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CLUBE MONTE LÍBANO
CLUBE MONTE LÍBANO
Estamos nos aproximando de uma data muito especial.
Não apenas para a comunidade libanesa, mas para todos
os integrantes da comunidade árabe no mundo: o dia 22 de
novembro - Dia da Independência do Líbano.
Essa data se apresenta repleta de simbolismos, especialmente
se considerarmos que no passado as grandes nações euro-
peias que detinham o poder bélico e político – especialmente a
Inglaterra e a França – repartiram geopoliticamente as nações
árabes, tratando-as como meras colônias e ignorando as his-
tórias, crenças e culturas inerentes àquelas nações.
A independência de um país de língua árabe do jugo de uma
das potências europeias da época - a França - chamou a
atenção para a importância de se reconhecer e se respeitar
a identidade e a soberania de uma nação, seja ela de língua
árabe ou de qualquer outra origem.
Ainda que sem a força dos modernos meios de comunicação,
esse acontecimento mostrou ao mundo a força do povo árabe
contra a opressão e o domínio tirano.
Se considerarmos que a história da humanidade é um grande
fio ligado por pontos, podemos olhar para trás e identificar
que o povo árabe nunca renunciou a sua vocação de inde-
pendência e liberdade.
E hoje, nos mais diversos países árabes, essa vocação pela
liberdade voltou a se expressar: milhares de vozes clamaram
pelo direito de serem livres, de escolherem seu presente e
seu futuro.
MENSAGEM DO PRESIDENTE
JOÃO RANDOLFO ARBEX
O mesmo direito à liberdade que nós, brasileiros, aprende-
mos a valorizar e reverenciar, e que ensinamos às outras
nações. Afinal, esse grandioso país chamado Brasil de-
mocraticamente recebe em seu solo povos e cidadãos das
mais variadas origens, etnias e crenças para que, juntos,
construam uma nação mais diversificada, forte e fraterna,
que respeita e defende a liberdade e a paz.
Uma paz e uma liberdade construída e consolidada pela
capacidade especial e natural que cada brasileiro possui
de conviver pacificamente e respeitosamente com as dife-
renças.
Não há dúvida de que aqui no Brasil as diferenças étnicas,
religiosas, filosóficas e culturais não segregam. Não afastam.
Ao contrário. Aqui no Brasil as diferenças aproximam, pelo
desejo nato que o brasileiro tem de estar junto, de dividir, de
aprender, de construir junto.
O Brasil é uma nação exemplo para o mundo, e esperamos,
na data em que comemoramos a independência do Líbano,
que não haja dúvida de que comemoramos nessa data, tam-
bém, a vitória da liberdade, da fraternidade e da união entre
todos os povos.
Somos o Clube Monte Líbano, e a confraternização entre os
homens é a nossa grande missão.
Parabéns, Líbano! Parabéns povo árabe!
Parabéns Brasil! Parabéns povo brasileiro, pelas importantes
lições de liberdade.
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CLUBE MONTE LÍBANO
Biênio 2010/2011
Presidente de Honra
Salomão Saadi
Conselho Deliberativo
Presidente: Gilberto Adib Couri
Vice-presidente: Michel Eduardo Chaachaa
1° Secretário: Rubens Baracat Dip
2° Secretário: Bruno Felício Asmar
Secretário Suplente: Omar Koury Jr.
Conselho Diretor
Presidente: João Randolfo Arbex
Vice-presidente Financeiro: Sérgio Chucri Merhy
Vice-presidente Administrativo: Paulo César de Azevedo Ritto
Vice presidente Social, Cultural e Comunicações : Hilton Abi-Rihan
Vice-presidente de Patrimônio: Frederico Landim Machado
Vice-presidente de Sede, Compras e Manutenção: Roberto Gaui
Vice-presidente de Esportes: Paulo Roberto G. da Cunha
Vice-presidente Executivo Cultural: Paulo Edde Filho
Vice-presidente Executivo de Comunicações: Humberto Cury Saade
Vice-presidente Executivo de Compras e Manutenção: João Pedro Costa Leite
Vice-presidente da Presidência: Arlinda Elias Couri França dos Anjos
Tesoureiro Geral: Raphael Luiz P. Siqueira
Secretário Geral: Marco Antonio Couri
Assessor Jurídico: Michel Eduardo Chaachaa
Conselho Consultivo
Presidente: José Elias Jacob Aloan
Vice-presidente: Munir Murad
Secretário: Américo José Oakim
Membros: Adib Saadi, Salomão Saadi, Gilberto Adib Couri, Edward Caram Asse-
many, Ramez Saade, Roberto Salomão Couri, Paulo Cezar Assed e João Randolfo
Arbex
Conselho Fiscal
Presidente: Paulo Cezar Assed
Membros: Osmar Fernandes Terra, Nelson Murad, Luiz Carlos Sabbak Tomé, Adib
Jamil Amin e Roberto Jorge
Rua da Lapa, 120 / 601 - Lapa
Tel.: (21) 3923-5155
e-mail: widebrasil@widebrasil.com
www.widebrasil.com
Beirute. Vista aérea
Clube Monte Líbano
Av. Borges de Medeiros, 701 - Leblon
CEP 22430-041 - Rio de Janeiro - RJ
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A revista Clube Vonte Libano é uma publicação oñcial do Clube Vonte Libano do
Pio de Janeiro e é produzida pela Wide8rasil Comunicação Ìntegrada.
As opiniões emitidas nas entrevistas concedidas e os textos assinados são de respon·
sabilidade de seus autores, não reßetindo, necessariamente, a posição dos editores
nem do Clube Vonte Libano do Pio de Janeiro.
É permitida a reprodução parcial ou total das matérias, desde que citada a fonte.
Novembro de 2011 · Tiragem: 2.000 exemplares
Editor e Jornalista Responsável
Ricardo Da Fonseca, MTb RJ23267JR
Conselho Editorial
Conselho Diretor do Clube Monte Líbano
Jornalismo e Redação
Ricardo Da Fonseca
Camila Soluri
Projeto Gráfico
R. Gatto
Edição e Tratamento de Imagens
Victor Lannes
Revisão de Texto
Marco Antonio Nicolau
Fotografia da capa
Humberto Souza
Fotografia
Acervo do Clube Monte Líbano e Laura Gargan
Publicidade
WideBrasil Comunicação Integrada
(21) 3923-5155
Produção
CLUBE MONTE LÍBANO
Fundado em 12 de setembro de 1946
Declarado de Utilidade Pública pela Lei Estadual n
o.
1.952 de 1971
Benemérito do Estado por Resolução do Poder Legislativo. Lei n
o.
2.297
de 1974
Tombado por sua imagem cultural e fachadas arquitetônicas inscritas no
Compêndio Internacional de Arquitetura. Lei n
o.
3796 de 7 de julho de
2004.
CLUBE MONTE LÍBANO
CLUBE MONTE LÍBANO
NOSSO CLUBE
A escolha de um bom clube recreativo para associar-se ou para frequentar está muito ligada à localização e às condições
físicas que esse clube oferece. Naturalmente, diversos outros pontos são avaliados pelo associado ou pretendente a sócio,
como infra-estrutura, higiene das instalações, oferta de alimentação, atividades oferecidas para a família, além de uma
importante identidade com os atuais associados.
Pensando nisso, o Clube Monte Líbano estará apresentando a partir desta edição um resumo das suas instalações e das
atividades sociais e recreativas que disponibiliza aos associados e pretendentes a sócios.
PISCINAS
O Clube Monte Líbano dispõe de duas piscinas, que
atendem as mais diversas demandas dos associados:
além das atividades recreativas, nas piscinas são reali-
zadas as aulas de hidroginástica, natação e mergulho.
Segundo o coordenador de esporte do clube, Marco
Aurélio, a piscina principal, de uso dos jovens e adultos,
mede 25 x 18 metros, possui três níveis de profundidade
(na parte mais rasa, 1 metro, na parte central 1,8m e
na parte mais funda, 2m) e é aquecida, sendo mantida
a uma temperatura média de 27 graus. Já a piscina
infantil mede 16 x 8 metros e mantém a temperatura
ambiente.
