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Sumário

1. PROGRAMA DA DISCIPLINA 1

1.1 EMENTA 1
1.2 CARGA HORÁRIA TOTAL 1
1.3 OBJETIVOS 1
1.4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1
1.5 METODOLOGIA 2
1.6 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 2
1.7 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 3
CURRICULUM RESUMIDO DO PROFESSOR 3

2. CONTABILIDADE AVANÇADA 4

2.1 INTRODUÇÃO 4
2.2 MÉTODO DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS 4
2.2.1 MÉTODO DE CUSTO 4
2.2.2 EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 5
2.3 CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 18
2.3.1 OBJETIVO DA CONSOLIDAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 18
2.3.2 DEFINIÇÕES 18
2.3.3 APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS 19
2.3.4 ABRANGÊNCIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS 19
2.3.4 PROCEDIMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO 21
2.3.5 PERDA DE CONTROLE 23
2.3.6 DIVULGAÇÃO 25
2.3.7 EXEMPLOS ILUSTRATIVOS 26
2.3.8 MODELO DE PAPÉIS DE TRABALHO 30
2.3.9 CONSOLIDAÇÃO – ILUSTRAÇÃO 31

3. MATERIAL COMPLEMENTAR À DISCIPLINA 36

TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM Nº 247, DE 27 DE MARÇO DE 1996, COM AS


ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM Nº 269/97, 285/98, 464/08 E
469/08. 36

4. EXERCÍCIOS 49

4.1 MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 49


EXERCÍCIO 1 49

ii
EXERCÍCIO 2 49
EXERCÍCIO 3 50
EXERCÍCIO 4 50
EXERCÍCIO 5 51
EXERCÍCIO 6 52
EXERCÍCIO 7 53
EXERCÍCIO 8 54
4.2 EXERCÍCIOS DE CONSOLIDAÇÃO 55
EXERCÍCIO 9 55
EXERCÍCIO 10 58
EXERCÍCIO 11 61

5. SLIDES 65

iii
1

1. Programa da Disciplina
1.1 Ementa
Métodos de Avaliação de Investimentos: Método de Custo e Equivalência Patrimonial.
Critérios de Contabilização do Resultado de Equivalência Patrimonial.Conceito de
Controladas, Coligadas e Equiparadas.Resultado não Realizado. Eliminação do Lucro
nos Estoques, Investimentos e Imobilizado. Principais mudanças dos Aspectos de
Consolidação das demonstrações Contábeis.

1.2 Carga horária total


24 horas-aula.

1.3 Objetivos
Explicar aos participantes os conceitos relacionados a contabilização de
investimentos pelo método de custo e pelo método de equivalência patrimonial, os
conceitos de consolidação das demonstrações contábeis, conforme a literatura em
vigor ; e
Explicar aos participantes como apurar e contabilizar (1) os investimentos pelo
método de custo e método de equivalência patrimonial, e (2) a consolidação. das
demonstrações

1.4 Conteúdo programático


Método de Avaliação de Equivalência Patrimonial
Investimentos - Legislação aplicável
- Objetivo - Caracterização de coligação, controle e de
- Legislação Aplicável subsidiária integrada
- Método de Custo - Investimentos relevantes
- Método de Equivalência - Sociedade equiparada a coligada
Patrimonial - Caracterização, controle de ágio, deságio e
- Apuração provisão para perdas em investimentos(valor
- Contabilização justo)
- Resultados não Realizados Contabilização do Resultado de Equivalência
Patrimonial

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- Dividendos recebidos
- Resultado da investida
- Patrimônio líquido negativo
- Ajustes de exercícios anteriores
- Variação na participação acionária
- Fatos ocorridos no período de defasagem

Resultados não Realizados


- Eliminação de lucro nos estoques
- Eliminação de lucro nos investimentos
- Eliminação de lucro no imobilizado
Casos Práticos
Consolidação das Objetivo da consolidação
Demonstrações Contábeis Legislação aplicável
- Objetivo Caracterização do conglomerado econômico
- Legislação Aplicável Sociedade controlada em conjunto
- Apuração Sociedades a serem excluídas da consolidação
- Resultados não Realizados Eliminação de resultados não realizados
- Imposto de Renda Diferido
Participação de 3ºs
- Conceituação
- Cálculo
Caracterização e apuração do imposto de renda
diferido
Casos Práticos

1.5 Metodologia
As exposições com caráter informativo serão compactadas por temas, devendo ser o
mais prático possível, com exemplos relevantes para ilustração dos respectivos assuntos
e aplicação de exercícios.

1.6 Critérios de avaliação


O grau total que pode ser atribuído ao aluno obedecerá à seguinte ponderação:

 30% - referentes às atividades, presenciais, em equipe e em sala de aula; e


 70% - referentes à avaliação individual a ser realizado após o término da
disciplina.

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1.7 Bibliografia recomendada


IUDÍCIBUS, Sérgio de. MARTINS, Eliseu. GELBCKE, Ernesto Rubens. Manual de
Contabilidade das Sociedades por Ações. São Paulo: Atlas, 2008.

MOBILIÁRIOS, Comissão de Valores. Instruções nº 247/96, nº 269/97, nº 285/98, nº


464/08 e 469/08.

Comitê de Pronunciamentos Contábeis: CPCs 17 e 18.

Sites: www.cvm.gov.br; www.cfc.org.br; www.cpc.org.br

Curriculum resumido do professor


Antonio Ranha é mestre em Economia Empresarial pela Universidade Cândido
Mendes - RJ, bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Gama Filho RJ. Foi
auditor da KPMG Auditores no período de 1988 a 2001, responsável pelas áreas de
auditoria em Instituições Financeiras e Transportes Marítimos e Terminais Portuários
nos níveis do escritório do Rio de Janeiro e Brasil, respectivamente. Principal executivo
financeiro da ALTM S.A., no período de 2001 a 2002 e desde 2003 tem se dedicado na
prestação de serviços de auditoria e consultoria em médias e grandes empresas dos
seguimentos Financeiros, Comércio e Indústria, Prestação de serviços, Navegação
Marítima e Terminais portuários. Professor concursado da Universidade Federal
Fluminense na Escola de Ciências Humanas e Sociais de Volta Redonda - RJ. Membro
do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil - IBRACON e representante adjunto
do Brasil junto ao IFAC(International Federation of Accountants), no Comitê de
pequenas e médias empresas de auditoria. Membro da Comissão de Educação
Profissional Continuada no Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro. É
membro efetivo do conselho fiscal da GPC Participações S.A. desde o exercício de
2001 e da Refinaria de Petróleos de Manguinhos S.A.(1999, 2000, 2008 e 2009). Possui
Certificado Nacional de Auditor Independente - CNAI, para atuar em auditorias de
Companhias de Capital Aberto (CVM) e Instituições Financeiras (BACEN). É professor
da FGV Management e diversas outras instituições de ensino em cursos de MBA, pós-
graduação e de educação profissional continuada ligados às áreas de auditoria,
contabilidade, controladoria e tributos. Integrante da equipe de Autores do Livro
Auditoria das Demonstrações Contábeis, da série Gestão Financeira, Controladoria e
Auditoria do FGV Management, FGV Editora, 2007.

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2. Contabilidade Avançada

2.1 Introdução
Equivalência patrimonial e consolidação são consideradas disciplinas de contabilidade
avançada pressupondo, portanto, que os alunos já detenham conhecimentos básicos de
contabilidade.

No mundo moderno, com o advento da globalização dos mercados, o capital das


empresas passa a ser multinacional, caracterizando-se pela entrada, em nosso país, do
acionista estrangeiro via privatização, compra direta de participação acionária ou
mesmo através da constituição das novas empresas.

O fortalecimento das empresas nacionais por intermédio de aquisição de participação


acionária é também fator de extrema relevância no mundo moderno de hoje.

Isto posto, cada vez mais ganha importância os tópicos especiais de contabilidade de
Equivalência Patrimonial e Consolidação a seguir ministrados.

2.2 Método de Avaliação de Investimentos

2.2.1 Método de Custo


No método de custo os investimentos são avaliados ao preço de custo mais correção
monetária menos provisão para perdas permanentes. Em resumo, este método baseia-se
no fato de que a empresa investidora registra somente as operações ou transações
baseadas em atos formais, pois, de fato, os dividendos são registrados como receita no
momento em que são declarados e distribuídos, ou provisionados pela empresa
investida.

Dessa forma, no método de custo não importa a geração efetiva dos lucros ou reservas
mas, sim, as datas e os atos formais de sua distribuição. Assim, deixa-se de reconhecer
na Empresa investidora os lucros e reservas gerados e não distribuídos pela coligada ou
controlada.

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2.2.2 Equivalência Patrimonial


Introdução

No método de equivalência patrimonial se concentram as maiores complexidades e


dificuldades de aplicação prática. Todavia, apresenta resultados muito mais adequados.
Esse critério traz reflexos relevantes nas demonstrações financeiras de muitas empresas,
com repercussões positivas, particularmente no mercado de capitais, pois as empresas
reconhecem os resultados de seus investimentos relevantes em coligadas e controladas,
definidos adiante, no momento em que tais resultados são gerados naquelas empresas, e
não somente no momento em que são distribuídos na forma de dividendos, como ocorre
no método de custo.

Dessa forma, o método da equivalência patrimonial acompanha o fato econômico, que é


a geração dos resultados e não a formalidade da distribuição de tal resultado.

Definições

Os termos a seguir são utilizados na presente apostila com os seguintes significados:

Coligada é uma entidade, incluindo aquela não constituída sob a forma de


sociedade tal como uma parceria, sobre a qual o investidor tem influência
significativa e que não se configura como controlada ou participação em
empreendimento sob controle conjunto (joint venture).

Demonstrações consolidadas são demonstrações contábeis de um conjunto


de entidades (grupo econômico) apresentadas como se fossem as de uma
única entidade econômica.

Controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais da


entidade de forma a obter benefícios de suas atividades.

Método de equivalência patrimonial é o método de contabilização por meio


do qual o investimento é inicialmente reconhecido pelo custo e
posteriormente ajustado pelo reconhecimento da participação atribuída ao
investidor nas alterações dos ativos líquidos da investida. O resultado do
período do investidor deve incluir a parte que lhe cabe nos resultados gerados
pela investida.

Controle conjunto é o compartilhamento do controle, contratualmente


estabelecido, sobre uma atividade econômica que existe somente quando as
decisões estratégicas, financeiras e operacionais relativas à atividade
exigirem o consentimento unânime das partes que compartilham o controle
(os empreendedores).

Demonstrações separadas são aquelas apresentadas por uma controladora,


um investidor em coligada ou um empreendedor em uma entidade controlada
em conjunto, nas quais os investimentos são contabilizados com base no

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valor do interesse direto no patrimônio (direct equity interest) das investidas,


em vez de nos resultados divulgados e nos valores contábeis dos ativos
líquidos das investidas. Não se confundem com as demonstrações contábeis
individuais.

Influência significativa é o poder de participar nas decisões financeiras e


operacionais da investida, sem controlar de forma individual ou conjunta
essas políticas.

Controlada é a entidade, incluindo aquela não constituída sob a forma de


sociedade tal como uma parceria, na qual a controladora, diretamente ou por
meio de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem,
de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de
eleger a maioria dos administradores.

As demonstrações contábeis em que o método de equivalência patrimonial é aplicado


não são demonstrações contábeis separadas e também não são demonstrações contábeis
separadas aquelas da entidade que não tenha controladas, coligadas ou participações em
entidades controladas em conjunto. A essas demonstrações se dá o nome de
demonstrações contábeis individuais. As disposições sobre investimento em controlada
desta Norma se referem exclusivamente ao investimento contido nessas demonstrações
individuais.

2.2.2.1 Influência significativa

Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por exemplo, por meio de


controladas), vinte por cento ou mais do poder de voto da investida, presume-se que ele
tenha influência significativa, a menos que possa ser claramente demonstrado o
contrário. Por outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente (por meio de
controladas, por exemplo), menos de vinte por cento do poder de voto da investida,
presume-se que ele não tenha influência significativa, a menos que essa influência
possa ser claramente demonstrada. A propriedade substancial ou majoritária da
investida por outro investidor não necessariamente impede que o investidor minoritário
tenha influência significativa.

A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por um


ou mais das seguintes formas:

(a) Representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;


(b) Participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre
dividendos e outras distribuições;
(c) Operações materiais entre o investidor e a investida;
(d) Intercâmbio de diretores ou gerentes; ou
(e) Fornecimento de informação técnica essencial.

A entidade pode ter em seu poder direitos de subscrição, warrants de compras de ações,
opções de compra de ações, instrumentos de dívida ou patrimoniais conversíveis em
ações ordinárias ou outros instrumentos semelhantes com potencial de, se executados

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ou convertidos, conferir à entidade poder de voto adicional ou reduzir o poder de voto


de outra parte sobre as políticas financeiras e operacionais da investida (isto é,
potenciais direitos de voto). A existência e a efetivação dos potenciais direitos de voto
prontamente exercíveis ou conversíveis, incluindo os potenciais direitos de voto detidos
por outras entidades, são consideradas na avaliação de a entidade possuir ou não
influência significativa ou controle. Os potenciais direitos de voto não são exercíveis ou
conversíveis quando, por exemplo, não podem ser exercidos ou convertidos até uma
data futura ou até a ocorrência de evento futuro.

Ao avaliar se os potenciais direitos de voto contribuem para a influência significativa


ou para o controle, a entidade deve reexaminar todos os fatos e circunstâncias
(inclusive os termos do exercício dos potenciais direitos de voto e quaisquer outros
ajustes contratuais considerados individualmente ou em conjunto) que possam afetar os
direitos potenciais, exceto pela intenção da administração e a capacidade financeira em
exercê-los ou convertê-los.

A entidade perde a influência significativa sobre a investida quando ela perde o poder
de participar nas decisões sobre as políticas financeiras e operacionais daquela
investida. A perda da influência significativa pode ocorrer com ou sem uma mudança
no nível de participação acionária absoluta ou relativa. Isso pode ocorrer, por exemplo,
quando uma coligada torna-se sujeita ao controle de governo, tribunal, órgão
administrador ou entidade reguladora. Isso pode ocorrer também como resultado de
acordo contratual.

2.2.2.2 Método de equivalência patrimonial

Pelo método de equivalência patrimonial, um investimento em coligada e em


controlada (neste caso, no balanço individual) é inicialmente reconhecido pelo custo e o
seu valor contábil será aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação
do investidor nos lucros ou prejuízos do período, gerados pela investida após a
aquisição. A parte do investidor no lucro ou prejuízo do período da investida é
reconhecida no lucro ou prejuízo do período do investidor. As distribuições recebidas
da investida reduzem o valor contábil do investimento. Ajustes no valor contábil do
investimento também são necessários pelo reconhecimento da participação
proporcional do investidor nas variações de saldo dos componentes dos outros
resultados abrangentes da investida, reconhecidos diretamente em seu patrimônio
líquido. Tais variações incluem aquelas decorrentes da reavaliação de ativos
imobilizados, quando permitida legalmente, e das diferenças de conversão em moeda
estrangeira, quando aplicável. A parte do investidor nessas mudanças é reconhecida de
forma reflexa, ou seja, em outros resultados abrangentes diretamente no patrimônio
líquido do investidor, e não no seu resultado.

Na existência de potenciais direitos de voto, a participação do investidor nos lucros ou


prejuízos da investida e nas mudanças no patrimônio da investida é determinada com
base nas participações no controle acionário atual, e não reflete o possível exercício ou
conversão dos potenciais direitos de voto.

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2.2.2.3 Aplicação do método de equivalência patrimonial

O investimento em coligada e em controlada (neste caso, no balanço individual) deve


ser contabilizado pelo método de equivalência patrimonial, exceto quando, e se
permitido legalmente:

(a) O investimento for classificado como mantido para venda, de acordo com os
requisitos da NBC T 19.28 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e
Operação Descontinuada;

(b) For aplicável a exceção contida no item 10 da NBC T 19.36 – Demonstrações


Consolidadas ao permitir que a controladora que também tenha participação em
entidade controlada conjuntamente não apresente demonstrações contábeis
consolidadas; ou

(c) Todas as condições a seguir forem aplicáveis, respeitada a legislação vigente:


1. O investidor é ele próprio uma controlada (integral ou parcial) de outra
entidade, a qual, em conjunto com os demais acionistas ou sócios, incluindo
aqueles sem direito a voto, foram consultados e não fizeram objeção quanto à
não aplicação do método de equivalência patrimonial pelo investidor;
2. Os instrumentos de dívida ou patrimoniais do investidor não são negociados em
mercado aberto (bolsas de valores domésticas ou estrangeiras ou mercado de
balcão – mercado descentralizado de títulos não listados em bolsa de valores ou
cujas negociações ocorrem diretamente entre as partes, incluindo mercados
locais e regionais);
3. O investidor não registrou e não está em processo de registro de suas
demonstrações contábeis na Comissão de Valores Mobiliários ou outro órgão
regulador, visando à emissão de qualquer tipo ou classe de instrumento no
mercado aberto; e
4. A controladora final (ou intermediária) do investidor disponibiliza ao público
suas demonstrações contábeis consolidadas em conformidade com as Normas
Brasileiras de Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade.

