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Aços para Trabalho a Quente

Aplicações em aços para ferramentas

Aços Bohler-Uddeholm do Brasil Ltda - Est. Yae Massumoto, 353 - 09842-160 - S.B.C - SP 1
Tel.: 11 - 4393 4560 - Fax.: 11 - 4393 4561 - uddeholmvendas@steelcenter.com.br - www.uddeholm.com.br
Aços para Trabalho a Quente

Conteúdo
Introdução__________________________________ 2
Exigências de produtos fundidos
em Matrizes ________________________________ 2
Aspectos do projeto da matriz __________________ 2
Fabricação da matriz _________________________ 3
Estabilidade Dimensional ______________________ 4
Performance da Matriz ________________________ 5
Exigência no aço para matrizes
para fundição injetada ________________________ 7
Economia da matriz _________________________ 11
Qualidades disponíveis_______________________ 12
Durezas recomendadas ______________________ 13

Traduzido do original “DIE STEELS AND IMPROVED PRO-


DUCTIVITY IN DIE CASTING” editado pela Uddeholm Tooling
– Suécia 02.00, Traduzido por Eng. Hirohide Kamada – Udde-
holm Aços Especiais – São Paulo
Tel.: (11) 4393 4560 / Fax.: (11) 4393 4561

As informações são baseadas no conhecimento atual e tem


como objetivo fornecer dados dos produtos e suas aplicações.
No entanto, não é uma garantia de uma propriedade específi-
ca de um produto descrito ou a garantia para uma aplicação
particular.

5ª Edição - Agosto de 2003


Aços para Trabalho a Quente

Introdução Aspectos do Projeto da Matriz


A fundição sob pressão oferece um meio economica- O projeto da matriz é determinado pela figura do com-
mente viável para a produção de grandes quantidades ponente com acabamento final. Mas existem inúmeros
de peças complexas, com tolerâncias estreitas em: A- aspectos envolvidos no projeto e dimensões da matriz
lumínio, Magnésio, Zinco e ligas de Cobre. que podem ter influência e suporte importante na vida
O contínuo crescimento do processo utilizando matrizes útil da matriz.
para a fundição estão ligados em grande parte a indús-
tria automobilística, onde a redução do peso é de suma Cavidade
importância. .
Aços de alta resistência são extremamente sensíveis ao
Altas produções tem focado a atenção na importância
efeito entalhe, por isto é importante que a cavidade seja
da obtenção da melhoria da vida útil das matrizes. Du-
projetada com uma transição suave entre as mudanças
rante os últimos quinze anos a Uddeholm Tooling tem
de seções e cantos com o máximo raio possível. Para
direcionado as pesquisas no desenvolvimento de mate-
reduzir o risco de erosão e trincas térmicas na matriz
riais para matrizes, buscando encontrar a produtividade
perto da entrada, as paredes da cavidade ou machos e
através de aços com alta especificação técnica. Isto tem
insertos precisam ser colocados o mais afastado possí-
resultado na qualidades: ORVAR SUPREME, VIDAR
vel da entrada.
SUPREME, QRO 90 SUPREME e DIEVAR.
As empresas de fundição tem experimentado atualmen-
te um ganho real na produção e nos custos totais da
ferramenta utilizando estas qualidades premium junto
com os procedimentos e especificações do tratamento
térmico. Melhorias adicionais tem sido obtidas atentan-
do-se para um bom produto, projeto da matriz e melho-
ras do processo de fundição.

Exigência de produtos fundidos em Canais de refrigeração


Matrizes A localização dos canais de refrigeração precisa ser tal
O aumento das exigências dos produtos fundidos em que toda a superfície da cavidade tenha uma temperatu-
matrizes tem solicitado desenvolvimentos contínuos de ra a mais uniforme possível. O acabamento da superfí-
ligas de aços para matrizes de fundição injetada com cie também é importante, ambos do ponto de vista da
alta resistência e ductilidade, melhoria da usinabilidade, refrigeração e do ponto de vista da tensão.
soldabilidade e resistência à corrosão.
A tendência dos projetos dos produtos está se direcio-
nando para:
● Componentes de grande tamanho;
● Espessuras de parede fina;
● Formas mais complicadas;
● Tolerâncias menores.
Estes fatores indicam o uso de altas pressões para a Canal de entrada, de alimentação e bolsa de ar
fundição em relação a outros métodos como os de baixa Para se ter uma ótima condição de fundição, o sistema
pressão e por gravidade de refrigeração deve ter um balanceamento térmico
entre as partes “quentes” (canal de entrada, de alimen-
tação, bolsa de ar e da cavidade). Isto significa que o
projeto destes componentes é de grande importância. A
bolsa de ar deve se localizar em partes onde existam
dificuldades em preencher, para ajudar o metal fundido
fluir para estas partes. Em matrizes de cavidades iguais
e múltiplas, é importante que todos os canais de entrada
tenham o mesmo comprimento e área da seção e a área
da seção da alimentação e sobre fluxo iguais.
A posição dos canais de alimentação e a espessura e
largura do seu espaço é crítico para a velocidade de
injeção do metal.
O canal de alimentação deve ser projetado tal que o
metal flua suave e livremente entre todas as partes das
cavidades. O metal fundido que é pulverizado em vez de
fluido, causam uma má fundição. Turbulência excessiva
pode causar erosão da matriz.

