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Companhia de Desenvolvimento de Maricá S⁄A

CODEMAR - Analista em Licitações


Edital de Concurso Público – N° 001 ⁄2017
JH100-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Companhia de Desenvolvimento de Maricá S⁄A - CODEMAR

Cargo: Analista em Licitações

(Baseado no Edital de Concurso Público – N° 001 ⁄2017)

• Português
• Raciocínio Lógico
• Noções de Informática
• Conhecimentos Específicos

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Camila Lopes
Suelen Domenica Pereira

Capa
Natália Maio

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Português

Domínio da Ortografia Oficial: Normas Técnicas de Redação Oficial; Compreensão, Interpretação e Organização Interna do
Texto; Elementos de Construção do Texto e Seu Sentido: Gênero do Texto (Literário E Não Literário; Narrativo, Descritivo,
Injuntivo e Argumentativo);............................................................................................................................................................................................01
Variação Linguística; Semântica: Sentido e Emprego dos Vocábulos, Campos Semânticos, Antonímia, Sinonímia, Paronímia,
Emprego de Tempos Modos e Aspecto dos Verbos em Português; ...........................................................................................................11
Fonética: Consoante, Vogais e Semivogais, Encontros Vocálicos e Consonantais, Acento, Paronímia e Homonímia Silaba-
ção (Número, Estrutura, Tonicidade); ........................................................................................................................................................................20
Morfologia: Reconhecimento, Emprego e Sentido das Classes Gramaticais, Processos de Formação de Palavras, Mecanis-
mos de Flexão dos Nomes e dos Verbos (Tempos, Modos); ..........................................................................................................................23
Sintaxe: Frase, Oração e Período, Termos da Oração, Processos de Coordenação e Subordinação, Concordância Nominal
e Verbal, Transitividade e Regência de Nomes e Verbos, Padrões Gerais de Colocação Pronominal no Português, Mecanis-
mos de Coesão e Coerência Textual; .........................................................................................................................................................................30
Estilística: Figuras de Linguagem, Ortografia e Pontuação...............................................................................................................................61

Raciocínio Lógico

Problemas Envolvendo Lógica E Raciocínio Lógico; Proposições Simples e Compostas, Argumentação Lógica, Estruturas
Lógicas e Diagramas Lógicos; Conceito De Proposição: Valores Lógicos Das Proposições, Conectivo; Estruturas Compostas:
Negação; Conjunção; Disjunção; Condicional e Bicondicional; Tabelas Verdade de Proposições Compostas; Tautologias,
Contradições E Contingências; Equivalências e Implicações Lógicas, Verdades e Mentiras;.............................................................01
Diagrama Venn (Conjuntos); .........................................................................................................................................................................................15
Análise Combinatória; ......................................................................................................................................................................................................21
Probabilidade; ......................................................................................................................................................................................................................22
Sequências Lógicas, Raciocínio Matemático, Matrizes, Determinantes E Sistemas Lineares;............................................................23
Geometria Básica E Trigonometria...............................................................................................................................................................................42

Noções de Informática

Noções de Hardware: Componentes De Um Computador, Dispositivos De Entrada E Saída, Mídias Para Armazenamento
De Dados, Instalação E Utilização De Periféricos; ................................................................................................................................................01
Noções Do Sistema Operacional Windows 10: Operações Sobre Arquivos E Pastas, Atalhos, Janelas, Instalação De Progra-
mas; ..........................................................................................................................................................................................................................................07
Editor De Texto (Ms Office 2010): Conceitos Básicos, Menus, Barras De Ferramentas, Comandos, Configurações, Formata-
ção, Proteção De Documentos (Ms Office 2010); ................................................................................................................................................16
Editor De Planilhas Eletrônicas (Ms Office 2010): Conceitos Básicos, Menus, Barras De Ferramentas, Comandos, Funções,
Configurações, Criação De Fórmulas, Referências Entre Planilhas, Gráficos (Ms Office 2010); .......................................................22
Softwares Para Apresentações (Ms Office 2010): Criação E Formatação De Slides, Criação E Formatação De Slide Mestre,
Criação De Apresentações; ............................................................................................................................................................................................32
Tecnologias, Ferramentas, Aplicativos E Procedimentos Associados À Internet: Conceitos, Navegadores, Hyperlinks, Fer-
ramentas De Busca, Transferências De Arquivos (Download E Upload), Correio Eletrônico, Noções De Mapeamento E
Pesquisa De Vírus, Spyware, Spam, Certificados De Segurança, Acesso A Sites Seguros, Ética Na Utilização Da Internet Em
Ambiente Corporativo, Cuidados E Prevenções, Noções De Backup...........................................................................................................37
SUMÁRIO

Conhecimentos Específicos

Direito Administrativo; Documentação; Certidão; Circular; Comunicado; Convite; Comunicado Geral; Edital;.......................01
Lei 8.666/93;...........................................................................................................................................................................................................................26
Lei Orgânica Municipal De Maricá De 05 De Abril De 1990;............................................................................................................................53
Noções De Ato Administrativo; Elemento/Requisitos;..................................................................................................................................... 107
Orçamento Público;......................................................................................................................................................................................................... 110
Direito Constitucional; Lei 10. 520 De 17 De Julho De 2002;........................................................................................................................ 113
Decreto 5.450 De 31 De Maio De 2005.................................................................................................................................................................. 115
Lei 13.303 De 30 De Julho De 2016;......................................................................................................................................................................... 120
Decreto Municipal De Maricá 47, De 06 De Fevereiro De 2017.................................................................................................................. 141
Lei Orgânica Municipal De Maricá De 05 De Abril De 1990.......................................................................................................................... 151
PORTUGUÊS

Domínio da Ortografia Oficial: Normas Técnicas de Redação Oficial; Compreensão, Interpretação e Organização Interna do
Texto; Elementos de Construção do Texto e Seu Sentido: Gênero do Texto (Literário E Não Literário; Narrativo, Descritivo,
Injuntivo e Argumentativo);............................................................................................................................................................................................01
Variação Linguística; Semântica: Sentido e Emprego dos Vocábulos, Campos Semânticos, Antonímia, Sinonímia, Paronímia,
Emprego de Tempos Modos e Aspecto dos Verbos em Português; ...........................................................................................................11
Fonética: Consoante, Vogais e Semivogais, Encontros Vocálicos e Consonantais, Acento, Paronímia e Homonímia Silabação
(Número, Estrutura, Tonicidade); .................................................................................................................................................................................20
Morfologia: Reconhecimento, Emprego e Sentido das Classes Gramaticais, Processos de Formação de Palavras, Mecanis-
mos de Flexão dos Nomes e dos Verbos (Tempos, Modos); ..........................................................................................................................23
Sintaxe: Frase, Oração e Período, Termos da Oração, Processos de Coordenação e Subordinação, Concordância Nominal e
Verbal, Transitividade e Regência de Nomes e Verbos, Padrões Gerais de Colocação Pronominal no Português, Mecanismos
de Coesão e Coerência Textual; ...................................................................................................................................................................................30
Estilística: Figuras de Linguagem, Ortografia e Pontuação...............................................................................................................................61
PORTUGUÊS

b) do Poder Legislativo:
DOMÍNIO DA ORTOGRAFIA OFICIAL: Presidente, Vice–Presidente e Membros da Câmara dos
NORMAS TÉCNICAS DE REDAÇÃO OFICIAL; Deputados e do Senado Federal, Presidente e Membros do
COMPREENSÃO, INTERPRETAÇÃO E Tribunal de Contas da União, Presidente e Membros dos
ORGANIZAÇÃO INTERNA DO TEXTO; Tribunais de Contas Estaduais, Presidente e Membros das
Assembleias Legislativas Estaduais, Presidente das Câmaras
ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO DO
Municipais.
TEXTO E SEU SENTIDO: GÊNERO DO
TEXTO (LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO; c) do Poder Judiciário:
NARRATIVO, DESCRITIVO, INJUNTIVO E Presidente e Membros do Supremo Tribunal Federal,
ARGUMENTATIVO); Presidente e Membros do Superior Tribunal de Justiça, Pre-
sidente e Membros do Superior Tribunal Militar, Presidente e
Membros do Tribunal Superior Eleitoral, Presidente e Mem-
bros do Tribunal Superior do Trabalho, Presidente e Membros
REDAÇÃO OFICIAL dos Tribunais de Justiça, Presidente e Membros dos Tribunais
Regionais Federais, Presidente e Membros dos Tribunais Re-
Pronomes de tratamento na redação oficial gionais Eleitorais, Presidente e Membros dos Tribunais Re-
gionais do Trabalho, Juízes e Desembargadores, Auditores
A redação oficial é a maneira utilizada pelo poder pú- da Justiça Militar.
blico para redigir atos normativos. Para redigi-los, muitas O vocativo a ser empregado em comunicações dirigi-
regras fazem-se necessárias. Entre elas, escrever de forma das aos Chefes do Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido
clara, concisa, sem muito comprometimento, bem como do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da
um uso adequado das formas de tratamento. Tais regras, República; Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
acompanhadas de uma boa redação, com um bom uso da Nacional; Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tri-
linguagem, asseguram que os atos normativos sejam bem bunal Federal.
executados. E mais: As demais autoridades serão tratadas com o
vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Sena-
No Poder Público, nós nos deparamos com situações
dor, Senhor Juiz, Senhor Ministro, Senhor Governador.
em que precisamos escrever – ou falar – com pessoas com
O Manual ainda preceitua que a forma de tratamento
as quais não temos familiaridade. Nestes casos, os prono-
“Digníssimo” fica abolida para as autoridades descritas aci-
mes de tratamento assumem uma condição e precisam es-
ma, afinal, a dignidade é condição primordial para que tais
tar adequados à categoria hierárquica da pessoa a quem cargos públicos sejam ocupados.
nos dirigimos. E mais, exige-se, em discurso falado ou es- Fica ainda dito que doutor não é forma de tratamento,
crito, uma homogeneidade na forma de tratamento, não só mas titulação acadêmica de quem defende tese de dou-
nos pronomes como também nos verbos. No entanto, as torado. Portanto, é aconselhável que não se use discrimi-
formas de tratamento não são do conhecimento de todos. nadamente tal termo.
Abaixo, seguem as discriminações de usos dos prono-
mes de tratamento, com base no Manual da Presidência da As Comunicações Oficiais
República.
1. Aspectos Gerais da Redação Oficial
São de uso consagrado:
O que é Redação Oficial
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a
a) do Poder Executivo maneira pela qual o Poder Público redige atos norma-
Presidente da República, Vice-Presidente da República, tivos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de
Ministro de Estado, Secretário-Geral da Presidência da Repú- vista do Poder Executivo.
blica, Consultor-Geral da República, Chefe do Estado-Maior A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoa-
das Forças Armadas, Chefe do Gabinete Militar da Presidên- lidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, conci-
cia da República, Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente são, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses
da República, Secretários da Presidência da República, Pro- atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo
curador – Geral da República, Governadores e Vice-Gover- 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional,
nadores de Estado e do Distrito Federal, Chefes de Estado – de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Maior das Três Armas, Oficiais Generais das Forças Armadas, Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de lega-
Embaixadores, Secretário Executivo e Secretário Nacional de lidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência
(...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios
Ministérios, Secretários de Estado dos Governos Estaduais,
fundamentais de toda administração pública, claro que de-
Prefeitos Municipais.
vem igualmente nortear a elaboração dos atos e comuni-
cações oficiais.

1
PORTUGUÊS

Não se concebe que um ato normativo de qualquer A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade
natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais
impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária im-
dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são pessoalidade.
requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que
um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publi- A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
cidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.
Fica claro também que as comunicações oficiais são A necessidade de empregar determinado nível de lin-
necessariamente uniformes, pois há sempre um único co- guagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado,
municador (o Serviço Público) e o receptor dessas comu- do próprio caráter público desses atos e comunicações; de
nicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de expe- outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos
dientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjunto como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras
dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogê- para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento
nea (o público). dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua elabo-
A redação oficial não é necessariamente árida e infensa ração for empregada a linguagem adequada. O mesmo se
à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comu- dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a
nicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos de informar com clareza e objetividade.
parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa As comunicações que partem dos órgãos públicos fe-
daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspon- derais devem ser compreendidas por todo e qualquer cida-
dência particular, etc. dão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso
Apresentadas essas características fundamentais da re- de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há
dação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada dúvida de que um texto marcado por expressões de circula-
uma delas. ção restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o
jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.
A Impessoalidade
Ressalte-se que há necessariamente uma distância en-
tre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâ-
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer
mica, reflete de forma imediata qualquer alteração de cos-
pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários:
tumes, e pode eventualmente contar com outros elementos
a) alguém que comunique; b) algo a ser comunicado; c)
que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoa-
alguém que receba essa comunicação. No caso da redação
oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou ção, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores respon-
aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Ser- sáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais
viço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto lentamente as transformações, tem maior vocação para a
relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatá- permanência e vale-se apenas de si mesma para comunicar.
rio dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cida- Os textos oficiais, devido ao seu caráter impessoal e sua
dãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão,
Poderes da União. requerem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que que o padrão culto é aquele em que se observam as regras
deve ser dado aos assuntos que constam das comunica- da gramática formal e se emprega um vocabulário comum
ções oficiais decorre: ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar
a) da ausência de impressões individuais de quem co- que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação
munica: embora se trate, por exemplo, de um expediente oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças
assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos
nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Ob- vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por
tém-se, assim, uma desejável padronização, que permite essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por to-
que comunicações elaboradas em diferentes setores da dos os cidadãos.
Administração guardem entre si certa uniformidade; Lembre-se de que o padrão culto nada tem contra a
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, simplicidade de expressão, desde que não seja confundi-
com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cida- da com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso
dão, sempre concebido como público, ou a outro órgão do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada,
público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem
de forma homogênea e impessoal; próprios da língua literária.
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se Pode-se concluir, então, que não existe propriamen-
o universo temático das comunicações oficiais restringe- te um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do
se a questões que dizem respeito ao interesse público, é padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que
natural que não caiba qualquer tom particular ou pessoal. haverá preferência pelo uso de determinadas expressões,
Desta forma, não há lugar na redação oficial para im- ou será obedecida certa tradição no emprego das formas
pressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se
uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, consagre a utilização de uma forma de linguagem buro-
ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser crática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser
isenta da interferência da individualidade que a elabora. evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.

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PORTUGUÊS

A linguagem técnica deve ser empregada apenas em - o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de
situações que a exijam, evitando o seu uso indiscriminado. entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de
Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulá- circulação restrita, como a gíria e o jargão;
rio próprio à determinada área, são de difícil entendimento - a formalidade e a padronização, que possibilitam a
por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o imprescindível uniformidade dos textos;
cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações en- - a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos
caminhadas a outros órgãos da administração e em expe- linguísticos que nada lhe acrescentam.
dientes dirigidos aos cidadãos. É pela correta observação dessas características que se
redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável re-
Formalidade e Padronização leitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos ofi-
ciais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém,
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, principalmente, da falta da releitura que torna possível sua
isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já correção.
mencionadas exigências de impessoalidade e uso do pa- A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A
drão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa forma- pressa com que são elaboradas certas comunicações qua-
lidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvi- se sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder
da quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome à redação de um texto que não seja seguida por sua re-
de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do visão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”,
que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável
no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a co- repercussão no redigir.
municação.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à Pronomes de Tratamento
necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a ad- Concordância com os Pronomes de Tratamento
ministração federal é una, é natural que as comunicações
que expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimento
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa
desse padrão exige que se atente para todas as caracterís-
indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à con-
ticas da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresen-
cordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram
tação dos textos.
à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala,
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para
ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância
o texto definitivo e a correta diagramação do texto são in-
dispensáveis para a padronização. para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o subs-
tantivo que integra a locução como seu núcleo sintático:
Concisão e Clareza “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência
conhece o assunto”.
A concisão é antes uma qualidade do que uma carac- Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos
terística do texto oficial. Conciso é o texto que consegue a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pes-
transmitir o máximo de informações com um mínimo de soa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vos-
palavras. Para que se redija com essa qualidade, é funda- sa... vosso...”).
mental que se tenha, além de conhecimento do assunto Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o
sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a
texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes que se refere, e não com o substantivo que compõe a lo-
se percebem eventuais redundâncias ou repetições desne- cução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto
cessárias de ideias. é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve
O esforço de sermos concisos atende, basicamente, ao estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atare-
princípio de economia linguística, à mencionada fórmula fada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.
de empregar o mínimo de palavras para informar o má- No envelope, o endereçamento das comunicações di-
ximo. Não se deve, de forma alguma, entendê-la como rigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a
economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar seguinte forma:
passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em ta-
manho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, A Sua Excelência o Senhor
redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já Fulano de Tal
foi dito. Ministro de Estado da Justiça
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto ofi- 70.064-900 – Brasília. DF
cial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita
imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza A Sua Excelência o Senhor
não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente Senador Fulano de Tal
das demais características da redação oficial. Para ela con- Senado Federal
correm: 70.165-900 – Brasília. DF
- a impessoalidade, que evita a duplicidade de inter-
pretações que poderia decorrer de um tratamento perso- Senhor Ministro,
nalista dado ao texto; Submeto a Vossa Excelência projeto (...)

3
PORTUGUÊS

Fechos para Comunicações - deve ser utilizado espaçamento simples entre as li-
nhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor
O fecho das comunicações oficiais possui, além da fi- de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha
nalidade de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. em branco;
Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados fo- - não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, subli-
ram regulados pela Portaria nº1 do Ministério da Justiça, nhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas
de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância
simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o e a sobriedade do documento;
emprego de somente dois fechos diferentes para todas as - a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em
modalidades de comunicação oficial: papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas para
a) para autoridades superiores, inclusive o Presi- gráficos e ilustrações;
dente da República: Respeitosamente, - todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hie- ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0
rarquia inferior: Atenciosamente, cm;
- deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arqui-
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi- vo Rich Text nos documentos de texto;
das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tra- - dentro do possível, todos os documentos elaborados de-
dição próprios, devidamente disciplinados no Manual de vem ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior
Redação do Ministério das Relações Exteriores. ou aproveitamento de trechos para casos análogos;
- para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem
Identificação do Signatário ser formados da seguinte maneira:
tipo do documento + número do documento + palavras-
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente chaves do conteúdo
da República, todas as demais comunicações oficiais de- Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002”
vem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede,
abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação Aviso e Ofício
deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura) Definição e Finalidade
Nome Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial pra-
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República ticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso
é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para auto-
(espaço para assinatura) ridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido
para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o
Nome
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração
Ministro de Estado da Justiça
Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a as-
Forma e Estrutura
sinatura em página isolada do expediente. Transfira para
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do
essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o desti-
natário, seguido de vírgula.
Forma de diagramação
Exemplos:
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à
seguinte forma de apresentação: Excelentíssimo Senhor Presidente da República
- deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de Senhora Ministra
corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas Senhor Chefe de Gabinete
de rodapé;
- para símbolos não existentes na fonte Times New Ro- Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as
man poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings; seguintes informações do remetente:
- é obrigatório constar a partir da segunda página o – nome do órgão ou setor;
número da página; – endereço postal;
- os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser – telefone e e-mail.
impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as mar-
gens esquerda e direta terão as distâncias invertidas nas Observação: Estas informações estão ausentes no me-
páginas pares (“margem espelho”); morando, pois se trata de comunicação interna - destinatário
- o campo destinado à margem lateral esquerda terá, e remetente possuem o mesmo endereço. Se o Aviso é de um
no mínimo, 3,0 cm de largura; Ministério para outro Ministério, também não precisa espe-
- o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de cificar o endereço. O Ofício é enviado para outras institui-
distância da margem esquerda; ções, logo, são necessárias as informações do remetente
- o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 e o endereço do destinatário para que o ofício possa ser
cm; entregue e o remetente possa receber resposta.

4
PORTUGUÊS

Memorando Mensagem

Definição e Finalidade Definição e Finalidade - É o instrumento de comunica-


O memorando é a modalidade de comunicação entre ção oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamen-
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem te as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível dife- Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração
rente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação Pública, expor o plano de governo por ocasião da abertura
eminentemente interna. de sessão legislativa, submeter ao Congresso Nacional ma-
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser em- térias que dependem de deliberação de suas Casas, apre-
sentar veto, enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo
pregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes,
quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.
etc. a serem adotados por determinado setor do serviço
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos
público. Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação caberá a redação final.
do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela ra- As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Con-
pidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. gresso Nacional têm as seguintes finalidades:
Para evitar desnecessário aumento do número de comu- - encaminhamento de projeto de lei ordinária, comple-
nicações, os despachos ao memorando devem ser dados mentar ou financeira;
no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em - encaminhamento de medida provisória;
folha de continuação. Este procedimento permite formar - indicação de autoridades;
uma espécie de processo simplificado, assegurando maior - pedido de autorização para o Presidente ou o Vice
transparência à tomada de decisões e permitindo que se -Presidente da República ausentarem-se do País por mais
historie o andamento da matéria tratada no memorando. de 15 dias;
- encaminhamento de atos de concessão e renovação
de concessão de emissoras de rádio e TV;
Forma e Estrutura - encaminhamento das contas referentes ao exercício
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do anterior;
- mensagem de abertura da sessão legislativa;
padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário
- comunicação de sanção (com restituição de autógra-
deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Ex:
fos);
- comunicação de veto;
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração - outras mensagens.
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
Forma e Estrutura - As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número,
Exposição de Motivos horizontalmente, no início da margem esquerda;
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e
Definição e Finalidade - Exposição de motivos é o ex- o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da mar-
pediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Pre- gem esquerda (Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado
sidente para: Federal);
a) informá-lo de determinado assunto; b) propor algu- c) o texto, iniciando a 2,0 cm do vocativo;
ma medida; ou c) submeter a sua consideração projeto de d) o local e a data, verticalmente a 2,0 cm do final do
ato normativo. texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presi- margem direita.
dente da República por um Ministro de Estado.
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de A mensagem, como os demais atos assinados pelo Pre-
sidente da República, não traz identificação de seu signa-
um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assinada
tário.
por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão,
Telegrama
chamada de interministerial.
Forma e Estrutura - Formalmente, a exposição de mo- Definição e Finalidade - Com o fito de uniformizar a
tivos tem a apresentação do padrão ofício. A exposição de terminologia e simplificar os procedimentos burocráticos,
motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas for- passa a receber o título de telegrama toda comunicação ofi-
mas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha cará- cial expedida por meio de telegrafia, telex, etc.
ter exclusivamente informativo e outra para a que propo- Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos
nha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo. cofres públicos e tecnologicamente superada, deve restrin-
No primeiro caso, o da exposição de motivos que sim- gir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações que
plesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presi- não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que
dente da República, sua estrutura segue o modelo antes a urgência justifique sua utilização. Em razão de seu custo
referido para o padrão ofício. elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela
concisão.

5
PORTUGUÊS

Forma e Estrutura - Não há padrão rígido, devendo- Valor documental - Nos termos da legislação em
se seguir a forma e a estrutura dos formulários disponíveis vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha
nas agências dos Correios e em seu sítio na Internet. valor documental, e para que possa ser aceito como docu-
mento original, é necessário existir certificação digital que
Fax ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida
em lei.
Definição e Finalidade - O fax (forma abreviada já
consagrada de fac-símile) é uma forma de comunicação Elementos de Ortografia e Gramática
que está sendo menos usada devido ao desenvolvimento
da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens Problemas de Construção de Frases
urgentes e para o envio antecipado de documentos, de
cujo conhecimento há premência, quando não há condi- A clareza e a concisão na forma escrita são alcançadas,
ções de envio do documento por meio eletrônico. Quando principalmente, pela construção adequada da frase, “a me-
necessário o original, ele segue posteriormente pela via e nor unidade autônoma da comunicação”, na definição de
na forma de praxe. Celso Pedro Luft.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com có- A função essencial da frase é desempenhada pelo pre-
pia do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos dicado, que, para Adriano da Gama Kury, pode ser entendi-
modelos, deteriora-se rapidamente. do como “a enunciação pura de um fato qualquer”. Sempre
que a frase possuir pelo menos um verbo, recebe o nome
Forma e Estrutura - Os documentos enviados por fax de período, que terá tantas orações quantos forem os ver-
mantêm a forma e a estrutura que lhes são inerentes. bos não auxiliares que o constituem.
É conveniente o envio, juntamente com o documento Outra função relevante é a do sujeito – mas não indis-
principal, de folha de rosto e de pequeno formulário com pensável, pois há orações sem sujeito, ditas impessoais –,
os dados de identificação da mensagem a ser enviada, con- de quem se diz algo, cujo núcleo é sempre um substantivo.
forme exemplo a seguir: Sempre que o verbo o exigir, teremos nas orações substan-
tivos (nomes ou pronomes) que desempenham a função
[Órgão Expedidor]
de complementos (objetos direto e indireto, predicativo e
[setor do órgão expedidor]
complemento adverbial). Função acessória desempenham
[endereço do órgão expedidor]
os adjuntos adverbiais, que vêm geralmente ao final da
Destinatário:____________________________________
oração, mas que podem ser ou intercalados aos elementos
No do fax de destino:_______________ Data:___/___/___
que desempenham as outras funções, ou deslocados para
Remetente: ____________________________________
Tel. p/ contato:____________ Fax/correio eletrônico:____ o início da oração.
No de páginas: ________No do documento:____________ Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos ele-
mentos que compõem uma oração (Observação: os parên-
Observações:___________________________________ teses indicam os elementos que podem não ocorrer):

Correio Eletrônico (sujeito) - verbo - (complementos) - (adjunto adverbial).

Definição e finalidade - O correio eletrônico (“e-mail”), Podem ser identificados seis padrões básicos para as
por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na princi- orações pessoais (isto é, com sujeito) na língua portuguesa
pal forma de comunicação para transmissão de documen- (a função que vem entre parênteses é facultativa e pode
tos. ocorrer em ordem diversa):

Forma e Estrutura - Um dos atrativos de comunicação 1. Sujeito - verbo intransitivo - (Adjunto Adverbial)
por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não inte- O Presidente - regressou - (ontem).
ressa definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto,
deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma 2. Sujeito - verbo transitivo direto - objeto direto - (ad-
comunicação oficial. junto adverbial)
O campo “assunto” do formulário de correio eletrôni- O Chefe da Divisão - assinou - o termo de posse - (na
co mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a manhã de terça-feira).
organização documental tanto do destinatário quanto do
remetente. 3. Sujeito - verbo transitivo indireto - objeto indireto -
Para os arquivos anexados à mensagem, deve ser utili- (adjunto adverbial).
zado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem O Brasil - precisa - de gente honesta - (em todos os se-
que encaminha algum arquivo deve trazer informações mí- tores).
nimas sobre seu conteúdo. 4. Sujeito - verbo transitivo direto e indireto - obj. dire-
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de con- to - obj. indireto - (adj. Adv.)
firmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar Os desempregados - entregaram - suas reivindicações -
na mensagem o pedido de confirmação de recebimento. ao Deputado - (no Congresso).

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PORTUGUÊS

5. Sujeito - verbo transitivo indireto - complemento Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso
adverbial - (adjunto adverbial) Nacional. Depois de ser longamente debatido.
A reunião do Grupo de Trabalho - ocorrerá - em Buenos Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso
Aires - (na próxima semana). Nacional, depois de ser longamente debatido.
O Presidente - voltou - da Europa - (na sexta-feira) Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa
recebeu a aprovação do Congresso Nacional.
6. Sujeito - verbo de ligação - predicativo - (adjunto ad-
verbial) Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente
O problema - será - resolvido - prontamente. submetido ao Presidente da República, que o aprovou. Con-
sultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
Estes seriam os padrões básicos para as orações, ou seja, Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente sub-
as frases que possuem apenas um verbo conjugado. Na cons- metido ao Presidente da República, que o aprovou, consulta-
trução de períodos, as várias funções podem ocorrer em or- das as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
dem inversa à mencionada, misturando-se e confundindo-se.
Não interessa aqui análise exaustiva de todos os padrões exis- Erros de Paralelismo
tentes na língua portuguesa. O que importa é fixar a ordem
normal dos elementos nesses seis padrões básicos. Acrescen- Uma das convenções estabelecidas na linguagem es-
te-se que períodos mais complexos, compostos por duas ou crita “consiste em apresentar ideias similares numa forma
mais orações, em geral podem ser reduzidos aos padrões bá- gramatical idêntica”, o que se chama de paralelismo. Assim,
sicos (de que derivam). incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a ele-
Os problemas mais frequentemente encontrados na mentos paralelos. Vejamos alguns exemplos:
construção de frases dizem respeito à má pontuação, à am-
biguidade da ideia expressa, à elaboração de falsos paralelis- Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministé-
mos, erros de comparação, etc. Decorrem, em geral, do desco- rios economizar energia e que elaborassem planos de redu-
nhecimento da ordem das palavras na frase. Indicam- -se, ção de despesas.
a seguir, alguns desses defeitos mais comuns e recorrentes
na construção de frases, registrados em documentos oficiais.
Na frase temos, nas duas orações subordinadas que
completam o sentido da principal, duas estruturas diferen-
Sujeito
tes para ideias equivalentes: a primeira oração (economizar
energia) é reduzida de infinitivo, enquanto a segunda (que
Como dito, o sujeito é o ser de quem se fala ou que exe-
elaborassem planos de redução de despesas) é uma oração
cuta a ação enunciada na oração. Ele pode ter complemen-
desenvolvida introduzida pela conjunção integrante que.
to, mas não ser complemento. Devem ser evitadas, portanto,
construções como: Há mais de uma possibilidade de escrevê-la com clareza e
Errado: É tempo do Congresso votar a emenda. correção; uma seria a de apresentar as duas orações subor-
Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda. dinadas como desenvolvidas, introduzidas pela conjunção
integrante que:
Errado: Apesar das relações entre os países estarem cor-
tadas, (...). Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministé-
Certo: Apesar de as relações entre os países estarem cor- rios que economizassem energia e (que) elaborassem planos
tadas, (...). para redução de despesas.

Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim. Outra possibilidade: as duas orações são apresentadas
Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim. como reduzidas de infinitivo:
Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministé-
Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...). rios economizar energia e elaborar planos para redução de
Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...). despesas.

Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...). Nas duas correções respeita-se a estrutura paralela na
Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...). coordenação de orações subordinadas.
Mais um exemplo de frase inaceitável na língua escrita
Frases Fragmentadas culta:

A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma ora- Errado: No discurso de posse, mostrou determinação,
ção subordinada ou uma simples locução como se fosse uma não ser inseguro, inteligência e ter ambição.
frase completa”. Decorre da pontuação errada de uma frase O problema aqui decorre de coordenar palavras (subs-
simples. Embora seja usada como recurso estilístico na lite- tantivos) com orações (reduzidas de infinitivo).
ratura, a fragmentação de frases deve ser evitada nos tex- Para tornar a frase clara e correta, pode-se optar ou por
tos oficiais, pois muitas vezes dificulta a compreensão. Ex.: transformá-la em frase simples, substituindo as orações re-
duzidas por substantivos:

7
PORTUGUÊS

Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, se- Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria.
gurança, inteligência e ambição.
Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
Atentemos, ainda, para o problema inverso, o falso pa- do que os Ministérios do Governo.
ralelismo, que ocorre ao se dar forma paralela (equivalente) No exemplo acima, a omissão da palavra “outros” (ou
a ideias de hierarquia diferente ou, ainda, ao se apresentar, “demais”) acarretou imprecisão:
de forma paralela, estruturas sintáticas distintas: Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
do que os outros Ministérios do Governo.
Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o Papa. Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
do que os demais Ministérios do Governo.
Nesta frase, colocou-se em um mesmo nível cidades
(Paris, Bonn, Roma) e uma pessoa (o Papa). Uma possibili- Ambiguidade
dade de correção é transformá-la em duas frases simples,
com o cuidado de não repetir o verbo da primeira (visitar): Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em
Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta mais de um sentido. Como a clareza é requisito básico de
última capital, encontrou-se com o Papa. todo texto oficial, deve-se atentar para as construções que
possam gerar equívocos de compreensão.
Mencionemos, por fim, o falso paralelismo provocado A ambiguidade decorre, em geral, da dificuldade de
pelo uso inadequado da expressão “e que” num período identificar a qual palavra se refere um pronome que possui
que não contém nenhum “que” anterior. mais de um antecedente na terceira pessoa. Pode ocorrer
Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que com:
tem sólida formação acadêmica.
- pronomes pessoais:
Para corrigir a frase, suprimimos o pronome relativo:
Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem só- Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado que
lida formação acadêmica.
ele seria exonerado.
Outro exemplo de falso paralelismo com “e que”:
Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu se-
Errado: Neste momento, não se devem adotar medidas
cretariado.
precipitadas, e que comprometam o andamento de todo o
Ou então, caso o entendimento seja outro:
programa.
Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exo-
Da mesma forma com que corrigimos o exemplo ante-
neração deste.
rior, aqui podemos suprimir a conjunção:
Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas
precipitadas, que comprometam o andamento de todo o - pronomes possessivos e pronomes oblíquos:
programa. Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da Repúbli-
ca, em seu discurso, e solicitou sua intervenção no seu Esta-
Erros de Comparação do, mas isso não o surpreendeu.
Observe a multiplicidade de ambiguidade no exemplo
A omissão de certos termos ao fazermos uma compa- acima, a qual torna incompreensível o sentido da frase.
ração, omissão própria da língua falada, deve ser evitada Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente
na língua escrita, pois compromete a clareza do texto: nem da República. No pronunciamento, solicitou a intervenção
sempre é possível identificar, pelo contexto, qual o termo federal em seu Estado, o que não surpreendeu o Presidente
omitido. A ausência indevida de um termo pode impossi- da República.
bilitar o entendimento do sentido que se quer dar a uma
frase: - pronome relativo:
Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu
Errado: O salário de um professor é mais baixo do que costumava trabalhar.
um médico. Não fica claro se o pronome relativo da segunda ora-
A omissão de termos provocou uma comparação inde- ção faz referência “à mesa” ou “a gabinete”. Esta ambigui-
vida: “o salário de um professor” com “um médico”. dade se deve ao pronome relativo “que”, sem marca de
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o gênero. A solução é recorrer às formas o qual, a qual, os
salário de um médico. quais, as quais, que marcam gênero e número.
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costu-
de um médico. mava trabalhar.
Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria. Se o entendimento é outro, então:
Novamente, a não repetição dos termos comparados Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costu-
confunde. Alternativas para correção: mava trabalhar.
Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da Há, ainda, outro tipo de ambiguidade, que decorre da
Portaria. dúvida sobre a que se refere a oração reduzida:

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PORTUGUÊS

Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o Para interpretar de forma adequada, dependendo do
funcionário. texto, fazem-se necessários:
Para evitar o tipo de ambiguidade do exemplo acima, a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros
deve-se deixar claro qual o sujeito da oração reduzida. literários, estrutura do texto), leitura e prática;
Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este
indisciplinado. b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
texto) e semântico;
Ambíguo: Depois de examinar o paciente, uma senhora c) Capacidade de observação e de síntese; 
chamou o médico.
Claro: Depois que o médico examinou o paciente, foi d) Capacidade de raciocínio.
chamado por uma senhora.
Interpretar   X   Compreender  
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Interpretar Significa: Explicar, comentar, julgar, tirar
Para interpretar bem um texto é importante ter em conclusões, deduzir.
mente os seguintes conceitos: - Tipos De Enunciados

Texto – é um conjunto de idéias organizadas e • Através do texto, INFERE-SE que...


relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz
de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de • É possível DEDUZIR que...
CODIFICAR E DECODIFICAR).
• O autor permite CONCLUIR que...
Contexto – um texto é constituído por diversas
frases. Em cada uma delas, há uma certa informação • Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar que...
que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior,
criando condições para a estruturação do conteúdo a ser Compreender Significa
transmitido. A essa interligação dá-se o nome de Contexto.
Intelecção, entendimento, atenção ao que realmente
Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande,
está escrito.
que, se uma frase for retirada de seu contexto original e
analisada separadamente, poderá ter um significado
- Tipos De Enunciados:
diferente daquele inicial.
• O texto DIZ
Intertexto -  comumente, os textos apresentam
que...
referências diretas ou indiretas a outros autores através de
• É SUGERIDO pelo autor
citações. Esse tipo de recurso denomina-se Intertexto. que...
•  De acordo com o texto, é CORRETA ou ERRADA a
Interpretação De Texto -  o primeiro objetivo de uma afirmação...
interpretação de um texto é a identificação de sua idéia • O narrador AFIRMA...
principal. A partir daí, localizam-se as idéias secundárias,
ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, Erros De Interpretação
que levem ao esclarecimento das questões apresentadas a) Extrapolação (“viagem”): Ocorre quando se sai do
na prova. contexto, acrescentado idéias que não estão no texto, quer
por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
1.  Identificar – é reconhecer os elementos b) Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção
fundamentais de uma argumentação, de um processo, apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um
de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os conjunto de idéias, o que pode ser insuficiente para o total
advérbios, os quais definem o tempo). do entendimento do tema desenvolvido.
c) Contradição: Não raro, o texto apresenta  idéias
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões
ou de diferenças entre as situações do texto. equivocadas  e, conseqüentemente, errando a questão.

3. Comentar - é relacionar  o conteúdo apresentado Dicas para interpretação de texto:


com uma realidade, opinando a respeito.   01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral
4.  Resumir – é concentrar as idéias centrais e/ou do assunto;
secundárias em um só parágrafo. 02. Se encontrar palavras desconhecidas, não
interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente; 
5.  Parafrasear – é reescrever o texto com outras (Procure, através do contexto, entender o sentido da
palavras, mantendo seu sentido original. palavra)

9
PORTUGUÊS

03. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas; 2) Para o autor-personagem, é menos comum:
a) começar um livro por seu nascimento.
04. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; b) não começar um livro por seu nascimento, nem por
05. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as sua morte.
do autor; c) começar um livro por sua morte.
d) não começar um livro por sua morte.
06. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para e) começar um livro ao mesmo tempo pelo nascimento
melhor compreensão; e pela morte.

07. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, 3) Deduz-se do texto que o autor-personagem:
parte) do texto correspondente; a) está morrendo.
b) já morreu.
08. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de c) não quer morrer.
cada questão; d) não vai morrer.
e) renasceu.
09. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de
...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, 4) A semelhança entre o autor e Moisés é que ambos:
exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e a) escreveram livros.
que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e b) se preocupam com a vida e a morte.
o que se pediu; c) não foram compreendidos.
d) valorizam a morte.
10. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, e) falam sobre suas mortes.
procurar a mais exata ou a mais completa;
5) A diferença capital entre o autor e Moisés é que: 
11. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um a) o autor fala da morte; Moisés, da vida.
fundamento de lógica objetiva; b) o livro do autor é de memórias; o de Moisés,
religioso.
12. Cuidado com as questões voltadas para dados c) o autor começa pelo nascimento; Moisés, pela morte.
superficiais; d) Moisés começa pelo nascimento; o autor, pela
morte.
13. Não se deve procurar a verdade exata dentro e) o livro do autor é mais novo e galante do que o de
daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no Moisés.
sentido do texto;
6) Deduz-se pelo texto que o Pentateuco:
14. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras a) não fala da morte de Moisés.
denuncia a resposta; b) foi lido pelo autor do texto.
c) foi escrito por Moisés.
15. Procure estabelecer quais foram as opiniões d) só fala da vida de Moisés.
expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem; e) serviu de modelo ao autor do texto.

Texto XX 7) Autor defunto está para campa, assim como defunto


autor para:
Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias a) intróito
pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro b) princípio
lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso c) cabo
vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações d) berço
me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu e) fim
não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto
autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que 8) Dizendo-se um defunto autor, o autor destaca seu
o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, (sua):
que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas a) conformismo diante da morte ;
no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. b) tristeza por se sentir morto
(Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas) c) resistência diante dos obstáculos trazidos pela nova
1) Pode-se afirmar, com base nas idéias do autor- situação
personagem, que se trata: d) otimismo quanto ao futuro literário
a) de um texto jornalístico e) atividade apesar de estar morto
b) de um texto religioso
c) de um texto científico Gabarito
d) de um texto autobiográfico
e) de um texto teatral 1-D, 2-C, 3B, 4-E, 5 –D 6-C, 7-D, 8- E

10
PORTUGUÊS

- o acréscimo de vogal no início de certas palavras: eu


me alembro, o pássaro avoa, formas comuns na linguagem
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA; SEMÂNTICA: clássica, hoje frequentes na fala caipira.
SENTIDO E EMPREGO DOS VOCÁBULOS, - a queda de sons no início de palavras: ocê, cê, ta, tava,
CAMPOS SEMÂNTICOS, ANTONÍMIA, marelo (amarelo), margoso (amargoso), características na
SINONÍMIA, PARONÍMIA, EMPREGO DE linguagem oral coloquial.
TEMPOS MODOS E ASPECTO DOS VERBOS - a redução de proparoxítonas a paroxítonas: Petrópis
(Petrópolis), fórfi (fósforo), porva (pólvora), todas elas for-
EM PORTUGUÊS;
mam típicas de pessoas de baixa extração social.
- A pronúncia do “l” final de sílaba como “u” (na maio-
ria das regiões do Brasil) ou como “l” (em certas regiões do
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA Rio Grande do Sul e Santa Catarina) ou ainda como “r” (na
linguagem caipira): quintau, quintar, quintal; pastéu, paster,
“Há uma grande diferença se fala um deus ou um herói; pastel; faróu, farór, farol.
se um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor - deslocamento do “r” no interior da sílaba: largato,
da idade; se uma matrona autoritária ou uma dedicada; se preguntar, estrupo, cardeneta, típicos de pessoas de baixa
um mercador errante ou um lavrador de pequeno campo extração social.
fértil (...)”
Variações Morfológicas
Todas as pessoas que falam uma determinada língua
conhecem as estruturas gerais, básicas, de funcionamento São as que ocorrem nas formas constituintes da pa-
podem sofrer variações devido à influência de inúmeros lavra. Nesse domínio, as diferenças entre as variantes não
fatores. Tais variações, que às vezes são pouco perceptíveis são tão numerosas quanto as de natureza fônica, mas não
e outras vezes bastantes evidentes, recebem o nome gené- são desprezíveis. Como exemplos, podemos citar:
rico de variedades ou variações linguísticas. - o uso do prefixo hiper- em vez do sufixo -íssimo para
Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por criar o superlativo de adjetivos, recurso muito característico
todos os seus falantes em todos os lugares e em qual- da linguagem jovem urbana: um cara hiper-humano (em
vez de humaníssimo), uma prova hiper difícil (em vez de
quer situação. Sabe-se que, numa mesma língua, há for-
dificílima), um carro hiper possante (em vez de possantís-
mas distintas para traduzir o mesmo significado dentro de
simo).
um mesmo contexto. Suponham-se, por exemplo, os dois
- a conjugação de verbos irregulares pelo modelo dos
enunciados a seguir:
regulares: ele interviu (interveio), se ele manter (mantiver),
se ele ver (vir) o recado, quando ele repor (repuser).
Veio me visitar um amigo que eu morei na casa dele
- a conjugação de verbos regulares pelo modelo de
faz tempo. irregulares: vareia (varia), negoceia (negocia).
Veio visitar-me um amigo em cuja casa eu morei há - uso de substantivos masculinos como femininos ou
anos. vice-versa: duzentas gramas de presunto (duzentos), a
Qualquer falante do português reconhecerá que os champanha (o champanha), tive muita dó dela (muito dó),
dois enunciados pertencem ao seu idioma e têm o mesmo mistura do cal (da cal).
sentido, mas também que há diferenças. Pode dizer, por - a omissão do “s” como marca de plural de substanti-
exemplo, que o segundo é de gente mais “estudada”. vos e adjetivos (típicos do falar paulistano): os amigo e as
Isso é prova de que, ainda que intuitivamente e sem amiga, os livro indicado, as noite fria, os caso mais comum.
saber dar grandes explicações, as pessoas têm noção de - o enfraquecimento do uso do modo subjuntivo: Es-
que existem muitas maneiras de falar a mesma língua. É o pero que o Brasil reflete (reflita) sobre o que aconteceu nas
que os teóricos chamam de variações linguísticas. últimas eleições; Se eu estava (estivesse) lá, não deixava
As variações que distinguem uma variante de outra acontecer; Não é possível que ele esforçou (tenha se esfor-
se manifestam em quatro planos distintos, a saber: fônico, çado) mais que eu.
morfológico, sintático e lexical.
Variações Sintáticas
Variações Fônicas
Dizem respeito às correlações entre as palavras da fra-
São as que ocorrem no modo de pronunciar os sons se. No domínio da sintaxe, como no da morfologia, não
constituintes da palavra. Os exemplos de variação fônica são tantas as diferenças entre uma variante e outra. Como
são abundantes e, ao lado do vocabulário, constituem os exemplo, podemos citar:
domínios em que se percebe com mais nitidez a diferen- - o uso de pronomes do caso reto com outra função
ça entre uma variante e outra. Entre esses casos, podemos que não a de sujeito: encontrei ele (em vez de encontrei-o)
citar: na rua; não irão sem você e eu (em vez de mim); nada houve
- a queda do “r” final dos verbos, muito comum na lin- entre tu (em vez de ti) e ele.
guagem oral no português: falá, vendê, curti (em vez de - o uso do pronome lhe como objeto direto: não lhe
curtir), compô. (em vez de “o”) convidei; eu lhe (em vez de “o”) vi ontem.

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PORTUGUÊS

- a ausência da preposição adequada antes do prono- - Estrangeirismo: trata-se do emprego de palavras


me relativo em função de complemento verbal: são pes- emprestadas de outra língua, que ainda não foram apor-
soas que (em vez de: de que) eu gosto muito; este é o me- tuguesadas, preservando a forma de origem. Nesse caso,
lhor filme que (em vez de a que) eu assisti; você é a pessoa há muitas expressões latinas, sobretudo da linguagem ju-
que (em vez de em que) eu mais confio. rídica, tais como: habeas-corpus (literalmente, “tenhas o
- a substituição do pronome relativo “cujo” pelo pro- corpo” ou, mais livremente, “estejas em liberdade”), ipso
nome “que” no início da frase mais a combinação da pre- facto (“pelo próprio fato de”, “por isso mesmo”), ipsis lit-
posição “de” com o pronome “ele” (=dele): É um amigo teris (textualmente, “com as mesmas letras”), grosso modo
que eu já conhecia a família dele (em vez de ...cuja família (“de modo grosseiro”, “impreciso”), sic (“assim, como está
eu já conhecia). escrito”), data venia (“com sua permissão”).
- a mistura de tratamento entre tu e você, sobretudo As palavras de origem inglesas são inúmeras: insight
quando se trata de verbos no imperativo: Entra, que eu (compreensão repentina de algo, uma percepção súbita),
quero falar com você (em vez de contigo); Fala baixo que a feeling (“sensibilidade”, capacidade de percepção), briefing
sua (em vez de tua) voz me irrita. (conjunto de informações básicas), jingle (mensagem pu-
- ausência de concordância do verbo com o sujeito: Eles blicitária em forma de música).
chegou tarde (em grupos de baixa extração social); Faltou Do francês, hoje são poucos os estrangeirismos que
ainda não se aportuguesaram, mas há ocorrências: hors-
naquela semana muitos alunos; Comentou-se os episódios.
concours (“fora de concurso”, sem concorrer a prêmios),
tête-à-tête (palestra particular entre duas pessoas), esprit
Variações Léxicas
de corps (“espírito de corpo”, corporativismo), menu (car-
dápio), à la carte (cardápio “à escolha do freguês”), phy-
É o conjunto de palavras de uma língua. As varian- sique du rôle (aparência adequada à caracterização de um
tes do plano do léxico, como as do plano fônico, são personagem).
muito numerosas e caracterizam com nitidez uma va-
riante em confronto com outra. Eis alguns, entre múlti- - Jargão: é o lexo típico de um campo profissional
plos exemplos possíveis de citar: como a medicina, a engenharia, a publicidade, o jorna-
- a escolha do adjetivo maior em vez do advérbio muito lismo. No jargão médico temos uso tópico (para remédios
para formar o grau superlativo dos adjetivos, características que não devem ser ingeridos), apneia (interrupção da res-
da linguagem jovem de alguns centros urbanos: maior le- piração), AVC ou acidente vascular cerebral (derrame cere-
gal; maior difícil; Esse amigo é um carinha maior esforçado. bral). No jargão jornalístico chama-se de gralha, pastel ou
- as diferenças lexicais entre Brasil e Portugal são tantas caco o erro tipográfico como a troca ou inversão de uma
e, às vezes, tão surpreendentes, que têm sido objeto de letra. A palavra lide é o nome que se dá à abertura de uma
piada de lado a lado do Oceano. Em Portugal chamam de notícia ou reportagem, onde se apresenta sucintamente o
cueca aquilo que no Brasil chamamos de calcinha; o que assunto ou se destaca o fato essencial. Quando o lide é
chamamos de fila no Brasil, em Portugal chamam de bicha; muito prolixo, é chamado de nariz-de-cera. Furo é notícia
café da manhã em Portugal se diz pequeno almoço; cami- dada em primeira mão. Quando o furo se revela falso, foi
sola em Portugal traduz o mesmo que chamamos de suéter, uma barriga. Entre os jornalistas é comum o uso do verbo
malha, camiseta. repercutir como transitivo direto: __ Vá lá repercutir a notícia
de renúncia! (esse uso é considerado errado pela gramática
Designações das Variantes Lexicais: normativa).
- Gíria: é o lexo especial de um grupo (originariamen-
- Arcaísmo: diz-se de palavras que já caíram de uso te de marginais) que não deseja ser entendido por outros
e, por isso, denunciam uma linguagem já ultrapassada e grupos ou que pretende marcar sua identidade por meio
envelhecida. É o caso de reclame, em vez de anúncio publi- da linguagem. Existe a gíria de grupos marginalizados, de
citário; na década de 60, o rapaz chamava a namorada de grupos jovens e de segmentos sociais de contestação, so-
bretudo quando falam de atividades proibidas. A lista de
broto (hoje se diz gatinha ou forma semelhante), e um ho-
gírias é numerosíssima em qualquer língua: ralado (no
mem bonito era um pão; na linguagem antiga, médico era
sentido de afetado por algum prejuízo ou má sorte), ir pro
designado pelo nome físico; um bobalhão era chamado de
brejo (ser malsucedido, fracassar, prejudicar-se irremedia-
coió ou bocó; em vez de refrigerante usava-se gasosa; algo
velmente), cara ou cabra (indivíduo, pessoa), bicha (homos-
muito bom, de qualidade excelente, era supimpa. sexual masculino), levar um lero (conversar).
- Neologismo: é o contrário do arcaísmo. Trata-se de - Preciosismo: diz-se que é preciosista um léxico ex-
palavras recém-criadas, muitas das quais mal ou nem es- cessivamente erudito, muito raro, afetado: Escoimar (em
traram para os dicionários. A moderna linguagem da com- vez de corrigir); procrastinar (em vez de adiar); discrepar
putação tem vários exemplos, como escanear, deletar, prin- (em vez de discordar); cinesíforo (em vez de motorista); ob-
tar; outros exemplos extraídos da tecnologia moderna são nubilar (em vez de obscurecer ou embaçar); conúbio (em
mixar (fazer a combinação de sons), robotizar, robotização. vez de casamento); chufa (em vez de caçoada, troça).

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PORTUGUÊS

- Vulgarismo: é o contrário do preciosismo, ou seja, - Geográfica: é, no Brasil, bastante grande e pode ser
o uso de um léxico vulgar, rasteiro, obsceno, grosseiro. É facilmente notada. Ela se caracteriza pelo acento linguís-
o caso de quem diz, por exemplo, de saco cheio (em vez tico, que é o conjunto das qualidades fisiológicas do som
de aborrecido), se ferrou (em vez de se deu mal, arruinou- (altura, timbre, intensidade), por isso é uma variante cujas
se), feder (em vez de cheirar mal), ranho (em vez de muco, marcas se notam principalmente na pronúncia. Ao conjun-
secreção do nariz). to das características da pronúncia de uma determinada
região dá-se o nome de sotaque: sotaque mineiro, sota-
Tipos de Variação que nordestino, sotaque gaúcho etc. A variação geográfica,
além de ocorrer na pronúncia, pode também ser percebida
Não tem sido fácil para os estudiosos encontrar para no vocabulário, em certas estruturas de frases e nos sen-
as variantes linguísticas um sistema de classificação que tidos diferentes que algumas palavras podem assumir em
seja simples e, ao mesmo tempo, capaz de dar conta de diferentes regiões do país.
todas as diferenças que caracterizam os múltiplos modos Leia, como exemplo de variação geográfica, o trecho
de falar dentro de uma comunidade linguística. O principal abaixo, em que Guimarães Rosa, no conto “São Marcos”, re-
problema é que os critérios adotados, muitas vezes, se su- cria a fala de um típico sertanejo do centro-norte de Minas:
perpõem, em vez de atuarem isoladamente.
“__ Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado
As variações mais importantes, para o interesse do
Mangolô!].
concurso público, são os seguintes:
__ Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço.
Não faço, porque não paga a pena... De primeiro, quando eu
- Sócio-Cultural: Esse tipo de variação pode ser per- era moço, isso sim!... Já fui gente. Para ganhar aposta, já fui,
cebido com certa facilidade. Por exemplo, alguém diz a se- de noite, foras d’hora, em cemitério... (...). Quando a gente é
guinte frase: novo, gosta de fazer bonito, gosta de se comparecer. Hoje,
não, estou percurando é sossego...”
“Tá na cara que eles não teve peito de encará os ladrão.” - Histórica: as línguas não são estáticas, fixas, imutá-
(frase 1) veis. Elas se alteram com o passar do tempo e com o uso.
Muda a forma de falar, mudam as palavras, a grafia e o
Que tipo de pessoa comumente fala dessa maneira? sentido delas. Essas alterações recebem o nome de varia-
Vamos caracterizá-la, por exemplo, pela sua profissão: um ções históricas.
advogado? Um trabalhador braçal de construção civil? Um Os dois textos a seguir são de Carlos Drummond de
médico? Um garimpeiro? Um repórter de televisão? Andrade. Neles, o escritor, meio em tom de brincadeira,
E quem usaria a frase abaixo? mostra como a língua vai mudando com o tempo. No texto
I, ele fala das palavras de antigamente e, no texto II, fala das
“Obviamente faltou-lhe coragem para enfrentar os la- palavras de hoje.
drões.” (frase 2)
Texto I
Sem dúvida, associamos à frase 1 os falantes perten-
centes a grupos sociais economicamente mais pobres. Antigamente
Pessoas que, muitas vezes, não frequentaram nem a escola
primária, ou, quando muito, fizeram-no em condições não Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e
adequadas. eram todas mimosas e prendadas. Não fazia anos; comple-
Por outro lado, a frase 2 é mais comum aos falantes tavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não
que tiveram possibilidades socioeconômicas melhores e sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa,
mas ficavam longos meses debaixo do balaio. E se levantam
puderam, por isso, ter um contato mais duradouro com
tábua, o remédio era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em
a escola, com a leitura, com pessoas de um nível cultural
outra freguesia. (...) Os mais idosos, depois da janta, faziam o
mais elevado e, dessa forma, “aperfeiçoaram” o seu modo
quilo, saindo para tomar a fresca; e também tomava cautela
de utilização da língua. de não apanhar sereno. Os mais jovens, esses iam ao ani-
Convém ficar claro, no entanto, que a diferenciação fei- matógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo, chupando balas
ta acima está bastante simplificada, uma vez que há diver- de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano; os quais, de
sos outros fatores que interferem na maneira como o fa- pouco siso, se metiam em camisas de onze varas, e até em
lante escolhe as palavras e constrói as frases. Por exemplo, calças pardas; não admira que dessem com os burros n’agua.
a situação de uso da língua: um advogado, num tribunal (...) Embora sem saber da missa a metade, os presun-
de júri, jamais usaria a expressão “tá na cara”, mas isso não çosos queriam ensinar padre-nosso ao vigário, e com isso
significa que ele não possa usá-la numa situação informal punham a mão em cumbuca. Era natural que com eles se
(conversando com alguns amigos, por exemplo). perdesse a tramontana. A pessoa cheia de melindres ficava
Da comparação entre as frases 1 e 2, podemos concluir sentida com a desfeita que lhe faziam quando, por exemplo,
que as condições sociais influem no modo de falar dos in- insinuavam que seu filho era artioso. Verdade seja que às
divíduos, gerando, assim, certas variações na maneira de vezes os meninos eram mesmo encapetados; chegavam a pi-
usar uma mesma língua. A elas damos o nome de variações tar escondido, atrás da igreja. As meninas, não: verdadeiros
socioculturais. cromos, umas teteias.