Todos os cuidados com a piscina são de responsabili-
dade do operador da piscina, o João Firmino, que dia-
riamente verifica cada item de segurança e higiene para
oferecer um espaço limpo e seguro. É o João Firmino
também o responsável pelas análises de Ph e do nível
de cloro da água da piscina.
Para fazer uso das piscinas, o associado deve se dirigir
ao Setor Médico do clube e solicitar à médica de plan-
tão (somente aos sábados e domingos) um exame mé-
dico. Para o associado, esse exame tem um prazo de
validade de seis meses. O mesmo procedimento deve
ser seguido pelos convidados, só que esse exame só
tem validade para os dias que ele irá usufruir do clube.
Um item importante, e que garante a segurança de
todos os associados, é que não é permitida a entrada
de embalagens de vidro nem o uso de óleos ou cremes
nas dependências das piscinas.
Horário de funcionamento:
De 3ª à 6ª, das 6h30 às 21h30;
Sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h.
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CLUBE MONTE LÍBANO
DESCENDENTES ARMÊNIOS
LÍBANO E ARMÊNIA
Carmen Labaki
A Armênia é um pequeno país do Oriente
Médio que faz fronteira com a Turquia, a Ge-
órgia, o Azerbaijão e o Irã. Ela está localizada
em uma região montanhosa na Eurásia, en-
tre o mar Negro e o mar Cáspio, no sul do
Cáucaso. Foi o primeiro Estado a adotar for-
malmente o cristianismo como religião oficial
de estado, tendo sido ocupado por diversas
potências político-culturais (parta, romana,
árabe, mongol e persa). Por isso, a maioria
da população é cristã ortodoxa e a culinária
é uma mistura das culinárias mediterrânea
e caucasiana, sofrendo fortes influências da
Europa Oriental e do Oriente Médio.
Muitos brasileiros só ouviram falar da Ar-
mênia por causa da atriz Aracy Balabanian, filha de armê-
nios, que interpretou a Dona Armênia, na novela “Rainha
da Sucata”, apresentada na Rede Globo em 1990. A perso-
nagem era uma divertida imigrante da Armênia, mãe coruja
de três filhos, que tinha um sotaque carregado e poucas
“papas na língua”.
No entanto, por mais que a atriz tenha divertido o público no
papel da estrangeira, ela sabe que seu povo carrega uma
história de acontecimentos doloridos e excludentes.
A data símbolo desses acontecimentos é o dia 24 de abril
de 1915, no qual a comunidade armênia relembra, com tris-
teza, o massacre de seu povo pelo Império Otomano, que
dominava o país desde o século XV. Foi em 1915, durante
o governo dos Jovens Turcos (1915 – 1917), que foi iniciada
a matança e a deportação de armênios, com o objetivo de
exterminar sua etnia, sua cultura e sua história.
O genocídio armênio foi marcado por marchas forçadas e
muita violência. Durante essas deportações, muitos morriam
no meio do caminho. Registros indicam a morte de mais 1,5
milhão de armênios em decorrência deste massacre.
Até hoje a Turquia não reconhece o genocídio ao povo
armênio e não toca no assunto. Os descendentes deste
povo que tanto sofreu ainda
lutam para que essa matan-
ça seja mundialmente reco-
nhecida. Quando me decidi
por produzir os documentá-
rios “Meu nome é Aram” e
“Armênios no Líbano”, abor-
dando a questão dos armê-
nios, quis prestar um serviço
à história e à humanidade.
Afinal, o mundo tem que
conhecer a história dos ar-
mênios. Não imaginava que
estaria presenciando e ou-
vindo... Histórias que muito
me emocionaram, e por isso, a convite da revista do Clu-
be Monte Líbano, escrevi este relato.
Há mais de 95 anos, em 1915, o sangue regou a primavera
da Turquia. Naquela época, o povo armênio esperou sair
dos massacres, da expatriação, da fome, das aflições, das
perseguições do regime otomano.
Os armênios sempre foram sujeitos à opressão, mas, em
1915, ninguém sabia que seria uma Guerra Mundial. Nesse
tempo não havia BBC, nem CNN, nem a Globo, que reve-
lariam com as imagens o que podia acontecer, despertando
a consciência do mundo. Havia apenas fotos do alemão
Armin Wegner, e essas fotos se transformaram em docu-
mentos históricos e memórias.
Os turcos enviaram homens à Armênia e tentaram de todas
as formas exterminar seu povo. No dia 24 de abril de 1915, os
armênios carregaram sua cruz nos caminhos de vida e morte.
O Islã esteve presente na Turquia durante toda sua história
e, mesmo clamando alto sua laicidade, toda presença não
muçulmana deveria sair do registro.
Filmar na Turquia para recolher a história dos armênios
é filmar o inacessível e enfrentar as interdições. Tudo é
Zaki Gerges.
CLUBE MONTE LÍBANO
proibido: é proibido
frequentar os lugares
com estilo armênio e
fazer alusão ao que
aconteceu. Ou seja,
é difícil colher teste-
munhos de armênios.
Mesmo que seja em
algum canto escon-
dido num bairro, eles
têm pavor de revelar
as suas identidades.
Filmar igrejas sem ser
visto é um desafio e,
quando somos presos
por infração, a gen-
te se vê jogado fora
igual a um cachorro.
Durante os massacres, mais de um milhão e meio de ar-
mênios morreram ao longo do caminho que os deportava da
Turquia para a Síria. Mães deixaram seus filhos nos cantos
das árvores para que os beduínos os salvassem da morte;
homens foram levados para cavar a terra, sem saber que
estavam cavando as suas próprias covas, onde, posterior-
mente, foram enterrados vivos; mulheres, crianças e idosos
foram jogados sem piedade numa grota bem profunda e
depois foram queimados vivos.
Tantas histórias de separação e de dor, de resistência e de
morte. Além desse sofrimento no deserto de Marqadeh e
Chadadeh, na Síria, até hoje paira no ar um aroma de mor-
te e de ressurreição. As ossadas ainda existem dentro da
terra, e é possível cavar e pegar com as mãos um punhado
de corpos quebrados, por tantos anos enfiados no chão.
Ninguém pode mais identificar estes armênios mortos, pois
as famílias se perderam e cada um encontrou o seu próprio
destino... de tortura.
Hoje os armênios que atravessaram os continentes para
viverem em países que os acolheram de braços abertos se
mantêm com o mesmo objetivo: preservar as suas identi-
dades com uma terminação no sobrenome que lhes é muito
familiar, o “ian”. Em diversos países foram construídas esco-
las armênias, igrejas, centros de beneficência, dispensários,
clubes, etc. Os armênios e seus descendentes participam
ativamente na política, no comércio, na indústria e na arte,
além de terem as suas próprias características e tradições.
Depois de muitos anos e de tantas buscas, muito poucos
daqueles que perderam irmão, irmã, mãe ou pai durante os
massacres são encontrados. Mas outros nunca mais soube-
ram nada sobre os que se perderam no deserto, na busca
de água, de repouso, ou simplesmente de salvação.
O povo armênio é um povo forte, que nunca perdeu a co-
ragem e nem a determinação para permanecer e preservar
a língua armênia, que é sempre praticada entre eles, em
qualquer lugar do mundo. Com o sobrenome e o idioma,
eles mantêm o vínculo que os une para a eternidade. E to-
dos têm essa força e energia incansável, que lhes permitem
avançar na luta para convencer os grandes poderes desse
mundo de que o genocídio armênio aconteceu numa época
que não pode e não deve ser esquecida. Eles pedem para
que a Turquia reconheça esse massacre, que causou para
este povo a extradição e a morte.
Esse dia chegará...
Aram Tcholakian
My name is Aram
O documentário produzido e
dirigido pela cineasta Carmen
Labaki conta parte da vida de
um sobrevivente do genocídio
armênio: Aram Tcholakian.
No dia 24 de abril de 2005, durante um programa de
televisão na NewTV, no Líbano, Aram foi convidado
a falar sobre sua experiência. Enquanto a família Zaki
Gerges, de Hassake, na Síria, assistia ao programa,
viram uma forte semelhança entre Aram e o pai de-
les, Zaki (já falecido). Sabiam que seu pai Zaki era
de origem armênia e, perdido como tantas crianças
durante os massacres, foi recolhido e criado por uma
família síria cristã.
