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Património Do Estado

Este documento discute o património do Estado em Moçambique. Define património do Estado como um conjunto de direitos e bens tangíveis ou intangíveis adquiridos ou produzidos pelas entidades públicas. Discute a composição do património do domínio público e privado do Estado, e a gestão patrimonial em Moçambique. Explora a importância do património do Estado para a prestação de serviços públicos.

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Património Do Estado

Este documento discute o património do Estado em Moçambique. Define património do Estado como um conjunto de direitos e bens tangíveis ou intangíveis adquiridos ou produzidos pelas entidades públicas. Discute a composição do património do domínio público e privado do Estado, e a gestão patrimonial em Moçambique. Explora a importância do património do Estado para a prestação de serviços públicos.

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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Tema: Património do Estado

Nome: Raimundo Albino Serrote

Código: 708200023

Curso: Administração Pública

Cadeira: Contabilidade Orçamental


Ano 3º

Turma: E/2

Docente: Ornelos Valdez João

Nampula, Julho de 2022


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do
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 Introdução 0.5
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organizacionais
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Introdução  Descrição dos
1.0
objectivos
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 2.0
cuidada, coerência /
Análise coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
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 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
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Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafa, espaçamento
entre linhas
Normas APA
Referências  Rigor e coerência das
6ª edição em
Bibliográfica citações/referências 4.0
citações e
s bibliográficas
bibliografia

2
Índic

e
1. Introdução.................................................................................................................................4

2. Património do Estado...............................................................................................................5

2.1. Definição do Património do Estado..................................................................................5

2.2. Composição do património do domínio público...............................................................7

2.3. Composição do património do domínio privado do Estado..............................................8

2.4. Gestão Patrimonial em Moçambique................................................................................9

2.5. Princípios e regras de gestão patrimonial.......................................................................10

2.6. Importância do Património do Estado.............................................................................10

2.6.1. Modos de prestação de utilidades pelo património..................................................10

2.6.2. Serviço Privativo do Estado.....................................................................................11

2.6.3. Utilização directa e serviço público.........................................................................11

2.6.4. Património de uso e património de rendimento.......................................................12

3. Conclusão...............................................................................................................................13

4. Referencias Bibliográficas.....................................................................................................14

3
1. Introdução

O presente trabalho, insere-se no âmbito de Contabilidade Orçamental, com o tema Património


do Estado, onde irei reflectir sobre os bens públicos, um tipo de património muito especial que
não é susceptível de compra e nem de venda em nenhum mercado, pois as suas características de
ser colectivo e cujo uso pode ser levado acabo por qualquer cidadão sem distinção, com
independência de que este respeite a jurisdição aprovada para respeitá-los.

O exemplo mais comum do bem público é a defesa nacional, um serviço de protecção garantida
e gerida pelo Estado, que nos protege diante das ameaças externas, oferece este serviço a todos, e
para o qual não se exclui ninguém.

Há património público impuro que provém do estado assim como instituições privadas que
chegam a limitar-se, a reduzir a sua quantidade disponível ou a aumentar a sua qualidade e que
se exemplifique perfeitamente na educação.

Os patrimónios do Estado classificam-se em bens patrimoniais ou fiscais do Estado e bens do


uso público. Integram a categoria de Bens patrimoniais ou fiscais do Estado aqueles cuja
titularidade corresponde sempre a uma pessoa jurídica do direito público de carácter nacional e
que servem como meios necessários para a prestação das funções e os serviços públicos.

4
2. Património do Estado
2.1. Definição do Património do Estado

O nosso artigo pretendendo discutir sobre o património do estado, antes de entrar nos seus
diversos aspectos que compreende o Património Público, consideramos oportuno começar com a
conceptualização do Património do Estado.

Património do Estado define-se como sendo um conjunto de direitos e bens, tangíveis ou


intangíveis, vinculados ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou usados
pelas entidades do sector público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios,
presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração económica por
entidades do sector público e suas obrigações.

No concernente ao Património do Estado, Teodoro Andrade Waty define: “O património é um


conjunto de bens e responsabilidades que sobre eles impendem, de que um sujeito dispõe,
duradouros ou não duradouros, susceptíveis de fazerem necessidades económicas colectivas”
(WATY, 2011:237).