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PORTUGUÊS

(...) Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os - De Situação: aquelas que são provocadas pelas al-
meninos, lombrigas; asthma os gatos, os homens portavam terações das circunstâncias em que se desenrola o ato de
ceroulas, bortinas a capa de goma (...). Não havia fotógrafos, comunicação. Um modo de falar compatível com determi-
mas retratistas, e os cristãos não morriam: descansavam. nada situação é incompatível com outra:
Mas tudo isso era antigamente, isto é, doutora.
Ô mano, ta difícil de te entendê.
Texto II
Esse modo de dizer, que é adequado a um diálogo em
Entre Palavras situação informal, não tem cabimento se o interlocutor é o
professor em situação de aula.
Entre coisas e palavras – principalmente entre palavras Assim, um único indivíduo não fala de maneira unifor-
– circulamos. A maioria delas não figura nos dicionários de me em todas as circunstâncias, excetuados alguns falantes
há trinta anos, ou figura com outras acepções. A todo mo- da linguagem culta, que servem invariavelmente de uma
linguagem formal, sendo, por isso mesmo, considerados
mento impõe-se tornar conhecimento de novas palavras e
excessivamente formais ou afetados.
combinações de.
São muitos os fatores de situação que interferem na
Você que me lê, preste atenção. Não deixe passar ne-
fala de um indivíduo, tais como o tema sobre o qual ele
nhuma palavra ou locução atual, pelo seu ouvido, sem regis-
discorre (em princípio ninguém fala da morte ou de suas
trá-la. Amanhã, pode precisar dela. E cuidado ao conversar crenças religiosas como falaria de um jogo de futebol ou
com seu avô; talvez ele não entenda o que você diz. de uma briga que tenha presenciado), o ambiente físico em
O malote, o cassete, o spray, o fuscão, o copião, a Ve- que se dá um diálogo (num templo não se usa a mesma
maguet, a chacrete, o linóleo, o nylon, o nycron, o ditafone, linguagem que numa sauna), o grau de intimidade entre
a informática, a dublagem, o sinteco, o telex... Existiam em os falantes (com um superior, a linguagem é uma, com um
1940? colega de mesmo nível, é outra), o grau de comprometi-
Ponha aí o computador, os anticoncepcionais, os mísseis, mento que a fala implica para o falante (num depoimento
a motoneta, a Velo-Solex, o biquíni, o módulo lunar, o anti- para um juiz no fórum escolhem-se as palavras, num rela-
biótico, o enfarte, a acumputura, a biônica, o acrílico, o ta le- to de uma conquista amorosa para um colega fala-se com
gal, a apartheid, o som pop, as estruturas e a infraestrutura. menos preocupação).
Não esqueça também (seria imperdoável) o Terceiro As variações de acordo com a situação costumam ser
Mundo, a descapitalização, o desenvolvimento, o unissex, o chamadas de níveis de fala ou, simplesmente, variações de
bandeirinha, o mass media, o Ibope, a renda per capita, a estilo e são classificadas em duas grandes divisões:
mixagem. - Estilo Formal: aquele em que é alto o grau de refle-
Só? Não. Tem seu lugar ao sol a metalinguagem, o ser- xão sobre o que se diz, bem como o estado de atenção e
vomecanismo, as algias, a coca-cola, o superego, a Futurolo- vigilância. É na linguagem escrita, em geral, que o grau de
gia, a homeostasia, a Adecif, a Transamazônica, a Sudene, o formalidade é mais tenso.
Incra, a Unesco, o Isop, a Oea, e a ONU. - Estilo Informal (ou coloquial): aquele em que se fala
Estão reclamando, porque não citei a conotação, o con- com despreocupação e espontaneidade, em que o grau de
glomerado, a diagramação, o ideologema, o idioleto, o ICM, reflexão sobre o que se diz é mínimo. É na linguagem oral
a IBM, o falou, as operações triangulares, o zoom, e a gui- íntima e familiar que esse estilo melhor se manifesta.
tarra elétrica.
Olhe aí na fila – quem? Embreagem, defasagem, barra Como exemplo de estilo coloquial vem a seguir um pe-
tensora, vela de ignição, engarrafamento, Detran, poliéster, queno trecho da gravação de uma conversa telefônica en-
tre duas universitárias paulistanas de classe média, trans-
filhotes de bonificação, letra imobiliária, conservacionismo,
crito do livro Tempos Linguísticos, de Fernando Tarallo. AS
carnet da girafa, poluição.
reticências indicam as pausas.
Fundos de investimento, e daí? Também os de incentivos
fiscais. Knon-how. Barbeador elétrico de noventa microrra- Eu não sei tem dia... depende do meu estado de espíri-
nhuras. Fenolite, Baquelite, LP e compacto. Alimentos super to, tem dia que minha voz... mais ta assim, sabe? taquara
congelados. Viagens pelo crediário, Circuito fechado de TV rachada? Fica assim aquela voz baixa. Outro dia eu fui lê
Rodoviária. Argh! Pow! Click! um artigo, lê?! Um menino lá que faiz pós-graduação na,
Não havia nada disso no Jornal do tempo de Vences- na GV, ele me, nóis ficamo até duas hora da manhã ele me
lau Brás, ou mesmo, de Washington Luís. Algumas coisas explicando toda a matéria de economia, das nove da noite.
começam a aparecer sob Getúlio Vargas. Hoje estão ali na
esquina, para consumo geral. A enumeração caótica não é Como se pode notar, não há preocupação com a pro-
uma invenção crítica de Leo Spitzer. Está aí, na vida de todos núncia nem com a continuidade das ideias, nem com a es-
os dias. Entre palavras circulamos, vivemos, morremos, e pa- colha das palavras. Para exemplificar o estilo formal, eis um
lavras somos, finalmente, mas com que significado? trecho da gravação de uma aula de português de uma pro-
(Carlos Drummond de Andrade, Poesia e prosa, fessora universitária do Rio de Janeiro, transcrito do livro
Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1988) de Dinah Callou. A linguagem falada culta na cidade do Rio
de Janeiro. As pausas são marcadas com reticências.

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PORTUGUÊS

...o que está ocorrendo com nossos alunos é uma frag- A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode
mentação do ensino... ou seja... ele perde a noção do todo... significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é
e fica com uma série... de aspectos teóricos... isolados... que polissemia porque os diferentes significados para a palavra
ele não sabe vincular a realidade nenhuma de seu idioma... manga têm origens diferentes, e por isso alguns estudiosos
isto é válido também para a faculdade de letras... ou seja... mencionam que a palavra manga deveria ter mais do que
né? há uma série... de conceitos teóricos... que têm nomes uma entrada no dicionário.
bonitos e sofisticados... mas que... na hora de serem em- “Letra” é uma palavra polissêmica. Letra pode significar
pregados... deixam muito a desejar... o elemento básico do alfabeto, o texto de uma canção ou
a caligrafia de um determinado indivíduo. Neste caso, os
Nota-se que, por tratar-se de exposição oral, não há o diferentes significados estão interligados porque remetem
grau de formalidade e planejamento típico do texto escrito, para o mesmo conceito, o da escrita.
mas trata-se de um estilo bem mais formal e vigiado que o
da menina ao telefone. Polissemia e ambiguidade

SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na


interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode
Consideremos as seguintes frases: ser ambíguo, ou seja, apresenta mais de uma interpreta-
Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja! ção. Essa ambiguidade pode ocorrer devido à colocação
Vamos! Coloque logo a mão na massa! específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em
As crianças estão com as mãos sujas. uma frase. Vejamos a seguinte frase: Pessoas que têm uma
Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi. alimentação equilibrada frequentemente são felizes. Neste
caso podem existir duas interpretações diferentes. As pes-
Chegamos à conclusão de que se trata de palavras soas têm alimentação equilibrada porque são felizes ou são
idênticas no que se refere à grafia, mas será que possuem felizes porque têm uma alimentação equilibrada.
o mesmo significado? De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela
Existe uma parte da gramática normativa denominada pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma inter-
Semântica. Ela trabalha a questão dos diferentes significa- pretação. Para fazer a interpretação correta é muito impor-
dos que uma mesma palavra apresenta de acordo com o tante saber qual o contexto em que a frase é proferida.
contexto em que se insere. Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabo-
Tomando como exemplo as frases já mencionadas, la, que por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser de-
analisaremos os vocábulos de mesma grafia, de acordo finida como sendo um conjunto de letras ou sons de uma
com seu sentido denotativo, isto é, aquele retratado pelo língua, juntamente com a ideia associada a este conjunto.
dicionário.
Na primeira, a palavra “mão” significa habilidade, efi- Sentido Próprio e Figurado das Palavras
ciência diante do ato praticado. Nas outras que seguem o
significado é de: participação, interação mediante a uma Pela própria definição acima destacada podemos per-
tarefa realizada; mão como parte do corpo humano e por ceber que a palavra é composta por duas partes, uma delas
último simboliza o roubo, visto de maneira pejorativa. relacionada a sua forma escrita e os seus sons (denominada
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per- significante) e a outra relacionada ao que ela (palavra) ex-
cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de pressa, ao conceito que ela traz (denominada significado).
algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se em Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdivi-
consideração as situações de aplicabilidade. dem-se assim:
Há uma infinidade de outros exemplos em que pode-
mos verificar a ocorrência da polissemia, como por exem- - Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o senti-
plo: do comum que costumamos dar a uma palavra.
O rapaz é um tremendo gato. - Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figura-
O gato do vizinho é peralta. do”, que podemos dar a uma palavra.
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes
sobrevivência contextos:
O passarinho foi atingido no bico. 1. A cobra picou o menino. (cobra = réptil peçonhento)
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagra-
Polissemia e homonímia dável, que adota condutas pouco apreciáveis)
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que co-
A confusão entre polissemia e homonímia é bastante nhece muito sobre alguma coisa, “expert”)
comum. Quando a mesma palavra apresenta vários signifi- No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido co-
cados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado, mum (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado
quando duas ou mais palavras com origens e significados em sentido figurado.
distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma ho- Podemos então concluir que um mesmo significante
monímia. (parte concreta) pode ter vários significados (conceitos).

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Denotação e Conotação 3-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-


LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra ADAPTADA) Para responder a esta questão, considere as
com o seu significado primitivo e original, com o sentido palavras destacadas nas seguintes passagens do texto:
do dicionário; usada de modo automatizado; linguagem Desde o surgimento da ideia de hipertexto...
comum. Veja este exemplo: Cortaram as asas da ave para ... informações ligadas especialmente à pesquisa aca-
que não voasse mais. dêmica,
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido ... uma “máquina poética”, algo que funcionasse por
próprio, comum, usual, literal. analogia e associação...
Quando o cientista Vannevar Bush [...] concebeu a
MINHA DICA - Procure associar Denotação com Di- ideia de hipertexto...
cionário: trata-se de definição literal, quando o termo é uti- ... 20 anos depois de seu artigo fundador...
lizado em seu sentido dicionarístico.
As palavras destacadas que expressam ideia de tempo
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra são:
com o seu significado secundário, com o sentido amplo (ou (A) algo, especialmente e Quando.
simbólico); usada de modo criativo, figurado, numa lingua- (B) Desde, especialmente e algo.
gem rica e expressiva. Veja este exemplo: (C) especialmente, Quando e depois.
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes (D) Desde, Quando e depois.
que seja tarde demais. (E) Desde, algo e depois.
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma
figurada, fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle 4-) (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
de ações; disciplina, limitação de conduta e comportamen- A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o mo-
to. vimento cordelista pode ser comparada à de outros dois
grandes nomes...
Fonte:
Sem qualquer outra alteração da frase acima e sem
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-
prejuízo da correção, o elemento grifado pode ser subs-
justica-tjm-sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figu-
tituído por:
rado-das-palavras.html
(A) contrastada.
Questões sobre Denotação e Conotação
(B) confrontada.
(C) ombreada.
1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
(D) rivalizada.
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) O
(E) equiparada.
sentido de marmóreo (adjetivo) equivale ao da expressão
de mármore. Assinale a alternativa contendo as expressões 5-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU-
com sentidos equivalentes, respectivamente, aos das pala- NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) No verso – Não te
vras ígneo e pétreo. abras com teu amigo – o verbo em destaque foi emprega-
(A) De corda; de plástico. do em sentido figurado.
(B) De fogo; de madeira. Assinale a alternativa em que esse mesmo verbo “abrir”
(C) De madeira; de pedra. continua sendo empregado em sentido figurado.
(D) De fogo; de pedra. (A) Ao abrir a porta, não havia ninguém.
(E) De plástico; de cinza. (B) Ele não pôde abrir a lata porque não tinha um abri-
dor.
2-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- (C) Para aprender, é preciso abrir a mente.
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 (D) Pela manhã, quando abri os olhos, já estava em
- ADAPTADO) Para responder à questão, considere a se- casa.
guinte passagem: Sem querer estereotipar, mas já estereoti- (E) Os ladrões abriram o cofre com um maçarico.
pando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam,
99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. 6-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 –
FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à ques-
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de tão, considere o texto abaixo.
(A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido A marca da solidão
dela.
(C) adotar como referência de qualidade. Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de
(D) julgar de acordo com normas legais. paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de
penumbra na tarde quente.

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PORTUGUÊS

Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den- (A) O menino leva o material adequado para a escola.
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com (B) João levou uma surra da mãe.
pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque- (C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo.
nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é (D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso.
capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a (E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar
marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. a prova.
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja-
neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47)
RESOLUÇÃO
No primeiro parágrafo, a palavra utilizada em sentido
figurado é 1-)
(A) menino. Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou as-
(B) chão. sociação de palavras! Veja: a ignição do carro lembra-nos
(C) testa. fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a respos-
(D) penumbra. ta?
(E) tenda.
RESPOSTA: “D”.
7-) (UFTM/MG – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – VU-
NESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder à 2-)
questão. Classificar conforme regras conhecidas, mas não con-
firmadas se verdadeiras.
RIO DE JANEIRO – A Prefeitura do Rio está lançando a
Operação Lixo Zero, que vai multar quem emporcalhar a ci-
dade. Em primeira instância, a campanha é educativa. Equi- RESPOSTA: “E”.
pes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana estão per-
correndo as ruas para flagrar maus cidadãos jogando coisas 3-)
onde não devem e alertá-los para o que os espera. Em breve, As palavras que nos dão a noção, ideia de tempo são:
com guardas municipais, policiais militares e 600 fiscais em desde, quando e depois.
ação, as multas começarão a chegar para quem tratar a via
pública como a casa da sogra. RESPOSTA: “D”.
Imagina-se que, quando essa lei começar para valer, os
recordistas de multas serão os cerca de 300 jovens golpistas 4-)
que, nas últimas semanas, se habituaram a tomar as ruas, Ao participar de um concurso, não temos acesso a di-
pichar monumentos, vandalizar prédios públicos, quebrar cionários para que verifiquemos o significado das palavras,
orelhões, arrancar postes, apedrejar vitrines, depredar ban- por isso, caso não saibamos o que significam, devemos
cos, saquear lojas e, por uma estranha compulsão, destruir
analisá-las dentro do contexto em que se encontram. No
lixeiras, jogar o lixo no asfalto e armar barricadas de fogo
exercício acima, a que se “encaixa” é “equiparada”.
com ele.
É verdade que, no seu “bullying” político, eles não estão
nem aí para a cidade, que é de todos – e que, por algum RESPOSTA: “E”.
motivo, parecem querer levar ao colapso. 5-)
Pois, já que a lei não permite prendê-los por vandalis- Em todas as alternativas o verbo “abrir” está empre-
mo, saque, formação de quadrilha, desacato à autoridade, gado em seu sentido denotativo. No item C, conotativo
resistência à prisão e nem mesmo por ataque aos órgãos (“abrir a mente” = aberto a mudanças, novas ideias).
públicos, talvez seja possível enquadrá-los por sujar a rua.
(Ruy Castro, Por sujar a rua. Folha de S.Paulo, 21.08.2013. RESPOSTA: “C”.
Adaptado)
6-)
Na oração – ... parecem querer levar ao colapso. – (3.º Novamente, responderemos com frase do texto: seu
parágrafo), o termo em destaque é sinônimo de rosto formando uma tenda.
(A) progresso.
(B) descaso.
(C) vitória. RESPOSTA: “E”.
(D) tédio.
(E) ruína. 7-)
Pela leitura do texto, compreende-se que a intenção
8-) (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN- do autor ao utilizar a expressão” levar ao colapso” refere-se
DES/2012) Considere o emprego do verbo levar no trecho: à queda, ao fim, à ruína da cidade.
“Uma competição não dura apenas alguns minutos. Leva
anos”. A frase em que esse verbo está usado com o mesmo RESPOSTA: “E”.
sentido é:

17
PORTUGUÊS

8-) No enunciado, o verbo “levar” está empregado Questões sobre Significação das Palavras
com o sentido de “duração/tempo”
(A) O menino leva o material adequado para a escola. 01. Assinale a alternativa que preenche corretamente
= carrega as lacunas da frase abaixo:
(B) João levou uma surra da mãe. = apanhou Da mesma forma que os italianos e japoneses _________
(C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo. = arrasta para o Brasil no século passado, hoje os brasileiros ________
(D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso. = di- para a Europa e para o Japão, à busca de uma vida melhor;
reciona internamente, __________ para o Sul, pelo mesmo motivo.
(E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar a a) imigraram - emigram - migram
prova = duração/tempo b) migraram - imigram - emigram
RESPOSTA: “E”. c) emigraram - migram - imigram.
d) emigraram - imigram - migram.
- Sinônimos
e) imigraram - migram – emigram
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto -
abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir.
Agente de Apoio – Microinformática – VUNESP – 2013
Observação: A contribuição greco-latina é responsável
pela existência de numerosos pares de sinônimos: adversário - Leia o texto para responder às questões de números 02
e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo; e 03.
contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diálogo;
transformação e metamorfose; oposição e antítese. Alunos de colégio fazem robôs com sucata eletrônica

- Antônimos Você comprou um smartphone e acha que aquele seu


São palavras de significação oposta: ordem - anarquia; celular antigo é imprestável? Não se engane: o que é lixo
soberba - humildade; louvar - censurar; mal - bem. para alguns pode ser matéria-prima para outros. O CMID
Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo – Centro Marista de Inclusão Digital –, que funciona junto
de sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático ao Colégio Marista de Santa Maria, no Rio Grande do Sul,
e antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; ativo e ensina os alunos do colégio a fazer robôs a partir de lixo
inativo; esperar e desesperar; comunista e anticomunista; simé- eletrônico.
trico e assimétrico. Os alunos da turma avançada de robótica, por exemplo,
constroem carros com sensores de movimento que respon-
O que são Homônimos e Parônimos: dem à aproximação das pessoas. A fonte de energia vem de
- Homônimos baterias de celular. “Tirando alguns sensores, que precisa-
a) Homógrafos: são palavras iguais na escrita e diferentes mos comprar, é tudo reciclagem”, comentou o instrutor de
na pronúncia: robótica do CMID, Leandro Schneider. Esses alunos também
rego (subst.) e rego (verbo); aprendem a consertar computadores antigos. “O nosso pro-
colher (verbo) e colher (subst.); jeto só funciona por causa do lixo eletrônico. Se tivéssemos
jogo (subst.) e jogo (verbo); que comprar tudo, não seria viável”, completou.
denúncia (subst.) e denuncia (verbo); Em uma época em que celebridades do mundo digital
providência (subst.) e providencia (verbo). fazem campanha a favor do ensino de programação nas es-
b) Homófonos: são palavras iguais na pronúncia e dife- colas, é inspirador o relato de Dionatan Gabriel, aluno da
rentes na escrita:
turma avançada de robótica do CMID que, aos 16 anos, já
acender (atear) e ascender (subir);
sabe qual será sua profissão. “Quero ser programador. No
concertar (harmonizar) e consertar (reparar);
início das aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me
cela (compartimento) e sela (arreio);
censo (recenseamento) e senso (juízo); interessando”, disse.
paço (palácio) e passo (andar). (Giordano Tronco, www.techtudo.com.br, 07.07.2013.
Adaptado)
c) Homógrafos e homófonos simultaneamente: São pa-
lavras iguais na escrita e na pronúncia: 02. A palavra em destaque no trecho –“Tirando alguns
caminho (subst.) e caminho (verbo); sensores, que precisamos comprar, é tudo reciclagem”... –
cedo (verbo) e cedo (adv.); pode ser substituída, sem alteração do sentido da mensa-
livre (adj.) e livre (verbo). gem, pela seguinte expressão:
A) Pelo menos
- Parônimos B) A contar de
São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: coro e couro; C) Em substituição a
cesta e sesta; eminente e iminente; osso e ouço; sede e cede; compri- D) Com exceção de
mento e cumprimento; tetânico e titânico; autuar e atuar; degradar E) No que se refere a
e degredar; infligir e infringir; deferir e diferir; suar e soar.
03. Assinale a alternativa que apresenta um antônimo
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-an- para o termo destacado em – …“No início das aulas, eu
tonimos,-homonimos-e-paronimos achava meio chato, mas depois fui me interessando”, disse.

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PORTUGUÊS

A) Estimulante. A) Estou aqui _______ de ajudar os flagelados das en-


B) Cansativo. chentes. (afim- a fim).
C) Irritante. B) A bandeira está ________. (arreada - arriada).
D) Confuso. C) Serão punidos os que ________ o regulamento. (in-
E) Improdutivo. flingirem - infringirem).
D) São sempre valiosos os ________ dos mais velhos.
04. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- (concelhos - conselhos).
NESP – 2013). Analise as afirmações a seguir. E) Moro ________ cem metros da praça principal. (a cer-
I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso ca de - acerca de).
por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”. 08. Assinale a alternativa correta, considerando que à
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser direita de cada palavra há um sinônimo.
reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta- a) emergir = vir à tona; imergir = mergulhar
ção. b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país)
III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma dife- c) delatar = expandir; dilatar = denunciar
rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. – d) deferir = diferenciar; diferir = conceder
pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação
do”, sem alterar o sentido do texto.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, GABARITO
está correto o que se afirma em
A) I, II e III. 01. A 02. D 03. A 04. A
B) III, apenas. 05. D 06. E 07. E 08. A
C) I e III, apenas.
D) I, apenas. RESOLUÇÃO
E) I e II, apenas.
1-) Da mesma forma que os italianos e japoneses
imigraram para o Brasil no século passado, hoje os bra-
05. Leia as frases abaixo:
sileiros emigram para a Europa e para o Japão, à busca
1 - Assisti ao ________ do balé Bolshoi;
de uma vida melhor; internamente, migram para o
2 - Daqui ______ pouco vão dizer que ______ vida em
Sul, pelo mesmo motivo.
Marte.
3 - As _________ da câmara são verdadeiros programas
2-) “Com exceção de alguns sensores, que precisamos
de humor.
comprar, é tudo reciclagem”...
4 - ___________ dias que não falo com Alfredo.
Escolha a alternativa que oferece a sequência correta 3-) antônimo para o termo destacado : “No início das
de vocábulos para as lacunas existentes: aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me interes-
a) concerto – há – a – cessões – há; sando”
b) conserto – a – há – sessões – há; “No início das aulas, eu achava meio estimulante, mas
c) concerto – a – há – seções – a; depois fui me interessando”
d) concerto – a – há – sessões – há;
e) conserto – há – a – sessões – a . 4-)
06. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso
NESP – 2013-adap.). Considere o seguinte trecho para res- por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
ponder à questão. do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”. = correta
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser
Adolescentes vivendo em famílias que não lhes trans- reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta-
mitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não ção. = correta
lhes impuseram limites de disciplina. III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma dife-
rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. –
O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão
trecho, é: do”, sem alterar o sentido do texto. = correta
A) de desprendimento.
B) de responsabilidade. 5-)
C) de abnegação. 1 - Assisti ao concerto do balé Bolshoi;
D) de amor. 2 - Daqui a pouco vão dizer que há (= existe)
E) de egoísmo. vida em Marte.
3 – As sessões da câmara são verdadeiros pro-
07. Assinale o único exemplo cuja lacuna deve ser gramas de humor.
preenchida com a primeira alternativa da série dada nos 4- Há dias que não falo com Alfredo. (=
parênteses: tempo passado)

19
PORTUGUÊS

6-) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que repre-
não lhes impuseram limites de disciplina. senta o fonema. Nem sempre o número de fonemas de
O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse uma palavra corresponde ao número de letras que usamos
trecho, é de egoísmo para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos
Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e
nos seres humanos e outros seres vivos, em que as ações cinco letras.
de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filan- Certos fonemas podem ser representados por diferen-
tropia. No sentido comum do termo, é muitas vezes per- tes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representa-
cebida, também, como sinônimo de solidariedade. Esse do por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc
conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as incli- (nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço)
nações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou
coletivas). Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fone-
ma, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois
7-) sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro
A) Estou aqui a fim de de ajudar os flagelados das letras e cinco fonemas.
enchentes. (afim = O adjetivo “afim” é empregado para in- Em certas palavras, algumas letras não representam
dicar que uma coisa tem afinidade com a outra. Há pessoas nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em pala-
que têm temperamentos afins, ou seja, parecidos) vras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando
B) A bandeira está arriada . (arrear = colocar são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal,
arreio no cavalo) como em canto, tinta, etc.
C) Serão punidos os que infringirem o regulamen-
to. (inflingirem = aplicarem a pena) Classificação dos Fonemas
D) São sempre valiosos os conselhos dos mais ve-
lhos; (concelhos= Porção territorial ou parte administrativa Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e
de um distrito). consoantes.
E) Moro a cerca de cem metros da praça principal.
Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das
(acerca de = Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.).
cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa
livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais
8-)
e nasais.
b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país) =
Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavi-
significados invertidos
dade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê,
c) delatar = expandir; dilatar = denunciar = signifi- ali, pó, dor, uva.
cados invertidos Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade
d) deferir = diferenciar; diferir = conceder = signifi- bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~)
cados invertidos ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba,
e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação = nunca.
significados invertidos Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou áto-
nas, dependendo da intensidade com que são pronuncia-
das. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade:
café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor
FONÉTICA: CONSOANTE, VOGAIS E intensidade: café, bola, vidro.
SEMIVOGAIS, ENCONTROS VOCÁLICOS E
CONSONANTAIS, ACENTO, PARONÍMIA Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos
E HOMONÍMIA SILABAÇÃO (NÚMERO, de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Obser-
ESTRUTURA, TONICIDADE); ve, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas
sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é
tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é
semivogal.
LETRA E FONEMA
Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar,
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca emitida para sua produção, teve de forçar passagem na
(tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou
embaraço. Exemplos: gato, pena, lado.
Fonema é o menor elemento sonoro capaz de esta-
belecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, Encontro Vocálicos
nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semi-
os pares de palavras: vogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai
(vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semi-
bar – mar tela – vela sela – sala vogal + vogal = ditongo crescente).

20
PORTUGUÊS

- Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma EXERCÍCIOS


vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Pa- 01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas
raguai. são as letras que a compõem é:
- Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma a) importância
palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca b) milhares
há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í- c) sequer
da), juiz (ju-iz) d) técnica
e) adolescente
Encontro Consonantais
02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não
um, mas dois fonemas?
Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal a) exemplo
intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. b) complexo
c) próximos
Dígrafos d) executivo
e) luxo
Grupo de duas letras que representa apenas um fone-
ma. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc = 03. Qual palavra possui dois dígrafos?
fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/) a) fechar
b) sombra
Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. c) ninharia
d) correndo
e) pêssego
- Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç
(desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos
(ferro), gu (guerra) apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato,
- Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, ven- hiato, ditongo.
to), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un a) jamais / Deus / luar / daí
(tumba, mundo) b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu
c) ódio / saguão / leal / poeira
Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um d) quais / fugiu / caiu / história
só fonema; nos encontros consonantais, cada letra repre-
senta um fonema. 05. Os vocabulários passarinho e querida possuem:
a) 6 e 8 fonemas respectivamente;
Observe de acordo com os exemplos que o número b)10 e 7 fonemas respectivamente;
de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. c) 9 e 6 fonemas respectivamente;
d) 8 e 6 fonemas respectivamente;
- Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem
e) 7 e 6 fonemas respectivamente.
um único som.
- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípe-
não tem som. do:
- Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem a) 7
um único som. b) 12
- Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem c) 11
um único som. d) 14
- Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pro- e) 15
nuncia o “s” e o “en” tem um único som.
- Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o 07. Os vocábulos pequenino e drama apresentam, res-
“x”. pectivamente:
- Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de a) 4 e 2 fonemas
b) 9 e 5 fonemas
“ks”.
c) 8 e 5 fonemas
- Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um
d) 7 e 7 fonemas
único som e o “rr” também tem um único som. e) 8 e 4 fonemas
- Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um
único som. 08. O “I” não é semivogal em:
a) Papai
Repare que através do exemplo a mudança de apenas b) Azuis
uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v c) Médio
a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o. d) Rainha
e) Herói

21
PORTUGUÊS

09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos: - Não se separam os encontros consonantais que iniciam
a) muito, faísca, balaústre. sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co;
b) guerreiro, gratuito, intuito. - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga,
c) fluido, fortuito, Piauí. fi-el, sa-ú-de;
d) tua, lua, nua. - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exem-
e) n.d.a. plos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te;
- Separam-se os encontros consonantais das sílabas in-
10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresen- ternas, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante
tam ditongo crescente: é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-
a) Lei, Foice, Roubo car.
b) Muito, Alemão, Viu
c) Linguiça, História, Área Acento Tônico
d) Herói, Jeito, Quilo Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, per-
e) Equestre, Tênue, Ribeirão cebe-se que há uma sílaba de maior intensidade sonora do
que as demais.
RESPOSTAS: calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
01-D (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.
demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7
fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas pala-
11 letras). vras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos ele-
02-B (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/). mentos que dão melodia à frase.
03-D (Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”).
04-B (Observe os encontros: oi, u - i, u - í e eu). Classificação da sílaba quanto a intensidade
05-D / 06-D / 07-C / 08-D / 09-D / 10-C
-Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade.
SÍLABA - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade.
- Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocor-
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas re, principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um des- tônica da palavra primitiva. 
ses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se
o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é Classificação das palavras quanto à posição da sílaba
sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca tônica
há mais do que uma vogal em  cada sílaba. Dessa forma,
para sabermos o número de sílabas de uma palavra, deve- De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos
mos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção: da língua portuguesa que contêm  duas ou mais sílabas são
as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem classificados em:
representar semivogais. - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última.
Classificação das palavras quanto ao número de sí- Exemplos: avó, urubu, parabéns
labas - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúlti-
ma. Exemplos: dócil, suavemente, banana
- Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a ante-
mãe, flor, lá, meu; penúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
- Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé,
i-ra, a-í, trans-por; Saiba que:
- Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister,
pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir; Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter.
- Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exem- - São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago,
plos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano,
-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta. filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico,
inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia
Divisão Silábica (alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia,
pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido(a).
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bá-
seguintes normas: varo, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega,
pântano, trânsfuga.
- Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla
foi-ce, a-ve-ri-guou; tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceâ-
- Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exem- nia/Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil,
plos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; zângão/zangão.

22
PORTUGUÊS

EXERCÍCIOS 9- Na expressão “A icterícia nada tem a ver com hemo-


diálise ou disenteria”, as palavras grifadas apresentam-se cor-
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: retamente divididas em sílabas na alternativa:
a) gra-tui-to; a) i-cte-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria;
b) ad-vo-ga-do; b) ic-te-rí-ci-a, he-mo-diá-li-se, dis-en-te-ria;
c) tran-si-tó-rio; c) i-c-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria;
d) psi-co-lo-gi-a; d) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ri-a;
e) in-ter-stí-cio. e) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria.

2-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta: 10- Assinale a única opção em que há, um vocábulo cuja
a) psi-có-ti-co; separação silábica não esta feita de acordo com a norma or-
b) per-mis-si-vi-da-de; tográfica vigente:
c) as-sem-ble-ia; a) es-cor-re-gou / in-crí-veis;
d) ob-ten-ção; b) in-fân-cia / cres-ci-a;
e) fa-mí-lia. c) i-dei-a / lé-guas;
d) des-o-be-de-ceu / cons-tru-í-da;
3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as síla- e) vo-ou / sor-ri-em.
bas corretamente separadas:
a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; Respostas: 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-C / 6-D / 7-A / 8-E
b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; / 9-E / 10-D
c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia;
d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car;
e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. MORFOLOGIA: RECONHECIMENTO,
EMPREGO E SENTIDO DAS CLASSES
4-Assinale o item em que todas as sílabas estão correta- GRAMATICAIS, PROCESSOS DE FORMAÇÃO
mente separadas: DE PALAVRAS, MECANISMOS DE FLEXÃO
a) a-p-ti-dão;
b) so-li-tá-ri-o;
DOS NOMES E DOS VERBOS (TEMPOS,
c) col-me-ia; MODOS);
d) ar-mis-tí-cio;
e) trans-a-tlân-ti-co.

5- Assinale o item em que a divisão silábica está errada: SUBSTANTIVO


a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar; Substantivo é tudo o que nomeia as “coisas” em geral.
b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no; Substantivo é tudo o que pode ser visto, pego ou sentido.
c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar; Substantivo é tudo o que pode ser precedido de artigo
d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo;
e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo. Classificação e Formação
Substantivo Comum: Substantivo comum é aquele
6- Existe erro de divisão silábica no item: que designa os seres de uma espécie de forma genérica. Por
a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o; exemplo: pedra, computador, cachorro, homem, caderno.
b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co;
c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / felds-pa-to; Substantivo Próprio: Substantivo próprio é aquele que
d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to; designa um ser específico, determinado, individualizando-o.
e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni-co. Por exemplo: Maxi, Londrina, Dílson, Ester. O substantivo
próprio sempre deve ser escrito com letra maiúscula.
7- A única alternativa correta quanto à divisão silábica é: Substantivo Concreto: Substantivo concreto é aquele
a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to; que designa seres que existem por si só ou apresentam-se
b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo; ; em nossa imaginação como se existissem por si. Por exemplo:
c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al; ar, som, Deus, computador, Ester.
d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa; Substantivo Abstrato: Substantivo abstrato é aquele
e) coe-são / si-len-cio-so. que designa prática de ações verbais, existência de quali-
8- Indique a alternativa em que as palavras “sussurro”, dades ou sentimentos humanos. Por exemplo: saída (práti-
”iguaizinhos” e “gnomo”, estão corretamente divididas em ca de sair), beleza (existência do belo), saudade.
sílabas:
a) sus - su - rro, igu - ai - zi - nhos, g - no - mo; Formação dos substantivos
b) su - ssu - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo;
c) sus - su - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo; Substantivo Primitivo: É primitivo o substantivo que
d) su - ssur - ro, i - gu - ai - zi - nhos, gn - omo; não se origina de outra palavra existente na língua portu-
e) sus - sur - ro, i - guai - zi - nhos, gno - mo. guesa. Por exemplo: pedra, jornal, gato, homem.

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PORTUGUÊS

Substantivo Derivado: É derivado o substantivo que Plural dos adjetivos compostos: Os adjetivos compostos
provém de outra palavra da língua portuguesa. Por exem- flexionam-se no plural de acordo com as seguintes regras:
plo: pedreiro, jornalista, gatarrão, homúnculo. - os adjetivos compostos formados de adjetivo + adjeti-
Substantivo Simples: É simples o substantivo forma- vo flexionam somente o último elemento. Por exemplo, luso
do por um único radical. Por exemplo: pedra, pedreiro, -brasileiro e luso-brasileiros. Exceções: surdo-mudo e surdos
jornal, jornalista. -mudos. E ficam invariáveis os seguintes adjetivos compostos:
azul-celeste e azul-marinho.
Substantivo Composto: É composto o substantivo - os adjetivos compostos formados de palavra invariá-
formado por dois ou mais radicais. Por exemplo: pedra- vel + adjetivo flexionam também só o último elemento. Por
sabão, homem-rã, passatempo. exemplo, mal-educado e mal-educados.
- os adjetivos compostos formados de adjetivo + subs-
Substantivo Coletivo: É coletivo o substantivo no sin- tantivo ficam invariáveis. Por exemplo, carro(s) verde-canário.
gular que indica diversos elementos de uma mesma espécie. - as expressões formadas de cor + de + substantivo tam-
- abelha - enxame, cortiço, colmeia bém ficam invariáveis. Por exemplo, cabelo(s) cor-de-ouro.
- acompanhante - comitiva, cortejo, séquito
- alho - (quando entrelaçados) réstia, enfiada, cambada Graus dos Adjetivos
- aluno - classe O adjetivo flexiona-se em grau para indicar a intensidade
- amigo - (quando em assembleia) tertúlia da qualidade do ser. Existem, para o adjetivo, dois graus:
Comparativo
ADJETIVO - de igualdade: tão (tanto, tal) bom como (quão, quanto).
É a classe gramatical de palavras que exprimem quali- - de superioridade: analítico (mais bom do que) e sintéti-
dade, defeito, origem, estado do ser. co (melhor que).
- de inferioridade: menos bom que (do que).
Classificação dos Adjetivos
Explicativo - exprime qualidade própria do se. Por Superlativo
exemplo, neve fria. - absoluto: analítico (muito bom) e sintético (ótimo,
Restritivo - exprime qualidade que não é própria do ser. erudito; ou boníssimo, popular).
Ex: fruta madura. - relativo: de superioridade (o mais bom de) e de infe-
Primitivo - não vem de outra palavra portuguesa. Por rioridade (o menos bom ).
exemplo, bom e mau.
Derivado - tem origem em outra palavra portuguesa. Por Somente seis adjetivos têm o grau comparativo de su-
exemplo, bondoso perioridade sintético. Veja-os: de bom - melhor, de mau
Simples - formado de um só radical. Por exemplo, brasileiro. - pior, de grande - maior, de pequeno - menor, de alto - su-
Composto - formado de mais de um radical. Por exemplo, perior, de baixo - inferior. Para estes seis adjetivos, usamos
franco-brasileiro. a forma analítica do grau comparativo de superioridade,
Pátrio - é o adjetivo que indica a naturalidade ou a na- quando se comparam duas qualidades do mesmo ser. Por
cionalidade do ser. Por exemplo, brasileiro, cambuiense, etc. exemplo, Ele é mais bom que inteligente. Usa-se a forma
sintética do grau comparativo de superioridade, quando
Locução Adjetiva se comparam dois seres através da mesma qualidade. Por
É toda expressão formada de uma preposição mais um exemplo: Ela é melhor que você.
substantivo, equivalente a um adjetivo. Por exemplo, homens
com aptidão (aptos), bandeira da Irlanda (irlandesa). PRONOME
A palavra que acompanha (determina) ou substitui
Gêneros dos Adjetivos um nome é denominada pronome. Ex.: Ana disse para sua
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e irmã: - Eu preciso do meu livro de matemática. Você não o
outra para o feminino. Por exemplo, mau e má, judeu e judia. Se encontrou? Ele estava aqui em cima da mesa. 
o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino so- - eu substitui “Ana”
mente o último elemento. Por exemplo, o motivo sócio-literário - meu acompanha “o livro de matemática”
e a causa sócio-literária. Exceção = surdo-mudo e surda-muda. - o substitui “o livro de matemática”
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino - ele substitui “o livro de matemática”
como para o feminino. Por exemplo, homem feliz ou cruel e
mulher feliz ou cruel. Se o adjetivo é composto e uniforme, Flexão: Quanto à forma, o pronome varia em gênero,
fica invariável no feminino. Por exemplo, conflito político-so- número e pessoa:
cial e desavença político-social. Gênero (masculino/feminino)
Ele saiu/Ela saiu
Número dos Adjetivos
Meu carro/Minha casa
Plural dos adjetivos simples: Os adjetivos simples flexio-
nam-se no plural de acordo com as regras estabelecidas para
Número (singular/plural)
a flexão numérica dos substantivos simples. Por exemplo,
Eu saí/Nós saímos
mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins, boa e boas.
Minha casa/Minhas casas

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PORTUGUÊS

Pessoa (1ª/2ª/3ª)
Eu saí/Tu saíste/Ele saiu
Meu carro/Teu carro/Seu carro
Função: O pronome tem duas funções fundamentais:
Substituir o nome: Nesse caso, classifica-se como pronome substantivo e constitui o núcleo de um grupo nominal. Ex.:
Quando cheguei, ela se calou. (ela é o núcleo do sujeito da segunda oração e se trata de um pronome substantivo porque
está substituindo um nome)
Referir-se ao nome: Nesse caso, classifica-se como pronome adjetivo e constitui uma palavra dependente do grupo
nominal. Ex.: Nenhum aluno se calou. (o sujeito “nenhum aluno” tem como núcleo o substantivo “aluno” e como palavra
dependente o pronome adjetivo “nenhum”)

Pronomes Pessoais: São aqueles que substituem os nomes e representam as pessoas do discurso:
1ª pessoa - a pessoa que fala - eu/nós
2ª pessoa - a pessoa com que se fala - tu/vós
3ª pessoa - a pessoa de quem se fala - ele/ela/eles/elas

Pronomes pessoais retos: são os que têm por função principal representar o sujeito ou predicativo. 
Pronomes pessoais oblíquos: são os que podem exercer função de complemento.
Pronomes pessoais oblíquos
Pronomes pessoais retos
Pessoas do Discurso Átonos Tônicos
1ª pessoa eu me mim, comigo
2ª pessoa tu te ti, contigo
Singular
3ª pessoa ele/ela se, o, a, lhe si, ele, consigo
1ª pessoa nós nos nós, conosco
Plural 2ª pessoa vós vos vós convosco
3ª pessoa eles/elas se, os, as, lhes si, els, consigo

Pronomes Oblíquos
- Associação de pronomes a verbos: Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando associados a verbos terminados em -r,
-s, -z, assumem as formas lo, la, los, las, caindo as consoantes. Ex.: Carlos quer convencer seu amigo a fazer uma viagem;
Carlos quer convencê-lo a fazer uma viagem.
- Quando associados a verbos terminados em ditongo nasal (-am, -em, -ão, -õe), assumem as formas no, na, nos, nas.
Ex.: Fizeram um relatório; Fizeram-no.
- Os pronomes oblíquos podem ser reflexivos e quando isso ocorre se referem ao sujeito da oração. Ex.: Maria olhou-se
no espelho; Eu não consegui controlar-me diante do público.
- Antes do infinitivo precedido de preposição, o pronome usado deverá ser o reto, pois será sujeito do verbo no infini-
tivo. Ex.: O professor trouxe o livro para mim. (pronome oblíquo, pois é um complemento); O professor trouxe o livro para
eu ler. (pronome reto, pois é sujeito)
Pronomes de Tratamento: São aqueles que substituem a terceira pessoa gramatical. Alguns são usados em tratamento
cerimonioso e outros em situações de intimidade. Conheça alguns:
- você (v.): tratamento familiar
- senhor (Sr.), senhora (Srª.): tratamento de respeito
- senhorita (Srta.): moças solteiras
- Vossa Senhoria (V.Sª.): para pessoa de cerimônia
- Vossa Excelência (V.Exª.): para altas autoridades
- Vossa Reverendíssima (V. Revmª.): para sacerdotes
- Vossa Eminência (V.Emª.): para cardeais
- Vossa Santidade (V.S.): para o Papa
- Vossa Majestade (V.M.): para reis e rainhas
- Vossa Majestade Imperial (V.M.I.): para imperadores
- Vossa Alteza (V.A.): para príncipes, princesas e duques
1- Os pronomes e os verbos ligados aos pronomes de tratamento devem estar na 3ª pessoa. Ex.: Vossa Excelência já
terminou a audiência? (nesse fragmento se está dirigindo a pergunta à autoridade)
2- Quando apenas nos referimos a essas pessoas, sem que estejamos nos dirigindo a elas, o pronome “vossa” se trans-
forma no possessivo “sua”. Ex.: Sua Excelência já terminou a audiência? (nesse fragmento não se está dirigindo a pergunta
à autoridade, mas a uma terceira pessoa do discurso)

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PORTUGUÊS

Pronomes Possessivos: São aqueles que indicam ideia de posse. Além de indicar a coisa possuída, indicam a pessoa
gramatical possuidora.
Masculino Feminino
Singular Plural Singular Plural
meu meus minha minhas
teu teus tua tuas
seu seus sua suas
nosso nossos nossa nossas
vosso vossos vossa vossas
seu seus sua suas

Existem palavras que eventualmente funcionam como pronomes possessivos. Ex.: Ele afagou-lhe (seus) os cabelos.

Pronomes Demonstrativos: Os pronomes demonstrativos possibilitam localizar o substantivo em relação às pessoas,


ao tempo, e sua posição no interior de um discurso.

Pronomes Espaço Tempo Ao dito Enumeração

Perto de quem fala Referente aquilo que Referente ao último elemento


este, Presente
(1ª pessoa). ainda não foi dito. citado em uma enumeração.
esta, isto,
estes, Ex.: Neste ano, tenho Ex.: Esta afirmação Ex.: O homem e a mulher são
estas Ex.: Não gostei deste
realizado bons negó- me deixou surpresa: massacrados pela cultura atual,
livro aqui.
cios. gostava de química. mas esta é mais oprimida.
Perto de quem ouve Passado ou futuro Referente aquilo que
 
esse, (2ª pessoa). próximos já foi dito.
essa,
esses, Ex.: Não gostei desse Ex.: Gostava de quími-
Ex.: Nesse último ano,
essas livro que está em tuas ca. Essa afirmação me  
realizei bons negócios
mãos. deixou surpresa

Perto da 3ª pessoa,
Passado ou futuro Referente ao primeiro elemento
distante dos interlocu-  
aquele, remotos citado em uma enumeração.
tores.
aquela,
aquilo, Ex.: Tenho boas recor- Ex.: O homem e a mulher são
aqueles, Ex.: Não gostei da-
dações de 1960, pois massacrados pela cultura atual,
aquelas quele livro que a Ro-  
naquele ano realizei mas esta é mais oprimida que
berta trouxe.
bons negócios. aquele.
Pronomes Indefinidos: São pronomes que acompanham o substantivo, mas não o determinam de forma precisa: al-
gum, bastante, cada, certo, diferentes, diversos, demais, mais, menos, muito nenhum, outro, pouco, qual, qualquer, quanto,
tanto, todo, tudo, um, vários.

Algumas locuções pronominais indefinidas: cada qual, qualquer um, tal e qual, seja qual for, sejam quem for, todo
aquele, quem (que), quer uma ou outra, todo aquele (que), tais e tais, tal qual, seja qual for.

Uso de alguns pronomes indefinidos:

Algum:
- quando anteposto ao substantivo da ideia de afirmação. “Algum dinheiro terá sido deixado por ela.” 
- quando posposto ao substantivo dá ideia de negação. “Dinheiro algum terá sido deixado por ela.”
O uso desse pronome indefinido antes ou depois do verbo está ligado à intenção do enunciador.

Demais: Este pronome indefinido, muitas vezes, é confundido com o advérbio “demais” ou com a locução adverbial
“de mais”. Ex.:

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PORTUGUÊS

“Maria não criou nada de mais além de uma cópia do Pronomes Interrogativos: Os pronomes interroga-
quadro de outro artista.” (locução adverbial) tivos levam o verbo à 3ª pessoa e são usados em frases
“Maria esperou os demais.” (pronome indefinido = os interrogativas diretas ou indiretas. Não existem pronomes
outros) exclusivamente interrogativos e sim que desempenham
“Maria esperou demais.” (advérbio de intensidade)  função de pronomes interrogativos, como por exemplo:
que, quantos, quem, qual, etc. Ex.: “Quantos livros tere-
Todo: É usado como pronome indefinido e também mos que comprar?”; “Ele perguntou quantos livros teriam
como advérbio, no sentido de completamente, mas pos- que comprar.”; “Qual foi o motivo do seu atraso?”
suindo flexão de gênero e número, o que é raro em um
advérbio. Ex.: VERBO
“Percorri todo trajeto.” (pronome indefinido)
“Por causa da chuva, a roupa estava toda molhada.” Quando se pratica uma ação, a palavra que representa
(advérbio) essa ação e indica o momento em que ela ocorre é o verbo.
Exemplos:
Cada: Possui valor distributivo e significa todo, qual- - Aquele pedreiro trabalhou muito. (ação – pretérito)
quer dentre certo número de pessoas ou de coisas. Ex.: - Venta muito na primavera. (fenômeno – presente)
“Cada homem tem a mulher que merece”. Este pronome - Ana ficará feliz com a tua chegada. (estado - futuro)
indefinido não pode anteceder substantivo que esteja em - Maria enviuvou na semana passada. (mudança de es-
plural (cada férias), a não ser que o substantivo venha an- tado – pretérito)
tecedido de numeral (cada duas férias). Pode, às vezes, ter - A serra azula o horizonte. (qualidade – presente)
valor intensificador: “Mário diz cada coisa idiota!”
Conjugação Verbal: Existem 3 conjugações verbais:
Pronomes Relativos: São aqueles que representam - A 1ª que tem como vogal temática o ‘’a’’. Ex: cantar,
nomes que já foram citados e com os quais estão relacio- pular, sonhar etc...
nados. O nome citado denomina-se  antecedente do pro- - A 2ª que tem como vogal temática o ‘’e’’. Ex: vender,
nome relativo. Ex.: “A rua onde moro é muito escura à noi- comer, chover, sofrer etc....
te.”; onde: pronome relativo que representa “a rua”; a rua: - A 3ª que tem como vogal temática o ‘’i’’. Ex: partir,
antecedente do pronome “onde”. dividir, sorrir, abrir etc....

Alguns pronomes que podem funcionar como pro-


nomes relativos:  Masculino (o qual, os quais, quanto, 1º CONJUGAÇÃO 2º CONJUGAÇÃO 3º CONJUGAÇÃO
quantos, cujo, cujos). Feminino (a qual, as quais, quanta, verbos terminados verbos terminados verbos terminados
quantas, cuja, cujas). Invariável (quem, que, onde). em AR em ER em IR

O pronome relativo quem sempre possui como ante-


cantar vender partir
cedente uma pessoa ou coisas personificadas, vem sem-
amar chover sorrir
pre antecedido de preposição e possui o significado de “o
sonhar sofrer abrir
qual”. Ex.: “Aquela menina de quem lhe falei viajou para
Paris”. Antecedente: menina; Pronome relativo antecedido OBS: O verbo pôr, assim como seus derivados (com-
de preposição: de quem. por, repor, depor, etc.), pertence à 2º conjugação, porque
Os pronomes relativos cujo, cuja sempre precedem a na sua forma antiga a sua terminação era em er: poer. A
um substantivo sem artigo e possuem o significado “do vogal “e”, apesar de haver desaparecido do infinitivo, re-
qual”, “da qual”. Ex.: “O livro cujo autor não me recordo.” vela-se em algumas formas de verbo: põe, pões, põem etc.
Os pronomes relativos quanto(s) e quanta(s) apa-
recem geralmente precedidos dos pronomes indefinidos Pessoas: 1ª, 2ª e 3ª pessoa são abordadas em 2 situa-
tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. Ex.: “Você é tudo ções: singular e plural.
quanto queria na vida.” Primeira pessoa do singular – eu; ex: eu canto
O pronome relativo onde tem sempre como antece- Segunda pessoa do singular – tu; ex: tu cantas
dente palavra que indica lugar. Ex.: “A casa onde moro é Terceira pessoa do singular – ele; ex ele: canta
muito espaçosa.” Primeira pessoa do plural – nós; ex: nós cantamos
O pronome relativo que admite diversos tipos de an- Segunda pessoa do plural – vós; ex: vós cantais
tecedentes: nome de uma coisa ou pessoa, o pronome de- Terceira pessoa do plural – eles; ex: eles cantam
monstrativo ou outro pronome. Ex.: “Quero agora aquilo
que ele me prometeu.” Tempos e Modo de Verbo
Os pronomes relativos, na maioria das vezes, funcio-
nam como conectivos, permitindo-nos unir duas orações - Presente. Fato ocorrido no momento em que se fala.
em um só período. Ex.: A mulher parece interessada. A Ex: Faz
mulher comprou o livro. (A mulher que parece interessada - Pretérito. Fato ocorrido antes. Ex: Fez
comprou o livro.) - Futuro. Fato ocorrido depois. Ex: Fará

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PORTUGUÊS

O pretérito subdivide-se em perfeito, imperfeito e Aspecto: Aspecto é a maneira de ser ação.


mais-que-perfeito. O Pretérito Perfeito Composto: indica um fato con-
- Perfeito. Ação acabada. Ex: Eu li o ultimo romance de cluído, revela de certa forma a ideia de continuidade. Ex: Eu
Rubens Fonseca. tenho estudado (eu estudei até o presente momento). Os
- Imperfeito. Ação inacabada no momento a que se verbos invocativos (terminados em “ecer” ou “escer”) indica
refere à narração. Ex: Ele olhava o mar durante horas e ho- uma continuidade gradual. Ex: embranquecer é começar a
ras. ficar grisalho e envelhecer é ir ficando velho.
- Mais-que-perfeito. Ação acabada, ocorrida antes de
outro fato passado. Ex:  para poder trabalhar melhor, ela O Presente do Indicativo pode:
dividira a turma em dois grupos.  - indicar frequência. Ex: O sol nasce para todos.
O futuro subdivide-se em futuro do presente e futuro - ser empregado no lugar do futuro. Ex: amanhã vou ao
do pretérito. teatro. (irei); Se continuam as indiretas, perco a paciência.
- futuro do Presente. Refere-se a um fato imediato e (continuarem; perderei)
certo. Ex: comprarei ingressos para o teatro. - ser empregado no lugar do pretérito (presente histó-
- futuro do Pretérito. Pode indicar condição, referin- rico). Ex: É 1939: alemães invadem o território polonês (era;
do-se a uma ação futura, vinculada a um momento já pas- invadiram)
sado. Ex: Aprenderia tocar violão, se tivesse ouvido para a
música (aqui indica condição); Eles gostariam de convidá-la O Pretérito Imperfeito do Indicativo pode:
para a festa. - Substituir o futuro do pretérito. Ex: se eu soubesse,
não dizia aquilo. (diria)
Modos Verbais - Expressar cortesia ou timidez. Ex: o senhor podia fazer
o favor de me emprestar uma caneta? (pode)
- Indicativo. Apresenta o fato de maneira real, certa,
positiva. Ex: Eu estudo geografia Iremos ao cinema; Voltou Futuro do Presente pode:
para casa. - Indicar probabilidade. Ex: Ele terá, no máximo, uns 70
- subjuntivo. Pode exprimir um desejo e apresenta o quilos.
fato como possível ou duvidoso, hipotético. Ex: Queria que - Substituir o imperativo. Ex: não matarás. (não mates)
me levasses ao teatro; Se eu tivesse dinheiro, compraria um
Tempos Simples e Tempos Compostos: Os tempos
carro; Quando o relógio despertar, acorda-me.
são simples quando formados apenas pelo verbo principal.
- Imperativo. Exprime ordem, conselho ou súplica. Ex:
Indicativo:
Limpa a cozinha, Maria; Descanse bastante nestas férias;
Presente - canto, vendo, parto, etc.
Senhor tende piedade de nós.
Pretérito perfeito - cantei,vendi,parti, etc.
Pretérito imperfeito - cantava, vendia, partia, etc.
As formas nominais do verbo são Três: infinitivo, ge- Pretérito mais-que-perfeito - cantara, vendera, partira, etc.
rúndio e particípio. Futuro do presente - cantarei, venderei, partirei, etc.
Futuro do pretérito - cantaria, venderia, partiria, etc.
Infinitivo:
Pessoal - cantar (eu), cantares (tu), vender (eu), vende- Subjuntivo:
res (tu),  partir (eu), partires (tu) Presente - cante,venda, parta, etc.
Impessoal - cantar, vender, partir. Pretérito imperfeito  - cantasse, vendesse, partisse, etc.
Gerúndio - cantando, vendendo, partindo. Futuro - cantar, vender, partir.
Particípio - cantado,vendido,partido.
Imperativo: Ao indicar ordem, conselho, pedido, o
Impessoal: Uma forma em que o verbo não se refere a fato verbal pode expressar negação ou afirmação. São,
nenhuma pessoa gramatical: é o infinitivo impessoal quan- portanto, duas as formas do imperativo:
do não se refere às pessoas do discurso. Exemplos: viver é - Imperativo Negativo: Não falem alto.
bom. (a vida é boa); É proibido fumar. (é proibido o fumo) - Imperativo Afirmativo: Falem mais alto.

Pessoal: Quando se refere às pessoas do discurso. Imperativo negativo: É formado do presente do sub-
Neste caso, não é flexionado nas 1ª e 3ª pessoas do singu- juntivo.
lar e flexionadas nas demais: 2º 3º
Falar (eu) – não flexionado 1º CONJUGAÇÃO
CONJUGAÇÃO CONJUGAÇÃO
Falares (tu) – flexionado CANT - AR
VEND - ER PART - IR
Falar (ele) – não flexionado 
Falarmos (nós) – flexionado Não cantes Não vendas Não partas
Falardes (voz) – flexionado Não cante Não venda Não parta
Falarem (eles) – flexionado Não cantemos Não vendamos Não partamos
Não canteis Não vendais Não partais
Ex: É conveniente estudares (é conveniente o estudo); É Não cantem Não vendam Não partam
útil pesquisarmos (é útil a nossa pesquisa)

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PORTUGUÊS

Imperativo afirmativo: Também é formado do pre- a) Voz passiva sintética: formada por verbo transitivo
sente do subjuntivo, com exceção da 2º pessoa do singular na terceira pessoa mais o pronome apassivador se.
e da 2º pessoa do plural, que são retiradas do presente do Ex.: Vende         -se          computador.
indicativo sem o “s”. Ex: Canta – Cante – Cantemos – Cantai      verbo na                          pronome            sujeito 

– Cantem
  terceira pessoa              apassivador

O imperativo não possui a 1º pessoa do singular, pois


não se prevê a ordem, o pedido ou o conselho a si mesmo. b) Voz passiva analítica: formada pelo verbo auxiliar
(ser ou estar) mais o particípio de um verbo transitivo.
Tempos são compostos quando formados pelos auxi- Ex.: O menino   foi penteado   pelo pai.
          sujeito                                locução verbal     agente
liares ter ou haver.

