0% acharam este documento útil (0 voto)
25 visualizações273 páginas

Manual de Instruções - BCI 300H DR

O manual de instruções do Britador Cônico BCI 300H DR fornece diretrizes essenciais para instalação, operação e manutenção do equipamento, enfatizando a importância da segurança e do cumprimento das instruções para evitar falhas. O documento abrange informações técnicas, sistemas elétricos, lubrificação, manutenção preventiva e detecção de defeitos, além de incluir um catálogo de peças e recomendações para operação segura. É crucial que os operadores leiam e compreendam o manual para garantir a eficiência e a durabilidade do britador.

Enviado por

denner.fontella
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
25 visualizações273 páginas

Manual de Instruções - BCI 300H DR

O manual de instruções do Britador Cônico BCI 300H DR fornece diretrizes essenciais para instalação, operação e manutenção do equipamento, enfatizando a importância da segurança e do cumprimento das instruções para evitar falhas. O documento abrange informações técnicas, sistemas elétricos, lubrificação, manutenção preventiva e detecção de defeitos, além de incluir um catálogo de peças e recomendações para operação segura. É crucial que os operadores leiam e compreendam o manual para garantir a eficiência e a durabilidade do britador.

Enviado por

denner.fontella
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Manual de Instruções

Britador Cônico BCI 300H DR


IMIC
Beneficiando o futuro.

ÍNDICE

1. Introdução............................................................................................................................................................8
1.1 Instruções de segurança.................................................................................................................................9
1.2 Segurança do pessoal.....................................................................................................................................9
1.3 Segurança no local de trabalho.......................................................................................................................10
1.4 Segurança com equipamento elétrico.............................................................................................................11

2. Informações técnicas........................................................................................................................................12
2.1 Introdução..........................................................................................................................................................12
2.2 Notas importantes..........................................................................................................................................13
2.3 Danos durante o transporte............................................................................................................................13
2.4 Tratamento de prevenção de ferrugem antes da entrega................................................................................14
2.5 Armazenamento de um britador montado..................................................................................................14
2.6 Armazenagem de um britador parcialmente montado...................................................................................15
2.7 Partida................................................................................................................................................................16
2.7.1 Dê partida com segurança........................................................................................................................16
2.8 Aperto de fixações rosqueadas....................................................................................................................17
2.8.2 Requerimentos para fixações com ligações rosqueadas (Fixações Normais)......................................17
2.8.3 Fixação entre o cilindro posicionador e a carcaça inferior (Fixação Especial).......................................18
2.8.4 Fixação entre a tampa do cilindro posicionador e o cilindro posicionador (Fixação Especial)..........................18
2.8.5 Fixação entre a barra de retenção e o colar anti poeira (Fixação Especial).........................................18
2.8.6 Fixação da engrenagem do excêntrico/suporte da engrenagem (Fixação Especial)..........................19
2.8.7 Fluido de fixação para ligações rosqueadas.............................................................................................19
2.9 Soldagem...........................................................................................................................................................19
2.9.1 Soldagem dos revestimentos de desgaste em manganês nas carcaças superior e inferior do britador...........20
2.9.2 Soldagem das placas de revestimento ao interior da carcaça Inferior..............................................................20
2.9.3 Soldagem da porca do cone e do manto...............................................................................................20
2.9.4 Olhais de içamento em mantos e em revestimentos da carcaça.............................................................20
2.10 Pesos.................................................................................................................................................................21

3. Instalação...........................................................................................................................................................23
3.1 Generalidades....................................................................................................................................................23
3.2 Estrutura de apoio..........................................................................................................................................24
3.3 Arranjos de alimentação e descarga................................................................................................................25
3.4 Arranjos de alimentação para britadores cônico tipo H.........................................................................27
3.5 Arranjos da alimentação para britagem fina..................................................................................................29
3.6 Arranjos de alimentação para britadores cônicos tipo S.............................................................................30
3.7 Arranjos de descarga.......................................................................................................................................30
3.8 Arranjos de acionamento..................................................................................................................................32
3.9 Sistemas de lubrificação...................................................................................................................................32
3.10 Sistemas do cilindro posicionador.....................................................................................................................34
3.11 Sistemas do cilindro de descarga......................................................................................................................34

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

4. Sistema elétrico.......................................................................................................................................35

5. Partida.......................................................................................................................................................36
5.1 Generalidades...........................................................................................................................................36
5.2 Dando partida no britador.......................................................................................................................39
5.3 Verificação de regulagem........................................................................................................................40
5.4 Carga máxima..........................................................................................................................................41

6. Sistema de lubrificação............................................................................................................................43
6.1 Introdução.................................................................................................................................................43
6.2. Bomba de óleo.........................................................................................................................................44
6.3. Termostatos...............................................................................................................................................45
6.4. Aquecimento do óleo..............................................................................................................................46

7. Limpeza....................................................................................................................................................47
7.1 Coletor de sujeira....................................................................................................................................47

8. Sistema do cilindro posicionador...........................................................................................................48


8.1 Descrição..................................................................................................................................................48
8.2 Acionamento.............................................................................................................................................49
8.3 Bomba do cilindro posicionador...............................................................................................................49
8.4 Válvula de controle..................................................................................................................................49
8.5 Bujão magnético.......................................................................................................................................49
8.6 Filtro de óleo............................................................................................................................................50
8.7 Válvula de segurança.............................................................................................................................50
8.8 Medidor de pressão................................................................................................................................50
8.9 Válvula amortecedora para o medidor de pressão............................................................................50
8.10 Regulador de fluxo..................................................................................................................................50
8.11 Acumulador...............................................................................................................................................51
8.12 Responsabilidade do proprietário............................................................................................................51

9. Recomendações referentes a lubrificantes.............................................................................................52


9.1 Generalidades...........................................................................................................................................52
9.2 Óleo para o sistema de lubrificação.....................................................................................................52
9.3 Óleo para o sistema do cilindro posicionador......................................................................................56
9.4 Lubrificação do eixo pinhão.....................................................................................................................57
9.5 Óleo dos Cilindros Hidráulicos (Descarga da Máquina)...........................................................................57
9.6 Lubrificação da bucha da aranha..........................................................................................................58

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

10. Conjunto da carcaça superior............................................................................................................60


10.1 Avaliação de desgaste do Manganês...................................................................................................60
10.2 Verificação antes da remoção..................................................................................................................63
10.3 Remoção e reinstalação da carcaça superior......................................................................................63
10.4 Substituição do revestimento da câmara BCI 300................................................................................65
10.5 Anel de enchimento do BCI 300...............................................................................................................68
10.6 Substituição de revestimentos superiores e do revestimento inferior do BCI 300 S....................69
10.7 Substituição somente do revestimento inferior do BCI 300 S.........................................................74
10.8 Britagem de materiais duro menos abrasivo...........................................................................................75

11. Tampa da aranha....................................................................................................................................76


11.1 Verificando o conjunto da tampa da aranha...........................................................................................76
11.2 Substituição da bucha da aranha e da vedação..................................................................................78

12. Conjunto do eixo principal........................................................................................................................80


12.1 Eixo excêntrico principal..........................................................................................................................80
12.2 Generalidades..........................................................................................................................................81
12.3 Porca externa da tampa.........................................................................................................................81
12.4 Porca interna do topo do conjunto eixo excêntrico principal...................................................................84
12.5 Manto........................................................................................................................................................84
12.6 Camisa do eixo principal..........................................................................................................................86
12.7 Eixo principal............................................................................................................................................87
12.8 Cone central.............................................................................................................................................89
12.9 Anel de vedação de pó..........................................................................................................................90
12.10 Raspador..................................................................................................................................................91

13. Conjunto da carcaça inferior....................................................................................................................92


13.1 Descrição do conjunto da carcaça inferior..........................................................................................92
13.2 Generalidades..........................................................................................................................................93
13.3 Anel de vedação interno..........................................................................................................................93
13.4 Barra de posicionamento.........................................................................................................................94
13.5 Mancal de escora.....................................................................................................................................95
13.6 Bucha do excêntrico.................................................................................................................................98
13.7 Colar de vedação...................................................................................................................................100
13.8 Conjunto do excêntrico.........................................................................................................................102
13.9 Suporte da engrenagem e contrapeso...................................................................................................103
13.10 Engrenagem do excêntrico....................................................................................................................105
13.11 Placa de desgaste.................................................................................................................................105
13.12 Bucha da carcaça inferior......................................................................................................................106
13.13 Pistão do cilindro posicionador..............................................................................................................108
13.14 Cilindro posicionador..............................................................................................................................109
13.15 Gaxeta do cilindro posicionador..............................................................................................................109
13.16 Bucha do cilindro posicionador...............................................................................................................113

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

14. Conjunto do eixo-pinhão........................................................................................................................115


14.1 Lubrificação............................................................................................................................................115
14.2 Remoção do conjunto completo do eixo-pinhão..................................................................................115
14.3 Remoção do eixo-pinhão......................................................................................................................117
14.4 Recolocação do eixo-pinhão.................................................................................................................119
14.5 Recolocação do conjunto do eixo-pinhão...........................................................................................120

15. Instalação, ajustes e folgas do conjunto da transmissão.................................................................121


15.1 Generalidades........................................................................................................................................121
15.2 Instalação e ajuste do conjunto eixo-pinhão.......................................................................................121
15.3 Folga no flanco dos dentes...................................................................................................................122

16. Arranjo do acionamento........................................................................................................................124

17. Manutenção preventiva......................................................................................................................127


17.1 Generalidades.......................................................................................................................................127
17.2 Inspeção diária......................................................................................................................................127
17.3 Inspeção semanal.................................................................................................................................129
17.4 Inspeção semestral...............................................................................................................................129
17.5 Inspeção anual.....................................................................................................................................130

18. Detectando defeitos na máquina........................................................................................................131


18.1 Introdução.............................................................................................................................................131
18.2 O Britador para.....................................................................................................................................132
18.3 O Britador não mantém uma regulagem constante............................................................................133
18.4 Temperatura do óleo muito alta.........................................................................................................134
18.5 O Britador não aciona.........................................................................................................................135
18.6 Pontos de verificação do conjunto eixo-pinhão.................................................................................136
18.7 Ruídos anormais no britador............................................................................................................137
18.8 Redução da capacidade do britador...............................................................................................138
18.9 Desgaste excessivo dos elementos de desgaste..............................................................................139
18.10 Problemas com a bucha dentro do britador......................................................................................140

19.0 Peças de reposição...............................................................................................................................141


19.1 Estoque recomendado de peças de reposição.....................................................................................141

20. CATÁLOGO DE PEÇAS........................................................................................................................143

• Desenhos de conjuto e listas de peças / Configuração de revestimento BCI’s / Ficha técnica BCI

Termo de garantia

ANEXOS

• Manual de instruções Unidade Hidráulica


• Esquema Elétrico da Unidade Hidráulica
• Manual de motor WEG
[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

INFORMAÇÕES SOBRE O EQUIPAMENTO

FABRICANTE

Este equipamento foi fabricado por:

Indústria Mecânica Irmãos Corgozinho Ltda.


Sarzedo - Minas Gerais
Brasil
[Link]

PARA MANUTENÇÃO

Entrar em contato com o Departamento de Assistência Técnica:

Indústria Mecânica Irmãos Corgozinho Ltda.


Sarzedo - Minas Gerais
Brasil
[Link]
assistenciatecnica@[Link]
Telefone: +55 31 3399 - 4400 +55 31 3577-7999

[Link]
1
IMIC
Beneficiando o futuro.

IDENTIFICAÇÃO DO BRITADOR

Abaixo exemplo da placa de identificação do Britador .

As placas contém dados necessários de identificação do equipamento, dados para lubrificações e para
contato com a IMIC e referências do equipamento específico deste manual.

Para solicitação de informações o número de série do equipamento gravado na placa deverá ser informado.

[Link]
2
IMIC
Beneficiando o futuro.

1. INTRODUÇÃO

É com satisfação que a IMIC – INDÚSTRIA MECÂNICA IRMÃOS CORGOZINHO procura por meio deste manual,
fornecer de modo claro e objetivo, informações que julga serem importantes à instalação, operação e manutenção
destes equipamentos.

A observação destas instruções de operação é pré-requisito básico para uma ope¬ração sem falhas e para o at-
endimento a eventuais reivindicações dentro do prazo de garantia. Por isso deve-se, ler atentamente as instruções
de operação antes de colocar o equipamento em operação.

As pessoas responsáveis pela operação da máquina devem estar bem informadas quanto a sua operação e con-
cepção e devem saber quando e como efetuar os ajustes necessários.

Portanto, deve-se ler cuidadosamente todo este manual, estudar e compreender os desenhos ilustrativos antes
de instalar ou operar o equipamento. Adicionalmente, certifique-se que o(s) operador (es) da máquina também
tenha(m) consigo cópia deste manual.

Este manual de instruções contém as informações necessárias para permitir acompanhar e manter o seu equipa-
mento em satisfatórias condições de uso. Se você pretende obter a máxima disponibilidade e vida útil da máquina,
nossas instruções devem ser cuidadosamente seguidas. Lubrificação inadequada ou negligência no reparo de de-
feitos aparentemente insignificantes podem conduzir rapidamente a problemas mais sérios resultando em onerosa
perda de tempo.

Especialmente no caso de equipamento novo ou recém-instalado torna-se particularmente importante que as in-
struções de operação e manutenção sejam seguidas cuidadosamente, ambas para atender os termos de garantia
e assegurar que a máquina seja corretamente operada.

Em todos os contatos e correspondências trocadas com o fabricante, deve ser mencionado o tipo, modelo e o
número de série. Estes dados podem ser encontrados na plaqueta de identificação do equipamento.

Leia o manual todo antes de instalar ou usar o equipamento e mantenha-o sempre à mão caso necessite. No caso
de alguma dúvida entre em contato com a IMIC.

Aspectos importantes para prevenção de acidentes:

- Ler e compreender o Manual de instruções.

- Formação contínua do pessoal em manejo e segurança.

- Seguir as normas de segurança; gerais e locais.

- Colocação de letreiros de advertência em lugares perigosos.

- Disponibilizar equipamentos e ferramentas adequados.

- Elaborar programas e normas de segurança, e assegurar o seu cumprimento por parte de todo o pessoal.

[Link]
3
IMIC
Beneficiando o futuro.

1.1 INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA

As nossas instruções contém informação importante que todos os usuários deverão conhecer e compreender
antes de utilizar o equipamento.

A seguinte lista sobre medidas de segurança deve ser considerada como diretas e recomendadas. Podem ocorrer
outras condições e variações no funcionamento do equipamento que não são cobertas por estas.

O operador é responsável em conhecer os requisitos, precauções, áreas de risco existentes e esclarecer qualquer
dúvida com seu supervisor.

1.2 SEGURANÇA DO PESSOAL

1. Leia e assimile todos os avisos, medidas de precaução, o significado de todos os letreiros que há no equipa-
mento e em seu redor, e instruções do livro de instruções de manobra.

2. Informe todos os incidentes e acidentes ao superior responsável. Consulte tão rápido quanto possível o médico
ou outro pessoal hospitalar se tiver havido lesões pessoais.

3. Mantenha uma lista de números de emergência, bem visível perto do telefone, e informe todo o pessoal, de onde
estes se encontram.

4. Não trabalhe nas instalações caso esteja sob o efeito de álcool, medicamentos fortes, calmantes ou outras
drogas que possam colocá-lo desatento.

5. Quando se mover na máquina ou em redor, use corrimãos, guarda corpos, escadas e outros dispositivos de
segurança. Use cinto de segurança com talabarte se for necessário.

6. Não opere equipamentos usando cabelo comprido ou roupas folgadas, evitando assim que estes se prendam
em peças rotativas, móveis ou comandos.

7. Use sempre óculos de proteção, em todos os locais onde há riscos de projeção de partículas.

8. Use sempre, se possível, luvas protetoras para proteger as mãos e dedos de pancadas, cortes, queimaduras e
materiais químicos.

9. Use sempre capacete e botas de segurança em trabalhos que assim o exijam.

10. Retire anéis, relógios, pulseiras e colares antes de começar a trabalhar na instalação.

11. Use proteção de ouvidos em zonas de trabalho com alto nível de ruído.

12. Use máscara de proteção quando trabalhar em qualquer ambiente que possa afetar a sua saúde.

13. Não movimente cargas com peso excessivo ou perigoso que possam lesionar sua coluna, utilize dispositivos
auxiliares. Use as pernas e não as costas quando necessitar levantar objetos.
[Link]
4
IMIC
Beneficiando o futuro.

1.3 SEGURANÇA NO LOCAL DE TRABALHO

1. Mantenha a zona de trabalho limpa e livre de materiais acumulados. Não deixe pedras ou outros materiais
acumularem-se em passadiços, plataformas, escadas e embaixo de transportadores.

2. Não permita que pessoas não autorizadas permaneçam na área de trabalho ou proximidades. Tenha sempre
controle total sobre quem lá estiver.

3. Áreas de acesso aos equipamentos devem que ser mantidas limpas e livres de óleo e graxas.

4. Peças e ferramentas fora de uso devem ser guardadas em locais apropriados.

5. Equipamentos de segurança devem ser guardados em locais apropriados.

6. Não fique embaixo de equipamento içado ou suspenso, nem permita que alguém o faça. Use gancho de segu-
rança ou gancho com fecho de segurança quando içar e use calços quando necessário.

7. Procure se informar das capacidades de carga dos equipamentos utilizados para içamento de cargas.

8. Não sobrecarregue as passagens. Essas são destinadas a pessoal de serviço.

9. Fique atento quanto ás condições de visibilidade geral na área de trabalho e em suas proximidades.

10. Durante a manutenção da máquina, o motor da mesma tem que ter seu acionamento bloqueado através de
dispositivo apropriado.

11. A máquina e a área de trabalho devem estar bem iluminadas.

[Link]
5
IMIC
Beneficiando o futuro.

1.4 SEGURANÇA COM EQUIPAMENTO ELÉTRICO

Cuidado!

Desligue e/ou desconecte a fonte de alimentação dos motores antes de realizar procedimentos de manuten-
ção. Sempre bloqueie a alimentação do motor antes de limpar, ajustar, fazer manutenção e reparos.

1. Somente pessoal qualificado deve receber autorização para trabalhar com componentes elétricos na instalação
ou equipamento.

2. Leve em conta sempre a possibilidade de o equipamento elétrico está energizado, até que se prove por meio de
teste que não está energizado.

3. Bloqueie o interruptor de segurança/interruptor principal e ponha letreiros de aviso com ”Manutenção” antes de
iniciar qualquer inspeção, serviço de manutenção, lubrificação ou ajuste à máquina.

4. Repare ou substitua condutores elétricos, cabos ou ligações que estejam gastos ou danificados.

5. Certifique-se que cabos de terra, e ligações de cabos de alta potência estão ligados como especificado e com
segurança, antes de dar a partida no equipamento.

6. Todos os cabos de alta tensão e cabos subterrâneos devem de fácil localização e conhecidos. Tenha extremo
cuidadoso durante trabalhos em áreas de alta tensão.

Informe-se de onde estão caixas elétricas com os interruptores dos condutores principais.

7. Nunca trabalhe com equipamento elétrico em recintos úmido ou quando está na água ou superfície molhada, a
não ser que saiba que a corrente está cortada.

8. Seja cauteloso quando trabalhar perto de, ou com eletricidade. Informe imediatamente ao seu superior se houver
risco ou suspeita de avaria no sistema elétrico.

Observação

Seja cauteloso quando trabalhar com acumuladores hidráulicos. Estes, nunca devem ser sujeitos a aqueci-
mento, soldagem ou choques.

[Link]
6
IMIC
Beneficiando o futuro.

2. INFORMAÇÕES TÉCNICAS

2.1 INTRODUÇÃO

Designação do tipo

Os britadores cônicos IMIC BCI tipo H e S distinguem-se pelo formato cônico do manto e pelo tamanho e capa-
cidade incomum entre os dois, sendo que o tipo H é diferente do tipo S pelo fato do tipo S ter seu manto interior
mais “aguçado” que o tipo H. Por esta característica a pressão de britagem seguida para baixo é maior no tipo H
que no Tipo S.

[Link]
7
IMIC
Beneficiando o futuro.

2.2 NOTAS IMPORTANTES

Todo britador é inspecionado e testado antes da entrega. O britador é testado sem carga, e, portanto não foi tes-
tado por completo.

Normalmente o britador é fornecido sobre um chassi de transporte, e a unidade de tanque é expedida em caixotes.

Nunca transporte um britador montado, a menos que o eixo principal esteja bloqueado.

Cuidado!

Deve sempre ser tomado o máximo cuidado ao manusear os componentes do britador, para evitar danos
às superfícies dos mancais e outras partes usinadas. Use sempre suportes de madeira e jamais coloque
componentes diretamente no solo.

Isto deve ser feito baixando o eixo principal até à sua posição mais baixa e fixando-o por cunhas de madeira
apropriadas dentro da câmara de britagem. Se o eixo principal puder ser movido para cima e para baixo, ou se o
britador for sujeito a oscilações severas, os componentes do mancal de escora poderão ser destruídos.

Pela mesma razão, é importante ter cuidado ao levantar o britador. Nunca faça repousar o britador sobre o seu
lado, porque os componentes do mancal de escora ficarão desalinhados das suas posições corretas.

O equipamento de içamento de cargas deve ser dimensionado para a elevação que está sendo levada a cabo. Os
pesos dos vários componentes são indicados no desenho de instalação, e na seção 2.10.

Se usar correntes para içamento, proteja as superfícies usinadas.

Se um guincho com translação for instalado acima do britador, a direção de translação do guincho deve coincidir
com o eixo do eixo pinhão. Desta forma, será mais fácil remover o conjunto de eixo pinhão. Deverá também haver
uma área de armazenagem debaixo da via do guincho, de modo a colocar aí os componentes do britador.

2.3 DANOS DURANTE O TRANSPORTE

Uma vez que o agente da transportadora é responsável pelas perdas ou danos que possam ocorrer durante o
transporte, inspecione cuidadosamente o fornecimento quando ele chegar, e verifique-o através da lista de em-
barque. No caso de qualquer falta ou dano, faça uma reclamação ao agente da transportadora na altura e informe-
nos ao mesmo tempo, de forma a que possamos reverificar o fornecimento. É sempre da
responsabilidade do consignado - e não do fornecedor - enviar a reclamação ao agente da transportadora.

Assegure-se de que os equipamentos fiquem imediatamente sob uma cobertura, ou seja, por qualquer outro meio,
protegidos da chuva.

[Link]
8
IMIC
Beneficiando o futuro.

2.4 TRATAMENTO DE PREVENÇÃO DE FERRUGEM ANTES DA ENTREGA

Antes da entrega pela fábrica, o britador é tratado com preventivos anti-ferrugem suficientes para aproximada-
mente 30 dias de transporte e armazenagem.

Em casos especiais, pode ser especificado na encomenda um tratamento adicional preventivo da ferrugem.

Os britadores são normalmente entregues totalmente montados.

Antes da entrega pela fábrica, todos os britadores são rodados em teste por algumas horas, com óleo circundando
através do britador. Quando essa rodagem de teste é completada os furos de entrada e saída do óleo de lubrifica-
ção e do óleo do Cilindro posicionador são tampados. Isto significa que as superfícies internas do britador estão
cobertas com óleo e, portanto seladas em relação ao ambiente exterior.

O mesmo procedimento é seguido para a unidade do tanque.

Um britador completamente montado que foi rodado em teste antes da entrega poderá, portanto suportar cerca de
30 dias de transporte e armazenagem antes da instalação e acionamento, desde que seja protegido dos elementos
atmosféricos por cobertura com um encerado ou toldo.

Se a máquina não for posta em operação dentro de 30 dias após ser despachada da fábrica, siga as instruções
descritas na guia abaixo.

2.5 ARMAZENAGEM DE UM BRITADOR MONTADO

Quando o britador estiver chegado ao local de armazenagem, leve a efeito o seguinte:

1. Inspecione o britador e a unidade do tanque sobre danos externos ver Seção 2.3 DANOS DURANTE O TRANS-
PORTE.

2. Inspecione o tratamento preventivo de ferrugem e retoque-o ou repita o tratamento, se necessário.

3. Não coloque componentes pesados diretamente sobre o solo. Use apoios de madeira devidamente dispostos.

4. Inspecione o britador armazenado regularmente verifique se o filme preventivo de ferrugem está intacto e que
não tenham ocorrido danos.

Se o britador montado não for posto em operação dentro de 30 dias após ter sido despachado da fábrica, leve a
efeito o seguinte:

Use o sistema de óleo do britador para encher a carcaça inferior com óleo lubrificante, até que um pouco de óleo
transborde sobre o anel anti poeira. Tampe a linha de retorno do óleo, de forma que o óleo não possa escorrer
para fora do britador. Feche a(s) válvula(s) entre o tanque de óleo e a bomba, para evitar que o óleo retorne para
o britador através da bomba.

[Link]
9
IMIC
Beneficiando o futuro.

Encha a bucha da aranha com graxa, para evitar a condensação nas superfícies de deslizamento.

Rode a polia do britador com a mão, pelo menos quatro voltas a cada 15 dias.
Cubra a parte exposta da camisa do eixo principal (entre a aranha e a porca do cone) com graxa.

Se o tanque de óleo de lubrificação e do óleo do Cilindro posicionador estiver armazenado separadamente do


britador, encha as bombas com óleo.

Estas recomendações aplicam-se também a britadores que tenham estado fora de operação por em um período
superior a 30 dias.

2.6 ARMAZENAGEM DE UM BRITADOR PARCIALMENTE MONTADO

Quando os componentes do britador tenham chegado ao local de armazenagem, considere as seguintes instruções:

1. Inspecione o tratamento preventivo de ferrugem, e retoque-o ou repita o tratamento se necessário.

2. Não coloque componentes pesados sobre o solo. Use apoios de madeira devidamente dispostos.

3. Enrosque o olhal de içamento na extremidade superior do eixo principal. Levante o conjunto do eixo principal
para fora do seu chassi de transporte e coloque-o deitado sobre blocos de madeira colocados de baixo do olhal de
içamento e da borda inferior do manto. Evite o contato com as superfícies de deslizamento nas duas extremidades
do eixo principal.

4. Inspecione os componentes armazenados regularmente e verifique que o filme preventivo de ferrugem esteja
intacto, e que os componentes não tenham sido danificados.

5. Cubra a unidade do tanque de óleo com um encerado (toldo) se estiver armazenado no exterior.

6. Armazene vedações e juntas em local escuro e sem poeiras. Mantenha-os dentro das suas embalagens até
que sejam necessários. Se possível, mantenha a área de armazenagem à temperatura ambiente normal. Nunca
amarre vedações com arame de aço, ou pendure pregos ou pinos durante a armazenagem.

Os componentes de borracha devem ser armazenados livres de quaisquer tensões, de forma a evitar trincas ou
deformações.

[Link]
10
IMIC
Beneficiando o futuro.

2.7 PARTIDA

Antes da primeira partida do britador, drene todo o óleo dos componentes que tenham sido previamente cheios.
Inspecione cuidadosamente todos os componentes para assegurar-se de que não há corrosão ou dano que possa
interferir com a operação adequada da máquina.

Instale o britador de acordo com o desenho da instalação e as instruções dadas no manual.

Faça a primeira partida do britador com a ajuda do pessoal da assistência técnica da IMIC.

Para mais informações sobre como pôr o britador em operação, veja a Seção 5. PARTIDA.

2.7.1 DÊ PARTIDA COM SEGURANÇA

1. Verifique o equipamento para ver se tem etiquetas de advertência.

2. Siga todos os procedimentos recomendados para partida.

3. Depois de ter iniciado a operação, verifique se tudo funciona devidamente.

4. Desligue imediatamente a máquina se for observada qualquer anormalidade.

5. Ouça se há algum ruído estranho e informe ao seu supervisor, se houver.

6. Não se arrisque com sua máquina em condições anormais. Informe ao seu supervisor.

Informe em caso de defeito da máquina e inspecione sua máquina diariamente.

Verifique se há peças soltas, gastas ou danificadas. Reporte ou corrija imediatamente qualquer condição insegura
e não opere a máquina até que os defeitos tenham sido corrigidos.

Mesmo um simples defeito pode se tornar sério. Informe qualquer defeito observado ao seu supervisor.

[Link]
11
IMIC
Beneficiando o futuro.

2.8 APERTO DE FIXAÇÕES ROSQUEADAS

As ligações rosqueadas do britador devem ser apertadas aos valores indicados na tabela 2.8.1 para a dimensão re-
spectiva. Os requerimentos para as ligações rosqueadas do tipo “fixações normais” encontram-se na seção 2.8.2.

Nas seções 2.8.3 - 2.8.6 descrevem-se ligações rosqueadas do tipo “fixações especiais”, que requerem um maior
nível de controle e rigor nas tolerâncias dos binários, no processo de aperto e no modo de trabalhar.

Tabela 2.8.1.

Binários de aperto em Newtons - metro (entre parênteses: Libras - pé)


GRAU DE RESISTÊNCIA (SS - ISO 898/1)
ROSCA M
8.8 10.9 12.9
8 24 (18) 33 40 (30)
10 47 (35) 65 79 (58)
12 81 (60) 114 136 (100)
16 197 (145) 277 333 (246)
20 385 (284) 541 649 (479)
24 665 (490) 935 1120 (826)
30 1310 (966) 1840 2210 (1630)
36 2280 (1682) 3210 3850 (2840)
42 3640 (2685) 5110 6140 (4529)
48 5450 (4020) 7660 9190 (6778)

2.8.2 REQUERIMENTOS PARA FIXAÇÕES COM LIGAÇÕES ROSQUEADAS (FIXAÇÕES NORMAIS)

- Parafusos de aço de grau 8.8 com acabamento superficial dependente das dimensões:

- Anilhas endurecidas - no mínimo HB 200 (zincadas ou galvanizadas a quente).

- Componentes levemente oleados.

- Roscas em peças fundidas limpas.

- Apertos usados com chave dinamométrica que possa ser calibrada, ou com chave de parafusos/
porcas com limitador de binário.

- Amplitude máxima permissível do binário: + 30%.

- A menos que seja especificado, as fixações são do tipo “normal”.

[Link]
12
IMIC
Beneficiando o futuro.

2.8.3 FIXAÇÃO ENTRE O CILINDRO POSICIONADOR E A CARCAÇA INFERIOR


(FIXAÇÃO ESPECIAL)

2.8.4 FIXAÇÃO ENTRE A TAMPA DO CILINDRO POSICIONADOR E O CILINDRO POSICIONADOR


(FIXAÇÃO ESPECIAL)

- Parafusos Grau 8.8 de aço, galvanizados a quente.

- Anilhas endurecidas - no mínimo HB 200 (zincadas).

- Parafusos levemente oleados.

- Roscas na carcaça inferior, limpas.

- Aperto levado a efeito com chave de binário que possa ser calibrada, ou chave de parafusos/porcas com limitador
de binário.

- Os parafusos devem ser apertados por estágios, em rotação diagonal.

- Amplitude máxima permissível do binário: +10%.

2.8.5 FIXAÇÃO ENTRE A BARRA DE RETENÇÃO E O COLAR ANTI POEIRA (FIXAÇÃO ESPECIAL)

O binário de aperto para esta junta é calculado tendo em consideração a resistência das roscas existentes na
barra de retenção, e, portanto são independentes do grau do parafuso usado.

Antes de iniciar a montagem, aplique Loctite 243 (ou um equivalente) às roscas.

- Binário de aperto: 45 Newtons - metro (33 Libras - pé).

- Amplitude máxima permissível do binário: ±10%.

[Link]
13
IMIC
Beneficiando o futuro.

2.8.6 FIXAÇÃO DA ENGRENAGEM DO EXCÊNTRICO/SUPORTE DA ENGRENAGEM


(FIXAÇÃO ESPECIAL)

- Parafusos de aço não tratado Grau 12.9

- Anilhas endurecidas - no máximo HB 400-470.

- Parafusos levemente oleados.

- Roscas na engrenagem do excêntrico, limpas.

- Aperto levado a efeito com uma chave de binário que possa ser calibrada, ou chave de parafusos/porcas
com limitador de binário.

- Os parafusos devem ser apertados em estágios, em rotação diagonal.

- Amplitude máxima permissível do binário: +10%.

2.8.7 FLUIDO DE FIXAÇÃO PARA LIGAÇÕES ROSQUEADAS

Em alguns pontos deste manual de instrução, você chegará à recomendação para usar fluido e fixação. A menos
que seja especificado em contrário, isso significa nomeadamente usar Loctite 243 ou um equivalente.

Use Loctite 577, ou equivalente, para vedar roscas de tubulações no sistema de lubrificação, onde não seja usado
outro tipo de vedação. Para tubos acima de 3/4” (polegada) de tamanho - e no sistema Cilindro posicionador - use
Loctite 543, ou um equivalente. É importante limpar as roscas de óleo e Loctite, ao tornar a montar um parafuso
usado anteriormente.

Siga as instruções do fabricante para aplicação do fluido de fixação.

2.9 SOLDAGEM

Em determinadas circunstâncias, pode ser necessário realizar serviços de solda nas manutenções no britador.
Para obter bons resultados, é importante que o serviço de solda seja executado por pessoal qualificado, e que
sejam aplicados os eletrodos corretos.

Abaixo damos instruções respeitantes a alguns trabalhos de soldagem que podem ser requeridos.

Siga as instruções de soldagem para o eletrodo que será usado, e aterre tão perto quanto possível da área de
trabalho. Não permita que a corrente de soldagem passe através de componentes importantes de desligamento
(buchas, rolamentos, etc.).

[Link]
14
IMIC
Beneficiando o futuro.

2.9.1 SOLDAGEM DOS REVESTIMENTOS DE DESGASTE EM MANGANÊS NAS CARCAÇAS


SUPERIOR E INFERIOR DO BRITADOR

Use elétrodo ESAB OK 63.35 ou equivalente.

Protetor de desgaste de braço contra a parte inferior do tripé.

Depois de acertar os protetores de desgaste do braço contra a parte inferior do tripé, solde-as contra o lado interior
deste, com três comprimentos de soldadura de aprox. 50-100 e medida A 4-6 mm para o BCI 300 H e BCI 300 S.

Protetor de desgaste de braço para britadores cônicos tipo H.

O protetor de desgaste de braço em britador cônico tipo H é soldado contra este, a toda a volta dos orifícios alonga-
dos. Medida A aprox. 4-6 mm para BCI 300 H & 300 S.

Protetor de desgaste de braço para britadores cônicos tipo S.

Os pinos de apoio do protetor de desgaste acertam-se e solda-se a toda a volta contra o lado posterior do protetor
de desgaste com elétrodo ESAB OK 63.35 ou equivalente. Medida A 4-6 mm BCI 300 H & 300 S.

2.9.2 - SOLDAGEM DAS PLACAS DE REVESTIMENTO AO INTERIOR DA CARCAÇA INFERIOR

Depois de acertadas, as chapas são soldadas nas tomadas para esse efeito contra a parte inferior com eletrodo de
tipo ESAB OK 48.00, ou correspondente, segundo as instruções existentes no desenho da lista de peças sobres-
salentes. Medida A 5-6 mm para H & S 300.

2.9.3 SOLDAGEM DA PORCA DO CONE E DO MANTO

Confira seção 12.3.

2.9.4 OLHAIS DE IÇAMENTO EM MANTOS E EM ANEIS CÔNCAVOS

Se forem soldados olhais de içamento nos mantos ou nos revestimentos da carcaça, use um eletrodo adequado
para soldar aço manganês, por exemplo, ESAB OK Selectrode 67.45 (ou equivalente).

