.2 Normas de Segurança do Trabalho em Atividades de atividade realizada de maneira contínua ou descontínua, essen-
Transporte de Sacas cial ao transporte manual de sacos, na qual o peso da carga é
11.3 Armazenamento de Materiais suportado, integralmente, por um só trabalhador, compreen-
11.4 Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Chapas dendo também o levantamento e sua deposição.
de Mármore, Granito e Outras Rochas 11.2.2 Fica estabelecida a distância máxima de 60,00m (ses-
senta metros) para o transporte manual de um saco.
Anexo I (Alteração dada pela Portaria MTPS 505/2016) 11.2.2.1 Além do limite previsto nesta norma, o transporte
Glossário descarga deverá ser realizado mediante impulsão de vagonetes,
carros, carretas, carros de mão apropriados, ou qualquer tipo de
11.1 Normas de segurança para operação de elevadores, tração mecanizada.
guindastes, transportadores industriais e máquinas transporta- 11.2.3 É vedado o transporte manual de sacos, através de
doras (voltar) pranchas, sobre vãos superiores a 1,00m (um metro) ou mais
11.1.1 Os poços de elevadores e monta-cargas deverão ser de extensão.
cercados, solidamente, em toda sua altura, exceto as portas ou 11.2.3.1 As pranchas de que trata o item 11.2.3 deverão ter
cancelas necessárias nos pavimentos. a largura mínima de 0,50m (cinquenta centímetros).
11.1.2 Quando a cabina do elevador não estiver ao nível do 11.2.4 Na operação manual de carga e descarga de sacos,
pavimento, a abertura deverá estar protegida por corrimão ou em caminhão ou vagão, o trabalhador terá o auxílio de
outros dispositivos convenientes. ajudante.
11.1.3 Os equipamentos utilizados na movimentação de ma- 11.2.5 As pilhas de sacos, nos armazéns, devem ter altura
teriais, tais como ascensores, elevadores de carga, guindastes, máxima limitada ao nível de resistência do piso, à forma e re-
monta-carga, pontes-rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, sistência dos materiais de embalagem e à estabilidade, baseada
esteiras-rolantes, transportadores de diferentes tipos, serão cal- na geometria, tipo de amarração e inclinação das pilhas.
culados e construídos de maneira que ofereçam as necessárias 11.2.5. As pilhas de sacos, nos armazéns, terão a altura
garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas máxima correspondente a 30 (trinta) fiadas de sacos quando for
condições de trabalho. usado processo mecanizado de empilhamento. ( Alteração dada
11.1.3.1 Especial atenção será dada aos cabos de aço, cor- pela Portaria SIT 82/2004)
das, correntes, roldanas e ganchos que deverão ser inspeciona-
dos, permanentemente, substituindo-se as suas partes defeit- 11.2.6. A altura máxima das pilhas de sacos será correspon-
uosas. dente a 20 (vinte) fiadas quando for usado processo manual de
11.1.3.2 Em todo o equipamento será indicado, em lugar empilhamento.(Revogado pela Portaria SIT 82/2004).
visível, a carga máxima de trabalho permitida.
11.1.3.3 Para os equipamentos destinados à movimentação 11.2.7 No processo mecanizado de empilhamento, aconsel-
do pessoal serão exigidas condições especiais de segurança. ha-se o uso de esteiras-rolantes, dadas ou empilhadeiras.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
11.2.8 Quando não for possível o emprego de processo me- prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regu-
canizado, admite-se o processo manual, mediante a utilização lamentadoras - NR aprovadas pela Portaria nº 3.214, de 8 de
de escada removível de madeira, com as seguintes característi- junho de 1978, nas normas técnicas vigentes e, na ausência ou
cas: omissão destas, nas normas internacionais aplicáveis.
a) lance único de degraus com acesso a um patamar final; 1.2 Os equipamentos devem ser calculados e construídos de
b) a largura mínima de 1,00m (um metro), apresentando o maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência
patamar as dimensões mínimas de 1,00m x 1,00m (um e segurança, conservados em perfeitas condições de trabalho.
