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Artigo 2-1

O artigo analisa como células de mamíferos, especialmente as cancerígenas, adquirem e regulam nutrientes do ambiente extracelular para sustentar seu crescimento e sobrevivência, especialmente em condições adversas. Ele discute as vias de captação de nutrientes, a sinalização celular, e as estratégias alternativas utilizadas por células tumorais, além de destacar a cooperação metabólica no microambiente tumoral. O estudo enfatiza a necessidade de mais pesquisas integradas para entender as variações metabólicas e suas implicações terapêuticas no tratamento do câncer.

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Aleff Mendes
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O artigo analisa como células de mamíferos, especialmente as cancerígenas, adquirem e regulam nutrientes do ambiente extracelular para sustentar seu crescimento e sobrevivência, especialmente em condições adversas. Ele discute as vias de captação de nutrientes, a sinalização celular, e as estratégias alternativas utilizadas por células tumorais, além de destacar a cooperação metabólica no microambiente tumoral. O estudo enfatiza a necessidade de mais pesquisas integradas para entender as variações metabólicas e suas implicações terapêuticas no tratamento do câncer.

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Artigo 2

Resumo geral
O artigo explora como células de mamíferos — especialmente células cancerígenas — adquirem
nutrientes do ambiente extracelular e como elas regulam essas vias de captação com base em suas
necessidades metabólicas. O foco está em compreender as estratégias usadas para sustentar a
sobrevivência, crescimento e proliferação celular, particularmente em condições adversas como
tumores mal vascularizados.

1. Metabolismo básico celular


Células precisam de nutrientes para gerar energia (ATP) e construir biomassa (proteínas, lipídios,
ácidos nucleicos etc.). Nutrientes como glicose, aminoácidos e ácidos graxos são oxidados para
produzir ATP. No entanto, em células em divisão, há uma reprogramação metabólica: ao invés de
simplesmente oxidar nutrientes, as células canalizam esses compostos para rotas biossintéticas.

2. Comparação: organismos unicelulares vs. células de mamíferos


● Unicelulares e plantas: conseguem usar uma variedade de fontes para gerar energia e
biomoléculas.
● Células de mamíferos: dependem de poucos nutrientes principais (glicose, glutamina e
ácidos graxos) e precisam importar nutrientes essenciais, como aminoácidos essenciais,
vitaminas e íons inorgânicos.

3. Captação de nutrientes e câncer


Câncer envolve crescimento celular desregulado. Células tumorais frequentemente operam em
ambientes com pouco suprimento sanguíneo. Para sobreviver, elas usam todas as vias possíveis de
captação de nutrientes: transportadores, endocitose e macropinocitose.

4. Fatores de crescimento e sinalização


Ao contrário dos unicelulares, células de mamíferos dependem de sinais extracelulares (fatores de
crescimento) para iniciar a captação de nutrientes:
● Vias principais: PI3K–Akt e Ras.
● Essas vias estimulam o transporte de glicose, expressão de enzimas biossintéticas e
captação de aminoácidos.

5. Sensores intracelulares de nutrientes


● mTORC1: ativado por aminoácidos e sinais de crescimento. Estimula síntese de proteínas,
lipídios e nucleotídeos, inibindo a degradação de macromoléculas (autofagia).
● AMPK: ativado quando os níveis de energia estão baixos. Estimula degradação de lipídios e
proteínas para gerar ATP e inibe mTORC1.

6. Captação via transportadores


● Glicose: transportada por GLUT1 e GLUT4, cuja presença na membrana é regulada por Akt.
● Aminoácidos: requerem diferentes transportadores específicos. O fator de transcrição Myc
(frequentemente ativado em câncer) estimula a expressão de transportadores como ASCT2,
SNAT5 e LAT1.

7. Endocitose mediada por receptores


Usada para captar nutrientes insolúveis como:
● Colesterol: via receptor de LDL.
● Ferro: via receptor de transferrina (TfR).
A expressão desses receptores é regulada por fatores como SREBP e influenciada por PI3K–
Akt.

8. Macropinocitose
Células podem ingerir grandes quantidades de fluido extracelular contendo proteínas, que são
digeridas em lisossomos. Essa via é ativada por Ras e PI3K.
● Células com mutações oncogênicas em Ras usam macropinocitose para sobreviver mesmo
sem aminoácidos essenciais livres, captando albumina como fonte de nutrientes.

9. Estratégias alternativas de captação


● Entose: células engolem células vizinhas e as digerem, liberando nutrientes.
● Autofagia: usada quando não há nutrientes extracelulares. A célula recicla seus próprios
componentes para sobreviver.

10. Coordenação entre vias de captação


● mTORC1 promove captação de glicose e aminoácidos por transportadores.
● Quando mTORC1 está inativo, a célula aumenta a degradação lisossomal de proteínas para
liberar aminoácidos.

11. Flexibilidade metabólica


● Células podem alternar entre glicose e glutamina como fontes principais.
● Algumas células tumorais podem usar acetato ou aminoácidos de cadeia ramificada como
fontes alternativas de carbono ou nitrogênio.
● Glutamina é essencial tanto para a produção de ATP quanto para a síntese de nitrogênio
reduzido.

12. Metabolismo lipídico


● Sob hipóxia, células dependem de lipídios insaturados vindos de fora, pois a enzima SCD
(desaturase) é inativa.
● Células cancerígenas aumentam a captação de lipídios via receptores como CD36.

13. Cooperação metabólica no microambiente tumoral


Células do tumor e células estromais vizinhas cooperam:
● Adipócitos liberam ácidos graxos.
● Astrócitos sintetizam e fornecem glutamina.
● Células da medula óssea captam cistina e secretam cisteína.
● Células estreladas pancreáticas liberam alanina derivada de autofagia.

14. Implicações terapêuticas e desafios


Apesar dos avanços, ainda faltam estudos que integrem as diversas rotas de captação. Além disso,
há variações metabólicas entre tecidos e tipos celulares que dificultam a generalização. Entender
essas diferenças será crucial para o desenvolvimento de terapias antitumorais que visem o
metabolismo celular.

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