[Link]
15
IMIC
Beneficiando o futuro.

2.10 Pesos

A tabela 2.10.1 dá detalhes dos pesos dos componentes que requerem manuseio durante os trabalhos de manuten-
ção ou reparação.

Os pesos aqui dados servem para a seleção do equipamento de içamento, etc., e não devem ser considerados
como exatos. Os pesos dados para os anéis côncavos, por exemplo, aplicam-se ao mais pesado revestimento de
cada modelo.

Tabela 2.10.1 – Pesos dos componentes (Kg)

Componentes BCI 300 H BCI 300 S


Manto 775 1300
Revestimento da Câmara 860 -
Revestimentos Superiores da Carcaça - 100
Revestimento Inferior - 1050
Tampa da aranha 160 300
Tampa protetora - -
Porca do cone 50 50
Anel de suporte 135 -
Conjunto do eixo principal com manto 3500 5100
Conjunto da carcaça superior com anel de enchimento e anel côncavo 4700 -
Conjunto da carcaça superior com anel côncavo 4100 8100
Anel de enchimento 500 -
Revestimento do braço da carcaça superior - 290
Placa de revestimento da carcaça superior - 65
Tremonha de alimentação 330 840
Colar contra pó 180 140
Bucha da carcaça inferior 100 100
Bucha do excêntrico 130 130
Placa de desgaste do excêntrico 30 30
Camisa do eixo principal 45 45
Anel de vedação de pó 15 15
Anel de retenção do anel de vedação de pó 70 70

[Link]
16
IMIC
Beneficiando o futuro.

Componentes BCI 300 H BCI 300 S


Escora do eixo principal 25 25
Anilha de escora 25 25
Placa de desgaste do pistão 25 25
Pistão do Cilindro posicionador 185 185
Tampa do Cilindro posicionador 130 130
Bucha do Cilindro posicionador 50 50
Bucha da aranha 70 70
Pinhão 20 20
Polia do britador 100 100
Conjunto da carcaça sup. com revestimento e conj. da aranha - -
Conjunto do excêntrico incluindo a bucha 700 700
Conjunto do Cilindro posicionador com o conjunto de escora 610 610
Conjunto do eixo pinhão, sem polia do Britador 280 280
Tanque com óleo 520 520

[Link]
17
IMIC
Beneficiando o futuro.

3. INSTALAÇÃO

3.1 GENERALIDADES

Para cada britador nós fornecemos um desenho de instalação (uma cópia reduzida deste desenho pode ser encon-
trada na lista de peças sobressalentes) com instruções para a instalação.

O desenho de instalação dá detalhes sobre o espaço requerido para desmontagem e também dá informação á
cerca dos pesos dos componentes mais pesados. Também poderá ser encontrada informação sobre pesos na
Seção 2.10. Instale aparelhagem de içamento de forma a que a instalação e remoção das peças de
desgaste possam ser efetuadas rapidamente.

Assegure-se de que haja suficiente espaço debaixo do britador para a remoção dos componentes do Cilindro
posicionador.

Para reduzir as tensões nas fundações ou na estrutura de suporte, é aconselhável instalar o britador sobre am-
ortecedores de vibrações (coxins de borracha), os quais absorvem as vibrações geradas quando o britador está
funcionando.

Para assegurar-se de que o movimento do britador seja harmônico, os apoios de compressão deverão ser ajusta-
dos verticalmente, de forma a serem igualmente carregados.

Quando está a rodar normalmente, o britador girará até mais ou menos 15 mm no plano horizontal, mas durante o
acionamento e a paragem o movimento é maior. Uma folga de, no mínimo 35 mm deverá, portanto ser providen-
ciada à volta do britador.

Há o risco de entalar dedos, etc., quando a máquina está rodando, principalmente quando é acionada ou pára.

O britador é fornecido sobre uma estrutura de suporte, assegure-se de que ele fique montado horizontalmente, e
fique apoiado sobre uma fundação firme. Se a fundação não for suficientemente estável, a estrutura de suporte
vibrará e, portanto será submetida a tensões anormais.

[Link]
18
IMIC
Beneficiando o futuro.

Cuidado!

A tremonha de alimentação tem portas de inspeção. Nunca as abra quando a máquina estiver britando.
Se uma porta tiver que ser aberta quando a máquina estiver a rodar em vazio, abra-a cuidadosamente e
assegure-se de que não há quedas de material de caleiras, etc., enquanto a inspeção está sendo efetuada.
Use óculos protetores e capacete de segurança. Isto é especialmente importante no caso de tremonha de
alimentação aberta (não encapsulada) onde podem ocorrer projeções de pedras ou fragmentos de pedra
para fora da máquina.

Cuidado!

Quando o britador estiver em operação - mesmo que esteja vazio - Material caindo pode também causar
ferimentos na proximidade dos pontos de encaixadas na câmara de britagem, e que possam cair nas prox-
imidades da máquina. Transferência - entre os transportadores ou alimentadores com os britadores por
exemplo, pode ocorrer à projeção violenta para fora de pedras. Providencie guardas de proteção adequada
para proteger contra estas pedras que são ejetadas, ou que caem.

3.2 ESTRUTURA DE APOIO

Estrutura de apoio em aço.

Assegure-se de que os pontos de apoio do britador estão nivelados, e prenda os apoios em borracha ao britador.
Baixe o britador até a posição normal, e solde as placas de suporte inferiores à estrutura de suporte.

Se os apoios de compressão forem, em vez disso, parafusados à estrutura de suporte, marque as posições dos
furos de fixação. Levante o britador para fora da sua posição normal, fure as furações para os parafusos de fixação
e então baixe o britador de volta à posição normal, instalando os parafusos de fixação.

Baixe o britador para o seu lugar e monte as ligações rosqueadas.

Estrutura de apoio em concreto

A estrutura de apoio em concreto deve ser dimensionada e armada de acordo com os dados fornecidos referentes
às cargas e a consistência e resistência do solo. Utilize unicamente concreto da melhor qualidade.

A fundação deve ser aprofundada até uma posição firme e depois ser armada. O trabalho de concretagem deve
ser executado por pessoal experiente.

As placas de fundação (não fornecidas com o britador) devem ser juntas com a fundação.

[Link]
19
IMIC
Beneficiando o futuro.

Limpe cuidadosamente qualquer poeira ou óleo das superfícies de concreto por baixo dos apoios.

Posicione as placas de fundação em aprofundamentos da fundação.

Fixe os amortecedores de vibrações no britador/quadro e baixe o britador até estar quase em contato com a
fundação.

Posicione quatro calços entre o britador/quadro e a furação, de forma a que as faces inferiores dos apoios em
borracha fiquem, no máximo, a 25 mm acima da fundação. Nivele o britador.

Levante as placas de fundação para os apoios de compressão (amortecedores de vibrações) e solde as placas do
fundo dos apoios à face superior das placas de fundação.

Coloque à volta dos apoios argamassa de acabamento.

Mantenha estas superfícies molhadas durante 24 horas.

Também se pode montar o britador diretamente sobre a fundação, sem apoios de compressão (amortecedores de
vibrações). Neste caso devem ser usados pernos de fundação (não fornecidos com o britador).

3.3 ARRANJOS DE ALIMENTAÇÃO E DESCARGA

Introdução

Um dos fatores mais importantes que contribuem para uma longa vida do britador e baixos custos de operação é
desenhar o arranjo da alimentação de forma a que o material seja distribuído equitativamente à volta da câmara de
britagem, e que a câmara de britagem fique cheia. Se você tiver quaisquer dúvidas sobre os arranjos da alimenta-
ção e descarga que deseja utilizar, contacte a IMIC para ser informado.

Cuidado!

O sistema de alimentação deve ser amplamente dimensionado de forma a que o material possa receber
suficiente quantidade de material. O material deve ficar nivelado com o topo da tampa da aranha.

Deve ser instalado um detector de metais para se impedir a entrada de objetos metálicos no britador.

A tremonha de alimentação deve ter um monitor de nível, que interrompe a alimentação se o nível de
material ultrapassar o limite.

A ligação elétrica do sistema de alimentação deve ser tal que a alimentação não possa começar sem que a
britagem e o sistema de saída estejam a funcionar.

[Link]
20
IMIC
Beneficiando o futuro.

Dependendo do tamanho do material alimentado, a tremonha pode ser munida de chapas de guia (cones) ou de
distribuidor, ver FIG. 3.3.1 e 3.3.2.

Nota

Como se pode ver na FIG. 3.3.1, nos britadores cônicos tipo H com distribuidor de alimentação, os braços
devem ficar sempre no sentido longitudinal da alimentação.

Os britadores cônicos tipo H com distribuidor na tremonha de alimentação devem sempre ter os braços da parte
superior da base em posição transversal relativamente ao sentido longitudinal da alimentação.

FIG.3.3.1. BRITADOR CÔNICO SEM FIG.3.3.2. BRITADOR CÔNICO COM


DISTRIBUIDOR DE ALIMENTAÇÃO DISTRIBUIDOR DE ALIMENTAÇÃO

Arranjos de alimentação incorretos causam:

- Alto consumo de potência = cargas elevadas nas buchas.

- Baixa capacidade.

- Alto desgaste de manganês.

- Baixa produção.

- Forma do produto inadequada.

- Altos custos.

[Link]
21
IMIC
Beneficiando o futuro.

Se um transportador ou uma calha forem usados para alimentar o britador, o material mais grosso tenderá a
separar-se do mais fino (segregação). É importante homogeneizar a alimentação antes que ela alcance o britador.

Isto pode ser conseguido com uma caixa de alimentação acima da tremonha do britador, tal como se mostram nas
FIG. 3.4.1 e 3.4.2. A caixa de alimentação deverá ser desenhada de forma a poder ser movida longitudinalmente,
para guiar corretamente o material.

A caixa de alimentação pode também ser usada quando for instalado um alimentador. Ver FIG. 3.4.3. Alimentação
a partir de um alimentador vibratório, diretamente sobre a tampa da aranha.

3.4 ARRANJOS DE ALIMENTAÇÃO PARA BRITADORES CÔNICO TIPO H

FIG.3.4.1. ALIMENTAÇÃO ADQUIRIDA POR UM


TRANSPORTADOR DE CORREIA

FIG.3.4.2. ALIMENTAÇÃO ATRAVÉS DA CALEIRA.


A CALEIRA PODE SER LIGADA A UM TRANSPORTADOR
OU A UM SILO

[Link]
22
IMIC
Beneficiando o futuro.

FIG.3.4.3. ALIMENTAÇÃO ADQUIRIDA DE UM


ALIMENTADOR VIBRATÓRIO, COM GUIA DE MATERIAL
DIRETAMENTE SOBRE A TAMPA DA ARANHA

Os suportes do alimentador devem ser de fácil ajuste a posição do alimentador de forma a obter uma correta dis-
tribuição de material no britador. Uma caixa de alimentação do tipo mostrado na FIG. 3.4.1 e 3.4.2 pode também
ser usada.

FIG.3.4.4. ALIMENTAÇÃO DIRECIONADA POR UM


TRANSPORTADOR DE CORREIA, PARA UM
BRITADOR COM DISTRIBUIDOR DE ALIMENTAÇÃO

Um distribuidor de alimentação pode também ser usado quando o material provém de uma calha ou de um alimen-
tador.

[Link]
23
IMIC
Beneficiando o futuro.

3.5 ARRANJOS DA ALIMENTAÇÃO PARA BRITAGEM FINA

Dos diferentes tipos de britagem, a britagem fina é a que dá os mais altos esforços sobre o britador. Para obter uma
alimentação correta, deverá ser usado um distribuidor de alimentação, para tamanhos de alimentação até 80 mm.
O distribuidor evita a segregação e também distribui o material equitativamente ao redor da câmara de britagem.

Para as dimensões de instalação do distribuidor de alimentação e da tremonha de alimentação, veja o desenho


de instalação. Os braços da carcaça superior devem ser orientados corretamente em relação ao distribuidor veja
a FIG.3.3.2.

O material deve ser conduzido ao distribuidor através de uma área tracejada mostrada na FIG. 3.5.1. Isto pode
ser obtido, usando uma placa de cobertura sobre a tremonha de alimentação e cortando uma abertura apropriada.

A função do distribuidor é dividir o material em vários fluxos não segregados que providenciem uma distribuição
equitativa ao redor da câmara de britagem. Ele apoia sobre a tampa da aranha, que forma o fundo do “comparti-
mento” médio.

A largura deste compartimento médio pode ser ajustada pelo afastamento dos parafusos (não mostrados na FIG.
3.5.1) entre o distribuidor e o perfil de suporte em cantoneira, através da tremonha de alimentação.

Depois de um curto período de operação, três pilhas de pedras (não mostradas na FIG. 3.5.1) serão formadas, e
reduzirão do desgaste sobre os componentes de chapa.

ALIMENTAÇÃO
AJUSTÁVEL

FIG.3.5.1. DISTRIBUIDOR DE MATERIAL

[Link]
24
IMIC
Beneficiando o futuro.

3.6 ARRANJOS DE ALIMENTAÇÃO PARA BRITADORES CÔNICOS TIPO S

Para evitar danos no britador e desgastes desnecessários da tampa da aranha e nos revestimentos dos braços, a
alimentação ao britador deve ser feita de forma a que o material caia dentro de uma “caixa de pedra”, antes dele
cair no britador propriamente dito. Isto reduz a altura de queda e reduz a velocidade do material, sendo particular-
mente importante para os britadores cônicos tipo S e H com câmaras de britagem EC (ou C), uma vez que estas
máquinas são alimentadas com material relativamente grosso.

Em tais casos, é aconselhável manter o nível do material na tremonha de alimentação um pouco mais baixo do que
nas câmaras de britagem finas ou médias, devido ao risco de formação de ponte (engaiolamento).

A “caixa de pedra” também contribui para a redução da segregação no material de alimentação.

Os arranjos de alimentação para o britador 300 S são os mesmos usados nas figuras 3.4.1, 3.4.2, 3.4.3 e 3.4.4 em
arranjos de alimentação para britadores tipo H.

3.7 ARRANJOS DE DESCARGA

O arranjo de descarga deve ser desenhado da forma a que não haja possibilidade de acumulação de mate-
rial para baixo do britador. Se o material se acumular, o anel de vedação de pó do britador pode ser danificado,
permitindo, portanto a entrada de contaminação no óleo de lubrificação. Proteja as linhas de lubrificação e do
cilindro posicionador quanto a quedas de material.

Para facilitar a remoção de componentes do cilindro posicionador, deverá haver altura suficiente entre o trans-
portador de descarga e o britador, ou então o transportador ser facilmente removível. Veja a seguir os desenhos
esquemáticos de instalação.

Arranjos de descarga

FIG.3.7.1. BRITADOR MONTADO SOBRE CONCRETO OU ESTRUTURA SUPORTE


EM AÇO, COM ABERTURA DE DESCARGA NO PISO. AS ABERTURAS NA
FUNDAÇÃO SÃO TAPADAS COM CHAPAS OU TÁBUAS

[Link]
25
IMIC
Beneficiando o futuro.

ARRANJOS DE DESCARGA

FIG.3.7.2. BRITADOR MONTADO EM CONCRETO ONDE ESTE


FORMA DOIS LADOS DA TREMONHA DE DESCARGA, O FUNDO
E OS LADOS OPOSTOS SÃO LIGADOS A CHUMBADORES
FIXADOS EM CONCRETO

FIG.3.7.3. BRITADOR MONTADO EM UM CHASSI INFERIOR OU


ESTRUTURA DE SUPORTE EM AÇO COM A BICA DE DESCARGA
LIGADA AO CHASSI INFERIOR OU ESTRUTURA. O CONE DA BICA DE
DESCARGA DEVERÁ TER CHAPAS DE DESGASTE EM CASO DE MATERIAL GROSSO

[Link]
26
IMIC
Beneficiando o futuro.

ARRANJOS DE DESCARGA

FIG.3.7.4. BRITADOR MONTADO EM UM CHASSI INFERIOR OU


ESTRUTURA DE SUPORTE EM AÇO EM QUE O FUNDO DA BICA DE DESCARGA
CONTÉM UMA CHAPA DE FUNDO PLANA

3.8 ARRANJOS DE ACIONAMENTO

Veja como descrito na seção 16

3.9 SISTEMAS DE LUBRIFICAÇÃO

Cuidado!

Os produtos de óleo apresentam riscos ambientais e de incêndio, e podem causar lesões se forem inalados
ou postos em contato com a pele. Siga as instruções do seu fornecedor de lubrificantes, e as instruções de
segurança quando se manusear óleos e graxas.

A unidade de tanque deverá ficar situada de forma a ser não só facilmente acessível como também protegida
contra queda de objetos, pedras e água, etc. Assegure-se de que há suficiente espaço para drenar o óleo para
fora. Coloque a unidade de tanque tão perto quanto possível do britador para dar o menor comprimento possível
ao tubo de retorno, e assim reduzir a resistência desse tubo de retorno ao mínimo. As mangueiras fornecidas para
as ligações de entrada e saídas deverão ser aplicadas no britador, para prevenir a transmissão de vibrações à
unidade de tanque. Os tubos para ligação entre estas mangueiras e a unidade de tanque não são fornecidos com
o britador, podendo ser usado para isso tubo hidráulico normal. No que se refere à vedação das roscas dos tubos,
veja a Seção 2.8.7 FLUIDO DE FIXAÇÃO PARA LIGAÇÕES ROSQUEADAS.

[Link]
27
IMIC
Beneficiando o futuro.

Nota

O tubo de retorno deverá ter uma inclinação (gradiente) de, pelo menos, 1 em 12 (5°). Se o tubo tiver mais
do que 3 m de comprimento, aumenta a inclinação para 10°, para prevenir a formação de bolsas de ar. Se
o tubo tiver que incluir mudanças de direção, evite cotovelos. Use curvas de tubo com raio grande, em vez
de reduzir a resistência no tubo. O óleo é fornecido ao britador através de uma ou duas ligações.

Cuidado!

Assegure-se de que a tubulação está livre de excessos, metal e sujeira, antes de ligá-la ao britador e à uni-
dade de tanque. A tubulação deverá ser lançada de forma a ficar protegida contra queda de pedras, e deverá
ser apoiada firmemente, para evitar vibrações.

Se for usado um trocador de calor água/óleo, deverá o mesmo ser montado sobre a unidade de tanque, com as
mangueiras fornecidas. Se o trocador de calor água/óleo for montado em outro local, podem ser usados tubos
entre as mangueiras e a unidade de tanque.

Se for montado um trocador de calor ar/óleo na traseira da unidade de tanque, as mangueiras fornecidas com o
britador serão suficientes. Se o trocador de calor ar/óleo for instalado em qualquer outro local, use tubos para ligar
a unidade de tanque às mangueiras.

Só ligue mangueiras ao trocador de calor ar/óleo.

Para reduzir tanto quanto possível a quantidade de poeira que assenta nos favos do radiador, o trocador de calor
ar/óleo deverá ser preferencialmente colocado de forma a que o ventilador sopre na direção do britador.

Se o ar ambiente contiver bastante poeira, é aconselhável conduzir ar fresco para o trocador de calor através de
um duto, e a partir de um local livre de poeira. O duto não deverá ser tão comprido que restrinja o fluxo de ar, e não
deve ser conectado rigidamente ao trocador de calor.

[Link]
28
IMIC
Beneficiando o futuro.

3.10 SISTEMAS DO CILINDRO POSICIONADOR

A unidade de tanque do Cilindro de posicionamento está combinada com a unidade de tanque de lubrificação.

A ligação entre o britador e a válvula de comando no tanque é feita por mangueira e tubulação.

Nota

A mangueira está incluída no fornecimento e deve ser ligada diretamente ao britador para evitar que as
vibrações se propaguem ao tanque. Os tubos devem ser cuidadosamente limpos por dentro antes de serem
montados, para remover ferrugem, crostas e arestas. Devem evitar-se curvas apertadas e cotovelos na
tubulação, para reduzir a resistência o mais possível.

A tubulação deve ser convenientemente apoiada. Veja na seção 2.8.7 as instruções de vedação das uniões
rosqueadas da tubulação.

Cuidado!

A tubulação de óleo hidráulico entre o britador e a válvula de comando no tanque deve ser do tipo de alta
pressão, dimensionada para 20 Mpa.

O tanque do hidráulico deve ser inspecionado, e limpo se necessário, antes de ser cheio com óleo. Antes de o
sistema hidráulico ser posto em funcionamento, deverá ser bem limpo.

Cuidado!

Os produtos de óleo apresentam riscos ambientais e de incêndio, e podem causar lesões se forem in-
alados ou postos em contato com a pele. Siga as instruções do seu fornecedor de lubrificantes, e as
instruções de segurança quando se manuseiam óleos e graxas.

3.11 SISTEMA DO CILINDRO DE DESCARGA

Consiste no sistema de desacumulação e limpeza de material na câmara de britagem. Ao ativar o


sistema hidráulico dos cilindros de descarga, a carcaça superior é suspendida pelos pistãos geran-
do uma abertura interna entre os revestimentos para evacuação do material da câmara. O cilindro é
recuado novamente através de acionamento de retorno do pistão voltando sua posição original de trabalho.

[Link]
29
IMIC
Beneficiando o futuro.

3.11 SISTEMA DO CILINDRO DE DESCARGA

Observação

Verificar as medidas das hastes do cilindro de descarga conforme desenho de CONJUNTO DO CILINDRO
HIDRÁULICO BCI 200 H DR na página 10 da guia CATÁLOGO DE PEÇAS. Todas as hastes devem estar
mantidas com as medidas reguladas iguais para operação do britador.

Cuidado!

O motor do britador deve estar programado de forma a ser acionado depois do sistema de lubrificação,
sendo assim a bomba de óleo deverá estar em ação, o fluxo de óleo de entrada e saída estarem corretos
e o óleo não estar excessivamente quente.

4. SISTEMA ELÉTRICO

Se qualquer dos Intertravamentos de segurança relacionados abaixo estiver ativado, o motor do britador deverá
parar. Para se evitarem paralisações devidas a sobrecarga do britador com material, pode-se ligar de forma que
a alimentação pare imediatamente e o motor do britador pare 10 ou 15 segundos mais tarde.

[Link]
30
IMIC
Beneficiando o futuro.

Importante!

A bomba de óleo deve ser parada só após o britador ter sido parado.

Se o motor de acionamento do britador e a bomba de óleo de lubrificação forem acionados e parados através
de uma botoeira comum, deverão ser providenciados Intertravamentos, que assegurem que a bomba de óleo é
acionada primeiro. O motor de acionamento do britador deve ser acionado somente quando o termostato e o inter-
ruptor de fluxo do óleo de retorno estejam ativados e indiquem «britador pronto para a partida».

Quando a máquina tiver que ser parada, a bomba de óleo não deverá parar antes de um minuto após o motor de
acionamento do britador ter sido parado.

O sistema de alimentação deve ser ligado de tal forma que a alimentação seja impossível, até que o britador e o
sistema de descarga estejam a funcionar e que a velocidade do eixo-pinhão do britador seja correta. A alimentação
deve ser parada se o dispositivo de evacuação e/ou o britador parar.

Os componentes dentro do tanque de óleo são ligados à caixa de ligações na parte externa do tanque.

5. PARTIDA

5.1 GENERALIDADES

Antes de dar a partida no britador novo ou recondicionado, verifique o seguinte:

1. Verifique que as linhas de lubrificação do Cilindro posicionador entre o britador e a unidade hidráulica estejam
corretamente instaladas e que a linha de óleo de retorno tenha desnível suficiente e tenha sido dimensionada
adequadamente.

2. Verifique se as voltagens da rede elétrica coincidem com os dados indicados nos motores e demais periféricos.

3. Verifique se os relés de proteção contra sobrecargas do motor estejam regulados para os valores corretos da
corrente elétrica.

4. Encha com óleo os tanques de lubrificação e do Cilindro posicionador. Para os tipos e quantidade de óleo, veja
a Seção 9. RECOMENDAÇÕES REFERENTES A LUBRIFICANTES.

5. Verifique se as válvulas de isolamento estejam abertas nas linhas de sucção das bombas de lubrificação e do
Cilindro posicionador.

6. Verifique se a carcaça do eixo-pinhão esteja cheia com óleo até ao topo do tubo de nível de óleo. Para o tipo e
quantidade de óleo, veja a Seção 9. RECOMENDAÇÕES REFERENTES A LUBRIFICANTES.

[Link]
31
IMIC
Beneficiando o futuro.

7. Antes de dar a partida, pela primeira vez, em um britador novo ou recondicionado, encha a carcaça do eixo-
pinhão com óleo até ao nível correto, mesmo que o britador tenha um sistema circulatório de lubrificação. Isto se
justifica porque a bomba de lubrificação do eixo-pinhão é acionada ao mesmo tempo em que o motor de aciona-
mento do britador, e leva certo tempo para que o óleo alcance a carcaça do eixo pinhão.

8. Verifique se a bucha da aranha está cheia com graxa até ao topo da bucha, quando o eixo principal está na sua
posição mais baixa. Para recomendações sobre a graxa, veja a Seção 9. RECOMENDAÇÕES REFERENTES A
LUBRIFICANTES.

9. Verifique o sentido de rotação do motor da bomba de óleo de lubrificação. Veja a Seção 6. BOMBA DE ÓLEO.

10. Se for aplicado um trocador de calor água/óleo, verifique se a água de resfriamento está disponível, e que não
há vazamentos nas linhas de água.

11. Dê partida com a bomba de óleo de lubrificação, e verifique se não há vazamentos nas linhas de óleo. Rode a
bomba por cerca de 30 minutos e então limpe quaisquer contaminantes como por exemplo, resto do composto de
vedação, que tenham ficado retidos no filtro de óleo de retorno. Torne a dar partida com a bomba.

12. Levante e abaixe levemente por repetidas vezes, o eixo principal, e verifique se os circuitos elétricos de controle
da regulagem estão ligados corretamente.

13. Purgue todo o ar contido no sistema do Cilindro posicionador.

14. Baixe o eixo principal para posição mais baixa, e meça a distância entre a porca da cabeça e a face inferior da
aranha, e registre esta dimensão (“Dimensão A”) FIG.10.1.1 seção 10. CONJUNTO DA CARCAÇA SUPERIOR.
Isto permitirá mais tarde a determinação do desgaste do mancal de escora sem ter que desmontá-la do britador.

15. Levante o eixo principal 10 a 15 mm acima da sua posição mais baixa.

16. Verifique se o motor do britador está alinhado e que as correias de transmissão estejam tensionadas correta-
mente.

17. Acione o motor do britador, e verifique se o sentido de rotação está correto. Veja Seção 16. ARRANJO DO
ACIONAMENTO.

[Link]
32
IMIC
Beneficiando o futuro.

O motor de acionamento do britador deve parar quando forem feitas as seguintes verificações:

23. Premir o flutuador do interruptor de fluxo do óleo de retorno.

24. Ajustar o termostato de proteção TG1 para uma temperatura logo abaixo da temperatura do óleo de
retorno (lida no medidor de temperatura). Quando a verificação tiver sido levada a efeito, regule
novamente o termostato para a regulagem correta, tal como indicado na Seção 8. TERMOSTATOS.

25. Pare o motor de acionamento do britador, e o motor da bomba de lubrificação.

Importante!

A bomba de lubrificação nunca deve ser parada até que o britador tenha parado completamente.

Nota

Verifique se o material não está alimentando o britador, a menos que o britador e o sistema de descarga
estejam rodando.

26. Limpe o filtro de óleo de retorno e o coletor de sujeira.

Acionamento de um britador a temperaturas extremamente baixas

Em temperaturas extremamente baixas é preciso verificar o transbordo do óleo sobre o colar anti poeira, quando
o britador é acionado, antes que seja alcançada a temperatura normal de operação.

Pare a bomba de óleo e deixe este retornar ao tanque.

Acione e pare respectivamente a bomba de óleo a intervalos de 10 segundos, até obter o sinal “britador pronto
para acionamento”. Acione então o britador e deixe-o trabalhar vazio. Verifique se o fluxo de óleo é normal.

Se o britador estiver que operar em áreas de clima frio, verifique também.

[Link]
33
IMIC
Beneficiando o futuro.

5.2 DANDO PARTIDA NO BRITADOR

As instruções contidas nesta página também se aplicam a britadores reformados e em aplicação de peças novas.

1. Acione a bomba de óleo de lubrificação.

2. Quando acender a lâmpada “BRITADOR PRONTO PARA PARTIDA”, ligue o motor de acionamento do britador.

3. Verifique e ajuste a abertura. A abertura, durante o primeiro funcionamento, deve ser um pouco maior do que o
mínimo recomendado.

4. Carregue o britador com cuidado e sucessivamente até 75% dos valores indicados na seção 5.4 para alcançar
a carga e pressão hidráulica do motor.

5. Verifique regularmente a temperatura do óleo de retorno. Esta temperatura deve normalmente situar-se entre
40° C (104° F) e 50° C (122° F).

Cuidado!

A câmara de britagem deverá estar bem cheia. Normalmente o britador deverá estar rodando após aproxi-
madamente 16 horas de operação a 75% da carga. Depois disso aumente a carga sucessivamente até
ao máximo. Conforme o acesso ao material e outras razões tecnológicas e de processamento, a rodagem
pode levar mais tempo. Durante o processo de rodagem é importante seguir com vigor os itens 5, 6 e 7
descritos abaixo.

6. Verifique se o sistema de resfriamento liga com a temperatura do óleo de 45° C (113°F) e desliga a 40° C
(104° F).

Se as condições de operação diferem do normal, e se for usado um óleo com viscosidade ISO VG 220 ou ISO VG
100, regule os termostatos para os valores corretos, tal como indicado na Tabela 6.14.2, na Seção 8. TERMOSTA-
TOS.

7. Inspecione e limpe regularmente o filtro de óleo. A maior parte das vezes, poderá ser encontrada uma pequena
quantidade de finas partículas de aço e de bronze no filtro de óleo, durante o período inicial de rodagem.

8. Purgue novamente o sistema do Cilindro de posicionamento.

9. Verificar se não há movimento entre a carcaça superior e a carcaça inferior.

10. Verificar se não há vazamentos de óleo nas linhas de lubrificação e do Cilindro de posicionamento.

[Link]
34
IMIC
Beneficiando o futuro.

11. Verificar se o ponteiro indicador do manômetro do Cilindro de posicionamento se move com regularidade.

12. Verifique a temperatura da carcaça do eixo-pinhão com um termômetro. A temperatura normal é de 50 a


60° C (122 a 140° F)

13. Verifique se a alimentação está corretamente distribuída à volta da câmara de britagem.

14. Verificar o consumo de potência e a pressão do Cilindro de posicionamento.

15. Registrar a(s) pressão(ões) do óleo lubrificante do Sistema de lubrificação principal e nos britadores a pressão
do sistema de lubrificação do eixo-pinhão.

Pare de alimentar o britador e escute se há ruídos anormais neste. Um som metálico poderá indicar um manto ou
anel côncavo solto.

16. Verificar se não há fugas de graxa pela bucha da aranha.

17. Verificar o nível de óleo na carcaça do eixo-pinhão, quando o óleo estiver quente e o britador ainda estático.

18. Após as primeiras horas de funcionamento, reaperte todos os parafusos e estique as correias trapezoidais.

19. É muito importante limpar o filtro de sucção no lado da sucção da bomba de óleo de lubrificação, uma vez que
é bastante comum a decantação nesse dispositivo do composto de vedação usado nas linhas de óleo.

5.3 VERIFICAÇÃO DE REGULAGEM

O C.S.S. (Close Side Setting) ou A.P.F (Abertura na Posição Fechada) é verificado facilmente através do uso de
um pedaço de chumbo amarrado a um arame de aço, que é baixado lentamente dentro da área de descarga da
câmara de britagem. O pedaço de chumbo será apertado, e a sua espessura corresponderá então à regulagem. O
pedaço de chumbo deverá obviamente ser tão grande que permite realmente que ele fique apertado.

A regulagem deverá ocasionalmente ser verificada em 4 pontos, adequadamente espaçados à volta da câmara
de britagem. Isto permitirá que você possa detectar desgaste anormal, o que indica um arranjo insatisfatório de
alimentação.

Cuidado!

A regulagem (abertura) nunca deve ser tão pequena que a potência absorvida pelo britador exceda o limite
de potência permitido. Além disso, a pressão do Clindro de posicionamento não deverá exceder o limite
dado na Tabela 5.4.4.

[Link]
35
IMIC
Beneficiando o futuro.

5.4 CARGA MÁXIMA

As necessidades do britador em potência e pressão hidráulica dependem da câmara de britagem, excentricidade,


abertura e das propriedades do material a ser britado e dimensões do material alimentado.

As tabelas 5.4.1 e 5.4.2 mostram a potência média necessária. Entretanto, uma potência mais alta é aceitável
desde que seja uniforme e não tenha picos e a pressão hidráulica não exceder os valores da tabela 5.4.4. Em caso
nenhum deve a potência média ultrapassar os valores da tabela 5.4.3.

Potência média em kW recebida no eixo do motor.

Tabela 5.4.1

BRITADOR CÔNICO BCI 300 H


Excentricidade EF F MF M MC C EC
13 84 88
16 96 99 104
20 109 115 119 125
24 114 119 127 133 139 145
28 129 136 145 152 159 166
32 145 145 152 163 171 179 189
36 161 161 169 180 190 198 208
40 176 176 185 198 209 218
44 192 192 202 216

Tabela 5.4.2

BRITADOR CÔNICO BCI 300 S


Excentricidade C EC
20 111 124
25 134 150
30 156 175
36 184 207

[Link]
36
IMIC
Beneficiando o futuro.

Tabela 5.4.3

Britador Potência média Máx. t em kW


BCI 300 H 220
BCI 300 S 220

Pressão média máx. no sistema do Cilindro de posicionamento em Mpa.

Tabela 5.4.4

BRITADOR CÔNICO IMIC Tipo H e tipo S


Britador Câmara de britagem (Mpa/Psi)
EF, F 4,2/609
MF, M 4,0/580
BCI 300 H MC 3,8/551
C 3,6/522
EC 3,4/493
BCI 300 S C, EC 2,5/363

[Link]
37
IMIC
Beneficiando o futuro.

6. SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO

6.1 INTRODUÇÃO

O britador é equipado com um tanque de lubrificação com dispositivos de segurança e monitorização, de forma a
assegurar que tenha lubrificação e resfriamento suficientes e eficientes, assim como um trocador de calor.

Segue junto a este manual um manual específico da unidade hidráulica deste britador.

Cuidado!

Os produtos à base de óleo apresentam riscos ambientais e de fogo, e podem causar danos pessoais se
inalados ou postos em contato com a pele. Siga as instruções do seu fornecedor de lubrificantes e as in-
struções de segurança quando manusear óleos e graxas.

Todos os tanques de óleo, assim como os instrumentos e as válvulas são controlados e ajustados na fábrica para
condições normais de funcionamento (temperatura ambiente máxima. 32°C e viscosidade do óleo ISO VG 150).

Em condições normais, todas as verificações e ajustes deverão ser feitos à temperatura do óleo de retorno de 40
a 45° C (104 a 113° F).

Nota

Ainda que a unidade de tanque tenha sido rodada em teste, todos os instrumentos e medidores deverão ser
verificados antes de o britador ser posto em operação.

Para operação em condições que diferem do normal, os termostatos TG1, TG2 e TG3 deverão ser ajustados para
os valores mostrados nas tabelas 6.3.1 e 6.4.1, e deverá ser usado um grau diferente de óleo de lubrificação. Ver
Seções 9.1 e 9.2.

