Sumário
SUMÁRIO....................................................................................................................................................2 0 – INTRODUÇÃO......................................................................................................................................3 1 - O QUE SÃO RESÍDUOS.......................................................................................................................5 2 - CLASSES DE RESÍDUOS:...................................................................................................................6 3 - RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS .....................................................................................................7 3.1 - TIPOS DE RESÍDUOS...............................................................................................................................8 4 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS...................................................................................................................9 5 - RESÍDUOS HOSPITALARES............................................................................................................10 5.1: AGRUPAMENTO DOS RESÍDUOS HOSPITALARES............................................................................................10 6 – TRIAGEM, RECOLHA E TRATAMENTO DE RESÍDUOS HOSPITALARES.........................14 6.1 – TRIAGEM E ARMAZENAMENTO DOS RESÍDUOS HOSPITALARES.....................................................................14 6.2 – RECOLHA DOS RESÍDUOS HOSPITALARES................................................................................................15 6.3 – TRATAMENTO DOS RESÍDUOS HOSPITALARES...........................................................................................15 6.3.1 - Incineração.............................................................................................................................15 6.3.2 - Desinfecção ...........................................................................................................................16 6.3.3 - Desinfecção química...............................................................................................................17 6.3.4 - Desinfecção térmica ..............................................................................................................17 Autoclavagem.....................................................................................................................................17 Microondas........................................................................................................................................18 Incineração versus autoclavagem......................................................................................................18 7 - PROCESSOS DE TRATAMENTO VANTAGENS E INCONVENIENTES .................................19 7.3 - UMA QUESTÃO DE BOM SENSO...............................................................................................................20 7.4 - UMA QUESTÃO LEGAL..........................................................................................................................20 7.5 - UMA QUESTÃO TÉCNICA1......................................................................................................................21 7.6 - UMA QUESTÃO ECONÓMICA...................................................................................................................22 8 – CONCLUSÃO......................................................................................................................................23 9 - BIBLIOGRAFIA..................................................................................................................................25

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Os gases de estufa absorvem parte desta radiação infravermelha de maior comprimento de onda. devido à libertação de gases resultantes da actividade humana. integrada no 1º ano do curso de Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa. podemos encontrar no tratamento dos lixos hospitalares mais um factor que contribui para o aquecimento do planeta. iremos fazer uma pequena abordagem sobre o que estes são.0 – Introdução Este trabalho tem o objectivo de responder a um momento de avaliação da disciplina de Enfermagem Comunitária. da queima de florestas para obtenção de terrenos agrícolas). O aquecimento global é um fenómeno natural que. que é irradiado sob a forma de radiação infravermelha. o metano (tem origem em plantações de arroz e pecuária). clorofluorcarbonetos (utilizados como propulsores em aerossóis e em gases de refrigeração). Da radiação solar que incide na terra uma parte é reflectida pela atmosfera enquanto que outra é absorvida pela superfície terrestre gerando calor. Os principais gases de estufa libertados pelas actividades humanas são o CO2 (resulta da queima de combustíveis fosseis. cujo tema se centra no tratamento de lixos hospitalares e no seu efeito no aquecimento global. 3 . Assim. ao tipo de separação utilizada entre outros. óxido nitroso (deriva de combustíveis fosseis e fertilizantes químicos). tem vindo a aumentar. Além do referido acima.

4 . alterações climatéricas. devido a secas prolongadas. e posterior tratamento dos resíduos. verifica-se um aumento dos gases libertados para a atmosfera o que promove o agravamento do aquecimento global do planeta. inundações e tempestades rigorosas.Com o excesso de produção de lixo. que afectam a disponibilidade dos recursos hídricos e alimentares. tendo como consequências a subida do nível dos oceanos. vagas de calor.

