Dinâmica Veicular: Fundamentos e Aplicações
Dinâmica Veicular: Fundamentos e Aplicações
CONTEÚDO
• CONSIDERAÇÕES INICIAIS E CURIOSIDADES
• FUNDAMENTOS DA DINÂMICA DE CURVA
• PNEUS
• AERODINÂMICA
• TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA
• RIGIDEZ, AMORTECIMENTO E DINÂMICA DE VIBRAÇÃO DA SUSPENSÃO
• GEOMETRIA DE SUSPENSÃO E DIREÇÃO
• DIAGRAMA DE MOMENTO DE YAW
• INTRODUÇÃO À AQUISIÇÃO E ANÁLISE DE DADOS
2
COMO APROVEITAR MELHOR ESTE CURSO
• ESTE CURSO NÃO VAI TE DAR RECEITAS DE BOLO, MAS METODOLOGIAS DE ENGENHARIA.
• FAÇA ANOTAÇÕES!
• SEJA CURIOSO!
• FAÇA PERGUNTAS!
• DISCUTA OS TÓPICOS COM OS SEUS COLEGAS.
• REVEJA OS SLIDES E AS SUAS ANOTAÇÕES.
• NÃO ACEITE O QUE EU DISSER COMO VERDADE ABSOLUTA, EU TAMBÉM ERRO.
3
CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE D.V. E ENGENHARIA EM
GERAL
1. NÃO EXISTEM VALORES IDEAIS – Dinâmica Veicular não é um livro de receitas! Todo parâmetro do carro
tem influência em múltiplas frentes, e geralmente se perde em algumas frentes para se ganhar em
outras.
2. DINÂMICA VEICULAR É UMA CIÊNCIA BASEADA NA MECÂNICA CLÁSSICA – Como tal, é baseada em
modelos que possuem limitações. Essas limitações devem ser conhecidas antes de utilizar tais modelos!
3. COMO TODA CIÊNCIA, D.V. É BASEADA EM OBSERVAÇÃO – Portanto, teste e valide seus modelos. Nunca
confie cegamente em modelos matemáticos puramente. A natureza não é tão bonita quanto as equações
mostram!
4. NÃO ESPERE CORRELAÇÃO ABSOLUTA COM VALORES OBTIDOS EXPERIMENTALMENTE – Seus modelos
nunca serão perfeitamente exatos. Os métodos de engenharia apresentados aqui servem para ajudar a
enxergar tendências, variações e sensibilidades.
5. TENHA PACIÊNCIA (SANTA PACIÊNCIA!) – Dinâmica veicular é complexa, e portanto leva tempo pra
aprender.
4
“Nada é particularmente difícil se você dividir em pequenas tarefas.”
Henry Ford
5
SISTEMAS DE CONTROLE DE MALHA FECHADA
6
SISTEMAS DE CONTROLE DE MALHA FECHADA
7
DESENVOLVIMENTO DE VEÍCULOS DE COMPETIÇÃO COMO
UM SISTEMA DE MALHA FECHADA
8
DESENVOLVIMENTO DE VEÍCULOS DE COMPETIÇÃO COMO
UM SISTEMA DE MALHA FECHADA
9
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO AOS DETALHES NO
AUTOMOBILISMO
0.14 1.72
% %
10
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO AOS DETALHES NO
AUTOMOBILISMO
Intervalo entre P1 e P15 no Q1 da classificação
4,0
3,5
% do tempo do P1
3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20
Corrida
11
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO AOS DETALHES NO
AUTOMOBILISMO
Intervalo para o vencedor da corrida na temporada 2015
2,0
1,8 P1-P2 P1-P6
Intervalo como % do tempo do
1,6
1,4
1,2
vencedor
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20
Corrida
12
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO AOS DETALHES NO
AUTOMOBILISMO
0.299 %
13
A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO AOS DETALHES NO
AUTOMOBILISMO
Intervalos ao longo da temporada 2015
0,600
vencedor
0,300
0,200
24H de
0,100 Le Mans
0,000
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Corrida
14
ACURÁCIA VS PRECISÃO
15
ACURÁCIA VS PRECISÃO
Imagem: baseaerofoto.com.br
16
SEJA ACURADO MAS SEJA SENSATO
17
O PROBLEMA A SER RESOLVIDO NO AUTOMOBILISMO
18
O PROBLEMA A SER RESOLVIDO NO AUTOMOBILISMO
19
AUMENTANDO AS MAIORES VELOCIDADES NO CIRCUITO
20
AUMENTANDO AS MENORES VELOCIDADES NO CIRCUITO
21
AUMENTANDO AS MENORES VELOCIDADES NO CIRCUITO
22
AUMENTANDO AS MENORES VELOCIDADES NO CIRCUITO
Imagem: simanaitissays.com
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AUMENTANDO AS MENORES VELOCIDADES NO CIRCUITO
Imagem: simanaitissays.com
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AUMENTANDO AS MENORES VELOCIDADES NO CIRCUITO
Imagem: forzacentral.com
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AUMENTANDO AS MENORES VELOCIDADES NO CIRCUITO
Imagem: lotusespritturbo.com
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AUMENTANDO AS MENORES VELOCIDADES NO CIRCUITO
Imagem: lotusespritturbo.com
27
REDUZINDO O TEMPO GASTO NAS MENORES
VELOCIDADES
28
REDUZINDO O TEMPO GASTO NAS MENORES
VELOCIDADES
Trajetória do
Carro
29
REDUZINDO O TEMPO GASTO NAS MENORES
VELOCIDADES
30
REDUZINDO O TEMPO GASTO NAS MENORES
VELOCIDADES
31
REDUZINDO O TEMPO GASTO NAS MENORES
VELOCIDADES
32
REDUZINDO O TEMPO GASTO NAS MENORES
VELOCIDADES
𝐴𝑦
𝐴𝑦 = 𝐴𝑐𝑒𝑙𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝐿𝑎𝑡𝑒𝑟𝑎𝑙
𝐴𝑥 = 𝐴𝑐𝑒𝑙𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝐿𝑜𝑛𝑔𝑖𝑡𝑢𝑑𝑖𝑛𝑎𝑙
𝐴𝑐 = 𝐴𝑐𝑒𝑙𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝐶𝑜𝑚𝑏𝑖𝑛𝑎𝑑𝑎
𝐴𝑥 (𝑠𝑜𝑚𝑎 𝑣𝑒𝑡𝑜𝑟𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝐴𝑥 𝑒 𝐴𝑦 )
𝐴𝑐
33
REDUZINDO O TEMPO GASTO NAS MENORES
VELOCIDADES
𝐴𝑦
𝐴𝑥
34
REDUZINDO O TEMPO GASTO NAS MENORES
VELOCIDADES
35
DIAGRAMA G-G
(SEGERS, 2014)
36
DIAGRAMA G-G
(SEGERS, 2014)
37
DIAGRAMA G-G – INFLUÊNCIA DA PISTA
(SEGERS, 2014)
38
DIAGRAMA G-G – EFEITO DA VELOCIDADE
(SEGERS, 2014)
39
DIAGRAMA G-G – EFEITO DA VELOCIDADE
(SEGERS, 2014)
40
DIAGRAMA G-G – EFEITO DA VELOCIDADE
(SEGERS, 2014)
41
DIAGRAMA G-G – EFEITO DA VELOCIDADE
(SEGERS, 2014)
42
DIAGRAMA G-G – EFEITO DA VELOCIDADE
43
DIAGRAMA G-G – EFEITO DA VELOCIDADE
44
O PROBLEMA A SER RESOLVIDO NO AUTOMOBILISMO
45
DINÂMICA DE CURVAS
Imagem: F1 Fanatic
46
DINÂMICA DE CURVAS EM ESTADO PERMANENTE
47
VARIÁVEIS DE MOVIMENTO
48
MOMENTO DE YAW – CONTRIBUIÇÕES DAS
FORÇAS LATERAIS
𝑁𝑦 = 𝑎 𝐹𝑦 + 𝐹𝑦 − 𝑏 𝐹𝑦 + 𝐹𝑦
𝐹𝐿 𝐹𝑅 𝑅𝐿 𝑅𝑅
49
MOMENTO DE YAW – CONTRIBUIÇÕES DE
FORÇAS LONGITUDINAIS
𝑡𝐹 𝑡𝑅 𝑡𝐹 𝑡𝑅
𝑁𝑥 = 𝐹𝑥 𝐹𝐿 + 𝐹𝑥 𝑅𝐿 − 𝐹𝑥 𝐹𝑅 + 𝐹𝑥 𝑅𝑅
2 2 2 2
57
MOMENTO DE YAW – CONTRIBUIÇÕES TOTAIS
𝑁 = 𝑁𝑦 + 𝑁𝑥 = 𝐼𝑧𝑧 𝜃ሷ
58
DINÂMICA DE CURVAS – DESENVOLVIMENTO
DAS VARIÁVEIS DE MOVIMENTO
Imagem: marussiaf1team.uk2group.com
59
SEQUÊNCIA DE CURVA
1. CARRO NA RETA 4. O CARRO ROTACIONA EM YAW
60
MOMENTO DE YAW vs ACELERAÇÃO LATERAL
61
MOMENTO DE YAW vs ACELERAÇÃO LATERAL
62
MOMENTO DE YAW vs ACELERAÇÃO LATERAL
63
EXEMPLO – HAIRPIN DE 180°
Imagem: F1 Fanatic
64
EXEMPLO – HAIRPIN DE 180°
65
HAIRPIN DE 180° - RAIO DE CURVA vs DISTÂNCIA
66
HAIRPIN DE 180° - VELOCIDADE vs DISTÂNCIA
67
EXEMPLO – HAIRPIN DE 180°
68
UNDERSTEER E OVERSTEER
http://bit.ly/1BoVAC0
69
UNDERSTEER E OVERSTEER
70
UNDERSTEER E OVERSTEER
71
UNDERSTEER
72
OVERSTEER
73
ÂNGULO DE DERIVA - CHASSI
𝛽
𝑉
74
MEDINDO O EQUILÍBRIO DO CARRO COM
UM SENSOR DE YAW RATE
75
MEDINDO O EQUILÍBRIO DO CARRO COM
UM SENSOR DE YAW RATE
𝑉
𝑟 = 𝜔 + 𝛽ሶ → 𝜔 =
𝑅
𝑉2
𝐴𝑦 = → 𝐴𝑦 = 𝜔𝑉
𝑅
𝐴𝑦
𝛽ሶ = 𝑟 −
𝑉
76
MEDINDO O EQUILÍBRIO DO CARRO COM
UM SENSOR DE YAW RATE
(SEGERS, 2014)
77
ÂNGULO DE DERIVA (SLIP ANGLE) DOS PNEUS
(MILLIKEN, 1995)
78
FORÇA LATERAL VS SLIP ANGLE
(MILLIKEN, 1995)
79
ESTABILIDADE
80
ESTABILIDADE DIRECIONAL
𝛽
𝑉
81
CONTROLE DIRECIONAL
• É O MOMENTO DE YAW DISPONÍVEL COMO RESULTADO DO ESTERÇAMENTO DAS RODAS DIANTEIRAS. PARA O PILOTO, PODE
SER PERCEBIDO COMO A RESPOSTA DO CARRO ÀS ENTRADAS NO VOLANTE.
82
CONTROLE DIRECIONAL ESTÁTICO
(MILLIKEN, 1995)
83
CONTROLE ESTÁTICO
(MILLIKEN, 1995)
84
PNEUS
78
A IMPORTÂNCIA DOS PNEUS DE COMPETIÇÃO
Imagem: 1addicts.com
• O desempenho de um carro de corrida é um vetor de três dimensões: capacidade dos pneus, exploração
da capacidade dos pneus pelo engenheiro e exploração da capacidade dos pneus pelo piloto.
79
BANDA DE CONTATO (CONTACT PATCH)
80
CONTACT PATCH
• Adesão
• Histerese
81
ADESÃO
(BLUNDELL, 2015)
82
ADESÃO
83
ADESÃO
84
HISTERESE
(BLUNDELL, 2015)
85
HISTERESE
(BLUNDELL, 2015)
86
DISTRIBUIÇÃO DE PRESSÃO NO CONTACT PATCH
(BLUNDELL, 2015)
87
DISTRIBUIÇÃO DE PRESSÃO NO CONTACT PATCH
(BLUNDELL, 2015)
88
DEFINIÇÃO DOS RAIOS DO PNEU – ESTÁTICO
• Loaded radius, 𝑅𝑙 - A distância
entre o centro da banda de
contato e o centro da roda,
medidos no plano da roda.
• Effective rolling radius, 𝑅𝑒 - A razão
da velocidade linear da roda pela
velocidade angular da roda.
• Unloaded radius, 𝑅𝑢 - A distância
do centro da roda até uma borda
do pneu afastada da banda de
contato.
(BLUNDELL, 2015)
89
FORÇAS NORMAIS
𝐹𝑧 = 𝐹𝑧𝑘 + 𝐹𝑧𝑐
𝐹𝑧𝑘 = −𝑘𝑧 𝛿𝑧
𝐹𝑧𝑐 = −𝑐𝑧 𝑉𝑧
(BLUNDELL, 2015)
90
DEFLEXÃO LATERAL E SLIP ANGLE (ÂNGULO DE
DERIVA)
92
DEFLEXÃO LATERAL E SLIP ANGLE (ÂNGULO DE
DERIVA)
93
DEFLEXÃO LATERAL E SLIP ANGLE (ÂNGULO DE
DERIVA)
94
DEFLEXÃO LATERAL E SLIP ANGLE (ÂNGULO DE
DERIVA)
http://bit.ly/2wzAd7E
95
FORÇA LATERAL VS SLIP ANGLE
96
SENSIBILIDADE À CARGA VERTICAL
97
SENSIBILIDADE À CARGA VERTICAL
100
PNEUMATIC TRAIL VS MECHANICAL TRAIL
Ω − Ω0 Ω
𝑆𝑅 = = −1
Ω0 Ω0
105
SLIP RATIO
Ω𝑅𝑒
𝑆𝑅 = −1
𝑉
Ω𝑅𝑒
• Para rolamento livre, = 1 e 𝑆𝑅 = 0. Para rodas travadas na frenagem, Ω𝑅𝑒 = 0 e 𝑆𝑅 = −1
𝑉
106
FORÇA LONGITUDINAL (TRAÇÃO) VS SLIP RATIO
107
FORÇA LONGITUDINAL (FRENAGEM)
VS SLIP RATIO
(BLUNDELL, 2015)
109
CÂMBER
110
CÂMBER E FORÇA LATERAL
111
CÂMBER E FORÇA LATERAL
114
EFEITO DA PRESSÃO DOS PNEUS – SENSOR TPMS
FUNÇÕES:
• Diagnóstico – Detectar perda de pressão ou se o
pneu está furado.
• Gerenciamento de pressão – Determinar se as
pressões frias dos pneus foram escolhidas
corretamente, verificar aumento de pressão
durante pré-aquecimento.
115
EFEITO DA PRESSÃO DOS PNEUS – SENSOR TPMS
116
EFEITO DA PRESSÃO DOS PNEUS – SENSOR TPMS
117
EFEITO DA PRESSÃO DOS PNEUS – SENSOR TPMS
118
EFEITO DA PRESSÃO DOS PNEUS – SENSOR TPMS
Vamos analisar a evolução das pressões no exemplo anterior. Na primeira volta, as médias
das pressões em cada pneu são:
119
EFEITO DA PRESSÃO DOS PNEUS – SENSOR TPMS
Após 3 voltas, as médias das pressões em cada pneu se tornam:
120
EFEITO DA PRESSÃO DOS PNEUS – SENSOR TPMS
Após 9 voltas, quando as pressões parecem estabilizar, as médias das pressões em cada
pneu se tornam:
121
EFEITO DA TEMPERATURA DOS PNEUS
http://bit.ly/1rqyvju
122
EFEITO DA TEMPERATURA DOS PNEUS
TEMPERATURAS RELACIONADAS:
• Temperatura no interior da carcaça do pneu,
medidas com sonda agulha.
• Temperatura da superfície do pneu, medida com
sensores infra-vermelho.
• Temperatura do ar dentro do pneu, medida com
TPMS.
Imagem: Sploid
123
EFEITO DA TEMPERATURA DOS PNEUS
• Com o aquecimento da carcaça, haverá uma mudança no módulo de elasticidade da borracha, que afetará o
cornering stiffness.
• A pressão e a temperatura do pneu estão relacionadas. A temperatura do ar dentro do pneu aumenta com a
pressão do pneu.
• Os pneus possuem uma temperatura ótima de trabalho. Se os pneus estiverem muito frios, tenderão a ter pouco
grip. Se estiverem muito quentes, a borracha irá “derreter”. A temperatura ótima está entre esses pontos.
• “Volta do pneu”: Haverá então uma volta em que o pneu está no ponto de equilíbrio entre o desgaste e a
temperatura de trabalho, e portanto consegue produzir o máximo de grip possível.
124
EFEITO DA TEMPERATURA DOS PNEUS
http://bit.ly/2vDClhI
125
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
126
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
127
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
128
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
129
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
130
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
131
OBTENÇÃO EXPERIMENTAL DE DADOS DE PNEUS
http://bit.ly/2iUVSnF
132
OBTENÇÃO EXPERIMENTAL DE DADOS DE PNEUS
http://bit.ly/2eww0JM
133
MODELAGEM DE PNEUS
134
MODELAGEM DE PNEUS - ABORDAGENS
• CAUSAL
• EMPÍRICA
Imagem: AiSiS
135
MODELAGEM DE PNEUS - APLICAÇÕES
• Desempenho do pneu
• Desempenho do veículo
• Durabilidade dos pneus
• Ride (vibrações)
• Carregamentos na suspensão
Seja qual for a aplicação, a função do modelo de pneu é estabelecer as forças e momentos
ocorrendo no contato do pneu com o solo, e resolvê-los no centro da roda.