O património do Estado, constituído pelos bens susceptíveis de satisfazerem necessidades


económicas de que o Estado é titular e pelas responsabilidades que sobre eles impendem, tem
sempre um activo (bens) e um passivo (responsabilidades). No que afirmamos anteriormente,
Teodoro Waty assere: O património pressupõe um activo e um passivo dos quais se pode fazer-
se um balanço (idem, 238)

de termos dado a noção do Património do Estado, interessa-nos, neste ponto a delimitação da


compreensão do património. Ao conjunto das coisas e direitos públicos pertencentes à
Administração formam aquilo que se chama de domínio público, assim considerado. Por
conseguinte, bens públicos são também denominados bens de domínio público. É preciso
salientar que, fazem parte igualmente do domínio público os direitos da Administração sobre as
coisas particulares, nomeadamente, as servidões administrativas (Caetano, 1990).

5
Das múltiplas definições de bens de domínio público encontradas, consideramos oportuno
apresentar quanto afirma Caetano:

Conjunto das coisas que, pertencendo a uma pessoa colectiva de direito público de população e
território, são submetidas por lei, dado o fim de utilidade pública a que se encontram afectadas, a
um regime jurídico especial caracterizado fundamentalmente pela sua incomerciabilidade, em
ordem a preservar a produção dessa utilidade pública (acepção objectiva).

Quanto ao que precedentemente afirmamos no que diz respeito aos bens de domínio público
coincide com o quanto nos define o nº2 do art. 202 do Código Civil no concernente aos bens do
domínio público nestes termos: “O domínio público é constituído pelas coisas que em virtude da
sua reconhecida primacial utilidade pública, a lei subtrai ao comércio jurídico privado”.

Os bens devem ser classificados como públicas atendendo e considerando ao fim a que esses se
destinam e de acordo com as características que os mesmos apresentam. Neste contexto, diversos
autores que já se pronunciaram acerca dos bens públicos advogam quais os critérios a que os
bens devem obedecer para que se possam considerar do domínio público.

Os critérios, bem como os respectivos autores, são os seguintes segundo (Moreira, 1931):

 São dominiais do domínio público os bens afectos ao uso imediato do público e


insusceptíveis de propriedade privada (Bérthélemy);
 São dominiais do domínio público, os bens afectos ao uso do público ou aos serviços
públicos. Critério de uso público directo ou indirecto (Hauriou);
 São dominiais do domínio público os bens que desempenham o papel principal em
serviços públicos essenciais (Jèze);
 São dominiais do domínio público, os bens particularmente adoptados ao funcionamento
de um serviço público ou à satisfação de uma necessidade pública e que não podem ser
substituídos sem inconveniente (Waline);
 São dominiais do domínio público, os bens que por si só oferecem imediata utilidade
pública na satisfação dos interesses sociais de maior gravidade (Otto Mayer).
 A Constituição da República de Moçambique, citado por Teodoro Waty, define aos bens
públicos neste sentido: “bens de domínio público os que assim são classificados pela

6
Constituição da República ou os submetidos por lei à titularidade do Estado e subtraídos
ao direito privado” (WATY, op. Cit., 238).

Portanto, como já o vimos previamente, aos bens do domínio público, entendem-se dos bens
materiais ou imateriais que possuem valor económico, que podem ser avaliados em dinheiro, que
satisfaça as necessidades públicas, pertencentes às pessoas jurídicas de direito público.

2.2. Composição do património do domínio público

Caetano (1990) entende o domínio público, composto por bens naturais e por bens construídos
através da acção do homem, em que os primeiros formam o domínio público natural e, os
segundos, o domínio público artificial. Daqui podemos concluir que Caetano começa por fazer
uma classificação dos bens do domínio público segundo o processo da sua criação, ou seja,
domínio público natural e artificial. Por sua vez, o domínio público natural, agrupa-se segundo a
sua constituição material domínio público hídrico, aéreo e mineiro e o domínio público artificial
agrupado segundo a função que os bens desempenham por exemplo, o domínio público da
circulação, militar, cultural, etc.

O critério de classificação adoptado por Fernandes (1991) baseia-se no tipo específico e


primordial de utilidade pública produzida pela coisa. Segundo este autor, o legislador português
estatuiu que onde existisse água deveria ser considerado domínio público, salvo raras excepções
em que juridicamente seria impossível fazer prevalecer tão estranho princípio. Ainda segundo o
mesmo autor, o resultado da mistura irracional entre a função da coisa e a sua materialidade
traduziu-se num enorme embaraço para as pessoas que têm de sistematizar tão estranho conjunto
de disposições.