Indicativo: - Voz reflexiva: quando o sujeito pratica e ao mesmo


tempo recebe a ação. A voz reflexiva apresenta a seguinte
Pretérito perfeito composto - tenho cantado, tenho
estrutura: verbo na voz ativa + pronome oblíquo exercendo
vendido, tenho partido, etc.
a função de objeto.
Pretérito mais-que-perfeito composto - tinha cantado,
Ex.: A menina    penteou    -se (a si mesma).
tinha vendido, tinha partido, etc.         sujeito                       verbo         pronome oblíquo o.d.
Futuro do presente composto - terei cantado, terei
vendido, terei partido, etc. ADVÉRBIO
Futuro do pretérito composto - teria cantado, teria
vendido, teria partido, etc. O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
Subjuntivo: Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica
Pretérito perfeito composto - tenha cantado, tenha a ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade
vendido, tenha partido, etc. faz referência ao processo verbal, no sentido de caracte-
Pretérito mais-que-perfeito composto - tivesse canta- rizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias em que esse
do, tivesse vendido, tivesse partido, etc. processo se desenvolve. 
Futuro composto - tiver cantado, tiver vendido,tiver O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sen-
partido, etc. tido de caracterizar os processos expressos por ele. Contu-
do, ele não é modificador exclusivo desta classe (verbos),
Infinitivo: pois também modifica o adjetivo e até outro advérbio. Se-
Pretérito impessoal composto - ter cantado, ter vendi- guem alguns exemplos:
do, ter partido, etc.
Pretérito pessoal composto - ter (teres) cantado, ter Para quem se diz  distantemente alheio  a esse as-
(teres) vendido, ter (teres) partido. sunto, você está até bem informado.
Gerúndio pretérito composto - tendo cantado, tendo
vendido, tendo partido. Temos o advérbio “distantemente” que modifica o ad-
jetivo alheio, representando uma qualidade, característica.
Regulares: Regulares são verbos que se conjugam de
acordo com o paradigma (modelo) de cada conjugação. O artista canta muito mal.
Cantar (1ª conjugação) vender (2ª conjugação) partir (3ª
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modi-
conjugação) todos que se conjugarem de acordo com es-
fica outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exem-
ses verbos serão regulares.
plos pudemos verificar que se tratava de somente uma pa-
lavra funcionando como advérbio. No entanto, ele pode
As vozes verbais indicam a relação entre o sujeito e estar demarcado por mais de uma palavra, que mesmo
a ação expressa pelo verbo. Em português, o verbo se assim não deixará de ocupar tal função. Temos aí o que
distribui em três vozes: chamamos de locução adverbial, representada por algu-
- Voz ativa: quando o sujeito pratica a ação,  é um mas expressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a
sujeito agente. frente, de modo algum, entre outras.
Ex.: A criança   alimentou   o animal. Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo
das circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classi-
          Sujeito                               verbo ativo       objeto

No exemplo dado, a criança (sujeito) pratica a ação. ficam em distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres-
- Voz passiva: quando o sujeito sofre a ação verbal, é sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
um sujeito paciente. poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral,
Ex.: O animal   foi alimentado   pela criança. frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior
         sujeito                                  verbo passivo         agente parte dos que terminam em -mente: calmamente, triste-
mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente,
No exemplo dado, o animal (sujeito) recebe a ação. docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa-
Há dois tipos de voz passiva: mente

29
PORTUGUÊS

de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em


excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto,
quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, SINTAXE: FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO,
de todo, de muito, por completo. TERMOS DA ORAÇÃO, PROCESSOS DE
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en- TRANSITIVIDADE E REGÊNCIA DE
fim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediata- NOMES E VERBOS, PADRÕES GERAIS DE
mente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, COLOCAÇÃO PRONOMINAL NO PORTUGUÊS,
às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em MECANISMOS DE COESÃO E COERÊNCIA
quando, de quando em quando, a qualquer momento, de TEXTUAL;
tempos em tempos, em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí,
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem
adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter- nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou senti-
namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em mos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples
cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta palavra até o período mais complexo, elaborado segundo
de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo al- os padrões sintáticos do idioma. São exemplos de frases:
gum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, prova- Socorro!
velmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe Muito obrigado!
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, Que horror!
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, Sentinela, alerta!
indubitavelmente Cada um por si e Deus por todos.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so- Grande nau, grande tormenta.
mente, simplesmente, só, unicamente Por que agridem a natureza?
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam- “Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos)
bém “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos)
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente “Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terrei-
de designação: Eis ro.” (Adonias Filho)
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo), quan- “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Ve-
do?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensida- ríssimo)
de), para quê?(finalidade) “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus
Locução adverbial  aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em heli-
É reunião de duas ou mais palavras com valor de ad- cópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo,
vérbio. Exemplo: mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) As frases são proferidas com entoação e pausas espe-
Há locuções adverbiais que possuem advérbios corres- ciais, indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Mui-
pondentes. Exemplo: tas frases, principalmente as que se desviam do esquema
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente. sujeito + predicado, só pode ser entendidas dentro do
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de contexto (= o escrito em que figuram) e na situação (= o
modo são flexionados, sendo que os demais são todos in- ambiente, as circunstâncias) em que o falante se encontra.
variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o
categoria dos advérbios é a de grau: verbo. Exemplo: Tudo parado e morto.
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente Quanto ao sentido, as frases podem ser:
- inconstitucionalissimamente, etc;
Diminutivo: diminui a intensidade. Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo,
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, deva- de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou
gar - devagarinho,  enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma
coisa:
Paulo parece inteligente. (afirmativa)
A retificação da velha estrada é uma obra inadiável.
(afirmativa)
Nunca te esquecerei. (negativa)
Neli não quis montar o cavalo velho, de pêlo ruço. (ne-
gativa)

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PORTUGUÊS

Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, con-
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto forme o tom com que a proferimos. Observe:
de interrogação). São uma pergunta, uma interrogação: Olavo esteve aqui.
Por que chegaste tão tarde? Olavo esteve aqui?
Gostaria de saber que horas são. Olavo esteve aqui?!
“Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Olavo esteve aqui!
Pessoa)
“Não sabe, ao menos, o nome do pequeno?” (Machado Exercícios
de Assis)
01. Marque apenas as frases nominais:
Imperativas: aquela através da qual expressamos uma a) Que voz estranha!
ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa. b) A lanterna produzia boa claridade.
Contêm uma ordem, proibição, exortação ou pedido: c) As risadas não eram normais.
“Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa) d) Luisinho, não!
Não cometa imprudências. (negativa)
“Vamos, meu filho, ande depressa!” (afirmativa)
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa,
“Segue teu rumo e canta em paz.” (afirmativa)
exclamativa, optativa ou imperativa.
“Não me leves para o mar.” (negativa)
a) Você está bem?
Exclamativas: aquela através da qual externamos uma b) Não olhe; não olhe, Luisinho!
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento, c) Que alívio!
etc.: d) Tomara que Luisinho não fique impressionado!
Como eles são audaciosos! e) Você se machucou?
Não voltaram mais! f) A luz jorrou na caverna.
“Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (Gra- g) Agora suma, seu monstro!
ciliano Ramos) h) O túnel ficava cada vez mais escuro.

Optativas: É aquela através da qual se exprime um de- 03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga
sejo: o modelo:
Bons ventos o levem! Luisinho ficou pra trás. (declarativa)
Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! Lusinho, fique para trás. (imperativa)
“E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de  
Laet) a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos.
“Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano b) Luisinho procurou os fósforos no bolso.
Ramos) c) Os meninos olharam à sua volta.

Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, mal- 04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm
dição): verbos. Assinale, pois, as frases verbais:
“Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo a) Deus te guarde!
Branco) b) As risadas não eram normais.
“Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) c) Que ideia absurda!
“Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” (Do- d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.
mingos Carvalho da Silva) e) Tão preta como o túnel!
f) Quem bom!
Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de
g) As ovelhas são mansas e pacientes.
frase podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No
h) Que espírito irônico e livre!
primeiro caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O
que caracteriza e distingue esses diferentes tipos de frase é
a entoação, ora ascendente ora descendente. 05. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: de-
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem clarativa, interrogativa, imperativa e exclamativa:
ser integralmente captados se atentarmos para o contexto a) Que flores tão aromáticas!
em que são empregadas. É o caso, por exemplo, das situa- b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes?
ções em que se explora a ironia. Pense, por exemplo, na fra- c) Devemos manter a nossa escola limpa.
se “Que educação!”, usada quando se vê alguém invadindo, d) Respeitem os limites de velocidade.
com seu carro, a faixa de pedestres. Nesse caso, ela expressa e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência?
exatamente o contrário do que aparentemente diz. f) Atravessem a rua com cuidado.
A entoação é um elemento muito importante da frase g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido!
falada, pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. h) Antes de tomar banho no mar, deve-se olhar para a
Dependendo de como é dita, uma frase simples como “É cor da bandeira.
ela.” pode indicar constatação, dúvida, surpresa, indigna- i) Não te quero ver mais aqui!
ção, decepção, etc. j) Hoje saímos mais cedo.

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PORTUGUÊS

Respostas Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente


1-“a” e “d” um substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essên-
2- a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d) op- cia de sua significação. Nos exemplos seguintes, as pala-
tativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h) de- vras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predica-
clarativa do, respectivamente:
3- a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisi- “O amigo retardatário do presidente prepara-se para
nho, procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à desembarcar.” (Aníbal Machado)
sua volta! A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plu-
4- a/b/d/g mas.
5- a) exclamativa; b) interrogativa; c) declarativa; d) im- Os termos da oração da língua portuguesa são classifi-
perativa; e) interrogativa; f) imperativa; g) exclamativa; h) cados em três grandes níveis:
declarativa; i) imperativa; j) declarativa - Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
- Termos Integrantes da Oração: Complemento No-
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sen- minal e Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto in-
tido, porém há, necessariamente, a presença do verbo. A direto e Agente da Passiva).
oração encerra uma frase (ou segmento de frase), várias - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
frases ou um período, completando um pensamento e Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
concluindo o enunciado através de ponto final, interroga-
ção, exclamação e, em alguns casos, através de reticências. - Termos Essenciais da Oração: São dois os termos
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às ve- essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado.
zes elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são Exemplos:
orações, não podem ser analisadas sintaticamente frases
como: Sujeito Predicado
Socorro!
Com licença! Pobreza não é vileza.
Que rapaz impertinente! Os sertanistas capturavam os índios.
Muito riso, pouco siso.
“A bênção, mãe Nácia!” (Raquel de Queirós) Um vento áspero sacudia as árvores.

Na oração as palavras estão relacionadas entre si, Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que
como partes de um conjunto harmônico: elas formam os pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz
termos ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo alguma coisa. Ao fazer tal afirmação estamos considerando
da oração desempenha uma função sintática. Geralmen- o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou
te apresentam dois grupos de palavras: um grupo sobre o o seu aspecto estilístico (o tópico da sentença). Já que o
qual se declara alguma coisa (o sujeito), e um grupo que sujeito é depreendido de uma análise sintática, vamos res-
apresenta uma declaração (o predicado), e, excepcional- tringir a definição apenas ao seu papel sintático na senten-
mente, só o predicado. Exemplo: ça: aquele que estabelece concordância com o núcleo do
predicado. Quando se trata de predicado verbal, o núcleo
A menina banhou-se na cachoeira. é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o núcleo
A menina – sujeito é sempre um nome. Então têm por características básicas:
banhou-se na cachoeira – predicado - estabelecer concordância com o núcleo do predica-
do;
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado) - apresentar-se como elemento determinante em rela-
ção ao predicado;
O sujeito é o termo da frase que concorda com o ver- - constituir-se de um substantivo, ou pronome subs-
bo em número e pessoa. É normalmente o “ser de quem se tantivo ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”.
O predicado é a parte da oração que contém “a infor- Exemplos:
mação nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere
ao sujeito, constituindo a declaração do que se atribui ao A padaria está fechada hoje.
sujeito. está fechada hoje: predicado nominal
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se a padaria: sujeito
declara algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
a “o amor”, ou seja, o predicado, é “é eterno”.
Nós mentimos sobre nossa idade para você.
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os mentimos sobre nossa idade para você: predicado
rapazes”, que identificamos por ser o termo que concorda verbal
em número e pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é mentimos: verbo = núcleo do predicado
“jogam futebol”. nós: sujeito

32
PORTUGUÊS

No interior de uma sentença, o sujeito é o termo de- O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um
terminante, ao passo que o predicado é o termo determi- substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem apa-
nado. Essa posição de determinante do sujeito em relação recer palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções ad-
ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível, na jetivas, etc.) Exemplo:
língua portuguesa, uma sentença sem sujeito, mas nunca “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz
uma sentença sem predicado. para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)
Exemplos:
O sujeito pode ser:
As formigas invadiram minha casa.
as formigas: sujeito = termo determinante Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm es-
invadiram minha casa: predicado = termo determina- pinhos; “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua
do em fila indiana.”
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro
Há formigas na minha casa. e o cavalo nadavam ao lado da canoa.”
há formigas na minha casa: predicado = termo deter- Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei
minado amanhã.
sujeito: inexistente Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é,
quando não está expresso, mas se deduz do contexto: Via-
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma jarei amanhã. (sujeito: eu, que se deduz da desinência do
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando verbo); “Um soldado saltou para a calçada e aproximou-
esse nome se refere a objetos das primeira e segunda pes- se.” (o sujeito, soldado, está expresso na primeira oração e
soas, o sujeito é representado por um pronome pessoal elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se.); Crianças, guar-
do caso reto (eu, tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um dem os brinquedos. (sujeito: vocês)
objeto da terceira pessoa, sua representação pode ser feita Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa:
através de um substantivo, de um pronome substantivo ou O Nilo fertiliza o Egito.
de qualquer conjunto de palavras, cujo núcleo funcione, na Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação
sentença, como um substantivo. expressa pelo verbo passivo: O criminoso é atormenta-
Exemplos: do pelo remorso; Muitos sertanistas foram mortos pelos
índios; Construíram-se açudes. (= Açudes foram construí-
Eu acompanho você até o guichê. dos.)
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Agente e Paciente: quando o sujeito faz a ação ex-
Vocês disseram alguma coisa? pressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o traba-
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. lho; Regina trancou-se no quarto.
Marcos: sujeito = substantivo próprio Indeterminado: quando não se indica o agente da
Ninguém entra na sala agora. ação verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem
ninguém: sujeito = pronome substantivo atropelou a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atro-
O andar deve ser uma atividade diária. pelou.); Come-se bem naquele restaurante.
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa Observações:
oração - Não confundir sujeito indeterminado com sujeito
oculto.
Além dessas formas, o sujeito também pode se cons- - Sujeito formado por pronome indefinido não é inde-
tituir de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o terminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho.
nome de oração substantiva subjetiva: Ninguém lhe telefonou.
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o
É difícil optar por esse ou aquele doce... verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer
É difícil: oração principal agente já expresso nas orações anteriores: Na rua olha-
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva vam-no com admiração; “Bateram palmas no portãozinho
subjetiva da frente.”; “De qualquer modo, foi uma judiação matarem
a moça.”
O sujeito é constituído por um substantivo ou pro- - Assinala-se a indeterminação do sujeito com um ver-
nome, ou por uma palavra ou expressão substantivada. bo ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pro-
Exemplos: nome se. O pronome se, neste caso, é índice de indetermi-
nação do sujeito. Pode ser omitido junto de infinitivos.
O sino era grande. Aqui vive-se bem.
Ela tem uma educação fina. Devagar se vai ao longe.
Vossa Excelência agiu como imparcialidade. Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Isto não me agrada. Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe expli-
car.

33
PORTUGUÊS

- Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se buto que se refere ao sujeito da oração, ou um verbo (ou
o verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aque- locução verbal). No primeiro caso, temos um predicado
les fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas. nominal (seu núcleo significativo é um nome, substanti-
vo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por um verbo de
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; toda- ligação) e no segundo um predicado verbal (seu núcleo é
via, a posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou termos
nossa língua. Exemplos: acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o
É fácil este problema! verbo são de igual importância, ambos constituem o nú-
Vão-se os anéis, fiquem os dedos. cleo do predicado e resultam no tipo de predicado verbo-
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as ár- nominal (tem dois núcleos significativos: um verbo e um
vores.” (José de Alencar) nome). Exemplos:
“Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.” (Ra-
malho Ortigão) Minha empregada é desastrada.
“Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Cas- predicado: é desastrada
telo Branco) núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
tipo de predicado: nominal
Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta
de um fato, através do predicado; o conteúdo verbal não O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
é atribuído a nenhum ser. São construídas com os verbos do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou ca-
impessoais, na 3ª pessoa do singular: Havia ratos no porão; racterística. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
Choveu durante o jogo. funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
Observação: São verbos impessoais: Haver (nos senti-
dos de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, pas- A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.
sar, ser e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, predicado: demoliu nosso antigo prédio
nevar, gear, relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que núcleo do predicado: demoliu = nova informação
exprimem fenômenos meteorológicos. sobre o sujeito
tipo de predicado: verbal
Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
segmento extraído da estrutura interna das orações ou das Os manifestantes desciam a rua desesperados.
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse predicado: desciam a rua desesperados
sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguís- núcleos do predicado: desciam = nova informação
tico que estabelece concordância com outro termo essen- sobre o sujeito; desesperados = atributo do sujeito
cial da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante tipo de predicado: verbo-nominal
(ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou
principal). Não se trata, portanto, de definir o predicado Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é
como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem certas gra- responsável também por definir os tipos de elementos que
máticas da língua portuguesa, mas sim estabelecer a im- aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho
portância do fenômeno da concordância entre esses dois basta para compor o predicado (verbo intransitivo). Em ou-
termos essenciais da oração. Então têm por características tros casos é necessário um complemento que, juntamente
básicas: apresentar-se como elemento determinado em re- com o verbo, constituem a nova informação sobre o sujei-
lação ao sujeito; apontar um atributo ou acrescentar nova to. De qualquer forma, esses complementos do verbo não
informação ao sujeito. Exemplos: interferem na tipologia do predicado.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do
Carolina conhece os índios da Amazônia. verbo, quando este puder ser facilmente subentendido, em
sujeito: Carolina = termo determinante geral por estar expresso ou implícito na oração anterior.
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo Exemplos:
determinado
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos al-
Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João. gozes inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido
sujeito: todos nós = termo determinante o verbo é depois de algozes)
predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = “Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Morei-
termo determinado ra da Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe)
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.”
Nesses exemplos podemos observar que a concordân- (Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)
cia é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois
termos essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o ver-
“conhece”; no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. bo forma o predicado.
Isso se dá porque a concordância é centrada nas palavras Há verbos que, por natureza, tem sentido completo,
que são núcleos, isto é, que são responsáveis pela princi- podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os
pal informação naquele segmento. No predicado o núcleo verbos de predicação completa denominados intransiti-
pode ser de dois tipos: um nome, quase sempre um atri- vos. Exemplo:

34
PORTUGUÊS

As flores murcharam. Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto di-


Os animais correm. reto, isto é, um complemento sem preposição. Pertencem a
As folhas caem. esse grupo: julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, de-
“Os inimigos de Moreiras rejubilaram.” (Graciliano Ra- signar, considerar, declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
mos) Comprei um terreno e construí a casa.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem de Maricá)
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de “Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sá-
predicação incompleta, denominados transitivos. Exem- bado.” (Guedes de Amorim)
plos:
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque
João puxou a rede. os que formam o predicado verbo nominal e se constrói
“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara com o complemento acompanhado de predicativo. Exem-
Resende) plos:
“Não simpatizava com as pessoas investidas no po- Consideramos o caso extraordinário.
der.” (Camilo Castelo Branco) Inês trazia as mãos sempre limpas.
O povo chamava-os de anarquistas.
Observe que, sem os seus complementos, os verbos Julgo Marcelo incapaz disso.
puxou, invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações
completas: puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral,
a que? podem ser usados também na voz passiva; Outra caracte-
Os verbos de predicação completa denominam-se in- rísticas desses verbos é a de poderem receber como objeto
transitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os direto, os pronomes o, a, os, as: convido-o, encontro-os,
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos, incomodo-a, conheço-as; Os verbos transitivos diretos po-
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bi- dem ser construídos acidentalmente, com preposição, a
transitivos). qual lhes acrescenta novo matiz semântico: arrancar da es-
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem en- pada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta; tomar do lá-
cerram uma noção definida, um conteúdo significativo, pis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos diretos:
existem os de ligação, verbos que entram na formação do abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar, castigar,
predicado nominal, relacionando o predicativo com o su- contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar, en-
jeito. tristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.

Intransitivos: são os que não precisam de comple- Transitivos Indiretos: são os que reclamam um com-
mento, pois têm sentido completo. plemento regido de preposição, chamado objeto indireto.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de As- Exemplos:
sis) “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar) uma adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“A pobreza e a preguiça andam sempre em compa- “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
nhia.” (Marquês de Maricá) neutros.” (Érico Veríssimo)
“Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.”
Observações: Os verbos intransitivos podem vir acom- (José Américo)
panhados de um adjunto adverbial e mesmo de um pre- “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espi-
dicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos ritual.” (José Geraldo Vieira)
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborre-
cido. As orações formadas com verbos intransitivos não Observações: Entre os verbos transitivos indiretos im-
podem “transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos porta distinguir os que se constroem com os pronomes
intransitivos passam, ocasionalmente, a transitivos quando objetivos lhe, lhes. Em geral são verbos que exigem a pre-
construídos com o objeto direto ou indireto. posição a: agradar-lhe, agradeço-lhe, apraz lhe, bate-lhe,
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nas- desagrada-lhe, desobedecem-lhe, etc. Entre os verbos
cimento) transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís para objeto indireto as formas oblíquas lhe, lhes, construin-
Jardim) do-se com os pronomes retos precedidos de preposição:
- “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, depender
Dias) dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.
- “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no Em princípio, verbos transitivos indiretos não compor-
mundo que já morreu...” (Ciro dos Anjos) tam a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obede-
cer, e pouco mais, usados também como transitivos dire-
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, tos: João paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar, pago (perdoado, obedecido) por João. Há verbos transiti-
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc. vos indiretos, como atirar, investir, contentar-se, etc., que

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PORTUGUÊS

admitem mais de uma preposição, sem mudança de senti- A bandeira é o símbolo da Pátria.
do. Outros mudam de sentido com a troca da preposição, A mesa era de mármore.
como nestes exemplos: Trate de sua vida. (tratar=cuidar). O mar estava agitado.
É desagradável tratar com gente grosseira. (tratar=lidar). A ilha parecia um monstro.
Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., variam de
significação conforme sejam usados como transitivos dire- Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra
tos ou indiretos. na constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam atrasado.)
com dois objetos: um direto, outro indireto, concomitan- O menino abriu a porta ansioso.
temente. Exemplos: Todos partiram alegres.
No inverso, Dona Cléia dava roupas aos pobres. Marta entrou séria.
A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva. Observações: O predicativo subjetivo às vezes está pre-
Ceda o lugar aos mais velhos. posicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda es-
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou tava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na os verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos
formação do predicado nominal. Exemplos: e tristes, os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não
A Terra é móvel. entendia certas coisas.; Onde está a criança que fui?
A água está fria.
O moço anda (=está) triste. Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao ob-
Mário encontra-se doente. jeto de um verbo transitivo. Exemplos:
A Lua parecia um disco. O juiz declarou o réu inocente.
O povo elegeu-o deputado.
Observações: Os verbos de ligação não servem ape- As paixões tornam os homens cegos.
nas de anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos
Nós julgamos o fato milagroso.
sob os quais se considera a qualidade atribuída ao sujeito.
O verbo ser, por exemplo, traduz aspecto permanente e o
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos
verbo estar, aspecto transitório: Ele é doente. (aspecto per-
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta,
manente); Ele está doente. (aspecto transitório). Muito des-
em certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geral-
ses verbos passam à categoria dos intransitivos em frases
mente se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode
como: Era =existia) uma vez uma princesa.; Eu não estava
referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-
em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com dificuldades.; Parece
que vai chover. lhe poeta; Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O
advogado considerava indiscutíveis os direitos da herdei-
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classi- ra.; Julgo inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o
ficação fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que vi muitas vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta
apresentam na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora rústica da cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os feri-
a outro. Exemplo: mentos que aquele choque com o mundo me causara.”
O homem anda. (intransitivo)
O homem anda triste. (de ligação) Termos Integrantes da Oração
Chamam-se termos integrantes da oração os que com-
O cego não vê. (intransitivo) pletam a significação transitiva dos verbos e nomes. Inte-
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) gram (inteiram, completam) o sentido da oração, sendo
por isso indispensável à compreensão do enunciado. São
Deram 12 horas. (intransitivo) os seguintes:
A terra dá bons frutos. (transitivo direto) - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto In-
direto);
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto) - Complemento Nominal;
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e - Agente da Passiva.
indireto)
Objeto Direto: é o complemento dos verbos de pre-
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicati- dicação incompleta, não regido, normalmente, de prepo-
vo do objeto. sição. Exemplos:
As plantas purificaram o ar.
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Cas-
atributo, um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se tro)
prende por um verbo de ligação, no predicado nominal. Procurei o livro, mas não o encontrei.
Exemplos: Ninguém me visitou.

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PORTUGUÊS

O objeto direto tem as seguintes características: - Em expressões de reciprocidade, para garantir a cla-
- Completa a significação dos verbos transitivos dire- reza e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns
tos; aos outros.”; “As companheiras convidavam-se umas às
- Normalmente, não vem regido de preposição; outras.”; “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por à outra”.
um verbo ativo: Caim matou Abel. - Com nomes próprios ou comuns, referentes a pes-
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi soas, principalmente na expressão dos sentimentos ou por
morto por Caim. amor da eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a
Deus sobre todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é
O objeto direto pode ser constituído: a Pedro.”; “O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”.
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O la- - Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o
vrador cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável. objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enga-
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, nam!; A médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A
vos: Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se este confrade conheço desde os seus mais tenros anos”.
ao espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo - Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O agua-
-lo a tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu ceiro caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os ma-
vos amo.; “Marchei resolutamente para a maluca e intimei tava a ambos...”.
-a a ficar quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de - Com certos pronomes indefinidos, sobretudo refe-
vista.” rentes a pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém uns e odeias a outros?; Aumente a sua felicidade, tornan-
na loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto do felizes também aos outros.; A quantos a vida ilude!.
de plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as - Em certas construções enfáticas, como puxar (ou ar-
folhas do livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem rancar) da espada, pegar da pena, cumprir com o dever,
percebido nos meus escritos?” atirar com os livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espa-
das de aço fino...”; “Chegou a costureira, pegou do pano,
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha
dando-se lhes por objeto direto uma palavra cognata ou e entrou a coser.”; “Imagina-se a consternação de Itaguaí,
da mesma esfera semântica: quando soube do caso.”
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
(Vivaldo Coaraci) Observações: Nos quatro primeiros casos estudados
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal a preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A
Machado) substituição do objeto direto preposicionado pelo prono-
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Ma- me oblíquo átono, quando possível, se faz com as formas
chado de Assis) o(s), a(s) e não lhe, lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer
Em tais construções é de rigor que o objeto venha ao amigo (convencê-lo); O objeto direto preposicionado, é
acompanhado de um adjunto. obvio, só ocorre com verbo transitivo direto; Podem resu-
mir-se em três as razões ou finalidades do emprego do ob-
Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o jeto direto preposicionado: a clareza da frase; a harmonia
objeto direto, isto é, o complemento de verbos transitivos da frase; a ênfase ou a força da expressão.
diretos, vem precedido de preposição, geralmente a pre-
posição a. Isto ocorre principalmente: Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tôni- destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto, colo-
co: Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina camo-lo no início da frase e depois o repetimos ou reforça-
amava mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me mos por meio do pronome oblíquo. A esse objeto repetido
que Roberto hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ri- sob forma pronominal chama-se pleonástico, enfático ou
cardina lastimava o seu amigo como a si própria.”; “Amava redundante. Exemplos:
-a tanto como a nós”. O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro camisa.
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
todos; deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo “Seus cavalos, ela os montava em pêlo.” (Jorge Ama-
desenvolvimento das suas graças.”; “Agora sabia que podia do)
manobrar com ele, com aquele homem a quem na realida-
de também temia, como todos ali”. Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evi- preposição necessária e sem valor circunstancial. Repre-
tando que o objeto direto seja tomado como sujeito, im- senta, ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere a
pedindo construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o ação verbal: “Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indi-
filho amado.; “Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem reto completa a significação dos verbos:
cerimônia, como a um irmão.”; A qual delas iria homena- - Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à
gear o cavaleiro? missa e à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma.

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PORTUGUÊS

- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou usadas no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em
passiva): Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais ve- vez de complementar verbos, complementa nomes (subs-
lhos; Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres; Disse- tantivos, adjetivos) e alguns advérbios em –mente. A no-
lhe a verdade. (Disse a verdade ao moço.) mes que requerem complemento nominal correspondem,
geralmente, verbos de mesmo radical: amor ao próximo,
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de amar o próximo; perdão das injúrias, perdoar as injúrias;
outras categorias, os quais, no caso, são considerados aci- obediente aos pais, obedecer aos pais; regresso à pátria,
dentalmente transitivos indiretos: A bom entendedor meia regressar à pátria; etc.
palavra basta; Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a
ele); Isto não lhe convém; A proposta pareceu-lhe aceitá- Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na
vel. voz passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa
pelo verbo passivo. Vem regido comumente pela preposi-
Observações: Há verbos que podem construir-se com ção por, e menos frequentemente pela preposição de: Al-
dois objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: fredo é estimado pelos colegas; A cidade estava cercada
Rogue a Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; pelo exército romano; “Era conhecida de todo mundo a
Pedirei para ti a meu senhor um rico presente; Não con- fama de suas riquezas.”
fundir o objeto direto com o complemento nominal nem
com o adjunto adverbial; Em frases como “Para mim tudo O agente da passiva pode ser expresso pelos substan-
eram alegrias”, “Para ele nada é impossível”, os pronomes tivos ou pelos pronomes:
em destaque podem ser considerados adjuntos adverbiais. As flores são umedecidas pelo orvalho.
A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
O objeto indireto é sempre regido de preposição, ex- Muitos já estavam dominados por ele.
pressa ou implícita. A preposição está implícita nos prono-
mes objetivos indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração
lhes. Exemplos: Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te na voz ativa:
pertence. (=Isto pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
a você...); Peço-vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais ca- A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
sos a preposição é expressa, como característica do objeto Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Tu o acompanharás. (voz ativa)
indireto: Recorro a Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Conten-
ta-se com pouco.; Ele só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou
Observações: Frase de forma passiva analítica sem
contra nós.; Conto com você.; Não preciso disto.; O filme
complemento agente expresso, ao passar para a ativa, terá
a que assisti agradou ao público.; Assisti ao desenrolar da
sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural:
luta.; A coisa de que mais gosto é pescar.; A pessoa a quem
Ele foi expulso da cidade. (Expulsaram-no da cidade.); As
me refiro você a conhece.; Os obstáculos contra os quais
florestas são devastadas. (Devastam as florestas.); Na pas-
luto são muitos.; As pessoas com quem conto são poucas. siva pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobia-
vam-se as canções dele pelos pedestres. (errado); Nas ruas
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é eram assobiadas as canções dele pelos pedestres. (certo);
representado pelos substantivos (ou expressões substan- Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (certo)
tivas) ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao
verbo são: a, com, contra, de, em, para e por. Termos Acessórios da Oração
Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto Termos acessórios são os que desempenham na ora-
direto, o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, ção uma função secundária, qual seja a de caracterizar um
por ênfase. Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; ser, determinar os substantivos, exprimir alguma circuns-
“Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica...? tância. São três os termos acessórios da oração: adjunto
“E, aos brigões, incapazes de se moverem, basta-lhes xin- adnominal, adjunto adverbial e aposto.
garem-se a distância.”
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou de-
Complemento Nominal: é o termo complementar re- termina os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas
clamado pela significação transitiva, incompleta, de certos vistosas. (Meu determina o substantivo irmão: é um adjun-
substantivos, adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de to adnominal – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é
preposição. Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às também adjunto adnominal).
aulas; “O ódio ao mal é amor do bem, e a ira contra o mal, O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjeti-
entusiasmo divino.”; “Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” vos: água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos:
o mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos:
Observações: O complemento nominal representa o re- nosso tio, este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja his-
cebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um tória conheço, que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo ano, capítulo sexto; Pelas locuções ou expressões adjetivas
de assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compo- que exprimem qualidade, posse, origem, fim ou outra es-
sitor de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições pecificação:

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PORTUGUÊS

- presente de rei (=régio): qualidade O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome


- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença substantivo:
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem Foram os dois, ele e ela.
- fio de aço, casa de madeira: matéria Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade O dia amanheceu chuvoso, o que me obrigou a ficar
- homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade em casa.
- criança com febre (=febril): característica
- aviso do diretor: agente O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas fra-
ses seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo
Observações: Não confundir o adjunto adnominal do sujeito:
formado por locução adjetiva com complemento nomi- Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
nal. Este representa o alvo da ação expressa por um nome As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num
transitivo: a eleição do presidente, aviso de perigo, decla- balé de cores.
ração de guerra, empréstimo de dinheiro, plantio de ár-
vores, colheita de trigo, destruidor de matas, descoberta Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indica-
de petróleo, amor ao próximo, etc. O adjunto adnomi- das, na escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não
nal formado por locução adjetiva representa o agente da havendo pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém ou de Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o roman-
alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, ce Tóia; o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do Tiradentes, etc.
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe. (Graciliano Ramos)
Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma cir- O aposto pode preceder o termo a que se refere, o
cunstância (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras pa- qual, às vezes, está elíptico. Exemplos:
lavras, que modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
advérbio. Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de
Mensageira da idéia, a palavra é a mais bela expres-
roda na praça”. O adjunto adverbial é expresso: Pelos ad-
são da alma humana.
vérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.; Maria é mais alta.;
“Irmão do mar, do espaço, amei as solidões sobre os
Não durma ao volante.; Moramos aqui.; Ele fala bem, fala
rochedos ásperos.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao
corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez esteja enga-
sujeito oculto eu).
nado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes
viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exem-
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escure-
ceu de repente. plos:
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição an- de tempestade iminente.
tes de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noi- O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
te, não dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não Simão era muito espirituoso, o que me levava a preferir
sairei. (=No domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me sua companhia.
da porta. (=De ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais
classificam-se de acordo com as circunstâncias que ex- Um aposto pode referir-se a outro aposto:
primem: adjunto adverbial de lugar, modo, tempo, inten- “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha
sidade, causa, companhia, meio, assunto, negação, etc; É do velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo
importante saber distinguir adjunto adverbial de adjunto Ivo)
adnominal, de objeto indireto e de complemento nominal:
sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.adn.); gosta do mar O aposto pode vir precedido das expressões explicati-
(obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.). vas isto é, a saber, ou da preposição acidental como:
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Para-
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou guai, não são banhados pelo mar.
esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração. Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
Exemplos:
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sá- O aposto que se refere a objeto indireto, complemento
bio. nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposi-
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de cons- ção:
ciência.” (Carlos Drummond de Andrade) O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
“No Brasil, região do ouro e dos escravos, encontra- “Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade
mos a felicidade.” (Camilo Castelo Branco) das coisas.” (Raquel Jardim)
“No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.
de nossa gente.” (Mário de Andrade)

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PORTUGUÊS

Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, 05. Assinale a alternativa correta: “para todos os males,
título, apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o há dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifa-
animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos: dos são respectivamente:
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Ma- a) sujeito – objeto direto;
ria de Lourdes Teixeira) b) sujeito – aposto;
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Macha- c) objeto direto – aposto;
do de Assis) d) objeto direto – objeto direto;
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela) e) objeto direto – complemento nominal.
“Ei-lo, o teu defensor, ó Liberdade!” (Mendes Leal)
06. “Usando do direito que lhe confere a Constituição”,
Observação: Profere-se o vocativo com entoação excla- as palavras grifadas exercem a função respectivamente de:
mativa. Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo ini- a) objeto direto – objeto direto;
cial, os pontos interrogativo e exclamativo indicam um cha- b) sujeito – objeto direto;
mado alto e prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª c) objeto direto – sujeito;
pessoa do discurso, que pode ser uma pessoa, um animal, d) sujeito – sujeito;
uma coisa real ou entidade abstrata personificada. Podemos e) objeto direto – objeto indireto.
antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó, olá, eh!):
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano) 07. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” (Gra- frase o sujeito de “fez”?
ciliano Ramos) a) o prêmio;
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo b) o jogador;
Castelo Branco) c) que;
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura d) o gol;
da oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. e) recebeu.
EXERCÍCIOS
08. Assinale a alternativa correspondente ao período
onde há predicativo do sujeito:
01. Considere a frase “Ele andava triste porque não en-
a) como o povo anda tristonho!
contrava a companheira” – os verbos grifados são respecti-
b) agradou ao chefe o novo funcionário;
vamente:
c) ele nos garantiu que viria;
a) transitivo direto – de ligação;
d) no Rio não faltam diversões;
b) de ligação – intransitivo;
e) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação.
c) de ligação – transitivo indireto;
d) transitivo direto – transitivo indireto;
e) de ligação – transitivo direto. 09. Em: “Cravei-lhe os dentes na carne, com toda a for-
ça que eu tinha”, a palavra “que” tem função morfossintá-
02. Indique a única alternativa que não apresenta agente tica de:
da passiva: a) pronome relativo – sujeito;
a) A casa foi construída por nós. b) conjunção subordinada – conectivo;
b) O presidente será eleito pelo povo. c) conjunção subordinada – complemento verbal;
c) Ela será coroada por ti. d) pronome relativo – objeto direto;
d) O avô era querido por todos. e) conjunção subordinada – objeto direto.
e) Ele foi eleito por acaso.
10. Assinale a alternativa em que a expressão grifada
03. Em: “A terra era povoada de selvagens”, o termo gri- tem a função de complemento nominal:
fado é: a) a curiosidade do homem incentiva-o a pesquisa;
a) objeto direto; b) a cidade de Londres merece ser conhecida por to-
b) objeto indireto; dos;
c) agente da passiva; c) o respeito ao próximo é dever de todos;
d) complemento nominal; d) o coitado do velho mendigava pela cidade;
e) adjunto adverbial. e) o receio de errar dificultava o aprendizado das lín-
guas.
04. Em: “Dulce considerou calada, por um momento,
aquele horrível delírio”, os termos grifados são respectiva- Respostas: 01-E / 02-E / 03-C / 04-C / 05-C / 06-E /
mente: 07-C / 08-A / 09-D / 10-C /
a) objeto direto – objeto direto;
b) predicativo do sujeito – adjunto adnominal;
c) adjunto adverbial – objeto direto;
d) adjunto adverbial – adjunto adnominal;
e) objeto indireto – objeto direto.

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Período: Toda frase com uma ou mais orações consti- As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
tui um período, que se encerra com ponto de exclamação, acordo com o sentido expresso pelas conjunções coorde-
ponto de interrogação ou com reticências. nativas que as introduzem. Pode ser:
O período é simples quando só traz uma oração, chama-
da absoluta; o período é composto quando traz mais de uma - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem,
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, ora- não só... mas também, não só... mas ainda.
ção absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.) Saí da escola / e fui à lanchonete.
OCA OCS Aditiva
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as
conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com
locuções verbais nele existentes. Exemplos:
referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações) coordenativa aditiva.
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
oração) A doença vem a cavalo e volta a pé.
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locu- As pessoas não se mexiam nem falavam.
ções verbais, duas orações) “Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até
Há três tipos de período composto: por coordenação, por nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo (Machado de Assis)
tempo (também chamada de misto).
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
Período Composto por Coordenação. Orações Coorde- porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
nadas Estudei bastante / mas não passei no teste.
OCA OCS Adversativa
Considere, por exemplo, este período composto: Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
conjunção que expressa idéia de oposição à oração ante-
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tem- rior, ou seja, por uma conjunção coordenativa adversativa.
pos de infância.
1ª oração: Passeamos pela praia
A espada vence, mas não convence.
2ª oração: brincamos
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
3ª oração: recordamos os tempos de infância
Tens razão, contudo não te exaltes.
As três orações que compõem esse período têm sentido Havia muito serviço, entretanto ninguém trabalhava.
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintáti-
ca: elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação - Orações coordenadas sindéticas conclusivas: por-
de sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da ou- tanto, por isso, pois, logo.
tra sintaticamente. Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gra-
As orações independentes de um período são chamadas tidão.
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de OCA OCS Conclusiva
orações coordenadas é chamado de período composto por
coordenação. Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato
e sindéticas. enunciado na oração anterior, ou seja, por uma conjunção
coordenativa conclusiva.
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quan-
do não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: Vives mentindo; logo, não mereces fé.
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram. Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
OCA OCA OCA
Raimundo é homem são, portanto deve trabalhar.
“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
Assis) - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou-
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” ,ou... ou, ora... ora, seja... seja, quer... quer.
(Antônio Olavo Pereira) Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” OCA OCS Alternativa
(Coelho Neto)
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando conjunção que estabelece uma relação de alternância ou
vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo: escolha com referência à oração anterior, ou seja, por uma
O homem saiu do carro / e entrou na casa. conjunção coordenativa alternativa.
OCA OCS

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Venha agora ou perderá a vez. 04. Assinale a sequência de conjunções que estabele-
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Ma- cem, entre as orações de cada item, uma correta relação
chado de Assis) de sentido.
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará
preço muito caro.” (Renato Inácio da Silva) 1. Correu demais, ... caiu.
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava frenetica- 2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
mente.” (Luís Jardim) 3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, com detalhes.
porque, pois, porquanto. 5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.
Vamos andar depressa / que estamos atrasados. a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
OCA OCS Explicativa b) por isso, porque, mas, portanto, que
c) logo, porém, pois, porque, mas
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma con- d) porém, pois, logo, todavia, porque
junção que expressa idéia de explicação, de justificativa em e) entretanto, que, porque, pois, portanto
relação à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coor-
denativa explicativa. Resposta: B
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. Por isso – conjunção conclusiva.
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Éri- Porque – conjunção explicativa.
co Veríssimo) Mas – conjunção adversativa.
“Qualquer que seja a tua infância, conquista-a, que te Portanto – conjunção conclusiva.
abençôo.” (Fernando Sabino) Que – conjunção explicativa.
O cavalo estava cansado, pois arfava muito.
05. Reúna as três orações em um período composto
Exercícios por coordenação, usando conjunções adequadas.
01. Relacione as orações coordenadas por meio de Os dias já eram quentes.
conjunções: A água do mar ainda estava fria.
a) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões sur- As praias permaneciam desertas.
giram.
b) Não durma sem cobertor. A noite está fria. Resposta: Os dias já eram quentes, mas a água do mar
c) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. ainda estava fria, por isso as praias permaneciam desertas.

Respostas: 06. No período “Penso, logo existo”, oração em des-


Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões sur- taque é:
giram. a) coordenada sindética conclusiva
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria. b) coordenada sindética aditiva
Quero desculpar-me, mais consigo encontrá-los. c) coordenada sindética alternativa
d) coordenada sindética adversativa
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o ma- e) n.d.a
rulhar das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
a) causa Resposta: A
b) explicação
c) conclusão 07. Por definição, oração coordenada que seja despro-
d) proporção vida de conectivo é denominada assindética. Observando
e) comparação os períodos seguintes:
Resposta: E I- Não caía um galho, não balançava uma folha.
A conjunção como exercer a função comparativa. Os II- O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem notou.
amplos bocejos ouvidos são comparados à força do maru- III- O fiscal deu o sinal, os candidatos entregaram a
lhar das ondas. prova. Acabara o exame.

Nota-se que existe coordenação assindética em:


03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, ora- a) I apenas
ção sublinhada pode indicar uma ideia de: b) II apenas
a) concessão c) III apenas
b) oposição d) I e III
c) condição e) nenhum deles
d) lugar Resposta: D
e) consequência
Resposta: C 08. “Vivemos mais uma grave crise, repetitiva dentro
A condição necessária para procurar emprego é entrar do ciclo de graves crises que ocupa a energia desta nação.
na faculdade. A frustração cresce e a desesperança não cede. Empresá-

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rios empurrados à condição de liderança oficial se reúnem, outra (principal), ele é classificado como período compos-
em eventos como este, para lamentar o estado de coisas. to por subordinação. As orações subordinadas são classi-
O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pun- ficadas de acordo com a função que exercem: adverbiais,
gente ou a autoabsorvição? substantivas e adjetivas.
É da história do mundo que as elites nunca introdu-
ziram mudanças que favorecessem a sociedade como um Orações Subordinadas Adverbiais
todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que estas
lideranças empresariais aqui reunidas teriam motivação As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aque-
para fazer a distribuição de poderes e rendas que uma na- las que exercem a função de adjunto adverbial da oração
ção equilibrada precisa ter. Aliás, é ingenuidade imaginar principal (OP). São classificadas de acordo com a conjunção
que a vontade de distribuir renda passe pelo empobreci- subordinativa que as introduz:
mento da elite. É também ocioso pensar que nós, de tal
elite, temos riqueza suficiente para distribuir. Faço sempre, - Causais: Expressam a causa do fato enunciado na
para meu desânimo, a soma do faturamento das nossas
oração principal. Conjunções: porque, que, como (= por-
mil maiores e melhores empresas, e chego a um número
que), pois que, visto que.
menor do que o faturamento de apenas duas empresas
Não fui à escola / porque fiquei doente.
japonesas. Digamos, a Mitsubishi e mais um pouquinho.
Sejamos francos. Em termos mundiais somos irrelevantes OP OSA Causal
como potência econômica, mas o mesmo tempo extrema-
mente representativos como população.” O tambor soa porque é oco.
(“Discurso de Semler aos empresários”, Folha de Como não me atendessem, repreendi-os severamen-
São Paulo) te.
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
Dentre os períodos transcritos do texto acima, um é “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo
composto por coordenação e contém uma oração coorde- de Sousa)
nada sindética adversativa. Assinalar a alternativa corres- - Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para
pondente a este período: a ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjun-
a) A frustração cresce e a desesperança não cede. ções: se, contanto que, a menos que, a não ser que, desde
b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica que.
pungente ou a autoabsorvição. Irei à sua casa / se não chover.
c) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos OP OSA Condicional
riqueza suficiente para distribuir. Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos
d) Sejamos francos. ofensores.
e) Em termos mundiais somos irrelevantes como po- Se o conhecesses, não o condenarias.
tência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drum-
representativos como população. mond de Andrade)
Resposta E A cápsula do satélite será recuperada, caso a expe-
riência tenha êxito.
Período Composto por Subordinação
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da
Observe os termos destacados em cada uma destas oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
orações:
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
mais que, mesmo que.
Todos querem sua participação. (objeto direto)
Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial
de causa) OP OSA Concessiva

Veja, agora, como podemos transformar esses termos Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto
em orações com a mesma função sintática: que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordina- Embora não possuísse informações seguras, ainda
da com função de adjunto adnominal) assim arriscou uma opinião.
Todos querem / que você participe. (oração subordi- Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo
nada com função de objeto direto) quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos cri-
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração su- tiquem.
bordinada com função de adjunto adverbial de causa) Por mais que gritasse, não me ouviram.

Em todos esses períodos, a segunda oração exerce - Conformativas: Expressam a conformidade de um


uma certa função sintática em relação à primeira, sendo, fato com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme),
portanto, subordinada a ela. Quando um período é cons- segundo.
tituído de pelo menos um conjunto de duas orações em O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da OP OSA Conformativa

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O homem age conforme pensa. Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vie-
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. ram.
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de in- Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu
formação. à luz daquele olhar.

- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tem- Obs.: As orações comparativas nem sempre apresen-
po ao que foi expresso na oração principal. Conjunções: tam claramente o verbo, como no exemplo acima, em que
quando, assim que, logo que, enquanto, sempre que, depois está subentendido o verbo ser (como a mãe é).
que, mal (=assim que).
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. - Proporcionais: Expressam uma ideia que se relacio-
OP OSA Temporal na proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que,
Formiga, quando quer se perder, cria asas. quanto mais, quanto menos.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) OSA Proporcional OP
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.”
(Marquês de Maricá) À medida que se vive, mais se aprende.
Enquanto foi rico, todos o procuravam. À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que diminuindo.
foi enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a
fim de que, porque (=para que), que. Orações Subordinadas Substantivas
Abri a porta do salão / para que todos pudessem en-
trar. As orações subordinadas substantivas (OSS) são
OP OSA Final aquelas que, num período, exercem funções sintáticas pró-
prias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” conjunções integrantes que e se. Elas podem ser:
(Marquês de Maricá)
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta:
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo
= para que) da oração principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda.
“Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as (objeto direto)
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = O grupo quer / que você ajude.
para que não deixasse) OP OSS Objetiva Direta
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi O mestre exigia que todos estivessem presentes. (=
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, O mestre exigia a presença de todos.)
como (= porque), pois que, visto que. Mariana esperou que o marido voltasse.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
OP OSA Consecutiva O fiscal verificou se tudo estava em ordem.

Fazia tanto frio que meus dedos estavam endureci- - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indire-
dos. ta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do ver-
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” bo da oração principal. Observe: Necessito de sua ajuda.
(José J. Veiga) (objeto indireto)
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia Necessito / de que você me ajude.
mais. OP OSS Objetiva Indireta
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho
prolongar minha viagem. à sua viagem.)
Aconselha-o a que trabalhe mais.
- Comparativas: Expressam ideia de comparação Daremos o prêmio a quem o merecer.
com referência à oração principal. Conjunções: como, as- Lembre-se de que a vida é breve.
sim como, tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que
(combinado com menos ou mais). - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É
Ela é bonita / como a mãe. aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração
OP OSA Comparativa principal. Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
É importante / que você colabore.
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o OP OSS Subjetiva
ferro.” (Marquês de Maricá)

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A oração subjetiva geralmente vem: As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de


- depois de um verbo de ligação + predicativo, em dois-pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercala-
construções do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, das à oração principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho
etc. Ex.: É certo que ele voltará amanhã. recuperasse a saúde, tornou-se realidade.
- depois de expressões na voz passiva, como sabe-se,
conta-se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade. Observação: Além das conjunções integrantes que e se,
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, as orações substantivas podem ser introduzidas por outros
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
seguidos das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos Não sei quando ele chegou.
participem da reunião. Diga-me como resolver esse problema.

É necessário que você colabore. (= Sua colaboração Orações Subordinadas Adjetivas


é necessária.)
Parece que a situação melhorou. As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a
Aconteceu que não o encontrei em casa. função de adjunto adnominal de algum termo da oração
Importa que saibas isso bem. principal. Observe como podemos transformar um adjunto
adnominal em oração subordinada adjetiva:
- Oração Subordinada Substantiva Completiva No- Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
minal: É aquela que exerce a função de complemento Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada
nominal de um termo da oração principal. Observe: Estou adjetiva)
convencido de sua inocência. (complemento nominal)
Estou convencido / de que ele é inocente. As orações subordinadas adjetivas são sempre intro-
OP OSS Completiva Nominal duzidas por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem,
etc.) e podem ser classificadas em:
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à
prisão dele.) - Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas
Estava ansioso por que voltasses. quando restringem ou especificam o sentido da palavra a
Sê grato a quem te ensina. que se referem. Exemplo:
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
cedo.” (Graciliano Ramos) OP OSA Restritiva

- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar es-
aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da pecifica o sentido do substantivo cantor, indicando que o
oração principal, vindo sempre depois do verbo ser. Obser- público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que
ve: O importante é sua felicidade. (predicativo) ganhou o 1º lugar.
O importante é / que você seja feliz.
OP OSS Predicativa Pedra que rola não cria limo.
Os animais que se alimentam de carne chamam-se
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) carnívoros.
Minha esperança era que ele desistisse. Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas pá-
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. ginas escreveram.
Não sou quem você pensa. “Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É Mariano)
aquela que exerce a função de aposto de um termo da
oração principal. Observe: Ele tinha um sonho: a união de - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicati-
todos em benefício do país. (aposto) vas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em bene- a que se referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido,
fício do país. mas sem restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
OP OSS Apositiva O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou
um novo livro.
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo OP OSA Explicativa OP
uma coisa: a sua felicidade)
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. Deus, que é nosso pai, nos salvará.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
disto: de que virias a morrer...” (Osmã Lins) Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assal-
motivo oculto?” (Machado de Assis) tado.

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Orações Reduzidas O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.


O homem fechou a porta e saiu depressa de casa.
Observe que as orações subordinadas eram sempre (oração coordenada sindética aditiva)
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida
apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do de gerúndio.
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há
outras que se apresentam com o verbo numa das formas Qual é a diferença entre as orações coordenadas expli-
nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos: cativas e as orações subordinadas causais, já que ambas po-
dem ser iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil es-
- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de in- tabelecer a diferença entre explicativas e causais, mas como
glês. (infinitivo) o próprio nome indica, as causais sempre trazem a causa
- Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio) de algo que se revela na oração principal, que traz o efeito.
- Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiá- Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) en-
rio. (particípio) tre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas
vezes, imperativa, o que não acontece com a oração adver-
As orações subordinadas que apresentam o verbo bial causal. Essa noção de causa e efeito não existe no pe-
numa das formas nominais são chamadas de reduzidas. ríodo composto por coordenação. Exemplo: Rosa chorou
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, porque levou uma surra. Está claro que a oração iniciada
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colo- pela conjunção é causal, visto que a surra foi sem dúvida
camos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao a causa do choro, que é efeito. Rosa chorou, porque seus
sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo olhos estão vermelhos.
ou subjuntivo, conforme o caso. A oração reduzida terá a O período agora é composto por coordenação, pois a
mesma classificação da oração desenvolvida. oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo
que se revelou na coordena anterior. Não existe aí relação
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem ver-
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de melhos não é causa de ela ter chorado.
inglês.
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
OSA Temporal
OP OSA Comparativa SA Condicional
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial
temporal, reduzida de infinitivo.
EXERCÍCIOS
Precisando de ajuda, telefone-me.
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que
Se precisar de ajuda, / telefone-me. estava para ser mãe”, a oração destacada é:
OSA Condicional a) subordinada substantiva objetiva indireta
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial b) subordinada substantiva completiva nominal
condicional, reduzida de gerúndio. c) subordinada substantiva predicativa
d) coordenada sindética conclusiva
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. e) coordenada sindética explicativa
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para
o vestiário. 02. A segunda oração do período? “Não sei no que
OSA Temporal pensas” , é classificada como:
Acabado o treino: oração subordinada adverbial tem- a) substantiva objetiva direta
poral, reduzida de particípio. b) substantiva completiva nominal
c) adjetiva restritiva
Observações: d) coordenada explicativa
e) substantiva objetiva indireta
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo
de desenvolvimento. Há casos também de orações reduzi- 03. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inven-
das fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de tada. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa sido na realidade.” A oração sublinhada é:
cidade. a) adverbial conformativa
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem b) adjetiva
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução c) adverbial consecutiva
verbal. Exemplos: d) adverbial proporcional
Preciso terminar este exercício. e) adverbial causal
Ele está jantando na sala.
Essa casa foi construída por meu pai. 04. No seguinte grupo de orações destacadas:
1. É bom que você venha.
- Uma oração coordenada também pode vir sob a for- 2. Chegados que fomos, entramos na escola.
ma reduzida. Exemplo: 3. Não esqueças que é falível.

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Temos orações subordinadas, respectivamente: 10. Em - “Há enganos que nos deleitam”, a oração gri-
a) objetiva direta, adverbial temporal, subjetiva fada é:
b) subjetiva, objetiva direta, objetiva direta a) substantiva subjetiva
c) objetiva direta, subjetiva, adverbial temporal b) substantiva objetiva direta
d) subjetiva, adverbial temporal, objetiva direta c) substantiva completiva nominal
e) predicativa, objetiva direta, objetiva indireta d) substantiva apositiva
e) adjetiva restritiva
05. A palavra “se” é conjunção integrante (por introdu-
zir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual Respostas: (01-B) (02-E) (03-A) (04-D) (05-E) (06-B)
das orações seguintes? (07-C) (08-E) (09-C) (10-E)
a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
c) O aluno fez-se passar por doutor. CONCORDÂNCIA
d) Precisa-se de operários.
e) Não sei se o vinho está bom. Concordância Nominal

06. “Lembro-me de que ele só usava camisas bran- A concordância nominal se baseia na relação entre
cas.” A oração sublinhada é: um substantivo (ou pronome, ou numeral substantivo) e
a) subordinada substantiva completiva nominal as palavras que a ele se ligam para caracterizá-lo (artigos,
b) subordinada substantiva objetiva indireta adjetivos,  pronomes adjetivos, numerais adjetivos e
c) subordinada substantiva predicativa particípios). Basicamente, ocupa-se  da relação entre
d) subordinada substantiva subjetiva nomes.
e) subordinada substantiva objetiva direta Lembre-se: normalmente, o substantivo funciona
como núcleo de um termo da oração, e o adjetivo, como
07. Na passagem: “O receio é substituído pelo pavor, adjunto adnominal.
pelo respeito, pela emoção que emudece e paralisa.” Os A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
termos sublinhados são: seguintes regras gerais:
a) complementos nominais; orações subordinadas ad-
verbiais concessivas, coordenadas entre si 1) O adjetivo concorda em gênero e número quando
b) adjuntos adnominais; orações subordinadas adver- se refere a um único substantivo.
biais comparativas
c) agentes da passiva; orações subordinadas adjetivas, Por Exemplo:
coordenadas entre si As mãos trêmulas denunciavam o que sentia.
d) objetos diretos; orações subordinadas adjetivas,
coordenadas entre si 2) Quando o adjetivo se refere a vários substantivos,
e) objetos indiretos; orações subordinadas adverbiais a concordância pode variar. Podemos sistematizar essa
comparativas flexão nos seguintes casos:
a) Adjetivo anteposto aos substantivos:
08. Neste período “não bate para cortar” , a oração - O adjetivo concorda em gênero e número com o
“para cortar” em relação a “não bate” , é: substantivo mais próximo.
a) a causa
b) o modo Por Exemplo:
c) a consequência Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
d) a explicação
e) a finalidade Encontramos caída a roupa e os prendedores.