Quando o investimento em coligada e em controlada, previamente classificado como


mantido para venda, não mais atender os critérios necessários para essa classificação,
ele deve ser contabilizado pelo método de equivalência patrimonial desde a data em
que tiver sido inicialmente classificado como mantido para venda. As demonstrações
contábeis do investidor, correspondentes aos períodos desde a classificação do
investimento em coligada e em controlada como mantido para venda devem ser
adequadamente ajustadas.

O reconhecimento de receita com base no recebimento de dividendos (e outras


distribuições de lucro) pode não ser uma mensuração adequada do resultado obtido por
investidor sobre o investimento na coligada ou na controlada uma vez que essas
distribuições podem ter pequena relação com o desempenho da investida. Em razão de
o investidor ter influência significativa sobre a coligada, ele tem uma participação no
desempenho da coligada e consequentemente, no retorno sobre seu investimento. O

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investidor contabiliza essa participação pela ampliação do alcance de suas


demonstrações contábeis para incluir sua parte nos resultados gerados por essa
coligada. Como consequência, a aplicação do método de equivalência patrimonial
proporciona informações mais úteis acerca dos ativos líquidos e dos lucros ou prejuízos
do investidor. O mesmo se aplica ao investimento em controlada no caso de um
balanço individual.

O investidor deve suspender o uso do método de equivalência patrimonial a partir da


data em que deixar de ter influência significativa sobre a coligada e deixar de ter
controle sobre a até então controlada (exceto, no balanço individual, se a investida
passar de controlada para coligada), a partir desse momento, contabilizar o
investimento como instrumento financeiro. Se a coligada passar a ser sua controlada ou
então um empreendimento sob controle conjunto o Investimento em Empreendimento
Controlado em Conjunto (Joint Venture), permanece o uso da equivalência patrimonial
nas demonstrações individuais. Quando da perda de influência e do controle, o
investidor deve mensurar ao valor justo qualquer investimento remanescente que
mantenha na ex-coligada ou ex-controlada. O investidor deve reconhecer no resultado
do período qualquer diferença entre:

1. O valor justo do investimento remanescente se houver, e qualquer montante


proveniente da alienação parcial de sua participação na coligada e na controlada; e
2. O valor contábil do investimento na data em que foi perdida a influência
significativa ou foi perdido o controle.

Na data em que a investida deixa de ser uma coligada ou controlada e passa o


investimento a ser contabilizado como instrumento financeiro, o valor justo desse
investimento será considerado no seu reconhecimento inicial como ativo financeiro.

Se o investidor perde a influência significativa sobre a coligada, ou se perde o controle


sobre a controlada (sem que passe para a categoria de coligada), ele deve contabilizar
todos os valores reconhecidos de forma reflexa em seu patrimônio líquido provenientes
de resultados diretamente reconhecidos no patrimônio líquido da coligada e da
controlada (outros resultados abrangentes), nas mesmas bases que seriam requeridas se
a investida tivesse alienado os ativos e passivos que lhes deram origem. Portanto, tal
como um ganho ou perda reconhecido pela investida diretamente em seu patrimônio
líquido (outros resultados abrangentes) seria reclassificado para o resultado do período
pela alienação dos ativos ou passivos correspondentes quando o investidor perde a
influência significativa sobre essa coligada ou o controle sobre a controlada sem que
passe a ser coligada, o investidor reclassifica o respectivo ganho ou perda de seu
patrimônio líquido para o resultado do período (como ajuste de reclassificação).

Por exemplo, se a coligada possui ativos financeiros disponíveis para venda e o


investidor perde a influência significativa sobre a coligada, o investidor reclassifica
para o resultado do período os ganhos e perdas reconhecidos de forma reflexa
previamente em seu patrimônio líquido como outros resultados abrangentes. Se a
participação relativa do investidor na coligada ou na controlada é reduzida, porém o
investimento continua sendo uma coligada ou controlada, os ganhos e as perdas
previamente reconhecidos de forma reflexa no patrimônio líquido do investidor como

Contabilidade Avançada
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outros resultados abrangentes devem ser reclassificados para o resultado do período de


forma proporcional.

Muitos dos procedimentos para a aplicação do método de equivalência patrimonial são


similares aos procedimentos de consolidação, descritos na NBC T 19.36 –
Demonstrações Consolidadas. Além disso, os conceitos que fundamentam os
procedimentos utilizados para contabilizar a aquisição de controlada são também
adotados para contabilizar a aquisição de investimento em coligada.

A participação de um grupo econômico em uma coligada é dada pela soma das


participações mantidas pela controladora e suas controladas naquela coligada. As
participações mantidas por outras coligadas ou empreendimentos sob controle conjunto
do grupo são ignoradas para essa finalidade. Quando a coligada tiver investimentos em
controladas, coligadas ou participações em empreendimentos sob controle conjunto
(joint ventures), os resultados e os ativos líquidos considerados para aplicação do
método de equivalência patrimonial são aqueles reconhecidos nas demonstrações
contábeis da coligada (incluindo a parte que lhe cabe nos resultados e ativos líquidos de
suas coligadas e empreendimentos sob controle conjunto), após realizar os ajustes
necessários para uniformizar as políticas contábeis. Neste caso, aplica-se o mesmo à
figura da controlada no caso das demonstrações contábeis individuais.

Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) e descendentes


(downstream) entre o investidor (incluindo suas controladas consolidadas) e a coligada
são reconhecidos nas demonstrações contábeis do investidor somente na extensão da
participação de outros investidores sobre essa coligada que sejam partes independentes
do grupo econômico a que pertence a investidora. As transações ascendentes são, por
exemplo, vendas de ativos da coligada para o investidor. As transações descendentes
são, por exemplo, vendas de ativos do investidor para a coligada. A parte do investidor
nos lucros e prejuízos resultantes dessas transações deve ser eliminada.

Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) e descendentes


(downstream) entre a controladora e a controlada não são reconhecidos nas
demonstrações contábeis individuais da vendedora enquanto os ativos transacionados
estiverem no balanço da adquirente pertencente ao grupo econômico. O mesmo ocorre
com transações entre as controladas do mesmo grupo econômico. Devem ser
observadas nessas situações o disposto na Interpretação Técnica sobre Demonstrações
Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e
Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial.

O investimento em coligada e em controlada é contabilizado pelo método de


equivalência patrimonial a partir da data em que ela se torna sua coligada ou
controlada. Na aquisição do investimento, quaisquer diferenças entre o custo do
investimento e a parte do investidor no valor justo líquido dos ativos e passivos
identificáveis da investida devem ser contabilizadas como segue:

(a) O ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill) relativo a uma coligada


ou controlada (neste caso, no balanço individual da controladora) deve ser incluído
no valor contábil do investimento e sua amortização não é permitida; e

Contabilidade Avançada
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(b) Qualquer excedente da parte do investidor no valor justo líquido dos ativos e
passivos identificáveis da investida sobre o custo do investimento deve ser incluído
como receita na determinação da parte do investidor nos resultados da investida no
período em que o investimento for adquirido.

Ajustes apropriados devem ser efetuados após a aquisição, nos resultados da investida,
por parte do investidor, para considerar, por exemplo, a depreciação de ativos com base
nos respectivos valores justos da data da aquisição. Da mesma forma, retificações na
parte do investidor nos resultados da investida devem ser feitos, após a aquisição, por
conta de perdas reconhecidas pela investida em decorrência da redução do valor desses
ativos ao seu valor recuperável (impairment), tais como, por exemplo, para o ágio
fundamentado em rentabilidade futura (goodwill) ou para o ativo imobilizado. Devem
ser observadas as disposições da Interpretação Técnica sobre Demonstrações Contábeis
Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do
Método de Equivalência Patrimonial.

Utiliza-se a demonstração contábil mais recente da coligada e da controlada para


aplicar o método de equivalência patrimonial. Quando o término do exercício social do
investidor for diferente daquele da investida, esta elabora, para utilização por parte do
investidor, demonstrações contábeis na mesma data das demonstrações do investidor, a
menos que isso seja impraticável.

Conforme acima, quando as demonstrações contábeis da investida utilizadas para


aplicação do método de equivalência patrimonial forem de data diferente daquelas do
investidor, ajustes pertinentes devem ser feitos em decorrência dos efeitos de eventos e
transações relevantes que ocorrerem entre aquela data e a data das demonstrações
contábeis do investidor. Independentemente disso, a defasagem máxima entre as datas
de encerramento das demonstrações da investida e do investidor não deve ser superior a
dois meses. A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis e alguma
diferença entre as respectivas datas de encerramento deve ser igual de um período para
outro.

As demonstrações contábeis do investidor devem ser elaboradas utilizando políticas


contábeis uniformes para eventos e transações de mesma natureza em circunstâncias
semelhantes.

Se a investida utiliza políticas contábeis diferentes daquelas empregadas pelo investidor


em eventos e transações de mesma natureza em circunstâncias semelhantes, são
necessários ajustes para adequar as demonstrações contábeis da investida às políticas
contábeis do investidor quando da utilização destas para aplicação do método de
equivalência patrimonial.

Se a investida tem ações preferenciais com direito a dividendo cumulativo em


circulação que estiverem em poder de outras partes que não o investidor, as quais são
classificadas como parte integrante do patrimônio líquido, o investidor deve calcular
sua parte nos resultados do período da investida após ajustá-lo pela dedução dos

Contabilidade Avançada
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dividendos pertinentes a essas ações, independentemente de eles terem sido declarados


ou não.

Quando a parte do investidor nos prejuízos do período da coligada se igualar ou


exceder o saldo contábil de sua participação na coligada, o investidor suspende o
reconhecimento de sua parte em perdas futuras. A participação na coligada é o valor
contábil do investimento nessa coligada, avaliado pelo método de equivalência
patrimonial, juntamente com alguma participação de longo prazo que, em essência,
constitui parte do investimento líquido total do investidor na coligada. Por exemplo, um
componente cuja liquidação não está planejada ou nem é provável que ocorra no futuro
previsível é, em essência, uma extensão do investimento da entidade naquela coligada.

Tais componentes podem incluir ações preferenciais, bem como recebíveis ou


empréstimos de longo prazo, porém não incluem componentes como recebíveis ou
exigíveis de natureza comercial ou algum recebível de longo prazo para os quais
existam garantias adequadas, tais como empréstimos garantidos. O prejuízo
reconhecido pelo método de equivalência patrimonial que exceda o investimento em
ações ordinárias do investidor deve ser aplicado aos demais componentes que
constituem a participação do investidor na coligada em ordem inversa de sua
antiguidade (isto é prioridade na liquidação).

Após reduzir a zero o saldo contábil da participação do investidor, perdas adicionais


são consideradas, e um passivo é reconhecido somente na extensão em que o investidor
tenha incorrido em obrigações legais ou construtivas (não formalizadas) de fazer
pagamentos por conta da coligada. Se a coligada subsequentemente apurar lucros, o
investidor retoma o reconhecimento de sua parte nesses lucros somente após o ponto
em que a parte que lhe cabe nesses lucros posteriores se igualar à sua parte nas perdas
não reconhecidas.

Porém, não se aplica a investimento em controlada no balanço individual da


controladora, devendo ser observada a prática contábil que produzir o mesmo resultado
líquido e o mesmo patrimônio líquido para a controladora que são obtidos a partir das
demonstrações contábeis consolidadas do grupo econômico para atendimento ao
requerido quanto aos atributos de relevância, representação adequada, primazia da
essência sobre a forma e outros conforme a NBC T 1 – Estrutura Conceitual para a
Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis e a NBC T 19.27 –
Apresentação das Demonstrações Contábeis.

2.2.2.3.1 Como Contabilizar o Método de Equivalência Patrimonial

Constata-se que no método de equivalência patrimonial a conta de investimentos será


igual ao valor do patrimônio líquido da coligada ou controlada, proporcional à
participação no seu capital. Assim, se uma investidora tiver, digamos 30% do capital de
uma coligada, a conta de investimentos na investidora deverá ser, a cada encerramento
de balanço, igual a 30% do patrimônio líquido da coligada nas respectivas datas. Se o
valor do patrimônio da coligada aumentar ou diminuir, haverá um aumento ou
diminuição proporcional correspondente na conta de investimento da investidora. Essa
situação somente não ocorre nos casos em que o patrimônio líquido da investida é

Contabilidade Avançada
13

negativo e quando há lucros ou prejuízos não realizados, decorrentes de vendas da


investida para a investidora, cujo custo do ativo esteja incluído no balanço patrimonial
da investidora.

Resta-nos verificar, agora, como contabilizar as contrapartidas desses lançamentos na


conta de investimentos.

De acordo com as normas contábeis é estabelecido que a diferença entre o valor do


investimento, pelo método da equivalência patrimonial somente será registrada como
resultado do exercício:

a. se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada;


b. se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos;
c. no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela
Comissão de Valores Mobiliários.

A conclusão é que as variações no patrimônio da coligada ou controlada deverão ter o


seguinte tratamento na investidora:

 Lucro ou Prejuízo do Exercício

No caso de Lucro:
DB: Investimento
CR: Resultado de Equivalência Patrimonial

No caso de Prejuízo:
DB: Resultado de Equivalência Patrimonial
CR: Investimento

 Dividendos Distribuídos pela Coligada ou Controlada

DB: Caixa ou equivalentes de caixa


CR: Investimento

 Integralização de Capital

DB: Investimento
CR: Caixa ou equivalentes de caixa

 Variação na Porcentagem de Participação

No caso de aumentos de capital por subscrição, pode ocorrer que o valor do aumento na
conta de investimentos, que será o da subscrição integralizada, não corresponda ao valor
proporcional do aumento de patrimônio da coligada, nos casos em que, por exemplo:

a. A empresa investidora tiver subscrito um percentual do aumento do capital


maior que o percentual anteriormente detido, ou seja, com diluição na
participação dos outros acionistas, pelo fato de eles não terem exercido seu
direito de preferência; e

Contabilidade Avançada
14

b. Houver situação inversa à da possibilidade anterior, pois a empresa investidora


não terá exercido seu direito na totalidade.

Nesse caso ocorrerá, durante o exercício, uma alteração na porcentagem de participação


da investidora no capital da coligada ou controlada. Situação similar pode ocorrer
quando, entre as ações da coligada ou controlada, houver ações com direito somente a
dividendo fixo e com limitações na participação de lucros e, até em outras vantagens
patrimoniais, como aumentos de capital. Dessa situação decorre o aumento do
percentual de participação sobre o capital dos investidores que têm somente ações sem
limites e restrições de participação.

Nesses casos, o valor da equivalência patrimonial no final do exercício deverá ser


computado pela porcentagem de sua nova participação.

Todavia, há que se considerar que o aumento ou diminuição da porcentagem gerará um


aumento ou diminuição do valor do investimento pela equivalência patrimonial,
diferença essa que, na verdade, não é oriunda de lucros ou prejuízos contabilizados no
exercício pela coligada ou controlada, mas representa, isto sim, um ganho ou perda na
investidora pelo aumento ou diminuição de sua participação nas reservas e lucros
anteriores. Essa diferença, portanto, não deve ser creditada na investidora como
resultado operacional mas, sim, como renda ou despesa não operacional. Esse aspecto e
forma de tratamento são previstos na letra "b" do item XXVI da Instrução CVM nº 01, e
consta também do art. 342 do RIR (Decreto nº 1.041, de 11/01/94), que determina que
tal valor não é tributável se ganho, nem dedutível, se perda.

2.2.2.4 Perdas por redução ao valor recuperável (impairment)

Após a aplicação do método de equivalência patrimonial, incluindo o reconhecimento


dos prejuízos da coligada, o investidor deve aplicar os requisitos necessários
considerando os Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração para
determinar a necessidade de reconhecer alguma perda adicional por redução ao valor
recuperável do investimento líquido total desse investidor na coligada.