metro x um metro) e a altura máxima, em relação ao solo, 1.2.1 Em todo equipamento deve ser indicado, em lugar
de 2,25m (dois metros e vinte e cinco centímetros); visível, a sua identificação, carga máxima de trabalho permitida,
c) deverá ser guardada proporção conveniente entre o piso nome e CNPJ do fabricante e responsável técnico.
e o espelho dos degraus, não podendo o espelho ter altura su- 1.2.1.1 As informações indicadas no subitem 1.2.1 e demais
perior a 0,15m (quinze centímetros), nem o piso largura inferior pertinentes devem constar em livro próprio.
a 0,25m (vinte e cinco centímetros); 1.2.1.2 Carros porta-blocos e fueiros podem ser identifica-
d) deverá ser reforçada, lateral e verticalmente, por meio de dos somente com número próprio e carga máxima de trabalho
estrutura metálica ou de madeira que assegure sua estabilidade; permitida.
e) deverá possuir, lateralmente, um corrimão ou guar- 1.2.2 O fabricante do equipamento deve fornecer manual
da-corpo na altura de 1,00m (um metro) em toda a extensão; de instrução, atendendo aos requisitos estabelecidos na NR-12,
f) perfeitas condições de estabilidade e segurança, sendo objetivando a correta operação e manutenção, além de subsidi-
substituída imediatamente a que apresente qualquer defeito. ar a capacitação do operador.
11.2.9 O piso do armazém deverá ser constituído de mate- 1.3 A empresa deve manter registro, em meio físico ou
rial não escorregadio, sem aspereza, utilizando-se, de preferên- eletrônico, de inspeção periódica e de manutenção dos equi-
cia, o mastique asfáltico, e mantido em perfeito estado de con- pamentos e elementos de sustentação utilizados na movimen-
servação. tação, armazenagem e manuseio de chapas de rochas ornamen-
11.2.10 Deve ser evitado o transporte manual de sacos em tais.
pisos escorregadios ou molhados. 1.3.1 Após a inspeção do equipamento ou elemento de sus-
11.2.11 A empresa deverá providenciar cobertura apropria- tentação, deve ser emitido “Relatório de Inspeção”, com period-
da dos locais de carga e descarga da sacaria. icidade anual, elaborado por profissional legalmente habilitado
11.3 Armazenamento de materiais (voltar) com ART - Anotação de Responsabilidade Técnica - recolhida,
11.3.1 O peso do material armazenado não poderá exceder que passa a fazer parte da documentação do equipamento.
a capacidade de carga calculada para o piso. 1.3.2 As inspeções rotineiras e manutenções devem ser re-
11.3.2 O material armazenado deverá ser disposto de forma alizadas por profissional capacitado ou qualificado.
a evitar a obstrução de portas, equipamentos contra incêndio, 1.3.3 A empresa deve manter no estabelecimento nota fis-
saídas de emergências, etc. cal do equipamento adquirido ou, no caso de fabricação própria,
11.3.3. Material empilhado deverá ficar afastado das estru- os projetos, laudos, cálculos e as especificações técnicas.
turas laterais do prédio a uma distância de pelo menos 0,50m 1.4 As áreas de movimentação de chapas devem propiciar
(cinquenta centímetros). condições para a realização do trabalho com segurança.
11.3.4 A disposição da carga não deverá dificultar o trânsito, 1.4.1 A circulação de pessoas nas áreas de movimentação
a iluminação, e o acesso às saídas de emergência. de chapas deve ser interrompida durante a realização desta ativ-
11.3.5 O armazenamento deverá obedecer aos requisitos de idade.
segurança especiais a cada tipo de material. 2. Requisitos técnicos para equipamentos utilizados para
11.4 Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Chapas movimentação, armazenagem e manuseio de chapas de rochas
de Mármore, Granito e outras rochas (Acrescentado pela Portar- ornamentais
ia SIT 56/2003) (voltar) 2.1 Fueiros ou “L”
11.4.1 A movimentação, armazenagem e manuseio de chap- 2.1.1 As proteções laterais (“L” ou Fueiros) devem possuir
as de mármore, granito e outras rochas deve obedecer ao dis- sistema de trava que impeça a sua saída acidental dos encaixes
posto no Regulamento Técnico de Procedimentos constante no do carro porta-bloco.
