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curriculo para criança de 0 a 3 anos no municipio

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  • 22.4. Linguagem Oral e Escrita
  • 22.5. Natureza e Sociedade
  • 22.6. Pensamento Lógico-Matemático
  • 23 – PLANEJAMENTO NA CRECHE
  • 24. PEDAGOGIA DE PROJETOS
  • 27. ÉTICA, VALORES E ATITUDES
  • 28. BIBLIOGRAFIA
  • Conclusão

PREFEITURA MUNICIPAL DE MOCOCA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO SEÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO: CRECHE (0 A 3 ANOS

)

CURRÍCULO EDUCAÇÃO INFANTIL CRECHE - 0 a 3 anos

O homem visto como um ser histórico, se torna humano em função de ser social, pois ele é um conjunto de suas relações sociais. Vivendo em sociedade o homem produz, reproduz e é produto da cultura e se desenvolve pela mediação da educação.

MARISA LAMBARDOSSI FINARDI

MOCOCA/SP 2001-2008

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PREFEITO MUNICIPAL DE MOCOCA APARECIDO ESPANHA

DIRETORA DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO MARIA ISABEL GERALDO CALIÓ

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL CRECHE – 0 A 3 ANOS MARISA LAMBARDOSSI FINARDI

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COLABORAÇÃO

Revisão da Proposta Pedagógica e do Projeto Conhecer Professora Diana Aparecida Cassemiro Professora Fátima Maria Delfino Professora Ivana Marques Biajoti Professora Maria Nilza de Castro Geraldo Professora Mônica Elisa Monteiro Professora Raquel Santolin Professora Rosana Ecilda Dias Professora Rosilda Aparecida Maurício Professora Tatiana Oliveira de Carvalho Orientadora Pedagógica: Marisa L. Finardi Revisão das Regras internas de funcionamento funcionamento/atendimento das creches para os pais e das Regras de

Diretora Cláudia Helena Spina Altomani Diretora Cláudia Manzini Dreibi Diretora Eraceli Codógno Diretora Giselle Maria Gonçalves Diretora Idalina Marques Vilas Boas Diretora Leonilda Destro Chagas Diretora Márcia Divina Zanetti Diretora Rita Maria Cotrin Martinelli Diretora Silvana Marques Bernardes Orientadora Pedagógica: Marisa L. Finardi Assistente de Direção do Departamento de Educação: Luciene Castelli Zeferino Parte Nutricional das rotinas Nutricionista: Sandra Sampaio Piegas ESPECIAL Todos os funcionários (de todas as Creches) que participaram no processo de formação das crianças e da História que vem sendo construída nas Creches Municipais de Mococa Creche Archibald Rehder Creche Sílvia Helena Dias Soares Creche José Manuel Luchesi Creche Lúcia Seixas Pinto “Tia Lúcia” Creche Maria Belomo Zanetti Creche Madre Carmem de Jesus Salles Creche Lýdia Pereira Lima Taliberti Creche Olga Raimundo Vieira Guerra Creche Yvette Olyntho Rehder

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“No Brasil”, com a nova LDB, de 1996, finalmente menciona a creche dentro do sistema de Educação Infantil, para atendimento da criança de zero a três anos, completando-se com a educação pré-escolar, que visa à criança de quatro a seis anos e define a educação infantil como sendo a primeira etapa da educação básica, tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade; estabelecendo o vínculo entre o atendimento e a educação. A inserção da educação infantil na educação básica, como sua primeira etapa, é o reconhecimento de que a educação começa nos primeiros anos de vida e é essencial para o cumprimento de sua finalidade, afirmada no Art.22 da Lei: “a educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.

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1.2. Histórico da Expansão das Creches no Brasil 12. Função de cada um dentro da escola: papel e responsabilidades 13. Apresentação 2.5. Matrícula 13.3. Fundamentação Teórica 9. Introdução 3. Fundamentação Pedagógica 8.6.CURRÍCULO EDUCAÇÃO INFANTIL .2. Os dez aspectos de uma Educação Infantil de qualidade 11. Modelo de ficha de matrícula 13.1. Fundamentação Legal 4. Jornada de Trabalho 13. Um pouco da nossa história 13. Considerações 4.1. Função da Educação Infantil 10. Funcionamento das Creches Municipais nos dias de hoje 13. Ficha de identificação para a Secretaria 8 9 10 11 15 16 18 19 21 23 27 29 37 5 . A Educação Infantil na Legislação 4.1. Diretrizes 5.CRECHE . Fundamentação Psicológica 7.5. Fundamentação Filosófica 6. Ficha de identificação da criança para o professor 13.6.2.6.0 A 3 ANOS INDICE 1.4. Quadro de pessoal 13. Relação das Creches de Mococa 13. Questionário a ser respondido pelos pais 13.

Orientações metodológicas 22. Objetivos 22. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22.1.2.2.1.2.1.3. Convivendo com a Criança de 0 a 3 anos 18.3. Conhecimento de Mundo 22. O Perfil do Professor da Criança de 0 a 3 anos 16. Organização de espaços e tempos 20.1.1. Objetivos 22.1.1. Estimulação 19. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22. Brincadeira é Coisa Séria 20.5.2.4. Movimento 22.1. Objetivos 22. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 21.1.4.2.1. Recursos materiais 22.2. Berçário/Maternal 18.3.2. Objetivos 21.4.3. Sugestões de Atividades 22.2. Orientações metodológicas 22. Proposta Pedagógica e seus Eixos Norteadores 20. Sugestões de atividades 22.2. Estrutura Operacional 13. Grupamentos 14.8. Música 22. Sugestões de Atividades 22. Recursos materiais 22.3.1.3.1.5. O papel do professor em cada fase do desenvolvimento 17. Recursos materiais 80 82 86 97 67 58 65 103 107 107 112 119 6 .1.1. Formação Pessoal e Social 21. O espaço da creche – Que lugar é este? 15.8.1.2.7. Recursos materiais 22.4. Objetivos específicos 16.1.2. Regras de funcionamento/atendimento das creches 13. Artes Visuais 22. Sugestões de Atividades 21.1.1. Identidade e Autonomia 21.1. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22.13.3.3. Objetivos Gerais da Educação Infantil – Creche/0 a 3 anos 15. Organização do trabalho pedagógico 21.3.1.

1.3.2.6.5.5. Pedagogia de Projetos 25.2.5.5.3. Objetivos 22. apostilas e textos usados na Formação de 2001 a 2008 pela Orientação Pedagógica 30. Adaptação 23.1. Relação Família e Creche 27. Orientações metodológicas 22.4.5.1. Orientações metodológicas 22. A sala de aula 23. Sugestões de materiais: CDs e DVDs para crianças Conclusão 126 134 142 148 207 213 217 218 219 225 241 246 7 .4.7. Concepção de criança 23. Planejamento na Creche 23.4. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22. Documentação pedagógica 24.1.6.4.4.2. Valores e Atitudes 28.4. Pensamento Lógico-Matemático 22.6.1. Educar.4. Recursos materiais 22. Sugestões de Atividades 22.5.3. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22.1. cuidar e brincar 23.4. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22.6.5.6.6. Rotina na Creche 23. Recursos materiais 22.22. O papel do educador em cada momento da rotina 23. Objetivos 22. Projeto Conhecer 23.5. Linguagem Oral e Escrita 22. A criança construindo conhecimento 23. Metodologia 23. Avaliação 26. Orientações metodológicas 22.6.4.4. Objetivos 22. Bibliografia 29.2.5.6. Orientações metodológicas 23. Sugestões de Atividades 22.5.4. Natureza e Sociedade 22.8.1. Recursos materiais 22.3. Relação dos livros. Sugestões de Atividades 22.3. Ética.

1. professores. a partir do momento em que os estudiosos do assunto concluíram que a educação infantil objetiva não apenas cuidar. passo às mãos de todos os profissionais envolvidos no trabalho da educação infantil este currículo. Consciente desta importância. Tentar compreender a escola e a trama das relações que definem o seu papel nos remete à visão de mundo que direciona essas mesmas relações e esse mesmo papel. de uma base sólida. sem dúvida. O reconhecimento do valor da educação nessa fase de desenvolvimento do ser humano se evidencia. nas crianças. possibilitando o desenvolvimento de uma Educação Infantil de qualidade. que deve começar a se sedimentar desde os seus primeiros momentos de vida. Tendo em vista a melhoria da produtividade do sistema de ensino nesta faixa etária. Espero que este currículo represente como um instrumento democrático resultado de um trabalho articulado entre as ações de educar. precisa acompanhar as transformações sociais. APRESENTAÇÃO A formação do cidadão hoje.de homem e de educação que subjazem à escola que temos e que queremos contextualizando-as sobre as condições históricas. E. que é o resultado do trabalho desenvolvido durante os anos de 2001 à 2008 junto às crianças. cognitivos e sociais. devendo ser lido e discutido visando a eqüidade em todo o Município nesta modalidade de ensino. a integração de seus aspectos físicos. Que ele possa atender às expectativas de todos que trabalham com esta faixa etária e promova. mas educar as crianças. políticas e sociais onde a prática educacional se concretiza. compete à educação acompanhar o desenvolvimento do país e se adequar às suas exigências. políticas e econômicas para conviver com a complexidade do mundo moderno. Montar um currículo para as escolas de educação Infantil de 0 a 3 anos implica resgatar as concepções de mundo. pais. diretores e comunidades das unidades escolares de 0 a 3 anos. para o desenvolvimento da criança. sob pena de deixar de exercer sua principal função de preparar o aluno para a vida. sob o prisma de um desenvolvimento global e o respeito às suas especificidades . cuidar e brincar. Este currículo servirá para direcionar e reorganizar o fazer pedagógico. enriquecidas pela prática de cada envolvido na formação destas crianças de 0 a 3 anos nos anos de 2001 a 2008. emocionais. afetivos. É importante ressaltar que este documento é fruto de discussões e reflexões sobre a ação pedagógica. Marisa Lambardossi Finardi Orientadora Pedagógica/ Educação Infantil Creche – 0 a 3 anos 8 .

uma vez que numerosas investigações demonstram que a infância é uma etapa decisiva na formação do indivíduo. culminando com aprendizagem satisfatória e significativa das crianças. Daí a importância do papel ativo e criativo do adulto no sentido de propiciar estímulos favoráveis ao desenvolvimento integral da criança. O Currículo se reveste de grande importância como norteador da ação pedagógica voltada para o desenvolvimento físico. impôs-se a necessidade do estabelecimento de proposta curricular norteadora do atendimento em creches e pré-escolas com vistas a assegurar a qualidade dos serviços prestados. As famílias. cognitivo. Com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9394/96). emocional. anteriormente direcionado somente aos cuidados para com a criança. buscando-se alternativas que proporcionassem às crianças de zero a três anos um atendimento de qualidade fora da família. pois são de grande importância para a Educação Infantil. das mulheres e das próprias crianças como uma exigência da vida social. As instituições cada vez mais vão se tornando importantes como realizadoras dos direitos das famílias. atribua-se um papel educativo complementar junto às famílias. amor. desenvolvimento e avaliação das práticas educativas em execução no interior destas instituições de ensino voltadas para Educação Infantil de 0 a 3 anos.2 . plena de êxito e alegria. através da qual a Educação Infantil recebeu destaque. INTRODUÇÃO Decorrente da significativa e crescente participação da mulher no mercado de trabalho. as crianças têm direito a saúde. Assim sendo. aceitação e segurança. motor. 9 . O desenvolvimento da ciência moderna e da tecnologia nos fez conhecer mais profundamente as crianças. as instituições e a sociedade como um todo são responsáveis pela infância e realizam ações que se complementam. Ao iniciar sua trajetória de vida. fez-se necessário reorganizar a estrutura familiar. uma substituirá a outra. lingüístico e social da criança de 0 a 3 anos e pretende contribuir para o planejamento. surge uma nova concepção de creche-ambiente de educação e cuidados que sinaliza para a fundamental importância de que a este espaço. inexistente nas legislações anteriores. Em momento algum. que constituem um forte alicerce para suportar as fases posteriores de desenvolvimento.

O Estatuto da criança e do adolescente.. garantem como dever do estado o atendimento às crianças em creche e pré-escola. § 2º. da Educação Infantil. oferecer a Educação Infantil em creches e pré-escolas e. 89. no art. com prioridade. inciso IV. a contar da publicação desta Lei. 211. em seus artigos 53 e 54. inciso V. 208. Art. Art. c) Princípios Estéticos da Sensibilidade. que os Municípios atuarão. psicológico. e do Respeito ao Bem Comum. 30 – A Educação Infantil será oferecida em: I. O Conselho Nacional de Educação. da Solidariedade. complementando a ação da família e da comunidade.). estabelece a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica. Art. integrar-se ao respectivo sistema de ensino. Destaca. da Responsabilidade. 31 – Na Educação Infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento. inciso IV..30 e 31. da Ludicidade e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais. no prazo de três anos. mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental. a Constituição Federal afirma também. na Seção II. define as faixas etárias e o processo de avaliação. o ensino Fundamental (. e pelo Parecer CNE/CEB nº 22/98. tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade em seus aspectos físico. prioritariamente. artigos 29.349. da Criatividade. de 20 de dezembro de 1996. no art. no art. Lei Federal nº 8. intelectual e social. e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A EDUCAÇÃO INFANTIL NA LEGISLAÇÃO A Constituição Federal de 1988. instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil afirmando que as Propostas Pedagógicas das escolas de Educação Infantil devem respeitar os fundamentos norteadores: a) Princípios Éticos da Autonomia. ou que venham a ser criadas deverão. A LDBEN. assevera que as creches e pré-escolas existentes. 1ª etapa da Educação Básica. 10 . de 7 de abril de 1999. em seu art.394. no Ensino Fundamental e na Educação Infantil. b) Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania. pela Resolução CNE/CEB nº 1. em seu artigo 11. sem o objetivo de promoção.3. do Exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática. Lei 9. dentre as incumbências dos Municípios. A Lei Federal nº 9.4º. 29 – A Educação Infantil. II – Pré-escolas para crianças de 4 a 6 anos de idade.Creches ou entidades equivalentes para crianças de até 3 anos de idade. consagra as crianças a partir de zero ano como sujeitos de direito.069/90.

sancionada em dezembro de 1996. A Lei também estabelece que a Educação Infantil será oferecida em creches. o que implica em papel específico das instituições desse segmento.. insere na Educação Infantil a oferta da Educação Especial: “. a expansão e a melhoria da qualidade da Educação Infantil exigem a integração entre as instâncias federal. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL 4. capítulo V. A nova LDB. A Constituição ampliou significativamente o que a CLT.LDB .. e em préescolas. Segundo o artigo 208. tem início na faixa etária de zero a seis anos. também das crianças de zero a seis anos. A expressão “Educação Infantil” aparece pela primeira vez na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . sendo tratada numa seção específica. cujo artigo 54. a distinção entre creches e préescolas é feita exclusivamente pelo critério de faixa etária. A real inserção das creches e pré-escolas no sistema educacional.. Portanto.) atendimento em creche e préescola às crianças de zero a seis anos de idade”. 205) que a educação é direito de todos e. então. distrital e municipal na articulação das políticas e dos programas destinados à criança. “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de (. diferente do da família.1. sendo ambas instituições de Educação Infantil. inciso IV.4 . durante a educação infantil”. conforme prevê a LDB. para crianças de até 3 anos de idade. Resultado da pressão exercida por diversos grupos sociais surge. depende da definição de normas e 11 . É definida como a primeira etapa da Educação Básica. de 1942. Pode-se considerar esses marcos legais como avanços no reconhecimento do direito da criança à educação nos seus primeiros anos de vida. com o mesmo objetivo —desenvolvimento da criança. o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei 3069. no sentido de ampliação das experiências e conhecimentos da criança. estadual. já consagrara como direito das mulheres trabalhadoras: contarem com espaço e horário na jornada de trabalho para a amamentação de seus filhos. estabelece como direito dos trabalhadores urbanos e rurais a assistência gratuita aos filhos e dependentes entre zero e seis anos de idade em creches e pré-escolas. inciso XXV. artigo 58. pelo processo de transformação da natureza e pela convivência em sociedade. enfatiza a Educação Infantil como dever do Estado. A LDB afirma ainda que a ação da Educação Infantil é complementar à da família e à da comunidade. Considerações Destaca-se na Constituição (art. A garantia. dever constitucional do Estado. O artigo 7º. para crianças de quatro a seis anos. tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até seis anos de idade. também é necessário considerar os desafios impostos para o efetivo atendimento desse direito. que podem ser resumidos em duas grandes questões: do acesso e da qualidade do atendimento. § 3º. em seus diversos aspectos. Recebe um destaque inexistente nas legislações anteriores. por inclusão.. seu interesse pelo ser humano.

diferenciando-se pela idade da criança atendida. 12 . 4.. a partir da publicação desta lei integrar-se aos respectivos sistemas de ensino”. de modo a assegurar a formação básica comum”.. Diretrizes I – Educar e cuidar de crianças de zero a três anos supõe definir previamente para que isto será feito e como se desenvolverão as práticas pedagógicas. visando à inclusão das crianças e de suas famílias em uma vida de cidadania plena.) que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos. constituída pela Educação Infantil. elencadas sob a forma de princípios norteadores.art.) estabelecer.. inciso IV afirma que: A União incumbir-se-á de (. Também o art. o acesso à Educação Básica. art... foram propostas orientações básicas para sua condução. A Proposta também está respaldada nas Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil estabelecidas na Resolução CEB nº 1/99 e nos Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil que define as linhas norteadoras da ação educativa. A conquista da cidadania plena. art. para as de quatro a seis anos. Esse atendimento também é enfatizado no Estatuto da Criança e Adolescente de 1990 e reafirmado pela Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 promulgada em dezembro de 1996. art. entre outros aspectos. 29.diretrizes pelos Conselhos de Educação.. tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade..) atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade”. É assegurado pela Constituição de 1988 o atendimento da criança em creche e préescola como um dever do Estado e direito da criança. para o que é imprescindível um conhecimento da situação da área. ou que venham a ser criadas deverão no prazo de três anos. seção II. capítulo II. Título III. Ensino Fundamental e Médio. Também no título IX. Visando atingir os objetivos vinculados à fase desencadeadora da educação formal. da qual todos os brasileiros são titulares. 9º. tanto as creches para crianças de zero a três anos como a pré-escola.em colaboração com os Estados. o Distrito Federal e os Municípios. 4º. inciso IV afirma que: “O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivada mediante a garantia de (. A Lei de Diretrizes e Bases. são consideradas instituições de Educação Infantil. Das disposição Transitórias. a Educação Infantil é considerada a primeira etapa da educação básica.) oferecer a Educação Infantil em creches e préescolas. O Título IV trata da Organização da Educação Nacional. supõe.. Conforme estabelece a LDB no título V. do Direito à Educação e do Dever de Educar. iniciada pela Educação Infantil.2. estabelece que “as creches e pré-escolas existentes. competências e diretrizes para a Educação Infantil (. 89. 11 inciso V: estabelece que: “ Os municípios incumbir-se-ão de: (.

da Ludicidade. ambiente físico e humano. cuidar-se. Desta forma. relacionar-se. entendendo que ela é um ser total. II – As instituições de Educação Infantil deverão explicitar o reconhecimento da importância da identidade pessoal dos alunos. Princípios Estéticos da Sensibilidade. IV – Ao reconhecer as crianças como seres íntegros. expressar-se. a integração entre os aspectos físicos. à aceitação e segurança. as propostas pedagógicas devem buscar a interação entre as diversas áreas do conhecimento e os aspectos da vida cidadã. definindo suas identidades. às múltiplas etnias presentes na sociedade brasileira. do Exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática. sentir. Ao iniciar sua trajetória na vida. agir e responsabilizar-se são parte do todo de cada indivíduo que. com as pessoas ou coisas e com o ambiente em geral. econômicas. que propicie experiências e situações planejadas intencionalmente. lingüísticos e sociais da criança. à confiança de sentir-se parte de uma família e de um ambiente de cuidados e educação. Portanto. as crianças têm direito à saúde. completo e indivisível. como é o caso de deficientes de qualquer natureza. equânime e feliz. vai gradual e articuladamente aperfeiçoando esses processos nos contatos consigo próprio. educar e cuidar constituem as preocupações básicas dentro da proposta curricular. III – As instituições de Educação Infantil devem promover. cognitivos. afetivos. culturais e às peculiaridades no desenvolvimento em relação às necessidades especiais de educação e cuidados. que aprendem a ser e conviver consigo próprias. sem exclusões devidas a gênero masculino ou feminino. da Criatividade. As crianças pequenas e suas famílias devem encontrar. da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum. Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania. desde bebê. em suas práticas de educação e cuidados. às diversidades religiosas. Porque influem as crianças pequenas mais do que em qualquer outra etapa da vida. tão cruciais para a inserção numa vida de plena cidadania. emocionais. transmitindo conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores. da Responsabilidade. por intermédio de estruturas e funcionamento adequados. brincar. nas escolas de Educação Infantil. organizar-se. mover-se.Para que isso aconteça de forma satisfatória é importante que as Propostas Pedagógicas de Educação Infantil definam-se a respeito dos seguintes princípios norteadores: a) b) c) Princípios Éticos da Autonomia. suas famílias. ser. de modo a democratizar o acesso de todos aos bens culturais e educacionais que proporcionam uma qualidade de vida mais justa. professores e outros profissionais e a identidade de cada unidade educacional e de seus respectivos sistemas. é de fundamental importância que propostas pedagógicas contemplem e acatem as identidades de crianças e suas famílias em suas diversas manifestações. as quais devem articular-se num contexto em que cuidados e educação se 13 . da Qualidade e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais. com os demais e com o próprio ambiente de maneira articulada e progressiva. ao amor.

os jogos. Logo. entendida como instrumento de diagnose e tomada de decisões. propondo atividades e lançando desafios ajustados às características. Esta medida é fundamental para qualificar as propostas pedagógicas para as crianças de zero a três anos. lúdico. artigo 31. em seus aspectos individual e social. a partir das concepções e experiências possibilitam instruir as ações educativas dos profissionais de Educação Infantil. quer seja sozinhos. comprometido com a integridade e o desenvolvimento das crianças. para que essa avaliação oriente as decisões pedagógicas. de maneira diagnóstica e processual . como afirma a Lei 9. é por meio da avaliação. as comidas e roupas. de modo que o educador observe. expectativas.394/96. cujo trabalho deve ser intencional e sistematizado. potencialidades. nutrição e higiene das crianças. 14 . Em função disso o caráter avaliativo deve ser a criança em relação a si mesma. de de do de V – As propostas pedagógicas para a Educação Infantil devem organizar suas estratégias de avaliação por meio do acompanhamento e registro de etapas alcançadas nos cuidados e na educação para crianças de zero a seis anos. Assim sendo. Isto significa que a criança deve ser o foco de todo o trabalho pedagógico para a tomada de decisões . Portanto. especialmente acerca de quais atividades poderão favorecer uma aprendizagem mais prazerosa e significativa para o desenvolvimento infantil. o documento produzido. o uso materiais. execução e avaliação das ações educativas desenvolvidas na escola. É preciso que os educadores tenham uma intenção educativa.realizem de modo prazeroso. O esforço não está em adaptar as orientações a um único padrão de instituição de ensino. que os educadores poderão verificar a qualidade de seu trabalho e das relações com as famílias das crianças. Os objetivos serão diferentes para os distintos níveis de desenvolvimento e de situações específicas. mesmo para o acesso ao ensino fundamental”. as múltiplas formas comunicação. planejamento. tanto o presente documento quanto o projeto educativo de cada instituição compõem propostas curriculares que devem ser abertas. está a compreensão acerca do mundo infantil. Seção II. é função do professor de Educação Infantil mediar o processo de ensino e aprendizagem. Sendo assim. ou envolvendo a participação das crianças. flexíveis e constantemente atualizadas. sobre tudo o que ocorre com cada uma. criação e movimento. organizem o ambiente onde atuam e planejem as situações de aprendizagem. registre e reflita continuamente. “sem o objetivo de promoção. expressão. com seus pares. “o caráter pedagógico da Educação Infantil não está na atividade em si. mas na postura do adulto frente ao trabalho que realiza”. desejos e necessidades infantis. mas apontar direções que possam se adequar a cada realidade escolar. No entanto. as danças e cantos. Para Machado (2004). o exercício de tarefas rotineiras cotidiano e as experiências que ligam o conhecimento dos limites e alcance das ações crianças e adultos estejam contemplados. mais importante do que a definição de áreas de conhecimento. onde as brincadeiras espontâneas. considerando-se os estados de saúde.

sentirem. portanto. ou seja. em que ela respeita regras e valores que vêm de fora. com o intuito de superar as desigualdades sociais e promover o exercício da cidadania.5. a serviço das transformações sociais. Autonomia é. liberdade. não esquecendo os limites essenciais do ambiente e o que ela tem internamente como: afetividade. emocional. etc. que pensam e são capazes de construir o seu saber. Para tanto. Aspectos Filosóficos A Educação Infantil numa visão sociocultural tem por finalidade “favorecer o desenvolvimento infantil nos aspectos motor. atravessa a fase da heteronomia. Daí a necessidade das atividades desenvolvidas serem envolventes e dinâmicas. o que leva Constance Kamii a afirmar que “a essência da autonomia é que as crianças tornem-se aptas a tomar decisões por si mesmas (. Através da interação em diferentes situações. ela compreende que as regras são passíveis de discussões e reformulações. em busca da maturidade. políticas e econômicas. faz-se necessário que as práticas pedagógicas e sociais das escolas provoquem a reconstrução crítica do pensamento e da ação na sala de aula. a capacidade de se conduzir e tomar decisões. a Educação Infantil como a 1ª etapa da Educação básica e direito constitucional da criança e da família. cooperação e respeito”. deve ser ofertada com padrões de qualidade.). na intermediação das diferentes linguagens e na ação pedagógica do professor. renovada e a tecnicismo. considerar a Educação Infantil em direção à autonomia significa conceber as crianças como seres com vontade própria. (Política Nacional de Educação – MEC 1994) O pressuposto filosófico presente no Currículo passa pelo pensamento dialético. 15 .. em busca do conhecimento das reais condições sócio-afetivas e intelectuais de cada criança. E. no qual conhecimento é construído a partir da interação sujeito e objeto. intelectual e social contribuindo para que a interação e convivência na sociedade seja produtiva e marcada por valores de solidariedade. pensarem e construírem conhecimentos. sociabilidade.. pois consiste em estabelecer relações entre o que a criança já sabe e aquilo que é novo. Hoje a educação visa à adequação dos conteúdos para a participação ativa e crítica do cidadão na sociedade. agirem. É necessário que o professor compreenda os modos próprios de as crianças se relacionarem. Desde o início dos anos 80. de um adulto. O processo de construção de aprendizagens significativas requer da criança uma intensa atividade interna. proporcionando ao aluno a interação e a construção do conhecimento. assistimos a uma grande mobilização dos educadores na busca de uma educação crítica. a partir da interação adultocriança. a fim de direcionar suas ações. conhecimento. levando em conta regras. A criança nesta faixa etária. a criança irá se apropriando das idéias previamente estabelecidas e adequadas ao seu contexto social. FUNDAMENTAÇÃO FILOSÓFICA Diversas tendências pedagógicas marcaram a tradição da educação brasileira: a tradicional. Em suma. Tendo em vista que o principal objetivo da educação é formar cidadãos autônomos. levando em consideração os fatores para agir da melhor forma para todos” (1996). valores e as perspectivas pessoais e do outro.

devem se oferecer condições favoráveis para que ela se desenvolva de maneira natural e equilibrada. interagindo nela. onde o professor permite que a ação pedagógica aconteça numa relação de maior intimidade intelectual com as crianças em cada momento do desenvolvimento e de suas condições de pensamento. 16 . O meio cultural é mediador do processo de desenvolvimento por estar em jogo a construção do conhecimento social. descobrir. como pessoa em processo de desenvolvimento. “Apreendendo a realidade. participativa e criativa é negar-lhe sua condição de ser humano com capacidades e potencialidades a serem desenvolvidas. transforma-se. sobre as coisas que estão no mundo. a criança estabelece interações com o meio físico e com os objetos do meio físico. que faz parte de uma sociedade com determinada cultura e possui. As teorias fornecem instrumentos que contribuem para a formulação de uma pedagogia de orientação construtivista e sociointeracionista. Por acreditar nas possibilidades e no potencial que toda criança tem. a criança se desenvolve. ansiedade. a criança constrói e reconstrói continuamente as estruturas que a tornam cada vez mais apta ao equilíbrio. que age sobre o mundo e estabelece interações com o meio e com os adultos. permitindo-se o seu desenvolvimento harmônico e integral.6. para que possa crescer como cidadã com direitos reconhecidos. construir. um ser pensante. ser livre. transformando-a. pois o que está em jogo “ é a construção do conhecimento científico. A criança com quem trabalhamos é entendida como um ser social e histórico que necessita ser respeitada e valorizada nas instituições de Educação Infantil. Nessa atitude de busca de relações e de formulação de hipóteses sobre a essa realidade. habilidades. uma atividade que poderia ser definida como um diálogo constante. Para Vygotsky. 1993). compreender e se comportar diante do mundo. pulsante. isto porque trabalhar a concepção de criança numa perspectiva histórica demanda compreendê-la como fruto das relações sociais de produção que engendram as diversas maneiras de ver a criança e produzem a consciência da especificidade da infância. sem imposições autoritárias. construído por cada pessoa. Para ele. a criança se desenvolve intelectualmente e afetivamente. onde essas interações são importantes porque contribuem para o desenvolvimento do pensamento. Essa construção inclui os conhecimentos prévios e a contribuição ativa do aluno. criar. Piaget nos seus estudos demonstrou que existem formas de perceber. tendo em conta as características sociais e culturais. Pensar o significado de “ser criança” não é tarefa fácil num contexto tão diversificado e contraditório como é a sociedade contemporânea. Assim. portanto a concepção de criança varia em decorrência da sociedade onde ela é concebida. existe uma assimilação progressiva do meio ambiente que implica uma acomodação das estruturas aos dados do mundo exterior. próprias de cada faixa etária. o meio ambiente e as outras pessoas. quando se fundamenta numa concepção de criança como cidadã. medo e dependência. valores e atitudes a partir desse contato com a realidade. à medida que age. Não oportunizar a ela o direito de imaginar. que tem o direito de viver com plenitude cada instante de sua vida. física ou mentalmente. Um processo no qual o indivíduo adquire conhecimentos. onde a aprendizagem é vista como um processo realizado. FUNDAMENTAÇÃO PSICOLÓGICA A Criança / Desenvolvimento e Aprendizagem A Educação Infantil pode ter um significado particularmente importante. explorar. como sujeito ativo da construção do conhecimento. É um ser completo. a criança é um ser ativo. constrói conhecimentos e amplia sua consciência”(GARCIA. Ela não é um vira-ser: ela é desde sempre uma pessoa. isto é. em relação ao mundo que a cerca.

o desafio apresentado pelos conteúdos. a adequação dos conteúdos ao nível de desenvolvimento e a interação como fatores de promoção da aprendizagem.Os pressupostos psicológicos definidos no Currículo podem ser assim expressos: atividade como fator de aprendizagem e desenvolvimento. aproveitamento dos conhecimentos prévios. 17 .

A diversidade deve ser tratada de forma a ajudar as crianças a valorizarem suas características étnicas e culturais. por meio da aprendizagem diversificada e realizada em situações de interação. para que. e não contribuir para a formação de preconceitos. emocionais. até porque sua identidade está em construção. os cuidados com as crianças ganham outra amplitude e sentido. Cuidar da criança é. igreja. a contextualização. aos poucos. O modo como cada criança é recebida pelo professor e pelo grupo tem grande impacto na formação de sua personalidade e de sua auto-estima. somando-se a uma série de valores. estéticas e éticas. à medida que propicia o desenvolvimento da identidade das crianças. dar atenção a ela como pessoa que está em crescimento. orientadas de forma integrada. etnia diferente e conhecimentos de outras realidades distantes.7. competências próprias para interagir com o meio. visando ao desenvolvimento das capacidades de relação com o outro. ambiental e cultural. a criança alarga suas experiências devido à convivência com outras crianças e com os adultos de origens e hábitos culturais diversos. A criança participa de outros universos sociais. suas atitudes e procedimentos devem basear-se no conhecimento específico do desenvolvimento lógico. A origem da identidade está no grupo de pessoas com quem a criança convive e interage desde o início da vida. atitudes de aceitação. corporais. Educar envolve. gradativamente. Neste currículo. visto que aprenderão sobre a diferença e a diversidade que constituem o ser humano e a sociedade. associando estas funções a padrões de qualidade que visem inserir a criança no seu contexto social. busca-se incorporar. como qualquer criança. a interdisciplinaridade. Educar. ao cuidar das crianças pequenas. ainda. sente e sabe de si e do mundo. portanto. como festas populares de sua cidade ou bairro. Através das interações sociais. Para que isto ocorra. de maneira integrada. vai construindo sua identidade pela imitação e/ou oposição e vai diferenciando-se dos outros. a criança. pois ela possui. afetivas. FUNDAMENTAÇÃO PEDAGÓGICA Vendo a criança como um ser íntegro e sujeito de sua história e em consonância com o estabelecido na Resolução nº 1/99/CEB. compreender sua singularidade e interessar-se sobre o que ela pensa. o desenvolvimento das capacidades de conhecimento e das potencialidades. feira onde tem outras experiências. pois. Ao entrar na escola. Com base nestes princípios. brincadeiras e aprendizagem. o respeito às diversidades e a inclusão. às ações de educar. significa propiciar situações de cuidado. A atitude de aceitação é positiva para todas as crianças. o cuidar e o brincar. sendo a família o seu primeiro grupo de socialização. o professor deve observar e conhecer suas necessidades para que o seu trabalho atinja objetivos em relação à preservação da vida e ao desenvolvimento das diversas capacidades infantis. como também possibilitar o acesso ao conhecimento da realidade social e cultural. respeito. emocional e intelectual da criança. portanto a escola cumpre o seu papel socializador. 18 . visando ampliar seus conhecimentos e habilidades. acima de tudo. toma-se como princípios pedagógicos norteadores do currículo o respeito à identidade da criança. crenças e conhecimentos que já traz. confiança. que fixa as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil. torne-se independente e autônoma.

Somos partidários da idéia de que a cultura e o meio têm papel crucial na constituição do indivíduo. psicólogo russo. pensador. Paulo Freire deixou-nos grande legado no sentido do trabalho crítico com educação. temos as contribuições de alguns teóricos. Antes do surgimento dessa idéia. desenvolvida através da reflexão. com sua teoria sobre a psicogênese da pessoa completa. Jean Piaget. Nessa perspectiva teórica. sociedade e cultura dentro da perspectiva histórico-cultural. em 1950 . na cultura.Colaborou ainda com o Governo Federal na condução pedagógica dos CIACs . com seus estudos sobre como o indivíduo constrói o conhecimento. revendo 19 . readaptação da proposta dos CIEPs. Tal concepção de educação inspirou Darcy Ribeiro.8. romancista e político) que lutaram em defesa da escola pública e da educação como direito de todos. que acontece nas relações do sujeito com o meio. da relação cultura e educação. psicólogo suíço. à igualdade social. entendendo a afetividade como processo de construção subjetiva do indivíduo. dividido entre razão e emoção. à ruptura com modelos sociais excludentes e segregacionistas. a aprendizagem acontece nas interações com o meio social e. Para ele. De seus estudos. à democracia. e a importância desse profissional estar em constante reflexão sobre sua prática. implícita ou explicitamente. da importância da relação interpessoal e da afetividade no processo educativo. quando lançamos mão de seus estudos sobre como acontece a aprendizagem. este autor centra suas discussões na importância mais do processo que do produto em termos de aprendizagem. abordando a questão da consciência emancipadora do sujeito. adotamos a concepção de afetividade como um refinamento das emoções. ela alavanca o desenvolvimento do indivíduo. o homem era entendido como ser dualista. para além da genética. em Salvador–BA . nossa crença corrobora uma prática pedagógica que. a contribuição da psicolingüista Emília Ferreiro.-a Escola-Parque. tendo-as como ponto de partida para a estruturação do quadro curricular Embasando essas concepções. Outra questão fundante de sua obra é a importância do papel do professor. Entre eles destacam-se Anísio Teixeira (discípulo de Dewey. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O currículo da creche está apoiado nas concepções de homem. dá o peso maior do desenvolvimento do ser. Temos então uma teoria que. entra como nosso grande referencial. indicando o processo de como a criança constrói a escrita. político e administrador da educação) e Darcy Ribeiro (antropólogo. hoje CAICs . direcionados principalmente à população de baixa renda do Estado do Rio de Janeiro. Também dão suporte ao embasamento teórico das concepções da Creche. Ainda dentro da psicologia. ajustada às situações de aprendizagem e das características da atividade mental construtiva do aluno em cada momento de sua escolaridade. recorremos a Henri Wallon. Entre eles. na criação dos CIEPs – Centros Integrados de Educação Pública (escolas em tempo integral ). e advinda desses estudos. profissionais da psicologia. E é proveniente dessa teoria também a afirmação que afetividade e aprendizagem caminham juntas. ou seja. seguindo essa linha. ensaísta. tenha a preocupação de um fazer planejado e sistematizado. psicólogo francês. As visões de mundo e os projetos educacionais desses teóricos. trazendo aspectos relevantes para o entendimento e compreensão das relações entre desenvolvimento e aprendizagem. num processo indissociável. Portanto. a visão do indivíduo como ser monista (único). Lev Vygotsky. na década de 1980 . cujo objetivo seja o êxito do aluno em termos de aprendizagem. dessa forma. Anísio Teixeira implantou a primeira escola pública de tempo integral. estão voltados à emancipação humana. possuidor de razão e emoção.

seus saberes e fazeres. reflexões e práticas pedagógicas. afetivos. sociais. trabalhar a partir da realidade do aluno para que ele reflita sobre aspectos relevantes a sua vida e seja agente transformador dessa realidade. Assim sendo. gerando alfabetização com significado. ele desenvolveu o método que priorizava o conhecimento da realidade do aluno para depois. ninguém se universaliza a partir do todo. abordado de maneira interdisciplinar pelos eixos do currículo da Educação Básica. propomos um currículo interdisciplinar e por eixos. Em seu trabalho como educador.em um processo contínuo de aprendizagem. a partir dos dados obtidos. Para ele. elaborar material que permitisse um trabalho de alfabetização que possibilitasse aprendizagem com reflexão. Rompe-se com a idéia de linearidade do desenvolvimento e entende-se que ele acontece em espiral. contemplando os aspectos cognitivos. O conhecimento historicamente construído pela humanidade. culturais. e sim de um local. permitem que a aprendizagem aconteça de forma significativa. é uma de nossas metas. Embora muitos outros teóricos permeiem nossos estudos.emocionais. 20 . os grandes pilares da estrutura deste currículo são os estudiosos citados anteriormente. Baseado nestas idéias.

cuidar e brincar e estabelecendo parceria com a família. Nesse contexto. A experiência escolar inicial pode ser determinante para a vida escolar de um indivíduo. ela aprende a lidar com as frustrações e limites. Em relação às instituições que atendem outras etapas de ensino. uma vez que ele está intrinsecamente presente nas múltiplas relações estabelecidas ou experienciadas pela criança com o meio natural e social. A autora enfatiza que não se pode cometer o equívoco de pensar que o conhecimento e a aprendizagem não se apresentam no âmbito da Educação Infantil. a função da Educação Infantil é de complementaridade à educação da família. visto que a construção de conhecimentos ocorre em relação estreita e diretamente vinculada aos processos constitutivos da criança: expressividade. A parceria e a cumplicidade entre pais e escola. Dessa forma. fortalecendo a sua auto-estima. movimento. Desse modo. socialização. concorrendo para sentirem-se especiais e respeitadas. tendo como objeto as relações educativas que se estabelecem na socialização escolar.. brincadeira. além da Educação Infantil. ao conviver com outras crianças e adultos. na instituição de Educação Infantil a criança tem a oportunidade de se tornar cada vez mais independente. torna-se de fundamental importância compreender as diferenças entre as funções de cada uma delas.9. com as outras crianças e adultos. e fantasia. o respeito por si e pelos outros. por outro lado. que as crianças têm necessidades físicas e emocionais imprescindíveis à construção de vínculos afetivos. em fase de adaptação à vida escolar. sexualidade. garantindo o seu apoio nas ações educativas. os quais se consolidam através das demonstrações sinceras de afeto e atenção às características individuais. É preciso considerar. FUNÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil constitui uma etapa educativa de caráter não obrigatório. Como educar crianças sem permitir que elas possam expressar seus sentimentos? “[. são elementos de um processo de construção de um conhecimento mútuo e contribuem para aprimorar o trabalho desenvolvido. convivendo com outras crianças que já vivenciaram essa experiência e que já alcançaram uma série de aprendizagens proporcionadas pela educação institucionalizada. Cabe à escola da Educação Infantil manter acessível o diálogo e a participação dos pais na vida escolar das crianças. Não se admite mais uma Educação Infantil sem vida. linguagem. nutrição. a expor o que pensa e sente e a definir suas preferências.] É preciso que professores (adultos) e crianças aprendam juntos a perceber e a respeitar 21 . afetividade. através de tudo o que a Educação Infantil proporciona às crianças: a maneira como vivenciam essa etapa educativa.. é prioritário considerar as especificidades e necessidades infantis para atender as suas singularidades. segura e capaz de construir sua autonomia através de decisões e iniciativas pertinentes à sua idade. Rocha (2003) comenta que o Ensino Fundamental tem uma função historicamente construída. os tipos de aprendizagem que realizam e os tipos de relações que estabelecem com as outras crianças e com os adultos. fazendo-as constar na elaboração e efetivação dos seus projetos educacionais. integrando as funções de educar. consigo mesma. visando aprendizagens específicas para o domínio de conhecimentos básicos. Esse é um dos motivos pelo qual é comum se encontrar crianças no primeiro ano de escolaridade. Nesse sentido. Rocha também explica que não é objetivo final da Educação Infantil o conteúdo escolar. no trabalho pedagógico das instituições escolares.

que as crianças desenvolvem suas capacidades de maneira heterogênea. p. promovendo experiências e desafios que as façam progredir e. o educador precisa estar atento ao que elas dizem. É igualmente preciso esclarecer que a Educação Infantil não tem obrigação de garantir que a criança esteja alfabetizada ao final desta etapa de ensino. éticas. é função da Educação Infantil pensar a própria criança. subjetivas e fascinantes linguagens das crianças. procurando ‘auscultá-las’. presentes em diferentes culturas e contextos sociais. cognitivas. Uma creche ou uma pré-escola sem sentimentos é uma instituição morta” (Marinho. a educação tem como função criar condições para que todas elas possam ter o desenvolvimento de suas potencialidades. 2001. permitindo-se aprender com elas. estéticas. Lembre-se. Para tanto. apesar dessa diversidade. mesmo que elas ainda não saibam falar. a cooperação e a atuação crítica e criativa. pensam ou sentem. ainda.os sentimentos dos outros. expressivas e emocionais. considerando seus processos singulares. no qual ela amplia gradativamente a compreensão acerca de si mesma e do mundo. suas capacidades físicas. 55). 22 . proporcionando um ambiente rico em interações e situações de desafios. principalmente. através de sua participação em situações que envolvam práticas sociais de letramento. em ritmos e intensidades diferentes. Na abordagem educativa para a primeira infância é fundamental compreender as múltiplas. O desenvolvimento infantil pleno e a aquisição de conhecimentos acontecem simultaneamente e caminham no sentido de construir a autonomia. Diante disso. O que se explicita no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) é a necessidade de se oferecer condições para que a criança possa aprender a ler e a escrever. buscando compreender o universo infantil.

o sentir-se bem.o ser capaz de assumir riscos e enfrentar o desafio da autonomia.vão reconhecendo cada vez mais as suas emoções e sendo capazes de controla-las gradativamente).leva a padrões de relacionamentos dependentes.mediante os diversos mecanismos expressivos.dificulta a disposição de assumir os riscos inerentes a qualquer tipo de iniciativa pessoal.As aulas convencionais com espaços indiferenciados são empobrecidos e tornam impossível(ou dificultam seriamente)uma dinâmica de trabalho baseada na autonomia e na atenção individual de cada criança. 1-Organização dos espaços A Educação infantil possui características muito particulares no que se refere à organização dos espaços:precisa de espaços amplos. A emoção age. 23 .principalmente. O espaço acaba tornando-se uma condição básica para poder levar adiante muitos dos outros aspectos.bem diferenciados.de fácil acesso e especializados(facilmente identificáveis pelas crianças tanto do ponto de vista da sua função como das atividades que se realizam nos mesmos). ou seja a ordem não é importante.Requer também que sejam criadas oportunidades de expressão emotiva(de maneira que as crianças.10.no nível de segurança das crianças. Também é importante que exista um espaço onde possam ser realizadas tarefas conjuntas de todo o grupo:como dramatizações.etc.Ligado à segurança está o prazer.etc.a atenção à dimensão emocional implica a ruptura de formalismos excessivos e exige uma grande flexibilidade nas estruturas de funcionamento. não da sua posição na lista.poder assumir gradativamente o princípio de realidade.Tudo na Educação infantil é influenciado pelos aspectos emocionais:desde o desenvolvimento psicomotor.constituem a base ou a condição necessária para qualquer progresso nos diferentes âmbitos do desenvolvimento infantil. 2-Equilíbrio entre a iniciativa infantil e trabalho dirigido no momento de planejar e desenvolver as atividades Diferentes modelos de Educação infantil insistem muito na necessidade de deixar espaços e momentos ao longo do dia nos quais cada criança vai decidir o que fazer.até o intelectual.Autonomia que é combinada com períodos de trabalho dirigido destinados a abordar as atividades da rotina.além disso. OS DEZ ASPECTOS DE UMA EDUCAÇÃO INFANTIL DE QUALIDADE A importância de cada um dos aspectos mencionados deriva do seu conteúdo.as professoras também precisam considerar e garantir momentos nos quais o trabalho esteja orientado para o desenvolvimento das competências específicas. Do ponto de vista prático.Mas ao mesmo tempo.aceitar as relações sociais. O planejamento em nenhuma situação pode desconsiderar o valor educativo da autonomia e da iniciativa própria das crianças.mas porque. A necessidade de garantir o equilíbrio deve ser garantido.o social e o cultural. 3-Atenção privilegiada aos aspectos emocionais Não apenas porque nesta etapa do desenvolvimento os aspectos emocionais desempenham um papel fundamental.que é a plataforma sobre a qual se constroem todos os desenvolvimentos. Já a insegurança provoca medo.aumenta a tendência a condutas defensivas.

num projeto reúne muitas atividades diferenciadas. materiais. elas possuem também outras dimensões que precisam ser destacadas. de uma maneira bastante similar aos espaços.a capacidade de aprender. portanto. etc.) bem diferenciados de ação didática.dispositivos expressivos e referências cada vez mais amplas.É sobre a linguagem que vai sendo construído o pensamento e a capacidade de decodificar a realidade e a própria experiência. Cada área do desenvolvimento exige intervenções que o reforcem e vão estabelecendo as bases de um progresso equilibrado do conjunto. A dimensão estética é diferente da psicomotora.então.etc. estaremos reforçando. 6-Rotinas estáveis As rotinas desempenham.relatar experiências.descrever os processos que a levaram ao resultado final(como e para que).a interação com os educadores(as) é fundamental.. elas costumam ser um fiel reflexo dos valores que regem a ação educativa nesse contexto.criar oportunidades para falas cada vez mais ricas através de uma interação educador(a)-criança que a faça colocar em jogo todo o seu repertório e superar constantemente as estruturas prévias. não impede que diversas dessas atividades especializadas estejam reunidas em uma atividade mais global e integradora: em um jogo podemos incorporar atividades de diversos tipos.construir fantasias. todas essas capacidades estão vinculadas (neurológica. processos (atividades.construções sintáticas mais complexas. ou no estilo de relação criança-adulto.Mas exercitá-la não é o suficiente. intelectual. se reforçamos rotinas baseadas na ordem ou no cumprimento dos compromissos.ou seja. obviamente. É preciso. Explicar o que vai ser feito.buscar novas possibilidades de expressão(vocabulário mais preciso. As rotinas atuam como as organizadoras estruturais das experiências cotidianas. então.estabelecer hipóteses(por que).4-Utilização de uma linguagem enriquecida Todos somos conscientes de que a linguagem é uma das peças-chave da educação infantil. 5-Diferenciação de atividades para abordar desenvolvimento e todas as capacidades todas as dimensões do Embora o crescimento infantil seja um processo global e interligado. No fundo. a ser algo previsível. mas pertencem a âmbitos diferentes e requerem . um papel importante no momento de definir o contexto no qual as crianças se movimentam e agem. além desse aspecto sintático das rotinas (a organização das atividades).)Neste sentido. esses 24 . O desenvolvimento da linguagem avança por caminhos diferentes dos da sensibilidade musical. Isso.Qualquer oportunidade é boa para exercitar a linguagem. no fundo. o que tem importantes efeitos sobre a segurança e a autonomia.contar o que foi feito. etc. emocionalmente). não se produz nem de maneira homogênea nem automática. embora estejam relacionadas.etc. Contudo. substituem a incerteza do futuro (principalmente em relação às crianças com dificuldade para construir um esquema temporal de médio prazo) por um esquema fácil de assumir. A aprendizagem de normas requer processos diferentes dos necessários para a aprendizagem de movimentos psicomotores finos. ainda. O cotidiano passa. É muito importante analisar o conteúdo das rotinas. Sem dúvida.criar um ambiente no qual a linguagem seja a grande protagonista:tornar possível e estimular todas as crianças a falarem.a idéia fundamental é aperfeiçoa-la. etc. ou na revisão-avaliação do que foi realizado em cada fase. orientações. pois esclarecem a estrutura e possibilitam o domínio do processo a ser seguido e.

Embora seja mais cômodo. etc. anotações. que permitam o acompanhamento global do grupo e de cada uma das crianças Uma condição importante para o desenvolvimento de um programa profissional de educação Infantil é a sistematização do processo em seu conjunto. 7-Materiais diversificados e polivalentes Uma sala de aula de Educação Infantil deve ser. Deve conter materiais de todos os tipos e condições. contatos individuais com cada criança. além disso. destinados a registrar processos e resultados visando a que sua análise posterior permita incorporar os reajustes que forem necessários. sim. afinal). etc. no qual uma única professora atende a um grupo de 15-20 alunos(as) por sala de aula. No entanto. Não se trata de coisificar as intenções educativas. do ponto de vista organizacional. 4 e 5 sejam possíveis. as suas vivências de descobrimento e consolidação de experiências (de aprendizagem. de reconstruir com ela os procedimentos de ação. É o momento da linguagem pessoal. mesmo que seja parcialmente ou de tempos em tempos. trabalhar com todo o grupo de uma vez só (todos fazendo a mesma coisa). Todas essas coisas são competências inestimáveis de todo bom educador(a) infantil. É justamente com um estilo de trabalho que atenda individualmente ás crianças que poderão ser realizadas experiências de integração. Os materiais constituem uma condição básica para que os aspectos expostos nos itens 3.aspectos sobre os quais as rotinas são projetadas. de apoiá-la na aquisição de habilidades ou condutas muito específicas. Trata-se. 25 . alguns mais formais e relacionados com atividades acadêmicas e outros provenientes da vida real. um pouco de intuição e capacidade para improvisar experiências e jogos. Isso nos permite “ler” qual é a mensagem formativa de nosso trabalho. 9-Sistemas de avaliação. tal modalidade é contraditória a este princípio. comerciais e construídos. Os diferentes modelos de Educação Infantil costumam ser acompanhados por seus próprios instrumentos de acompanhamento. antes de mais nada. É preciso ter uma orientação suficientemente clara e avaliar a cada passo se está havendo um avanço em direção aos propósitos estabelecidos. de saber o que se quer (idéia geral) e quais são as grandes linhas do processo estabelecido para alcançá-lo. Mas será preciso também ter a capacidade de planejar e avaliar os processos e a forma como cada uma das crianças vai progredindo no seu desenvolvimento global. de orientar o seu trabalho e dar-lhe pistas novas. ampliando assim. capaz de facilitar e sugerir múltiplas possibilidades de ação. etc. de todas as formas e tamanhos. de alta qualidade ou descartáveis. Costuma –se dizer que uma das tarefas fundamentais de um professor(a) de Educação Infantil é saber organizar um ambiente estimulante e possibilitar às crianças que assistem a essa aula terem inúmeras possibilidades de ação. A atenção individualizada está na base da cultura da diversidade. é preciso manter. nem tampouco de formalizar o processo.. Trata-se. mesmo que não seja possível desenvolver uma atenção individual permanente. Ainda mais em contextos. de superar a idéia de que não basta ter boa vontade. um cenário muito estimulante. 8-Atenção individualizada a cada criança Pensar que é possível dar atenção a cada criança de maneira separada durante todo o tempo é uma fantasia.

bibliotecas. Haveria muito mais a dizer em relação à abertura ao ambiente. aprendendo questões relacionadas com a forma de educar) e enriquece a própria ação educativa que as famílias desenvolvem depois em suas casas (ou como podem continuar em casa as atividades iniciadas na escola). -a análise do progresso individual de cada criança. Esta consideração tem relação com o desenvolvimento do programa ou projeto educativo. O que fazemos é facilitar o cumprimento de um dos objetivos básicos da educação Infantil: que as crianças conheçam cada vez melhor o seu meio de vida e tornem-se donas do mesmo para ir crescendo com autonomia. ao ver como eles enfrentam os dilemas básicos da relação com crianças pequenas.tanto no que se refere à atenção a alunos(as) concretos como no que se refere à modificação de algumas das atividades do grupo. Há. 26 .) e incorporam-se como “material” ampliado para as experiências formativas. no mínimo. inclusive o jogo. descobrindo características formativas em materiais e experiências. com o funcionamento dos dispositivos montados (espaços. etc. Apesar das limitações impostas pelo tempo disponível e pela quantidade de crianças que devem ser atendidas parece fundamental fazer um acompanhamento individualizado de cada aluno(a) mesmo que seja através de constatações periódicas. cultural. Essa participação enriquece o trabalho educativo que é desenvolvido na escola (a presença de outras pessoas adultas permite organizar atividades mais ricas e desenvolver uma atenção mais personalizada com as crianças). 10-Trabalho com os pais e as mães e com o meio ambiente (escola aberta) Embora muitas vezes a escola possua uma capacidade de ação limitada pelo espaço e pelo tempo. ao incorporá-los ao trabalho formativo. etc. natural. monumentos. conhecendo melhor os filhos. dois tipos de análise que devem ser realizadas: -a análise do funcionamento do grupo em seu conjunto. Também os professores(as) aprendem muito com a presença dos pais e das mães. experiências) e com a atuação do próprio docente. é muito importante que se tenha a participação dos pais na escola. materiais. é um imenso salão de recursos formativos. pois o meio social. Outros constituem elementos comuns da vida das crianças.. Alguns desses recursos são especializados (museus. enriquece os próprios pais e mães (vão sendo conhecidos aspectos do desenvolvimento infantil.

Vários fatores contribuem para a expansão da Educação Infantil no mundo entre os quais se destacam o avanço do conhecimento científico sobre o desenvolvimento da criança. são fenômenos comuns a diversos países. Do nascimento da primeira creche às atuais houve uma sensível mudança de conceito. para garantir um atendimento de qualidade. bem como a respectiva resposta dos Sistemas de Ensino. aumenta a reivindicação popular por creches nos grandes centros urbanos. a creche tem sido cada vez mais reivindicada por um número crescente de famílias de diferentes camadas sociais. “um direito da criança. a consciência social sobre o significado da infância e o reconhecimento. crianças de diferentes grupos sociais eram submetidas a contextos de desenvolvimento diferentes e desiguais nas famílias. Pressupõe-se hoje que o ambiente ideal de creche seja um local onde se incorpore a preocupação em cuidados e de segurança básica onde ocorra o desenvolvimento infantil integral.HISTÓRICO DA EXPANSÃO DAS CRECHES NO BRASIL A demanda por creches. as mais abastadas eram colocadas em ambientes estimuladores. É importante conhecermos esta evolução e transformação para entendermos os conceitos e preconceitos que envolveram e nortearam as expectativas a respeito do que seria fazer pela infância. Daí a urgência em responder as questões envolvidas no desenvolvimento de crianças e de como promovê-lo. uma opção da família e um dever do Estado”. em razão do qual se ampliaram seus objetivos e responsabilidades junto à criança. Elas adquirem novas conotações e tornam-se um direito do trabalhador. Os resultados desses movimentos foram o aumento significativo de creches geridas pelo poder público e a participação das mães no trabalho ali desenvolvido. A Constituição a reconhece como uma instituição educativa. por parte da sociedade. Tal solicitação é encabeçada pelos movimentos populares e pelos movimentos feministas dessa época. Tal concepção muda a visão de creche: ela deixa de ser apenas um lugar de cuidados assistencialistas para ser também um espaço de crescimento e desenvolvimento integral da criança. Em meados dos anos 60. discute-se com maior rigor o papel social da creche. com propostas que partiam de uma idéia de carência e deficiência. a participação crescente da mulher trabalhando fora de casa. Depois da segunda metade da década de 70. Assim. que por meio do artigo 227 coloca a criança e o adolescente como prioridade nacional.11. nas creches e préescolas. tendo processo dinâmico de viver e se desenvolver. sem submeter precocemente as crianças a um modelo escolar rígido. culminando com a Constituição de 1988. sobre o direito da criança à educação em seus primeiros anos de vida. 27 . Mais tarde. Enquanto as crianças pobres eram atendidas em creches.

28 .

Também foi criado os módulos funcionais de atendimento respeitando a faixa etária e o número de criança por sala. E atendiam crianças. começaram a ficar meio período com as auxiliares de creche e meio período com professoras. lugar onde os animais recebem comida para comer. faixa etária ou ambiente estimulador. Os grupos atendidos por cada uma variava em média de 40 a 50 crianças. Sendo este um dos fatores para que não fosse desenvolvido nenhum trabalho pedagógico. em 1993. em português. como a educação(psicológico/intelectual e social). já que a Lei é clara quando diz:que a educação é um direito da criança.segurança física e psicológica. manjedoura.ficando assim a divisão dos grupos: GRUPO BERÇÁRIO I MINI GRUPO MATERNAL I MATERNAL II JARDIM I JARDIM II PRÉ NÚMERO DE CRIANÇAS 15 15 20 20 24 24 24 IDADE De 4 meses a 1 no De 1 a 2 anos De 2 a 3 anos De 3 a 4 anos De 4 a 5 anos De 5 a 6 anos De 6 a 7 anos E as creches passam a não ser só para as mães que trabalham fora de casa. As pessoas que olhavam essas crianças eram chamadas de auxiliares de creche do qual não era exigida formação mínima para trabalhar. E o objetivo da creche passa a ser o desenvolvimento integral da criança considerando tanto o físico (alimentação/banho/repouso). E também atendiam somente as mães que apresentassem suas carteiras de trabalho assinadas.como abrigo. dentro do Estatuto Municipal foi criado o cargo de professora para as creches (embora este cargo só tenha mudado num concurso público no ano de 2000). refeitório e enfermaria. por Firmim Marbeau. para que estas não ficassem em casa e fossem maltratadas. consagra a criança de 0 a 6 anos como sujeito de direitos e a Educação infantil concebida como o 1º segmento do ensino básico. na parte pedagógica.o Estatuto da criança e do adolescente de 1990 e a LDB de 1996. Em 1994.cujo significado é. carinho. Em Mococa as plantas das creches também eram assim. as crianças de 4 a 6 anos. O objetivo desta formação era para que começassem a desenvolver atividades com as crianças. criada a primeira creche. com uma equipe de assessoria da Escola da Vila de São Paulo. ignoravam-se as demais necessidades da criança. ou seja as crianças eram colocadas nestes espaços não se pensando em quantidade. Para que isso fosse possível. música. lugar para substituir a mãe enquanto estivesse ausente. companhia.dormir e tomar banho). Em 1988 com a Constituição Federal. mas o objetivo continuava o mesmo. atendendo somente as necessidades físicas das crianças(comer. Com o passar do tempo estes espaços chamados creches foram evoluindo e passaram a ser para as mães que precisavam trabalhar fora de casa. As atividades a serem dadas estavam relacionadas ao trabalho com desenho. Com este objetivo. UM POUCO DA NOSSA HISTÓRIA Foi em 1844. Prova deste atendimento assistencialista são as plantas de construção destas creches que continham salas destinadas a serem usadas como: rouparia. estas eram efetivas nas Pré- 29 . proteção do adulto e brinquedo. repouso. A partir daí começaram-se as mudanças. contar história e brincadeiras.12. ou seja. as auxiliares começaram a receber formação.

legalizando assim sua função como professora e as auxiliares que optaram em não estudar continuam trabalhando dentro das Creches junto com as professoras e recebendo a mesma formação pedagógica. mas prestavam serviço dentro do espaço creche. que ocorreu o primeiro concurso público para professor de creche. as crianças de 4 a 6 anos.Isto aconteceu através de reuniões com os pais para que estes pudessem compreender o que estava acontecendo e assim poder se organizar para terem com quem deixar seus filhos caso trabalhassem fora. A formação que este grupo recebeu nos ano de 2001 à 2008 foi: CURSOS: BREVE HISTÓRICO E CONCEITO ATUAL Marisa Lambardossi Finardi Março a Junho de 2001 PCN Marisa Lambardossi Finardi Rita Maria Cotrin Martinelii Béo Julho de 2001 a dezembro de 2003 ASSESSORIA: AVISALÁ Elza Corsi Junho a dezembro de 2001 OFICINAS: *MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Adriana Silva Valença de Oliveira 03/04/05 de Dezembro de 2002 *O LÚDICO NA SALA DE AULA Rosele Martins Batista 09/10/11 de Junho de 2003 30 .escolas. a partir de 1995. para que pudessem trabalhar com esta faixa etária. Mas para que isto fosse possível devido aos espaços. os sistemas de ensino tiveram que promover a valorização destes profissionais e a exigir a formação mínima:Magistério (Habilitação em Educação Infantil). E as auxiliares de creche que quisessem permanecer no seu trabalho.Algumas auxiliares se formaram e prestaram um concurso interno. Até que as creches passaram a ser somente para as crianças de 4 meses a 3 anos e 11 meses. A partir de 1998. Primeiro deixamos de atender a sala do Pré (6 anos) e o Jardim II(5 anos) e no outro ano o Jardim I(4 anos). Em Mococa.começamos a tirar as crianças de 4 a 6 anos das creches pois de acordo com a Lei criada pela Prefeita Martha Suplicy nesta época. não podendo ser considerado a divisão por faixa etária. começaram a freqüentar meio período na Pré-escola. ao invés das professoras terem que usar os espaços da creche e assim cada grupo volta a ter o seu espaço. Devido a este problema. Com toda esta mudança em relação à educação. teriam o prazo até 2006 para receberem a mesma formação. as creches deveriam atender somente a faixa etária de 0 a 3 anos. às crianças menores tinham que ficar todas juntas.foi em julho de 2000.

AS CONTRIBUIÇÕES DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA EDUCAÇÃO INFANTIL .25 e 26 de Novembro de 2004 *PLANEJAMENTO Marisa Lambardossi Finardi 11 DE Abril de 2005 *JOGANDO.2006 Marisa Lambardossi Finardi Material em apostila *USO DE FANTOCHES Ana Paula Hortelan Mariana Panizza 2007 *AFETIVIDADE .2008 Marisa Lambardossi Finardi 31 .*COMO CONTAR HISTÓRIAS Béldia Cagnoni Setembro de 2003 *BERÇÁRIO-AMBIENTE ESTIMULADOR INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NO PRIMEIRO ANO DE VIDA Paula Gisele da Silva Rosana Ecilda Dias de Faria 26 de Março de 2004 *FAMÍLIA NA ESCOLA Alexandra Vecchio Sacramento Aline Delfino Cruz Patrícia Maria de Oliveira Prates 20/21/27/28 de Maio de 2004 *MÃOS DE FADA: ARTE DE CONTAR E EXPLORAR AS HISTÓRIAS Ana Paula Hortelan Mariana Panizza Ferreira da Silva (professora contratada) 26/27 de Agosto de 2004 *PROBLEMAS DE MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POR ONDE COMEÇAR? Eliete A. 08 e 10 de maio de 2006 *A VIDA DO BEBÊ DE 0 A 1 ANO – desenvolvimento.2005 Marisa Lambardossi Finardi Material em apostila *FANTOCHES – Criar e brincar é só começar Ana Paula Hortelan Mariana Panizza 04. Madeira Márcia Brígida (professora contratada) 24. . 05. estimulações e saúde. BRINCANDO E APRENDENDO.

Maurício 3-EU ESTOU FALANDO Ariane Cesário de Souza Joelma R. analisar e sugerir alterações ou modificações caso necessário nas rotinas das Creches. discutir e intervir caso fosse necessário nas propostas curriculares que estariam neste documento.*OFICINAS SIMULTÂNEAS/2006 12 de Setembro 24 e 31 de Outubro 07 e 28 de Novembro 1-A HISTÓRIA DA ARTE COMPARADA Luiz Antônio Scarparo Maciel 2-A LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rosilda Ap. Ribeiro 4-DESCOBRINDO O MUNDO ATRAVÉS DA LUDICIDADE . *Nos meses de Novembro e meados de dezembro de 2008. já que seria colocada no Currículo. E quais aspectos devem ser considerados para a elaboração desta. uma professora de cada creche esteve reunida com a orientadora no Departamento de Educação para analisar. As professoras foram: Creche Archibald Rehder – Fátima Creche José Manuel Luchesi – Maria Nilza Creche Lúcia Seixas Pinto – Raquel Creche Lýdia Pereira Lima Taliberti – Rosana Creche Madre Carmem de Jesus Salles– Ivana Creche Maria Belomo Zanetti – Diana Creche Olga Raimundo Vieira Guerra – Mônica Creche Sílvia Helena Dias Soares – Rosilda Creche Yvette Olyntho Rehder . os professores se reuniram junto com a orientadora e as diretoras para discutir.Tatiana 32 .“O brincar se transforma” Paula Gisele da Silva 5-TRABALHANDO A REELEITURA NAS ARTES VISUAIS Béldia Cagnoni ENCONTROS COM PROFESSORES *Apresentação do prêmio recebido pela Creche Yvette Olyntho Rehder/ Diretora Eraceli Codógno – Selo aqui se brinca/ Outubro 2008/ Patrocinado pela Instituição Sidarta e Omo – Diretor Foi apresentado para os professores os pontos discutidos na entrega do Prêmio sobre a importância do brincar. *Estudo: Rotina Nos dias 12 e 13/11. No primeiro momento a orientadora discutiu sobre a importância da rotina para a criança. O texto usado para discussão encontra-se neste documento. o vídeo que concorreu e o prêmio recebido: Selo/Baú de Possibilidades. professor e escola.

enquanto o outro fica com o restante do grupo. desde o início. O objetivo do encontro é que as professoras troquem experiências entre si. Umas já receberam formação e passaram a ser professoras através 33 .o estabelecimento de dois adultos para cada grupo.das 8:00 às 11:00 no Departamento de Educação.SIMPÓSIO (Encontro entre professoras de todas as Creches do Município.Foi apresentado atividades relacionadas a todas as áreas do conhecimento REUNIÕES DE FORMAÇÃO As reuniões de diretoras com seus professores acontecem toda terça-feira das 17:00 às 19:00 com estudo de textos relacionados ao trabalho desenvolvido e atividades que fazem o professor refletir sobre sua prática. E pensando desta forma nossas creches contam hoje com: GRUPO NÚMERO DE NÚMERO DE PROFESSORAS ESTAGIÁRIAS BERÇÁRIO 2 manhã 2 tarde MINI GRUPO 2 manhã 2 tarde MATERNAL I 2 manhã 2 tarde MATERNAL II 1 manhã 1 manhã 1 tarde 1 tarde Obs: Dentre estas professoras existem ainda algumas auxiliares e o número varia de creche para creche. livros. HORÁRIO O horário das professoras para a realização do seu trabalho junto às crianças é: -período da manhã:das 7:15 às 12:15h. vídeos. onde são discutidos teoria e prática através de textos. Já as reuniões que as diretoras participam junto à orientação pedagógica acontece toda quarta-feira. NÚMERO DE PROFISSIONAIS QUE ATENDEM AS CRIANÇAS O número de profissionais para atender estas crianças dentro da sala foi pensado levando em consideração. Elas apresentam uma atividade do planejamento bimestral (por sala ou por período) que tenha sido desenvolvida com as crianças. experiências e práticas realizadas pelos professores. *2004 . -período da tarde:das 12:00 às 17:00h. ampliem suas idéias e seus conhecimentos e a interação das Creches). para que realize sua reunião com professores.Foi apresentado atividades relacionadas a todas as áreas do conhecimento *2006 . que trabalham com a mesma faixa etária no ano que se segue.a fim de que seja possível a qualquer um deles afastar-se para prestar auxílio a uma criança. algumas pautas. atividades.Foi apresentado atividades relacionadas a todas as áreas do conhecimento *2007 – Foi apresentado apenas atividades relacionadas a Formação Pessoal e Social *2008 .