O investidor, em decorrência de sua participação na coligada, também deve aplicar os


requisitos dos Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração para
determinar a existência de alguma perda adicional por redução ao valor recuperável
(impairment) em itens que não fazem parte do investimento líquido nessa coligada e o
valor dessa perda.

No caso do balanço individual da controladora, o reconhecimento de perdas por


redução ao valor recuperável (impairment) com relação ao investimento em controlada
deve ser feito com observância do disposto conforme a seguir:

 Em função de o ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill), integrar


o valor contábil do investimento na coligada (não é reconhecido
separadamente), ele não é testado separadamente em relação ao seu valor
recuperável. Em vez disso, o valor contábil total do investimento é que é testado
como um único ativo, em conformidade com o disposto na NBC T 19.10 –

Contabilidade Avançada
15

Redução ao Valor Recuperável de Ativos, pela comparação de seu valor


contábil com seu valor recuperável (valor de venda líquido dos custos para
vender ou valor em uso, dos dois o maior), sempre que os requisitos da NBC T
19.32 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração indicarem
que o investimento possa estar afetado, ou seja, que indicarem alguma perda por
redução ao seu valor recuperável. A perda por redução ao valor recuperável
reconhecida nessas circunstâncias não é alocada para algum ativo que constitui
parte do valor contábil do investimento na coligada, incluindo o ágio
fundamentado em rentabilidade futura (goodwill). Consequentemente, a
reversão dessas perdas é reconhecida de acordo com a NBC T 19.10, na medida
do aumento subsequente no valor recuperável do investimento. Na
determinação do valor em uso do investimento, a entidade deve estimar:

(a) Sua parte no valor presente dos fluxos de caixa futuros que se espera
sejam gerados pela coligada, incluindo os fluxos de caixa das operações
da coligada e o valor residual esperado com a alienação do investimento;
ou

(b) O valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados em função do


recebimento de dividendos provenientes do investimento e o valor
residual esperado com a alienação do investimento.

Sob premissas adequadas, os métodos acima devem gerar o mesmo


resultado.

O valor recuperável de investimento em coligada é determinado para cada coligada, a


menos que a coligada não gere entradas de caixa de forma independente de outros
ativos da entidade.

O ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill) também integra o valor


contábil do investimento na controlada (não é reconhecido separadamente) na
apresentação das demonstrações contábeis individuais da controladora. Mas, nesse
caso, esse ágio, no balanço individual da controladora, deve receber o mesmo
tratamento contábil que é dado a ele nas demonstrações consolidadas. Devem ser
observados nas elaborações das Demonstrações Consolidadas e da Interpretação
Técnica sobre Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas,
Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial.

2.2.2.5 Demonstrações contábeis separadas

O investimento em coligada e em controlada deve ser contabilizado nas demonstrações


contábeis separadas do investidor em conformidade com o disposto nos itens 38 a 43 da
NBC T 19.35 – Demonstrações Separadas.

Esta Norma não exige que as entidades elaborem demonstrações contábeis separadas
para divulgação ao público.

Contabilidade Avançada
16

2.2.2.6 Divulgação

As seguintes divulgações devem ser feitas:

(a) O valor justo dos investimentos em coligadas e controladas para os quais existam
cotações de preço divulgadas;
(b) Informações financeiras resumidas das coligadas e controladas, incluindo os
valores totais de ativos, passivos, receitas e do lucro ou prejuízo do período;
(c) As razões pelas quais foi desprezada a premissa de não existência de influência
significativa, se o investidor tem, direta ou indiretamente por meio de suas
controladas, menos de vinte por cento do poder de voto da investida (incluindo o
poder de voto potencial), mas conclui que possui influência significativa;
(d) As razões pelas quais foi desprezada a premissa da existência de influência
significativa, se o investidor tem, direta ou indiretamente por meio de suas
controladas, vinte por cento ou mais do poder de voto da investida (incluindo o
poder de voto potencial), mas conclui que não possui influência significativa;
(e) A data de encerramento do exercício social refletido nas demonstrações contábeis
da coligada e da controlada utilizadas para aplicação do método de equivalência
patrimonial, sempre que essa data ou período divergirem das do investidor e as
razões pelo uso de data ou período diferente;

(f) A natureza e a extensão de quaisquer restrições significativas (por exemplo, em


consequência de contratos de empréstimos ou exigências legais ou
regulamentares) sobre a capacidade de a coligada ou controlada transferir fundos
para o investidor na forma de dividendos ou pagamento de empréstimos ou
adiantamentos;

(g) A parte não reconhecida nos prejuízos da coligada, tanto para o período quanto
acumulado, caso o investidor tenha suspendido o reconhecimento de sua parte
nos prejuízos da coligada ou controlada;
(h) O fato de a participação na coligada e na controlada não estar contabilizada pelo
método de equivalência patrimonial, em conformidade com as exceções
especificadas no item 13 desta Norma;
(i) Informações financeiras resumidas das coligadas e controladas cujos
investimentos não foram contabilizados pelo método de equivalência patrimonial,
individualmente ou em grupo, incluindo os valores do ativo total, do passivo
total, das receitas e do lucro ou prejuízo do período; e
(j) A excepcionalíssima situação que possa fazer com que o lucro líquido e/ou o
patrimônio líquido do balanço individual da controladora não sejam os
respectivos valores de seu balanço consolidado, quando este é elaborado
conforme as normas internacionais de contabilidade, como é o caso de alguma
determinação ou permissão legal para o balanço individual que não se aplique à
demonstração consolidada (como é o caso do ativo diferido conforme item 20 da
NBC T 19.18 – Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória nº
449/08).

Contabilidade Avançada
17

Os investimentos em coligadas e em controladas contabilizados pelo método de


equivalência patrimonial devem ser classificados como ativos não circulantes, no
subgrupo Investimentos. A parte do investidor nos resultados do período dessas
coligadas e controladas (nestas, no caso das demonstrações individuais) e o valor
contábil desses investimentos devem ser evidenciados separadamente. A parte do
investidor nas eventuais operações descontinuadas de tais coligadas e controladas
também deve ser divulgada separadamente.

A parte do investidor nas alterações dos outros resultados abrangentes contabilizados


pela coligada e pela controlada deve ser reconhecida pelo investidor também como
outros resultados abrangentes diretamente no patrimônio líquido.

Em conformidade com os requisitos de divulgação com relação às Provisões, Passivos


Contingentes e Ativos Contingentes, o investidor deve evidenciar:

(a) A sua parte nos passivos contingentes da coligada, compartilhados conjuntamente


com outros investidores;
(b) Os passivos contingentes que surgiram em razão de o investidor ser
solidariamente responsável por todos os, ou parte dos passivos da coligada; e
(c) No balanço individual da controladora, o total dos passivos contingentes das
controladas.

Contabilidade Avançada
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2.3 Consolidação das Demonstrações Financeiras


2.3.1 Objetivo da Consolidação de Demonstrações Financeiras
O objetivo das demonstrações financeiras consolidadas é apresentar, para benefício dos
acionistas e credores da empresa matriz e/ou do grupo, os resultados das operações e a
posição patrimonial e financeira da empresa matriz e de suas subsidiárias, como se o
grupo fosse uma única empresa com uma ou várias divisões.

As demonstrações financeiras consolidadas são mais apropriadas que as demonstrações


financeiras separadas sempre que uma das empresas de um grupo, direta ou
indiretamente, tem controle acionário sobre as demais empresas.

Somente através da consolidação das demonstrações financeiras pode-se analisar a real


situação econômica e financeira do grupo e, normalmente surgem surpresas tais como
inversões de índices de liquidez, rentabilidade, resultados, patrimônio líquido etc.

2.3.2 Definições
Os termos a seguir são utilizados na presente Norma com os seguintes significados:

Demonstrações consolidadas são as demonstrações contábeis de um conjunto


de entidades (grupo econômico), apresentadas como se fossem as de uma única
entidade econômica.

Controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais da


entidade de forma a obter benefício das suas atividades.

Grupo econômico é a controladora e todas as suas controladas.

Participação de não controlador é a parte do patrimônio líquido da controlada


não atribuível, direta ou indiretamente, à controladora.

Controladora é uma entidade que tem uma ou mais controladas.

Demonstrações separadas são aquelas apresentadas por controladora,


investidor em coligada ou empreendedor em entidade controlada em conjunto,
nas quais os investimentos são contabilizados com base no valor do interesse
direto no patrimônio (direct equity interest) das investidas, em vez de nos
resultados divulgados e nos valores contábeis dos ativos líquidos das investidas.
Não se confundem com as demonstrações individuais.

Controlada é a entidade, incluindo aquela não constituída sob a forma de


sociedade tal como uma parceria, na qual a controladora, diretamente ou por
meio de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de
modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger

Contabilidade Avançada
19

a maioria dos administradores.

A controladora ou suas controladas podem ser um investidor em coligada ou um


empreendedor em entidade controlada em conjunto (joint venture). Nesse caso, as
demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas e apresentadas em
conformidade com esta Norma e em conjunto com demais específicas abordadas nos
parágrafos seguintes.

2.3.3 Apresentação das demonstrações contábeis consolidadas


A controladora deve apresentar as demonstrações contábeis consolidadas nas quais os
investimentos em controladas estão consolidados de acordo com o requerido na
presente Norma.

Porém, a controladora pode deixar de apresentar as demonstrações contábeis


consolidadas, somente se, além de permitido legalmente:

(a) A controladora é ela própria uma controlada (integral ou parcial) de outra


entidade, a qual, em conjunto com os demais proprietários, incluindo aqueles sem
direito a voto, foram consultados e não fizeram objeção quanto à não
apresentação das demonstrações contábeis consolidadas pela controladora;

(b) Os instrumentos de dívida ou patrimoniais da controladora não são negociados


em mercado aberto (bolsas de valores no País ou no exterior ou mercado de
balcão – mercado descentralizado de títulos não listados em bolsa de valores ou
cujas negociações ocorrem diretamente entre as partes, incluindo mercados locais
e regionais);

(c) A controladora não registrou e não está em processo de registro de suas


demonstrações contábeis na Comissão de Valores Mobiliários ou outro órgão
regulador, visando a emissão de algum tipo ou classe de instrumento em mercado
aberto; e

(d) A controladora final (ou intermediária) da controladora disponibiliza ao público


suas demonstrações contábeis consolidadas em conformidade com as Normas
Brasileiras de Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade.

2.3.4 Abrangência das demonstrações contábeis consolidadas


As demonstrações contábeis consolidadas devem incluir todas as controladas da
controladora, exceto se a aquisição de controlada atender aos requisitos para sua
classificação como ativo não circulante mantido para venda, de acordo com os
requisitos da NBC T 19.28 – Ativo Não Corrente Mantido para Venda e Operação
Descontinuada, ela é contabilizada de acordo com essa Norma.

Contabilidade Avançada
20

Presume-se que exista controle quando a controladora possui, direta ou indiretamente


por meio de suas controladas, mais da metade do poder de voto da entidade, a menos
que, em circunstâncias excepcionais, possa ficar claramente demonstrado que tal
relação de propriedade não constitui controle. O controle também pode existir no caso
de a controladora possuir metade ou menos da metade do poder de voto da entidade,
quando houver:

(a) Poder sobre mais da metade dos direitos de voto por meio de acordo com outros
investidores;
(b) Poder para governar as políticas financeiras e operacionais da entidade conforme
especificado em estatuto ou acordo;
(c) Poder para nomear ou destituir a maioria dos membros da diretoria ou conselho de
administração, quando o controle da entidade é exercido por esses órgãos;
(d) Poder para mobilizar a maioria dos votos nas reuniões da diretoria ou conselho de
administração, quando o controle da entidade é exercido por essa diretoria ou
conselho.
A entidade pode possuir valores mobiliários conversíveis em ações com direito a voto,
tais como, warrants de compra de ações, opções de compra de ações, bônus de
subscrição de ações, debêntures conversíveis e outros direitos ou instrumentos
patrimoniais ou de dívida conversíveis em ações com poder de voto; os quais, se
exercidos ou convertidos, conferem à entidade poder de voto adicional ou reduzem o
poder de voto de outras partes sobre as políticas financeiras e operacionais de outra
entidade (ou seja, constituem-se em potenciais direitos de voto).

A existência e o efeito dos potenciais direitos de voto, prontamente exercíveis ou


conversíveis, incluindo os potenciais direitos de voto mantidos por outras entidades,
devem ser considerados quando da avaliação da influência significativa de uma
entidade sobre outra. Os potenciais direitos de voto que não forem prontamente
exercíveis ou conversíveis no momento dessa avaliação não devem ser considerados.
Esse é o caso, por exemplo, quando não puderem ser exercidos ou convertidos até data
futura ou até a ocorrência de evento futuro.

Ao avaliar se os potenciais direitos de voto contribuem para o controle, a entidade deve


examinar todos os fatos e circunstâncias (incluindo os termos de exercício dos
potenciais direitos de voto e qualquer outro acordo contratual, considerados
individualmente ou em conjunto) que possam afetar os potenciais direitos de voto,
exceto a intenção da administração e a capacidade financeira para exercê-los ou
convertê-los.

Uma controlada não deve ser excluída da consolidação simplesmente porque o


investidor é uma organização de capital de risco, fundo mútuo, truste ou entidade
similar.

Uma controlada não deve ser excluída da consolidação porque suas atividades de
negócio são diferentes daquelas das demais entidades do grupo econômico.

Contabilidade Avançada
21

Informações relevantes são fornecidas pela consolidação de tais controladas e pela


divulgação de informações adicionais nas demonstrações contábeis consolidadas sobre
as diferentes atividades de negócio dessas controladas que, por exemplo, pode ser
citado o contido na divulgação requerida pela NBC T 19.25 – Informações por
Segmento ajuda a explicar a relevância das diferentes atividades de negócio dentro do
grupo econômico.

2.3.4 Procedimentos de consolidação


Na elaboração de demonstrações contábeis consolidadas, a entidade controladora
combina suas demonstrações contábeis com as de suas controladas, linha a linha, ou
seja, somando os saldos de itens de mesma natureza: ativos, passivos, receitas e
despesas. Para que as demonstrações contábeis consolidadas apresentem informações
sobre o grupo econômico como uma única entidade econômica, os seguintes
procedimentos devem ser adotados:

(a) O valor contábil do investimento da controladora em cada controlada e a parte


dessa controladora no patrimônio líquido das controladas devem ser eliminados.
(ver a NBC T 19.23 – Combinação de Negócios, o qual descreve o tratamento do
ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) resultante);

(b) Identificar a participação dos não controladores no resultado das controladas


consolidadas para o período de apresentação das demonstrações contábeis; e

(c) Identificar a participação dos não controladores nos ativos líquidos das
controladas consolidadas, separadamente da parte pertencente à controladora. A
participação dos não controladores nos ativos líquidos é composta:

(i) Do montante da participação dos não controladores na data da


combinação inicial, calculada em conformidade com a NBC T 19.23 –
Combinação de Negócios; e

(ii) Da participação dos não controladores nas variações patrimoniais das


controladas consolidadas desde a data da combinação.

Quando existirem potenciais direitos de voto, a parte atribuível à controladora nos


resultados e demais variações do patrimônio líquido da controlada é determinada com
base na sua atual participação e não deve refletir o possível exercício ou conversão dos
potenciais direitos de voto.

Os saldos, transações, receitas e despesas intragrupo (entre as entidades do grupo


econômico), devem ser eliminados.

Os saldos de balanços e transações intragrupo, incluindo receitas, despesas e


dividendos são eliminados. Os resultados decorrentes das transações intragrupo que
estiverem reconhecidos nos ativos, tais como estoque ou ativo imobilizado, devem ser
eliminados. As perdas intragrupo podem indicar redução no valor recuperável dos

Contabilidade Avançada
22

ativos correspondentes que precisa ser reconhecida nas demonstrações contábeis


consolidadas. Os impostos e contribuições decorrentes das diferenças temporárias pela

Eliminação de resultados não realizados nas transações intragrupo devem ser


reconhecidos no ativo ou passivo como tributos diferidos, ou seja, aqueles que ainda
não são direitos e obrigações de fato.

As demonstrações contábeis da controladora e de suas controladas utilizadas na


elaboração das demonstrações contábeis consolidadas devem ser de mesma data.
Quando a data de encerramento da controladora for diferente da data da controlada, esta
última deve elaborar, para fins de consolidação, demonstração contábil adicional na
mesma data das demonstrações da controladora, a menos que isso seja impraticável.

