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CONCURSO PÚBLICO Nota fiscal: principais características. Cheque: requisitos essenciais,


PARA A circulação, endosso, cruzamento, compensação. Ordem de
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL pagamento: definição, tipos, emissão e liquidação. Documento de
crédito (DOC): noções gerais. Direitos de garantia: noções gerais.
TÉCNICO BANCÁRIO Reais: hipoteca, penhor, caução e alienação fiduciária. Pessoais:
(Ensino Médio) fiança e aval. Tipos de sociedade: em nome coletivo, por quotas de
responsabilidade limitada, anônimas, firmas individuais. Produtos e
APOSTILA CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS serviços financeiros: depósitos à vista, depósitos a prazo (CDB e
RDB), cobrança e pagamento de títulos e carnês, transferências
Prof. CABRAL automáticas de fundos, arrecadação de tributos e tarifas públicas,
Internet banking, remote banking, banco virtual, dinheiro de plástico,
ATUALIZADA EM 05 DE MAIO DE 2004 fundos mútuos de investimento, hot money, contas garantidas,
crédito rotativo, descontos de títulos, financiamento de capital de
DE ACORDO COM O EDITAL DE 2004 giro, leasing (tipos, funcionamento, bens), financiamento de capital
E NOVO CÓDIGO CIVIL fixo, crédito direto ao consumidor, cadernetas de poupança, cartões
de crédito, títulos de capitalização, planos de aposentadoria e pensão
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL privados, planos de seguros. Técnicas de vendas. Relações com
CONCURSO PÚBLICO clientes. Planejamento de vendas. Motivação para vendas.
EDITAL DE ABERTURA DE INSCRIÇÕES Remuneração da força de vendas. Marketing de relacionamento.
Segmentação de mercado. Administração do tempo. Estrutura e
A Caixa Econômica Federal, por intermédio da DIREH – Diretoria de funções do Sistema Financeiro Nacional. Mercado primário e
Recursos Humanos, faz saber que fará realizar, sob a secundário. Mercado de crédito, de capitais, cambial, monetário.
responsabilidade da Fundação Carlos Chagas, Concurso Público Noções de política econômica, noções de política monetária,
para preenchimento de vagas para Formação de Cadastro de Reserva instrumentos de política monetária, formação da taxa de juros.
para o nível inicial dos cargos de Técnico Bancário, da Carreira Sistema de pagamentos brasileiro. Código Brasileiro de Defesa do
Administrativa, mediante condições estabelecidas neste Edital Consumidor.
(ABRIL/2004).
“NENHUM ESFORÇO É DOLOROSO, QUANDO O SONHO É
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO GRANDIOSO”.
Autor desconhecido
Observação: Considerar-se-á a legislação vigente até a data da
publicação do Edital de Abertura de Inscrições.

TÉCNICO BANCÁRIO
(Ensino Médio)

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS:
Serviços Bancários: Abertura e movimentação de contas:
documentos básicos. Pessoa física e pessoa jurídica: capacidade e
incapacidade civil, representação e domicílio. Documentos
comerciais e títulos de crédito: nota promissória, duplicata, fatura.
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registro na junta comercial);


1. Serviços Bancários: Abertura e movimentação de contas: - documentos que qualifiquem e autorizem os
documentos básicos. representantes, mandatários ou prepostos a movimentar a
conta;
Quais os tipos de conta que posso ter? - inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
Você pode ter conta de depósito à vista, de depósito a prazo e de O menor de idade pode ser titular de conta bancária?
poupança. Sim. O jovem menor de 16 anos precisa ser representado pelo pai
ou responsável legal. O maior de 16 e menor de 18 anos (não
A conta de depósito à vista é o tipo mais usual de conta bancária. emancipado) deve ser assistido pelo pai ou pelo responsável legal.
Nela, o dinheiro do depositante fica à sua disposição para ser sacado a
qualquer momento. Analfabeto pode ser titular de conta bancária?
Sim, desde que apresente procurador, nomeado por meio de
A conta de depósito a prazo é o tipo de conta onde o seu dinheiro só procuração passada em cartório, com poderes específicos para abrir e
pode ser sacado depois de um prazo fixado por ocasião do depósito. movimentar a conta em nome do depositante analfabeto.
A conta de poupança foi criada para estimular a economia popular e Que informações o banco deve me prestar no ato de abertura da
permite a aplicação de pequenos valores que passam a gerar rendimentos minha conta?
mensalmente. Informações sobre direitos e deveres do correntista e do banco,
O que é conta-salário? constantes de contrato, como:
É um tipo especial de conta de depósito à vista destinada a receber • saldo médio mínimo exigido para manutenção da conta;
salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares. Não é
movimentável por cheques e é isenta da cobrança de tarifas. O • condições para fornecimento de talonário de cheques;
instrumento contratual é firmado entre a instituição financeira e a entidade
pagadora. Não está sujeita aos regulamentos aplicáveis às demais contas • necessidade de você comunicar, por escrito, qualquer mudança
de depósitos.
de endereço ou número de telefone;
O que é necessário para eu abrir uma conta de depósitos?
• condições para inclusão do nome do depositante no Cadastro
Dispor da quantia mínima exigida pelo banco, preencher a ficha-
proposta de abertura de conta, que é o contrato firmado entre banco e de Emitentes de Cheque sem Fundos (CCF);
cliente, e apresentar os originais dos seguintes documentos:
• informação de que os cheques liquidados, uma vez
• no caso de pessoa física: microfilmados, poderão ser destruídos;
- documento de identificação (carteira de identidade ou
equivalente, como carteira profissional, carteira de trabalho • tarifas de serviços;
ou certificado de reservista);
- inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF); e • necessidade de comunicação prévia, por escrito, da intenção de
- comprovante de residência. qualquer das partes de encerrar a conta;

• no caso de pessoa jurídica: • prazo para adoção das providências relacionadas à rescisão do
- documento de constituição da empresa (contrato social e contrato;
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• necessidade de expedição de aviso da instituição financeira ao Quando o banco fizer algum débito em minha conta, fica obrigado a
correntista, admitida a utilização de meio eletrônico, com a data me informar?
do efetivo encerramento da conta de depósitos à vista; O débito dos impostos e das tarifas previstas no contrato (ou ficha-
proposta) pode ser feito sem aviso. Qualquer outra cobrança não prevista
• obrigatoriedade da devolução das folhas de cheque em poder só pode ser feita mediante o seu prévio consentimento.
do correntista, ou de apresentação de declaração de que as
inutilizou; Você pode autorizar, por escrito ou por meio eletrônico, o débito em
sua conta por ordem de terceiro.
• necessidade de manutenção de fundos suficientes para o
pagamento de compromissos assumidos com a instituição Depósitos realizados em sua conta por falha do banco podem ser
financeira ou decorrentes de disposições legais; estornados sem aviso prévio.

Todos esses assuntos devem estar previstos em cláusulas


explicativas na ficha-proposta, que é o contrato de abertura da conta O banco é obrigado a me fornecer comprovante da operação de
celebrado entre o banco e você. depósito realizada?

Quais os cuidados que devo tomar antes de abrir uma conta? Sim. É da natureza do contrato de depósito a entrega imediata, pelo
banco depositário, de recibo da operação de depósito realizada. O banco
• Ler atentamente o contrato de abertura de conta (ficha-proposta); e você podem pactuar, em comum acordo, outras formas de comprovação
da operação realizada.
• não assinar nenhum documento antes de esclarecer todas as
Posso abrir uma conta em moeda estrangeira?
dúvidas;
As contas em moeda estrangeira só são abertas para estrangeiros
que estejam transitoriamente no país.
• solicitar cópia dos documentos que assinou.
Quais os cuidados que o banco deve ter por ocasião da abertura de 1.1. Depósitos à Vista;
minha conta?
As informações incluídas na ficha-proposta e todos os documentos Na abertura de depósito à vista só são dispensadas da
de identificação devem ser conferidos, nos originais, pelo funcionário apresentação do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) ou
encarregado da abertura da conta, que assina a ficha juntamente com o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) as pessoas consideradas isentas
gerente responsável. Os nomes desses dois funcionários devem estar pela Legislação vigente. A comprovação de isenção é efetuada
claramente indicados na ficha-proposta. através de documento fornecido pela Delegacia da Receita Federal
(QUE É UMA EXCEÇÃO Á REGRA. Hoje, qualquer pessoa, desde que
Em caso de abertura de contas para deficientes visuais o banco nascida com vida pode cadastrar-se no CPF e, obviamente, possuir
deve providenciar a leitura de todo o contrato, em voz alta. CPF próprio).
O dinheiro depositado em qualquer tipo de conta pode ser ABERTURA DE CONTAS – é a operação bancária em que uma
transferido, pelo banco, para qualquer modalidade de investimento pessoa, física ou jurídica, entrega determinada importância em dinheiro,
sem minha autorização? com curso legal no país, a um banco, que se obrigará a guardá-la e a
Não. Somente com sua autorização feita por escrito ou por meio restituí-la quando for exigida, no prazo e nas condições ajustadas.
eletrônico.
ESPÉCIES DE ABERTURA DE CONTAS:
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Para abertura de contas de depósito à vista, é obrigatório o


a) Depósito à vista; preenchimento de “Ficha-Proposta” (na CAIXA é conhecida como FAA
b) Depósito de aviso prévio; – Ficha de Abertura e Autógrafos), que registre:
c) Depósito a prazo fixo;
d) Depósito em conta-conjunta; a) nome completo (por extenso – não é permitido nome abreviado, exceto
e) Depósito vinculado; para Empresário Individual que tenha registrado sua Firma Individual, na
f) Etc. Junta Comercial, abreviadamente) e qualificação do depositante, inclusive
CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional de
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Pessoas Jurídicas);
Podem fazer depósito os absolutamente incapazes, se b) fontes de referência;
representados pelos pais, tutores ou curadores, que movimentam suas c) condições pactuadas do depósito;
contas; d) advertência de que o nome do depositante poderá ser incluído no
Os relativamente incapazes poderão abrir suas contas, se Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos - CCF, em caso de uso
assistidos pelo ‘representante’ (assistente) legal; indevido de cheques;
O falido (ou insolvente civil) não pode abrir e movimentar e) assinatura do depositante;
conta porque seus bens estão fora de sua administração, até sua f) data de abertura da conta e respectivo número;
reabilitação judicial ou que cesse o estado de quebra; g) Despacho do administrador da dependência que autoriza abertura da
conta;
A pessoa jurídica só poderá fazer depósitos e movimentar a h) Autorização para, quando for o caso, o estabelecimento inutilizar os
conta se seu Ato Constitutivo (Ato Constitutivo é Gênero das Espécies: cheques microfilmados liquidados e não procurados no prazo previsto
Contrato Social, Estatuto, Ata de Fundação, Lei e Declaração de pela legislação em vigor;
Empresário Individual) estiver devidamente registrado/arquivado no órgão
competente (que pode ser na Junta Comercial ou no Cartório de Registro
i) Advertência ao cliente de que deverá comunicar ao banco qualquer
Civil de Pessoas Jurídicas). mudança de endereço ou telefone;
Obs.: É vedada a abertura de conta de depósito livremente movimentável
CIRCULAR 2989, de 28.06.2000, DO BACEN: por meio de cheques com o nome abreviado do depositante, salvo se
- “no caso de conta conjunta, devem figurar, no mínimo, o CPF e titulada por firma individual devidamente registrada no órgão competente;
os dados do documento de identidade do primeiro titular;
- no caso de conta de menor, devem figurar, no mínimo, o CPF e Obs.: Obedecida à conveniência do banco, a ficha-proposta pode ser
os dados do documento de identidade do responsável que o represente utilizada como cartão de autógrafos.
ou assista;
- no caso de conta de pessoa economicamente Obs.: Os autógrafos do depositante devem ser abonados por pessoa física
dependente, devem figurar, no mínimo, o CPF e os dados ou jurídica considerada idônea pelo banco, admitindo-se, na
do documento de identidade do respectivo responsável”. impossibilidade de abono, a conferência de firma pelo confronto com a de
Art. 4°., da mesma circular: “No caso de cheque emitido por documento hábil de identificação.
correntista de conta conjunta, devem ser incluídos no CCF (Cadastro de
Emitentes de Cheques sem Fundos) os nomes e os respectivos números Obs.: Antes do fornecimento do primeiro talonário a conta deve ser
de registro no CPF de todos os titulares dessa conta (...)” movimentada por meio de recibo ou por cheques avulsos, nominativos, em
favor do próprio emitente.
Circulares nº. 559 e 597 do Banco Central
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Obs.: O fornecimento do primeiro talonário de cheque para movimentação Podem, todavia, convencionarem a movimentação conjunta da
de conta nova só pode ser feito depois de certificar-se o banco da conta, caso em que o cheque deverá ser assinado por todos os titulares;
idoneidade do depositante, ouvidas as fontes de referência e confirmada a ou sempre contendo a assinatura de quaisquer dois deles, para o caso de
veracidade das informações constantes da ficha-proposta. serem mais de dois titulares. Neste caso, dizemos que NÃO está prevista
a CONVENÇÃO DE SOLIDARIEDADE.
Obs.: O Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos tem função
apenas gerencial, ficando a critério de cada banco a abertura, a VINCULADOS – são aqueles condicionados, as suas
manutenção ou o encerramento de contas de depósito à vista cujo titular movimentações, a determinados fatos, servindo, com isso, de garantia a
nele figure, ressalvado o direito de o Banco Central determinar o outras operações a serem realizadas pelo banco. Como exemplos de
encerramento de conta, se comprovado que o seu titular venha adotando depósitos bancários vinculados, podemos mencionar: FGTS, PIS etc.
práticas irregulares no uso do cheque; “A rogo”:
Não pode ser aberta conta corrente com a assinatura “a rogo”.
Obs.: Na hipótese de contas de depósitos tituladas por repartições
federais, estaduais e municipais, somente devem ser incluídos no “A rogo” quer dizer “a pedido. Tal locução indica assinatura
Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos os nomes dos feita por alguém a pedido daquele que não pode assinar o
respectivos responsáveis pela emissão do cheque sem fundos documento” (Dicionário Jurídico de Maria Helena Diniz, Editora Saraiva –
(procuradores, diretores, coletores, prefeitos); volume 1).

Obs.: A conta aberta para crédito de vencimentos, proventos ou pensão Valor mínimo para abertura de conta:
não deve ser encerrada na hipótese de o seu titular figurar no Cadastro de
Emitentes de Cheques sem Fundos, sendo admitida, a critério do banco, a O valor mínimo para a abertura de conta corrente está ao livre
sua movimentação exclusivamente por meio de cheque avulso, arbítrio de cada banco. Cada um estipula o seu valor mínimo para a
nominativo, em favor do próprio titular, ou contra recibo. abertura de conta corrente, de acordo com sua conveniência.

ALGUMAS ESPÉCIES DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS: Contas de depósito numa mesma rubrica:

À VISTA – quando o depositante pode levantar toda a quantia ou Hoje, não há limitações para o número de contas que figuram na
parte dela, sempre que assim entender. Poderá levantar a quantia a mesma rubrica. O depositante pode ter quantas contas quiser, inclusive de
qualquer tempo, salvo se estiver bloqueado para certo fim ou penhorado; cheque especial.
Obs.: rubrica quer dizer título de uma conta do plano de contas
A PRAZO FIXO – quando o depositante não puder efetuar a do banco. Exemplo de rubrica bancária: Depósito de pessoas físicas, à
retirada senão a termo certo (três meses, seis meses etc.), antes do qual o vista
banco poderá recusar-lhe o saque. A conta, durante certo prazo, não Conta-conjunta:
poderá ser movimentada;
Se há a convenção de solidariedade, cada titular pode assinar
EM CONTA-CONJUNTA – quando efetuados em nome de dois sozinho. Se não há convenção de solidariedade, ou seja, conta-conjunta
ou mais titulares, com a cláusula de que poderão ser levantados por não solidária, o cheque deverá ser assinado pelos dois titulares, ou todos,
qualquer deles, no todo ou em parte, independentemente, ou seja, de per se forem mais de dois.
si (cada um sozinho). Neste caso, dizemos que está prevista a
CONVENÇÃO DE SOLIDARIEDADE. Não sendo solidária, se algum titular morre, o outro deve obter
um mandado judicial, ou alvará judicial, para proceder saque bancário.
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Conta com nome abreviado: Se o segundo titular emite um cheque que retorne duas vezes
sem fundo, os nomes de todos os titulares serão incluídos no CCF.
Pode ser aberta, desde que a abreviatura seja registrada no
registro competente. Não são encerradas, mesmo que incluídos os seus titulares no
CCF:
Analfabeto: As contas para recebimento de pensões, as contas-salário etc.
Exige-se representante legal, que deve ser constituído por meio
de instrumento público de procuração. Procuração particular não será O CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL (CMN) aprovou, em
aceita; muito menos com a aposição de digital. 24.04.2000, resolução que isenta os assalariados do pagamento de tarifa
bancária sobre a conta-salário, aquela conta que é aberta no banco
CCF – Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos escolhido pela empresa para crédito do salário dos seus empregados.
Conforme explicação do Diretor de Normas do Banco Central,
Inclusão: Geram a inclusão do correntista no CCF: Sr. Sérgio Darcy, “a tarifa bancária não pode ser cobrada do cliente
apenas no caso da conta ser usada única e exclusivamente para receber
- O mesmo cheque devolvido duas vezes sem provisão de fundos o salário”.
(motivo 12); Disse, ainda, que “qualquer movimentação que fuja à regra
- Conta-encerrada (motivo 13); estabelecida pelo CMN, como, por exemplo, o crédito de outros recursos
- Prática espúria (motivo 14). que não os oriundos do salário na conta, já haveria a caracterização como
uma conta comum, sujeita ao pagamento de tarifa pelo cliente”.
Obs.: prática espúria quer dizer atos ilegais, como adulterações, A mesma coisa vale para as contas abertas pelo Instituto
falsificações e outros atos com evidência de ilegalidade. Nacional do seguro Social (INSS) exclusivamente para o pagamento de
aposentadorias e pensões. Elas se equivalem às contas-salário se forem
Exclusão: Excluem o correntista do CCF: usadas apenas para o fim de recebimento de benefícios, não cabendo ao
aposentado qualquer pagamento de tarifa.
- Automaticamente, decorridos 5 (cinco) anos da última ocorrência No caso do cliente, aposentado ou assalariado, possuir cheque,
de inclusão; fizer depósitos e investimentos, pagar contas etc., a conta-salário passa a
- Por determinação do Banco Central; ser uma conta comum.
- A pedido do correntista. A conta-salário também não pode ser conjunta.
O pedido do correntista deverá ser por escrito e ter anexado(s), o(s) Tanto na conta-salário, quanto na conta corrente comum o
cheque(s) que motivou (aram) a(s) ocorrência(s) de inclusão. pagamento da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF) é devida pelo cliente na hora do saque. A exceção fica por conta
Em caso da não mais existência dos cheques, o correntista deve do INSS, que arca com a CPMF dos aposentados.
apresentar, ao banco que o incluiu, uma declaração do respectivo
favorecido do cheque, onde este confirma que o cheque foi-lhe pago. RESOLUÇÃO DO BANCO CENTRAL, DE 24 DE ABRIL DE
Deve, também, apresentar uma Certidão Negativa do Cartório de 2000:
Protesto de Títulos e Documentos.
É facultada, ao banco, a manutenção da conta corrente do O QUE PREVÊ A RESOLUÇÃO:
incluído no CCF, mas o talonário de cheques deverá ser confiscado.
1 – Isenta trabalhadores de tarifas na conta-salário;
Conta-conjunta – CCF:
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2 – O cliente assalariado só pode movimentar a conta por cartão, apresentem ao banco a Certidão de Isento, que deverá ser retirada
ou seja, fazer saques ao longo do mês, por meio eletrônico; junto à Secretaria da Receita Federal.
3 – A transferência do dinheiro para conta em outro banco será
mediante DOC ou outro documento de crédito; Tarifa de manutenção de conta corrente:
4 – A conta-salário não poderá ser movimentada com cheque;
5 – A entrada de crédito de outros recursos que não os oriundos Cada banco cobra uma determinada tarifa de manutenção, que
do salário já caracterizaria conta comum, sujeita à cobrança de tarifas; hoje, em praticamente todos os bancos é mensal. Esta tarifa, hoje,
6 – A conta-salário não pode ser conjunta; independe de a conta estar sendo movimentada ou não. É sempre
7 – O assalariado continuará recolhendo a Contribuição cobrada.
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) na hora do saque;
8 – Contas abertas pelo INSS para pagamento de Compensação:
aposentadorias e pensões obedecem às mesmas regras da conta-salário,
se forem usadas somente para o recebimento dos benefícios. Neste caso, “Compe” Integrada: cada praça possui um sistema de compensação ao
há isenção de CPMF; qual é “ligada”; os documentos que giram na compensação integrada são
9 – Os bancos estão autorizados a criar esse tipo de conta compensados em 24 horas. Somente os cheques menores (hoje, menores
específica, sobre a qual não pode incidir tarifa. O incentivo seria o fato de que R$ 300,00) é que são remetidos no dia seguinte.
o INSS e as empresas serem grandes clientes.
“Compe” Nacional: compensação entre praças que não estão ligadas pelo
A SERASA mesmo sistema de compensação integrada. Os documentos giram na
forma de cobrança e levam de três a nove dias, dependendo das praças
Centralização de Serviços Bancários S/A - é entidade privada envolvidas.
com a qual os bancos possuem convênio para a remessa de informações
e consultas ao REFIN - Restrições Financeiras. Rede Verde-Amarela: É uma rede de transmissão de dados e informações
entre os bancos estaduais efetuada através de sua Associação de Bancos
Isento: Comerciais Estaduais (Asbace), centralizada em Brasília. Seus produtos
fortes de rede são cobrança, ordem de pagamento, saques e cheque
Após o Cadastro Nacional, a Receita Federal não mais admite o especial.
correntista “ISENTO”. Portanto, todas as pessoas jurídicas deverão estar
cadastradas no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) - mesmo
aquelas que eram, em outros tempos, tidas como isentas, como Lojas SE VOCÊ “PERDE” TRÊS MESES ESTUDANDO PARA O
Maçônicas, Rotary, Lyons etc. – bem como as pessoas físicas deverão SEU CONCURSO, VOCÊ GANHA MILHARES DE OUTROS MESES
estar cadastradas no CPF (Cadastro de Pessoas Físicas). PARA GASTAR O DINHEIRO QUE PASSARÁ A RECEBER.
Prof. Cabral
A “isenção” não opera, hoje, nem mesmo com relação aos
estrangeiros que abram conta corrente em bancos no Brasil, bem como
não opera para os órgãos consulares e embaixadas (pessoas jurídicas de
direito internacional). CONTA CORRENTE PESSOA FÍSICA
Porém, a despeito do que foi dito no parágrafo anterior, os
bancos ainda estão autorizados a abrirem contas-correntes para O QUE É - Conta de depósitos que tem por objetivo a captação de
estrangeiros, sem o respectivo CPF, desde que os mesmos depósitos oriundos de pessoa física, permitindo a movimentação de
recursos por meio de cheque, cartão magnético e canais alternativos de
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atendimento, tendo por finalidade o registro e controle dos recursos de CARACTERÍSTICAS MOVIMENTAÇÃO
pessoas físicas. A QUEM SE DESTINA - Pessoas físicas. - Feita pelo próprio titular ou seu representante legal.
- É proibido o fornecimento de talonário de cheques ao titular,
MODALIDADES: Individual, possui apenas um titular; representante legal ou detentor do Pátrio Poder enquanto figurarem no
- Conjunta, possui dois ou mais titulares e pode ser solidária ou não CCF. *** Observar Circular do BACEN
solidária. - Os depósitos podem ser efetuados em cheque ou dinheiro, em qualquer
- Conta conjunta solidária: pode ser movimentada individualmente por Agência do banco.
qualquer um dos titulares. - Não é permitida a divisão do valor de um mesmo cheque para depósitos
- Conta conjunta não solidária: requer a movimentação por todos os em contas mantidas em diferentes Pontos de Venda.
titulares simultaneamente. - Saques efetuados através de guia de retirada são feitos somente pelo
- A transformação de conta conjunta em individual e de conta conjunta titular da conta.
solidária em não solidária e vice-versa só é feita mediante expressa
concordância de todos os titulares. LIQUIDEZ
- Imediata, trata-se de Depósito à Vista.
CONDIÇÕES: Podem ser titulares pessoas físicas:
- Maiores de 18 anos DOCUMENTAÇÃO - Documento de identidade;
- Menores a partir de 16 anos, desde que autorizados por seu - Comprovante de rendimento (OBS.: O BACEN NÃO EXIGE ESTE
representante legal DOCUMENTO, MAS A CAIXA ECONÔMICA EXIGE EM SEUS
- Emancipadas NORMATIVOS)
A emancipação é comprovada por documentação específica e ocorre por: - Comprovante de endereço;
- Concessão do detentor do pátrio poder ou por sentença do juiz, ouvido o - CPF, ou comprovante de isenção deste, emitido pela Delegacia da
tutor, se o menor tiver 18 anos completos; Receita Federal;
- Casamento; - Certidão de Nascimento para conta aberta em nome de menores;
- Efetivo exercício em emprego público; - Procuração, se for o caso. Caso a procuração seja lavrada por
- Colação de grau em curso de ensino superior; instrumento particular é exigido documento original com firma
- Participação em sociedade comercial. reconhecida.

TARIFAS São considerados documentos de identidade: carteira funcional emitida


São cobradas tarifas de serviços bancários pelos serviços prestados ao por repartições públicas ou órgãos de classe de profissionais liberais
depositante, conforme tabela vigente. desde de que tenha fé pública reconhecida por Decreto, identidade militar,
identidade de estrangeiro e passaporte.
PRAZO
- Indeterminado. É vedado o fornecimento de cheques:
- para filhos menores de pessoas impedidas
TAXAS - para pessoas inadimplentes em operações com o banco.
- Por se tratar de depósitos à vista, não são remuneradas. - para pessoas inidôneas
- para contas em que qualquer dos titulares figure no Cadastro de
LIMITES Emitentes de Cheques sem Fundos do BACEN, no cadastro do banco ou
- Os limites mínimos para abertura de contas, fornecimento de cheques e quem esteja negativado na Centralização de Serviços dos Bancos S/A -
emissão de extratos são fixados pelo banco e por suas agências. SERASA, Serviço de Proteção ao Crédito - SPC ou equivalente
- para pessoas físicas titulares de firmas individuais consideradas
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inidôneas - Imediata.
- para conta conjunta, na qual um dos titulares esteja impedido, durante o
prazo de vigência do impedimento MOVIMENTAÇÃO
- A movimentação é feita pelo próprio titular ou por seu representante
- Possibilidade de obtenção de Cheque Especial (Conta Garantida), com legal.
grande aceitação no mercado, além de outros produtos do banco. - Acata depósitos em cheque ou dinheiro, em qualquer Agência do banco.
- Acesso a saldo/extrato através dos sistemas de auto atendimento e - Não é admitida a divisão do valor de um mesmo cheque para depósitos
saques com cartão magnético em todo o território nacional. em contas mantidas em diferentes Pontos de Vendas.
- Os depósitos efetuados em cheque estarão disponíveis para saque após
- É uma das fontes de recursos de menos custo para o banco. decorrido o prazo de compensação.
- É um portão de entrada para o cliente - As retiradas são pagas somente ao titular da conta ou a seu
representante legal.

CONTA SIMPLES PESSOA FÍSICA DOCUMENTAÇÃO - Documento de identidade;


- Comprovante de endereço;
O QUE É - É a modalidade de depósito que visa captar recursos de - Comprovante de renda;
pessoas físicas, permitindo movimentação através de Cartão - CPF, ou comprovante de isenção deste, emitido pela Delegacia da
Magnético,Guia de Retirada e canais alternativos de atendimento. Receita Federal;
A QUEM SE DESTINA Podem ser titulares pessoas físicas: - Certidão de nascimento para conta aberta em nome de menores;
- Maiores de 18 anos - Procuração, se for o caso. Caso a procuração seja lavrada por
- Menores a partir de 16 anos, desde que autorizados por seu instrumento particular é exigido documento original com firma
representante legal reconhecida.
- Emancipadas Para contas abertas em nome de menores, o comprovante de inscrição no
MODALIDADES - Individual: possui apenas um titular. CPF
- Conjunta: possui dois ou mais titulares. pode ser do titular da conta ou do seu representante legal.
- Conjunta Solidária: movimentada por qualquer um dos titulares
isoladamente. São considerados documentos de identidade: carteira funcional emitida
- Conjunta Não Solidária: movimentada por todos os titulares por repartições públicas ou órgãos de classe de profissionais liberais
conjuntamente. desde de que tenha fé pública reconhecida por Decreto, identidade militar,
CONDIÇÕES TARIFA identidade de estrangeiro e passaporte.
- São cobradas tarifas de serviços bancários pelos serviços prestados ao
depositante, conforme tabela vigente. - Possibilita a movimentação de conta por clientes impedidos de trabalhar
com cheques, não alfabetizados ou para crédito de salário.
LIMITES
- Os limites mínimos para abertura de contas e emissão de extratos são
fixados pelo banco e suas agências.
CARACTERÍSTICAS FINALIDADE CONTA CORRENTE PESSOA JURÍDICA
- Receber depósitos de pessoas impedidas de movimentar através de
cheque, não alfabetizadas ou para crédito de salário. O QUE É - Conta individual que tem por objetivo captar depósitos oriundos
de Pessoas Jurídicas de direito privado, permitindo movimentação por
LIQUIDEZ cheque.
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A QUEM SE DESTINA - Pessoas Jurídicas de Direito Privado com ou sem SOCIEDADE COMERCIAL POR COTAS DE CAPITAL E INDÚSTRIA, EM
fins lucrativos. COMANDITA SIMPLES OU QUAISQUER OUTRAS:
MODALIDADES - Individual - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
CONDIÇÕES TARIFAS - Contrato de constituição da sociedade e alterações subsequentes, se
- São cobradas tarifas de serviços bancários pelos serviços prestados ao houver, devidamente registrados na Junta Comercial;
depositante, conforme tabela vigente. - Identidade e CPF dos representantes e do procurador, se for o caso;
PRAZO - Comprovantes de Endereço dos representantes;
- Indeterminado. - Procuração, se for o caso.
LIMITES
- Os limites mínimos para abertura de contas, fornecimento de cheques e SOCIEDADE CIVIL:
emissão de extratos são fixados pelo banco e suas agências. - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
CARACTERÍSTICAS LIQUIDEZ - Estatuto ou Contrato de constituição da sociedade e alterações
- Imediata, por se tratar de Depósito à Vista. subsequentes, se houver, devidamente registrados no Registro Civil de
Pessoa Jurídica - RCPJ;
MOVIMENTAÇÃO - Ata da Assembléia de eleição da atual diretoria, devidamente registrada
- A movimentação da conta é feita pelos representantes em conjunto ou ou carta da diretoria anterior apresentando a atual, acompanhada da ata
isoladamente, de acordo com a documentação da empresa (Ato de eleição;
Constitutivo). - Identidade e CPF dos representantes e do procurador se for o caso;
- Comprovantes de Endereço dos representantes;
- Os depósitos podem ser efetuados em cheque ou dinheiro em qualquer - Procuração, se for o caso.
unidade do banco. Depósitos efetuados em cheque estarão disponíveis A carta da diretoria anterior deve ser substituída, no prazo de 90 dias, por
para saque após a compensação. cópia da ata de eleição da nova diretoria, devidamente registrada.

- A Guia de Retirada somente será paga ao representante da pessoa FIRMA INDIVIDUAL:


jurídica, não podendo conter rasuras ou emendas, devendo a assinatura - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
ser aposta à vista do Caixa Executivo. - Registro de Firma Individual na Junta Comercial;
DOCUMENTAÇÃO PESSOA JURÍDICA COM FINS LUCRATIVOS: - Identidade e CPF do titular e do procurador, se for o caso;
- Comprovantes de Endereço dos representantes;
SOCIEDADE ANÔNIMA: - Procuração, se for o caso.
- Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
- Estatuto registrado na Junta Comercial ou sua publicação no Diário CONDOMÍNIO:
Oficial; - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
- Ata da assembléia de eleição da atual diretoria, registrada ou publicada - Escritura de Convenção de Condomínio registrada no Registro de
no Diário Oficial e devidamente arquivada na Junta Comercial, ou carta da Imóveis;
diretoria anterior apresentando a atual, acompanhada da ata de eleição; - Certidão da ata de eleição do síndico, registrada no Registro de Títulos e
- Identidade e CPF dos representantes e do procurador, se for o caso; Documentos;
- Comprovantes de Endereço dos representantes; - Identidade e CPF do síndico e do procurador, se for o caso;
- Procuração, se for o caso. - Comprovantes de Endereço dos representantes;
A carta da diretoria anterior deve ser substituída, no prazo de 90 dias, por - Procuração, se for o caso.
cópia da publicação da ata de eleição da nova diretoria.
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SINDICATO: ao número de inscrição no CNPJ. A procuração pode ser outorgada por


- Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ; Instrumento Público ou Particular, devendo ser mantida em arquivo no
- Estatuto ou sua publicação no Diário Oficial; Ponto de Venda. No caso de Procuração Particular é exigido documento
- Ata da Assembléia de eleição da atual diretoria, devidamente registrada original com firma reconhecida.
ou carta da diretoria anterior apresentando a atual, acompanhada da ata
de eleição; Vedada abertura de conta para:
- identidade e CPF dos representantes e do procurador, se for o caso; - pessoas jurídicas que figurem no Cadastro de Emitentes de Cheques
- Comprovantes de Endereço dos representantes; sem Fundo, cadastro do banco, ou negativadas no SPC, DPC, SERASA
- Procuração, se for o caso. ou outro orgão equivalente.
- firmas individuais cujos titulares estejam impedidos.
FUNDAÇÃO: - sócios inadimplentes em operações com o banco.
- Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
- Estatuto registrado no RCPJ; - Possibilidade de obtenção de Cheque Especial (Conta Garantida), com
- Ata da Assembléia Geral, se houver, devidamente registrada; grande aceitação no mercado, além de outros produtos e serviços do
- Identidade e CPF dos representantes e do procurador, se for o caso; banco.
- Procuração, se for o caso. - Grande número de agências em todo o território nacional.
- O cliente poderá usar o Caixa Rápido para depósitos em cheques e
CARTÓRIO: pagamentos diversos.
- Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ; - Extratos atualizados enviados regularmente para o cliente, ou retirados
- Portaria de Nomeação do Tabelião pelo Tribunal de Justiça do Estado, em terminais on-line.
publicada no Diário Oficial; - Possibilidade de disponibilização do Home-Office Banking .
- Identidade e CPF dos representantes e do procurador, se for o caso;
- Procuração, se for o caso. - Fonte de recursos de menor custo para o banco.
- Possibilidade de oferta de outros produtos.
PARTIDO POLÍTICO:
- Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ;
- Estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral;
- Ofício do presidente do partido, indicando os responsáveis pela
movimentação da conta, salvo se o estatuto dispuser em contrário; POUPANÇA
- Identidade e CPF dos representantes e do procurador, se for o caso;
- Procuração, se for o caso.
O QUE É Modalidade de depósito sobre o qual incide rendimento mensal
ENTIDADES DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA: (atualização monetária e juros), individualizado por data de depósito.
- Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ; A QUEM SE DESTINA - Pessoas físicas e pessoas jurídicas com ou sem
- Certidão de nomeação do representante; fins lucrativos.
- Identidade e CPF dos representantes e do procurador, se for o caso;
- Procuração, se for o caso. MODALIDADES - Individual: quando possui somente um titular.
São dispensadas da apresentação do CNPJ as pessoas consideradas
isentas pela Legislação vigente. A comprovação de isenção é efetuada - Conjunta: quando possui dois ou mais titulares.
através de documento fornecido pela Delegacia da Receita Federal. Deve - Conjunta Solidária: movimentada em conjunto ou isoladamente pelos
ser registrado na FAA e no cheque a expressão ISENTO em substituição
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titulares - Questão da rentabilidade


- Conjunta Não Solidária: movimentada em conjunto por todos os titulares - A associação da Poupança com investimento extrapola a questão da
CONDIÇÕES REMUNERAÇÃO rentabilidade, na medida em que a poupança se refere a uma economia
Os depósitos são remunerados a uma taxa de juros de 0,5% ao mês, para a realização de um desejo, sonho, ou atendimento de uma
aplicada sobre os valores atualizados pela TR, creditada mensalmente a necessidade.
cada dia limite. Os rendimentos são calculados sobre o menor saldo - Isenta de IR
apresentado pela conta no período base. - Aplicação de qualquer valor
Para os depósitos realizados nos dia 29, 30 e 31, o período-base é - Aplicação em qualquer data
contado a partir do dia 1º do mês subseqüente (A TR será a do mês
de aniversário SUBSEQÜENTE). - Possibilidade de realizar diversas aplicações no mês sem a necessidade
LIMITES de abrir novas contas;
É vedado estabelecer limites para abertura da conta de poupança, bem - Utilização do caixa rápido para depósitos;
como para a sua movimentação. - Rentabilidade mensal nas diversas datas em que haja depósitos
efetuados;
CARACTERÍSTICAS MOVIMENTAÇÃO - Possibilidade de saque parcial, resguardando a rentabilidade sobre o
A conta permite a emissão de cartão magnético, possibilitando ao cliente menor saldo.
efetuar transações eletrônicas como: - Depósitos em cheques valorizados na data do depósito.
- consulta de saldos por data limite; - Forma de aplicação disponível para pessoas não alfabetizadas ou
- depósitos e saques em quaisquer agências do banco (no guichê ou impossibilitadas fisicamente de assinar. Neste caso as retiradas serão
Salas de Auto-atendimento); feitas através de impressão digital.
- saques nos terminais do Banco 24Horas; - Possibilidade de saque com cartão em terminais do Banco 24Horas.
- débitos referentes a compras realizadas através da REDESHOP ou - Possibilidade de pagamento de compras, por meio do cartão magnético,
CHEQUE ELETRÔNICO. nos estabelecimentos comerciais conveniados a REDESHOP e CHEQUE
- transferência de valores e pagamentos diversos nas salas de auto- ELETRÔNICO.
atendimento do banco, no HOME BANKING e na INTERNET BANKING. - Ressarcimento de CPMF nos saques de valores com mais de 90 dias de
TRIBUTAÇÃO/TARIFAS aplicação.
- Isenta de Imposto de Renda, IOF e tarifas. - Não incidência de CPMF para aplicação quando depósito for feito sem
- Ressarcimento de CPMF nos saques de valores com mais de 90 dias de transitar pela conta corrente, diretamente na poupança.
aplicação. - Saques feitos a qualquer momento.
LIQUIDEZ - Aplicação segura - jamais registrou rentabilidade negativa.
- Imediata. - Facilidade de entendimento e simplicidade da operação.
- Depósitos e saques nas agências e PV do banco.
DOCUMENTAÇÃO Para Pessoa Física - Acessível a menores de idade.

São exigidos Documento de Identidade, CPF, Comprovante de Residência - Fonte de recursos para aplicações no Crédito Imobiliário.
e Procuração, quando for o caso.
Para Pessoa Jurídica
Documentação especifíca que comprove a constituição de Pessoa POUPANÇA PESSOA JURÍDICA SEM FINS LUCRATIVOS
Jurídica com ou sem fins lucrativos.
O QUE É Modalidade de depósito sobre o qual incide rendimento mensal
(atualização monetária e juros), individualizado por data de depósito.
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A QUEM SE DESTINA Pessoas jurídicas sem fins lucrativos: compensação.


- Entidades sindicais de trabalhadores; - Depósitos efetuados fora da data limite serão remunerados a partir do
- Partidos políticos; período base subseqüente.
- Fundações; DOCUMENTAÇÃO SINDICATOS
- Sociedades civis culturais, educativas, esportivas, religiosas, entre - CNPJ
outras; - Estatuto registrado ou sua publicação do Diário Oficial
- Institutos de assistência social; - Ata da assembléia de eleição da Diretoria atual, devidamente registrada
- Condomínios; ou publicada no D.O.U. ou carta da Diretoria anterior apresentando a
- Entidades da Igreja Católica Apostólica Romana; atual, acompanhada da ata de eleição
- Pessoas Jurídicas de Direito Público; - Identidade, CPF e Comprovante de Residência dos representantes
- Cartórios. legais e do procurador, se for o caso
CONDIÇÕES REMUNERAÇÃO - Procuração, se for o caso.
- Os saldos das contas são remunerados à taxa de juros de 0,5% ao mês,
aplicada sobre os valores atualizados pela TR. PARTIDOS POLÍTICOS
- O valor da remuneração é creditado mensalmente a cada dia limite. - CNPJ
- Para depósitos efetuados nos dias 29, 30 e 31, o período base é - Estatuto registrado no TSE
contado a partir do dia 1º do mês subseqüente. - Ofício do presidente do partido, indicando os responsáveis pela
- Os rendimentos são calculados sobre o menor saldo apresentado pela movimentação da conta, salvo se o estatuto dispuser em contrário
conta no período base. - Identidade, CPF e Comprovante de Residência dos representantes
legais ou do procurador, ser for o caso
LIMITES - Procuração, se for o caso
- É vedado estabelecer limites para abertura da conta de poupança, bem
como para a sua movimentação. FUNDAÇÕES
- CNPJ
TARIFAS - Estatuto registrado no Registro Civil de Pessoas Jurídicas
- A tabela de tarifas é divulgada pelo banco e cartaz para afixação, em - Ata da assembléia geral, se houver, devidamente registrada
local visível no PV. - Identidade, CPF e Comprovante de Residência dos representantes
CARACTERÍSTICAS TRIBUTAÇÃO legais e do procurador, se for o caso
- Isenta de Imposto de Renda. - Procuração, se for o caso
- As contas são beneficiadas com o adicional de 0,38% sobre o valor de
cada saque como compensação da CPMF, desde que o valor sacado SOCIEDADES CIVIS CULTURAIS, EDUCATIVAS, ESPORTIVAS,
tenha permanecido em depósito por prazo igual ou superior a 90 dias. RELIGIOSAS
- CNPJ
LIQUIDEZ - Estatuto ou contrato social em vigor, bem como as alterações
- A liquidez é imediata, porém, os saques efetuados fora do dia limite não devidamente registradas no Registro Civil de Pessoas Jurídicas
farão jus a remuneração. - Ata da assembléia de eleição da Diretoria atual devidamente registrada
- Identidade, CPF e Comprovante de Residência dos representantes
MOVIMENTAÇÃO legais e do procurador, se for o caso.
- Os depósitos podem ser efetuados em cheque ou dinheiro. - Procuração, se for o caso
- Depósitos em cheque são considerados, para efeito de remuneração, na
data de depósito, estando disponíveis para saque após o prazo normal de INSTITUTOS de ASSISTÊNCIA SOCIAL
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- CNPJ - Os depósitos podem ser feitos em cheque ou dinheiro, em qualquer PV


- Estatuto e ata da assembléia geral registrados no Registro Civil de do banco.
Pessoas Jurídicas - Isenta de Imposto de Renda e IOF.
- Identidade, CPF e Comprovante de Residência dos representantes - Possibilidade de utilização do Home Banking e Internet Banking.
legais e do procurador, se for o caso - Possibilidade de saque a qualquer momento.
- Procuração, se for o caso

CONDOMÍNIOS POUPANÇA PESSOA JURÍDICA COM FINS LUCRATIVOS


- CNPJ
- Escritura de convenção do condomínio, registrada no Registro de
Imóveis O QUE É - Conta cujo saldo é remunerado trimestralmente, com crédito
- Certidão da ata que elegeu o síndico, registrada no Cartório de Registro de rendimento na data de cada depósito.
de Títulos e Documentos A QUEM SE DESTINA - Pessoas Jurídicas com fins lucrativos.
- Identidade, CPF e Comprovante de Residência dos representantes - Sociedades Anônimas
legais e do procurador, se for o caso - Sociedades Comerciais por Cotas, de Capital e Indústria, em Comandita
- Procuração, se for o caso Simples ou quaisquer outras
- Sociedades Civis
ENTIDADES da IGREJA CATÓLICA - Firmas Individuais
- CNPJ CONDIÇÕES REMUNERAÇÃO
- Certidão de nomeação do representante - Os saldos das contas são remunerados à taxa de juros de 1,5% ao
- Identidade, CPF e Comprovante de Residência dos representantes trimestre, aplicada sobre os valores atualizados pela TR.
legais e do procurador, se for o caso - Para depósitos efetuados nos dias 29, 30 e 31, o período base é
- Procuração, se for o caso contado a partir do dia 1º do mês subseqüente.
- Os rendimentos são calculados sobre o menor saldo apresentado pela
PESSOAS JURÍDICAS de DIREITO PÚBLICO conta no período base.
- CNPJ
- Ofício subscrito por autoridade competente, com indicação dos LIMITES
responsáveis pela movimentação da conta - É vedado estabelecer limites para a abertura de conta, bem como para a
- Identidade, CPF e Comprovante de Residência dos representantes e do sua movimentação.
procurador, se for o caso
- Procuração, se for o caso CARACTERÍSTICAS TRIBUTAÇÃO
- Incide Imposto de Renda, de acordo com legislação específica, calculado
CARTÓRIOS sobre o rendimento bruto. O valor do IRRF é retido automaticamente, na
- CNPJ data do crédito de rendimentos.
- Portaria de nomeação do tabelião pelo Tribunal de Justiça do Estado,
publicado no Diário Oficial - As contas não são beneficiadas com o adicional de 0,38% sobre o valor
- Identidade, CPF e Comprovante de Residência dos representantes de cada saque como compensação da CPMF.
legais, se for o caso LIQUIDEZ
- Procuração, se for o caso - Os rendimentos são creditados trimestralmente a cada data de depósito
e o valor retirado fora do dia limite não faz jus a remuneração.
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do procurador, se for o caso.


MOVIMENTAÇÃO - Procuração, se for caso
- Os depósitos podem ser efetuados em cheque ou dinheiro.
- Depósitos em cheque são considerados, para efeito de remuneração, na - Os depósitos podem ser feitos em cheque ou dinheiro, em qualquer
data de depósito, estando disponíveis para saque após o prazo normal de Ponto de Venda do banco.
compensação. - Possibilidade de utilização do Home-Office Banking e Internet Banking.
- Depósitos efetuados fora da data limite serão remunerados a partir do - Possibilidade de saque a qualquer momento.
período base subseqüente.
- Fonte de recursos para crédito imobiliário.
DOCUMENTAÇÃO SOCIEDADES ANÔNIMAS - Disponibilidade de recursos por um período maior de tempo.
- CNPJ
- Estatuto registrado na Junta Comercial ou sua publicação no Diário CLIENTE FALECIDO - LIBERAÇÃO DO SALDO DE CONTA
Oficial
- Ata da assembléia de eleição da Diretoria atual, devidamente registrada O QUE É
ou publicada no Diário Oficial e arquivada na Junta Comercial ou carta da • Conceito
Diretoria anterior apresentando a atual, acompanhada da ata de eleição; • É o pagamento de saldo existente em conta de
- Identidade e CPF e Comprovante de Residência dos representantes
depositante falecido
legais e do procurador, se for o caso.
- Procuração, se for o caso
LIMITE DE LIBERAÇÃO DA CONTA
SOCIEDADES COMERCIAIS por COTAS, de CAPITAL e INDÚSTRIA, em
COMANDITA SIMPLES ou quaisquer outras • Limites
-CNPJ • Para dependentes habilitados perante a Previdência
- Contrato de constituição da sociedade e alterações registradas na Junta Social
Comercial • Podem ser liberados os saldos de uma ou mais
- Identidade e CPF e Comprovante de residência dos representantes contas individuais, desde que o saldo total não
legais e do procurador, se for o caso. ultrapasse o valor máximo de R$ 4.588,46 (quatro
- Procuração, se for o caso mil, quinhentos e oitenta e oito reais e quarenta e
seis centavos), acima desde valor, somente com
SOCIEDADES CIVIS Alvará Judicial
- CNPJ • Para reembolso de despesas com funeral
- Estatuto ou Contrato Social em vigor e alterações posteriores registrados • Pode ser liberado o valor de R$ 310,69 (trezentos
no Registro Civil de Pessoa Jurídica e dez reais e sessenta e nove centavos), ou o
- Ata da assembléia de eleição da Diretoria atual, devidamente registrada valor apresentado no recibo de despesa com
- Identidade e CPF e Comprovante de residência dos representantes funeral, o que for menor
legais e do procurador, se for o caso.
- Procuração, se for o caso FORMA DE LIBERAÇÃO DA CONTA
FIRMAS INDIVIDUAIS • Formas de Liberação
- CNPJ • Dependentes Habilitados perante a Previdência Social
- Registro na Junta Comercial • Saldo é pago em cotas iguais
- Identidade e CPF e Comprovante de Residência do representante legal e
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• No caso de menores, o saldo será depositado em depósitos constituídos em seu nome só podem ser movimentados por
caderneta de poupança, disponível para saque seus genitores ou responsáveis. A propósito, aconselha Gilberto Nóbrega
após o menor completar 18 (dezoito) anos, salvo que a própria conta de depósitos deve ser aberta de maneira que fique
determinação judicial em contrário clara a situação: "F...., menor impúbere, filho de S....".
• Despesas com Funeral
Todos os atos inerentes, tais como a abertura de conta, a assinatura da
• Liberado para a pessoa que comprovadamente
proposta, recibo de talões de cheques, emissão destes, devem ser
custeou as despesas
praticados pelo pai ou responsável.
• Alvará Judicial
• Liberação é feita para a pessoa indicada no Todavia, os depósitos constituídos em nome do menor (no interesse do
mesmo menor), não por seu pai ou tutor, mas por ordem judicial (como, no caso
de herança), só podem ser movimentados com a devida autorização do
DOCUMENTAÇÃO PARA LIBERAÇÃO DA CONTA juiz.
• Documentos exigidos
O menor púbere (maior de 16 e menor de 18 anos), por ser relativamente
• Dependentes habilitados perante à Previdência Social
incapaz, só pode celebrar o contrato de depósito assistido por seus pais
• Certidão fornecida pela Previdência Social, onde ou tutores, os quais deverão assinar a ficha-proposta no ato da abertura
constam os dependentes habilitados da conta e assistir o menor em todos os demais atos - emissão de
• Certidão de Óbito cheques, recibos, correspondência etc., apondo o seu visto a esses
• Documento de Identidade do(s) dependente(s) documentos.
• Certidão de Nascimento, se for o caso
• Procuração, se nomeado representante legal Muitos bancos têm permitido que o menor movimente a conta sem o visto
• Despesas com funeral do pai ou tutor, pois como se sabe, são em grande número os menores
que, não obstante a pouca idade, possuem reservas com as quais
• Certidão de Óbito
respondem por suas obrigações, principalmente as escolas. Alguns até
• Recibo da empresa funerária, em nome do residem distantes de seus pais e a assistência destes a cada emissão de
beneficiário (via original) cheque ou ordem de pagamento só traria inconvenientes, se não fosse, às
• Documento de Identidade do beneficiário vezes, até impraticável.
• Procuração, se for o caso
• Alvará Judicial Sensível a esses problemas, certos bancos criaram a carta de anuência,
• Alvará Judicial específico para o levantamento de pela qual o responsável autoriza o menor a movimentar a conta.
saldo, indicando a pessoa autorizada e o valor Tal carta de anuência é inócua. E os bancos que assim procedem
que será sacado assumem um risco pelo qual podem ser chamados a responder.
2. Pessoa física e pessoa jurídica: capacidade e incapacidade A solução está em criar o legislador a capacidade especial para a
civil, representação e domicílio. operação de depósito como o fez com relação aos depósitos
OBSERVAÇÕES A RESPEITO DE DEPÓSITOS EM BANCOS: populares da Caixa Econômica. Estes, de acordo com o Decreto n°.
24.427, de 1934, podem ser movimentados livremente por maiores de
MENOR NÃO EMANCIPADO - O menor impúbere, isto é, menor de 16 16 anos.
anos, é, à luz de nosso direito, absolutamente incapaz e tem de ser
representado por seus pais em todos os atos da vida civil. Assim, os
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Enquanto não houver lei que estenda tal disposição a todas as I - os menores de dezesseis anos;
modalidades de depósitos bancários, vige a regra geral consagrada no II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o
Código Civil. necessário discernimento para a prática desses atos;
III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua
As pessoas absolutamente incapazes serão representados pelos pais,
vontade.
tutores, ou curadores em todos os atos jurídicos; as relativamente
incapazes, (assistidos) pelas pessoas e nos atos que este Código
Art. 4º. São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de
determina.
os exercer:
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
Suprimento da incapacidade absoluta ou relativa – Suprir-se-á a
II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por
incapacidade por meio da representação legal, da assistência, de curador
deficiência mental, tenham o discernimento reduzido;
especial ou pelo suprimento judicial de autorização.
III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;
IV - os pródigos.
Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por
legislação especial.
LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.
Institui o Código Civil.
Art. 5º. A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando
a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro,
mediante instrumento público, independentemente de homologação
PARTE GERAL
judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis
anos completos;
LIVRO I
II - pelo casamento;
DAS PESSOAS
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
TÍTULO I
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de
DAS PESSOAS NATURAIS
relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis
anos completos tenha economia própria.
CAPÍTULO I
DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE
Art. 6º. A existência da pessoa natural termina com a morte;
presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a
Art. 1º. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.
abertura de sucessão definitiva
TÍTULO III
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento
Do Domicílio
com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do
nascituro.
Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a
sua residência com ânimo definitivo.
Art. 3º. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os
atos da vida civil:
18

Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou
alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. assistente; o do servidor público, o lugar em que exercer
permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo da
Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar
concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida. imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver
matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença.
Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profissão em lugares
diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe Art. 77. O agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro,
corresponderem. alegar extraterritorialidade sem designar onde tem, no país, o seu
domicílio, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do
Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha território brasileiro onde o teve.
residência habitual, o lugar onde for encontrada.
Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar
Art. 74. Muda-se o domicílio, transferindo a residência, com a domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles
intenção manifesta de o mudar. resultantes.

Parágrafo único. A prova da intenção resultará do que declarar a LIVRO III


pessoa às municipalidades dos lugares, que deixa, e para onde vai, ou, se Dos Fatos Jurídicos
tais declarações não fizer, da própria mudança, com as circunstâncias que
a acompanharem. TÍTULO I
Do Negócio Jurídico
Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:
I - da União, o Distrito Federal; CAPÍTULO I
II - dos Estados e Territórios, as respectivas capitais; Disposições Gerais
III - do Município, o lugar onde funcione a administração municipal;
IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:
respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio I - agente capaz;
especial no seu estatuto ou atos constitutivos. II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável;
III - forma prescrita ou não defesa em lei.
§ 1º. Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares
diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser
praticados. invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos co-
interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do
§ 2º. Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, direito ou da obrigação comum.
haver-se-á por domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações
contraídas por cada uma das suas agências, o lugar do estabelecimento, Art. 106. A impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio
sito no Brasil, a que ela corresponder. jurídico se for relativa, ou se cessar antes de realizada a condição a que
ele estiver subordinado.
Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o
militar, o marítimo e o preso. Art. 107. A validade da declaração de vontade não dependerá de
forma especial, senão quando a lei expressamente a exigir.
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Parágrafo único. Para esse efeito, tem-se como celebrado pelo


Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é representante o negócio realizado por aquele em quem os poderes
essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, houverem sido subestabelecidos.
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de
valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. Art. 118. O representante é obrigado a provar às pessoas, com quem
tratar em nome do representado, a sua qualidade e a extensão de seus
Art. 109. No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer poderes, sob pena de, não o fazendo, responder pelos atos que a estes
sem instrumento público, este é da substância do ato. excederem.

Art. 110. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor Art. 119. É anulável o negócio concluído pelo representante em
haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou, salvo se dela conflito de interesses com o representado, se tal fato era ou devia ser do
o destinatário tinha conhecimento. conhecimento de quem com aquele tratou.

Art. 111. O silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os Parágrafo único. É de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do
usos o autorizarem, e não for necessária a declaração de vontade negócio ou da cessação da incapacidade, o prazo de decadência para
expressa. pleitear-se a anulação prevista neste artigo.

Art. 112. Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção Art. 120. Os requisitos e os efeitos da representação legal são os
nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem. estabelecidos nas normas respectivas; os da representação voluntária são
os da Parte Especial deste Código.
Art. 113. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a
boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. inscrição, no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos
constitutivos (arts. 45 e 1.150).
Art. 114. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se
estritamente. 3. Documentos comerciais e títulos de crédito: nota promissória,
duplicata, fatura. Nota fiscal: principais características. Cheque:
CAPÍTULO II requisitos essenciais, circulação, endosso, cruzamento,
Da Representação compensação.
TÍTULO VIII
Art. 115. Os poderes de representação conferem-se por lei ou pelo Dos Títulos de Crédito
interessado.
CAPÍTULO I
Art. 116. A manifestação de vontade pelo representante, nos limites Disposições Gerais
de seus poderes, produz efeitos em relação ao representado.
Art. 887. O título de crédito, documento necessário ao exercício do
Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o direito literal e autônomo nele contido, somente produz efeito quando
negócio jurídico que o representante, no seu interesse ou por conta de preencha os requisitos da lei.
outrem, celebrar consigo mesmo.
Art. 888. A omissão de qualquer requisito legal, que tire ao escrito a
sua validade como título de crédito, não implica a invalidade do negócio
jurídico que lhe deu origem.
20

Art. 889. Deve o título de crédito conter a data da emissão, a Art. 895. Enquanto o título de crédito estiver em circulação, só ele
indicação precisa dos direitos que confere, e a assinatura do emitente. poderá ser dado em garantia, ou ser objeto de medidas judiciais, e não,
separadamente, os direitos ou mercadorias que representa.
§ 1o É à vista o título de crédito que não contenha indicação de
vencimento. Art. 896. O título de crédito não pode ser reivindicado do portador que
o adquiriu de boa-fé e na conformidade das normas que disciplinam a sua
§ 2o Considera-se lugar de emissão e de pagamento, quando não circulação.
indicado no título, o domicílio do emitente.
Art. 897. O pagamento de título de crédito, que contenha obrigação
§ 3o O título poderá ser emitido a partir dos caracteres criados em de pagar soma determinada, pode ser garantido por aval.
computador ou meio técnico equivalente e que constem da escrituração
do emitente, observados os requisitos mínimos previstos neste artigo. Parágrafo único. É vedado o aval parcial.

Art. 890. Consideram-se não escritas no título a cláusula de juros, a Art. 898. O aval deve ser dado no verso ou no anverso do próprio
proibitiva de endosso, a excludente de responsabilidade pelo pagamento título.
ou por despesas, a que dispense a observância de termos e formalidade
prescritas, e a que, além dos limites fixados em lei, exclua ou restrinja § 1o Para a validade do aval, dado no anverso do título, é suficiente a
direitos e obrigações. simples assinatura do avalista.

Art. 891. O título de crédito, incompleto ao tempo da emissão, deve § 2o Considera-se não escrito o aval cancelado.
ser preenchido de conformidade com os ajustes realizados.
Art. 899. O avalista equipara-se àquele cujo nome indicar; na falta de
Parágrafo único. O descumprimento dos ajustes previstos neste indicação, ao emitente ou devedor final.
artigo pelos que deles participaram, não constitui motivo de oposição ao
terceiro portador, salvo se este, ao adquirir o título, tiver agido de má-fé. § 1° Pagando o título, tem o avalista ação de regresso contra o seu
avalizado e demais coobrigados anteriores.
Art. 892. Aquele que, sem ter poderes, ou excedendo os que tem,
lança a sua assinatura em título de crédito, como mandatário ou § 2o Subsiste a responsabilidade do avalista, ainda que nula a
representante de outrem, fica pessoalmente obrigado, e, pagando o título, obrigação daquele a quem se equipara, a menos que a nulidade decorra
tem ele os mesmos direitos que teria o suposto mandante ou de vício de forma.
representado.
Art. 900. O aval posterior ao vencimento produz os mesmos efeitos
Art. 893. A transferência do título de crédito implica a de todos os do anteriormente dado.
direitos que lhe são inerentes.
Art. 901. Fica validamente desonerado o devedor que paga título de
Art. 894. O portador de título representativo de mercadoria tem o crédito ao legítimo portador, no vencimento, sem oposição, salvo se agiu
direito de transferi-lo, de conformidade com as normas que regulam a sua de má-fé.
circulação, ou de receber aquela independentemente de quaisquer
formalidades, além da entrega do título devidamente quitado. Parágrafo único. Pagando, pode o devedor exigir do credor, além da
entrega do título, quitação regular.
21

Art. 902. Não é o credor obrigado a receber o pagamento antes do CAPÍTULO III
vencimento do título, e aquele que o paga, antes do vencimento, fica Do Título À Ordem
responsável pela validade do pagamento.
Art. 910. O endosso deve ser lançado pelo endossante no verso ou
§ 1o No vencimento, não pode o credor recusar pagamento, ainda anverso do próprio título.
que parcial.
§ 1o Pode o endossante designar o endossatário, e para validade do
o
§ 2 No caso de pagamento parcial, em que se não opera a tradição endosso, dado no verso do título, é suficiente a simples assinatura do
do título, além da quitação em separado, outra deverá ser firmada no endossante.
próprio título.
§ 2o A transferência por endosso completa-se com a tradição do
Art. 903. Salvo disposição diversa em lei especial, regem-se os título.
títulos de crédito pelo disposto neste Código.
§ 3o Considera-se não escrito o endosso cancelado, total ou
CAPÍTULO II parcialmente.
Do Título ao Portador
Art. 911. Considera-se legítimo possuidor o portador do título à ordem
Art. 904. A transferência de título ao portador se faz por simples com série regular e ininterrupta de endossos, ainda que o último seja em
tradição. branco.

Art. 905. O possuidor de título ao portador tem direito à prestação Parágrafo único. Aquele que paga o título está obrigado a verificar a
nele indicada, mediante a sua simples apresentação ao devedor. regularidade da série de endossos, mas não a autenticidade das
assinaturas.
Parágrafo único. A prestação é devida ainda que o título tenha
entrado em circulação contra a vontade do emitente. Art. 912. Considera-se não escrita no endosso qualquer condição a
que o subordine o endossante.
Art. 906. O devedor só poderá opor ao portador exceção fundada em
direito pessoal, ou em nulidade de sua obrigação. Parágrafo único. É nulo o endosso parcial.

