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As 12 perguntas mais frequentes numa entrevista de emprego

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Tem uma entrevista de emprego  e não sabe o que vão perguntar? Nós daremos umaajuda para saber o que
responder. Leia com atenção, treine e boa sorte!

1. Fale sobre si. 


Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista de emprego e deverá ser muito bem praticada para uma
resposta sucinta, direta e, acima de tudo, que valorize o seu perfil profissional.

2. Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo? 


Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus objetivos aos da própria empresa. Respostas como
"ganhar bem" ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.

3. O que o levou a enviar o seu curriculum a esta empresa? 


Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de casa" e fale sobre a atividade da empresa e a
forma como o posicionamento desta a torna uma empresa de elevado interesse para qualquer profissional.
Naturalmente, para responder a esta pergunta, é preciso fazer previamente uma pesquisa sobre a empresa. Vá
ao site institucional, faça pesquisas usando mecanismos de busca, leia revistas da especialidade e converse
com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá

4. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje? 


O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos sejam capazes de identificar uma situação em que
tenham sido confrontados com um problema ou dúvida, e que tenham sido capazes de analisar alternativas e
consequências e decidir da melhor forma.

5. O que procura num emprego? 


As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento profissional e pessoal, desafios, envolvimento,
participação num projeto ou organização de sucesso, contribuição para o sucesso da sua empresa, etc.

6. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos? 


Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses de ser o candidato escolhido,
demonstre-se capaz de trabalhar por prazos e dê exemplos de situações vividas em trabalhos anteriores.

7. Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos. 


Esta é sempre das perguntas mais complicadas mas o que se espera é que o candidato saiba "vender" o seu
produto. Isto é, deverá focar-se nas suas capacidades e valorizar o seu perfil como o mais adequado para
aquela função e a forma como poderá trazer benefícios e lucros para a empresa.

8. O que você faz no seu tempo livre? 


Seja sincero, mas sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações demonstram não só a capacidade de
gerir o seu tempo, preocupações com o seu desenvolvimento pessoal e facilidade no relacionamento
interpessoal.

9. Quais são as suas maiores qualidades? 


Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um bom profissional: proatividade, empenho,
responsabilidade, entusiasmo, criatividade, persistência, dedicação, iniciativa, e competência.

10. E pontos negativos/defeitos? 


Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão poucas as hipóteses para um
profissional que diga ser desorganizado, desmotivado ou pouco cumpridor dos seus horários. 
Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma qualidade mas agravando-o
de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente
demais, etc.

11. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional? 
Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores. Diga sempre alguma coisa
positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/serviço da empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu
emprego anterior correrá o risco de o entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no futuro relativamente
aquela empresa.

12. Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram maior satisfação? 
Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar as mais recentes e que sejam mais
adequadas aos seus objetivos profissionais.
1 Preparação começa com o currículo

Para se sair bem em uma entrevista, a preparação, de acordo com os especialistas


começa ao escrever o currículo. É que o documento é o fio condutor dos principais pontos
que serão abordados na conversa com o recrutador.

“A primeira providência é estruturar o currículo. Ao escrevê-lo reflita sobre tudo o que


aconteceu na sua trajetória quais foram os significados para a sua vida profissional”, diz
Axel Werner, da Kienbaum.

Atente às entregas feitas em cada um dos lugares pelos quais passou. “O currículo deve
falar dos resultados que o profissional obteve não só dos conhecimentos e atividades
exercidas”, diz César Kaghofer, representante da Dale Carnegie.

2 Divida a carreira em etapas para estruturar a conversa com o


recrutador

De acordo com Werner, é importante dividir a sua carreira em etapas. “Estruture a parte da
carreira onde teve aprendizado, em seguida veja onde começa a etapa de utilização das
ferramentas aprendidas, que é seguida pela fase de desenvolvimento das ferramentas de
liderança e por fim pela etapa de aplicação das habilidades de liderança”, recomenda.

Reflita sobre as suas atividades exercidas. Em cada uma das fases da sua carreira, esteja
pronto para relacionar com os eventos transcorridos.

3 Pesquise informações sobre a empresa e o cargo

“De uma forma geral, os executivos não se preparam para as entrevistas de emprego”, diz
a coach Mariella Gallo. Saber o que se espera do profissional que ocupe aquela posição é
essencial para ter “ ponta da língua” a razão pela qual você pode ser a pessoa certa para o
cargo. Nesse ponto vale desde conversar com pessoas que já trabalhem na empresa,
como até visitar o local e se apresentar como candidato, segundo Kaghofer.