Teodoro Waty menciona-nos os seguintes componentes domínio público natural, “bens de


domínio hídrico: águas marítimas, fluviais, lacustres e de fontes, bens de domínio aéreo e bens
de domínio minério: jazigos nacionais e petrolíferos, nascentes de águas mineromedicinais e
recursos geométricos” (WATY, op. Cit., 239).

Domínio Público artificial, as valas aberta pelo Estado e as barragens de utilidade pública Os
portos artificiais e docas, os aeroportos e aeródromos de interesse público as obras e instalações
militares, bem como as zonas territoriais reservadas para a defesa militar; os navios da armada,

7
as aeronaves militares e os carros de combate, bem como outro equipamento militar de natureza
e durabilidade equivalentes.

As linhas telegráficas e telefónicas, os cabos submarinos e as obras, canalizações e redes de


distribuição pública de energia eléctrica. Os palácios, monumentos, museus, bibliotecas,
arquivos e teatros nacionais. Terrenos classificados como espaço natural ou zona verde, de lazer,
praças públicas ou para instalação de infra-estruturas ou equipamentos públicos. Segundo Sousa
Franco temos os seguintes bens do domínio público artificial;

 Domínio de circulação: estradas, pontes, ferrovias, linhas telefónicas e de energia,


aerogares, etc;
 Domínio monumental, cultural e artístico (museus, bibliotecas, arquivos, palácios e
monumentos);
 Domínio militar: navios, aeronaves, instalações militar, carros de combate, etc. (SOUSA
FRANCO, 2010:309).
2.3. Composição do património do domínio privado do Estado

Considera-se património do domínio privado aos bens pertencentes a um indivíduo, isto é, uma
pessoa física, ou uma empresa, que chamamos de pessoa jurídica. bens envolvem imóveis,
terrenos, veículos, móveis, dinheiro, produtos, maquinarias etc.

O Regulamento do Património do Estado de 9 de Agosto de 2007 no seu art.3 na sua alínea h)


define “bens do domínio privado do Estado o conjunto de bens e direitos sobre móveis e imóveis
que se encontram sob a administração ou tutela de órgãos e instituições de Estado”.

No mesmo art. na sua alínea i) quando define o património do Estado, o compreende como
“conjunto de bens do domínio público e privado e dos direitos e obrigações de que o Estado é
tutelar, independentemente da sua forma de aquisição, designadamente:

 Bens móveis, animais e imóveis, imóveis, sujeitos ou não a registo;


 Empresas, estabelecimentos, instalações, direitos, quotas e outras formas de participação
financeira do Estado;
 Bens adquiridos por conta de projectos, quando não haja reserva de titularidade a favor
de terceiros;

8
Teodoro Waty define o património do domínio privado do Estado: “O património constituído
[…] por coisas integradas no comércio jurídico privado e sujeitos ao regime do Direito Privado,
e sobre as quais o Estado exerce o direito real de propriedade, ou outros direitos, reais, de
natureza creditícia ou obrigacional” (WATY, op. Cit., 239).

São considerados componentes do domínio privado na óptica de Teodoro Waty: “Prédios


rústicos e urbanos; Património Móvel; Capitais em participações; Capitais mutuados; Títulos em
carteira e Direitos de exploração” (Idem).

2.4. Gestão Patrimonial em Moçambique

A gestão patrimonial em Moçambique conheceu seus passos evolutivos aos quais gostaríamos de
abordar. Nota-se que, a partir da independência os bens e direitos constituíram e constituem o
património do Estado embora tenham compreenda diversas mutações, num primeiro instante se
estende a todos e em segunda fase sofrendo restrições.

No âmbito de transição, foi justificado pela necessidade de tomar medidas urgentes susceptíveis
que garantissem a paz social e o progresso económico; neste processo de transição, isto é, o
processo de descolonização, foi sujeito à intervenção do governo instando as empresas para que
contribuíssem para o desenvolvimento económico de Moçambique. O Estado moçambicano,
depois do processo da descolonização, nacionalizações e abandonos de maior parte dos edifícios
tornou-se herdeiros de muitos bens.

Quanto à Constituição de Tofo (25 de Junho de 1975) define como propriedade do Estado no seu
Artigo 8, a Terra, os recursos naturais, as águas territoriais marca o início de um estado
independente com o seu próprio património.

Quanto ao Programa de Reabilitação Económica, verifica-se uma reestruturação, transformação e


redimensionamento das empresas, as privatizações de modo que contribuíssem duma maneira
significativa com o aumento do capital, isto é, a alienação aos Gestores, Técnicos, e
Trabalhadores nacionais conhecida com a sigla (GTT) (WATY, 2011).

