Literatura , mimese , arte
literature , mimesis , art
Letícia da Silva Brito
Tawane Neri Barbosa Ferreira
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo principal apresentar o contexto
histórico , e características ,da arte , mimese e literatura . Para o
desenvolvimento deste artigo ,primeiramente foram caracterizados e
conceituados os temas arte , mimese e literatura ,apresentando um breve
histórico sobre os assuntos . A metodologia utilizada durante a construção
do artigo , foram pesquisas em sites na internet ,artigos e teses. Como
objetivo principal nete trabalho destaca -se as informações detalhadas de
cada tema .
Palavras chave : histórico , característica ,artigo
Abstract
The main objective of this paper is to present the historical context and
characteristics of art ,mimesis and literature . To develop this article , the
themes of art ,mimesis and literature were firts characterized ,presenting e
brief history of the subject . The methodology used during the reseachwas
websites ,articles and theses . The main objective highlighted in this pape
ris to provid detailed informatiom oneach theme
Literatura
RESUMO
Este artigo discute a literatura como instrumento de construção do
conhecimento, da sensibilidade estética e da consciência social. A partir da
análise de conceitos de autores como Antonio Candido e Terry Eagleton,
defende-se que a literatura, além de entretenimento, exerce papel formador
e crítico na vida dos indivíduos e das sociedades. Examina-se ainda a
capacidade do texto literário de promover empatia, reflexão ética e leitura
histórica do mundo.
Palavras-chave: literatura; formação crítica; consciência social; estética;
cultura.
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1 INTRODUÇÃO
A literatura ocupa um lugar central na história da cultura humana, sendo
mais do que uma forma artística: é um modo de ver, interpretar e
questionar o mundo. Ao longo dos séculos, textos literários foram utilizados
tanto para reafirmar ideologias dominantes quanto para subvertê-las. Este
artigo propõe discutir a função formativa da literatura, entendendo-a como
um meio de ampliação da consciência social, ética e estética.
2 A FUNÇÃO FORMATIVA DA LITERATURA
Segundo Antonio Candido (2000), a literatura é um direito humano
essencial, pois contribui para o desenvolvimento da sensibilidade e da
empatia. Ao nos colocar no lugar do outro, a narrativa literária nos confronta
com realidades distintas das nossas, permitindo a ampliação da percepção
crítica. A leitura literária não apenas entretém, mas humaniza, educa e
questiona
3 LITERATURA E CONSCIÊNCIA SOCIAL
Autores como Graciliano Ramos, Clarice Lispector e Lima Barreto utilizaram
a ficção como meio de questionamento social. Obras como Vidas Secas
(1938) denunciam a seca e a pobreza no sertão nordestino, enquanto Triste
Fim de Policarpo Quaresma (1915) critica o nacionalismo ingênuo e a
corrupção política. A literatura brasileira, especialmente no século XX,
esteve fortemente engajada na denúncia das desigualdades e na reflexão
sobre a identidade nacional.
4 ESTÉTICA E CONHECIMENTO NA LITERATURA
Para Eagleton (2006), a literatura combina o estético com o político,
promovendo experiências simbólicas que produzem conhecimento. A arte
literária permite um tipo de compreensão que não é puramente racional,
mas emocional e imaginativa. Ao manipular linguagem, tempo e
perspectiva, o texto literário convida o leitor à reflexão e à reconstrução de
sentidos.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A literatura é mais do que uma arte verbal — é um instrumento de leitura
crítica do mundo. Por meio da ficção, o leitor é levado a refletir sobre si
mesmo, sobre o outro e sobre as estruturas sociais. Em tempos de crise
ética e cultural, a leitura literária continua sendo um caminho para a
formação de cidadãos conscientes, empáticos e críticos.
“A literatura é a memória da humanidade." — Harold Bloom
Harold Bloom foi um dos mais influentes críticos literários do século XX,
conhecido por sua defesa do cânone ocidental e por enfatizar a importância
da leitura profunda.
REFERÊNCIAS
CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação do homem. Rio de Janeiro:
Ouro sobre Azul, 2000.
EAGLETON, Terry. Teoria da literatura. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
SODRÉ, Nelson Werneck. História da literatura brasileira. São Paulo: Global,
2007.
Mimese
Resumo:
A mímesis, frequentemente traduzida como “imitação”, é um conceito
central na teoria estética ocidental desde a Antiguidade. Este artigo
investiga o desenvolvimento histórico da mímesis desde Platão e Aristóteles
até suas ressignificações na modernidade, com ênfase nas implicações
filosóficas, artísticas e literárias do termo. Busca-se compreender como a
representação do real evoluiu do campo da cópia à criação poética e crítica
da realidade.
1. Introdução
A mímesis é uma noção antiga e complexa que atravessa séculos de
pensamento filosófico, artístico e literário. Desde Platão, que a associava à
imitação enganosa da realidade, até teóricos modernos como Auerbach,
que a compreendem como representação da realidade em seus múltiplos
estratos, a mímesis permanece um conceito fundamental para entender a
arte e a literatura.
2. Mímesis em Platão e Aristóteles
Para Platão, no diálogo A República, a mímesis era vista com desconfiança,
pois significava uma cópia da realidade sensível, que por sua vez já era uma
cópia do mundo das ideias. Assim, a arte mimética estaria duas vezes
afastada da verdade. Aristóteles, no entanto, reabilita a mímesis na Poética,
entendendo-a como um mecanismo natural do ser humano de aprender por
imitação, conferindo à arte um valor formativo e catártico.