136
MODELAGEM DE PNEUS – PARÂMETROS OBTIDOS
Para uma análise de handling, as forças e
momento calculados pelo modelo de pneu
geralmente são:
• Força lateral, 𝐹𝑦 ;
• Força longitudinal, 𝐹𝑥 ;
• Força normal, 𝐹𝑧
• Torque auto-alinhante, 𝑀𝑧
137
MODELO DE PNEU DE PACEJKA OU MAGIC
FORMULA
O modelo de Pacejka (na verdade desenvolvido por
Baker, Nyborg e Pacejka) é o mais utilizado para
análises de handling.
138
MODELO DE PACEJKA – CUIDADOS
• Existe uma série de modelos que utilizam uma formulação que pode ser classificada como modelo de
Pacejka ou uma variação dele.
• Desta forma, é preciso ser cuidadoso com o modelo utilizado, garantindo que os coeficientes
aplicados se referem de fato à versão do modelo escolhido.
• O intercâmbio entre coeficientes de diferentes versões pode resultar em um dos mais perigosos erros:
o plausível, mas errado.
• Assim, uma distinção clara entre as diferentes versões disponíveis é necessária para o responsável
pela análise dos modelos.
139
MODELO DE PACEJKA – DISCUSSÃO
• Uma das principais características do modelo de pacejka é que os coeficientes utilizados tem significado físico
em termos das propriedades que ele tenta modelar.
• O modelo magic formula genérico foi desenvolvido usando funções matemáticas que descrevem:
• Força lateral 𝐹𝑦 como função do slip angle 𝛼
• Torque auto-alinhante 𝑀𝑧 como função do slip angle 𝛼
• Força longitudinal 𝐹𝑥 como função do slip ratio 𝜅
• É importante notar que os dados utilizados para gerar o modelo de pneu são obtidos em estado permanente.
• Além disso, a força lateral e o torque auto-alinhante são obtidos para condições de curva pura, ou seja, slip
angle sem frenagem ou aceleração, assim como a força longitudinal é obtida para frenagem ou tração puras.
140
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
• A base do modelo é o formato sigmóide (forma de s) das curvas modeladas, como mostrado abaixo.
141
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
• Dados experimentais utilizados para mostrar o processo de desenvolvimento do modelo:
142
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
𝐶𝛼 = 𝐵𝐷
143
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
Essa aproximação é melhorada pela introdução
de um arco tangente:
𝐹𝑦 = 𝐷 Sin 𝐶 atan 𝐵𝛼
• O cornering stiffness é obtido por:
𝜕𝐹𝑦
𝐶𝛼 = ቚ
𝜕𝛼 𝛼=0
𝐶𝛼 = 𝐵𝐶𝐷
144
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
A forma geral do modelo de pacejka é dada por:
𝑌 = 𝐷 sin 𝐶 atan 𝐵 1 − 𝐸 𝑥 + 𝑆ℎ + 𝐸 arctan 𝐵𝑥 + 𝑆ℎ + 𝑆𝑣
𝐶𝑥 = 𝐵𝐶𝐷
145
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
A forma geral do modelo de pacejka é dada por:
Onde:
• 𝑌 é a quantidade de força (força lateral, longitudinal ou torque auto-alinhante).
• 𝑥 é a quantidade de slip (slip angle ou slip ratio).
• 𝑆ℎ é o deslocamento horizontal da curva.
• 𝑆𝑣 é o deslocamento vertical da curva.
146
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
(PACEJKA, 2012)
147
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
𝑌 = 𝐷 sin 𝐶 atan 𝐵 1 − 𝐸 𝑥 + 𝑆ℎ + 𝐸 arctan 𝐵𝑥 + 𝑆ℎ + 𝑆𝑣
Onde:
• D é o valor máximo da curva.
• C é o fator de forma que controla o alongamento da curva na direção do eixo x.
• B é o fator de rigidez que define a inclinação do gráfico na origem, como essa inclinação é
BCD em x=0, ao definir C e D, B é automaticamente definido.
• E é o fator de curvatura que afeta a transição na curva e o valor de x onde a força máxima
acontece.
148
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
𝑌 = 𝐷 sin 𝐶 atan 𝐵 1 − 𝐸 𝑥 + 𝑆ℎ + 𝐸 arctan 𝐵𝑥 + 𝑆ℎ + 𝑆𝑣
• O valor de E pode ser calculado de modo determinar um valor 𝑥 = 𝑥𝑚 onde a força máxima
ocorra através da equação:
𝐵𝑥𝑚 − Tan 𝜋/2𝐶
𝐸=
𝐵𝑥𝑚 − atan 𝐵𝑥𝑚
• O valor assintótico 𝑦𝑎 para valores muito grandes de x é dado por:
𝑦𝑎 = 𝐷 Sin(𝜋𝐶/2)
• O fator de curvatura pode ser definido como dependente do sinal do valor de slip:
𝐸 = 𝐸0 + δ𝐸 𝑠𝑔𝑛(𝑥)
149
MODELO DE PACEJKA – DESENVOLVIMENTO
• Versões mais recentes introduziram os conceitos de carga nominal e fatores de escala.
• Carga nominal, 𝐹𝑍0 – É uma carga em particular tomada como referência para geração do modelo. Em geral, é uma
boa prática escolher um dos valores de carga utilizados no teste para obtenção dos dados. Dentre as cargas
disponíveis, recomenda-se escolher a mais próxima do máximo esperado que o pneu encontrará em operação.
• Fatores de escala, 𝜆 – São utilizados para simular a variação no comportamento dos pneus em determinadas
condições. Por exemplo, o fator do coeficiente de atrito máximo 𝜆𝜇 é utilizado para representar a variação do atrito
entre a superfície onde o teste do pneu ocorreu e a superfície em que se deseja simular a operação do carro. Em
geral, os fatores de escalas utilizados são iguais a 1.
150
MODELO DE PACEJKA – PACEJKA 96
FORÇA LATERAL
𝐹𝑦 = 𝐷𝑦 sin 𝐶𝑦 atan 𝐵𝑦 1 − 𝐸𝑦 𝛼𝑦 + 𝑆ℎ𝑦 + 𝐸𝑦 arctan 𝐵 𝛼𝑦 + 𝑆ℎ + 𝑆𝑣
𝐷𝑦 = 𝜇𝑦 𝐹𝑧
𝜇𝑦 = 𝑝𝐷𝑌1 + 𝑝𝐷𝑌2 𝑑𝑓𝑍 1 − pDY3 𝛾𝑌2 𝜆𝜇𝑦
𝐹𝑍 −𝐹𝑍0
𝑑𝑓𝑍 = , onde 𝐹𝑍 é a carga vertical para a curva analisada.
𝐹𝑍0
151
MODELO DE PACEJKA – PACEJKA 96
FORÇA LATERAL
𝐹𝑦 = 𝐷𝑦 sin 𝐶𝑦 atan 𝐵𝑦 1 − 𝐸𝑦 𝛼𝑦 + 𝑆ℎ𝑦 + 𝐸𝑦 arctan 𝐵 𝛼𝑦 + 𝑆ℎ + 𝑆𝑣
𝐶𝑦 = 𝑝𝐶𝑌1 𝜆𝐶𝑦
𝐹𝑍
𝑝𝐾𝑦1 𝐹𝑍0 sin 2 atan 1 − 𝑝𝐾𝑦3 𝛾𝑦2 𝜆𝐹𝑍0 𝜆𝐾𝑦𝑎
𝑃𝐾𝑦2 𝐹𝑍0 𝜆𝑍0
𝐵𝑦 =
𝐶𝑦 𝐷𝑦
𝐸𝑦 = 𝑝𝐸𝑌1 + 𝑝𝐸𝑌2 𝑑𝑓𝑍 1 − 𝑝𝐸𝑌3 + 𝑝𝐸𝑌4 𝛾𝑌 𝑠𝑔𝑛 𝛼𝑦 𝜆𝐸𝑦
𝑆ℎ𝑦 = 𝑝𝐻𝑌1 + 𝑝𝐻𝑌2 𝑑𝑓𝑍 + 𝑝𝐻𝑌3 𝛾𝑦 𝜆𝐻𝑌
152
ANÁLISE EXPERIMENTAL DE PNEUS
E ADIMENSIONALIZAÇÃO DE DADOS
153
VANTAGENS DA ADIMENSIONALIZAÇÃO
• Redução de tempo e custo dos testes.
• Menor desgaste dos pneus durante o teste.
• Melhora da acurácia através da suavização dos dados para condições combinadas e da utilização de menos
pneus.
• Fornece representações simples e acuradas de modelos de pneus para simulações.
• Permite potencial para a inclusão de variação do atrito na superfície.
• Fornece interpolação direta e acurada de dados entre cargas e potencial para a extrapolação de dados para
cargas maiores ou menores que as testadas.
• Permite a comparação do comportamento puramente não linear de pneus diferentes ou o mesmo pneu sob
diferentes condições de operação.
154
ABORDAGEM
• Combinar dados de força lateral vs slip angle, como funções da carga, em uma única curva
para diversas cargas, desde a mínima até a máxima carga vertical esperada durante uma
corrida.
• Combinar slip angle e câmber em uma variável efetiva de câmber e slip para pequenos
ângulos de câmber (até ±10°).
• Combinar slip ratio para tração/frenagem com slip angle para fornecer uma variável de slip
resultante efetiva.
155
CONDIÇÕES DE SLIP PURAS – FORÇA LATERAL
• Força lateral adimensional
𝐹𝑦
𝐹ത =
𝜇𝑦 𝐹𝑧
• Slip angle adimensional
𝐶𝛼 tan 𝛼
𝛼ത =
𝜇𝑦 𝐹𝑧
156
DEFINIÇÕES – FORÇA LATERAL
• Cornering stiffness
𝜕𝐹𝑦
𝐶𝛼 ≡ ቚ
𝜕𝛼 𝛼=0
• Coeficiente de atrito lateral
𝐹𝑦
𝜇𝑦 = ቚ
𝐹𝑧 𝐹𝑦 =𝐹𝑦 𝑚𝑎𝑥
157
CONDIÇÕES DE SLIP PURAS – FORÇA LATERAL
(MILLIKEN, 1995)
158
CONDIÇÕES DE SLIP PURAS – CAMBER THRUST
• Força lateral adimensional
𝐹𝑦
𝐹ത =
𝜇𝑦 𝐹𝑧
• Câmber adimensional
𝐺𝛾 sen 𝛾
𝛾ҧ =
𝜇𝑦 𝐹𝑧
159
DEFINIÇÕES – CAMBER THRUST
• Camber stiffness
𝜕𝐹𝑦
𝐺𝛾 ≡ ቚ
𝜕𝛾 𝛾=0
160
CONDIÇÕES DE SLIP PURAS – CAMBER THRUST
(MILLIKEN, 1995)
161
CONDIÇÕES DE SLIP PURAS – FORÇA LONGITUDINAL
• Força longitudinal adimensional
𝐹𝑥
𝐹ത𝑥 =
𝜇𝑥 𝐹𝑧
• Slip ratio adimensional
𝑘𝑥 𝑆𝑅
𝑆ҧ =
𝜇𝑥 𝐹𝑧
162
DEFINIÇÕES – FORÇA LONGITUDINAL
• Slip ratio stiffness
𝜕𝐹𝑥
𝑘𝑥 ≡ ቚ
𝜕𝑆𝑅 𝑆𝑅 =0
• Coeficiente de atrito longitudinal
𝐹𝑥
𝜇𝑥 ≡ ቚ
𝐹𝑧 𝐹𝑥 𝑚𝑎𝑥
• Slip ratio
𝛺𝑅0 −𝑉 cos 𝛼
𝑆𝑅 =
𝑉 cos 𝛼
163
CONDIÇÕES DE SLIP PURAS – FORÇA LONGITUDINAL
(MILLIKEN, 1995)
164
CONDIÇÕES DE SLIP COMBINADO –
CAMBER + SLIP ANGLE
• Slip combinado adimensional
𝛼ത
𝛽ҧ =
1 − 𝛾ҧ 𝑠𝑔𝑛 𝛼
𝐹ത − 𝛾ҧ
𝐹𝑁 =
1 − 𝛾ҧ 𝑠𝑔𝑛 𝛼
165
CONDIÇÕES DE SLIP COMBINADO –
CAMBER + SLIP ANGLE
(MILLIKEN, 1995)
166
CONDIÇÕES DE SLIP COMBINADO –
SLIP RATIO+ SLIP ANGLE
• Slip combinado adimensional
𝑘= 𝑆ҧ 2 + 𝛼ത 2
𝑅= 𝐹ത 2 + 𝐹ത𝑥2
167
CONDIÇÕES DE SLIP COMBINADO –
SLIP RATIO+ SLIP ANGLE
(MILLIKEN, 1995)
168
ENCONTRANDO 𝐹ത E 𝐹ത𝑥 A PARTIR DE R
ത
𝐹𝑆𝑅 = 𝜂 𝑘 𝐹ത𝑥 tan 𝛼
1 1 𝑘
1 + 𝜂0 − 1 − 𝜂0 cos 𝑘 ≤ 2𝜋
𝜂= 2 2 2
1 𝑘 > 2𝜋
𝐶𝛼 𝜇𝑥
𝜂0 =
𝑘𝑥 𝜇𝑦
169
COMO GERAR UM MODELO ADIMENSIONAL DE PNEU
A PARTIR DOS DADOS DO PNEU – SLIP ANGLE PURO
• O primeiro passo na adimensionalização para grandezas dependentes do slip angle é
tirar uma média entre os valores da grandeza para slip angles opostos, e usar o valor
médio da grandeza para os valores positivo e negativo do slip angle especificado. Um
exemplo é dado abaixo.
Força utilizada para
Força com 𝜶 = −𝟕° Força com 𝜶 = +𝟕°
𝜶 = −𝟕° e 𝜶 = +𝟕°
-6,053 kN 6,003 kN 6,028 kN
* Valores de um pneu da Fórmula 3 Britânica (Cooper Tires)
• Este processo serve para eliminar o valor da força lateral com slip angle nulo devido a
assimetrias conhecidas como conicidade e ply steer, e deve ser repetido para todos os
valores de interesse do slip angle na curva.
170
COMO GERAR UM MODELO ADIMENSIONAL DE PNEU
A PARTIR DOS DADOS DO PNEU – SLIP ANGLE PURO
• Em seguida deve-se obter o cornering stiffness 𝐶𝛼 e o coeficiente de atrito lateral 𝜇𝑦 para
cada carga (todas as curvas devem ter câmber zero)
• O cornering stiffness é a inclinação de cada curva na origem:
𝜕𝐹𝑦
𝐶𝛼 = ቤ
𝜕𝛼 𝛼=0
• O coeficiente de atrito lateral é a razão entre a força lateral máxima da curva, e a carga
vertical para a qual a curva foi obtida:
𝐹𝑦
𝜇𝑦 = ቤ
𝐹𝑧 𝐹 =𝐹
𝑦 𝑦𝑚𝑎𝑥
171
COMO GERAR UM MODELO ADIMENSIONAL DE PNEU
A PARTIR DOS DADOS DO PNEU – SLIP ANGLE PURO
• O próximo passo é obter os slip angles adimensionais para todos os pontos de interesse da
curva, através da equação:
𝐶𝛼 tan 𝛼
𝛼ത =
𝜇𝑦 𝐹𝑧
• A seguir, calcula-se a força lateral adimensional para todos os pontos de interesse da curva,
através da equação:
𝐹𝑦
𝐹ഥ𝑦 =
𝜇𝑦 𝐹𝑧
172
COMO GERAR UM MODELO ADIMENSIONAL DE PNEU
A PARTIR DOS DADOS DO PNEU – SLIP ANGLE PURO
• Em seguida, plota-se os dados de 𝐹ഥ𝑦 vs 𝛼,
ത e utiliza-se um ajuste no formato do modelo de
Pacejka para a curva adimensional.
173
COMO GERAR UM MODELO ADIMENSIONAL DE PNEU
A PARTIR DOS DADOS DO PNEU – CÂMBER PURO
• Para adimensionalização de força com câmber puro, tomamos diferentes curvas com diversos valores de câmber e carga
vertical, e escolhemos somente os pontos com slip angle nulo.
• Em seguida, traça-se a curva de força lateral vs câmber para diferentes cargas verticais. A partir dessas curvas, obtém-se o
câmber stiffness, 𝐺 que é a inclinação de cada curva.
𝜕𝐹𝑦
𝐺= ቤ
𝜕𝛾 𝛼=0
• O coeficiente de atrito lateral, 𝜇𝑦 , é obtido da mesma forma que para o caso de slip angle puro 𝐹𝑦 /𝐹𝑧 .
