Filosofia da arte
1. Esclarecer o problema da definição de arte
- Como diferenciar arte do que não é arte?
- Que características deve um certo objecto ou actividade ter para ser considerado arte?
Alguns objectos são geralmente reconhecidos como obras de arte, quer gostemos deles ou
não, como por exemplo, o quadro da Mona Lisa. Mas dificilmente chamaremos arte aos
desenhos de uma criança pequena ou ao batuque que fazemos ao bater com os dedos na
mesa.
- Porque razão então, algumas coisas são consideradas arte e outras não?
- Qual é a definição de arte?
2. Justificar a relevância do problema da definição de arte ????
- Será realmente importante saber o que é a arte? – O que ganhamos com uma definição de
arte?
Em primeiro lugar, (como em outros campos da filosofia), ganhamos compreensão das coisas.
Compreender a natureza das coisas pode contribuir para as apreciarmos melhor.
3. Distinguir as teorias essencialistas das teorias não-essencialistas
- Teorias essencialistas:
. Aceitam a ideia de que há uma essência da arte (determinadas características qye constituem
a natureza da arte e que existem em todas as obras de artes - condições necessárias; e
apenass nelas- condições suficientes)
. Representacional; expressivista; formalista
- Teorias não essencialistas:
. Rejeitam que haja uma essência da arte
. Admitem que há características que se podem associar a todas as obras de arte e só a elas –
podem identificar condições necessárias e suficientes e elaborar uma definição de arte
. As características não são intrínsecas, não são algo que se possam observar na própria obra,
trata-se de características relacionais (contexto social)
. Contexto institucional: teoria Institucional
.Contexto histórico: teoria Histórica
4. Conhecer teses de diferentes teorias, argumentos e
objecções. (De acordo com a teoria trabalhada)
7. Formular o problema da existência de Deus, justificando a sua relevância
Será que deus existe mesmo? Haverá boas razões para afirmar a sua existência?
Os crentes farão bem ao acreditar em Deus?
Ou será mais plausível a posição dos ateus?
Ou não haverá boas razões para defender a existência de deus, nem para defender a não
existência, pelo que a posição mais acertada será a dos agnósticos?
Relevância do problema
Discutir se deus existe ou não, pode, para além de dar esclarecimentos acerca do próprio
tema, contribuir para uma melhor compreensão de alguns dos problemas da actualidade.
A religião é um elemento fundamental na cultura dos povs, por isso, a abordagem filosófica da
mesma, poderá contribuir para desenvolver atitudes de tolerância e respeito relativamente às
crenças alheias.
O nosso aparecimento e desaparecimento (finitude) neste mundo; o sofrimento inerente à
nossa existência; explicação do nosso princípio e fim. (perguntas que colocamos
frequentemente).
A filosofia da religião discute o problema da existência de deus sem apelar à fé.
8. Caracterizar o teísmo, distinguindo diferentes conceções de Deus.
Existe um grande número de religiões no mundo, com crenças distintas e rituais e normas que
divergem acentuadamente.
-Há várias conceções de “divino”.
Há religiões politeístas: admitem a existência de vários deuses – religiões do Antigo Egito e da
Grécia Antiga.
Há religiões monoteístas: admitem a existência de um só deus – judaísmo, cristianismo,
islamismo.
A maioria dos crentes monoteístas tem uma conceção de Deus conhecida por teísmo.
Teísmo: consideram que deus é o criador do universo e que é um ser todo poderoso, que sabe
tudo e é infinitamente bom. Julgam que é transcendente, incorpóreo e eterno. Pensam que é
um ser dotado de consciência mas muito superior a nós e sem as nossas limitações e
imperfeições. É um ser puramente espiritual, um ser pessoal, perfeitamente bom,
omnipotente, omnipresente, omnisciente, que criou o mundo mas não faz parte dele. Orienta
o mundo para o seu desígneo final. Duas outras características são a autoexistência e
eternidade.
O monoteísmo não implica o teísmo pois pode ter outra conceção de deus, o deísmo:
Deus criou o universo mas não intervém nele, deixa as coisas ocorrerem com as leis da
natureza.