A especialista em gestão de recursos humanos, Claudia Bitencourt, lembra que tudo isso é
importante para você saber responder porque quer mesmo trabalhar lá. “Quanto mais
informação o profissional puder ter melhor porque é um processo de escolha mútua”, diz.

4 Foco em resolver o “problema” do recrutador

É claro que o seu objetivo é conquistar a oportunidade profissional, mas demonstre,


durante a conversa, estar atento às necessidades da empresa. “O foco da conversa deve
ser em resolver o problema do empregador. O que a empresa está precisando?”,
recomenda o representante da Dale Carnegie.

Por isso que as informações colhidas antes da entrevista são tão importantes. São elas
que darão o embasamento necessário para você mostrar que o seu perfil é indicado.

5 Prove competências a partir de ações e resultados


Ao fazer a breve apresentação da sua carreira, geralmente algo que acontece logo no
início da conversa com o recrutador, enriqueça as informações do currículo falando sobre
as ações e resultados.

“É interessante listar projetos importantes que ele realizou dando exemplos, mostrando
números, atos e ações”, diz Mariella. Seja específico sobre o grau de responsabilidade em
cada uma das funções, diga quantas pessoas eram lideradas por você, por exemplo.
Indique a quem você se reportava. Não deixe estes detalhes escaparem.

6 Fale sobre o seu desenvolvimento profissional

Além dos valores que você gerou nas empresas em que trabalhou, lembre-se também de
abordar o aprendizado para o desenvolvimento profissional.

Mesmo fora da fase de aprendizado, propriamente dita (faculdade, estágio, pós-


graduação), o desenvolvimento deve ser mantido. “É trazer uma nova perspectiva e
mostrar que a sua carreira é pautada em desafios”, lembra Werner.

Promoções, novos projetos e equipes ensinaram o quê? Quais as novidades em cada


etapa da carreira merecem destaque, na sua opinião? Claudia lembra que o
autoconhecimento é a regra de ouro. “Uma pessoa que não se conheça não tem ideia
clara do potencial das suas realizações”, diz.

7 Atente à comunicação, treine antes se for preciso

Sem esta competência, você não conseguirá fazer absolutamente nada do que os
especialistas recomendam nos itens anteriores. “As pessoas falham muito na
comunicação”, diz Kaghofer. Não se esqueça de que a prática é a mãe da excelência.
Treine, pratique, desenvolva esta habilidade. 
Veja dicas sobre como responder às
perguntas de entrevistas de emprego
G1 listou questões comuns nas seleções e pediu dicas a especialistas.
Recomendações são falar verdade e citar situações vividas nas respostas. 
Marta CavalliniDo G1, em São Paulo
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A entrevista é a etapa decisiva para quem está procurando emprego. Por isso, é a mais temida dos
candidatos. De acordo com especialistas, não há respostas prontas para as perguntas, pois vai
depender do que a empresa busca no profissional, e isso inclui características não apenas
técnicas, mas principalmente comportamentais. Há quatro meses procurando emprego, o analista
de marketing Leonardo Marchetti já passou por seis entrevistas desde outubro do ano passado.
Marchetti acha que muitas perguntas são subjetivas e causam dúvidas na hora de responder.

“Algumas como ‘Qual a posição você acha que mais adequada ao seu perfil, ‘Quais são seus
pontos fortes e onde você enxerga chances de desenvolvimento’ e a clássica ‘O que você almeja
para os próximos cinco anos’ eu não sei se respondo falando de mim, de coisas mais técnicas do
trabalho ou de tudo junto”.