Art. 907. É nulo o título ao portador emitido sem autorização de lei Art. 913. O endossatário de endosso em branco pode mudá-lo para
especial. endosso em preto, completando-o com o seu nome ou de terceiro; pode
endossar novamente o título, em branco ou em preto; ou pode transferi-lo
Art. 908. O possuidor de título dilacerado, porém identificável, tem sem novo endosso.
direito a obter do emitente a substituição do anterior, mediante a
restituição do primeiro e o pagamento das despesas. Art. 914. Ressalvada cláusula expressa em contrário, constante do
endosso, não responde o endossante pelo cumprimento da prestação
Art. 909. O proprietário, que perder ou extraviar título, ou for constante do título.
injustamente desapossado dele, poderá obter novo título em juízo, bem
como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos. § 1o Assumindo responsabilidade pelo pagamento, o endossante se
torna devedor solidário.
Parágrafo único. O pagamento, feito antes de ter ciência da ação
referida neste artigo, exonera o devedor, salvo se se provar que ele tinha § 2o Pagando o título, tem o endossante ação de regresso contra os
conhecimento do fato. coobrigados anteriores.
22

Art. 915. O devedor, além das exceções fundadas nas relações Art. 921. É título nominativo o emitido em favor de pessoa cujo nome
pessoais que tiver com o portador, só poderá opor a este as exceções conste no registro do emitente.
relativas à forma do título e ao seu conteúdo literal, à falsidade da própria
assinatura, a defeito de capacidade ou de representação no momento da Art. 922. Transfere-se o título nominativo mediante termo, em registro
subscrição, e à falta de requisito necessário ao exercício da ação. do emitente, assinado pelo proprietário e pelo adquirente.

Art. 916. As exceções, fundadas em relação do devedor com os Art. 923. O título nominativo também pode ser transferido por
portadores precedentes, somente poderão ser por ele opostas ao endosso que contenha o nome do endossatário.
portador, se este, ao adquirir o título, tiver agido de má-fé.
§ 1o A transferência mediante endosso só tem eficácia perante o
Art. 917. A cláusula constitutiva de mandato, lançada no endosso, emitente, uma vez feita a competente averbação em seu registro,
confere ao endossatário o exercício dos direitos inerentes ao título, salvo podendo o emitente exigir do endossatário que comprove a autenticidade
restrição expressamente estatuída. da assinatura do endossante.

§ 1o O endossatário de endosso-mandato só pode endossar § 2o O endossatário, legitimado por série regular e ininterrupta de
novamente o título na qualidade de procurador, com os mesmos poderes endossos, tem o direito de obter a averbação no registro do emitente,
que recebeu. comprovada a autenticidade das assinaturas de todos os endossantes.

§ 2o Com a morte ou a superveniente incapacidade do endossante, § 3o Caso o título original contenha o nome do primitivo proprietário,
não perde eficácia o endosso-mandato. tem direito o adquirente a obter do emitente novo título, em seu nome,
devendo a emissão do novo título constar no registro do emitente.
§ 3o Pode o devedor opor ao endossatário de endosso-mandato
somente as exceções que tiver contra o endossante. Art. 924. Ressalvada proibição legal, pode o título nominativo ser
transformado em à ordem ou ao portador, a pedido do proprietário e à sua
Art. 918. A cláusula constitutiva de penhor, lançada no endosso, custa.
confere ao endossatário o exercício dos direitos inerentes ao título.
Art. 925. Fica desonerado de responsabilidade o emitente que de
§ 1o O endossatário de endosso-penhor só pode endossar boa-fé fizer a transferência pelos modos indicados nos artigos
novamente o título na qualidade de procurador. antecedentes.
Art. 926. Qualquer negócio ou medida judicial, que tenha por objeto o
§ 2o Não pode o devedor opor ao endossatário de endosso-penhor as
título, só produz efeito perante o emitente ou terceiros, uma vez feita a
exceções que tinha contra o endossante, salvo se aquele tiver agido de
competente averbação no registro do emitente.
má-fé.
NOTA FISCAL, FATURA e DUPLICATA
Art. 919. A aquisição de título à ordem, por meio diverso do endosso,
Nota Fiscal é uma relação de mercadorias vendidas, entregue
tem efeito de cessão civil.
ao comprador, de emissão, em regra, obrigatória (existem casos, previstos
Art. 920. O endosso posterior ao vencimento produz os mesmos por lei especial, que dispensam a sua emissão ou a sua substituição por
efeitos do anterior. cupão (ou cupom fiscal), devidamente numerada, em que são
especificadas as mercadorias vendidas e os preços unitários e global.
CAPÍTULO IV Em existindo venda a prazo, é facultado ao comerciante a
Do Título Nominativo emissão da Fatura, que gera o Título de Crédito conhecido como
Duplicata Mercantil (DM) ou de Prestação de Serviços (DS).
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Os modelos de Notas Fiscais que as empresas comerciais expedidas por ocasião das vendas, despachos ou entregas das
estão obrigadas a emitir são: mercadorias. Pelo art. 19, § 7º. Do convênio de criação do Sistema
. Nota Fiscal modelo 1 ou 1-A; Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais, a nota fiscal
. Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2; poderá servir como fatura, feita a inclusão dos elementos necessários,
. Nota Fiscal de Produtor, modelo 4. denominando-se, no caso, nota fiscal fatura.
SÍNTESE:
NOTA FISCAL MODELO 1 OU 1-A – deve ser emitida pela . título causal (não abstrato);
empresa sempre que promover saídas ou entradas de mercadorias no seu . título de saque facultativo;
estabelecimento. A exceção é em relação aos produtores agrícolas, os . título de modelo vinculado (não é independente); e
quais são obrigados a emitir a Nota Fiscal de Produtor, modelo 4. . título de aceite compulsório.
É através da Nota Fiscal que o Governo (Federal – IPI;
Estadual/Distrital – ICMS etc.) fiscaliza a movimentação das compras e TRIPLICATA:
vendas de mercadorias efetuadas pelas empresas, permitindo-lhe a
cobrança de diversos impostos, taxas e contribuições (diretamente, como É o título cambiário sacado para substituir duplicata perdida ou
é o caso do ICMS e IPI; ou indiretamente, nos demais casos) extraviada. Trata-se de mera cópia ou segunda via da duplicata. A lei não
Mesmo nos casos de algumas mercadorias que sejam imunes autoriza a emissão de triplicata em caso de retenção de duplicata enviada
ou isentas de alguma tributação, ainda assim, deverá ser emitida a Nota para aceite.
Fiscal, que chamamos de Operações Acessórias. Embora a Lei de Duplicatas (art. 23) proclame obrigatória a
emissão de triplicata no caso de duplicata perdida ou extraviada, a própria
DUPLICATA MERCANTIL duplicata não é título de emissão obrigatória.

DUPLICATA E FATURA: EXECUÇÃO:


A Duplicata, regulamentada pela Lei 5.474/68, é um título de
crédito causal, facultativamente emitido pelo empresário com base em Título executivo extrajudicial, a duplicata é documento hábil para
fatura representativa de compra e venda. instruir execução por quantia certa, nos termos do CPC, nos seguintes
É um saque representativo de um negócio preexistente. Não é casos:
possível, pois, emissão de duplicata com base em contrato de compra e . de duplicata ou triplicata aceita, protestada ou não;
venda para entrega futura. . de duplicata ou triplicata não aceita, contanto que,
“É facultativamente emitida, com base em fatura (esta obrigatória cumulativamente:
e discriminando as mercadorias vendidas) representativa de contrato com - haja sido protestada;
prazo não inferior a 30 dias, não podendo ser emitida outra espécie de - esteja acompanhada de documento hábil comprobatório da
título de crédito para documentar o saque do vendedor pela importância entrega e recebimento da mercadoria; e
faturada ao comprador”. - não tenha, comprovadamente, havido recusa justificada do
Portanto, a fatura, como prova do contrato de compra e venda, é aceite pelo sacado.
de extração obrigatória, enquanto a duplicata é facultativa.
Uma só duplicata NÃO pode corresponder a mais de uma fatura. PRESCRIÇÃO:
Nos contratos de compra e venda mercantil com prazo igual ou
superior a 30 dias, contado da data da entrega ou despacho das Quanto à duplicata, a prescrição da execução observa os
mercadorias, o empresário extrairá a respectiva fatura para apresentação seguintes prazos:
ao comprador, discriminando nela as mercadorias vendidas ou, quando . contra o sacado em três anos contados da data do vencimento
lhe convier, indicando somente os números e valores das notas parciais do título;
24

. contra o respectivo avalista, no mesmo prazo;


. contra seus endossantes e seus avalistas, em um ano, contado
da data do protesto;
. de qualquer coobrigado contra os outros, em um ano contado, Presidência da República
o prazo da data em que tenha realizado pagamento do título. Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
EXCEÇÕES E CAUSALIDADE:

Na execução de duplicata, será sempre lícito ao devedor LEI Nº 5.474, DE 18 DE JULHO DE 1968.
executado estender sua defesa à indagação de eventuais vícios do Dispõe sobre as Duplicatas, e dá outras
negócio subjacente. A EXCEPTIO NON ADIMPLETI CONTRATUS (art. providências.
476 do CC) pode ser argüida à medida que o título é desprovido de
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o CONGRESSO
abstratividade, ensejando ao comprador-devedor a mais ampla defesa em
NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
relação ao vendedor-credor.
Alguns exemplos de defesa estribada em vícios formais da CAPÍTULO I
duplicata que podem ser aduzidos:
. duplicata sem data de emissão ou com data de emissão Da Fatura e da Duplicata
fictícia, em descompasso com a fatura ou com a efetiva compra e venda;
. duplicata com número de ordem falso; Art . 1º Em todo o contrato de compra e venda mercantil entre partes
. duplicata com data de vencimento falso, desconforme com o domiciliadas no território brasileiro, com prazo não inferior a 30 (trinta)
negócio subjacente; dias, contado da data da entrega ou despacho das mercadorias, o
. duplicata sem remessa de mercadoria; vendedor extrairá a respectiva fatura para apresentação ao
. duplicata sem aceite, sem comprovante de entrega da comprador.
mercadoria;
. duplicata extraída para cobrança de juros e correção § 1º A fatura discriminará as mercadorias vendidas ou, quando
monetária; convier ao vendedor, indicará somente os números e valores das notas
. duplicata emitida para cobrança de renting; parciais expedidas por ocasião das vendas, despachos ou entregas das
. duplicata sem aceite; mercadorias.
. duplicata aceita por menor sem a assinatura paterna;
. duplicata extraída para cobrança de diferença de frete; Art . 2º No ato da emissão da fatura, dela poderá ser extraída uma
. duplicata emitida sobre valor de novação de dívida. duplicata para circulação como efeito comercial, não sendo admitida
qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque
DUPLICATA SIMULADA: do vendedor pela importância faturada ao comprador.
É crime emitir duplicata, fatura ou nota de venda que não
traduza efetivamente uma compra e venda ou prestação de serviço. § 1º A duplicata conterá:
ART. 172, § ÚNICO – CP.
I - a denominação "duplicata", a data de sua emissão e o número de
DUPLICATA FISCAL – Título emitido pelo vendedor, contribuinte ordem;
do imposto sobre produtos industrializados, desde que o pagamento da
II - o número da fatura;
venda seja a prazo superior a trinta dias, com valor equivalente ao
imposto, e vencimento máximo de quarenta e cinco dias.
25

III - a data certa do vencimento ou a declaração de ser a duplicata à Art . 4º Nas vendas realizadas por consignatários ou comissários e
vista; faturas em nome e por conta do consignante ou comitente, caberá àqueles
cumprir os dispositivos desta Lei.
IV - o nome e domicílio do vendedor e do comprador;
Art . 5º Quando a mercadoria for vendida por conta do consignatário,
V - a importância a pagar, em algarismos e por extenso; este é obrigado, na ocasião de expedir a fatura e a duplicata, a comunicar
a venda ao consignante.
VI - a praça de pagamento;
§ 1º Por sua vez, o consignante expedirá fatura e duplicata
VII - a cláusula à ordem; correspondente à mesma venda, a fim de ser esta assinada pelo
consignatário, mencionando-se o prazo estipulado para a liquidação do
VIII - a declaração do reconhecimento de sua exatidão e da saldo da conta.
obrigação de pagá-la, a ser assinada pelo comprador, como aceite,
cambial; § 2º Fica o consignatário dispensado de emitir duplicata quando na
comunicação a que se refere o § 1º declarar, que o produto líquido
IX - a assinatura do emitente. apurado está à disposição do consignante.
§ 2º Uma só duplicata não pode corresponder a mais de uma CAPÍTULO II
fatura.
Da Remessa e da Devolução da Duplicata
§ 3º Nos casos de venda para pagamento em parcelas, poderá
ser emitida duplicata única, em que se discriminarão todas as Art . 6º A remessa de duplicata poderá ser feita diretamente pelo
prestações e seus vencimentos, ou série de duplicatas, uma para vendedor ou por seus representantes, por intermédio de instituições
cada prestação distinguindo-se a numeração a que se refere o item I financeiras, procuradores ou, correspondentes que se incumbam de
do § 1º deste artigo, pelo acréscimo de letra do alfabeto, em apresentá-la ao comprador na praça ou no lugar de seu estabelecimento,
seqüência. podendo os intermediários devolvê-la, depois de assinada, ou conservá-la
em seu poder até o momento do resgate, segundo as instruções de quem
Art . 3º A duplicata indicará sempre o valor total da fatura, ainda que o lhes cometeu o encargo.
comprador tenha direito a qualquer rebate, mencionando o vendedor o
valor líquido que o comprador deverá reconhecer como obrigação de § 1º O prazo para remessa da duplicata será de 30 (trinta) dias,
pagar. contado da data de sua emissão.
§ 1º Não se incluirão no valor total da duplicata os abatimentos § 2º Se a remessa for feita por intermédio de representantes
de preços das mercadorias feitas pelo vendedor até o ato do instituições financeiras, procuradores ou correspondentes êstes deverão
faturamento, desde que constem da fatura. apresentar o título, ao comprador dentro de 10 (dez) dias, contados da
data de seu recebimento na praça de pagamento.
§ 2º A venda mercantil para pagamento contra a entrega da
mercadoria ou do conhecimento de transporte, sejam ou não da mesma Art . 7º A duplicata, quando não for à vista, deverá ser devolvida
praça vendedor e comprador, ou para pagamento em prazo inferior a 30 pelo comprador ao apresentante dentro do prazo de 10 (dez) dias,
(trinta) dias, contado da entrega ou despacho das mercadorias, poderá contado da data de sua apresentação, devidamente assinada ou
representar-se, também, por duplicata, em que se declarará que o acompanhada de declaração, por escrito, contendo as razões da falta
pagamento será feito nessas condições. do aceite.
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§ 1º Havendo expressa concordância da instituição financeira por conta e outros motivos assemelhados, desde que devidamente
cobradora, o sacado poderá reter a duplicata em seu poder até a data autorizados.
do vencimento, desde que comunique, por escrito, à apresentante o
aceite e a retenção. Art . 11. A duplicata admite reforma ou prorrogação do prazo de
vencimento, mediante declaração em separado ou nela escrita,
§ 2º - A comunicação de que trata o parágrafo anterior assinada pelo vendedor ou endossatário, ou por representante com
substituirá, quando necessário, no ato do protesto ou na execução poderes especiais.
judicial, a duplicata a que se refere. (Redação dada pela Lei nº 6.458,
de 1º.11.1977) Parágrafo único. A reforma ou prorrogação de que trata este
artigo, para manter a coobrigação dos demais intervenientes por
Art . 8º O comprador só poderá deixar de aceitar a duplicata por endosso ou aval, requer a anuência expressa destes.
motivo de:
Art . 12. O pagamento da duplicata poderá ser assegurado por
I - avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não aval, sendo o avalista equiparado àquele cujo nome indicar; na falta
expedidas ou não entregues por sua conta e risco; da indicação, àquele abaixo de cuja firma lançar a sua; fora desses
casos, ao comprador.
II - vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade
das mercadorias, devidamente comprovados; Parágrafo único. O aval dado posteriormente ao vencimento do título
produzirá os mesmos efeitos que o prestado anteriormente àquela
III - divergência nos prazos ou nos preços ajustados. ocorrência.

CAPÍTULO III CAPÍTULO IV

Do Pagamento das Duplicatas Do Protesto

Art . 9º É lícito ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la Art. 13. A duplicata é protestável por falta de aceite de devolução
ou antes da data do vencimento. ou pagamento. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 436, de 27.1.1969)

§ 1º A prova do pagamento e o recibo, passado pelo legítimo portador § 1º Por falta de aceite, de devolução ou de pagamento, o
ou por seu representante com poderes especiais, no verso do próprio protesto será tirado, conforme o caso, mediante apresentação da
título ou em documento, em separado, com referência expressa à duplicata, da triplicata, ou, ainda, por simples indicações do portador,
duplicata. na falta de devolução do título. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 436,
de 27.1.1969)
§ 2º Constituirá, igualmente, prova de pagamento, total ou parcial, da
duplicata, a liquidação de cheque, a favor do estabelecimento § 2º O fato de não ter sido exercida a faculdade de protestar o
endossatário, no qual conste, no verso, que seu valor se destina a título, por falta de aceite ou de devolução, não elide a possibilidade
amortização ou liquidação da duplicata nele caracterizada. de protesto por falta de pagamento. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº
436, de 27.1.1969)
Art . 10. No pagamento da duplicata poderão ser deduzidos
quaisquer créditos a favor do devedor resultantes de devolução de § 3º O protesto será tirado na praça de pagamento constante do
mercadorias, diferenças de preço, enganos, verificados, pagamentos título. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 436, de 27.1.1969)
27

§ 4º O portador que não tirar o protesto da duplicata, em forma § 1º - Contra o sacador, os endossantes e respectivos avalistas
regular e dentro do prazo da 30 (trinta) dias, contado da data de seu caberá o processo de execução referido neste artigo, quaisquer que
vencimento, perderá o direito de regresso contra os endossantes e sejam a forma e as condições do protesto. (Redação dada pela Lei nº
respectivos avalistas.(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 436, de 6.458, de 1º.11.1977)
27.1.1969)
§ 2º - Processar-se-á também da mesma maneira a execução de
Art. 14. Nos casos de protesto, por falta de aceite, de devolução ou duplicata ou triplicata não aceita e não devolvida, desde que haja
de pagamento, ou feitos por indicações do portador do instrumento de sido protestada mediante indicações do credor ou do apresentante
protesto deverá conter os requisitos enumerados no artigo 29 do Decreto do título, nos termos do art. 14, preenchidas as condições do inciso II
nº 2.044, de 31 de dezembro de 1908, exceto a transcrição mencionada deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977)
no inciso II, que será substituída pela reprodução das indicações feitas
pelo portador do título.(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 436, de Art 16 - Aplica-se o procedimento ordinário previsto no Código de
27.1.1969) Processo Civil à ação do credor contra o devedor, por duplicata ou
triplicata que não preencha os requisitos do art. 15, incisos l e II, e §§ 1º e
CAPíTULO V 2º, bem como à ação para ilidir as razões invocadas pelo devedor para o
(Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977) não aceite do título, nos casos previstos no art. 8º. (Redação dada pela
Lei nº 6.458, de 1º.11.1977)
DO PROCESSO PARA COBRANÇA DA DUPLICATA
Art 17 - O foro competente para a cobrança judicial da duplicata ou
Art 15 - A cobrança judicial de duplicata ou triplicata será da triplicata é o da praça de pagamento constante do título, ou outra de
efetuada de conformidade com o processo aplicável aos títulos domicílio do comprador e, no caso de ação regressiva, a dos sacadores,
executivos extrajudiciais, de que cogita o Livro II do Código de dos endossantes e respectivos avalistas. (Redação dada pela Lei nº
Processo Civil ,quando se tratar: (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 6.458, de 1º.11.1977)
1º.11.1977)
Art 18 - A pretensão à execução da duplicata prescreve:
l - de duplicata ou triplicata aceita, protestada ou não; (Redação (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977)
dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977)
l - contra o sacado e respectivos avalistas, em 3(três) anos,
II - de duplicata ou triplicata não aceita, contanto que, contados da data do vencimento do título; (Redação dada pela Lei nº
cumulativamente: (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977) 6.458, de 1º.11.1977)

a) haja sido protestada; (Redação dada pela Lei nº 6.458, de ll - contra endossante e seus avalistas, em 1 (um) ano, contado
1º.11.1977) da data do protesto; (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977)

b) esteja acompanhada de documento hábil comprobatório da Ill - de qualquer dos coobrigados contra os demais, em 1 (um)
entrega e recebimento da mercadoria; e (Redação dada pela Lei nº ano, contado da data em que haja sido efetuado o pagamento do
6.458, de 1º.11.1977) título. (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977)

c) o sacado não tenha, comprovadamente, recusado o aceite, no § 1º - A cobrança judicial poderá ser proposta contra um ou
prazo, nas condições e pelos motivos previstos nos arts. 7º e 8º contra todos os coobrigados, sem observância da ordem em que
desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977) figurem no título. (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977)
28

§ 2º - Os coobrigados da duplicata respondem solidariamente pelo comprove a efetiva prestação, dos serviços e o vínculo contratual que a
aceite e pelo pagamento. (Redação dada pela Lei nº 6.458, de 1º.11.1977) autorizou.(Incluído pelo Decreto-Lei nº 436, de 27.1.1969)

CAPÍTULO VI Art . 21. O sacado poderá deixar de aceitar a duplicata de prestação


de serviços por motivo de:
Da Escrita Especial
I - não correspondência com os serviços efetivamente contratados;
Art . 19. A adoção do regime de vendas de que trata o art. 2º desta
Lei obriga o vendedor a ter e a escriturar o Livro de Registro de II - vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados,
Duplicatas. devidamente comprovados;

§ 1º No Registro de Duplicatas serão escrituradas, cronologicamente, III - divergência nos prazos ou nos preços ajustados.
todas as duplicatas emitidas, com o número de ordem, data e valor das
faturas originárias e data de sua expedição; nome e domicílio do Art . 22. Equiparam-se às entidades constantes do art. 20, para os
comprador; anotações das reformas; prorrogações e outras circunstâncias efeitos da presente Lei, ressalvado o disposto no Capítulo VI, os
necessárias. profissionais liberais e os que prestam serviço de natureza eventual desde
que o valor do serviço ultrapasse ao valor previsto em lei.
§ 2º Os Registros de Duplicatas, que não poderão conter emendas,
borrões, rasuras ou entrelinhas, deverão ser conservados nos próprios § 1º Nos casos deste artigo, o credor enviará ao devedor fatura ou
estabelecimentos. conta que mencione a natureza e valor dos serviços prestados, data e
local do pagamento e o vínculo contratual que deu origem aos serviços
§ 3º O Registro de Duplicatas poderá ser substituído por qualquer executados.
sistema mecanizado, desde que os requisitos deste artigo sejam
observados. § 2º Registrada a fatura ou conta no Cartório de Títulos e
Documentos, será ela remetida ao devedor, com as cautelas constantes
CAPíTULO VII do artigo 6º.

Das Duplicatas de Prestação de Serviços § 3º O não pagamento da fatura ou conta no prazo nela fixado
autorizará o credor a levá-la a protesto, valendo, na ausência do original,
Art . 20. As empresas, individuais ou coletivas, fundações ou certidão do cartório competente.
sociedades civis, que se dediquem à prestação de serviços, poderão,
também, na forma desta lei, emitir fatura e duplicata. § 4º - O instrumento do protesto, elaborado com as cautelas do art.
14, discriminando a fatura ou conta original ou a certidão do Cartório de
§ 1º A fatura deverá discriminar a natureza dos serviços prestados. Títulos e Documentos, autorizará o ajuizamento do competente processo
de execução na forma prescrita nesta Lei. (Redação dada pela Lei nº
§ 2º A soma a pagar em dinheiro corresponderá ao preço dos 6.458, de 1º.11.1977)
serviços prestados.
CAPÍTULO VIII
§ 3º Aplicam-se à fatura e à duplicata ou triplicata de prestação de
serviços, com as adaptações cabíveis, as disposições referentes à fatura e Das Disposições Gerais
à duplicata ou triplicata de venda mercantil, constituindo documento hábil,
para transcrição do instrumento de protesto, qualquer documento que
29

Art . 23. A perda ou extravio da duplicata obrigará o vendedor a Antônio Delfim Netto
extrair triplicata, que terá os mesmos efeitos e requisitos e obedecerá às Edmundo de Macedo Soares
mesmas formalidades daquela. Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 19.7.1968

Art . 24. Da duplicata poderão constar outras indicações, desde que


Duplicata simulada
não alterem sua feição característica.
Art. 172 - Emitir fatura, duplicata ou
Art . 25. Aplicam-se à duplicata e à triplicata, no que couber, os
nota de venda que não corresponda à
dispositivos da legislação sobre emissão, circulação e pagamento das
mercadoria vendida, em quantidade ou
Letras de Câmbio.
qualidade, ou ao serviço prestado.
Art . 26. O art. 172 do Código Penal (Decreto-lei número 2.848, de 7 (Redação dada pela Lei nº 8.137, de
de dezembro de 1940) passa a vigorar com a seguinte redação: 27.12.1990)

"Art. 172. Expedir ou aceitar duplicata que Pena - detenção, de 2 (dois) a 4


não corresponda, juntamente com a (quatro) anos, e multa. (Redação dada
fatura respectiva, a uma venda efetiva de pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)
bens ou a uma real prestação de serviço.
Parágrafo único - Nas mesmas penas
Pena - Detenção de dois a quatro anos, e incorrerá aquele que falsificar ou
multa. adulterar a escrituração do Livro de
Registro de Duplicatas. (Parágrafo
Parágrafo único. Nas mesmas penas acrescentado pela Lei nº 5.474, de
incorrerá aquele que falsificar ou adulterar 18.7.1968)
a escrituração do Livro de Registro de Emissão irregular de conhecimento de depósito ou
Duplicatas". "warrant"
Art . 27. O Conselho Monetário Nacional, por proposta do Ministério Art. 178 - Emitir conhecimento de depósito ou warrant, em
da Indústria e do Comércio, baixará, dentro de 120 (cento e vinte) dias da desacordo com disposição legal:
data da publicação desta lei, normas para padronização formal dos títulos Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
e documentos nela referidos fixando prazo para sua adoção obrigatória. CHEQUE
Art . 28. Esta Lei entrará em vigor 30 (trinta) dias após a data de sua
publicação, revogando-se a Lei número 187, de 15 de janeiro de 1936, a CONCEITO: Cheque é uma ordem de pagamento à vista, sacado em
Lei número 4.068, de 9 de junho de 1962, os Decretos-Leis números 265, benefício próprio ou de terceiros, contra fundos disponíveis em
de 28 de fevereiro de 1967, 320, de 29 de março de 1967, 331, de 21 de estabelecimento bancário.
setembro de 1967, e 345, de 28 de dezembro de 1967, na parte referente REQUISITOS:
às duplicatas e tôdas as demais disposições em contrário. O cheque deve conter, necessariamente, todos os requisitos exigidos
Brasília, 18 de julho de 1968; 147º da Independência e 80º da pela lei, a saber:
República. - a denominação cheque, expressa na língua em que for
A. COSTA E SILVA redigido o documento;
Luís Antônio da Gama e Silva - a ordem incondicional de pagar;
- o nome do banco que deve pagar (sacado);
30

- a indicação do lugar em que deve ser pago;


- a data e o lugar da emissão, sendo que a falta do lugar não
invalida o cheque;
- a assinatura do emitente (sacador);
452 02 0975 9 155.780 7 710461 R$ 1.392,32

Pague por este


Cheque a quantia de Um mil e trezentos reais trinta e dois centavos x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
a Antônio Cabral Sobrinho ou a sua ordem

BANCO DA PRAÇA S/A Brasília – DF, 15 de agosto de 2001

BRASÍLIA – CENTRAL – DF
Pague por este 00.000.000/0340-91 _____________________________________________
Cheque a quantia de __________________________________________________________ SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X JACINTO PEREIRA
___________________________________________________________________________ BRASÍLIA – DF CPF: 000.024.069-24
a ______________________________________________ ou a sua ordem

BANCO DA PRAÇA S/A __________________, ____ de ______________ de 20___


Nesse caso, o valor a ser pago será “um mil e trezentos reais trinta
BRASÍLIA – CENTRAL – DF e dois centavos”.
00.000.000/0340-91 _____________________________________________
SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X JORGE LUÍS REIS BITENCOURT Se a importância for expressa várias vezes por extenso, de formas
BRASÍLIA – DF CPF: 000.036.000-91 divergentes, valerá o cheque pela menor importância indicada.

452 02 0975 9 155.780 7 710461 R$ 1.392,32

Pague por este


Cheque a quantia de Um mil reais trezentos e noventa e dois reais trinta e dois centavos
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
PREENCHIMENTO: a José Martins de Oliveira ou a sua ordem

O cheque pode ser preenchido com caneta esferográfica ou tinteiro, BANCO DA PRAÇA S/A Brasília – DF, 15 de agosto de 2001

usando tinta de qualquer cor, porém, o uso de caneta de cor vermelha ou BRASÍLIA – CENTRAL – DF
verde deve ser evitado para efeitos de garantir uma perfeita 00.000.000/0340-91 _____________________________________________
SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X JACINTO PEREIRA
microfilmagem do documento. O uso de caneta hidrográfica deve ser BRASÍLIA – DF CPF: 000.024.069-24
evitado sob o aspecto de segurança. Manifestação do Banco Central,
baseada em informações de peritos em grafoscopia, ressalva que cada
estabelecimento bancário tome as suas medidas acauteladoras, no caso
de acolher o cheque. Nesse caso, o valor a ser pago será “trezentos e noventa e dois reais
trinta e dois centavos”.

DIVERGÊNCIA: DATA DA EMISSÃO/PRAZOS:

Em cheque que expressar, de forma divergente, a importância por O cheque deve ser apresentado ao banco dentro dos seguintes
extenso e em algarismos, prevalecerá o extenso. prazos:
- 30 dias, quando emitido na mesma praça, onde será
liquidado;
31

- 60 dias, quando emitido em outra praça.


Exemplo 1: “Pague-se a Valter Haruo Takahashi ou Marcelo de
Em ambos os casos, a contagem começa a partir do dia Carvalho Silva” (SOLIDÁRIOS)
seguinte ao da emissão. Ou, ainda, pague-se a Valter Haruo Takahashi e Marcelo de
Será pago normalmente o cheque que for apresentado após o Carvalho Silva” (NÃO SOLIDÁRIOS)
término do prazo de apresentação, desde que respeitado o prazo de
prescrição, haja fundos disponíveis e não esteja contra-ordenado.
Um cheque emitido com data futura (data posterior) deve ser pago
452 02 0975 9 155.780 7 710461 R$ 3.000,00
na data da apresentação, desde que, é claro, possua suficiente provisão
de fundos e não esteja sustado por relevante motivo. Pague por este
Cheque a quantia de Três mil reais x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
PRESCRIÇÃO: a Valter Haruo Takahashi ou Marcelo de Carvalho Silva ou a sua ordem

BANCO DA PRAÇA S/A Brasília – DF, 15 de agosto de 2001


O prazo de prescrição do cheque é de 6 (seis) meses, contados
a partir do término do prazo de apresentação. BRASÍLIA – CENTRAL – DF
00.000.000/0340-91 _____________________________________________
SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X JACINTO PEREIRA
Quando emitido na mesma praça, será de 30 dias + 6 meses. BRASÍLIA – DF CPF: 000.024.069-24
Quando emitido em outra praça, será de 60 dias + 6 meses.

ATENÇÃO!!! NUNCA 210 DIAS NA PRAÇA OU 240 DIAS FORA Exemplo 2: “Pague-se a Ronaldo Andrade OU Mária Penha”
DA PRAÇA; MUITO MENOS SETE MESES NA PRAÇA OU OITO
MESES FORA DA PRAÇA. Em Direito, dia é contato em dia e mês em Nesses exemplos, qualquer um dos beneficiários pode assinar
mês. isoladamente, para efeito de endosso ou de pagamento.
Qualquer apostila ou normativo que diga o contrário da LUG –
Lei Uniforme de Genebra respeitante ao cheque e da Lei 7.357/85 Se constar apenas a partícula aditiva “E”, haverá a obrigatoriedade
estará equivocada. (CABRAL) das assinaturas de todos os favorecidos.

Após o término do prazo de prescrição, o banco sacado não pode Exemplo: “Pague-se a Narjara de Oliveira E Gabriela Cabral”
efetuar o pagamento do cheque. Cabe ao seu portador a ação de
cobrança, pela via judicial (dentro de cinco anos de prescrita a ação
cambial). 452 02 0975 9 155.780 7 710461 R$ 3.000,00
Pague por este
BENEFICIÁRIO(S): Cheque a quantia de Três mil reais x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
a Narjara Oliveira E Gabriela Cabral ou a sua ordem
O cheque pode apresentar-se de forma nominativa ou ao portador.
BANCO DA PRAÇA S/A Brasília – DF, 15 de agosto de 2001
ATENÇÃO: ao portador, somente os cheques de valores até R$
100,00. Os de valores de R$ 100,01 acima, deverão ser, obrigatoriamente, BRASÍLIA – CENTRAL – DF
nominativos. 00.000.000/0340-91 _____________________________________________
SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X JACINTO PEREIRA
BRASÍLIA – DF CPF: 000.024.069-24
Podem ser emitidos cheques nominativos com mais de um
favorecido.
32

Nesse último caso, ambos os favorecidos (beneficiários) deverão


assinar, concomitantemente, no verso do cheque, para recebê-lo. - Se o produto do cheque for utilizado em favor de terceiros,
deve haver, no verso do cheque, declaração expressa da
Em cheque nominativo ao Banco da Praça S/A, deve ser destinação daquele produto, assinada pelo emitente. Essa
observado o seguinte: declaração não pode conter rasuras ou emendas.
- Se o produto do cheque for utilizado em favor do emitente
(depósito em sua conta, ou qualquer pagamento cujo
devedor seja ele próprio), deve haver, no verso do cheque,
a devida destinação (vínculo), caracterizando a operação 452 02 0975 9 155.780 7 710461 R$ 1.500,00
de recebimento realizada. Pague por este
Cheque a quantia de Um mil e quinhentos reais -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x--
452 02 0975 9 155.780 7 710461 R$ 167,00 a Banco da Praça S/A ou a sua ordem

BANCO DA PRAÇA S/A Brasília – DF, 15 de agosto de 2001


Pague por este BRASÍLIA – CENTRAL – DF
Cheque a quantia de Cento e sessenta e sete reais x--x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
00.000.000/0340-91 _
a Banco da Praça S/A ou a sua ordem
SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X JACINTO PEREIRA
BANCO DA PRAÇA S/A Brasília – DF, 15 de agosto de 2001 BRASÍLIA – DF CPF: 000.024.069-24

BRASÍLIA – CENTRAL – DF
00.000.000/0340-91 _____________________________________________
SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X JACINTO PEREIRA
BRASÍLIA – DF CPF: 000.024.069-24

Declaro que este cheque destina-se a depósito na

conta de Nagato Eto Kawano.

Companhia Energética de Brasília

CHEQUE NOMINATIVO AO BANCO DA PRAÇA S/A


ou, simplesmente, QUANDO O EMITENTE

CEB
33

LEMBRAMOS que no verso do cheque só pode haver um


único endosso, uma vez que, conforme o inciso I, do art. 17, da Lei 9.311,
de 24.10.1996, que teve seu prazo de vigência prorrogado pela Emenda
Constitucional n°. 21, de 18.03.1999, é permitido apenas um único
endosso nos cheques pagáveis no país.
Titular da Conta Esse endosso acima é chamado de endosso em preto,
ou que se torna impossibilitado pela proibição da cadeia de endosso.
FOR Favorecido de ORPAG NÃO FOR O endosso com finalidade definida (endosso-mandato)
ou
Contribuinte de Tributos
acontece quando o favorecido de um cheque nominativo menciona no
USA-SE ou EXIGE-SE verso do mesmo a destinação do seu produto. Endosso mandato é o
DESTINAÇÃO Sacado em Cobrança DECLARAÇÃO mesmo que endosso procuração. Não há transferência do título, mas, tão
somente para que se proceda a uma cobrança, por exemplo.
Diferentemente do endosso translativo, que transfere a titularidade do
título.
ENDOSSO:

É o ato pelo qual o favorecido de um cheque nominativo transfere os 452 02 0975 9 155.770 0 710475 R$ 800,00
seus direitos a outrem, passando este a ser o novo beneficiário do
Pague por este
cheque. Cheque a quantia de Oitocentos reais -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
ATENÇÃO! Quanto ao endosso do cheque, é importante saber que -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
um cheque nominativo (todos acima de R$ 100,00) pode ser pago na a Jacinto Pereira _______ ou a sua ordem
“boca do caixa”, desde que não esteja cruzado e que:

. o portador seja o beneficiário;


. o beneficiário declare no verso a transferência de titularidade ou BANCO DA PRAÇA S/A Brasília – DF, 15 de agosto de 2001
de direito, antes de sua assinatura, como por exemplo:
BRASÍLIA – CENTRAL – DF
00.000.000/0340-91
SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X VONEIDE FISCALA DE EFE
Davi Adão transferindo para José Tuniquinho BRASÍLIA – DF CPF: 000.000.069-85

“Pague-se a José Tuniquinho”

Este cheque destina-se a depósito na


conta número 413.924-0,
do Sr. Messias Rocha Santos
34

00.000.000/0340-91
_____________________________________________
SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X ANTÔNIO BENÍCIO DE CASTRO CABRAL
BRASÍLIA – DF CPF: 001.002.003-20
NOTA: Enquanto no endosso em preto o favorecido assina
indicando a quem transferiu o direito, no endosso com finalidade definida CRUZAMENTO ESPECIAL (OU EM PRETO)
(endosso-mandato) o favorecido indica em que deve ser aplicado o
produto do cheque.

CHEQUE CRUZADO: Pague por este


Cheque a quantia de
O cruzamento efetua-se por meio de duas linhas paralelas __________________________________________________________
__________________________________________________________________________
traçadas na face do cheque e pode ser geral (em branco) ou especial (em _
preto). a ______________________________________________ ou a sua ordem
O cruzamento é geral (em branco) quando consiste apenas
nos dois traçados paralelos, ou se entre eles está escrita a palavra BANCO DA PRAÇA S/A __________________, ____ de ______________ de 20___
“banqueiro” ou outra equivalente; é especial (em preto) quando tem escrito BRASÍLIA – CENTRAL – DF
entre os dois traços o nome dum banqueiro. 00.000.000/0340-91 _____________________________________________
O cruzamento geral pode ser convertido em cruzamento SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X RICARDO JOSÉ DE SOUZA OLIVEIRA
especial, mas este não pode ser convertido em cruzamento geral. BRASÍLIA – DF CPF: 011.022.033-22
A inutilização do cruzamento ou do nome do banqueiro
indicado considera-se como não feita. 7
Um cheque que contenha vários cruzamentos especiais só
poderá ser pago pelo sacado no caso de se tratar de dois cruzamentos,
dos quais um para liquidação por uma câmara de compensação. “CAIXA ECONÔMICA FEDERAL”
O sacador ou o portador dum cheque podem proibir o seu DEPOSITÁRIO. Exemplo:
pagamento em numerário, inserindo na face do cheque transversalmente
a menção “para levar em conta”, ou outra equivalente
CONSTA O NOME DO BANCO
DENTRO DAS LINHAS PARALELAS

CRUZAMENTO GERAL (OU EM BRANCO)


CRUZAMENTO “PARA LEVAR EM CONTA”

Pague por este O sacador ou o portador dum cheque pode proibir o seu
Cheque a quantia de pagamento em numerário, inserindo na face do cheque transversalmente
__________________________________________________________________________ a menção “para levar em conta”, ou outra equivalente.
___________________________________________________________ a
______________________________________________ ou a sua ordem

BANCO DA PRAÇA S/A __________________, ____ de ______________ de


20___ Pague por este
Cheque a quantia de _______________________________________________
__ a ______________________________________________ ou a sua ordem
BRASÍLIA – CENTRAL – DF
BANCO DA PRAÇA S/A __________________, ____ de ______________ de 20___
35
BRASÍLIA – CENTRAL – DF
00.000.000/0340-91 _____________________________________________
SETOR BANCÁRIO SUL – BL. X ROSALI AMÉRCIA DE OLIVEIRA
BRASÍLIA – DF CPF: 333.025.031-82
OBSERVAÇÕES FINAIS SOBRE CHEQUE:
FAVORECIDO” CHEQUE
“PARA DEPÓSITO NA CONTA-CORRENTE DO
Por exemplo: REQUISITOS DE VALIDADE:
DENTRO DAS LINHAS PARALELAS CONSTA:
O cheque é um título de modelo vinculado (documento
padronizado) porque os requisitos que deve ostentar são os estabelecidos
na Resolução BC nº. 885/83:
. a denominação “cheque”;
. ordem pura e simples de pagar soma indicada em cifra e por
OBSERVAÇÕES: extenso;
- O Cruzamento pode ser feito, indistintamente, pelo emitente . identificação do banco sacado;
ou pelo portador. . nome do beneficiário, portador ou tomador;
- O cruzamento em branco pode ser convertido em preto, . data, compreendendo o lugar, dia, mês e ano da
mas este não pode jamais ser convertido em branco. emissão, sendo o mês por extenso;
- A finalidade do cruzamento é impedir o recebimento do . assinatura do emitente, que pode ser substituída pela do
cheque por alguém que se apropriou indevidamente dele, mandatário especial;
pois, só um banco pode recebê-lo. . identificação do emitente (RG, CPF e número do título de
A lei veda a inutilização do cruzamento. Em se tratando de eleitor ou da Carteira Profissional).
cruzamento em preto, o banco indicado no cruzamento pode transferi-lo a
outro, através de endosso mandato. Consoante as Circulares BC 1.825/90 e 2.094/91, não há
necessidade de grafar, por extenso, os centavos e, se o beneficiário for o
CHEQUE VISADO: próprio sacador, pode-se utilizar a expressão ao emitente (se o
O cheque visado – regulamentado na vigente legislação – é beneficiário for o próprio sacador, poder-se-á utilizar a expressão ao
aquele em que o banco sacado garante a existência de fundos na conta emitente na identificação do beneficiário do pagamento, para os fins
do emitente. O referido valor fica à disposição do legítimo beneficiário, da Lei nº. 8.021/90 (Circular nº. 2.094/91).
durante o prazo de apresentação do cheque.
O “visto” pode ser lançado, a pedido do emitente, em cheque APRESENTAÇÃO:
nominativo ainda não endossado.
SAQUE CONTRA RECIBO: Os prazos para apresentação do cheque ao sacado são
Recibo é um documento de circulação interna, não contados do dia da emissão:
compensável e que serve para os depositantes movimentarem suas . 30 dias, quando passado na praça onde deva ser pago;
contas bancárias. . 60 dias, quando passado em outra praça ou em outro país.
Não possui todos os requisitos de um cheque, por isso, não O cheque é emitido na mesma praça quando há
pode ter o tratamento legal dado ao cheque. correspondência entre o local de emissão e o local da agência do sacado
Hoje, já não é quase utilizado, haja vista existirem outros (banco).
meios de movimentação mais ágeis e práticos, como cartão magnético
etc. A inobservância do prazo de apresentação acarreta:
36

. perda do direito creditício contra coobrigados (endossantes e pelo prazo máximo de 2 (dois) dias úteis, após o que, caso não
avalistas de endossantes); confirmadas por escrito, a instituição financeira deverá considera-las
. perda do direito creditício contra o emitente, se havia fundos inexistentes.
nesse prazo e deixaram de existir por culpa não imputável àquele.
RECUSA DE PAGAMENTO:
CHEQUE PÓS-DATADO – o art. 32 da Lei do cheque e o art.
28 da Lei Uniforme vedam o cheque pós-datado. O banco sacado pode recusar o pagamento do cheque em
diversas situações, conforme os códigos e motivos adiante relacionados:
CHEQUE PLURAL – O cheque, seja ele ao portador ou (Obs.: só relacionei os principais – CABRAL)
nominativo, deve ser emitido numa única via. Contudo, em se tratando de
cheque nominativo emitido num país, para ser pago em outro, faculta-se 11 – insuficiência de fundos – 1ª. Apresentação;
ao sacador emitir vários exemplares. 12 – insuficiência de fundos – 2ª. Apresentação;
Todos esses exemplares reunidos, necessariamente 13 – conta encerrada;
numerados, representam uma só obrigação, um só valor, e o pagamento 14 – prática espúria;
de uma via quita todas as outras. 21 – contra-ordem ou oposição ao pagamento;
22 – divergência ou insuficiência da assinatura;
CHEQUE GARANTIDO (CHEQUE ESPECIAL) 23 – cheques de órgão da administração federal em
desacordo com o Decreto-Lei nº. 200/67;
CONTRA-ORDEM E SUSTAÇÃO: 24 – bloqueio judicial ou determinação do Banco Central;
25 – cancelamento de talonário pelo banco sacado;
CONTRA-ORDEM – também conhecida como revogação, só 26 – inoperância temporária de transporte;
produz efeito depois de expirado o prazo de apresentação e, não sendo 27 – feriado municipal não previsto;
promovida, pode o sacado pagar o cheque até que ocorra o prazo de 28 – contra-ordem ou oposição ao pagamento motivada
prescrição. por furto ou roubo;
29 – falta do confirmado do recebimento do talonário pelo
Porém, mesmo durante o prazo de apresentação, o emitente correntista;
e o portador legitimado podem fazer sustar o pagamento, manifestando ao 30 – furto ou roubo de malotes;
sacado, por escrito, oposição fundada em relevante razão de direito (ex.: 31 – erro formal de preenchimento;
furto, roubo, falência do credor, etc.). 32 – ausência ou irregularidade na aplicação do carimbo
de compensação;
NÃO CABE AO SACADO (BANCO), EM NENHUMA 33 – divergência de endosso;
HIPÓTESE, JULGAR DA RELEVÂNCIA DAS RAZÕES QUE O 34 – cheque apresentado por estabelecimento que não o
OPONENTE INVOCA PARA FUNDAMENTÁ-LAS. indicado no cruzamento em preto, sem o endosso-mandato;
35 – cheque fraudado, emitido com prévio controle ou
No caso de furto ou roubo de cheque, a Circular do BC nº. responsabilidade do estabelecimento bancário (“cheque universal”),
2.655/95 reclama a exibição do boletim de ocorrência policial pelo titular ou ainda com adulteração da praça sacada;
da conta. 36 – cheque emitido com mais de um endosso – Lei
9.311/96;
Pela resolução BC 2.537/98 admite-se que as solicitações de 37 – registro inconsistente;
sustação de cheques sejam realizadas, em caráter provisório, por telefone 40 – moeda inválida;
ou por meio eletrônico, hipótese em que seu acatamento será mantido 41 – cheque apresentado a banco que não o sacado;
37

42 – cheque não compensável na sessão ou sistema de Endosso impróprio – Em princípio o endosso é próprio.
compensação em que apresentado e o recibo bancário trocado em
sessão indevida; **Endosso-mandato – “A” endossa para “B” (endosso
43 – cheque devolvido anteriormente pelos motivos 21, translativo). “B” passa procuração (endosso mandato) para “Z”. “Z”
22, 23, 24, 31 a 34, persistindo o motivo de devolução; poderá cobrar o título ou endossá-lo e passá-lo para “C” (endosso
44 – cheque prescrito; translativo), no entanto em nome de “B”. “C” passando o título para “D”,
45 – cheque emitido por entidade obrigada a emitir Ordem este só poderá cobrar de “A”, “B” e “C” e só poderá cobrar de “Z” como
Bancária; procurador de “B”. ART 18, Decreto 57.663/66.
46 – CR – Comunicação de Remessa cujo cheque
correspondente não for entregue no prazo devido; **Endosso-Caução – O título de crédito pode valer como
47 – CR – Comunicação de Remessa com ausência ou garantia. “A” endossou o título para “B”, que endossou para “C”. “C”,
inconsistência de dados obrigatórios; possuidor de uma dívida com “W”, dá o título como garantia da dívida
48 – cheque do valor superior a R$ 100,00 sem (caucionando a dívida). “W” poderá cobrar de “A” e “B”. “W” poderá
identificação do beneficiário (NOMINATIVO); exercer todos os direitos, com a exceção de um, endossar. No entanto,
49 – remessa nula, caracterizada pela reapresentação de caso ele endosse o título, ele o fará em nome de “C”, como mandante
cheque devolvido pelos motivos 12, 13, 14, 25, 28, 35, 43, 44 e 45. (endosso-mandato). ART 19, Decreto 57.663/66.

O CHEQUE E O ENDOSSO Endosso com efeito de Cessão de Crédito – Duas


possibilidades. 1) Endosso de títulos não à ordem. “A” transmite a “B”
REGRA GERAL título não à ordem (travando a circulação do título). “B” não pode
passar o título. No entanto, ele passa o título para “C”, mesmo
Conceito – é o meio próprio de transferência dos títulos de crédito contrariando a lei. “C”, por sua vez, não terá as garantias de um endosso,
formado pela assinatura do proprietário no anverso ou no dorso. Pode ser nem mesmo o “B”, pois este cedeu um crédito. Em suma, a transmissão
à ordem e não à ordem. do título tem valor de Cessão de Crédito.
Outro caso: sendo os envolvidos “A” (principal devedor)
Endosso em preto – O título transferido terá um nome certo do –“B”-“C”-“D”-“E”. A cláusula não à ordem está em “D” para “E”. “E”, no
legitimado. entanto, transmite o título para “F”. Quando “E” endossa, ele não terá
Endosso em branco – O título transferido terá o nome em mais as garantias do Direito Comercial (terá apenas as garantias do
branco. Direito Civil). Quando “E” passou o título para “F”, o endosso passou a ter
efeito de Cessão de Crédito. Ele não é mais co-devedor e sim credor. “F”
Endosso sem garantia – A última pessoa a quem se endossa é a poderá apenas cobrar de “A”.
quem o endossante dá garantia. Caso esta pessoa transfira o título, o 1) Póstumo ou tardio. Quando o título está morte é quando ele
endossante não poderá ser responsabilizado. vence ou ninguém faz nada com ele. As hipóteses são: a) título
protestado (algum problema); b) passado o prazo para protesto; c)
Endosso parcial – Endosso deve ser puro e simples e não pagamento já efetuado.
parcial. Não é válido, por exemplo, o endosso de 50 no título de 100.
ENDOSSO x CESSÃO DE CRÉDITO
Obs.: Porém, como o endosso garante o pagamento, poderá haver o
endosso, com função de transferência dos direito creditórios (ou 1) Quando a extensão da responsabilidade do alienante. Quando se
creditícios) total e, como garantia, parcialmente. passa o título a frente, se ele estiver passando como endossante
a responsabilidade é do endossante para trás. Se transmitir o
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título como cessão de crédito, a obrigação é do sacador (obrigado DISPÕE SOBRE O CHEQUE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
principal). O alienante neste caso responde apenas pela
existência da dívida. Art. 17 – O cheque pagável a pessoa nomeada, com ou sem cláusula
expressa “à ordem”, é transmissível por via do endosso.
2) Quanto aos limites de defesa do devedor em face da execução (...)
pelo adquirente. O principal pode argüir a matéria para não pagar.
LEI Nº. 8.021, DE 12.04.1990.
DISPÕE SOBRE A IDENTIFICAÇÃO DOS CONTRIBUINTES PARA FINS
LEI Nº 9.311, DE 24 DE OUTUBRO DE 1996. FISCAIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Institui a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão (...)


de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF, e
dá outras providências. Art. 2º. – A partir da data da publicação desta Lei fica vedada:
(...)
II – a emissão de títulos e a captação de depósitos ou aplicações ao
Art. 17. Durante o período de tempo previsto no art. 20:
portador (...)
I - somente é permitido um único endosso nos cheques
pagáveis no País; Também o cheque é um crédito passível de, em regra, ser
transmitido pelas vias específicas do Direito Cambiário, quais sejam, 1) a
Art. 20. A contribuição incidirá sobre os fatos geradores mera tradição, se ao portador (CHEQUES ATÉ R$ 100,00); 2) por meio de
verificados no período de tempo correspondente a treze meses, endosso, diante da cláusula à ordem, que, se não estiver presente no
contados após decorridos noventa dias da data da publicação desta título, presumir-se-á diante da ausência de estipulação da cláusula não à
Lei, quando passará a ser exigida. (NOTA: FOI PRORROGADO O ordem.
PRAZO)
Não se pode confundir o cheque nominativo, não endossável,
Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. com o cheque não transmissível, previsto no anexo II, art. 7º., da
Convenção de Genebra. Na hipótese de se ter um cheque não
Brasília, 24 de outubro de 1996 transmissível, o cheque (e o crédito por ele representado) não pode
LEI UNIFORME RELATIVA AO CHEQUE circular, mesmo sob o regime específico de cessão civil; só poderá ser
pago ao beneficiário, ou por ele apresentado à câmara de compensação.
Art. 14 – (...) O endosso pode ser puro e simples, a favor do sacador ou de Esclareça-se, porém, que o Brasil fez reserva ao dito artigo, mas não
qualquer outro coobrigado. Essas pessoas podem endossar novamente o legislou a respeito, razão pela qual não é válida no Direito Brasileiro.
cheque.
(...) Na hipótese de cheque no qual se indicam múltiplos
Art. 16 – (...) O endosso pode designar o beneficiário ou consistir beneficiários, o endosso deverá ser assinado por qualquer um deles se
simplesmente na assinatura do endossante (endosso em branco). Neste ordenou-se que o pagamento se fizesse a Fulano ou Beltrano; nessas
último caso, o endosso, para ser válido, deve ser escrito no verso do hipóteses, ambos são favorecidos solidários, tendo o direito de exigir,
cheque ou na folha anexa. independentemente da presença do outro, a totalidade do crédito, e, se o
(...) recebe, extinta está a obrigação do devedor (art. 267 do Código Civil).
Se o saque se fez com a indicação de beneficiários em
LEI Nº. 7.357, DE 2 DE SETEMBRO DE 1985. conjunto, utilizando-se da fórmula a Fulano e a Beltrano, tem-se a
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afirmação de uma obrigação indivisível, e na forma do art. 258 do CC, o RECORRENTE ADMITE EM SUAS RAZÕES DE APELO EXTREMO, OS
pagamento deverá fazer-se a todos conjuntamente (art. 260, I – CC). CHEQUES PODEM SER TRANSFERIDOS MEDIANTE ENDOSSO EM
BRANCO; TÃO-SÓ PARA PAGAMENTO DO TÍTULO É PRECISO QUE
A PREVISÃO DE ENDOSSO SEM A INDICAÇÃO DO ESSE ENDOSSO SEJA TRANSFORMADO EM PRETO”.
BENEFICIÁRIO, CONTUTO, CONTRASTA COM A LEI 8021/90, QUE
RESISTE AOS TÍTULOS AO PORTADOR POR MOTIVOS FISCAIS. NO PODE-SE, POR FIM, SIMPLESMENTE TRANSFERIR O
RECURSO ESPECIAL 329.996/SP, A QUARTA TURMA DO SUPERIOR CHEQUE SEM COMPLETAR O ENDOSSO OU O ENDOSSAR,
TRIBUNAL DE JUSTIÇA, SOB A RELATORIA DO MINISTRO BARROS UTILIZANDO-SE DA VANTAGEM DO ENDOSSO EM BRANCO
MONTEIRO, EXAMINOU A PREVISÃO DOS ARTS. 1º. E 2º. DA LEI PERMITINDO QUE A CIRCULAÇÃO DO TÍTULO SE FAÇA NA FORMA
8021/90. ACLAROU-SE, NO TOCANTE À VEDAÇÃO DE QUE O DE TÍTULO AO PORTADOR. DE QUALQUER SORTE, DEVERÁ O
ENDOSSO SE FAÇA EM BRANCO, OU SEJA, QUE O ENDOSSATÁRIO BENEFICIÁRIO, NA APRESENTAÇÃO AO CAIXA OU À CÂMARA DE
NÃO CHEGUE A SER IDENTIFICADO QUE, “SATISFEITO PELO COMPENSAÇÃO, OU, AINDA, NA EXECUÇÃO, COMPLETAR A CADEIA
FAVORECIDO O REQUISITO DA IDENTIFICAÇÃO PARA FINS DE SUCESSÓRIA COM UM ENDOSSO.
CONTROLE FISCAL, NÃO HÁ FALAR-SE EM NULIDADE DO TÍTULO
OU ILEGITIMIDADE DE PARTE. O FATO DE NÃO HAVER O O CHEQUE E A LETRA DE CÂMBIO
ENDOSSANTE APOSTO, NO VERSO DA CÁRTULA, O NOME DO
ENDOSSATÁRIO NÃO O NULIFICA, NEM OBSTA A QUE O DIFERENÇAS CLÁSSICAS:
FAVORECIDO, IDENTIFICANDO-SE, VENHA A COBRAR O QUANTUM
DEVIDO”. NO FINAL DE SEU VOTO, EM AUTÊNTICA PERORAÇÃO, a) o Cheque é um meio de pagamento (moeda escritural), a Letra de
EMENDA: “VALE ACENTUAR, POR DERRADEIRO, QUE A LEI DO Câmbio um instrumento de crédito; em conseqüência, o cheque exige
CHEQUE (LEI 7.357/85) PREVÊ DE MODO EXPRESSO, A a provisão de fundos no momento da emissão, enquanto que a LC
POSSIBILIDADE DO ENDOSSO DO CHEQUE EM BRANCO (ART. 18, § pode ser emitida legitimamente sem que haja provisão de fundos em
2º., 20 E 23)”. mãos do sacado;
b) intimamente relacionada com a característica antecedente apresenta-
O ARESTO CITADO FAZ ALUSÃO A OUTRO PRECEDENTE se a necessidade de aceitação da LC, requisito que não se coaduna
DA MESMA TURMA, O RECURSO ESPECIAL 204.595/GO, NO QUAL O com o caráter de meio de pagamento do Cheque;
RECORRENTE, INVOCANDO A LEI 8.021/90 (ARTS. 1º. E 2º. II) E A LEI c) o Cheque é SEMPRE à vista, e é nula toda estipulação em contrário;
8.088/0- (ART. 19, § 2º.), SUSTENTOU “SER VEDADA A na LC são admitidas todas as variantes podendo ser à vista, a certo
TRANSFERÊNCIA DO CHEQUE POR ENDOSSO EM BRANCO PARA tempo de vista ou a uma data determinada. Por isso se diz que o
EFEITO DE PAGAMENTO E COBRANÇA”. A CORTE, EM RESPOSTA, Cheque é uma moeda atual e a Letra uma moeda diferida;
DISSE QUE “A INTERPRETAÇÃO MERAMENTE LITERAL DOS d) o Cheque tem um lapso de vida breve... a Letra pode circular durante
SUPRACIDATOS PRECEITOS LEGAIS NÃO DEVE, PORÉM, muito tempo. Em conseqüência, os prazos de prescrição diferem...;
PROSPERAR. TAL COMO BEM SALIENTOU O ACÓRDÃO DA e) o Cheque só pode ser sacado contra um banco, a Letra pode ser
APELAÇÃO, O ESCOPO DA LEGISLAÇÃO EDITADA À ÉPOCA DO sacada contra qualquer pessoa;
DENOMINADO PLANO COLLOR FOI APENAS O DE IDENTIFICAR O f) ao contrário da Letra, no Cheque não existe nenhuma relação causal
BENEFICIÁRIO DA CÁRTULA PARA FINS FISCAIS. O ENDOSSO EM entre o possuidor e o sacado.
BRANCO SUBSISTE NO DIREITO BRASILEIRO CONSOANTE REZA O
ART. 16 DA LEI UNIFORME RELATIVA ÀS LETRAS DE CÂMBIO E OUTRAS OBSERVAÇÕES A RESPEITO DO CHEQUE
NOTAS PROMISSÓRIAS (DECRETO 57.663/66) E NA
CONFORMIDADE, ALIÁS, COM O QUE JÁ DECIDIU ESTA C. TURMA: O artigo 4°., §1°., da nova lei do cheque, estatui que “a
RSTJ, VOL. 63, PÁGS. 385/389”. PROSSEGUE: “COMO A PRÓPRIA existência de fundos disponíveis é verificada no momento da
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apresentação do cheque para pagamento”. Assim sendo, só nesse AÇÃO DE CONHECIMENTO, OU UMA MONITÓRIA, OU UMA AÇÃO DE
momento deve existir provisão. LOCUPLETAMENTO ILÍCITO CONTRA O EMITENTE).
A DATA DO CHEQUE
A principal finalidade da existência de uma data no cheque é
fixar essa data o prazo para a apresentação ao sacado que, de acordo CONCLUSÕES FINAIS:
com a nova lei, é de 30 dias, quando emitido no lugar em que houver de
ser pago, e de 60 dias, quando emitido em outro lugar do país ou do Assim, somos pela conclusão de que é cabível, sim, um
exterior. Quando o cheque ´pe emitido entre lugares com calendários endosso EM BRANCO (ou geral) no cheque, de forma que ele torne-se ao
diferentes, considera-se como de emissão o dia correspondente do portador.
calendário do lugar do pagamento (nova Lei do Cheque, art. 33 e Veja que ficou vedada a cadeia de endosso no cheque. Assim, o
parágrafo único). único endosso deverá ser, de fato, EM BRANCO.
Decorrendo da não apresentação do cheque, em tempo útil, Se fosse em PRETO, haveria necessidade de outro endosso,
apenas a perda do direito regressivo do portador contra endossantes formando uma cadeia de endosso. O que é vedado.
e avalistas, e o sacado (BANCO) pode pagar o cheque não revogado Exemplificando: se o cheque está nominativo ao Sr. JOSÉ DE
mesmo depois de decorrido o prazo de apresentação, desde que TAL e este endossam em branco. O favorecido que for receber o produto
tenha fundos disponíveis do sacador (EMITENTE) (Lei Brasileira, art. do cheque deverá ABONAR a assinatura do José de Tal e não endossá-lo
35, parágrafo único), desde, é claro, que não esteja prescrito o novamente.
cheque (6 meses após o prazo de apresentação). Se fosse um endosso em PRETO, haveria necessidade de um
Portanto, o cheque, dentro do prazo prescricional, ou seja, novo endosso, gerando uma cadeia de endosso, o que é vedado.
mesmo fora do prazo de apresentação, PODE ser pago, normalmente,
pelo BANCO (sacado). NOTA PROMISSÓRIA
“O portador que não apresentar o cheque em tempo hábil A nota promissória é uma promessa de pagamento e deve
ou não comprovar a recusa de pagamento pela forma indicada neste conter estes requisitos essenciais, lançados, por extenso, no contexto:
artigo (protesto ou declaração do sacado, escrita e datada sobre o I – a denominação de “nota promissória” ou termo
cheque, com indicação do dia da apresentação, ou, ainda, por correspondente, na língua em que for emitida;
declaração escrita e datada por Câmara de Compensação) perde o II - a soma de dinheiro a pagar;
direito de execução contra o emitente, se este tinha fundos III – o nome da pessoa a quem deve ser paga;
disponíveis durante o prazo de apresentação e os deixa de ter, em IV – a assinatura do próprio punho do emitente ou do
razão de fato que não lhe seja imputável”. mandatário especial.
Assim, a não apresentação do cheque ao sacado no prazo Será pagável no domicílio do emitente a nota promissória que
estabelecido por lei tem como conseqüência a perda, por parte do não indicar o lugar do pagamento.
portador, do direito de execução contra o emitente se este possuía É facultada a indicação alternativa de lugar de pagamento,
fundos disponíveis em poder do sacado durante o prazo de tendo o portador direito de opção.
apresentação e os deixou de possuir em razão de fato que não lhe Diversificando as indicações da soma do dinheiro, será
seja imputável. (era o que constava da lei Uniforme, art. 20, do anexo considerada verdadeira a que se achar lançada por extenso no contexto.
II da Convenção). (ainda, art. 40 da Lei Uniforme). Diversificando no contexto as indicações da soma de dinheiro, o
Após o término do prazo de prescrição, o banco sacado não título não será nota promissória.
pode efetuar o pagamento do cheque. Cabe ao seu portador a OBS.: SÃO APLICÁVEIS À NOTA PROMISSÓRIA, COM AS
cobrança via judicial (MAS NÃO MAIS A AÇÃO CAMBIAL EXECUTIVA, MODIFICAÇÕES NECESSÁRIAS, TODOS OS DISPOSITIVOS
PORQUE O CHEQUE PERDE, COM A PRESCRIÇÃO, A QUALIDADE RELATIVOS À LETRA DE CÂMBIO, EXCETO OS QE SE REFEREM AO
DE TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL) (CABERIA, NO CASO, UMA ACEITE E ÀS DUPLICATAS.
41

Para efeito da aplicação de tais dispositivos, o emitente da nota apresentação é de um ano, a contar da data do ato
promissória é equiparado ao aceitante da letra de câmbio. cambiário que lhes dá origem, como o saque na letra de
câmbio e duplicara e a emissão de nota promissória.
Letras de Câmbio:
Saque: “É o ato cambiário pelo qual o sacador cria a letra de câmbio e dá
“A letra de câmbio é título de crédito abstrato, correspondendo a ordem de pagamento ao sacado, e corresponde a uma declaração
documento formal, decorrente de relação ou relações de crédito, entre cambiária originária e necessária” (Luiz Emygdio, fl. 137). É originária,
duas ou mais pessoas, pela qual a designada sacador dá ordem de pois corresponde à primeira manifestação de vontade traduzida na letra de
pagamento pura e simples, à vista ou a prazo, a outrem, denominado câmbio. É necessária, pois sem a assinatura do sacador o documento é
sacado, a seu favor ou de terceira pessoa (tomador ou beneficiário), no inexistente e, assim, não existirá letra de câmbio.
valor e nas condições dela constantes.” (Luiz Emygdio, fl. 110).
O sacador é devedor solidário e indireto – ARTS 9° e 53, al. 2a, LUG –
Letra de Câmbio é uma ordem (determinação que alguém faça) dada por O saque gera para o sacador uma obrigação indireta de pagamento a
escrito a uma pessoa para que pague a um beneficiário ou à sua ordem favor do portador do título, tomador ou terceiro adquirente.
determinada quantia em dinheiro (Fran Martins).
O emitente da letra de câmbio é o sacador. Sacado é a pessoa que
deve. Quem recebe o título é o beneficiário ou tomador. A ordem de
pagamento dada pelo sacador ao sacado deve ser incondicional porque
as obrigações cambiárias não podem ter a sua eficácia subordinada à SACADOR SACADO
ocorrência de evento futuro e incerto, para não prejudicar a circulação do (primus) (secundum)
título de crédito e não ferir o princípio da literalidade.