09. Em todos os períodos há orações subordinadas Encontramos caído o prendedor  e a roupa.


substantivas, exceto em:
a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava - Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de
nas festas do Pilar, não vivia no coco como a do Santa Rosa. parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
b) Não lhe tocara no assunto, mas teve vontade de to- Por Exemplo:
mar o trem e ir valer-se do presidente. As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha,
faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
de seu rosto. b) Adjetivo posposto aos substantivos:
d) O oficial perguntou de onde vinha, e se não sabia - O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo
notícias de Antônio Silvino. ou com todos eles (assumindo forma masculino plural se
e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da vár- houver substantivo feminino e masculino).
zea, ou meter-se para os lados de Goiana

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PORTUGUÊS

Exemplos: Por Exemplo:


A indústria oferece localização e atendimento perfeito. Eles só desejam ganhar presentes.

A indústria oferece atendimento e localização perfeita. 7) Quando um único substantivo é modificado por
dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as
A indústria oferece localização e atendimento construções:
perfeitos.
a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o
A indústria oferece atendimento e localização artigo antes do último adjetivo.
perfeitos.
Obs.: os dois últimos exemplos apresentam maior Por Exemplo:
clareza, pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere Admiro a cultura espanhola e a portuguesa.
aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado
no plural masculino, que é o gênero predominante quando
b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo
há substantivos de gêneros diferentes.
antes do adjetivo.
- Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o
adjetivo fica no singular ou plural.
Por Exemplo:
Exemplos: Admiro as culturas espanhola e portuguesa.

A beleza e a inteligência feminina(s). Obs.: veja esta construção:

O carro e o iate novo(s). Estudo a cultura espanhola e portuguesa.


Note que  ela  provoca incerteza: trata-se de duas
3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo: culturas distintas ou de uma única, espano-portuguesa?
a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo Procure evitar construções desse tipo.
não for acompanhado de nenhum modificador.
Casos Particulares
Por Exemplo:
Água é bom para saúde. É proibido -  É necessário - É bom - É preciso - É
permitido
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for a) Essas expressões, formadas por um verbo mais um
modificado por um artigo ou qualquer outro determinativo. adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se referem
possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo).
Por Exemplo:
Esta água é boa para saúde. Exemplos:
É proibido entrada de crianças.
4) O adjetivo concorda em gênero e número com os Em certos momentos, é necessário atenção.
pronomes pessoais a que se refere. No verão, melancia é bom.
É preciso cidadania.
Por Exemplo: Não é permitido saída pelas portas laterais.
Juliana as viu ontem muito felizes.
b) Quando o sujeito dessas expressões estiver
5) Nas expressões formadas por pronome indefinido
determinado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o
neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição DE +
adjetivo, este último geralmente é usado no masculino verbo como o adjetivo concordam com ele.
singular.
Exemplos:
Por Exemplo: É proibida a entrada de crianças.
Os jovens tinham algo de misterioso. Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
6) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem São precisas várias medidas na educação.
função adjetiva e concorda normalmente com o nome a
que se refere. Anexo -  Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso -
Quite
Por Exemplo: Essas palavras adjetivas concordam em gênero e
Cristina saiu só. número com o substantivo ou pronome a que se referem.
Cristina e Débora saíram sós. Observe:
Obs.: quando a palavra “só” equivale a “somente” Seguem anexas as documentações requeridas.
ou “apenas”, tem função adverbial, ficando, portanto, A menina agradeceu: - Muito obrigada.
invariável.

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PORTUGUÊS

Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas 2- Colocar:  “C” quando correto, “E” quando errado
faremos isso. a) (  ) Amanhã se fará os últimos exames.
b) (  ) Restam-me alguns dias de férias.
Seguem inclusos os papéis solicitados. c) (  ) Os Estados Unidos intervieram nos conflitos sul-
africanos há alguns meses.
Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites. d) (  ) É necessária liberdade de expressão.
e) (  ) São crianças a cuja situação muita gente é
Bastante - Caro - Barato - Longe insensível.
Essas palavras são invariáveis quando funcionam como f)  (  ) Envie algum dinheiro daquela casa de caridade.
advérbios. Concordam com o nome a que se referem quando g) (  ) Assisti e gostei muito daquele filme.
funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou numerais. h) (  ) Não me pouparam esforços para que o rio fosse
despoluído.
Exemplos:
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio) 3- (PUCCAMP) A frase em que a concordância nominal
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. está correta é:
(pronome adjetivo) A ( ) A vasta plantação e a casa grande caiados há
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio) pouco tempo era o melhor sinal de prosperidade da família.
As casas estão caras. (adjetivo) B ( )Eles, com ar entristecidos, dirigiram-se ao salão
Achei barato este casaco.(advérbio) onde se encontravam as vítimas do acidente.
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo) C ( )Não lhe pareciam útil aquelas plantas esquisitas
“Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas.” que ele cultivava na sua pacata e linda chácara do interior.
(Cecília Meireles) (advérbio) D ( ) Quando foi encontrado, ele apresentava feridos
“Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!” a perna e o braço direitos, mas estava totalmente lúcido.
(Cecília Meireles). (adjetivo) E ( ) Esses livro e caderno não são meus, mas poderão
ser importante para a pesquisa que estou fazendo.
Meio - Meia
4- (UNEB – BA) Assinale a alternativa em que,
a) A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo, pluralizando-se a frase, as palavras destacadas permanecem
concorda normalmente com o nome a que se refere. invariáveis:
A ( ) Este é o meio mais exato para você resolver o
Por Exemplo: problema: estude só.
Pedi meia cerveja e meia porção de polentas. B ( )Meia palavra, meio tom - índice de sua sensatez.
C ( ) Estava só naquela ocasião; acreditei, pois em sua
b) Quando empregada como advérbio (modificando um meia promessa.
adjetivo) permanece invariável. D ( )Passei muito inverno só.
E ( )Só estudei o elementar, o que me deixa meio
Por Exemplo: apreensivo.
A noiva está meio nervosa.
5- (MACKENZIE)
Alerta - Menos I. Os brasileiros somos todos eternos sonhadores.
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem II. Muito obrigadas! - disseram as moças.
sempre invariáveis. III. Sr. Deputado, V. Exa. Está enganada.
IV. A pobre senhora ficou meio confusa.
Por Exemplo: V. São muito estudiosos os alunos e as alunas deste
Os escoteiros estão sempre alerta. curso.
Carolina tem menos bonecas que sua amiga.
Há uma concordância inaceitável de acordo com a
Exercícios gramática
A ( ) em I e II
1- Complete os espaços com um dos nomes colocados B ( ) em II, III e IV
nos parênteses. C ( )apenas em II
a) Será que é __________________ essa confusão toda? D ( ) apenas em III
(necessário/ necessária) E ( )apenas em IV
b) Quero que todos fiquem ________________. (alerta/ GABARITO
alertas)
c) Houve ____________ razões para eu não voltar lá. 1- a- necessária /b – alerta / c – bastantes / d- vazia
(bastante/ bastantes) / e – meio
d) Encontrei ____________ a sala e os quartos. (vazia/
vazios) 2- a – E / b – C / c – C / d – E/ e – C / f – E / g – E / h – C
e) A dona do imóvel ficou __________ desiludida com o
inquilino. (meio/ meia) 3- E / 4- E / 5 – D

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PORTUGUÊS

Concordância Verbal f) O sujeito é formado pelas expressões: alguns de


nós, poucos de vós, quais de..., quantos de..., etc. - o
Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar verbo poderá concordar com o pronome interrogativo ou
com o seu sujeito. indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou vós).
Ex.: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós me
Exemplos: punireis?
Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de ser.
Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser. Dicas:
Com os pronomes interrogativos ou indefinidos
Casos de concordância verbal: no singular, o verbo concorda com eles em pessoa e
número.
1) Sujeito simples
Regra geral: Ex.: Qual de vós me punirá.

O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem
e pessoa. no plural - se o sujeito não vier precedido de artigo, o
verbo ficará no singular. Caso venha antecipado de artigo,
Ex.: Nós vamos ao cinema. o verbo concordará com o artigo.
O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para
concordar com o sujeito (nós). Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa./ Os Estados
Unidos são a maior potência mundial.
Casos especiais:
h) O sujeito é formado pelas expressões: mais de
a) O sujeito é um coletivo - o verbo fica no singular. um, menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo concorda
com o numeral.
Ex.: A multidão gritou pelo rádio.
Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula./ Mais de
cinco alunos não compareceram à aula.
Atenção:
Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar
i) O sujeito é constituído pelas expressões: a
no singular ou ir para o plural.
maioria, a maior parte, grande parte, etc. - o verbo
poderá ser usado no singular (concordância lógica) ou no
Ex.: A multidão de fãs gritou./ A multidão de fãs
plural (concordância atrativa).
gritaram.
Ex.: A maioria dos candidatos desistiu./ A maioria dos
b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, candidatos desistiram.
maioria, etc.) – o verbo fica no singular ou vai para o plural.
j) O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido
Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão./ A maioria dos coletivo) - o verbo poderá ser usado no singular ou plural,
alunos foram à excursão. se este vier afastado do substantivo.
c) O sujeito é um pronome de tratamento - o verbo Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua,
fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural). permanece em casa./ A gente da cidade, temendo a
violência da rua, permanecem em casa.
Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram
silêncio. 2) Sujeito composto

d) O sujeito é o pronome relativo “que” – o verbo Regra geral


concorda com o antecedente do pronome.
Ex.: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós que O verbo vai para o plural.
derramamos o café.
Ex.: João e Maria foram passear no bosque.
e) O sujeito é o pronome relativo “quem” - o verbo
pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o Casos especiais:
antecedente do pronome.
a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas
Ex.: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem gramaticais diferentes - o verbo ficará no plural seguindo-
derramei o café. se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.

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PORTUGUÊS

Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões:
pessoa plural) amigos. um e outro, nem um nem outro... - o verbo poderá ficar
no singular ou no plural.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade
sob a 3ª. Ex.: Um e outro já veio./ Um e outro já vieram.

Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª g) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados
pessoa do plural) amigos. por ou - o verbo irá para o singular quando a ideia for de
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade exclusão, e para o plural quando for de inclusão.
sob a 3ª.
Exemplos:
Atenção: Pedro ou Antônio ganhará o prêmio. (exclusão)
No caso acima, também é comum a concordância
do verbo com a terceira pessoa. A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas ao
Ex.: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do plural) homem. (adição, inclusão)

Se o sujeito estiver posposto, permite-se também a h) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries
concordância por atração com o núcleo mais próximo do correlativas (tanto... como/ assim... como/ não só... mas
verbo. também, etc.) - o que comumente ocorre é o verbo ir para
o plural, embora o singular seja aceitável se os núcleos
Ex.: Irei eu e minhas amigas. estiverem no singular.
Exemplos:
b) Os núcleos do sujeito estão coordenados Tanto Erundina quanto Collor perderam as eleições
assindeticamente ou ligados por “e” - o verbo concordará municipais em São Paulo.
com os dois núcleos.
Tanto Erundina quanto Collor perdeu as eleições
Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé. municipais em São Paulo.

Atenção: Outros casos:


Se o sujeito estiver posposto, permite-se a
concordância por atração com o núcleo mais próximo 1) Partícula “SE”:
do verbo.
a - Partícula apassivadora: o verbo ( transitivo direto)
concordará com o sujeito passivo.
Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.
Ex.: Vende-se carro./ Vendem-se carros.
c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase)
e estão no singular - o verbo poderá ficar no plural
b- Índice de indeterminação do sujeito: o verbo
(concordância lógica) ou no singular (concordância
(transitivo indireto) ficará, obrigatoriamente, no singular.
atrativa).
Exemplos:
Ex.: A angústia e ansiedade não o ajudavam a se Precisa-se de secretárias.
concentrar./ A angústia e ansiedade não o ajudava a se
concentrar. Confia-se em pessoas honestas.
d) Quando há gradação entre os núcleos - o verbo 2) Verbos impessoais
pode concordar com todos os núcleos (lógica) ou apenas
com o núcleo mais próximo. São aqueles que não possuem sujeito. Portanto, ficarão
sempre na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam./ Uma
palavra, um gesto, um olhar bastava. Exemplos:
Havia sérios problemas na cidade.
e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada,
tudo, ninguém... - o verbo concordará com o aposto Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.
resumidor.
Deve haver sérios problemas na cidade.
Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o
comoveu. Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.

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PORTUGUÊS

Dicas: Ex.: Passamos horas a comentar o filme. (comentando)


Os verbos auxiliares (deve, vai) acompanham os - é facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito
verbos principais. for idêntico ao da oração principal.
O verbo existir não é impessoal. Veja:
Existem sérios problemas na cidade. - Ex.: Antes de (tu) responder, (tu) lerás o texto./Antes
de (tu) responderes, (tu) lerás o texto.
Devem existir sérios problemas na cidade.
- é facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito
3) Verbos dar, bater e soar diferente do sujeito da oração principal e está indicado por
algum termo do contexto.
Quando usados na indicação de horas, possuem Ex.: Ele nos deu o direito de contestar./Ele nos deu o
sujeito (relógio, hora, horas, badaladas...), e com ele devem direito de contestarmos.
concordar.
- é obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujeito
Exemplos: diferente do sujeito da oração principal e não está indicado
por nenhum termo
O relógio deu duas horas.
Deram duas horas no relógio da estação.
- no contexto.
Deu uma hora no relógio da estação. Ex.: Não sei como saiu sem notarem o fato.
c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução
O sino da igreja bateu cinco badaladas. verbal
- não se flexiona o infinitivo, sendo este o verbo
Bateram cinco badaladas no sino da igreja. principal da locução verbal, quando em virtude da ordem
dos termos da oração, sua ligação com o verbo auxiliar for
Soaram dez badaladas no relógio da escola. nítida.

4) Sujeito oracional Ex.: Acabamos de fazer os exercícios.

Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo - é facultativa a flexão do infinitivo, sendo este o verbo
da oração principal fica na 3ª pessoa do singular. principal da locução verbal, quando o verbo auxiliar estiver
afastado ou oculto.
Ex.: Ainda falta dar os últimos retoques na pintura. Exemplos:

5) Concordância com o infinitivo Não devemos, depois de tantas provas de honestidade,


duvidar e reclamar dela.
a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração: Não devemos, depois de tantas provas de honestidade,
- não se flexiona o infinitivo se o sujeito for representado duvidarmos e reclamarmos dela.
por pronome pessoal oblíquo átono.
6) Concordância com o verbo ser:
Ex.: Esperei-as chegar. a - Quando, em predicados nominais, o sujeito for
- é facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for representado por um dos pronomes: tudo, nada, isto,
representado por pronome átono e se o verbo da oração isso, aquilo - o verbo “ser” ou “parecer” concordarão com
o predicativo.
determinada pelo infinitivo for causativo (mandar, deixar,
Exemplos:
fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e sinônimos).
Tudo são flores.
Exemplos: Aquilo parecem ilusões.
Mandei sair os alunos. Dicas:
Poderá ser feita a concordância com o sujeito
Mandei saírem os alunos quando se quer enfatizá-lo.

- flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito Ex.: Aquilo é sonhos vãos.


for diferente de pronome átono e determinante de verbo
não causativo nem sensitivo. b - O verbo ser concordará com o predicativo
quando o sujeito for os pronomes interrogativos: que
Ex.: Esperei saírem todos. ou quem.

Infinitivo pessoal e sujeito oculto Exemplos:


- não se flexiona o infinitivo precedido de preposição Que são gametas?
com valor de gerúndio. Quem foram os escolhidos?

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PORTUGUÊS

c - Em indicações de horas, datas, tempo, distância Exercícios


-a
concordância será feita com a expressão numérica 1- Concordância verbal incorreta:
A ( ) V. Ex.ª é generoso.
Exemplos: B ( ) Mais de um jornal comentou o jogo.
C ( ) Elaborou-se ótimos planos.
São nove horas. D ( ) Eu e minha família fomos ao mercado.
É uma hora. E ( ) Os Estados Unidos situam-se na América do Norte.

Dicas: 2- (Fuvest - SP) Indique a alternativa correta:


Em indicações de datas, são aceitas as duas A ( ) Tratavam-se de questões fundamentais.
concordâncias, pois subentende-se a palavra dia. B ( ) Comprou-se terrenos no subúrbio.
C ( ) Precisam-se de datilógrafas.
Exemplos: D ( ) Reformam-se ternos.
Hoje são 24 de outubro. E ( ) Obedeceram-se aos severos regulamentos.
Hoje é (dia) 24 de outubro.
d - Quando o sujeito ou predicativo da oração 3- Assinale a opção em que há erro de conjugação
for pronome pessoal, a concordância se dará com o verbal em relação à norma culta da língua:
pronome. a) Se ele vir o nosso trabalho,ficará muito doente.
b) Não desanimes; continua batalhando.
Ex.: Aqui o presidente sou eu. c) Meu pai interveio na discussão.
Dicas: d) Se ele reouvesse o que havia perdido.
Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem e) Quando eu requiser a segunda via do documento...
pronomes, a 4- A única frase em que as formas verbais estão
concordância será com o que aparece primeiro,
corretamente empregadas é:
considerando o
a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies
sujeito da oração.
podem transmitir vírus perigosos.
b) Além disso, mesmo que for adotado algum tipo de
Ex.: Eu não sou tu
ajuste fiscal imediato, o Brasil ainda estará muito longe de
e - Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se
tornar-se um participante ativo do jogo mundial.
fará com o predicativo.
c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do
Ex.: O menino era as esperanças da família. mesmo partido, embora nenhum fará a sociedade em que
eu acredito.
f - Nas locuções: é pouco, é muito, é mais de, é menos d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só
de, junto a especificações de preço, peso, quantidade, não causará problema se o suprir de carne e o manter na
distância e etc., o verbo fica sempre no singular. jaula.
e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da
Exemplos: criação, mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio,
Cento e cinquenta é pouco. ao pecado de saber mais do que nos convinha.
Cem metros é muito.
5- Complete os espaços com um dos verbos colocados
g - Nas expressões do tipo: ser preciso, ser nos parênteses:
necessário, ser bom, o verbo e o adjetivo pode ficar a)  ________________os filhos e o pai...    (chegou/
invariável (verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo chegaram)
no masculino singular) ou concordar com o sujeito b) Fomos nós que _______________ na questão.    (tocou/
posposto. tocamos)
c) Não serei eu quem _________________ o dinheiro.     
Exemplos: (recolherei/ recolherá)
É necessário aqueles materiais. d) Mais de um torcedor _______________________
São necessários aqueles materiais. estupidamente.  (agrediu-se/agrediram-se)
e) O fazendeiro com os peões __________________ a cerca.   
h - Na expressão: é que, usada como expletivo, se o (levantou/ levantaram)
sujeito da oração não aparecer entre o verbo “ser” e o
“que”, ficará invariável. Se aparecer, o verbo concordará Gabarito
com o sujeito.
1-C 2 – D 3- E 4 – E 5- A) chegaram / B) tocamos
Exemplos: / C) recolherá
Eles é que sempre chegam atrasados. D) agrediram-se / E ) levantaram
São eles que sempre chegam atrasados.

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PORTUGUÊS

REGÊNCIA - no sentido de ser agradável, satisfazer (pede objeto


indireto - tem preposição “a”).
Regência Verbal As medidas econômicas do Presidente nunca agradam
ao povo.
Definição: Dá-se o nome de regência à relação de
subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) Agradecer
e seus complementos. Ocupa-se em estabelecer relações - TD e I, com a preposição A. O objeto direto sempre
entre as palavras, criando frases não ambíguas, que será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa.
expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam Agradecer-lhe-ei os presentes.
corretas e claras. Agradeceu o presente ao seu namorado.
Termo Regente: VERBO Aguardar (TD ou TI)
Eles aguardavam o espetáculo.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece Eles aguardavam pelo espetáculo.
entre os verbos e os termos que os complementam (objetos
Aspirar
diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos
- No sentido sorver, absorver (pede objeto direto - não
adverbiais).
tem preposição).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar
nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade Aspiro o ar fresco de Rio de Contas.
de conhecermos as diversas significações que um verbo - No sentido de almejar, objetivar (pede objeto indireto
pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma - tem preposição “a”).
preposição. Observe: Ele aspira à carreira de jogador de futebol.

A mãe agrada o filho. agradar significa acariciar, Assistir


contentar. - No sentido de ver ou ter direito (TI - preposição A).
A mãe agrada ao filho. agradar significa “causar Assistimos a um bom filme.
agrado ou prazer”, satisfazer. Assiste ao trabalhador o descanso semanal remunerado.
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
“agradar a alguém”. - No sentido de prestar auxílio, ajudar (TD ou TI - com
Saiba que: a preposição A)
O conhecimento do uso adequado das preposições Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhinhos.
é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos.
verbal (e também nominal). As preposições são capazes de
modificar completamente o sentido do que se está sendo - No sentido de morar é intransitivo, mas exige
dito. Veja os exemplos: preposição EM.
Aspirando a um cargo público, ele vai assistir em
Cheguei ao metrô. Brasília.
Cheguei no metrô.
Atender
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no - Atender pode ser TD ou TI, com a preposição a.
segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. Atenderam o meu pedido prontamente.
A oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim Atenderam ao meu pedido prontamente.
de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da
No sentido de deferir ou receber (em algum lugar)
língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem
pede objeto direto
divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns
verbos, e a regência culta. No sentido de tomar em consideração, prestar atenção
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos pede objeto indireto com a preposição a.
de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, Se o complemento for um pronomes pessoal referente
não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de a pessoa, só se emprega a forma objetiva direta (O diretor
diferentes formas em frases distintas. atendeu os interessados ou aos interessados / O diretor
- alguns verbos e seu comportamento: atendeu-os)

Aconselhar (TD e I) Certificar (TD e I)


Aconselho-o a tomar o ônibus cedo. - Admite duas construções: Quem certifica, certifica
Aconselho-lhe tomar o ônibus cedo. algo a alguém ou Quem certifica, certifica alguém de algo.
Observa-se a obrigatoriedade do uso de crase, quando
Agradar o OI for um substantivo feminino (que exija o artigo)
- no sentido de acariciar ou contentar (pede objeto Certifico-o de sua posse.
direto - não tem preposição). Certifico-lhe que seria empossado.
Agrado minhas filhas o dia inteiro. Certificamo-nos de seu êxito no concurso.
Para agradar o pai, ficou em casa naquele dia. Certificou o escrivão do desaparecimento dos autos.

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PORTUGUÊS

Chamar Comunicar (TD e I)


- TD, quando significar convocar. - Admite duas construções alternando algo e alguém
Chamei todos os sócios, para participarem da reunião. entre OD e OI.
- TI, com a preposição POR, quando significar invocar. Comunico-lhe meu sucesso.
Chamei por você insistentemente, mas não me ouviu. Comunico meu sucesso a todos.

- TD e I, com a preposição A, quando significar Custar


repreender. - No sentido de ser difícil será TI, com a preposição A.
Chamei o menino à atenção, pois estava conversando Nesse caso, terá como sujeito aquilo que é difícil, nunca a
durante a aula. pessoa, que será objeto indireto.
Chamei-o à atenção. Custou-me acreditar em Hipocárpio.
A expressão “chamar a atenção de alguém” não Custa a algumas pessoas permanecer em silêncio.
significa repreender, e sim fazer se notado (O cartaz
chamava a atenção de todos que por ali passavam) - no sentido de causar transtorno, dar trabalho será
intransitivo, com a preposição A.
- Pode ser TD ou TI, com a preposição A, quando Sua irresponsabilidade custou sofrimento a toda a
significar dar qualidade. A qualidade (predicativo do família.
objeto) pode vir precedida da preposição DE, ou não.
Chamaram-no irresponsável. - no sentido de ter preço será transitivo direto.
Chamaram-no de irresponsável. Estes sapatos custaram R$ 50,00.
Chamaram-lhe irresponsável.
Chamaram-lhe de irresponsável. Desfrutar E usufruir (TD)
Desfrutei os bens de meu pai.
Chegar, IR (Intransitivo) Pagam o preço do progresso aqueles que menos o
- Aparentemente eles têm complemento, pois quem desfrutam.
vai, vai a algum lugar e quem chega, chega de. Porém a
indicação de lugar é circunstância (adjunto adverbial de Ensinar ( TD e I)
lugar), e não complementação. Ensinei-o a falar português.
Esses verbos exigem a preposição A, na indicação de Ensinei-lhe o idioma inglês.
destino, e DE, na indicação de procedência.
Quando houver a necessidade da preposição A, Esquecer, Lembrar
seguida de um substantivo feminino (que exija o artigo a), - quando acompanhados de pronomes, são TI e
ocorrerá crase (Vou à Bahia) constroem-se com DE.
Ela se lembrou do namorado distante.
- no emprego mais frequente, usam a preposição A e Você se esqueceu da caneta no bolso do paletó.
não EM. - constroem-se sem preposição (TD), se
Cheguei tarde à escola. desacompanhados de pronome.
Foi ao escritório de mau humor. Você esqueceu a caneta no bolso do paletó. Ela
lembrou o namorado distante.
- se houver ideia de permanência, o verbo ir segue-se
da preposição PARA. Faltar, Restar E Bastar
Se for eleito, ele irá para Brasília. - Podem ser intransitivos ou TI, com a preposição A.
Muitos alunos faltaram hoje.
- quando indicam meio de transporte no qual se chega Três homens faltaram ao trabalho hoje.
ou se vai, então exigem EM. Resta aos vestibulandos estudar bastante.
Cheguei no ônibus da empresa.
A delegação irá no vôo 300. Implicar
- TD e I com a preposição EM, quando significar
Cogitar envolver alguém.
- Pode ser TD ou TI, com a preposição EM, ou com a Implicaram o advogado em negócios ilícitos.
preposição DE.
Começou a cogitar uma viagem pelo litoral. - TD, quando significar fazer supor, dar a entender;
Hei de cogitar no caso. produzir como consequência, acarretar.
O diretor cogitou de demitir-se. Os precedentes daquele juiz implicam grande
honestidade.
Comparecer (Intransitivo) Suas palavras implicam denúncia contra o deputado.
Compareceram na sessão de cinema.
Compareceram à sessão de cinema. - TI com a preposição COM, quando significar
antipatizar.

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PORTUGUÊS

Não sei por que o professor implica comigo. - TI, com a preposição DE, quando significar derivar-se,
Emprega-se preferentemente sem a preposição EM originar-se ou provir.
(Magistério implica sacrifícios) O mau-humor de Pedro procede da educação que
recebeu.
Informar (TD e I) Esta madeira procede do Paraná.
- Admite duas construções: Quem informa, informa
algo a alguém ou Quem informa, informa alguém de algo. - Intransitivo, quando significar conduzir-se ou ter
Informei-o de que suas férias terminou. fundamento.
Informei-lhe que suas férias terminou. Suas palavras não procedem!
Aquele funcionário procedeu honestamente.

Morar, Residir, Situar-se (Intransitivo) Querer


- Seguidos da preposição EM e não com a preposição - No sentido de desejar, ter a intenção ou vontade de,
A, como muitas vezes acontece. tencionar (TD).
Moro em Londrina. Quero meu livro de volta.
Resido no Jardim Petrópolis. Sempre quis seu bem.
Minha casa situa-se na rua Cassiano.
- No sentido de querer bem, estimar (TI - preposição
Namorar (TD) A).
Ela namorava o filho do delegado. Maria quer demais a seu namorado.
O mendigo namorava a torta que estava sobre a mesa.
Queria-lhe mais do que à própria vida.
Obedecer, Desobedecer (TI)
Devemos obedecer às normas. Renunciar
Por que não obedeces aos teus pais? - Pode ser TD ou TI, com a preposição A.
Ele renunciou o encargo.
- Verbos TI que admitem formação de voz passiva: Ele renunciou ao encargo.

Pagar, Perdoar Responder


- São TD e I, com a preposição A. O objeto direto - TI, com a preposição A, quando possuir apenas um
sempre será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa. complemento.
Paguei a conta ao Banco. Respondi ao bilhete imediatamente.
Perdoo os erros ao amigo. Respondeu ao professor com desdém.
As construções de voz passiva com esses verbos são
comuns na fala, mas agramaticais - Nesse caso, não aceita construção de voz passiva.

Pedir (TD e I) - TD com OD para expressar a resposta (respondeu o


- Quem pede, pede algo a alguém. Portanto é errado quê?)
dizer Pedir para que alguém faça algo. Ele apenas respondeu isso e saiu.
Pediram-lhe perdão.
Pediu perdão a Deus. Revidar (TI)
Ele revidou ao ataque instintivamente.
Precisar
- No sentido de tornar preciso (pede objeto direto). Simpatizar e Antipatizar (TI)
O mecânico precisou o motor do carro. - Com a preposição COM. Não são pronominais,
portanto não existe simpatizar-se, nem antipatizar-se.
- No sentido de ter necessidade (pede a preposição Sempre simpatizei com Eleodora, mas antipatizo com
de). o irmão dela.
Preciso de bom digitador.
Sobressair (TI)
Preferir (TD e I) - Com a preposição EM. Não é pronominal, portanto
- Não se deve usar mais, muito mais, antes, mil vezes, não existe sobressair-se.
nem que ou do que. Quando estava no colegial, sobressaía em todas as
Preferia um bom vinho a uma cerveja. matérias.

Proceder Visar
- TI, com a preposição A, quando significar dar início - no sentido de ter em vista, objetivar (TI - preposição
ou realizar. A)
Os fiscais procederam à prova com atraso. Não visamos a qualquer lucro.
Procedemos à feitura das provas. A educação visa ao progresso do povo.

56
PORTUGUÊS

- No sentido de apontar arma ou dar visto (TD) 3. Assinale a opção em que o verbo lembrar está
Ele visava a cabeça da cobra com cuidado. empregado de maneira inaceitável em relação à norma
Ele visava os contratos um a um. culta da língua:
- Se TI não admite a utilização do complemento lhe. No a) pediu-me que o lembrasse a meus familiares;
lugar, coloca-se a ele (a/s) b) é preciso lembrá-lo o compromisso que assumiu
conosco;
Obs: São estes os principais verbos que, quando TI, c) lembrou-se mais tarde que havia deixado as chaves
não aceitam LHE/LHES como complemento, estando em em casa;
seu lugar a ele (a/s) - aspirar, visar, assistir (ver), aludir, d) não me lembrava de ter marcado médico para hoje;
referir-se, anuir. e) na hora das promoções, lembre-se de mim.
Avisar, advertir, certificar, cientificar, comunicar, 4. O verbo chamar está com a regência INCORRETA em:
informar, lembrar, noticiar, notificar, prevenir são TD e I,
a) chamo-o de burguês, pois você legitima a submissão
admitindo duas construções: Quem informa, informa algo
das mulheres;
a alguém ou Quem informa, informa alguém de algo.
b) como ninguém assumia, chamei-lhes de
Os verbos transitivos indiretos na 3ª pessoa do singular,
discriminadores;
acompanhados do pronome se, não admitem plural. É que,
neste caso, o se indica sujeito indeterminado, obrigando o c) de repente, houve um nervosismo geral e chamaram-
verbo a ficar na terceira pessoa do singular. (Precisa-se de nas de feministas;
novas esperanças / Aqui, obedece-se às leis de ecologia) d) apesar de a hora ter chegado, o chefe não chamou
Verbos que podem ser usados como TD ou TI, sem às feministas a sua seção;
alteração de sentido: abdicar (de), acreditar (em), almejar e) as mulheres foram para o local do movimento, que
(por), ansiar (por), anteceder (a), atender (a), atentar (em, elas chamaram de maternidade.
para), cogitar (de, em), consentir (em), deparar (com),
desdenhar (de), gozar (de), necessitar (de), preceder (a), 5. Assinale o exemplo, em que está bem empregada a
precisar (de), presidir (a), renunciar (a), satisfazer (a), versar construção com o verbo preferir:
(sobre) - lista de Pasquale e Ulisses. a) preferia ir ao cinema do que ficar vendo televisão;
b) preferia sair a ficar em casa;
Exercícios c) preferia antes sair a ficar em casa;
d) preferia mais sair do que ficar em casa;
1. Assinale a única alternativa que está de acordo com e) antes preferia sair do que ficar em casa.
as normas de regência da língua culta.
a) avisei-o de que não desejava substituí-lo na Gabarito
presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, (1-A) (2-A) (3-B) (4-D) (5-B)
jamais aspirei a tal cargo;
b) avisei-lhe de que não desejava substituí-lo na Regência Nominal
presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição,
jamais aspirei a tal cargo; Regência Nominal é o nome da relação existente
c) avisei-o de que não desejava substituir- lhe na entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os
presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição, termos regidos por esse nome. Essa relação é sempre
jamais aspirei tal cargo; intermediada por uma preposição. No estudo da regência
d) avisei-lhe de que não desejava substituir-lhe na
nominal, é preciso levar em conta que vários nomes
presidência, pois apesar de ter sempre servido à instituição,
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de
jamais aspirei a tal cargo;
que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa,
e) avisei-o de que não desejava substituí-lo na
nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos.
presidência, pois apesar de ter sempre servido a instituição,
jamais aspirei tal cargo. Observe o exemplo:
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos
2. Assinale a opção em que o verbo chamar é empregado regem complementos introduzidos pela preposição “a”.
com o mesmo sentido que apresenta em ________ “No Veja:
dia em que o chamaram de Ubirajara, Quaresma ficou Obedecer a algo/ a alguém.
reservado, taciturno e mudo”: Obediente a algo/ a alguém.
a) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
b) bateram à porta, chamando Rodrigo; Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
c) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo da preposição ou preposições que os regem. Observe-
Diabo; os atentamente e procure, sempre que possível, associar
d) o chefe chamou-os para um diálogo franco; esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você
e) mandou chamar o médico com urgência. conhece.

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PORTUGUÊS

Substantivos 2-(FTM-ARACAJU) As mulheres da noite ....... o poeta


faz alusão ajudam a colorir Aracaju, ....... coração bate de
Devoção a, noite, no silêncio.
Admiração a, por
para, com, por
Medo a, de A alternativa que completa corretamente as lacunas da
frase acima é:
Aversão a, para, a) as quais / de cujo o
Doutor em Obediência a
por b) a que / no qual
Atentado a, Dúvida acerca c) de que / o qual
Ojeriza a, por d) às quais / cujo
contra de, em, sobre
e) que / em cujo
Proeminência
Bacharel em Horror a
sobre
3- (EPCAR) O que devidamente empregado só não
Capacidade Impaciência
Respeito a, seria regido de preposição na opção:
de,para com
com,para a) O cargo ....... aspiro depende de concurso.
com, por b) Eis a razão ....... não compareci.
c) Rui é o orador ....... mais admiro.
Adjetivos d) O jovem ....... te referiste foi reprovado.
e) Ali está o abrigo ....... necessitamos.
Acessível a Diferente de Necessário a
4- (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos
Acostumado a, devem ser seguidos pela mesma preposição:
Entendido em Nocivo a
com a) ávido / bom / inconsequente
Afável com, b) indigno / odioso / perito
Equivalente a Paralelo a
para com c) leal / limpo / oneroso
Agradável a Escasso de Passível de d) orgulhoso / rico / sedento
e) oposto / pálido / sábio
Alheio a, de Fácil de Essencial a, para
Ansioso de, 5- Indique onde há erro de regência nominal:
Fanático por Preferível a a) Ele é muito apegado em bens materiais.
para, por
b) Estamos fartos de tantas promessas.
Apto a, para Favorável a Prejudicial a
c) Ela era suspeita de ter assaltado a loja.
Benéfico a Grato a, por Próximo a d) Ele era intransigente nesse ponto do regulamento.
Relacionado e) A confiança dos soldados no chefe era inabalável.
Capaz de, para Hábil em
com
Gabarito
Compatível 1-E 2-D 3- D 4- D 5 - A
Habituado a Relativo a
com
Contemporâ- Satisfeito COESÃO E COERÊNCIA
Idêntico a
neo a, de com,de,em,por Primeiramente, o que nos faz produzir um texto é a ca-
Contrário a Indeciso em Sensível a pacidade que temos de pensar. Por meio do pensamento,
elaboramos todas as informações que recebemos e orien-
Advérbios tamos as ações que interferem na realidade e organização
de nossos escritos. O que lemos é produto de um pensa-
Longe de mento transformado em texto.
Perto de Logo, como cada um de nós tem seu modo de pen-
sar, quando escrevemos sempre procuramos uma maneira
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem organizada do leitor compreender as nossas ideias. A fina-
a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: lidade da escrita é direcionar totalmente o que você quer
paralela a; paralelamente a; relativa a; relativamente a. dizer, por meio da comunicação.
Para isso, os elementos que compõem o texto se sub-
Exercícios dividem em: introdução, desenvolvimento e conclusão. To-
dos eles devem ser organizados de maneira equilibrada.
1- (UNIFIC) Os encargos ....... nos obrigaram são aqueles
....... o diretor se referia. Introdução
a) de que – que
b) a cujos – cujos Caracterizada pela entrada no assunto e a argumen-
c) por que – que tação inicial. A ideia central do texto é apresentada nessa
d) cujos – cujo etapa. Entretanto, essa apresentação deve ser direta, sem
e) a que - a que rodeios. O seu tamanho raramente excede a 1/5 de todo o

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PORTUGUÊS

texto. Porém, em textos mais curtos, essa proporção não é → O problema aparece quando não ocorre uma ex-
equivalente. Neles, a introdução pode ser o próprio título. ploração devida do desenvolvimento. Logo, acontece uma
Já nos textos mais longos, em que o assunto é exposto invasão das ideias de desenvolvimento na conclusão.
em várias páginas, ela pode ter o tamanho de um capítulo → Outro fator consequente da insuficiência de funda-
ou de uma parte precedida por subtítulo. Nessa situação, mentação do desenvolvimento está na conclusão precisar
pode ter vários parágrafos. Em redações mais comuns, que de maiores explicações, ficando bastante vazia.
em média têm de 25 a 80 linhas, a introdução será o pri- → Enrolar e “encher linguiça” são muito comuns no
meiro parágrafo. texto em que o autor fica girando em torno de ideias re-
Desenvolvimento dundantes ou paralelas.
→ Uso de frases vazias que, por vezes, são perfeita-
A maior parte do texto está inserida no desenvolvi- mente dispensáveis.
mento. Ele é responsável por estabelecer uma ligação entre → Quando não tem clareza de qual é a melhor con-
a introdução e a conclusão. É nessa etapa que são elabo- clusão, o autor acaba se perdendo na argumentação final.
radas as ideias, os dados e os argumentos que sustentam Em relação à abertura para novas discussões, a con-
e dão base às explicações e posições do autor. É carac- clusão não pode ter esse formato, exceto pelos seguintes
terizado por uma “ponte” formada pela organização das fatores:
ideias em uma sequência que permite formar uma relação
equilibrada entre os dois lados. → Para não influenciar a conclusão do leitor sobre te-
O autor do texto revela sua capacidade de discutir um mas polêmicos, o autor deixa a conclusão em aberto.
determinado tema no desenvolvimento. Nessa parte, ele → Para estimular o leitor a ler uma possível continuida-
se torna capaz de defender seus pontos de vista, além de de do texto, ou autor não fecha a discussão de propósito.
dirigir a atenção do leitor para a conclusão. As conclusões → Por apenas apresentar dados e informações sobre
são fundamentadas a partir daqui. o tema a ser desenvolvido, o autor não deseja concluir o
Para que o desenvolvimento cumpra seu objetivo, o assunto.
escritor já deve ter uma ideia clara de como vai ser a con- → Para que o leitor tire suas próprias conclusões, o au-
clusão. Por isso a importância do planejamento de texto. tor enumera algumas perguntas no final do texto.
Em média, ocupa 3/5 do texto, no mínimo. Já nos tex- A maioria dessas falhas pode ser evitada se antes o au-
tos mais longos, pode estar inserido em capítulos ou tre- tor fizer um esboço de todas as suas ideias. Essa técnica
chos destacados por subtítulos. Deverá se apresentar no é um roteiro, em que estão presentes os planejamentos.
formato de parágrafos medianos e curtos. Nele devem estar indicadas as melhores sequências a se-
Os principais erros cometidos no desenvolvimento são rem utilizadas na redação. O roteiro deve ser o mais enxuto
o desvio e a desconexão da argumentação. O primeiro está possível.
relacionado ao autor tomar um argumento secundário que Fonte: http://producao-de-textos.info/mos/view/Carac-
se distancia da discussão inicial, ou quando se concentra ter%C3%ADsticas_e_Estruturas_do_Texto/
em apenas um aspecto do tema e esquece o seu todo. O
segundo caso acontece quando quem redige tem muitas Não basta conhecer o conteúdo das partes de um tra-
ideias ou informações sobre o que está sendo discutido, balho: introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de
não conseguindo estruturá-las. Surge também a dificul- saber o que se deve (e o que não se deve) escrever em
dade de organizar seus pensamentos e definir uma linha cada parte constituinte do texto, é preciso saber escrever
lógica de raciocínio. obedecendo às normas de coerência e coesão. Antes de
mais nada, é necessário definir os termos: coerência diz res-
Conclusão peito à articulação do texto, à compatibilidade das ideias,
à lógica do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão refere-se à
Considerada como a parte mais importante do texto, expressão linguística, ao nível gramatical, às estruturas fra-
é o ponto de chegada de todas as argumentações elabo- sais e ao emprego do vocabulário.
radas. As ideias e os dados utilizados convergem para essa
parte, em que a exposição ou discussão se fecha. Coerência e coesão relacionam-se com o processo de
Em uma estrutura normal, ela não deve deixar uma produção e compreensão do texto. A coesão contribui para
brecha para uma possível continuidade do assunto; ou a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta
seja, possui atributos de síntese. A discussão não deve ser coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente
encerrada com argumentos repetitivos, sendo evitados na coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em
medida do possível. Alguns exemplos: “Portanto, como já outras palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem
dissemos antes...”, “Concluindo...”, “Em conclusão...”. construído, com frases bem estruturadas, vocabulário cor-
Sua proporção em relação à totalidade do texto deve reto, mas apresentar ideias sem nexo, sem uma sequência
ser equivalente ao da introdução: de 1/5. Essa é uma das lógica: há coesão, mas não coerência. Por outro lado, um
características de textos bem redigidos. texto pode apresentar ideias coerentes e bem encadeadas,
Os seguintes erros aparecem quando as conclusões fi- sem que no plano da expressão as estruturas frasais sejam
cam muito longas: gramaticalmente aceitáveis: há coerência, mas não coesão.

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PORTUGUÊS

A coerência textual subjaz ao texto e é responsável “Estabelecer os limites as quais a programação deveria
pela hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela estar exposta.”
tem origem nas estruturas profundas, no conhecimento do Estabelecer os limites aos quais a programação deveria
mundo de cada pessoa, aliada à competência linguística. estar sujeita. = correta
Deduz-se que é difícil ensinar coerência textual, intima-
mente ligada à visão de mundo, à origem das ideias no “A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.”
pensamento. A coesão, porém, refere-se à expressão lin- A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias sensa-
guística, aos processos sintáticos e gramaticais do texto. cionalistas ou punir os meios de comunicação que veiculam
O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão: tais notícias. = correta

Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo de “Retomada das rédeas da programação.”
um texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa ade- Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no
quada relação semântica, que se manifesta na compatibi- que diz respeito à programação. = correta
lidade entre as ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa O emprego de vocabulário inadequado prejudica mui-
com coisa” ou “uma coisa bate com outra”). tas vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redi-
gir, empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo
Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conheci-
do texto, numa linha de sequência e com os quais se es- mentos linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o
tabelece um vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo significado de determinada palavra, mas não sabe empre-
coesivo faz-se via gramática, fala-se em coesão gramatical. gá-la adequadamente, isso ocorre frequentemente com o
Se se faz por meio do vocabulário, tem-se a coesão lexical. emprego dos conectivos (preposições e conjunções). Não
basta saber que as preposições ligam nomes ou sintagmas
Coerência nominais no interior das frases e que as conjunções ligam
- assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do frases dentro do período; é necessário empregar adequa-
texto; damente tanto umas como outras. É bem verdade que, na
- situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão maioria das vezes, o emprego inadequado dos conectivos
conceitual; remete aos problemas de regência verbal e nominal.
Exemplos:
- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o
todo, com o aspecto global do texto;
“Estar inteirada com os fatos” significa participação, in-
- estabelece relações de conteúdo entre palavras e fra-
teração.
ses.
“Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento
dos fatos, estar informada.
Coesão
“Ir de encontro” significa divergir, não concordar.
- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal;
“Ir ao encontro” quer dizer concordar.
- situa-se na superfície do texto, estabelece conexão
sequencial; “Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de
- relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as ideias” significa a liberdade não é ameaça;
partes componentes do texto; “Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior ideias”, isto é, a liberdade fica ameaçada.
das frases.
Quanto à regência verbal, convém sempre consul-
Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibili- tar um dicionário de verbos, pois muitos deles admitem
dade ou compreensão do texto. Um texto bem redigido duas ou três regências diferentes; cada uma, porém, tem
tem parágrafos bem estruturados e articulados pelo enca- um significado específico. Lembre-se, a propósito, de que
deamento das ideias neles contidas. As estruturas frasais as dúvidas sobre o emprego da crase decorrem do fato
devem ser coerentes e gramaticalmente corretas, no que de considerar-se crase como sinal de acentuação apenas,
diz respeito à sintaxe. O vocabulário precisa ser adequado quando o problema refere-se à regência nominal e verbal.
e essa adequação só se consegue pelo conhecimento dos Exemplos:
significados possíveis de cada palavra. Talvez os erros mais
comuns de redação sejam devidos à impropriedade do vo- O verbo assistir admite duas regências:
cabulário e ao mau emprego dos conectivos (conjunções, assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar
que têm por função ligar uma frase ou período a outro). Eis assistência (O médico assiste o doente):
alguns exemplos de impropriedade do vocabulário, colhi- Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti
dos em redações sobre censura e os meios de comunica- ao jogo da seleção).
ção e outras.
Pedir o =n(transitivo direto) significa solicitar, pleitear
“Nosso direito é frisado na Constituição.” (Pedi o jornal do dia).
Nosso direito é assegurado pela Constituição. = correta Pedir que =,contém uma ordem (A professora pediu
que fizessem silêncio).

60
PORTUGUÊS

Pedir para = pedir permissão (Pediu para sair da clas- - Para introduzir esclarecimentos, retificações ou de-
se); significa também pedir em favor de alguém (A Diretora senvolvimento do que foi dito empregam-se os articu-
pediu ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos, ladores: isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A
pedir algo a alguém (para si): (Pediu ao colega para ajudá conjunção aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o de-
-lo); pode significar ainda exigir, reclamar (Os professores senvolvimento do discurso, pois acrescenta uma informa-
pedem aumento de salário). ção nova, um dado novo, e se não acrescentar nada, é pura
repetição e deve ser evitada.
O mau emprego dos pronomes relativos também pode - Alguns articuladores servem para estabelecer uma
levar à falta de coesão gramatical. Frequentemente, em- gradação entre os correspondentes de determinada escala.
prega-se no qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo No alto dessa escala acham-se: mesmo, até, até mesmo; no
da clareza do texto; outras vezes, o emprego é desnecessá- plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no mínimo.
rio ou inadequado.
“Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para
mim no qual estava sem remetente”. (Chegou com um en-
velope que (o qual) estava sem remetente). ESTILÍSTICA: FIGURAS DE LINGUAGEM,
ORTOGRAFIA E PONTUAÇÃO.
“Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da
sensibilidade...”
Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade FIGURAS DE LINGUAGEM
delas (palavras cheias de sensibilidade).
Segundo Mauro Ferreira, a importância em reconhecer
Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento,
das frases, aconselha-se levar em conta as seguintes suges- além de auxiliar a compreender melhor os textos literários,
tões para o emprego correto dos articuladores sintáticos
deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao
(conjunções, preposições, locuções prepositivas e locuções
significado simbólico das palavras e dos textos.
conjuntivas).
Definição: Figuras de linguagem são certos recursos
- Para dar ideia de oposição ou contradição, a articu-
não--convencionais que o falante ou escritor cria para dar
lação sintática faz-se por meio de conjunções adversativas:
maior expressividade à sua mensagem.
mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto. Po-
dem também ser empregadas as conjunções concessivas
e locuções prepositivas para introduzir a ideia de oposição Metáfora
aliada à concessão: embora, ou muito embora, apesar de, É o emprego de uma palavra com o significado de outra
ainda que, conquanto, posto que, a despeito de, não obs- em vista de uma relação de semelhanças entre ambas. É
tante. uma comparação subentendida.
- A articulação sintática de causa pode ser feita por Minha boca é um túmulo.
meio de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque, Essa rua é um verdadeiro deserto.
como, por isso que, visto que, uma vez que, já que. Também
podem ser empregadas as preposições e locuções preposi- Comparação
tivas: por, por causa de, em vista de, em virtude de, devido a, Consiste em atribuir características de um ser a outro,
em consequência de, por motivo de, por razões de. em virtude de uma determinada semelhança.
- O principal articulador sintático de condição é o “se”: O meu coração está igual a um céu cinzento.
Se o time ganhar esse jogo, será campeão. Pode-se também O carro dele é rápido como um avião.
expressar condição pelo emprego dos conectivos: caso,
contanto que, desde que, a menos que, a não ser que. Prosopopeia
- O emprego da preposição “para” é a maneira mais É uma figura de linguagem que atribui características
comum de expressar finalidade. “É necessário baixar as ta- humanas a seres inanimados. Também podemos chamá-la
xas de juros para que a economia se estabilize” ou para a de PERSONIFICAÇÃO.
economia estabilizar-se. “Teresa vai estudar bastante para O céu está mostrando sua face mais bela.
fazer boa prova.” Há outros articuladores que expressam O cão mostrou grande sisudez.
finalidade: a fim de, com o propósito de, na finalidade de,
com a intenção de, com o objetivo de, com o fito de, com o Sinestesia
intuito de. Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes
- A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio (mistura dos cinco sentidos).
dos articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto, Raquel tem um olhar frio, desesperador.
pois, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso. Aquela criança tem um olhar tão doce.
Para introduzir mais um argumento a favor de determinada
conclusão emprega- Catacrese
-se ainda. Os articuladores aliás, além do mais, além É o emprego de uma palavra no sentido figurado por
disso, além de tudo, introduzem um argumento decisivo, falta de um termo próprio.
cabal, apresentado como um acréscimo, para justificar de O menino quebrou o braço da cadeira.
forma incontestável o argumento contrário. A manga da camisa rasgou.

61
PORTUGUÊS

Metonímia Aliteração
É a substituição de uma palavra por outra, quando Consiste na repetição de um determinado som
existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos consonantal no início ou interior das palavras.
que permite essa troca. Ocorre metonímia quando O rato roeu a roupa do rei de Roma.
empregamos:
Elipse
- O autor pela obra. Consiste na omissão de um termo que fica subentendido
Li Jô Soares dezenas de vezes. (a obra de Jô Soares) no contexto, identificado facilmente.
Após a queda, nenhuma fratura.
- o continente pelo conteúdo. Zeugma
O ginásio aplaudiu a seleção. (ginásio está substituindo Consiste na omissão de um termo já empregado
os torcedores) anteriormente.
- a parte pelo todo. Ele come carne, eu verduras.
Vários brasileiros vivem sem teto, ao relento. (teto
Pleonasmo
substitui casa)
Consiste na intensificação de um termo através da sua
repetição, reforçando seu significado.
- o efeito pela causa.
Nós cantamos um canto glorioso.
Suou muito para conseguir a casa própria. (suor substitui
o trabalho) Polissíndeto
É a repetição da conjunção entre as orações de um
Perífrase período ou entre os termos da oração.
É a designação de um ser através de alguma de suas Chegamos de viagem e tomamos banho e saímos para
características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou. dançar.
A Veneza Brasileira também é palco de grandes
espetáculos. (Veneza Brasileira = Recife) Assíndeto
A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência. Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas
(Cidade Maravilhosa = Rio de Janeiro) orações.
Chegamos de viagem, tomamos banho, depois saímos
Antítese para dançar.
Consiste no uso de palavras de sentidos opostos.
Nada com Deus é tudo. Anacoluto
Tudo sem Deus é nada. Consiste numa mudança repentina da construção
sintática da frase.
Eufemismo Ele, nada podia assustá-lo.
Consiste em suavizar palavras ou expressões que são - Nota: o anacoluto ocorre com frequência na linguagem
desagradáveis. falada, quando o falante interrompe a frase, abandonando
Ele foi repousar no céu, junto ao Pai. (repousar no céu o que havia dito para reconstruí-la novamente.
= morrer)
Os homens públicos envergonham o povo. (homens Anáfora
públicos = políticos) Consiste na repetição de uma palavra ou expressão
para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior
expressividade.
Hipérbole
Cada alma é uma escada para Deus,
É um exagero intencional com a finalidade de tornar
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
mais expressiva a ideia.
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Ela chorou rios de lágrimas. Para Deus e em Deus com um sussurro noturno.
Muitas pessoas morriam de medo da perna cabeluda. (Fernando Pessoa)
Ironia Silepse
Consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o Ocorre quando a concordância é realizada com a ideia
contrário do que pensamos. e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse:
Que alunos inteligentes, não sabem nem somar. gênero, número e pessoa.
Se você gritar mais alto, eu agradeço. - De gênero: Vossa excelência está preocupado com as
notícias. (a palavra vossa excelência é feminina quanto à
Onomatopeia forma, mas nesse exemplo a concordância se deu com a
Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não
natural dos seres. com o sujeito).
Com o au-au dos cachorros, os gatos desapareceram. - De número: A boiada ficou furiosa com o peão e
Miau-miau. – Eram os gatos miando no telhado a noite derrubaram a cerca. (nesse caso a concordância se deu com
toda. a ideia de plural da palavra boiada).

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PORTUGUÊS

- De pessoa: As mulheres decidimos não votar em “Faz umas dez horas que essa menina penteia esse
determinado partido até prestarem conta ao povo. (nesse cabelo”.
tipo de silepse, o falante se inclui mentalmente entre os Ele morreu de tanto rir.
participantes de um sujeito em 3ª pessoa).
7) Ironia
Fonte:http://juliobattisti.com.br/tutoriais/josebferraz/ Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação,
figuraslinguagem001.asp pela contradição de termos, pretende-se questionar
São conhecidas pelo nome de figuras de pensamento certo tipo de pensamento. A intenção é depreciativa ou
os recursos estilísticos utilizados para incrementar o sarcástica. Exemplos:
significado das palavras no seu aspecto semântico. Parece um anjinho aquele menino, briga com todos que
estão por perto.
São oito as figuras de pensamento: “Moça linda, bem tratada, / três séculos de família, /
burra como uma porta: / um amor.” (Mário de Andrade).
1) Antítese
É a aproximação de palavras ou expressões de sentidos 8) Prosopopeia ou Personificação
opostos. O contraste que se estabelece serve para dar uma Consiste na atribuição de ações, qualidades ou
ênfase aos conceitos envolvidos, o que não ocorreria com características humanas a seres não humanos. Exemplos:
a exposição isolada dos mesmos. Exemplos: Chora, viola.
Viverei para sempre ou morrerei tentando. A morte mostrou sua face mais sinistra.
Do riso se fez o pranto. O morro dos ventos uivantes.
Hoje fez sol, ontem, porém, choveu muito.
Figuras de construção ou sintaxe integram as
2) Apóstrofe chamadas figuras de linguagem, representando um
É assim denominado o chamamento do receptor subgrupo destas. Dessa forma, tendo em vista o padrão não
da mensagem, seja ele de natureza imaginária ou não. É convencional que prevalece nas figuras de linguagem (ou
utilizada para dar ênfase à expressão e realiza-se por meio seja, a subjetividade, a sensibilidade por parte do emissor,
do vocativo. Exemplos: deixando às claras seus aspectos estilísticos), devemos
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? compreender sua denominação. Em outras palavras, por
Pai Nosso, que estais no céu; que “figuras de construção ou sintaxe”?
Ó meu querido Santo António; Podemos afirmar que assim se denominam em virtude
de apresentarem algum tipo de modificação na estrutura
3) Paradoxo da oração, tendo em vista os reais e já ressaltados objetivos
É uma proposição aparentemente absurda, resultante da enunciação (do discurso) – sendo o principal conferir
da união de ideias que se contradizem referindo-se ao ênfase a ela.
mesmo termo. Os paradoxos viciosos são denominados Assim sendo, comecemos entendendo que, em termos
Oxímoros (ou oximoron). Exemplos: convencionais, a estrutura sintática da nossa língua se
“Menino do Rio / Calor que provoca arrepio...” perfaz de uma sequência, demarcada pelos seguintes
“Amor é fogo que arde sem se ver; / É ferida que dói e elementos:
não se sente; / É um contentamento descontente; / É dor que
desatina sem doer;” (Camões) SUJEITO + PREDICADO + COMPLEMENTO

4) Eufemismo (Nós) CHEGAMOS ATRASADOS À REUNIÃO.


