Integrantes do grupo
Stélvio Domingos
Stenio Gaspar
Wagner Martins
Walter Dos Santos
Sala: 9
Turno: Manhã
Turma: CG11AM
Classe: 11ª
1
Índice
1. Introdução....................................................................................................3
2.Contexto Histórico do aparecimento da teoria clássica
das Organizações.......................................................... 4
3. Principais autores da teoria clássica da
Organização................................................................... 7
3.1. F r e d e r i c k T a y l o r . . . . . . . . . . . . . . . . 7
3.2 As principais propostas de Taylor........................................8
3.3 Henri Fayol...........................................................................10
4. A teoria clássica.......................................................................11
5. Henry Ford...................................................................................................12
6. Max Weber.............................................................................13
6.1. A burocracia, de acordo com Weber.................................14
7. Conclusão................................................................................15
8. Referências Bibliográficas.....................................................16
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Introdução
A Abordagem Clássica das Organizações é um pilar fu
n d a m e n t a l n o c a m p o d a administração, desempenhando um papel
crucial no entendimento e desenvolvimento das organizações formais.
Durante o início do século XX, um grupo de pensadores visionários,
composto por figuras notáveis como Frederick Taylor, Henri Fayol, Henry
Ford e Max Weber, trouxe à tona conceitos e abordagens que
revolucionaram a maneira como as empresas eram concebidas e
gerenciadas.
Suas contribuições moldaram as bases da administração moderna,
enfatizando a importância da estrutura organizacional, da eficiência
operacional e da burocracia como modelos ideais de organização.
Este trabalho tem como objetivo explorar.
Profundamenteosprincípioseasvaliosascontribuições d e s se s r e n o
ma d o s a u t o r e s q u e d e s e mp e n h a r a m p a p é i s c r u c i a i s n a formaçã
o da Teoria Clássica das Organizações e demonstrar como essa teoria
continuaae x e r c e r i n f l u ê n c i a s o b r e a a d mi n i s t r a ç ã o c o n t e mp o r
ânea.
3
A Ab o r d a g e m C l á s s i c a , caracterizada por sua ênfase na organização
formal e na busca constante por eficiência, ainda serve como uma fonte de
inspiração e orientação para a compreensão e gestão de o r g a n i z a ç õ e s
nos dias de hoje.
Esta introdução busca estabelecer o contexto e
a r e l e v â n c i a d a Ab o r d a g e m C l á s s ic a d a s Or g a n i z a ç õ e s e d e s t
e t r a b a l h o a c a d ê mi c o , d e mo n s t r a n d o a i mp o r t â n c i a d e s s e s
a u t o r e s e d e s u a s c o n t r i b u i ç õ e s n a h i s t ó r i a d a administração e
da organização.
1. Contexto Histórico do aparecimento da teoria clássica das
organizações
Para Mantoux (1988) no século XVIII, a indústria de
m a l h a r i a p a s s o u p o r u m a revolução significativa, impulsionada
pela introdução de instrumentos mecânicos. Um dos nomes proeminentes
nesse cenário foi Richard Cartwright, que fundou uma fábrica que se
destacou por sua rápida produção e qualidade. O sucesso da fábrica de
Cartwright pode ser atribuído ao uso de tecnologia de ponta da época,
incluindo máquinas movidas a vapor. Nesse período, observou-
se a ascensão dos princípios de gestão capitalista. Esses princípios
incluíam métodos de recrutamento, treinamento e a imposição
de disciplinar i g o r o s a n o l o c a l d e t r a b a l h o .
Es s e mo v i me n t o r e f l e t i a a c r e s c e n t e i n f l u ê n c i a d o capitalismo
na organização do trabalho e na gestão de fábricas. No entanto, à
medida que as máquinas e técnicas avançavam na indústria de malharia,
uma nova questão surgiu: crises de superprodução. A produção em massa
resultou em um excesso de oferta de produtos em relação à demanda, uma
característica recorrente nas fases iniciais da revolução industrial.
Esse cenário ilustra como a combinação de inovações
tecnológicas, princípios de gestão capitalista e avanços na
produção de máquinas transformou radicalmente a indústria de
malharia durante o século XVIII.