Anexo I desta NR. (Acrescentado pela Portaria SIT 56/2003) 2.1.1.1 O carro porta-bloco deve possuir no mínimo duas
guias para evitar o deslocamento lateral do “L”.
ANEXO I 2.1.2 Deve-se instalar a proteção lateral (“L” ou Fueiro) no
carro porta-bloco previamente à retirada do sistema de susten-
REGULAMENTO TÉCNICO DE PROCEDIMENTOS PARA tação do equipamento de elevação das frações de bloco (“en-
MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE CHAPAS teras”).
DE ROCHAS ORNAMENTAIS ( Alteração dada pela Portaria 2.1.2.1 A retirada das proteções laterais (“L” ou Fueiros) so-
MTPS 505/2016). mente poderá ser realizada dentro do alojamento do tear.
2.1.3 Os blocos serrados, ainda sobre o carro porta-bloco
1. Princípios gerais e dentro do alojamento do tear, devem possuir ou receber, no
1.1 Este Regulamento Técnico define princípios fundamen- mínimo, três proteções laterais (“L” ou Fueiros) de cada lado,
tais e medidas de proteção para preservar a saúde e a integridade para impedir a queda das chapas.
física dos trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a 2.1.4 As proteções laterais (“L” ou Fueiros) devem ser man-
prevenção de acidentes e doenças do trabalho no comércio e tidas até a retirada de todas as chapas.
na indústria de beneficiamento, transformação, movimentação, 2.2 Carro porta-blocos e carro transportador
manuseio e armazenamento de chapas rochas ornamentais, sem

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL DE APOIO II (ATENDENTE DE NUTRIÇÃO)
2.2.1 O carro porta-blocos e o carro transportador devem b) as ventosas devem ser dotadas de dispositivo auxiliar que
dispor de proteção das partes que ofereçam risco, com atenção garanta a contenção da mangueira, evitando seu ricochetea-
especial aos cabos de aço, ganchos, roldanas, rodas do carro, mento em caso de desprendimento acidental;
polias, correias, engrenagens, acoplamentos e partes elétricas. c) as mangueiras devem estar protegidas, firmemente pre-
2.2.2 Nenhum trabalho pode ser executado com pessoas en- sas aos tubos de saída e de entrada e afastadas das vias de cir-
tre as chapas. culação;
2.2.3 É proibida a retirada de chapas de um único lado do d) as borrachas das ventosas devem ter manutenção periód-
carro porta-blocos, com objetivo de manter a sua estabilidade. ica e imediata substituição em caso de desgaste, defeitos ou de-
2.2.4 A operação do carro transportador e do carro porta scolamento;
bloco deve ser realizada por, no mínimo, duas pessoas capacita- e) procedimentos de segurança a serem adotados para ga-
das, conforme o item 5 deste Anexo. rantir a movimentação segura de chapas em caso de falta de
2.3 Pátio de estocagem energia elétrica.
2.3.1 Nos locais do pátio onde for realizada a movimentação 2.5.2 As ventosas com vácuo gerado por equipamen-
e armazenagem de chapas, devem ser observados os seguintes to elétrico devem possuir alarme sonoro e visual que indique
critérios: pressão fora dos limites de segurança estabelecidos.
a) o piso deve ser pavimentado, não ser escorregadio, não 2.6 Movimentação de chapas com uso de cabos de aço, vi-
ter saliências, ser nivelado e com resistência suficiente para gas de suspensão, cintas, correntes, garras, ovador de contêi-
suportar as cargas usuais; neres e outros equipamentos
b) a área de armazenagem de chapas deve