1 . nos termos previstos no Decreto-Lei n. entendem-se por resíduos quaisquer substâncias ou objectos de que o detentor se desfaz ou tem intenção ou obrigação de se desfazer.1 1 http://www. e em conformidade com a Lista de Resíduos da União Europeia.O que são resíduos Segundo o Decreto-Lei n.º 152/2002 de 23 de Maio.co.º 239/97.pt/aguasresid/sobre. de 9 de Setembro.htm 5 .aguaonline.

corrosividade. reactividade. Classe 2 .Resíduos Inertes: são aqueles que. por exemplo.007 da ABNT). toxicidade e patogenicidade.Resíduos Perigosos: são aqueles que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente.2 . São basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico. os entulhos de demolição. Muitos destes resíduos são recicláveis. Classe 3 . Isto significa que a água permanecerá potável quando em contacto com o resíduo. não têm nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água.Classes de Resíduos: Classe 1 .Resíduos Não Perigosos: são os resíduos que não apresentam periculosidade.2 2 http://www. podem ter propriedades tais como: combustibilidade. pedras e areias retirados de escavações. exigindo tratamento e disposição especiais em função de suas características de inflamabilidade.pt 6 . porém não são inertes. biodegradabilidade ou solubilidade em água.inresiduos. ao serem submetidos aos testes de solubilização (NBR-10. Estes resíduos não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo (se degradam muito lentamente). Estão nesta classificação.

wikipedia. em razão da sua natureza ou composição. de 9 de Setembro. lojas. nomeadamente os provenientes do sector de serviços ou de estabelecimentos comerciais ou industriais e de unidades prestadoras de cuidados de saúde. são os resíduos domésticos ou outros resíduos semelhantes. o comércio e serviços (hotéis. Outros resíduos com origem definida são os provenientes da limpeza pública originados. a produção diária não exceda 1. derrames de veículos ou contentores e objecto rejeitados directamente para a via pública). excrementos de animais).100 litros por produtor. escritórios) e a indústria (verifica-se uma tendência de afastamento deste sector para a periferia dos espaços urbanos). quer por causas naturais (folhas de árvores.Resíduos Sólidos Urbanos Definição: Segundo o Decreto-Lei n. Origem: Dentro de qualquer espaço urbano podem considerar-se como fontes principais de resíduos o sector doméstico (habitações).3 3 http://pt. em qualquer dos casos. desde que.º 239/97.3 . quer pela actividade humana (mercados.org/wiki/Lixo 7 . Podem ainda ser considerados como resíduos da limpeza pública os resultantes do tratamento de jardins públicos e outras áreas verdes.

Tipos de Resíduos . 8 .Matéria orgânica.Vidros.Plásticos. . .1 .Papel e Cartão.3. .

o químico. da indústria alimentícia. tais como: o metalúrgico. podendo ser representado por cinzas. lodos. cerâmicas. o petroquímico. Origem: Originado nas actividades dos diversos ramos da indústria. o de papelaria. resíduos alcalinos ou ácidos. etc. inclui-se grande quantidade de lixo tóxico.htm 9 . de 9 de Setembro são os resíduos gerados em actividades industriais. fibras. plásticos.4 4 http://www.Resíduos Industriais Definição: Segundo o Decreto-Lei n.4 . borracha. escórias. Nesta categoria. madeira. bem como os que resultem das actividades de produção e distribuição de electricidade. gás e água.co.aguaonline. óleos.pt/aguasresid/sobre. Esse tipo de lixo necessita de tratamento especial pelo seu potencial de envenenamento.º 239/97. O lixo industrial é bastante variado. papel. vidros. metal.

salas de convívio.pt/aguasresid/sobre. resina sintética. instalações sanitárias e outros.aguaonline. prevenção e tratamento da doença. restos de remédios. de 9 de Setembro são os resíduos produzidos em unidades de prestação de cuidados de saúde. seringas. dado que são equiparados a resíduos sólidos urbanos. salas de reunião. farmácias.1: Agrupamento dos resíduos hospitalares Os resíduos hospitalares agrupam-se da seguinte forma: Grupo I: não exigem cuidados especiais no seu tratamento.Resíduos Hospitalares Definição: Segundo o Decreto-Lei n.5 . Exemplos: -Resíduos provenientes de gabinetes. em seres humanos ou em animais. agulhas.co. clínicas veterinárias (algodão. órgãos e tecidos removidos. Deve ser incinerado e os resíduos levados para um aterro sanitário. filmes fotográficos de raios X). sangue coagulado. incluindo as actividades médicas de diagnóstico.º 239/97. e ainda as actividades de investigação relacionadas. manipulação e disposição final. merece um cuidado especial no seu acondicionamento. Origem: descartados por hospitais.5 5. jardins. curativos. meios de cultura e animais utilizados em testes. Em função das suas características. 5 http://www. armazéns e outros. luvas.htm 10 . -Resíduos provenientes de oficinas.

