Você está na página 1de 9

I PARTE

(Escatologia / Estado Intermediário dos mortos / Tanatologia. Ciência Médica)

Apostila: O INFERNO – FATOS, PROVAS E TESTEMUNHOS

I – REFERÊNCIAS GERAIS – O inferno é claramente descrito nas Escrituras como local de


punição dos ímpios, isto é, todo aquele que não foi remido pelo sangue de Cristo.
Banidos da presença de Deus: Mt 7:23; I Co 3:17; II Ts 1:9; Hb 2:3
Lugar de Choro e ranger de dentes: Mt 8:12; Mt 22:13; Mt 24:51; Mt 13:42
Lugar de Castigo Eterno: Mt 25:46; Mt 10:28; 23:33; Jo 5:29
Lugar de Fogo: Mt 5:22; 13:42; 25:41; Mc 9:43,,45,47,48; Lc 16:22-24
Preparado par o diabo e seus anjos: Mt 25:41; Ap 20:10
Deus lança o ímpio no inferno: Mt 10:28; Hb 10:29; II Pe 2:4,5,9; 3:7; Jd 13; Ap 20:15; 21:8;
Dn 12:2;Ml 4:1, Mt 3:12; Jo 3:36
Lugar de Fogo (II): Is 33:14; 66:24; Mt 3:12; 18:8; Ap 14:10; Jo 15:6

II – O VOCÁBULO NAS LÍGUAS ORIGINAIS – “GEENA” (Gr.) – Mt 5:22, 29; 10: 28;
18:9; 23:15,33; Mc 9:43; Lc 12:5; Tg 3:6; “TÁRTARO” (Gr.) – II Pe 2:4; “HADES” (Gr) Mt
11:23; 16:18; Lc 16:23; A|t 2:27; Ap 1:18; 6:8; 20:13; “SEOL” (Hb) – Dt32:22; II Sm 22:6; Jô
11:8;26:6; Sl 9:17; 16:10; 18:5; 55:15; 86:13;116:3; 139:8; Pv 5:5; 7:27; 9:18; 15:11,24;
23:14; 27:20; Is 5:14; 14:9,15;
28:15,18; 57:9; Ez 31:16; 32:21,27; Am 9:2; Jn 2:2; Hc 2:5.