A família de Zaki Gerges foi para o Líbano encontrar
Aram, e as duas famílias concordaram em fazer um
teste de DNA para ver se Aram e Zaki eram irmãos.
O resultado foi positivo. A vida inteira, Zaki, sabendo
de sua origem armênia, frequentou a igreja armênia
de Hassake, e esperava tanto encontrar alguém de
sua família.
Assim, o filme é narrado pelo próprio herói Aram, que
falando para a câmera conta a história da sua vida,
um menino que perdeu a mãe quando tinha um ano,
que foi abandonado e veio para o Líbano depois de
tanto sofrimento. Durante esses anos, mudou de nome
muitas vezes. De Mohamed para Aram, de Aram para
Youssef, e de Youssef novamente para Aram.
O filme é muito comovente, especialmente quando
Aram, visitando a aldeia de Hassake para encontrar
a familia Zaki Gerges, vai ao cemitério onde está seu
irmão, e falando como ele, diz: “Agora que não po-
demos nos encontrar nessa terra, quando eu morrer,
com certeza, Deus nos unirá no ceu”.
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CLUBE MONTE LÍBANO
Ricardo Da Fonseca - Qual é a
ligação de vocês com a Armênia?
Como a família de vocês veio
para o Brasil?
Pagrad Paboudjian - Meus pais
eram armênios, eles vieram para
o Brasil como sobreviventes do
massacre. O genocídio matou 1,5
milhão de armênios, e a Histó-
ria apagou isso. Meu pai, Haram,
era guerrilheiro e lutava contra
os turcos. Mas, por conta des-
se massacre, muitos fugiram da
Armênia. Minha mãe fugiu de lá
para o Líbano quando tinha 6
anos de idade. E lá ela conhe-
ceu meu pai e eles vieram para
o Brasil. Quando chegaram ali na
Praça Mauá, eles não conheciam
ninguém. Então um taxista os levou para uma comunidade
síria que existia na região do Saara, no Centro. O lugar
passava por um momento extraordinário. Lá eles foram aco-
lhidos pelos sírios e outros árabes. Mas no Rio de Janeiro
não havia muitos armênios. Meu pai se tornou sapateiro e
minha mãe torrava e vendia amendoins.
Nacib Hototian - Meus pais eram armênios. Meu pai, Artim
Hototian, veio com a família dele para o Brasil. Eles de-
sembarcaram em Santos, São Paulo. No governo de Getúlio
Vargas, os imigrantes que chegavam eram obrigados a ir
trabalhar na lavoura, no interior
do estado de São Paulo. Eles fi-
caram lá um ano e depois foram
autorizados a residir no Brasil.
Meu pai, então, abriu uma fábrica
de sapatos.
Aram Boghossian - Inicialmente
eu gostaria de dizer que, apesar
de já ter visitado a Armênia, no
ano de 2000, tudo o que co-
nheço da sua história é o que
fiquei sabendo pelas narrativas
de meus pais e outros armênios,
contadas com emoção e muito
orgulho sempre.
Meu avô paterno era armênio
e vivia na cidade de Mardim,
onde nasceu meu pai, Boghos
Boghossian, em 1886. Quando criança, com apenas nove
anos de idade, papai presenciou a destruição de uma aldeia
de armênios, por ordem do sultão turco Abdul Hamid. A al-
deia foi incendiada e meu pai, apavorado e triste, entendeu
que aquele não poderia ser um lugar bom para se viver. Já
com o ginasial completo, decidiu seguir para o Egito, em
busca de emprego e oportunidades. A caminho desse país,
o trem que o levava cruzou a cidade de Beirute, no Líbano.
Papai contava que ficou encantado com a beleza do local e
por isso resolveu saltar ali mesmo, na estação, para tentar
um trabalho naquela cidade que lhe parecia bem promis-
PAGRAD PABOUDJIAN, NACIB HOTOTIAN e ARAM BOGHOSSIAN
ARMÊNIOS NO MONTE LÍBANO
Mariam Paboudjian e seus filhos: Artur, Pagrad, Gabriel e
Eduardo.
CLUBE MONTE LÍBANO
sora. Com a ajuda de alguns armênios que encontrou, se-
guiu indicação para trabalhar como professor de matemática
numa escola de aldeia, no interior do Líbano. Com o passar
do tempo e a sua dedicação, chegou a ser diretor dessa
mesma escola.
Influenciado por um velho amigo
cirurgião, a quem servira como
intérprete de inglês quando alu-
no no ginásio em Mardim, de-
cidiu seguir a carreira de medi-
cina, ingressando na Faculdade
de Medicina de Beirute, onde se
formou, trabalhando para custear
seus estudos. Durante a 1ª Gran-
de Guerra Mundial, serviu ao
exército, como 1º Tenente Médi-
co, tratando de feridos e mutila-
dos em combate.
Em 1922, depois de muitas histó-
rias interessantes vividas por ele,
veio se juntar aos irmãos que já
haviam emigrado para o Brasil,
logo após o casamento com mi-
nha mãe Annita, armênia da ci-
dade de Aintab. Aqui construiu
sua família, composta de cinco filhos homens e uma mulher.
Ricardo Da Fonseca - O Líbano reconhece o genocídio
armênio. Qual é a relação entre estes dois povos?
Pagrad Paboudjian - Quando fugiu da Armênia, minha mãe
foi recolhida em um convento no Líbano. Então meus pais
tinham uma gratidão muito grande pelo Líbano e por essas
pessoas. Uma família riquíssima, libanesa, criou a minha
mãe com muito amor e lhe deu educação. Mamãe sabia
falar francês e libanês, além da própria língua armênia. O
meu pai foi para o Líbano em um navio cargueiro. Eles,
jovens, se conheceram e vieram para o Brasil por volta da
década de 1920. E aqui tiveram cinco filhos. Por eles, e
pelo meu povo, tenho muita gratidão ao Líbano, que deu
total cobertura ao povo
armênio. Minha mãe
sempre contava que,
quando ela estava no
convento, era recor-
rente a ida de turcos
na busca de armênios.
Chegavam e pergun-
tavam se ali havia al-
gum armênio, mas os
libaneses que viviam e
trabalhavam no con-
vento escondiam os refugiados. Devo, então, a minha vida
à generosidade dos libaneses. Essa generosidade fez com
que muitos armênios e descendentes se fixassem nesse
país e, hoje, eles retribuem através das suas ações em
favor do desenvolvimento desse querido país – o Líbano.
Nacib Hototian - Também tenho
muita gratidão pelos libaneses.
Tenho muitas recordações sobre
o que meus pais me contavam
sobre eles, porque eles deram
essa acolhida aos nossos ante-
passados. Até hoje tenho famí-
lia no Líbano. Eles continuam lá.
Tem uma área do país onde os
armênios se instalaram, e já até
geraram filhos libaneses. Meus
pais sempre me contaram da
gratidão que tinham pelo povo
libanês, e eu sempre digo isso
aqui no Clube Monte Líbano. A
educação que nos foi dada foi
no sentido do reconhecimento de
tudo que o povo libanês fez por
nós. Assim como nos lembramos
do massacre armênio, lembramos
também do amor que nos foi dado pelo Líbano. E isso eu
também passo para os meus filhos.
Aram Boghossian - Para minha família – e aprendemos
isso com nosso pai, que era um grande contador de histó-
rias - o Líbano simbolizou aquela mãe afetuosa que abraça
e acalma o filho quando chega em casa triste e inseguro.
Os armênios foram humilhados, expulsos de suas terras e
obrigados a marchar para a morte, com a promessa de que
se dirigiam para uma região onde se instalariam com suas
famílias. Nesta marcha, meus avós paternos foram mortos.
Meu pai, por obra do acaso, ou por alguma missão que lhe
era reservada, saiu da Armênia, ocupada pela Turquia, de
uma maneira bem sucedida, apesar de toda a dor que car-
regava na alma.
O Líbano recebeu em
seus braços muitos
armênios que, assim
como papai, não viam
condições de viver na
Armênia invadida. No
Líbano, ele encontrou
todas as condições,
principalmente huma-
nas, para dar um des-
tino nobre e útil a sua
Artim e Ovssana Hototian.