-Resíduos provenientes das actividades de restauração e hotelaria. resultantes de confecção e restos de alimentos servidos a doentes não incluídos no grupo III. -Embalagens vazias de medicamentos ou de produtos de uso clínico ou comum. Exemplos: -Material ortopédico não contaminado e sem vestígios de sangue. -Fraldas e resguardos descartáveis não contaminados e sem vestígios de sangue. -Frascos de soros não contaminados. Grupo II: Não exigem cuidados especiais no seu tratamento. 11 .-Embalagens e invólucros comuns. -Embalagens e invólucros comuns. com excepção dos incluídos no grupo III e no grupo IV. -Material de protecção individual utilizado nos serviços gerais de apoio. dado que são equiparados a resíduos sólidos urbanos. resultantes de confecção e restos de alimentos servidos a doentes não incluídos no grupo III. -Resíduos provenientes das actividades de restauração e hotelaria. com excepção do utilizado na recolha de resíduos. com excepção dos do grupo IV.

-Material ortopédico contaminado.resíduos de vários tipos de incineração obrigatória. com excepção dos do grupo IV. unidades de hemodiálise. e com risco biológico.Grupo III: Resíduos que se prevêem contaminados. -Peças anatómicas não identificáveis. de salas de tratamento. -Sistemas utilizados na administração de soros e medicamentos. -Fraldas e resguardos descartáveis contaminados. -Todo o material utilizado em diálise. entre outros. Exemplos: 12 . -Sacos colectores de fluidos orgânicos e respectivos sistemas. de salas de autópsia. Grupo IV: Resíduos hospitalares específicos . Nestes casos é exigente o uso de tratamentos mais eficazes (incineração ou pré-tratamento). de blocos operatórios. -Resíduos que resultam da administração de sangue e derivados. -Material de protecção individual utilizado em cuidados de saúde e serviços de apoio geral em que haja contacto com produtos contaminados. Exemplos: -Resíduos provenientes de quartos ou enfermarias de doentes (ou suspeitos) infecciosos.

e é obrigatória a incineração. -Citostáticos e todo o material utilizado na sua manipulação e administração. -Cadáveres de animais (experiências laboratoriais). apenas os grupos III e IV são considerados perigosos. fraldas e restos de sangue. quando não sujeitos a legislação específica. -Produtos químicos e fármacos rejeitados. Dos quatro grupos de resíduos hospitalares. 13 . -Materiais cortantes e perfurantes: agulhas. e podem ser incinerados ou receber pré-tratamento para posterior eliminação como resíduos urbanos. Os primeiros são lixo de risco biológico. nomeadamente fetos e placentas. até publicação de legislação específica. como material usado em diálise. agulhas. Os do grupo IV são resíduos hospitalares específicos. bem como tratamento. contaminado. fetos e placentas.-Peças anatómicas identificáveis. cateteres e todo o material invasivo. medicamentos fora do prazo.

deverão existir condições de refrigeração no local de armazenamento. e acondicionados de forma a ser clara a sua origem e grupo: Nem todos os resíduos produzidos apresentam a mesma perigosidade.com/cir/rhosp/introrhosp. Caso este prazo seja ultrapassado.1 – Triagem e armazenamento dos Resíduos Hospitalares A triagem e acondicionamento dos resíduos hospitalares deve ser feita junto do local onde se deu a sua produção. que os contentores usados no grupo III e IV devem ser facilmente manuseáveis. devendo a sua capacidade mínima corresponder a três dias de produção. resistentes e estanques.htm 14 . Saliente-se ainda. sendo por isso classificados segundo o maior ou menor risco que a sua presença implica  Grupo I e II .recipientes de cor preta. O local de armazenamento deve ser dimensionado em função da periodicidade de recolha e/ou da eliminação. se forem de uso múltiplo O armazenamento dos resíduos hospitalares deve ser efectuado num local específico e sinalizado. 6 6 http://www. laváveis e desinfectáveis.  Grupo III . que devem ser armazenados em recipientes ou contentores imperfuráveis). mantendo-se hermeticamente fechados.netresiduos. até um máximo de 7 dias. Recolha e Tratamento de Resíduos Hospitalares 6.6 – Triagem.branca com indicação de risco biológico  Grupo IV – vermelha (excepto materiais cortantes e perfurantes. de modo a separar os do Grupo I e II dos III e IV.

