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Oficinas de Aprendizagem Libras

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Aulas-Temas de 01 a 05

Libras

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Oficina Libras Autora Kate Mamhy Oliveira Kumada Coautora Priscila Paula da Silva Pereira

© 2013 Anhanguera Educacional Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão, em forma idêntica, resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma.

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Vice-Presidente Acadêmica Ana Maria Costa de Souza Diretora de Planejamento e Organização Pedagógica Cleide Marly Nebias Diretora Adjunta de Inovação e Engenharia Pedagógica Alessandra Cristina Fahl

Equipe: Assessoria Pedagógica Daniela Vitor Ferreira Emanuela de Oliveira Fábio Cavarsan Guilherme Nicésio Letícia Martins Bueno Maysa Ferreira Rampim Analistas Acadêmicas Andiara Diaz Valquíria Maion Analista de Projetos Liliam Silva Assessoria Técnico-Acadêmica Jesimiel Duarte Leão

Coordenação Virtual Camila Torricelli de Campos Suporte Técnico Aline Gonçalves Torres Patrícia Taiane Ferreira da Silva Richard Rodrigues da Silva Wallace Barbosa de Souza Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da Anhanguera - NAIA Danubia Ferraz dos Santos Jony Anderson de Oliveira Rita da Penha Campos Zenorini Gerência de Design Educacional Rodolfo Pineli Gabriel Araújo Juliana Cristina Flávia Lopes

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ÍNDICE Introdução............................................................................................................................. 05 Aula-Tema 01 - História da Educação de Surdos Texto e Contexto .................................................................................................................. 07 Conceitos Fundamentais ...................................................................................................... 12 Referências .......................................................................................................................... 13

Web Aula .............................................................................................................................. 13 Questões para Acompanhamento da Apredizagem ............................................................. 14 Saiba Mais ........................................................................................................................... 17 Aula-Tema 02 - Cultura e Identidade Surda Texto e Contexto .................................................................................................................. Conceitos Fundamentais ...................................................................................................... Referências .......................................................................................................................... Web Aula .............................................................................................................................. Questões para Acompanhamento da Apredizagem ............................................................. Saiba Mais ........................................................................................................................... Aula-Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos Texto e Contexto .................................................................................................................. Conceitos Fundamentais ...................................................................................................... Referências .......................................................................................................................... Web Aula .............................................................................................................................. Questões para Acompanhamento da Apredizagem ............................................................. Saiba Mais ........................................................................................................................... Aula-Tema 04 - Gramática da LIBRAS: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal Texto e Contexto .................................................................................................................. Conceitos Fundamentais ...................................................................................................... Referências .......................................................................................................................... Web Aula .............................................................................................................................. Questões para Acompanhamento da Apredizagem ............................................................. Saiba Mais ...........................................................................................................................

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ÍNDICE Aula-Tema 05 - Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais Texto e Contexto .................................................................................................................. Conceitos Fundamentais ...................................................................................................... Referências .......................................................................................................................... Web Aula .............................................................................................................................. Questões para Acompanhamento da Apredizagem ............................................................. Saiba Mais ...........................................................................................................................

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Introdução
Caro(a) aluno(a), Quando se deseja construir um ambiente inclusivo é essencial que a especificidade de cada estudante seja considerada. Essa construção deve ir além das normas e das leis, todos os membros da comunidade acadêmica precisam estar dispostos a conhecer e respeitar as diferenças e a diversidade humana. Considerando esse pressuposto a Anhanguera Educacional propõe a Oficina de Língua Brasileira de Sinais – Libras. Esta oficina foi idealizada pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da Anhanguera Educacional e tem o propósito de instrumentalizar os participantes para que possam compreender e se comunicar com pessoas surdas. Com esta iniciativa, esperamos contribuir para tornarmos a nossa instituição ainda mais inclusiva. A oficina possui carga horária total de 40 horas, distribuídas em 5 aulas-temas, a saber: Aula-tema 1) história da educação de surdos; Aula-tema 2) cultura e identidade surda; Aula-tema 3) gramática da Libras: parâmetros linguísticos, morfologia, fonologia e sintaxe; Aula-tema 4) gramática da Libras: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal; e Aula-tema 5) mitos e perguntas frequentes sobre a surdez, os surdos e as línguas de sinais. Vale ressaltar que, além do contato com os conhecimentos teóricos da língua de sinais, esta oficina possui 10 aulas práticas, distribuídas em 2 aulas práticas para cada tema. Em tais aulas serão abordadas situações discursivas pertinentes ao cotidiano de uma instituição de ensino superior como, por exemplo, o contexto da biblioteca, do Diretório Acadêmico, das atividades avaliativas, entre outros. Vamos lá?

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História da Educação de Surdos

Tema 01:

texto e contexto

Tema 01 - História da Educação de Surdos

Um pouco da história da educação de surdos Para compreender a importância da língua de sinais para os surdos é necessário analisar sua posição em um contexto sócio-histórico. De fato, ao retroceder no tempo e revisitar a história é possível situar as diferentes representações do surdo, da surdez e das línguas de sinais ao longo do tempo, reconhecendo os mitos que já foram desconstruídos e os que ainda têm sido perpetuados. Um dos primeiros mitos é o de que as línguas de sinais foram recentemente descobertas e/ou criadas quando, na verdade, em registros da Idade Antiga, o historiador português Paulo Vaz de Carvalho (2007, p. 8) afirma que os egípcios já cultuavam os surdos pela forma particular com que se comunicavam. Na Antiguidade, os surdos eram temidos e respeitados pelos egípcios, pois se acreditava que os surdos eram mensageiros dos Deuses ao Faraó. Apesar disso, a forma diferenciada de se comunicar não era vista com bons olhos por todos os povos da Idade Antiga. Conforme Choi et. al. (2011, p. 6), na Grécia antiga, a perfeição e a bravura consistiam nos ideias perseguidos na época. Além disso, diante da alta valorização grega pela retórica, pouco ou nenhum espaço era dado aos surdos que por não ouvirem, consequentemente, não podiam se exprimir pela oralidade. Logo, por não serem úteis a sociedade grega, os surdos eram, geralmente, condenados à morte. Do mesmo modo, em Roma, até 529 d.C., os surdos, principalmente os pobres, também não eram considerados dignos de viverem em sociedade. Por essa razão eram lançados ao Rio Tibre. Contudo, a partir do Código Justiniano, formulado pelo imperador Justiniano, os surdos deixaram de ser mortos. Com base nesse documento legal, apenas os surdos que se comunicassem pela fala oral teriam seus direitos resguardados, caso contrário, estariam impedidos de possuir propriedades, herdar fortunas ou bens, assim como contrair matrimônio. Durante a Idade Média, os discursos de Aristóteles e Santo Agostinho declaravam que por não ouvirem, os surdos também não poderiam ser educados (CARVALHO, 2007, p. 14; CHOI, et al. 2011, p. 6). Contradizendo tais ideias, o Arcebispo John de Beverley, em 700 d.C., intrigado pela esperteza de um rapaz surdo decidiu ensiná-lo a falar (oralmente), ler e escrever. Com êxito em seu empreendimento, o sucesso do jovem foi visto como um milagre pelos cidadãos da época (CARVALHO, 2007, p.14).

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texto e contexto

Tema 01 - História da Educação de Surdos

Foi assim que a possibilidade de educar os surdos se difundiu e foi fortalecida na Idade Moderna, a partir do século XIV, quando autores como Bartolo della Marca d’Ancona, Rodolfo Agrícola e Girolamo Cardano se posicionaram em defesa da instrução de surdos, cogitando outras formas de comunicação, além da fala oral. Essa possibilidade chamou a atenção, principalmente para os filhos de nobres cujas famílias estavam preocupadas com o destino de seus bens e patrimônios, pois, conforme dito anteriormente, os surdos que não pudessem oralizar não detinham o direito de herdar bens e fortunas. Segundo Moura (2000, p. 17), Pedro Ponce de Léon, que viveu no século XVI, foi o primeiro professor de surdos da história. Por ter vivido em um mosteiro beneditino, alguns autores como Carvalho (2007, p.19) e Choi et al. (2011, p. 7) acreditam que Ponce de Léon conhecia os gestos manuais utilizados pelos monges que faziam voto de silêncio e os aproveitou para criar um alfabeto manual empregado na soletração de palavras pelos alunos surdos. Assim que a sociedade percebeu que os surdos eram sujeitos aptos a aprendizagem, surgiram inúmeros educadores e diversos métodos, a maioria se norteava pela escrita, oralidade, alfabeto manual e sinais. Como tais profissionais eram contratados especialmente pelas famílias mais abastadas, não demorou muito e uma disputa entre métodos foi instaurada. Além de manter suas práticas em segredo, os educadores da corrente oralista iniciaram um movimento contra o método baseado nos sinais. Entre os discursos oralistas, Konrad Amman afirmava que os surdos que não falavam (oralmente) eram como animais, e que o uso de sinais atrofiava a mente e prejudicava o desenvolvimento da fala e do pensamento (CARVALHO, 2007, p.23). Apesar dos ataques oralistas, a educação baseada nos sinais recebeu grande notoriedade, principalmente, com as contribuições do Abade Charles Michel L’Épée. Segundo Choi et.al. (2011, p.8), o abade se destacou por aprender a língua de sinais francesa com os surdos que habitavam as ruas de Paris e utilizando-a em prol da instrução dos mesmos. A iniciativa de L’Épée marcou a passagem da educação de surdos individual para coletiva, ao transformar sua própria casa na primeira escola para surdos do mundo (LANE, 1984, p.49). Conhecida como a “Era dourada na educação de surdos” (LANE, 1984, s/p.), o ensino através dos sinais propiciou a formação de numerosos educadores surdos, que se tornaram multiplicadores do método francês de L’Épée e fundaram escolas para surdos em diversas partes do mundo, como por exemplo, os surdos franceses Laurente Clerc nos Estados Unidos e E. Huet no Brasil.
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No Brasil, Huet foi convidado pelo Imperador Dom Pedro II, em 1857, para inaugurar o Imperial Instituto de Surdos-Mudos, escola que funciona até hoje no Rio de Janeiro, sendo atualmente denominada Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). A influência dos sinais franceses trazidos por Huet foi mesclado com a língua de sinais utilizada pelos surdos brasileiros da época, formando a língua brasileira de sinais (CHOI et. al., 2011, p.14). Além dos sinais franceses, Huet importou o método francês de L’Épée e os materiais didáticos de seu mestre. No entanto, apesar do sucesso internacional, o método francês do abade L’Épée enfrentou a resistência oralista, não apenas no Brasil, como em várias partes do mundo. Na Inglaterra, Thomas Braidwood fundou a primeira escola para correção da fala da Europa, onde ensinava os alunos surdos, por meio da escrita, seguida da articulação das letras e da pronúncia das palavras. Na mesma época, o alemão Samuel Heinicke inaugurou o Oralismo Puro, cuja abordagem negava o uso de qualquer recurso manual. Assim como Konrad Amman o fez anteriormente, Heinicke alegava que o uso de sinais era prejudicial ao desenvolvimento da fala oral. Surgiu, então, o método alemão de Samuel Heinicke, também denominado “escola alemã” (CHOI et al., 2011, p. 8-9). Com o avanço da tecnologia eletroacústica, tornou-se possível aferir o resíduo auditivo das pessoas surdas, bem como amplificar o som através de aparelhos auditivos. Com isso, a promessa da “cura” da surdez parecia uma realidade cada vez mais próxima para os oralistas, que se apoiavam nos aparelhos de amplificação sonora associados ao treino da fala e da leitura orofacial. A rivalidade entre o método francês baseado no uso de sinais e o método alemão baseado na oralidade convergiu para o encontro dos principais educadores de surdos do mundo no Congresso Internacional de Milão, realizado em 1880. Sem convidar nem tampouco considerar a opinião dos surdos, os educadores ouvintes reunidos no Congresso de Milão decidiram proibir a língua de sinais na educação de surdos. Os prejuízos pela ausência da língua de sinais na educação de surdos foram refletidos no alto índice de analfabetismo e fracasso escolar, confirmados nos anos seguintes ao Congresso de Milão (SACKS, 1998, p.41; MOURA, 2000, p.49; CARVALHO, 2007, p.71; CHOI et. al., 2011, p.11). Além de demitir todos os educadores surdos que trabalhavam através das línguas de sinais, Moura (2000, p.48-9) aponta que a abordagem oralista focalizava o ensino da fala e desprezava os conteúdos escolares. Com essa postura, o Oralismo não preparava os surdos para uma profissão, a não ser para exercer funções como sapateiros e costureiros. Algumas escolas, preocupadas em garantir o sucesso de sua instrução oralista, chegavam a recusar a matrícula para alunos surdos profundos e surdos filhos de pais surdos para acolher somente aqueles que apresentavam reais condições de oralização. Os alunos surdos que não progrediam na oralidade eram considerados deficientes mentais, sob uma concepção patológica da surdez ainda presente em discursos atuais, que culpa(va) a própria criança pelo “fracasso” de seu desenvolvimento escolar e linguístico.
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texto e contexto