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CLUBE MONTE LÍBANO
vida. Seus feitos e suas ações humanitárias, como médico,
tornaram meu pai um grande homem. E ele sempre fez
questão de ressaltar a importân-
cia do Líbano em sua vida. Agra-
decia a Deus aquele impulso que
o fez descer na estação de trem
em Beirute, para tentar construir a
sua história pessoal.
Ricardo Da Fonseca - Uma grande
parte do povo armênio foi massa-
crada pelo Império Turco Otomano.
Como vocês se sentem em relação
a esse trágico acontecimento na
história do povo armênio?
Pagrad Paboudjian - Para mim,
marcou. A gente guarda. Nós
ficamos sentidos. E esse senti-
mento eu transmiti para os meus
dois filhos também, e quero
transmitir aos meus netos tam-
bém, assim como os meus pais
me ensinaram. É uma questão de
identidade. A família deve saber
o que aconteceu com seus an-
tepassados, isso é muito impor-
tante. Nós sofremos muito com
aquele massacre, mas a mídia não fala sobre isso. Ela fala
dos ataques de 11 de setembro, fala do holocausto, mas dos
armênios ela não fala.
Nacib Hototian - Minha mãe, Ovssana, contava que, quando
o povo armênio era obrigado a sair do seu país, eles eram
acompanhados pela cavalaria turca. Nessa jornada, muitos
morriam de fome e acabavam ficando pelo caminho. Uma
tia minha morreu assim durante a caminhada em direção ao
ASSOCIADO,
QUEREMOS TORNAR A REVISTA CADA VEZ MAIS FAMILIAR, FOCADA EM ASSUNTOS DO COTIDIANO
DO CLUBE E DOS SEUS ASSOCIADOS, SEJA NAS DEPENDÊNCIAS DO CLUBE OU FORA DELE.
POR ISSO, SE VOCÊ TEMALGUMA FOTO SOBRE UMMOMENTO IMPORTANTE QUE VIVEU NO CLUBE
OU FORA DELE – UMA VIAGEM OU AVENTURA INESQUECÍVEL, UM SHOW QUE VIU E MARCOU SUA
VIDA - MANDE PARA A REDAÇÃO DA REVISTA (WIDEBRASIL@WIDEBRASIL.COM).
Líbano. Eles iam de uma cidade para outra sem comida,
sem nada. E como era interesse dos turcos aniquilar os ar-
mênios, sua história e sua cultura,
falar o próprio idioma era proibi-
do. Assim se vê a barbaridade do
povo turco daqueles tempos. Mas
acredito que o amor sempre teve
espaço na vida do ser humano.
Enquanto houver amor, não pode
haver guerra. Por isso temos que
esquecer os contratempos. Hoje
somos parte integrante do Brasil.
Somos brasileiros e, juntos, traba-
lhamos a favor dessa nação. En-
sino aos meus filhos a terem amor
por este país e gratidão por ele ter
nos acolhido, assim como meus
pais me falavam do Líbano. Sou
muito grato ao Brasil e ao Líbano.
Aram Boghossian - Nenhum de
nós poderá compreender as ra-
zões que levam à morte e aniqui-
lação de um povo. No entanto, a
lógica das grandes nações e dos
impérios é outra. Esse capítulo da
história é muito triste, mas aprendemos com nossos pais
a olhar para frente. Eles trabalharam duro e se dedicaram
a oferecer aos filhos as melhores condições de estudo e
educação, para que cada um de nós pudesse construir uma
história honrada e vitoriosa. O Brasil representou, na vida da
família, o acolhimento, com oportunidade de crescimento. As
novas gerações querem o mesmo que todos nós: viver em
paz, construir suas famílias, ser úteis e ser feliz.
Boghos Boghossian.
CLUBE MONTE LÍBANO CLUBE MONTE LÍBANO
FUNCIONÁRIO DO MÊS
Severino Francisco de Souza
Admissão: 01/08/2005
Função: Recepcionista do Grill
ERRATA: Na edição de outubro da revista Clube Monte Líbano não foi incluída a fotografia da atual diretoria na matéria
sobre a festa de 65 anos do clube. Para corrigir a nossa falha, estamos incluindo a fotografia na atual edição.
Integrantes do Conselho Diretor (2010/2011): Michel Chaachaa, João Pedro Leite, Paulo Edde Filho, Marco Antonio Couri, Arlinda Couri, Sérgio
Merhy, João Arbex, Hilton Abi-Rihan, Paulo César Ritto, Humberto Saade, Paulo Roberto Cunha e Roberto Gaui.
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CLUBE MONTE LÍBANO
Não é à toa que Barcelona é um dos lugares mais famosos
e procurados do mundo. Quem não conhece, quer visitar, e
quem já foi, quer voltar. A segunda maior cidade da Espa-
nha é uma das mais dinâmicas da Europa e, desde 1992,
quando foi sede das Olimpíadas, recebe cada vez mais
turistas. O grande evento esportivo e a retomada da eco-
nomia espanhola colaboraram muito para o crescimento da
capital da Catalunha (comunidade autônoma da Espanha),
que vem aumentando as opções gastronômicas, turísticas e
hoteleiras. O clima é temperado, o que torna os passeios
muito mais agradáveis. No verão, a brisa do mar Mediter-
râneo abranda a estação, que costuma ser muito quente no
país, onde os termômetros marcam entre 20°C e 25°C. O
inverno não é muito rigoroso como na maior parte da Euro-
pa, e a temperatura não atinge graus negativos. No mês de
outubro, a média é de 12°C.
Os locais de interesse dos visitantes não são tão próximos
uns dos outros, por isso é importante se informar e se pro-
gramar para não perder tempo, já que a cidade tem muito a
oferecer. A arquitetura é uma das grandes marcas de Barce-
lona, considerada a capital do modernismo catalão. Diversos
pontos turísticos são obras de Antonio Gaudí. Foi ele quem
arquitetou o Parque Güell, a Casa Batlló, Casa Milà - tam-
bém conhecida como La Pedrera – e o Templo Expiatório
da Sagrada Família, templo católico que não está comple-
tamente pronto até hoje. O Palácio da Música Catalã, que
não é obra de Gaudí, também é imperdível. Essas atrações
são praticamente paradas obrigatórias para os turistas, Patri-
mônios Mundiais da Humanidade declarados pela UNESCO,
assim como outros quatro edifícios da cidade. O Parque Güell
é o parque mais famoso da cidade. Além de oferecer uma
belíssima vista de toda a capital catalã, é uma mistura ousada
de ladrilhos coloridos, pedras, árvores e curvas. Um pouco
mais distante, no número 43 da famosa Passeig de Gracia,
fica a Casa Batlló, um edifício que chama atenção por sua
fachada diferenciada. É possível subir e visitá-lo por dentro.
A cerca de 3 minutos a pé dali está a Casa Milà, ou La
Pedrera, prédio que foi construído para ser residencial, mas
que hoje recebe visitas turísticas e é um dos cartões-postais
da cidade. Em dias ensolarados, a vista do terraço é incrível
durante o pôr do sol. Lá de cima também é possível ver a
Sagrada Família e seus guindastes. O projeto do templo foi
iniciado em 1882 e sofreu diversas modificações ao longo do
tempo. A previsão é de que não fique pronto antes do ano
2026. Mesmo assim, ela está aberta aos turistas e a visi-
ta vale muito a pena, seu conjunto arquitetônico é incrível.
Como as filas costumam ser extensas em muitas atrações,
na maioria das vezes é melhor garantir o ingresso antecipa-
damente pela internet.
Toda grande cidade tem ruas e avenidas famosas e badala-
das, e em Barcelona não é diferente: La Rambla é a aveni-
da onde você pode dar um passeio e observar a diversidade
de pessoas que a cidade concentra. Restaurantes de todos
os tipos e para todos os gostos, artistas de rua, lojinhas
e (muita) gente resume o que é La Rambla. No entanto,
os barzinhos e cafés podem ser mais caros e é possível
encontrar lugares melhores para sentar e relaxar. A aveni-
da vai da Praça da Catalunha até o mar, no Miradouro de
Cristóvão Colombo. A praça, que é a maior da cidade, fica
numa área central: dali saem ônibus de turismo e ônibus
TURISMO
redação
CLUBE MONTE LÍBANO
para o aeroporto, além de ser uma boa referência e estar
próxima às ruas principais.