3. A Evolução do Conceito na Tradição Ocidental
Durante a Idade Média e o Renascimento, a mímesis esteve atrelada à
imitação dos modelos clássicos. Na modernidade, entretanto, a noção de
representação passou a incluir a subjetividade do artista, como se vê no
realismo literário do século XIX. Erich Auerbach, em Mimesis: A
Representação da Realidade na Literatura Ocidental, destaca essa evolução,
analisando como diferentes épocas e estilos refletem concepções variadas
do real.
4. Mímesis, Ficção e Verdade
A mímesis não se limita à cópia do visível, mas à construção de uma
verossimilhança que permita à arte criar mundos possíveis. A literatura, por
exemplo, representa o real através da ficção, revelando verdades humanas
profundas. A mímesis, nesse sentido, ultrapassa a mera imitação e se torna
um ato de recriação crítica e poética da realidade.
"A arte não é a reprodução do que é visível, mas torna visível."
(Theodor W. Adorno, em diálogo com a tradição da estética moderna)
Essa frase destaca uma crítica à mimese no sentido clássico — como
simples imitação da realidade — e propõe que a arte tem a função de
revelar o que está oculto ou latente no mundo, e não apenas copiar sua
aparência.
5. Considerações Finais
A mímesis continua sendo uma chave interpretativa central para a estética
e a teoria literária. Seu percurso histórico mostra como a arte se relaciona
com o real de maneira complexa, não apenas como espelho do mundo, mas
como elaboração crítica, criativa e simbólica da experiência humana.
Referências Bibliográficas:
Platão. A República.
Aristóteles. Poética.
Auerbach, Erich. Mimesis: A Representação da Realidade na Literatura
Ocidental.
Compagnon, Antoine. O Demônio da Teoria.
Ricoeur, Paul. Tempo e Narrativa.
Arte
RESUMO
A arte, em suas múltiplas formas e linguagens, é uma das manifestações
mais complexas da experiência humana. Este artigo analisa a função da
arte na sociedade, abordando seu papel expressivo, comunicativo e
transformador. A partir de referências filosóficas, sociológicas e estéticas —
como Platão, Nietzsche, Benjamin e Danto — busca-se compreender como a
arte atua como meio de representação simbólica, crítica social e construção
de identidades. O estudo aponta que a arte não apenas reflete o mundo,
mas também o transforma, sendo elemento essencial nas dinâmicas
culturais e políticas.
Palavras-chave: arte; estética; sociedade; expressão; crítica.
1 INTRODUÇÃO
Desde a Antiguidade, a arte ocupa posição central na reflexão filosófica e
estética. Considerada ora como imitação da natureza, ora como expressão
do espírito, a arte atravessa as eras se reinventando em sua forma e em
seu propósito. Em um mundo cada vez mais mediado por imagens e
tecnologias, torna-se fundamental repensar sua função: seria a arte apenas
um espelho da realidade ou também uma ferramenta de mudança? Este
artigo propõe uma reflexão crítica sobre o papel da arte na sociedade, suas
dimensões simbólicas e políticas, e seu poder de expressão e
transformação.
2 A ARTE COMO EXPRESSÃO
A arte é, antes de tudo, uma forma de linguagem. Para Nietzsche, ela é a
mais elevada expressão da vontade de potência, uma forma de lidar com o
caos da existência através da criação. Já para o romantismo, a arte era vista
como manifestação do gênio e da subjetividade individual. Em ambos os
casos, a arte aparece como meio de exteriorização do mundo interior,
tornando-se uma ponte entre o artista e o espectador, entre o sujeito e o
mundo.
3 A ARTE COMO REPRESENTAÇÃO E CRÍTICA
Ao longo da história, a arte também assumiu papel representativo,
retratando o mundo físico, social ou espiritual. Platão a criticava por ser
uma cópia enganosa da realidade, enquanto Aristóteles a valorizava por seu
poder de educar e purgar emoções.
No século XX, pensadores como Walter Benjamin ressaltaram o potencial
crítico da arte, especialmente após a reprodutibilidade técnica. Para
Benjamin, a arte pode romper com o conformismo ideológico, revelando
contradições sociais. Nesse contexto, movimentos como o dadaísmo, o
surrealismo e a arte contemporânea assumem o papel de desestabilizar
normas e provocar reflexão.
4 A ARTE COMO TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Mais do que refletir o real, a arte pode transformá-lo. A arte engajada, por
exemplo, busca denunciar injustiças e mobilizar consciências. No Brasil, o
teatro do oprimido de Augusto Boal é um exemplo de arte como prática
política. Segundo Boal, o espectador deve se tornar protagonista da cena,
transformando a arte em espaço de ação.
Arthur Danto, por sua vez, argumenta que o que torna algo arte não é sua
forma, mas o contexto filosófico e institucional que o envolve — o "mundo
da arte". Assim, a arte contemporânea, muitas vezes conceitual, desafia
fronteiras tradicionais e propõe novos modos de ver e agir no mundo.
Clement Greenberg:
> "O modernismo usou a própria arte para chamar atenção para a arte."
— Clement Greenberg, "Modernist Painting", 1960
Essa frase resume sua visão de que a arte moderna deveria investigar e
revelar os próprios meios — como tinta, tela, forma e cor — em vez de
representar o mundo exterior.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A arte é, simultaneamente, forma de expressão individual e fenômeno
coletivo. Sua força reside em sua ambiguidade e abertura ao múltiplo. Seja
como crítica, celebração, denúncia ou invenção, a arte participa ativamente
da constituição do mundo social. Compreendê-la é compreender também as
tensões, os desejos e os valores que compõem a sociedade.
REFERÊNCIAS
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica.
São Paulo: Brasiliense, 1985.
BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
DANTO, Arthur. O mundo da arte. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2006.
NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia. São Paulo: Companhia das
Letras, 1996.
PLATÃO. A República. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian, 2006.
ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Abril Cultural, 1973.