0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações16 páginas

Trabalho Final

O documento aborda a evolução da administração, destacando a Escola Clássica e a Teoria Científica, que surgiram em resposta às necessidades da Revolução Industrial. Ele enfatiza a importância de compreender os conceitos clássicos para aplicar estratégias eficazes nas organizações contemporâneas. Além disso, discute a relevância contínua dos princípios da administração clássica na gestão atual.

Enviado por

Ancha Tajú
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações16 páginas

Trabalho Final

O documento aborda a evolução da administração, destacando a Escola Clássica e a Teoria Científica, que surgiram em resposta às necessidades da Revolução Industrial. Ele enfatiza a importância de compreender os conceitos clássicos para aplicar estratégias eficazes nas organizações contemporâneas. Além disso, discute a relevância contínua dos princípios da administração clássica na gestão atual.

Enviado por

Ancha Tajú
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Índice

Introdução.............................................................................................................................................2
Objectivos..............................................................................................................................................3
Geral..................................................................................................................................................3
Específicos.........................................................................................................................................3
Conceitos...............................................................................................................................................4
Contexto histórico.................................................................................................................................5
Escola Clássica da Administração.......................................................................................................5
Teorias das organizações.......................................................................................................................6
Breve historial da teoria das organizações............................................................................................6
Escola Clássica.......................................................................................................................................7
Escola clássica na atualidade.............................................................................................................7
Relevância da escola clássica.............................................................................................................8
Teoria científica.....................................................................................................................................8
Primeiro período de Taylor................................................................................................................9
Segundo período de Taylor................................................................................................................9
Administração como Ciência...........................................................................................................10
Princípios da Administração Científica.............................................................................................11
3. Princípios básicos de Ford............................................................................................................12
Apreciação Crítica da Administração Científica...............................................................................13
Teoria do sistema aberto.....................................................................................................................14
Organização como um sistema aberto............................................................................................14
Características das organizações como sistema aberto...................................................................14
Apreciação Crítica da Teoria de Sistemas........................................................................................15
Conclusão............................................................................................................................................15
Referências..........................................................................................................................................16
Introdução
As pessoas vêm sendo administradas em grupos e organizações desde a pré-história. Mesmo
os bandos mais simples de caçadores e coletores, geralmente, reconheciam e obedeciam a um
líder ou a um grupo que tomava decisões, responsável pelo bem-estar do bando.

À medida que as sociedades cresceram e ficaram mais complexas, a necessidade de


administradores tornou-se cada vez mais aparente, levando os estudiosos dessas épocas a
pensar de modo intuitivo sobre a natureza da administração. As tentativas de desenvolver
teorias da administração, entretanto, são relativamente recentes, datando da Revolução
Industrial, nos séculos XVIII e XIX. A Revolução Industrial fez surgir uma necessidade de
desenvolver métodos de gestão capazes de organizar e aumentar a produtividade das fábricas,
uma vez que estas cresciam desordenadamente em consequência da grande demanda por
produtos que eram alvo de consumo da sociedade da época. Assim, uma série de
experimentos foram realizados pelos cientistas organizacionais do contexto a fim de
solucionar os problemas fabris. Essas experimentações e os resultados obtidos com elas
foram responsáveis por fomentar a Escola Clássica, bem como atribuir-lhe características.

O contato aprofundado com as bases teórica da administração é fundamental para saber como
aplicar, no contexto atual, estratégias visando trazer soluções empresariais. Assim, conceitos
clássicos ainda podem nortear os processos organizacionais, desde que aliados aos aspectos
inerentes ao cenário contemporâneo. Aqui, entram questões relacionadas a diversidade,
inclusão, acessibilidade, empreendedorismo, uso de recursos digitais e sustentabilidade.
Objectivos
Geral
 Compreender o Impacto da Escola da Administração
Específicos

 Descrever a importância da Escola de Administração
 Ilustrar a Relevância da existência da Escola Clássica
 Ilustrar a importância da Teoria Científica
 Descrever a Teoria do Sistema Aberto
Conceitos
Megginson et al. (1998) conceituam administração como sendo o trabalho realizado com
recursos humanos, financeiros e materiais a fim de atingir objetivos organizacionais por meio
do desempenho das funções de planejar, organizar, liderar e controlar.