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Guia para dimensionamentos Usinagem por eletro erosão


O seguinte guia geral é básico para o dimensionamento A utilização da usinagem por eletro erosão na fabrica-
da matriz para injeção de Alumínio, para se obter a re- ção de matrizes para fundição injetada,tem se firmado
sistência desejada. nos últimos anos.
1. Distância da cavidade e a superfície externa >50 O desenvolvimento de processos tem produzido signifi-
mm cantes refinamentos na técnica de operação, precisão e
2. Relação entre a profundidade da cavidade e a es- produtividade, aumentando a versatilidade do processo.
pessura total < 1 :3 A utilização da eletro-erosão continua crescendo e cada
3. Distância da cavidade ao canal de refrigeração vez mais aplicado na maioria das empresas fabricantes
>25mm de matrizes, a usinagem dos aços recozidos ou tempe-
Distância do canto da cavidade e o canal de refrige- rados são realizadas com igual facilidade.
ração >50mm O princípio básico da eletro-erosão (erosão por fagulha)
4. Raios Zinco Alumínio Cobre são descargas elétricas entre o ânodo de grafite ou co-
>0,5mm >l mm >1,5mm bre e o aço, sendo o catodo em um meio dielétrico. Du-
5. Distância do canal de alimentação e a parede da rante o processo a superfície do aço fica sujeita a altís-
cavidade >50mm simas temperaturas, causando a vaporização e fusão do
aço. Uma frágil camada solidificada da fusão, cobre
Fabricando a Matriz outra camada retemperada e revenida.
A influência da operação de eletro erosão sobre as pro-
Itens de vital importância para a fabricação da matriz priedades superficiais do aço para a matriz pode em
para a fundição injetada: circunstâncias desfavoráveis destruir o desempenho de
● Usinabilidade trabalho da matriz. Por esta razão recomendamos como
● Eletro erosão medidas de precaução:
● Tratamento térmico
● Estabilidade dimensional Eletro erosão em material temperado e revenido
● Tratamento superficial
● Soldabilidade
A. Usinagem convencional
Usinabilidade B. Temperar e revenir
C. Erosionar, evitando “arcos” e excessivas remoções.
A usinabilidade dos aços martensíticos para trabalho à A finalização deve ser realizada com erosão fina ou
quente é influenciada principalmente pela quantidade de seja, baixa corrente e alta freqüência.
inclusões não metálicas como sulfeto de manganês e D. (i) Revina a ferramenta a 15 ºC menor do que a
pela dureza do aço. última temperatura de revenimento
Como a performance das matrizes pode ser melhorada (ii) Retifique ou pula a superfície erosionada
pela redução das impurezas, i.é. enxofre e oxigênio,
ORVAR SUPREME, QRO 90 SUPREME e DIEVAR são
produzidos com baixíssimas quantidades de enxofre e Eletro erosão em material recozido
oxigênio.
A distribuição uniforme de carbonetos bem esferoidiza- A. Usinagem convencional
dos na base da estrutura ferrítica com a mínima dureza, B. Erosionar, como em C, acima
constituem a estrutura otimizada que favorece a usinabi- C. Retifique ou pula a superfície erosionada. Isto reduz
lidade. O processo de microgranulação confere ao o risco de formação de trincas durante o aquecimen-
ORVAR SUPREME, QRO 90 SUPREME e DIEVAR to e resfriamento. Pré-aqueça lentamente em está-
uma estrutura homogênea com a dureza de aproxima- gios até a temperatura de têmpera recomendada.
damente l80HB. Os aços são caracterizados pela usina-
bilidade bem uniforme em todas as entregas. (corrida
por corrida). Maiores informações sobre usinagem por eletro erosão
Tabelas para usinagem como torneamento, frezamento serão obtidas no catálogo “EDM para aço ferramenta”.
e furação do ORVAR SUPREME, QRO 90 SUPREME e
DIEVAR podem ser encontradas nas brochuras técnicas
de informação dos produtos.

