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Crise da Representação Literária: Mimesis e Transformação

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O conceito de mimesis;

A catarse e verossimilhança;
As mutações da mimesis;
A representação na literatura contemporânea;

Tanto na caracterização das personagens quanto na trama dos


fatos é preciso sempre procurar o necessário ou o verossímil, de tal
modo que tal personagem diga ou faça tais coisas por necessidade
ou verossimilhança e que isso se realize após aquilo também por
necessidade ou por verossimilhança (ARISTÓTELES, 2017, p. 129).
Nessa linha, Aristóteles convoca novamente a mímesis como forma humana
privilegiada de aprendizado, afinal, é próprio do homem o ato de imitar, inclusive, ele
se distingue dos demais animais por tal característica.
Por outro lado, Aristóteles em sua obra A poética, que possui 26 seções, retirou
a mímesis do lugar suspensivo. Ao contrário de Platão que parte de questões ético-
políticas, Aristóteles interessa-se por assuntos normativos.
Duas causas, ambas naturais, parecem ter dado origem à arte poética como um todo.
De fato, a ação de mimetizar se constitui nos homens desde a infância, e eles se
distinguem das outras criaturas porque são os mais miméticos e porque recorrem à
mimese para efetuar suas primeiras formas de aprendizagem, e todos se comprazem
com as mimeses realizadas (ARISTÓTELES, 2017, p. 57).
Ao contrário de seu mestre, Aristóteles não expulsou os poetas, mas os recolocou na
estrutura da polis a partir de seu trabalho baseado na necessidade e na
verossimilhança. O artista mimético não é somente um copiador, na mímesis
aristotélica há uma criação imanente neste processo artístico.
A mimesis é considerada como algo negativo, algo enganoso e falsificado. Platão
talvez acreditasse que a natureza mimética da poesia a tornar-se incapaz de mediar o
conhecimento e a verdade, logo todas as produções miméticas e seus produtores eram
desqualificados para Platão.
Discípulo de Platão deu encaminhamentos inovadores às proposições iniciais de
Platão, já que entendia a arte como ensinamento moral e instrumento pedagógico para
a formação do cidadão. Exemplo de Édipo rei
Contrariando as ideias de Platão, Aristóteles vai formular os primeiros conceitos
ligados a arte, em especial à literatura, registrando o conceito de mimesis como
maneira de transformação do real.
A representação nos remete para os temas contemporâneos

A relação entre mimesis e representação teve uma ruptura com o romantismo, no


momento que a imitação foi considerada como algo secundário para a criação do
artista.
A crise da representação literária é um fenômeno que emergiu principalmente no
final do século XIX e início do século XX, caracterizado por uma ruptura com as
formas tradicionais de imitar e representar a realidade na literatura. Até esse ponto, a
mimesis ou a representação “fiel” da realidade era um princípio central na criação
literária, sendo amplamente usada para retratar o mundo social, político e psicológico
de maneira coerente e compreensível. No entanto, com o surgimento de novas
correntes filosóficas, estéticas e científicas, a literatura passou por uma crise que
questionou a validade e os limites dessa forma de representação.
Um dos fatores centrais para essa crise foi o colapso das certezas sobre o que era
considerado “real”. Movimentos como o positivismo e as grandes narrativas
científicas, que sustentavam a crença de que o mundo poderia ser compreendido
objetivamente e que a arte e a literatura poderiam representá-lo de maneira fiel,
começaram a ser questionados. Teorias como o relativismo de Albert Einstein e as
novas perspectivas psicanalíticas de Sigmund Freud trouxeram à tona a ideia de que a
realidade externa não era necessariamente objetiva e absoluta, mas podia ser
percebida de maneiras distintas por diferentes indivíduos. A subjetividade, o
inconsciente e a multiplicidade de perspectivas começaram a invadir a literatura,
gerando uma crise na capacidade de retratar uma realidade “única” e coesa.