Tema 01 - História da Educação de Surdos

Apesar de todo esforço para minar a língua de sinais da vida das pessoas surdas, esta nunca pôde ser realmente apagada. Segundo Choi et al. (2011, p.10) as línguas de sinais continuaram sendo usadas por surdos adultos que as transmitiam de geração em geração, por estudantes em escolas especiais (ainda que às escondidas) e nas associações criadas como espaço de encontro entre surdos. E foi assim, sobrevivendo à proibição, que em 1960 as línguas de sinais conquistaram o prestígio linguístico através dos estudos realizados pelo americano William Stokoe. Este linguista demonstrou e comprovou que a língua de sinais americana se tratava de uma língua genuína, com estrutura interna equiparada às línguas orais e dotada de todos os aspectos gramaticais necessários. Sua pesquisa trouxe novo fôlego para a educação de surdos já desgastada por um método oralista que não funcionava. Na mesma década, diante do fracasso do Oralismo, nasceu uma nova abordagem conhecida como Comunicação Total. Utilizando vários recursos disponíveis, desde a oralidade, escrita, figuras e, inclusive, sinais, com o tempo a Comunicação Total, segundo Choi et al. (2011, p.12), tornou-se um método simultâneo de oralidade e sinais feitos na gramática da língua oral. A essa concomitância de sinais e fala oral, foi denominado Bimodalismo. Após várias críticas a Comunicação Total e ao Bimodalismo que não contemplavam o pleno desenvolvimento linguístico nem da língua oral tampouco da língua de sinais e, perante o reconhecimento e fortalecimento das línguas de sinais surgiu o Bilinguismo. Baseado em uma concepção socioantropológica, desde então o Bilinguismo conquistou o favoritismo da comunidade surda. A proposta do modelo bilíngue se norteia pelo respeito da língua de sinais como primeira língua dos surdos, e da língua oral e ou escrita como segunda língua. Nesse sentido, os surdos se distanciam da representação patológica oralista, que focaliza a cura e/ou reabilitação da surdez, para serem reconhecidos como sujeitos bilíngues e biculturais. Atualmente, vigoram as três abordagens na educação de surdos, sendo Comunicação Total, Oralismo e Bilinguismo. As duas últimas são as mais comuns, e perpetuam a oposição iniciada desde a Idade Moderna, quando os primeiros métodos foram criados. O mais intrigante é que os argumentos continuam sendo os mesmos, ou seja, que os surdos educados na abordagem oral não devem aderir aos sinais sob risco de prejuízos para seu desenvolvimento linguístico.
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Desse modo, um dos benefícios da retrospectiva histórica consiste em proporcionar uma avaliação consciente de discursos como esse, por exemplo, reproduzidos ao longo do tempo, cujos argumentos não apresentam nenhum respaldo científico. A partir da análise exposta nesta aulatema, é possível observar a passagem da representação do surdo como sujeito ineducável para educável. Do mesmo modo, acompanhamos a resignificação da língua de sinais durante a história, entendida como uma forma de comunicação mística, cultuada pelos egípcios da Idade Antiga, a ser vista como recurso pedagógico dos educadores que visavam o ensino da oralidade, passando pela representação nociva que esses mesmos oralistas atribuíram-na até a sua proibição e, posteriormente, legitimação. De fato, são esses deslocamentos que fazem da história um terreno fértil para se (re)pensar o contexto sociolinguisticamente complexo da surdez na atualidade. E agora, vamos praticar? Clique aqui para conhecer o alfabeto de LIBRAS Clique aqui para conhecer os números utilizados em LIBRAS.

conceitos fundamentais
Alfabeto Manual: Representação das letras do alfabeto através de diferentes configurações de mãos. Serve para soletrar palavras, mas não se equipara a um sistema linguístico. Aparelhos de Amplificação Sonora Individual: Aparelhos auditivos utilizados para captar o som externo e amplificá-lo para o surdo. Bilinguismo: Abordagem educacional que visa o ensino de duas línguas para os surdos, sendo considerada a língua de sinais como a primeira e a língua oral e/ou escrita como segunda. Bimodalismo: Uso dos sinais realizados em concomitância com a oralidade e, na estrutura gramatical desta última. Comunicação Total: Abordagem educacional que visa a comunicação e não o desenvolvimento de uma língua, por isso aceita diversos recursos, tais como oralidade, sinais, gestos, mímica,

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conceitos fundamentais
escrita, figuras.

Tema 01 - História da Educação de Surdos

Concepção patológica da surdez: Alinhada a uma educação oralista, essa concepção representa o sujeito surdo como deficiente auditivo, analisando-o pelo viés da deficiência, acredita-se que ele precise de tratamento, reabilitação e/ou cura. Concepção socioantropológica da surdez: Trata-se da percepção do sujeito surdo como membro de minoria linguística, assim como índios e imigrantes que, apesar de viverem no Brasil, possuem uma língua diferente da língua majoritária nacional, ou seja, a língua portuguesa. Entendendo a surdez como diferença linguística e não como deficiência, a concepção socioantropológica se alinha ao bilinguismo. Leitura orofacial: Também conhecida como leitura labial, a leitura orofacial compreende não apenas a leitura dos lábios, mas a leitura das expressões faciais que oferecem pistas para compreensão do enunciado, por exemplo, a expressão de afirmação, dúvida, indagação, raiva, alegria. Método francês ou método visual: Baseia-se no uso de gestos, sinais, alfabeto manual e escrita na educação de surdos. Oralidade: Que tem por base a fala oral, emitida pela boca, como geralmente ocorre na comunicação entre pessoas ouvintes. Oralismo: Abordagem de ensino para surdos que visa o desenvolvimento da fala oral, para que a comunicação dos surdos ocorra da mesma forma como os ouvintes. No princípio, o Oralismo utilizava recursos manuais para o ensino da oralidade, porém, assim que alcançado o desenvolvimento oral, os sinais eram abandonados. Atualmente, o Oralismo se baseia no treino da fala a partir da amplificação sonora e leitura labial. Oralismo Puro ou Método Alemão (Escola Alemã): Abordagem de ensino para surdos que visa o desenvolvimento da fala oral e rejeita o uso de qualquer recurso manual como, por exemplo, sinais e alfabeto manual. Resíduo Auditivo: Acredita-se que nenhum surdo possui perda auditiva total, sendo assim, os aparelhos de amplificação sonora podem aproveitar o resíduo de audição ainda existente. Sinais: Equivalem nas línguas de sinais a “palavra” nas línguas orais.
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Referências
CARVALHO, P. V. de. Breve história dos surdos – no mundo e em Portugal. Lisboa: Surd’Universo, 2007. CHOI, D.; PEREIRA, M.C.C.; VIEIRA, M.I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. As línguas de sinais: sua importância para os Surdos. In: CHOI, D.; PEREIRA, M.C.C.; VIEIRA, M.I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. Libras: conhecimento além dos sinais. 1ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011, p. 3-14. LANE, H. The deaf experience: classics in language and education. Translated by Franklin Philip. England: Harvard University Press. 1984. MOURA, C. de. O surdo: caminhos para uma nova identidade. Rio de Janeiro: Editora Revinter, 2000. SACKS, O. Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. • Web Aula 01 e 02 – História da Educação de Surdos

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Questões para Acompanhamento da Aprendizagem Tema 01 - História da Educação de Surdos
Módulo 01: Educação ambiental e cidadania – o indivíduo e o meio QUESTÃO 01
Durante a leitura do “Texto e Contexto da Aula-tema 01” você conferiu os deslocamentos das representações sobre o surdo e a língua de sinais ao longo da história. Considerando seu aprendizado, identifique se são (V) Verdadeiras ou (F) Falsas as afirmações abaixo: ( ) Na antiguidade, muitos surdos foram condenados a morte por não conseguirem se expressar através da oralidade como as pessoas ouvintes. ( ) Na idade média, os surdos não oralizados eram considerados ineducáveis, sem direitos a educação, a contrair matrimônio e a herdar os próprios bens. ( ) A educação de surdos é bastante recente, ocorrendo somente após o século XX, com a criação da língua de sinais. ( ) A história comprova que a proibição da língua de sinais, no Congresso de Milão, trouxe inúmeras contribuições para a escolarização e profissionalização dos surdos. ( ) Ao longo da história e ainda nos dias atuais é comum que os defensores do Oralismo critiquem o uso dos sinais na educação de surdos. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, respectivamente: a) V, V, F, F, V. b) F, F, V, F, F. c) V, F, V, F, V. d) V, F, F, V, V. e) F, V, V, F, F.

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QUESTÃO 02
Observe o enunciado realizado em LIBRAS a seguir, e assinale a alternativa que o traduz corretamente:

a) Oi, seu nome é Selma? b) Olá, quero fazer minha matrícula. c) Boa tarde, eu sou surda. d) Oi, meu nome é Bruna. e) Olá, eu moro na Rua Brasil.

QUESTÃO 03
Observe o enunciado realizado em LIBRAS a seguir, e assinale a alternativa que o traduz corretamente:

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Questões para Acompanhamento da Aprendizagem Tema 01 - História da Educação de Surdos

Fonte: CAPOVILLA, F.C.; RAPHAEL, W.D. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira, Volume I e II. 3 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. p. 540-1194.

a) Qual seu telefone? b) Seu endereço, por favor? c) Qual a sua data de nascimento? d) Você tem e-mail? e) Preciso do xerox dos seus documentos.