III – CONSIDERAÇÕES – O inferno é uma realidade para quase todas as religiões do mundo.
No islamismo o inferno é um imenso lago de fogo, sobre o qual há uma ponte estreita por
onde todas as almas são obrigadas a passar, se quiserem entrar no paraíso. Os que caem da
ponte, os “indignos de Alá”, entram em uma das sete camadas do inferno – um “leito de
aflição” que queima como fogo. A palavra árabe para inferno, “Jahanna”, tem a mesma raiz da
palavra inferno em hebraico, “geena” ou Gehenna”, que literalmente significa lugar de
incineração. Esse é o lugar para o qual o Aiatolá Khomeini condenou o, escritor Salman
Rushdie pelos seus “Versos Satânicos”.
Para os que seguem o hinduísmo da Nova Era na esperança de livrar-se do conceito de
castigo no inferno, surpreender-se-ão ao saber que o sistema punitivo desta crença (que é o
mesmo do espiritismo) não se restringe apenas ao carma. O hinduísmo possui um total de
vinte e um infernos, proporcionando a oportunidade para que o carma seja “queimado” nestas
instâncias da existência. Aliás, é interessante enfatizarmos isso: os espíritas, os “moderninhos”
da Nova Era e outros se gabam de suas crenças não terem algo tão “primitivo” como um
inferno de fogo para punir os maus; porém, é subjacente que existe punição para os maus
feitos. Essa consciência universal, de que há uma justiça a ser satisfeita, que é necessário punir
os maus, os infratores das regras, são inerentes à existência humana. Por que com Deus seria
diferente? Falando ainda do hinduísmo, os perversos são enviados para os “infernos
inferiores”, onde serão fervidos em caldeirões, atirados para ressecar na areia ou devorados
por aves. Mais ainda: a Nova Era deu um “jeitinho” de sua crença no carma ficar mais
“bonitinha, moderninha”, não admitindo que alguém possa reencarnar em forma de animais
para pagar seus pecados. As escrituras do Antigo “Puranas” hindu ensina que o carma de
alguém muito perverso pode transforma-lo em ínfimo animal. Por exemplo, ladrões de cereais
podem voltar como ratos, e esbanjadores de alimentos como baratas. E fica uma pergunta: Se
o carma fosse real, quer dizer, após sucessivas reencarnações a pessoa vai “melhorando” até
atingir o estado de “espírito de Luz”, não sendo mais necessário reencarnar, por que o mundo
não melhorou depois de 5000 anos de história? A sociedade não deveria estar melhor? Não é o
que vemos...
Os budistas são seguidores de Siddhartha Gautama, que rompeu com o hinduísmo em
600 a.C. e percorreu a Ásia pregando o budismo (iluminação), como fez Maomé ao romper
com o judaísmo em 600 d.C. para pregar o Islamismo. O budismo fala de numerosos infernos
como paradas temporárias na caminhada rumo ao Nirvana, um estado de inexistência que
parece ser feliz, em que a pessoa fica sendo nada em meio a um mar de alegre nada. Fala
também sobre “oito infernos gélidos” reservados para os perversos. Como vimos, o inferno é
reconhecido por outras religiões reencarnacionistas, embora os seguidores da Nova Era
provavelmente não estejam cientes disso.
O jainísmo e o taoísmo, derivados do budismo e do hinduísmo que alcançaram os
países banhados pelo Oceano Pacífico, religiões que antecederam em séculos o cristianismo
(suprimindo a hipótese de influência cristã-missionária sobre estas culturas), também
acreditam no inferno. Enquanto o jainísmo acredita em milhões de infernos, o taoísmo