Já para Maximiano (2006a, p. 6), a administração [...] é o processo de tomar decisões sobre
objetivos e utilização de recursos. O processo administrativo abrange cinco tipos de funções:
planejamento, organização, liderança, execução e controle.

Para Katz e Kahn (1975, p. 31) “a organização é um dispositivo social para cumprir,
eficientemente, por intermédio do grupo, alguma finalidade declarada”.

Na mesma linha, Stoner e Freeman (1999) entendem que a organização se dá quando duas ou
mais pessoas trabalham juntas e de modo estruturado para alcançar um objetivo específico ou
um conjunto de objetivos.

Ferreira et al. (1998, p. 20) percebem a organização como “um conjunto de duas ou mais
pessoas inseridas numa estrutura aberta ao meio externo, trabalhando em conjunto e de um
modo coordenado para alcançar objetivos”.

No campo científico a teoria pode ser definida, segundo Kerlinger (1973, p. 9), como [...] um
conjunto de construções, definições e proposições inter-relacionadas que apresenta uma visão
sistemática dos fenômenos através de uma especificação de relações entre variáveis com o
objetivo de explicar e prever os fenômenos.

Chiavenato (2006, p. 2), assevera que “[...] a teoria das organizações é o campo do
conhecimento humano que se ocupa do estudo das organizações em geral”.

Sistema é “um conjunto de elementos, dinamicamente relacionados, formando uma atividade


para atingir um objetivo, operando sobre dados/energia/matéria para fornecer
informação/energia/matéria” (CHIAVENATO, 2011, p. 380).

Segundo Oliveira (2010, p. 224), “Sistema é um conjunto de partes interagentes e


interdependentes que, conjuntamente formam um todo e com determinado objetivo efetuam
determinada função”

Os sistemas abertos envolvem a ideia que determinados inputs são traduzidos no sistema e,
processados, geram certos outputs. Com efeito, a empresa vale-se de recursos materiais,
humanos e tecnológicos, de cujo processamento resultam bens ou serviços a serem fornecidos
ao mercado. (BIO, 1998, p. 19)

Eficiência é a capacidade de “fazer as coisas direito”; é um conceito matemático, que se


estabelece com base na relação entre entrada e saída (input e output). Um administrador
eficiente é aquele que consegue maior produtividade ou desempenho em relação à quantidade
de insumos (mão de obra, material, dinheiro, máquinas e tempo) utilizados para a sua
consecução.

Para Maximiano (2006a), eficiência é a palavra usada para indicar que a organização utiliza
produtivamente, ou de maneira econômica, seus recursos. Em outras palavras, significa usar
menor quantidade de recursos para produzir mais.

Contexto histórico
Escola Clássica da Administração
A revolução industrial trouxe vários tipos de mudanças para todo o cenário mundial e
consequentemente alterou de forma significativa todos os níveis sociais. Uma das principais
mudanças que podemos atrelar à revolução industrial foi o estabelecimento de uma nova base
econômica. Como afirma Chiavenato (2011, p.35):

Com a invenção da máquina a vapor por James Watt (1736-1819) e sua posterior aplicação a
produção, surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura
social e comercial da época, provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica,
política e social [...].

Juntamente a essa nova estruturação social, surge a mecanização da produção rural e das
indústrias. A máquina a vapor passa a substituir o trabalho do lavrador e do artesão, fator que
aumentou significativamente a velocidade da produção e seu nível de melhoramento. Os
fatores revolucionários agregados ao cotidiano das organizações da época trouxeram a
necessidade de uma reformulação estrutural nas corporações.

“O artesão e sua pequena oficina patronal desapareceram para ceder lugar ao operário e às
fábricas e usinas baseadas na divisão do trabalho. Surgem novas industrias em detrimento da
atividade rural” (CHIAVENATO, 2011, p.36). Juntamente a este momento de mudança
global, surge a necessidade de reformular a maneira como as organizações atuavam, e assim,
reorganizar toda a estrutura corporativa. O empirismo, outrora suficiente, já não suportava
mais as necessidades dos novos moldes de negócios, e a exigência por um modelo de
organização diferente e menos oneroso era uma realidade.

