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Sentenca

A ação de usucapião extraordinária, movida por Alexsandra do Rocio Prado Luz e Geuliano Aparecida Chaves Luz, foi julgada procedente pelo Tribunal de Justiça do Paraná, reconhecendo o domínio do imóvel em favor dos autores. O juiz constatou que os autores exerceram posse mansa, pacífica e ininterrupta do imóvel por mais de quinze anos, atendendo a todos os requisitos legais para a usucapião. A decisão inclui a expedição de mandado para registro do imóvel na Circunscrição Imobiliária local.
Direitos autorais
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A ação de usucapião extraordinária, movida por Alexsandra do Rocio Prado Luz e Geuliano Aparecida Chaves Luz, foi julgada procedente pelo Tribunal de Justiça do Paraná, reconhecendo o domínio do imóvel em favor dos autores. O juiz constatou que os autores exerceram posse mansa, pacífica e ininterrupta do imóvel por mais de quinze anos, atendendo a todos os requisitos legais para a usucapião. A decisão inclui a expedição de mandado para registro do imóvel na Circunscrição Imobiliária local.
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PROJUDI - Processo: 0047792-76.2017.8.16.0019 - Ref. mov. 629.

1 - Assinado digitalmente por Parana Tribunal de Justica:77821841000194 (Leona


rdo Souza)
17/06/2025: JULGADA PROCEDENTE A AÇÃO. Arq: Sentença

Documento assinado digitalmente, conforme MP nº 2.200-2/2001, Lei nº 11.419/2006, resolução do Projudi, do TJPR/OE
ESTADO DO PARANÁ

Validação deste em https://projudi.tjpr.jus.br/projudi/ - Identificador: PJV2G GUGR2 UD8LE J9QVR


PODER JUDICIÁRIO
COMARCA DE PONTA GROSSA
4ª VARA CÍVEL
RUA LEOPOLDO GUIMARÃES DA CUNHA, 590, PONTA GROSSA, PARANÁ

Vistos e examinados estes autos de ação de


usucapião extraordinária, registrada sob o n°
0047792-76.2017.8.16.0019, movida por
ALEXSANDRA DO ROCIO PRADO LUZ e GEULIANO
APARECIDA CHAVES LUZ, em face de ACASSIO
FRARE e outros, ambos já devidamente qualificados
nos autos.

RELATÓRIO

Cuida-se de ação de usucapião extraordinária, em que a parte autora


alegou, em breve síntese, que adquiriu o imóvel descrito em inicial em meados do ano de
2000, através de contrato de compra e venda de imóvel, exercendo a posse mansa, pacífica
e ininterrupta desde então. Afirmou que o contrato foi celebrado com a então possuidora,
Sra. Zelma Tavares Lemr, com reconhecimento em cartório. Ao final, requereu a declaração
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Documento assinado digitalmente, conforme MP nº 2.200-2/2001, Lei nº 11.419/2006, resolução do Projudi, do TJPR/OE
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de propriedade do autor sobre o imóvel indicando, expedindo-se mandado de averbação e


registro. Juntou procuração e documentos.

Expedido edital de citação aos réus incertos e eventuais interessados


(mov. 41.1). Ainda, houve manifestação indicando a ausência de interesse de intervenção
no feito pela União, Estado do Paraná, Município de Ponta Grossa e Ministério Público.

Os réus e confrontantes foram citados por edital, sendo nomeados


curadores especiais e apresentadas contestações por negativa geral.

Houve juntada de declarações de testemunhas (mov. 578.2).

Vieram os autos conclusos para sentença.

É, no essencial, o relatório. Decide-se.

FUNDAMENTAÇÃO

Tendo em vista a ausência de questões processuais pendentes para


processamento do feito, passo a analisar o mérito.

Trata-se de ação de usucapião em que a parte autora pretende o


reconhecimento e a declaração de domínio do lote de terreno urbano descrito na petição
inicial.

Usucapião etimologicamente significa “aquisição pelo uso”. É definido


como uma forma de aquisição do domínio pela posse qualificada da coisa, uma vez
preenchidos determinados pressupostos legais. Fundamenta-se, portanto, em posse
prolongada, que transforma situação de fato em situação de Direito.
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Segundo Arnaldo Rizzardo, o reconhecimento judicial da prescrição


aquisitiva tem como objetivo “consolidar uma situação de fato, legalizando-se e transmitindo-
se para a propriedade” (RIZZARDO, Arnaldo. Direito das Coisas. Rio de Janeiro: Forense,
2006, pg. 216.

No caso concreto, estamos diante de pretensão de usucapião


extraordinária devendo o possuidor do bem, a fim de adquirir a propriedade, demonstrar a
posse, sem oposição ou interrupção, com ânimo de dono, por quinze ou por dez anos nos
casos estabelecidos na lei, conforme inteligência do art. 1.238 do Código Civil.

Art. 1.238 – Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem
oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade,
independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que
assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro
no Cartório de Registro de Imóveis.

Parágrafo único – O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez


anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia
habitual, ou nele realizado obras ou serviço de caráter produtivo.

Assim, os requisitos da usucapião são, segundo o artigo supracitado, o


decurso do tempo (15 ou 10 anos) e a posse com “animus domini” exercida de forma
mansa, pacífica e ininterrupta. In casu, ao analisar as declarações prestadas por
testemunhas (mov. 578.2), estas foram uníssonas ao afirmar que conhecem os autores, e
que estes residem no imóvel descrito em inicial há mais de quinze anos, de forma mansa,
pacífica e ininterrupta, como se dono fosse.

Ademais disso, não houve qualquer oposição dos confinantes e das


fazendas públicas municipal, estadual e federal. Todas as formalidades legais exigidas
foram cumpridas, sendo devidamente publicado o edital de citação e intimação dos
interessados, ausentes, incertos e desconhecidos.
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Portanto, estão atendidos todos os requisitos para a declaração da


prescrição aquisitiva, devendo o imóvel descrito na inicial ser registrado em nome da parte
autora.

DISPOSITIVO

Ante o exposto, extingo o feito, com resolução de mérito, nos termos do


art. 487, I do Código de Processo Civil e JULGO PROCEDENTE o pedido inicial, para fins
de declarar o domínio do imóvel em favor da parte autora, tal como descrito na inicial, na
planta e no memorial descritivo, os quais ficam doravante fazendo parte integrante desta
decisão.

Defiro a dispensa do prazo recursal, se requerida.

Expeça-se mandado para registro na Circunscrição Imobiliária local,


com cópia do mapa e memorial que instrui a inicial, observando-se a norma contida no art.
225, da Lei 6.015, de 31.12.73, no Código de Normas da E. Corregedoria Geral da Justiça e
demais dispositivos legais aplicáveis à espécie.

Custas pela parte autora, observadas as regras de gratuidade judiciária.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Oportunamente, arquivem-se.

Ponta Grossa, data de inserção no sistema.


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LEONARDO SOUZA
Juiz de Direito

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