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1ª Oficina Terapêutica

de Mandala

• Construção do Ser
• Construindo-me em
cores...
• Qual a minha cor?
• Como Eu me
desenho?
Construção do Ser
Construindo-me em cores...
Qual a minha cor?
Como Eu me desenho?
Autoconhecimento

Equilíbrio
Harmonia

Expansão da
Consciência
Paz Interior
O objetivo de Jung,
ao trabalhar com o uso de
Mandalas
foi, basicamente,
o processo da atividade criativa
a partir do estudo psicológico
e da estrutura
da produção artística.
A psicologia deveria se “contentar”
apenas
com o processo criativo
que se manifesta no indivíduo.
“A lei do mundo
é o movimento,
a lei do centro é a quietude.
Viver no mundo é
movimento, atividade,
dança. . .
(Thorwald Dethlefsen, 1984.)
. . . a nossa vida

é um dançar constante

ao redor do centro
(Thorwald Dethlefsen, 1984.)
Jung, Chevalier e Gheerbrant,
Samuels, Shorter e Plaut, oferecem-nos
auxílio para o entendimento do conceito
de mandala, que pode ser compreendida
como círculo mágico, símbolo
do centro,
da meta
do si-mesmo,
enquanto totalidade psíquica,
centralização da personalidade e
produção de um centro novo nela.
Para os lamas,
a verdadeira mandala é sempre
“uma imagem interior
gradualmente construída pela
imaginação ativa
nos momentos em que
o equilíbrio psíquico está perturbado,
ou quando um pensamento
não pode ser encontrado
e deve ser procurado porque
não está contido na
doutrina sagrada”.
Horta mandala
Óvulo
Gotas d’água
Somos feitos de
Mandalas...
De Freud aos tempos de agora, infalivelmente contatando
Jung.
Folder – programa...
Tema que caminha de Freud aos dias atuais. A mandala que se inicia com Freud. Ai vocês diriam: “mas Freud
não foi um mandaleiro... Freud não pintou mandala”.
E eu lhes respondo: Sim, Freud foi talvez, o precursor na terra, das mandalas. Porque nós conhecemos um dos seus
seguidores, talvez o mais importante deles, o mais falado, o mais conhecido - criador da psicologia analítica, o suíço
Carl Gustav Jung. Que, impulsinado pela teoria do Inconsciente, do mestre Freud, estudou as mandalas desde a sua
origem, de onde vieram, para que vieram, dando continuidade ao trabalho de auto investigação iniciado pelo mestre.
Um grande pesquisador e estudioso das mandalas, descobrindo-as como ferramenta de conhecimento do
INCONSCIENTE. Isto tudo é proposital. O próprio Céu utiliza-se desses recursos para nos ensinar. Freud no séc. XIX
inicia o trabalho de pesquisa da mente humana. Do inconsciente humano. Era um médico neurologista que foi
chamado a compreender a dor oculta em cada ser humano que o procurava em seu consultório médico. Condoído
daquela dor e condoído da própria dor que percebia no seu Ser, no seu íntimo, Freud dá inicio ao estudo que mais
tarde nós vamos conhecer com PSICANÁLISE – análise do psiquismo, análise do inconsciente, análise do oculto, do não
dito, do não falado, do não verbalizado, do não sabido. E ao realizar tal tarefa Freud aprofunda o seu olhar para
dentro de Si mesmo aonde ele vai encontrar o complexo de Édipo latente, os traumas da infância, as neuroses, as