submetidos a um tratamento por incineração. celebração de protocolos com outras unidades de saúde ou recurso a entidades devidamente licenciadas. quando não dispuserem de capacidade de tratamento dos seus resíduos. registo actualizado dos resíduos produzidos.uma parte considerável está contaminada por via biológica ou é química e radioactivamente perigosa. No primeiro estágio.1 . designado 7 http://www. Este processo de decomposição térmica dos resíduos sofreu. sendo os modernos incineradores de concepção pirolítica de dois estágios regidos pelos seguintes princípios: temperatura.O destino a dar aos resíduos hospitalares levanta sérios problemas atendendo à sua natureza .3 – Tratamento dos Resíduos Hospitalares 6. nomeadamente nos aspectos relacionados com a protecção individual e os correctos procedimentos. ao longo dos últimos anos.netresiduos. os resíduos hospitalares produzidos são. progressos tecnológicos.htm 15 .2 – Recolha dos Resíduos Hospitalares São também responsabilizados os órgãos de gestão de cada unidade de saúde pelas seguintes acções: sensibilização e formação do pessoal em geral e daquele afecto ao sector em particular.Incineração Actualmente.com/cir/rhosp/introrhosp. na sua maioria. 6. 7 6.3. tempo de residência e turbulência. A incineração é um processo de tratamento industrial de resíduos sólidos. dando-se uma oxidação dos resíduos com a ajuda do oxigénio contido no ar que é fornecido em excesso em relação às necessidades estequiométricas. num período de tempo pré-fixado. que se define como a reacção química em que os materiais orgânicos combustíveis são gaseificados.

é necessário tratar as emissões gasosas. A operação de uma central de incineração só pode ser considerada correcta se os detritos sólidos resultantes da combustão . química ou térmica. ou ser utilizada na produção de energia eléctrica. pode ser aproveitada para aquecimento.e os gases emitidos na atmosfera forem estéreis e não contribuírem para a poluição ambiental do solo e do ar. para garantir a combustão completa. durante 2 segundos no mínimo.8 6. devido ao tipo de resíduos (clorados) provenientes dos materiais incinerados.2 .pdf 16 .por pirólise. na presença de oxigénio em excesso.3.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tese. Estas tecnologias alternativas de tratamento de resíduos hospitalares permitem um encaminhamento dos resíduos tratados para o circuito normal de resíduos 8 https://repositorium.sdum. aparece como uma alternativa de tratamento à incineração.cinzas e escórias . originada na queima dos resíduos. No segundo estágio (termo reactor). processa-se a combustão dos gases de pirólise à temperatura de 1100 ºC. com formação de gases combustíveis. num ambiente com carência de oxigénio onde se dá a combustão completa. As tecnologias de desinfecção mais conhecidas são o tratamento químico. o processo de incineração só deve ser utilizado quando não existem outras tecnologias alternativas para o tratamento de determinados tipos de resíduos. Devido aos seus riscos ambientais e custos de exploração. Por isso. através da produção de vapor. a autoclavagem e o microondas. facilitando assim as soluções de destino final. podendo-se recuperar o equivalente a metade da energia dissipada.uminho. os resíduos são submetidos a temperaturas de 650-800 ºC. A energia térmica.Desinfecção A desinfecção.