𝐹𝑦 =𝐹𝑦
𝑚𝑎𝑥
174
COMO GERAR UM MODELO ADIMENSIONAL DE PNEU
A PARTIR DOS DADOS DO PNEU – CÂMBER PURO
• A força lateral adimensional é obtida exatamente da mesma forma que no caso de slip angle puro
𝐹𝑦
ഥ
𝐹𝑦 = 𝜇 𝐹
𝑦 𝑧
• Em seguida, plota-se os dados de 𝐹ഥ𝑦 vs 𝛾.ҧ Em geral, a curva resultante pode ser ajustada por:
𝐹ഥ𝑦 = 𝛾ҧ
175
AERODINÂMICA
176
FUNDAMENTOS DA AERODINÂMICA
(SOARES, 2013)
177
NOMENCLATURA DE AEROFÓLIOS
178
NOMENCLATURA DE AEROFÓLIOS
179
EQUÍVOCOS COMUNS SOBRE A GERAÇÃO DE
SUSTENTAÇÃO AERODINÂMICA
(BABINSKY, 2003)
180
EQUÍVOCOS COMUNS SOBRE A GERAÇÃO DE
SUSTENTAÇÃO AERODINÂMICA
181
EQUÍVOCOS COMUNS SOBRE A GERAÇÃO DE
SUSTENTAÇÃO AERODINÂMICA
Imagem: Sailing NJ
182
EQUÍVOCOS COMUNS SOBRE A GERAÇÃO DE
SUSTENTAÇÃO AERODINÂMICA
(BABINSKY, 2003)
183
EQUÍVOCOS COMUNS SOBRE A GERAÇÃO DE
SUSTENTAÇÃO AERODINÂMICA
http://bit.ly/1sCdCvR
Como visto experimentalmente, as linhas de corrente passando sobre as superfícies superior e inferior do aerofólio não
se encontram no bordo de fuga, logo o argumento é baseado em uma premissa falsa.
184
CURVATURA DE LINHA DE CORRENTE – UMA
EXPLICAÇÃO ALTERNATIVA PARA A SUSTENTAÇÃO
(BABINSKY, 2003)
185
CURVATURA DE LINHA DE CORRENTE – UMA
EXPLICAÇÃO ALTERNATIVA PARA A SUSTENTAÇÃO
(BABINSKY, 2003)
186
CURVATURA DE LINHA DE CORRENTE – UMA
EXPLICAÇÃO ALTERNATIVA PARA A SUSTENTAÇÃO
(BABINSKY, 2003)
187
CURVATURA DE LINHA DE CORRENTE – UMA
EXPLICAÇÃO ALTERNATIVA PARA A SUSTENTAÇÃO
(BABINSKY, 2003)
188
CURVATURA DE LINHA DE CORRENTE – UMA
EXPLICAÇÃO ALTERNATIVA PARA A SUSTENTAÇÃO
(BABINSKY, 2003)
189
DISTRIBUIÇÃO DE PRESSÃO AO LONGO DO CARRO
190
CAMADA LIMITE
(ÇENGEL, 2007)
191
CAMADA LIMITE E GRADIENTES DE PRESSÃO
(WHITE, 2010)
192
CAMADA LIMITE E GRADIENTES DE PRESSÃO
(WHITE, 2010)
193
CAMADA LIMITE E GRADIENTES DE PRESSÃO
(WHITE, 2010)
194
SEPARAÇÃO E ARRASTO AERODINÂMICO
(WHITE, 2010)
195
ESTOL (STALL, EM INGLÊS)
http://tiny.cc/8ujy5y
196
NÚMERO DE REYNOLDS
• O Número de Reynolds é a razão das forças inerciais e das forças viscosas atuando em
um fluido submetido a movimento relativo interno na camada limite. Ele é dado por:
𝜌𝑉𝐿
𝑅𝑒 =
𝜇
Imagem: F1 Now
ASAS MULTI-ELEMENTO
Imagem: Max F1
ASAS MULTI-ELEMENTO
(CHEN, 2015)
VÓRTICES DE PONTA DE ASA E ARRASTO INDUZIDO
(CLEYNEN, 2012)
VÓRTICES DE PONTA DE ASA E ARRASTO
INDUZIDO
VÓRTICES DE PONTA DE ASA E ARRASTO
INDUZIDO
VÓRTICES DE PONTA DE ASA E ARRASTO
INDUZIDO
VÓRTICES DE PONTA DE ASA E ARRASTO
INDUZIDO
VÓRTICES DE PONTA DE ASA E ARRASTO
INDUZIDO
CONTROLE DE CAMADA LIMITE –
GERADORES DE VÓRTICE
Imagem: Aerospaceweb.org
208
CONTROLE DE CAMADA LIMITE –
GERADORES DE VÓRTICE
Imagem: F1 Fanatic
209
CONTROLE DE CAMADA LIMITE –
GERADORES DE VÓRTICE
Imagem: Somers F1
210
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE DOWNFORCE
211
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – AIR DAM
Imagem: Jayski’s
212
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – AIR DAM
(McBEATH, 2011)
213
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – AIR DAM
(McBEATH, 2011)
214
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – AIR DAM
(McBEATH, 2011)
215
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – AIR DAM
(McBEATH, 2011)
216
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – SPLITTER
217
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – SPLITTER
(McBEATH, 2011)
218
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – SPOILER
219
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – SPOILER
Imagem: SB Nation
220
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – SPOILER
(McBEATH, 2011)
221
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – SPOILER
(McBEATH, 2011)
222
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE – SPOILER
(McBEATH, 2011)
223
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE - DIFUSOR
224
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE - DIFUSOR
(JALAPPA, 2015)
225
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE - DIFUSOR
(JENSEN, 2010)
226
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE - DIFUSOR
(JENSEN, 2010)
227
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE - DIFUSOR
228
MECANISMOS DE GERAÇÃO DE
DOWNFORCE - DIFUSOR
Imagem: F1 Technical
229
COEFICIENTES AERODINÂMICOS
230
COEFICIENTES AERODINÂMICOS
• FORÇA DE ARRASTO
1
𝐷 = 𝐶𝐷 𝜌𝑉 2 𝐴
2
• DOWNFORCE
1
𝐿 = 𝐶𝐿 𝜌𝑉 2 𝐴
2
231
COEFICIENTES AERODINÂMICOS
232
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E ORIENTAÇÃO –
AEROMAPS –
DEFINIÇÃO DE RIDE HEIGHTS
233
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E ORIENTAÇÃO –
AEROMAPS –
DEFINIÇÃO DE RIDE HEIGHTS
234
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
235
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
236
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
237
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
238
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
239
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
240
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
241
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
242
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
243
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
244
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
245
MAPAS DE SENSIBILIDADE À ALTURA E
ORIENTAÇÃO - AEROMAPS
246
COMO MEDIR PROPRIEDADES AERODINÂMICAS
EM PISTA
• PRESSÃO DINÂMICA
• MEDIÇÃO DO RIDE HEIGHT
• ESTIMANDO ARRASTO E DOWNFORCE A PARTIR DA AQUISIÇÃO DE DADOS
• TESTE DE COAST DOWN
• TESTE DE VELOCIDADE CONSTANTE
247
PRESSÃO DINÂMICA
• A pressão dinâmica é
dada por:
1
𝑞 = 𝜌𝑉²
2
Imagem: ScarbsF1
248
PRESSÃO DINÂMICA
(SEGERS, 2014)
249
MEDIÇÃO DO RIDE HEIGHT
• O ride height é definido como a distância entre a pista e o assoalho do carro (em
pontos de referência especificados) na linha de centro dos eixos dianteiro e
traseiro.
• O ride height pode ser medido diretamente utilizando sensores de ride height a
laser, ou podem ser calculados a partir do deslocamento da suspensão.
250
MEDIÇÃO DO RIDE HEIGHT
𝑥𝑠𝑢𝑠𝑝𝐹𝐿 + 𝑥𝑠𝑢𝑠𝑝𝐹𝑅
𝑅𝐻𝐹 = 𝑅𝐻𝐹 𝑒𝑠𝑡á𝑡𝑖𝑐𝑜 −
2 ⋅ 𝐼𝑅𝐹
𝑥𝑠𝑢𝑠𝑝𝑅𝐿 + 𝑥𝑠𝑢𝑠𝑝𝑅𝑅
𝑅𝐻𝑅 = 𝑅𝐻𝑅 𝑒𝑠𝑡á𝑡𝑖𝑐𝑜 −
2 ⋅ 𝐼𝑅𝑅
252
ESTIMANDO ARRASTO E DOWNFORCE A PARTIR
DE UM SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS
• O primeiro passo para medir as propriedades aerodinâmicas é zerar os canais de
posição do amortecedor na posição estática.
253
ESTIMANDO ARRASTO E DOWNFORCE A PARTIR
DE UM SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS
• O ponto escolhido para zerar os amortecedores pode ser validado analisando o
deslocamento dos amortecedores no final da reta. Se os amortecedores em cada eixo
tiverem deslocamentos próximos, a escolha foi satisfatória.
254
ESTIMANDO ARRASTO E DOWNFORCE A PARTIR
DE UM SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS
• O próximo passo é escolher uma posição apropriada na pista para fazer a medição. Idealmente,
deve-se escolher o ponto com maior velocidade e menores acelerações lateral e longitudinal.
255
ESTIMANDO A DOWNFORCE A PARTIR DE UM
SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS
• Com o ponto na pista escolhido, é possível obter a downforce em cada eixo. Se
sensores de ride height não estiverem disponíveis, a downforce é obtida a partir
das seguintes equações:
256
ESTIMANDO A DOWNFORCE A PARTIR DE UM
SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS
Onde:
• 𝐾𝑠𝐹 e 𝐾𝑠𝑅 são as rigidezes das molas dianteira e traseira
• 𝐼𝑅𝐹 e 𝐼𝑅𝑅 são as razões de instalação dianteira e traseira
• 𝑥𝑠𝑢𝑠𝑝𝐹𝐿,𝐹𝑅,𝑅𝐿,𝑅𝑅 são os deslocamentos das molas FL, FR, RL e RR.
• 𝑊 é o peso total do carro
• 𝑙 é o entre-eixos
• 𝐴𝑥 é a aceleração longitudinal (negativa na frenagem)
• ℎ𝐶𝐺 é altura do CG do carro
257
ESTIMANDO A DOWNFORCE A PARTIR DE UM
SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS
• Se sensores de ride height estiverem disponíveis, então a downforce em cada eixo é dada por:
𝑊𝐴𝑥 ℎ𝐶𝐺
𝐿𝐹 = 2𝐾𝑟𝑟𝐹 𝑅𝐻𝐹𝑒𝑠𝑡á𝑡𝑖𝑐𝑜 − 𝑅𝐻𝐹 +
𝑙
𝑊𝐴𝑥 ℎ𝐶𝐺
𝐿𝑅 = 2𝐾𝑟𝑟𝑅 𝑅𝐻𝑅𝑒𝑠𝑡á𝑡𝑖𝑐𝑜 − 𝑅𝐻𝑅 −
𝑙
• Onde 𝐾𝑟𝑟𝐹 e 𝐾𝑟𝑟𝑅 são as rigidezes totais (ride rate) de um quarto de carro no eixo
analisado.
258
ESTIMANDO A DOWNFORCE A PARTIR DE UM
SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS
• A área de downforce é então dada por:
2 𝐿𝐹 + 𝐿𝑅
𝐶𝐿 𝐴 =
𝜌𝑉 2
• E a distribuição de downforce no eixo dianteiro é dada por:
𝐿𝐹
%𝐿𝐹 =
𝐿𝐹 + 𝐿𝑅
259
ESTIMANDO O ARRASTO A PARTIR DE UM
SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS
• Se houver um sensor de torque, ou se a curva do motor estiver disponível,
é possível obter o torque do motor 𝑇𝑒𝑛𝑔𝑖𝑛𝑒 no instante de tempo
analisado. Desta forma, a área de arrasto é dada por:
𝑖𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑇𝑒𝑛𝑔𝑖𝑛𝑒 ⋅ − 𝑊𝐴𝑥
𝑅𝑟𝑜𝑙𝑖𝑛𝑔
𝐶𝐷 𝐴 =
1 2
𝜌𝑉
2
260
ESTIMANDO O ARRASTO A PARTIR DE UM
SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS
Onde:
• 𝑅𝑟𝑜𝑙𝑖𝑛𝑔 é o rolling radius do pneu com tração.
• 𝑖𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 é a relação de transmissão total (entre as rodas e o motor).
261
TESTE DE COAST-DOWN
(SEGERS, 2014)
262
TESTE DE COAST-DOWN
265
TESTE DE COAST-DOWN
• Em seguida, o teste é repetido para uma velocidade alta o suficiente para
que o arrasto seja dominante. Então a força resistiva é dada por:
1
𝐹𝑟𝑒𝑠 = 𝐷 + 𝐹𝑟𝑜𝑙 = 𝐶𝑑 𝐴𝜌𝑉 2 + 𝐹𝑟𝑜𝑙
2
• Dessa forma, a área de arrasto é dada por:
2 𝑊𝐴𝑥 − 𝐹𝑟𝑜𝑙
𝐶𝐷 𝐴 =
𝜌𝑉 2
266
TESTE DE COAST-DOWN
268
TESTE DE VELOCIDADE CONSTANTE
Imagem: GPUpdate.net
269
TESTE DE VELOCIDADE CONSTANTE
(SEGERS, 2014)
270
TESTE DE VELOCIDADE CONSTANTE
(SEGERS, 2014)
271
TESTE DE VELOCIDADE CONSTANTE
(SEGERS, 2014)
272
TESTE DE VELOCIDADE CONSTANTE
(SEGERS, 2014)
273
TESTE DE VELOCIDADE CONSTANTE
ALGUMAS PRECAUÇÕES A SEREM TOMADAS:
• Molas e amortecedores devem ser o mais macios possível para minimizar a variação de
carga vertical resultante de bumps na pista.
• Qualquer influência de batentes de amortecedor deve ser removida.
• Barras estabilizadoras devem ser preferivelmente desconectadas.
• Os ride heights estáticos devem ser definidos de modo a obter os ride heights desejados
na velocidade do teste. Isto é necessário para preparar aeromaps de diferentes ride
heights em velocidades diferentes.
• Se possível, o teste deve ser conduzido em direções opostas para minimizar a influência
da direção do vento (isto não é necessário se houver um sensor de pressão dinâmica).
274
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA
275
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA
276
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA
277
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA
278
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA
279
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA
280
MODELO SIMPLIFICADO DE TRANSFERÊNCIA
LATERAL DE CARGA
281
MODELO SIMPLIFICADO DE TRANSFERÊNCIA
LATERAL DE CARGA
HIPÓTESES:
• SIMETRIA LATERAL DE DISTRIBUIÇÃO DE PESO
• ESTADO PERMANENTE
282
MODELO SIMPLIFICADO DE TRANSFERÊNCIA
LATERAL DE CARGA
TOMANDO O MOMENTO SOBRE O PONTO O,
TEMOS:
𝑡
𝑊𝐴𝑦 ℎ − 𝑊𝐿 𝑡 + 𝑊 =0
2
𝑡
𝑊𝐿 𝑡 = 𝑊 + 𝑊𝐴𝑦 ℎ
2
𝑊 𝑊𝐴𝑦 ℎ
𝑊𝐿 = +
2 𝑡
283
MODELO SIMPLIFICADO DE TRANSFERÊNCIA
LATERAL DE CARGA
𝑊 𝑊𝐴𝑦 ℎ
𝑊𝐿 = +
2 𝑡
𝑊𝐴𝑦 ℎ
Δ𝑊 =
𝑡
284
MODELO SIMPLIFICADO DE TRANSFERÊNCIA
LATERAL DE CARGA
MOMENTO ATUANDO SOBRE O EIXO
𝑊𝐴𝑦 ℎ
Δ𝑊 =
𝑡
DISTÂNCIA ENTRE
OS PNEUS NO EIXO
𝑊 → PESO
𝐴𝑦 → ACELERAÇÃO LATERAL [g]
𝑡 → BITOLA DO EIXO (DISTÂNCIA ENTRE OS CENTROS DOS PNEUS)
285
A IMPORTÂNCIA DA TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA NO SETUP DO CARRO
𝑀
Δ𝑊 =
𝑡
287
COMPONENTES DA TRANSFERÊNCIA
LATERAL DE CARGA
1
Δ𝑊 = (𝑀𝑠 + 𝑀𝑢 )
𝑡
𝑊𝑢𝑎 𝐴𝑦
𝑍𝑢𝑎
𝑡
ALTURA DO CG
DA MASSA NÃO-SUSPENSA
290
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE NÃO-SUSPENSA
• A componente não-suspensa é a mais simples de se calcular. Se a massa não-
suspensa for isolada, é possível encontrar o seu CG.
• Quando o carro está na curva, a aceleração lateral é aplicada ao CG da massa
não-suspensa, gerando uma força centrífuga.
• Esta força resultará em um momento, cujo braço é a altura do CG da massa não
suspensa.
• Esta componente é a menos útil como ferramenta de setup, porque para alterá-la
é necessário ou mudar a massa não-suspensa, ou a altura de seu CG.
• Ambas estas mudanças envolvem adicionar, remover ou reposicionar peças na
parte não-suspensa do carro.
291
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
Imagem: F1 Technical
292
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
• ROLL AXIS – É o eixo sobre o qual a massa suspensa rola.
293
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
ROLL AXIS
ROLL CENTER ROLL CENTER
TRASEIRO DIANTEIRO
294
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
295
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
• Tomando o equilíbrio de forças, vemos que:
𝐹𝑦 = 𝐹𝑦𝐹 + 𝐹𝑦𝑅
𝑎
𝐹𝑦𝑅 = 𝐹
ℓ 𝑦
𝑏
𝐹𝑦𝐹 = 𝐹𝑦
ℓ
296
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
𝐹𝑦 = 𝑊𝑠 𝐴𝑦
297
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
• Logo:
ℓ−𝑏
𝐹𝑦𝑅 = 𝑊𝑠 𝐴𝑦
ℓ
ℓ−𝑎
𝐹𝑦𝐹 = 𝑊𝑠 𝐴𝑦
ℓ
298
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
299
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
300
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
• O momento atuando na massa
não-suspensa é dado por:
𝐹𝑦𝑅 𝑜𝑢 𝐹 ⋅ 𝑍𝑅𝐶
ℓ−𝑥
𝑊𝑠 𝐴𝑦 ⋅ 𝑍𝑅𝐶
ℓ
301
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE GEOMÉTRICA
DISTRIBUIÇÃO DA MASSA SUSPENSA
PESO DA
NO EIXO ANALISADO
MASSA SUSPENSA
𝑊𝑠 𝐴𝑦 𝑙 − 𝑥
⋅ ⋅ 𝑍𝑅𝐶
𝑡 𝑙
ALTURA DO ROLL CENTER
NO EIXO ANALISADO
𝑙 → DISTÂNCIA ENTRE-EIXOS
𝑥 → DISTÂNCIA DO CG DA MASSA SUSPENSA AO EIXO ANALISADO
302
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
303
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Quando o carro percorre uma curva, a massa suspensa vai rolar uma quantidade
𝜙, o ângulo de rolagem. A rolagem será resistida pela rigidez à rolagem (roll rate
ou roll stiffness), 𝐾𝜙 .