2) Modalidades (tipos de vencimentos) – ART 33 a 38, LUG Ordem de pagamento TOMADOR


(primus)
a. A dia certo (em um determinado dia) – Na letra se
declara a data do vencimento do título.

b. A certo tempo da data – Uma data estipulada contada


em dias. Títulos a prazo. ART 36, LUG. O prazo de Exemplificando: Primus tem o direito de crédito junto a Secundum,
vencimento flui a partir da data da criação do título. decorrente de determinado negócio jurídico, e com base nesse direito de
crédito Primus cria a letra, dando a Secundum uma ordem de pagamento
c. A certo tempo de vista – Uma assinatura dada pelo em seu favor.
sacado obrigando-se a pagar. O aceite é quando ele se
vincula. Distingue-se do título à vista porque o prazo do
seu vencimento flui da data da apresentação, como, por SACADOR SACADO
exemplo, trinta dias a contar da apresentação. ART 35,
LUG.
(primus) (secundum)
d. À vista – contra apresentação ao devedor. No momento
da apresentação o título vence. Modalidade de títulos
com vencimento indeterminado. O prazo para Ordem de pagamento TOMADOR
(tertius – 3°)
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Exemplificando: Na relação jurídica Primus é credor de Secundum da Obs.: Não será letra de câmbio o escrito a que faltar qualquer
quantia x e, por outro negócio jurídico distinto, Primus é devedor da dos requisitos acima enumerados.
mesma quantia a Tertius, e ambas as obrigações vencem na mesma data.
Primus, baseando-se nessas duas relações jurídicas que consubstanciam Esses requisitos são considerados lançados ao tempo da
direitos de crédito, saca uma letra de câmbio contra Secundum, dando-lhe emissão da letra. A prova em contrário será admitida no caso de má fé do
ordem de pagamento a favor de Tertius, nas condições constantes dos portador.
negócios jurídicos celebrado entre as partes. Se no vencimento da letra
de câmbio, Secundum pagar a Tertius a soma cambiária, extinguir-se-ão Se na letra a indicação da quantia a satisfazer se achar feita por
as duas relações jurídicas, ou seja, o débito de Secundum para com extenso e em algarismos, e houver divergência entre uma e outra,
Primus e o débito de Primus para com Tertius. O sacador, sacado e prevalece a que estiver feita por extenso.
tomador da letra são, portanto, pessoas distintas (ART 3°, § 3°, LUG).
Se na letra a indicação da quantia a satisfazer se achar feita por
Decreto 2044/08 Lei Cambial mais de uma vez no extenso, prevalecerá a de valor inferior.

A “letra de câmbio”, ou “letra”, é uma ordem de pagamento, Obs.: de qualquer maneira, havendo dois valores numéricos e
sacada por um credor contra o seu devedor, em favor de alguém, que dois valores por extenso, prevalecerá o de menor valor, não deixando de
pode ser um terceiro ou o próprio sacador. observar que o extenso prepondera sobre o numérico.

Sacador é o que emite (saca) a letra. Sacado é o devedor contra Exemplo: há dois valores no numérico: R$ 30,00 e R$ 300,00.
quem se saca (emite) a letra. Aceitante é o sacado que aceita a letra, nela E dois valores no extenso: trinta reais e trezentos reais.
apondo a sua assinatura. Tomador é o beneficiário da ordem, que pode Prevalece, aqui, o valor de trinta reais.
ser um terceiro ou o próprio sacador.
ATENÇÃO!
Endossante é o proprietário do título, que o transfere a alguém,
chamado endossatário. O portador de uma letra, adquirida por endosso, A letra de câmbio poderá ser à ordem do próprio sacador, ou
pode haver dos endossantes anteriores ou do sacador o valor da letra, se seja, o sacador é também o tomador/favorecido;
o aceitante ou sacado não pagar (direito de regresso). Poderá ser sacada por ordem e conta de terceiro.
Poderá ser sacada sobre o próprio sacador. Neste caso, a letra
Requisitos essenciais, lançados por extenso, no contexto: desnatura-se e torna-se uma Nota Promissória.

1. a denominação “letra de câmbio” ou a denominação Atenção para o Art. 5°. da Lei Uniforme relativa às Letras de
equivalente na língua em que for emitida; Câmbio: “Numa letra pagável à vista ou a um certo termo de vista,
2. a soma de dinheiro a pagar e a espécie de moeda; pode o sacador estipular que a sua importância vencerá juros. Em
3. o nome da pessoa que deve pagá-la. Esta indicação pode qualquer outra espécie de letra a estipulação de juros será
ser inserida abaixo do contexto; considerada como não escrita”.
4. o nome da pessoa a quem deve ser paga.
5. a assinatura do próprio punho do sacador ou do As letras a certo termo de vista devem ser apresentadas ao
mandatário especial. A assinatura deve ser firmada abaixo aceite dentro do prazo de 1 (um) ano das suas datas.
do contexto.
A apresentação da letra ao aceite é facultativa quando certa a
data do vencimento. A letra a tempo certo da vista deve ser apresentada
43

ao aceite do sacado, dentro do prazo nela marcado; na falta de 6. Cartularidade (cártula) – é a materialização do direito no
designação, dentro de 6 (seis) meses contados da data da emissão do papel, sem a qual o devedor não está obrigado ao
título, sob pena de perder o portador o direito regressivo contra o sacador, cumprimento da obrigação;
endossantes e avalistas. 7. Literalidade – a Letra de Câmbio vale pelo que nele está
O aceite da letra, a tempo certo da vista, deve ser datado, escrito, não se podendo alegar circunstância não escrita;
presumindo-se, na falta de data, o mandato ao portador para inseri-la.
Sendo dois ou mais os sacados, o portador deve apresentar a
8. Autonomia – “indica que o direito do titular é um direito
letra ao primeiro nomeado; na falta ou recusa do aceite, ao segundo, se particular, no sentido de que cada pessoa que vai
estiver domiciliado na mesma praça; assim, sucessivamente, sem adquirindo o título adquire um direito próprio, distinto do
embargo da forma da indicação na letra dos nomes dos sacados. direito que tinha, ou podia ter quem transmitisse a Letra”.
9. Independência – Indica que aquele título não depende de
ATENÇÃO! A LETRA DE CÂMBIO QUE HOUVER DE SER outro para a sua existência.
PROTESTADA POR FALTA DE ACEITE OU DE PAGAMENTO DEVE
SER ENTREGUE AO OFICIAL COMPETENTE, NO PRIMEIRO DIA ÚTIL Rege-se, a autonomia, pelo princípio da inoponibilidade
QUE SE SEGUIR AO DA RECUSA DO ACEITE OU AO DO das exceções ao terceiro de boa-fé: ou seja, não pode o
VENCIMENTO, E O RESPECTIVO PROTESTO TIRADO DENTRO DE devedor, ou qualquer outro coobrigado, opor exceções ao
TRÊS DIAS ÚTEIS. terceiro de boa-fé que detenha a Letra de Câmbio.
“Esse princípio, que resulta do conceito já exposto da
RESSAQUE – O portador da letra protestada pode haver o autonomia das relações cartulares, pois o portador de boa fé
embolso da soma devida, pelo ressaque de nova letra de câmbio, à vista, exercita um direito próprio, e não derivado de relação anterior,
sobre qualquer dos obrigados. está consagrado em algumas normas de lei. O princípio da
O ressacado que paga pode, por seu turno, ressacar sobre inoponibilidade das exceções, expressa que “ao portador de boa
qualquer dos coobrigados a ele anteriores. fé, o subscritor, ou emissor, não poderá opor outra defesa além
da que assente em nulidade interna ou externa da Letra, ou em
A LETRA DE CÂMBIO, como um título de crédito que é – é um direito pessoal ao emissor, ou subscritor, contra o portador”
documento formal, com força executiva (equipara-se a uma sentença “A inoponibilidade das exceções fundadas em direito
judicial transitada em julgado), representativo de dívida líquida e certa, de pessoal do devedor contra o credor constitui a mais importante
circulação desvinculada do negócio que o originou. afirmação do direito moderno em favor da segurança da
Vivante: “título de crédito é um documento necessário para o circulação e negociabilidade das Letras de Câmbio”.
exercício do direito literal e autônomo nele mencionado”.
As cambiais genuínas ou básicas são a LETRA DE CÂMBIO e 10. Abstração – a Letra de Câmbio é desvinculada da causa
a nota promissória. Todos os demais títulos de crédito, como o cheque que lhe deu origem. Não depende do negócio que deu lugar
e a duplicata, são apenas assemelhados ou cambiariformes ao nascimento dela.
As regras da LETRA DE CÂMBIO aplicam-se aos títulos 11. Circularidade – o grande valor da Letra de Câmbio é fazer
cambiariformes, em tudo que lhes for adequado, inclusive a ação de com que facilmente circulem os direitos neles incorporados.
execução. É, assim, a Letra de Câmbio destinada, sobretudo, à
circulação.
Características da LETRA DE CÂMBIO: 12. Formalismo (formalidade) – é o fator preponderante para
a existência da Letra de Câmbio e sem ele não terão
eficácia os demais princípio próprios dela. Indispensável se
torna que o documento se revista de certas exigências
44

impostas pela lei para que tenha a natureza de título de Ato essencial da Letra de Câmbio: saque (que é o ato de emiti-
crédito e assegure ao portador os direitos incorporados no la);
mesmo.
Atos eventuais nas Letras de Câmbio: aval, endosso e aceite.
Alguns autores trazem como característica, também, a
independência. Esta, porém, ao nosso ver, é uma extensão da QUANDO OCORRE O VENCIMENTO POR ANTECIPAÇÃO, DA
autonomia, significando a desvinculação entre os diversos coobrigados, LETRA DE CÂMBIO?
um em relação ao outro. “Cada qual se obriga por si, e responde pelo R: Ocorre em decorrência de determinados fatos, como a recusa
cumprimento da obrigação contraída”. total ou parcial do aceite, falência do sacado, falência do sacador de uma
letra não aceitável (art. 43 da Lei Uniforme). A esses casos, deve-se
Letra de Câmbio – Resumo das características acrescentar a declaração de insolvência do devedor civil (art. 751 do
cambial Código de Processo Civil).
próprio
abstrato O QUE É O ACEITE?
admite aceite R: É o reconhecimento do débito, obrigando o aceitante
ordem de pagamento cambialmente. Esse elemento, todavia, não é indispensável para a
___________________________________________________________ existência da Letra de Câmbio. A recusa do aceite, inobstante, implica em
Letra de Câmbio – título emitido pelo Credor/Sacador/Vendedor/Emitente, que o aceitante que se nega a tal não pode ser acionado pela via
contra o Devedor/Sacado/Comprador, em favor do Tomador/Beneficiário. executiva, podendo ser impelido ao pagamento apenas via ação ordinária
ou, em certos casos, pela ação monitória.
VENCIMENTOS DA LETRA DE CÂMBIO:
OBS.: Lembramos que a Letra de Câmbio devidamente emitida
Espécies de vencimento da Letra de Câmbio (Decreto nº. 2.044, (sacada) é um TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL.
de 31.12.1980 e artigo 33 da Lei Uniforme de Genebra). Assim sendo, a ação de execução da mesma é a AÇÃO
CAMBIAL EXECUTIVA.
À vista – ou contra apresentação – isto é, na vista que dela se
dá ao devedor da cambial, para desde logo efetuar o pagamento; O QUE É ENDOSSO?
R: É o meio pelo qual se transfere a propriedade da Letra,
A dia certo – o sacador pode ter emitido o título fixando data podendo se constituir também em simples mandato, quando teremos o
certa para seu vencimento. É o vencimento “em tal dia”. endosso impróprio, chamado de “endosso-procuração”. Para a validade
deste basta a assinatura do próprio punho do endossante (inadmissível a
A tempo certo da data – o sacador pode ter emitido o título impressão digital no verso do título de crédito). O endossante, além do
determinando o prazo, a partir da emissão, em que se vencerá. É o mais, é garante tanto da aceitação como do pagamento da Letra, salvo a
vencimento “a tantos dias desta data”. cláusula excludente que acaso seja inserida na Letra. Se o endosso não
puder ser lançado no verso da Letra, por falta de espaço, pode ser em
A tempo certo da vista – ocorre o vencimento a certo termo de folha ligada a esta.
vista quando o sacador emite a Letra cujo prazo de vencimento se conta
da data do aceite ou, na falta deste, do respectivo protesto. Não figurando QUAIS SÃO OS TIPOS DE ENDOSSO?
no aceite a data em que foi assinado, entende-se que tenha sido dado no
último dia do prazo para essa apresentação.
45

ENDOSSO TRANSLATIVO – aquele em que se opera uma ENDOSSO CAUÇÃO - que também é chamado de
completa transferência da Letra de Câmbio ou do documento à ordem ao pignoratício. Admite-se desde que o endosso contenha expressa menção
endossatário. Pode ser em branco ou em preto. ao fato de que se trata de caução.
OBSERVAÇÃO: JÁ DECIDIU O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ENDOSSO EM PRETO - que é o endosso nominativo, em ESTADO DE SÃO PAULO, QUE O TÍTULO PRESO A CONTRATO DE
que se menciona expressamente a pessoa a quem se transfere a Letra ou ABERTURA DE CRÉDITO, VINCULADO A CONTA-CORRENTE, PERDE
os direitos conservatórios; A AUTONOMIA CAMBIAL NÃO ENSEJANDO AÇÃO CAMBIAL (RT
ENDOSSO EM BRANCO - em que há omissão do nome do 201/203).
endossatário, ficando, por via de conseqüência, limitado à assinatura do
endossante. Essa espécie de endosso não obriga cambialmente os ENDOSSO MANDATO – é o que transfere a posse e não a
sucessivos portadores, pela própria razão deles não se identificarem, não propriedade da Letra. É o mesmo que endosso-delegação, ou seja, é a
ser que um deles venha a exercer o seu direito de ação. transferência dos poderes de procurador ao endossatário-mandatário,
realizada com a cláusula “por procuração”. Trata-se de um endosso da
ENDOSSO POSTERIOR AO VENCIMENTO OU ENDOSSO posse da Letra ao procurador, para que ele promova a cobrança da
PÓSTUMO - que, na conformidade do direito nacional era considerado mesma ou exerça os direitos que competem ao endossante-mandante.
como cessão civil, mas a Lei Uniforme, art. 20, estabelece que o endosso
posterior ao vencimento tem os mesmos efeitos que o endosso anterior, Protesto: é o ato formal e solene pelo qual se prova a
SENDO CESSÃO CIVIL APENAS O ENDOSSO FEITO APÓS O inadimplência e o descumprimento de obrigação originada na Letra e
PROTESTO DA LETRA. outros documentos de dívida.
O protesto chamado necessário é aquele levado a efeito
Art. 20, do Decreto nº. 57.663/66: “O ENDOSSO perante oficial cartorário competente, quando for imprescindível (condição
POSTERIOR AO VENCIMENTO TEM OS MESMOS EFEITOS QUE O sine qua non) ao exercício do direito de regresso do portador da Letra
ENDOSSO ANTERIOR. TODAVIA, O ENDOSSO POSTERIOR AO contra o sacador, emitente, endossante e respectivos avalistas.
PROTESTO POR FALTA DE PAGAMENTO, OU FEITO DEPOIS DE
EXPIRADO O PRAZO PARA SE FAZER O PROTESTO, PRODUZ QUAIS SÃO OS PRAZOS PRESCRICIONAIS (DE
APENAS OS EFEITOS DE UMA CESSÃO ORDINÁRIA DE CRÉDITOS. PRESCRIÇÃO) DA AÇÃO DE EXECUÇÃO CONTRA O SACADO DA LC
ou SEUS AVALISTAS?
“A CESSÃO DE CRÉDITO é um negócio jurídico bilateral, R:
gratuito ou oneroso, pelo qual o credor de uma obrigação (cedente) LETRA DE CÂMBIO ........................... 3 ANOS DO
transfere, no todo ou em parte, a terceiro (cessionário), VENCIMENTO
independentemente do consentimento do devedor (cedido), sua posição
na relação obrigacional, com todos os acessórios e garantias, salvo QUAIS OS PRAZOS PRESCRICIONAIS DA AÇÃO EXECUTIVA
disposição em contrário, sem que se opere a extinção do vínculo CONTRA O ENDOSSANTE E SEUS AVALISTAS?
obrigacional”. R:
SALVO PROVA EM CONTRÁRIO, PRESUME-SE QUE UM LETRA DE CÂMBIO ..................... 1 ANO DO PROTESTO
ENDOSSO SEM DATA FOI FEITO ANTES DE EXPIRADO O PRAZO
FIXADO PARA SE FAZER O PROTESTO”. QUAIS OS PRAZOS PRESCRICIONAIS DA AÇÃO EXECUTIVA
DE QUALQUER COOBRIGADO CONTRA OS DEMAIS? (Ação
ENDOSSO PARCIAL - é vedado, e se tal ocorrer, o ato regressiva)
jurídico é acoimado de nulidade (art. 12 da Lei Uniforme). R:
LETRA DE CÂMBIO ..................... 6 MESES DO PAGAMENTO
46

SIVAT - SISTEMA DE VALORES A TRANSFERIR


DÍVIDAS DE NATUREZA QUÈRABLE (OU QUESÍVEL) – São
aquelas em que o credor fica com o título, indo até o devedor para OBJETIVO - Efetuar a transferência de valores entre Pontos-de-Venda da
receber. CAIXA, para crédito em conta ou para pagamento a terceiros.
Exemplos de títulos quèrables (ou quesíveis): Cheque e Nota MODALIDADES
Promissória. A remessa de valores é caracterizada pelas seguintes opções:
- Remessa para Pagamento
DÍVIDAS DE NATUREZA PORTABLE (OU LEVÁVEL) – São - Depósito Identificado
aquelas em que o devedor fica com o título, indo até o credor para cabar. - Remessa para Pagamento Imediato
Exemplos de títulos portables (ou leváveis): Letra de Câmbio e REMESSA PARA PAGAMENTO – OPÇÃO 2
Duplicata. - É efetuada entre PV, para pagamento a terceiros no PV destino, a partir
do dia seguinte ao da remessa.
PRO SOLVENDO – O que deve ser pago; “para pagar”; - Para essa opção, somente é permitida a remessa em dinheiro.
PRO SOLUTO – A título de pagamento. É a entrega do que se REMESSA PARA DEPÓSITO IDENTIFICADO – OPÇÃO 6
faz a respeito da obrigação, seja da prestação ou de coisa que lhe seja - Possibilita ao beneficiário do depósito a identificação do remetente e da
equivalente, a título de pagamento, ou seja, como pagamento. finalidade do crédito.
- A identificação do remetente juntamente com as demais informações do
Exemplo explicativo: uma Letra de Câmbio que vença em 30 de SIVAT são listadas em relatório
abril de 2001 será a título PRO SOLVENDO (que deve ser paga; para - Na opção 6 é permitida a remessa de valores para conta do PV origem.
pagar). Na data do vencimento, o devedor entrega ao credor um cheque - Deve ser utilizada para pagamento de inscrições para congressos,
contendo o mesmo valor da Letra de Câmbio, acrescido de juros, se for o concursos, vestibulares, feiras, simpósios, pagamento de aluguéis,
caso, para mais um mês à frente. Este cheque está sendo dado a título condomínios, honorários advocatícios e similares.
PRO SOLUTO (a título de pagamento; como pagamento à Letra de - Para a opção 6 é obrigatório assinar Contrato de Prestação de Serviços.
Câmbio). Porém, NÃO há que se falar em NOVAÇÃO de DÍVIDA. - Para essa opção, somente é permitida a remessa em dinheiro.
- Para a emissão de depósito identificado é obrigatório informar o número
NOVAÇÃO – “Especial meio extintivo de obrigações, por ser ato do contrato cadastrado no sistema.
que cria uma nova, destinada a pôr fim à precedente, substituindo-a”. REMESSA PARA PAGAMENTO IMEDIATO – OPÇÃO 7
- É a remessa de valor entre PV, podendo o pagamento ao tercei ro no PV
4. Ordem de pagamento: definição, tipos, emissão e liquidação. destino ser feito no mesmo dia de sua emissão.
Documento de crédito (DOC): noções gerais. - É permitida a emissão para o próprio solicitante, somente quando
enquadrado na situação prevista nos normativos da CAIXA, relativo ao
Ordem de Pagamento para a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL é pagamento de benefício do INSS.
qualquer documento escritural em que uma pessoa autoriza outra a - Para esta opção o sistema não emite a Guia de Pagamento de Valor
receber pagamento de uma terceira. Nesse contexto, as ordens de remetido, devendo ser utilizado o modelo Pagamento Imediato – Valor
pagamento mais comuns são: o cheque (definido acima), o SIVAT, o DOC Remetido.
e a TED (estes três últimos, vide a seguir). - Para esta emissão, somente é permitida a remessa em dinheiro.
TARIFA
- Nas remessas para Pagamento e Pagamento Imediato, o PV origem
deve cobrar tarifa do remetente, conforme tabela de Tarifas Bancárias.
- Nas remessas para Depósito Identificado, com formalização de contrato,
a tarifa é cobrada do favorecido do crédito, conforme consta no Contrato.
47

- Não existindo contrato com o favorecido do Depósito Identificado, o PV Conta Reservas Bancárias
origem cobra a tarifa do remetente, para a emissão do SIVAT.
- Para estorno de remessa SIVAT solicitado pelo remetente é devido tarifa, Cada banco mantém uma conta no Banco Central, similar a uma
cobrada quando da devolução do SIVAT. conta corrente, onde toda a movimentação financeira diária é processada,
CPMF decorrente de operações próprias ou de seus clientes.
- Na liquidação de remessa para pagamento e pagamento imediato, o PV No modelo atual, os resultados financeiros, apurados em
destino cobra CPMF, exceto quando efetuada por meio de emissão de diferentes câmaras de compensação, são lançados nas contas Reservas
cheque administrativo cruzado, nominativo ao favorecido e intransferível. Bancárias no dia útil seguinte.
- Caso o cheque administrativo não atenda a qualquer dessas
especificações, sua emissão deve ser pelo valor líquido, já deduzida a Resultados Financeiros
CPMF, anotando no verso deste, que o seu pagamento não está sujeito a
CPMF. É o Valor Líquido Multilateral, apurado de todas as transações
- É devido a CPMF no pagamento de valor estornado, quando a devolução realizadas por determinada instituição com todas as demais instituições
ao remetente for efetuada em espécie. com as quais tenha operado nos diversos mercados. Como exemplo,
ESTORNO podemos citar o resultado da compensação entre os bancos dos valores
- É o cancelamento de remessas de valores ainda pendentes de pagos por pessoas físicas e jurídicas, por meio de cheques e dos
pagamento. denominados DOC.
- A devolução referente ao estorno da remessa, somente ocorre a partir do
dia útil seguinte ao da solicitação de estorno. Resultados Financeiros > Valor Líquido Multilateral
- As remessas para pagamento pendentes há mais de 60 dias úteis são
automaticamente estornadas pelo sistema e o crédito é devolvido para o Soma dos resultados bilaterais devedores e credores de cada
PV origem. participante em relação aos demais.
Caso o banco não disponha de saldo suficiente para cobrir os
O PV ORIGEM DEVE AVISAR AO REMETENTE QUANDO A REMESSA pagamentos previstos, o Banco Central liquida as obrigações e o banco
FOR DEVOLVIDA POR DECURSO DE PRAZO. fica com saldo negativo na Conta Reservas Bancárias.

Sistema de Pagamentos Brasileiro


Saldo Negativo
É o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e sistemas
operacionais integrados, usados para transferir fundos do pagador para o Durante algumas horas do dia, os bancos apresentam um volume
recebedor e, com isso, encerrar uma obrigação e que interligam, por de liquidações que supera suas reservas.
meio de uma cadeia não coordenada de pagamentos, os agentes não- Normalmente esse saldo negativo é regularizado ao final do dia,
bancários, os bancos e o Banco Central (BACEN). quando é processado o movimento das operações realizadas com títulos
É este sistema que permite as transferências diárias de recursos públicos federais, que os bancos mantêm em volume suficiente para o
realizadas por meio de cheques, cartões de crédito, transferências adequado gerenciamento do caixa.
eletrônicas de fundos e documentos de crédito.
O montante das transferências diárias é transformado em poucas Câmaras de compensação
transferências interbancárias de fundos de alto valor nas contas Reservas
Bancárias que cada banco mantém no Banco Central. Atualmente as câmaras de compensação e liquidação apuram os
resultados financeiros de inúmeras transações realizadas no país, atuando
apenas como processadoras, uma vez que efetuam a liquidação
48

diretamente na conta de Reservas Bancárias, sem mecanismos de crítica A liquidação em moeda nacional é feita nas contas Reservas
de saldo e garantias. Bancárias.

O sistema atual é composto basicamente por 4 câmaras: Objetivos para a mudança

Selic - Sistema Especial de Liquidação e Custódia O Banco Central, adotando o padrão de sistema de liquidação
internacional, definiu um conjunto de reformas para o fortalecimento do
Faz o controle financeiro de títulos públicos federais e de sistema de pagamentos brasileiro.
operações interbancárias (CDI Reserva). Com isso, o BACEN pretende transferir para o setor privado os
A liquidação financeira é defasada - ou seja, não é efetuada em riscos hoje suportados pelo governo e oferecer melhores serviços de
tempo real - e pelo valor líquido multilateral. Ocorre às 23 horas do mesmo pagamentos e segurança nas transferências interbancárias.
dia da negociação.
Riscos - Risco Sistêmico
Cetip - Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos
No sistema atual, se alguma instituição financeira tiver problemas
Sistema semelhante ao Selic, destinado à negociação de títulos na transferência de fundos e não liquidar suas obrigações, outros
privados e de alguns títulos públicos. participantes do sistema financeiro também podem, numa reação em
A liquidação é defasada e pelo valor líquido multilateral. Ocorre às cadeia, ficar impossibilitados de liquidar suas operações, uma vez que o
16 horas do dia seguinte à negociação. pagamento de um banco é a liquidez de outro.
Dessa forma, a inadimplência local, se não contida, pode
Compe - Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis desestabilizar todo o sistema financeiro. No modelo atual, o Banco Central
é refém do risco sistêmico.
Sistema responsável pela compensação de cheques e outros
papéis. Riscos > Outros Riscos
A liquidação é defasada e pelo valor líquido multilateral. Ocorre no
dia seguinte ao da compensação. Risco de crédito: risco em que uma contraparte não transfere fundos
No caso de cheques de valor igual ou superior ao limite para a liquidação do pagamento.
estabelecido (atualmente de R$ 300,00), o lançamento é efetuado às 7h. Risco de liquidez: risco de uma parte contratante atrasar na liquidação
No caso de cheques de valor abaixo do limite estabelecido, o de uma obrigação.
lançamento é efetuado às 17h30. Risco operacional: risco de erro humano ou de falha de equipamentos,
No sistema atual, não há um modelo específico para transferência programas de informática ou sistemas de telecomunicações essenciais.
interbancária de fundos de grande valor. Dessa forma, cheques de grande
valor se misturam aos de pequeno valor. Principais problemas no sistema atual

Câmbio - Sistema de Câmbio Atualmente o SPB apresenta alguns problemas, tanto nas relações
dos bancos com a sua clientela, como nas operações de pagamento e
Sistema em que são realizadas as transações interbancárias com recebimento realizadas entre bancos, empresas privadas, indivíduos,
moeda estrangeira. governos, etc.
A liquidação é defasada - ou seja, ocorre geralmente dois dias
após a negociação - e pelo valor bruto de cada transação, uma a uma. Entre eles, podemos citar:
49

Conta Reservas Bancárias No sistema atual, se alguma instituição financeira tiver problemas
na transferência de fundos e não liquidar suas obrigações, outros
A soma dos saldos negativos nas contas Reservas Bancárias, participantes do sistema financeiro também podem, numa reação em
entre as 7h e 23h, atinge em média R$ 6 bilhões. Com isso, a sociedade cadeia, ficar impossibilitados de liquidar suas operações, uma vez que o
brasileira assume diariamente o risco privado, por intermédio do Banco pagamento de um banco é a liquidez de outro.
Central, devido ao modelo operacional do sistema de pagamentos Dessa forma, a inadimplência local, se não contida, pode
brasileiro. desestabilizar todo o sistema financeiro. No modelo atual, o Banco Central
Câmaras de Compensação é refém do risco sistêmico.

No sistema atual, as câmaras de compensação atuam apenas Motivações para a mudança


como processadoras, ou seja, não dispõem de mecanismos para
administrar riscos. • Retirar do setor público os riscos privados.
Dessa forma, o risco inerente aos bancos que liquidam as • Oferecer serviços de pagamentos adequados às instituições e aos
operações financeiras é suportado diariamente pelo Banco Central. clientes.
• Fortalecer o sistema financeiro nacional.
Câmaras de Compensação de Cheques
• Reduzir a possibilidade de riscos no país.
Nesta câmara são compensados mensalmente cheques e DOCs • Permitir maior atratividade para o capital externo.
no valor médio total de R$ 257 bilhões. • Prover o país de um sistema financeiro moderno.
Estes instrumentos de pagamento são adequados para • Reduzir a defasagem entre a contratação e a liquidação de
operações de varejo, mas, no caso brasileiro, diante da ausência de operações.
alternativas, são largamente utilizados para a liquidação de obrigações
de alto valor. Principais mudanças
O convívio de instrumentos de pagamento de baixo e alto valor
num mesmo local não é apropriado. A reestruturação do sistema de pagamentos compreende,
basicamente, dois aspectos:
Câmaras de Compensação de Cheques > Operações de Varejo • estabelecimento de diretrizes que garantam o melhor gerenciamento
do risco sistêmico;
As câmaras para o varejo são desenhadas com atenção especial • implantação de sistema de transferência de grandes valores com
ao custo de transação, que se elevaria com a eventual exigência de liquidação bruta (pagamento a pagamento) em tempo real e alteração
garantias. no regime operacional da conta Reservas Bancárias.

Câmaras de Compensação de Cheques > Obrigações de Alto Valor Câmaras de Compensação

As câmaras para grandes valores têm foco no gerenciamento de O novo sistema pressupõe a existência de 3 tipos de câmaras de
riscos, com a exigência de garantias e o estabelecimento de limites aos compensação e de liquidação:
bancos.
• de pagamentos;
Risco Sistêmico • de títulos públicos;
• de câmbio.
50

A comunicação será totalmente eletrônica, através de uma rede • câmaras garantidoras de operações darão certeza na finalização dos
computadores que vai interligar as instituições financeiras no país. pagamentos, mesmo antes da transferência no Banco Central;
• o custo social que os vários programas de ajustes e saneamento de
As câmaras de compensação irão: instituições trazem para o país será minimizado.
• concentrar o fluxo de pagamento e recebimento de todas as
instituições financeiras; Oportunidades
• oferecer garantias de que os pagamentos serão feitos ao final do dia.
No sistema de pagamentos proposto pelo Banco Central, todas as
STR - O Sistema de Transferência de Reservas Bancárias irá: transferências entre os bancos serão feitas em tempo real, o que elevará o
• operacionalizar o envio e o recebimento de recursos on-line, em nível de segurança e trará mais agilidade para as operações.
tempo real; Novos produtos e serviços poderão ser criados pelos bancos para seus
• monitorar as reservas dos bancos em tempo real, não permitindo a clientes.
ocorrência de saldos negativos em nenhum momento do dia; Os bancos certamente investirão em soluções que permitam às
• permitir que as transações sejam concluídas somente se a instituição empresas fazerem suas transações dentro das próprias instalações,
financeira envolvida tiver reserva suficiente para finalizá-las. evitando-se assim o uso de cheques e DOC e, ainda, a visualização do
fluxo de caixa em tempo real.
CIP - Câmara Interbancária de Pagamentos
Funcionamento do SPB
A CIP oferecerá serviço de compensação e liquidação de
pagamentos por intermédio de processo de compensação multilateral, que Com o novo sistema, o Banco Central passará a operar
vem complementar o novo SPB, pois oferece aos bancos e aos clientes exclusivamente sistemas de liquidação bruta em tempo real - LBTR.
uma alternativa de liquidação de obrigações com garantia de certeza de
pagamento. LBTR - Liquidação Bruta em Tempo Real
A CIP receberá ordens de pagamento de iniciativa dos bancos ou de
seus clientes, por meio de mensagens eletrônicas que, se aprovadas, É uma sistemática de liquidação criada para permitir a finalização de
terão a certeza de liquidação. operações uma a uma, pelo valor bruto, com mecanismos de crítica de
saldos na conta Reservas Bancárias; o que possibilitará a redução do
Benefícios risco de crédito do Banco Central.
A sistemática permitirá:
A reestruturação do sistema de pagamentos brasileiro trará • monitorar o saldo das contas reservas bancárias, em tempo real, não
benefícios para o Banco Central, para as instituições financeiras e para a admitindo saldo negativo;
sociedade, com a disponibilização de mecanismos mais eficientes e • eliminar a possibilidade de estorno de uma operação finalizada;
seguros para a realização das movimentações e operações cotidianas. • garantir a finalização dos pagamentos ao longo do dia e com isso
No novo sistema: diminuir a possibilidade de risco sistêmico.
• os mecanismos de pagamento e recebimento do mercado brasileiro
serão mais seguros e eficientes; Haverá também a criação de um sistema de transferência de reserva -
• a comunicação será totalmente eletrônica, o que trará rapidez e STR e a existência de 3 tipos de câmaras de compensação e
segurança às operações de transferência de valores; liquidação.
• haverá uma redução do risco de crédito do Banco Central e os
participantes terão conhecimento dos riscos envolvidos;
51

STR • operação, pelo Banco Central, de sistemas de liquidação financeira ou


Sistema administrado pelo Banco Central que processará a de negociação em tempo real e com liquidação bruta de operação por
transferência de recursos por meio das contas Reservas Bancárias das operação;
instituições financeiras mediante o envio e recebimento de recursos on- • oferecimento, pelo Banco Central, de modalidade de empréstimo de
line, dentro do novo sistema de pagamentos, em tempo real. redesconto intradia (concessão e pagamento no mesmo dia), sem
3 tipos de câmaras de compensação e liquidação custo financeiro, por meio de operações de compras de títulos
• de pagamentos; públicos federais dos bancos, que deverão recomprar os títulos do
• de títulos; BACEN no próprio dia;
• de câmbio. • implantação de um sistema que processará as ordens de
Essas câmaras processarão as transferências de fundos e de outros transferência eletrônica de fundos entre bancos, em tempo real,
ativos financeiros, bem como a compensação e a liquidação de inclusive das operações realizadas por conta de clientes.
pagamentos, em qualquer das suas formas, de todas as instituições • regulamentação e monitoramento do sistema de pagamentos, com o
financeiras. estabelecimento de regras para disciplinar o uso da conta
Através de uma rede de comunicação eletrônica, as câmaras vão Reservas Bancárias pelos bancos.
interligar todos os bancos e oferecer garantias de que os pagamentos
nelas cursados serão feitos até o final do dia. Regras para disciplinar o uso da conta Reservas Bancárias
A CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos) será o meio mais
utilizado para remessa de recursos de clientes. • forma de utilização definida em contrato;
• monitoramento dos saldos ao longo do dia e imposição de filtros que
Papel do Banco Central
criticarão os lançamentos;
O Banco Central desempenha papel fundamental na reestruturação do • eliminação da possibilidade de saques a descoberto.
sistema, procurando sempre garantir o bom funcionamento e integridade
do sistema financeiro. Instituições Financeiras
Para isso é necessário, além da rede de segurança criada pela
supervisão bancária, reduzir ao mínimo o potencial de geração de crises O novo sistema exigirá que todas as instituições financeiras
financeiras dos sistemas de pagamentos por meio de um constante administrem seus ativos e reservas de forma mais ágil e precisa, exigindo
aperfeiçoamento dos mecanismos de gerência de risco. alteração dos controles, fluxos e métodos de monitoração da conta
Uma das principais diretrizes do novo sistema de pagamentos é a Reservas Bancárias.
clareza quanto ao papel do Banco Central, com destaque para as Este novo cenário exigirá uma reavaliação dos serviços a serem
seguintes funções: oferecidos para pessoas físicas e jurídicas e uma nova estruturação da
forma de interagir com o mercado.
• proposição das mudanças para a reestruturação do sistema de Os bancos estão adequando seus sistemas às novas regras do
pagamentos; SPB, o que envolve discussões sobre investimentos em tecnologia,
implementação de piloto de reservas e mensageria.
Mudanças para a reestruturação do sistema de pagamentos
Como os bancos estão se preparando para a implantação do novo
Algumas mudanças propostas pelo Banco Central: sistema
• monitoramento do saldo das contas Reservas Bancárias em tempo
real, não se admitindo saldo devedor em nenhum momento do dia; Os bancos estão se preparando para a plena adequação ao novo
SPB, promovendo grandes alterações nas infra-estruturas de tecnologia e
52

telecomunicações, ajustes necessários para participar da nova rede do


SPB. Instituições e o Cliente
Estão sendo constituídas equipes especializadas para
implementar as ações necessárias à plena adequação dos bancos (em Com o novo sistema, os clientes poderão transferir seus recursos
cada banco respectivo) ao novo SPB, tendo sido montados grupos para entre bancos em questão de segundos, de forma definitiva e irrevogável.
tratar as questões do segmento financeiro, comercial e social. Mas, para que isto ocorra, é necessário que haja disponibilidade de saldo
No campo da área comercial, está sendo desenvolvido um novo no momento da transferência.
sistema, denominado SITRC - Sistema de Transferência de Recursos Dessa forma, não serão autorizadas as transações de
Comerciais, que permitirá a realização de transferências de clientes em transferências de recursos com base em saldos bloqueados, pois isso
tempo real. representa elevado risco de crédito para a instituição, além de provocar o
Técnicos do BACEN estão fazendo visitas aos bancos, com o descasamento do fluxo de caixa, uma vez que a liquidação do resultado
objetivo de conhecer os planos e o modelo do sistema que está sendo da Compe ocorre no dia útil seguinte à realização do depósito.
desenvolvido para suportar o processamento das mensagens eletrônicas, Para as pessoas e empresas que precisarem fazer pagamentos,
bem como as adequações no sistema de controle da conta Reservas saques, aplicações ou empréstimos de grandes valores (inicialmente
Bancárias. acima de R$ 5 mil), haverá uma exigência maior no controle sobre a
Os testes no sistema de pagamentos começaram no mês de junho entrada e a saída de recursos.
de 2001 e continuaram até abril de 2002, quando foi implantada a nova
estrutura.

Mercado Financeiro

Para a redução do risco sistêmico a que o Banco Central hoje está


sujeito, os bancos serão obrigados a adotar uma nova e complexa
tecnologia que integrará as instituições, o Banco Central e as câmaras de
compensação, com destaque para:
• criação de uma rede de telecomunicações dedicada exclusivamente
ao sistema financeiro e operada sob rígidos padrões de segurança e
confiabilidade definidos pelo Banco Central, que permitirá a liquidação
financeira em tempo real de transações;
• criação de câmaras de compensação privadas, com o
estabelecimento de regras operacionais mais rígidas.

Câmaras de Compensação Privadas:

As câmaras de compensação privadas vão:


O que o cliente precisa saber:
• adotar adequados mecanismos de gerenciamentos de riscos, como o
estabelecimento de limites para os bancos com base no recebimento Com o novo sistema de pagamentos, os clientes vão dispor de mais
prévio de garantias; segurança e rapidez nas transações, mas também precisarão mudar
• executar as garantias que lhe tenham sido entregues por banco alguns hábitos.
inadimplente e honrar os pagamentos correspondentes.
53

Como não há ainda mecanismos eficazes de controle dessas


O cliente: operações, a defasagem entre a contratação e a liquidação do processo
• poderá enviar e receber fundos com valorização para o mesmo dia, cria a possibilidade de insolvência ou inadimplência entre bancos e destes
dependendo do valor das transações; junto ao Banco Central.
• poderá gerenciar o fluxo de suas contas em tempo real; Com o novo sistema, o valor transferido será imediatamente
• terá oferta de novos produtos. disponibilizado, desde que o saldo do depositante suporte o valor da
Com o novo sistema, há uma tendência de os clientes buscarem transferência.
instituições mais sólidas, o que implicará uma maior fidelização da Para DOC acima de R$ 5 mil, os bancos estarão sujeitos ao pré-
clientela. depósito, que é um depósito compulsório que será recolhido diariamente
ao BACEN, sem remuneração, como garantia para os documentos de
Compensação de cheques valores críticos girados na Compe.
Servirá também como uma penalização para as instituições
Hoje o recurso depositado por cheque torna-se obrigatoriamente financeiras que permanecerem com tais documentos transitando pela
disponível ao destinatário no prazo de um a quatro dias úteis, podendo ser Compe.
de até vinte dias úteis quando envolve agências localizadas em cidades
de difícil acesso. 1. O que é Sistema de Pagamentos?
É um sistema que permite transferências de recursos, bem como o
Com o novo sistema de pagamentos, os bancos incentivarão o processamento e a liquidação de pagamentos para pessoas, empresas,
uso da transferência em tempo real, visando evitar o pré-depósito a que governo, Banco Central e instituições financeiras. Ou seja, praticamente
estão sujeitos quando da emissão de cheques acima de R$ 5 mil. todos os agentes atuantes em nossa economia. O cliente bancário utiliza-
se do Sistema de Pagamentos toda vez que emite cheques, faz compras
Cheques acima de R$ 5 mil com o cartão de débito ou ainda quando envia um DOC – Documento de
Crédito.
Para os cheques no valor igual ou superior a R$ 5 mil (que
representam pouco mais de 1% da quantidade de cheques emitidos 2.Quais as vantagens do novo sistema para o cliente bancário?
diariamente e 69% do respectivo valor total) poderão ser cobradas
tarifas.
Os bancos não permitirão saques sobre cheque ainda a
compensar e deverão oferecer produtos mais eficientes que reduzam a
emissão de cheques nestes valores.
Como alternativas aos cheques e DOC acima de R$ 5 mil, o
cliente poderá fazer transferências via CIP ou STR, desde que tenha
disponibilidade de saldo no momento da transferência.

DOC Segurança – criação de novas formas de


pagamentos e transferências mais seguras para quem envia e para quem
No sistema atual, ao solicitar o serviço de DOC (Documento de recebe recursos, como alternativa aos atuais cheques e DOCs, que
Ordem de Crédito), o cliente é imediatamente debitado do valor proposto. transitam pela Câmara de Compensação.
No banco em que o valor deve ser debitado, essa operação só é Rapidez – haverá a possibilidade de realizar transferências de recursos
processada à noite e, dessa forma, a saída de reserva só se registra no em tempo real, permitindo ao favorecido a utilização quase que imediata
dia seguinte, quando o montante é disponibilizado ao destinatário. do dinheiro recebido.
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3. O que é Transferência Eletrônica Disponível - TED? Com a Sim. Você poderá continuar emitindo cheques de qualquer valor. A
implantação do novo SPB será oferecida uma nova forma de transferência diferença é que para cheques a partir de R$ 5.000,00 poderá haver uma
de recursos operacionalizada pela Câmara Interbancária de Pagamentos tarifa adicional.
(CIP) ou pelo Banco Central, que viabilizará a transferência ao favorecido
9. Como faço minhas aplicações em fundos de investimentos e em
assim que o banco destinatário receber a mensagem de transferência.
depósitos a prazo?
4. Qual a diferença entre TED e DOC?
As aplicações em fundos de investimento feitas mediante saldo disponível
A principal diferença entre essas formas de transferência de recursos está em conta corrente e/ou através de TED renderão a partir do dia da sua
relacionada ao tempo em que são efetivadas. Um DOC, que transita pela realização. Os bancos, a seu critério, poderão agendar aplicações de
Compe - Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis, leva e recursos bloqueados na conta corrente (depósitos de cheques ou DOC)
continuará a levar um dia útil para ser compensado, de forma que o para datas futuras.
recebedor somente tem a informação do crédito no dia útil seguinte à sua
emissão pelo pagador. Já a TED terá liquidação no próprio dia, ou seja, Já as aplicações em depósitos a prazo (CDB e RDB) poderão ser
atualizará o saldo da conta do recebedor na mesma data em que é acolhidas independentemente da condição do recurso na conta corrente,
emitida pelo pagador. porém sob remuneração diferenciada, a critério de cada banco. CDBs e
RDBs emitidos a partir de 1º de outubro de 2001, quando vencerem após
5. Como ficam as tarifas bancárias? 22 de abril de 2002, deverão ser resgatados em valores disponíveis na
data de seu vencimento.
A introdução do novo SPB trará diversas novidades para o cliente
bancário. Entre elas, destaca-se a Transferência Eletrônica Disponível - 10. Como fica o meu cartão de crédito?
TED, cujo preço da tarifa, definido a critério de cada banco, deve estar
Nada muda no momento da compra nem no pagamento da fatura. 11.
exposto em Tabela de Tarifas de Serviços Bancários nas agências.
Como fica o meu cartão de débito? Nada muda.
No novo SPB, a recomendação essencial para que você não gaste mais
12. Qual o efeito do novo SPB sobre o prazo dos depósitos em
com tarifas bancárias é evitar a emissão de cheques ou DOCs com
cheque e DOCs enviados para minha conta corrente?
valores acima de R$ 5.000,00 – valerá mais a pena dar preferência à nova
forma de transferência que está sendo criada (TED) para realizar Depósitos em cheques ou DOC não sofrerão alteração nos prazos de
pagamentos ou transferências entre contas de diferentes bancos. De bloqueio. Os recursos de ambos estarão disponíveis após a
qualquer forma, vale consultar seu banco para conhecer qual a melhor compensação.
opção para a sua necessidade específica.
13. Como faço para pagar minhas contas de água, luz, telefone etc.?
6. Como faço uma Transferência Eletrônica Disponível - TED?
Em princípio, nada mudará.
A TED poderá ser feita nas agências, nas centrais de atendimento
14. Como faço para pagar impostos, taxas e demais tributos?
telefônico ou pelo Internet Banking.
7. O que vai acontecer com minha caderneta de Nada mudou. Continue pagando-os da mesma forma.
poupança?
15. Haverá algum tipo de mudança na cobrança da CPMF?
Os depósitos em poupança continuarão sendo acolhidos e remunerados
de acordo com as normas em vigor. Não haverá mudanças na cobrança da CPMF.

8. Posso continuar emitindo cheques de qualquer valor? 16. Como poderão ser pagos os bloquetos ou boletos bancários?
Não haverá mudanças nos pagamentos dos bloquetos ou boletos
bancários, que poderão continuar a ser feitos em cheque ou dinheiro nos
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caixas, terminais de auto atendimento, Internet e outros canais colocados 23. Como fica a prestação da casa própria?
à disposição dos clientes pela rede bancária.
As prestações da casa própria não sofrem alteração, podendo ser pagas
17. Como será creditado na minha conta corrente o resultado da por débito em conta, carnê, bloqueto ou boleto bancário.
liquidação da cobrança bancária? O crédito na conta corrente do cliente
24. Haverá mudança no pagamento de indenizações em caso de
dependerá das condições contratadas.
sinistros?
18. Com todas as mudanças que estão sendo introduzidas, pode-se
Sim, além das atuais formas de pagamento (cheque ou DOC), a quitação
continuar usando o cheque especial?
passa a ser possível também por meio de Transferência Eletrônica
O cliente poderá continuar utilizando o seu limite do cheque especial Disponível - TED.
normalmente e usufruir do saldo/limite como disponível.
25. Como ficam as prestações dos financiamentos de veículos e
19. O que muda no processo de débito automático de minhas outros bens?
contas?
Em princípio, a forma de pagamento dos financiamentos de veículos e
Nada muda. Se você optou pelo serviço de Débito Automático de outros bens não se altera.
quaisquer contas – luz, água, telefone etc –, elas continuarão sendo
26. Como devo fazer para cobrir o saldo devedor do cheque especial
pagas, através do débito em sua conta corrente, na data do vencimento,
e/ou conta garantida e saldo devedor em conta corrente?
desde que haja saldo disponível.
O depósito poderá ser feito normalmente – via cheque, dinheiro, DOC ou
20. Como ficará a liberação e o pagamento dos empréstimos
TED. O que ocorrerá é que se o depósito for feito em dinheiro ou TED a
bancários?
conta corrente será coberta no mesmo dia, enquanto que os valores
Os empréstimos e financiamentos liberados pelos bancos em dinheiro, via referentes a cheques e DOCs serão considerados disponíveis após a
de regra através de crédito em conta corrente, deverão ser pagos de compensação, aumentando, portanto, o prazo para o cálculo dos juros.
acordo com as condições estipuladas nos contratos.
27. Posso continuar emitindo cheques pré-datados?
A critério de cada banco, pagamentos por débito em conta poderão exigir
Sim, não muda em nada. Porém, cheques a partir de R$ 5.000,00 tendem
saldo disponível. Caso o cliente não disponha de saldo suficiente na data
a ser desestimulados, em função dos custos operacionais.
para pagar a sua dívida, poderá depositar em dinheiro ou ainda remeter
os recursos através da Transferência Eletrônica Disponível - TED.
Depósitos em cheques ou DOCs que estiverem bloqueados Novos produtos
(indisponíveis) na conta corrente, na data de vencimento do empréstimo,
poderão não ser aceitos para a quitação do mesmo, respeitados os Os bancos vão oferecer novos produtos à sua clientela.
contratos. O Banco Central espera que os bancos incentivem a utilização
desses novos produtos, mais ágeis e seguros, pelos grandes clientes, o
21. Haverá alteração de horários das movimentações bancárias?
que permitirá que, em pouco tempo, o volume de cheques e DOC com
Sim, haverá alteração. Os novos horários serão previamente comunicados valores acima de R$ 5 mil seja reduzido.
pelos bancos.
22. Como ficam os pagamentos das aposentadorias e demais 5. Direitos de garantia: noções gerais. Reais: hipoteca, penhor,
benefícios? caução e alienação fiduciária. Pessoais: fiança e aval.
Os pagamentos aos aposentados e demais beneficiários não sofrerão
alterações.
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OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Aqui, ficou caracterizado um ERRO no - Na Letra de Câmbio, o avalizado será o sacador;
Edital da CAIXA. NÃO existe a garantia real da espécie CAUÇÃO. Na - Na Duplicata, o avalizado será o sacado.
verdade, o Novo Código Civil corrigiu este erro, quando considera
todos os tipos de garantia como ESPÉCIES do GÊNERO CAUÇÃO. Fiança;
Assim, teremos como ESPÉCIES DE CAUÇÃO REAL: a . Também conhecida como caução fidejussória;
Hipoteca, a Alienação Fiduciária, o Penhor e a Anticrese (esta última . Garantia acessória;
não consta do Edital); e como ESPÉCIES DE CAUÇÃO PESSOAL: o . Obrigação subsidiária, pois, devido ao seu caráter acessório, o fiador só
Aval e a Fiança. se obrigará se o devedor principal ou afiançado não cumprir a prestação
CAUÇÕES PESSOAIS: AVAL E FIANÇA: devida, a menos que se tenha estipulado solidariedade;
Aval: . É UNILATERAL, pois gera obrigações para o fiador, em relação ao
credor, que só terá vantagem, não assumindo nenhum compromisso em
. Garantia autônoma e independente; relação ao fiador;
. Garantia pessoal (assim como a fiança); . É contrato GRATUITO, porque, em regra, o fiador não receberá uma
. Obrigação solidária; remuneração;
. Somente em cambial (títulos de créditos) - nunca em contratos; . Não admite interpretação extensiva, porque o fiador só responde pelo
. Necessita de outorga conjugal (alteração feita pelo novo código civil – que estiver expresso no instrumento de fiança;
art. 1647, III); “Nenhum dos cônjuges pode prestar aval sem a outorga . Somente em contratos – nunca em cambiais;
do outro, EXCETO no regime de separação absoluta – regime de . É RETRATÁVEL – o fiador poderá exonerar-se da obrigação a todo
casamento). tempo, se a fiança tiver duração ilimitada, mas ficará obrigado por todos
. Garantia Literal e expressa; os efeitos da fiança, anteriores ao ato amigável ou à sentença que o
. O devedor principal não é obrigado a apresentar outro avalista em caso exonerar.
de morte do primeiro; . É nula sem outorga do cônjuge (ou consorte) (ratificação feita pelo
. Não admite “benefício de ordem”; novo código civil – art. 1647, III);
. O avalista não pode ser o sacado, o endossante, nem o aceitante; . O credor pode exigir outro fiador em caso de morte do primeiro;
. Pode ser aposto no verso ou no anverso do título de crédito; . Contrato entre credor e fiador e prescinde da presença do devedor; nem
. Pode ser dado em preto ou pleno (designa a quem é dado) ou em branco depende da aceitação do devedor;
(sem designar a quem é dado); . Goza do “benefício de ordem”.
. Aval Parcial – não obstante o Novo Código Civil rezar ser vedado . Não se prorroga tacitamente;
(proibido) o aval parcial (parágrafo único do artigo 897), o artigo 903 . Fiança conjunta – é a prestada conjuntamente por mais de uma pessoa
do mesmo código remete à lei especial. Assim, como a Lei Uniforme em garantia de um só débito;
de Genebra – LUG autoriza o aval parcial, para alguns títulos de . Fiança comum – é a normal, gozando de todas as regalias da fiança;
crédito (Nota Promissória, Cheque, Letra de Câmbio – Duplicata . Fiança solidária – é aquele em que o fiador abre mão de alguns
NÃO) é autorizado o aval parcial. Também conhecido como aval benefícios, como o benefício de ordem, da subsidiariedade etc. – torna-se
limitado; um quase avalista;
. Aval póstumo é o dado após o vencimento do título – tem o mesmo valor . Fiança excessiva – é aquele cujo débito real é menor que o valor
do dado ante do vencimento; afiançado. Ela se restringe ao valor do débito real;
. Aval de aval é o prestado a outro avalista – também conhecido como aval . Fiança geral – é aquela que abrange o principal mais acessórios;
sucessivo; . Fiança limitada – garante até o limite avençado. Se a fiança for dada
. Aval cumulativo – vários avalistas a um mesmo obrigado; para uma parte do débito, não se estenderá ao restante;
. Com exceção do aval em preto, que designa a quem é dado, se o . Fiança legal – oriunda da lei. Ex.: aquela exigida para que o tutor possa
título não foi aceito: exercer a função.
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. A fiança é retratável, desde que por escrito e antes de qualquer Art. 822. Não sendo limitada, a fiança compreenderá todos os
vencimento da obrigação ou execução. acessórios da dívida principal, inclusive as despesas judiciais, desde a
. Sub-fiança é a fiança que garante outra fiança; citação do fiador.
. A fiança poderá ser por prazo determinado (normal), como por prazo
indeterminado – exceção (deve ser expresso). Art. 823. A fiança pode ser de valor inferior ao da obrigação principal
e contraída em condições menos onerosas, e, quando exceder o valor da
ATENÇÃO! Certas pessoas, em razão de seu ofício (tesoureiros, dívida, ou for mais onerosa que ela, não valerá senão até ao limite da
leiloeiros, tutores, curadores, agentes fiscais), não poderão afiançar; obrigação afiançada.
o mesmo se diz de entidades públicas e dos devedores à Fazenda
Pública Federal; autarquias não poderão ser fiadoras, exceto as Art. 824. As obrigações nulas não são suscetíveis de fiança, exceto
instituições de previdência social na locação de casa ocupada pelos se a nulidade resultar apenas de incapacidade pessoal do devedor.
seus associados; os menores, mesmo emancipados, ainda que
autorizados pelo juiz, não poderão afiançar. Os mandatários só Parágrafo único. A exceção estabelecida neste artigo não abrange o
poderão afiançar se no mandato houver referência expressa à caso de mútuo feito a menor.
possibilidade de subscrever fiança.
Art. 825. Quando alguém houver de oferecer fiador, o credor não
pode ser obrigado a aceitá-lo se não for pessoa idônea, domiciliada no
“BENEFÍCIO DE ORDEM” – ou BENEFÍCIO DE EXCUSSÃO
município onde tenha de prestar a fiança, e não possua bens suficientes
– “Consiste no direito assegurado ao fiador de exigir do credor que
para cumprir a obrigação.
acione, em primeiro lugar, o devedor principal, isto é, que os bens do
devedor principal sejam excutidos (executados) antes dos seus”. Art. 826. Se o fiador se tornar insolvente ou incapaz, poderá o credor
DA FIANÇA – NO NOVO CÓDIGO CIVIL exigir que seja substituído.

CAPÍTULO XVIII Seção II


Seção I Dos Efeitos da Fiança
Disposições Gerais
Art. 827. O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a
Art. 818. Pelo contrato de fiança, uma pessoa garante satisfazer ao exigir, até a contestação da lide, que sejam primeiro executados os bens
credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra. do devedor.

Art. 819. A fiança dar-se-á por escrito, e não admite interpretação Parágrafo único. O fiador que alegar o benefício de ordem, a que se
extensiva. refere este artigo, deve nomear bens do devedor, sitos no mesmo
município, livres e desembargados, quantos bastem para solver o débito.
Art. 820. Pode-se estipular a fiança, ainda que sem consentimento do
devedor ou contra a sua vontade. Art. 828. Não aproveita este benefício ao fiador:

Art. 821. As dívidas futuras podem ser objeto de fiança; mas o fiador, I - se ele o renunciou expressamente;
neste caso, não será demandado senão depois que se fizer certa e líquida
a obrigação do principal devedor. II - se se obrigou como principal pagador, ou devedor solidário;

III - se o devedor for insolvente, ou falido.


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Art. 829. A fiança conjuntamente prestada a um só débito por mais de principal, se não provierem simplesmente de incapacidade pessoal, salvo
uma pessoa importa o compromisso de solidariedade entre elas, se o caso do mútuo feito a pessoa menor.
declaradamente não se reservarem o benefício de divisão.
Art. 838. O fiador, ainda que solidário, ficará desobrigado:
Parágrafo único. Estipulado este benefício, cada fiador responde
unicamente pela parte que, em proporção, lhe couber no pagamento. I - se, sem consentimento seu, o credor conceder moratória ao
devedor;
Art. 830. Cada fiador pode fixar no contrato a parte da dívida que
toma sob sua responsabilidade, caso em que não será por mais obrigado. II - se, por fato do credor, for impossível a sub-rogação nos seus
direitos e preferências;
Art. 831. O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado
nos direitos do credor; mas só poderá demandar a cada um dos outros III - se o credor, em pagamento da dívida, aceitar amigavelmente do
fiadores pela respectiva quota. devedor objeto diverso do que este era obrigado a lhe dar, ainda que
depois venha a perdê-lo por evicção.
Parágrafo único. A parte do fiador insolvente distribuir-se-á pelos
outros. Art. 839. Se for invocado o benefício da excussão e o devedor,
retardando-se a execução, cair em insolvência, ficará exonerado o fiador
Art. 832. O devedor responde também perante o fiador por todas as que o invocou, se provar que os bens por ele indicados eram, ao tempo da
perdas e danos que este pagar, e pelos que sofrer em razão da fiança. penhora, suficientes para a solução da dívida afiançada.
CAUÇÕES REAIS: HIPOTECA, PENHOR E ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA:
Art. 833. O fiador tem direito aos juros do desembolso pela taxa
estipulada na obrigação principal, e, não havendo taxa convencionada,
Hipoteca (espécie do gênero Caução Real);
aos juros legais da mora.