O analista de marketing Leonardo Marchetti passa boa parte do dia se cadastrando em sites de empregos (Foto:
Arquivo pessoal)
O analista de marketing ficou cinco meses na Austrália fazendo intercâmbio, e ele conta que em
todas as entrevistas teve de dizer por que estava há tanto tempo sem emprego. De acordo com
ele, além das perguntas técnicas sobre a experiência, outras perguntas se repetem em todas as
entrevistas como "O que você pretende trazer para a empresa se for contratado" ou "Onde você
se vê daqui a cinco anos". “Você não conhece a empresa por dentro ainda, não sabe se o que está
falando pode ser um absurdo. As coisas acontecem tão rápido e tão de repente que cinco anos é
um tempo longínquo. Acredito que são perguntas desatualizadas que não provam muito a
capacidade do candidato para a vaga”, diz.
Para Marchetti, muitas questões tentam desvendar a personalidade de um modo forçado.
“Acredito que muita gente vai a entrevistas com respostas já pensadas, para falar aquilo que o
recrutador está querendo escutar, e isso tira a chance de muitos que são até mais capazes na
função, mas não têm esse jogo de cintura para respostas prontas.”

(Veja no vídeo ao lado dicas em reportagem do Jornal Hoje sobre comportamento na


entrevista).

Rudney Pereira Junior, gerente de projetos do Grupo Foco, acha que a entrevista ideal é aquela
que pede para o candidato dar exemplos de como se comporta em certas situações. “Eu vou
conseguir saber os pontos fortes e fracos através das perguntas sobre comportamento”, afirma.

Pereira Junior diz que não dá para escapar de clichês como criativo, dinâmico, ansioso, flexível
nas respostas para perguntas que pedem para o candidato falar dele mesmo. Mas ele alerta que se
optar por algumas dessas palavras, é recomendado citar uma situação em que uma dessas
características predominou. “Até quando for falar que é ansioso cita o exemplo, isso pode ser
visto como qualidade”, diz.
“Ao responder questões como "Onde você se vê em cinco anos ou dez anos", não pode dizer que
quer ser dono de uma empresa. Por que a empresa vai contratar alguém que não quer ficar no
emprego? Nem que quer ficar no mesmo lugar porque dá a ideia de ser estagnado”.

Sobre o motivo da saída do emprego anterior, Pereira Junior diz que não é preciso mentir, pode
até falar de problema de relacionamento com o chefe, mas sem se aprofundar. E sobre o motivo
de querer sair da empresa atual? “Pode dizer que não está mais aprendendo na função, que quer
assumir mais responsabilidades e ter mais oportunidades de crescer”.

E se o recrutador perguntar o porquê de ter ficado muito tempo sem emprego, Pereira recomenda
sinceridade na resposta. “Pode dizer que estudou, que viajou, que cuidou da empresa da família e
que passou por algumas seleções que não deram certo”.

O gerente de projetos diz que o entrevistado tem o direito de perguntar se tiver dúvida. “Pode
questionar, por exemplo, se o recrutador quer que ele aborde o aspecto pessoal ou profissional na
resposta”, diz.
O G1 reuniu algumas perguntas que são comuns em entrevistas de emprego e pediu para o coach
Roberto Recinella, para a gerente da prática de marketing da área de expertise da Hays Sales &
Marketing da consultoria Hays Recruiting, Amanda Oliveira, e para Renato Grinberg, diretor-
geral da Trabalhando.com, darem orientações sobre as respostas. Veja abaixo.

QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FORTES?


Roberto Recinella: Fale a verdade e tenha exemplos de situações em que pôde usá-los. Lembre-
se de que cada função exige um ponto forte, então se você está se candidatando ao posto de
auxiliar de escritório, liderança não é um diferencial, já disciplina, sim. Não aja como “papagaio
de pirata” tentando dizer o que o entrevistador quer ouvir.

Amanda Oliveira: Foque sua resposta em características profissionais e evite cair em clichês
como liderança e trabalho em equipe. Diga sempre a verdade e cite como projetos realizados e
situações para expor as características. Se você citar como ponto forte a capacidade de tomar
decisões rápidas, conte alguma situação em que tinha um grave problema e que, com poucas
informações e pouco tempo (sempre definindo e detalhando qual eram essas informações e
tempo), você tomou determinada decisão. Importante contar como foi esse processo de tomada
de decisão e os resultados.

Renato Grinberg: Seja objetivo e fale o que realmente acredita que você tem como qualidade.
Alongar-se demais pode demonstrar um excesso de autoestima ou prepotência.
QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FRACOS?
Roberto Recinella: Diga a verdade e exemplifique reforçando quais ações que você está
tomando para melhorar os pontos fracos. Por exemplo: não domino inglês, mas estou fazendo
um curso X ou não sou formada, mas já estou cursando a faculdade Y, estou me aperfeiçoando
na área de vendas fazendo um curso em gestão comercial.