Essa fragmentação da realidade desafiou os modos tradicionais de narrativa, que


buscavam uma representação direta, racional e lógica do mundo. Em vez de imitar
uma “realidade externa”, a literatura começou a se voltar para o interior do ser
humano, explorando o subconsciente, os sonhos, os fluxos de pensamento e as
emoções fragmentadas.
O movimento modernista foi uma resposta direta à crise de representação, com
escritores como James Joyce, Virginia Woolf e Marcel Proust adotando novas formas
de expressão que abandonavam as estruturas lineares da narrativa e a lógica causal
tradicional. Em vez de representar a realidade de maneira objetiva e ordenada, eles
optaram por técnicas como o fluxo de consciência, narrativas fragmentadas e
múltiplas perspectivas, refletindo a complexidade e o caos da experiência humana.
James Joyce, por exemplo, em Ulisses (1922), oferece uma narrativa que se move
entre diferentes níveis de consciência, misturando pensamento, percepção e memória
em um estilo que reflete a desordem da mente humana. Da mesma forma, Virginia
Woolf, em romances como Mrs. Dalloway (1925), explora o fluxo interior de suas
personagens, dissolvendo as fronteiras entre o presente, o passado e a subjetividade.
Esses autores expressaram a crise da representação ao sugerir que a literatura não
pode mais retratar o mundo como algo estável e unificado; ao contrário, a realidade é
percebida de forma fragmentada, pessoal e instável.
O realismo literário, que havia dominado o século XIX com autores como
Gustave Flaubert, Liev Tolstói e Honoré de Balzac, começou a ser criticado por sua
suposta pretensão de oferecer uma imagem “verdadeira” da realidade. Escritores
modernistas e pós-modernistas argumentaram que o realismo cria uma ilusão de
objetividade que não corresponde à experiência real, uma vez que ignora a
complexidade da percepção humana e a subjetividade dos indivíduos.
A ideia de que a arte poderia representar a “verdade” foi contestada. Como a
literatura poderia ser fiel à realidade se essa mesma realidade era vista de maneira
diferente por cada indivíduo? Como representar a consciência, os pensamentos e as
emoções de forma exata? Essas questões levaram muitos escritores a experimentar
com formas e estilos que rejeitavam o realismo tradicional e buscavam novas
maneiras de capturar a essência da experiência humana.
Se o modernismo trouxe a crise da representação à tona, o pós-modernismo levou
essa crise a um nível ainda mais radical. No pós-modernismo, que se desenvolveu nas
décadas seguintes, a ideia de que a literatura poderia representar qualquer tipo de
realidade objetiva foi quase totalmente descartada. Escritores pós-modernos, como
Italo Calvino e Jorge Luis Borges, argumentaram que a realidade é, em grande parte,
construída por narrativas, discursos e linguagens – ou seja, a própria ideia de
“realidade” é uma construção cultural.
Esse ceticismo em relação à capacidade da literatura de representar o mundo
levou à adoção de técnicas que brincam com a ideia de representação, muitas vezes
criando obras que questionam sua própria existência como textos “realistas”. O
romance pós-moderno frequentemente incorpora metanarrativas, autorreflexão e
pastiche, fragmentando ainda mais a noção de uma narrativa coesa e questionando se
a literatura pode, de fato, representar qualquer verdade universal.
A crise da representação literária foi uma resposta às profundas mudanças sociais,
científicas e filosóficas que ocorreram no final do século XIX e início do século XX.
Tal crise questionou a ideia de que a literatura poderia representar a realidade de
forma objetiva e fiel, levando os escritores a explorar novas formas de expressão que
refletiam a subjetividade, o caos e a fragmentação da experiência humana. No
modernismo, essa crise se manifestou por meio de narrativas experimentais e
fragmentadas, enquanto no pós-modernismo, a própria ideia de representação foi
desafiada, levando à conclusão de que a literatura não poderia mais pretender oferecer
uma visão “verdadeira” da realidade.
Essa crise gerou uma renovação profunda na forma como a literatura era
produzida, resultando em um vasto campo de experimentação e de questionamento
das fronteiras entre ficção e realidade.
Na literatura, a mimesis ocorre quando o autor constrói uma narrativa que, mesmo
sendo ficcional, apresenta elementos que refletem a realidade, ou uma versão
verossímil dela. Personagens, cenários, ações e emoções são projetados de modo que
o leitor possa se identificar com eles, entendê-los e, em muitos casos, compará-los
com sua própria experiência de vida. Quando uma mimesis é bem-sucedida, uma obra
literária cria uma ponte entre o mundo ficcional e o mundo real, permitindo que o
leitor se envolva de maneira emocional. Por exemplo, em um romance que descreve
uma luta moral ou dilemas pessoais, mesmo que os personagens e situações sejam
fictícios, a imitação dos conflitos internos e das emoções humanas pode ressoar
profundamente com o leitor, já que eles refletem experiências universais. Essa
próximidade com a realidade é o que faz a obra literária ter impacto e relevância.