Art. 834. Quando o credor, sem justa causa, demorar a execução . Direito real de garantia;
iniciada contra o devedor, poderá o fiador promover-lhe o andamento. . O devedor oferece um bem imóvel (em regra), seu ou de terceiros;
Exceções:
Art. 835. O fiador poderá exonerar-se da fiança que tiver assinado - os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles (tratores, máquinas
sem limitação de tempo, sempre que lhe convier, ficando obrigado por agrícolas e demais acessórios);
todos os efeitos da fiança, durante sessenta dias após a notificação do - navios;
credor. - aeronaves;
- minas e pedreiras, independentemente do solo onde se acham;
Art. 836. A obrigação do fiador passa aos herdeiros; mas a - as estradas de ferro com a(s) máquina(s).
responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido até a morte do . A coisa permanece com o devedor;
fiador, e não pode ultrapassar as forças da herança. . O credor é chamado de credor hipotecário;
. O credor passa a ter preferência sobre os demais credores na venda do
Seção III imóvel (Classificação dos créditos, segundo a ordem de pagamento
Da Extinção da Fiança na falência: 1. créditos por acidentes de trabalho; 2. créditos
trabalhistas; 3. dívida ativa, de natureza tributária ou não-tributária; 4.
Art. 837. O fiador pode opor ao credor as exceções que lhe forem os créditos da Fazenda Nacional decorrentes de multas e penas
pessoais, e as extintivas da obrigação que competem ao devedor pecuniárias devidas pelo falido; 5. créditos com garantia real, 6.
créditos com privilégio especial; 7. créditos com privilégio geral; 8.
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créditos quirografários (títulos de crédito) e 9. créditos IV - as estradas de ferro;


subquirografários.)
. Contrato acessório e formal; V - os recursos naturais a que se refere o art. 1.230,
. Em regra, exige-se escritura pública; independentemente do solo onde se acham;
. Deverá ser registrada no Cartório de Registro de Imóveis;
. Excepcionalmente, pode ser constituída no próprio corpo de certos títulos VI - os navios;
de crédito, como a Cédula de Crédito Rural, Cédula de Crédito à
Importação, Cédula de Crédito à Exportação ou Cédula de Crédito VII - as aeronaves.
Comercial;
Parágrafo único. A hipoteca dos navios e das aeronaves reger-se-á
. Hipoteca legal – é aquela que independe de convenção das partes;
pelo disposto em lei especial.
determinada por lei:
. Obs.: Se o hipotecante for incapaz, haverá necessidade de um alvará Art. 1.474. A hipoteca abrange todas as acessões, melhoramentos ou
judicial, para a prática desse ato; construções do imóvel. Subsistem os ônus reais constituídos e
. Podem requerer a REMIÇÃO (liberação do objeto gravado) do imóvel registrados, anteriormente à hipoteca, sobre o mesmo imóvel.
hipotecado:
- o adquirente do imóvel hipotecado; Art. 1.475. É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel
- o credor da segunda hipoteca (credor sub-hipotecário); hipotecado.
- o próprio devedor, como preferente, quando a remição é pleiteada pelo
credor sub-hipotecário. Parágrafo único. Pode convencionar-se que vencerá o crédito
. A hipoteca extingue-se: hipotecário, se o imóvel for alienado.
- pelo desaparecimento da obrigação principal;
- pela destruição da coisa ou resolução do domínio; Art. 1.476. O dono do imóvel hipotecado pode constituir outra
- pela renúncia do credor; hipoteca sobre ele, mediante novo título, em favor do mesmo ou de outro
- pela remissão; credor.
- pela sentença passada em julgado;
- pela prescrição; Art. 1.477. Salvo o caso de insolvência do devedor, o credor da
- pela arrematação ou adjudicação. segunda hipoteca, embora vencida, não poderá executar o imóvel antes
de vencida a primeira.
Da Hipoteca NO NOVO CÓDIGO CIVIL Parágrafo único. Não se considera insolvente o devedor por faltar ao
pagamento das obrigações garantidas por hipotecas posteriores à
CAPÍTULO III primeira.
Seção I
Disposições Gerais Art. 1.478. Se o devedor da obrigação garantida pela primeira
hipoteca não se oferecer, no vencimento, para pagá-la, o credor da
Art. 1.473. Podem ser objeto de hipoteca: segunda pode promover-lhe a extinção, consignando a importância e
citando o primeiro credor para recebê-la e o devedor para pagá-la; se este
I - os imóveis e os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles;
não pagar, o segundo credor, efetuando o pagamento, se sub-rogará nos
II - o domínio direto; direitos da hipoteca anterior, sem prejuízo dos que lhe competirem contra
o devedor comum.
III - o domínio útil;
60

Parágrafo único. Se o primeiro credor estiver promovendo a Art. 1.482. Realizada a praça, o executado poderá, até a assinatura
execução da hipoteca, o credor da segunda depositará a importância do do auto de arrematação ou até que seja publicada a sentença de
débito e as despesas judiciais. adjudicação, remir o imóvel hipotecado, oferecendo preço igual ao da
avaliação, se não tiver havido licitantes, ou ao do maior lance oferecido.
Art. 1.479. O adquirente do imóvel hipotecado, desde que não se Igual direito caberá ao cônjuge, aos descendentes ou ascendentes do
tenha obrigado pessoalmente a pagar as dívidas aos credores executado.
hipotecários, poderá exonerar-se da hipoteca, abandonando-lhes o
imóvel. Art. 1.483. No caso de falência, ou insolvência, do devedor
hipotecário, o direito de remição defere-se à massa, ou aos credores em
Art. 1.480. O adquirente notificará o vendedor e os credores concurso, não podendo o credor recusar o preço da avaliação do imóvel.
hipotecários, deferindo-lhes, conjuntamente, a posse do imóvel, ou o
depositará em juízo. Parágrafo único. Pode o credor hipotecário, para pagamento de seu
crédito, requerer a adjudicação do imóvel avaliado em quantia inferior
Parágrafo único. Poderá o adquirente exercer a faculdade de àquele, desde que dê quitação pela sua totalidade.
abandonar o imóvel hipotecado, até as vinte e quatro horas subseqüentes
à citação, com que se inicia o procedimento executivo. Art. 1.484. É lícito aos interessados fazer constar das escrituras o
valor entre si ajustado dos imóveis hipotecados, o qual, devidamente
Art. 1.481. Dentro em trinta dias, contados do registro do título atualizado, será a base para as arrematações, adjudicações e remições,
aquisitivo, tem o adquirente do imóvel hipotecado o direito de remi-lo, dispensada a avaliação.
citando os credores hipotecários e propondo importância não inferior ao
preço por que o adquiriu. Art. 1.485. Mediante simples averbação, requerida por ambas as
partes, poderá prorrogar-se a hipoteca, até perfazer vinte anos, da data do
§ 1o Se o credor impugnar o preço da aquisição ou a importância contrato. Desde que perfaça esse prazo, só poderá subsistir o contrato de
oferecida, realizar-se-á licitação, efetuando-se a venda judicial a quem hipoteca, reconstituindo-se por novo título e novo registro; e, nesse caso,
oferecer maior preço, assegurada preferência ao adquirente do imóvel. lhe será mantida a precedência, que então lhe competir.

§ 2o Não impugnado pelo credor, o preço da aquisição ou o preço Art. 1.486. Podem o credor e o devedor, no ato constitutivo da
proposto pelo adquirente, haver-se-á por definitivamente fixado para a hipoteca, autorizar a emissão da correspondente cédula hipotecária, na
remissão do imóvel, que ficará livre de hipoteca, uma vez pago ou forma e para os fins previstos em lei especial.
depositado o preço.
Art. 1.487. A hipoteca pode ser constituída para garantia de dívida
§ 3o Se o adquirente deixar de remir o imóvel, sujeitando-o a futura ou condicionada, desde que determinado o valor máximo do crédito
execução, ficará obrigado a ressarcir os credores hipotecários da a ser garantido.
desvalorização que, por sua culpa, o mesmo vier a sofrer, além das
despesas judiciais da execução. § 1o Nos casos deste artigo, a execução da hipoteca dependerá de
prévia e expressa concordância do devedor quanto à verificação da
§ 4o Disporá de ação regressiva contra o vendedor o adquirente que condição, ou ao montante da dívida.
ficar privado do imóvel em conseqüência de licitação ou penhora, o que
pagar a hipoteca, o que, por causa de adjudicação ou licitação, § 2o Havendo divergência entre o credor e o devedor, caberá àquele
desembolsar com o pagamento da hipoteca importância excedente à da fazer prova de seu crédito. Reconhecido este, o devedor responderá,
compra e o que suportar custas e despesas judiciais. inclusive, por perdas e danos, em razão da superveniente desvalorização
do imóvel.
61

Art. 1.488. Se o imóvel, dado em garantia hipotecária, vier a ser Art. 1.491. A hipoteca legal pode ser substituída por caução de títulos
loteado, ou se nele se constituir condomínio edilício, poderá o ônus ser da dívida pública federal ou estadual, recebidos pelo valor de sua cotação
dividido, gravando cada lote ou unidade autônoma, se o requererem ao mínima no ano corrente; ou por outra garantia, a critério do juiz, a
juiz o credor, o devedor ou os donos, obedecida a proporção entre o valor requerimento do devedor.
de cada um deles e o crédito.
Seção III
§ 1o O credor só poderá se opor ao pedido de desmembramento do Do Registro da Hipoteca
ônus, provando que o mesmo importa em diminuição de sua garantia.
Art. 1.492. As hipotecas serão registradas no cartório do lugar do
§ 2o Salvo convenção em contrário, todas as despesas judiciais ou imóvel, ou no de cada um deles, se o título se referir a mais de um.
extrajudiciais necessárias ao desmembramento do ônus correm por conta
de quem o requerer. Parágrafo único. Compete aos interessados, exibido o título, requerer
o registro da hipoteca.
§ 3o O desmembramento do ônus não exonera o devedor originário
da responsabilidade a que se refere o art. 1.430, salvo anuência do credor. Art. 1.493. Os registros e averbações seguirão a ordem em que
forem requeridas, verificando-se ela pela da sua numeração sucessiva no
Seção II protocolo.
Da Hipoteca Legal
Parágrafo único. O número de ordem determina a prioridade, e esta a
Art. 1.489. A lei confere hipoteca: preferência entre as hipotecas.

I - às pessoas de direito público interno (art. 41) sobre os imóveis Art. 1.494. Não se registrarão no mesmo dia duas hipotecas, ou uma
pertencentes aos encarregados da cobrança, guarda ou administração hipoteca e outro direito real, sobre o mesmo imóvel, em favor de pessoas
dos respectivos fundos e rendas; diversas, salvo se as escrituras, do mesmo dia, indicarem a hora em que
foram lavradas.
II - aos filhos, sobre os imóveis do pai ou da mãe que passar a outras
núpcias, antes de fazer o inventário do casal anterior; Art. 1.495. Quando se apresentar ao oficial do registro título de
hipoteca que mencione a constituição de anterior, não registrada,
III - ao ofendido, ou aos seus herdeiros, sobre os imóveis do sobrestará ele na inscrição da nova, depois de a prenotar, até trinta dias,
delinqüente, para satisfação do dano causado pelo delito e pagamento aguardando que o interessado inscreva a precedente; esgotado o prazo,
das despesas judiciais; sem que se requeira a inscrição desta, a hipoteca ulterior será registrada e
obterá preferência.
IV - ao co-herdeiro, para garantia do seu quinhão ou torna da
partilha, sobre o imóvel adjudicado ao herdeiro reponente; Art. 1.496. Se tiver dúvida sobre a legalidade do registro requerido, o
oficial fará, ainda assim, a prenotação do pedido. Se a dúvida, dentro em
V - ao credor sobre o imóvel arrematado, para garantia do noventa dias, for julgada improcedente, o registro efetuar-se-á com o
pagamento do restante do preço da arrematação. mesmo número que teria na data da prenotação; no caso contrário,
cancelada esta, receberá o registro o número correspondente à data em
Art. 1.490. O credor da hipoteca legal, ou quem o represente, poderá, que se tornar a requerer.
provando a insuficiência dos imóveis especializados, exigir do devedor
que seja reforçado com outros. Art. 1.497. As hipotecas legais, de qualquer natureza, deverão ser
registradas e especializadas.
62

§ 1o O registro e a especialização das hipotecas legais incumbem a Art. 1.503. Os credores hipotecários não podem embaraçar a
quem está obrigado a prestar a garantia, mas os interessados podem exploração da linha, nem contrariar as modificações, que a
promover a inscrição delas, ou solicitar ao Ministério Público que o faça. administração deliberar, no leito da estrada, em suas dependências, ou no
seu material.
§ 2o As pessoas, às quais incumbir o registro e a especialização das
hipotecas legais, estão sujeitas a perdas e danos pela omissão. Art. 1.504. A hipoteca será circunscrita à linha ou às linhas
especificadas na escritura e ao respectivo material de exploração, no
Art. 1.498. Vale o registro da hipoteca, enquanto a obrigação estado em que ao tempo da execução estiverem; mas os credores
perdurar; mas a especialização, em completando vinte anos, deve ser hipotecários poderão opor-se à venda da estrada, à de suas linhas, de
renovada. seus ramais ou de parte considerável do material de exploração; bem
como à fusão com outra empresa, sempre que com isso a garantia do
Seção IV débito enfraquecer.
Da Extinção da Hipoteca
Art. 1.505. Na execução das hipotecas será intimado o representante
Art. 1.499. A hipoteca extingue-se: da União ou do Estado, para, dentro em quinze dias, remir a estrada de
ferro hipotecada, pagando o preço da arrematação ou da adjudicação.
I - pela extinção da obrigação principal;
Penhor Mercantil (espécie do gênero Caução Real):
II - pelo perecimento da coisa;
É o contrato segundo o qual uma pessoa dá a outra coisa móvel
III - pela resolução da propriedade; em segurança e garantia do cumprimento de obrigação comercial. A
pessoa que oferece o objeto em penhor tem o nome de dador ou devedor;
IV - pela renúncia do credor; a que a recebe é denominada credor pignoratício. O dador pode ser o
próprio devedor ou um terceiro por ele.
V - pela remição; O Código Civil estabelece que “só pode constituir o penhor com
a posse da coisa móvel pelo credor”, abrindo exceções especiais para o
VI - pela arrematação ou adjudicação.
penhor agrícola e o pecuário, casos em que os objetos empenhados ficam
Art. 1.500. Extingue-se ainda a hipoteca com a averbação, no em poder do devedor por efeito da cláusula constituti. O constituto
Registro de Imóveis, do cancelamento do registro, à vista da respectiva possessório, ou seja, a posse do bem pelo próprio devedor que, de regra,
prova. deveria entregar a coisa que o penhor pudesse se constituir, passou,
assim, a ser uma exceção, só permitida por disposição expressa da lei.
Art. 1.501. Não extinguirá a hipoteca, devidamente registrada, a Vários diplomas legais alargaram esse dispositivo do Código Civil, sendo
arrematação ou adjudicação, sem que tenham sido notificados hoje admitido, sem a entrega efetiva da coisa, o penhor de máquinas e
judicialmente os respectivos credores hipotecários, que não forem de aparelhos utilizados na indústria, o dos produtos da suinocultura, e do sal
qualquer modo partes na execução. e coisas destinadas à exploração de salinas, o de estabelecimentos de
ensino, o de veículos automotores, equipamentos para execução de
Seção V terraplanagem e pavimentação, e viaturas de tração mecânica usadas nos
Da Hipoteca de Vias Férreas transportes de passageiros e cargas. Quase todas essas modalidades de
penhor estão hoje reguladas pelo Decreto-Lei 413/69.
Art. 1.502. As hipotecas sobre as estradas de ferro serão registradas A cláusula constituti, ou constituto possesspório, só valerá,
no Município da estação inicial da respectiva linha. assim, nos casos expressamente permitidos em lei, perdurando a regra
geral de que o penhor só se constitui mediante a entrega efetiva da coisa.
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Dispõe, depois, o Código (art. 276) que, recebendo o credor um coisa empenhada é sempre do devedor, apesar de, normalmente, a posse
objeto em penhor, como garantia da obriagação assumida pelo devedor, desta ser do credor.
fica considerado depositário da coisa recebida e, como tal, sujeito às Constituem-se obrigações do decedor indenizar ao credor todas
disposições legais que regem o depósito mercantil. as despesas que este fizer com a coisa, submetendo-se à retenção do
Por fim, o credor pignoratício que, sem a devida autorização por objeto, por parte do credor, até que seja cumprida essa obrigação.
escrito, do devedor alhear a coisa objeto do penhor, incorrerá nas penas
do crime de estelionato (art. 279), ou seja, na pena de reclusão de um a RESUMO:
cinco anos e multa pecuniária (Código Penal, art. 171, § 2°., III). . É o contrato acessório e formal;
O Código Comercial, no art. 271, ao conceituar o penhor, . Direito real de garantia;
estipula que ele será mercantil quando o objeto servir de garantia de . Recai sobre coisa móvel (em regra), do devedor ou terceiro;
obrigação comercial; não sendo de natureza mercantil a obrigação . O devedor oferece um móvel ao credor;
garantida será o penhor regulado pela lei civil. . Entrega efetiva da coisa ao credor (em regra);
Característica do penhor mercantil – Pressupõe o penhor . O credor é chamado de credor pignoratício;
uma obrigação principal, cujo cumprimento é garantido pela coisa Exceção (em que o devedor fica com a coisa): Penhor Rural
oferecida ao credor pelo devedor. São, assim, elementos necessários à - constitui-se pelo contrato que, para ter eficácia contra terceiros, deve
existência do penhor uma obrigação contraída pelo devedor para com o ser registrado no Cartório Imobiliário da situação dos bens empenhados;
credor e uma coisa móvel que servirá de garantia ao cumprimento da - o penhor rural divide-se em penhor agrícola: frutos pendentes ou em
obrigação. Caracteriza-se, entretanto, o penhor mercantil pelo fato de vias de formação, frutos armazenados, madeiras das matas, lenha
dever ser a obrigação garantida de natureza mercantil. cortada ou carvão vegetal, máquinas e instrumentos agrícolas e em
A tradição no penhor – O Código Civil dispõe, no art. 271, que penhor pecuário: semoventes etc.
é contrato de penhor aquele em que o devedor entrega ao credor coisa - Obs.: O penhor agrícola só se pode convencionar pelo prazo de dois
móvel em garantia de obrigação mercantil. Mais adiante, no art. 274, anos, prorrogáveis por mais dois anos.
estatui que a entrega do penhor (palavra aqui empregada no sentido de - Obs.: Se o prédio (imóvel) estiver hipotecado, não se poderá, pena de
objeto, coisa móvel) pode ser real ou simbólica, e pelo mesmo modo por nulidade, sobre ele constituir penhor agrícola, sem anuência do credor
que pode fazer-se a tradição da coisa vendida. Em tais condições, é a hipotecário, por este dada no próprio instrumento de constituição do
tradição ou entrega da coisa que dá perfeição ao contrato de penhor. penhor.
ATENÇÃO: o dispositivo do art. 274 do Código Comercial, que - No penhor rural, os bens permanecem com o devedor e deve-se
admite a tradição simbólica, foi revogado por leis posteriores, aceitando-se registrar o contrato no Cartório Imobiliário. Apesar disso, não exige-se a
hoje apenas a tradição real (conforme Acórdãos do Supremo Tribunal outorga conjugal.
Federal, de 08 de setembro e 5 de dezembro de 1950). . Quem ficar com a coisa, responde como depositário;
Objeto do penhor – podem ser objeto de penhor mercantil . Em regra, exige-se pelo menos escrito particular;
coisa móveis, corpóreas ou incorpóreas, fungíveis ou infungíveis, . Excepcionalmente, pode ser constituída no próprio corpo de certos títulos
passíveis de alienação. de crédito, como a Cédula de Crédito Rural, Cédula de Crédito à
Ao tratar de penhor de coisas fungíveis, tais como o dinheiro, Importação, Cédula de Crédito à Exportação ou Cédula de Crédito
“dá-se a peculiaridade seguinte: o credor, a quem se entrega a coisa Comercial;
fungível, torna-se dela proprietário, salvo declaração em contrário; obriga- . Penhor legal – independe de convenção das partes; determinado por lei:
se a restituir coisa equivalente se o devedor cumprir a obrigação”. Exemplos:
Por tal razão, dispondo a respeito, o Código Civil estatui que - os hóspedes, estalajadeiros ou fornecedores de pousada ou alimento,
“quando o objeto do penhor for coisa fungível, bastará (o instrumento) sobre as bagagens, móveis, jóias ou dinheiro que os seus consumidores
declarar-lhe a qualidade e a quantidade. A esse penhor alguns tratadistas ou fregueses tiverem consigo nas respectivas casas ou
dão o nome de penhor irregular, pois foge à regra de que a propriedade da estabelecimentos, pelas despesas ou consumo que aí tiverem feito;
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- o dono do prédio rústico ou urbano, sobre os bens móveis que o Parágrafo único. No penhor rural, industrial, mercantil e de veículos,
rendeiro ou inquilino tiver guarnecendo o mesmo prédio, pelos alugueres as coisas empenhadas continuam em poder do devedor, que as deve
ou rendas; guardar e conservar.
. Podem ser objeto de penhor:
- as coisas móveis; Art. 1.432. O instrumento do penhor deverá ser levado a registro, por
- as imóveis por acessão; qualquer dos contratantes; o do penhor comum será registrado no Cartório
- os direitos; de Títulos e Documentos.
- os títulos de crédito – a entrega de títulos de crédito em garantia é
um penhor. Seção II
. Embora o credor possa eventualmente vender a coisa apenhada (ou Dos Direitos do Credor Pignoratício
empenhada) para satisfação de seu débito, jamais poderá apropriar-se da
coisa para tal fim (apropriação indébita); Art. 1.433. O credor pignoratício tem direito:
. O penhor tradicional deve ser registrado no Cartório de Títulos e
I - à posse da coisa empenhada;
Documentos para ter eficácia contra terceiros.
. Resolve-se o Penhor (extinção): II - à retenção dela, até que o indenizem das despesas devidamente
- extinguindo-se a obrigação; justificadas, que tiver feito, não sendo ocasionadas por culpa sua;
- perecendo a coisa;
- renunciando o credor; III - ao ressarcimento do prejuízo que houver sofrido por vício da
- dando-se a adjudicação judicial, a remissão, ou a venda amigável do coisa empenhada;
penhor, se a permitir expressamente o contrato, ou for autorizada pelo
devedor, ou pelo credor; IV - a promover a execução judicial, ou a venda amigável, se lhe
- confundindo-se na mesma pessoa as qualidades de credor e dono da permitir expressamente o contrato, ou lhe autorizar o devedor mediante
coisa; procuração;
- dando-se a adjudicação judicial, a remissão, ou a venda do penhor,
autorizada pelo credor. V - a apropriar-se dos frutos da coisa empenhada que se encontra
em seu poder;
Obs.: A extinção da obrigação principal extingue o penhor, porém, a
recíproca não é verdadeira. VI - a promover a venda antecipada, mediante prévia autorização
judicial, sempre que haja receio fundado de que a coisa empenhada se
perca ou deteriore, devendo o
Do Penhor NO NOVO CÓDIGO CIVIL
preço ser depositado. O dono da coisa empenhada pode impedir a
CAPÍTULO II venda antecipada, substituindo-a, ou oferecendo outra garantia real
Seção I idônea.
Da Constituição do Penhor
Art. 1.434. O credor não pode ser constrangido a devolver a coisa
Art. 1.431. Constitui-se o penhor pela transferência efetiva da posse empenhada, ou uma parte dela, antes de ser integralmente pago, podendo
que, em garantia do débito ao credor ou a quem o represente, faz o o juiz, a requerimento do proprietário, determinar que seja vendida apenas
devedor, ou alguém por ele, de uma coisa móvel, suscetível de alienação. uma das coisas, ou parte da coisa empenhada, suficiente para o
pagamento do credor.
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Seção III § 2o Operando-se a confusão tão-somente quanto a parte da dívida


Das Obrigações do Credor Pignoratício pignoratícia, subsistirá inteiro o penhor quanto ao resto.

Art. 1.435. O credor pignoratício é obrigado: Art. 1.437. Produz efeitos a extinção do penhor depois de averbado o
cancelamento do registro, à vista da respectiva prova.
I - à custódia da coisa, como depositário, e a ressarcir ao dono a
perda ou deterioração de que for culpado, podendo ser compensada na Seção V
dívida, até a concorrente quantia, a importância da responsabilidade; Do Penhor Rural

II - à defesa da posse da coisa empenhada e a dar ciência, ao dono Subseção I


dela, das circunstâncias que tornarem necessário o exercício de ação Disposições Gerais
possessória;
Art. 1.438. Constitui-se o penhor rural mediante instrumento público
III - a imputar o valor dos frutos, de que se apropriar (art. 1.433, ou particular, registrado no Cartório de Registro de Imóveis da
inciso V) nas despesas de guarda e conservação, nos juros e no capital da circunscrição em que estiverem situadas as coisas empenhadas.
obrigação garantida, sucessivamente;
Parágrafo único. Prometendo pagar em dinheiro a dívida, que
IV - a restituí-la, com os respectivos frutos e acessões, uma vez paga garante com penhor rural, o devedor poderá emitir, em favor do credor,
a dívida; cédula rural pignoratícia, na forma determinada em lei especial.

V - a entregar o que sobeje do preço, quando a dívida for paga, no Art. 1.439. O penhor agrícola e o penhor pecuário somente podem
caso do inciso IV do art. 1.433. ser convencionados, respectivamente, pelos prazos máximos de três e
quatro anos, prorrogáveis, uma só vez, até o limite de igual tempo.
Seção IV
Da Extinção do Penhor § 1o Embora vencidos os prazos, permanece a garantia, enquanto
subsistirem os bens que a constituem.
Art. 1.436. Extingue-se o penhor:
§ 2o A prorrogação deve ser averbada à margem do registro
I – extinguindo-se a obrigação; respectivo, mediante requerimento do credor e do devedor.

II - perecendo a coisa; Art. 1.440. Se o prédio estiver hipotecado, o penhor rural poderá
constituir-se independentemente da anuência do credor hipotecário, mas
III - renunciando o credor; não lhe prejudica o direito de preferência, nem restringe a extensão da
hipoteca, ao ser executada.
IV – confundindo-se na mesma pessoa as qualidades de credor e de
dono da coisa; Art. 1.441. Tem o credor direito a verificar o estado das coisas
empenhadas, inspecionando-as onde se acharem, por si ou por pessoa
V - dando-se a adjudicação judicial, a remissão ou a venda da coisa que credenciar.
empenhada, feita pelo credor ou por ele autorizada.
Subseção II
§ 1o Presume-se a renúncia do credor quando consentir na venda Do Penhor Agrícola
particular do penhor sem reserva de preço, quando restituir a sua posse
ao devedor, ou quando anuir à sua substituição por outra garantia. Art. 1.442. Podem ser objeto de penhor:
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I - máquinas e instrumentos de agricultura; Art. 1.447. Podem ser objeto de penhor máquinas, aparelhos,
materiais, instrumentos, instalados e em funcionamento, com os
II - colheitas pendentes, ou em via de formação; acessórios ou sem eles; animais, utilizados na indústria; sal e bens
destinados à exploração das salinas; produtos de suinocultura, animais
III - frutos acondicionados ou armazenados; destinados à industrialização de carnes e derivados; matérias-primas e
produtos industrializados.
IV - lenha cortada e carvão vegetal;
Parágrafo único. Regula-se pelas disposições relativas aos armazéns
V - animais do serviço ordinário de estabelecimento agrícola. gerais o penhor das mercadorias neles depositadas.
Art. 1.443. O penhor agrícola que recai sobre colheita pendente, ou Art. 1.448. Constitui-se o penhor industrial, ou o mercantil, mediante
em via de formação, abrange a imediatamente seguinte, no caso de instrumento público ou particular, registrado no Cartório de Registro de
frustrar-se ou ser insuficiente a que se deu em garantia. Imóveis da circunscrição onde estiverem situadas as coisas empenhadas.
Parágrafo único. Se o credor não financiar a nova safra, poderá o Parágrafo único. Prometendo pagar em dinheiro a dívida, que
devedor constituir com outrem novo penhor, em quantia máxima garante com penhor industrial ou mercantil, o devedor poderá emitir, em
equivalente à do primeiro; o segundo penhor terá preferência sobre o favor do credor, cédula do respectivo crédito, na forma e para os fins que a
primeiro, abrangendo este apenas o excesso apurado na colheita lei especial determinar.
seguinte.
Art. 1.449. O devedor não pode, sem o consentimento por escrito do
Subseção III credor, alterar as coisas empenhadas ou mudar-lhes a situação, nem
Do Penhor Pecuário delas dispor. O devedor que, anuindo o credor, alienar as coisas
empenhadas, deverá repor outros bens da mesma natureza, que ficarão
Art. 1.444. Podem ser objeto de penhor os animais que integram a
sub-rogados no penhor.
atividade pastoril, agrícola ou de lacticínios.
Art. 1.450. Tem o credor direito a verificar o estado das coisas
Art. 1.445. O devedor não poderá alienar os animais empenhados
empenhadas, inspecionando-as onde se acharem, por si ou por pessoa
sem prévio consentimento, por escrito, do credor.
que credenciar.
Parágrafo único. Quando o devedor pretende alienar o gado
Seção VII
empenhado ou, por negligência, ameace prejudicar o credor, poderá este
Do Penhor de Direitos e Títulos de Crédito
requerer se depositem os animais sob a guarda de terceiro, ou exigir que
se lhe pague a dívida de imediato. Art. 1.451. Podem ser objeto de penhor direitos, suscetíveis de
cessão, sobre coisas móveis.
Art. 1.446. Os animais da mesma espécie, comprados para substituir
os mortos, ficam sub-rogados no penhor. Art. 1.452. Constitui-se o penhor de direito mediante instrumento
público ou particular, registrado no Registro de Títulos e Documentos.
Parágrafo único. Presume-se a substituição prevista neste artigo,
mas não terá eficácia contra terceiros, se não constar de menção Parágrafo único. O titular de direito empenhado deverá entregar ao
adicional ao respectivo contrato, a qual deverá ser averbada. credor pignoratício os documentos comprobatórios desse direito, salvo se
tiver interesse legítimo em conservá-los.
Seção VI
Do Penhor Industrial e Mercantil
67

Art. 1.453. O penhor de crédito não tem eficácia senão quando III - fazer intimar ao devedor do título que não pague ao seu credor,
notificado ao devedor; por notificado tem-se o devedor que, em enquanto durar o penhor;
instrumento público ou particular, declarar-se ciente da existência do
penhor. IV - receber a importância consubstanciada no título e os respectivos
juros, se exigíveis, restituindo o título ao devedor, quando este solver a
Art. 1.454. O credor pignoratício deve praticar os atos necessários à obrigação.
conservação e defesa do direito empenhado e cobrar os juros e mais
prestações acessórias compreendidas na garantia. Art. 1.460. O devedor do título empenhado que receber a intimação
prevista no inciso III do artigo antecedente, ou se der por ciente do penhor,
Art. 1.455. Deverá o credor pignoratício cobrar o crédito empenhado, não poderá pagar ao seu credor. Se o fizer, responderá solidariamente por
assim que se torne exigível. Se este consistir numa prestação pecuniária, este, por perdas e danos, perante o credor pignoratício.
depositará a importância recebida, de acordo com o devedor pignoratício,
ou onde o juiz determinar; se consistir na entrega da coisa, nesta se sub- Parágrafo único. Se o credor der quitação ao devedor do título
rogará o penhor. empenhado, deverá saldar imediatamente a dívida, em cuja garantia se
constituiu o penhor.
Parágrafo único. Estando vencido o crédito pignoratício, tem o credor
direito a reter, da quantia recebida, o que lhe é devido, restituindo o Seção VIII
restante ao devedor; ou a excutir a coisa a ele entregue. Do Penhor de Veículos

Art. 1.456. Se o mesmo crédito for objeto de vários penhores, só ao Art. 1.461. Podem ser objeto de penhor os veículos empregados em
credor pignoratício, cujo direito prefira aos demais, o devedor deve pagar; qualquer espécie de transporte ou condução.
responde por perdas e danos aos demais credores o credor preferente
que, notificado por qualquer um deles, não promover oportunamente a Art. 1.462. Constitui-se o penhor, a que se refere o artigo
cobrança. antecedente, mediante instrumento público ou particular, registrado no
Cartório de Títulos e Documentos do domicílio do devedor, e anotado no
Art. 1.457. O titular do crédito empenhado só pode receber o certificado de propriedade.
pagamento com a anuência, por escrito, do credor pignoratício, caso em
que o penhor se extinguirá. Parágrafo único. Prometendo pagar em dinheiro a dívida garantida
com o penhor, poderá o devedor emitir cédula de crédito, na forma e para
Art. 1.458. O penhor, que recai sobre título de crédito, constitui-se os fins que a lei especial determinar.
mediante instrumento público ou particular ou endosso pignoratício, com a
tradição do título ao credor, regendo-se pelas Disposições Gerais deste Art. 1.463. Não se fará o penhor de veículos sem que estejam
Título e, no que couber, pela presente Seção. previamente segurados contra furto, avaria, perecimento e danos
causados a terceiros.
Art. 1.459. Ao credor, em penhor de título de crédito, compete o
direito de: Art. 1.464. Tem o credor direito a verificar o estado do veículo
empenhado, inspecionando-o onde se achar, por si ou por pessoa que
I - conservar a posse do título e recuperá-la de quem quer que o credenciar.
detenha;
Art. 1.465. A alienação, ou a mudança, do veículo empenhado sem
II - usar dos meios judiciais convenientes para assegurar os seus prévia comunicação ao credor importa no vencimento antecipado do
direitos, e os do credor do título empenhado; crédito pignoratício.
68

Art. 1.466. O penhor de veículos só se pode convencionar pelo prazo transferência da propriedade fiduciária do bem ao credor, ou fiduciário, sob
máximo de dois anos, prorrogável até o limite de igual tempo, averbada a condição resolutiva expressa.
prorrogação à margem do registro respectivo. A lei define a alienação fiduciária de imóvel como “o negócio
jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia,
Seção IX contrata a transferência ao credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel
Do Penhor Legal de coisa imóvel” (art. 22 - LEI 9.514, de 20.11.1997).
No dizer de Caio Mário da Silva Pereira, “pode-se definir a
Art. 1.467. São credores pignoratícios, independentemente de alienação fiduciária como a transferência, ao credor, do domínio e posse
convenção: indireta de uma coisa, independentemente de sua tradição efetiva, em
garantia do pagamento de obrigação a que acede, resolvendo-se o direito
I - os hospedeiros, ou fornecedores de pousada ou alimento, sobre do adquirente com a solução da dívida garantida”.
as bagagens, móveis, jóias ou dinheiro que os seus consumidores ou
fregueses tiverem consigo nas respectivas casas ou estabelecimentos, CLASSIFICAÇÃO E NATUREZA JURÍDICA:
pelas despesas ou consumo que aí tiverem feito;
A alienação fiduciária em garantia não tem por finalidade
II - o dono do prédio rústico ou urbano, sobre os bens móveis que o
precípua a transmissão da propriedade, embora esta seja de sua
rendeiro ou inquilino tiver guarnecendo o mesmo prédio, pelos aluguéis ou
natureza. A transferência do domínio do bem ao credor não é o fim
rendas.
colimado pelas partes, mas um meio de garantir o credor contra a
Art. 1.468. A conta das dívidas enumeradas no inciso I do artigo inadimplência do devedor.
antecedente será extraída conforme a tabela impressa, prévia e Por isso que ressalta sua natureza de contrato acessório.
ostensivamente exposta na casa, dos preços de hospedagem, da pensão É um contrato típico, cujas regras disciplinares são deduzidas
ou dos gêneros fornecidos, sob pena de nulidade do penhor. de maneira precisa na lei.
É um contrato formal, embora a forma possa variar como varie o
Art. 1.469. Em cada um dos casos do art. 1.467, o credor poderá “beneficiário final da operação”, segundo preceitua o art. 38 da lei. A
tomar em garantia um ou mais objetos até o valor da dívida. forma pública (escritura pública) é da essência do ato sempre que tal
beneficiário seja pessoa jurídica. O instrumento particular poderá ser
Art. 1.470. Os credores, compreendidos no art. 1.467, podem fazer utilizado quando esse mesmo beneficiário for pessoa física. Em todos os
efetivo o penhor, antes de recorrerem à autoridade judiciária, sempre que casos, exige-se forma escrita.
haja perigo na demora, dando aos devedores comprovante dos bens de Além do formalismo do ato, há o formalismo publicitário,
que se apossarem. decorrente da necessidade de registro para que seja constituída a
propriedade fiduciária e o direito adquira validade contra terceiros.
Art. 1.471. Tomado o penhor, requererá o credor, ato contínuo, a sua A natureza real dessa modalidade de garantia, estabelece
homologação judicial. relações entre partes (pelo contrato) e ergas omnes (contra todos)
Art. 1.472. Pode o locatário impedir a constituição do penhor (PELO REGISTRO). O direito que emerge de tal tipo de contrato é a
mediante caução idônea. PROPRIEDADE FIDUCIÁRIA.

Alienação Fiduciária (espécie do gênero Caução Real): RESUMO:

CONCEITO: Venda com reserva de domínio.


A alienação fiduciária em garantia é o contrato pelo qual o Consiste a alienação fiduciária em garantia na operação em
devedor, ou fiduciante, como garantia de uma dívida, pactua a que, recebendo alguém financiamento para aquisição de bem móvel
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durável, ou imóvel (LEI 9.514, de 20.11.1997), aliena esse bem ao há julgados que admitem a alienação fiduciária de coisas fungíveis,
financiador, em garantia do pagamento da dívida contraída. entendo-se que neste caso a garantia mantém-se através do estoque;
A pessoa que recebe o financiamento e aliena o bem em . Caso não haja a satisfação da dívida no prazo contratual, abrem-se ao
garantia tem o nome de alienante ou fiduciante; o credor ou financiador credor as seguintes alternativas:
que adquire o bem em garantia é chamado de fiduciário. - venda extrajudicial – promovida pelo credor fiduciário,
A característica desse contrato é o fato de ao fiduciário (credor independentemente de o bem estar em sua posse direta;
ou financiador) ser transferido o domínio resolúvel e a posse indireta da - ação de busca e apreensão – pela qual o credor fiduciário visa obter a
coisa móvel alienada, independentemente da tradição efetiva do bem. posse direta do bem para vende-lo, movida contra o devedor fiduciário
Este ficará em poder do devedor ou fiduciante, que passa a ser o ou contra quem quer que detenha a coisa;
possuidor direto e depositário do bem. - ação de execução – para penhora e alienação judicial de bens do
devedor fiduciante, não incluído nestas o bem dado em garantia
. É um contrato acessório e formal; fiduciária por pertencer ao credor;
. Recai sobre bens móveis, o mútuo, ou o parcelamento de débitos - ação de depósito – para obter a restituição do bem, sob pena de
previdenciários; prisão do depositário (infiel depositário), não sendo entregue a coisa ou
- mútuo – “contrato pelo qual um dos contratantes transfere a seu equivalente em dinheiro.
propriedade de bem fungível ao outro, que se obriga a restituir-lhe coisa
do mesmo gênero, qualidade e quantidade”
- bens fungíveis – “são aqueles suscetíveis de substituição. Bens que
podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e GARANTIA PRESTADA PELO BANCO, AOS SEUS CLIENTES:
quantidade”.
. Garantia real sui generis, porque não exerce sobre coisa alheia, mas
sobre coisa própria, ou seja, o bem garantidor é do próprio credor Fianças Bancárias:
(propriedade limitada);
. Financiado ou devedor fiduciante; Fiança bancária é um contrato através do qual o banco
. Credor passa a ser proprietário* e possuidor indireto ou mediato da (fiador) garante o cumprimento da obrigação de seu cliente (o afiançado),
coisa; junto a um credor em favor do qual a obrigação deve ser cumprida.
. Devedor fica com a posse direta ou imediata (usuário e depositário); Será sempre por escrito, nunca presumida. O fiador só
. * Trata-se de uma propriedade limitada, que só serve para os fins responde por aquilo que expressamente determinar no instrumento de
previstos na lei. E resolúvel, pois retorna automaticamente para o fiança.
devedor fiduciante, no momento em que for paga a última prestação; São prestadas com o objetivo de viabilizarem o acesso de
. Para valer contra terceiros, o contrato de alienação fiduciária deve ser seus clientes às linhas de crédito abertas por outras instituições
registrado nos Registros de Títulos e Documentos dos domicílios do financeiras, assim como para participarem de concorrências públicas ou
devedor fiduciante e do credor fiduciário; particulares.
. Para fins probatórios, quando se tratar de veículo automotor, deve a As Cartas de Fiança Bancária têm prazo determinado de
alienação fiduciária ser anotada também no Certificado de Registro vigência e, para sua concessão, os bancos exigem garantias (nota
previsto no Código Nacional de Trânsito; promissória, caução de títulos de renda fixa ou de duplicatas).
. A alienação fiduciária aplica-se a bens móveis e a imóveis (Lei 9.514, Importante é saber, também, que a fiança bancária não pode
de 20.11.1997); exceder a 500% (5 vezes) o patrimônio líquido ajustado do banco fiador,
. Bens fungíveis não podem ser objeto de alienação fiduciária (RT conforme determinação do BACEN.
488/89, 498/59, 536/144, RSTJ 15/366, 28/426; L-JSTJ 46/219). Todavia, OBS.: A FIANÇA NÃO ADMITE INTERPRETAÇÃO
EXTENSIVA, DE MODO QUE O FIADOR SÓ RESPONDERÁ PELO QUE
70

ESTIVER EXPRESSO NO INSTRUMENTO DA FIANÇA E, SE ALGUMA . obtenção de liminar resultante de mandado de segurança
DÚVIDA HOUVER, SERÁ ELA SOLUCIONADA EM FAVOR DO FIADOR. destinado a sustar cobrança de impostos e taxas (prazo indeterminado,
A FIANÇA É, NORMALMENTE, BAIXADA: sujeito a multa, juros e correção monetária);
. quando do término do prazo de validade da Carta de Fiança, . pagamento de débitos fiscais, previdenciários, trabalhistas
desde que assegurado o cumprimento das obrigações assumidas pelas ou seu parcelamento (prazo indeterminado, sujeito a correção monetária);
partes contratantes; . pagamento de armazenagem de mercadorias importadas
. mediante a devolução da Carta de Fiança; (prazo indeterminado, sujeito a correção monetária);
. mediante a entrega, ao banco, da declaração do credor . operações ligadas ao comércio exterior; e,
(beneficiário), liberando a garantia prestada. . outras formas de cumprimento de obrigações, desde que
As cartas de fiança concedidas devem ser sempre por prazo não vedadas pelo Banco Central.
determinado, não podendo exceder de 12 meses; nas concorrências
públicas, o prazo é de até seis meses. O BACEN veda (proíbe) a concessão de Cartas de Fiança,
dentre outros:
O BACEN autoriza outorgar fiança bancária, dentre outros: . que possam, direta ou indiretamente, ensejar aos
. contratos de construção civil; favorecidos a obtenção de empréstimos em geral, ou o levantamento
. contratos de execução de obras adjudicadas por meio de de recursos junto ao público, ou que assegurem o pagamento de
concorrências públicas ou particulares; obrigações decorrentes da aquisição de bens e serviços;
. contratos de prestação de serviços em empreitadas; . que não tenham perfeita caracterização do valor em moeda
. contratos de fornecimento de mercadorias, máquinas, nacional e vencimento definido, exceto para garantir interposição de
materiais, matérias-primas, etc.; recursos fiscais ou que sejam garantias prestadas para produzir efeitos
. adiantamentos relativos a contratos de prestação de perante órgãos fiscais ou entidades por elas controladas, cuja delimitação
serviços, ou simplesmente adiantamentos ou sinais (importâncias de prazo seja impraticável;
entregues antecipadamente por conta de serviços ou outros), conforme . em moeda estrangeira ou que envolva risco de variação de
condições expressas em ordens de compra, pedidos de mercadoria ou taxas de câmbio, exceto quando se tratar de operações ligadas ao
assemelhados; comércio exterior;
. aquisição ou compra de mercadorias, produtos, matérias- . vinculadas, por qualquer forma, à aquisição de terrenos que
primas, no País, até determinado valor, garantindo praticamente um limite não se destinem ao uso próprio ou que se destinem à execução de
de crédito para compras, em um determinado valor e num determinado empreendimentos ou unidades habitacionais;
período; . à diretoria do banco e membros dos conselhos consultivos
. compra específica de mercadorias, produtos, máquinas, ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos
equipamentos, matérias-primas (no País ou no exterior), comprovada cônjuges;
através de cópias de pedidos, ordens de compras, contratos, faturas pro . aos parentes, até o segundo grau, das pessoas a que se
forma, guias de importação; refere a alínea anterior;
. isenção de tributos junto à alfândega, para permanência . às pessoas físicas ou jurídicas que participem do capital do
temporária de máquinas, equipamentos etc. (prazo indeterminado, sujeito banco, com mais de 10%, salvo autorização específica do BACEN, em
a multa, juros e correção monetária); cada caso, quando se tratar de operações lastreadas por efeitos
. liberação de máquinas, equipamentos e mercadorias retidos comerciais resultantes de transações de compra e venda ou penhor de
nas alfândegas e outros órgãos públicos (prazo indeterminado, sujeito a mercadorias, em limites que forem fixados pelo CMN, em caráter geral; e,
multa, juros e correção monetária); . às pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de
10% quaisquer dos diretores ou administradores da própria instituição
71

financeira, bem como seus cônjuges e respectivos parentes, até o Não contempla as cooperativas de crédito e as seções de
segundo grau. crédito das cooperativas.

IMPORTANTÍSSIMO – Se a afiançada, por qualquer São objeto da garantia proporcionada pelo FGC os seguintes
circunstância, não cumprir com as obrigações perante o beneficiário e, créditos:
conseqüentemente, o banco louvar a fiança concedida, o débito daí - depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
resultante passa a ser uma operação de crédito sujeita ao IOF a partir - depósitos de poupança;
do vencimento e até sua total liquidação, onerada pela maior taxa - depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
cobrada pelo banco. A fiança goza do benefício de ordem (já - letras de câmbio;
explicado neste encarte). - letras imobiliárias; e,
- letras hipotecárias.
Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – OBS.: NÃO CONSTA DO EDITAL
DA CAIXA, MAS É UMA ESPÉCIE DE GARANTIA BANCÁRIA. O total de créditos de cada pessoa contra a mesma
instituição, ou contra todas as instituições do mesmo conglomerado
Foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional a criação de financeiro, será garantido até o valor máximo de R$ 20.000,00.
um mecanismo destinado a proteger os titulares de créditos perante Devem ser somados os créditos de cada credor identificado
instituições financeiras, sob a forma de Fundo Garantidor de Créditos – pelo respectivo CPF/CNPJ contra todas as instituições do mesmo
FGC. conglomerado financeiro.
O FGC é uma associação civil sem fins lucrativos, com Devem ser somados os créditos de cada credor identificado
personalidade jurídica de direito privado, com prazo indeterminado de pelo respectivo CPF/CNPJ contra todas as instituições do mesmo
duração, tendo por objetivo prestar garantia, dando cobertura, de até vinte conglomerado financeiro.
mil reais por titular, a depósitos e aplicações toda vez que ocorrer a A garantia proporcionada pelo FGC deve ser custeada por
decretação de intervenção, liquidação extrajudicial ou falência de contribuições ordinárias das participantes.
instituição financeira ou assemelhada por ele coberta ou assim As contribuições ordinárias são devidas mensalmente,
reconhecido pelo Banco Central. resultando da aplicação da alíquota de 0,025% sobre o montante dos
Os depósitos à vista, depósitos de poupança, letras de saldos das contas correspondentes às obrigações objeto de garantia,
câmbio, letras imobiliárias e letras hipotecárias, de emissão ou aceite de devendo ser utilizados, para fins de cálculo do seu valor, os dados
instituição financeira ou associação de poupança e empréstimo em constantes do balancete do mês imediatamente anterior.
funcionamento no País ficam garantidos pelo FGC. A título de curiosidade e, possivelmente, um ponto a ser explorado
As instituições financeiras e associações de poupança e pelo CESPE é o fato de que, enquanto nas instituições financeiras em
empréstimo, que participam do FGC, contribuindo, na forma de custeio, geral, os clientes são garantidos em até R$ 20.000,00 por CPF/CNPJ, na
com 0,025% do montante mensalmente escriturado relativo aos saldos Caixa Econômica Federal, esta garantia é de 100% (cem por cento) das
das contas correspondentes às obrigações objeto da garantia. aplicações dos clientes (garantia do Tesouro Nacional - União).
O prazo de duração do FGC é indeterminado. Garantia
São participantes do FGC as instituições financeiras e as
associações de poupança e empréstimo em funcionamento no País que:
- recebem depósitos à vista, a prazo ou em contas de
poupança;
- efetuam aceite em letras de câmbio; e,
- captam recursos através da colocação de letras imobiliárias 1. O total de créditos de cada pessoa contra a mesma instituição associada, ou
e letras hipotecárias. contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro, será
72

garantido até o valor de R$20.000,00 (vinte mil reais).


Valor garantido= R$ 20.000,00/4 = R$ 5.000,00 cada um
2. Para efeito da determinação do valor garantido dos créditos de cada pessoa,
devem ser observados os seguintes critérios: 6.2. Um cliente (A) com 4 (quatro) contas conjuntas (com B, C, D e E) cada uma
com saldo de R$ 40.000,00
• titular do crédito é aquele em cujo nome o crédito estiver registrado na
escrituração da instituição associada ou aquele designado em título por elaConta AB= R$ 40.000,00
emitido ou aceito;
Conta AC= R$ 40.000,00
• devem ser somados os créditos de cada credor identificado pelo
respectivo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) / Cadastro Nacional de Conta AD = R$ 40.000,00
Pessoa Jurídica (CNPJ) contra todas as instituições associadas do mesmo
conglomerado financeiro; Conta AE= R$ 40.000,00

3. Os cônjuges são considerados pessoas distintas, seja qual for o regime de bens Cálculo do valor da garantia por conta:
do casamento, e o crédito do valor garantido será efetuado de forma individual.
Cada um receberá até R$ 20.000,00 (vinte mil reais), respeitando-se o saldo. AB= R$ 20.000,00/2 = R$ 10.000,00

4. Créditos em nome de dependentes do beneficiário, identificados na forma do AC= R$ 20.000,00/2 = R$ 10.000,00


inciso II, parágrafo 3.º do Art. 2.º do Anexo II à Resolução n.º 3.024, de 24.10.2002,
devem ser computados separadamente, desde que essa relação de dependência AD= R$ 20.000,00/2 = R$ 10.000,00
possa ser comprovada mediante apresentação de cópia da última declaração do
Imposto de Renda. AE= R$ 20.000,00/2 = R$ 10.000,00

5. Os créditos titulados por associações, condomínios, cooperativas, grupos ou A cada um deles caberá:
administradoras de consórcios, entidades de previdência complementar,
sociedades seguradoras, sociedades de capitalização e demais sociedades e A= R$ 20.000,00
associações sem personalidade jurídica e entidades assemelhadas serão
garantidos até o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) na totalidade de seus B= R$ 10.000,00
haveres em uma mesma instituição associada.
C= R$ 10.000,00
6. Nas contas conjuntas não tituladas por cônjuges e dependentes, o valor da
garantia é limitado a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), ou ao saldo da conta quando D= R$ 10.000,00
inferior a ess limite, dividido pelo número de titulares, sendo o crédito do valor
garantido feito de forma individual. E= R$ 10.000,00

Exemplos: 7. Nas contas conjuntas tituladas por cônjuges, dependentes e terceiros, o cálculo
do valor da garantia será efetuado primeiramente para pagamento a cônjuges e
6.1. Conta conjunta de 4 (quatro) titulares dependentes, até o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) cada um, e o saldo
remanescente será pago a terceiros de acordo com o disposto no item "4".
A B C D= saldo de R$ 40.000,00
73

de 24.10.2002).
Exemplos:

7.1. Conta conjunta com 3 (três) titulares, sendo: marido/esposa/amigo, com saldo
de 6. Tipos de sociedade: em nome coletivo, por quotas de
R$ 90.000,00, o valor da garantia corresponderá a: responsabilidade limitada, anônimas, firmas individuais.

Marido = R$ 20.000,00 OBS.: NESTE TÓPICO, O EDITAL DA CAIXA COMETE OUTRO


EQUÍVOCO. AS FIRMAS INDIVIDUAIS, ATUALMENTE CONHECIDAS
Esposa= R$ 20.000,00 COMO EMPRESÁRIO INDIVIDUAL, DE ACORDO COM O NOVO
CÓDIGO CIVIL, NÃO É UMA PESSOA JURÍDICA E, MUITO MENOS
Amigo= R$ 6.666,66 (R$ 20.000,00/3) UMA SOCIEDADE. AS SOCIEDADES, NO BRASIL, TÊM COMO
CONDIÇÃO SINE QUA NON (NECESSÁRIA) A PLURALIDADE DE
7.2. O mesmo exemplo do item 5.1. com saldo de R$ 45.000,00 corresponderia a: SÓCIOS. SÓ SE FOR UMA SOCIEDADE ESPÍRITA, ENTRE CORPO E
ALMA. VEJA A SEGUIR:
Marido = R$ 20.000,00
O EMPRESÁRIO INDIVIDUAL
Esposa= R$ 20.000,00
O empresário individual é a pessoa física, titular da empresa.
Amigo= R$ 1.666,66 O exercício da empresa pelo empresário individual se fará sob uma
firma, constituída a partir de seu nome, completo ou abreviado, podendo a
A garantia do FGC não contempla Imposto de Renda Retido na Fonte de clientes,ele ser aditado designação mais precisa de sua pessoa ou do gênero de
o qual é contabilizado como encargo do Banco Liquidando, assim, os documentosatividade.
de pagamento (Termos de Cessão) serão elaborados sempre pelo valor líquido, Nesse exercício, ele responderá com todas as forças de seu
conforme exemplificamos: patrimônio pessoal, capaz de execução, pelas dívidas contraídas, vez que
o Direito brasileiro não admite a figura do empresário individual com
Valor do crédito (CDB)...........R$ 15.000,00 responsabilidade limitada e, conseqüentemente, a distinção entre
patrimônio empresarial (o patrimônio do empresário individual afetado ao
Rendimento..........................R$ 3.000,00 exercício de sua empresa) e o patrimônio particular do empresário, pessoa
física.
I.R.R.F.................................(R$ 600,00) Não há que se confundir o empresário individual com o sócio de
uma sociedade empresária.
Valor Líquido........................R$ 17.400,00 (= valor garantido) São duas situações diferentes: o empresário poderá ser PESSOA
FÍSICA, que explore pessoal e individualmente a empresa (EMPRESÁRIO
Detectada a ocorrência de procedimentos que possam propiciar, medianteINDIVIDUAL), ou uma PESSOA JURÍDICA (SOCIEDADE EMPRESÁRIA),
utilização de artifícios, o pagamento de valor superior ao limite de R$ 20.000,00a qual, detentora de personalidade jurídica própria, distinta de seus
(vinte mil reais), com o intuito de beneficiar uma mesma pessoa, o FGC, desdemembros (que não são empresários, mas sim integrantes de uma
que fundamentado para o depositante ou investidor, poderá suspender ossociedade empresária), exerce diretamente a atividade econômica
pagamentos até o esclarecimento do fato, cabendo ao interessado a comprovaçãoorganizada
da lisura dos procedimentos adotados, ficando a critério do FGC acatar ou não os
argumentos e provas apresentadas (Art. 2.o, § 5.o do Anexo II à Resolução 3.024
74

É importante salientar que, não obstante o empresário individual outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis
possuir CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, ele não passa a que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus reais”. O
ser uma Pessoa Jurídica. equívoco aqui está no termo empresário. O correto deveria ser: o
A confusão entre Empresário Pessoa Física e Empresário Pessoa empreendedor, ou investidor, ou sócio-administrador de uma sociedade
Jurídica ocorre tendo como causa o fato de que, para fins tributários e na empresária, pode ...
questão de movimentação financeira, junto às Instituições Financeiras, o Isso porque, confundindo-se o patrimônio do empresário individual
Empresário Individual tem tratamento de Pessoa Jurídica. com a sua própria empresa (que não tem personalidade jurídica), não há
Por ter tratamento de Pessoa Jurídica não acarreta que o uma diferenciação entre o patrimônio da pessoa natural e do empresário
Empresário Individual adquira a Personalidade Jurídica. Apenas cumpre individual. Assim, a outorga conjugal será necessária dependendo do
ele, como pessoa física empresário, algumas exigências referentes às regime de bens.
pessoas jurídicas. O artigo 985 traz mais um ponto importante, para que separemos as
Fazendo uma brincadeira, se eu digo que tive um tratamento de rei sociedades, QUE ADQUIREM PERSONALIDADE JURÍDICA, das firmas
na casa da minha sobra, não significa que me transformei em rei. individuais (empresário individual), QUE JAMAIS ADQUIRIRÁ
Simplesmente, fui tratado como um rei e, nem por isso, não passei a ser PERSONALIDADE JURÍDICA: “A sociedade adquire personalidade
um rei. Assim são os empresários individuais. Eles têm tratamento de jurídica com a inscrição no registro próprio e na forma da lei, dos seus
pessoas jurídicas perante a Receita Federal e perante o Banco Central (só atos constitutivos”.
tratamento, repito). Veja-se que a SOCIEDADE adquire personalidade jurídica. Por
Conforme muito bem elucida o Mestre Fábio Ulhoa Coelho, em SOCIEDADE entendemos, sem nenhum equívoco: grupo de indivíduos.
seu livro “Manual de Direito Comercial” – Editora Saraiva – atualizado Como o Empresário Individual NÃO é uma SOCIEDADE, e o Código
de acordo com o novo Código Civil – 14ª. Edição – 2003 – página 19 – Civil é claro e ululante, JAMAIS ADQUIRIRÁ PERSONALIDADE
“O empresário pode ser pessoa física ou jurídica. No primeiro caso, JURÍDICA; assim, o empresário individual, ao revés do que muitos ainda
denomina-se empresário individual; no segundo, sociedade se enganam, NÃO é uma pessoa jurídica e sim uma pessoa natural
empresária. (física) com atividade empresarial (art. 966 do Código Civil). Por isso o
Deve-se, desde logo, acentuar que os sócios de uma sociedade patrimônio da pessoa natural e da empresa individual são o mesmo,
empresária NÃO são empresários. Quando pessoas naturais unem seus respondendo ilimitadamente pelas dívidas.
esforços para, em sociedade, ganhar dinheiro com a exploração PARA NÃO DEIXAR NENHUMA SOMBRA DE DÚVIDAS, VEJA O
empresarial de uma atividade econômica, elas não se tornam ARTIGO SEGUNDO DO ESTATUTO DA MICRO EMPRESA (LEI
empresárias. A sociedade por elas constituída, uma pessoa jurídica com 9.841/99):
personalidade autônoma, sujeito de direito independente, é que será
empresária, para todos os efeitos legais. Os sócios da sociedade DA DEFINIÇÃO DE MICROEMPRESA E DE EMPRESA DE PEQUENO
empresária são empreendedores ou investidores, de acordo com a PORTE
colaboração dada à sociedade (os empreendedores, além de capital,
costumam devotar, também, trabalho à pessoa jurídica, na condição de Art. 2o Para os efeitos desta Lei, ressalvado o disposto no art. 3o,
seus administradores, ou as controlam). considera-se:
Para ser empresário individual, a pessoa deve encontrar-se em
pleno gozo de sua capacidade civil. Não têm capacidade para exercer I - microempresa, a pessoa jurídica e a firma mercantil individual
empresa, portanto, os menores de 18 anos não emancipados, ébrios que tiver receita bruta anual igual ou inferior a R$ 244.000,00
habituais, viciados em tóxicos, deficientes mentais, excepcionais e os (duzentos e quarenta e quatro mil reais); (Vide Decreto nº 5.028, de
pródigos, e, nos termos da legislação própria, os índios. 31.3.2004)
O Código Civil vigente comete alguns equívocos, ao meu ver.
Vejamos: art. 978 – “O empresário casado pode, sem necessidade de
75

Do Direito de Empresa – NO NOVO CÓDIGO CIVIL Art. 969. O empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em
lugar sujeito à jurisdição de outro Registro Público de Empresas
LIVRO II Mercantis, neste deverá também inscrevê-la, com a prova da inscrição
TÍTULO I originária.
Do Empresário
Parágrafo único. Em qualquer caso, a constituição do
CAPÍTULO I estabelecimento secundário deverá ser averbada no Registro Público de
Da Caracterização e da Inscrição Empresas Mercantis da respectiva sede.

Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e
atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário, quanto à
ou de serviços. inscrição e aos efeitos daí decorrentes.

Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal
profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e
o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empresas
profissão constituir elemento de empresa. Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará
equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público
de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua CAPÍTULO II
atividade. Da Capacidade

Art. 968. A inscrição do empresário far-se-á mediante requerimento Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem
que contenha: em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos.

I - o seu nome, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria
regime de bens; de empresário, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas.

II - a firma, com a respectiva assinatura autógrafa; Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou
devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele
III - o capital; enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.
IV - o objeto e a sede da empresa. § 1o Nos casos deste artigo, precederá autorização judicial, após
exame das circunstâncias e dos riscos da empresa, bem como da
§ 1o Com as indicações estabelecidas neste artigo, a inscrição será conveniência em continuá-la, podendo a autorização ser revogada pelo
tomada por termo no livro próprio do Registro Público de Empresas juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes legais do menor ou do
Mercantis, e obedecerá a número de ordem contínuo para todos os interdito, sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros.
empresários inscritos.
§ 2o Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o
§ 2o À margem da inscrição, e com as mesmas formalidades, serão incapaz já possuía, ao tempo da sucessão ou da interdição, desde que
averbadas quaisquer modificações nela ocorrentes. estranhos ao acervo daquela, devendo tais fatos constar do alvará que
conceder a autorização.
76

Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que
por disposição de lei, não puder exercer atividade de empresário, reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o
nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes. exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

§ 1o Do mesmo modo será nomeado gerente em todos os casos em Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou
que o juiz entender ser conveniente. mais negócios determinados.

§ 2o A aprovação do juiz não exime o representante ou assistente do Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a
menor ou do interdito da responsabilidade pelos atos dos gerentes sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de
nomeados. empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples, as demais.

Art. 976. A prova da emancipação e da autorização do incapaz, nos Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se
casos do art. 974, e a de eventual revogação desta, serão inscritas ou empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa.
averbadas no Registro Público de Empresas Mercantis.
Art. 983. A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos
Parágrafo único. O uso da nova firma caberá, conforme o caso, ao tipos regulados nos arts. 1.039 a 1.092; a sociedade simples pode
gerente; ou ao representante do incapaz; ou a este, quando puder ser constituir-se de conformidade com um desses tipos, e, não o fazendo,
autorizado. subordina-se às normas que lhe são próprias.

Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou Parágrafo único. Ressalvam-se as disposições concernentes à
com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão sociedade em conta de participação e à cooperativa, bem como as
universal de bens, ou no da separação obrigatória. constantes de leis especiais que, para o exercício de certas atividades,
imponham a constituição da sociedade segundo determinado tipo.
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga
conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que Art. 984. A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade
integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real. própria de empresário rural e seja constituída, ou transformada, de acordo
com um dos tipos de sociedade empresária, pode, com as formalidades
Art. 979. Além de no Registro Civil, serão arquivados e averbados, no do art. 968, requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis
Registro Público de Empresas Mercantis, os pactos e declarações da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada, para
antenupciais do empresário, o título de doação, herança, ou legado, de todos os efeitos, à sociedade empresária.
bens clausulados de incomunicabilidade ou inalienabilidade.
Parágrafo único. Embora já constituída a sociedade segundo um
Art. 980. A sentença que decretar ou homologar a separação judicial daqueles tipos, o pedido de inscrição se subordinará, no que for aplicável,
do empresário e o ato de reconciliação não podem ser opostos a terceiros, às normas que regem a transformação.
antes de arquivados e averbados no Registro Público de Empresas
Mercantis. Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a
inscrição, no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos
TÍTULO II constitutivos (arts. 45 e 1.150).
Da Sociedade
Seção VI
CAPÍTULO ÚNICO Da Dissolução
Disposições Gerais
77

Art. 1.033. Dissolve-se a sociedade quando ocorrer: comunicação, a autoridade competente para conceder a autorização
nomeará interventor com poderes para requerer a medida e administrar a
I - o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem sociedade até que seja nomeado o liquidante.
oposição de sócio, não entrar a sociedade em liquidação, caso em que se
prorrogará por tempo indeterminado; Art. 1.038. Se não estiver designado no contrato social, o liquidante
será eleito por deliberação dos sócios, podendo a escolha recair em
II - o consenso unânime dos sócios; pessoa estranha à sociedade.