Para operação a baixas temperaturas, os ajustes deverão ser feitos à temperatura do óleo de retorno de 33 a 37°
C (91 a 99° F).

O óleo lubrificante é arrefecido através de um trocador de calor, quer ar/óleo, quer água/óleo.

[Link]
38
IMIC
Beneficiando o futuro.

6.2. BOMBA DE ÓLEO

A bomba de óleo aplicada é do tipo de engrenagens.

A bomba requer pouca manutenção. Se for usado óleo limpo, o desgaste será mínimo. O desgaste será grande
se o óleo estiver contaminado com partículas duras derivadas dos materiais britados ou metálicos. Sintomas de
desgaste da bomba é a redução do fluxo de óleo.

Capacidade da bomba (bomba principal)

A capacidade total da bomba, à temperatura e pressão referentes às condições normais de operação, quando o
motor está ligado a uma rede elétrica de 60 Hz, é mostrada na tabela 6.1.1. Se o motor for ligado a uma rede de
60 Hz, a velocidade da bomba será 20% mais alta, e o fluxo aumentará.

A bomba de óleo deverá ser trocada quando o fluxo tiver caído abaixo do valor mínimo indicado na coluna cor-
respondente da Tabela 6.1.1.

O fluxo de óleo pode ser verificado convenientemente através da medição do fluxo de óleo de retorno. Posicione
um balde de volume conhecido diante da abertura na câmara do flutuador, e meça o tempo necessário pra encher
o balde.

Exemplo: Um balde de 10 litros demora 7,3 segundos a encher. O fluxo de óleo será, portanto 10 × 60 ÷ 7,3 = 82
l/m.

Tabela 6.1.1 Quantidade de óleo lubrificante

BCI 300 H
BCI 300 S
Capacidade normal lit/min. 82
(U.S. gal./min.) (21.66)
Rede de 50 Hz
Capacidade mínima lit./min. 70
(U.S. gal./min.) (18.49)
Capacidade normal lit/min. 98
(U.S. gal./min.) (25.89)
Rede de 60 Hz
Capacidade mínima lit./min. 70
(U.S. gal./min.) (18.49)

[Link]
39
IMIC
Beneficiando o futuro.

6.3. TERMOSTATOS

São montados dois termostatos na descarga do óleo de retorno para o tanque de óleo.

Um deles tem a função de controlar o resfriamento do óleo bombeado para o britador, enquanto que o outro desa-
tiva o motor do britador se a temperatura do óleo subir muito.

É extremamente importante que os termostatos TG1 e TG2 sejam regulados de acordo com as recomendações
dadas na Tabela 6.3.1 para as diferentes condições de operação.

Tabela 6.3.1

Condições
Operação a Operação a
Normais de
temperatura elevada temperaturas baixas
operação
Temperatura do ar Máx. 32° C Máx. 40° C Abaixo de 0° C
ambiente (90° F) (104° F) (32° F)
Viscosidade do óleo ISO VG 150 ISO VG 220 ISO VG 100
Termostato de proteção TG 1
Regulagem básica: 60° C (140° F) 65° C (149° F) 52° C (126° F)
Fecha a: 60° C (140° F) 65° C (149° F) 52° C (126° F)
Abre a: 63° C (140° F) 68° C (154° F) 55° C (113° F)
Regulagem diferencial: 1 1 1
Ligações elétricas: 1-2 1-2 1-2
Termostato de controle de arrefecimento TG 2
Regulagem básica: 40° C (104° F) 47° C (117° F) 33° C (91° F)
Fecha a: 45° C (113° F) 51° C (124° F) 37° C (99° F)
Abre a: 40° C (104° F) 47° C (117° F) 33° C (91° F)
Regulagem diferencial: 4 3 1
Ligações elétricas: 1-4 1-4 1-2

[Link]
40
IMIC
Beneficiando o futuro.

6.4. AQUECIMENTO DO ÓLEO

O óleo deve ser aquecido à temperatura dada na Tabela 6.4.1 antes de ser acionado com o britador. Isto evita que
o óleo transborda sobre o colar antipoeira.

O tanque de óleo Standard é equipado com aquecedores de óleo elétricos de imersão.

Os elementos de aquecimento são instalados em tubos, de forma a aquecer o óleo indiretamente. Há um termo-
stato de controle separado, TG 3, montado na parede do tanque de óleo.

Tabela 6.4.1

Condições Operação a
Operação a
Normais de temperaturas
temperaturas baixas
operação elevadas
Temperatura do ar Máx. 32° C Máx. 40° C Abaixo de 0° C
ambiente (90° F) (104° F) (32° F)
Viscosidade do óleo ISO VG 150 ISO VG 220 ISO VG 100
60° C (140° F) 65° C (149° F) 52° C (126° F)
Temperatura adequada 60° C (140° F) 65° C (149° F) 52° C (126° F)
antes de o britador 63° C (140° F) 68° C (154° F) 55° C (113° F)
arrancar 1 1 1
1-2 1-2 1–2
Termostato de aquecimento TG 3
Regulagem básica: 30° C (86° F) 37° C (99° F) 20° C (68° F)
Fecha a: 30° C (86° F) 37° C (99° F) 20° C (68° F)
Abre a: 35° C (95° F) 42° C (108° F) 25° C (77° F)
Regulagem diferencial: 3 3 3
Ligações elétricas: 1–2 1–2 1-2

O aquecimento deve estar ligado 24 horas por dia. A disjunção é efetuada automaticamente com o auxílio de um
termostato.

Nota

Assegure-se de que os tubos dos elementos de aquecimento e o termostato ficam sempre cobertos com
óleo durante a operação.

[Link]
41
IMIC
Beneficiando o futuro.

7. LIMPEZA

Partículas contaminantes tais como pó de pedra, água, etc., que misturam ao óleo lubrificante assentam, no fundo
do tanque. Este deverá, portanto ser completamente limpo duas vezes por ano, se provar necessário. Esta limpeza
periódica evita que as lamas acompanhem o óleo que está sendo retirado do tanque, através da saída justamente
situada logo acima do fundo do tanque. A água de condensação pode ser removida tirando o parafuso no bujão
de dreno.

Quando o tanque está para ser limpo, remova a mangueira de óleo do trocador de calor (ou corte o circuito em
qualquer outro ponto adequado) e bombeie o óleo para um tambor.

Pare a bomba quando o nível de óleo tiver caído até logo acima da saída de sucção, senão poderá ocorrer risco
grave de danos na bomba.

Remova o bujão dreno no tanque e drene para fora o óleo remanescente.

Limpe todo o tanque com solvente.

7.1 COLETOR DE SUJEIRA

O coletor de sujeira protege a bomba de óleo, e é montado à frente dela. Se não for limpo e, pelo contrário, se
deixar entupir, poderá ocorrer cavitação na bomba.

Isto resultará em avaria total na bomba.

A válvula de isolamento à frente do coletor de sujeira deve ser fechada antes de o bujão ser desenroscado.

Tenha um recipiente à mão, para apanhar o óleo que irá sair.

Durante o período de rodagem, e quando o tanque for limpo, verifique o coletor de sujeira diariamente.

O elemento de tela não deve, em nenhumas circunstâncias, ser retirado ou substituído por outro com malha
diferente.

[Link]
42
IMIC
Beneficiando o futuro.

8. SISTEMA DO CILINDRO POSICIONADOR

8.1 DESCRIÇÃO

O sistema hidráulico usado nos britadores cônicos IMIC é chamado Cilindro posicionador. O sistema Cilindro posi-
cionador permite que as mudanças na regulagem sejam feitas fácil e rapidamente. Além disso, o controle da regu-
lagem pode ser automatizado de forma simples.

Para proteger um britador cônico IMIC tipo H, como exemplo quando peças não britáveis penetram na câmara de
britagem, o sistema cilindro posicionador incorpora um acumulador.

Adicionalmente, há uma válvula de segurança e alívio no sistema hidráulico, tanto no tipo H como no tipo S, para
proteger a tubulação e outros componentes.

A regulagem do britador é mudada subindo (a regulagem diminui) ou descendo (a regulagem aumenta) o pistão do
cilindro posicionador, e o conjunto do eixo principal (completo com o manto), que é suportado pelo pistão do cilindro
posicionador.

Quando a regulagem deve ser reduzida, o óleo é bombeado para o cilindro posicionador por uma bomba acionada
por motor. Quando a regulagem deve ser aumentada, o óleo é bombeado de volta ao tanque do cilindro posiciona-
dor. Sobre a unidade de tanque existe um medidor de pressão que indica a pressão no sistema cilindro posicionador.

Cuidado!

Os produtos à base de óleo apresentam riscos ambientais e de fogo, e podem causar danos pessoais se in-
alados ou postos em contato com a pele. Siga as instruções do seu fornecedor de lubrificantes e as instruções
de segurança quando manusear óleos e graxas.

A regulagem diminui O óleo é bombeado do tanque do óleo para o cilindro hidráulico e levanta o manto interno
até ser obtida a abertura desejada.

A regulagem aumenta O óleo é bombeado do cilindro, de volta para o tanque do óleo, permitindo que o manto
desça até à posição desejada.

Abertura da câmara de britagem em caso de sobrecarga Válido apenas para tipo H, o óleo é comprimido do
cilindro hidráulico para o acumulador, em consequência do que o manto interno desce para liberar o material não
britável. Assim que o material não britável passar, a pressão do gás dentro do acumulador comprime o óleo de volta
ao cilindro.

[Link]
43
IMIC
Beneficiando o futuro.

8.2 ACIONAMENTO

Enchimento do sistema com óleo

Quando o tanque do cilindro posicionador e a tubulação tenham sido ligados e completamente limpos, encha o
tanque com óleo novo e limpo. Informações sobre o tipo de óleo, viscosidade e quantidade podem ser encontrados
na Seção 9.3. ÓLEO PARA O SISTEMA DO CILINDRO POSICIONADOR.

Retirada de ar do sistema

Abra as válvulas de isolamento entre o tanque e a bomba do cilindro posicionador. Acione a bomba com a botoeira
“reduzir regulagem” para bombear óleo para o britador e levantar o eixo principal alguns milímetros.

Abra o parafuso superior de retirada de ar até que comece a sair óleo sem bolhas.

Levante o eixo principal alguns milímetros mais.

8.3 BOMBA DO CILINDRO POSICIONADOR

A bomba do cilindro posicionador é uma bomba de engrenagem, reversível.

Quando a bomba é acionada, deve haver óleo no tanque, e a válvula da linha de aspiração entre o tanque e a
válvula de controle deve estar completamente aberta.

No fundo da bomba há uma saída de dreno que é ligada ao tanque do cilindro posicionador. A válvula de linha do
dreno no tanque deve estar sempre completamente aberta.

8.4 VÁLVULA DE CONTROLE

Entre o britador e a bomba do cilindro há uma válvula anti-retorno, atuada por fluxo e especialmente fabricada. Ela
incorpora uma válvula de alívio para proteger a bomba.

Princípio de operação

O conjunto da válvula de controle atuada por fluxo consiste numa placa de base onde todas as ligações externas
são feitas, e um bloco de válvulas que é parafusado à placa de base.

8.5 BUJÃO MAGNÉTICO

O bujão magnético é montado no terceiro ramo do coletor de sujeira, que é montado na linha do cilindro posiciona-
dor, perto da válvula de controle. A finalidade do bujão magnético é remover as partículas magnéticas do sistema.

O bujão magnético é fácil de desenroscar e limpar quando a pressão do sistema for aliviada, isto é, quando o eixo
principal e o pistão do cilindro posicionador estiverem no extremo inferior do seu curso. Verifique se há fugas de
óleo.

[Link]
44
IMIC
Beneficiando o futuro.

8.6 FILTRO DE ÓLEO HIDRÁULICO

O filtro de óleo montado entre a válvula de controle e o tanque do cilindro posicionador é do tipo fluxo pleno. Isto
significa que todo o óleo que por ele passa é filtrado.

O filtro é de desenho simples e é fácil remover e substituir o elemento de filtro que é do tipo descartável.

Quando efetuar uma mudança de filtro - a qual deverá ser feita cada vez que o óleo do cilindro posicionador é
trocado, ou a cada seis meses - alivie a pressão do sistema baixando o eixo principal e o pistão do cilindro posicio-
nador para as suas posições inferiores. Desenrosque o elemento do filtro e substitua-o por um novo.

Ao mesmo tempo, limpe o coletor de sujeira (ver Seções 7.1 e 8.5).

8.7 VÁLVULA DE SEGURANÇA

A válvula de segurança é montada na placa de base da válvula de controle. Ela é testada a uma regulagem de
7,5 Mpa (1 088 psi) e é selada antes da entrega, verifique também a Seção 8.12 RESPONSABILIDADE DO PRO-
PRIETÁRIO.

8.8 MEDIDOR DE PRESSÃO

A unidade de tanque é equipada com um medidor de pressão, de forma a que se possa observar a pressão de op-
eração no sistema cilindro posicionador. Um transdutor de pressão especial pode ser aplicado para dar indicação
remota da pressão do cilindro posicionador na cabine de controle.

8.9 VÁLVULA AMORTECEDORA PARA O MEDIDOR DE PRESSÃO

Para evitar danos no ponteiro indicador do medidor de pressão devido à vibração causada pela operação do
britador, é colocada uma válvula amortecedora entre a linha do cilindro posicionador e o medidor de pressão.

A válvula amortecedora deverá ser montada com a seta apontando na direção do medidor de pressão.

Abra a válvula uma vez por semana para limpar a válvula de agulha, quando isto tiver sido feito, feche a válvula
até que o ponteiro indicador do medidor se mova suavemente durante a operação normal.

8.10 REGULADOR DE FLUXO

Para evitar que o eixo principal levante depressa após o pedaço de ferro ter passado através do britador, é apli-
cada uma válvula de retenção estrangulada - o regulador de fluxo entre o cilindro posicionador e o acumulador.

Quando o óleo flui desde o britador para o acumulador, ele é retardado de forma a que o manto seja lentamente
erguido até à sua posição original.

[Link]
45
IMIC
Beneficiando o futuro.

8.11 ACUMULADOR

O acumulador consiste num vaso de pressão cilíndrico, em aço, que contém uma bexiga de borracha fixada ao
topo desse vaso por uma válvula. A bexiga de borracha é cheia com nitrogênio à pressão mostrada na Tabela
8.11.1.

Use somente nitrogênio (N2) no acumulador. Não sujeite o acumulador a danos mecânicos ou térmicos (impactos,
soldagens, etc.)

Tabela 8.11.1 Pressão de carga do acumulador

BCI 200 H/S E BCI 300 H/S


5 Mpa
725 psi ± 5%
50 bar

Equipamento de carga

Pode ser usado um equipamento de carga especial para controlar o enchimento do acumulador com nitrogênio.
Esse equipamento não faz parte do equipamento Standard, mas pode ser pedido como opcional.

Importante!

A cada 30 dias verificar a “Pressão de Carga do Acumulador”.

8.12 RESPONSABILIDADE DO PROPRIETÁRIO

É da responsabilidade do proprietário do britador providenciar a certificação do acumulador e da válvula de alívio,


se houver razão para suspeitar de que o acumulador tenha sido danificado, ou de que o selo da válvula de alívio
tenha sido quebrado é melhor adquirir componentes novos.

[Link]
46
IMIC
Beneficiando o futuro.

9. RECOMENDAÇÕES REFERENTES A LUBRIFICANTES

9.1 Generalidades

Não use lubrificantes que não sejam aprovados pelas especificações da IMIC durante o período de garantia.

Cuidado!

Os produtos derivados de óleo são perigosos para o meio ambiente e são inflamáveis, e também podem
causar lesões às vias respiratórias se forem inalados e à pele em caso de contato. Quando
manuseá-los obedeça às instruções do fornecedor e as normas de segurança.

Miscibilidade

Quando mudar de marca e/ou tipo de lubrificante tenha cuidado. Lubrificantes de marca ou tipo diferente podem
não ser miscíveis. Se lubrificantes não miscíveis forem misturados, isso poderá provocar avarias dispendiosas.

Normalmente, antes de mudar, retire cuidadosamente todo o óleo lubrificante velho, lavando. Os fabricantes de
óleo podem dar esclarecimentos sobre a sua miscibilidade.

Armazenagem

Guarde os lubrificantes num lugar limpo e segundo as instruções dadas pelo fornecedor do lubrificante. Antes de
abrir frascos e latas limpe a tampa. Use apenas recipientes bem limpos.

Se houver infiltração de água no sistema de óleo - através de condensação, por exemplo, ou se alguma poeira for
introduzida no óleo - troque o óleo. Uma mudança da cor do óleo pode indicar a presença de água ou de sujeira.

9.2 ÓLEO PARA O SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO

O óleo lubrificante que recomendamos deverá ter aditivos EP suaves bem como satisfazer os seguintes requisitos
e exigências especificadas na tabela 9.2.1.

Normalmente é usado um óleo com viscosidade ISO VG 150.

Se a temperatura ambiente for tão alta que o sistema de resfriamento não consiga manter a temperatura do óleo de
retorno abaixo de 50° C, poderá ser necessário permitir a operação a uma temperatura elevada. Ao mesmo tempo,
deverá ser feita mudança para um óleo de lubrificação de viscosidade mais alta. Veja “Temperatura de operação
aumentada”, na tabela 9.2.1.

[Link]
47
IMIC
Beneficiando o futuro.

Em temperaturas extremamente baixas, pode por vezes ser recomendável a mudança para um óleo menos vis-
coso - veja a tabela 9.2.1, “Operação no inverno”.

Se for feita tal mudança, os termostatos TG1, TG2 e TG3 deverão ser reajustados.

Importante!

Quando voltar a ser feita a mudança para o óleo normal, os termostatos deverão ser novamente reajustados
completamente.

Especificação e exigências

O óleo deverá satisfazer os requisitos de DIN 51 517-CLP para a viscosidade respectiva e o óleo deverá conter
aditivo para impedir oxidação e formação de espuma bem como conter aditivos anti-desgastantes, também chama-
dos anti-wear.

A tabela 9.2.1 especifica os tipos de óleos lubrificantes para uso sob diferentes condições de operação.

Tabela 9.2.1 Especificação de lubrificantes

CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO
Temperatura de Operação no
Normais
operação aumentada inverno
Temperatura do ar ambiente Máx. 32°C Máx. 40°C Abaixo de 0°C
Viscosidade do óleo ISO VG 150 ISO VG 220 ISO VG 100
DIN 51 517 – DIN 51 517 – DIN 51 517 –
Exigências
HLP 150 HLP 220 HLP 100
Características Método de teste Exigido Exigido Exigido
Viscosidade do
óleo básico a 40°C DIN 51 519 150 220 100
a mm2/s (cSt)
Índice de
DIN IS0 51 354 ≥ 100 ≥ 100 ≥ 100
viscosidade
FZG DIN 51 354 ≥ 12 ≥ 12 ≥ 12
Temperatura
DIN ISO 3016 ≤ -9°C ≤ -6°C ≤ -12°C
mínima de fluidez
Aditivos EP Enxofre/Fósforo Enxofre/Fósforo Enxofre/Fósforo

[Link]
48
IMIC
Beneficiando o futuro.

Exemplo de óleo lubrificante

Os exemplos abaixo tratam dos lubrificantes que segundo o fabricante respectivo satisfazem as exigências pro-
postas pela IMIC.

Os dados foram-nos fornecidos pelos diversos fabricantes. Pode haver diferenças de país para país. Para ter a
certeza pergunte o seu fornecedor de lubrificante se ele satisfaz as exigências em questão.

Além dos lubrificantes exemplificados, há outras marcas e qualidades que estão de acordo com as especificações
requeridas pela IMIC, podendo, portanto também ser usados.

Óleo

O volume do tanque de óleo de lubrificação é dado na Tabela 9.2.2. Quando o britador operar, o nível de óleo deve
estar acima do traço de nível mínimo. Veja o indicador de nível de óleo na unidade de tanque.

Tabela 9.2.2 Quantidade e especificação de óleo lubrificante

Especificação de óleo Quantidade


Em condições normais de operação

Lubredraw EP 150 - Lubritech


Lubrax Gear 150 - Petrobras
SHC Gear 150 - Mobil
Gear MEP 150 - Petronas

Temperatura de operação elevada

Lubredraw EP 200 - Lubritech A quantidade em Litros de óleo para os britadores


Lubrax Gear 200 - Petrobras BCI 300 H e BCI 300 S são iguais, sendo que a
SHC Gear 200 - Mobil capacidade é de 400 Litros
Gear MEP 200 - Petronas

Temperatura de operação no inverno

Lubredraw EP 100 - Lubritech


Lubrax Gear 100 - Petrobras
SHC Gear 100 - Mobil
Gear MEP 100 - Petronas

[Link]
49
IMIC
Beneficiando o futuro.

Óleo biodegradável

Se for necessário utilizar este tipo de óleo, recomendamos o emprego exclusivo de um óleo totalmente sintético à
base de ésteres. Devido ao maior índice de viscosidade deste tipo de óleo, pode normalmente ser usado um óleo
segundo ISO VG 150 durante todo o ano.

Se a temperatura ambiente for superior a 32°C, pode ainda ser necessário afinar os termostatos TG1 e TG2 para
“Temperatura de operação aumentada”, para evitar o risco de disparo de TG1 devido a excesso de temperatura do
óleo, com desativação do britador.

Certa quantidade de óleo permanecerá no britador e nas linhas de suprimento de óleo, e, portanto o tanque de-
verá ser atestado após o teste de rodagem. Para impedir o transbordo do filtro de óleo, quando houver retrocesso
devido a obstrução do britador, quando houver condutores compridos entre o depósito e o britador, é conveniente
restringir o enchimento.

Cuidado!

Assegure-se de que os tubos dos elementos de aquecimento e o seu termostato estejam sempre cobertos
pelo óleo durante a operação. Isto evitará o sobreaquecimento dos elementos de
aquecimento.

Troca de óleo lubrificante

Importante!

A cada 2000 horas trabalhadas ou 06 meses de trabalho efetuar a troca do óleo lubrificante, limpeza
do reservatório, e limpeza dos filtros e troca dos elementos filtrantes.

Semanalmente efetuar a limpezas dos elementos filtrantes.

[Link]
50
IMIC
Beneficiando o futuro.

9.3 ÓLEO PARA O SISTEMA DO CILINDRO POSICIONADOR E CILINDRO DE DESCARGA

Cuidado!

O óleo hodráulico no sistema dos cilindros deverá ser miscível com o óleo lubrificante bem como satisfazer
as mesmas exigências. Contudo a viscosidade deverá ser segundo a ISO VG 68.
Indicação: Óleo hidráulico ISO VG 68 - Lubredraw EP 68 - Lubritech

O óleo hidráulico deverá satisfazer DIN 51 517-HLP 68.

Tabela 9.3.1 Especificação de óleos para os cilindros

Características Método de teste Exigido


Viscosidade do óleo básico a
DIN 51 519 68 68
40°C em mm2/s (cSt)
Índice de viscosidade DIN ISO 2909 ≥ 100
FZG DIN 51 354 ≥ 12
Temperatura mínima de fluidez DIN ISO 3016 ≤ -15°C

Nota

Nunca use óleo mais espesso do que ISO VG 68. Também não use óleos hidráulicos normais.

No caso de um britador que opera ao ar livre e a temperaturas muito baixas, poderá haver problemas com o óleo
normalmente recomendado.

Exemplo de óleo hidráulico

Óleos Lubrificantes HLP - ISO VG


Fabricante Descrição (Sintéticos)
Lubitech Lubredraw EP 68
Mobil Mobil AW 68 HLP
Petrobras Lubrax Hydra 68

Importante!

A cada 4000 horas trabalhadas ou 12 meses de trabalho efetuar a troca do óleo, limpeza do
reservatório, limpeza dos filtros e troca dos elementos filtrantes.

[Link]
51
IMIC
Beneficiando o futuro.

Quantidade de óleo hidráulico

Quando o tanque dos cilindros está cheio, o eixo principal e eixo dos cilindros hidráulicos deverão estar na sua
posição mais baixa. Se o tanque for atestado com o eixo principal na sua posição mais alta, poderá não haver es-
paço suficiente no tanque para todo o óleo, quando o eixo principal for descido. A quantidade de óleo está indicada
na tabela 9.3.2.

Tabela 9.3.2 Quantidade de óleo hidráulico.

Britador BCI 200 H / S


Óleo Hidráulico ISO VG 68 100 Litros

9.4 LUBRIFICAÇÃO DO EIXO PINHÃO

A lubrificação do eixo-pinhão é feita em banho de óleo.

A carcaça do eixo pinhão é lubrificada pelo sistema de fluxo de óleo controlado automáticamente.

O óleo usado para a lubrificação do eixo-pinhão é o mesmo que o óleo do sistema circulatório de lubrificação
principal. Ver Seção 9.2 ÓLEO PARA SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO.

O óleo sai da unidade hidráulica para carcaça do eixo-pinhão e circula lubrificando-o, depois retorna para o
recipiente. As quantidades de óleo são indicadas na Tabela 9.4.1.

9.5 ÓLEO DOS CILINDROS HIDRÁULICOS (DESCARGA DA MÁQUINA)

O óleo hidráulico para os cilindros hidráulicos (descarga da máquina) é o mesmo que o óleo do sistema cilindro
posicionador (Tabela 9.3.2)

O óleo sai da unidade hidráulica para as mangueiras que atua pressionando o pistão fechando a carcaça su-
perior. Quando é acionado para abrir a carcaça superior, o óleo é retornado para tanque e entra para as outras
mangueiras que suspendem os cilindros de descarga abrindo a máquina e esvaziando a câmara de britagem.

[Link]
52
IMIC
Beneficiando o futuro.

9.6 LUBRIFICAÇÃO DA BUCHA DA ARANHA

Requisitos

A graxa deverá satisfazer os requisitos da tabela abaixo para poder assegurar a lubrificação da bucha de topo tanto
em caso de haver vibrações como em altas sobrecargas prolongadas. Além disso, a graxa deverá proporcionar
uma boa proteção anticorrosiva.

A bucha de topo contém ligas de aço, ferro cinzento e borracha nitrílica. Por essa razão a graxa deverá ser inofen-
siva contra esses materiais.

Tabela 9.6.1 Especificação da graxa da bucha da aranha.

O tipo de graxa recomendada para esta vedação é à base de sabão complexo de lítio,
nas seguintes especificações:
Grau NLGI 00
Penetração Trabalhada (ASTM) a 25 °C 276 mm
Ponto de Gota 260 °C

Outras características:

• Conter aditivos EP
• Ser bombeável
• Temperatura de operação recomendada -10°C a +100°C. A temperatura ambiente extremas contate o fornece-
dor de lubrificante.

Exemplo de graxa

Os exemplos abaixo tratam das graxas que, segundo o fabricante , satisfazem as exigências impostas pela IMIC:

Tipos de Graxa Fabricantes Descrição


Lubritech Lubremex CLH EP 00
Sintética
Mobil Mobilith SHC 007

Além das graxas exemplificadas, há outras marcas e qualidades que estão de acordo com as especificações re-
queridas pela IMIC, podendo, portanto também ser usadas.

[Link]
53
IMIC
Beneficiando o futuro.

Quantidade de graxa

A graxa deve ser abastecida até ao nível do bordo superior da bucha terminal, ver tabela 9.6.2. O eixo principal
deverá estar na sua posição inferior. A graxa pode ser abastecida por um canal situado num dos braços da carcaça
superior.

Verificação e mudança da graxa

Durante as primeiras semanas de operação, o nível da graxa deverá ser verificado diariamente, desenroscando o
bujão na tampa da aranha. Se for observada uma quantidade anormalmente grande de graxa sobre o eixo principal
abaixo da bucha da aranha, é possível que a vedação da bucha da aranha esteja danificada.

É importante manter o eixo principal livre de acúmulo de graxa e de poeira, para evitar que tais contaminações se-
jam comprimidas contra a bucha da aranha, através da vedação, cada vez que o eixo é levantado. O nível da graxa
deverá ser verificado frequentemente, e deverá ser adicionada graxa nova, quando necessário.

Quando um manto novo, ou côncavo, for aplicado, a bucha da aranha e a vedação devem ser cuidadosamente
limpas e então encher com graxa nova. Para evitar paradas não programadas, recomendamos que a vedação da
bucha da aranha seja substituída cada vez que se mudam os revestimentos.

Tabela 9.6.2 Quantidade de graxa

Britador Quantidade de graxa


BCI 300 H / S 6 – 8 kg

Importante!

A cada 40 horas trabalhadas efetuar a lubrificação.

[Link]
54
IMIC
Beneficiando o futuro.

10. CONJUNTO DA CARCAÇA SUPERIOR

MANTO EXTERIOR

10.1 AVALIAÇÃO DE DESGASTE DO MANGANÊS

Sem considerar a remoção anual recomendada para limpeza e inspeção, a carcaça superior é usualmente re-
movida para substituição dos revestimentos.

Inspeção da câmara de britagem:

1. A inspeção dos revestimentos deve ser levada a efeito a intervalos corretos. Veja a Seção 17. MANUTENÇÃO
DE ROTINA. Uma máquina nova deve ser inspecionada a intervalos frequentes. Depois de uma ou duas mudanças
de revestimentos, os intervalos entre inspeções podem ser sucessivamente aumentados.

2. Estas inspeções de rotina darão uma indicação sobre quando os revestimentos devem ser mudados. É difícil dar
um limite exato no qual os revestimentos estarão gastos. Podemos dizer que estarão gastos quando a capacidade
cair ou quando a espessura tiver sido reduzida tanto que ocorram indentações ou trincas.

Condições extremas de operação podem requerer substituição dos revestimentos antes que estes estejam “gas-
tos”. Uma razão pode ser alimentação incorreta, de forma tal que ocorra desgaste aumentado numa determinada
seção do anel côncavo ou dos côncavos.

Isto também significa que a regulagem (abertura na posição fechada) varia de acordo com a posição onde a me-
dida é feita, à volta da câmara de britagem. O arranjo da alimentação deve ser tal que o material de alimentação
seja distribuído equitativamente à volta da câmara de britagem, a segregação seja evitada, e que a câmara de
britagem seja mantida cheia. Exemplos de diferentes arranjos de alimentação são dados na Seção 3. INSTALA-
ÇÃO. Arranjos incorretos de alimentação podem causar muito pouca utilização dos revestimentos, alto consumo
de potência (igual a altas cargas nas buchas), baixa capacidade, baixa redução e forma de produto mais pobre.

A inspeção dos revestimentos é uma medida preventiva destinada a evitar:

3. Danos caros nas superfícies de contato da carcaça superior e do cone central. Em adição, os revestimentos
devem ser substituídos se a manutenção de uma desejada regulagem significa levantar o eixo principal tão acima
que a distância entre a porca da cabeça e a face inferior da aranha for menos que 15 mm
(dimensão “A”, na FIG.10.1.1).

4. Perda de produção devido à capacidade reduzida ou a um produto final incorreto ou por causa de uma paragem
não programada.

[Link]
55
IMIC
Beneficiando o futuro.

Problemas similares aos causados por um arranjo incorreto da alimentação podem também ser experimentados
se o material de alimentação não for uma mistura com granulometria uniformemente distribuída.

A câmara de britagem é selecionada com base num tamanho máximo de alimentação.

Se quase todo o material de alimentação estiver próximo do tamanho máximo, a britagem se concentrará na
parte superior da câmara. Isto dará origem ao aparecimento de um canal anular à volta da câmara de britagem
inteira como mostra na indicação B na FIG.10.1.1).

A preponderância de material fino na alimentação, por seu lado, concentra a britagem na parte inferior da câ-
mara, com o resultado mostrado por C na FIG.10.1.1.

[Link]
56
IMIC
Beneficiando o futuro.

Nota

O britador não deve ser posto em operação à escala total até que tenha sido estabelecido que o
arranjo da alimentação funcionasse corretamente e que o tamanho de alimentação é correto.

Os benefícios ganhos continuando a britar com revestimentos gastos são pequenos em comparação com as
desvantagens descritas acima. Uma substituição planejada de revestimentos no tempo certo sempre dará ótimas
economias de operação.

Estas recomendações também se aplicam a britadores equipados com equipamento de regulagem automática da
abertura.

O desgaste dos revestimentos é compensado pelo levantamento hidráulico do eixo principal de forma que a regu-
lagem desejada seja mantida.

A Dimensão A (FIG.10.1.1) é uma indicação de que os revestimentos deverão ser substituídos se a regulagem tiver
que ser mantida.

Cuidado!

O eixo principal não deve ser levantado tanto que a dimensão A, como mostrado na FIG.10.1.1 seja menor
que 15 mm para os britadores BCI 300 H & S . Se o eixo principal for levantado mais do que isso, poderão
ser causados danos dispendiosos na bucha da aranha, na carcaça superior.

Nota

Os revestimentos estarão normalmente gastos antes que o limite seja alcançado.

[Link]
57
IMIC
Beneficiando o futuro.

10.2 VERIFICAÇÃO ANTES DA REMOÇÃO

Nota

Sempre que um britador for desmontado, as verificações descritas abaixo deverão ser priorizadas antes
que a carcaça superior seja removida. Poderá, portanto, desta forma, ser obtida uma ideia de extensão
da desmontagem que o britador deverá sofrer, por exemplo quando estiver planejada uma troca de reves-
timentos.

1. Verifique o jogo entre a camisa do eixo principal e a bucha da aranha. Ver Seção 11.1 VERIFICANDO O
CONJUNTO TAMPA DA ARANHA.

2. Verifique o jogo entre o anel de vedação de pó e o colar anti poeira. Ver Seção 12.9. ANEL DE VEDAÇÃO DE
PÓ.

3. Verifique a folga no flanco dos dentes nas engrenagens. Ver Seção 15.3. FOLGA NO FLANCO DOS DENTES.

4. Inspecione o filtro do óleo de retorno para qualquer contaminação. Se for encontrada qualquer quantidade ou
tipo de contaminação - partículas metálicas, por exemplo - a causa deverá ser imediatamente investigada.

10.3 REMOÇÃO E REINSTALAÇÃO DA CARCAÇA SUPERIOR

Remova os parafusos que ligam as carcaças superior e inferior. Há quatro parafusos de extração no flange da
carcaça superior para separar a carcaça superior da inferior.

Remova a tampa (capacete) da aranha, para evitar um vácuo que possa causar uma ligeira subida do eixo prin-
cipal quando a carcaça superior estiver a ser içada. O respiro de ar e o canal de ar podem estar bloqueados.

Cuidado!

Use aparelhagem amplamente dimensionada de levantamento de cargas (estropes, etc.). Tome grande
cuidado quando içar a carcaça superior, para evitar danificar o eixo principal, a bucha da aranha e outras
superfícies usinadas.

[Link]
58
IMIC
Beneficiando o futuro.

Inspeção

Verifique se as superfícies cônicas de ajuste estejam livres de ferrugem. Verifique visualmente se houve qualquer
movimento entre a carcaça superior e a carcaça inferior, do qual tenha resultado dano para as superfícies côni-
cas de ajuste. Se for esse o caso, as superfícies deverão ser recondicionadas por solda e usinadas novamente.
Consulte a IMIC.

Limpe completamente e unte com óleo as superfícies cônicas de ajuste das carcaças superior e inferior.

Coloque a carcaça superior em suportes de madeira (barrotes ou similares) de forma a que as superfícies usina-
das não sejam danificadas.

Reinstalação

Cubra as superfícies de ajuste e as faces de contato dos flanges com graxa ou com óleo espesso. O uso de uma
graxa ou óleo contendo bissulfeto de molibdênio reduzirá o risco de corrosão por contato.