(religião predominante na China) fala mais de paraísos do tipo budista com alguns infernos
reservados apenas para castigos especiais.
E qual o conceito cristão a respeito? A teologia da Igreja Primitiva, nos dois primeiros
séculos de nossa era, não diferia das posições básicas apresentadas na Bíblia: o Céu como
recompensa para os justos e o inferno para os ímpios, pela eternidade. Já no século III o
grande Orígenes considerava-o “terapêutico”, ao passo que outras correntes teológicas
chamavam – no “lugar de aniquilação”. Há ainda a descrição renascentista e poética da idade
Média através de Dante, em sua “divina Comédia”, onde o autor retrata os níveis ardentes de
modo semelhante às descrições apresentadas no Corão ( ou Alcorão) sete séculos antes.
Durante a Reforma Protestante (séc. XVI) Martinho Lutero e João Calvino entendiam
o inferno como “eterno” porém simbólico...o que causou certa confusão; em sentido geral,
porém, entenderam o inferno como lugar literal e como um repúdio de Deus ao ímpio.
A igreja Católica, em seu Concílio Vaticano II (1963), “ecumenizou” o potencial de
“todas as almas” alcançarem o céu, embora o “purgatório” possa ser uma necessidade
“temporária” para algumas...
Três principais correntes de pensamento aninharam-se Igreja, rejeitando a idéia de um
inferno eterno:
_ O UNIVERSALISMO, que presume que todos os homens serão salvos;
_ O ANIQUILACIONISMO, que assume a imortalidade da alma, mas ensina que Deus, no
dia do juízo, aniquilará, isto é, fará que cessem de existir todas que não forem salvas; serão
privadas de sua imortalidade;
_A IMORTALIDADE CONDICIONAL, semelhante ao aniquilacionismo, prega que os não
salvos morrem e cessam de existir, não havendo ressurreição para eles.
Assim, a doutrina sobre o inferno chegou até nós hoje um pouco fragmentada; porém
os recentes acontecimentos modificam esta tendência. São os relatos dos que viram o inferno e
voltaram: relatórios médicos convincentes que falam destas visões infernais após a morte
clínica; e um retorno ao fundamentalismo, cuja doutrina principal diz que o inferno continua a
existir, doutrina intrinsecamente ligada à obra expiatória e salvadora de Nosso Senhor Jesus
Cristo. Doutrina essa que a Nova Ordem Mundial quer anular, anulando a necessidade de
salvação pessoal. Este é o desejo secreto do pecador: o inferno não existe. É o que vamos
analisar.
Jesus sempre foi incisivo a respeito deste julgar, falando mais sobre o inferno do que
sobre o céu, demonstrando conhecer o lugar para o qual, segundo Ele, irá a maioria das
pessoas. Embora apenas 40% (EUA) dos pastores faça sermões sobre o inferno, e embora o
pesquisador Carl Johnson insista em que 70% de todo o clero (ou religiosos cristãos) negue a
doutrina do inferno (Carl G. Johnson, “Hell, you say? Newton:Timothy Books, 1974), parece
que Jesus considerava o inferno um assunto muito importante a ser lembrado.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup (U.S. News and World report, nov/1990)
revelou que 78% dos entrevistados acreditavam no céu e 60% acreditam no inferno. Dentre os
que não professam religião, 46% acreditam no céu e 34% no inferno, indicando esta pesquisa
que, de um modo ou de outro, a maioria das pessoas acredita no inferno. Também é notório
que as pessoas que acreditam no inferno são as que mais sentem necessidade de estar
rejeitando-o, o que sugere uma rejeição exterior de uma incerteza interior.

