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O PAPEL DA ÉTICA NA VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.1 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TEMA
  • 1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA
  • 1.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
  • 1.4 OBJETIVOS
  • 1.4.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • 1.5 HIPÓTESES
  • 1.6 METODOLOGIA
  • 1.6.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
  • 1.6.2 TÉCNICA PARA COLETAS DE DADOS
  • 1.6.3 FONTES PARA COLETA DE DADOS
  • 1.6.4 INSTRUMENTO PARA A COLETA DE DADOS
  • 1.6.5 POSSIBILIDADE DE TRATAMENTO E ANÁLISE DE DADOS
  • 2 REFERENCIAL TEÓRICO
  • 2.1 ORIGEM DA CONTABILIDADE
  • 2.1.1 A CONTABILIDADE NO BRASIL
  • 2.2 ÉTICA
  • 2.3 ORIGEM DA ÉTICA E SUA EVOLUÇÃO
  • 2.4 ÉTICA PROFISSIONAL
  • 2.5 A PROFISSÃO CONTÁBIL
  • 2.5.1 CONDUTA ÉTICA DO PROFISSIONAL CONTÁBIL
  • 2.6 IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA CONTABILIDADE
  • 2.7 CÓDIGO DE ÉTICA DO CONTABILISTA
  • 2.9 SANÇÕES E PENALIDADES ÀS INFIDELIDADES DOS CONTADORES
  • 2.9.1 CASOS PRÁTICOS DE SANÇÕES E PENALIDADES
  • 2.9.1.1 SONEGAÇÃO FISCAL
  • 2.9.1.2 OMISSÃO DE RECEITA
  • 2.9.1.3 FRAUDE
  • 2.9.1.4 EMISSÃO DE DECORE POR PREÇO ESPECIAL
  • 2.9.1.5 ETIQUETA FALSA
  • 2.10 CÓDIGO CIVIL E A RESPONSABILIDADE DO CONTADOR
  • 3 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
  • 3.1 CONCLUSÃO
  • 3.2 RECOMENDAÇÕES
  • 4 REFERÊNCIAS
  • ANEXO A – CODIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO CONTABILISTA
  • ANEXO B - CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

FACULDADE CAPIXABA DE NOVA VENÉCIA CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

DILCILENE APARECIDA NEVES SANTOS GILCÉLIA GLÓRIA DE ASSIS LUIZ GUSTAVO FERREIRA ALVES

O PAPEL DA ÉTICA NA VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL

NOVA VENÉCIA 2009

DILCILENE APARECIDA NEVES SANTOS GILCÉLIA GLÓRIA DE ASSIS LUIZ GUSTAVO FERREIRA ALVES

O PAPEL DA ÉTICA NA VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Capixaba de Nova Venécia, como requisito parcial para a obtenção do titulo de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientadora: Giulianna Bergamin Barlez Salvador.

NOVA VENÉCIA 2009

Catalogação na fonte elaborada pela “Biblioteca Pe. Carlos Furbetta”/UNIVEN

S2373p
Santos, Dilcilene Aparecida Neves O Papel da ética na valorização do profissional contábil / Dilcilene Aparecida Neves Santos, Gilcélia Glória de Assis, Luiz Gustavo Ferreira Alves - Nova Venécia: UNIVEN / Faculdade Capixaba de Nova Venécia, 2009.
53f. : enc. Orientador: Giulianna Bergamin Barlez Salvador Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Ciências Contábeis) UNIVEN / Faculdade Capixaba de Nova Venécia, 2009.

1. Ética profissional 2. Ética na contabilidade I. Assis, Gilcélia Glória de II. Alves, Luiz Gustavo Ferreira III. Salvador, Giulianna Bergamin Barlez IV. UNIVEN / Faculdade Capixaba de Nova Venécia V. Título.

CDD. 174

DILCILENE APARECIDA NEVES SANTOS GILCÉLIA GLÓRIA DE ASSIS LUIZ GUSTAVO FERREIRA ALVES

O PAPEL DA ÉTICA NA VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL

Monografia apresentada ao Programa de Graduação em Ciências Contábeis da Faculdade Capixaba de Nova Venécia, como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Ciências Contábeis. Aprovada em 27 de novembro de 2009

COMISSÃO EXAMINADORA

____________________________________________ Profª Giulianna Bergamin Barlez Salvador Faculdade Capixaba de Nova Venécia Orientadora

_____________________________________________ Profº Adalto Ezídio Faculdade Capixaba de Nova Venécia

_____________________________________________ Profº Marcio Bassetti Faculdade Capixaba de Nova Venécia

Dedicamos esta conquista a Deus, pois nos deu discernimento para alcançarmos este êxito. Às pessoas que amamos, em especial aos nossos pais e familiares que souberam compreender nossas ausências.

Agradecemos primeiramente a Deus. . que nos fortaleceu para alcançarmos este objetivo e a todos que contribuíram direta ou indiretamente para concretização deste trabalho.

observados os princípios contábeis e éticos. Penalidades. através de uma classe profissional ou de toda uma sociedade. é preciso que sejam consideradas as normas de condutas. entretanto. seja de forma individual ou coletiva. Embora o ser humano. ou em qualquer outra situação. E o comportamento ético. No aspecto profissional não pode ser diferente.RESUMO O comportamento ético deverá prevalecer independentemente da conduta ser no campo pessoal. Profissional contábil. tenha uma parcela de egoísmo na busca dos seus interesses. ele ignora as chances de sofrer penalidades. Nesta visão quando refere-se à ética profissional. PALAVRAS-CHAVES: Ética. como regra. passando por todas as atividades de atuação. nas entidades sem fins lucrativos ou quaisquer outros organismos que envolvam o trabalho ou outras ocupações. nas empresas. deve ser entendido de forma ampla. sem dúvida. é o melhor caminho para se conseguir sucesso no âmbito profissional. . familiar.

.....4........................4 1.. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA.................5 2................................................SUMÁRIO 1 1. DELIMITAÇÃO DO TEMA............................. HIPÓTESES........................................... 09 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TEMA..............................................5 INTRODUÇÃO......... 11 POSSIBILIDADE DE TRATAMENTO E ANÁLISE DOS DADOS................ ÉTICA........ 09 10 10 11 11 11 12 12 13 14 14 OBJETIVOS...... 17 ORIGEM DA ÉTICA E SUA EVOLUÇÃO..1 2..............................................................3 1.................................. SANÇÕES E PENALIDADES ÀS INFIDELIDADE DOS CONTADOES .......................1 2.........9 2.....1 1............................................ CASOS PRÁTICOS DE SANÇÕES E PENALIDADES.......................... ................................................................................2 OMISSÃO DE RECEITA...........................4 2. 14 2 2........................3 1.....................................9.......6................................... 23 2..6........................................................ 16 ORIGEM DA CONTABILIDADE..........................................................................5.................. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA................6............9..........................7 2...........4 1....................................................1.. IMPORTANCIA DA ÉTICA NA CONTABILIDADE..................................................................................6 2..1 SONEGAÇÃO FISCAL.....................1 2.......................... TÉCNICA PARA COLETA DE DADOS..............................................2 2................... CÓDIGO DE ÉTICA DO CONTABILISTA............................. FATORES QUE LEVAM O CONTADOR A INFRINGIR O CÓDIGO DE ÉTICA..........................................................................1 1.......... FONTES PARA COLETA DE DADOS..............................3 2.....................................................................4............................................................. INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS........1..................... 16 19 A CONTABILIDADE NO BRASIL.............................................................. OBJETIVOS ESPECÍFICOS.. 33 2.....................................6 1................................... 21 A PROFISSÃO CONTÁBIL..... METODOLOGIA.1 1.... 30 31 33 34 23 26 28 CONDUTA ÉTICA DO PROFISSIONAL CONTÁBIL..8 2...................2 1...............................2 1..........................1...............5 1..... OBJETIVO GERAL................................................................1 REFERENCIAL TEÓRICO....6.................................................................2 1...... 20 ÉTICA PROFISSIONAL....................................6...............................................................................................................................................................................9....................

.....2........................9..........................9........................5 ETIQUETA FALSA...................................... 44 53 . 38 CONCLUSÃO.......... 34 2.............................2 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES.......3 FRAUDE.........................4 EMISSÃO DE DECORE POR PREÇO ESPECIAL........................................................ RECOMENDAÇÕES........... ANEXO B – CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO.....................................................................................................10 CÓDIGO CIVIL E A RESPONSABILIDADE DO CONTADOR..................... 2...............................1 3.................................................................1......................................................9.............................1................... 35 35 36 3 3.... 38 40 4 REFERÊNCIAS............... 41 ANEXOS ANEXO A – CODIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO CONTABILISTA. 2.....................1.........................................................

procurar conscientizar seus clientes da importância de se seguir os princípios éticos que norteiam a vida social e as profissões. as dificuldades que afetam o comportamento. da experiência vivida. é possível afirmar que o papel da ética na classe. mas também.9 1 INTRODUÇÃO O papel da ética na valorização do profissional contábil estabelece um canal permanente de reflexões no qual o conhecimento produzido seja fruto de um conhecimento da teoria. da análise da prática e de propostas construídas cada vez mais coletivamente. 1. Busca-se de alguma forma contribuir com os usuários e profissionais de contabilidade. para que com isso não venha a cometer infrações ilícitas. para que estes façam uma reflexão constante de seu real papel na sociedade brasileira. sua importância. no sentido de melhor esclarecer as principais dúvidas relacionadas à ética.1 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TEMA Há uma necessidade evidente dos contadores conhecerem a importância do código de ética profissional. o contador deverá ter conhecimento e segurança sobre o Código de Ética Profissional do Contabilista. pois é este o mecanismo que promoverá todo engrandecimento no desempenho de seu trabalho. é fundamental para a sobrevivência . que é não só o de fechar balanço. A intenção é a de apontar os principais deveres e virtudes necessárias aos profissionais em contabilidade. Atualmente ao iniciar a carreira profissional. mas também as penalidades impostas aos mesmos. De uma forma objetiva procurou se mostrar a importância não só para o profissional em contabilidade. Tendo em vista da importante ferramenta que é o Código de Ética Profissional. os prejuízos que poderá causar se desconhecê-la. o ambiente que desempenha.

perante as mudanças introduzidas pelo desenvolvimento econômico e as dificuldades que um profissional contábil se depara no desempenhar de suas funções. a fim de relatar as vantagens de seguir fielmente ao código. subsidiando as tomadas de decisões. sua importância e suas penalidades. tenacidade. 1. .2 DELIMITAÇÃO DO TEMA Atualmente pelo desenvolvimento global fica cada vez mais explícita a necessidade de um profissional na área contábil. Portanto. Com o objetivo de atender os pressupostos mencionados acima o trabalho tem como foco descrever e identificar as normas e sansões.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Diante do trabalho em estudo procura-se responder a seguinte questão: Quais os principais fatores que levam o profissional contábil a infringir o Código de Ética. que venha influenciar nas organizações de forma equilibrada e ética desempenhando um trabalho na qual a sociedade reconheça a perseverança. a fim de explorá-lo melhor torna-se necessário delimitá-lo. concentra-se em descrever o Papel da Ética na Valorização do Profissional Contábil. Diante a abrangência do tema em estudo. apontando suas necessidades. 1.10 do bom contador atualmente. honradez para não cometer erros que venham denegrir a imagem do contador que é peça fundamental para a sobrevivência das empresas. o trabalho em estudo. no entanto percebe-se a necessidade de melhor informar o contador da importância da qualificação a da ética profissional.