Cuidado!

Baixe cuidadosamente a carcaça superior e assegure-se de que a vedação da bucha da aranha não seja
danificada pelo eixo principal.

Quando a carcaça superior está apoiada sobre a carcaça inferior, há uma folga de cerca de 3 mm entre os
flanges.

Nota

Aperte os parafusos em rotação diagonal até que os flanges repousem encostados. Depois de a máquina ter
britado durante umas poucas horas, reaperte estes parafusos. Entretanto, verifique ocasionalmente que não
há movimento relativo, colocando um dedo sobre a junta.

Encha a bucha da aranha até acima com graxa. Isto deve ser feito com o eixo principal abaixado, isto é, com o
Cilindro de posicionamento no ponto inferior do seu curso Veja a Seção 9. RECOMENDAÇÕES REFERENTES A
LUBRIFICANTES.

Lubrifique as superfícies de contato da tampa (capacete) da aranha e do seu assento.

Reponha a tampa da aranha. Veja a Seção 11.2. SUBSTITUIÇÃO DA BUCHA DA ARANHA E DA VEDAÇÃO.

[Link]
59
IMIC
Beneficiando o futuro.

10.4 SUBSTITUIÇÃO DO REVESTIMENTO DA CAMARA BCI 300

A condição de projeto do BCI 300 é tal que todos os anéis côncavos - desde o EF ao EC - podem ser montados
numa única carcaça superior.

O anel de enchimento é instalado com um ajuste cônico metal-contra-metal na carcaça superior, e o revestimento
é, por seu lado, instalado com ajuste metal-contra-metal, dentro do anel de enchimento. Ver Secção 10.5. ANEL
DE ENCHIMENTO DO BCI 300.

OBSERVAÇÃO: Apenas o revestimento da câmara C e EC é montado sem anel de enchimento, diretamente


sobre a carcaça superior.

Para o revestimento EF é usado um anel de desgaste duplo que é soldado contra o anel de bloqueio com o auxílio
de quatro calços de 10x10x75 fornecidos. Medidas A 3-4 mm. Ver FIG.10.5.1.

O revestimento da câmara é preso à carcaça superior por quatro ligações rosqueadas, através dos olhais de
fixação no bordo superior do anel côncavo, ver a FIG.10.5.1.A IMIC recomenda-se a aplicação de cola-resina (até
facear a borda sendo aproximadamente 10 a 12kg) entre o revestimento da câmara e o anel de enchimento, para
ajudar na fixação.

Se tiverem que ser soldados olhais de içamento no revestimentos, assegure-se de que eles são amplamente di-
mensionados, e de que é usado um eletrodo de solda adequado a aço manganês. Ver Secção 2.9.4.

Remoção

Quando a carcaça superior está a ser levantada para fora do britador, posicione-a sobre barrotes de madeira, de
forma a que o revestimento da câmara não fique obstruído.

Nota

Os parafusos de retenção no topo da carcaça superior, que seguram o anel de enchimento, não devem ser
desmontados ao substituir o revestimento da câmara.

Remova os parafusos que grampeiam o revestimento da câmara à carcaça superior. Tome um apontamento sobre
a forma pela qual as molas de disco são dispostas. Ver FIG.10.5.1.
Os blocos de localização para o revestimento da câmara não necessitam de ser removidos. Eles são ajustados
quando um novo revestimento for instalado.

Deverá ser possível remover o revestimento da câmara da carcaça superior com umas poucas pancadas fortes
no bordo superior.

Se o revestimento da câmara não ficar solto, podem ser posicionados dois macacos entre o bordo superior do s
revestimentos e os braços da carcaça superior. Bata no revestimento da câmara à volta do seu bordo superior, ao
mesmo tempo em que os macacos são operados.

[Link]
60
IMIC
Beneficiando o futuro.

4 5

2
6

8
9

4 5

10

6 MACACO

2 7

8
9

CÂMARA EF

[Link]
61
IMIC
Beneficiando o futuro.

Inspeção

Levante a carcaça superior e inspecione a superfície de contato nessa ou no anel de enchimento.

Se tiverem sido formados quaisquer sulcos ou depressões na carcaça superior, ou no anel de enchimento, pelas
superfícies maquinadas de contato do revestimento da câmara, elas deverão ser esmerilhadas antes de começar
a remontagem.

Se houver desgaste sério ou se o revestimento da câmara provocar canais profundos de desgaste na carcaça
superior ou no anel de enchimento, contacte a IMIC para informações sobre as medidas apropriadas que deverão
ser tomadas.

Verifique se o anel de enchimento está instalado firmemente na carcaça superior.

Se o anel de enchimento ficar solto, deverá ser retirado para fora para inspeção das superfícies de contacto e dos
parafusos do anel de retenção. Ver Secção 10.5. ANEL DE ENCHIMENTO.

Remontagem

Em princípio, o revestimento da câmara deverá ser instalado da seguinte forma:

Coloque o revestimento da câmara sobre barrotes de madeira e posicione os 4 parafusos de grampeamento -


completos, com as anilhas esféricas e os assentos cônicos nos rasgos dos batentes de fixação.

Abaixe a carcaça superior sobre o revestimento da câmara e rosqueie os parafusos, aplicando as anilhas, as molas
de disco, camisas e porcas. Ver FIG.10.5.1. Meça a dimensão “T” antes de apertar as porcas, Ver FIG.10.5.1.

Nota

Quando prender o manto exterior, assegure-se de que obtém um aperto equilibrado contra a parte
superior do tripé, através do aperto das juntas em cruz até às dimensões T-3,5 mm o que corresponde
a um ângulo de giro da porca de 420°.

Quando você tiver apertado os parafusos, verifique com um palpa-folgas de que não há folga entre a carcaça
superior ou o anel de enchimento e a parte inferior do revestimento da câmara.

Verifique e ajuste os blocos de posicionamento de forma a que eles se apoiem contra os batentes, sobre o reves-
timento da câmara. Estes blocos de posicionamento têm um furo posicionado excentricamente, de forma a que
possa ser obtido um bom alinhamento contra os batentes do revestimento da câmara.

Quando os parafusos de grampeamento do revestimento da câmara tiverem sido apertados, encha o espaço entre
o revestimento e a carcaça superior com uma espuma de selagem (composto de selagem) para evitar a penetra-
ção de poeiras ou umidade.

Verifique o aperto dos parafusos de grampeamento após um período curto de operação.

[Link]
62
IMIC
Beneficiando o futuro.

10.5 ANEL DE ENCHIMENTO DO BCI 300

Recapitulando as informações anteriores, todos os anéis côncavos podem ser aplicados numa única carcaça
superior.

O anel de enchimento do BCI 300 atua como um espaçador com contato metal e contra-metal, preenchendo
simultaneamente contra a carcaça superior e o anel côncavo. Ver FIG.10.5.1.

São usados dois tipos de aneis de enchimento, um MF que depois de instalado é cheio por trás com composto
plástico na parte superior, e a parte inferior em contato metálico com a carcaça superior. O outro MC não é cheio
com composto plástico contra a carcaça superior e tem contato metálico em toda sua altura.

Remoção

Se a intenção é de mudar para uma câmara de britagem mais grossa, o anel de enchimento poderá precisar ser
removido. Verifique na lista de peças sobressalentes qual é o anel de enchimento que deve ser usado com o re-
spectivo anel côncavo.

Remova os parafusos que seguram o anel de bloqueamento e o anel de enchimento na carcaça superior.

O anel de enchimento tem um assento cônico na carcaça superior, e deverão ser usados macacos para pressioná-
lo para fora.

Posicione os macacos entre o bordo superior do anel de enchimento e os braços da carcaça superior.

Pressione para fora o anel de enchimento. Use dois macacos, cada um com a capacidade aproximada de 40
Toneladas.

Se o anel de enchimento ainda não ficar solto, poderá ser necessário aquecer a carcaça superior enquanto os
macacos são operados.

Inspeção

Limpe o anel de enchimento.

Inspecione as superfícies de contato do anel de enchimento e da carcaça superior.

Se houver quaisquer sulcos ou depressões, deverão ser esmerilhadas para completa remoção, antes de começar
a remontagem.

[Link]
63
IMIC
Beneficiando o futuro.

Remontagem

Lubrifique o anel O-ring e posicione-o na ranhura da superfície externa do anel de enchimento. Ver FIG.10.5.1.

Levante o anel de enchimento até à sua posição na carcaça superior. Instale o anel de bloqueamento (o qual puxa
o anel de enchimento para cima até à posição), unte os parafusos com massa e aplique-os.

Aperte os parafusos em rotação diagonal até que eles fiquem bem apertados. Verifique o aperto das roscas uns
poucos dias de operação. Em certos casos, isto significa remover as placas cônicas da tremonha de alimentação.

10.6 SUBSTITUIÇÃO DOS REVESTIMENTOS SUPERIORES E DO REVESTIMENTO INFERIOR DA


CARCAÇA DO BCI 300 S

Os britadores cônicos BCI 300 S possuem na carcaça superior como câmara de britagem, um revestimento exterior
em forma de manto composto por uma linha de revestimentos superiores e, na inferior um revestimento inferior.

Para substituição apenas do anel revestimento inferior verifique a guia “10.9. SUBSTITUIÇÃO SOMENTE DO
REVESTIMENTO INFERIOR DA CARCAÇA”.

Para içamento dos revestimentos superiores ou revestimento inferior através de olhais de içamento soldados,
verifique se esses estão amplamente dimensionados e que será usado um eletrodo de solda específico para aço
manganês como descrito na guia “2.9.4. OLHAIS DE IÇAMENTO EM MANTOS E EM REVESTIMENTOS DA
CÂMARA”.

[Link]
64
IMIC
Beneficiando o futuro.

Remoção

Todos os revestimentos superiores da carcaça são chanfrados nas arestas traseiras para facilitar a remoção. Ver
FIG.10.10.1. Remova os revestimentos superiores através de cunhas. Poderá ser necessário ter que recorrer a um
maçarico de corte para removê-los, dependendo do desgaste que estes se encontram.

Perigo!

Não permaneça dentro do britador enquanto estiver removendo os côncavos. Não use explosivos para des-
locar e soltar os revestimentos superiores da carcaça.

Quando cortar revestimentos superiores usando maçaricos de corte, assegure-se de que o local de trabalho está
bem ventilado.

Se a carcaça superior estiver virada de cima para baixo quando os revestimentos superiores da carcaça estiver-
em a ser removidos, proteja a bucha da aranha de forma a que não seja danificado pelos revestimentos supreio-
res que caiam.

Atenção!

Proteja as superfícies usinadas da carcaça superior. Fixe com blocos a flange de ligação da tremonha de
alimentação. Ver FIG.10.13.1.

[Link]
65
IMIC
Beneficiando o futuro.

Para facilitar a remoção do primeiro revestimento superior da carcaça, as arestas dos revestimentos adjacentes
poderão ser cortadas a maçarico fazendo chanfros, como mostrado acima “REVESTIMENTOS SUPERIORES DA
CARCAÇA FIG.10.10.1”.

O revestimento inferior da carcaça tem recessos na parte externa que tornam mais fácil a remoção através de
cunhas.

Divida o revestimento inferior pelas ranhuras (diretamente por detrás das reentrâncias de marcação) e use cunhas
nos recessos para pressionar o segmento para fora. Veja a seguir “REVESTIMENTO INFERIOR FIG.10.10.2”.

Cuidado!

Quando trabalhar usando maçarico, assegure-se de que o local de trabalho esteja bem ventilado e use
máscara respiratória.

[Link]
66
IMIC
Beneficiando o futuro.

Inspeção

Limpe cuidadosamente e retire todo o enchimento de borracha do interior da carcaça superior.

Se houver depressões profundas, elas deverão ser cheias por solda, e a carcaça superior deverá ser
usinada novamente.

Remontagem

Coloque a carcaça superior e o revestimento inferior da carcaça numa superfície lisa (por exemplo, uma chapa)
bem selada com cordões inteiros de composto de selagem. Ver FIG.10.10.3.

Ajuste a posição do revestimento inferior de forma a que haja uma folga uniforme em relação à carcaça superior,
a toda a volta. Ver FIG.10.10.2.

Posicione os revestimentos superiores na carcaça superior com folgas uniformes entre cada uma.

Deverá haver também folgas de 6 a 8 mm entre os revestimentos superiores e o topo do revestimento inferior.
Fixe os revestimentos superiores no lugar calçando com cunhas de madeira entre eles e o anel de suporte. Ver
FIG.10.11.4.

Sele as folgas entre revestimentos supeiores adjacentes até à profundidade de 10-15 mm a partir da superfície de
britagem.

Use argamassa de cimento que não tenha contração, por exemplo, com um aditivo tal como o Sika-3 ou similar.

[Link]
67
IMIC
Beneficiando o futuro.

Vaze o composto plástico completamente misturado através dos recortes nos bordos superiores dos côncavos, de
forma a que o espaço atrás dos côncavos fique cheio até acima.

[Link]
68
IMIC
Beneficiando o futuro.

10.7 SUBSTITUIÇÃO SOMENTE DO REVESTIMENTO INFERIOR DA CARCAÇA DO BCI 300 S

Se tiver que ser substituído apenas o revestimento inferior da carcaça, para facilitar este trabalho é mais conveni-
ente se for executado com a carcaça superior invertida (virada de cima para baixo).

Proteja as superfícies usinadas da carcaça superior.

Ponha blocos debaixo do flange de ligação da tremonha de alimentação, ver FIG.10.13.1.

Se tiverem que ser soldados olhais de içamento ao revestimento inferior da carcaça, assegure-se de que eles
sejam amplamente dimensionados e que seja usado eletrodo de solda adequado a aço manganês. Ver Seção
2.9.4.

Levante o revestimento inferior dentro da carcaça superior, e assegure-se de que haja uma folga uniforme toda a
volta, no interior da carcaça superior, e entre o revestimento inferior e o revestimentos superiores.

Sele as folgas entre o revestimento inferior e o revestimentos superiores.

Se a carcaça superior tiver que ser virada para a posição correta, antes que o composto plástico esteja “seco” (com
presa) siga a sequência descrita abaixo:

Aplique quatro segmentos de chapa com parafusos no bordo inferior da carcaça superior, para travar (bloquear) o
revestimento inferior da carcaça no seu devido lugar. Ver FIG.10.13.1. Sele cuidadosamente a folga.

Vire cuidadosamente a carcaça superior em sua posição de montagem (para cima), e coloque-a sobre a carcaça
inferior.

Nota

Se for instalado um revestimento inferior da carcaça novo em conjunto com os revestimentos superiores
da carcaça, gastos, a área de transição deverá ser inspecionada para assegurar que não haja saliências,
tipo “bordas”, na câmara de britagem. Se houver essas “bordas” e elas ficarem salientes mais do que 10-
12 mm (para o BCI 300 S), chanfre-as ou remova-as com um maçarico de corte.

[Link]
69
IMIC
Beneficiando o futuro.

6-8 mm
2

10.8 BRITAGEM DE MATERIAIS DURO MENOS ABRASIVO

Devem ser tomados cuidados especiais quando se substituem revestimentos superiores da carcaça num britador
que brite material duro, mas menos abrasivo. Um material duro que não seja abrasivo martelará os revestimentos
superiores de forma que estes alastram mais rapidamente do que se desgastam. Ver FIG.10.14.1.

1. Se não forem tomadas precauções especiais, as folgas entre revestimentos superiores da carcaça podem de-
saparecer completamente, e isto pode conduzir a rachaduras na carcaça superior.

2. Verifique as folgas entre os revestimentos superiores da carcaça a cada dia. Quando elas diminuírem e dimen-
sões abaixo de 3 mm, corte com maçarico as arestas dos côncavos chanfrando-as. Isto se refere também ao côn-
cavo inferior e á fieira superior de revestimetnos superiores. Use se possível, corte por arco elétrico com carbono.

1. 2.

min. 3mm 10-12mm

[Link]
70
IMIC
Beneficiando o futuro.

11. TAMPA DA ARANHA

11.1 VERIFICANDO O CONJUNTO DA TAMPA DA ARANHA

O conjunto da tampa da aranha tem função importante no britador já que é onde se encontra o ponto de pivota-
gem (articulação) para o movimento giratório do eixo principal.

Veja abaixo, FIG.11.1.1.

Tabela 11.1.2 Folga máxima permitida e distância do ponto de pivotagem



Britador S (mm) L (mm)
BCI 300 H 2,1 165
BCI 300 S 2,9 165

[Link]
71
IMIC
Beneficiando o futuro.

A folga máxima permissível para a bucha da aranha (Medida “S” na FIG.11.1.1) deve ser verificada a cada vez que
os revestimentos são trocados, ou, no mínimo, duas vezes por ano. Ver Tabela 11.1.2.

Se a folga “S” estiver próximo do máximo possível, e for decidido manter o funcionamento com a bucha antiga, o
lubrificante deve ser verificado e atestado mais frequentemente que o normal. Ver também as Seções 9.5 e 12.6.

Quando a medida “S” estiver a ser medida, o eixo principal deve ser empurrado na direção na qual ele está
inclinado, e a medida deve ser feita do lado oposto com um apalpa-folgas.

Medir ao nível do ponto de retorno, medida L na FIG.11.1.1. A craveira faz parte da caixa de ferramentas que
acompanha o britador.

Se tiver sido excedido a folga máxima, a bucha da aranha e/ou a camisa do eixo principal deverão ser substi-
tuídos. Quando a bucha for desmontada, os componentes velhos podem ser medidos e comparados com as
medidas obtidas a partir dos componentes novos, de forma a determinar qual o item que está mais gasto e onde
o jogo aceitável poderá ser obtido se apenas um item for substituído.

Para informação sobre a inspeção do acabamento superficial da camisa do eixo principal, ver a Seção 12.6.
CAMISA DO EIXO PRINCIPAL.

Se a folga exceder consideravelmente o máximo valor permissível, o eixo principal tomará uma inclinação anor-
mal durante a britagem, e então desgastará a bucha do excêntrico por formar um ângulo incorreto.

Cuidado!

Se for aplicada uma nova bucha da aranha e uma nova camisa do eixo principal, o eixo retornará à sua
inclinação correta. Isto resultará num contato linear entre a bucha do excêntrico e o eixo principal.

A pressão excessiva será muito alta para a bucha do excêntrico e o resultado poderá ser uma gripagem.
A bucha do excêntrico deverá, portanto ser mudada ao mesmo tempo em que se substitua a bucha da
aranha quando estiverem extremamente gastos.

[Link]
72
IMIC
Beneficiando o futuro.

11.2 SUBSTITUIÇÃO DA BUCHA DA ARANHA E DA VEDAÇÃO

A bucha da aranha e a vedação poderão ser trocadas sem remover a carcaça superior.

É sempre recomendável que esta mudança seja efetuada em simultâneo com a mudança dos revestimentos,
uma vez que a acessibilidade será melhor e será mais fácil limpar os componentes quando a carcaça superior for
removida. Isto pode também, em alguns casos, dar uma boa ideia para mudar a vedação da bucha da aranha, a
cada vez que os revestimentos são substituídos.

Remoção

Remova os parafusos que seguram a tampa (capacete) da aranha, e retire-a fora da carcaça superior.

Remova os parafusos que retém a bucha da aranha, e empurre-a para cima e para fora da aranha, rodando os
mesmos parafusos nos furos roscados existentes no flange superior da bucha. Aperte os parafusos todos à volta
com binário gradualmente crescente. Os parafusos deverão ser apertados no sentido anti-horário.

A vedação da bucha da aranha sairá fora juntamente com a bucha, e pode, portanto ser substituído.

Inspeção

Limpe e Inspecione o assento para o anel o’ring entre a tampa da aranha e a carcaça superior.

Limpe e Inspecione os assentos na carcaça superior para a bucha da aranha e da vedação.

Verificar se as passagens para lubrificação e para ventilação (saída de ar) na carcaça superior não estejam
obstruídas, e que a graxa alcance a bucha. Verifique também se a saída de ar está limpa.

Limpe os furos de circulação na bucha da aranha e assegure-se de que não se encontram entupidos.

Remontagem

Quando aplicar o anel de vedação, empurre-o para dentro da ranhura de posicionamento na parte inferior da bucha
da aranha, e assegure-se de que o lábio de selagem está virado pra cima. Ver FIG.11.1.1.

Quando a bucha for colocada na carcaça superior, a folga entre a flange da bucha e a carcaça superior é de
aproximadamente 3 mm.

[Link]
73
IMIC
Beneficiando o futuro.

Aperte os parafusos a toda a volta, aumentando gradualmente a sua tensão. O rebordo da bucha do topo deverá
estar encostado à parte superior. Apertar os parafusos com um binário de acordo com a Tabela 2.8.1.

Encha o rolamento do topo com graxa até ao nível do bordo superior da bucha. (Ver seção 9.5. LUBRIFICAÇÃO
DA BUCHA DA ARANHA).

Posicione o anel o’ring no seu assento sobre a tampa da aranha, tal como mostrado na FIG.11.1.1 em “VERIFI-
CAÇÃO DE FOLGAS NA BUCHA DA ARANHA”. Lubrifique primeiro, e completamente, o anel o’ring com graxa.
Aplique a tampa da aranha e aperte os parafusos.

Se a bucha da aranha e a vedação da bucha da aranha tiverem que ser mudados sem que a carcaça superior seja
removida do britador, é importante lubrificar adequadamente o diâmetro externo, e o lábio de selagem da vedação.
Isto é feito para reduzir o risco de que a vedação não assente adequadamente. É também importante que o espaço
entre a aranha e a camisa do eixo principal tenha sido adequadamente limpo.

Cuidado!

Assegure-se de que a superfície interior da bucha da aranha está bem lubrificada com graxa antes de
abaixar sobre a manga do eixo principal.

[Link]
74
IMIC
Beneficiando o futuro.

12. CONJUNTO DO EIXO PRINCIPAL

12.1 EIXO EXCÊNTRICO PRINCIPAL

MANTO INTERIOR

BRITADOR CÔNICO TIPO H BRITADOR CÔNICO TIPO S

[Link]
75
IMIC
Beneficiando o futuro.

12.2 GENERALIDADES

Quando o conjunto da carcaça superior é removido, o conjunto do eixo principal permanece na carcaça inferior.

Neste estágio é sensato levar em consideração diversos procedimentos de inspeção e manutenção como por
exemplo, trocar o manto e verificar o jogo entre o colar contra pó e o anel de vedação de pó.

Nota

Ainda que o manto seja mudado com o eixo principal em posição dentro do britador, o eixo deve
sempre ser levantado de forma que a bucha de escora seja inspecionada.
Ver Seção 13. CONJUNTO DA CARCAÇA INFERIOR.

Inspecione e se necessário, limpe o excesso do anel de vedação de pó entre o cone central e o anel de
retenção.

12.3 PORCA EXTERNA DA TAMPA

Remoção

Cuidado!

Corte com maçarico o anel entre o manto e a porca de cabeça e então desenrosque a porca.

Nota

Os britadores IMIC linhas H & S têm uma rosca direita na porca da cabeça.

Quando cortar fora o anel, tome cuidado em manter a chama longe do eixo principal.

A soldadura entre o anel côncavo e o anel de corte é feita com material em aço inoxidável.

Quando houver dificuldade em queimar com aço inoxidável é conveniente esmerilhar primeiro essa soldadura.

Esse método também diminui a alimentação de calor à porca, diminuindo assim o risco de que o anel da rosca
aqueça e destrua o líquido do fecho do eixo.

[Link]
76
IMIC
Beneficiando o futuro.

Observação

Quando se usar um maçarico para corte, assegure-se de que haja boa ventilação e use uma máscara
respiratória.

Inspeção

Limpe cautelosamente as roscas da porca interior no topo do conjunto do eixo e da porca do topo do conjunto do
eixo com uma escova de arame, e lubrifique as roscas com pasta de bissulfeto de molibdênio ou um equivalente.

Inspecione a superfície do eixo principal abaixo destas roscas. Faça o polimento de quaisquer áreas danificadas,
até obter uma superfície lisa.

Para verificar a posição do cone central, meça a distância do topo do cone central ao topo do eixo. Compare o valor
medido com a maior das duas dimensões estampadas no topo do eixo. Ver Seção 12.8.

Reaplicação

Rosqueie a porca e aperte-a fortemente, batendo nas saliências para batente com uma marreta.

Solde o anel à porca e ao manto. Veja a FIG. 12.3.1 e a tabela referente ao tamanho da solda a ser usada. Comece
a solda entre o anel e a porca. Use cordões de solda de 80 mm de comprimento, com intervalos de 130 mm.

Alinhe as soldas ao manto com os intervalos entre as soldas à porca.

Para se evitar a entrada de material triturado na abertura entre as extremidades do anel de calor, elas são soldadas
com eletrodo OK 48.00.

Evite soldar imediatamente abaixo das saliências de batente da porca de cabeça. Uma solda nesta área torna mais
difícil a remoção da porca de cabeça.

Em alguns casos, poderá ser necessário soldar a toda a volta do anel, por exemplo, quando é britado material
úmido.

O eletrodo usado para soldar entre o anel de queima e o manto deve satisfazer os requerimentos da norma DIN
8556: E 18 8 Mn B20+110, com a seguinte análise aproximada na solda:

C Mn Cr Ni
% 0.1 6 18 8.5

Um exemplo de um eletrodo adequado é o OK Selectrode 67.45 da ESAB.

Para a solda entre o anel e a porca de cabeça use um eletrodo ESAB OK 48.00, ou um equivalente.

[Link]
77
IMIC
Beneficiando o futuro.

Nota

Ligue sempre o fio terra perto do lugar onde será executado a solda. Ligue também sempre o fio terra à
porca (manto do eixo principal).

Britador Tamanho da solda (dimensão a)


BCI 300 H
6 - 7 mm
BCI 300 S

[Link]
78
IMIC
Beneficiando o futuro.

12.4 PORCA INTERNA DO TOPO DO CONJUNTO EIXO EXCÊNTRICO PRINCIPAL

A porca interna só precisa ser removida se os seus fios de rosca externos estiverem danificados.

Remoção

Corte a talhadeira ou esmerilhe um sulco na porca interna, e divida-a com uma cunha.

Cuidado!

Não talhe ou esmerilhe tão fundo de forma que os fios de rosca do eixo principal sejam danificados.

Remontagem

Limpe as roscas do eixo principal e da porca interna de cabeça com um líquido desengordurante. Verifique que a
porca interna de cabeça possa ser rodada até ao final da rosca. Remova a porca interna de cabeça mais uma vez,
e aplique Loctite 270 ou um equivalente nos fios de rosca do eixo principal. Rosqueie a porca interna de cabeça
até que ela fique apertada contra o raio do eixo principal. Ver FIG. 12.3.1

12.5 MANTO

Remoção

Quando a porca de cabeça tiver sido removida, levante o manto para fora do cone central com a ajuda de ganchos
por debaixo do bordo inferior, ou soldando nele dois olhais de içamento.

Se forem soldados olhais de içamento ao manto, eles deverão ser amplamente dimensionados e deverão ser
soldados com eletrodo adequado a aço manganês. Ver Seções 12.3 e 2.9.4.

Cuidado!

Quando soldar, ligue sempre o fio terra perto do lugar de soldadura. Ligue sempre o fio terra à porca/
manto do eixo principal.

Se o manto não puder ser içado para fora, bata à vontade do seu bordo inferior com uma marreta enquanto estiver
a ser içado, e se necessário, aqueça o manto.

Cuidado!

O composto plástico decompõe-se à temperatura aproximada de 160o C, assegure-se de que a área es-
teja bem ventilada. Tome cuidado para evitar danificações das superfícies de deslizamento (apoio) do eixo
principal e as roscas, com o manto.

[Link]
79
IMIC
Beneficiando o futuro.

Inspeção

O escoamento do aço manganês (que flui antes de endurecer) no manto pode originar o crescimento de uma folga
entre o cone central e o manto, permitindo que esses componentes se movam um em relação ao outro.

Isto provoca desgaste na parte inferior da superfície de contato do cone central. Se isto ocorrer, o ajuste poderá
ser reconstituído por esmerilhagem e polimento. Se esse desgaste for severo contacte a IMIC para informação das
medidas que deverão ser tomadas.

Limpe completamente o cone central e o manto antes da remontagem.

Posicione o manto sobre o cone central e aplique a porca de cabeça, tal como se descreve na Seção 12.3. Antes
de soldar, verifique com um apalpa-folgas que a parte inferior do manto está em contato com o cone central ao
redor de toda a sua periferia.

Nota

Limpe completamente o cone central e o manto antes da remontagem.

Para simplificar uma futura remoção do manto, cubra a superfície externa do cone central com uma fina camada
de graxa ou de spray de silicone.

Posicione o manto sobre o cone central e aperte a porca de cabeça de forma a que o côncavo se apoie contra o
cone central. Verifique com um apalpa-folgas à volta da parte inferior do manto. Remova a porca de cabeça.

Nota

Não permita que o nível do composto plástico suba acima do ombro do cone central. Reaplique a porca de
cabeça, e aperte-a logo que o composto plástico tenha sido vazado.

[Link]
80
IMIC
Beneficiando o futuro.

12.6 CAMISA DO EIXO PRINCIPAL

A extremidade superior do eixo principal é dotada de uma camisa protetora, que pode ser substituída, se a super-
fície de deslizamento (apoio) se tornar gasta ou danificada.

O desgaste na superfície de apoio da camisa do eixo principal poderá tomar a forma de um contorno regular.

O lábio da vedação da bucha da aranha poderá também causar um desgaste similar.

Não necessariamente significa que tenha que se substituir a camisa, desde que a folga máxima não exceda o
valor descrito na Seção [Link] DA RANHA, verificação do jogo. A parte inferior da camisa do eixo principal
é exposta ao desgaste pelo material de alimentação. Cada vez que a carcaça superior é removida (por exemplo,
para substituição do manganês) remova quaisquer rebarbas ou sulcos com papel de lixa.

Remoção

Nota

Quando a camisa do eixo principal tiver que ser removida, esmerilhe um sulco longitudinal nela, de forma a
que possa ser dividida com uma cunha. Seja muito cuidadoso quando esmerilhar, para evitar danos no eixo
principal. Outro método é aquecer rápido a manga, ao mesmo tempo em que a desaperta.

Inspeção

Inspecione as superfícies usinadas no eixo principal. Faça o polimento de quaisquer irregularidades ou


ferrugem, e limpe completamente.

Aplicação

A camisa do eixo principal é montada sobre este com ajuste por interferência (aperto). Antes da montagem,
verifique se todas as superfícies estão limpas e lisas.

Aqueça a camisa do eixo principal a cerca de 150° C (302° F), não ultrapasse essa temperatura.

Isto pode ser feito em banho de óleo ou, em caso de não haver, aquecendo com maçarico de gás propano por
dentro da camisa.

Se for usado maçarico, aqueça a camisa em dois estágios. Aqueça a camisa a 150° C (302°F) e permita que o
calor se distribua a ele próprio uniformemente através da camisa, durante cerca de 5 minutos. Verifique a tempera-
tura e, se necessário, - reaqueça a camisa até à temperatura correta. Pressione a camisa sobre o eixo principal
até que ela se apoie contra o ombro.

[Link]
81
IMIC
Beneficiando o futuro.

12.7 EIXO PRINCIPAL

Remoção

Para que se possa verificar mais detalhadadamente o eixo principal, ele deve ser levantado para fora da carcaça
inferior.

Antes de isto ser feito, limpe cuidadosamente o eixo principal, a flange e os braços da carcaça inferior, e também
à volta do retentor do anel de vedação de pó, para evitar que a sujeira entre nas buchas, quando o eixo estiver a
ser levantado.

Quando o eixo for levantado, é importante cobrir o colar contra pó, para evitar que a sujeira entre no óleo e nas
buchas.

Cuidado!

É possível que quando o eixo principal for levantado para fora, a anilha da bucha de escora fique agarrada
à bucha de escora do eixo principal e venha junto com o eixo. Verifique se ele esteja na posição correta
dentro do britador, e não virada ao contrário (invertida).

Quando o eixo principal for levantado para fora, o anel de vedação interior permanece normalmente dentro do colar
contra pó. Ver Seção 13.3. ANEL DE VEDAÇÃO INTERIOR.

Quando o eixo principal é levantado para fora da bucha do excêntrico, a folga entre o eixo principal e a bucha do ex-
cêntrico pode ser medido. Use micrômetros para medir o eixo principal e a bucha do excêntrico. Ver Tabela 12.7.1.

Tabela 12.7.1 Diâmetro do eixo

Britador BCI 300 H & S


Diâmetro do eixo no
340
encaixe da bucha (mm)

Após aplicar um eixo recuperado, a folga não deverá exceder o valor dado na Tabela 12.7.2.

Se as superfícies de apoio (deslizamento) estiverem desgastadas uniformemente, é permissível uma folga maior,
desde que nenhuma das peças seja reparada. Por outras palavras, é permissível uma folga maior entre componen-
tes que se tenham desgastado um contra o outro. Se a bucha do excêntrico for trocada, a bucha da aranha deverá
também ser verificada. Ver Seção 11.1.

Tão logo o eixo principal seja levantado, coloque um pedaço de papel limpo sobre o colar contra pó para evitar que
entre sujeira dentro do britador e, portanto cause danos.

Se houver uma quantidade anormal de sujeira dentro do colar contra pó, veja a Seção 18.9.

[Link]
82
IMIC
Beneficiando o futuro.

Tabela 12.7.2 Folga entre o eixo principal e a bucha do excêntrico

Britador BCI 300 H/S


Folga do eixo (mm) 1,8

Inspeção

Inspecionar a superfície de deslizamento (mancal da bucha) do eixo principal. Se tiver um aspecto embaçado (não
polido), isto é sinal de óleo contaminado. Uma superfície brilhante indica usualmente óleo limpo.

Inspecione também os componentes da bucha de escora. Ver Seção 13.5. BUCHA DE ESCORA.

Inspecione o anel de vedação de pó. Ver Seção 12.9. ANEL DE VEDAÇÃO DE PÓ.

Remontagens

Nota

Antes de remontar o eixo principal, alinhe a anilha de rela entre o centro do cilindro e o prolongamento do
orifício da bucha do excêntrico. Verifique também se a superfície esférica está virada para cima.

Fixe o anel interior de vedação no eixo principal, colocando-o de esguelha (obliquamente). Quando o eixo entrar
na bucha do excêntrico, o anel poderá ser libertado do eixo com uma ligeira pancada, e cairá para baixo sobre o
colar contra pó.

Nota

Reinstale o eixo principal na carcaça inferior e tome muito cuidado quando baixá-lo dentro da bucha do
excêntrico. As superfícies de deslizamento do eixo principal e a rela (bucha de escora) do eixo principal não
deverão ser danificadas por impactos ou por queda dentro da carcaça inferior. Quando o anel de vedação de
pó se aproxima do colar contra pó, deverá ser tomado muito cuidado para assegurar que o anel de vedação
desliza corretamente sobre o anel contra pó. Caso contrário, o anel de vedação de pó poderá ser danificado
quando o eixo for abaixado.

Cuidado!

Para diminuir o risco de danos pessoais e no equipamento, verifique pelas aberturas de inspeção da parte
inferior da base de suporte se o anel de vedação de pó está centrado e encaixado no anel de deslizamento.

[Link]
83
IMIC
Beneficiando o futuro.

Será mais fácil mover o anel de vedação de pó para a posição correta se o eixo for rodado quando o anel está para
entrar sobre o colar contra pó. Quando o anel de vedação de pó estiver entrado sobre o anel de deslizamento, pare
a rotação do eixo para não deslocar a placa de pressão intermédia.