VILAS BOAS MARIA LUISA C. brincadeiras. De 2001 a 2008 os estudos de formação foram voltados para os seguintes temas: -concepção de educação -características de desenvolvimento de 3 meses a 3 anos e 11 meses -função social da escola -relação família e escola -desempenho de grupo -adaptação -o papel do professor e da criança em cada momento da rotina -registro -rotina -avaliação individual da criança -reunião de pais -relação entre teoria e aprendizagem -portfólios -ambiente enquanto espaço lúdico e estimulador E as diretoras que ficaram responsáveis pela formação nas creches durante os anos de 2001 a 2008 foram as seguintes: CRECHE ANO DIRETORA ARCHIBALD REHDER 2001 KERLI C. M. Foi em 2001 que também iniciamos a reformulação de nossas rotinas que até então não se trabalhava com atividades através das modalidades organizativas:projetos. ROCHA MARCELINO (diretora efetiva) LUCILENI C.Não se realizava um planejamento bimestral e sim uma organização de atividades relacionadas aos momentos trabalhados. GERALDO (diretora substitua) 2003 e 2004 2005 e 2006 (até julho) 2006 (após julho). DOMINGUES (diretora substituta) LAURA F. SANTOS (diretora substituta) 2002 MARIA LUISA C. R.de concurso interno. Através de estudos e muita experiência e observações. 2007 e 2008 2001 JOSÉ MANOEL LUCHESI 2002 34 .e através deste o professor juntamente com a realidade de sua creche montaria as suas rotinas. artes e brincadeiras. DE S.chegamos a montar um quadro com as atividades que deveriam conter na rotina e o tempo destinado a cada uma. seqüências e atividades permanentes e sim com momentos que contemplavam a música. M. outras estão estudando e algumas optaram em esperar até que se resolva o que será feito delas pois optaram em não voltar a estudar.Também foi elaborado a estrutura do planejamento a ser trabalhado pelos professores junto às crianças e a forma de registro do professor. DOMINGUES (diretora substituta) MARIA NILZA DE C. RIBEIRO (diretora substituta) IDALINA M.

DE S. MARTINELLI BÉO (diretora substituta) SILVANA MARQUES BERNARDES (diretora substituta) BÉLDIA CAGNONI (diretora substituta) ELIZABETE GÔNGORA (diretora substituta) MÁRCIA D. DE SOUZA (diretora substituta) CLÁUDIA H.a forma como o professor poderia desenvolver estes conteúdos para alcançar os objetivos traçados(procedimentos didáticos) e os critérios de avaliação para o trabalho a ser desenvolvido. SPINA ALTOMANI (diretora efetiva) MARTA H. ZANETTI (diretora efetiva) CLÁUDIA H. DOMINGUES (diretora substituta) CLÁUDIA H. Pois até então os professores planejam o seu trabalho para ser realizado com as crianças a cada bimestre mas sem uso de uma 35 . não tenha que pensar tudo novamente o que será trabalhado e sim poder pensar e planejar em como propor estes objetivos através do lúdico e em ambientes organizados e estimuladores. SPINA ALTOMANI (diretora efetiva) LAURA F.2003 e 2004 MARIA LUISA C. SPINA ALTOMANI (diretora efetiva) GISELLE MARIA GONÇALVES (diretora efetiva) RITA MARIA C.ou mudar de grupo de faixa etária. MANZINI DREIBI (funcionária do artesanato) 2005 2006 2007 e 2008 LÚCIA SEIXAS PINTO 2003 a 2008 (A creche foi inaugurada em 2003 2001 a 2008 2001 a 2008 2001 LYDIA PEREIRA LIMA TALIBERTI MADRE CARMEM DE JESUS SALLÉS MARIA BELOMO ZANETTI 2002 a 2006 2007 e 2008 SÍLVIA HELENA DIAS SOARES 2001/2004 2005 2006-2008 YVETTE OLYNTHO REHDER OLGA RAIMUNDO GUERRA (Creche filantrópica) 2001 a 2008 2001 a 2008 Por tudo que vimos e estudamos. o professor no início do ano ao entrar em sua sala. M. o que ainda não havia sido realizado até 2007 e era considerado como prioridade na creche por todos os envolvidos. Pois assim. ROCHA MARCELINO (diretora substituta) LEONILDA DESTRO CHAGAS (diretora substituta) ERACELI CODÓGNO (diretora efetiva) CLÁUDIA M. G. seria a construção de uma proposta curricular com objetivos e conteúdos por grupo.

mas fruto de um trabalho de estudos da orientadora. 36 . porque o que temos como material e referência ainda é o Referencial Curricular recebido pelo Ministério da Educação.proposta curricular definida pelo Departamento. Nesta proposta que será enviada as creches terá uma outra referência. discussões com o grupo de diretoras e da coleta de materiais de atividades trabalhadas pelas professoras.

durante o horário de afastamento dos pais. *exercer pela família. ENDEREÇO BAIRRO TELEFONE NOME DA CRECHE Archibald Rehder José Manoel Luchesi Lúcia Seixas PintoTia Lúcia Lydia Pereira Lima Taliberti Madre Carmem de Jesus Salles Maria Belomo Zanetti Sílvia Helena Dias Soares Profª Yvette Olyntho Rehder Avenida Francisco José Dias Lima. A criança seja um ser que nasce. cresce. Vila Santa Rosa.272 Rua:Dr.90 Cohab II Distrito de são Benedito das Areias Nelson Niero Cohab II Jardim Santa Clara Distrito de Igaraí Nenê Pereira Lima Vila Santa Rosa 36568234 36950505 36650392 36650227 36650232 36950205 36650205 36650250 37 .13.alimentação. Nenê Pereira Lima.afeto e educação.os cuidados básicos de saúde(física e mental) e educação da criança dos 3 meses até os 3 anos de idade. 13.s/n Rua:Milton Gonçalves Dias. desenvolve e se modifica no processo de interação que estabelece com outras pessoas e com o ambiente. para a relação positiva com as diferenças. Quanto as relações dentro da creche é feita num ambiente muito favorável para a construção da cidadania e que faz parte das responsabilidades educacionais ensinar às crianças as habilidades para o diálogo.Humberto Cunali.s/n Rua:Coronel Custódio Pinheiro.cuidando de sua segurança física e emocional. Francisco Garófalo.1. Jardim Santa Clara.130 Rua Antônio Amádio.121 Avenida da Saudade.com a inclusão de todos os cuidados relativos a higiene.embora não assumindo o seu lugar. para a tolerância e para o respeito mútuo. E o profissional que trabalha nela seja um sujeito participativo. Estas creches estão situadas em vários bairros da cidade como: Cohab II. FUNCIONAMENTO DAS CRECHES MUNICIPAIS NOS DIAS DE HOJE A concepção que temos de creche hoje é que seja um ambiente especialmente criado para: *oferecer condições que propiciem e estimulem o desenvolvimento integral (cuidar e educar) e harmonioso da criança.145 Rua:Afrosina Baldino de Siqueira. RELAÇÃO DAS CRECHES DE MOCOCA A Prefeitura Municipal de Mococa atende hoje a 8 creches municipais e uma filantrópica todas em período integral. São Domingos e duas sendo localizadas nos distritos de Igaraí e São Benedito das Areias.296 Rua:Zequinha de Abreu.prestando-lhe assistência integral em qualquer parte do dia.

Temos regras internas para um bom desenvolvimento do trabalho entre a equipe escolar e também regras que são dadas para os pais. estagiárias e professoras c)Equipe de apoio: cozinheiras e serventes(do qual podem fazer serviço de limpeza ou lavanderia). mesmo com a prefeita Martha Suplicy voltando atrás na Lei que regulamentava a creche sendo para atender a faixa etária de 0 a 3 anos novamente para atender de 0 a 6 anos. resolvemos mudar o nome dado para a sala do Mini-Grupo para Berçário II. a cidade de Mococa não voltou atrás. GRUPO 38 .acreditando que nesta faixa etária de 1 a 2 anos a criança ainda precisa continuar recebendo estimulações como no Berçário. passando a ser chamado de Berçário I. Estas regras fazem parte das normas de atendimento e funcionamento. Quanto a faixa etária atendida. E desta forma foi acrescentado o número I no Berçário. O horário de atendimento das crianças no espaço da Creche é das 7:30 às 17:00 horas. A forma como a mãe consegue a vaga na creche é através de uma inscrição onde é deixado o nome de seu filho e o endereço.Filantrópica NOME DA CRECHE Olga Raymundo Vieira Guerra ENDEREÇO Rua:Major Adalberto S. Em relação ao atendimento das crianças seguimos os módulos a seguir: NÚMERO DE IDADE NÚMERO DE NÚMERO DE CRIANÇAS PROFESSORAS ESTAGIÁRIAS BERÇÁRIO 15 De 3 meses a 1 2 manhã I CRIANÇAS ano 2 tarde BERÇÁRIO 15 De 1 a 2 anos 2 manhã II CRIANÇAS 2 tarde MATERNAL 20 De 2 a 3 anos 2 manhã I CRIANÇAS 2 tarde MATERNAL 20 De 3 a 3 anos 1 manhã 1 manhã II CRIANÇAS e 11 meses 1 tarde 1 tarde Obs: Foi em 2008. passa a ser uma continuidade do I. hoje não é mais exigido carteiras de trabalho das mães. pois tínhamos um outro objetivo:tentar atender toda a demanda de 0 a 3 anos e para isso acontecer não era possível reconsiderar a Lei devido aos espaços físicos das creches. para cada momento a ser desenvolvido com as crianças. E com este novo nome dado de Berçário II. E todas as salas possuem sua rotina de trabalho com horários definidos. embora flexíveis. que após discussões sobre o currículo. É a data da inscrição que determina a ordem para ser chamada. Esta inscrição vai para uma lista de espera e a criança é chamada quando surge a vaga. Figueiredo.75 BAIRRO São Domingos TELEFONE 36564524 A creche por ter sido considerada através da Lei como um direito da criança. O planejamento sobre o que será trabalhado com as crianças no bimestre é feito pelos professores junto com o diretor da Creche. Contamos com uma equipe de trabalho dentro de cada creche dividida em: a)Equipe técnica de direção: secretária e diretora b)Equipe técnica docente: auxiliares de creche.

estes são convidados a participar: *de reuniões de início de ano para saberem da adaptação de seus filhos que antecede o primeiro dia de aula. só algumas Creches é que possuem 1 na sala do Maternal II 2 cozinheiras 1 lactarista 3 ( sendo duas na limpeza e uma na lavanderia) DENTRO DA ESCOLA: PAPEL E Auxiliares de creche Estagiárias Cozinheiras Serventes 13.3. QUADRO DE PESSOAL As creches contam com uma equipe de trabalho distribuída nas seguintes funções: Creches municipais Função Diretora Secretária Professoras Quantidade por Creche 1 1 2 por período em cada grupo (com exceção do Maternal II) Como não existe mais esta função. FUNÇÃO DE RESPONSABILIDADES DIRETOR CADA UM *determinar o projeto pedagógico da creche *desenvolver seu trabalho de forma a manter e promover a filosofia e imagem institucional. *de projetos realizados pelo professor onde são convidados a participar de algumas atividades junto com seus filhos. *de fechamento de semestre para verem de perto o resultado do trabalho desenvolvido com seus filhos. *de reuniões para saberem de seus filhos. Em relação ao envolvimento dos pais na creche. *de reuniões para saberem do trabalho da creche. 13.Desde 2006 o primeiro planejamento do ano que sucede o período da adaptação chamamos de Projeto Conhecer e este surgiu da necessidade devido a faixa etária com a qual trabalhamos. assegurando o cumprimento das diretrizes pedagógicas 39 . de ser realizado um diagnóstico das crianças para os professores saberem o que as crianças já sabem ou seja ter um conhecimento mais aprofundado para que os próximos planejamentos aconteçam de modo satisfatório a atender as necessidades das crianças.2. *de eventos realizados na creche.

coordenar. as crianças e seus pais ou responsáveis *planejar. todo o trabalho da creche *coordenar a execução dos projetos institucionais aprovados pela equipe sugerindo modificações quando necessárias *promover reuniões seja individual. com a finalidade de enriquecer o trabalho pedagógico da creche *selecionar e providenciar materiais de limpeza e pedagógicos *prestar esclarecimentos aos estagiários sobre os objetivos e atividades psicopedagógicas da creche *responder documentos enviados pelo departamento de educação direcionados ao diretor *estudar e elaborar estratégias de estudo para as reuniões pedagógicas. serventes. objetivando o estabelecimento de parcerias no processo educativo *assegurar a aprendizagem e o ensino orientando as ações dos professores *avaliar o desempenho da escola e de toda equipe escolar incluindo o seu *desenvolver estudos para aprimoramento da formação de sua equipe escolar *ler e intervir nos diferentes instrumentos do trabalho docente (relatórios. recados e enunciados em painéis e murais *zelar pela manutenção de um bom clima de relações humanas dentro da creche. planejar suas ações. suas estratégias e formas de avaliação de modo a manter integrado. demais funcionários) *zelar pela manutenção do material pedagógico de propriedade da creche ou por ela tomado emprestado *zelar pela manutenção das comunicações entre os membros de toda a equipe *selecionar textos e temas de leitura e sugestões de atividades e divulga-los entre os professores.*liderar o trabalho de equipe de professores no sentido de levá-los a determinarem os objetivos.orientar e acompanhar os registros de observação do desenvolvimento das crianças *planejar.orientar.coordenar. desempenho e comportamento das crianças *facilitar o relacionamento entre os envolvidos do dia-a-dia da Creche(crianças. entre todos os seus membros. atitudes a serem tomadas frente a problemas de: aprendizagem. professores. lavadeira e estagiários) *promover reuniões periódicas e extraordinárias com responsáveis e familiares das crianças *desenvolver intervenções pedagógicas planejadas junto às famílias. bem como textos.acompanhar e avaliar as ações pedagógicas *participar de ações de capacitação como atitude necessária a seu aperfeiçoamento profissional *gerar clima organizacional favorável à manifestação e discussão de idéias com ética *refletir junto com os professores. individuais ou de grupo tanto com os professores quanto com os demais funcionários *participar das reuniões da orientação pedagógica no departamento de educação *receber visitas na creche *estar sempre preocupado com os resultados da aprendizagem participar do planejamento e fazer o acompanhamento do trabalho docente *conversar com as crianças e funcionários para detectar problemas e níveis de satisfação e ouvir sugestões 40 . de grupo ou com toda equipe escolar *estabelecer o calendário dos eventos e atividades da creche e zelar pelo seu cumprimento *estabelecer os horários das atividades diárias da rotina para cada grupo para que a organização da escola seja garantida *estabelecer horários da equipe escolar (cozinheiras. registros e avaliações) *supervisionar toda a comunicação escrita produzida pelo corpo docente.

sociais e intelectuais através de atividades lúdicas e prazerosas em decorrência das quais a criança deverá conseguir: -construir e ampliar o seu mundo de idéias -concretizar a imagem do seu “eu” social -descobrir e ampliar aptidões e interesses -organizar a sua própria atividade *observar. realizar e avaliar atividades de estimulação que propiciem o desenvolvimento integral e harmonioso da criança 41 . cada criança e fazer registro do seu desenvolvimento *participar na elaboração dos planejamentos *planejar. sempre que necessário *participar de reuniões administrativas relacionadas as suas funções EDUCADOR *estabelecer como prioridade do seu trabalho o desenvolvimento da auto-estima e da segurança emocional da criança. pessoas e elementos da natureza) *tentar obter reações de prazer da criança no contato com sua pessoa *despertar a atenção da criança através do uso de brinquedos. procurando interpretar seus gostos. base sobre a qual deverá se assentar o seu desenvolvimento intelectual *zelar pela segurança física. pela higiene e alimentação da criança *oferecer satisfação às necessidades básicas afetivas e intelectuais da criança *estabelecer laços de comunicação. plástica e verbal *participar de ações de capacitação como atitude necessária a seu aperfeiçoamento profissional *estimular a investigação por iniciativa da criança e sua capacidade de exploração (dos objetos. instalações e materiais *documentar e analisar criticamente os resultados dos trabalhos desenvolvidos na Escola SECRETÁRIO *lidar diretamente com o público para efeito de inscrição. marcação de entrevistas. *efetuar algum pagamento *receber mensalidades *solicitar a diretora a compra de materiais quando necessário *controlar o ponto dos funcionários *verificar os atestados de freqüência dos funcionários para serem enviados ao departamento de educação *verificar e manter organizado o estoque de material de consumo administrativo e pedagógico *administrar somente medicamentos solicitados por escrito. de ordem afetiva. pelo médico *prestar primeiros socorros. aceitando opiniões e novas propostas *ser audacioso o suficiente para fazer as mudanças necessárias visando sempre melhorar a qualidade do ensino *realizar a atribuição de salas *zelar pela limpeza da Escola e encaminhar pedido para reparo e consertos de equipamentos. contato físico carinhoso e emprego de voz suave *estimular experiências físicas. etc. mas estar sempre aberto às novas idéias e a diversidade. mudanças de horário. via receita. expressões e diversos tipos de choro *estimular a comunicação da criança nas suas mais diversas manifestações: corporal. musical. criteriosa e continuamente. matrícula. com a criança.*ser um construtor de consensos.

por seu exemplo. medicamentos solicitados em receitas pelo médico da criança *prestar primeiros socorros. para serem trabalhados em sala de aula *estudar e conhecer o processo de aprendizagem *conduzir o processo de ensino *incentivar a participação de todas as crianças no desenvolvimento das atividades *incentivar o desenvolvimento da capacidade de refletir e agir das crianças de forma autônoma *promover e acompanhar a interação das crianças *estar alerta para detectar eventuais desvios de comportamento e desenvolvimento e leva-los ao conhecimento da direção da creche através de registros escritos e contatos pessoais *planejar as rotinas semanais de atividades e entrega-los á direção. com delicadeza. cozinheiras ou lavadeira. e fazer-se acompanhar. por meio de registros semanais *participar ativamente nos eventos da creche *organizar reuniões sistemáticas com as famílias.*prever estratégias e recursos didáticos necessários ao desenvolvimento dos trabalhos pedagógicos *realizar estudos e pesquisas necessárias ao desempenho de sua prática pedagógica e à educação de maneira geral *selecionar temas/projetos adequados. o auxílio das serventes. social e cognitiva da criança *documentar sua prática pedagógica. com delicadeza. na realização das atividades com a criança *solicitar. sempre que necessário *manter atualizados todos os registros *administrar somente quando a secretária não estiver na creche. de cursos. conforme o estabelecido na creche *selecionar ou adaptar métodos de estimulação e materiais pedagógicos *responsabilizar-se pela conservação do material pedagógico utilizado nas atividades *ter a preocupação de formar-se. sempre que necessário *receber estagiários e prestar eventuais esclarecimentos durante sua presença *realizar a lavagem e desinfecção dos brinquedos caso não haja funcionário disponível para tal tarefa *estimular o bem estar e autonomia da criança no respeito da sua pessoa e da sua história *gostar de brincar *sentar no chão com as crianças quando necessário *acolher todas as crianças da mesma maneira sem discriminação e de forma positiva *conhecer cada criança e chamá-las pelo seu nome desde o início *realizar as atividades previstas do seu planejamento seja ele bimestral ou anual *ser lúdico e criativo *integrar-se positivamente junto a equipe *observar e registrar a evolução emocional. a cooperação da auxiliar. identificando as necessidades como temas de discussão *manter boas relações com os pais *respeitar as regras internas da creche e promover um trabalho de qualidade *zelar pelos equipamentos e materiais de suporte da atividade. oficinas e reuniões pedagógicas *solicitar. participar ativamente. recuperando-os quando necessário *zelar pela manutenção da organização e limpeza da sala *estabelecer uma relação de parceria e participação ativa com a auxiliar e toda equipe escolar 42 .

AUXILIAR DE CRECHE *acompanhar e participar do planejamento pedagógico *participar do planejamento da rotina e da preparação do material. para serem trabalhados em sala de aula *incentivar a participação de todas as crianças no desenvolvimento das atividades *incentivar o desenvolvimento da capacidade de agir nas crianças. sempre que solicitado *participar da seleção de temas/projetos adequados.necessário ao desenvolvimento da atividade *auxiliar a professora no desenvolvimento de todas as atividades junto à criança *zelar pelos equipamentos e materiais de suporte da atividade. providenciando colchonetes (caso isto não seja feito pelas serventes da creche). sempre que necessário. de forma autônoma *participar da avaliação dos vários processos de aprendizagem das crianças. travesseiros. recuperando-os quando necessário *zelar pela manutenção da organização e limpeza da sala *estabelecer uma relação de parceria e participação ativa com a professora e toda equipe escolar *participar de ações de capacitação como atitude necessária a seu aperfeiçoamento profissional ESTAGIÁRIOS *acompanhar e participar do planejamento pedagógico *participar do planejamento da rotina e da preparação do material. do desempenho da equipe e da Escola com vistas à melhoria da ação pedagógica *participar da elaboração de registros da prática pedagógica desenvolvida *participar de todo o processo de reuniões pedagógicas e das reuniões com as famílias *discutir e participar da elaboração dos registros de avaliação do desempenho das crianças *participar de reuniões periódicas ou extraordinárias convocadas pela direção *auxiliar prontamente o professor na higiene pessoal das crianças sempre que necessário e nos horários estabelecidos pela creche *auxiliar o professor quando necessário a acompanhar a criança ao banheiro *auxiliar o educador para realização de suas necessidades *auxiliar o educador na hora das refeições.necessário ao desenvolvimento da atividade *auxiliar a professora no desenvolvimento de todas as atividades junto à criança *substituir o educador no atendimento à criança. recuperando-os quando necessário *zelar pela manutenção da organização e limpeza da sala *estabelecer uma relação de parceria e participação ativa com o diretor. fronhas e ajudar arrumar esse material após uso *ajudar na lavagem e desinfecção dos brinquedos *zelar pelos equipamentos e materiais de suporte da atividade. do seu desempenho. procurando manter a mesma linha de ação na realização das atividades *auxiliar o educador nas providências. lençóis. controle e guarda de material pedagógico *colaborar com o educador no planejamento das atividades e na avaliação das crianças. professores e toda equipe escolar *auxiliar no incentivo à participação de todas as crianças no desenvolvimento das atividades 43 . ajudando a dar o alimento às crianças que ainda não comem sozinhas ou no servir as maiores *auxiliar o educador na hora do repouso das crianças.

variam de acordo com o tamanho da creche e por isso não podem ser descritas de uma forma comum a todas. lavar e passar ferro. devem ser determinadas por setor e discriminadas como rotinas com horários e materiais cuidadosamente determinados e especificados pela direção. papinhas. para que se possa ter um controle eficiente sobre todo o serviço de limpeza da creche. fazendo uso de avental e mantendo os cabelos presos em touca *manter constante entrosamento com a nutricionista e diretora da creche *colaborar. tirar o pó. no cuidado direto com a criança *ter um comportamento aberto com todas as crianças. portanto. no cuidado direto com a criança *controlar o estoque de alimentos do lactário e prestar informação a nutricionista sobre o gasto do material *ajudar quando solicitada a servir refeições para os bebês DEMAIS FUNCIONÁRIOS (SERVENTES E LAVADEIRA) *As tarefas que consistem em varrer. eventualmente. pastosos ou líquidos de acordo com as prescrições da nutricionista *controlar o estoque de alimentos e prestar contas a nutricionista sobre seus gastos *manter todos os utensílios e aparelhos da cozinha em rigorosa condições de limpeza *manter rigorosa higiene pessoal *manter constante entrosamento com a nutricionista e diretora da creche *colaborar.Algumas responsabilidades em comum: -assegurar um ambiente limpo -participar em todos os eventos da creche 44 . desinfetar. conhecê-las o máximo possível chamando-as pelo nome e não hesitar em falar com elas *manter a higiene e a boa utilização dos alimentos *integrar-se bem com toda equipe da creche *ser criativa na preparação das refeições *participar ativamente nos eventos da creche *participar de formações quando solicitada *manter boas relações com pais e responsáveis pelas crianças *respeitar os horários das refeições *atender alguma solicitação de professora caso esta esteja desenvolvendo algum projeto relacionado a alimentação desde que seja comunicada com antecedência pela direção LACTARISTA(caso tenha na creche) *cumprir as determinações da nutricionista *zelar para que o lactário (caso tenha) se mantenha sempre em rigorosas condições de higiene *preparar sucos.as atribuições a cada um.*participar da elaboração de registros da prática pedagógica desenvolvida dentro e fora da sala de aula *participar da elaboração dos registros de avaliação do desempenho das crianças COZINHEIRA *cumprir as determinações da nutricionista no que se refere aos cardápios e alimentos em geral *zelar para que a cozinha e despensa se mantenham sempre em rigorosas condições de higiene *preparar alimentos sólidos. chás e água para os bebês de acordo com o cardápio da creche *fazer a limpeza e esterilização das mamadeiras e utensílios do bebê *manter rigorosa higiene pessoal. eventualmente.

sendo: 25 horas semanais com as crianças distribuídas em 5 horas diárias 5 horas semanais de formação divididas em: 2 horas semanais de reunião pedagógica com a diretora 3 horas semanais para registros.5. GRUPO Berçário I Berçário II Maternal I Maternal II NÚMERO DE VAGAS 15 15 20 20 45 .4. * 5 horas semanais de formação divididas em: 2 horas semanais de reunião pedagógica com a diretora 3 horas semanais para registros.-participar de reuniões quando solicitada -assegurar a boa utilização dos produtos de limpeza -não deixar produtos de limpeza no alcance da criança. ou seja.leituras e preparação de atividades (Neste caso é feito um acordo com as auxiliares. sendo: *25 horas semanais com as crianças distribuídas em 5 horas diárias.leituras e preparação de atividades Auxiliares de creche: 30 horas semanais. mas se quiserem participar da formação. MATRÍCULA As vagas oferecidas para as creches seguem uma regra de número por módulo atendido de acordo com a faixa etária. pois o certo é cumprirem 6 horas direto. fazem o mesmo horário das professoras) Estagiárias 40 horas semanais Cozinheiras 40 horas semanais Serventes/ajudante de serviços gerais 40 horas semanais 13. JORNADA DE TRABALHO Diretoras: 40 horas semanais 2 horas semanais de reunião de formação (para cada segmento de sua Escola) Secretárias: 40 horas semanais Professoras: 30 horas semanais. cuidar da sua segurança -manter boas relações com toda equipe -manter boas relações com as mães e crianças 13.

Após esta data é considerado desistente e é chamado o próximo da lista. Conforme é pedido é colocada a data do dia de inscrição. já que a Creche é um espaço educacional de direito da criança.As creches possuem um caderno ou fichas de pedido de vagas que são separadas por módulos de acordo com a idade.Modelo de ficha de matrícula CRECHE:________________________________________________________ FICHA DE MATRÍCULA Nº _____________ Nome do aluno: Sexo: Nascimento: Nacionalidade: Nome do Pai: Nome da Mãe: Residência: Bairro: Cor/Raça: Estado: Dia: Mês: Ano: Cidade: PROCEDÊNCIA DO ALUNO Nº: Tel: Escola/Creche: Estado: Localidade: Sexo: Ano: Ano: MATRÍCULA Solicito matrícula na classe de________________________________________ Declaro acatar as normas regimentais desse estabelecimento de ensino Mococa. E por essa data é seguida a lista.5. 13. E conforme diz a Constituição. não é considerado o nível econômico ou se a mãe trabalha para ser chamado.1. Os pais e ou responsáveis precisam deixar o nome de seus filhos e o endereço. Quando a criança a ser chamada não tem irmão ou parente na creche é enviada uma carta para o endereço deixado pelos pais ou responsáveis e estes terão um prazo de 3 dias para comparecerem caso queiram a vaga.____de________________ 20___ ____________________________ Assinatura do responsável RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA Assinatura do Responsável Ano Local de trabalho do Pai: Local de trabalho da mãe: Tel: Tel: 46 . Após a matrícula os pais ou responsáveis deverão responder um questionário junto ao secretário ou grupo de professores.

Ficha de identificação da criança (para o professor): 1-DADOS GERAIS Nome da criança:___________________________________________________________ Data de Nascimento:__________/__________/___________ Responsáveis: ________________________________________________ ________________________________________________ 2-ESTRUTURA FAMILIAR 2.2 – Composição Familiar (S ou N ) ___ O casal vive junto? Obs:_____________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ Quais pessoas moram com a criança? ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco 3. RENDA FAMILIAR ___ menos de um salário mínimo ___ de 1 a 3 salários mínimos ___ de 3 a 5 salários mínimos 47 .6. pensando em uma para a Secretaria e uma para o professor. E desta forma uma nova foi elaborada por este mesmo grupo.1. Em 2006 em algumas reuniões de formação entre diretores e orientadora pedagógica esta ficha foi discutida e chegou-se a conclusão que deveria ser repensada. QUESTIONÁRIO A SER RESPONDIDO PELOS PAIS OU RESPONSÁVEIS Até 2005 outra ficha era preenchida.6. 13.Observações:____________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ____________________________ Assinatura do Diretor 13.Isto foi feito para atender as expectativas e necessidades das Creches.1 – Moradia ( S ou N ) ___ Luz ___ Água 2. E neste mesmo ano esta fichas já começaram a ser feitas para as crianças novas que foram entrando.

1. Gestação e Nascimento: a) Como foi a gestação______________________________________________________ _________________________________________________________________________ b) Como foi o nascimento____________________________________________________ _________________________________________________________________________ c) Amamentação / Até quando________________________________________________ _________________________________________________________________________ 6. Desenvolvimento maturacional da criança ( S ou N ) Ouve bem________________________________________________________________ Enxerga bem _____________________________________________________________ Fala de acordo com seu desenvolvimento_______________________________________ _________________________________________________________________________ Locomove-se de acordo com seu desenvolvimento________________________________ 48 .2.___ mais de 5 salários mínimos 4.1. INFORMAÇÕES PARTICULARES DA CRIANÇA 6. RELIGIÃO _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 5. HISTÓRICO CULTURAL FAMILIAR 5.2. Formação Escolar da Família (Quantas pessoas) ___ Sabe ler e escrever ___ Tem o 1º grau ___ Tem o 2º grau ___ Tem ensino superior 5. Atividades de lazer e cultura Jornal____________________________________________________________________ Revistas__________________________________________________________________ Livros____________________________________________________________________ Música___________________________________________________________________ Cinema___________________________________________________________________ Viagens___________________________________________________________________ TV_______________________________________________________________________ Esportes__________________________________________________________________ Chácaras/fazendas__________________________________________________________ Churrascarias/lanchonetes/restaurantes/sorveterias________________________________ _________________________________________________________________________ Festas populares____________________________________________________________ Praças____________________________________________________________________ Casa de parentes e amigos___________________________________________________ Bailes e bingos_____________________________________________________________ Outras____________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 6.

Banho / horário e forma _________________________________________________________________________ 7. canecas ou mamadeiras?__________________________ 8. SAÚDE 9. Qual o local que se alimenta ______________________________________________ 8. Quais são seus alimentos preferidos ________________________________________ 8. Chupa chupeta ou dedo _________________________________________________________________________ 7.8._________________________________________________________________________ Usa fraldas_______________________________________________________________ Faz uso do sanitário _______________________________________________________ 7.4. Mama no peito? Quais horários? ___________________________________________ 8.3. Sono: a) Segura objeto de acalento (Qual?) __________________________________________ b) Horário de sono diurno ___________________________________________ c) Horário de sono noturno __________________________________________ 7.1. Objetos preferidos da criança _____________________________________________ _________________________________________________________________________ 7.5. Coloca algum complemento alimentar? Qual?_________________________________ 8.1.3.7. HÁBITOS DA CRIANÇA 7. Possui alergia ou intolerância a algum alimento _______________________________ _________________________________________________________________________ 8.9. Pessoas importantes para a criança ________________________________________ _________________________________________________________________________ 8.4.2. Qual o alimento que não gosta ____________________________________________ 8. Toma café ou mamadeira antes de vir para a creche?__________________________ 9.1. ALIMENTAÇÃO 8.6. Toma leite na mamadeira ou no copo? A mamadeira precisa ser específica?__________ _________________________________________________________________________ 8.5.2. Médico responsável _____________________________________________________ Telefone _____________________________________ 49 . Consegue segurar talheres.

REGRAS DE FUNCIONAMENTO/ATENDIMENTO DAS CRECHES Regras internas para pais I. fisioterapia. medicar com:____________________________________________ Quantidade:____________________ Tem alergia (S ou N) ______A que?____________________________________________ Já teve ou tem convulsão?____________________________________________________ Data:_____/______/______ _____________________ Assinatura do Responsável 13.2. Ficha de identificação da criança (para a Secretaria): Creche: __________________________________________________________________ Nome:____________________________________________________________________ Nome do Pai:______________________________________________________________ Nome da Mãe:_____________________________________________________________ Endereço:______________________________________________Nº_________________ Bairro:____________________________________________________________________ Tels:__________________________________Cor/Raça:___________________________ Caso de dor ou febre.1 a 2 anos. Maternal I – de 2 a 3 anos. Maternal II – de 3 a 4 anos.2. Berçário II . Os documentos são: 50 .7. No ato da matrícula o pai ou responsável deverá responder um questionário a respeito de seu filho. apresentando os documentos solicitados pela Escola. A organização das crianças por sala é feita considerando as seguintes faixas etárias: Berçário I . III. obedecendo o calendário próprio.4 meses a 1 ano.9. A Escola Municipal de Educação Infantil I funciona de segunda a sexta-feira das 7:30h às 17:00h.6. outros) – Qual(is)? ____________________ _________________________________________________________________________ Assinatura do responsável ___________________________________________________ Data:_________________________ 13. II. Responder S ou N ___ Tem ou teve crise convulsiva? – Ano ___________________ ___ Toma algum remédio regularmente? – Qual(is)? ______________________________ _________________________________________________________________________ ___Tem alergia? – A que? ___________________________________________________ ___ Já fez alguma cirurgia? – Qual? ___________________________Idade____________ ___ Tem algum problema de saúde? – Qual? ____________________________________ ___ Já teve alguma doença? Qual(is)? __________________________Ano _____________________ __________________________Ano _____________________ __________________________Ano _____________________ ___ Faz algum tratamento (fono.

Nos casos de conversas mais prolongadas com o professor da sala. VIII.. X. No ato da matrícula os pais receberão uma lista de materiais de uso coletivo e individual para o uso na Escola. XI. próximo aos dias que a criança irá começar a freqüentar a creche IV. ou seja. O horário de entrada das crianças matriculadas nas creches da cidade é das 7h:30m. Os pais também serão notificados por três vezes pela direção e na quarta advertido quando: • • • XIV. XII. sendo que todos os pertences da criança deverão estar identificados com o nome da mesma. A criança somente é entregue a outra pessoa se não o responsável se for comunicado anteriormente na Secretaria. A criança deverá ser entregue ao professor na porta da sala. O horário de saída das crianças matriculadas será das 16h:45m às 17:00h. sendo que as conversas informativas deverão ser breves. às 7h:45m. São considerados atrasos quando a criança chegar após o horário de tolerância. VII. É vedado à mãe. Nos Distritos o horário pode ter alterações. V. com tolerância até às 8:00h. XIII. 51 . Assim estes serão registrados em livro próprio para devidas providências caso ultrapassem o limite de até três por mês. os pais deverão solicitar agendamento de reunião em horário específico na direção. não atualizarem o endereço da residência ou do trabalho.*xerox da certidão de nascimento *declaração de vacina *xerox do comprovante de residência *atestado médico recente. não mandarem as roupas pedidas Os pais deverão providenciar semanalmente e/ou sempre que necessário toalha de banho e diariamente trocas completas de roupas. A necessidade esporádica da entrada ou saída em horários diferentes deverá ser previamente comunicada à Secretaria. IX. faltarem de reuniões marcadas sem comunicar o motivo da ausência. Podendo também ter alteração nos Distritos. VI. ao pai ou responsável a entrar sem autorização prévia nas salas e demais dependências da Escola.

XVI. XVII. guardanapos e colheres ( de acordo com a quantidade passada pela direção). pratos. Para a organização da festa. etc. os enfeites decorativos ficarão sob a responsabilidade do pai. apresentar atestado médico. não será permitido a entrega de convites e a criança não receberá presente. preferencialmente. Após 10 dias consecutivos de falta da criança sem a devida justificativa é considerado abandono e a vaga será preenchida por outra criança. No caso de afastamento por saúde. sendo que as sobras serão devolvidas). salgados assados e bolos feitos no dia sem recheios e coberturas que levem ovo cru. Caso a mãe opte pela realização de festas externas à Escola. XVIII. Não é permitido trazer alimentos de casa para Escola como balas. servir. lanchonete. A APM solicita dos pais ou responsáveis uma contribuição que será usada para a compra de materiais que visam melhorias para seu atendimento. XXI. ambos de procedência conhecida. XXV. bem como outras informações que julgar necessário sobre a dinâmica da sala. 52 . A festa é para as crianças da escola (a combinar com os pais se para a sala ou toda a Escola). Caso a resposta seja afirmativa providenciar o transporte das crianças até o local. salgados e refrigerantes. Após concluída a programação. Os pais ou responsáveis poderão agendar atendimentos individuais com a direção e educador da sala de seu(sua) filho(a) para esclarecimentos quanto ao relatório de avaliação . XX. a mesma deverá consultar a direção. * fornecimento de materiais descartáveis como: copos. alguns cuidados devem ser observados: *início:15hs 30min. como por exemplo. quando fornecerá a quantidade necessária de bolo. bem como os educadores de seu/sua filho(a) para autorização prévia. A direção deverá ser avisada com antecedência mínima de dois dias. chicletes. XXII. o pai. a mãe ou responsável poderá comemorar o aniversário do(a) seu/sua filho(a) na Escola. A partir da sala do Berçário I. os pais ou responsáveis deverão comunicar sobre a ausência. da mãe ou responsável que deverá trazê-los a Escola pela manhã. duração de aproximadamente 1h 15min. O pai ou responsável deverá deixar o medicamento junto com a receita médica na Secretaria XIX. A criança deverá freqüentar diariamente a Escola. Quando for faltar por algum motivo. XXIII. iogurte.XV. XXIV.

A família deverá se responsabilizar pelos cuidados da criança. pedimos aos responsáveis uma atenção especial a infestação de piolhos e/ou lêndeas já que estes ocasionam graves doenças e se propagam com muita facilidade. XXVII. A cada ano o pai ou responsável deverá trazer a Declaração da vacina. Evitar faltas ao trabalho sem justificativas legais. caxumba. previamente. de maneira a preservar a boa qualidade do mesmo. XXXIV. tendo em vista as atividades e o tipo de cargo que ocupa.Caso a criança no caminho para a creche faça xixi ou cocô. Apresentar-se de forma a considerar os cuidados com higiene e vestuário adequado e o uso de uniforme. rubéola. quando esta apresentar algum problema de saúde e necessitar de tratamento. Todas as roupas e objetos das crianças deverão ter seu nome marcado para evitar que sejam trocados. não será permitido os responsáveis (família) medicarem. XXXI.sacola)contendo: *01 toalha de banho *01 pente ou escova de cabelo *troca de roupa limpa (a combinar com a educadora da sala) *uma sacola plástica (para acondicionamento de roupas usadas) XXXIII. a mãe terá acesso ao banheiro para trocar seu filho antes de deixar com a educadora. V. Estando a criança sob a responsabilidade da creche (no período em que se encontra dentro dela). II. XXVI. Para que o banho aconteça de maneira satisfatória e organizada na Creche é necessário que os pais mandem para a Escola uma mochila (bolsa. XXXII. 53 . horário e o transporte que utilizará para a festa. XXX. IV. alergias. Comunicar as abonadas com antecedência. deverá ficar em casa aos cuidados dos pais até que se tenha alta médica ou seja uma declaração dizendo que já pode voltar a freqüentar. escabiose. Regras internas para funcionários I. Manter sua concentração no trabalho. conjuntivite. XXVIII. herpes. III. Lembrando que a retirada destes é de responsabilidade dos responsáveis e deve ser feito em casa. Como as crianças na creche convivem em grupos. Os pais devem comunicar na entrevista o antitérmico indicado para o seu filho em caso de febre. Caso a criança esteja com alguma doença infecto contagiosa como: catapora. sempre que possível. Comunicar. XXIX. à direção a ocorrência de faltas justificadas.a mãe deverá informar a Escola sobre a data. quando for o caso. escarlatina ou estomatite.

XII. fotografia das atividades pedagógicas. inclusive conservação. Cuidar e preservar os bens da Escola e de terceiros. XVI. observando a qualidade do trabalho e respeitando prazos (quando for o caso) para a realização das tarefas solicitadas. XI. a fim de garantir a qualidade do trabalho realizado no setor. XIV. suas funções. É proibido a permanência de crianças na secretaria. XX. XIII. XVIII. XXI. Não será permitido comércio dentro da escola sem autorização da direção. A entrada e permanência na Secretaria deverá acontecer somente em casos de necessidade e na presença de um funcionário do setor. 54 . VIII. Comunicar à direção ou secretaria qualquer problema que surgir internamente. XV. entre outros. XXII. quando solicitado pela direção e/ou em reuniões para este fim. Solicitar com antecedência de 24h a reposição de material. Cumprir com pontualidade os horários de entrada e saída do trabalho. As solicitações de digitação de comunicados para os pais. entre outros. Não é permitido que seja feito o preparo de alimentos diferenciados do cardápio das crianças para os funcionários. Os equipamentos que deverão ser encaminhados para conserto deve ser comunicado imediatamente a Direção. IX. Não é permitido comer da merenda que é feita para as crianças. X. xerox. VII. XXIII. Estar sempre a serviço das crianças Assinar o AF diariamente Receber e encaminhar os pais para serem atendidos na diretoria ou secretaria. deverão ser primeiro encaminhadas à Direção. A entrada e permanência no almoxarifado é permitida somente aos funcionários da secretaria e a direção. assim como a organização do ambiente. XVII. O uso do telefone deverá ser breve e em casos de urgência. de atividades para as crianças. XXVI. XXIV. manifestando-se a respeito do funcionamento geral da Escola. Cumprir com pontualidade os horários de reuniões . Cumprir. condições de uso e utilização racional dos instrumentos de trabalho. XIX. de forma responsável. O uso do computador e o acesso a Internet por funcionários deverá restringir-se à trabalhos da área de atuação. Ocupar-se da realização dos trabalhos previstos no seu setor. digitação de atividades e bilhetes para os pais.VI. Acatar as orientações e/ou ordens recebidas. XXV.

entre outras. o desenvolvimento das crianças se dá num ritmo bastante acelerado. A solicitação de materiais para a realização de atividades pedagógicas. por sua fragilidade. situação que deverá ser compensada com uma relação de carinho e atenção da mãe e. As crianças do berçário passam para o Mini-Grupo quando começam a andar.). pasta de AF. 13. 13. são incapazes de sobreviver por recursos próprios.com os quais o grupo deverá estabelecer relações de afinidade. nos mesmos momentos. Isso leva a um atendimento permanente e individualizado por parte do professor que deverá trabalhar com cada bebê.8 – ESTRUTURA OPERACIONAL As creches atendem hoje em torno de 570 crianças e a filantrópica atende 130 crianças. nessa fase. Nesta idade. E por entendermos grupo como um conjunto de crianças que freqüentam a mesma sala. Não retirar da Secretaria os materiais de uso comum (lista telefônica. XXIX. no caso da creche. participam das mesmas atividades. sob a direção de professores. são agrupados os bebês de 3 meses a 1 ano aproximadamente(dependendo do desenvolvimento individual da criança podendo variar de doze/quinze meses ). A medicação das crianças será ministrada pela Secretária. deverá ser encaminhada à direção antes de mandar para os pais. que passarão a ser suas referências.8. E são oferecidas 15 vagas para o período integral e são atendidas por 4 professoras/ou auxiliares de creche sendo 2 no período da manhã e 2 no período da tarde. XXVIII. A proporção é de 7 a 8 crianças por professora/auxiliar de creche. do educador. 55 . a cada dia.1 – GRUPAMENTOS No caso de nossas creches formamos os grupos de acordo com a faixa etária: GRUPO BERÇÁRIO I BERÇÁRIO II MATERNAL I MATERNAL II NÚMERO DE CRIANÇAS 15 CRIANÇAS 15 CRIANÇAS 20 CRIANÇAS 20 CRIANÇAS IDADE De 3 meses a 1 ano De 1 a 2 anos De 2 a 3 anos De 3 a 3 anos e 11 meses Assim. observando suas reações e seus progressos pois. festas. A opção por dividir o atendimento As creches municipais atendem de crianças na creche em grupos por faixa etária justifica-se na medida em que a criança passa por processos biopsicossociais distintos.etc.XXVII. o grupamento das crianças dessas faixas etárias poderá efetivar-se conforme a seguir: Berçário I: No Berçário.

Maternal II: No Maternal II são agrupadas as crianças com três anos de idade que estão em franca expansão do ponto de vista físico. A proporção é de 7 a 8 crianças por professora/auxiliar de creche. Elas agora já possuem maior maturidade motora. literalmente “fisicamente e oralmente” com o conhecimento. E são oferecidas 20 vagas para o período integral e são atendidas por 4 professoras/ou auxiliares de creche sendo 2 no período da manhã e 2 no período da tarde. As crianças estão na fase egocêntrica e brincam individualmente. Por volta dos dois anos de idade surge um novo componente – a oralidade. a suas escolhas e atitudes e a produções diversas. já caminha. procurando muitas vezes infatigavelmente suas causas. empurrões). emocional e cognitivo. mesmo quando estão em grupos. necessidades e desafios que estejam demandando. É preciso estar atento a suas falas. Esta proporção de professoras/auxiliares de creche e estagiárias para cada grupo é devido ao trabalho desenvolvido com as crianças e para que possa ser assegurado os 56 . que lhes permite explorar objetos e tudo o mais que existir ao seu redor. com freqüência. as coisas a sua volta e a necessidade de fazer algumas negociações. que já andam e se movimentam livremente. na maioria dos casos. É no plano das ações que elas começam a perceber o outro. Ela está ficando mais sociável e esporadicamente consegue ser cooperativa no grupo de convívio. A proporção é de 10 crianças por professora/auxiliar de creche e a estagiária. Sua oralidade está se desenvolvendo bastante e ela se interessa cada vez mais pelas histórias contadas e/ou representadas. A criança agora já se movimenta com mais autonomia. são capazes de extraordinárias observações sobre o que ocorre à sua volta. Usufruindo das conquistas realizadas. é também nessa fase que acontecem. As crianças dessa idade. são agrupados os bebês de doze/quinze meses a dois anos(dependendo do desenvolvimento individual da criança).Berçário II: No Berçário II. Nessa fase. costumam fazer relações entre as concepções que têm do mundo exterior e as imagens do próprio corpo. a criança ainda tem dificuldade em repartir seus brinquedos. Maternal I: No Maternal I são agrupadas as crianças as crianças de dois a três anos. E são oferecidas 15 vagas para o período integral e são atendidas por 4 professoras/ou auxiliares de creche sendo 2 no período da manhã e 2 no período da tarde. ajudar-lhes-á a sair do egocentrismo. O trabalho em grupo. essas crianças encontram-se necessitadas de novos e mais complexos desafios. para que se possa identificar desejos. os atropelos físicos (mordidas. por meio dos jogos simbólicos do faz-de-conta. agarrões. ainda que com pouca duração. fica em pé e. aceleram o desenvolvimento da linguagem e da representação. Nessa fase. A proporção é de 10 crianças por professora/auxiliar de creche. interagindo. há necessidade de atenção às reações de cada criança e ao grupo como um todo. Com o movimento tornamse interessantes apenas os objetos que podem ser carregados de um lado para o outro.E são oferecidas 20 vagas para o período integral e são atendidas por 2 professoras/ou auxiliares e 2 estagiárias sendo 1 professora/ou auxiliar e uma estagiária no período da manhã e 1 professora/ou auxiliar e 1 estagiária no período da tarde. a seus gestos. deslocando-se pelo espaço físico disponível.

a fim de que seja possível a qualquer um deles afastar-se para prestar auxílio a uma criança.vestir.etc. 57 .objetivos norteadores do trabalho de formação integral(cuidar e educar) das creches.devemos assegurar alguns momentos de interação dentro da escola. E quanto mais a criança depende do adulto (para comer.movimentar-se.) menor é o número de crianças por grupo.ir ao banheiro. Acreditamos na importância do contato das crianças de diferentes faixas etárias e como ainda mantemos um critério de separação por idades.enquanto o outro fica com o restante das crianças.

portanto. exige que incluamos as crianças. busca ampliar os diferentes olhares sobre o espaço. ficam aí todo o seu dia. descobertas. Assim a professora. sendo a creche o lugar por excelência de suas trocas e vivências. de segunda a sexta-feira. que consideremos suas manifestações e expressões e seus pontos de vista. Seu convívio familiar restringe-se ao final do dia e aos finais de semana e as possibilidades que tem de conviver noutros espaços. sujeitos de direitos. das relações que ali são travadas e a partir do espaço como suporte. deve preparar o ambiente. A criança pode e deve propor. pois as crianças que a freqüentam. Acredita-se que ambientes variados podem favorecer diferentes tipos de interações e que o professor tem papel importante como organizador dos espaços onde ocorre o processo educacional. têm para viver sua infância na contemporaneidade. Seu convívio familiar restringe-se ao final do dia e aos finais de semana e as possibilidades que tem de conviver noutros espaços. exige que incluamos as crianças. com especificidades próprias desta etapa da vida. a forma como ele se torna lugar socialmente construído pelas crianças e adultos que o habitam. A creche apresenta-se como um espaço em que as crianças que nela estão. têm para viver sua infância na contemporaneidade. portanto. criatividade desafios. O ESPAÇO DA CRECHE – Que lugar é este? O espaço se projeta ou se imagina. espaço onde ela passa a permanecer em tempo integral. organizá-lo a partir do que sabe que é bom e importante para o desenvolvimento de todas e incorporar os valores culturais das famílias em suas propostas pedagógicas. Este trabalho.Constrói-se a partir do fluir da vida.14. diálogo e observação das necessidades e interesses expressos pelas crianças. a forma como ele se torna lugar socialmente construído pelas crianças e adultos que o habitam. sujeitos de direitos. modificando o que foi planejado. O ingresso nas creches se dá por volta do terceiro. com outras pessoas são reduzidas. com outras pessoas são reduzidas. as creches compartilham com as famílias a tarefa de cuidar e educar as crianças de 0 a 3 anos. Isso desafia nosso poder adulto ao incluir a racionalidade infantil. com especificidades próprias desta etapa da vida. recriar e explorar o ambiente. visando construir o ambiente físico destinado a esta faixa etária. sendo a creche o lugar por excelência de suas trocas e vivências. Pensar o espaço da creche. O ingresso nas creches se dá por volta do terceiro. e também o rigor e a imaginação metodológicas para a criação de mecanismos de participação. o lugar se constrói. Isso desafia nosso poder adulto ao incluir a racionalidade infantil. fazendo-o de modo que as crianças possam ressignificá-lo e transformá-lo. quarto mês de vida da criança. está sempre disponível e disposto para converter-se em lugar. vivendo nela boa parte de sua infância. em período integral. por isso devemos compreender que nela a urgência de refletir sobre seus espaços é maior. o espaço. A creche apresenta-se como um espaço em que as crianças que nele está. transformando-as em objetivos pedagógicos. e que facilite a interação criança- 58 . junto com as crianças. que consideremos suas manifestações e expressões e seus pontos de vista. aprendizagens. Tal trabalho baseia-se na escuta. e também o rigor e a imaginação metodológicas para a criação de mecanismos de participação Como instituições sociais coletivas. O espaço físico da Creche Pensar o espaço da creche. promotor de aventuras. espaço onde ela passa a permanecer em tempo integral. para ser construído. concebendo-as como seres sociais plenos . concebendo-as como seres sociais plenos. quarto mês de vida da criança.

vídeo ou DVD e som. tocar o outro. se possível provido de cadeiras ou poltronas com encosto. como alternativa para biblioteca. incentivando o seu pleno desenvolvimento. que possibilite à criança a realização de explorações e brincadeiras. explorável. É recomendável que a sala esteja localizada de maneira que facilite o acesso dos pais. confiança. dentre outros. Assim. Sala multiuso Embora as salas de atividades sejam concebidas como espaços multiuso. e acessível para todos. confortável. transformável. observar. segura. músicas. É recomendável que tenha capacidade mínima para atendimento à maior turma da instituição. confortáveis. Espaço para crianças de 0 a 1 ano O espaço destinado a esta faixa etária deve ser concebido como local voltado para cuidar e educar crianças pequenas. o refeitório deve ainda possibilitar a socialização e a autonomia das crianças. tomar banho. sala de televisão. Os projetos pedagógicos e os espaços para esta faixa etária devem considerar a diversidade étnica e cultural da comunidade que atende bem como as condições socioeconômicas do município. garantindo-lhe identidade. A Sala deve estar organizada de forma estimulante. assim. com seus ritmos próprios. Espaço para crianças de 1 a 3 anos O espaço destinado a esta faixa etária também deve ser concebido como local voltado para cuidar e educar crianças pequenas. segurança. rolar. alimentar-se. As crianças de 0 a 1 ano. prevendo-se a organização de cantos de leitura. “brincável”. ter contato com bons livros de história. explorar materiais diversos. incentivando o seu pleno desenvolvimento. O espaço deve comportar colchonetes amplos para as crianças engatinharem. 59 . visando estimular a amamentação. para tanto. dandolhe suporte para a realização de explorações e brincadeiras. histórias que expressam a especificidade do olhar infantil. brincadeiras. almofadas e brinquedos de porte médio e grande.criança. aconchegante. satisfazendo. são necessárias cadeiras com bandeja. repousar. mesa com cadeirinhas. jogos. suas necessidades essenciais. necessitam de espaços para engatinhar. ouvir boas músicas. brincadeiras. interações sócio-educativas e privacidade. vivo. É importante prever local para o aleitamento materno. promovendo oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento. adequada à proposta pedagógica da instituição e que permita o desenvolvimento da criança.carrinhos de bebê ou bebê conforto para os menores e para os que já conseguem sentar-se sozinhos. planejadas de acordo com a proposta pedagógica da instituição. Refeitório Além de se constituir em um espaço para alimentação. dormir. ressaltamos a importância da organização de um espaço destinado a atividades diferenciadas. ensaiar os primeiros passos. brincar. O espaço lúdico infantil deve ser dinâmico. criança-adulto e deles com o meio ambiente. O espaço físico para a criança de 1 a 3 anos deve ser visto como um suporte que possibilita e contribui para a vivência e a expressão das culturas infantis – jogos. Considerar também que nesta sala as crianças serão alimentadas pelos professores e. deve-se organizar um ambiente adequado à proposta pedagógica da instituição.

normalizadora. ou seja. As crianças. embriagar pela magia da fluidez e da autenticidade infantil. ao fazê-lo. mas aquela criança que todos fomos mora em nossos corpos. remexe. Salientamos aqui a importância de planejar e organizar o espaço da creche de forma que as crianças que ali passam o dia todo em todos os dias durante a semana. em nossas lembranças. vira do avesso. a adulta e a infantil. buscando saídas criativas e humanizadoras. mente. Entendo ser possível e viável aproveitar ao máximo materiais de reciclagem e elementos da natureza. piscina. comovem. Nestes outros sentidos e significados que vão empregando no espaço e em tudo que nele está contido. as crianças vão indicando para o espaço da creche um lugar para brincar. com imaginação e deleite sem estarem. lixeiros viram chapéus. com brincadeira. fascinando-nos e cativando-nos. lançando sobre nós seu feitiço. tamanho. Vemos que as crianças em sua inteireza. Pensar os espaços da creche a partir do que as crianças nos indicam revoluciona. pai. convencem de que a vida é agora. caixas por vezes são carros. filhinha. inovando. vão indicando que gostam muito de estar entre seus pares. dando outros sentidos. que são suas idéias. têm urgência de viver plenamente o momento. ainda. imprimindo suas marcas no espaço e. criando o novo. mexe. convidando-nos a resgatarmos nosso homo ludens. a vivacidade e a inteireza com que as crianças vivem seus momentos de brincadeira na creche nos ensinam. na traçam planos ou esperam o amanhã. vemos na brincadeira um local de grandes potencialidades para este encontro. sua organização. cor. aguçando em nós o desejo de que elas nos enfeiticem. colegas tornam-se mãe. casinha. dando novos significados aos arranjos e objetos. com muitos e diversos brinquedos e que estes estejam acessíveis. corpo. irmã. imaginações e fantasias. encontrando novos jeitos de se relacionar com seus objetos e pessoas. mar. tenham o seu direito à brincadeira garantido. impositora. disponibilizados de forma criativa e convidativa. outros jeitos de se relacionar com o espaço. onde o sonho e a fantasia são possíveis. máscaras. sons que insistentemente nos convidam a deixar-nos seduzir. 60 . a partir do que está disponibilizado materialmente e imaterialmente. tapetes se transformam em lagoa. inteiros. ônibus. visões. preconceituoso e excludente. limpos. para além do convencionalmente instituído: vão inventando. A alegria. As crianças vão interagindo com o espaço dando a ele significados diferentes. a imaginação. cheiros. demonstram que têm outro jeito. desafia-nos em nossa adultez controladora. Também deve ser ressaltado a importância do resgate de brincadeiras populares e de outros lugares. dando-lhe possibilidades de trabalhar individualmente. textura.Indicações das crianças para o espaço físico da creche Um lugar de brincadeira Um espaço que lhes garanta o direito à brincadeira. É preciso observar a variedade desses brinquedos no que diz respeito ao material. Presenciamos várias situações em que as crianças em suas relações com e no espaço recorrem ao faz-de-conta. com pequenos grupos ou observar as crianças. para que possamos pluralizar. professora. pensamentos. com emoções. entre estas diferentes racionalidades. cheio de ritmo e harmonia. explorando-o de outras formas. zonas espaciais com maior grau de definição. cuidando para não valorizarmos brinquedos estereotipados que reafirmam a lógica e os discursos de um sistema consumista. para brincadeira. sob o jugo da lógica capitalista do acumular. no seu brincar. em pequenos grupos e em espaços circunscritos. coração e alma nos apontam querer um espaço/lugar de brincadeira. com marcas e cicatrizes. em consonância com o que os estudos vêm indicando para a prática na educação infantil. Considerando o brincar como a atividade essencial da infância. que permitam a visualização do adulto sem que este tenha de ter interferência direta. enriquecer as interações com culturas diversas.

seus limites e possibilidades. permitida da brincadeira livre. participando nas propostas feitas pelas crianças. experimentam o se movimentar no mundo. escorrega. uma pressa urgente. Estar ou não estar. Nas salas é possível observar várias situações em que enfileiram as cadeiras de pernas pro ar. Nessa busca por se movimentar as crianças organizam espaços. As crianças exploram muito o potencial do parque como espaço para os movimentos amplos e suas possibilidades de lugar de novidades. Com isso conhecem mais seus corpos. potencializa as chances de algo ou alguém chegar ou passar. sempre que a oportunidade se apresenta. corre . onde o adulto é fugazmente um olho vigilante. pula. oportunidades para movimentos amplos.. equilíbrio. que as crianças tinham de ir a seu lugar preferido. outras óticas de ver e se posicionar no mundo. Observamos a alegria. tudo de novo.Um lugar de liberdade Na vida da creche. engatinha. nos faz compreender o parque como o espaço da creche de grande expressão e encontro de liberdade. pulam. empurra. um balanço pendurado alto vira um cipó delicioso para experimentar os ares. empurram e puxam cadeiras.. fazer escolhas por si só. organizando e propondo brincadeiras. convívio/confronto com as diferenças. o livre arbítrio para os espaços construídos. baseando 61 . rola. trepam nos bancos e deles saltam. Neste reino da brincadeira livre e da liberdade as crianças demonstraram que gostam e necessitam da participação e colaboração do adulto. fortuitos e inusitados ou aqueles combinados. o frio. Um lugar para se movimentar Anda. espia. é o parque. exigindo mais destreza. No solário. movimentar-se para as crianças é comunicar-se. bebê-conforto. planejados e pensados entre as diferentes crianças. sempre mais alto. expressar-se. criam lugares. As crianças através de sua plasticidade corpórea precisam de um espaço da creche como um lugar para se movimentar. ou mesmo quando é transgressão. dança. Os colchões viram um desafio. é uma forma de linguagem. agilidade. Nele as crianças encontram a chance instituída. situação que exige movimentos mais difíceis e elaborados. Os adultos têm um papel fundamental no parque. onde neles as crianças pulam. etc. povoando-o com novidades e trazendo novos elementos para habitálo. ficar só ou acompanhado. que precisam estender o lugar de viver a liberdade. Nele é possível ir e vir de forma mais fluida. em suas formas de se apropriar do espaço. Nesses espaços não construídos. cai. no pátio ou em ambientes onde estes móveis estão disponíveis.. outras alturas para pular. Isso nos desafia a pensar em espaços para as instituições de educação infantil ricos em desafios. ao ar livre. A alegria e a satisfação na ida para o parque por elas manifestada. urgentíssima. lidando com o convívio e o confronto. para além do cuidado com a segurança das crianças. o vento. . rasteja. puxa. onde algo inusitado pode acontecer. desce. inventam passagens estreitas e escuras para se rastejar. mesas e cadeiras. pega. aviões. combatendo a lógica do retilíneo e plano.A vida na creche é marcada pelo movimento. se agarram ao alambrado para escalá-lo. É possível observar dentro da creche várias situações em que crianças sobem e descem de mesas e cadeiras. experimentar decisões. é explorar e conhecer o mundo e o próprio corpo. plurais em suas formas. interagir com o mundo. seus movimentos. andam por cima delas e às vezes rastejam-se por baixo. instigando-nos a tentar entender essa preferência. correndo. chuva. o calor. deita. nas marcas que nele imprimem. num pleno exercício de desafio. lugar de exercício do livre arbítrio. pulando e caindo incessantemente. ir ou ficar. subindo. buscando incessantemente outros jeitos de explorar. dando possibilidades de expressão corporal infantil e adulta. senta. salta. Movimentando-se. o contato direto com a vizinhança. lança. trepa. as aves. sobe. brincar ou não brincar.. As crianças. pendura-se.. o espaço escolhido para estar. flexibilidade. temos um contato direto com os espaços naturais. Logo depois.

Então. espaço e tempo de se encontrar. um lugar com aspecto aconchegante. se transformando em lugares para se movimentar em retas e curvas. possa estar consigo mesma. enquanto adultos responsáveis pelas instituições de educação infantil temos a tarefa de pensar o espaço da creche como um lugar de encontro. menina.suas práticas nos princípios de inteireza humana. gestos e buscas desse outro nossa humanidade social. Também poderá proporcionar pleno exercício de solidariedade e cooperação. mas muitas vezes nos surpreendemos com situações nas quais nos deparamos com alguma criança sozinha num canto. Interessante notar que as crianças estão a nos apontar as pistas que precisamos para construir um projeto de mundo verdadeiramente humanista. dos sonhos. grande. profissionais e famílias. fica o convite e o desafio deste encontro. colega ou desconhecido. no e com o mundo das coisas. planos e acidentados. é possível perceber o movimento das crianças indo à busca de encontros. (Sarmento 2000). ou até ser algum canto já organizado na sala para tornar seu ninho seu canto. para exercitar a solidariedade e as regras de convívio social. Neste espaço a criança busca para ter privacidade. contrapondo-se à dicotomia corpo-mente instaurada em nossa sociedade. Em nossa sociedade. Esse espaço pode estar organizado do jeito da criança. térreos e altos. intimidade. Por isso o espaço da creche tem de propiciar um ninho seguro.num processo de abertura à participação dos diversos membros desses segmentos e mantendo entre eles uma rede de intercomunicação. professores e famílias. num encontro com o que lhe é mais profundo e íntimo. basta que abramos espaços para que elas possam anunciá-lo. com outras crianças e adultos. seja esse menino. baseado no relacionamento. pela presença de diversos adultos que não fazem parte do espaço doméstico. Um lugar para mim No dia-a-dia da creche o ritmo que a marca é dinâmico. diferentes das que elas têm em casa. pequeno. acompanhadas de brinquedos. um lugar que a criança possa considerar seu. reverberando para o mundo um projeto de sociedade que se contraponha ao modelo hegemônico. momentos de quietude. tornando nossas vidas mais plurais. realidade e fantasia. as crianças vão dispondo cada vez menos de espaços para viver coletivamente. oportunidades sociais novas e diferenciadas para as crianças que a freqüentam. ricas e heterogêneas nesse encontro de diferentes racionalidades. Um lugar em que ela tenha segurança e confiança. comunicação e participação de todos os envolvidos com a creche num exercício de respeito mútuo. Um lugar para se encontrar Nessa busca pelo outro o outro. A creche como instituição coletiva de educação de crianças de zero a três anos possibilita. onde possam estar sozinhas ou na companhia de algum brinquedo. reafirmando em suas ações. resguardada sua individualidade. A garantia de um lugar para se encontrar na creche possibilita que esta se torne um espaço de intercâmbio. chão e ar. branco ou negro. compreensão e respeito pelas diferenças entre crianças. de trocas. oportunizando sentido de pertencimento e lhe seja assegurada sua identidade pessoal. um lugar onde todos tenham direito. homogêneo e autoritário que temos pesando sobre nossas corpos e sentimentos. num pleno exercício de humanidade. tem de incorporar meios de intensificar os relacionamentos entre os três protagonistas centrais – crianças. Encaminhamento este que já vem sendo apontado como frutífero e necessário para as práticas na educação infantil. que tenha direito a estar só. das pessoas. para trocas e partilhas. Na creche as crianças ficam de dez a doze horas de 62 . pulsações e sentimentos. num encontro íntimo com seus ritmos. recepção e reconstrução de saberes gerados na diversidade cultural. e de interrogação crítica do mundo. Enfim.

