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8 CTN 2 Parte

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16/03/2023

Garantias e privilégios do
crédito tributário
(art. 183 a 193 CTN)

Garantias e privilégios do crédito tributário


(art. 183 a 193 CTN)
• Garantia é o meio ou modo de assegurar o direito. São os meios
jurídicos assecuratórios da Fazenda Pública no recebimento do
crédito tributário.
• Privilégios envolvem a garantia de recebimento pela totalidade do
patrimônio do sujeito passivo, significam preferências dos créditos
tributários em relação aos créditos em geral. Preferência, qual o
crédito tributário é pago primeiro, salvo o crédito trabalhista.

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Garantias (art. 183 a 186 CTN)


183 rol exemplificativo de garantias
184 integralidade do patrimônio do devedor
• Inclusive lei 8009/90, art. 1º imóvel destinado a moradia - art. 3, IV - não prevalece a
impenhorabilidade em relação à cobrança de impostos, predial ou territorial e de taxas e
contribuições devidas em função do imóvel familiar.
• Exceção Art. [Link]/2015 – bens impenhoráveis
• I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução; II - os móveis, os
pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado, salvo os de elevado valor
ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida; III - os
vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor; IV - os
vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos de aposentadoria, as
pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e
destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de
profissional liberal, ressalvado o § 2º ; V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os
instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado; VI - o
seguro de vida; VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas;
VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família; IX - os recursos
públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência
social; X - a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-mínimos;
XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos termos da lei;XII - os créditos
oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de incorporação imobiliária, vinculados à
execução da obra.

Art. 185. Presunção de fraude


• marco temporal que delimita a partir de quando a presunção
de fraude pode ser aplicada é a inscrição em dívida ativa.
• Diante de qualquer ato do sujeito passivo, posterior à inscrição
na dívida ativa, tendente a frustar a satisfação do crédito, pode
o Fisco propor judicialmente medida cautelar fiscal visando
produzir de imediato a indisponibilidade dos bens do
requerido, até o limite da obrigação (art. 4. Da lei n.
8397/1992).

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ARTIGO 185-A penhora “on line”

• Autorização para o juiz decretar a indisponibilidade de bens do devedor


em qualquer ação judicial proposta contra o contribuinte.
• Ajuizada a ação de execução fiscal, esta é distribuída para um juiz
competente que determina a citação do devedor, determinando-lhe o
pagamento do crédito no prazo de cinco dias ou o oferecimento de bens
à penhora. Caso o devedor executado não tome qualquer providência,
serão procurados bens penhoráveis e, na hipótese de insucesso desta
busca, o juiz determina a indisponibilidade dos seus bens e direitos.
• Do fato de a decisão ser preferencialmente comunicada por “meio
eletrônico”, vem a denominação de “penhora on-line” dada pela
doutrina.

Preferências art. 186 a 193


Art. 186. Preferência do crédito tributário (alterado pela lei de falências)

Credor quirografário – tem créditos que não têm preferência alguma no recebimento, tanto na falência, quanto na
recuperação judicial; os saldos das instituições financeiras superiores à garantia real e os trabalhistas acima dos 150
salários mínimos, nessa ordem.
Créditos subordinados - correspondem àqueles pertencentes aos sócios ou administradores, ou seja, o pro labore
(retirada) ou à parte dos lucros que lhes cabe nos resultados da em presa falida, pendentes na data da quebra.

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Art. 187. Concurso de credores entre os entes


públicos
• Créditos que não foram pagos e entram no rol de credores da falência são
chamados de CONCURSAIS (não precisam ser habilitados).
• I - União; e suas Autarquias federais.
• II - Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente (em quinhões
proporcionais aos seus respectivos créditos) e pró rata; e suas autarquias.
• III - Municípios, conjuntamente e pró rata. E suas autarquias.

A expressão “pró-rata” significa mediante rateio proporcional.


O inciso III do art. 19 CF veda à União, Estados, DF e aos municípios criarem
preferências entre si.

• Uma empresa, cuja falência foi decretada, paga os créditos que têm preferência sobre o
tributário e, para a quitação destes, dispõe de R$ 2.000.000,00. Entretanto, suponha-se
que seus débitos ultrapassam o valor disponível, conforme os dados abaixo dispostos.
Nesta situação, o concurso entre pessoas jurídicas de direito público resultará no
seguinte:

10% do total da 20% do total da 70% do total da


dívida dívida dívida

Não recebe nada

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• Art. 188. créditos extraconcursais – que ocorrem durante o processo de


falência – SERÃO PAGOS AUTOMATICAMENTE.
• Art. 189 e 190 – preferência do crédito tributário nos Inventários e
arrolamentos, Liquidações de pessoas jurídicas.
• Art. 191 a 193 - Necessidade de comprovação de quitação de débitos
tributários
• 191 – extinção das obrigações do falido
• 191 A – concessão de recuperação judicial
• 192 – sentença de julgamento de partilha ou adjudicação de bens
• 193 – celebração de contrato ou proposta em concorrência pública com empresa
devedora.

