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FMEA na Gestão da Qualidade Alimentar

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos


Departamento de Engenharia de Alimentos FMEA - DEFINIÇÃO
• Metodologia que tem por objetivo avaliar e minimizar
riscos por meio da análise das possíveis falhas
ZEA – 1001 – GESTÃO DA QUALIDADE NA (determinação da causa, efeito e risco de cada tipo de
INDÚSTRIA DE ALIMENTOS falha) e implementação de ações para aumentar a
confiabilidade.

FMEA
FAILURE MODE AND EFFECT ANALYSIS
ANÁLISE DE TIPO E EFEITO DE FALHA

Profa. Marta Mitsui Kushida

1 2

O FOCO É... CONTEXTO HISTÓRICO


• Década de 1940
– Introdução do padrão militar.
– Exército dos Estados Unidos (1949):
• Procedimento para desenvolver uma análise de
modo, efeitos e criticidade de falhas = “procedures
for performing a failure mode, effects and
criticality analysis” ,
• Posteriormente ficou conhecido como FMEA
(Failure mode and effect analysis), ou
DIMENSÃO seja,
DA
QUALIDADE • análise do modo e efeito de falhas

DAILEY, K. W. The FMEA pocket handbook. DW Publishing Co.: 2004. 40p

3 4

CONTEXTO HISTÓRICO UTILIDADE?


• Década de 1960 • Sequência lógica e sistemática de avaliar as
– durante a missão Apollo, a NASA utilizou o método formas possíveis pelas quais um sistema ou
para identificar de forma sistemática falhas processo está mais sujeito a falhas.
potenciais.

• O FMEA avalia:
– A severidade das falhas;
• Final da década de 1970 – A forma como as mesmas podem ocorrer
– Ford Motor Company introduziu o FMEA no processo (ocorrência);
automotivo. – Caso ocorram, como eventualmente poderiam ser
detectadas antes de levarem a reclamações dos
clientes.

5 6

1
TIPOS DE FMEA
PORTANTO...

7 8

Deve ser cooperativo

[Link]
[Link]

9 10

Diagrama de Ishikawa é um forte aliado!

FORMULÁRIO FMEA
base para a aplicação desta metodologia

11 12

2
DEFINIÇÃO DOS TERMOS E FLUXOGRAMA DE
PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO FMEA

FERNANDES, 2005
FERNANDES, 2005

13 14

coeficientes de prioridade de
risco (RPN)

• A FMEA Prioriza modos de falha de acordo


com o RPN (risk priority number), que
nada mais é do que o produto da
severidade, frequência de ocorrência e
detecção.

FERNANDES, 2005
FERNANDES, 2005

15 16

APLICAÇÃO DO FMEA NAS FASES DE


PLANEJAMENTO DA QUALIDADE

FERNANDES, 2005 FERNANDES, 2005

17 18

3
REPRESENTAÇÃO DO PROCESSO
FMEA Exemplo de FMEA
Volume
inadequado de
leite (embalagens TIPO DE FALHA
de 1L

Volume maior MODO DA FALHA

Prejuízos EFEITOS DA FALHA


FERNANDES, 2005

19 20

Fluxo de execução da
Esquematicamente
FMEA
3 1. Define 2. Identifica 3. Avalia 4. Determina
Processo Modo de Falha Efeitos Severidade

1 2

causa 5. Identifica 6. Estima 7. Identifica Método 8. Determina


Modo de Efeito Causa Ocorrência de Controle Detecção
Falha

causa
9. Calcula NPR 10. Toma Ações
Prioriza Corretivas

Detecção Ocorrência Severidade

21 22

FERNANDES, 2005
FERNANDES, 2005

23 24

4
Tipos de
Inspeção Faixas Sugeridas dos Métodos de Índice de
Detecção Critério
Detecção Detecção
A B C
Quase Certeza absoluta da não
impossível detecção. x Não pode detectar ou não é verificado. 10
Muito Controles provavelmente Controle é alcançado somente com
remota não irão detectar. x verificação aleatória ou indireta.
9
Controles têm pouca Controle é alcançado somente com
Remota
chance de detecção. x inspeção visual.
8
Controles têm pouca Controle é alcançado somente com dupla
Muito Baixa
chance de detecção. x inspeção visual.
7
Controle é alcançado com métodos gráficos,
Controles podem
Baixa
detectar. x x tais como CEP (Controle Estatístico do 6
Processo).
Controle é baseado em medições por
variáveis depois que as peças deixam a
Índice de Moderada
Controles podem
detectar. x estação, ou em medições do tipo passa/não- 5
passa feitas em 100% das peças depois
Detecção que deixam a estação.
Detecção de erros em operações
Causa/Falha Moderadam Controles têm boas
x x
subseqüentes, OU medições feitas na
preparação de máquina e na verificação da 4
ente alta chances para detectar.
potencial primeira peça (somente para casos de
preparação de máquina).
Detecção de erros na estação, ou em
operações subseqüentes por múltiplos
Controles têm boas
Alta
chances para detectar. x x níveis de aceitação: fornecer, selecionar, 3
instalar, verificar. Não pode aceitar peça
discrepante.
Detecção de erros na estação (medição
Tipos de Inspeção: Controles quase automática com dispositivo de parada
A. Prova de Erro
Muito alta
certamente detectarão. x x automática). Não pode passar peça
2
discrepante.
B. Medição Peças discrepantes não podem ser feitas
Quase Controles certamente
C. Inspeção Manual certamente detectarão. x porque o item foi feito a prova de erros pelo 1
projeto do processo/produto.
FERNANDES, 2005
Fonte: QS-9000 FMEA - AIAG