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saiba mais
Dica de livro Breve História dos Surdos - no mundo e em Portugal Autor: Paulo Vaz de Carvalho Editora: Lisboa: Surd’Universo, 2007
O livro oferece uma ampla descrição sobre os principais educadores e acontecimentos históricos na área da surdez, em Portugal e no mundo, desde a Antiguidade até os tempos atuais.

 

Dicas de livros E seu nome é Jonas Diretor: Richard Michaels Duração: 100 min. Ano: 1979 País: EUA Gênero: Drama
O filme retrata a história de uma mãe ouvinte com um filho surdo e suas tentativas de educá-lo na abordagem oralista e, posteriormente, bilíngue.
 

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saiba mais
Dica de vídeo

Tema 01 - História da Educação de Surdos

História da educação de surdos
O vídeo apresenta um breve panorama histórico da educação de surdos no Brasil desde a criação do INES, em 1857, perpassando o reconhecimento da LIBRAS, em 2002 e o atual contexto educacional na área da surdez. Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=3VlJOxt9bag>. Acesso em: 17 jun. 2013.

Dicas de sites Objetos de aprendizagem
O Objeto de Aprendizagem apresenta um boneco virtual que realiza os sinais conforme você clica na letra ou objeto indicado. Aproveite para treinar as letras e os números em LIBRAS e repita quantas vezes quiser. Interaja com o Objeto de Aprendizagem ALFABETO DATILOLÓGICO do Curso de LIBRAS à distância oferecido pela UNESP. LIBRAS EAD
Disponível em: <http://www.marilia.unesp.br/#!/extensao/libras---ead/objetos-deaprendizagem/>. Acesso em: 17 fev. 2013.

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Dicas de sites Dicionário de LIBRAS
O site contempla o dicionário de LIBRAS virtual, com opções para consulta por ordem alfabética, por assunto, por configuração de mão e por busca de palavras.
Disponível em: <http://www.acessobrasil.org.br/libras/>. Acesso em: 17 fev. 2013.

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Cultura e Identidade Surda

Tema 02:

texto e contexto

Tema 02 - Cultura e Identidade Surda

Na Aula-tema anterior, você acompanhou um breve panorama histórico sobre a educação de surdos e as línguas de sinais. Compreendeu que as línguas de sinais são utilizadas na comunicação entre pessoas surdas há muito tempo, como também há muito tempo ela vem sendo reprimida pela sociedade ouvinte, que insiste em exigir que os sujeitos surdos se comuniquem tal como a maioria, ou seja, por meio da oralidade. Ainda resgatando a discussão da Aula-tema 1, a história apresenta a disputa entre duas principais abordagens de ensino, uma que defende e outra que condena o uso dos sinais. A oposição que se arrasta desde a Modernidade é representada, atualmente, pelo oralismo e pelo bilinguismo. Enquanto o oralismo pressupõe o surdo como deficiente auditivo que necessita de tratamento e cura para ser integrado à sociedade ouvinte, o bilinguismo afirma que os surdos devem ser aceitos tal como eles são, ou seja, falantes da língua de sinais, sistema linguístico que lhes é natural e acessível. O bilinguismo parte de uma concepção socioantropológica da surdez, em que a língua de sinais é respeitada enquanto sistema linguístico suficiente e autônomo. A valorização da língua de sinais propicia aos surdos a identificação com outros surdos, não apenas por uma língua em comum, mas por uma série de fatores, tais como a forma de vivenciar o mundo por meio de experiências visuais, a história de lutas compartilhada, o processo de ensino-aprendizagem diferenciado, a cultura surda, entre outros. A esse pertencimento a um grupo, no caso, à comunidade surda, é possível vislumbrar a construção da identidade surda – ou de várias identidades surdas, conforme Perlin (1998, p. 6265). A maioria das crianças surdas cresce em um ambiente familiar constituído por ouvintes. Elas tendem a acreditar, por isso, que estão predestinadas a morrer ainda crianças ou que são as únicas “estranhas” no mundo. Nas palavras da atriz e escritora surda francesa Emmanuele Laborit, ao conhecer, pela primeira vez, um surdo adulto e a língua de sinais: [...] compreendi imediatamente que não estava sozinha no mundo. Uma revelação imprevista. Um deslumbramento. Eu, que me acreditava única e destinada a morrer criança, como costumam imaginar que aconteceria às crianças surdas, acabava de descobrir que existia um futuro possível, já que Alfredo era adulto e surdo. [...] Essa lógica cruel permanece enquanto as crianças surdas não se encontram com um adulto.
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texto e contexto

Tema 02 - Cultura e Identidade Surda

Elas têm necessidade dessa identificação com adultos, uma necessidade crucial. (LABORIT, 1994, p. 49 apud CHOI et al., 2011, p. 27-28) Por esta razão, a comunidade surda defende que as crianças surdas devem ser expostas o mais precocemente possível à língua de sinais e ao contato com adultos surdos, com os quais poderão construir o sentimento de pertença a um grupo. No entanto, as contribuições da língua de sinais vão além da identificação com um grupo, uma vez que tal língua é também o principal instrumento para a produção cultural da comunidade surda. Conforme Choi et al. (2011, p. 34-35), o papel da língua de sinais pode ser visto basicamente a partir da tríade “símbolo da identidade social”, “meio de interação social” e “depositário de conhecimento cultural”. Neste sentido, ao pensar a língua de sinais como meio de interação social, é válido destacar que existem domínios que extrapolam a proficiência linguística, e são desses domínios que trataremos aqui. Ao ingressar no universo da surdez, é preciso compartilhar alguns saberes culturais da comunidade surda. Por exemplo, vale entender que as despedidas e as chegadas são sempre realizadas de forma demorada e formal. Ao se despedirem, os interlocutores justificam sua partida, aonde vão e o que farão, enfatizam como foi bom rever o outro e combinam o próximo encontro. Se você realizar uma despedida rápida poderá ser mal-interpretado pelos surdos, concluindo que você estava com pressa para se retirar da companhia deles (CHOI et al., 2011, p. 37-38). Contudo, durante a conversa, ir direto ao assunto que se deseja é algo extremamente natural. Conforme Choi et al. (2011, p. 41), os surdos apreciam uma conversa direta que facilite a comunicação e o entendimento. Outro ponto de atenção é que na língua oral é comum chamar a atenção do outro simplesmente falando seu nome. Isso não tem significado para os surdos, pois, ao chamar o outro pelo nome, este não será ouvido. O que eles utilizam é um leve toque no braço ou antebraço. E, se estiver longe, você pode acenar com o braço dentro do campo visual da pessoa, pisar forte no chão (o que provocará uma vibração e chamará sua atenção), bater na mesa (quando houver) ou apagar e acender a luz (CHOI et al., 2011, p. 36). Outro fator comunicativo é o olhar. Em uma comunicação estabelecida por meio da língua de

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sinais, falar de frente e olhar para seu interlocutor é imprescindível, afinal, trata-se de uma comunicação visual-espacial, logo, se você desviar o olhar ou virar as costas, o surdo entenderá que está desinteressado ou entediado com a conversa, percebendo seu comportamento como um insulto (CHOI et al., 2011, p. 37). O desvio do olhar ocorre, muitas vezes, quando nós, ouvintes, nos distraímos com algum barulho ou com alguém que nos chama a atenção. Nestes casos, aconselhamos que você avise o surdo sobre a interrupção da conversa. A fala oral não é valorizada pelos surdos, pois, para tais indivíduos, o normal é que se comuniquem por meio da língua de sinais. Na verdade, eles sentem orgulho da própria língua, cultura e identidade. Deste modo, referir-se aos surdos como deficientes auditivos deve ser evitado em qualquer diálogo. Você pode achar estranho, mas é muito comum que surdos façam grandes rodas de conversa, em que vários diálogos se entrecruzem sem que uma conversa atrapalhe a outra. Conforme Choi et al. (2011, p. 40), isso seria inviável nas línguas orais, uma vez que as pessoas começariam a gritar para se entender. Com relação às apresentações, os usuários da LIBRAS, na maioria das vezes, apresentam seu sinal, em seguida, soletram seu nome e depois se identificam como surdos ou ouvintes (CHOI et al., 2011, p. 41). Neste sentido, eu me apresentaria da seguinte forma: “Esse é o meu sinal (executando meu sinal pessoal), meu nome é K-A-T-E (soletrando em LIBRAS meu nome), eu sou ouvinte”. Os sinais pessoais são um elemento da cultura surda. Todo novo membro dessa comunidade recebe um sinal, que sempre deve ser batizado por um surdo. De acordo com Choi et al. (2011, p. 42-43), os sinais pessoais podem ser atribuídos a partir da característica física da pessoa (altura, cabelo, olhos, marcas de nascença etc.), do uso constante de objetos (brincos, óculos, pulseira etc.), do comportamento constante (mexer no cabelo, ruborizar, sorrir etc.) ou por suas práticas habituais (comer, nadar, jogar futebol, andar de bicicleta etc.). Tais sinais correspondem ao nome de cada pessoa na cultura ouvinte, ou seja, uma vez atribuídos, não são alterados. Ainda que o sinal tenha sido dado, por exemplo, em decorrência de um corte de cabelo que a pessoa não usa mais ou de objetos que já não possui, o sinal deve permanecer o mesmo. Outro elemento da cultura surda são os pontos de encontro da comunidade surda (CHOI et al., 2011, p. 44). Em toda cidade existe um ou mais pontos de encontro, que pode(m) ser um shopping, terminal rodoviário, associações ou outro local ao qual os surdos se dirigem, frequentemente, quando desejam encontrar seus pares e estabelecer um diálogo em língua de sinais. Ao falarmos sobre a LIBRAS enquanto depositário cultural, não podemos deixar de mencionar, ainda, a grande riqueza de expressões artísticas privilegiada por meio da língua de sinais. São inúmeras produções deflagradas em forma de poesias, teatros, filmes, literaturas, piadas, clássicos,
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texto e contexto