Esse lugar é encontrado. mesma cor. Querem ainda um lugar para 63 . longe do barulho e das pessoas. plural e diverso. de brincadeiras e fantasias. de sonhos e imaginação. mesma configuração. novidade. sentir. emoções. captar e utilizar o espaço. entre as crianças. inventando outros jeitos de lidar com o chão. arranjos. ao se apropriarem do espaço da creche. mesmos materiais. Com toda sua inventividade. sonhos. teto. imprimindo nela os seus modos infantis de ser. confirmando que o espaço vive. Constrói-se a partir do fluir da vida. olhar. Reafirmam o poeta. FINAIS Seja dada ou não a vez para que as crianças participem da organização do espaço. também subvertem a ordem. realizando uma (re) produção da cultura na qual estão imersas. As crianças desejam a creche como um lugar de viver a liberdade. pois em algumas situações podem estar acompanhadas de brinquedos. impregna de vida. fortalecendo o coletivo. mais conheceremos suas manifestações. contagia. luzes/lugares nos mostram que nosso potencial criador. Subvertendo o instituído. Ao observar as crianças com todos os seus sentidos e sensibilidades. vão dando a ele novos sentidos e significados. construído ou ressignificado por elas para estarem sozinhas. Assim. aspirante de uma vida feliz e justa para todos. imaginação. colocando nele marcas de seus jeitos de ver. As crianças. faz pulsar os átomos das paredes. imposta por um projeto padrão. mas sempre com a companhia do seu mundo interior. teima em ser diferente na forma de apropriação desse espaço pelas pessoas que o habitam. influenciando-as e sendo influenciada por elas. rico em desafios. ao mesmo tempo em que são frutos de um contexto histórico-social. imaginação. movimento. autenticidade. A criança é profundamente enraizada em um tempo e um espaço. que quanto mais dermos a elas espaço e tempo para que expressem seus saberes infantis. nas suas formas de perceber. visualmente. Assim. colegas e adultos. para viver um lugar de brincadeira. em que os ritmos individuais devem ser respeitados como também suas pulsações. pelo menos aparentemente. criando soluções. a vida em comunidade. tocar. sentimentos e idéias.seu dia. para este tempo. Assim. Transformam. noutras não. sensibilidades e vontades. respira e é dinâmico. perceber o mundo. trazem a marca da geração a que pertencem. entre elas e os profissionais e adultos e entre estes últimos. gestos. presenças de luzes. revoluciona. as crianças nos apontam um caminho de pluralidade e diversidade. apontam um repensar sobre esse espaço e suas proposições. indicando para as instituições de educação infantil um lugar lúdico. é possível confirmar que o espaço se projeta ou se imagina e o lugar se constrói. às suas muitas expressões e dimensões. Sorrisos. liberdade. elas o modificam. Um espaço torna-se lugar socialmente construído. é alguém que interage com essas categorias. segundo o qual “a vida é a arte do encontro”. paredes. precisando de espaço/tempo para ficar a sós. mais elas nos apontarão novidades. tendo o espaço como suporte. adultos e crianças. Um lugar que aposte no heterogêneo. aprendemos pelos seus modos de ser. ludicidade imprimem no espaço seus saberes. As crianças. originalidade. chão e teto dos espaços/lugares que habitamos. Desejam que o espaço da creche intensifique encontros. Assim o lugar da creche tem de ser um lugar de respeito profundo à infância. CONSIDERAÇÕES. sentimentos e idéias. num lugar de sossego. pensar. cheio de fantasias. encontro e de quietude. consolidando uma cultura de humanização. ainda que repetindo a lógica da mesmice. com toda sua carga de subversão e inefabilidade. objetos. fazendo coisas para além da imposição do traço arquitetônico e do que o adulto propõe. mudam o espaço. cheirar.

o lugar do mundo como um lugar de gente. convidando-nos a construir e sonhar o lugar da creche. e que suas peraltices o povoam de magia e felicidade. para um encontro consigo mesmas. 64 .estar sós. As crianças nos mostram que mesmo com suas suaves mãos são capazes de traçar outros contornos para o espaço. que a creche tenha um espaço para a quietude.

valorizando atitudes que contribuem para sua conservação. a curiosidade e a capacidade de expressão. os objetivos para uma Educação Infantil de qualidade devem perpassar todas as ações realizadas entre o educar. plástica. atuando de forma cada vez mais independente. Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais. realizando os cuidados necessários para a participação em brincadeiras. contemplando a construção da sociabilidade. percebendo-se cada vez mais como integrante. o cuidar e o brincar. Estabelecer vínculos afetivos e de troca entre adultos e crianças. ampliando assim permanentemente os conhecimentos sobre natureza e a cultura. valorizando a diversidade. da autonomia e dos vínculos afetivos para o desenvolvimento de aprendizagens significativas. sentimentos. respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração. Brincar e movimentar-se em espaços amplos. musical. pensamentos. interagindo com os demais. OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL – CRECHE / 0 A 3 ANOS As crianças desta faixa etária devem ser apoiadas em suas iniciativas espontâneas e incentivadas a: • Desenvolver uma imagem positiva de si. 65 . • • • • • • • • • No trabalho pedagógico com as crianças pequenas. Conhecer algumas manifestações culturais. Expressar emoções. Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo.15. enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva. oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação. desejos e necessidades. de interesse. dependente e agente transformador do meio ambiente. fortalecendo sua autoestima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social. suas potencialidades e seus limites. aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista. desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar. de forma a compreender e ser compreendido. confiante em suas capacidades e percepção de suas limitações. Utilizar as diferentes linguagens (corporal. Desenvolver a imaginação. expressar suas idéias e avançar no seu processo de construção de significados. respeito e participação. da identidade. Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade.

Ampliar experiências e conhecimentos. possibilitando articular seus interesses através de atitudes de respeito à diversidade. Desenvolver habilidades motoras. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • • • • • • • Explorar o ambiente numa atividade investigativa através da realização de experiências. cognitivas. pesquisas e projetos educativos.15. ajuda e colaboração. Estabelecer novas relações com o mundo físico e social que o cerca. 66 . interessando-se pelo processo de transformação da natureza e pela convivência em sociedade. necessárias a uma vivência saudável. permitindo o prazer da busca e o interesse pelo conhecimento. Estabelecer relações afetivas com os adultos e crianças. afetivas e sociais. de modo a interagir com os outros através da linguagem oral e escrita e de outras formas de interação social. fortalecendo sua autoestima e ampliando suas possibilidades de comunicação. Ampliar gradativamente as relações sociais. Apropriar-se das diferentes formas de representação verbal e visual.1.

a partir disso. o recurso fundamental no trabalho com crianças pequenas. estabelecer uma relação de confiança. 16. a importância de um profissional comprometido e identificado com o trabalho de Educação Infantil. A mediação é o próprio diálogo. de segurança que vai se estruturando pouco a pouco.toque 67 . as competências que definem a atuação desse profissional possuem perfis próprios. Porém. Por causa desses avanços ocorridos nos últimos anos e do alto grau de criação existente em sua prática. no caso da Educação Infantil. tanto da Educação Infantil quanto dos demais. Por isso.1. ao longo das três últimas décadas. tornando-se um parceiro dessa criança na busca do conhecimento de um mundo repleto de descobertas e interações.16 . onde.braços e sucção -começa o processo de interação quando sinaliza suas necessidades(começa pelo choro e depois quando é pego no colo) -aparece o primeiro sorriso social -já sente perfeitamente a alegria. polivalente. O peso do componente das relações é muito forte.ao dormir.a tristeza e PAPEL DO PROFESSOR -brincar e conversar mais com o bebê -proporcionar momentos de afetividade(na hora do banho. autêntico. a intensificação de conhecimentos sobre o desenvolvimento em educação infantil. O profissionalismo docente e suas exigências se aplicam a todos os educadores. estabeleceu um desenvolvimento elevado nos fazeres pedagógicos e tendências educacionais devido à conjunção de três fatores: • • • um intenso aumento da demanda.o sorriso) -oferecer oportunidades de realizar experiências visuais e táteis -oferecer uma variedade moderada de objetos para que a criança olhe. Ele deve ter o papel de mediador da interação criança – meio. onde se permite através da formação de um vínculo afetivo. a educação de crianças de 0 a 3 anos exige um profissional dinâmico. O PAPEL DO PROFESSOR EM CADA FASE DO DESENVOLVIMENTO De 3 a 12 meses IDADE CARACTERÍSTICAS DE DESENVOLVIMENTO 3 meses -o bebê pode exibir uma variedade de reflexos motores -os movimentos mais comuns são de pernas.as canções de ninar. com formação específica e atualizada. provavelmente. Esse profissional deve ser capaz de construir uma relação que transmita segurança para a criança.O PERFIL DO PROFESSOR DA CRIANÇA DE 0 A 3 ANOS A Educação Infantil de 0 a 3 anos. Precisa ser sincero. ao desenvolvimento de políticas públicas na área. valorizando seu potencial. respeitando suas opiniões. a criança generaliza esses sentimentos positivos para sua aprendizagem.a carícia. A relação e o estabelecimento de vínculo constitui.o embalo.

afeto.pegar suas mãos e estender os braços por cima do corpo na posição cruzada. reciprocidade.dobrar suas pernas até que os joelhos toquem o abdômen. -oferecer objetos e brinquedos atraentes e coloridos para que ele possa ver.ainda sem o uso do polegar -brinca com as mãos tentando levar a boca -fica de bruços e tenta apoiar-se nos antebraços para observar o que se passa ao seu redor -sente apenas o espaço imediato onde está.logo voltar ao normal -oferecer oportunidades para que ele possa vivenciar experiências espaciais e temporais -colocar a criança em lugares com alturas diferentes(no chão.não tem consciência de distância nem de profundidade -responde aos estímulos com sorrisos e gritinhos ou brinque -saber que para oferecer um outro brinquedo.mostrando-lhe o rosto. a criança deve estar bem familiarizada com um brinquedo.segurar suas mãos e estender os braços paralelos à cabeça.falar quando ele chora.tocar e pegar -deve participar da brincadeira recolhendo objetos que a criança jogou fora -incentivar a repetição dos balbucios da criança para transformar-se numa brincadeira -imitar os sons que a criança emiti pois colaboram com seu desenvolvimento -oferecer na mão da criança objetos que produzem sons De 4 a 6 meses -mais expansivo e expressivo -imita caretas -reconhece as pessoas e as vozes da família -sorri com facilidade e espontaneidade -responde as carícias com alegria -balbucia -busca o lugar de onde vem o som -balança brinquedos sonoros -rola sobre si mesmo -brinca com as mãos.etc.voltando à posição paralela ao corpo.manter sua cabeça firme -tentará fechar a mão.objeto ou cor.pois mudanças muito bruscas não são recomendadas nesta fase -falar com ele durante toda a rotina.voltar.pernas e corpo inteiro para incentivar o movimento dos dedos deve-se colocar objetos na palma de sua mão -realizar massagens -com a criança de costas.estruturar e diferenciar -manifesta aos toques -diferencia as pessoas pela visão -brinca sensibilidade à estimulação -tem proveniente das pessoas -responde mais facilmente aos sons que têm o timbre semelhante ao da voz humana -ela faz sons com a garganta -percebe os sons(os suaves lhe agradam e os fortes e os repetitivos o assustam) -apresenta ações reflexivas de movimento -já consegue por pouco tempo.no sofá. sincronia.cantar principalmente antes de dormir -introduzir aos poucos outros efeitos sonoros como chocalhos. -oferecer liberdade para que realizem movimentos de braços.na cama) -alterar as posições para amamentar trocando de lado uma qualidade de -oferecer interação(sinceridade.o prazer -o mundo afetivo tende a se ampliar.palmas.consolando-o. apoio.juntando uma com a outra -inicia suas explorações agarrando objetos -tenta colocar ainda objetos na boca -mantém a cabeça erguida sem apoio -fica de pé se segurada pela cintura -separa os objetos do seu corpo 68 .

movimentos rotativos de um lado para o outro -movimenta melhor os braços.e essa nova posição lhe proporciona ver o mundo de outra forma.assim é importante que as rotinas de alimentação.falam e cantam para eles -adquire maior domínio dos músculos que sustentam a cabeça.uma vez que esses objetos são de seu cotidiano -levar as crianças para outros ambientes amplos para que possa perceber os elementos de sus ambiente -saber que a rotina diária pode ser um mecanismo que vai orientar a ação da criança e possibilitar que ela perceba e se situe na relação espaço e tempo.mas dificilmente procuram aqueles que estão fora de seu campo visual imediato -não adquiriram ainda a permanência do objeto.que são suas primeiras tentativas de expressão verbal -a unidade mão/olho/boca estão estabelecida -todo objeto visto é apanhado e levado a boca -a coordenação motora se apresenta cada vez melhor -aos 5 ou 6 meses descobre seus pés e tenta leva-los a boca -locomove-se no berço -descobre a posição sentada com apoio -deixar a criança ouvir música suave -conversar e cantar durante as rotinas -deixar que a criança manipule uma colher pequena ou uma caneca.olha -se um objeto ou pessoa se movimenta na sua frente.fixa-se nos objetos demonstrando uma crescente discriminação visual -agarram os objetos que podem ver.não mais horizontal.para que conheça os limites do corpo -movimentar objetos em várias direções 69 .podendo tocar.portanto uma nova dimensão espacial se configura -gosta das pessoas que lhe dão atenção.-a visão e a audição já estão mais coordenadas -ao ouvir um som.podendo relacionar-se melhor com o meio ambiente.os objetos são vistos sob um novo ângulo.apenas tem consciência de que ele existe -percebe que de seu corpo sai sons e também que ele é capaz de repeti-los com balbucios.higiene e sono sejam respeitadas -cantar para a criança em diferente momentos -anunciar a chegada das pessoas deixar que ele coloque objetos(limpos) na boca para que comece a adquirir a noção de espaço interno -explorar a exploração do pé.seus dedos são mais ágeis.acompanha tal movimento com o olhar.possibilitando que faça com mais facilidade.demonstrando que já tem consciência do objeto -a interação com o meio adquire um caráter pessoal -os reflexos aos poucos vão sendo substituídos por ações -o conhecimento do meio vai se estendendo progressivamente -já senta.sentir e pegar objetos -seu olhar é mais expressivo.

de folhear e de rasgar revistas -já começa a dizer algumas palavras é a fase do encaixe.através de experiências concretas do cotidiano De 7 a 12 meses 7 meses -é comunicativo e expansivo -gosta de ficar sentado -gosta de manusear objetos -consegue passar objetos de uma mão para a outra -está descobrindo o tamanho.e assim os limites se estabelecem -são as pessoas que mantém ligações afetivas com as crianças que deverão colocar os limites.estabelecendo regras referentes ao que se pode e não pode fazer -não ficar mudando as regras colocadas para as crianças.a textura e o peso das coisas que manuseia -gosta de apalpar tudo que está a sua volta -sua ânsia de tocar nos objetos é tão grande que é capaz de brincar sozinho durante um certo período de tempo -gosta das pessoas que cuidam dele -a criança tem apenas uma pessoa a quem está primeiramente ligado.como estalar a língua. -mostrar objetos do seu 70 . e assim as experiências se tornem agradáveis e duradouras -incentivar as crianças na comunicação emitindo sons diferentes para que ela possa imitar.os lábios.para não confundir a criança.-já tem maior domínio sobre o corpo conseguindo rolar e arrastar-se pelo chão -a construção das noções de espaço e tempo requer uma longa preparação que começa pelo uso dos sentidos.uma vez determinadas deverá ser sempre as mesmas.pois nestas as crianças confiam -ter a sensibilidade de dizer sim ou não na hora certa -brincar de esconde-esconde -brincar de juntar e entregar a ela os objetos que jogam fora -falar com as crianças fora de seu campo visual -fazer sons em diferentes posições -falar claro o nome de pessoas e objetos -fazer sons em diferentes objetos.mas através de brincadeiras.e assim encontrar a melhor forma para mediar tais interações.engatinha e faz força para se pôr de pé -gosta de objetos em desordem.para que a criança sinta prazer.movendo –se em volta dela para que acompanhe a localização do som -cantar colocar música para que ela possa ouvir -as intervenções feitas não podem ser mecânicas ou descontextualizadas.etc.ela vai procurar colocar um objeto dentro do outro repetidamente -brinca de esconder objetos embaixo dos lugares -começam as tentativas para andar que se completam por volta de um ano e dois meses -seu deslocamento no espaço é constante -por volta de 10 a 12 meses engatinha com facilidade e tem domínio do ambiente -pode estabelecer ligações a múltiplas pessoas -já é capaz de procurar um objeto oculto -começa a noção da permanência de objeto -começa ver o “outro” como fonte de ação -seus movimentos e percepções são -manter uma boa relação com as crianças pois o importante não é a quantidade de tempo que fica com elas e sim a qualidade da ligação afetiva -iniciar colocando alguns limites -ter sensibilidade para entender o ponto de vista da criança.sendo essa a sua base de segurança/é o alvo de sua ligação afetiva -sente-se tímido com a presença de pessoas estranhas de 8 a 12 meses: -passa por um período de retraimento e embora goste da companhia de outras pessoas.pode facilmente excitar-se em demasia reagindo entre choro e riso -senta sozinho.a forma.

há uma demarcação bastante nítida no processo das ligações afetivas -aparecem os medos e são evidenciados pelo desconhecido.sente e vê a forma.poderá aos poucos imita-lo.até sozinho dos 7 aos 9 meses: -a criança evolui do sentar-se com apoio ao sentar-se sozinho por um curto período de tempo dos 9 aos 10 meses: -a crianças vai arrastar-se com o abdome em contato com o chão ao engatinhar sobre as mãos e o joelho. em muitos casos.-a imitação de palavras poderá acontecer ..passando por obstáculos contexto. pois levam a criança a ter noções de oco.pois é da apropriação desses elementos do cotidiano que a criança estrutura a sua forma de se comunicar e expressar -saber que quando conversamos bastante com as crianças elas podem balbuciar mais cedo e mostrar desenvolvimento intelectual mais rápido.nomeando-os repetidamente -falar com diferentes entonações -conversar -sorrir -falar em tom agradável interpretar verbalmente para ela.amassando e rasgando -explora sensações táteis.junto.fora..primeiro segurando suas mãos.que pode ser relativo a pessoas estranhas ou a acontecimentos -aparecem também as frustrações ou a ira.fica de pé.por último.assim.ela será incentivada a passar da posição”sentada” para de “pé”.sempre evoluindo mais na experiência.incentivando a preensão -oferecer brinquedos com buracos e cavidades.separado .suas mãos funcionam como ganchos pegando.o tamanho e a cor dos objetos -a capacidade auditiva aprimora:a habilidade de determinar a localização do som -continua com os balbucios.deixa-la sem apoio -estar preparada para amparar a criança caso ela caia ao tentar andar pois se cair poderá ter medo de continuar tentando -para os movimentos das mãos.dentro.-as primeiras palavras são fragmentadas -a criança senta. oferecer objetos de formas.isso é favorável à construção da palavra -as ações tornam-se mais coordenadas -a percepção visual e auditiva á mais acurada .engatinha e anda com o auxílio do adulto e.engatinhando junto -dar apoio para que se levante.manifestando sentimentos de raiva -manifesta tristeza se forem separados das pessoas com as quais mantêm ligações afetivas .para que ela o s pegue com a ponta dos dedos.embora de uma forma embrionária -saber que as rotinas diárias constituem- 71 .maciço.depois só uma.colocando-a perto de móveis.em cima.começando lentamente e chegando a correr.depois aos poucos.após só pelo dedo e.pois se ouvir o som da voz do adulto e vir os movimentos de sua boca.tamanhos e texturas diferentes.possibilitando a rapidez de sua linguagem na fase posterior -oferecer oportunidades de experiências práticas que desenvolvam as habilidades motoras -deixar a criança sentada sem apoio durante um certo tempo para que exercite sua coluna na posição ereta -coloca-la em lugar seguro para que possa arrastar-se pelo chão pondo objetos próximos para incentivar o deslocamento -brincar de engatinhar.segurando-a pelas duas mãos.embaixo.elas já são capazes de entender ordens simples -a visão e olfato são os órgãos do sentido mais aguçados -elas pegam tudo o que está ao seu redor.ir soltando uma e outra -ajudar a criança a dar seu primeiro passo.que ocorre quando uma atividade prazerosa é interrompida ou lhe tomam os brinquedos ou algum alimento preferido.relacionados com as pessoas e objetos presentes dos 7 aos 12 meses: .

medo.-repete sílabas -já pode falar dissílabos aos 11 meses: -começa a andar segurado pelas mãos. -Já manifesta sentimento de raiva.depois vamos passear -permitir que a criança toque com as mãos alimentos líquidos e pastosos -brincar de encher e esvaziar copos -fazer objetos cair para que ela observe em cima e embaixo -proporcionar o encaixe de objetos -fazer a criança acompanhar o ritmo de músicas. Dos 12 aos 24 -É importante que passe por todas as meses emoções.inicialmente. -Com a habilidade de enxergar as coisas:seu tamanho. -Chamar a criança sempre pelo nome. -Modificar o ambiente para que a exploração seja contínua ajudando na construção do eu.para que aos poucos descubra como poderá satisfazer seus desejos e contentar os adultos.batendo palmas De 1 a 2 anos IDADE 12 meses CARACTERÍSTICAS DE DESENVOLVIMENTO -Não significam grandes mudanças da fase anterior.em cima e embaixo)é adquirida pela criança. -Propor atividades com o uso do espelho para que a criança possa se reconhecer. -Oferecer diferentes texturas para as crianças manipularem pois assim estarão tendo condições de conhecer e perceber diferenças e semelhanças dos objetos e pessoas.por isso ao anunciarmos as atividades que serão realizadas dentro da rotina estamos incentivando as noções de tempo.pelo seu próprio deslocamento -tem interesse pelas cores -coopera para vestir-se -sua linguagem fica mais apurada se num excelente instrumento de preparo às relações de antes e depois.agora vamos brincar.como:vamos tomar banho. PAPEL DO PROFESSOR Dos 15 aos 18 -Ocorre a transição de bebê para meses criança(difere de criança para criança). -Acontece o desenvolvimento do autoconceito (a criança começa a se ver como existindo continuamente no tempo e espaço). -Saber que a arte é uma estratégia importante para o desenvolvimento .afeto e simpatia.fica em pé sozinho por alguns instantes -vira páginas de um livro -já abre gavetas aos 12 meses: -já é capaz de dar os primeiros passos sem apoio -seu interesse pelo ambiente aumenta -ela começa a exercitar-se física e mentalmente -bate palmas -pega brinquedos -anda de um lado para o outro -revela um sentido bem maior de direção -tende rejeitar lugares fechados -gosta de lugares amplos para poder explorar e realizar suas conquistas -a noção de espaço e tempo(dentro e fora.tanto de satisfação como de sofrimento.cor e forma que estão no 72 -Ter tolerância e compreensão. -Observa e examina tudo o que vê.

-Saber que quando a criança começa a desenhar seu interesse não é representar uma figura ou objeto. -Ouvir histórias.ajudam a criança a falar e aumenta seu vocabulário de forma prazerosa. -Dar atenção à criança sempre que ela falar e responder todas as suas perguntas.acompanhadas de mímicas expressivas. -Gosta de explorar espaços pequenos como caixas e recipientes onde possa colocar objetos dentro. -Tudo que vê pega . visual e tátil.Por isso é importante que o professor realize junto com a criança as atividades de arte.contar histórias.. -A natureza da criança é lidar com o mundo de modo lúdico.. -Levar a criança passeios.dizer nomes de pessoas e objetos que estão ao seu redor.O livro infantil é um material essencialmente lúdico. fará com que estabeleça uma relação entre o eu e o objeto.pois assim expressa seus desejos e experiências.mas sim perceber o efeito que o material utilizado produz.Sua intenção é deixar uma marca.argila e os materiais de texturas diferentes.contar histórias.mostrar revistas e figuras mencionando o nome.etc.por isso é preciso colocar a disposição das crianças materiais para que possam “rabiscar”.passará a imitar seus gestos.valorizando as coisas que ela pode fazer sozinha. -Faça com que a criança veja os livros como se fossem brinquedos. -Saber que de início as crianças vão explorar os materiais artísticos como os outros objetos . -A criança conhece e entende mais palavras do que na realidade pode exprimir.ler histórias mostrando as figuras. -proporcionar espaços amplos e ao ar livre. -Suas palavras são de uma ou duas sílabas.ambiente.como areia. 73 .como lápis de cera grosso. -é importante para a criança sempre ter um interlocutor.papéis.para que entre em contato com outras crianças e adultos. -Com a capacidade de ver e perceber as coisas do mundo externo leva a criança ao desenvolvimento de sua imaginação. -Manter um relacionamento sincero com a criança.leia-os com entusiasmo. -O balbucio evolui para as falas.acompanhadas de gestos e entonações. -Uma criança que fala pouco pode entender mais do que uma que produz muitas palavras.olhar gravuras. -Que o mesmo acontece com os materiais que provocam sensações táteis.mas se o professor usar de maneira adequada diante dela.fazer perguntas que exijam poucas palavras como resposta. -Saber que a compreensão das palavras desenvolve-se mais cedo que a produção. . -Criar situações de conversas.alguém que possa dividir com ela as emoções da leitura. -Ainda tem uma percepção vaga de tempo e espaço.assim como grandes espaços.para aumentar seu vocabulário.que muitas vezes não é compreendido.água.

-Ocorre a articulação de palavras. -O objeto mesmo longe de seu campo visual.As mãos ainda não tem muita agilidade nos pulsos.é concluída nessa fase.inclusive dos seus deslocamentos no espaço.ordens simultâneas confundem a criança. -A elaboração da noção de objeto.pois só quando a criança sente-se indivíduo tem a possibilidade de um relacionamento social mais consistente.move todo o braço.subir e descer escadas. -A criança gosta de sair de seu ambiente.como algo separado do sujeito. -Criar situações que levem ao fortalecimento da individualidade. -Evitar muitas ordens ao mesmo tempo. -Proporcionar brincadeiras de montar e desmontar -A colocação de limite deve ser feito com base na compreensão da funcionalidade. -Adora escalar móveis. -Já pode andar sozinha.facilitando os jogos com bola.que nessa idade lhe proporcionam muito prazer. -Explora o mundo de modo novo.alegrias. -Gosta de atirar objetos. -O sim e o não devem estar presentes na vida da criança pois preparam para o conhecimento de suas possibilidades e limitações.de cera ou caneta -Para “desenhar e pintar”.ela escuta tudo.por isso apóia-se num vocabulário mais abundante de gestos expressivos. -Quer saber o nome de tudo. -Usa bastante a palavra “não” Dos 18 aos 24 -Sua atenção ainda é dispersa mas a criança meses está atenta para o aqui e agora.Sua atenção se volta principalmente para os ruídos.continua existindo em sua mente.mas como sabe andar precipita-se sobre eles sem uma direção definida. -Não esperar resultados imediatos em relação à colocação de limite. -Os alicerces da confiança e autonomia são -Cantar canções infantis. -Ter uma atitude firme. -Gosta de fazer rabiscos no chão. -Sua capacidade de largar e pegar está bem elaborada. -Gosta de imitar os adultos. -Saber que a fixação da rotina constituise em estratégia adequada para o 74 .incentivando a criança fazer o mesmo -Colocar músicas para escutarem(o ouvir é uma habilidade que ajuda a criança a apreciar o som e desperta e sentido musical). -Está afirmando sua auto-confiança.para explorar o mundo exterior.com lápis de cor.Dos 15 aos 24 -Se revela na mudança da postura para a meses posição ereta.utilizar copos para beber.mas carinhosa. -Quando fala tem a seu dispor um número reduzido de palavras. -As tentativas de imitar o adulto abrem caminho para a independência.frustrações e prazer.e isto faz parte da formação de sua personalidade. -Já é capaz de construir imagens dos objetos. -Realiza ações sem ajuda do adulto.pois é capaz de pegar a colher pelo cabo. -Brinca sozinha. -É necessário calma e paciência. -Começa abandonar a mamadeira. -Rabisca no papel. -Consegue empilhar mais blocos. -Tem pouca percepção dos objetos.acompanhadas de palmas. -Aprimora sua coordenação no ato de comer.

sendo capaz de obedecer a ordens como colocar um brinquedo em cima da mesa. -Prefere brinquedos de ação. -Aprende a usar objetos como o telefone. -Ela gosta de brincar com outras crianças. -É essencialmente egocêntrica. -Quanto maior a sua confiança maior a sua autonomia . -Consegue cantarolar as músicas de que gosta. -Manter diálogo com a criança durante as atividades. puxar e meio empurrar.implantados. arrastar. mudando com facilidade para a outra. -se tiver medo de ficar sozinha ou no escuro. -Oferecer brinquedos de encaixe. -Já aos 21 meses.a criança vive no momento imediato. -A motricidade fina é mais apurada. -Aprende a montar quebra-cabeça. -Em relação à noção de tempo. -Deixar que a criança faça algumas . -Repete tudo o que ouve.elas estão juntas. -O sentido da autonomia inicia-se. PAPEL DO PROFESSOR -Oferecer brincadeiras em espaços amplos para que a criança possa correr. -Demonstra habilidade de pegar objetos só com uma mão.embora as brincadeiras não sejam compartilhadas. -Oferecer blocos ou materiais que possam ser empilhados. De 2 a 3 anos e 11 meses IDADE CARACTERÍSTICAS DE DESENVOLVIMENTO 2 a 2 anos e -Gosta de correr. -Criar situações de brincadeiras que envolvam o uso do telefone. pular.a sentar-se à mesa e também espera.pois é capaz de saber esperar quando lhe dizem “já volto”. -As brincadeiras de encaixe são suas preferidas. 75 desenvolvimento da noção do tempo e espaço.ela começa a projetar-se para o futuro.”para baixo” e “para fora”.mas ao mesmo tempo ignoram-se. -O sentimento de confiança aumenta e muito mais pela qualidade do que pela quantidade.sapato).por isso ao mudar a rotina é importante que seja comunicado às crianças.consciente de que logo irá comer. -Empilha vários objetos. pular.Usa também a expressão “foi embora” quando sai alguém de perto dela ou um brinquedo está distante.tendo pouca ou nenhuma noção do passado e do futuro. -Já internalizou algumas noções espaciais. faça saber que você está por perto e nada irá lhe acontecer.reagindo apenas à palavra “agora”. -Gosta de desmanchar coisas e arrumar tudo novamente.pois entende e faz uso de expressões como “para cima”. -Permitir que a criança manifeste seus sentimentos. -Colocar músicas e cantar para as crianças em diversas situações e momentos. etc. -Já consegue tirar uma peça de roupa(peças simples do vestuário-calcinha.

sempre usa a palavra eu.-Ocorre uma organização de seu aparelho fonador. como na organização da sala ou entrega de materiais para seus colegas. -É mais hábil com os músculos dos olhos e do rosto e seu controle motor é mais apropriado. -Continuar o estabelecimento de limites. a 3 anos e 11 -Já tem maior capacidade de pensamento e linguagem. pois enriquecem a sensibilidade da criança e lhe causam prazer.brincadeiras interativas. se interessa mais pelo efeito que o material produz do que pelo resultado do desenho. “eu posso”. -O sentimento de posse que adquire em relação a seus brinquedos começa a aparecer. “eu não gosto”. -Gosta de brincar sozinha ou em companhia de outras crianças. Por isso vê as coisas a partir de sua própria perspectiva e não imagina que possa haver outros pontos de vista que não o seu. -Não necessita da presença constante do 2 anos e meio adulto. -Deixar que a criança siga o seu percurso normal das fases do desenho. -Começa a fase do “é meu” e usa toda a sua energia para ficar com a posse do objeto. -Age de acordo com suas necessidades e não tem consciência de que os outros possam ter idéias os sentimentos opostos. meses -É egocêntrica e autoconcentrada. -Refere-se às pessoas e aos objetos pelo nome. o que lhe permite falar mais facilmente. E fazendo-a descobrir e explorar o que se pode fazer com esses materiais constitui-se também numa forma prazerosa de ajudá-la a desenvolver sua capacidade criadora. onde ela possa perceber a existência do outro e os pontos de vista diferenciados. determinando regras básicas sobre o que ela pode ou não fazer. articulando melhor as palavras. -Quando começa fazer suas garatujas. -É mais sociável. A criança diz muitas vezes por dia “eu quero”. tanto para a negação como para a afirmação. -Inicia o seu processo gráfico no desenho (lembrando que dependendo das oportunidades que lhe forem dadas no manuseio de materiais como o papel e lápis. pois adora se sentir útil e também ajuda na conquista de sua autonomia. O primeiro rabisco é um importante passo para o seu desenvolvimento. buscando objetos ou guardando tudo o que lhe é solicitado. Uma boa alternativa é propiciar relacionamentos constantes entre as crianças. pois começará a dar vida com o uso de sua imaginação naquilo que produzir. -Gosta de participar das atividades domésticas. -Maneja mais facilmente suas mãos. -Evidencia também um sentimento mais forte do “eu”. -Dar a criança objetos para que possa brincar. sendo capaz de modelar e rabiscar com mais firmeza. mantendo-se firme nestas regras e explicando o porquê. montando e desmontando. -Realizar atividades no sentido de tomar a criança descentrada. ela poderá estar desenhando antes dessa idade). -Colocar objetos numa caixa ou saco para a criança tirá-los sem olhar e identificá-los pelo tato. -Oferecer atividades com o uso de argila e massinha. pois representa o início da expressão que conduzirá não só o coisas sozinhas. pois a forma de como as primeiras 76 . mesmo que esteja errada. -Deixar que a criança auxilie nas pequenas tarefas. prestando favores.

ouvidos e repetidos. -Se estes sons produzidos pelas crianças forem ignorados pelos adultos. É importante destacar que qualquer interferência no sentido de “ensinar” a desenhar ou de apressar essas etapas poderá acarretar sérios prejuízos.desenho e à pintura. pois ela está recebendo e registrando tudo o que ouve desde o início de sua vida. Ex: usa a xícara como se fosse o chapéu da boneca. seguindo uma linha. elas contém somente as palavras essenciais que são portadoras de significado. o vocabulário aumenta garatujas forem recebidas pelo adulto. -O pensamento simbólico que caracteriza a criança neste período influencia suas construções. frase formada por substantivo e verbo e alguns adjetivos. não só retirando do 77 . -Identificar sons iguais através de jogos. com passos grandes e pequenos. Com 3 anos as frases são gramaticalmente mais corretas. o desejo para descobertas e a vontade de vencer obstáculos. -Já tem a plena capacidade de andar. principalmente a música pois sabemos desta importância propor situações onde ela própria produzirá seus sons com o seu corpo e com o uso de materiais. -Fazer a criança escutar com atenção os ruídos e sons ao seu redor. -Deixar que a criança explore o ambiente. mesmo que esteja errada. equilibra-se num pé só. por alguns segundos. -Deixar que a criança faça sozinha algumas coisas. -A linguagem nessa fase evolui rapidamente. Ela precisa dar-se conta disso. onde o erro é muito mais praticado. -Com dois anos a criança forma frase com múltiplas palavras. -Brincar de andar de diferentes maneiras. -Imitar sons através de jogos. -Brincar com bola. -O desenvolvimento motor se dá pela aprendizagem constante. pular dentro de círculos. decida suas tentativas. através de brincadeiras. -Elabora suas primeiras sentenças. se forem valorizados. surgindo cantos. e esta é produto de erros e acertos. -Correr e mexer são suas atividades principais. ouvindo e repetindo os sons emitidos por ela. (O simbolismo significa que a criança é capaz de tratar um objeto como se fosse algo diferente do que realmente é iniciandose assim no mundo do faz-de-conta. ou seja. Ao contrário. ritmos e músicas. -Já entrou no mundo dos sons. além de fazer a criança ouvir sons. e assim o mundo se recria e suas representações e experiências se expandem). que aos poucos. começando com apenas duas ou três. por exemplo: imitar os sons de animais ou sons feitos pelas pessoas. -Oferecer segurança para a criança poder explorar. usando artigos e preposições. anda na ponta dos pés e. Com dois anos e meio expandem suas frases com palavras menos importantes. sobe e desce escadas. pega as coisas do chão sem se desequilibrar.. andar na ponta dos pés. -Apresenta características de curiosidade. poderão “cair no vazio”. vão se organizando. e por isso esse período é marcado pela explosão motora. Ela corre. com os dois. poderão se transformar em experiências gratificantes para elas. tanto que no final desta etapa a criança já elabora combinações cada vez mais complexas para ordenar suas sentenças. poderá ou não acarretar um avanço no crescimento emocional e intelectual da criança. pois é capaz de manejar objetos pequenos usando o polegar e o indicador. dessa forma usa o lápis e executa suas garatujas. -Sua motricidade fina está mais apurada.Neste caso o professor pode tornar-se o receptor.uma bola como se fosse comida. procure seus pontos de apoio e defesa e encontre sozinha a maneira de enfrentar uma situação nova. atirando com a mão e com o pé. mas também à palavra escrita. saltar com um pé. -Ajudar a criança ter uma expressão sonora própria.. -Brincar de caminhar.

imaginação. Com essa idade que aparece e fala egocêntrica que é um modo de falar para si própria e consiste na repetição de palavras por simples prazer. dizer e perguntar novamente para ela responder. Aos poucos. mas ao mesmo tempo tem domínio do sim e do não. -Acontece a manifestação da função simbólica. seja coma professora ou com as outras crianças. mas sua energia. -Quando a criança falar errado. incluindo todas as partes da fala. ela própria se dá conta. onde a criança vai substituir as ações e objetos por símbolos. -Aumentar o vocabulário da criança mostrando revistas e perguntando: O que é isto? -Perguntar sobre as atividades que ela realiza durante o dia. -Escutar a criança com atenção e conversar com ela. quando duas ou mais crianças falam uma para a outra sem intenção de se comunicar: cada uma diz alguma coisa. -Fazer perguntas que exijam poucas palavras nas respostas. por isso ainda escolhe qualquer uma das alternativas. -Ensinar a criança a tomar banho. conversa sempre com outras pessoas. A fala socializada só vai aparecer quando ela sentir necessidade de comunicação. -Ainda demonstra características dos dois anos. organizar seus pertences. -Ainda é imatura. -A linguagem vem a tona. quando cai normalmente fere a testa. dar e receber. seu apoio. como “espere um pouco” ou “não demore”. -Também já reage prontamente às ordens. como “já vou” e “daqui a pouco”. ela pode perder o interesse pela fala. -Já realiza o controle de esfíncteres. 78 . pegar e largar. trocar. -Ver o erro da criança como um processo construtivo e saber administrálo.As crianças nessa fase repetem palavras e frases como se estivessem pensando em voz alta ou descrevendo suas ações. acompanhadas por palmas e incentivá-las a fazer o mesmo. -Ensinar jogos de palavras e rimas simples. etc. embora ainda de forma rudimentar. -Falar com a criança sobre tudo que a rodeia. Isso ocorre normalmente quando ela começa a freqüentar a escola e precisa se comunicar com alguém. -Permitir que a criança participe de conversas com o maior número de pessoas possível (crianças e adultos). -a criança necessita saber o nome das coisas e pessoas que estão ao seu redor. Ex: O que é isto? Se ela não souber. Mostrar e dizer o nome. Deve-se repetir corretamente as palavras. -Oferecer jogos como o quebra-cabeça. -Já fala seu nome e sobrenome. amor e compreensão. com seus brinquedos e ambiente tudo o que pode oferecer perigo. -Ensinar com paciência pequenas tarefas de casa como: guardar os brinquedos. -Quando corre sua posição é inclinada para frente. ir e vir. tais falas não consideram os pontos de vista de outras crianças. não corrigir. -Permitir que a criança manifeste o que sente. Mesmo estando juntos e falando. começar a cuidar de si mesma. ou seja. Isso leva às noções do espaço representativo por meio de palavras e desenhos. Esse falar consigo mesma evolui para o monólogo coletivo. e sim ter a presença do adulto. -Sua capacidade de escolha ainda é fraca. -Cantar canções infantis. incentivo. curiosidade e sociabilidade estão emergindo com toda força.consideravelmente e as frases são bem mais longas. -Adora mexer nas gavetas e deixar tudo em desordem. Aparece com freqüência no vocabulário da criança palavras que denotam tempo futuro. -Responder e fazer perguntas sobre as atividades que ela realiza. correr e parar. caso contrário. puxar e empurrar e do atacar e recuar. -Introduzir jogos de memória com poucas peças e ampliar o número de peças dependendo do desempenho e interesse da criança. independente de respostas e intervenções. pentear e comer.

determinando regras básicas sobre o que pode ou não fazer. -É dominadora. -Nesta fase testam o quanto podem ultrapassar os limites colocados pelo adulto. Aceitar este fato e colaborar. embaixo. -Estabelecer limites. é natural. -No manuseio de alguns materiais ainda tem dificuldades. -O professor ter cautela ao lidar com os momentos de agressividade ou timidez das crianças. -Deve entender que a característica da criança de ser dominadora. e ficar brava com quem não cumpre. pela qual passa a maioria das crianças. -Colocar a criança em situações de rotina onde tenha que saber e lidar com os conceitos: em cima. pois as medidas tomadas pelos adultos podem atenuar ou agravar esse confronto. -Reconhece cores. etc. é o caso do uso da tesoura e do lápis. fazendo também que ela obedeça a outras. dar ordens. gosta de dar ordens aos outros e fica brava se não cumprem. aproximação e agressividade. nunca se sabe como vai reagir a presença de estranhos. embora demonstre interesse para desenvolver atividades com esses materiais. 79 . e ao mesmo tempo. assim como desafiam sua paciência com birras. -Contar história para a criança e depois perguntar sobre a mesma. mantendo-se firme nestas regras e explicando o porquê. -Manter um diálogo sempre que possível. -Proporcionar vivências verbalizadas sobre o dia e a noite. antes e depois. agressões e oposições. -Propor momentos que envolvam o fazonde a criança pode de-conta representar papéis se colocando no lugar dos outros. -Ela apresenta momentos de timidez e retraimento. pois ajudará a compreender o seu próprio comportamento.com ela mesma. pode ser uma agradável brincadeira que ajudará a criança a ter consciência dos aspectos que envolvem a dominação e o autoritarismo. -Ler histórias e depois pedir para ela contar. -Na brincadeira do faz-de-conta é aonde a criança pode aprender muita coisa sobre o comportamento social. obedecendo suas ordens.

laranja. este bebê vai gradativamente conhecendo o seu corpo e as suas possibilidades. CONVIVENDO COM A CRIANÇA DE ZERO A TRÊS ANOS A criança. andar. sola dos pés. das brincadeiras. da audição. segurar os objetos. Além das massagens pelo seu corpo. da visão e do olfato.. olhando para o teto ou para a parede. isto é. orelhas. emocionais e afetivos (relacionais). porém seus desenhos ainda são formas primitivas que não estabelecem compromisso com o real. nesta fase. Utilizando-se do paladar. Do nascimento aos oito meses. vermelho. ele vai interagindo e estabelecendo relações com o mundo que o cerca. visto que os tons pastéis dificultam a discriminação visual. cuidar com afeto nas horas do banho. A maturidade biológica dessa criança se expande a cada dia. É importante saber que esta criança está em franca aquisição de conhecimento do seu universo e. azul. aspectos cognitivos. da alimentação. Por meio dos ouvidos. Com isto. roxo. capaz de estabelecer relações diversas com pessoas diferentes e de interagir de maneira autônoma. giz de cera e outros instrumentos afins.). ela recebe desde vozes humanas até ruídos do ambiente onde vive (cozinha. do sono. não senta e não engatinha. nos três primeiros anos de vida. cantam com ela. dedos dos pés e das mãos. por isso. vá descobrindo o seu corpo por meio de toques afetuosos e estimulantes. Por isso mesmo o bebê necessita que o adulto o estimule corporalmente. o estímulo se faz muito importante. de modo que. costas. sem estímulos visuais ou sonoros. do tato. momentos em que o corpo do adulto está diretamente em contato com o do bebê. braços. verde. limitado a uns poucos movimentos. que se entrelaçam na construção da identidade específica de cada pequeno ser humano. É nesse período que se estabelece o processo que a leva a constituir-se como ser independente. o bebê se comunica com seu mundo por meio dos sentidos. empilhar e controlar suas necessidades fisiológicas. A criança. ela começa a adquirir alguma autonomia para realizar determinadas ações como engatinhar. ao mesmo tempo. o corpo dessas crianças é algo muito frágil. desenvolvemos um trabalho onde os educadores conversam. passando pelo rosto. preto). Construção da Oralidade A criança está imersa em um universo sonoro desde o seu nascimento. e construindo as sinapses em seu cérebro. de preferência com cores bem marcantes (amarelo. beijar. passa por um processo acelerado de desenvolvimento e interação psicossocial. encaixar. Por isso ao invés de deixá-la confinada ao berço. apresentam brinquedos articulados e objetos coloridos. 80 . no chão. Cabe ao adulto que com ela se relaciona criar condições para que haja organização e realização das conquistas que sua maturidade biológica lhe permite. da troca. dos pés à cabeça. entra gradativamente no mundo das artes. enquanto ele não anda. Esse processo envolve. é importante também abraçar.17 . Assim. Ela começa a pegar os pincéis. móbiles suspensos etc. e objetos que produzam sons (como chocalhos. Ao nascer. no colchonete. mais ou menos. Mas essas garatujas em breve se transformarão em formas eficazes de comunicação com o mundo. joelhos. embalar. barriga etc.

). as famosas e tão recorrentes mordidas. “papá”. “mamama”. Percebendo. são fundamentais e devem ser garantidos diariamente em suas rotinas pois lhes asseguram melhor desenvolvimento emocional. A boca tem um papel fundamental na vida das crianças até aproximadamente os dois anos de idade. uma criança fala e compreende com perfeição a sua língua.banheiro. ouvidas e representadas. Assim. apontando objetos. mais que isso. as crianças vão ampliando o seu vocabulário e vão fazendo construções mais complexas. e aí começam. falando com as mãos. televisão. ela vai se organizando e compreendendo esse universo e com ele interagindo. São muito importantes nessa fase os momentos de brincadeiras. período no qual elas levam tudo que pegam até a boca. como “nenê”. aproximadamente. animais domésticos. tudo isso traz excelentes ganhos na oralidade das crianças e. A gestualidade tem a ver com o corpo. Os primeiros sons percebidos e produzidos pelos bebês são as vogais (principalmente A e E). As crianças começam com estas frases simples e gradativamente ampliam seu vocabulário. e produzindo o desejo de tornar-se falante. é quando surgem os “bababa”. ouvindo e gradativamente entendendo as diversas utilizações da fala pelos adultos que interagem com esta criança é que ela vai construindo o sentido. social e cognitivo. rádio. Daí as longas seqüências de “aaaaaaa” que os bebês promovem. Até então ela usava a linguagem dos gestos. a gestualidade passa a funcionar como um acessório da fala e não mais como a linguagem principal. enquanto a fala tem a ver com a boca. sala. pois ela é um importante canal de exploração do mundo. telefones etc. também. “dá colo”. “papapa”. percebendo a necessidade da fala. Mas. a partir do momento em que ela começa a organizar intencionalmente a fala. “nenê qué” etc. “dadada”. Pouco a pouco. ocorre a percepção das consoantes e os bebês passam a produzir seqüências mais complexas. A criança sente a chegada dos dentes lhe rasgando as gengivas. 81 . e assim por diante. Aos três anos. até dominar a linguagem oral. as histórias contadas. de faz-de-conta. Em seguida.

do brincar livremente e com segurança. o desenvolvimento das diferentes linguagens. a relação entre a criança e o adulto que dela cuida deve ser rica em estímulos para que esse desenvolvimento ocorra de forma eficiente. sujos e cortantes. o educador pode utilizar atividades de estimulação como as seguintes: • • levar a mão da criança a acariciar o seu rosto e fazer o mesmo com sua mão no rosto da criança. devendo ser respeitado como cidadão que tem o direito de viver o seu próprio tempo. priorize-se a construção da autonomia. com outras crianças e o ambiente. A grande diferença é o grau de complexidade e a maneira de se conduzir o trato didático. É melhor executar as atividades por poucos minutos e várias vezes ao dia para que sejam respeitados seus momentos de concentração. Para isso.18. voltada para a frente. ações e reflexões. a interação com o meio social e cultural etc. Daí a importância do estabelecimento de vínculos afetivos adulto/criança e criança/criança. que deve ser buscado e ampliado à medida que a criança cresce e se desenvolve. para a estruturação de uma personalidade sadia e feliz. carregar a criança nos braços. A repetição e os elogios são muito importantes para que as crianças se sintam estimuladas a avançar na construção do seu conhecimento. hoje atendidas em creches e distribuídas em berçário e maternal. toques das extremidades etc. A lida cotidiana com essas crianças deve ocorrer em um ambiente acolhedor e estimulante. Toda proposta de trabalho destinada tanto para o berçário quanto para o maternal deve levar em consideração a fragilidade e a particularidade de seres ao mesmo tempo tão pequenos e tão ávidos de conhecimentos e descobertas. É seu jeito de conhecer as coisas. formando uma cadeira com seus próprios braços. que aprende por meio de suas experiências.) sejam finalizados. mesmo sem a sua colaboração. Não esquecer que é normal que a criança menor leve à boca todo objeto que consegue segurar. 18. na estruturação de sua inteligência. Estimulação As crianças aprendem a conhecer o mundo e se desenvolvem na interação que estabelecem com o meio. por meio da interação harmoniosa com o adulto. Os objetivos traçados para o berçário e maternal partem do princípio de que a criança é um sujeito ativo na construção do seu conhecimento. BERCÁRIO/MATERNAL A atenção pedagógica dispensada às crianças de zero a três anos. ou então acomodá-la de bruços. o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático. pois assim ela terá uma maior amplitude visual. na interação com o adulto.1. que nesta faixa etária são muito curtos. É importante que. É importante que os procedimentos iniciados junto à criança (rolamentos. cabe ao educador tomar cuidados com objetos muito pequenos. é de certa forma a mesma dispensada à criança em idade pré-escolar. 82 . com seus pares e com o ambiente. trabalhos com as articulações. Por isso.

83 . borracha e outros. a partir dos sete meses. cobrindo o seu rosto com um pano. ajudando-o a segurá-la com as duas mãos. fazer a criança rolar de um lado para o outro. do quadrado. chamando ou mostrando um brinquedo interessante. para que a criança possa sentir gostos e cheiros diferentes. a criança para passear. tentará tocá-los). lixa. em posição reclinada.• • • • • • • • • • • • • • • • • • fazer movimentos com objetos coloridos. fazer. Depois. segurando a criança firme. em posição de ioga. tentar fazê-lo bater um no outro. bater palmas. Se a criança não entender a brincadeira. cantar e repetir sons ou gestos emitidos pela criança na hora da troca de fraldas ou do banho. Se ele estranhar. aproximar um chocalho de seus pés e fazê-lo dar chutes para movimentá-lo e produzir sons. sal. Esta brincadeira deve ser acompanhada de risos e gritos de alegria. pegando com as próprias mãos. deitar a criança de costas. toalha.. Olhar sempre nos olhos dessa criança e conversar com ela. cantar para ela e mostrar-lhe coisas diferentes. procurar tornar a hora do banho bem agradável. estimulando-o para que ele se mova em direção aos objetos. sempre mostrando algum objeto colorido que possa interessá-la. fazer um pequeno rolo com uma toalha e colocá-lo debaixo do peito do nenê. de bruços. fazer com que ele impulsione seu corpinho para cima e para baixo. para que se sinta seguro. brincar de “cuca-achou” ou “achou-sumiu” com a criança. numa mesinha. gradativamente. Fazer brincadeiras como bater as mãos e os pés na água. procurando fazê-la passar de uma à outra mão. levantar os braços. que façam barulho. talco. recomeçar tampando somente a metade do seu rosto. oferecer a mamadeira para a criança. Exemplo: açúcar. pão etc. ela só olhará para eles. apresentar o objeto em outra ocasião e em outro contexto. acariciar. esconder o rosto da criança e esperar que ela retire o pano. com vários objetos coloridos ou que façam barulho à sua frente. permitir. perfume etc. apoiado em travesseiro e com suas próprias mãos colocadas à frente. sempre que possível. para que a criança ouça. Repetir esta brincadeira escondendo objetos de que a criança goste. apoiando as mãos na frente do corpo. colocar objetos que fiquem boiando na banheira para chamar atenção da criança etc. quando acordado. metal.. dar à criança um objeto pequeno. limão. mais tarde. oferecer a criança objetos de vários tipos como: espuma. a criança sentar-se sozinho. observe e acompanhe. levar.. dar dois objetos pequenos a criança para que segure um em cada mão. também. Procure imitar o som produzido. acomodar a criança no chão. segurando-lhe as mãos. que ela mexa na comida e não se importe se ela se sujar (esta atividade é importante para que mais tarde a criança aprenda a comer sozinha). pedaços de frutas. fazer gestos para que a criança o acompanhe já que ela gosta de imitar gestos. Oferecer também alimentos ou objetos variados. chamando a sua atenção e levando-o a retirar o pano. em posição reclinada. madeira. pendurar objetos coloridos e sonoros (sem exagerar na quantidade) em posições diferentes e na altura que a criança possa alcançar (no início. colocar a criança de pé (depois dos oito meses) sobre suas próprias pernas. procurar deixar a criança entre 3 e 6 meses. que se levante apoiando-se nas grades do berço. sobre um tapete ou cobertor. permitir que a criança vá.

fazer caretas. encaixe de figuras geométricas. tomar sol. esconder objetos e fazer com que a criança encontre-os. fazendo com que ela vire o peito para um lado. utilizar alimentos de diferentes sabores (doce. confeccionar túneis com caixas de papelão. tirar e colocar objetos em recipientes. canudos. 84 . apontar. produzir um som. chamando-lhe a atenção para que se olhe. com os pés encostados no chão. o dedo no seu nariz. colocar músicas suaves para repouso ou no horário das refeições ( o som deve ser baixo). dar adeus. através do contato de dois objetos e fazer com que a criança reproduza-os. repetindo algumas vezes. bonequinhos ou animais de material macio). colocado ao alcance das mãos da criança para que possa segurar. exploração dos sentidos. encaixar peças. procurar que a criança cheire o sabonete. amargo) para que possa desenvolver o sentido do paladar. cantar canções de ninar. Pedir à criança que caminhe dentro das linhas e pegue o brinquedo. colocar o bebê em frente a um espelho durante algum tempo. sorrir para que a criança imite. piscar. repetir nome de objetos e pessoas. colocandose na primeira vez. se não conseguir da primeira vez. Permitir-lhe que explore a face do adulto e a sua própria. através do contato físico. Mostrar o nariz. para a criança atravessar engatinhando. etc). na grama. dar revistas para a criança folhear á vontade. com brinquedos durante 10 a 15 minutos. acariciar e/ou jogar. talco ou loção na hora do banho ou na troca das fraldas. o corpo ligeiramente projetado para a frente. conversar sobre ações que estão sendo realizadas. colocar anéis em pinos. preparação para andar: segurar a criança pela bacia ou pelos rins.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • enfiar vários objetos num barbante e ensinar a criança a puxá-los (esta atividade deve ser feita com as crianças que já engatinham ou que já andem). azedo. estender os braços. salgado. apresentar à criança objetos sonoros para brincar (sininhos. apitos. bater palmas. deixar a criança brincar no chuveiro ou banheira. chocalhos. assim como outras partes do corpo. exercícios de enfileirar e empilhar cubos. movimentos com brinquedos (argolas de borracha. soprar penas. passeios a diferentes locais. conversar o mais possível com as crianças para estimular a linguagem. deixar brinquedos à disposição. estimulação através de conversas e do próprio ambiente.movimentando seu corpo. estimular a criança a conhecer as partes de seu corpo. estimular a ficar em pé segurando-a nas duas mãos. velas. brincar na areia. manusear a mão da criança e fazê-la que sinta a do adulto. proporcionar o prazer das cócegas. enfiar barbantes nos carretéis. dar papel macio para que as crianças rasguem ou amassem. mandar um beijo. ácido. fazer 2 riscas no chão e colocar um brinquedo no final das riscas. colocar açúcar ao redor dos lábios. depois para outro. ajudá-la. apertar. algodão. para que possa adquirir percepção do ambiente que a rodeia e o movimento dos objetos.

Lembrando que aqui estão listados apenas alguns exemplos de estimulações que são possíveis de serem desenvolvidas com as crianças.• • • brincar com bolas livremente. subir e descer escadas com auxílio. chamar a criança sempre pelo nome. 85 .

que deveria iluminar os processos educacionais. É por meio dessa atividade que a criança alimenta seu sistema emocional.19. reúnem-se potencialidades num exercício mágico e prazeroso. de criar e especialmente. quando ela mergulha em sua atividade lúdica. O interesse provoca o fenômeno. E quanto mais a criança mergulhar mais estará exercitando sua capacidade de concentrar a atenção. de descobrir. dormir. vamos aprender muito sobre elas. 86 . psíquico e cognitivo. seriamente. organiza-se todo o seu ser em função da sua ação. A criança estará aprendendo a engajar-se. Permeando tudo isto está a aprendizagem do fazer pelo sentir e não para obter um determinado resultado. se o fizermos. Quando a criança brinca. perdeu-se quando desrespeitou a importância deste momento. gratuitamente. BRINCADEIRA É COISA SÉRIA "O homem só é inteiro quando brinca. pela atividade em si. e é somente quando brinca que ele existe na completa acepção da palavra: Homem" Friedrich Schiller Talvez tenhamos parado poucas vezes para observar crianças brincando.. A sabedoria. mas principalmente sobre os caminhos que levam o ser humano à construção da sua inteligência. do seu conhecimento e. mas. A função do brincar na infância é tão importante e indispensável quanto comer. Por esta razão este momento é um momento sagrado: estão sendo aí cultivadas qualidades raras e fundamentais. falar etc. de permanecer em atividade. não somente sobre elas.da sua felicidade. tranqüilamente. exercendo seu direito e seu dever de crescer harmoniosamente desenvolvendo o potencial que Deus lhe deu. o momento em que a criança brinca. para possuir alguma coisa..

monta e desmonta “geringonças”. através de experiências das mais variadas. ela age em função de sua própria iniciativa. a criança utiliza-se dessa linguagem para se expressar e para compreender o mundo e as pessoas. pode pensar mais além do mundo da experiência direta. Impedi-lo é uma violência de conseqüências imprevisíveis. com outros significados. já que a criança conhece o objeto mas atribui-lhe outras propriedades para obter os efeitos desejados. O brincar é para a criança uma possibilidade de se ter um espaço onde a ação ali praticada é de seu domínio. constrói objetos. Este processo tão lindo. a brincadeira marcada pelo faz-de-conta e pela magia é uma atividade que contribui para uma passagem harmoniosa da criança pelo mundo das atividades reais da vida cotidiana. do lúdico e das interações com seus pares. ela utiliza-se de elementos concretos. sendo capaz de imaginar. gradativamente. Forma de comunicação integrada. Esse é sem dúvida um elemento importante: a criança toma a decisão para si . A criança sabe que não é um nenê de verdade. Acelerá-lo é prejudicá-lo. mas fazde-conta. libertando-se de seus medos e amadurecendo de dentro para fora. “O brinquedo é realmente o caminho pelo qual as crianças compreendem o mundo em que vivem e que serão chamadas a mudar. Ela desenvolve. ao mesmo tempo que põe em prova seus conhecimentos. É brincando que ela expressa sentimento e emoções que ela mesma desconhece. da sua realidade cotidiana e lhes atribui outro sentido. a boneca vira um nenê de verdade. devagarzinho e com segurança que só as coisas naturais e verdadeiras oferecem. durante os primeiros anos de vida. competências para compreender e/ou atuar sobre o mundo. uma pedra vira um chocolate.” (Gorki) 87 . É brincando que manifesta suas potencialidades e assim. tão mágico tem seu ritmo próprio. com o qual se conversa. ela é seu próprio guia. No faz-de-conta ela realmente tem a chance de construir sua própria realidade. isto lhe dá a chance de experimentar sua autonomia perante o mundo. Ao brincar a criança entra definitivamente no mundo das aprendizagens concretas. isto é. Segundo Gardner (1993) tratar um objeto como se fosse um outro (jogo simbólico) é uma forma de “metarrepresentação”. ela manipula todas as possibilidades dos objetos de seu universo de acesso. porém. É brincando que ela experimenta suas habilidades. vai aprendendo a viver.Ela elabora e reelabora toda sua existência por meio da linguagem do brincar. enfim. Ela elabora hipóteses e as coloca em prática. A brincadeira permeia a própria existência humana. Na esfera do faz de conta.vai ou não brincar.

No começo. Assim a criança passa pela infância. com hora marcada ou para conseguir objetivos alheios. provar. É importante que o adulto saiba e compreenda que a criança tem necessidade de brincar. onde poderão coordenar suas próprias ações com a dos companheiros de jogo (jogos esportivos. A brincadeira e/ou o jogo proporciona benefícios indiscutíveis no desenvolvimento e no crescimento da criança. seus objetivos e seus fins (jogo de construção. No jogo da brincadeira a criança toma suas próprias decisões. predominam os jogos sensório-motores. pelo simples prazer. Ao mesmo tempo em que o brincar permite que a criança construa e domine cada vez melhor sua comunicação. as pessoas e os objetos que a rodeiam. É aí que se estabelece a forma de comunicação que pressupõe um aprendizado. a criatividade e a invenção. se misturam num eterno novo fazer todos os dias. experimentar e. ao final. realistas ou fantasiosas . assim. comer etc. O brincar proporciona esse desenvolvimento. além de serem estímulo à aprendizagem. É essa liberdade. novas aprendizagens. aprende e aproxima os objetivos com intenções diversas e com fantasia. Ela decide se está na hora do nenê/boneca dormir. Por seu intermédio. Os jogos sociais favorecem e incrementam novos repertórios. de maneira que.O brinquedo e as brincadeiras são fontes de interação lúdica e afetiva.). Os jogos vão se estruturando conforme o estágio evolutivo da criança. dando e imprimindo sua própria marca e significado à vida. faz com que ela entre em um mundo de comunicações complexas. Segundo Vygotsky. o jogo cria uma zona de desenvolvimento própria na criança. a criança será capaz de participar de jogos que envolvem regras. tem que conviver e negociar com ele o tempo todo e as brincadeiras e as interações. O jogo constitui-se. Mais adiante ainda. de caráter manipulativo e exploratório. com o passar do tempo. de jogar por jogar. que mais tarde serão utilizadas na educação formal.em um mundo de invenção e de imaginação. durante o período em que joga ela está sempre além da sua idade real. aprende a coordenar variáveis para conseguir um objetivo. Na Educação Infantil a criança se percebe como sujeito de direitos e de deveres. Brincando a criança toma decisões. interagir com as pessoas e com os objetos que estão ao seu redor. de cooperação. ela explora o meio. 88 . mudam-se os jogos. por se tratar de uma atividade que possibilita espaço para ensaiar. acordar. explorar. não por obrigação. dirigidas ou não. que permite entender diferentes tipos de comunicação . ele está num grupo. uma fonte muito importante de desenvolvimento. chega na vida adulta. desenvolve sua capacidade de liderança e trabalha de forma lúdica seus conflitos.reais. essa ausência de exigências externas que faz com que se aflore e estimule a iniciativa. de simulação e de ficção). de competição etc.

o seu modo de brincar se transforma. . Uma sugestão é a canção: "Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar. a vontade de manipular os objetos: tudo isso é "jogo". move seu rosto para a direita ou para a esquerda.. Quando estiver 89 . Faça com que ele role suavemente. seu vizinho. fazendo com que o bebê incline para um dos lados. . Não aceita mais a sua ajuda. As brincadeiras e seus significados: no primeiro ano de vida. mata-piolho.Escolha em revistas fotos grandes com expressões diferentes. que resistem às suas inúmeras experiências e que tenham cores atraentes. tentando capturar sua atenção. Mostre-as uma a uma para o bebê.. Para os bebês. Mais tarde. apoiando com a mão. capacidades sensoriais e inteligência.Escolha uma música que permita incluir o nome do bebê e cante. a sua aprovação. o seu interesse por tudo aquilo que está ao seu redor. Os brinquedos mais legais para ele são aqueles que podem ser explorados. quando aprende a engatinhar. quer isso sim o seu encorajamento. Depois dê-lhe algo para segurar para melhorar a apreensão.Coloque-o apoiado sobre o joelho. fura-bolo. eu tirava o (nome da criança) do fundo do mar". . Brincadeiras . pai de todos. . E a medida que as suas habilidades aumentam. Para abrií-las. brinque com cada dedo chamando-o pelo nome: mindinho. segure firmemente pelas axilas e brinque de "cavalinho" para estimular o equilíbrio da cabeça.Deite-o com a barriguinha para baixo sobre um cobertor macio. Ofereça um brinquedo.Fale com ele enquanto. é um excelente exercício físico e psíquico: desenvolve músculos e cérebro.Deite-o no chão e sente-se de frente para ele. Até 6 meses A grande curiosidade do bebê. brincar significa aprender a crescer. Pegue um dos lados do cobertor e levante devagar. coordenação e memória. animadamente. que ele tateia e descobre com verdadeiros gritinhos de alegria. uma tarefa fundamental para explorar o ambiente e aprender com isso.Recém-nascido mantém as mãos fechadas por reflexo. . tem ao seu redor todo um mundo de objetos a explorar e começa então a colocar em prática o que já sabe fazer e a desenvolver o que ainda tem que aprender. isso inclusive dá um sentido afetivo aos seus progressos e às suas conquistas. o jogo ou a brincadeira é um verdadeiro "trabalho".SUGESTÃO DE BRINCADEIRAS Divertir e Aprender Para um bebê. . E o primeiro e mais divertido brinquedo de um recém nascido é o seu próprio corpo. Eles adoram ver rostos. na cama.

Ofereça seu dedo indicador para que ele agarre.A visão melhora a cada dia e. Sugestões de brinquedos: Tapetes de atividades com sons e espelho. .Ajude o bebê a passar um brinquedo de uma mão para outra.Preste atenção aos sons e expressões que seu bebê faz e imite. pois aqui o bebê já é capaz de se reconhecer Brinquedos que emitam sons De 6 meses a 1 ano Brincadeiras . Perto dos 4 meses. . . . acomode a criança sobre os joelhos e mova-os ao ritmo da música preferida. como os móbiles pendurados. .entretido. ou que tocam músicas alegres ao serem abertas. Preocupe-se em dar a ele brinquedos que caibam na sua mãozinha e não sejam muito pesados. bolas e objetos de espuma. A forma correta de ensinar a bater palma é colocar suas mãos sobre as dele. Coloque em suas mãozinhas uma bola de tecido macia e de cores vibrantes para que ao mesmo tempo desenvolva o tato e a visão. que o ajudam a coordenar olho e mão e também a segurar os objetos com os dedos. ele prefere os objetos coloridos e em movimento. enquanto faz o movimento. fale. cante e recite algum versinho infantil. prefere os brinquedos que pode "bater". animais de plástico. . Varie o tom e a altura de sua voz enquanto estiver falando. com dois ou três meses. Ele já é capaz de fazer isso por volta dos quatro meses. como os cubos de borracha. Os jogos mais aptos de acordo com a idade Nesta primeira fase de seu desenvolvimento.Com suavidade. chame-o e ofereça outro.Sente-se no chão e deite o bebê sobre suas pernas esticadas de uma forma que possa fitar seu rosto. .Use palavras e expressões faciais engraçadas para fazer o bebê sorrir.Coloque seu rosto encostado na barriguinha do nenê.Recite versos simples enquanto faz seu nenê bater palma ritmadamente. como se fosse um 90 . Limite-se a três brinquedos para que ele não perca o interesse. Uma sugestão de versinho: "Quem será que pendurou/ Tanta estrelinha no céu?/ Eu também vou fazer estrelinhas/ recortadas de papel". segurando pelo dedão. o nenê já é capaz de enxergar cores. Lembre-se que os brinquedos devem ser resistentes e grandes o suficiente para evitar acidentes quando ele inevitavelmente tentará saboreá-los.Bebês adoram surpresas como caixas coloridas de onde saltam bichinhos. .

A linguagem está em pleno desenvolvimento. aos poucos ele irá entender um conceito fundamental: que você está sempre presente. Repete tudo o que escuta. Depois acompanhe o restante da música com mímicas: "Veio a chuva forte e a derrubou. mesmo se não a vê por alguns instantes. Quando começar a rolar no chão ou tentará engatinhar. ofereça brinquedos com rodas ou bolas. sobe. pois se você se esconder e reaparecer. faça uma trilha de formiguinha que começa na coxa e termina nos pezinhos. Vá mudando de posição e chame sua atenção.espelho. papai. Tibum! Já passou a chuva. nunca está contente". e deite-se ao lado dele. E a dona aranha continua a subir. o sol já vem surgindo. Livros com fotos ou desenhos de bichinhos Telefones 91 . Livros plásticos para o banho também são uma ótima pedida. Ela é teimosa e desobediente. Sugestões de brinquedos: Livrinhos de banho Jogos de interação do tipo que se aperta algum botão e há emissão de som Bichos de pelúcia e bonecos Livros com grandes figuras e pouco texto que retratem objetos de seu dia-a-dia: mamãe. chegou!!!". Sobe. Quando ele olhar diga "Achou!".Estimule a curiosidade da criança com brinquedos que abrem portas e janelas. Está já sentada e se diverte em segurar os objetos e atirá-los para longe: é o primeiro sinal que a levará a movimentar-se. A criança já pode interagir com jogos simples e buscar por algum objeto de desejo. Tudo muito colorido. Vá narrando o percurso: "a formiguinha está subindo uma montanha. Brinquedos de borracha que pode morder também são importantes nesta fase em que começam a aparecer os primeiros dentinhos. Gosta de bichinhos de pelúcia e bonecos. .Use o polegar de uma das mãos e o indicador da outra para simular uma aranha subindo uma teia invisível e cante "A dona aranha subiu pela parede". . Uma brincadeira importante é o "achou!!!". carro. está descendo. Já consegue concentrar-se por um pequeno período de tempo ouvindo uma história. coloque-o no chão. mamadeira. Os jogos mais aptos de acordo com a idade Agora a criança já sabe fazer muitas coisas.Quando o bebê aprender a se sentar. pois estimulará a coordenação de seus movimentos nas tentativas de buscá-los de volta ou de lançá-los mais para frente. etc. Quando consegue equilibrar-se bem a bola também é um elemento inseparável. . sobe. Gosta de reproduzir as palavras que aprendeu com o telefone ao ouvido. .Com seus dedos.