2.11 1. 1. buscando fazer com que o peso do Estado não inviabilize a sustentabilidade do negócio do seu empregador.1.4 OBJETIVOS 1. através de normas que asseguram a competência e a qualidade dos serviços por eles oferecidos. . em que os contadores estão sujeitos. • Enumerar algumas sanções e penalidades previstas no código de ética e aos artigos pertinentes no código civil.4.5 HIPÓTESES Espera-se ter como resultado a seguinte afirmativa: na maioria dos casos os principais fatores que levam o profissional contábil a infringir o código de ética são a concorrência e as mudanças de economia de mercado.4. OBJETIVOS GERAL Identificar as sanções e penalidades aplicáveis aos contadores quando estes não agem de acordo com o código de ética e civil. • Transmitir aos profissionais contábeis os princípios da ética. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Demonstrar a importância de obedecer às normas técnicas bem como as normas legais. 1.

12 1. Pode se dizer que estas pesquisas tem como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descoberta de instituições. É geralmente solicitada por empresas comerciais. p. 2001. 124). registro e interpretação dos fatos do mundo físico. São finalidades de uma pesquisa exploratória. procurando a razão. que tem por objetivo encontrar soluções para problemas propostos. 121). o estabelecimento de informações entre variáveis”. 41) as pesquisas podem ser classificadas em exploratórias. 2003. questionário e observação (FERRÃO. baseados no raciocínio lógico. p. Pesquisa descritiva promove estudo. Segundo Gil (2002.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA Segundo Andrade (2001. Geralmente os dados são coletados pela aplicação de entrevista. análise. p. sem a interferência do pesquisador. ou seja.6. descritivas e explicativas. procura identificar seus fatores determinantes. 125) as pesquisas explicativas são: Um tipo de pesquisa mais complexa. As pesquisas exploratórias têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema. “pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemáticos. pois além de registrar. 2002. facilitar a delimitação de um tema de trabalho. 80). então. Através das pesquisas exploratórias avaliase a possibilidade de desenvolver uma boa pesquisa sobre determinado assunto (ANDRADE. bastante flexível. sobretudo quando bibliográfica. Segundo Gil (2002. p. A pesquisa exploratória é o primeiro passo de todo trabalho científico. o . analisar e interpretar os fenômenos estudados. p. 41). p. com vista a torná-lo mais explícito ou a constitui hipóteses. p. portanto. definir objetivos ou formular as hipóteses de uma pesquisa ou descobrir novo tipo de enfoque para o trabalho que se tem em mente. 42) “as pesquisas descritivas são pesquisas que tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou. Segundo Andrade (2001.6 METODOLOGIA 1. institutos pedagógicos e partidos políticos. proporcionar maiores informações sobre determinado assunto. suas causas. Seu planejamento é. A pesquisa explicativa tem por objetivo aprofundar o conhecimento da realidade. de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado (GIL. mediante a utilização de métodos científicos“.

Boa parte dos estudos exploratórios podem ser definidos como pesquisas exploratórias. interpreta os fatos e identifica as suas causas. por isso mesmo. analisa. 44): A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base no material já elaborado constituído principalmente de livros e artigos científicos. através da pesquisa bibliográfica. conhecer as diferentes formas de contribuições científicas que se realizam sobre determinado assunto ou fenômeno. cujos tipos dependem do objeto do trabalho.6. 125): As pesquisas explicativas como um tipo de pesquisa mais complexa. Para a realização deste trabalho utilizou-se dos princípios da pesquisa descritiva por possuir a características e objetivos bem definidos. Normalmente é realizado nas bibliotecas particulares e privadas. P. revistas e redes eletrônicas. 2003.13 “porque” das coisas. p. ser bem estruturada e dirigida para solução de problemas. Para Ferrão (2003. (FERRÃO. a técnica é o instrumento utilizado para a coleta dos dados que é realizada pelas técnicas de pesquisa. Tentando responder o problema central do trabalho foram utilizadas técnicas agrupadas em documentação indireta. procedimentos formais. em que manipula-se e controla-se as cariáveis. A pesquisa bibliográfica tem por finalidade. pois registra. p. nas faculdades e universidades e naqueles acervos que fazem parte dos catálogos coletivos nas bibliotecas virtuais. Segundo Gil (2002. há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. está mais sujeita a cometer erros. pode se afirmar que os resultados das pesquisas explicativas fundamentam a conhecimento científico.2 TÉCNICA PARA COLETAS DE DADOS De maneira clara e simples. Contudo. 1. A maioria das pesquisas explicativas são experimentais. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho dessa natureza. 61) Justifica-se a utilização da técnica de pesquisa bibliográfica. . tendo em vista a necessidade de consultar fontes relativas ao tema abordado. buscando assim dar fundação teórica ao tema com base em materiais publicados em livros.

disciplina quanto ao tempo e local. esforço pessoal. a discussão e as conclusões são inúteis.5 POSSIBILIDADE DE TRATAMENTO E ANÁLISE DE DADOS Com relação a analise dos resultados. p.43). critério e atenção no registro de informação. Conforme Andrade (2001. isto é. afirma que: Uma vez que os dados foram coletados e elaborados. Esta constitui a parte central da pesquisa. a fase seguinte é de análise e de interpretação. Ferrão (2003. a introdução. p. etc. cujo tipo depende do objeto do trabalho. 1. 108). 1. a interpretação. Para apresentar a Importância do Código de Ética para o Profissional Contábil e correlações. que sobrevive ou se perde. revistas. dependendo do que o autor consiga fazer. Não dispôs de outros instrumentos. treinamento. paciência.6. 107): A coleta de dados é realizada pelas técnicas de pesquisa.4 INSTRUMENTO PARA A COLETA DE DADOS De acordo com Ferrão ( 2003. “fontes secundárias referem-se a determinadas fontes primárias. por meio de livros. .14 1. fez-se necessário a utilização de fontes bibliográficas cientificas acerca do assunto. pois o trabalho é estritamente bibliográfico. Se o exame dos dados é falho. É uma tarefa que demanda tempo.6. o resto da pesquisa perde o sentido. são constituídas pela literatura originada de determinadas fontes primárias e constituem-se em fontes das pesquisas bibliográficas”.3 FONTES PARA COLETA DE DADOS Para a coleta de dados deste trabalho será utilizado de fontes secundárias possibilitando assim responder o problema em ápice. p.6.

.15 O trabalho em questão relata-se de forma qualitativa. por descrever as normas e as vantagens da utilização do código de ética e por demonstrar fatos ocorridos com profissionais contábeis.

quando apareceu o Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas) de Frei Luca Paciolo. publicado em 1494. livros das despesas e receitas. embora rudimentares. livro dos bens patrimoniais. Na realidade. ou seja.período que vai de 1202 da Era Cristã até 1494. De acordo com Sá (1999. As trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato. livro da fabricação do vinho. Com o desenvolvimento do papiro (papel) e do cálamo (pena de escrever) no Egito antigo facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre negócios. obra que contribuiu para inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano. Mais tarde começou a empregar ramos de árvore assinalados para provar suas dívidas ou quitações. CONTABILIDADE DO MUNDO MEDIEVAL . Zanluca (2009) relata ainda que naquela época não havia o crédito. não seria possível datar precisamente a época em que iniciou a história da contabilidade na sociedade. 2009). A origem da Contabilidade está ligada a necessidade de registros do comércio.16 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2. os romanos chegavam a ter um livro de escrituração de fatos patrimoniais para cada atividade que era desenvolvida (livro de fabricação do azeite. p.período que se inicia com as primeiras civilizações e vai até 1202 da Era Cristã. 19): Amplo era o uso dos livros na antiguidade clássica. e outros). o Pisano. Mas as cobranças de impostos. Zanlunca (2009) resume a evolução da ciência contábil da seguinte forma: CONTABILIDADE DO MUNDO ANTIGO . A atividade de troca e venda dos comerciantes semíticos requeria o acompanhamento das variações de seus bens quando cada transação era efetuada. . as compras.1 ORIGEM DA CONTABILIDADE Longa foi a trajetória e lenta evolução percorrida pela contabilidade do seu surgimento até os dias atuais. enfatizando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos. na Babilônia já se faziam com escritas. porque ampla era a análise dos fatos. quando apareceu o Liber Abaci . da autoria Leonardo Fibonaci. (ZANLUCA. vendas e trocas eram à vista. Há indícios de que as primeiras cidades comerciais eram dos fenícios.