A mimesis, ou o conceito de imitação da realidade na literatura, passou por
diversas mutações ao longo da história, refletindo transformações filosóficas, sociais e
culturais. Cada época literária trouxe novas perspectivas sobre como a realidade
poderia ser representada nos textos, desde tentativas de imitação fiel até rupturas que
questionavam os próprios limites dessa representação. Na sequência, exploramos
essas mudanças por meio de exemplos de obras literárias que ilustram diferentes
abordagens da mimese ao longo do tempo.
A revisitação da teoria mimética na contemporaneidade é uma resposta direta às
transformações que o gênero romance experimentou, sobretudo a partir do século XX.
Com o advento de estilos experimentais, como o modernismo e o pós-modernismo, o
romance passou a desafiar a noção clássica de mimese como representação direta e
verossímil da realidade. Na contemporaneidade, a mimese se vê desdobrada e
questionada, e a própria realidade que ela pretende imitar tornou-se fluida,
fragmentada, híbrida e marcada por múltiplas perspectivas.
No romance clássico do século XIX, a mimese era frequentemente associada a
uma tentativa de capturar a vida cotidiana e o comportamento humano de maneira
precisa e específica, especificamente como uma espécie de documento social e
psicológico. Escritores como Honoré de Balzac, Liev Tolstói e Gustave Flaubert
buscavam, cada um a seu modo, criar um “efeito de real” que situava a narrativa
como um espelho da sociedade, revelando suas dinâmicas e tensões. Contudo, com o
surgimento das vanguardas do início do século XX, e, mais tarde, com o pós-
modernismo, o romance começa a problematizar essa abordagem: os limites da
realidade, da subjetividade e da própria linguagem passam a ser questionados,
evidenciando uma mimese que não representa, mas interpreta, desmonta e
reconfigura.
Autores como James Joyce e Virginia Woolf, por exemplo, romperam com a
linearidade narrativa e com a representação externa para se concentrar na consciência
individual e nas sutilezas da subjetividade humana. Obras como Ulisses e Sra.
Dalloway desafiam a mimese.
Assim, no contexto contemporâneo, a teoria mimética se expande para abarcar
não só o real, mas o hiper-real e o fictício. Muitos romances contemporâneos
incorporam mídias como fotografias, documentos falsos e arquivos digitais, tornando-
se uma espécie de palimpsesto de realidades que coexistem e se sobrepõem. Autores
como Ricardo Lísias, Mônique Malcher, Aline Bei, Micheliny Verunschk , Ana
Miranda, Maria Valéria Rezende exemplificam essa tendência, misturando elementos
reais com ficcionais para explorar as complexidades da história, da memória e da
identidade.
No romance O Som do Rugido da Onça (2021), a autora Micheliny Verunschk ,
desafia o conceito de mimesis ao criar uma narrativa que subverte a ideia de
representação fiel da realidade. Ao contar a história de duas crianças indígenas
brasileiras que foram levadas à Europa no século XIX para serem exibidas como
“curiosidades exóticas” e objetos de estudo, Verunschk não busca reproduzir uma
representação realista da cultura e do ponto de vista indígena. Em vez disso, a autora
adota uma abordagem mais sensível, imaginativa e questionadora, que transcende a
ideia de mimese como uma simples cópia ou espelho da realidade.
Na obra O peso do pássaro morto (2017), Aline Bei, apresenta ao público um
enredo que é fragmentado e as lembranças da protagonista são expressas em uma
narrativa que, em muitos momentos, reflete uma percepção distorcida e emocional da
realidade. Essa subjetividade é uma forma de transgredir a mimese, haja vista que ao
invés de buscar uma reprodução fiel da realidade, a autora cria uma experiência
interna e emocional mais fluida e introspectiva.
Na literatura brasileira, diversas obras desconstroem o conceito de mimese
tradicional, promovendo uma reflexão sobre a realidade, a memória e a identidade de
forma fragmentada e experimental, características marcantes da literatura pós-
moderna. Eis algumas delas: Avalovara (1973) de Osman Lins. Este romance
experimental mistura diversas vozes e narrativas que convergem e divergem,
utilizando elementos visuais como o quadrado Sator (um palíndromo em forma de
quadrado mágico). A estrutura do romance é elaborada para desafiar uma
compreensão linear da realidade, criando um universo ficcional em que a narrativa
lógica é elevada pela composição poética e visual.
Nos últimos anos, a literatura brasileira contemporânea tem produzido obras que
exploram novos caminhos para questionar o conceito de mimese tradicional,
combinando experimentação narrativa, hibridismo de gêneros e linguagens
inovadoras. A título de ilustração, eis algumas obras que se destacam por esses
aspectos: Torto Arado (2019) de Itamar Vieira Junior. Embora conte uma história
aparentemente linear sobre duas irmãs no sertão baiano, a obra desafia a mimese
tradicional ao mesclar elementos de espiritualidade, da história oral e tradição afro-
brasileira, criando uma narrativa que expande a representação do mundo rural e revela
camadas invisíveis de opressão e de resistência.