304
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Para carros com suspensões independentes, o roll rate de cada eixo é dado por:
1
𝐾𝜙𝑎 = 𝐾𝑅𝑅𝑎 𝑡 2 + 𝐾𝜙𝐴𝑅𝐵𝑎
2
• Onde 𝐾𝑅𝑅 é a rigidez total (ride rate) de um quarto de carro no eixo analisado, e
𝐾𝜙𝐴𝑅𝐵 é a rigidez à rolagem da barra estabilizadora (medida na roda).
305
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
HIPÓTESES:
306
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• O momento de resistência à rolagem é dado por:
𝑀𝜙 = 𝐾𝜙 𝜙 = 𝐾𝜙𝐹 + 𝐾𝜙𝑅 𝜙
307
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
308
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Tomando o momento sobre o roll axis:
𝑀𝜙 − 𝑊𝑠 ℎ𝑠 sin 𝜙 − 𝑊𝑠 𝐴𝑦 ℎ𝑠 cos 𝜙 = 0
309
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Aplicando a hipótese de ângulos pequenos:
𝑀𝜙 = 𝑊𝑠 ℎ𝑠 𝜙 + 𝑊𝑠 𝐴𝑦 ℎ𝑠
𝑀𝜙 = 𝑊𝑠 ℎ𝑠 𝜙 + 𝐴𝑦
310
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Substituindo a definição do momento de resistência à rolagem:
𝑀𝜙 = 𝐾𝜙 𝜙 → 𝑊𝑠 ℎ𝑠 (𝜙 + 𝐴𝑦 ) = 𝐾𝜙𝐹 + 𝐾𝜙𝑅 𝜙
311
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Resolvendo para o ângulo de rolagem e dividindo pela aceleração lateral, temos:
𝜙 𝑊𝑠 ℎ𝑠
=
𝐴𝑦 𝐾𝜙𝐹 + 𝐾𝜙𝑅 − 𝑊𝑠 ℎ𝑠
312
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Isolando o ângulo de rolagem na equação anterior, é possível calcular o momento
de resistência à rolagem:
313
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Para o momento devido ao deslocamento do CG da massa suspensa, apenas a
fração da massa suspensa suportada pelo eixo analisado influencia no momento
gerado. O momento 𝑀𝐶𝐺 é dado por:
𝑙−𝑥
𝑀𝐶𝐺 = 𝑊𝑠𝑎 ℎ𝑠 𝜙 = ⋅ 𝑊𝑠 ℎ𝑠 𝜙
𝑙
314
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Substituindo a expressão para o ângulo de rolagem na equação anterior, temos:
𝑙−𝑥 𝑊𝑠 ℎ𝑠 𝐴𝑦
𝑀𝐶𝐺 = ⋅ 𝑊𝑠 ℎ𝑠 ⋅
𝑙 𝐾𝜙𝐹 + 𝐾𝜙𝑅 − 𝑊𝑠 ℎ𝑠
315
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• O momento total devido ao ângulo de rolagem (momento anti-rolagem mais
momento devido ao deslocamento do CG da massa suspensa) é, então:
𝐾𝜙𝑎 + 𝑙 − 𝑥 𝑊𝑠 ℎ𝑠 /𝑙
𝑀𝜙 = 𝑊𝑠 𝐴𝑦 ℎ𝑠 ⋅
𝐾𝜙𝐹 + 𝐾𝜙𝑅 − 𝑊𝑠 ℎ𝑠
316
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• A componente de transferência de peso devido à rolagem é então obtida através da
divisão do momento pela bitola do eixo:
𝑊𝑠 𝐴𝑦 ℎ𝑠 𝐾𝜙𝑎 + 𝑙 − 𝑥 𝑊𝑠 ℎ𝑠 /𝑙
Δ𝑊𝜙 = ⋅
𝑡 𝐾𝜙𝐹 + 𝐾𝜙𝑅 − 𝑊𝑠 ℎ𝑠
317
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
REVISÃO DOS PASSOS PARA OBTENÇÃO DA COMPONENTE ELÁSTICA DE
TRANSFERÊNCIA DE PESO:
1. Assumindo ângulo de rolagem igual nos eixos dianteiro e traseiro, faça o equilíbrio de momentos sobre o
roll axis;
2. Assuma que o ângulo de rolagem é pequeno, substitua o somatório dos momentos por 𝐾𝜙𝐹 + 𝐾𝜙𝑅 𝜙.
Resolva para 𝜙;
3. Substitua a expressão para o ângulo de rolagem para encontrar o momento anti-rolagem no eixo analisado;
4. Calcule o momento devido ao deslocamento do CG da massa suspensa em função do ângulo de rolagem;
5. Substitua a expressão para o ângulo de rolagem na equação do momento devido ao deslocamento do CG da
massa suspensa;
6. Some os momentos anti-rolagem e de deslocamento do CG para o eixo analisado para achar o momento
total devido ao ângulo de rolagem;
7. Divida o momento encontrado no passo 6 pela bitola do eixo.
318
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
319
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
• Os testes foram feitos para um carro de 1200
kg de massa.
• O braço de momento de rolagem foi variado
de 100 mm a 1 m de altura.
• O coeficiente de transferência lateral
elástica traseiro variou apenas 0.016.
• Isso representa uma variação de 3,2%.
• Os valores foram obtidos para um carro com
CG irrealisticamente alto, e esta é apenas
uma entre três componentes da transferência
lateral de carga.
• A conclusão é que o termo de deslocamento
do CG na componente elástica é desprezível.
320
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA –
COMPONENTE ELÁSTICA
PESO DA DISTRIBUIÇÃO DA RIGIDEZ
MASSA SUSPENSA À ROLAGEM
𝑊𝑠 𝐴𝑦 𝐾𝜙𝑎
⋅ ℎ𝑠
𝑡 𝐾𝜙𝐹 + 𝐾𝜙𝑅
BRAÇO DO MOMENTO
DE ROLAGEM
321
DISPOSITIVOS ANTI-ROLAGEM –
BARRA ESTABILIZADORA
323
DISPOSITIVOS ANTI-ROLAGEM –
SUSPENSÃO MONOSHOCK
326
DISPOSITIVOS ANTI-ROLAGEM –
SUSPENSÃO MONOSHOCK
327
DISPOSITIVOS ANTI-ROLAGEM –
SUSPENSÃO FRIC
328
DISPOSITIVOS ANTI-ROLAGEM –
SUSPENSÃO FRIC
330
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA
PERMANENTE
COMPONENTE ELÁSTICA COMPONENTE GEOMÉTRICA
331
TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA
COMO FERRAMENTA DE SETUP
332
COMPONENTE GEOMÉTRICA COMO
FERRAMENTA DE SETUP
A COMPONENTE GEOMÉTRICA DA TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA PODE SER ALTERADA
POR:
• Distribuição de peso da massa suspensa
• Pode ser alterada reposicionando lastros no carro
• Deslocará o CG longitudinalmente, afetando outros parâmetros do carro, o que
pode ter efeitos indesejáveis
• Altura dos Roll Centers
• Requer uma mudança na geometria de suspensão, e isto afeta outros parâmetros
relacionados à geometria (ganho de câmber e convergência, anti-pitch, etc).
• É alterada através do reposicionamento dos pick-ups da suspensão, de modo que
haja um ângulo relativo diferente entre os braços de suspensão, ou através da
mudança de altura do carro (ride height).
333
COMPONENTE GEOMÉTRICA COMO
FERRAMENTA DE SETUP
334
COMPONENTE GEOMÉTRICA COMO
FERRAMENTA DE SETUP
Imagem: F1 Technical
336
COMPONENTE GEOMÉTRICA COMO
FERRAMENTA DE SETUP
337
COMPONENTE GEOMÉTRICA COMO
FERRAMENTA DE SETUP
338
COMPONENTE ELÁSTICA COMO
FERRAMENTA DE SETUP
A COMPONENTE ELÁSTICA DA TRANSFERÊNCIA LATERAL DE CARGA PODE SER ALTERADA POR:
• Braço do momento de rolagem
• Necessita de mudanças ou na altura do CG da massa suspensa ou na altura dos
roll centers
• Não é uma opção viável porque o objetivo é sempre mudar a transferência lateral
de carga de um eixo em relação ao outro, e mudanças no braço de rolagem serão
aplicadas igualmente aos dois eixos.
• Distribuição de rigidez à rolagem
• É uma mudança relativamente simples de implementar.
• Pode ser alterada pelo aumento da rigidez vertical ou por mudanças nas barras
anti-rolagem
339
COMPONENTE ELÁSTICA COMO
FERRAMENTA DE SETUP
A DISTRIBUIÇÃO DE RIGIDEZ À ROLAGEM PODE SER ALTERADA POR:
• Mudança de rigidez vertical (ride rate) do carro
• Mudança de rigidez das molas
• Mudança de pressão dos pneus
• Ambas opções alterarão a altura do carro (afetando modelos em que o efeito solo é
importante) e a sua resposta à vibração. Isto faz com que alterar a rigidez de molas ou
pneus não seja a primeira opção a considerar para modificar o equilíbrio do carro
• Mudança de rigidez das barras estabilizadoras
• É a opção mais sensata na maioria dos casos.
• Pode ser alcançada pela mudança da barra em si, ou pelo ajuste de barras com rigidez
variável.
340
COMPONENTE ELÁSTICA COMO
FERRAMENTA DE SETUP
344
COMPONENTES ELÁSTICA E GEOMÉTRICA
COMO FERRAMENTA DE SETUP
• Para esta análise, apenas o eixo traseiro foi
considerado.
• Os roll centers dianteiro e traseiro foram
mantidos na mesma altura, e variados de 3 mm
até a altura do CG (254 mm)
• A distribuição de peso no eixo traseiro era de
54%.
• Os roll rates foram inseridos na forma da
distribuição de rigidez à rolagem, variada de 0 a 1.
345
COMPONENTES ELÁSTICA E GEOMÉTRICA
COMO FERRAMENTA DE SETUP
• Na figura é possível notar duas regiões onde
mudanças em uma das varíaveis de entrada não
produz efeitos sensíveis na transferência lateral
de carga.
• Se a distribuição de momento de rolagem for
mantida em 54% na traseira, e a altura dos roll
centers for variada, não haverá mudança
significativa na transferência lateral de carga.
• Alternativamente, se a altura dos roll centers for
mantida próxima da altura do CG (254 mm),
mudanças na distribuição de momento de rolagem
não produzirão efeitos sensíveis na transferência
lateral de carga.
346
COMPONENTES ELÁSTICA E GEOMÉTRICA
COMO FERRAMENTA DE SETUP
• Se definirmos 𝐾𝜙𝑅% = 𝐾𝜙𝑅 /(𝐾𝜙𝑅 + 𝐾𝜙𝐹 ), a distribuição do momento de rolagem no
eixo traseiro, e %𝑊𝑠𝑅 = 𝑎/𝑙 a distribuição de massa suspensa no eixo traseiro (onde 𝑎 é a
distância do CG da massa suspensa ao eixo dianteiro), a equação de transferência lateral de
carga no eixo traseiro se torna:
𝑊𝑠 𝐴𝑦 𝑊𝑢𝑅 𝐴𝑦
Δ𝑊𝑅 = 𝐾𝜙𝑅% ⋅ ℎ𝑠 + %𝑊𝑠𝑅 ⋅ 𝑍𝑅𝐶 + 𝑍𝑢𝑅
𝑡 𝑡
347
COMPONENTES ELÁSTICA E GEOMÉTRICA
COMO FERRAMENTA DE SETUP
348
COMPONENTES ELÁSTICA E GEOMÉTRICA
COMO FERRAMENTA DE SETUP
349
COMPONENTES ELÁSTICA E GEOMÉTRICA
COMO FERRAMENTA DE SETUP
𝑊𝑠 𝐴𝑦 𝑊𝑢𝑅 𝐴𝑦
Δ𝑊𝑅 = ⋅ 𝐾𝜙𝑅% ⋅ ℎ𝐶𝐺𝑠 + 𝑍𝑢𝑅
𝑡 𝑡
• Dessa forma, é possível concluir que quando a distribuição de massa suspensa e a distribuição
de momento de rolagem são iguais em um eixo, a transferência lateral de carga independe da
altura dos roll centers (para o caso em que os roll centers dianteiro e traseiro são iguais).
350
COMPONENTES ELÁSTICA E GEOMÉTRICA
COMO FERRAMENTA DE SETUP
• Agora analisamos o que acontece quando a altura dos roll centers se aproximam da altura do CG da massa
suspensa. Tomando 𝑍𝑅𝐶 → ℎ𝐶𝐺 , temos ℎ𝑠 → 0. Tomando o limite, temos:
𝑊𝑆 𝐴𝑦 𝑊𝑢𝑅 𝐴𝑦
lim Δ𝑊𝑅 = 𝐾𝜙𝑅% ⋅ ℎ𝑠 + %𝑊𝑠𝑅 ⋅ 𝑍𝑅𝐶 + 𝑍𝑢𝑅
𝑍𝑅𝐶 →ℎ𝐶𝐺 𝑡 𝑡
𝑊𝑠 𝐴𝑦 𝑊𝑢𝑅 𝐴𝑦
lim Δ𝑊𝑅 = %𝑊𝑠𝑅 𝑍𝑅𝐶 + 𝑍𝑢𝑅
𝑍𝑅𝐶 →ℎ𝐶𝐺 𝑡 𝑡
• Dessa forma, concluímos que a transferência lateral de carga independe da distribuição de momento de
rolagem quando os roll axis se aproxima do CG da massa suspensa.
351
DISTRIBUIÇÃO DA TRANSFERÊNCIA
LATERAL DE CARGA
Δ𝑊𝑅
• %Δ𝑊𝑅 =
Δ𝑊𝐹 +Δ𝑊𝑅
352
EXERCÍCIO/DESAFIO
Suponha que você é o engenheiro de uma equipe de corrida, cujo carro é relativamente leve e possui pneus
bastante largos. O seu piloto reclamou que o carro estava saindo de dianteira em uma curva em particular. Você
tentou resolver o problema mudando a rigidez das barras estabilizadoras, mas tanto modificações na barra
dianteira quanto na traseira não deram resultado.
353
INTRODUÇÃO À TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA TRANSIENTE
• Durante uma curva, a inércia da massa suspensa faz com que demore um certo tempo
para que o ângulo de rolagem do carro possa se desenvolver.
• A componente elástica é a única dependente do ângulo de rolagem, e portanto é a
única diretamente dependente do tempo.
• As componentes geométrica e não-suspensa dependem da aceleração lateral (que
depende do tempo) e portanto são indiretamente dependentes do tempo.
• Na análise transiente não só o ângulo de rolagem é importante, mas também a
velocidade de rolagem. A velocidade de rolagem causará forças nos amortecedores, que
contribuirão para o momento anti-rolagem.
• É possível desenvolver uma equação para o momento de rolagem do carro, e então
utilizar relações da cinemática clássica para obter numericamente o ângulo de rolagem
em cada instante de tempo.
354
INTRODUÇÃO À TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA TRANSIENTE
• A equação de momento de rolagem é dada por:
𝐼𝜙 𝜙ሷ = 𝑊𝑠 𝐴𝑦 ℎ𝑠 − 𝑀𝜙𝑠 − 𝑀𝜙𝑑
ሶ
355
INTRODUÇÃO À TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA TRANSIENTE
• Assumindo um ângulo de rolagem positivo para a direita do carro e o deslocamento da mola positivo em
bump, o momento anti-rolagem elástico é dado por:
𝑡𝐹
𝑀𝜙𝑠𝐹 = 𝐹 − 𝐹𝑠𝑊𝐹𝐿 + 𝐾𝐴𝑅𝐵𝑊𝐹 𝜙
2 𝑠𝑊𝐹𝑅
𝑡𝑅
𝑀𝜙𝑠𝑅 = 𝐹𝑠𝑊𝑅𝑅 − 𝐹𝑠𝑊𝑅𝐿 + 𝐾𝐴𝑅𝐵𝑊𝑅 𝜙
2
Onde 𝐹𝑠𝑊 é a força da mola medida na roda analisada e 𝐾𝐴𝑅𝐵𝑊 é a contribuição da barra estabilizadora
para a rigidez à rolagem do eixo analisado. As forças das molas são funções do ângulo de rolagem.
356
INTRODUÇÃO À TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA TRANSIENTE
• O momento anti-rolagem dos amortecedores é dado por:
𝑀𝜙𝑑
ሶ = 𝑀𝜙𝑑𝐹
ሶ + 𝑀𝜙𝑑𝑅
ሶ
𝑡𝐹
𝑀𝜙𝑑𝐹
ሶ = 𝐹 − 𝐹𝑑𝑊𝐹𝐿
2 𝑑𝑊𝐹𝑅
𝑡𝑅
𝑀𝜙𝑑𝑅
ሶ = 𝐹𝑑𝑊𝑅𝑅 − 𝐹𝑑𝑊𝑅𝐿
2
Onde 𝐹𝑑𝑊 é a força do amortecedor medida na roda analisada. As forças dos amortecedores são funções
da velocidade de rolagem.