Consiste em empregar uma expressão mais suave,
mais nobre ou menos agressiva, para atenuar uma verdade Temos, assim, um sujeito oculto – nós; um predicado
tida como penosa, desagradável ou chocante. Exemplos: verbal – chegamos atrasados; e um complemento,
“E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir Deus representado por um adjunto adverbial de lugar – à reunião.
lhe pague”. (Chico Buarque). Quando há uma ruptura dessa sequência lógica,
paz derradeira = morte materializada pela inversão de termos, repetição ou até
mesmo omissão destes, é justamente aí que as figuras em
5) Gradação questão se manifestam. Desse modo, elas se encontram
Na gradação temos uma sequência de palavras que muito presentes na linguagem literária, na publicitária e
intensificam a mesma ideia. Exemplo: na linguagem cotidiana de forma geral. Vejamos cada uma
“Aqui... além... mais longe por onde eu movo o passo.” delas de modo particular:
(Castro Alves).
Elipse
6) Hipérbole Tal figura se caracteriza pela omissão de um termo na
É a expressão intencionalmente exagerada com o oração não expresso anteriormente, contudo, facilmente
intuito de realçar uma ideia, proporcionando uma imagem identificado pelo contexto. Vejamos um exemplo:
emocionante e de impacto. Exemplos:

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Rondó dos cavalinhos Anacoluto


[...] Trata-se de uma figura que se caracteriza pela
interrupção da sequência lógica do pensamento, ou seja,
Os cavalinhos correndo, em termos sintáticos, afirma-se que há uma mudança na
E nós, cavalões, comendo... construção do período, deixando algum termo desligado
O Brasil politicando, do restante dos elementos. Vejamos:
Nossa! A poesia morrendo... Essas crianças de hoje, elas estão muito evoluídas.
O sol tão claro lá fora, Notamos que o termo em destaque, que era para
O sol tão claro, Esmeralda, representar o sujeito da oração, encontra-se desligado dos
E em minhalma — anoitecendo! demais termos, não cumprindo, portanto, nenhuma função
Manuel Bandeira sintática.

Notamos que em todos os versos há a omissão do verbo Inversão (ou Hipérbato)


estar, sendo este facilmente identificado pelo contexto. Trata-se da inversão da ordem direta dos termos da
oração. Constatemos: Eufórico chegou o menino.
Zeugma Deduzimos que o predicativo do sujeito (pois se trata
Ao contrário da elipse, na zeugma ocorre a omissão de um predicado verbo-nominal) encontra-se no início da
de um termo já expresso no discurso. Constatemos: Maria oração, quando este deveria estar expresso no final, ou
gosta de Matemática, eu de Português. seja: O menino chegou eufórico.
Observamos que houve a omissão do verbo gostar. Pleonasmo
Figura que consiste na repetição enfática de uma ideia
Anáfora antes expressa, tanto do ponto de vista sintático quanto
semântico, no intuito de reforçar a mensagem. Exemplo:
Essa figura de linguagem se caracteriza pela repetição
Vivemos uma vida tranquila.
intencional de um termo no início de um período, frase ou
O termo em destaque reforça uma ideia antes
verso. Observemos um caso representativo:
ressaltada, uma vez que viver já diz respeito à vida. Temos
A Estrela
uma repetição de ordem semântica.
A ele nada lhe devo.
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Percebemos que o pronome oblíquo (lhe) faz referência
Vi uma estrela luzindo
à terceira pessoa do singular, já expressa. Trata-se, portanto,
Na minha vida vazia.
de uma repetição de ordem sintática demarcada pelo que
chamamos de objeto direto pleonástico.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria! Observação importante: O pleonasmo utilizado sem
Era uma estrela sozinha a intenção de conferir ênfase ao discurso, torna-se o que
Luzindo no fim do dia. denominamos de vício de linguagem – ocorrência que deve
[...] ser evitada. Como, por exemplo: subir para cima, descer
Manuel Bandeira para baixo, entrar para dentro, entre outras circunstâncias
linguísticas.
Notamos a utilização de termos que se repetem
sucessivamente em cada verso da criação de Manuel ORTOGRAFIA
Bandeira.
ORTOGRAFIA: é parte da gramática normativa que
Polissíndeto trata de como as palavras podem ser escritas.
Figura cuja principal característica se define pela Ao escrever uma palavra com som de s, de z, de x ou
repetição enfática do conectivo, geralmente representado de j, deve-se procurar a origem dela, pois, na Língua Por-
pela conjunção coordenada “e”. Observemos um verso tuguesa, a palavra primitiva, em muitos casos, indica como
extraído de uma criação de Olavo Bilac, intitulada “A um deveremos escrever a palavra derivada.
poeta”: “Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!”
Ç
Assíndeto
Diferentemente do que ocorre no polissíndeto, 1. Escreveremos com -ção as palavras derivadas de vo-
manifestado pela repetição da conjunção, no assíndeto cábulos terminados em -to, -tor, -tivo e os substantivos
ocorre a omissão deste. Vejamos: Vim, vi, venci (Júlio César) formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo
Depreendemos que se trata de orações assindéticas, (Tema é o que sobra, quando se retira a desinência de infi-
justamente pela omissão do conectivo “e”. nitivo - r - do verbo).

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Portanto deve-se procurar a origem da palavra ter- Exemplos:


minada em -ção. Por exemplo: Donde provém a palavra - expelir = expulsão
conjunção? Resposta: provém de conjunto. Por isso, es- - impelir = impulso
crevemo-la com ç. - compelir = compulsório
- concorrer = concurso
Exemplos: - discorrer = discurso
- erudito = erudição - percorrer = percurso
- exceto = exceção
- setor = seção 4. Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas
- intuitivo = intuição em -oso e -osa, com exceção de gozo.
- redator = redação
- ereto = ereção Exemplos:
- educar - r + ção = educação - gostosa
- exportar - r + ção = exportação - glamorosa
- repartir - r + ção = repartição - saboroso
- horroroso
2. Escreveremos com -tenção os substantivos corres-
5. Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas
pondentes aos verbos derivados do verbo ter.
em -ase, -ese, -ise e -ose, com exceção de gaze e deslize.
Exemplos:
Exemplos:
- manter = manutenção
- reter = retenção - fase
- deter = detenção - crase
- conter = contenção - tese
- osmose
3. Escreveremos com -çar os verbos derivados de
substantivos terminados em -ce. 6. Escreveremos com -s- as palavras femininas termi-
Exemplos: nadas em -isa.
- alcance = alcançar
- lance = lançar Exemplos:
- poetisa
S - profetisa
- Heloísa
1. Escreveremos com -s- as palavras derivadas de ver- - Marisa
bos terminados em -nder e –ndir
7. Escreveremos com -s- toda a conjugação dos verbos
Exemplos: pôr, querer e usar.
- pretender = pretensão
- defender = defesa, defensivo Exemplos:
- despender = despesa - Eu pus
- compreender = compreensão - Ele quis
- fundir = fusão - Nós usamos
- expandir = expansão - Eles quiseram
- Quando nós quisermos
2. Escreveremos com -s- as palavras derivadas de ver- - Se eles usassem
bos terminados em -erter, -ertir e -ergir.
Ç ou S?
Exemplos:
- perverter = perversão
Após ditongo, escreveremos com -ç-, quando houver
- converter = conversão
- reverter = reversão som de s, e escreveremos com -s-, quando houver som de
- divertir = diversão z.
- aspergir = aspersão
- imergir = imersão Exemplos:
- eleição
3. Escreveremos -puls- nas palavras derivadas de ver- - traição
bos terminados em -pelir e -curs-, nas palavras derivadas - Neusa
de verbos terminados em -correr. - coisa

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S ou Z? SS
1.-a) Escreveremos com -s- as palavras terminadas em -ês e 1. Escreveremos com -cess- as palavras derivadas de
-esa que indicarem nacionalidades, títulos ou nomes próprios. verbos terminados em -ceder.
Exemplos: Exemplos:
- portuguesa - anteceder = antecessor
- norueguesa - exceder = excesso
- marquesa - conceder = concessão
- duquesa
- Inês 2. Escreveremos com -press- as palavras derivadas de
- Teresa verbos terminados em -primir.
Exemplos:
1.-b) Escreveremos com -z- as palavras terminadas em - imprimir = impressão
-ez e -eza, substantivos abstratos que provêm de adjetivos, - comprimir = compressa
ou seja, palavras que indicam a existência de uma qualidade. - deprimir = depressivo
Exemplos:
- embriaguez 3. Escreveremos com -gress- as palavras derivadas de
- limpeza verbos terminados em -gredir.
- lucidez Exemplos:
- nobreza - agredir = agressão
- acidez - progredir = progresso
- pobreza - transgredir = transgressor
2.-a) Escreveremos com -s- os verbos terminados em
-isar, quando a palavra primitiva já possuir o -s-. 4. Escreveremos com -miss- ou -mess- as palavras de-
Exemplos: rivadas de verbos terminados em -meter.
- análise = analisar Exemplos:
- pesquisa = pesquisar - comprometer = compromisso
- paralisia = paralisar - intrometer = intromissão
- prometer = promessa
2.-b) Escreveremos com -z- os verbos terminados em - remeter = remessa
-izar, quando a palavra primitiva não possuir -s-.
Exemplos: ÇS ou SS
- economia = economizar Em relação ao verbos terminados em -tir, teremos:
- terror = aterrorizar 1. Escreveremos com -ção, se apenas retirarmos a de-
- frágil = fragilizar sinência de infinitivo -r, dos verbos terminados em -tir.
Cuidado: Exemplo:
- catequese = catequizar - curtir - r + ção = curtição
- síntese = sintetizar
- hipnose = hipnotizar 2. Escreveremos com -são, quando, ao retirarmos toda
- batismo = batizar a terminação -tir, a última letra for consoante.
Exemplo:
3.-a) Escreveremos com -s- os diminutivos terminados - divertir - tir + são = diversão
em -sinho e -sito, quando a palavra primitiva já possuir o -s-
no final do radical. 3. Escreveremos com -ssão, quando, ao retirarmos
Exemplos: toda a terminação -tir, a última letra for vogal.
- casinha Exemplo:
- asinha - discutir - tir + ssão = discussão
- portuguesinho
- camponesinha J
- Teresinha 1. Escreveremos com -j- as palavras derivadas dos ver-
- Inesita bos terminados em -jar.
Exemplos:
3.-b) Escreveremos com -z- os diminutivos terminados - trajar = traje, eu trajei.
em -zinho e -zito, quando a palavra primitiva não possuir - encorajar = que eles encorajem
-s- no final do radical. - viajar = que eles viajem
Exemplos:
- mulherzinha 3. Escreveremos com -j- as palavras derivadas de vocá-
- arvorezinha bulos terminados em -ja.
- alemãozinho Exemplos:
- aviãozinho - loja = lojista
- pincelzinho - gorja = gorjeta
- corzinha - canja = canjica

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4. Escreveremos com -j- as palavras de origem tupi, afri- UIR e OER


cana ou popular. Os verbos terminados em -uir e -oer terão as 2ª e 3ª pes-
Exemplos: soas do singular do Presente do Indicativo escritas com -i-.
- jeca Exemplos:
- jibóia - tu possuis
- jiló - ele possui
- pajé - tu constróis
- ele constrói
G - tu móis
1. Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas - ele mói
em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio. - tu róis
Exemplos: - ele rói
- pedágio
- colégio UAR e OAR
- sacrilégio Os verbos terminados em -uar e -oar terão todas as pes-
- prestígio soas do Presente do Subjuntivo escritas com -e-.
- relógio Exemplos:
- refúgio - Que eu efetue
- Que tu efetues
2. Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas - Que ele atenue
em -gem, com exceção de pajem, lambujem e a conjugação - Que nós atenuemos
dos verbos terminados em -jar. - Que vós entoeis
Exemplos: - Que eles entoem
- a viagem
- a coragem
Emprego De Algumas Palavras E Expressões
- a personagem
Por que/ porque/ porquê/ por quê
- a vernissagem
Por que – escreve-se por que separado e sem acento em
- a ferrugem
perguntas. ( por é preposição e o que pronome) Ex: Por que
- a penugem
não veio ontem?
Porque – escreve-se porque junto em respostas. (conjun-
X
1. Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por mex-, ção explicativa)Ex: Porque estava doente.
com exceção de mecha. Porquê – escreve-se porquê junto e com acento quando
Exemplos: indica motivo causa, ele vem precedido do atigo. Ex: Não sei
- mexilhão o porquê de sua demora.
- mexer Por quê – escreve-se por quê separado e com acento no
- mexerica final de frase interrogativa. Ex: Não veio por quê?
- México
- mexerico Onde /Aonde
- mexido Emprega-se aonde com verbos que dão ideia de movi-
2. Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por enx-, com exce- mento. Equivale sempre para onde.
ção das derivadas de vocábulos iniciados por ch- e da palavra enchova. Ex: Aonde você vai?
Exemplos: Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de mo-
- enxada vimento, emprega-se onde.
- enxerto Ex: Onde estão os livros?
- enxerido
- enxurrada Mau / Mal
mas: Mau é sempre um adjetivo refere-se, pois, a um substan-
- cheio = encher, enchente tivo. (seu antônimo é bom)
- charco = encharcar Ex: Era um mau aluno.
- chiqueiro = enchiqueirar
Mal pode ser:
3. Escreveremos -x- após ditongo, com exceção de re- - Advérbio (antônimo é bem). Ex: Ele se comportou mal.
cauchutar e guache. - Conjunção temporal (equivale a assim que). Ex: Mal che-
Exemplos: gou, saiu.
- ameixa - Substantivo (quando precedido de artigo ou outro de-
- deixar terminante). O mal não tem remédio.
- queixa
- feixe Cessão/Sessão/ secção/ Seção
- peixe Cessão significa “ato de ceder”, “ato de dar”. Ex: Ele fez a
- gueixa cessão dos direitos autorais.

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Sessão é o intervalo de tempo que dura uma reunião, a) hélice


uma assembleia. Ex: Assistimos a uma sessão de cinema. b) halo
Seção (secção) significa parte de um todo, segmento,- c) haltere
subdivisão. Ex: Lemos a notícia na seção de esporte. d) herva
e) herdade
Há/ A
Na indicação de tempo, emprega-se: 5- (TTN) Assinale a alternativa em que todas as pala-
Há para indicar tempo passado ( equivale a faz) vras estão corretamente grafadas:
Há dois meses que ele não aprece. a) quiseram, essência, impecílio
A para indicar tempo futuro. b) pretencioso, aspectos, sossego
Daqui a dois meses ele aparecerá. c) assessores, exceção, incansável
d) excessivo, expontâneo, obseção
Mas / Mais e) obsecado, reinvidicação, repercussão
Mas é uma conjunção adversativa, indicando contrarie- Gabarito
dade. Ex: Estudou muito, mas não obteve bons resultados. 1-a) j b) g c) j d) g e) g
Mais é um advérbio de intensidade, indica ideia de adi- 2-a) 3-d) 4-d) 5-c)
ção. Ex: dois mais dois, às vezes, são cinco.
PONTUAÇÃO
Senão / Se não
Senão equivale a caso contrario. Ex: Faça o deposito até Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na
amanhã, senão o pedido será cancelado. escrita as pausas da linguagem oral.
Se não equivale a se por acaso não. Trata-se da conjun-
ção condicional se seguida do advérbio de negação não. Ex: PONTO
Se não chover, iremos acampar. O ponto é empregado em geral para indicar o final de
uma frase declarativa. Ao término de um texto, o ponto é
Ao encontro / de encontro conhecido como final. Nos casos comuns ele é chamado
Ao encontro (rege a preposição de ) significa a favor de: de simples.
Aquelas atitudes vão ao encontro do que eles pregavam. Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor),
De encontro (rege a preposição a) significa contra alguma d.C. (depois de Cristo), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico
coisa, em direção oposta. Veríssimo).
Sua atitude veio de encontro ao que eu esperava.
PONTO DE INTERROGAÇÃO
EXERCÍCIOS É usado para indicar pergunta direta.
1- Complete as lacunas das palavras que seguem, utili- Onde está seu irmão?
zando “g” ou “j”: Às vezes, pode combinar-se com o ponto de
a ) vare---ista exclamação.
b ) via---em A mim ?! Que idéia!
c ) ma---estade
d ) fuli----em PONTO DE EXCLAMAÇÃO
e ) verti---em É usado depois das interjeições, locuções ou frases
exclamativas.
2- (FMU) Assinale a alternativa em que todas as palavras Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
estão grafadas corretamente: Ó jovens! Lutemos!
a ) paralisar, pesquisar, ironizar, deslizar.
b ) alteza, empreza, francesa, miudeza. VÍRGULA
c ) cuscus, chimpanzé, encharcar, encher. A vírgula deve ser empregada toda vez que houver
d ) incenso, abcesso, obsessão, Luís. uma pequena pausa na fala. Emprega-se a vírgula:
e ) chineza, marquês, garrucha, meretriz. • Nas datas e nos endereços:
São Paulo, 17 de setembro de 1989.
3- (TRE-SP) Este meu amigo .......... vai ..........-se para ter di- Largo do Paissandu, 128.
reito ao título de eleitor. • No vocativo e no aposto:
a) extrangeiro – naturalizar Meninos, prestem atenção!
b) estrangeiro – naturalisar Termópilas, o meu amigo, é escritor.
c) extranjeiro – naturalizar • Nos termos independentes entre si:
d) estrangeiro – naturalizar O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas
e) estranjeiro – naturalisar diversões.
• Com certas expressões explicativas como: isto é,
4-(U-UBERLÂNDIA) Das palavras abaixo relacionadas, por exemplo. Neste caso é usado o duplo emprego da
uma não se escreve com h inicial. Assinale-a: vírgula:

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Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, • Usa-se para separar orações do tipo:
a festa da padroeira. – Avante!- Gritou o general.
• Após alguns adjuntos adverbiais: – A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta.
No dia seguinte, viajamos para o litoral. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de
• Com certas conjunções. Neste caso também é palavras que formam uma cadeia de frase:
usado o duplo emprego da vírgula: • A estrada de ferro Santos – Jundiaí.
Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o • A ponte Rio – Niterói.
diretor. • A linha aérea São Paulo – Porto Alegre.
• Após a primeira parte de um provérbio.
O que os olhos não vêem, o coração não sente. ASPAS
• Em alguns casos de termos oclusos: São usadas para:
Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate. • Indicar citações textuais de outra autoria.
“A bomba não tem endereço certo.” (G. Meireles)
RETICÊNCIAS • Para indicar palavras ou expressões alheias ao
• São usadas para indicar suspensão ou interrupção idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo, gírias,
do pensamento. arcaismo, formas populares:
Não me disseste que era teu pai que ... Há quem goste de “jazz-band”.
• Para realçar uma palavra ou expressão. Não achei nada “legal” aquela aula de inglês.
Hoje em dia, mulher casa com “pão” e passa fome... • Para enfatizar palavras ou expressões:
• Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível”
sentimento. naquela noite.
Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu • Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais,
também... revistas, etc.
“Fogo Morto” é uma obra-prima do regionalismo
PONTO E VÍRGULA brasileiro.
• Separar orações coordenadas de certa extensão • Em casos de ironia:
ou que mantém alguma simetria entre si. A “inteligência” dela me sensibiliza profundamente.
“Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu Veja como ele é “educado” - cuspiu no chão.
a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta
farpada. “ PARÊNTESES
• Para separar orações coordenadas já marcadas Empregamos os parênteses:
por vírgula ou no seu interior. • Nas indicações bibliográficas.
Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o “Sede assim qualquer coisa, serena, isenta, fiel”.
motorista, porém, mais calmo, resolveu o problema (Meireles, Cecília, “Flor de Poemas”).
sozinho. • Nas indicações cênicas dos textos teatrais:
“Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as
DOIS PONTOS mãos, com os olhos fora das órbitas. Amália se volta)”. (G.
• Enunciar a fala dos personagens: Figueiredo)
Ele retrucou: Não vês por onde pisas? • Quando se intercala num texto uma idéia ou
• Para indicar uma citação alheia: indicação acessória:
Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de “E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io,
informações de passageiros do vôo das nove: “queiram morrendo de fome.” (C. Lispector)
dirigir-se ao portão de embarque”. • Para isolar orações intercaladas:
• Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra “Estou certo que eu (se lhe ponho
ou expressão anterior: Minha mão na testa alçada)
Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. Sou eu para ela.” (M. Bandeira)
• Enumeração após os apostos:
Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido. COLCHETES [ ]
Os colchetes são muito empregados na linguagem
TRAVESSÃO científica.
Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou
serve para isolar palavras ou frases
– “Quais são os símbolos da pátria? ASTERISCO
– Que pátria? O asterisco é muito empregado para chamar a atenção
– Da nossa pátria, ora bolas!” (P. M Campos). do leitor para alguma nota (observação).
– “Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava,
chovia, parava outra vez. BARRA
– a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter A barra é muito empregada nas abreviações das datas
avistado mais alguma coisa”. (M. Palmério). e em algumas abreviaturas.

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PORTUGUÊS

EXERCÍCIOS c. A estes, porém, o mais que pode acontecer é que


se riam deles os outros, sem que este riso os impeça de
1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontua- conservar as suas roupas e o seu calçado.
ção: Sem reforma, social, as desigualdades entre as cidades d. Na civilização e na fraqueza ia para onde me impe-
brasileiras, crescerão sempre... liam muito dócil muito leve, como os pedaços da carta de
a) No Brasil, a diferença social é motivo de constante ABC, triturados soltos no ar.
preocupação. e. Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais
b) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste tarde notei, que me achava lá, numa sala pequena.
no IBGE.
c) Tenho esperanças, pois a situação econômica não de- 7. (TTN) Das redações abaixo, assinale a que não está
mora a mudar. pontuada corretamente:
d) Ainda não houve tempo, mas, em breve, as providên- a. Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o re-
cias serão tomadas. sultado do concurso.
b. Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o re-
2. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pon- sultado do concurso.
tuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. c. Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o re-
Não cabendo qualquer sinal, O indicará essa inexistência: Aos sultado do concurso.
poucos .... a necessidade de mão-de-obra foi aumentando .... d. Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado
tornando-se necessária a abertura dos portos .... para uma ou- do concurso, em fila.
tra população de trabalhadores ..... os imigrantes. e. Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fila, o re-
a) O - ponto e vírgula - vírgula - vírgula sultado do concurso.
b) O - O - dois pontos - vírgula
c) vírgula, vírgula - O - dois pontos (CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de
d) vírgula - ponto e vírgula - O - dois pontos números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças
e) vírgula - dois pontos - vírgula - vírgula de pontuação, assinale a letra que corresponde ao período
de pontuação correta:
3. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pon-
tuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo. Não 8.
havendo sinal, O indicará essa inexistência. Na época da colo- a. Pouco depois, quando chegaram, outras pessoas a
nização ..... os negros e os indígenas escravizados pelos bran- reunião ficou mais animada.
cos ..... reagiram ..... indiscutivelmente ..... de forma diferente. b. Pouco depois quando chegaram outras pessoas a
a) O - O - vírgula - vírgula reunião ficou mais animada.
b) O - dois pontos - O - vírgula c. Pouco depois, quando chegaram outras pessoas, a
c) O - dois pontos - vírgula - vírgula reunião ficou mais animada.
d) vírgula - vírgula - O - O d. Pouco depois quando chegaram outras pessoas a
e) vírgula - O - vírgula – vírgula reunião, ficou mais animada.
e. Pouco depois quando chegaram outras pessoas a
4. (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está correta- reunião ficou, mais animada.
mente pontuada:
a) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso sistema 9.
planetário. a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone
b) Ele, modestamente se retirou. que eu venho.
c) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia. b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone
d) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja. que eu venho.
c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor, telefo-
Estas cidades se constituem, na maior parte de imigrantes ne, que eu venho.
alemães. d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefo-
ne, que eu venho.
5. (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demons- a) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor tele-
tram que há criatividade”. Cabem no máximo: fone que eu venho.
a) 3 vírgulas
b) 4 vírgulas
c) 2 vírgulas RESPOSTAS
d) 1 vírgula
e) 5 vírgulas (1-A) (2-C) (3-E) (4-C) (5-C) (6-C) (7-E) (8-C) (9-D)

6. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta:


a. Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de
uma comadre, minha avó.
b. Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-
me: provocava risos, muxoxos, palavrões.

70
RACIOCÍNIO LÓGICO

Problemas Envolvendo Lógica E Raciocínio Lógico; Proposições Simples e Compostas, Argumentação Lógica, Estruturas
Lógicas e Diagramas Lógicos; Conceito De Proposição: Valores Lógicos Das Proposições, Conectivo; Estruturas Compostas:
Negação; Conjunção; Disjunção; Condicional e Bicondicional; Tabelas Verdade de Proposições Compostas; Tautologias,
Contradições E Contingências; Equivalências e Implicações Lógicas, Verdades e Mentiras;.............................................................01
Diagrama Venn (Conjuntos); .........................................................................................................................................................................................15
Análise Combinatória; ......................................................................................................................................................................................................21
Probabilidade; ......................................................................................................................................................................................................................22
Sequências Lógicas, Raciocínio Matemático, Matrizes, Determinantes E Sistemas Lineares;...........................................................23
Geometria Básica E Trigonometria...............................................................................................................................................................................42
RACIOCÍNIO LÓGICO

5. Proposições simples e compostas


PROBLEMAS ENVOLVENDO LÓGICA E As proposições simples são assim caracterizadas por
RACIOCÍNIO LÓGICO; PROPOSIÇÕES apresentarem apenas uma ideia. São indicadas pelas letras
SIMPLES E COMPOSTAS, ARGUMENTAÇÃO minúsculas: p, q, r, s, t...
As proposições compostas são assim caracterizadas
LÓGICA, ESTRUTURAS LÓGICAS E por apresentarem mais de uma proposição conectadas pe-
DIAGRAMAS LÓGICOS; CONCEITO los conectivos lógicos. São indicadas pelas letras maiúscu-
DE PROPOSIÇÃO: VALORES LÓGICOS las: P, Q, R, S, T...
DAS PROPOSIÇÕES, CONECTIVO; Obs: A notação Q(r, s, t), por exemplo, está indicando
ESTRUTURAS COMPOSTAS: NEGAÇÃO; que a proposição composta Q é formada pelas proposi-
CONJUNÇÃO; DISJUNÇÃO; CONDICIONAL ções simples r, s e t.
E BICONDICIONAL; TABELAS VERDADE DE
PROPOSIÇÕES COMPOSTAS; TAUTOLOGIAS, Exemplo:
CONTRADIÇÕES E CONTINGÊNCIAS;
Proposições simples:
EQUIVALÊNCIAS E IMPLICAÇÕES LÓGICAS, p: Meu nome é Raissa 
VERDADES E MENTIRAS; q: São Paulo é a maior cidade brasileira 
r: 2+2=5 
s: O número 9 é ímpar 
Estruturas lógicas t: O número 13 é primo

1. Proposição Proposições compostas 


Proposição ou sentença é um termo utilizado para ex- P: O número 12 é divisível por 3 e 6 é o dobro de 12. 
primir ideias, através de um conjunto de palavras ou sím- Q: A raiz quadrada de 9 é 3 e 24 é múltiplo de 3. 
bolos. Este conjunto descreve o conteúdo dessa ideia. R(s, t): O número 9 é ímpar e o número 13 é primo.
São exemplos de proposições:
6. Tabela-Verdade
p: Pedro é médico.
q: 5 > 8
A tabela-verdade é usada para determinar o valor lógi-
r: Luíza foi ao cinema ontem à noite.
co de uma proposição composta, sendo que os valores das
proposições simples já são conhecidos. Pois o valor lógico
2. Princípios fundamentais da lógica
da proposição composta depende do valor lógico da pro-
Princípio da Identidade: A é A. Uma coisa é o que é.
posição simples. 
O que é, é; e o que não é, não é. Esta formulação remonta A seguir vamos compreender como se constrói essas
a Parménides de Eleia. tabelas-verdade partindo da árvore das possibilidades dos
Principio da não contradição: Uma proposição não valores lógicos das preposições simples, e mais adiante ve-
pode ser verdadeira e falsa, ao mesmo tempo. remos como determinar o valor lógico de uma proposição
Principio do terceiro excluído: Uma alternativa só composta.
pode ser verdadeira ou falsa.
3. Valor lógico  Proposição composta do tipo P(p, q)
Considerando os princípios citados acima, uma propo-
sição é classificada como verdadeira ou falsa.
Sendo assim o valor lógico será:
- a verdade (V), quando se trata de uma proposição
verdadeira.
- a falsidade (F), quando se trata de uma proposição
falsa.
4. Conectivos lógicos 
Conectivos lógicos são palavras usadas para conectar
as proposições formando novas sentenças.
Os principais conectivos lógicos são:  Proposição composta do tipo P(p, q, r)

~ não
∧ e
V Ou
→  se…então
↔ se e somente se

1
RACIOCÍNIO LÓGICO

Proposição composta do tipo P(p, q, r, s)  p = 9 < 6 


A tabela-verdade possui 24  = 16 linhas e é formada q = 3 é par
igualmente as anteriores. p Λ q: 9 < 6 e 3 é par 
Proposição composta do tipo P(p1, p2, p3,..., pn)
A tabela-verdade possui 2n  linhas e é formada igual-
P q pΛq
mente as anteriores.
F F F
7. O conectivo não e a negação
O conectivo não e a negação de uma proposição p é
outra proposição que tem como valor lógico V se p for fal- 9. O conectivo ou e a disjunção
sa e F se p é verdadeira. O símbolo ~p (não p) representa a O conectivo ou  e a disjunção de duas proposi-
negação de p com a seguinte tabela-verdade:  ções p e q  é outra proposição que tem como valor lógi-
co  V se alguma das proposições for verdadeira e F se as
P ~P duas forem falsas. O símbolo p ∨ q (p ou q) representa a
disjunção, com a seguinte tabela-verdade: 
V F
F V
P q pVq
Exemplo: V V V
V F V
p = 7 é ímpar 
F V V
~p = 7 não é ímpar 
F F F
P ~P
Exemplo:
V F
p = 2 é par 
q = 24 é múltiplo de 5  q = o céu é rosa 
~q = 24 não é múltiplo de 5  p ν q = 2 é par ou o céu é rosa 

q ~q P q pVq
F V V F V
10. O conectivo se… então… e a condicional
8. O conectivo e e a conjunção
A condicional se p então q é outra proposição que tem
como valor lógico F se p é verdadeira e q é falsa. O símbo-
O conectivo e e a conjunção de duas proposi-
lo p → q representa a condicional, com a seguinte tabela-
ções  p  e q é outra proposição que tem como valor lógi-
verdade: 
co V se p e q forem verdadeiras, e F em outros casos. O
símbolo p Λ q (p e q) representa a conjunção, com a se-
guinte tabela-verdade:  P q p→q
V V V
P q pΛq V F F
V V V F V V
V F F F F V
F V F
F F F Exemplo:
P: 7 + 2 = 9 
Exemplo Q: 9 – 7 = 2 
p → q: Se 7 + 2 = 9 então 9 – 7 = 2 
p = 2 é par 
q = o céu é rosa P q p→q
p Λ q = 2 é par e o céu é rosa 
V V V

P q pΛq p = 7 + 5 < 4 
V F F q = 2 é um número primo 
p → q: Se 7 + 5 < 4 então 2 é um número primo. 

2
RACIOCÍNIO LÓGICO

P q p→q
F V V

p = 24 é múltiplo de 3 q = 3 é par 


p → q: Se 24 é múltiplo de 3 então 3 é par. 

P q p→q
V F F

p = 25 é múltiplo de 2 
q = 12 < 3 
p → q: Se 25 é múltiplo de 2 então 2 < 3. 

P q p→q
F F V

11. O conectivo se e somente se e a bicondicional


A bicondicional p se e somente se q é outra proposição que tem como valor lógico V se p e q forem ambas verdadeiras
ou ambas falsas, e F nos outros casos. 
O símbolo     representa a bicondicional, com a seguinte tabela-verdade: 

P q p↔q
V V V
V F F
F V F
F F V
Exemplo
p = 24 é múltiplo de 3 
q = 6 é ímpar  
= 24 é múltiplo de 3 se, e somente se, 6 é ímpar. 

P q p↔q
V F F

12. Tabela-Verdade de uma proposição composta

Exemplo
Veja como se procede a construção de uma tabela-verdade da proposição composta P(p, q) = ((p ⋁ q) → (~p)) → (p ⋀
q), onde p e q são duas proposições simples.

Resolução
Uma tabela-verdade de uma proposição do tipo P(p, q) possui 24 = 4 linhas, logo: 

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V          
V F          
F V          
F F          

3
RACIOCÍNIO LÓGICO

Agora veja passo a passo a determinação dos valores lógicos de P.


a) Valores lógicos de p ν q

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V        
V F V        
F V V        
F F F        

b) Valores lógicos de ~P

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F      
V F V F      
F V V V      
F F F V      

c) Valores lógicos de (p V p)→(~p)

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F    
V F V F F    
F V V V V    
F F F V V    

d) Valores lógicos de p Λ q

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F V  
V F V F F F  
F V V V V F  
F F F V V F  

e) Valores lógicos de ((p V p)→(~p))→(p Λ q)

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F V V
V F V F F F V
F V V V V F F
F F F V V F F

13. Tautologia
Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições p, q, r, ... será dita uma Tautologia se ela for sempre
verdadeira, independentemente dos valores lógicos das proposições p, q, r, ... que a compõem.

Exemplos:
• Gabriela passou no concurso do INSS ou Gabriela não passou no concurso do INSS

4
RACIOCÍNIO LÓGICO

• Não é verdade que o professor Zambeli parece com dade. Que significa que uma proposição não pode ser falsa
o Zé gotinha ou o professor Zambeli parece com o Zé go- e verdadeira ao mesmo tempo, isto é, o princípio da não
tinha. contradição.
Ao invés de duas proposições, nos exemplos temos
uma única proposição, afirmativa e negativa. Vamos enten- p ~P q Λ (~q)
der isso melhor.
Exemplo: V F F
Grêmio cai para segunda divisão ou o Grêmio não cai F V F
para segunda divisão
15. Contingência
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda Quando uma proposição não é tautológica nem contra
de “~p” e o conetivo de “V” válida, a chamamos de contingência ou proposição contin-
Assim podemos representar a “frase” acima da seguin- gente ou proposição indeterminada.
te forma: p V ~p A contingência ocorre quando há tanto valores V como
F na última coluna da tabela-verdade de uma proposição.
Exemplo Exemplos: P∧Q , P∨Q , P→Q ...
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu
valor lógico é sempre V, conforme a tabela-verdade.  16. Implicação lógica
Definição
p ~P pVq A proposição P implica a proposição Q, quando a con-
dicional P → Q for uma tautologia.
V F V O símbolo P ⇒ Q (P implica Q) representa a implica-
F V V ção lógica. 
Diferenciação dos símbolos → e ⇒
Exemplo O símbolo  →  representa uma operação matemática
A proposição (p Λ q) → (p  q) é uma tautologia, pois a entre as proposições P e Q que tem como resultado a pro-
última coluna da tabela-verdade só possui V.  posição P → Q, com valor lógico V ou F.
O símbolo ⇒ representa a não ocorrência de VF na
tabela-verdade de P → Q, ou ainda que o valor lógico da
p q pΛq p↔q (p Λ q)→(p↔q)
condicional P → Q será sempre V, ou então que P → Q é
V V V V V uma tautologia. 
V F F F V
Exemplo
F V F F V A tabela-verdade da condicional (p Λ q) → (p ↔ q) será: 
F F F V V
p q pΛq P↔Q (p Λ q)→(P↔Q)
14. Contradição
Uma proposição composta formada por duas ou mais V V V V V
proposições p, q, r, ... será dita uma contradição se ela for
sempre falsa, independentemente dos valores lógicos das V F F F V
proposições p, q, r, ... que a compõem F V F F V
Exemplos:
• O Zorra total é uma porcaria e Zorra total não é uma F F F V V
porcaria
• Suelen mora em Petrópolis e Suelen não mora em Portanto,  (p Λ q)  → (p  ↔ q) é uma tautologia, por
Petrópolis isso (p Λ q) ⇒ (p ↔q)
Ao invés de duas proposições, nos exemplos temos
uma única proposição, afirmativa e negativa. Vamos en- 17. Equivalência lógica
tender isso melhor.
Exemplo: Definição
Lula é o presidente do Brasil e Lula não é o presidente Há equivalência entre as proposições P e Q somen-
do Brasil te quando a bicondicional P  ↔  Q for uma tautologia ou
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda quando P e Q tiverem a mesma tabela-verdade. P ⇔ Q (P
de “~p” e o conetivo de “^” é equivalente a Q) é o símbolo que representa a equiva-
Assim podemos representar a “frase” acima da seguin- lência lógica. 
te forma: p ^ ~p Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔
Exemplo O símbolo ↔ representa uma operação entre as propo-
A proposição  (p Λ q) Λ (p Λ q) é uma contradição, sições P e Q, que tem como resultado uma nova proposi-
pois o seu valor lógico é sempre F conforme a tabela-ver- ção P ↔ Q com valor lógico V ou F.

5
RACIOCÍNIO LÓGICO

O símbolo ⇔ representa a não ocorrência de VF e


de FV na tabela-verdade P ↔ Q, ou ainda que o valor lógi-
co de P ↔ Q é sempre V, ou então P ↔ Q é uma tautologia.

Exemplo
A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será: 

p q ~q ~p p→q ~q→~p (p→q)↔(~q→~p)


V V F F V V V
V F V F F F V
F V F V V V V
Equivalências da Condicional
F F V V V V V As duas equivalências que se seguem são de funda-
mental importância. Estas equivalências podem ser veri-
Portanto,  p  →  q  é equivalente a  ~q  →  ~p, pois estas ficadas, ou seja, demonstradas, por meio da comparação
proposições possuem a mesma tabela-verdade ou a bicon- entre as tabelas-verdade. Fica como exercício para casa
dicional (p → q) ↔ (~q → ~p) é uma tautologia. estas demonstrações. As equivalências da condicional são
Veja a representação: as seguintes:
(p → q) ⇔ (~q → ~p) 1) Se p então q = Se não q então não p.
Ex: Se chove então me molho = Se não me molho en-
EQUIVALÊNCIAS LOGICAS NOTÁVEIS tão não chove
2) Se p então q = Não p ou q.
Dizemos que duas proposições são logicamente equi-
Ex: Se estudo então passo no concurso = Não estudo
valentes (ou simplesmente equivalentes) quando os resul-
ou passo no concurso
tados de suas tabelas-verdade são idênticos.
Colocando estes resultados em uma tabela, para aju-
Uma consequência prática da equivalência lógica é que
dar a memorização, teremos:
ao trocar uma dada proposição por qualquer outra que lhe
seja equivalente, estamos apenas mudando a maneira de
dizê-la.
A equivalência lógica entre duas proposições, p e q,
pode ser representada simbolicamente como: p q, ou sim-
plesmente por p = q.
Começaremos com a descrição de algumas equivalên-
cias lógicas básicas. Equivalências com o Símbolo da Negação
Este tipo de equivalência já foi estudado. Trata-se, tão
Equivalências Básicas somente, das negações das proposições compostas! Lem-
bremos:
1. p e p = p
Ex: André é inocente e inocente = André é inocente

2. p ou p = p
Ex: Ana foi ao cinema ou ao cinema = Ana foi ao cine-
ma

3. p e q = q e p
Ex: O cavalo é forte e veloz = O cavalo é veloz e forte

4. p ou q = q ou p É possível que surja alguma dúvida em relação a úl-


Ex: O carro é branco ou azul = O carro é azul ou branco tima linha da tabela acima. Porém, basta lembrarmos do
que foi aprendido:
5. p ↔ q = q ↔ p p↔q = (pq) e (qp)
Ex: Amo se e somente se vivo = Vivo se e somente se (Obs: a BICONDICIONAL tem esse nome: porque equi-
amo. vale a duas condicionais!)
6. p ↔ q = (pq) e (qp) Para negar a bicondicional, teremos na verdade que
Ex: Amo se e somente se vivo = Se amo então vivo, e negar a sua conjunção equivalente.
se vivo então amo E para negar uma conjunção, já sabemos, nega-se as
duas partes e troca-se o E por OU. Fica para casa a de-
Para facilitar a memorização, veja a tabela abaixo: monstração da negação da bicondicional. Ok?

6
RACIOCÍNIO LÓGICO

Outras equivalências 2. (PM-BA - Soldado da Polícia Militar - FCC /2012)


Algumas outras equivalências que podem ser relevan- A negação lógica da proposição: “Pedro é o mais velho
tes são as seguintes: da classe ou Jorge é o mais novo da classe” é
A) Pedro não è o mais novo da classe ou Jorge não é o
1) p e (p ou q) = p mais velho da classe.
Ex: Paulo é dentista, e Paulo é dentista ou Pedro é mé- B) Pedro é o mais velho da classe e Jorge não é o mais
dico = Paulo é dentista novo da classe.
C) Pedro não é o mais velho da classe e Jorge não é o
2) p ou (p e q) = p mais novo da classe.
Ex: Paulo é dentista, ou Paulo é dentista e Pedro é mé- D) Pedro não é o mais novo da classe e Jorge não é o
dico = Paulo é dentista mais velho da classe.
Por meio das tabelas-verdade estas equivalências po- E) Pedro é o mais novo da classe ou Jorge é o mais
dem ser facilmente demonstradas. novo da classe.
Para auxiliar nossa memorização, criaremos a tabela
seguinte: p v q= Pedro é o mais velho da classe ou Jorge é o mais
novo da classe.
~p=Pedro não é o mais velho da classe.
~q=Jorge não é o mais novo da classe.
~(p v q)=~p v ~q= Pedro não é o mais velho da classe
ou Jorge não é o mais novo da classe.
NEGAÇAO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
3. (PC-MA - Farmacêutico Legista - FGV/2012)
Em frente à casa onde moram João e Maria, a prefeitu-
ra está fazendo uma obra na rua. Se o operário liga a brita-
deira, João sai de casa e Maria não ouve a televisão. Certo
dia, depois do almoço, Maria ouve a televisão.
Pode-se concluir, logicamente, que
A) João saiu de casa.
B) João não saiu de casa.
C) O operário ligou a britadeira.
D) O operário não ligou a britadeira.
Questoes comentadas: E) O operário ligou a britadeira e João saiu de casa.
“Se o operário liga a britadeira, João sai de casa e Ma-
1. (PROCERGS - Técnico de Nível Médio - Técnico em ria não ouve a televisão”, logo se Maria ouve a televisão, a
Segurança do Trabalho - FUNDATEC/2012) A proposição britadeira não pode estar ligada.
“João comprou um carro novo ou não é verdade que João
comprou um carro novo e não fez a viagem de férias.” é: (TJ-AC - Técnico Judiciário - Informática - CESPE/2012)
A) um paradoxo. Em decisão proferida acerca da prisão de um réu, de-
B) um silogismo. pois de constatado pagamento de pensão alimentícia, o
C) uma tautologia. magistrado determinou: “O réu deve ser imediatamente
D) uma contradição. solto, se por outro motivo não estiver preso”.
E) uma contingência. Considerando que a determinação judicial correspon-
Tautologia é uma proposição composta cujo resultado de a uma proposição e que a decisão judicial será conside-
é sempre verdadeiro para todas as atribuições que se têm, rada descumprida se, e somente se, a proposição corres-
independentemente dessas atribuições. pondente for falsa, julgue os itens seguintes.
Rodrigo, posso estar errada, mas ao construir a tabela-
verdade com a proposição que você propôs não vamos ter 4. Se o réu permanecer preso, mesmo não havendo
outro motivo para estar preso, então, a decisão judicial terá
uma tautologia, mas uma contingência.
sido descumprida.
A proposição a ser utilizada aqui seria a seguinte: P v
A) Certo
~(P ^ ~Q), que, ao construirmos a tabela-verdade ficaria
B) Errado
da seguinte forma: A decisão judicial é “O réu deve ser imediatamente sol-
to, se por outro motivo não estiver preso”, logo se o réu
PV continuar preso sem outro motivo para estar preso, será
P Q ~Q (P/\~Q) ~(P/\~Q) descumprida a decisão judicial.
~(P/\~Q)
V V F F V V
5. Se o réu for imediatamente solto, mesmo havendo
V F V V F V outro motivo para permanecer preso, então, a decisão ju-
F V F F V V dicial terá sido descumprida.
A) Certo
F F V F V V B) Errado

7
RACIOCÍNIO LÓGICO

P = se houver outro motivo A) Paulo não estuda e Marta não é atleta.


Q = será solto B) Paulo estuda e Marta não é atleta.
A decisão foi: Se não P então Q, logo VV = V C) Paulo estuda ou Marta não é atleta.
A questão afirma: Se P então Q, logo FV = V D) se Paulo não estuda, então Marta não é atleta.
Não contrariou, iria contrariar se a questão resultasse E) Paulo não estuda ou Marta não é atleta.
V+F=F A negação de uma condicional do tipo: “Se A, então B”
(AB) será da forma:
6. As proposições “Se o réu não estiver preso por outro ~(A B) A^ ~B
motivo, deve ser imediatamente solto” e “Se o réu não for Ou seja, para negarmos uma proposição composta re-
imediatamente solto, então, ele está preso por outro moti- presentada por uma condicional, devemos confirmar sua
vo” são logicamente equivalentes. primeira parte (“A”), trocar o conectivo condicional (“”) pelo
conectivo conjunção (“^”) e negarmos sua segunda parte
A) Certo (“~ B”). Assim, teremos:
B) Errado RESPOSTA: “B”.

O réu não estiver preso por outro motivo = ~P 10. (ANVISA - TÉCNICO ADMINISTRATIVO - CE-
Deve ser imediatamente solto = S TRO/2012) Se Viviane não dança, Márcia não canta. Logo,
Se o réu não estiver preso por outro motivo, deve ser A) Viviane dançar é condição suficiente para Márcia
imediatamente solto=P S cantar.
Se o réu não for imediatamente solto, então, ele está B) Viviane não dançar é condição necessária para Már-
preso por outro motivo = ~SP cia não cantar.
De acordo com a regra de equivalência (A B) = (~B ~A) C) Viviane dançar é condição necessária para Márcia
a questão está correta. cantar.
D) Viviane não dançar é condição suficiente para Már-
7. A negação da proposição relativa à decisão judicial cia cantar.
estará corretamente representada por “O réu não deve ser E) Viviane dançar é condição necessária para Márcia
imediatamente solto, mesmo não estando preso por outro
não cantar.
motivo”.
A) Certo
Inicialmente, reescreveremos a condicional dada na
B) Errado
forma de condição suficiente e condição necessária:
“O réu deve ser imediatamente solto, se por outro
“Se Viviane não dança, Márcia não canta”
motivo não estiver preso” está no texto, assim:
P = “Por outro motivo não estiver preso”
Q = “O réu deve ser imediatamente solto” 1ª possibilidade: Viviane não dançar é condição su-
PQ, a negação ~(P Q) = P e ~Q ficiente para Márcia não cantar. Não há RESPOSTA: para
P e ~Q = Por outro motivo estiver preso o réu não deve essa possibilidade.
ser imediatamente solto”
2ª possibilidade: Márcia não cantar é condição neces-
8. (Polícia Civil/SP - Investigador – VUNESP/2014) Um sária para Viviane não dançar.. Não há RESPOSTA: para
antropólogo estadunidense chega ao Brasil para aperfei- essa possibilidade.
çoar seu conhecimento da língua portuguesa. Durante sua Não havendo RESPOSTA: , modificaremos a condicio-
estadia em nosso país, ele fica muito intrigado com a frase nal inicial, transformando-a em outra condicional equiva-
“não vou fazer coisa nenhuma”, bastante utilizada em nos- lente, nesse caso utilizaremos o conceito da contrapositiva
sa linguagem coloquial. A dúvida dele surge porque ou contra posição: pq ~q ~p
A) a conjunção presente na frase evidencia seu signi- “Se Viviane não dança, Márcia não canta” “Se Márcia
ficado. canta, Viviane dança”
B) o significado da frase não leva em conta a dupla Transformando, a condicional “Se Márcia canta, Viviane
negação. dança” na forma de condição suficiente e condição neces-
C) a implicação presente na frase altera seu significado. sária, obteremos as seguintes possibilidades:
D) o significado da frase não leva em conta a disjunção. 1ª possibilidade: Márcia cantar é condição suficiente
E) a negação presente na frase evidencia seu signifi- para Viviane dançar. Não há RESPOSTA: para essa possi-
cado. bilidade.
~(~p) é equivalente a p 2ª possibilidade: Viviane dançar é condição necessária
Logo, uma dupla negação é equivalente a afirmar. para Márcia cantar.
RESPOSTA: “B”. RESPOSTA: “C”.

9. (Receita Federal do Brasil – Analista Tributário - 11. (BRDE - ANALISTA DE SISTEMAS - AOCP/2012)
ESAF/2012) A negação da proposição “se Paulo estuda, en- Considere a sentença: “Se Ana é professora, então Camila é
tão Marta é atleta” é logicamente equivalente à proposição: médica.” A proposição equivalente a esta sentença é

8
RACIOCÍNIO LÓGICO

A) Ana não é professora ou Camila é médica. (p^~q)↔(~p


B) Se Ana é médica, então Camila é professora. P Q Pv Q (Pv Q)→Q
v q)
C) Se Camila é médica, então Ana é professora.
D) Se Ana é professora, então Camila não é médica. V V V V→V V
E) Se Ana não é professora, então Camila não é médica. V F V V→F F
F V V V→V V
Existem duas equivalências particulares em relação a
uma condicional do tipo “Se A, então B”. F F F F→F V

P(P;Q) = VFVV
1ª) Pela contrapositiva ou contraposição: “Se A, então
Portanto, essa proposição composta é uma contingência
B” é equivalente a “Se ~B, então ~A”
ou indeterminação lógica.
“Se Ana é professora, então Camila é médica.” Será
Resposta: ERRADO.
equivalente a:
“Se Camila não é médica, então Ana não é professora.” 14. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) Se P
for F e P v Q for V, então Q é V.
2ª) Pela Teoria da Involução ou Dupla Negação: “Se A, ( )Certo ( ) Errado
então B” é equivalente a “~A ou B”
“Se Ana é professora, então Camila é médica.” Será Lembramos que uma disjunção simples, na forma: “P
equivalente a: vQ”, será verdadeira (V) se, pelo menos, uma de suas partes
“Ana não é professora ou Camila é médica.” for verdadeira (V). Nesse caso, se “P” for falsa e “PvQ” for
Ficaremos, então, com a segunda equivalência, já que verdadeira, então “Q” será, necessariamente, verdadeira.
esta configura no gabarito. Resposta: CERTO.
RESPOSTA: “A”.
(PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013)
(PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) Consi- P1: Se a impunidade é alta, então a criminalidade é alta.
derando que P e Q representem proposições conhecidas e P2: A impunidade é alta ou a justiça é eficaz.
que V e F representem, respectivamente, os valores verda- P3: Se a justiça é eficaz, então não há criminosos livres.
deiro e falso, julgue os próximos itens. (374 a 376) P4: Há criminosos livres.
C: Portanto a criminalidade é alta.
12. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) (PC/ Considerando o argumento apresentado acima, em
DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) As proposições que P1, P2, P3 e P4 são as premissas e C, a conclusão, jul-
Q e P (¬ Q) são, simultaneamente, V se, e somente se, P gue os itens subsequentes. (377 e 378)
for F.
( )Certo ( ) Errado 15. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) O
argumento apresentado é um argumento válido.
Observando a tabela-verdade da proposição compos- ( )Certo ( ) Errado
Verificaremos se as verdades das premissas P1, P2, P3
ta “P (¬ Q)”, em função dos valores lógicos de “P” e “Q”,
e P4 sustentam a verdade da conclusão. Nesse caso, de-
temos:
vemos considerar que todas as premissas são, necessaria-
mente, verdadeiras.
P Q ¬Q P→(¬Q) P1: Se a impunidade é alta, então a criminalidade é alta.
V V F F (V)
P2: A impunidade é alta ou a justiça é eficaz. (V)
V F V V P3: Se a justiça é eficaz, então não há criminosos livres.
F V F V (V)
F F V V P4: Há criminosos livres. (V)

Observando-se a 3 linha da tabela-verdade acima, Portanto, se a premissa P4 – proposição simples – é ver-


dadeira (V), então a 2ª parte da condicional representada
―Q‖ e ―P ® (¬ Q) são, simultaneamente, V se, e somente
pela premissa P3 será considerada falsa (F). Então, veja:
se, ―P‖ for F.
Resposta: CERTO.
13. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) A
proposição [PvQ]Q é uma tautologia.
( )Certo ( ) Errado

Construindo a tabela-verdade da proposição compos-


ta: [P Ú Q] ® Q, teremos como solução:

9
RACIOCÍNIO LÓGICO

Sabendo-se que a condicional P3 é verdadeira e co- Seja P1 representada simbolicamente, por:


nhecendo-se o valor lógico de sua 2ª parte como falsa (F), A impunidade não é alta(p) então a criminalidade não
então o valor lógico de sua 1ª parte nunca poderá ser ver- é alta(q)
dadeiro (V). Assim, a proposição simples ―a justiça é eficaz‖ A negação de uma condicional é dada por:
será considerada falsa (F). ~(pq)
Se a proposição simples ―a justiça é eficaz‖ é conside- Logo, sua negação será dada por: ~P1 a impunidade é
rada falsa (F), então a 2ª parte da disjunção simples repre- alta e a criminalidade não é alta.
sentada pela premissa P2, também, será falsa (F). Resposta:ERRADO.

LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO

ARGUMENTO

Argumento é uma relação que associa um conjunto de


proposições (p1, p2, p3,... pn), chamadas premissas ou hipó-
teses, e uma proposição C chamada conclusão. Esta relação
é tal que a estrutura lógica das premissas acarretam ou tem
como consequência a proposição C (conclusão).
O argumento pode ser representado da seguinte for-
ma:
Sendo verdadeira (V) a premissa P2 (disjunção simples)
e conhecendo-se o valor lógico de uma das partes como
falsa (F), então o valor lógico da outra parte deverá ser, ne-
cessariamente, verdadeira (V). Lembramos que, uma disjun-
ção simples será considerada verdadeira (V), quando, pelo
menos, uma de suas partes for verdadeira (V).

Sendo verdadeira (V) a proposição simples ―a impu-


nidade é alta‖, então, confirmaremos também como ver-
dadeira (V), a 1ª parte da condicional representada pela
premissa P1.

EXEMPLOS:
1. Todos os cariocas são alegres.
    Todas as pessoas alegres vão à praia
    Todos os cariocas vão à praia.
2. Todos os cientistas são loucos.
    Einstein é cientista.
    Einstein é louco!

Nestes exemplos temos o famoso silogismo categórico


de forma típica ou simplesmente silogismo. Os silogismos
são os argumentos que têm somente duas premissas e mais
Considerando-se como verdadeira (V) a 1ª parte da a conclusão, e utilizam os termos: todo, nenhum e algum,
condicional em P1, então, deveremos considerar também em sua estrutura.
como verdadeira (V), sua 2ª parte, pois uma verdade sem-
pre implica em outra verdade. ANALOGIAS
Considerando a proposição simples ―a criminalidade
é alta‖ como verdadeira (V), logo a conclusão desse argu- A analogia é uma das melhores formas para utilizar o
mento é, de fato, verdadeira (V), o que torna esse argumen- raciocínio. Nesse tipo de raciocínio usa-se a comparação
to válido. de uma situação conhecida com uma desconhecida. Uma
Resposta: CERTO. analogia depende de três situações:
• os fundamentos precisam ser verdadeiros e im-
16. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) A portantes;
negação da proposição P1 pode ser escrita como “Se a im- • a quantidade de elementos parecidos entre as
punidade não é alta, então a criminalidade não é alta”. situações deve ser significativo;
( )Certo ( ) Errado • não pode existir conflitos marcantes.

10
RACIOCÍNIO LÓGICO

INFERÊNCIAS SOLUÇÃO:
Representando as proposições na forma de conjuntos
A indução está relacionada a diversos casos pequenos (diagramas lógicos – ver artigo sobre diagramas lógicos)
que chegam a uma conclusão geral. Nesse sentido pode- teremos:
mos definir também a indução fraca e a indução forte. Essa “Toda criança gosta de passear no Metrô de São Paulo.”
indução forte ocorre quando não existe grandes chances “Existem crianças que são inteligentes.”
de que um caso discorde da premissa geral. Já a fraca re-
fere-se a falta de sustentabilidade de um conceito ou con-
clusão.
DEDUÇÕES

ARGUMENTOS DEDUTIVOS E INDUTIVOS


Os argumentos podem ser classificados em dois ti-
pos: Dedutivos e Indutivos.

