Curso de Pós-Graduação Lato Sensu a Distância

Psicopedagogia: Pensamento Lógico Matemático – Recuperando o pensar ATIVIDADE AVALIATIVA – A1D08.

Aluna: Eleny Aparecida de Oliveira

“É importante destacar que a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio. de sua sensibilidade expressiva. vista pelos alunos sem funcionalidade em seu contexto e pouco compreendida a sua aplicabilidade na vida cotidiana. estimular a criatividade na busca de estratégias para resolver problemas. a capacidade de compreender. Trazendo para a sala de aula diferenciadas ferramentas básicas para classificar. os alunos já chegam à escola com conhecimentos. o professor. 2001). Porém. por exemplo. contextualizada. Até agora tivemos o século das máquinas e da tecnologia. quantificar e medir. Esta pode vir a ser uma maneira de sedução e encantamento para o saber matemático.PENSAMENTO LÓGICO MATEMÁTICO: DA HETERONOMIA À AUTONOMIA “O Raciocínio Lógico é cheio de desafios e prepara o ser humano para o próximo milênio. não desprezando as informações que trás de casa. construídas pelas experiências vivenciadas em seu grupo sociocultural. ordenar. de sua sensibilidade estética e de sua imaginação” (PCN's. desenvolvendo o raciocínio lógico. . “O conhecimento lógico-matemático é uma construção que resulta da ação mental da criança sobre o mundo. Vai vencer aquele que tiver instrumentais. Por isso. mas servindo-se deles para novas possibilidades de aprendizagem e conhecimentos.2001) O ensino da matemática deve ter como objetivos: desenvolver o raciocínio lógico. imaginar e extrapolar do aluno. Segundo Piaget (1976). O primeiro século do próximo milênio vai ser o do pensar.” (Jonofon Sérates) A matemática no âmbito escolar sempre foi uma disciplina temida. favorecendo assim a socialização e as interações do aluno com seu meio físico e social. precisa favorecer um ensino e uma aprendizagem significativa. não deve limitarse somente a estes conhecimentos prévios do aluno. Segundo os PCNS (Brasil. Logo. construído a partir de relações que a criança elabora na sua atividade de pensar o mundo. e também das ações sobre os objetos”. pensamentos lógicos. quem for criativo e inovador. ideias e intuições. instrumentalizar o aluno com ferramentas que aumentem sua motivação para a aprendizagem. o ensino da matemática deve ter como referência as experiências cotidianas do aluno.

acorrentará todo potencial cognitivo. que transmite aos seus alunos os conhecimentos de modo tradicional. Uma escola que não promove a autonomia do aluno estará reforçando heteronomia. Para Piaget. é responsável. acreditando que o professor que detém todo saber e que o aluno apenas reproduz o que lhe foi ensinado. temos as contribuições de J.Ainda encontramos. pois promovem a padronização do conhecimento. social e moral do aluno. passivamente. não havendo nenhuma interação aluno-professor. “obedientes” e a punição para os alunos que não estiverem dentro dos parâmetros impostos por ela. não apenas a difusão de conhecimentos. (Antonio Sérgio) A escola compreendida como um ambiente que promova a socialização. que ela construirá seus valores. sofrerá alguma sanção. Segundo Kamii. mas também no desenvolvimento moral do aluno. os valores morais são construídos a partir da interação do sujeito com os vários ambientes sociais em que está inserido e sendo na sua convivência diária. A pedagogia tradicional aplicada nas escolas é uma educação que ignora as experiências e as verdadeiras necessidades dos alunos. Se o aluno não se comportar. Porém. o campo moral desta escola usa a recompensa para os alunos “modelos”. . desconsiderando a comunicação como uma interação entre sujeitos da aprendizagem. onde o professor é o dono do conhecimento e transmite para seu aluno que. nos dias atuais. escolas sustentadas na ideia de que o professor é o centro do processo educativo. Repetindo e reforçando os conteúdos dos livros didáticos tal como estão neles impressos. é preciso que ocorra também a interação entre os processos de assimilação e acomodação. princípios e normas morais. absorve esses conhecimentos como se fosse uma "tabula rasa". Piaget (1896-1980) para que sejam formulados os conceitos de autonomia intelectual e moral. Nesse sentido. intelectual. principalmente com o adulto. se falar durante as aulas. ou seja. A heteronomia pode ser um processo de domesticação de bichos. Esta práxis educativa leva a escola a assumir um papel autoritário. que reúne grupos e que oportuniza a interação entre os sujeitos da aprendizagem. mas só na autonomia – e pela autonomia – se realiza uma verdadeira educação de homens. apenas memorizam. sendo aquele que ensina.

O jogo é uma “janela” da vida emocional da criança. mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual”. . Através dos jogos. os métodos ativos de educação das crianças exigem a todos que se forneça às crianças um material conveniente.Em sua teoria. portanto. a fim de que. se comprometem com as regras. Quando começam a jogar.160). Por isso é primordial o uso dos jogos no contexto escolar. pois o jogo constituiu-se em expressão e condição para o desenvolvimento infantil. onde a criança organiza o pensamento e o julgamento. a internalização de regras. promovem também um clima de discussão e troca entre alunos e professor. Quando alguém infringe uma regra.. Piaget acredita que os jogos são essenciais na vida da criança. Segundo Piaget (1976): “. o grupo todo aponta as injustiças. O jogo reflete e melhora o progresso da criança na escola. jogando. Além de sua importância nos intercâmbios afetivos das crianças entre elas ou com os adultos significativos (os pais e os professores). O desenvolvimento moral ocorre simultaneamente com o desenvolvimento lógico. Isso é governar a si próprio”. Por isso. (Piaget 1976. O jogo é. permanecem exteriores à inteligência infantil. sem isso. os jogos não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energias das crianças. entretanto o início da razão. elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais e que. já que as crianças quando jogam assimilam e podem transformar a realidade. Piaget defende que a inteligência não é inata. porque todos eles têm regras e as crianças devem decidir sobre as regras. pois este além de colaborarem para uma aprendizagem efetiva. Kamii diz: “Em um jogo você pode esperar por conflitos e essas situações conflituosas são importantes. promove-se a autonomia da criança.. fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. favorecendo a sua análise e não simplesmente corrigindo-os ou avaliando o produto final. p. pois ajuda na tarefa de consolidação do eu. pois as crianças precisam debater para chegar a um acordo sobre qual é a forma justa de jogar. Jogos em grupo são muito interessantes.. da afetividade e da moral é acontece progressivamente através de estágios sucessivos.. o raciocínio lógico. uma assimilação da real à atividade própria. O saber é construído e não imposto de fora. Psicologia Genética. sob as suas duas formas essenciais de exercício sensóriomotor e de simbolismo. o respeito mútuo.

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