As “modernas” seitas e movimentos filosóficos rejeitam frontalmente a doutrina sobre


a existência do inferno. Veja alguns casos:
A CIÊNCIA CRISTÃ, FUNDADA PELA ESPÍRITA Mary Baker Eddy, ensina que “não há
morte”. Esse grupo acredita que “céu e inferno são estados de consciência, e não lugares. As
pessoas vivem seu próprio céu e inferno aqui mesmo na terra”.
EDGAR CAYCE, ESPÍRITA E PROFETA DA Nova Era (famoso nos anos 40 nos EUA e
Europa) disse que “o destino da alam, bem como de toda a criação, é tornar-se um como o
Criador”, e que nenhuma alma se perderá.
A IGREJA DA UNIFICAÇÃO, DO VER. Sun Myung Moon, acredita que “Deus não
abandonará ninguém eternamente. De alguma maneira... todos serão recuperados”.
OS MÓRMONS, fundados em Josefh Smith, ocultista, argumentam que “a falsa doutrina de
que o castigo que cairá sobre as almas pecadores é infinito... não passa de um dogma de
sectários pecadores sem autoridade para falar no assunto. Esse dogma está em desacordo com
a Bíblia, é irracional e revoltante”.
AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, FUNDADAS POR Charles Taze Russel, sustentam que os
perversos serão aniquilados para sempre porque “a doutrina sobre o inferno abrasador pode
ser corretamente denominada ‘doutrina de demônios’”.
A IGREJA DE NOVA JERUSALÉM ( SWEDENBOGIANISMO), FUNDADA PELO
ESPÍRITA Emanuel Swedenborg, enfatiza que Deus “não condena ninguém ao inferno”.
A ECKANKAR, religião da Nova Era fundada por Paul Twitchll e Darwin Gross, afirma que
“não há morte”, ... e não há inferno eterno.
A LUCIS TRUST (crença na Luz), e os Grupos de Meditação da Escola Arcana/Lua Cheia,
organizados por Alice Bailey, argumentam que “o medo da morte baseia-se em doutrinas
antigas e equivocadas, como a existência de céu e inferno”.
A FAMÍLIA DO AMOR DE DEUS (Os meninos de Deus), fundada pelo espírita David
Berg, considera o purgatório transitório: “O lago de fogo é o lugar para onde irão os perversos
para serem purificados de seus pecados de seus pecados...para eles finalmente...desabrochem”
A ORDEM ROSA CRUZ , uma filosofia relacionada ao ocultismo, declara que a “eterna
condenação dos que não são salvos não significa destruição e nem sofrimento perpétuo e que a
“religião cristã” originalmente não incluía dogmas sobre o inferno”.
O UNIVERSALISMO UNITARISTA admite o seguinte: “Parece seguro dizer que nenhum
universalista unitarista acredita na ressurreição do corpo, em céu ou inferno literais, ou em
qualquer espécie de castigo eterno”.
A SOCIEDADE TEOSÓFICA, fundada por Helena Petrovna Blavatsky, médium declara:
“Recusamos-nos terminantemente a aceitara... doutrina do galardão eterno ou do castigo
eterno, por conseguinte, a morte... não é... motivo de medo”.
ANKERBERG E WELDON, pesquisadores cristãos, relatam que os espíritos em toda à parte
proclamam fidelidade às doutrinas do ocultismo.”ramtha”, o espírito que fala através do
médium J.S.Knight, afirma que “Deus nunca julgou você ou quem quer que seja”, e que não,
não existe inferno e nem diabo; Lili e outros espíritos que falam por meio da médium Ruth
Montgomery sustentam que “a morte não existe”e que Deus não pune ninguém.
O ESPIRITISMO, teorizado por Alan Kardek, afirma o mesmo. È notório que o espírita
ensina que o inferno não existe, nem o diabo. As pessoas pagam seus pecados, ou carmas,
através das sucessivas reencarnações.
Parece haver um bom número de fatores que contribuem para o contínuo descrédito de
inferno em nossa sociedade. O inferno é um contraponto para a moderna psicologia, que