A revolução Industrial revolucionou também a produção e aplicação de conhecimentos


administrativos. Na maior parte do tempo que a antecedeu, a história da administração foi
predominante a história de países, cidades, governantes, exercícios e organizações religiosas.
A partir do século XVIII, o desenvolvimento da administração foi influenciado pelo
surgimento de uma nova personagem social: a empresa industrial (MAXIMIANO, 2012,
p.44).

A Escola Clássica da Administração nasceu quando a indústria moderna estava se


desenvolvendo. Na época não haviam fabricantes suficientes para atender a demanda por
produtos, como o automóvel, que despertavam o desejo de consumo da população. Com a
evolução da sociedade industrial, houve um aumento da concorrência e junto a isso, o
crescimento das empresas, as quais os administradores precisaram de novas ferramentas para
gerir. Maximiano (2017) ressalta que a trilha da Escola Clássica se abriu a partir de ideias
sobre eficiência que evoluíram dos métodos produtivos para a organização como um todo e
também das grandes estruturas organizacionais. De acordo com Barreto (2017), o
crescimento das fábricas no período das Revoluções Industriais ocasionou uma complexidade
progressiva em geri-las, o que exigiu um conhecimento de soluções administrativas. Para
Chiavenato (2004), a Escola Clássica se deu pelo rápido e desordenado crescimento das
empresas e pela necessidade de tornar as organizações mais eficientes e competentes.

Nesse contexto, surgiram dois personagens que contribuíram de forma significativa para a
administração, sendo eles os principais precursores da Escola Clássica da Administração.
Podemos dividir essa abordagem em dois momentos e duas posturas semelhantes em sua
intenção, porém distintas em sua metodologia e filosofia de aplicação, a Teoria Científica de
Frederick Winslow Taylor e a Teoria Clássica de Henry Fayol.

Como afirma Motta (2002), a utilização das máquinas certamente tornou o processo mais
ágil, entretanto, não definiu métodos de gestão da produção.

Teorias das organizações

Breve historial da teoria das organizações


Como todas as áreas do conhecimento tem evoluído ao logo do tempo na gestão também
assistisse um conjunto de desenvolvimento que enriquece e contribui para o estudo das
organizações através das teorias temos a construção dos autores que mais se destacam a tentar
a organizar o estudo das organizações, através de diversas abordagem que monstra como tem
sido a evolução ao nível dos conceitos centrais, no seio das organizações assim sendo para o
melhor entendermos este desenvolvimento vamos fazer uma análise sobre o ponto de vista
filosófico e de escalar pensamentos que foram determinantes ao longo do sec. Podemos
classificar este estudo em três grandes grupos.

Escola Clássica
A Escola Clássica, de acordo com Maximiano (2017), trata dos avanços na teoria e no
exercício da administração no âmbito organizacional ocorridos no século XX. É assim
denominada devido à criação e sistematização dos seus conceitos fundamentais, estes,
idealizados pelos seus partícipes: Taylor, Ford e Fayol. Ditos teóricos realizaram os
experimentos que ampararam as primeiras ideias acerca das soluções para os problemas
fabris presentes no contexto da época. Os conceitos da Escola Clássica não são afetados pelo
tempo, prova disso são seus ‘descendentes’, tendo como um dos principais a Escola da
Qualidade e o Modelo Japonês de Administração.

Segundo Kwasnicka (2011), a Escola Clássica enxerga as organizações como sendo


estruturalmente rígidas e conservadoras que ignoram mudanças enquanto há êxito. É um
sistema intuitivo incapaz de prever fenômenos por seu corpo teórico estar sob julgamento de
uma lógica própria. A organização determina um comportamento legítimo aceitável que dita
a relação que precisa existir entre unidades organizacionais e seus integrantes. Quanto à
estrutura, a Teoria determina que as entidades devem ser simples, com poucos níveis e
disposição hierárquica bem definida.