Um passeio na área antiga da cidade também é importante
para a compreensão dos diferentes momentos da história da
cidade. O Bairro Gótico e os bairros da Ribera e do Raval
concentram prédios históricos e conservam o clima boêmio
e antigo, com muralhas e resquícios do Bairro Judeu.
Barcelona pode ser vista do alto e de diversas formas, e
uma delas é subindo
o Montjuic. Para che-
gar lá, é preciso pegar
um funicular. O mon-
te, que fica próximo ao
porto, abriga em seu
topo uma fortaleza que
era usada para a vigi-
lância da cidade, prin-
cipalmente a entrada
pelo mar. Também é
lá onde estão o Está-
dio Olímpico e outras
instalações esportivas,
mais algumas das he-
ranças dos Jogos de
92. Para os que preferem um passeio ao ar livre, os Jardins
de Laribal são uma boa opção.
Assim como em todas as grandes cidades europeias, exis-
tem grandes museus em Barcelona. Os que apreciam a
cultura de todos os tempos podem visitar o Museu do Pi-
casso – que foi reformado recentemente -, a Fundação
Joan Miró, o Museu Nacional de Arte
da Catalunha (MNAC), o Museu da
Arte Contemporânea de Barcelona
(MACBA) ou a Fundação Antoni Tà-
pies. E no famoso Mosteiro de Pe-
dralbes, você pode conferir a Cole-
ção Thyssen-Bornemisza.
Além da beleza urbana, Barcelona
possui 5 km de praias. As praias de
Barceloneta, de São Sebastián e de
Nueva Icaria, por exemplo, têm es-
trutura que oferece serviços e como-
didades. Mesmo na praia, o banhista
não esquece que está em uma cidade
grande, já que a orla está repleta de
construções modernas. Um bom pro-
grama é alugar uma bicicleta e seguir
um dos roteiros sugeridos nas próprias
agências de locação. O trajeto pela orla
é imperdível. O porto de Barcelona, que foi reformado para as
Olimpíadas de 92, hoje é o maior do Mar Mediterrâneo e o que
recebe mais cruzeiros marítimos durante todo o ano.
Se durante o dia Barcelona é “quente”, à noite ela ferve. Há
opções para todos os gostos e bolsos, e não é à toa que os
jovens festeiros amam a cidade. A noite de lá é considera-
da uma das melhores do mundo. A música eletrônica tem
destaque atualmente, o que não quer dizer que os clubes
de hip-hop, música la-
tina, rock e indie fans
fiquem de lado. Muito
pelo contrário, a diver-
são noturna é garan-
tida para todos. Antes
de sair para badalar,
é importante conferir
as atrações da noite
na boate desejada e
tentar colocar o nome
em listas VIPs. Os que
não quiserem muita
agitação podem sentar
em um dos milhares
de bares espalhados
pela cidade, tomar drinks e comer as famosas tapas. Ou
podem jantar em algum lugar que ofereça as delícias da
culinária mediterrânea.
Em Barcelona, as opções de entretenimento são infinitas. A
bela arquitetura, misturada ao dinamismo de cidade grande,
pode encantar e dar a impressão de que sempre haverá
mais para conhecer.
14
CLUBE MONTE LÍBANO
UFRJ / Monte Líbano
A estreia do time de vôlei UFRJ/Monte Líbano no campeonato carioca confirmou a expectativa do público presente, que
assistiu a uma partida bastante disputada. O time da casa, que jogou contra o Metro Rio, perdeu por 3 sets a 1, com
parciais de 22/25, 25/18, 22/25 e 23/25.
Segundo o técnico do time UFRJ/Monte Líbano, Kauffman Ribeiro, mais importante que o resultado foi o desempenho da
equipe, que está em franca evolução: “Foi um jogo equilibrado e bem consistente. Apesar do pouco tempo de treinos a
equipe se portou bem e até surpreendeu em alguns momentos, com um ótimo volume de jogo”. Já o vice-presidente de
esportes do Clube Monte Líbano, Paulo Roberto Cunha, não escondeu sua satisfação por ver o nome do clube represen-
tado por jogadores tão dedicados: “é muito bom ver um jogo de vôlei com a qualidade que pudemos presenciar. Acredito
que estamos dando início a uma fase importante na história do vôlei carioca e do Monte Líbano. Tenho certeza de que
nossos jovens e as crianças presentes na partida contagiaram-se com o empenho da equipe UFRJ/Monte Líbano. E isso,
no meu entendimento, é um importante incentivo para que pratiquem o esporte e se dediquem a ele. O exemplo de esforço
e determinação que essa rapaziada está deixando para todos é muito importante, se queremos honrar a oportunidade de
sediar uma olimpíada.”
AGENDA DE JOGOS DO UFRJ/MONTE LÍBANO
Data Horário Partida Local
05/11 18:00 UFRJ/Monte Líbano x Flamengo Ginásio do Clube Monte Líbano
06/11 15:00 UFRJ/Monte Líbano x Botafogo Ginásio do Clube Monte Líbano
15/11 16:00 UFRJ/Monte Líbano x Tijuca Ginásio do Clube Monte Líbano
19/11 14:00 UFRJ/Monte Líbano x RJX Ginásio do Botafogo F.R.
20/11 15:00 UFRJ/Monte Líbano x Volta Redonda Ginásio Ilha de São João
CLUBE MONTE LÍBANO
O VOLEIBOL É UM ESPORTE EM QUE OS JOGADORES USAM AS MÃOS PARA TOCAR A BOLA, NÃO SENDO PER-
MITIDO SEGURÁ-LA OU CARREGÁ-LA, APENAS TOCÁ-LA COM AS MÃOS. A SEGUIR, VAMOS LISTAR ALGUMAS
REGRINHAS DO VÔLEI. ASSINALE A RESPOSTA CORRETA.
PROGRAMAÇÃO INFANTIL
RECREAÇÃO
Dia 06
Mágicas com o mágico Carvalho, às 15 horas.
Dia 13
Tobogã e Cama elástica, das 13 às 17 horas.
Dia 20
Recreação com a equipe do Tio Tetê, das 13 às 17 horas.
Dia 27
Mágicas com o mágico Carvalho, às 15 horas.
A. Quando você for jogar uma partida de vôlei com os amigos, qual uniforme usará?
[ ] camisa, calção, meia e tênis.
[ ] camisa, sunga e meia.
[ ] sem camisa, calção, meia e tênis.
B. Para vencer uma partida sua equipe precisará ganhar:
[ ] três sets, fazendo três gols.
[ ] três sets.
[ ] quatro sets, contra um do adversário.
C. Quantos toques você pode dar na bola em uma recepção ou passe?
[ ] dois.
[ ] apenas um.
[ ] depende do juiz.
D. Qual tipo de tênis é o mais apropriado para jogar vôlei?
[ ] com salto, igual ao de corrida/cooper.
[ ] leve e flexível, com sola de borracha ou de couro, sem salto.
[ ] não faz diferença.
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CLUBE MONTE LÍBANO
AGENDA DE EVENTOS
NOVEMBRO
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CLUBE MONTE LÍBANO
MÚSICA AO VIVO NO RESTAURANTE PIANO’S BAR
SEXTA-FEIRA – 21 HORAS
Buscando oferecer ao associado uma programação variada e de qualida-
de, a programação do Restaurante Piano´s Bar incluirá, quinzenalmente,
a apresentação de cantor/cantora convidados, permanecendo, nas de-
mais sextas-feiras, a música com pianista.
DANÇA DO VENTRE
Dia 03
DAIANA OHARA E DAHAB CHAIM
Dia 10
SARA CALDAS E ASSIRIS AL QAMAR
Dia 17
DAHAB CHAIM E DARAH HAMAD
Dia 24
SAMARA NYLA E SARA CALDAS
ZECA DO TROMBONE
Considerado um dos mais completos músicos em atividade
no Brasil, Zeca do Trombone tem um estilo próprio de tocar
o seu trombone de válvula – com uma das mãos –, eviden-
ciando sua habilidade com o instrumento. Intérprete de voz
rouca e ímpar, o músico foi aconselhado pela sua amiga
Elis Regina a colocar sua voz como complemento em suas
apresentações com muito swing, ritmo e simpatia.