estando. 2003. expede a carta de Lei a todos os domínios lusitanos. o profissional de contabilidade torna-se uma peça chave desses novos conceitos e posturas (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. 2. . ou seja. premiada pelo governo da Áustria. A Contabilidade é a ciência que tem como objeto de estudo o patrimônio das entidades. O Conselho Federal de Contabilidade (2003) relata que a contabilidade é considerada como uma das profissões mais antigas do homem e evoluiu-se junto com a sociedade. esta carta estabelece a obrigatoriedade de registro da matricula de todos os guarda-livros na junta comercial. Neste contexto. e que tem por objetivo proporcionar informações e orientações aos diversos usuários externos e internos destacando-se pelo seu papel de proteção à vida da riqueza das células sociais e pela capacidade de produzir informes qualificados sobre o comportamento patrimonial.17 CONTABILIDADE DO MUNDO MODERNO . “a contabilidade só foi reconhecida como ciência propriamente dita no início do século XIX.período que se inicia em 1840 e continua até os dias de hoje.1. De acordo com a doutrina oficial brasileira (organizada pelo Conselho Federal de Contabilidade).período que vai de 1494 até 1840. com o aparecimento da Obra "La Contabilità Applicatta alle Amministrazioni Private e Pubbliche" . CONTABILIDADE DO MUNDO CIENTÍFICO . atualmente. 24).1 A CONTABILIDADE NO BRASIL A partir de 1770 surge no Brasil a primeira regulamentação da profissão contábil. a contabilidade é uma ciência social. registrando os fatos e atos de natureza econômicofinanceira que o afetam e estudando suas consequências na dinâmica financeira. A internacionalização dos mercados tem provocado transformações no cenário em que a contabilidade atua. da autoria de Franscesco Villa. 2009). Obra marcante na história da Contabilidade. quando D. José. entre as mais requisitadas. Segundo Wikipedia (2009). tanto no aspecto quantitativo quanto no qualitativo. Rei de Portugal. p. da mesma forma que a economia e a administração (WIKIPEDIA. Por longo período sua história se confundiu com os registros patrimoniais de organizações mercantis e econômicas”. O nome deriva do uso das contas contábeis. o que se observa é uma exigência por informações claras e transparentes. seus fenômenos e variações.

que cursavam três anos. • Em 11 de outubro de 1946 foi realizada pelo CRC a terceira reunião. foi determinado as condições e prazos para o registro desses profissionais. criando as condições e estabelecendo as primeiras regras. que cursavam dois anos e perito-contadores. ou seja. os pontos mais fortes da história da contabilidade brasileira pode ser descrita da seguinte forma: • Em 1870 acontece a primeira regulamentação brasileira da profissão contábil. • Na reunião seguinte. é aprovada a Resolução nº3/46. • A imediata criação do Conselho Federal. é realizado o 1° Congresso Brasileiro de Contabilidade. pois. um embrião do que seria. é fundado o Conselho Perpétuo.295 demonstra a pressa que tinham para ver logo em funcionamento seu órgão de classe. por meio do decreto imperial nº 475.033. • Em 1932 é sancionado o decreto federal nº 21. onde trataram de criar uma comissão para organizar os Conselhos Regionais. logo. que formava dois tipos de profissionais: os guardalivros. . antes era permitido a profissão para aqueles que possuia conhecimento empírico e prático. • Em 1924. • Em 1915 é fundado o Instituto Brasileiro de Contadores Fiscais. logo após a edição do Decreto-Lei nº 9. • Em 1927.18 Segundo Wikipedia (2009).158. estabelecendo novas condições para o registro de contadores e guarda-livros. o sistema Conselho Federal e Conselho Regional de Contabilidade. • Em 1931 vem a primeira grande vitória da classe contábil: é sancionado o decreto federal nº 20. no século XXI. que dispões sobre a organização dos Conselhos Regionais de Contabilidade. que estudar. em 29 de outubro do mesmo ano. É criado o curso de contabilidade. Hoje. quem desejasse abraçar a carreira teria primeiro. que organizou o ensino comercial e regulamentou a profissão.

19 existe um Conselho de Contabilidade em cada unidade da Federação e no Distrito Federal. que se aplica a indivíduos. 23). não podendo assim permanecer no nível de uma simples descrição ou registro dos mesmos. através de relacionamentos. • As primeiras ações dos Conselhos Regionais eram direcionadas ao registro de profissionais. mesmo que estes apresentem crenças e valores diferenciados. A ética sendo o ramo do conhecimento tem por objetivo padronizar comportamento humano no interior da sociedade. “ética é um ramo da filosofia que lida com o que é moralmente bom ou mau. que é o que popularmente denomina-se berço. e atualmente. p. Segundo Lisboa (1997. burilada para ingressar no convívio da sociedade. 33) Independentemente da sua vontade o ser humano ao nascer integra-se a sociedade e passam então a ter um convívio ligado às demais pessoas. também. A ética é um estado de espírito é quase hereditário e vem da formação e do meio social do qual a criança teve sua personalidade moldada. Pode-se dizer. e moral e adquirida por meio da educação formal e da experiência da vida. a ética parte . grupos ou organizações. certo ou errado. 2. além de registrar e fiscalizar o exercício profissional. possibilitando assim conflitos na mesma. p. mas também. alguns conselhos em parcerias com o Conselho Federal e com universidades. A ética das pessoas ou dos grupos não está meramente no que elas fazem costumeiramente. 2001. a ética parte dos fatos. tornando-se um processo evolutivo das ações e costumes do comportamento humano. no que elas pensam que é correto fazer. buscando descobrir os princípios gerais. oferecem aos profissionais da Contabilidade condições de se qualificarem e atenderem às exigências do mercado de trabalho. ou no que se obrigam a fazer. além de oferecerem à sociedade um serviço de qualidade. educação continuada. (SÁ. Neste sentido.2 ÉTICA A ética é uma diretriz pessoal e social de boa conduta. que ética e “filosofia da moral” são sinônimos”. Como ciência.

“Pitágoras desenvolveu reflexões sobre a conduta moral. 338). seja de modo absoluto. seja relativamente a determinada sociedade. dependendo unicamente de nós”.3 ORIGEM DA ÉTICA E SUA EVOLUÇÃO Conforme Fortes (2002. sendo este o conhecimento daquilo que só existe como consequência de nossa ação e. pode ser analisada em diversas circunstâncias dentro de um ponto de vista geral pela necessidade em sua conduta e efeitos a qualificá-lo ou redimi-lo no meio em que está integrado desenvolvendo sua atividade. hipóteses e teorias (TOLEDO. tomou-se a ética como uma saber prático. p.20 de dados empíricos e os transcende com seus conceitos. 2. Segundo Chaui (2001. a partir dos textos de Platão e Aristóteles que a ética ou filosofia moral iniciou-se”. Foi com Sócrates. . portanto. Segundo Sá. “dentro da linha de tempo da história ocidental. A prática da ética. O termo ética deriva do grego ethikos. uma ciência que tem como objeto de estudo a conduta do homem perante o ser e seus semelhantes. chegando a língua portuguesa através do latim ethicu. costumes e formas de agir com seus semelhantes”. sendo a ética para este. p. já com Aristóteles. 138). p. a Ética tem seus primeiros ensinamentos com os gregos. é uma ciência que trata dos deveres. (2001. um tanto relativa. para significar o estudo dos juízos de apreciação que se referem a conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal. Não se constrói um conceito pleno sem que se pratique uma conduta também qualificada”. Ainda conforme a Farias e Lima (2009). Conforme a Farias e Lima (2009) “mais tarde. ou seja. 2009). “o valor profissional deve acompanhar-se de um valor ético para que exista uma integral imagem de qualidade.49).

tanto quanto pessoal. Atrás de qualquer tomada de decisão. já que se trata de um conjunto de princípios que disciplina a conduta do homem. Os princípios éticos e morais são na realidade a base de um profissional que representa toda a classe. pois. erros e imprudências ficarem evidenciadas. caso as conseqüências das referidas decisões. Entende-se. seus interesses pessoais. Então pode se dizer que não é admitido do ponto de vista ético que um indivíduo aceite um encargo sem ter a competência profissional para exercê-lo. pois. 2009). ou profissional. Ao se falar de ética nos remetemos sempre aos profissionais éticos. . Assim. a ética profissional aplica ao exercício da contabilidade é a parte da moral que trata de regras de conduta do contabilista. distinguindo-se por seu talento e principalmente por sua moral e não pelo efeito externo que possa causar. O exercício de uma profissão pressupõe o pleno conhecimento e o domínio de toda a sua amplitude.21 Com o passar do tempo a ética passou a trazer castigos e ficando assim indispensável para a vida na sociedade. a qual define os valores éticos que permearão a vida da entidade. de qualquer erro ou imprudência sempre estão os profissionais que podem e devem ser responsabilizados. Segundo Toledo (2009): A ética profissional existe na realização e qualidade precisa e exata do trabalho e em conformidade com os preceitos morais segregados pela sociedade em que se está inserido. que ética profissional é o conjunto de regras de comportamento do contabilista no exercício de suas atividades profissionais (KRAEMER. não apenas quanto aos aspectos técnicos. mas também quanto às regras de conduta moral. 2. A tendência natural do ser humano é.4 ÉTICA PROFISSIONAL Ética profissional é um conjunto de princípios que regem a conduta funcional e de comportamento daqueles que compõem determinada profissão. em primeiro lugar. muito além de qualquer determinação legal. defender. Ser ético é um dever moral. estes por sua vez também são responsáveis pela delineação da missão da empresa.

as quais não só prejudica seu cliente e sua classe. como gera razão direta negativa perante a sociedade denegrindo a sua própria profissão.22 Segundo Vieira (2009). ético é todo profissional que tem como meta sentir-se íntegro e pleno da alegria de viver. Convicto de que todos os demais podem se sentir assim também. injúria. c) verdade – agir de acordo com a natureza daquilo que se conhece sem deturpar pela mentira. e) solidariedade – obedecendo ao princípio da interdependência entre os membros de um grupo. Assim. ou deixando caminhos abertos para que se efetivem fraudes. o executor de serviços. Um profissional que não se baseia nestes fatores relatados por SILVA (2003) é capaz de gerar a desconfiança da sociedade nos serviços de todos e ao transgredir os princípios da honestidade. A ética é indispensável ao profissional. seja de executar bem o serviço. ensejando um diferencial competitivo. relata ainda que o conceito profissional é a evidência. Uma das faces que vem à mente quando se fala em ética profissional é de se ter cuidados em lidar com qualquer recurso que se encontra sob sua guarda. a ética profissional baseia-se em: a) responsabilidade – responder a seus deveres com respeito a si mesmo e aos outros. Cultiva o pensamento cooperativo. Parte-se de uma premissa que sua racional idade operacional e mecanicista faça parte de seu comportamento. calúnia. O agir se refere à conduta do profissional. Sá (2001) fala que o valor profissional deve acompanhar-se de um valor ético para que exista uma integral imagem de qualidade. hipocrisia. ou seja. realizando intercambio de compreensão e apoio. A responsabilidade dentro da ética profissional denota-se pela capacidade de entendimento do direito e do dever que acompanha o exercício de qualquer atividade. d) justiça – considerando-se direito e deveres. seja de cumprir prazos de sua realização (TOLEDO. percebe-se assumir uma obrigação. Tem um profundo e inabalável respeito pelos acordos firmados. das capacidades e virtudes de um ser no exercício de um trabalho habitual de qualidade superior. porque na ação humana “o fazer” e “o agir” estão interligados. Segundo Handel (2000). . O ser ético profissional. as conseqüências que irá refletir sobre terceiros. no uso da liberdade. o quanto se deve estar atento a possíveis efeitos nocivos. 2009). ao conjunto de atitudes que deve assumir no desempenho de sua profissão. O fazer diz respeito à competência. perante terceiros. b) igualdade – considerar que as pessoas são iguais em direito e dignidade. ao realizar um trabalho. invariavelmente também se relaciona com outras pessoas e com o ambiente onde habita. à eficiência que todo profissional deve possuir para exercer bem a sua profissão.