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Esses desenvolvimentos desempenharam um papel fundamental na
revolução industrial, contribuindo para mudanças econômicas e sociais
significativas desse período. A R e v o l u ç ã o I n d u s t r i a l f o i u m
p e r í o d o d e t r a n s f o r ma ç ã o s i g n i f i c a t i v a n a h i s t ó r i a ,
caracterizado por diversas mudanças econômicas, sociais e tecnológicas.
A Revolução I n d u s t r i a l ma r c o u u ma v i r a d a i mp o r t a n t e n a
me d i d a em que
a s _ s o c i e d a d e s passaram por mudanças profundas. O crescimento das ci
dades foi um dos resultadosmais visíveis desse período, à medida que as
pessoas migraram das áreas rurais para os centros urbanos em busca de
empregos nas emergentes fábricas. Um dos motores dessa revolução foi
o aumento da demanda por produtos industrializados.
À medida que a produção industrial se expandia, as fábricas se tornavam
o epicentro desse progresso. A Ford, por exemplo, já empregava 70.000
pessoas no início do século XX, destacando a escala massiva da produção em
massa. Paralelamente a esses avanços industriais,
A administração começou a se consolidar c o mo u ma á r e a d e
c o n h e c i me n t o d i s t i n t a .
O g e r e n c i a me n t o d e g r a n d e s f á b r i c a s e operações industriais
exigia uma nova abordagem. Isso levou a preocupações comuns,
Como a centralização e hierarquia nas organizações, bem como a
especialização de competências para aumentar a eficiência e a
produtividade. Nessa nova abordagem da administração, a motivação
humana desempenhou um papel crucial.
Um dos principais aspectos que impulsionavam as pessoas nesse contexto
era o estímulo financeiro bem formulado. A ideia do "homo
econômicos" sugeria que.
Osi n d i v í d u o s e r a m mo t i v a d o s p r i n c i p a l me n t e p e l o i n t e r e s s e
próprio e pelo ganhofinanceiro.
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E s s e p r e s s u p o s t o a ju d o u a mo l d a r a s e s t r a t é g i a s d e g e r e n c i a
me n t o e remuneração nas fábricas durante a Revolução Industrial. Assim,
a Revolução Industrial não apenas transformou a paisagem
econômica e social, mas também influenciou o desenvolvimento
da administração como uma disciplina. A motivação financeira e
conceito do "homo econômicos" foram centrais nesse período de mudança
e inovação.
Por sua vez, para March (1966), a Escola da Administração
Científica, que surgiu no início do século XX, é considerada o marco do
nascimento da Administração como uma ciência. Sua origem está
intimamente ligada à Revolução Industrial, que trouxe um rápido
crescimento e desorganização das empresas. Diante desse cenário,
surgiu a necessidade de abordar as questões empresariais de
maneira mais científica e menos improvisada.
A Revolução Industrial gerou um aumento nas dimensões das empresas na
complexidade de sua administração, além de intensificar a
concorrência. Como resultado, houve uma busca por meios de
melhorar a eficiência das organizações.
A divisão de cargos e tarefas e a constante pressão para reduzir
custos e desperdícios tornaram-se imperativas. Dois nomes
fundamentais nesse contexto foram Frederick Winslow Taylor, dos Estados
Unidos, e Henry Fayol, da França. Taylor desenvolveu a Administração
Científica, com foco na produtividade e eficiência no nível operacional das
empresas.
Sua abordagem destacou a divisão do trabalho, a análise detalhada das
tarefas e a separação dos cargos.
A Administração Científica é notável por sua
ê n f a s e n a p a d r o n i z a ç ã o d o comportamento dos
trabalhadores e é frequentemente descrita como partindo de baixo para
cima, ou seja, das partes (os operários) para o todo (a organização).
6
E s s a a b o r d a g e m e n v o l v e u e s t u d o s d e t a l h a d o s d o s mo v i me n t
o s n e c e s s á r i o s p a r a a realização das atividades, o tempo
necessário para a execução e a especialização dos
t r a b a l h a d o r e s , v i s a n d o c r i a r p a d r õe s d e d e s e mp e n h o e
c o mp o r t a me n t o .
A s s i m, a Administração Científica se concentrou em melhorar a
eficiência e a produtividade no nível operacional das empresas,
inaugurando a era da gestão científica.
3. Principais autores da teoria clássica da organização
Trata-se de figuras proeminentes no campo da administração e
organização, e que tiveram contribuições significativas para o
desenvolvimento da teoria clássica durante a Revolução Industrial.