III - a deliberação dos sócios, por maioria absoluta, na sociedade de § 1o O liquidante pode ser destituído, a todo tempo:
prazo indeterminado;
I - se eleito pela forma prevista neste artigo, mediante deliberação
IV - a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de dos sócios;
cento e oitenta dias;
II - em qualquer caso, por via judicial, a requerimento de um ou mais
V - a extinção, na forma da lei, de autorização para funcionar. sócios, ocorrendo justa causa.

Art. 1.034. A sociedade pode ser dissolvida judicialmente, a § 2o A liquidação da sociedade se processa de conformidade com o
requerimento de qualquer dos sócios, quando: disposto no Capítulo IX, deste Subtítulo.

I - anulada a sua constituição; CAPÍTULO II


Da Sociedade em Nome Coletivo
II - exaurido o fim social, ou verificada a sua inexeqüibilidade.
Art. 1.039. Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade
Art. 1.035. O contrato pode prever outras causas de dissolução, a em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e
serem verificadas judicialmente quando contestadas. ilimitadamente, pelas obrigações sociais.
Art. 1.036. Ocorrida a dissolução, cumpre aos administradores Parágrafo único. Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros,
providenciar imediatamente a investidura do liquidante, e restringir a podem os sócios, no ato constitutivo, ou por unânime convenção posterior,
gestão própria aos negócios inadiáveis, vedadas novas operações, pelas limitar entre si a responsabilidade de cada um.
quais responderão solidária e ilimitadamente.
Art. 1.040. A sociedade em nome coletivo se rege pelas normas deste
Parágrafo único. Dissolvida de pleno direito a sociedade, pode o Capítulo e, no que seja omisso, pelas do Capítulo antecedente.
sócio requerer, desde logo, a liquidação judicial.
Art. 1.041. O contrato deve mencionar, além das indicações referidas
Art. 1.037. Ocorrendo a hipótese prevista no inciso V do art. 1.033, o no art. 997, a firma social.
Ministério Público, tão logo lhe comunique a autoridade competente,
promoverá a liquidação judicial da sociedade, se os administradores não o Art. 1.042. A administração da sociedade compete exclusivamente a
tiverem feito nos trinta dias seguintes à perda da autorização, ou se o sócios, sendo o uso da firma, nos limites do contrato, privativo dos que
sócio não houver exercido a faculdade assegurada no parágrafo único do tenham os necessários poderes.
artigo antecedente.
Art. 1.043. O credor particular de sócio não pode, antes de dissolver-
Parágrafo único. Caso o Ministério Público não promova a liquidação se a sociedade, pretender a liquidação da quota do devedor.
judicial da sociedade nos quinze dias subseqüentes ao recebimento da
78

Parágrafo único. Poderá fazê-lo quando: Art. 1.056. A quota é indivisível em relação à sociedade, salvo para
efeito de transferência, caso em que se observará o disposto no artigo
I - a sociedade houver sido prorrogada tacitamente; seguinte.

II - tendo ocorrido prorrogação contratual, for acolhida judicialmente § 1o No caso de condomínio de quota, os direitos a ela inerentes
oposição do credor, levantada no prazo de noventa dias, contado da somente podem ser exercidos pelo condômino representante, ou pelo
publicação do ato dilatório. inventariante do espólio de sócio falecido.

Art. 1.044. A sociedade se dissolve de pleno direito por qualquer das § 2o Sem prejuízo do disposto no art. 1.052, os condôminos de quota
causas enumeradas no art. 1.033 e, se empresária, também pela indivisa respondem solidariamente pelas prestações necessárias à sua
declaração da falência. integralização.

CAPÍTULO IV Art. 1.057. Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota,
Da Sociedade Limitada total ou parcialmente, a quem seja sócio, independentemente de audiência
dos outros, ou a estranho, se não houver oposição de titulares de mais de
Seção I um quarto do capital social.
Disposições Preliminares
Parágrafo único. A cessão terá eficácia quanto à sociedade e
Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é terceiros, inclusive para os fins do parágrafo único do art. 1.003, a partir da
restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente averbação do respectivo instrumento, subscrito pelos sócios anuentes.
pela integralização do capital social.
Art. 1.058. Não integralizada a quota de sócio remisso, os outros
Art. 1.053. A sociedade limitada rege-se, nas omissões deste sócios podem, sem prejuízo do disposto no art. 1.004 e seu parágrafo
Capítulo, pelas normas da sociedade simples. único, tomá-la para si ou transferi-la a terceiros, excluindo o primitivo titular
e devolvendo-lhe o que houver pago, deduzidos os juros da mora, as
Parágrafo único. O contrato social poderá prever a regência supletiva prestações estabelecidas no contrato mais as despesas.
da sociedade limitada pelas normas da sociedade anônima.
Art. 1.059. Os sócios serão obrigados à reposição dos lucros e das
Art. 1.054. O contrato mencionará, no que couber, as indicações do quantias retiradas, a qualquer título, ainda que autorizados pelo contrato,
art. 997, e, se for o caso, a firma social. quando tais lucros ou quantia se distribuírem com prejuízo do capital.
Seção II Seção III
Das Quotas Da Administração
Art. 1.055. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, Art. 1.060. A sociedade limitada é administrada por uma ou mais
cabendo uma ou diversas a cada sócio. pessoas designadas no contrato social ou em ato separado.
§ 1o Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social Parágrafo único. A administração atribuída no contrato a todos os
respondem solidariamente todos os sócios, até o prazo de cinco anos da sócios não se estende de pleno direito aos que posteriormente adquiram
data do registro da sociedade. essa qualidade.
§ 2o É vedada contribuição que consista em prestação de serviços.
79

Art. 1.061. Se o contrato permitir administradores não sócios, a Seção IV


designação deles dependerá de aprovação da unanimidade dos sócios, Do Conselho Fiscal
enquanto o capital não estiver integralizado, e de dois terços, no mínimo,
após a integralização. Art. 1.066. Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos sócios,
pode o contrato instituir conselho fiscal composto de três ou mais
Art. 1.062. O administrador designado em ato separado investir-se-á membros e respectivos suplentes, sócios ou não, residentes no País,
no cargo mediante termo de posse no livro de atas da administração. eleitos na assembléia anual prevista no art. 1.078.

§ 1o Se o termo não for assinado nos trinta dias seguintes à § 1o Não podem fazer parte do conselho fiscal, além dos inelegíveis
designação, esta se tornará sem efeito. enumerados no § 1o do art. 1.011, os membros dos demais órgãos da
sociedade ou de outra por ela controlada, os empregados de quaisquer
§ 2o Nos dez dias seguintes ao da investidura, deve o administrador delas ou dos respectivos administradores, o cônjuge ou parente destes até
requerer seja averbada sua nomeação no registro competente, o terceiro grau.
mencionando o seu nome, nacionalidade, estado civil, residência, com
exibição de documento de identidade, o ato e a data da nomeação e o § 2o É assegurado aos sócios minoritários, que representarem pelo
prazo de gestão. menos um quinto do capital social, o direito de eleger, separadamente, um
dos membros do conselho fiscal e o respectivo suplente.
Art. 1.063. O exercício do cargo de administrador cessa pela
destituição, em qualquer tempo, do titular, ou pelo término do prazo se, Art. 1.067. O membro ou suplente eleito, assinando termo de posse
fixado no contrato ou em ato separado, não houver recondução. lavrado no livro de atas e pareceres do conselho fiscal, em que se
mencione o seu nome, nacionalidade, estado civil, residência e a data da
§ 1o Tratando-se de sócio nomeado administrador no contrato, sua escolha, ficará investido nas suas funções, que exercerá, salvo cessação
destituição somente se opera pela aprovação de titulares de quotas anterior, até a subseqüente assembléia anual.
correspondentes, no mínimo, a dois terços do capital social, salvo
disposição contratual diversa. Parágrafo único. Se o termo não for assinado nos trinta dias
seguintes ao da eleição, esta se tornará sem efeito.
§ 2o A cessação do exercício do cargo de administrador deve ser
averbada no registro competente, mediante requerimento apresentado Art. 1.068. A remuneração dos membros do conselho fiscal será
nos dez dias seguintes ao da ocorrência. fixada, anualmente, pela assembléia dos sócios que os eleger.

§ 3o A renúncia de administrador torna-se eficaz, em relação à Art. 1.069. Além de outras atribuições determinadas na lei ou no
sociedade, desde o momento em que esta toma conhecimento da contrato social, aos membros do conselho fiscal incumbem, individual ou
comunicação escrita do renunciante; e, em relação a terceiros, após a conjuntamente, os deveres seguintes:
averbação e publicação.
I - examinar, pelo menos trimestralmente, os livros e papéis da
Art. 1.064. O uso da firma ou denominação social é privativo dos sociedade e o estado da caixa e da carteira, devendo os administradores
administradores que tenham os necessários poderes. ou liquidantes prestar-lhes as informações solicitadas;

Art. 1.065. Ao término de cada exercício social, proceder-se-á à II - lavrar no livro de atas e pareceres do conselho fiscal o resultado
elaboração do inventário, do balanço patrimonial e do balanço de dos exames referidos no inciso I deste artigo;
resultado econômico.
80

III - exarar no mesmo livro e apresentar à assembléia anual dos VI - a incorporação, a fusão e a dissolução da sociedade, ou a
sócios parecer sobre os negócios e as operações sociais do exercício em cessação do estado de liquidação;
que servirem, tomando por base o balanço patrimonial e o de resultado
econômico; VII - a nomeação e destituição dos liquidantes e o julgamento das
suas contas;
IV - denunciar os erros, fraudes ou crimes que descobrirem,
sugerindo providências úteis à sociedade; VIII - o pedido de concordata.

V - convocar a assembléia dos sócios se a diretoria retardar por mais Art. 1.072. As deliberações dos sócios, obedecido o disposto no art.
de trinta dias a sua convocação anual, ou sempre que ocorram motivos 1.010, serão tomadas em reunião ou em assembléia, conforme previsto no
graves e urgentes; contrato social, devendo ser convocadas pelos administradores nos casos
previstos em lei ou no contrato.
VI - praticar, durante o período da liquidação da sociedade, os atos a
que se refere este artigo, tendo em vista as disposições especiais § 1o A deliberação em assembléia será obrigatória se o número dos
reguladoras da liquidação. sócios for superior a dez.

Art. 1.070. As atribuições e poderes conferidos pela lei ao conselho § 2o Dispensam-se as formalidades de convocação previstas no § 3o
fiscal não podem ser outorgados a outro órgão da sociedade, e a do art. 1.152, quando todos os sócios comparecerem ou se declararem,
responsabilidade de seus membros obedece à regra que define a dos por escrito, cientes do local, data, hora e ordem do dia.
administradores (art. 1.016).
§ 3o A reunião ou a assembléia tornam-se dispensáveis quando todos
Parágrafo único. O conselho fiscal poderá escolher para assisti-lo no os sócios decidirem, por escrito, sobre a matéria que seria objeto delas.
exame dos livros, dos balanços e das contas, contabilista legalmente
habilitado, mediante remuneração aprovada pela assembléia dos sócios. § 4o No caso do inciso VIII do artigo antecedente, os administradores,
se houver urgência e com autorização de titulares de mais da metade do
Seção V capital social, podem requerer concordata preventiva.
Das Deliberações dos Sócios
§ 5o As deliberações tomadas de conformidade com a lei e o contrato
Art. 1.071. Dependem da deliberação dos sócios, além de outras vinculam todos os sócios, ainda que ausentes ou dissidentes.
matérias indicadas na lei ou no contrato:
§ 6o Aplica-se às reuniões dos sócios, nos casos omissos no
I - a aprovação das contas da administração; contrato, o disposto na presente Seção sobre a assembléia.

II - a designação dos administradores, quando feita em ato separado; Art. 1.073. A reunião ou a assembléia podem também ser
convocadas:
III - a destituição dos administradores;
I - por sócio, quando os administradores retardarem a convocação,
IV - o modo de sua remuneração, quando não estabelecido no por mais de sessenta dias, nos casos previstos em lei ou no contrato, ou
contrato; por titulares de mais de um quinto do capital, quando não atendido, no
prazo de oito dias, pedido de convocação fundamentado, com indicação
V - a modificação do contrato social; das matérias a serem tratadas;
81

II - pelo conselho fiscal, se houver, nos casos a que se refere o inciso dissentiu o direito de retirar-se da sociedade, nos trinta dias subseqüentes
V do art. 1.069. à reunião, aplicando-se, no silêncio do contrato social antes vigente, o
disposto no art. 1.031.
Art. 1.074. A assembléia dos sócios instala-se com a presença, em
primeira convocação, de titulares de no mínimo três quartos do capital Art. 1.078. A assembléia dos sócios deve realizar-se ao menos uma
social, e, em segunda, com qualquer número. vez por ano, nos quatro meses seguintes à ao término do exercício social,
com o objetivo de:
§ 1o O sócio pode ser representado na assembléia por outro sócio,
ou por advogado, mediante outorga de mandato com especificação dos I - tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o balanço
atos autorizados, devendo o instrumento ser levado a registro, juntamente patrimonial e o de resultado econômico;
com a ata.
II - designar administradores, quando for o caso;
§ 2o Nenhum sócio, por si ou na condição de mandatário, pode votar
matéria que lhe diga respeito diretamente. III - tratar de qualquer outro assunto constante da ordem do dia.

Art. 1.075. A assembléia será presidida e secretariada por sócios § 1o Até trinta dias antes da data marcada para a assembléia, os
escolhidos entre os presentes. documentos referidos no inciso I deste artigo devem ser postos, por
escrito, e com a prova do respectivo recebimento, à disposição dos sócios
§ 1o Dos trabalhos e deliberações será lavrada, no livro de atas da que não exerçam a administração.
assembléia, ata assinada pelos membros da mesa e por sócios
participantes da reunião, quantos bastem à validade das deliberações, § 2o Instalada a assembléia, proceder-se-á à leitura dos documentos
mas sem prejuízo dos que queiram assiná-la. referidos no parágrafo antecedente, os quais serão submetidos, pelo
presidente, a discussão e votação, nesta não podendo tomar parte os
§ 2o Cópia da ata autenticada pelos administradores, ou pela mesa, membros da administração e, se houver, os do conselho fiscal.
será, nos vinte dias subseqüentes à reunião, apresentada ao Registro
Público de Empresas Mercantis para arquivamento e averbação. § 3o A aprovação, sem reserva, do balanço patrimonial e do de
resultado econômico, salvo erro, dolo ou simulação, exonera de
§ 3o Ao sócio, que a solicitar, será entregue cópia autenticada da ata. responsabilidade os membros da administração e, se houver, os do
conselho fiscal.
Art. 1.076. Ressalvado o disposto no art. 1.061 e no § 1o do art.
1.063, as deliberações dos sócios serão tomadas: § 4o Extingue-se em dois anos o direito de anular a aprovação a que
se refere o parágrafo antecedente.
I - pelos votos correspondentes, no mínimo, a três quartos do capital
social, nos casos previstos nos incisos V e VI do art. 1.071; Art. 1.079. Aplica-se às reuniões dos sócios, nos casos omissos no
contrato, o estabelecido nesta Seção sobre a assembléia, obedecido o
II - pelos votos correspondentes a mais de metade do capital social, disposto no § 1o do art. 1.072.
nos casos previstos nos incisos II, III, IV e VIII do art. 1.071;
Art. 1.080. As deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam
III - pela maioria de votos dos presentes, nos demais casos previstos ilimitada a responsabilidade dos que expressamente as aprovaram.
na lei ou no contrato, se este não exigir maioria mais elevada.
Seção VI
Art. 1.077. Quando houver modificação do contrato, fusão da Do Aumento e da Redução do Capital
sociedade, incorporação de outra, ou dela por outra, terá o sócio que
82

Art. 1.081. Ressalvado o disposto em lei especial, integralizadas as § 3o Satisfeitas as condições estabelecidas no parágrafo
quotas, pode ser o capital aumentado, com a correspondente modificação antecedente, proceder-se-á à averbação, no Registro Público de
do contrato. Empresas Mercantis, da ata que tenha aprovado a redução.

§ 1o Até trinta dias após a deliberação, terão os sócios preferência Seção VII
para participar do aumento, na proporção das quotas de que sejam Da Resolução da Sociedade em Relação a Sócios Minoritários
titulares.
Art. 1.085. Ressalvado o disposto no art. 1.030, quando a maioria dos
§ 2o À cessão do direito de preferência, aplica-se o disposto no caput sócios, representativa de mais da metade do capital social, entender que
do art. 1.057. um ou mais sócios estão pondo em risco a continuidade da empresa, em
virtude de atos de inegável gravidade, poderá excluí-los da sociedade,
§ 3o Decorrido o prazo da preferência, e assumida pelos sócios, ou mediante alteração do contrato social, desde que prevista neste a
por terceiros, a totalidade do aumento, haverá reunião ou assembléia dos exclusão por justa causa.
sócios, para que seja aprovada a modificação do contrato.
Parágrafo único. A exclusão somente poderá ser determinada em
Art. 1.082. Pode a sociedade reduzir o capital, mediante a reunião ou assembléia especialmente convocada para esse fim, ciente o
correspondente modificação do contrato: acusado em tempo hábil para permitir seu comparecimento e o exercício
do direito de defesa.
I - depois de integralizado, se houver perdas irreparáveis;
Art. 1.086. Efetuado o registro da alteração contratual, aplicar-se-á o
II - se excessivo em relação ao objeto da sociedade. disposto nos arts. 1.031 e 1.032.
Art. 1.083. No caso do inciso I do artigo antecedente, a redução do Seção VIII
capital será realizada com a diminuição proporcional do valor nominal das Da Dissolução
quotas, tornando-se efetiva a partir da averbação, no Registro Público de
Empresas Mercantis, da ata da assembléia que a tenha aprovado. Art. 1.087. A sociedade dissolve-se, de pleno direito, por qualquer das
causas previstas no art. 1.044.
Art. 1.084. No caso do inciso II do art. 1.082, a redução do capital
será feita restituindo-se parte do valor das quotas aos sócios, ou CAPÍTULO V
dispensando-se as prestações ainda devidas, com diminuição Da Sociedade Anônima
proporcional, em ambos os casos, do valor nominal das quotas.
Seção Única
§ 1o No prazo de noventa dias, contado da data da publicação da ata Da Caracterização
da assembléia que aprovar a redução, o credor quirografário, por título
líquido anterior a essa data, poderá opor-se ao deliberado. Art. 1.088. Na sociedade anônima ou companhia, o capital divide-se
em ações, obrigando-se cada sócio ou acionista somente pelo preço de
§ 2o A redução somente se tornará eficaz se, no prazo estabelecido emissão das ações que subscrever ou adquirir.
no parágrafo antecedente, não for impugnada, ou se provado o
pagamento da dívida ou o depósito judicial do respectivo valor. Art. 1.089. A sociedade anônima rege-se por lei especial (Lei
6.404/76), aplicando-se-lhe, nos casos omissos, as disposições deste
Código.
CARACTERÍSTICAS:
83

financeiros e os financiamentos são de médio e longo prazos, ou de prazo


Art. 1º. – A companhia ou sociedade anônima terá o capital dividido em indeterminado. É considerado um mercado de alto risco devido às fortes
ações, e a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao flutuações nos preços dos títulos. Neste mercado, são realizados os
preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. financiamentos do capital de giro e do capital fixo das empresas. Entre os
principais títulos negociados estão as ações, os commercial papers e as
OBJETO SOCIAL: debêntures.

Art. 2º. – Pode ser objeto da companhia qualquer empresa de fim Títulos e Valores Mobiliários
lucrativo, não contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes.
§ 1º. – Qualquer que seja o objeto, a companhia é mercantil e se rege São operações de capital de risco, com o objetivo de fortalecer a
pelas leis e usos do comércio. estrutura patrimonial das empresas privadas nacionais e sua subscrição
§ 2º. – O estatuto social definirá o objeto de modo preciso e completo. no mercado de capitais.

Art. 3º. A sociedade será designada por denominação acompanhada das Ações – Características e Direitos;
expressões “companhia”, ou “sociedade anônima”, expressas por extenso
ou abreviadamente mas vedada a utilização da primeira ao final. As sociedades anônimas têm seu capital pulverizado em
§ 1º. O nome do fundador, acionista, ou pessoa que, por qualquer outro ações. Cada ação pode ter ou não um valor nominal. Além do valor
modo tenha concorrido para o êxito da empresa, poderá figurar na nominal e patrimonial, as ações têm um valor pela qual elas são
denominação. negociadas nas Bolsas de Valores, que é a sua cotação.
Art. 11 – “O estatuto fixará o número das ações em que se
COMPANHIA ABERTA E FECHADA: divide o capital social e estabelecerá se as ações terão ou não valor
nominal”.
Art. 4º. Para os efeitos desta lei, a companhia é aberta ou fechada §1°. “Na companhia com ações sem valor nominal, o estatuto
conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos poderá criar uma ou mais classes de ações preferenciais com valor
à negociação em bolsa ou no mercado de balcão. nominal”.
§2°. “O valor nominal será o mesmo para todas as ações da
MERCADO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO companhia”.
§3°. “O valor nominal das ações de companhia aberta não
Quando novas ações ou títulos são transacionados pela primeira poderá ser inferior ao mínimo fixado pela Comissão de Valores
vez no mercado financeiro, diz-se que são transacionados no mercado Mobiliários”.
primário. Quando essa ação ou esse título é revendido, dizemos que Art. 12 – “O número e o valor nominal das ações somente
essa transação se dá no mercado secundário. poderão ser alterados nos casos de modificação do valor do capital social
As empresas se encaminham para a realização de operações no ou da sua expressão monetária, de desdobramento ou grupamento de
mercado primário quando necessitam de aporte de recursos, para o ações, ou de cancelamento de ações autorizado nesta lei”.
financiamento de projetos de investimento e crescimento de suas Art. 13 – “É vedada a emissão de ações por preço inferior ao
atividades. seu valor nominal”.
(...)
MERCADO DE CAPITAIS §2°. – “A contribuição do subscritor que ultrapassar o valor
nominal constituirá reserva de capital”.
No mercado de capitais, as operações entre agentes Art. 14 – “O preço de emissão das ações sem valor nominal
poupadores e investidores são efetuadas através de intermediários será fixado, na constituição da companhia, pelos fundadores, e no
84

aumento de capital, pela assembléia geral ou pelo conselho de “Ação endossável: extinção pela Lei 8021/90”.
administração”. Art. 28 – “A ação é indivisível em relação à companhia”.
ESPÉCIES E CLASSES DAS AÇÕES: Parágrafo Único – “Quando a ação pertencer a mais de uma
Art. 15 – “As ações, conforme a natureza dos direitos ou pessoa, os direitos por ela conferidos serão exercidos pelo representante
vantagens que confiram a seus titulares, são ordinárias, preferenciais ou do condomínio”.
de fruição”. Art. 29 – “As ações da companhia aberta somente poderão
§1°. – “As ações ordinárias da companhia fechada e as ações ser negociadas depois de realizados trinta por cento do preço de
preferenciais da companhia aberta e fechada poderão ser de uma ou mais emissão”.
classes”. Art. 31 – “A propriedade das ações nominativas presume-se
§2°. – “O número de ações preferenciais sem direito a voto, pela inscrição do nome do acionista no livro de ‘Registro das Ações
ou sujeitas a restrições no exercício desse direito, não pode ultrapassar Nominativas’”.
50% (cinqüenta por cento) do total das ações emitidas”. §1°. – “A transferência das ações nominativas opera-se por
Art. 16 – “As ações ordinárias de companhia fechada poderão termo lavrado no livro de ‘Transferência de Ações Nominativas’, datado e
ser de classes diversas, em função de”: assinado pelo cedente e pelo cessionário, ou de seus legítimos
I – conversibilidade em ações preferenciais; representantes”.
II – exigência de nacionalidade brasileira do acionista; ou (...)
III – direito de voto em separado para o preenchimento de §3°. – “Na transferência das ações nominativas adquiridas em
determinados cargos de órgãos administrativos”. bolsa de valores, o cessionário será representado, independentemente de
Parágrafo Único – “A alteração do estatuto na parte em que instrumento de procuração, pela sociedade corretora, ou pela caixa de
regula a diversidade de classes, se não for expressamente prevista e liquidação da bolsa de valores”.
regulada, requererá a concordância de todos os titulares das ações Obs.: As ações endossáveis foram extintas pela Lei 8.021/90;
atingidas”. Obs.: As ações ao portador foram extintas pela Lei 8.021/90.
Art. 17 – “As preferências ou vantagens das ações Art. 34 – “O estatuto da companhia pode autorizar ou
preferenciais”: estabelecer que todas as ações da companhia, ou uma ou mais classes
I – consistem, salvo no caso de ações com direito a delas, sejam mantidas em contas de depósito, em nome de seus titulares,
dividendos fixos ou mínimos, cumulativos ou não, no direito a dividendos na instituição que designar, sem emissão de certificados”.
no mínimo 10% (dez por cento) maiores do que os atribuídos às ações (...)
ordinárias; §2°. – “Somente as instituições financeiras autorizadas pela
II – sem prejuízo do disposto no inciso anterior e no que for Comissão de Valores Mobiliários podem manter serviços de ações
com ele compatível, podem consistir: escriturais”.
a) em prioridade na distribuição de dividendos; Art. 35 – “A propriedade da ação escritural presume-se pelo
b) em prioridade no reembolso do capital, com prêmio ou registro na conta de depósito das ações, aberta em nome do acionista nos
sem ele; livros da instituição depositária”.
c) na acumulação das vantagens acima enumeradas”. §1°. – “A transferência da ação escritural opera-se pelo
§1°. – “Os dividendos, ainda que fixos ou cumulativos, não lançamento efetuado pela instituição depositária em seus livros, a débito
poderão ser distribuídos em prejuízo do capital social, salvo quando, em da conta de ações do alienante e a crédito da conta de ações do
caso de liquidação da companhia, essa vantagem tiver sido adquirente, à vista de ordem escrita do alienante, ou de autorização ou
expressamente assegurada”. ordem judicial, em documento hábil que ficará em poder da instituição”.
(...) A cotação da ação (valor de Bolsa) sofre oscilações diárias
FORMA DAS AÇÕES: nos pregões, podendo subir ou descer (ficar acima do par ou abaixo do
Art. 20 – “As ações devem ser nominativas”. par), ou, ainda, permanecer sem alteração (no par).
85

As operações de Bolsa são consideradas operações do ações, com o objetivo, entre outros, de dar liquidez aos títulos no
mercado secundário, pois a transferência de recursos é entre investidores, mercado.
não existindo qualquer efeito no caixa da empresa. Agrupamento ou Inplit – condensação do capital em um
As ações podem ser negociadas com direitos (ações integrais menor número de ações com conseqüente aumento do valor de mercado
ou ações com) ou sem direitos (ações ex-direitos, ações ex ou ações da ação, com o objetivo, entre outros, de valorizar sua imagem em
limpas). mercado.
As ações novas são ações sem direito ao recebimento do
próximo dividendo a ser distribuído. Para investir diretamente na Bolsa, adquirindo ações ou
As ações integrais são as ações com direito integral sobre os direitos de companhias de capital aberto ali negociadas, o interessado
próximos benefícios a serem distribuídos pelas empresas. deve cadastrar-se em corretora ou distribuidora autorizada a operar em
Ações ex-dividendos – são as que não têm direito aos negócios da Bolsa e dar pessoalmente à corretora as suas ordens de
dividendos que estão sendo distribuídos pela sociedade. “compra” ou “venda” de ações ou direitos.
Ações ex-bonificação – são as que não têm direito à
bonificação. RESUMO:
Ações ex-subscrição – são as que não têm direito à
subscrição. AÇÃO – título que representa a menor fração do capital de uma
sociedade anônima;
Direitos e Proventos de uma Ação

Dividendos – distribuição de parte dos lucros de uma ESPÉCIES DE AÇÕES:


empresa, em moeda, aos seus acionistas.
Por lei, no mínimo 25% do lucro líquido do exercício devem
ser distribuídos aos acionistas. QUANTO À NATUREZA:
Juros sobre o capital próprio – foi um incentivo criado em
1996 para compensar o fim da correção monetária dos balanços das AÇÃO ORDINÁRIA (ON) – menos negociada, confere ao
empresas. Através deste instrumento, a empresa remunera o capital do acionista direito de voto na empresa e pode, eventualmente, proporcionar
acionista até o valor da TJLP. O valor desembolsado é considerado como participação nos resultados da companhia;
despesa e, portanto, descontado do lucro tributável, diminuindo o IR a ser AÇÃO PREFERENCIAL (PN) – mais negociada, garante ao
pago pela empresa. acionista maior participação nos resultados da empresa, mas não dá
O valor a ser recebido pelo acionista sofre desconto de direito a voto, em regra. Algumas empresas diferenciam, por meio de
Imposto de Renda na fonte com alíquota de 15%. letras (A, B), as séries de seus papéis lançados no mercado (PNA, PNB);
No caso das empresas, o ganho tributável é de 10%,
representado pela diferença entre os 25% de IR economizados e os 15%
recolhidos em nome dos acionistas. Os títulos e valores mobiliários envolvem:
Subscrição – Direito aos acionistas de aquisição de ações
por aumento de capital, com preço e prazo determinados. AÇÃO - Título de propriedade, negociável, representativo de
Bonificação – distribuição gratuita de novas ações aos uma fração do capital social de uma S A, ou Sociedade em Comandita
acionistas, em função de aumento do capital por incorporação de por Ações. São bens móveis e representam uma parte do capital social, a
reservas. qualidade de sócio, e são também um título de crédito. As ações podem
Split ou Desdobramento – distribuição gratuita de novas ser:
ações aos acionistas, pela diluição do capital em um maior número de - Ordinárias
86

Conforme a natureza AÇÕES ESCRITURAIS - são aquelas em que não há emissão de


dos direitos que conferem certificado. São mantidas em conta de depósito, em nome de seus
- Preferenciais titulares. São mantidas em conta de depósito, em nome de seus titulares,
numa instituição financeira, autorizada pela Comissão de Valores
- de Fruição Mobiliários.

- Nominativas CONVERSIBILIDADE DAS AÇÕES - as ações podem ser convertidas de


Quanto à forma um tipo em outro, nos termos do estatuto, como, por exemplo, de
- Escriturais ordinárias em preferenciais, ou vice-versa (art. 22, da Lei. 6.404).
- Com ou sem Valor
Nominal O VALOR DAS AÇÕES - o valor das ações pode ser considerado sob três
aspectos. Temos primeiramente o VALOR NOMINAL, estabelecido pela
AÇÕES ORDINÁRIAS OU COMUNS - são as que conferem os direitos S/A, sendo que a lei atual permite a emissão de ações sem valor nominal.
comuns de sócio, sem restrições ou privilégios; Temos também o VALOR DE MERCADO (VALOR ATUAL, VALOR
LÍQUIDO, VALOR REAL), que é o alcançado na Bolsa ou no Balcão. E,
AÇÕES PREFERENCIAIS - são as que dão aos seus titulares algum ainda, o aspecto do VALOR PATRIMONIAL OU REAL, em que se calcula
privilégio ou preferência, como, por exemplo, a prioridade na distribuição o acervo econômico global da companhia em relação ao número de ações
dos dividendos, a fixação de um dividendo mínimo, ou a prioridade de emitidas.
reembolso em caso de liquidação. Contudo, em troca, tais ações podem
ser privadas de alguns direitos, como o do voto. PARTES BENEFICIÁRIAS - são títulos negociáveis, sem valor nominal, e
estranhos ao capital social. Dão direito de crédito eventual, consistente na
AÇÕES DE FRUIÇÃO - Às vezes, quando sobram lucros em caixa, pode participação dos lucros anuais, até o limite de 10% (art. 46).
a direção da S/A, ao invés de distribuir dividendos, resolver amortizar um
lote de ações, geralmente por sorteio, pagando o valor nominal aos seus DEBÊNTURES - são títulos negociáveis que conferem direito de crédito
titulares. Em seguida permite-se que aqueles antigos titulares adquiram contra a sociedade, nas condições estabelecidas no certificado (art. 52). A
outras ações, em substituição. Estas últimas são as de fruição. Não LEI 8.021/90 PROIBIU A EMISSÃO DE TÍTULOS AO PORTADOR OU
representam o capital da empresa, e terão apenas os direitos que forem ENDOSSÁVEIS, IMPEDINDO, ASSIM, A EMISSÃO DE DEBÊNTURES,
fixados nos estatutos ou na Assembléia. SALVO SE FOREM CRIADAS DEBÊNTURES NOMINATIVAS,
CONTRARIANDO A ÍNDOLE DO TÍTULO, QUE É DE OBRIGAÇÃO AO
AÇÕES NOMINATIVAS -são aquelas em que se declara o nome de seu PORTADOR.
proprietário. São transferidas por termo lavrado no Livro de Registro de
Ações Nominativas, recebendo o cessionário novas ações, também com a As partes beneficiárias e as debêntures são títulos estranhos ao capital
indicação de seu nome. A PARTIR DA LEI 8.021/90, QUE ALTEROU O social; seus titulares são credores da empresa. Só que o crédito relativo
ART. 20 DA LEI DAS S/A, NÃO APENAS AS AÇÕES DE CERTAS às partes beneficiárias é eventual: será pago nos exercícios em que
EMPRESAS, MAS TODAS AS AÇÕES, DE TODAS AS COMPANHIAS houver lucros, se tal situação se verificar. Ao passo que o crédito relativo
DEVEM SER NOMINATIVAS. às debêntures não é eventual: no vencimento, a debênture deverá ser
resgatada pela companhia.
AÇÕES AO PORTADOR - eram as que não continham declarado no seu
texto o nome do seu titular. Sua transferência operava-se pela simples EM RESUMO, QUEM TEM UMA AÇÃO É SÓCIO-PROPRIETÁRIO DA
tradição manual. Não tinham direito a voto. COMPANHIA. QUEM TEM UMA PARTE BENEFICIÁRIA É CREDOR
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EVENTUAL, EM RELAÇÃO AOS LUCROS, SE HOUVER. E QUEM TEM É o acionista ou conjunto de acionistas que, na Assembléia Geral,
UMA DEBÊNTURE É CREDOR EFETIVO E INCONDICIONAL. detém uma participação em capital inferior àquela de um grupo oposto.
A Lei das S/A (Lei 6.404/76) preocupou-se sobremaneira com a
BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO - são títulos negociáveis que conferem direito proteção às minorias, chegando quase à obsessão, como.
de subscrever ações. Podem ser emitidos até o limite de aumento do Os meios genéricos de proteção da minoria encontram-se no elenco
capital autorizado no estatuto (art. 168). dos direitos essenciais de todos os acionistas, minoritários ou não, como o
Os bônus de subscrição podem ter a finalidade de facilitar a venda de direito ao dividendo, à fiscalização dos negócios sociais, a preferência na
ações ou de debêntures, contribuindo, em todo caso, para uma melhor subscrição dos títulos da companhia, a faculdade de convocar a
programação do aumento de capital. Assembléia Geral quando os administradores não o fizerem etc.
Como meios específicos de proteção aos minoritários podem ser
ACIONISTAS COMUM OU ORDINÁRIO - é o que tem direitos e deveres apontados, por exemplo, os seguintes: a) direito de retirada ou de recesso
comuns de todo acionista. Tem o dever de integralizar as ações subscritas (art. 137); b) direito de eleger um membro do Conselho Fiscal (art. 161, §
(art. 106), de votar no interesse da companhia (art. 115) etc. Tem direito a 4º., “a”); c) direito de convocar a Assembléia Geral (art. 123, parágrafo
dividendos (participação proporcional nos lucros), a bonificações (com único, “c”); d) dividendo obrigatório (art. 202); e) voto múltiplo (art. 141); f)
base na reavaliação do ativo). Tem também o direito de fiscalizar, de direito de voto às ações preferenciais se a companhia não pagar
participar do acervo em caso de liquidação, de ter preferência na dividendos por três exercícios consecutivos (art. 111, § 1º.) etc.
subscrição dos títulos da sociedade etc.
ÓRGÃOS DA SOCIEDADE ANÔNIMA
ACIONISTA CONTROLADOR - é a pessoa física ou jurídica que detém de
modo permanente a maioria dos votos e o poder de eleger a maioria dos A ASSEMBLÉIA GERAL
administradores, e que use efetivamente esse poder (art. 116). Tem os
mesmos direitos e deveres do acionista comum. Mas responde por O poder supremo da companhia reside na Assembléia Geral, que
abusos praticados (art. 117). é a reunião dos acionistas, convocada e instalada de acordo com os
Nem sempre o acionista controlador ou “majoritário”, detém o maior estatutos. A Assembléia Geral tem poderes para resolver todos os
número de ações. Sendo permitida a emissão de ações preferenciais sem negócios relativos ao objeto de exploração da sociedade e para tomar as
direito a voto, até 2/3 do total das ações emitidas, pode um grupo decisões que julgar convenientes à defesa e ao desenvolvimento de suas
possuidor de 16,7% das ações com direito a voto assumir o controle total operações, respeitados os termos da lei.
da companhia. Existem vários tipos de Assembléias. A Assembléia Geral Ordinária
(AGO) instala-se regularmente nos quatro primeiros meses seguintes ao
ACIONISTA DISSIDENTE - é o que não concorda com certas término do exercício social, para os assuntos de rotina, previstos no art.
deliberações da maioria, como a criação ou alteração de ações 132 da Lei das S/A, como tomar as contas dos administradores, deliberar
preferenciais, a modificação do dividendo obrigatório, a criação de partes sobre a distribuição dos dividendos etc.
beneficiárias etc. (art. 137). Tem o direito de se retirar da companhia A Assembléia Geral Extraordinária (AGE) pode instalar-se em qualquer
(direito de retirada ou de recesso), mediante o reembolso do valor de suas época, sempre que houver necessidade, geralmente para o debate e
ações, que não poderá ser inferior ao valor de patrimônio líquido das votação de assuntos não rotineiros, como, por exemplo: a reforma do
ações, de acordo com o último balanço aprovado pela Assembléia Geral estatuto (art. 131).
(art. 45). Além dessas, existem também as Assembléias Especiais, em que se
reúnem apenas acionistas preferenciais, titulares de partes beneficiárias
ACIONISTA MINORITÁRIO - é aquele que não participa do controle da ou de debêntures, para o debate e votação de assuntos específicos e
companhia, ou por desinteresse ou por insuficiência de votos. privativos dessas classes.
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ADMINISTRAÇÃO Parágrafo único: “A debênture poderá conter cláusula de


correção monetária, aos mesmos coeficientes fixados para a correção dos
A administração da Cia. compete, conforme dispuser o estatuto, títulos da dívida pública, ou com base na variação de taxa cambial”.
ao CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO e à DIRETORIA, sendo que nas Art. 57 – “A DEBÊNTURE PODERÁ SER CONVERSÍVEL EM
companhias abertas e nas de capital autorizado é obrigatória a existência AÇÕES NAS CONDIÇÕES CONSTANTES DA ESCRITURA DE
do CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO. Esse Conselho é que fixa a EMISSÃO, QUE ESPECIFICARÁ:
orientação geral dos negócios e, entre outras atribuições elege e destitui I – as bases da conversão, seja em número de ações em que
os diretores, fixando-lhes as atribuições. É eleito e destituível pela poderá ser convertida cada debênture, seja como relação entre o valor
Assembléia Geral e compõe-se de no mínimo três acionistas (art. 1400. nominal da debênture e o preço de emissão das ações;
II – a espécie e a classe das ações em que poderá ser
A DIRETORIA convertida;
III – o prazo ou época para o exercício do direito à conversão;
É composta por no mínimo dois membros, acionistas ou não, IV – as demais condições a que a conversão acaso fique sujeita.
eleitos e destituíveis pelo Conselho de Administração, ou, se este não
existir, pela Assembléia Geral (art. 143). No silêncio do estatuto, e DEBÊNTURE é um título emitido apenas por sociedades
inexistindo deliberação do Conselho de Administração, competirão a anônimas não financeiras de capital aberto (as sociedades de
qualquer diretor a representação da companhia e a prática dos atos arrendamento mercantil e as companhias hipotecárias estão autorizadas a
necessários ao seu funcionamento regular (art. 144) (De acordo com a emiti-las), com garantia de seu ativo e com ou sem garantia subsidiária da
praxe, um dos membros da Diretoria será o diretor-presidente). instituição financeira que as lança no mercado, para obter recursos de
médio e longo prazos.
O CONSELHO FISCAL A emissão e as condições de emissão são deliberadas em AGE
(Assembléia Geral Extraordinária).
É composto por no mínimo três e no máximo cinco pessoas, Elas garantem ao comprador uma remuneração certa num prazo
acionistas ou não, eleitas pela Assembléia Geral. Entre várias outras certo, não dando, como rege a lei, direito de participação nos bens ou
atribuições, compete-lhe principalmente a fiscalização dos atos dos lucros da empresa.
administradores (arts. 161 a 165). A existência do Conselho Fiscal é Basicamente, uma debênture é uma fonte de financiamento,
obrigatória. Mas o seu funcionamento pode ser permanente ou apenas através de empréstimo a longo prazo.
eventual, restrito aos exercícios em que for instalado a pedido de Os compradores de debêntures são credores que esperam
acionistas (art. 161). receber juros periódicos e reembolso específico do principal (valor nominal
da debênture) na data do seu vencimento.
OUTRAS INFORMAÇÕES ACERCA DAS S.A.: As duas formas principais pelas quais os possuidores de
debêntures estão legalmente protegidos são por intermédio da escritura
DEBÊNTURES CONVERSÍVEIS EM AÇÕES – Artigo 52, da Lei de emissão e dos agentes fiduciários.
6.404/76: “A companhia poderá emitir debêntures que conferirão aos seus ESCRITURA DE EMISSÃO (CONTRATO) – A emissão de
titulares direito de crédito contra ela, nas condições constantes da debêntures é regulada pela Lei 6.404/76, a qual estabelece suas
escritura de emissão e do certificado”. condições como, por exemplo, que sua emissão deverá ter por limite
Art. 54: “A debênture terá valor nominal expresso em moeda máximo o valor do capital próprio da empresa e seu prazo de resgate
nacional, salvo nos casos de obrigação que, nos termos da legislação em nunca deverá ser inferior a um ano.
vigor, possa ter o pagamento estipulado em moeda estrangeira”. Após a deliberação da AGE de acionistas, a empresa emite um
documento denominado Escritura de Emissão. Essa escritura deve ser
registrada em Cartório.
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A Escritura de Emissão é o documento legal que declara as BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO – deverão ser utilizados em
condições sob as quais a debênture foi emitida. operações que exijam ajustes na participação, de acordo com o índice de
Especifica direitos dos possuidores, deveres dos emitentes e performance, ou acoplados a debêntures simples, tornando o produto
todas as condições da emissão. similar a uma debênture conversível.
AGENTES FIDUCIÁRIOS – Os debenturistas formam um Bônus de Subscrição:
condomínio, representado perante a empresa emitente por um agente Art. 75, da Lei 6.404/76 – “A companhia poderá emitir,dentro do
fiduciário. Este deve zelar pelos diretos dos debenturistas. limite de aumento do capital autorizado no estatuto, títulos negociáveis
É uma terceira parte envolvida num contrato de debênture. Pode denominados bônus de subscrição.
ser um indivíduo, uma empresa ou um departamento de crédito de um Parág. Único – “Os bônus de subscrição conferirão aos seus
banco. titulares, nas condições constantes do certificado, direito de subscrever
BANCO MANDATÁRIO – É o banco responsável pela ações do capital social, que será exercido mediante apresentação do título
confirmação financeira de todos os pagamentos e, movimentações à companhia e pagamento do preço de emissão das ações”.
efetuadas pelo emissor.
Esta função só pode ser exercida por bancos comerciais ou Art. 52 (Lei 6.404/76) – “A companhia poderá emitir
múltiplos com carteira comercial. debêntures que conferirão aos seus titulares direito de crédito contra ela,
A remuneração das debêntures é composta de correção, taxa de nas condições constantes da escritura de emissão e do certificado”.
juros e prêmio. Art. 53 – “A companhia poderá efetuar mais de uma emissão
A empresa poderá recolocar uma debênture resgatada junto a de debêntures, e cada emissão pode ser dividida em séries”.
um outro investidor, porém, nas mesmas condições de repactuação não Parágrafo Único – “As debêntures da mesma série terão igual
aceitas pelo debenturista anterior. valor nominal e conferirão a seus titulares os mesmos direitos”.
A Decisão-conjunta número 003 – BACEN e CVM, de Art. 54 – “A debênture terá valor nominal expresso em moeda
07.02.96, introduziu uma diferenciação nas condições de nacional, salvo nos casos de obrigação que, nos termos da legislação em
remuneração das debêntures. Fica proibido oferecer mais de um vigor, possa ter o pagamento estipulado em moeda estrangeira”.
indexador como forma de remuneração. Continuam proibidas as Parágrafo Único – “A debênture poderá conter cláusula de
emissões em variação cambial. correção monetária, aos mesmos coeficientes fixados para a correção dos
A empresa poderá resgatar antes da data determinada, porém títulos da dívida pública, ou com base na variação de taxa cambial”.
esta antecipação deverá ser para todos os debenturistas. Art. 55 – “A época do vencimento da debênture deverá
O título resgatado antecipadamente é chamado de debênture em constar da escritura de emissão e do certificado, podendo a companhia
tesouraria e pode ser vendido a outro investidor, desde que pague a estipular amortizações parciais de cada série, criar fundos de amortização
mesma remuneração estabelecida para os demais debenturistas. e reservar-se o direito de resgate antecipado, parcial ou total, dos títulos
A colocação de uma debênture em mercado pode ser direta da mesma série”.
ou por oferta pública. (...)
DIRETA – quando é feita diretamente a um comprador ou grupo §2°. – “É facultado à companhia adquirir debêntures de sua
de compradores, geralmente instituições financeiras ou fundos de pensão. emissão, desde que por valor igual ou inferior ao nominal, devendo o fato
Não há mercado secundário para elas. Suas taxas de juros são mais altas. constar do relatório da administração e das demonstrações financeiras”.
OFERTA PÚBLICA – tem mercado secundário. Dependendo §3°. – “A companhia poderá emitir debêntures cujo
das alternativas dos outros títulos do mercado no momento de sua vencimento somente ocorra nos casos de inadimplemento da obrigação
emissão, podem ser colocadas com desconto (abaixo do valor nominal) ou de pagar juros e dissolução da companhia, ou de outras condições
com prêmio (acima do valor nominal). previstas no título”.
90

Art. 56 – “A debênture poderá assegurar ao seu titular juros, Somente as companhias de capital aberto têm suas ações
fixos ou variáveis, participação no lucro da companhia e prêmio de negociadas nas Bolsas de Valores ou no Mercado de Balcão, após
reembolso”. registro destes e autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Art. 57 – “A debênture poderá ser conversível em ações nas Art. 4°.(Lei 6.404/76) – “Para os efeitos desta lei, a companhia
condições constantes da escritura de emissão que especificará: é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão
I – as bases da conversão, seja em número de ações em que estejam ou não admitidos à negociação em bolsa ou no mercado de
poderá ser convertida cada debênture, seja como relação entre o valor balcão”.
nominal da debênture e o preço de emissão das ações; Parágrafo Único – “somente os valores mobiliários de
II – a espécie e a classe das ações em que poderá ser companhia registrada na Comissão de Valores Mobiliários podem ser
convertida; distribuídos no mercado e negociados em bolsa ou no mercado de
III – o prazo ou época para o exercício do direito à conversão; balcão”.
IV – as demais condições a que a conversão acaso fique As sociedades anônimas se classificam em abertas ou
sujeita. fechadas, conforme tenham, ou não, admitidos à negociação, na
§1°. – “Os acionistas terão direito de preferência para Bolsa ou no mercado de balcão, os valores mobiliários de sua
subscrever a emissão de debêntures com cláusula de conversibilidade em emissão. Anote-se que o critério de identificação de uma ou outra
ações (...)”. categoria de sociedade anônima é meramente formal. BASTA QUE A
Art. 58 – “A debênture poderá, conforme dispuser a escritura COMPANHIA TENHA SEUS VALORES MOBILIÁRIOS ADMITIDOS À
de emissão, ter garantia real ou garantia flutuante, não gozar de NEGOCIAÇÃO NA BOLSA OU MERCADO DE BALCÃO, PARA SER
preferência ou ser subordinada aos demais credores da companhia”. CONSIDERADA ABERTA. É IRRELEVANTE SE OS VALORES
Art. 60 – “Excetuados os casos previstos em lei especial, o MOBILIÁRIOS DE SUA EMISSÃO EFETIVAMENTE SÃO NEGOCIADOS
valor total das emissões de debêntures não poderá ultrapassar o capital NESSAS INSTITUIÇÕES.
social da companhia”. PARA QUE UMA COMPANHIA TENHA SEUS VALORES
§1°. – Esse limite pode ser excedido até alcançar: MOBILIÁRIOS ADMITIDOS À NEGOCIAÇÃO NA BOLSA OU
a) oitenta por cento do valor dos bens gravados, MERCADO DE BALCÃO – O QUE PERMITIRÁ MAIOR LIQUIDEZ DO
próprios ou de terceiros, no caso de INVESTIMENTO REPRESENTADO POR TAIS TÍTULOS – NECESSITA
debêntures com garantia real; OBTER DO GOVERNO FEDERAL A RESPECTIVA AUTORIZAÇÃO.
b) setenta por cento do valor contábil do ativo da A COMPANHIA SOMENTE PODE SER ABERTA SE
companhia, diminuído do montante das suas AUTORIZADA NESSES TERMOS. O ÓRGÃO DO GOVERNO FEDERAL
dívidas reais, no caso de debêntures com ENCARREGADO PELA LEI DE CONCEDER TAL AUTORIZAÇÃO É
garantia flutuante. UMA AUTARQUIA DENOMINADA COMISSÃO DE VALORES
§3°. – “A Comissão de Valores Mobiliários poderá fixar outros MOBILIÁRIOS – CVM. Essa autarquia, juntamente com o Banco
limites para emissões de debêntures negociadas em bolsa ou no balcão, Central exerce a supervisão e o controle do mercado de capitais, de
ou a serem distribuídas no mercado”. acordo com as diretrizes traçadas pelo Conselho Monetário Nacional.
A companhia aberta pode estar registrada na CVM para
ATENÇÃO! O ACIONISTA (PROPRIETÁRIO DE AÇÃO) DA ter os seus valores mobiliários negociados somente no mercado de
COMPANHIA É UM SÓCIO DA S.A., ENQUANTO O DEBENTURISTA balcão ou neste e na Bolsa.
(PROPRIETÁRIO DE DEBÊNTURE) É UM CREDOR DA S.A. A bolsa só opera com o mercado secundário, ou seja,
para venda e aquisição de valores mobiliários, ao passo que o
Diferenças entre Companhias Abertas e Companhias mercado de balcão opera com o mercado primário também, ou seja,
Fechadas; para a subscrição de valores mobiliários. A emissão de novas ações,
91

por exemplo, não poderá ser feita na Bolsa, mas poderá ser feita no - Depósitos a Prazo (CDB e RDB);
mercado de balcão.
Para que uma empresa possa abrir o seu capital, o Os depósitos a prazo são: Certificado de Depósito Bancário
primeiro passo é estar estabelecida como sociedade anônima. (CDB) e o Recibo de Depósito bancário (RDB). Esses depósitos são
A transformação da empresa em sociedade anônima deve papéis emitidos pelos bancos comerciais e representativos feitos pelo
ser aprovada pelos sócios nos moldes determinados pelo estatuto cliente. O CDB e o RDB indicam a obrigação de o banco pagar ao
social, em assembléia geral ou por escritura pública. aplicador, ao final do prazo contratado, a remuneração prevista – que será
O processo de abertura de capital e o registro da empresa sempre superior ao valor aplicado.
na CVM são normatizados pela Lei 6.404/76 e pela Instrução CVM
número 202, sendo basicamente composto das seguintes etapas: - Certificado de depósito bancário (CDB) é uma promessa
1. Nomeação do Diretor de Relações com o de pagamento à ordem, da importância depositada
Mercado; acrescida do valor da remuneração/ rentabilidade
2. Contratação de Auditoria Independente; convencionada.
3. Apresentação à CVM dos documentos
necessários, previstos em lei; São elementos indispensáveis ao CDB:
Cumpridos estes itens, a CVM terá 30 dias para a análise - local e data de emissão;
do registro. Não se manifestando, o mesmo estará aprovado. Este - nome do banco emitente e assinaturas;
prazo poderá ser interrompido, uma única vez, caso sejam - denominação: CERTIFICADO DE DEPÓSITO
necessários documentos e informações adicionais. BANCÁRIO;
A empresa deverá enviar à CVM e à entidade que tiver - indicação da importância depositada e data da sua
seus valores negociados informações periódicas, conforme exigibilidade;
normativo da CVM. - nome e qualificação do depositante;
O registro da empresa em bolsa de valores é um dos - taxa de juros convencionada e época do seu pagamento;
requisitos para o registro na CVM. - lugar do pagamento do depósito e dos juros; e
É o lançamento primário dos títulos, assim como sua - cláusula de correção monetária, se for o caso.
posterior negociação em bolsa, que efetivamente caracterizam e
justificam a condição de empresa aberta. O CDB deve ser emitido sempre sob a forma nominativa-
7. Produtos e serviços financeiros: depósitos à vista, depósitos a endossável, pelo prazo mínimo de 30 dias e tributação de rendimentos
prazo (CDB e RDB), cobrança e pagamento de títulos e carnês, nominais na fonte, sendo transmissíveis mediante endosso pelo
transferências automáticas de fundos, arrecadação de tributos e depositante e/ou mandatário, qualificando o endossatário (a quem é
tarifas públicas, Internet banking, remote banking, banco virtual, transferido o depósito).
dinheiro de plástico, fundos mútuos de investimento, hot money, De um modo geral, encontram-se em circulação dois tipos de
contas garantidas, crédito rotativo, descontos de títulos, certificados:
financiamento de capital de giro, leasing (tipos, funcionamento, - com rendimentos pré-fixados (juros do mercado +
bens), financiamento de capital fixo, crédito direto ao consumidor, variação provável do índice oficial estipulado pelo
cadernetas de poupança, cartões de crédito, títulos de capitalização, governo), no prazo mínimo de 30 dias ou mais e
planos de aposentadoria e pensão privados, planos de seguros. rendimentos pagos no resgate. O ganho real (descontada
a inflação no período) será conhecido apenas no dia do
- Depósitos à vista – vide abertura e movimentação de contas, no resgate.
início desta apostila.
92

- Com rendimentos pós-fixados (juros do mercado + II – a emissão de títulos e a captação de depósitos ou aplicações ao
variação do índice oficial estipulado pelo governo), no portador ou nominativos-endossáveis;
prazo mínimo de 90 dias ou mais e rendimentos pagos no (...)”
resgate.
Observação: por determinação do Conselho Monetário Nacional, de Obs.: No CDB pode ocorrer a transferência, bem como a recompra
30/06/99, as operações, tanto com CDB como com RDB, poderão agora (trata-se do ato de adquirir, por nova compra, aquilo que foi objeto de
ser feitas por qualquer prazo. No caso de CDB, a correção das aplicações venda anterior, ou seja, é a venda do CDB da pessoa “A”, que
poderá ser feita por taxas que não sejam prefixadas. comprara de “B”, novamente para “B”)
(NÃO EXISTEM A TRANSFERÊNCIA – VENDA – NEM A RECOMPRA
- Recibo de depósito bancário (RDB) é uma promessa de NO RDB).
pagamento, à ordem, da importância do depósito,
acrescida do valor da correção e dos juros
convencionados.
RDB - RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO
São elementos indispensáveis ao RDB:
- local e data de emissão; O QUE É - É um título de Renda Fixa, nominativo, intransferível, emitido
- nome do banco emitente e as assinaturas; sob a forma escritural, que tem por objetivo a captação de recursos,
- denominação: RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO; mediante condição de pagamento em data preestabelecida, acrescido de
- indicação da importância depositada e data da sua rendimentos pré ou pos-fixados.
exigibilidade; A QUEM SE DESTINA - Pessoas Físicas ou Jurídicas, titulares de contas
- nome e qualificação do depositante; de livre movimentação no banco.
- taxa de juros convencionada e época do seu pagamento; MODALIDADES - RDB prefixado;
- lugar do pagamento do depósito e dos juros; e - RDB pós-fixado;
- cláusula de correção monetária, se for o caso. - RDB flutuante;

O RDB é nominativo, intransferível e escritural. CONDIÇÕES TAXAS


É de responsabilidade do banco depositário a decisão de, em - RDB prefixado: rentabilidade definida no ato da contratação.
caráter de excepcionalidade, rescindir contratos de depósitos a prazo fixo. - RDB flutuante: rentabilidade definida pelo percentual de CDI negociado.
Obs.: NÃO há mais o pós-fixado com base na TJLP. - RDB pós-fixado: rentabilidade definida com base em parâmetro
estabelecido, acrescido ou não de juros, conforme a modalidade.
Obs.: O RDB é intransferível e SEMPRE nominativo
Obs.: O CDB é transferível para terceiros a qualquer momento, PRAZOS
mediante o preenchimento do TERMO DE CESSÃO DE DIREITOS - RDB prefixado: mínimo de 01 dia e máximo de 720 dias.
SOBRE TÍTULOS EMITIDOS NA FORMA ESCRITURAL, sem - RDB flutuante: mínimo de 01 dia e máximo de 720 dias.
alterações no prazo de vencimento e na taxa contratada. O CDB será - RDB pós-fixado (TR): mínimo de 30 dias e máximo de 720 dias.
sempre, também, nominativo. - RDB pós-fixado (TBF): mínimo de 60 dias e máximo de 720 dias.

Art. 2°. , da Lei 8.021, de 12 de abril de 1990: “A partir da data de VALOR MÍNIMO DE APLICAÇÃO
publicação desta Lei fica vedada (PROIBIDA – GRIFO NOSSO): - RDB prefixado............... R$ 500,00
I – (...) - RDB flutuante............... R$ 100.000,00
- RDB pós-fixado (TR)......... R$ 500,00
93

- RDB pós-fixado (TBF)........ R$ 500,00 CONDIÇÕES TAXAS


- CDB prefixado: rentabilidade definida no ato da contratação.
- CDB flutuante: rentabilidade definida pelo percentual de CDI negociado.
FORMA DE APLICAÇÃO - CDB pós-fixado: rentabilidade definida com base em parâmetro
- Com recursos disponíveis em conta corrente, DOC, bilhete premiado de estabelecido, acrescido ou não de juros, conforme a modalidade.
loteria e cheque, desde que a realização financeira do mesmo ocorra no
primeiro dia útil subseqüente a aplicação. PRAZOS
- CDB prefixado: mínimo de 01 dia e máximo de 720 dias.
CARACTERÍSTICAS TRIBUTAÇÃO - CDB flutuante: mínimo de 01 dia e máximo de 720 dias.
- CDB pós-fixado (TR): mínimo de 30 dias e máximo de 720 dias.
- CPMF: à alíquota de 0,30%, quando do débito na conta de livre - CDB pós-fixado (TBF): mínimo de 60 dias e máximo de 720 dias.
movimentação, para aplicação em CDB.
- IRRF: à alíquota de 20%, calculado sobre o valor dos rendimentos. VALOR MÍNIMO
- IOF: quando a aplicação for efetuada por prazo inferior a 30 dias, sobre o Aplicação:
valor dos rendimentos, há incidência de IOF. - CDB prefixado............ R$ 500,00
- CDB flutuante............ R$ 100.000,00
LIQUIDEZ - CDB pós-fixado (TR)...... R$ 500,00
- A data de vencimento é calculada a partir do primeiro dia útil - CDB pós-fixado (TBF)..... R$ 500,00
subseqüente ao da aplicação, devendo o vencimento coincidir com dia útil. Recompra:
- CDB flutuante............ R$ 10.000,00
- O resgate é creditado automaticamente na conta do investidor na data de
vencimento.
- No caso do RDB, não há recompra e nem transferência de titularidade. FORMA DE APLICAÇÃO
- Com recursos disponíveis em conta corrente, DOC, bilhete premiado de
- Livre escolha de prazos de aplicação e modalidade de remuneração loteria e cheque, desde que a realização financeira do mesmo ocorra no
(pré-fixada, flutuante ou pós-fixada). primeiro dia útil subsequente a aplicação.

- Possibilidade de captação de grandes volumes de recursos. CARACTERÍSTICAS TRIBUTAÇÃO


- Possibilidade de captação de recursos com prazos mais longos. - CPMF: à aliquota de 0,30%, quando do débito na conta de livre
movimentação, para aplicação em CDB.
- IRRF: à aliquota de 20%, calculado sobre o valor dos rendimentos.
CDB - CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO - IOF: quando a aplicação for efetuada por prazo inferior a 30 dias, sobre o
valor dos rendimentos, há incidência de IOF.
O QUE É - É um título de renda fixa, nominativo, emitido sob forma
escritural, mediante condição de pagamento em data preestabelecida, LIQUIDEZ
acrescido de rendimentos pré ou pós-fixados. - Pode ser transferido para terceiros a qualquer momento, mediante o
A QUEM SE DESTINA - Pessoas Físicas ou Jurídicas, titulares de contas preenchimento do Termo de Cessão de Direitos sobre Títulos
correntes de livre movimentação no banco. Emitidos na Forma Escritural , sem alterações no prazo de
MODALIDADES - CDB prefixado; vencimento e na taxa contratada.
- CDB pós-fixado; - A data de vencimento é calculada a partir do primeiro dia útil
- CDB flutuante. subseqüente ao da aplicação, devendo o vencimento coincidir com dia útil.
94

FAÇA A COISA CERTA! DECIDA! INICIE SUA LUTA AGORA!


- O resgate é creditado automaticamente na conta do investidor na data de MOSTRE PARA O MUNDO QUE VOCÊ É CAPAZ!
vencimento. Prof.
Cabral
DOCUMENTAÇÃO Não necessária.