2. que no exercício das suas atividades deve manter sua independência e autonomia que lhe garantirão sua liberdade profissional (FORTES. Conforme Fortes (2009): A profissão contábil é uma destas atividades a que se refere a Constituição Federal e foi regulamentada por legislação federal (Decreto-Lei 9295/46. portanto. (2001. empresas e instituições em geral.5 A PROFISSÃO CONTÁBIL A Contabilidade fundamenta-se em princípios. seja o que for. vinculada à áreas das ciências sociais aplicadas (FORTES. conseqüências positivas também em termos de valor de honorários. existem inúmeros dispositivos legais de âmbito federal. p. com o objetivo de prestar informações e orientações baseadas na explicação dos fenômenos patrimoniais. foram instituídas as duas categorias profissionais até hoje existentes: a de Contador e a de Técnico em Contabilidade.5. p. dentre outras providências. a lealdade. tais atos. sendo portando. econômicos. em cujo dispositivo.1 CONDUTA ÉTICA DO PROFISSIONAL CONTÁBIL Segundo Sá. bem como o Código de Ética Profissional do Contabilista.23 2. A autoridade moral de qualquer pessoa é sem dúvida o elemento mais positivo em uma relação social ou profissional e faz a diferença no momento da contratação e prestação dos serviços profissionais. No exercício profissional o contabilista não deve. legais. caracterizam a honestidade. 2001. Como ampliação da regulamentação profissional. passa a requerer a fiel guarda. Tudo isto se consubstancia no respeito para com o que é de terceiros. tendo. leis e outras normas decorrentes das relações sociais entre pessoas. com prerrogativas e atribuições bem definidas para cada caso. com modificações posteriores). quando praticados no campo da virtude. especialmente as resoluções emanadas do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais. tão como a tomada de . 2009). 130) A Profissão contábil consiste em um trabalho exercido habitualmente nas células sociais. ensejando o cumprimento de deveres sociais. 39). como tributo à confiança que é depositada. A honra e o decoro representam a base da correção moral de qualquer profissional. Sá (2001) fala da contabilidade como algo que é confiado a alguém. a sinceridade e um propósito firme de intransigente probidade. em hipótese nenhuma. desviar-se da prática da honestidade e dignidade.

além da lealdade. o profissional contábil passa a ajudar o gestor nas opiniões sobre o futuro das organizações. apresentando-os como próprios. auxiliando nas tomadas de decisões. quando em seus ensinamentos pregava o que fazer para ser virtuoso perante terceiros. § XIII da Constituição Federal fala que é livre o exercício de qualquer trabalho. como estudo da conduta. ela é livre. quando sugerir que aquele que não sabe administrar sua casa (SÁ. faz com que enobreça sua idoneidade física e jurídica por ações corretamente desenvolvidas e competentes. 2009). porém se delimita aos padrões da lei. A profissão do contabilista. o contador é peça fundamental para a sobrevivência das empresas. desmoraliza impiedosamente a conduta inversamente empenhada com as que são de fato necessárias para convivermos entre o bem e o mal do inicio ao fim da vida. que é subdividido em contador e Técnico em contabilidade. 2001. Apresentando entendimentos de condutas que realmente nos parecem de uma lógica irrepreensível. ofício. do CFC e do CRC. sendo assim. bem com todas demais profissões com prerrogativas e atribuições bem definidas para cada caso. ou seja. inclui também neste dizer a contabilidade. que deles não tenha participado. como o que diz respeito à gestão do bem público. em relação aos seus demais colegas de profissão. Na conduta profissional. A ética.24 decisões administrativas. o contabilista. mas tendo em vista os padrões de conduta a ele imposta. deve observar os seguintes pontos: absterse de fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras. pois para muitos não é mais visto como aquele mero indivíduo responsável pelos procedimentos de calcular impostos. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. . além de servir de instrumentação histórica da vida da riqueza. Ao conhecer profundamente a empresa. iniciativas ou de soluções encontradas por colegas. p. 26). abster-se da aceitação de encargo profissional em substituição a colega que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão ou da classe. evitar desentendimentos com o colega que vier a substituir no exercício profissional (FORTES. no entanto. todavia. registrar. já é percebida em Protágoras. A cada dia o papel do contador na sociedade torna-se mais relevante. desde que permaneçam as mesmas condições que ditaram o referido procedimento. ou profissão. O artigo 5º. como. controlar fatos administrativos e escriturar livros como a maioria das pessoas pensavam. jamais se apropriar de trabalhos.

como “ninguém tem o escritório tão informatizado como o nosso”. os trabalhos desenvolvidos nos meios de circulação. mas como instrumento fundamental de conduta. mas também pelo exemplo de profissionalismo e de conduta ética e moral. No exemplo citado acima o profissional ou empresa de contabilidade pode até estar cobrando honorários superiores aos seus concorrentes. trabalhos realizados e relação de clientes. como por exemplo: “seja nosso cliente e não pague imposto de renda” e fere a ética também publicar de forma imoderada. serviços oferecidos. Todo profissional. pois nunca conseguirá ser valorizado. por tratar-se de uma “oferta”. especializações. pode ser caracterizada como propaganda desabonadora aquela que um profissional faça comparação com outros escritórios. não apenas pela profissão que exerce. poderá valorizar sua profissão. A conduta antiética pode ser caracterizada também com anúncios enganosos. em qualquer modalidade ou veículo de comunicação. O deslize também poderá ocorrer na oferta de serviços de forma promocional. condição sem a qual sua existência profissional perde o sentido e contudo provará sua importância e relevância para a sociedade. Constitui infração anunciar. da Organização Contábil ou da classe. Neste ato saberá aplicar os princípios éticos. como por exemplo: “nosso escritório é melhor que outros porque temos contabilidade gerencial”. menosprezando os trabalhos executados pelos colegas daquela região ZANLUNCA (2009). Segundo Zanluca (2009). como por exemplo: “em nosso escritório você ganha 3 meses de honorários de graça” ou “pague menos pelos serviços contábeis sendo nosso cliente”. porém. sendo sempre admitida a indicação de títulos. Desta forma. não como uma imposição legal ou organizacional. assim como o profissional contábil que souber dar de seu valor. aquele que não se valoriza. certamente este fato lhe trará mais clientes em detrimento dos demais profissionais contábeis. conteúdo que resulte na diminuição do colega. .25 O profissional contábil que não segue os padrões de comportamento a ele imposta apresenta a conduta antiética que pode ser caracterizada por desenvolvimentos de trabalhos onde este se credita de meios que venham a prejudicar atualmente ou posteriormente sua própria profissão e as de seus concorrentes.

quando atuante em sua profissão. e nele possam permanecer e prosperar. . nas instituições diversas. No entanto. independentemente da forma ou setor que atua.26 O comportamento ético do contabilista. p 131). a seriedade e austeridade e o zelo pela imagem são norteadores éticos da profissão contábil.6 IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA CONTABILIDADE Uma das profissões mais antigas. A confiabilidade nas ações. “a contabilidade destaca-se por seu papel de proteção à vida da riqueza das células sociais e pela capacidade de produzir informes qualificados sobre o comportamento patrimonial”. O profissional contábil adquire deveres para com a regularidade do emprego racional da riqueza nas empresas. a contabilidade. já que este é o grande responsável pela condução da riqueza de uma empresa à prosperidade. evoluiu com a sociedade e hoje se situa entre as mais requeridas e as mais difundidas. exercendo suas atividades devidamente embasadas em provas legais. a transparência. pode ser decisivo no sucesso ou fracasso de sua carreira profissional. Conforme Toledo (2009). 2. para que os tomadores de decisões possam enfrentar os desafios do mercado. além de sua responsabilidade pela produção de provas e de informações qualificadas. é necessário que os contadores tenham a consciência de sua responsabilidade de servir a sociedade. logo necessitam obrigatoriamente de serviços contábeis. assim como perante a sociedade e também como na produção de provas e opiniões sobre o comportamento do patrimônio da empresa. pois toda empresa e até mesmo o mundo dos negócios estão diretamente relacionadas ao campo de atuação da contabilidade. O objetivo do contador é de exercer suas atividades em atendimento aos Princípios Fundamentais de Contabilidade e às Normas Brasileiras. ao se tratar com qualquer um desses fatores. Segundo Sá (2001.