357
INTRODUÇÃO À TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA TRANSIENTE
• Fazendo a análise no i-ésimo passo de tempo, temos:
𝑊𝑠 𝐴𝑦 ℎ𝑠 −𝑀𝜙𝑠𝑖 −𝑀𝜙𝑑
ሶ
𝜙ሷ 𝑖+1 =
𝑖 𝑖
𝐼𝜙
𝜙ሶ 𝑖+1 = 𝜙ሶ 𝑖 + 𝜙ሷ 𝑖+1 𝑑𝑡
ሷ 2
𝜙𝑑𝑡
𝜙𝑖+1 = 𝜙𝑖 + 𝜙ሶ 𝑖 𝑑𝑡 +
2
358
INTRODUÇÃO À TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA TRANSIENTE
• A componente elástica transiente é então dada por:
Onde o subscrito 𝑎 indica em qual eixo a análise está sendo feita. As componentes geométrica e não-
suspensa são calculadas exatamente da mesma forma que na análise permanente.
359
INTRODUÇÃO À TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA TRANSIENTE
360
INTRODUÇÃO À TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA TRANSIENTE
361
COMO UTILIZAR A TRANSFERÊNCIA LATERAL DE
CARGA COMO FERRAMENTA DE SETUP
• OBJETIVO
• Encontrar um valor da distribuição de transferência de peso que satisfaça a preferência
do piloto em relação ao equilíbrio do carro
• PROCEDIMENTO:
1. Determine um valor base para a métrica de distribuição de transferência de peso
2. Especifique um setup que atinja a meta estabelecida
3. Após o primeiro teste, peça para o piloto dar uma nota para o equilíbrio do carro. Isto
deve ser feito para cada curva do circuito
4. Use as notas para estabelecer uma meta para o novo valor de distribuição de
transferência de peso e ajuste o setup para atingir a nova meta
5. Teste o novo setup e repita o processo até encontrar uma métrica com a qual o piloto
se sinta confortável
362
LIMITAÇÕES DESTA ABORDAGEM
• Os cálculos são feitos assumindo regime permanente, portanto os efeitos dos
amortecedores não podem ser modelados
• Por não utilizar um modelo de pneus, não é possível levar em conta os efeitos de
alguns parâmetros, como câmber e convergência
• O efeito da pressão do pneu é considerado apenas na mudança da rigidez vertical do
pneu. Variações de força lateral devido a variações de pressão não são consideradas
• Degradação dos pneus e efeitos de temperatura dos pneus e da pista não são
considerados
• Cargas verticais nos pneus não são consideradas, e assim, efeitos aerodinâmicos
também não são avaliados. Isso torna a análise mais eficiente para curvas mais lentas
363
RIGIDEZ, AMORTECIMENTO E DINÂMICA DE
VIBRAÇÃO DA SUSPENSÃO
Imagem: AutoRacing1
364
OBJETIVOS DA SUSPENSÃO AUTOMOTIVA
• CONFORTO DO PASSAGEIRO
• Isolar o veículo da estrada
• Reduzir as acelerações e os deslocamentos transmitidos aos passageiros
• REDUZIR FORÇAS DE IMPULSO
• “Amortecer impactos”
• COMPORTAMENTO EM CURVAS
• O equilíbrio permanente do carro é influenciado pelas molas
• O equilíbrio dinâmico do carro é influenciado pelas molas e amortecedores
• A suspensão dita a taxa de variação da distribuição de transferência de peso
• GRIP DOS PNEUS
• A suspensão afeta a variação de carga vertical nos pneus
• A temperatura dos pneus é afetada pelas características dinâmicas da suspensão
365
OBJETIVOS DA SUSPENSÃO AUTOMOTIVA
• AERODINÂMICA
• A plataforma suspensa é controlada pelas molas e amortecedores
• A atitude do carro em relação ao solo tem grandes implicações aerodinâmicas
• As molas permitem algum movimento que pode ser benéfico
• Os amortecedores controlam a taxa de movimento e previnem oscilações
• RESPOSTA TRANSIENTE
• O amortecimento reduz a quantidade e a duração dos movimentos de pitch, roll e heave.
• RESPOSTA FORÇADA
• O amortecimento é necessário para reduzir a magnitude dos movimentos do carro em
regiões próximas à ressonância
366
RAZÃO DE INSTALAÇÃO
(MILLIKEN, 1995)
367
RAZÃO DE INSTALAÇÃO
Δ𝐼𝑅
𝐾𝑤 = 𝐹𝑠 + 𝐾𝑠 (𝐼𝑅)²
Δ𝛿
(MILLIKEN, 1995)
368
SPRING RATE, WHEEL CENTER RATE,
RIDE RATE E ROLL RATE
• Spring rate, 𝐾𝑠 – Força por unidade de deslocamento para a mola isolada. A mola pode
ser linear (força proporcional ao deslocamento) ou não linear (inclinação do gráfico
força vs deslocamento variável).
• Wheel center rate, 𝐾𝑤 – rigidez da suspensão tomada no centro da roda, isto é, força
vertical no centro da roda por unidade de deslocamento vertical do centro da roda.
• Rigidez do pneu (tire rate), 𝐾𝑇 – força vertical por unidade de deformação vertical do
pneu. É uma parte importante da flexibilidade da suspensão em carros extremamente
rígidos, como é o caso de carros com grandes forças aerodinâmicas.
• Ride rate, 𝐾𝑅 – Força vertical por unidade de deslocamento vertical do ponto de
contato pneu-solo em relação ao chassi do carro. É a rigidez obtida pela associação de
molas em série do wheel center rate e da rigidez do pneu.
• Roll rate (rigidez à rolagem, também conhecida como roll stiffness), 𝐾𝜙 – é o
momento anti-rolagem produzido pela suspensão por unidade de ângulo de rolagem da
massa suspensa.
369
MODOS DE VIBRAÇÃO
(JAZAR, 2014)
370
MODELOS DE VIBRAÇÃO APLICADOS À DINÂMICA
VEICULAR – QUARTER CAR 1 DOF
• Modos analisados:
• Bounce
• Vantagens:
• Extremamente simples
• Cálculos podem ser feitos
analiticamente
• Útil para entender conceitos
fundamentais
• Desvantagens:
• Capacidade de fornecer
informação é bastante limitada
• Representatividade do sistema
(MILLIKEN, 1995) também é limitada
• Desconsidera os modos de roll
e pitch e wheel hop
371
MODELOS DE VIBRAÇÃO APLICADOS À DINÂMICA
VEICULAR – QUARTER CAR 2 DOF
• Modos analisados:
• Bounce
• Wheel hop
• Vantagens:
• Relativamente simples
• Cálculos podem ser feitos a mão
• Fornece uma primeira informação
sobre acoplamento de modos
• Desvantagens:
• Representatividade do sistema
também é limitada
(MILLIKEN, 1995) • Desconsidera os modos de roll e
pitch
372
MODELOS DE VIBRAÇÃO APLICADOS À DINÂMICA
VEICULAR – HALF CAR 4 DOF
• Modos analisados:
• Bounce
• Wheel hop
• Pitch ou Roll
• Vantagens:
• Muito útil para modelar o
comportamento do carro em
pitch
• Desvantagens:
• Representatividade do sistema
também é limitada
• Desconsidera um dos modos
sendo roll ou pitch
373
MODELOS DE VIBRAÇÃO APLICADOS À DINÂMICA
VEICULAR – FULL CAR 7 DOF
• Modos analisados:
• Bounce
• Wheel hop
• Pitch
• Roll
• Vantagens:
• Dos quatro modelos
analisados é o mais preciso
• É o melhor para analisar o
comportamento do carro em
roll
• Desvantagens:
374
• Bastante complexo
OBTENÇÃO DAS EQUAÇÕES DE MOVIMENTO PARA
UM SISTEMA DE VIBRAÇÃO
375
OBTENÇÃO DAS EQUAÇÕES DE MOVIMENTO PARA
UM SISTEMA DE VIBRAÇÃO
1. O primeiro passo na obtenção das equações de um sistema é determinar um sistema
de coordenadas consistente. Defina convenções para valores positivos de todas as
forças, momentos e deslocamentos translacionais e rotacionais.
2. Faça um diagrama de corpo livre para cada massa no sistema, identificando todas as
forças e momentos e seus pontos de aplicação.
3. Escreva uma equação de equilíbrio de forças e/ou momentos para cada movimento de
cada massa. Por exemplo, um modelo que inclui bounce, pitch e roll deve ter uma
equação de equilíbrio de forças em bounce, e duas equações de equilíbrio de
momentos, uma em pitch e uma em roll.
4. Escreva expressões para os deslocamentos das molas e velocidades dos
amortecedores como função das variáveis de movimento do sistema. Por exemplo,
em um modelo full car 7 dof, a compressão de uma mola vai depender dos ângulos de
roll e pitch e dos deslocamentos de bounce e wheel hop.
376
OBTENÇÃO DAS EQUAÇÕES DE MOVIMENTO PARA
UM SISTEMA DE VIBRAÇÃO
5. Descreva as forças nas molas e amortecedores como funções de seus
deslocamentos (molas) e velocidades (amortecedores)
6. Substituas as expressões para as forças das molas e dos amortecedores nas
equações de equilíbrio de força e momento obtidas no passo 3. O resultado
será um conjunto de equações que podem ser razoavelmente extensas,
dependendo da complexidade do modelo escolhido.
7. Organize as equações obtidas em um sistema de equações.
8. Se o sistema for linear invariante no tempo (rigidez de mola e coeficientes de
amortecimento constantes), organize o sistema de equações obtido na forma
matricial. O objetivo é encontrar uma equação da forma:
𝑀 𝑋ሷ + 𝐶 𝑋ሶ + 𝐾 𝑋 = [𝐹]
377
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE
𝑚𝑥ሷ + 𝑐 𝑥ሶ + 𝑘𝑥 = 0
(MILLIKEN, 1995)
378
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE
• Equação do sistema:
𝑚𝑥ሷ + 𝑐 𝑥ሶ + 𝑘𝑥 = 0
• A solução geral para esta equação diferencial tem a forma 𝑥 =
𝑋0 𝑒 𝜆𝑡 , onde 𝑋0 é uma constante. Tomando as derivadas de 𝑥,
temos:
𝑥ሶ = 𝜆𝑋0 𝑒 𝜆𝑡
𝑥ሷ = 𝜆2 𝑋0 𝑒 𝜆𝑡
• Substituindo a solução geral e suas derivadas na equação original,
temos:
𝑋0 𝑒 𝜆𝑡 𝑚𝜆2 + 𝑐𝜆 + 𝑘 = 0
379
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE
• Como uma exponencial nunca é igual a zero, temos que:
𝑚𝜆2 + 𝑐𝜆 + 𝑘 = 0
• Temos então uma equação de segundo grau, cujas raízes são dadas
por
𝑐 𝑐 2 − 4𝑘𝑚
𝜆=− ±
2𝑚 2𝑚
• O termo dentro da raiz quadrada tem 3 condições possíveis:
• 𝑐 2 < −4𝑘𝑚
• 𝑐 2 = −4𝑘𝑚
• 𝑐 2 > 4𝑘𝑚
380
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE
• Para o primeiro caso, 𝜆 será um número complexo. Desta forma,
podemos reescrever:
𝑐 𝑐 2 − 4𝑘𝑚
𝜆=− ±𝑖
2𝑚 2𝑚
• Substituíndo o valor de 𝜆 em 𝑥, temos:
𝑐 𝑐 2 −4𝑘𝑚
− ±𝑖 𝑡
𝑥 = 𝑋0 𝑒 2𝑚 2𝑚
𝑐 𝑐 2 −4𝑘𝑚 𝑐 𝑐 2 −4𝑘𝑚
𝑥 = 𝑋1 𝑒 −2𝑚𝑡 𝑒 𝑖 2𝑚 𝑡 + 𝑋2 𝑒 −2𝑚𝑡 𝑒 −𝑖 2𝑚 𝑡
𝑐 𝑐 2 −4𝑘𝑚 𝑐 2 −4𝑘𝑚
𝑥 = 𝑒 −2𝑚𝑡 𝑋1 𝑒 𝑖 2𝑚 𝑡 + 𝑋2 𝑒 −𝑖 2𝑚 𝑡
381
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE
𝑐 2 −4𝑘𝑚
• Vamos definir 𝜇 = 2𝑚
, assim, temos:
𝑐
𝑥 = 𝑒 2𝑚𝑡 𝑋1 𝑒 𝑖𝜇𝑡 + 𝑋2 𝑒 −𝑖𝜇𝑡
−
• Fórmula de Euler:
𝑒 𝑖𝜔𝑡 = cos 𝜔𝑡 + 𝑖 sin 𝜔𝑡
• Desta forma:
𝑥
𝑐
= 𝑒 2𝑚𝑡 𝑋1 (𝑐𝑜𝑠𝜇𝑡 + 𝑖 sin 𝜇𝑡) + 𝑋2 (cos(−𝜇𝑡) + 𝑖 sin(−𝜇𝑡))
−
382
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE
• Podemos adotar 𝑋3 = 𝑋1 + 𝑋2 , e 𝑋4 = 𝑋1 − 𝑋2 , simplificando a
solução para:
𝑐
− 𝑡
𝑥=𝑒 2𝑚 𝑋3 cos 𝜇𝑡 + 𝑋4 𝑖 sin 𝜇𝑡
𝐼𝑚 𝐴2
Onde 𝜑 = atan 𝑅𝑒
= atan 𝐴1
. Definindo 𝑋5 = 𝑋32 + 𝑋42 e
𝑋4
𝑋6 = , temos:
𝑋3
𝑐
𝑥= X 5 𝑒 2𝑚𝑡
−
⋅ sin 𝜇𝑡 + atan 𝑋6
383
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE
• Identificamos que a solução se torna complexa quando 𝑐² < 4𝑘𝑚, logo podemos
definir um valor de amortecimento para o qual o sistema não oscila.
4𝑘𝑚 − 𝑐²
𝜔𝑑 = 𝜇 =
2𝑚
384
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE
• A frequência natural, 𝜔𝑛 é definida como a frequência que o sistema oscila na ausência de amortecimento e de forças
externas. Desta forma, temos:
4𝑘𝑚 𝑘𝑚 𝑚 k
𝜔𝑛 = = ⋅ =
2𝑚 𝑚 𝑚 𝑚
• Podemos então redefinir a frequência livre amortecida em função da frequência natural e da razão de amortecimento.
1 𝑘 2 𝑘 2 2 1 2 2 2
1
𝜔𝑑 = 4 𝑚 −4 𝑚 𝜁 = 4𝜔𝑛 ²𝑚 − 4𝜔𝑛 ²𝑚 𝜁 = 4𝑚2 𝜔𝑛 ² 1 − 𝜁 2
2𝑚 𝑚 𝑚 2𝑚 2𝑚
= 𝜔𝑛 1 − 𝜁 2
385
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE
• Fração de amortecimento
𝑐 𝑐
𝜁= =
𝑐𝑐 2 𝑘𝑚
• Frequência natural
𝑘
𝜔𝑛 =
𝑚
𝜔𝑑 = 𝜔𝑛 1 − 𝜁 2
386
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE –
INFLUÊNCIA DO AMORTECIMENTO
387
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE –
INFLUÊNCIA DO AMORTECIMENTO
388
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE –
INFLUÊNCIA DO AMORTECIMENTO
389
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE –
INFLUÊNCIA DO AMORTECIMENTO
390
CARACTERÍTISCAS DE RESPOSTA LIVRE –
INFLUÊNCIA DO AMORTECIMENTO
391
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
FUNÇÃO IMPULSO
392
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
FUNÇÃO IMPULSO
393
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
FUNÇÃO IMPULSO
394
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
FUNÇÃO IMPULSO
395
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
FUNÇÃO IMPULSO
396
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
SENOIDAL DE DUAS FREQUÊNCIAS
• 𝐹 = 𝑘 ⋅ 0,1 sin 𝑡 + 0,02 sin 10𝑡
397
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
SENOIDAL DE DUAS FREQUÊNCIAS
398
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
SENOIDAL DE DUAS FREQUÊNCIAS
399
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
SENOIDAL DE DUAS FREQUÊNCIAS
400
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
SENOIDAL DE DUAS FREQUÊNCIAS
401
ANÁLISE DE RESPOSTA FORÇADA –
SENOIDAL DE DUAS FREQUÊNCIAS
402
TRANSFORMADAS DE LAPLACE
• A transformada de Laplace de uma função 𝑓(𝑡) é definida como:
∞
𝐿𝑓 𝑡 = 𝐹 𝑠 = න 𝑒 −𝑠𝑡 𝑓 𝑡 𝑑𝑡
0
• Onde 𝑠 é uma variável complexa representada por 𝑠 = 𝜎 + 𝑗𝜔, com 𝑗 = −1.
• A transformada de Laplace é linear, o que significa que:
𝐿 𝐴𝑓 𝑡 + 𝐵𝑔 𝑡 = 𝐴 𝐿 𝑓 𝑡 + 𝐵 𝐿 𝑔 𝑡
• Uma das propriedades mais interessantes da Transformada de Laplace para o estudo
das vibrações é transformada da n-ésima derivada de uma função:
𝑛
𝑑𝑛 𝑓 𝑛 𝑛−𝑘 𝑘−1
𝐿 𝑛
= 𝑠 𝐹 𝑠 − 𝑠 𝑓 (0)
𝑑𝑡
𝑘=1
Onde 𝑓 𝑘−1 0 , 𝑘 = 1,2, … , 𝑛 representa as condições iniciais de 𝑓(𝑡) e de suas
derivadas.
