A IGREJA COMO COMUNHÃO E
SACRAMENTO, INSERIDA NA SOCIEDADE.
EUNICE TROVÃO
MÁRCIO LUIZ FEIT
DOMINGOS ALBINO PAULO
MARIA APARECIDA LIMA
Como fonte e modelo da comunhão
trinitária, a Igreja assemelha-se a essa
comunhão.
A comunhão da Igreja está diretamente
ligada a Deus que se aproxima de nós por
meio de seu filho e das mediações do
Espírito Santo.
Cristotorna-se presente na comunhão da
Igreja, como cabeça de um corpo
comunitário que se completa com seus
membros, os crentes. Como cabeça, ele não
se faz presente somente com a palavra, mas
também com os sacramentos.
Pelo batismo somos incorporados ao corpo
de Cristo, que é a Igreja, é a comunidade;
também pelo batismo recebemos os dons do
Espírito Santo e alguns desses dons tomam a
forma de serviço na comunidade
desenvolvendo o espírito de comunidade na
Igreja.
A comunhão da Igreja assume seu sinal
concreto, com a comunhão da Eucaristia.
Para Agostinho, o verdadeiro corpo de
Cristo é a Igreja; a Eucaristia é o corpo
místico.
Segundo Codino, a Igreja é concebida como
comunhão, ou seja, povo reunido em Cristo,
em três dimensões:
1. Igreja Santa (Pai, Filho e Espírito Santo)
2. Igreja Eclesial (Eucaristia, Irmãos, Clero e
outras Igrejas)
3. Igreja Solidária (pobres e necessitados)
O Vaticano II declara que a Igreja é, em
Cristo, como que o Sacramento, porque é
sinal e instrumento entre Deus e os homens
e da comunhão dos homens entre si. Ela é
sinal de Salvação como os sacramentos de
Iniciação e Cura.
Igreja é ministério do agir trinitário de Deus,
ela é POVO DE DEUS.
Como instrumento entre os homens entre si,
está inserida na sociedade.
Mas, não pode-se pensar em Igreja e
Sociedade como uma realidade idêntica.
Pois a as relações sociais vão sempre além da
esfera de interesses e de competência da
Igreja.
Pois a Sociedade Contemporânea visa o
lucro, o poder e as coisas mundanas.
Ao contrário, a Igreja é missão: visa a
caridade, a solidariedade, a fraternidade, o
perdão, o amor e sobretudo a valorização
da vida, e vida em abundância.
O que o Vaticano II propõe, é que a Igreja
seja uma forma de comunhão de sujeitos,
pois todos os membros são responsáveis pela
vida e missão da Igreja.
A Igreja pode viver e apresentar-se como
consciência crítica da humanidade e pode
também compreender-se como sociedade de
contraste.
Podemos dizer que a Igreja de hoje, busca um
maior diálogo com a sociedade moderna,
entretanto, esse diálogo não está sujeito aos
interesses do modismo social, muito pelo
contrário, a Igreja possui uma postura bastante
autônoma em relação aos seus princípios
fundamentais, princípios estes que estão
alicerçados em favor da vida humana, vida esta
plena e abundante.