Amanda Oliveira: Os exemplos devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os
pontos fracos. Se citar como ponto fraco ser impaciente, conte uma situação em que isso ocorreu,
os impactos negativos que foram causados, o que fez você tomar consciência dessa fragilidade e
o que está fazendo para melhorar.

Renato Grinberg: Nesse caso, seja direto e sucinto – tudo que disser pode contar pontos
negativos, mas não adianta esconder uma deficiência que mais cedo ou mais tarde aparecerá.
saiba mais

 Site lista questões 'bizarras' e as mais comuns em entrevistas de emprego


 Entrevistas valorizam aspectos comportamentais, diz pesquisa
 Desempenho nas entrevistas é fator decisivo na contratação, diz pesquisa

QUAL É O SEU MAIOR DEFEITO?


Roberto Recinella: Perfeccionista ou muito sincero não são defeitos. Já dificuldade em trabalhar
em equipe, inflexibilidade, mau humor são defeitos. Todos têm defeitos, ter ciência de quais são
e como lidamos com eles é o que faz a diferença.

Amanda Oliveira: Os exemplos a serem dados devem ser sobre ações que têm sido feitas para
melhorar os defeitos.
Renato Grinberg: Clichês como “muito organizado ou perfeccionista” não pegam bem. Diga
coisas que você acredita que tenha como defeitos, mas que não o atrapalhariam na contratação
como ser ansioso, por exemplo.
FALE UM POUCO DE VOCÊ.
Roberto Recinella: Fale da sua experiência de vida, viagens, empregos e projetos anteriores.
Caso tenha se destacado em alguma área fora da profissional, por exemplo, musical ou esportiva,
pode citar.

Amanda Oliveira: Conte sua experiência de maneira resumida. Aqui é importante achar um


ponto de equilíbrio entre ser prolixo e superficial. Descreva suas funções, responsabilidades,
projetos realizados, resultados obtidos, desafios e os porquês das mudanças. Não é necessário
voltar até a época de faculdade, a não ser que seja questionado, que seja uma entrevista para o
primeiro emprego ou um curso muito diferente de sua profissão.

Renato Grinberg: Seja generalista, não se aprofunde ou fale demais sobre você mesmo. Diga
coisas leves e sempre positivas, mas seja sucinto.
ONDE VOCÊ SE VÊ DAQUI CINCO ANOS? E DAQUI DEZ ANOS?
Roberto Recinella: Resista a responder “em seu lugar ou CEO da empresa”. Prefira ser
genérico, dizendo que espera ser uma pessoa feliz que enfrentou diversos desafios, fez diversos
cursos, aprimorou sua formação e que através de suas competências e comprometimento
conseguiu contribuir com os objetivos da empresa.

Amanda Oliveira: Seja realista e sincero, entenda a estrutura da empresa antes de dizer algo.
Por exemplo: não é possível querer ser diretor em uma companhia que não possui o cargo. Faça
uma autoavaliação e analise se suas pretensões são viáveis. Pode tanto falar de planos pessoais
como profissionais, desde que sejam coerentes entre si. Por exemplo, não fale que quer crescer
rápido profissionalmente, mas também ter qualidade de vida.

Renato Grinberg: Fale de possibilidades concretas em relação ao seu trabalho. Foque em o que
você quer estar fazendo e não no tipo de cargo.
POR QUE VOCÊ QUER DEIXAR SUA EMPRESA ATUAL?
Roberto Recinella: Diga que deseja mudar de ramo porque não está satisfeito naquele em que
está atuando ou que está à procura de novas oportunidades de crescimento, por exemplo. Nunca
cite salário nem insatisfação com a chefia.

Amanda Oliveira: Tome cuidado para não expor pessoas e situações sem necessidade. Isso
demonstra imaturidade. Foque mais na sua carreira, nos seus objetivos e como esse novo desafio
pode ajudar a alcançá-los.

Renato Grinberg: Nunca fale mal das pessoas com quem trabalha ou do chefe. Isso pega mal.
Se esse for o caso, diga que não está satisfeito com o ambiente do local em que está trabalhando
e dê algum exemplo.
POR QUE VOCÊ SAIU DA EMPRESA?
Roberto Recinella: Fale que está em busca de novos desafios e que quer mudar de ramo de
atuação.