O resultado é um som único. Inspirador. Inesquecível.
NOVOS SÓCIOS
1466 Soraya Lage Escher
0187 Mário Gaspar Parente
0622 Elisandra Granêz Rodrigues Oliveira
1402 Emerson da Costa Pereira Martins
0734 Patricia Lapa de Noronha Guedes
CLUBE MONTE LÍBANO
ANIVERSARIANTES DO MÊS
O Clube Monte Líbano parabeniza os sócios que completam em novembro mais um ano de
vida, desejando saúde, paz e prosperidade.
Dia 16
Carlos Ernesto De Saboya Henningsen, Dulce Couri Kalache, Luciano
Portal Santanna, Luis Guilherme Mambrini S. M. Pinto, Marcelo Couri,
Marcio Carajuru Couto, Marco Antonio Dias Xavier, Ubiratan Jose De
Miranda Costa e Zilda Zaccur.
Dia 17
Aram Boghossian, Cristina Maria De S. E Silva, Erika Marinho De
Carvalho, Hudson De Carvalho Junior, Ines Ozon Boghosian, Jaures
Paulo Feghali, Luiz Guilherme Francovich Aldabalde e Raphael Xavier
Abi-Rihan.
Dia 18
Bruno Mamede, Fuad Diuana Zacharias, Najad Nagi Khouri, Noemia
Honorato De Moraes, Rosa De Carvalho Zarur, Sherrine Maria Njaine
e Victoria Piersantini Shape.
Dia 19
Ana Cristina Botelho Martins, Clemens Maria Xavier Abi-Rihan, Felipe
De Jose Berger, Newton Fernando Baronto Flores, Odette Dos Anjos
Pereira Kelab e Pedro Faulhaber Camara Peixoto.
Dia 20
Arnaldo Pracownik,Luis Henrique Weitzel e Michelle Mendes Meireles
Silva.
Dia 21
Carla Mendonça Caram Assemany, Ebe Maurano Mello, Fernanda
Araujo Studart De Lima, Fernando Adelino Thomaz Da Silva, Rose
Melo Vencelau Meireles e Stella Dick.
Dia 22
Angela P. Lazoski, Eda Nogueira De Carvalho, Marcella Vieira Braz,
Marcos Pereira Loyola,Marina Fraga Graca e Maura Cristina Barata.
Dia 23
Ana Maria Flores, Cristiane Nogueira Brandão, Jorge Tauile e Maria
Carolina Leite C. De Albuquerque.
Dia 24
Alexandre Simão Mezher, Andrea Fidalgo, Armindo Cardoso De Car-
valho, Felipe Pires Pereira, Pedro Henrique G. Ramiz Wright e Ricardo
Mounir Saade.
Dia 25
Claudia Amaral Geagea, Diana Christina De Luca, Elisa Guedes Laus
Brodbeck e Mauricio Antonio Fernandes Araujo.
Dia 26
Ana Cecilia Bedran Jettar, Fernanda Jereissati Rodrigues, Rafael De
Alessio Meira C. Laxe e Renato Camera.
Dia 27
Ana Paula Coutinho Bedran, Emily Branco Dos Santos, Guilherme De
Carvalho Gaui, Maria Daniele Rasuck Faraco Tortorelli, Michel Salo-
mao Couri, Mila Pacheco Pereira, Miquelina Da Rocha Lobo, Otavio
Augusto De Paiva, Pedro Oliveira B. Roque, Rosinda Martins Basile,
Rubens Baracat Dip e Sergio Chucri Merhy.
Dia 28
Iolanda Coutinho Pitella, Jorge Luis Dos Santos Maffei Filho, Marcelo
De Souza Queiroz Nacif, Marina Domingues Loyola e Pedro Pereira Da
Silva Gibrail.
Dia 29
Carlos Affonso Migliora, Eric Abreu Pury Mazurec, Isabella Marinho,
Joao Henrique Maia Prates, Jose Pitella Junior, Sarah Guimarães Go-
brail e Yuri Abreu Pury Mazurec.
Dia 30
Alexandre Barbosa Castelo Branco, Carmen Giglio Lustosa Diacovo,
Edgar Gulden Gravata, Marcia Christina F. Merhy, Ricardo Assuf Ne-
char e Vilma Matheus Margem.
Dia 01
Fabiana Zarur Kornalewski, Gloria Habib Keldani Quintao e Marcelo
Bahiense Colao.
Dia 02
Anesia Gino, Giovana Trotte Ferreira e Maria Angelica V. Barreto.
Dia 03
Alexandre Correia De Castro, Brenda Menna Barreto, Bruno Ferreira
Blatt, Izabel Cristina Soligo Kanaan, Joao Pedro Pinho Silva, Marcelo
Andre Cid H. do Porto Queiroz, Maria Luiza Muller de Almeida, Paula
Ramos G. De A. Gaui e Victor Hugo P.S. Da Silveira.
Dia 04
Daniel Edde de Oliveira Silva, Marco Aurelio de Goes Monteiro Negrei-
ros, Maria De L. S. De C. Almeida, Mariza Pacheco Pereira e Tatiana
Guimares Martins.
Dia 05
Elias Elias Kanaan, George Raji Warwar, Gilson Fernandes Tavares,
Guilherme Adib Couri, Rosa Castelo Branco Zananiri e Vania Maria
Boghossian Marinho.
Dia 06
Ana Paula Coelho Leite, Antonio Hamid Hamdar, Bianca Scher De-
velly, Felipe Sales Koury, Francisco Demolinari Arrighi, Helena Gazal
Sawaya, João Pedro Souza Tavares, Lola Coeli da Cata P. Correa,
Luciene de Paulo, Maria Alice Pedrosa Chilaze, Myrna Pereira Da Silva
Gibrail Tannus, Pompeana De Souza Fortunato e Renato Villela Gomes
Soares.
Dia 07
Bernardo R. Mamede, Claudia Freire Gameiro Lagemann, Jose Carlos
Khair e Mariana Kneipp Lucas.
Dia 08
Barbara Salles De Oliveira, Guilherme Cunha Baptista, Jose Renato Da
Gama Barandier, Sumaia Matheus Margem.
Dia 09
Bruna Alves B. Souza, Bruno Costa Camaron, Cecilia Pina Filartigas,
Gabriel Warwar De Lima, Leonardo De Andrade Couto, Nicanor Medici
Fischer, Paula Mattos A. H. Valle, Raul Antonino Feijo e Renata Mattos
A. H. Valle.
Dia 10
Elias Ghazi Ghazi, Karine De Lima Ribeiro Lino, Ricardo Mattos Marins,
Ursula K. L. De Sant’anna e Vera Maria Camuyrano Teixeira.
Dia 11
Daniela Alonso Fontes, David Gabriel Vita Saadi, Lara Moreira Akel,
Marcia Regina Pinudo Dos Santos, Maria Lucia Lima Mufarrej e Nelson
Jorge Safadi.
Dia 12
Aloysio De Miranda Costa Neto, Arno Jorge Chammas, Elaine Machado
Conde Arrighi, Enzo De Aguiar Gutman, Lucas Carvalho Rosa, Maria
Aparecida Da Luz Pires, Melissa Miguelotti Muller, Olga Campos Saadi,
Rodrigo Pizarro Lavalle Da Silva e Washington Fritsch Junior.
Dia 13
Brenda Rodrigues Souto, Breno Rodrigues Souto, Eneida Gloria S Men-
des, Flavia Tarabini Castellani Asmar, Georges Ramez Hage, Jessica
Burle Kalache, Lucas Goldschmidt Micas, Roberto Lucas Da Silva, Syl-
vania Marcia Tavares e Tatiana Burle Kalache.
Dia 14
Flavio Safi, Luiz Edmundo Gravatá Maron e Rodrigo Pinto F. Presser.
Dia 15
Antonia Fonseca Venancio,Elizabeth Lavalle Da Silva Faria, Ivone
Aquim Gaui, Liza Nogueira Aduan, Marcia De F. V. Ahouagi Cunha,
Rafael De Aguiar Mezher, Theo Castilho Gounot e Thereza Cristina
Rosario De Jose.