psicoses, os mecanismos de defesa, os recalques, os reprimidos em si mesmo... Porque ele, como aquele filho pródigo
da parábola contada pelo Mestre, um dia “caiu em si e refletiu” e ao refletir proporciona ao mundo e à posteridade
que viria após ele, a psicanálise. Uma psicanálise que já nasce marginalizada, estigmatizada como são todos os que
transmitem uma linguagem diferente, fora do sistema, fora da caixa. Uma psicanálise que não é aceita pelos
acadêmicos, porque ele estuda o que não se estuda, o que não se vê. Freud, então, é a semente que irá germinar no
estudo da Alma, porque ele rebusca as pérolas que se encontram escondidas no mais profundo do Ser. E dá ao seu
processo de trabalho e de estudo de si mesmo, os nomes mais variados. Freud é aquele que encontra o prazer no id,
o egoísmo e o orgulho no ego; a libido, as catarses, o ato falho, as neuroses, os traumas, e por neuroses vamos
entender a normose, hoje conhecida pelas modernas escolas psicológicas, pelos psicólogos da vanguarda. Os próprios
psicólogos, tendo de atender ao sistema, tendo de estar na caixa, reconhecem muito bem que é na psicanálise que
vão encontrar os recursos para se tratarem a si mesmos e para tratarem aqueles que os buscam.
Após Freud vamos encontrar Jung, que é aquele a quem nós nos dedicaremos um pouco mais nesta tarde. Jung
conduz a psicanálise para o campo do misticismo, para o campo da religiosidade, para o campo do numinoso, do
noético. Aprofunda-se ainda mais no estudo da Alma. Realizando também o seu próprio processo de
autoconhecimento e de autotransformação, buscando a transcendência, buscando transcender. E dentre as muitas
particularidades que ele procurou e buscou e a que se dedicou vamos destacar o seu auto estudo através das
mandalas. Através da confecção de mandalas. Jung estuda a mandala na origem, junto aos Lamas, lá no Tibet, que
hoje é o país mais feliz do planeta. Um lugar aonde as pessoas, as Almas estão sempre felizes, sempre sorridentes
porque encontraram o elixir da longa vida, porque eoncontraram o prazer de ser quem são. Porque encontraram o
prazer de se identificar consigo mesmo e se aceitam. E porque se aceitam, se merecem. E porque se merecem
merecem o Outro. Entendem o Outro, e assim aceitam o Outro. Isso teria nascido com o desenho de mandalas, nós
nos perguntamos um dia. E também, embora não saibamos desenhar, não temos este talento ainda, nós nos
propusemos entender, movidas pelo sentimento, pela gratidão, pelo reconhecimento a esses dois homens
desbravadores do inconsciente e do psiquismo, nós buscamos entender a Alma humana e nossa própria Alma como
uma mandala do CRIADOR. Procuramos entender a fala de Freud, de Jung, como nos conduzindo à composição
idealística , ideal, festiva, alegre, desta mandala que Eu Sou.
E é isso que nesta tarde queremos compartilhar com você.
O contexto da obra junguiana pode ser didaticamente dividida em fases, cada uma das
quais marcada por tendências distintas, mas complementares e que evoluem
cronologicamente, revelando o amadurecimento da elaboração teórica de um dos maiores
expoentes da psicologia do século XX. As fases, como refere ARANHA («s.d.»:16), são as
seguintes:

•A primeira fase (1901-1912) – fase da psicopatologia, teoria dos complexos e psicanálise.

•A segunda fase (1912-1020) – fase da crítica à psicanálise, da visão sistémica da psique e a


dialética do funcionamento da psique.

•A terceira fase (1920-1930) – fase da teoria dos tipos e da energia psíquica, alquimia
oriental, literatura, educação e psicologia do adulto.

•A quarta fase (1930-1945)- fase da teoria do inconsciente coletivo e dos arquétipos, do


processo de individuação, a crise do ocidente, o cristianismo e as religiões orientais,
educação, ciência e arte, psicoterapia.

•A quinta fase (1945-1961) – a fase da psicologia analítica e dos polos alquímicos da psique
Diz Jung: ” [...] As mandalas não provêm dos sonhos, mas da imaginação ativa [...] As
mandalas melhores e mais significativas são encontradas no âmbito do budismo tibetano
[...] Uma mandala deste tipo é assim chamado “yantra”, de uso ritual, instrumento de
contemplação.

45 Ela ajuda a concentração, diminuindo o campo psíquico circular da visão, restringindo-o


até o centro.” (2002:347-381) E

“Em geral, representações e pensamentos religiosos, isto é, numinosos ou então ideias


filosóficas exprimem-se através das mandalas. Elas possuem quase sempre um carácter
intuitivo irracional e atuam de novo retroativamente sobre o inconsciente através do
seu conteúdo simbólico. Tem, por conseguinte, em sentido figurado, um significado e
efeito "mágicos", tal como os ícones eclesiásticos, cuja eficácia jamais é totalmente
percebida pelos pacientes”.
Jung reconhece, em seus estudos, que a confecção de mandalas vai fazer com que o
indivíduo se interiorize e se descubra. A exemplo de Freud, Jung inicia seu processo de
auto reconhecimento, e utiliza as mandalas em Si mesmo. Ou seja, EXPERIMENTA o
próprio método em si mesmo. ´Esta é a melhor das experiências, pois que o cientista é
aquele que usa os próprios métodos.
“Do mesmo modo que o corpo humano apresenta uma anatomia comum, sempre a
mesma, apesar de todas as diferenças raciais, assim também a psique possui um substrato
comum. Chamei a este substrato inconsciente coletivo. Na qualidade de herança comum,
transcende todas as diferenças de cultura e de atitudes conscientes, e não consiste
meramente conteúdos capazes de tornarem-se conscientes, mas de disposições latentes
para reações idênticas. Assim, o inconsciente coletivo é simplesmente a expressão psíquica
da identidade da estrutura cerebral independente de todas as diferenças raciais. Deste
modo, pode ser explicada a analogia, que vai mesmo até a identidade, entre vários temas
míticos e simbólicos, e possibilidade de compreensão entre os homens em geral. As
múltiplas linhas de desenvolvimento psíquico partem de um tronco comum cujas raízes se
perdem muito longe num passado remoto”. (Jung apud Silveira, 1981:72) C
objetivo foi basicamente sobre o processo da atividade criativa a partir do estudo
psicológico e da estrutura da produção artística. A psicologia deveria se “contentar”
apenas com o processo criativo que se manifesta no indivíduo.
. As cores e o inconsciente O inconsciente é uma instância psíquica estudada principalmente
por Sigmund Freud. Tal inconsciente, além de alheio à consciência, tem um funcionamento
autônomo, totalmente independente dessa consciência. Seu conteúdo é irrepresentável pela
nossa razão, não pode ser acessível pela linguagem e não pode ser compreendido em sua
essência, mas somente pelas diversas simbolizações feitas pela consciência [Bennet 1985].
Carl Gustav Jung defende que além do inconsciente freudiano, puramente

individual, existe um inconsciente mais amplo e universal cuja origem se encontra na


hereditariedade. Esse inconsciente, denominado inconsciente coletivo, é um registro das
experiências instintuais vivenciadas pela humanidade. Seu conteúdo é mais ou menos o
mesmo em todos os lugares e indivíduos, tem um caráter transpessoal e ao mesmo tempo
presente em cada pessoa e suas pequenas diferenciações provém da influência do
inconsciente pessoal [Bennet 1985]. O inconsciente coletivo é composto por aquilo que Jung
denomina “arquétipos”, isto é, imagens padronizadas que constituem a linguagem própria, o
substrato deste inconsciente coletivo [Cloninger 1999] e que se manifestam através dos
símbolos. Os arquétipos são dotados de uma expressividade “numinosa”, ou seja, que
provoca o campo dos valores e dos sentimentos [Jung 1962]. Essas representações
numinosas são extremamente ativas para os indivíduos, tornando-os sensíveis aos símbolos.
Os símbolos são representados na linguagem formal mas podem aparecer isolados dela, em
cores e formas [Cloninger 1999]. Para ser um considerada um símbolo, uma palavra, imagem
ou cor deve implicar em algo além do seu significado manifesto e imediato, portando um
aspecto inconsciente mais amplo que não pode ser precisamente explicado
Durante o processo de feitura da Mandala podem ser desenvolvidas várias características
como perseverança, persistência e força de vontade.
A mandala pode ser feita durante um período pré-determinado, como por exemplo, uma
semana, um mês e com algum propósito, por exemplo, a cura de uma doença.