Tema 02 - Cultura e Identidade Surda

fábulas, contos, romances, lendas, histórias de surdos etc. No Brasil, há uma ampla literatura popular na LIBRAS presente nas associações de surdos, escolas e pontos de encontro da comunidade surda que revela a originalidade de sua cultura e identidade (CHOI et al., 2011, p. 46-47). Nos últimos anos, essa literatura tem sido registrada em formato de livros e vídeos, além de divulgada para a sociedade ouvinte interessada, principalmente aos familiares e profissionais que atuam na área da educação de surdos. No que tange ao humor surdo, o fato de não ouvir é satirizado, assim como a incompreensão dos ouvintes da forma visual como os surdos são capazes de vivenciar o mundo. Já as poesias são banhadas pelas mais belas combinações de movimento e ritmo, além de repletas de significado linguístico. Para Choi et al. (2011, p. 51), a música, entretanto, não faz parte da cultura surda, mas pode ser apresentada aos surdos sob caráter informativo e para estabelecer uma relação intercultural entre ouvintes e surdos. Cabe também mencionar (CHOI et al., 2011, p. 51-55) as adaptações culturais desenvolvidas pela indústria para promover o acesso das pessoas surdas a variadas formas de tecnologias. Entre essas adaptações, destacam-se as campainhas luminosas que substituem o som por uma luz emitida através de lâmpadas estrategicamente posicionadas em residências ou escolas. Na mesma lógica que a campainha luminosa, funciona a babá luminosa, pois, ao som do choro do bebê, emite uma luz no aparelho posicionado próximo à mãe surda. Os relógios e/ou despertadores funcionam por vibração, podem ser colocados embaixo do travesseiro e alertam no horário programado. O telefone para surdos, conhecido pela sigla americana TDD (Telephone Device for Deaf) ou pela sigla brasileira TTS (Terminal Telefônico para Surdos), consiste na troca de mensagens escritas. Quando um dos interlocutores não possui o aparelho TTS, é necessária a mediação de uma central de atendimento. Por meio do TTS, o surdo digita sua mensagem no telefone adaptado e a atendente verbaliza tal mensagem para o interlocutor ouvinte, que está do outro lado da linha. O inverso também ocorre, a mensagem transmitida pelo ouvinte será digitada pela atendente e repassada através do visor do TTS ao surdo. Contudo, esse aparelho é pouco utilizado, principalmente na atualidade, em que a maioria dos surdos possui um aparelho celular, em que é possível a troca de mensagens instantaneamente, inclusive por meio da tecnologia 3G de sistema de videoconferência,
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que permite a conversa sinalizada entre surdos. As operadoras de celulares têm se adaptado à clientela e oferecido planos específicos para surdos, visto que não realizam chamadas telefônicas e apenas se aproveitam dos SMS, e-mails e sistemas de videoconferência. Outra conquista tecnológica para os surdos (CHOI, et al., 2011, p. 54-55) são os aplicativos de tradução de texto que têm sido utilizados nas televisões (Closed Caption) e de tradução em LIBRAS implementados por alguns sites da internet e aplicativos para computadores, celulares e tablets. Não são todos os sites que oferecem este recurso, mas algumas empresas já têm chamado a atenção pela iniciativa. Destarte, entre aspectos, adaptações e produções culturais, esperamos ter demonstrado o potencial da língua de sinais para a comunidade surda, não como um instrumento compensatório pela falta de audição, mas como um sistema linguístico legítimo capaz de desenvolver uma identidade e cultura própria.

conceitos fundamentais
Closed Caption: é a chamada legenda oculta que permite o acesso por escrito à informação veiculada oralmente na televisão, tanto da fala dos personagens quanto dos sons emitidos, tais como porta batendo, músicas etc. Cultura surda: conjunto de valores, crenças e comportamentos partilhados pelos surdos. Identidade: construto sócio-histórico criado a partir das práticas discursivas estabelecidas por meio da definição de diferenças entre o grupo de pertencimento e outro(s) grupo(s). Identidade surda: processo de identificação com a comunidade surda, bem como suas experiências visuais, sua língua, cultura e ideologia. Sinal pessoal: equivale ao nome na cultura ouvinte, contudo, é atribuído por um surdo a partir da uma característica da pessoa (comportamento, aparência etc.).

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Referências

Tema 02 - Cultura e Identidade Surda

CHOI, D.; PEREIRA, M. C. C.; VIEIRA, M. I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. Língua Brasileira de Sinais - Libras: direitos dos surdos brasileiros. In: CHOI, D.; PEREIRA, M. C. C.; VIEIRA, M. I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. Libras: conhecimento além dos sinais. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011, p. 34-55.t PERLIN, G. Identidades Surdas. In: SKLIAR, C. (Org.) A Surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Editora Mediação, 1998. • Web Aula 03 e 04 – Cultura e Identidade Surda

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Questões para Acompanhamento da Aprendizagem
Aula-tema 2: Cultura e Identidade Surda QUESTÃO 01
Durante a interação com a comunidade surda, o domínio da língua de sinais pode ser insuficiente para estabelecer um diálogo saudável. Com base no conteúdo aprendido na Aula-tema 2, considere as afirmações a seguir: I. Os surdos costumam realizar grandes rodas de conversas. Nessas rodas, é considerado natural que as conversas se entrecruzem sem que interfiram uma na outra. II. Para chamar a atenção e iniciar uma conversa com uma pessoa surda você pode acenar com o braço em seu campo visual ou pisar forte no chão. III. Despedida breve é comum na comunidade surda, ou seja, você pode chegar e partir repentinamente sem problemas. IV. Não olhar para seu interlocutor enquanto conversa com ele ou virar de costas é considerado pela comunidade surda uma grande falta de respeito. Estão CORRETAS somente as afirmações: a) I e II. b) II, III e IV. c) III e IV. d) I, III e IV. e) I, II e IV.

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Questões para Acompanhamento da Aprendizagem
QUESTÃO 02

Tema 02 - Cultura e Identidade Surda

Observe o enunciado realizado em LIBRAS, a seguir, e assinale a alternativa que o traduz corretamente:

a) Ele é meu pai. b) Ela é minha prima. c) Eu sou viúva. d) Eu sou professor. e) Eu sou professora.

QUESTÃO 03
Analise os sinais a seguir e indique a alternativa que realiza a tradução correta dos pronomes interrogativos:

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Fonte: QUADROS, R. M.; PIMENTA, N. Curso de LIBRAS 1. Rio de Janeiro: LSB Vídeo, 2006. p. 19.

a) Como? Por quê? b) Quem? Onde? c) Onde? Quando? d) Quanto? Por quê? e) Como? Quando

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Dica de livro

Tema 02 - Cultura e Identidade Surda

A Surdez: um olhar sobre as diferenças Autor: Skliar, Carlos Editora: Editora Mediação, 1998
O livro oferece uma ampla descrição sobre os principais educadores e acontecimentos históricos na área da surdez, em Portugal e no mundo, desde a Antiguidade até os tempos atuais.

Dica de vídeo Identidade Surda
O vídeo traz depoimentos de surdos e ouvintes (familiares e profissionais da área) sobre surdez, educação de surdos, língua de sinais e identidade surda. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=9PJwvv7PTcg>. Acesso em: 19 jun. 2013.

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Dica de vídeo O Encontro – Libras
Curso Básico de LIBRAS II - Ensinando a LIBRAS na rede de ensino regular: noções básicas para professores e alunos. O vídeo simula várias situações cotidianas de uma família surda dialogando em LIBRAS. O vídeo apresenta legenda e está dublado, o que permite ao novo usuário da LIBRAS realizar associações entre os sinais apresentados e sua respectiva tradução. No final da terceira parte do vídeo, há também um glossário com os sinais referentes a alimentos, família, objetos, disciplinas escolares e vestimentas. Parte 1. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=x5kmIZmP2Wo>. Acesso em: 21 jun. 2013. Parte 2. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=KmCH8yhVUDc>. Acesso em: 21 jun. 2013. Parte 3. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=tmoUFmZwDQU>. Acesso em: 21 jun. 2013.

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Dica de filme

Tema 02 - Cultura e Identidade Surda

Sou surdo e não sabia Título Original: Sourds et Malentendus Diretor: Igor Ochronowicz Lançamento: França/2009
Sandrine é a personagem de destaque do documentário. Surda, filha de pais ouvintes, a atriz narra sua própria percepção da surdez desde o nascimento, passando pela infância até a atualidade. Durante seu relato, Sandrine compartilha experiências como a descoberta de sua surdez, assim como seu primeiro contato com a língua de sinais, com o aparelho de amplificação sonora e com a escola. Parte I. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=qtXV_VKZqqg>. Parte II. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=2STHTjtWb7Q>. Parte III. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=_AX6WgjYE9A>. Parte IV. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=RcGGz-l6lOI>.

Parte VI. Disponível em:

<https://www.youtube.com/watch?v=r44EsO89MEI>. <https://www.youtube.com/ watch?v=Xvu0Wwznkso&NR=1&feature=endscreen>.

Parte V. Disponível em:

Acesso em: 19 jun. 2013.

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Dica de site Conheça o tradutor, aplicativo e dicionário de LIBRAS/Língua Portuguesa PRODEAF
O site apresenta o tradutor, aplicativo e dicionário de LIBRAS/Língua Portuguesa Prodeaf. O software realiza traduções de mensagens escritas em língua portuguesa para a LIBRAS e também faz o reconhecimento de voz, traduzindo o enunciado para a LIBRAS.
Disponível em: <http://www.prodeaf.net/>. Acesso em: 19 jun. 2013.

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Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

Tema 03:

texto e contexto

Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

Na aula-tema anterior, você aprendeu que, para estabelecermos uma comunicação efetiva em LIBRAS, além da própria língua de sinais, é necessário compreendermos os domínios de interação social que o funcionamento desse sistema linguístico envolve. Além disso, na Aula-tema 2 foi vislumbrado que a LIBRAS assume o protagonismo dentro da comunidade surda, não apenas por se constituir enquanto uma língua legítima, acessível e que possibilita a criação de bens culturais para esse grupo, mas também por ser instrumento de identificação para a construção da identidade surda. Por falar em legitimação, vale destacar que a língua brasileira de sinais (a LIBRAS) é reconhecida legalmente como meio de comunicação e expressão das comunidades de pessoas surdas do Brasil. Assim, por meio da Lei n. 10.436, aprovada em 24 de abril de 2002, a LIBRAS foi oficializada como sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria e de pertencimento das comunidades surdas do país (BRASIL, 2002). Contudo, o reconhecimento da língua de sinais não ocorreu apenas no âmbito das legislações, pois muito antes disso, em 1960, o americano William Stokoe já havia comprovado no campo dos estudos linguísticos que a estrutura e a organização da língua de sinais apresentavam equivalência aos níveis encontrados nas línguas orais. Deste modo, como sublinha Felipe (1997, p. 82), toda língua, seja ela de sinais ou oral, é organizada em sua estrutura por níveis linguísticos baseados na fonologia, na morfologia, na sintaxe, na semântica e na pragmática. Emprestando as palavras da autora, é possível afirmar que: Apesar das diferenças peculiares a cada língua, todas as línguas possuem algumas semelhanças que as identificam como língua e não linguagem como é o caso da linguagem das abelhas, dos golfinhos, dos macacos, enfim, a comunicação dos animais. (FELIPE, 1997, p. 82) Esta citação é oportuna para enfatizar novamente que a LIBRAS representa uma língua, e não uma linguagem. Conforme Felipe (1997, p. 82) e Choi et al. (2011, p. 59), a distinção precípua entre a língua portuguesa e a LIBRAS reside no canal (ou meio) de comunicação, ou seja, a língua portuguesa é uma língua de modalidade oral-auditiva, enquanto a LIBRAS ocorre por meio da modalidade gestual-visual, uma vez que depende de movimentos gestuais e expressões faciais interpretados por meio da visão. Entretanto, deve ficar claro que a língua de sinais partilha de
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texto e contexto

Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

elementos linguísticos e gramaticais que a definem enquanto língua, tal como ocorre com as línguas orais. Vamos conhecer um pouco mais sobre os aspectos linguísticos da LIBRAS? Aspectos fonológicos No caso das línguas oral-auditivas, a fonologia se concentra na análise dos sons (ou fonemas), enquanto nas línguas de sinais tal estudo equivale à querologia (ou quirologia). De acordo com Fernandes (2003, p. 40), a querologia é o estudo das mãos e dos pulsos. Assim, em vez de estudar os fonemas, como a fonologia, a querologia prioriza os queremas por meio da articulação dos sinais. Stokoe foi o primeiro a descrever a querologia da língua de sinais, focalizando o movimento, o ponto de articulação e a configuração das mãos, da mesma forma como os linguistas fazem com a língua oral, quando determinam o ponto de articulação da língua e a influência bucal e/ou nasal na emissão de sons vocálicos ou consonantais (FERNANDES, 2003, p. 40). Segundo Choi et al. (2011, p. 59-60), a classificação feita por Stokoe (localização, movimento e configuração das mãos) foi complementada, posteriormente, por outros estudiosos da área que constituíram os seguintes parâmetros linguísticos da língua de sinais: 1. configuração das mãos; 2. localização (ou ponto de articulação); 3. movimento; 4. orientação das palmas das mãos; e 5. traços não manuais. A configuração das mãos pode ou não se fundamentar na datilologia (alfabeto manual), isso porque, além dos sinais equivalentes a cada letra do alfabeto, existem outras possibilidades de configurar a(s) mão(s). A localização (ou ponto de articulação) está associada ao lugar, seja no corpo ou no espaço, em que incide a mão predominantemente durante a realização do sinal. O sinal pode ser feito com uma ou duas mãos em frente ao rosto ou ao peito, ou, ainda, tocando em determinada parte do corpo (peito, cabeça, dedos etc.). O espaço em frente ao corpo é referido pelos estudos linguísticos da área da língua de sinais como “espaço neutro” (FELIPE, 1997, p. 84). A sinalização da LIBRAS pode implicar ou não a existência de movimento. O movimento pode ocorrer a partir do movimento de dedo(s), pulso, mão, braço, cabeça etc.
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Outro parâmetro linguístico da LIBRAS, implementado por Battison (1974 apud CHOI et al., 2011, p. 60-65), refere-se à orientação das palmas das mãos. As mãos podem ser direcionadas para cima ou para baixo, para dentro ou para fora, para direita ou para esquerda, ou apresentar combinações de posições atreladas a determinados movimentos. As expressões faciais, o movimento corporal e o olhar formam os . As expressões faciais são imprescindíveis durante a conversação sinalizada, pois influenciam no sentido da frase, assim como ocorre na entonação das palavras e nos enunciados da língua oral. A combinação dos cinco parâmetros linguísticos aqui apresentados define cada sinal da língua de sinais. A alteração de qualquer elemento linguístico supracitado pode transformar radicalmente seu significado. Por esta razão, são considerados traços distintivos, da mesma forma como os traços de sonoridade observados na língua portuguesa. Aspectos morfológicos De acordo com Quadros e Karnopp (2004, p. 19), se por um lado a fonologia está preocupada com a organização dos sons e a pronúncia das palavras, a morfologia prioriza o estudo da estrutura interna da língua para a formação de palavras, concentrando-se na identificação das categorias de número (plural/singular), gênero (masculino/feminino), tempo (passado/presente/futuro) e pessoa (eu/você/ele). Deste modo, a partir do domínio sobre os aspectos morfológicos de determinada língua, o sujeito é capaz de reconhecer sua lógica linguística para a suposição e/ou formação de novos significantes. Para Choi et al. (2011, p. 70-71), o conhecimento da estrutura interna da LIBRAS oportuniza a seus falantes que compreendam, por exemplo, a ocorrência de sinais para verbos e substantivos associados, respectivamente, ao movimento mais curto ou repetido, como é o caso de “sentar” e “cadeira” ilustrados na Figura 3.1 a seguir: Figura 3.1 Sinais “sentar” e “cadeira”.

Fonte: Choi et al. (2011, p. 70)
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texto e contexto

Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

Outra forma de criação de novos sinais da LIBRAS é a composição. Assim como a língua portuguesa possui palavras compostas, na LIBRAS também há sinais compostos, como é o caso, por exemplo, do sinal “escola”, que é feito a partir da combinação do sinal “casa” com o sinal “estudar”. Outro aspecto morfológico a ser considerado são as incorporações: a) de argumentos (quando os sinais se ajustam ao objeto); b) de numeral (quando os sinais incorporam o número); e c) de negação (quando a configuração de mão é alterada, ou quando é acrescentado o meneio negativo da cabeça ou quando o movimento “não” é feito com o dedo indicador) (CHOI et al., 2011, p. 72-76). Aspectos sintáticos No que tange à sintaxe da LIBRAS, existe intensa influência da língua portuguesa nos surdos mais oralizados, em que a ordem sujeito-verbo-objeto (SVO) é encontrada. Contudo, Choi et al. (2011, p. 88-90) enfatizam que a estrutura tópico-comentário é a mais recorrente nas práticas discursivas de sujeitos surdos menos oralizados (ou não oralizados). Alinhadas à lógica tópico-comentário, frases como “onde é o banheiro?” ou “não tem banheiro”, em LIBRAS, devem anunciar o tópico “banheiro” primeiro, por exemplo, BANHEIRO ONDE? ou BANHEIRO NÃO TEM, conforme ilustra a Figura 3.2 a seguir: Figura 3.2 Estrutura tópico-comentário.

BANHEIRO ONDE?

BANHEIRO NÃO TEM.

Fonte: Choi et al. (2011, p. 70) É importante destacar que o artigo “o” de “o banheiro” não aparece na oração, pois não existem
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artigos na LIBRAS. Do mesmo modo, na frase “quantos filhos você tem”, o tópico é FILHOS e deve iniciar a oração: FILHOS VOCÊ TEM QUANTOS? (CHOI et al., 2011, p. 89). A dica é memorizar que as partículas interrogativas, tais como “QUANTOS, QUEM, QUANDO, ONDE, PORQUE, O QUE, QUAL”, devem ser apresentadas sempre no final da frase. Com isso, podemos facilmente perceber que a LIBRAS, enquanto língua natural, atende a todos os aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos de uma língua. No que se refere à fonologia, a LIBRAS apresenta a combinação de parâmetros linguísticos que permitem a criação de uma infinidade de sinais, possibilitando a descrição de conceitos abstratos e concretos e/ou a discussão de qualquer assunto. No que se refere aos aspectos morfológicos, a LIBRAS possibilita a seus falantes que criem novos sinais, conforme as exigências culturais ou tecnológicas de sua comunidade. Com relação aos aspectos sintáticos, a LIBRAS possui estrutura própria e independente da língua portuguesa, o que comprova ainda mais sua originalidade. Por esta razão, a LIBRAS é classificada como língua, tal qual a língua portuguesa, e não como “linguagem”, forma pela qual tem sido, equivocadamente, identificada por muitas pessoas.

conceitos fundamentais
Fonologia: estudo destinado à interpretação dos sons da fala, desde a produção de pequenos segmentos, tal como os fonemas, até sua melodia e entonação. Morfologia: estudo que investiga a estrutura, formação e classificação das palavras. Queremas: constituem a unidade elementar da língua de sinais, analogamente ao papel dos fonemas nas línguas orais. Querologia: o termo tem origem grega e significa o estudo das mãos e dos pulsos. Tem a mesma representação da fonologia, uma vez que a fonologia estuda os fonemas da língua oral e a querologia estuda os queremas da língua de sinais. Sintaxe: É o estudo linguístico que investiga a distribuição das palavras na construção das frases.

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Referências

Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 24 abr. 2002. seção 1, p. 23. CHOI, D.; PEREIRA, M. C. C.; VIEIRA, M. I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. Aspectos linguísticos da língua brasileira de sinais. In: CHOI, D.; PEREIRA, M. C. C.; VIEIRA, M. I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. Libras: conhecimento além dos sinais. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. p. 59-92. FELIPE, T. A. Introdução à Gramática de LIBRAS. In: BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Especial. Educação especial: Deficiência Auditiva. Brasília, 1997. FERNANDES, E. Linguagem e surdez. Porto Alegre: Artmed, 2003. QUADROS, R. M.; KARNOPP, L. B. Língua brasileira de sinais: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artes Médicas, 2004. • Web Aula 05 e 06– Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

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Questões para Acompanhamento da Aprendizagem
Aula-tema 3: Gramática morfológicos e sintáticos QUESTÃO 01
Considerando seu aprendizado sobre os aspectos gramaticais da LIBRAS, analise as asserções a seguir e indique se são (V) Verdadeiras ou (F) Falsas: ( ) Os parâmetros linguísticos da LIBRAS são constituídos por configuração de mão, localização, movimento, traços não manuais e orientação das palmas das mãos. ( ) A diferença entre a língua portuguesa e a LIBRAS consiste no canal (ou meio de comunicação), sendo a língua portuguesa oral-auditiva e a LIBRAS gestual-visual. ( ) Na língua portuguesa é comum encontrarmos palavras compostas, tal como “guardachuva”. Já na morfologia da LIBRAS isso não ocorre, ou seja, sinais compostos não existem. ( ) Surdos com maior influência da oralidade utilizam a estrutura sintática da LIBRAS sujeito-verbo-objeto; contudo, a ordem mais usada nas práticas discursivas em LIBRAS é a tópico-comentário. ( ) A sigla LIBRAS significa linguagem brasileira de sinais, linguagem utilizada pelas comunidades de pessoas surdas do país. a) V, V, F, V, F. b) F, V, V, V, F. c) V, V, V, F, V. d) F, F, V, V, F. e) V, F, F, F, V.

da

LIBRAS:

aspectos

fonológicos,

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Questões para Acompanhamento Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos da Aprendizagem fonológicos, morfológicos e sintáticos
QUESTÃO 02
Observe o enunciado realizado em LIBRAS, a seguir, e assinale a alternativa que o traduz corretamente:

Fonte: Capovilla; Raphael (2008, p. 200-1340)

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a) Hoje é dia 2 de agosto de 2013. b) Ontem foi dia 11 de julho de 2013. c) Ontem foi dia 8 de outubro de 2013. d) Hoje é dia 5 de dezembro de 2013. e) Amanhã é dia 7 de março de 2013.

QUESTÃO 03
Observe o enunciado realizado em LIBRAS, a seguir, e assinale a alternativa que o traduz corretamente:

Fonte: Capovilla; Raphael (2008, p. 433-1178)

a) As aulas terminam na sexta-feira, dia 29. b) As férias começam no domingo, dia 26. c) O Exame será no sábado, dia 28. d) A apresentação do seminário foi na quinta-feira, dia 27. e) A atividade individual precisa ser entregue dia 20.

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saiba mais
Dica de livro

Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

Língua brasileira de sinais: estudos linguísticos Autor: Quadros, Ronice Muller de; Karnopp, Lodenir Becker Editora: ARTMED
O estudo realizado por Ronice Quadros e Lodenir Karnopp analisa a língua brasileira de sinais a partir de aspectos linguísticos, como fonologia, morfologia e sintaxe.

Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira Autor: Fernando César Capovilla, Walkiria Duarte Raphael Editora: 3. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. Volumes I e II.
Enciclopédia trilíngue que apresenta uma ampla variedade de sinais da LIBRAS encontradas em português, inglês, LIBRAS e sign writing (modelo visual de escrita dos sinais). Além de apresentar os conceitos e a tradução dos sinais, o Dicionário Enciclopédico aborda a variedade linguística da LIBRAS, indicando quando há mais de um sinal para o mesmo conceito.
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Dica de vídeo Estrutura Gramatical da LIBRAS
O vídeo com a pesquisadora da área e também filha de surdos, Ronice Quadros, apresenta a descrição da organização dos elementos linguísticos da LIBRAS, discorrendo sobre os aspectos morfológicos e fonológicos da LIBRAS. Para ilustrar os elementos gramaticais da língua de sinais, Quadros apresenta vários exemplos práticos que contribuem para a compreensão de sua estrutura linguística. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=O66o7BvuYwA>. Acesso em: 21 jun. 2013.

“Natália Romera - Vinicius de Moraes A casa (em LIBRAS)”
O vídeo trata de uma música interpretada em LIBRAS. A música explora bastante o recurso dos classificadores e poderá ilustrar o funcionamento da LIBRAS. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=m5N54DCS_BQ>. Acesso em: 23 jun. 2013.

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saiba mais
Dica de site Legenda LIBRAS

Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

O site possui 11 aulas contemplando os aspectos gramaticais da LIBRAS, tais como pronomes, advérbios de lugar, classes verbais, sinais compostos, entre outros. As aulas apresentam exemplos em vídeos dos sinais e de frases em que os sinais são colocados em contexto.
Disponível em: <http://www.legendalibras.com.br/tutorial/index.html>. Acesso em: 23 jun. 2013.

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Gramática da LIBRAS: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal

Tema 04:

texto e contexto

Tema 04 - Gramática da LIBRAS: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal

Na aula-tema anterior você ingressou nos estudos linguísticos sobre a estrutura gramatical da LIBRAS, compreendendo seus elementos fonológicos, morfológicos e sintáticos. Dando continuidade ao seu aprendizado sobre a gramática da LIBRAS, esta aula-tema 04 abordará suas categorias gramaticais e flexões verbal e nominal. Categorias gramaticais As categorias gramaticais são as classes de palavras de uma língua (substantivos, verbos, pronomes) e a LIBRAS, assim como a Língua Portuguesa, também organiza seus sinais em classes (FELIPE, 1997, p. 91; CHOI et al, 2011, p. 76). Em concordância com Felipe (1997, p. 91), todas as línguas possuem classes gramaticais, embora não sejam as mesmas e isso não deve ser compreendido como carência ou inferioridade. Assim, enquanto na língua portuguesa temos vários artigos regulados a partir de gênero e número (“o”, “a”, “os”, “as”), no inglês existe apenas um artigo definido (“the”) e na LIBRAS não há nenhum. Em LIBRAS, os verbos podem ou não apresentar concordância. Os verbos sem concordância são conhecidos como verbos simples e não flexionam, independentemente, da pessoa ou objeto envolvidos na ação do verbo (Exemplo: COMER, BEBER, ESTUDAR). Por outro lado os verbos com concordância estão divididos em duas classes: verbos direcionais e verbos espaciais. Os verbos direcionais flexionam em pessoa, número e aspecto, mas não incorporam afixos locativos, já os verbos espaciais incorporam afixos locativos (CHOI et al., 2011, p. 77-8). O verbo “PERGUNTAR” é um exemplo de verbo direcional, pois ele direciona para o sujeito da oração (Exemplo: na frase EU PERGUNTO PARA VOCÊ, em LIBRAS, o verbo PERGUNTAR é feito em direção a “VOCÊ”. Se fosse VOCÊ PERGUNTA PARA MIM, o verbo estaria direcionado para o próprio emissor), enquanto o verbo “IR” é um exemplo de verbo espacial, pois ele situa em determinado ponto no espaço a direção do verbo. É interessante saber que os adjetivos da LIBRAS não sofrem influência de gênero (masculino e feminino) ou de número (singular e plural). Por essa razão são transcritos, frequentemente, pela marca “@” no final da palavra, por exemplo, “FEI@” ou “VELH@”, pois não há a diferenciação “feio”, “feia”, feios”, “feias”. Além disso, alguns adjetivos podem ser descritivos e classificadores, permitindo que o interlocutor descreva o formato ou textura do objeto. Nestes casos, o adjetivo se
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texto e contexto

Tema 04 - Gramática da LIBRAS: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal

torna mais icônico e o interlocutor o desenha ou mostra tomando por base o respectivo objeto ou corpo a que se refere o adjetivo. Assim, utilizando o exemplo de Choi et al. (2011, p.79), para se dizer que uma camiseta contém estampas de bolinhas, seria indicada as bolinhas no próprio corpo do sujeito, conforme imagem ilustrativa abaixo:

Camiseta de Bolinhas Fonte: Choi et al., 2011, p.79 Os pronomes também estão presentes na LIBRAS, tais como pronomes pessoais, possessivos e interrogativos. A lógica para representar os pronomes pessoais, em geral, é bem simples. Com a configuração de mão em D você deve apontar para o sujeito em questão (EU, VOCÊ(S), ELE/A(S), NÓS). Se desejar ser mais específico, indicando, por exemplo, “VOCÊS DOIS”, “NÓS TRÊS”, ou “ELES DOIS”, a configuração de mão incorpora o numeral e aponta para os sujeitos, conforme ilustra os exemplos abaixo:

VOCÊS DOIS

NÓS TRÊS Fonte: CHOI et al., 2011, p.80-1.

ELES DOIS

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Outra categoria bastante utilizada na LIBRAS são os classificadores. De acordo com Felipe (1997, p.93) os classificadores são configurações de mão associadas a verbos “[...] que funcionam como marcadores de concordância” associados a coisa, pessoa ou animal referido. Nesse sentido, Choi et al. (2011, p. 82-3) descrevem que a configuração de mão em “V” pode representar pessoas, animais ou objetos; enquanto a mão em “C” é utilizada para indicar um objeto cilíndrico, como por exemplo, um copo, e a mão em “B” alçada para superfícies planas, conforme pode ser conferido a seguir nos exemplos “O COPO CAI” e “DUAS PESSOAS CAEM”.

O COPO CAI

DUAS PESSOAS CAEM Fonte: CHOI et al., 2011, p.83.

É possível observar nas sentenças acima que o verbo “CAIR” se adéqua ao sujeito ou objeto da frase, assumindo a forma e a representação do mesmo. E essa manifestação é entendida como um classificador da LIBRAS. Flexão verbal A flexão de verbos também é um fenômeno gramatical da LIBRAS, contudo são incorporadas marcações bastante distintas das encontradas na língua portuguesa. Na LIBRAS, apenas os verbos com concordância são flexionados e variam conforme o número e aspecto, e no caso do tempo (presente, passado, futuro), os verbos agregam advérbios de tempo sem sofrer alterações. A flexão de número nos verbos está relacionada ao direcionamento do sinal para pontos estabelecidos no espaço de sinalização, ou seja, ao dizer a frase DAR PARA UMA PESSOA, você deve apontar um único ponto no espaço. Se alterar a frase para DAR PARA DUAS PESSOAS deverá direcionar o sinal para dois pontos no espaço. Logo, DAR PARA TRÊS PESSOAS indicará três pontos no espaço, conforme ilustra a imagem abaixo:

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texto e contexto

Tema 04 - Gramática da LIBRAS: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal

DAR PARA UMA PESSOA

DAR PARA DUAS PESSOAS Fonte: CHOI et al., 2011, p.84

DAR PARA TRÊS PESSOAS

A flexão verbal de aspecto registra a variação da forma e duração dos movimentos. Choi et. al. (2011, p. 84) afirmam que os aspectos pontuais, continuativos, durativos e iterativos são denotados através da alteração do movimento e/ou configuração da mão. No exemplo dos autores, no enunciado ELE OLHOU, o verbo é apresentado de forma pontual, sem alterações. Porém, ao dizer EU FICO OLHANDO, o verbo deve combinar com o aspecto durativo apresentando a mesma configuração de mão, mas com movimento e expressão facial adequadas. Observe a diferença na imagem abaixo:

EU OLHO

EU FICO OLHANDO Fonte: CHOI et al., 2011, p. 85

Em língua portuguesa, para identificar que o verbo se refere ao presente, passado ou ao futuro é preciso conjugar o verbo em seu tempo correto, por exemplo, “eu bebi”, “eu bebo” ou “eu beberei”. Entretanto, na LIBRAS, o verbo “BEBER”, é sinalizado da mesma forma e o que marca o tempo é o
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acréscimo do sinal de advérbio de tempo para passado (ONTEM, ANTEONTEM, MÊS PASSADO, JÁ, PASSADO), presente (HOJE, AGORA, AINDA) e futuro (AMANHÃ, SEMANA QUE VEM, VAI, FUTURO). Flexão nominal A marcação de gênero (masculino ou feminino) na LIBRAS é expressada de uma única forma, ou seja, pelo acréscimo do sinal de HOMEM ou MULHER. Assim, para se dizer SURDO, basta utilizar o sinal HOMEM e o sinal SURD@ (o @ indica que o substantivo não possui gênero). Do mesmo modo, SURDA é representado pela junção do sinal MULHER e do sinal SURD@, conforme segue imagem ilustrativa:

SURDO

SURDA

Já a flexão nominal no plural ocorre, habitualmente, através da repetição do sinal, ou pelo movimento das mãos que expressa a intenção de quantidade, seja com a presença de movimentos semicirculares ou de movimentos repetidos para o lado (CHOI et al, 2011, p.87-8). Destarte, diante das inúmeras e riquíssimas possibilidades linguísticas apresentadas aqui, você pode facilmente perceber que a LIBRAS atende a todos os requisitos para o seu reconhecimento enquanto língua natural e legítima. Nessa aula-tema 4, você teve a oportunidade de conhecer as categorias gramaticais e as formas de flexão verbal e nominal da LIBRAS, elementos que serão, certamente, de grande valia no estabelecimento de trocas interlocutivas com surdos usuários da LIBRAS.

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conceitos fundamentais

Tema 04 - Gramática da LIBRAS: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal

Advérbios de tempo: são aqueles que indicam o momento em que a ação é realizada, por exemplo, agora, ontem, amanhã. Categorias gramaticais: são paradigmas ou classes de palavras de uma língua (substantivos, verbos, pronomes), uma vez que as palavras são classificadas como parte de um tipo, classe ou paradigma em relação aos seus aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e pragmáticos. Icônico: que possui estreita semelhança com o formato do objeto mencionado. Classificadores: é uma forma que existe em número restrito em uma língua e estabelece referência a concordância. Na LIBRAS, os classificadores são marcadores de concordância de gênero (pessoa, animal, coisa) e na língua portuguesa os classificadores podem ser encontrados como: a) classificação de substantivos e adjetivos em masculino e feminino; b) partícula que se coloca entre as palavras e c) desinência utilizada no verbo para estabelecer concordância.