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CLUBE MONTE LÍBANO
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CLUBE MONTE LÍBANO
01. Adib Saadi, Marisa Couri e convidados. 02. Hilton Abi-Rihan, Clemens Abi-Rihan, Cleiton
Conrad, Regina Conrad e convidados. 03. João Randolfo Arbex, Maria Teresa Arbex, Paulo
Roberto e Sofia. 04. Humberto Saade, Marcelo Ramos, Clarissa Ramos, Marcos Ghazi, Carolina
Machado e convidados. 05. Paulo Edde, Arlete Edde, Ademir da Silva, Alice Edde e convidada.
06. Adib Jamil Amin, Marlene Amin e convidados. 07. Gilberto Couri, Glória Couri, José Alcure
Neto, Maria Cecilia, Glaycon de Paiva, Maria Edith de Paiva, Hanna Chaim e Suely Chaim. 08. Edward Assemany, Lucila Assemany, Pagrad
Paboudjian, Edir Paboudjian e Sérgio Merhy. 09. Gilberto Costa, Maria Rhamnusia Costa e convidados. 10. Michel Khoury, Nara Gomes e con-
vidados. 11. José Carlos Tajra e convidados. 12. Mário Gea, Laura Gea, Onicio Nogueira, Henriqueta Nogueira e convidados. 13. Álvaro Ceva,
Sandra Helena e convidados. 14. Teresa Cristina Kfuri e convidados. 15. Elias Mathias e convidados. 16. Armando Monteiro, Maria Aparecida e
convidado. 17. Fernando de Oliveira, Juliana de Oliveira, Luiz Alfredo Salomão, Lilia dos Santos Pereira. 18. Arno Chammas, Branca Chammas,
Eduardo Galvão e Iracema Groth. 19. Luiz Vieira e acompanhante. 20. Mauricio Avvad, Maria Glória Avvad, Elizabeth Najaim, José Carlos,
Mariana Avvad. 21. Said Moussalem e esposa.
Associados do Clube e convidados puderam
apreciar a qualidade de um dos mais impor-
tantes grupos de Bossa Nova da atualidade:
O grupo Os Cariocas.
Apresentando ao público um repertório de
alta qualidade, resgatando inesquecíveis
sucessos da boa música brasileira, Os
Cariocas foram responsáveis por mais um
agradável evento artístico na cidade.
CLUBE MONTE LÍBANO
20
CLUBE MONTE LÍBANO
2º Torneio de Tranca
Foi realizado, com muita alegria e descontração, o 2º Torneio de Tranca da Primavera, no salão de jogos do Clube Monte
Líbano, com a distribuição de brindes e o sorteiro de prêmios aos participantes, e que teve um número recorde de ins-
critos: 48.
O sucesso do torneio se deve à participação dos inscritos e, também, ao empenho de seus organizadores e colaboradores,
aos quais o Clube Monte Líbano agradece. Entre eles estão Olavo Couri, Sandra e José Roberto, Ramez Saade, Humberto
Saade, Sebastião Porto, Leila Couri, Ligia Andrade, a Comissão Permanente da Mulher e, em especial, a vice-presidente
executiva, Arlinda Couri, que dirigiu e coordenou o Torneio com maestria.
Os primeiros colocados do torneiro foram:
1º lugar - Marcia Gaui e Regina Jabour
2º lugar - Wilson e Kalil (convidados)
3º lugar - Ana Lygia e Rosana Sawaya
4º lugar - Roberto Gaui e Gilson Dotto
Roberto Gaui, Marcia Gaui, Gilson Dotto e Regina Jabour.
José Roberto, Rosana Sawaya, Karim Nasr e Ana Ligia.
Cel. Pimentel, Lilian Couri e convidadas.
Marcia Gaui, Regina Jabour e Arlinda Couri.
Um sucesso!
CLUBE MONTE LÍBANO
Foi memorável, alegre e festivo o tradicional Encontro de Poesia, e, naturalmente, fazemos jus a trajetória de nosso Clu-
be, que é tombado pelo Patrimônio Cultural. Registramos a presença do Fundador e Presidente da Assembleia Geral, Sr.
Adib Saadi, Vice-Presidente Financeiro Sérgio Merhy, mais os homenageados Joarry Baptista dos Santos, Presidente da
Academia de Letras, Artes e Ciências, Anna Amélia e Abilio Kac, Presidente da União Brasileira de Escritores. Estavam
ainda presentes Dr. Waldir Jazbik e esposa, Jesus Chediak, Diretor Cultural da Associação Brasileira de Imprensa, que
fez uma saudação veemente ao Dr. Abilio Kac e Miriam Perolla, Presidente da Liga da Defesa Nacional. A presença dos
associados e dos seus dignos convidados trouxeram brilho e beleza nessa noite de cultura, arte, fraternidade e amor.
Destacamos a apresentação da Dança Folclórica Libanesa e Árabe com a equipe da notável bailarina Keyla Milanez. A
Sociedade Literária Khalil Gibran participou ativamente do evento com o já costumeiro entusiasmo do seu presidente Dr.
Samyr Oakim Badouy.
Antonio Hamdar
Diretor de Cultura Libanesa e Árabe
22
CLUBE MONTE LÍBANO
Data Nacional do Líbano
Antonio Hamdar, diretor de Cultura Libanesa
O vinte e dois de novembro, data nacional do Líbano, não é comemorado exclusivamente pelos libaneses, seus descen-
dentes e amigos do Líbano, mas por todos aqueles que amam a liberdade, a cultura, as diferenças, os direitos humanos
e, principalmente, a paz.
Portanto, hoje prestamos homenagens a todos os defensores desses valores, em todas as partes do mundo.
O Líbano foi por séculos dominado pelo Império Otomano (turcos), que cometeram barbaridades por todo o Oriente. Mas
as montanhas libanesas jamais caíram, e os montanheses, ajudados pela própria defesa natural, ou seja, pelas formações
rochosas, e por homens de coragem que no século XIX, no ano de 1860, empreenderam a maior das resistências, e ali,
no Monte Líbano (conjunto de montanhas libanesas), conseguiram manter vivas a cultura e as tradições.
Em resistência fantástica (digo fantástica, pois as mulheres e crianças foram levadas para o Erdhen e outras montanhas, e
os homens, embaixo, com espingardas obsoletas, enfrentavam mercenários vindos de diversas partes do mundo, e não se
sabe como, ou seja, só Deus para enfrentarem gente treinada e bem armada. Mas eles estavam em casa e defendendo
sua terra), conseguiram manter os 10.452 quilômetros quadrados com liberdade e soberania.
Abaixo transcrevo uma mensagem elaborada por adolescentes libaneses no ano de 2005.
“não é uma matéria de petróleo, minas de ouro ou de diamante ou outras coisas.
É simplesmente nossa história que lhes faz arrepiar.
Deus nos abençoe, libaneses, porque nós remanesceremos as crianças da terra do cedro.”
Estatísticas sobre o Líbano:
1. O Líbano tem 18 comunidades religiosas.
2. Tem 40 jornais diários.
3. Tem 42 universidades.
4. Tem mais de 100 bancos (os quais não são filiais de um banco só)
5. 70% dos estudantes estão nas escolas privadas.
6. Há um médico para cada 10 habitantes no Líbano (na Europa e América há 1 para cada 100)
7. O Líbano aparece 75 vezes no velho testamento.
8. O nome cedro (a árvore símbolo do Líbano), aparece 75 vezes no velho testamento.
9. Beirute foi destruída e reconstruída 7 vezes (por isso é comparada à Fenix)
10. Há 3.3 milhões de libaneses no Líbano.
11. Há cerca de 10 milhões de libaneses fora do Líbano.
Outros fatos interessantes:
1. O Líbano foi ocupado por 16 povos: Egito, Hittitos, Assírios, Babilônicos, Persas, Alexandre o grande, Império Romano
Bizantino, Península Arábica, Cruzadas, Império Otomano, Grã Bretanha, França, Israel e Síria.