As obras de Ricardo Lísias são conhecidas por desafiarem o conceito tradicional
de mimese ao flertarem com o limite entre a realidade e a ficção, muitas vezes
utilizando a própria figura do autor como personagem central em situações de
profunda ambiguidade e desconforto. Esse jogo constante com o real e o fictício
provoca uma crise na ideia de representação, uma vez que força o leitor a questionar a
verdade e a veracidade do que lê. Para ilustrarmos melhor tais questões, seguem
alguns aspectos de como as obras de Lísias subvertem a mimese: autoficção e
narrativa de desconforto. Em romances como Divórcio (2013) e Inquérito policial:
família Tobias (2014), Lísias utiliza seu próprio nome e biografia para construir
histórias que misturam fatos e invenção de maneiras que deixam o leitor em uma zona
de incerteza. Essa estratégia de autoficção na qual o autor-personagem parece
confessar experiências pessoais e traumáticas e desafia a ideia de uma representação
fiel e estável da realidade, ao manipular a percepção do leitor sobre o que é
“verdadeiro” ou “inventado”.
A representação, para Pierre Bourdieu, é mediada pelo “capital simbólico”,
prestígio, reconhecimento e legitimidade cultural conferem poder. Ou seja, quem
possui mais capital simbólico detém a capacidade de moldar as representações sociais
e, assim, influenciar a maneira como as pessoas e grupos são vistos e compreendidos.
Esse processo de representação é um ato de “poder simbólico”, que permite que certos
grupos ou classes dominem o imaginário coletivo, legitimem suas posições e,
consequentemente, mantenham o controle sobre os indivíduos.
Jaime Ginzburg, em sua abordagem teórica sobre representação, oferece uma
perspectiva semiótica e comunicacional que vai além da simples reprodução da
realidade. Para o crítico, a representação é um processo complexo de construção de
significados que envolve a tradução do mundo (ou das experiências) para signos
sejam eles linguísticos, visuais, gestuais, entre outros. Essa tradução não é direta nem
neutra, mas mediada por uma série de fatores culturais, históricos e sociais que
moldam os leitores.
A representação, para Ginzburg, não deve ser vista como um reflexo ou cópia da
realidade, mas como uma construção simbólica. Ou seja, os signos não refletem o
mundo tal como ele é, mas sim uma interpretação de diferentes aspectos da realidade,
dada a influência das condições culturais e sociais de cada época, grupo e contexto.
Nesse sentido, a representação é sempre uma construção do sentido, mediada por
estruturas de poder, ideologias e práticas sociais que influenciam as ações das
pessoas.
Para Luís Costa Lima, a mimese é um conceito central e multifacetado na sua
obra, especialmente na análise da literatura e da estética. Costa Lima, expande o
entendimento tradicional da mimese, que geralmente está associado à ideia de
imitação da realidade, para algo mais complexo e que vai além da mera cópia.
Mimesis como representação complexa: Costa Lima entende a mimesis como um
processo que envolve tanto a reprodução da realidade quanto a criação de novos
sentidos. Segundo ele, a mimesis não é apenas uma representação passiva ou uma
duplicação do mundo externo, mas sim um campo em que a realidade é recriada de
forma crítica. Esse processo permite uma “transgressão” do que é dado na realidade,
possibilitando questionamentos e uma nova percepção do real.
Erich Auerbach concebe a mimesis como uma busca pelo realismo, mas não um
realismo superficial ou mecânico. Para ele, o realismo literário é uma forma de
penetração nas camadas da realidade humana, capturando não apenas ações ou
aparências externas, mas os conflitos internos, as contradições e a ambivalência que
marcam a experiência de ser humano.
Para ilustrar a mimesis no sentido dado por Auerbach, podemos olhar para a obra
A visita cruel do tempo (2009) da autora americana Jennifer Egan. Neste romance,
Egan representa a complexidade da vida contemporânea por meio de uma série de
narrativas entrelaçadas, que exploram a passagem do tempo e os efeitos desse fluxo
nas vidas de diversos personagens ao longo de décadas.
A autora concebe a mimesis como fragmentação da realidade, Egan adota uma
estrutura não linear, apresentando capítulos em diferentes estilos, tempos e pontos de
vista, o que permite uma representação fragmentária, mas profundamente humana, da
realidade. Por meio de personagens interconectados e de cenários que vão desde a
música punk dos anos 1970 até o futuro próximo, Egan cria um retrato multifacetado
da condição humana, semelhante ao que Auerbach descreveu como o desejo de
representar o “inacabado” e o implícito da experiência.
Uma visita cruel do tempo exemplifica a mimesis contemporânea, explorando a
profundidade psicológica e as questões existenciais da realidade contemporânea por
meio de uma narrativa que não simplifica, mas abre o real à múltiplas interpretações.
Assim, a obra de Jennifer Egan representa uma forma de mimese que está compatível
com o conceito de Auerbach, oferecendo uma compreensão rica e matizada da
condição humana em um contexto contemporâneo.

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