No mercado atual a ética é uma grande influência para a valorização e crescimento da profissão contábil. 2009). é natural que haja disputa entre os profissionais. como fiscal e financeiro. credibilidade e a confiança de seus usuários internos e externos. em todos os Estados da federação e no Distrito Federal existe um Conselho Regional de Contabilidade. Sendo uma profissão extremamente atuante e presente em todos os segmentos da economia. p. ao exercê-la o mesmo terá grande respeito pelo seu trabalho alcançando reconhecimento. marcos fundamentais para o desenvolvimento e continuidade de seu trabalho perante a sociedade. . Além do Conselho Federal de Contabilidade sediado em Brasília. Um dos pontos abordados pelo Código de Ética Profissional do Contabilista é a relação do profissional com a classe. “necessita. 2009). uma vez que. apreço e solidariedade. tais como sindicatos e outras associações de contabilistas. considerada a imensa responsabilidade de tais tarefas”.27 Ainda segundo Sá. passando pelas empresas privadas. pois é uma peça chave que fornece ao empresário ou cliente um serviço de alto nível e qualidade já que em suas mãos está o destino da empresa. Um profissional contábil que exerce a ética terá clareza. especialmente por ser uma das mais numerosas. deve prevalecer o espírito de solidariedade e ética (FORTES.o desemprego. 131). (2001. A conduta do contabilista com relação aos colegas deve ser pautada nos princípios de consideração. respeito. tanto contábil. e o profissional tendo consciência que seu trabalho está dentro dos padrões éticos conseguirá levar às células sociais a eficácia e o bem-estar das nações e da comunidade em geral. Entre todos os profissionais. portanto mais responsável. sendo estes. de uma consciência profissional que possa guiar seus trabalhos e de virtudes que possam ser parametrias. o contabilista. objetividade. O contabilista está se tornando um profissional extremamente valorizado e. além de outras entidades contábeis. imparcialidade e fará com que seus usuários e clientes possam ter confiança em seus serviços. notadamente junto às entidades contábeis(FORTES. em consonância com os postulados de harmonia da classe. públicas e demais entidades. Uma falha ética poderá causar a falência da instituição e com isso um grave problema social . A profissão contábil é uma das mais expressivas dentre as profissões legalmente regulamentadas no Brasil.

O Profissional precisa refletir sobre o seu papel mediante as questões de valores morais. 2. ou desconfia. na qual uma base ética se torna necessária para limitar a falibilidade humana. honestidade. buscando fazer com que o monstruoso peso do Estado não inviabilize a sustentabilidade do negócio do seu empregador. Deve sim. dignidade. p. assim como os demais profissionais. integridade. 2003. o profissional contábil deverá ter comportamento ético profissional inquestionável. social e moral dos seus membros. o individuo ético é honesto ou é desonesto. confia. ter senso apurado para trabalhar o equilíbrio do que é melhor para o seu cliente. como não existe meia-honestidade. O profissional contábil é que constrói a sua própria valorização. a profissão contábil possui também o seu Código de Ética Profissional do .7 CÓDIGO DE ÉTICA DO CONTABILISTA Conforme Fortes (2001. flexibilidade. coragem. sendo: ética. 50) A exemplo das demais profissões legalmente regulamentadas e objetivando normatizar a conduta profissional. tolerância. 38). O profissional da contabilidade deve obedecer às normas técnicas bem como as normas legais sem. o profissional contábil deverá ser ético e honesto integralmente e sempre. para que não fique a mercê de sansões e penalidades cabíveis este. principalmente no mundo dos negócios no qual o contabilista está inserido (SILVA.28 Conforme Sá (2001). p. partindo do pressuposto dos conjuntos e valores fundamentais que o mesmo deverá adotar. Diante das informações. através de suas atitudes e valores. sigilo. faz-se necessário o Contador manter uma postura vigilante. que por sua vez. crítica e ponderada acerca das decisões que a todo o momento tem que tomar. implica no pensar eticamente antes de decidir. respeito e competência para proporcionar aos usuários informações com segurança e confiabilidade. humildade. devido a um emaranhado de variáveis e também da tensão de interesses. no entanto se deixar ser engolido por elas. Na área contábil. o leva a refletir sobre suas ações. pois não existe meia-confiança.

(1997. sempre vinculando o aspecto do bem. Segundo Moreira (2002. c) respeitar a si mesma. Além de servir como guia à ação moral. A existência do código de ética evita que os julgamentos subjetivos deturpem. da moral e da justiça. p. que é um conjunto de normas de conduta a serem observadas pelos contabilistas nas relações profissionais com seus clientes e colegas de profissão. exigindo dele sólida formação moral e preparo psicológico. Os profissionais contábeis devem exercem suas atividades de acordo com as normas do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais. Segundo Lisboa. sobretudo no exercício das suas atividades e prerrogativas profissionais estabelecidas na legislação vigente (FORTES. p. quando adotado. que colocarão prova de seus valores éticos.29 Contabilista – CEPC. Entretanto. de seguir os preceitos nele refletidos. Suas normas visam ao bem-estar da sociedade. no qual o mesmo deve manter um comportamento social adequado às exigências que lhe faz a sociedade. de forma a assegurar a honestidade de procedimentos de seus membros dentro e fora da instituição. impeçam ou restrinjam a aplicação plena dos princípios. Alem disso o código de ética. Essas . 117). p. 33). tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os profissionais da contabilidade. b) Servir com lealdade e deligência. O Código de ética profissional do Contabilista. 2002. pode constituir uma prova legal da determinação da administração da empresa. o código de ética profissional possibilita que a profissão de contador declare seu propósito de: a) Cumprir as regras da sociedade. nos dias atuais contador experimenta situações diferenciadas e provocadoras. implantado de forma correta e regularmente obedecido. O Código de ética tem a missão de padronizar e formalizar o entendimento da organização empresarial em seus diversos relacionamentos e operações. 61). defendendo também abertamente os princípios e valores éticos aplicáveis a sua profissão. como fonte orientadora da conduta dos profissionais da classe contábil brasileira. Vieira (2009) relata que o código de ética pode ser entendido como uma relação das práticas de comportamento que se espera sejam observadas no exercício da profissão.

podendo assim aplicar ás penalidade cabíveis caso o profissional não cumpra com as exigências e ele imposta. determinação dos Conselhos Regionais de Contabilidade. status e benefícios. concorrência acirrada e pressão por parte de seus clientes. mas falam da proteção daqueles que conquistaram o direito ao exercício profissional. Mediante tal situação torna-se necessário que os contadores não tentem burlar o código de ética devido a estas crescentes transformações. ou seja. onde as tomadas de decisões precisam ser mais ágeis e concretas devido às transformações econômicas que ocorrem no dia-a-dia. Para casos de disputas que provoque ofensas ao colega. o profissional estará sujeito a penalidades previstas no Código de Ética Profissional do Contabilista. Na área da prestação de serviços profissionais. ser ético no Brasil significa muitas vezes abrir mão de dinheiro. A disputa pelo mercado de prestação de serviços contábeis assim como nas demais atividades. o que se vende não é um bem ou uma mercadoria e sim a qualidade e o desempenho na realização do trabalho.30 normas dizem respeito. diante deste pressuposto o contabilista tem a difícil . depois de regularmente notificado. A concorrência e a busca pela conquista do cliente no mercado são um fato comum entre todas as atividades econômicas. não pode transformar-se em competição desregrada. não a imposições arbitrárias destas entidades sobre os profissionais. O contabilista não deve oferecer ou disputar serviços profissionais mediante aviltamento de honorários ou em concorrência desleal. no prazo estabelecido. Segundo Fortes (2009). bem como na valorização dos interesses da sociedade. ficando sujeito às penalidades previstas nos preceitos éticos. evolutiva e instável. fere o Código de Ética Profissional do Contabilista aquele que não cumprir. É cabível ao Conselho Federal e aos Conselhos Regionais de Contabilidade o poder de averiguar os procedimentos técnicos e éticos dos contabilistas.8 FATORES QUE LEVAM O CONTADOR A INFRINGIR O CÓDIGO DE ÉTICA Os profissionais contábeis estão vivendo em uma sociedade espantosamente dinâmica. Segundo Toledo (2009). que em última instância é a grande usuária dos serviços de qualquer profissão. 2.

torna-se essencial para os futuros contabilistas a concepção de que a ética é vital no exercício profissional. faz-se necessário que os profissionais de contabilidade busquem a atualização constante.24). como da espécie (SILVA. Neste contexto. um bem imensurável e contribui para a solidez da profissão contábil. baseando-se na consciência de que é por levar as células sociais à eficácia que se consegue o bem-estar nas nações e nas comunidades em geral (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. 2003. Muitas são as formas em que as empresas. pois a ética não é uma abstração acadêmica mas. a informação é uma das fontes mais valiosas de produção de riquezas. Lutemos para sermos éticos nas nossas relações sociais e seremos indispensáveis na sociedade em que vivemos. Acredita-se que é chegado o momento em que os profissionais de Contabilidade precisam compreender que a Ética é o caminho para o enobrecimento da profissão. 37). para se ter uma atitude ética não basta ter a consciência do que é certo ou errado. confiável e ética perante a sociedade. p. O contabilista precisa ter uma consciência profissional que possa guiar seus trabalhos.9 SANÇÕES E PENALIDADES ÀS INFIDELIDADES DOS CONTADORES Conforme Toledo (2009). pois a mesma é o alicerce para exercermos uma Cidadania Plena. e virtudes que sirvam de parâmetros para a realização de tais tarefas. pois gerar conhecimento será uma das maneiras de exercer a ética perante o mercado de trabalho (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.25) 2.31 função de ser ético em todas as suas atitudes. seus sócios e administradores podem ser condenados por leis comerciais. 2003. a exemplo da corrupção. torna-se fundamental a busca do conhecimento. Contudo nesta era da globalização o contador deve tratar questões empresariais com dignidade e transparência. civis e penais pelo fato de não manter em ordem sua Contabilidade. p. de acordo com o Código de Ética Nos dias atuais. que é responsável por levantar. Viver em um país marcado por um número tão alto de infrações éticas. Necessita também de consciência e respeito aos deveres contidos no código de ética. p. gerando como contrapartida. Supõe-se que o progresso e a valorização do profissional contábil só acontecerá quando assumirem com competência a capacidade técnica e o comportamento ético adequado. 2003. pois em uma sociedade onde a concorrência é cada vez maior. estudar e analisar tais informações. . e o contabilista. tem a obrigação de ter uma conduta responsável. bom ou mal. uma das maneiras de ajudar a preservação não só das profissões. No entanto.