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Aços para Trabalho a Quente

Tratamento térmico Estabilidade dimensional


Aços para trabalho à quente são geralmente fornecidos Distorção durante a tempera e o revenimento
no estado recozido mole. Após usinagem a matriz deve
da matriz
ser temperada e revenida para se obter uma ótima re-
sistência ao limite de escoamento à quente, resistência Quando se tempera e revine uma matriz de fundição
ao revenimento, tenacidade e ductilidade injetada de Alumínio, ocorrem normalmente algumas
As propriedades do aço são controladas pela temperatu- distorções e empenamentos. São usualmente maiores a
ra e o tempo de tempera, o meio de resfriamento e a altas temperaturas de austenitização.
temperatura de revenimento. Como é bem conhecido, é normal a prática de deixar
A alta temperatura de austenitização tem influência posi- tolerâncias para usinagem antes da tempera. Tornando
tiva para a matriz na resistência ao escoamento à quen- possível ajustar corretamente as dimensões da matriz
te e na resistência ao amolecimento, que reduzem a após a têmpera e o revenimento, pela retificação, ero-
tendência a trincas térmicas. No ORVAR SUPREME e são por ex..
QRO 90 SUPREME, estas propriedades são obtidas na As distorções ocorrem devido as tensões do material.
temperatura de 1050 ºC em lugar do normal de 1020 ºC. Estas tensões podem ser divididas em:
Por outro lado, a tenacidade e ductilidade são reduzidas • tensões de usinagem
pelo crescimento de grão. Isto pode causar trincas seve- • tensões térmicas
ras, então altas temperaturas de austenitização, devem • tensões de transformação
ser limitados a pequenas matrizes, machos e pinos ex-
tratores. Tensões de usinagem
Igualmente, a alta dureza tem um efeito positivo sobre
Este tipo de tensão é causada geralmente durante a
as trincas térmicas, porém não são recomendadas
operação de usinagem, como torneamento, frezamento
durezas maiores do que 48 HRC para injeção de
e retificação.
Alumínio e igualmente não exceder a 44HRC para La-
Se as tensões surgirem em partes, elas podem ser alivi-
tão. O risco de trincas e falhas totais aumentam com
adas durante o aquecimento. A resistência diminui com
durezas altas.
o aquecimento aliviando as tensões através da distorção
Porém, pelo desenvolvimento de alta tenacidade no
localizada. Isto pode levar para uma distorção total.
ORVAR SUPREME e DIEVAR, o risco de falhas é con-
Para reduzir a distorção, durante o aquecimento na
sideravelmente reduzido.
têmpera, pode ser realizada um alívio de tensões. E
A velocidade de resfriamento durante a têmpera tem
recomendado que seja aplicado o alivio de tensões após
grande importância para o ORVAR SUPREME, QRO 90
usinagem de desbaste. Qualquer distorção pode ser
SUPREME e DIEVAR e também para todos os outros
ajustada durante a usinagem fina antes da tempera.
tipos de aços similares.
Uma menor velocidade de resfriamento possibilita a
melhor estabilidade dimensional, mas aumenta o risco Tensões térmicas
de modificação para estruturas indesejáveis no aço. Estas tensões são criadas quando a matriz é aquecida.
Uma velocidade baixa de resfriamento pode reduzir a Elas aumentam se o aquecimento é realizado rapida-
tenacidade a fratura do aço. mente ou desigualmente. O volume da matriz aumenta
A alta velocidade de resfriamento, em banho de sal, ou pelo aquecimento. Aquecimento desigual pode causar
a vácuo com 4 bars ou mais de pressão proporcionam variação localizada de crescimento de volume, causan-
uma estrutura otimizada e conseqüentemente uma óti- do tensão e distorção.
ma vida útil. Recomenda-se sempre pré-aquecer em estágios para
Deve ser encontrado o balanceamento correto entre um equalizar a temperatura dentro do componente.
baixo custo de retificação proveniente de uma baixa Deve sempre se esforçar para aquecer lentamente o
velocidade de resfriamento e a otimização da vida útil suficiente para que a temperatura seja virtualmente igual
através da alta velocidade de resfriamento. Na maioria em toda a seção da matriz.
dos casos a alta velocidade de resfriamento é preferível O que foi dito para o aquecimento pode ser também dito
quando a economia total da matriz é de maior importân- para o resfriamento. Uma poderosa tensão surge duran-
cia. te o resfriamento. Como regra geral, a velocidade de
Descarbonetação e forte carbonetação podem causar resfriamento deve ser o mais rápido possível dentro de
trincas térmicas prematuras. uma distorção aceitável.
A matriz deve ser revenida após resfriamento até Importante citar que resfriamentos devem ser feitos o
50-70ºC. O segundo revenimento é fundamental para se mais uniformemente possível. Ainda mais se forem utili-
obter uma estrutura satisfatória. A temperatura de reve- zados gases protetivos (forno a vácuo) ou ar forçado.
nimento deve ser selecionada para se obter a dureza Por outro lado, diferenças de temperaturas em uma
desejada da matriz. Recomendamos um terceiro reve- ferramenta, podem causar uma distorção significativa.
nimento para adicionar melhorias estruturais Recomenda-se sempre resfriar em patamares
(450-550°C) usual (500°C).

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Tensões de transformação Preparação para a solda


Este tipo de tensões aparecem quando a microestrutura As partes a serem soldadas devem ser adequadamente
do aço se transforma. Porque as três microestruturas chanfradas e livres de sujeira e graxas para possibilitar
em questão - ferrita, austenita e martensita - tem dife- uma fusão e aderência satisfatórios.
rentes densidades, isto é, volumes.
O maior efeito é causado pela transformação da Soldando os materiais recozidos mole
austenita em martensita que aumenta de tamanho. Um
aumento de tamanho severo e desigual pode causar um 1. Pré-aqueça para o mín. de 325ºC
aumento de volume localmente causando algumas ten- 2. Inicie a solda a máx. 475ºC. Nunca deixe a tempera-
sões localizadas. Estas tensões podem levar a uma tura da ferramenta ficar abaixo de 325ºC. O melhor
distorção e, trincas, em alguns casos. meio de checar constantemente a temperatura da
Informações adicionais sobre variação dimensional ferramenta durante a solda, é usar uma caixa con-
quando se tempera e revine o ORVAR SUPREME, tendo controles termostáticos e resistência elétrica
QRO 90 SUPREME e DIEVAR, podem ser encontradas em suas paredes.
nas brochuras técnicas das informações de produtos 3. Recozer imediatamente após soldagem.

Tratamento superficial Soldando materiais temperados e revenidos


Tratamentos superficiais como nitretação a gás, em
banho de sal ou nitretação iônica podem ter um efeito 1. Pré-aqueça para o mín. de 325ºC
benéfico sobre certas partes das matrizes para fundição 2. Inicie a solda a máx. 475ºC. Nunca deixe a tempera-
injetada, como buchas de injeção, bicos, canais de en- tura da ferramenta ficar abaixo de 325ºC. O melhor
trada, de distribuição, canais de alimentação, pinos ex- meio de checar constantemente a temperatura da
tratores e pino de machos. Diferentes aços possuem ferramenta durante a solda, é usar uma caixa con-
diferentes propriedades de nitretabilidade, dependendo tendo controles termostáticos e resistência elétrica
da composição química. em suas paredes.
Outros tratamentos superficiais incluindo os tratamentos 3. Após a solda, resfriar lentamente 20-30ºC / hora, até
com, Solvenite, Metallife, Melonite e Metalstar, tem tra- que a ferramenta atinja 50-70ºC e Revenir.
zido também benefícios em aplicações em matrizes de 4. Revenir a 10-20ºC menos do que a última temperatu-
fundição ra de revenimento por 2 horas