Quando as demonstrações contábeis da controlada, utilizadas para fins de consolidação,


forem de data diferente da data de encerramento das demonstrações da controladora,
devem ser feitos os ajustes necessários em razão dos efeitos de eventos ou transações
relevantes que ocorrerem entre aquela data e a data das demonstrações contábeis da
controladora. Independentemente disso, a defasagem máxima entre as datas de
encerramento das demonstrações da controlada e da controladora é de até dois meses. A
duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis e qualquer diferença
entre as respectivas datas de encerramento deve ser igual de um período para outro.

As demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas utilizando políticas


contábeis uniformes para transações e outros eventos iguais, em circunstâncias
similares.

Se a entidade do grupo econômico utiliza políticas contábeis diferentes daquelas


adotadas nas demonstrações contábeis consolidadas para transações e eventos de
mesma natureza, em circunstâncias semelhantes, são necessários ajustes para adequar
as demonstrações contábeis dessa entidade quando da elaboração das demonstrações
contábeis consolidadas.

As receitas e as despesas da controlada são incluídas nas demonstrações contábeis


consolidadas a partir da data de aquisição, tal como definido na NBC T 19.23 –
Combinação de Negócios. As receitas e as despesas da controlada devem estar
baseadas nos valores dos ativos e passivos reconhecidos na posição consolidada da
controladora na data da aquisição. Por exemplo, despesas de depreciação, reconhecidas
na demonstração consolidada do resultado do período, devem estar baseadas nos
valores justos dos ativos depreciáveis reconhecidos na posição consolidada da data da
aquisição. As receitas e as despesas da controlada são incluídas nas demonstrações
contábeis consolidadas até a data em que a controladora perder o controle sobre essa
controlada.

A participação dos não controladores deve ser apresentada no balanço patrimonial


consolidado dentro do patrimônio líquido, separadamente do patrimônio líquido dos
proprietários da controladora.

Contabilidade Avançada
23

O resultado do período e cada componente dos outros resultados abrangentes


(reconhecidos diretamente no patrimônio líquido) são atribuídos aos proprietários da
controladora e a participação dos não controladores. O resultado abrangente total é
atribuído aos proprietários da controladora e à participação dos não controladores,
independentemente desses resultados tornarem negativa a participação dos não
controladores.

Se a controlada tem em circulação ações preferenciais com direito a dividendos


cumulativos classificados como componente do patrimônio líquido, as quais estão em
poder de não controladores, a controladora calcula a sua parte no resultado do período
após a redução deste pelos dividendos pertinentes a essas ações, independentemente de
esses dividendos estarem declarados.

As mudanças na participação relativa da controladora sobre a controlada que não


resultem em perda de controle devem ser contabilizadas como transações de capital (ou
seja, transações com sócios, na qualidade de proprietários), e não no resultado ou no
resultado abrangente.

Em tais circunstâncias, o valor contábil da participação da controladora e o valor


contábil da participação dos não controladores devem ser ajustados para refletir as
mudanças nas suas participações relativas na controlada. Qualquer diferença entre o
montante pelo qual a participação dos não controladores tenha sido ajustada e o valor
justo da quantia recebida ou paga deve ser reconhecida diretamente no patrimônio
líquido atribuível aos proprietários da controladora. Ver a Interpretação Técnica sobre
Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações
Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial.

2.3.5 Perda de controle


A controladora pode perder o controle sobre uma controlada com ou sem uma mudança
no nível de propriedade absoluta ou relativa. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando a
controlada torna-se sujeita ao controle de governo, tribunal, administrador ou órgão
regulador. A perda de controle também pode ocorrer como resultado de acordo
contratual.

A controladora pode perder o controle sobre uma controlada em dois ou mais acordos
contratuais (transações). Contudo, às vezes as circunstâncias indicam que os contratos
múltiplos devem ser contabilizados como uma única transação. Para determinar se um
contrato deve ser contabilizado como uma única transação, a controladora deve
considerar todos os termos e condições do contrato, bem como seus efeitos
econômicos. Um ou mais dos itens abaixo podem indicar que a controladora deve
contabilizar um contrato múltiplo como uma única transação:

(a) Foram firmados ao mesmo tempo e são complementares;


(b) Formam uma única transação, projetada para alcançar efeito comercial global;
(c) A ocorrência do contrato é dependente da ocorrência de pelo menos outro acordo;
(d) Um acordo, considerado isoladamente, não se justifica economicamente, porém

Contabilidade Avançada
24

quando considerado em conjunto com outros acordos, ele passa a se justificar. Um


exemplo disso é quando o acordo prevê a alienação de ações a um preço abaixo do
mercado, mas é compensado por outro, com a subsequente alienação a um preço
acima do mercado.

Se a controladora perde o controle da controlada, ela deve:

(a) Deixar de reconhecer os ativos (incluindo o ágio por rentabilidade futura –


goodwill) e os passivos da controlada pelos seus valores contábeis na data em que
o controle for perdido;
(b) Deixar de reconhecer o valor contábil de qualquer participação de não
controladores na ex-controlada na data em que o controle for perdido (incluindo
quaisquer componentes de outros resultados abrangentes reconhecidos diretamente
no patrimônio líquido e atribuíveis aos não controladores);
(c) Reconhecer:

i. O valor justo da compensação recebida em troca, se houver, proveniente da


transação, evento ou circunstância que resultou na perda do controle; e
ii. Se a transação que resultou na perda do controle envolver a distribuição de
ações da controlada aos sócios, na qualidade de proprietários, essa
distribuição; quando houver aumento de capital na controlada e a
controladora não exercer o seu direito na compra de ações adicionais, pode
haver a diluição da participação relativa da controladora. Se essa mudança
é suficiente para ela perder o controle, essa perda pela diluição de sua
participação deve ser considerada nesse item;
iii. Reconhecer o investimento remanescente na ex-controlada, se houver, ao
seu valor justo na data em que o controle foi perdido;
iv. Reclassificar para o resultado do período ou transferir diretamente para
lucros acumulados, quando couber, os valores identificados no item 35; e
v. Reconhecer a diferença resultante como ganho ou perda no resultado do
período atribuível à controladora.

Se a controladora perde o controle de controlada, ela deve contabilizar todos os valores


reconhecidos como outros resultados abrangentes em relação àquela controlada nas
mesmas bases que seriam requeridas se a controladora tivesse diretamente alienado os
ativos e passivos da controlada que lhes deram origem. Portanto, tal como um ganho ou
perda previamente reconhecido como outro resultado abrangente (diretamente no
patrimônio líquido) deveria ser reclassificado para o resultado do período pela
alienação dos ativos e passivos correspondentes, quando a controladora perde o
controle sobre a controlada, ela deve reclassificar esse ganho ou perda para o resultado
do período (como ajuste de reclassificação).

Por exemplo, se a controlada possui ativos financeiros disponíveis para venda e a


controladora perde o controle sobre a controlada, a controladora deve reclassificar para
o resultado do período, o ganho ou a perda previamente reconhecido como resultado
abrangente provenientes desses ativos. Da mesma forma que uma reavaliação de ativos

Contabilidade Avançada
25

(reconhecida como outro resultado abrangente), deve ser transferida diretamente para
lucros acumulados pela alienação do ativo correspondente; a controladora, quando
perde o controle sobre essa controlada, deve transferir esse ajuste por avaliação
diretamente para lucros acumulados.

Na data em que o controle sobre uma controlada for perdido, o investimento


remanescente na ex-controlada, se houver, e a quantia devida pela ou para a ex-
controlada deve ser contabilizada em conformidade com outras Normas Brasileiras de
Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade.

O valor justo do investimento remanescente na ex-controlada, na data em que o


controle for perdido, deve ser considerado como o valor justo no reconhecimento
inicial de ativo financeiro, de acordo com os requisitos da NBC T 19.32 – Instrumentos
Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, ou então, quando apropriado, o custo no
reconhecimento inicial de investimento em coligada ou em entidade controlada em
conjunto.

2.3.6 Divulgação
As seguintes divulgações devem ser feitas nas demonstrações contábeis consolidadas:

(a) A natureza da relação entre a controladora e a controlada, quando a controladora


não possuir, direta ou indiretamente (por meio de suas controladas), mais da
metade do poder de voto da controlada;

(b) As razões pelas quais o fato de possuir a propriedade, direta ou indireta (por meio
de suas controladas), de mais da metade do poder de voto ou potencial poder de
voto de investida não detém controle;

(c) A data de encerramento do período abrangido pelas demonstrações contábeis da


controlada utilizadas para elaboração das demonstrações consolidadas quando
forem na data de encerramento ou um período diferente das demonstrações
contábeis da controladora e o motivo para utilizar uma data ou período diferente;

(d) A natureza e a extensão de alguma restrição significativa (resultante de contratos


de empréstimos ou exigência de órgãos reguladores, por exemplo) sobre a
capacidade da controlada de transferir fundos para a controladora na forma de
dividendos ou do pagamento de empréstimos ou adiantamentos;

(e) Um quadro evidenciando cronologicamente as mudanças na relação de


propriedade da controladora sobre a controlada (participação relativa) e seus
efeitos, bem como a alteração do patrimônio líquido consolidado atribuível aos
proprietários da controladora, mas que não resultaram na perda do controle; e

(f) Qualquer ganho ou perda decorrente da perda do controle da controlada,


reconhecido de acordo com o item 34, detalhando:

(i) A parte do ganho ou perda decorrente do reconhecimento, ao valor justo, do

Contabilidade Avançada
26

investimento remanescente na ex-controlada, se houver, na data em que o


controle foi perdido; e

(ii) A linha do item ou itens na demonstração do resultado consolidado em que


o ganho ou a perda foi reconhecido, no caso de ele não estar apresentado
em uma linha separada na demonstração do resultado consolidado.

2.3.7 Exemplos ilustrativos


Os exemplos a seguir ilustram, cada um, um aspecto do potencial direito de voto. A
existência de controle, influência significativa e controle conjunto podem ser
determinados somente após a avaliação dos demais fatores descritos nas respectivas
normas acima citadas. Contudo, para fins de exemplificação, é presumido que esses
outros fatores não afetam tal determinação, embora possam afetá-la, quando
considerados.

Exemplo 1: Opção fora do dinheiro (out of the money)

As entidades A e B possuem 80% e 20%, respectivamente, das ações ordinárias que


conferem direito de voto nas assembléias gerais de acionistas da entidade C. A entidade
A vende metade de sua participação para a entidade D e compra opções de compra da
entidade D que são exercíveis a qualquer momento por prêmio em relação ao preço de
mercado quando emitidas e, se exercidas, irão conferir à entidade A sua participação
original de 80% da relação de propriedade e dos direitos de voto.

Embora as opções estejam fora do dinheiro (out of the Money), elas são exercíveis no
momento presente e conferem à entidade A o poder para continuar a estabelecer as
políticas financeiras e operacionais da entidade C, uma vez que a entidade A pode
exercer imediatamente essas opções. A existência dos potenciais direitos de voto
determina-se que a entidade A controla a entidade C.
Monento 1
Cia A Cia B
↓ 80% ↓ 20%
Cia C

Monento 2
Cia A Cia B Cia D Cia A Detem
↓ 40% ↓ 20% ↓ 40% opções de 80% da
Cia C

Monento 3
Cia A Cia B Cia D
↓ 72% ↓ 20% ↓ 8% ← Outros Acionistas
Cia C

Exemplo 2: Possibilidade de exercício ou conversão

As entidades A, B e C possuem, respectivamente, 40%, 30% e 30% das ações


ordinárias que conferem direitos de voto nas assembléias gerais de acionistas da
entidade D. A entidade A também possui opções de compra de ações que são exercíveis
a qualquer momento ao valor justo das ações subjacentes e, se exercidas, irão conferir

Contabilidade Avançada
27

mais 20% em potenciais direitos de voto na entidade D, reduzindo as participações das


entidades B e C para 20% cada uma. Se as opções forem exercidas, a entidade A terá
controle sobre mais da metade do poder de voto. A existência dos potenciais direitos de
voto bem como dos demais fatores descritos no item 13 da NBC T 19.36 e nos itens 6 e
7 da NBC T 19.37 são considerados e, em decorrência, determina-se que a entidade A
controla a entidade D.

Monento 1
Cia A Cia B Cia C Cia A Detem
↓ 40% ↓ 30% ↓ 30% opções de 20% da
Cia D Cia D a serem
Monento 2
Cia A Cia B Cia C
↓ 60% ↓ 20% ↓ 20%
Cia D

Exemplo 3: Outros direitos que podem aumentar o poder de voto da entidade e


reduzir o poder de voto de outra entidade

As entidades A, B e C possuem, respectivamente, 25%, 35% e 40% das ações


ordinárias que conferem direitos de voto nas assembléias gerais de acionistas da
entidade D. As entidades B e C também têm warrants de ações que são exercíveis a
qualquer momento a um preço fixo e proporcionam potenciais direitos de voto. A
entidade A tem opção de compra desses warrants a qualquer tempo pelo valor nominal.
Se a opção de compra for exercida, a entidade A teria um aumento potencial em sua
participação relativa de propriedade e consequentemente nos direitos de voto, elevando
sua participação na entidade D para 51% (diluindo as participações das entidades B e
C, respectivamente para 23% e 26%). Embora os warrants não sejam de propriedade da
Entidade A, eles são considerados na avaliação do controle porque eles podem ser
prontamente exercíveis pelas entidades B e C. Normalmente, se a transação (por
exemplo, a compra ou o exercício de outro direito) é requerida antes da entidade ter a
propriedade do potencial direito de voto, esse direito não deve ser considerado como
mantido pela entidade. Contudo, os warrants de ações são, em essência, mantidos pela
entidade A, uma vez que os termos da opção de compra estão destinados a assegurar a
posição da entidade A.

A combinação da opção de compra com os warrants de ações confere à entidade A o


poder para estabelecer as políticas financeiras e operacionais da entidade D porque a
entidade A pode prontamente exercer suas opções e warrants de ações. Os demais
fatores descritos no item 13 da NBC T 19.36 e nos itens 6 e 7 da NBC T 19.37 também
são considerados e, em decorrência, determina-se que a entidade A controla a entidade
D (e não a entidade B ou C).

Contabilidade Avançada
28

Monento 1
Cia A Cia B Cia C Ci a A tem opções de
↓ 25% ↓ 35% ↓ 40% compra dos wa rra nts
da s Ci a s B e C
Cia D
Monento 2
Cia A Cia B Cia C Cia A exerceu o direito
↓ 51% ↓ 23% ↓ 26% de compra dos warrants
das Cias B e C
Cia D

Exemplo 4: Intenção da administração

As entidades A, B e C possuem cada uma um terço das ações ordinárias que conferem
direitos de voto nas assembléias gerais de acionistas da entidade D. As entidades A, B e
C têm cada uma o direito de indicar dois membros da diretoria da entidade D. A
entidade A também possui opções de compra de ação que são exercíveis a qualquer
momento, a um preço fixo, as quais, se exercidas, irão conferir a ela todos os direitos de
voto na entidade D. A administração da entidade A não pretende exercer essas opções
de compra de ação, mesmo se as entidades B e C não votarem da mesma forma que a
entidade A. A existência dos potenciais direitos de voto, assim como os demais fatores
descritos no item 13 da NBC T 19.36 e nos itens 6 e 7 da NBC T 19.37 são
considerados e, em decorrência, determina-se que a entidade A controla a entidade D.
A intenção da administração da entidade A não influencia essa avaliação.

Monento 1
Cia A Cia B Cia C Ci a A tem opções de
↓ 33,33% ↓ 33,33% ↓ 33,33% compra de a ções
exercívei s a qua l quer
Cia D ( cada um com 2 diretores) momento

Monento 2
Ci a A tem opções de
Cia A Cia B Cia C compra de a ções
exercívei s a qua l quer
↓ 33,33% ↓ 33,33% ↓ 33,33% momento e mes mo
s em exercer tem es te
Cia D ( cada um com 2 diretores) di ferenci a l a s eu
fa vor.

Exemplo 5: Capacidade financeira

As entidades A e B possuem 55% e 45%, respectivamente, das ações ordinárias que


conferem direitos de voto nas assembléias gerais de acionistas da entidade C. A
entidade B também possui instrumentos de dívida prontamente conversíveis em ações
ordinárias da entidade C. A dívida pode ser convertida a um preço substancial, em

Contabilidade Avançada
29

comparação com os ativos líquidos da entidade B, de forma que sua conversão irá
exigir que a entidade B faça uma captação de recursos junto a terceiros para poder
efetuar o pagamento. Se os títulos de dívida forem convertidos, a entidade B passaria a
deter 70% dos direitos de voto e a participação da entidade A passaria para 30%.