.Amarre uma cordinha em carrinhos ou outros brinquedos com rodas para que ela puxe pela casa.Ofereça papel e giz de cera e mostre como rabiscar. Os jogos mais aptos de acordo com a idade Agora o bebê já aprendeu a andar. mas quer também saber o que pode fazer com ele. um irmãozinho ou outra pessoa pegar na outra e formarem um círculo. . "Ciranda. empurrá-las para perceber as diferenças de peso.. na terra.Brincadeiras de roda são uma delícia. outra com pequenas pedras. o que aumenta o equilíbrio. e aprendendo a inventar algo mais. .Com 13 ou 14 meses. Brincadeiras .Pegue caixas de papelão de diferentes tamanhos. Os primeiros rabiscos são círculos. . Sente-se também atraído pelos sons: gosta de tambores. deixe outras vazias. Incentiveo a chutá-la. Durante horas ele pode ficar repetindo os mesmos gestos. na areia do playground. xilofones com teclas coloridas. mas dá para inventar. mas na realidade está elaborando conceitos. . Mas principalmente. mas também servem as panelas que ele adora bater com alegria. Girem cantando. . pianinhos. Dê a ela um ou mais cestos e bolinhas para lançar dentro deles.Quando o andar estiver um pouco mais firme.Use dedoches para criar historinhas. é dono do espaço. e pronto a transformar qualquer coisa em um brinquedo.Pegue um tubo de papel higiênico ou de papel toalha e ensine a criança a usá-lo como megafone.. Uma brincadeira que o diverte muito é reunir e organizar os objetos.Bolas De 1 a 2 anos Depois do primeiro aniversário. um importante exercício de criatividade e de desafio para consigo próprio. 92 . Ele vai tentar pronunciá-la. Pegue a criança por uma das mãos e peça para o papai. o bebê se transforma de explorador em pesquisador. por exemplo. cante para o bebê sua canção favorita. pois não é mais suficiente explorar nos mínimos detalhes os objetos. decore-as e convide a criança a manuseá-las. . . Feche-as.Leve-o para cavar buracos na praia. É uma forma de atiçar a curiosidade e o tato.A criança pode começar a treinar a pontaria. a imitação é uma ótima forma para inventar novos jogos. . colocando em fila os cubos coloridos. entendendo o processo de causaefeito. cirandinha" é a clássica. É o momento de estimular sua criatividade.. é hora de começar a jogar bola.. mas deixe de falar a última palavra. encha algumas com papel.

A criança já reconhece algumas cores e formas. . a mãe se ausenta e ele não entende o porque ela foi embora). .Lembra-se dos dedoches? Agora é hora de colocá-los nos dedinhos de suas crianças e ajudá-lo a montar a própria história.Retire os objetos perigosos da sala. Gosta de brinquedos que possa empurrar. Adora brincar de espalhar e guardar tudo. E assim. . principalmente nessa idade em que a criança já corre. Cubos.Animais de estimação são ótimas companhias de brincadeira.Organize um baile de máscaras. Dê rolinhos e forminhas de biscoito para que 93 . Adora tentar descobrir como as coisas funcionam. Sabe procurar e encontrar objetos que guardou. Imita sons e reconhece objetos. Claro que a seu modo. com você por perto. encaixar e explorar com os dedos.tomando os cuidados necessários para que não se machuque. Apague a luz e dê uma lanterna para a criança explorar o ambiente. o jogo e as brincadeiras se transformam em um instrumento para desabafar a sua agressividade e as pequenas frustrações. simulando um mundo onde é ele quem decide. Brincadeiras .Massa de modelar é uma grande diversão. círculos e triângulos de plástico ou feltro Potes e tampas Panelinhas Brinquedos de montar Bichinhos de plástico Cubos com formas vazadas para encaixar peças similares Carrinhos e caminhões Chaves De 2 a 3 anos Depois do segundo aniversário. Sugestões de brinquedos: Caixote com objetos de formas geométricas. o bebê precisa do jogo para dominar a realidade. Uma realidade feita de eventos que nem sempre ele consegue entender mas que tem que aprender a adaptar-se e a conviver (quando por exemplo. puxar. .

. . Aos 2 anos. Já é capaz de construir frases simples completas. As brincadeiras dos meninos e das meninas começam a se diferenciar: os meninos preferem os carrinhos e as meninas se divertem com panelas e bonecas. Classifica formas. Dê tintas atóxicas para que ele faça pinturas com os dedos. cores e espessuras. triângulos e retângulos nas cores primárias. . a criança já é capaz de reconhecer cores. excelentes para desenvolver a atenção e as habilidades manuais. Observe a posição da sombra e vá comparando com o horário 94 . Escolha fotos que apresentem começo.Próximo aos três anos. Por exemplo: a chegada dos convidados. Após os 2 anos a criança começa a descobrir o prazer em brincar com o outro. Possui quadrados. onde ele demonstra toda a sua capacidade de localizar estes objetos.. uma série de quatro fotografias ou imagens de um determinado evento.. .Forre uma parte do chão com papel liso. abertura dos presentes. Mas é de gosto comum os brinquedos de encaixe. Compreende perfeitamente o significado da palavra "NÃO". do tipo que se você aperta um botão se abre uma porta. Sugestões de brinquedos: Blocos lógicos . De 3 a 4 anos Brincadeiras . círculos. Nesta fase. comendo o bolo.crie desenhos. dando o nome correto para cada um deles. . Monte um chá da tarde de mentirinha. com diferentes tamanhos e espessuras Blocos de madeira com diferentes formas e tamanhos para fazer torres e pequenas construções. como aniversário. parabéns. meio e fim. Mas tome cuidado para a criança não colocar a massinha na boca. a criança já consegue reconhecer muitos objetos. por exemplo.Selecione fotos ou imagens. etc. Convide a criança a ordená-las. Agora ela já adquiriu um certo raciocínio lógico e se diverte com os brinquedos de causa-efeito. Escolha um lugar ao ar livre e enfie no chão uma estaca ou uma régua. Aproveite um passeio em volta da escola para observar as cores dos carros.encontrados em lojas de brinquedos educativos. tricíclos e bicicletas são os favoritos. das casas. e outra brincadeira muito instrutiva é folhear um livro ilustrado.Brincadeiras de faz de conta são ótimas para essa idade. como por exemplo os quebra-cabeça. é um acontecimento comum e pode demonstrar a vontade de estar com outras crianças. Reconhece cores e formas. O egocentrismo começa a sair de cena e então começa o processo de socialização.. Até os 2 anos e ½ a criança assimila centenas de palavras em pouco tempo.Construam juntos um relógio solar. Não se preocupe. Os jogos mais aptos de acordo com a idade A criança é cada vez mais autônoma e agora apreciará os brinquedos com rodas. é provável que ele invente um amigo imaginário e fale com ela em voz alta enquanto brinca sozinho.

Coloque em uma sacola pedaços de papel com as cores usadas nas cartelas. Quando parar a música. para serem encaixados ou ligados entre si de alguma forma (como por meio de ímãs). peça para que a criança encontre pedras lisas. mais ou menos do tamanho da mão fechada.Como? Quando? E a preferida: Por quê? .Desde pequenininha a criança já imita mas. É nesta fase que a lateralidade (destra ou canhota) normalmente se define. Coloque-os no chão e convide seu filho a juntar os pares. Coloque uma música e faça com que as crianças andem em volta do balde. . Dê a ela objetos de texturas diferentes para que adivinhe o que é. colocados em círculo. Coloque-as no chão. Os jogos mais aptos de acordo com a idade Nesta fase. seu vocabulário já é bastante extenso. .mostrado pelo relógio.Cubra os olhos da criança.O raciocínio já está bastante desenvolvido e a criança já é capaz de competições mais simples. Cada cartela deverá ser dividida em quatro partes com diferentes cores que não podem repetir na mesma quantidade de uma cartela para outra. . Veja quantas ele consegue derrubar de uma só vez. Depois. Encha um deles de água. Ao chegar na escola lave-a e dê a ele tinta atóxica. Prepare cartelas com cartolina. . Em um dia quente. formando um V e dê a ele uma bolinha de tênis. . . por exemplo. Sua coordenação fina está mais segura. Escolha coisas que ela saiba nomear. .Com essa idade a criança já interage com outras da mesma idade. Sugestões de brinquedos: Cubos de tecido. Sorteie uma cor e o participante que a tiver marcará um X. papais e mamães ou educadores precisam ter bastante disponibilidade para responder a todos os questionamentos da criança . sapato e meia.Objetos e figuras com formatos inusitados. elas devem se sentar sobre eles. com essa idade. será a vez dela imitar e você adivinhar. Uma vai se molhar.Crie um boliche com latinhas de refrigerante vazias e bem limpas. sabonete e esponja. .Escolha como itens que combinam.Em um passeio por um parque ou praça ou até mesmo em volta da escola. garfo e prato. Faça a imitação de um bicho e peça que ela adivinhe o que é. onde cada lado existe um treino motor como zíperes. lápis e papel. . Sugira que desenhe sobre a pedra e você terá um belo peso de papel. Consegue comunicar-se com perfeição. pasta e escova de dentes. de preferência bem liso. faça a brincadeira dos baldes: pegue um grupo de crianças e igual número de baldes.Reúna algumas crianças e faça um bingo de cores. botões e ganchos 95 . é capaz de idéias e movimentos mas elaborados. como jogo da velha ou dominó adaptado à idade. ajudam a desenvolver o raciocínio.Apesar da linguagem ainda estar em desenvolvimento.

para serem empilhados.para abrir e fechar. Cubos com tamanhos decrescentes e que encaixam-se um dentro do outro. 96 .

em função de seus valores e conhecimentos. significativas e prazerosas. considerar o seu caráter ativo de criança como aspecto relevante.20. Comungando com as idéias citadas e com respaldo das Diretrizes Curriculares reconhece-se que as crianças são seres íntegros que aprendem a ser e conviver na interação com os outros e com as diversas áreas de conhecimento. Partindo de estudos científicos sobre o desenvolvimento físico. 1983). Numa perspectiva sociocultural. que oportunizem o diálogo e os estímulos através das situações de aprendizagem propostas pelos educadores. através de ações intencionais e da organização de espaços e tempos. A proposta pedagógica da creche e com fundamentação sociocultural reconhece e valoriza as diferenças existentes entre as crianças de distintas faixas etárias. diversidade e participação. é deixá-la ser criança. Ser independente e curiosa. Está vinculada à personalidade moral. moral e intelectual das crianças da faixa etária de 0 a 3 anos e sobre a interação adulto/criança e criança/criança. Essas ações devem ser organizadas em função de três valores centrais: autonomia. PROPOSTA PEDAGÓGICA E SEUS EIXOS NORTEADORES Diante dos desafios da sociedade contemporânea e das definições da LDB. à ética e ao conhecimento. Interagir com outras crianças e resolver os conflitos entre elas mesmas. de desenvolvimento e de aprendizagem. a proposta pedagógica deve garantir as conexões entre a vida das crianças de 0 a 3 anos e suas famílias. Significa. mas auxiliando-a a encontrar meios de fazer as coisas a seu modo. que não se pode limitar suas oportunidades de descoberta. constituindo assim ponto chave para a concretização de procedimentos favoráveis ao desenvolvimento das capacidades. há que se pensar a proposta pedagógica em função da concepção de criança. cooperação e conhecimento. integral e em franco desenvolvimento e acredita na interação entre os indivíduos.Enfim. Kamii (1991) aponta ações educativas no sentido de encorajar essa população infantil a: Tornar-se cada vez mais autônoma em relação aos adultos. nem 97 . Autonomia Capacidade de tomar decisões segundo sua própria concepção de mundo e critérios éticos. em função dos objetivos e níveis de desenvolvimento da criança. para proporcionar-lhe experiências de vida ricas. A diversidade e as possibilidades de integração das diferentes áreas de conhecimento na construção dos saberes sobre o mundo físico e social serão viabilizadas. a proposta pedagógica é entendida como o “conjunto de experiências. 1994) ou “conjunto de atividades nucleares desenvolvidas pela escola” (SAVIANI. contextualização. primando pela viabilização dos princípios pedagógicos da interdisciplinaridade. Num contexto em que cuidados e educação devem acontecer de forma prazerosa. possibilitando a realização de atividades desafiadoras. ainda. Não basta que a criança faça as coisas por si mesmo. respeita a criança como um ser social. Ter confiança e habilidade para formar idéias próprias e expressá-las com convicção. tomando a realidade das crianças como ponto de partida para o trabalho. não desencorajando diante dos obstáculos. ter iniciativa própria para satisfazer sua curiosidade. procurando não fazer por ela. vivências e atividades de aprendizagem convergentes para objetivos educacionais (MASETO. Independência ou liberdade são apenas parte do que chamamos de autonomia. que é necessário conhecê-la verdadeiramente.

pois tudo é feito para que a criança compreenda como a relação com o outro (diferente dele) pode ser fundamental para que avance e se desenvolva como indivíduo. Conhecimento A escola é um espaço social em que os indivíduos desenvolvem suas capacidades através da aprendizagem. onde possam engatinhar. Cooperar não se resume em ajudar. aquisição de conhecimento e vínculos afetivos. criar seus próprios cantinhos e brincadeiras de faz-de-conta. explorar objetos. etc. produzindo conhecimento cada vez mais significativo. é preciso que o indivíduo equacione os conflitos éticos. elas precisam: Ser auxiliadas nas atividades que não podem realizar sozinhas. higiene e saúde. estando permanentemente atentas a elas. encorajando-as. lógico-matemático e social). O conhecimento acumulado pela humanidade tem papel central na construção destas capacidades pessoais. culturais.tampouco que faça o que lhe der na cabeça. para que continue a aprender de modo consistente e verdadeiro ao longo do tempo. à ética e à estética. Além de informar. econômicas. mas relacionar-se de modo positivo com a diversidade de indivíduos que convivem numa comunidade em situações e contextos singulares. Ser atendidas em suas necessidades de segurança. sociais. aceitando suas diferentes manifestações e propondo atividades para a ampliação de descobertas em todas as áreas do conhecimento (físico. No processo de aprendizagem. que considere os demais seres humanos e que articule seus conhecimentos para poder escolher. pular. as Creches pretendem fazer conhecer e instrumentalizar a criança. afetivo e social. para tanto. treinar seus primeiros passos. E como as crianças de 0 a 3 anos são seres humanos em uma fase de vida na qual dependem intensamente do adulto. Aprendizagem desenvolvida a partir da problematização de situações contextualizadas. ao pensamento. Para ser considerado autônomo. é a possibilidade de situar-se em diferentes papéis. ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão. Não se pode perder de vista que crianças dessa faixa etária encontram-se em permanente atividade e descoberta do mundo. como forma particular de expressão. considerando suas diferenças individuais. 98 . e por isso valoriza o processo de apropriação desses conhecimentos. Como valor educacional é o oposto da competição. Busca-se com tais ações compreender como as crianças constroem o seu conhecimento. E os princípios educativos que devem nortear essas ações e valores são: Acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis. sem perder a individualidade. é importante o oferecimento de espaços amplos. aos afetos. à comunicação. pensamento e comunicação infantil. Direito das crianças em brincar. A construção da autonomia é um processo contínuo que implica reflexão. étnicas. construído mediante permanente problematização da realidade e busca de soluções. E sempre através do respeito à dignidade e aos direitos da criança. à interação social. nutrição. Saber reflexivo. Ter atenção especial por parte do adulto em momentos peculiares de sua vida. correr. levando em conta a visão de mundo da criança. e possa atuar de maneira crítica e criativa. Cooperação Manifesta-se no plano intelectual.

do meio social onde seus pais e ela mesma vivem. os ambientes infantis planejados são orientados para atender às necessidades dos adultos. os locais devem ser disponibilizados de modo que contemplem diversas possibilidades. p. Carvalho & Rubiano (2001) salientam que. principalmente em ambientes infantis coletivos. nos quais a criança é sujeito de conhecimento. marcando nossas descobertas. convivem. construindo uma visão de mundo e de si mesmas.. destacando os recursos materiais necessários e os aspectos infantis desenvolvidos. uma vez que influencia o modo de pensar ou se comportar. A creche constitui-se em um dos ambientes de desenvolvimento da criança. O Quadro a seguir sintetiza uma proposta (sugestão) de organização para a Educação Infantil. para cada trabalho realizado com as crianças é preciso planejar a forma mais adequada de organizar o espaço onde as atividades se desenvolverão. descobrir. caracterizando-se como ambientes de alto grau de controle e limitação das oportunidades para a escolha pessoal das mesmas. desconsiderando as necessidades próprias das crianças. Organização de espaços e tempos A organização espacial é um dos aspectos que favorece ou dificulta as interações. Porém. regras de uso do espaço. sons e palavras. nosso crescimento. O espaço retrata a relação pedagógica. 99 . mobílias.) e organização (dos materiais. em geral. O espaço é o retrato da relação pedagógica porque registra. concretamente. Barbosa & Horn (2001) compartilham a idéia de que o espaço físico e social são fundamentais para o desenvolvimento infantil. Além de prestar cuidados físicos. ela cria condições para seu desenvolvimento cognitivo.. bem como na introdução de novos materiais para a reorganização da sala ou de áreas externas. Barbosa & Horn (2001.. lúdicas e relacionais. odores. equipamentos e ritmos de vida”. sensoriais. luzes e cores. através de sua arrumação (dos móveis. selecionar objetos e áreas para a realização de atividades em um espaço-tempo que é parte integrante da ação pedagógica. 20. exploram. Nela se dá o cuidado e a educação de crianças pequenas que aí vivem. Na definição e construção de espaços para crianças. simbólico. toque.. simbólicas. dando oportunidade à criança para explorar.1. na medida em que ajuda a estruturar as funções motoras. Nele é que o nosso conviver vai sendo registrado.As atividades dirigidas para a criança pequena precisam respeitar seu tempo e espaço. Neste documento. 73) enfatizam a necessidade de se considerar que “o ambiente é composto por gosto. sem com isso estabelecer rotinas rígidas ou atitudes disciplinares que retirem ou limitem a alegria ou a espontaneidade própria da criança. nossas dúvidas. p 96). 1993. mas como ambiente socializador diferente do familiar. uma vez que elas interagem melhor em ambientes menores e mais aconchegantes. agir. da realidade cotidiana da criança.) a nossa maneira de viver esta relação (FREIRE. Para tanto. construindo-se como sujeitos. há a indicação de como os ambientes podem ser divididos para estruturar os espaços destinados às crianças pequenas. social e emocional. Segundo as orientações do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. conhecem. Construir um currículo para as crianças atendidas nas creches implica em conhecimento prévio da realidade em que estão inseridas. oportunizando-lhe o maior número possível de experiências e descobertas. Ela não pode ser pensada como instituição substituta da família.

é necessário o cuidado para não superdividir o espaço. de forma que se torne impossível a realização de atividades coletivas ou de movimento amplo. de modo a facilitar brincadeiras espontâneas e interativas: . · Salas amplas. dessa forma. sociais e históricas das crianças. · Adequação às características das crianças com necessidades especiais.espaço para o faz-de-conta. · Paisagismo (plantas diversas). como indica o RCNEI: atividades permanentes. · Percursos (trilhas. · Espaços livres cobertos para atividades em dias de chuva. · Caixa de areia higienizada. · Estímulo à preservação do meio ambiente. · Adaptação dos espaços à escala da criança (adequação de tamanho).espaço de leitura . os momentos mais adequados e os locais onde serão melhor realizadas. · Mobiliário adequado. O desenvolvimento das atividades deve considerar as necessidades biológicas. pequenas estantes. Contudo. para pinturas . (movimentação. como sugerem Barbosa & Horn (2001). · Capacidade de estimular a construção do conhecimento. · Desenvolvimento sócioemocional. é importante considerar três aspectos que servem de direcionamento e apoio para a organização institucional: o tipo de atividades propostas. biombos.TV. etc. psicológicas. Á R E A S E X T E R N A S · Pátios abertos e áreas sombreadas. O encadeamento de ações pode ocorrer em três grandes modalidades de organização de tempo. labirintos e caminhos).espaço para repouso . de ferro ou plástico resistente e seguro. atrativos e seguros. autonomia e independência). Sugere-se. placas informativas etc.espelho . · Segurança. · Sala de vídeo.PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO ESPACIAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL ORGANIZAÇÃO ESPACIAL RECOMENDAÇÕES E RECURSOS MATERIAIS ASPECTOS INFANTIS DESENVOLVIDOS Á R E A S I N T E R N A S · Ambientes de caráter lúdico. · Túneis (por exemplo. que podem ser demarcados através de tapetes. etc. · Desenvolvimento físicomotor.espaço para recorte e colagem. a organização da sala em ‘espaços’. etc. · Parque de madeira. · Casinha. · Pneus de diversos tamanhos. com manilhas). Portanto. a seqüência de atividades e 100 .

pintura. as brincadeiras e as situações de aprendizagem. cuidados e brincadeiras. requerem flexibilidade e criatividade para adaptá-la ao contexto de cada turma e de cada escola. · Atividades diversificadas. · Desenvolvimento da ·Ateliês ou oficinas de identidade e autonomia. cujos conteúdos necessitam de uma constância. Logo. envolvendo situações de aprendizagem. sócioafetivo. linguagens. níveis de complexidade.projetos de trabalho. considerando as três modalidades de organização do trabalho pedagógico (atividades básicas. deve ser estabelecida uma rotina na qual será organizado o tempo do trabalho educativo realizado com as crianças e nela devem ser contemplados os cuidados. internos e externos. · Atividades com o corpo. acontecimentos e · Brincadeiras em espaços seqüência de trabalhos. recomendações para uma organização temporal adequada à Educação Infantil. Vale reafirmar que as rotinas da Creche não significam repetições sucessivas de atividades mecanizadas e desprovidas de sentido para as crianças. organização e da escola. · Desenvolvimento de ·Momentos de higiene. orientação temporal. na organização de conteúdos. · Rotina estruturante e consonante com os objetivos propostos no · Desenvolvimento da Projeto Político-Pedagógico percepção. PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO TEMPORAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL ORGANIZAÇÃO TEMPORAL MODALIDADE RECOMENDAÇÕES ASPECTOS INFANTIS DESENVOLVIDOS ATIVIDADES · Rotina pertinente ao BÁSICAS grupo. · Planejamento do previsível · Segurança e previsão dos para lidar com o inesperado. Outra modalidade de seqüência de atividades refere-se àquelas planejadas e orientadas de modo a promover aprendizagens específicas e são seqüenciadas com intenção de oferecer desafios em diferentes níveis de complexidade. Ainda segundo as orientações do RCNEI. · Roda de conversa. A última modalidade refere-se à construção coletiva de projeto de trabalho. · Ampliação de idéias sobre ·Momentos em que as um assunto específico. modelagem. aprendizagem e prazer para as crianças. a crianças possam ficar partir do estabelecimento 101 . A construção dessa rotina pedagógica de uma turma estrutura o cotidiano escolar e representa para professores e crianças uma fonte de segurança. ·Desenvolvimento · Contação de histórias. mas uma referência para acomodar uma diversidade de situações educativas em uma lógica adequada às características infantis. atividades seqüenciais e construção coletiva de projetos) e indicando quais os aspectos infantis desenvolvidos. apresenta-se no Quadro. diminuindo a ansiedade acerca do desconhecido e organizando o tempo e os espaços disponíveis. A seguir. aprendizagens em diversos alimentação e repouso. fornecendo subsídios para prever a seqüência do trabalho. A primeira modalidade refere-se às atividades básicas de cuidados. que será discutida adiante. através de múltiplas desenho e música.

· Hipóteses significativas para o grupo. a organização em âmbitos e eixos objetiva abranger diversos e múltiplos espaços de elaboração de conhecimentos e de diferentes linguagens.2. Os eixos estão dispostos de maneira aparentemente fragmentada apenas por uma questão didática. apreciação de imagens etc. visto que a rotina necessita envolver flexibilidade e limites. de modo a se obter coerência entre objetivos e conteúdos em dois âmbitos de experiência: Formação Pessoal e Social e Conhecimento de Mundo. os processos de socialização e o desenvolvimento da autonomia das crianças em aprendizagens consideradas essenciais. música. linguagem oral e escrita. 102 . 20. Nesse documento. de crianças que devem ser respeitadas em suas especificidades. natureza e sociedade e matemática. Ex: apropriação do esquema corporal. ATIVIDADES SEQÜENCIAIS assim · Atividades planejadas. enquanto que um currículo pautado na valorização da infância promove essa aproximação. a construção de identidade. com excelentes resultados. etc. observação de si mesmo. os tempos não podem ser rígidos e imutáveis. em sua maioria. artes visuais. Apesar da relevância de uma rotina estruturante na Educação Infantil. Esses âmbitos de experiência são contemplados e constituídos pelos seguintes eixos de trabalho: formação pessoal e social -identidade e autonomia. uma vez que os mesmos estão interrelacionados nas ações pedagógicas desenvolvidas. orientadas e seqüenciadas. uma vez que são as próprias crianças que participam do processo de construção de conhecimentos. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) sugere que a integração curricular se desenvolva pelo entrelaçar dos objetivos gerais da Educação Infantil com os objetivos específicos de diferentes eixos de trabalho. mediado pelo professor. constituído. CONSTRUÇÃO COLETIVA DE PROJETOS · Partir de hipóteses a serem testadas e de conhecimentos prévios do grupo. Organização do trabalho pedagógico O currículo tradicional afasta as crianças do mundo real.sozinhas se desejarem. movimento. o de múltiplas relações. para que as crianças avancem em relação à representação da figura humana. observação de pessoas. com ou sem espelho. pois contempla a subjetividade de um grupo. · Desenvolvimento do espírito investigativo de um pesquisador. através de desenhos.

ampliando. acionando seus próprios recursos. construção de vínculos e expressão da sexualidade são considerados como experiências essenciais ao processo de construção da identidade e da autonomia. uma vez que. poderão gradualmente fazê-lo no plano das idéias e dos valores. A construção da identidade e da autonomia é para a criança o grande salto para a independência. a sua perspectiva do outro. Os traços particulares de cada criança. o que representa uma condição essencial para o desenvolvimento de sua autonomia. gradativamente. a criança desenvolve a capacidade de se conduzir e de tomar decisões. capazes e competentes para construir conhecimentos e. Conceber uma educação em direção à autonomia significa considerar as crianças como seres com vontade própria. já que sua identidade está em construção. Piaget (1994) comenta que enquanto a criança não dissociar o seu eu do mundo físico e social ela não irá cooperar. 103 .21 . interferir no meio em que vivem. sendo a autonomia definida como a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si própria. uma vez que o contato com outras crianças e com adultos de origens e hábitos culturais diversos proporciona chances de aprender novas brincadeiras e de adquirir conhecimentos sobre diferentes realidades. porque para tornar-se consciente de si. tem grande impacto na formação de sua personalidade e de sua auto-estima. quando a criança gerencia suas ações e julgamentos. ao ser respeitada. levando em conta regras. As crianças vão. percebendo-se e percebendo os outros como diferentes. gradativamente.Formação Pessoal e Social Identidade Autonomia Convivência Social Jogos e brincadeiras O ingresso da criança pequena na instituição de ensino (escola/creche) amplia e alarga o seu universo inicial. precisará libertar-se da coação exercida pelo adulto desde o seu nascimento. Exercitando o auto-governo em questões situadas no plano das ações concretas. a sua perspectiva pessoal. o jeito de cada uma e como isso é recebido pelo professor e pelo grupo em que se insere. dentro de suas possibilidades.FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL 21. Identidade e Autonomia . A maneira como cada um se vê depende também do modo como é visto pelos outros. ou seja. ela aprende a respeitar e a cooperar com o outro.1. ou seja. valores. Em consonância com o desenvolvimento da identidade. o desenvolvimento da sua autonomia a levará a uma condição de cooperação. Processos como fusão e diferenciação. bem como a do outro. sai de uma condição de heteronomia – legitimidade de regras e valores oriundos do adulto – para uma condição de autonomia.

os seus desejos e objetivos. na sua identidade. Podem ficar frustradas quando a mãe ou o adulto que delas cuidam não agem conforme seus desejos. contribuem muito para o desenvolvimento pessoal da criança. das observações que faz do mundo. Se as aprendizagens acontecem na interação com as outras pessoas. a linguagem e a apropriação da imagem corporal. organiza suas emoções e amplia seus conhecimentos sobre o mundo. principalmente as pessoas de seu círculo afetivo. Dentre esses recursos destacam-se a imitação. É por meio dos primeiros cuidados que a criança percebe seu próprio corpo como separado do corpo do outro. A linguagem corporal é outro veículo importante no desenvolvimento global da criança. a linguagem representa também um potente veículo de socialização. As experiências de frustrações são bons momentos para favorecer a diferenciação entre o eu e o outro e. sejam adultos ou crianças. aprender com os outros e identificar-se com eles. desenvolve sua imaginação. Opor-se. a criança. A fantasia e a imaginação são elementos fundamentais para que ela aprenda mais sobre a relação entre as pessoas. médico. sua capacidade de representação. A observação auxilia a criança na fase de construção do processo de diferenciação dos outros e. afirmar o seu ponto de vista. É entendida como um mecanismo de reconstrução interna e não meramente uma cópia ou repetição mecânica. sobre o eu e sobre o outro. atenção. a criança constrói sua aprendizagem. quando inseridas num clima de afeto e atenção. ao nascerem. a oposição. daí. o faz-de-conta. pai. Na brincadeira do faz-de-conta a criança assume papéis. imitação. O uso e a ampliação gradativa da linguagem é outro fator muito importante na aquisição da identidade e da autonomia visto que.O processo de fusão e diferenciação caracteriza-se pelo fato de que as crianças. A oposição é outro recurso fundamental no processo de construção do sujeito. diferenciar-se do outro. Nas brincadeiras. brinca com o imaginário: às vezes é mãe. não diferenciam o seu próprio corpo e os limites de seus desejos. memória etc. conseqüentemente. a importância do conhecimento do desenvolvimento infantil por profissionais que atendem a crianças dessa faixa etária. As crianças começam observando e imitando as pessoas e coisas existentes a sua volta. do contato físico com outras pessoas. entende e se faz entender. essas aprendizagens também dependem dos recursos de cada criança. a criança desenvolve a capacidade de observar. Para se desenvolver a criança precisa aprender com os outros por meio dos vínculos que estabelece. Brincar é uma das atividades de fundamental importância no desenvolvimento da identidade e da autonomia. ser aceita e diferenciar-se. bombeiro etc. Na imitação. 104 . troca experiências. significa. ao mesmo tempo que enriquece e amplia as possibilidades de comunicação e expressão em sua forma mais ampla. Por meio de explorações. interagindo com o outro. em certo sentido.

105 . Interessar-se gradualmente pelo cuidado com o próprio corpo. contemplando os aspectos cognitivos. ninar. Valorizar e reconhecer sua própria identidade • • • • • • 21. Participação e interesse em situações que envolvam a relação com o outro.. sonhos e fantasias.1. demonstrando suas necessidades e interesses. com seus professores e com os demais profissionais da instituição. Realização de pequenas ações cotidianas ao seu alcance para que adquira maior independência. expressando seus desejos. sentimentos. objetos e espaços para brincar. executando ações simples relacionadas à saúde e higiene. conversar e propor atividades que falem sobre os medos. preferências e vontades em brincadeiras e nas atividades cotidianas. Interesse em experimentar novos alimentos e alimentar-se sem ajuda. tocar. Escolha de brinquedos. sócio-afetivos e psicomotores Relacionar-se progressivamente com mais crianças. massagear e acalentar os bebês que desejem ou necessitem desses cuidados para dormir. Sugestões de atividades • • • Cantar para os bebês as mesmas canções de ninar que seus pais ou parentes cantam e gradativamente introduzir outras.2. Apropriar-se gradativamente do autocontrole das necessidades fisiológicas Brincar. desagrados. Iniciativa para pedir ajuda nas situações em que isso se fizer necessário. Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo. necessidades. Ex:lavar as mãos. garantindo oportunidades para que ela seja capaz de: • Experimentar e utilizar os recursos de que dispõe para a satisfação de suas necessidades essenciais. 21.3. Participação em brincadeiras de “esconder e achar” e em brincadeiras de imitação.1. Objetivos O estabelecimento de ensino que atende a população compreendida entre zero e três anos deve criar um ambiente de acolhimento que dê segurança e confiança à criança. Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com as quais convivem no seu cotidiano em situações de interações. sobre o escuro.21. sua unidade e as sensações que ele produz. conhecendo progressivamente seus limites. Ações de higiene com ajuda.1. vontades e desagrados e agindo com progressiva autonomia. Respeito às regras simples de convívio social. Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo. Reconhecimento gradativo do próprio corpo e das diferentes sensações e ritmos que produz. Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes brinquedos. embalar. Interesse em desprender-se das fraldas e utilizar o penico e o vaso sanitário. Expressão e manifestação de desconforto relativo à presença de urina e fezes nas fraldas. sobre o dormir etc.1. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) • • • • • • • • • • • • • • • Comunicação e expressão de seus desejos.

brinquedos emborrachados. objetos coloridos. disponibilizar caixas. músicas diversas (de ninar. pintura etc. bambolês.) para reconhecimento de todos. Os “espaços” podem ser: casinha de boneca. etnias etc. tais como fantasias. organizar o ambiente para possibilitar a exploração livre por parte dos bebês. instrumentos musicais. pessoal e do meio. em contexto lúdico e afetivo. criação de cenários etc. etc). nome. elaborar brincadeiras que visem a discussão da identidade cultural brasileira. contos. exercitando o poder de escolha. com objetos coloridos. espelho. marionetes. filmadora. fantoches.4. ações de alimentação e higiene. utilizar músicas. identificação dos pertences pessoais com marca (foto. espelho. panos. atividades com: instrumentos musicais. supermercado. brincadeiras e cantigas. para a consulta.. sugestões e questionamentos das crianças. para favorecer diversas interações que a criança possa estabelecer. tanto em relação às atividades quanto aos parceiros. 106 . biblioteca. 21. instrumentos para higiene. equipamento de som. inserindo o nome das crianças. criar “espaços” que favoreçam a dinâmica da turma e ajudem a diminuir conflitos internos. em quadros ou tabelas da rotina e organização da seqüência das atividades fixas de cada dia da semana. acompanhadas. salão de beleza. cubos etc. Recursos materiais • • • • • • • • • • • • • Nome grafado e fotos das crianças. histórias clássicas. material para atividades do faz-de-conta. bem como pluralidade cultural. argolas. utilização do espelho na construção da identidade por meio de brincadeiras em frente a ele. no grupo ou fora dele. envolvendo temas do folclore local. brincadeiras de faz-de-conta. danças e brincadeiras de faz-de-conta para que a criança reconheça e explore seu corpo. fantoches. folclóricas.. instituir passatempos para que as crianças possam brincar sozinhas. Brincar de desfilar. banheiras ou piscinas plásticas. Jogos das expressões (carinhas de expressões para identificação de sentimentos). caixas e brinquedos pessoais. blocos e brinquedos de encaixe. etc. blocos e brinquedos de encaixe. animais e personagens. referência às crianças e adulto pelo nome para reconhecimento individual e dos outros. situações de imitação de ações de pessoas. com acompanhamento e intervenção educativa realizada pelo professor. de roda. clássicas. registros. sonoros e seguros. máscaras. jogos diversos que contemplem o desenvolvimento da identidade e da autonomia. objetos de higiene pessoal.1. Ter o dia do brinquedo de casa.• • • • • • • • • • • • • • • • • • desenvolver brincadeiras de faz-de-conta.. roupas e acessórios.

primeiramente. da interação e expressão do seu corpo em movimento que ela interage com o outro. ela comunicando-se com o mundo.22 . desfrutando da sua linguagem corporal e capacidade motora através de brincadeiras.ao brincar. Linguagem Oral e Escrita. O movimento é muito mais que simplesmente mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. o andar propicia grande independência pois ela passa a explorar e a pesquisar o mundo a sua volta com mais liberdade e amplitude. jogar e dançar.1. Natureza e Sociedade e Pensamento Lógico-Matemático. Elas vão gradativamente aumentando as possibilidades de amplitude de seu corpo em interação com o mundo a sua volta. por meio do seu próprio corpo.1. É por meio da imitação.1. afetivos.meio físico e social . presente em todas as culturas. Objetivos A prática educativa deve ampliar-se e organizar-se de forma que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades: 107 . nas mais diversas situações. O movimento infantil está presente em toda a manifestação da criança. Constitui-se em uma linguagem que permite à criança crescer nessa interação . integrando aspectos lúdicos. o domínio de seu próprio mundo. desenvolvendo a sua autonomia. A criança se expressa e se comunica com o mundo. 22. Muitas vezes. jogos. é imprescindível que ela possa vivenciar a sua mobilidade. As brincadeiras que se encontram presentes no universo infantil e que variam de uma cultura para outra apresentam-se como oportunidades privilegiadas para desenvolver habilidades no plano motor como pular amarelinha.CONHECIMENTO DE MUNDO O âmbito de experiência Conhecimento de Mundo é constituído pelos eixos de trabalho: Movimento. estéticos e cognitivos e contemplando aspectos motores através das danças ou rituais. a criança está se apoderando da cultura corporal da sociedade que se encontra inserida. visto que a criança o utiliza para expressar-se. Movimento As crianças se movimentam desde a vida intra-uterina. 22. bem como agir de maneira cada vez mais independente sobre o mundo à sua volta. da mímica. Para a motricidade da criança. etc. mesmo quando está quieta. associado ao movimento infantil encontra-se a linguagem musical. atividades esportivas. jogar bola. Diante disso. danças. cada vez mais. exploram o ambiente e adquirem. enfim. parada. criando e imitando ritmos. Música. soltar pipa. a aquisição da capacidade de andar representa uma grande conquista. demonstrações de afeto. reproduções e imitações comportamentais. atirar com estilingue etc. Artes Visuais.

velocidade. • • • • • • • • Exploração de diferentes posturas corporais. posturas. utilizar movimentos variados em jogos. andar. pendurar-se.2. engatinhar. rolar. etc. Expressividade • • • Reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo por meio da exploração. escorregar.potencialidades e integridade do próprio corpo. 22. Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr. Ampliação progressiva da destreza para deslocar-se no espaço por meio da possibilidade constante de arrastar-se. correr. desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras. explorar e controlar movimentos como força.. sensibilidade e flexibilidade. por meio da experimentação e utilização de suas habilidades manuais em diversas situações cotidianas. Expressão corporal por meio de danças e brincadeiras cantadas. das brincadeiras. deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar. O primeiro refere-se às possibilidades expressivas do movimento e o segundo ao seu caráter instrumental. jogos e nas demais situações de interação. Equilíbrio e Coordenação A escola deve proporcionar à criança oportunidades para desenvolver. ficar ereto apoiado na planta dos pés com e sem ajuda etc. correr. Expressão de sensações e ritmos corporais por meio de gestos. pular. deitar-se em diferentes posições. Aperfeiçoamento dos gestos relacionados com a preensão. encaixe. conhecendo. Ampliação gradual do conhecimento e controle sobre o corpo e o movimento. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Os conteúdos estão organizados em dois blocos.. linguagem oral e música. o traçado no desenho. soltar etc.• • • • • • • familiarizar-se com a imagem do próprio corpo. apropriar-se da imagem corporal. assim como em outras situações. lançamento para o uso de objetos diversos. Valorização de suas conquistas corporais. como sentar-se em diferentes inclinações. privilegiando as brincadeiras desta faixa etária. desenvolvendo atitudes de interesse e cuidado do próprio corpo. descer.1. o lançamento etc. 108 . subir. explorar e utilizar os movimentos de preensão. a coordenação de seus movimentos e o seu equilíbrio. movimentar-se. do uso do espelho e da interação com os outros.. o encaixe. gradativamente. explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras. limites. os limites e as potencialidades do seu corpo. dançar. resistência. danças. brincadeiras e danças. Percepção das sensações. Utilização de movimentos em situações cotidianas e em brincadeiras – intencional e espontânea. etc. de forma global e harmoniosa.

esconde/esconde e outras para permitir o desenvolvimento da espontaneidade e da socialização da criança. garrafas plásticas. massagens.. veio uma formiga e subiu na minha mão. fazendo caretas. um pneu. coelhinho na toca etc. • • • • • • • • • • • • • 109 . mímicas. proporcionar brincadeiras de estátua. uma mãe carregando o filho no colo. expressando através da música. propor brincadeiras que estimulam o contato físico. movimentos na água junto com a criança etc. cordas e brinquedos (respeitando a sensibilidade corporal). fique onde está. andar. dramatizando-as. corre-cotia.. estimulação das palmas das mãos e dos pés. proporcionar jogos de imitação (Ex: o sombra). enfim. • 22. andar imitando pessoas e objetos: um velhinho. etc. alguém carregando uma coisa muito pesada. empurrar objetos. a corda é a ponte. imitar a forma de andar dos animais: andar como gato.pular como um sapo. na hora do banho.. túneis e labirintos construídos com tecidos e caixas. minhocão. uma bola. proporcionar brincadeiras de roda. bolas. brincar com mímicas faciais. juntamente com as atividades. • Exploração do espaço através de atividades com o corpo e objetos. brincar em rodinhas levando a criança a levantar-se. brincadeiras e atividades em cabanas. objetos e brinquedos diversos para aperfeiçoamento de suas habilidades manuais. encaixar etc. pois a criança age por imitação do adulto)... imitar animais. como por exemplo: “Fui à feira comprar mamão. utilizar brincadeiras para estimular as crianças na manutenção de boa postura (importante que o professor tome cuidados com sua própria postura. contar histórias e pedir que as crianças participem com gestos e mímicas.Manipulação de materiais. favorecer o desenvolvimento oral (articulação da fala) e corporal por meio da música.”. andar para frente e para trás. propor atividades de deslocamento com bambolês. deitar. colchonetes. tapetes. brincarão com a própria imagem. organizar atividades envolvendo o jogo simbólico (Ex: circuito – passeio num sítio onde a mesa é a caverna. almofadas. sentar-se. pular obstáculos.3. fazer uso de atividades no espelho.. trabalhando a expressividade de cada um e os diversos sentimentos: as crianças farão caretas. etc. Sugestões de atividades Expressividade / Equilíbrio e Coordenação • • • • Realizar. alguém com muita pressa. correr etc.) onde a criança possa manipular grandes e pequenos objetos.1. de modo a garantir o acompanhamento seguro das atividades de movimento.

TV. temperatura e plasticidade da terra. levantando um braço ou uma perna. quando este cessar. ao som de um estímulo sonoro. colocar pregadores de roupa em volta da borda de uma caixa de sapatos. clássicas. da areia. atividades de alongamento muscular e relaxamento psicofísico. em fila. imitar a centopéia ou um trem. caixa de areia higienizada. confeccionados com respeito à sensibilidade corporal. levantando um braço ou uma perna. pendurar roupas no varal da “casinha”. acertar a boca do palhaço. brincadeiras como: atira lata. garrafas. colchonetes.. marionetes. brincadeiras com água. músicas diversas (de ninar. cabo de guerra. levantar objetos leves e pesados. buracos para encaixe de brinquedos e objetos). banheira ou piscininha plástica. etc. virando a cabeça para o lado. encher e esvaziar garrafas. almofadas. boliche. corda. argila e água. bambolês. As outras crianças reproduzem as suas posições. caixas. reproduzindo as suas posições. fazer movimentos como andar. um atrás do outro. pendurar os desenhos e os crachás. Ao movimentar-se. etc. etc. brincadeiras com caixas (entrar e sair da caixa. torneira externa. latas. 110 . tais como fantasias. brincadeiras com bolhas de sabão. material para atividades do faz-de-conta. argila. roupas e acessórios. câmeras e filmadoras. atividades e brincadeiras de exploração de características físicas de textura. de roda. usando todo o corpo: uma criança se movimenta. brincar de espelho (em par). bola. Recursos materiais • • • • • • • • • • • • • • • • • materiais de diversas texturas.) equipamentos de som. como: “ciranda-cirandinha”. formas e cores. 22. usando todo o corpo: uma criança se movimenta. tecidos de diversas texturas. pneu. com os braços para a frente a as mãos segurando a cintura do que está à frente. saltar.. etc. as crianças cessam o movimento.• • • • • • • • • • • • • • • brincar de seu mestre. tamanhos. A outra criança faz o papel do espelho.4.1. brinquedos. máscaras. folclóricas. brincadeiras de roda ou danças circulares que favorecem o desenvolvimento da noção de ritmo individual e coletivo. pesos. tapetes. deve obedecer aos sinais.. andar sobre a risca. fantoches. para exploração de sensações e possibilidade de movimento. etc. água em chuveiro. virando a cabeça para o lado. brinquedos sonoros e instrumentos musicais.

sua cadência e seu desembaraço. assim como pedir que elas percorram um trajeto com um pé. a orientação espacial. com as mãos na cabeça. arrastando-se. modelar. construindo a sua própria imagem corporal.. amarrar. podem-se utilizar vasilhas como garrafas. balançar como as folhas de uma árvore. Seu lobo. de pernas abertas sobre uma corda esticada etc. pule!. Para desenvolver habilidades com mãos e dedos.andar de cócoras engatinhando. A representação das experiências observadas e vividas pode se transformar numa atividade bastante divertida e significativa para as crianças como: derreter como sorvete. pedalando. desenhando-os. etc. etc. jogar por cima da cabeça. oportunidades para que as crianças desenvolvam esses movimentos expressivos. são ótimas atividades para desenvolver a percepção de um ritmo comum e a noção de conjunto. favorecem o reconhecimento do corpo são os jogos e brincadeiras que envolvam a interação e a imitação como: Siga o mestre. executando movimentos rítmicos livres. corra!. latas e vidros. sobre figuras desenhadas no chão. O espelho constitui-se em uma ótima atividade na qual as crianças aprendem a se conhecer. andar em cima da corda.. com os pés juntos.. fantasiando e assumindo papéis diversos. como também proporcionar atividades lúdicas e prazerosas que exercitem o corpo como um todo. criando. puxar. depois com o outro. flutuar como um floco de algodão.. saltar.. intencionalmente. O professor pode sugerir que as crianças andem livremente para frente. correr.22.. na dança. etc. personagens de histórias ou músicas. sempre tentando acertar dentro de um cesto colocado a alguns metros. também.. chutar a bola.. rebole!.. correr como um rio. também. Orientações metodológicas • Expressividade Comunicar-se e expressar-se através de movimento faz parte do dia-a-dia da criança nos seus gestos. acrescentando um sentido socializador e estético.. O professor deve propor exercícios de pular em diversos sentidos. Estátua.. brincando. dirigidos e espontâneos.. As atividades de andar. Desenvolver atividades com a corda é muito importante na medida em que oferece oportunidades de a criança dominar o corpo e o espaço. sem derramar. O professor deve propiciar atividades. voar como uma gaivota. bem como os efeitos que sua ação pode produzir. em que as crianças observem seu próprio corpo e os de outras crianças. 111 .5. para transferir líquidos de um para outro. dance!. A criança pode passar de movimentos espontâneos para atividades integradoras respondendo: a dados verbais ande!. etc. de forma sistemática. pintando-os.. de costas. As cantigas de roda. o que o professor deve aproveitar. tampar e destampar também são excelentes para o desenvolvimento da coordenação... favorecendo a conquista da confiança em si mesma. etc. Podem-se propor jogos de acertar o alvo: lançar bola com uma mão. imitando animais. nas brincadeiras. a representação com o corpo . abotoar. como também as percepções visuais. Atividades que.. na ponta dos pés. são exercícios que desenvolvem a imaginação e a criatividade. pular.. jarras. seu ritmo. na sua postura. etc. de combinar o ritmo de seu corpo com o da corda.1. • Equilíbrio e coordenação Os exercícios de equilíbrio e coordenação têm um valor para explorar e exercitar os movimentos do próprio corpo.. trabalham a coordenação motora. tocando-os.

expressão e comunicação. Elas integram o pensamento. Piaget afirma que “a arte não entra na criança. pois é uma das formas mais significativas da comunicação humana. a criança revela o seu potencial. Contribuir para a formação da sensibilidade das crianças significa incentivar e criar oportunidades para que elas se expressem. ) apresenta um desenvolvimento progressivo que vai da passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções mais ordenadas (símbolos e figuras). através da utilização de diferentes materiais que permitem a transformação. utilizando os elementos da linguagem das artes visuais . a fim de diversificar a ação da criança na experimentação e na ampliação do repertório de imagens. modelagem. Porém. estimulando sua imaginação. buscar o belo. perceber e partilhar. também. No fazer artístico e no contato com os objetos de arte. desenhar.22. observem e atribuam sentido às imagens. muitas vezes em atividades mimeografadas. forma. cor. com a apreciação e a reflexão. para que as crianças reconheçam e estabeleçam relações com o seu universo. individualmente.2. a sensibilidade. bordados. Expressam e comunicam sentimentos e idéias através de traço. aumentando suas possibilidades de entendimento da realidade. linha. Ela emerge como componente curricular no sentido de promover o desenvolvimento cultural e propiciar abertura para a vivência da afetividade. esmiuçar. ampliem e enriqueçam suas experiências. volume e textura. entre outros. a reflexão sobre os conteúdos do objeto artístico que se manifesta. etc.ponto. colagem. 112 . com o objetivo de descobrir. sai dela”. pode-se contemplar na Educação Infantil os seguintes aspectos: o fazer artístico. permitindo. pintura. a percepção. as produções e os artistas que as produziram. Essa passagem é possível graças à interação da criança com o ato de desenhar e o desenho de outras pessoas. escultura. aberto a perceber. buscando novos conhecimentos. a imaginação e a cognição da criança. teatro. a criança cria e recria. compreensão e expressão. Artes Visuais As artes visuais são linguagens e formas importantes da expressão humana. formas expressivas. estabelecendo novas relações com o que a cerca. na construção das demais linguagens visuais(pintura. As artes visuais colocam a criança diante de inúmeras possibilidades de comunicação e expressão. Por meio do desenho. sendo as artes visuais um modo de expressão. pintura. apreciar e conhecer. dança. e. construção tridimensional. com o olhar curioso. ou para a construção de produtos decorativos. uma linguagem de características e estrutura próprias. espaço e volume em produções de desenho. brinquedos. Infelizmente em muitas propostas pedagógicas as artes visuais foram compreendidas como meros passatempos em atividades de modelar. comparar. pintar. construção. o prazer e o interesse pelo conhecimento e o incentivo à criação. A arte está presente no dia-a-dia da criança. É importante que a criança conviva com produções ricas e desafiadoras e seja capaz de ir além. cor. É preciso sair da escola e ir ver o mundo. descobridor. propiciando a criação dos sentidos que o objeto propõe. Convém ressaltar que a educação estética não deve limitar-se ao ambiente escolar. são as artes plásticas: desenho. A apreciação das artes visuais deve ser fomentada. centrado na exploração. as suas emoções e pensamentos. O desenho tem sua importância no fazer artístico da criança e. cuja aprendizagem acontece na articulação do fazer artístico. a reutilização e a construção de novos elementos e formas. na Educação Infantil. montagens e justaposição de sucata. reflexão e a sua sensibilidade. contemplar. É concebida como linguagem com estrutura e características próprias. colar. forma. colagens. As modalidades artísticas que podem ser contempladas. daí ser vista como testemunha da história construída através dos tempos e das influências da cultura.

mas o desenho se destaca por ter uma importância no fazer artístico e na construção de outras linguagens visuais. Mesmo assim. é possível identificar espontaneidade e autonomia na exploração e no fazer artístico das crianças. a repetição e exploração desses movimentos vai proporcionando a construção do conhecimento de si próprio. apreciação. pensamentos e realidade por meio da organização de linhas. Oferecer ao trabalho com Artes Visuais uma conotação decorativa. seus trabalhos revelam o local e a época histórica em que vivem. que desde cedo sofrem influências da cultura. a criança necessita associar. A fase dos rabiscos e garatujas já se inicia ao final do 1º ano de vida da criança. suas oportunidades de aprendizagem. por si só. surgindo o “fazde-conta” e verbalizam a respeito de suas criações. formas. pontos. O desenho da criança evolui e passa das garatujas para formas mais ordenadas. portanto. sendo. As Artes Visuais são a expressão natural da criança. suas idéias ou representações sobre o trabalho artístico que realizam e a produção de arte à qual têm acesso. assim como seu potencial para refletir sobre ela. identificar e reconhecer diferentes objetos e funções. pois. antes. apreciar e aprender ludicamente o que a arte lhe proporciona em termos de desenvolvimento global.As Artes Visuais são linguagens que expressam. cor. utilizá-lo como passatempo ou reforço de aprendizagem. As crianças têm suas próprias impressões. ela metaboliza suas experiências e desenvolve sua visão de mundo por meio do cotidiano e do contexto sociocultural no qual se encontra inserida. porém. uma das maneiras mais importantes de se expressar e se comunicar. do mundo e das ações gráficas. a faixa etária e as peculiaridades de cada criança para que ocorra o desenvolvimento de suas capacidades criativas. o trabalho com Artes Visuais deve acontecer respeitando o nível de desenvolvimento. surgindo os primeiros símbolos. Várias modalidades artísticas são trabalhadas na Educação Infantil. luz. comunicam e atribuem sentido a sensações. A Criança e as Artes Visuais Na Educação Infantil. o que. Para isso. Nas atividades com desenhos ou criações artísticas as crianças brincam. idéias e interpretações de arte e do fazer artístico. justifica sua presença no contexto da educação e de modo especial na Educação Infantil. são algumas das práticas correntes que devem 113 . sentimentos. Antes de saber representar graficamente o mundo visual. As Artes Visuais devem ser concebidas como uma linguagem que tem características próprias no âmbito prático e reflexivo cuja aprendizagem se dá através dos seguintes aspectos: • • • fazer artístico. reflexão. ela precisa vivenciar.

brincar ao ar livre com areia. ampliar o conhecimento de mundo que possuem. explorar materiais. materiais industrializados e de confecção caseira. atentar-se para as atividades propostas. explorando suas características. considerando-as na proposta de novas ações. 114 . manipulando diferentes objetos e materiais. colagens e construção produzir trabalhos criativos nas diversas modalidades de artes visuais.ser evitadas. utilizar em trabalhos práticos. de meios e de variados suportes gráficos. As Artes Visuais devem visar a um trabalho que cumpra o seu papel de auxiliar no desenvolvimento pleno das capacidades criadoras da criança. O primeiro refere-se ao fazer artístico e o segundo à apreciação em Artes Visuais.. as vivências do cotidiano através de desenhos e pinturas. interessar-se pelas próprias produções e de outras crianças e pelas obras artísticas apresentadas. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Os conteúdos estão organizados em dois blocos. representar idéias e sentimentos. Conteúdos relacionados ao fazer artístico: • exploração e manipulação de materiais de diferentes texturas e espessuras.2. visto que o interesse e a atenção das crianças dessa faixa etária é de curta duração. 22. construindo objetos e maquetes. a partir do momento em que as crianças possuam condições motoras para manuseá-los. observar e identificar imagens visuais diversas e imagens artísticas. e o prazer da atividade advém exatamente da ação exploratória. observar os interesses e as necessidades do bebê. instrumentos e suportes necessários para produções artísticas. materiais e suportes.2.1. apreciar os trabalhos umas das outras. morder. desenvolver a expressão artística bidimensional e tridimensional.2. comunicação e produção. também. utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão. água e outros materiais. propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas de expressão artística. valorizando os trabalhos realizados coletivamente ou individualmente. • • • • • • • • 22. cheirar etc. O Fazer Artístico Para o fazer artístico faz-se necessária a utilização de instrumentos. Objetivos A prática do aprendizado em artes deve ser organizada de forma a proporcionar às crianças oportunidade de: • • • • • explorar objetos de diferentes matérias-primas por meio dos sentidos: agarrar. É necessário.

• exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais, visando a produção de marcas gráficas; • cuidado com o próprio corpo e o dos colegas no contato com os suportes e materiais de artes; • cuidado com os materiais, com os trabalhos e com os objetos produzidos individualmente ou em grupo; • criação de desenhos, pinturas, colagens e modelagens, a partir de seu próprio repertório e observação do ambiente; • utilização de tintas e massas caseiras confeccionadas pelas crianças ou educadores e obtidas da natureza; • valorização de suas próprias produções, das outras crianças e produção de arte em geral. Apreciação em Artes Visuais Com relação à leitura das imagens, deve-se dar preferência a materiais bastante diversificados e que tenham significado para as crianças, para que estas possam reconhecer e estabelecer relações com seu universo. É aconselhável que as crianças tenham liberdade para realizar tais observações e tecer os comentários que desejarem. Ao realizar tais atividades, o professor pode atuar como incentivador da apreciação e da leitura da imagem. Conteúdo relacionado à apreciação em Artes Visuais: • • • • • • • observação e identificação de imagens diversas; conhecimento da diversidade de produções artísticas como desenhos, pinturas, esculturas, construções de fotografias, colagem, ilustrações, etc; observação dos elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume, textura, etc; leitura de obras de arte, observando, narrando, e descrevendo; interpretação de imagens e objetos; apreciação de suas produções e as dos outros, através da observação dos elementos da linguagem plástica (cor, textura, forma, etc.); apreciação das artes visuais comparando-as com as experiências pessoais.

Reflexão • Compartilhar perguntas e afirmações no contato com as próprias produções e de outros artistas

22.2.3. Sugestões de Atividades • • • • • Levar a criança a imitar formas e figuras por meio da representação; proporcionar exploração de marcas, gestos e texturas; confeccionar tintas e massas com a participação das crianças para observação das propriedades, possibilidades de registro, além de observar transformações; propiciar o contato e a exploração dos elementos da natureza como folhas, sementes, gravetos, flores, insetos etc.; promover excursões aos locais próximos à instituição para extrair materiais para desenvolver atividades;

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• • • • • • • •

• • • •

propor desenhos sobre diversos tipos de superfície como lixa, argila, papel liso, rugado etc.; propor desenhos com uso dos dedos, lápis, pincéis; desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais; utilizar técnicas variadas para realização de trabalhos com tinta como esponjas, canudos, carimbos, rolinhos, etc.; realizar com a criança trabalhos de colagem com revistas, papéis diversos, gravuras etc.; propor trabalhos tridimensionais por meio da colagem, montagem e justaposição de sucata selecionada, limpa e organizada provenientes de embalagens diversas; favorecer a articulação das sensações corporais e das marcas gráficas; promover impressão de marcas em papel comprido ou no chão, para que as crianças caminhem e percebam suas marcas (claras/escuras), permitindo percepções das variadas possibilidades de impressão; imprimir com as crianças marcas gráficas utilizando o próprio corpo; proporcionar a confecção de desenhos a partir da observação das situações (cenas, pessoas e objetos), de imagens significativas (histórias), etc; estímulo à observação do sentido narrativo na construção da leitura e apreciação de imagens; exposição dos trabalhos realizados, propiciando a leitura dos objetos por outras crianças e estimulando a valorização das produções.

Sugestões de Técnicas • De desenho: Utilizando carvão para desenhar, “borrar” com o dedo ou chumaço de algodão; Desenho coletivo, utilizando lápis de cera cortado / raspado e cobrir a pintura com tinta guache; Fixar papel pardo na parede e pedir a 3 ou a 5 crianças para desenharem livremente onde uma começa e a outra termina; Desenho com giz molhado / desenho sobre a lixa; Desenho surpresa com lápis de cera branco ou vela, passando uma aguada de anilina por toda a superfície do papel. De pintura: Pintura com esponja molhada em tinta, onde se bate no papel; Pintura direta com Pintura tipo ladrilho – pincel ou sobre desenhos vazados; pingando gotas de tinta guache de várias cores sobre ladrilho ou vidro e cobre-se com o papel, pressionando levemente. A tinta se espalha e a impressão marmoreada fica no papel; Pintura soprada com canudos de refrigerante e tinta guache (com pequeno grupo); Pintura a dedo com goma colorida. Pintura com carbono e água, Pinturas com tintas caseiras feitas por alimentos ( beterraba, repolho roxo, couveflor, etc.) Impressões com uso de carimbos feitos com legumes, objetos, etc.; De recorte e colagem Utiliza-se material diversificado (papel, gravuras, fios de lã, retalhos de tecido, folhas de plantas, palitos, etc.); Quebra-cabeça selecionando figuras de revistas coladas em cartolina e recortadas em formas geométricas;

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Serragem, sementes, areia, casca de ovo quebrado para colar e deixar secar, etc. • De modelagem: Argila, barro, massa de modelar (caseira industrial). De dobraduras Utilizando papel chamex / papel pardo, laminado e seda. As técnicas sugeridas serão integradas aos temas trabalhados de forma interdisciplinar.

22.2.4. Recursos materiais • • • • • • • • • Lápis (coloridos, de cera) e pincéis de diferentes texturas e espessuras; Brochas, carvão, carimbo e rolinhos; Água, areia, terra, argila; Jornal, papel, carbono, papelão, parede, chão, caixas, madeiras, bexiga, barbante, saco plástico, etc.; Cola, massas, folhas, sementes, grãos, flores, caroços, esponja, canudos; Sucata limpa e selecionada; Imagens: ilustrações, desenhos, fotografias, recortes de revistas e propagandas; Objetos artísticos para apreciação: quadros, esculturas, vasos; Máquina fotográfica, filmadora, TV e DVD.

22.2.5. Orientações metodológicas O FAZER ARTÍSTICO É de grande importância o manuseio e a utilização de instrumentos para a construção do fazer artístico pelas crianças da Educação Infantil, tais como: lápis, tintas, papéis, colas e outros, por permitir que as crianças percebam marcas, cores, texturas, além de favorecer a construção de objetos variados a partir do seu repertório e da exploração e utilização dos elementos das artes visuais. O professor deve oferecer oportunidades diversas para que as crianças possam criar suas produções, bem como familiarizá-las com os procedimentos ligados aos materiais a serem utilizados. É necessário oferecer às crianças a possibilidade de contato, uso e exploração de materiais, como caixas, latinhas, diferentes tipos de papéis, papelões, plásticos, embalagens de produtos, pedaços de panos etc., para descobrir as mais diferentes formas de construção. O desenho deve ser livre, sem intervenção direta, explorando e utilizando, em suas criações, os diversos materiais como: lápis preto, lápis de cor, lápis de cera, canetas, carvão, giz, penas, gravetos, papéis, cartolinas, lixas, areia, terra, etc.. As intervenções realizadas contribuem bastante para o desenvolvimento do desenho da criança e devem partir das suas produções já feitas, sugerindo-lhes, por exemplo, que copiem seus próprios desenhos em escala maior ou menor. Esse tipo de atividade serve para a criança refletir sobre sua produção e organizar, de maneira diferente, os pontos, as linhas e os traçados no espaço do papel. Uma intervenção que pode ser feita para que a criança desenhe a partir do que já existe é propor que faça desenhos observado as mais diversas situações, fatos do cotidiano, cenas, pessoas e objetos a fim de ampliar as suas possibilidades de escolher temas para trabalhar, desenvolvendo seu repertório oral e visual e sua linguagem pessoal.

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A confecção de tintas e massas com elementos da natureza (folha, flores, semente, terras) proporciona às crianças excelente oportunidade para que elas descubram propriedades, cores, texturas e possibilidades de registro, além de observarem as transformações ocorridas. As massas caseiras com corantes comestíveis, também são excelentes para modelagens e possibilitam pesquisas com as crianças da existência de locais próximos à instituição, onde possam ser extraídos tipos de barro, como a tabatinga (argila), para trabalhar com as modelagens. Nas atividades de desenho ou pintura, é aconselhável que o professor esteja atento para oferecer sugestões de suportes variados de diferentes tamanhos e formas para serem utilizados, individualmente ou em pequenos grupos, como panos, madeiras, papéis, que possam permitir à criança o gesto solto, o movimento amplo e favoreçam um trabalho de exploração da dimensão espacial, tão necessária a esta fase de desenvolvimento. Com as atividades propostas propicia-se o desenvolvimento da criatividade, da percepção das relações de causa e efeito, das semelhanças e diferenças entre materiais. Outras atividades que devem ser realizadas são as marcas gráficas, trabalhadas em diferentes superfícies, inclusive no próprio corpo, pois permitem a percepção das diversas formas de impressão. Trabalha-se, também, uma mesma informação de diversas formas, elegendo um instrumento, como o pincel, para usá-lo em diferentes superfícies (papel, lixa, argila, etc.) ou um mesmo meio, como a tinta, em situações diversas (soprada em canudo, com esponjas, com carimbo, etc.). As estruturas tridimensionais podem ser desenvolvidas através da colagens, montagens e justaposição de sucatas previamente selecionadas, limpas e organizadas. Os materiais devem ser adequados ao trabalho que se quer desenvolver. É importante que se dê um bom suporte de materiais diferentes para evitar a construção de modelos padronizados. As criações tridimensionais devem ser feitas por etapas, pois exigem diversas ações, como colagem, pintura, montagem, etc. Sugerem-se os projetos como formas de trabalho integrador (a construção de maquetes da cidade, da escola, do bairro, da rua onde mora), para proporcionar atividades que envolvam composição de volumes, equilíbrio, etc. A seleção e a organização de materiais devem ser feitas com muito cuidado, preservando a segurança das crianças, evitando objetos cortantes, tóxicos, ou outros que possam causar danos à saúde das mesmas. Contudo, os recursos devem ser organizados de forma que todos tenham acesso livre e manuseio à escolha dos alunos. Isso contribui para o cuidado individual e coletivo, dando, assim, noções de responsabilidade e conservação. Ao término dos trabalhos, o professor não poderá esquecer, em hipótese alguma, de comentar sobre as produções de cada criança, pois isso colabora com a auto-estima e estimula as criações mais evolutivas, além de fortalecer o reconhecimento, a singularidade de cada um, mostrando que não existe um jeito certo ou errado de fazer arte. APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS Apreciar artes visuais é fazer leitura de imagens e interpretar ao seu modo. É assim que as crianças fazem a sua construção. Para a leitura de imagens, deve-se eleger a maior diversidade possível de materiais, que façam parte do seu universo, podendo conter animais, plantas, pessoas, objetos específicos às culturas regionais, cenas familiares, cores, formas, linha, etc., muito embora as imagens abstratas ou renascentistas devam ser mostradas, porém é aconselhável que se observe o sentido narrativo que elas atribuem a essas imagens. O professor deve atuar como provocador da apreciação e da leitura das imagens, devendo acolher e socializar as falas das crianças, registrar e acompanhar a sua evolução.