apregoa o princípio de que o homem só alcança a plena realização quando satisfaz todos os
seus desejos, e não quando os reprime. Em outras palavras, se algo lhe proporciona bem estar,
faça-o. Os seguidores desse princípio dizem que o homem deve confiar apenas nos seus cinco
sentidos percebem, e que o direito e a liberdade têm primazia sobre o dever e obrigação.
Negam a existência do inferno, evidentemente.
Por último, temos recentemente nos EUA uma nova filosofia ou “religião’, conhecida
como ÔMEGA DO AMOR INCONDICIONAL, ou simplesmente PONTO ÔMEGA.
Este movimento nasceu da experiência de várias pessoas que tiveram suas EQMs e, após
ressuscitadas, contaram ter tido um contato com um “ser de luz”, ou um ser brilhante, que
dizia que todos eram bem-vindos, que todas a mazelas e pecados eram esquecidos, enfim,
todos eram aceitos no céus.Quase em todas as experiências o “ser de Luz” pedia amor
incondicional à humanidade, e para levar essa mensagem ao mundo è que estas pessoas não
morriam, mas deveriam voltar. É um movimento crescente nos EUA, principalmente em
hospitais, asilos, em qualquer lugar onde haja uma pessoa à beira da morte. Os voluntários
ficam a beira da cama, segurando nas mãos do paciente terminal, dizendo as coisas como:
tudo vai dar certo...Já esta vendo a luz?...Eu passei por isso; tudo vai dar certo...”“.
É o caso relatado por Maurice S. Rawlings, renomado cardiologista americano, autor
do livro “Eles viram o inferno” (Ed.Multiletra,la edição.1996), livro base dessa apostila.Ele
conta que participava do programa de entrevista pela tv rede nacional, e ao seu lado uma
senhora de 52 anos atraente e bem trajada; esta senhora estava anunciando ao mundo a notícia
maravilhosa que “as portas dos céus estão abertas para todos os que morrem. Ninguém ficará
do lado de fora. Todos devem saber disso”.
Ela sofreu um acidente de automóvel e, durante sua ressuscitação, recebeu uma
mensagem “transmitida de forma vibrante”, vinda de um “magnífico ser de luz”. As vibrações
exigiam com veemência “amor incondicional” para um mundo sem pecado nenhum. Foi por
esse motivo que ela foi enviada de volta. Para transmitir a mensagem global de amor, uma
nova conscientização planetária (...) com vistas a uma nova religião que proclamaria a
divindade dos serem humanos.
Diz o Dr.Rawlings: só conheci essa senhora durante o intervalo para os comerciais.
Enquanto ela acendia um charuto, contou-me que era amiga de Madalyn Murray O’hair,
presidente da American Atheistic Society (Associação Americana de Ateus)..., uma advogada
militante desta nova “região”.
Os relatórios médicos sobre EEC e EQM (respectivamente, Experiência Extra
Corpórea e Experiência Quase Morte) descrevem luzes de todas as espécies, que são mais
freqüentes em experiência sem morte clínica. A figura linda e sem identificação poderia
perfeitamente representar o imitador, aquele cujo nome significa “portador de Luz”, Lúcifer.
O dragão, a antiga serpente. A palavra Lúcifer vem do latim “Lucis-Ferre”. Não seria esse o
“anjo de luz” visto por pessoas descrentes e sem compromisso nenhum com a fé?
Isso é conhecido como “responsabilidade zero”. Não existe inferno, não existe
punição, apenas “amor incondicional”; meu pai e minha mãe também têm amor incondicional
por mim, mas me castigavam e me repreendiam quando errava, por causa do seu amor
incondicional por mim.Em II Coríntios 11:14, 15 está escrito:

“Isto não é de se admirar, pois o próprio Satanás se transforma em anjo de Luz.