Tal como o teísmo afirma que existe um deus transcendente, que criou o mundo e estabeleceu
leis que o regem.
Ao contrário do teísmo, nega que deus intervenha no curso dos acontecimentos e que
responda às preces humanas.
Posições no problema de deus
1. Deus existe: Teísmo e Deísmo
2. Deus não existe: Ateísmo
3. Nem crença nem descrença: Agnosticismo
9. Explicar os argumentos a favor do teísmo: Argumentos Cosmológico, Teleológico e
Ontológico.
Argumento cosmológico – argumento a posteriori
Tomás de Aquino apresentou 5 argumentos para provar a existência de Deus, sendo os três
primeiros versões distintas do argumento cosmológico (argumento da causa primeira). Tentou
apresentar provas racionais para a existência de Deus.
5 Argumentos:
1. Prova pelo movimento ( até ao primeiro motor imóvel)
2. Prova pela causa Eficiente
3. Prova pelo possível e pelo necessário
4. Prova pelos graus de perfeição
5. Prova pelo governo do mundo
Prova pela causa eficiente – argumento cosmológico
É impossível q uma coisa seja causa eficiente de si própria, pois teria que ser anterior a si
mesma. É impossível proceder-se até ao infinito nas causas eficientes. Mas, se nas causas
eficientes não houver causa primeira, não haverá intermédia nem última. Logo, é necessário
admitir uma causa eficiente primeira – Deus.
“Sensíveis”: coisas que se podem captar através dos órgão sensoriais (coisas existentes no
universo).
1. Existem seres sensíveis: (rochas, gases, água, plantas…)
2. Todos os seres sensíveis têm causas: (uma coisa não pode simplesmente existir, tem
de haver algo que a provocou)
3. Nenhum ser sensível é causa de si próprio: (uma coisa não pode ser anterior a ela
própria)
4. A cadeia de causas dos seres sensíveis não podem regredir até ao infinito
5. Logo, tem de existir uma primeira causa – que é Deus.
Objeções ao argumento cosmológico:
1. Se todas as coisas precisam de uma causa anterior, porque que deus não precisa?
Para Deus se criar a si próprio, tinha de existir antes de si próprio, o que não parece fazer
sentido.
Recorrer a deus para explicar a existência do universo também leva a uma regressão infinita,
sendo assim, não é uma boa explicação.
A necessidade de uma causa primeira, não permite a identificação desta como o Deus teísta.
2. A causa primeira pode não ser o Deus teísta.
A causa primeira pode não ser o deus teísta mas sim um deus deísta ou nem sequer uma
divindade.
Argumento teleológico – argumento a posteriori – argumento do desígnio
Prova pelo governo do mundo (Tomás de Aquino)
“teleológico”: dirigido a um objectivo ou finalidade (desígneo).
As coisas sem inteligência, atuam com uma finalidade de modo a obter o melhor resultado.
Esta finalidade não é ao acaso (é porque alguém determinou). O que não tem inteligência não
pode direccionar se a uma finalidade, a menos que alguém lha atribua. (seta lançada pelo
arqueiro). Logo, existe um ser inteligente que direcciona as sem inteligência a uma finalidade
– Deus. Logo, deus existe.
Objeções:
1. O criador inteligente pode não ser o Deus Teísta.
2. Crítica baseada em Darwin: A teoria da evolução das espécies explica a existência e
desenvolvimento das coisas naturais sem recorrer a deus. Explica a complexidade dos
órgãos através de uma causalidade natural e impessoal, negando que se trate de
processos teleológicos.
Argumento ontológico – argumento a priori – parte da ideia do ser perfeito para a existência
do ser perfeito. Anselmo de Cantuária
1. Se Deus, o ser mais grandioso em que se pode pensar, for apenas uma ideia e não
existir realmente, então podemos pensar num ser mais grandioso.
2. Não podemos pensar num ser mais grandioso do que Deus.
3. Logo, Deus existe.