Durante a feitura da mandala é possível recitar frases ou mantras. No caso de mandala


para ajudar a recuperação da saúde, pode-se afirmar: “Estou totalmente curado(a)”.
Sugerimos EU SOU...
Não se trata de misticismo ou superstição e sim de meditação com palavras afirmativas, o
que melhora vários aspectos da psique humana e desperta sensações agradáveis.

Podem ser utilizadas mandalas para a expansão de Consciência/ autoconhecimento/


Reforma de si mesmo Uma ferramenta excelente.
Enquanto crias a mandala, reflita:
O que você precisa abandonar?
Quais hábitos novos você precisa adquirir?
Quais atitudes você deve tomar para obter o que deseja?
Não tenha pressa. Reflita com atenção e carinho, afinal, trata-se de você e de
sua vida. Silencie-se por alguns instantes e escute o que sua alma tem a te
dizer; o que ela te pede!
Quais são os anseios de sua alma?
Seja honesto(a) em suas respostas. 
É por aí que está o seu caminho. 
 psicologia analítica. Jung propôs e desenvolveu os conceitos de 
personalidade extrovertida e introvertida, arquétipo e inconsciente coletivo.

O conceito central da psicologia analítica é a individuação - o processo psicológico de


integração dos opostos, incluindo o consciente e o inconsciente, mantendo, no entanto,
a sua autonomia relativa.[3] Jung considerou a individuação como o processo central do
desenvolvimento humano.[4]
Ele criou alguns dos mais conhecidos conceitos psicológicos, incluindo o arquétipo, o 
inconsciente coletivo, o complexo, e a sincronicidade.

Via a psique humana como "de natureza simbólica",[5] e fez, deste simbolismo, o foco de


suas explorações. Ele é um dos maiores estudiosos contemporâneos de 
análise de sonhos e simbolização.
Jung sentiu possuir duas personalidades separadas: um ego público, exterior, que era
envolvido com o mundo familiar, e um eu interno, secreto, que tinha uma proximidade
especial para com Deus. Ele reconhecia ter herdado isso de sua mãe, que tinha a notável
capacidade de "ver homens e coisas tais como são". A interação entre esses egos foi o
tema central da sua vida pessoal e contribuiu mais tarde para a sua ênfase no esforço do
indivíduo para integração e inteireza.
Em 1902, deslocou-se a Paris, onde estudou com Pierre Janet, regressando no ano seguinte
ao hospital de Burgholzli, onde assumiu um cargo de chefia e onde, em 1904, montou um 
laboratório experimental em que implementou o seu célebre teste de associação de palavras
para o diagnóstico psiquiátrico. Neste ínterim, Jung entra em contato com as obras de 
Sigmund Freud (1856-1939). Jung viu, em Freud, um companheiro para desbravar os
caminhos da mente. Enviou-lhe cópias de seus trabalhos sobre a existência do inconsciente,
confirmando conce(p)ções freudianas de recalque e repressão. Ambos encantaram-se um
com o outro, principalmente porque os dois desenvolviam trabalhos inéditos em medicina e
psiquiatria.

Em sua teoria, enquanto o inconsciente pessoal consiste fundamentalmente de material


