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Arte Pré Cabralina

Arte Pré Cabralina

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Aula para o 1º ano sobre arte pré-cabralina.
Aula para o 1º ano sobre arte pré-cabralina.

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Published by: wagnerboamorte6160 on Mar 11, 2009
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Arte Pré-Cabralina

 O Estado que possui o maior número de cavernas com vestígios de Arte Rupestre é Minas Gerais (Lagoa Santa, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Matosinhos e Prudente de Moraes).  Gruta chamada de Cerca Grande (tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

As duas faces da arte rupestre no Brasil
 Estado do Piauí – município de São Raimundo Nonato, (estudado por equipe franco-brasileira desde 1970).  Vestígios arqueológicos datando de aproximadamente 6.000 a.C.  Nômades e seminômades (grutas para abrigos ocasionais), que deixaram nas paredes das cavernas seus vestígios.

 Motivos Naturalistas (figuras humanas que aparecem
isoladas, participando de um grupo, em movimentadas cenas de caça, guerra e trabalhos coletivos / figuras de animais, cujas representações mais freqüentes são de veados, onças, pássaros diversos, peixes e insetos).

 Motivos Geométricos (linhas paralelas, grupos de pontos,
círculos, círculos concêntrico, cruzes, espirais e triângulos).

Estilo artístico denominado Várzea Grande
 Características: - Utilização preferencial da cor vermelha. - Predomínio dos motivos naturalistas. - Representação de figuras antropomorfas e zoomorfas (com corpo totalmente preenchido e os membros desenhados com traços). - Abundância de representações animais e humanas de perfil. - Nota‑se também a frequente presença de cenas em que participam numerosas personagens, com temas variados e que expressam grande dinamismo.

A ARTE DOS ÍNDIOS BRASILEIROS

 Descobrimento do Brasil – cerca de 5 milhões de índios.  Hoje, esse número caiu para aproximadamente 200 mil.  Esses povos possuem suas manifestações artísticas, porém, sempre ligadas a religião e ao cotidiano.

Uma arte utilitária
 Qualidades artísticas (do nosso ponto de vista, mas estranhas ao índio).  Perfeição para além da finalidade(o objeto precisa ser mais perfeito na sua execução do que sua utilidade exigiria) – NOÇÃO INDÍGENA DE BELEZA.  Preocupação com a beleza – acessórios (colares, tangas, cocares, máscaras, objetos rituais) e pinturas corporais).  Outro aspecto importante – arte indígena representa a tradição da comunidade e não o estilo individual do “artista”.  MARCA da comunidade – variação na pintura corporal, cerâmica, cestaria.

Período pré-cabralino
 Dois conjuntos de produção artística se destacaram: FASE MARAJOARA CULTURA SANTARÉM

A Fase Marajoara
 A Ilha de Marajó foi habitada por vários povos desde, provavelmente, 1100 a.C, que, progressivamente, foram divididos em cinco fases arqueológicas. A fase Marajoara é a quarta na seqüência da ocupação da ilha. Produção mais característica: cerâmica (modelagem tipicamente antropomorfa): - vasos de uso doméstico (mais simples e geralmente não apresentam a superfície decorada). - vasos cerimoniais (decoração elaborada, resultante da pintura bicromática ou policromática de desenhos feitos com incisões na cerâmica e de desenhos em relevo). - vasos funerários (IGAÇABAS decoradas com desenhos labirínticos).
Tampa e Urna Funerária Mirancangüera. Era utilizada para guardar as cinzas dos mortos após cerimônia religiosa.

ESTATUETAS
 Representações humanas ESTILIZADAS. Adorno? Função nas cerimônias?

Todos os vestígios culturais encontrados na região da junção do Rio Tapajós com o Amazonas. Sua principal manifestação está relacionada a cerâmica ornamental e cerimonial. A cerâmica santarena apresenta uma decoração bastante complexa, pois além da pintura e dos desenhos, as peças apresentam ornamentos em relevo com figuras de seres humanos ou animais. Um dos recursos ornamentais da cerâmica santarena que mais chama a atenção é a presença de cariátides, isto é, figuras humanas que apóiam a parte superior de um vaso.

Cultura de Santarém

 Além de vasos, a cultura Santarém produziu ainda cachimbos, cuja decoração por vezes já sugere a influência dos primeiros colonizadores europeus.  Estatuetas de formas variadas - diferentemente das estatuetas marajoaras, apresentam maior realismo, pois reproduzem mais fielmente os seres humanos ou animais que representam.

Cultura de Santarém

O final das fases
 A fase Marajoara conheceu um lento mas constante declínio e, em torno de 1350, desapareceu, talvez expulsa ou absorvida por outros povos que chegaram à Ilha de Marajó.  A cerâmica santarena refinadamente decorada com elementos em relevo perdurou até a chegada dos colonizadores portugueses. Mas, por volta do século XVII, os povos que a realizavam foram perdendo suas peculiaridades culturais e sua produção acabou por desaparecer.

Arte indígena mais recente
   CERÂMICA TECELAGEM TRANÇADO DE CESTOS E BALAIOS Madeira / cortiça / fibras / coco / resinas / couro / ossos / dentes / conchas / garras e plumas das mais variadas aves / palmas / palha / cipó / sementes.

Boneca em barro – índios Karajás

Rede de fios de buriti e algodão

ARTE PLUMÁRIA
 Não está ligada a nenhuma finalidade, mas À BELEZA.  Dois estilos: Peças maiores – DIADEMAS Peças mais delicadas – COLARES e BRACELETES.

 Para os índios, as máscaras têm um caráter duplo: ao mesmo tempo que são um artefato produzido por um homem comum, são a figura viva do ser sobrenatural que representam.  Elas são feitas com troncos de árvores, cabaças e palhas de buriti e são usadas geralmente em danças cerimoniais, como, por exemplo, na dança do Aruanã, entre os Karajá, quando representam heróis que mantêm a ordem do mundo.

MÁSCARAS

ÍNDIOS KADIWÉU
 Tribo brasileira pesquisada em 1935 pelo antropólogo francês Lévi Strauss e que hoje quase não se encontra mais nenhum membro – Bonito e Jardim)  O povo se chamava Maori (Nova Zelândia)

PINTURA DE CORPORAL / ROSTO
 Conferem dignidade ao ser humano.  Diferem quanto ao ESTILO e COMPOSIÇÃO segundo as CASTAS.  É sempre realizada POR MULHERES (homens cuidam das ESCULTURAS).  Antigamente, a pintura definia as CASTAS – NOBRES (pintavam a testa) e PLEBEUS (corpo todo).  FUNÇÃO DA PINTURA: SOCIOLÓGICA.

PINTURA CORPORAL (técnica, estilo e motivos)
 Feita com uma fina espátula de bambu, mergulhada no suco de JENIPAPO com pó de carvão aplicada com uma fina lasca de madeira ou taquara.  MOTIVOS – simples: ESPIRAIS, “S”, CRUZES, LOSANGOS.  ESTILO CURVILÍNEO era adotado mais para o ROSTO (minuciosos e simétricos). Para os grafismos do CORPO era o ESTILO GEOMÉTRICO.

PINTURA CORPORAL

CERÂMICA
 DESENHOS GEOMÉTRICOS com cores fortes (corantes naturais).  Tarefa predominantemente feminina.  Objetos – utilitários / decorativos (placas, potes, panelas, animais).  Os desenhos aplicados na cerâmica eram os mesmos aplicados corpo.

 Aula elaborada pelo Arte-educador Wagner Bôa Morte E-mail: wagnerboamorte@yahoo.com.br

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