12.8 CONE CENTRAL

Nota

Antes de proceder reparos no cone central, contacte a IMIC.

O cone central é montado com ajuste por interferência (aperto) na fábrica. Para estabelecer que este ajuste por
interferência é ainda válido, verifique o deslocamento do cone central pela medição “B” entre o topo do cone central
e o topo do eixo. Ver FIG.12.8.1.

A dimensão “B” que for medida deve corresponder à maior das dimensões estampadas na extremidade superior
do eixo (a dimensão menor indica a posição do cone central antes do aperto).

Em aditamento, verifique o ajuste no lado maior do cone e do eixo principal. Não deverá haver jogo nenhum.

Se a dimensão “B” não corresponder à dimensão gravada, ou se houver outros sinais de que o cone central esteja
se soltando, contacte a IMIC.

[Link]
84
IMIC
Beneficiando o futuro.

12.9 ANEL DE VEDAÇÃO DE PÓ

O anel de vedação de pó, que é suportado por debaixo do cone central, é livre para mover-se e tem um fácil
ajuste deslizante sobre o colar contra pó. É a mais importante vedação de todo o sistema de óleo do britador.

A vedação é composta pelo anel de vedação de pó e por um anel de retenção. O anel de retenção é fixado ao
cone central por parafusos. Ver FIG.12.9.2.

Remoção

Para remover o anel de vedação de pó, levante o eixo principal para fora do britador, e apoie-o sobre blocos
de madeira. Remova os parafusos e então coloque quatro parafusos novamente nos furos roscados do anel
de retenção. Aperte estes quatro parafusos para pressionar para fora o anel de retenção, soltando-o do cone
central. Suporte o anel de retenção de forma a que ele não caia e danifique o eixo principal.

Inspeção

Inspecione as superfícies usinadas do anel de retenção e faça o polimento delas, retirando quaisquer riscos e
ferrugem que possa, de outra forma, danificar o anel de vedação de pó. O ajuste entre o anel de retenção e o
cone central deve ser bem apertado. Não deverá haver nenhum movimento entre estes dois componentes.

Nota

Verifique se o anel de vedação de pó desliza facilmente sobre o colar contra pó, apenas sob o seu
próprio peso. Se isso não acontecer, o furo do anel de vedação de pó pode ter sido deformado durante
o transporte ou armazenagem. Ajuste o anel de forma a que ele possa ser facilmente movido para cima
e para baixo sobre o colar contra pó.

A folga entre o anel de vedação de pó e o colar contra pó não deve exceder o valor dado na Tabela 12.9.1.

Reaplicação

Aperte os parafusos do anel de retenção.

Quando fizer a remontagem, verifique se o anel de vedação de pó pode mover-se livremente entre o cone
central e o anel de retenção.

Tabela 12.9.1 Máximo de folga permissível entre o anel de vedação de pó e o colar contra pó.

Britador H & S Jogo (mm)


300 1,5

[Link]
85
IMIC
Beneficiando o futuro.

12.10 RASPADOR

Para evitar a acumulação de poeira e material, etc., na parte externa do colar de vedação, o britador tem um raspa-
dor montado na parte inferior do anel de retenção da gaxeta. Ver FIG.12.9.2.

O raspador consiste numa aba de borracha e uma chapa de retenção (suporte do raspador) que é aparafusada na
parte inferior do anel de retenção da gaxeta do anel de vedação de pó.

A finalidade do raspador é a de assegurar que haja sempre espaço para o movimento para baixo do conjunto do
eixo principal, por exemplo, se entrar no britador algum corpo metálico estranho.

Verifique o estado do raspador a intervalos regulares através das aberturas de inspeção na carcaça inferior.

Cuidado!

Em hipótese alguma abra as tampas de inspeção quando a máquina estiver britando. Nunca introduza a mão
dentro do britador quando este estiver rodando.

[Link]
86
IMIC
Beneficiando o futuro.

13. CONJUNTO DA CARCAÇA INFERIOR

13.1 DESCRIÇÃO DO CONJUNTO DA CARCAÇA INFERIOR

[Link]
87
IMIC
Beneficiando o futuro.

13.2 GENERALIDADES

A carcaça inferior e com o corpo do cilindro montado pode ser considerada como um conjunto, uma vez que nor-
malmente o cilindro não precisa ser desmontado. Quase todo o trabalho de assistência pode ser feito por cima,
com a carcaça superior e o eixo principal desmontado.

Cuidado!

Na parte externa da carcaça inferior estão dois furos de inspeção através dos quais o anel de vedação de
pó e o colar contra pó podem ser inspecionados e podem ser feitas verificações sobre o estado dos reves-
timentos e vazamentos de óleo. Não abra as tampas enquanto a máquina estiver britando. Não introduza a
mão dentro enquanto o britador estiver rodando.

Use equipamento amplamente dimensionado de levantamento, estropos, etc. Tome grande cuidado para não
danificar as superfícies de deslizamento (apoio) e componentes.

Antes de levar a efeito qualquer trabalho dentro do britador, drene todo o óleo, cortando a linha de entrada do óleo
num ponto adequado.

13.3 ANEL DE VEDAÇÃO INTERNO

O anel de vedação interno tem a função de evitar a entrada de poeira nas buchas, e evitar que o óleo vindo da
bucha do excêntrico espirre sobre o colar contra pó. Ver FIG.13.1.1.

Remoção

Quando o eixo principal tiver sido removido fora, o anel de vedação interno permanece no colar contra pó.

Inspeção

Limpe o anel de vedação interno, e assegure-se de que os furos de dreno do colar contra pó estão livres de ob-
struções.

Verificar se o anel repousa horizontalmente sobre o anel de assentamento, o qual, por seu turno, deverá apoiar-se
plano no colar contra pó. Ver FIG.13.4.1.

O jogo entre o anel interno de vedação e o eixo não deverá exceder 2,5 mm.

Recolocação

Coloque o anel interno de vedação no eixo principal e mantenha-o no lugar, levantando-o de esguelha.

Quando a parte inferior do eixo tiver entrado na bucha do excêntrico, solte o anel interno de vedação com uma leve
pancada, de forma a que ele caia para baixo, em posição dentro do colar contra pó.

[Link]
88
IMIC
Beneficiando o futuro.

13.4 BARRA DE POSICIONAMENTO

A barra de posicionamento, que é ligada por parafusos à face inferior do colar contra pó, atua como um batente
para o suporte da engrenagem, para evitar o movimento para cima causado pelas forças nas engrenagens cônicas
espirais.

Inspeção

Medir a folga “S” entre a barra de posicionamento e o suporte da engrenagem com um calibrador de folga quando
o anel interno de vedação e o anel de retenção da bucha tenham sido removidos. A folga é a mesma para todos
os britadores da série, sendo normalmente de 0,2 mm e o máximo permitido é 0,4 mm. Ver FIG.13.4.1. A folga é
ajustada através da remoção ou adição de calços (T) entre a barra de posicionamento e o colar contra pó.

Quando a folga do flanco dos dentes (backlash) é ajustada, a folga da barra de posicionamento deverá ser veri-
ficada.

Recolocação

Quando se recoloca a barra de posicionamento, aperte os parafusos para o valor dado na Tabela 13.4.2.

Binário de aperto
45 Newtons - metro (33 Libras - pé)

T
S

[Link]
89
IMIC
Beneficiando o futuro.

13.5 MANCAL DE ESCORA

Recomendamos que você inspecione os componentes do mancal de escora em conjugação com as mudanças de
revestimentos, e renove os componentes da bucha a intervalos que sejam baseados na experiência.

Remoção

Os componentes do mancal de escora podem ser içados através da bucha do excêntrico, com a ajuda de um
gancho de levantamento. Veja a FIG.13.5.1. Tome cuidado em evitar danos ou riscos na bucha do excêntrico. O
prato de escora do eixo é seguro na extremidade inferior do eixo principal por um anel de trava.

Nota

Devido às placas de pressão estar cercadas de óleo, podem aderir umas às outras e ao topo do pistão.
Levantar, portanto com cuidado e certificar-se de que não ficam agarradas umas às outras nem ao topo do
pistão.

[Link]
90
IMIC
Beneficiando o futuro.

O anel de desgaste do pistão assenta sobre o pistão do Cilindro posicionador e é posicionado por um recesso
existente no meio do pistão. Um pino excêntrico evita a rotação sobre o pistão.

O mancal de escora repousa livre sobre o anel de desgaste do pistão, e sai fora com o último, quando é removido.

Inspeção

O mancal de escora do pistão é feito em bronze com alto teor de chumbo, isto pode conduzir a um escurecimento
temporário das superfícies que friccionam. O prato e o mancal de escora são feitos em aço, e normalmente não
necessita de substituição de cada vez que o mancal de escora do eixo é trocado. Se o mancal de escora tiver que
ser ainda usado, ele deve ser verificado contra o prato de escora do eixo e o anel de desgaste do pistão. A folga
máxima entre os componentes do mancal de escora é de 0,05 mm.

Problemas contínuos com o mancal de escora indicam que o britador está sobrecarregado, ou que o óleo está
contaminado.

Os componentes do mancal de escora devem ser removidos do britador a intervalos regulares, para inspeção dos
canais de óleo. Se os canais de óleo tiverem arestas vivas contra as superfícies de deslizamento, chanfre-as fora
1 a 2 mm com uma esmerilhadora de cinta, por exemplo. Ver FIG.13.5.5.

O prato de escora do eixo e o anel de desgaste do pistão têm canais (ranhuras) de óleo nas superfícies de fricção
que repousam contra o mancal de escora. Quando a espessura total do mancal de escora (dimensão H) é reduzida
abaixo do valor dado na tabela 13.5.3, o prato de escora do eixo e o anel de desgaste do pistão devem ser substi-
tuídos. Isto corresponde aproximadamente à profundidade dos canais de óleo.

Tabela 13.5.3 Espessura do mancal de escora.

Britador Dimensão “H”


Novo Usado
BCI 300 H & S
110 95
H

[Link]
91
IMIC
Beneficiando o futuro.

Montagem

Limpe e desengordure as superfícies de fricção.

Cubra as superfícies de deslizamento com uma fina camada de graxa de bissulfeto de molibdênio. Não use uma
camada muito espessa, e mantenha a graxa fora dos canais de óleo, para evitar obstruções na circulação do óleo.

Assegure-se que os pinos no pistão do Cilindro posicionador e no eixo principal entram nos furos correspondentes
da placa de desgaste do pistão e na escora do eixo, mas não contatam com o fundo desses furos.

O mancal de escora deve ser rodado de forma a que a sua superfície plana repouse contra o anel de desgaste do
pistão.

Monte o mancal de escora e o anel ranhurado no eixo. Verifique se fica uma pequena folga entre a extremidade
do eixo e o prato de escora.

Os componentes do mancal de escora podem também ser mudados pela parte de baixo, se a tampa do Cilindro
posicionador e o pistão deste forem removidos.

[Link]
92
IMIC
Beneficiando o futuro.

13.6 BUCHA DO EXCÊNTRICO

A bucha do excêntrico faz parte do conjunto do excêntrico e é mantido no devido lugar através de um anel de
retenção e de uma chaveta. Ver FIG.13.1.1.

A excentricidade do britador é alterada pela troca da bucha do excêntrico, ou pela rotação dessa bucha no furo
do excêntrico.

Nota

A excentricidade (em mm) é estampada no bordo superior da bucha, perto do relevante rasgo de chaveta,
juntamente com a letra H para tipo H ou S para tipo S (por exemplo: H-32 ou S-32). Uma seta estampada
no topo do rasgo de chaveta da bucha do excêntrico indica qual a excentricidade que foi usada. Uma bucha
excêntrica destinado a um tipo H não pode ser usado num tipo S, ou vice-versa.

Para detalhes de folgas entre o eixo principal e a bucha do excêntrico, ver a Seção 12.7. EIXO PRINCIPAL.

Remoção

Levante para fora o eixo principal.

Levante o anel interno de vedação, e o anel de assentamento (se aplicados).

Remova o anel de retenção da bucha do excêntrico da extremidade superior do excêntrico.

Desmonte o anel que prende a bucha do excêntrico ao excêntrico. Ver FIG.13.4.1.

A bucha pode então ser removida do excêntrico. Use a ferramenta de elevação que faz parte do equipamento, em
princípio da mesma maneira que se levanta a bucha da carcaça, ver FIG.13.12.1.

Se a bucha tiver um ajuste apertado, o conjunto completo do excêntrico deverá ser removido, verifique a Seção
13.8 CONJUNTO DO EXCÊNTRICO. A bucha poderá então ser retirada para fora do excêntrico com um bloco de
madeira e um martelo.

Proteja a superfície de deslizamento no lado superior do suporte da engrenagem de quaisquer danos.

Se a bucha não puder ser retirada fora desta maneira, deve ser pressionada para fora com um macaco hidráulico,
tal como se mostra na FIG.13.6.1.

[Link]
93
IMIC
Beneficiando o futuro.

Se o eixo principal com o anel convexo tiver rodado durante a operação com a velocidade de rotação do excêntrico,
isso é indício de agarramento do eixo principal com a bucha do excêntrico. Neste caso, o eixo principal não poderá
ser levantado para fora pelo processo normal.

O colar contra pó deve ser solto, de modo a que o eixo principal e o conjunto do excêntrico possam ser levantados
para fora.

Tente retirar os parafusos que grampeiam o anel de retenção da bucha do excêntrico, ao topo do excêntrico.
Se esse processo se se tornar impossível de ser realizado, tente empurrar o excêntrico para baixo. Se não conse-
guir fazer isto, o colar contra pó deverá ser destruído. O excêntrico poderá então ser removido do eixo e da bucha.

Inspeção

Antes de aplicar uma nova bucha, Inspecione o furo do excêntrico. Ele deve estar liso, e não deve estar ovalizado
nem cônico. Qualquer ovalização ou conicidade pode ser corrigida por retificação do furo do excêntrico com uma
retifica elétrica.

A folga máxima permissível entre a bucha do excêntrico e o excêntrico é 0,22 mm para os britadores H & S 300.

[Link]
94
IMIC
Beneficiando o futuro.

Se houver riscos profundos entre o eixo principal e a bucha do excêntrico, podem abrir-se fissuras térmicas (que
lembram o desenho de escamas de peixe), devido à elevada temperatura da superfície de contato do eixo prin-
cipal. Trata-se de delgados riscos verticais com 3-5 mm de comprimento, que podem ser difíceis de detectar. Se
essas fissuras não forem tratadas, corre-se o risco de avaria grave. Entre em contato com a IMIC para que sejam
tomadas as medidas necessárias.

Remontagem

Assegure-se de que a chaveta está na posição, no devido rasgo de chaveta da bucha, antes de ele ser instalado
no excêntrico.

Recubra a superfície externa da bucha do excêntrico com óleo.

Em determinadas circunstâncias, a bucha pode tornar-se distorcido. Em tal situação, poderá ser necessário usar
prensa para colocar a bucha no lugar. Nunca bata na bucha de bronze.

O bordo superior da bucha do excêntrico não deve estar acima do plano superior do excêntrico. Meça o interior da
bucha para verificar se ele é redondo e direito.

Aplique o anel de retenção da bucha do excêntrico que bloqueia o mesmo no excêntrico propriamente dito. Aperte
os parafusos no binário correto (ver Seção 2.8) e fixe-os com o fluido de travar roscas (ver Seção 2.8.7).

13.7 COLAR DE VEDAÇÃO

Não é normalmente necessário remover o colar de vedação, a menos que o conjunto do excêntrico tenha que ser
retirado para fora.

Remoção

Ao desmontar o anel de deslize tome cuidado, para não danificar a junta em baixo dele. Use os parafusos com
rosca completa para pressionar para fora o anel de deslize da carcaça inferior.

Cuidado!

Para evitar um levantamento demasiado alto do colar de vedação, use um estropo de içamento em quatro
partes, nos olhais de içamento (4x) indicados na posição 3 da FIG.13.7.1.

[Link]
95
IMIC
Beneficiando o futuro.

Inspeção

Se o colar de vedação tiver trabalhado solto e tiver rodado de forma a que o seu ajuste com a carcaça inferior tenha
sido destruído, contacte com a IMIC. Verifique se a superfície externa do colar de vedação não esteja desgastada
ou danificada de forma que a poeira penetre entre o colar de vedação e o anel de vedação de pó.

Remontagem

Quando o colar de vedação é reaplicado, assegure-se de que os furos na junta se alinham com os furos correspon-
dentes na carcaça inferior. Assegure-se de que o pino de posicionamento na carcaça inferior está alinhado com o
furo correspondente no colar de vedação, de forma a que o bloco de fixação fique posicionado acima do pinhão.

[Link]
96
IMIC
Beneficiando o futuro.

13.8 CONJUNTO DO EXCÊNTRICO

O conjunto do excêntrico consiste no excêntrico, suporte da engrenagem e contrapeso, bucha do excêntrico e na


engrenagem do excêntrico. O conjunto é suportado pela placa de desgaste que é montada na carcaça inferior. Ver
FIG.13.1.1.

Remoção

Nota

Depois de desmontar o anel de deslize, são colocados três olhais de elevação nos orifícios roscados no cubo
do topo. Depois levante o conjunto do excêntrico cerca de 10 mm. Verifique através do furo de suporte da
engrenagem se a placa de desgaste permanece no seu lugar na carcaça inferior.
Ver FIG.13.8.1. Em seguida levante com cuidado o conjunto do excêntrico de forma a não danificar a bucha
da carcaça.

Em britadores mais antigos não existe o furo roscado no topo.

Nos britadores atuais desmonta-se primeiro o anel que prende a bucha do excêntrico e o conjunto do excêntrico é
levantado com quatro olhais de elevação situadas no topo do excêntrico.

[Link]
97
IMIC
Beneficiando o futuro.

Se o excêntrico tiver oxidado na bucha da carcaça inferior, será impossível rodar a polia do britador. A bucha
da carcaça inferior e a placa de desgaste deverão então acompanhar o conjunto do excêntrico quando este for
levantado. A bucha da carcaça inferior que foi seriamente danificada na sua superfície de deslizamento, deverá
em alguns casos ser dividida, de forma a poder removê-la.

Inspeção

Examine o excêntrico para ver se as superfícies de desgaste apresentam riscos ou foram sujeitas a desgaste
pesado ou a temperatura excessiva. Examine também a placa de desgaste, ver a Seção 13.11.

Inspecione a superfície interna da bucha do excêntrico, igualmente. Repare especialmente se há desgaste, riscos
ou pontos escuros, os quais podem indicar que a bucha foi submetida a altas temperaturas.

Se houver agarramento profundo entre o excêntrico e a bucha da carcaça, podem abrir-se fissuras térmicas (que
lembram o desenho de escamas de peixe), devido à elevada temperatura da superfície de contato do excêntrico.
Trata-se de riscos verticais em formato delgado com 3-5 mm de comprimento, que podem ser difíceis de serem
detectados. Se essas fissuras não forem tratadas, corre-se o risco de avaria grave. Entre em contato com a IMIC
para que sejam tomadas as medidas necessárias.

Remontagem

Nota

Unte a superfície externa do excêntrico com óleo. Tome grande cuidado quando o excêntrico estiver sendo
baixado dentro da bucha da carcaça inferior para evitar danificá-la.

Justamente antes que o excêntrico alcance a sua posição final, rode a polia do britador levemente em ambas
as direções, enquanto desce cuidadosamente o excêntrico. Isto permitirá que a engrenagem do excêntrico e o
pinhão se encaixem de forma correta.

13.9 SUPORTE DA ENGRENAGEM E CONTRAPESO

Remoção

O suporte da engrenagem e contrapeso tem um ajuste por interferência (aperto forçado) sobre o excêntrico, por-
tanto terá que ser prensado para extração dessas peças. Veja a seguir FIG.13.9.1.

[Link]
98
IMIC
Beneficiando o futuro.

Inspeção

Verifique se as superfícies das buchas não estão danificadas.

Remontagem

Aqueça a engrenagem a uma temperatura acerca de 50° C (122° F) acima da temperatura do excêntrico, e monte-
a no excêntrico. Assegure-se de que a chaveta está instalada corretamente e que o suporte da engrenagem esteja
alinhado com o ombro do excêntrico, quando os componentes tiverem esfriado.

[Link]
99
IMIC
Beneficiando o futuro.

13.10 ENGRENAGEM DO EXCÊNTRICO

Remoção

São providenciados três furos roscados no suporte da engrenagem. Use parafusos de pressão nestes furos para
remover a engrenagem.

Inspeção

Examine a impressão dos dentes e veja se há sinais de desgaste.

Remontagem

Puxe a engrenagem sobre o suporte dela através dos parafusos de ligação até que ela repouse a nível com o as-
sento no suporte. É importante que estes parafusos sejam corretamente apertados, uma vez que não há nenhuma
chaveta neste conjunto.

Aperte os parafusos com o binário correto.

13.11 PLACA DE DESGASTE

A placa de desgaste sobre a qual o conjunto do excêntrico é suportado é desenhada de forma a absorver o mo-
mento torsor da bucha da carcaça inferior. A placa de desgaste é fixada à carcaça inferior por pinos.
Ver FIG.13.12.1.

Inspeção

Examine as saliências que bloqueiam a bucha da carcaça inferior, e esmerilhe fora qualquer deformação mesmo
que seja pequena, de forma a obter um bom contato contra os batentes da bucha.

A placa de desgaste deve ser substituída se não se puder manter a folga correta quando a folga no flanco dos
dentes (backlash) for ajustada. Deverá, contudo ser substituída também quando estiver gasta até à espessura
mínima mostrada na tabela 13.11.1.

Tabela 13.11.1 Placa de desgaste

Britador Espessura máxima da placa de desgaste (mm)


BCI 300 H & S 25

[Link]
100
IMIC
Beneficiando o futuro.

13.12 BUCHA DA CARCAÇA INFERIOR

Remoção

O ajuste entre a bucha e a carcaça inferior é tal que a bucha pode ser facilmente levantada. A bucha expande-se
devido ao calor do atrito, portanto deve haver espaço suficiente para que isso aconteça.

Os olhais de levantamento não são dimensionados para puxar a bucha para fora do seu assento, isto deverá ser
feito com uma ferramenta especial de levantamento.

A bucha deve ser puxada para fora da sua posição com ferramenta que se coloca na sua extremidade inferior.

A ferramenta faz parte do equipamento. Esta ferramenta não é destinada a levantar a bucha para fora do britador.
Para isso use os olhais de elevação.

Nota

Os olhais de elevação não têm capacidade para levantar a bucha do seu lugar. Ver figura 13.12.1.

[Link]
101
IMIC
Beneficiando o futuro.

Inspeção

A folga entre o excêntrico e a bucha da carcaça inferior é encontrada pela medição dos diâmetros com micrômetros
adequados. Ver tabela 13.12.2.

Tabela 13.12.2

Diâmetro nominal do furo da


Britador
bucha da carcaça inferior (mm)
BCI 300 H
510
BCI 300 S

Se o excêntrico tiver sido usinado novamente, a folga máxima não deverá exceder o valor dado na Tabela 13.12.3.

Tabela 13.12.3 Folga máxima permissível entre o excêntrico e a bucha da carcaça inferior.

Britador Folga máxima (mm)


BCI 300 H
1,7
BCI 300 S

Se as superfícies de deslizamento estiverem gastas uniformemente, será permissível um jogo maior, desde que
nenhum dos componentes seja substituído.

Antes de aplicar uma nova bucha, Inspecione o furo na carcaça inferior. Deverá estar liso e não ter ovalização
nem conicidade. Se a bucha nova não puder ser instalada com um ligeiro ajuste por empurrão, não deverá ser
forçado para ficar no lugar. Qualquer ovalização ou conicidade causada por rodagem a quente deverá ser corrigida
por rasqueteamento ou por esmerilhamento com uma esmerilhadora de cinta, no furo da carcaça inferior. A folga
máxima permissível entre a carcaça inferior e a bucha da carcaça inferior é 0,22 mm para o BCI 300 H e BCI 300 S.

Se o furo da carcaça inferior estiver redondo, uma bucha ligeiramente oval pode ser cuidadosamente pressionada
para baixo até o lugar.

Remontagem

Uma vez que as alças na placa de desgaste são fixas em relação à carcaça inferior, a bucha da carcaça inferior
pode ser rodada até uma posição onde os seus recessos combinem com as saliências da placa de desgaste. O
flange à volta do topo da bucha deve ficar à face contra o topo da carcaça inferior.

[Link]
102
IMIC
Beneficiando o futuro.

13.13 PISTÃO DO CILINDRO POSICIONADOR

No fundo do pistão encontra-se a gaxeta do Cilindro posicionador (tipo espinha de peixe) mantido no lugar por
um anel de grampeamento.

Na parte superior do pistão há um canal de alimentação do óleo lubrificante, que percorre estreitos canais sobre
a parte externa do pistão. Isto providencia lubrificação da parte superior do pistão, do anel de desgaste do pistão,
do prato de escora e a bucha excêntrica. Também serve para evitar que a sujeira caia entre o pistão e a bucha
do Cilindro posicionador.

O óleo de lubrificação entra no britador através da parede do cilindro posicionador e flui através do pistão do
Cilindro posicionador e para cima, através da bucha de escora.

Remoção

O pistão do Cilindro posicionador pode ser removido por cima ou por baixo.

Nota

Antes de retirar o pistão, desligue a linha de suprimento de óleo lubrificante e levante o pistão para cima o
suficiente, permitindo que todo o óleo dentro do pistão seja drenado para fora.

Quando isto tiver sido feito, abaixe o pistão até à sua posição mais baixa, e desligue a linha do Cilindro
posicionador.

O pistão pode ser levantado com o auxílio de dois olhais de levantamento incluídos no jogo de ferramentas forne-
cido com o britador.

Se o pistão tiver que ser removido, siga as instruções dadas na Seção 13.15 GAXETA DO CILINDRO
POSICIONADOR.

Inspeção

Limpe o pistão e, se necessário, mude a gaxeta do Cilindro posicionador. Inspecione a superfície externa do
pistão. Inspecione também o furo da bucha do Cilindro posicionador, tal como se descreve na Seção 13.6 BUCHA
DO EXCÊNTRICO.

[Link]
103
IMIC
Beneficiando o futuro.

Remontagem

Cubra as superfícies de fricção do pistão e da bucha do Cilindro posicionador com bissulfeto de molibdênio antes
de reaplicar o pistão.

Lubrifique cuidadosamente os lábios de selagem do conjunto de vedação do Cilindro de posicionamento.

Tome cuidado para evitar danificar os lábios de selagem do conjunto de vedações do Cilindro posicionador, quan-
do o pistão é baixado dentro do Cilindro posicionador e dentro da bucha deste.

Com uma nova junta de pistão pode ser difícil empurrá-lo para dentro da camisa. Monte então as placas de
pressão e use o eixo principal como contrapeso e pressione, com cuidado, o pistão para dentro da camisa.

Nota

O sensor de posição deve ser desmontado antes de se montar o pistão por cima, para impedir que o sen-
sor de posição sofra danos.

13.14 CILINDRO POSICIONADOR

No britador BCI 300 H e BCI 300 S a carcaça inferior e o Cilindro posicionador são unidades separadas.

Não há normalmente razão para remover o Cilindro posicionador da carcaça inferior.

A junta entre o Cilindro posicionador e a carcaça inferior é vedada através de um anel o’ring e a menos que ocorra
severo vazamento, é muito raro necessitar de troca. Ver FIG.13.1.1. No que diz respeito ao aperto dos parafusos,
ver a Seção 2.8 (2.8.3).

Se o Cilindro posicionador tiver que ser retirado, use as barras de abaixamento no jogo de ferramentas
fornecido com o britador.

13.15 GAXETA DO CILINDRO POSICIONADOR

É localizada na parte inferior do conjunto do cilindro posicionador, em uma junção desta peça com outras ao pistão
do cilindro posicionador. Se este conjunto de vedação tiver que ser mudado, o trabalho pode ser feito mais conve-
nientemente por debaixo.

Remoção

Desligue a linha de fornecimento de óleo lubrificante e levante o pistão do Cilindro posicionador suficientemente
acima para permitir que o óleo dentro do pistão possa ser drenado todo para fora.

[Link]
104
IMIC
Beneficiando o futuro.

Nota

Se o eixo principal não tiver sido removido, baixe-o até ao final do seu curso e então levante-o ligeiramente.
Bloqueie-o com um barrote de madeira debaixo do cone central, sob o topo dos braços da carcaça inferior,
e baixe o eixo principal sobre esses blocos. O eixo principal não deve ficar apoiado sobre o colar contra pó
dentro do cone, ou sobre o anel de vedação de pó. Isto é evitado pelo bloqueamento descrito, que também
elimina o risco de que o óleo permaneça sob pressão quando a linha do Cilindro posicionador é desligada.

Desligue a linha do Cilindro posicionador e drene fora o óleo.

Use as barras de abaixamento e o retentor do pistão que estão incluídos no jogo de ferramentas fornecido
com o britador, para baixar a tampa do Cilindro posicionador.

Quando a ranhura - cerca de 90 mm a partir da extremidade inferior do pistão - se torna visível, aplique o
retentor do pistão, como é mostrado na FIG.13.15.1. Use um dos parafusos da ligação roscada da tampa do
cilindro. Verifique se o retentor do pistão está bem posicionado e seguro dentro da ranhura do pistão.

Quando o retentor do pistão está em posição, baixe a tampa do cilindro posicionador de forma que haja
espaço para retirar os parafusos que seguram a placa de grampeamento da gaxeta do Cilindro posicionador.

Nota

Coloque duas das barras de abaixamento de forma a possibilitar a remoção do pistão entre elas, se for
necessário. O pistão tem uma ponta que sai para a tampa do cárter quando ele está na sua posição inferior.
Ver figura 13.1.1. Por essa razão o pistão tem de ser suportado por baixo se for desmontado.

Inspeção

Examine o conjunto de vedação do Cilindro de posicionamento quanto a danos. Lembre-se que ele deverá
suportar uma pressão de até 20 Mpa (2900 psi). Se for encontrado qualquer dano na superfície que veda contra
a bucha do cilindro, o pistão deverá ser removido de forma que a bucha possa ser examinada.

[Link]
105
IMIC
Beneficiando o futuro.

Remontagem

Unte com óleo a gaxeta e lubrifique também o pistão e a bucha do cilindro.

Aplique a gaxeta novamente. Os lábios de selagem devem apontar para baixo. Assegure-se de que a placa de
grampeamento seja puxada para cima firmemente contra o pistão, de forma que a gaxeta de vedação seja com-
primida ligeiramente.

Uma vez que a gaxeta do Cilindro posicionador foi desenhada para as dimensões do seu assento, ele será cor-
retamente grampeado de início quando ele e o pistão tiver de ser instalados na bucha do Cilindro posicionador.

Nota

O pistão pode ser retirado tanto por baixo do britador (como mostrado na FIG.13.15.1) quanto por cima,
sendo que por cima serão fixados olhais de içamento nos furos encontrados na parte superior do pistão.

[Link]
106
IMIC
Beneficiando o futuro.

Monte os vários componentes no britador por ordem inversa da remoção. Tome grande cuidado em evitar danos
nos lábios de selagem quando inserir a gaxeta dentro da bucha do Cilindro posicionador.

Nota

O anel o’ring entre a tampa do cárter e o cárter deve sempre ser substituído.

Aperte os parafusos da placa de cobertura com o binário correto. Ver Seção 2.8 (2.8.4).

Se o pistão for removido completamente, Inspecione os componentes da bucha de escora, e se necessário, sub-
stitua-os. Ver FIG.13.5.4.

O furo da bucha do Cilindro posicionador deverá também ser inspecionado.

[Link]
107
IMIC
Beneficiando o futuro.

13.16 BUCHA DO CILINDRO POSICIONADOR

A bucha do Cilindro posicionador é uma bucha curta na seção inferior do Cilindro posicionador, onde a gaxeta do
cilindro posicionador veda.

A bucha do Cilindro de posicionamento é mantida em posição por um pequeno parafuso e anilha por baixo do
bordo inferior do Cilindro de posicionamento. Este parafuso também posiciona a tampa do Cilindro de posiciona-
mento, de forma a que a linha de óleo deste sempre fique alinhada debaixo de um dos braços da carcaça inferior.

A bucha do Cilindro de posicionamento providencia uma superfície de vedação na parte inferior desse. Juntamente
com o pistão, a gaxeta e a tampa do Cilindro de posicionamento, ele funciona como um cilindro hidráulico.

Na parte superior do Cilindro de posicionamento não há bucha. O topo do pistão é posicionado pela superfície
interna do cilindro. Ver FIG.13.1.1.

[Link]
108
IMIC
Beneficiando o futuro.

Remoção

Quando o pistão do cilindro de posicionamento tiver que ser removido - como mostrado na FIG.13.15.1 – a bucha
também deverá ser removida com a ajuda das barras de abaixamento e a tampa do Cilindro de
posicionamento.

Inspeção

Inspecione a superfície interior quanto a riscos ou irregularidades. Não deverá haver danos na bucha. Riscos ou
irregularidades podem facilmente permitir que o óleo vaze através da gaxeta e, portanto permitir que a regulagem
Abertura na Posição Fechada (APF) aumente.

Inspecione também a parte superior do Cilindro de posicionamento - acima da bucha - que atua como
superfície posicionadora para o pistão. Faça o polimento completo de quaisquer riscos ou irregularidades nessa
área.

Montagem

Monte o anel o’ring e lubrifique as áreas de contato entre o cárter e a camisa com dissulfito de molibdênio e pres-
sione a camisa para cima, bloqueando-a contra o cárter com o parafuso situado na gola da camisa. Monte placas
de pressão, pistão, o’rings e tampa do cárter segundo a seção 13.15.

Nota

O anel o’ring entre a tampa do cárter e o cárter deve sempre ser substituído.

[Link]
109
IMIC
Beneficiando o futuro.

14. CONJUNTO DO EIXO-PINHÃO

14.1 LUBRIFICAÇÃO

O conjunto do eixo-pinhão forma uma unidade completa com lubrificação separada.

O BCI 300 H e BCI 300 S têm lubrificação em banho de óleo. O óleo sai da unidade hidráulica, entra na carcaça
do eixo-pinhão lubrifica-o e retorna a unidade.

Sistema de circulação é desenhado de forma a que um constante fluxo de óleo seja bombeado da unidade de
tanque até à carcaça do eixo-pinhão.

O nível existente na unidade hidráulica mantém um controle constante na carcaça do eixo-pinhão, enquanto que o
óleo em excesso volta para o tanque através da mangueira principal de retorno.

Para mais informações, veja a Seção 6. SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO e a Seção 9.4 LUBRIFICAÇÃO DO EIXO-
PINHÃO.

14.2 REMOÇÃO DO CONJUNTO COMPLETO DO EIXO-PINHÃO

Verifique a folga do flanco dos dentes. Ver Seção 15.

Meça a distância entre o flange da carcaça do eixo-pinhão e a carcaça inferior com um apalpa-folgas. Há um re-
cesso na borda da junta para facilitar esta medição. Escreva a dimensão resultante, uma vez que esta informação
poderá ser útil se a junta for danificada quando o conjunto do eixo-pinhão for retirado do britador.

Verifique as buchas de bronze existente no conjunto do eixo pinhão quanto a desgastes, essas buchas se desgas-
tam queimando pelo fato de serem montadas metal contra metal ocasionando na desregulagem do conjunto do
eixo pinhão. Para regulagem veja a guia 15.2 INSTALAÇÃO E AJUSTE DO EIXO-PINHÃO

Remova um dos parafusos de ajuste do engrenamento e os parafusos que retém o conjunto do eixo-pinhão na
carcaça inferior. Veja a FIG.15.3.3.