3 . 1 F r e d e r i c k T a y l o r ( 1 8 5 6 - 1 9 1 5 )
Frederick Taylor é conhecido como o "pai da administração científica". Ele
enfatizou a aplicação de métodos científicos para melhorar a eficiência no
trabalho. Seu trabalho incluiu o estudo de tempos e movimentos,
o desenvolvimento de padrões de trabalho e
a promoção da especialização do trabalhador.
Ele acreditava que o aumento daeficiência beneficiaria tanto
os trabalhadores quanto os empregadores
(Março, 1966). Taylor começou seu carreiro como mecânico na Midvale
Steel Companha aos 22 anos, onde iniciou suas análises detalhadas
dos tempos e movimentos no local de trabalho.
Durante sua passagem pela Midvale, Taylor identifico
u diversos problemasr e l a c i o n a d o s à a d m i n i s t r a ç ã
o , c o m o a f a l t a d e e f i c i ê n c i a n a d i v i s ã o d e res
ponsabilidades, incentivos inadequados para melhorar
o d e s e m p e n h o d o s trabalhadores, falta de comprometimento,
decisões baseadas em palpites, problemas de integração e conflitos
entre supervisores e operários.
7
Taylor começou sua abordagem reformando o sistema de salários, notando
a existência de dois sistemas: salário fixo, onde os trabalhadores
tinham liberdade para produzir conforme seu critério, e pagamento
por peça, onde os administradores diminuíam remuneração quando
a produção aumentava o que desmotivava os trabalhadores.
3.2 As principais propostas de Taylor podem ser resumidas em três
princípios-chave: Estudo sistemático e científico do tempo:
Taylor enfatizou a importância de realizar análises minuciosas e baseadas
na ciência dos processos de trabalho para determinar os tempos ideais de
execução.
Divisão das tarefas em elementos básicos:
Ele defendeu a decomposição de cada tarefa em elementos mais
simples, que deveriam ser cronometrados e registrados.
Definição de tempos-padrão:
Com base nas análises, eram estabelecidos tempos- padrão para
a realização dastarefas.
E m u ma s e g u n d a f a s e , Ta yl o r c o n c e n t r o u _ s e n o a p r i mo r a me
n t o d o s mé t o d o s d e trabalho, incluindo a seleção e treinamento
adequados dos trabalhadores, a gestão eficiente dos salários e
custos, a identificação das melhores práticas de trabalho e
a promoção da cooperação entre a administração e os trabalhadores.
Taylor acreditavaq ue a p r o s p e r i d a d e d a e mp r e s a e s t a v a i n t r i n s
e c a me n t e l i g a d a à p r o s p e r i d a d e d o s trabalhadores e introduziu o
conceito do "Homem de primeira classe," que representavam trabalhador
altamente motivado e produtivo. Na terceira fase da Escola de
Administração Científica, as ideias de Frederick Taylor e outros
pioneiros da administração foram consolidados e ampliados.
Nesse período, houve um foco significativo na estrutura organizacional,
enfatizando a necessidade de uma clara divisão de autoridade e
responsabilidade nas organizações.
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Isso levou à recomendação da criação de departamentos de planejamento
para auxiliar na definição de metas, cronogramas e estratégias de produção.
A análise científica dos tempos e movimentos continuou sendo uma parte
central daa d mi n i s t r a ç ã o c i e n t í f i c a , b u s c a n d o i d e n t i f i c a r a s me
l h o r e s ma n e i r a s d e r e a l i z a r t a r e f a s . A p a d r o n i z a ç ã o d e f e r r a
me n t a s e i n s t r u me n t o s d e t r a b a l h o t a mb é m f o i promovida
para garantir consistência e eficiência nos processos de produção
(Taylor, 1999).
A criação de uma área de planejamento foi fundament
a l p a r a a o r g a n i z a ç ã o e o t i mi z a ç ã o d o s p r o c e s s o s d e p r o d u
ç ã o , e n q u a n t o o s c a r t õ e s d e i n s t r u ç õ e s f o r a mdesenvolvidos para
fornecer orientações claras aos trabalhadores sobre como realizar suas
tarefas.
O pagamento por desempenho permaneceu como uma prática
essencial para motivar os trabalhadores a aumentar sua produção, com sal
ários frequentemente vinculados ao desempenho.