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ou um grande motivo para se preparar uma mostra de trabalhos artísticos dentro ou fora da instituição. Por meio da música são expressos todos os ritmos existentes na vida em geral. É interessante fornecer dados sobre autores das obras observadas. visitas a exposições. pois as crianças sentirão prazer em identificá-las. para dramatização na sala. que o professor trabalhe temas significativos para que os trabalhos de artes visuais aconteçam em atividades interdisciplinares. percepção. É importante que o professor esteja atento às particularidades e esquemas de conhecimentos específicos a cada faixa etária e ao nível de desenvolvimento das crianças. onde as informações poderão ser ampliadas de acordo com as possibilidades do grupo. além de poderem ser arquivadas e documentadas até que percebam seu processo criativo e o montante dos trabalhos produzidos. utilizando espaço e objetos do próprio ambiente. 119 . A sua utilização na Educação Infantil propõe uma íntima vinculação entre sensações. Mesmo nos seres inanimados como os do reino mineral há um ritmo nos seus movimentos quando são atingidos externamente. que poderão servir de apreciação para outras séries. Música É a linguagem que se traduz em formas sonoras de expressar e comunicar sensações. prazer e ritmo. procurando trabalhar pensamento. 22. quando não sofrem pressões ou inibições por parte do adulto. cognição e intuição de forma integrada.3. A música é uma combinação de sons e está presente em todas as culturas. A criança que está em processo de desenvolvimento a traduz como forma de comunicação oral e expressão corporal para interagir com o mundo. O trabalho com objetos e imagens da produção artística local ou regional poderá ser feito. podendo ser aproveitadas. enriquecendo o seu conhecimento sobre as linguagens das artes. a descoberta e o interesse das crianças como: O que você mais gostou? Como será que o artista conseguiu estas cores? Que instrumentos usou? A partir dos questionamentos. As produções das crianças podem virar brinquedos. uma vez que o desenvolvimento da auto-expressão é marcante e todas as crianças são capazes de se expressar livremente e de forma original. O professor poderá explorar cenas ou personagens de historinhas já trabalhadas.É importante elaborar perguntas que instiguem a observação. utilizando-os tão logo a atividade termine. ainda. o professor estará promovendo as relações entre as representações gráficas e suas vivências pessoais ou grupais. o professor pode descobrir o tema mais significativo para as crianças e criar um espaço para a construção de uma observação mais apurada onde possam observar detalhes. É necessário. As técnicas a serem aplicadas devem constituir meios de encaminhar as crianças para a criação de sua própria obra e para apreciação e valorização do trabalho do outro. Daí a necessidade de o educador não interferir na atividade criadora. oportunizando à criança o contato com artistas locais. sentimentos e pensamentos. sensibilidade. assim. por meio da organização e do relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. também. imaginação.

apreciação e reflexão. desenvolvendo. etc. Entendendo a música como meio de expressão e uma forma de conhecimento acessível às crianças de 0 a 3 anos. tem revelado sua importância singular. Existe música para ninar. um vínculo com o adulto e com a música. ela não pode ser vista como um produto pronto e acabado que serve para ser reproduzido mas sim como uma linguagem cujo conhecimento se constrói e que abre espaço para atividades de criação. É necessário que o adulto cante melodias curtas. que são a altura. cantar e tocar muito. O uso da música. pois. atitudes e comportamentos ou para outros propósitos (realização de comemorações e memorização de conteúdos). duração. brincar. do vento.A musicalidade está no movimento do mar. assim. A música não deve servir apenas para formar hábitos. pois é uma linguagem rica e dinâmica que se traduz através de sons. Por si só ela contribui para o pensamento criativo. do pulsar do coração. cantigas de ninar. do ponto de vista emocional. que ofereça brincadeiras cantadas. Para SNYDERS.. afetivo e cognitivo. Proporcionar a escuta de diferentes sons ambientais ou de brinquedos sonoros é uma fonte de observação e descoberta do bebê. integrando-se às outras 120 . sendo estes momentos significativos no desenvolvimento afetivo e cognitivo. parlendas. Está presente em todas as culturas e em todas as situações da vida humana. como auxiliar no desenvolvimento da criança. fazer-se ouvir. chorar os mortos. A Criança e a Música A música é um dos diferentes recursos que contribuem para o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. o ambiente sonoro. dançar. onde expressa e comunica sentimentos e pensamentos na interação entre o som e o silêncio.. com rimas. nesta fase. O que caracteriza a produção musical das crianças nesse estágio é a exploração do som e de suas qualidades. Para as crianças de 0 a 3 anos. Os bebês estimulados por estes jogos tentam imitar e responder. Não há como conceber a existência da criança sem a música em suas diversas maneiras de acontecer. percepção. possuem um verdadeiro fascínio por tais atividades e sons. Nessa faixa etária a criança não deve ser treinada para a leitura e escrita musical. o ensino da música pode fazer ouvir e. pois as crianças. em diferentes e variadas situações. inicia um processo de musicalidade de forma intuitiva. a criança explora o meio circuncidante e cresce. através das canções. intensidade e o timbre. portanto. criando formas de notações musicais com a orientação dos educadores. etc. O mais importante é que ela possa ouvir. na Educação Infantil. das pedras. mas para relacionar-se ao contexto educacional de forma prazerosa. de acordo com os costumes e momentos próprios de cada povo.

22. são: • • • • • • • Observar. inventar e reproduzir criações musicais. de forma integral. perceber e ouvir eventos sonoros diversos. compondo. o ser humano. pois ela é uma arte que pode atingir. brincar com a música. Fazer Musical O Fazer Musical ocorre por meio da improvisação.1. produzir música com instrumentos existentes ou construídos. 121 . afetivo e motor. MPB.de diferentes materiais. A escuta musical deve fazer parte do cotidiano e deve integrar várias atividades. deve reportar-se ao contato com a música em suas diversas formas e estilo. fontes e produções musicais em diferentes ambientes e situações. infantis etc. estimulando o gosto pela música no sentido de propiciar o desenvolvimento de habilidades. sem deixar de lado questões especificamente musicais. A construção do conhecimento dessa arte.2. o entorno e materiais sonoros diversos. imitar e reproduzir canções. • • • Exploração. em qualquer proposta de trabalho. que deverão ser alcançadas com o trabalho de musicalidade. 22. o corpo. Objetivos O desenvolvimento das capacidades e possibilidades da criança de 0 a 3 anos. além de provocar movimentação interna ou externa. ela. A observação da espontaneidade da criança frente à música pode proporcionar excelente material de estudo de seu desenvolvimento cognitivo. composição e da interpretação. permitindo-se à criança vivenciar e refletir sobre questões musicais. recriar. sentimentos e pensamentos. ampliar repertório musical.áreas de conhecimento. sendo trabalhada de forma criativa. participação em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos. expressão e produção do silêncio e de sons com a voz. interpretação de músicas e canções diversas. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Os conteúdos estão organizados em dois blocos. regionais. improvisando e interpretando músicas variadas. formulação de hipóteses e de elaboração de conceitos. provocará respostas criativas das crianças.3. pois. ouvir e apreciar produções musicais atuais e antigas. erudita. Podem ser usadas músicas do cancioneiro popular. brincar com a música. Apreciação Musical A Apreciação Musical refere-se à audição e interação com músicas diversas. imitar. O primeiro refere-se ao Fazer Musical e o segundo à Apreciação Musical. explorar e expressar sensações.3.

Não se deve ouvir rádios comerciais de interesse exclusivo do adulto durante o trabalho na rotina das creches. levando em consideração o nível de habilidade de cada turma. composição e criação de pequenas canções/rimas. rodas e cirandas.). canções e movimentos corporais. deve-se utilizar esse espaço para cantar e brincar com sons próprios das crianças. pesquisa sobre as obras ouvidas e seus compositores. levar a criança a ouvir e aprender canções. jogos que integram músicas e movimentos corporais/dança. Sugestões de Atividades • • • • • • • • • comunicação e expressão do som e do silêncio. brinquedos sonoros e instrumentos musicais tais como: tambores. corporais. audição de música sem texto. criações do grupo) através de sons vocais. brincadeiras com água e brinquedos sonoros alternando som e silêncio. percussão e sopro). vivência musical por meio de atividades lúdicas (Ex: dobradura). apreciação e manuseio de materiais sonoros (corda. pratos. curtos e longos. reconhecimento dos sons da natureza. • • • Escutar e apreciar obras musicais variadas. MPB. com cantigas de letras simples. 22.. apreciação. promover a escuta e a exploração de sons: graves e agudos.. atividades de canto.. gravação de diversos sons. ruídos. atividades lúdicas e embalo com canções de ninar. inclusive a voz das crianças para reconhecimento posterior. participar de situações que integrem músicas. imitação de sons vocais. músicas infantis etc. brinquedos cantados e rítmicos. etc. populares. interação e escuta de músicas variadas (gêneros. estilos) – Ex: eruditas. palmas. corporais e produzidos por instrumentos musicais.3. contar histórias enfatizando os sons existentes. guizos.. sinos. chocalhos. batidas de pés. durante o banho. • • • • • • • • • • • • • • • • • • 122 . povos. construção de bandinhas. cancioneiro infantil. clássicas.3. realizar. sonorização de histórias (contos de fada. produção literária. estimular a produção de sons diversos por meio da imitação (vozes de animais. confecção de instrumentos e materiais sonoros com as crianças. etc. os sons da natureza. brincadeiras com palmas e gestos sonoros e corporais. harmonia e ritmo. de outros países. violão. fracos e fortes e o timbre. regional. apitos. em atividades externas. para o desenvolvimento da imitação e audição. integrando melodia. jogos de mãos. pesquisa sobre os instrumentos musicais pesquisa sobre os valores musicais de sua cultura. jogos de improvisação. propiciar a escuta de diferentes sons produzidos por brinquedos sonoros. exploração. promover passeios pelo ambiente escolar oferecendo oportunidades de ouvir e explorar os sons de cada espaço. gravação das produções e interpretações das crianças.

Lá em cima do piano. Exemplos: Acalantos Boi da cara-preta Brilha. serra. tério. soldado. tério. forte ou fraco (intensidade). cavalinho Parlendas Hoje é Domingo...• • • • proporcionar a participação em jogos e brincadeiras cantadas. canções. brilha estrelinha Dorme.. pé de cachimbo. neném Mamãe Brincos Serra. proporcionar brincadeiras que envolvam melodias. tê.. acalantos. Uni. curtos ou longos (duração).. upa. Tempo perguntou ao tempo. brincos e parlendas... serrador Palminhas de guiné Dedo mindinho Upa. ladrão. salamê. promover a exploração livre dos sons graves e agudos (altura). dune... Fui no cemitério... 123 .. Doce perguntou ao doce... brincar de karaokê Reflexão • Os acalantos e brincos são formas de brincar musical característico da primeira fase da vida da criança. Rei capitão.

pessoas falando. • Um passarinho cantando. • Tambor – Latas vazias sem um dos lados – pintar. • O som do carro que passou.(silêncio). • Pa. No segundo verso. (fraco) • ah. ah. Construir instrumentos musicais: • Pratinelas . • Reco-reco – Fazer caneluras em um pedaço de cabo de vassoura.. o seu pezinho bem juntinho com o meu. • A campainha tocando. como se fosse eco. suave.. lá.Quando o relógio bate a uma.Amassar tampinhas de garrafa e prender numa madeira com um prego.. Formação: Roda. pa. (dança da caveira) Todos atentos. Explorar sons fortes e fracos no ambiente da sala de aula Bater de duas maneiras nos objetos da sala de aula: . de modo que fiquem soltas e possam soar.. pa (forte) pa... • Chocalho – Encher latas de cerveja com sementinhas ou pedrinhas. ri. para a direita e para a esquerda. catumba.. os pares movimentam-se de braços enlaçados.. Emitir sons fortes com a voz e. • Pau de rumba – Dois pedaços de cabo de vassoura. pintar). • Pandeiro – Lata de goiaba sem um lado. • Coco – Cortar um coco pela metade (limpar. Pendurá-las num arame.Três vezes forte – três vezes fraco: • no chão com os pés. não vá dizer que você já me esqueceu. (fraco) • Ma. tumba. • bater com algum objeto em algum lugar. depois. a (fraco) 124 . Criança com as mãos na cintura. E depois. O professor pergunta aos alunos quais foram os sons ouvidos. ai bote ali o seu pezinho. ah (forte) ah. pa. Foi possível ouvir. presas em aberturas nas laterais. ah. ouvindo os sons e ruídos que vêm lá de fora. pa. Movimentação: Pular de acordo com o ritmo. não vá dizer que você já me esqueceu. • Guizo – Tampinhas amassadas. ah. ri. com tampinhas amassadas. a (forte) Ma. • Crianças gritando. porque fizemos silêncio! Expressão corporal com jogos e cantos regionais folclóricos Ai bote aqui. • Um relógio fazendo o seu tic-tac. • batendo palmas. E depois. ou criar um modelo diferente. • Vozes. movimentando o pé direito para frente e para trás.

na área de música. estão organizados em dois blocos: o fazer musical e a apreciação musical. músicas infantis. gaitas.5. a imaginação e a capacidade criativa das crianças. ritmos folclóricos.). O conto de fada e as próprias criações das crianças são materiais 125 . etc. das comemorações de datas festivas e das apresentações teatrais. entenda e respeite como as crianças se expressam musicalmente. a grande diversidade cultural de nosso país. trabalhando a percepção auditiva. deve fazer parte de um todo. como: caixas de papelão. guizos. Colheres.) são oportunidades significativas de resgatar o repertório musical da comunidade. para fazer a sonorização. intensidade e timbre. pois a escuta é uma das ações fundamentais para a construção do conhecimento referente à música. integrando. músicas clássicas. Instrumentos musicais (chocalhos. junto com as crianças. comunicando e expressando. cornetas. falando. etc. tubo de PVC. Deverão ser organizadas oficinas para a construção de instrumentos musicais que estimulem a pesquisa. Músicas diversas (músicas de ninar. o valor expressivo e cultural. Equipamento de som. cantando e brincando com as crianças. através da dança. etc. Os conteúdos apresentados. quanto à musicalidade de nosso povo. pedrinhas. Material de sucata para confecção de instrumentos musicais (tampinhas. tampas de panela). além de confeccionar os instrumentos. latas. discriminação. etc.3. devem ser realizados nas escolas. Microfone e gravador. respeitando-se o nível de desenvolvimento mental das crianças.Recursos materiais • • • • • • • • Brinquedos sonoros. ou com os jogos e brinquedos musicais constitui importante fonte para o desenvolvimento da expressão musical. grãos. os costumes e os hábitos. especialmente sem legenda. sinos. É necessário que o professor de Educação Infantil. através da música. A regionalização. para estimular apreciação e produção musical. cabo de vassoura.). etc. apitos. os conteúdos devem ser organizados. na (fraco) 22. o que os meios de comunicação estão transmitindo e os diversos estilos de música (erudita. buscando valorizar a linguagem musical. Outra atividade também interessante é utilizar histórias infantis.4. O brincar com a música.3. ti. O ato de escutar músicas variadas. sensibilizese. na (forte) Cris. o interesse demonstrado diante de situações criadas. selecionando e utilizando materiais diversos. para que elas sejam capazes de ouvir sons ao seu redor com atenção.• Pau. violão. cantigas de roda. garrafas de plásticos. os sentimentos. ao trabalhar o fazer musical. Cantar e ouvir músicas.. reconheça. tambores. MPB. emoções e a criatividade da criança. lo (fraco) • Cris. Orientações metodológicas Nas Instituições de Educação Infantil. 22. intencionalmente ou não. pratos. ti. lo (forte) Pau. criem músicas com eles. É importante que o professor aproveite a experiência dos artesãos locais para que. Jogos com movimentos.

Damos conta que a construção da oralidade pela criança passa pela conquista da fala. descobrindo sons. podendo utilizar. É fundamental que o adulto estimule a fala e valorize suas diferentes produções orais. o trabalho com a linguagem constitui-se em um dos seus eixos básicos. etc. O professor poderá utilizar jogos musicais variados para que a criança improvise. nomes de frutas.4. a construção de conhecimentos e o desenvolvimento das estruturas de pensamento. nos significados culturais pelos quais se interpreta e representa a realidade. sendo estimulado e organizado em relação a si mesmo e ao mundo com o qual está interagindo.Como também a linguagem escrita não pode se restringir à cópia de vogais ou consoantes. escutar. esforço e competência para tornar as atividades prazerosas para as mesmas. Como a gestualidade tem a ver com o corpo todo. rimas com os próprios nomes dos colegas. Para realização de um trabalho comprometido. mas não se reduz a ela. 126 . E esta ampliação das possibilidades e capacidades de comunicação e expressão e o acesso ao mundo letrado se dá por meio do desenvolvimento gradativo de quatro competências lingüísticas básicas: falar. observando que qualquer trabalho que possibilite o incentivo à criatividade das crianças exige. nas canções. a fala tem a ver mais especificamente com a boca. de frases completas. como também estimulando a criação de pequenas canções com base nas experiências musicais que já possuem. 22. a boca tem um papel fundamental na vida da criança até os 2 anos aproximadamente. ler e escrever.ótimos para sonorizar com a voz. é necessário que o professor respeite o modo de perceber. Na Educação Infantil. transformando-se em atividades ricas e prazerosas. percebendo a necessidade da fala. o corpo e objeto. O trabalho com a linguagem oral não pode se restringir a rodas de conversa ou a algumas atividades dirigidas. Linguagem Oral e Escrita Desde o nascimento. Com isso. devido à importância da apropriação da língua com seus significados culturais para a interação social. desejando ser falantes e necessitando se expressarem por intermédio da fala (até então se expressavam por meio de gestos e choros para demonstrar as suas necessidades). sentir e pensar da criança em cada momento de sua vida. o bebê está imerso num mundo de sons que lhe chegam em forma de vozes humanas e ruídos do ambiente. e que a sua evolução oral vai do balbucio à articulação correta das palavras. Aprender a linguagem oral e escrita é ampliar as possibilidades e capacidades de participação nas práticas sociais. ensinadas uma a uma. Por meio das diversas utilizações da fala dos adultos é que as crianças vão construindo o sentido. cores. uma vez que ela está presente no cotidiano da criança e na prática escolar. A música contribui para esse processo de construção. imitando e acompanhando ritmos diversos. do professor. ao favorecer a recepção de informações de modo espontâneo e internalizá-las de modo fácil e significativo.

nas situações que tenham significado para a criança. o que se dá na medida em que todos se comunicam e expressam seus sentimentos e idéias. mais elas poderão desenvolver a sua capacidade comunicativa. Linguagem A linguagem. que são fases distintas até chegar à articulação correta das palavras no processo do desenvolvimento da linguagem oral.”. “eee. cartazes.O aprendizado da linguagem oral ocorre dentro de um contexto.122). as que a criança pode vivenciar a imitação e recriação da realidade e utilizar recursos da linguagem oral e escrita. Por meio da interação entre adulto e criança. O recém-nascido desenvolve sua capacidade de comunicação que antecede o desenvolvimento da linguagem. p. antes de expressar-se oralmente.”. sendo que desta forma ela estabelece uma interação com o adulto e o mundo. A criança se expressa por meio de vocábulos que se iniciam com o balbucios que passam por emissão de certos sons como: “aaa.. o processo de letramento se dá em situações significativas no brincar. explicar uma brincadeira. pedir informação. As crianças estão em constante contato com a linguagem escrita através de diferentes tipos de textos. dar um recado. dentre elas.. pois a competência lingüística abrange as capacidades de entender como de ser entendida. explicar regras de um jogo ou brincadeira. comentadas anteriormente. placas de ônibus. em atividades lúdicas em ambiente letrado. por meio do diálogo.. sorriso e gestos. 2001. tanto nas suas relações sociais do cotidiano. quanto na prática das instituições de educação infantil. livros. A linguagem infantil vai evoluindo de um sistema de formas muito rudimentares e concretas. a linguagem vai sendo construída e evoluindo gradativamente dentro de uma estrutura lingüística. fatos. antes mesmo de ingressarem na escola. A criança e a linguagem A linguagem está presente na vida das crianças.. Além da linguagem 127 . propiciará o desenvolvimento de sua linguagem de forma significativa. contar uma história. contar o que aconteceu em casa ou o que fez no fim de semana. Quanto mais as crianças forem estimuladas a falar em diferentes situações. A emissão dos primeiros sinais comunicativos da criança ocorre por meio do choro. como contar histórias. etc. tais como: letreiros..3. histórias em quadrinhos. etc. Em relação à leitura e à escrita. para formas mais complexas e abstratas. seja oral ou escrita. transmitir um recado. A aprendizagem da fala pelas crianças não se dá de forma desvinculada das suas sensações e desejos. v. vivenciada em diversos contextos. jornais. Dar oportunidade à criança de relatar experiências. embalagens. “não esperando a permissão dos adultos para começarem a pensar sobre a escrita e seus usos”(Brasil. constitui-se num dos elementos que mais possibilita à criança sua inserção e participação nas práticas sociais.

por intermédio também de gestos. Quando as crianças vivem em ambiente letrado.falada. revistas. para serem ouvidas. A partir do 1º ano de vida a criança já tenta entender os significados dos sons que ouve e procura utilizá-los para se fazer entender. lê uma notícia de interesse das crianças. Portanto. nas situações cotidianas. Nas brincadeiras de faz-de-conta. aprender a falar não consiste apenas em memorizar sons e palavras. Surgem as perguntas: O que está escrito aqui? Lê uma história prá mim? É a percepção de que a escrita está representando alguma coisa. num processo de aproximações sucessivas com a fala do outro. parlendas. linguagem corporal etc. no escrito. que é diferente de quando é por fome. A partir de 2 ou 3 anos de idade a criança pode começar sua reflexão sobre o mundo da escrita. A ampliação dessas capacidades dar-se-á gradativamente por meio de sua participação nas conversas cotidianas. já iniciam o seu entendimento da função e significado da escrita e quando são desprovidas desse ambiente letrado cabe à escola suprir as lacunas com diversos portadores de texto e atividades estimuladoras do hábito de leitura. Neste processo. os bebês vão estabelecendo suas vocalizações e tentativas de comunicação. escrita de leitura de textos e histórias.. Deve-se então propiciar à criança um contato rico com materiais escritos. Quando o educador prepara um convite para reunião de pais. Para cada necessidade ele exprime um som diferente. de falar no telefone. nas músicas. as crianças vão experimentando suas descobertas e enriquecendo-as para estabelecer sua comunicação. É nessa interação que o bebê constrói sua linguagem. corporal e escrita. gradativamente. no diálogo com outras crianças e com os adultos. sinais. mas ocorre de forma articulada com o pensamento e explicitação de atos. ou por sono. até se apropriarem da fala. rimas. A necessidade de se comunicar do bebê inicia-se muito cedo. simples e repetitiva até frases mais complexas. suas necessidades. escuta e canto de música. em brincadeiras. jornais. vão se desenvolvendo. Esses contatos não se fazem apenas no nível oral. por dor. ao se comunicar com os bebês. gibis e rótulos. o que é interpretado e compreendido pelos adultos. propagandas. a participação oral das crianças deve ser estimulada de formas variadas em diferentes contatos propiciados pelo professor. A partir daí vão testando suas hipóteses e associando outros dados para a elaboração da sua linguagem. mas também. livros. o processo comunicativo ocorre também por meio da linguagem gestual. Sua participação em atos de linguagem propiciará a construção da linguagem oral. A língua falada antecede a escrita e desde muito cedo os pequenos se comunicam articulando sons e gesticulando. sentimentos. escreve uma carta. Aos poucos eles vão se apropriando da fala do adulto que. dependendo do grau de experiência que cada uma tem com a linguagem escrita. lê um bilhete deixado por outro professor está 128 . a partir daí. idéias e desejos nas aproximações sucessivas com a fala do outro. Elas vão. Ele se esforça para expressar seus desejos. por meio do choro. utiliza desde uma linguagem breve. elaborando hipóteses sobre os processos de leitura e escrita que variam dentro da mesma faixa etária. por desconforto. jogos verbais. Assim. compreendidas e obterem respostas.

com o bebê para intensificar a relação afetiva e desenvolver a linguagem. necessidades e sentimentos. participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da leitura e da escrita. necessitam.. comunicar-se. são propostos eixos de conteúdos como: • uso da linguagem oral para conversar. poemas.3. frequentemente. Instigar a emissão de sons e a pronúncia de pequenas palavras carregadas de significado para o bebê.1. • • • 22.4. vontades. para interagir e expressar desejos. Conversar e cantar.2. sentem. 22. levando a criança a reconhecer-se como ser que interage consigo e com outros elementos. parlendas.4. ajudando-os a expressarem-se e apresentando diversas formas de comunicar o que desejam. etc. trava-línguas etc. a continuidade em relação às propostas didáticas. como contos. histórias em quadrinhos etc. necessidades e sentimentos por meio da linguagem oral contando suas vivências. ao mesmo tempo. ao trabalho desenvolvido nas diferentes faixas etárias. • • • 22. etc. participação em situações de leitura de diferentes gêneros. valorizar a relação adulto–criança e criança.integrando atividades de exploração dos recursos da leitura e escrita e proporcionando às crianças um ambiente alfabetizador. familiarizar-se aos poucos com a escrita por meio de participação em situações nas quais se faz necessário o contato cotidiano com livros. histórias em quadrinhos. nas diversas situações de interação presentes no cotidiano.criança para o desenvolvimento da linguagem. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) A organização dos conteúdos de linguagem oral e escrita deve-se subordinar a critérios que possibilitem. feita pelos adultos. Objetivos • Participar de várias situações de comunicação oral. observação e manuseio de materiais impressos como livros.4. músicas. interessar-se pela leitura e contação de histórias. revistas. 129 • • . revistas. que é ainda mais importante para as crianças provenientes de comunidades onde tiveram pouca oportunidade de presenciar atos de leitura e escrita. Sugestões de Atividades • Conversar com os bebês e crianças pequenas. Para isso. O desenvolvimento da linguagem pressupõe interações com outros falantes da língua materna do sujeito com os quais ele possa se comunicar e a apresentação das diversas formas de linguagem. e à diversidade de situações pedagógicas em um nível crescente de desafios. relatar suas vivências e expressar desejos.

anúncios. bulas. etc. Imitação de personagens e animais. Situações de identificação do nome falado e escrito quando se fizer necessário. adivinhas e poemas. dessa forma a expressão de seus pensamentos. objetos e gravuras. em parlendas. como ritmo e rimas. ainda que não o façam de forma convencional. informativos. Uso da linguagem oral em situações práticas do cotidiano (regras de convivência). na troca de roupas e na hora do banho. etc. quadrinhas. Atividades em que a criança descobre o sentido do texto apoiando-se nos mais diversos elementos. títulos. do que foi escutado. personagens. fato que viu na TV etc. como figuras. gravuras. 130 . canções. Participação nas situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros como: contos. Uso da linguagem oral e escrita em situações diversas. quadrinhas.dor.. revistas. notícias ou curiosidades.. Gravação de diversas situações de oralidade para escuta e identificação posterior de quem e do quê foi produzido. cenas. quadrinhas. a roda de conversa.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Atividades com criação de diversas situações de fala. argumentar. placas. Participação em situações nas quais as crianças leiam. Dialogar. letreiros. bolsas e outros objetos de adulto. trava-línguas etc. sapatos. música. poesias. Valorizar as conversas com os colegas. como por exemplo. Contar histórias e levar a criança a comentar. escuta e compreensão da linguagem. permitindo. Disponibilizar livros e revistas para folhear e nomear figuras. Atividades de momento de leitura. fantoches e mímicas. deixando a criança expressar verbalmente suas idéias e conhecimento do mundo com liberdade. notícias de jornais. previamente selecionadas. Direcionar a ação pedagógica de forma a criar situações de fala e compreensão da linguagem (gravar fala. etc. Participação em situações de atenção aos aspectos sonoros da linguagem. Proporcionar dramatizações de histórias com máscaras. nas rodinhas etc.) Atividades de canto e escuta musical. bilhetes. história em quadrinhos. com a escuta de histórias.. Propiciar brincadeiras de teatrinho usando roupas. rótulos. etc. revistas. nos diálogos criados. emitir idéias e pontos de vista. casos e histórias ouvidas em casa. com ou sem reprodução oral. entrevistas com as crianças. Participação em experiências que envolvam situações de explicar. Observação e manuseio de materiais impressos como livros. conhecimentos prévios. Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da leitura e escrita (o professor sendo escriba) como: recados. contando os acontecimentos vividos no seu dia-a-dia. tristeza. avisos. Descrição de personagens. Estimular a interação com outras crianças e adultos. Incentivar a criança a recontar pequenas histórias ou contar uma notícia. pelas crianças. Conhecimento e reprodução de jogos verbais: travalínguas. etc. Incentivar a fala da criança nos diálogos.. deixando que as crianças criem diversas situações. parlendas. Aprender a ouvir e respeitar as opiniões dos outros. Adquirir o gosto pela leitura a partir da diversidade de textos e das diferentes técnicas favoráveis a compreensão. passeios realizados. Representação das emoções: alegria.

Brincadeiras de adivinhas. 131 .Apresentação da parlenda (cartaz ilustrado).Explicação sobre o que é parlenda. . .Cantar a partir das imagens (se for desenho). . através da recitação. comer biscoito Nove. rápido). quatro. .Dramatização da parlenda.Leitura do texto e conversa com a criança sobre sua casa. Hora da novidade (roda). Exemplo: A casa Era uma casa Muito engraçada Não tinha teto Não tinha nada. Exemplo: Um. explorando quadro a quadro. feijão no prato Cinco. . Levar a criança a falar o nome das pessoas. . Trabalho com parlendas • As parlendas são lendas cantadas ou faladas. interpretação e produção de texto.Brincar com a parlenda repetindo até as crianças memorizarem.Pesquisa de outras parlendas. seis. em forma de pequenos versos rimados do nosso folclore que têm como objetivo facilitar. É um tipo de texto que permite elaborar inúmeras atividades de leitura. . objetos e locais que estão por perto.Apresentação do filme ou do texto.• • • • • • • Deixar a criança transmitir recados simples. Atividades: . comer pastéis Atividades: . Cartão de rotina(na roda). dois... Incentivar o reconhecimento de rótulos. . feijão com arroz Três.Trabalho com a tonicidade e ritmo (recitar devagar. . feijão inglês Sete. oito. dez.Ilustração da parlenda.Leitura do texto pelo professor – para identificação das palavras. pronunciando corretamente as palavras. a construção da leitura e da escrita. Levar livros para casa. . Trabalho com Música Trabalho com a música a partir de um filme ou texto no papel pardo.Leitura em forma de jogral.

músicas infantis. primeiro das imagens. Atividades: . Espantalho. fantasias.). clima emocional. revistas. organizados com a ajuda das crianças.Trabalho com história Com o livro infantil NOME DO LIVRO: O aniversário AUTOR – Mary e Eliardo França EDITORA – Ática Atividades: -Apresentação do livro a partir da capa explorando os personagens (Os Pingos) e o autor. pelo humor e pelo lúdico perpassado pela comunicação. -Recriação da história com os mesmos personagens. máscaras. Músicas diversas (músicas de ninar. histórias em quadrinhos. . -Vivência e dramatização da história. enciclopédias. espantalho. -Ilustração da história. fantoches. acessórios. 22.4. Trabalho com poesia A poesia tem papel fundamental na formação do homem criativo. etc. TV e DVD.Apresentação de poesia no papel pardo ilustrado. vivenciando o conteúdo da poesia.Leitura feita pela professora. Acervo para brincadeiras no faz-de-conta (roupas. espantalho! Que fazes aí? Espanto os pardals daqui e dali Não te sentes tristes no mesmo lugar? É o meu destino não posso mudar. não fales assim. . etc. beleza de forma e de conteúdo.). ritmos folclóricos. musicalidade. O tempo.. pela harmonia que espalha. por ti e por mim. motivos.. músicas clássicas.Dramatização com mímicas. cantigas de roda. são vividos e revividos ao serem trabalhadas as poesias. Poesia: O Espantalho Maria Cândida Mendonça Olá.4. depois do texto pelo professor. 132 . jornais. espaço. Figuras diversas. Recursos materiais • • • • • Acervo de livros e outros materiais como histórias infantis. suportes de leitura e escrita. -Ouvir as sugestões e respostas das crianças sobre o título: o que vai acontecer? Aniversário de quem? -Leitura. força persuasiva. pela emoção que imprime. -Criação de suspense a partir de cada página. Deixas-me tão triste. Aparelho de som com gravador e microfone.

ele permite às crianças construírem um sentimento de curiosidade pelo livro (ou revista. dando atenção para a inteligibilidade e riqueza do texto. necessitam. É importante que o professor converse com bebês e crianças. antes de dormir. Deixar as crianças levarem um livro para casa. revistas. é importante que o adulto utilize a sua fala de forma clara. gibi. A leitura pelo professor de textos escritos. As diversas situações cotidianas nas quais os adultos falam com a criança ou perto dela configuram uma situação rica que permite à criança conhecer e apropriar-se do universo discursivo e dos diversos contextos nos quais a linguagem oral é produzida. Quando o professor faz uma seleção prévia da história que irá contar para as crianças.. Nesses momentos. numa atividade específica para tal fim. gibis. O ato de leitura é um ato cultural e social. ressignificando-a e resgatando-a sempre que necessário. Portanto. Orientações metodológicas A aprendizagem da fala se dá de forma privilegiada por meio das interações que a criança estabelece desde que nasce. Além da conversa constante. também. etc. A ampliação da capacidade das crianças de utilizar a fala de forma cada vez mais competente em diferentes contextos se dá na medida em que elas vivenciam experiências diversificadas e ricas envolvendo os diversos usos possíveis da linguagem oral. seja na sala. o significado que o adulto atribui ao seu esforço de comunicação fornece elementos para que ele possa. aos poucos. fornece às crianças um repertório rico em oralidade e em sua relação com a escrita. perceber a função comunicativa da fala e desenvolver sua capacidade de falar. Nessas interações.5. sentem. para a nitidez e beleza das ilustrações. é um fato que deve ser considerado. quando o professor organiza o ambiente de tal forma que haja um local especial para livros. sem infantilizações e sem imitar o jeito de a criança falar. ajudando-os a se expressarem. deve escutar a fala da criança. Para tanto.22. eleger a linguagem oral como conteúdo exige o planejamento da ação pedagógica de forma a criar situações de fala. Isso significa que o professor deve ampliar as condições da criança de manter-se no próprio texto falado. E estar sempre atento e 133 . em situações que permitem a atenção e a escuta das crianças. em voz alta. no parque debaixo de uma árvore. uma das tarefas da educação infantil é ampliar. Compartilhar essas descobertas com seus familiares é um fator positivo nas aprendizagens das crianças. desde muito pequenas. As crianças. deixando-se envolver por ela. de troca de fraldas são exemplos dessas situações. dando um sentido mais amplo para a leitura. podem construir uma relação prazerosa com a leitura. Considerando-se que o contato com o maior número possível de situações comunicativas e expressivas resulta no desenvolvimento das capacidades lingüísticas das crianças. a música e a escuta de histórias também propiciam o desenvolvimento da oralidade. escuta e compreensão da linguagem. o canto. As conversas com o bebê nos momentos de banho. etc. que seja aconchegante e no qual as crianças possam manipulá-los e "lê-los" seja em momentos organizados ou espontaneamente. etc. de alimentação. etc. apresentando-lhes diversas formas de comunicar o que desejam. para ser lido junto com seus familiares.) e pela escrita. integrar e ser continente da fala das crianças em contextos comunicativos para que ela se torne competente como falante.4. independentemente da idade delas. A importância dos livros e demais portadores de textos é incorporada pelas crianças.

Os professores devem funcionar como apoio ao desenvolvimento verbal das crianças. dependendo da situação. por meio de perguntas ou repetições. desde muito pequenas. culturais. ajudará a continuidade da conversa. Alguns conhecimentos sociais e culturais são difundidos por povos de diversos lugares e de épocas variadas. O trabalho a ser realizado dentro do eixo denominado Natureza e Sociedade deve reunir de forma integrada temas relacionados aos mundos social e natural vivenciados pelas crianças.interessado. porém. o trabalho a ser realizado dentro desse eixo deve proporcionar às crianças experiências e comparações que possibilitem uma aproximação do conhecimento das diversas formas de representação e explicação do mundo social e natural para que assim 134 .5. são uma das muitas formas de explicar os fenômenos da sociedade e da natureza. que permitem identificar semelhanças e diferenças entre conhecimentos construídos por diversos povos e culturas. por exemplo. podendo checar com ela. fenômenos e acontecimentos do mundo. presente e passado. Natureza e Sociedade As crianças. 22. que através do tempo. o que prejudica a construção de conhecimentos sobre a diversidade de realidades sociais. abordagens e enfoques advindos dos diferentes campos das Ciências Humanas e Naturais. visto que apresenta um modo particular de produção de conhecimento de muita importância para o mundo atual. faz-se necessário respeitar as especificidades das fontes. como "água". como: "Ah! Você quer água?". apresentando diferentes respostas para as perguntas sobre o mundo social e natural. se entendeu mesmo o que ela quis dizer. sempre buscando trabalhar com a interlocução e a comunicação efetiva entre os participantes da conversa. Ouvir atentamente o que a criança diz para ter certeza de que entendeu o que ela falou. É necessário que as crianças tenham contato com diferentes elementos. pode ser significada pelo adulto. Enfim. além de difundir estereótipos culturais. Isso. outro bom exemplo é a música popular. aprendem sobre o mundo por meio de sua interação com o meio natural e social em que vivem. Para as crianças muito pequenas uma palavra. pois as descobertas científicas marcam a relação entre o homem e o mundo. geográficas e históricas. que sejam incentivadas por questões significativas para observá-los e compará-los e que tenham acesso a modos diferentes de compreendê-los e representá-los. conta a história de um povo. O trabalho a ser realizado com os conhecimentos derivados das Ciências Naturais e Humanas deve ser voltado para a ampliação das experiências das crianças e para a construção de conhecimentos diversificados sobre o meio social e natural no qual estão inseridas. devido ao fato de que muitas vezes os temas abordados não ganham profundidade e tampouco a importância necessária. ou "Você derrubou água no chão". O conhecimento científico socialmente construído e acumulado historicamente se difere das outras formas de explicação e representação do mundo. auxiliando na construção conjunta das falas das crianças para torná-las mais completas e complexas. Os mitos e as lendas.

servindo de intérpretes entre a criança e o mundo ao seu redor. pois estão atentas a tudo que está à sua volta e. os adultos devem nomear objetos. seres. sua auto-estima. veremos que suas ações. diante do qual elas se mostram curiosas e investigativas. expressando sentimentos etc. som. o raciocínio. a criança tem uma necessidade natural de conhecer. Neste início de vida. 135 . com outras crianças e adultos. vão desenvolvendo suas capacidades afetivas. Nesse processo de desenvolvimento é fundamental que a criança seja aceita e se sinta querida e respeitada pelo adulto. A Criança. Observando-se com bastante atenção os bebês. Desde pequenas. as crianças já começam a explorar o seu espaço. empurrar. por meio do contato com seu próprio corpo. sua sensibilidade. Pode-se afirmar que as crianças são pesquisadoras em potencial.possam estabelecer as diferenças existentes entre mitos. experimentando expressar e comunicar seus desejos e emoções sobre o seu mundo. reconhecer vozes de pessoas. de movimentar-se nos espaços e manipular objetos. vislumbrar possibilidades de descobertas. O contato com o mundo permite à criança construir conhecimentos práticos à sua volta. odores. organizar situações. Por isso. considerando as especificidades dos diferentes campos das ciências humanas e naturais. atentando-se para a construção da sua auto-estima. têm por objetivo explorar a realidade que os cerca para melhor conhecê-la. como olhar de onde está vindo o som ou algo que se movimenta quando tenta pegar. explicações provenientes do “senso comum” e conhecimentos científicos. lendas. fazendo perguntas e procurando respostas às suas indagações e questões. perceber os fenômenos naturais com curiosidade e dinamismo e pela interação com o meio natural e social no qual vivem. descobrir e construir hipóteses novas. a proposta para o eixo natureza e sociedade reúne temas pertinentes ao mundo social e natural que devem ser trabalhados de forma integrada. elas aprendem sobre o mundo. com as coisas do seu ambiente. Para que as crianças compreendam o meio em que vivem e as normas da cultura na qual estão inseridas. virar a cabeça e outras atitudes desse tipo. Os educadores que têm a responsabilidade de cuidar/educar crianças nessa faixa etária desempenham um papel fundamental no processo de desenvolvimento infantil. descobrir o seu próprio corpo. a Natureza e a Sociedade A criança vive em um mundo onde ocorrem fenômenos naturais e sociais indissociáveis. a linguagem e o pensamento. formas. relacionados à sua capacidade de perceber a existência de objetos. cores. arriscando respostas e explicações para os fenômenos apresentados no seu cotidiano.

de refutação e de reformulação de explicações para a diversidade de fenômenos e acontecimentos do mundo social e natural. tempestades. valorizar os modos de vida de diferentes grupos sociais: como se relacionam com o espaço e a paisagem onde vivem. programas de TV. quando as crianças colorem desenhos mimeografados. perceptivas. através da linguagem verbal. etc. objetos e do próprio meio oportunizam a análise comparativa das características percebidas. A natureza e o mundo construídos pelo homem oferecem um rico material para o ensino-aprendizagem de ciências. as crianças manifestem o produto de sua aprendizagem. histórias de outros tempos. bichos de jardim. É lamentável que em muitas práticas pedagógicas os conteúdos sociais estejam relacionados apenas às datas comemorativas (Dia das Mães. Dia do Índio. tubarões. para que. Carnaval. as histórias. Dia da Bandeira. muitas vezes. As vivências sociais. os lugares e o mundo natural são para as crianças parte de um todo integrado. com plantas e com objetos diversos. desconsiderando o conhecimento que as crianças possuem e a possibilidade de formularem hipóteses para serem investigadas posteriormente. as emoções. castelos. 22. as relações estabelecidas entre o ambiente e o homem. estabelecer contato com pequenos animais.5. os sentimentos e o pensamento. bem como as semelhanças e diferenças entre as pessoas. manifestando curiosidade e interesse. Dia do Soldado. Objetivos A ação educativa com crianças de 0 a 3 anos deve ser organizada de forma que elas desenvolvam as seguintes capacidades: • explorar amplamente o ambiente. notícias da atualidade. ter atitudes positivas em relação ao ambiente. passa também pelo cognitivo. ampliar as possibilidades de relações.O respeito vai além do aspecto emocional. festas da cidade. etc. a transformação dos objetos ao meio ambiente. soldados. O educador deve ter claro que esses domínios e conhecimentos não se consolidam nessa etapa mas que são construídos à medida em que as crianças desenvolvem atitudes de curiosidade. valorizando os hábitos e cuidados com a saúde e bem-estar. descobrindo suas habilidades físicas. limitam-se a noções sobre o corpo humano e características dos seres vivos (animais e plantas). à sua preservação e conservação. e percebam as funções relacionadas a sensações. discussão e reflexão crítica sobre os temas. para que possam se relacionar com diferentes pessoas. Muitos são os temas pelos quais as crianças se interessam: pequenos animais. conhecer o próprio corpo. pois é preciso respeitar a espontaneidade da criança e sua lógica de interpretação própria. • • • • • 136 . entre outros) e cantam músicas. ao espaço e ao tempo em que vivem. Em relação aos conteúdos naturais estes. pois a observação de seres.). as hipóteses que elabora e a forma como resolve conflitos de seu cotidiano. os modos de vida. heróis.1. comparações e explorações com objetos e seres vivos existentes em seu meio ambiente. sem aprofundamento. dinossauros. Páscoa. são fantasiadas (coelhinhos. índios. identificar as suas necessidades e características.

22.5.2. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Os conteúdos a serem desenvolvidos deverão ser organizados de forma a atender as diferentes realidades e necessidades significativas para as crianças. Os conteúdos deverão ser selecionados em função dos seguintes critérios: • • • • relevância social e vínculo com as práticas sociais significativas; grau de significado para a criança; possibilidade de oferecer a construção de uma visão do mundo integrada e relacional; possibilidade de ampliação de repertório, de conhecimento, a respeito do mundo social e natural.

O trabalho relativo à natureza e à sociedade, nessa faixa etária, acontece inserido e integrado no cotidiano da criança; por isso, não são selecionados blocos de conteúdos. Porém, destacam-se idéias relacionadas aos objetivos definidos anteriormente e que podem estar incluídos nas atividades da rotina infantil, tais como: • • • • • participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos; exploração de diferentes objetos, de suas propriedades e de relações simples de causa e efeito; contato com pequenos animais e plantas; conhecimento do próprio corpo por meio do uso e da exploração de suas habilidades físicas, motoras e perceptivas; Participação em atividades que envolvam a valorização do meio ambiente.

22.5.3. Sugestões de Atividades • • • • • • • Propiciar às crianças a observação da diversidade de pequenos animais presentes no ambiente; situações de contato com pequenos animais (formigas, peixes, tartarugas, passarinhos, etc.) para observação, comparação, com ajuda do educador; criar alguns animais na instituição, como tartarugas, passarinhos, peixes etc., com a ajuda das crianças; trocar idéias com as crianças quanto aos cuidados para criação de alguns animais domésticos com a ajuda do adulto; levar as crianças a identificar os perigos que cada animal oferece, como mordidas, bicadas etc.; ensinar a criança segurar cada animal de forma adequada; incentivar a participação e envolvimento das crianças em atividades relacionadas à alimentação e à limpeza dos seres vivos, com noções básicas necessárias ao trato com animais, como por exemplo: lavar as mãos após o contato com eles propiciar o acompanhamento do crescimento de plantas (cultivar pequenos vasos ou floreiras); observando as transformações e participando nos cuidados necessários; proporcionar a participação na preparação para plantio de uma horta coletiva no espaço externo;

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• •

• • • •

ampliar o repertório histórico e cultural (valorização) das crianças por meio de músicas, jogos e brincadeiras, histórias dos tempos de seus pais e avós; e das danças tradicionais da comunidade; oportunizar o manuseio de diferentes tipos de objetos; para a construção das noções relacionadas às suas propriedades (textura, peso, tamanho, cor, etc.) e possibilidades de transformação através da liberdade de exploração e utilização no brincar (Ex: mistura de cores, modelagem com massinha, afunda e não afunda, etc.); atividades que permitem observar e lidar com transformações decorrentes de misturas de elementos, tais como: receitas culinárias, massas caseiras, tintas não tóxicas ou misturas pelo simples prazer do manuseio; propiciar a exploração dos diversos órgãos sensoriais e suas funções como a visão, a audição, o tato, o olfato e o paladar para percepção do corpo e das interações que ele estabelece (colocar vendas nos olhos para a criança, descobrir qual é o alimento, tapete das sensações); atividades que desenvolvam a percepção integrada do próprio corpo por meio de seu uso em situações reais e cotidianas, nomeando as partes e algumas funções, de forma contextualizada; promover excursões pelos arredores da instituição para identificação e reconhecimento de animais, a fim de que as crianças percebam os sons produzidos, onde se abrigam, como se locomovem, como se alimentam etc.; excursões no espaço externo da instituição para observação da diversidade de plantas existentes; aproveitar as situações que surgem, os relatos de excursões e as brincadeiras (um inseto que entra na sala de aula, a gravidez da professora, novelas, filmes, animais vistos no trajeto para a escola); formular questões provocadoras para que as crianças manifestem suas hipóteses e encadeiem novas questões (Ex.: chuva caindo, relâmpagos, caule das plantas, tronco quebrado ou apodrecido etc.); oportunizar informações em fontes variadas (livros, revistas, jornais, filmes etc.); promover excursões ao zoológico, chácaras, sítios, que possibilitem suscitar compreensão e reconhecimento da fauna e flora; valorizar o relato das experiências dos pais ao falarem do nascimento de seus filhos, de seu trabalho etc.; realizar exercícios físicos e brincadeiras com o corpo e utilizar vários materiais com texturas, sabores, sons diferentes para desenvolver a capacidade de observação, o hábito de empregar os órgãos dos sentidos e estabelecer controle sobre eles, por meio do qual as crianças possam conhecer o funcionamento do seu corpo, aprendendo, também, a evitar acidentes e cuidar do seu bem-estar. selecionar, junto com as crianças, materiais a serem expostos como fotos, gravuras, ilustrações, desenhos das crianças, maquetes, para que possam ser socializados, também, para outros grupos da instituição, como resultado de uma pesquisa vivenciada.

Exemplos de Atividades: • Chazinho da vovó Material: plantas medicinais ou chás, etc. Desenvolvimento: pergunte às pessoas conhecidas sobre os chás que podem ser usados para os diversos males. Faça alguns para experimentação e elabore um livro de receitas para os pais.

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Primavera na sala

Material: potes, terra preta, semente de flor, água. Desenvolvimento: semeie, observe e anote os resultados. Cuide de seu vasinho.
A cor da flor

Material: flores brancas com o caule, anilina, água, recipiente de vidro. Desenvolvimento: mergulhe o caule na água com anilina e observe, durante
alguns dias.Converse a respeito. Sementeca Material: vidros transparentes com tampa, sementes variadas. Desenvolvimento: faça “coleção” de sementes.Observe e compare as características de cada uma. Arca de Noé.

Material: faça um cartaz com diversas figuras de animais. Desenvolvimento: Observe os animais e realize comparações entre eles.
É isso aí, bicho!

Material: fotos, figuras, reportagens, cartazes. Desenvolvimento: faça um mural sobre os animais peçonhentos. Conversar sobre
as maneiras de prevenção às picadas destes animais. Espelho

Preparação: crianças em duas rodas, uma à frente da outra. Na primeira rodada,
as crianças de fora serão os “espelhos” das outras. Depois, trocam-se os papéis.

Desenvolvimento: a criança que é o “espelho” procurará imitar os movimentos da
outra. • Brincando com o espelho Material: um espelho grande para ver o corpo inteiro. Desenvolvimento: trazer, de casa, roupas do pai, da mãe, enfeites e chapéu, para se caracterizarem. Deixar que as crianças criem expressões em frente ao espelho: de alegria, tristeza, medo. No final, poderão fazer uma dramatização ou, então, um grande baile, com todos fantasiados. Voadores

Formação inicial: sentar à vontade na sala. A professora combina com as crianças a
regra: toda vez que for falado o nome de um animal que voa, elas devem levantar o braço. Se for citado o nome de um animal que não voa, devem abaixar o braço. Desenvolvimento: a professora diz o nome de vários animais como, por exemplo: cachorro, borboleta, pato, leão, mosquito, gato, elefante, pardal, beija-flor, cavalo, porco, sapo, papagaio, urubu, cobra, morcego, lobo, tigre, boi, mosca, canário, sabiá, tartaruga, etc. As crianças, seguindo a regra, devem levantar o braço quando for pronunciado o nome de um animal voador e conservar os braços abaixados, quando for mencionado um animal que não voa.

Observando o arco-íris

Material: um espelho pequeno, uma tigela com água. (Observação: Deverá ser
feito num dia de sol).

Desenvolvimento: deixe a tigela perto da janela onde esteja batendo o sol.

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Ponha o espelho dentro da água, encostado na borda da tigela ou da assadeira. Olhe para a parede e observe o que acontece. • Mas que fogo! Material: recortes, figuras, reportagens. Desenvolvimento: faça um mural mostrando o uso do fogo. Mostre as conseqüências do uso indevido do fogo para o ambiente e para as pessoas. Converse sobre o assunto. Jornalzinho das Ciências

Material: figuras, reportagens de jornal e revista, cartazes, folhetos. Desenvolvimento: faça um mural na sala de aula com notícias da Ciências.
Excursão Fazer excursão ao redor da escola, em grupo, para observar os seres vivos. Ao retornar à sala, conversar e descrever sobre o que viram, oralmente. Prendendo o ar Nós não podemos segurar o ar com as mãos, mas podemos mostrar que ele existe. Mergulhe um copo vazio na água, de boca para baixo, e observe o que acontece.

22.5.4. Recursos materiais • • • • • • • • • • • • • • • • Pátio com areia higienizada, tanque com água, torneira, pedras, chuveiro; Binóculo, lupa, microscópio; Corpo da criança; Animais pequenos e plantas; Histórias, músicas, jogos, danças e brincadeiras tradicionais da comunidade; Aparelho de som com gravador e microfone; Máquina fotográfica; Objetos diversos; Livros, papel, lápis diversos, fotografias, maquetes; Elementos da composição de receitas culinárias; Elementos de misturas diversas; Material de higiene corporal e do ambiente; Material para cuidados e alimentação de plantas e animais pequenos; Fantasias; Sucatas Bacias ou baldes.

22.5.5. Orientações metodológicas Na Educação Infantil, é possível realizar um trabalho por meio do qual as crianças possam manter o contato com animais e plantas, possibilitando a observação, comparação e estabelecimento de relações, ampliando, assim, o conhecimento acerca dos seres vivos. Partindo sempre das idéias e representações que as crianças possuem, o professor pode fazer perguntas instigantes e oferecer meios para que busquem maiores informações e possam reformular suas idéias iniciais.

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histórias. as crianças poderão. patos. brincadeiras com a sombra. o contato com a natureza. passarinhos ou peixes. como tartarugas. as brincadeiras nas suas mais diferentes formas. ainda. mapas ou mesmo através de instrumentos ou aparelhos. Cuidar de plantas e acompanhar seu crescimento podem se constituir em experiências bastante interessantes para as crianças. criação de mensagens. contribuindo para a qualidade de vida e para sobrevivência do homem em relação à natureza. por exemplo. etc. O professor pode. as crianças poderão aprender algumas noções básicas necessárias ao trato com os animais. slogans que abordem cuidados. gravuras. valores das crianças e da comunidade através de campanhas. através do contato direto com o objeto que está sendo observado. O contato com pequenos animais. uma vez que através dela é possível aos alunos comprovarem as hipóteses. etc. limpeza. a possibilidade ou não de segurar cada animal e as formas mais adequadas para fazê-lo. e do contato indireto. bicadas. também pode ser realizada com a participação das crianças nas atividades de alimentação.Há muitas atividades que oportunizam a aprendizagem e a ampliação da compreensão que a criança tem sobre o mundo social e natural de maneira bem prática e prazerosa. como mordidas. do seu grupo social e das relações humanas. pode ser proporcionado por meio de atividades que envolvam a observação. peixes. a troca de idéias entre as crianças. o cuidado e a criação com ajuda do adulto. preservação e conservação do meio ambiente. como regar. passarinhos. nessa faixa etária. construir as primeiras noções a respeito das pessoas. etc. como formigas e tatus-bola. Se houver possibilidade. como: o cozimento de alimentos para observar as transformações ocasionadas pelo calor. gradualmente. É manipulando e observando que as crianças começam a construir suas noções e idéias sobre as coisas. 141 . verificar a presença de pragas. se constituem em experiências necessárias para o desenvolvimento e aprendizagem infantis. promover algumas excursões ao espaço externo da instituição com o objetivo de identificar e observar a diversidade de pequenos animais presentes ali. Pesquisas de gravuras que demonstrem a utilidade. como a necessidade de lavar as mãos antes e depois do contato com eles. que sejam enfatizadas em atividades que possibilitem mudança de atitudes. dramatizações. Também é dessa forma que poderão. O professor deve propiciar o acesso das crianças a esses conteúdos. É necessário. jogos e brincadeiras do tempo que seus pais e avós eram crianças pode ser uma atividade interessante que favorece a ampliação do repertório histórico e cultural das crianças. A observação e a exploração do meio constituem duas das principais atividades e possibilidades de aprendizagem para crianças. etc. propiciando às crianças acompanhar suas transformações e participar dos cuidados que exigem. utilização da bandinha para produção de sons. inserindo-os nas atividades e no cotidiano da instituição. O trabalho com as brincadeiras. Fazer um levantamento das músicas. tartarugas. quando o objeto encontra-se representado através de diferentes linguagens como vídeos. jogos e danças tradicionais da comunidade favorece a ampliação e a valorização da cultura de seu grupo pelas crianças. as variações de tempo. com o auxílio do professor. participar de partes do processo de preparação e plantio de uma horta coletiva no espaço externo. A experimentação tem papel importante. A interação com adultos e crianças de diferentes idades. O professor pode cultivar algumas plantas em pequenos vasos ou floreiras. A criação de alguns animais na instituição. músicas. a exploração do espaço. a identificação dos perigos que cada um oferece. Por meio desse contato.

22. Portanto. passam por processos de transformação. tintas que não sejam tóxicas ou as mais diversas misturas pelo simples prazer do manuseio são possibilidades de trabalho.. criar modelos e representações. descobrindo caminhos.. manipulando dinheiro. leite. O saber matemático é fundamental para a compreensão da realidade e está. sobre o ambiente físico e sociocultural. cobrir pontilhados. materiais para construção. e utilizando muitas vezes recursos próprios e não convencionais na resolução de problemas. ocasionando diferentes resultados. limita-se à memorização de algarismos isolados. experiências e ações que fazem. as emoções. etc. Não se trata. noções sobre o tempo e o espaço. não é uma verdade absoluta. etc. repartindo balas. Elas participam de diversas situações em seu cotidiano. explorá-los e utilizá-los de diversas formas. dispostos de forma acessível: objetos que produzem sons. que. Devem ser evitadas as atividades que focalizam o corpo de forma fragmentada e desvinculada das ações que as crianças realizam. as crianças estão imersas em um universo do qual os conhecimentos matemáticos são parte integrante. tambores com baquetas. errar. criticar.6. óleo. As crianças devem ter liberdade para manusear e explorar diferentes tipos de objetos. pigmentos. como chocalhos de vários tipos. desde pequenas. de lidar com números e fazer contas. É importante que elas possam perceber seu corpo como um todo integrado que envolve tanto os diversos órgãos e funções como as sensações.Para desenvolver noções relacionadas às propriedades dos diferentes objetos e suas possibilidades de transformação. como terra. O professor pode colocar diversos materiais e objetos na sala. farinha. livros. etc. etc. brincar com eles. A aprendizagem dos nomes das partes do corpo e de algumas de suas funções também deve ser feita de forma contextualizada. fazer massas caseiras. relações entre quantidades. simplesmente. 142 . Pensamento Lógico-Matemático Desde pequenas. No campo da Matemática. areia. é necessário que as crianças possam. muitas vezes grafados com características humanas ou de animais. desde cedo. parece pronto e acabado. gradativamente desenvolver uma percepção integrada do próprio corpo por meio de seu uso na realização de determinadas ações pertinentes ao cotidiano. As crianças podem. etc.. contando pontos em jogos. descobrir que o conhecimento que. às vezes. O trabalho com a matemática. almofadas. Elaborar receitas culinárias. brinquedos. por meio de situações reais e cotidianas. que possam ser empilhados e justapostos. proporciona às crianças experiências interessantes. é possível imaginar. misturados entre si ou com diferentes meios. como água. os sentimentos e o pensamento. em muitas práticas. pois aprender matemática é um processo contínuo de abstração no qual as crianças atribuem significados e estabelecem relações com base nas observações. cópias repetidas de um mesmo numeral ou de sucessão numérica ou com associação entre numerais e desenhos com quantidades. colagem de bolinhas de papel em numerais. oferecer diversos materiais. envolvendo números. intimamente articulado às atividades cotidianas que cada sociedade desenvolve. neste sentido. figurinhas). As atividades que permitem observar e lidar com transformações decorrentes de misturas de elementos e materiais são sempre interessante para crianças pequenas. tais como: conferindo objetos (tampinhas.

mas provocadas. p. interativa e reflexiva.29) nos mostra que. manipular e pensar. tratar os erros da criança como hipóteses. considerando os recursos de que dispõem. o conhecimento matemático é também um saber historicamente em construção que vem sendo produzido na escola e pelas relações sociais. deve fornecer situações práticas significativas que permitam à criança ter esta aproximação. Daí a necessidade de uma apropriação gradativa. A instituição de Educação Infantil pode ajudar as crianças a organizarem melhor as suas informações e estratégias. como mediador desse processo. diferentes. aproximando-se das noções matemáticas. Nesta faixa etária . expressão de quantidade. A criança vai estabelecendo relações entre os objetos – “mais. devem superar a preparação e o simples treino para os conhecimentos futuros. o trabalho com a Matemática pode contribuir para a formação de cidadãos autônomos capazes de pensar por conta própria. O pensamento lógico-matemático é um dos atributos do desenvolvimento cognitivo de cada pessoa. iguais. menos. é lidar. no modelo cognitivo de conhecimento. deslocamento no espaço etc. O professor. além de procurar selecionar problemas que estimulem o raciocínio ao invés de sobrecarregar a memória. Portanto. bem como a estruturação do pensamento lógico. estabelecendo aproximações entre o cotidiano e as noções matemáticas. CARRAHER (1995. mesmo tanto. sejam eles de ordem numérica ou não. A Criança e a Matemática Por meio da interação das relações que a criança estabelece com o meio são construídas as noções matemáticas. não são inatas e sim desenvolvidas por princípios. 143 . representações mentais. pois sabemos que a fonte do conhecimento da criança é a própria variedade de situações que ela vivencia. A integração desse processo possibilitará às crianças modificarem seus conhecimentos prévios. construir. Quando as crianças respondem a pergunta “quantos?” ou “quando?” mesmo que a resposta seja aleatória. como: comparações. pesado” – e coordenando essas relações de forma cada vez mais complexas. ampliá-los ou diferenciá-los. sabendo resolver quaisquer problemas. elas estão fazendo uso do conhecimento lógico-matemático. de forma compreensiva.a criança passa por um intenso processo de mudança e estabelece diversos tipos de relações com o conhecimento lógico-matemático. a educação precisa começar onde a criança se encontra. na Educação Infantil de 0 a 3anos. As construções internas não são espontâneas. bem como proporcionar-lhes condições para aquisição de novos conhecimentos matemáticos.35). com situações matemáticas. p. pois o conhecimento relevante é aquele que é capaz de desenvolver as capacidades cognitivas da criança. com os quais as crianças possam interagir.de zero a 3 anos . Um dos objetivos da matemática. De acordo com FIORENTINI (1995. A vivência e a manipulação de material concreto. Pode ser construído por meio de objetos externos instigantes.As atividades desenvolvidas na Educação Infantil de 0 a 3 anos devem constituir um contexto favorável para estimular a criança começar construir seu conhecimento.

vão conquistando maior autonomia e estabelecendo relações mais elaboradas com as noções matemáticas. Conforme desenvolvem-se. problemas não-convencionais. formas geométricas. encaixar etc. deve-se levar em conta que: • aprender Matemática é um processo contínuo de abstração no qual as crianças atribuem significados e estabelecem relações com base nas observações. de tempo e de espaço em jogos. São muitas as formas de se trabalhar esses conceitos. rolar. Desenvolver uma atitude de interesse e curiosidade com a matemática. Os conceitos matemáticos não são a finalidade do trabalho com este grupo de crianças. entre outros. através de atividades lúdicas que envolvam: contagem oral. Manipulação e exploração de objetos e brinquedos. estimar e arriscar soluções em situações e atividades que envolvam a matemática. argumentar.1. levando as crianças a se interessarem e estabelecerem relações sobre várias áreas. • Os conteúdos citados a seguir foram são propostos a fim de que a criança desenvolva idéias matemáticas elementares que digam respeito a conceitos aritméticos e espaciais. desenhar. de noções de quantidade. escrever. sobre elementos do seu ambiente físico e sociocultural. ler. que devem estar sempre inseridos e integrados no cotidiano das crianças.2. pensar.6. desde cedo. cantar etc. • 22. 22. a construção de competências matemáticas pela criança ocorre simultaneamente ao desenvolvimento de inúmeras outras competências de naturezas diferentes e igualmente importantes. brincadeiras. experiências e ações que fazem. falar. relações espaciais e temporais.6.revelando algum discernimento sobre o sentido de quantidade e tempo. opinar. ouvir. tais como comunicar-se oralmente. movimentar-se. problemas não-convencionais e músicas junto com o professor e nos diversos contextos nos quais as crianças reconheçam essas utilizações como necessárias. transvasar. de forma a existirem quantidades individuais suficientes para que cada criança possa descobrir as características principais e suas possibilidades associativas: empilhar. • Utilização de contagem oral. formular hipótese. investigar. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Na seleção e organização dos conteúdos matemáticos. Habilidade para selecionar. agrupamentos de objetos. • • 144 . em situações organizadas. Objetivos A abordagem da matemática na Educação Infantil tem como finalidade proporcionar oportunidades para que as crianças desenvolvam as capacidades de: • Estabelecer correlações entre a realidade e as noções matemáticas construídas no seu cotidiano. A ação do educador deve ter um caráter múltiplo.

cenários.. • • • • • • • • • • Exemplos de atividades: Com História Infantil: .3. painéis etc.Questionamento sobre: o que veio primeiro? Depois e por último? Quantos animais havia na história? 145 . envolvendo contagem e números utilizados como forma de aproximação com a seqüência numérica oral. etc.22.Leitura da história.6. problemas não-convencionais (simulação da realidade. possibilitar a representação do espaço numa outra dimensão (construir torres. elaboração de receitas culinárias.Entendimento da história. encher garrafas e transpor para outro recipiente. construir diferentes circuitos com obstáculos(com cadeiras. bota um. utilização de parlendas e rimas que envolvam a contagem e números que podem ser utilizadas como aproximação à seqüencia numérica oral.. quebra-cabeça. caixas. estimular a representação por meio de desenho para expressar suas idéias e registrar informações.). contendo a data do aniversário e a idade de cada criança.. histórias e. . sucata. oportunizar à criança brincadeiras como jogos de esconder ou de pega-pega onde um dos participantes deverá contar. . etc. entre outros. propor brincadeiras e cantigas que incluam diferentes formas de contagem (Ex. etc. mesas. como festas. brincadeiras no faz-de-conta enriquecidas com a organização de espaço e brinquedos que contenham números. sem imposição. por baixo. com quantidades distintas.Autor – Mary França e Eliardo França – Editora Ática . descendo. de maquetes. principalmente jogos e brincadeiras. de rimas infantis. Sugestões de Atividades Situações cotidianas para o trabalho com a especificidade das idéias matemáticas. como telefone. através de figuras . em blocos de madeira ou encaixe. propor representações tridimensionais como construções com bloco de madeira. passando por dentro. enquanto espera os outros se posicionarem. possibilitando a representação do espaço em outra dimensão). oportunizar à criança audição de músicas do folclore brasileiro.. • • • • • • Trabalhar a função social do número. organizar um quadro de aniversariantes. subindo. máquina de calcular. propor brincadeiras com lançamentos.).Nome da história “Galinha Choca” . pistas para carrinhos e cidades.: a galinha do vizinho bota ovo amarelinho. bota dois. relógio. pneus e panos) por onde as crianças possam engatinhar ou andar. por cima. que permitem a familiarização com elementos espaciais e numéricos.

as histórias e. Poderá ser uma mãozinha por equipe.. de transvasar.6.Com objetos: • Num recipiente com água. .. . Músicas.5. os conceitos matemáticos não são o pretexto nem a finalidade principal a ser perseguida. Procedimentos: . pregos. 146 . os jogos e as brincadeiras permitem a familiarização com elementos espaciais e numéricos. etc.Assim que o professor ditar qual a forma e a cor. Sucata limpa e selecionada. As situações deverão ter um caráter múltiplo para que as crianças possam interessar-se. por exemplo. há várias fichas com os desenhos das formas geométricas virados (poderá haver mais de uma ficha com a mesma forma). para que as crianças observem que alguns afundam e outros não. coloque vários objetos (bolinhas de vidro. podendo pegar mais de uma.4. Calendário. Não haverá ganhadores. Dado. ou com triângulo azul ou com círculo vermelho. parlendas e rimas folclóricas. triângulo.Fichas com o desenho das formas geométricas (quadrado. retângulo. se o jogo for em grupos. apenas deverão contar quantas fichas com quadrado amarelo pegaram. Recursos materiais • • • • • • • • • • • Brinquedos que contenham número como: telefone. Orientações metodológicas Os bebês e as crianças pequenas estão começando a conhecer o mundo e a estabelecer as primeiras aproximações com ele. Diferentes objetos para construção de trilhas e circuitos como: pneus. As situações cotidianas oferecem oportunidades privilegiadas para o trabalho com a especificidade das idéias matemáticas. pedrinhas. Jogo do tapa – certo Materiais: .No centro do círculo. a criança deverá bater com a mãozinha sobre a ficha. sem imposição. móveis. fazer relações sobre várias áreas e comunicá-las. cenários. se houver duplicatas. Assim. Caixas e embalagens de diferentes tamanhos. máquina de calcular. Bola. relógio etc.As crianças são organizadas em círculo. As festas. 22. Ingredientes de receitas culinárias. de montar.Cada criança receberá uma mãozinha de papelão colorido com palito de churrasquinho colado. 22.6. tampinhas. pedaços de isopor). Brinquedos de encaixe.Mãozinha confeccionada com papelão colorido e palito de churrasquinho: . círculo) em diferentes cores. principalmente. . livros de histórias. Cartazes. panos.

como telefone. pneus e panos por onde as crianças possam engatinhar ou andar — subindo. descendo. a construção de diferentes circuitos de obstáculos com cadeiras. O folclore brasileiro é fonte riquíssima de cantigas e rimas infantis envolvendo contagem e números. organizando-se espaços próprios com objetos e brinquedos que contenham números. que podem ser utilizadas como forma de aproximação com a seqüência numérica oral. As brincadeiras de construir torres. ampliando experiências. contar quantos dias faltam para seu aniversário. mas ele sempre deve acontecer inserido e integrado no cotidiano das crianças. pistas para carrinhos e cidades.As modificações no espaço. As crianças por volta dos dois anos já podem. possibilitam representar o espaço numa outra dimensão. As crianças podem comparar o tamanho de seus pés e depois olhar os números em seus sapatos. O faz-de-conta das crianças pode ser enriquecido. dentro de um contexto significativo. passando por dentro. Pode também acompanhar a passagem do tempo. O professor pode organizar junto com as crianças um quadro de aniversariantes. Pode-se organizar um painel com pesos e medidas das crianças para que elas observem suas diferenças. São muitas as formas possíveis de se realizar o trabalho com a Matemática nessa faixa etária. contendo a data do aniversário e a idade de cada criança. 147 . com ajuda do professor. relógio. etc. utilizando o calendário. por cima. máquina de calcular. As situações de festas de aniversário podem constituir-se em momento rico de aproximação com a função dos números. mesas. por baixo — permitem a construção gradativa de conceitos. com blocos de madeira ou encaixe.