Coloque um estropo à volta da extremidade da carcaça do eixo-pinhão e levante-o até que o estropo esteja
esticado.

Puxe a carcaça do eixo-pinhão para fora da carcaça inferior.

Coloque o conjunto do eixo-pinhão sobre um par de cavaletes.

[Link]
110
IMIC
Beneficiando o futuro.

[Link]
111
IMIC
Beneficiando o futuro.

14.3 REMOÇÃO DO EIXO-PINHÃO

Para remoção do eixo pinhão siga a desmontagem do conjunto da seguinte forma:

Remova os parafusos entre a polia do britador e a bucha cônica.

Aperte os parafusos nos furos roscados da polia do britador e aperte-os de forma a que a polia não se solte.

Remova a polia, a bucha cônica e a chaveta.

Remova o pinhão da seguinte maneira:

Retire o anel de retenção. Monte um extrator robusto como mostrado na FIG.14.3.3. Proteja os dentes com uma
chapa por debaixo da extremidade maior do pinhão. Se o pinhão não puder ser removido com o extrator apenas,
aqueça o pinhão enquanto o extrator é apertado.

Cuidado!

Tome bastante cuidado quando o pinhão aquece e se torna solto.

Os britadores têm uma tampa especial para buchas com uma superfície agregada para extrator. Ver FIG.14.3.3.

Quando isto tiver sido feito, o eixo-pinhão - com buchas e espaçadores devem ser removidos. Ver FIG.14.3.1.

Aqueça cuidadosamente os espaçadores e remova-os e as buchas do eixo.

Cuidado!

Deve ser tomado bastante cuidado, e a limpeza é vital quando executado trabalhos em buchas. Nunca deixe
os componentes ficarem desprotegidos.

[Link]
112
IMIC
Beneficiando o futuro.

CONJUNTO DO EIXO-PINHÃO

[Link]
113
IMIC
Beneficiando o futuro.

REMOÇÃO DO PINHÃO

14.4 RECOLOCAÇÃO DO EIXO-PINHÃO

Cuidado!

O trabalho deve ser executado no interior do edifício, em ambiente limpo. Quando aquecer
componentes que tenham que ser contraídos no lugar (para aperto com interferência), use um banho de
óleo ou uma estufa. Em caso de aquecimento com chama direta, esta deve ser tratada com grande cui-
dado, uma vez que há risco sério de sobreaquecimento, ou aquecimento localizado.

Aqueça as buchas e os espaçadores à temperatura máxima de 100° C (212° F).

Cuidado!

Quando aquecer componentes, verifique a temperatura com um termômetro, ou outro equipamento


recomendado.

[Link]
114
IMIC
Beneficiando o futuro.

Aplique os componentes por ordem inversa da sequência de remoção. Lembre-se de aplicar anéis “O” (o’ring)
novos entre os espaçadores e o eixo.

Para evitar danos nos anéis “O”, quando estes estão a ser aplicados sobre o eixo-pinhão, remova todas as arestas
vivas das chavetas e ranhuras de anéis de retenção. Unte com óleo as superfícies sobre as quais o anel “O” será
aplicado. Coloque o anel “O” no recesso do espaçador. Assegure-se de que ele não está torcido ou danificado.

Os lábios, comprimidos por mola, das vedações interno e externo, devem sempre ficar apontados na direção do
pinhão.

Trave os parafusos da tampa das buchas com um fluido de trava. Ver Seção 2.8.7.

Aqueça o pinhão a 130° C (266° F) e monte-o, com a chaveta, no eixo-pinhão.

Monte a polia do britador no eixo. Aperte o parafuso da anilha central de retenção fortemente, antes de
introduzir a polia sobre a bucha cônica.

14.5 RECOLOCAÇÃO DO CONJUNTO DO EIXO-PINHÃO

Se for instalada uma nova carcaça do eixo-pinhão, ou se o eixo-pinhão, engrenagens ou espaçador interno tiverem
sido mudados, você deverá verificar a folga no flanco do dente e a impressão do dente, como descrito na Seção 15.

Recoloque os componentes na sequência inversa da remoção.

Aplique uma junta de espessura correta entre o flange do eixo-pinhão e a carcaça inferior (a que foi medida previa-
mente durante a remoção, ver Seção 14.2 e 15.2.

Empurre o conjunto do eixo-pinhão para dentro da carcaça inferior. Quando ele se aproximar da posição correta,
gire lentamente o eixo para trás e para frente, de forma a que o pinhão engrene corretamente com a engrenagem
do excêntrico.

Coloque os parafusos de retenção de volta, na posição correta na carcaça inferior.

Instale o(s) parafuso(s) de ajuste do engrenamento.

Aperte os parafusos que retém o conjunto do eixo-pinhão na carcaça inferior.

Verifique a folga do flanco dos dentes. Ver Seção 15.

Aplique a linha de entrada de óleo e os outros componentes do sistema circulatório de lubrificação.


(Se aplicável).

[Link]
115
IMIC
Beneficiando o futuro.

15. INSTALAÇÃO, AJUSTES E FOLGAS DO CONJUNTO DA TRANSMISSÃO

15.1 GENERALIDADES

Os britadores cônicos hidráulicos IMIC “Série 300” possuem em seu Conjunto de transmissão engrenagens côni-
cas de dentes retos. Em condições normais de operação a transmissão por engrenagens é confiável, e requer
pouca manutenção. A engrenagem e o pinhão são fabricados como um conjunto combinado, por esta razão, não
use uma engrenagem de um conjunto com um pinhão pertencente a outro conjunto.

15.2 INSTALAÇÃO E AJUSTE DO CONJUNTO EIXO-PINHÃO

Se a engrenagem e pinhão, carcaça do eixo-pinhão, etc., tiverem que ser substituídos, nota-se que há uma junta
entre o flange da carcaça do eixo-pinhão e a carcaça inferior.

O britador é entregue com calços de regulagem, usados para regulagem da folga do flanco dos dentes.
Esses calços são montados entre o flange da carcaça do eixo pinhão e a carcaça inferior. Veja na FIG.15.2.1 a
montagem do conjunto da transmissão com os calços de regulagem.

[Link]
116
IMIC
Beneficiando o futuro.

A regulagem com calços das folgas do flanco dos dentes da engrenagem é feita de acordo com o desgaste
causado durante o tempo de operação, a cada regulagem feita é necessário que a folga depois do desgaste
analisada pelo movimento da polia torne a ser de 2,3 mm até 3,0 mm como descrito na tabela 15.3.2.

Nota

A regulagem com os calços deverá chegar a uma espessura de até 6 mm, se passar desta medida deverá
ser trocado a bucha de bronze que estará desgastada de forma que exceda o limite de regulagens.

Aplique uma junta de espessura correta. Deslize o conjunto do eixo-pinhão e rode o eixo lentamente para trás
e para frente até que o pinhão entre em contato com a engrenagem do excêntrico.

Aperte os parafusos que fixam a carcaça do eixo-pinhão à carcaça inferior. Verifique e - se necessário - ajuste,
a folga do flanco do dente e o contato de um .

15.3 FOLGA NO FLANCO DOS DENTES

A tabela 15.3.2 dá a correta folga do flanco dos dentes para engrenagens cônicas. Estes valores são teorica-
mente calculados para referência durante a fabricação e instalação das engrenagens.

A experiência prática tem mostrado que a folga nominal do flanco dos dentes pode ser excedida - devido à geo-
metria da instalação - mas os valores dados deverão ser considerados como guia quando for julgado o estado
da engrenagem e do pinhão.

Se forem encontrados problemas, contacte a IMIC para informações. A folga correta no flanco do dente e a
impressão de contato são essenciais para as engrenagens operarem adequadamente.

Inspeção

Havendo folga entre o excêntrico e a bucha da carcaça inferior, a folga no flanco dos dentes das engrenagens
poderá variar de acordo com a posição do excêntrico.

Para determinar corretamente a folga no flanco dos dentes é necessário fazer quatro medições, rodando o pin-
hão e rodando a engrenagem do excêntrico a 90° entre cada medida. A média destas medições deverá então
ser considerada como a atual folga no flanco dos dentes. Uma rotação de 90° do excêntrico corresponde a
ligeiramente menos que uma volta completa da polia do britador.

Uma vez que a folga no flanco dos dentes não pode ser medida diretamente entre o pinhão e a engrenagem do
excêntrico, é medido o movimento da polia do britador e a folga é calculada a partir desta medição.

Um relógio comparador deverá ser usado para estas medições. Se não estiver disponível nenhum relógio
comparador, pode ser usado um esquadro. Neste caso, são feitas marcas de inscrição na polia, e é medida a
distância entre marcas. Ver FIG.15.3.1.

[Link]
117
IMIC
Beneficiando o futuro.

A seguir uma tabela com as dimensões e folgas corretas relacionados ao conjunto da transmissão

Tabela 15.3.2.

Diametro externo da Folga correta através do


BRITADOR
polia (mm) movimento da polia (mm)
BCI 300 H
760 2,3 até 3
BCI 300 S

[Link]
118
IMIC
Beneficiando o futuro.

16. ARRANJO DO ACIONAMENTO

Os britadores cônicos BCI 300 H BCI 300 S são fornecidos com conjunto de polias e correias e 1 motor de
acionamento, sendo que a proteção das correias é um acessório que será incluso ao equipamento só diante de
uma solicitação do cliente em adquirir esse produto.

Cuidado!

Devem ser usados proteções fixas sobre as peças móveis do arranjo de acionamento do britador. Quando o
britador for acionado por correias, deverá ser verificada a sua tensão. Os dispositivos de proteção deverão
ser de natureza tal que satisfaçam as normas vigentes quanto a proteção a contato físico.

Nos britadores cônicos BCI 300 H e S, o acionamento Standard é por correia.

Quando acionado por correia, o britador é fornecido com uma polia.

O ângulo entre a linha de centro vertical do britador e a linha unindo os centros das polias é estipulado automati-
camente pelo fato do britador, motor e polias já saírem montados sobre uma base de transportesuportado sobre
apoios de compressão em borracha como mostrado na FIG.16.1.

Direção de rotação

A polia com correias trapezoidais do britador deverá sempre rodar na direção indicada pela seta na carcaça
inferior. Veja a FIG.16.1. Isto causará um efeito de auto aperto da porca do cone.

SETA DE INDICAÇÃO DO SENTIDO DE GIRO

[Link]
119
IMIC
Beneficiando o futuro.

Tensionamento das correias

Durante os primeiros dias de operação, a tensão das correias deve ser verificada frequentemente, dado que as
correias novas esticam. Se as correias não forem tensionadas suficientemente, poderá ocorrer
escorregamento, e a vida das correias será consideravelmente reduzida.

A tensão das correias pode ser verificada com uma balança de mola ou com um instrumento especial, o Tensiô-
metro ou o seu equivalente. Veja FIG.16.2. A tensão pode ser determinada com a ajuda de uma carga defletora.
Ver Tabela 16.3.

l
F

Tabela 16.3 Carga defletora recomendada (F).

F Kg/correia (lb força/correia)


Perfil da correia
Normal Máx.
(correias novas)
SPC 7 (15.4) 12.0 (26.5)
8V 9 (14.8) 14.0 (30.8)

[Link]
120
IMIC
Beneficiando o futuro.

1. Meça a distância entre centros (W) em metros, como mostrado na FIG.16.2.

2. Multiplique essa distância por 1,5 para dar a deflexão da correia (l) em cm.

3. Regule o lado de cima do Anel (o’ring) inferior para a deflexão correta em cm, na escala inferior do medidor.

4. Empurre o anel o’ring superior contra o bordo inferior da camisa externa.

5. Pressione o medidor contra a correia a meio da distância entre centros, e carregue com bastante força para levar
o lado de cima do anel o’ring inferior ao nível da correia.

6. Remova o medidor releia a carga (F) em Quilogramas-peso (libras-força) no lado de cima do anel o’ring superior.
A carga correta é obtida pela Tabela 16.3, que é também reproduzida no medidor.

7. Se a carga for muito baixa ou muito alta em todas as correias, estique-as ou alivie-as.

[Link]
121
IMIC
Beneficiando o futuro.

17. MANUTENÇÃO PREVENTIVA

17.1 GENERALIDADES

Cada britador - e o seu equipamento extra deve ser sujeito a verificações regulares e sistemáticas. Daqui resul-
tarão reparações menores e menos dispendiosas, e, portanto custos totais de operação mais baixos.

Uma vez que os britadores operam sob condições completamente diferentes, é impossível recomendar um pro-
grama de inspeção e manutenção que seja aplicável a todos os britadores. Todavia é necessária alguma espécie
de inspeção regular, por exemplo, os procedimentos de inspeção diária descritos abaixo.

Nota

Uma máquina nova deverá primeiramente ser inspecionada após um curto e razoável tempo em operação.
Os intervalos entre inspeções podem então ser aumentados até se encontrar uma frequência adequada.

Deve ser mantido um registo escrito. Devem ser anotadas nele as condições de operação do britador e as suas
cargas, leituras dos instrumentos importantes, ajustes levados a efeito e quaisquer reparações efetuadas.

Para os binários de aperto das ligações rosqueadas ver a Seção 2. APERTO DE LIGAÇÕES ROSQUEADAS.

17.2 INSPEÇÃO DIÁRIA

1. Antes de acionar o britador:

Verifique o nível de óleo no tanque de lubrificação.

Verifique o nível de óleo no tanque do cilindro de posicionamento.

Verifique se as válvulas de isolamento entre os tanques e as bombas estão completamente abertas.

Verifique se não há acúmulo de material sobre os braços da carcaça inferior.

2. Depois de acionar com a bomba de lubrificação:

Verifique se o óleo de lubrificação retorna ao tanque e se está limpo.

Verifique se as linhas de óleo não apresentam vazamentos.

[Link]
122
IMIC
Beneficiando o futuro.

3. Depois do acionamento do britador:

Verifique se o circuito de lubrificação do eixo-pinhão opera corretamente.

Verifique a regulagem (abertura).

Verifique que o material não esteja encravado na tremonha de alimentação ou no distribuidor, bloqueando a ali-
mentação.

4. Durante a britagem:

Escute se há ruídos anormais no britador.

Escute se há ruídos na(s) bomba(s) de lubrificação.

Verifique a temperatura do óleo de retorno.

Verifique a amperagem do motor de acionamento, ou o consumo de potência.

Verifique a pressão do Cilindro de posicionamento.

Verifique a temperatura da carcaça do eixo-pinhão.

Verifique se o amortecimento do manômetro do Cilindro de posicionamento é correto.

Ver válvula de amortecimento para manômetro (indicador de pressão).

Verifique a pressão do óleo de lubrificação à temperatura normal de trabalho.

Verifique se não ocorrem vazamentos de óleo.

Verifique que não há parafusos que começam a desapertar-se.

5. Após a parada do britador:

Verifique que os aquecedores de óleo estão ligados.

Verifique a distância entre a porca da cabeça e a face inferior da aranha (isto é, a Dimensão “A”).

Verifique que não há aumento ou alteração na contaminação do filtro de óleo de retorno, isto é, aumento
anormal de partículas metálicas.

[Link]
123
IMIC
Beneficiando o futuro.

17.3 INSPEÇÃO SEMANAL

Verifique todos os itens listados na “Inspeção diária”.

Inspecione o filtro de óleo, coletor de sujeira e tanque de óleo. Limpe se necessário.

Efetuar a limpeza do elemento filtrante do óleo do sistema de lubrificação.

Inspecione o manganês quanto a desgaste ou danos ocasionais.

Meça a regulagem (abertura = A.P.F.) em 4 pontos à volta da câmara de britagem, para verificar desgastes anor-
mais.

Verificar o anel de vedação anti poeira quanto a desgaste.

Verificar a(s) bomba(s) de óleo quanto a ruídos anormais ou desgaste.

Verificar o aperto de todos os parafusos. Reaperte, se necessário. Veja Seção 2.

Verificar as correias trapezoidais quanto a desgaste e tensionamento.

Verificar o jogo entre a bucha do eixo principal e a bucha da aranha.

Verificar a folga entre dentes, existente entre o pinhão e a coroa do excêntrico.

Verificar o nível de graxa na bucha da aranha.

Verificar o nível de óleo na carcaça do eixo-pinhão, ou verifique se o sistema de lubrificação do eixo-pinhão opera
corretamente.

Verificar a matriz do radiador do trocador de calor ar/óleo. Sopre-a, se necessário, até ficar limpa.

Verificar o estado do raspador que roda acima do colar anti poeiras. Isto deve ser feito através das tampas de
inspeção da carcaça inferior.

Verificar com uma craveira o encosto entre os cones de apoio do manto interior e a parte superior do manto exterior.

17.4 INSPEÇÃO SEMESTRAL

Efetuar a troca do óleo lubrificante, limpeza do reservatório, e limpeza dos filtros. (Óleo lubrificante com viscosidade
ISO VG 150.)

Efetuar a troca dos elementos filtrantes da linha do óleo de lubrificação.

[Link]
124
IMIC
Beneficiando o futuro.

17.5 INSPEÇÃO ANUAL

Verifique primeiramente todos os itens listados nas “Inspeções diárias e semanais”:

Para inspeção anual desmonte o britador e inspecione o seguinte:

As carcaças superior e inferior, quanto a desgaste.

A bucha da aranha, quanto a desgaste.

A vedação de graxa da bucha da aranha, quanto a desgaste.

As faces cônicas de contato das carcaças superior e inferior.

A bucha do eixo principal, quanto a desgaste.

A superfície de apoio inferior do eixo principal.

O anel interior de vedação, quanto a desgaste.

O jogo entre a barra de fixação e o suporte da engrenagem.

A bucha do excêntrico, quanto a desgaste e riscos.

O excêntrico, quanto a desgaste e riscos.

A placa de desgaste, quanto a desgaste.

A bucha da carcaça inferior, quanto a desgaste e riscos.

A espessura do conjunto da bucha de escora. Verifique quanto a desgaste e riscos.

As engrenagens, quanto a desgaste.

A bucha do Cilindro de posicionamento, quanto a desgaste e riscos.

A gaxeta quanto a desgaste.

Para verificação do desgaste do manganês ver seção 10.1 AVALIAÇÃO DO DESGASTE DO MANGANÊS.

Faça verificações antes de remover a carcaça superior como indicado na seção 10.2 VERIFICAÇÕES ANTES
DA REMOÇÃO.

[Link]
125
IMIC
Beneficiando o futuro.

Efetuar a troca do óleo hidráulico, limpeza do reservatório, limpeza dos filtros. (Óleo hidráulico ISO VG 68 -
Tutela Hidrobak 68 - PETRONAS)

Efetuar a troca dos elementos filtrantes da linha de óleo hidráulico.

Efetuar a troca do óleo lubrificante, limpeza do reservatório, e limpeza dos filtros. (Óleo lubrificante com visco-
sidade ISO VG 150.)

Efetuar a troca dos elementos filtrantes da linha do óleo de lubrificação.


18. DETECTANDO DEFEITOS NA MÁQUINA

18.1 INTRODUÇÃO

Os sintomas e as medidas corretivas descritas nesta seção sobre detecção de defeitos não cobrem todos os
problemas que poderão ser agravados na máquina.

Os diagramas de detecção de defeitos devem ser considerados mais como sugestões para levar a efeito veri-
ficações sistemáticas das funções básicas.

Para interpretar corretamente os sintomas das falhas cobertas pelos diagramas, comece pelo campo da ”Falha”
e verifique a seguir os campos das ”Causas”. Siga as colunas das tabelas a respeito da
”Ação corretiva” a ser procedida.

Quando corrigir faltas identificadas, consulte a seção apropriada do manual de instruções para informação e
explicações mais detalhadas.

[Link]
126
IMIC
Beneficiando o futuro.

Descrição

18.2 O BRITADOR PÁRA

FALHA - O BRITADOR PÁRA

CAUSA CORREÇÃO
A bomba de óleo do eixo pinhão está interbloqueada com o
A bomba de óleo do eixo-
motor de acionamento do britador. Verifique os circuitos elétricos
pinhão não funciona
e o arranque do motor de acionamento.
Verifique a operação do sistema de arrefecimento.
Verifique o termostato do controle TG2.
Óleo muito quente. Verifique o motor do ventilador e o seu arrancador.
Termostato de proteção TG1 Verifique a matriz do radiador. Limpe-a por dentro e por fora.
ativado. Inspecione o coador de óleo de retorno.
Verifique a válvula de segurança 0,7 Mpa (7kp/cm2) não vaza
óleo.

Falha do conjunto, Britador Verifique a operação do termostato de proteção (TG1).


“agarrado“. Desmonte o britador para inspecionar e substituir componentes.

Limpe o coletor de sujeira. Se necessário, mude o filtro.


Verifique a capacidade da bomba.
Capacidade baixa da bomba Se necessário, mude a bomba.
de óleo. Verifique a operação do interruptor do fluxo de óleo de retorno.
Verifique as linhas de óleo.
Verifique se o óleo não transborda por cima do colar anti-poeira.
*Verifique a tensão das correias e estique-as se necessário.
As correias trapezoidais
*Arranque novamente com o motor.
Partiram.
*Verifique a operação do sistema de alimentação.
Esvazie a câmara de britagem.
Verifique o estado dos revestimentos.
Metal ou bloqueamento na
Ligue a proteção de sobrecarga do motor.
câmara de britagem.
Verifique a tensão das correias e estique-as se necessário.
Inspecione o coador de óleo de retorno.

[Link]
127
IMIC
Beneficiando o futuro.

Descrição

18.3 O BRITADOR NÃO MANTÉM UMA REGULAGEM CONSTANTE

FALHA - O BRITADOR NÃO MANTÉM UMA REGULAGEM CONSTANTE

CAUSA CORREÇÃO
Vazamento de óleo Verifique as linhas de óleo.
no Cilindro posicionador. Vede ou substitua os componentes relevantes.

Verifique se o aumento da regulagem fez subir o nível de óleo no tanque do


Cilindro posicionador.
Ocorre picos de pressão?
A válvula de segurança
vaza. Sim Não

Modifique o arranjo da alimentação.


Então mude a válvula de segurança.
Câmara cheia, sem Segregação.

Verifique se o aumento da regulagem fez subir o nível de óleo no tanque do


A válvula de controle
Cilindro de posicionamento.
vaza.
Limpe ou substitua a válvula de controle.

Verifique se o nível de óleo subiu no tanque de óleo de lubrificação.


O vedante (gaxeta)
Substitua a gaxeta (vedante).
vaza.
Inspecione a bucha do cilindro posicionador. Substitua-o se necessário.

A regulagem aumenta durante a britagem, mas retorna ao normal quando em


vazio.
Ar no sistema Cilindro
Purgue o ar do sistema.
posicionador.
Verifique a pressão do gás do acumulador. Substitua a bexiga de gás ou o
acumulador completo se necessário.

Pressão do gás no A regulagem aumenta durante a britagem, mas retorna ao normal quando em
acumulador muito baixa. vazio.

Verifique se o eixo principal “sobe” à


posição Metal contra metal
Quando o britador roda em vazio. Substitua a bexiga de gás ou o
Bexiga do acumulador
acumulador completo.
danificada.
Inspecione o óleo do Cilindro Purgue o ar do Sistema.
posicionador. Hidrogênio no óleo
dá-lhe uma cor branco leitosa.

[Link]
128
IMIC
Beneficiando o futuro.

Descrição

18.4 TEMPERATURA DO ÓLEO MUITO ALTA

FALHA - O BRITADOR EXCEDE A TEMPERATURA DO ÓLEO

CAUSA CORREÇÃO
Termostato de proteção Verifique a operação do ventilador de arrefecimento.
(TG1) ativado. Verifique o motor do ventilador e o seu arrancador.

Verifique o termostato de controle do arrefecimento (TG2).


Inspecione a matriz do radiador.
Arrefecedor de óleo Limpe-a por dentro e por fora.
rodando continuamente. Verifique que a válvula termostática
Verifique que a válvula de alívio de
no arrefecedor opera devidamente
pressão (‘by pass”) fecha.
(se estiver instalada)
Limpe o coletor de sujeira.
Se necessário, mude o(s) filtro(s) de
Baixo fluxo de óleo. óleo. Inspecione as linhas de óleo.
Verifique a capacidade da bomba.
Se necessário, troque a bomba.
Mude para um óleo com viscosidade correta, como descrito na seção 6.
Viscosidade errada do
SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO, para provar as condições corretas de
óleo.
operação.
Se as medidas descritas acima não resultarem em queda de temperatura.
Avaria do conjunto
Desmonte o britador para inspeção mecânica. Verifique o coador do óleo de
incipiente.
retorno.

[Link]
129
IMIC
Beneficiando o futuro.

Descrição

18.5 O BRITADOR NÃO ACIONA

FALHA - O BRITADOR NÃO DÁ SINAL DE FUNCIONAMENTO

CAUSA CORREÇÃO
A bomba de óleo não
Verifique os circuitos elétricos e o arrancador do motor da bomba
funciona.

Verifique se o óleo não transborda sobre o colar antipoeira.


Verifique as linhas de óleo.
Baixa capacidade da
bomba de óleo. Não há Limpe o coletor de sujeira. Se necessário troque o(s) filtro(s).
sinal “britador pronto
para arranque”
Verifique a capacidade da bomba. Se necessário mude a bomba.
Verifique a operação do interruptor de fluxo do óleo de retorno.

O TG1 corta o motor de acionamento do britador. Verifique a operação do


A bomba de óleo termostato.
funciona, mas não há
Verifique a bomba de óleo do eixo pinhão (que está interligada) com o motor
sinal “britador pronto
de acionamento do britador.
para arranque”.
Verifique a proteção do motor da bomba de óleo do eixo pinhão e os outros
circuitos elétricos.

A bomba de óleo
funciona e há sinal Verifique o equipamento de arranque do motor de acionamento do britador e
“britador pronto para os outros circuitos elétricos.
arranque”.

Arranque com a bomba de óleo. Deixe-a rodar por cerca de 30 segundos.


Faça “ponte” no interruptor do óleo de retorno, de forma a obter o sinal
“britador pronto para arranque”. Arranque com o britador. Deixe-o rodar por
O óleo não retorna ao
aproximadamente 20 segundos. Remova a ponte do interruptor de óleo de
tanque (em tempo frio).
retorno após 40 segundos. O britador continuará a rodar se retornar ao tanque,
óleo suficiente. Caso contrário, o interruptor de óleo de retorno desligará mais
uma vez o motor. Repita a sequência outra vez após alguns minutos.

[Link]
130
IMIC
Beneficiando o futuro.

Descrição

18.6 PONTOS DE VERIFICAÇÃO DO CONJUNTO EIXO-PINHÃO

FALHA - PONTOS DO EIXO-PINHÃO A SEREM VERIFICADOS

CAUSA CORREÇÃO
Verifique se a bomba de óleo do eixo pinhão está funcionando e que o óleo
chegará a carcaça do eixo pinhão.
Temperatura alta dentro
Se o nível de óleo continua caindo, isso indica vedante interno danificado.
e fora da carcaça do
Verifique o nível de óleo.
eixo pinhão.
Pare o britador. Remova o conjunto do eixo pinhão para inspeção e, se
necessário, substitua os componentes das buchas.

Vedante externo ou espaçador gastos, ou anel “O-ring” danificado.


Vazamento de óleo Pare o britador. Remova o conjunto do eixo pinhão para inspeção e, se
pela tampa externa da necessário, substitua os componentes das buchas ou as buchas.
bucha. Mude o óleo na carcaça do eixo pinhão (lubrificação por banho de óleo) ou mude
o óleo do tanque (lubrificação por recirculação).

Avaria do conjunto incipiente.


Ruído anormal do
Pare o britador. Remova o conjunto do eixo pinhão para inspeção e, se
conjunto do eixo pinhão
necessário, substitua os componentes das buchas ou as buchas.

Vibração no britador Verifique as polias das correias trapezoidais. Retire qualquer poeira acumulada.
ou na carcaça do eixo Verifique a tensão das correias se estão ou não patinando.
pinhão. Avaria do conjunto incipiente.

Indica desgaste severo nas buchas. Verifique frequentemente se o ruído


aumenta ou a temperatura aumenta no conjunto do eixo pinhão.
Programe a inserção de calços para regulagem ou a remoção e substituição das
Folga nas buchas
buchas para uma altura conveniente.
Mude o óleo na carcaça do eixo pinhão (lubrificação por banho de óleo) ou mude
o óleo do tanque (lubrificação por recirculação).

[Link]
131
IMIC
Beneficiando o futuro.

Descrição

18.7 RUÍDOS ANORMAIS NO BRITADOR

FALHA - HÁ RUÍDOS ANORMAIS NO BRITADOR

CAUSA CORREÇÃO
Engrenamento incorreto ou insuficiente folga acima do correto no flanco dos
Engrenagens cônicas dentes (“Backlash”) podem causar ruídos nas engrenagens.
aplicadas incorretamente. Remova o conjunto do eixo pinhão. Meça a correta espessura da junta.
Ajuste o “Backlash”.

Desgaste na placa de desgaste do excêntrico conduz a “Backlash” reduzido.


Desgaste severo na placa “Backlash” insuficiente causa ruído nas engrenagens. Desmonte o britador e
de desgaste do excêntrico. substitua a placa de desgaste do excêntrico. Reajuste a folga do flanco dos
dentes (backlash).

Revestimentos do britador Verifique e aperte os parafusos do anel côncavo.


estão soltos. Verifique se há folga entre o manto e a porca da cabeça.

Reduza a carga de operação do britador. Prolongue o período de rodagem.


Bucha de escora (tela) com
Inspecione o coador de óleo de retorno.
riscos.
Verifique a ovalização dos revestimentos.

Compactação na câmara de Verifique as condições de operação e a APF.


britagem ou revestimentos Verifique a ovalização do revestimento.
(metal contra metal). Aumente a APF.

Verifique com um apalpador de folgas se há folgas entre os flanges. Aperte


Movimento entre os flanges os parafusos.
das carcaças superior e Se houver ainda movimento entre os flanges das carcaças superior e inferior,
inferior. a junta cônica terá que ser remaquinada.
Sendo assim consulte a IMIC.

[Link]
132
IMIC
Beneficiando o futuro.

Descrição

18.8 REDUÇÃO DA CAPACIDADE DO BRITADOR

FALHA - O BRITADOR PASSA A TER CAPACIDADE REDUZIDA

CAUSA CORREÇÃO
Verifique o arranjo da alimentação.
Inclinação em patim
Certifique-se que o britador é alimentado em “câmara cheia”.
formada nos
Verifique a separação do tamanho máximo antes do britador. Verifique se há
revestimentos.
uma grande proporção de material menor que a APF.

Folgas extremamente Verifique as folgas no conjunto da aranha. Veja a seção 11.


grandes no conjunto da Se houver uma folga excessivamente grande no conjunto da aranha, verifique o
aranha. estado da bucha do excêntrico.

As correias trapezoidais Verifique a tensão das correias. Estique-as, se necessário.


patinam. Mude as correias trapezoidais. Inspecione os gornes das polias do britador.

O material de alimentação Composição alterada do material, extensão da fricção e dureza do material


foi mudado. podem conduzir a mudanças na capacidade.

“Ponte” na abertura da Verifique o nível do material na tremonha de alimentação. Se possível, limite o


alimentação. tamanho máximo da alimentação ou mude a câmara de britagem.

[Link]
133
IMIC
Beneficiando o futuro.

Descrição

18.9 DESGASTE EXCESSIVO DOS ELEMENTOS DE DESGASTE

FALHA - O BRITADOR PASSA A TER DESGASTE EXCESSIVO OU PREMATURO

CAUSA CORREÇÃO
Verifique o estado do óleo regularmente durante o primeiro ano de operação.
Óleo contaminado. Mude regularmente o óleo de acordo com os resultados da monitoração do
estado do óleo.

Filtro de óleo bloqueado. Mude os elementos do filtro.

Anel de vedação de pó Verifique a folga entre o colar anti poeiras e o anel de vedação de pó se a
gasto ou danificado. folga exceder os valores da tabela 12.9.1.

[Link]
134
IMIC
Beneficiando o futuro.

Descrição

18.10 PROBLEMAS COM A BUCHA DENTRO DO BRITADOR

FALHA - PROBLEMAS COM A BUCHA DENTRO DO BRITADOR

VERIFICAÇÃO APARENTE CAUSA CORREÇÃO


O conjunto do eixo principal oxidação ou gripagem
Pare o britador.
roda muito depressa ou incipiente entre o eixo
Desmonte-o para inspecionar os componentes da
à mesma velocidade do principal e a bucha do
bucha.
excêntrico. excêntrico.

Gripagem entre o
excêntrico e a bucha da
Se possível, retire os parafusos que seguram o
O eixo principal não carcaça inferior.
colar anti poeiras. Remova o conjunto do eixo
consegue ser rodado.
Falha da bucha no principal e o conjunto completo do excêntrico.
conjunto do eixo-pinhão.

Remova os componentes do conjunto de escora.


Tire as rebarbas às arestas dos canais de óleo,
Quantidade alta de Oxidação no conjunto
retire e verifique as superfícies de apoio das
limalhas no coador de óleo de escora ou nas
buchas ou dos componentes do conjunto de
de retorno. buchas de bronze.
escora. Inspecione as superfícies de deslizamento
das buchas.

Partículas em forma de
Oxidação ou desgaste
agulhas no coador do óleo
nas engrenagens.
de retorno.

Temperatura alta ou
Partículas de estanho ou sobreaquecimento
Veja as ações corretivas listadas para “temperatura
chumbo (escamas) no localizado e oxidação
do óleo alta” (18.4).
coador de óleo de retorno. nas buchas ou no
conjunto de escora.

[Link]
135
IMIC
Beneficiando o futuro.

19.0 PEÇAS DE REPOSIÇÃO

19.1 ESTOQUE RECOMENDADO DE PEÇAS DE REPOSIÇÃO

Nós recomendamos que você tenha sempre em estoque as seguintes peças de reposição:

PEÇAS SOBRESSALENTES:

BR-040136-000 - BRITADOR CONE BCI-300H

Pos.
CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
Catálogo
S1-040138-000 1 02 TAMPA DA ARANHA BCI-300
S1-021217-000 1 03 BUCHA DA ARANHA BCI-300
17786 1 04 RETENTOR BUCHA ARANHA BCI-300
17790 1 14 MANCAL DE ESCORA FUNDIDO SAE-67
16899 1 18 REVESTIMENTO DO BRACO DA ARANHA BCI-300

1E-0-40135 - CONJUNTO DA CARCAÇA SUPERIOR BCI 300 H

Pos.
CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
Catálogo
S1-022705-000 6 3 BUCHA DE FIXACAO REVESTIMENTO DA CAMARA BCI-300
PR-022706-001 6 4 ARRUELA PARA FIXAR REVESTIMENTO BCI-300
17791 54 7 MOLA PRATO DIAM.90 X DIAM.46 X 5
20254 REVESTIMENTO DA CAMARA TIPO “F” BCI-300 H
17792 1 8 REVESTIMENTO DA CAMARA TIPO “M” BCI-300 H
20253 REVESTIMENTO DA CAMARA TIPO “C” BCI-300 H
02069 6 9 PORCA SEXT.8.8 1.1/4” 2H
17793 6 10 PARAFUSO SEXT.8.8 1.1/4” X 14”

1E-1-22068 - CONJUNTO DA COROA BCI 300 H

Pos.
CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
Catálogo
21171 BUCHA EXCENTRICA 16+20+24 ACABADA C94100 BCI-300H
18457 1 6 BUCHA EXCENTRICA 24+28+32 ACABADA C94100 BCI-300H
18459 BUCHA EXCENTRICA 32+36+40+44 ACABADA C94100 BCI-300H

[Link]
136
IMIC
Beneficiando o futuro.