No âmbito da Constituição de 1990, no tocante aos bens dominais, não houve nenhuma alteração
quanto ao direito de propriedade da terra, parecendo absoluta a observância do artigo 35 na

9
Constituição da República de Moçambique e dos seus artigos 46-48 sobre a propriedade da terra
e os seus métodos do uso e aproveitamento.

Quanto ao domínio privado do Estado, parece que, no domínio económico já não há áreas que
sejam do monopólio do estado, tendo como orientação a manutenção das poucas empresas
públicas existentes a saber:

 Electricidade de Moçambique EP;


 Aeroportos de Moçambique;
 A Empresa Caminhos de Ferro de Moçambique EP;
 Correios de Moçambique.
2.5. Princípios e regras de gestão patrimonial

Segundo Teodor Waty há princípios e regras para gestão patrimonial. Quanto aos princípios,
apresenta-nos os seguintes:

 Impenhorabilidade;
 Inalienabilidade;
 Regularidade Financeira;
 Economicidade;
 Eficiência;
 Eficácia (WATY, op. Cit. p.245).

Quanto às regras estabelece as seguintes:

a. Avaliação de acordo com critérios específicos;


b. Alienação e aquisição por concurso público;
c. Amortização e reintegração de acordo com a legislação específica (Idem).
2.6. Importância do Património do Estado
2.6.1. Modos de prestação de utilidades pelo património

O conceito de serviço público tem sofrido mudanças através do tempo. As primeiras noções de
Serviço Público surgiram na França com a Escola de Serviço Público. Consideravam que o
serviço público abrangia todas as funções do Estado.

10
O serviço público é “toda actividade que o Estado exerce para cumprir os seus fins”. Inclui-se a
actividade judiciária, administrativa e também legislativa. Pode-se compreender serviço público
como sendo o conjunto de actividades e bens, que são exercidos ou colocados à disposição da
sociedade, cujo objectivo é atingir o mais alto grau possível de bem-estar social e abranger a
prosperidade pública. (...). Entende-se ainda serviço público:

Serviço público é toda a actividade de oferecimento de utilidade ou comodidade material fruível


directamente pelos administrados, prestados pelo Estado ou por quem lhe faça às vezes, sob um
regime de Direito Público - portanto, consagrador de prerrogativas de supremacia e de restrições
especiais - instituído pelo Estado em favor de interesses que houver definido como próprios no
sistema normativo. (...) a noção de serviço público há de se compor necessariamente de dois
elementos: um deles, que é seu substrato material, consiste na prestação de utilidade ou
comodidade fruível directamente pelos administrados; o outro traço formal indispensável, que
lhe dá justamente carácter de noção, consistente em um específico regime de Direito Público,
isto é, numa “unidade normativa” (BANDEIRA DE MELLO, 1999).

2.6.2. Serviço Privativo do Estado

Existem algumas actividades que são exercidas directamente pelo Estado, elas exigem
exclusividade e centralização. Os serviços privativos ou próprios são aqueles prestados pelo
Estado, que o faz usando da sua supremacia sobre os administrados. Sua prestação só cabe a
órgãos e entidades públicas.

Dentre estes serviços podem mencionar aqueles que se referem à defesa e segurança do território
nacional; as relações diplomáticas e consulares, os serviços ligados à emissão de moeda,
estabelecimento e execução de planos de educação e de saúde.

Em síntese, consideram-se serviços públicos próprios do Estado os que lhe compete à prestação,
privativamente, aos que se relacionem intimamente com o bem-estar da comunidade e por isso
devem ser executados de forma directa pelo Poder Público, a quem incumbe provê-los.

2.6.3. Utilização directa e serviço público

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Considera-se como primeira forma através da qual o património presta satisfações ao público
consiste na utilização directa. A utilização directa trata-se de uma utilização livre e gratuita.
Quando se fala da utilização livre e gratuita como anteriormente vimos quando falamos dos bens
do domínio público natural, insere-se neste, o uso das praias, o nadar nas praias, o fazer uso dos
parques, a comunidade de uma zona verde urbana ou de uma mata pública. Há igualmente a
utilização onerosa onde se dá a utilização do património está condicionada ou dá origem ao
pagamento de prestações obrigatórias, taxas ou quando igualmente deve deve-se pagar preço
pelos bens produzidos pelo património (SOUSA FRANCO, 2010).