É preciso que se planeje pensando “para” e “com” essas crianças. O saber ser. propiciarão melhor crescimento cognitivo e emocional das crianças. Partindo do pressuposto fundamentado na abordagem sociointeracionista e nas teorias psicológicas do desenvolvimento e/ou da aprendizagem que preconizam que a criança constrói seu conhecimento mediante sua ação.). Neste contexto. Ressalte-se que atividades e rotinas. o prazer de aprender. Tendo no currículo à concepção sóciointeracionista. requer um planejamento do trabalho que deve compreender a organização de rotina e. a instrumentalização da ação. o planejamento não privilegia só o saber. Planejar resulta de reflexão sobre o mundo. que visa não só a aquisição de saberes. etc. como também ser organizadas de modo a possibilitar às crianças a ter uma ação reflexiva sobre si 148 . mas o domínio dos próprios instrumentos para a aquisição do conhecimento. o saber ser e principalmente o saber conviver. O saber conviver. É um meio orientador do trabalho que indica “o que se pretende atingir” e de “como fazer” na dinâmica da sala de aula. elaboradas ou propostas para propiciar o desenvolvimento e o exercitar o uso das funções cognitivas das crianças. que vê na criança um ser tão biológico quanto social. banhos. Existe uma intencionalidade nesse brincar que tem seu momento espontâneo. nossas atividades são proporcionadas através de atividades. seqüências e projetos. a especificidade da esfera pedagógica. A melhor forma de garantir uma ação pedagógica efetiva é planejar.23 – PLANEJAMENTO NA CRECHE O olhar atento às transformações do mundo e à formação continuada de nossa equipe são o nosso mais valioso recurso para a realização do trabalho. sono. Apesar de o planejamento ser feito para cada faixa etária. o saber fazer e o ser. principalmente planejar atividades para crianças tão pequenas e que passam até duas mil horas dentro da creche. as tarefas escolares revelam critérios na sua objetivação. onde os diferentes grupos se encontrem em atividades interessantes e variadas. mas que também tem seu papel formativo ligado à tomada de atitudes e aquisição de hábitos informativos ligados aos conteúdos caracterizando. que objetiva o desenvolvimento de habilidades para pôr em prática conhecimentos. dentro dela. pensamos em formar uma criança ativa que aprende em um ambiente que privilegia o “ser criança”. O professor não pode deixar de planejar o seu trabalho para não cair na rotina e na improvisação. Elas são. cada professor o fará para a sua turma. onde brincar constitui a principal atividade de nossas crianças. mas o saber fazer. assim. a ludicidade. portanto. no decorrer do ano. Planejar pressupõe conhecimentos anteriores. suas competências e suas diferentes necessidades conforme a faixa etária. que abarca os três outros saberes. sobre a relação do homem-mundo e sobre a prática pedagógica necessária a determinado momento. embora realizados também de forma planejada e intencional. intencionalidade e articulação integrada de situações que foram vivenciadas pelas crianças. as atividades em dois grandes campos: dirigidas e livres. com características próprias. de forma integrada. que diz respeito à postura perante a atividade cultural e implica a vivência de princípios e valores éticos. pela interação entre as diferentes idades. a descoberta do outro e a participação de projetos comuns. Pensar as atividades intercalando-as com os momentos de cuidados pessoais (alimentação. O saber conhecer. levando em consideração os conteúdos que garantam: o saber. O saber fazer. Assim. seleção.

a intenção do que se quer desenvolver na criança ao realizar cada atividade. etc. necessidades. e. e esta última. A organização das atividades devem ocorrer de forma interdisciplinar e contextualizada. mas. • Para que fazer? – São os objetivos. democracia.mesmas. Diante disso. O planejamento deve considerar as necessidades das crianças e ser desenvolvido a partir de três vertentes: os conteúdos que julgamos necessários para o desenvolvimento da criança. reunindo as áreas de conhecimentos cujos conteúdos permitem um tratamento pedagógico-didático integrado. problemas. há momento ou etapa que devem ser levados em consideração como norteadores da ação de planejar: 1. daí tornar-se necessário ver o objetivo como ponto de chegada. exigem que o professor elimine as barreiras entre as pessoas de modo a buscarem alternativas coletivas de organização do tempo e espaços escolares. as vivências infantis que venham contribuir para a sua formação cultural e os interesses e assuntos sugeridos pelas crianças. É importante que o professor faça do planejamento um instrumento que facilite sua ação pedagógica tendo claro os seguintes aspectos: • O que fazer? – Atividades a serem desenvolvidas com as crianças. sobre o mundo em que vivem e sobre a realidade possibilitando a autonomia do pensamento. social e afetiva que traz para a escola e não pode ser ignorada na previsão das atividades. 2. não existe receita pronta. participação. os conhecimentos e as técnicas em função dele. Os conteúdos referem-se ao conhecimento e outras informações que a criança precisa saber. • Com que fazer? – São os recursos necessários para a realização das atividades. realizadas pela criança. estamos sempre dispostos a essa troca. técnicas e estratégias que a criança deve adquirir com predomínio de habilidades motoras. que sejam provocadores da pesquisa. características. e as atitudes. explicitações. estimuladores de habilidades e de atividades lúdicas e de auto-expressão. 3. onde se trabalham os desafios. O planejamento deve ocorrer permanentemente e ser visto como um momento de decisão sobre o “fazer pedagógico”. a habilidades. Devem estar bem relacionados em linguagem clara e compreensível. a ouvir de forma a realmente ”escutar” o que se quer dizer. Precisamos trabalhar numa tríade escola/criança/família. pela variabilidade de situações e as diferentes formas de se lidar com elas. Na elaboração do planejamento. Os objetivos precisam ser definidos com clareza. • Como fazer? – É a forma como se desenvolve cada atividade. diretrizes que podem ajudar no tratamento de questões. priorizados e explicitados no planejamento e trabalhados de forma integrada.). desafios. a qual damos tanta significância. O caráter global do desenvolvimento infantil requer a integração das atividades desenvolvidas a partir de assuntos significativos para as crianças. articulando-se a quantidade e qualidade. valores e normas considerados necessários para o convívio em uma sociedade democrática. recursos. contribuindo para garantir o desenvolvimento amplo e integral das capacidades necessárias ao exercício da cidadania. Sabe-se que atitudes e práticas interdisciplinares. conhecimento da realidade: onde está inserida a comunidade escolar (possibilidades. a valorizar a criança dentro desse contexto familiar. é de suma importância dentro do desenvolvimento do processo educativo de nossas crianças. Tais conteúdos deverão ser selecionados. para nós. 1994). conhecimento do aluno: sua bagagem cognitiva. Podem ser mediadas por algum adulto. a colaborar. Trabalhar com o cotidiano de interações é muito rico. como propõe (FAZENDA. Os 149 . as relações conteúdos x objetivos: o que trabalhar – conteúdo e com que finalidade. mas sim. Estamos vivenciando tempos de abertura para o outro.

ao momento histórico e à dinâmica das relações ali estabelecidas. em um determinado momento histórico. 23.critérios a serem observados na seleção são: conteúdos significativos. É possível determinar e quantificar atividades para crianças pequenas. do grupo étnico do qual fazem parte. 4. educativo e muito feliz. É preciso que se contemple a pluralidade de espaços e tempos socioculturais do qual participam as crianças e professores. exigindo que práticas e posturas sejam revistas. Outras são protegidas de todas as maneiras. seguro. Os planejamentos são: *Período de adaptação *Primeiro Bimestre: Projeto Conhecer (diagnóstico das crianças) *Segundo Bimestre *Terceiro Bimestre *Quarto Bimestre Sempre considerando o educar-cuidar-brincar como indissociável. previsão de uso de recursos: meios que proporcionem desafios necessários para o enriquecimento das atividades e prendam o interesse da criança ao conteúdo. é um sujeito social. Esse trabalho ajuda o professor a conhecer o desenvolvimento da criança e o seu desempenho em sala de aula. No dia do planejamento os professores dos dois períodos se reúnem para planejar já que a criança freqüenta a Creche em período integral. portanto não se apresenta numa forma homogênea em nenhuma sociedade e/ou época. Essa dualidade revela a contradição e conflito de uma sociedade que não resolveu ainda as grandes desigualdades sociais presentes no cotidiano. 5. Boa parte das crianças pequenas brasileiras enfrentam um cotidiano bastante adverso que as conduz desde muito cedo a precárias condições de vida e ao trabalho infantil. às possibilidades da instituição.1. justifica-se pela importância da ação educativa que se deseja desenvolver. A criança como todo ser humano. sendo possível que em uma mesma cidade existam diferentes maneiras de se considerar as crianças pequenas dependendo da classe social a qual pertencem. logicidade e continuidade. ao abuso e exploração por parte de adultos. pois a cada ano vêm outras crianças com novos hábitos e costumes. decisões sobre a avaliação: apresentando uma visão do progresso das crianças e do próprio professor. recebendo de suas famílias e da sociedade em geral todos os cuidados necessários ao seu desenvolvimento. 6. Para que contemple todas essas dimensões e se adapte à proposta curricular. desafiadoras e motivadoras da aprendizagem para que as crianças participem efetivamente da descoberta e da construção do saber. É profundamente marcada pelo meio social em 150 . Esse trabalho precisa estar sempre sendo avaliado. onde o lúdico e o prazeroso sejam determinantes no fazer pedagógico. registrando os avanços e dificuldades. deve ser adequado à realidade local. Além de flexível. de maneira que estas crianças possam crescer em ambiente estimulador. onde o professor avalia observando. CONCEPÇÃO DE CRIANÇA A concepção de criança muda ao longo dos tempos. que contemple o desenvolvimento da clientela que atende. propiciando uma aprendizagem significativa. cultural e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade. é preciso que se deixe de lado a listagem de conteúdos fragmentados e sem significado. seleção e descrição de atividades: adequadas aos conteúdos. com uma determinada cultura. A importância de um planejamento flexível.

Nessa perspectiva as crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outras pessoas e como o meio em que vivem. as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens (pictórica. psicológicas. sociais. é sujeito de direito. por meio das brincadeiras. que as caracteriza como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio. Compreender essa situação favorece uma aproximação com a infância real. principalmente. um ponto de referência fundamental. inclusive aquelas com necessidades educativas especiais. com necessidades biológicas. visto que esse objeto é um objeto cultural. verbal. mas. O conhecimento não se constitui em cópia da realidade mas sim fruto de um intenso trabalho de criação. predominante até meados do século XX. artística. Essa criança. Nele. enfatizam Aquino & Vasconcellos (2005). explicitam as condições de vida a que estão submetidas e seus anseios e desejos. usuária de múltiplas linguagens. a exemplo da Constituição Brasileira. esperando-se delas um amanhã melhor. biológica ou não. com outros indivíduos. Hoje. aprendem e revelam seu esforço para compreender o mundo em que vivem. Toda criança. 151 . As crianças possuem uma natureza singular. É na dinâmica do seu pensar que passa a compreender o mundo em função das relações que estabelece com a realidade e com o seu cotidiano.que se desenvolve. afetivas. desmistificando uma imagem idealizada. entre outras) e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. as crianças experimentam. A concepção de criança esteve atrelada. mesma sendo alguém que age. referendada em documentos oficiais. No processo de construção do conhecimento. na qual se pode examinar as condições objetivas da vida da criança. A criança vive em um momento sociohistórico e cultural e seu desenvolvimento não pode ser considerado como independente do contexto no qual este processo ocorre. sentindo e pensando o mundo de um jeito só delas. as relações contraditórias que presenciam e. é fundamental que a interação da criança ocorra não só com os objetos de conhecimento. o papel do outro é da maior relevância para o desenvolvimento da linguagem. não se considerava a criança como um sujeito participante da história. crianças e/ou adultos. conhecendo suas hipóteses de mundo. bem como para a construção de conhecimentos. na qual os professores podem contar com uma grande aliada que é a curiosidade natural infantil. foi sendo modificado sem. salienta Ladéia (2001). Nas interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são próximas e com o meio que as circunda. a concepção de criança é uma realidade legal. à compreensão de infância como objeto de assistência. apesar da multiplicidade de interações sociais que estabelece com outras instituições sociais. pensando o mundo de um jeito muito próprio e especial. Por isso. apresentar consenso conceitual na sociedade contemporânea. que vivencia uma etapa singular de desenvolvimento. O caráter assistencialista. Até pouco tempo. no entanto. corporal. suas dúvidas e anseios. deve ser pensada como alguém real e a Educação Infantil como sendo um segmento tão complexo quanto qualquer outra instância educativa. que se referem a ela como criança cidadã. As crianças possuem uma natureza singular. significação e ressignificação. Quem convive com as crianças percebe que elas têm quereres e desejos. lúdicas e cognitivas pertinentes à sua natureza específica. durante muito tempo. do Estatuto da Criança e do Adolescente e das Diretrizes Curriculares Nacionais. mas também o marca. como informa Vygotsky (1998). oral. interage e modifica a sociedade. A criança tem na família. buscando reconhecer e valorizar a infância como uma das fases criativas do ser humano. emocionais.

a interiorização de certos estados emocionais socialmente elaborados em uma cultura. elas permanecem únicas em suas individualidades e diferenças. Compreender. Oliveira (2005) salienta a importância do afeto nas interações infantis. precisa ser criança. constrói sua cidadania e. na qual a criança se desenvolve sem a necessidade de um sujeito exterior. mas com a ação mediada por alguém. em seu cotidiano escolar. uma vez que os processos de aprendizagem movimentam os processos de desenvolvimento. um sujeito histórico. através do uso de diferentes canais expressivos e lingüísticos. Dessa maneira. a criança não precisa se desenvolver primeiro para depois aprender. uma vez que a afetividade regula as ações. precisa ter tempo para brincar. em função das normas.O sujeito. pois. eventos ou situações. conferindo-lhes atributos e valores (Oliveira. As interações vivenciadas pela criança em um meio sociocultural específico podem ser conflituosas. constrói o conhecimento interagindo com o meio. para Piaget (1987). sociologia. tem-se adotado a teoria de Vygotsky. A ZDP é justamente a distância entre o real e o potencial. O afeto inclui expressividade. 2005. em qualquer atividade humana. a todo o momento. o seu conhecimento de mundo. Embora os conhecimentos derivados da psicologia. possam ser de grande valia para desvelar o universo infantil apontando algumas características comuns de ser das crianças. A aprendizagem e o desenvolvimento estão inter-relacionados desde o primeiro dia de vida do ser humano e o seu conhecimento é construído na interação socialmente mediada entre o sujeito e o mundo. ou seja. regras e valores nele vigentes. entre aquilo que está consolidado e aquilo que está em processo. criador de cultura. significando as conquistas que serão consolidadas em um futuro próximo. 152 . ela precisa ser compreendida como um ser complexo e contextualizado frente à realidade em que vive. conhecer e reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem no mundo é o grande desafio da educação infantil e de seus profissionais. p. o potencial que ainda não se apresenta autonomamente. valorizando a intervenção pedagógica. 136). que são as conquistas do desenvolvimento já consolidadas na criança. de elementos. Embora presentes em proporções variáveis. ou seja. para que o professor possa atuar como recurso de desenvolvimento para a criança é preciso que ele seja capaz de estabelecer relações afetivas positivas. Comenta Oliveira (1998) que depois de um período de adesão à teoria piagetiana. a escola e o professor. Contudo. muitas vezes interpretada equivocadamente como uma teoria espontaneísta. Para Vygotsky (1988). neste processo. Ele propôs o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) que se refere a dois outros conceitos: o nível de desenvolvimento real. e o nível de desenvolvimento potencial. influencia na escolha ou rejeição de determinados objetivos e na valorização. Por isso. A criança é um ser que se constrói. medicina etc. A vivência contínua de interações permeadas de afeto e a diversidade experiencial possibilitam à criança construir e reconstruir. seus colegas e objetos de conhecimento. porém excluem-se nessa abordagem a cultura e a história social dos homens. permitem ao indivíduo construir noções sobre objetos. por parte das crianças. que propõe inversão desse raciocínio. afeto e cognição são inseparáveis. O diferencial da teoria vygotskiana é o foco naquilo que está por vir no desenvolvimento infantil e não apenas o nível em que a criança se encontra. antropologia. O afeto. pessoas e situações.Ser considerada uma cidadã. Neste sentido. facilita a construção dos vínculos entre a criança e o professor. para eliminar essa distância o professor tem um papel fundamental. tempo para poder ser criança.

de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação. como o papel significativo da interação social no processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança. resultando em conhecimento real. Kramer (2003) enfatiza a intrínseca relação entre educar e cuidar. nesse contexto. tampouco como um lugar apenas de guarda e proteção. arriscar. é preciso refletir como educar. para garantir que a qualidade de seu trabalho se assemelhe ou até supere as formas socialmente aceitas. Acerca da necessidade de haver uma ação pedagógica integrada.23. o educar e o cuidar devem caminhar juntos. considerando de forma democrática as diferenças individuais e. Já as seqüências didáticas são atividades organizadas segundo as possibilidades de compreensão dos alunos. respeitando as peculiaridades de cada criança e oportunizando situações de aprendizagem significativas e prazerosas. na Educação Infantil. que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal. de 07/04/1999). motivando-se a investigar. cuidar e brincar. brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada. O desafio de produzir ou elaborar algo a ser utilizado em situações reais faz com que os alunos sintam-se desafiados a se apropriar do conhecimento. revisar suas produções inúmeras vezes. estéticas e éticas. A mesma autora recomenda que 153 . significa propiciar situações de cuidados. dentre eles: Jean Piaget. A concepção de construção de conhecimentos pelas crianças em situações de interação social foi pesquisada.1 A CRIANÇA CONSTRUINDO O CONHECIMENTO No processo de construção do conhecimento. podem auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento da criança em relação a si e ao mundo. cuidar e brincar. sob o argumento de que a Educação Infantil não pode ser compreendida como uma instância de aprendizagem que só instrui. aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. 23. Educar. As teorias construtivistas preconizam tanto a ação do sujeito. Lev Semionovitch Vygotsky e Henry Wallon. emocionais. pelas crianças. por vários autores. o RCNEI (2001) orienta que o ato de educar significa propiciar situações de cuidados e brincadeiras organizadas em função das características infantis. Nesse processo. ao mesmo tempo. têm influenciado o campo da educação. Nesse sentido. na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis. esses conhecimentos que apresentam tanto convergências como divergências.1. de forma a favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem. As situações de aprendizagem são sempre significativas. Nas últimas décadas. cuidar e brincar implica em promover uma ação pedagógica respaldada em uma visão integrada acerca do desenvolvimento infantil. EDUCAR. as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. CUIDAR E BRINCAR A indissociabilidade entre educar. e o acesso. De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil (Resolução CNE/CEB Nº 1. Assim.2. afetivas. com diferentes enfoques e abordagens. respeito e confiança. Compreender a indissociabilidade entre educar. a educação poderá auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais. o que garante que estabeleçam o máximo de relações possíveis entre os conteúdos. a natureza complexa da criança.

Em outras culturas. depende também da compreensão que o adulto tem das várias formas de comunicação que elas. sociais. acredite que os bebês devem aprender a permanecer no berço. As situações de educar remetem às situações de cuidado. auxiliando o desenvolvimento das capacidades cognitivas infantis. habilidades e instrumentos que extrapolam a dimensão pedagógica. As necessidades básicas. Prestar atenção e valorizar o choro de um bebê e responder a ele com um cuidado ou outro depende de como é interpretada a expressão de choro. que ocorrem em todos os ambientes da escola. que envolvem a dimensão afetiva e dos cuidados com o aspectos biológicos do corpo. 154 . tanto que existem berços próprios para embalar. após serem alimentados e higienizados. ou que peguem-no imediatamente no colo. Em determinados contextos socioculturais. Essa qualidade dar-se-á em função das concepções. mas como uma ação que pode "acostumar mal" a criança. as formas de identificá-las. As atitudes e procedimentos de cuidado são influenciadas por crenças e valores em torno da saúde. o que sabe sobre si e sobre o mundo. como alimentar-se. bem como das potencialidades afetivas. como a qualidade da alimentação e dos cuidados com a saúde. É possível que alguns adultos conversem com o bebê tentando acalmá-lo. Forest & Weiss (2003) explicam que as instituições de Educação Infantil devem incorporar. dedicação. de modo integrado. o embalo tem uma grande importância no cuidado de bebês. cuidar de uma criança em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de conhecimentos e a cooperação de profissionais de diferentes áreas. emocionais. Pode-se dizer que além daquelas que preservam a vida orgânica.o cuidado com o outro deve se fazer presente no ato de educar. proteger-se. as funções de educar e cuidar com qualidade advinda de estudo. O desenvolvimento integral depende tanto dos cuidados relacionais. podem ser modificadas e acrescidas de outras de acordo com o contexto sociocultural. da educação e do desenvolvimento infantil. e portanto não considerem o embalo como um cuidado. cooperação e cumplicidade de todos os envolvidos. etc. Ou seja. A identificação dessas necessidades sentidas e expressas pelas crianças. interações e ações sociais e pedagógicas. independentemente do nível de ensino em que se está atuando. Contemplar o cuidado na esfera da instituição da educação infantil significa compreendê-lo como parte integrante da educação. embora possa exigir conhecimentos. tendo como base concepções de desenvolvimento e aprendizagem infantis. A base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a desenvolver-se enquanto ser humano. Embora as necessidades humanas básicas sejam comuns. valorizá-las e atendê-las são construídas socialmente. estéticas e éticas. O cuidado é um ato em relação ao outro e a si próprio que possui uma dimensão expressiva e implica em procedimentos específicos. quanto da forma como esses cuidados são oferecidos e das oportunidades de acesso a conhecimentos variados. de educação e saúde. as necessidades afetivas são também base para o desenvolvimento infantil. e dos recursos existentes para responder a ele. é possível que o adulto que cuida da criança. embalando-o. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. em cada faixa etária possuem e desenvolvem. buscando-se entender e valorizar o que cada criança sente e pensa. corporais.

Os procedimentos de cuidado também precisam seguir os princípios de promoção à saúde. É através do afeto que garantimos a construção e fortalecimento da autoconfiança da criança e a descoberta de que ela é capaz de realizar qualquer ação obtendo êxito. ser solidário com suas necessidades. bem como ampliem o entendimento acerca das singularidades de cada criança. auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa” (RCNEI. emocional. comentada por Behenck (2004). levando em consideração as diferentes realidades socioculturais. pensa. identificando e atendendo as suas necessidades específicas. É preciso que os educadores considerem e compreendam as dimensões afetiva e relacional. Disso depende a construção de um vínculo entre quem cuida e quem é cuidado. com sua singularidade. em diferentes períodos históricos. 155 . 2001. meios de reconstrução da identidade cultural. identificando e respondendo às suas necessidades. respeitando os limites naturais Para compreender a criança e criar condições para o seu desenvolvimento. A brincadeira e o jogo são processos que envolvem o indivíduo e sua cultura. visando à ampliação deste conhecimento e de suas habilidades. confiando em suas capacidades. assim como atendê-las de forma adequada. que implica na garantia e estímulo ao lúdico na vida escolar. as necessidades das crianças. é importante considerar a atitude de seriedade com que a criança se dedica à brincadeira. sendo. Além da dimensão afetiva e relacional do cuidado. reitera-se o respeito às singularidades infantis. que aos poucos a tornarão mais independente e mais autônoma. ouvidas e respeitadas. e que adquirem especificidades e transformações de acordo com cada grupo. portanto. cuidar da criança é sobretudo dar atenção a ela como pessoa que está num contínuo crescimento e desenvolvimento. Isso não significa marcar ou estigmatizar cada criança. principalmente. é tão necessária quanto os cuidados básicos de uma boa alimentação e conforto. Assim. Para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o outro. comenta Lima (1991). Além do prazer que a atividade lúdica promove. É através da linguagem do brincar que as crianças são motivadas a pensar de maneira autônoma. O brincar não se constitui em atividade frívola. mas respeitá-la e valorizá-la para o seu enriquecimento sociocultural e pessoal. desenvolvendo a confiança nas próprias capacidades e expressandose com a autenticidade que lhe é inerente. o que ela sabe sobre si e sobre o mundo.27).O cuidado precisa considerar. O jogo e a brincadeira podem ser estratégias educacionais integradas às diversas experiências vivenciadas através da linguagem do brincar. é preciso que o professor possa ajudar a criança a identificar suas necessidades e priorizá-las. presentes no educar e cuidar. que quando observadas. Isto inclui interessar-se sobre o que a criança sente. A valorização da afetividade. p. “A brincadeira favorece a auto-estima das crianças. e intelectual das crianças. é necessário que as atitudes e procedimentos estejam baseados em conhecimentos específicos sobre o desenvolvimento biológico. podem dar pistas importantes sobre a qualidade do que estão recebendo. necessárias à construção dos vínculos afetivos imprescindíveis ao desenvolvimento do educando. compreendendo sua singularidade. pois se trata de uma atividade universal encontrada nas várias sociedades. Para se atingir os objetivos dos cuidados com a preservação da vida e com o desenvolvimento das capacidades humanas. manifesto em diversas produções culturais.

implica a constituição do sentido. forma de interação com o outro. Na escola. auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa. as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam anteriormente em conceitos gerais com os quais brinca. por exemplo. atividade simbólica. negociar. Envolve a criança toda. Brincar é. mas é muito mais que isso. relacionar-se. a criança deve conhecer alguma de suas características. compreender-se. é o papel que assumem enquanto brincam. ainda. Acontece no âmago das disputas sociais. É criação. É prática social. cujos desenvolvimentos dependem unicamente da vontade de quem brinca. os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser. p. Brincar é experimentar-se. 1997. suas competências e as relações que possuem com outros papéis. no plano das emoções e das idéias. a despeito dos objetivos do professor e de seu controle. ser. Isso significa que uma criança que. para assumir um determinado papel numa brincadeira. de uma experiência vivida na família ou em outros ambientes. assim. Brincar contribui.A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é o "não-brincar". Seus conhecimentos provém da imitação de alguém ou de algo conhecido. Ao brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos que lhes deram origem. transformar-se. para a interiorização de determinados modelos de adulto. sem dúvida. imaginar-se. as crianças agem frente à realidade de maneira não-literal. Se a brincadeira é uma ação que ocorre no plano da imaginação isto implica que aquele que brinca tenha o domínio da linguagem simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata que lhe forneceu conteúdo para realizar-se. tomando consciência disto e generalizando para outras situações. confrontar-se. No ato de brincar. etc. está orientando sua ação pelo significado da situação e por uma atitude mental e não somente pela percepção imediata dos objetos e situações. do relato de um colega ou de um adulto. bate ritmicamente com os pés no chão e imagina-se cavalgando um cavalo. a brincadeira não envolve apenas a atividade cognitiva da criança. os sinais. utilizando-se de objetos substitutos. A fonte de seus conhecimentos é múltipla mas estes encontram-se. uma forma de aprender. transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel assumido. de uma realidade anteriormente vivenciada. expressar-se. entre as crianças. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade. sabendo que estão brincando. 139). no âmbito de grupos sociais diversos. fragmentados. emoção. para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhes novos significados. 156 . Nesse sentido. É no ato de brincar que a criança estabelece os diferentes vínculos entre as características do papel assumido. desejo. ação voluntária (Fontana & Cruz. de cenas assistidas na televisão. Toda brincadeira é uma imitação transformada. O principal indicador da brincadeira. A brincadeira favorece a auto estima das crianças. no cinema ou narradas em livros. Essas significações atribuídas ao brincar transformam-no em um espaço singular de constituição infantil. Ao adotar outros papéis na brincadeira. os gestos. Para brincar é preciso que as crianças tenham certa independência para escolher seus companheiros e os papéis que irão assumir no interior de um determinado tema e enredo. Por exemplo. Nas brincadeiras.

em uma atividade espontânea e imaginativa. e. procedimentos ou atitudes explícitas com aquelas nas quais os conhecimentos são experimentados de uma maneira espontânea e destituída de objetivos imediatos pelas crianças. jogos tradicionais.Pela oportunidade de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por elas mesmas. propiciam a ampliação dos conhecimentos infantis por meio da atividade lúdica. conhecimentos e regras sociais. Essas categorias incluem: o movimento e as mudanças da percepção resultantes essencialmente da mobilidade física das crianças. Por meio das brincadeiras os professores podem observar e constituir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em conjunto e de cada uma em particular. por meio da oferta de determinados objetos. oferecendo-lhes material adequado assim como um espaço estruturado para brincar permite o enriquecimento das competências imaginativas. utilizar os jogos. corporais. na figura do professor. portanto. A intervenção intencional baseada na observação das brincadeiras das crianças. etc. O brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo uso do material ou dos recursos predominantemente implicados. quais sejam.. as crianças podem acionar seus pensamentos para a resolução de problemas que lhe são importantes e significativos. É preciso que o professor tenha consciência que na brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre as mais diversas esferas do conhecimento. especialmente aqueles que possuem regras. brincar de faz-de-conta ou com papéis. os conteúdos sociais. Nessa perspectiva não se deve confundir situações nas quais se objetiva determinadas aprendizagens relativas a conceitos. Conseqüentemente é ele que organiza sua base estrutural. brinquedos ou jogos. As brincadeiras de faz-de-conta. portanto. como papéis. brincar com materiais de construção e brincar com regras. constituindo-se em um recurso fundamental para brincar. Estas categorias de experiências podem ser agrupadas em três modalidades básicas. situações. sentimentos. que. Propiciando a brincadeira. como os jogos de sociedade (também chamados de jogos de tabuleiro). fantasias. a relação com os objetos e suas propriedades físicas assim como a combinação e associação entre eles. entretanto. cria-se um espaço no qual as crianças podem experimentar o mundo e internalizar uma compreensão particular sobre as pessoas. registrando suas capacidades de uso das linguagens assim como de suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que dispõem. Pode-se. valores e atitudes que se referem à forma como o universo social se constrói. a linguagem oral e gestual que oferecem vários níveis de organização a serem utilizados para brincar. na instituição infantil. É o adulto. como atividades 157 . finalmente. os jogos de construção e aqueles que possuem regras. ajuda a estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças. didáticos. papéis. os limites definidos pelas regras. objetos e companheiros com quem brincar ou os jogos de regras e de construção. e assim elaborarem de forma pessoal e independente suas emoções. da delimitação e arranjo dos espaços e do tempo para brincar. considerada como atividade fundamental da qual se originam todas as outras. Cabe ao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem os temas. os sentimentos e os diversos conhecimentos. criativas e organizacionais infantis.

sem interferir e descaracterizar o prazer que o lúdico proporciona. “O professor precisa estar intimamente envolvido com as crianças enquanto elas trabalham e brincam. aprofundando o seu conhecimento sobre as dimensões da vida social. que considerem as crianças nos seus contextos sociais. culturais. sendo a submissão às regras de comportamento e normas sociais a razão do prazer que ela experimenta no brincar. É preciso. 2005. na rotina escolar. p. por si só já favorece este processo de descaracterização. Ele constitui-se em uma Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). que propicie o desenvolvimento da identidade das crianças. Na educação de modo geral. pois a criança transforma o significado das coisas de acordo com seus desejos. ambientais. 158 . O jogo simbólico é considerado por Vygotsky (1988) como uma atividade típica da infância e essencial ao desenvolvimento infantil. 90). ajuda a internalizar as normas sociais e a assumir comportamentos mais avançados que aqueles vivenciados no cotidiano. fazendo do brincar na escola um brincar diferente das outras ocasiões. através do lúdico. sob o risco de descaracterizar-se. pois há objetivos didáticos em questão.didáticas. mesmo que não haja quantidade e/ou variedade de materiais disponíveis. Compreender a relevância do brincar possibilita aos professores intervir de maneira apropriada. porém. ser capaz de ouvir em vez de falar para as crianças e de observar e analisar as evidências das aprendizagens” (Anning.28). tomando consciência disto e generalizando para outras situações (RCNEI. visto que permite. tempo e espaço para o brincar. por meio de aprendizagens diversificadas. o brincar utilizado como recurso pedagógico não deve ser dissociado da atividade lúdica que o compõe. É necessário que as instituições de educação infantil: -incorporem as funções de educar e cuidar. É no brincar que a criança conhece os diferentes vínculos entre as características do papel assumido. visto que o jogo simbólico acontece independentemente desses recursos. visto que promove o desenvolvimento da criança para além do patamar por ela já consolidado. -tenham um papel socializador. regido por regras semelhantes ao mundo adulto real. 2001. e principalmente na Educação Infantil o brincar é um potente veículo de aprendizagem experiencial. indiscriminadamente. realizadas em situações de interação. associadas a padrões de qualidade. suas competências e as relações que possuem com outros papéis. Sendo assim. No brincar do jogo do faz-de-conta a criança age em um mundo imaginário. que o professor tenha consciência que as crianças não estarão brincando livremente nestas situações. A vida escolar regida por normas e tempos determinados. elementos da cultura que enriquecem o seu desenvolvimento e inserção social. p. conforme ocorre ao transformar um cabo de vassoura em um cavalo. nas interações e práticas sociais para a construção de uma identidade autônoma. Portanto. vivenciar a aprendizagem como processo social. a brincadeira favorece o desenvolvimento individual da criança. Por isso é imprescindível garantir. -tornem acessível a todas as crianças que a freqüentam.

4. é importante que um dos pais ou um responsável acompanhe os primeiros dias na creche: além de mostrar ao educador aspectos relevantes da rotina familiar. é fundamental também o educador compartilhar com a família as experiências inéditas que os pequenos vivenciam na escola. Cada um desses eixos deve articular-se em uma metodologia de trabalho que tem como base conhecimentos já produzidos em diferentes perspectivas. questionando. pois a ele compete introduzir a criança no grupo. 23. 23. que essas aprendizagens.3. dialogando. As novas funções para a educação infantil devem estar associadas a padrões de qualidade. a Creche deve realizar estratégias 159 . ocorrem de maneira integrada no processo de desenvolvimento infantil. O ideal é manter os cuidados específicos e individuais que a criança está acostumada a ter em casa. Este processo e adaptação é gradual. sejam elas mais voltadas às brincadeiras ou às aprendizagens que ocorrem por meio de uma intervenção direta. explorando. interesses. Por isso. em um processo onde o erro é parte do avanço. porém. culturais e. Por isso. ela precisa de um período para se adaptar ao espaço. METODOLOGIA O nosso fazer pedagógico consiste em desenvolver atividades que sejam significativas. discutindo. ao entrar na creche e freqüentar um novo ambiente. Essa qualidade advém de concepções de desenvolvimento que consideram as crianças nos seus contextos sociais. É. O sucesso desse processo depende do acolhimento que a instituição oferece. o que traz à tona uma reflexão sobre os limites e possibilidades para os conteúdos das diversas áreas na educação infantil.-ofereçam às crianças condições para as aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e aquelas advindas de situações pedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas pelos adultos. com os seus pais ou responsáveis. a mediação do educador é determinante. e a alguns familiares. a estrutura dos conhecimentos de área e os processos de construção de conhecimentos nas crianças. pesquisando. nas interações e práticas sociais que lhes fornecem elementos relacionados às mais diversas linguagens e ao contato com os mais variados conhecimentos para a construção de uma identidade autônoma. às pessoas e às novas relações que vão surgir. ele vai transmitir à criança segurança até que ela consiga ficar sozinha.lúdicas e prazerosas. ADAPTAÇÃO É TUDO NOVIDADE Até ir para a creche. experimentando. mais concretamente. portanto. Ou seja. ajudando-a no avanço efetivo do seu processo de desenvolvimento global. ambientais. constante e individualizado para a criança e sua família. de natureza diversa. Para a adaptação ser completa. o seu conhecimento do mundo. É importante ressaltar. necessidades e possibilidades da criança. manipulando e comparando os elementos do ambiente que as crianças constroem. centradas nas curiosidades.E para que as crianças possam exercer sua capacidade de criar é imprescindível que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são oferecidas. A ação pedagógica deve estar articulada em torno de três eixos: o contexto sóciocultural. Na escola. a criança tem um relacionamento social restrito à sua casa.

formando conceitos. A educadora. além de um conjunto de conceitos culturais e expectativas quanto ao seu papel de educadora ou de funcionária na instituição. em um processo recente de adaptação às condições extra-uterinas. confundindo-se com ele. sem capacidade de estabelecer distinção entre ambos. relacionadas aos conceitos de obrigações da maternidade e de educação dos filhos. efetivadas ou não. por ser incapaz de sobreviver e interagir no mundo sem a ajuda e mediação de outros indivíduos mais experientes de sua espécie. crianças. Nesse contexto. O desafio torna-se mais significativo quando se considera as características da criança em seu primeiro ano de vida. está assumindo a primeira vez seu papel de mãe. adaptando-se às diferentes situações. defronta-se também com a aquisição de novas competências. A interação mãe-bebê sofre transformações ao passar do espaço domiciliar. então. o estabelecimento de novas relações e o fim da exclusividade de cuidados realizados por um familiar. Elas próprias trazem suas experiências anteriores de maternidade. O bebê. há a introdução de novos parceiros. Assim. com uma forma sincrética e fusionada de perceber. apesar de representarem também um motivo de alegria. conquista ou alívio por se conseguir uma vaga na creche. valorizadas e eventualmente modificadas. que a criança se desenvolverá. pois implica num conjunto de reorganizações. De qualquer forma. sentir e reagir. certamente estarão expressos em sua relação com a creche. provocando uma intensa união e desenvolvendo um forte vínculo afetivo em relação àqueles que com ele interagem e cuidam. de cuidados com filhos. com o adulto. situações de grande tensão entre pais e educadoras. onde havia uma maior intimidade e exclusividade. que passa a realizar os cuidados e a educação da criança. Estão lhe sendo retribuídos novos significados. A mãe. famílias e educadoras). o encontramos em um profundo estado de fusão emocional com o meio. 1986). já que há um conjunto de características pessoais dessa criança e família que são específicas e devem ser respeitadas. para uma situação onde há uma separação freqüente da díade. também deve conhecê-la. O bebê humano. o bebê apreende os significados apresentados e vivenciados pelos outros. entrando em contato com a cultura do grupo. papéis e responsabilidades associados a um conjunto contraditório de regras e condições ditadas pelo meio. na forma como vão introduzi-la às crianças e no significado que lhe será dado. numa época em que uma série de transformações pessoais e coletivas também se manifestam. Será. Durante o primeiro ano de vida do bebê. com 160 . o apoio aos esforços de adaptação certamente influenciará e será influenciado pelas reações da criança. através desse contato íntimo. a partir desses significados vivenciados emocionalmente com os outros. os conceitos que trouxerem de sua experiência de vida. angústia e culpa. num sistema de valores e conceitos compartilhados pelos adultos com seu grupo social em determinado contexto sócio-histórico. apresenta um prolongado período de aprendizagem. além da ampliação da rede de interações e da adaptação a novos espaços e rotinas.” O estudo da adaptação à creche vem no sentido de investigar um período crítico para todos os elementos envolvidos (bebês.onde haja uma colaboração entre os pais e a equipe de trabalho para que este processo aconteça da forma mais tranqüila possível. por suas experiências anteriores e pelas suas expectativas. geradoras de dúvida. pelas necessidades emergenciais do bebê. em especial a do primeiro filho. Nesse momento desafiador para todos. como sendo dele próprio (WEREBE & NADELBRULFERT. de um novo ambiente com novas rotinas. Todo esse processo provoca inicialmente e com freqüência.

assim. 1966. colocadas no colo de modo que se sintam mais tranqüilas e seguras. 1984). 1992). podendo depois ser encaminhadas para atividades estimulantes. progressivamente. As creches devem compreender a necessidade de que o processo de adaptação ocorra da forma mais adequada possível para a criança e sua família. que deverá conhecer suas necessidades básicas. A inserção é feita. A sala deve ter disponível materiais de pintura. pouco a pouco. simplesmente moldado pelo meio. higiene e nutrição infantil (todas estas informações devem ser passadas pelos pais em entrevista prévia com a direção através de anamnese). Toda a atenção deve estar voltada para a criança. e particularmente. conforme as representações e expectativas que tem sobre ela. Se tratando de bebês brinquedos de estimulação. que deve informar-se previamente sobre os gostos e preferências de cada criança. O tempo de permanência vai aumentando e os pais deverão ser orientados a afastarem-se progressivamente. A criança. A adaptação da criança está na dependência da orientação da educadora.seus próprios sentimentos e comportamentos. A criança tem. como o adulto. no entanto. desenho e modelagem. que desempenha um papel importante nas interações (VYGOTSKY. Vai ser através da mediação do meio. cada pessoa interage com a criança e organiza seus ambientes. tanto a criança. devendo por isso ser muito bem preparado pelo educador. ressignificando-o. por exemplo. suas características evolutivas e ter informações quanto aos aspectos de saúde. onde. ou seja a permanência das crianças vai acontecendo de maneira gradual considerando a individualidade e necessidade de cada uma. Essas interações ocorrem em ambientes sociais e historicamente organizados. VYGOTSKY. atua nesse processo não como um sujeito passivo. mas como um ser ativo. transformando-o. com a apresentação de significados que. Os primeiros dias na escola é extremamente importante. Sendo 161 . programa cuidadosamente o ingresso das crianças e das famílias à creche. sobre seu desenvolvimento e sobre seu próprio papel com relação a ela. Os familiares deverão ser solicitados a permanecerem junto à criança na creche caso necessário. favorecendo assim a integração e o estabelecimento de vínculos entre eles e as educadoras. desenvolvem-se (WALLON. preparando de forma cuidadosa o ambiente nos primeiros dias e procurando cativá-las com atividades atrativas e um lanche especial. sempre com o apoio do educador. numa construção mútua. 1984). de forma a promover o conhecimento e confiança mútua. brinquedos. modificados pelo adulto conforme as concepções sobre desenvolvimento e educação infantil próprias daquela cultura. Nessa fase. os signos existentes nessas atividades sociais variadas vão sendo incorporadas pela criança e passam a se tornar mediadores simbólicos de sua relação com o mundo. Assim. desde o seu nascimento. das quais ele se apropriou através de suas experiências anteriores. As crianças que choram devem ser protegidas. com aquelas com as quais mantém um maior vínculo afetivo (OLIVEIRAl. até o bebê poder ficar sem eles o período integral. procurando fazer com que ela se sinta bem acolhida. a possibilidade de ser influenciada pelo meio e também de atuar sobre ele. com outras pessoas. Isso significa que o seu desenvolvimento vai se dar através de um processo de construção social. nas e através das múltiplas interações que estabelece.

para cada criança e cada família. nunca termina. Essa fase inicial. oportunidade para a criança ter experiências sociais diferentes da experiência familiar. Os momentos iniciais na creche exigem sempre um esforço de adaptação da criança. estará. No programa de adaptação a mãe pode ficar do 1o. Digamos que há uma fase em que o desafio é maior. Por isso se diz que a adaptação. É preciso respeitar esse momento. família e educador estão se conhecendo. crianças são ávidas para explorar. No 4o. Você pode (e deve!) participar desse dia-a-dia. da família e daqueles que assumem seus cuidados. dia a mãe pode se distanciar um pouco e observar de longe e no 5o. dia 2hs junto no pátio e visível à entrada da sala de atividades. Dá-se. assim. as famílias e os educadores. Esse período de adaptação pode ser cuidadosamente planejado para promover a confiança e o conhecimento mútuos. Caberá à creche estimular e orientar a criança. favorecendo o estabelecimento de vínculos afetivos entre as crianças. seguro e acolhedor. fazendo contatos com outras crianças em um ambiente estimulante. As atividades programadas devem basear-se em suas necessidades e interesses. A época de adaptação é muito especial. além de contribuir para o seus desenvolvimento global. O ambiente que estimule a atividade criadora da criança. certamente. dia ausentar-se 1 hora após a entrada. aceitando-a e desafiando-a a pensar. pode durar dias. 162 . semana o horário deverá ser normal sem a presença da mãe. a socialização da criança desenvolve-se harmoniosamente adquirindo superioridade sob o ponto de vista da independência. considerando os estágios de seu desenvolvimento. ao 3o. compreendam e respeitem o momento da criança de conhecer o novo ambiente e de estabelecer novas relações. favorecendo a aproximação da criança à realidade escolar. possibilita à família conhecer melhor o local e o educador com quem a criança vai ficar. de certa forma. Mas. que todos. nesse período inicial. colecionar. esse processo ocorre de uma maneira ligeiramente diferente e. Existem crianças que já no primeiro dia se despedem da mãe e se integram com as outras crianças. em que criança. neste caso não há necessidade do programa de adaptação. adaptabilidade e rendimento intelectual. Saliento que o desenvolvimento da criança deve ser acompanhada principalmente pelos pais pois a escola é apenas um suporte facilitador para todo o processo. isso faz com que todos adquiram maior segurança. imprevisível. em parte. nessa fase. Todos desejam que ela caminhe da melhor forma. eles sempre estarão se conhecendo. Geralmente. pais e educadores. experimentar. confiança em si. meses ou melhor. Na 2a. Vale lembrar que o fato de ter uma pessoa familiar junto à criança. na creche. perguntar. É importante. aprendem depressa e desejam exibir suas habilidades.assim.

Se esse período de adaptação for bem conduzido, possibilitará que pais e educadores, por meio de sua convivência, estabeleçam uma relação produtiva, de confiança e respeito mútuo. ADAPTAÇÃO (texto para pais) “Primeiro dia na creche é extremamente importante devendo por isso ser muito bem a criança ser preparada pelo pais.” Em muitas famílias a adaptação gera apreensão. É a fase da adaptação, que vem se tornando cada vez mais suave, com novas estratégias para cativar as crianças e, principalmente, para diminuir a ansiedade dos pais. Na creche, para as crianças, os primeiros dias são de reconhecimento do espaço e de alguns momentos da rotina. Nas atividades de Artes, Música, tudo pode se resumir a uma só palavra: encantamento. A segurança da família é decisiva para um bom andamento da adaptação. Dúvidas de Adaptação no Berçário: No Berçário é freqüente o aparecimento de sentimentos de culpa, insegurança, ansiedade e ciúmes pelo "abandono" do filho na escola. Se você estiver deprimida por esse sentimento procure discuti-lo com a diretora da escola ou educadora do seu filho. A grosso modo, até os sete meses não há apresentação de problemas de adaptação, pois o bebê não distingue, visualmente, a sua mãe de outros adultos estranhos, sugere-se dois ou três dias para adaptação da mãe. A partir dos 8 meses verifica-se o "estranhar" (nível de maturação que permite ao bebê distinguir a diferença visual entre o conhecido e o desconhecido). Nessa época a adaptação pode ficar mais difícil e levar alguns dias. Será feito um programa de adaptação que consiste em um horário especial nos primeiros dias ou semanas, no qual haverá um gradual aumento no tempo de permanência da criança considerando as suas necessidades. A mãe ou responsável, deverá estar atenta e de fácil contato, pois sua presença poderá ser solicitada. Em caso de dúvidas quanto ao comportamento de seu filho ou quanto às condutas adotadas pela escola, procure a direção que estará à sua disposição para esclarecê-la e ajudá-la sempre que necessário. Algumas dicas que podem ajudar os pais no período de adaptação: A decisão de colocar seu filho na escola deve resultar de atitude pensada, consciente e segura; A vinda da criança para a escola deve ser preparada; entretanto, evite longas explicações para ela, pois isso pode despertar suspeitas e insegurança; A separação, apesar de necessária, é um processo doloroso tanto para a criança quanto para a mãe, mas é superado (o tempo de superação pode variar de criança para criança); Apenas uma pessoa deve ficar encarregada de levar a criança à escola. Atitudes diferentes podem dificultar o processo; Sejam breves na despedida. Às vezes, a criança acaba chorando ao perceber que a separação está sendo difícil também para os pais.

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É necessário extremo cuidado com os horários. Um pequeno atraso na hora de vir buscar uma criança em fase de adaptação pode deixá-la insegura. É preciso usar sempre a verdade. "Enganar" pode ser mais fácil naquele momento, porém, com certeza atrapalhará as negociações futuras. Ex: “Eu vou embora, mas já volto”. Nada de chantagens! Ex: “Se você ficar bonitinho e não chorar, a hora que sair compro doce”. Evite interrogatórios. Algumas crianças não gostam de contar suas experiências na escola. Ex: “O que você fez hoje?”; “O que comeu?”. Deixar que a criança leve algum objeto que use diariamente em casa, caso queira, para que se sinta num ambiente mais familiar. Ex: “ Um ursinho”. Este objeto lhe dará mais segurança. Este objeto é chamado de transicional. Quanto mais tranqüilos e mais seguros os pais estiverem mais rápida será a adaptação dos filhos. Evitem falar de que não gostou de algum ponto da creche na frente das crianças, tal atitude pode influenciar no comportamento da criança e criar uma barreira.Não deixe de participar da 1ª reunião de pais que tiver na Creche (muitas vezes acontece antes de iniciar as aulas). Nesta reunião terá a oportunidade de já conhecer os educadores de seu filho, os espaços que a Creche tem e outras coisas que quiser saber. E assim, ficará mais segura e você transmite isto para seu filho. Converse com ele em casa contando sobre o que viu, como chama a educadora, fale dos espaços que a escola tem... Assim quando ele for, estará mais tranqüilo e confiante, ajudando no processo de sua adaptação. Cuidados devem ser tomados nesse período de adaptação em relação a: troca recente de residência, retirada de chupeta ou fraldas, troca de mobília do quarto da criança, perda de parente próximo ou animalzinho de estimação; O choro na hora da separação é freqüente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola; A ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação; Não force com violência e ansiedade a criança a ficar na escola; Evite comentários sobre a adaptação da criança em sua presença; Cabe à mãe entregar a criança ao educador, colocando-a no chão e incentivando-a a ficar na escola. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo da mãe; Nunca saia escondido de seu filho. Despeça-se naturalmente. A sala de atividades é um espaço que deve ser respeitado e sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará as outras crianças cobrarem a presença de suas mães; Incentive a criança a procurar a ajuda do seu educador quando necessitar algo, para que crie laço afetivo com ele; Lembre-se que o educador atende às crianças em grupo, procurando distribuir sua atenção, igualmente, promovendo junto com a mãe a integração da criança; Se os pais confiam na escola, sentirão segurança na separação e esse sentimento será transmitido à criança, que suportará melhor a nova situação; O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deve ser avaliado individualmente; Evite interrogatórios sobre o dia da criança na escola; Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos (febre, vômitos etc.) É comum verificar-se nessa fase uma ambivalência de sentimentos. O desejo de autonomia da criança e a necessidade de proteção ocorrem simultaneamente;

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Cuidado com a aparente adaptação. Os pais devem respeitar o período estabelecido pela escola. As vezes não chora num primeiro momento, mas depois começa a sentir a separação dos pais; A adaptação das crianças de período integral inicialmente deve ser feita em um turno (manhã ou tarde); É aconselhável levar para a escola algum objeto que a criança use diariamente em casa, para que se sinta num ambiente mais familiar Faltas e atrasos nos primeiros dias atrapalham a nova rotina da criança em formação Atraso na busca da criança no momento da saída gera ansiedade e insegurança A fase de adaptação da criança à Creche é importante para o resto da vida e merece todo cuidado da família e da instituição escolhida. Confiança é fundamental! 23.5. PROJETO CONHECER Este Projeto é desenvolvido no 1º Bimestre JUSTIFICATIVA: A idéia de se realizar este projeto como o planejamento do 1º bimestre está em fazer com que os professores conheçam as particularidades física, psicológica, emocional e de aprendizagem de cada criança do grupo que vai trabalhar, antes de pensar num planejamento bimestral com objetivos de aprendizagem, pois desta maneira está sendo considerado às aprendizagens já adquiridas por elas. E além de estar respeitando cada criança em suas especificidades, o professor estará conhecendo cada uma, sendo esta uma das primeiras condições para que possa agir de maneira eficiente e adequada. OBJETIVOS: Exercitar o olhar do professor para: Ter claro que é preciso pensar e planejar atividades não para ensinar a criança e sim para saber o que ela já sabe. E para facilitar no planejamento destas atividades, o professor deve se perguntar: Eu quero saber se a criança... Planejar, preparar e desenvolver as atividades com as crianças Observar cada criança no momento das atividades realizadas dentro de cada área do conhecimento. Registrar o comportamento, atitude e habilidade de cada criança na realização das atividades propostas. Valorizar a criança em suas particularidades. OBJETIVO COMPARTILHADO: elaboração do diagnóstico CONTEÚDO: Atividades elaboradas para o diagnóstico Observação e escuta de cada criança para diagnosticar o que já sabem Registros das ações das crianças de forma a viabilizar a construção do próximo planejamento Conhecimento do jeito próprio de cada criança ETAPAS PROVÁVEIS 1- Selecionar os itens da listagem que vem a seguir que irão diagnosticar, por área de conhecimento.

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2- Planejar as atividades que irão realizar de acordo com os itens selecionados 3- Preparar e selecionar os materiais para o desenvolvimento das atividades antecipadamente. 4- Realizar a observação e registro das atitudes, habilidades e comportamentos de cada criança das atividades realizadas. BIBLIOGRAFIA: -Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – MEC -Livro: Aprender e ensinar na Educação Infantil – Capítulo 5: Avaliação e observação Isabel Sole e outras -Currículo de Educação Infantil – 0 a 3 anos – Distrito Federal BERÇÁRIO - De 0 a 12 meses Eu quero saber se a criança... LINGUAGEM ORAL -Manifesta interesse e iniciativa em comunicar-se com as outras pessoas. -Comunica-se gestualmente. -Solicita coisas chorando,indicando, apontando ou gritando. -Diz que não e sim com a cabeça/E verbalmente? -Faz ruidinhos para escutar e para chamar a atenção. -Reconhece a voz da educadora e das pessoas mais próximas. -Responde quando ouve seu nome, não responde ou ás vezes. -Pára ante a proibições. -Diferencia intenções na fala dos adultos (aborrecida, contente,etc.). -Solicita coisas verbalmente. -Repete sons imitando. -Balbucia com entonação. -Gesticula enquanto fala. -Diz algumas letras ou palavras. -Imita palavra que lhe dissemos. -Denomina os objetos que lhe indicamos. -Fala sozinha e com as bonecas enquanto brinca. -Entende ordens simples (vem aqui, me dá, etc.). -Entende somente ordens quando estão acompanhadas de gestos. -Fala muito baixinho/Grita. -Gosta de ouvir histórias. -Gosta de manusear livros. MÚSICA -Utiliza o corpo para expressar-se. -Agrada-lhe escutar canções e músicas. -Reage diante de estímulos sonoros. -Agrada-lhe imitar os movimentos e gestos que observa. -Demonstra interesse pelos objetos sonoros. -Explora os materiais sonoros. -Agrada-lhe dançar e participar quando dançam. -Produz diferentes ruídos e sons musicais (com objetos, instrumentos, etc.). -Acompanha o ritmo do corpo. -Pede música, indicando o rádio ou outro tipo de aparelho.
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como: canetinha.) e nos objetos habituais (carrinhos. -Vira-se de barriga para baixo e desvira-se. -Aceita as diferentes técnicas ou materiais que são utilizados nas atividades -Gosta de observar e apreciar imagens.etc. -Desloca-se arrastando-se/sentada/apoiando-se. -Abaixa-se para juntar um objeto do chão. -Atira os brinquedos/arrasta brinquedos. -Caminha quando lhe seguramos pelas duas mãos. etc. -Caminha sozinha. caminhando. -Sobe nas mesas e nas cadeiras para pegar os objetos.)ou fica observando. rodas. -Explora o espaço. -Agrada-lhe atirar os objetos ao chão e ver como caem. -Levanta-se.-Produz algum som com próprio corpo. quando lhe oferecemos condições. MOVIMENTO -Agrada-lhe sair ao pátio ou solário -Sente-se insegura ao sair da sala -Escolhe brincadeiras tranqüilas (areia. etc. boneca. -Quer subir as escadas sendo segurada por nós/sobe de gatinho/sobe quando lhe seguramos e coloca os dois pés em cada degrau. caminhões. etc. -Atira a bola. pincel. -Tem condição motora para segurar os materiais usados. triciclo. -Quando está sentada. -Quando está sentada em uma cadeirinha. escorregador. -Perde o equilíbrio facilmente/às vezes. subir e descer. -Tem cuidado com os materiais produzidos. etc. 167 . -Quando está sentada. -Gosta de ouvir músicas variadas/Tem preferência por alguma. -Desloca-se engatinhando em frente/engatinhando para trás. levante-se sozinha. inclina-se para a frente e apóia-se nas mãos. consegue começar a engatinhar. -Desloca-se segurando por uma só mão/pelas duas mãos/sem apoiar-se/apoiada nos móveis. -Sabe sentar-se sozinha/senta-se e levanta-se sozinha. segurando-se nos móveis. ARTES -Agrada-lhe mexer com tinta -Irrita-lhe estar lambuzada. -Empurra uma cadeira. cadeira. -Levanta-se sozinha. -Preferencialmente brinca com baldinhos e pazinhas. -Equilibra-se de pé por um momento.) ou fica observando -Escolhe brincadeiras de movimento (engatinhar. -É capaz de experimentar durante pequenos momentos os materiais propostos -Agrada-lhe marcar os papéis e fazer rabiscos e garranchos -Explora o espaço físico. segurando-se na beira do berço. -Consegue relaxar.etc.)/tem medo -Não pára. -Pode ficar um momento sentada/apoiando-se ou sem apoiar/cai em seguida/cansa-se rápido/agrada-lhe estar sentada. -Explora os objetos com o dedo indicador/com a boca/chupa todos os dedos. -Quer subir nas coisas (mesa. caixas. quando lhe pedimos/chuta-a. -Agrada-lhe muito estar de pé.

-Passa um objeto de uma mão para outra. boneca. formas e texturas. quando vê a comida.). etc. -Bebe no copo com ajuda. -Mostra interesse pelas outras crianças/observa-as/imita-as/toca-as/sorri para elas/bate nelas/morde-as. -Agrada-lhe sair ao pátio ou solário -Mostra-se tranqüila nos espaços habituais e com as pessoas conhecidas. -Segura uma colher e a leva junto á boca. mandar beijos. -Separa-se da pessoa que a acompanha na escola sem dificuldade -Adapta-se rapidamente na rotina após ser deixado na Escola -Quando a criança chora ela aceita o consolo da educadora. -Interessa-se pelas mais velhas -Agrada-lhe impor seus desejos. -Tem curiosidade em explorar outros espaços da escola -Localiza alguns objetos habituais na sala. etc. -Sabe se localizar nos espaços -Gosta e tem interesse em sentir e explorar as cores. -Participa de atividades que envolvem a contagem oral(brincadeiras e músicas) -Participa de atividades que envolvem o circuito na sala onde é preciso passar por baixo. um copinho dentro do outro. -Procura um objeto escondido. embalar a boneca. quando o tiram do seu alcance de visão. -Mostra-se contente na maior parte do tempo. -Afasta um objeto para alcançar em outro por baixo. -Abre uma bala. -Tira seus sapatos/tenta tirá-los. -Abre uma caixa para examinar o que tem dentro. -Necessita trazer algum objeto de casa (carrinho. -Explora as possibilidades dos seus gestos como dá tchau.-Custa-lhe largar o objeto que tem na mão. Orientação no espaço e no tempo -Conhece a sala. -Segura os objetos com as duas mãos/segura um objeto em cada mão. -Antecipa alguma situação ou atividade cotidiana a partir de determinados indícios ou sinais (quando vê o carrinho. dentro. -Põe as mãos em volta da mamadeira/quer agarrar o bico da mamadeira/tira-o da boca. -Amassa papéis/explora-os e manipula-os/faz ruído com eles. -Põe os brinquedos dentro de uma caixa. -Procura o objeto com o qual estava brincando.). -Fica tranqüila para dormir. etc. -Começa a procurar e a querer alcançar objetos distantes. -Custa-lhe ficar na escola depois de um período sem freqüentar. -Explora e utiliza os movimentos de encaixe e preensão. 168 . NATUREZA E SOCIEDADE Adaptação -Entra contente na escola. Interação com outras pessoas -Procura ou aceita a relação com as outras crianças. MATEMÁTICA -Manipula e explora brinquedos e objetos empilhando ou encaixando. -Põe um baldinho.

-Começa a compartilhar pequenos períodos de jogos com a intervenção de outra pessoa adulta. -Agrada-lhe as atividades de grupo propostas (canções, jogos, etc.) -Mostra-se tranqüila no grupo ou se aborrece com freqüência -Quando lhe incomodam: chora/defende-se/procura a educadora/vai para um cantinho. -Manifesta preferências por algumas crianças. -Solicita a atenção da educadora frequentemente. -É muito dependente da educadora e chora quando desaparece. -Chora quando lhe seguram no colo. -Custa-lhe compartilhar a educadora com as outras crianças -Reclama a sua atenção. -Comunica suas necessidades e emoções (mesmo através de gestos e expressões). -Aceita as propostas da educadora. -A relação costuma ser espontânea/afetuosa/distante/dependente. -Aceita a relação com as outras pessoas adultas conhecidas ou desconhecidas. -Distingue as pessoas conhecidas entre as desconhecidas. Jogo, experimentação e exploração -Agrada-lhe manipular os objetos que tem ao seu alcance (agrupar, bater, atirar, acariciar, etc.). -Faz atividades complexas de exploração e manipulação: empilha os objetos, ajuntaos, espalha-os, oferece-os, joga-os e os recolhe, arrasta-os, põe dentro de um recipiente, põe e tira,abre e fecha, enrosca-os, etc. -Tem iniciativa. -Observa as outras crianças e imita-as. -Quando quer um objeto que não alcança: a criança excita-se, olha-o, tenta pegá-lo, chora, estica o braço, indica-o à pessoa adulta, pede-o verbalmente ou grita. -Quando um objeto desaparece de sua visão: esquece-se/tenta encontrá-lo no lugar em que desapareceu/procura-o em outro lugar -Brinca com os jogos na água/ na areia/ de massinha de modelar, etc. -Joga um momento sozinha. -Entretém-se com qualquer brinquedo/nunca se entretém sozinha. -Toma os brinquedos dos amigos. -Quais os objetos ou brinquedos que prefere -Tem curiosidade por tudo que a envolve. -Mostra-se observadora e receptiva. -Agrada-lhe os animais, chama-os. -Estabelece contato com pequenos animais e plantas. FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL O próprio corpo. Sensações, percepções e necessidades -Reconhece algumas partes do seu corpo (boca, nariz, mãos, etc.). -Agrada-lhe fazer movimentos diante do espelho. -Manifesta prazer diante de determinadas situações (massagem, toque ou afeto).. -Como reage as situações que não lhe agradam. -Consegue esperar um pouco para que sejam cumpridas suas necessidades. -Reconhece algumas situações de perigo e as evita. -Relaxa quando o ambiente está propício. -Reclama a atenção dos adultos, quando é necessário, gesticulando ou verbalmente. -Como reage a diferentes ruídos e intensidade de som. Sentimentos e emoções -Expressa suas emoções e seus sentimentos. -Faz birra.

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-Aceita as demonstrações de afeto das pessoas adultas conhecidas. -Manifesta o seu estado de ânimo de maneira não-verbal. -Manifesta suas preferências. -Aceita que intervenhamos em certas emoções negativas (agressividade, oposição, etc.) para controlá-la. -Acalma-se facilmente quando a consolamos. -Habitualmente mostra-se tranqüila/irritada/inquieta/controlada. -Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos (quais?). Confiança e segurança -Experimenta e realiza as tarefas ao seu alcance. -Necessita de ajuda. -Chora ao ficar sozinha -Esforça-se para vencer as dificuldades que é capaz de vencer. -Reclama a nossa ajuda mesmo que não necessite dela. -Mostra-se contente quando a felicitamos. -Agrada-lhe ser o centro de atenção em determinadas situações. Higiene, limpeza e troca -Participa quando limpamos seu rosto ou as suas mãos. -Aceita que lhe limpemos e mostra satisfação quando o fazemos/não lhe agrada. -Mostra-se inquieta quando está suja. -Colabora quando a vestimos e a trocamos. -Quer tirar as meias e touca. -Reconhece algum pertence seu. -Gosta de tomar banho. Alimentação -Agrada-lhe este momento. -Come sozinha determinados alimentos. -Tem apetite. -Agrada-lhe provar coisas novas ou aceita pouca variedade. -Come os alimentos amassados ou em pedaços. -Come somente o primeiro prato ou pede o segundo e o terceiro. -Tem vômitos com freqüência. -Manifesta as suas preferências e as suas necessidades. -Usa a colher para comer. -Segura a mamadeira ou copo sozinho. -Permanece sentada enquanto come. -Respeita a comida das outras crianças quando lhe pedimos. Soneca -Dorme muito ou pouco.Em que período? -Dorme sozinha. -Chora para dormir. -Dorme tranqüila. -Desperta-se tranqüila e com facilidade. -Dorme com chupeta ou põe o dedo na boca ou ainda precisa de outros objetos para dormir. -Balbucia para dormir

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MINI GRUPO - De 1 a 2 anos Eu quero saber se a criança ... LINGUAGEM ORAL -Manifesta interesse e iniciativa em comunicar-se com as outras pessoas. -Comunica-se gestualmente. -Diz não/diz sim. -Reconhece a voz da educadora e das pessoas mais próximas. -Responde quando chamam o seu nome/ainda não. -Indica com o dedo o que quer. -Diferencia intenções na fala dos adultos (aborrecida,contente,etc.). -Mostra os sapatos ou outros objetos, quando solicitado. -Solicita coisas verbalmente (como água). -Repete sons imitando/Balbucia com entonação/Gesticula enquanto o faz. -Diz algumas palavras. -Imita palavra que lhe dissemos. -Nomeia os objetos que lhe indicamos. -Conversa sozinha com as bonecas enquanto brinca. -Combina duas palavras. -Faz frase com dois elementos ou com mais. -Entende ordens simples (vem, tem, me dá, etc.). -Quando fala, esforça-se com o gesto. -Fala muito baixinho ou grita. -Conta algo que fez. -Interessa-se pela leitura de história. -Observa e manuseia materiais escritos ou impressos. -Interage com o professor através da fala. MÚSICA -Reproduz gestos e coreografias com todo o corpo ou com partes do corpo. -Imita animais, personagens, sensações (frio, calor, cansaço, etc.) e estados de ânimo (aborrecido, triste, contente, etc.) -Utiliza o corpo para expressar-se. -Agrada-lhe escutar canções e músicas. -Agrada-lhe dançar e participar quando dançam. -Agrada-lhe cantar. -Imita diferentes ruídos e sons musicais (com objetos, instrumentos, etc.) -Segue o ritmo que escuta. -Solicita música, indicando o rádio ou outro tipo de aparelho. -O seu ritmo pessoal é lento, rápido ou normal. -Percebe diferentes tipos de sons. -Inventa música. -Explora os materiais sonoros. -Produz sons vocais diversos. ARTES -Agrada-lhe mexer com tinta. -Irrita-lhe estar lambuzada. -Tem condição motora para segurar os materiais usados, como: canetinha, pincel, etc. -Aceita as diferentes técnicas ou materiais que são utilizados nas atividades. -Gosta de observar e apreciar imagens. -É capaz de experimentar durante pequenos momentos os materiais propostos. -Agrada-lhe marcar os papéis e fazer rabiscos e garranchos/não lhe interessa.