Embora os instrumentos de dívida sejam conversíveis somente a um preço substancial,


eles são prontamente conversíveis e essa conversão dá à entidade B o poder de
estabelecer as políticas financeiras e operacionais da entidade C. A existência dos
potenciais direitos de voto, assim como dos demais fatores descritos no item 13 da
NBC T 19.36 e nos itens 6 e 7 da NBC T 19.37 são considerados e, em decorrência,
determina-se que a entidade B controla a entidade C, e não a entidade A. A capacidade
financeira da entidade B para efetuar o pagamento do preço de conversão não
influencia essa avaliação.

Monento 1
Cia A Cia B
↓ 55% ↓ 45%
Cia C

Monento 2
Cia A Cia B A Ci a B também pos s ui i ns trumentos de
↓ 55% ↓ 45% dívi da prontamente convers ívei s em a ções
ordi ná ri a s da Ci a C.
Cia C

Monento 3
Cia A Cia B Ca s o a Ci a B converta em a ções
↓ 30% ↓ 70% ← ordi ná ri a s da Ci a C a s dívi da s des ta a nova
pa rtici pa çã o s oci etári a s eri a modi fi ca da .
Cia C

Contabilidade Avançada
30

2.3.8 Modelo de Papéis de Trabalho

COMPANHIA "A" E CONTROLADAS


Consolidação do balanço - Ativo

Eliminações
Saldos conforme balanços de de Saldos
CONTAS Companhia Controlada Controlada Controlada Consolidação consolidados
A B C D D C

Ativo Circulante
Disponível
Contas a Receber
Menos: Duplicatas
Descontadas
Provisão para
Devedores
Duvidosos
Estoques
.
etc.
Ativo Não Circulante
.
.
.
.
etc.

COMPANHIA "A" E CONTROLADAS


Consolidação do balanço - Passivo

Eliminações
Saldos conforme balanços de de Saldos
CONTAS Companhia Controlada Controlada Controlada Consolidação consolidados
A B C D D C

Passivo Circulante
Títulos a Pagar
Fornecedores
Contas a pagar
.
.
etc.
Passivo Não Circulante
.
etc.
Patrimônio liquido
Capital
etc.

Contabilidade Avançada
31

2.3.9 Consolidação – Ilustração

Investidora: Cia A

Ativo Passivo
Cia A Cia A
Circulante: Circulante:
Caixa e equivalentes de caixa 1.000 Emprestimos e financiamentos 1.000
Contas a receber de clientes 2.000 Fornecedores 3.000
Estoques 1.000 Impostos, taxas e contribuições 1.000
Depesas antecipadas 1.000 Seguros a pagar 1.000
Impostos e taxas a recuperar 1.000 Provisão para imposto de renda e contribuição social 1.000
Importação em andamento 1.000 Salários e encargos sociais 1.000
Valores em garantia 1.000 Contas a pagar 1.000
Adiantamento a fornecedores 1.000 Adiantamentos de clientes 1.000
Outros adiantamentos 1.000 Outras obrigações 1.000
10.000 11.000
Não circulante: Não circulante:
Transações com partes relacionadas 1.000 Transações com partes relacionadas 2.500
Contas a receber de clientes 2.000 Fornecedores 2.500
Outros Clientes 1.000 Emprestimos e financiamentos 1.000
Depósitos judiciais 1.000 6.000
Investimentos 6.000
Participação na Cia B 2.000 Patrimônio líquido:
Participação na Cia C 3.000 Capital social 1.000
Outros investimentos 1.000 Reservas de Capital 1.000
Imobilizado 1.000 Reserva de Avaliação Patromônial 1.000
Intangível 1.000 Reservas de Lucros 2.000
12.000 5.000

Total 22.000 22.000

Investida: Cia B

Ativo Passivo
Cia B Cia B
Circulante: Circulante:
Caixa e equivalentes de caixa 2.000 Emprestimos e financiamentos 2.000
Contas a receber de clientes 4.000 Fornecedores 4.000
Estoques 2.000 Impostos, taxas e contribuições 2.000
Depesas antecipadas 2.000 Seguros a pagar 2.000
Impostos e taxas a recuperar 2.000 Provisão para imposto de renda e contribuição social 2.000
Importação em andamento 2.000 Salários e encargos sociais 2.000
Valores em garantia 2.000 Contas a pagar 2.000
Adiantamento a fornecedores 2.000 Adiantamentos de clientes 2.000
Outros adiantamentos 2.000 Outras obrigações 2.000
20.000 20.000
Não circulante: Não circulante:
Transações com partes relacionadas 2.000 Transações com partes relacionadas 2.000
Contas a receber de clientes 4.000 Fornecedores 2.000
Outros Clientes 2.000 Emprestimos e financiamentos 2.000
Depósitos judiciais 2.000 6.000
Investimentos 2.000
Participação na Cia B - Patrimônio líquido:
Participação na Cia C - Capital social 2.000
Outros investimentos 2.000 Reservas de Capital 2.000
Imobilizado 2.000 Reserva de Avaliação Patromônial 2.000
Intangível 2.000 Reservas de Lucros 2.000
14.000 8.000

Total 34.000 34.000

Contabilidade Avançada
32

Investida: Cia C

Ativo Passivo
Cia C Cia C
Circulante: Circulante:
Caixa e equivalentes de caixa 3.000 Emprestimos e financiamentos 3.000
Contas a receber de clientes 6.000 Fornecedores 4.000
Estoques 3.000 Impostos, taxas e contribuições 3.000
Depesas antecipadas 3.000 Seguros a pagar 3.000
Impostos e taxas a recuperar 3.000 Provisão para imposto de renda e contribuição social 3.000
Importação em andamento 3.000 Salários e encargos sociais 3.000
Valores em garantia 3.000 Contas a pagar 3.000
Adiantamento a fornecedores 3.000 Adiantamentos de clientes 3.000
Outros adiantamentos 3.000 Outras obrigações 3.000
30.000 28.000
Não circulante: Não circulante:
Transações com partes relacionadas 3.000 Transações com partes relacionadas 1.500
Contas a receber de clientes 6.000 Fornecedores 1.500
Outros Clientes 3.000 Emprestimos e financiamentos 3.000
Depósitos judiciais 3.000 6.000
Investimentos 3.000
Participação na Cia B - Patrimônio líquido:
Participação na Cia C - Capital social 3.000
Outros investimentos 3.000 Reservas de Capital 3.000
Imobilizado 3.000 Reserva de Avaliação Patromônial 3.000
Intangível 3.000 Reservas de Lucros 8.000
21.000 17.000

Total 51.000 51.000

Contabilidade Avançada
33

Passo 1: Agrupamento das informações de forma mais analítica:

Ativo Passivo
Cia A Cia B Cia C Cia A Cia B Cia C
Circulante: Circulante:
Cai xa e equi val entes de cai xa 1.000 2.000 3.000 Empresti mos e fi nanci amentos 1.000 2.000 3.000
Contas a receber de cl i entes 2.000 4.000 6.000 Fornecedores 3.000 4.000 4.000
Contas a receber de A - 1.000 1.500 Cia A - 500 500
Contas a receber de B 500 - 1.500 Cia B 1.000 - 1.000
Contas a receber de C 500 1.000 - Cia C 1.000 1.500 -
Outros cl i entes 1.000 2.000 3.000 Outros fornecedores 1.000 2.000 2.500
Estoques 1.000 2.000 3.000 Impostos, taxas e contri bui ções 1.000 2.000 3.000
Depesas anteci padas 1.000 2.000 3.000 Seguros a pagar 1.000 2.000 3.000
Impostos e taxas a recuperar 1.000 2.000 3.000 Provi são para i mposto de renda e contri bui ção soci al 1.000 2.000 3.000
Importação em andamento 1.000 2.000 3.000 Sal ári os e encargos soci ai s 1.000 2.000 3.000
Val ores em garanti a 1.000 2.000 3.000 Contas a pagar 1.000 2.000 3.000
Adi antamento a fornecedores 1.000 2.000 3.000 Adi antamentos de cl i entes 1.000 2.000 3.000
Outros adi antamentos 1.000 2.000 3.000 Outras obri gações 1.000 2.000 3.000
10.000 20.000 30.000 11.000 20.000 28.000
Não circulante: Não circulante:
Transações com partes rel aci onadas 1.000 2.000 3.000 Transações com partes rel aci onadas 2.500 2.000 1.500
Empréstimos e mútuos a receber de A - 1.000 1.500 Empréstimos e mútuos a pagar à A - 500 500
Empréstimos e mútuos a receber de B 500 - 1.500 Empréstimos e mútuos a pagar à B 1.000 - 1.000
Empréstimos e mútuos a receber de C 500 1.000 - Empréstimos e mútuos a pagar à C 1.500 1.500 -
Contas a receber de cl i entes 2.000 4.000 6.000 Fornecedores 2.500 2.000 1.500
Contas a receber de A - 1.000 1.500 Cia A - 500 500
Contas a receber de B 500 - 1.500 Cia B 1.000 - 1.000
Contas a receber de C 500 1.000 - Cia C 1.500 1.500 -
Outros Cl i entes 1.000 2.000 3.000 Empresti mos e fi nanci amentos 1.000 2.000 3.000
Depósi tos judi ci ai s 1.000 2.000 3.000 6.000 6.000 6.000
Investi mentos 6.000 2.000 3.000
Parti ci pação na Ci a B 2.000 - - Patrimônio líquido:
Parti ci pação na Ci a C 3.000 - - Capi tal soci al 1.000 2.000 3.000
Outros i nvesti mentos 1.000 2.000 3.000 Reservas de Capi tal 1.000 2.000 3.000
Imobi l i zado 1.000 2.000 3.000 Reserva de Aval i ação Patromôni al 1.000 2.000 3.000
Intangível 1.000 2.000 3.000 Reservas de Lucros 2.000 2.000 8.000
12.000 14.000 21.000 5.000 8.000 17.000

Total 22.000 34.000 51.000 22.000 34.000 51.000

Contabilidade Avançada
34

Passo 2: Agrupamento das informações de forma mais analítica e somatório:

Ativo Passivo
Cia A Cia B Cia C Somatório Cia A Cia B Cia C Somatório
Circulante: Circulante:
Caixa e equivalentes de caixa 1.000 2.000 3.000 6.000 Emprestimos e financiamentos 1.000 2.000 3.000 6.000
Contas a receber de clientes 2.000 4.000 6.000 12.000 Fornecedores 3.000 4.000 4.000 11.000
Contas a receber de A - 1.000 1.500 2.500 Cia A - 500 500 1.000
Contas a receber de B 500 - 1.500 2.000 Cia B 1.000 - 1.000 2.000
Contas a receber de C 500 1.000 - 1.500 Cia C 1.500 1.500 - 3.000
Outros clientes 1.000 2.000 3.000 6.000 Outros fornecedores 500 2.000 2.500 5.000
Estoques 1.000 2.000 3.000 6.000 Impostos, taxas e contribuições 1.000 2.000 3.000 6.000
Depesas antecipadas 1.000 2.000 3.000 6.000 Seguros a pagar 1.000 2.000 3.000 6.000
Impostos e taxas a recuperar 1.000 2.000 3.000 6.000 Provisão para imposto de renda e contribuição social 1.000 2.000 3.000 6.000
Importação em andamento 1.000 2.000 3.000 6.000 Salários e encargos sociais 1.000 2.000 3.000 6.000
Valores em garantia 1.000 2.000 3.000 6.000 Contas a pagar 1.000 2.000 3.000 6.000
Adiantamento a fornecedores 1.000 2.000 3.000 6.000 Adiantamentos de clientes 1.000 2.000 3.000 6.000
Outros adiantamentos 1.000 2.000 3.000 6.000 Outras obrigações 1.000 2.000 3.000 6.000
10.000 20.000 30.000 60.000 11.000 20.000 28.000 59.000
Não circulante: Não circulante:
Transações com partes relacionadas 1.000 2.000 3.000 6.000 Transações com partes relacionadas 2.500 2.000 1.500 6.000
Empréstimos e mútuos a receber de A - 1.000 1.500 2.500 Empréstimos e mútuos a pagar à A - 500 500 1.000
Empréstimos e mútuos a receber de B 500 - 1.500 2.000 Empréstimos e mútuos a pagar à B 1.000 - 1.000 2.000
Empréstimos e mútuos a receber de C 500 1.000 - 1.500 Empréstimos e mútuos a pagar à C 1.500 1.500 - 3.000
Contas a receber de clientes 2.000 4.000 6.000 12.000 Fornecedores 2.500 2.000 1.500 6.000
Contas a receber de A - 1.000 1.500 2.500 Cia A - 500 500 1.000
Contas a receber de B 500 - 1.500 2.000 Cia B 1.000 - 1.000 2.000
Contas a receber de C 500 1.000 - 1.500 Cia C 1.500 1.500 - 3.000
Outros Clientes 1.000 2.000 3.000 6.000 Emprestimos e financiamentos 1.000 2.000 3.000 6.000
Depósitos judiciais 1.000 2.000 3.000 6.000 6.000 6.000 6.000 18.000
Investimentos 6.000 2.000 3.000 11.000 Patrimônio líquido:
Participação na Cia B 2.000 - - 2.000 Participação de outros investidores - - - -
Participação na Cia C 3.000 - - 3.000 Capital social 1.000 2.000 3.000 6.000
Outros investimentos 1.000 2.000 3.000 6.000 Reservas de Capital 1.000 2.000 3.000 6.000
Imobilizado 1.000 2.000 3.000 6.000 Reserva de Avaliação Patromônial 1.000 2.000 3.000 6.000
Intangível 1.000 2.000 3.000 6.000 Reservas de Lucros 2.000 2.000 8.000 12.000
12.000 14.000 21.000 47.000 5.000 8.000 17.000 30.000

Total 22.000 34.000 51.000 107.000 22.000 34.000 51.000 107.000

Contabilidade Avançada
36

Passo 3: Eliminação das operações mercantis, contas a receber e a pagar entre empresas, das participações acionárias:

Ativo Ajustes Passivo Ajustes


Cia A Cia B Cia C Somatório Débitos Créditos Consolidado Cia A Cia B Cia C Somatório Débitos Créditos Consolidado
Circulante: Circulante:
Caixa e equivalentes de caixa 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Emprestimos e financiamentos 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000
Contas a receber de clientes 2.000 4.000 6.000 12.000 - (6.000) 6.000 Fornecedores 3.000 4.000 4.000 11.000 (6.000) - 5.000
Contas a receber de A - 1.000 1.500 2.500 - (2.500) - Cia A - 500 500 1.000 (1.000) - -
Contas a receber de B 500 - 1.500 2.000 - (2.000) - Cia B 1.000 - 1.000 2.000 (2.000) - -
Contas a receber de C 500 1.000 - 1.500 - (1.500) - Cia C 1.500 1.500 - 3.000 (3.000) - -
Outros clientes 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Outros fornecedores 500 2.000 2.500 5.000 - - 5.000
Estoques 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Impostos, taxas e contribuições 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000
Depesas antecipadas 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Seguros a pagar 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000
Impostos e taxas a recuperar 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Provisão para imposto de renda e contribuição social 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000
Importação em andamento 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Salários e encargos sociais 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000
Valores em garantia 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Contas a pagar 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000
Adiantamento a fornecedores 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Adiantamentos de clientes 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000
Outros adiantamentos 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Outras obrigações 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000
10.000 20.000 30.000 60.000 - (6.000) 54.000 11.000 20.000 28.000 59.000 (6.000) - 53.000
Não circulante: Não circulante:
Transações com partes relacionadas 1.000 2.000 3.000 6.000 - (6.000) - Transações com partes relacionadas 2.500 2.000 1.500 6.000 (6.000) - -
Empréstimos e mútuos a receber de A - 1.000 1.500 2.500 - (2.500) - Empréstimos e mútuos a pagar à A - 500 500 1.000 (1.000) - -
Empréstimos e mútuos a receber de B 500 - 1.500 2.000 - (2.000) - Empréstimos e mútuos a pagar à B 1.000 - 1.000 2.000 (2.000) - -
Empréstimos e mútuos a receber de C 500 1.000 - 1.500 - (1.500) - Empréstimos e mútuos a pagar à C 1.500 1.500 - 3.000 (3.000) - -
Contas a receber de clientes 2.000 4.000 6.000 12.000 - (6.000) 6.000 Fornecedores 2.500 2.000 1.500 6.000 (6.000) - -
Contas a receber de A - 1.000 1.500 2.500 - (2.500) - Cia A - 500 500 1.000 (1.000) - -
Contas a receber de B 500 - 1.500 2.000 - (2.000) - Cia B 1.000 - 1.000 2.000 (2.000) - -
Contas a receber de C 500 1.000 - 1.500 - (1.500) - Cia C 1.500 1.500 - 3.000 (3.000) - -
Outros Clientes 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Emprestimos e financiamentos 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000
Depósitos judiciais 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 6.000 6.000 6.000 18.000 (12.000) - 6.000
Investimentos 6.000 2.000 3.000 11.000 - (5.000) 6.000 Patrimônio líquido:
Participação na Cia B 2.000 - - 2.000 - (2.000) - Participação de outros investidores - - - - - 20.000 20.000
Participação na Cia C 3.000 - - 3.000 - (3.000) - Capital social 1.000 2.000 3.000 6.000 (5.000) - 1.000
Outros investimentos 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Reservas de Capital 1.000 2.000 3.000 6.000 (5.000) - 1.000
Imobilizado 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Reserva de Avaliação Patromônial 1.000 2.000 3.000 6.000 (5.000) - 1.000
Intangível 1.000 2.000 3.000 6.000 - - 6.000 Reservas de Lucros 2.000 2.000 8.000 12.000 (10.000) - 2.000
12.000 14.000 21.000 47.000 - (17.000) 30.000 5.000 8.000 17.000 30.000 (25.000) 20.000 25.000

Total 22.000 34.000 51.000 107.000 - (23.000) 84.000 22.000 34.000 51.000 107.000 (43.000) 20.000 84.000

Contabilidade Avançada
36

3. Material Complementar à
Disciplina

Texto Integral da Instrução CVM Nº 247, de 27 de


Março de 1996, com as Alterações Introduzidas pelas
Instruções CVM Nº 269/97, 285/98, 464/08 e 469/08.