Os serviços públicos integram na óptica de Sousa Franco (2010) uma segunda forma de
utilização dos meus patrimoniais, isto é, o Estado pode obter receitas que não resultam apenas do
património, mas da aplicação de bens em conjunto com o trabalho de pessoas numa organização.

O artigo 14 da lei nº 9/2002 de 12 de Fevereiro de 2002 do Sistema de Administração Financeira


– SISTAFE no tocante às receitas define receitas públicas as define como “todos os recursos
monetários ou em espécie, seja qual for sua fonte ou natureza, postos à disposição do Estado com
ressalva daquelas em que o estado seja mero depositário temporário”.

2.6.4. Património de uso e património de rendimento

Quando se fala de bens patrimoniais contribui para a prestação de utilidades mediante o seu
simples uso a saber o parque público, locais onde funcionam serviços públicos, palácio
nacionais, conhecido como património de uso. Existe igualmente no Estado os bens cujo
objectivo é proporcionar rendimento, obrigações de empresas públicas que tem como fim o
lucro, este conhecido como património de rendimento, ou por outra, património fiscal (SOUSA
FRANCO, 2010).

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3. Conclusão

Chegados ao fim do nosso artigo, consideramos oportuno tirarmos algumas conclusões no


respeitante ao que abordamos: Definimos o Património do Estado como sendo um conjunto de
direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, relativos ao património usado pelo Estado.

Consideramos o património do Estado como constituído pelos bens susceptíveis de satisfazerem


necessidades económicas de que o Estado é titular e pelas responsabilidades que sobre eles
impendem, tem sempre um activo bens e um passivo responsabilidades.

Quanto aos patrimónios, falamos do domínio público natural, domínio artificial; no que concerne
ao domínio público natural agrupamo-lo segundo a sua constituição material domínio público
hídrico, aéreo e mineiro e o domínio público artificial agrupado segundo a função que os bens
desempenham por exemplo, o domínio público da circulação, militar, cultural e entre outros.

No que concernente a gestão, afirmamos que se aplica a entidades privadas, quanto para as
entidades públicas, contudo, para estas, todos os seus fins devem atender o interesse público,
seguindo os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência.

No que diz respeito aos bens patrimoniais, compreendemo-los: bens móveis e imóveis. Bens
móveis referem-se a todos os equipamentos e materiais permanentes que, em razão da utilização,
não percam a identidade física e constituem meio para a produção de outros bens e serviços.

Quanto à fiscalização patrimonial afirmamos que, tinha como um fim garantir o controlo, a
fiscalização patrimonial torna-se, por conseguinte, responsável pelo controlo do património
público, activo imobilizado, por meio da mensuração de seu valor contabilístico e valor
reconhecido, além de serem depreciados mensalmente.

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4. Referencias Bibliográficas

BANDEIRA DE MELLO, C. A. (1999). Curso de direito administrativo. 12. ed. São Paulo:
Malheiros.

BOLETIM DA REPÚBLICA, (2007). Regulamento do Património do Estado, Decreto 23/2007


de 9 de Agosto de 2007.

BRASIL. Constituição (1988), Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em:


http://www.pla nalto.gov.br/ccivil_03/constituição/constitui%C3%A7ao2.htm> Acesso em 12 de
Julho de 2022.

CAETANO, C. (1990). Manual de Direito Administrativo. 10ª Edição Revista e Actualizada pelo
Prof. Doutor Diogo Freitas do Amaral. Tomo II. Almedina. Coimbra.

Fernandes, J. (1991), “Domínio Público”- Dicionário Jurídico da Administração Pública.


Volume IV. Direcção de José Pedro Fernandes.

INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. (2009). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, ed.


Objectiva, Rio de Janeiro.

MOREIRA, J. (1931). Do Domínio Público. Coimbra Editora. Coimbra.

SILVA, L. M. (2004).Contabilidade governamental: um enfoque administrativo. 7. ed. São


Paulo: Atlas.

SOUSA FRANCO, A. L. (2010). Finanças Públicas e Direito Financeiro, Coimbra, Almedina


4ª Edição, Volume 13º Reimpresso.

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. (2001). Constituição Publicada no Suplemento ao Boletim


da República, 1ª Série, nº 44, de 2 de Novembro de 1990, 4ª Edição, Imprensa Nacional de
Moçambique, Maputo.

WATY T. A. (2011). Direito Financeiro e Finanças Públicas, WEW Editora, LDA, Maputo.

Cfr. Preâmbulo do Decreto-Lei nº 16/75, de 13 de Fevereiro

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