O processo de autoclavagem inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contacto entre o vapor e os resíduos. e/ou com compactação. durante um período de tempo suficiente para destruir potenciais agentes patogénicos ou reduzi-los a um nível que não constitua risco. prévia ou posterior.uminho.pdf 17 .sdum. necessitando sempre de tratamento dos efluentes líquidos e gasosos.3. tais como hipoclorito de sódio. A principal desvantagem desta tecnologia consiste no facto de apenas se desinfectarem os resíduos. podendo representar custos inferiores para as instituições sem unidades de incineração própria. de resíduos com sangue e líquidos orgânicos.3 .3. 6. Os processos podem ser complementados com uma trituração. o que torna a sua aplicação ineficiente relativamente a produtos químicos e radioactivos.4 .Desinfecção química O tratamento químico consiste numa série de processos em que os resíduos são envolvidos e/ou injectados com soluções desinfectantes e germicidas.Desinfecção térmica Autoclavagem A autoclavagem (desinfecção com calor húmido) é um tratamento bastante usual que consiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada e em contacto com vapor de água. embora recentemente estejam a ser desenvolvidos esforços para utilizar desinfectantes menos poluentes. Este tratamento é utilizado principalmente na descontaminação de resíduos de laboratórios de microbiologia.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tese. 9 6. assim como de cortantes e perfurantes. 9 https://repositorium. óxido de etileno e formaldeído.sólidos urbanos (RSU) sem qualquer perigo para a saúde pública.

enquanto que o grupo IV integra resíduos hospitalares específicos de incineração obrigatória.pdf - 18 . Microondas A irradiação por microondas é uma tecnologia mais recente de tratamento de resíduos hospitalares e consiste na desinfecção dos resíduos a uma temperatura elevada (entre 95 e 105ºC). Neste estudo registou-se um domínio da incineração sobre a autoclavagem como tratamento final dos resíduos do grupo III.10 Incineração versus autoclavagem Os resíduos hospitalares de risco biológico pertencentes ao grupo III poderão ser incinerados ou sujeitos a um tratamento eficaz que permita a sua eliminação como resíduos urbanos. Este processo tem a vantagem de ser familiar aos técnicos de saúde. 10 https://repositorium.5 bar e a temperatura atinge valores os 135ºC. Visto a incineração e a autoclavagem serem os tratamentos mais utilizados no nosso país para tratamento do grupo III. existindo. O aquecimento de todas as superfícies é assegurado pela criação de uma mistura água e resíduos . os quais são triturados antes ou depois desta operação.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tese. apresenta-se no Quadro 1 uma síntese das vantagens e inconvenientes de cada um deles.Os valores usuais de pressão são da ordem dos 3 a 3.sdum. que o utilizam para esterilizar diversos tipos de material hospitalar.uminho. ainda dois casos em que é utilizada a desinfecção química.

Opinião negativa da população. .7 . .Redução de peso para 10%.Significativa necessidade de tratamento dos efluentes gasosos.Elevados custos de investimento e exploração.Ausência de odores.1 . . . .Autoclavegem .eficaz no tratamento de todos os resíduos. 7. .Processos de tratamento vantagens e inconvenientes 7.Produção de efluentes líquidos e gasosos. .Recuperação e/ou produção de energia.Incineração .Utilização restrita a resíduos de risco biológico. .2 .Redução de volume (até 20%). . não necessitando de avaliação de impacte ambiental. .Redução de volume para 3%. embora pouco significativa 19 . .custo de operação baixo.Processo considerado limpo.

recolha. que como produtores de resíduos sólidos hospitalares tem a formação necessária para identificar e separar correcta e eficazmente resíduos em: . O sucesso da triagem dos resíduos sólidos hospitalares depende de todos os profissionais de saúde. transporte e tratamento.Uma questão legal12 Os resíduos sólidos hospitalares são objecto de regulamentação especifica publicada em Diário da Republica. deverão ser objecto de criteriosa separação e acondicionamento.Não perigosos ou equiparados a urbanos. estabelecem regras para a gestão dos resíduos sólidos hospitalares nas vertentes da triagem. 11 12 Comissão de Controlo de Infecção Hospitalar do Hospital Padre Américo . 7.Perigosos do ponto de vista microbiológico e/ou químico.Penafiel 20 . de 31 de Agosto. acondicionamento selectivo. Os resíduos susceptíveis de causar repugnância e sensibilidade negativas na opinião pública.4 . Os despachos do Diário da Republica nº242/96.7. de 13 de Agosto e nº 761/99.3 . .Uma questão de bom senso11 A separação dos resíduos sólidos hospitalares é fundamentalmente uma questão de bom senso. Os resíduos sólidos hospitalares devem ser separados por grupos. armazenamento. de responsabilidade e de hábito.