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-Explora o espaço físico. -Tem cuidado com os materiais produzidos. -Explora características dos objetos e materiais. -Tem cuidado com seu corpo no contato com os materiais. -Consegue construir algo com sucata empilhando ou encaixando. MOVIMENTO Jogo motriz (no pátio ou nas atividades de movimento) -Agrada-lhe sair ao pátio ou solário -Sente-se insegura ao sair da sala -Prefere brincadeiras tranqüilas (areia,boneca,etc.) ou de movimento(correr, saltar, subir e descer,etc.). -Sobe e desce nas coisas (mesa, cadeira, etc.) e nos objetos habituais (carrinhos, triciclo, escorregador,etc.). -Não pára. -Explora o espaço. -Reconhece o seu corpo no espelho. Caminhada, deslocamento, equilíbrio e postura -Caminha com objetos nas mãos. -Salta sobre a plantas dos pés. -Equilibra-se sobre um pé só por um pequeno momento. -Abaixa-se para juntar um objeto no chão ou precisa de apoio. -Coloca-se em pé sozinha ou necessita de apoio. -Caminha com segurança. -Corre sem cair. -Sobe ou desce os degraus apoiando os dois pés em cada um. -Sobe na mesa e nas cadeiras para conseguir os objetos. -Empurra uma cadeira caminhando. -Levanta e senta em uma cadeira pequena. -Joga ou chuta a bola, quando pedimos. -Perde o equilíbrio com freqüência. -Consegue relaxar, quando lhe fornecemos as condições. Habilidade manual -Explora os objetos com os dedos ou com a boca. -Agrada-lhe os jogos de construção. -Folheia um livro. -Procura um objeto desaparecido. -Destapa caixas e volta a tapá-las. -Coloca objetos dentro de uma caixa. -Enche baldinhos de areia e os esvazia. -Amassa papéis ou rasga-os. -Tira seus sapatos. -Usa talher sem ficar lambuzada. -Consegue tomar algo sozinho segurando o copo. -Explora as possibilidades dos seus gestos como dá tchau, mandar beijos, embalar a boneca. -Explora e utiliza os movimentos de encaixe e preensão. MATEMÁTICA -Empilha e encaixa brinquedos e objetos. -Sabe se localizar nos espaços. -Faz construções de torres com blocos de madeira ou sucata. -Gosta e tem interesse em sentir e explorar as cores, formas e texturas. -Participa de atividades que envolvem a contagem oral (brincadeiras e músicas).
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etc.). -Manifesta preferências por algumas crianças. -Necessita trazer algum objeto de casa (carrinho. Mostra sentimentos de ciúmes quando a educadoras pega outras crianças. boneca. -Sabe onde são guardados os objetos e os materiais da sala. -É muito dependente da educadora e chora quando desaparece. -Aceita a relação com as outras pessoas adultas conhecidas ou desconhecidas. -Mostra interesse pelas outras crianças/observa-as/imita-as/toca-as/sorri para elas/bate nelas/morde-as. Orientação no espaço e no tempo -Conhece os espaços habituais da escola. -A relação costuma ser espontânea/afetuosa/distante/dependente. jogos. dentro. -Reclama a sua atenção. 173 . -Fica tranqüila para dormir. Hábitos sociais e de convivência -Está aprendendo a compartilhar os objetos. os espaços e a atenção da educadora. Interação com outras pessoas -Procura ou aceita a relação com as outras crianças. -Chora quando lhe seguram no colo. -Tem curiosidade em explorar outros espaços da escola. -Antecipa situações ou atividades cotidianas a partir de determinados indícios ou sinais(quando vê o carrinho. -Começa a compartilhar pequenos períodos de jogos com a intervenção de outra pessoa adulta. -Solicita ajuda e a aceita quando necessita. -Mostra-se contente na maior parte do tempo.). -Separa-se da pessoa que a acompanha na escola sem dificuldade -Adapta-se rapidamente na rotina após ser deixado na Escola -Quando a criança chora ela aceita o consolo da educadora. -Custa-lhe compartilhar a educadora com as outras crianças. -Relaciona-se para pedir ajuda.-Participa de atividades que envolvem o circuito na sala onde é preciso passar por baixo. NATUREZA E SOCIEDADE Adaptação -Entra contente na escola. etc. quando vê a comida. -Solicita a atenção da educadora frequentemente. -Participa das atividades coletivas. -Identifica diferentes espaços da sala. -Custa-lhe ficar na escola depois de um período sem freqüentar. -Aceita as propostas da educadora. -Participa das atividades de grupo propostas (canções. -Interessa-se pelas mais velhas -Agrada-lhe impor seus desejos. etc. etc. -Agrada-lhe sair ao pátio ou solário -Mostra-se tranqüila nos espaços habituais e com as pessoas conhecidas. -Relaciona-se bastante com a sua educadora por iniciativa própria. -Sabe esperar a sua vez. -Colabora com a educadora ao recolher os brinquedos.) -Mostra-se tranqüila no grupo ou se aborrece com freqüência -Quando lhe incomodam: chora/defende-se/procura a educadora/vai para um cantinho. -Chora se a educadora desaparece. -Comunica suas necessidades e emoções (mesmo através de gestos e expressões).

-Consegue esperar um pouco para que sejam cumpridas suas necessidades. bater. percepções e necessidades -Reconhece e nomeia algumas partes do seu corpo (boca. Sensações. mãos. indica-o à pessoa adulta. tenta pegá-lo. -Reconhece e nomeia algum animal.-Distingue as pessoas conhecidas entre as desconhecidas. etc. -Faz birra. -Reclama a atenção dos adultos. -Habitualmente mostra-se tranqüila/irritada/inquieta/controlada. -Acalma-se facilmente quando a consolamos. -Relaxa quando o ambiente está propício. -Estabelece contato com pequenos animais e plantas. pede-o verbalmente ou grita. chama-os. -Manifesta prazer diante de determinadas situações (massagem. joga-os e os recolhe.. -Aceita que intervenhamos em certas emoções negativas (agressividade.). estica o braço. toque ou afeto). experimentação e exploração -Agrada-lhe manipular os objetos que tem ao seu alcance (agrupar. -Toma os brinquedos dos amigos. quando é necessário. põe dentro de um recipiente. arrasta-os. chora. etc. -Necessita de ajuda. -Como reage as situações que não lhe agradam. olha-o. -Agrada-lhe os animais.). etc. espalha-os. -Aceita as demonstrações de afeto das pessoas adultas conhecidas. -Reconhece sua imagem no espelho. atirar. Confiança e segurança -Experimenta e realiza as tarefas ao seu alcance. -Agrada-lhe fazer movimentos diante do espelho. -Tem iniciativa. etc. -É capaz de concentrar-se um momento no jogo sozinha. FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL O próprio corpo. enrosca-os. nariz. -Inicia um jogo simbólico com objetos. -Como reage a diferentes ruídos e intensidade de som. põe e tira. oposição. -Quando um objeto desaparece de sua visão: esquece-se/tenta encontrá-lo no lugar em que desapareceu/procura-o em outro lugar -Brinca com os jogos na água/ na areia/ de massinha de modelar. -Faz atividades complexas de exploração e manipulação: empilha os objetos.) para controlá-la. Jogo. -Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos (quais?). -Quais os objetos ou brinquedos que prefere -Tem curiosidade por tudo que a envolve. -Nomeia e reconhece algumas funções do seu corpo. -Manifesta o seu estado de ânimo de maneira não-verbal. etc. gesticulando ou verbalmente. ajunta-os. -Quando quer um objeto que não alcança: a criança excita-se. -Manifesta suas preferências. -Entretém-se com qualquer brinquedo/nunca se entretém sozinha. Sentimentos e emoções -Expressa suas emoções e seus sentimentos. oferece-os. acariciar. -Reconhece algumas situações de perigo e as evita.abre e fecha. -Observa as outras crianças e imita-as. -Mostra-se observadora e receptiva. -Chora ao ficar sozinha 174 .

-Precisa ser acalentada para dormir. -Tem apetite. -Dorme com chupeta ou põe o dedo na boca ou precisa de outros objetos para dormir. -Aceita que lhe limpemos e mostra satisfação quando o fazemos. -Mostra-se inquieta quando está suja. -Come sozinha determinados alimentos. -Colabora quando a vestimos e a trocamos. -Reclama a nossa ajuda mesmo que não necessite dela. -Come os alimentos amassados ou em pedaços. -Come somente o primeiro prato ou pede o segundo e o terceiro. -Agrada-lhe provar coisa novas ou aceita pouca variedade. -Chora para dormir. -Desperta-se tranqüila e com facilidade. -Escolhe o lugar para sentar no refeitório. -Tira sozinha alguma peça de roupa. Alimentação -Colabora ativamente nas situações de refeições. -Reconhece alguma peça de roupa sua. Soneca -Dorme muito ou pouco. -Dorme tranqüila. -Adora tomar banho.-Esforça-se para vencer as dificuldades que é capaz de vencer. Higiene. Em que período? -Dorme sozinha. -Permanece sentada enquanto come. -Mostra-se contente quando a felicitamos. -Diferencia se fez xixi ou cocô e já começa a controlar-se. -Manifesta as suas preferências e as suas necessidades. -Agrada-lhe este momento. 175 . -Agrada-lhe ser o centro de atenção em determinadas situações. -Toma leite no copo sozinho. -Respeita a comida das outras crianças quando lhe avisamos. -Usa os talheres (colher ou garfo) para come. limpeza e troca -Participa quando limpamos seu rosto ou as suas mãos.

-Quando fala. -Nomeia os objetos habituais quando lhes indicamos ou quando mostramos uma imagem. imitações e coreografias e acompanha o ritmo que escuta com todo o corpo ou com as partes do corpo. -Agrada-lhe escutar canções e músicas. -Começa a memorizar canções. -Utiliza a linguagem habitual nas diferentes situações (jogos. -Interessa-se pela leitura de história. LINGUAGEM ORAL Comunicação -Comunica-se verbalmente ou através de gestos. -Denomina o que vê ou o que faz.). poesias e reproduzir partes. -Solicita que coloquemos música às vezes. -Fala muito baixinho ou fala gritado.. instrumentos. etc. -Utiliza diminutivos. tu. -Utiliza o pronome pessoal: eu. -Entende ordens simples. -Aceita ser corrigido. negativas. imperativas. -Faz cantarolas de bebê. -Observa e manuseia materiais escritos ou impressos. -Agrada-lhe dançar e participar das danças. -Fala enquanto brinca. -Expressa-se de maneira compreensível. ele. -Sabe localizar o lugar de onde provém o ruído/som. -Conversa para expressar suas necessidades. -Associa situações atuais com experiências anteriores. MÚSICA -Reproduz gestos. levantar-se. rotinas. adjetivos e verbos. interrogativas. poesias. etc. -Explica alguma seqüência de um conto ou história e recorda alguns personagens. -Canta as canções trabalhadas. -Utiliza nomes. -É capaz de responder perguntas. -É capaz de solicitar ajuda verbalmente quando necessita. -Possui um vocabulário amplo ou reduzido. -Utiliza o corpo para expressar-se. trabalhos. -Sabe imitar ruídos dos animais e diferentes onomatopéias. 176 . -Tem interesse por expressar-se melhor. -Conta suas vivências. etc.). -É capaz de prever acontecimentos cotidianos: recolher os brinquedos.MATERNAL I De 2 a 3 anos Eu quero saber se a criança . Compreensão e expressão oral -Entende o que lhe é dito em sala. etc. parlendas. emoções ou vivências. reforça com gestos.. -Sabe explicar as coisas. -Agrada-lhe cantar. -Fala seu nome e de alguns colegas. -Utiliza estruturas afirmativas. -Imita e produz diferentes ruídos e sons musicais (com objetos. -Diferencia: som/silêncio e forte/fraco. -Escuta os contos e histórias ou as pequenas explicações que a professora faz.

-Põe os pés alternativamente nos degraus. equilíbrio e postura -Desloca-se com objetos nas mãos. etc. triciclo. -Atira os objetos no ar sem perder o equilíbrio. -Caminha e corre com segurança/cai às vezes. deslocamento. rápido ou normal. -Consegue construir algo com sucata empilhando ou encaixando. -Mostra curiosidade e interesse por aquilo que se envolve. -Consegue construir objetos com uso variado de materiais. -Consegue rasgar um papel em pedacinhos ou amassa-os. quando lhe oferecemos condições. -Sobe ou desce os degraus apoiando os dois pés em cada degrau com suporte. etc. -Salta quase meio metro a frente. 177 . -Salta com os dois pés ou com um pé só. subir e descer. -Prefere jogos tranqüilos (areia.etc.boneca. -Chuta a bola. -Salta de um degrau. ARTES -Agrada-lhe as atividades plásticas: desenhar. colar. etc. -Gira-se com ajuda. -Explora o espaço físico. levanta. -Folheia as páginas de um livro uma a uma. -Não pára. -Prefere atividades ao ar livre ou prefere voltar à sala. -Caminha nas pontas dos pés.) ou de movimento(correr. -Equilibra-se sobre um pé. -Sobe nos brinquedos sem dificuldade (carrinhos. -Aceita as diferentes técnicas utilizadas na sala.-Acompanha o ritmo que escuta com todo o seu corpo ou com partes do seu corpo. -Perde o equilíbrio frequentemente. -Normalmente brinca sozinha ou com outras crianças. MOVIMENTO Jogo motriz (no pátio ou nas atividades de movimento) -Agrada-lhe muito sair ao pátio ou parque. -Explora características dos objetos e materiais. -Explora e desloca-se por todo espaço -Reconhece o seu corpo no espelho. deita. Habilidade manual -Agrada-lhe os jogos de construção. -Inventa música. -Consegue relaxar. escorregador. -O seu ritmo pessoal é lento. -Gosta de observar e apreciar imagens e obras de arte. pintar. -Sobe na mesa e nas cadeiras para conseguir os objetos desejados.).). -Caminha de costas. -Imita e realiza diferentes posturas corporais (senta-se.etc. -É capaz de experimentar durante breves momentos os materiais propostos. Tem cuidado com os materiais produzidos seus e dos colegas -Tem cuidado com seu corpo no contato com materiais. -Explora materiais sonoros. -Consegue parar quando é dado um sinal. saltar.). Caminhada. -Participa de jogos dirigidos. -Permanece sentada.

-Utiliza da contagem oral. -Enche baldinhos de areia e os esvazia. -Necessita trazer algum objeto de casa (carrinho. de noções de quantidade. -Consegue montar os quebra-cabeças. sonoridade. -Agrada-lhe sair para outros espaços da escola. -Coloca objetos dentro de uma caixa. -Compara elementos ou objetos a partir de semelhanças ou diferenças. -Participa de situações diárias que envolvem números como calendário e cartaz de aniversário. NATUREZA E SOCIEDADE Adaptação -Chega e entra contente na escola. -Explora as possibilidades dos seus gestos como dá tchau. -Tira seus sapatos. longo/curto. -Custa-lhe ficar depois de um período ou alguns dias sem vir à escola. -Consegue beber sozinha segurando o copo. todos/um/pouco/muitos. -Faz desenho numa superfície com pintura. embalar a boneca. -Consegue desatar laços simples. conta lápis). -Às vezes chora e aceita o consolo da educadora. -Classifica objetos segundo alguma qualidade proposta. etc. formas e texturas. medida. -Agrada-lhe explicar o que fez na escola a quem vem buscá-la. ao lado/em frente/atrás em relação com o próprio corpo.).). -Fica tranqüila para dormir. -Fica tranqüila ao ser deixada na escola -Adapta-se rapidamente na escola quando a deixam e separa-se da pessoa que a acompanha sem dificuldade. mandar beijos. temperatura. acima/abaixo. -Manipula e explora brinquedos e objetos de forma a existir quantidade (empilha blocos. brincadeiras e músicas junto com o professor e em outros contextos que julgue necessário. -Consegue montar algo usando a massa de modelar.). -Faz construções de torres com blocos de madeira ou sucata. derruba boliches.etc. 178 .-Faz torres de cubos e pilhas com pequenas peças. etc. de tempo e espaço em jogos. -Mostra-se contente na maior parte do tempo. uso. -Abre as torneiras habituais. boneca. a partir da manipulação e da observação. etc. muito/pouco. -Sabe utilizar talher. MATEMÁTICA -Interessa-lhe observar as coisas e descobrir às qualidades. -Tampa e destampa caixas e potes fáceis de abrir. -Compreende o que é: dentro/fora. lápis de cor. cor. -Gosta e tem interesse em sentir e explorar as cores. -Lança a bola a um determinado lugar. -Sabe diferenciar: grande/pequeno. -Sabe citar algumas características dos objetos ou elementos (cor. medida. -Sabe abrir sua mochila. -Sente-se insegura com as mudanças de espaço. -Agrupa objetos por semelhanças e os critérios que utiliza para fazê-lo (forma. -Explora e utiliza os movimentos de encaixe e preensão.

refeitório. -Colabora com a educadora para recolher e guardar os brinquedos. construção/de montar. -Integra-se em atividades de grupo propostas. -Relaciona-se para pedir ajuda. -Sabe deslocar-se sozinha pelos lugares da escola (pátio. -Gosta de chamar atenção. hora do parque. Hábitos sociais e de convivência -Conhece as normas básicas da escola.). almoço. -Mostra-se observadora e faz perguntas sobre os seus objetos. mosaicos. etc. pessoas e fenômenos. -Cumpre pequenas responsabilidades ou pedidos que lhe sejam atribuídos. situações. -Mostra sentimentos de ciúmes quando a educadora brinca com outras crianças. os espaços e a atenção da educadora. etc.). -Aceita bem as propostas da educadora. -Comunica suas necessidades e emoções (através de gestos e expressões ou verbalmente). -Agrada-lhe impor seus desejos.experimentação e exploração -Tem curiosidade por tudo o que a envolve. -Faz o que lhe é proposto. -Manifesta preferências por certas crianças. -Conhece todos os companheiros e os seus nomes.etc. -Participa das atividades coletivas/por um momento. -Explora os espaços. etc. -Sabe esperar a sua vez. -Mostra-se tranqüila/nervosa. -É capaz de concentrar-se no jogo que faz sozinha (quebra-cabeça. -Agrada-lhe manipular os objetos que tem ao seu alcance (agrupar. bater. -Brinca reproduzindo papéis sociais (mamãe na casinha. -Conhece os espaços da sala (casinha. afetuosa.) com ou sem uma finalidade concreta .E quais ela prefere?. massa de modelar.Orientação no espaço e no tempo -Conhece os diferentes espaços da escola. etc. atirar. repouso. de médico. distante ou dependente. -A relação costuma ser espontânea . -Começa a compartilhar jogos e brinquedos com a intervenção do adulto. biblioteca). -Distingue as pessoas conhecidas entre as desconhecidas. areia. -Sabe onde são guardados os objetos e os materiais da sala. -Compartilhar os objetos. -Solicita a atenção da educadora frequentemente. encaixes. 179 . -Sente prazer nos jogos com água. -Solicita ajuda e a aceita quando necessita. -Sabe localizar diferentes materiais e objetos da sala. corredores. -Orienta-se em relação às rotinas (hora do café. -Quando lhe incomodam: chora/defende-se/procura a educadora/vai para um cantinho.). -Discute ou aborrece-se seguidamente. -Conhece e adapta-se bem á organização do horário. acariciar. Jogo. -Tem curiosidade em explorar outros espaços da escola/não lhe interessa. Interação -Procura ou aceita com tranquilidade a relação com as outras crianças. -Aceita a relação com as outras pessoas adultas da escola. etc -Brinca sozinha ou com os colegas. -Tem iniciativa ao brincar com os colegas e explorar os espaços.

-Manifesta suas preferências . oposição. -Expressa e manifesta as suas necessidades pessoais (vontades. Sentimentos e emoções -Expressa suas emoções e seus sentimentos. medos. Sensações e percepções e necessidades -Conhece algumas partes do seu corpo e nomeia algumas. -Agrada-lhe cumprir pedidos e ter responsabilidades. -Agrada-lhe fazer movimentos diante do espelho. inquieta ou controlada. carrinhos. -Mostra satisfação por suas ações ou produções. etc. -Mostra-se impaciente. -Reconhece a sua imagem no espelho. -Tem curiosidade por tudo que está a sua volta. -Insiste em conseguir o que quer. -Escolhe brinquedos e espaços para brincar. reconhece e estabelece contato com alguns animais e plantas. -Esforça-se para vencer as dificuldades que é capaz de superar. -Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos (quais?). Higiene. limpeza e aspecto pessoal 180 . -Manifesta o seu estado de ânimo de maneira não-verbal ou verbalmente. -Observa as outras crianças ou imita-as. -Agrada-lhe explicar as experiências pessoais. -Nomeia. cansaço. -Relaxa quando o ambiente está propício. -Manifesta o seu aborrecimento e o seu prazer diante de determinadas situações. caixas. -Agrada-lhe participar de festas.-Muda muito de espaços ou brinquedos. -Observa e conhece alguns fenômenos atmosféricos. bonecas. -Conhece os objetos da sua sala e a sua função.). -Brinca de faz-de-conta imitando pessoas e animais. -Necessita de ajuda frequentemente. -Acalma-se facilmente quando intervimos nas discussões. -Protesta e tenta evitar as situações que não lhe agradam. -Controla as suas emoções negativas (agressividade. -Quer fazer as coisas sozinha. -Agrada-lhe ser o centro das atenções em determinadas ocasiões/evita-o. FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL O próprio corpo.) aos adultos de maneira gestual ou verbal. -Toma os brinquedos dos amigos. Aceitação e confiança em si mesmo -Experimenta. materiais como potes. -Mostra-se tranqüila. -Solicita ajuda mesmo que não necessite. sede. realiza e mostra confiança nas tarefas habituais. etc. -Escolhe com quem quer brincar. -Conhece os nomes dos colegas.. desejos. etc. jogos didáticos. -sabe esperar sua vez. -Que objetos ou brinquedos prefere: materiais de construção/de montar. -Reconhece algumas situações de perigo habituais. irritada. -Mostra-se contente quando a felicitamos. -Nomeia algumas partes do corpo e de algumas sabe suas funções. -Mostra-se observadora e receptiva. -Aceita e reconhece as demonstrações de afeto das pessoas conhecidas. tampas. etc.livros de história.

-Em geral. -Tem apetite para comer.) e coloca-os em seu lugar. -Colabora quando a vestimos e a trocamos. -Não lhe agrada estar lambuzada. -Limpa as mãos e a boca se o pedimos. -Sabe colocar as coisas nos seus devidos lugares. Soneca -Dorme muito ou pouco. -Acorda-se tranqüila/brava/contente/chorando. Ordem e realização de tarefas -Recolhe os brinquedos. -Encontra os seus objetos pessoais (mochila. -Não quer dormir. -Sabe enxugar-se após tomar banho. -Reconhece alguma peça de roupa sua ou o seu sapato.). -Sabe utilizar o sabonete e enxugar a mão. quando a educadora pede. -Adormece sozinha.-Colabora quando limpamos seu rosto ou as suas mãos. -Escolhe o lugar para sentar-se no refeitório. -Colabora ao assoar o nariz. -Come somente o primeiro prato ou pede o segundo e o terceiro. -Agrada-lhe provar alimentos novos. 181 . -Muda constantemente de atividades. -Come sozinha. -Dorme tranqüila. sapato. etc. -Agrada-lhe este momento. -Gosta de tomar banho Alimentação -Agrada-lhe colaborar ativamente nas situações de refeições (arrumar a mesa. -Guarda suas roupas e sapato. -Tira sozinha alguma peça de roupa. -Precisa ser acalentada para dormir. -Lambuza-se ao comer. -Manifesta as suas preferências e as suas necessidades. -Consegue tirar os sapatos e começa a calçá-los. respeita a sua comida e/ou a dos demais. -Permanece sentada enquanto come. -Já se serve sozinho e define a quantidade que quer comer.servir etc. -Sabe usar o banheiro. distribuir os talheres. -Dorme com chupeta/sem chupeta/põe o dedo na boca/precisa de outros objetos para dormir. -Sabe usar os talheres(colher ou garfo).

necessidades e sentimentos.. Expressão -Utiliza variações morfológicas de gênero e nome. cartazes. -Conta suas vivências. -Utiliza sinais extralingüísticos (gesto. trabalhos. interrogativas. negativas. -Interessa por livros de histórias. -Solicita ajuda verbalmente quando necessita. imperativas e interjeições. -Sabe associar situações atuais com experiências anteriores. -Possui um vocabulário amplo ou reduzido. da fotografia. Aproximação à linguagem escrita -Faz de conta que lê. -As suas produções orais não apresentam dificuldade de compreensão.) espontaneamente. -Faz grafismo imitando a escrita. expressão) para reforçar o significado de suas mensagens. quando observa um texto.MATERNAL II De 3 a 4 anos Eu quero saber se a criança . -Solicita que seja lido. -Compreende as ordens. pronomes. -Sabe imitar ruídos dos animais e diferentes onomatopéias. -Nomeia as coisas apropriadamente ou utiliza diminutivos -Quando fala. rotinas. -Mostra interesse pelas explicações da professora. -Reconhece o seu nome/alguma letra. -Utiliza estruturas afirmativas. etc. -É capaz de responder perguntas. -Sabe explicar as coisas Compreensão -Geralmente compreende o que se diz na sala. etc. -Faz hipóteses sobre o que pode estar escrito a partir do desenho. gesticula muito.). -Tem dificuldade para pronunciar alguns sons (quais?). etc. LINGUAGEM ORAL E ESCRITA Comunicação -Comunica-se verbalmente ou através de gestos. entonação. vai adquirindo o vocabulário básico trabalhado em sala. -Escuta contos e histórias ou pequenas explicações.. do título. -Quando a linguagem da escola não coincide com a sua. -Constrói pequenos discursos bem-estruturados. MÚSICA 182 . -Entende regras simples e ordens complexas. -Fala baixo ou grita. -Tem uma linguagem fluida. -Agrada-lhe ouvir os contos e histórias lidas por um adulto. -Relaciona o texto escrito com os desenhos e as imagens que acompanham (propagandas. -Agrada-lhe olhar os livros e os contos da sala. poesias e parlendas. adjetivos e verbos. -Sabe participar de um diálogo com um adulto. -Utiliza a linguagem em diferentes situações (jogos. -Participa de situações variadas de comunicação oral para interagir-se -Expressa desejos.

-Imita e produz diferentes ruídos e sons musicais (com objetos. -Agrada-lhe as atividades plásticas: desenhar. 183 . rápido/lento. pintar. -Tem condições motoras para manipular objetos e materiais.). -Mostra curiosidade e interesse pelo que a envolve. -Utiliza o corpo para expressar-se. -Agrada-lhe os jogos tranqüilos (areia. etc. ARTES -Agrada-lhe as atividades plásticas ou não lhe interessam. imitações e coreografias e acompanha o ritmo que escuta com todo o corpo ou com as partes do corpo. -Sobe nos brinquedos sem dificuldade (carrinhos. -Diferencia: som/silêncio e forte/fraco. -Participa de jogos dirigidos. -Explora materiais sonoros. -Reconhece as cores (quais?) -Quando desenha: faz garatuja/enche a folha sem expressar intencionalidade/faz desenho figurativo. subir. -Segue ritmos com todo o corpo/é difícil para ela.)/causa-lhe medo/não lhe agrada/pede ajuda. -Explora características dos objetos e materiais. etc. -Canta as canções trabalhadas. durante um momento os materiais propostos. bonecas. -Tem cuidado com os materiais. -Brinca sozinha ou com outras crianças. triciclo. -Consegue construir algo com sucata empilhando ou encaixando. -Agrada-lhe dançar e participar das danças. saltar. -Mostra-se contente com as suas produções.). -Agrada-lhe cantar. -É capaz de experimentar. -Sabe localizar o lugar de onde provém o ruído/som. -Inventa música. -Tem cuidado com os materiais produzidos seus e dos colegas -Tem cuidado com seu corpo no contato com materiais. -Respeita as regras do jogo. -Consegue construir objetos com uso variado de materiais. etc. -Gosta de observar e apreciar imagens e obras de arte. -Aceita os diferentes materiais utilizados na sala. colar. instrumentos. -Agrada-lhe ouvir canções e músicas. -Aceita as diferentes técnicas utilizadas na sala ou rejeita algumas. imitando a professora. MOVIMENTO Jogo motriz (no pátio ou nas atividades de movimento) -Agrada-lhe muito sair ao pátio ou parque. escorregador. -Sobe na mesa e nas cadeiras para conseguir os objetos desejados. -Gosta de manusear instrumentos musicais.-Reproduz gestos. -Sempre quer ser a primeira. pegar. -Manipula bem os instrumentos que utiliza. etc. -Necessita da constante proximidade da educadora. -Explora o espaço físico. etc. -O seu ritmo pessoal é lento/rápido/normal. -Prefere as atividades ao ar livre ou prefere voltar à sala. -Localiza de onde vem o ruído/som. -Solicita que coloquemos música às vezes.)/de movimento (correr.

-Consegue abotoar botões grandes. etc. -Folheia as páginas de um livro uma a uma sem amassá-las. -Explora as possibilidades dos seus gestos como dá tchau. -Consegue parar quando é dado um sinal. levanta. contente. embalar a boneca. -Consegue rasgar papéis em pedacinhos ou amassa-os.etc.lápis de cor.). -Tampa e destampa caixas e potes. -Manipula com cuidado os objetos delicados. Caminhada. -Salta com os dois pés/é difícil para ela. personagens. etc.). mandar beijos. imitações e movimentos com todo o corpo ou com algumas partes. -Salta num pé só. deslocamento. -Faz torres de cubos. -Pões cola numa superfície delimitada. -Consegue montar algo usando a massa de modelar. Expressão corporal e ritmo -Reproduz gestos. -Imita e realiza diferentes posturas corporais (senta-se. -Ficar sentada por um tempo. quando lhe oferecemos condições.-Explora e desloca-se por todo espaço -Reconhece o seu corpo no espelho. -Enche baldinhos de areia e os esvazia. -Salta do primeiro degrau/salta dois degraus/tem medo. Habilidade manual -Agrada-lhe os jogos de construção. deita. -Consegue desenhar numa superfície com pintura. -Coloca objetos dentro de uma caixa.) e estados de ânimo (aborrecida. constrói casinhas e pontes com peças de montar. -Atira os objetos sem perder o equilíbrio. -Agrada-lhe remexer e tirar coisas dos armários e gavetas/não a atrai. -Sabe utilizar talheres(garfo ou a colher). 184 . -Sabe pedalar. -Consegue beber sozinha segurando o copo. equilíbrio e postura -Desloca-se e mantém o equilíbrio com objetos nas mãos. cansaço. -Chuta a bola. -Acompanha o ritmo que escuta. -Caminha de costas. -Equilibra-se sobre um pé só por um momento. etc. -Consegue montar os quebra-cabeças. -Tira seus sapatos. consegue parar ou girar de vez sem cair. -Lança a bola a um determinado lugar. -Imita animais. -Caminha e corre com segurança/cai às vezes. -Quando corre. -Caminha nas pontas dos pés e do calcanhar. sensações (frio. -Abre as torneiras. -Consegue desatar laços simples. -Sabe abrir sua mochila. -Consegue relaxar. -Sobe e desce as escadas alternando os pés. -Perde o equilíbrio frequentemente. -Salta quase meio metro a frente. triste. calor. -Explora e utiliza os movimentos de encaixe e preensão.

/agrada-lhe contar.mais/menos. -Não mostra interesse em estar na escola. boneca. -Agrada-lhe explicar o que fez na escola a quem vem buscá-la. -Sabe citar algumas características dos objetos ou elementos (cor. de noções de quantidade. -Custa-lhe ficar depois de um período ou alguns dias sem vir à escola. derruba boliches. -Pode ir depressa ou aos poucos. -Faz construções de torres com blocos de madeira ou sucata. -Participa de situações diárias que envolvem números como calendário e cartaz de aniversário. temperatura. a partir da manipulação e da observação. -Agrada-lhe sair para outros espaços da escola. seguindo as combinações. -Sente-se segura nas outras dependências da escola. muito/pouco. etc. longo/curto. -Diferencia: dia/noite. hora do parque.).). -Necessita trazer algum objeto de casa (carrinho.medida. -Sabe diferenciar: grande/pequeno. -Compreende o que é: dentro/fora. -Convence-se facilmente de ficar. quadrado. -Sabe diferenciar: grande/pequeno.uso. conta lápis). -Fica tranqüila para dormir. -Fica tranqüila ao ser deixada na escola -Adapta-se rapidamente na escola quando a deixam e separa-se da pessoa que a acompanha sem dificuldade. cor. repouso. -Consegue fazer comparações a partir de semelhanças e/ ou diferenças. -Interessa-lhe observar as coisas e descobrir às qualidades/não se fixa. etc. -Orienta-se em relação às rotinas (hora do café. biblioteca). -Reconhece: redondo.). de tempo e espaço em jogos. etc. todos/um/pouco/muitos.. -Gosta e tem interesse em sentir e explorar as cores. -Sabe descrever algum atributo de determinado objeto/é preciso ajuda-la. -Conhece os espaços da sala (casinha. refeitório. etc. NATUREZA E SOCIEDADE Adaptação -Chega e entra contente na escola. 185 . Orientação no espaço e no tempo -Conhece os diferentes espaços da escola. -Mostra-se contente na maior parte do tempo. acima/abaixo. etc. -O seu ritmo é lento/rápido/normal. -Manipula e explora brinquedos e objetos de forma a existir quantidade (empilha blocos. medida. cumprido/curto. brincadeiras e músicas junto com o professor e em outros contextos que julgue necessário. finais de semana/dias de escola.. almoço. -Consegue contar os objetos até. -Às vezes chora e aceita o consolo da educadora.).-Segue o ritmo com todo o corpo ou com algumas partes. -Tem curiosidade em explorar outros espaços da escola/não lhe interessa. MATEMÁTICA -Agrupa objetos semelhantes: que critérios utiliza? (forma. -Utiliza da contagem oral. antes/depois. -Aceita a presença de outras crianças na sala e dos outros adultos da escola. corredores. formas e texturas. -Sabe localizar diferentes materiais e objetos da sala. -Sabe deslocar-se sozinha pelos lugares da escola (pátio. sonoridade.). ao lado/em frente/atrás em relação com o próprio corpo.

-Aceita bem as propostas da educadora. -Conhece todos os companheiros e os seus nomes.livros de 186 . -Conhece e adapta-se bem à organização do horário. -Quando lhe incomodam: chora.. -Explora os espaços. -Coopera quando lhe solicitamos ajuda. -Quer chamar atenção sobre si. pessoas e fenômenos. -Constantemente procura chamar a atenção. emoções. -Começa a compartilhar jogos e brinquedos com a intervenção do adulto. construção/de montar. -Sente prazer nos jogos com água. -Distingue as pessoas conhecidas entre as desconhecidas. -Mostra-se observadora e faz perguntas sobre os seus objetos. -Agrada-lhe impor seus desejos. Interação -Procura e aceita com tranquilidade a relação com as outras crianças.etc. -Relaciona-se bastante com a educadora. -Estima mais colegas tranqüilos ou agitados. -A relação costuma ser espontânea . etc. -Que objetos ou brinquedos prefere: materiais de construção/de montar. -Solicita ajuda e a aceita quando necessita. -É capaz de concentrar-se no jogo que faz sozinha (quebra-cabeça. -Comunica suas necessidades. -Observa as outras crianças ou imita-as. E quais ela prefere?. os espaços e a atenção da educadora.Hábitos sociais e de convivência -Conhece as normas básicas da escola. situações. -Estabelece afinidades segundo o tipo de jogo. -Compartilha os objetos. -Agrada-lhe manipular os objetos que tem ao seu alcance. bonecas. -Faz o que lhe é proposto.). carrinhos. distante ou dependente. etc. -Relaciona-se para pedir ajuda. massa de modelar. -Integra-se em atividades de grupo propostas. -Mostra sentimentos de ciúmes quando a educadora brinca com outras crianças. -Manifesta preferências por certas crianças. mosaicos.experimentação e exploração -Tem curiosidade por tudo o que a envolve. -Solicita a atenção da educadora frequentemente. -Mostra-se tranqüila/nervosa. intenções e desejos (através de gestos e expressões ou verbalmente). Jogo. -Toma os brinquedos dos amigos. encaixes. briga ou aborrece-se seguidamente. -Interessa-se pelas outras crianças. -Sabe esperar a sua vez. materiais como potes. -Colabora com a educadora para recolher e guardar os brinquedos. areia. -Muda muito de espaços ou brinquedos. -Sabe onde são guardados os objetos e os materiais da sala. tampas. -Aceita a relação com as outras pessoas adultas da escola. -Brinca sozinha ou com os colegas. afetuosa. -Discute. caixas. -Cumpre pequenas responsabilidades ou pedidos que lhe sejam atribuídos -Participa das atividades coletivas. jogos didáticos.

-Constrói objetos com diferentes materiais da natureza. -Conhece os nomes dos colegas. -Mostra satisfação por suas ações ou produções (em que aspectos?). brigas. inquieta ou controlada. sede.). deitada. bufando. “Sou uma menina”. -Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos (quais?). quando é necessário. -Conhece os objetos da sua sala e a sua função. -Consegue esperar um pouco para lhe atenderem e satisfazerem suas necessidades. -Consegue descrever características e circunstâncias pessoais (“Eu me chamo Amanda”. de pé.). -Agrada-lhe participar de festas. etc. -Observa e conhece alguns fenômenos atmosféricos. -Manifesta o seu estado de ânimo de maneira não-verbal ou verbalmente. etc.irritada. cansaço. -Brinca reproduzindo papéis sociais (mamãe na casinha.) aos adultos de maneira gestual ou verbal. Sensações e percepções -Indica as partes principais do corpo e as nomeia. -Procura evitar as situações que não lhe agradam. etc. “Tenho 3 anos”. .Sabe esperar sua vez.) e movimentos ou expressões faciais (brava.história. (É preciso observar a sua percepção e precisão visual e auditiva para poder descartar possíveis problemas e dificuldades). -Relaxa quando o ambiente está propício. -Imita diferentes posturas corporais (sentada. FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL O próprio corpo. -Normalmente mostra-se tranqüila.). etc. -Aceita e reconhece as demonstrações de afeto das pessoas conhecidas. Sentimentos e emoções -Expressa suas emoções e seus sentimentos. fome. -Reclama a atenção dos adultos. -Agrada-lhe fazer movimentos diante do espelho. sono. de médico. -Quando quer um objeto que não alcança ou está com outra criança pede ajuda para a educadora. desejos. -Escolhe com quem quer brincar. -Gosta de ficar diante do espelho. -Expressa e manifesta as suas necessidades pessoais (vontades. etc. -Tem curiosidade por tudo que está a sua volta. -Brinca de faz-de-conta imitando pessoas e animais. -Manifesta suas preferências. -Reconhece as situações de perigo habituais. -Esforça-se para vencer as dificuldades que tem ao seu alcance. oposição. -Acalma-se facilmente quando intervimos nas discussões. -Aborrece-se sem motivo. -Controla as suas emoções negativas (agressividade. -Agrada-lhe explicar as experiências pessoais. reconhece e estabelece contato com alguns animais e plantas. Aceitação e confiança em si mesmo -Mostra confiança em suas possibilidades nas tarefas habituais. -Mostra-se observadora e receptiva. -Manifesta o seu aborrecimento ou prazer diante de determinadas situações. -Nomeia. medos. choros. etc. -Nomeia algumas partes do corpo e de algumas sabe suas funções. -Sente prazer e diverte-se nos jogos com água e areia.). -Tem iniciativa ao brincar com os colegas e explorar os espaços. etc. 187 .

-Não quer dormir. -Agrada-lhe este momento. -Tira sua roupa sozinha. -Mostra-se contente e satisfeita quando a felicitamos. Soneca -Dorme muito ou pouco.). -Gosta de tomar banho -Guarda suas roupas e sapato. -Sabe utilizar o sabonete e enxugar a mão. -Solicita ajuda mesmo que não necessite. quando lhe pedimos.servir etc. -Recolhe os brinquedos quando a educadora pede. -Mostra satisfação por suas ações ou produções. -Sabe enxugar-se após tomar banho. -Agrada-lhe cumprir pedidos. -Mostra-se impaciente. respeita a sua comida e/ou a dos demais. -Reconhece suas roupas e sapato. -Dorme com chupeta/sem chupeta/põe o dedo na boca/precisa de outros objetos para dormir. -Em geral. -Lambuza-se ao comer. -Quando se suja ou se lambuza nem se dá conta ou irrita-se. 188 . distribuir os talheres. -Dorme tranqüila. Ordem e realização das tarefas -Tem cuidado com os materiais da sala e os pessoais. -Precisa ser acalentada para dormir. -Já se serve sozinho e define a quantidade que quer comer. Alimentação -Agrada-lhe colaborar ativamente nas situações de refeições (arrumar a mesa. caprichosa ou exigente. prestar ajuda e ter responsabilidades. é ordenada. -Agrada-lhe ser o centro das atenções em determinadas ocasiões. -Sabe usar o banheiro.-Necessita de ajuda frequentemente. -Sabe usar os talheres (colher/garfo). -Solicita que lhe ajudem a assoar o nariz. -Consegue tirar os sapatos e já está conseguindo calçá-los. Higiene. -Colabora quando a vestimos e a trocamos. -Permanece sentada enquanto come. -Come somente o primeiro prato ou pede o segundo e o terceiro. -Experimenta e realiza as tarefas e as condutas ao seu alcance. -Escolhe o lugar para sentar-se no refeitório. -Em geral. -Agrada-lhe provar alimentos novos. -Quer fazer as coisas sozinha. limpeza e aspecto pessoal -Sabe lavar as mãos. -Manifesta as suas preferências e as suas necessidades. -Come sozinha. -Adormece sozinha. -Acorda-se tranqüila /brava /contente/chorando. -Limpa-se. -Insiste em conseguir o que quer. -Tem apetite para comer.

no pequeno e no grande grupo. se acontece uma visita na escola. de cuidados pessoais: higiene.-Guarda e organiza os seus objetos pessoais (pertences na mochila) no seu devido lugar/também os materiais da escola/ e encontra quando preciso. podem acontecer nos pequenos grupos e nas brincadeiras espontâneas. com o objetivo de possibilitar segurança. realização de festas e comemorações. significativas e prazerosas. possibilitando novas descobertas. não deve ter uma estrutura rígida. Por exemplo. arrumação. Segundo o grau de desenvolvimento das crianças e os objetivos propostos. dar banhos etc. já é possível envolvê-las na organização. Essa seqüência de acontecimentos é de grande ajuda para a organização de todo o trabalho na escola. A construção da rotina deve ser feita pela escola levando-se em conta os seguintes aspectos: • • o cotidiano na escola está impregnado de vínculos e afetos nas atividades como comer. ou seja de que estamos em um mundo organizado e que as coisas ocorrem em uma determinada ordem de sucessão: antes. suas necessidades e interesses. pode-se alterar alguma etapa na rotina. pois geralmente quem organiza os pertences. atividades de organização são quase impossíveis. trocar fraldas. -Sabe colocar as coisas nos seus devidos lugares. bem como o local das atividades são os adultos. -Conclui os trabalhos ou as atividades que começa ou muda constantemente de atividade.6. -Encontra os seus objetos pessoais (mochila. dormir. “livres”: menos dirigidas pelo educador. lanche. os horários de alimentação podem ser alterados. Para que estas atividades diárias sejam desenvolvidas é considerado o andamento do grupo. e arrumação final – incluindo questões como a limpeza dos ambientes. 23. autonomia da criança e a construção da orientação. se acontece uma festa. entrevistas que proporcionem maior interação e diferentes leituras do mundo. ela deve ser flexível. as propostas devem ser desafiadoras. de arrumação da sala. com as crianças do maternal. • • • A rotina. abrindo espaço para modificações de acordo com o planejamento pedagógico. no entanto. sapato. etc. pode-se dividir os trabalhos organizados das creches nas seguintes atividades: • de organização coletiva: momentos de entrada e saída da creche. trabalhar com tinta. acompanhadas e coordenadas pelo educador. Com as crianças do berçário. preparo dos alimentos. a diferenciação das realidades e a disponibilidade de materiais e espaços. o educador deve diversificar quando possível o lugar das atividades. • • 189 . oportunizando passeios. organização do espaço para repousar. hora de atividade. dirigidas: organizadas.) e coloca-os em seu lugar.. etc. e resulta na estruturação de uma rotina que implica uma seqüência de momentos – roda. parque. ROTINA NA CRECHE Por meio da organização das atividades no tempo e no espaço estabelece-se o que se chama de rotina. alimentação. brincar. excursões. durante e depois e ao educador uma direção para o trabalho que se propõe a fazer. hora da história. descanso e sono.

190 .proporcionando espaço para a construção diária do projeto político pedagógico da instituição de educação Infantil. os cenários.Também proporciona á criança maior facilidade de organização espaço-temporal.alegre e prazerosa. os espaços montados dentro da sala montado de acordo com o planejamento e para atender o faz-de-conta da criança. Os materiais didáticos.sem invenção(por parte dos professores e das crianças).Pelo contrário a rotina pode ser rica. A rotina é um elemento importante da educação Infantil. o que os torna mais adequados aos propósitos pedagógicos.Vale. como jogos. são em sua maioria produzidos pelas próprias professoras de cada creche.Isto é.O tempo de duração das atividades é adaptado à faixa etária e a rotina do dia é partilhada com a turma.pois a melhor rotina para cada grupo de crianças só pode ser estabelecida pelo seu professor. as atividades propostas para a rotina e o tempo previsto é apenas uma sugestão.por proporcionar à criança sentimentos de estabilidade e segurança. lembrar que a “dinâmica de um grupo de crianças é maior que a rotina da creche”.a rígida.Entretanto.no contato diário com as crianças. e a liberta do sentimento de estresse rotina que não uma precisa rotina ser desestruturada espaço pode para causar. ainda. de modo que as crianças possam se situar na seqüência de trabalho.

lanche.Quando a criança estiver em aleitamento materno não há necessidade da introdução do leite de vaca sendo esta refeição substituída por fruta.SUGESTÕES DE ATIVIDADES E TEMPO PARA CADA GRUPO BERÇÁRIO I ATIVIDADES Acolhida Leite Atividade extra sala Atividade orientada Colação: Suco ou fruta Atividade diversificada Almoço: Papa salgada Soneca Fruta no período da tarde (opcional) Alimentação láctea no período da tarde Organização das crianças antes de irem embora Despedida Banho ou troca Observações: TEMPO 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 15 a 30 minutos 10 a 20 minutos 10 a 20 minutos (suco) 20 a 30 minutos(fruta) 20 a 30 minutos 40 minutos a 1 hora 1 a 2 horas 20 a 30 minutos 30 a 40/30 a 1/40 a 1(2) 30 a 40 minutos 15 minutos Sempre que necessário 1. 191 . etc. brincar. 5.A fruta da tarde deverá ser oferecida quando o intervalo entre o almoço e a alimentação láctea for superior a 2:30. Recomendações da Nutricionista: 1.) – 10 a 15 minutos 2.A atividade diversificada pode aparecer nos dois períodos 6.A partir dos 10 meses dependendo do desenvolvimento da criança a papa salgada (almoço) poderá ser substituída pelo almoço dos maiores e a papa de fruta por fruta em pedaço 2.No momento da despedida a educadora poderá cantar com as crianças.Respeitar o horário de no mínimo de 2 horas e no máximo de 3 horas entre cada refeição 3. almoço.A higiene das mãos deve acontecer antes e depois das refeições se necessário (suco.O tempo destinado a soneca pode estar dividido em 2 ou 3 momentos 5. conversar.Quando o intervalo entre o leite. a colação e o almoço for menor que 2 horas a colação deverá ser servida a tarde 4.A atividade orientada deve acontecer de uma a duas por período 4. etc.Quando a criança acorda também é necessário a higiene – 10 a 15 minutos 3. fruta.

A atividade diversificada deve acontecer nos dois períodos 5. 192 .O parque ou tanque deve aparecer nos dois períodos 6. Recomendações da Nutricionista: 1. etc. etc. lanche.BERÇÁRIO II ATIVIDADES Acolhida Atividade diversificada Organização da sala Roda de organização do trabalho Café Parque/Tanque Atividade orientada Colação: Suco Momento para se refrescar ou Higiene corporal Almoço/sobremesa(opcional) Escovação Soneca Organização das crianças após a soneca Fruta(opcional) Lanche Organização das crianças antes de irem embora Despedida Observações: TEMPO 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 5 a 10 minutos 10 a 15 minutos 20 a 30 minutos 30 a 50 minutos 15 a 20 minutos 10 a 15 minutos 50 minutos a 1 hora 30 a 40 20 a 30 1a2 15 a 20 15 a 20 20 a 30 minutos minutos horas minutos minutos minutos 15 a 20 minutos 10 a 15 minutos 1. almoço. conversar.A higiene das mãos deve acontecer antes e depois das refeições se necessário (suco.A roda de organização do trabalho deve acontecer nos dois períodos 8.A atividade orientada deve acontecer de uma a duas por período 3.Quando o intervalo entre o leite.O tempo destinado a soneca pode estar dividido em 2 momentos 4.) – 10 a 20 minutos 2. a colação e o almoço for menor que 2 horas a colação deverá ser servida a tarde.A escovação fará parte da rotina como atividade permanente após um trabalho realizado entre educadora e crianças em Formação Pessoal e Social 7. brincar. fruta.No momento da despedida a educadora poderá cantar com as crianças.

lanche. brincar. conversar.) – 10 a 15 minutos 2. etc.A atividade orientada deve acontecer duas por período 3. fruta. etc.A roda de organização do trabalho deve acontecer nos dois períodos 6.O parque ou tanque deve aparecer nos dois períodos 5.A atividade diversificada deve acontecer nos dois períodos 4.MATERNAL I ATIVIDADES Acolhida Atividade diversificada Organização da sala Roda de organização de trabalho Café Parque/Tanque Atividade orientada Momento para se refrescar ou Higiene corporal Almoço/sobremesa(opcional) Escovação Soneca Organização das crianças após a soneca Fruta (opcional) Lanche Organização das crianças antes de irem embora Despedida Observações: TEMPO 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 5 a 10 minutos 10 a 20 minutos 20 a 30 minutos 30 minutos a 1 hora 20 a 30 minutos 40 minutos a 1 hora 30 a 40 minutos 20 a 30 minutos 1:30 a 2 horas 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 15 a 20 minutos 15 a 20 minutos 15 minutos 1.No momento da despedida a educadora poderá fazer cantar com as crianças. almoço.A higiene das mãos deve acontecer antes e depois das refeições se necessário (suco. 193 .

No momento da despedida a educadora poderá fazer cantar com as crianças.A atividade orientada deve acontecer duas por período 3. fruta.) – 10 a 15 minutos 2. etc.A higiene das mãos deve acontecer antes e depois das refeições se necessário (suco. 194 .MATERNAL II ATIVIDADES Acolhida Atividade diversificada Organização da sala Roda de organização do trabalho Café Parque/Tanque Atividade orientada Momentos para se refrescar ou Higiene corporal Almoço/sobremesa(opcional) Escovação Soneca Organização das crianças após a soneca Fruta (opcional) Lanche Organização das crianças antes de irem embora Despedida Observações: TEMPO 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 5 a 10 minutos 15 a 20 minutos (período da manhã) 5 a 10 minutos (período da tarde) 15 a 20 minutos 25 a 35/30 a 50/30 a 40 20 a 30 minutos 40 minutos a 1 hora 20 a 30 minutos 15 a 20 minutos 1:30 a 2 horas 15 a 20 minutos 10 a 15 minutos 15 a 20 minutos 15 a 20 minutos 15 m inutos 1. etc. lanche. brincar. almoço.A atividade diversificada deve acontecer nos dois períodos 4.A roda de organização do trabalho deve acontecer nos dois períodos 6.O parque ou tanque deve aparecer nos dois períodos 5. conversar.

e respeito pela fala de cada um.segurança àquele grupo.o professor pode receber as crianças. para que todos os que desejam possam falar.músicas e o desenvolvimento das crianças. pertencer Para a roda de conversa cabe ao professor organizar o espaço. As crianças identificam nos adultos posturas semelhantes.1. Na roda.onde as crianças podem trocar idéias e falar sobre suas vivências. O professor pode oferecer atividades como: -marcação do dia do calendário. estimulando as 195 . Na roda o professor pode desenvolver e sensações de de e mesmo brincadeiras verdadeiro tradicionais.proporcionando acolhimento.23. além de fomentar as conversas. acima de tudo. Abaixo você terá os objetivos de cada momento da rotina e o papel do professor em cada um Momento da rotina Hora da roda Objetivos Papel do professor É um dos momentos mais importantes Para a roda de chegada o professor para a organização do trabalho pedagógico pode utilizar de jogos de mímica. discursos convergentes e reconhecem progressivamente que todos fazem parte de um mesmo time. Através das falas.para que todos estejam sentados de forma que possam verem-se uns aos outros. A roda também é usada para as conversas iniciais.o professor pode crianças a falarem. observar quais são os temas e assuntos de interesse destas. ritual de promovendo um chegada.6. O PAPEL DO PROFESSOR EM CADA MOMENTO DA ROTINA O professor é. um educador cujas ações estão voltadas para a formação geral do indivíduo e não apenas para o ensino de conteúdos acadêmicos. e promovendo o conhecer cada uma de suas crianças.

-conhecimentos lógico matemáticos 196 . conhecimento acerca de diversos códigos e linguagens. -jogos dos mais diversos tipos (visando apresentá-los às crianças para que.abrindo também um espaço para que elas possam participar do planejamento diário.depois Na roda também deverão ser feitas possam brincar sozinhas). Hora da atividade Proporcionar a construção de Organizar atividades onde a criança conhecimentos relacionados às áreas de através de ações (mentais e concretas) conhecimento poderá construir conhecimentos de diferentes naturezas. (O tempo de às duração atividades e a da a roda serem deve ali de -e outras equilibrar desenvolvidas capacidade concentração/interação das crianças neste tipo de atividade).além de se apresentar às crianças as atividades do dia.atividades que estimulam a construção do -brincadeiras com crachás. discussões acerca de projetos que estão sendo trabalhados pela sala. -conhecimentos físicos (cuja fonte é a observação e interação com os mais diversos objetos.explorando as suas propriedades).

estabelecendo relações entre eles). repertório de imagens das crianças. esculturas.pintura. etc.(resultado de ações mentais e reflexões sobre os objetos.instalações). Também poderão conhecer obras e histórias de artistas onde apreciarão e poderão emitir suas idéias sobre estas produções. estimulando a capacidade destas de realizar a apreciação artística e de leitura dos diversos tipos de artes plásticas (escultura.estimulando o senso estético e 197 . livros de pintores. O professor pode pesquisar e levar para No trabalho com artes visa ampliar o a sala obras de vários pintores. As atividades que proporcionam a construção destes tipos de conhecimentos podem estar ligadas aos temas dos projetos desenvolvidos pela sala ou através de uma seqüência de atividade significativa ou até mesmo de atividades permanentes. produzidos pelo homem ao longo da história – a cultura. -conhecimentos sociais (de natureza convencional e arbitrária.

ioga. equilíbrio. obras. outras). circuitos. onde a criança possa se movimentar criança o como: alongamentos. uma Organizar e planejar.Assim. Quanto corporal é ao movimento proporcionar do e à Proporcionar atividades. jogos de regras.que haja espaço para circulação na autonomia.Também podem ser realizadas sala de aula e que os materiais que as em espaços fora da sala. brincadeiras livres.construindo positiva e confiante.crítico. oferece(força.tomar experimentando as possibilidades que ele banho de mangueira. mas sempre com auto-imagem um espaço para a invenção e colaboração da criança. flexibilidade. Organizar o ambiente das para e o a Quanto ao ambiente organizado da sala desenvolvimento atividades para o desenvolvimento das atividades deve disposição dos móveis e objetos da sala proporcionar às crianças a possibilidade de de modo que torne possível que as trocarem informações umas com as outras e crianças sentem próximas umas das de se movimentarem e de atuarem com outras. e produzindo as suas através próprias das artes suas e Também deve levar para a sala diversas técnicas e materiais. subir em árvores. conhecimento próprio corpo.como: Se o grupo crianças usarão para desenvolver as 198 .elas possibilidades de aumentarão comunicação compreensão acerca das artes plásticas. Quanto a exploração de materiais e técnicas na sala a criança vai experimentálas. interagindo com elas a seu modo. entre etc.Isto proporcionará a ela integrá-lo e aceitá-lo. fora e dentro da expressão sala.expressando-se plásticas.

fazer empréstimos de livros para que as crianças leiam em casa. leitura o professor deve ler . mostrando a função quando a criança já tem autonomia na social da escrita. O professor pode incrementar este momento com fantasias. Em todas as culturas atividade essencial na Educação infantil.pois somente o poderá compreender desenvolvimento delas.à procura de exemplares. mas pode descobrir o prazer de contá-las aos colegas. uma infinidade de possibilidades. de pensar. de sonhar) e professor deve ler para ela e mesmo para a alfabetização. Hora da brincadeira Brincar é a linguagem natural da criança. e com insetos. o integral (de ouvir.pois a criança não perde o interesse de ouvir histórias contadas pelo adulto. Planejar as atividades cada vez mais adequadas as necessidades da crianças.e Acreditar que a brincadeira é uma mais importante delas.etc. 199 . enfim. fornecer materiais necessários para a realização e sobretudo estar presente. músicas. ouvindo assim e auxiliando-as.pode dar uma volta dentro da fácil acesso.está desenvolvendo um projeto sobre atividades estejam ao seu alcance. Hora da história É um momento valioso para a educação Quando a criança ainda não lê. creche. Pode ser organizado uma biblioteca na sala.

tornando-se autônoma.peteca. Realizar diversas brincadeiras fora da sala de aula. desenvolvendo as bases as sua personalidade. fantoches. a mais valiosa oportunidade de aprender a conviver faz-de-conta:casinha. superando progressivamente o seu egocentrismo os característico. com pessoas muito diferentes entre si. sentimentos Fomentar as brincadeiras. etc.etc. pique-pega. pinturas de rosto. fantasias.máscaras e sucatas para os brinquedos de dia. etc. o seu dia-a. para a criança. solucionar conflitos surgem.espaços para que o jogo simbólico aconteça. 200 . Através da brincadeira a criança pode expressar suas idéias. Confeccionar vários brinquedos brinquedos. ou uma copa do mundo. futebol.etc. que de tradicionais com as crianças. bonecas. salão de beleza. Ele pode fornecer conflitos. colegas como é o seu mundo. fazer uma olimpíada na creche. e despertando o prazer de confeccionar bola de o próprio . Pesquisar. de regra compartilhar idéias.carrinhos. mostrando ao professor e aos seus espelhos. propor e resgatar jogos de e jogos tradicionais:queimada. polícia-e-ladrão.na sala de aula. escolinha. como: casinha. Organizar. Trabalhar com projetos como: pesquisar brinquedos antigos. etc.que podem ser e de diversos tipos. regras. ensinando a reciclar o que seria lixo. A brincadeira é. brinquedo: meia pião. médico.e momentos históricos as crianças brincam. objetos e amarelinha. de experimentar papéis.

são atividades que o professor pode organizar de forma que possibilite às crianças a participarem ativamente. de aprender a preparar e cuidar do alimento com independência. fazer atividades de culinária. plantar uma horta. de Colocar lixeiras e material de limpeza por perto para que as crianças possam participar da higiene do local. mas também às psicológicas e sociais:de sentir prazer e alegria durante uma refeição. das crianças. etc.Hora do café. produzir um livro de receitas. fazer comprar no mercado para adquirir os ingredientes de uma receita. O lanche também pode fazer parte dos desenvolvidos pela turma: adquirir hábitos de higiene que preservem a projetos boa saúde. pesquisar os alimentos mais saudáveis. de se servirem sozinhas. escovar os 201 . almoço ou lanche (momentos de refeição) Devemos lembrar que comer não é A professora deve organizar este apenas uma necessidade do organismo. também uma necessidade psicológica e social. roda de experimentação de alimentos. Hora da higiene O professor deve demonstrar e proporcionar às crianças hábitos saudáveis de higiene antes e depois do lanche ou refeições (lavar as mãos. dentre outras. de partilhar e trocar alimentos entre colegas. A hora do lanche ou refeições não deve Organizar a disposição dos móveis para atender apenas às necessidades nutricionais facilitar as conversas entre as crianças.mas momento.

água.) Hora de se refrescar Com os menores (Berçário I e II) além de É um momento que precisa ser ser um momento de se refrescar é porque organizado anteriormente. resolver baldinhos. ajudando que também surgem porventura. pás. los sozinhas. auxiliando e estimulando Hora do parque ou tanque de areia ou o solário Não deve ser visto apenas como um intervalo para descanso das crianças e a criança a desenvolver a sua motricidade professores. pneus. a nas as desafio. O professor organizar brincadeiras e brinquedos diferenciados neste espaço. etc. Com os maiores proporcionar momentos de brincadeiras que envolva a água. Estar próximo. Já com os maiores (Maternal I e II) o oferecer momentos que tenha água como objetivo é que tenham momentos com a bacia com água. no tanque de areia fazer bolo de aniversário. seja no chuveiro. conflitos bolas. árvores. etc. mangueira. É mais um momento de e socialização. cordas. etc. Também é possível necessário porque ainda não têm controle de esfíncteres. brincadeiras quando. areia. buscando os únicos espaços pedagógicos possíveis na cidade 202 . Ex: o escorregador virar cabana. baldes. afinal há brinquedos. bambolês e tantas brincadeiras que esses crianças não forem capazes de solucionámateriais oferecem. precisam ser trocados sempre que Com os menores é preciso verificar sempre se estão sujos e trocar sempre que necessário. etc. Atividades extra-classe A sala e o espaço físico da escola não são Estar atento à vida da comunidade e da onde atua.dentes.

É um momento onde a criança vai relaxar. Não fechar toda a sala (porta e vitrôs) pois é preciso ter ventilação. é preciso oferecer algo para ela fazer. Caso a criança não queira dormir.qualquer oportunidades interessantes.(interação com a comunidade) Educação espaço infantil. ou que possam ser o início de novos Praças. que não precisa ser confinado à área da escola. teatro. cinema. Podem haver até mesmo intercâmbios com outras instituições educacionais. Concepção/Objetivo Proporcionar compreensão ao sobre professor a uma melhor Papel do professor Partir do acompanhamento aprendizagem das permanente da ação da criança e 203 . Não deixar as crianças sozinhas mesmo que estejam dormindo. pode Em princípio. Enriquecer e ampliar o projeto político pedagógico da instituição. museus. projetos. supermercados e tantos outros. relacionem aos projetos desenvolvidos na dependendo do uso que fazemos dele. Nenhuma proposta de organização do trabalho pedagógico está completa sem expressar sua concepção sobre avaliação. Hora da soneca Para que este momento aconteça de maneira favorável é necessário que seja organizado. sala. Ficar atento observando as crianças. que se tornar-se pedagógico.

espaço e segurança em suas experiências. adultos(pais.com o os meio favorecendo-lhes desafios.O conhecimento surge da relação que a criança estabelece com as outras crianças(da mesma idade ou idades diferentes e ).o professor não é a única “fonte” de conhecimento.devendo ser analisado no seu significado mundo. estes devem ser elaborados de maneira que “ao mesmo tempo que refaz e registra a história 204 . Quanto aos relatórios descritivos. por exemplo.crianças.Por isto. de pensamento.professores outros)com ambiente e com a cultura. Buscar estratégias de A avaliação mediadora parte do princípio de que acompanhamento da história que cada momento de sua vida representa uma etapa cada criança vai constituindo ao altamente significativa e precedente as próximas longo de sua descoberta do no conquistas. O registro da avaliação deve ser o registro da história vivida pela criança.a fim de pensamento. tempo.Pois aqui.avaliando constantemente o trabalho da confiança na evolução do seu pedagógico por ele oferecido às crianças.Acompanhamento próprio e individual em termos de estágios evolutivo sentido de mediar a sua ação. no período descrito. Desta forma podem ser utilizados relatórios descritivos e portfólios. não há como avaliar a criança de acordo com expectativas preestabelecidas pelo adulto.de suas relações interpessoais Não é esperado que a criança reproduza os conhecimentos que o professor transmitiu. poder superar as dificuldades encontradas.

o espaço.” (HOFFMANN. retratando um único momento da criança. o tempo. Na Escola. posturas pedagógicas alternativas na relação com ela. entretanto. Não é uma avaliação final. A SALA DE AULA A sala de aula é o espaço privilegiado para o desenvolvimento das atividades de aprendizagem escolar. mas sob a forma de atividades a oportunizar. não como lições de atitudes à criança ou sugestões de procedimentos aos pais. o agrupamento de trabalho e os materiais usados devem ser previamente 205 . esta é uma proposta de avaliação em que não apenas a criança é avaliada. jogos. possibilidades da sugere. repensado e modificado sempre que necessário.7. mas todo o trabalho pedagógico oferecido a ela também é avaliado. que. educadores e para a própria criança. ação encaminha. As atividades propostas são situações planejadas especificamente para a faixa etária e garantem as aprendizagens básicas de cada etapa. materiais a lhe serem oferecidos. 53) Enfim. Diria até mesmo que apontar caminhos possíveis e necessários para trabalhar com ela é o essencial num relatório de avaliação. educativa para aponta pais. Mas uma avaliação processual. 1996. 23. mesmo que a escola como um todo esteja preparada para promover situações de aquisição de conhecimento. é registrada periodicamente. pontual. para que as atividades em sala aconteçam com qualidade. p.do seu processo dinâmico de construção do conhecimento.

É um processo de visualização construído coletivamente. .preferências. A sala de aula é um cenário mutável. .brincadeiras. . Desafios para a professora: . 206 .planejados. mas a seleção de algo valioso a ser documentado.fonte de pesquisa e reflexão para professoras. flexível e adaptado ao tipo de interação que se deseja promover em cada proposta de trabalho atendendo aos objetivos listados no planejamento de cada bimestre tanto relacionado a formação pessoal e social como ao conhecimento de mundo.memória e avaliação. . suas roupas.Outras escolhas da professora.interações. . . . quando os pequenos aprendem a guardar seus pertences como a mochila. onde crianças. limpar a mesa. famílias e professoras significam a realidade. DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA O que é documentação pedagógica na Educação Infantil? . 23.A interpretação que cada professora dá a esses processos e seus registros.8. imagens e objetos que revelem: . O cuidado com o material individual e coletivo começa na Educação Infantil.A participação da família e da comunidade escolar.enxergar o que a criança é capaz de fazer sem qualquer predeterminação de expectativas ou atribuição de juízo de valor.entender o que está acontecendo no trabalho pedagógico. ou se preferir pode ser em outros ambientes da escola desde que preparadas para que todos possam se ver e dialogar. . .informar sobre o cotidiano escolar. .As aprendizagens das crianças. . . O objetivo é produzir um conjunto de textos. guardar os pincéis ou canetas no lugar adequado.suas experiências individuais e coletivas.Construir uma prática reflexiva e comunicativa.Desenvolvimento da linguagem oral e narrativa das crianças. Aprendizagens e vivências a serem observadas: . As rodas de conversa acontecem no chão. Funções da documentação pedagógica: .Não é uma representação direta da realidade. A organização para o trabalho é fundamental.