reprimido e de complexos, o inconsciente coletivo é composto fundamentalmente de
uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que
constelam sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos: da mesma forma
que animais e homens parecem possuir atitudes inatas, chamadas de instintos ("fato"
este negado por correntes de ciências humanas, como por exemplo em antropologia o
culturalismo de Franz Boas ), também é provável que em nosso psiquismo exista um
material psíquico com alguma analogia com os instintos.
“O inconsciente é o círculo maior que abrange em si o círculo menor da
consciência;
tudo o que é consciente tem um estágio prévio inconsciente,
enquanto o inconsciente pode permanecer nesse estágio
e ainda assim reclamar o valor pleno de uma produção psíquica.”
-Sigmund Freud-
“O inconsciente de um ser humano pode reagir ao de outro sem passar pelo
consciente.”
-Sigmund Freud-
Vermelho - destaca o amor, os relacionamentos, traz paixão ao quotidiano.
Rosa - desenvolve a intuição e a sensibilidade, enfatizando o seu lado feminino.
Azul - aumenta o poder de concentração, ajuda a curar mágoas do passado e a
alcançar a paz interior, promovendo a harmonia e o relaxamento.
Amarelo - traz alegria de viver, cura a tristeza, afasta a depressão e a ansiedade,
estimulando a criatividade e as aprendizagens.
Verde - representa a cura física e espiritual, estimula o bom funcionamento da
mente e de todos os órgãos do corpo, realçando os sentimentos puros e
verdadeiros.
Roxo - estimula a espiritualidade e a elevação, permitindo contatar com os Planos
Superiores da existência.
Branco - incentiva a clareza mental, a pureza, a limpeza espiritual. Deixe muitas
áreas em branco na sua mandala se deseja libertar-se da pressão ou de pesos que
carrega consigo.
Preto - confere proteção e reforça o sentido de individualidade. As áreas a preto na
Mandala ajudam a definir os nossos próprios limites.
Gaia – uma linda mandala.
A palavra “MANDALA”, no velho sânscrito, significa “o centro”, “o
círculo mágico”, “o mistério”.
É geralmente descrita como uma figura geométrica representada por
um círculo sobre um quadrado ou vice-versa, mas pode ser também
construída ou desenhada em forma de um círculo, um quadrado ou
um retângulo, subdividido por quatro ou múltiplos de quatro, de
maneira mais ou menos regular, incluindo-se ou não outras formas.
Sua característica mais importante é que seu traçado é feito em torno
de um centro, geralmente obedecendo eixos de simetria e pontos
cardeais. Entretanto, seu contorno exterior não é forçosamente
circular, mas dá a ideia de irradiar-se de um centro ou mover-se em
direção a ele. Por isto, quando uma pessoa observa uma mandala tem
a sensação de que ela se move e pulsa.
Um caminho em direção ao centro
Mandala du Systema Munditotius (Sistema do Mundo Inteiro), que representa a cosmologia de Septem ser
mones ad mortuos (Sete sermões aos mortos) – a primeira mandala de JUNG.

“Esta é a primeira mandala que realizo e não tenho a menor idéia do que ela quer
dizer."
 «Graças à esses desenhos, eu pude observar a minha transformação psíquica dia-após-
dia…
Foi através dessa observação progressiva que eu pude, enfim, descobrir o que a mandala
realmente é :

formação,

transformação,

eterna re-criação do espírito eterno.

E isso é a totalidade da personalidade que, se estiver bem, é harmoniosa


mas não tolera nenhuma auto-ilusão.» (Carl Gustav Jung)
 ... a comparação não deve existir quando tratamos de uma
mandala dentro de um trabalho terapêutico ou espiritual. E isso
vale tanto para a pessoa que escreve a mandala como para o
terapeuta (no meu caso, arteterapeuta) que dirige a sessão. Em
muito casos, a comparação e a vaidade caminham juntas e podem
abrir espaço à um super-ego e/ou à uma baixa-estima e por isso, é
preciso cautela.