Portanto, não é surpresa que seus servos finjam ser servos da justiça. O fim deles será o que as
suas ações merecem”.

Devemos estar precavidos, e precavendo as pessoas contar esse engano do diabo.A


“Luz” também pode apresentar informações falsas.Diz o Dr.Rawlings:

“Entrevistei várias pessoas que confirmam isso. Aconteceu no dia em que me


encontrava no Plasma Alliance, substituindo o Dr.Durwood Kirk,um urologista aposentado
que estava sendo submetido por uma cirurgia. Plasma Alliance é uma instituição que colhe
sangue, mediante pagamento,com a finalidade de obter imunoglobulinas para produção de
vacinas.Enquanto eu fazia triagem dos doadores para saber se o sangue estaria ou não
contaminado pelo vírus da Hepatite ou da Aids, observei que umas das pessoas apresentava
ferimentos e poderia transmitir infecção aos receptores de sangue. Passei a formular as
perguntas de rotina.
Tratava-se de um rapaz de 22 anos, branco robusto e autoconfiante.Ele me contou que
os ferimentos foram causados por tiros em seu peito.Houve necessidade de ressuscitação para
reverter o estado de coma e transfusões de sangue.Três projéteis de pequeno calibre tinham
penetrado no lado esquerdo do peito, uma delas raspando a parede do coração.
Contou-me que durante a RPC (Ressuscitação Cardio Pulmonar) dentro de
ambulância, ele teve uma EEC. Sentiu-se perplexo ao ver a luz divina ao seu redor.A luz era
hospitaleira. “A luz era compreensiva”. Ele não foi ridicularizado nem rejeitado. Os
momentos sórdidos de sua vida não foram questionados; também não houve menção ao
assassinato de um casal que ele cometera três anos antes durante assalto em um
estacionamento. Apenas “paz e amor” eram transmitidos.Esta foi à história que ele me contou:
‘A encrenca toda começou quando estávamos dançando. Naquela noite eu já a vira
trabalhando no bar, e imaginei que estivesse disponível. Caminhamos para pista e começamos
a dançar muito próximo um do outro, nossos corpos se tocando.
Já dancei com todos os tipos de mulher, mas aquela foi a mais estranha de todas.
Descobri que meu par era um homem com trajes de mulher completos, sutiã estufado, peruca
e boca lambuzada de batom. Eu, que detesto homossexuais, estava dançando com uma
criatura que, além de tudo, era um travesti. Dei um empurrão e um soco nela (ou nele). Ela
(Ele) fugiu em direção ao bar. Corri atrás, mas ela (ele) puxou a arma que estava escondida no
bar e atirou três vezes no meu peito.
Na tentativa de não desvia-lo do assunto, perguntei: Depois de ter sido baleado o que
você tem a me dizer sobre o túnel e a luz redentora? Como você se sentiu?”.
Depois de refletir por uns instantes, ele levantou as mãos em sinal de desespero:
Sabe aquele lindo lugar proporcionou-me uma sensação de bem estar, mas continuo
indagando por que a luz nunca me perguntou sobre o soco terrível que dei naquele travesti.
E a luz nunca mencionou meus dois assassinatos do passado.
Gostei de não ter sido inquirido sobre esses acontecimentos, mas se a luz vinha de
Deus, por que ele nada perguntou? Pensei em falar sobre o assunto, mas disse a mim mesmo:
‘Por que mexer no que esta bom?’ E silenciei. Sabia que deveria ir para o inferno e não para
aquele lugar bonito, mas fiquei calado”.
Olhando ao redor e falando mais baixo, ele me perguntou: ‘Doutor será que Deus
comete erros?”’.
Há casos relatados que, se não houver uma acurada análise, pode trazer confusão a
quem faz uma leitura superficial. É o caso que passamos a relatar:
Robert Helm sofreu uma parada cardíaca em 7 de novembro de 1979, durante uma
cirurgia no joelho.”Lembro-me de um túnel com uma luz intensa na outra extremidade. Eu
estava sendo arremessado em direção a ela a uma velocidade espantosa. A princípio, as
paredes do túnel não eram nítidas, porém logo percebi que assemelhavam a planetas ou
estrelas. Depois de atravessar a luz, ele se viu sentado numa pedra no meio de um lindo lago, e
depois numa rua maravilhosa. Em seguida, ele viu Albert Einstein e outra pessoas sentadas
defronte a um “magnífico computador”que tinha algo a ver com “destinos”. Na rua onde
estava”, prossegui, havia uma profusão de anjos cantando.Eu era um agnóstico convicto. Não
acreditava em anjos e em nenhuma espécies de seres celestiais”. A partir daquele dia.Helm diz
não ter medo de morrer.” Foi sem dúvida, a experiência mais maravilhosa que senti até
hoje”.Gesticulando com as mãos e apontando para o recinto em que nos encontrávamos,ele
disse: “o inferno é aqui”.
Para darmos sentido a esta parte do trabalho, é necessário fazer uma ligação do assunto
em questão - o inferno e sua existência com dados que passamos a relatar. Como já citamos,
estamos usando o livro “Eles viram o inferno” do Dr. Maurice S. Rawlings; falando do autor e
da sua obra, O Dr. Rawlings é especialista em moléstias cardiovasculares no centro de
diagnóstico e nos hospitais de chattanooga, diplomou-se com louvor pela Escola de Medicina
na Universidade George Washingnton. Serviu o exercito e a marinha e passou a chefe de
cardiologia do 97 hospital geral em Frankfurt, Alemanha. Foi promovido a médico particular
do grupo de oficiais do Estado Maior do pentágono, que entre outros, incluía os generais
Marshal,Bradley,Patton e Dwight Eisenhower, antes de ser presidente dos EUA.Cardiologista
renomado, o Dr.Rawlings teve o seu encontro pessoal com Jesus Cristo em função de suas
experiências com a morte e pacientes que tiveram visões de céus e inferno.
Segundo pesquisas recentes nos EUA (no Brasil não há pesquisa conhecida a respeito),
cerca de 11 milhões de americanos já tiveram experiências de EQMs e EECs. Dentro do
assunto que estamos tratando, sobre eternidade, céu e inferno, será interessante relatar alguns
casos colhidos de pessoas que ultrapassaram a linha da vida (tema inclusive abordado em
Hollywood), e deram uma “espiada do outro lado”. Serão apreciados casos nomeados pelos
pesquisadores como “positivos e negativos”, havendo por fim uma análise bíblica a respeito.
A partir da década de 60, quando começaram ser desenvolvidas as técnicas de RPC, foi
possível coletar dados das pessoas que morreram e voltaram. Antes desse período, houve
alguns casos isolados registrados, como veremos. Mas pode se fazer um estudo sério e vasto,
bem documentado, somente nos últimos 20 ou 30 anos.
As experiências de quase morte são um assunto controvertido. Seriam ilusões
provocadas por reações do cérebro na hora da morte? Estariam as pessoas “predispostas” ou
sugestionadas a ver que viram?