Além de Frederick Taylor, outros nomes notáveis contribuíram
para a administração científica nessa fase. Frank e Lilian Gilbert
enfatizaram o estudo dos movimentos no local de trabalho e
investigaram maneiras de aumentar a eficiência e reduzir a
fadigad o s t r a b a l h a d o r e s .
Eles também defenderam o aumento dos dias de desca
n s o remunerado. Henry Gantt introduziu o controle gráfico diário
da produção, o famoso “gráfico de Gantt", que se tornou uma ferramenta
importante para o gerenciamento de projetos. Hugo Munsterberg
desempenhou um papel fundamental na aplicação de princípios
da psicologia nas práticas de contratação e seleção de pessoal, contribuindo
para odesenvolvimento de testes de seleção.
9
Henry Ford, por sua vez, foi um pioneiro
na produção em massa na indústria automobilística, revolucionando a fabri
cação deautomóveis e tornando-os acessíveis a um público mais amplo.
Essa fase da administração científica continuou a moldar a prática de
gestão e a forma como as organizações eram gerenciadas no início
do século XX, contribuindo para
ae f i c i ê n c i a e p r o d u t i v i d a d e n a s e mp r e s a s e i n f l u e n c i a n d o o
d e s e n v o l v i me n t o d a administração como disciplina.
3 . 3 H e n r i F a y o l ( 1 8 4 1 - 1 9 2 5 )
Henri Fayol é considerado um dos pioneiros da abordagem clássica da
organização. Ele desenvolveu a Teoria da Administração Geral, que incluía
os princípios de gestão, comun i d a d e d e c o ma n d o , c a d e i a d e
c o ma n d o , d i v i s ã o d o t r a b a l h o e a u t o r i d a d e .
F a yo l e n f a t i z a v a a i mp o r t â n c i a d a o r g a n i z a ç ã o , d a h i e r a r q u i
a e d a g e s t ã o e f i c i e n t e e morganizações.
A Teoria Clássica da Administração, desenvolvida principalmente
por Henri Fayol na Europa, apresenta uma abordagem distinta em relação à
Administração Científica. Em vez de enfatizar as tarefas, a Teoria Clássica
concentra-se na estrutura organizacional,
ou seja, na disposição dos setores da empresa e nas re
l a ç õ e s e n t r e e l e s . E s t a abordagem é descrita como indo
"de cima para baixo," ou seja, da organização para os departamentos,
com ênfase na estrutura em vez das tarefas Andrade
(2011, pp 152). A Teoria Clássica formula uma teoria da organização,
baseando-se na Administração como uma ciência. A ênfase na estrutura
visualiza a organização como uma disposição de suas partes (órgãos), sua
forma e o inter-relacionamento entre essas partes.
A_divisãod o t r a b a l h o p o d e o c o r r e r t a n t o v e r t i c a l m e n
t e ( n í v e i s d e a u t o r i d a d e ) q u a n t o h o r i z o n t a l me n t e ( d e p
a r t a me n t a l i z a ç ã o ) . Os a u t o r e s c l á s s i c o s , c o mo He n r y F a yo l ,
utilizam o conceito de elementos da administração (funções do
administrador) Pará definir o processo administrativo.
10
Henri Fayol, engenheiro francês e fundador da Teoria Clássica da
Administração, concentrou-se principalmente na estrutura das
organizações em sua abordagem. Subteoria tratava a Administração
como uma ciência, com esforços para criar uma
fórmula padrão que pudesse ser aplicada em diversas práticas administrativ
as. A estruturaorganizacional era dividida tanto verticalmente
(autoridade) quanto horizontalmente ( d e p a r t a me n t a l i z a ç ã o ) ,
incluindo órgãos de staff e órgãos de linha.
F a yo l , t a mb é md e f i n i u o s e l e me n t o s d o p r o c e s s o a d mi n i s t r a t i
vo, que incluem prever, organizar, comandar, coordenar e
controlar. As funções do administrador, de acordo com Fayol (1989), eram:
previsão, organização, comando, coordenação e controle.
Ele definiu princípios gerais da administração, que incluíam divisão do
trabalho, autoridade, e responsabilidade, disciplina, unidade de
comando, unidade de direção, subordinação dos interesses
individuais aos gerais, remuneração de pessoal, centralização, cadeia
escalar, ordem, equidade, estabilidade de pessoal, iniciativa e espírito
de equipe.