“Dispõe sobre a avaliação de investimentos em sociedades coligadas e controladas e


sobre os procedimentos para elaboração e divulgação das demonstrações contábeis
consolidadas, para o pleno atendimento aos Princípios Fundamentais de Contabilidade,
altera e consolida as Instruções CVM nº 01, de 27 de abril de 1978, nº 15, de 03 de
novembro de 1980, nº 30, de 17 de janeiro de 1984, e o artigo 2º da Instrução CVM nº
170, de 03 de janeiro de 1992, e dá outras providências.”

O PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM torna


público que o Colegiado, em sessão realizada em 22.03.96, com fundamento no
disposto na alínea "c" do inciso III do artigo 248, no parágrafo único do artigo 249 e no
parágrafo único do artigo 291 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e nos incisos
I, II e IV do parágrafo único do artigo 22 da Lei nº 6.385, de 07 de dezembro de 1976,
RESOLVEU:

DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

Art. 1º O investimento permanente de companhia aberta em coligadas, suas equiparadas


e em controladas, localizadas no país e no exterior, deve ser avaliado pelo método da
equivalência patrimonial, observadas as disposições desta Instrução.

Parágrafo Único. Equivalência patrimonial corresponde ao valor do investimento


determinado mediante a aplicação da percentagem de participação no capital social
sobre o patrimônio líquido de cada coligada, sua equiparada e controlada.

Contabilidade Avançada
37

DAS COLIGADAS E CONTROLADAS

Art. 2º Consideram-se coligadas as sociedades quando uma participa com 10% (dez por
cento) ou mais do capital social da outra, sem controlá-la.
Parágrafo Único. Equiparam-se às coligadas, para os fins desta Instrução:

a) as sociedades quando uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) ou mais
do capital votante da outra, sem controlá-la;

b) as sociedades quando uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou mais do
capital votante da outra, sem controlá-la, independentemente do percentual da
participação no capital total.

Art. 3º Considera-se controlada, para os fins desta Instrução:

I - sociedade na qual a investidora, diretamente ou indiretamente, seja titular de direitos


de sócio que lhe assegurem, de modo permanente:

a) preponderância nas deliberações sociais; e

b) o poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores.

II - filial, agência, sucursal, dependência ou escritório de representação no exterior,


sempre que os respectivos ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da
investidora, por força de normatização específica; e

III - sociedade na qual os direitos permanentes de sócio, previstos nas alíneas "a" e "b"
do inciso I deste artigo estejam sob controle comum ou sejam exercidos mediante a
existência de acordo de votos, independentemente do seu percentual de participação no
capital votante.

Parágrafo Único. Considera-se, ainda, controlada a subsidiária integral, tendo a


investidora como única acionista.

DA DETERMINAÇÃO DA RELEVÂNCIA DO INVESTIMENTO

• Artigo revogado pela Instrução CVM nº 469, de 2 de maio de 2008.

DOS INVESTIMENTOS A SEREM AVALIADOS PELO MÉTODO DA


EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

Art. 5º Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial:

I - o investimento em cada controlada direta ou indireta;

II - o investimento em cada coligada ou sua equiparada, quando a investidora tenha


influência significativa na administração ou quando a porcentagem de participação,

Contabilidade Avançada
38

direta ou indireta, da investidora representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital
votante; e

III – o investimento em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou


estejam sob controle comum.

• Redação dada pela Instrução CVM nº 469, de 2 de maio de 2008.

Parágrafo Único. Serão considerados exemplos de evidências de influência na


administração da coligada:

a) participação nas suas deliberações sociais, inclusive com a existência de


administradores comuns;

b) poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores;

c) volume relevante de transações, inclusive com o fornecimento de assistência


técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora;

d) significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira;

e) recebimento permanente de informações contábeis detalhadas, bem como de


planos de investimento; ou

f) uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos.

Art. 6º Deverá deixar de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, sem
prejuízo do disposto no artigo 12, o investimento em sociedades coligadas e controladas
com efetiva e clara evidência de perda de continuidade de suas operações ou no caso em
que estas estejam operando sob severas restrições a longo prazo que prejudiquem
significativamente a sua capacidade de transferir recursos para a investidora.

Art. 7º O investimento em sociedade coligada e controlada cuja venda por parte da


investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, continuará
sendo avaliado pelo método da equivalência patrimonial até a data-base considerada
para a venda.
• Artigo 8 revogado pela Instrução CVM nº 469, de 2 de maio de 2008.

DOS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PELO


MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

Art. 9º O valor do investimento, pelo método da equivalência patrimonial, será obtido


mediante o seguinte cálculo:
I - aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do
patrimônio líquido da coligada e da controlada; e

Contabilidade Avançada
39

II - subtraindo-se, do montante referido no inciso I, os lucros não realizados,


conforme definido no parágrafo 1º deste artigo, líquidos dos efeitos fiscais.

Parágrafo 1º Para os efeitos do inciso II deste artigo, serão considerados lucros não
realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e
controladas, quando:

a) o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e


correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza
no balanço patrimonial da investidora; ou

b) o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e


correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza
no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas.

Parágrafo 2º Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora, coligadas e


controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial.

Parágrafo 3º Os lucros e os prejuízos, assim como as receitas e as despesas decorrentes


de negócios que tenham gerado, simultânea e integralmente, efeitos opostos nas contas
de resultado das coligadas e controladas, não serão excluídos para fins de cálculo do
valor do investimento.

Art. 10. Para os efeitos do disposto no artigo 9º, o patrimônio líquido da coligada e
controlada deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na
mesma data das demonstrações contábeis da investidora.

Parágrafo 1º Na impossibilidade de cumprimento ao disposto no caput deste artigo,


admite-se a utilização de demonstrações contábeis da coligada e controlada em um
período máximo de defasagem de até 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações
contábeis da investidora.

Parágrafo 2º O período de abrangência das demonstrações contábeis da coligada e


controlada deverá ser idêntico ao da investidora, independentemente das respectivas
datas de encerramento.

Parágrafo 3º Admite-se a utilização de períodos não idênticos, nos casos em que este
fato representar melhoria na qualidade da informação produzida, sendo a mudança
evidenciada em nota explicativa.

Art. 11. Para a determinação do valor da equivalência patrimonial, a investidora deverá:

I - eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis, em especial,


referindo-se a investimentos no exterior;
II - excluir o montante correspondente às participações recíprocas;
III - reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período
intermediário, no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas;
e

Contabilidade Avançada
40

IV - reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de


dividendo fixo, dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de
lucros.

DAS PERDAS PERMANENTES EM INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO


MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

Art. 12 - A investidora deverá constituir provisão para cobertura de:

I - perdas efetivas, em virtude de:

a) - eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e


controladas em suas demonstrações contábeis; ou

b) responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto.

II - perdas potenciais, estimadas em virtude de:


a) tendência de perecimento do investimento;
b) elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas;
c) eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do
investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas; ou
d) cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor concedidos, em favor
de coligadas e controladas, referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando
caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada.

Parágrafo 1º Independentemente do disposto na letra “b” do inciso I, deve ser


constituída ainda provisão para perdas, quando existir passivo a descoberto e houver
intenção manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida.

Parágrafo 2º A provisão para perdas deverá ser apresentada no ativo permanente por
dedução e até o limite do valor contábil do investimento a que se referir, sendo o
excedente apresentado em conta específica no passivo.

DO ÁGIO OU DESÁGIO NA AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTO AVALIADO


PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

Art. 13. Para efeito de contabilização, o custo de aquisição de investimento em coligada


e controlada deverá ser desdobrado e os valores resultantes desse desdobramento
contabilizados em sub-contas separadas:

I - equivalência patrimonial baseada em demonstrações contábeis elaboradas nos termos


do artigo 10; e

Contabilidade Avançada
41

II - ágio ou deságio na aquisição ou na subscrição, representado pela diferença para


mais ou para menos, respectivamente, entre o custo de aquisição do investimento e
a equivalência patrimonial.

Art. 14. O ágio ou deságio computado na ocasião da aquisição ou subscrição do


investimento deverá ser contabilizado com indicação do fundamento econômico que o
determinou.
Parágrafo 1º O ágio ou deságio decorrente da diferença entre o valor de mercado de
parte ou de todos os bens do ativo da coligada e controlada e o respectivo valor contábil,
deverá ser amortizado na proporção em que o ativo for sendo realizado na coligada e
controlada, por depreciação, amortização, exaustão ou baixa em decorrência de
alienação ou perecimento desses bens ou do investimento.

§ 2º O ágio ou o deságio decorrente da diferença entre o valor pago na aquisição do


investimento e o valor de mercado dos ativos e passivos da coligada ou controlada,
referido no parágrafo anterior, deverá ser amortizado da seguinte forma:

a) o ágio ou o deságio decorrente de expectativa de resultado futuro – no prazo,


extensão e proporção dos resultados projetados, ou pela baixa por alienação ou
perecimento do investimento, devendo os resultados projetados serem objeto de
verificação anual, a fim de que sejam revisados os critérios utilizados para amortização
ou registrada a baixa integral do ágio; e

b) o ágio decorrente da aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão


delegadas pelo Poder Público – no prazo estimado ou contratado de utilização, de
vigência ou de perda de substância econômica, ou pela baixa por alienação ou
perecimento do investimento.

• Redação dada pela Instrução CVM nº 285, de 31 de julho de 1998

§ 3º O prazo máximo para amortização do ágio previsto na letra “a” do parágrafo


anterior não poderá exceder a dez anos.

• Redação dada pela Instrução CVM nº 285, de 31 de julho de 1998

Parágrafo 4º Quando houver deságio não justificado pelos fundamentos econômicos


previstos nos parágrafos 1º e 2º, a sua amortização somente poderá ser contabilizada em
caso de baixa por alienação ou perecimento do investimento.

Parágrafo 5º O ágio não justificado pelos fundamentos econômicos, previstos nos


parágrafos 1º e 2º, deve ser reconhecido imediatamente como perda, no resultado do
exercício, esclarecendo-se em nota explicativa as razões da sua existência.

Art. 15. Na elaboração do balanço patrimonial da investidora, o saldo não amortizado


do ágio ou deságio deve ser apresentado no ativo permanente, adicionado ou reduzido,
respectivamente, à equivalência patrimonial do investimento a que se referir.

Contabilidade Avançada
42

DA DIFERENÇA RESULTANTE DA AVALIAÇÃO BASEADA NO MÉTODO


DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

Art. 16. A diferença verificada, ao final de cada período, no valor do investimento


avaliado pelo método da equivalência patrimonial, deverá ser apropriada pela
investidora como:

I - receita ou despesa operacional, quando corresponder a aumento ou diminuição do


patrimônio líquido da coligada e controlada, em decorrência da apuração de lucro
líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em
decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores;

II - receita ou despesa não operacional, quando corresponder a eventos que resultem na


variação da porcentagem de participação no capital social da coligada e controlada;

III - aplicação na amortização do ágio em decorrência do aumento ocorrido no


patrimônio líquido por reavaliação dos ativos que lhe deram origem; e

V - na conta de Ajuste Acumulado de Conversão, diretamente no seu patrimônio


líquido, quando corresponder a ajuste da mesma natureza no patrimônio líquido da
controlada ou coligada com investimento no exterior, em função das variações cambiais
de que trata a regulamentação da CVM em vigor.

Parágrafo único. Não obstante o disposto no art. 12, o resultado negativo de


equivalência patrimonial terá como limite o valor contábil do investimento, que
compreende o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial, o ágio e o deságio
não amortizados e a provisão para perdas.

DA RESERVA DE LUCROS A REALIZAR E DOS DIVIDENDOS E


BONIFICAÇÕES EM AÇÕES RECEBIDOS PELA INVESTIDORA

Art. 17. Para fins de constituição da reserva de lucros a realizar, somente poderá ser
considerado como lucro a realizar o resultado líquido positivo da equivalência
patrimonial sobre o conjunto dos investimentos, apurado nos termos dos incisos I e II,
do artigo 16.

Art. 18. As bonificações recebidas sem custo pela investidora, quer sejam por emissão
de novas ações, quer sejam por aumento do valor nominal das ações, não devem ser
objeto de contabilização na conta do investimento na coligada e controlada.

Parágrafo Único. Em decorrência do previsto no caput deste artigo, deverá ser revertida
para a conta de lucros ou prejuízos acumulados a correspondente parcela que tiver sido
destinada para reserva de lucros a realizar, a que se refere o artigo 17.

Art. 19. A parcela revertida da reserva de lucros a realizar para a conta de lucros ou
prejuízos acumulados, se não absorvida por prejuízos, deverá ser considerada no

Contabilidade Avançada
43

cálculo, em separado, do dividendo obrigatório no exercício em que for feita a reversão.


O excedente poderá ser destinado para :

I - aumento de capital;

II - distribuição de dividendo; e

III - constituição de outras reservas de lucros, inclusive retenção justificada em lucros


acumulados, ou absorção do prejuízo do exercício, atendidas as exigências legais.

DAS NOTAS EXPLICATIVAS

Art. 20. As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis devem


conter informações precisas das coligadas e das controladas, indicando, no mínimo:

I - denominação da coligada e controlada, o número, espécie e classe de ações ou de


cotas de capital possuídas pela investidora, o percentual de participação no capital social
e no capital votante e o preço de negociação em bolsa de valores, se houver;

II - patrimônio líquido, lucro líquido ou prejuízo do exercício, assim como o montante


dos dividendos propostos ou pagos, relativos ao mesmo período;

III - créditos e obrigações entre a investidora e as coligadas e controladas especificando


prazos, encargos financeiros e garantias;

IV - avais, garantias, fianças, hipotecas ou penhor concedidos em favor de coligadas ou


controladas;

V - receitas e despesas em operações entre a investidora e as coligadas e controladas;

VI - montante individualizado do ajuste, no resultado e patrimônio líquido, decorrente


da avaliação do valor contábil do investimento pelo método da equivalência
patrimonial, bem como o saldo contábil de cada investimento no final do período;

VII - memória de cálculo do montante individualizado do ajuste, quando este não


decorrer somente da aplicação do percentual de participação no capital social sobre os
resultados da investida, se relevante;

VIII - base e fundamento adotados para constituição e amortização do ágio ou deságio e


montantes não amortizados, bem como critérios, taxa de desconto e prazos utilizados na
projeção de resultados;

IX - condições estabelecidas em acordo de acionistas com respeito a influência na


administração e distribuição de lucros, evidenciando os números relativos aos casos em
que a proporção do poder de voto for diferente da proporção de participação no capital
social votante, direta ou indiretamente;

X - participações recíprocas existentes; e

Contabilidade Avançada
44

XI - efeitos no ativo, passivo, patrimônio líquido e resultado decorrentes de


investimentos descontinuados (artigos 6º e 7º).

DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS DO DEVER DE


ELABORAR E DIVULGAR DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
CONSOLIDADAS

Art. 21. Ao fim de cada exercício social, demonstrações contábeis consolidadas devem
ser elaboradas por:

I - companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas, incluindo as


sociedades controladas em conjunto referidas no artigo 32 desta Instrução; e

II - sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta.

Art. 22. Demonstrações contábeis consolidadas compreendem o balanço patrimonial


consolidado, a demonstração consolidada do resultado do exercício e a demonstração
consolidada das origens e aplicações de recursos, complementadas por notas
explicativas e outros quadros analíticos necessários para esclarecimento da situação
patrimonial e dos resultados consolidados.

DAS CONTROLADAS EXCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


CONSOLIDADAS

Art. 23. Poderão ser excluídas das demonstrações contábeis consolidadas, sem prévia
autorização da CVM, as sociedades controladas que se encontrem nas seguintes
condições:

I - com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja


avaliado, ou não, a valores de liquidação; ou

II - cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara
evidência de realização devidamente formalizada.

§1º A Comissão de Valores Mobiliários poderá, em casos especiais e mediante prévia


solicitação, autorizar a exclusão de uma ou mais sociedades controladas das
demonstrações contábeis consolidadas.

Parágrafo 2º No balanço patrimonial consolidado, o valor contábil do investimento na


sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método da
equivalência patrimonial.

Parágrafo 3º Não será considerada justificável a exclusão, nas demonstrações contábeis


consolidadas, de sociedade controlada cujas operações sejam de natureza diversa das
operações da investidora ou das demais controladas.

Contabilidade Avançada
45

DA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS

Art. 24. Para a elaboração das demonstrações contábeis consolidadas, a investidora


deverá observar, além do disposto no artigo 10, os seguintes procedimentos:

I - excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas, decorrentes de transações


entre as sociedades incluídas na consolidação;

II - eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio


líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da
controlada.

III - eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não


realizado, apresentando-os no ativo circulante/realizável a longo prazo - tributos
diferidos, no balanço patrimonial consolidado.

Parágrafo Único. No processo de consolidação das demonstrações contábeis, não


poderá ser efetuada a compensação de quaisquer ativos ou passivos pela dedução de
outros passivos ou ativos, a não ser que exista um direito de compensação e a
compensação represente a expectativa quanto à realização do ativo e à liquidação do
passivo.

Art. 25. A participação dos acionistas não controladores, no patrimônio líquido das
sociedades controladas, deverá ser destacada em grupo isolado, no balanço patrimonial
consolidado, imediatamente antes do patrimônio líquido.

Art. 26. O montante correspondente ao ágio ou deságio proveniente da


aquisição/subscrição de sociedade controlada, não excluído nos termos do inciso I do
artigo 24, deverá:

I - quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 1º do artigo 14, ser divulgado


como adição ou retificação da conta utilizada pela sociedade controlada para registro do
ativo especificado; e

II - quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 2º do artigo 14:

a) ser divulgado em item destacado no ativo permanente, quando representar ágio; e

b) ser divulgado em conta apropriada de resultados de exercícios futuros, quando


representar deságio.

Art. 27. A parcela correspondente à provisão para perdas constituída na investidora


deve ser deduzida do saldo da conta da controlada que tenha dado origem à constituição
da provisão, ou apresentada como passivo exigível, quando representar expectativa de
conversão em exigibilidade.

Contabilidade Avançada
46

Art. 28. Para a elaboração da demonstração consolidada do resultado do exercício a


investidora deverá:

I - incluir os resultados de sociedade controlada, adquirida ou vendida no transcorrer do


exercício social, tomando por base a data do respectivo registro ou baixa nos seus
investimentos permanentes; e

II - excluir todas as receitas e despesas decorrentes de negócios entre a investidora e as


sociedades controladas, bem como entre estas.

Art. 29. A participação dos acionistas não controladores no lucro líquido ou prejuízo do
exercício das controladas deverá ser destacada e apresentada, respectivamente, como
dedução ou adição ao lucro líquido ou prejuízo consolidado.

Art. 30. A demonstração consolidada das origens e aplicações dos recursos deverá ser
elaborada de maneira consistente com o contido nesta Instrução.

DAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


CONSOLIDADAS

Art. 31. As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis


consolidadas devem conter informações precisas das controladas, indicando:

I - critérios adotados na consolidação e as razões pelas quais foi realizada a exclusão de


determinada controlada;

II - eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício social que tenham, ou


possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros
consolidados;

III - efeitos, nos elementos do patrimônio e resultado consolidados, da aquisição ou


venda de sociedade controlada, no transcorrer do exercício social, assim como da
inserção de controlada no processo de consolidação, para fins de comparabilidade das
demonstrações contábeis; e

IV - eventos que ocasionaram diferença entre os montantes do patrimônio líquido e


lucro líquido ou prejuízo da investidora, em confronto com os correspondentes
montantes do patrimônio líquido e do lucro líquido ou prejuízo consolidados.

DA CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE


SOCIEDADES CONTROLADAS EM CONJUNTO

Art. 32. Os componentes do ativo e passivo, as receitas e as despesas das sociedades


controladas em conjunto deverão ser agregados às demonstrações contábeis
consolidadas de cada investidora, na proporção da participação destas no seu capital
social.

Contabilidade Avançada
47

Parágrafo 1º Considera-se controlada em conjunto aquela em que nenhum acionista


exerce, individualmente, os poderes previstos no artigo 3º desta Instrução.

Parágrafo 2º No caso de uma das sociedades investidoras passar a exercer direta ou


indiretamente o controle isolado sobre a sociedade controlada em conjunto, a
controladora final deverá passar a consolidar integralmente os elementos do seu
patrimônio.

Art. 33. Em nota explicativa às demonstrações contábeis consolidadas, referidas no


artigo anterior, deverão ser divulgados ainda o montante dos principais grupos do ativo,
passivo e resultado das sociedades controladas em conjunto, bem como o percentual de
participação em cada uma delas.

Art. 34. Aplica-se o disposto nos artigos 23 a 31 à elaboração das demonstrações


contábeis consolidadas de sociedades controladas em conjunto, no que não colidir com
as normas previstas nos artigos 32 e 33.

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 35. As demonstrações contábeis consolidadas e respectivas notas explicativas


serão objeto de exame e de parecer de auditores independentes.

Parágrafo Único. A auditoria referida no caput deste artigo deverá incluir o exame das
demonstrações contábeis de todas as controladas, abertas ou fechadas, incluídas na
consolidação, realizado por auditor registrado nesta Comissão.

Art. 36. As demonstrações contábeis consolidadas, assim como as notas explicativas e


quadros analíticos, referidos nesta Instrução, integram, em cada exercício social, as
demonstrações contábeis da companhia aberta investidora ou da sociedade de comando
de grupo de sociedades que inclua companhia aberta.

Art. 37. A companhia aberta filiada de grupo de sociedades deve indicar, em nota
explicativa às suas demonstrações contábeis, o órgão e, se possível, a data de publicação
das demonstrações contábeis consolidadas da sociedade de comando de grupo de
sociedades a que estiver filiada.

Art. 38. Os ajustes iniciais, decorrentes das alterações introduzidas por esta Instrução,
deverão ser registrados como receita ou despesa de equivalência patrimonial, no
resultado não operacional, com divulgação do fato e os valores envolvidos em nota
explicativa.

Parágrafo 1º Aplica-se, ainda, o disposto no caput deste artigo aos investimentos que,
por se tornarem relevantes, passarem a ser avaliados pelo método da equivalência
patrimonial.

Parágrafo 2º O disposto neste artigo não implicará reelaboração das demonstrações


contábeis individuais ou consolidadas relativas ao exercício social anterior.

Contabilidade Avançada
48

Art. 39. As companhias abertas deverão manter em boa ordem, pelo prazo de 3 (três)
anos e por quaisquer meios adequados, a guarda dos papéis de trabalho e memórias de
cálculo relativos à elaboração de suas demonstrações contábeis consolidadas.

Parágrafo Único. O descumprimento ao disposto aos artigos 1º, 21, 32 e 35 desta


Instrução será considerado falta grave, para fins do artigo 11 da Lei nº 6.385, de 07 de
dezembro de 1976, ensejando a aplicação das penalidades previstas na legislação
pertinente.

Art. 40. Todas as disposições relativas às sociedades coligadas, contidas nesta


Instrução, aplicam-se ainda às sociedades equiparadas conforme definição contida no
parágrafo único do artigo 2º.

Art. 41. Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação, aplicando-se às
demonstrações contábeis relativas aos exercícios sociais a se encerrarem a partir de 1º
de dezembro de 1996, quando ficarão revogadas as Instruções CVM nº 01, de 27 de
abril de 1978, nº 15, de 03 de novembro de 1980, nº 30, de 17 de janeiro de 1984, o
artigo 2º da Instrução CVM nº 170, de 03 de janeiro de 1992, e as demais disposições
em contrário.
Parágrafo Único. Adaptam-se à presente Instrução as demais normas da CVM que
tratam dessa matéria.

Original assinado por


FRANCISCO AUGUSTO DA COSTA E SILVA
Presidente

Contabilidade Avançada
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4. Exercícios
4.1 Método de Equivalência Patrimonial
Exercício 1
Identifique os investimentos da Cia. ABC, que de acordo com a legislação vigente,
devem ser contabilizados pelo método de equivalência patrimonial:

Valor Contábil Investimento ( ) Participação


do investimento patrimônio líquido no
R$ da ABC - % capital

Na empresa A 500.000 7,30% 25%


Na empresa B 1.200.000 18,00% 8%
Na empresa C 1.800.000 26,00% 15%
Na empresa D 3.000.000 44,00% 35%
Na empresa E 400.000 6,00% 20%
Na empresa F 750.000 11,00% 9%

Dados adicionais:

ABC exerce influência na administração das investidas B, C, D, E e F.

O valor do patrimônio líquido da ABC era de R$6.800.000 na mesma data.

Exercício 2
A empresa ABC adquiriu em 01.12.09 30.000 ações do capital de empresa
MARAVILHA, pelo preço de R$45.000. O capital da investida era de 150.000 ações
com valor nominal de R$1,00 cada e havia ainda prejuízos acumulados de R$20.000
na data de aquisição.

Pede-se:

Contabilizar o investimento na data da aquisição;

Contabilizar o investimento em 31.12.09 (data do balanço), considerando que o


patrimônio líquido da empresa MARAVILHA, nessa data, era de R$200.000.

Contabilidade Avançada
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Exercício 3

A CIA ABC registrava em 31.12.08 em seu balanço, o valor de R$20.000, referente a


participação acionária de 35% na Empresa METRÓPOLE, contabilizada pelo método de
equivalência patrimonial.

Em março de 2009 a METRÓPOLE pagou R$4.000 a ABC a título de dividendos.

Em 31.12.09 o patrimônio líquido da METRÓPOLE era assim formado:

Capital R$20.000
Reserva de capital 20.000
Prejuízos acumulados (5.000)
R$35.000
Pede-se:

Contabilizar os dividendos recebidos pela ABC;


Apurar e contabilizar o MEP em 31.12.09.

Exercício 4

Considerando os dados abaixo, proceder aos lançamentos contábeis para a conta de


investimentos da CIA ABC, na data do balanço de 31 de dezembro de 2009.

CIA ABC:

Saldo do investimento em "A"antes do ajuste de E.P. R$6.000


Quantidade de ações possuídas de "A" - 100.000
% de participação no capital de "A" - 20%
Patrimônio líquido de ABC em 31/12/2008 R$50.000

CIA "A":

Patrimônio líquido na data do balanço - 31/12/09:


Capital 35.000
Reservas de capital 30.000
Reservas de Lucros 40.000

Informações adicionais:

- A CIA ABC vem elegendo anualmente um membro da Diretoria de "A".

Contabilidade Avançada
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Exercício 5
Com base nas demonstrações financeiras a seguir, para os casos aplicáveis, apure e
contabilize os investimentos pelo método de equivalência patrimonial.

ABC B C D
Ativo:
Caixa e bancos 100 1.000 10.000 3.000
Contas a receber - 2.000 20.000 12.000
Estoques:
de "B" 1.000 - - -
de "C" 25.000 - - -
de "D" 17.000 - - -
Outros - 7.000 50.000 14.000
43.000 7.000 50.000 14.000
Investimentos:
em "B" 5.400 - - -
em "C" 9.600 - - -
em "D" 2.500 - - -
17.500 - - -
Imobilizado - 6.000 54.000 31.000
60.600 16.000 134.000 60.000
Passivo:
Fornecedores 15.600 7.500 30.000 25.000
Patrimônio líquido
Capital 40.000 6.000 64.000 32.000
Reservas de Lucros 5.000 2.500 40.000 3.000
45.000 8.500 104.000 35.000
60.600 16.000 134.000 60.000
Demonstração do Resultado
Vendas para ABC - 2.500 75.000 15.000
Vendas para terceiros 200.000 - 15.000 20.000
Custo das vendas p/ABC - 500 30.000 4.500
Custo das vendas p/3ºs 75.000 - 10.000 12.500
Lucro bruto 125.000 2.000 50.000 18.000
Outras receitas 15.000 1.000 10.000 12.000
Outras despesas 135.000 (500) (20.000) (27.000)
Lucro líquido 5.000 2.500 40.000 3.000

Informações adicionais:

- ABC participa em 90% de "B", 15% de "C" e 9% de "D".


- ABC exerce influência na administração de "C".

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Exercício 6
Proceder a contabilização das seguintes operações na CIA ABC, bem como aos ajustes
contábeis de balanço:

1/3 - Aquisição de 70.000 ações da CIA DELTA, pelo preço de R$200.000. O


patrimônio líquido de CIA DELTA na data da aquisição era assim formado:

Capital - R$100.000 - representado por ações com valor nominal de R$1,00 cada;
Reservas - R$150.000
Prejuízos acumulados - R$90.000

1/6 - Aquisição de 10.800 quotas da empresa 801, por R$60.000, cujo capital era
composto de 90.000 quotas com valor unitário de R$2,00 cada. O patrimônio líquido da
empresa 801 na data de aquisição montava a R$500.000.

ABC exercia influência da administração da empresa 801.

1/8 - Aquisição de 20.000 ações da CIA AMARALINA por R$200.000, correspondendo


a 8% do total do capital da AMARALINA. O patrimônio líquido da AMARALINA na
data da aquisição era de R$5.000.000.

ABC não exercia influência na administração da AMARALINA.

1/12 - Venda de estoques para AMARALINA com vencimento para 120 dias, no total
de R$1.500.000.

Outros dados:

Investimentos na CIA DELTA, empresa 801 e CIA AMARALINA consideradas


relevantes nas respectivas datas de aquisição, de acordo com a legislação
vigente.

Patrimônio líquido na data do balanço:

R$
Cia ABC 1.200.000
Cia Delta 250.000
Empresa 801 400.000
Cia Amaralina 8.000.000

Contabilidade Avançada
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Exercício 7
Com base nas informações abaixo e de acordo com a legislação vigente, efetue as
contabilizações a cada ano na Empresa Floresbela S.A., bem como informe o tratamento
fiscal das despesas e receitas resultantes.

A Floresbela adquiriu em 31/12/07, 19% do capital social da empresa Alegria


Ltda., pagando R$200.000,00. O capital da Alegria totalizava R$300.000,00,
representado por 100.000 cotas sem valor nominal. Nessa mesma data, o
Patrimônio líquido da investida incluía uma Reserva de Capital no valor de
R$280.000,00 e Prejuízos Acumulados de R$260.000,00. A Floresbela era o único
fornecedor de um líquido preciosíssimo, utilizado como matéria prima pela
Alegria, para produção do Extrato da Felicidade.

A razão do ágio pago pela Floresbela na realidade não existia. Sua diretoria
acreditava que tudo era flores, um excelente negócio, não havendo um fundamento
econômico, uma razão objetiva.

Dessa forma, não deveria ter sido registrado conforme a orientação da legislação
vigente.

Devido aos problemas de aperto monetário trazido pelo novo plano de estabilização
da economia, a população rural de Chorandópolis vivia muito triste, com o que se
aproveitou a Alegria para vender uma grande quantidade do Extrato da Felicidade
em 2008, o que propiciou-lhe o lucro fabuloso de R$550.000,00 naquele exercício.

No final de 2009 a Alegria registrou um lucro de R$265.000,00, bem como agradou


seus cotistas pagando dividendos no montante de R$250.000,00.