o reflexo é imediato: a Contabilidade é transparente. e que acarreta. segundo a gravidade. efetuar contratação de um profissional despreparado. censura reservada ou censura pública (FORTES. a critério do juiz. misturar ou confundir bens particulares do sócio e da empresa. com a aplicação de uma das seguintes penalidades: advertência reservada. diminuição da pena. ou até mesmo. Se os atos do administrador são corretos: documentação adequada. No momento da aplicação das penalidades. sócios. O Código de Ética . obrigatoriamente.32 Seja pelo motivo de não levar a sério a documentação relativa à transação operacional. transações negociais dentro do objeto da empresa. • Ausência de punições de ética anteriores. Caso contrário pode ser utilizada para incriminar a empresa. deve considerar alguns pontos como: • Falta cometida em defesa de prerrogativa profissional. sancionada. nela ficam registrados todos os atos e fatos. cometer desvios. As penalidades são de dois tipos: as de natureza sigilosa e as de censura pública • Natureza sigilosa: são as penalidades de advertência reservada e censura reservada • Na censura pública: são as penalidades que serão de conhecimento do público. administradores e contador que foram relapsos e desleixados. formado pelos conselheiros do CRC. No campo jurídico quando alguém comete um crime. o Tribunal de Ética. o Código de Ética Profissional do Contabilista estabelece que a transgressão de seus preceitos constitui infração ética. dependendo dos fatos poderá haver circunstâncias ditas atenuantes. O conhecimento público de desonestidade e fraudes executadas por profissionais de contabilidade é desconcertante. que são aquelas legalmente previstas. Além das infrações e penalidades de natureza disciplinar presentes noutras normas da profissão. As normas contábeis estipuladas pelo CRC deverão ser observadas e seguidas e aos que infringirem essas determinações expressas. A Contabilidade é a alma da empresa. respeitado. criando assim uma situação de desconfiança pública. fazer negócios fora do objeto social. 2009). poderão sofrer as sanções e penalidades previstas. o limite mínimo da cominação. e • Prestação de serviços relevantes à contabilidade. porém.

em decorrência da operação batizada de Monte Éden (PARANA. e ausência de punição ética anterior. censura reservada ou censura pública. • Exercer a profissão contábil com registro baixado ou suspenso. 2.9.1 SONEGAÇÃO FISCAL A Polícia Federal prendeu 30/06/2005. advertência reservada.400. prestação de relevantes serviços à -contabilidade (FORTES. . PENALIDADES Suspensão de 6 meses a 1 ano. advertência reservada. censura reservada ou censura pública. • Descumprimento de determinação expressa do CRC. • Adulteração ou manipulação. o profissional contábil que infringir o código de ética receberá os devidos enquadramentos e determinadas penalidades. censura Suspensão do exercício profissional por prazo de até 5 anos ou multa de R$ 240. 2009). que seriam remetidos para São Paulo. • Deixar de apresentar 2a Via de DECORE emitida. Advertência reservada. Fraudulenta na escrita ou em documentos. • Retenção de livros e documentos. • DECORE sem base legal. • Exercer a profissão sem registro. advertência reservada. No local foram recolhidos vários documentos. advertência reservada. no norte do Paraná.ONLINE. • Incapacidade técnica.00. • Contabilista que emite DECORE sem fixação da DHP.00 a R$ 2.400. censura reservada ou censura pública. Multa de R$ 240. • Aviltamento de honorários e concorrência desleal. acusados de envolvimento em um esquema de sonegação fiscal. Conforme Conselho Federal de Contabilidade (2003). 2009). As prisões e três mandados de busca e apreensão na cidade foram pedidos pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. • Demonstrações contábeis sem base legal Ausência de escrituração contábil. um contador e um diretor do Frigorífico Canção. como: INFRAÇÕES • Inexecução de serviços. • Acobertamento a não-habilitado ou impedido. • Apropriação indébita. em Maringá.1. • Contrato de prestação de serviço • Livro Diário sem registro no órgão competente. Suspensão do exercício profissional.00 a R$ 2. reservada ou censura pública. • Técnico em contabilidade exercendo atividades privativas de contador sem a necessária habilitação.00.9.33 prevê também estas situações e na aplicação das sanções éticas são consideradas como atenuantes: falta cometida em defesa de prerrogativa profissional.1 CASOS PRÁTICOS DE SANÇÕES E PENALIDADES 2. censura reservada ou censura pública.

permanecerá preso. exceto em casos de evidente ilegalidade. requerendo. a análise do mérito do habeas-corpus. ministro Edson Vidigal.9. contador de João Arcanjo Ribeiro. nos anos de 1998 e 1999.9. Luiz Alberto Dondo Gonçalves. o Comendador. que tornou-se o principal auditor de Madoff no início da década de 1990. compete ao órgão colegiado. 70. Fontes . deixando a análise para os ministros da Sexta Turma do tribunal. O contador.1. máquinas de caça-níqueis e contrabando de componentes eletrônicos e que teria sido responsável também por diversos homicídios no Estado do Mato Grosso . Madoff por mais de uma década. condenado a quatro anos e seis meses de reclusão mais multa. confessou ser culpado das acusações de fraude financeira na última quinta-feira e deverá aguardar em um presídio federal a sua condenação. entregou-se às autoridades federais e à promotoria pública. Estas foram as primeiras queixas registradas publicamente desde que Madoff. indeferiu a liminar. O ministro Paulo Medina é o relator.2 OMISSÃO DE RECEITA Segundo a Central Jurídica (2009). operando a partir de um minúsculo escritório em Rockland County. Assim. Esse é o segundo pedido negado pelo STJ neste mês.34 2. a revogação da prisão preventiva do acusado.envolvendo valores mobiliários e consultoria para investimentos .3 FRAUDE De acordo com Cruzba (2009): O contador que ofereceu serviços de auditoria à companhia de Bernard L. Ao apreciar o pedido. a defesa apresentou habeas-corpus no STJ. quando seu sogro se aposentou e ele assumiu a empresa Friehling & Horowitz que contava com apenas dois sócios. no momento oportuno. sediado em Brasília (DF). que poderá ser o equivalente à prisão perpétua. Alegando não haver motivos para mantê-lo preso. foi acusado ontem de fraudes . ele teve pedido para revogar a sua prisão preventiva indeferido pela Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa do contador Luiz Alberto Dondo Gonçalves – que foi preso sob acusação de que trabalharia como contador para organização criminosa que atua na exploração do jogo do bicho. a Presidência do STJ entendeu que. Pedido para revogar a prisão preventiva foi indeferido pelo relator de sua apelação no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O pedido ao STJ se deve ao fato de ele ter sido impedido de apelar em liberdade. David G.relacionadas ao gigantesco esquema de pirâmide financeira de Madoff.1. decisão mantida pelo colegiado. em liminar. Acusado de ter omitido receita da empresa Indústria e Comércio de Cerais Itatiaia Ltda.teve pedido semelhante indeferido pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Friehling. 2.

24 inciso I da Resolução CFC no 960/03. incisos VIII e XVII e art. aprovado pela Resolução CFC no 803/96. Defesa: Alegou que utilizou uma DECORE para a sua cliente e que a mesma desistiu. Parecer: Comprovada a irregularidade – Censura Pública. aprovado pela Resolução CFC no 803/96.5 ETIQUETA FALSA Segundo Conselho Federal de Contabilidade (2009. c/c art. sendo que. não sabia que teria algum problema. incisos I. VI e X. 2o. utilizou-a novamente para o banco do estado. 24. na DECORE de 2/1/01. Enquadramento: art. 11. As DECOREs eram tão constantes. sem base em documentação hábil e legal. 36): A Contadora Aparecida Trindade utilizou-se de etiqueta falsa e firmou declaração comprobatória de percepção de rendimentos sem base em documentação hábil e legal.35 familiarizadas com o andamento do processo acreditam que outros casos devem vir à tona uma vez que os promotores públicos e agentes de FBI estão investigando membros da família de Madoff e seus funcionários. inciso I e art 3o. II do CEPC. inc.35): O Contador José Boa Morte Silva oferecia um serviço a mais para seus clientes. incisos VIII do CEPC. Parecer: Comprovada a irregularidade – Censura Pública. Histórico: Por se utilizar de etiqueta DHP falsa ou falsificada. da Resolução CFC no 960/03. p. CFC: Manteve a decisão do Regional. inciso I e art 3o.1.1. 2o. c/c art.9. proveniente de diversas fontes e como renda de autônoma no mês de dezembro/X2.9.4 EMISSÃO DE DECORE POR PREÇO ESPECIAL Conforme Conselho Federal de Contabilidade (2003. . que por meio de visita “in loco” constatou que emitia tais Declarações sem base em documentação hábil e legal. que era a emissão de DECORE por um preço especial. 2. Histórico: Por firmar declaração comprobatória de percepção de rendimentos. Recurso: ex officio. 2. que acabou chamando a atenção do CRC. embora ele tenha afirmado que agiu sozinho na fraude de pirâmide financeira. Enquadramento: art. p. cuja beneficiária é a Fulana de Tal. na época. Defesa: Justificou que a cliente não utilizou a DECORE.

que foi o mais importante”. Contudo o novo Código Civil veio também para deixar mais claras as responsabilidades do contador. pode-se dizer que o direito civil é um ramo do direito privado. Ao longo dos anos os romanos criaram o direito privado.45).36 2. como os clientes. por praticar ou obteremse certos atos ilícitos. patrimoniais e obrigações. A responsabilidade profissional também estará inserida no âmbito legal. fazendo com que o profissional tenha o amparo legal no exercício de suas funções. na Seção III . O novo Código Civil. Com o passar do tempo aumentou a necessidade da transparência das informações prestadas pelo contador ao mercado. e em particular para os Contabilistas. o contabilista deve estar atento aos fatos para evitar o cometimento de falhas no desempenho de suas atividades. Contudo. Com isso o direito romano era o que mandava nos cidadãos independentes criando normas de direito penal. no que diz respeito às questões que envolvem crimes tributários e lesões patrimoniais provocadas por erros técnicos ou fraudes em documentos contábeis. trata das responsabilidades civis dos contadores (prepostos). definindo que são eles os responsáveis pelos atos relativos à escrituração contábil e fiscal praticados e ao mesmo tempo. para que este agindo com dolo seja punido. de natureza. Desta forma entende-se que o Código Civil são normas que a lei aplica a pessoas sem distinção. por exemplo. que estão sujeitos aos direitos e obrigações. respondem solidariamente quando praticarem atos que causem danos à terceiros.Do Contabilista e outros Auxiliares. “o direito civil passou por uma evolução histórica. que se forma diante da sociedade. negligência ou imperícia quando tenha havido intenção proposital para atingir determinado objetivo. pois se trata das regras que rege as relações familiares.10 CÓDIGO CIVIL E A RESPONSABILIDADE DO CONTADOR Conforme Diniz (2002. tal como administrativo e processual. Assim. Conforme Lunelli 2009. e discipliná-lo em atos culposos que são praticados por imprudência. p. respondendo criminalmente por seus atos. é prudente que em virtude da natureza do trabalho contábil. Como se não bastassem muitas vezes .

com o que evidentemente o contabilista não poderá concordar (FORTES. p.37 é solicitado do profissional a prática de atos ilícitos em benefício de terceiros. 2001. . 92). clientes e outros usuários da contabilidade.