Escola clássica na atualidade


A melhoria do grau de produção tem sido a grande preocupação das organizações
contemporâneas. Conforme observa Veloso (2015), as teorias administrativas partiram do
pressuposto de se obter a melhor relação possível entre benefícios e produtividade de forma a
favorecer tanto a empresa quanto o colaborador. Algumas ideias da Escola Clássica
permanecem arraigadas nos modelos e práticas atuais de gestão. Veloso (2015) afirma ainda
que, ao que se diz do funcionário, até então tem perdurado o desejo pela melhor
recompensação financeira, prova disto são as ferramentas atualmente usadas para medir os
resultados das organizações, a exemplo do Balanced Scorecard que reitera o pagamento como
um significante estímulo ao trabalhador. Segundo Maia (2010), tudo que se relaciona à
potencialização de recursos ao longo do tempo tem correlação com Taylor. Dalmolin et al.
(2007), expõem a aplicabilidade atual de alguns princípios do fayolismo, como a divisão do
trabalho que tem como objetivo otimizar a produção, a ideia de participação nos lucros, que
já há muito Fayol citava como sendo uma forma de incentivo ao pessoal, a estabilidade do
pessoal, que consiste em evitar o turnover e o espírito de equipe, que vem sendo cada vez
mais trabalhado, pelo setor de recursos humanos, dentro das corporações. O fordismo
também tem notória aplicabilidade nas organizações atuais, demonstrada, de acordo com
Ribeiro et al. (2015), na definição do comportamento dos funcionários devido à supervisão
do trabalho. Um exemplo de empresa em que estão presentes particularidades e aspectos da
Escola Clássica, como dito por Alves (2001), é o McDonald´s, onde, a padronização, o
serviço, que é igual em todas as partes do mundo e a referência em agilidade e qualidade
alcançada pela filosofia de trabalho, são responsáveis pelo sucesso de público que a
companhia tem.

Relevância da escola clássica


Para Kwasnicka (2011), os estudos da Escola Clássica da Administração foram fundamentais
para que novas ideias surgissem. Conforme Veloso (2015), alguns dos princípios clássicos
foram responsáveis por determinar algumas “posturas corporativas de sucesso”. A Escola
Clássica continua contemporânea se examinada a partir de uma perspectiva de associação
com as condutas das organizações da atualidade e com a atenção que tem se dado às
necessidades de se adaptar ao mercado. Taylor e Fayol desenvolveram fundamentos teóricos
e práticos da administração que, aparentemente e dificilmente, se tornarão obsoletos ou serão
superados quanto aos resultados eficientes. Vieira et al. (2012) reafirmam a relevância dos
estudos realizados pelos teóricos clássicos em contribuição à administração, tendo que esses
princípios e concepções supriram a necessidade de teorias que possibilitassem analisar a
organização. O Tempos e Movimentos, a divisão do trabalho, a especialização do funcionário
e os princípios administrativos ainda influenciam na maneira como as empresas se
organizam.

Teoria científica
A Administração Científica teve início por volta do ano 1900. O engenheiro americano
Frederick Winslow Taylor provocou uma verdadeira revolução no pensamento administrativo
e no mundo industrial da sua época. Sua preocupação original foi tentar eliminar o fantasma
do desperdício e das perdas sofridas pelas indústrias americanas e elevar o nível de
produtividade por meio da aplicação de métodos e técnicas da engenharia industrial.

A Teoria da Administração Científica buscava determinar cientificamente os melhores


métodos para a realização de qualquer tarefa e para selecionar, treinar e motivar os
trabalhadores.

Primeiro período de Taylor


O primeiro período de Taylor corresponde à época da publicação de seu livro Shop
Management 1 (1903), sobre as técnicas de racionalização do trabalho do operário, por meio
do Estudo de Tempos e Movimentos (Motion-time Study). Taylor começou por baixo, junto
com os operários no nível de execução, efetuando um paciente trabalho de análise das tarefas
de cada operário, decompondo os seus movimentos e processos de trabalho para aperfeiçoa̵
lós e racionalizá-los. Verificou que o operário médio e com o equipamento disponível
produzia muito menos do que era potencialmente capaz. Concluiu que se o operário mais
produtivo percebe que obtém a mesma remuneração que o seu colega menos produtivo, acaba
se acomodando, perdendo o interesse e não produzindo de acordo com sua capacidade. Daí a
necessidade de criar condições de pagar mais ao operário que produz mais. Em essência,
Taylor diz, em Shop Management, que:

1. O objetivo da Administração é pagar salários melhores e reduzir custos unitários de


produção.
2. Para realizar tal objetivo, a Administração deve aplicar métodos científicos de
pesquisa e experimentos para formular princípios e estabelecer processos
padronizados que permitam o controle das operações fabris.
3. Os empregados devem ser cientificamente selecionados e colocados em seus postos
com condições de trabalho adequadas para que as normas possam ser cumpridas.
4. Os empregados devem ser cientificamente treinados para aperfeiçoar suas aptidões e
executar uma tarefa para que a produção normal seja cumprida.
5. A Administração precisa criar uma atmosfera de íntima e cordial cooperação com os
trabalhadores para garantir a permanência desse ambiente psicológico.
Segundo período de Taylor
Corresponde à publicação do seu livro The PrincipIes of Scientific Management (1911),
quando concluiu que a racionalização do trabalho operário deveria ser acompanhado de uma
estruturação geral da empresa, que tornasse coerente a aplicação de seus princípios.

Para Taylor, as empresas da época apresentavam problemas que poderiam ser agrupados em
três factores (CHIAVENATO,2004).

1. Vadiagem sistemática dos operários.


2. Desconhecimento, pela gerência, das rotinas de trabalho e do tempo necessário para
sua realização.
3. Falta de uniformidade das técnicas e dos métodos de trabalho.

Para sanar esses três problemas, cabia a gerência da empresa desenvolver os `` princípios
gerais de administração” pregados por Taylor, os quais eram de:

Administração como Ciência


Para Taylor, a organização e a Administração devem ser estudadas e tratadas cientificamente
e não empiricamente. A improvisação deve ceder lugar ao planejamento e o empirismo à
ciência: a Ciência da Administração.

A administração científica constitui uma combinação dos seguintes componentes:

1. Ciência, em lugar do empirismo.


2. Harmonia, em vez de discórdia.
3. Cooperação, não individualismo.
4. Rendimento máximo, em lugar de produção reduzida.
5. Desenvolvimento de cada homem, no sentido de alcançar maior eficiência e
prosperidade.

Organização Racional do Trabalho

Taylor verificou que os operários aprendiam a maneira de executar as tarefas do trabalho por
meio da observação dos companheiros vizinhos. Notou que isso levava a diferentes métodos
para fazer a mesma tarefa e uma grande variedade de instrumentos e ferramentas diferentes
em cada operação. Como há sempre um método mais rápido e um instrumento mais
adequado que os demais, esses métodos e instrumentos melhores podem ser encontrados e
aperfeiçoados por meio de uma análise científica e um acurado estudo de tempos e
movimentos, em vez de ficar a critério pessoal de cada operário. Essa tentativa de substituir
métodos empíricos e rudimentares pelos métodos científicos recebeu o nome de Organização
Racional do Trabalho (ORT).

A ORT se fundamenta nos seguintes aspectos:

1. Análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos.

2. Estudo da fadiga humana.

3. Divisão do trabalho e especialização do operário.

4. Desenho de cargos e de tarefas.

5. Incentivos salariais e prêmios de produção.

6. Conceito de homo econômicos.

7. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc.

8. Padronização de métodos e de máquinas.

9. Supervisão funcional.

Princípios da Administração Científica


A preocupação de racionalizar, padronizar e prescrever normas de conduta ao administrador
levou os engenheiros da Administração Científica a pensar que tais princípios pudessem ser
aplicados a todas as situações possíveis. Um princípio é uma afirmação válida para uma
determinada situação; é uma previsão antecipada do que deverá ser feito quando ocorrer
aquela situação. Dentre a profusão de princípios defendidos pelos autores da Administração
Científica, os mais importantes são:

Princípios da administração científica de Taylor Para Taylor, a gerência deve seguir quatro
princípios a saber:

1. Princípio de planejamento.

2. Princípio de preparo.

3. Princípio do controle.

4. Princípio da execução.
2. Princípios de eficiência de Emerson Harrington Emerson (1853-1931) foi um engenheiro
que simplificou os métodos de trabalho. Popularizou a Administração Científica e
desenvolveu os primeiros trabalhos sobre seleção e treinamento de empregados. Os princípios
de rendimento preconizados por Emerson são os seguintes:

1. Traçar um plano bem definido, de acordo com os objetivos.

2. Estabelecer o predomínio do bom senso.

3. Oferecer orientação e supervisão competentes.

4. Manter disciplina.

5. Impor honestidade nos acordos, ou seja, justiça social no trabalho.

6. Manter registros precisos, imediatos e adequados.

7. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho.

8. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho.

9. Fixar normas padronizadas para o trabalho em Si.

10. Fixar normas padronizadas para as operações.

11. Estabelecer instruções precisas.

12. Oferecer incentivos ao pessoal para aumentar o rendimento e a eficiência.

3. Princípios básicos de Ford


Provavelmente, o mais conhecido de todos os precursores da Administração Científica,
Henry Ford (1863-1947) iniciou sua vida como mecânico. Projetou um modelo de carro e em
1899 fundou sua primeira fábrica de automóveis, que logo depois foi fechada. Sem
desanimar, fundou, em 1903, a Ford Motor Co. Sua ideia: popularizar um produto antes
artesanal e destinado a milionários, ou seja, vender carros a preços populares, com assistência
técnica garantida, revolucionando a estratégia comercial da época. Entre 1905 e 1910, Ford
promoveu a grande inovação do século XX: a produção em massa. Embora não tenha
inventado o automóvel nem mesmo a linha de montagem, Ford inovou na organização do
trabalho: a produção de maior número de produtos acabados com a maior garantia de
qualidade e pelo menor custo possível. E essa inovação teve maior impacto sobre a maneira
de viver do homem do que muitas das maiores invenções do passado da humanidade. Em
1913 já fabricava 800 carros por dia. Em 1914, repartiu com seus empregados uma parte do
controle acionário da empresa. Estabeleceu o salário mínimo de cinco dólares por dia e
jornada diária de oito horas, quando, na época, a jornada variava entre dez e doze horas. Em
1926, já tinha 88 fábricas e empregava 150.000 pessoas, fabricando 2.000.000 carros por ano.
Utilizou um sistema de concentração vertical, produzindo desde a matéria-prima inicial ao
produto final acabado, além da concentração horizontal através de uma cadeia de distribuição
comercial por meio de agências próprias.

Ford fez uma das maiores fortunas do mundo graças ao constante aperfeiçoamento de seus
métodos e processos de trabalho.

A condição-chave da produção em massa é a simplicidade. Três aspectos suportam o sistema:

1. A progressão do produto através do processo produtivo é planejada, ordenada e contínua.

2. O trabalho é entregue ao trabalhador em vez de deixá-lo com a iniciativa de ir buscá-lo.

3. As operações são analisadas em seus elementos constituintes.

Para obter um esquema caracterizado pela aceleração da produção por meio de um trabalho
ritmado, coordenado e econômico, Ford adotou três princípios básicos:

1. Princípio de intensificação.

2. Princípio de economicidade.

3. Princípio de produtividade.

4. Princípio da exceção

Taylor adotou um sistema de controle operacional simples e baseado não no desempenho


médio, mas na verificação das exceções ou desvios dos padrões normais. Em outros termos,
tudo o que ocorre dentro dos padrões normais não deve ocupar demasiadamente a atenção do
administrador. Esse deve estar preocupado com as ocorrências que se afastam dos padrões -
as exceções – para que sejam corrigidas. Os desvios positivos ou negativos que fogem dos
padrões normais devem ser identificados e localizados para a tomada de providências.