Primeiro fato: as experiências existiram.


Segundo fato: há comprovação médica de que as pessoas estavam por alguns minutos
(pelo menos) mortas clinicamente. Entende se isso por total ausência de atividade cardíaca
(coração parado).
Terceiro fato: Aquilo que é visto e experimentado é produzido por fatores externos.
Aqui começa a polêmica. Alguns atribuem essas experiências exclusivamente à
ausência de oxigênio no momento da EQM. Vamos falar sobre isso em breve.
Outros dizem que são manifestações espirituais de acordo com seu envolvimento
espiritual.
A Bíblia demonstra que, se uma pessoa sem qualquer vínculo de fé com Deus em sua
EQM tem visões de “seres de Luz” e mensagens tipo “você tem bilhete grátis para o céu... não
importa o que fez ou quem foi ou ainda, não importa qual foi a sua crença, ou a ausência
dela...”, isto é engano do diabo, aquele que reivindica ser a “verdadeira Luz”; Porém, Jesus
reivindica o mesmo (Jo1:9;12:46; 8:12).
Os adeptos da filosofia Ômega dizem que todas as experiências positivas provam que
não há pré-requisitos para se entrar no céu, e aqueles que voltam são induzidos a estimular a
paz e o amor fraternal do mundo. Aprova é o relato de pessoas não cristãs com tais “seres de
luz”.
Esclarecendo a questão colocada anteriormente sobre a possibilidade das EECs e
EQMs serem causadas por falta de oxigênio no cérebro. Uma pesquisa publicada na revista
“Science Digest”, Dina Ingber, em “Visions of na afterlefe”, (Visões no além-vida), relata a
experiência do Dr. Schoomaker que mediu os níveis de oxigênios no sangue no momento das
paradas cardíacas dos seus pacientes. Aqueles que relatam experiências de quase-morte
apresentaram quantidade suficiente de oxigênio para o funcionamento normal do cérebro. Na
mesma publicação em janeiro / fevereiro de 1981, os estudos realizados por Morse mostram
que a redução do volume de oxigênio no cérebro de crianças com EQMs não foi maior do que
no cérebro de crianças sem EQMs. Com referência à euforia produzida nos pacientes quando
as proteínas polipeptídeas, causadas por traumatismos, são liberados na corrente sanguínea e
se instalam nos receptores de endorfina do cérebro para aliviar a dor, constatou-se que nada
disso foi capaz de produzir visões seqüenciais e nem provocar crenças ou decisões. Os
estímulos eletrônicos em várias partes do cérebro também não produziram visões seqüenciais.
Os aparentes fenômenos psíquicos também são inexplicáveis. Os cegos que passam
por EQMs são capazes de relatar reconstituições visuais de cores de roupas, tipos de jóias e
outros acontecimentos que se passaram no ambiente; as vítimas também visualizam episódios
e pessoas em outros ambientes e avistam entes queridos em outro mundo, sem que soubessem
de suas mortes por antecipação.
IV – Os relatos – Em suma, os relatos dos que voltaram da morte podem ser divididos em 3
tipos:

- Os cristãos, em suas EQMs, distinguem claramente a Jesus, anjos, entes queridos


também cristãos já falecidos, e, ao voltarem, sua fé e testemunho são amplamente
fortalecidos;
- As pessoas que foram para um lugar medonho, escuro, de dor, sofrimento e,
invariavelmente, de fogo e chamas, ao voltar, experimentam uma conversão e
mudança radical de vida;
- As pessoas incrédulas que tiveram contato com o “ser de Luz”, ou “a luz amiga,
mas não experimentam uma mudança radical em sua maneira de viver.

Comprovadamente, os relatos são considerados completos e autênticos quando


tomados imediatamente. É o que recomenda o renomado psicólogo F.W.H. Myers. Ele
reiterou várias vezes que as experiências ocorridas em estados comatosos apagam-se
rapidamente da memória, se não forem registradas na hora. Myers, um cientista sem
preconceitos filosóficos, apresentou a seguinte explicação:

“É possível extrair muitos ensinamentos quando indagamos pessoas a beira da morte,


imediatamente após terem despertado de um coma, sobre sua lembrança de sonhos ou visões
durante este período. Se, de fato, tiver ocorrido qualquer experiência, ela deve ser registrada na hora
porque se apagará rapidamente da memória supra liminar do paciente, mesmo que ele não morra em
seguida”.

Esse princípio específico de psicologia, em geral conhecido como repressão ou


esquecimento coletivo é bem conhecido. As pessoas, ao experimentarem situações traumáticas,
indesejáveis, tendem a suprimi-las através de mecanismo da defesas naturais da mente humana.
Ficam sepultados no subconsciente, e o que permanece na memória imediata da pessoa são as boas
lembranças. Isso começa a explicar o porque certas pessoas agnósticas e incrédulas lembram ter
visto “um ser de luz” ou” túneis de luz”e outros eventos “bons”, e não lembram da seqüência da
visão ,onde ,em muitos casos o túnel de luz transformou-se em um túnel de chama de fogo,e o ser
de luz transforma-se numa figura grotesca,a fora os caos onde a pessoa se questiona senão deveria
encontrar outro ambiente...
O relato a seguir é do autor alemão Curt Jurgens,famoso em hollywood nos anos 40 e 50.
Jurgens teve uma experiência negativa quando o seu coração parou de bater diversas vezes durante
uma cirurgia de 4 horas realizada pelo Dr.Michael Debakey. Em Houston.Texas,para substituir
parte da aorta (principal artéria do coração):