Soldabilidade Eletrodos
Em muitos casos, é importante que as matrizes para QRO 90 WELD ou QRO 90 TIG-WELD.
fundição possam ser reparados pela solda. O reparo Informações complementares sobre soldagem e eletro-
do aço ferramenta com solda vincula sempre o risco de dos podem ser encontrados na brochura técnica " A
trinca, mas se tomar o devido cuidado e seguindo as soldagem do Aço Ferramenta "
instruções de aquecimento, podem se obter bons resul-
tados. Performance da Matriz
A vida útil da matriz de fundição injetada varia conside-
ravelmente, dependendo da quantidade e projeto da
peça fundida, da liga, e do cuidado e manutenção da
matriz.
A vida útil da matriz pode ser prolongada por um manu-
seio cuidadoso antes e depois da fundição. :
• cuidadoso preaquecimento
• resfriamento correto
• tratamento superficial
• alívio de tensões

Parte de alumínio para indústria automobilística

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Aços para Trabalho a Quente

Pré-aquecimento cuidadoso A tabela abaixo mostra a faixa de temperatura que a


O contato inicial entre a ferramenta fria e o metal fundi- matriz pode ser pré-aquecida. É importante também que
do quente, causa um choque térmico severo no material ela não seja aquecida a uma temperatura excessiva-
da matriz. Trincas térmicas podem iniciar nos primeiros mente alta, tal que a ferramenta fique muito quente du-
tiros e crescer rapidamente até a falha total. Por isto, é rante a fundição causando um revenimento do material
importante notar que a resistência ao impacto i.e a habi- da matriz. Observamos que aletas finas ficam quente
lidade do material resistir ao choque térmico e mecânico muito rapidamente.
aumenta significantemente pelo preaquecimento da Temperaturas de preaquecimento recomendadas:
ferramenta se realizado antes do primeiro tiro.
Portanto é fundamental que a diferença de temperatura Temperaturas de
Material
entre a superfície da ferramenta e o metal fundido não Pré-aquecimento
seja tão grande. Pôr esta razão, é sempre recomendá- Estanho,
100 – 150 ºC
vel o preaquecimento Liga de Chumbo
A temperatura mais indicada para o preaquecimento
depende do tipo da liga fundida, mas normalmente fica Ligas de Zinco,
150 – 200 ºC
entre 150 e 350ºC Magnésio
Ligas de Alumínio 200 – 300 ºC
Resistência ao impacto
DIEVAR Ligas de cobre 300 – 350 ºC
Limite de pre-aquecimento

É importante que o aquecimento seja gradual e unifor-


VIDAR SUP - - -
me. São recomendadas sistemas de pré-aquecimento
controladas termostaticamente.
ORVAR SUPREME
No pré-aquecimento, o liquido refrigerante deve come-
çar a circular gradativamente a fim de se obter o estado
QRO 90 SUPREME de equilíbrio. Deve se evitar todo e qualquer choque
com o liquido refrigerante.
Matrizes insertados precisam ser aquecidos bem lenta-
mente para que os insertos e bases possam atingir a
temperatura expandido-se lentamente

Resfriamento Correto
100 200 300 400 500 ºC A temperatura da matriz é controlada pelos canais de
refrigeração e pelo lubrificante da superfície da matriz.
Para reduzir o risco de trincas térmicas, o liquido refrige-
rante precisa ser pré-aquecido para aproximadamente
Rendimento de resistência a quente
50°C. São também utilizados sistemas de refrigeração
controladas termostaticamente. Não são recomendáveis
Limite de pre-aquecimento
líquidos refrigerantes mais frios do que 20°C. Durante as
paradas longas ou de poucos minutos, o fluxo do liquido
refrigerante deve ser ajustado para que a ferramenta
não resfrie muito.
É importante que o lubrificante (separando os compo-
DIEVAR nentes) adirem bem na superfície da matriz para evitar o
QRO 90 SUPREME
contato do metal com metal. Por ex. uma ferramenta
nova ou reparada recentemente não pode ter uma su-
perfície polida. Por isto é uma boa idéia cobrir a superfí-
cie da matriz com um filme fino de óxido para proporcio-
VIDAR SUPREME
nar uma boa aderência do lubrificante durante o período
ORVAR SUPREME
de trabalho.

100 200 300 400 500 600 ºC

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Tratamento Superficial Exigências no aço para matrizes para