No projeto as crianças participam ativamente das etapas de planejamento. Não se pode negar às crianças a oportunidade de se 207 . cujo percurso é determinado pela interação com os conteúdos e pessoas. que sejam ricas em linguagens e instigantes do pensamento infantil é a utilização de projetos de trabalho. cujo desenvolvimento pode ocorrer em tempo variável. uma vez que não é apenas o aspecto cognitivo que está envolvido. Os projetos bem desenvolvidos levam a criança a usar sua mente e suas emoções. estabelecimento de relações. construção. o sentimento e o prazer de realizá-lo. normas e valores que devem estar previstos na definição dos objetivos. São atividades encadeadas por seu significado para a pesquisa das crianças acerca dos temas e conteúdos de seu interesse legítimo. Uma das maneiras de se operacionalizar uma proposta curricular. p.24. capacitando-as a experimentar a alegria da aprendizagem independente. exigindo do professor organização. possibilitando a articulação de várias linguagens. pois o conteúdo a ser aprendido não se restringe só a conceitos e fatos mas também procedimentos e às atitudes. em grande parte. respeitando as características de cada idade e as necessidades do grupo. Os projetos abrem espaços nos quais a curiosidade das crianças pode ser comunicada com maior espontaneidade. curiosidade. Em um projeto de trabalho cada criança é mobilizada em sua totalidade. Em seu desenvolvimento. é necessário que ele desperte a curiosidade por novos conhecimentos atrelados aos eixos de trabalho. mas a emoção. “Projetos de trabalho” é a denominação de uma prática educacional que está sendo associada a algumas propostas de reformas na escola brasileira. Tais reformas pretendem favorecer mudanças nas concepções e no modo de atuar dos professores. Permite à criança confrontar suas idéias com as das outras. avaliação e socialização do produto gerado pelo grupo. desenvolver sua autonomia. e depende. sem tempo determinado para acabar. 2005. por meio de múltiplas atividades oferecidas às crianças. Por isso. como destaca o RCNEI. há processos de criação individual e coletivo. tornando-se aventuras em que tanto crianças como professores embarcam com satisfação (Hell. espírito de investigação (pesquisa) e incorporação natural de novos dados do conteúdo novo aos conhecimentos dos conteúdos prévios do aluno sobre o tema a ser desenvolvido no projeto. através das quais a criança se expressa dizendo coisas para o mundo. tomarem iniciativas. Implica numa concepção de como se trabalhar a construção de conhecimentos a partir de pesquisa realizada coletivamente. uma etapa importante é a do levantamento das dúvidas e hipóteses sobre o que se quer saber do assunto escolhido. sensibilidade e flexibilidade para que não finde em procedimentos enfadonhos e repetitivos. Não basta que o tema do projeto seja apenas do gosto das crianças.23). oportunizando explorar diferentes materiais e situações de forma criativa e investigativa. PEDAGOGIA DE PROJETOS A Pedagogia de projetos é uma metodologia que possibilita a inclusão de crianças de qualquer idade. a todo tempo. do interesse que desperta nas crianças. investigação. visto que todo projeto possui uma dose de imprevisibilidade. propiciando oportunidades para as crianças experimentarem.

contribuindo para a formação integral das crianças. Os projetos aparecem como veículo para melhorar o ensino e como distintivo de uma escola que opta pela atualização de seus conteúdos e pela adequação às necessidades das crianças e dos diversos setores da sociedade. É um empreendimento único – não repetitivo. Pode haver mais que um projeto em curso ao mesmo tempo. a visibilidade final do produto ou a solução do problema compartilhado e investigado pelas crianças. análise de imagens. comparando-se a informação científica com os pressupostos levantados pelo grupo.tornarem curiosas e de encontrarem respostas para seus questionamentos. A realização desse trabalho exige. desde que a sua curiosidade intelectual não seja tolhida. utilizando várias fontes de informação. o seu sentido é de um compromisso constante por construir certezas compartilhadas e por discutir as incertezas que permitirão a todos compreender o conteúdo e compreender-se melhor entre pares para realizar uma tarefa. mas. em cada uma das etapas. a criança aprende alguns conteúdos. Esta é a característica principal dos projetos. Trabalhar com projetos é exercitar a compreensão de que os saberes são inesgotáveis e diferenciados. ao que sabe fazer e à imagem que vai formando de si como aprendiz. Deve. 208 . filmes. com objetivos precisos. com início e fim determinados. de hipóteses que se quer testar ou de um produto final que se quer obter. Elas se perceberão como aprendizes de sucesso e irão considerar a escola como um lugar onde poderão aprender algo interessante. também. pelo qual se compreendam as estruturas internas de um conteúdo e que se dá através de atividades que trabalham com conhecimentos específicos construídos a partir de um dos eixos de trabalho que se organiza ao redor de um problema que se quer resolver. O projeto é uma intervenção pedagógica. sentindo-se motivadas a acompanhar cada etapa. As várias etapas de seu desenvolvimento possibilitam que as crianças estabeleçam múltiplas relações de conhecimento sobre o assunto. visita a locais. ao longo de todo o projeto. pelas mais diversas linguagens da realidade do universo infantil. O projeto avança à medida que as indagações são respondidas. escolhas e tomada de decisões coletivas a partir da avaliação das possibilidades reais e das limitações. etc. entrevistas com diferentes pessoas. formalmente organizado. Por ser um processo de elaboração coletiva (criança e professor). Nesse processo. como aponta o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI). de interesse para os que o realizam . O trabalho não se torna atomizado e não se limita ao que a criança sabe. sistematicamente. aprende a aprender e aprende que pode aprender. O registro dos conhecimentos vai sendo construído pelas crianças. que objetiva promover avanços dentro do processo ensinar a ensinar. tais como: livros. proporcionar atividades significativas para a apropriação do conhecimento de modo natural e prazeroso. O projeto é uma possibilidade de se estruturar o trabalho pedagógico. pré – estabelecidos.

e possibilitar o desenvolvimento da autonomia da criança. “o melhor caminho para ensinar alguém a pensar é mediante a investigação. está presente na maneira de encarar algumas das situações produzidas na escola. nunca desenvolvem apenas um tipo de conteúdo.Os projetos. Trata-se de um olhar que. o como. pois eles devem possibilitar uma melhor forma de trabalhar os velhos conteúdos de maneira mais atraente e interessante. procedimentais e atitudinais. dançar.). as atitudes a serem apreendidas. No desenvolvimento de projetos. levando-se em conta as mudanças sociais e culturais que acontecem em cada época. o que mais tem se evidenciado são as transformações no universo da socialização. social. etc.. etc. Não existem projetos desligados da ação. também. mas também o que têm de saber para compreender a si mesmos. afetiva. observando o contexto social de que procedem os estudantes e as vias que podem tomar na busca de significados” para interpretar e compreender a realidade. Ao contrário. auxiliando na disponibilização de recursos materiais e humanos necessários à realização das atividades e. culminando com a apresentação em que se expõem as descobertas. pintar. O professor atua como mediador e facilitador. sempre envolvem os conteúdos conceituais. ficando atento ao processo motivacional. Seguindo-se a etapa de execução / realização. desenhar. representar. onde se coloca em prática aquilo que foi planejado. mostram a ampliação da bagagem informativa e o substancial aumento do repertório cultural por parte das crianças. um interesse em projetar. na motora. há que se observar algumas etapas como definição do tema e seleção dos conteúdos. os dinossauros. e isso ocorre no planejamento. as possibilidades de atividades lúdicas e de auto-expressão que os temas oferecem. uma vontade de conhecer mais e investigar sobre um tema e/ou assunto. ecologia. cantar. dos alunos que seguem a educação obrigatória (desde a escola infantil à secundária) e que afetam não só o que “têm que saber” para compreender o mundo. A investigação na ação é uma estratégia que permite melhorar o conhecimento das situações-problema e introduzir decisões para as mudanças da prática. estimulando experiências e vivências. sua relação natural com as novas tecnologias e outras transformações. daí a necessidade de observar-se os interesses sobre determinados assuntos. mesmo que não explicitem. hipóteses. o quando e com quê. Ainda existe a etapa onde se provoca a melhoria da qualidade da aprendizagem dos projetos. De acordo com Kincheloe (1993). O caráter global do desenvolvimento infantil requer que as atividades propostas sejam integradas de forma natural. entrevistar. por mais específicos que sejam. acima das modas e releituras. também. sobretudo fora da escola. o porquê. onde se define o quê. emocional. os conceitos a serem descobertos. Mas o conceito de projetos não deve estar limitado à mera junção de atividades programadas. A finalidade é “recriar” o papel da escola. através da interação nos atos de criar. Nos últimos vinte anos. 209 . criações e conclusões. mas. construir. O interesse por temas que ultrapassam âmbitos disciplinares (as olimpíadas. etc. O projeto ainda pode propiciar diferentes mecanismos de trabalhar o processo de aprendizagem não só na área cognitiva. modelar. pois um projeto é sempre antecedido de uma necessidade.

o desejo e o interesse das crianças pelo assunto estudado etc. o levantamento dos conhecimentos prévios das crianças sobre o assunto a ser estudado e. que embase a sua prática educativa. ele propicia a noção de educação para a compreensão (Elliot.Transformar em conhecimentos públicos essa indagação. pois a criança aprende de forma significativa e contextualizada. de modo que os mesmos tenham clareza de qual será o percurso para chegar-se ao produto final e sintamse motivados a participar intensamente do trabalho. Eles terminam quando sua questão central é solucionada. O trabalho com projetos vislumbra um aprender diferente. prévios do aluno. debates. posteriormente. prosseguindo com o levantamento dos anseios e questionamentos dos alunos. conforme o seu objetivo. 210 . É fundamental que o professor faça. No caso dos menores muitas vezes as famílias são convidadas a participarem das atividades que envolvem as crianças. suas dúvidas etc. Há normalmente atividades culminantes como exposições. inicialmente. deve propor desafios que questionem tais conhecimentos.. visitas a museus. Um projeto pode ter média ou longa duração. O trabalho com projetos é amplo e norteia todo o âmbito da Educação Infantil. de forma lúdica e prazerosa. a socialização dos mesmos. bem como pesquisas sobre o assunto. um projeto. compartilhá-la com outros membros do conjunto da escola e da comunidade – mediante murais. onde procura-se estudar e pesquisar com as crianças.. encontros com algum especialista. Essa educação organiza-se a partir de dois eixos que se relacionam: aquilo que as crianças aprendem e a vinculação que esse processo de aprendizagem e a experiência da escola têm com suas vidas.” (Adriana Klisys) Ao planejar a realização de um projeto o professor deve ter claro qual o objetivo a ser alcançado. “A atuação do professor. e o interesse caminha para outro foco. além de levar em conta os conhecimentos. A proposta que inspira o trabalho com projetos favorece a criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares. intercâmbios e/ou publicações – pode configurar um primeiro eixo inspirador dos projetos. além de ter o propósito de ensinar. 1985). Suas diferentes etapas devem ser planejadas e negociadas com as crianças. onde a criança possa confrontar suas hipóteses espontâneas com hipóteses científicas. pois. trabalhos de artes. o que quer realmente que as crianças aprendam. conferências. O conhecimento é visto sob uma perspectiva construtivista. respeitando as características internas das áreas de conhecimento envolvidas no trabalho. Para tanto. ou seja. É necessário que o professor esteja atento. É por meio dele que se pode ensinar melhor. de maneira a apropriar-se gradativamente destes. será necessário um planejamento prévio. painéis. da produção do produto final ou do fechamento do projeto. a qual objetiva a compreensão das estruturas internas de um conteúdo que intencionalmente se quer ensinar às crianças. o desenrolar das várias etapas. quer dizer. precisa ter um sentido imediato para a criança e seu objetivo compartilhado com as crianças e nos caso dos menores num envolvimento com a família.

mas prioritariamente o estímulo à aprendizagem.O projeto de trabalho com crianças tão pequenas e que ainda não falam exige observação e escuta sensíveis. Documentação O papel da documentação constante é fundamental para guiar o trabalho. brincadeiras ou contato com novos materiais). fotos com legendas. com atividades que sejam de interesse geral (histórias. fitas gravadas. portanto. O planejamento inicial conta. Proporcionar o contato com a cultura. Não se determina. O educador atua também na organização da rotina e do espaço físico. sempre tão coletiva. mas de cada criança em particular. entendida como a construção de significados e conhecimentos de mundo. desafiador. exposições. também. tudo isso se enquadra nos objetivos de um projeto de trabalho. avaliações das atividades propostas. Alguns interesses são comuns entre crianças na mesma faixas etária. de alguma maneira. contemplar a esfera da socialização. onde serão tratadas as questões que trazem. É preciso antes de tudo construir um vínculo. visitas a museus ou encontro com especialistas. obras de arte. Durante a realização destas atividades o educador avalia e busca o interesse genuíno do grupo para a construção conjunta da próxima atividade e do projeto de trabalho em si. são entendidas como momentos necessários para que a experiência que determinado estudo concretiza seja completa. podendo incluir relatos escritos. É importante que todo o possível seja feito junto com elas. e compartilhá-la e construí-la com as crianças. O registro dos conhecimentos que vão sendo construídos pelas crianças deve permear todo o trabalho. criar um ambiente favorável à exploração de diversos materiais a fim de enriquecer as brincadeiras. em busca de dicas que conduzam as atividades e o projeto. O objetivo do projeto de trabalho no Berçário não é um debate formal sobre os temas e tópicos de interesse das crianças. um produto final a priori. lembrando que eles entendem muito mais do que podem produzir oralmente. pois. etc. Passam a entender que há um espaço na rotina. no qual seja valorizada a expressão de cada um. o adulto passa a ser menos solicitado para apartar disputas. 211 . No caso dos menores percebe-se claramente que estarem envolvidos em atividades significativas diminui a ansiedade e propicia a autonomia. Na Creche hoje o registro dos projetos trabalhados com as crianças são organizados em Portfólios (pasta contendo todo o processo trabalhado e avaliado do projeto). estimular a oralidade e as diversas outras linguagens (artes visuais. músicas. produção das crianças. A partir dessas observações é que o educador vai planejar e recriar o seu planejamento. para se apropriarem verdadeiramente do trabalho. não apenas do grupo coletivamente. Atividades culminantes como produção de livros. O papel do educador é o de observar o movimento do grupo e registrar os interesses. música. um ambiente estimulante. em um projeto desta natureza. movimento). e com materiais adequados influencia de forma positiva a socialização do grupo e a apropriação da cultura. e que o trabalho com crianças de 0 a 2 anos deve contemplar sempre o cuidar como parte do educar. desenhos etc.

O projeto. ensinar a emprestar brinquedos trazidos de casa. pois as atividades seguem o nexo do grupo e cada grupo é diferente do outro. 212 . músicas. O espaço deve dar-lhes autonomia. Dialogar com crianças que ainda não falam é fundamental: eles entendem muito mais do que podem produzir oralmente. nunca é igual. melodias. que executem com facilidade articulações entre todas as áreas do conhecimento tendo assim. de se esconder. ritmos. apreciar produções de artes com todos "olha só como ela/ele fez. O legal é assim construir um com eles um vínculo onde seja valorizada a expressão de cada um. mesmo que uma delas seja a proposta principal do ponto de vista do estudo e da observação para o projeto. alguns interesses em comum. O que se pretende com o trabalho pedagógico. entretanto. uma compreensão significativa de seu universo. Para tanto. Gostam de ouvir variados sons. ensinar a guardar brinquedos junto com todo mundo. como em toda faixa etária. tinta. A concentração deles é intensa e não duradoura. na perspectiva dos projetos de trabalho. além das atividades do Projeto. de explorar movimento. por isso é necessário sempre ter três ou mais atividades em curso simultaneamente. areia.Sobre as crianças bem pequenas Crianças de zero a dois anos têm. o que usou” etc. de histórias bem contadas etc. ter tudo ao seu alcance. vale nomear emoções. O encadeamento das atividades e sua seqüência são determinados por esse nexo. apesar de dever englobar tudo isso. por isso deve ser seguramente planejado e replanejado. é construir mentes mais ágeis.

É essa articulação. A prática de avaliação na Educação Infantil é de natureza diversa da avaliação no ensino fundamental. a escrita é. Porém. É preciso aprender a olhar e a escutar cuidadosamente as crianças. estabelece. sancionada em dezembro de 1996. refletir. Ao observar a aquisição e a construção do conhecimento nas diversas áreas. a avaliação far-se-á mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento. compreender e acompanhar as aprendizagens das crianças. objetivos. É preciso saber como ela assimila os novos conhecimentos. certamente. se constitui em uma série de estratégias que visam observar. percebe-se que a criança possui uma articulação mental.. Pode-se utilizar métodos diferentes. referente à Educação Infantil. formas de expressão. Aprender a observar é saber que ao olharmos temos hipóteses. mesmo para o acesso ao ensino fundamental”. pelos quais se registram observações feitas. Isso significa buscar recursos que possam auxiliar a verificação de como está a criança em suas múltiplas formas de ser. documentar. como responde aos estímulos e como acontece o processo maturacional e social dessa criança. colaborando com as crianças em suas vivências e descobertas acerca de si mesmo através de um processo no qual se encontram indissociáveis o educar. etc. cognitiva e afetiva única. segundo Valiati & Cairuga (2004). juntamente com as interações sociais 213 . do professor que a conduzirá pela vida escolar. que: “. antes mesmo de fazermos a observação. adotada pelo professor e fundamentada na teoria sociointeracionista de Vygotsky. as observações e as impressões diárias em muito contribuirão para o planejamento educativo.. AVALIAÇÃO A Lei de Diretrizes e Bases da Educação. o mais comum e o mais acessível. apreciando as suas capacidades e utilizando estratégias que ampliem o seu potencial na resolução de problemas. na Seção II. Esse processo favorece a ampliação do entendimento acerca da realidade infantil e permite ao professor construir novas experiências de crescimento para as crianças. cuidar e o brincar. contraria os comportamentos padronizados e descritos em fichas de avaliação burocráticas. Isso. construção de conhecimentos. analisando a dinâmica biopsicossocial da infância. conhecimento prévio sobre seu desenvolvimento e características singulares .25. Avaliar a criança pequena requer. acompanhando o que ela já conhece e já sabe. na qual a mediação constitui-se em intervenção pedagógica desafiadora do potencial de cada criança. possibilitando a reorientação e qualificação da prática pedagógica. A avaliação. O registro. importa uma postura avaliativa mediadora. Ao professor importa buscar estratégias de acompanhamento da própria mediação ante o desenvolvimento infantil. pois. interpretar. artigo 31. sem o objetivo de promoção. através das diversas áreas de conhecimento e atividades realizadas em momentos e espaços diversos. Para tanto.

Hoffman). por isso cabe a ele investigar a adequação dos conteúdos escolhidos. a avaliação é um processo de reflexão em relação à aprendizagem da criança. interações e processos vivenciados em relação ao grupo. a avaliação é tarefa permanente do educador e instrumento indispensável à constituição da prática educacional pedagógica verdadeiramente comprometida com o desenvolvimento integral da criança. Nesse contexto de avaliação formativa deve-se atentar para o fato de que essa criança está em processo de intenso aprender e interagir. Por tudo isso. Na construção de conhecimentos significativos. A comunicação formal da avaliação da criança (seu desenvolvimento integral) para os pais acontece no final de cada semestre através de reuniões individuais entre pais e professores. Portanto. ela deve ser contínua. as propostas lançadas. uma auto-avaliação coletiva na creche. há que se atentar para o fato de que objetivos e avanços no processo de aprendizagem acontecem e se manifestam em diferentes tempos e formas distintas para cada criança. Os pais. que poderão contribuir qualitativamente para o processo de aprendizagem das crianças e professores. Portanto. como os avanços. constitui um valioso recurso para diagnosticar e acompanhar o desenvolvimento da área cognitiva. a análise deve ser individual e gradativa.– realizadas principalmente na creche – transformadas em conhecimentos. seus objetivos e as ações desenvolvidas pela creche. conseqüentemente. contendo observações sobre as crianças. Daí a necessidade da estruturação das formas de registro. esse professor pode fazer uma análise crítica do seu trabalho didático-pedagógico e. “Quando o professor relata por escrito. Para o professor. Por meio de observações e registros diários é que o professor elaborará avaliações significativas e contextualizadas. afetiva e psicomotora da criança. as conquistas ou eventuais dificuldades. levando em consideração todos os processos vivenciados pelas crianças. tem a oportunidade de distanciar-se de si mesmo para fazer uma análise mais profunda de todas as variáveis que permeiam uma situação” (J. o tempo. a fim de buscar intervenções pedagógicas que respeitem à heterogeneidade do grupo. o ritmo do trabalho. 214 . Portanto. Na perspectiva histórico-cultural. cada criança tem seu tempo e faz sua própria leitura dos objetos. no sentido de verificar a aquisição de conhecimentos pelas crianças no processo de aprendizagem e seus objetivos propostos. não se deve fazer registros que venham denegrir ou rotular essa criança. a fim de redimensionar e redirecionar práticas pedagógicas. sistematizador de sua própria ação e do processo vivido pelo seu grupo. sob pena de prejudicar sua vida escolar futura. têm o direito e o dever de acompanhar todo o desenvolvimento da aprendizagem de seus filhos. a fim de compreender todo o processo educativo. tida como processo contínuo. suas relações. onde é atribuído ao professor importante papel de mediador. A avaliação. prevalecem as possibilidades de aprendizagem garantidas pelas abordagens interacionais. e não somente feita no final de um trabalho. que serão alvo de observação e análise. Aquisição de conhecimentos não acontece de forma linear. Assim.

pois é no entrecruzamento avaliativo. diversidade das atividades e os conhecimentos adquiridos pelas crianças. suas relações. em seu processo de aprender. pensam e observam e do que ainda lhes é difícil de entender. uma proposta de avaliação como processo auxiliar na construção da criança. que lhe possibilita recuperar a história do que foi vivido. mas de toda a comunidade escolar. devendo contar com a participação ativa das crianças 215 . coletivamente. O registro é o acervo de conhecimento do professor. avaliação de professores. da participação dos pais ou responsáveis. bem como suas características individuais. também deve ser planejada para que o professor possa perceber manifestações importantes das crianças. e) as experiências que a criança traz consigo. b) um professor curioso e investigador do mundo da criança. que se pode buscar. como forma de avaliação. sugere. apoie e favoreça novos desafios. ou seja. não deve ser composto unicamente da avaliação em relação ao aluno. assim como conhecer mais sobre os interesses que possuem. Portanto. servindo. 1996. que proporcione o repensar do professor sobre o seu fazer pedagógico. auxiliando as reflexões sobre sua prática pedagógica desenvolvida e possibilitando novas perspectivas e tomadas de decisão sobre a mesma. rico em materiais e situações a serem vividas. em seu processo de ensinar. soluções para a melhoria da qualidade do trinômio educar-cuidar-brincar. pois. e proporcionando-lhe um ambiente interativo.53) O processo de avaliação escolar. da escola. através do registro. pode-se conhecer mais acerca do que as crianças sabem fazer. conforme Vasconcellos (1998). há a possibilidade de proceder a uma a ação pedagógica desenvolvida junto ao grupo de crianças. dos diferentes segmentos da comunidade escolar. O importante na concretização curricular é que o planejamento seja produzido numa relação dinâmica entre a teoria e a prática. A observação. e sobre o professor. evitando que ele perca de vista as especificidades de cada criança e todas as suas manifestações significativas. O registro é entendido como fonte de informação valiosa sobre as crianças. que acompanhe. de suas diferenças culturais e de desenvolvimento. Um relatório de acompanhamento da criança. O trabalho de reflexão do professor se faz pela observação e pelo registro. respeitando sua própria identidade sociocultural de aprendizagem.Concebe-se autonomia da reflexão sobre sua interação cotidiano. e processos vivenciados em relação ao grupo e às situações vividas no Para ser considerada uma avaliação mediadora precisa ser levado em consideração: a) a diversidade de interesses e possibilidades de exploração do mundo pela criança. etc. promovendo redimensionamentos no contexto educacional. aponta possibilidades da ação educativa para pais. d) a flexibilidade do planejamento. é imprescindível que todos possam se ouvir. professores e para a própria criança (Hoffman. tanto quanto lhe possibilita avaliá-la propondo novos encaminhamentos e também servindo de precaução à falha de memória. registro e reflexão acerca da ação e do pensamento da criança. Por meio dela. que aja como mediador. c) o processo avaliativo permanente de observação. a partir dos objetivos que pretende alcançar por meio deles. ao mesmo tempo que refaz e registra a história do seu processo dinâmico de construção de conhecimento. A prática de observar as crianças indica caminhos para selecionar conteúdos e propor desafios. encaminha. uma vez que corresponde a uma etapa essencial do processo pedagógico. p.

portanto. Cabe. considerando a observação da participação. sociocultural e lingüístico. etc. seus parceiros mais constantes. nem organizado de forma mecânica ou burocrática. psico-afetivo.. com outras professoras da escola e com os pais. revelam vidas. É algo vivo.. fala da criança que chamou a atenção. Assim sendo. motivá-las a emitir opiniões baseadas em experiências anteriores. biofísico. O que não podemos esquecer: que um portfólio não deve ser visto como uma caixa onde se guardam coisas que não se usa mais. bem como. Evita-se. onde cada criança tem sua pasta ou caderno individual. que são organizados através de: registros das atividades. conceber a criança em sentido abstrato. como se expressa. cabe ao professor criar estratégias para incentivar as crianças a expressarem os seus interesses acerca dos conteúdos que querem conhecer e das atividades que desejam desenvolver. São como álbuns de fotografias. em considerá-la como alguém real que requer atenção para as suas necessidades específicas. processual (de forma participativa e individualmente) e final. E no final de cada bimestre é feito uma avaliação sobre os conhecimentos adquiridos em relação ao Projeto Conhecer e as situações ocorridas sobre a criança mas que não foram trabalhadas diretamente. o modo como ela resolve seus impasses. pinturas. a forma como a criança toma parte das atividades cotidianas. Salienta Oliveira (2005) que a avaliação educacional de crianças pequenas requer do professor um olhar sensível e permanente em todas as atividades do contexto escolar. como aprender a engatinhar. dinâmico. um comportamento que merece destaque. E a avaliação deve ser diagnóstica. algumas atividades das crianças para depois perceber as diferenças entre seus desenhos. ajudando-as a fundamentar os seus argumentos. nas Creches a avaliação é feita em forma de portfólios.na tomada de decisões conjuntas. que se consulta sempre. a andar. envolvimento e desempenho da criança. pois é muito importante para mostrar a evolução do desenvolvimento da criança. idealizado ou em um vir a ser. E estes devem ser compartilhados entre as crianças da sala. Hoje. A partir das observações haverá registros cotidianos do processo do desenvolvimento da criança e um relatório final sob os diferentes aspectos: cognitivo. também. Não esquecendo de que em todos os registros deve aparecer datas. contam histórias. ficha informativa da criança. respeito ao seu modo de ser e estar no mundo e com ele relacionar-se. O olhar sensível à criança implica em uma disponibilidade para com o mundo infantil. de análise e de avaliação contínua. que é objeto de reflexão. uma pergunta curiosa feita pela criança. Na Educação Infantil é imprescindível pensar sobre o que está sendo tomado como objeto de análise para o planejamento das situações de ensino-aprendizagem e como tais atividades estão sendo propostas e mediadas pelo professor. 216 . fotografias.

Convidados especialistas são chamados para tratar de temas como sexualidade.26. questões para levantar conhecimentos prévios. RELAÇÃO FAMÍLIA E CRECHE A participação da família A convergência entre os valores da escola e os da família é essencial. Neste caderno ou pasta também são mandados textos informativos a respeito de algo que diz respeito a fase que a criança se encontra como: mordidas. diretamente com a direção. seja em relação às suas atitudes ou possibilidades de aprendizagem.. 217 . como as possibilidades cognitivas. ética. E na Reunião Individual com a educadora de seu filho. especialmente para as questões funcionais do dia-a-dia. uma situação engraçada. com debates sobre temas polêmicos e necessários para a formação das crianças. etc. Além desses encontros. etc. afetivas e sociais da faixa etária em que se encontram. Acolhimento das famílias e das crianças na instituição. violência e outros. Acolhimento das diferentes culturas. uma foto da criança realizando alguma atividade. a importância da amamentação. limites. etc. Inclusão do conhecimento familiar no trabalho educativo. Anualmente. Ex: a criança está aprendendo uma música ou uma parlenda. podem ter informações mais específicas. a comunicação casa/escola também se dá por telefone ou caderno de recados. por isso a participação dos pais acontece sempre e em diferentes instâncias. Acolhimento de famílias com necessidades especiais. A educadora registra fatos individuais da criança como: uma fala que surpreendeu. sexualidade. meios mais ágeis. que mantém a relação entre família e escola. Respeito aos vários tipos de estruturas familiares. Este caderno ou pasta é mandado para casa num tempo determinado na Escola entre diretora e educadoras. Hoje nas creches também é feito pela educadora um caderno ou pasta individual (cada criança tem o seu). e entram em contato com a proposta pedagógica das diferentes áreas ou mesmo dos valores éticos com os quais se trabalha. É um material que tem como objetivo principal estreitar esta relação. Estabelecimento de canais de comunicação. Receitas de chá para crianças que se encontra gripada. valores e crenças. elas são mandadas para casa neste caderno ou pasta para ser lida ou cantada com os pais e depois isto é registrado. Nas Reuniões de Pais de fechamento de semestre eles são informados sobre os diversos aspectos da aprendizagem das crianças. controle de esfíncteres. poderá ocorrer algumas palestras para os pais. E também é questões. entrevistas a respeito do trabalho que está sendo desenvolvido para ser respondido pelos pais. como ajudar a criança a superar algo.

para que se desenvolvam esses princípios. solidariedade. hora do lanche – repartir. a chuva etc. socialização. O objetivo é que as crianças se tornem envolvidas com questões morais. culturas. recria. observação dos fenômenos naturais – a beleza de um dia de sol. de valores e atitudes.. brincadeiras e jogos coletivos ou individuais (respeito ao outro. Deseja-se que elas reconheçam a injustiça quando a vêem. ser solidário etc. orientações para não machucar os outros. ser social.. atitudes. religião devem ser abordadas com naturalidade. da investigação e da experimentação a criança descobre o caminho para conviver na liberdade. o desafio é oferecer condições para que a criança aprenda a conviver com sua própria cultura. Na Educação Infantil. existem vários momentos que podem ser explorados e trabalhados tais como: • • • • • • higiene pessoal . Deseja-se salientar que até mesmo com pouca idade. o encantamento. a admiração e o desabrochar da espiritualidade. bem como desenvolvendo sua consciência crítica acerca da formação da cidadania. Nestes primeiros anos de vida os sentimentos e a personalidade assentam suas bases e se solidificam. Por meio do diálogo.. das primeiras relações escolares. ÉTICA. aprende. formação de hábitos. A escola tem então o importante papel de inserir a criança em um contexto de mundo que é diversificado em valores. questões como valores. que ocorrem a socialização. cidadania. religiões e idéias. tais como respeito pela propriedade.conhecimento e valorização de seu corpo. cresce.27. participação etc. O êxito neste trabalho será avaliado nas ações das crianças com seus colegas. eventos festivos e comemorações-integração das famílias. 218 . ensina. democracia. É nesta fase da Educação Infantil. beleza da criança. valorizando e respeitando as demais. respeito ao próximo. valorização da comunidade e sua cultura etc. partindo sempre da realidade concreta da criança. VALORES E ATITUDES A criança. da brincadeira. com autonomia e responsabilidade. passeios para observar a natureza e a paisagens – criação de Deus. está em constante relação com o mundo e nele ela nasce. De forma transversal e interdisciplinar. que prefiram o justo ao injusto. as crianças podem aprender questões morais. da dignidade. seus trabalhos ou seja na interação e socialização que mantém dentro da escola. ética. conhecimento de limites e regras. auto-estima. proteção e preservação da natureza e da vida etc. moralidade. do jogo. diversidade cultural etc. Por meio da reflexão. descobre. limites. convive e multiplica. do canto vão se estabelecendo as relações de amizade.

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Virgínia Gastaldi Perassolo) -Banho: que delícia (tirado do livro: Os fazeres na Educação Infantil) -Bolinhas de sabão (tirado do livro: Os fazeres na Educação Infantil) -Formação do educador (de Rosana aparecida Dutoid) -Projeto pedagógico (TV escola MEC) -O que é um projeto pedagógico (TV escola MEC) -Alimentação infantil (Sandra Sampaio .nutricionista) 225 .29. ferreira) -Resolução de problemas de matemática na educação infantil (Kátia Stocco Smole) -A criança nos três -Etapas de desenvolvimento (Revista do professor-jan/mar 1994) -A construção do conhecimento na educação infantil de período integral (tirado do livro:rotina e projeto educacional/Clice Capelossi Haddad e M. RELAÇÃO DOS LIVROS. APOSTILAS E TEXTOS USADOS NA FORMAÇÃO DE 2001 A 2008 PELA ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Ano: 2001 LIVROS -Brinquedo e infância (Santa Marli Pires dos Santos) -Referenciais Curriculares Nacionais TEXTOS -Os primeiros dias da criança pequena na creche (Irene Franciscato) -A psicologia do desenvolvimento (Jean Piaget) -Quando a criança começa a freqüentar a creche ou a pré escola (Maria Clotilde R.

Q. Patton) -Relatórios de grupo (Centro de convivência infantil Instituto Adolfo Lutz) 226 . 94) -Cuidados compartilhados Um planejamento para acolher os pais (Revista avisalá – nº 5) -10 motivos para ser professor (Roberta Bencini) -Avaliação A avaliação surge para fazer acontecer a própria qualidade da educação (M. 96) -Entrada na escola Procedimentos que facilitam a adaptação (Revista do professor-abr/jun.-Eu estou com medo (Cristina de Mattos Manier) -Autonomia-Processo requer relação de respeito e afeto (Revista do professor-out/dez. 92) -Por que é preciso dizer não (Revista Veja-junho/99) -Fichas sobre desenvolvimento de 0 a 5 anos (Revista Veja – Edição Especial) -Vamos avaliar (Silvia Maria Graciosa Botelho) Ano:2002 LIVROS -O diálogo entre a teoria e a aprendizagem (Telma Weisz) -Referenciais Curriculares Nacionais TEXTOS -Um tremendo professor ou um professor tremendo (Celso Antunes) -Aula de educação Infantil (Celso Antunes) -Adaptação na escola Cuidados fundamentais com a criança nos primeiros dias de aula (Revista do professor – jan/mar.

-Avaliação (Hoffmann Freire) -O que observar num relatório individual da criança (Marisa L. Finardi) -O primeiro dia da professora (Revista Avisalá-nº 5) -Como saber o que as crianças sabem sobre a escrita (Revista Avisalá-nº 1) -Descobrindo o que a criança sabe na atividade inicial (Revista avisalá-nº2) -Análise do registro individual diário das atividades realizadas com as crianças (tirado do livro: Era assim../Regina Scarpa) -Por um espaço de qualidade (Ana Paula Yasbek) 227 . princípios e estratégias do projeto de formação (Capítulo II do Livro:era assim.. agora não. agora não-Regina Scarpa) -Diário de campo (Revista Avisalá – nº 1) -A importancia de saber como os docentes aprendem (Fernando Hernandez) -O ofício de ensinar (Fanny Abramovich) -Planejar é preciso (Maria Antunes de Barros) -Para que planejar (Delia Lerner) -Planejar O caminho para a boa aula (Revista nova escola-nº126) -O resgate social da criança na pré escola (Maria Helena Novaes Mira) -Rotina e projeto educacional (Clice Capelossi Haddad) -Rotina: equilíbrio entre os momentos de atividades livres e dirigidas (Rosana Aparecida Dutoid) -Concepção.

-O jogo como recurso privilegiado de desenvolvimento da criança pequena (Adriana Friedmann) -Os ambientes de aprendizagem como recursos pedagógicos (Zilma Ramos de Oliveira) -Por que trabalho diversificado? (Revista criança) -Tipologia dos conteúdos (Antoni Zabala) Ano:2003 LIVROS -Continuação do livro: O diálogo entre o ensino e a aprendizagem -Referenciais Curriculares Nacionais APOSTILA -Coletânea de relatos do 1º e 2º semestre – desempenho de grupo – material que é feito para apresentar para os pais em fechamento de semestre TEXTOS -Pressupostos para uma educação transformadora com crianças de 0 a 6 anos (Leni Vieira Dornelles) -Registro (Madalena Freire) -Registro reflexivo da prática pedagógica: uma possibilidade para a autoria de conhecimento/Revista criança-nº36 (Aricélia Ribeiro do Nascimento) -Avaliação (Parâmetros Curriculares Nacionais) -Planejar é preciso (tirado do livro: Política de creche) -Medidas preventivas que minimizam a disseminação de doenças/quando e como lavar as mãos (Folhetim informativo – criança é vida – A água é a base da higiene) -Uma mão lava a outra.Jeitos de cuidar/Revista avisalá (Damaris Maranhão) -A observação sistemática no cotidiano da pré escola/Revista Criança (Maria de Fátima Guerra de Souza) 228 .

.Poesias.comer. Signoreti e outras) -Da casa para a escola: uma transição importante para a criança e sua família/Revista criança-novembro 2002 (Alia Barros) -Folheto informativo da creche carochinha-adaptação -Literatura para bebês/Revista Pátio.. Luciana Hubner) -Trabalhando linguagem oral com crianças de três anos (Daniela Panutti e Maria Virgínia Gastaldi) -Ativando a leitura na sala de aula (MEC) -Conhecendo a criança Revista avisalá..nº 21 (Letícia Lima Mont’Alvão e Simone Maria de Souza) (Sílvia Carvalho e Regina Scarpa) -Despertando no aluno o gosto pela leitura Requisitos básicos para a escolha do livro Revista do professor -jul a set.é o melhor para poder crescer.-Educação e cuidado Dimensões afetiva e biológica constituem o binômio de atendimento/Revista do professor/out-dez/2002 (Adriana Elizabeth R. Dona Maria Chicória (do livro:Os Fazeres da Educação Infantil) 229 ..comer.comer.Abr/2003 (Ana Araújo e Silva) -Dicas para a preparação da narrativa das histórias -Propostas para a atuação em sala de aula.Fev.. S... ”O prazer na literatura infantil” Revista criança. de 03 (Maria Angélica do Carmo Zanotto) -Comer. relativas à leitura em voz alta (tirados dos livros: 1-Aprender a ler e a escrever/Ana Teberosky e Teresa Colomer 2-Literatura Infantil/Maria Antonieta Antunes Cunha 3-Curso:leitura e escrita entre 3 a 6 anos/Teca Antunes -Ler o mundo com olhos de criança. nº 4 -Histórias... -Bem vinda. de 89 (Ester Malamut) -Recontar histórias Atividade é importante para a formação das crianças pré-escolares Revista do professor -abr a jun..

CEDAC) -Alimentação: modelo de alimentação saudável para crianças de 6 a 12 meses e de 1 a 6 anos (do artigo: Vencendo a Desnutrição do Centro de recuperação e educação Nutricional) -Higiene e procedimentos para higiene da entidade -Simulação de uma carta de uma professora “Nina” para uma revista pedindo informações sobre o trabalho de alimentação na creche -Simulação de uma carta da professora Sara para Nina. saber planejar José Cerchi Fusari • Planejamento. de Gilda Rizzo/cap.currículo. contendo um texto sobre o Refeitório: *Local onde se come e aprende *aonde podemos chegar *a quem recorrer *quais ações desenvolver: um refeitório completo e agradável crianças com autonomia para se servirem e escolherem seu alimento refeitório:espaço de convívio cozinheiras que ensinam -Referências de projetos do centro de estudos da Escola da Vila (Dinossauros/Semana literária) -Planejamento (pressupostos pedagógicos/princípios educativos/objetivos gerais) Ano: 2004 TEXTOS -Periodo de adaptação a creche (Tirado do livro:Creche-organização.. 6) -Planejamento: considerações sobre o planejamento (Gisela Wajskop/anete Abramowicz) -O planejamento escolar: revendo práticas e concepções -Planejamento: tirado da seguinte bibliografia: • Ensinar bem é.montagem e funcionamento..-Mistérios revelados (alimentação) (Tadeu Fernando Fernandes) -Alimentar a criança: o desafio do dia-a-dia/perguntas e respostas (Alba de Andrade Falcão e outras) -A Re-feição (tirado do livro do diretor.respondendo sobre seus questionamentos. um ato coletivo Denise Pellegrini • Por dentro do universo mirim 230 .

nº 5.nº 5 • O valor de uma brincadeira Revista Nova escola. espaços e pessoas Livro do diretor-CEDAC • Creches:Crianças. Rego Parte II Tirado da seguinte bibliografia: • Escolas.nº 3 Lino de Macedo • Escola. aniversário e alimentação (Tirado da revista Batata quente.1999/Creche Carochinha) -Vamos pra caminha (Folhetim informativo.Organização detalhada dos materiais e propostas de atividades diversificadas facilitam a formação das crianças menores Regina Scarpa Regina Zenti -Hora de re(planejar) Revista Nova escola. nº 14. nº 29) -Sono e repouso (tirado do livro: Saúde da criança/UFMG – Alysson Carvalho e outros) (tirado do volume II do RCNEI/Formação pessoa e social-MEC) -Sono. Série carochinha) -Espaços externos Parte I Tirado da seguinte bibliografia • O papel do brincar na cultura contemporânea Revista Pátio. espaços e pessoas Livro do diretor – CEDAC Idéias e práticas para aprimorar a escola • Brincar é coisa séria Teresa Cristina R.especial educação infantil/outubro de 2002 231 ..Agosto de 2001 (Luciana Zenti) -Uma primeira conversa: uma proposta de matemática para a Educação Infantil -Resolução de problemas de matemática na educação Infantil -Propostas de resolução de problemas (textos de Kátia Stocco Smole e outras) -Nana. faz de conta e cia Zilma de Moraes Oliveira e outros • Dicas para planejar o parque Revista avisalá. neném.zzzzzzz (tirado do livro: Os fazeres na educação infantil/Editora cortez-Maria Clotilde Rossette Ferreira e outros) -A hora do sono (Tirado da revista criança..

Finardi) -Simulação de uma carta por uma professora chamada Ziza a um quadro da revista chamado Pede sugestões com questionamentos sobre o momento do banho (Marisa L..nº 6 Parte III • Que brinquedo escolher? Revista Pátio. faz de conta e cia Zilma de Moraes Oliveira e outros -O banho – Parte II Tirado da seguinte bibliografia: • Bolinhas de sabão.nº 18 Tânia Ramos Fortuna • -Veja como o lúdico muda com a idade da criança -Saiba qual é a origem de brinquedos clássicos (artigos da Folha de São Paulo .Brinquedos-recursos com que o professor pode contar Artigo de Vera Aiub Lázaro • Sobe.o banho das crianças na creche (Folheto-Creche Carochinha) • Creches:Crianças. interações e autonomia Do livro: Os fazeres na Educação Infantil -Simulação de uma carta por uma professora chamada Bia a um quadro da revista chamado Pede sugestões com questionamentos sobre os momentos do parque e tanque de areia (Marisa L. agacha e pula Revista avisalá.. Finardi) -Simulação de uma carta por uma professora chamada Gilda a um quadro da revista chamado Pede sugestões com questionamentos sobre os momentos do repouso -O banho – Parte I Tirado da seguinte bibliografia: • Rotina e projeto educacional Clice Capelossi Haddad Virgínia Gastaldi Perassolo • Bolinhas de sabão. nº 5 -Patio com objetos que possibilitam brincadeiras.do livro “A história do brinquedo” de Cristina Von) -Artigos: • Cada fase. um brinquedo • Tudo é festa nesta floresta (Brinquedoteca: um mergulho no brincar ..nº 3 (Imma Marin/Sílvia Penón) • Papel do brincar Aspectos relevantes a considerar no trabalho lúdico Revista do professor.o banho das crianças na creche (Folheto-Creche Carochinha) 232 . desce.Nylse Helena Silva Cunha) -Dicas para planejar o parque Revista avisalá..

nº 18-Cisele Ortiz e Denise Nalini) • Desenho com interferência (Revista criança) • Com a mão na massa (Revista avisalá. out.Instrumentos metodológicosI (Séries seminário/Madalena Freire) -Atenção individualizada a cada criança/Sistema de avaliação. engenhocas e cia (Revista Criança/Adriana Klisys) -Referência de seqüência didática • Ler o mundo com os olhos de crianças (Revista avisalá.nº 11) • Inventos.nº 4. nº 17 (Benedita Machado de Mello) -Referências de projetos: • Projeto Grafite/Artes (Revista avisalá) • A história de Embu/Natureza e sociedade (Revista avisalá) • Linguagem oral e escrita – gravação de um fita (Revista avisalá) • E viva o cordão azul(Revista avisalá) • Semana literária(Escola da vila) • Dança. que permitam o acompanhamento global do grupo e de cada uma das crianças (Do livro:Qualidade em educação infantil/Miguel A.nº 4-Luciana Hubner) • Lista de nomes da sala (Revista avisalá) 233 . Zabalza) -Projeto: uma nova forma de organizar os conhecimentos na escola -Quantas intenções cabem em um projeto (Revista avisalá) -Entre! As portas estão abertas Trabalho com projetos Revista avisalá. Abr/jul 2004 (Macia Elisa Valiati e Rosana Rego Cairuga) -O acompanhamento das aprendizagens e a avaliação Revista Pátio Educação infantil.que eu conto!(Revista avisalá) • Jogos de percurso(Revista avisalá) • O pulo do sapo(Revista avisalá) • Dinossauros (Escola da Vila) • Álbum do bebê (Revista avisalá. Abr/jul 2004 (Mara Carmem Silveira Barbosa) -Observação. inventores. etc.. nº 76 (Lúcia Bicalho de Lima Santos) -A avaliação como uma experiência compartilhada Revista Pátio Educação infantil..nº 4.Registro reflexivo .• Higiene corporal Saúde da criança (Alysson Carvalho e outros) -Projeto de trabalho Revista do professor. anotações. a dez de 2003.

jan. nº 12 (Lisany Contrera) -Leite de mãe Revista Vida e saúde.Confecção de fantoches (Professoras: Mariana Panizza e Ana Paula Hortelan) TEXTOS -Relação família e escola (tirado dos livros: As cem linguagens da criança/Lella Gandini e Brinquedo e Infância e do documento RCNEI) -Relatórios escritos (tirado do livro: Manual de portfólio de Elizabeth Shores e Cathy Grace) 234 . nº 12 (Fonte: Hospital Itapecerica da Serra) -O que dizem as paredes da escola (Revista avisalá) -A arte de criar ambientes que educam (Revista avisalá) -Outras possibilidades para alimentar o faz-de-conta (Revista avisalá) -Linguagem: evite e cuide dos problemas de linguagem na infância (Folhetim informativo do centro fonoaudiólogo – Daniela S. Náufel) -Calendário de desenvolvimento e segurança na infância e adolescência (Folhetim informativo da sociedade de pediatria de São Paulo) -Os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos (texto do Ministério da saúde) -Os dez aspectos-chave de uma educação infantil de qualidade –cap. Zabalza) -Esta escola é nossa mesmo (artigo tirado da Revista nova escola.As contribuições do lúdico na aprendizagem da educação Infantil (Marisa) .3 (tirado do Livro: Qualidade em educação infantil/Miguel A.Jogando.-Cárie da mamadeira Revista Vida e saúde. brincando e aprendendo .fev/2004 de Cristiane Marangon) Ano:2005 APOSTILAS .

Jan/Mar. Marmem Diez Navarro) -Jeitos de cuidar .a criança em foco.. (Luciana Esmeralda Ostetto) -Educação infantil para quem? A organização do trabalho pedagógico com crianças de 0 a 6 anos (Taicy de Ávila Figueiredo) -A importância do lúdico no desenvolvimento infantil (Maria do Rocio M. 2005 (Eliomar Inês Bedin e outra) -Espaços internos -as salas de atividades/tirado do livro: creches/atividades para crianças de zero a seis anos-Editora Moderna (Anete Abramowicz e Gisela Wajskop) -Análise de um caso: começando a refletir sobre o problema/ tirado do livro: Reunião de pais-sofrimento ou prazer?/Editora Casa do Psicólogo (Beate G.-Portfólio como recurso de avaliação O portfólio como recurso ou modalidade de avaliação vinculada à reconstrução do conhecimento -Planejamento como atitude (Warlen Fernandes Soares Maques) -Planejar é preciso (Rosa Maria Antunes de Barros) -Planejamento e construção do projeto de escola Tirado da coleção Raízes e asas -Planejamento (Maria Augusta Camargo Schimidt e Vera Maria Oliveira Carneiro) -Planejamento na educação infantil.nº 6 (M.mais que a atividade. Athuon e outros) -Reunião de pais-projeto institucional Revista avisalá (Irene Franciscato) -Perspectiva: Ajude-me a olhar Revista Pátio educação infantil. Buczek) -Atividades para crianças na faixa etária de 0 a 4 anos (site Meg) -O brincar e o pensar Organizando ambientes adequados às crianças de zero a três anos/Revista do professor. nº 10.do meu nariz cuido eu Revista avisalá.abr 2002 235 ..

engenhocas e cia Revista Criança. Beneke *Delia Lerner -Características de um projeto (Regina Scarpa) -O trabalho com projetos Tirado da apostila :Fundamentos teóricos e metodológicos da educação Infantil/IESDE (Márcia Teixeira Sebastiani) -Por uma pedagogia de projetos na escola infantil (Maria Carmem S. inventores. Barbosa e Maria da Graça Souza Horn) -Trabalhando com projetos no berçário Tirado da revista: Projeto (Monique de Oliveira Zamboni) -Brincar com água na educação infantil: por que não? Brincar com a água e aprender na ação Revista avisalá/Julho de 2004 (Renata Frauendorf) -Água com educação é questão de moderação Revista avisalá/ Julho de 2004 (Damaris Maranhão) -Entre as sombras e as luzes: um contraste que diverte e ensina Revista avisalá/ Abril de 2005 (Clélia Cortez) -Projeto viver com arte (referência de projeto) -Seqüencia de observação (referência de seqüência didática) -Projeto: o valor de uma brincadeira (referência de projeto) -Projeto: inventos. apresentação dos conteúdos e organização das atividades Tirado do livro: É possível ler na escola/Artmed (Délia Lerner) -Concepções de projeto segundo: *Reggio Emilia *Fernando Hernadez *J. Helm e S.-Escolha da forma de organização dos conteúdos Tirado do livro: É possível ler na escola/Artmed (Délia Lerner) -Gestão do tempo.nº 29 (Adriana Klisys) 236 .

mar/98 Livro:Creche:organização. características de desenvolvimento e papel do professor/De 0 a 3 anos (Marisa L.nº 4-Abr.quando e quanto de cada Revista avisalá (Sílvia Pereira de Carvalho) -O que as instituições pensam e como se organizam para planejar Revista avislá (Sueli Ap.jun/94 Revista do Professor . de Campos Silva/Maria Virgínia Gastaldi) -O sentido da adaptação à creche e à pré-escola Revista Pátio.abr. nº 8 -Desenvolvimento da criança-idade. Finardi) -Encruzilhada de vozes.a multiplicidade de discursos na comunicação oral entre crianças de 0 a 4 anos Revista avisalá (Regina Scarpa e Silvia Carvalho) -Conteúdos :quais.jan. I (Rheta de Vries e outros) -Adulto tem o dever de liberar brincadeiras infantis (Bell Kranz-da editora do equilíbrio) 237 . montagem e funcionamento/Gilda Rizzo -Avaliar é acolher (Warlen Fernandes Soares Maques) -Como atrair os pais para a escola Veja como é possível estreitar a relação com a família e formar uma parceria produtiva (Roberta Bencini) -Portas abertas para lotar as reuniões de pais (Leonardo Carneiro) -Rituais de passagem Planejamento especial para quem entra e para quem sai de uma instituição educativa Revista avisalá -O brincar e a linguagem infantil: reflexões (Porfª Ordália Alves Almeida) -Quatro interpretações do brincar na educação infantil Tirado do livro: O currículo na educação infantil: práticas e atividades/cap.-Referencia de projeto -O que qualifica um bom projeto Da editora Por um triz.Jul/2004 (Maria Clotilde Rossetti Ferreira e Kátia de Souza Amorim) -O que é adaptação e sua importância na vida da criança Revista do Professor . currículo.

Artmed.. uma proposta de formação de professores leigos – Regina Scarpa – fizemos o estudo dele durante o ano APOSTILA -Apostila de: brinquedos e brincadeiras através da sucata/Marisa L.2006 TEXTOS -Como se dá o desenvolvimento na criança (Piaget) -Texto para apoiar os esforços dos pais em proporcionarem aos filhos o melhor início da vida possível – Fazendo a diferença (Centro da infância – Governo do Canadá) -Cotidiano na Educação . De 11 a 13 -Dois pontos devem ser trabalhados para se ter um planejamento com qualidade -Dez princípios para um bom professor (Vicente Martins) -O que todo pai ou educador deve saber antes de começar a ensinar Reflexões sobre atitudes que lapidam o comportamento -Trabalho com projetos – Os segredos de um bom projeto ( Tatiana Achar) 238 . 2003 – pgs. Sextante – Toda reunião era lido uma parte como leitura compartilhada -Era assim. agora não.Tempo de chegada na Creche: conhecendo-se e fazendo-se conhecer (Giandréa Reuss Strenzel) -O papel da Educação Infantil hoje (Vera Lúcia Melis) -A importância da relação família e escola (Patrícia Corsino e Maria Ap. Finardi –Out. Ed. Maistro) .Por que um contrato didático? Vamos responder nomeando as funções do contrato didático – tirado do livro: Criar condições para aprender: o sócio construtivismo na formação do professor.-Técnicas ajudam a acalmar os bebês na escola (Fábio Takahashi) Ano:2006 LIVROS -Fizemos à leitura do livro: O Monge e o executivo – Uma história sobre a essência da liderança.. de James Hunter. Ed. de Philippe Jonnaert e Cécile Vander Borght – Artmed 2002 – pg. 188) -A pessoa que sabe trabalhar em grupo – tirado do livro: O trabalho em pequenos grupos na sala de aula. de Joan Bonals.

Jornal Bolando Aula.Cultura do riso (Adriana Friedmann) -Baú de idéias – Pedagogia de projetos: aprender com prazer – de Luciana Zenti. extraído da revista: Aprende Brasil – Ano 2 – nº 5. escrita e comunicação oral – Educação Infantil – Cardápio de Projetos elaborado pela equipe pedagógica do CEDAC – Programa Escola que Vale -Recebendo os pais na escola (Paola Gentile) -O que são Portfólios?È hora de começar – passo-a-passo na construção de um projeto. dos Santos Mendes – Jornal Bolando Aula – nº 75. Abril de 2006 -Registro – Luana Serra Elias .-Projeto de trabalho – PCN na escola. nº 75 – Abril/2006 -O Portfólio e o compromisso do aluno com sua aprednizagem (Kátia Stocco Smole) -Compartilhar conquistas: cerne do Portfólio ( Cláudia Cavalcanti Pereira) -Brincar ao ar livre: nada mais gostoso (Bruno Thadeu) -Por que usar portfólios . (Samuel Ramos Lago) -Relação Família e Escola – tirado do livro: As cem linguagens da criança – Leela Gandini -Relatórios escritos – tirado do livro: Manual de Portfólio – Elizabeth Shores e Cathy Grace -Avaliação – Observação e Registro – Revista Nova Escola – Agosto 2006 -O brincar e a linguagem infantil: reflexões – Jornal Bolando aula – nº 75/Abril 2006 -Projeto: uma nova cultura de aprendizagem – Maria Elizabeth Bianconcini de AlmeidaPUC/SP -Algumas (boas) dicas para trabalhar com projetos – Lenarde N. Junho/Julho de 2005 -Projetos extraídos do material – Leitura.tirado do livro: Manual de Portfólio – Elizabeth Shores e Cathy Grace 239 . de Lúcia Helena Alvarez Leite e outros. tirado do: Cadernos da TV escola/MEC -Reabilitando o lado criança (Tânia Ramos Fortuna) -Lúdico é parceiro do professor (Beatriz Kulisz) .

Carolina e outras (acadêmicas) -Projeto: implantação de salas de leitura nas escolas – Noovha América Editora Distribuidora de livros Ltda -Avaliando nossas crianças – Jussara Hoffmann -Sabendo um pouco mais – proposições para uma Educação infantil cidadã.-A Educação hoje é uma gincana/Antoni Zabala – Revista Idéia – nº 4 – Ano 2006 -Discutindo o planejamento e a avaliação (Madalena Freire) -Bebê adora ouvir história – Priscila Pastre – Revista Nova escola. Aristeo Leite Filho -A avaliação. 2006 240 . Fabrícia. nº 197. 195 /Setembro. 2006 -O lugar das brincadeiras nas aulas de matemática – Kátia Stocco Smole . Gabriel Handel -Sugestão de brinquedo: boneco de meia – Revista Nova escola. Nov. Piccole Invenzioni -O eu e o outro: construindo identidades no desafio do grupo. Jogo de varetas – Revista Nova escola. nº 195.Idéia de brinquedo.Grandes invenções e criando espaços para brincar.2006 -Oficina de idéias. Set.

30. segredos. O foguete. Estrelinha que reluz. porém com os mesmos arranjos da gravação original. Pato injuriado. cantar. A história da coca. O trem. O telefone. São 21 músicas da Maria Mazzetti. É bom cantar.br 4. O primeiro LP foi lançado em 1980. 1. O foguete. Marinheiros do barco a vapor. Ver de pertinho: www.culturamarcas. Pedalinho. Quintal. o CD traz todas as músicas do LP. Faixas: Angelus. BIA BEDRAN .br 2. Se quiser saber mais: www. Veja de pertinho no site da Cultura Marcas (da TV Cultura) http://www.br 3. BIA BEDRAN . Desengonçada.Coletânea de Músicas Infantis Este CD traz as primeiras músicas da Bia em LP (87 e 91).institutotear. capitão Gordon. foi um sucesso! Agora. Pedalinho.com. SUGESTÕES DE MATERIAIS CDs e DVDs para CRIANÇAS Toda criança merece músicas e imagens de qualidade! CDs INFANTIS Sugestões de CDs infantis p/ ouvir. Tudo azul.com.org. regravadas.br 241 . O trem. Fio de linha. OLÁ Do Grupo Olá. O anel. Dona Árvore. Quintal. Água terra fogo e ar. Traineira mágica. dançar com as crianças. Ciranda do anel. Dois irmãos. COCORICÓ – 23 SUCESSOS MUSICAIS Com os maiores sucessos! Canções do Hélio Ziskind. Ver de pertinho: www. O videotinha. O relógio da vovó.com.br tear@institutotear.org. musicadas pela Denise Mendonça. Segredos.biabedran. Bonita e redonda.angelsrecords.O melhor de Bia Bedran Coletânea (14 músicas): A cigarra.

. parlendas.sonhosesons. a hora do repouso. O fazendeiro. macaquinho. A nuvenzinha triste.com. pela beleza da simplicidade das músicas. 7. A casa que Pedro fez. jacaré na lagoa. Um problema chamado coiote.angelsrecords.br 242 . Grupo Curupaco (Minas Gerais): (músicas folclóricas. Ver de pertinho: www. BIA BEDRAN . Pesquisa de Lydia Hortélio da música tradicional da infância do sertão da Bahia no começo do século XX.to/zezuca 11. França (Estampie).sonhosesons.. Esse CD emociona pela delicadeza. divertidas e as crianças adoram! Neste CD as faixas são: a janela. A campo santo. Balada do rei das sereias.musicainfantil.br e www.. Ora bolas. São 24 faixas. 6. São 42 faixas. Meu anjo.. dona Chica. a pulguinha. Sem balões.. o pericaco. Ô. o grilinho. O grande navio. A história do boi.com.com. O pescador. ESTICA. BELA ALICE. Tadeu e Miguel são do Roda Pião (Minas Gerais). ele é show!!! São 28 faixas. www. Lubisome. PASSARIM O PALHAÇO CANTOR Para quem gosta de música tradicional infantil.5. Ver de pertinho: www. A Polegarina. de A a Zé. Ano Novo. O menino que foi ao vento Norte. meus filhos. A raposa e a cegonha. o rato. Prato fundo.com. Os velhinhos. 8. Portugal (Olaré. O tempo. das rodas de verso.DOBRA. Carnaval no jardim. Grupo Curupaco CD de cantigas e brincadeiras. pão pão pão. brinquedos cantados. BIA BEDRAN . ZÉ ZUCA – O que eu vejo da janela As músicas do Zé Zuca são muito legais. ró-ró).br 13. Inglaterra (Estampie).br 12. Murucututu. o sapo.com. Repertório infantil: do Brasil (Borboletinha. tem parlendas e o conto popular “a resposta está em nossas mãos”. vida. São 42 faixas com músicas. Feliz aniversário Lua.. BIA BEDRAN . contos e parlendas. Qual é a cor?.... o vai e vem. etc).br 10. Cabeça de vento. Faixas: Flor do Mamulengo..musicainfantil. A história da coca. A história de Tatê calanquê Catacan Quixilá Calanquê.BIA CANTA E CONTA 2 Faixas: Quem canta um conto. do grupo). Uma história sem fim. O bem-te-vi e a sabiá. MURUCUTUTU (Eugenio Tadeu e Miguel Queiroz) Do selo Palavra Cantada.Fazer um bem Faixas: Fazer um bem.BIA CANTA E CONTA 1 Bia conta histórias usando a música com recurso. A velha a fiar. participação especial de Antonio Nóbrega. Ver de pertinho na Sonhos e Sons: www.go. seu rosto.´ É um CD p/ quem gosta de música folclórica infantil!!! 9. A criança e a guerra. O sapato que miava. ABRA A RODA TIN DO LÊ LÊ Pesquisa de Lydia Hortélio. A sopa de pedra. também há músicas de autoria do RUBINHO DO VALE. O fogo. Conheça de pertinho: www.

psicólogo. É uma experiência sonora.br Outro CD dele (imperdível): EU QUERO A MINHA MÃE 17. Bicicleta.br 19. Reconhecimento dos números. A casa.br 20. 3 . URSINHO POOH 1. Se quiser conhecer mais:http://www.DVD e CD O DVD tem as animações das músicas: Errar é humano. Selo Palavra Cantada.com. Canções de Ninar.br 2.sonhosesons. ouvir.br 16. PALAVRA CANTADA Este selo traz CDs maravilhosos produzidos pelo Paulo Tatit e Sandra Peres. O CD com as músicas. O girassol. 3. O caderno.palavracantada. 15.com.barbatuques. www. FILMES E DESENHOS INFANTIS 1. TOQUINHO NO MUNDO DA CRIANÇA . ou pela internet. Aquarela. Ver de pertinho: www." São brinquedos cantados. vale à pena conhecer. BALANÇANDO O ESQUELETO – HAMILTON CATETE As crianças adoram a Dança das Caveiras!!! Hamilton é compositor. etc. 243 . Pé com pé. Mundo da Criança. HOJE TEM ESPETÁCULO .angelsrecords. VILLA-LOBOS & OS BRINQUEDOS DE RODA São 27 canções gravadas pelo Grupo de Percussão da UFMG & Coral Infantil da Fundação Clóvis Salgado. numa divertida releitura de nossa cultura popular.com. BARBATUQUES – CORPO DO SOM Cd com 12 músicas produzidas a partir da percussão corporal.DVD Palhaço Frajolla "Este DVD mostra como brincavam as crianças do interior do Brasil. e outros no site: www.musicainfantil. Encontra em lojas que vendam CD/DVD. O pato. Os dedinhos.14. a história do Rei barbado (com o Gilberto Gil). Frajolla é folclorista que canta e encanta crianças e adultos com suas folias circenses e cantigas de roda. 2.br 18. Seqüência dos números até 10.Descobrindo os Números DVD Walt Disney Contagem até 10.sonhosesons. com 24 faixas. Canções Curiosas. cantar e brincar! CDs: Canções de Brincar. PANDALELÊ Cd de brinquedos cantados (Minas Gerais).com.com. Cantigas de Roda. A casa. O pato. toca também no computador e você pode ver algumas animações. professor e faz música para crianças há mais de 15 anos! Ver de pertinho: www. Ver de pertinho: www. Machadinha. HORA DA CRIANÇA – QUARTETO EM CY São 13 faixas com músicas como Bicharia.com. tem cenas na rua das crianças brincando. Sítio do Pica-pau Amarelo. PALHAÇO FRAJOLA: TINDOLELÊ e REMELEXO São dois CDs com as músicas cantadas pelo Palhaço Frajola (Minas Gerais).

É tão lindo. A bela e a fera.20 histórias do folclore mundial Valdeck de Garanhuns . COCORICÓ . Desenho animado. notas musicais..com. Linéia todas as tardes vai à sua casa tomar chá e se deliciar com as páginas do livro do seu amigo jardineiro (. Músicas: Palavrinhas mágicas. São 6 episódios (cada um c/ uma música). Era um projeto da TV Cultura de contadores de histórias. letras. Tem o CD com as músicas.DVD DVD com os sucessos dos palhaços Patati e Patatá. Bia Bedran . claro/escuro.culturamarcas.. Trabalha as noções: cores. 1. Chulé.) Linéia aprende a se comportar num museu e faz muitas fotos da viagem. Tem também o CD com as mesmas músicas.). etc. 9.. Comer comer. LÁ VEM HISTÓRIA . Os grandes sucessos de PATATI PATATÁ . Técnicas de memorização. números. perto/longe. que possui um fascinante livro sobre Monet. Dá uma olhada no site da Cultura Marcas e veja de pertinho: http://www. um jardineiro aposentado.br 6. 2. eles conhecem a casa de Monet (. 5. Encontra em loja de CD/DVD. O trem da fantasia e um pot-pourri. AS AVENTURAS DA TURMA DA MARÉ . A grama foi crescendo.20 histórias do folclore mundial. mas envolvidos por uma história. São 14 músicas: Se você quer sorrir. 4. 3 CONTE COMIGO OUTRA VEZ .br 7.28 clipes musicais .Estratégia p/ contar. Entre no site e veja de pertinho: http://www. Ai meu nariz. Ilana Kaplan .20 histórias do folclore brasileiro (ele conta a história e toca músicas c/ violão. formas geométricas. É dez. Meu cachorrinho.20 histórias do folclore brasileiro (maravilhoso!!! Ela usa instrumentos musiciais) Oscar Simch . As mãos. Pula corda." Nos extras (do DVD) eles apresentam os moradores da Vila. Hora da refeição... ELIANA É DEZ Tem os sucessos da Eliana." 244 . Nosso avião.)resolvem realizar seus sonhos: viajar para Paris! Chegando lá.DVD Para quem gosta da Vila Sésamo. A língua do P.com.culturamarcas. Mundo encantado. Ele é cordelista e mamulengueiro). Trava-línguas.DVD ou VHS É da Paulinas. "Pode contar com o Ênio para fazer com que aprender os números se transforme em um musical divertido! Hoje ele vai passar pelo hotel para mostrar a todos como aprender a contar pode ser fácil e útil (. 8. Chuveiro. A dança do macaco. LINÉIA NO JARDIM DE MONET (30 minutos) VHS e DVD "O filme conta a história de uma menina sueca que tem um amigo mais velho. 10.DVD Só tem os clipes das músicas.DVD São 4 DVDs (você pode adquirir juntos ou separados). Orquestra dos bichos e Dona Felicidade..

Veja no site da Cultura Marcas: http://www. Ora bolas. 12. a generosidade e a tolerância. é a peça do teatro gravada e a aparecem algumas imagens dos desenhos de Ziraldo. costumes e tipos humanos. A turma resolve percorrer o Brasil em busca do “mais brasileiro” e nessa viagem vão conhecendo as regiões do Brasil. Veja de pertinho: http://www. o amor. números. histórias. Aprendem muitas coisas (tudo com música): cores. Criança não trabalha." A história acontece na África. 245 . "Kirikú. VHS e DVD.É um desenho animado que desperta as crianças para a obra do pintor Claude Monet. Kirikú aprende em sua luta que a origem de tanta maldade é o sofrimento e só a verdade. alfabeto. 13.palavracantada. 11. A borboleta e a lagarta. Duração: 80 minutos. são capazes de vencer a dor e as diferenças. A TURMA DO PERERÊ Musical de Tim Rescala (baseado nos personagens e histórias de Ziraldo).VHS e DVD Pra ver de pertinho: www. suas danças.org. etc.br São os clipes: Sopa. a feiticeira maldosa e seus guardiães.. Fome come. Eu. CLIPES DO PALAVRA CANTADA . um menino que nasceu para lutar e combater o mal. TURMA DA MÔNICA As aventuras da turma da Mônica (Mauricio de Sousa) já estão disponíveis em DVDs.com.com.br 14. enfrenta o poder de Karabá. VAMOS BRINCAR DE ESCOLA! Barney (50 minutos) Baby Bop vira "professora" e seus alunos (Barney e seus amigos) passam o dia com ela.culturamarcas. Irmãozinho. 16.VHS e DVD (que é bárbaro!). KIRIKÚ E A FEITICEIRA . COCORICÓ TV Cultura .. Pindorama. Desenho animado. Tem em livro também. formas.br 15. também existe em VHS. Noé. aliados à inteligência.70 minutos Da Paulinas. Rato.paulinas.

expressas em diferentes métodos. porém. à sua expressa o (plástica. livres e queridas. 246 . Mas. escrita. necessariamente. Sem. jamais abdicar da procura por ampliar. este mundo infantil. 2001) Este deve ser o objetivo fundamental de qualquer ação educativa voltada para as crianças de 0 a 6 anos. oral. tem de ser pautada por uma postura de respeito à criança: ao seu ritmo de desenvolvimento. à sua origem social e cultural. desejos e expectativas.” (LISBOA. cada vez mais.Conclusão “O fundamental para as crianças menores de seis anos é que elas se sintam importantes. A organização do trabalho o pedagógico visando alcançar estes objetivos pode assumir várias formas. em todos os tipos de linguagem) e às suas idéias. às suas relações e vínculos afetivos.

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