1) O argumento será DEDUTIVO quando suas premis-


sas fornecerem informações suficientes para comprovar a
veracidade da conclusão, isto é, o argumento é dedutivo
quando a conclusão é completamente derivada das pre-
missas.
Pelo gráfico, observamos claramente que se todas as
crianças gostam de passear no metrô e existem crianças
EXEMPLO: inteligentes, então alguma criança que gosta de passear
Todo ser humano têm mãe. no Metrô de São Paulo é inteligente. Logo, a alternativa
Todos os homens são humanos. correta é a opção B.
Todos os homens têm mãe.
CONCLUSÕES
2) O argumento será INDUTIVO quando suas premis-
sas não fornecerem o “apoio completo” para ratificar as VALIDADE DE UM ARGUMENTO
conclusões. Portanto, nos argumentos indutivos, a conclu-
são possui informações que ultrapassam as fornecidas nas Uma proposição é verdadeira ou falsa. No caso de
premissas. Sendo assim, não se aplica, então, a definição um argumento dedutivo diremos que ele é válido ou in-
de argumentos válidos ou não válidos para argumentos válido. Atente-se para o fato que todos os argumentos
indutivos. indutivos são inválidos, portanto não há de se falar em
validade de argumentos indutivos.
EXEMPLO: A validade é uma propriedade dos argumentos que
O Flamengo é um bom time de futebol. depende apenas da forma (estrutura lógica) das suas pro-
O Palmeiras é um bom time de futebol. posições (premissas e conclusões) e não do seu conteúdo.
O Vasco é um bom time de futebol.
O Cruzeiro é um bom time de futebol. Argumento Válido
Todos os times brasileiros de futebol são bons. Um argumento será válido quando a sua conclusão é
Note que não podemos afirmar que todos os times uma consequência obrigatória de suas premissas. Em ou-
brasileiros são bons sabendo apenas que 4 deles são bons. tras palavras, podemos dizer que quando um argumento
é válido, a verdade de suas premissas deve garantir a ver-
Exemplo: (FCC)  Considere que as seguintes afirma- dade da conclusão do argumento. Isso significa que, se o
ções são verdadeiras: argumento é válido, jamais poderemos chegar a uma con-
“Toda criança gosta de passear no Metrô de São Paulo.” clusão falsa quando as premissas forem verdadeiras.
“Existem crianças que são inteligentes.” Exemplo: (CESPE) Suponha um argumento no qual as
Assim sendo, certamente é verdade que: premissas sejam as proposições I e II abaixo.
(A) Alguma criança inteligente não gosta de passear I - Se uma mulher está desempregada, então, ela é in-
no Metrô de São Paulo. feliz.
(B) Alguma criança que gosta de passear no Metrô de II - Se uma mulher é infeliz, então, ela vive pouco.
São Paulo é inteligente. Nesse caso, se a conclusão for a proposição “Mulhe-
(C) Alguma criança não inteligente não gosta de pas- res desempregadas vivem pouco”, tem-se um argumento
sear no Metrô de São Paulo. correto.
(D) Toda criança que gosta de passear no Metrô de SOLUÇÃO:
São Paulo é inteligente. Se representarmos na forma de diagramas lógicos (ver
(E) Toda criança inteligente não gosta de passear no artigo sobre diagramas lógicos), para facilitar a resolução,
Metrô de São Paulo. teremos:

11
RACIOCÍNIO LÓGICO

   I - Se uma mulher está desempregada, então, ela é O fato do enunciado ter falado apenas que “Ana não
infeliz. = Toda mulher desempregada é infeliz. cometeu um crime perfeito”, não nos diz se ela é suspeita
   II - Se uma mulher é infeliz, então, ela vive pouco. = ou não. Por isso temos duas possibilidades (ver bonecos).
Toda mulher infeliz vive pouco. Logo, a questão está errada, pois não podemos afirmar,
com certeza, que Ana é suspeita. Logo, o argumento é in-
válido.

EXERCICIOS:

(TJ-AC - Analista Judiciário - Conhecimentos Bási-


cos - Cargos 1 e 2 - CESPE/2012) (10 a 13)

Considerando que as proposições lógicas sejam re-


presentadas por letras maiúsculas, julgue os próximos
itens, relativos a lógica proposicional e de argumenta-
ção.

1. A expressão é uma tautologia.


Com isso, qualquer mulher que esteja no conjunto das A) Certo
desempregadas (ver boneco), automaticamente estará no B) Errado
conjunto das mulheres que vivem pouco. Portanto, se a
conclusão for a proposição “Mulheres desempregadas vi- Resposta: B.
vem pouco”, tem-se um argumento correto (correto = vá- Fazendo a tabela verdade:
lido!).

Argumento Inválido P Q P→Q (P→Q) V P [(P→Q) V P]→Q


Dizemos que um argumento é inválido, quando a ver- V V V V V
dade das premissas não é suficiente para garantir a verda-
de da conclusão, ou seja, quando a conclusão não é uma V F F V V
consequência obrigatória das premissas. F V V V V
F F F F F
Exemplo: (CESPE) É válido o seguinte argumento: Se
Ana cometeu um crime perfeito, então Ana não é suspeita,
mas (e) Ana não cometeu um crime perfeito, então Ana é Portanto não é uma tautologia.
suspeita.
SOLUÇÃO: 2. As proposições “Luiz joga basquete porque Luiz é
Representando as premissas do enunciado na forma alto” e “Luiz não é alto porque Luiz não joga basquete”
de diagramas lógicos (ver artigo sobre diagramas lógicos), são logicamente equivalentes.
obteremos: A) Certo
Premissas: B) Errado
“Se Ana cometeu um crime perfeito, então Ana não é Resposta: A.
suspeita” = “Toda pessoa que comete um crime perfeito São equivalentes por que “Luiz não é alto porque Luiz
não é suspeita”.  não joga basquete” nega as duas partes da proposição, a
“Ana não cometeu um crime perfeito”. deixando equivalente a primeira.
 Conclusão:
“Ana é suspeita”. (Não se “desenha” a conclusão, ape- 3. A sentença “A justiça e a lei nem sempre andam
nas as premissas!) pelos mesmos caminhos” pode ser representada sim-
bolicamente por PΛQ, em que as proposições P e Q são
convenientemente escolhidas.
A) Certo
B) Errado

Resposta: B.
Não, pois ^ representa o conectivo “e”, e o “e” é usado
para unir A justiça E a lei, e “A justiça” não pode ser con-
siderada uma proposição, pois não pode ser considerada
verdadeira ou falsa.

12
RACIOCÍNIO LÓGICO

4. Considere que a tabela abaixo representa as TJ-AC - Técnico Judiciário - Informática - CES-
primeiras colunas da tabela-verdade da proposição PE/2012)

Logo, a coluna abaixo representa a última coluna


dessa tabela-verdade.

Com base na situação descrita acima, julgue o item


a seguir.
A) Certo
B) Errado 5. O argumento cujas premissas correspondem às
quatro afirmações do jornalista e cuja conclusão é “Pe-
Resposta: A. dro não disputará a eleição presidencial da República”
Fazendo a tabela verdade: é um argumento válido.
A) Certo
B) Errado
P Q R (P→Q)^(~R)
V V V F Resposta: A.
V V F V Argumento válido é aquele que pode ser concluído a
V F V F partir das premissas, considerando que as premissas são
verdadeiras então tenho que:
V F F F
Se João for eleito prefeito ele disputará a presidência;
F V V F Se João disputar a presidência então Pedro não vai dis-
putar;
F V F V
Se João não for eleito prefeito se tornará presidente do
F F V F partido e não apoiará a candidatura de Pedro à presidência;
F F F V Se o presidente do partido não apoiar Pedro ele não
disputará a presidência.

13
RACIOCÍNIO LÓGICO

(PRF - Nível Superior - Conhecimentos Básicos - Todos os Cargos - CESPE/2012)


Um jovem, visando ganhar um novo smartphone no dia das crianças, apresentou à sua mãe a seguinte argu-
mentação: “Mãe, se tenho 25 anos, moro com você e papai, dou despesas a vocês e dependo de mesada, então eu
não ajo como um homem da minha idade. Se estou há 7 anos na faculdade e não tenho capacidade para assumir
minhas responsabilidades, então não tenho um mínimo de maturidade. Se não ajo como um homem da minha
idade, sou tratado como criança. Se não tenho um mínimo de maturidade, sou tratado como criança. Logo, se sou
tratado como criança, mereço ganhar um novo smartphone no dia das crianças”.

Com base nessa argumentação, julgue os itens a seguir..

6. A proposição “Se estou há 7 anos na faculdade e não tenho capacidade para assumir minhas responsabilida-
des, então não tenho um mínimo de maturidade” é equivalente a “Se eu tenho um mínimo de maturidade, então
não estou há 7 anos na faculdade e tenho capacidade para assumir minhas responsabilidades”.
A) Certo
B) Errado

Resposta: B.

Equivalência de Condicional: P -> Q = ~ Q -> ~ P 


Negação de Proposição: ~ (P ^ Q)  =  ~ P v ~ Q 

P Q R ¬P ¬Q ¬R P^¬Q (P^¬Q) → ¬R ¬P^Q R→ (¬P^Q)


V V V F F F F V F F
V V F F F V F V F V
V F V F V F V F F F
V F F F V V V V F V
F V V V F F F V V V
F V F V F V F V V V
F F V V V F F V F F
F F F V V V F V F V

Portanto não são equivalentes.

7. Considere as seguintes proposições: “Tenho 25 anos”, “Moro com você e papai”, “Dou despesas a vocês” e
“Dependo de mesada”. Se alguma dessas proposições for falsa, também será falsa a proposição “Se tenho 25 anos,
moro com você e papai, dou despesas a vocês e dependo de mesada, então eu não ajo como um homem da minha
idade”.
A) Certo
B) Errado
Resposta: A.
(A^B^C^D) E

Ora, se A ou B ou C ou D estiver falsa como afirma o enunciado, logo torna a primeira parte da condicional falsa, (visto
que trata-se da conjunção) tornando- a primeira parte da condicional falsa, logo toda a proposição se torna verdadeira.

8. A proposição “Se não ajo como um homem da minha idade, sou tratado como criança, e se não tenho um
mínimo de maturidade, sou tratado como criança” é equivalente a “Se não ajo como um homem da minha idade ou
não tenho um mínimo de maturidade, sou tratado como criança”.
A) Certo
B) Errado
Resposta: A.
A = Se não ajo como um homem da minha idade,
B = sou tratado como criança,
C= se não tenho um mínimo de maturidade

14
RACIOCÍNIO LÓGICO

A B C ~A  ~C (~A → B) (~C → B) (~A v ~ C) (~A→ B) ^ (~ C→ B) (~A v ~ C)→ B


V V V F F V V F V V
V V F F V V V V V V
V F V F F V V F V V
V F F F V V F V F F
F V V V F V V V V V
F V F V V V V V V V
F F V V F F V V F F
F F F V V F F V F F

De acordo com a tabela verdade são equivalentes.

DIAGRAMA VENN (CONJUNTOS);

Conjuntos

É uma reunião, agrupamento de pessoas, seres ou objetos. Dá a ideia de coleção.

Conjuntos Primitivos
Os conceitos de conjunto, elemento e pertinência são primitivos, ou seja, não são definidos.
Um cacho de bananas, um cardume de peixes ou uma porção de livros são todos exemplos de conjuntos.
Conjuntos, como usualmente são concebidos, têm elementos. Um elemento de um conjunto pode ser uma banana, um
peixe ou um livro. Convém frisar que um conjunto pode ele mesmo ser elemento de algum outro conjunto.
Por exemplo, uma reta é um conjunto de pontos; um feixe de retas é um conjunto onde cada elemento (reta) é também
conjunto (de pontos).
Em geral indicaremos os conjuntos pelas letras maiúsculas A, B, C, ..., X, e os elementos pelas letras minúsculas a, b, c,
..., x, y, ..., embora não exista essa obrigatoriedade.
Em Geometria, por exemplo, os pontos são indicados por letras maiúsculas e as retas (que são conjuntos de pontos)
por letras minúsculas.
Outro conceito fundamental é o de relação de pertinência que nos dá um relacionamento entre um elemento e um
conjunto.

Se x é um elemento de um conjunto A, escreveremos x ∈ A


Lê-se: x é elemento de A ou x pertence a A.

Se x não é um elemento de um conjunto A, escreveremos x ∉ A


Lê-se x não é elemento de A ou x não pertence a A.

Como representar um conjunto


Pela designação de seus elementos: Escrevemos os elementos entre chaves, separando os por vírgula.

Exemplos
- {3, 6, 7, 8} indica o conjunto formado pelos elementos 3, 6, 7 e 8.
{a; b; m} indica o conjunto constituído pelos elementos a, b e m.
{1; {2; 3}; {3}} indica o conjunto cujos elementos são 1, {2; 3} e {3}.

Pela propriedade de seus elementos: Conhecida uma propriedade P que caracteriza os elementos de um conjunto A,
este fica bem determinado.
P termo “propriedade P que caracteriza os elementos de um conjunto A” significa que, dado um elemento x qualquer
temos:
Assim sendo, o conjunto dos elementos x que possuem a propriedade P é indicado por:
{x, tal que x tem a propriedade P}

15
RACIOCÍNIO LÓGICO

Uma vez que “tal que” pode ser denotado por t.q. ou |
Portanto, A ⊄ B significa que A não é um subconjunto
ou ainda :, podemos indicar o mesmo conjunto por:
de B ou A não é parte de B ou, ainda, A não está contido em
{x, t . q . x tem a propriedade P} ou, ainda,
B.
{x : x tem a propriedade P}
Por outro lado, A ⊄ B se, e somente se, existe, pelo
menos, um elemento de A que não é elemento de B.
Exemplos
Simbolicamente: A ⊄ B ⇔ ( ∃ x)(x ∈ A e x ∉ B)
- { x, t.q. x é vogal } é o mesmo que {a, e, i, o, u}
Exemplos
- {x | x é um número natural menor que 4 } é o mesmo
que {0, 1, 2, 3}
- {2 . 4} ⊂ {2, 3, 4}, pois 2 ∈ {2, 3, 4} e 4 ∈ {2, 3, 4}
- {x : x em um número inteiro e x2 = x } é o mesmo que
- {2, 3, 4} ⊄ {2, 4}, pois 3 ∉ {2, 4}
{0, 1}
- {5, 6} ⊂ {5, 6}, pois 5 ∈ {5, 6} e 6 ∈ {5, 6}
Pelo diagrama de Venn-Euler: O diagrama de Venn-
Inclusão e pertinência
Euler consiste em representar o conjunto através de um
“círculo” de tal forma que seus elementos e somente eles
A definição de subconjunto estabelece um
estejam no “círculo”.
relacionamento entre dois conjuntos e recebe o nome de
relação de inclusão ( ⊂ ).
Exemplos
A relação de pertinência (∈ ) estabelece um
relacionamento entre um elemento e um conjunto e,
- Se A = {a, e, i, o, u} então
portanto, é diferente da relação de inclusão.
Simbolicamente
x ∈ A ⇔ {x} ⊂ A
x ∉ A ⇔ {x} ⊄ A

Igualdade

Sejam A e B dois conjuntos. Dizemos que A é igual a B e


indicamos por A = B se, e somente se, A é subconjunto de B
e B é também subconjunto de A.
- Se B = {0, 1, 2, 3 }, então
Simbolicamente: A = B ⇔ A ⊂ B e B ⊂ A
Demonstrar que dois conjuntos A e B são iguais equivale,
segundo a definição, a demonstrar que A ⊂ B e B ⊂ A.
Segue da definição que dois conjuntos são iguais se, e
somente se, possuem os mesmos elementos.
Portanto A ≠ B significa que A é diferente de B. Portanto
A ≠ B se, e somente se, A não é subconjunto de B ou B não é
subconjunto de A. Simbolicamente: A ≠ B ⇔ A ⊄ B ou B ⊄ A
Conjunto Vazio
Exemplos
Conjunto vazio é aquele que não possui elementos.
- {2,4} = {4,2}, pois {2,4} ⊂ {4,2} e {4,2} ⊂ {2,4}. Isto nos
Representa-se pela letra do alfabeto norueguês 0/ ou,
mostra que a ordem dos elementos de um conjunto não deve
simplesmente { }.
ser levada em consideração. Em outras palavras, um conjunto
Simbolicamente: ∀ x, x ∉ 0/
fica determinado pelos elementos que o mesmo possui e
não pela ordem em que esses elementos são descritos.
Exemplos
- {2,2,2,4} = {2,4}, pois {2,2,2,4} ⊂ {2,4} e {2,4} ⊂ {2,2,2,4}.
Isto nos mostra que a repetição de elementos é desnecessária.
- 0/ = {x : x é um número inteiro e 3x = 1} - {a,a} = {a}
- 0/ = {x | x é um número natural e 3 – x = 4} - {a,b = {a} ⇔ a= b
- 0/ = {x | x ≠ x} - {1,2} = {x,y} ⇔ (x = 1 e y = 2) ou (x = 2 e y = 1)
Subconjunto
Conjunto das partes
Sejam A e B dois conjuntos. Se todo elemento de A é
Dado um conjunto A podemos construir um novo
também elemento de B, dizemos que A é um subconjunto
conjunto formado por todos os subconjuntos (partes) de A.
de B ou A é a parte de B ou, ainda, A está contido em B e
Esse novo conjunto chama-se conjunto dos subconjuntos
indicamos por A ⊂ B.
(ou das partes) de A e é indicado por P(A).
Simbolicamente: A ⊂ B ⇔ ( ∀ x)(x ∈ ∀ ⇒ x ∈ B)
Simbolicamente: P(A)={X | X ⊂ A} ou X ⊂ P(A) ⇔ X ⊂ A

16
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplos Exemplos
- {2,3,4} ∩ {3,5}={3}
a) = {2, 4, 6} - {1,2,3} ∩ {2,3,4}={2,3}
P(A) = { 0/ , {2}, {4}, {6}, {2,4}, {2,6}, {4,6}, A} - {2,3} ∩ {1,2,3,5}={2,3}
- {2,4} ∩ {3,5,7}= φ
b) = {3,5}
P(B) = { 0/ , {3}, {5}, B} Observação: Se A ∩ B= φ , dizemos que A e B são
c) = {8} conjuntos disjuntos.
P(C) = { 0/ , C}

d) = 0/
P(D) = { 0/ }

Propriedades

Seja A um conjunto qualquer e 0/ o conjunto vazio. Número de Elementos da União e da Intersecção de


Valem as seguintes propriedades Conjuntos

Dados dois conjuntos A e B, como vemos na figura


0/ ≠( 0/ ) 0/ ∉ 0/ 0/ ⊂ 0/ 0/ ∈ { 0/ } abaixo, podemos estabelecer uma relação entre os
0/ ⊂ A ⇔ 0/ ∈ P(A) A ⊂ A ⇔ A ∈ P(A) respectivos números de elementos.

Se A tem n elementos então A possui 2n subconjuntos


e, portanto, P(A) possui 2n elementos.

União de conjuntos

A união (ou reunião) dos conjuntos A e B é o conjunto


formado por todos os elementos que pertencem a A ou a
B. Representa-se por A ∪ B.
Simbolicamente: A 4 ∉BN = {X | X ∈ A ou X ∈ B}

Note que ao subtrairmos os elementos comuns


evitamos que eles sejam contados duas vezes.
Observações:
a) Se os conjuntos A e B forem disjuntos ou se mesmo
um deles estiver contido no outro, ainda assim a relação
dada será verdadeira.
Exemplos b) Podemos ampliar a relação do número de elementos
para três ou mais conjuntos com a mesma eficiência.
- {2,3} ∪ {4,5,6}={2,3,4,5,6}
- {2,3,4} ∪ {3,4,5}={2,3,4,5} Observe o diagrama e comprove.
- {2,3} ∪ {1,2,3,4}={1,2,3,4}
- {a,b} ∪ φ {a,b}

Intersecção de conjuntos
A intersecção dos conjuntos A e B é o conjunto formado
por todos os elementos que pertencem, simultaneamente,
a A e a B. Representa-se por A ∩ B. Simbolicamente: A ∩ B
= {X | X ∈ A ou X ∈ B}

17
RACIOCÍNIO LÓGICO

Subtração Resolução de Problemas


A diferença entre os conjuntos A e B é o conjunto
formado por todos os elementos que pertencem a A e não Exemplo:
pertencem a B. Representa-se por A – B. Simbolicamente: Numa escola mista existem 42 meninas, 24 crianças rui-
A – B = {X | X ∈ A e X ∉ B} vas, 13 meninos não ruivos e 9 meninas ruivas. Pergunta-se
a) quantas crianças existem na escola?
b) quantas crianças são meninas ou são ruivas

O conjunto A – B é também chamado de conjunto


complementar de B em relação a A, representado por CAB.
Simbolicamente: CAB = A - B{X | X ∈ A e X ∉ B}

Exemplos

- A = {0, 1, 2, 3} e B = {0, 2}
CAB = A – B = {1,3} e CBA = B – A = φ Sejam:
A o conjunto dos meninos ruivos e n(A) = x
- A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4} B o conjunto das meninas ruivas e n(B) = 9
CAB = A – B = {1} e CBA = B – A = {14} C o conjunto dos meninos não ruivos e n(C) = 13
D o conjunto das meninas não ruivas e n(D) = y
- A = {0, 2, 4} e B = {1 ,3 ,5} De acordo com o enunciado temos:
CAB = A – B = {0,2,4} e CBA = B – A = {1,3,5}
n( B ∪ D) = n( B ) + n( D) = 9 + y = 42 ⇔ y = 33
Observações: Alguns autores preferem utilizar o 
conceito de completar de B em relação a A somente nos n( A ∪ D) = n( A) + n( B) = x + 9 = 24 ⇔ x = 15
casos em que B ⊂ A.
- Se B ⊂ A representa-se por B o conjunto Assim sendo
complementar de B em relação a A. Simbolicamente: B ⊂ A a) O número total de crianças da escola é:
⇔ B = A – B = CAB`
n( A ∪ B ∪ C ∪ D ) = n( A) + n( B ) + n(C ) + n( D ) = 15 + 9 + 13 + 33 = 70
b) O número de crianças que são meninas ou são
ruivas é:

n[( A ∪ B ) ∪ ( B ∪ D )] = n( A) + n( B ) + n( D ) = 15 + 9 + 33 = 57

Questões

Exemplos 1 – (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO AD-


Seja S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}. Então: MINISTRATIVO – FCC/2014) Dos 43 vereadores de uma
a) A = {2, 3, 4} ⇒ A = {0, 1, 5, 6} cidade, 13 dele não se inscreveram nas comissões de Edu-
b) B = {3, 4, 5, 6 } ⇒ B = {0, 1, 2} cação, Saúde e Saneamento Básico. Sete dos vereadores
c) C = φ ⇒ C = S se inscreveram nas três comissões citadas. Doze deles se
inscreveram apenas nas comissões de Educação e Saúde e
Número de elementos de um conjunto oito deles se inscreveram apenas nas comissões de Saúde e
Saneamento Básico. Nenhum dos vereadores se inscreveu
Sendo X um conjunto com um número finito de em apenas uma dessas comissões. O número de vereado-
elementos, representa-se por n(X) o número de elementos res inscritos na comissão de Saneamento Básico é igual a
de X. Sendo, ainda, A e B dois conjuntos quaisquer, com A) 15.
número finito de elementos temos: B) 21.
n(A ∪ B)=n(A)+n(B)-n(A ∩ B) C) 18.
A ∩ B= φ ⇒ n(A ∪ B)=n(A)+n(B) D) 27.
n(A -B)=n(A)-n(A ∩ B) E) 16.
B ⊂ A ⇒ n(A-B)=n(A)-n(B)

18
RACIOCÍNIO LÓGICO

2 – (TJ-SC) Num grupo de motoristas, há 28 que diri- A) 9


gem automóvel, 12 que dirigem motocicleta e 8 que diri- B) 10
gem automóveis e motocicleta. Quantos motoristas há no C) 11
grupo? D) 12
A) 16 motoristas E) 13
B) 32 motoristas
C) 48 motoristas 6 - (PREF. CAMAÇARI/BA – TÉC. VIGILÂNCIA EM
D) 36 motoristas SAÚDE NM – AOCP/2014) Considere dois conjuntos A e
B, sabendo que A ∩ B = {3}, A ∪ B = {0; 1; 2; 3; 5} e A – B
3 – (TRT 19ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2014) = {1 ; 2}, assinale a alternativa que apresenta o conjunto B.
Dos 46 técnicos que estão aptos para arquivar documentos A) {1; 2; 3}
15 deles também estão aptos para classificar processos e B) {0; 3}
os demais estão aptos para atender ao público. Há outros C) {0; 1; 2; 3; 5}
11 técnicos que estão aptos para atender ao público, mas
D) {3; 5}
não são capazes de arquivar documentos. Dentre esses úl-
E) {0; 3; 5}
timos técnicos mencionados, 4 deles também são capazes
de classificar processos. Sabe-se que aqueles que classi-
7 – (Agente Administrativo) Em uma cidade existem
ficam processos são, ao todo, 27 técnicos. Considerando
que todos os técnicos que executam essas três tarefas fo- duas empresas de transporte coletivo, A e B. Exatamente
ram citados anteriormente, eles somam um total de 70% dos estudantes desta cidade utilizam a Empresa A e
A) 58. 50% a Empresa B. Sabendo que todo estudante da cidade
B) 65. é usuário de pelo menos uma das empresas, qual o % deles
C) 76. que utilizam as duas empresas?
D) 53. A) 20%
E) 95. B) 25%
C) 27%
4 – (METRÔ/SP – OFICIAL LOGISTICA –ALMOXARI- D) 33%
FADO I – FCC/2014) O diagrama indica a distribuição de atletas E) 35%
da delegação de um país nos jogos universitários por medalha
conquistada. Sabe-se que esse país conquistou medalhas apenas 8 – (METRÔ/SP – ENGENHEIRO SEGURANÇA DO
em modalidades individuais. Sabe-se ainda que cada atleta da TRABALHO – FCC/2014) Uma pesquisa, com 200 pessoas,
delegação desse país que ganhou uma ou mais medalhas não ga- investigou como eram utilizadas as três linhas: A, B e C do
nhou mais de uma medalha do mesmo tipo (ouro, prata, bronze). Metrô de uma cidade. Verificou-se que 92 pessoas utili-
De acordo com o diagrama, por exemplo, 2 atletas da delegação zam a linha A; 94 pessoas utilizam a linha B e 110 pessoas
desse país ganharam, cada um, apenas uma medalha de ouro. utilizam a linha C. Utilizam as linhas A e B um total de 38
pessoas, as linhas A e C um total de 42 pessoas e as linhas B
e C um total de 60 pessoas; 26 pessoas que não se utilizam
dessas linhas. Desta maneira, conclui-se corretamente que
o número de entrevistados que utilizam as linhas A e B e
C é igual a
A) 50.
B) 26.
C) 56.
D) 10.
E) 18.

A análise adequada do diagrama permite concluir cor- 9 – TJ/RS – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁ-
retamente que o número de medalhas conquistadas por RIA E ADMINISTRATIVA – FAURGS/2012) Observando-
esse país nessa edição dos jogos universitários foi de se, durante certo período, o trabalho de 24 desenhistas do
A) 15. Tribunal de Justiça, verificou-se que 16 executaram dese-
B) 29. nhos arquitetônicos, 15 prepararam croquis e 3 realizaram
C) 52. outras atividades. O número de desenhistas que executa-
D) 46. ram desenho arquitetônico e prepararam croquis, nesse
E) 40. período, é de
A) 10.
5 – (PREF. CAMAÇARI/BA – TÉC. VIGILÂNCIA EM B) 11.
SAÚDE NM – AOCP/2014) Qual é o número de elementos C) 12.
que formam o conjunto dos múltiplos estritamente positi- D) 13.
vos do número 3, menores que 31? E) 14.

19
RACIOCÍNIO LÓGICO

10 - (TJ/RS – OFICIAL DE TRANSPORTE – CE- Somando todos os valores obtidos no diagrama tere-
TRO/2013) Dados os conjuntos A = {x | x é vogal da pa- mos: 31+15+7+4+8 = 65 técnicos.
lavra CARRO} e B = {x | x é letra da palavra CAMINHO}, é
correto afirmar que A∩ B tem
A) 1 elemento.
B) 2 elementos.
C) 3 elementos.
D) 4 elementos.
E) 5 elementos.

Respostas

1 - RESPOSTA: “C”
De acordo com os dados temos: 4 - RESPOSTA: “D”.
7 vereadores se inscreveram nas 3. O diagrama mostra o número de atletas que ganharam
APENAS 12 se inscreveram em educação e saúde (o medalhas.
12 não deve ser tirado de 7 como costuma fazer nos con- No caso das intersecções, devemos multiplicar por 2
juntos, pois ele já desconsidera os que se inscreveram nos por ser 2 medalhas e na intersecção das três medalhas mul-
três) tiplica-se por 3.
APENAS 8 se inscreveram em saúde e saneamento bá-
sico. Intersecções:
São 30 vereadores que se inscreveram nessas 3 comis-
sões, pois 13 dos 43 não se inscreveram.
Portanto, 30-7-12-8=3
Se inscreveram em educação e saneamento 3 verea-
dores.

Somando as outras:
2+5+8+12+2+8+9=46

5 -RESPOSTA: “B”.
Se nos basearmos na tabuada do 3 , teremos o seguin-
te conjunto
A={3,6,9,12,15,18,21,24,27,30}
10 elementos.
Só em saneamento se inscreveram: 3+7+8=18
6 - RESPOSTA: “E”.
2 – RESPOSTA: “B” A intersecção dos dois conjuntos, mostra que 3 é ele-
mento de B.
A-B são os elementos que tem em A e não em B.
Então de A∪B, tiramos que B={0;3;5}.

7 - Resposta “A”.
Os que dirigem automóveis e motocicleta: 8
Os que dirigem apenas automóvel: 28-8 = 20
Os que dirigem apenas motocicleta: 12-8= 4
A quantidade de motoristas é o somatório: 20+8+4 =
32 motoristas.

3 - RESPOSTA: “B”.
Técnicos arquivam e classificam: 15
Arquivam e atendem: 46-15=31
classificam e atendem: 4
Classificam: 15+4=19 como são 27 faltam 8 70 – 50 = 20.
Dos 11 técnicos aptos a atender ao público 4 são capa- 20% utilizam as duas empresas.
zes de classificar processos, logo apenas 11-4 = 7 técnicos
são aptos a atender ao público.

20
RACIOCÍNIO LÓGICO

8 - RESPOSTA: “E”. Exemplo

O número de maneiras diferentes de se vestir é:2(cal-


ças). 3(blusas)=6 maneiras

92-[38-x+x+42-x]+94-[38-x+x+60-x]+110-[42-x+x+- Fatorial
60-x]+(38-x)+x+(42-x)+(60-x)+26=200 É comum nos problemas de contagem, calcularmos o
92-[80-x]+94-[98-x]+110-[102-x]+38+42-x+- produto de uma multiplicação cujos fatores são números
60-x+26=200 naturais consecutivos. Para facilitar adotamos o fatorial.
92-80+x+94-98+x+110-102+x+166-2x=200
x+462-180=200 ➜ x+182 = 200 ➜ x = 200-182 ➜ x
= 18
Arranjo Simples
Denomina-se arranjo simples dos n elementos de E, p a
9 - RESPOSTA: “A”. p, toda sequência de p elementos distintos de E.
Exemplo
Usando somente algarismos 5, 6 e 7. Quantos números
de 2 algarismos distintos podemos formar?

16-x+x+15-x+3=24 ➜ x+34 = 24 ➜ -x = 24-34 ➜ -x =


-10, como não existe variável negativa neste caso multipli-
ca-se por (-1) ambos os lados , logo x = 10.

10 - RESPOSTA: “B”.
Como o conjunto A é dado pelas vogais: A={A,O}, e
B é dado pelas letras : B={ C,A,M,I,N,H,O}, portanto A∩
B={A,O}

ANÁLISE COMBINATÓRIA;
Observe que os números obtidos diferem entre si:
Pela ordem dos elementos: 56 e 65
A Análise Combinatória é a área da Matemática que tra- Pelos elementos componentes:56 e 67
ta dos problemas de contagem. Cada número assim obtido é denominado arranjo sim-
ples dos 3 elementos tomados 2 a 2.
Princípio Fundamental da Contagem
Estabelece o número de maneiras distintas de ocorrên- Indica-se
cia de um evento composto de duas ou mais etapas.

Se uma decisão E1 pode ser tomada de n1 modos e, a


decisão E2 pode ser tomada de n2 modos, então o número
de maneiras de se tomarem as decisões E1 e E2 é n1.n2.

21
RACIOCÍNIO LÓGICO

Permutação Simples
Chama-se permutação simples dos n elementos, qual- PROBABILIDADE;
quer agrupamento(sequência) de n elementos distintos de E.
O número de permutações simples de n elementos é
indicado por Pn.

Experimento Aleatório

Qualquer experiência ou ensaio cujo resultado é impre-


Exemplo visível, por depender exclusivamente do acaso, por exem-
Quantos anagramas tem a palavra MITO? plo, o lançamento de um dado.
Solução
A palavra mito tem 4 letras, portanto: Espaço Amostral
Num experimento aleatório, o conjunto de todos os
resultados possíveis é chamado espaço amostral, que se
indica por E.
No lançamento de um dado, observando a face voltada
para cima, tem-se:
Permutação com elementos repetidos E={1,2,3,4,5,6}
De modo geral, o número de permutações de n objetos, No lançamento de uma moeda, observando a face vol-
dos quais n1 são iguais a A, n2 são iguais a B, n3 são iguais tada para cima:
a C etc. E={Ca,Co}

Evento
É qualquer subconjunto de um espaço amostral.
No lançamento de um dado, vimos que
E={1,2,3,4,5,6}
Exemplo Esperando ocorrer o número 5, tem-se o evento
{5}:Ocorrer um número par, tem-se {2,4,6}.
Quantos anagramas tem a palavra NATA?
Solução Exemplo
Se todos as letras fossem distintas, teríamos 4! Permu- Considere o seguinte experimento: registrar as faces
tações. Como temos uma letra repetida, esse número será voltadas para cima em três lançamentos de uma moeda.
menor. a) Quantos elementos tem o espaço amostral?
b) Descreva o espaço amostral.

Solução
a)O espaço amostral tem 8 elementos, pois cada lança-
mento, há duas possibilidades.
2x2x2=8
Combinação Simples b) E={(C,C,C), (C,C,R),(C,R,C),(R,C,C),(R,R,C),(R,C,R),(-
Dado o conjunto {a1, a2, ..., an} com n objetos distintos, C,R,R),(R,R,R)}
podemos formar subconjuntos com p elementos. Cada
subconjunto com i elementos é chamado combinação sim- Probabilidade
ples. Considere um experimento aleatório de espaço amos-
tral E com n(E) amostras equiprováveis. Seja A um evento
com n(A) amostras.

Exemplo
Calcule o número de comissões compostas de 3 alunos
que podemos formar a partir de um grupo de 5 alunos.
Eventos complementares
Solução Seja E um espaço amostral finito e não vazio, e seja A
um evento de E. Chama-se complementar de A, e indica-se
por , o evento formado por todos os elementos de E que
não pertencem a A.

22
RACIOCÍNIO LÓGICO

Probabilidade Condicional
É a probabilidade de ocorrer o evento A dado que ocor-
reu o evento B, definido por:

E={1,2,3,4,5,6}, n(E)=6
B={2,4,6} n(B)=3
A={2}
Note que

Exemplo

Uma bola é retirada de uma urna que contém bolas co-


loridas. Sabe-se que a probabilidade de ter sido retirada
uma bola vermelha é Calcular a probabilidade de ter
sido retirada uma bola que não seja vermelha.
Eventos Simultâneos
Solução
Os eventos A={bola vermelha} e A = {bola não verme- Considerando dois eventos, A e B, de um mesmo espa-
lha} são complementares. ço amostral, a probabilidade de ocorrer A e B é dada por:

são complementares.

SEQUÊNCIAS LÓGICAS, RACIOCÍNIO


Adição de probabilidades MATEMÁTICO, MATRIZES, DETERMINANTES
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E, fini- E SISTEMAS LINEARES;
to e não vazio. Tem-se:

Raciocínio Lógico Matemático


Exemplo
No lançamento de um dado, qual é a probabilidade de Os estudos matemáticos ligados aos fundamentos ló-
se obter um número par ou menor que 5, na face superior? gicos contribuem no desenvolvimento cognitivo dos es-
Solução tudantes, induzindo a organização do pensamento e das
E={1,2,3,4,5,6} n(E)=6 ideias, na formação de conceitos básicos, assimilação de
Sejam os eventos regras matemáticas, construção de fórmulas e expressões
A={2,4,6} n(A)=3 aritméticas e algébricas. É de extrema importância que em
B={1,2,3,4} n(B)=4 matemática utilize-se atividades envolvendo lógica, no in-
tuito de despertar o raciocínio, fazendo com que se utilize
do potencial na busca por soluções dos problemas mate-
máticos desenvolvidos e baseados nos conceitos lógicos.
A lógica está presente em diversos ramos da matemá-
tica, como a probabilidade, os problemas de contagem,
as progressões aritméticas e geométricas, as sequências
numéricas, equações, funções, análise de gráficos entre
outros. Os fundamentos lógicos contribuem na resolução
ordenada de equações, na percepção do valor da razão de
uma sequência, na elucidação de problemas aritméticos e
algébricos e na fixação de conteúdos complexos.

23
RACIOCÍNIO LÓGICO

A utilização das atividades lógicas contribui na formação de indivíduos capazes de criar ferramentas e mecanismos
responsáveis pela obtenção de resultados em Matemática. O sucesso na Matemática está diretamente conectado à curiosi-
dade, pesquisa, deduções, experimentos, visão detalhada, senso crítico e organizacional e todas essas características estão
ligadas ao desenvolvimento lógico.

Raciocínio Lógico Dedutivo


A dedução é uma inferência que parte do universal para o mais particular. Assim considera-se que um raciocínio lógico
é dedutivo quando, de uma ou mais premissas, se conclui uma proposição que é conclusão lógica da(s) premissa(s). A de-
dução é um raciocínio de tipo mediato, sendo o silogismo uma das suas formas clássicas. Iniciaremos com a compreensão
das sequências lógicas, onde devemos deduzir, ou até induzir, qual a lei de formação das figuras, letras, símbolos ou nú-
meros, a partir da observação dos termos dados.

Humor Lógico

Orientações Espacial e Temporal


Orientação espacial e temporal verifica a capacidade de abstração no espaço e no tempo. Costuma ser cobrado em
questões sobre a disposições de dominós, dados, baralhos, amontoados de cubos com símbolos especificados em suas
faces, montagem de figuras com subfiguras, figuras fractais, dentre outras. Inclui também as famosas sequências de figuras
nas quais se pede a próxima. Serve para verificar a capacidade do candidato em resolver problemas com base em estímulos
visuais.

Raciocínio Verbal
O raciocínio é o conjunto de atividades mentais que consiste na associação de ideias de acordo com determinadas regras.
No caso do raciocínio verbal, trata-se da capacidade de raciocinar com conteúdos verbais, estabelecendo entre eles princípios
de classificação, ordenação, relação e significados. Ao contrário daquilo que se possa pensar, o raciocínio verbal é uma ca-
pacidade intelectual que tende a ser pouco desenvolvida pela maioria das pessoas. No nível escolar, por exemplo, disciplinas
como as línguas centram-se em objetivos como a ortografia ou a gramática, mas não estimulam/incentivam à aprendizagem
dos métodos de expressão necessários para que os alunos possam fazer um uso mais completo da linguagem.
Por outro lado, o auge dos computadores e das consolas de jogos de vídeo faz com que as crianças costumem jogar de
forma individual, isto é, sozinhas (ou com outras crianças que não se encontrem fisicamente com elas), pelo que não é feito
um uso intensivo da linguagem. Uma terceira causa que se pode aqui mencionar para explicar o fraco raciocínio verbal é o
fato de jantar em frente à televisão. Desta forma, perde-se o diálogo no seio da família e a arte de conversar.
Entre os exercícios recomendados pelos especialistas para desenvolver o raciocínio verbal, encontram-se as analogias
verbais, os exercícios para completar orações, a ordem de frases e os jogos onde se devem excluir certos conceitos de um
grupo. Outras propostas implicam que sigam/respeitem certas instruções, corrijam a palavra inadequada (o intruso) de uma
frase ou procurem/descubram antônimos e sinônimos de uma mesma palavra.

Lógica Sequencial

Lógica Sequencial

O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental. Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições,
para concluir através de mecanismos de comparações e abstrações, quais são os dados que levam às respostas verdadeiras,
falsas ou prováveis. Foi pelo processo do raciocínio que ocorreu o desenvolvimento do método matemático, este considerado
instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de dados empíricos. Logo, resumidamente o raciocínio pode ser
considerado também um dos integrantes dos mecanismos dos processos cognitivos superiores da formação de conceitos
e da solução de problemas, sendo parte do pensamento.

24
RACIOCÍNIO LÓGICO

Sequências Lógicas Nesse caso, associou-se letras e números (potências de


2), alternando a ordem. As letras saltam 1, 3, 1, 3, 1, 3 e 1
As sequências podem ser formadas por números, posições.
letras, pessoas, figuras, etc. Existem várias formas de se ABCDEFGHIJKLMNOPQRST
estabelecer uma sequência, o importante é que existam
pelo menos três elementos que caracterize a lógica de sua Sequência de Pessoas
formação, entretanto algumas séries necessitam de mais
elementos para definir sua lógica. Algumas sequências Na série a seguir, temos sempre um homem seguido
são bastante conhecidas e todo aluno que estuda lógica de duas mulheres, ou seja, aqueles que estão em uma
deve conhecê-las, tais como as progressões aritméticas e posição múltipla de três (3º, 6º, 9º, 12º,...) serão mulheres e
geométricas, a série de Fibonacci, os números primos e os a posição dos braços sempre alterna, ficando para cima em
quadrados perfeitos. uma posição múltipla de dois (2º, 4º, 6º, 8º,...). Sendo assim,
a sequência se repete a cada seis termos, tornando possível
Sequência de Números determinar quem estará em qualquer posição.

Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um


mesmo número.

Sequência de Figuras
Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente
um mesmo número. Esse tipo de sequência pode seguir o mesmo padrão
visto na sequência de pessoas ou simplesmente sofrer
rotações, como nos exemplos a seguir.

Incremento em Progressão: O valor somado é que está


em progressão.

Série de Fibonacci: Cada termo é igual a soma dos dois


anteriores.

1 1 2 3 5 8 13 Sequência de Fibonacci
Números Primos: Naturais que possuem apenas dois
divisores naturais. O matemático Leonardo Pisa, conhecido como
Fibonacci, propôs no século XIII, a sequência numérica:
2 3 5 7 11 13 17 (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, …). Essa sequência tem
uma lei de formação simples: cada elemento, a partir do
Quadrados Perfeitos: Números naturais cujas raízes são terceiro, é obtido somando-se os dois anteriores. Veja: 1
naturais. + 1 = 2, 2 + 1 = 3, 3 + 2 = 5 e assim por diante. Desde o
século XIII, muitos matemáticos, além do próprio Fibonacci,
1 4 9 16 25 36 49 dedicaram-se ao estudo da sequência que foi proposta,
e foram encontradas inúmeras aplicações para ela no
Sequência de Letras desenvolvimento de modelos explicativos de fenômenos
naturais.
As sequências de letras podem estar associadas a uma
série de números ou não. Em geral, devemos escrever Veja alguns exemplos das aplicações da sequência de
todo o alfabeto (observando se deve, ou não, contar com Fibonacci e entenda porque ela é conhecida como uma
k, y e w) e circular as letras dadas para entender a lógica das maravilhas da Matemática. A partir de dois quadrados
proposta. de lado 1, podemos obter um retângulo de lados 2 e 1.
ACFJOU Se adicionarmos a esse retângulo um quadrado de lado
2, obtemos um novo retângulo 3 x 2. Se adicionarmos
Observe que foram saltadas 1, 2, 3, 4 e 5 letras e esses agora um quadrado de lado 3, obtemos um retângulo
números estão em progressão. 5 x 3. Observe a figura a seguir e veja que os lados dos
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTU quadrados que adicionamos para determinar os retângulos
B1 2F H4 8L N16 32R T64 formam a sequência de Fibonacci.

25
RACIOCÍNIO LÓGICO

Resolvendo a equação:

em que não convém.

Logo:

Esse número é conhecido como número de ouro e


pode ser representado por:
Se utilizarmos um compasso e traçarmos o quarto de
circunferência inscrito em cada quadrado, encontraremos
uma espiral formada pela concordância de arcos cujos
raios são os elementos da sequência de Fibonacci.

Todo retângulo e que a razão entre o maior e o menor


lado for igual a é chamado retângulo áureo como o caso
da fachada do Partenon.
As figuras a seguir possuem números que representam
uma sequência lógica. Veja os exemplos:

Exemplo 1

O Partenon que foi construído em Atenas pelo célebre


arquiteto grego Fidias. A fachada principal do edifício, hoje
em ruínas, era um retângulo que continha um quadrado
de lado igual à altura. Essa forma sempre foi considerada
satisfatória do ponto de vista estético por suas proporções
sendo chamada retângulo áureo ou retângulo de ouro.

A sequência numérica proposta envolve multiplicações


por 4.
6 x 4 = 24
24 x 4 = 96
96 x 4 = 384
384 x 4 = 1536

Exemplo 2

Como os dois retângulos indicados na figura são

semelhantes temos: (1).

Como: b = y – a (2).

Substituindo (2) em (1) temos: y2 – ay – a2 = 0.

26
RACIOCÍNIO LÓGICO

A diferença entre os números vai aumentando 1 unidade. QUESTÕES


13 – 10 = 3
17 – 13 = 4 01. Observe atentamente a disposição das cartas em
22 – 17 = 5 cada linha do esquema seguinte:
28 – 22 = 6
35 – 28 = 7

Exemplo 3

A carta que está oculta é:


Multiplicar os números sempre por 3.
1x3=3
(A) (B) (C)
3x3=9
9 x 3 = 27
27 x 3 = 81
81 x 3 = 243
243 x 3 = 729
729 x 3 = 2187
Exemplo 4 (D) (E)

02. Considere que a sequência de figuras foi construída


segundo um certo critério.

A diferença entre os números vai aumentando 2


unidades. Se tal critério for mantido, para obter as figuras
24 – 22 = 2 subsequentes, o total de pontos da figura de número 15
28 – 24 = 4 deverá ser:
34 – 28 = 6 (A) 69
42 – 34 = 8 (B) 67
52 – 42 = 10 (C) 65
64 – 52 = 12 (D) 63
78 – 64 = 14 (E) 61

27
RACIOCÍNIO LÓGICO

03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 07. As figuras da sequência dada são formadas por
990, 970, 940, 900, 850, ... partes iguais de um círculo.
(A) 800
(B) 790
(C) 780
(D) 770

04. Na sequência lógica de números representados nos Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16
hexágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um círculos completos na:
deles que pode ser: (A) 36ª figura
(B) 48ª figura
(C) 72ª figura
(D) 80ª figura
(E) 96ª figura

08. Analise a sequência a seguir:

(A) 76 Admitindo-se que a regra de formação das figuras


(B) 10 seguintes permaneça a mesma, pode-se afirmar que a
(C) 20 figura que ocuparia a 277ª posição dessa sequência é:
(D) 78
05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos (A) (B)
de fósforo constrói uma sequência de quadrados conforme
indicado abaixo:


............. (C) (D)
1° 2° 3°

Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura?


(A) 20 palitos
(B) 25 palitos (E)
(C) 28 palitos
(D) 22 palitos

06. Ana fez diversas planificações de um cubo e


escreveu em cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo,
ela deseja que a soma dos números marcados nas faces 09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual
opostas seja 7. A única alternativa cuja figura representa a é o próximo número?
planificação desse cubo tal como deseja Ana é: (A) 20
(B) 21
(A) (B) (C) 100
(D) 200

10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo


número?
(C) (D) (A) 4
(B) 20
(C) 31
(D) 21

11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados


(E) segundo determinado critério.
LACRAÇÃO → cal
AMOSTRA → soma
LAVRAR → ?

28
RACIOCÍNIO LÓGICO

Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá 14. A figura abaixo representa algumas letras dispostas
ocupar o lugar do ponto de interrogação é: em forma de triângulo, segundo determinado critério.
(A) alar
(B) rala
(C) ralar
(D) larva
(E) arval

12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas,


linha a linha, segundo determinado padrão.

Considerando que na ordem alfabética usada são


excluídas as letra “K”, “W” e “Y”, a letra que substitui
corretamente o ponto de interrogação é:
(A) P
(B) O
(C) N
(D) M
(E) L
Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui 15. Considere que a sequência seguinte é formada pela
corretamente o ponto de interrogação é: sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que
os algarismos sejam separados.

1234567891011121314151617181920...

O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa


sequência é:
(A) (B) (C)
(A) 9
(B) 8
(C) 6
(D) 3
(D) (E) 1
(E)
16. Em cada linha abaixo, as três figuras foram
13. Observe que na sucessão seguinte os números desenhadas de acordo com determinado padrão.
foram colocados obedecendo a uma lei de formação.

Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais


que X + Y é igual a:
(A) 40
(B) 42
(C) 44
(D) 46
(E) 48

29
RACIOCÍNIO LÓGICO

Segundo esse mesmo padrão, a figura que deve 20. Considere a sequência abaixo:
substituir o ponto de interrogação é:
BBB BXB XXB
XBX XBX XBX
BBB BXB BXX
O padrão que completa a sequência é:
(A) (B)
(A) (B) (C)
XXX XXB XXX
XXX XBX XXX
XXX BXX XXB
(C) (D)
(D) (E)
XXX XXX
XBX XBX
XXX BXX
(E)
21. Na série de Fibonacci, cada termo a partir do
17. Observe que, na sucessão de figuras abaixo, os terceiro é igual à soma de seus dois termos precedentes.
números que foram colocados nos dois primeiros triângulos Sabendo-se que os dois primeiros termos, por definição,
obedecem a um mesmo critério são 0 e 1, o sexto termo da série é:
(A) 2
(B) 3
(C) 4
(D) 5
(E) 6

Para que o mesmo critério seja mantido no triângulo 22. Nosso código secreto usa o alfabeto A B C D E F G
da direita, o número que deverá substituir o ponto de H I J L M N O P Q R S T U V X Z. Do seguinte modo: cada
interrogação é: letra é substituída pela letra que ocupa a quarta posição
(A) 32 depois dela. Então, o “A” vira “E”, o “B” vira “F”, o “C” vira
(B) 36 “G” e assim por diante. O código é “circular”, de modo que
(C) 38 o “U” vira “A” e assim por diante. Recebi uma mensagem
(D) 42 em código que dizia: BSA HI EDAP. Decifrei o código e li:
(E) 46 (A) FAZ AS DUAS;
(B) DIA DO LOBO;
18. Considere a seguinte sequência infinita de (C) RIO ME QUER;
números: 3, 12, 27, __, 75, 108,... O número que preenche (D) VIM DA LOJA;
adequadamente a quarta posição dessa sequência é: (E) VOU DE AZUL.
(A) 36,
(B) 40, 23. A sentença “Social está para laicos assim como
(C) 42, 231678 está para...” é melhor completada por:
(D) 44, (A) 326187;
(E) 48 (B) 876132;
(C) 286731;
19. Observando a sequência (1, , , , , ...) o (D) 827361;
próximo numero será: (E) 218763.

(A) 24. A sentença “Salta está para Atlas assim como 25435
está para...” é melhor completada pelo seguinte número:
(A) 53452;
(B) (B) 23455;
(C) 34552;
(C) (D) 43525;
(E) 53542.
(D)
25. Repare que com um número de 5 algarismos,
respeitada a ordem dada, podem-se criar 4 números de
dois algarismos. Por exemplo: de 34.712, podem-se criar o

30
RACIOCÍNIO LÓGICO

34, o 47, o 71 e o 12. Procura-se um número de 5 algarismos


formado pelos algarismos 4, 5, 6, 7 e 8, sem repetição. Veja
abaixo alguns números desse tipo e, ao lado de cada um
deles, a quantidade de números de dois algarismos que
esse número tem em comum com o número procurado.

Número Quantidade de números de


dado 2 algarismos em comum
48.765 1 Excluídas do alfabeto as letras K, W e Y e fazendo cada
86.547 0 letra restante corresponder ordenadamente aos números
inteiros de 1 a 23 (ou seja, A = 1, B = 2, C = 3,..., Z = 23),
87.465 2
a soma dos números que correspondem às letras que
48.675 1 compõem o nome do animal é:
(A) 37
O número procurado é: (B) 39
(A) 87456 (C) 45
(B) 68745 (D) 49
(C) 56874 (E) 51
(D) 58746
(E) 46875 Nas questões 29 e 30, observe que há uma relação
entre o primeiro e o segundo grupos de letras. A mesma
26. Considere que os símbolos ♦ e ♣ que aparecem relação deverá existir entre o terceiro grupo e um dos cinco
no quadro seguinte, substituem as operações que devem grupos que aparecem nas alternativas, ou seja, aquele que
ser efetuadas em cada linha, a fim de se obter o resultado substitui corretamente o ponto de interrogação. Considere
correspondente, que se encontra na coluna da extrema que a ordem alfabética adotada é a oficial e exclui as letras
direita. K, W e Y.
36 ♦ 4 ♣ 5 = 14
29. CASA: LATA: LOBO: ?
48 ♦ 6 ♣ 9 = 17 (A) SOCO
54 ♦ 9 ♣ 7 = ? (B) TOCO
(C) TOMO
Para que o resultado da terceira linha seja o correto, o (D) VOLO
ponto de interrogação deverá ser substituído pelo número: (E) VOTO
(A) 16
(B) 15 30. ABCA: DEFD: HIJH: ?
(C) 14 (A) IJLI
(D) 13 (B) JLMJ
(E) 12 (C) LMNL
(D) FGHF
27. Segundo determinado critério, foi construída a (E) EFGE
sucessão seguinte, em que cada termo é composto de um
número seguido de uma letra: A1 – E2 – B3 – F4 – C5 – G6
– .... Considerando que no alfabeto usado são excluídas as 31. Os termos da sucessão seguinte foram obtidos
letras K, Y e W, então, de acordo com o critério estabelecido, considerando uma lei de formação (0, 1, 3, 4, 12, 123,...).
a letra que deverá anteceder o número 12 é: Segundo essa lei, o décimo terceiro termo dessa sequência
(A) J é um número:
(B) L (A) Menor que 200.
(C) M (B) Compreendido entre 200 e 400.
(D) N (C) Compreendido entre 500 e 700.
(E) O (D) Compreendido entre 700 e 1.000.
(E) Maior que 1.000.
28. Os nomes de quatro animais – MARÁ, PERU, TATU
e URSO – devem ser escritos nas linhas da tabela abaixo, Para responder às questões de números 32 e 33, você
de modo que cada uma das suas respectivas letras ocupe deve observar que, em cada um dos dois primeiros pares
um quadrinho e, na diagonal sombreada, possa ser lido o de palavras dadas, a palavra da direita foi obtida da palavra
nome de um novo animal. da esquerda segundo determinado critério. Você deve
descobrir esse critério e usá-lo para encontrar a palavra
que deve ser colocada no lugar do ponto de interrogação.

31
RACIOCÍNIO LÓGICO

32. Ardoroso → rodo 40. Reposicione dois palitos e obtenha uma figura com
Dinamizar → mina cinco quadrados iguais.
Maratona → ?

(A) mana
(B) toma
(C) tona
(D) tora
(E) rato
33. Arborizado → azar
Asteroide → dias
Articular → ? 41. Observe as multiplicações a seguir:
(A) luar 12.345.679 × 18 = 222.222.222
(B) arar 12.345.679 × 27 = 333.333.333
(C) lira ... ...
(D) luta 12.345.679 × 54 = 666.666.666
(E) rara
Para obter 999.999.999 devemos multiplicar 12.345.679
34. Preste atenção nesta sequência lógica e identifique por quanto?
quais os números que estão faltando: 1, 1, 2, __, 5, 8, __,21,
34, 55, __, 144, __... 42. Esta casinha está de frente para a estrada de terra.
Mova dois palitos e faça com que fique de frente para a
35. Uma lesma encontra-se no fundo de um poço seco estrada asfaltada.
de 10 metros de profundidade e quer sair de lá. Durante o
dia, ela consegue subir 2 metros pela parede; mas à noite,
enquanto dorme, escorrega 1 metro. Depois de quantos
dias ela consegue chegar à saída do poço?
36. Quantas vezes você usa o algarismo 9 para numerar
as páginas de um livro de 100 páginas?
37. Quantos quadrados existem na figura abaixo?
43. Remova dois palitos e deixe a figura com dois
quadrados.

38. Retire três palitos e obtenha apenas três quadrados.

44. As cartas de um baralho foram agrupadas em


pares, segundo uma relação lógica. Qual é a carta que está
faltando, sabendo que K vale 13, Q vale 12, J vale 11 e A
vale 1?

39. Qual será o próximo símbolo da sequência abaixo?

32
RACIOCÍNIO LÓGICO

45. Mova um palito e obtenha um quadrado perfeito. Respostas

01. Resposta: “A”.


A diferença entre os números estampados nas cartas
1 e 2, em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª
carta e, além disso, o naipe não se repete. Assim, a 3ª carta,
dentro das opções dadas só pode ser a da opção (A).

02. Resposta “D”.


Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de
46. Qual o valor da pedra que deve ser colocada em simetria, tem-se:
cima de todas estas para completar a sequência abaixo? Na figura 1: 01 ponto de cada lado  02 pontos no
total.
Na figura 2: 02 pontos de cada lado  04 pontos no
total.
Na figura 3: 03 pontos de cada lado  06 pontos no
total.
Na figura 4: 04 pontos de cada lado  08 pontos no
total.
Na figura n: n pontos de cada lado  2.n pontos no total.

