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A lei 5194-66 de 24 de dezembro de 1966 é bastante extensa, devido a sua

grande amplitude e importância. Esta lei regula o exercício das profissões de


Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, é dividida em seis títulos, e tem o
intuito de tornar as atribuições das funções, exercidas pelos profissionais, mais definidas
tomando parâmetros dessas profissões e estabelece rigorosamente os limites ligados a
atuação de cada uma. A lei, também ministra e atribui a fiscalização ao Conselho
Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), e aos Conselhos
Regionais (CREAS), e a execução para as Câmaras Especializadas, que são os órgãos
responsáveis pelo julgamento e decisão de punições em caso de infrações acometidas.
É citada a relevância dos profissionais a que a Lei se refere nas relações de
interesse social e humano na realização de vários empreendimentos como exemplo a
utilização dos recursos naturais, edificações, desenvolvimento industrial e
agropecuário... O direito de exercer a profissão é dado aqueles profissionais brasileiros
ou estrangeiros que tenham diploma de faculdade ou escola superiores reconhecidas e
estejam devidamente registrados nos Conselhos Regionais.
Tendo em vista os que títulos profissionais, só devem ser atribuídos àqueles que
exerçam legalmente tais profissões são colocado em contra ponto o exercício ilegal da
profissão, o qual determina que os profissionais que agem de forma ilegal são aqueles
que não possuem as atribuições legais para a função ou atividade, ou seja, prestam
serviços sem possuir registro nos Conselhos Regionais, exercem atividades estranhas às
atribuições descritas em seu registro, emprestam seu nome a pessoas, firmas,
organizações ou empresas sem sua real participação e os que continuam em atividade
estando suspensos de seu exercício. Outro exemplo de irregularidade é quem deixar de
pagar a sua anuidade por dois anos consecutivos ao seu respectivo Conselho Regionais,
tendo automaticamente cancelado seu registro, e ainda continua exercendo qualquer
atividade regulada pela lei.
Aqueles que exercerem ilegalmente a profissão serão fiscalizados pelo Conselho
Federal e Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA e CREA) e
julgados pelas Câmaras Especializadas, que funcionam como órgãos dos Conselhos
Regionais e são encarregados de julgar e decidir sobre os assuntos de fiscalização
ligados às respectivas especializações profissionais e infrações do código de Ética.
As atividades que são atribuídas aos profissionais como: desempenho de cargos,
projetos, plantas, direção de obras, pesquisas e qualquer outro trabalho relativo à
Engenharia, Arquitetura ou Agronomia só poderão ser julgados por autoridades
competentes, e só terão valor jurídico quando seus autores forem profissionais
habilitados de acordo com esta Lei. E as atividades que não estão inclusa na Lei, mas
que estejam no âmbito de suas profissões, também poderá ser exercido pelos
profissionais da engenharia, arquitetura e da agronomia e é de responsabilidade das
instituições de formação profissional indicar ao Conselho Federal as
características dos profissionais por ela diplomados.
A Lei também determina que não só o profissional tem responsabilidade, são
fiscalizados e julgados, mas também entidades registradas que aceitar a prestação de
serviços de ampliação, procedimento ou conclusão de algum empreendimento. E
sempre que o autor do projeto, o responsável por acompanhar o desenvolvimento da
obra, convocar para auxiliá-lo profissionais habilitados, estes também será responsável
na parte que lhes diga respeito.
As punições aplicáveis a aqueles que cometam infrações relativas à Lei, são as
mais diversas possíveis sendo estas penalidades aplicadas de acordo com a gravidade do
ocorrido. Vão de advertência reservada, censura pública, multa, suspensão temporária
do exercício profissional ou cancelamento definitivo do registro.O profissional que for
punido por falta de registro não poderá obter carteira profissional, a menos que pague as
multas a que esteja submetido. Carteira profissional que nela estão contidos o número
do registro, a natureza do título, especializações e todos os elementos necessários à sua
identificação, e irá substituir o diploma.
É notável a grande importância da Lei 5.194/66 para a regulamentação das
profissões de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Esta Lei é um ponto crucial não só
para os profissionais já formados nestas áreas, como também para os estudantes que
pretendem exercer tais profissões. Graças a esta Lei, são definidos os direitos, e deveres
da pessoa jurídica, estabelecendo os seus limites e o necessário para a legalização das
suas atividades como profissional, regulamentando suas atividades e diminuindo os
riscos para a sociedade e para o indivíduo. A Lei é fundamental para a regulamentação
das profissões, acarretando no desenvolvimento de forma organizada e dentro dos
limites legais, valorizando o profissional diplomado, e acarretando em um aumento na
qualidade dos profissionais regulamentados por esta Lei, exigindo maior esforço e
organização para a obtenção do renomado Título Profissional de engenheiro, arquiteto
ou engenheiro-agrônomo.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5194.htm