25 26

OUTROS EXEMPLOS DE CRITÉRIOS DE


RISCO

FERNANDES, 2005 FERNANDES, 2005

27 28

OUTROS EXEMPLOS DE CRITÉRIOS DE


OUTROS EXEMPLOS DE CRITÉRIOS DE
RISCO
RISCO

FERNANDES, 2005 FERNANDES, 2005

29 30

5
FLUXO PARA ELABORAÇÃO DA FMEA FLUXOGRAMA SIMPLIFICADO DO FMEA

FERNANDES, 2005

31 32

ETAPAS PARA APLICAÇÃO DA FMEA


DADOS
• 1. Planejamento
• Realizada pelo responsável pela aplicação da metodologia.
• Usar Dados Históricos - falhas podem ser
definidas através da análise de dados similares
• Compreende: relativos à produtos e/ou serviços, garantias,
– descrição dos objetivos e abrangência da análise: identifica-se reclamações de clientes, etc.
qual(ais) produto(s)/processo(s) será(ão) analisado(s);

– formação dos grupos de trabalho: define-se os integrantes do


grupo, que deve ser preferencialmente pequeno (entre 4 a 6 • Usar Técnicas Matemáticas – falhas
pessoas) e multidisciplinar (contando com pessoas de diversas áreas
como qualidade, desenvolvimento e produção); identificadas através de inferência estatística,
modelagem matemática, simulações e estudos
– planejamento das reuniões: devem ser agendadas com
antecedência e com o consentimento de todos os participantes para de confiabilidade.
evitar paralisações;

– preparação da documentação

33 34

ETAPAS PARA APLICAÇÃO DA FMEA ETAPAS PARA APLICAÇÃO DA FMEA


• 2. Análise de Falhas em Potencial
• 3. Avaliação dos Riscos
• É realizada pelo grupo de trabalho que discute e • Nesta fase são definidos pelo grupo os índices de
preenche o formulário FMEA, definindo: severidade (S), ocorrência (O) e detecção (D) para
cada causa de falha, de acordo com critérios
– função(ções) e característica(s) do produto/processo (coluna 1); previamente definidos.

– tipo(s) de falha(s) potencial(is) para cada função (coluna 2); • O ideal é que a empresa tenha os seus próprios critérios
adaptados a sua realidade específica).
– efeito(s) do tipo de falha (coluna 3);
• Depois são calculados os coeficientes de prioridade
– causa(s) possível(eis) da falha (coluna 4); de risco (RPN (risk priority number)), por meio da
multiplicação dos outros três índices.
– controles atuais (coluna 5);

35 36

6
ETAPAS PARA APLICAÇÃO DA FMEA ETAPAS PARA APLICAÇÃO DA FMEA
• 4. Melhoria • 5. Continuidade
• O grupo, utilizando os conhecimentos, criatividade e até mesmo outras
técnicas como brainstorming, lista todas as ações que podem ser
realizadas para diminuir os riscos. • O formulário FMEA é um documento “vivo”, ou seja,
• Estas medidas podem ser:
– medidas de prevenção total ao tipo de falha; • Deve ser revisado sempre que ocorrerem alterações
neste produto/processo específico.
– medidas de prevenção total de uma causa de falha;
• Regularmente revisar a análise confrontando as falhas
– medidas que dificultam a ocorrência de falhas; potenciais imaginadas pelo grupo com as que realmente
vem ocorrendo no dia-a-dia do processo e uso do
– medidas que limitem o efeito do tipo de falha; produto
– Permitir a incorporação de falhas não previstas, bem como a
– medidas que aumentam a probabilidade de detecção do tipo ou da causa de reavaliação, com base em dados objetivos, das falhas já
falha;
previstas pelo grupo.
• Estas medidas são analisadas quanto a sua viabilidade, sendo então
definidas as que serão implantadas.

37 38

REFERÊNCIAS
• FERNANDES, José Márcio Ramos. Proposição de abordagem integrada de
métodos da qualidade baseada no FMEA. Dissertação: Mestrado. Pontifica
universidade Católica do Paraná. Curitiba, 2005.

• TOLEDO, J. C.; AMARAL, D. A. FMEA – Análise do Tipo e Efeito de Falha.


GEPQ – UFSCAR

• GARCIA, M. D. Uso integrado das técnicas de HACCP, CEP e FMEA. TCC.


Mestrado Profissionalizante em Engenharia de Produção. Porto Alegre.
Universidade Federal do rio Grande do Sul. 2000.

• Souza, L. P. Desenvolvimento de equipamentos de Inspeção final para


indústria alimentícia com ênfase na utilização da ferramenta FMEA.
Monografia. Especialização em Engenharia de Produção. São Paulo.
Universidade São Judas Tadeu. 2010.

• Ioannis S. Arvanitoyannis; Theodoros H. Varzakas. Application of failure


mode and effect analysis (FMEA) and cause and effect analysis for industrial
processing of common octopus (Octopus vulgaris) – Part II. International
Journal of Food Science and Technology, 44, 79–92, 2009.

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