“Senti que a vida estava se afastando de mim. Tive muito medo. Estava olhando para
uma enorme abobada de vidro da parte superior da sala de cirurgia. A abóbada
começou a se modificar. Em seguida adquiriu uma tonalidade de carvão em brasa. Vi
rostos retorcidos fazendo caretas para mim lá em cima”.
Tentei levantar e me defender desses espíritos que estava cada vez mais se
aproximando de mim. No momento seguinte a abóbada transformou-se numa cúpula
transparente e descia lentamente sobre mim.Uma chuva forte de fogo começou a cair
com pingos enormes, mas nenhum deles tocava em mim. Batiam em meu redor, e
dentro deles surgiam ameaçadoras e terríveis línguas de fogo lambendo tudo em volta.
Não pude mais deixar de ver a terrível verdade, pó detrás daqueles rostos retorcidos
que dominavam aquele mundo incandescente, estavam os rostos dos condenados ao
inferno. Senti um enorme desespero...a sensação de horror foi tão grande que me
sufocou.
É evidente que eu estava no inferno, e as línguas de fogo poderiam me alcançar a
qualquer momento.Nesse ínterim, um vulto negro de uma figura humana materializou-
se de repente, e começou a se aproximar. Era uma mulher com véu preto, magra, cuja
boca não tinha lábios. Em seus olhos vi uma expressão que me fez correr um arrepio
gelado pelas minhas costas.
Estendeu os braços em minha direção e puxado por uma força irresistível, eu a segui.
Um hálito gelado me tocou e eu penetrei num mundo onde havia débeis sons de
lamentos, embora não houvesse nenhuma pessoa à vista. Perguntei à figura quem era
ela.Uma voz respondeu: ‘Sou a morte’.
Juntei todas as minhas forças e pensei; ‘ Não vou segui-la mais, quero viver’”.

Curiosamente, neste e em outros casos os “seres de luz” não apareceram. Nas maravilhosas
experiências positivas que prevaleceram na atual literatura, esse anjo negro ou anjo da morte,
raramente é mencionado.O Dr. Phillip Swuihart, um psicólogo clínico de Montrose, Colorado, foi
agredido, surrado e chutado violentamente até quase morrer, tendo ido parar no hospital. Na sala de
cirurgia enquanto aguardava a operação abdominal exploratória, ele sentiu estranha presença antes
de chegar à escuridão total:
“A experiência foi, no mínimo, inacreditável. Cada detalhe parece ter acontecido hoje.
Tudo se passou em uma fração de segundo, mas os acontecimentos foram muito
nítidos”.
O tempo todo em que estava vendo minha vida passar, senti a presença de uma
espécie de força, mas não podia vê-la. Em seguida, fui atirado em uma escuridão total.
De repente, parei. Senti que estava num grande quarto vazio. O lugar era imenso e
completamente escuro. Não conseguia ver nada, mas sentia a presença daquela força.
Perguntei à força quem eu era e quem ela (ou ele) era. Nossa comunicação não era por
meio de palavras, mas por meio de uma corrente de energia. Ele me respondeu que era
o anjo da morte. Acreditei. O anjo prosseguiu dizendo que minha vida não era, como
deveria ser, e que ele poderia me levar a diante, porém eu teria uma nova chance e
deveria retornar.
Em seguida, lembro-me de estar em uma sala de recuperação, de volta ao meu corpo.
Fiquei tão arrebatado com essa experiência que não percebi que tipo de corpo que eu
tinha, nem o tempo que havia se passado. Foi tão real que acreditei”.

Confrontos com o “anjo da morte” são relatados com mais freqüência em experiências
negativas do que em positivas, e em casos de enfermidades terminais.
Entrando e saindo de um coma prolongado, uma paciente minha descreveu um
“mensageiro da morte encapuzado em rosto” que rodeava seu leito enquanto uma medonha
escuridão invadia o quarto “como se a morte e a vida estavam travando uma batalha”. A morte
venceu antes que ela pudesse relatar a seqüência.