Todo contador deve atuar porque gosta realmente. assim afirmar-se que o contador ético é aquele que tem bom caráter.9 que quando os profissionais contábeis não atuam com dignidade e transparência. tanto pessoal como profissional. . o indivíduo cresce aprendendo esses princípios e através deles vai formando o seu caráter moral. O primeiro objetivo específico proposto buscou verificar a importância de obedecer às normas técnicas e legais. estes sofrerão as devidas penalidades cabíveis. verificou-se de acordo com o capitulo 2. buscou-se enumerar algumas sanções e penalidades previstas no código de ética e aos artigos pertinentes no código civil.9. na forma como preceitua o mesmo. religioso e social.1 CONCLUSÃO Ser ético é está ligado diretamente aos princípios morais da sociedade. em virtude do descumprimento das normas pensando em atingir o benefício próprio e de outrem. item 2. item 2. item 2. ou seja. na dignidade humana. buscando fazer com que o peso do Estado não inviabilize a sustentabilidade do negócio do seu empregador. pois se o homem possui caráter com certeza será um profissional ético.6. em que os contadores estão sujeitos. O referido objetivo foi relatado no capitulo 2. na busca pela realização plena. A partir do objetivo geral que é identificar as sanções e penalidades aplicáveis aos contadores quando estes não agem de acordo com o código de ética contábil e civil. pois é necessário estar feliz pessoalmente para conseguir ser feliz profissionalmente. que acredita nos valores morais. não obstante sentirá realizado com a profissão contábil sendo um profissional ético e sempre evidenciando "A Ética na sua Profissão". Em relação ao segundo objetivo específico. tais sanções e penalidades encontram-se no capitulo 2.38 3 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES 3.

item 2. Tendo em vista todos estes conhecimentos. com penalidades pesadas. conclui-se que o profissional contábil abdique um comportamento éticoprofissional inquestionável. tais como a pressão por parte de seus clientes e a concorrência. saber manter sigilo. pois as mudanças são constantes no mercado de trabalho e a competitividade esta mais acirrada. . ter conduta pessoal. respeitando seus concorrentes. ainda que seja. sendo necessário que estes estejam atentos e zelem pela integridade e sigilo das informações contábeis não fazendo o uso destas para beneficio próprio ou de terceiros. item 2. dignidade.7. Portanto. honra. pois. através de normas que asseguram a competência e a qualidade dos serviços por eles oferecidos.8. os contadores necessitam estar bem informados a cerca do que diz respeito à ética na contabilidade. inteligentes e competentemente dirigidos. são fatores condicionantes do seu sucesso. de modo que grande parte daqueles que descumprem referidas regras se sintam atemorizados pelo Estado. conclui-se que um dos caminhos que estimularia o cumprimento das regras seria estabelecer mecanismos de controle eficientes. agindo conforme a ética. o benefício obtido em virtude da quebra da regra é maior do que o ônus da penalidade. Diante desse quadro. Com a globalização e as inovações tecnológicas. e respondida no capítulo 2. a classe não perderá seu espaço perante a sociedade.39 O ultimo objetivo especifico proposto neste trabalho foi transmitir aos profissionais contábeis os princípios da ética.1 e 2. competência e serenidade para que proporcione ao usuário uma informação com segurança e confiabilidade que ele merece. bem como descritos no capitulo 2. Provavelmente esses profissionais julgam que o risco de ser apanhado não é significativo e. Mediante a hipótese levantada neste trabalho. verificou-se que são inúmeros os fatores que levam os profissionais a infringirem o código de ética profissional.5.

para que não deixe um mero capricho de sua fraqueza psicológica levar a ruína sua carreira profissional ainda a percorrer. pois é através deste que exercerão suas atividades tendo ciência de suas reais atitudes. Afinal trata-se de um assunto subjetivo que influencia diretamente na formação do profissional contábil. que mesmo aos poucos. mesmo assim. recomenda-se que sejam feitos estudos mais aprofundados acerca do Código de Ética Contábil. com honestidade e competência seus esforços e resultados serão revelados para chegar ao profissional que hoje exigem no meio social tanto competitivo.40 3. poucos importam com as irregularidades mediante propostas de suborno e/ou benefícios pessoais. sendo assim. sendo o alicerce para o exercício do contador. Espera-se. mas.2 RECOMENDAÇÕES Observou-se que a maioria dos profissionais contábeis tem plena convicção das penalidades impostas no código de ética contábil e civil. . e que este trabalho sirva de fonte de pesquisa acadêmica para estudos futuros.

com. Direito Civil Brasileiro: Teoria Geral do Direito Civil. Maíra Oliveira. C.html>..br/arquivos/artigo%20temas%20relevantes%20do%20 cdigo%20de%20tica%20profissional%20do%20contabilista. 2001. Metodologia Científica: para iniciantes em pesquisa. 30 jun 2005.ed.php/contabilidadevistaerevista/article/view/17 5/169>. 1. ES: Incaper. 2001..com/artigos/40488. Claudia. 19ª Ed. Disponível em: <http://www. 11. Manual do Contabilista. 2000. 3. A atividade contábil e a questão da ética profissional. 4.doc>. Ética. Linhares. 7. Antônio Carlos.blogspot. 2003. Nova York. Disponível em: <http://claudiacruzba. Diretor e contador de frigorífico são presos em Maringá. Fortaleza: Fortes. Porto Alegre: s. LIMA. DINIZ. 19 Mar 2009.ed. FARIAS. KRAEMER. sigilo e o profissional contábil. Acesso em: 15 out. . 9. 12. Maria Elisabeth Pereira.face. 1 vol. ANDRADE. 2. 2009. 2009. Marilena.parana-online. 13. 14. Disponível em: <http://www. ______. Romário Gava. CRUZBA. Vitória: Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Espírito Santo: s. Ética e o Exercício Profissional. 5. Contador preso por fraude. Acesso em 16 mai.com/2009/03/contador-preso-porfraude. 2009. ______. São Paulo: Ática. Disponível em: http://jusvi. 2003. Temas Relevantes do Código de Ética Profissional do Contabilista – IV. São Paulo: Atlas.justributario. 8. 2002. 2009. Felipe Nóbrega de. 6. Disponível em: <http://www. ed. Abordagens éticas para o Profissional contábil. 3. HANDEL. 5. Como elaborar projetos de pesquisa. GIL. São Paulo: Atlas. Introdução à metodologia do trabalho científico. 2009. Maria Margarida de. FERRÂO. Acesso em: 25 set. Convite à Filosofia.com. Acesso em 03 Jun. 2002. ed. ed.C. Ética e responsabilidade profissional do contabilista. Ed.41 4 REFERÊNCIAS 1. Acesso em: 13 mai. José Carlos.ufmg. 2001. 4.br/revista/index. FORTES.br/editoria/especiais/news/128217>.. CHAUÍ. Brasília: CFC. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. 2002. Maria Helena. 10.

Júlio César. 2009 18. 2009. SILVA. Alberto de. Antonio Lopes de.br/publicacoes/downloads/revista139/paradoxos. Antonio Carlos Ribeiro da et al.centraljuridica. Acesso em 13 mai. Paradoxos na ética profissional contábil.org/wiki/Contabilidade>. p. 2003. A ética profissional exercida pelos contadores Disponível em: < http://www. ed. Acesso em: 02 jun. MOREIRA. 24. 25. Acesso em 19 mai. 1.crcpr. SÁ.htm->. ZANLUCA. Mantido decreto de prisão contra contador de João Arcanjo Ribeiro. Lázaro Plácido.portaldecontabilidade. LISBOA. Propaganda de serviços contábeis – Ética e Restriçoes. Acesso em 20 out. Contabilidade. ______. São Paulo: Atlas. História geral e das doutrinas da contabilidade. Enciclopédia. SILVA. São Paulo: Atlas. 2003.com. 26. 2005 Disponível em: <http://www. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. .doc>.br/tematicas/publicidade. 1999.br/noticias/responsabilidade_contabilista. Jorge Luiz Rosa da. WIKIPÉDIA. Acesso em 07 abr.htm>. 23.htm>.com. 21.classecontabil. Abordagens éticas para o profissional contábil. 2001. Maria das Graças. História da contabilidade. Brasília: CFC. TOLEDO.br/trabalhos/390. Acesso em 13 out.org.br/tematicas/historia. Ética – Algumas considerações sobre o tema. ______. 20. 4 ed.htm>. 2 ed. 22. 19 jul. 2009. 2009. Joaquim Manhães. Disponível em: <http://www. Disponível em: <www.portaldecontabilidade. 27. 17. Disponível em: <http://pt. Ética Profissional.com/materia/894/direito_penal/mantido_decreto_de_prisa o_contra_contador_de_joao_arcanjo_ribeiro. VIEIRA. 67 – 68.portaldecontabilidade. Reinaldo Luiz.wikipedia. Responsabilidade Social e Civil do Contabilista. São Paulo: Atlas. 2009.html>. Disponível em: <http://www.com. 1997. LUNELLI. 19.com. Ética Geral e Profissionalismo em Contabilidade. 2002. 2009. Disponível em: <http://www. 16. A ética empresarial no Brasil. 2009. Revista do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul.42 15. nº 114. Acesso em 11 jun.