ADMINISTRAÇÃO
TRIBUTÁRIA

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ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

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Fiscalização (194 a 200)


A competência das autoridades administrativas em matéria
de fiscalização é regulada na legislação tributária.
• Art. 194. Poder de fiscalização –
A legislação aplica-se às pessoas naturais ou jurídicas,
contribuintes ou não, inclusive as que gozem de imunidade
tributária ou de isenção de caráter pessoal.

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Art. 195. Tolerar a fiscalização


• Os livros fiscais são sigilosos, mas tal sigilo não pode ser oposto ao Fisco, uma vez
que a própria Constituição Federal faculta aos entes tributantes conhecer da vida
econômico-financeira do contribuinte com o objetivo de graduar os tributos de
acordo com a sua capacidade econômica (CF, art. 145, § 1º).
• Lei 8212, art. 33 §1º dispõe que é prerrogativa do INSS e da Secretária da Receita
Federal o exame da contabilidade da empresa.
• O CPC, art. 420 diz que o juiz, na pendência da lide, pode ordenar exibição integral
de livros e arquivos.
• Os arts. 1190 e 1191 do novo Código Civil explicitam situações no qual o juiz
poderá autorizar a exibição de livros.
• O prazo para guardar os livros é de 5 anos, prescrição da cobrança do CT.

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Art. 196. TIAF


Quem está presidindo a fiscalização, deve formalizar o início do
procedimento, o que normalmente acontece com a lavratura do TIF –
Termo de Início de Fiscalização ou TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal.
• - o termo inicial do prazo decadencial para lançamento do tributo,
nos casos do art. 173, parágrafo único do CTN;
• - o fim da possibilidade de o fiscalizado gozar dos benefícios da
denúncia espontânea, nos termos do art. 138, parágrafo único do
CTN;
• - o termo inicial do prazo para a conclusão das diligências de
fiscalização, conforme previsto no próprio artigo 196.

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Sigilo das informações.


• Art. 197 obrigados a prestar informações.
• Art. 198. Quem não pode divulgar as informações (sigilo
profissional)
• Art. 199 exceções do art. 198 – prestações de assistências
mútuas entre as Fazendas Públicas, através de lei ou convênios.

• Art. 200 - auxilio de força pública.

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Dívida Ativa (201 a 204 CTN)


• Dívida ativa nada mais é do que um cadastro em que são registradas as pessoas
que não pagaram os seus débitos tributários no prazo estipulado.
• A inscrição em dívida ativa tem por objetivo a obtenção do título executivo que
vai fundamentar a ação de execução fiscal. No caso, o título será a famosa CDA-
Certidão de Dívida Ativa. Trata-se de título executivo extrajudicial uma vez que
obtido fora da esfera jurisdicional.
• Dívida vencida e não paga gera dívida ativa. Se não há a inscrição do crédito
tributário, não há dívida ativa. O crédito é levado à inscrição como dívida
depois de definitivamente constituído.
• Mesmo depois de inscrito rende juros de mora. E somente a penalidade
regularmente aplicada pode ser cobrada. Depois de inscrita, não pode ser
acrescentado multa.

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Dívida Ativa
É um cadastro em que são registradas as pessoas que não pagaram os seus
débitos tributários no prazo estipulado.
A inscrição em dívida ativa tem por objetivo a obtenção do título executivo
que vai fundamentar a ação de execução fiscal. No caso, o título será a CDA-
Certidão de Dívida Ativa. Trata-se de título executivo extrajudicial.
• Art. 201 – conceito de dívida ativa.
• Art. 202 – requisitos do termo de inscrição.
• Art. 203 – Correção da CDA
• Art. 204 – presunção relativa de certeza e liquidez – o contribuinte tem direito ao
contraditório e ampla defesa, mas ele deve provar que pagou/que está errado –
ônus da prova

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Certidões Negativas (205 a 208 CTN)


• Documento que contém todas as informações tributárias necessárias à
identificação de uma pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou
atividade, período a que se refere o pedido.
• Art. 205 definição e prazo de entrega.
• Art. 206 efeitos da certidão.
• Certidão Positiva com efeito de Certidão Negativa, expedidas nos seguintes casos:
_ Créditos não vencidos;
_ Créditos objeto de cobrança executiva, quando já efetivada a penhora; ou
_ Créditos com exigibilidade suspensa CTN 151.
• Art. 207 prova de quitação
• Art. 208 responsabilidade do servidor

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FIM DO CTN!

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Calma, ainda falta falar do PROCESSO TRIBUTÁRIO


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