- CDB prefixado: rentabilidade certa e definida, conhecida no ato da


aplicação. Transferências Automáticas de Fundos;
- Possibilidade de transferência para terceiros.
- Não é necessária a apresentação de qualquer documentação adicional. A maior novidade hoje, que deve ser explorada nas
próximas provas para concursos de áreas financeiras, é a
transferência automática, on-line, conhecida como TED -
- Fonte de captação de recursos. Transferência Eletrônica Disponível. A TED é um serviço que
- Possibilidade de captação de grandes volumes. possibilita transferência de valores de um banco para outro banco no
- Possibilidade de captação de recursos com prazos mais longos. mesmo dia.
A emissão de TED está disponível, inicialmente, para
Cobrança e Pagamento de Títulos e Carnês; movimentar valores a partir de R$ 5.000,00, sendo necessário para
isso o pré-cadastramento na agência.
Costumeira é a operação de cobrança de títulos, realizada Sobre esse serviço é cobrada tarifa conforme valor da
pelos bancos em geral. Em tais casos, os bancos agem como meros Tabela de Serviços Bancários.
mandatários dos proprietários dos títulos, cobrando pelos serviços
executados uma comissão. A propriedade dos títulos continua, contudo, a Outras formas de transferência de valores:
ser dos beneficiários dos mesmos, agindo os bancos como simples
intermediários. Ainda realizam os bancos transferências de numerário por
A cobrança de títulos ocupa lugar de relevo entre as ordem de terceiros, cobrando uma comissão pelos serviços. Para que haja
operações bancárias acessórias. transferência, o dador da ordem entrega ao banco a importância que
O contrato de cobrança de títulos define-se como contrato deseja transferir, comprometendo-se o banco a autorizar aos seus
pelo qual alguém entrega ao Banco títulos de seu benefício, investindo-o correspondentes nas praças diversas a efetuar o pagamento.
do poder de recebê-los dos devedores. As transferências podem ser feitas por cartas ou por
Na relação jurídica, o que entrega os títulos chama-se telefonemas, segundo o desejo do dador da ordem. Algumas vezes este
cedente, e o devedor, sacado. O Banco é mero intermediário entre um e pede ao banco um cheque correspondente à importância entregue, em
outro, agindo na cobrança, por conta e ordem do cedente, como favor do terceiro localizado em praça diversa. Em tal caso, o próprio dador
procurador deste. Presta, assim, uma atividade meramente administrativa. da ordem envia o cheque ao beneficiário, que com ele retirará a
Como se depreende desse conceito, o cedente não entrega importância no banco sobre o qual é emitido.
simplesmente os títulos; investe de poderes o Banco para promover a Na verdade, é uma prestação de serviço, em que o banco,
cobrança deles. No centro da operação está o endosso, por via do qual o automaticamente, movimenta as contas de clientes, mediante prévia
cedente outorga ao Banco esses poderes (constituindo-o mandatário), autorização, entre uma ou mais contas em uma ou mais agências do
legitimando-o como portador do título. mesmo banco.
O “DOC”:
95

É um documento de crédito compensável muito utilizado na rede


bancária. Por intermédio dele qualquer cliente pode efetuar transferência TOMADOR, ao preencher o formulário respectivo, indica qual a
de dinheiro de um estabelecimento bancário para outro na mesma praça, modalidade de remessa desejada. Na hipótese de ordem de pagamento
ou para praças diferentes, seja para crédito próprio ou de terceiros, por cheque (que deverá ser sempre nominativo), o tomador recebe o
através do serviço de compensação. O crédito na conta do favorecido é cheque e remete o documento diretamente ao favorecido, o qual o
processado no mesmo dia, de forma que, no dia seguinte o valor apresentará na agência de destino, para pagamento, bastando opor a sua
depositado fica disponível para saque logo no início do expediente, o que assinatura. Nas demais modalidades de remessa, o Banco ou credita o
torna o DOC um instrumento ágil e de grande utilidade nas operações valor na conta do favorecido ou incumbe-se de avisá-lo para que este vá
bancárias. ao banco a fim de receber o valor remetido.

DOC “D” - Utilizado para remessas de valores pela via de Quando a ORPAG não for liquidada em 180 dias (ou em prazo
compensação (hoje, nacional), sendo que é utilizado para transferências menor a pedido do tomador), será cancelada pela agência
dos referidos valores para o mesmo titular, entre agências do mesmo pagadora/cumpridora. Contudo, em se tratando de ordem de pagamento
banco ou, principalmente, agências de bancos diferentes; seja na mesma por cheque, o cancelamento só será feito com a devolução do documento,
praça, ou praças diferentes. É ISENTO DE CPMF. ou quando transcorrido o prazo de 360 dias da emissão, com prazo de
ação de cobrança esgotado.
DOC “E” - Utilizado para remessas de valores pela via de
compensação (hoje, nacional), sendo que, é utilizado para transferências Quando os beneficiários forem pessoas ou entidades com nomes
dos referidos valores para titulares diferentes, entre agências do mesmo representados por abreviaturas, siglas ou simples iniciais, as ordens só
banco ou, principalmente, agências de bancos diferentes; seja na mesma serão acolhidas nos seguintes casos:
praça ou praças diferentes. NÃO É ISENTO DE CPMF (PAGA CPMF).
- pessoa jurídica de direito público ou privado;
T.B. - Transferência Bancária - Cheque “administrativo” em que se - Firma individual constante do registro do comércio;
processam transferência de valores entre bancos diferentes, sempre para - Pessoa física que tenha averbado, no registro público, a
o mesmo titular, portanto, ISENTO DE CPMF. abreviatura do nome;
Por exemplo, caso eu queira transferir uma certa quantia da CEF - Repartições e órgãos federais, municipais e estaduais, quando o
para um banco que eu ainda não tenha conta. Solicito um T.B., que será uso da sigla seja estabelecido em lei.
emitido pelo BANCO, e dirijo-me ao banco de meu interesse. Com o T.B.,
abro uma conta em outro banco, depositando o T.B., que será Se os tomadores não souberem os nomes dos beneficiários, as
compensado normalmente. ordens só serão aceitas em nome das entidades, não podendo, pois,
ser substituídas pelas funções que nelas exercerem. Exemplo:
ORPAG “Restaurante X” (e não “proprietário do Restaurante X”).

Ordem de pagamento é o ato pelo qual um Banco, por conta de ATENÇÃO!!! NÃO DEVERÁ SER RECUSADO O PAGAMENTO DE
alguém, ou por conta própria, instrui suas agências ou correspondentes ORDEM DE PAGAMENTO A FAVOR DE FIRMA CONTRA A QUAL HAJA
para efetuarem certo pagamento ou crédito a terceiros. RESTRIÇÃO PARA OUTRAS TRANSAÇÕES.

Trata-se, na verdade, de transferência de numerário de uma praça A ORPAG É CONSIDERADA CUMPRIDA QUANDO FOR PAGA
para outra, serviço pelo qual o Banco cobra comissão, além das despesas AO BENEFICIÁRIO.
que eventualmente realize em razão do tipo de remessa solicitada pelo
cliente: por carta (malote), por telex, por fax, por telefone ou por cheque.
96

“QUEM DECIDE PODE ERRAR; QUEM NÃO DECIDE, JÁ clientela para que procurem as vias opcionais, tais como a internet, os
ERROU. caixa rápidos, os bancos 24 horas, etc.
Com isso, há uma redução significativa no trânsito de pessoas
nos interiores das agências, redução de filas e baixa nos custos
Home/Office banking; operacionais.
Para tanto, foi aprimorado o atendimento remoto (fora das
Para que haja a troca de informações entre o computador do agências), segmentado pelo tipo de serviço prestado pelo banco. Esse
cliente e o banco, o Home Banking faz esta conexão, de forma a permitir tipo de atendimento utiliza-se da rede banco 24 horas (saques, depósitos,
que o cliente acesse sua conta bancária, verificando, de sua casa, as pagamento de contas, solicitação de entrega de talões de cheques, etc.),
informações de sua conta. empresas balcão eletrônico, cartões magnéticos em redes de postos de
Poderão ser feitas consultas de saldo, extrato, pagamentos, gasolina e redes de lojas.
movimentação em conta, cobrança, aplicações, resgates, operações de Assim, facilita a vida da clientela, ajuda a envolver esta
empréstimos, cotação de moedas, verificação de índices de bolsas de clientela com novas empresas, aumentando o consumo e aumenta a
valores, etc. eficácia no atendimento ao cliente do banco.
Essa comunicação é feita por linha telefônica, ou através de Dentro do processo de redução de custos de intermediação
satélite, proporcionando segurança, velocidade, comodidade e qualidade financeira, os bancos, mais recentemente, concluíram sobre a importância
nos serviços. de reduzir o trânsito e a fila de clientes nas agências e, como
O acesso ao home bancking, através de senha com absoluto conseqüência, o investimento necessário em instalações de atendimento.
sigilo, fica limitado ao próprio cliente, ou a quem ele permitir. Para garantir Assim, foi intensificado o atendimento remoto (fora da
esta segurança, os dados são criptografados na transmissão. agência), segmentado pelo tipo de serviço prestado pelos bancos.
O home banking tem sido mais utilizado nos dias de hoje São exemplos:
através da Internet, passando a ser chamado de Internet Home Banking. . saques de dinheiro;
O home banking é, basicamente, toda e qualquer ligação . depósitos fora do caixa dos bancos;
entre o computador do cliente e o computador do banco, independente de . entrega em domicílio de talões de cheque;
modelo ou tamanho, que permite às partes se comunicarem à distância. . pagamento de contas fora do caixa dos bancos;
Home Banking é para residências e Office banking é para . débito automático em conta corrente de concessionárias de
escritórios. serviços públicos e outras empresas; e,
Atualmente, inclusive, já estão disponíveis bancos com
atendimento totalmente remoto, incluindo até a remessa de numerário ao
cliente. Como exemplo temos o Banco Direto e o Banco Um.
“NÃO DEIXE IDÉIAS OU IMAGENS NEGATIVAS OU DE O conceito de remote bank está, portanto, associado à idéia
ANSIEDADE TOMAREM CONTA DE SEUS PENSAMENTOS”. de banco virtual.
Prof. Cabral
“PARA SER GRANDE, SÊ INTEIRO (...)”.

Remote Banking;
Banco Virtual;
Através de mecanismos e programas como o “MOPV” (Meios
Opcionais do Ponto de Venda), que são verdadeiras orientações à Quanto ao chamado “Banco Virtual”, é importante atentar
que: “O Conselho Monetário Nacional aprovou normas para a abertura e
97

movimentação de contas de depósitos exclusivamente por meio responsabiliza-se pelo pagamento ao fornecedor
eletrônico. O diretor de Normas do BACEN, Sérgio Darcy, explicou que (vendedor credenciado).
todo cliente que quiser fazer operações com bancos virtuais terá de ter, - Cartões de Débito (Private Labels) – utilizados para
necessariamente, uma conta de depósitos à vista ou de poupança aquisição de bens ou serviços nos pontos de emissão
convencional, previamente aberta no próprio banco ou em outra específicos, normalmente lojas de departamentos ou
instituição. De acordo com Darcy, a conta aberta no banco virtual poderá qualquer outro ponto comercial de porte.
receber recursos oriundos exclusivamente da conta convencional de - Cartões Inteligentes – nome genérico dos cartões dotados
mesma titularidade ou de resgates de investimentos que o correntista de processador e módulo de memória.
possua na instituição mantenedora da conta aberta via eletrônica. A - Cartão Virtual – o crescimento do uso da Internet gerou o
POSSIBILIDADE DE SE CRIAR BANCOS TOTALMENTE VIRTUAIS NÃO desenvolvimento deste conceito virtual de cartão. Todo o
FOI ACEITA PELO GOVERNO POR QUESTÕES DE SEGURANÇA”. processo de adesão, movimentação e controle é
eletrônico e, com o objetivo de ser utilizado única e
Leia, ainda, as explicações acima. Banco virtual é espécie de especificamente nas transações via Internet.
remote banking. - Cartão de Afinidade (parceria com organizações não
lucrativas) – Ex: Visa PT, Visa Atlético Mineiro etc.
- Cartão Co-Branded (parceria com empresas) – é uma
“SÊ TODO EM CADA COISA”. variação dos cartões de afinidade, emitida por uma
empresa reconhecida no mercado (Fiat, GM, Varig).

Dinheiro de Plástico; Fundos Mútuos de Investimento;

Hoje, mais que nunca o conhecido “dinheiro de plástico”, ou São aplicações financeiras em que o aplicador adquire cotas
seja, os cartões magnéticos personalizados com características e funções do patrimônio de um fundo administrado por uma instituição financeira. O
variadas. valor da cota é recalculado diariamente e a remuneração recebida varia de
São eles: acordo com o prazo de aplicação e com os rendimentos dos ativos
- cartões magnéticos – emitidos pelos bancos, financeiros que compõem o fundo. Pode acontecer de que o valor a ser
possibilitando o acesso direto do cliente aos terminais de resgatado seja maior do que o aplicado.
auto-atendimento para saques, até determinada quantia Os fundos são classificados, em regra, pelo índice de
diária, consultas de saldos, extratos, transferências de volatilidade (sf (volátil+i+dade) 1 Qualidade de volátil. 2 Quím Propriedade
valores, etc., inclusive nos bancos 24 horas. que têm certas substâncias sólidas ou líquidas de se transformar em
- Cartões de compras ou cartões de débito – são os vapor mesmo à temperatura ordinária. 3 Econ Medida da estabilidade de
emitidos por lojas de departamentos ou empresas um índice econômico ou do preço de uma ação, título ou mercadoria.),
comerciais, que são utilizados para aquisição de bens ou que determina o grau de risco para o investidor. Assim, podemos
serviços na rede de lojas da empresa emissora, para classifica-los em:
pagamento à vista ou a prazo. - fundos de curto prazo – baixíssima volatilidade com
- Cartões de crédito – é um cartão emitido por pessoa liquidez diária;
jurídica (geralmente instituição financeira) que credencia o - fundos de renda fixa – baixa volatilidade;
titular do mesmo a adquirir bens ou serviços de terceiros - fundos de renda variável e fundos hedge – média
(também credenciados), ou a fazer saques até volatilidade;
determinado limite. O emissor do cartão (banco) - fundos de ações – alta volatilidade;
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- fundos de renda variável focados em derivativos sob A pessoa física e a pessoa jurídica não financeira voltam a
enfoque especulativo – altíssima volatilidade. poder aplicar no mercado aberto através do overnight.

O BACEN promoveu uma grande mudança no mercado de Hot money;


investimentos. A partir de 02 de agosto de 1999, várias regras nas
aplicações de fundos de investimento e títulos de renda fixa foram É empréstimo de curtíssimo prazo, não excedendo, em regra,
alteradas. 10 dias. Geralmente, o cliente assina um contrato específico de hot
A Circular do Banco Central, de n°. 2.906, de 30 de junho de money, com garantia de nota promissória, facilitando, dessa forma, o
1999 determinou que: acesso aos recursos bancários a qualquer momento, bastando para tanto
Art. 1°. – Estabelecer que as quotas de fundos de investimento um simples telefonema, fax ou e-mail dirigido ao banco.
financeiro e de fundos de aplicação em quotas de fundos de As taxas do hot money, pelas suas características, são
investimento podem ser resgatadas a qualquer tempo com sempre mais elevadas que as taxas normais do mercado. As operações
rendimento. de hot money estão sujeitas à dupla cobrança de CPMF (quando o
§ Único – É facultado, desde que previsto no regulamento dinheiro creditado é sacado pela empresa e quando o empréstimo é
dos fundos referidos no caput, o estabelecimento de prazo de debitado na conta, retirando recursos).
carência para fins de resgate de quotas desses fundos com
rendimento. HOT MONEY
Este dispositivo determinou o fim da exigência do BACEN de
prazo de carência para saques junto aos fundos de investimento. Através O QUE É? É um empréstimo de curtíssimo prazo, destinado a suprir as
da mesma circular, o BACEN determinou, também, o fim do compulsório necessidades imediatas de capital de giro de empresas.
sobre estes fundos, inclusive, estipulando a devolução dos depósitos A QUEM SE DESTINA? Empresas de médio e grande porte privadas
compulsórios em relação aos fundos já existentes. comerciais, industriais e prestadora de serviços, clientes do banco.
Os saques no curto prazo sofreram, a partir daí, a incidência COMO FUNCIONA? A contratação dar-se-á através do contrato de
do IOF com dinâmica decrescente. A sua incidência começa com 96% do abertura de crédito, firmado entre a Caixa e o representante legal da
rendimento (para quem resgatar no primeiro dia) e vai a zero para quem empresa.
resgatar a partir do 30° dia de aplicação (por isso, quanto mais alongar o CONDIÇÕES ENCARGOS
prazo do investimento, maior será a renda líquida). Com a CPMF de Juros prefixados, IOF, cobrados no ato da concessão. TARC - Tarifa de
0,30%, os aplicadores precisam tomar cuidado no caso de saques no Abertura e Renovação de Crédito exigida no ato da liberação.
curto prazo, pois poderão ter prejuízo ao invés de lucro. GARANTIA
As novas regras não impediram que continuem a existir Notas Promissórias pró-solvendo com aval do(s) sócio(s) dirigente(s) da
fundos com prazo de carência de 30, 60 dias ou qualquer outro, apenas empresa e garantias adicionais se a análise exigir.
não houve a obrigação dos fundos funcionarem de uma maneira pré- PRAZO
determinada pelo BACEN. Inclusive os fundos já existentes (com prazo de Mínimo de 01 dia e máximo de 10 dias.
carência) puderam continuar a existir, se assim as instituições financeiras
e os aplicadores desejarem. FORMA DE PAGAMENTO
No entanto, o compulsório sobre estas aplicações deixaram Amortização única, juros antecipados.
de existir, mesmo sobre os fundos antigos que continuassem a funcionar.
CDB – Prazo Mínimo – A aplicação em CDB pré-fixado deixa FUNDING
de ter prazo mínimo, podendo ser até mesmo diário. No caso do CDB pós-
fixado o prazo mínimo cai para 30 dias.
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- Depósitos sem ônus; eventuais saques a descoberto que o cliente realize em sua conta de
- CDB/ RDB; Depósitos.
Além disso, o banco fornece um Cartão Magnético de Garantia
Pontos favoráveis à comercialização do produto ou serviço de conta especial, que permite ao cliente descontar o cheque especial em
qualquer de suas agências no país ou efetuar compras em lojas
credenciadas, dentro do limite estipulado no cartão para cada cheque
- Recursos emergenciais por curtíssimo prazo; emitido. O limite do crédito rotativo (CROT) pode ser aumentado, reduzido
- Otimização do fluxo de caixa da empresa; ou cancelado, dependendo da reciprocidade (saldo médio, aplicações,
- Não é necessário comprovar direcionamento do crédito; fidelização etc.) oferecida pelo cliente.
- Empréstimo rápido e simplificado. Obs.: Não há garantia real, somente um contrato assinado entre
Vantagens para o banco na negociação do produto ou serviço as partes. Alguns bancos ainda exigem uma Nota Promissória como
- Retorno de curtíssimo prazo; garantia.
- Cobrança antecipada de juros; Obs.2: As pessoas jurídicas não possuem o Cartão Magnético,
- Maior competitividade. mas sim um cartão de débito, somente (alguns bancos), haja vista que,
em regra, as contas das pessoas jurídicas exigem duas assinaturas para
OBS.: A CPMF é cobrada em dobro. Uma vez quando a empresa saca o sua movimentação.
empréstimo; a segunda vez quando o débito de pagamento do em-
préstimo é feito na conta da empresa. Ainda existe outra modalidade de Crédito Rotativo, que são
Contas Garantidas; operações onde, mediante a assinatura de um contrato de abertura de
crédito rotativo, o banco coloca à disposição do cliente linha de crédito
As contas garantidas, também conhecidas como CHEQUES aberta com um determinado limite pura que a empresa utilize à medida de
ESPECIAIS ou GARANTIDOS ou, ainda, “CROT” (Crédito Rotativo) – é o suas necessidades, ou mediante apresentação de garantias em duplicatas
um empréstimo onde o banco, através de um contrato, garante ao (Cobrança Caucionada, vinculada à operação). Os juros são cobrados,
correntista um limite de saldo para seu uso, sempre que o saldo também, pro rata temporis.
efetivamente do cliente chegue a zero. Isto é, o cliente poderá emitir
cheque(s) não só sobre a provisão de fundos existentes em poder do
sacado (banco), mas também sobre um crédito especial, aberto ao Descontos de Títulos;
emitente pelo banco, para esta finalidade. A rigor, não oferece garantia
maior do que o cheque comum, pois o crédito especial pode ter sido Uma outra operação ativa nos bancos é o desconto bancário.
excedido ou mesmo cancelado. É o contrato pelo qual uma pessoa recebe do banco determinada
importância, para isso transferindo ao mesmo um título de crédito de
Crédito Rotativo; terceiro. Diverge, assim, o desconto do empréstimo propriamente dito,
porque neste o banco pode exigir do mutuário um título de crédito por ele
Destinado às pessoas físicas correntistas do Banco (hoje, emitido, enquanto que no desconto os títulos transferidos ao banco são de
também podem ser clientes desta modalidade de empréstimo as pessoas emissão de pessoas outras que não aquela que vai fazer o desconto.
jurídicas). Trata-se de contrato de abertura de crédito rotativo (conta Ao transferir ao banco os títulos de terceiros de que é
garantida), registrado no Cartório de Registro de Títulos e Documentos. O proprietário, o mutuário ou descontário, como o chama Carvalho de
crédito aberto, com prazo de vigência geralmente de 90 dias renováveis e Mendonça, se responsabiliza também pela solvabilidade do devedor
juros calculados diariamente sobre o saldo devedor (pro rata temporis) e principal, aumentando, assim, as garantias dos títulos. Isso faz com que
cobrados mensalmente, destina-se a cobrir, até determinado limite, os bancos possam operar com relativa segurança no desconto desses
títulos.
100

A palavra “desconto” é empregada, na prática bancária, para - Informa a TECBAN que deseja receber os créditos das transações de
designar “ágio”, ou seja, a dedução de comissão e juros relativos à cheque eletrônico no banco;
diminuição de prazo em um crédito que é pago, antecipadamente, pelo - O Cliente deve providenciar a documentação necessária para a
Banco. Por extensão, passou a denominar o contrato que tem por objeto formalização do dossiê da Empresa, incluindo análise economico-fi-
essa modalidade de operação. nanceira para obtenção do conceito de risco de crédito da Empresa e
Código Civil, art. 1858 – “o desconto bancário é o contrato apuração do limite de crédito;
pelo qual o Banco (descontador) antecipa ao cliente (descontário) o valor - Informa a agência a operação e o valor desejado para análise de ris-co
de um crédito contra terceiro, ainda não vencido, de que se faz de crédito da operação;
cessionário, salvo bom fim do mesmo, deduzindo desse valor a - Solicita o Borderô na agência, preenche e entrega o borderô de des-
importância correspondente às despesas e juros pelo espaço intercorrente conto referente a operação devidamente assinado, com os valores das
desde a data da antecipação à do vencimento”. parcelas que deseja descontar;
- O crédito é efetuado na conta-corrente da Empresa Cedente em D +
DESCONTO DE TÍTULOS 0;
- As tarifas e IOF são debitados em D + 0;
O QUE É? Empréstimo destinado a antecipar o fluxo de caixa da em- - A operação é liquidada com o envio do crédito pela TECBAN;
presa, mediante o desconto de títulos de sua emissão, ou cheques pré- - O prazo de validade do contrato de Desconto é de 180 dias.
datados de terceiros, entregues para cobrança no banco, ou che-ques MODALIDADES - Desconto de Duplicatas;
eletrônicos pré-datados provenientes de convênio com a TEC-BAN e - Desconto de Cheques Pré-datados;
creditados no banco. - Desconto de Cheque Eletrônico Pré-datado.
A QUEM SE DESTINA? Empresas privadas comerciais, industriais e CONDIÇÕES - PRAZO
prestadoras de serviços clientes do banco. DESCONTO DE DUPLICATAS
COMO FUNCIONA? DESCONTO DE DUPLICATAS E CHEQUE PRÉ- Mínimo de 06 dias e o máximo varia de acordo com o ramo de atividade
DATADO da empresa cedente.
- O Cliente deve providenciar a documentação necessária para a for- DESCONTO DE CHEQUE PRÉ-DATADO
malização do dossiê da Empresa, incluindo análise economico-finan-ceira Mínimo de 06 dias e o máximo varia de acordo com o ramo de atividade
para obtenção do conceito de risco de crédito da Empresa e apu-ração do da empresa cedente.
limite de crédito; DESCONTO DE CHEQUE ELETRÔNICO PRÉ-DATADO
- Informa à agência a operação e o valor desejado para análise de ris-co Mínimo de 05 e máximo de 120 dias.
de crédito da operação;
- Entrega o borderô de desconto referente a operação desejada, devi- - QUANTIDADE DE DOCUMENTOS
damente assinado, com as duplicatas/cheques pré-datado com em-dosso É permitido o desconto de no máximo 04 (quatro) duplicatas/cheques pré-
no verso, anexados; datados do mesmo sacado.
- O crédito é efetuado na conta-corrente da Empresa Cedente em D + É permitido o desconto de até 90% do valor de cheques pré-datados de
0; outros bancos, e de até 100% do valor de cheques do próprio ban-co,
- As tarifas e IOF são debitados em D + 0; especial ou comum.
- A operação é liquidada com o pagamento das duplicatas pelos saca-dos É permitido o desconto de até 100% do valor de cada cheque eletrôni-co
e com a compensação do cheque pré-datado descontado; pré-datado.
- O prazo de validade do contrato de Desconto é de 180 dias. É permitido o desconto do valor residual do cheque eletrônico pré-da-tado
que tenha sido descontado parcialmente, até atingir seu valor to-tal.
DESCONTO DE CHEQUE ELETRÔNICO PRÉ-DATADO - LIMITE DA OPERAÇÃO
- Firma convênio com a TECBAN; DESCONTO DE DUPLICATAS
101

Não há valor mínimo e o máximo varia de acordo com o ramo de atividade


da empresa cedente. CARACTERÍSTICAS - AMORTIZAÇÃO
DESCONTO DE CHEQUE PRÉ-DATADO - O empréstimo é amortizado no ato da liquidação dos títulos descontados.
Não há valor mínimo e o máximo varia de acordo com o ramo de atividade
da empresa cedente. O QUE PODE SER DESCONTADO
DESCONTO DE CHEQUE ELETRÔNICO PRÉ-DATADO -Cheques pré-datados de emissão de terceiros.
Valor mínimo de R$ 100,00 (cem reais) por borderô, possuindo valor -Duplicatas mercantis de compra e venda.
máximo. -Duplicatas de prestação de serviços com aceite do sacado.
- LIMITE DO CLIENTE -Duplicatas cuja emissão e/ou endosso tenham sido efetuados mediante
DESCONTO DE DUPLICATAS autenticação por processo mecânico - chancela mecânica.
Definido pela sua capacidade de pagamento, obtida no Sistema de -Cheques Eletrônicos Pré-datados garantidos, oriundos do convênio
Avaliação de Risco de Crédito. Cheque Eletrônico realizado entre o banco e a TECBAN.
DESCONTO DE CHEQUE PRÉ-DATADO
Definido pelo Limite Global, definido pelo Sistema de Avaliação. LIQUIDEZ
DESCONTO DE CHEQUE ELETRÔNICO PRÉ-DATADO - O crédito do desconto é efetuado em D+0.
Definido pelo Limite Global, definido pelo Sistema de Avaliação.
OUTRAS CARACTERÍSTICAS
- FORMA DE PAGAMENTO - Protesto de Duplicatas no 5º dia útil após o vencimento;
Amortização única no vencimento dos títulos descontados. - Recomposição do limite de crédito a medida que os títulos vão sendo
liquidados;
- ENCARGOS - Contrato de Crédito Global com validade de 180 dias;
Juros prefixados, cobrados antecipadamente (desconto por fora), de- - A formalização da operação de crédito é feita através do Borderô de
duzidos do valor do empréstimos na data da concessão; Desconto;
Tarifa de Abertura e Renovação de Crédito - TARC, cobrada no ato da - As contratações obedecem o regime de alçadas vigentes à época da
concessão, conforme tabela de tarifas afixada nas agências e disponí-vel concessão do crédito.
no site do banco na Internet;
IOF - conforme legislação vigente; Concorrência
Tarifa sobre o serviço de cobrança de títulos, somente para a opera-ção Informações que posicionam a empresa no mercado e auxiliam na
de Desconto de Duplicatas. negociação e venda do produto ou serviço

- GARANTIAS A operação de Desconto de Títulos é amplamente utilizada no merca-do e


Aval dos principais sócios/dirigentes da empresa em Nota Promissó-ria oferecida por quase todos os bancos.
Pró-Solvendo emitida pela empresa cedende/beneficiária, no valor de As taxas variam de instituição para instituição.
cada operação/borderô de desconto de duplicata/cheque pré-data- Pontos Críticos
do/cheque eletrônico pré-datado efetivado, dentro do limite de crédito O ponto crítico da operação de Desconto de Duplicatas é a utilização de
contratado. duplicatas frias. Para evitar a ocorrência o Gerente concessor deve
Cessão dos direitos creditórios sobre as duplicatas/cheques pré-data- confirmar a emissão das duplicatas de valor significativo e, sempre que
dos/cheques eletrônicos pré-datados recebidos pelo banco para des-conto achar necessário, das demais duplicatas.
e mantidos sob custódia como garantia principal da operação contratada.
Aval dos sócios/dirigentes, exigido em todas as duplicatas desconta-das. Pontos favoráveis à comercialização do produto ou serviço
Garantias adicionais, se a análise exigir ou por critério gerencial.
102

- Otimiza o fluxo de caixa da empresa;


- Dispensa comprovação do direcionamento do crédito;
- Encargos cobrados proporcionalmente aos valores e datas de Leasing (tipos, funcionamento, bens);
pagamento dos títulos.
DESCONTO Leasing, também conhecido por arrendamento mercantil, é o
contrato segundo o qual uma pessoa jurídica arrenda a uma pessoa física
Significa o prêmio (juros) que se cobra pela operação de compra ou jurídica, por tempo determinado, um bem comprado pela primeira de
de um título de crédito (letra de câmbio, nota promissória, duplicata, acordo com as indicações da segunda, cabendo ao arrendatário a opção
cheque), designando, por vezes, a própria operação, então dita de de adquirir o bem arrendado findo o contrato, mediante um preço residual
desconto de títulos. Diz-se, também, desconto ou ágio. previamente fixado.
Sem dúvida alguma, o desconto é, como o cognominou Valeri Verificam-se, assim, no contrato de arrendamento mercantil
(mencionado no livro de Sérgio Carlos Covello – Contratos Bancários), a ou leasing as seguintes ocorrências: a) o arrendatário indica à
“rainha das operações bancárias”, não sendo possível conceber o arrendadora um bem que deverá ser por essa adquirido; b) uma vez
comércio moderno sem essa figura contratual. adquirido o bem, a sua proprietária arrenda-o à pessoa que pediu a
Obs.: Redesconto, na terminologia bancária, (re = novo + aquisição; c) findo o prazo do arrendamento, o arrendatário tem a opção
desconto = desconto que se repete) é a operação pela qual o Banco, que de adquirir o bem, por um preço menor do que o de sua aquisição
é cessionário dos títulos descontados, desconta-os por sua vez, junto a primitiva. Caso não deseje comprar o bem, o arrendatário poderá devolvê-
outro Banco, recebendo os valores correspondentes em antecipado. Daí lo ao arrendador ou prorrogar o contrato, mediante o pagamento de
Cazet afirmar que a operação de redesconto não é outra coisa que um alugueres muito menores do que o do primeiro arrendamento.
desconto entre Bancos. O arrendamento mercantil ou leasing aparece, assim, como
Geralmente, o redesconto ocorre entre um banco e o Banco uma modalidade de financiamento ao arrendatário, facilitando-lhe o uso e
Central. gozo de um bem de sua necessidade sem ter esse de desembolsar
inicialmente o valor desse bem, e com a opção de, findo o prazo
Financiamento de Capital de Giro; estipulado para a vigência do contrato, tornar-se o mesmo proprietário do
bem, pagando nessa ocasião um preço calcado no valor residual do
Contrato bastante utilizado pelos bancos, que em suma nada mesmo.
mais é que uma modalidade especial de abertura de crédito: é o chamado MODALIDADES: Duas são as modalidades pelas quais
financiamento. Por ele, o banco adianta a certa pessoa uma importância podem ser praticadas as operações de leasing. O chamado leasing
determinada para a execução de um empreendimento, ficando, contudo, financeiro, ou leasing puro, e o lease-back, que poderia ser chamado de
com o direito de receber diretamente dos devedores do seu cliente os leasing de retorno.
créditos que este tiver em relação aos mesmos. Há, assim, uma cessão No Brasil, as empresas de arrendamento mercantil são
de créditos do cliente em favor do banco. Pode, contudo, essa cessão não controladas e fiscalizadas pelo Banco Central (Lei 6.099/74).
se operar quando, para obter o financiamento, o cliente faz uma caução “Leasing” – é importante saber que O prazo mínimo de
junto ao banco. Em tal caso, ao receber dos devedores do financiamento arrendamento é de dois anos para bens com vida útil de até cinco
as importâncias relativas à amortização da soma financiada, o banco anos e de três anos para os demais, por exemplo: veículos, o prazo
financiador faz esse recebimento em nome do credor. mínimo é de 24 meses e outros equipamentos e imóveis, o prazo
O contrato de financiamento bancário é bastante usado nas mínimo é de 36 meses (bens com vida útil superior a cinco anos).
atividades comerciais, tendo várias facilidades em virtude de estar o Existe modalidade de operação em que o prazo mínimo é de 90 dias no
Estado interessado em promover o desenvolvimento do comércio e da LEASING OPERACIONAL.
indústria. O contrato de leasing tem prazo mínimo definido pelo
BACEN. Em face disso, não é possível a “quitação” da operação antes
103

desse prazo. O direito à opção pela compra do bem só é adquirido ao final Governo (exemplo: TR, ou outro substituto), sendo proibida qualquer
do prazo de arrendamento. Por isso, não é aplicável ao contrato de vinculação com a variação cambial.
arrendamento mercantil a faculdade de o cliente quitar e adquirir o bem O CDC automático – cheque financiado – trata-se de
antecipadamente. No entanto, é admitida, desde que esteja previsto no empréstimo que é concedido ao cliente preferencial, possibilitando que
contrato, a transferência dos direitos e obrigações a terceiros, mediante seu cheque seja pago e automaticamente o valor financiado para
acordo com a empresa arrendadora. pagamento em prestações mensais ajustadas previamente entre o banco
e o cliente, normalmente em 12 parcelas.
Financiamento de Capital Fixo;
Cadernetas de Poupança;
A única diferença entre a modalidade financiamento de
capital de giro para a modalidade financiamento de capital fixo é que, São modalidades de investimento tradicionais e seguros, onde
no capital fixo, o empréstimo é utilizado de uma só vez pelo cliente e os poupadores efetuam aplicações de quaisquer quantias e têm a liquidez
pagará na forma pactuada, em parcelas ou não; enquanto que no capital da instituição onde aplicam.
de giro, durante o período contratual (seis meses, um ano ou outro prazo) O rendimento das Cadernetas de Poupança é de meio por
o cliente irá utilizando o capital (dentro do limite contratual) e de acordo cento ao mês, mais TR (Taxa Referencial de Juros).
com suas necessidades. À medida em que não necessita, a quantia As cadernetas de poupança são exclusivas das Sociedades
restante ficará à sua disposição. Da mesma forma, se ele quiser amortizar de Crédito Imobiliário, das Carteiras Imobiliárias, dos Bancos Múltiplos e
valores, durante o prazo de vigência, poderá fazê-lo. Neste último (capital das Associações de Poupança e Empréstimos, além (e particularmente)
de giro), os juros são calculados pro rata temporis (pelo período das Caixas Econômicas.
utilizado). Os recursos das cadernetas de poupança devem ser
aplicados conforme regras do BACEN.
Crédito Direto ao Consumidor; Elas rendem conforme a quantidade de dias úteis do mês e
conforme a variação da TR no período.
O crédito rotativo ao consumidor é bastante amplo. Temos os Elas têm a garantia do Governo Federal e enquadram-se no
cheques especiais, que são contas garantidas, e temos os CDC (Crédito Fundo Garantidor de Créditos, dentro do valor previsto nas regras deste
Direto ao Consumidor), além dos CDC Automático – Cheque financiado e fundo.
o Crédito pessoal.
O Crédito Pessoal é destinado às pessoas físicas correntistas Cartões de Crédito;
do banco. Trata-se de um contrato de abertura de crédito rotativo. Sempre
que o cliente utiliza o limite de crédito, ou parte dele, sua conta apresenta O cartão, em si, é apenas uma pequena peça de plástico. Não
saldo devedor, sobre o qual são calculados diariamente (pro rata é, na realidade, um título de crédito, desprovido que está das
temporis) os juros pactuados no contrato, bem como IOF (Imposto sobre características de abstração e livre circulação, não tendo, igualmente,
Operações Financeiras) na base de 0,0164% ao dia, mais CPMF (0,30%). valor por si mesmo. Como cartão de identificação, credencia o portador na
O CDC é um financiamento concedido sob contrato por uma aquisição de bens ou prestação de serviços mediante sua simples
financeira para aquisição de bens e serviços por seus clientes. apresentação, com a singularidade de que o pagamento das despesas
O próprio bem adquirido serve como garantia do será realizado em uma época posterior e a uma pessoa diversa do
financiamento, ficando a ele vinculado pela cláusula de alienação vendedor.
fiduciária. O cartão de crédito (dinheiro de plástico) possui um tamanho
O prazo do CDC varia de 3 a 24 meses e as taxas são padronizado, impressos certos caracteres de identificação do titular (hoje,
prefixadas e têm vinculação com o principal índice estipulado pelo alguns possuem também a fotografia do mesmo).
104

O sistema de cartão de crédito é uma forma especial de - capital nominal: é o valor que o investidor vai resgatar ao
financiamento, compreendendo o órgão emissor (banco), o titular do final do plano (incidem correção e juros de meio por cento
cartão, o vendedor (fornecedor credenciado), as relações jurídicas que se ao mês);
estabelecem entre essas pessoas e as modalidades próprias de utilização - sorteios: podem ser semanais, mensais, semestrais etc;
dos cartões. - prêmio: é a parcela que o investidor paga pelo título,
O contrato de cartões de crédito é sempre feito por prazo podendo ser de forma única ou parcelada;
determinado, renovável periodicamente. - prazo: não podem ser inferiores a um ano;
Pode ser extinto pela vontade unilateral de qualquer das - provisão para sorteio: é a parcela da prestação que irá
partes, sem necessidade de justificação. compor o ganho dos sorteados;
Temos, hoje, dois tipos: o nacional e o internacional. O - carregamento: é a parte da prestação que vai cobrir as
primeiro é para uso somente no território nacional e o segundo de uso, despesas e o lucro da instituição. É uma taxa de
além do território nacional, permite compras no exterior. administração.
Espécies de cartões de crédito: os cartões de crédito são de - Provisão matemática: é a parcela da prestação que vai
duas espécies diferentes, se bem que uma delas seja de uso limitado. compor a poupança do investidor. Após o sexto mês do
Essas espécies se caracterizam pelo modo como os serviços são pagamento, a instituição é obrigada a destinar no máximo
prestados aos beneficiários. 70% do prêmio para a provisão matemática;
a) cartões de credenciamento: ou cartões de bom pagador, - Carência para o resgate: inferior a 24 meses. Se o prazo
que são aqueles emitidos por uma empresa em favor de seus próprios de pagamento do título for inferior a 48 meses, ela cai
clientes, dando-lhe possibilidade de adquirir bens ou serviços para um para 12 meses (no máximo).
pagamento posterior (ex.: cartão C&A). “Títulos de Capitalização” – é importante atentar para a
b) cartões de crédito verdadeiros ou “stricto sensu”: ao lado Circular 130, de 12 de maio de 2000, da SUSEP, que estabelece a
dos cartões de credenciamento, existem os verdadeiros cartões de determinação de um limite mínimo de remuneração, de 20% dos juros da
crédito, ou cartões de crédito stricto sensu, na classificação de Chabrier. caderneta de poupança.
Esses são cartões que dão aos seus titulares a faculdade de adquirir bens Outro detalhe é que, nos plano de capitalização de 10 anos, de
ou serviços nos mais diversos estabelecimentos filiados ao sistema. cada valor de prestação normalmente 10% vão para o sorteio, 15%
cobrem as despesas de administração e 75% são poupados em uma
Títulos de Capitalização; conta que rende, NO MÁXIMO, TR mais juros de 0,5% ao mês.
As normas atuais, de janeiro de 2000, exigem que na venda
São formas de poupança a longo prazo, onde os sorteios têm de títulos de pagamento único, no mínimo 50% da arrecadação seja
o escopo de estimular o poupador neste produto. É um produto típico de efetivamente destinada a provisão de capitalização, ou seja, a devolução
economias estabilizadas. dos recursos ao comprador do título. Esta parcela sobe para 70% no caso
Do montante aplicado, a instituição financeira aparta um de títulos com pagamento parcelado mensalmente.
percentual para a poupança, outra parte para o sorteio e uma terceira Os rendimentos auferidos em operações com títulos de
parcela para cobrir suas despesas operacionais. capitalização sujeitam-se à incidência do IR (Imposto de Renda) na
Estes títulos têm liquidez limitada, havendo uma carência fonte às seguintes alíquotas:
(variando de um a dois anos) para a retirada das parcelas depositadas. Se - 25% sobre os benefícios resultantes da amortização
o poupador parar de pagar dentro do prazo de carência, pode perder todo antecipada, mediante sorteio e sobre os benefícios
o valor já aplicado (questão bastante polemizada nos meio jurídicos). atribuídos aos portadores dos referidos títulos nos
Características: lucros da empresa emitente; e,
- 20% nos demais casos, inclusive no caso de resgate
sem ocorrência de sorteio.
105

Indenização: é o montante que o segurado recebe em caso de


Ainda com relação aos Títulos de Capitalização, é invalidez ou seu dependente ou beneficiário receberá em caso de sua
importante lembrar que o saque antecipado dos reais aplicados é morte;
desvantajoso para o investidor mais afoito. Se o titular desistir antes Sinistro: é o acidente – morte, invalidez etc.
do prazo de resgate da aplicação, a empresa pode reter até 20% do Franquia, sua parte no negócio – a franquia representa a
que ele pagou como penalidade. Além disso, lembre-se que os participação do segurado no risco e, na prática, contribui para tornar o
bancos não são obrigados a pagar o rendimento de 0,5% mensal da seguro mais barato do que seria inicialmente. Isso se deve ao fato de
poupança. evitar o acúmulo de sinistros de valor baixo nas seguradoras, que
representariam um alto custo operacional. Em geral, as seguradoras
oferecem ao segurado a possibilidade de aumentar a franquia se quiser –
Planos de Aposentadoria e Pensão Privados; no seguro de carro já há diferentes valores de franquia preestabelecidos.
Escolhendo a franquia maior, o segurado paga menos, e vice-versa.
A previdência privada aberta é uma opção de aposentadoria O vocabulário dos seguros é muito específico. Por isso, para
complementar, com custos para o investidor. Ela é oferecida por bancos e entender as cláusulas contratuais é importante que o consumidor entenda
seguradoras. o significado de cada palavra. Veja as principais:
O adquirente desta previdência pode optar por duas formas: - Beneficiário – é quem recebe o seguro, podendo ser o
1. o benefício será em forma de renda mensal próprio segurado ou uma pessoa indicada por ele;
futura de valor pré definido pelo beneficiário; - Carência – é o período que se segue à contratação do
2. o benefício dependerá do quantum contribuído seguro em que o consumidor não pode aciona-lo. Aplica-
durante o prazo. se principalmente ao seguro de saúde e algumas
Na previdência privada fechada, a opção de aposentadoria modalidades de acidentes pessoais;
complementar é oferecida aos empregados pela empresa em que - Coberturas – são os riscos cobertos pela seguradora.
trabalham, através de seus fundos de pensão, como é o caso da PREVI – Podem ser principais (ou básicas) e adicionais (ou
no Banco do Brasil e da FUNCEF – no caso da Caixa Econômica Federal. acessórias). Estas podem ser acrescentadas pelo
segurado à apólice-padrão;
- Endosso – meio pelo qual são feitas modificações na
Planos de Seguros. apólice de seguro. É um documento escrito;
- Exclusões – são os riscos não cobertos pela apólice;
São planos oferecidos pelas entidades autorizadas pela - Franquia – vide acima;
SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, em que são vendidos - Garantias – o mesmo que coberturas;
aos interessados, por contrato de adesão, diversos planos, conforme as - Importância segurada (IS) – é o limite máximo indenizável
regras pré estabelecidas e conforme o interesse daquele que adere ao pago pela seguradora ao beneficiário da apólice, em caso
plano. de sinistro;
Os planos de seguros são variados e possuem diversas - Indenização – o valor efetivamente pago pela seguradora
formas. em caso de sinistro;
Existem planos em que o segurado paga uma única parcela - Liquidação do sinistro – é o processo que investiga as
anual, tendo que optar pela renovação a cada ano de vencimento. causas do sinistro, os danos provocados por ele e o valor
Noutros, o segurado paga um prêmio mensal, do prejuízo decorrente. Pode culminar com o pagamento
indeterminadamente, enquanto houver seu interesse. ou não da indenização ao segurado, dependendo das
Prêmio: é a parcela paga pelo segurado, para garantir o seu condições previstas na apólice;
seguro;
106

- Prêmio – é o valor que o segurado paga para ter direito ao recebimento do capital, ao término do prazo convencionado, interessa aos
seguro; contratantes a possibilidade de ganhos oferecida pelo eventual premiação.
- Riscos – acontecimentos possíveis, porém, futuros e O contrato é solene, sendo indispensável a emissão do
incertos, que geram necessidade de proteção, como respectivo título de capitalização pela sociedade anônima autorizada a
roubo, incêndio etc. operar neste ramo de atividade. Tal documento tem a natureza de título de
- Sinistro – é o evento que envolve o bem segurado (roubo, crédito impróprio de investimento e, por este motivo, comporta somente a
incêndio etc.); forma nominativa (Lei n. 8021/90, art. 2°., II).
- Terceiros – as coberturas de responsabilidade civil A exploração desta atividade econômica é disciplinada pelo
prevêem a figura do terceiro, mais fácil de explicar com Decreto-Lei n. 261/67, que instituiu o Sistema Nacional de Capitalização,
um exemplo: se o carro segurado atropela alguém, essa aproveitando a estrutura do Sistema Nacional de Seguros Privados.
vítima é o terceiro previsto. Não são considerados Compete, assim, ao CNSP e à SUSEP controlar e normatizar o mercado.
terceiros pessoas muito próximas do segurado (pais, Outrossim, as sociedades de capitalização estão submetidas a regime
filhos, cônjuge, irmãos, parentes que residam juntos, jurídico próximo ao delineado para as sociedades seguradoras. Ou seja, o
sócios, prepostos, pessoas assalariadas pagas pelos seu funcionamento depende de autorização governamental, elas não
segurados ou que dependam economicamente do podem falir ou impetrar concordata e submetem-se à liquidação
segurado). extrajudicial.
Os produtos comercializados pelas operadoras de planos de É da essência econômica do contrato de capitalização a
saúde e de seguros-saúde são muito parecidos do ponto de vista técnico. poupança do contratante que, ao se obrigar perante a sociedade pelas
A principal diferença, na verdade, é operacional: as seguradoras são prestações periódicas, acaba forçando-se a economizar uma certa parte
obrigadas a reembolsar seu cliente se ele preferir consultar profissionais e de sua renda. No prazo do contrato, ele terá direito à restituição do capital
entidades que não pertençam à rede conveniada, enquanto as empresas poupado, ou parte deste, acrescido dos consectários definidos nos títulos.
de planos de saúde não precisam fazer o mesmo. Dessa forma, pode-se Existem no mercado produtos denominados capitalização, aos quais, não
dizer que todos os seguros-saúde oferecem assistência médico-hospitalar obstante, falta esta marca da poupança, uma vez que o contratante
24 horas por dia em qualquer parte do Brasil, já que reembolsam valores – desembolsa, para a aquisição do título, apenas uma única prestação e de
integrais ou parciais – pagos pelos clientes. valor comumente exíguo. A rigor, cuida-se de contrato de jogo ou aposta
Além disso, seguradoras são obrigadas a manter reserva de travestido, em termos jurídicos, de capitalização.
dinheiro como garantia.
PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE CAPITALIZAÇÃO
ÍNDICE DAS PERGUNTAS:
Sociedades de Capitalização; 1- O que é um título de capitalização?
2- Qual a legislação aplicável?
Capitalização é o contrato pelo qual uma sociedade anônima, 3- Quais as informações que devem constar nas Condições Gerais de um
especificamente autorizada pelo governo federal a operar com este título de capitalização?
gênero de atividade econômica, se compromete, mediante contribuições 4- Como é feita a contratação de um título?
periódicas do outro contratante, a pagar-lhe importância mínima ao 5- Pode-se adquirir um título para outra pessoa?
término de prazo determinado. 6- Quais os tipos de título disponíveis no mercado?
Comumente, firma-se cláusula contratual com a previsão de 7- Prazo de Vigência é o mesmo que Prazo de Pagamento?
prêmios ou de antecipação do pagamento do capital a contratantes 8- Como é estruturado um título de capitalização?
sorteados. Configura-se a capitalização como contrato aleatório apenas se 9- O que representam as Quotas que compõem um título?
pactuada esta cláusula de premiação ou antecipação por sorteio, que, 10- Os valores dos pagamentos são fixos?
inclusive, representa o aspecto atraente do produto. Mais que o 11- O que acontece se houver atraso nos pagamentos?
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12- Como são realizados os sorteios? Gerais e entre parêntesis os números das perguntas que se relacionam
13- Como é formado o capital a ser resgatado? com o item apresentado, explicando-o melhor:
14- O título pode ser resgatado a qualquer momento? A) Glossário:
15- Ao se resgatar o título, ao final do prazo de vigência, não se recebe Definição dos termos mais importantes para a compreensão das
tudo o que foi pago? Condições Gerais;
16- O resgate é sempre inferior ao valor total que foi pago? B) Objetivo:
17- Aplicar em título de capitalização é o mesmo que aplicar em Define a finalidade do título, que é a formação de um capital (13) no prazo
poupança? Formarão, em situações semelhantes, o mesmo capital? e condições estabelecidos nas Condições Gerais.
18- Os títulos que, ao final do prazo de vigência, estabelecem capital de C) Natureza do Título:
resgate de 100% (ou mais) em relação aos pagamentos efetuados, além Informa sobre a sua indivisibilidade em relação à Sociedade de
de atualização monetária pela TR, não formarão no título de capitalização Capitalização, sendo facultada a transferência de titularidade (5);
o mesmo capital comparado com a caderneta de poupança? D) Início de Vigência (7):
19- Como se faz para acompanhar a evolução do capital constituído? Prazo em que se dará o início do contrato, isto é, define a data em que a
20- É vantagem adquirir um título de capitalização? Sociedade assume a administração do título;
21- Onde posso obter informações sobre os planos de capitalização que E) Pagamentos:
se encontram aprovados? Traz informações sobre o número de pagamentos (8, 9 e 10) , a
vigência(7), atraso de pagamento(11), entre outros;
1- O que é um título de capitalização? F) Cancelamento dos Títulos (11): (Só nos títulos PM)
É uma aplicação pela qual o Subscritor constitui um capital, segundo Informa as condições nas quais a Sociedade de Capitalização poderá
cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no próprio título (Condições cancelar o título, porém ela não poderá, em nenhum caso, se apossar do
Gerais do Título) e que será pago em moeda corrente num prazo máximo capital constituído;
estabelecido. O título de capitalização só pode ser comercializado pelas G) Ordenação e Identificação de Títulos:
Sociedades de Capitalização devidamente autorizadas a funcionar. Eles Informa o tamanho da série (número de títulos emitidos numa mesma
são considerados, para todos os fins legais, títulos de crédito. série). Em geral, quanto maior a série menor é a chance de ser sorteado;
H) Sorteios (12):
2- Qual a legislação aplicável? Define de que forma são realizados os sorteios e os valores dos prêmios.
Na esfera legal, o Decreto-lei nº 261, de 28 de fevereiro de 1967, dispõe Tais valores são sempre definidos como múltiplos do último pagamento
sobre as operações das Sociedades de Capitalização, mencionando no efetuado;
seu texto artigos do Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966. I) Resgate (13 a 18):
Na esfera infra-legal, a Resolução CNSP nº 015, de 12/05/92, e alterações Informa sobre o Resgate do título de capitalização, definindo o prazo de
estabelecem as normas reguladoras das operações de capitalização no carência e a taxa de juros de capitalização do título. Traz também uma
país e a Circular SUSEP nº 130, de 18 de maio de 2000, e alterações tabela que, em função do número de pagamentos realizados, fornece o
dispõem sobre as operações, as Condições Gerais e a Nota Técnica percentual em relação à soma dos pagamentos efetuados que o titular tem
Atuarial dos títulos de capitalização. direito em caso de resgate, isto é, qual o percentual do valor efetivamente
pago a que o subscritor tem direito em caso de resgate.
3- Quais as informações que devem constar nas Condições Gerais de J) Atualização de Valores (13 e 18):
um título de capitalização? Informa como é realizada a atualização mensal da reserva matemática,
As Condições Gerais, além de determinarem os direitos e as obrigações devendo-se utilizar a taxa de remuneração básica aplicada a caderneta de
do Subscritor/Titular e da Sociedade de Capitalização, estabelecem poupança (TR). Esta taxa não inclui a taxa de juros de 0,5% ao mês
também todas as normas referentes ao título de capitalização. aplicada à caderneta de poupança.
Abaixo apresentamos vários itens que deverão constar das Condições
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K) Impostos e Taxas (12): compromete-se a efetuar os pagamentos que, em geral, são mensais e
Informa os Impostos e as taxas incidentes, ou que venham a incidir, sobre sucessivos. Outra possibilidade, como colocada acima, é a de o título ser
o valores do título. de Pagamento Único (P.U.).
L) Informações (19): Já Prazo de Vigência é o período durante o qual o Título de Capitalização
Apresenta como o titular receberá informações sobre o seu título, está sendo administrado pela Sociedade de Capitalização, sendo o capital
acompanhando, assim, a evolução do capital constituído; relativo ao título atualizado monetariamente pela TR e capitalizado pela
M) Foro: taxa de juros informada nas Condições Gerais. Tal período deverá ser
Deverá prever que o foro será o do domicílio do titular. igual ou superior ao período de pagamento.

4- Como é feita a contratação de um título? 8- Como é estruturado um título de capitalização?


