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A Trindade

na
consagração
do Messias
EBD – IPBVIT
27 de Maio de 2018
Agenda

• Introdução
• A vinda do Filho
• A presença do Espírito
• A voz do Pai
• Conclusão
• Reflexão
Introdução

• O batismo de Jesus sempre foi alvo de muitas discussões


• Imersão ou aspersão?
• Arrependimento ou Consagração?
• Legalidade ou Ilegalidade?
• Cumprimento de tempos ou início de novos?
• Qual o sentido real do batismo de Jesus?
• Sabemos que o batismo de Jesus, marca o início de seu ministério
público
• E devemos entender que este inicio não foi uma espera de trinta
anos, e sim se iniciou antes da fundação do mundo – 1Pe 1:20, Ap
13:8
• Trindade dava início ao plano perfeito de remissão de um povo
A vinda do Filho

• Havia necessidade de se esperar 30 anos para consagração de Jesus?


• Porque Ele quis ser batizado publicamente?
• Alguns afirma que para se começar a exercer o ministério precisava
ter 30 anos – Nm. 4:30
• Mas esta ordem foi temporária, e logo seria reduzida para 25 anos –
Nm. 8:24 e posteriormente para 20 anos, conforme 1Cr. 23:24.
• Esta prática permanece mesmo após o cativeiro – Ed. 3:8
• Portanto não podemos afirmar que devido ao ministério sacerdotal
era necessário esperar 30 anos.
• A verdade é que não se sabe o porquê, mas sabemos que este foi o
tempo determinado por Deus e isto, deve ser o suficiente para nós.
• Outro ponto importante é o porquê do batismo.
A vinda do Filho

• O batismo que João praticava era de arrependimento – Mt 3:8.


• Se Jesus não havia pecado, porque precisava expressar uma ação de
arrependimento?
• Muitas explicações, são dadas: um rito de iniciação? Outra seria como
uma identificação dEle com os gentios, que eram iniciados no
judaísmo pelo batismo? Outra seria o reconhecimento por parte de
Jesus da autoridade de João e seu ministério.
• Há ainda uma corrente que pensa que esta foi uma atitude vicária
pelos pecados da humanidade
• Assim o batismo seria parte da obra redentiva que se consumaria com
a morte na cruz
• Contudo percebemos que não era um batismo de arrependimento,
pela própria recusa de João em faze-lo – Mt. 3:14
A vinda do Filho

• Mas as palavras de Jesus de Jesus o fizeram concordar – Mt. 3:15


• Como entender esta afirmação?
• A melhor maneira seria, que o batismo cumpria duas necessidades:
Manifestar Jesus publicamente e cumprir o que fora dito, que joão
anunciaria o Messias.
• Foi um passo necessário
• Ele não precisava arrepender-se, pois não tinha pecado a confessar,
mas ao batizar-se Ele assumiu o lugar de todo aquele que tinha
pecado
• Este ato prefigurou uma ato maior, o Calvário, cumprindo cabalmente
a vontade de Deus, sendo finalmente o substituto do pecador.
A presença do Espírito

• Assim que foi batizado Jesus “saiu” da água – Mt. 3:16


• Este texto ensejou a abertura de uma discussão sobre a forma do
batismo de Jesus
• Não há nada no texto que sugira ter sido imersão
• O fato de sair da água não significa estar imerso, bastava apenas estar
com os pés na água
• Além do fato que a palavra batismo não significa somente afundar, ela
pode ser usado no sentido de aspergir ou lavar, como em muito dos
dicionários.
• Outro ponto interessante seria a aceitação dos fariseus ao batismo, e
não obstaculizando a forma, já que todas a cerimonias de purificação
no AT eram por aspersão – Nm. 8:7, 19:18, Ez.36:25
• Como defensores ferrenhos da tradição, era de se esperar que se não
fosse um método tradicional haveria contestações
A presença do Espírito

• De qualquer forma nunca saberemos a exata maneira, mas o que


realmente importa que foi o que a água simbolizava, o Espírito Santo.
• O fato importante, ressaltado por Mateus, foi o derramamento do do
Espírito Santo sobre Jesus
• Alguns, no inicio do Cristianismo, defendiam que neste momento Jesus
deixou de ser um homem e assumiu sua divindade e este Espírito o teria
abandonado antes de sua morte – Mt. 15:34
• Estas interpretações equivocadas vem da dificuldade de se enteder porque
o Filho de Deus precisaria do Espírito Santo.
• Novamente não há uma resposta definitiva, mas sabemos que o Espírito
foi enviado para capacitá-lo – Mt. 12:28, At. 2:22
• Muitos se questionam se Ele não poderia realizar estes atos a partir de sua
própria divindade, mas a resposta é que TODA a Trindade participa da
obra redentiva, além de que o Messias (ungido) precisava da unção do
Espirito Santo, na confirmação da sua messianidade
A presença do Espírito