Ao «vestir» uma mandala de vaidade, corrompe-se aí a dinâmica


de uma forma sensorial que gira e está num movimento atemporal
no qual pmouco ainda é compreendido diante de todo o
conhecimento que podemos ter. (Tempo de mandala)
«Para mim, à cada dia fica mais evidente que a Mandala é
o centro. Ela é o modelo de todos os caminhos. É o caminho
que conduz ao centro, à individuação. »
Nise foi precursora do pensamento junguiano no Brasil. Mais do que promover
avanços significativos na terapia ocupacional, a união entre Nise e Jung serviu de
sustentação para a militância política antipsiquiatrica da médica. “Em Jung, ela
encontrou o respaldo teórico necessário para sustentar suas práticas num momento
sombrio da psiquiatria, que ainda se utilizava de recursos tenebrosos à época, como
o eletrochoque. Nise nunca deu a esse método o nome de arte terapia, mas suas
pesquisas fomentaram e contribuíram para o desenvolvimento dessa abordagem,
especialmente no Brasil, entre analistas junguianos”, explica Santina.
Por Laís Modelli
No final da década de 1950, ao ser transferida para o Setor de Terapia Ocupacional (STOR) do Hospital Pedro II, no bairro carioca do Engenho de Dentro, o
lugar
de menor prestígio da instituição, a psiquiatra Nise da Silveira inaugura um ateliê de pintura e modelagem como parte do tratamento desenvolvido por ela para
esquizofrênicos. Para entender os desenhos feitos por seus pacientes, Nise procura explicações na obra do psicoterapeuta suíço Carl G. Jung e inicia, neste
momento, uma relação profissional que duraria até 1961, ano da morte de Jung.
“Ao desenvolver, inicialmente, os ateliês de bordado, encadernação de livros etc. Nise percebe que os pacientes desenhavam muito no chão e nas paredes.
Veio,
então, a ideia de criar um ateliê de pintura e modelagem”, conta o jornalista Bernardo Horta, ex-aluno de Nise que acabou tornando amigo da psiquiatra.
“No ateliê, houve uma explosão de pinturas, desenhos e esculturas que Nise e sua equipe não esperavam. Nise, que já lia Jung, percebe que constata aquilo
que o psicanalista afirmava: se para o neurótico – o que seria todos nós, segundo Freud – o tratamento é através da palavra, ou seja, a psicanálise, para o
esquizofrênico, segundo Jung,
a palavra não dá conta. Para esse paciente, o tratamento deveria ser pela imagem”, explica Bernardo,
autor da biografia Nise — arqueóloga dos mares (Ed. Aeroplano), que inspirou o filme Nise, o coração da loucura, com estreia prevista para o primeiro semestre
de 2016 (leia aqui).
A produção dos internos no ateliê de pintura e modelagem do STOR cresce de tal modo que, em 1950, o acervo é exposto pela primeira vez. O lugar escolhido
é o I Congresso Internacional de Psiquiatria, em Paris, na “Exposição de Arte Psicopatológica”. Em 1952, Nise reúne todo o acervo do ateliê e inaugura o
Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, hoje com mais de 360 mil obras. Apesar de não considerar os desenhos e pinturas apresentados no
Museu como obras artísticas, o trabalho de Nise à frente do ateliê revelou, com o respaldo do crítico de arte Mário Pedrosa, sete pacientes que foram
considerados talentosos artistas plásticos,
apelidados pela psiquiatra de “os sete camafeus”.
Segundo a arteterapeuta vinculada ao IJEP – Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa, Santina Rodrigues de Oliveira, Nise foi precursora do
pensamento junguiano no Brasil. Mais do que promover avanços significativos na terapia ocupacional, a união entre Nise e Jung serviu de sustentação
para a militância política antipsiquiatrica da médica. “Em Jung, ela encontrou o respaldo teórico necessário para sustentar suas práticas num momento sombrio
da psiquiatria,
que ainda se utilizava de recursos tenebrosos à época, como o eletrochoque. Nise nunca deu a esse método o nome de arte terapia,
mas suas pesquisas fomentaram e contribuíram para o desenvolvimento dessa abordagem, especialmente no Brasil, entre analistas junguianos”, explica
Santina.
Jung, Freud e Nise
Bernardo frequentou o grupo de estudos junguianos de Nise por 12 anos. O
jornalista conta que presenciou inúmeras vezes a psiquiatra declarar
respeito a Freud,
mas afirmar que foi na obra de Jung que encontrou as ferramentas mais
adequadas para desenvolver a terapia ocupacional no Brasil. “Jung foi
discípulo de Freud,
mas aconteceu uma cisão e os dois rompem. Existem analistas que
afirmam que a relação entre Jung e Freud marcou a psicanálise moderna.
Nise leu e releu as obras
de Freud em inglês e espanhol, assim como leu muito também a obre de
Jung. Nise era uma devoradora de livros,
um gênio, o que a fez conhecer profundamente a obra dos dois para
formular a sua”.
A diferença entre Freud e Jung no tratamento do esquizofrênico foi a parte
da obra na qual Nise se debruçou por anos. “Enquanto Freud estudou os
esquizofrênicos e
afirmou que o lugar de tratamento deles era o divã, Jung observou os
esquizofrênicos e afirmou que o tratamento deles deveria se dar por meio
da expressão plástica – veja bem,
não artística, mas plástica – e o divã deveria ser substituído pelo ateliê. Ao
tratar de fato o esquizofrênico e não somente estudá-lo, Nise fez o trabalho
de Jung evoluir e aprofundou
as ideias dele”, explica o jornalista.
Chakras
aura cores dos chakras
ajuda de Kryon
Reservar tempo para observar pacientemente uma mandala, é um exercicio de meditação
Capaz de conduzi-lo a um estado de paz interior.