Ela é realizada através do preenchimento e da assinatura da proposta. Os títulos de capitalização deverão ser estruturados com prazo de
O envio (a entrega) da proposta devidamente assinada representa a vigência igual ou superior a 12 meses e em séries cujo tamanho deve ser
concretização da subscrição do Título, sendo proibida a cobrança de informado no próprio título. Por exemplo, uma série de 100.000 títulos
qualquer taxa a título de inscrição. poderá ser adquirida por até 100.000 clientes diferentes, que são regidos
Importante destacar que as Condições Gerais do título devem estar pelas mesmas condições gerais e, se for o caso, concorrerão ao mesmo
disponíveis ao subscritor no ato da contratação. A disponibilização das tipo de sorteio.
Condições Gerais em momento posterior ao da contratação constitui O título prevê pagamentos a serem realizados pelo subscritor. Cada
violação às normas, sendo a Sociedade, portanto, passível de multa. pagamento apresenta, em geral, três componentes: Quota de
Capitalização, Quota de administração e Quota de Carregamento.
5- Pode-se adquirir um título para outra pessoa?
Sim, aliás, o subscritor, que é a pessoa que adquire o título e assume o 9- O que representam as Quotas que compõem um Título?
dever de efetuar os pagamentos, pode, desde que comunique por escrito · As Quotas de Capitalização representam o percentual de cada
à Sociedade, a qualquer momento, e não somente no ato da contratação, pagamento que será destinado à constituição do Capital. Elas deverão ser
definir quem será o titular, isto é, quem assumirá os direitos relativos ao apresentadas sempre em destaque nas Condições Gerais do título de
título, tais como o resgate e o sorteio. capitalização Em geral, não representam a totalidade do pagamento, pois,
É claro que subscritor e titular podem ser a mesma pessoa, isto é, a como foi dito acima, há também uma parcela destinada a custear os
pessoa que paga o título é a que detém os direito atinentes a ele. sorteios e uma outra destinada aos Carregamentos da Sociedade de
Capitalização.
6- Quais os tipos de título disponíveis no mercado? Nos títulos com Pagamento Único (PU), a Quota de Capitalização mínima
Os mais comuns são os títulos PM e PU varia de acordo com o prazo de vigência, segundo a tabela abaixo:
· PM
É um plano em que os seus pagamentos, geralmente, são mensais e Percentual mínimo destinado à
Prazo de vigência (meses)
sucessivos. É possível que após o último pagamento, o plano ainda capitalização
continue em vigor, pois seu prazo de vigência pode ser maior do que o
prazo de pagamento estipulado na proposta. 12 50%
· PU
É um plano em que o pagamento é único (realizado uma única vez), tendo Acima de 12 e até 24 60%
sua vigência estipulada na proposta.
acima de 24 70%
7- Prazo de Vigência é o mesmo que Prazo de Pagamento?
Não, Prazo de Pagamento é o período durante o qual o Subscritor
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Já nos títulos com pagamentos mensais (PM), os percentuais destinados 10- Os valores dos pagamentos são fixos?
à formação da provisão matemática deverão respeitar os seguintes Nos planos com vigência igual a 12 meses, os pagamentos são
valores mínimos: obrigatoriamente fixos. Já nos planos com vigência superior, é facultada a
Prazo de atualização dos pagamentos, a cada período de 12 meses, por aplicação
Mês de Vigência de um índice oficial.
Vigência
( meses ) 1º 2º 3º 4º 11- O que acontece se houver atraso nos pagamentos?
Cada título define o procedimento em relação aos pagamentos em atraso.
Até 23 10% 10% 30% 30% até o final Alguns estipulam multa moratória e atualização monetária para
pagamentos após a data de vencimento. Outros só atualização monetária.
Acima de 23 10% 10% 10% 30% até o final Já alguns simplesmente prorrogam a vigência em razão de atrasos.
Porém, em qualquer hipótese anteriormente citada, os títulos que estão
Porém, ainda deverão satisfazer a seguinte condição: a partir do terceiro em atraso são suspensos, não possuindo direito aos sorteios durante o
mês, para os títulos com até vinte e três meses de vigência e a partir do prazo de suspensão. Além disso, na ocorrência de um determinado
quarto mês para os demais, a média aritmética do percentual de número consecutivo (definido em cada título) de pagamentos em atraso, o
capitalização até o final da vigência, deverá corresponder a, no mínimo, título será automaticamente cancelado. Porém, mesmo assim, o titular terá
70% (setenta por cento) dos pagamentos mensais. direito ao capital formado para resgate, após encerrado o prazo de
Para finalizar cabe destacar que nos títulos em que não haja sorteio, os carência.
percentuais destinados à formação da provisão matemática deverão
corresponder, no mínimo, a 98% (noventa e oito por cento) de cada 12- Como são realizados os sorteios?
pagamento. É facultada à Sociedade de Capitalização a utilização dos resultados de
· As Quotas de Sorteio tem como finalidade custear os prêmios que são loterias oficiais para a geração dos seus números sorteados. Caso a
distribuídos em cada série. Por exemplo, se numa série de 100.000 títulos sociedade opte por não utilizá-los, ou se as loterias oficiais não se
com Pagamento Único os prêmios de sorteios totalizarem 10.000 vezes o realizarem, a Sociedade de Capitalização se obriga a realizar sorteios
valor deste pagamento, a cota de sorteio será de 10% (10.000/100.000), próprios com ampla e prévia divulgação aos titulares, prevendo, inclusive,
isto é, cada título colabora com 10% de seu pagamento para custear os livre acesso aos participantes e a presença de auditores independentes.
sorteios. As Condições Gerais do título deverão prever a forma de atribuição e
· As Quotas de carregamento deverão cobrir os custos com reservas de apuração dos números em razão dos sorteios, além de definir os múltiplos
contingência e despesas com corretagem, colocação e administração do dos prêmios dos sorteios. Tais múltiplos se referem ao valor do
título de capitalização, além dos custo de seguro e de pecúlio, se previsto pagamento, ou seja, se no exemplo dado acima o prêmio do sorteio for de
nas Condições Gerais do título de capitalização. 40 vezes o pagamento, ao título sorteado caberá R$4000,00 (40 x
Para encerrar, daremos um exemplo. Suponha que, num título com R$100,00). Porém, deverá ser informado se este valor é bruto (sobre o
pagamentos mensais no valor de R$100,00 cada um, o quarto pagamento qual incidirá imposto de renda) ou se já é líquido de imposto.
apresente as seguintes quotas: O título sorteado poderá permanecer em vigor ou não, segundo o que
Quota de Capitalização: 75% estiver disposto nas condições gerais, porém o fato de um título ser ou
Quota de Sorteio: 15% não sorteado em nada alterará o seu capital para resgate.
Quota de Carregamento: 10% Finalizando, um título de capitalização não obrigatoriamente deverá prever
Então, R$75,00 serão destinados para compor o capital, R$15,00 serão sorteios, mas como os prêmios do sorteio são custeados pelos próprios
destinados para o custeio dos sorteios e R$10,00 serão destinados à títulos, em geral, quanto maiores forem os prêmios, menores serão as
Sociedade de Capitalização cotas de capitalização, isto é, menor será a parcela do pagamento
destinada a compor o capital de resgate do título.
110

13- Como é formado o capital a ser resgatado? % DE RESGATE SOBRE A


O capital a ser resgatado origina-se do valor que é constituído pelo título PAGAMENTOS EFETUADOS SOMA DOS PAGAMENTOS
com o decorrer do tempo a partir dos percentuais dos pagamentos EFETUADOS
efetuados, com base nos parâmetros estabelecidos nas Condições
Gerais. Este montante que vai sendo formado denomina-se Reserva 1 9,05%
Matemática e é, portanto, a base de cálculo para o valor a que o subscritor
terá direito ao efetuar o resgate do seu título. Ele, mensalmente e 2 27,16%
obrigatoriamente, é atualizado pela TR, que é a mesma taxa utilizada para
atualizar as contas de caderneta de poupança, e sofre a aplicação da taxa 3 42,32%
de juros definida nas condições gerais, que pode inclusive ser variável,
porém limitada ao mínimo de 20% da taxa de juros mensal aplicada à 4 49,99%
caderneta de poupança (atualmente, então, a taxa mínima de juros seria
de 0,1% ao mês). 5 54,66%
A Sociedade de Capitalização em hipótese alguma poderá se apossar do
capital, podendo apenas estabelecer um percentual de desconto 6 57,84%
(penalidade), não superior a 10%, nos casos de resgate antecipado, isto é,
quando o resgate for solicitado pelo titular antes de concluído o período de 7 66,84%
vigência. Na hipótese de resgate após o prazo de vigência, ou se for
previsto obrigatoriamente quando o título for sorteado, o capital resgatado 8 68,83%
corresponderá a integralidade (100%) da reserva matemática.
9 70,42%
14- O título pode ser resgatado a qualquer momento?
Não, alguns títulos prevêem prazo de carência, isto é, um período inicial
em que o capital fica indisponível ao titular. Se o titular solicitar o resgate 10(**) 70,78%
durante o período de carência ou se o título for cancelado, o resgate só
poderá acontecer efetivamente (receber o dinheiro) após o encerramento 11(**) 71,13%
do período de carência. Conforme já explicado acima, em casos de
resgate antecipado, faculta-se a Sociedade de Capitalização estipular uma 12(**) 71,48%
penalidade de até 10% do capital constituído.
(*) Esta tabela foi elaborada considerando as seguintes cotas de
Outra possibilidade, também, é a de o título prever Resgate Parcial, isto é,
capitalização: mês 1: 10% , mês 2: 50%, meses 3 a 9: 80% . Além disso,
resgata-se uma parte do capital constituído, valendo inclusive a aplicação
considerou-se a taxa de juros igual a 0,5% ao mês e um fator de redução
de penalidade limitada novamente a 10%.
(penalidade) igual a 10% até o sexto mês.
O título de capitalização deverá informar nas suas Condições Gerais, em
(**) 10, 11 E 12 representam na verdade apenas os meses de vigência, já
geral na forma de uma tabela, os percentuais do capital constituído a que
que o plano só prevê 09 pagamentos.
o titular terá direito em função do número de pagamentos realizados.
Se, por exemplo, o titular solicitar o resgate após ter efetuado 2
Vejamos abaixo um exemplo de um título de pagamentos mensais com 12
pagamentos (2 x R$10,00 = R$20,00), ele terá direito a 27,16% do valor
meses de prazo de vigência e com prazo de pagamento igual a 9 meses,
que pagou, resultado, então, em R$5,43 (27,16% de R$20,00).
sendo cada pagamento no valor de R$10,00.
Já se o titular permanecer até o final do plano, tendo portanto, realizado
09 pagamentos (9 x R$10,00 = R$90,00), ele terá direito a 71,48% do que
pagou, ou seja, a R$ 64,33 ( 71,48% de R$90,00).
111

Em ambos os casos acima, não se levou em consideração a atualização totalidade dos pagamentos. Ao prever um resgate de 100% (ou mais),
pela TR, ou seja, os valores encontrados ainda sofrerão a atualização pela estes já incluem a taxa de juros nos percentuais da tabela citada
TR referente ao período em que estiver em vigência. anteriormente, restando apenas a atualização pela TR. Dizer que há
atualização pela TR não significa dizer que o capital formado será igual ao
15- Ao se resgatar o título ao final do prazo de vigência, não se que seria constituído por meio da caderneta de poupança.
recebe tudo o que foi pago?
A resposta irá variar de plano para plano. Não há obrigação prevista em lei 19- Como se faz para acompanhar a evolução do capital constituído?
para que o resgate seja igual ao montante pago. Cada empresa define no As Sociedades de capitalização são obrigadas a prestar informações
seu plano o percentual, em relação aos pagamentos realizados, que será sempre que solicitadas pelo subscritor. Independentemente deste fato, as
restituído ao titular quando do resgate. O consumidor, antes de assinar a informações poderão ser disponibilizadas por meio de mídia impressa ou
proposta, deverá observar nas Condições Gerais do título tabela eletrônica, ou ainda, por meio de extratos. No caso de extratos, a
semelhante a que foi mostrada acima, verificando, assim, o percentual a periodicidade máxima para sua emissão ou é de seis meses, para planos
que terá direito. com Pagamentos Mensais (P.M) e vigência igual a 12 meses, ou é de um
ano, se a vigência for superior a 12 meses ou para qualquer período de
16- O resgate é sempre inferior ao valor total que foi pago? vigência se o título for de Pagamento Único (P.U.).
Não, alguns planos possuem ao final do prazo de vigência um percentual
de resgate igual ou até mesmo superior a 100%, isto é, se fosse, por 20- É vantagem adquirir um título de capitalização?
exemplo, 100% significaria que o titular receberia, ao final do prazo de A resposta para esta pergunta é pessoal. O consumidor deverá ponderar
vigência, tudo o que pagou, além da atualização monetária pela TR. as vantagens e desvantagens. As grandes vantagens seriam os sorteios e
a obrigação de "poupar", objetivando não atrasar os pagamentos. As
grandes desvantagens são: capital constituído inferior se comparado ao
17- Aplicar em título de capitalização é o mesmo que aplicar em da caderneta de poupança, prazo de carência (mas nem sempre há),
poupança? Formarão, em situação semelhante, o mesmo capital? proibição à depósitos aleatórios e penalidade em caso de resgate
Título de capitalização não é a mesma coisa que caderneta de poupança. antecipado, isto é, antes de encerrado o prazo de vigência (alguns títulos
O título de capitalização é um produto comercializado somente pelas não prevêem tal penalidade).
Sociedades de Capitalização através de planos que são previamente
aprovados pela SUSEP. Seu capital de resgate será sempre inferior ao 21- Onde posso obter informações sobre os planos de capitalização
capital constituído por aplicações idênticas na caderneta de poupança, já que se encontram aprovados?
que, dos pagamentos efetuados num título, desconta-se uma parte para Na Home Page da SUSEP no link "Atendimento ao Público", na opção
custear as despesas administrativas das Sociedades de Capitalização e, "Capitalização", clique em "Planos de capitalização aprovados". Maiores
quando há sorteios, uma parcela para custear as premiações. informações devem ser obtidas junto às próprias Sociedades de
Capitalização.
18- Os títulos que, ao final do prazo de vigência, estabelecem capital
de resgate de 100% (ou mais) em relação aos pagamentos efetuados,
além de atualização monetária pela TR, não formarão no título de . Técnicas de vendas. Relações com clientes. Planejamento de
capitalização o mesmo capital comparado com a caderneta de vendas. Motivação para vendas. Remuneração da força de vendas.
poupança? Marketing de relacionamento. Segmentação de mercado.
Não, o capital formado na caderneta de poupança é calculado sobre a Administração do tempo.
totalidade dos depósitos e incluem a variação da TR, além de juros de
0,5% ao mês. No caso dos títulos de capitalização, sempre há também
variação pela TR e juros mensais, mas estes não incidem sobre a 8. Técnicas de vendas.
112

Os Gerentes de Vendas e Marketing podem ser a mesma Na verdade, percebeu, a CAIXA, que – como já estatisticamente
pessoa ou, o que é melhor para a empresa, serão pessoas diferentes. O demonstrado – manter um cliente é muito mais barato do que conquistar
especialista em Marketing tem a função de levar o produto e sua imagem um cliente novo.
a todo o mercado. Este se preocupa com a imagem e credibilidade do Assim, as relações com os clientes passou a ser ponto de honra
produto perante os consumidores. Nem sempre (e não necessariamente) para a empresa. Os gerentes têm, por forma de normativos, que,
o “Marketeiro” precisa ser uma pessoa de muita conversa. Ele faz o periodicamente, visitarem os clientes de suas carteiras.
trabalho “por trás do pano”. Ele é o “lançador” do produto no mercado. Já
o especialista em Vendas deverá ser uma pessoa “saída” extrovertida, que 10. Planejamento de vendas.
tem uma grande capacidade no manejo com o produto e acredite nele. Anteriormente, a CAIXA focava o produto e não o cliente. Hoje,
Saiba demonstrar a sua utilização. o planejamento de vendas da empresa passou a ser direcionado ao
Num banco, os Gerentes de Marketing trabalham nas áreas cliente e não ao produto. A meta é conquistar o cliente e, em
internas e não têm contato direto com o público. conseqüência, vender o produto a ele. A isso se chama, na Caixa, a
Na CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, por exemplo, os seus penetração do produto certo ao cliente certo.
responsáveis pelo Marketing de seus produtos bancários trabalham na Para isso, a Caixa desenvolveu mecanismos de estudos e
Matriz (prédio localizado no Setor Bancário Sul de Brasília) ou, quando estatísticas para definir quais os produtos são interessantes, por exemplo,
muito, nos Escritórios de Negócios, localizados, em geral, nas capitais de aos adolescentes, aos idosos, aos empresários, aos profissionais liberais
cada Estado. etc.
Já os Gerentes de Vendas estão diretamente ligados ao público. Assim, a Caixa passou a atuar, estrategicamente, planejando
Trabalham especialmente nos PV – Pontos de Vendas (que são as suas vendas com o foco no cliente e não mais no produto.
agências). Estes, sim, são os que fazem com que os produtos bancários
da CAIXA realmente tenham penetração no mercado. 11. Motivação para vendas.
Essas técnicas de vendas são passadas aos Gerentes Para que todo o planejamento de vendas e marketing não sejam
responsáveis, que têm treinamento específico de cada produto a ser em vão, a Caixa criou um mecanismo de motivação de vendas. Cada
vendido. empregado caixa recebe um percentual (em dinheiro) pelas vendas que
As principais técnicas são: CONHECER O PRODUTO; promove.
ACREDITAR NO PRODUTO, APRESENTAR O PRODUTO AO CLIENTE, Com isso, além dos cursos de formação de vendedores, a Caixa
CONHECER OS NICHOS DE MERCADO PARA CADA PRODUTO – isto dá mais um incentivo, que é a motivação financeira.
quer dizer que não se pode querer vender um produto que não se adeqüe As vendas promovidas por seus empregados são remuneradas
àquele nicho de mercado. Ou melhor explicando: como se pode exigir de com crédito direto na conta de cada empregado respectivo.
um gerente de vendas que consiga vender blusões de pelo de urso no Outro ponto importante é a pró atividade, ou seja, os gerentes
deserto do Saara, ou mesmo, vender gelo no Pólo Norte? Assim é que incentivam seus funcionários antes mesmo da venda ocorrer. Ou melhor,
funciona a escolha correta do nicho de mercado - DEMONSTRAR AS para que as vendas ocorram.
VANTAGENS DO PRODUTO E, ENFIM, EFETIVAR A VENDA DO Os gerentes da Caixa são instruídos a criarem grupos de
PRODUTO. competições internas, para que, cada grupo tente “vencer” ou outro,
sadiamente, ganhando prêmios ao final do período de cada meta traçada.
9. Relações com clientes.
A CAIXA, preocupada com o relacionamento com a clientela, 12. Remuneração da força de vendas.
procedeu ao que chamou de segmentação de mercado. Assim, ela Todos sabemos que o “órgão” mais sensível do corpo humano é
(CAIXA) criou gerentes para os diversos nichos do mercado. Os gerentes o bolso. Assim, a Caixa sabiamente buscou mecanismos de remuneração
passaram a ter suas CARTEIRAS de clientes. Com isso, tornou-se mais de sua força de vendas.
importante o relacionamento direto com o cliente.
113

Como já mencionado no tópico retro mencionado (14.0), cada consumo freqüente, optando por uma organização em particular,
produto tem sua remuneração. Aqueles produtos mais difíceis de sempre que necessita de um determinado produto ou similar.
penetração têm uma remuneração maior e o inverso para aqueles que Definições:
têm uma penetração no mercado mais facilmente. - cliente fiel: aquele que sempre volta à organização por
O importante é que não há produto que não tenha algum tipo de ocasião de uma nova compra ou transação, por estar
remuneração. Tem-se, convictamente, que o reconhecimento de um bom satisfeito com o produto ou com o serviço.
resultado em vendas é melhor apreciado e mais incentivador através da - Fidelização: é o processo pelo qual um cliente se torna
compensação financeira; não se descartando, é óbvio, outros incentivos. fiel.
Como outros mecanismos utilizados pela Caixa para remunerar a sua
força de vendas é sorteando viagens pagas à praia, com acompanhante, A fidelização do cliente integra o processo filosófico do
viagens turísticas internacionais, passeios em turnês, viagens em navios marketing de relacionamento. Desde a preocupação com o cliente
turísticos etc. interno (quadro funcional da empresa), passando pela qualidade total
de serviço, o pós-marketing atua como fator importante para a
13. Marketing de relacionamento. conquista da fidelidade do cliente externo.
- O que é Marketing de Relacionamento?
- Os oito componentes do Marketing de Relacionamento; Hoje, o marketing permeia quase todas as atividades
- Relacionamentos como Estratégias; humanas e desempenha um papel importante na integração das
- Vínculo com o cliente. relações sociais e de troca. Está presente nas atividades lucrativas,
A cada dia o consumidor descobre e insere novos e diferentes desde produtos de consumo, industriais e agrícolas, passando por
produtos em sua vida. Há excesso de informação, de apelos e de serviços de saúde, política etc.
novas ofertas inundando o mercado. A manutenção de uma clientela
fiel, tarefa essencial à sobrevivência das empresas, vem se tornando MARKETING DE RELACIONAMENTO – CONCEITO:
cada vez mais complexa. Além disso, atrair um novo cliente custa
muito mais do que manter um cliente antigo. O marketing de relacionamento é essencial ao
Pesquisas mostram que angariar novos clientes custa cinco desenvolvimento da liderança no mercado, à rápida aceitação de
vezes mais do que conservar clientes já existentes. novos produtos e serviços e à consecução da fidelidade do
Outros estudos indicam que clientes antigos tendem a não consumidor.
interromper seus contratos de seguro e são mais receptivos a novos
produtos oferecidos pela organização. Além disso, quanto mais antigo Em síntese, significa trazer o cliente externo para dentro da
é o cliente, maior a probabilidade de ele recomendar a empresa a empresa, ajudando-o a definir seus próprios interesses.
pessoas de seu relacionamento.
Nesse contexto, a questão da fidelização do cliente assume Os princípios do marketing são:
importância renovada no mundo contemporâneo. 1. análise das oportunidades de marketing;
2. seleção dos consumidores-alvo;
2. A fidelização do cliente está fortemente ligada à questão da 3. desenvolvimento do mix de marketing;
qualidade de serviços. 4. administração do esforço de marketing.

O que significa fidelização de clientes? O marketing pode ser definido como o processo de
R: No contexto empresarial, cliente fiel é aquele que está identificação e satisfação das necessidades do cliente de um modo
envolvido, presente; aquele que não muda de fornecedor, e mantém competitivamente superior de forma a atingir os objetivos da
organização. O marketing de relacionamento se desenvolve a partir
114

daí, porém, possui seis dimensões que diferem materialmente das 1. identificar clientes de forma individualizada e
definições históricas do marketing. nominal;
2. criar um relacionamento entre a sua empresa e esses
Analisadas em conjunto, essas diferenças têm potencial para clientes – relacionamento que se prolongue por
transformar a visão da empresa sobre o marketing que ela pratica, muitas transações;
desde a forma que administra seu relacionamento com as tecnologias 3. administrar esse relacionamento para o benefício dos
empregadas, o trabalho que ela efetua com essa tecnologia, seus clientes e da sua empresa.
passando pelos produtos que fabrica, até a estrutura com que ela
alcança seus objetivos. O marketing de relacionamento, enfim, poderia ser melhor
descrito da seguinte forma:
O marketing de relacionamento: É como a empresa que:
. procura criar novo valor para os clientes e compartilhar esse 1. achou o cliente;
valor entre o produtor e o consumidor; 2. passou a conhece-lo;
. reconhece o papel fundamental que os clientes individuais 3. mantém-se em contato com o cliente;
têm, não apenas como compradores, mas na definição do valor que 4. tenta assegurar que o cliente obtenha aquilo que quer –
desejam. Anteriormente, esperava-se que as empresas identificassem não apenas em termos de produto, mas também em todos
e fornecessem esse valor a partir daquilo que elas consideravam os aspectos do relacionamento cliente-empresa;
como um produto. Com o marketing de relacionamento, entende-se 5. verifica se o cliente está obtendo o que foi prometido.
que o cliente ajuda a empresa a fornecer o pacote de benefícios que Desde que, naturalmente, isso também seja vantajoso
ele valoriza. Assim, o valor é criado com os clientes e não por eles; para a empresa.
. exige que uma empresa, como conseqüência de sua
estratégia de marketing e de seu foco sobre o cliente, planeje e alinhe Segundo Kotler e Armstrong, podemos distinguir cinco
seus processos de negociação, suas políticas de comunicação, sua diferentes níveis de relacionamento com clientes, independentemente
tecnologia e seu pessoal para manter o valor que o cliente individual da natureza dos produtos transacionados, que são os seguintes:
deseja; . Básico – O vendedor vende o produto, mas não faz
. é um esforço contínuo e colaborativo entre comprador e o qualquer acompanhamento posterior;
vendedor. Desse modo, funciona em tempo real; . Reativo – O vendedor vende o produto e incentiva os
. reconhece o valor dos clientes por seu período de vida de clientes a ligarem sempre que tiverem algum problema ou dúvida;
consumo e não como clientes ou organizações individuais que devem . Confiável – O vendedor liga para o cliente após a venda
ser abordados a cada ocasião de compra. Ao reconhecer o valor do para verificar se o produto satisfez suas expectativas ou se houve
período da vida, o marketing de relacionamento procura unir decepções; pede sugestões para melhorar o produto, o que ajudará a
progressivamente a empresa aos clientes; empresa a aperfeiçoar continuamente suas ofertas;
. procura construir uma cadeia de relacionamentos dentro da . Proativo – O vendedor ou outra pessoa da empresa liga
organização para criar o valor desejado pelos clientes, assim como para o cliente de tempos em tempos com sugestões para usar melhor
entre a organização e seus principais participantes, incluindo o produto ou para oferecer novos produtos;
fornecedores, canais de distribuição intermediários e acionistas. . Parceria – a empresa trabalha continuamente com o cliente
para identificar meios de oferecer melhor valor.
O marketing de relacionamento é o uso de várias técnicas
e processos de marketing, vendas, comunicação e cuidado com 14. Segmentação de mercado.
o cliente para: “A necessidade de segmentar a base de clientes está sendo
atacada. Tecnologia, canais e cultura de venda são fundamentais para o
115

nosso sucesso. A segmentação da base de clientes tem o propósito de


racionalizar ainda mais o uso dos recursos das agências e dos canais
eletrônicos”. Relacionamento Integral -
OBJETIVOS
Melhorar o posicionamento no mercado e aumentar a rentabilidade do
segmento Pessoa Física, sendo o primeiro em participação de mercado
RMA
no segmento Pessoa Física até Renda Média (Renda Baixa, Renda Média
Baixa e Renda Média).
Ser reconhecido como o principal Banco das Micro, Pequenas e Médias

Relacionamento EssencialAtender
Empresas em volume de negócios, por meio de operações eficientes e
rentáveis.
- com novo modelo de
cartões/canais/
Aumentar a venda cruzada de produtos, nivelando a CAIXA aos seus RM E RB contas de baixíssimo custo.
principais concorrentes.
o 20% bancarizados Venda cruzada seletiva - crédito seletivo.
Posicionar-se em até 5 lugar na pesquisa das Marcas Campeãs do
Mercado Financeiro Brasileiro. Produtos-Foco: Título de Capitalização,
Garantir baixo custo de distribuição dos recursos de Habitação e Poupança e
Transferência de Benefícios em toda a Rede. Carta de Crédito FGTS.
Ser o principal captador de recursos, em especial nos produtos
1.1 PESSOA JURÍDICA
fornecedores de funding para Habitação.
Ampliar a transferência de recursos oriundos das Loterias Federais e
outros jogos para o Governo Federal. Através dos diagnósticos e análises efetuados, verificou-se que a posição
da CAIXA, perante o mercado do Segmento Empresarial, é muito
competitiva no Segmento de Micro e Pequenas Empresas, e pouco
SEGMENTAÇÃO PF – FOCOS PRINCIPAIS competitiva no Segmento Grandes e Médias Empresas tendo em vista o
que segue:
Na pesquisa verificou-se a existência de três segmentos
de Renda: denominados: Relacionamento
Personalizado (Renda Alta), Relacionamento
Integral (Renda Média Alta) e Relacionamento
Essencial (Renda Média e Renda Baixa), cujas
necessidades de compra do cliente e necessidade
de atuação da empresa encontram-se
distribuídas de acordo com a figura seguinte.
Especializado em Fundos, Poupança,
Relacionamento Personalizado - Hipotecárias,
Letras RA Seguro de Vida e de
Automóveis e Previdência Privada.
Atuar como Banco de segundo relacionamento.

Gama completa de Produtos


Foco em crédito, Cheque especial e
outros produtos para venda cruzada.
Atuar como Banco de primeiro relacionamento.
116

INTEGRAL
NECESSIDADES E EXIGÊNCIAS VARIAM MUITO ENTRE OS SEGMENTOS
ESSENCIAL
• Utilizam linha de produtos ampla e complexa PESSOA JURÍDICA
• Demandas por produtos customizados
GRANDES • Exigematendimento especializado e autonomia
• Esperam qualidade técnica da área de análise de risco MICROEMPRESAS
• Exigemcapacidade e know-howpara operar comgrandes volumes

• Esperamprofissionalismo e expertise do interlocutor


PEQUENAS, MÉDIAS
MÉDIAS • Exigematenção e capacidade de decisão GRANDES
• Queremflexibilidade de condições, especialmente preços
• Buscamessencialmente crédito ESTADOS E MUNICÍPIOS

• Utilizamgama restrita de produtos e preferemos menos complexos


MICROE
2.1 SEGMENTOS PESSOA FÍSICA
PEQUENAS • Valorizam o contato pessoal e têmumpadrão mais informal

• Exigemmenos qualificações técnicas e mais os aspectos de


relacionamento De acordo com o diagnóstico levantado através da pesquisa realizada a
Segmentação CAIXA para Pessoa Física foi definida utilizando-se as
• Proximidade da agência é importante variáveis Renda Individual e Volume de Negócios:
• Temgrande demanda por crédito mas alguma dificuldade para obtê-lo
Essencial: de 0 a 10 Salários Mínimos e/ou de R$ 0,00 a R$5.000,00 em
volume de negócios *;
SEGMENTAÇÃO CAIXA
Integral: de 10 a 30 Salários Mínimos e/ou de R$ 5.000,00 a R$
30.000,00 em volume de negócios*;
Através dos resultados apresentados pelos estudos, diagnósticos e
pesquisas realizadas, a CAIXA adotou como Segmentos: Personalizado: Acima de 30 Salários Mínimos e/ou maior que R$
30.000,00 em volume de negócios *.
PESSOA FÍSICA
Obs.: * volume de negócios = Soma dos saldos médios do último trimestre

PERSONALIZADO dos produtos: conta corrente e aplicações financeiras (poupança, fundos


de investimento, RDB/CDB,LH)
117

Os clientes dos Relacionamentos Personalizado, Integral e Essencial O Segmento Essencial é o alvo da missão social da CAIXA. Cerca de 50%
serão atendidos por Gerentes de Relacionamento, os quais receberão da população brasileira mantém algum tipo de relação com a Empresa,
carteiras com clientes plenamente identificados, de acordo com o seu sendo atendido através desse segmento. Considerando o mercado, é um
potencial e indicativos de venda. segmento quase exclusivo da CAIXA. É o Segmento que no Brasil tem 21
milhões de domicílios, com renda de até 10 SM, com o seguinte perfil:
10 milhões de domicílios, com renda inferior a 2 SM são
2.1.1 SEGMENTO ESSENCIAL
desbancarizados.
Com renda de 2 a 5 SM:
OBJETIVOS  pouco sofisticados no uso do sistema bancário (só 20% tem conta
corrente)
Fortalecimento da missão da CAIXA no oferecimento de  baixo nível de educação
produtos e serviços de baixo custo.  possui cerca de 1,5 produtos por cliente e se relacionam com 1,3
bancos
Reformulação dos processos de atendimento em Com renda de 5 a 10 SM:
transferência de benefícios.  pouco sofisticados no uso do sistema bancário
 baixo nível de educação
Redução de Custos - Atendimento qualificado e de baixo  possui cerca de 2,2 produtos por cliente e se relacionam com 1,5
custo: bancos
 Cartões  representam 22% da população e detêm15% do PIB
 Lotéricos É um Segmento com poucos relacionamentos bancários e baixo número
 Contas de Baixo Custo de produtos, sendo os mais utilizados a poupança e capitalização.
 Auto-Atendimento, ATM/Cash dispenser/ PAE
 Rede Shop 2.1.2 SEGMENTO INTEGRAL
 Débito Automático

Aumento da Rentabilidade. OBJETIVOS

Foco em produtos rentáveis: Definir estratégias de relacionamento com os clientes do


 Poupança segmento;
 Capitalização Identificar/Adequar produtos, de acordo com as necessidades
 Crédito identificadas dos clientes do Relacionamento Integral;
 Carta de crédito FGTS
Selecionar o mix adequado: produtos e canais para o
Incremento do uso de Canais de Venda de baixo custo: relacionamento com os clientes do segmento;
 Venda cruzada
 Caixa do Trabalhador Maximizar resultado através da venda de produtos adequados
ao perfil do segmento;
Acompanhar o mercado bancário de forma a identificar
CARACTERÍSTICAS produtos mais competitivos;
Prospectar novas oportunidades de negócio;
118

Estimular o uso dos canais alternativos adequados ao Acompanhar o mercado – clientes, produtos, canais, comunicação,
segmento; prospectando novas tecnologias e formas de atendimento, coletando
Aumentar a penetração de produtos por cliente do segmento, dados e analisando informações, com vistas a oportunizar estratégias para
incentivando a venda cruzada: o negócio;

 Alavancando a extensa base de relacionamentos da CAIXA; Identificar as necessidades de insumos materiais, tecnológicos e humanos
para o bom desempenho das relações de negócio;
 Utilizando de forma mais integrada a gama de produtos da CAIXA,
focando naqueles com maior potencial de resultado (cheque Garantir relacionamento com o cliente com resultado financeiro positivo
especial e cartão de crédito); para a Empresa;

Estender o relacionamento aos familiares;


 Fazendo maior uso de informações e ferramentas de suporte à
venda.

Tornar a CAIXA o banco de Primeiro Relacionamento com Canal agência reforçado por canais virtuais.
o cliente (relacionamento principal).
CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS
O Segmento Personalizado é o mais expressivo em termos de retorno
Os clientes deste segmento são muito importantes para a CAIXA, pois são financeiro. No mercado brasileiro é representado por 2 milhões de famílias
compostos por pessoas de alta relevância econômica para o país, com renda acima de 30 Salários Mínimos, que representam 40% do PIB.
representando 35% do PIB nacional.
Composto por aproximadamente 6 milhões de famílias com renda entre 10 A seguir, apresentamos algumas características do seu perfil:
e 30 Salários-Mínimos, bom nível de educação e alto grau de qualificação
profissional, este segmento possui como características:  65% com nível superior;
 92% são bancarizados;
• Cerca de 78% das famílias são bancarizadas;  sofisticados em relação a bancos;
• 46% utilizam as centrais telefônicas;  consomem em média 4,0 produtos;
• 10% utilizam Home-Banking e/ou Internet-Banking;  cerca de 1,7 relações com banco por cliente;
• média de 2,9 produtos por cliente.  40% já utilizam Home-Banking e/ou Internet-Banking.
2.1.3 SEGMENTO PERSONALIZADO
UTILIZAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS

OBJETIVOS Este segmento compra produtos de investimento e risco fora de sua


relação principal, isto é, movimentam uma conta corrente em determinado
Conhecer o cliente e seu comportamento bancário, ofertando produtos e banco (primeira relação) com pagamentos, saques, utilização de cheque
serviços adequados ao seu perfil, através do canal mais apropriado, especial, cartões de crédito, etc e mantêm fundos de investimento, seguro
segundo critérios de potencialidade e rentabilidade; de vida e previdência em um outro banco (segundo relacionamento).
119

2.2 SEGMENTO PESSOA JURÍDICA

OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS PARA ATUAÇÃO EM MICRO, M


Mod
ode
elo
lod
de
e
MÉDIAS E PEQUENAS EMPRESAS En
Enfoq
foqu
ue
e Ca
Cart
rte
eir
ir
a
ate
ten
nd
dim
ime
en
ntto
o
A CAIXA quer ser o primeiro banco nestes segmentos:
Atuação pró-ativa • Atendidas pelo gerente • Gerenteempr
Pe
Peq
qu
ueennaas/
s/ • Aumento das vendas empresarial tanto em temcarteirad
 Aumentando sua participação para se tornar líder de mercado; M
Mééd
dia
iass através de suas necessidades PF clientes
 Atuando de forma a aumentar sua rentabilidade; relacionamento quanto PJ
 Cumprindo com seu papel junto ao Governo Federal: • Prospecçãodenovos
fomentando desenvolvimento por meio de suporte econômico e clientes
financeiro às Micro, Pequenas e Médias Empresas;
contribuindo para desenvolvimento local e regional e para Receptiva
manutenção do número de empregos e ocupações.
M
Micro
icro
Atuação reativa • Atendidas emsuas
MODELO DE ATENDIMENTO PARA MICRO, PEQUENAS E • Atendeclientes com necessidades PF pelo • AgenteEmpre
MÉDIAS EMPRESAS demandapor produtos AgenteEmpresarial deveatender
pararealizar avenda • AgenteEmpresarial clientes micro
• Não faz prospecção e faz oatendimento do interessadas
não enfocao dia-a-diadaPJ adquirir produ
relacionamento

RODUTOS-FOCO (PF E PJ)


A Estratégia de Segmentação CAIXA baseia-se no relacionamento e
atendimento ideal para cada segmento de clientes, com objetivo de
atender plenamente suas necessidades.
Cada segmento identificado possui necessidades diferentes, inclusive no
que diz respeito a produtos da CAIXA.
Para atender o cliente e direcionar esforços, priorizando comercialização
de produtos para cada segmento, foram estabelecidos produtos-focos:

15. Administração do tempo.


120

O tempo efetivo que um gerente de vendas investe em passaram a ter seus interesses zelados por um diploma moderno,
atividades exclusivas de vendas, conforme estudos estatísticos, gira entre eficiente e de fácil compreensão.
5% (cinco por cento) a 15% (quinze por cento) das horas úteis disponíveis A idéia de tutelar os direitos dos consumidores datam do Brasil Império,
a este gerente. mas somente adquiriu status de matéria constitucional em 1934. O Código
Como esse percentual é muito reduzido, verificou-se a de Defesa do Consumidor foi promulgado em 11 de setembro de 1990 e
necessidade de se otimizar o tempo que lhe é disponibilizado. Assim, os entrou em vigor seis meses depois, ou seja, em 11 de março de 1991. Sua
produtos são escalonados conforme as suas prioridades, ou seja, promulgação ocorreu em decorrência de mandamento constitucional.
conforme as prioridades de cada PV (Posto de Venda = Agência) em PUBLICIDADE ENGANOSA E ABUSIVA FRENTE AO
sentido micro e de cada EN (Escritório de Negócios), em sentido menos CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
micro e tendendo para o macro. De forma que o resultado seja positivo Com o objetivo de desenvolverem as suas atividades empresariais,
para a CAIXA como um todo (bem macro) e o resultado final da empresa o comércio e a indústria necessitam divulgar os produtos e serviços por
seja favorável para cada exercício contábil. eles produzidos e prestados, a fim de que desperte interesse nos
A Caixa criou o SIGAT (sistema responsável pelo cadastramento consumidores.
de seus clientes, onde são apostados todos os itens que deverão As pessoas compram coisas por dois motivos essenciais:
influenciar na qualificação de cada cliente). Criou, ainda, o SIRIC (que é o necessidades e impulsos. As necessidades nem sempre são reais, elas
sistema de análise de risco). O SIGAT (cadastramento completo do são criadas pela publicidade, sem a qual não haveria como colocar no
cliente) e o SIRIC, a Caixa pode otimizar o tempo de seus gerentes como mercado cada vez mais produtos que, a rigor, ninguém precisa.
um todo e seu pessoal em particular, fazendo com que, pró ativamente, Nosso ordenamento jurídico não obriga a ninguém a anunciar os
cada vendedor saiba relacionar quem ele (vendedor) deverá procurar seus produtos ou serviços, porém, se o fizer, a sua publicidade está sujeita
primeiramente. a uma série de deveres impostos pelo Código de Proteção e Defesa do
Enfim, com os mecanismos utilizados pela Caixa, cada gerente Consumidor, Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, (CDC).
perderá menos tempo na procura de clientes e poderá administrar seu RESUMO DA LEI 8.078
tempo e o de seus subordinados, gerando um resultado muito maior para
a empresa. Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou
jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como
16. Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. destinatário final.
DIREITOS DO CONSUMIDOR
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a
A sociedade contemporânea possui uma grande característica que coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja
é a comunicação1. Através dela as pessoas ficam sabendo das últimas intervindo nas relações de consumo.
notícias, acontecimentos, novidades sobre pessoas, produtos, serviços,
entre outros. Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou
Para que a sociedade possa saciar o seu desejo consumidor jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem
mister que ela tenha conhecimento sobre quais produtos ou serviços como os entes despersonalizados, que desenvolvem
estão no mercado a sua disposição. Esta tarefa é incumbida à atividade de produção, montagem, criação, construção,
publicidade. transformação, importação, exportação, distribuição ou
Com o advento do Código de Defesa do Consumidor, em 1990, a comercialização de produtos ou prestação de serviços.
publicidade passou a ser regulada seriamente e os consumidores
§ 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel,
material ou imaterial.
1
121

§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo


mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios
natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou
as decorrentes das relações de caráter trabalhista. inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o
valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a
Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou
mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das
estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da partes viciadas.
existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos
consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de
construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua
acondicionamento de seus produtos, bem como por informações escolha:
insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
I - a substituição do produto por outro da mesma
§ 1° O produto é defeituoso quando não oferece a espécie, em perfeitas condições de uso;
segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em
consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: II - a restituição imediata da quantia paga,
monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e
I - sua apresentação; danos;

II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se III - o abatimento proporcional do preço.


esperam;
§ 6° São impróprios ao uso e consumo:
III - a época em que foi colocado em circulação.
I - os produtos cujos prazos de validade estejam
§ 2º O produto não é considerado defeituoso pelo vencidos;
fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.
II - os produtos deteriorados, alterados, adulterados,
§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou
importador só não será responsabilizado quando provar: à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as
normas regulamentares de fabricação, distribuição ou
I - que não colocou o produto no mercado; apresentação;
II - que, embora haja colocado o produto no III - os produtos que, por qualquer motivo, se revelem
mercado, o defeito inexiste; inadequados ao fim a que se destinam.
III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Da Decadência e da Prescrição
Da Responsabilidade por Vício do Produto e do Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios
Serviço aparentes ou de fácil constatação caduca em:
122

I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má


serviço e de produtos não duráveis; administração.

II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de Da Publicidade


serviço e de produtos duráveis.
Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma
§ 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.
partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução
dos serviços. Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de
seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para
§ 2° Obstam a decadência: informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos
e científicos que dão sustentação à mensagem.
I - a reclamação comprovadamente formulada pelo
consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou
resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de abusiva.
forma inequívoca;
§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação
II - (Vetado). ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente
falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de
III - a instauração de inquérito civil, até seu induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,
encerramento. características, qualidade, quantidade, propriedades, origem,
preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
§ 3° Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial
inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade
discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de
reparação pelos danos causados por fato do produto ou do julgamento e experiência da criança, desrespeita valores
serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se
contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou
autoria. segurança.
Parágrafo único. (Vetado). § 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é
enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado
SEÇÃO V essencial do produto ou serviço.
Da Desconsideração da Personalidade Jurídica § 4° (Vetado).
Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da
personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.
do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder,
infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou Da Cobrança de Dívidas
contrato social. A desconsideração também será efetivada
quando houver falência, estado de insolvência, encerramento
123

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso


inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a da quantia já paga, nos casos previstos neste código;
qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
III - transfiram responsabilidades a terceiros;
Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia
indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas,
dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem
monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

Da Proteção Contratual V - (Vetado);

Disposições Gerais VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em


prejuízo do consumidor;
Art. 46. Os contratos que regulam as relações de
consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for dada a VII - determinem a utilização compulsória de
oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou arbitragem;
se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a
dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. VIII - imponham representante para concluir ou
realizar outro negócio jurídico pelo consumidor;
Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas
de maneira mais favorável ao consumidor. IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não
o contrato, embora obrigando o consumidor;
Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no
prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente,
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de variação do preço de maneira unilateral;
fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do
estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato
domicílio. unilateralmente, sem que igual direito seja conferido ao
consumidor;
Das Cláusulas Abusivas
XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cobrança de sua obrigação, sem que igual direito lhe seja
cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e conferido contra o fornecedor;
serviços que:
XIII - autorizem o fornecedor a modificar
I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua
responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza celebração;
dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de
direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas
consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, em ambientais;
situações justificáveis;
XV - estejam em desacordo com o sistema de
proteção ao consumidor;
124

XVI - possibilitem a renúncia do direito de estados, municípios e empresas estatais); situação que, certamente,
indenização por benfeitorias necessárias. deve ser incentivada e ampliada.
O Conselho Monetário Nacional permitiu que os
Art. 52. § 1° As multas de mora decorrentes do intermediários financeiros se transformassem em bancos múltiplos,
inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser que englobam atividades até então segmentadas por instituições
superiores a dois por cento do valor da prestação.(Redação dada financeiras exclusivas.
pela Lei nº 9.298, de 1º.8.1996) O Sistema Financeiro Nacional é composto por um conjunto
de instituições que realizam a intermediação financeira, bem como de
órgãos que criam normas (CMN) e fiscalizam este processo (BACEN).
17. ESTRUTURA E FUNÇÕES DO SISTEMA FINANCEIRO O SFN está dividido em duas grandes áreas, que têm, em
NACIONAL suma, a função de viabilizarem e facilitarem o processo de
intermediação financeira: área operativa e área normativa.
A área normativa tem como órgão máximo o Conselho
Monetário Nacional, que regula e controla a área operativa,
Estruturado e regulamentado pela Lei n°. 4.595, de através de normas legais expedidas pelas autoridades monetárias.
31/12/1964 (Lei da Reforma Bancária). A área operativa é constituída pelas instituições financeiras
A partir de 1967, houve uma evolução no sistema financeiro, públicas e privadas, que atuam no mercado financeiro.
tendo como característica maior a concentração de instituições Órgãos que integram o SFN:
financeiras, por meio de fusões e incorporações bancárias e de
incentivos à capitalização de empresas.
Essa característica vem evoluindo até hoje. Perto da virada do
século XX, muitas instituições financeiras foram encampadas,
incorporadas e/ou fundidas.
Os bancos estaduais foram, em grande parte, vendidos para
instituições financeiras privadas.
O estado vem, particularmente nesta década de 90,
afastando-se da área operacional bancária, deixando para o setor
privado a efetiva operacionalização deste setor.
Por motivos estratégicos, ainda estão sendo mantidas
instituições como o Banco do Brasil - BB e a Caixa Econômica Federal
- CAIXA, até porque, estes têm funções bem definidas e um papel de
controlador do mercado bancário. Servem como verdadeiros
paradigmas para o setor financeiro, colocando em prática as normas
ditadas pelo Conselho Monetário Nacional - CMN e fiscalizadas pelo
Banco Central do Brasil – BACEN ou BC. S I – AUTORIDADES - Conselho Monetário Nacional (CMN)
Como paradigmas, ou “termômetros”, o Banco do Brasil e a I MONETÁRIAS - Banco Central do Brasil (BACEN)
CAIXA forçam os demais bancos a manterem-se, ao máximo, o mais S
próximo das políticas econômicas e financeiras desejadas pelo T II – AUTORIDADES - Comissão de Valores Mobiliários
governo federal. (CVM)
Tem-se verificado, ultimamente, uma intensificação do papel E DE APOIO - Banco do Brasil S.A. (BB)
dos bancos privados como financiadores do setor público (União, M - Banco Nacional de Desenvolvimento
125

A Econômico e Social (BNDES) . BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e


- Caixa Econômica Federal Social
(CAIXA) . CAIXA – Caixa Econômica Federal
2 – Subsistema de Intermediação:
F III – INSTITUIÇÕES - Bancos múltiplos - AGENTES ESPECIAIS:
I BANCÁRIAS - Bancos comerciais . Banco do Brasil S/A
N - Caixas Econômicas Estaduais . BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
A Social
N IV – INSTITUIÇÕES - Sociedades de Crédito . CAIXA – Caixa Econômica Federal
Imobiliário - Demais Instituições Bancárias, Não-Bancárias e
C NÃO-BANCÁRIAS - Associações de Poupança Auxiliares.
E e Empréstimo Observe-se que as Bolsas de Valores, Bolsas de Mercadorias e
I - Bancos de Investimento Futuros, Sociedades de Arrendamento Mercantil, Agência de Fomento,
R - Bancos de Desenvolvimento Corretoras de Valores Mobiliários, Distribuidoras de Valores Mobiliários e
O - Sociedades de Crédito, Agentes Autônomos, COMO INSTITUIÇÕES AUXILIARES, NÃO são
Financiamento e Instituições Financeiras. TODAS estas instituições são INSTITUIÇÕES
investimento AUXILIARES DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL.
- Companhias Seguradoras
IMPORTANTE!
N V - INSTITUIÇÕES - Bolsas de Valores O Sistema Financeiro Nacional tem como órgão máximo de
A AUXILIARES - Sociedades Corretoras e regulação e fixação da política monetária e creditícia o Conselho
Distribuidoras Monetário Nacional.
C - Fundos Mútuos de Investimento Fazem parte da área normativa o Banco Central do Brasil, o
I - Agentes autônomos de investimento Banco do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários.
O
N ATENÇÃO!! O CMN e o BACEN são chamados de
A autoridades monetárias do País.
L
Art. 1°., da Lei 4.595/64: “O Sistema Financeiro Nacional,
estruturado e regulado pela presente Lei, será constituído:
O Sistema Financeiro Nacional, então, está dividido em dois I – do Conselho Monetário Nacional;
subsistemas: II – do Banco Central da República do Brasil;
1 – Subsistema Normativo: III – do Banco do Brasil S.A.;
- Conselho Monetário Nacional IV – do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
- Banco Central do Brasil (hoje, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social –
- Comissão de Valores Mobiliários BNDES);
- Conselho de Recursos do SFN V – das demais instituições financeiras públicas e
- SUSEP – Superintendência de Seguros Privados privadas”.
- SPC – Secretaria de Previdência Complementar
- AGENTES ESPECIAIS: OBS.: Art. 17 – “Consideram-se instituições financeiras, para
. Banco do Brasil S/A os efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou
126

privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, Criou, ainda, subordinado ao CMN, a Comissão Técnica da
intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de Moeda e do Crédito, com competência básica de regulamentar as
terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de matérias da MP 542, de responsabilidade do CMN, cujos componentes
propriedade de terceiros”. são:
Parágrafo Único – “Para os efeitos desta Lei e da legislação - Presidente do Banco Central do Brasil;
em vigor, equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que - Presidente da Comissão de Valores Mobiliários;
exerçam qualquer das atividades referidas neste artigo, de forma - Secretários do Tesouro Nacional e da Política Econômica do
permanente ou eventual”. Ministério da Fazenda;
- Diretores da Política Monetária, de Assuntos Internacionais e
Conselho Monetário Nacional; de Normas e Organização do Sistema Financeiro, todos do
Banco Central.
O CMN é o órgão máximo do SFN. Está colocado na cúpula As comissões consultivas são:
do SFN. É o órgão disciplinador da moeda e do crédito. Sua função é Normas e Organização do Sistema Financeiro;
deliberativa. É, assim, um órgão exclusivamente normativo e não Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros;
executivo. Crédito Rural;
Atua, então, como um órgão sistematizador da política Crédito Industrial;
monetária e creditícia nacional, objetivando o cumprimento das metas Endividamento Público;
econômicas e sociais da União. Política Monetária Cambial;
Suas deliberações ocorrem mediante resoluções, por maioria Processos Administrativos.
de votos, cabendo ao presidente do Conselho a prerrogativa de deliberar
ad referendum (depende do referendo pelos demais membros; da OBJETIVOS DO CMN:
apreciação e concordância deles) dos demais membros, nos casos de (conforme artigo 3°., da Lei 4.595/64)
urgência e de relevante interesse ao SFN. - adaptar o volume dos meios de pagamento às reais
As deliberações do presidente do CMN, de forma necessidades da economia nacional e seu processo de
monocrática, são submetidas ao colegiado na primeira reunião que se desenvolvimento;
seguir àquela deliberação. - regular o valor interno da moeda, prevenindo ou corrigindo
O CMN reuni-se, ordinariamente, uma vez por mês e, os surtos inflacionários ou deflacionários, de origem interna e
extraordinariamente, sempre que for convocado por seu presidente. externa;
O BACEN é quem exerce a Secretaria-Executiva do CMN. - regular o valor externo da moeda e o equilíbrio do balanço
IMPORTANTE!! O CMN é “órgão legislativo”, enquanto o de pagamentos do País;
BACEN é “órgão executivo”. - orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras
Na verdade, o CMN normatiza, as instituições financeiras públicas ou privadas, de forma a garantir condições favoráveis
executam as normas e o BACEN fiscaliza a aplicação de tais normas. ao desenvolvimento equilibrado da economia nacional;
Portanto, o BACEN é, na verdade, um órgão executor-fiscalizador do SFN. - propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos
A Medida Provisória n°. 542, de 30/06/1994, que criou o Plano instrumentos financeiros, de forma a tornar mais eficiente o
Real, simplificou a composição do CMN, que passou a ser integrado pelos sistema de pagamento e mobilização de recursos;
seguintes membros: - zelar pela liquidez e pela solvência das instituições
- Ministro da Fazenda, como Presidente do Conselho; financeiras;
- Ministro-Chefe da Secretaria do Planejamento, Orçamento e - coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária,
Gestão; fiscal e da dívida pública interna e externa.
- Presidente do Banco Central.
127

COMPETÊNCIA DO CMN: - estatuir normas para as operações das instituições


(o artigo 4°., da Lei 4.595/64, determina que compete financeiras públicas;
privativamente ao Conselho Monetário Nacional) - fixar o recolhimento compulsório sobre os depósitos;
- aprovar o regimento interno e as contas do BACEN, sem
- autorizar a emissão de papel moeda; prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União –
- aprovar os orçamentos monetários preparados pelo BACEN, TCU;
por meio dos quais estimarão as necessidades globais de - colaborar com o Senado Federal na instrução dos processos
moeda e crédito; de empréstimos externos dos Estados, do Distrito Federal e
- definir a forma como o BACEN administrará as reservas dos Municípios;
internacionais vinculadas; - baixar normas que regulem as operações de câmbio,
- fixar diretrizes e normas de política cambial, inclusive inclusive swaps (swap (suóp) sm (ingl.) Econ.: Compra de
compra e venda de ouro e quaisquer operações em moeda câmbio à vista, vinculada à venda futura. Os swaps são
estrangeira; acordos privados para a troca futura de fluxos de caixa,
- disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as respeitando-se uma fórmula preestabelecida), fixando limites,
operações creditícias em todas as suas formas, inclusive taxas, prazos e outras condições;
aceites, avales e prestações de quaisquer garantias por parte - regular o Mercado de Capitais, conforme determinado pela
das instituições financeiras; Lei;
- determinar as características gerais das cédulas e das - estabelecer os limites e as condições de ingresso no País e
moedas; saída do País da moeda nacional;
- determinar o percentual máximo dos recursos que as - regular as operações de redesconto de liquidez;
instituições financeiras poderão emprestar a um mesmo
cliente ou grupo de empresas; “SEM O ESFORÇO DA BUSCA, TORNA-SE IMPOSSÍVEL A
- estipular índices e outras condições técnicas sobre encaixes, ALEGRIA DA CONQUISTA”.
imobilizações e outras relações patrimoniais a serem
observadas pelas instituições financeiras; Banco Central do Brasil;
- expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem
observadas pelas instituições financeiras; O BACEN foi criado pela Lei 4.595/64, vindo a substituir a
- delimitar, com periodicidade não inferior a dois anos, o antiga SUMOC – Superintendência da Moeda e do Crédito - e tem como
capital mínimo das instituições financeiras privadas, levando atribuição principal executar as normas elaboradas pelo CMN.
em conta sua natureza, bem como a localização de suas Conforme a Lei 4.595/64, compete exclusivamente ao Banco
sedes e agências ou filiais; Central as seguintes atribuições:
- estabelecer normas a serem observadas pelo BACEN em - recolher o papel moeda destruído ou danificado (dilacerado);
suas transações com títulos públicos e de entidades de que - receber os recolhimentos compulsórios dos bancos
participe o Estado; comerciais e os depósitos voluntários das instituições
- autorizar o BACEN e as instituições financeiras públicas financeiras e bancárias que operam no País;
federais a efetuar a subscrição, compra e venda de ações e - realizar operações de redesconto e empréstimo às
outros papéis emitidos ou de responsabilidade das instituições financeiras dentro de um enfoque de política
sociedades de economia mista e empresas do Estado; econômica do Governo ou como socorro a problemas de
- disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos liquidez;
corretores de fundos públicos; - regular a execução dos serviços de compensação de
cheques e outros papéis;
128

- efetuar, como instrumento de política monetária, operações - Executor da Política Monetária: Controle dos meios de pagamento
de compra e venda de títulos públicos federais; (liquidez no mercado); Orçamento monetário/Instrumentos de política
- emitir títulos de responsabilidade própria, de acordo com as monetária.
condições estabelecidas pelo CMN; - Banco Emissor: Emissão do meio circulante / Saneamento do meio
- exercer o controle de crédito sob todas as suas formas; circulante.
- exercer a fiscalização das instituições financeiras, punindo- - Banqueiro do Governo: Financiamento ao Tesouro Nacional (via emissão
as quando necessário; de títulos públicos); Administração da dívida pública interna e externa;
- autorizar o funcionamento, estabelecendo a dinâmica Gestor e fiel depositário das reservas internacionais do País;
operacional, de todas as instituições financeiras; Representante junto às instituições financeiras internacionais do Sistema
- estabelecer condições para o exercício de quaisquer cargos Financeiro Nacional.
de direção nas instituições financeiras privadas;
- vigiar a interferência de outras empresas nos mercados EM RESUMO: É POR MEIO DO BACEN QUE O ESTADO
financeiros e de capitais; INTERVÉM DIRETAMENTE NO SISTEMA FINANCEIRO E,
- controlar o fluxo de capitais estrangeiros, garantindo o INDIRETAMENTE, NA ECONOMIA.
correto funcionamento do mercado cambial, operando,
inclusive, via ouro, moeda ou operações de crédito no O COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco
exterior; Central do Brasil foi instituído em 20 de junho de 1996, com o
- formular, executar e acompanhar a política monetária objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a
através de: Mecanismos das reservas bancárias; Operações taxa de juros. A taxa de juros é definida como a meta para a Taxa
de Mercado Aberto; Reservas Compulsórias; Assistência SELIC a vigorar no período entre reuniões do COPOM e, se for o
Financeira de Liquidez. caso, o seu viés (tendência). A Taxa SELIC é a taxa média ajustada
- controlar as operações de crédito em todas as suas formas; dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados
- formular, executar e acompanhar a política cambial e de no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC).
relações financeiras com o exterior através de: Regulação do Quando o COPOM estabelece viés (de alta ou de baixa),
Mercado de Câmbio; Administração das Reservas confere ao Presidente do Banco Central poderes para alterar, sem
Internacionais; Acompanhamento dos Movimentos de necessidade de convocar reunião extraordinária, a meta da Taxa SELIC
Capitais; Relacionamento com Organismos Internacionais e na direção do viés. Esta decisão é informada através de Comunicação
América Latina; Participação no Processo de Integração do divulgada no SISBACEN na véspera de vigência da nova meta.
Mercosul; Negociação da Dívida Externa; (IMPORTANTÍSSIMO: SE NÃO HOUVER VIÉS, OU SEJA, SE ELE FOR
- organizar, disciplinar e fiscalizar o Sistema Financeiro NEUTRO, O PRESIDENTE DO BACEN NÃO TEM PODERES PARA
Nacional e ordenamento do mercado financeiro; ALTERAR A TAXA OVER SELIC).
- emitir papel-moeda e moeda metálica e executar os serviços
do meio circulante.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES ACERCA DO BANCO
O Banco Central é conhecido como o “Banco dos Bancos”. É CENTRAL
o Gestor do Sistema Financeiro Nacional e Executor da Política Monetária.
Dessa forma, o BACEN pode ser considerado como: A Constituição de 1988 consagra dispositivos importantes para a
atuação do BACEN (BC), como o do exercício exclusivo da
- Bancos do Bancos: Depósitos Compulsórios; Redescontos de Liqüidez. competência da União para emitir moeda e o da necessidade de
- Gestor do Sistema Financeiro Nacional: Normas/autorizações aprovação prévia pelo Senado Federal, em votação secreta, após
Fiscalização/intervenção. argüição pública, dos designados pelo Presidente da República para os
129

cargos de presidente e diretores. Além disso, vedou ao BACEN (BC) a - Eficiência


concessão direta ou indireta de empréstimos ao Tesouro Nacional. A - Independência
Constituição de 1988 prevê, ainda, em seu artigo 192, a elaboração de Lei - Profissionalismo
Complementar do Sistema Financeiro Nacional, que deverá substituir a - Transparência
Lei 4.595/64, abrangendo vários e importantes aspectos da estruturação e
atuação do Banco Central. Funções:

Em 1988 o Banco Central retomou o processo de Planejamento a) formulação, execução e acompanhamento da política
Institucional, com a realização de um encontro de planejamento no nível monetária;
estratégico, contando com a participação do Presidente e diretores, e de b) controle das operações de crédito em todas as suas
trinta e um encontros de planejamento no nível tático, que contaram com a formas;
participação do corpo gerencial das unidades especial, centrais e c) formulação, execução e acompanhamento da política
regionais. cambial e de relações financeiras com o exterior;
d) organização, disciplinamento e fiscalização do
Missão do Banco: Assegurar a estabilidade do poder de compra Sistema Financeiro Nacional e ordenamento do
da moeda nacional. mercado financeiro;
e) emissão de papel-moeda e de moeda metálica e
Macroprocessos: execução dos serviços do meio circulante.

a) formulação e gestão das políticas monetária e 1. Política Monetária: A política monetária tem por
cambial; objetivo controlar a expansão da moeda e do crédito e
b) regulamentação e supervisão do Sistema Financeiro exercer o controle sobre a taxa de juros, procurando
Nacional; adequá-los às necessidades de crescimento
c) prestação de serviços de suporte às transações econômico e estabilidade de preços.
financeiras e ao meio Para tanto, utiliza-se de instrumentos clássicos:
circulante. i) operações de mercado aberto;
ii) reservas compulsórias e
Objetivos estratégicos, definidos para o período de 1998 a 2000: iii) assistência financeira de liquidez;
iv) contingenciamento de créditos.
- Promover o aperfeiçoamento do sistema financeiro
- Atuar no mercado internacional de capitais, na gestão Dos instrumentos disponíveis para a execução da política
do passivo externo monetária, o mais intensamente utilizado refere-se às operações de
- Rever o relacionamento com organismos multilaterais mercado aberto, por sua maior versatilidade em acomodar as variações
de desenvolvimento diárias de liquidez.
- Aperfeiçoar a administração do meio ambiente O segundo instrumento, mediante alterações das
- Aperfeiçoar as políticas de natureza administrativa exigências de reservas compulsórias sobre depósitos, é aplicado de modo
- Aperfeiçoar a política de comunicação do Banco a influenciar a disponibilidade das reservas bancárias e controlar a
Diretrizes: expansão dos agregados monetários, atuando sobre a sua multiplicação,
E, finalmente, a taxa cobrada na assistência financeira de liquidez
- Consistência determina o custo do não-cumprimento dessas exigibilidades
- Credibilidade compulsórias, influenciando a atuação dos agentes financeiros. Na
130

operacionalização desses instrumentos, o BC age sobre a disponibilidade venda de títulos do Tesouro Nacional, da carteira do BC, ou de emissão
e o custo das reservas bancárias, determinando, em última instância, as própria, como os Bônus do Banco Central – BBC.
condições monetárias e creditícias prevalecentes na economia. Na execução da política monetária, a venda de títulos pelo
1.1- O mecanismo das reservas bancárias: Os bancos têm BC ao sistema bancário provoca a redução das reservas bancárias e o
uma conta-corrente no BC (BACEN), através da qual recebem créditos e contrário ocorre no caso de compra de títulos. O controle do papel-
débitos das demais instituições financeiras, do Tesouro Nacional e do moeda emitido e das reservas bancárias (que, juntos, formam o
próprio Banco Central, ou seja, é por essa conta que as instituições passivo monetário do BC ou a base monetária) implica o controle dos
financeiras realizam suas operações. meios de pagamento (papel-moeda em poder do público e depósitos
Se o volume de operações eleva o encaixe de uma à vista nas instituições financeiras).
instituição financeira acima do nível por ela julgado adequado, essa As intervenções (compras e vendas de títulos pelo BC)
instituição repassará esse montante ao BC (depósitos voluntários). são: operações compromissadas (o BC toma ou empresta recursos por
O saldo da conta de reservas bancárias de cada um prazo definido, vendendo ou comprando títulos com o compromisso de
instituição financeira é afetado, diariamente, positiva ou recomprá-los ou revendê-los em data combinada, a um determinado
negativamente, dependendo das operações realizadas, seja pela preço. Nessa operação (informal ou go-around), o BC atua no mercado
própria instituição financeira, seja pela sua clientela. Através do através de instituições dealers (são aquelas credenciadas periodicamente
mercado monetário, as instituições tratam de ajustar entre si seus pelo BC, selecionadas entre as mais atuantes do SFN) e nas operações
desequilíbrios, utilizando mecanismos do próprio mercado. definitivas, o título incorpora-se à carteira da instituição compradora. A
A movimentação financeira da sociedade, aí incluídas as compra ou venda definitiva realizada pelo BC dá-se, também, através dos
instituições financeiras não-bancárias, é capaz de influenciar o saldo leilões informais (por telefone apenas com os dealers) ou dos leilões
das reservas bancárias das instituições financeiras bancárias formais (por escrito), dos quais podem participar todas as instituições
individualmente, mas é incapaz de alterar o somatório dos saldos de financeiras.
reservas bancárias. Ou seja, o nível dessas reservas não é influenciado, O ajuste diário da liquidez é realizado através das
no curtíssimo prazo, pelas operações financeiras. Como a base monetária operações compromissadas, com intervenções do BC: antes de o
é a soma do papel-moeda emitido pelo BC com o saldo da conta de mercado começar a operar, o BC estima se há excesso no sistema
reservas bancárias, ela também não é afetada no prazo muito curto, o que bancário (undersold) ou deficiência de reservas (oversold).
significa dizer que o sistema não consegue criar nem destruir Na condução da política monetária, todas as operações
reservas enquanto ocorrer apenas a transferência de recursos entre são feitas através do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC),
os agentes econômicos. sistema de processamento de dados destinado ao registro das
Como o BC é a única instituição com poder de criar ou transações de todos os títulos públicos federais negociados no
destruir reservas bancárias no curtíssimo prazo (em prazos maiores, mercado aberto. Operações que não se relacionem com a política
uma alteração nos parâmetros da preferência do público por retenção de monetária, abrangendo transações referentes a títulos privados e alguns
moeda pode também contribuir para a criação ou destruição de reservas títulos públicos estaduais, são efetuadas através da Central de Custódia e
bancárias) resta a ele exercer o controle da liquidez. de Liquidação Financeira de Títulos (CETIP), sistema análogo ao SELIC.
Na ocorrência cotidiana de perdas e ganhos de saldos de
reservas bancárias entre as instituições financeiras, os saldos das contas 1.3 – Reservas compulsórias: Algumas instituições
podem exceder ou estar abaixo do recolhimento mínimo de reservas financeiras – especificamente bancos comerciais, bancos múltiplos com
estipulado pelo BC. Isso justifica a troca de reservas bancárias entre as carteira comercial e caixas econômicas - são obrigadas a manter uma
instituições pelo prazo de um dia (overnight), com lastro em títulos parcela de seus recursos à vista (hoje, 45%) e poupança (hoje, 15%) no
federais. BC. Isso impede que as instituições financeiras receptoras de depósitos à
1.2 – Operações de Mercado aberto: O controle da vista (e de poupança) possam emprestar recursos ao público
liquidez através de operações de mercado aberto consiste na compra ou indefinidamente.
131

Os recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista e o ao setor público, monitorando o cumprimento de limites para o seu
float bancário (recursos em trânsito de terceiros, depósito sob aviso, endividamento por intermédio do sistema financeiro (isso pode ser
cobrança e arrecadação de tributos e cheques administrativos) adotado para o setor privado).
representam o mais tradicional instrumento de política monetária. Esse
instrumento decorre da exclusiva capacidade de criar moeda 3. Política cambial e de relações financeiras com o
escritural que têm as instituições financeiras captadoras de recursos exterior: na área internacional compete ao BC:
à vista ao conceder crédito em conta-corrente a seus clientes. Ao realizar i) atuar no sentido de garantir o funcionamento do
crédito em conta-corrente, uma instituição bancária cria meios de mercado de câmbio, a estabilidade relativa das taxas de câmbio e o
pagamento que, ao serem utilizados pelo tomador de crédito, geram equilíbrio do balanço de pagamentos;
depósito em outra instituição financeira, que passa a dispor da capacidade ii) administrar as reservas cambiais do país;
de gerar novo crédito a outro cliente, e assim por diante. Essa repetição iii) promover a contratação de empréstimos e a colocação
é a capacidade de multiplicar a moeda no setor bancário e é isso que de títulos no exterior;
o BC controla, exigindo que certa parcela dos depósitos à vista e de iv) acompanhar e controlar os movimentos de capitais e
outras rubricas contábeis bancárias (por exemplo: poupança) permaneça v) negociar com as instituições financeiras e com os
depositada na autoridade monetária. Essa imposição define os saldos organismos financeiros estrangeiros e internacionais.
médio e mínimo que os bancos devem manter, em espécie (em dinheiro O BC busca ampliar as reservas internacionais em regime
“vivo”), depositados no BC. Como os depósitos à vista, os saldos de segurança, liquidez e rentabilidade adequadas; cuida da necessária
depositados no BC não recebem remuneração. regulamentação dos fluxos cambiais, relativos ao comércio exterior e aos
As instituições podem ficar sujeitas a recolhimento, ao BC, capitais estrangeiros; e promove o relacionamento financeiro global do
de até 100% dos depósitos à vista e de até 60% de outros títulos País com o exterior.
contábeis (por exemplo, poupança), por subscrição ou compra de títulos 3.1 – Regulação do Mercado de Câmbio: A taxa de câmbio
federais ou por recolhimento em espécie (dinheiro “vivo”). que representa o preço, em moeda nacional, da unidade monetária
1.4 – Assistência financeira de Liquidez: O BC pode estrangeira é formada pela oferta e demanda daquela divisa, isto é, pelo
conceder assistência financeira a instituições do SFN na forma de mercado de câmbio, cujos agentes são, do lado da oferta, os turistas
empréstimos de liquidez destinados a atender a eventuais problemas de estrangeiros, os exportadores de bens e serviços, os receptores de
liquidez experimentados pelas instituições, de natureza circunstancial e de investimentos externos e os tomadores de empréstimos e financiamentos
caráter breve. Esse empréstimo tem como propósito maior evitar que do exterior. Do lado da demanda os agentes são os turistas brasileiros, os
eventuais desequilíbrios de alguma instituição financeira possam investidores brasileiros no exterior, os importadores de bens e serviços, as
repercutir no sistema. O empréstimo é concedido por um dia, baseado em empresas que repatriam investimentos externos ou pagam lucros e
garantias reais e às taxas de juros mais punitivas do mercado. dividendos sobre eles e aquelas que amortizam ou pagam juros sobre
A partir de novembro de 1995, com a criação do empréstimos e financiamentos no exterior.
Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do SFN Em março de 1995, o regime cambial brasileiro foi
(PROER), surge uma nova modalidade de empréstimo de liquidez, que alterado, adotando-se o sistema de bandas cambiais. De
consiste na concessão de linhas especiais de assistência financeira para acordo com esse novo regime, a política cambial passou a ser
instituições com programas de reorganização administrativa, operacional gerida por um sistema de faixas de flutuação para a taxa de
ou societária, que resultem em transferência de controle acionário (fusão câmbio. A intervenção no banco Central no mercado de câmbio,
ou incorporação). através de leilões eletrônicos de compra ou venda, ocorreria
2. Controle das operações de crédito: O Banco Central sempre que as taxas de mercado atingirem os limites superior ou
divulga as decisões do CMN, baixa normas complementares e executa o inferior das faixas de flutuação, podendo também haver
controle e a fiscalização a respeito das operações de crédito em todas as intervenções no interior da faixa de flutuação para prevenir
suas modalidades. Pode atuar inclusive no contingenciamento do crédito oscilações indevidas nas cotações.
132