A superfície da matriz pode ser oxidada aquecendo-a fundição injetada
aprox. 500°C por uma hora seguido de resfriamento ao
ar. Aquecendo com uma atmosfera de vapor d'água - Matrizes para fundição injetada estão sujeitas a severas
500°C -por 30 min. também produz um ótimo filme de cargas térmicas e mecânicas, que impõe altas exigên-
óxido, com uma camada ideal. cias no material da matriz. deste modo existem inúme-
Para remover os depósitos de lubrificantes após um ros fenômenos que restringem a vida útil da matriz.
período de uso, é recomendada a realização do "shot Os mais importantes são:
peening" na superfície da cavidade. Este tratamento • fadiga térmica ( trincas térmicas )
também fecha algumas trincas térmicas. • erosão / corrosão
Isto induz uma tensão de compressão na camada • trincas ( falha total )
superficial, que compensa as tensões de tração que • entalhadura
causam trincas térmicas. Partes sujeitas a abrasão e
fricção, como os pinos extratores e camisas de injeção, A quantidade de tiros realizável por uma matriz de fun-
podem ser nitretadas ou carbonitretadas para aumentar dição injetada é fortemente influenciada pela temperatu-
a vida útil ra de trabalho, isto é pela liga fundida.
A vida útil da matriz para uma liga específica pode tam-
Alívio de Tensões bém variar consideravelmente devido ao desenho do
Durante a fundição injetada, a superfície da ferramenta produto fundido, do acabamento superficial, das quanti-
é sujeita a tensões térmicas originado pelas variações dades das peças, do controle do processo, do projeto da
de temperaturas; estas sucessivas tensões térmicas ferramenta, do material da ferramenta, e do tratamento
podem resultar em tensões residuais que ficam em toda térmico e da tolerância aceitável da variação do acaba-
a região superficial da matriz. Na maioria dos casos, mento superficial.
estas tensões residuais naturalmente pressionam e
deste modo, ajudam a iniciar as trincas térmicas. Fatores
Ao aliviar as tensões da matriz, reduz-se o nível das Tempe- limitado-
Ligas para Vida útil normal quantidade de
ratura res da
tensões residuais e deste modo aumenta-se a vida útil fundições tiros
da Liga vida da
da matriz. matriz
Por esta razão, recomendamos que estes alívios de
tensões sejam efetuados logo após 1000-2000tiros e Matriz Macho
5000-10000 tiros. Zinco 430ºC Erosão 0,5-2 milhões 0,5-2 milhões
Este procedimento, se repetido a cada 10000 a 20000
tiros, a matriz terá poucas trincas térmicas em um longo Fadiga
térmica
período,. No entanto, isto é um pequeno ponto dentro do Trinca
100 000 50 000
alívio de tensões em matrizes com trincas térmicas, Magnésio 650ºC a a
Erosão
porque a formação das trincas térmicas pôr si só redu- 400 000 200 000
Entalha-
zem o nível das tensões térmicas. dura
O alívio de tensões é realizado a uma temperatura 25°C Fadiga
menor do que a maior temperatura utilizada para o re- térmica
60 000 40 000
venimento da matriz. Normalmente são suficientes duas Trinca
Alumínio 700ºC a a
horas de encharque Erosão
200 000 150 000
Entalha-
dura
Fadiga
térmica
5 000 1 000
Cobre / Trinca
970ºC a a
Latão Erosão
50 000 5 000
Entalha-
dura

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Aços para Trabalho a Quente

Fadiga Térmica ● Causadores de tensão


Fadiga térmica é a trinca gradual causada pela tensão Frisos, furos e cantos (angulares);
térmica, devido a muitos ciclos térmicos e é um fenôme- Rugosidade superficial;
no em microescala e ocorre somente em uma fina ca-
mada superficial. Ciclo de temperatura da matriz
Em uso, as matrizes de fundição injetada ficam sujeitas
ao calor e resfriamento alternadamente. Isto causa um Temperatura de pré-aquecimento
aumento severo das tensões na camada superficial da É essencial que a diferença de temperatura da superfí-
matriz, conduzindo gradualmente para a trinca por fadi- cie da matriz e o metal fundido não seja muito grande.
ga térmica. Um típico dano superficial por fadiga térmica Por esta razão é sempre recomendável o pre-
é um modelo chamado "trincas térmicas" , como ilustra- aquecimento.
do na foto a seguir. A temperatura de preaquecimento deve ser de no míni-
mo 180°C para Alumínio. Nesta temperatura a tenacida-
de á fratura é quase o dobro do que na temperatura
ambiente.

Temperatura da superfície da matriz


A temperatura da camada superficial da matriz é muito
importante para a ocorrência de fadiga térmica. Abaixo
de 600°C a expansão térmica e as tensões são mode-
radas para um aço para trabalho à quente normal, mas
a altas temperaturas o risco de trincas térmicas torna-se
significante. A temperatura da superfície da matriz é
determinada principalmente pela temperatura de pré-
aquecimento , temperatura do metal fundido, do dese-
nho do produto fundido, da forma e dimensão da matriz
e propriedades térmicas do material da matriz.

Tempo de permanência no pico da temperatura


Durante os últimos 15 anos tem sido dispensadas muita
atenção para entender o processo da fadiga térmica e Longos tempos de permanência implicam no risco de
relacionada a resistência a trincas térmicas como pro- revenir e deformar lentamente o material da matriz. Isto
priedade básica do material. Com este propósito a significa a redução da resistência mecânica em confor-
Uddeholm Tooling tem construído diapositivos especiais midade com a baixa resistência mecânica e/ou carga
para simular os danos causados pela fadiga térmica. O térmica.
objetivo deste esforço é melhorar e desenvolver materi-
ais para matrizes que tem resultado nos aços premium Velocidade de resfriamento
ORVAR SUPREME, QRO 90 SUPREME e DIEVAR. A velocidade em que a camada superficial resfria é de
considerável importância. Quanto mais rápido esfria,
Fatores que influenciam a fadiga térmica mais tensões criam e induzem a trincas num estágio
inicial. A escolha da emulsão é normalmente um com-
As trincas de fadiga térmica são causadas pela combi-
promisso entre uma vida útil desejável e velocidade de
nação da tensão do ciclo térmico, tensão de tração e de
produção, mas a maioria dos matrizeiros tem trocado a
deformação plástica. Se nenhum destes fatores estive-
emulsão a base de óleo para a base de água, por ra-
rem presentes, a fadiga térmica nunca iniciaria e nem se
zões ambientais
propagaria. A tensão de deformação plástica inicia a
trinca, e a tensão de tração promove o crescimento da
trinca. Propriedades básicas do material da matriz
Os seguintes fatores influenciam a fadiga térmica. :
Coeficiente de expansão térmica
● Ciclo de temperatura da matriz Quanto menor o coeficiente de expansão térmica, me-
Temperatura de preaquecimento; nor será a tensão térmica
Temperatura superficial da matriz;
Tempo de permanência no pico da temperatura; Condutibilidade térmica
Velocidade de resfriamento. Uma alta condutibilidade térmica, reduz o gradiente e
deste modo a tensão térmica. Porém é muito difícil pre-
● Propriedades básicas do material da matriz ver ou investigar experimentalmente, em que extensão a
Coeficiente de expansão térmica; condutibilidade térmica influencia este assunto
Condutibilidade térmica;
Resistência ao escoamento à quente;
Resistência ao revenimento;
Resistência a deformação lenta;
Ductilidade.