403
TRANSFORMADAS DE LAPLACE
• Tirando a transformada de Laplace da equação de movimento da resposta
forçada de um quarter car de 1 DOF, temos:
𝐿 𝑚𝑥ሷ + 𝑐𝑥ሶ + 𝑘𝑥 = 𝐿[𝑓(𝑡)]
• Como não estamos interessados nas condições iniciais do sistema, mas
sim na evolução de sua resposta, podemos admitir que todas as condições
iniciais são nulas. Desta forma:
𝑠 2 𝑚𝑋 𝑠 + 𝑠𝑐𝑋 𝑠 + 𝑘𝑋 𝑠 = 𝐹(𝑠)
𝑋 𝑠 𝑚𝑠 2 + 𝑐𝑠 + 𝑘 = 𝐹(𝑠)
1
𝑋 𝑠 = 2
𝐹(𝑠)
𝑚𝑠 + 𝑐𝑠 + 𝑘
404
FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA
• Definimos agora a função de transferência, 𝐻(𝑠), como sendo a razão entre a saída do
sistema 𝑋(𝑠) e entrada no sistema 𝐹(𝑠), ambas no domínio da frequência complexa. Assim:
𝑋 𝑠 1
𝐻 𝑠 = =
𝐹 𝑠 𝑚𝑠 2 + 𝑐𝑠 + 𝑘
405
RESPOSTA DE FREQUÊNCIA
• A resposta de frequência, 𝑅𝑓 , de um sistema caracteriza a razão entre as
amplitudes de entrada e saída de um sistema forçado submetido a uma força
senoidal pura.
406
RESPOSTA DE FREQUÊNCIA
407
RESPOSTA DE FREQUÊNCIA
408
RESPOSTA DE FREQUÊNCIA
409
TIPOS DE AMORTECEDORES
• Os amortecedores telescópicos possuem diversas variações, e podem ser classificados
de várias maneiras. A principal classificação diz respeito ao método pelo qual o volume
de inserção da haste é acomodado.
• Este é um problema de projeto importante, pois o óleo em si não está nada próximo de
ser compressível o suficiente para acomodar a redução de volume associada à inserção
da haste. Existem duas soluções mais importantes, monotubo e tubo duplo.
• Monotubo – a variação de volume é acomodada pela compressão de um gás que é
confinado no mesmo cilindro que o óleo. O gás pode ser fisicamente separado do óleo
através de um pistão flutuante, que evita a emulsificação do óleo com o gás.
• Tubo duplo – neste tipo de amortecedor existem dois tubos concêntricos
comunicantes. Tubo interno é a câmara onde atua a haste do amortecedor. No tubo
externo o óleo comprime um gás permitindo a acomodação da redução de volume pelo
trabalho do amortecedor.
410
TIPOS DE AMORTECEDORES
(UK LEGACY)
411
TIPOS DE AMORTECEDORES
(TEIN USA)
412
TIPOS DE AMORTECEDORES
(TEIN USA)
413
CARACTERÍSTICAS DOS AMORTECEDORES
414
CARACTERÍSTICAS DOS AMORTECEDORES –
CURVA DE FORÇA
(MILLIKEN, 1995)
415
CARACTERÍSTICAS DOS AMORTECEDORES –
CURVA DE FORÇA
(MILLIKEN, 1995)
416
CARACTERÍSTICAS DOS AMORTECEDORES –
CURVA DE FORÇA
(MILLIKEN, 1995)
417
COMO SELECIONAR A
RIGIDEZ DA SUSPENSÃO
• Tipicamente, se começa com um curso desejado da suspensão. Neste caso,
tem-se duas escolhas:
• Deslocamento relativo entre o chassi e o chão (total ride travel)
• Curso permitido antes de atingir os batentes do amortecedor (deslocamento relativo
entre o chassi e o centro da roda).
• Em última análise, os requisitos de rigidez de um carro de corrida são baseados
na carga vertical experimentada pelos pneus e no deslocamento permitido em
situações particulares da corrida.
• Infelizmente, as próprias cargas verticais atuando nos pneus são dependentes
da distribuição da rigidez da suspensão e da rigidez à rolagem.
• Duas abordagens são então possíveis:
• Fazer uma estimativa inicial para as rigidezes à rolagem e continuar a iterar até que uma
solução razoável seja encontrada (necessário se não for possível utilizar barras
estabilizadoras).
• Escolher um gradiente de rolagem e uma distribuição do momento de rolagem e calcular a
variação de cargas nos pneus. 418
COMO SELECIONAR A RIGIDEZ DA SUSPENSÃO –
MÉTODO DA ESTIMATIVA E ITERAÇÃO DOS ROLL RATES
• Para o caso em que barras estabilizadoras não estão disponíveis, a rigidez à rolagem é
completamente dependente do ride rate da suspensão. O dimensionamento da rigidez
por este método pode resultar em uma suspensão extremamente rígida.
• O procedimento é dado a seguir:
1. Estime valores para os roll rates dianteiro e traseiro.
2. Obtenha as cargas estáticas em cada pneu.
3. Escolha uma condição de curva (aceleração lateral e velocidade) baseada nas metas de projeto, e
calcule a transferência de carga lateral em cada eixo.
4. Calcule o downforce e a distribuição de downforce, obtendo assim carga total em cada pneu.
5. Subtraia a carga estática da carga dinâmica encontrada nos passos 3 e 4 para achar a variação de
carregamento em cada pneu. Divida a maior variação de carga vertical pelo curso máximo permito
para achar a rigidez da suspensão (pode ser ride rate ou wheel center rate, dependendo de como
o curso é especificado).
6. Com os novos valores de rigidez, calcule os roll rates novamente e compare com os valores
estimados inicialmente. Se a diferença for muito grande, repita os passos 2-6 até que o erro
entre o valor estimado e o obtido seja aceitável.
419
COMO SELECIONAR A RIGIDEZ DA SUSPENSÃO –
MÉTODO DA ESPECIFICAÇÃO DOS ROLL RATES
• Este método é tipicamente mais sensato. Para que funcione bem, geralmente é
necessário utilizar uma barra estabilizadora, ou algum outro sistema anti-rolagem.
• As duas principais funções de um sistema anti-rolagem são diminuir o ângulo de
rolagem e permitir controlar a distribuição de momento de rolagem entre dois eixos.
• Há uma clara desvantagem em ter uma contribuição muito grande do sistema anti-
rolagem para o roll rate. Se o sistema anti-rolagem for muito rígido, a suspensão
começa a deixar de ser verdadeiramente independente.
• As rodas em um eixo estarão efetivamente ligadas e começarão a agir como um eixo
rígido em bump de uma única roda. O carro estará mais propenso a levantar uma roda
em curvas mais severas.
• Por esta razão, é recomendado que um sistema anti-rolagem não contribua com mais
de 50% da rigidez à rolagem em qualquer eixo do carro (SEWARD, 2014).
420
COMO SELECIONAR A RIGIDEZ DA SUSPENSÃO –
MÉTODO DA ESPECIFICAÇÃO DOS ROLL RATES
• O procedimento é dado a seguir:
1. Escolha valores para o gradiente de rolagem e a distribuição do momento de rolagem. Estes
automaticamente definirão os roll rates.
2. Obtenha as cargas estáticas em cada pneu.
3. Escolha uma condição de curva (aceleração lateral e velocidade) baseada nas metas de
projeto, e calcule a transferência de carga lateral em cada eixo.
4. Calcule o downforce e a distribuição de downforce, obtendo assim carga total em cada pneu.
5. Subtraia a carga estática da carga dinâmica encontrada nos passos 3 e 4 para achar a
variação de carregamento em cada pneu. Divida a maior variação de carga vertical pelo curso
máximo permitido para achar a rigidez da suspensão (pode ser ride rate ou wheel center rate,
dependendo de como o curso é especificado).
6. Calcule a contribuição da rigidez da suspensão para o roll rate no eixo analisado. Se ela for
menor que 50%, o sistema anti-rolagem estará sobrecarregado. Desta forma, a rigidez da
suspensão deve ser aumentada.
421
MÉTODO DA ESPECIFICAÇÃO DOS ROLL RATES –
ESCOLHENDO A DISTRIBUIÇÃO DO MOMENTO DE ROLAGEM
• É possível analisar a influência da distribuição de momento de rolagem na distribuição da transferência
lateral de carga através das equações de transferência lateral de carga, discutidas no módulo 4.
• Para este exemplo, o carro possui uma distribuição de massa de 57% na traseira
422
MÉTODO DA ESPECIFICAÇÃO DOS ROLL RATES –
ESCOLHENDO A DISTRIBUIÇÃO DO MOMENTO DE ROLAGEM
• O carro possui uma distribuição de massa de 57% na traseira
423
MÉTODO DA ESPECIFICAÇÃO DOS ROLL RATES –
ESCOLHENDO A DISTRIBUIÇÃO DO MOMENTO DE ROLAGEM
• O carro possui uma distribuição de massa de 57% na traseira
424
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO E DIREÇÃO
425
RESTRIÇÕES DE GRAUS DE LIBERDADE DA RODA
426
SUSPENSÃO DUPLO-A
(MILLIKEN, 1995)
427
SUSPENSÃO DUPLO-A
(HAYNES, 2011)
428
SUSPENSÃO DUPLO-A
(HAYNES, 2011)
429
SUSPENSÃO DUPLO-A
(SCARBS, 2011)
430
INSTANT CENTER
431
INSTANT AXIS
(MILLIKEN, 1995)
432
ROLL CENTER
(MILLIKEN, 1995)
433
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA FRONTAL
Imagem: F1 Technical
434
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA FRONTAL
435
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA FRONTAL – GANHO
DE CÂMBER
436
GANHO DE CÂMBER – DUPLO-A COM BRAÇOS
PARALELOS E DE COMPRIMENTO IGUAL
437
GANHO DE CÂMBER – DUPLO-A
COM BRAÇOS CONVERGENTES
438
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA FRONTAL –
JACKING
(MILLIKEN, 1995)
439
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA FRONTAL –
JACKING
Imagem: TheSamba.com
440
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA FRONTAL – SCRUB
E VARIAÇÃO DE BITOLA
(MILLIKEN, 1995)
441
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA LATERAL–
GEOMETRIAS ANTI-PITCH
442
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA LATERAL–
GEOMETRIAS ANTI-PITCH
W
CG
𝑊𝐴𝑥 ℎ𝐶𝐺
A transferência longitudinal de carga é dada por: Δ𝑊𝑥 =
𝑙
443
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA LATERAL – ANTI-
DIVE
• Tomando os momentos em torno do
instant center:
𝑊𝐴𝑥 ℎ𝐶𝐺
𝑀Δ𝑊 = 𝑙𝑆𝑉𝑆𝐴
𝑙
𝑀𝑎𝑛𝑡𝑖−𝑑𝑖𝑣𝑒 = 𝑊𝐹 𝐴𝑥 ℎ𝑆𝑉𝑆𝐴
444
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA LATERAL – ANTI-
DIVE
𝑊𝐹 ℎ𝑆𝑉𝑆𝐴
• Substituindo = %𝐵𝐹 e tan 𝜃1 = :
𝑊 𝑙𝑆𝑉𝑆𝐴
tan 𝜃1 𝑙
%𝐴𝐷 = %𝐵𝐹 ⋅ 100%
ℎ𝐶𝐺
445
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA LATERAL – ANTI-
LIFT
446
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA LATERAL – ANTI-
SQUAT
447
GEOMETRIA DE SUSPENSÃO – VISTA LATERAL – GANHO
DE CÁSTER E RECESSÃO DA RODA
448
RIDE E ROLL STEER (EFEITOS DA
VARIAÇÃO DE CONVERGÊNCIA)
449
RIDE E ROLL STEER (EFEITOS DA
VARIAÇÃO DE CONVERGÊNCIA)
450
SUSPENSÃO DUPLO-A – ANÁLISE DO INSTANT CENTER
Linhas
Paralelas
Linhas
Paralelas
451
SUSPENSÃO DUPLO-A – INSTANT CENTER VISTA
FRONTAL
452
SUSPENSÃO DUPLO-A – INSTANT CENTER VISTA
LATERAL
453
SUSPENSÃO DUPLO-A – ANÁLISE
DO ROLL CENTER
(GILLESPIE, 1993)
454
SUSPENSÃO DUPLO-A – ANÁLISE
DO ROLL CENTER
(GILLESPIE, 1993)
455
SUSPENSÃO DUPLO-A – ANÁLISE
DO ROLL CENTER
(GILLESPIE, 1993)
456
TIPOS DE SUSPENSÃO – TRAILING ARM
(MILLIKEN, 1995)
457
TIPOS DE SUSPENSÃO – SEMI-TRAILING
(MILLIKEN, 1995)
458
TIPOS DE SUSPENSÃO – SWING AXLE
(MILLIKEN, 1995)
459
SUSPENSÕES PUSHROD E PULLROD
(PIOLA, 2015)
460
GEOMETRIA DE DIREÇÃO – VISTA FRONTAL
Imagem: Racecar-Engineering
461
GEOMETRIA DE DIREÇÃO – VISTA FRONTAL
462
GEOMETRIA DE DIREÇÃO – VISTA FRONTAL
• Com um spindle length positivo o carro vai ser erguido conforme as rodas são
esterçadas para longe do centro. Quanto maior for o ângulo de pino mestre, mais o
carro será erguido.
• O efeito de levantar o carro devido ao ângulo de pino mestre e ao spindle length
contribui para o torque auto-alinhante em baixas velocidades.
• O ângulo de pino mestre afeta as características de câmber vs esterçamento. A
tendência é obter câmber positivo nas duas rodas para qualquer lado que se
esterce. A quantidade deste efeito é pequena.
• Quando o carro estiver em uma pista irregular, haverá algum “kickback” na
direção, proporcional ao spindle lenght.
• Forças de tração e frenagem (no solo) causam torques de esterçamento
proporcionais ao scrub radius. Se houver assimetria de forças longitudinais entre
os dois lados, haverá um torque líquido sentido pelo piloto.
463
GEOMETRIA DE DIREÇÃO – VISTA LATERAL
464
GEOMETRIA DE DIREÇÃO – VISTA LATERAL
• Quanto maior for o mechanical trail, maior será o esforço de esterçamento.
• Diferentemente do ângulo de pino mestre, o ângulo de cáster faz com que a roda
suba e desça com o esterçamento. O efeito é oposto de um lado para o outro.
• Com uma geometria simétrica, o efeito de esterçar para o lado esquerdo é rolar
o carro para a direita, causando uma transferência de peso diagonal.
• O ângulo de cáster também afeta as características de câmber vs esterçamento.
Com cáster positivo (topo do eixo de pino mestre inclinado para a traseira do
carro), a roda externa terá câmber negativo e a interna terá câmber positivo.
• Se o mechanical trail for muito grande em comparação com o pneumatic trail, o
efeito de redução de torque auto-alinhante quando os slip angles se aproximam
do limite é atenuado.
465
GEOMETRIA DE ACKERMANN
(MILLIKEN, 1995)
466
GEOMETRIA DE ACKERMANN
467
GEOMETRIA DE ACKERMANN
(MILLIKEN, 1995)
468
GEOMETRIA DE DIREÇÃO – RAZÃO DE ESTERÇAMENTO
Steering Ratio
20
15
10
Wheel steer [°]
Left
0
Linear (Left)
-5 y = 0,0575x + 1,1296
-10
-15
-300 -200 -100 0 100 200 300
Steering wheel steer [°]
469
GEOMETRIA DE DIREÇÃO – RAZÃO DE ESTERÇAMENTO
Steering Ratio
15
10
5
Wheel steer [°]
0
Right
Left
-5
-10
-15
-300 -200 -100 0 100 200 300
Steering wheel steer [°]
470
EFEITOS DA DEFORMAÇÃO DA SUSPENSÃO
(COMPLIANCE)
471
EFEITOS DA DEFORMAÇÃO DA SUSPENSÃO
(COMPLIANCE)
• Compliance é a deflexão resultante da aplicação de forças.
• A cinemática da suspensão descreve a orientação controlada das rodas pelos
braços de suspensão, baseada nas hipóteses de peças rígidas e juntas sem atrito.
• Softwares de cinemática podem calcular precisamente parâmetros da suspensão
sujeitos a estas suposições.
• Erros de medição ou erros de manufatura podem induzir divergências entre os
valores simulados e os valores reais.
• A correlação entre um modelo cinemático e os resultados no mundo real
dependem da compensação de tais erros de medição e das suposições de peças
rígidas e juntas sem atrito e o pneu específico escolhido.