Amanda Oliveira: Seja sempre coerente e analise sempre os dois lados da história: o seu e o da
empresa que você deixou. O mais indicado é sempre focar nos seus objetivos de carreira, as
mudanças devem estar alinhadas com eles.

Renato Grinberg: Tudo vai depender do motivo real da mudança e lembre-se, que se mentir, na
hora de pedir referências suas, o entrevistador vai descobrir a verdade, mas não fale mal da
empresa. Procure o melhor ângulo do que realmente aconteceu.
FALE DO SEU EMPREGO ANTERIOR.
Roberto Recinella: Fale de suas conquistas, dos bons momentos, dos desafios que enfrentaram
juntos, dos bons colegas, tentando sempre exemplificar as conquistas com fatos e histórias.

Amanda Oliveira: Explique suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados


obtidos e desafios.

Renato Grinberg: Não aproveite esse momento para desabafar. Falar que estava acumulando
funções, que estava cansado de tantas atribuições, etc. Não fale mal da empresa ou do ex-chefe,
foque nos pontos positivos da sua última experiência.
POR QUE HOUVE UMA LACUNA NO SEU EMPREGO ENTRE ESSE PERÍODO?
Roberto Recinella: Pode dizer que estava se aperfeiçoando, que precisou da pausa para criar seu
filho, que cuidou de um familiar que estava doente, por exemplo, desde que as opções sejam
verdade. Caso não, diga que está retornando ao mercado depois de um período de reflexão sobre
o rumo que deveria dar à sua carreira ou que ainda não tinha encontrado o cargo que almejava
compatível com suas competências.

Amanda Oliveira: Seja sincero, explique por que ficou fora do mercado por um tempo ou as
dificuldades de se recolocar. Se ficou sem trabalhar para fazer cursos na área ou fora da área de
atuação ou para viajar para outros países, pode dizer, pois muitas vezes esse tipo de atitude
demonstra coragem e vontade de aprender e inovar. Deixe claro como tomou essa decisão e que
isso fazia parte de um plano de carreira. Por exemplo, se deixou o emprego para viajar por um
ano, importante dizer que tipo de conhecimento e experiência buscava e como isso poderia ser
benéfico para sua carreira.

Renato Grinberg: Mesmo que por um motivo ou outro não foi possível conseguir trabalho
nesse período, seja sincero, mas mostre que você usou esse tempo de uma maneira produtiva.
Fez cursos, investiu em autoconhecimento, etc.
O QUE VOCÊ PODE OFERECER QUE OUTRO CANDIDATO NÃO PODE?
Roberto Recinella: Diga que não pode responder adequadamente, já que não conhece os demais
candidatos, além disso, uma competência valorizada no mercado é justamente o trabalho em
equipe. Você pode falar sobre as suas competências, mas nunca da falta delas nas outras pessoas.

Amanda Oliveira: Analise bem os pré-requisitos da posição e faça uma relação com seus
pontos fortes, principalmente aqueles que já foram reconhecidos por gestores anteriores. Se você
sabe que a posição busca alguém para gerenciar um grande projeto de reestruturação, conte uma
experiência em que já liderou um projeto parecido, ou equipes em transformação, ou como fez
parte de uma empresa que estava passando por uma grande mudança. Explique como foi essa
experiência e quais ações suas agregaram positivamente.

Renato Grinberg: Essa pergunta tem a ver com autoconhecimento e conhecimento do cargo e


empresa. Busque o que você tem de melhor para oferecer que seja relevante para aquele
cargo/empresa.
CITE TRÊS COISAS QUE SEU EX-GERENTE QUERIA QUE VOCÊ MELHORASSE.
Roberto Recinella: Pode dizer algo do tipo: "O meu ex-gerente eu não sei, mas eu acho que
devo melhorar..." Isso demonstra autoconhecimento e proatividade. Seja honesto e demonstre o
que você está fazendo para melhorar as coisas citadas.

Amanda Oliveira: Diga a verdade, mas traga também exemplos de atitudes recentes para
melhorar.
Renato Grinberg: Seja coerente com o que você acha que tem que melhorar, mas que
obviamente não eliminariam você daquela função. Por exemplo, se a função é analista financeiro
e você disser que tem dificuldades com números, não será contratado.
QUAL SEU OBJETIVO NA EMPRESA?
Roberto Recinella: Pode dizer que pretende se empenhar ao máximo, superar desafios e auxiliar
a empresa a atingir os resultados desejados e, se for reconhecido, crescer conforme as
oportunidades oferecidas.