• Isto nos mostra a importância do Espirito Santo em nossa vida, se o


Filho de Deus precisou dele, quanto mais nós - Ef.5:18
• Quanto a forma assumida de uma pomba, também não temos o
porquê.
• O que podemos inferir é que o Espirito Santo desejava assumir uma
forma visível e representativa.
• A pomba nos remete a dois momentos na Bíblia: Noé soltou uma
pomba para ver se as águas do diluvio haviam baixado e pombas
eram usadas nos sacrifícios como oferta de pessoas mais pobres.
Além do fato da pomba representar pureza e bondade – Mt. 10:16
• Mas a parte mais significativa seria a menos percebida, o fato dos
céus se abrirem quando Jesus foi batizado, quando Jesus veio do céu
para terra e agora se abre o caminho da terra para o céu.
• Um caminho se abriu, um acesso ao Trono de Deus se deu.
A voz do Pai

• Além das manifestações de Jesus e do Espírito Santo, mais uma


presença se fez naquele dia: a do próprio Pai.
• Assim a Trindade se manifestou simultaneamente – Mt. 3:17
• Se nos últimos 400 anos a voz profética de Deus havia silenciado,
agora neste evento o próprio Deus falava diretamente dos céus
• Há um profundo significado na palavras proferidas
• Primeiramente Ele qualifica de quem fala e depois aponta o
relacionamento especial entre Eles
• Jesus veio ao mundo com a tarefa específica de salvar seu povo – Mt.
1:21
• No AT o caminho para o perdão era através dos sacrifícios, os animais
mortos no lugar precisavam ser aceitos por Deus
A voz do Pai

• Hebreus nos confirma que estes sacrifícios não podiam realizar


totalmente a obra da redenção – Hb. 10:1-4
• Porém em Jesus não havia qualquer coisa que fosse inaceitável, Deus
se comprazia dele.
• Ele era o cordeiro sem defeitos – 1 Pe 1:19
• O sacrifício perfeito!
• Sua perfeição, nos garante uma obra expiatória sem máculas e
definitiva
• Sua atitudes subiram ao Pai como aroma suave e propiciaram a ira de
Deus
Conclusão

• João quis convencer Jesus a desistir do batismo, entendia que era


menor que Ele, não fazia sentido na mente de João – Mt 3:14
• Mas a resposta de Jesus tem um significado, “deixa por enquanto” –
Mt. 3:15
• Jesus convenceu a João que convinha cumprir toda a justiça
• João entende toda extensão do que Jesus fala e o batizou – Jo. 3:29-
30
• Nem sempre é bem claro a participação da Trindade na obra da
Salvação
• No batismo de Jesus, desde do início, Pai, Filho e Espírito Santo
agiram conjuntamente
• Podemos entender no batismo de Jesus a unção do Espírito Santo
Conclusão

• O caráter de aceitação de Jesus por Deus para realização da obra da


salvação
• Antes do seu ministério público, Jesus precisava passar por uma
cerimônia pública, para seu reconhecimento
• O batismo por João foi escolhido por uam questão de cumprimento
de profecia.
• João foi determinado como precursor de Jesus
• Ele deveria participar do ato da manifestação pública de Jesus
• A relutância de João residia no fato dele saber que Jesus não carecia
de arrependimento
• O batismo de Jesus não tinha nada a ver com algum pecado de Jesus
e sim com o início do ministério da salvação
• Isto fica mais claro ainda quando Deus e o Espírito Santo participam
deste momento indicando Jesus como o ungido e autorizado
Aplicação - Reflexões

• A manifestação da Trindade no Batismo assegura-nos a veracidade da obra


da redenção
• O redentor da início ao seu ministério, será tentado, e resistirá ao maligno,
para logo após chamar seus discípulos.
• Jesus é o único nome que salva – At. 4:12, se Ele foi ungido com o Espírito
Santo, como testemunhamos do Salvador sem o Espírito Santo?
• Ele foi ungido para a missão – Lc. 4:16-21, assumindo publicamente quem
era. Como dar continuidade a este grande projeto sem encarar
multidões?
• Jesus veio em carne, mas declara sua eternidade – Jo. 8:56-58, como
anunciar o eterno como único caminho sem defender esses dois
elementos?
• Jesus tem autoridade para mandar fazer discípulos – Mt. 28:18-20 como
glorificá-lo nos tempos atuais e futuros?