Como nem tudo são flores, o sócio majoritário da Alegria se aposentou em


31/12/2009, deixando em seu lugar, na Administração, seu promissor filho - o
Juninho, formado em RAVARDI, ostentando vários canudos de pós-graduação em
Universidades estrangeiras de nome esquisito, com duração entre 30 e 36 horas cada
curso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! . Após 5 meses, em 2010, gerenciando a Alegria, a Empresa
fechou o primeiro quadrimestre de 2010 com um patrimônio líquido negativo de
R$700.000,00 !!!!!!!!!! .

Para piorar esse quadro o contrato social da Alegria determinava que todos os seus
cotistas deveriam arcar com qualquer passivo a descoberto desta.

Dados Adicionais - Patrimônio líquido da Floresbela S.A. :


31/12/2006 - R$ 500.000,00
31/12/2007 - R$ 600.000,00
31/12/2008 - R$ 850.000,00
31/12/2009 - R$1000.000,00

Contabilidade Avançada
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Exercício 8
A Empresa REVISÃO S.A., Cia. Aberta, adquiriu, em 31/12/07, 15.000 ações
ordinárias do capital da ULTIMA CHANCE S.A., pagando R$800.000. A diferença de
preço em relação ao valor patrimonial da investida foi devido ao valor de mercado do
seu parque industrial. Ficou ainda acordado que a Revisão indicaria o Diretor comercial
da Investida. O Patrimônio líquido da Revisão em 31/12/07 montava a R$4.000.000.

Pede-se: Efetue as respectivas contabilizações na Revisão S.A. em 31/12/07, 31/12/08,


31/12/09 e 02/01/10.

Dados Adicionais :

 DA ULTIMA CHANCE S.A.:

a) 31/12/07 – Patrimônio Líquido -R$ 10.000.000


Capital -150.000 ações ordinárias
-150.000 ações preferenciais
b) Movimentação em 2008:

Lucro do Exercício - R$ 1.200.000


Vendas de estoque para a Revisão - R$ 500.000
Margem de Lucro bruto - 30%
Mais valia do parque industrial, em 01/01/2008 - R$ 7.000.000
Depreciação do Imobilizado, no exercício - 10%

c) Movimentação em 2009:

Prejuízo do exercício - R$ 600.000


Vendas de estoque para a Revisão - R$ 400.000
Prejuízo nas vendas para a Revisão - 18%
Depreciação do parque industrial, no exercício - 10%

d) Aumento de capital em espécie em 02/01/10:

75.000 ações ordinárias a R$47,00 cada uma.

 DA REVISÃO S.A. :

A) Qual seria o critério de registro dos Investimentos em 2007, 2008 e 2009;


B) Saldo de Estoques no ativo, referente a compras efetuadas na ULTIMA
CHANCE:
31/12/08 - R$ 40.000;
31/12/09 - R$ 100.000.
Os estoques giram em média a cada 45 dias.
C) A Revisão não participou do aumento de capital ocorrido em 02/01/10.

Contabilidade Avançada
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4.2 Exercícios de Consolidação


Exercício 9
Analise as informações abaixo à luz da legislação vigente e, se aplicável, proceda a
consolidação das demonstrações contábeis da Cia. DORA com sua controlada Cia.
IDA em 31.12.2009. A Cia. DORA, uma companhia aberta, possui 70% das ações
da Cia. IDA. Houve no passado, em razão da mais valia do imobilizado, pagamento
de ágio na aquisição de controle da Cia. IDA.

Durante o exercício de 2009, a Cia. DORA vendeu mercadorias para a Cia. IDA no
valor de R$7.932. Entretanto, essas mercadorias foram integralmente revendidas
para terceiros no decorrer do exercício.

Despesas e receitas financeiras entre as Cias. totalizaram R$2.598.

Seguem-se os balanços patrimoniais e as demonstrações de resultados da Cia. DORA


e da Cia. IDA em 31/12/2009, para serem consolidados.

CIA. DORA E CONTROLADA

Balanço Patrimonial Consolidado Em 31 de Dezembro de 2009

Controladora Controlada Ajustes Saldos


Cia. DORA Cia. IDA Total Débito Crédito Consolidados
ATIVO

CIRCULANTE
Caixa e bancos 15.626 12.659 28.285
Duplicatas a receber 63.869 74.278 138.147
Estoques 26.545 28.271 54.816
Adiantamentos a fornecedores e outros 9.203 7.354 16.557
Contas a receber de controlada
Cia. IDA 11.851 - 11.851
Despesas pagas antecipadamente 3.188 2.059 5.247
130.282 124.621 254.903
NÃO CIRCULANTE:
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO:
Empréstimos compulsórios 5.798 6.587 12.385

PERMANENTE:
Investimentos:
Cia. IDA - Valor patrimonial 66.409 66.409
Cia. IDA - Ágio 11.719 11.719
78.128 78.128
Outros 11.438 6.972 18.410
89.566 6.972 96.538
Imobilizado 47.630 46.529 94.159
137.196 53.501 190.697
273.276 184.709 457.985

Contabilidade Avançada
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CIA. DORA E CONTROLADA

Balanço Patrimonial Consolidado Em 31 de Dezembro de 2009

Controladora Controlada Ajustes Saldos


Cia. DORA Cia. IDA Total Débito Crédito Consolidados
PASSIVO

CIRCULANTE:
Títulos a pagar 27.743 15.790 43.533
Fornecedores 22.553 24.499 47.052
Salários e encargos a pagar 4.368 2.050 6.418
Imposto de Renda 1.840 3.463 5.303
ICM e outros impostos 7.999 7.504 15.503
Dividendos a pagar 1.980 1.608 3.588
Contas a pagar a controladora
- Cia. IDA - 10.725 10.725
66.483 65.639 132.122

NÃO CIRCULANTE:
Empréstimos e financiamentos 34.532 24.200 58.732

PATRIMÔNIO LÍQUIDO:
Participação de outros acionistas - - -
Capital social 96.875 53.500 150.375
Reservas de capital 63.380 29.982 93.362
Reservas de lucros 12.006 11.388 23.394
172.261 94.870 267.131

273.276 184.709 457.985

Contabilidade Avançada
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CIA. DORA E CONTROLADA

Demonstração Consolidada do Resultado


Exercício Findo Em 31 de Dezembro de 2009

Controladora Controlada Ajustes Saldos


Cia. DORA Cia. IDA Total Débito Crédito Consolidados

Receita Operacional Liquida 190.324 135.298 325.622


Custo dos Produtos Vendidos 104.678 60.884 165.562
Lucro bruto 85.646 74.414 160.060

Outras Receitas Operacionais:


Resultado Método Equivalência Patrimonial 4.502 - 4.502

Despesas Operacionais:
De vendas 36.335 28.495 64.830
Financeiras 12.298 8.488 20.786
Administrativas 18.483 13.710 32.193
Depreciações e amortizações 5.771 5.392 11.163
Resultado não Operacional 7.501 8.434 15.935
80.388 64.519 144.907

Lucro do Exercício antes do Imposto de Renda 9.760 9.895 19.655


Imposto de Renda 1.840 3.463 5.303
Lucro do Exercício antes da Participação de 3º 7.920 6.432 14.352
Participação de 3º - - -
Lucro Líquido do Exercício 7.920 6.432 14.352

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58

Exercício 10
Com base nos dados abaixo, prepare as Demonstrações Consolidadas da Companhia
ABC de acordo com os critérios da legislação vigente.

1. Dados Relevantes

 Controladora - Companhia ABC (Companhia aberta)


 Controlada - Companhia XYZ
 A Companhia ABC participa em 90% do capital da Controlada XYZ.
 Todas as vendas realizadas pela XYZ foram remetidas à ABC.
 Cálculo do lucro nos estoques relativo a vendas da XYZ para a ABC:
a) margem de lucro da XYZ - 56% (lucro bruto: vendas);
b) saldo em estoque na ABC proveniente de compras na XYZ - R$ 10.000

Valor das compras - 10.000


Margem de lucro - 56%
Lucro nos estoques - 5.600
 Na data de encerramento do exercício de 2009, foi feita a equivalência patrimonial
da seguinte forma:

Patrimônio Lucro do
líquido exercício

XYZ (1) 67.200 20.800


Participação da ABC na XYZ (x) 90% (x) 90%
60.480 18.720
Lucro não realizado nos estoques (5.600) (5.600)
IR s/lucro não realizado (30%) 1.680 1.680
Equivalência patrimonial 56.560 14.800
Participação minoritária ( (1) x 10%) 6.720 2.080

Contabilidade Avançada
59

2. Balanço Patrimonial Consolidado

Eliminações
ABC XYZ Total Débito Crédito Consolidado

ATIVO

CIRCULANTE:
Disponibilidades 2.500 300 2.800
Contas a receber - clientes 82.500 7.100 89.600
Contas a receber - associada - 45.000 45.000
Estoques 60.000 8.000 68.000
Outras contas 3.000 600 3.600
148.000 61.000 209.000
NÃO CIRCULANTE:
PERMANENTE:
Investimento 56.560 - 56.560
Imobilizado 110.000 12.000 122.000
Intangível 49.952 - 49.952
216.512 12.000 228.512

364.512 73.000 437.512

PASSIVO

CIRCULANTE:
Fornecedores 72.000 2.800 74.800
Obrigações trabalhistas 11.000 600 11.600
Obrigações tributárias 16.000 900 16.900
Instituições financeiras 58.000 1.500 59.500
Contas a pagar - associada 45.000 - 45.000
202.000 5.800 207.800

PATRIMÔNIO LÍQUIDO:
Participações de 3º - - -
Capital 60.000 25.000 85.000
Reservas de Avaliação Patrimonial 16.000 10.000 26.000
Reservas de Lucros
Anos anteriores 22.516 11.400 33.916
Exercício atual 63.996 20.800 84.796
162.512 67.200 229.712

364.512 73.000 437.512

Contabilidade Avançada
60

3. Demonstração Consolidada do Resultado

Eliminações
ABC XYZ Total Débito Crédito Consolidados

Vendas 700.000 80.000 780.000


(-) Custo das Venda (380.000) (35.000) (415.000)

Lucro bruto 320.000 45.000 365.000

Despesas Operacionais:
Administrativas (127.040) (5.000) (132.040)
Vendas (65.000) (1.000) (66.000)
Despesas Financeiras (39.000) (400) (39.400)
Receitas Financeiras 13.892 (8.600) 5.292
Resultado da Participação em Controlada 14.800 - 14.800
Outras despesas (12.000) (200) (12.200)

Lucro Operacional 76.960 38.400 115.360

Lucro antes do IR 105.652 29.800 135.452


Provisão Para IR (41.656) (9.000) (50.656)

Lucro Líquido do Exercício antes da participação de 3º 63.996 20.800 84.796

Participação de 3º
Lucro líquido do Consolidado

Contabilidade Avançada
61

Exercício 11

Em 28/01/2009 a Cia. CARTEL adquiriu 80% das ações da Cia MICRO. Como a Cia.
CARTEL é uma companhia aberta, a controladora deverá elaborar demonstrações
financeiras consolidadas em 31/12/2009.

Seguem-se os Balanços Patrimoniais e as Demonstrações de Resultados das Cias.


CARTEL e MICRO em 31/12/2009.

DADOS ADICIONAIS SOBRE AS OPERAÇÕES DAS CIAS.:

1. A Cia. CARTEL aplicou o método de equivalência patrimonial na Cia. MICRO em


31/12/2009, eliminando do patrimônio líquido o lucro não realizado citado em 3
abaixo, deduzido do imposto de renda correspondente.

2. Em 31/01/2009 a Cia. CARTEL fez um adiantamento em conta corrente para a Cia.


MICRO de R$20.000, cobrando juros de 5% ao ano, a serem pagos juntamente com
o principal em 31/12/2009. Os juros correspondentes (R$1.000) foram contabilizados
em 31/12/2008 pelas Cias.

3. Durante o exercício findo em 31/12/2009 a Cia. MICRO vendeu mercadorias à Cia.


CARTEL por R$85.300 cujo preço de custo havia sido R$46.915. Do total adquirido,
a Cia. CARTEL ainda mantinha em estoque, em 31/12/2009, o saldo de
R$25.400,00.

4. Em 27/12/2009 a Cia. CARTEL pagou uma duplicata emitida pela Cia. MICRO no
valor de R$3.200, enviando o cheque pelo correio. Este, todavia, somente foi
recebido e depositado pela Cia. MICRO nos primeiros dias de janeiro de 20010.

5. O imposto de renda e a CSLL foram calculados a alíquota de 25% e 9%,


respectivamente.

6. Em 31/12/2009 a Cia. MICRO tinha um saldo de R$5.600 a receber da CARTEL


por fornecimento de mercadorias.

Contabilidade Avançada
62

CIA. CARTEL E CONTROLADA

Balanço Patrimonial Consolidado


Em 31 de Dezembro de 2009

Controladora Controlada Ajustes Saldos


Cia Cia MICRO Total Débito Crédito Consolidados
CARTEL
ATIVO

CIRCULANTE:
Caixa e bancos 7.500 12.300 19.800
Aplicações financeiras 7.000 20.500 27.500
Duplicatas a receber 52.200 61.200 113.400
Estoques 37.300 44.700 82.000
Adiantamento a fornecedores e outros 1.600 5.700 7.300
Contas a receber da Cia. MICRO 20.500 - 20.500
Dividendos a receber da Cia. MICRO 6.400 - 6.400
Imposto de renda diferido - - -
Despesas pagas antecipadamente 1.400 2.600 4.000
133.900 147.000 280.900
NÃO CIRCULANTE
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
Aplicações financeiras 13.000 14.400 27.400
Duplicatas a receber 2.200 7.700 9.900
Depósitos judiciais 4.700 5.300 10.000
19.900 27.400 47.300

PERMANENTE:
Investimentos:
Cia. MICRO - Valor Patrimonial 113.885 - 113.885
Cia. MICRO - Ágio (1) 48.172 - 48.172
162.057 162.057
Obras de arte 8.143 6.600 14.743
170.200 6.600 176.800
Imobilizado 112.850 123.400 236.250
Intangível 4.950 - 4.950
288.000 130.000 418.000

441.800 304.400 746.200

(1) Fundamento Econômico: Valor de mercado do imobilizado da Micro

Contabilidade Avançada
63

CIA. CARTEL E CONTROLADA

Balanço Patrimonial Consolidado


Em 31 de Dezembro de 2009

Controladora Controlada Ajustes


Cia CARTEL Cia MICRO Total Débito Crédito Saldos
Consolidados
PASSIVO

CIRCULANTE:
Empréstimos e financiamentos 39.200 22.059 61.259
Fornecedores 63.223 34.768 97.991
Salários e encargos sociais 15.200 11.200 26.400
IPI, ICM e outros impostos 7.900 11.950 19.850
Imposto de renda 9.502 16.423 25.925
Dividendos a pagar 2.000 8.000 10.000
137.025 124.900 261.925

NÃO CIRCULANTE:
Contas a pagar a Cia. CARTEL - 20.500 20.500
Empréstimos a financiamentos 32.570 25.000 57.570
Imposto de renda diferido 2.205 - 2.205
34.775 25.000 59.775

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Participação de 3º - - -
Capital 180.000 100.000 280.000
Reservas de capital 42.000 20.000 62.000
Reservas de lucros 48.000 34.500 82.500
270.000 154.500 424.500

441.800 304.400 746.200

Contabilidade Avançada
64

CIA. CARTEL E CONTROLADA

Demonstração Consolidada do Resultado


Exercício Findo Em 31 de dezembro de 2009.

Controladora Controlada Ajustes Saldos


Cia Cia MICRO Total Débito Crédito Consolidados
CARTEL

Receita Operacional Liquida 170.848 237.364 408.212


Custo dos Produtos Vendidos 97.408 130.630 228.038
Lucro bruto 73.360 106.814 180.174

Outras Receitas Operacionais:


Resultado de equivalência patrimonial 14.685 - 14.685

Despesas Operacionais:
De vendas 6.687 15.935 22.622
Financeiras (deduzido receita R$5.200) 9.990 14.440 24.430
Administrativas 19.529 20.653 40.182
Depreciações e amortizações 6.232 7.530 13.762
Outras Receitas(despesas) operacionais 6.300 (1.333) 4.967
42.438 58.558 100.996

Lucro do Exercício antes do IR 51.907 46.923 98.830


Imposto de Renda:
Corrente 9.502 16.423 25.925
Diferido 2.205 - 2.205
11.707 16.423 28.130

Lucro do Exercício antes da Participação de 3º 40.200 30.500 70.700


Participação de 3º - - -
Lucro Líquido do Exercício 40.200 30.500 70.700

Contabilidade Avançada
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