Pintar uma mandala pode aguçar o poder criativo e proporcionar bons momentos de
satisfação.

Criar a sua própria mandala é o mais aconselhável, pois mesmo que não seja óbvio, o poder da mandala sobre você será ainda maior.
A mandala é um desenho curiosamente complexo. Sua origem é indiana, mas foi Carl Junj quem as difundiu para o mundo quando de sua própria
busca interior.

Variedade e formas infinita e são capazes de influir no seu subconsciente, no intimo.

Círculo transmite energias e hipnotiza os olhos de quem vê, criando um poderoso campo de vibração curativa e curadora. (Iara Dejanira)
EU SOU UMA MANDALA
• DESENHANDO-ME em direção ao CENTRO
Na Psicologia Analítica, a mandala é um círculo mágico que representa a Unidade
Interior investigando o uso das mandalas nas tradições budistas, Jung descobriu que
os conteúdos das mandalas tibetanas derivam dos dogmas lamaicos.

Na Psicologia Moderna, o célebre psicólogo C. G. Jung, criador da Psicologia


Analítica, ao estudar as mandalas orientais e sua utilização como instrumento de
culto e de meditação, passou a desenhá-las, descobrindo o efeito de cura que
elas exerciam sobre ele mesmo. 

Para os lamas, a verdadeira mandala é sempre “uma imagem interior gradualmente


construída pela imaginação ativa nos momentos em que o equilíbrio psíquico está
perturbado, ou quando um pensamento não pode ser encontrado e deve ser procurado
porque não está contido na doutrina sagrada”.
Ao construir uma mandala, a pessoa expressa a sua criatividade, reinventando-se e
reconstruindo-se na direção de um novo e significativo todo.
Sendo representação exterior de imagens do mundo interior que obedece a uma dinâmica
de reestruturação constante, as mandalas são sempre “individualmente diferentes” e
nenhuma se parece com outra, sendo impossível reproduzi-las, mesmo pelo seu próprio
autor. Isto porque, ao construir uma mandala, a pessoa vivencia sua criatividade, expressa-
se através dos seus próprios meios, construindo os próprios códigos, reinventando o que já
existe e criando novos caminhos, pois a auto expressão é também um caminho de
construção e reconstrução do sujeito.
Portanto, seja qual for a técnica utilizada em sua construção – individual ou em grupo, seja
qual for seu uso ou finalidade – estudo, meditação, autoconhecimento, todo trabalho com
mandalas contribui para a harmonia e o equilíbrio da consciência em evolução.

AO CONSTRUIR UMA MANDALA, A PESSOA PODE ESTAR-SE CONSTRUINDO A SI MESMO.


Percebendo-se como uma mandala do CRIADOR.