Amanda Oliveira: Se seu objetivo é crescer profissionalmente, mencione como você imagina
que essa posição pode lhe proporcionar conhecimento, exposição, desafios e, assim, alavancar
seu crescimento.

Renato Grinberg: Fale que quer contribuir para o crescimento da empresa, sempre trabalhando
em equipe e também aprender novas coisas, se desenvolver e evoluir profissionalmente.

POR QUE A NOSSA EMPRESA DEVE TE CONTRATAR?


Roberto Recinella: Não fale que precisa aprender uma nova função, pois a empresa não é uma
instituição de caridade ou uma escola. O melhor caminho é falar sobre seu comprometimento e
citar situações em que você fez a diferença em cargos anteriores , os aprendizados e como deseja
aplicá-los na empresa.

Renato Grinberg: Diga que está apto a atender às demandas e expectativas da empresa e dê
alguns exemplos do que você acha que são essas expectativas.

QUAL O TIPO DE POSIÇÃO VOCÊ ACREDITA SER MAIS ADEQUADA AO SEU


PERFIL?
Roberto Recinella: Diga que pode ser qualquer posição que possa fazer a diferença utilizando
as competências da melhor forma. Cite resumidamente essas competências e em quais áreas elas
seriam melhor utilizadas, como vendas, marketing , logística, administrativo, controladoria, etc.
Aproveite a chance para recapitular e reforçar algumas de suas contribuições em empresas
anteriores.

Renato Grinberg: Fale sobre liderança e motivação, mas não se esqueça de manter os pés no
chão, tenha noção de quais as funções você pode desempenhar de acordo com sua experiência
profissional.
O QUE VOCÊ ALMEJA NA SUA CARREIRA PROFISSIONAL?
Roberto Recinella: Diga algo na linha: ser um profissional reconhecido pelas minhas
habilidades em gerar resultados sem que para isso eu precise desrespeitar normas e pessoas, além
disso, ser capaz de reconhecer novas oportunidades que apareçam em minha trajetória
profissional.

Amanda Oliveira: Mencione aspectos de aprendizado profissional como conhecimentos


específicos, participação em algum projeto, gerenciamento de equipe pela primeira vez; e de
aprendizado pessoal, como lidar com pessoas diferentes de você, vencer grandes desafios, etc.

Renato Grinberg: Pode dizer que quer se desenvolver profissionalmente e alcançar cargos cada
vez mais relevantes na empresa, ou seja, ser capaz de cada vez mais agregar valor à sua função.
QUE TIPOS DE FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES VOCÊ APRECIA NO
TRABALHO?
Roberto Recinella: Sugiro algo como aquelas que me desafiem, mesmo sabendo que muitas
vezes terei que realizar muitas tarefas entediantes e rotineiras que são igualmente importantes
para o sucesso do meu trabalho, mas algumas tarefas me encantam como finanças, vendas ,
logística, etc.

Renato Grinberg: Seja sincero e diga o que mais aprecia profissionalmente, mas sempre
prestando atenção no perfil da vaga à qual você está concorrendo. Nunca diga: odeio falar ao
telefone para uma vaga de vendas, por exemplo.
QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS E ELEMENTOS DO SEU TRABALHO QUE
VOCÊ CONSIDERA MAIS IMPORTANTES?
Roberto Recinella: Trabalho em equipe, a soma do trabalho de todos que faz a empresa ser
bem-sucedida e alcançar seus objetivos. Ter humildade de reconhecer quando preciso de ajuda
para realizar uma tarefa e assim aprender como realizá-la. Proatividade para apresentar soluções
e melhorar procedimentos e resultados.

Renato Grinberg: Fale o que realmente você acha que é relevante para aquela função.

QUAL É A COISA MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ APRENDEU NOS ÚLTIMOS


ANOS?
Roberto Recinella: Pode dizer que não sabe tudo ou nem sempre tem razão, que existem muitas
pessoas que possuem habilidades e conhecimentos diferentes dos seus, proporcionando a
oportunidade de aprendizado e desenvolvimento pessoal e profissional. Pode dizer ainda que a
entrevista, independente de você ser selecionado ou não, já está proporcionando um aprendizado.

Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa
posição e que possa ser utilizado pelo gestor. Exemplo: se um dos pré-requisitos é gestão de
equipe, conte algum desafio que teve com sua equipe anterior.

Renato Grinberg: Fale sobre coisas profissionais que você realmente tenha aprendido e que
sejam importantes para a nova função que você deseja assumir.
COMENTE UMA SITUAÇÃO EM QUE VOCÊ BUSCOU UMA NOVA
RESPONSABILIDADE QUE DESAFIADA SUAS HABILIDADES.
Roberto Recinella: Sempre é aconselhável que antes de qualquer entrevista você revise seu
arquivo mental de histórias e experiências profissionais, tanto as bem como as mal sucedidas.
Nessa hora você deve acessá-las e comentar o acontecimento com objetividade, através da
exposição de fatos e não de sentimentos.

Amanda Oliveira: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa
posição. Se você sabe que um dos pré-requisitos é gestão de equipe, e citou que um dos seus
pontos fracos é impaciência, conte como alguém da sua equipe anterior o ajudou a melhorar essa
característica.

Renato Grinberg: Comente algo que tenha realmente acontecido, não minta, sempre
explorando seus pontos fortes.
COMENTE UMA OCASIÃO NA QUAL VOCÊ TROUXE UMA NOVA E CRIATIVA
IDEIA QUE IMPACTAVA A PERFORMANCE DE SUA EQUIPE.
Roberto Recinella: Se isso aconteceu mesmo, conte com detalhes de fatos, caso não tenha nada
para dizer, não se preocupe, isso é o que geralmente acontece. Responda honestamente que você
ainda não teve essa ocasião, mas isso não impede que ocorra a qualquer momento. Apenas não
minta ou discorra sobre uma ideia esdrúxula ou comum só para poder responder.

Amanda Oliveira: Se você sabe que um dos pré-requisitos é liderar um projeto de mudança ou
reestruturação, conte exemplos em que, de forma diferente de tudo o que já havia sido feito,
motivou e treinou sua equipe, e que assim eles se tornaram agentes de mudança na empresa,
influenciando outras áreas.
VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE UMA FUNÇÃO PARA OUTRA?
Roberto Recinella: Se responder que sim, diga que desde que seja um desafio e contribua para a
carreira e com isso possa contribuir com a empresa em sua estratégia de crescimento. Mas fale
isso só se realmente pensar assim.

Amanda Oliveira: Foque sua resposta em 3 pontos: experiências prévias com exemplos de


sucesso que o qualifica para a função, desejo de aprendizado e desenvolvimento nos pré-
requisitos que você não possui e alinhamento entre essa função e seus objetivos profissionais.

Renato Grinberg: Diga que sim, e forneça um exemplo de flexibilidade. Por exemplo, um


projeto que você realizou ou contribuiu e que teoricamente não era sua função na empresa.

VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE PAÍS OU ESTADO?


Roberto Recinella: Pode dizer que depende do estado, do país e das condições para a família
quanto ao acesso e qualidade dos serviços de educação e saúde. Mas não deixe claro que não
pode tomar nenhuma decisão sem antes falar com a sua família. O fato de você estar interessado
em uma empresa ou determinado cargo não significa que deva “vender a alma” para conquistá-
lo. Ouça seu coração. Mudanças devem ser pensadas e planejadas.

Amanda Oliveira: Não faz sentido buscar posições globais ou que tenham muito contato com
outros países se o profissional não tem disponibilidade para viagens.

Renato Grinberg: Só responda positivamente se for verdade e se isso fizer sentido para você.
Falar que sim e depois voltar atrás é um tiro no pé.
NO QUE OS CANDIDATOS DEVEM PENSAR ANTES DE DAR AS RESPOSTAS?
SEMPRE NO LADO PESSOAL, PROFISSIONAL OU NOS DOIS?
Roberto Recinella: Nos dois. O candidato deve aliar sua trajetória profissional com a sua
qualidade de vida. É um ser humano que tem vida pessoal e profissional e por isso deve
responder pensando em sua experiência de vida como um todo.

Amanda Oliveira: Ambos. O importante é manter a coerência, tanto o lado profissional quanto


o pessoal devem estar alinhados.

Renato Grinberg: Trata-se de uma entrevista de emprego, portanto, as respostas devem ser


profissionais, não pessoais.

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