Os recipientes para acondicionamento de resíduos sólidos hospitalares actualmente nas Instituições de Saúde. são: . Os recipientes para acondicionamento de resíduos sólidos hospitalares. deverão possuir características de modo a permitir a identificação clara da sua origem (serviço e data) e grupo de resíduos.Sacos plásticos.7.Uma questão técnica1 Para a implementação de uma triagem eficiente e operacional.5 . 21 . .Caixas de cartão e contentores de polietileno de alta densidade reutilizáveis.Contentores de plástico de uso único. é necessário dotar os serviços clínicos e instituições dos respectivos meios de acondicionamento de resíduos sólidos hospitalares indispensáveis para o desempenho desta actividade. segundo o despacho 242/96. . de 13 de Agosto. A adopção de códigos de cor para os recipientes é fundamental para este propósito. por parte dos intervenientes.

Recolha selectiva de resíduos recicláveis. alcançamos economias devido a: . .7.Redução dos custos de tratamento.Redução da quantidade de resíduos susceptíveis de tratamento especifico.Uma questão económica13 Ao separar criteriosamente os resíduos produzidos. .Penafiel 22 .Promoção da imagem ecológica da Instituição de Saúde. .6 . 13 Comissão de Controlo de Infecção Hospitalar do Hospital Padre Américo .

23 . A consciência de que determinados resíduos hospitalares (sangue. tem-se tornado necessário o desenvolvimento de diferentes práticas de gestão de resíduos hospitalares que permitam a redução da quantidade de resíduos a tratar e a introdução de processos de tratamento alternativos à incineração. a heterogeneidade da massa dos resíduos hospitalares e a falta de preparação das unidades de incineração para o tratamento de quantidades crescentes de resíduos têm levado à impossibilidade do cumprimento dos limites de emissão de gases cada vez mais estritos. O tratamento de resíduos hospitalares acarreta para alem de uma prévia disponibilidade por parte dos profissionais para uma triagem eficiente. enquanto focos de contaminação. Esta situação levou ao aumento das preocupações com os cuidados a ter com os resíduos hospitalares. Com efeito.8 – Conclusão A elaboração deste trabalho proporcionou uma explicitação sobre os resíduos hospitalares. custos elevados e um impacto ambiental negativo. Os esforços feitos para remediar esta situação e que incluem a instalação de unidades de incineração de maiores dimensões e o tratamento adequado das emissões gasosas geram custos que contribuem presentemente para um significativo aumento das despesas das entidades hospitalares. material ionizado. constituem perigo para a saúde pública. tornou-se mais aguda a partir do desenvolvimento de graves doenças transmissíveis. como a SIDA e a hepatite B. produtos químicos e tecidos humanos). o tratamento a que são sujeitos e o seu efeito no ambiente. Assim. secreções.

A evolução que se verificou nos conceitos que suportam a gestão dos resíduos hospitalares determinou a necessidade de uma classificação que garantisse uma separação mais selectiva na origem e permitisse o recurso a tecnologias diversificadas de tratamento. 24 . sendo os resíduos objecto de tratamento apropriado diferenciado consoante o grupo a que pertençam. Classificou-se os resíduos hospitalares em quatro grupos distintos.

pdf Comissão de Controlo de Infecção Hospitalar do Hospital Padre Américo – Penafiel  25 .sdum.com/cir/rhosp/introrhosp.co.aguaonline.htm http://www.htm http://www.aguaonline.org/wiki/Lixo http://www.uminho.pt/aguasresid/sobre.Bibliografia         http://www.pt/aguasresid/sobre.htm http://www.htm https://repositorium.htm http://www.pt http://pt.netresiduos.pt/aguasresid/sobre.inresiduos.co.com/cir/rhosp/introrhosp.aguaonline.wikipedia.9 .co.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tes e.netresiduos.

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