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Aços para Trabalho a Quente

Resistência ao escoamento á quente Rugosidade superficial


A alta resistência ao escoamento à quente diminui a Defeitos superficiais como marcas de retifica afetam e
tensão de deformação plástica e é benéfica para a resis- dão origem a fissuras pela mesma razão dos frisos,
tência às fissuras térmicas. furos e cantos. Recomenda-se retificar com a grana
220-600, assim a rugosidade superficial não influenciará
Resistência ao revenimento a formação de trincas térmicas. Uma das vantagens de
não ter a superfície bem polida, por exemplo jateado
Se um material com alta resistência a tensão de escoa-
com areia ou oxidado, é para que as partículas de lubri-
mento à quente inicialmente. amolece durante o uso
ficantes se adiram bem e se distribuam melhor na su-
devido a exposição a alta temperatura significa que os
perfície. Além disto, tem lugar uma baixa aderência e
danos causados pelo choque térmico se aceleram. Por-
isto resulta em uma boa liberação das peças fundidas. É
tanto é importante que o material da matriz exposto a
especialmente importante durante a produção de uma
altas temperaturas tenha uma boa resistência ao amole-
ferramenta nova.
cimento.

Resistência à deformação lenta


Erosão / Corrosão
O amolecimento, associado à resistência ao revenimen- Corrosão pelo metal fundido
to, é claramente acelerado pela carga mecânica. O ma- Durante a fundição, o metal fundido é injetado para den-
terial da matriz é exposta a ambos, a alta temperatura e tro da matriz. Em caso onde superfície da cavidade per-
carga mecânica. Deste modo, torna-se óbvio que um de a camada protetiva o metal fundido ira difundir para
bom material possuirá resistência a ações conjuntas da dentro da superfície da matriz. Ao mesmo tempo ele-
alta temperatura e carga mecânica quantificada pela alta mentos de liga da matriz ( especialmente o ferro ) irá
resistência ao escoamento à quente. De fato tem sido difundir da superfície da matriz para dentro do metal
provado em experimentos que as trincas térmicas tam- fundido. Este processo pode criar dissoluções de com-
bém podem ser produzidas a temperaturas constantes e ponentes de ambas as partes. No caso de ocorrer seve-
cargas mecânicas cíclicas. ras formações o metal fundido irá soldar-se na superfí-
cie da matriz.
Ductilidade A Uddeholm Tooling tem investigado a tendência para a
A ductilidade do material da matriz quantifica a capaci- corrosão nos diferentes metais fundidos para injeção
dade de resistir as deformações plásticas sem trincar.
Perante o inicio do estágio do dano pela fadiga térmica,
a ductilidade governa o número de ciclos antes de que
trincas visíveis apareçam dando resistência a tensão de
escoamento a quente e ciclo térmico. Perante o estágio
de crescimento da trinca, declina a influência da ductili-
dade.
A ductilidade do material é muito influenciada pelas in-
clusões de escória e segregações, isto é,. pela pureza e
homogeneidade do aço. Pôr esta razão, os aços da
Uddeholm Tooling para matrizes para fundição injetada
são processadas pôr um meio especial. O aço tem a
sua ductilidade consideravelmente melhorada por uma
fundição especial e técnicas de refundição, processo de
forjamento controlado e tratamento especial da microes-
trutura. Estes melhoramentos são especialmente pro-
nunciados nos centros de grandes blocos

Causadores de tensão Dano causado pela soldagem em um pino central

Frisos, furos e cantos Fatores que influenciam a erosão


Concentração de tensões geométricas e o aumento do Muitos fatores influenciam a erosão da matriz:
gradiente térmico, aumenta a tensão e forças nos frisos,
• Temperatura do metal fundido
furos e cantos. Significando que as trincas térmicas
iniciam facilmente nestas áreas do que numa área pla- • Composição do metal fundido
na. A ação conjunta das trincas térmicas e frisos aumen- • Projeto da matriz
tam o risco da falha total da matriz. • Tratamento superficial

9
Aços para Trabalho a Quente

Temperatura do metal fundido Erosão pelo metal fundido


As ligas para a fundição em matrizes tem temperaturas Erosão é o mecanismo de desgaste a quente na super-
críticas, acima delas cresce o ataque corrosivo. O Zinco fície da matriz, causado principalmente pelo movimento
inicia a reação com o aço a cerca de 480°C e o Alumínio do metal fundido.
a cerca de 720°C. As ligas de Cobre não parecem ter A erosão depende da velocidade em que o metal fundi-
nenhuma temperatura crítica, mas a corrosão cresce do é injetado dentro da matriz assim como a sua tempe-
lentamente com o aumento de temperatura. ratura e composição. Velocidades maiores do que 55
m/s aumenta substancialmente o dano pela erosão.
Grau de Corrosão A alta temperatura afeta também a situação, porque a
superfície da matriz é facilmente revenido. Partículas
duras como inclusões ou partículas duras de Silício pre-
Zn Al Bronze cipitadas no alumínio fundido hipereutético com mais de
12,7% Silício, aumentando facilmente o dano pela ero-
Não
Recomendada
Não Não são.
Recomendada Recomendada É muito comum ocorrerem a combinação de danos cau-
sados por corrosão e erosão na superfície da matriz. O
tipo de dano que é predominante depende da velocida-
de do metal fundido dentro da matriz.
400 500 600 700 800 900 1000 ºC
Nas altas velocidades é normal ocorrerem danos pela
erosão que é predominante.
É importante que o material da matriz tenha uma boa
resistência ao revenimento e um alto limite de escoa-
Composição do metal fundido mento a quente.
O ataque do metal puro ao material da ferramenta é
maior do que os de ligas comerciais. São válidas para
ambos Zinco (Zn) e Alumínio(Al). A corrosão da matriz
também aumenta quando o Alumínio fundido contém
baixo percentual de ferro.