No entanto, a Teoria Clássica também recebeu críticas, incluindo uma abor
dagemsimplificada da organização formal, a ausência de trabalhos
experimentais, um extremo racionalismo na concepção da
Administração, uma visão de organização como
umam á q u i n a , u m a a b o r d a g e m i n c o m p l e t a d a o r g a n i z a ç ã
o e u m a t e n d ê n c i a a v e r a organização como um sistema fechado.
4. A teoria clássica
A teoria clássica caracteriza pela ênfase na estrutura que a organização
deveria possuir para ser eficiente. Da eficiência da organização. A AC se
dava pela racionalização do trabalho operário e do somatório das
eficiências individuais enquanto a clássica, partia do todo organizacional
para garantir a eficiência.
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Desdobramentos da Abordagem Clássica:
Nas primeiras décadas do século XX, foi a principal figurino utilizado
pelas empresas europeias e norte-americanas. O objetivo de ambas as
teorias era a mesma: a busca da eficiência das organizações.
A Abordagem Clássica se dava pela racionalização
dot r a b a l h o o p e r á r i o e d o s o ma t ó r i o d a s e f i c i ê n c i a s i n d i v i d u
a i s e n q u a n t o a c l á s s i c a , partia do todo organizacional para garantir a
eficiência.
Abordagem clássica está ligada a: Administração, Taylor (Norte
Americano), Ênfase nas tarefas, Teoria Clássica, Fayol (Europeu), Ênfase
na Estrutura.
A administração cientifica se caracteriza pela ênfase na tarefa
realizada pelo operário.
A teoria clássica se caracteriza pela ênfase na estrutura que
a o r g a n i z a ç ã o deveria possuir para ser eficiente.
5. Henry Ford (1863-1947)
Henry Ford foi um visionário na indústria automobilística. Ele é amplamen
teconhecido por desenvolver a linha de montagem móvel, um método
revolucionário
de produção em massa. Esse método permitiu a produção de carros de man
eira maiseficiente e econômica, tornando os automóveis acessíveis
a um público mais amplo.
A abordagem revolucionária de Henry Ford na produção de automóveis é
um marco na história da indústria e da organização. Ele se destacou por sua
ênfase na produção emassa e na eficiência dos processos. Ford acreditava
na melhoria contínua dos métodos de fabricação em vez de constantes
modificações nos produtos. Essa abordagem foi crucial para a
redução de custos e o sucesso da Ford Motor Company.
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Segundo Teixeira (2010), Henry Ford introduziu a primeira linha de
montagem móvel em 1913. Inicialmente, o tempo necessário para realizar
uma tarefa era de 514 minutos, e os trabalhadores precisavam buscar as
peças no estoque.
Ford inovou ao fazer com que as peças fossem entregues diretamente
em cada posto de montagem, onde cada montador executaria uma
tarefa específica. Com essa inovação, o ciclo de tarefa caiu para
apenas 2,3 minutos em 1913 e posteriormente para 1,19 minuto, quando a
linha de montagem estava operando em plena capacidade. O icônico Modelo T da
Ford foi produzido em massa e vendeu mais de 15 milhões de unidades,
tornando-se acessível a um público mais amplo.
Além da linha de montagem móvel, Ford introduziu outras
inovações, como a jornada de trabalho de 8 horas, a duplicação dos
salários para 5 dólares por dia, a criação do manual do proprietário e o
desenvolvimento de novas profissões, como engenheiro industrial e de
produção, bem como especialistas em qualidade.
As contribuições de Henry Ford na produção em massa e
eficiência dos processos tiveram um impacto significativo na
indústria e ajudaram a moldar a forma como
os produtos eram fabricados.
Sua abordagem foi fundamental para a produção em larga escala e a
redução de custos, tornando seus automóveis acessíveis a uma
parcela_maior d a p o p u l a ç ã o . F o r d d e s e m p e n h o u u m p a p e l
c e n t r a l n a e v o l u ç ã o d a i n d ú s t r i a automobilística e na história da
administração.
6 . M a x W e b e r ( 1 8 6 4 - 1 9 2 0 )
Max Weber, um sociólogo alemão, é conhecido por se
u p i o n e i r o e s t u d o s o b r e o r g a n i z a ç õ e s f o r ma i s e s u a c o n c e
p ç ã o d a b u r o c r a c i a c o mo u m mo d e l o i d e a l d e organização,
focado na máxima racionalidade.