Em particular:
Na figura 15: 15 pontos de cada lado  30 pontos no
47. Mova três palitos nesta figura para obter cinco total.
triângulos.
Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de
simetria, tem-se:
Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo  04 pontos no
total.
Na figura 2: 03 pontos acima e abaixo  06 pontos no
total.
Na figura 3: 04 pontos acima e abaixo  08 pontos no
48. Tente dispor 6 moedas em 3 fileiras de modo que
total.
em cada fileira fiquem apenas 3 moedas.
Na figura 4: 05 pontos acima e abaixo  10 pontos no
total.
Na figura n: (n+1) pontos acima e abaixo  2.(n+1)
49. Reposicione três palitos e obtenha cinco quadrados. pontos no total.
Em particular:
Na figura 15: 16 pontos acima e abaixo  32 pontos
no total. Incluindo o ponto central, que ainda não foi
considerado, temos para total de pontos da figura 15: Total
de pontos = 30 + 32 + 1 = 63 pontos.

03. Resposta “B”.


Nessa sequência, observamos que a diferença: entre
1000 e 990 é 10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30,
50. Mude a posição de quatro palitos e obtenha cinco entre 940 e 900 é 40, entre 900 e 850 é 50, portanto entre
triângulos. 850 e o próximo número é 60, dessa forma concluímos que
o próximo número é 790, pois: 850 – 790 = 60.

04. Resposta “D”


Nessa sequência lógica, observamos que a diferença:
entre 24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre
42 e 34 é 8, entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto
entre o próximo número e 64 é 14, dessa forma concluímos
que o próximo número é 78, pois: 76 – 64 = 14.

33
RACIOCÍNIO LÓGICO

05. Resposta “D”. 12. Resposta “C”.


Observe a tabela: Em cada linha apresentada, as cabeças são formadas
por quadrado, triângulo e círculo. Na 3ª linha já há cabeças
Figuras 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª com círculo e com triângulo. Portanto, a cabeça da figura
que está faltando é um quadrado. As mãos das figuras estão
Nº de Palitos 4 7 10 13 16 19 22 levantadas, em linha reta ou abaixadas. Assim, a figura
que falta deve ter as mãos levantadas (é o que ocorre em
Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de
todas as alternativas). As figuras apresentam as 2 pernas
palitos das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber
ou abaixadas, ou 1 perna levantada para a esquerda ou
que cada figura a partir da segunda tem a quantidade
1 levantada para a direita. Nesse caso, a figura que está
de palitos da figura anterior acrescida de 3 palitos. Desta
faltando na 3ª linha deve ter 1 perna levantada para a
forma, fica fácil preencher o restante da tabela e determinar
a quantidade de palitos da 7ª figura. esquerda. Logo, a figura tem a cabeça quadrada, as mãos
levantadas e a perna erguida para a esquerda.
06. Resposta “A”.
Na figura apresentada na letra “B”, não é possível obter 13. Resposta “A”.
a planificação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto Existem duas leis distintas para a formação: uma para
ao 6, somando 10 unidades. Na figura apresentada na a parte superior e outra para a parte inferior. Na parte
letra “C”, da mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao superior, tem-se que: do 1º termo para o 2º termo, ocorreu
3, somando 8, não formando um lado. Na figura da letra uma multiplicação por 2; já do 2º termo para o 3º, houve
“D”, o 2 estaria em face oposta ao 4, não determinando uma subtração de 3 unidades. Com isso, X é igual a 5
um lado. Já na figura apresentada na letra “E”, o 1 não multiplicado por 2, ou seja, X = 10. Na parte inferior, tem-
estaria em face oposta ao número 6, impossibilitando, se: do 1º termo para o 2º termo ocorreu uma multiplicação
portanto, a obtenção de um lado. Logo, podemos concluir por 3; já do 2º termo para o 3º, houve uma subtração de 2
que a planificação apresentada na letra “A” é a única para unidades. Assim, Y é igual a 10 multiplicado por 3, isto é, Y
representar um lado. = 30. Logo, X + Y = 10 + 30 = 40.

07. Resposta “B”. 14. Resposta “A”.


Como na 3ª figura completou-se um círculo, para A sequência do alfabeto inicia-se na extremidade
completar 16 círculos é suficiente multiplicar 3 por 16 : 3 . direita do triângulo, pela letra “A”; aumenta a direita para
16 = 48. Portanto, na 48ª figura existirão 16 círculos. a esquerda; continua pela 3ª e 5ª linhas; e volta para as
linhas pares na ordem inversa – pela 4ª linha até a 2ª linha.
08. Resposta “B”. Na 2ª linha, então, as letras são, da direita para a esquerda,
A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. “M”, “N”, “O”, e a letra que substitui corretamente o ponto
Assim, continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A de interrogação é a letra “P”.
figura de número 277 ocupa, então, a mesma posição das
figuras que representam número 5n + 2, com n N. Ou seja,
15. Resposta “B”.
a 277ª figura corresponde à 2ª figura, que é representada
A sequência de números apresentada representa a
pela letra “B”.
lista dos números naturais. Mas essa lista contém todos
09. Resposta “D”. os algarismos dos números, sem ocorrer a separação. Por
A regularidade que obedece a sequência acima não se exemplo: 101112 representam os números 10, 11 e 12. Com
dá por padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada isso, do número 1 até o número 9 existem 9 algarismos.
número. “Dois, Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito, Do número 10 até o número 99 existem: 2 x 90 = 180
Dezenove, ... Enfim, o próximo só pode iniciar também com algarismos. Do número 100 até o número 124 existem: 3
“D”: Duzentos. x 25 = 75 algarismos. E do número 124 até o número 128
existem mais 12 algarismos. Somando todos os valores,
10. Resposta “C”. tem-se: 9 + 180 + 75 + 12 = 276 algarismos. Logo, conclui-
Esta sequência é regida pela inicial de cada número. se que o algarismo que ocupa a 276ª posição é o número
Três, Treze, Trinta,... O próximo só pode ser o número Trinta 8, que aparece no número 128.
e um, pois ele inicia com a letra “T”.
16. Resposta “D”.
11. Resposta “E”. Na 1ª linha, internamente, a 1ª figura possui 2
Na 1ª linha, a palavra CAL foi retirada das 3 primeiras “orelhas”, a 2ª figura possui 1 “orelha” no lado esquerdo
letras da palavra LACRAÇÃO, mas na ordem invertida. Da e a 3ª figura possui 1 “orelha” no lado direito. Esse fato
mesma forma, na 2ª linha, a palavra SOMA é retirada da acontece, também, na 2ª linha, mas na parte de cima e na
palavra AMOSTRA, pelas 4 primeira letras invertidas. Com parte de baixo, internamente em relação às figuras. Assim,
isso, da palavra LAVRAR, ao se retirarem as 5 primeiras na 3ª linha ocorrerá essa regra, mas em ordem inversa: é
letras, na ordem invertida, obtém-se ARVAL. a 3ª figura da 3ª linha que terá 2 “orelhas” internas, uma

34
RACIOCÍNIO LÓGICO

em cima e outra em baixo. Como as 2 primeiras figuras 22. Resposta “E”.


da 3ª linha não possuem “orelhas” externas, a 3ª figura A questão nos informa que ao se escrever alguma
também não terá orelhas externas. Portanto, a figura que mensagem, cada letra será substituída pela letra que ocupa
deve substituir o ponto de interrogação é a 4ª. a quarta posição, além disso, nos informa que o código é
“circular”, de modo que a letra “U” vira “A”. Para decifrarmos,
17. Resposta “B”. temos que perceber a posição do emissor e do receptor. O
No 1º triângulo, o número que está no interior do emissor ao escrever a mensagem conta quatro letras à frente
triângulo dividido pelo número que está abaixo é igual à para representar a letra que realmente deseja, enquanto
diferença entre o número que está à direita e o número que o receptor, deve fazer o contrário, contar quatro letras
que está à esquerda do triângulo: 40 5 21 13 8. atrás para decifrar cada letra do código. No caso, nos foi
A mesma regra acontece no 2º triângulo: 42 ÷ 7 = dada a frase para ser decifrada, vê-se, pois, que, na questão,
23 - 17 = 6. ocupamos a posição de receptores. Vejamos a mensagem:
Assim, a mesma regra deve existir no 3º triângulo: BSA HI EDAP. Cada letra da mensagem representa a quarta
? ÷ 3 = 19 - 7 letra anterior de modo que:
? ÷ 3 = 12 VxzaB: B na verdade é V;
OpqrS: S na verdade é O;
? = 12 x 3 = 36.
UvxzA: A na verdade é U;
DefgH: H na verdade é D;
18. Resposta “E”.
EfghI: I na verdade é E;
Verifique os intervalos entre os números que foram AbcdE: E na verdade é A;
fornecidos. Dado os números 3, 12, 27, __, 75, 108, obteve- ZabcD: D na verdade é Z;
se os seguintes 9, 15, __, __, 33 intervalos. Observe que 3x3, UvxaA: A na verdade é U;
3x5, 3x7, 3x9, 3x11. Logo 3x7 = 21 e 3x 9 = 27. Então: 21 LmnoP: P na verdade é L;
+ 27 = 48.
23. Resposta “B”.
19. Resposta “B”. A questão nos traz duas palavras que têm relação
Observe que o numerador é fixo, mas o denominador uma com a outra e, em seguida, nos traz uma sequência
é formado pela sequência: numérica. É perguntado qual sequência numérica tem a
mesma ralação com a sequência numérica fornecida, de
Primeiro Segundo Terceiro Quarto Quinto Sexto maneira que, a relação entre as palavras e a sequência
numérica é a mesma. Observando as duas palavras dadas,
2x3 3x4= 4x5= 5x6 podemos perceber facilmente que têm cada uma 6 letras
1 1x2=2
=6 12 20 = 30 e que as letras de uma se repete na outra em uma ordem
diferente. Tal ordem, nada mais é, do que a primeira palavra
20. Resposta “D”. de trás para frente, de maneira que SOCIAL vira LAICOS.
O que de início devemos observar nesta questão é a Fazendo o mesmo com a sequência numérica fornecida,
quantidade de B e de X em cada figura. Vejamos: temos: 231678 viram 876132, sendo esta a resposta.
BBB BXB XXB
XBX XBX XBX 24. Resposta “A”.
BBB BXB BXX A questão nos traz duas palavras que têm relação
7B e 2X 5B e 4X 3B e 6X uma com a outra, e em seguida, nos traz uma sequência
numérica. Foi perguntado qual a sequência numérica que
Vê-se, que os “B” estão diminuindo de 2 em 2 e que tem relação com a já dada de maneira que a relação entre
os “X” estão aumentando de 2 em 2; notem também que as palavras e a sequência numérica é a mesma. Observando
os “B” estão sendo retirados um na parte de cima e um as duas palavras dadas podemos perceber facilmente que
na parte de baixo e os “X” da mesma forma, só que não tem cada uma 6 letras e que as letras de uma se repete
estão sendo retirados, estão, sim, sendo colocados. Logo na outra em uma ordem diferente. Essa ordem diferente
a 4ª figura é: nada mais é, do que a primeira palavra de trás para frente,
XXX de maneira que SALTA vira ATLAS. Fazendo o mesmo com
XBX a sequência numérica fornecida temos: 25435 vira 53452,
XXX sendo esta a resposta.
1B e 8X
25. Resposta “E”.
Pelo número 86.547, tem-se que 86, 65, 54 e 47 não
21. Resposta “D”.
acontecem no número procurado. Do número 48.675, as
Montando a série de Fibonacci temos: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8,
opções 48, 86 e 67 não estão em nenhum dos números
13, 21, 34... A resposta da questão é a alternativa “D”, pois
apresentados nas alternativas. Portanto, nesse número a
como a questão nos diz, cada termo a partir do terceiro é coincidência se dá no número 75. Como o único número
igual à soma de seus dois termos precedentes. 2 + 3 = 5 apresentado nas alternativas que possui a sequência 75 é
46.875, tem-se, então, o número procurado.

35
RACIOCÍNIO LÓGICO

26. Resposta “D”. 31. Resposta “E”.


O primeiro símbolo representa a divisão e o 2º símbolo Do 1º termo para o 2º termo, ocorreu um acréscimo
representa a soma. Portanto, na 1ª linha, tem-se: 36 ÷ 4 de 1 unidade. Do 2º termo para o 3º termo, ocorreu a
+ 5 = 9 + 5 = 14. Na 2ª linha, tem-se: 48 ÷ 6 + 9 = 8 + multiplicação do termo anterior por 3. E assim por diante,
9 = 17. Com isso, na 3ª linha, ter-se-á: 54 ÷ 9 + 7 = 6 até que para o 7º termo temos 13 . 3 = 39. 8º termo = 39 +
+ 7 = 13. Logo, podemos concluir então que o ponto de 1 = 40. 9º termo = 40 . 3 = 120. 10º termo = 120 + 1 = 121.
interrogação deverá ser substituído pelo número 13. 11º termo = 121 . 3 = 363. 12º termo = 363 + 1 = 364. 13º
termo = 364 . 3 = 1.092. Portanto, podemos concluir que
27. Resposta “A”. o 13º termo da sequência é um número maior que 1.000.
As letras que acompanham os números ímpares
formam a sequência normal do alfabeto. Já a sequência 32. Resposta “D”.
que acompanha os números pares inicia-se pela letra “E”, Da palavra “ardoroso”, retiram-se as sílabas “do” e
e continua de acordo com a sequência normal do alfabeto: “ro” e inverteu-se a ordem, definindo-se a palavra “rodo”.
2ª letra: E, 4ª letra: F, 6ª letra: G, 8ª letra: H, 10ª letra: I e 12ª Da mesma forma, da palavra “dinamizar”, retiram-se as
letra: J. sílabas “na” e “mi”, definindo-se a palavra “mina”. Com
isso, podemos concluir que da palavra “maratona”. Deve-
28. Resposta “D”. se retirar as sílabas “ra” e “to”, criando-se a palavra “tora”.
Escrevendo os nomes dos animais apresentados na
lista – MARÁ, PERU, TATU e URSO, na seguinte ordem:
PERU, MARÁ, TATU e URSO, obtém-se na tabela: 33. Resposta “A”.
Na primeira sequência, a palavra “azar” é obtida pelas
letras “a” e “z” em sequência, mas em ordem invertida.
P E R U Já as letras “a” e “r” são as 2 primeiras letras da palavra
“arborizado”. A palavra “dias” foi obtida da mesma forma:
M A R A As letras “d” e “i” são obtidas em sequência, mas em ordem
invertida. As letras “a” e “s” são as 2 primeiras letras da
T A T U palavra “asteroides”. Com isso, para a palavras “articular”,
considerando as letras “i” e “u”, que estão na ordem
U R S O invertida, e as 2 primeiras letras, obtém-se a palavra “luar”.

O nome do animal é PATO. Considerando a ordem do 34. O nome da sequência é Sequência de Fibonacci.
alfabeto, tem-se: P = 15, A = 1, T = 19 e 0 = 14. Somando O número que vem é sempre a soma dos dois números
esses valores, obtém-se: 15 + 1 + 19 + 14 = 49. imediatamente atrás dele. A sequência correta é: 1, 1, 2, 3,
5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233...
29. Resposta “B”.
Na 1ª e na 2ª sequências, as vogais são as mesmas:
letra “A”. Portanto, as vogais da 4ª sequência de letras
deverão ser as mesmas da 3ª sequência de letras: “O”. 35.
A 3ª letra da 2ª sequência é a próxima letra do alfabeto
depois da 3ª letra da 1ª sequência de letras. Portanto, na 4ª Dia Subida Descida
sequência de letras, a 3ª letra é a próxima letra depois de 1º 2m 1m
“B”, ou seja, a letra “C”. Em relação à primeira letra, tem-se
uma diferença de 7 letras entre a 1ª letra da 1ª sequência 2º 3m 2m
e a 1ª letra da 2ª sequência. Portanto, entre a 1ª letra da
3ª sequência e a 1ª letra da 4ª sequência, deve ocorrer o 3º 4m 3m
mesmo fato. Com isso, a 1ª letra da 4ª sequência é a letra 4º 5m 4m
“T”. Logo, a 4ª sequência de letras é: T, O, C, O, ou seja,
TOCO. 5º 6m 5m

30. Resposta “C”. 6º 7m 6m


Na 1ª sequência de letras, ocorrem as 3 primeiras 7º 8m 7m
letras do alfabeto e, em seguida, volta-se para a 1ª letra
da sequência. Na 2ª sequência, continua-se da 3ª letra 8º 9m 8m
da sequência anterior, formando-se DEF, voltando-se
novamente, para a 1ª letra desta sequência: D. Com isto, 9º 10m ----
na 3ª sequência, têm-se as letras HIJ, voltando-se para a 1ª
letra desta sequência: H. Com isto, a 4ª sequência iniciará Portanto, depois de 9 dias ela chegará na saída do
pela letra L, continuando por M e N, voltando para a letra L. poço.
Logo, a 4ª sequência da letra é: LMNL.

36
RACIOCÍNIO LÓGICO

36. 09 – 19 – 29 – 39 – 49 – 59 – 69 – 79 – 89 – 90 – 42.
91 – 92 – 93 – 94 – 95 – 96 – 97 – 98 – 99. Portanto, são
necessários 20 algarismos.

37.

= 16

= 09 43.

= 04

44. Sendo A = 1, J = 11, Q = 12 e K = 13, a soma de


cada par de cartas é igual a 14 e o naipe de paus sempre
forma par com o naipe de espadas. Portanto, a carta que
está faltando é o 6 de espadas.

45. Quadrado perfeito em matemática, sobretudo na


=01 aritmética e na teoria dos números, é um número inteiro
não negativo que pode ser expresso como o quadrado de
Portanto, há 16 + 9 + 4 + 1 = 30 quadrados. um outro número inteiro. Ex: 1, 4, 9...
No exercício 2 elevado a 2 = 4
38.

39. Os símbolos são como números em frente ao


espelho. Assim, o próximo símbolo será 88. 46. Observe que:
40.

3 6 18 72 360 2160 15120

x2 x3 x4 x5 x6 x7

Portanto, a próxima pedra terá que ter o valor: 15.120


x 8 = 120.960

47.
41.
12.345.679 × (2×9) = 222.222.222
12.345.679 × (3×9) = 333.333.333
... ...
12.345.679 × (4×9) = 666.666.666
Portanto, para obter 999.999.999 devemos multiplicar
12.345.679 por (9x9) = 81

37
RACIOCÍNIO LÓGICO

48. Forma abreviada


A matriz A é dada por (aij)m x n e por uma lei que fornece
aij em função de i e j.

A=(aij)2 x 2, onde aij=2i+j

49.

Portanto,

50.
Tipos de Matriz

Matriz linha
Chama-se matriz linha a toda matriz que possui uma
única linha.
Assim, [2 3 7] é uma matriz do tipo 1 x 3.

Matriz coluna
MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS Chama-se matriz coluna a toda matriz que possui uma
LINEARES. única coluna.

Chama-se matriz do tipo m x n, m ∈N* e n∈N*, a Assim, é uma matriz coluna do tipo 2 x 1.
toda tabela de m.n elementos dispostos em m linhas e n
colunas. Matriz quadrada
Indica-se a matriz por uma letra maiúscula e colocar Chama-se matriz quadrada a toda matriz que possui
seus elementos entre parênteses ou entre colchetes como, número de linhas igual ao número de colunas. Uma matriz
por exemplo, a matriz A de ordem 2x3. quadrada A do tipo n x n é dita matriz quadrada de ordem
n e indica-se por An. Exemplo:

Representação da matriz
Forma explicita (ou forma de tabela) Diagonais
A matriz A é representada indicando-se cada um de Diagonal principal é a sequência tais que i=j, ou seja,
seus elementos por uma letra minúscula acompanhada (a11, a22, a33,..)
de dois índices: o primeiro indica a linha a que pertence Diagonal secundária é a sequência dos elementos tais
o elemento: o segundo indica a coluna a que pertence o que i+j=n+1, ou seja, (a1n, a2 n-1,...)
elemento, isto é, o elemento da linha i e da coluna j é in-
dicado por ij.

Assim, a matriz A2 x 3 é representada por:

38
RACIOCÍNIO LÓGICO

Matriz diagonal Propriedades da adição


Comutativa: A + B = B + A
Uma matriz quadrada de ordem n(n>1) é chamada de Associativa: (A + B) + C = A + (B + C)
matriz diagonal se, e somente se, todos os elementos que Elemento neutro: A + O = O + A = A
não pertencem à diagonal principal são iguais a zero. Elemento Oposto: A + (-A) = (-A) + A = O
Transposta da soma: (A + B)t = At + Bt

Subtração de matrizes

Sejam A=(aij), B=(bij) e C=(cij), matrizes do mesmo tipo


Matriz identidade m x n. Diz-se que C é a diferença A-B, se, e somente se,
C=A+(-B).
Uma matriz quadrada de ordem n(n>1) é chamada de
matriz identidade se, e somente se, os elementos da diago-
nal principal são iguais a um e os demais são iguais a zero.

Matriz nula

É chamada matriz nula se, e somente se, todos os ele-


mentos são iguais a zero.
Multiplicação de um número por uma matriz

Considere:

Matriz Transposta

Dada a matriz A=(aij) do tipo m x n, chama-se matriz


transposta de A a matriz do tipo n x m.

Multiplicação de matrizes

O produto (linha por coluna) de uma matriz A = (aij)


mxp
por uma matriz B = (bij)p x n é uma matriz C = (cij)m x n,
de modo que cada elemento cij é obtido multiplicando-se
ordenadamente os elementos da linha i de A pelos ele-
mentos da coluna j de B, e somando-se os produtos assim
obtidos.
Adição de Matrizes
Sejam A= (aij), B=(bij) e C=(cij) matrizes do mesmo tipo Dada as matrizes:
m x n. Diz-se que C é a soma de A com B, e indica-se por
A+B.

Dada as matrizes:

, portanto

39
RACIOCÍNIO LÓGICO

Matriz Inversa Determinante de ordem 3

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Uma matriz B Regra 1:


é chamada inversa de A se, e somente se, Repete a primeira e a segunda coluna

Exemplo:

Determine a matriz inversa de A.

Regra 2
Solução

Seja

detA= a11 a22 a33 + a12 a23 a31 + a32 a21 a13 - a31 a22 a13 -a12
Temos que x=3; y=2; z=1; t=1 a21 a33 - a32 a23 a11

Logo,
Sistema de equações lineares
Um sistema de equações lineares mxn é um conjunto
de m equações lineares, cada uma delas com n incógnitas.
Determinante
Dada uma matriz quadrada, chama-se determinante o
número real a ela associado.

Cálculo do determinante
Determinante de ordem 1

Determinante de ordem 2 Em que:

Dada a matriz

O determinante é dado por: Sistema Linear 2 x 2

Chamamos de sistema linear 2 x 2 o con­junto de equa-


ções lineares a duas incógnitas, consideradas simultanea-
mente.
Todo sistema linear 2 x 2 admite a forma geral abaixo:

a1 x + b1 y = c1

a2 + b2 y = c2

40
RACIOCÍNIO LÓGICO

Sistema Linear 3x3 2. Sistema Possível e Indeterminado

esse tipo de sistema possui infinitas soluções, os valores


de x e y assumem inúmeros valores. Observe o sistema a
Sistemas Lineares equivalentes seguir, x e y podem assumir mais de um valor, (0,4), (1,3),
(2,2), (3,1) e etc. 
Dois sistemas lineares que admitem o mesmo conjunto
solução são ditos equivalentes. Por exemplo: 3. Sistema Impossível

São equivalentes, pois ambos têm o mesmo conjunto Não existe um par real que satisfaça simultaneamente
solução S={(1,2)} as duas equações. Logo o sistema não tem solução, por-
Denominamos solução do sistema linear toda sequên- tanto é impossível.
cia ordenada de números reais que verifica, simultanea-
mente, todas as equações do sistema. Sistema Escalonado
Dessa forma, resolver um sistema significa encontrar Sistema Linear Escalonado é todo sistema no qual as
todas as sequências ordenadas de números reais que satis- incógnitas das equações lineares estão escritas em uma
façam as equações do sistema. mesma ordem e o 1º coeficiente não-nulo de cada equa-
ção está à direita do 1º coeficiente não-nulo da equação
Matriz Associada a um Sistema Linear anterior.

Dado o seguinte sistema:


Exemplo
Sistema 2x2 escalonado.

Matriz incompleta

Sistema 3x3
A primeira equação tem três coeficientes não-nulos, a
segunda tem dois e a terceira, apenas um.

Classificação

1. Sistema Possível e Determinado Sistema 2x3

O par ordenado (2, 1) é solução da equação, pois


Resolução de um Sistema Linear por Escalonamento

Podemos transformar qualquer sistema linear em um


outro equivalente pelas seguintes transformações elemen-
Como não existe outro par que satisfaça simultanea- tares, realizadas com suas equações:
mente as duas equações, dizemos que esse sistema é SP- -trocas as posições de duas equações
D(Sistema Possível e Determinado), pois possui uma única -Multiplicar uma das equações por um número real di-
solução. ferente de 0.
-Multiplicar uma equação por um número real e adicio-
nar o resultado a outra equação.

41
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplo Para a ≠ 6, temos:

x + 3 y = 5
 x + 3 y = 5
2 x + 6 y = 1 ~
 ← −2 0 x + 0 y = −9
Inicialmente, trocamos a posição das equações, pois é 
conveniente ter o coeficiente igual a 1 na primeira equação.
Que é um sistema impossível.
Assim, temos:
a ≠ 6 → SPD (Sistema possível e determinado)
a = 6 → SI (Sistema impossível)
Depois eliminamos a incógnita x da segunda equação
Multiplicando a equação por -2:
GEOMETRIA BÁSICA E TRIGONOMETRIA

Somando as duas equações: A geometria plana, também chamada geometria ele-


mentar ou Euclidiana, teve início na Grécia antiga. Esse es-
tudo analisava as diferentes formas de objetos.
Na geometria plana as figuras geométricas mais co-
nhecidas são os triângulos, quadriláteros (quadrado, retân-
gulo, trapézio, paralelogramo), círculo e circunferência, e,
Sistemas com Número de Equações Igual ao Núme- alguns polígonos que recebem nomes especiais de acordo
ro de Incógnitas com o n° de lados.

Quando o sistema linear apresenta nº de equações Retas paralelas


igual ao nº de incógnitas, para discutirmos o sistema, ini-
cialmente calculamos o determinante D da matriz dos coe- Duas retas são paralela se e somente se a intersecção
ficientes (incompleta), e: entre elas é o conjunto vazio, ou seja não existe ponto co-
- Se D ≠ 0, o sistema é possível e determinado. mum entre elas. Por um ponto passa uma única reta para-
- Se D = 0, o sistema é possível e indeterminado ou lela a uma outra reta dada.
impossível.
Retas perpendiculares
Para identificarmos se o sistema é possível, indetermi-
nado ou impossível, devemos conseguir um sistema esca- Duas retas são perpendiculares se o ângulo formado
lonado equivalente pelo método de eliminação de Gauss. entre elas for de 90 graus (ângulo reto).
Ângulo
Exemplos Um ângulo é uma figura formada por duas semirretas
de mesma origem.
- Discutir, em função de a, o sistema:

x + 3 y = 5

2 x + ay = 1

Resolução

1 3
D= = a−6
2 a

D = 0⇒ a−6 = 0⇒ a = 6 Os lados são as semirretas OA e OB , ambas de origem


→ →

em O e infinitas. O ponto O é o vértice do ângulo AÔB.


Assim, para a ≠ 6, o sistema é possível e determinado. O instrumento usado para medir ângulo é o transferi-
dor, que tem como unidade o grau.

42
RACIOCÍNIO LÓGICO

Um ângulo cuja medida é: Ângulos complementares e suplementares


- igual a 90º é um ângulo reto
- maior que 90º e menor que 180º é um ângulo ob- Dois ângulos são complementares quando a soma de
tuso suas medidas é 90 º.
- menor que 90º e maior que 0º é um ângulo agudo Sabendo que a medida de um ângulo agudo, em
- igual a 180º é um ângulo raso ou de meia volta graus, é x, a medida do complemento desse ângulo é dada
por ( 90 – x).

Os ângulos a e b são complementares (b é o comple-


mento de a, e a é o complemento de b.)
Dois ângulos são suplementares quando a soma de
suas medidas é 180º.
Sabendo que y é a medida de um ângulo, em graus,
Ângulos congruentes então a medida do suplemento desse ângulo é dada por
Dois ângulos cujas medidas são iguais são congruentes ( 180 – y).

Os ângulos a e b são suplementares. O ângulo a é agu-


do e o ângulo b é obtuso.
Os ângulos ABC e DÊF têm mesma medida, logo são
congruentes. Ângulos Opostos pelo vértice (OPV)
.
Bissetriz de um ângulo Dois ângulos são opv quando os lados de um deles
Bissetriz de um ângulo é a semirreta que divide o ân- são semirretas opostas aos lados do outro. Ângulos opv
gulo em dois ângulos de mesma medida, isto é, em dois são congruentes.
ângulos congruentes.

Os ângulos AÔB e CÔD são opv.

43
RACIOCÍNIO LÓGICO

Polígonos

Polígonos são figuras fechadas formadas por segmen-


tos de reta, sendo caracterizados pelos seguintes elemen-
tos: ângulos, vértices, diagonais e lados. De acordo com o
número de lados a figura é nomeada.

Classificação dos polígonos

Lados/Nomes
3: Triângulo
4: Quadrilátero
5: Pentágono
6: Hexágono Icoságono (20 lados): note a semelhança com a cir-
7: Heptágono cunferência.
8: Octógono
9: Eneágono Polígono regular e irregular
10: Decágono
11: Undecágono Todo polígono regular possui os lados e os ângulos com
12: Dodecágono medidas iguais. Alguns exemplos de polígonos regulares.

Polígonos convexos e não convexos

Se os ângulos do polígono forem menores que 180º


ele será convexo.

Caso tenha um ângulo com medida maior que 180º ele


será classificado como não convexo ou côncavo.

Polígonos regulares

Um polígono irregular é aquele que não possui os ân-


gulos com medidas iguais e os lados não possuem o mes-
mo tamanho.
Ângulos de um polígono

A soma dos ângulos internos de qualquer polígono


depende do número de lados (n), sendo usada a seguinte
expressão para o cálculo: S = (n – 2).180, onde n o número
de lados.

A soma dos ângulos externos de qualquer polígo-


no sempre será 360º, baseando-se no seguinte princípio:
quanto maior o número de lados do polígono mais ele Polígonos irregulares
se assemelha a uma circunferência (possui giro completo
igual a 360º).

44
RACIOCÍNIO LÓGICO

Diagonais de um polígono 2. Retângulo: Lados opostos congruentes, quatro ân-


gulos retos, duas diagonais congruentes
Diagonal de um polígono é o segmento de reta que
liga um vértice ao outro, passando pelo interior da figura.
O número de diagonais de um polígono depende do nú-
mero de lados (n) e pode ser calculado pela expressão:

Triângulos

Trângulo é um polígono de três lados. 3. Losango: Quatro lados congruentes, ângulos opos-
tos congruentes, duas diagonais perpendiculares.

Os pontos A, B, C são os vértices


CÂB, ACB e CBC são os ângulos internos do triângulo
Os segmentos AB , AC e BC são os lados do triângulo.
A soma dos ângulos internos de um triângulo é sempre 4. Paralelogramo: Lados opostos congruentes, ângu-
180º. los opostos congruentes.
Classificação dos triângulos

Quanto aos lados:


- Equilátero: Os três lados têm a mesma medida.
- Isósceles: Dois lados têm a mesma medida.
- Escaleno: Os três lados têm medidas diferentes.

Quanto aos ângulos:


- Acutângulo: Os três ângulos internos são agudos
- Retângulo: Um dos ângulos é reto.
- Obtusângulo: Um dos ângulos é obtuso.
Trapézios ( um par de lados paralelo) :
Quadriláteros
1. Trapézio retângulo: Um par de lados paralelos,
A soma dos ângulos internos de um quadrilátero é 360º. dois ângulos retos.
Os quadriláteros classificam-se em paralelogramos e 2. Trapézio isósceles: Um par de lados paralelos, lados
trapézios. transversos iguais, dois ângulos agudos iguais, dois ângu-
los obtusos iguais
Paralelogramos (dois pares de lados paralelos) : 3. Trapézio escaleno: Um par de lados paralelos, quatro
lados diferentes, quatro ângulos diferentes.
1. Quadrado: quatro lados congruentes, quatro ângu-
los retos, duas diagonais congruentes e perpendiculares.

45
RACIOCÍNIO LÓGICO

Área de Perímetro de figuras planas c) Triângulo qualquer em que sabemos as medidas dos três
lados e não conhecemos a altura: A = p( p − a)( p − b)( p − c) (p é
Perímetro é a soma de todos os lados de qualquer fi- o semi perímetro, ou seja, a metade do perímetro; a, b c são as
gura plana. È o contorno da figura medidas dos lados do triângulo).

Área é a medida da superfície da figura plana. Para cal- a+b+c


cular a área de uma figura precisamos saber a sua fórmula. p=
As fórmulas das figuras planas mais usadas são: 2
1. Quadrado : A= l . l ou A = l ( l é a medida do
2

lado )

Trigonometria

2. Retângulo : A = b . h (b é a base e h é a altura) Considerando o triângulo retângulo ABC.

b.h
3. a) Triângulo : A = (b é a medida da base e
h é a altura) 2

b) Triângulo Equilátero

a2 3
A= ( a é a medida do lado)
4
Lembrar que o triângulo equilátero tem os três lados
de mesma medida.

46
RACIOCÍNIO LÓGICO

Temos: Inequações Trigonométricas

Resolva a equação cos x<1/2 para 0<x<2π.

Cos x< ½ em todo o resto da circunferência que não


está marcado de vermelho.

Funções Trigonométricas

Função seno
Equações Trigonométricas A função seno é uma função que a todo arco
de medida x∈R associa a ordenada y’ do ponto M.
Chamam-se equações trigonométricas igualdades que
podem ser escritas como, por exemplo, as indicadas abaixo: D=R e Im=[-1,1]

Exemplo

Resolva a equação cos x=1/2 para x∈R.

Exemplo
Sem construir o gráfico, determine o conjunto imagem
da função f(x)=2sen x.
Solução
-1≤sen x≤1
-2≤2sen x≤2
-2≤f(x)≤2

Im=[-2,2]

47
RACIOCÍNIO LÓGICO

Função Cosseno Consideremos a função f(x)=sen(x), com domínio no in-


tervalo [-π/2,π/2] e imagem no intervalo [-1,1]. A função
A função cosseno é uma função que a todo inversa de f, denominada arco cujo seno, definida por f-1:[-
arco de medida x∈R associa a abscissa x do ponto M. 1,1][-π/2,π/2] é denotada por

f-1(x) = arcsen(x)

D=R
Função arco-cosseno
Im=[-1,1]
Seja a função g(x)=cos(x), com domínio [0,pi] e imagem
Exemplo [-1,1]. A função inversa de f, denominada arco cujo cosseno
Determine o conjunto imagem da função f(x)=2+cos x. é definida por g-1:[-1,1][0,pi] e denotada por
g-1(x) = arc cos(x)
Solução

-1≤cos x≤1
-1+2≤2+cos x≤1+2
1≤f(x)≤3

Logo, Im=[1,3]

Função Tangente

A todo arco de medida x associa a ordenada yT do


pontoT. O ponto T é a interseção da reta com o eixo
das tangentes.
Função arco-tangente
Dada a função f(x)=tan(x), com domínio (-π/2,π/2) e
imagem em R, a função inversa de f, denominada arco-tan-
gente é definida por f-1:R(-π/2, π/2) e denotada por

f-1(x) = arc tan(x)

Im=R

Função Trigonométrica Inversa

Uma função f, de domínio D possui inversa somente se f Considerados dois arcos quaisquer de medidas a e b, as
for bijetora, por este motivo nem todas as funções trigono- operações da soma e da diferença entre esses arcos será
métricas possuem inversas em seus domínios de definição, dada pelas seguintes identidades: 
mas podemos tomar subconjuntos desses domínios para
gerar novas função que possuam inversas.

48
RACIOCÍNIO LÓGICO

Lei dos Cossenos


A lei dos cossenos é uma importante ferramenta mate-
mática para o cálculo de medidas dos lados e dos ângulos
de triângulos quaisquer.

Duplicação de arcos

Bissecção Lei dos Senos

49
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exercícios Complementares 05. (TRF 3ª REGIÃO – Analista Judiciário – FCC/2016)


Uma herança de R$ 82.000,00 será repartida de modo in-
01. (IBGE - Técnico em Informações Geográficas versamente proporcional às idades, em anos completos,
e Estatísticas – FGV/2016) A grandeza G é diretamente dos três herdeiros. As idades dos herdeiros são: 2, 3 e x
proporcional à grandeza A e inversamente proporcional à anos. Sabe-se que os números que correspondem às ida-
grandeza B. Sabe-se que quando o valor de A é o dobro do des dos herdeiros são números primos entre si (o maior
valor de B, o valor de G é 10. divisor comum dos três números é o número 1) e que foi
R$ 42.000,00 a parte da herança que o herdeiro com 2 anos
Quando A vale 144 e B vale 40, o valor de G é: recebeu. A partir dessas informações o valor de x é igual a
(A) 15; (A) 7.
(B) 16; (B) 5.
(C) 18; (C) 11.
(D) 20; (D) 1.
(E) 24. (E) 13.
02. (IBGE - Técnico em Informações Geográficas e 06. (UNIFESP - Técnico em Segurança do Trabalho –
Estatísticas – FGV/2016) Uma pirâmide regular é construí- VUNESP/2016) Um produto é vendido a prazo da seguin-
da com um quadrado de 6 m de lado e quatro triângulos te forma: R$ 200,00 de entrada e 5 parcelas iguais de R$
iguais ao da figura abaixo. 120,00 cada uma. Sabe-se que o preço do produto a prazo
é 25% maior que o preço da tabela, mas, se o pagamento
for à vista, há um desconto de 5% sobre o preço da tabela.
Então, a diferença entre o preço a prazo e o preço à vista é
(A) R$ 160,00.
(B) R$ 175,00.
(C) R$ 186,00.
(D) R$ 192,00.
(E) R$ 203,00.

O volume dessa pirâmide em m3 é aproximadamente: 07. (UNIFESP - Técnico em Segurança do Trabalho –


(A) 84; VUNESP/2016) Um terreno retangular ABCD, com 8 m de
(B) 90; frente por 12 m de comprimento, foi dividido pelas cercas
(C) 96; AC e EM, conforme mostra a figura.
(D) 108;
(E) 144.

03. (CPRM – Técnico em Geociências – CESPE/2016)


Três caminhões de lixo que trabalham durante doze horas
com a mesma produtividade recolhem o lixo de determina-
da cidade. Nesse caso, cinco desses caminhões, todos com
a mesma produtividade, recolherão o lixo dessa cidade tra-
balhando durante
(A) 6 horas.
(B) 7 horas e 12 minutos.
(C) 7 horas e 20 minutos.
(D) 8 horas.
(E) 4 horas e 48 minutos.
Sabendo-se que o ponto E pertence à cerca AC, o valor
da área AEMD destacada na figura, em m² , é
04. (CPRM – Técnico em Geociências – CESPE/2016)
Por 10 torneiras, todas de um mesmo tipo e com igual va- (A) 22.
zão, fluem 600 L de água em 40 minutos. Assim, por 12 (B) 24.
dessas torneiras, todas do mesmo tipo e com a mesma va- (C) 26.
zão, em 50 minutos fluirão (D) 28.
(A) 625 L de água. (E) 30.
(B) 576 L de água.
(C) 400 L de água. 08. (UFPB – Administrador – IDECAN/2016) Um gru-
(D) 900 L de água. po de alunos é formado por 11 meninos e 14 meninas. Sa-
(E) 750 L de água. be-se que metade das meninas são loiras, ao passo que
apenas três meninos são loiros. Dessa forma, ao selecio-
nar-se ao acaso um aluno, a probabilidade de que seja um
menino loiro é:

50
RACIOCÍNIO LÓGICO

(A) 0,12. O número de funcionários com pontuação acima da


(B) 0,15. média é:
(C) 0,22. (A) 3;
(D) 0,25. (B) 4;
(C) 5;
09. (CODEBA – Guarda Portuário – FGV/2016) No dia (D) 6;
1º de janeiro de 2016, na cidade de Salvador, o nascente (E) 7.
do Sol ocorreu às 5 horas e 41 minutos e o poente às 18
horas e 26 minutos. 14. (TJ/SP – Estatístico Judiciário – VUNESP/2015) A
distribuição de salários de uma empresa com 30 funcioná-
O período de luminosidade desse dia foi rios é dada na tabela seguinte. 
(A) 12 horas e 25 minutos.
(B) 12 horas e 35 minutos. Salário (em salários
(C) 12 horas e 45 minutos. Funcionários
mínimos)
(D) 13 horas e 15 minutos. 1,8 10
(E) 13 horas e 25 minutos. 2,5 8
3,0 5
10. (TRT 14ª REGIÃO – Técnico Judiciário – FCC/2016) 5,0 4
Alberto fez uma dieta com nutricionista e perdeu 20% do 8,0 2
seu peso nos seis primeiros meses. Nos seis meses seguin- 15,0 1
tes Alberto abandonou o acompanhamento do nutricio-
nista e, com isso, engordou 20% em relação ao peso que Pode-se concluir que
havia atingido. Comparando o peso de Alberto quando ele (A) o total da folha de pagamentos é de 35,3 salários.
iniciou a dieta com seu peso ao final dos doze meses men- (B) 60% dos trabalhadores ganham mais ou igual a 3
cionados, o peso de Alberto salários.
(A) reduziu 4%. (C) 10% dos trabalhadores ganham mais de 10 salários.
(B) aumentou 2%. (D) 20% dos trabalhadores detêm mais de 40% da ren-
(C) manteve-se igual. da total.
(D) reduziu 5%. (E) 60% dos trabalhadores detêm menos de 30% da
(E) aumentou 5%. renda total.
11. (BAHIAGAS – Analista de Processos Organizacio-
nais – CAIPIMES/2016) Uma aplicação de R$ 1.000.000,00
resultou em um montante de R$ 1.240.000,00 após 12 me-
ses. Dentro do regime de Juros Simples, a que taxa o capi-
tal foi aplicado?
(A) 1,5% ao mês.
(B) 4% ao trimestre.
(C) 20% ao ano.
(D) 2,5% ao bimestre.
(E) 12% ao semestre.

12. (BRDE – Assistente Administrativo – FUNDA-

TEC/2015) A solução do sistema linear é:

(A) S={(4, ¼)}


(B) S={(3, 3/2 )}
(C) S={(3/2 ,3 )}
(D) S={(3,− 3/2 )}
(E) S={(1,3/2 )}

13. (PREF. DE NITERÓI – Agente Fazendário –


FGV/2015) Os 12 funcionários de uma repartição da pre-
feitura foram submetidos a um teste de avaliação de co-
nhecimentos de computação e a pontuação deles, em uma
escala de 0 a 100, está no quadro abaixo.

50 55 55 55 55 60
62 63 65 90 90 100

51
RACIOCÍNIO LÓGICO

Respostas Vamos usar o triângulo retângulo


H é a altura da pirâmide
01. Resposta: C. h=altura do triângulo
Se a grandeza G é diretamente proporcional a A, então r=raio da base
G/A
h²=H²+r²
E se é inversamente proporcional a B
Para descobrimos a altura do triângulo, fazer teorema
de Pitágoras.

Quando A é o dobro de B:

10²=3²+h²
K=5 100=9+h²
91=h²

h²=H²+r²
91=H²+3²
H²=91-9
H²=82

Para √82≈9
02. Resposta: D.
V=12⋅9=108 m³
A Pirâmide é formada por uma base quadrada e os 4
triângulos de lateral
03. Resposta: B.
↑Caminhões horas↓
3------------------12
5-------------------x

Quanto mais caminhões, menos horas.


Invertendo as horas:
↑Caminhões horas↑
3------------------x
5-------------------12
5x=36
X=7,2h
Para descobrimos a altura da pirâmide, vamos precisar
da altura do triângulo 0,2⋅60=12 minutos
7 horas e 12 minutos

04. Resposta: D.
Todas as grandezas são diretamente proporcionais

↑Torneiras ↑vazão tempo↑


10---------------600----------40
12---------------x--------------50

400x=360000
X=900

52
RACIOCÍNIO LÓGICO

05. Resposta: A. Somando:20+6=26

08. Resposta: A.
total de crianças é de 11+14=25 crianças.
Se temos 11 meninos, a probabilidade é de 11/25
E entre os meninos 3 são loiros, 3/11, pois já deixa claro
que éestá entre os meninos e não mais entre as crianças.

Sabendo que A recebeu 42000

P=42000x2=84000 09. Resposta: C.


26 é um número maior que 41, então devemos empres-
tar do vizinho, mas como estamos falando de hora, tiramos
uma hora e como é minutos, 1 hora tem 60 minutos, deve-
mos somar os 60 minutos aos 26 minutos.

12000x=84000
X=7
10. Resposta: A.
06. Resposta: D. Como ele perdeu 20%
1-0,2=0,8
Preço a prazo
200+120x5=800 Depois engordou 20%
0,8x1,2=0,96
Preço tabela, sabendo que 800 é 25% a mais do que o
preço da tabela: Do peso inicial ele reduziu 1-0,96=0,04=4%
800=1,25x
11. Resposta: E.
X=640
M=1240000
Preço à vista tem 5% de desconto em relação a tabela:
C=1000000
N=12
640x0,95=608
I=?
Diferença: 800-608=192
M=C(1+in)
07. Resposta: C. 1240000=1000000(1+12i)
É um exercício simples, basta lembrar da fórmula da 1,24=1+12i
área do trapézio 0,24=12i
I=0,02am
AEMD é um trapézio 0,02x6=0,12 a.s
A altura do trapézio é 12-8=4 12%ao semestre

12. Resposta: A.

Caso não lembre da fórmula do trapézio, podemos di-


vidir a figura em triângulo e retângulo

área do triângulo
A=bxh/2=3x4/2=6

área do retângulo
A=bxh=5x4=20

53
RACIOCÍNIO LÓGICO

Somando as duas equações:


144y=36 ANOTAÇÕES

___________________________________________________

-x+28y=3 ___________________________________________________
-x+7=3
-x=3-7 ___________________________________________________
X=4 ___________________________________________________

___________________________________________________
13.Resposta: A.
___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

M=66,67 ___________________________________________________
Apenas 3 funcionários estão acima da média.
___________________________________________________
14. Resposta: D.
___________________________________________________
(A) 1,8x10+2,5x8+3,0x5+5,0x4+8,0x2+15,0x1=104 sa-
lários ___________________________________________________
(B) 60% de 30=18 funcionários e se juntarmos quem
ganha mais de 3 salários (5+4+2+1=12) ___________________________________________________
(C)10% de 30=0,1x30=3 funcionários
E apenas 1 pessoa ganha ___________________________________________________
(D) 40% de 104=0,4x104= 41,6 ___________________________________________________
20% de 30=0,2x30=6
5x3+8x2+15x1=46, que já é maior. ___________________________________________________
(E) 60% de 30=0,6x30=18
30% de 104=0,3x104=31,20da renda: 31,20 ___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

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___________________________________________________

___________________________________________________

___________________________________________________

54
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Noções de Hardware: Componentes De Um Computador, Dispositivos De Entrada E Saída, Mídias Para Armazenamento
De Dados, Instalação E Utilização De Periféricos; ................................................................................................................................................01
Noções Do Sistema Operacional Windows 10: Operações Sobre Arquivos E Pastas, Atalhos, Janelas, Instalação De Progra-
mas; ..........................................................................................................................................................................................................................................07
Editor De Texto (Ms Office 2010): Conceitos Básicos, Menus, Barras De Ferramentas, Comandos, Configurações, Formata-
ção, Proteção De Documentos (Ms Office 2010); ................................................................................................................................................16
Editor De Planilhas Eletrônicas (Ms Office 2010): Conceitos Básicos, Menus, Barras De Ferramentas, Comandos, Funções,
Configurações, Criação De Fórmulas, Referências Entre Planilhas, Gráficos (Ms Office 2010); .......................................................22
Softwares Para Apresentações (Ms Office 2010): Criação E Formatação De Slides, Criação E Formatação De Slide Mestre,
Criação De Apresentações; ............................................................................................................................................................................................32
Tecnologias, Ferramentas, Aplicativos E Procedimentos Associados À Internet: Conceitos, Navegadores, Hyperlinks, Fer-
ramentas De Busca, Transferências De Arquivos (Download E Upload), Correio Eletrônico, Noções De Mapeamento E
Pesquisa De Vírus, Spyware, Spam, Certificados De Segurança, Acesso A Sites Seguros, Ética Na Utilização Da Internet Em
Ambiente Corporativo, Cuidados E Prevenções, Noções De Backup...........................................................................................................37
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Placa mãe
NOÇÕES DE HARDWARE: COMPONENTES
DE UM COMPUTADOR, DISPOSITIVOS A placa mãe, ou motherboard, é a peça responsável por
DE ENTRADA E SAÍDA, MÍDIAS PARA interligar todos os outros dispositivos eletrônicos do com-
ARMAZENAMENTO DE DADOS, INSTALAÇÃO putador. Dotada de vários tipos de conectores (encaixes)
E UTILIZAÇÃO DE PERIFÉRICOS; para peças internas como memórias, fonte de alimentação
de energia, e externos como teclado e mouse.
Possui circuitos elétricos impressos, que funcionam
Conceitos de Hardware como trilhas por onde as informações vão percorrer os
Hardware é a parte física do computador, ou seja, são pontos de origem e destino, usando o hardware necessário
as peças que compõem o computador. para processar informações e resultar em saídas de dados
Vamos tomar como direcionador dos nossos estudos
para os usuários ou entradas de dados para o computador.
sobre hardware a montagem de um computador pessoal.
Nela são encaixadas peças de hardware e outras já vêm
Esse foco, nos manterá no caminho correto para conhe-
cermos todas as peças necessárias, suas características e nativamente instaladas como:
especificações.
Geralmente, ao se procurar lugares para comprarmos • O processador que é uma peça de computador
peças para montagem de um computador, encontramos que contém instruções para realizar tarefas lógicas e mate-
kits que incluem gabinete, placa mãe, processador e me- máticas. O processador é encaixado na placa mãe através
mória. Esses kits são assim organizados, pois cada gabinete do socket.
é especialmente desenvolvido para determinadas placas O processador é a peça do computador responsável
mãe, que são especialmente desenvolvidas para trabalhar pela execução lógica e aritmética das tarefas e operações
com determinados processadores e também com determi- de busca, leitura e gravação de dados do computador. A
nados tipos de memória. entrada e saída contínua de informações transformadas
Tomaremos os componentes desses kits para início dos em linguagem de máquina e os registradores presentes no
nossos estudos. processador são todos mantidos por pulsos elétricos e o
aquecimento é resultado da aceleração dos processadores.
Componentes do Computador Processadores mais velozes tendem a ser mais aquecidos.
Para concluir nosso objetivo, vamos conhecer alguns Por esse motivo os processadores são utilizados sob pastas
conceitos básicos de hardwares que compõem nosso com- térmicas e coolers, que são apropriados para cada tipo de
putador.
processador. O aquecimento do processador pode causar
travamentos e inclusive o desligamento inesperado da má-
Gabinete
Duas coisas são de fundamental importância na esco- quina.
lha de um gabinete: o tamanho e o espaço interno afinal,
todos os componentes que você desejar colocar no seu
computador devem caber dentro desse hardware, com ex-
ceção dos periféricos que, apesar de não serem colocados
dentro do gabinete, terão que ser conectados a ele, refor-
çando a necessidade de ser observada a presença de luga-
res apropriados para a acomodação de conectores.
Os gabinetes são dotados de fontes de alimentação de
energia elétrica, botão de ligar e desligar, botão de reset,
baias para encaixe de drives de DVD, CD, HD, disquete, saídas Processador
de ventilação e painel traseiro com recortes para encaixe de
placas como placa mãe, placa de som, vídeo, rede e outras. • Memória RAM - Randon Acess Memory, ou Me-
Geralmente, o tipo de fonte de alimentação de energia, mória de Acesso Randômico, ou memória principal, é a
dita o nome do gabinete, por exemplo: um gabinete AT ou peça capaz de armazenar temporariamente informações
um gabinete ATX. As fontes de alimentação têm a função de que aguardarão para serem usadas pelo processador. Essa
converter a corrente elétrica alternada, que sai da tomada,
peça é conectada na placa mãe através dos slots. São me-
para a corrente contínua, que é usada pelo computador. A
mórias voláteis, ou seja, perdem a informação quando o
fonte AT fornece energia aos circuitos do computador e era
usada em computadores antigos com placas mãe menores, computador é desligado ou há interrupção na alimentação
com poucos recursos on board (inseridos na própria placa de energia elétrica por algum outro motivo. São memó-
mãe) e que exigissem poucos cabos de distribuição de ener- rias de gravação e leitura, podendo ter dados armazenados
gia interna. Já as fontes ATX (Advanced Technology Extended) temporariamente (gravação) e usados pelo processador
, além de fornecer energia aos circuitos, possuem um co- (leitura).
nector especial que não pode ser conectado na placa mãe
de forma invertida, possui esquema de desligamento por
software e voltagens que não eram incluídas no padrão AT.

1
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

A memória RAM é o hardware responsável pelo arma- • Gravador de DVD é um hardware que possibilita a
zenamento temporário das informações que serão usadas visualização do conteúdo de um DVD ou a gravação de in-
pelo computador. Essas informações também são mantidas formações no mesmo dispositivo. Ele é conectado na placa
por pulsos elétricos, o que faz com que se percam caso haja mãe da mesma forma que o HD. Se a placa mãe tiver apenas
a interrupção no fornecimento de energia.Vários erros no um slot, o cabo flat terá que ter três pontas conectoras.
sistema são causados por defeitos na memória RAM como
a “tela azul”, a reinicialização inesperada do sistema e tra-
vamentos aleatórios. Um dos motivos desses travamentos
ocorre quando o computador tenta gravar momentanea-
mente uma informação na RAM e não recebe permissão
para essa tarefa devido a um defeito no local de locação da
memória, ou quando a informação não consegue ser lida
pelo processador.

Cabo Flat

Memória RAM
• Memória ROM - Read Only Memory, ou Memória
de Somente Leitura, ou seja, seus dados não podem ser al-
terados pelo, mas sim lidos. É uma memória não volátil, ou
seja, que não perde seus dados se houver interrupção de
energia e está presente principalmente em um chip fixado
à placa mãe. Esse chip traz informações gravadas de fábrica
que não podem ser alteradas pelo usuário, chamado BIOS Gravador de DVD
que é a sigla do termo Basic Input/Output System, ou Siste- Outra particularidade, é que com o passar do tempo e
ma Básico de Entrada/Saída. a evolução tecnológica, diversos dispositivos começaram a
ser instalados diretamente na placa mãe através de chip-
• O disco rígido ou HD, é um hardware de gran- sets, que integravam funções de placas inteiras como pla-
de capacidade de armazenamento e é conectado na placa cas de vídeo e som, diretamente na placa mãe. Essa inte-
mãe através de um cabo que tem uma de suas pontas en- gração de componentes diretamente na placa deu origem
caixadas no HD e outra no conector da placa mãe. É uma as placas mãe on board, deixando as anteriores, ou seja,
memória não volátil, ou seja, mantém os dados armazena- as que tinham conectores para encaixe de placas de som,
dos mesmo com a interrupção da energia eltétrica. vídeo, rede, conhecidas como off board.
Os chipsets são nativamente instalados na placa mãe.
Consistem em placas, geralmente de silício, que já vem
soldadas, contendo informações sobre as placas de vídeo,
som e diversas outras.

HD

Chipsets

2
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

A seguir, vamos conhecer um modelo de placa mãe Veja a seguir a imagem dos dois dispositivos de har-
para detalharmos seus conectores e funcionamento: dware:

Apresentação do drive de CD e DVD

Apesar da aparência dos dois drives ser quase idêntica,


a tecnologia aplicada é o que difere seu funcionamento.
O próximo objeto de nossos estudos é o Bly-ray. Se-
gundo Martins (2007):
Placa mãe Blu-ray: vem se consagrando como o formato de disco
óptico da nova geração para uso de vídeo de alta definição
Drives de CD, DVD e Blu-ray e grande volume de armazenamento de dados. O blu-ray
utiliza o laser azul para leitura e gravação o que permite ar-
CD é a sigla para Compact Disc, que pode ser um CD-R mazenar mais dados que um DVD ou um CD. Os discos para
(Compact Disc Recordable) e CD-RW (Compact Disc Recor- esse formato são de BD, existindo os modelos BD – ROM,
dable Rewritable),respectivamente gravado uma única vez disco de somente leitura, o BR – R, disco gravável e o BD –
e depois apenas lido e gravado e regravado. RW disco regravável. Os discos BDs suportam camadas úni-
Os drives de CD são conectados na placa mãe por ca- ca 23,3 / 25 /27 GB ou em camada dupla 46,6 / 50 / 54 GB.
bos flat, dependendo do padrão de controladora que sua
placa mãe seguir.
DVD é a sigla para Digital Versatile Disc, em português,
Disco Digital Versátil. Possui maior capacidade de armaze-
namento que o CD além de tecnologia que permite maior
compressão de dados.
Os DVDs também se dividem entre não regraváveis, ou
seja, que podem ser gravados uma única vez e depois ape-
nas lidos. Nesse caso são conhecidos como DVD – R. Exis-
tem também os DVD - R DL, que são DVDs não regraváveis
com a tecnologia dual-layer, que permite a gravação em
dupla camada o que aumenta a capacidade de armazena-
mento de informações. Disco Blu-ray camada simples, capacidade 25 GB.
Os DVDs regraváveis são conhecidos pela sigla DVD –
RW, que indicam que ele permite gravar, apagar e regravar.
Como os não regraváveis, ele também pode oferecer duas
camadas de gravação, o que duplica sua capacidade de ar-
mazenamento.
Esses dois dispositivos (CDs e DVDs) são utilizados
em drives apropriados para leitura e gravação. Os drives
de DVD geralmente são compatíveis com a leitura de CDs,
mas o inverso não ocorre.