Projeto da matriz
O projeto da matriz também tem importante para a ero-
são. Se o metal fundido é injetado a velocidade muito
alta, o lubrificante da superfície da cavidade pode ser
"lavado". Velocidades muito altas são causadas usual-
mente pelo projeto incorreto dos canais de entrada.

Tratamento superficial
O tratamento superficial do aço da matriz é de grande
importância. Se o contato entre a superfície do aço da
matriz e o metal fundido puder ser evitado, o risco de Trinca ( Falha Total )
corrosão é muito menor. Um filme de óxido sobre a su-
A tenacidade do material da matriz é a habilidade de
perfície confere uma boa proteção. Superfícies nitreta-
resistir a cargas sem trincar nos cantos dos entalhes ou
das ou carbonitretadas assim como outros tipos de co-
outros aumentadores de tensão. A tenacidade da matriz
berturas, também conferem uma certa proteção.
depende do material e o seu tratamento térmico. Pelo
fato das tensões mecânicas e térmicas na matriz ocor-
Perda de material rem em todas as direções a tenacidade na matriz tem
Orvar Supreme 48 HRC que ser considerada em todas as direções - longitudinal,
transversal e na direção da altura.
ORVAR SUPREME QRO 90 SUPREME e DIEVAR. são
produzidas por uma técnica especial de processamento
Alumínio que melhoram a isotropia das propriedades mecânicas.
735ºC
Bronze Choques térmicos causam sobrecargas térmicas, ocasi-
Zinco 950ºC onando a trinca. É um fenômeno em
500ºC
macroescala e é um dos mais freqüentes causadores da
falha total da matriz.
Superfície Oxidada

Superfície não-oxidada

10
Aços para Trabalho a Quente

Tenacidade à fratura do ORVAR SUPREME e Para assegurar uma boa qualidade do aço, muitas es-
QRO 90 SUPREME, DIEVAR pecificações foram desenvolvidas nos últimos 20 anos.
Os principais requisitos se referem à composição quími-
A capacidade do material resistir às tensões sem fissu-
ca. microlimpeza, microestrutura, segregações, tamanho
ras instáveis perante um entalhe agudo ou trinca é cha-
de grão, dureza, propriedades mecânicas e perfeição
mado tenacidade á fratura
interna (nível de qualidade).
A tenacidade à fratura do ORVAR SUPREME e QRO 90
Uma das mais avançadas especificações até o momen-
SUPREME com temperaturas de revenimentos diferen-
to é a Qualidade Premium H13 Critérios de Aceitação
tes é mostrado na seguinte figura
para Matrizes de Fundição Injetada # 207-97 liberado
pela North American Die Casting Association (NADCA).
Tenacidade a Fratura, Kic Outras melhorias na economia da produção precisa
envolver a especificação do tratamento térmico da ma-
ksi(in)1/2 MPa(m)1/2 triz. Que pode ser otimizado para se evitar qualquer
100 variação dimensional excessiva ou distorções, mas que
Dievar Vidar S produza uma ótima combinação de dureza e tenacida-
80 de. O fatores mais críticos são a temperatura de têmpe-
60 ra e a velocidade durante o resfriamento.
60
Orvar S
Dievar Precauções como preaquecimento adequado da matriz
50
assim como aliviar as tensões darão uma boa economia
40 Vidar S da matriz.
40
30 QRO 90 S Orvar S Tratamentos superficiais são métodos que protegem a
superfície da matriz contra a erosão, abrasão e fadiga
20 20 térmica.
Novas técnicas de soldagem tem diminuído as áreas
para a manutenção e reparo por soldagem. ambos são
44 HRC 48 HRC importantes meios para aumentar a vida útil da matriz.
Todos os envolvido na corrente: produtores de aço,
Tenacidade a fratura em temperatura ambiente fabricantes da matriz, tratamentos térmicos e fundido-
res. sabem que podem ter uma grande variação no nível
da qualidade em cada parte deste processo.
Entalhadura
Ótimos resultados podem somente ser obtidos se con-
Entalhes em linhas de separação ou em rebaixamentos seguir alcançar a produtividade utilizando-se a qualida-
da matriz ocorrem normalmente devido a baixíssima de premium ao longo de todo o curso
dureza a quente da matriz.
Em temperaturas elevadas, a resistência do aço e tam- O custo Ice-Berg
bém a sua dureza diminuirão. Significando que o risco
de entalhamento da matriz para trabalho á quente au-
mentará com o aumento da temperatura da matriz. Am-
bos, a pressão da matriz fechada e a pressão de injeção
do metal, são tão altas que certa resistência a alta tem-
peratura é requerida. Isto é especialmente importante Custo do aço
para as matrizes de fundição de alumínio (Al), magnésio Custo da Ferramenta
(Mg) e ligas de cobre(Cu). Custo da produção do molde

Economia na Matriz Produção e


Custo Total
Custos de manutenção
da
O direcionamento para melhorar a economia da produ- Ferramenta
ção tem originado o desenvolvimento da “qualidade preaquecimento
premiun” para aços para matrizes. soldagem
Como o custo da ferramenta é de aprox. 10 % do custo tratamento térmico
total da peça injetada e acabada. é válido pagar por
retalhos reparos
uma qualidade premium de aço para aumentar a vida
útil, o que parece óbvio.
Os fatores decisivos que governam a vida útil da matriz, ajustamentos
Perda de produção
são o material da matriz, o seu tratamento térmico, e o
processo de controle da fundição. O custo do material
da matriz em fundição está em torno de 5-15 % do custo atraso de entrega etc, etc ...
da matriz, enquanto o tratamento térmico custa de 5-10
%. A fig. representativa do "custo iceberg" mostra o
custo do aço em relação ao custo total da produção.