Weber acreditava que a autoridade burocrática reduziria ao mínimo o i
mpacto das diversidades humanas no desempenho das organizações.
13
Ele via a burocracia como uma forma de dominação em contraposição ao
poder divino e arbitrário exercido pelos príncipes. Weber também criticou a
falta de racionalidade nas estruturas de poder, como no exército e na igreja
de sua época. Ele argumentava que a sociedade, as organizações e os
grupos deveriam ser baseados em leis racionais.
Um dos princípios fundamentais da burocracia weberiana é a
obediência a normas, o q u e e l e c h a mo u d e " a u t o r i d a d e
r a c i o n a l - l e g a l ," em c o n t r a st e com a obediência
a pessoas, que corresponderia à "autoridade carismática" ou "tradicional." I
sso implicaque as ações e decisões dentro de uma burocracia são guiadas
por regras e regulamentos estabelecidos, em vez de dependerem de
características pessoais.
6.1 A burocracia, de acordo com Weber, é caracterizada por diversos
princípios:
1. Formalidade: Há uma autoridade legal que estabelece regras e
regulamentos que regulam o comportamento. Existe um sistema de
normas que define direito e deveres.
2. Impessoalidade: A ênfase recai na obediência às normas, não às pessoas.
As pessoas ocupam cargos ou posições formais na burocracia, e o exercício
do poder está limitado à aplicação dessas normas, tornando-o um
instrumento de regulação.
3. Profissionalismo: A seleção para ocupar um cargo baseia-se nas
qualificações da pessoa que o ocupa, que são aprimoradas por meio
de treinamento especializado. Weber descreveu a burocracia como
uma estrutura organizacional eficaz e eficiente, ideal para alcançar a
máxima racionalidade em organizações formais. Suas ideias
sobrea b u r o c r a c i a i n f l u e n c i a r a m s i g n i f i c a t i v a m e n t e a t e
o r i a d a a d m i n i s t r a ç ã o e a compreensão das organizações em todo o
mundo.
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Conclusão
E m c o n c l u s ã o , a A b o r d a g e m C l á s s i c a d a s Or g a n i z a ç õ e s d e s
e mp e n h o u u m p a p e l f u n d a me n t a l n a f o r ma ç ã o d o c a mp o d a
a d mi n i s t r a ç ã o e c o n t i n u a a i n f l u e n c i a r
a s práticas de gestão em organizações de todo o mundo. Os autores notávei
s, como Frederick Taylor, Henri Fayol, Henry Ford e Max Weber,
trouxeram contribuições valiosas que moldaram a forma como
entendemos e gerenciamos as organizações formais.
Taylor enfatizou a importância da eficiência e da produtividade no nível
operacional, destacando a divisão do trabalho e a análise científica dos
tempos e movimentos. Fayol concentrou-se na estrutura
organizacional, estabelecendo princípios de gestão, como unidade
de comando e autoridade, que ainda são relevantes hoje.
Henry Ford revolucionou a indústria com sua produção em massa,
tornando produtos acessíveis a um público mais amplo. Max
Weber, por sua vez, destacou a burocracia como um modelo
ideal de organização, promovendo a racionalidade e
a impessoalidade nas decisões.
Esses pioneiros demonstraram que as organizaçõe
s p o d e m s e r a n a l i s a d a s , compreendidas e gerenciadas de
maneira mais eficaz, resultando em maior eficiência e produtividade.
Embora essas teorias tenham se originado no início do século
XX, seus princípios e conceitos continuam a desempenhar um papel import
ante nas práticas de administração contemporâneas.
Assim, a Teoria Clássica das Organizações permanece como um
marcohistóriconode s e n v o l v i me n t o d a a d mi n i s t r a ç ã o e d a o r g a
n i z a ç ã o , e s u a r e l e v â n c i a p e r d u r a , o f e r e c e n d o i n s i gh t s v a l i o s
o s p a r a o s d e s a f i o s e o p o r t u n i d a d e s e n f r e n t a d o s p e l a s organiz
ações modernas. A compreensão aprofundada dessas teorias pode
enriquecer a gestão de organizações em um mundo em constante evolução.
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Referências Bibliográficas
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