Apreciação Crítica da Administração Científica


A denominação Administração Científica deveria ser substituída por estudo científico do
trabalho. Na verdade, Taylor foi o precursor da moderna organização do trabalho.
A obra de Taylor e seguidores é susceptível de críticas, que não diminuem o mérito e o
galardão de pioneiros e desbravadores da nascente Teoria da Administração. Na época, a
mentalidade reinante e os preconceitos - tanto dos dirigente como dos empregados - a falta de
conhecimento sobre assuntos administrativos, a precária experiência industrial e empresarial
não apresentavam condições propícias de formulação de hipóteses nem o suporte adequado
para elaboração de conceitos rigorosos. As principais críticas à Administração Científica são
as seguintes:

1. Mecanicismo da administração científica.


2. Superespecialização do operário.
3. Visão microscópica do homem
4. Ausência de comprovação científica
5. Abordagem incompleta da organização.
6. Limitação do campo de aplicação.
7. Abordagem prescritiva e normativa
8. Abordagem de sistema fechado.
9. Pioneirismo na administração

Teoria do sistema aberto


Organização como um sistema aberto
O conceito de sistema aberto é perfeitamente aplicável à organização empresarial. A
organização é um sistema criado pelo homem e mantém uma dinâmica interação com seu
meio ambiente, sejam clientes, fornecedores, concorrentes, entidades sindicais, órgãos
governamentais e outros agentes externos. Influi sobre o meio ambiente e recebe influência
dele. Além disso, é um sistema integrado por diversas partes ou unidades relacionadas entre
si, que trabalham em harmonia umas com as outras, com a finalidade de alcançar uma série
de objetivos, tanto da organização como de seus participantes.

Características das organizações como sistema aberto


1. Comportamento probabilístico e não determinístico.
2. As organizações como partes de uma sociedade maior e constituídas de partes
menores.
3. Interdependência das partes
4. Homeostase ou “estado firme".
5. Fronteira ou limites.
6. Morfogênese.
7. Resiliência

Apreciação Crítica da Teoria de Sistemas


De todas as teorias administrativas, a Teoria de Sistemas é a menos criticada, pelo fato de que
a perspectiva sistêmica parece concordar com a preocupação estrutural-funcionalista típica
das ciências sociais dos países capitalistas de hoje. A Teoria de Sistemas desenvolveu os
conceitos dos estruturalistas e behavioristas, pondo-se a salvo das suas críticas.

Uma apreciação crítica da Teoria de Sistemas revela os seguintes aspectos:

1) Confronto entre teorias de sistema aberto e de sistema fechado.


2) Características básicas da análise sistêmica.
3) Caráter integrativo e abstrato da teoria de Sistemas.
4) O efeito sinérgico das organizações como sistemas abertos.
5) O "homem funcional"
6) Uma nova abordagem organizacional
7) Ordem e desordem

Principais representantes e

suas contribuições

• Edgard Schein – propõe aspectos que a teoria de sistemas considera na definição de organização
como sendo um sistema aberto, com objetivos, é um conjunto de subsistemas em interação.

• Daniel Katz e Robert L. Kahn – desenvolveram um modelo de organização através da aplicação da


Teoria dos Sistemas à teoria administrativa. No modelo proposto, a organização apresenta as
características típicas de um sistema aberto.

Conclusão

Na medida em que a ciência da administração encara novos problemas e situações, suas


teorias precisam adaptar suas abordagens a fim de mantê-las úteis e aplicáveis no mercado.
As teorias da administração continuam se ampliando e expandindo. Pode-se afirmar que a
administração é um fenômeno global do mundo moderno, onde cada organização requer o
alcance de objetivos dentro de um cenário de alta concorrência. A partir disso, as teorias da
administração que antes possuíam ênfase apenas nas tarefas, ampliaram seu escopo,
englobando diversos outros aspetos do mundo corporativo. É correto dizer que todas
as teorias administrativas são aplicáveis ás situações corporativas do mundo moderno e o
administrador precisa conhecê-las bem, para ter a sua disposição anos de conhecimento que
irão lhe proporcionar alternativas adequadas para a solução dos problemas. Na administração
existem seis variáveis fundamentais, que são: a tarefa, estrutura, pessoas, tecnologia,
ambiente e competitividade. O comportamento desses componentes é sistêmico e bastante
complexo, onde cada um influencia e é influenciado pelos outros. As teorias da
administração existem justamente para ajudar no entendimento e integração dessas
variáveis. Esse é o principal desafio da administração de empresas.

Referências
Introdução a gestão de organizações /Glauco Schoults ; coordenado pela SEAD/UFRGS. -Porto Alegre
:Editora da UFRGS,2016.

Você também pode gostar