Referências
CHOI, D.; PEREIRA, M.C.C.; VIEIRA, M.I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. Aspectos linguísticos da língua brasileira de sinais. In: CHOI, D.; PEREIRA, M.C.C.; VIEIRA, M.I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. Libras: conhecimento além dos sinais. 1ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011, p. 76-83. FELIPE, T.A. Introdução à Gramática de LIBRAS. In: BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Especial. Educação especial: Deficiência Auditiva. Brasília, 1997.

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• Web Aula 07 e 08 – Gramática da LIBRAS: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal

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Questões para Acompanhamento da Aprendizagem
Aula-tema 4: Gramática da LIBRAS: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal QUESTÃO 01
Compreender a estrutura e funcionamento da LIBRAS é imprescindível para o novo aprendiz desse sistema linguístico. Desse modo, considerando seu aprendizado durante a aula-tema 04 sobre a gramática da LIBRAS, analise as alternativas abaixo e responda: é correto afirmar que: a) Os pronomes pessoais, tais como, EU, VOCÊ e ELE podem ser realizados com a configuração de mão em P. b) A flexão verbal para tempo é marcada na LIBRAS pela repetição do sinal e/ou de
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Questões para Acompanhamento da Aprendizagem
movimentos circulares com a mão.

Tema 04 - Gramática da LIBRAS: categorias gramaticais, flexão verbal e nominal

c) Os artigos da LIBRAS são caracterizados pelo uso de classificadores, um recurso da gramática da língua de sinais. d) A flexão nominal para gênero (masculino e feminino) ocorre através do acréscimo do sinal HOMEM e MULHER. e) Todos os verbos da LIBRAS não possuem concordância, ou seja, não flexionam, independentemente, da pessoa ou objeto que sofre a ação.

QUESTÃO 02
Observe o enunciado realizado em LIBRAS a seguir, e assinale a alternativa que o traduz corretamente:

Fonte: CAPOVILLA, F.C.; RAPHAEL, W.D. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira, Volume I e II. 3 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. p. 434-920.

a) Eu quero um pastel e um suco de laranja. b) Eu gosto de comer maçã e morango. c) Eu quero comer arroz e feijão. d) Eu gosto de beber suco de caju. e) Eu quero beber uma vitamina de banana.
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QUESTÃO 03
Observe o enunciado realizado em LIBRAS a seguir, e assinale a alternativa que o traduz corretamente:

Fonte: CAPOVILLA, F.C.; RAPHAEL, W.D. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais Brasileira. Volume I e II. 3 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. p. 632-1242.

a) Eu tenho pizza de queijo. b) Eu quero o prato com frango e salada. c) Eu gosto de macarrão com guaraná. d) Eu não como cachorro quente com pão. e) Posso pagar o sanduiche com cheque?

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Dica de livro

Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

Introdução à Gramática de LIBRAS Autor: TANYA A. FELIPE Editora: Secretaria de Educação Especial
O livro faz parte de uma série de fascículos desenvolvidos por iniciativa do Ministério da Educação e da Cultura. A autora realiza um estudo aprofundado sobre a estrutura gramatical da LIBRAS, discorrendo sobre seus parâmetros linguísticos, a forma de transcrição da LIBRAS, o uso de categorias gramaticais e a construção de enunciados. Disponível em: <http://www.librasemcontexto.org/index.php?option=com_content&vie w=article&id=55:introducao-a-gramatica-da-libras&catid=36:capitulo&I temid=53>. Acesso em: 24 jun. 2013.

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Dica de vídeo Gramática da LIBRAS
O vídeo é realizado em LIBRAS, mas contém legenda e áudio em português. É uma ótima oportunidade para aprofundar não apenas seu conhecimento sobre a gramática da LIBRAS, mas também de treinar suas competências na compreensão da língua de sinais. No vídeo fica claro a independência da LIBRAS com relação à Língua Portuguesa, tanto na formação das palavras e sinais, quanto da estrutura dos enunciados.

Disponível em:

<http://www.youtube.com/watch?v=3Qp9v1WYa5c&list=PLbyV PJgCjH9E1-HS6NBvAUBXpkAhe-uqY>.

Acesso em: 24 jun. 2013.

Chapeuzinho Vermelho” contada em LIBRAS
O vídeo produzido pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), pelas professoras Louise Ferreira e Romilda Monteiro traduz um clássico da literatura infantil. O vídeo possui legenda em português, auxiliando alunos iniciantes de LIBRAS no acompanhamento e aprendizado dos sinais realizados.

Disponível em:

Acesso em: 24 jun. 2013.

<http://www.youtube.com/watch?v=mHBJ4-EmWZ8>.

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Dica de filme

Tema 03 - Gramática da LIBRAS: aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos

O Resto é Silêncio Gênero: Ficção Diretor: Paulo Halm Lançamento: 2003 Duração: 22 min.
O Curta-metragem totalmente interpretado por atores surdos recebeu inúmeros prêmios nacionais, tais como melhor roteiro, melhor ator e melhor curta. É uma ótima chance de contemplar a produção cultural poética em língua de sinais através das mãos do ator Valdo Nóbrega. Disponível em:

<http://portacurtas.org.br/filme/?name=o_resto_e_silencio>.

Acesso em: 24 jun. 2013.

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Dica de site Conheça a TV INES
A primeira emissora brasileira para surdos (via internet) inverte a lógica da janela para intérpretes produzindo um canal de veiculação em LIBRAS, com legendas em língua portuguesa. A programação diária conta com o Jornal Visual, Piadas, Aula de LIBRAS, entre outras. A iniciativa é da Instituição Nacional de Educação de Surdos (INES).
Disponível em: <http://www.tvines.com.br/>. Acesso em: 24 jun. 2013.

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Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais

Tema 05:

texto e contexto

Tema 05 - Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais

Chegamos à última aula-tema desta oficina. É válido lembrar que este é um módulo básico da língua brasileira de sinais; por isso, a continuidade dos estudos, bem como o contato com surdos usuários da LIBRAS são fatores essenciais para o desenvolvimento de sua proficiência nessa língua. Apesar de ser iniciante, você já traz um rico repertório linguístico e cultural do contexto da surdez, pois, além da prática nessa língua desde o início desta oficina, você foi exposto a conteúdos sobre a história da educação de surdos e das línguas de sinais, cultura surda, identidade surda e aspectos gramaticais da LIBRAS, incluindo seus estudos fonológicos, morfológicos e sintáticos. No entanto, a discussão ainda não foi encerrada. A Aula-tema 5 foi reservada para respondermos sobre os principais mitos e perguntas sobre surdez, surdos e línguas de sinais. Vamos conferir?

1. A língua de sinais é universal?
Não. Assim como não existe uma língua oral universal, também não há uma única língua de sinais. Apesar de reconhecermos que o berço da formalização da língua de sinais foi a França, e que seus educadores fundaram escolas em diversas partes do mundo, difundindo a língua de sinais francesa, cada sociedade e cultura foi transformando a língua de sinais ao longo do tempo, resultando em novas e fortuitas combinações linguísticas. Cabe observar que semelhante evolução ocorreu nas línguas orais derivadas, por exemplo, do latim, que sofreram influências culturais e históricas originando sistemas linguísticos distintos, tais como o espanhol, o português e o italiano. Segundo Choi et al. (2011, p. 4), existe sim uma língua de sinais universal, conhecida como “gestuno”, uma língua artificial, criada para facilitar a comunicação entre surdos de diferentes países. Mas, assim como o esperanto, o gestuno não pertence a nenhuma nação, em outras palavras, não se trata de uma língua natural.

2. Qual a diferença entre as expressões surdo, surdo-mudo e deficiente auditivo (DA)?
A expressão “surdo-mudo” é equivocada. Ela é reproduzida desde a Idade Antiga, quando os povos acreditavam que apenas a língua oral permitia o pensamento e a comunicação. Como você acompanhou na história da educação de surdos, essa representação se arrastou até a década de 1960, quando a língua de sinais foi legitimada enquanto língua. Assim, em decorrência do não reconhecimento da língua de sinais, durante muito tempo os surdos foram vistos como “sem língua”,
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texto e contexto

Tema 05 - Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais

originando a falsa ideia de que, por não falarem oralmente, eles também eram “mudos”. No entanto, a partir do momento em que se adota uma concepção socioantropológica da surdez, na qual se reconhece a língua de sinais como sistema linguístico legítimo, é necessário admitir que o surdo não é mudo, pois ele pode falar por meio da língua de sinais. Com relação à expressão “deficiente auditivo”, ela está relacionada a uma concepção clínico-patológica da surdez, que percebe o sujeito a partir do que lhe falta para ser “normal”, aceitando esta condição enquanto deficiência. Em contrapartida, o termo “surdo” está atrelado ao reconhecimento da diferença linguística e cultural, nomenclatura preferida pela comunidade surda.

3. Professores, pais, filhos de surdos e outros ouvintes com domínio na LIBRAS são intérpretes de línguas de sinais?
Conforme Quadros (2004, p. 29-30), cada profissional desempenha sua função. O professor da área da surdez precisa dominar a língua de sinais para lecionar aos alunos surdos, mas isso não significa que ele queira ou tenha habilidade para realizar a interpretação de uma língua para outra. Do mesmo modo, pais de surdos ou filhos de surdos que utilizam frequentemente a língua de sinais em suas trocas interlocutivas não são, necessariamente, bons profissionais intérpretes. Para ser um bom intérprete de LIBRAS, Quadros (2004) garante que é necessário o domínio das duas línguas envolvidas, o profissionalismo, a qualificação permanente e a observância do código de ética do intérprete de língua de sinais.

4. As línguas de sinais são realmente línguas capazes de expressar tudo, tais quais as línguas orais?
Sim. Conforme Quadros e Karnopp (2004, p. 31), por meio das línguas de sinais é possível expressar conceitos concretos e abstratos, dialogando sobre qualquer assunto, seja política, educação, religião, física, e assim por diante. Por ser uma língua genuína, as línguas de sinais exibem autonomia em relação às línguas faladas, com léxico e sintaxe particulares. Em concordância com Quadros e Pimenta (2006, p. 62), gestos e mímicas podem ser incorporados à língua de sinais, assim como ocorre nas línguas orais, porém, é necessário enfatizar que nem todo gesto equivale a um sinal da LIBRAS.

5. Por que é errado dizer linguagem de sinais?

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Em concordância com a linguista Tânia Felipe (1997, p. 82), todas as línguas devem ser organizadas em sua estrutura por níveis linguísticos fundamentados na fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática. Isso as identifica como línguas, e é o caso da LIBRAS, que comprovou deter tais requisitos para ser alçada como língua, e não como linguagem. Segundo Felipe (1997), a linguagem é entendida como a linguagem das abelhas, dos macacos, dos golfinhos, o que não é o caso da língua dos surdos. Esta situação é o que desloca os surdos da condição de deficientes e os situa na condição de minorias linguísticas, tais como índios e imigrantes que habitam o Brasil e que não têm a língua portuguesa como primeira língua.