1E-1-22113 - CONJUNTO DO EIXO PRINCIPAL BCI 300 H

Pos.
CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
Catálogo
17798 1 01 GAXETA EIXO PRINCIPAL BCI-300
S1-021265-000 1 02 ANEL DE RETENCAO DA GAXETA BCI-300
VC-022111-000 1 03 RASPADOR BCI-300
A1-022104-000 1 04 SUPORTE DO RASPADOR BCI-300
S1-021514-000 1 06 PRATO DE ESCORA BCI-300/300S
S1-021218-000 1 07 CAMISA DO EIXO PRINCIPAL BCI-300S
S1-021287-000 1 08 PORCA INTERNA BCI-300
S1-021275-000 1 09 PORCA EXTERNA BCI-300
S1-022102-000 1 10 ANEL DE TRAVAMENTO BCI-300
17797 MANTA “A” BCI-300 H
1 14
20255 MANTA “B” BCI-300 H

1E-0-40134 - CONJUNTO DA CARCAÇA INFERIOR BCI 300 H

Pos.
CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
Catálogo
17809 1 1 ANEL DE APOIO SAE-67 BCI-300
17810 1 2 BUCHA DA CARCACA SAE-67 BCI-300

1E-0-22100 - CONJUNTO CILINDRO POSICIONADOR BCI 300 H

Pos.
CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
Catálogo
S1-021557-000 1 01 ANEL DE DESGASTE DO PISTAO BCI-300
17879 1 05 GAXETA CIL. POSICIONADOR 400 X 430 X 43MM BCI-300

1E-1-22150 - CONJUNTO DA TRANSMISSÃO BCI 300 H

Pos.
CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
Catálogo
17817 2 2 BUCHA DA CARCACA DA TRANSMISSAO SAE-67 BCI-300
18981 1 14 ANEL DE SEGMENTO BCI-200H/S & BCI-300H/S

Nota

As peças descritas nas tabelas desta guia estão todas relacionadas no caderno de peças que compõe
este manual, inclusive desenhos, posição catálogo, quantidade (qtd.) e códigos.

[Link]
137
IMIC
Beneficiando o futuro.

20. CATÁLOGO DE PEÇAS

BRITADOR CÔNICO IMIC


BCI-300H DR

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

BR-040136-000 - BRITADOR CÔNICO BCI-300H DR

[Link]
2
IMIC
Beneficiando o futuro.

BR-040136-000 - BRITADOR CÔNICO BCI-300H DR


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
01 AC-026397-000 01 CESTO DE ALIMENTACAO BCI-300
02 S1-040138-000 01 TAMPA DA ARANHA BCI-300
03 S1-021217-000 01 BUCHA DA ARANHA BCI-300
04 17786 01 RETENTOR BUCHA ARANHA BCI-300
05 01693 04 PARAFUSO SEXTAVADO UNC 3/4” x 2.1/2”
06 AC-040135-000 01 CONJUNTO DA CARCACA SUPERIOR BCI-300
07 A3-022113-000 01 CONJUNTO DO EIXO PRINCIPAL BCI-300
08 17788 01 ANEL VEDACAO INTERNO BCI-300
09 S1-022759-000 01 ESPACADOR BCI-300 & BCI-300S
10 07616 3,3 PAPELAO GUARNITAL 0,8MM
11 17789 01 SEGMENTO DE APOIO SAE-67 BCI-300
12 A2-022068-000 01 CONJUNTO DA COROA 65 DENTES BCI-300
13 1E-0-40134 01 CONJUNTO DA CARCACA INFERIOR BCI-300
14 17790 01 MANCAL DE ESCORA SAE-67 BCI-300
15 A3-022100-000 01 CONJUNTO DO CILINDRO POSICIONADOR BCI-300
16 A3-022150-000 01 CONJUNTO DA TRANSMISSÃO BCI-300
17 S1-021264-000 01 COLAR DE VEDACAO BCI-300
18 16899 02 REVESTIMENTO DO BRACO DA ARANHA FUNDIDO BCI-300
19 25602 01 ANEL O'RING DIAM.6 X DIAM. INT. 480MM
20 18439 01 PINO GUIA PARALELO DIAM.12 X 32MM
21 01674 12 PARAFUSO SEXT.8.8 1/2" X 2.1/2"
22 02087 12 ARRUELA LISA 1/2"
23 02065 12 PORCA SEXT.8.8 1/2"
24 01694 06 PARAFUSO SEXT.8.8 3/4" X 3"
25 02102 06 ARRUELA PRESSAO 3/4"
26 S1-033980-000 04 CONJUNTO DO PINO GUIA
27 AC-034050-000 04 CONJUNTO DO CILINDRO HIDRÁULICO BCI 300/400
28 02094 16 BUJÃO ALLEN 1/4” NPT
29 01674 12 PARAFUSO SEXT.8.8 5/8" X 2.1/2"
30 02088 12 ARRUELA LISA 5/8"
31 04984 02 PARAFUSO ALLEN 3/8" X 1.1/2"
32 02091 16 ARRUELA LISA 1"
33 01732 16 PARAFUSO SEXT.8.8 1" X 4"

[Link]
3
IMIC
Beneficiando o futuro.

BR-040136-000 - BRITADOR CÔNICO BCI-300H DR


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
34 02088 08 ARRUELA LISA 3/4"
35 01674 08 PARAFUSO SEXT.8.8 3/4" X 2.1/2"
36 22446 01 SUSPIRO (SILENCIADOR) SIMPLES SERIE 6302 1/4" NPT
37 05283 01 PINO GRAXEIRO 1/4” NPT
38 04351 01 BUJÃO ALLEN 1” NPT
39 AC-032143-000 01 VÁLVULA DE SEGURANÇA

[Link]
4
IMIC
Beneficiando o futuro.

AC-040135-000 - CONJUNTO DA CARCAÇA SUPERIOR BCI-300H DR

[Link]
5
IMIC
Beneficiando o futuro.

AC-040135-000 - CONJUNTO DA CARCAÇA SUPERIOR BCI-300H DR


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
01 AC-035903-000 01 CARCACA SUPERIOR BCI-300
02 S1-022704-000 01 ANEL DE FIX. DO ANEL ENCHIMENTO "M" & "F" BCI-300
03 S1-022705-000 06 BUCHA DE FIXACAO REVESTIMENTO DA CAMARA BCI-300
04 PR-022706-001 06 ARRUELA PARA FIXAR REVESTIMENTO BCI-300
05 S1-022707-000 01 ANEL DE RETENCAO DO REVESTIMENTO BCI-300
S1-021260-000 ANEL DE ENCHIMENTO “M” BCI-300 H
06 01
S1-022889-000 ANEL DE ENCHIMENTO “MF” & “F”BCI-300 H
07 17791 54 MOLA PRATO DIAM.90 X DIAM.46 X 5
20254 REVESTIMENTO DA CAMARA TIPO “F” BCI-300 H
08 17792 01 REVESTIMENTO DA CAMARA TIPO “M” BCI-300 H
20253 REVESTIMENTO DA CAMARA TIPO “C” BCI-300 H
09 02069 06 PORCA SEXT.8.8 1.1/4" 2H
10 24361 06 PARAFUSO SEXT.8.8 1.1/4" X 15"
11 05847 06 PARAFUSO SEXT.8.8 1.1/4" X 4"

[Link]
6
IMIC
Beneficiando o futuro.

A3-022113-000 - CONJUNTO DO EIXO PRINCIPAL BCI-300H DR

[Link]
7
IMIC
Beneficiando o futuro.

A3-022113-000 - CONJUNTO DO EIXO PRINCIPAL BCI-300H DR


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
01 17798 01 GAXETA EIXO BCI-300
02 S1-021265-000 01 ANEL DE RETENCAO BCI-300
03 S1-017055-000 01 RASPADOR BCI-300
04 S1-017054-000 01 SUPORTE DO RASPADOR BCI-300
05 S1-053251-000 01 EIXO PRINCIPAL BCI-300
06 S1-021514-000 01 PRATO DA ESCORA BCI-300
07 S1-052252-000 01 CAMISA DO EIXO PRINCIPAL BCI-300
08 S1-021287-000 01 PORCA INTERNA BCI-300
09 S1-021275-000 01 PORCA EXTERNA BCI-300
10 S1-022102-000 01 ANEL DE TRAVAMENTO BCI-300
11 S1-021263-000 01 CONE DA MANTA BCI-300
12 15017 01 PINO GUIA PARALELO DIAM.25 X 50MM DIN-28734
13 14895 01 ANEL DE TRAVA BE 100MM
17797 MANTA “A” BCI-300 H
14 01
20255 MANTA “B” BCI-300 H
15 02088 12 ARRUELA LISA 5/8"
16 01673 12 PARAFUSO SEXT.8.8 5/8" X 2"

[Link]
8
IMIC
Beneficiando o futuro.

A3-022068-000 - CONJUNTO DA COROA BCI 300

[Link]
9
IMIC
Beneficiando o futuro.

A3-022068-000 - CONJUNTO DA COROA BCI 300


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
01 S1-021277-000 01 ANEL DE FIXACAO DA BUCHA EXCENTRICA BCI-300
02 S1-022063-000 01 CHAVETA DO EXCENTRICO 14 X 25 X 250 BCI-300
03 S1-022034-000 01 CONTRA PESO BCI-300
04 17287 01 COROA 65 DENTES BHI-300
05 S1-022065-000 01 CHAVETA DO EXCENTRICO 28 X 50 X 86 BCI-300
21171 BUCHA EXCENTRICA 16+20+24 ACABADA C94100 BCI-300H
06 18457 01 BUCHA EXCENTRICA 24+28+32 ACABADA C94100 BCI-300H
18459 BUCHA EXCENTRICA 32+36+40+44 ACABADA C94100 BCI-300H
07 S1-021438-000 01 EXCENTRICO BCI-300
08 01653 06 PARAFUSO SEXT.8.8 1/2" X 1.1/2"
09 02087 06 ARRUELA LISA 1/2"
10 05015 12 PARAFUSO ALLEN 1/2” X 2”
11 02100 12 ARRUELA DE PRESSÃO 1/2”

[Link]
10
IMIC
Beneficiando o futuro.

1E-0-40134- CONJUNTO DA CARCACA INFERIOR BCI-300H DR

[Link]
11
IMIC
Beneficiando o futuro.

1E-0-40134 - CONJUNTO DA CARCACA INFERIOR BCI-300H DR


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
01 17809 01 ANEL DE APOIO SAE-67 BCI-300
02 17810 01 BUCHA DA CARCACA SAE-67 BCI-300
03 17811 02 REVESTIMENTO BRACO CARCACA FUNDIDA BCI-300
04 17812 01 REVESTIMENTO BRACO PINHAO FUNDIDO BCI-300
05 A1-017046-000 01 TAMPA DE INSPECAO BCI-200 & 200S
06 AC-035899-000 01 CARCACA INFERIOR BCI-300
07 17803 08 PINO GUIA PARALELO DIAM.16 X 45 DIN-28734
08 17804 02 PINO GUIA PARALELO DIAM.12 X 40 DIN-28734
09 01612 06 PARAFUSO SEXT.8.8 1/2" X 1"
10 02087 06 ARRUELA LISA 1/2"

[Link]
12
IMIC
Beneficiando o futuro.

1E-6-22100 - CONJUNTO CILINDRO POSICIONADOR BCI 300

[Link]
13
IMIC
Beneficiando o futuro.

1E-6-22100 - CONJUNTO CILINDRO POSICIONADOR BCI 300


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
01 S1-021557-000 01 ANEL DE DESGASTE DO PISTAO BCI-300
02 S1-021377-000 01 CILINDRO POSICIONADOR BCI-300
03 S1-021401-000 01 CAMISA DO CILINDRO POSICIONADOR BCI-300
04 S1-021487-000 01 PISTAO BCI-300
05 17879 01 GAXETA CIL. POSICIONADOR 400 X 430 X 43MM BCI-300
06 S1-021506-000 01 ANEL DE FIX. DA GAXETA CIL. POSICIONADOR BCI-300
07 S1-021735-000 01 TAMPA DO CILINDRO POSICIONADOR BCI-300
08 S1-017047-000 01 PLUG DA TAMPA DO CILINDRO POSICIONADOR BCI-200
09 17800 01 PINO GUIA PARALELO DIAM.25 X 60 DIN-28734
10 25600 01 ANEL O'RING DIAM.7 X DIAM. INT. 515MM
11 25598 01 ANEL O'RING DIAM.5,7 X DIAM.439,3MM
12 25599 01 ANEL O'RING DIAM.5,7 X DIAM. INT. 399,3MM
13 15027 01 ANEL O'RING DIAM.3,53 X DIAM. INT.40,87MM
14 15023 02 TAMPAO COM SEXTAVADO INT. 1/2" NPT
15 17801 08 PARAFUSO ALLEN 1/2" X 1.3/8"
16 02091 10 ARRUELA LISA 1"
17 01732 13 PARAFUSO SEXT.8.8 1" X 4"
18 01735 02 PARAFUSO SEXT.8.8 1" X 5.1/2"
19 04174 06 ARRUELA LISA 5/16"
20 01601 06 PARAFUSO SEXT.8.8 5/16" X 1"
21 S1-033648-000 01 NIPLE BCI-200 / 300 H/S

[Link]
14
IMIC
Beneficiando o futuro.

A3-022150-000 - CONJUNTO DA TRANSMISSAO BCI 300

[Link]
15
IMIC
Beneficiando o futuro.

A3-022150-000 - CONJUNTO DA TRANSMISSAO BCI 300


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
01 S1-022021-000 01 EIXO DA TRASMISSAO BCI-300
02 17817 02 BUCHA DA CARCACA DA TRANSMISSAO SAE-67 BCI-300
03 S1-022019-000 01 IMPULSOR DE OLEO BCI-300
04 S1-022016-000 01 TAMPA DA TRANSMISSAO BCI-300
05 S1-022117-000 01 POLIA MOVIDA 6 CANAIS PERFIL "8V" BCI-300
06 S1-022127-000 01 BUCHA DA POLIA MOVIDA E MOTORA BCI-300
07 S1-022131-000 01 CHAVETA DA POLIA MOVIDA E MOTORA BCI-300
08 03943 03 PARAFUSO ALLEN 5/8" X 1.1/2"
09 07616 1,3 PAPELAO GUARNITAL 0,8MM
10 S1-022009-000 01 CARCACA DA TRANSMISSAO BCI-300
11 07616 1,6 PAPELAO GUARNITAL 0,8MM
12 17286 01 PINHAO 26 DENTES BCI-300
13 S1-022136-000 01 CHAVETA DO PINHAO BCI-300
14 18981 01 ANEL DE SEGMENTO BCI-200H/S & BCI-300H/S
15 05123 01 TAMPAO 1" NPT
16 17816 08 PINO GUIA PARALELO DIAM.10 X 40 DIN-28734
17 15032 01 TAMPAO COM SEXTAVADO INT. 1" NPT
18 25601 01 ANEL ORING DIAM.5,33 X DIAM. INT.380,37MM
19 14895 01 ANEL DE TRAVA BE 100MM
20 03944 06 PARAFUSO ALLEN 5/8" X 2"

[Link]
16
IMIC
Beneficiando o futuro.

AC-034050-000 - CILINDRO HIDRÁULICO BCI-300/400

[Link]
17
IMIC
Beneficiando o futuro.

AC-034050-000 - CILINDRO HIDRÁULICO BCI-300/400


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
01 S1-034046-000 01 CAMISA DO CILINDRO ATUADOR DE DESCARGA BCI-300/400
02 S1-034043-000 01 EMBOLO ATUADOR DE DESCARGA BCI-300/400
03 S1-034044-000 01 TAMPA DA CAMISA ATUADOR DE DESCARGA BCI-300/400
04 S1-034023-000 01 HASTE ATUADOR DE DESCARGA BCI-300/400
05 S1-034046-000 01 PORCA ESPECIAL ATUADOR DE DESCARGA BCI-300/400
06 S1-034326-000 01 PORCA ESPECIAL INFERIOR
07 S1-033800-000 01 PINO DE TRAVA DO CILINDRO HIDRAUL. BCI-200/300/400
08 23353 01 PROTECAO SANFONADA DO ATUADOR DE DESCARGA
09 S1-053674-000 01 ARRUELA DE BORRACHA DO CILINDRO BCI 300H
10 23109 01 RASPADOR D-3500 ØINT. 3.1/2" X ØEXT. 4" X H 1/4"
11 23110 01 GAXETA 37503500-625B ØI. 3.1/2"XØE.4.1/4"XH 5/8"
12 23111 02 ANEL GUIA MOLYGARD W2-3750-500
13 23112 01 ANTI-EXTRUSAO 8-443 N1444-90
14 23113 01 ANEL O'RING 2-235 ØINT. 78,97 X Ø3,53
15 23114 02 GAXETA 50007000-750B ØINT. 7" X ØEXT. 8" X H 3/4"
16 23115 02 ANEL GUIA MOLYGARD W2-8000-500
17 22957 02 CONTRA PINO 5/16" X 3"
18 18852 01 ABRACADEIRA AJUSTAVEL 76-95 FLEXIL
19 23352 01 ABRACADEIRA AJUSTAVEL 241-260 FLEXIL
20 28141 01 ANEL O'RING Ø5 X ØINT. 220

[Link]
18
IMIC
Beneficiando o futuro.

CE-040137-000 - CONJUNTO GERAL BRITADOR CÔNICO BCI-300H DR

[Link]
19
IMIC
Beneficiando o futuro.

CE-040137-000 - CONJUNTO GERAL BRITADOR CÔNICO BCI-300H DR


Pos. CÓDIGO Qtd. DESCRIÇÃO
01 BR-040136-000 01 BRITADOR CONE BCI-300HA
02 AC-023623-000 01 PROTECAO DAS CORREIAS BCI-300
03 S1-022811-000 01 POLIA MOTORA 6 CANAIS PERFIL "8V" BCI-300
04 S1-022127-000 01 BUCHA DA POLIA MOVIDA E MOTORA BCI-300
05 S1-022131-000 01 CHAVETA DA POLIA MOVIDA E MOTORA BCI-300
06 ES-023770-000 01 BASE DO BRITADOR BCI-300
07 18369 08 CORREIA EM V-PERFIL 8V 1320
08 01030 01 MOTOR ELET.300CV 4P 4T
09 10358 04 AMORTECEDOR DE VIBRACAO RB 1.166.63 - TRV
10 01734 04 PARAFUSO SEXT.8.8 1" X 5"
11 02091 12 ARRUELA LISA 1"
12 02068 08 PORCA SEXT.8.8 1"
13 15087 04 PORCA SEXT. BAIXA 1"
14 01673 03 PARAFUSO SEXT.8.8 5/8" X 2"
15 01733 04 PARAFUSO SEXT.8.8 1" X 4.1/2"
16 01674 04 PARAFUSO SEXT.8.8 5/8" X 2.1/2"
17 02088 11 ARRUELA LISA 5/8"
18 02066 04 PORCA SEXT.8.8 5/8"
19 01653 16 PARAFUSO SEXT.8.8 1/2" X 1.1/2"
20 S1-031923-000 08 CHAPA DE FIXAÇÃO DO AMORTECEDOR VIBRAÇÃO BR1.166.63
21 01612 32 PARAFUSO SEXT.8.8 1/2” X 1”

[Link]
20
Britador Cone - Linha H
De série:
• Motores elétricos conforme especificações de
Engenharia;
• Proteções para as partes girantes;
• Rolamentos FAG/SKF;
• Circuito hidráulico completo;
• Cesto de material;
• Correia de acionamento;
• Chassi básico.

Opcionais:
• Estrutura de sustentação;
• Bica de finos;
• Plataforma de manutenção;
• Painel elétrico.
L

A2 A1

C
FICHA TÉCNICA BRITADOR CÔNICO IMIC - BCI

Data: / / Orçamento: Solicitação:

Dados do Britador
TAG:
Modelo: 150 200 300 400 Tipo: H S

Caracteristica do Material
Tipo
Ti ded Material:
M t i l Peso
P Específico:
E ífi ton/m³
t / ³
Alimentação (mm):
BCI-150H Até 35 Até 60 Até 80
BCI-200H Até 45 Até 80 Até 130
BCI-300H Até 65 Até 100 Até 155
BCI-400H Até 75 Até 120 Até 190
BCI-200S Até 195 Até 240 Até 275
BCI-300S Até 300 Até 310 Até 330

4 5 6 8 10 13 16 19 22 25 29 32 35 38 41 44 48 51 54
Produto (mm):

Configuração
Revestimento: EC C MC M F Manta: A B
Anel de Enchimento: Nenhum C MC M MF F

Bucha Excêntrica:
BCI-150H BCI-200H BCI-300H BCI-400H BCI-200S
13-16-18 16-19-22 16-20-24 18-20-24-28 16-20-25-30
18-20-22 22-25-29 24-28-32 28-32-36-40 BCI-300S

22-25-28 29-32-34-36 32-36-40-44 40-44-48-50 20-25-30-36


13 16 18 19 20 22 24 25 28 29 30 32 34 36 40 44 48 50
Posição da Chaveta:

Motor: Sim cv Polos Não


Polias: Motora Sim Não Movida Sim Não
Correias: Padrão Não Tipo
Proteção: Padrão Não Projeto
Cesto (alimentação): Padrão Não Projeto
Bica de Descarga: Padrão Não Projeto
Base: Transporte Sem Passadiço Com Passadiço Projeto
C
Cor: P d ã IMIC
Padrão Cli t
Cliente
Painel de Operação: Sim Não
Peças Sobressalentes e Acessórios: Sim. (Lista em anexo) Não
IMIC
Beneficiando o futuro.

TERMO DE GARANTIA IMIC - PRODUTOS NOVOS E USADOS


Garantia para Equipamentos e Peças Novas
Este Certificado de Garantia abrange os produtos IMIC, incluindo peças e equipamentos, contra quaisquer defeitos
de material e/ou fabricação por um período de 90 (noventa) dias para peças e 365 (trezentos e sessenta e cinco)
dias ou 2600 (duas mil e seiscentas) horas para equipamentos novos, prevalecendo o que ocorrer primeiro, a
partir da data de emissão da nota fiscal e/ou da data de embarque do item. Esta garantia é válida para produtos
adquiridos e instalados no território brasileiro.

Garantia para Equipamentos Usados


Este termo de garantia cobre os produtos IMIC (peças e equipamentos) contra qualquer defeito de material e/ou
fabricação dentro de um período de 90(noventa) dias para peças e 180 dias (cento e oitenta dias) ou 1300 horas
para equipamentos usados, prevalecendo o que ocorrer primeiro, a contar da data de emissão da nota fiscal, sendo
válida para produtos adquiridos e instalados em território brasileiro.

Condições da Garantia:
• Durante o período de garantia estabelecido neste certificado, a IMIC compromete-se a reparar ou, quando
aplicável, substituir as peças e/ou equipamentos fornecidos que apresentem, comprovadamente, defeitos de
fabricação de sua exclusiva responsabilidade.

• O prazo para substituição ou reparo da peça e/ou equipamento em garantia será acordado entre as partes,
considerando as condições e características de cada fornecimento. A garantia abrange a substituição da peça
e/ou de todo ou parte do equipamento defeituoso, desde que, a critério do nosso técnico especializado, se
constate que o defeito ocorreu em condições normais de uso.

• A garantia perde automaticamente seu efeito se a peça e/ou equipamento sofrer qualquer tipo de dano
causado por acidente, agentes da natureza, uso abusivo, desacordo com as instruções da IMIC, apresentar
sinais de violação por pessoas não autorizadas pela IMIC, desgaste natural, falta de lubrificação, montagem
inadequada realizada por terceiros, remoção ou transferência de qualquer parte ou de todo equipamento do
local inicial de operação / instalação sem a prévia autorização da IMIC ou armazenagem inadequada.

• Caso seja necessário o deslocamento de profissionais da IMIC, e se constate que a peça e/ou equipamento
não é objeto de garantia, por qualquer dos motivos expostos neste certificado, a contratante deverá arcar com
os custos de deslocamento, alimentação e hospedagem, além do custo das horas despendidas, conforme
tabela vigente na IMIC.

• A garantia do equipamento fica cancelada se, em qualquer momento durante a vigência da mesma, forem
utilizadas peças que não sejam originais ou autorizadas pela IMIC.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

• A garantia da peça e/ou equipamento, ou de suas partes, reparadas ou substituídas, termina


juntamente com a garantia original. A eventual ocorrência de quaisquer defeitos na peça e/ou
equipamento fornecido pela IMIC não implica, sob hipótese alguma, em responsabilidade da IMIC por
perdas, danos diretos ou indiretos, inclusive lucros cessantes que possam resultar desses defeitos.
O reparo ou substituição das peças durante o período de garantia não prorrogará o prazo da garantia original,
e toda e qualquer peça e/ou equipamento ou parte dele substituída em garantia se torna propriedade da IMIC.

• Em caso de falha e/ou defeito, a contratante deverá notificar imediatamente a IMIC.

• Este Certificado de Garantia não cobre despesas de frete de peças e/ou equipamentos.

• Caso haja algum débito do comprador junto à IMIC, referente ou não ao equipamento em análise de garantia,
a garantia será suspensa durante o período desse débito e expirará automaticamente após ultrapassar o prazo
inicial de garantia de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.

• A entrega técnica é obrigatória; caso não ocorra, o cliente perderá a garantia dos equipamentos em qualquer
tipo de falha. O cliente deverá entrar em contato para agendar com o setor responsável assim que a máquina
estiver instalada na área de operação. Os custos de deslocamento e as horas de mão de obra dos técnicos
para a realização do start-up estão inclusos no fornecimento da IMIC.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

ANEXOS:

[Link]
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

DATA BOOK

UNIDADE HIDRÁULICA
BCI-300H

BELO HORIZONTE – JANEIRO DE 2023

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

DESENHO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

DIAGRAM HIDRÁULICO

,
IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

MANUAL DE MONTAGEM E MANUTENÇÃO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

CATÁLOGOS

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

ACOPLAMENTO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

MOTOR ELÉTRICO - 5CV

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

FILTRO DE RETORNO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

FILTRO DE AR

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

VISOR DE NÍVEL

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

VALVULA ISOLADORA DE MANÔMETRO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

MANÔMETRO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

VALVULA CONTROLADORA DE PRESSÃO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

VALVULA DIRECIONAL

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

VÁLVULA DE RETENÇÃO (COMANDO)

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

VÁLVULA DE RETENÇÃO (LUBRIFICAÇÃO)

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

VÁLVULA DE ESFERA

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

BOMBA DE ENGRENAGENS

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

TAMPA DE INSPEÇÃO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

FLANGE DE LIGAÇÃO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

BLOCO MANIFOLD

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

SENSOR DE NÍVEL

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

PRESSOSTATO (0 a 25 BAR)

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

PRESSOSTATO (0 a 250 BAR)

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

RESISTÊNCIA ELÉTRICA

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

CHAVE DE FLUXO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

TERMOSTATO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

TROCADOR DE CALOR

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

RELATÓRIO DE TESTE

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

FOTOS

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
DISTRIBUIDOR AUTORIZADO

IMIC
FLUID CONTROL Av. João Samaha, 155 - São João Batista, Belo Horizonte - MG, 31515-250–
TEL. (31) 3457-4948
IMIC
Beneficiando o futuro.

MANUTENÇÃO
DOS MOTORES
WEG

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

1.0 - MANUTENÇÃO - MANUAL WEG

1.1 - LIMPEZA

Os motores devem ser mantidos limpos, isentos de poeira, detritos e óleos. Para limpá-los, deve-se utilizar
o jateamento de ar comprimido, soprando a poeira da tampa defletora e eliminando toda acumulação de pó contida
nas pás do ventilador e nas aletas de refrigeração.
Em motores com proteção IP55, recomenda-se uma limpeza na caixa de ligação. Esta deve apresentar os
bomes limpos, sem oxidação, em perfeitas condições mecânicas e sem depósito de pó nos espaços vazios. Em
ambiente agressivo, recomenda-se utilizar motores com grau de proteção IPW55.

Rolamento
Carcaça Forma construtiva
Dianteiro Traseiro
Motores totalmente fechados com ventilador externo
63 6201 ZZ 6201 ZZ
71 6203 ZZ 6202 ZZ
80 6204 ZZ 6203 ZZ
90 S 6205 ZZ 6204 ZZ
90 L 6205 ZZ 6204 ZZ
100 L 6206 ZZ 6205 ZZ
112 M 6307 ZZ 6206 ZZ
132 S 6308 ZZ 6207 ZZ
132 M 6308 ZZ 6207 ZZ
160 M 6309-C3 6209 Z-C3
160 L 6309-C3 6209 Z-C3
180 M TODAS 6311-C3 6211 Z-C3
180 L 6311-C3 6211 Z-C3
200 L 6312-C3 6212 Z-C3
200 M 6312-C3 6212 Z-C3
225 S/M 6314-C3 6314-C3
250 S/M 6314-C3 6314-C3
6314-C3* 6314-C3
280 S/M
6316-C3 6316-C3
6314-C3* 6314-C3
315 S/M
6319-C3 6316-C3
6314-C3* 6314-C3
355 M/L
6322-C3 6319-C3
Tabela 1.1 a - Rolamento por tamanho de motor

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Rolamento
Carcaça Forma construtiva
Dianteiro Traseiro
Motores totalmente fechados com ventilador externo
143T
6205-ZZ 6204-ZZ
145T
W182/4T 6206-ZZ
182T
6307-ZZ 6206-ZZ
184T
W213/5T
213T 6308-ZZ 6207-ZZ
215T
W254/6T
254T 6309-C3 6209-Z-C3
256T
284T
284TS
6311-C3 6211-Z-C3
286T
286TS
324T
324TS
6312-C3 6212-Z-C3
326T
326TS
364/5T
TODAS 6314-C3
364/5TS
404/5T NU316-C3 6314-C3

404/5TS 6314-C3

444/5T NU319-C3 6316-C3


444/5TS 6314-C3
447T NU319-C3 6316-C3
447TS 6314-C3
449T NU322-C3 6319-C3
449TS 6314-C3
504/5T NU319-C3 6316-C3

504/5TS 6314-C3

586/7T NU322-C3 6319-C3

586/7TS 6314-C3

5008T NU322-C3 6319-C3

5008TS 6314-C3

Tabela 1.1 b - Rolamento por tamanho de motor (NEMA T)

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Rolamento
Carcaça Forma construtiva
Dianteiro Traseiro
80 S MS 6207 ZZ 6207 ZZ
80 M MS 6307 ZZ 6207 ZZ
B3
80 L MS 6307 ZZ 6207 ZZ
90 L MS 6308 ZZ 6208 ZZ
Tabela 1.1 c- Rolamento para motosserra

Rolamento
Carcaça Forma construtiva
Dianteiro Traseiro
MOTORES ABERTOS A PROVA DE PINGOS
48 B 6203 ZZ 6202 ZZ
56 A 6204 ZZ 6203 ZZ
56 B TODAS 6204 ZZ 6203 ZZ
56 C 6204 ZZ 6203 ZZ
56 H 6204 ZZ 6203 ZZ
Tabela 1.1 d - Rolamento para motores carcaça NEMA

**Somente para motores II polosTabela 1.1 d - Rolamento para motores carcaça NEMA

1.2 - LUBRIFICAÇÃO

Os motores até a carcaça 132 são fornecidos com rolamentos ZZ não possuem graxeira, enquanto que para
motores da carcaça 160 até a carcaça 200 o pino graxeira é opcional. Acima desta carcaça (225 à 355) é normal de
linha a presença do pino graxeira. A finalidade de manutenção, neste caso, é prolongar o máximo possível, a vida
útil do sistema de mancais.

A manutenção abrange:
a) observação do estado geral em que se encontram os mancais;
b) lubrificação e limpeza;
c) exame minuncioso dos rolamentos.

O controle de temperatura num mancal também faz parte da manutenção de rotina. Sendo o mancal lubri-
ficado com a graxa indicada na placa de identificação ou conforme tópico 9.4. Os rolamentos devem ser lubrificados
para evitar o contato metálico entre os corpos rolantes e também para proteger os mesmos contra a corrosão e
desgaste.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

1.3 - INTERVALOS DE RELUBRIFICAÇÃO

A quantidade de graxa correta é sem duvida, um aspecto importante para uma boa lubrificação. A relubifica-
ção deve ser feita conforme os intervalos de relubrificação especificados na placa de identificação. Na relubrificação
inicial (após substituição dos rolamentos), consulte o fabricante de rolamentos ou a WEG para conhecer a quanti-
dade em gramas, ou realize o preenchimento somente dos espaços vazios dos corpos rolantes dos rolamentos.
Recomendamos utilizar uma balança para conhecer exatamente a quantidade em gramas que uma bom-
bada de sua engraxadeira é capaz de realizar. Desta maneira é possível conhecer o número exato de bombadas a
serem realizadas em uma relubrificação. Na ausência destas informações, o rolamento deve ser preenchido com
a graxa até a metade do seu espaço vazio (somente espaço vazio entre os corpos girantes). Na execução dessas
operações, recomenda-se o máximo de cuidado e limpeza, com o objetivo de evitar qualquer penetração da sujeira
que possa causar danos no rolamento.

Motores especiais possuirão características especiais de lubrificação. Desta maneira


consulte a placa de identificação do motor, para conhecer o lubrificante, tipo de rolamen-
to e a quantidade em gramas necessária para cada rolamento. Caso o motor não possua
placa de identificação, consulte a WEG.

OBSERVAÇÃO

Os rolamentos ZZ que vão de 6201 ao 6308 não necessiram ser lubrificados pois sua vida útil está em torno
de 20.000 horas, ou seja, no período da sua substituição.

As tabelas 9.2a e 9.2b se destinam ao período de relubrificação para temperatura do mancal de 70 ºC (para
rolamento até 6312 e NU 312) e temperatura de 85 ºC (para rolamentos 6314 e NU 314 e maiores).

Para cada 15 ºC de elevação, o período de lubrificação se reduz à metade. Os período citados nas tabelas
abaixo, são para uso de graxa Polyrex e não servem para aplicações especiais.

Os motores, quando utilizados na posição vertical, tem seu intervalo de relubrificação reduzido em 50% em
relação aos motores utillizados na posição horizontal.

