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Fluorescência e Nefelometria: Fundamentos e Aplicações

Este documento descreve técnicas de luminescência como fluorescência e fosforescência. Explica como certas substâncias absorvem energia da luz e emitem radiação visível. Também discute turbidimetria e nefelometria, que medem a dispersão da radiação eletromagnética através de soluções.

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Fluorescência e Nefelometria: Fundamentos e Aplicações

Este documento descreve técnicas de luminescência como fluorescência e fosforescência. Explica como certas substâncias absorvem energia da luz e emitem radiação visível. Também discute turbidimetria e nefelometria, que medem a dispersão da radiação eletromagnética através de soluções.

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Fluorescência, fosforescência, nefelometria e turbidimetria

A fluorescência e a fosforescência
são tipos de luminescência, ou seja, de emissões de radiações, que podem ser visíveis ou não e
que ocorrem sem a necessidade de temperaturas elevadas, podendo ser, por exemplo,
resultado da absorção de energia da luz.

Fluorescente: uma substância assim absorve energia da luz fornecida por


determinada fonte e emite radiação visível, porém, quando o fornecimento de energia acaba,
a emissão da radiação para imediatamente.

Para ser uma espécie fluorescente tem de absorver radiação UV/Vis. A estrutura da molécula
tem de ser rígida devendo ter estrutura plana (a rigidez diminuir com o aumento da velocidade
de relaxação). A fluorescência é aumentada quando há formação de complexos com iões
metálicos porque estes promovem a rigidez

Fosforescente: Da mesma forma que ocorre na fluorescência, na fosforescência, uma


substância emite radiação visível porque absorve energia da luz fornecida por determinada
fonte. Entretanto, nesse caso, mesmo depois que o fornecimento de energia parou, a
substância fosforescente continua por algum tempo a emitir luz visível. Esse tempo pode variar
desde frações de segundos até dias.

Rendimento ou eficiência quântica

𝑛𝑟 𝑓𝑜𝑡õ𝑒𝑠 𝑒𝑚𝑖𝑡𝑖𝑑𝑜𝑠
𝑛𝑟 𝑓𝑜𝑡õ𝑒𝑠 𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑜𝑠
É um fator característico de cada molécula e depende de:

• Temperatura, +T- + agitação entre as moléculas- + colisões, logo menos


fluorescência
• Solvente, +viscosidade, +dificuldade de movimentação das moléculas, -
colisões logo maior fluorescência

Espécies não luminescentes


Não fluorescem, compostos orgânicos alifáticos (não contem compostos aromáticos, são
lineares) e compostos cíclicos saturados

Espécies luminescentes
Fluorescem, moléculas orgânicas com duplas conjugadas e estabilizadas por ressonância,
hidrocarbonetos aromáticos rígidos e planos, anéis aromáticos com heteroátomos

𝐹 = 𝑘 ∗ 𝐼0 ∗ 𝐶
A fonte deve ter uma intensidade elevada porque ao aumentar P0, aumenta-se F(sinal). Ao
aumentar i sinal aumenta-se a sensibilidade
Instrumentação
fontes
Lâmpada de xénon
Fonte continua de forte intensidade entre 330 e 1000, é a fonte mais usada porque a
intensidade é elevada e aumenta F pq são diretamente proporcionais

Lâmpada de arco de mercúrio


Fonte descontinua e de elevada intensidade

Condição
Alinhamento não linear entre a fonte e o detetor e angulo de 90º, reduzindo a
dispersão. Mede-se, no detetor apenas a radiação emitida

Cuvetes
As cuvetes precisam se ser todas lisas porque a radiação não vai seguir em linha reta.

Detetor: fotomultiplicador, amplifica o fraco sinal da fluorescência


Esquema

São necessários dois seletores de comprimento de onda, 1ro correspondente ao comprimento


de onda de absorção e o segundo de emissão sendo este último superior. O comprimento de
onda usado é sempre o máximo de absorção pois:

• A fluorescência é máxima
• Diminui-se o erro
• Aumenta-se a precisão

A fluorescência é um método seletivo e sensível.

A Turbidimetria e a Nefelometria
Baseiam-se na dispersão da radiação eletromagnética quando esta atravessa uma solução
aquosa contendo partículas da espécie a analisar em suspensão. É um método não seletivo

Turbidimetria
A medida da radiação é feita na direção da radiação incidente. O detetor é colocado em linha
com a fonte de radiação. Mede a redução da transmissão da luz num meio.
Dispersão de Tyndall
Associa-se à absorção no UV/Vis. O tamanho das partículas dispersantes é maior ou próximo
do comprimento de onda. A reflexão da radiação depende da forma e tamanho das partículas,
dos índices de refração do meio e da radiação incidente

Nefelometria
A medida da radiação dispersa é feita num angulo específico, 45 ou 90 graus. O detetor esta
consoante o angulo que pretendemos. Usa-se para suspensões diluídas. Baseia-se na
diminuição da intensidade da luz causada pelo espalhamento.

Dispersão de Rayleight
Associação a fluorescência. O tamanho das partículas dispersantes é menor que o
comprimento de onda da fonte de radiação. A radiação induz um dipolo elétrico com
frequência igual à da radiação incidente e emissão da radiação em todas as direções.

𝐼0
𝑆 = log ( ) = 𝐾 ∗ 𝑏 ∗ 𝑐
𝐼
Aplicações
• Indicador de ponto final de titulação
• Analises ambientais
• Determinação de sólidos em suspensão

Instrumentação
Fonte: lâmpada de mercúrio

Material: cuvetes transparentes lisas e, para nefelometria tem de ser semi-octogonais

Detetor mais usado: fotomultiplicador

Utiliza-se um dispersante evitando a deposição de um precipitado.

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