2. Byblos (cidade do Líbano) é a mais velha cidade que continua viva no mundo.
3. O nome Líbano existe há 4.000 anos sem parar (é o nome de país /nação mais velho do mundo!)
4. O Líbano é o único país asiático/africano que não tem um deserto.
5. Há 15 rios no Líbano (todos vêm de suas próprias montanhas).
6. O Líbano é um dos países mais povoados dos sítios arqueológicos no mundo!!!
7. O primeiro alfabeto foi criado em Byblos.
8. O único templo restante de Júpiter (principal deus romano) está em Baalbeck.
9. O nome Byblos vem da bíblia.
10. O Líbano é o país que tem a maioria de livros escritos sobre ele.
11. O Líbano é o único país não ditatorial no mundo árabe e tem um presidente.
12. De acordo com o cristianismo, Jesus Cristo fez seu primeiro milagre no Líbano (a transformação da água em vinho)
13. Os fenícios (povo original do Líbano) construíram o primeiro barco e foram os primeiros a velejar.
14. Os fenícios alcançaram a América muito antes de Cristóvão Colombo.
15. A primeira escola de direito no mundo foi construída no Líbano, em Beirute, no centro da cidade (downtown).
16. As pessoas dizem que os cedros foram plantados pelas próprias mãos de deus (por isso são chamados Cedros de
Deus, e é por isso que o Líbano é chamado de “país de deus na terra”)
CLUBE MONTE LÍBANO
BERINJELA COM CARNE
Ingredientes
8 berinjelas grandes e redondas
1/2 kg de carne moída
1 ou 2 copos de arroz (já pronto)
1 xícara de café de pinho
2 cebolas cortadas finas
2 colheres (de sopa) de manteiga
1 copo de água
Sal
Temperos
Modo de fazer
Corte as berinjelas em rodelas de 1 a 2 cm;
Frite na manteiga até dourar;
Escorra na peneira;
Frite a carne, a cebola e os pinhos.
Em uma forma redonda, coloque, em camadas, as rode-
las de berinjela, metade da porçao de carne e metade da
porção de arroz e, por fim, 1 copo de água.
Tempere e coloque no forno ou no fogo pelo período de
15 minutos.
Na hora de servir, vire a forma em uma travessa redonda.
Sirva com coalhada pura ou salada de coalhada com
pepinos.
Essa receita atende bem 10 convidados.
CULINÁRIA LIBANESA
BERINJELA
BERINJELA RECHEADA
Ingredientes
1kg de berinjelas finas e compridas
1/2 kg de carne moída
2 cebolas cortadas finas
2 colheres (de sopa) de manteiga
1 xícara de café de pinho
1/2 copo de óleo de fritura
6 tomates vermelhos em molho
2 tomates vermelhos em rodelas
Sal
Temperos
Modo de fazer
Descasque as berinjelas, deixando a cabeça sem des-
cascar e algumas tiras de casca.
Frite as berinjelas inteiras no óleo quente só para dourar.
Escorra.
Refogue na manteiga a cebola, a carne, o pinho, o sal e
os temperos.
Recheie as berinjelas fazendo um buraco com o dedo no
sentido do comprimento da berinjela.
Coloque as berinjelas recheadas num pirex, uma ao lado
da outra.
Coloque por cima das berinjelas o molho de tomate e
uma rodela de tomate por cima de cada berinjela.
Cozinhe em fogo baixo.
Sirva quente com arroz branco.
Essa receita atende bem 6 convidados.
24
CLUBE MONTE LÍBANO
ATIVIDADES ESPORTIVAS
PROGRAMAÇÃO REGULAR
Alongamento
Profa. Cristiane
Horário: 3as. e 5as.
08:00 às 09:00h
09:00 às 10:00h - Com hora marcada
Pilates
Profa. Karina / Rosa e Cristian
Horário: 2as. a 6as.
07:00 às 19:00h
Dança e Teatro
Profa. Luisa / Lívia
Horário: 2as. e 6as.
08:00 às 20:30h
RPG / Fisioterapia
Horário: 2a. à 6a.
07:00 às 21:00h
Horário: Sábados
09:00 às 13:00h
Patinação Artística
Profa. Sandra
Horário: 2as., 4as. e 6as.
17:15 às 20:00h
Natação
Profa. Marcelli
Horário: 3a. à 6a.
07:00 às 11:40h
16:00 às 20:30h
Musculação
Horário: 2as. à 6as.
07:00 às 22:00h
Horário: Sábados.
10:00 às 14:00h
Futsal
Prof. Humberto
Horário: 3as. e 5as.
17:10 às 18:10h (4 a 6 anos)
17:50 às 18:50h (7 a 13 anos)
Horário: 4as. e 6as.
08:30 às 09:30h (4 a 6 anos)
09:40 às 10:40h (7 a 13 anos)
Tênis
Prof. Moisés / Gandara / Bruna
Horário: 2as. à 6as.
A combinar
Mergulho
Prof. Marcelo
Horário: 2as. à 5as.
19:00 às 22:00h
Jiu-Jitsu e Capoeira
(ver quadro ao lado)
Hidroginástica
Prof. Fábio / Profa. Flávia
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O MUNDO ÁRABE
EGITO
redação
A capital do Egito é o Cairo, que está localizada na província
que tem o mesmo nome. Além de ser a maior cidade da África
e do mundo árabe, é a sede da Liga Árabe, fundada em 1945.
O Cairo tem papel central no Egito desde a sua fundação, em
969. A cidade é uma mistura do velho e do novo pois, mesmo
que seja uma espécie de museu a céu aberto, tem clima de
metrópole e mistura culturas e pessoas. O centro histórico do
Cairo, onde estão as principais atrações da cidade, é conside-
rado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. As cidades de
Alexandria, que tem a segunda maior po-
pulação, e de Giza também de-
sempenham papeis importantes
no Egito. É em Giza que ficam
as famosas pirâmides egípcias
e a Esfinge, a 20 km do sudo-
este da capital.
A religião predominante no Egi-
to é o islã sunita, e as outras re-
ligiões se concentram em apenas
10% da população. Entretanto, o país
tem histórico de conflitos religiosos.
Em 1992 foi iniciado um movimen-
to armado que tinha como objetivo
transformar o Egito em um Estado
baseado nas leis islâmicas escri-
tas. Funcionários do governo e tu-
ristas foram as principais vítimas e
a Organização dos Direitos Humanos
ordenou que esta discriminação violenta tivesse fim.
Ainda que o Egito seja uma república, o país teve o mesmo
presidente por quase 30 anos. Mohamed Hosni Mubarak foi
eleito em outubro de 1981 e renunciou ao cargo em fevereiro
deste ano após manifestações organizadas pela população.
O país não passava por eleições desde 2005 e a renúncia
de Mubarak marcou uma revolução política, que vem servindo
de exemplo para outros países do Oriente Médio que passam
por problemas de governo parecidos.
A República Árabe do Egito vai muito além das famosas pirâ-
mides. O país é um dos mais importantes do Oriente Médio,
política e culturalmente falando. A sua história, além de muito
rica, é uma das mais antigas. Por estar localizado na África
e incluir a península do Sinai, na Ásia, o Egito é transcon-
tinental, ou seja, faz parte de dois continentes ao mesmo
tempo. Ele é dividido em 27 províncias cujos governantes
são escolhidos pelo presidente. De acor- d o
com levantamentos de 2009, o país tem
cerca de 79 milhões de habitantes, o
que o torna um dos mais populosos
do continente africano. Essa popula-
ção se distribui de forma irregular, já
que a grande maioria se concentra
às margens do rio Nilo, uma das
poucas áreas férteis e habitáveis
do desértico território. O clima do
Egito é árido subtropical. Du-
rante todo o ano, as tempera-
turas médias variam entre 27°C
e 32°C. No verão, os termô-
metros chegam a marcar 43°C
no litoral do Mar Vermelho.
A economia egípcia se baseia
na agricultura, na exportação
de petróleo e no turismo, basicamen-
te. A área econômica enfrenta algumas dificuldades
pela população ter aumentado de forma acelerada, pela es-
cassez de terras cultiváveis e pela grande dependência do
país no rio Nilo. Além da economia, essas questões também
sobrecarregam os recursos naturais. O Nilo não é o único re-
curso aquático importante no Egito. Na cidade de Suez, está
localizado o Canal de Suez, uma importante passagem que
liga a Europa à Ásia, poupando os navios de contornarem o
continente africano. Ele liga o Porto Said, no Mar Mediterrâ-
neo a Suez, que é banhada pelo Mar Vermelho.
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