Drive Blu Ray

3
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Dispositivos de entrada e saída

Os periféricos são todos os equipamentos eletrônicos


encaixados ou interligados ao gabinete do computador.
Além da conexão interna de hardwares diversos, a pla-
ca mãe também é responsável pela conexão de periféricos
como mouse, teclado, caixas de som, impressoras e outros.
A conexão física desses dispositivos é feita, hoje, como
se fosse montado um pequeno quebra cabeça, onde uma
peça só se encaixa em seu devido lugar, pois entrada e
conector são feitos de maneira que o encaixe equivocado
de dispositivos em entradas que não lhes pertençam seja
quase impossível.
Detalhes do conector USB

Detalhes do barramento da placa de circuitos.

• Conector de vídeo: usado para encaixar o monitor


Placa mãe, vista lateral – encaixes de periféricos do computador.
• Tomadas de entrada, saída e de microfone: onde é
Na figura, podemos observar os seguintes conectores: possível adicionarmos caixas de som, microfone ou outro
• Conector da porta serial 1: usado para conectar dispositivo de som.
mouses seriais. Existem periféricos de entrada, ou seja, que possibi-
• Conector da porta serial 2: pode ser usada para litam a inserção de dados no computador, como palavras
conectar outro dispositivo serial, ou configurada para o uso pelo teclado, som pelo microfone, imagem pela webcam; e
de um modem, por exemplo. periféricos de saída, pelos quais recebemos informações
• Conector da porta paralela: usado para conectar processadas pelo computador, como som pelas caixas de
impressoras com esse tipo de plug. som, impressão de documentos, imagens pelo monitor.
• Conector do mouse e conector do teclado: esses Conheceremos um pouco mais sobre alguns desses
conectores, na imagem, já estão no padrão PS/2, que ocu- periféricos:
pam menos espaço do que os conectores seriais ou DIM Monitores
e liberam conectores USB para serem usados por outros
equipamentos. Os monitores de computador são dispositivos de saída
• Adaptador de rede: encontrado em placas mãe que evoluíram muito com o passar dos anos e hoje existem
que já possuem placa de rede on board. Nesse conector é no mercado tipos variados de monitores.
possível conectar um cabo paralelo, com conector RJ 45,
para incluir seu computador em uma rede. Monitores CRT
• Conectores USB: esses conectores, por estarem
em expansão, merecem um pouco mais de nossa atenção. Os tradicionais são os CRT, onde as imagens são for-
Conector USB, ou Universal Serial BUS é um barramento madas através de sinais luminosos emitidos pelo tubo de
com uma entrada (porta-conector) única para diversos ti- raios catódicos, lançados na tela, sendo três raios coloridos:
pos de periféricos como teclados, mouses, impressoras e um azul, um vermelho e outro verde, que são as cores pri-
outros. Além de simplificar a vida do usuário na hora de co- márias necessárias para formar todas as outras cores.
nectar os periféricos, esse padrão utiliza a tecnologia plug Os raios passam por uma tela de filtragem (máscara)
and play, que oferece suporte rápido para a configuração e atingem a tela, que é formada por uma séria de pontos
do software necessário para o funcionamento do hardware de fósforo. Quanto menor a distância desses pontos (dot
conectado, com poucos ou nenhum clique do usuário. pitch) melhor a qualidade da imagem

4
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Monitores LCD Hoje, o avanço tecnológico do mouse, procura cada


vez mais uma anatomia que proporcione menores impac-
Monitores LCD são os de tela de cristal líquido, bem tos ao usuário que o utilize por muito tempo e também
mais leves e finos que os seus antecessores CRT. Segundo enquadrá-lo com qualidade aos dispositivos sem fio.
Antônio (2009):
Teclados
Eles constroem a imagem por meio de células retangu-
lares na tela que deixam a luz passar quando recebem sinais Como os mouses, uma das grandes evoluções dos te-
elétricos. Essas células são compostas de material líquido
clados, tem sido sua forma de conexão com o computador.
que se cristaliza quando recebe alimentação elétrica.
Antes conectado ao conector DIM, depois ao mini dim e
As células dispostas de três em três (nas cores primárias:
agora em USB. São dispositivos de entrada. Outras caracte-
vermelho, verde e azul) e juntas formam o que chamamos
de pixel (embora esse termo seja usado para definir também rísticas da evolução dessa peça foram as teclas de função,
cada quadradinho que forma a imagem no computador). como volume, favoritos e outras, a ergonomia, e a tecno-
Mouses logia do funcionamento das teclas que antes acionavam
molas que entravam em contato com a placa de circuito
Os mouses são dispositivos de entrada de dados. Com criando a passagem de microcorrentes elétricas que cor-
eles, entramos com comandos que interferem e executam respondiam aos comandos das teclas.
ações como a abertura de uma pasta (com um duplo cli- Há também o teclado de membrana, constituído por
que) ou a seleção de um ícone. Os mouses também evo- dois comandos de membranas e condutores que fazem
luíram com o passar do tempo. Antes seu conector era o gerar impulsos elétricos. Por último, temos dispositivos de
serial, depois passou para ser o PS/2 e agora, a maioria silicone ou borracha que recebem a pressão das teclas em
deles já usa conectores USB. peças de plástico e carvão funcionam sobre uma placa de
Outra grande mudança no mouse foi o seu mecanismo circuito impresso.
de funcionamento. Antes, existia em seu interior uma bo-
linha revestida de borracha que se movia quando o mouse
era arrastado no pad mouse. Ao se mover, ela girava duas
engrenagens dentro do aparelho, que coordenavam hori-
zontal e verticalmente. Essas informações eram gravadas
pelos codificadores do mouse que as transmitia pelo cabo
para o software do mouse. Como resultado aparecida na
tela os movimentos do ponteiro.
Hoje, os mouses ópticos estão emitem a luz infraver-
melha projetada no pad mouse substituindo o uso do me-
canismo da “bolinha”.
Outro mecanismo adicionado ao mouse, foi o scroll,
que consiste em uma roda localizada na parte superior do Teclado ergonômico
dispositivo que substitui os cliques nas barras de rolagem
dos softwares aplicativos.

Teclado de membrana aberto

Teclado de borracha

Mouse serial aberto e mouse óptico aberto, respectivamente.

5
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Estabilizadores e Nobreaks Impressoras matriciais: são as impressoras de impac-


to. Funcionam com a pressão exercida pelos dispositivos
Os estabilizadores são equipamentos responsáveis por responsáveis por formar os caracteres em uma fita de tin-
corrigir a tensão de energia elétrica que chega ao compu- ta similar a usada nas antigas máquinas de escrever. Con-
tador. Ele estabiliza a energia para que ela passe ao compu- sideradas lentas para os trabalhos atuais e barulhentas,
tador de forma contínua, evitando sobretensão e subten- são indicadas para impressão de exames, cupons fiscais
são. Além dessa função, ele agrega várias entradas para to- e outros documentos que utilizem formulário contínuo.
madas que são usadas pelo cabo de força do computador
e dos seus periféricos como monitor, impressora e outros.
Proporciona também, na maioria dos modelos, a opção de
converter a energia de 220v para 110v, que é mais segura
para os equipamentos eletrônicos.
Os nobreaks, além das funções descritas para os estabi-
lizadores, possuem a vantagem de servirem como bateria,
caso haja queda no fornecimento de energia, evitando o
desligamento incorreto do equipamento. Com um compu-
tador ligado a um nobreak, caso haja a interrupção do for-
necimento de energia, o usuário do computador pode sal- Impressora matricial
var seus arquivos e desligá-lo de maneira correta, evitando
perda de informações ou danos ao sistema operacional e Impressoras jato de tinta: funcionam com cartuchos
às peças da máquina. de tinta e borrifam a tinta no papel para colori-lo e criar
os caracteres e imagens. Esse tipo de impressora possui
uma boa qualidade de impressão, mas é indicada para
usuários que imprimem menos que mil folhas por mês,
pois o gasto de tinta por página impressa é grande, o que
torna sua impressão cara dependendo da quantidade de
páginas impressas.
Existem impressoras jato de tinta que possuem cabe-
ça de impressão somente para cartucho preto e outro com
as cores primárias que formam todas as outras cores. Exis-
tem outras, que possuem cabeça de impressão para car-
tucho preto, amarelo, magenta e ciano. Essa última é mais
indicada, pois caso apenas uma das cores estiver preci-
sando ser reposta, não é necessário desperdiçar as outras
e podemos trocar apenas o cartucho com a referida cor.

Estabilizador e nobreak, respectivamente

Impressoras

As impressoras já foram consideradas apenas disposi-


tivos de saída de dados, no entanto hoje, com as multifun-
cionais, o mesmo equipamento pode operar como disposi- Impressora jato de tinta
tivo de entrada e saída de dados.
Vamos abordar esse tópico pensando sempre nas ne-
cessidades do usuário, pois apesar de sua finalidade ser
a de passar para o papel o que está no computador em
forma de textos e imagens, no mercado existe tão gran-
de variedade de produtos que para fazermos uma compra
adequada temos que nos questionar: - Qual vai ser a minha
necessidade de impressão?

6
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Impressoras laser: trabalham com impressão a laser


e toners que possuem cores separadas: preto, amarelo,
NOÇÕES DO SISTEMA OPERACIONAL
magenta e ciano. As impressoras a laser carregam a ima-
WINDOWS 10: OPERAÇÕES SOBRE
gem a ser impressa em um dispositivo fotorreceptor. O
ARQUIVOS E PASTAS, ATALHOS, JANELAS,
laser descarrega a imagem no cilindro e depois os toners
jogam a tinta (que são em forma de pó de espessura fi- INSTALAÇÃO DE PROGRAMAS;
níssima). Depois o papel é puxado e passa por baixo do
cilindro para receber a impressão. As impressoras a laser
WINDOWS 10
trabalham com cargas negativas e positivas para fazer
todo o procedimento de impressão. Por último é utilizado O Microsoft Windows é um sistema operacional, isto é,
o fusor, que usa de alta temperatura para fixar a impres- um conjunto de programas (software) que permite admi-
são no papel. As impressoras a laser são caras para serem nistrar os recursos de um computador.
adquiridas e sua manutenção geralmente, também é su- É importante ter em conta que os sistemas operacionais
perior às das impressoras jato de tinta. São indicadas para funcionam tanto nos computadores como em outros dis-
usuários que imprimem mais de mil folhas por mês, pois positivos eletrônicos que usam microprocessadores (Smar-
nessa quantidade o custo da impressão será drasticamen- tphones, leitores de DVD, etc.). No caso do Windows, a sua
te reduzido. versão padrão funciona com computadores embora tam-
bém existam versões para smartphones (Windows Mobile).
A Microsoft domina comodamente o mercado dos sis-
temas operacionais, tendo em conta que o Windows está
instalado em mais de 90% dos computadores ligados à In-
ternet em todo o mundo.
Entre as suas principais aplicações (as quais podem ser de-
sinstaladas pelos usuários ou substituídas por outras semelhan-
tes sem que o sistema operacional deixe de funcionar), destaca-
remos o navegador Internet Explorer (a partir do Windows 10,
o novíssimo Edge), o leitor multimídia Windows Media Player,
o editor de imagens Paint e o processador de texto WordPad.
Impressora a laser A principal novidade que o Windows trouxe desde as
suas origens foi o seu atrativo visual e a sua facilidade de
Antes de adquirir uma impressora é importante ver- utilização. Aliás, o seu nome (traduzido da língua inglesa
mos algumas particularidades: como “janelas”) deve-se precisamente à forma sob a qual o
• Custo dos cartuchos sistema apresenta ao usuário os recursos do seu computa-
• Se necessitaremos apenas de cartucho preto ou dor, o que facilita as tarefas diárias.
Uma janela é uma área visual contendo algum tipo de
também dos coloridos
interface do usuário, exibindo a saída do sistema ou permi-
• Se a impressora tem a função duplex, que possi- tindo a entrada de dados. Uma interface gráfica do usuário
bilita imprimir a folha frente e verso. que use janelas como uma de suas principais metáforas é
• Qual o custo dos cartuchos. chamada sistema de janelas, como um gerenciador de janela.
• Qual o tipo de impressão que necessitaremos. As janelas são geralmente apresentadas como objetos
• Se a impressora possui dispositivos de rede sem bidimensionais e retangulares, organizados em uma área de
fio. trabalho. Normalmente um programa de computador assu-
• Se possui suporte para cartão MS/DUO e outros. me a forma de uma janela para facilitar a assimilação pelo
• Quantidade de páginas por minuto em impressão usuário. Entretanto, o programa pode ser apresentado em
preta e colorida. mais de uma janela, ou até mesmo sem uma respectiva janela.
Outra versão que vem ganhando cada vez mais adep- Sobre as diferentes versões
tos no mercado são as impressoras multifuncionais. Tanto O Windows apresenta diversas versões através dos
a laser quanto jato de tinta, além da função da impressão, anos e diferentes opções para o lar, empresa, dispositivos
móveis e de acordo com a variação no processador.
possuem scanner, fax e tiram xerox. Após analisar todos
esses requisitos, podemos fazer uma aquisição mais acer-
Windows 10 Home
tada para cada caso em particular. Edição do sistema operacional voltada para os consumi-
dores domésticos que utilizam PCs (desktop e notebook), ta-
blets e os dispositivos “2 em 1”. O Windows 10 Home vai con-
tar com a maioria das funcionalidades já apresentadas: Cor-
tana como assistente pessoal, navegador Microsoft Edge, o
recurso Continuum para os aparelhos compatíveis, Windows
Hello (reconhecimento facial, de íris e de digitais para auten-
ticação), stream de jogos do Xbox One e os apps universais,
como Photos, Maps, Mail, Calendar, Music e Video.

7
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Windows 10 Pro: Windows 10


Assim como a Home, essa versão também é destinada Windows 10 é a mais recente versão do sistema ope-
para os PCs, notebooks, tablets e dispositivos 2 em 1. A versão racional da Microsoft. Multiplataforma, o download do
Pro difere-se do Home em relação à certas funcionalidades software pode ser instalado em PCs (via ISO ou Windows
que não estão presentes na versão mais básica. Essa é a ver- Update) e dispositivos móveis (Windows 10 mobile) como
são recomendada para pequenas empresas, graças aos seus smartphones e tablets. A versão liberada para computado-
recursos para segurança digital, suporte remoto, produtivida- res (Windows 10 e Windows 10 Pro) une a interface clássica
de e uso de sistemas baseados na nuvem. Disponível gratui- do Windows 7 com o design renovado do Windows 8 e 8.1,
tamente para atualização (durante o primeiro ano de lança- criando um ambiente versátil capaz de se adaptar a telas
mento) para clientes licenciados do Windows 7 e do Windows de todos os tamanhos e perfeito para uso com teclado e
8.1. A versão para varejo ainda não teve seu preço revelado. mouse, como o tradicional desktop.
Podemos citar, dentre outras, as seguintes novidades:
Windows 10 Enterprise
Construído sobre o Windows 10 Pro, o Windows 10 En- Menu Iniciar
terprise é voltado para o mercado corporativo. Os alvos des- O Windows 8 introduziu uma tela inicial que ocupava
sa edição são as empresas de médio e grande porte, e o SO toda a área do monitor. Muitos usuários não conseguiram
apresenta capacidades que focam especialmente em tecnolo- se adaptar muito bem e isto fez com que a Microsoft trou-
gias desenvolvidas no campo da segurança digital e produti- xesse o menu Iniciar de volta no Windows 10.
vidade. A proteção dos dispositivos, aplicações e informações Nesta nova versão do menu Iniciar, os usuários podem
sensíveis às empresas é o foco dessa variante. fixar tanto os aplicativos tradicionais como os aplicativos
A edição vai estar disponível através do programa de Li- disponibilizados através da Windows Store.
cenciamento por Volume, facilitando a vida dos consumido- O menu também pode ser expandido automaticamen-
res que têm acesso a essa ferramenta. O Windows Update te no modo Tablet para se comportar como a tela inicial do
for Business também estará presente aqui, juntamente com o Windows 8 e 8.1.
Long Term Servicing Branch, como uma opção de distribuição
de updates de segurança para situações e ambientes críticos.

Windows 10 Education:
Construído sobre o Windows 10 Enterprise, a versão Edu-
cation é destinada a atender as necessidades do meio edu-
cacional. Os funcionários, administradores, professores e es-
tudantes poderão aproveitar os recursos desse sistema ope-
racional que terá seu método de distribuição baseado através
da versão acadêmica de licenciamento de volume.

Windows 10 Mobile
O Windows 10 Mobile é voltado para os dispositivos
de tela pequena cujo uso é centrado no touchscreen, como Cortana
smartphones e tablets. Essa edição vai contar com os mesmos A assistente pessoal Cortana foi introduzida pela Mi-
apps incluídos na versão Home, além de uma versão do Offi- crosoft no Windows Phone 8.1. Com o Windows 10, ela
ce otimizada para o toque. O Continuum também vai marcar também estará presente nos PCs.
presença nos dispositivos que forem compatíveis com a fun- A Cortana permitirá que os usuários façam chamadas
cionalidade. no Skype, verifiquem o calendário, agendem e verifiquem
compromissos agendados, definam lembretes, configurem
Windows 10 Mobile Enterprise: o alarme, tomem notas e muito mais.
Projetado para smartphones e tablets do setor corpora- Infelizmente, sua disponibilidade no lançamento do
tivo. Essa edição também estará disponível através do Licen- Windows 10 em 29 de julho de 2015 deve variar depen-
ciamento por Volume, oferecendo as mesmas vantagens do dendo da região.
Windows 10 Mobile com funcionalidades direcionadas para o
mercado corporativo.

Windows 10 IoT Core


Além dos “sabores” já mencionados, a Microsoft promete
que haverá edições para dispositivos como caixas eletrônicos,
terminais de autoatendimento, máquinas de atendimento
para o varejo e robôs industriais – todas baseadas no Windo-
ws 10 Enterprise e Windows 10 Mobile Enterprise. O Windows
10 IoT Core – que contém em seu nome a sigla em inglês
para Internet das Coisas – vai ser destinado para dispositivos
pequenos e de baixo custo.

8
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Microsoft Edge
A terceira das 10 novidades no Windows 10 listadas
neste artigo é o navegador Microsoft Edge. O navegador
substituirá o Internet Explorer como o navegador padrão
do Windows.
O novo navegador foi desenvolvido como um app
Universal e receberá novas atualizações através da Windo-
ws Store. Ele utiliza um novo mecanismo de renderização
de páginas conhecido também pelo nome Edge, inclui su-
porte para HTML5, Dolby Audio e sua interface se ajusta
melhor a diferentes tamanhos de tela.
Com ele os usuários também poderão fazer anotações
em sites da Web (imagem abaixo) e até mesmo usar a Cor-
tana. Basicamente a ideia é permitir que a Cortana nave- Quando o usuário usa um híbrido como o HP Pavillion
gue na Web com você e assim encontre informações úteis x360 ou o Lenovo YOGA, por exemplo, o Windows 10 pode
que podem te ajudar. ser configurado para que entre no modo Tablet automati-
camente. Com isso não é necessário perder tempo mexen-
do nas configurações quando for necessário usar o híbrido
como tablet ou como notebook.
O modo Continuum também estará presente no Win-
dows 10 Mobile, a versão do novo sistema operacional da
Microsoft para smartphones e tablets pequenos.
Durante uma demonstração em abril, a Microsoft co-
nectou um smartphone Lumia a um monitor e a um teclado
Bluetooth para usar o aparelho em um modo que oferece
mais produtividade. Com isso o smartphone basicamente
se transformou em um PC com área de trabalho e tudo.

Nova Windows Store


Além de oferecer aplicativos Universais e jogos, a nova
Por exemplo, se você visita o site de um restaurante, a Windows Store inclui a nova seção Filmes & TV. A Micro-
Cortana encontrará informações como horários de funcio- soft também já confirmou que ela também oferecerá apli-
namento, telefone, endereço e até mesmo reviews. cativos Win32 tradicionais.
Você também poderá fazer perguntas para a Cortana Outra novidade é a nova “Windows Store for Business”,
durante a navegação. que oferecerá aplicativos para usuários finais e aplicativos
Áreas de trabalho virtuais privados voltados para ambientes corporativos e organi-
O suporte para áreas de trabalho virtuais é uma das zações.
10 novidades no Windows 10 listadas neste artigo. Com Por exemplo, uma escola poderá definir um conjunto
este recurso, os usuários podem manter múltiplas áreas específico de aplicativos que serão instalados nos compu-
tadores disponíveis para os alunos.
de trabalho com programas específicos abertos em cada
08 – Central de Ações
uma delas. Por exemplo, você pode deixar uma janela do
A Central de Ações é a nova central de notificações
Internet Explorer visível em uma área de trabalho enquan-
do Windows 10. Ele funciona de forma similar à Central de
to trabalha no Word em outra.
Ações do Windows Phone 8.1 e também oferece acesso
Vale lembrar que este recurso já foi oferecido no Win-
rápido a recursos como modo Tablet, Bloqueio de Rotação
dows XP através de um Power Toy chamado Virtual Desk-
e VPN.
top Manager. Um detalhe é que este PowerToy suporta no
máximo de quatro áreas de trabalho virtuais, enquanto
que no Windows 10 é possível criar muitas (20+).

Continuum
O modo Continuum foi criado para uso em apare-
lhos híbridos que combinam tablet e notebook. Com este
modo o usuário pode alternar facilmente entre o uso do
híbrido como tablet e como notebook, basicamente com-
binando a simplicidade do tablet com a experiência de uso
tradicional.

9
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Novos aplicativos Email e Calendário O Explorador de Arquivos é um recurso do Windows


Os novos aplicativos Email e Calendário trazem uma que permite gerenciar arquivos e pastas. Nesse tutorial,
interface melhorada e oferecem mais recursos do que as você vai descobrir como usar esse recurso dentro do Win-
atuais versões para Windows 8.1. dows 10, a versão mais recente do sistema operacional,
No caso do aplicativo Email, ele conta com um editor vendo o que mudou e o que permaneceu o mesmo no
de texto mais rico baseado no app Universal do Word para mais novo sistema operacional da Microsoft.
Windows 10 e também permite que o usuário utilize um
plano de fundo personalizado para o app. File Explorer - Explorando Arquivos no Windows 10

Comece abrindo o Explorador de Arquivos através do


atalho na barra de tarefas. Ele é sinalizado por um ícone de
Já o app Calendário ganhou uma interface bem mais pastinha, próximo à ferramenta de Pesquisa do Windows
intuitiva que a da versão para Windows 8.1, permitindo que 10. A janela que vai se abrir é dividida em duas áreas. A área
o usuário crie compromissos e alterne entre modos dia/ da esquerda permite navegar entre várias pastas, como do-
semana/mês mais facilmente. wnloads, fotos ou músicas do seu sistema operacional. A
pasta Documentos é onde a maioria dos seus arquivos es-
tará gravado.

Novo Painel de Controle moderno


A última das 10 novidades no Windows 10 listadas nes- Para chegar lá, clique em “Este PC” - que é o novo
te artigo é o novo Painel de Controle moderno do sistema nome do Meu Computador. Então, uma lista de subpastas
operacional. Ele oferece bem mais opções que a versão vai se abrir. Selecione Documentos. Para selecionar qual-
moderna presente no Windows 8.1, o que é uma boa notí- quer pasta na área de navegação, basta clicar uma vez. Para
cia para os usuários. abrir pastas e arquivos na área principal, clique duas vezes.

10
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

No topo da janela do Explorador de Arquivos  há vá-


rios menus e controles úteis. Os controles avançar e voltar,
representados por uma seta para a frente ou para trás, po-
dem levá-lo de volta para a tela anterior ou seguinte.
Próximo a eles, logo antes da barra de endereço do
Explorador de Arquivos, há uma seta para cima. Essa opção
vai levá-lo um nível acima. Vamos supor que você esteja
na pasta de Trabalho, dentro da pasta Documentos. Clicar
nesse botão vai levá-lo à pasta Documentos, mesmo que
não estivesse nela antes.
Nessa mesma área há um campo de busca. Digite nele
para procurar arquivos em qualquer lugar do seu compu-
tador ou dentro das pastas que você estiver explorando.
A visualização em detalhes permite enxergar facilmen-
te diversas informações sobre os arquivos e partas – por
exemplo, data de modificação, tipo de arquivo, tamanho
e outros.
Quando estiver usando a visualização em detalhes,
você pode personalizar as informações que são exibidas.
Clique com o botão direito sobre uma coluna para exibir
um menu suspenso com diversas opções de dados; para
acrescentar ou retirar um, clique sobre ele. A opção “More”,
no final da lista, traz centenas de outros metadados. É claro
que alguns podem não estar disponíveis, dependendo do
tipo de conteúdo.
Quando uma pasta tiver muitos arquivos, você pode
organizar os dados para tornar mais fácil localizar algum
item específico. Uma maneira de fazer isso é escolhendo
Você irá notar que alguns comandos mudam, depen- qual vai ser o critério de organização; por exemplo, data
dendo do conteúdo da pasta. Por exemplo, quando você de criação. Então, clique sobre o título da coluna de dados
abre a pasta Música, o menu se adapta para trazer as op- correspondente, e todos os itens serão organizados. Ao
ções de reproduzir um arquivo ou reproduzir todos. lado do título da coluna surgirá uma seta: se ela apontar
Na barra de endereços também há atalhos para mudar para cima, a organização será crescente, e se apontar para
de uma pasta para outras. Na frente de cada “passo” do baixo, será decrescente.
endereço você poderá ver uma setinha. Clique nela para Ainda no menu Exibir. você tem duas opções de previ-
abrir um menu suspenso com outras pastas que você pode sualização. Elas permitem abrir uma área na lateral direita
abrir diretamente. do Explorador de Arquivos para ver prévias de arquivos an-
tes de abri-los. Essa opção funciona principalmente para
imagens ou arquivos em PDF.
A opção Painel de Visualização permite ver apenas
uma miniatura do arquivo. Enquanto isso, a opção Painel
de Detalhes inclui também muitas informações sobre os
arquivos. Clique em cima de alguns desses detalhes, como
autor ou artista, para editar as informações diretamente.

Você pode controlar a maneira como os ícones são


exibidos na área principal do Explorador de Arquivos. Essa
opção fica no menu Exibir. As  formas de visualização in-
cluem ícones extra-grandes, grandes, médios, pequenos,
lista, conteúdos e detalhes. Basta colocar o mouse sobre
cada uma para ver um preview.

11
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Onde ficam os documentos? DVD: Um DVD permite que você leia o conteúdo que
Qualquer coisa que exista no seu computador está armaze- está gravado nele. Há programas gravadores de DVD que
nada em algum lugar e de maneira hierárquica. Em cima de tudo, permitem criar DVDs de dados ou conteúdo multimídia.
estão os dispositivos que são, basicamente, qualquer peça física CD: Como um DVD, mas sem a possibilidade de gravar
passível de armazenar alguma coisa. Os principais dispositivos vídeos e com um espaço disponível menor.
são o disco rígido; CD; DVD; cartões de memória e pendrives. Pendrive: São portáteis e conectados ao PC por meio de en-
Tais dispositivos têm uma quantidade de espaço dispo- tradas USB. Têm como vantagem principal o tamanho reduzido
nível limitada, que pode ser dividida em pedaços chama- e, em alguns casos, a enorme capacidade de armazenamento.
dos partições. Assim, cada uma destas divisões é exibida Cartões de Memória: como o próprio nome diz, são pe-
como umaunidade diferente no sistema. Para que a ideia quenos cartões em que você grava dados e são praticamen-
fique clara, o HD é um armário e aspartições são as gave- te iguais aos Pendrives. São muito usados em notebooks, câ-
tas: não aumentam o tamanho do armário, mas permitem meras digitais, celulares, MP3 players e ebooks. Para acessar
guardar coisas de forma independente e/ou organizada. o seu conteúdo é preciso ter um leitor instalado na máquina.
Em cada unidade estão as pastas que, por sua vez, con- Os principais são os cartões SD, Memory Stick, CF ou XD.
tém arquivos ou outras pastas que, por sua vez, podem ter HD Externo ou Portátil:  são discos rígidos portáteis,
mais arquivos... e assim, sucessivamente. A organização de que se conectam ao PC por meio de entrada USB (geral-
tudo isso é assim: mente) e têm uma grande capacidade de armazenamento.
Disquete: se você ainda tem um deles, parabéns! O disquete
faz parte da “pré-história” no que diz respeito a armazenamento
de dados. Eram São pouco potentes e de curta durabilidade.

2. Unidades e Partições
Para acessar tudo o que armazenado nos dispositivos
acima, o Windows usa unidades que, no computador, são
identificadas por letras. Assim, o HD corresponde ao C:; o
leitor de CD ou DVD é D: e assim por diante. Tais letras po-
dem variar de um computador para outro.
Você acessa cada uma destas unidades em “Este Com-
putador”, como na figura abaixo:

1. Dispositivos

A conta não fecha? Aparecem mais unidades do que


você realmente tem? Então, provavelmente, o seu HD está
particionado: o armário e as gavetas, lembra? Uma parti-
ção são unidades criadas a partir de pedaços de espaço de
um disco. Para que você tenha uma ideia, o gráfico abaixo
mostra a divisão de espaço entre três partições diferentes:

São todos os meios físicos possíveis de gravar ou salvar


dados. Existem dezenas deles e os principais são:
HD ou Disco Rígido:  é o cérebro da máquina. Nele está
tudo: o sistema operacional, seus documentos, programas e etc.

12
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

3. Pastas Acessórios do Windows são aplicativos


As pastas - que, há “séculos” eram conhecidas por di- Como pôde ver, computadores necessitam de Sistema
retórios - não contém informação propriamente dita e sim Operacional para funcionar. Porém, sem softwares aplicati-
arquivos ou mais pastas. A função de uma pasta é organi- vos de nada serviriam. Se você adquirisse um computador
zar tudo o que está dentro de cada unidade. com Windows, mas não adquirisse nenhum software apli-
cativo (processador de textos, planilha eletrônica, ....), seu
computador seria totalmente inútil.
Assim, para que um consumidor não fique decepcio-
nado ao abrir seu novo computador, a Microsoft incluiu
alguns softwares aplicativos no pacote Windows. Eles não
4. Arquivos são “o Windows”, mas acompanham o Sistema Operacional
Os arquivos são o computador. Sem mais, nem menos. Windows e, a esse conjunto de aplicativos, foi dado o nome
Qualquer dado é salvo em seu arquivo correspondente. de Acessórios do Windows.
Existem arquivos que são fotos, vídeos, imagens, progra-
mas, músicas e etc. Como acessar os Acessórios do Windows
Também há arquivos que não nos dizem muito como, Através do botão Iniciar do Windows, clicando a se-
por exemplo, as bibliotecas DLL ou outros arquivos, mas quência:
que são muito importantes porque fazem com que o Win- Botão Iniciar > Todos os Programas > Acessórios (ver-
dows funcione. Neste caso, são como as peças do motor de sões anteriores ao Windows 10)
um carro: elas estão lá para que o carango funcione bem. No Windows 10, após clicar no Botão Iniciar você loca-
lizará na ordem alfabética (veja imagem).
O navegador Internet Explorer é um exemplo. Além
dele, a Microsoft vem mantendo e atualizando uma lista
de aplicativos.

5. Atalhos

O conceito é fácil de entender: uma maneira rápida de


abrir um arquivo, pasta ou programa. Mas, como assim?
Um atalho não tem conteúdo algum e sua única função
é “chamar o arquivo” que realmente queremos e que está
armazenado em outro lugar.
Podemos distinguir um atalho porque, além de estar na
área de trabalho, seu ícone tem uma flecha que indicativa se tra- Principais Acessórios do Windows 10
tar de um “caminho mais curto”. Para que você tenha uma ideia,
o menu “Iniciar” nada mais é do que um aglomerado de atalhos. Existem outros, outros poderão ser lançados e incremen-
Se você apagar um atalho, não se preocupe: o arquivo tados, mas os relacionados a seguir são os mais populares:
original fica intacto. - Assistência Rápida
- Bloco de Notas
6. Bibliotecas do Windows 7 - Calculadora
O Windows 7 trouxe um novo elemento para a lista bá- - Ferramenta de Captura
sica de arquivos e pastas: as bibliotecas. Elas servem ape- - Internet Explorer
nas para colocar no mesmo lugar arquivos de várias pastas. - Mapa de Caracteres
Por exemplo, se você tiver arquivos de músicas em “C:\ - Paint
Minha Música” e “D:\MP3”, poderá exibir todos eles na bi- - Windows Explorer
blioteca de música. - WordPad

Vantagens dos Acessórios do Windows


Algumas pessoas desprezam esses programas por
acharem que são muito simples. Na verdade, trata-se de
preconceito por falta de capacitação adequada.
São fáceis de aprender
Rápidos para carregar
De excelente qualidade

13
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Tão úteis quanto a calculadora, bloco de papel, postits É uma alternativa gratuita para criar e/ou editar docu-
e outros itens que você encontra numa mesa de escritório. mentos, como contratos, por exemplo, mesmo que tenha
São encontrados em quaisquer computadores com sido criado originalmente no Word.
Windows. Muitos concursos e exames de progressão exigem o
conhecimento do WordPad
Bloco de Notas
Ferramenta de Captura

Para você ter uma idéia, a Ferramenta de Captura (Snipping


Tool), é de uma simplicidade incrível, mas extremamente útil.
Com a Ferramenta de Captura você copia e salva qualquer
parte da sua tela, transformando num arquivo png ou jpg,
por exemplo.

O Bloco de Notas é um editor de textos simples, sem Área de transferência


formatação (significa que você não poderá sublinhar, inse- Área de transferência (conhecida popularmente como co-
rir imagens e outros recursos). piar e colar) é um recurso utilizado por um sistema operacional
Pela simplicidade, é rápido para carregar e usar, tor- para o armazenamento de pequenas quantidades de dados
nando-se ideal para tomar notas ou salvar conversas em para transferência entre documentos ou aplicativos, através
chats, usando Ctrl+C e Ctrl+V (a maioria dos chats não dis- das operações de cortar, copiar e colar bastando apenas clicar
ponibiliza um recurso para salvar). com o botão direito do mouse e selecionar uma das opções.
Também funciona para editar programas de computa- O uso mais comum é como parte de uma interface gráfica,
dor, como códigos emHTML, ASP, PHP, etc. e geralmente é implementado como blocos temporários de
memória que podem ser acessados pela maioria ou todos os
WordPad programas do ambiente. Implementações antigas armazena-
vam dados como texto plano, sem meta informações como
tipo de fonte, estilo ou cor. As mais recentes implementações
suportam múltiplos formatos de dados, que variam entre RTF
e HTML, passando por uma variedade de formatos de ima-
gens como bitmap e vetor até chegar a tipos mais complexos
como planilhas e registros de banco de dados.
Ctrl+C para copiar informação para a Área de Transferência
Ctrl+X para cortar informação para a Área de Transferência
Ctrl+V para colar informação da Área de Transferência

Integração do office 2016 com Windows 10


O Office 2016 é a primeira versão do programa desde
o lançamento do Windows 10, com alguns truques incor-
porados a ele como o Windows Hello que é um acumula-
Diferente do  Bloco de Notas, o  WordPad  (substituto do de identificadores biométricos que podem ou não estar
do Write) é um editor de textos mais sofisticado. Podemos presentes na máquina, como leitores digitais e íris. O outro
dizer, uma “miniatura do Word”, inclusive, com muitas com- é o assistente digital da Microsoft (Cortana), porem ainda
patibilidades. não está disponível no Brasil.

14
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

2- Nos sistemas operacionais como o Windows, as in-


formações estão contidas em arquivos de vários formatos,
que são armazenados no disco fixo ou em outros tipos de
mídias removíveis do computador, organizados em:
(A) telas.
(B) pastas.
(C) janelas.
(D) imagens.
(E) programas.

Comentários: O Windows Explorer, mostra de forma


bem clara a organização por meio de PASTAS, que nada
O Office 2016 (que também é compatível com as ver- mais são do que compartimentos que ajudam a organizar
sões 7 e 8 do Windows), está completamente otimizado os arquivos em endereços específicos, como se fosse um
para extrair o máximo do Windows 10, criando uma solu- sistema de armário e gavetas.
ção ideal de produtividade. Uma das possibilidades está Resposta: Letra B
com o novo recurso Windows Hello, que facilita o proces-
so de login no computador por meio de reconhecimento 3- Um item selecionado do Windows pode ser excluído
facial, da íris ou da impressão digital. Ele pode ser usado permanentemente, sem colocá-Lo na Lixeira, pressionan-
também para acessar o Office de forma segura e simples do-se simultaneamente as teclas
(mas exige uma câmera especial para isso). (A) Ctrl + Delete.
Graças ao Windows 10, os novos aplicativos do Office (B) Shift + End.
para mobile contam com uma interface ótima para telas de (C) Shift + Delete.
toque e são universais, o que os torna excelentes para o re- (D) Ctrl + End.
curso Continuum do sistema operacional. A função permite (E) Ctrl + X.
que novos smartphones com o sistema da Microsoft pos-
sam ser utilizados como PCs por meio de um dock especí- Comentário: Quando desejamos excluir permanente-
fico para conectá-lo a um monitor, permitindo a liberdade mente um arquivo ou pasta no Windows sem enviar antes
que o teclado e mouse proporcionam – mas ainda não foi para a lixeira, basta pressionarmos a tecla Shift em conjun-
oficialmente lançado. to com a tecla Delete. O Windows exibirá uma mensagem
do tipo “Você tem certeza que deseja excluir permanente-
Questões comentadas mente este arquivo?” ao invés de “Você tem certeza que
deseja enviar este arquivo para a lixeira?”.
1- Com relação ao sistema operacional Windows, assi- Resposta: C
nale a opção correta.
(A) A desinstalação de um aplicativo no Windows deve 4- Qual a técnica que permite reduzir o tamanho de
ser feita a partir de opção equivalente do Painel de Con- arquivos, sem que haja perda de informação?
trole, de modo a garantir a correta remoção dos arquivos (A) Compactação
relacionados ao aplicativo, sem prejuízo ao sistema opera- (B) Deleção
cional. (C) Criptografia
(B) O acionamento simultâneo das teclas CTRL, ALT e (D) Minimização
DELETE constitui ferramenta poderosa de acesso direto aos (E) Encolhimento adaptativo
diretórios de programas instalados na máquina em uso.
(C) O Windows oferece acesso facilitado a usuários de Comentários: A compactação de arquivos é uma téc-
um computador, pois bastam o nome do usuário e a senha nica amplamente utilizada. Alguns arquivos compactados
da máquina para se ter acesso às contas dos demais usuá- podem conter extensões ZIP, TAR, GZ, RAR e alguns exem-
rios possivelmente cadastrados nessa máquina. plos de programas compactadores são o WinZip, WinRar,
(D) O Windows oferece um conjunto de acessórios SolusZip, etc.
disponíveis por meio da instalação do pacote Office, entre Resposta: A
eles, calculadora, bloco de notas, WordPad e Paint.
(E) O comando Fazer Logoff, disponível a partir do bo- 05- Quanto ao Windows Explorer, assinale a opção correta.
tão Iniciar do Windows, oferece a opção de se encerrar o (A) O Windows Explorer é utilizado para gerenciar pas-
Windows, dar saída no usuário correntemente em uso na tas e arquivos e por seu intermédio não é possível acessar o
máquina e, em seguida, desligar o computador. Painel de Controle, o qual só pode ser acessado pelo botão
Iniciar do Windows.
Comentários: Para desinstalar um programa de forma (B) Para se obter a listagem completa dos arquivos sal-
segura deve-se acessar Painel de Controle / Adicionar ou vos em um diretório, exibindo-se tamanho, tipo e data de
remover programas modificação, deve-se selecionar Detalhes nas opções de
Resposta – Letra A Modos de Exibição.

15
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

(C) No Windows Explorer, o item Meus Locais de Rede Área de transferência


oferece um histórico de páginas visitadas na Internet para
acesso direto a elas.
(D) Quando um arquivo estiver aberto no Windows e
a opção Renomear for acionada no Windows Explorer com
o botão direito do mouse,será salva uma nova versão do
arquivo e a anterior continuará aberta com o nome antigo.
(E) Para se encontrar arquivos armazenados na estrutu-
ra de diretórios do Windows, deve-se utilizar o sítio de bus-
ca Google, pois é ele que dá acesso a todos os diretórios de
máquinas ligadas à Internet.

Comentários: Na opção Modos de Exibição, os arqui-


vos são mostrados de várias formas como Listas, Miniatu-
Guia Página Inicial, Grupo Área de Transferência
ras e Detalhes.
Resposta: B
A área de transferência armazena temporariamente
Fonte: trechos de textos copiados ou recortados para facilitar seu
http://www.baboo.com.br/windows/10-novidades-no- gerenciamento. Ela está presente na Guia Início e é com-
windows-10/ posta pelos botões de comando Copiar, Recortar, Colar e
http://ziggi.uol.com.br/blog/windows-10-explorador- Pincel de Formatação.
de-arquivos-4671#ixzz4fZmKAUlx Se optarmos por Mostrar o Painel de Tarefas da Área
https://www.ciabyte.com.br/faq/acessorios-windows.asp de Transferência, poderemos verificar todo o conteúdo que
https://olhardigital.uol.com.br/noticia/o-que-ha-de- foi copiado ou recortado e escolher se desejamos colar ou
novo-no-office-2016/51582 excluir esse conteúdo.
Mas o que vem a ser copiar, recortar e colar?
Copiar: quando desejamos duplicar um texto ou objeto
EDITOR DE TEXTO (MS OFFICE 2010): (uma imagem, por exemplo) que já existe em um texto, po-
CONCEITOS BÁSICOS, MENUS, BARRAS demos selecioná-la e clicar em copiar, ou usar as teclas de
DE FERRAMENTAS, COMANDOS, atalho CTRL+C. Este procedimento armazena o que foi se-
CONFIGURAÇÕES, FORMATAÇÃO, PROTEÇÃO lecionado, temporariamente na memória do computador e
DE DOCUMENTOS (MS OFFICE 2010); mantém o que foi selecionado no texto original.
Recortar: permite retirar o texto ou objeto selecionado
de uma parte do texto e colocá-lo em outro lugar dou mes-
WORD 2010 mo arquivo ou em outro documento. Quando utilizamos o
recortar, o que foi recortado desaparece do texto original
O Microsoft Word é o programa utilizado para criar e e fica armazenado temporariamente na memória do com-
editar textos da Empresa Microsoft. Geralmente chamado putador.
apenas de Word, ditou padrões de layout e comandos para Colar: aplica no lugar selecionado o que foi copiado
diversos outros softwares utilizados para a mesma finalida- ou colado.
de. O Word faz parte do conjunto de programas chamado Para entendermos bem os procedimentos acima men-
Microsoft Office, que foi especialmente desenvolvido para
cionados, podemos imaginar uma revista cheia de figuras.
atender as necessidades de uso de um escritório, mas é
Quando desejamos copiar uma figura a transferimos para
largamente utilizado em empresas e por usuários domés-
um outro papel, mas mantemos a original. Quando dese-
ticos. O conjunto de programas que compõem o Office é
jamos retirar a figura da revista e colocá-la em outro local,
proprietário e comercializável.
Algumas informações básicas são necessárias para en- recortamos a figura fazendo sua remoção do local original.
tendermos e usarmos o Word 2010. Ele é composto por Pincel de Formatação: este botão de comando copia
Guias. Cada guia possui um grupo de elementos formado a formatação aplicada em uma fonte e a transfere para o
por uma série de botões de comandos. texto que será selecionado com o pincel. Os passos neces-
sários para realizar esse procedimento são:
a) Selecionar o texto do qual desejamos copiar a for-
Guia Página Inicial matação;
b) Clicar no botão de comando Formatar Pincel;
Grupo Área de Transferência c) O ponteiro do mouse irá se transformar no dese-
Botão de Comando Pincel de
nho de um pincel e com ele devemos selecionar o texto
Formatação onde desejamos aplicar a formatação copiada.

Edição e formatação de textos

16
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Configuração de fonte ou diminuir a fonte, aplicar negrito, itálico, sublinhado, fazer com
que os caracteres selecionados fiquem sobrescritos ou subscri-
Configurar uma fonte é realizar alterações na estrutura tos, formatá-los para maiúsculas ou minúsculas, alterar a cor da
dessa fonte. Podemos realizar diversos tipos de formatação fonte e o estilo de sublinhado e aplicar outros efeitos como ta-
em uma fonte como: alterar o tipo da fonte, seu tamanho, chado, tachado duplo, sombra, contorno, relevo entre outros.
sua cor, entre outros.
No Word 2010, o caminho mais rápido para realizar a
formatação da fonte, é a Guia Página Inicial, Grupo Fonte.

Guia Página Inicial, Grupo Fonte

Neste grupo, encontramos os seguintes botões de comando:


1) Fonte (CTRL+Shift+F): Através dele, após selecionar
o texto desejados, alteramos o layout da fonte. Podemos
escolher, por exemplo, Arial, Bell MT, Alegrian, entre outras.
2) Tamanho da fonte (CTRL+Shift+P): Após selecionar a
fonte, podemos escolher um tamanho para esta fonte atra- Formatar fonte
vés deste comando.
3) Aumentar Fonte (CTRL+>) e Reduzir Fonte (CTRL+<): Configuração de parágrafo e estilo
Como os próprios nomes sugerem, com estes botões de
comando, é possível tornar a fonte maior ou menor em 1 2 3 4 5 6 7
relação ao seu tamanho atual.
4) Maiúsculas e Minúsculas: Altera o texto selecionado 8 9 10 11 12 13 14
para letras MAIÚSCULAS, minúsculas ou outros usos co-
muns de maiúsculas/minúsculas.
5) Limpar Formatação: Retira as formatações aplicadas em
um texto, voltando suas configurações para o estado inicial.
Guia Página Inicial, Grupo Parágrafo
6) Negrito (CTRL+N): Aplica um efeito no texto deixando-o
Os grupos Parágrafo e Estilo também são encontrados
com maior espessura. Exemplo: texto com negrito aplicado.
na Guia Página Inicial.
7) Itálico (CTRL+I): Aplica um efeito no texto selecio-
No grupo Parágrafo, encontramos os seguintes botões
nado, deixando-o com eixo um pouco inclinado. Exemplo:
texto com itálico aplicado. de comando:
8) Sublinhado (CTRL+S): É usado para sublinhar o tex- 1) Marcadores: permite a criação de uma lista com
to selecionado. Através desse comando também é possível marcadores. Para isto, basta selecionar uma lista de itens
escolher o estilo e cor para o sublinhado. Exemplos: subli- e clicar sobre este botão. Para implementar uma lista com
nhado simples, sublinhado com estilo. níveis distintos, após a aplicação dos marcadores, use o au-
9) Tachado: Desenha uma linha no meio do texto sele- mentar ou diminuir recuo, que veremos a seguir.
cionado. Exemplo: texto tachado. Exemplo de lista com marcadores e vários níveis:
10) Subscrito (CTRL+=): Faz com que a letra ou texto • Mauro e Cida
selecionado fique abaixo da linha de base do texto. Muito o Camila
usado para fórmulas de Química e equações matemáticas. o Isabela
Exemplo: H2O. • João e Elisabeti
11) Sobrescrito (CTRL+Shift++): Faz com que a letra ou o Jaqueline
texto selecionado fique acima da linha do texto. Exemplo: x2.  Beatriz
12) Efeitos de Texto: Aplica um efeito visual ao texto  Olívia
selecionado, como sombra, brilho, reflexo.
13) Cor do Realce do Texto: Faz com que o texto seja 2) Numeração: semelhante aos marcadores, cria listas
realçado, como se tivesse sido marcado com uma caneta numeradas.
marca texto. Exemplo: texto realçado. Exemplo de lista numerada:
14) Cor da fonte: Altera a cor do texto selecionado. Convidados:
Ainda podemos encontrar mais comandos para formatar 1. Marisa e Wilian
uma fonte na janela Fonte. Com os comandos disponíveis nesta a. Letícia
janela, é possível alterar o tipo de fonte, o tamanho, aumentar b. Lívia

17
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

2. Michele e Sérgio 13) Sombreamento: Permite colorir o plano de fundo


a. Giovana atrás do texto ou do parágrafo selecionado.
3. Simone e Alexandre 14) Bordas: Permite inserir bordas diferenciadas no tex-
a. Vinícius to ou palavra selecionada.
b. Manuela Também podemos aplicar formatações de parágrafo
4. Elaine e Nilton através da janela a seguir.
a. Linda
5. Cristiane e Ademir
a. Evandro
b. Andrew

3) Lista de vários níveis: facilita a criação de listas com


níveis diferenciados.

Formatar parágrafo
Guia Página Inicial, Grupo Estilo
No Grupo Estilo, encontramos botões que alteram, em
um único clique, as formatações de tamanho, cor e tipo de
Tipos de listas de vários níveis fonte, além de formatações de parágrafo do texto selecio-
4) Diminuir Recuo: Diminui o recuo do parágrafo. nado. Como vimos até agora, para aplicar uma formatação
5) Aumentar Recuo: Aumenta o recuo do parágrafo. em um texto, temos que selecioná-lo e clicar nos itens de
6) Classificar: Coloca o texto selecionado em ordem al- formatação desejados.
fabética ou classifica dados numéricos. Por exemplo: se desejamos que uma palavra tenha a
7) Mostrar Tudo (CTRL+*): Mostra marcas de parágrafo seguinte formatação “palavra a ser observada”, temos
e outros símbolos de formatação ocultos. Essas marcas não que selecioná-la e clicar uma vez no negrito, uma vez no
são imprimíveis. itálico e uma vez no sublinhado.
Se essa formatação tiver que ser usada em várias pa-
lavras de um documento, podemos criar um estilo conten-
do todas as formatações usadas e salvá-lo com um nome.
Auxilia na manutenção ou cópia de formatação de do- Dessa forma, da próxima vez que precisarmos usar este
cumentos específicos, identificando cada ação usada no grupo de formatações, podemos substituir os três cliques
teclado com um símbolo diferente. anteriores (negrito, itálico e sublinhado) por apenas um cli-
8) Alinhar Texto à Esquerda (CTRL + Q): Alinha o texto que no nome que demos ao nosso estilo.
selecionado à esquerda da tela. O Word já traz vários estilos prontos como o Normal, o
9) Centralizar (Ctrl + E): Alinha o texto selecionado de Sem Espaço, o Título 1, o Título 2, entre outros.
forma centralizada na página. Inserção e manipulação de tabelas
10) Alinhar Texto à Direita : Alinha o texto selecionado
à direita da tela.
11) Justificar (CTRL+J): Alinha o texto às margens es-
querda e direita, adicionando espaço extra entre as pala-
vras conforme necessário. Este recurso promove uma apa-
rência organizada nas laterais esquerda e direita da página.
12) Espaçamento de Linha e Parágrafo: Altera o espa-
çamento entre linhas de texto. Também podemos perso-
nalizar a quantidade de espaço adicionado antes e depois
dos parágrafos.

18
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Guia Inserir, Grupo Tabelas

As tabelas são estruturas importantes para representar


dados e organizá-los de forma que facilite sua interpretação
e entendimento.
No Word, clicando no botão de comando Tabela, po- Guia Ferramentas de Tabela
demos utilizar as seguintes formas para inserir uma tabela
no documento: Com esta guia podemos mostrar/ocultar linha de ca-
beçalho, primeira coluna, linha de totais, última coluna,
1 linhas em tiras, colunas em tiras. Além disso, podemos es-
colher um estilo pré-definido de tabela ou formatar o som-
breamento e as bordas da mesma. Mesmo com a tabela
pronta, podemos desenhar colunas ou linhas adicionais,
formatar suas linhas ou apagar colunas, linhas e células.

Inserção e quebra de páginas e colunas

Uma quebra consiste na interrupção da formatação que


estava sendo utilizada no documento até o ponto da quebra
2 para iniciar uma nova formatação em outro ponto do docu-
3 mento. Podemos utilizar este recurso em páginas e colunas.
O recurso da quebra pode ser localizado na Guia Inse-
rir, Grupo Páginas.
4 Cabeçalho e rodapé
5

Formas de inserir tabela


1) Selecionando os quadradinhos na horizontal, indicamos
a quantidade de colunas que nossa tabela terá. Selecionando
os quadradinhos na vertical, indicamos a quantidade de linhas
da tabela. Ela será aplicada automaticamente ao documento.
2) Inserir Tabela:
Botões de Comando do Grupo Cabeçalho e Rodapé

Esta opção, presente na Guia Inserir, no Grupo Cabeçalho e


Rodapé, nos oferece meios de mostrar uma área da página de-
finida para o cabeçalho de um documento e para seu rodapé.
O cabeçalho é a parte superior da página, na qual po-
demos inserir itens como logotipo de empresas, símbolos,
número de página e outros elementos.
O rodapé é a parte inferior da página, onde podemos
inserir itens como os do cabeçalho ou informações de en-
dereço e contato de uma empresa, por exemplo.
As opções de cabeçalho e rodapé se encontram no
menu exibir nas versões do Word 2003, por exemplo. Na
versão do Word 2007, 2010 e no BrOffice.org Writer, ficam
no Inserir. Como exemplo, tomaremos a versão 2010 do
Inserir Tabela Microsoft Word, para mostrar os comandos encontrados
no Grupo cabeçalho e rodapé.
Pela janela da figura anterior, podemos digitar a quantida-
de de linhas e colunas que queremos em uma tabela. Podemos Cabeçalho
também, determinar a largura da coluna, a forma de ajuste da Na guia Inserir, encontraremos o grupo Cabeçalho e Ro-
tabela em relação ao conteúdo e à janela. Após realizar estas es- dapé. Neste grupo, teremos os comandos Cabeçalho, Roda-
colhas e clicar no botão “OK” a tabela será criada no documento. pé e Número de Página. Clicando no botão de comando Ca-
3) Desenhar Tabela: quando clicamos neste botão, o beçalho, podemos optar por deixar o cabeçalho da página:
ponteiro do mouse se transforma no desenho de um lápis. - Em branco: que limpa possíveis formatações ou inser-
Com ele criamos as bordas internas e externas da nossa ções anteriores.
tabela como se estivéssemos criando uma auto forma. Fica - Em três colunas: deixa o cabeçalho em branco, mas
à nossa disposição a Guia Ferramentas de Tabela que po- com formatação pré-definida para inserirmos dados nos ali-
demos usar para formatar nossa tabela. nhamentos direito, centralizado e esquerdo.

19
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

- Alfabeto: que dispõe o título do documento centraliza- Modos de Exibição de Documento: alteram a forma que
do sobre borda de linha dupla. o documento está sendo mostrado na tela, nos oferecendo as
- Animação: deixa o título do capítulo com número de opções Layout de Impressão, Leitura em Tela Inteira, Layout
página em caixa de ênfase. “Ideal para documento com layout da Web, Estrutura de Tópicos e Rascunho.
de livro”. Mostrar/Ocultar: permite mostrar ou ocultar régua, linhas
- Editar cabeçalho: mostra um local com borda tracejada, de grade, barra de mensagens, mapa do documento, miniatura.
destinado ao cabeçalho para que este possa ser alterado na Zoom: permite configurar a aparência de proximidade do
página. Destaca o local do cabeçalho para que o usuário pos- documento na tela, alterando a porcentagem dessa proximi-
sa trabalhar esta área do documento. dade, mostrando o documento página por página, duas pági-
- Remover cabeçalho: exclui os dados inseridos no cabe- nas ou com a largura da página ocupando a tela.
çalho de um documento.
No rodapé são encontrados os mesmos comandos, mas Ortografia e gramática
estes são aplicados na parte inferior da página de um docu-
mento.

Configuração da página e do parágrafo


Na Guia Layout da Página, temos, entre outros, o Grupo
Configurar Página.
Através dele é possível alterar o tamanho das margens Botão de Comando Ortografia e Gramática
esquerda, direita, inferior e superior. A orientação do papel, Faz a correção ortográfica e gramatical do documento. En-
para retrato ou paisagem também é um item que alteramos contramos este recurso na Guia Revisão, no Grupo Revisão de
através deste grupo bem como o tipo do papel e o layout da Texto. Assim que clicamos na opção “Ortografia e gramática”, a
página. seguinte tela será aberta:
Na mesma Guia, encontramos o Grupo Parágrafo que
traz as opções de recuar à esquerda ou à direita, aumentar
ou diminuir o espaçamento antes e depois do parágrafo e
também o acesso à janela Parágrafo:

Verificar ortografia e gramática

A verificação ortográfica e gramatical do Word, já busca


trechos do texto ou palavras que não se enquadrem no perfil
de seus dicionários ou regras gramaticais e ortográficas. Na
parte de cima da janela “Verificar ortografia e gramática”, apa-