6. A LIBRAS se restringe ao alfabeto manual?
Não. Cada conceito é representado em LIBRAS por um sinal específico e não, exclusivamente, pela soletração de palavras. A soletração por meio do alfabeto manual (também conhecido como alfabeto datilológico) é feita em algumas situações, tais como para se soletrar um nome, um endereço ou uma palavra estrangeira. Alguns sinais derivam da datilologia, mas com o tempo acabam ganhando movimento e ritmo próprio, tornando-se uma soletração rítmica, o que, em geral, acarreta aglutinação ou supressão de letras.

7. Todo surdo faz leitura labial?
Não. A leitura labial (ou leitura orofacial) é fruto de um treinamento intenso por parte do surdo, no sentido de aprender a interpretar a combinação de movimento dos lábios e expressões faciais, traduzindo isso em palavras e enunciados. Como o surdo não ouve, ele precisa ser exposto ao aprendizado da língua portuguesa para conseguir atribuir sentido ao que o outro fala. Vale destacar que a leitura labial não oferece 100% de inteligibilidade aos surdos, visto que alguns fonemas, por exemplo, /p/, /b/ e /m/, apresentam a mesma articulação dos lábios, diferenciando-se por serem, respectivamente, fonemas surdo (sem vibração), sonoro (com vibração) e nasal. Além disso, várias situações podem prejudicar uma boa leitura orofacial, tal como ambientes com pouca luminosidade (quando o professor apaga a luz para apresentações de slides ou filmes), falar de costas ou de lado (quando os alunos debatem em sala de aula ou quando o professor fala enquanto escreve na lousa), barba e bigode (que impedem uma boa visualização do movimento dos lábios), uma fala muito rápida ou pouca articulação dos lábios etc.

8. Existe surdo que fala (oralmente)?
Sim. Existem surdos que aprendem a falar oralmente, inclusive, alguns deles desconhecem a língua de sinais. Mas o aprendizado da oralidade depende de vários fatores. Um desses fatores é o tipo e o grau da perda auditiva. Por esta razão, alguns surdos podem ter uma perda auditiva menor, a qual não prejudica a aquisição da oralidade.
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texto e contexto

Tema 05 - Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais

As classificações da perda auditiva podem variar, mas, de acordo com a classificação seguida pelo Ministério da Educação (BRASIL, 1997), a surdez leve compreende a perda auditiva até 40 dB, a surdez moderada afeta os limiares de 40 dB até 70 dB, a surdez severa acomete os limiares entre 70 dB e 90 dB, e a surdez profunda é a perda auditiva acima de 90 dB. Para ilustrar esta mensuração, vamos pensar na condição do surdo com perda auditiva leve e do surdo com perda auditiva profunda. O sujeito com perda auditiva leve, geralmente, não escuta sons mais agudos e de menor intensidade, como o balançar das folhas na árvore, o vento ou uma torneira pingando. Entretanto, ele não apresenta dificuldades para ouvir o som da fala humana, por isso, participa de uma conversa normalmente e poderá ser oralizado sem grandes dificuldades. No outro extremo, o surdo com perda auditiva profunda não consegue ouvir o telefone tocando ou o ladrar do cão, tampouco os sons da fala humana. Apesar disso, ele poderá ouvir sons mais graves e intensos como o do trovão, da turbina do avião ou de uma bomba. Com base no resíduo auditivo que todo surdo tem, a tecnologia e a medicina têm buscado, por meio dos Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) e de implantes cocleares, amplificar o som para os indivíduos surdos, propiciando amenizar ou reduzir o deficit auditivo. Para as menores perdas, o AASI demonstra bons resultados, porém, isso é muito variável no caso de surdos com perda auditiva profunda, pois o ganho propiciado pelo AASI (em torno de 30 dB) pode ser insuficiente para escutar os sons da fala oral. Por outro lado, o implante coclear é um procedimento cirúrgico que beneficia perdas auditivas maiores, contudo, suas contribuições também são relativas, uma vez que não beneficiam todos os tipos de surdez. Além disso, é necessário considerar que existem perdas que são unilaterais, ou seja, em apenas um ouvido, e isso também facilita a aquisição da oralidade. Somadas a essas condições existem diferentes abordagens de ensino que favorecem a oralização dos surdos, conforme visto na Aula-tema 1, e o oralismo é um método que defende o aproveitamento do resíduo auditivo dos surdos, o treino da fala e da leitura orofacial. Assim, caminhamos para o desfecho da última aula-tema desta oficina. Esperamos que as respostas e informações desveladas aqui colaborem para sua interação e comunicação tanto com surdos usuários da LIBRAS quanto com surdos oralizados que se utilizam da leitura orofacial. Com relação às intenções desta oficina como um todo, visamos, além do contato com a LIBRAS, contribuir

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para o deslocamento da representação clínico-patológica, que entende a surdez como deficiência, para que você nos ajude a redesenhar esta história, adotando uma postura socioantropológica em relação à surdez, deixando de vislumbrar a patologia onde existem inúmeras competências e habilidades.

conceitos fundamentais
Aparelhos de Amplificação Sonora Individual: aparelhos auditivos utilizados para captar o som externo e amplificá-lo para o surdo. Concepção clínico-patológica: envolve a visão da surdez como patologia e do surdo como deficiente que precisa de tratamento e reabilitação. Concepção socioantropológica: envolve a visão da surdez como diferença e situa os surdos em contextos de minorias linguísticas. Gestuno: uma língua de sinais artificial, como o esperanto, criada para permitir a comunicação entre pessoas surdas de diferentes países. Implante coclear: trata-se de um procedimento cirúrgico para a implantação de um dispositivo eletrônico que permite estimular eletricamente o nervo auditivo, substituindo o que deveria ser feito pelas células ciliadas da cóclea. Mímica: expressão por meio de gestos ou expressões corporais e faciais. Minorias linguísticas: são comunidades, sociedades ou grupos que utilizam uma língua que se diferencia da língua oficial do país ou da língua utilizada pela maioria da população. Soletração rítmica: trata-se da soletração por meio do alfabeto manual da LIBRAS, com forma, ritmo e movimento próprios. A soletração rítmica, na maioria das vezes, envolve a supressão ou aglutinação de letras.

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Referências

Tema 05 - Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Especial. Educação especial: Deficiência Auditiva. Brasília, 1997. CHOI, D.; PEREIRA, M. C. C.; VIEIRA, M. I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. As línguas de sinais: sua importância para os Surdos. In: CHOI, D.; PEREIRA, M. C. C.; VIEIRA, M. I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. Libras: conhecimento além dos sinais. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. p. 3-22. FELIPE, T. A. Introdução à Gramática de LIBRAS. In: BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Especial. Educação especial: Deficiência Auditiva. Brasília, 1997. QUADROS, R. M. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua portuguesa. Secretaria de Educação Especial; Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos. Brasília: MEC; SEESP, 2004. QUADROS, R. M.; KARNOPP, L. B. Língua de Sinais Brasileira: estudos lingüísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004. QUADROS, R. M.; PIMENTA, N. Curso de LIBRAS 1. Rio de Janeiro: LSB Vídeo, 2006. • Web Aula 09 e 10 – Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais

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Questões para Acompanhamento da Aprendizagem
QUESTÃO 01
Na Aula-tema 5 aprendemos sobre diversos mitos e ideias equivocadas em torno da surdez, dos surdos e da língua de sinais. Considerando seu aprendizado, analise as afirmações a seguir e indique se são (V) Verdadeiras ou (F) Falsas: ( ) Deficiente auditivo é aquele que tem uma perda auditiva menor, enquanto surdo é aquele que não ouve nada. ( ) O gestuno é uma língua de sinais universal, criada para facilitar a comunicação entre surdos de diferentes países. ( ) Para ser um bom intérprete de LIBRAS basta ter domínio da língua de sinais. ( ) As línguas de sinais são realmente línguas capazes de expressar conceitos concretos e abstratos, da mesma forma que as línguas orais. ( ) Existem surdos que aprendem a falar oralmente, e alguns deles desconhecem a língua de sinais. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, respectivamente: a) V, F, V, V, F. b) V, V, F, F, V. c) V, F, V, F, V. d) F, F, V, V, F. e) F, V, F, V, V.

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Questões para Acompanhamento da Aprendizagem
QUESTÃO 02

Tema 05 - Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais

Observe o enunciado realizado em LIBRAS, a seguir, e assinale a alternativa que o traduz corretamente:

Fonte: Choi et al. (2011, p. 89)

a) Qual é a hora? b) Está procurando algo? c) Onde é o banheiro? d) O táxi é caro? e) Quer ajuda?

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QUESTÃO 03
Observe o enunciado realizado em LIBRAS, a seguir, e assinale a alternativa que o traduz corretamente:

Fonte: Choi et al. (2011, p. 71-89)

a) Você vai à padaria? b) Você vai ao açougue? c) Você vai ao laboratório de informática? d) Você vai à escola? e) Você vai ao segundo andar?

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Dica de livro

Tema 05 - Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais

Curso de LIBRAS 1 Autor: QUADROS, R. M.; PIMENTA, N. Editora: LSB Vídeo, 2006.
O livro acompanha DVD com conteúdo, atividades e orientações para iniciantes na língua brasileira de sinais. No formato de um curso de LIBRAS, o livro contempla os aspectos gramaticais e culturais da LIBRAS, expondo conteúdos como alfabeto manual (diferença entre países), números (diferença entre regiões do país), classificadores (diferença entre o classificador e a mímica) etc.

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Dica de vídeo A fábula do Tsuru
O vídeo apresenta uma narrativa em LIBRAS. A narradora é a surda e modelo Vanessa Vidal, Miss Ceará, em 2008, e segunda colocada no Miss Brasil no mesmo ano.

Disponível em:

<http://www.youtube.com/watch?v=9JsvCFVsXDk>.

Acesso em: 11 maio 2013.

Dica de site Navegue no site LIBRASnet
O site possui uma proposta de ensino de LIBRAS por meio de indicações de textos liberados para download e amostra de jogos para treinar alfabeto e frases em LIBRAS.
Disponível em: <http://librasnet.com/>. Acesso em: 21 abr. 2013.

Explore o site LSB Vídeos
Neste site você encontrará inúmeros materiais produzidos em LIBRAS, desde livros de literatura infantil, DVDs, livros didáticos para aprendizes da língua de sinais, materiais didáticos, entre outros.
Disponível em: <http://lsbvideo.com.br/>. Acesso em: 16 jun. 2013.

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saiba mais
Dica de site

Tema 05 - Mitos e perguntas frequentes sobre surdez, surdos e línguas de sinais

Acesse o site da Editora Arara Azul
Neste site você encontrará inúmeros materiais, desde literatura infantil para surdos até livros, artigos e revistas científicas que abordam a educação de surdos. Alguns materiais estão à venda, mas outros estão disponíveis para acesso e consulta virtual gratuita.
Disponível em: <http://editora-arara-azul.com.br/portal/>. Acesso em: 26 jun. 2013.

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FICHA TÉCNICA Supervisão Editorial: Letícia Martins Bueno Diagramação: Gabriel Araújo
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Capa: Gerência de Design Educacional

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