Como proteção do motor elétrico, recomenda-se a utilização de sensores de temperatura nos rolamentos
(lado acoplado e lado oposto ao acoplado). O valor da temperatura de alarme deverá ser no máximo 110 ºC e o
valor da temperatura de desligamento deverá ser no máximo 120 ºC. Em caso de dúvidas consulte a WEG.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Intervalo de relubrificação (horas de funcionamento)

Rolamento II Polos IV Polos VI Polos Graxa


60Hz 50Hz 60Hz 50Hz 60Hz 50Hz (g)
6209 18400 20000 20000 20000 20000 20000 9
Série 62

6211 14200 16500 20000 20000 20000 20000 11


6212 12100 14400 20000 20000 20000 20000 13
6309 15700 18100 20000 20000 20000 20000 13
6311 11500 13700 20000 20000 20000 20000 18
6312 9800 11900 20000 20000 20000 20000 21
Série 63

6314 3600 4500 9700 11600 14200 16400 27


6316 - - 8500 10400 12800 14900 34
6319 - - 7000 9000 11000 13000 45
6322 - - 5100 7200 9200 10800 60

Intervalo de relubrificação (horas de funcionamento)

Rolamento VIII Polos X Polos XII Polos Graxa


60Hz 50Hz 60Hz 50Hz 60Hz 50Hz (g)
6209 20000 20000 20000 20000 20000 20000 9
Série 62

6211 20000 20000 20000 20000 20000 20000 11


6212 20000 20000 20000 20000 20000 20000 13
6309 20000 20000 20000 20000 20000 20000 13
6311 20000 20000 20000 20000 20000 20000 18
6312 20000 20000 20000 20000 20000 20000 21
Série 63

6314 17300 19700 19700 20000 20000 20000 27


6316 15900 18700 18700 20000 20000 20000 34
6319 14000 17400 17400 18600 18600 20000 45
6322 11800 15100 15100 15500 15500 19300 60

Tabela 1.2 a - Intervalo de lubrificação e quantidade de graxa para rolamentos. Rolamentos fixos de uma carreira de esferas -
Séries 62 / 63

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Intervalo de relubrificação (horas de funcionamento)

Rolamento II Polos IV Polos VI Polos Graxa


60Hz 50Hz 60Hz 50Hz 60Hz 50Hz (g)
NU 309 9800 13300 20000 20000 20000 20000 13
NU 311 6400 9200 19100 20000 20000 20000 18
NU 312 5100 7600 17200 20000 20000 20000 21
Série NU 3

NU 314 1600 2500 7100 8900 11000 13100 27


NU 316 - - 6000 7600 9500 11600 34
NU 319 - - 4700 6000 7600 9800 45
NU 322 - - 3300 4400 5900 7800 60
NU 324 - - 2400 3500 5000 6600 72

Intervalo de relubrificação (horas de funcionamento)

Rolamento VIII Polos X Polos XII Polos Graxa


60Hz 50Hz 60Hz 50Hz 60Hz 50Hz (g)
NU 309 20000 20000 20000 20000 20000 20000 13
NU 311 20000 20000 20000 20000 20000 20000 18
NU 312 20000 20000 20000 20000 20000 20000 21
Série NU 3

NU 314 15100 16900 16900 19300 19300 20000 27


NU 316 13800 15500 15500 17800 17800 20000 34
NU 319 12200 13700 13700 15700 15700 20000 45
NU 322 10700 11500 11500 13400 13400 17300 60
NU 324 10000 10200 10200 12100 12100 15000 72

Tabela 1.2 b - Intervalo de lubrificação e quantidade de graxa para rolamentos. Rolamentos fixos de rolos - Série NU 3.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

1.4 - QUALIDADE E QUANTIDADE DE GRAXA


É importante que seja feita uma lubrificação correta, isto é, aplicar a graxa correta e em quantidade ad-
equada, pois uma lubrificação deficiente tanto quanto uma lubrificação excessiva, trazem efeitos prejudiciais. A
lubrificação em excesso pode acarretar elevação de temperatura, do mancal, devido a um aumento na resistência
ao movimento das partes rotativas e a um aumento na resistência térmica de transferência de calor, prejudicando
as características da graxa de lubrificação. Isto pode provocar vazamento da graxa para o interior do motor com
depósito sobre as bobinas ou outras partes do motor. Graxas de bases diferentes nunca deverão ser misturada.

Nome Comercial Fabricante Grau NLGI Carcaça Temperatura


Mobil Polyrex EM 103 ExxonMobil 3 63 - 355 - 30 a 170

NOTA * : Em caso de indisponibilidade da Mobil Polyrex EM 103, a graxa abaixo podera ser utilizada para aplica-
ções normais.

Mobil Polyrex EM ExxonMobil 2 63 - 355 - 30 a 170


Tabela 9.3 - Graxas para utilização de motores normais

* Para motores em posição vertical e motores que operam em altas velocidades (EX. 02 polos), utilizar preferencial-
mente a Mobil Polyrex EM 103.

NOTA: Mobil Polyrex EM 103 e Mobil Polyrex EM são graxas da mesma série de produtos e são completamente
compatíveis entre si.

As graxas Mobil Polyrex EM 103 e Mobil Polyrex EM contam com um avançado espessante a base de poliuréia,
agindo em conjunto com uma tecnologia recentemente desenvolvida e patenteada, que assegura o desempenho e
proteção dos rolamentos. Suas principais características de desempenho são:
• Vida útil mais longa e confiável, mesmo sob altas temperaturas;
• Maior durabilidade, mesmo quando sujeitas a esforços mecânicos de cisalhamento;
• Resistência a lavagem por água;
• Resistência a ferrugem e corrosão, mesmo quando em presença de água;
• Devido ao maior grau de consistência NLGI 3, a graa Mobil Polyrex EM 103 permite cobrir com vantagens,
uma grande gama de aplicações, inclusive motores em posição vertical, motores que operam em altas veloci-
dades, dentre outras.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

1.5 - INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO


A lubrificação ideal aos rolamentos seria obtida injetando toda a quantidade de graxa necessária, com
o motor em operação. Isto garantiria uma melhor distribuição uma melhor distribuição e aproveitamento da nova
graxa. No entanto como isto não é possível em alguns locais devido a quesitos de segurança, recomendamos:
• Após parado o motor, adicione 50% da graxa;
• Coloque o motor em operação por aproximadamente um minuto;
• Pare o motor novamente;
• Adicione os 50% restantes de graxa, e recoloque o motor em operação
OBS.: Antes de qualquer lubrificação, limpe o pino graxeiro com um pano de algodão. Caso o motor não possua
mais a proteção do pino graxeiro, após a relubrificação, é recomendado deixar uma pequena quantidade de graxa
sobre o pino graxeiro, com o intuito de proteger contra a entrada de contaminantes.

1.6 - SUBSTITUIÇÃO DE ROLAMENTOS


A desmontagem de um motor para trocar um rolamento somente deverá ser feita por pessoal qualificado.
A fim de evitar danos aos núcleos, será necessário, após a retirada da tampa do mancal, calçar o entreferro entre o
rotor e o estator, com cartolina de espessura correspondente.

Figura 9.1 - Extrator de rolamentos

A desmontagem dos rolamentos não é difícil, desde que sejam usadas ferramentas adequadas (extrator de
rolamentos). As garras do extrator deverão ser aplicadas sobre a face lateral do anel interno a ser desmontado, ou
sobre uma peça adjacente.
É essencial que a montagem dos rolamentos seja efetuada em condições de rigorosa limpeza e por pessoal
qualificado, para assegurar um bom funcionamento e evitar danificações.
Rolamentos novos somente deverão ser retirados da embalagem no momento de serem montados. Antes
da colocação do rolamento novo, se faz necessári verificar se o encaixe no eixo não apresenta senais de rebarba ou
sinais de pancadas. Os rolamentos não podem receber golpes diretos durante a montagem. O apoio para prensar
ou bater o rolamento deve ser aplicado sobre o anel interno.
Após a limpeza, proteger as peças aplicando uma fina camada de óleo protetivo nas partes usinadas a fim
de evitar oxidação.
Tomar cuidado quanto as batidas e/ou amassamento dos encaixes das tampas e da carcaça e na retirada
da caixa de ligação, evitando quebras ou achaduras na carcaça. Durante a remoção dos rolamentos, os mesmos
podem se danificar. Desta maneira, não é recomendada a reutilização dos rolamentos no processo de manutenção.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

IMPREGNAÇÕES:

Proteger as roscas da carcaça através de parafusos apropriados e os encaixes de apoio da caixa de ligação, co-
brindo com esmalte anti-aderente (ISO 287 - ISOLASIL).
O esmalte de proteção das partes usinadas deve ser retirado logo após a cura do virniz de impregnação. Esta op-
eração deve ser feita com a mão, sem uso de ferramentas cortantes.

MONTAGEM:

Fazer inspeção de todas as peças visando detectar problemas como trincas nas peças, partes encaixadas com
incrustações, roscas danificadas, etc.
Montar fazendo uso de martelo de borracha e bucha de bronze, certificando-se de que as partes encaixam entre
si perfeitamente. Os parafusos devem ser montados com as respectivas arruelas de pressão, sendo apertadas
uniformemente.
Em cada intervenção (abertura do motor), as vedações (ex: V’Ring, retentor, etc...) deverão ser substituídas. Para a
vedação labirinto taconite é necessário limpar os labirintos e repor graxa e para a vedação W33eal recomendamos a
substituição dos componentes de borracha além da inserção de nova quantidade de graxa.

TESTES:

Girar o eixo com a mão, observando problemas de arraste nas tampas e anéis de fixação.

MONTAGEM DA CAIXA DE LIGAÇÃO:

Antes da montagem da caixa de ligação, deve-se proceder a vedação das janelas de passagem de cabos na carca-
ça utilizando espuma auto - extinguível (1ª camada), e em motores à prova de explosão existe ainda uma segunda
camada composta de mistura de resina Epoxi ISO 340 com pó de quartzo.
O tempo de secagem da referida mistura é de 2 (duas) horas, período durante o qual a carcaça não deve ser movi-
mentada, devendo permanecer com as janelas (saída dos cabos) virada para cima.
Após a secagem, observar se houve uma perfeita vedação das janelas, inclusive na passagem dos cabos.
Ao montar a caixa de vedação, um cuidado especial no posicionamento da caixa de ligação deve ser observado
para que a junta de vedação não se dobre ou danifique, prejudicando a vedação do motor.

RECOMENDAÇÕES GERAIS
Qualquer peça danificada (trincas, amassamento
de peças usinadas, roscas defeituosas) deve ser
substituída não devendo em hipótese alguma ser
recupeada

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

2.0 - MOTOFREIO TRIFASICO

2.1 - DESCRIÇÃO GERAL

O motofreio consiste de um motor de indução acoplado a um freio monodisco, formando uma unidade com-
pacta e robusta. O motor de indução é totalmente fechado com ventilação externa, com as mesmas características
de robustez e desempenho da linha de motores.
O freio é constituído com poucas partes móveis, que assegura longa duração com o mínimo de manuten-
ção. A dupla face das pastilhas forma uma grande superfície de atrito, que proporciona pequena pressão sobre as
mesmas, baixo aquecimento e mínimo desgaste.
Além disso, o freio é resfriado pela própria ventilação do motor. A bobina de acionamento do eletroimã,
protegida com resina epoxi, funciona continuamente com tensões de 10% acima ou abaixo da nominal.
Sua alimentação é por corrente contínua, fornecida por uma ponte retificadora composta de diodos de silício
e varistores, que suprimem picos indesejáveis de tensão e permitem um rápido desligamento da corrente. A alimen-
tação em corrente contínua proporciona maior rapidez e uniformidade de operação de freio.

APLICAÇÕES:
• Máquinas-ferramenta;
• Teares;
• Máquinas de embalagem;
• Transportadores;
• Máquina de lavar e engarrafar;
• Máquinas de bobinar;
• Dobradeiras;
• Guindastes;
• Pontes-rolantes;
• Elevadores;
• Ajustes de rolos de laminadores;
• Máquinas gráficas

Enfim, em equipamentos onde são exigidos paradas rápidas por questão de segurança, posicionamento e economia
de tempo.
FUNCIONAMENTO DO FREIO:

Quando o motor é desligado da rede, o controle também interrompe a corrente da bobina e o eletroimã para
de atuar. As molas de pressão empurram a armadura na direção da tampa traseira do motor. As pastilhas, que estão
alojadas no disco de frenagem, são comprimidas entre as duas superfícies de atrito, a armadura e a tampa, freiando
o motor até que ele pare.
A armadura é atraíida contra a carcaça do eletroimã, vencendo a resistência das molas. As pastilhas ao fica-
rem livres deslocam-se axialmente em seus alojamentos ficando afastados das superfícies de atrito. Assim , termina
a ação de frenagem, deixando o motor partir livremente.
Opcionalmente pode ser fornecido disco de frenagem de lonas.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

INSTALAÇÃO

O motofreio pode ser montado em qualquer posição, desde que o freio não fique sujeito à penetração excessiva de
água, óleo, poeiras abrasivas, etc, através da entrada de [Link] montado na posição normal, o conjunto moto-
freio obedece o grau de proteção IP55* da ABNT.

* grau de proteção superior pode ser fornecido sob consulta.

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO

O motofreio WEG admite três sistemas de ligações, proporcionando frenagem lentas, médias e rápidas.

a) Frenagem Lenta

A alimentação da pontes reticadora da dobina do freio é feita

Figura 10.1 - Esquema de ligação para frenagem lenta

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

b) Frenagem média

Neste caso, intercala-se um contato para interrupção da corrente de alimentação da ponte retificadora no circuito de
CA. É essencial que este seja um contato auxiliar NA do próprio contator ou chave magnética do motor, para garantir
que se ligue ou desligue o freio simultaneamente com o motor.

Figura 10.2 - Esquema de ligação para frenagem média

c) Frenagem rápida

Intercala-se o contato para interrupção diretamente num dos fios de alimentação da bobina, no circuito CC. É ne-
cessário que este seja um contato auxiliar NA do próprio contator ou chave magnética.

Figura 10.3 - Esquema de ligação para frenagem rápida

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

ALIMENTAÇÃO DA BOBINA DO FREIO

Os sistemas de frenagem média e rápida permitem duas alternativas de alimentação:

a) Pelos terminais do motor

• Motor 220/380 V: ligar os terminais 2 e 6 do motor aos terminais 1 e 2 da ponte retificadora;


• Motor 220/380/440/760 V: ligar os terminais 1 e 4 do motor aos terminais 1 e 2 da ponte retificadora;
• Motor dupla polaridade 220 V;
• Alta rotação: ligar os terminais 4 e 6 do motor aos terminais 1 e 2 da ponte retificadora;
• Baixa rotação: ligar os terminais 1 e 2 do motor aos terminais 1 e 2 da ponte retificadora;
• Motor 440 V: ligar dois dos terminais do motor aos terminais 1 e 2 da ponte retificadora.

b) Alimentação independente

Para motores de outras tensões, ligar os terminais da bobina do freio a fonte independente de 24 Vcc, porém
sempre com interrupção simultânea com a alimentação do motor. Com alimentação independente, é possível fazer
eletricamente o destravamento do freio conforme figura 10.4.

Figura 10.4 - Esquema de ligação para alimentação independente

CONJUGADO DE FRENAGEM

Pode-se obter uma parada mais suave do motor diminuindo o valor do conjugado de frenagem, pela retirada de
parte das molas de pressão do freio.

IMPORTANTE!
As molas devem ser retiradas de maneira que as restantes permaneçam
simetricamente dispostas evitando que continue existindo fricção mesmo
após acionado o motor, e desgaste desuniforme das pastilhas.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

MANUTENÇÃO DO FREIO

Por serem de contrução simples, os motofreios praticamente dispensam manutenção, a não ser a ajusta-
gem periódica do entreferro.
Recomenda-se proceder uma limpeza interna, quando houver penetração de água, poeira, etc, ou por oca-
sião da manutenção periódica do motor.

AJUSTAGEM DO ENTREFERRO

Os motofreios são fornecidos com o entreferro inicial, ou seja, a separação entre a armadura e a carcaça
com o freio aplicado, pré-ajustado na fábrica em seu valor mínimo indicado na tabela 9.4.

Carcaça Entreferro Inicial (mm) Entreferro Inicial (mm)


71 0,2 - 0,3 0,6

80 0,2 - 0,3 0,6


90S-90L 0,2 - 0,3 0,6
100L 0,2 - 0,3 0,6
112M 0,2 - 0,3 0,6
132S-132M 0,3 - 0,4 0,8
160M-160L 0,3 - 0,4 0,8

Tabela 9.4

Com o desgaste natural das pastilhas, o entreferro aumenta gradativamente, não afetando o bom funciona-
mento do freio até que ele atinja o valor máximo indicado na tabela 9.4. Para reajustar o entreferro a seus valores
iniciais, procede-se como segue:
a) Retirar os parafusos de fixação e remover a tampa defletora.
b) Remover a conta de fixação
c) Medir o entreferro em três pontos, próximos aos parafusos de ajustagem, a qual é feita com um jogo de lâminas
padrão (espião).
d) Se a medida encontrada for maior ou igual ao valor máximo indicado, ou se as três leituras forem diferentes
entre si, prosseguir a ajustagem da seguinte maneira:
1 - Soltar as contraporcas e os parafusos de ajustagem
2 - Ajustar o entreferro ao seu valor inicial indicado na tabela 9.4, apertando por igual os três parafusos de
ajustagem. O valor do entreferro deve ser uniforme nos três pontos de medição e ser de tal forma, que a lâmina
padrão correspondente ao limite interior, penetre livremente em toda a volta, e a lâmina correspondente ao limite
superior não possa ser introduzida em nenhum ponto.
3) Apertar os parafusos de travamento até que sua porta fique apoiada na tampa do motor. Não apertar
em demasia
4) Apertar firmemente as contraporcas.
5)Fazer verificação final do entreferro, procedendo as medições conforme o item 2.
6) Recolher a cinta de proteção
7) Recolocar a tampa defletora, fixando com os parafusos.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

INTERVALOS PARA INSPEÇÃO E REAJUSTAGEM DO ENTREFERRO

O intervalo de tempo entre as reajustagens periódicas do entreferro, ou seja, o número de operações


de frenagem até que o desgaste das pastilhas leve o entreferro ao seu valor máximo, depende da carga, das
condições de serviço, das impurezas do ambiente de trabalho, etc.
O intervalo ideal poderá ser determinado pela manutenção, observando-se o comportamento prático do
motofreio nos primeiros meses de funcionamento, nas condições reais de trabalho. O desgaste das pastilhas
depende do momento de inércia da carga acionada.

A WEG dispõem de outras opções de freio para applicações mais rigorosas (ex: pontes
rolantes, tracionadores, redutores, etc...). Em caso de dúvidas, consulte a WEG

3.0 - PLACA DE IDENTIFICAÇÃO

A placa de identificação contém as informações que determinam as características construtivas e de


desempenho dos motores, que são definidas pela NBR-7094.

Codificação - LINHA WEG MOTORES


A codificação do motor elétrico WEG é expressa na 1ª linha de placa de identificação.

Figura 11.1 - Placa de identificação

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Linha 1: ~ Alternado
3 Trifásico
132S Modelo da carcaça
25MAR04 Data de fabricação
BM20035 Nº de série do motor (certidão de nascimento)

Linha 2: Motor de Indução - Gaiola Tipo de motor


Hz 60 Frêquencia de 60Hz
CAT N Categoria de Conjugado N

Linha 3: kW(cv) 7,5(10) Potência nominal do motor: 7,5kW (10cv)


RPM 1760 Rotação nominal do motor: 1760 rpm

Linha4: FS 1.15 Fator de serviço: 1.15


ISOL B Classe de isolamento: B
∆t K Elevação de temperatura *
Ip / ln 7,8 Relação de corrente de partida pela nominal: 7,8
IP55 Grau de proteção

* Quando não houver marcação, a elevação de temperatura é normalizada. Para classe de isolamento B, a eleva-
ção de temperatura é 80K.

Linha 5: 220/380/440 V Tensões nominais de operação: 220V ,380V ou 440V


26,4/15,3/13,2 A Correntes nominais de operação: 26,4A em 220V
15,3A em 380V
13,2A em 440V

Linha 6: REG S1 Regime de serviço S1: Contínuo


MAX AMB Máxima temperatura ambiente **
ALT m Altitude máxima **

** Quando não houver marcação, a temperatura ambiente máxima é 40ºC e a altitude máxima é 1000m.

Linha 7: REND.% Rendimento do motor em condições nominais


cos φ Y Fator de potência do motor em condições nominais
SFA Corrente no fator serviço, quando maior que 1,15.

Linha 8: ∆∆ - Esquema de ligação para tensão nominal de 220V


YY - Esquema de ligação para tensão nominal de 380V
∆ - Esquema de ligação para tensão nominal de 440V

Linha 9: 6308 - ZZ Tipo de rolamento dianteiro


6207 - ZZ Tipo de rolamento traseiro
MOBIL POLYREX EM Tipo de graxa utilizada nos rolamentos
64Kg Peso do motor

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Linha 10: Caracteriza a participação do produto no Programa Brasileiro de Etiquetagem, coordenado pelo
INMETRO e PROCEL.

Nota: A placa de identificação dos motores monofásicos podem ser diferentes, porém as informações constantes
na mesma são basicamente as mesmas,
4.0 - ARMAZENAGEM

Os motores não devem ser erguidos pelo eixo, mas sim pelo olhal de suspensão localizados na carcaça.
O levantamento ou depósito deve ser suave, sem choque, caso contrário, os rolamentos podem ser danificados.
Se os motores não forem imediatamento instalados, devem ser armazenados em local seco, isento de
poeira, gases, agentes corrosivos, dotados de temperatura uniforme, colocando-os em posição normal e sem
encostar neles outros objetos.
Motores armazenados por um período prolongado, poderão sofrer queda da resistência de isolamento e
oxidação nos rolamentos.
Os mancais e o lubrificante merecem importantes cuidados durante o período de armazenagem. Per-
manecendo o motor inativo, o peso do eixo do rotor tende a expulsar a graxa para fora da área entre as superfí-
cies deslizantes do rolamento, removendo a película que evita o contato metal - com - metal.
Como prevenção contra a formação de corrosão por contato nos rolamentos, os motores não deverão per-
manecer nas proximidades de máquinas que provoquem vibrações, e os eixos deverão ser girados manualmente
pelo menos uma vez por mês.

Recomenda-se na armazenagem de rolamentos:


• O ambiente deverá ser seco, umidade relativa não superior a 60%;
• Local limpo, com temperatura entre 10 ºC e 30 ºC;
• Empilhamento máximo de 5 caixas;
• Longe de produtos químicos e canalização de vapor, água ou ar comprimido;
• Não depositá-los sobre estrados de madeira verde, encostá-los em parede ou chão de pedra;
• Fazer rodízio de estoque, os rolamentos mais antigos devem ser utilizados primeiro;
• Rolamento de dupla placa de proteção não podem permanecer por mais de dois anos em estoque;
• Os rolamentos com 2 placas de proteção ZZ ou 2Z só devem ser estocados na posição vertical.

Com relação a armazenagem de motores:


• Para motores e em estoque, devem ter seus eixos periodicamente girados pelo menos uma vez por mês
para renovar a graxa na pista do rolamento.
• Com relação à resistência de isolamento, é difícil prescrever regras fixas para seu valor real uma vez que
ela varia com o tipo, tamanho, tensão nominal, qualidade e condição do material isolante usado, método de
construção e os antecedentes da construção da máquina.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Recomenda-se que sejam feitos registros periódicos que serão úteis como referência para se tirar conclusões
quanto ao estado em que a máquina se encontra.

Após 6 meses de estocagem recomendamos realizar teste (energizar) no motor para


verificar possíveis danos nos rolamentos. Recomendamos que os rolamentos e a graxa
sejam substituídos após 2 anos de estocagem.

A resistência de isolamento deverá ser checada antes do ínicio de operação através de um megômetro. O valor
mínimo recomendado para uma operação segura e confiável é de 100 MegaOhms. Caso o valor encontrado seja
menor, consulte o Assistente Técnico mais próximo ou a WEG.

5.0 - INFORMAÇÕES AMBIENTAIS

1 - EMBALAGEM

Os motores elétricos são fornecidos em embalagens de papelão, plástico e ou madeira. Estes materiais
são recicláveis ou reutilizáveis. Toda a madeira utilizada nas embalagens dos motores WEG provém de refloresta-
mento e não sofre tratamento químico para conservação.

2 - PRODUTO

Os motores elétricos, sob o aspecto construtivo, são fabricados essencialmente com metais ferrosos (aço,
ferro fundido), metais não ferrosos (cobre, alumínio) e plástico.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

6.0 - FALHAS EM MOTORES ELÉTRICOS

Análise de causas e defeitos de falhas em motores elétricos


Defeitos Possíveis Causas

• Excessivo esforço axial ou radial da correia;


• Eixo torto;
• Conexão errada;
Motor não consegue partir • Numeração dos cabos trocadas;
• Carga excessiva;
• Platinado aberto;
• Capacitor danificado;
• Bobina auxiliar interrompida.

• Ligação interna errada;


• Rotor falhado ou descentralizado;
Baixo torque de partida • Tensão abaixo da nominall;
• Frequência abaixo ou acima da nominal;
• Capacitância abaixo da especificada;
• Capacitores ligados em série ao invés de paralelos.

• Rotor falhado ou descentralizado;


• Rotor com inclinação de barras acima do especificado;
Conjugado máximo baixo
• Tensão abaixo da nominal;
• Capacitor permanentemente abaixo do especificado.

• Entreferro acima do especificado;


• Tensão acima do especificado;
• Frequência abaixo do especificado;
• Ligação interna errada;
Corrente alta a vazio • Rotor descentralizado ou arrastando;
• Rolamentos com defeito;
• Tampas com muita pressão ou mal encaixadas;
• Chapas magneticas sem tratamento;
• Capacitor permanente fora do especificado;
• Platinado / centrífugo não abrem.

• Tensão fora da nominal;


• Sobrecarga;
• Frequência fora da nominal;
Corrente alta em carga • Correias muito esticadas;
• Rotor arrastando no estator.

• Isolantes de ranhura danificados;


• Cabinhos cortados;
Resistência de isolamento baixa • Cabeça de bobina encostando na carcaça;
• Presença de umidade ou agentes químicos;
• Presença de pó sobre o bobinado.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Defeitos Possíveis Causas

• Excessivo esforço axial ou radial da correira;


• Eixo torto;
Aquecimento dos mancais
• Tampas frouxas ou descentralizadas;
• Falta ou excesso de graxa;
• Matéria estranha na graxa.
• Ventilação obstruída;
• Ventilador menor;
• Tensão ou frequência fora do especificado;
• Potor arrastando ou falhado;
Sobreaquecimento do motor • Estator sem impregnação;
• Sobrecarga;
• Rolamento com defeito;
• Partidas consecutivas;
• Entreferro abaixo do especificado;
• Capacitor permanente inadequado;
• Ligações erradas.

• Desbalanceamento;
• Eixo torto;
• Alinhamento incorreto;
• Rotor fora de centro;
Alto nível de ruído • Ligações erradas;
• Corpos estranhos no entreferro;
• Objetos presos entre o ventilador e a tampa defletora;
• Rolamentos gastos / danificados;
• Aerodinâmica inadequada.

• Rotor fora de centro, falhando, arrastando ou desbalanceado;


• Desbalanceamento na tensão da rede;
• Rolamentos desalinhados, gatsos ou sem graxa;
• Ligações erradas;
Vibração excessiva • Mancais com folga;
• Eixo torto;
• Folga nas chapas do estator;
• Problemas com a base do motor.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

O motor elétrico, de maneira geral, é um produto que possui vida útil longa, porém quanto ao seu des-
carte, a WEG recomenda que os materiais da embalagem e do produto sejam devidamente separados e encamin-
hados para reciclagem.
Os materiais não recicláveis deverão, como determina a legislação ambiental, ser dispostos de forma
adequada, ou seja, em aterros industriais, co-processados em fornos de cimento ou incinerados. Os prestadores
de serviço de reciclagem, disposição em aterro industrial, co-processamento ou incineração de resíduos deverão
estar devidamente licenciados pelo órgão ambiental de cada estado para realizar estas atividades.

DANOS EM ROLAMENTOS - MOTORES MONOFÁSICOS

O tempo de vida operacional do enrolamento de um motor elétrico monofásico depende de vários fatores,
como: especificação correta (tensão, frequência, número de pólos, grau de proteção, etc.), instalação e operação
correta, etc. Caso ocorra a queima de um motor elétrico, a primeira providência a se tomar é identificar a causa
(ou possíveis causas) da queima, mediante a análise do enrolamento danificado. É fundamental que a causa da
queima seja identificada e eliminada, para evitar eventuais novas queimas do motor. Identificada a causa mais
provável, o usuário deverá eliminá-la e/ou melhorar o sistema de proteção do motor. Para auxiliar na análise, as
fotos e o quadro abaixo apresentam as características de alguns tipos de queimas de enrolamentos e suas pos-
síveis causas.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Tabela de características da queima e possíveis causas

Característica da queima Possíveis Causas

• Falha do esmalte de isolação do fio;


Curto-circuito entre as espiras do enrolamento principal • Falha do verniz de impregnação;
• Contaminação interna do motor.

• Falha do esmalte de isolação do fio;


Curto-circuito entre as espiras do enrolamento auxiliar • Falha do verniz de impregnação;
• Contaminação interna do motor.

• Falha da chave comutadora de tensão quando posicionada


para alimentação na menor tensão;
Metade do enrolamento principal sobreaquecido • Picos de sobrecarga que chegam a provocar o fechamento da
chave centrífuga e do platinado com o motor alimentado na
tensão maior. A metade do enrolamento que queima é aquela
que não está em paralelo com o enrolamento auxiliar.

Curto-circuito entre o enrolamento principal e auxiliar em • Falha do esmalte de isolação do fio;


motor com capacitor de partida ou split-phase (motor sem • Falha do verniz de impregnação;
capacitor de partida • Contaminação interna do motor.

• Falha do material isolante entre enrolamento principal e


auxiliar;
Curto entre enrolamento principal auxiliar em motor capacitar
• Contaminação interna do motor;
permanente
• Degradação do material isolante por ressecamento devido ao
motor operar com alta temperatura.

• Falha no material isolante;


Curto-circuito na conexão • Contaminação interna do motor;
• Superaquecimento da conexão devido mal contato.
• Falha do esmalte de esolação do fixo;
• Falha do verniz de impregnação;
Curto-circuito na saída da ranhura ou curto-circuito no interior • Falha do material isolante;
da ranhura • Contaminação interna do motor;
• Rápidas oscilações na tensão de alimentação;
• Degradação do material isolante por ressecamento devido o
motor operar com alta temperatura.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Característica da queima Possíveis Causas

• Travamento do eixo da carga;


Rotor travado • Excessiva dificuldade na partida do motor (elevada queda de
tensão, inércia e/ou torque da carga muito elevado).

• Excesso de carga na ponta de eixo (permanente ou eventual /


periódico);
• Sobretensão ou subtensão na rede de alimentação (perman-
ente ou eventual / periódico);
• Cabos de alimentação muito longos e/ou muito finos;
• Conexão incorreta dos cabos de ligação do motor;
Sobreaquecimento do enrolamento principal em motor IP21 • Ventilação deficiente (temperatura ambiente elevada, motor
operando em local confinado, obstrução das entradas de ar da
carcaça do motor);
• Ciircuito auxiliar aberto;
• Motor com capacitor de partida: problema no capacitor, no
platinado ou no centrífugo;
• Motor com capacitor permanente: Problema no capacitor;
• Motor split-phase: problema no platinado ou no centrífugo.

• Excesso de carga na ponta de eixo (permanente ou eventual /


periódico);
• Sobretensão ou subtensão na rede de alimentação (perman-
ente ou eventual / periódico);
• Cabos de alimentação muito longos e/ou muito finos;
Sobreaquecimento do enrolamento principal em motor IP55 • Conexão incorreta dos cabos de ligação do motor;
• Ventilação deficiente (tampa defletora danificada ou obstruída,
sujeira sobre a carcaça, temperatura ambiente elevada, motor
operando em local confinado;
• Circuito auxiliar aberto: problema em capacitor, platinado ou
centrífugo.
• Excessivas partidas em tempo curto;
• Dificuldade na partida do motor (queda de tensão excessiva,
inércia ou torque da carga muito elevado), não permitindo a
Sobreaquecimento do enrolamento auxiliar em motor com rápida abertura do conjunto centrífugo / platinado, deixando a
capacitor de partida ou split-phase (motor sem capacitor) bobina energizada por muito tempo;
• Em motores IP22, a penetração de objetos estranhos no motor
pode também causar a não abertura do conjunto centrífugo
platinado;
• Conexão incorreta dos cabos de ligação do motor.

• Excessivas partidas em tempo curto;


Sobreaquecimento do enrolamento auxiliar de motor com • Dificuldade na partida do motor (queda de tensão excessiva,
capacitor permanente inércia e/ou torque da carga elevado);
• Conexão incorreta dos cabos de ligação do motor.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

O tempo de vida operacional do enrolamento de um motor elétrico trifásico depende de vários fatores,
como: especificação correta (tensão, frequência, número de pólos, grau de proteção, etc.), instalaão e operação
correta, etc. Caso ocorra a queima de um motor elétrico, a primeira providência a se tomar é identificar a causa
(ou possíveis causas) da queima, mediante a análise do enrolamento danificado. É fundamental que a causa da
queima seja identificada e eliminada, para evitar eventuais novas queimas do motor. Identificada a causa mais
provável, o usuário deverá eliminá-lo e/ou melhorar o sistema de proteção do motor. Para auxiliar na análise, as
fotos e o quadro abaixo apresentam as características de aluns tipos de queimas de enrolamento e suas possíveis
causas.

[Link]
IMIC
Beneficiando o futuro.

Tabela de características da queima e possíveis causas


Característica da queima Possíveis Causas

• Falha no esmalte de isolação do fio;


Curto-circuito entre espiras ou bobina ccurto-circuitana • Falha no verniz de impregnação;
• Contaminação interna do motor;
• Rápidas oscilações na tensão de alimentação.

• Falha no material isolante;


• Contaminação interna do motor;
Curto-circuito entre fases
• Degradação do material isolante por ressecamento pelo fato
do motor operar acima da sua classe térmica.

• Falha no material isolante


Curto-circuito na conexão • Contaminação interna do motor;
• Superaquecimento da conexão devido a mau contato.
• Falha no esmalte de esolação do fio;
• Falha no verniz de impregnação;
Curto-circuito na saída da ranhura ou curto-circuito no interior • Falha no material de isolamento;
da ranhura • Contaminação interna do motor;
• Rápidas oscilações na tensão de alimentação;
• Degradação do material isolante por ressecamento pelo fato
do motor operar acima da sua classe térmica.

• Oscilação violenta da tensão de alimentação, por exemplo,


devido a descarga atmosférica;
Pico de tensão • Surtos de monobra do banco de capacitotes;
• Motor acionado por inversor de frequência com alguns parâ-
metros incorretos (amplitude do pulso de tensão, rise time,
dV/dt, distância entre pulsos, frequência de chaveamento).
• Desequilibrio da tensão e/ou da corrente entre fases;
Desbalanceamento de tensão • Oscilação da tensão nas três fases;
• Falha no banco de capacitores.
• Travamento do eixo da carga;
Rotor travado • Excessiva dificuldade na partida do motor (excessivaa queda
de tensão, inércia e/ou torque de carga muito elevado).
• Carga excessiva acoplada na porta de eixo (permanente ou
eventual / periódica);
• Sobretensão ou subtençãp na rede de alimentação (perman-
ente ou eventual / periódica);
• Cabos de alimentação muito longos e/ou muito finos;
Sobreaquecimento • Excessivo número de partidas em um período de tempo muito
curto;
• Conexão incorreta dos cabos de ligação do motor;
• Ventilação deficiente ( tampa defletora danificada ou obstruída,
sujeira sobre a carcaça, temperatura ambiente muito elevada,
etc.)
• Queima de um fusível;
• Rompimento de um cabo de alimentação;
Falta de fase - motor ligado em estrela (queima de duas
• Queima de uma fase do transformador de alimentação;
fases) ou triângulo (queima de uma fase)
• Mau contato nos terminais de uma das fases do transformador;
• Mau contato nas conexões;
• Mau contato na chave, contator ou disjuntor.

[Link]
IMIC - Indústria Mecânica Irmãos Corgozinho
Rua São Francisco de Assis, 20 - Distrito Industrial - Sarzedo
Minas Gerais - Brasil - CEP: 32.450-000
Telefone: +55 31 3399-4400

[Link]

Você também pode gostar