A atuação do BC no mercado de câmbio se dá através dos esses organismos, entre os quais podem ser mencionados: o Fundo
dealers. A missão primeira dos dealers é dar liquidez ao mercado Monetário Internacional (FMI), o Grupo Banco Mundial – do qual fazem
interbancário como um todo e a clientes finais de operações de parte o Banco Internacional de reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), a
câmbio, sendo obrigatória sua participação nos leilões sempre que Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), a Corporação
forem realizados pelo BC. Financeira Internacional (CFI) e a Agência Multilateral de garantia ao
É importante destacar o estreito relacionamento entre as Investimento (MIGA); o Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento
políticas cambial e monetária. Sempre que o BC intervém no – composto pelo próprio BID, pela Corporação Interamericana de
mercado de câmbio, comprando ou vendendo divisas contra a Investimentos (CII) e o BID também administra o Fundo Multilateral de
moeda nacional, ele o faz através de crédito ou débito na conta de Investimento (FUMIN); o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento,
reservas bancárias da instituição que vendeu ou comprou aquelas composto pelo próprio BAD e pelo Fundo Africano de Desenvolvimento
divisas, respectivamente. Assim ocorre, no primeiro caso, (FAD); o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia da Prata; o
expansão da base monetária e, no segundo, contração. Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola e a Organização
É livre o depósito de moeda nacional em conta de uma Mundial do Comércio. O Banco Central analisa e fornece fundamentos
instituição financeira do exterior, a qual, por sua vez, pode utilizá- técnicos para negociações de recomposição ou de aumento de capital,
la na aquisição de moeda estrangeira em um banco autorizado a assim como processos de adesão a novos organismos.
operar em câmbio no País, com a possibilidade de, 3.5 – Participação no Processo de Integração do
posteriormente, fazer a transferência para a conta do destinatário Mercosul: O Tratado de Assunção, assinado pelos presidentes do
no exterior. Essas operações devem ser registradas no Sistema Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, estabelece que o BC é membro
de Informações Banco Central – SISBACEN, com identificação do Grupo Mercado Comum, o qual, na qualidade de órgão executivo,
do tomador da ordem, do beneficiário no exterior, da instituição coordena os trabalhos dos subgrupos técnicos.
estrangeira envolvida e da finalidade da transferência dos O BC do Brasil assumiu a coordenação do subgrupo nº. 4
recursos. – Políticas Fiscal e Monetária Relacionadas com o Comércio (hoje com a
O Senado Federal fixou como nível mínimo que o BC tem denominação Assuntos Financeiros), que cuida dos temas afetos aos
que garantir para as reservas internacionais do País, aquele que bancos centrais: regime cambial, movimentação de capitais, sistema
assegure recursos suficientes para manter a média mensal das financeiro, seguros, mercado de capitais, promoção e proteção de
importações dos últimos 12 meses, durante um período mínimo de investimentos e indicadores econômicos.
quatro meses. 3.6 – Negociação da Dívida Externa: O BC vem
3.3 – Acompanhamento dos Movimentos de Capitais: coordenando o processo de negociação e implementação dos acordes de
Capitais estrangeiros são os bens ou recursos ingressados no País cuja reestruturação da dívida externa brasileira.
propriedade pertence a residentes no exterior. Os capitais estrangeiros Com a implementação do Plano Brasileiro de
são aplicados no País basicamente como investimentos e créditos. Financiamento de 1992, os recursos depositados no BC, relativamente
A lei determina que os ingressos e retornos dos capitais ao passivo (fonte de recursos) externo, foram transferidos para o
estrangeiros, assim como seus rendimentos, sejam registrados no BC. Os Tesouro Nacional. Assim, ficou a União responsável pelas obrigações
registros servem para acompanhar o comportamento desses fluxos com financeiras junto aos credores, atuando o BC como agente encarregado
finalidade de detectar eventuais anomalias e, principalmente, embasar a da implementação e administração dos contratos de reestruturação da
atualização dos regulamentos relativos às diversas modalidades de dívida externa, como o conseqüente cumprimento dos cronogramas de
capitais estrangeiros. pagamento e demais condições ali previstas.
3.4 – Relacionamento com Organismos Internacionais e O BC realiza estudos relativos ao gerenciamento do
América Latina: O Brasil é membro de vários organismos financeiros passivo externo e acompanhamento do endividamento do País no exterior,
internacionais e deles participa como subscritor de capital e tomador de com vistas a subsidiar decisões e estratégias governamentais de médio e
empréstimos. O BC é o órgão de ligação entre o governo brasileiro e longo prazos. E ainda é responsável pela adoção de medidas com vistas à
133

recuperação de créditos oficiais junto a diversos países devedores do O BC divulga as decisões do CMN, baixando normas
Brasil. complementares e executa o controle e a fiscalização a respeito das
operações de crédito em todas as suas modalidades.
4. Supervisão do Sistema Financeiro Nacional: O BC atua Nesse sentido, de acordo com os objetivos estabelecidos pela
no sentido do aperfeiçoamento das instituições financeiras, de modo a política econômica, pode atuar inclusive no contingenciamento do crédito
zelar por sua liquidez e solvência, buscando a adequação dos ao setor público, monitorando o cumprimento de limites para o seu
instrumentos financeiros, com vistas à crescente eficiência do SFN. As endividamento por intermédio do sistema financeiro. Semelhante
atividade de regulamentação do funcionamento das instituições procedimento pode ser adotado para o setor privado.
financeiras e dos instrumentos financeiros visam a proteger o interesse
público e cuidar para que o Sistema Financeiro se desenvolva pari passu “A TBC – Taxa Básica do Banco Central – foi extinta em 05/03/99 e a
com os demais setores da economia. TBAN – Taxa de Assistência do Banco Central – foi, também, extinta em
05/03/99. Ambas foram substituídas pela TAXA OVER SELIC, que regula
5. Controle do Meio Circulante: O BC, em conjunto as operações diárias com títulos públicos federais. A Taxa SELIC passou a
com a Casa da Moeda do Brasil (CMB), desenvolve projetos de cédulas e estar inserida numa “banda de juros”com limite inferior (piso) de TBC e
moedas metálicas sempre procurando levar em conta aspectos superior (teto) de TBAN”.
decorrentes das exigências de circulação, custos, segurança contra a O COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central
ação de falsificadores e valores semânticos, isto é, toda a carga de do Brasil foi instituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo de
informação de natureza cultural que o dinheiro possa veicular. estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de
A cooperação com os órgãos oficiais de combate aos juros. A taxa de juros é definida como a meta para a Taxa SELIC a
crimes contra a moeda também pauta a atuação do BC, que informa as vigorar no período entre reuniões do COPOM e, se for o caso, o seu
apreensões de falsificações, áreas de incidência e quantidades viés (tendência). A Taxa SELIC é a taxa média ajustada dos
apreendidas. financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no
Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC).
6. Outras atribuições: O BC exerce a função de banqueiro Quando o COPOM estabelece viés (de alta ou de baixa),
do governo, detendo a chamada “conta única” do tesouro Nacional, que confere ao Presidente do Banco Central poderes para alterar, sem
contabiliza as disponibilidades de caixa da união. Cabe, ainda, ao Banco necessidade de convocar reunião extraordinária, a meta da Taxa SELIC
Central: i) regulamentar, autorizar e fiscalizar as atividades das na direção do viés. Esta decisão é informada através de Comunicação
sociedades conhecidas como consórcios, fundos mútuos ou outras divulgada no SISBACEN na véspera de vigência da nova meta.
associativas que objetivem a aquisição de bens de qualquer natureza; ii) (IMPORTANTÍSSIMO: SE NÃO HOUVER VIÉS, OU SEJA, SE ELE FOR
normatizar, autorizar e fiscalizar as sociedades de arrendamento NEUTRO, O PRESIDENTE DO BACEN NÃO TEM PODERES PARA
mercantil, as sociedades de crédito imobiliário e as associações de ALTERAR A TAXA OVER SELIC).
poupança e empréstimo, bem como regular todas as suas operações; iii)
normatizar as operações do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), Comissão de Valores Mobiliários;
consolidar suas informações por meio do Registro Comum das operações
Rurais (RECOR) e administrar o Programa de Garantia da Atividade Como se pode notar no gráfico “Órgãos que integram o SFN” -
Agropecuária (Proagro); iv) acompanhar as operações de endividamento anteriormente descrito -, enquanto o CMN e o BACEN são denominados
de estados e municípios e v) desenvolver trabalho de comunicação social. de autoridades monetárias, a CVM, o BB, o BNDES, a CAIXA e o
Política Monetária consiste, ainda, para o controle da moeda e das Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional são chamados de
taxas de juros que garantem a liquidez ideal de cada momento Autoridades de Apoio.
econômico, que é executada pelo BACEN, no CONTINGENCIAMENTO A CVM tem atuação no mercado de ações, no mercado de
DO CRÉDITO. futuros e derivativos, além de supervisionar também na área de Fundos
134

Mútuos, Clubes de Investimento e Carteiras de Investidores. Nestes


mercados a CVM é responsável pela regulamentação e fiscalização. - Crime: manipulação do mercado:
A CVM foi instituída pela Lei 6.385/76 e fixou os seguintes . Definição: realizar operações simuladas ou outras manobras fraudulentas
objetivos: no mercado com o objetivo de obter lucro ou causar prejuízo a terceiros;
- Estimular a aplicação de poupança no mercado acionário; . Pena: reclusão de um a oito anos e multa de até R$ 1 milhão.
- Assegurar o funcionamento eficiente e regular das bolsas de - Crime: uso indevido de informação privilegiada:
valores e instituições auxiliares que operem neste mercado; . Definição: utilizar informação relevante ainda não revelada ao mercado,
- Proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões que deveria manter em sigilo, para obter vantagem com valores
irregulares e outros tipos de atos ilegais que manipulem mobiliários;
preços de valores mobiliários nos mercados primários e . Pena: reclusão de um a cinco anos e multa de até R$ 500 mil.
secundários de ações; - Crime: exercício irregular do cargo:
- Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a . Definição: atuar no mercado de capital, mesmo que gratuitamente, sem
negociação de títulos emitidos pelas sociedades anônimas de estar autorizado ou registrado junto à autoridade competente;
capital aberto. . Pena: detenção de seis meses a dois anos e multa.
“A CVM é o órgão do Ministério da Fazenda responsável pela
fiscalização dos negócios com ações. MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO DAS S/A:
A Câmara dos Deputados aprovou ontem (28.03.01) o projeto
de Lei das S/A, tornando a CVM mais forte. - O valor de reembolso para acionistas minoritários será estipulado com
base no valor econômico da empresa, a ser apurado por empresa
OS PRINCIPAIS PONTOS DA LEI: especializada. Esse cálculo será feito com base no fluxo de caixa da
empresa;
MUDANÇAS NA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM): - As ações preferenciais terão direito de participar do dividendo a ser
distribuído entre os acionistas ou receberão prioritariamente o valor de
- A Comissão se torna uma agência reguladora, com administração reembolso do capital;
independente, mandato fixo e autonomia financeira; - As ações preferenciais sem direito a voto passarão a ter esse direito
- Os presidentes e diretores serão escolhidos pelo presidente da caso a companhia deixe de pagar, por três anos seguidos, os dividendos a
República e sabatinados pelo Senado; que tinham direito;
- Os dirigentes terão mandatos de cinco anos, sem direito à recondução; - Preferencialistas (os portadores de ações preferenciais) que representem
- Os ex-dirigentes terão de passar por um período de quarentena pelo menos 10% do capital social elegerão um membro do conselho de
equivalente a 10% do período em que ficaram na CVM antes de administração da empresa;
trabalharem na iniciativa privada; - Ordinaristas (os portadores de ações ordinárias) minotirátios que
- Amplia a ação sobre todos os títulos ou contratos de investimento representem ao menos 15% do capital votante poderão eleger um
coletivos ofertados publicamente; membro do conselho de administração;
- A comissão terá poder para priorizar processos administrativos que - O conselho fiscal das empresas terá cinco membros: um eleito por
envolvam infrações mais graves; preferencialistas, um por ordinaristas, um por ordinaristas minoritários,
- A comissão poderá julgar condutas fraudulentas que prejudiquem dois pelos controladores e um representante de auditor independente;
pessoas residentes no Brasil, mesmo que tenha ocorrido em outros - A alienação do capital de companhia aberta só poderá ser feita se o
países. controlador fizer uma oferta pública de aquisição das demais ações
ordinárias com preço baseado no valor de mercado da empresa;

DEFINIÇÃO DE CRIMES CONTRA O MERCADO DE CAPITAIS:


135

- O fechamento de capital de companhia aberta ocorrerá por meio de A Presidência do Conselho é ocupada pelo representante do
oferta pública feita pelo controlador para adquirir todas as ações restantes Ministério da Fazenda; a Vice-Presidência deverá ser ocupada por pessoa
pelo valor econômico da empresa; designada pelo Ministério da Fazenda entre os representantes das
- Acionistas que representarem pelo menos 10% do capital social poderão entidades de classe.
convocar assembléia geral para deliberar sobre conflito de interesses. Os Tanto os Conselheiros Titulares, como os seus respectivos
acionistas em conflito ficarão impedidos de votar; suplentes, são nomeados pelo Ministro da Fazenda, com mandatos de
- O número de ações preferenciais não poderá ultrapassar 50% do total de dois anos, podendo ser reconduzidos uma única vez.
ações emitidas. Fazem parte, ainda, do Conselho de Recursos, DOIS
Fonte: Câmara dos Deputados. Procuradores da Fazenda Nacional, designados pelo Procurador-Geral
da Fazenda Nacional, com a atribuição de zelar pela fiel observância
Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional; da legislação aplicável, e um Secretário-Executivo, nomeado pelo
Ministério da Fazenda, responsável pela execução e coordenação dos
O CRSFN é um órgão integrante do Ministério da Fazenda, trabalhos administrativos.
criado para julgar, em segunda e última instância, os recursos interpostos O representante do Ministério da Fazenda é o PRESIDENTE do
sobre as decisões relativas à aplicação de penalidades administrativas Conselho e o Vice Presidente é o representante designado pelo Ministério
pelo BACEN e CVM. da Fazenda dentre os quatro representantes das entidades de classe que
Ministério da Fazenda – CRSFN – Conselho de Recursos do Sistema integram o Conselho.
Financeiro Nacional
Estrutura: Bancos Comerciais;
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional é
constituído por oito Conselheiros, possuidores de conhecimentos “As instituições financeiras somente poderão funcionar no
especializados em assuntos relativos aos mercados financeiro, de País mediante prévia autorização do Banco Central da República ou
câmbio, de capitais, e de crédito rural e industrial, observada a decreto do Poder Executivo, quando forem estrangeiras” (Art. 18, da Lei
seguinte composição: 4.595, de 31.12.1964).
I – um representante do Ministério da Fazenda (MINIFAZ); “O banco comercial, é aquele cujas principais operações
II – um representante do Banco Central do Brasil (BACEN); são: depósitos; descontos de efeitos comerciais; abertura de crédito
III – um representante da Secretaria de Comércio Exterior (MIDIC) – caucionado; abertura de crédito a descoberto; cobrança; recebimento de
saindo, aqui, o antigo representante da Caixa Econômica Federal. efeitos comerciais e públicos; transferência de fundos”.
IV – um representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); O objetivo principal dos bancos comerciais é proporcionar o
V – quatro representantes das entidades de classe dos mercados suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiar,
afins, por estas indicados em lista tríplice. a curto e médio prazo, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras
As entidades de classe que integram o CRSFN são as de serviços e as pessoas físicas.
seguintes: ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias
Abertas), ANBID (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), A EMPRESA BANCO:
CNBV (Comissão de Bolsas de Valores), FEBRABAN (Federação
Brasileira das Associações de Bancos, ABEL (Associação Brasileira “BANCO é o estabelecimento, particular ou estatal, cuja
das Empresas de Leasing), ADEVAL (Associação das Empresas atividade consiste na guarda ou depósito, empréstimo de dinheiro,
Distribuidoras de Valores), AEB (Associação de Comércio Exterior do transações com títulos de crédito etc., visando a obter um lucro”
Brasil), sendo que os representantes das quatro primeiras entidades têm O banco é uma empresa comercial que tem por finalidade a
assento no Conselho como membros-titulares e os demais, como mobilização do crédito, mediante o recebimento, em depósito, de capitais
suplentes. de terceiros (Operações bancárias Passivas), e o empréstimo
136

(Operações bancárias Ativas) de importância, em seu próprio nome, aos No entender do jurista mexicano Joaquim Rodriguez Rodriguez,
que necessitam de capital. as operações bancárias se dividem em operações bancárias em sentido
Quando o banco recolhe capital, passa a ser devedor dos próprio (principais), que são as que envolvem a intermediação do crédito,
clientes, realizando, então, operação passiva, como por exemplo, os e as operações neutras (bancárias por acessão).
depósitos de clientes (à vista ou a prazo), o redesconto etc. Na operação As operações bancárias neutras não importam na concessão de
passiva, ao receber de seu cliente numerário (dinheiro) pelo qual se crédito, mas em serviços prestados pelo Banco, como as cobranças, o
responsabilizará, o banco ficará sendo seu devedor, pois será obrigado a serviço de caixa de segurança, a custódia de valores e outros.
restituir outro do mesmo valor, quantidade e qualidade (por ser o dinheiro
um bem fungível). São operações de prestação de serviços realizadas pelos
Quando aplica suas disponibilidades concedendo crédito, pratica bancos pelas quais cobram uma comissão ou tarifa. As mais comuns são:
operação ativa, como empréstimo, descontos, antecipação, abertura de
crédito, cartas de crédito, financiamento, etc. - Cobrança – operação realizada por todos os bancos
Além dessas operações típicas, há as Operações Acessórias, com rede de agências ou por outros que utilizam
que são realizadas pelo banco para a prestação de serviços que pode correspondentes, e consiste no seguinte: a empresa
executar com maior segurança do que o particular, facilitando a vida da vendedora de mercadorias ou serviços, que é cliente
clientela, como a custódia de valores, alugueres de cofres, cobrança do banco, entrega a este, títulos sacados contra
simples, recebimento de taxas e tributos etc. seus clientes para que sejam cobrados e os
As operações acessórias ou neutras (assim chamadas por não recursos creditados em sua conta. A empresa cliente
implicarem nem a concessão nem o recebimento do crédito) possuem do banco é chamada de cedente e os devedores
significação menor para os Bancos, que só as realizam com o fito de atrair dos títulos são os sacados. A cedente transfere o
a clientela. Definem-se como verdadeiras prestações de serviço: custódia título para o banco mediante endosso e este os
de valores, caixa de segurança, cobrança de títulos e outras. envia para uma agência próxima ao endereço do
Essas operações de prestação de serviços ao público, sob o sacado, que recebe do banco os chamados
aspecto econômico e jurídico, desempenham, na prática, apenas uma bloquetes com as características dos títulos. Nesta
função acessória ou complementar. operação, os títulos não pertencem aos bancos que
Assim, podemos dizer, nas palavras do autor italiano Cottely: só os protestam com ordem do cedente, ou os
- “operações com função criadora, transformadora e devolvem quando este os solicita. O objetivo do
distribuidora do poder aquisitivo, abrangem: banco, além de ganhar a comissão de cobrança, é
operações de crédito (abertura de crédito, crédito de estreitar os laços com seu cliente, além de ficar
fiança etc.), operações de empréstimo (desconto- conhecendo os sacados para eventuais conquistas
redesconto, antecipação, empréstimos em títulos (há, ainda, o float bancário). Com o desenvolvimento
etc.); dos meios eletrônicos, a cobrança já vem sendo
- operações com função esterilizadora e feita através de computadores, dispensando o papel
administradora do poder aquisitivo, compreendendo dos títulos, com grande economia.
o depósito de dinheiro, o depósito cerrado, o
depósito em caixa de segurança, a custódia de - Recebimentos Diversos – todos nós pagamos
títulos; contas de água, luz, telefone, gás ou impostos nos
- operações com função circuladora e aniquiladora do bancos. O banco presta este serviço mediante uma
poder aquisitivo: as operações de cobrança, de comissão. Quando o devedor é cliente, estas contas
compra e venda de títulos, de compra e venda de podem ser debitadas em conta corrente, mediante
ouro e divisas monetárias, as transferências etc. autorização do mesmo.
137

muito ligada a obras públicas ou fabricação de navios, aviões ou bens de


- Ordens de Pagamento – mesmo sem sermos capital.
clientes de um banco, podemos receber ou enviar No caso das operações de comércio exterior, é a garantia da
OP, mediante pagamento de tarifa. Os depósitos entrega do produto lá fora, com qualidade.
entre agências de um mesmo banco constituem
serviço gratuito, o mesmo ocorrendo com as ADVANCE PAYMENT BOND – é uma garantia de pagamento
transferências de um cliente para outro. antecipado emitido em moeda estrangeira pelo banco ao seu beneficiário
no exterior destinado a assegurar-lhe o adiantamento previsto no contrato
- Cofres de Aluguel – são cofres pessoais onde comercial de fornecimento de bens e/ou serviços pela empresa brasileira.
podemos guardar objetos de valor, dólares e outros
papéis. O banco, geralmente, aluga-os para clientes REFUNDMENT BOND – é a viabilização do recebimento pelo
e não tem conhecimento do conteúdo dos cofres. exportador do valor pago antecipadamente pelo importador no caso do
Assim, em caso de assalto ou roubo destes cofres, a não-cumprimento da exportação contratada. Assegura ao importador o
situação é complicada para o locatário, pois o reembolso dos valores antecipados.
seguro não tem como indeniza-lo.
- Operações de Câmbio – consideramos como
- Custódia – este serviço é oferecido pelos bancos acessórias porque o banco raramente utiliza seus
aos seus clientes que desejam guardar objetos de recursos para estas operações, trabalhando com
valor. A diferença em relação aos cofres de aluguel é uma comissão que pode estar embutida na cotação
que o banco fica responsável pelos objetos e o da moeda negociada. Assim, se adquirirmos dólares
cliente é indenizado no caso de perda por qualquer no câmbio manual, o banco nem sempre cobra
motivo. O cliente paga uma tarifa que é negociada comissão, porém, ganha no “spread”, isto é, a
para cada caso, diferente dos cofres de aluguel, diferença entre compra e venda. No caso do câmbio
onde a tarifa é igual para todos. comercial, o banco compra os dólares, ou outra
moeda, do exportador que vende as suas
mercadorias a clientes do exterior. Da mesma forma,
- Fianças e Avais – o banco presta este serviço
o banco vende divisas ao importador de mercadorias
mediante uma comissão. Existe também o do exterior, isto é, troca os reais pelos dólares que o
“performance bond” , onde o banco dá garantia de importador necessita para quitar seu compromisso.
conclusão de uma obra ou serviço. Isto acontece porque é proibido por lei a
BID BOND – este tipo de carta de garantia emitido pelo banco manutenção de contas correntes em moedas
a pedido de seu cliente tem a finalidade de habilita-lo à participação em estrangeiras em nosso país, a não ser em casos
uma concorrência pública aberta no exterior, para o fornecimento de bens especiais.
e serviços, garantindo as condições de venda do produto, relativas ao
cumprimento de preços, prazos e demais características do contrato. O banco, através de sua carteira de câmbio, pode financiar tanto
a exportação, como a importação. As modalidades são várias, sendo as
PERFORMANCE BOND – é a fiança prestada por um banco principais:
a um cliente que tenha assumido um contrato de execução longa (ciclo de
produção longo), de forma a proteger o contratante das perdas resultantes Todas essas operações bancárias poderão ser consideradas
da não eventual conclusão do contrato na forma como foi contratado. Está como contratos, por haver acordo entre as partes, criando obrigações.
138

Os BANCOS COMERCIAIS tiveram a sua constituição e


funcionamento regulamentados pela Resolução n°. 469, de 07.04.1978, 6 – A constituição e o funcionamento de banco comercial
do Banco Central. De acordo com essa Resolução, “banco comercial é dependem de prévia e expressa autorização do Banco Central.
instituição financeira bancária privada ou pública, constituída sob a forma 7 – A autorização para funcionamento de banco comercial,
de sociedade anônima, especializada basicamente em operações de curto quando concedida, tem prazo indeterminado de vigência.
e médio prazos”, devendo adotar “obrigatoriamente em sua denominação 8 – A autorização para funcionamento é expressa em carta
a expressão ‘Banco’, complementada pelo nome que lhe tenha sido patente de emissão do Banco Central.
atribuído”, sendo-lhe, entretanto, vedado o uso na denominação da 9 – Dependem também de prévia autorização do Banco Central:
palavra “Central”. a) transferência de sede ou de agências;
De acordo com o item I – 4 da Resolução “os bancos comerciais b) instalação de novas agências e postos de serviço;
são classificados em quatro grupamentos, a saber: c) alteração no valor do capital social;
a) público federal, formado pelos bancos cuja maioria d) a prática de operações de câmbio;
do capital social pertence à União, de forma direta e) emissão de ações preferenciais;
ou indireta; f) transformação, fusão, incorporação, encampação e cisão;
b) público estadual, formado pelos bancos criados por Obs.: transformação é a operação de mudança de tipo societário: a
lei específica cuja maioria do capital social pertence sociedade limitada torna-se anônima, ou vice-versa; fusão é a união de
ao Estado onde tenham sede, de forma direta ou duas ou mais sociedades formando uma nova e única: a Antarctica e a
indireta; Brahma fundiram-se, nascendo a ANBEV; incorporação é a operação pela
qual uma sociedade absorve outra ou outras, as quais deixam de existir;
c) privado nacional, formado pelos bancos
cisão é a transferência de parcelas do patrimônio social para uma ou mais
constituídos e sediados no país, classificável por sociedades, já existentes ou constituídas na oportunidade.
sua vez, em função de composição acionária nos g) alterações estatutárias.
seguintes subgrupos: 10 – O funcionamento, no País, de bancos estrangeiros depende
I – bancos cuja maioria do capital social pertence a pessoas de autorização do Governo Federal, expedida através de decreto do Poder
físicas ou jurídicas brasileiras, de forma direta ou indireta; Executivo.
II – bancos cuja maioria do capital social pertenced a pessoas 11 – O banco comercial constituído e sediado no exterior que
físicas estrangeiras, de forma direta ou indireta; tenha dependências no País é obrigado a ter, permanentemente,
d) público ou privado estrangeiro, formado pelas representante no Brasil, com plenos poderes para tratar de quaisquer
dependências de bancos constituídos e sediados questões e resolve-las definitivamente, podendo ser demandado e receber
no exterior. citação inicial pela sociedade.
12 – O banco comercial constituído e sediado no exterior está
Regulando a sua participação no Sistema Financeiro Nacional, sujeito às leis e aos tribunais brasileiros, quanto aos atos ou operações
declaram os itens 5 a 13 da Resolução: que praticar no Brasil.
“5 – O banco comercial integra o Sistema Financeiro Nacional e 13 – Cabe ao Conselho Monetário Nacional aplicar à
é regido: dependência de banco estrangeiro que funcione no País as mesmas
a) pelas normas legais; vedações ou equivalentes restrições, que vigorem na praça de sua matriz,
b) pelas normas regulamentares baixadas pelo Banco Central, em relação a banco brasileiro ali instalado ou que nele deseje estabelecer-
com base em deliberações do Conselho Monetário Nacional; se”.
c) pelas normas regulamentares baixadas pelo Banco Central, Em relação ao objetivo dos bancos comerciais, dispões o item 2
com base em suas atribuições legais; da Resolução:
d) pelos seus estatutos.
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“1 – O objetivo precípuo dos bancos comerciais é proporcionar o empresas de um mesmo grupo, se constituam em uma única instituição
suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiar, financeira com personalidade jurídica própria e, portanto, com um único
a curto e médio prazo, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras balanço, um único caixa e, conseqüentemente, significativa redução de
de serviços e as pessoas físicas”. custos. Em termos práticos, mantém as mesmas funções de cada
“2 – Para atender a seu objetivo, os bancos comerciais podem: instituição em separado, com as vantagens de contabilizar as operações
a) descontar títulos; como uma só instituição.
b) realizar operações de abertura de crédito, simples ou em As carteiras de um banco múltiplo envolvem carteira comercial
conta corrente; (regulamentação dos Bancoa Comerciais), carteira de crédito imobiliário
c) realizar operações especiais, inclusive de crédito rural, de (regulamentação das Sociedades de Crédito Imobiliário), carteira de aceite
câmbio e comércio internacional; (regulamentação das Sociedades de Crédito, Financiamento e
d) captar depósitos à vista e a prazo fixo; Investimento) e carteira de desenvolvimento (regulamentação dos Bancos
e) obter recursos junto a instituições oficiais; de Desenvolvimento). Em 1994, quando da adesão ao Acordo de
f) obter recursos no exterior, para repasse; Basiléia, foi incluída a carteira de leasing.
g) efetuar operações acessórias ou de prestação de serviços, Para configurar a existência do banco múltiplo, ele deve
inclusive mediante convênio com outras instituições”. possuir pelo menos duas das carteiras mencionadas, sendo
“3 – A captação de depósitos à vista, livremente movimentáveis, obrigatoriamente, uma delas comercial ou de investimento.”
é atividade típica dos bancos comerciais, configurando-os como
instituições financeiras monetárias”.
“4 – Tanto no atendimento de seu objetivo, quanto na obtenção Caixas Econômicas;
dos recursos necessários, os bancos comerciais devem observar as
normas gerais e as específicas de cada tipo de operação, cumprindo, Caixas econômicas são instituições destinadas a receber em
quando necessário, as exigências relativas a credenciamentos, habilitação depósito economias populares e reservas de capitais para movimenta-las,
ou autorização”. incentivando os hábitos de poupança e procurando desenvolver e facilitar
“5 – Os bancos comerciais, tanto em suas aplicações, quanto na a circulação da riqueza.
obtenção dos recursos necessários, devem observar as diretrizes e Em princípio, as Caixas Econômicas podem também ser
condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional para a criadas por particulares, mediante autorização do Governo (Código Civil,
execução das políticas monetária e creditícia”. art. 20, § 1°.), mas a verdade é que, na prática, assim não tem acontecido.
O Governo Federal criou as Caixas Econômicas Federais dando-lhes a
IMPORTANTÍSSIMO: O SFN, a partir de 1988: característica de institutos de previdência (Decreto 2.427, de 19.06.1934).
A Caixa Econômica Federal passou a ser um Banco Depois de várias modificações em sua estrutura, as Caixas
Múltiplo; Econômicas Federais foram, há algum tempo, objeto de grande reforma,
O SFN PASSOU A SER REGULAMENTADO PELO SENADO deixando de existir as antigas Caixas e, em seu lugar, surgindo uma única
FEDERAL. Caixa Econômica Federal, instituição financeira sob a forma de empresa
Bancos Múltiplos (Não consta do Edital do BB/2001) pública, dotada de patrimônio próprio e autonomia administrativa,
APENAS COMO COMPLEMENTAÇÃO PARA ENTENDI- vinculada ao Ministério da Fazenda e fiscalizada pelo Banco Central
MENTO SOBRE BANCOS (reforma de 06.03.1970).
O que caracteriza a Caixa Econômica Federal é o fato de,
Os bancos múltiplos surgiram através da Resolução n°. operando como verdadeiro banco – recebendo depósitos, fazendo
1.524/88, emitida pelo BC, por decisão do CMN, a fim de racionalizar a empréstimos etc. - , serem os depósitos garantidos pelo Governo Federal.
administração das instituições financeiras. Como o próprio nome diz, Por tal razão, interfere o Governo no seu funcionamento, apesar da
permite que algumas dessas instituições, que muitas vezes eram autonomia que tem, vinculando-a ao Ministério da Fazenda.
140

Anteriormente, dado que cada Caixa Econômica constituía uma unidade ÚNICO ACIONISTA SOCIEDADE BRASILEIRA”. Aqui se enquadra a
própria, para superintende-las existia um Conselho Superior das Caixas Caixa Econômica Federal.
Econômicas. Hoje, processada a unificação, é a Caixa Econômica
administrada por uma Diretoria, composta de seis membros, com funções
deliberativas; uma Presidência, com funções executivas; e um Conselho Cooperativas de Crédito;
Fiscal, com funções fiscalizadoras. Todos os membros desses órgãos são
nomeados pelo Presidente da República. A empresa tem sua sede em As cooperativas de crédito equiparam-se a uma instituição
Brasília e filiais em todos os Estados da Federação, além de agências financeira (Lei 4.595, de 31.12.1964).
centrais nas cidades onde estão sediadas as filiais e agências outras nas Cooperativas “são sociedades de pessoas com forma jurídica
cidades que as comportarem. própria, de natureza civil, sem finalidade lucrativa, não sujeitas à falência,
Caracteriza-se, ainda, a Caixa Econômica Federal pelo fato organizadas para prestação de serviços ou exercício de outras atividades
de nela deverem ser obrigatoriamente depositadas importâncias em de interesse comum dos associados”. Essas sociedades poderão “adotar
dinheiro cujo levamentamento ou utilização depende de autorização por objeto qualquer gênero de serviços, operações ou atividades,
judicial, muito embora a lei faculte que ditas importâncias possam ser respeitada a legislação em vigor, assegurando-se-lhes o direito exclusivo e
também depositadas no Banco do Brasil ou no Banco Nacional de a obrigação do uso da expressão ‘cooperativa’.
Desenvolvimento Econômico e Social, a critério do juízo competente. As cooperativas são classificadas em cooperativas de 1°.
Também a Caixa Econômica Federal mantém, em caráter Grau (locais e regionais), de 2°. Grau (centrais e federações de
privativo, carteiras de empréstimos sob penhor de objetos, inclusive o cooperativas) e de 3°. Grau (confederações de cooperativas). Qualquer
penhor civil. que seja o grau, as cooperativas obedecem sempre aos seguintes
Por último, os menores de mais de 16 anos de idade poderão princípios:
fazer e movimentar depósitos na Caixa Econômica Federal, 1) adesão voluntária, com número ilimitado de associados,
independentemente de quaisquer autorizações, norma que modifica as salvo havendo impossibilidade técnica de prestação de serviços;
regras contidas nos artigos 6°. I e 154, I, do Código Civil. 2) variabilidade do capital social ou inexistência deste;
3) limitação do número de quotas-partes de capital para cada
PRINCIPAIS ATIVIDADES DA CAIXA: associado, observado o critério de proporcionalidade;
- Captação/aplicação de recursos junto ao público; 4) incessibilidade das quotas-partes do capital a terceiros,
- Captação/aplicação de recursos no mercado; estranhos à sociedade;
- Captação de depósitos judiciais; 5) singularidade de voto;
- Prestação de serviços bancários; 6) quorum para funcionarem as assembléias gerais baseado
- Administração de fundos de investimentos; no número de associados e não no capital;
- Administração de fundos e programas sociais; 7) retorno das sobras líquidas do exercício, quando autorizado
- Administração de loterias federais. pela assembléia, diretamente proporcional às operações realizadas pelos
associados com a sociedade;
A Caixa Econômica Federal não tem em sua denominação a 8) faculdade de exigir jóia de admissão, limitada ao valor da
palavra banco, por ser um banco sui generis. Note-se que ela (CEF) quota-parte, e de atribuir juro módico e fixo ao capital social;
passou a ser um banco múltiplo somente a partir de 1988. 9) indivisibilidade do Fundo de Reserva;
Ela é regida, também, pela Lei das Sociedades Anônimas 10) área de ação limitada à sede e a municípios
(Companhias), ou seja, Lei 6.404/76. circunvizinhos, extensível ao município imediatamente seguinte, se aí não
Em seu artigo 251, essa lei reza: “A COMPANHIA PODE SER se apresentarem condições técnicas para instalação de outra cooperativa,
CONSTITUÍDA, MEDIANTE ESCRITURA PÚBLICA, TENDO COMO não se aplicando tal exigência às cooperativas centrais e regionais;
141

11) responsabilidade limitada ou ilimitada, que perdurará até


quando forem aprovadas as contas do exercício em que se deu a retirada
do associado;
12) indiscriminação política, religiosa e racial; Bancos Comerciais Cooperativos;
13) mínimo de 20 pessoas físicas para a constituição de
cooperativas de 1°. grau. A finalidade das cooperativas em geral é realizar operações
As cooperativas visam a obter vantagens para os seus apenas com os seus associados. O Decreto n°. 22.239;32, esclarecida, no
associados, sendo, assim, em princípio e essência, sociedades art. 30, que “as cooperativas de crédito têm por objetivo principal
anticomerciais, já que, apesar de possuírem fim econômico, não visam proporcionar a seus associados crédito e moeda, por meio da mutualidade
lucro fazendo especulação, elemento básico das atividades mercantis. e da economia, mediante uma taxa módica de juros, auxiliando de modo
Pela lei atual, as cooperativas de crédito e as que tenham particular o pequeno trabalho em qualquer ordem de atividade na qual ele
seção de crédito ficam subordinadas, na parte normativa, ao Conselho se manifeste, seja agrícola, industrial, ou comercial ou profissional”.
Monetário Nacional, e na parte executiva ao Banco Central (Lei n°. 59, de O BACEN, através da Resolução 2.193, de 31.08.1995,
21.11.1966, art. 8°.; Lei n°. 4.595, de 1964, art. 55). autorizou a constituição de bancos comerciais na forma de sociedades
Igualmente, as atribuições cometidas por lei ao Ministério da anônimas de capital fechado, com participação exclusiva de cooperativas
Agricultura, no que concerne à autorização para funcionamento e de crédito singulares, exceto as do tipo Luzzati (aquelas que admitem a
fiscalização das carteiras de crédito das cooperativas que as tenham, participação de não-cooperados), e centrais, bem como de federações de
foram transferidas para o Banco Central (Lei n°. 4.595, art. 55), ficando cooperativas de crédito, com atuação restrita à Unidade da Federação de
todas elas sujeitas à disciplina sobre instituições financeiras de que trata a sua sede, cujo Patrimônio Líquido Autorizado deverá estar enquadrado
Lei n°. 4.595/64 (arts. 17 e 18). A autorização para o funcionamento nas regras do Acordo de Basiléia.
dessas cooperativas se faz de acordo com o Anexo II da Circular n°. 45, Não podem participar no capital social de instituições
de 06.07.1966, do Banco Central do Brasil. financeiras autorizadas a funcionar pelo BACEN, nem realizar operações
As cooperativas de crédito atuam basicamente no setor de SWAP por conta de terceiros.
primário da economia. O BACEN deu autorização para que as cooperativas de
Uma das formas de captação das cooperativas de crédito crédito abrissem seus próprios bancos comerciais, podendo fazer tudo o
permitida pelo BACEN é operando contas com depósitos à vista e a prazo. que qualquer outro banco comercial já faz: ter talão de cheques, emitir
Uma parte dos recursos depositados é recolhida ao banco que lhe cartão de crédito, fazer diretamente a compensação de documentos e,
representa na câmara de compensação, como reserva técnica, mas a principalmente, passar a administrar a carteira de crédito antes sob
maior parte é repassada aos cooperados na forma de mais empréstimos. responsabilidade das cooperativas.
Elas também podem oferecer produtos como conta-corrente, A constituição do banco cooperativo veio permitir, também,
cheque-especial, recebimento de contas de serviços públicos e levantar recursos no exterior, atividade vetada às atuais cooperativas de
processamento da folha de pagamento dos funcionários da empresa. crédito.
A conta com depósitos à vista é uma forma de captação de No Banco Cooperativo a vantagem para o sistema, entre
recursos com custo zero diante das contribuições que têm de ser outras é que o produtor rural é o gerador e o controlador do fluxo do
remuneradas, assim, como os depósitos a prazo. Nesse caso, chamamos dinheiro, ao mesmo tempo que mantém esses recursos.
de Recibo de Depósito de Cooperativas (RDC). Assim, o dinheiro fica na região onde é gerado, para
As operações são restritas aos cooperados e, reaplicação no desenvolvimento de novas culturas.
operacionalmente, a contabilidade enquadra-se no padrão estabelecido
pelo plano de contas das Cooperativas de Crédito Mútuo, normas e
circulares do BACEN, de conformidade com o COSIF. Bancos de Investimento;
142

Os bancos de investimento foram criados pela Resolução n°. Os bancos estaduais de desenvolvimento foram criados para
18 do Banco Central, de 18 de fevereiro de 1966. promover o desenvolvimento econômico nos Estados em que atuam, e
O objetivo destes bancos é canalizar recursos financeiros operam, normalmente, com repasses de órgãos financeiros do Governo
maciços de médio e longo prazos, do mercado nacional ou internacional, Federal.
para atender às necessidades de um projeto específico, especialmente de Eles, os bancos estaduais de desenvolvimento, incluem-se
capital fixo ou de giro das empresas. em um conjunto de instituições financeiras controladas pelos governos
Estes bancos devem dirigir os seus recursos principalmente estaduais e destinados ao fornecimento de crédito de médio e longo
para as áreas privadas de produção. A aplicação em empresas prazos às empresas localizadas nos respectivos estados.
controladas, direta ou indiretamente, pelos Municípios, Estados ou União Eles têm atuação semelhante ao Banco Nacional de
fica limitada em 8% do total do empreendimento. Desenvolvimento Econômico e Social, adaptando, porém, a dinâmica do
Além do objetivo principal mencionado acima, os bancos de BNDES ao âmbito estadual.
investimento visam: O BNDES é o principal agente do Governo para
- ampliar a capacidade produtiva das empresas; financiamentos de médio e longo prazos aos setores primário, secundário
- incentivar a melhoria da produtividade; e terciário.
- assegurar melhor ordenação dos setores da economia e As principais instituições de fomento regional são o Banco do
maior eficiência do sistema produtivo; Nordeste – BNB e o Banco da Amazônia – BASA.
- promover a incorporação e o desenvolvimento de Seu funding advém, principalmente, de repasses do Governo
tecnologias mais eficientes de produção, o aperfeiçoamento Federal.
gerencial, a formação e o aprimoramento do pessoal técnico.

Suas operações ativas são: Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento (conhecidas


- empréstimo a prazo mínimo de um ano para financiamento de como financeiras);
capital fixo;
- empréstimo a prazo mínimo de um ano para financiamento de São instituições que geram fontes de recursos para
capital de giro; financiamento de bens de consumo por meio de crédito direto ao
- aquisição de ações, obrigações ou quaisquer outros títulos e consumidor (CDC).
valores mobiliários para investimento ou revenda no mercado de As financeiras possuem como limite de seus empréstimos
capitais (operações de underwriting); doze vezes o valor de seu capital social integralizado.
- repasses de empréstimos obtidos no exterior; Para diminuir os riscos, estas instituições limitam sua
- repasses de recursos obtidos no País; responsabilidade direta por cliente.
- prestação de garantia de empréstimos no País ou provenientes O CMN baixou a Resolução 2.099/94, e a Circular 2.784/97,
do exterior. regulamentando os limites mínimos de Capital Realizado e Patrimônio
Não podem ter conta corrente (depósitos à vista). O seu funding é Líquido para as Instituições Financeiras, com o objetivo de enquadrar o
através de CDB/RDB, mais fundos de investimentos por eles mercado financeiro aos padrões de solvência e liquidez internacionais,
administrados. tendo como parâmetro as determinações aprovadas em 1988, em acordo
Não podem destinar recursos a empreendimentos imobiliários. assinado na Basiléia (Suíça) pelos bancos centrais dos países do
chamado Grupo dos Dez.
Hoje, portanto, a solidez das instituições financeiras é
Bancos de Desenvolvimento; verificada pela solvência e liquidez de seu ativo, ou seja, quanto maior o
índice do retorno dos empréstimos, maior a solidez da instituição.
143

Seu funding é através de colocação de Letras de Câmbio no financeiro, ou leasing puro, e o lease-back, que poderia ser chamado de
mercado financeiro. leasing de retorno.
a) Leasing financeiro ou leasing puro ou bancário – é aquele
Não podem manter contas correntes e os seus instrumentos em que uma empresa se dedica habitual e profissionalmente a adquirir
de captação restringem-se à colocação de letras de câmbio. bens produzidos por outros para arrenda-los, mediante uma retribuição
Por ter uma atividade de grande risco, suas operações estabelecida, a uma empresa que deles necessite.
passivas não podem ultrapassar o limite de 12 (doze) vezes o montante A empresa arrendadora não é produtora ou proprietária
de seu capital realizado mais as reservas. Está, também, limitada à sua primitiva do bem que vai ser arrendado. Esse bem é escolhido e indicado
responsabilidade direta por cliente. pela arrendatária, que tanto entra em contato com o vendedor, podendo,
inclusive, discutir o preço. Assim acontecendo, é feita a indicação do bem
à empresa de leasing, que o adquire e em seguida arrenda ao cliente que
Sociedades de Arrendamento Mercantil (LEASING): o indicou.
Neste tipo de leasing (financeiro), feito o arrendamento por
No Brasil, as empresas de arrendamento mercantil são tempo determinado, expressamente ficará facultada, no contrato, que,
controladas e fiscalizadas pelo Banco Central (Lei 6.099/74). findo este, o arrendatário tem uma opção, irrevogável, de compra do bem.
Tipos de leasing, funcionamento, bens: O valor dessa compra é, em regra, fixado no contrato, podendo,
Leasing, também conhecido por arrendamento mercantil, é o entretanto, este apenas dispor sobre o modo de ser encontrado o valor do
contrato segundo o qual uma pessoa jurídica arrenda a uma pessoa física bem no momento da opção.
ou jurídica, por tempo determinado, um bem comprado pela primeira de Tem-se em consideração, sobretudo, o tempo em que o bem
acordo com as indicações da segunda, cabendo ao arrendatário a opção pode ser útil ao arrendatário, ou seja, o prazo de sua utilização. Há bens
de adquirir o bem arrendado findo o contrato, mediante um preço residual que, em pouco tempo, se tornam obsoletos, pelo aparecimento de outros
previamente fixado. mais modernos, do mesmo gênero, ou pelo desgaste natural dos mesmos.
Verificam-se, assim, no contrato de arrendamento mercantil Esse risco da obsolescência do bem tem muita importância no contrato do
ou leasing as seguintes ocorrências: a) o arrendatário indica à leasing, já que, uma vez formado esse, se torna o seu cumprimento
arrendadora um bem que deverá ser por essa adquirido; b) uma vez obrigatório durante a vigência do contrato.
adquirido o bem, a sua proprietária arrenda-o à pessoa que pediu a Outra característica do leasing é a obrigatoriedade do contrato
aquisição; c) findo o prazo do arrendamento, o arrendatário tem a opção no período determinado para a vigência do mesmo. Assim, todas as
de adquirir o bem, por um preço menor do que o de sua aquisição prestações pactuadas serão devidas, ainda mesmo que o arrendatário
primitiva. Caso não deseje comprar o bem, o arrendatário poderá devolvê- queira dar fim ao contrato, devolvendo o bem à arrendadora antes de
lo ao arrendador ou prorrogar o contrato, mediante o pagamento de terminado o prazo contratual. Em virtude desse princípio, os contratos de
alugueres muito menores do que o do primeiro arrendamento. leasing devem ser estudados em profundidade pelos arrendatários, pois
O arrendamento mercantil ou leasing aparece, assim, como ao firmá-los, recebendo o bem arrendado, ficam com a obrigação de
uma modalidade de financiamento ao arrendatário, facilitando-lhe o uso e pagar, do modo convencionado, todas as prestações pactuadas.
gozo de um bem de sua necessidade sem ter esse de desembolsar No leasing puro há uma operação de financiamento por parte
inicialmente o valor desse bem, e com a opção de, findo o prazo da empresa arrendadora, e por tal razão é que, em regra, as entidades
estipulado para a vigência do contrato, tornar-se o mesmo proprietário do que o praticam ficam sujeitas às normas das operações bancárias.
bem, pagando nessa ocasião um preço calcado no valor residual do Em regra, quando se trata de contratos de bens móveis –
mesmo. máquinas etc. -, esses contratos são celebrados por um prazo médio,
MODALIDADES: Duas são as modalidades pelas quais tomando-se em consideração o período de utilização vantajosa do bem.
podem ser praticadas as operações de leasing. O chamado leasing No leasing imobiliário, entretanto, os prazos podem ser longos, indo até 20
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anos, pois geralmente a depreciação do imóvel é bem menor do que a do pessoa possa entrar em relações com o arrendatário, nas gestões
objeto móvel. preliminares para a feitura do contrato quando este escolhe a coisa e
muitas vezes acerta o preço, na realidade a relação jurídica do vendedor
b) lease-back ou leasing de retorno – afora o leasing se dá apenas com o arrendador.
financeiro, que é a verdadeira operação de leasing, uma outra modalidade O arrendamento mercantil extingue-se, normalmente, pelo
existe, chamada de lease-back, que podemos traduzir por arrendamento decurso do prazo para o qual foi ajustado.
de retorno. A vontade unilateral de uma das partes não pode extingui-lo, a
Nessa modalidade de leasing, o procedimento é mais não ser que haja ressarcimento das perdas sofridas pela parte
complexo. Verifica-se ela quando uma empresa é proprietária de um bem, prejudicada.
móvel ou imóvel, e o vende a uma outra empresa. Esta, adquirindo-o,
imediatamente o arrenda à vendedora. Vê-se, assim, que no lease-back VANTAGENS DO LEASING
há apenas duas empresas que se envolvem na operação, já que a
vendedora e, posteriormente, arrendatária já é possuidora do bem que vai 1. Financiamento total do equipamento ou imóvel;
servir de arrendamento; não há, dessa forma, a aquisição a um terceiro do 2. Liberação de capital de giro;
bem dado em arrendamento. 3. Utilização de equipamentos com tecnologia atualizada;
Como acontece com o leasing financeiro, no lease-back o 4. Prazo da operação compatível com a amortização econômica do
arrendatário, findo o prazo do contrato, tem direito de opção para a bem;
reaquisição do bem, pelo seu valor residual. 5. Encargos prefixados e totalmente quantificáveis;
6. Conservação de linhas de crédito;
Leasing operacional. “Renting” – alguns autores incluem entre - como não é caracterizado como empréstimo, não é
as operações de leasing o chamado leasing operacional. incluído no exigível da empresa como uma de suas
Por leasing operacional entende-se aquele em que uma obrigações.
empresa, proprietária de certos bens, os dá em arrendamento à pessoa, 7. Flexibilidade – pode amoldar-se às necessidades específicas de
mediante o pagamento de prestações determinadas, incumbindo-se, cada cliente;
entretanto, o proprietário dos bens a prestar assistência ao arrendatário 8. Dupla economia de imposto de renda – as despesas de leasing
durante o período do arrendamento. O que distingue essencialmente o são itens totalmente dedutíveis no lucro tributável.
leasing operacional do leasing financeiro é o fato de que, enquanto neste 9. Custo menor do que a compra;
há sempre a cláusula da obrigatoriedade do contrato por todo o período 10. Não pagamento de IOF. Paga-se somente o ISS – Imposto Sobre
do arrendamento, no leasing operacional o contrato pode ser rescindido a Serviço de Qualquer Natureza.
qualquer momento pelo arrendatário, desde que haja um aviso prévio.
No leasing operacional o proprietário do bem pode, havendo
cláusula contratual, adquirir o mesmo no fim da locação. Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários - CCVM;
No leasing operacional a propriedade do bem continua com a
arrendadora, de modo que essa responde pelos riscos da coisa. Esse São instituições que possuem como atividade principal a
contrato é feito, em regra, para a utilização de bens móveis: vagões, intermediação no mercado de ações e mercadorias (compra, venda e
automóveis, etc. distribuição de títulos e valores mobiliários).
No Brasil, as empresas de arrendamento mercantil são São instituições típicas do mercado acionário, operando com
controladas e fiscalizadas pelo Banco Central (Lei 6.099/74). compra, venda e distribuição de títulos e valores mobiliários (inclusive
Partes contratantes – No contrato de arrendamento mercantil ouro) por conta de terceiros.
as partes contratantes são o arrendatário e o arrendador. Aparece, Elas fazem a intermediação com as bolsas de valores e de
contudo, uma terceira pessoa, o vendedor do bem. Muito embora essa mercadorias.
145

Valores mobiliários são títulos negociáveis. durante todo o período do pregão, e por pregões eletrônicos, onde as
Suas constituições dependem do Banco Central e o exercício operações são feitas via terminal de computador.
de suas atividades dependem de autorização da Comissão de Valores Processos de negociação nas Bolsas:
Mobiliários – CVM. - comum – realiza-se entre dois representantes
Operam nos recintos das bolsas de valores e de mercadorias. (operadores) da corretora.
Efetuam lançamentos públicos de ações. - direta – ocorre quando o mesmo operador é,
Administram carteiras e custodiam valores mobiliários. simultaneamente, comprador e vendedor para clientes
Instituem, organizam e administram fundos de investimento. diferentes de sua corretora;
Operam no mercado aberto e intermediam operações de - por leilão – ocorre quando há apregoação, pelo mesmo
câmbio. operador de compra e venda de grande quantidade;
- por oferta – o operador registra sua oferta de compra e
venda no posto de negociação (trading post).
Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários; SENN – é o Sistema Eletrônico de Negociação Nacional,
administrado pela Comissão Nacional de Bolsa de Valores e
As Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários operacionalizado pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, interligando oito
– DTVM, diferentemente das sociedades corretoras, têm basicamente Bolsas .
suas atividades voltadas para: O IBV é o índice de lucratividade calculado pela Bolsa de
- subscrição isolada, ou em consórcio, de emissão de títulos e Valores do Rio de Janeiro, servindo como parâmetros as ações de maior
valores mobiliários; liquidez. O movimento de preço do mercado é avaliado pelas variações do
- intermediação da colocação das emissões de capital no IBV.
mercado; Respeitante às Bolsas de Valores, é importante observar
- operação do mercado aberto (open market). que: As resoluções 2.690, de 28.01.2000, e 2.709, de 30/03/2000, ambas
Suas atividades têm uma faixa operacional mais restrita do do BACEN, disciplinaram a nova constituição, a organização e o
que a das corretoras, já que elas não têm acesso às bolsas de valores e funcionamento das bolsas de valores, aumentando e revolucionando sua
de mercadorias. flexibilidade.
POR ESTAS NOVAS REGRAS AS BOLSAS PODEM DEIXAR
DE SER ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS E SE
Bolsas de Valores; TRANSFORMAREM EM SOCIEDADE ANÔNIMA CASO QUEIRAM. NÃO
SOMENTE AS CORRETORAS PODERÃO SER SÓCIAS MAS, TAMBÉM,
São associações civis, sem fins lucrativos, cujo patrimônio é QUALQUER PESSOA FÍSICA E/OU JURÍDICA.
representado por títulos que pertencem às sociedades corretoras
membros. Possuem autonomia financeira, patrimonial e administrativa,
mas estão sujeitas à supervisão da CVM e obedecem às diretrizes e Bolsas de Mercadorias e de Futuros;
políticas emitidas pelo Conselho Monetário Nacional.
O pregão (local mantido pelas bolsas para a realização de O mercado de futuros funciona como um mercado de
negócios de compra e venda de ações, mercado livre e aberto. É o proteção dos agentes econômicos em face das oscilações dos preços à
principal recinto de uma Bolsa de Valores, onde se realizam todos os vista e futuro dos seus produtos e em relação aos investimentos em ativos
processos operacionais) pode ser pelos sistemas de viva voz (call financeiros.
system), sujeito a tempo determinado para negociação, por pregão Permite a realização de operações de financiamento, ou de
contínuo (trading post), que são postos de negociação que funcionam caixa, tendo como referência a diferença entre o preço à vista ou spot
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(preço básico) e o preço futuro de uma mercadoria, para um determinado OBSERVAÇÃO: A partir de agosto de 2000 os títulos públicos
vencimento. passaram a ter uma alternativa ao tradicional “mercado de balcão
Este mercado é realizado através da Bolsa de Mercadorias & organizado” representado pelas negociações telefônicas das mesas de
Futuros (BM&F). operações de open market.
Na realidade, as mercadorias e ativos financeiros são Os títulos públicos, a partir daquela data, também podem ser
comprados e vendidos apenas no papel. negociados eletronicamente por meio de ofertas de compra e venda
Mediante o ajuste diário, ou ajuste de fechamento, o valor de disponibilizadas em tela de terminais de computador, seja através do
cada contrato de futuros é atualizado diariamente. sistema Sisbex da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro ou através do
Neste mercado futuro, quem vendeu perde se o preço sobe e Sistema Integrado de Mercado – SIM da CETIP.
ganha se o preço cai. Ao revés, quem comprou ganha se o preço sobe e
perde se o preço cai.
É obrigatório que o investidor faça um depósito prévio como Central de Liquidação Financeira e de Custódia de Títulos (CETIP);
garantia, conhecido como margem inicial, que pode ser em dinheiro
(remunerado pelas Bolsas), ouro, carta de fiança bancária ou título público CETIP – Central de Custódia e Liquidação de Títulos – é o
federal. Se necessário, é exigida uma garantia adicional, conhecida como, local em que se custodiam, registram e liquidam financeiramente as
margem adicional. operações feitas com todos os papéis privados incluindo os títulos
As garantias são executadas pela Bolsa, no caso de o estaduais e municipais que ficaram fora das regras de rolagem.
aplicador não honrar seus compromissos.
Assim como existe o SELIC para os títulos públicos federais,
existe a CETIP para os títulos privados, estaduais e municipais (emitidos
Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC); após janeiro de 1992).
Após confirmada a operação pelos participantes, a CETIP
SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia – é o comunica ao Banco Central do Brasil para efetivar a troca de reservas
sistema que atua sob a responsabilidade do Banco Central do Brasil e da bancárias.
ANDIMA – Associação Nacional das Instituições dos Mercados Abertos. Importante saber que esta operação é realizada em D + 1, ou
Foi criado em 1980, sob responsabilidade do BACEN e da seja, as reservas bancárias das instituições participantes serão alteradas
Associação Nacional das Instituições dos Mercados Abertos – no dia seguinte (D = dia da operação + 1 = dia seguinte, + 1 dia após o dia
ANDIMA. D).
Neste sistema – SELIC – são feitas operações apenas com A CETIP - Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos é
títulos federais, quer emitidos pelo Tesouro Nacional, quer pelo BACEN, e uma das maiores empresas de custódia e de liquidação financeira da
os títulos públicos estaduais e/ou municipais emitidos até janeiro de América Latina e se constitui em um mercado de balcão organizado para
1992. registro e negociação de títulos e valores mobiliários de renda fixa.
O SELIC é um sistema informatizado em que são registradas
todas as operações com títulos federais (e os títulos públicos estaduais Sem fins lucrativos, foi criada em conjunto pelas instituições financeiras e
e/ou municipais emitidos até janeiro de 1992), tão logo os negócios são o Banco Central, em março de 1986, para garantir mais segurança e
acertados. Quando essas operações são transferidas, via “rede”, ao agilidade às operações do mercado financeiro brasileiro.
SELIC, no mesmo instante o sistema transfere o registro do título para o
banco comprador e ao mesmo tempo faz o crédito na conta do banco Hoje, a CETIP oferece o suporte necessário a toda a cadeia de
vendedor. operações, prestando serviços integrados de Custódia; Negociação On-
O SELIC garante operações com títulos federais, no mercado Line; Registro de Negócios; e Liquidação Financeira e provê sistemas e
aberto, com liquidação imediata e segura (em D).
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suporte tecnológico para a CIP - Câmara Interbancária de Pagamentos, a Os ativos e contratos registrados na CETIP representam quase a totalidade dos títulos e valore
clearing de pagamentos da FEBRABAN. privados de renda fixa, além de derivativos, dos títulos emitidos por estados e municípios e do e
utilizados como moedas de privatização, de emissão do Tesouro Nacional.
A CETIP tem mais de 4.600 participantes, entre bancos, corretoras,
distribuidoras, demais instituições financeiras, empresas de leasing, :: Produtos de Captação
fundos de investimento e pessoas jurídicas não financeiras, tais como
seguradoras e fundos de pensão. Cédula de Debênture (CD)

Os mercados atendidos pela CETIP são regulados pelo Banco Central e Certificado de Depósito Bancário (CDB)
pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários e, por adesão, seguem os
Códigos de Ética e Operacional da ANDIMA – Associação Nacional das CDB subordinado
Instituições do Mercado Aberto.
Depósito Interfinanceiro (DI)

Letra de Câmbio (LC)

Letra Crédito Imobiliário (LCI)

Letra Hipotecária (LH)

Recibo de Depósito Bancário (RDB)

Recibo de Depósito de Cooperativas (RDC)

Título de Desenvolvimento Econômico (TDE)

::Cotas de Fundos

Cota de Fundo de Investimento Financeiro (FIF e FIC)

Cota de Fundo de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários (FITVM e FICFITVM)

:: Títulos do Setor Produtivo

Cédula de Crédito Bancário (CCB)

Certificado de Cédula de Crédito Bancário (CCCB)

Certificado a Termo de Energia Elétrica (CTEE)

Certificado de Investimento Audiovisual (CIA)


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Sociedades de Crédito Imobiliário; São entidades sem fins lucrativos, que têm o escopo de
permitir a construção ou aquisição da casa própria por parte dos
A Resolução n°. 2.735, de 28/06/2000, do BACEN, associados.
estabeleceu que as sociedades de crédito imobiliário (SCI) são instituições As operações ativas destas associações são constituídas por
financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Especializadas financiamentos imobiliários, e suas operações passivas originam-se,
em operações de financiamento imobiliário e, constituídas sob a forma de basicamente, de cadernetas de poupança, que remuneram os aplicadores
sociedade anônima. com juros, como se fossem dividendos, haja vista que os depositantes
Às sociedades de crédito imobiliário é facultado, além da adquirem vínculo societário, com direito à participação nos resultados
realização das atividades inerentes à consecução de seus objetivos, operacionais líquidos delas.
operar em todas as modalidades admitidas nas normas relativas ao Suas cartas patentes foram emitidas pelo extinto BNH (Banco
direcionamento dos recursos captados em depósitos de poupança. Nacional de Habitação), com base no dispositivo da Lei 4.380/64, que
As sociedades de crédito imobiliário podem empregar em previu a criação, no âmbito do SFH, de fundações, cooperativas e outras
suas atividades, além de recursos próprios, os provenientes de: formas associativas para a construção ou aquisição da casa própria sem
. depósitos de pou