11
Aços para Trabalho a Quente

Qualidades Disponíveis
Principais Características
Aço para trabalho a quente premium ligado ao Cr-Mo-V com resistências a altas tempera-
turas com excelente temperabilidade, tenacidade e ductilidade. Indicado para matrizes de
DIEVAR
tamanhos grandes e médios para fundição de alumínio . Atende e excede as exigências
do NADCA # 207-97
Aço para trabalho a quente premium ligado ao Cr-Mo-V ( AISI H13 ) com boa resistência
ORVAR SUPREME ao choque térmico e fadiga térmica. Este aço é fabricado por uma técnica especial de fun-
dição e refino que atende as exigências do NADCA #207-97
Aço para trabalho a quente premium ligado ao Cr-Mo-V( AISI H11 ), com boa resistências
VIDAR SUPREME
a trincas.
Aço para trabalho a quente premium com alta resistência ao escoamento a quente e boa
QRO 90 SUPREME resistência ao revenimento. Especialmente indicado para matrizes de injeção de alumínio,
cobre e latão.
Aço pré-temperado com 290-330 e/ou 330-370 HB ligado ao Ni-Cr-Mo indicado para matri-
IMPAX SUPREME
zes para injeção de zinco, chumbo e estanho. Também utilizado como base de matrizes.
Aço pré-temperado com ótima usinabilidade fornecido com aprox. 300 HB para placas de
HOLDAX
travamento e bases de matrizes.

Composição Química

Composição Química %
Dureza
Linha Uddeholm AISI Outros
HB
C Si Mn S Cr Mo V

DIEVAR 160 Liga de Cr-Mo-V ( Patenteada )

ORVAR SUPREME H13 180 0,39 1,0 0,4 0,0030 5,2 1,4 0,9 -

VIDAR SUPREME H11 180 0,38 1,0 0,4 0,0030 5,0 1,3 0,4 -

QRO 90 SUPREME - 180 0,38 0,3 0,8 0,0030 2,6 2,3 0,9 Microligado

IMPAX SUPREME P20 310 0,37 0,3 1,4 0,010 2,0 0,2 - Ni 1,0

HOLDAX 4140 310 0,40 0,4 1,5 0,07 1,9 0,2 - -

Comparação das Qualidades


Linha Resistência ao Escoamento a
Ductilidade Tenacidade Temperabilidade
Uddeholm Revenimento quente

DIEVAR
ORVAR SUP.
VIDAR SUP.
QRO 90 SUP.

Comparação de Qualidades das propriedades críticas dos aços para moldes


Linha Uddeholm Fadiga Térmica Fissuração Total Erosão Entalhadura

DIEVAR
ORVAR SUP.
VIDAR SUP.
QRO 90 SUP.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0

12
Aços para Trabalho a Quente

Recomendações
Qualidades e Durezas Recomendadas

Zinco / Estanho /
Componente da Matriz Alumínio / Magnésio Cobre / Latão
Chumbo
HOLDAX HOLDAX HOLDAX
Placas para bases (pré-temperado) ~310 HB (pré-temperado) ~310 HB (pré-temperado) ~310 HB
Porta Matrizes IMPAX SUPREME IMPAX SUPREME IMPAX SUPREME
(pré-temperado) ~310 HB (pré-temperado) ~310 HB (pré-temperado) ~310 HB
IMPAX SUPREME DIEVAR
QRO 90 SUPREME
Insertos para Cavidades, ~310 HB 44-50 HRC
ORVAR SUPREME
Placas para matrizes ORVAR SUPREME ORVAR SUPREME
40-46 HRC
46-52 HRC 42-48 HRC
DIEVAR
46-50 HRC
Insertos fixos machos ORVAR SUPREME ORVAR SUPREME QRO 90 SUPREME
Pinos extratores 46-52 HRC 44-48 HRC 40-46 HRC
QRO 90 SUPREME
42-48 HRC
QRO 90 SUPREME* QRO 90 SUPREME
ORVAR SUPREME
Parte dos canais 44-48 HRC 42-46 HRC
46-52 HRC
QRO 90 HT* QRO 90 HT
ORVAR SUPREME
Bicos
48-52 HRC
STAVAX ESR
40-44 HRC
Pinos extratores
ORVAR SUPREME
46-50 HRC (nitretado)
QRO 90 SUPREME QRO 90 SUPREME QRO 90 SUPREME
Pistão
ORVAR SUPREME ORVAR SUPREME ORVAR SUPREME
Bucha
46-50 HRC (nitretado) 46-50 HRC (nitretado) 44-50 HRC (nitretado)
QRO 90 SUPREME QRO 90 SUPREME
ORVAR SUPREME
ORVAR SUPREME ORVAR SUPREME
42-46 HRC (nitretado)
42-48 HRC (nitretado) 42-46 HRC (nitretado)
• Recomendado Tratamento Superficial.

8 4

1. Placa de Travamento
2. Placa Base
3. Matriz inserto
4. Inserto fixo
5. Machos
6. Canal da Bucha (bocal)
7. Canal do Pino (distribuidor)
8. Pinos Extratores

1 2 3 7 5 3 6 2 1

13