472
EFEITOS DA DEFORMAÇÃO DA SUSPENSÃO
(COMPLIANCE)
473
EFEITOS DE COMPLIANCE – CÂMBER VS CURSO
474
EFEITOS DE COMPLIANCE – CONVERGÊNCIA VS CURSO
475
EFEITOS DE COMPLIANCE –
CÂMBER VS ESTERÇAMENTO
476
EFEITOS DE COMPLIANCE – CÂMBER VS CURSO (EIXO
RÍGIDO)
481
COMO FAZER PROJETO DE GEOMETRIA PARA OTIMIZAR
O COMPORTAMENTO DOS PNEUS
PARÂMETROS DA GEOMETRIA QUE DEVEM SER AJUSTÁVEIS SEMPRE QUE
POSSÍVEL:
• Câmber
• Convergência
• Cáster
• Ângulo de Pino Mestre
• Ganho de câmber
• Altura dos roll centers
• Ride steer
• Geometria de Ackermann (ou ângulo de esterçamento das rodas)
482
COMO FAZER PROJETO DE GEOMETRIA PARA OTIMIZAR
O COMPORTAMENTO DOS PNEUS
ALGUMAS METAS QUE DEVEM SER ALCANÇADAS:
• Ganho de câmber para compensar o câmber devido à rolagem
• Variação de convergência para minimizar (ou inserir propositalmente) ride steer e roll
steer
• Mechanical Trail
• Scrub Radius
• Altura dos roll centers para obter controle de transferência lateral de carga
• Geometria de Ackermann (ou analogamente, ângulo de esterçamento relativo das rodas)
• Razão de instalação do amortecedor para se obter a rigidez da suspensão desejada
• Percentual de anti-squat (traseira), anti-dive (dianteira) ou anti-lift
483
COMO FAZER PROJETO DE GEOMETRIA PARA OTIMIZAR
O COMPORTAMENTO DOS PNEUS
• É interessante definir a rigidez da suspensão (wheel center rate, roll rates
sem efeitos dos pneus e o gradiente de rolagem) antes de definir a
geometria, pelos seguintes motivos:
• Com a rigidez definida e uma mola selecionada, o curso da suspensão se torna
conhecido, e é possível definir qual a faixa de trabalho da suspensão que deve ser
analisada.
• A rigidez define também o gradiente de rolagem, e com ele e uma meta para a
aceleração lateral máxima é possível obter o ângulo de rolagem máximo. Este por
sua vez, permite estabelecer uma meta para o ganho de câmber da suspensão.
• Com a rigidez definida e uma mola selecionada, é possível determinar uma meta
para a razão de instalação do amortecedor.
• Com os roll rates definidos, fica mais fácil analisar a influência da altura dos roll
centers na transferência lateral de carga, e desta forma, definir metas para este
parâmetro também.
484
DEFININDO O GANHO DE CÂMBER
485
DEFININDO O GANHO DE CÂMBER
• Se dados do pneu estiverem disponíveis, é possível identificar a faixa de ângulos de
câmber que otimiza a força lateral. Desta forma, deve-se buscar um ganho de câmber
que compense o câmber devido à rolagem e se aproxime dos valores ideais.
• Para o caso em que os dados de pneu não estão disponíveis, é interessante tentar
atingir câmber neutro com a compensação de câmber, pois não se sabe os ganhos que
se tem com câmber negativo durante a curva.
• É interessante ter uma curva de câmber vs curso da suspensão o mais linear possível.
Isto, além de permitir um maior controle da compensação de câmber, também fornece
posições do instant center e do roll center mais estáveis.
• Deve-se encontrar uma relação para o curso da suspensão em função do roll angle.
Para obter 100% de compensação de câmber, o ganho de câmber (em º/mm) deve ser
igual ao ângulo de rolagem que produz 1 mm de curso do centro da roda.
• Se o projeto for da suspensão dianteira e houver ganho de câmber por esterçamento
favorável, então o ganho de câmber com o curso da suspensão deve ser reduzido.
486
DEFININDO O GANHO DE CONVERGÊNCIA
• De modo geral é interessante que o ganho de convergência seja o mínimo possível, devido
às instabilidades que a variação de convergência gera no sistema.
• Ao invés de tentar obter um determinado comportamento do carro por roll steer (por
exemplo, roll understeer), é mais interessante tentar atingir o mesmo comportamento
através de outros meios (por exemplo, distribuição de transferência lateral de carga).
• Para identificar o ganho de convergência máximo, deve-se avaliar a sensibilidade dos
pneus a variações de slip angle, especialmente na região de pico do gráfico.
• Em geral, 0,5 º de convergência no curso máximo da suspensão é uma meta razoável.
487
DEFININDO A ALTURA DOS ROLL CENTERS
• Com o gradiente de rolagem definido inicialmente e os roll rates da suspensão definidos e uma meta para a
altura do CG, busca-se alturas dos roll centers que resultarão no gradiente de rolagem escolhido.
488
DEFININDO A ALTURA DOS ROLL CENTERS
• O gradiente de rolagem ajuda a definir o range onde os roll centers devem estar. Dentro deste range, deve-se buscar
valores de altura dos roll centers que resultam em uma distribuição de transferência lateral de carga desejada.
489
DEFININDO A GEOMETRIA DE ACKERMANN
• Uma maneira simples de determinar a diferença entre os ângulos de esterçamento
das rodas interna e externa é utilizar um modelo de pneus para achar relações de
força lateral máxima vs carga vertical e slip angle de força lateral máxima vs carga
vertical.
• Em seguida, deve-se determinar a capacidade máxima de força lateral no eixo
dianteiro. Isto é feito de modo iterativo, como definido a seguir:
1. Calcula-se a transferência lateral de carga no eixo dianteiro a partir da meta de aceleração
lateral máxima. Isto resultará em uma distribuição de cargas verticais nos pneus.
2. Esta distribuição de cargas deve ser inserida em um modelo de pneus para obter a força
lateral gerada no eixo dianteiro. Esta força lateral resulta em uma nova aceleração lateral.
3. A nova aceleração lateral é utilizada para calcular novamente a transferência lateral de
carga e as cargas verticais em cada pneu.
4. Os passos 2 e 3 são então repetidos até que a diferença entre a aceleração lateral obtida
no passo atual e no passo anterior sejam menores do que uma tolerância especificada (por
exemplo, 2%).
490
DEFININDO A GEOMETRIA DE ACKERMANN
491
DEFININDO A GEOMETRIA DE ACKERMANN
• Resta plotar uma curva de slip angle de força máxima vs carga vertical.
• Utilizando um modelo de pneus adequado, obtemos as curvas de força
lateral vs ângulo de deriva para várias cargas verticais.
• A partir destas curvas, coletamos os dados do slip angle onde a força
lateral máxima acontece para cada curva.
• Armazenamos esses dados dois vetores contendo os slip angles de força
lateral máxima e a carga vertical correspondente.
• Plotamos um gráfico do slip angle de força lateral máxima vs carga
vertical.
492
DEFININDO A GEOMETRIA DE ACKERMANN
• Com a relação obtida, plota-se um gráfico de slip angle de força lateral máxima vs
carga vertical. No gráfico identificam-se as cargas a que os pneus interno e externo a
curva estão submetidos, e então a diferença de slip angles é obtida.
493
PROCEDIMENTO DO PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO
494
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
495
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
496
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
497
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
498
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
499
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
500
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
501
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
502
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
503
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
504
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
505
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
506
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
507
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
508
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
509
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
510
PROJETO DE GEOMETRIA DE
SUSPENSÃO DUPLO-A
511
DIAGRAMA DE MOMENTO DE YAW
512
ENGENHARIA REVERSA PARA OBTENÇÃO
DE PARÂMETROS DO CARRO
• Dimensões básicas – bitolas, entre-eixos e raios dos pneus
• Razões de Instalação
• Rigidez das barras estabilizadoras
• Razão de Esterçamento
• Massas suspensa e não-suspensa
• Posição do CG
• Curvas da suspensão
• Pontos da suspensão
513
ENGENHARIA REVERSA PARA OBTENÇÃO
DE PARÂMETROS DO CARRO
CUIDADOS INICIAIS:
• Idealmente o carro deve ser posto em um setup patch.
• O carro deve ser carregado com o peso equivalente do piloto
e combustível.
• Quando possível, deve-se utilizar hub stands com altura igual
ao raio carregado do pneu. Caso contrário, os pneus devem
ser calibrados com as pressões quentes.
• O setup base deve ser utilizado.
• Se o carro tiver assoalho removível, remova-o para facilitar
as medições (somente após medir o ride height).
514
ENGENHARIA REVERSA PARA OBTENÇÃO
DE PARÂMETROS DO CARRO
Setup patch
Imagem: MK Technologies
515
ENGENHARIA REVERSA PARA OBTENÇÃO
DE PARÂMETROS DO CARRO
516
ENGENHARIA REVERSA - DIMENSÕES
BÁSICAS
Imagem: Modified
517
ENGENHARIA REVERSA - DIMENSÕES
BÁSICAS
Imagem: Modified
518
ENGENHARIA REVERSA - DIMENSÕES
BÁSICAS
519
ENGENHARIA REVERSA - DIMENSÕES
BÁSICAS
• As bitolas são dadas por:
𝑡𝐹 = 𝑑 − 2𝑑𝐹 − 𝑤𝑇𝐹
𝑡𝑅 = 𝑑 − 2𝑑𝑅 − 𝑤𝑇𝑅
520
ENGENHARIA REVERSA - DIMENSÕES
BÁSICAS
CUIDADOS BÁSICOS:
• As linhas devem passar pelo centro das rodas (os suportes das barras devem ter
regulagem de altura).
• Os tubos onde as linhas são presas devem ser ter seus centros alinhados com a
linha de centro do carro. Isto é obtido quando as distâncias da face do centro da
roda para a linha são iguais dos dois lados.
• A distância entre as linhas deve ser constante ao longo das linhas, isto é, as
linhas não devem ser montadas de modo a formar um trapézio.
521
ENGENHARIA REVERSA – RAZÕES DE
INSTALAÇÃO
• Para medição da razão de instalação do amortecedor, as molas e os bump stops
devem ser removidos, mas o amortecedor deve estar instalado. O amortecedor
deve estar na configuração mais macia.
• As barras estabilizadoras devem ser desconectadas.
• Para levantar a roda, um macaco pode ser utilizado, ou então diversos calços de
alturas iguais podem ser colocados sob o pneu.
• Antes de induzir curso na suspensão, meça o comprimento do amortecedor na
posição de full rebound.
• Induza curso na suspensão, partindo de full rebound até full bump. Meça a
posição da roda em relação a uma referência fixa, e para cada posição da roda,
meça a compressão do amortecedor.
• Plote um gráfico de deslocamento do amortecedor vs curso da roda.
522
ENGENHARIA REVERSA – RAZÕES DE
INSTALAÇÃO
(NOWLAN, 2010)
523
ENGENHARIA REVERSA – RAZÕES DE
INSTALAÇÃO
Spring Motion Ratios
50,000
y = 0,7322x + 0,055
40,000
Spring displacement [mm]
Front Spring
y = 0,6833x - 0,0721
30,000 Rear Spring
10,000
0,000
0 10 20 30 40 50 60 70
Wheel Displacement [mm]
524
ENGENHARIA REVERSA – RAZÕES DE
INSTALAÇÃO
• A razão de instalação é então dada por:
𝑑𝑋𝑎𝑚𝑜𝑟𝑡𝑒𝑐𝑒𝑑𝑜𝑟
𝐼𝑅 =
𝑑𝑋𝑟𝑜𝑑𝑎
525
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
INSTALAÇÃO DA BARRA ESTABILIZADORA
526
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
INSTALAÇÃO DA BARRA ESTABILIZADORA
• Assim como na medição da razão de instalação do amortecedor, as molas e os bump
stops devem ser removidos, mas o amortecedor deve estar instalado. O amortecedor
deve estar na configuração mais macia.
• Apenas um lado da barra estabilizadora devem ser conectado. Isto evita que a rigidez
da barra esteja atuando.
• Da mesma forma que na medição da razão de instalação do amortecedor, para levantar
a roda, um macaco pode ser utilizado, ou então diversos calços de altura igual podem
ser colocados sob o pneu.
• Estabeleça um ponto de referência para medir o deslocamento da barra e da roda.
• Induza curso na suspensão, partindo de full rebound até full bump. Meça o
deslocamento da roda em relação a uma referência fixa, e para cada posição da roda,
meça o deslocamento do ponto de ancoragem da barra estabilizadora.
• Plote um gráfico de deslocamento da barra estabilizadora vs curso da roda.
527
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
INSTALAÇÃO DA BARRA ESTABILIZADORA
528
ENGENHARIA REVERSA – RIGIDEZ DA
BARRA ESTABILIZADORA
• Para medição da rigidez da barra estabilizadora, o carro é posicionado sobre balanças
de quarto de carro montadas no setup patch com o piloto ou lastro equivalente.
• No eixo do carro onde a medição for feita, as molas e amortecedores são substituídos
por gabaritos (barras rígidas com o mesmo comprimento do amortecedor no ride height
estático do carro).
• Se a medição for feita no eixo dianteiro, a direção deve ser travada.
• O eixo oposto ao medido deve ser suspenso sobre um pivô (por exemplo, uma
cantoneira) na altura do ride height estático, e as rodas removidas. Isto é feito para
garantir que o único momento anti-rolagem vem do eixo analisado.
• Os pesos medidos nas balanças são anotados. Em seguida, suspende-se o carro e um
dos gabaritos de amortecedor é substituído pelo amortecedor real (sem mola), na
configuração mais macia.
• Quando o carro for deixado em repouso sobre as balanças novamente, o peso na roda
sem o gabarito do amortecedor será suportado apenas pela barra estabilizadora. Neste
momento, os pesos medidos e o deslocamento do amortecedor são medidos.
529
ENGENHARIA REVERSA – RIGIDEZ DA
BARRA ESTABILIZADORA
(HAKEWILL, 2006)
530
ENGENHARIA REVERSA – RIGIDEZ DA
BARRA ESTABILIZADORA
(HAKEWILL, 2006)
531
ENGENHARIA REVERSA – RIGIDEZ DA
BARRA ESTABILIZADORA
532
ENGENHARIA REVERSA – RIGIDEZ DA
BARRA ESTABILIZADORA
(HAKEWILL, 2006)
533
ENGENHARIA REVERSA – RIGIDEZ DA
BARRA ESTABILIZADORA
CUIDADOS:
• Antes de fazer o teste, certifique-se de que a barra consegue suportar o peso sobre a roda testada, para
evitar danos à barra. Idealmente deve-se escolher o lado menos carregado da suspensão para a medição.
• O deslocamento da roda é obtido em função do deslocamento do amortecedor. Se o carro tiver razão de
instalação variável, deve-se utilizar o gráfico de deslocamento do amortecedor vs deslocamento da roda ao
invés da razão de instalação.
• Deve-se utilizar o máximo de pressão nos pneus possível, para reduzir a influência da flexibilidade do pneu
no momento anti-rolagem.
• Se potenciômetros de suspensão estiverem disponíveis, serão a opção mais precisa para medir o
deslocamento do amortecedor.
• É recomendado balançar o carro antes de efetuar as medições para superar o atrito na suspensão.
• Se possível, placas sanduíche (um par de placas metálicas com óleo ou graxa entre elas) devem ser
utilizadas para permitir que a suspensão se acomode sem sofrer influência de forças laterais dos pneus.
• É uma boa prática executar diversas medições para cada configuração da barra, e tirar uma média, para
reduzir erros.
534
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
ESTERÇAMENTO
• Monte as rodas dianteiras sobre placas giratórias (de preferência graduadas) para
evitar a histerese dos pneus.
• Se possível, um potenciômetro de direção, devidamente calibrado, deve ser utilizado
para medir a posição angular do volante. Caso contrário, um transferidor circular deve
ser instalado no volante.
• Caso não haja placas giratórias graduadas, os ângulos de esterçamento de cada roda
devem ser medidos através do método da linha de nylon.
• Esterce o volante para o lado direito em incrementos uniformes, por exemplo, de 45º
em 45º. Para cada posição do volante, meça o ângulo de esterçamento das duas rodas.
• Retorne o volante para a posição central, com os mesmos incrementos utilizados
anteriormente. Meça o ângulo de esterçamento de cada roda para cada posição do
volante. Isto é feito para retirar histerese.
• Repita o processo nos dois passos anteriores para o lado esquerdo.
• Plote o gráfico de esterçamento das rodas vs esterçamento do volante.
535
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
ESTERÇAMENTO
Placas Giratórias
Imagem: Mittler Bros.
536
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
ESTERÇAMENTO
537
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
ESTERÇAMENTO
538
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
ESTERÇAMENTO
𝑑𝐹 − 𝑑𝑅
• O ângulo de esterçamento é dado
por:
𝑑𝐹 − 𝑑𝑅
𝛿 = asin
𝐷𝑊 𝐷𝑊
539
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
ESTERÇAMENTO
540
ENGENHARIA REVERSA – RAZÃO DE
ESTERÇAMENTO
Steering Ratio
15
10
5
Wheel steer [°]
0
Right
Left
-5
-10
-15
-300 -200 -100 0 100 200 300
Steering wheel steer [°]
541
ENGENHARIA REVERSA – MASSAS
SUSPENSA E NÃO SUSPENSA
• A massa não suspensa pode ser
facilmente medida desconectando o
olhal superior do amortecedor e as
barras estabilizadoras, permitindo
que o pneu repouse sobre uma
balança.
• É recomendado efetuar a medição
nas quatro rodas para verificar o
nível de assimetria.
• Naturalmente, a massa suspensa é
obtida subtraindo a soma das
massas não suspensas da massa
total do carro.
542
ENGENHARIA REVERSA – POSIÇÃO DO CG
543
ENGENHARIA REVERSA – POSIÇÃO DO CG
544
ENGENHARIA REVERSA – POSIÇÃO DO CG
O deslocamento lateral do CG em relação à linha de centro do carro pode ser obtido através do equilíbrio de
momentos considerando a reação em cada pneu e o peso do carro.