ANEXO .

zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu cargo.Este Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os contabilistas. inclusive no âmbito do serviço público. VI.DOS DEVERES E DAS PROIBIÇÕES Art. em documento reservado. III.DO OBJETIVO Art. logo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou empregador. sem prejuízo da dignidade e independência profissionais. comunicar. entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade. guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito. renunciar às funções que exerce. desde logo. observada a legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores. exercer a profissão com zelo. inteirar-se de todas as circunstâncias. diligência e honestidade. ao cliente ou empregador. ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes. V. estendendo-se a obrigação a sócios e executores.44 ANEXO A – CODIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO CONTABILISTA CAPÍTULO I . a quem deverá notificar com 30 dias de . quando no exercício profissional.São deveres do contabilista: I. antes de emitir opinião sobre qualquer caso. II. IV. 2º . CAPÍTULO II . 1º . eventual circunstância adversa que possa influir na decisão daquele que lhe formular consulta ou lhe formular salário ou lhe confiar trabalho.

V. é vedado ao contabilista: I. trabalhos realizados e relação de clientes. ou facilitar. da Organização Contábil ou da classe. zelando. serviços de qualquer natureza. contudo. especializações. auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não decorra exclusivamente de sua prática lícita. sendo sempre admitida a indicação de títulos. seja zelando por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da Contabilidade e seu aprimoramento técnico. para que os interesses dos mesmos não sejam prejudicados. quando impedido. assumir. exercer a profissão. informar ao substituto sobre fatos que devam chegar ao conhecimento desse. o seu exercício aos não habilitados ou impedidos. a qualquer tempo. anunciar. manifestar. conteúdo que resulte na diminuição do colega. se substituído em suas funções. II. assinar documentos ou peças contábeis elaborados por outrem. evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia.No desempenho de suas funções. direta ou indiretamente. VIII. em qualquer modalidade ou veículo de comunicação. VII. com prejuízo moral ou desprestígio para a classe. . por qualquer meio. 3º . a existência de impedimento para o exercício da profissão. serviços oferecidos. a fim de habilitá-lo para o bom desempenho das funções a serem exercidas. alheio a sua orientação. III.45 antecedência. IV. ser solidário com movimentos de defesa da dignidade profissional seja propugnado por remuneração condigna. Art. supervisão e fiscalização. IX.

confiadas. reter abusivamente livros. revelar negociações confidenciada pelo cliente ou empregador para acordo ou transação que. no exercício da profissão. valer-se de agenciador de serviços.46 VI. salvo quando autorizado por eles. XIV. IX. manter Organização Contábil sob forma não autorizada pela legislação pertinente. comprovadamente. com quebra de sigilo profissional. XVI. X. XI. exercer atividade ou ligar o seu nome a empreendimentos com finalidades ilícitas. concorrer para a realização de ato contrário à legislação ou destinado a fraudála ou praticar. XV. interesse confiado a sua responsabilidade profissional. XII. prejudicar. comprovadamente confiados à sua guarda. recusar-se a prestar contas de quantias que lhe forem. papéis ou documentos. VII. culposa ou dolosamente. em publicação em que haja menção a trabalho que tenha realizado ou orientado. . aconselhar o cliente ou empregador contra disposições expressas em lei ou contra os Princípios Fundamentais de Contabilidade editados pelo Conselho Federal de Contabilidade. tenha tido conhecimento. solicitar ou receber do cliente ou empregador qualquer vantagem que saiba para aplicação ilícita. emitir referência que identifique o cliente ou empregador. mediante participação desse nos honorários a receber. XIII. ato definido como crime ou contravenção. VIII. comprovadamente.

II. iludir ou tentar iludir a boa-fé do cliente. deverá: I. III. determinação dos Conselhos Regionais de Contabilidade. 5º . . devendo evitar quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficácia e correção de seu trabalho. XXI. intitular-se com categoria profissional que não possua. abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua convicção pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas. depois de regularmente notificado. ou da justiça da causa em que estiver servindo. alterando ou deturpando o exato teor de documentos. no prazo estabelecido. assinado e sob sua responsabilidade. Art. renunciar à liberdade profissional. XX. abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto de perícia. mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração do respectivo laudo. elaborar demonstrações contábeis sem observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. bem como fornecendo falsas informações ou elaborando peças contábeis idôneas. empregador ou de terceiros.47 XVII. 4º . XVIII. quando perito. na profissão contábil. Art. mantendo seu laudo no âmbito técnico e limitado aos quesitos propostos. XIX. não cumprir. auditor ou árbitro.O Contador. assistente técnico. recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em face da especialização requerida. parecer ou trabalho técnicoprofissional.O Contabilista poderá publicar relatório.

considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo submetido a sua apreciação. V. IX. VIII. considerando os elementos seguintes: I. papéis de trabalho. II. de preferência por contrato escrito. considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos sobre peças contábeis observando as restrições contidas nas Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. relativos e outros documentos que deram origem e orientaram a execução do seu trabalho. mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em condições de exercer efeito sobre peças contábeis objeto de seu trabalho. o vulto. abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente informado e munido de documentos. . atender à Fiscalização dos Conselhos Regionais de Contabilidade e Conselho Federal de Contabilidade no sentido de colocar à disposição desses. 6º . III. respeitando o disposto no inciso II do Art.O Contabilista deve fixar previamente o valor dos serviços. a relevância. a complexidade e a dificuldade do serviço a executar. 2º. CAPÍTULO III .48 IV. a possibilidade de ficar impedido da realização de outros serviços. o tempo que será consumido para a realização do trabalho. assinalar equívocos ou divergências que encontrar no que concerne à aplicação dos Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. sempre que solicitado. VII. VI.DO VALOR DOS SERVIÇOS PROFISSIONAIS Art.

apreço e solidariedade. o local em que o serviço será prestado. CAPÍTULO IV . Art.DOS DEVERES EM RELAÇÃO AOS COLEGAS E À CLASSE Art. mantendo sempre como sua a responsabilidade técnica. Art. Art. em relação aos colegas. o resultado lícito favorável que para o contratante advirá com o serviço prestado. mesmo na condição de empregado.O espírito de solidariedade. 8º .O Contabilista poderá transferir parcialmente a execução dos serviços a seu cargo a outro Contabilista.49 IV. V.O Contabilista deve. respeito. observar as seguintes normas de conduta: I.É vedado ao Contabilista oferecer ou disputar serviços profissionais mediante aviltamento de honorários ou em concorrência desleal. 9º . 10 .O Contabilista poderá transferir o contrato de serviços a seu cargo a outro Contabilista. preferencialmente por escrito. VI. a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual. abster-se de fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras. habitual ou permanente. em consonância com os postulados de harmonia da classe. abster-se da aceitação de encargo profissional em substituição a colega que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão ou da . II. 7º . não induz nem justifica a participação ou conivência com erro ou com atos infringentes de normas técnicas ou legais que regem o exercício da profissão. Parágrafo Único . Parágrafo Único .A conduta do Contabilista com relação aos colegas deve ser pautada nos princípios de consideração. com a anuência do cliente.

jamais apropriar-se de trabalho. VI. acatar as resoluções votadas pela classe contábil. zelar pelo cumprimento deste Código. intelectual e material. apresentando-os como próprio. IV. observar as seguintes normas de conduta: I. aceitar o desempenho de cargo de dirigente nas entidades de classe. inclusive quanto a honorários profissionais. salvo circunstâncias especiais que justifiquem a sua recusa. III. jamais utilizar-se de posição ocupada na direção de entidades de classe em benefício próprio ou para proveito pessoal. com relação à classe. VII. desde que permaneçam as mesmas condições que ditaram o referido procedimento. IV. evitar desentendimentos com o colega que vier a substituir no exercício profissional Art. II. prestar seu concurso moral. iniciativas ou de soluções encontradas por colegas. zelar pelo prestígio da classe. admitindose a justa recusa. que deles não tenha participado.O Contabilista deve.50 classe. V. III. 11 . . não formular juízos depreciativos sobre a classe contábil. pela dignidade profissional e pelo aperfeiçoamento de suas instituições.

12.O recurso voluntário somente será encaminhado ao Tribunal Superior de Ética se o Tribunal Regional de Ética respectivo mantiver ou reformar parcialmente a decisão. (1) . ausência de punição ética anterior. Parágrafo Único .Na aplicação das sanções éticas são consideradas como atenuantes: I. sancionada.DAS PENALIDADES Art. 13 . do art. II. Censura Pública. aos Conselhos Regionais de Contabilidade. II.Na hipótese do incisa III. interposto no prazo de trinta dias para o Conselho Federal de Contabilidade em sua condição de Tribunal Superior de Ética. Parágrafo Primeiro . falta cometida em defesa de prerrogativa profissional. que funcionarão como Tribunais Regionais de Ética.A transgressão de preceito desse Código constitui infração ética. segundo a gravidade.51 CAPÍTULO V . com a aplicação de uma das seguintes penalidades: I. III. Parágrafo Segundo . prestação de relevantes serviços à Contabilidade. Censura Reservada. 12 . III. facultado recurso dotado de efeito suspensivo. Advertência Reservada. Art. originariamente.O julgamento das questões relacionadas à transgressão de preceitos do Código de Ética incumbe. o Tribunal Regional de Ética Profissional deverá recorrer "ex officio" de sua própria decisão (aplicação de pena de Censura Pública).

14 . (1) Art.O Contabilista poderá requerer desagravo público ao Conselho Regional de Contabilidade.Quando se tratar de denúncia. no exercício de sua profissão. O Conselho Regional de Contabilidade comunicará ao denunciante a instauração do processo até trinta dias após esgotado o prazo de defesa. pública e injustamente. . quando atingido.52 Parágrafo Terceiro .

somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos. 1. 1. por qualquer dos prepostos encarregados de sua escrituração. salvo se houver procedido de má-fé. praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa. solidariamente com o preponente. produzem. perante os preponentes. Parágrafo único. Parágrafo único.178. os mesmos efeitos como se o fossem por aquele. cujo instrumento pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor . No exercício de suas funções. pelos atos dolosos. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente. pelos atos culposos.CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO LEI Nº 10.53 ANEXO B . Art.Do Contabilista e outros Auxiliares Art. DE 10 DE JANEIRO DE Seção III . e. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento.177. os prepostos são pessoalmente responsáveis. ainda que não autorizados por escrito. perante terceiros.406.

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