545
ENGENHARIA REVERSA – POSIÇÃO DO CG
• Reescrevendo 𝑡𝑅𝐿 , 𝑡𝑅𝑅 e 𝑡𝐹𝑅 em termos das bitolas traseira e dianteira, temos:
𝑡𝑅 − 𝑡𝐹 𝑡𝑅 − 𝑡𝐹
𝑊𝑡𝐹𝐿 + 𝑊𝑅𝐿 − 𝑊𝑅𝑅 𝑡𝑅 − − 𝑊𝐹𝑅 𝑡𝐹 = 0
2 2
547
ENGENHARIA REVERSA – POSIÇÃO DO CG
𝑡𝑅 − 𝑡𝐹 𝑡𝑅 − 𝑡𝐹
𝑊𝑅𝑅 𝑡𝑅 − + 𝑊𝐹𝑅 𝑡𝐹 − 𝑊𝑅𝐿
2 2
𝑡𝐹𝐿 =
𝑊
548
ENGENHARIA REVERSA – POSIÇÃO DO CG
Onde:
• 𝑊𝐹𝐿 , 𝑊𝐹𝑅 , 𝑊𝑅𝐿 , 𝑊𝑅𝑅 são os pesos medidos em cada corner scale
• 𝑊 é o peso total do carro
• 𝑡𝑅 e 𝑡𝐹 são as bitolas dianteira e traseira, respectivamente
O deslocamento lateral do CG em relação à linha de centro do carro, 𝑦, é obtido
subtraindo-se a metade da bitola dianteira da posição lateral do CG:
𝑡𝐹
𝑦 = 𝑡𝐹𝑅 −
2
A posição longitudinal do CG é encontrada pela distribuição de peso em cada
eixo:
𝑊𝑅𝐿 + 𝑊𝑅𝑅 𝑊𝐹𝐿 + 𝑊𝐹𝑅
𝑎= ,𝑏 =
𝑊 𝑊
549
ENGENHARIA REVERSA – ALTURA DO CG
RECOMENDAÇÕES:
• Em primeiro lugar, segurança! Há risco de
tombar o carro!
• As pressões nos pneus devem ser as maiores
possíveis, para evitar deflexões.
• Use gabaritos no lugar dos amortecedores.
Certifique-se de que eles são resistentes o
suficiente para não falhar por flambagem.
• Teste com o tanque de combustível
completamente seco e completamente cheio.
• Trave a direção para evitar esterçamento das
rodas.
• Apoie as rodas em contato com o chão em
cantoneiras para facilitar a rotação do carro.
• Esteja atento ao curso do guindaste utilizado
para içar o carro.
550
ENGENHARIA REVERSA – ALTURA DO CG
(HAKEWILL, 2007)
551
ENGENHARIA REVERSA – ALTURA DO CG
𝑡𝐹 𝑤𝑡
ℎ𝐶𝐺 = tan 90° − 𝜃 ⋅ +𝑦+
2 2
𝑡𝐹 /2
𝜃
𝑤𝑡 /2
552
ENGENHARIA REVERSA – CURVAS DA
SUSPENSÃO
• Para esta análise, estaremos concentrados em obter a curva de câmber vs curso
e a curva de ângulo de convergência vs curso.
• Para obtenção das curvas, as molas e os bump stops devem ser removidos, mas
o amortecedor deve estar instalado. O amortecedor deve estar na configuração
mais macia.
• As barras estabilizadoras devem ser desconectadas.
• Para levantar a roda, um macaco pode ser utilizado, ou então diversos calços de
altura igual podem ser colocados sob o pneu.
• Induza curso na suspensão, partindo de full rebound até full bump. Meça a
posição da roda em relação a uma referência fixa, e para cada posição da roda,
meça a o ângulo de câmber ou o ângulo de convergência.
• Plote um gráfico do ângulo de interesse (câmber ou convergência) vs curso da
roda.
553
ENGENHARIA REVERSA – CURVAS DA
SUSPENSÃO - CÂMBER
Camber Gauge
Imagem: Southwest Speed
554
ENGENHARIA REVERSA – CURVAS DA
SUSPENSÃO - CONVERGÊNCIA
556
ENGENHARIA REVERSA – PONTOS DA
SUSPENSÃO
558
O DIAGRAMA DE MOMENTO DE YAW
• É uma metodologia para analisar e representar graficamente a estabilidade e o
controle direcionais do carro.
• Essa técnica permite alterar rapidamente um grande número de parâmetros do carro
de maneira independente.
• Em um carro, o momento de yaw e a aceleração lateral são parâmetros muito úteis
para caracterizar o comportamento dinâmico do carro.
• Em estado permanente, o momento de yaw e a aceleração lateral são funções do slip
angle do chassi, 𝛽, e do ângulo de esterçamento dos pneus (e por consequência do
volante, 𝛿).
• Ao testar toda a faixa de valores de 𝛽 e 𝛿, as características de manobrabilidade
podem ser obtidas para condições permanentes ou diferentes quantidades de
aceleração longitudinal.
• O diagrama consiste em um gráfico de momento de yaw vs aceleração lateral com o
slip angle do chassi e o ângulo de esterçamento do volante como parâmetros.
559
TIPOS DE DIAGRAMA DE
MOMENTO DE YAW
• No diagrama de momento de yaw, o momento de yaw 𝑁 é plotado versus a aceleração
lateral 𝐴𝑦 . A aceleração lateral é obtida através de um modelo do carro, e se relaciona
com a velocidade e o raio de curva através da equação:
𝑉2
𝐴𝑦 =
𝑅𝑔
• Onde 𝑔 é a aceleração da gravidade. Portanto, conhecendo-se a aceleração lateral é
possível escolher fixar a velocidade do carro ou raio de curva, enquanto a outra variável
se torna uma função de 𝐴𝑦 .
• Esta escolha representa a primeira classificação de diagramas de momento de yaw.
• A segunda classificação se refere à presença ou ausência de aceleração longitudinal. É
possível obter diagramas para condições de frenagem, freio motor ou tração, causando
um estado momentaneamente permanente.
560
TIPOS DE DIAGRAMA DE
MOMENTO DE YAW
RAIO CONSTANTE E ESTADO PERMANENTE
• Neste tipo de diagrama, o raio é mantido constante e a velocidade do carro é uma função da
aceleração lateral.
• Quando houver equilíbrio em yaw (𝑁 = 0), é equivalente a um skidpad de raio constante.
• Para carros com downforce considerável, a capacidade de geração de aceleração lateral é
dependente da velocidade, e um processo iterativo é necessário para determinar as
características de manobrabilidade do carro.
• O diagrama pode ser obtido para qualquer raio de curva, incluindo infinito, o que representa o
carro em uma reta. Nos casos de raio de curva infinito, a velocidade se torna uma variável
independente, não se relacionando com a aceleração lateral. Entretanto, os efeitos da
velocidade nas cargas dos pneus ainda deve ser levado em conta.
561
TIPOS DE DIAGRAMA DE
MOMENTO DE YAW
RAIO CONSTANTE E ESTADO MOMENTANEAMENTE PERMANENTE
• Da mesma forma que no tipo anterior, a velocidade é uma função da aceleração lateral, e a
influência das forças aerodinâmicas tem grande influência na capacidade de curva do carro.
• A introdução de uma aceleração longitudinal tem dois efeitos adicionais: a mudança nas cargas
verticais dos pneus devido à transferência longitudinal de peso, e a influência das forças
longitudinais geradas pelos pneus na sua capacidade de gerar força lateral (efeitos do círculo de
atrito).
• O primeiro efeito atua nos quatro pneus, porém o segundo atua somente nos pneus que
produzem força longitudinal (os quatro no caso de frenagem, e apenas os pneus motrizes nos
casos de tração ou freio motor).
• Diagramas com raio constante geralmente são utilizados para otimizar a performance do carro
em curvas específicas.
562
TIPOS DE DIAGRAMA DE
MOMENTO DE YAW
VELOCIDADE CONSTANTE E ESTADO PERMANENTE
• Neste tipo de diagrama, a velocidade é mantida constante e o raio de curva é uma função da
aceleração lateral.
• Quando houver equilíbrio em yaw (𝑁 = 0), é equivalente a um teste de skidpad com
aceleração constante.
• Uma vez que a velocidade é constante, os efeitos aerodinâmicos nas cargas verticais podem ser
calculados diretamente, sendo a velocidade excluída do cálculo iterativo.
VELOCIDADE CONSTANTE E ESTADO MOMENTANEAMENTE PERMANENTE
• Novamente, o raio de curva é obtido como função da aceleração lateral para este tipo de
diagrama, e a velocidade mantida constante, com efeitos aerodinâmicos calculados diretamente.
• Com a presença de forças longitudinais, os efeitos da transferência longitudinal de peso e do
círculo de atrito dos pneus devem ser novamente considerados.
563
CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA DE
MOMENTO DE YAW
564
CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA DE
MOMENTO DE YAW
565
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE
MOMENTO DE YAW
566
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE
MOMENTO DE YAW
567
MÉTRICAS DO DIAGRAMA DE
MOMENTO DE YAW
• MÉTRICA DE CONTROLE DIRECIONAL:
𝑑𝑁
𝑑𝛿
• MÉTRICAS DE ESTABILIDADE :
𝑑𝑁 𝑑𝑁
e
𝑑𝐴𝑦 𝑑𝛽
568
ANÁLISE DE SENSIBILIDADE
• O processo consiste em gerar o diagrama para diversos setups do carro, cada um com
um parâmetro variado independentemente de cada vez.
• A ideia é identificar como as métricas obtidas no diagrama (estabilidade, controle e
equilíbrio) variam com alterações controladas nos parâmetros de setup do carro.
• Para executar a análise de sensibilidade, inicialmente um setup deve ser estabelecido
como parâmetro comparativo das métricas de performance obtidas pelo diagrama.
• Uma vez que a aceleração lateral é dependente da trajetória do veículo, a análise de
sensibilidade pode ser realizada para diversos raios de curva para representar as
diversas curvas encontradas em um circuito em particular (se o tipo de diagrama
escolhido for de raio de curva constante).
• A análise também pode ser conduzida para diversas velocidades para diagramas de
velocidade constante ou de raio de curva infinito.
569
ANÁLISE DE SENSIBILIDADE
DIVERSOS PARÂMETROS PODEM SER ANALISADOS, ENTRE ELES:
• Distância entre-eixos;
• Distribuição de peso;
• Rigidez das barras estabilizadoras;
• Altura dos roll centers;
• Rigidez de molas;
• Câmber estático e ganho de câmber;
• Convergência estática e ganho de convergência.
570
ANÁLISE DE SENSIBILIDADE
ARB Stiffness Sensitivity
90 -1000
80 -1010
-1020
70
-1030
60
-1040
50
-1050
40
-1060
30
-1070
20
-1080
Control - Rear ARB Control - Front ARB
10 -1090
Stability - Front ARB Stability - Rear ARB
0 -1100
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
571
Less Control ← Control Change [Nm/°] → More
Control
50
-200
-150
-100
0
-50
Weight Dist FWD +0.5%
FRCH +10 mm
RRCH +10 mm
572
COMO UTILIZAR O DIAGRAMA DE MOMENTO DE
YAW COMO FERRAMENTA DE SETUP
573
COMO UTILIZAR O DIAGRAMA DE MOMENTO DE
YAW COMO FERRAMENTA DE SETUP
• O processo tem início com a preparação pré fim de semana. Nessa etapa são realizadas
extensivas análises com o diagrama, buscando simular condições próximas às encontradas
no circuito de destino.
• São elaborados diagramas de momento de yaw de raio constante para cada curva do
circuito, para condições de carga que representam entrada, ápice e saída da curva.
• Tipicamente, a análise é conduzida com o setup padrão para o circuito, e em seguida são
realizadas análises de sensibilidade para identificar como as métricas do diagrama variam
com os parâmetros de setup.
• Estes dados devem ser detalhadamente documentados, e organizados de forma a facilitar
o seu uso no autódromo.
574
COMO UTILIZAR O DIAGRAMA DE MOMENTO DE
YAW COMO FERRAMENTA DE SETUP
• Durante o fim de semana, o setup do carro é evoluído a partir de dados obtidos nos
treinos livres. Após cada outing, o engenheiro deve conduzir um debriefing com o
piloto.
• No debriefing, o engenheiro deve pedir ao piloto que dê notas para cada uma das
variáveis a seguir:
• estabilidade (frenagem, entrada e saída da curva)
• controle direcional (entrada da curva)
• equilíbrio no ápice da curva e nível de grip no ápice da curva
• Essas notas devem ser obtidas para cada curva do circuito.
• O objetivo desta análise é encontrar valores das métricas de estabilidade, controle
direcional e equilíbrio, com as quais o piloto esteja confortável. Estes valores
devem ser buscados sempre que houverem mudanças no setup do carro. O setup
final será um equilíbrio entre estas três métricas e o grip obtido.
575
COMO UTILIZAR O DIAGRAMA DE MOMENTO DE
YAW COMO FERRAMENTA DE SETUP
• ETAPAS NO DESENVOLVIMENTO DO SETUP COM O DIAGRAMA DE MOMENTO DE
YAW:
1.Fazer debriefing com o piloto e ouvir os seus comentários.
2.Correlacionar com as previsões do diagrama de momento de yaw.
3.Estabelecer metas para as métricas do diagrama para o próximo outing.
4.Encontrar setup que atinge as metas estabelecidas com o diagrama.
5.Testar o novo setup.
6.Repetir o loop.
576
COMO UTILIZAR O DIAGRAMA DE MOMENTO DE
YAW COMO FERRAMENTA DE SETUP
577
COMO UTILIZAR O DIAGRAMA DE MOMENTO DE
YAW COMO FERRAMENTA DE SETUP
578
COMO UTILIZAR O DIAGRAMA DE MOMENTO DE
YAW COMO FERRAMENTA DE SETUP
579
INTRODUÇÃO À AQUISIÇÃO E ANÁLISE DE DADOS
W. Edwards Deming
581
TELEMETRIA VS AQUISIÇÃO DE DADOS
582
TELEMETRIA
http://bit.ly/2xIl7Ns
583
PORQUE USAR AQUISIÇÃO DE DADOS?
• Análise de performance do carro
• Análise de performance do piloto
• Desenvolvimento do carro
• Confiabilidade
• Determinar parâmetros do carro
• Criar registros de funcionamento de peças
584
TIPOS DE DADOS
• Sinais vitais
• Pressão de óleo do motor, pressão de combustível, tensão da bateria, temperatura da água,
temperatura do óleo da caixa de marcha e do diferencial, etc.
• Atividades do piloto
• Posição do acelerador, posição do volante, pressão dos freios e marcha.
• Dados do chassi
• Velocidade, acelerações laterais e longitudinais, ângulo de esterçamento, posição dos
amortecedores, temperaturas e pressões dos pneus, etc.
585
CANAIS
• Sistemas de aquisição de dados (DAS) tem uma quantidade limitada de canais, o que é um
problema para o engenheiro de dados resolver.
• Cada canal só pode gravar um parâmetro por vez. Se houverem mais sensores do que canais, é
preciso selecionar os sensores que serão utilizados, de acordo com a especificação.
586
SINAIS BÁSICOS
• RPM do motor
• Velocidade
• Posição do acelerador
• Ângulo de esterçamento
• Aceleração lateral
• Aceleração longitudinal
587
REQUISITOS DO SOFTWARE
588
VISUALIÇÃO DE DADOS – TIME/DISTANCE PLOT
589
VISUALIÇÃO DE DADOS – MAPA DA PISTA
590
VISUALIÇÃO DE DADOS – GRÁFICOS X-Y
591
VISUALIÇÃO DE DADOS – HISTOGRAMAS
592
VISUALIÇÃO DE DADOS – RUN CHART
593
CANAIS MATEMÁTICOS
(SEGERS, 2014)
594
SOBREPOSIÇÃO DE DADOS
(SEGERS, 2014)
595
FILTROS
(SEGERS, 2014)
596
HARDWARE
(SEGERS, 2014)
597
HARDWARE
(SEGERS, 2014)
598
LOCALIZAÇÃO DOS COMPONENTES
Imagem: Speedhunters
599
DATA LOGGER
600
SENSORES DE VELOCIDADE
601
SENSORES DE VELOCIDADE
Imagem: Kistler
602
SENSORES DE VELOCIDADE
http://bit.ly/2eThX1n
603
ACELERÔMETROS
604
POTENCIÔMETROS
605
POTENCIÔMETROS
606
POTENCIÔMETROS
607
SENSORES DE TEMPERATURA - RTD
608
SENSORES DE TEMPERATURA - TERMOPAR
609
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
610
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
611
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
612
SENSORES DE TEMPERATURA - INFRAVERMELHO
613
SENSORES DE PRESSÃO
614
SENSORES DE PRESSÃO
615
TPMS
616
ATIVIDADES DO PILOTO QUE INDICAM
UNDERSTEER/OVERSTEER
617
ATIVIDADES DO PILOTO QUE INDICAM
UNDERSTEER
(SEGERS, 2014)
618
ATIVIDADES DO PILOTO QUE INDICAM OVERSTEER
(SEGERS, 2014)
619
ATIVIDADES DO PILOTO QUE INDICAM OVERSTEER
(SEGERS, 2014)
620
ANÁLISE DE DISTRIBUIÇÃO DE ROLAGEM
621
MEDINDO O ÂNGULO DE ROLAGEM
𝑥𝑆𝑢𝑠𝑝𝑒𝑛𝑠ã𝑜𝐿 − 𝑥𝑆𝑢𝑠𝑝𝑒𝑛𝑠ã𝑜𝑅
𝜙 = atan
𝑡 ⋅ 𝐼𝑅
622
GRADIENTE DE ROLAGEM
623
GRADIENTE DE ROLAGEM
(SEGERS, 2014)
624
DISTRIBUIÇÃO DE RIGIDEZ À ROLAGEM
𝑅𝐺𝑅
% Δ𝑊𝑒𝑙𝑎𝑠𝑡 𝐹 =
𝑅𝐺𝐹 + 𝑅𝐺𝑅
𝑅𝐺𝐹
% Δ𝑊𝑒𝑙𝑎𝑠𝑡 𝑅 =
𝑅𝐺𝐹 + 𝑅𝐺𝑅
625
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